diff --git a/.gitignore b/.gitignore index dc0caed..7715491 100644 --- a/.gitignore +++ b/.gitignore @@ -21,6 +21,7 @@ dicbio/__pycache__/ db.sqlite3 *.sqlite3 venv/ +venv_old/ staticfiles/ media/ data/temporalidade_palavras_pt_apenas.csv diff --git a/corpus_digital/management/commands/processar_obras_tei.py b/corpus_digital/management/commands/processar_obras_tei.py index dea1e45..030fac9 100644 --- a/corpus_digital/management/commands/processar_obras_tei.py +++ b/corpus_digital/management/commands/processar_obras_tei.py @@ -6,21 +6,29 @@ from django.utils.text import slugify from django.urls import reverse -# Em corpus_digital/management/commands/processar_obras_tei.py +# --- FUNÇÕES AUXILIARES DE CONVERSÃO --- def substituir_tags_inadequadas(element, ns_tei_url_sem_chaves): """ - Substitui tags TEI por equivalentes HTML, processa , , - e divide parágrafos

que contêm quebras de página . + Substitui tags TEI por HTML e preserva os IDs para ancoragem. """ ns_tei_com_chaves = f'{{{ns_tei_url_sem_chaves}}}' - ns_map = {'tei': ns_tei_url_sem_chaves} + ns_map = {'tei': ns_tei_url_sem_chaves, 'xml': 'http://www.w3.org/XML/1998/namespace'} + xml_id_qname = etree.QName(ns_map['xml'], 'id') - # --- PASSO DE DIVISÃO DE PARÁGRAFOS (MANTIDO, É IMPORTANTE) --- + # 1. Mapear xml:id para id HTML em todos os elementos (p, s, head, etc.) + # Isso permite que o link do dicionário "pouse" no lugar certo. + for el in element.xpath(".//*[@xml:id]", namespaces=ns_map): + valor_id = el.get(xml_id_qname) + el.set('id', valor_id) + + # 2. Divisão de parágrafos

que contêm quebras while element.xpath('.//tei:p/tei:pb', namespaces=ns_map): pb_in_p = element.xpath('.//tei:p/tei:pb', namespaces=ns_map)[0] p_parent = pb_in_p.getparent() new_p = etree.Element(p_parent.tag, attrib=p_parent.attrib) + if 'id' in new_p.attrib: + new_p.set('id', f"{new_p.get('id')}_cont") new_p.text = pb_in_p.tail pb_in_p.tail = None siblings_to_move = list(pb_in_p.itersiblings()) @@ -28,311 +36,150 @@ def substituir_tags_inadequadas(element, ns_tei_url_sem_chaves): new_p.append(sibling) p_parent.addnext(new_p) p_parent.addnext(pb_in_p) - # --- FIM DO PASSO DE DIVISÃO --- - - # --- REINTRODUZIR O PROCESSAMENTO DE --- - # Encontra todas as tags - title_pages = list(element.xpath(f'.//tei:titlePage', namespaces=ns_map)) - for tp_el in title_pages: - url_imagem = tp_el.get('facs') - - # O geralmente contém o título, autor, etc. - # Nós queremos manter esse conteúdo, mas inserir um MARCADOR *antes* dele. - - if url_imagem: - page_id = f"pagina_titlepage_{tp_el.get('n', '0')}".replace(" ", "_") - display_num = tp_el.get('n', 'Título') - - # Cria o marcador - marcador = etree.Element('span') - marcador.set('id', page_id) - marcador.set('class', 'marcador-pagina marcador-titlepage') - marcador.text = f'[Pág. {display_num}] ' - marcador.set('data-facs', url_imagem) - marcador.set('data-pagina-numero', display_num) - # Insere o marcador ANTES do elemento - tp_el.addprevious(marcador) - # --- FIM DO PROCESSAMENTO DE --- - - - # --- Processar --- (código existente) - title_pages = list(element.xpath(f'.//tei:titlePage', namespaces=ns_map)) - # ... (seu código para titlePage permanece o mesmo) ... - - - # --- Processar (page breaks) - LÓGICA ATUALIZADA --- + # 3. Processar (page breaks) page_breaks = list(element.xpath(f'.//tei:pb', namespaces=ns_map)) for pb_el in page_breaks: num_pagina = pb_el.get('n', '?') url_imagem = pb_el.get('facs') - - # Criar um container

para a linha e o marcador marcador_container = etree.Element('div') - marcador_container.set('class', 'page-break-indicator') # Classe para o container geral - - # 1. Adicionar a linha horizontal - hr_element = etree.SubElement(marcador_container, 'hr') - hr_element.set('class', 'page-separator') # Classe para estilizar a linha - - # 2. Adicionar o span do marcador (que será o alvo para rolagem e JS) + marcador_container.set('class', 'page-break-indicator') + etree.SubElement(marcador_container, 'hr', attrib={'class': 'page-separator'}) + marcador_span = etree.SubElement(marcador_container, 'span') - marcador_span.set('id', f'pagina_{num_pagina.replace(" ", "_")}') # Substitui espaços no ID + # Preserva o ID do pb se houver, ou cria um de página + pid = pb_el.get(xml_id_qname) or f'pagina_{num_pagina.replace(" ", "_")}' + marcador_span.set('id', pid) marcador_span.set('class', 'marcador-pagina') - marcador_span.text = f'[p. {num_pagina}] ' + + ## Acrescentei este bloco para tentar consertar o erro de não aparecer a imagem da página + marcador_span.set('data-pagina-numero', num_pagina) + if url_imagem: marcador_span.set('data-facs', url_imagem) - if num_pagina and num_pagina != '?': - marcador_span.set('data-pagina-numero', num_pagina) - - # Se o tinha um .tail (texto seguindo-o), anexa ao container + ###--------fim do bloco------------------ + marcador_span.text = f'[p. {num_pagina}] ' + + if pb_el.tail: marcador_container.tail = pb_el.tail pb_el.tail = None - # Substitui o original pelo novo container
parent = pb_el.getparent() if parent is not None: parent.replace(pb_el, marcador_container) - # --- Outras substituições (s, note) --- (código existente) + # 4. Substituição de outras tags for el in element.iter(): tag = el.tag if tag == f'{ns_tei_com_chaves}s': el.tag = 'span' + el.set('class', 'tei-sentence') elif tag == f'{ns_tei_com_chaves}note': el.tag = 'div' el.set('class', 'nota-tei') - - # --- NOVA LÓGICA: Transformar a própria tag em um
--- - # Isso preserva o conteúdo da página de título. elif tag == f'{ns_tei_com_chaves}titlePage': el.tag = 'div' - el.set('class', 'title-page-content') # Adiciona uma classe para estilização + el.set('class', 'title-page-content') -# Função principal de conversão TEI para HTML def converter_tei_para_html_para_comando(tree): - ns_map = {'tei': 'http://www.tei-c.org/ns/1.0', 'xml': 'http://www.w3.org/XML/1998/namespace'} # Adicionado namespace xml + ns_map = {'tei': 'http://www.tei-c.org/ns/1.0', 'xml': 'http://www.w3.org/XML/1998/namespace'} tei_ns_url = 'http://www.tei-c.org/ns/1.0' + xml_id_qname = etree.QName(ns_map['xml'], 'id') text_element = tree.find('.//tei:text', namespaces=ns_map) - if text_element is None: return "

(Sem conteúdo na seção TEI )

" - # 1. Transformar tei:term em (e adicionar data-lemma) + # 1. Transformar tei:term em e apontar para o dicionário for term_el in text_element.xpath('.//tei:term', namespaces=ns_map): - lemma = term_el.get('lemma') or (term_el.text or '').strip() - slug_do_lemma = slugify(lemma) - token_superficie = term_el.text or lemma + t_id = term_el.get(xml_id_qname) + + # Lógica de link: tenta usar ref, senão usa o lemma slugificado + ref = term_el.get('ref') + if ref: + # Extrai o lema da URI (ex: http.../entry_botanica_sense1 -> botanica) + slug_do_lemma = ref.split('/')[-1].replace('entry_', '').split('_sense')[0] + else: + lemma = term_el.get('lemma') or (term_el.text or '').strip() + slug_do_lemma = slugify(lemma) term_el.tag = 'a' + term_el.set('class', 'tei-term-link') + if t_id: term_el.set('id', t_id) # Preserva o ID no HTML + try: - url_consulta = reverse('verbetes:detalhe', args=[slug_do_lemma]) + # Tenta gerar a URL usando o reverse do Django + # Ajuste 'verbetes:verbete_pelo_turtle' conforme o nome na sua urls.py + url_consulta = reverse('verbetes:verbete_pelo_turtle', args=[slug_do_lemma]) term_el.set('href', url_consulta) - except Exception as e: - # print(f"AVISO: Falha ao gerar URL para o termo '{lemma}' (slug: '{slug_do_lemma}'). Erro: {e}.") - term_el.set('href', f"/verbetes/{slug_do_lemma}/") - - term_el.text = token_superficie - if lemma: - term_el.set('data-lemma', lemma) + except: + term_el.set('href', f"/consulta/{slug_do_lemma}/") - # Limpar atributos TEI específicos de tei:term - tei_term_attrs_to_remove = ['lemma', 'norm', 'msd', 'senseNumber', 'type', 'ana', 'corresp', 'ref'] - for attr_name in list(term_el.attrib.keys()): - if attr_name in tei_term_attrs_to_remove: - del term_el.attrib[attr_name] + # Limpeza de atributos internos do TEI + for attr in ['lemma', 'norm', 'msd', 'senseNumber', 'ana', 'corresp', 'ref']: + if attr in term_el.attrib: del term_el.attrib[attr] - # 2. Chamar a função para substituir/modificar outras tags TEI (pb, titlePage, s, note) - # Esta função opera em todo o + # 2. Processar outras tags e IDs substituir_tags_inadequadas(text_element, tei_ns_url) - # --- NOVO PASSO: Adicionar classe para elementos com xml:lang="la" --- - # XPath para encontrar qualquer elemento (*) com o atributo xml:lang igual a "la" - # O namespace 'xml' é predefinido em lxml e geralmente não precisa ser declarado no ns_map para @xml:lang, - # mas é uma boa prática incluí-lo para clareza e robustez. - # No entanto, lxml pode tratar @xml:lang diretamente. Vamos testar. - # Se xpath com @xml:lang não funcionar, usaremos .get('{http://www.w3.org/XML/1998/namespace}lang') - - # Tentativa 1: XPath direto (mais limpo se funcionar) - # Nota: O namespace 'xml' é 'http://www.w3.org/XML/1998/namespace' - # elementos_latinos = text_element.xpath(".//*[@xml:lang='la']", namespaces=ns_map) - - # Tentativa 2: Iterar e verificar o atributo com namespace (mais robusto) - # O namespace para xml:lang é '{http://www.w3.org/XML/1998/namespace}lang' - xml_lang_attr_qname = etree.QName(ns_map['xml'], 'lang') # Forma correta de obter o nome qualificado - - for el_latim in text_element.xpath(".//*[attribute::*[local-name()='lang' and namespace-uri()='http://www.w3.org/XML/1998/namespace'] = 'la']", namespaces=ns_map): - # Alternativa mais simples se a de cima for complexa de ler: iterar e checar - # for el_latim in text_element.iter('*'): - # if el_latim.get(xml_lang_attr_qname) == 'la': - - # Adiciona a classe CSS - classes_existentes = el_latim.get('class') - if classes_existentes: - if 'texto-latim' not in classes_existentes.split(): - el_latim.set('class', classes_existentes + ' texto-latim') - else: - el_latim.set('class', 'texto-latim') - - # Opcional: transferir xml:lang para lang no HTML ou remover xml:lang - # Para manter o atributo lang no HTML: - el_latim.set('lang', 'la') # Adiciona o atributo lang="la" padrão do HTML - if xml_lang_attr_qname in el_latim.attrib: - del el_latim.attrib[xml_lang_attr_qname] # Remove o xml:lang original - # -------------------------------------------------------------------- - -# --- NOVO PASSO: Processar tags com referências --- - # Este loop deve rodar ANTES da limpeza final de namespaces TEI, - # mas depois que outras transformações de tag já aconteceram. - - # Primeiro, vamos construir um mapa das definições de caracteres do - char_map = {} - for char_el in tree.xpath('.//tei:charDecl/tei:char', namespaces=ns_map): - char_id = char_el.get('{http://www.w3.org/XML/1998/namespace}id') - if char_id: - mapping_el = char_el.find('tei:mapping[@type="unicode"]', namespaces=ns_map) - desc_el = char_el.find('tei:desc', namespaces=ns_map) - unicode_val = mapping_el.text.replace('U+', '') if mapping_el is not None and mapping_el.text else None - desc_val = desc_el.text if desc_el is not None and desc_el.text else char_id - char_map[f"#{char_id}"] = {'unicode': unicode_val, 'desc': desc_val} - - # Agora, encontre todas as tags com um atributo ref e processe-as - for g_el in text_element.xpath('.//tei:g[@ref]', namespaces=ns_map): - ref = g_el.get('ref') - - # Opcional: manter o texto original do se houver, para fallback - # original_text = g_el.text or "" - - # Substituir por uma Entidade Numérica HTML - if ref in char_map and char_map[ref]['unicode']: - unicode_hex = char_map[ref]['unicode'] - html_entity = f"&#x{unicode_hex};" # Ex: 톗 - - # Criar um novo elemento para conter a entidade - # Usar etree.fromstring para parsear a entidade corretamente. - # O texto da tag será a entidade, que os navegadores renderizarão como o símbolo. - # Para que o lxml não escape a entidade, precisamos de um truque. - # Vamos criar um span e definir seu 'tail' para a entidade, - # então o nó vazio será substituído pelo span, e o tail será inserido. - - span_substituto = etree.Element('span') - span_substituto.set('class', 'special-char') # Para estilização opcional - span_substituto.set('title', char_map[ref]['desc']) # Tooltip com a descrição - - # Adicionar a entidade como 'tail' do elemento que vem ANTES de - # ou como 'text' do elemento PAI se for o primeiro filho. - # A forma mais segura é substituir por um nó de texto contendo a entidade. - # Mas lxml escapa o '&'. A solução é usar um nó de comentário e depois - # substituir na string final. - placeholder = f"__CHAR_ENTITY_{unicode_hex}__" - g_el.tag = 'span' # Transforma em - g_el.text = placeholder - g_el.set('class', 'special-char') - g_el.set('title', char_map[ref]['desc']) - # Limpar atributos antigos - del g_el.attrib['ref'] - - # -------------------------------------------------- - - - # 3. Limpeza final de namespaces TEI (manter namespaces de outros como HTML 'lang') + # 3. Limpeza final de namespaces for el in text_element.iter('*'): - # Remover namespace TEI da tag if el.tag.startswith(f'{{{tei_ns_url}}}'): el.tag = el.tag.split('}', 1)[1] - - # Remover atributos com namespace TEI - # Mas preservar atributos de outros namespaces como o 'xml' (que se torna 'lang' no HTML) - # ou atributos sem namespace (como 'class', 'id', 'href', 'data-lemma', 'lang' que acabamos de adicionar) - for attr_qname_str in list(el.attrib.keys()): - if attr_qname_str.startswith(f'{{{tei_ns_url}}}'): # Se for um atributo TEI - del el.attrib[attr_qname_str] - # Se for um atributo xml:*, como xml:id, e você quiser mantê-lo como id, - # uma lógica similar à de xml:lang pode ser necessária. - # Por agora, o xml:lang foi tratado acima e convertido para 'lang'. + for attr_qname in list(el.attrib.keys()): + if attr_qname.startswith(f'{{{tei_ns_url}}}'): + del el.attrib[attr_qname] + elif attr_qname == xml_id_qname: + if 'id' not in el.attrib: el.set('id', el.attrib[attr_qname]) + del el.attrib[attr_qname] + return etree.tostring(text_element, method='html', encoding='unicode', pretty_print=True) - html_string = etree.tostring(text_element, method='html', encoding='unicode', pretty_print=True) - - # Passo final para substituir os placeholders de entidades por entidades reais - for ref_id, char_data in char_map.items(): - if char_data['unicode']: - placeholder = f"__CHAR_ENTITY_{char_data['unicode']}__" - html_entity = f"&#x{char_data['unicode']};" - html_string = html_string.replace(placeholder, html_entity) - - return html_string - +# --- CLASSE DO COMANDO DJANGO --- class Command(BaseCommand): help = 'Converte os arquivos TEI-XML das obras para HTML e salva no banco de dados.' def add_arguments(self, parser): - parser.add_argument( - '--slug', - type=str, - help='Processa apenas a obra com o slug especificado.', - ) - parser.add_argument( - '--force', - action='store_true', - help='Força o reprocessamento mesmo que já exista HTML.', - ) + parser.add_argument('--slug', type=str, help='Processa apenas uma obra.') + parser.add_argument('--force', action='store_true', help='Força reprocessamento.') def handle(self, *args, **options): slug_especifico = options['slug'] - forcar_reprocessamento = options['force'] + forcar = options['force'] - obras_a_processar = Obra.objects.all() + obras = Obra.objects.all() if slug_especifico: - try: - obras_a_processar = Obra.objects.filter(slug=slug_especifico) - if not obras_a_processar.exists(): - raise CommandError(f'Obra com slug "{slug_especifico}" não encontrada.') - except Obra.DoesNotExist: - raise CommandError(f'Obra com slug "{slug_especifico}" não encontrada.') + obras = obras.filter(slug=slug_especifico) - if not obras_a_processar.exists() and not slug_especifico: - self.stdout.write(self.style.WARNING('Nenhuma obra encontrada para processar.')) - return + if not obras.exists(): + self.stdout.write(self.style.WARNING('Nenhuma obra para processar.')) + return - self.stdout.write(self.style.SUCCESS(f'Iniciando processamento de {obras_a_processar.count()} obra(s)...')) + for obra in obras: + self.stdout.write(f'Processando: {obra.titulo}') - for obra in obras_a_processar: - self.stdout.write(f'Processando: {obra.titulo} (Slug: {obra.slug})') - - if obra.conteudo_html_processado and not forcar_reprocessamento: - self.stdout.write(self.style.NOTICE(f' HTML já existe para "{obra.titulo}". Use --force para reprocessar.')) - continue - - if not obra.caminho_arquivo: - self.stderr.write(self.style.ERROR(f' Campo "caminho_arquivo" não definido para a obra "{obra.titulo}"')) + if obra.conteudo_html_processado and not forcar: + self.stdout.write(self.style.NOTICE(f' Ignorando {obra.titulo}.')) continue - caminho_xml_completo = settings.CORPUS_XML_ROOT / obra.caminho_arquivo + # Supõe que CORPUS_XML_ROOT está em settings.py apontando para a pasta raiz dos XMLs + caminho_xml = settings.BASE_DIR / "corpus_digital" / "obras" / obra.caminho_arquivo - if not caminho_xml_completo.exists(): - self.stderr.write(self.style.ERROR(f' Arquivo XML não encontrado para "{obra.titulo}" em: {caminho_xml_completo}')) - self.stderr.write(self.style.NOTICE(f' Verifique se CORPUS_XML_ROOT em settings.py ({settings.CORPUS_XML_ROOT}) está correto e se obra.caminho_arquivo ("{obra.caminho_arquivo}") está correto.')) + if not caminho_xml.exists(): + self.stderr.write(self.style.ERROR(f' Arquivo não encontrado: {caminho_xml}')) continue try: - tree = etree.parse(str(caminho_xml_completo)) + tree = etree.parse(str(caminho_xml)) html_content = converter_tei_para_html_para_comando(tree) - obra.conteudo_html_processado = html_content obra.save() - self.stdout.write(self.style.SUCCESS(f' HTML gerado e salvo para "{obra.titulo}"')) + self.stdout.write(self.style.SUCCESS(f' Sucesso!')) - except etree.ParseError as e: - self.stderr.write(self.style.ERROR(f' Erro ao parsear XML para "{obra.titulo}": {e}')) except Exception as e: - self.stderr.write(self.style.ERROR(f' Erro inesperado ao processar "{obra.titulo}": {e}')) - import traceback - traceback.print_exc() - + self.stderr.write(self.style.ERROR(f' Erro em {obra.titulo}: {e}')) - self.stdout.write(self.style.SUCCESS('Processamento concluído.')) \ No newline at end of file + self.stdout.write(self.style.SUCCESS('Concluído.')) \ No newline at end of file diff --git a/corpus_digital/obras/anatomiasantucci.xml b/corpus_digital/obras/anatomiasantucci.xml index 5c7831b..65e1156 100644 --- a/corpus_digital/obras/anatomiasantucci.xml +++ b/corpus_digital/obras/anatomiasantucci.xml @@ -62,14 +62,16 @@ -

Hoc disecta libro, longum servare per Evum Integra in humano corpore membra docent.

+

Hoc disecta libro, longum servare per Evum Integra in humano + corpore membra docent.

SENHOR. -

COSTUME he antigo de todos os Escritores elegerem para as suas Obras Protector, que só - com o respeito do seu nome as possa defender COSTUME he antigo de todos os Escritores elegerem para as suas + Obras Protector, que só com o respeito do seu nome as possa defender das censuras, a que se expoem quando sahem a luz; e nesta eleiçaõ achaõ muitas vezes embaraço, oppondo-se de huma parte o agradecimento e a razaõ da outra. Pede a razaõ por @@ -105,15 +107,15 @@

- AO LEITOR. -

CONHECENDO eu a variedade dos juizos, que os homens fazem em qualquer materia, e que huns - reprovaõ aquillo mesmo, que outros muitos, e ainda os mais scientes approvaõ, naõ deixo de - recear oque pòde succeder a esta minha obra. Alguns haverá, que a desprezem, e a tenhaõ - por cousa escusada. Diraõ estes, que atèqui curáraõ sem noticia, e conhecimento Anatomico, - e que nao he necessaria a Anatomia para o curativo, sendo bastante a boa Filosofia, e as - boas Theoricas com a pratica dos remedios; mas a isto responde Baglivio, onde trata dos - impedimentos, que os Medicos tem para a boa Medicina, e diz:Bagliv. lib. 1 impedim. - 2 parag. vi. pag. 15. + AO LEITOR. +

CONHECENDO eu a variedade dos juizos, que os homens fazem em + qualquer materia, e que huns reprovaõ aquillo mesmo, que outros muitos, e ainda os mais + scientes approvaõ, naõ deixo de recear oque pòde succeder a esta minha obra. Alguns + haverá, que a desprezem, e a tenhaõ por cousa escusada. Diraõ estes, que atèqui curáraõ + sem noticia, e conhecimento Anatomico, e que nao he necessaria a Anatomia para o curativo, + sendo bastante a boa Filosofia, e as boas Theoricas com a pratica dos remedios; mas a isto + responde Baglivio, onde trata dos impedimentos, que os Medicos tem para a boa Medicina, e + diz:Bagliv. lib. 1 impedim. 2 parag. vi. pag. 15. Errant qui putant, se morbos feliciter curaturos, quia doctrinam rectè theorizandi adamussim callent. Errant, inquam, quia Medicus ad multò

-

Quer dizer: Erraõ os que imaginaõ, que haõ de curar com felicidade as doenças, porque - sabem muito bem a Theorica da Medicina; erraõ, digo, porque o Medico deve saber muito mais - para livrar de calumnias a Arte innocente, e para dar saude aos enfermos; devem-se abrir - os cadaveres dos que morreraõ por causa de alguma enfermidade; e naõ duvide o Medico - manchar as suas mãos para achar a parte em que estava a raiz do mal, e conhecer a sua - causa, o exito dos symptomas antecedentes.

-

Pois se a Anatomia aperfeiçoa a mais solida Medicina, mostrando a origem dos males, as - suas causas, e o modo com que se geraõ, das quaes cousas se tiraõ as indicaçoens para - escolher os remedios; quem póde duvidar, que he huma arte util, e necessaria a todo o - Medico; porque a Medicina naõ consiste só na applicaçaõ dos remedios, mas tambem na - consideraçaõ dos Quer dizer: Erraõ os que imaginaõ, que haõ de curar com + felicidade as doenças, porque sabem muito bem a Theorica da Medicina; erraõ, digo, porque + o Medico deve saber muito mais para livrar de calumnias a Arte innocente, e para dar saude + aos enfermos; devem-se abrir os cadaveres dos que morreraõ por causa de alguma + enfermidade; e naõ duvide o Medico manchar as suas mãos para achar a parte em que estava a + raiz do mal, e conhecer a sua causa, o exito dos symptomas antecedentes.

+

Pois se a Anatomia aperfeiçoa a mais solida Medicina, mostrando + a origem dos males, as suas causas, e o modo com que se geraõ, das quaes cousas se tiraõ + as indicaçoens para escolher os remedios; quem póde duvidar, que he huma arte util, e + necessaria a todo o Medico; porque a Medicina naõ consiste só na applicaçaõ dos remedios, + mas tambem na consideraçaõ dos sinaes, em investigar as causas, e nas indicaçoens, que se tiraõ à priori, para tudo o que he preciso o conhecimento da Economia dos animaes, e por conseguinte, huma perfeita noticia da estructura das partes solidas, e da natureza dos fluidos, que se preparaõ nas entranhas, no estado em que o corpo está saõ.

-

E porque o Medico naõ só deve conservar o mesmo corpo no estado natural, mas tambem - tirarlhe os impedimentos, que tem para a conservaçaõ da saude, e os effeitos das causas - morbosas; daqui se infere, que o bom Medico Pratico, como diz MalpighioMalpighio - obra posthuma, p 311., deve saber a organizaçaõ natural por meyo da Anatomia, e - os productos morbosos, mediante a abertura dos cadaveres.

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He sentir de BlancardiBlancardi in præfatione Anatom. ad - Lectorem., que a Anatomia he utilissima para a Medicina, e o mostra com muitas - authoridades, especialmente de Galeno, cujas palavras transcreve: Quomodo enim morbos curet Medicus, inquit Galenus, si Anatomes fuerit - rudis?Galen. Tambem o citado Malpighio na sua Obra posthuma +

E porque o Medico naõ só deve conservar o mesmo corpo no estado + natural, mas tambem tirarlhe os impedimentos, que tem para a conservaçaõ da saude, e os + effeitos das causas morbosas; daqui se infere, que o bom Medico Pratico, como diz + MalpighioMalpighio obra posthuma, p 311., deve + saber a organizaçaõ natural por meyo da Anatomia, e os productos morbosos, mediante a + abertura dos cadaveres.

+

He sentir de BlancardiBlancardi in præfatione Anatom. ad Lectorem., que a + Anatomia he utilissima para a Medicina, e o mostra com muitas authoridades, especialmente + de Galeno, cujas palavras transcreve: Quomodo enim morbos curet + Medicus, inquit Galenus, si Anatomes fuerit rudis?Galen. Tambem o citado Malpighio na sua Obra posthuma confirma o que os mais DD. dizem sobre a necessidade da Anatomia, conformando-se com a doutrina de Galeno, em que attesta, relatando, que antigamente a Ne dissecandi rationes cuiquam sic edocto memoriâ exciderent, non magis erat metuendum, quam ne vocis elementa scribere obliviscerentur ii, qui ab ineunte ætate ipsa - didicissent.Malp. p. 281. Galen. in lib. 2. principio de - administrat Anat. pag. 247.

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Persuade-nos o referido Malpighio com as authoridades de HippocratesHippocrat. - sect. I. p. 1 Malp. eodem libro p. 537., que he necessaria a saberse a Economia - do animal, a qual provém da mecanica dos corpos solidos de diversas figuras, e da - actividade dos fluidos: Cæterum & hæc cognoscere oportere mihi - videtur nimirum, quæ affectiones homini ex facultatibus, ac potentiis, quæ item ex - figuris adveniunt. Quod autem dico tale est; neque facultatem quidem esse, humorum - summas vires, ac robur nosse. Figuras autem dico, quæ in ipso homine insunt; aliæ enim - causæ sunt, & ex amplitudine in arctum coactæ, & aliæ expassæ, aliæ solidæ, - & rotundæ, aliæ latæ, & pensiles, aliæ externæ, aliæ longæ, aliæ densæ, aliæ - spongiformes, &c.

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Conheceo o mesmo Hippocrates ser Malp. p. 281. Galen. + in lib. 2. principio de administrat Anat. pag. 247.

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Persuade-nos o referido Malpighio com as authoridades de + HippocratesHippocrat. sect. I. p. 1 Malp. eodem libro p. + 537., que he necessaria a saberse a Economia do animal, a qual provém da mecanica + dos corpos solidos de diversas figuras, e da actividade dos fluidos: Cæterum & hæc cognoscere oportere mihi videtur nimirum, quæ + affectiones homini ex facultatibus, ac potentiis, quæ item ex figuris adveniunt. Quod + autem dico tale est; neque facultatem quidem esse, humorum summas vires, ac robur nosse. + Figuras autem dico, quæ in ipso homine insunt; aliæ enim causæ sunt, & ex + amplitudine in arctum coactæ, & aliæ expassæ, aliæ solidæ, & rotundæ, aliæ latæ, + & pensiles, aliæ externæ, aliæ longæ, aliæ densæ, aliæ spongiformes, + &c.

+

Conheceo o mesmo Hippocrates ser necessaria a Anatomia a hum bom Medico, dizendo elle mesmo, que nunca persuadiria aos Medicos, aos enfermos, e aos homens de juizo, que o conhecimento de toda a natureza, e dos inventos da Arte seja superfluo: Nunquam persuadebit Medicis, infirmis, nec hominibus ratione præditis superfluam esse bono Medico cognitionem totius - naturæ, & inventorum Artis.Hipocr. in Malpig. pag. 339. - Nestas palavras dá a entender a necessidade, que temos de saber ainda a estructura das - partes, que saõ menores, dizendo: Totius naturæ.

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Tem qualquer na profissaõ, que exercita, a obrigaçaõ de saber o que lhe he necessario; e - por isso Galeno diz, que especialmente os Cirurgioens, deixando as cousas menos - necessarias, façaõ diligencia para saber o que lhe he necessario para a tal arte: - Galen. in lib. 2. de administrat. Anatom. p. 250. + naturæ, & inventorum Artis.Hipocr. in + Malpig. pag. 339. Nestas palavras dá a entender a necessidade, que temos de saber + ainda a estructura das partes, que saõ menores, dizendo: Totius naturæ.

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Tem qualquer na profissaõ, que exercita, a obrigaçaõ de saber o + que lhe he necessario; e por isso Galeno diz, que especialmente os Cirurgioens, deixando + as cousas menos necessarias, façaõ diligencia para saber o que lhe he necessario para a + tal arte: Galen. in lib. 2. de administrat. Anatom. p. + 250. Quamobrem adortor juvenes relictis in præsentia cerebri, cordis, linguæ, pulmonis, jecinoris, lienis, renum dissectionibus, prius ediscant, quali brachium, scapulæ, & cubitus connexu delingentur; quomodo rursus alia artuum membra @@ -191,122 +197,128 @@ />quæ tum usui hominum necessario, tum arti maximè conducunt ire primum Juvenes operæ pretium sit. Deinde verò quòd eundem disciplinæ ordinem Commentariis de usu partium observent. Quod opus non minus Philosophis, quam Medicis utile existit.

-

Com que, he preceito de Galeno, que os moços estudantes, por boa direcçaõ nos seus - estudos, primeiro se appliquem ao Tratado dos musculos, dos nervos, e dos vasos, que estaõ - no ambiente externo do corpo, e depois estudem aquella Anatomia das entranhas com a mesma - ordem, que elle mesmo ensina nos seus livros de usu partium: e conclue, que este trabalho - he util, naõ só aos Filosofos, mas tambem aos Medicos.

-

Tambem Pedro Dionis corrobora estas authoridades, dizendo, que a Sciencia Anatomica he - muito util, e de fruto a todos os homens, e principalmente àquelles, que exercitaõ a - Medicina, e Cirurgia; e que querendo negar isso, he o mesmo, que negarse de naõ ser - Medico, e da mesma faculdade, sendo esta a base, e fundamento da Medicina; e que - absolutamente he impossivel, que se cure nenhum mal, e que os Cirurgioens façaõ nenhuma - obra, sem que primeiro conheçaõ a parte molestada. As suas Com que, he preceito de Galeno, que os moços estudantes, por boa + direcçaõ nos seus estudos, primeiro se appliquem ao Tratado dos musculos, dos nervos, e + dos vasos, que estaõ no ambiente externo do corpo, e depois estudem aquella Anatomia das + entranhas com a mesma ordem, que elle mesmo ensina nos seus livros de usu partium: e + conclue, que este trabalho he util, naõ só aos Filosofos, mas tambem aos Medicos.

+

Tambem Pedro Dionis corrobora estas authoridades, dizendo, que a + Sciencia Anatomica he muito util, e de fruto a todos os homens, e principalmente àquelles, + que exercitaõ a Medicina, e Cirurgia; e que querendo negar isso, he o mesmo, que negarse + de naõ ser Medico, e da mesma faculdade, sendo esta a base, e fundamento da Medicina; e + que absolutamente he impossivel, que se cure nenhum mal, e que os Cirurgioens façaõ + nenhuma obra, sem que primeiro conheçaõ a parte molestada. As suas palavras saõ: Scientia Anatomica, quibusvis hominibus adeò utilis est, ac fructuosa, iis præsertim, qui Medicinam, & Chirurgiam exercent, ut hanc negligere nequeant, quin professionem suam penitús abdicent, cúm ea hujus basis, & fundamentum sit, & absolutè, impossibile sit, ut ullum unquam norbum curent, - nec ullam faciant operationem, nisi priús afflictam partem - cognoverint.Petri Dion. in Anatom. pag. 116.

-

Considera, Leitor, para melhor conhecimento desta verdade, quanto os modernos tem - descuberto por meyo da Anatomia, e confessarás então, que estes reformáraõ as Theoricas, e - mudáraõ em parte a Pratica. Estes dispuzeraõ a serie dos males, segundo a economia do - corpo, seguindo a passagem do mantimento mudado em chylo, do chylo mudado em sangue, do - sangue separado em diversas entranhas, da bile, do succo nerveo, e outros - fluidos separados do sangue, expondo varias mutaçoens morbosas, que succedem nesta - economia, e deduzindo destas à priori as indicaçoens, as quaes tem procurado satisfazer, - propondo remedios conhecidos à priori, e posteriori.

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Pois naõ he pouco o que tem descuberto os modernos por meyo da Anatomia, como a - estructura do coraçaõ, e o seu uso, a Petri Dion. in Anatom. pag. 116.

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Considera, Leitor, para melhor conhecimento desta verdade, + quanto os modernos tem descuberto por meyo da Anatomia, e confessarás então, que estes + reformáraõ as Theoricas, e mudáraõ em parte a Pratica. Estes dispuzeraõ a serie dos males, + segundo a economia do corpo, seguindo a passagem do mantimento mudado em chylo, do chylo + mudado em sangue, do sangue separado em diversas entranhas, da bile, do succo nerveo, e outros fluidos separados do + sangue, expondo varias mutaçoens morbosas, que succedem nesta economia, e deduzindo destas + à priori as indicaçoens, as quaes tem procurado satisfazer, propondo remedios conhecidos à + priori, e posteriori.

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Pois naõ he pouco o que tem descuberto os modernos por meyo da + Anatomia, como a estructura do coraçaõ, e o seu uso, a circulaçaõ do sangue, o movimento da arteria, o uso das veas. A existencia dos vasos lymphaticos, o seu licor, a sua propagaçaõ, o seu termo, e a vea axillar, as veas lacteas, - e o seu progresso, a estructura do figado com o seu novo uso, e movimento da - bile, a estructura, e vasos das Parotidas com o seu uso. A existencia das - glandulas do Paladar, e da Traca, a composiçaõ do cerebro, que necessariamente separa hum - fluido, que se mete nos nervos. A estructura dos rins, as glandulas, que se chamaõ - succenturiadas, a existencia das papillas da lingua para o gosto, a existencia das - papillas cutaneas para o tacto. A estructura glandulosa do ventriculo, e suas ordens de - fibras, a estructura das glandulas chamadas Conglobadas com o seu uso. A via do suor, e da - transpiraçaõ, a geraçaõ dos óvos nos animaes viviperos. As tracas, e os bofes nos - insectos, nas plantas, e nos animaes imperfeitos, a respiraçaõ nos viventes. A estructura - dos bofes, e dos musculos, e muitas cousas, que se descubriraõ no orgaõ do ouvido, e da - vista, e em outras partes do corpo humano: donde se vê quanto descobriraõ os modernos.

-

Não tinhaõ os antigos esta luz, andavaõ muito às escuras: vemos isto considerando bile, a estructura, e vasos das Parotidas com o seu uso. + A existencia das glandulas do Paladar, e da Traca, a composiçaõ do cerebro, que + necessariamente separa hum fluido, que se mete nos nervos. A estructura dos rins, as + glandulas, que se chamaõ succenturiadas, a existencia das papillas da lingua para o gosto, + a existencia das papillas cutaneas para o tacto. A estructura glandulosa do ventriculo, e + suas ordens de fibras, a estructura das glandulas chamadas Conglobadas com o seu uso. A + via do suor, e da transpiraçaõ, a geraçaõ dos óvos nos animaes viviperos. As tracas, e os + bofes nos insectos, nas plantas, e nos animaes imperfeitos, a respiraçaõ nos viventes. A + estructura dos bofes, e dos musculos, e muitas cousas, que se descubriraõ no orgaõ do + ouvido, e da vista, e em outras partes do corpo humano: donde se vê quanto descobriraõ os + modernos.

+

Não tinhaõ os antigos esta luz, andavaõ muito às escuras: vemos + isto considerando em especie os rins, os quaes para com os antigos eraõ entranhas feitas de carne, as quaes por sympatia propria attrahiaõ a sorosidade da vea Cava, por meyo das Emulgentes para a sua nutriçaõ.

-

Os modernos dizem, que os rins saõ hum aggregado de glandulas milhares, das quaes - nascidos os vasos excretorios, aperfeiçoaõ o corpo, que a estas glandulas se manda o - sangue das arterias, e dos seus meatos, e bocas se separa, ou cahe a agua cheya de saes, e - de partes volateis, e que o restante do sangue pelas veas torna dos rins ao coraçaõ.

-

Se do figado diziaõ os antigos, que feita a alteraçaõ pela faculdade natural, mediante a - propria carne, se gera o sangue para todo o corpo, do chylo introduzido pela vea Porta: e - por quanto de qualquer decocçaõ, que se faz, sahem dous generos de excrementos, hum - crasso, e outro tenue, por isso a bile, como excremento crasso, vay aos - intestinos, e fica o soro com o sangue.

-

Segundo os modernos, o figado he huma glandula composta de quasi innumeraveis - follesinhos, pela porosa estructura dos quaes a bile se separa do sangue, que - se introduz pela vea Porta, e arteria Celiaca. A bile he Os modernos dizem, que os rins saõ hum aggregado de glandulas + milhares, das quaes nascidos os vasos excretorios, aperfeiçoaõ o corpo, que a estas + glandulas se manda o sangue das arterias, e dos seus meatos, e bocas se separa, ou cahe a + agua cheya de saes, e de partes volateis, e que o restante do sangue pelas veas torna dos + rins ao coraçaõ.

+

Se do figado diziaõ os antigos, que feita a alteraçaõ pela + faculdade natural, mediante a propria carne, se gera o sangue para todo o corpo, do chylo + introduzido pela vea Porta: e por quanto de qualquer decocçaõ, que se faz, sahem dous + generos de excrementos, hum crasso, e outro tenue, por isso a bile, como excremento crasso, vay aos intestinos, e fica + o soro com o sangue.

+

Segundo os modernos, o figado he huma glandula composta de quasi + innumeraveis follesinhos, pela porosa estructura dos quaes a bile se separa do sangue, que se introduz pela vea + Porta, e arteria Celiaca. A bile he fermento util, e necessario, que se separa pelo proprio vaso, que he o póro Biliario, e vay para os intestinos tenues, e o seu uso he diminuir, e attenuar as particulas do chylo, e mudar a uniaõ das partes minimas do mesmo chylo, como se dirá no seu lugar.

-

Naõ saõ estes descobrimentos da Anatomia uteis à Medicina com a industria dos modernos? - Naõ se vê claramente a diversidade, com que se explicaõ? Naõ se conhecem differentes usos - daquelles, que imaginavaõ os antigos? E essa noticia pòde duvidarse, que seja de grande - utilidade a Theorica, e as curas, que devem fazerse? Quantos caminhos se vem descubertos - para achar remedios, sabendo-se as taes novas estructuras, e os taes usos. Finalmente, - pòdemse agora remediar muitos males, que os antigos naõ podiaõ.

-

Naõ me dilato mais em provar a necessidade da Anatomia para o estudo, e pratica da - Medicina, porque todos os Authores antigos, e modernos dizem o mesmo, que eu digo; cuja - verdade se reconhece em todo o Mundo. Pois naõ ha Principe amigo das Sciencias, que naõ - remunère esta com especialidade, e precedencia às mais, naõ só em razaõ do laborioso - exercicio de quem a Naõ saõ estes descobrimentos da Anatomia uteis à Medicina com a + industria dos modernos? Naõ se vê claramente a diversidade, com que se explicaõ? Naõ se + conhecem differentes usos daquelles, que imaginavaõ os antigos? E essa noticia pòde + duvidarse, que seja de grande utilidade a Theorica, e as curas, que devem fazerse? Quantos + caminhos se vem descubertos para achar remedios, sabendo-se as taes novas estructuras, e + os taes usos. Finalmente, pòdemse agora remediar muitos males, que os antigos naõ + podiaõ.

+

Naõ me dilato mais em provar a necessidade da Anatomia para o + estudo, e pratica da Medicina, porque todos os Authores antigos, e modernos dizem o mesmo, + que eu digo; cuja verdade se reconhece em todo o Mundo. Pois naõ ha Principe amigo das + Sciencias, que naõ remunère esta com especialidade, e precedencia às mais, naõ só em razaõ + do laborioso exercicio de quem a aprende, mas por ser hum inomitivel principio para constituir pericia no Medico, e Cirurgiaõ.

-

Na mente do nosso Monarcha, a quem nenhum excede no amor das Sciencias, se acrysolou - tanto esta verdade, que para evitar o teimoso despreso de Cirurgioens perguiçosos, de seu - motu proprio, e por Real Decreto os constitùe inhabeis para o uso da sua Sciencia, sem que - preceda huma approvaçaõ Anatomica.

-

Este o fundamento, que tive para no idioma Portuguez, e naõ na lingua Latina, entendida - de poucos, e aquella de todos, lhe dar ao prélo esta recopilaçaõ mais breve, e clara, que - me foy possivel, seguindo o dictame de muitos DD. omittindo nella as questoens, - argumentos, e algumas observações feitas pelos AA. Anatomicos, porque isso seria huma - Anatomia completa, alheya do meu intento, que em especial se dirigio a emendar as - postillas, que os Estudantes conservaõ, e mandaraõ fóra do Reyno com erros: além de que, - sendo todo o meu fim imprimir este livro só em beneficio do publico, sem razaõ fora +

Na mente do nosso Monarcha, a quem nenhum excede no amor das + Sciencias, se acrysolou tanto esta verdade, que para evitar o teimoso despreso de + Cirurgioens perguiçosos, de seu motu proprio, e por Real Decreto os constitùe inhabeis + para o uso da sua Sciencia, sem que preceda huma approvaçaõ Anatomica.

+

Este o fundamento, que tive para no idioma Portuguez, e naõ na + lingua Latina, entendida de poucos, e aquella de todos, lhe dar ao prélo esta recopilaçaõ + mais breve, e clara, que me foy possivel, seguindo o dictame de muitos DD. omittindo nella + as questoens, argumentos, e algumas observações feitas pelos AA. Anatomicos, porque isso + seria huma Anatomia completa, alheya do meu intento, que em especial se dirigio a emendar + as postillas, que os Estudantes conservaõ, e mandaraõ fóra do Reyno com erros: além de + que, sendo todo o meu fim imprimir este livro só em beneficio do publico, sem razaõ fora desaproveitar a utilidade, difficultando pelo idioma a intelligencia dos documentos, por naõ me sacrificar ao rigor das censuras.

-

Divide-se esta Obra em tres Livros: o primeiro trata das partes em geral, e de cada huma - das entranhas em particular. O segundo dos ossos. O terceiro dos musculos. Para mayor - clareza, e melhor conhecimento de tudo, se veraõ nos ditos livros abertas com muito primor - as figuras, que representaõ as mesmas partes, que se explicaõ, e se devem conhecer - distinctamente.

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Divide-se esta Obra em tres Livros: o primeiro trata das partes + em geral, e de cada huma das entranhas em particular. O segundo dos ossos. O terceiro dos + musculos. Para mayor clareza, e melhor conhecimento de tudo, se veraõ nos ditos livros + abertas com muito primor as figuras, que representaõ as mesmas partes, que se explicaõ, e + se devem conhecer distinctamente.

- PRIVILEGIO -

DOM Joaõ por graça de Deos Rey de Portugal, e dos Algarves, dàquem, e dàlem mar, em - Africa Senhor de Guinè, &c. Faço saber, que o Doutor Bernardo Santucci me representou - por sua petiçaõ, que elle estava imprimindo o Livro intitulado Anatomia Recopilada: e como - a compozesse com trabalho de muitos amnos, e agora para a impressaõ della tinha feito hum - grave dispendio por levar dezoito estampas muito flnas, àlem de que seria difficultoso ao - Supplicante recuperar o seu importe, em razaõ de ser impresso na lingua Portugueza, e - assim só poderia ter consumo nestes Reynos, a cuja utilidade o Supplicante sómente - attendera, por cujas razoens, me pedia lhe fizesse mercè conceder Privilegio para que por - tempo de dez annos ninguem pudesse imprimir o dito Livro, com as penas costumadas. E visto - o que allegou, e reposta do Procurador de minha Coroa, a que se deu vista, e naõ teve - duvida: Hey por bem de conceder ao Supplicante o Privilegio de que faz mençaõ, por tempo - de dez annos PRIVILEGIO +

DOM Joaõ por graça de Deos Rey de Portugal, e dos Algarves, + dàquem, e dàlem mar, em Africa Senhor de Guinè, &c. Faço saber, que o Doutor Bernardo + Santucci me representou por sua petiçaõ, que elle estava imprimindo o Livro intitulado + Anatomia Recopilada: e como a compozesse com trabalho de muitos amnos, e agora para a + impressaõ della tinha feito hum grave dispendio por levar dezoito estampas muito flnas, + àlem de que seria difficultoso ao Supplicante recuperar o seu importe, em razaõ de ser + impresso na lingua Portugueza, e assim só poderia ter consumo nestes Reynos, a cuja + utilidade o Supplicante sómente attendera, por cujas razoens, me pedia lhe fizesse mercè + conceder Privilegio para que por tempo de dez annos ninguem pudesse imprimir o dito Livro, + com as penas costumadas. E visto o que allegou, e reposta do Procurador de minha Coroa, a + que se deu vista, e naõ teve duvida: Hey por bem de conceder ao Supplicante o Privilegio + de que faz mençaõ, por tempo de dez annos para que durante esses nenhum Impressor, Livreiro, ou outra alguma pessoa possa imprimir, vender, nem mandar vir de fóra o Livro referido, sem licença do Supplicante sob @@ -326,18 +338,18 @@

- LICENÇAS. + LICENÇAS.
- DO SANTO OFFICIO. -

APPROVAÇAÕ DO R. P. M. Fr. Joseph Pereira de Santa Ama, Jubilado na Sagrada Theologia, - e Doutor na mesma Faculdade pela Universidade de Coimbra, Definidor actual desta - Provincia de Portugal, e Qualificador do Santo Officio.

-

EMINENTISSIMO SENHOR.

-

Vi por ordem de V. Eminencia o Livro intitulado: Anatomia Recopilada, que compoz, e - quer imprimir Bernardo Santucci, Mestre em Artes, e Doutor pela memoravel Universidade - de Bolonha; sugeito de modo consummado nas sciencias de sua profissaõ, que no Hospital - Real desta Corte, por determinaçaõ Regia, dignamente occupa a honorifica Cadeira DO SANTO OFFICIO. +

APPROVAÇAÕ DO R. P. M. Fr. Joseph Pereira de Santa Ama, + Jubilado na Sagrada Theologia, e Doutor na mesma Faculdade pela Universidade de Coimbra, + Definidor actual desta Provincia de Portugal, e Qualificador do Santo Officio.

+

EMINENTISSIMO SENHOR.

+

Vi por ordem de V. Eminencia o Livro intitulado: Anatomia + Recopilada, que compoz, e quer imprimir Bernardo Santucci, Mestre em Artes, e Doutor + pela memoravel Universidade de Bolonha; sugeito de modo consummado nas sciencias de sua + profissaõ, que no Hospital Real desta Corte, por determinaçaõ Regia, dignamente occupa a + honorifica Cadeira de Anatomia. Para nella ser admittido, bastou a commua, e invariavel opiniaõ, que havia do seu grande talento, e boa capacidade. Mas naõ deixou de ser favoravel, e @@ -361,13 +373,13 @@ doutrinas se acharaõ inteiramente restituìdos da sua perdida saude. Daqui resultou clamarem todos dizendo: Morbus præcessit: Salus autem appropinquavit. - Carl. Vanchort. tr. 2. concr. 21.Igualmente gratos ao nosso benefico - Monarca, devemos em obsequio seu repetir o mesmo clamor; por ser o medianeiro de - merecerem os seus Vassallos a assistencia de hum Mestre taõ perito na Anatomia, que por - ensinar o modo de se conhecer dentro das entranhas dos cadaveres as enfermidades - dependentes de semelhantes observaçoens, consegue neste Paiz, naõ as reprovadas - idolatrias, que os Cretenses offereciaõ a Apollo; mas as devidas estimaçoens de - Peregrino. Da parte do Levante, onde em ordem a nòs, se demarca a Italia, desceo a + Carl. Vanchort. tr. 2. concr. 21.Igualmente gratos + ao nosso benefico Monarca, devemos em obsequio seu repetir o mesmo clamor; por ser o + medianeiro de merecerem os seus Vassallos a assistencia de hum Mestre taõ perito na + Anatomia, que por ensinar o modo de se conhecer dentro das entranhas dos cadaveres as + enfermidades dependentes de semelhantes observaçoens, consegue neste Paiz, naõ as + reprovadas idolatrias, que os Cretenses offereciaõ a Apollo; mas as devidas estimaçoens + de Peregrino. Da parte do Levante, onde em ordem a nòs, se demarca a Italia, desceo a Portugal, que lhe fica ao Poente: de Cortóna à Cidade de Lisboa, e finalmente deixou a Patria para brilhar em terra estranha. -

Doutor Fr. Poseph Pereira de Santa Anna.

+

Doutor Fr. Poseph Pereira de Santa Anna.

-

Vista a informaçaõ, pòde-se imprimir o Livro de que se trata, e depois de impresso - tornarà para se conferir, e dar licença que corra, sem a qual naõ correrà. Lisboa - Occidental o 1. de Julho de 1738.

-

Fr. R. Lancastre. Sylva. Soares. Abreu.

+

Vista a informaçaõ, pòde-se imprimir o Livro de que se trata, + e depois de impresso tornarà para se conferir, e dar licença que corra, sem a qual naõ + correrà. Lisboa Occidental o 1. de Julho de 1738.

+

Fr. R. Lancastre. Sylva. Soares. Abreu.

- DO ORDINARIO. -

POde-se imprimir o Livro de que se trata, e depois de impresso tornarà para se - conferir, e dar licença para que corra. Lisboa Occidental 3. de Julho de 1738.

-

Gouvea.

+ DO ORDINARIO. +

POde-se imprimir o Livro de que se trata, e depois de impresso + tornarà para se conferir, e dar licença para que corra. Lisboa Occidental 3. de Julho de + 1738.

+

Gouvea.

- DO PAÇO. -

APPROVAÇAÕ DO DOUTOR Francisco Xavier Leitaõ, Medico da Camera Real, Academico do - numero da Academia da Historia Portugueza, e Cirurgiaõ Mòr do Reyno, &c.

-

SENHOR

-

ESte Livro, que V. Magestade me mandou ver, he huma recopilaçaõ da Anatomia, em que seu - Author o DO PAÇO. +

APPROVAÇAÕ DO DOUTOR Francisco Xavier Leitaõ, Medico da Camera + Real, Academico do numero da Academia da Historia Portugueza, e Cirurgiaõ Mòr do Reyno, + &c.

+

SENHOR

+

ESte Livro, que V. Magestade me mandou ver, he huma + recopilaçaõ da Anatomia, em que seu Author o Doutor Bernardo Santucci com boa ordem, muita clareza, e estylo facil nos dà a conhecer huma Arte, sem a qual nem ha Medico douto, nem Cirurgiaõ perito. Desejava-se @@ -411,22 +425,22 @@ mayor parte romancistas. Esta utilidade consegue agora o publico com esta Obra, que naõ só merece a licença, que pede para se imprimir, mas que todos a louvem, e a estimem. V. Magestade mandarà o que for servido. Lisboa Occidental 31. de Julho de 1738.

-

Francisco Xavier Leitaõ.

-

QUe se possa imprimir, vistas as licenças do Santo Officio, e Ordinario, e depois de - impresso tornarà à Mesa para se conferir, e taxar, que sem isso naõ correrà. Lisboa - Occidental 7. de Agosto de 1738.

-

Pereira. Coelho.

+

Francisco Xavier Leitaõ.

+

QUe se possa imprimir, vistas as licenças do Santo Officio, e + Ordinario, e depois de impresso tornarà à Mesa para se conferir, e taxar, que sem isso + naõ correrà. Lisboa Occidental 7. de Agosto de 1738.

+

Pereira. Coelho.

-

Visto estar conforme com o ogirinal pòde correr. Lisboa Occidental 27. de Janeiro de - 1739.

-

Fr. R. Lancastre. Teixeira. Cabedo. Soares. Abreu.

-

Visto estar conforme com o original pòde correr. Lisboa Occidental 30. de Janeiro de - 1739.

-

Gouvea.

-

Taxaõ em papel este livro em tres mil reis, para que possa correr. Lisboa Occidental 4. - de Fevereiro de 1739.

-

Pereira. Teixeira. Vas de Carvalho. Cardial. Coelho.

+

Visto estar conforme com o ogirinal pòde correr. Lisboa + Occidental 27. de Janeiro de 1739.

+

Fr. R. Lancastre. Teixeira. Cabedo. Soares. Abreu.

+

Visto estar conforme com o original pòde correr. Lisboa + Occidental 30. de Janeiro de 1739.

+

Gouvea.

+

Taxaõ em papel este livro em tres mil reis, para que possa + correr. Lisboa Occidental 4. de Fevereiro de 1739.

+

Pereira. Teixeira. Vas de Carvalho. Cardial. Coelho.

- EXPLICAÇAÕ DAS LETRAS DA ESTAMPA I. -

Na Figura primeira se representa todas as partes externas do corpo humano, e se apontaõ - as veas, que ordinariamente se mandaõ sangrar.

-

Testa.

-

Moleira.

-

Toutiço.

-

Fontes.

-

Garganta.

-

Cachaço.

-

Hombros.

-

Peitos.

-

Claviculas.

-

Lado, ou Ilharga.

-

Espinhela.

-

Regiaõ Epigastria.

-

Regiaõ Umbilical.

-

Regiaõ Hypogastria.

-

Hypocondrio direito.

-

Ilio direito.

-

Pubes.

-

Virilha direita.

-

Lombos.

-

Nadegas, ou nates.

-

Flexura do Cotovello.

-

Antebraço.

-

Collo da maõ, ou Carpo.

-

Costa da maõ, ou metacarpo.

-

Vola da maõ.

-

Dedo polegar.

-

Dedo mostrador.

-

Dedo do meyo.

-

Dedo Annular.

-

Dedo Auricular, ou pequeno.

-

Coxas, ou pernas.

-

Joelhos.

-

Poples, ou Curva da perna.

-

Canella da Perna, ou Tibia.

-

Barriga da perna, ou Sura.

-

Tornozello externo.

-

Tornozello interno.

+ EXPLICAÇAÕ DAS LETRAS DA ESTAMPA I. +

Na Figura primeira se representa todas as partes externas do + corpo humano, e se apontaõ as veas, que ordinariamente se mandaõ sangrar.

+

Testa.

+

Moleira.

+

Toutiço.

+

Fontes.

+

Garganta.

+

Cachaço.

+

Hombros.

+

Peitos.

+

Claviculas.

+

Lado, ou Ilharga.

+

Espinhela.

+

Regiaõ Epigastria.

+

Regiaõ Umbilical.

+

Regiaõ Hypogastria.

+

Hypocondrio direito.

+

Ilio direito.

+

Pubes.

+

Virilha direita.

+

Lombos.

+

Nadegas, ou nates.

+

Flexura do Cotovello.

+

Antebraço.

+

Collo da maõ, ou Carpo.

+

Costa da maõ, ou metacarpo.

+

Vola da maõ.

+

Dedo polegar.

+

Dedo mostrador.

+

Dedo do meyo.

+

Dedo Annular.

+

Dedo Auricular, ou pequeno.

+

Coxas, ou pernas.

+

Joelhos.

+

Poples, ou Curva da perna.

+

Canella da Perna, ou Tibia.

+

Barriga da perna, ou Sura.

+

Tornozello externo.

+

Tornozello interno.

-

Collo do pè, ou Tarso.

-

Peito do pè, ou Metatarso

-

Calcanhar.

-

Vea Julgular externa.

-

Vea Mediana.

-

Vea Cefalica.

-

Vea Basilica.

-

Vea Salvatella da maõ esquerda.

-

Vea Saphena da Coxa, e do pè.

-

Figura segunda, representa varias ordens de Fibras.

-

Fibras Longitudinaes, e rectas.

-

Fibras transversas.

-

Fibras obliquas.

-

Fibras circulares.

-

Fibras angulares.

-

Fibras Spiraes.

-

Figura terceira, representa os vasos lymphaticos ligados juntamente com hum ramo de vasos - de sangue.

-

Figura quarta, mostra hum musculo, e as suas partes.

-

Cabeça do musculo.

-

Cauda do musculo.

-

Ventre do musculo.

-

Figura quinta representa a fabrica da cute vista com o microscôpio.

-

Papillas.

-

Vasos debaixo da Cute.

-

Figura sexta, demostra huma porçaõ de cute com sua Epidermi, como apparece debaixo do - microscôpio.

-

Figura setima, e oitava, representaõ dous cabellos, como se observaõ por meyo do +

Collo do pè, ou Tarso.

+

Peito do pè, ou Metatarso

+

Calcanhar.

+

Vea Julgular externa.

+

Vea Mediana.

+

Vea Cefalica.

+

Vea Basilica.

+

Vea Salvatella da maõ esquerda.

+

Vea Saphena da Coxa, e do pè.

+

Figura segunda, representa varias ordens de Fibras.

+

Fibras Longitudinaes, e rectas.

+

Fibras transversas.

+

Fibras obliquas.

+

Fibras circulares.

+

Fibras angulares.

+

Fibras Spiraes.

+

Figura terceira, representa os vasos lymphaticos ligados + juntamente com hum ramo de vasos de sangue.

+

Figura quarta, mostra hum musculo, e as suas partes.

+

Cabeça do musculo.

+

Cauda do musculo.

+

Ventre do musculo.

+

Figura quinta representa a fabrica da cute vista com o microscôpio.

+

Papillas.

+

Vasos debaixo da Cute.

+

Figura sexta, demostra huma porçaõ de cute com sua Epidermi, + como apparece debaixo do microscôpio.

+

Figura setima, e oitava, representaõ dous cabellos, como se + observaõ por meyo do microscôpio.

@@ -513,60 +531,62 @@
- ESTAMPA II. -

Na figura primeira mostra-se as cuberturas commuas do corpo humano, e muitas partes da - cavidade do Abdomen.

-

Cuticula.

-

Cute.

-

Membrana adiposa.

-

Parte do Peritôneo, que està cobrindo os intestinos pela parte do Hypogastrio, e da - Pubes.

-

Vraco, que sae da Bexiga, e acaba no Embigo.

-

As duas Arterias ditas Umbilicaes.

-

Processos do Peritôneo.

-

Embigo.

-

Vea Umbilical.

-

Figado.

-

Baço.

-

Estomago, ou Ventriculo.

-

Espinhela.

-

Zirbo, ou Omento.

-

Vasos do Omento.

-

Intestino Colon.

-

Intestinos delgados.

-

Figura segunda, representa o ventriculo com os intestinos.

-

Orificio esquerdo do Ventriculo.

-

Fundo do Ventriculo.

-

Orificio direito do Ventriculo.

-

Vasos coronarios, - com a primeira tunica do Ventriculo.

-

Parte do Isophago, cortado.

-

Os nervos do Isophago, e do Ventriculo.

-

Parte do Intestino Duodeno.

-

Intestino Jejuno.

-

Intestino Ileo.

+ ESTAMPA II. +

Na figura primeira mostra-se as cuberturas commuas do corpo + humano, e muitas partes da cavidade do Abdomen.

+

Cuticula.

+

Cute.

+

Membrana adiposa.

+

Parte do Peritôneo, que està cobrindo os intestinos pela parte + do Hypogastrio, e da Pubes.

+

Vraco, que sae da Bexiga, e acaba no Embigo.

+

As duas Arterias ditas Umbilicaes.

+

Processos do Peritôneo.

+

Embigo.

+

Vea Umbilical.

+

Figado.

+

Baço.

+

Estomago, ou Ventriculo.

+

Espinhela.

+

Zirbo, ou Omento.

+

Vasos do Omento.

+

Intestino Colon.

+

Intestinos delgados.

+

Figura segunda, representa o ventriculo com os intestinos.

+

Orificio esquerdo do Ventriculo.

+

Fundo do Ventriculo.

+

Orificio direito do Ventriculo.

+

Vasos coronarios, com a primeira tunica + do Ventriculo.

+

Parte do Isophago, cortado.

+

Os nervos do Isophago, e do Ventriculo.

+

Parte do Intestino Duodeno.

+

Intestino Jejuno.

+

Intestino Ileo.

-

Valvula do Colon.

-

Appendicula Vermiforme.

-

Intestino Cego.

-

Intestino Colon.

-

Intestino Recto.

-

Sphincter do Ano.

-

Ano.

-

Musculos levatores.

-

Figura terceira, representa o ventriculo descuberto da primeira tunica externa, onde - apparecem as diversas ordens das fibras, que tem a tunica do meyo.

-

Orificio esquerdo do Ventriculo.

-

Parte do Isophago, e as suas fibras circulares, que contrahindo-se o fechaõ, e - apertaõ.

-

Orificio direito, ou Pylôro, com porçaõ do Duodeno.

-

Antro do Pylôro com as suas fibras circulares.

-

Fibras cìrculares, que estaõ à roda de todo Ventriculo.

-

Fibras Obliquas.

-

Mólho grande de fibras, que estaõ no alto do Ventriculo.

-

Parte superior do Ventriculo.

-

Parte inferior, ou fundo do Ventriculo.

+

Valvula do Colon.

+

Appendicula Vermiforme.

+

Intestino Cego.

+

Intestino Colon.

+

Intestino Recto.

+

Sphincter do Ano.

+

Ano.

+

Musculos levatores.

+

Figura terceira, representa o ventriculo descuberto da primeira + tunica externa, onde apparecem as diversas ordens das fibras, que tem a tunica do + meyo.

+

Orificio esquerdo do Ventriculo.

+

Parte do Isophago, e as suas fibras circulares, que + contrahindo-se o fechaõ, e apertaõ.

+

Orificio direito, ou Pylôro, com porçaõ do Duodeno.

+

Antro do Pylôro com as suas fibras circulares.

+

Fibras cìrculares, que estaõ à roda de todo Ventriculo.

+

Fibras Obliquas.

+

Mólho grande de fibras, que estaõ no alto do Ventriculo.

+

Parte superior do Ventriculo.

+

Parte inferior, ou fundo do Ventriculo.

@@ -575,94 +595,99 @@
- ESTAMPA III. -

Figura primera representa a cavidade do peito, e do abdomen de hum corpo humano - embalsamado, onde se vem no seu sitio o coraçaõ, ducto thoracico, mesenterio, e - intestinos, e vasos de sangue, estas partes estaõ repletas de ceras de diversas cores.

-

Coraçaõ.

-

Vea cava descendente.

-

Veas Jugulares internas.

-

Veas Subclavias.

-

Aorta descendente.

-

Ducto thoracico.

-

Onde se divide o ducto thoracico.

-

Glandula lactea superior.

-

Os rins.

-

Glandulas mesentericas lacteas inferiores.

-

Huma porçaõ de intestino jejuno unido ao mesẽterio, onde apparecem varios raminhos de - vasos de sangue.

-

Intestinos delgados.

-

Mesenterio, e seus vasos, e glandulas.

-

Veas, e arterias meseraicas, e vasos lacteos.

-

Septo do escroto, onde se vem vasos de sangue.

-

Figura segunda representa o Isophago, e faringe, o ventriculo, o pancrea, o baço, e a - bexiga do fel, e seus ductos, e intestino duodeno.

-

Principio do ESTAMPA III. +

Figura primera representa a cavidade do peito, e do abdomen de + hum corpo humano embalsamado, onde se vem no seu sitio o coraçaõ, ducto thoracico, + mesenterio, e intestinos, e vasos de sangue, estas partes estaõ repletas de ceras de + diversas cores.

+

Coraçaõ.

+

Vea cava descendente.

+

Veas Jugulares internas.

+

Veas Subclavias.

+

Aorta descendente.

+

Ducto thoracico.

+

Onde se divide o ducto thoracico.

+

Glandula lactea superior.

+

Os rins.

+

Glandulas mesentericas lacteas + inferiores.

+

Huma porçaõ de intestino jejuno unido ao mesẽterio, onde + apparecem varios raminhos de vasos de sangue.

+

Intestinos delgados.

+

Mesenterio, e seus vasos, e glandulas.

+

Veas, e arterias meseraicas, e vasos lacteos.

+

Septo do escroto, onde se vem vasos de sangue.

+

Figura segunda representa o Isophago, e faringe, o ventriculo, o + pancrea, o baço, e a bexiga do fel, e seus ductos, e intestino duodeno.

+

Principio do isophago dito faringe com os seus musculos.

-

Isophago onde se mostra a primeira membrana.

-

Orificio esquerdo Cardias.

-

Orificio direito Pylôro.

-

Fundo do ventriculo.

-

Intestino duodeno aberto, se vê entrar os ductos da colera, ou bilis, e do pancreas por - hum buraco só.

-

Ducto que escorre pelo comprimento do pancrea.

-

Glandulas do pancrea.

-

Ducto coledoco perto do intestino.

-

Cistifellea, ou bexiga do fel.

-

Ducto Cistico.

-

Ducto Epatico.

-

Ramos do Ducto Epatico.

-

Baço com suas arterias, e veas splenicas, que sahem do pancrea.

-

Tunica do baço levantada.

-

Substancia do baço.

-

Figura terceira demostra o figado pela parte concava, que olha para o estomago.

-

Parte direita do figado.

-

Parte esquerda.

-

Lobulo pequeno do figado.

-

Bexiga do fel.

-

Ducto Cistico.

-

Ducto Epatico.

-

Ducto commum.

-

Vea Cava.

-

Vea Porta.

-

Arteria Epatica.

-

Vea Umbilical.

+

Isophago onde se mostra a primeira membrana.

+

Orificio esquerdo Cardias.

+

Orificio direito Pylôro.

+

Fundo do ventriculo.

+

Intestino duodeno aberto, se vê entrar os ductos da colera, ou + bilis, e do pancreas por hum buraco só.

+

Ducto que escorre pelo comprimento do pancrea.

+

Glandulas do pancrea.

+

Ducto coledoco perto do intestino.

+

Cistifellea, ou bexiga do fel.

+

Ducto Cistico.

+

Ducto Epatico.

+

Ramos do Ducto Epatico.

+

Baço com suas arterias, e veas splenicas, que sahem do + pancrea.

+

Tunica do baço levantada.

+

Substancia do baço.

+

Figura terceira demostra o figado pela parte concava, que olha + para o estomago.

+

Parte direita do figado.

+

Parte esquerda.

+

Lobulo pequeno do figado.

+

Bexiga do fel.

+

Ducto Cistico.

+

Ducto Epatico.

+

Ducto commum.

+

Vea Cava.

+

Vea Porta.

+

Arteria Epatica.

+

Vea Umbilical.

-

Ductos Epaticos, e Cisticos.

-

Vasos lymphaticos do figado.

-

Nervos do figado.

-

Figura quarta representa o figado pela parte convexa, que olha para o diaphragma.

-

Parte direita do figado.

-

Parte esquerda do figado.

-

Ligamento suspensorio do figado.

-

Vea Cava.

-

Fundo da bexiga do fel.

-

Figura quinta mostra o Diaphragma com os seus vasos.

-

Musculo superior.

-

Musculo inferior.

-

Parte tendinosa, ou nervosa, ou - larga aponevrosis.

-

Buraco por onde passa o isophago.

-

Buraco, por onde passa a vea Cava.

-

Caudas do diaphragma, ou tendoens do musculo inferior.

-

Veas Diaphragmaticas.

-

Arterias Diaphragmaticas.

-

Nervos do Diaphragma.

-

Figura sexta representa os vasos deferentes do semen, e como passa das bexigas seminaes - para a uretra.

-

Vasos deferentes do semen.

-

Parte larga dos vasos deferentes do semen.

-

Bexigas seminaes.

+

Ductos Epaticos, e Cisticos.

+

Vasos lymphaticos do figado.

+

Nervos do figado.

+

Figura quarta representa o figado pela parte convexa, que olha + para o diaphragma.

+

Parte direita do figado.

+

Parte esquerda do figado.

+

Ligamento suspensorio do figado.

+

Vea Cava.

+

Fundo da bexiga do fel.

+

Figura quinta mostra o Diaphragma com os seus vasos.

+

Musculo superior.

+

Musculo inferior.

+

Parte tendinosa, ou nervosa, ou larga aponevrosis.

+

Buraco por onde passa o isophago.

+

Buraco, por onde passa a vea Cava.

+

Caudas do diaphragma, ou tendoens do musculo inferior.

+

Veas Diaphragmaticas.

+

Arterias Diaphragmaticas.

+

Nervos do Diaphragma.

+

Figura sexta representa os vasos deferentes do semen, e como + passa das bexigas seminaes para a uretra.

+

Vasos deferentes do semen.

+

Parte larga dos vasos deferentes do semen.

+

Bexigas seminaes.

-

Vasos das bexigas seminaes.

-

Prostratas.

-

Ductos das Prostratas abertos dẽtro da uretra.

-

Uretra aberta.

-

Buraquinhos do Gram hordaceo, ou Verumontano.

+

Vasos das bexigas seminaes.

+

Prostratas.

+

Ductos das Prostratas abertos dẽtro da uretra.

+

Uretra aberta.

+

Buraquinhos do Gram hordaceo, ou Verumontano.

@@ -671,83 +696,95 @@
- ESTAMPA IV. -

Na figura primeira representa-se as partes da geraçaõ dos homens, e os rins, vasos - ureteres, e bexiga ourinaria.

-

Rins cõ a membrana externa cheya de vasos de sangue.

-

Rins succenturiados, ou glandulas atrabiliares, que estaõ pegados aos vasos.

-

Vea Cava ascendente.

-

Aorta descẽdente.

-

Veas Emulgentes.

-

Vasos ureteres.

-

Arterias Espermaticas.

-

Veas Espermaticas.

-

Bexiga ourinaria, e o seu fundo.

-

Collo, ou cervix da bexiga.

-

Vasos espermaticos, ou corpo pampiniforme.

-

Vasos, que sahem daquelles dos rins para os espermaticos.

-

Glandulas Prostratas.

-

Corpo nerveoesponjoso, ou coxas do membro.

-

Musculos erectores do membro viril.

-

Uretra cõ a parte esponjosa.

-

Vasos deferentes do semen.

-

Tunica vaginal.

-

Musculo Cremaster.

-

Testiculos.

-

Epididymi, ou Parastatas.

-

Glande do membro viril, e seu orificio.

-

Prepûcio aberto.

+ ESTAMPA IV. +

Na figura primeira representa-se as partes da geraçaõ dos + homens, e os rins, vasos ureteres, e bexiga ourinaria.

+

Rins cõ a membrana externa cheya de vasos de sangue.

+

Rins succenturiados, ou glandulas atrabiliares, que estaõ + pegados aos vasos.

+

Vea Cava ascendente.

+

Aorta descẽdente.

+

Veas Emulgentes.

+

Vasos ureteres.

+

Arterias Espermaticas.

+

Veas Espermaticas.

+

Bexiga ourinaria, e o seu fundo.

+

Collo, ou cervix da bexiga.

+

Vasos espermaticos, ou corpo pampiniforme.

+

Vasos, que sahem daquelles dos rins para os espermaticos.

+

Glandulas Prostratas.

+

Corpo nerveoesponjoso, ou coxas do membro.

+

Musculos erectores do membro viril.

+

Uretra cõ a parte esponjosa.

+

Vasos deferentes do semen.

+

Tunica vaginal.

+

Musculo Cremaster.

+

Testiculos.

+

Epididymi, ou Parastatas.

+

Glande do membro viril, e seu orificio.

+

Prepûcio aberto.

-

Cuberturas do membro viril.

-

Vea grande, que corre pela parte superior do membro.

-

Ramos das Arterias Hypogastricas.

-

Ramos de veas Hypogastricas.

-

Nervos do membro viril.

-

A figura segunda representa a bexiga ourinaria aberta com as glandulas da uretra.

-

Fundo da bexiga.

-

Cervix da bexiga.

-

Vasos ureteres cortados.

-

Vasos deferentes.

-

Vasos, que vaõ às bexigas seminaes.

-

Bexigas seminaes.

-

Principio da uretra.

-

Caruncula seminal, ou Verumontano com dous buracos por onde sahe o semen.

-

Producçaõ aguda da caruncula seminal.

-

Glandulas Prostratas.

-

Ductos pequeninos das glandulas, que apparecem aos lados da caruncula.

-

Musculos acceleradores.

-

Glandulas conglomeradas, cujos ductos escorrem pelo cano da uretra.

-

Outros ductos, ou canos pequeninos, que entraõ na uretra.

-

Tunica do meyo dita esponjosa.

+

Cuberturas do membro viril.

+

Vea grande, que corre pela parte superior do membro.

+

Ramos das Arterias Hypogastricas.

+

Ramos de veas Hypogastricas.

+

Nervos do membro viril.

+

A figura segunda representa a bexiga ourinaria aberta com as + glandulas da uretra.

+

Fundo da bexiga.

+

Cervix da bexiga.

+

Vasos ureteres cortados.

+

Vasos deferentes.

+

Vasos, que vaõ às bexigas seminaes.

+

Bexigas seminaes.

+

Principio da uretra.

+

Caruncula seminal, ou Verumontano com dous buracos por onde sahe + o semen.

+

Producçaõ aguda da caruncula seminal.

+

Glandulas Prostratas.

+

Ductos pequeninos das glandulas, que apparecem aos lados da + caruncula.

+

Musculos acceleradores.

+

Glandulas conglomeradas, cujos ductos escorrem pelo cano da + uretra.

+

Outros ductos, ou canos pequeninos, que entraõ na uretra.

+

Tunica do meyo dita esponjosa.

-

Glande do membro, aberta pelo meyo.

-

Outros dous canosinhos, que apparecem na uretra perto do seu fim.

-

Orificios dos vasos ureteres, que entraõ para a cavidade da bexiga ourinaria.

-

Figura terceira mostra hũ rim aberto pelo meyo, onde se vê as carunculas, e a pelvi.

-

Substancia do rim.

-

Carunculas, - ou papillas dos rins.

-

Vaso ourinario, ou pelvi.

-

Orificios de alguns vasos ourinarios.

-

Orificio, ou principio do vaso deferente, chamado uretere.

-

Vaso uretere.

-

Vasos emulgentes.

-

Figura quarta representa hum testiculo de hum caõ cortado pelo travès.

-

Testiculo.

-

Vasos seminarios.

-

Corpo Higmori.

-

Figura quinta representa outro testiculo de caõ descuberto.

-

Testiculo com seus vasos, e tunica albuginea.

-

Vasos cheyos de semen, que dispostos em tantas voltas fazem os Epididymidi, ou - Parastatas.

-

Vasos de sangue Glande do membro, aberta pelo meyo.

+

Outros dous canosinhos, que apparecem na uretra perto do seu + fim.

+

Orificios dos vasos ureteres, que entraõ para a cavidade da + bexiga ourinaria.

+

Figura terceira mostra hũ rim aberto pelo meyo, onde se vê as + carunculas, e a pelvi.

+

Substancia do rim.

+

Carunculas, ou papillas dos rins.

+

Vaso ourinario, ou pelvi.

+

Orificios de alguns vasos ourinarios.

+

Orificio, ou principio do vaso deferente, chamado uretere.

+

Vaso uretere.

+

Vasos emulgentes.

+

Figura quarta representa hum testiculo de hum caõ cortado pelo + travès.

+

Testiculo.

+

Vasos seminarios.

+

Corpo Higmori.

+

Figura quinta representa outro testiculo de caõ descuberto.

+

Testiculo com seus vasos, e tunica albuginea.

+

Vasos cheyos de semen, que dispostos em tantas voltas fazem os + Epididymidi, ou Parastatas.

+

Vasos de sangue chamados preparantes do semen.

-

Vaso deferente do semen ligado.

+

Vaso deferente do semen ligado.

@@ -756,62 +793,66 @@
- ESTAMPA V. -

Figura primeira mostra as partes, que servem para geraçaõ nas mulheres.

-

Arteria magna, ou Aorta descendente.

-

Vea Cava ascendente.

-

Veas emulgentes.

-

Arterias emulgentes.

-

Rins.

-

Vasos ureteres cortados perto dos rins, e perto da bexiga ourinaria.

-

Veas espermaticas.

-

Arterias espermaticas.

-

Arterias Iliacas.

-

Veas Iliacas.

-

Ramos das Arterias Iliacas internas.

-

Ramos das Arterias Iliacas externas.

-

Ramos das veas Iliacas internas.

-

Ramos das veas Iliacas externas.

-

Arterias Hypogastricas, que se espalhaõ para o utero, e sua bainha.

-

Veas Hypogastricas, que acompanhaõ as Arterias.

-

Arterias, q̃ vaõ à bexiga da ourina.

-

Veas, que acompanhaõ as Arterias da bexiga.

-

Fundo do utero.

-

Ligamentos redondos do utero.

-

Tubas Falloppianas.

-

Fimbrias folliaceas das Tubas.

-

Buracos das ESTAMPA V. +

Figura primeira mostra as partes, que servem para geraçaõ nas + mulheres.

+

Arteria magna, ou Aorta descendente.

+

Vea Cava ascendente.

+

Veas emulgentes.

+

Arterias emulgentes.

+

Rins.

+

Vasos ureteres cortados perto dos rins, e perto da bexiga + ourinaria.

+

Veas espermaticas.

+

Arterias espermaticas.

+

Arterias Iliacas.

+

Veas Iliacas.

+

Ramos das Arterias Iliacas internas.

+

Ramos das Arterias Iliacas externas.

+

Ramos das veas Iliacas internas.

+

Ramos das veas Iliacas externas.

+

Arterias Hypogastricas, que se espalhaõ para o utero, e sua + bainha.

+

Veas Hypogastricas, que acompanhaõ as Arterias.

+

Arterias, q̃ vaõ à bexiga da ourina.

+

Veas, que acompanhaõ as Arterias da bexiga.

+

Fundo do utero.

+

Ligamentos redondos do utero.

+

Tubas Falloppianas.

+

Fimbrias folliaceas das Tubas.

+

Buracos das Tubas Falloppianas.

-

Ovarios.

-

Parte do intestino recto ligado com hum cordel.

-

Còllo do utero, onde se vem as anastomosis dos vasos.

-

Fundo da bexiga ourinaria.

-

Vasos de sangue, que se vem na bexiga da ourina.

-

Musculo sphincter, ou annular da bexiga ourinaria.

-

Clytoris.

-

Nymphas.

-

Orificio da uretra.

-

Beiços das pudẽdas.

-

Orificio da bainha do utero.

-

Figura segunda representa o utero, e sua bainha abertos pelo comprimento na parte - posterior.

-

Substancia do utero nas virgens.

-

Ovarios.

-

Tubas Falloppianas.

-

Ligamentos largos do utero.

-

Ligamentos redondos do utero.

-

Bainha do utero, e suas rugas.

-

Novo ovario, que está na cervice do utero.

-

Meato, ou orificio da ourina.

-

Nymphas cõ muitas glandulas pequenas ditas sebaceas.

-

Beiços das pudendas.

-

Glande da clytoris.

-

Figura terceira mostra o utero aberto com a bainha aberta pela parte anterior.

-

Fundo do utero.

-

Cervix do utero.

-

Boca do utero.

-

Bainha do utero.

+

Ovarios.

+

Parte do intestino recto ligado com hum cordel.

+

Còllo do utero, onde se vem as anastomosis dos vasos.

+

Fundo da bexiga ourinaria.

+

Vasos de sangue, que se vem na bexiga da ourina.

+

Musculo sphincter, ou annular da bexiga ourinaria.

+

Clytoris.

+

Nymphas.

+

Orificio da uretra.

+

Beiços das pudẽdas.

+

Orificio da bainha do utero.

+

Figura segunda representa o utero, e sua bainha abertos pelo + comprimento na parte posterior.

+

Substancia do utero nas virgens.

+

Ovarios.

+

Tubas Falloppianas.

+

Ligamentos largos do utero.

+

Ligamentos redondos do utero.

+

Bainha do utero, e suas rugas.

+

Novo ovario, que está na cervice do utero.

+

Meato, ou orificio da ourina.

+

Nymphas cõ muitas glandulas pequenas ditas sebaceas.

+

Beiços das pudendas.

+

Glande da clytoris.

+

Figura terceira mostra o utero aberto com a bainha aberta pela + parte anterior.

+

Fundo do utero.

+

Cervix do utero.

+

Boca do utero.

+

Bainha do utero.

@@ -820,48 +861,53 @@
- ESTAMPA VI. -

Figura primeira representa hum feto humano de cinco mezes, no qual apparecem varias - partes, por meyo de balsamicas ceras, especialmente a sua circulaçaõ do sangue, que nos - fetos he diversa.

-

Coraçaõ.

-

Orelha direita.

-

Arteria pulmonar.

-

Vea Cava descendente.

-

Onde se encurva a arteria Aorta, e acima sahe a arteria Subclavia esquerda.

-

Vaso breve, que se vê sair da arteria Pulmonar, indicada com a letra c. o qual entra na - Aorta, passando trãsversalmente.

-

Arteria Aorta descendente, unida lateralmẽte à vea Cava ascendente.

-

Arterias, e veas Iliacas.

-

Arterias umbilicaes.

-

Uraco, que sahe do do fundo da bexiga ourinaria.

-

Vea umbilical.

-

Arteria meseraica superior, que vay aos intestinos.

-

Parte dos intestinos.

-

Arterias, e veas Cruraes.

-

Vide, ou funiculo, ou cordaõ.

-

Placenta, e seus vasos.

-

Onde se vê como o diaphragma reparte as duas cavidades.

-

Rim direito.

-

Vea Cava ascendente.

-

Arteria Carotida.

-

Vea Jugular.

+ ESTAMPA VI. +

Figura primeira representa hum feto humano de cinco mezes, no + qual apparecem varias partes, por meyo de balsamicas ceras, especialmente a sua circulaçaõ + do sangue, que nos fetos he diversa.

+

Coraçaõ.

+

Orelha direita.

+

Arteria pulmonar.

+

Vea Cava descendente.

+

Onde se encurva a arteria Aorta, e acima sahe a arteria + Subclavia esquerda.

+

Vaso breve, que se vê sair da arteria Pulmonar, indicada com a + letra c. o qual entra na Aorta, passando trãsversalmente.

+

Arteria Aorta descendente, unida lateralmẽte à vea Cava + ascendente.

+

Arterias, e veas Iliacas.

+

Arterias umbilicaes.

+

Uraco, que sahe do do fundo da bexiga ourinaria.

+

Vea umbilical.

+

Arteria meseraica superior, que vay aos intestinos.

+

Parte dos intestinos.

+

Arterias, e veas Cruraes.

+

Vide, ou funiculo, ou cordaõ.

+

Placenta, e seus vasos.

+

Onde se vê como o diaphragma reparte as duas cavidades.

+

Rim direito.

+

Vea Cava ascendente.

+

Arteria Carotida.

+

Vea Jugular.

-

Figura segunda mostra o feto dentro do utero em chegando o ultimo mez da prenhez, como - está no tempo, que devo sair a luz, e esta figura he do parto natural.

-

O utero aberto pela parte anterior, e separado da bainha, sua figura, fundo, partes - lateraes, e boca, por onde ha de sair o feto.

-

Membrana Chorion.

-

Membrana Amnios.

-

Vaõ, ou espaço, que está repleto do humor como caldo, no meyo do qual está nadando o - feto.

-

Placenta apegada ao fundo do utero.

-

Vide, ou cordaõ umbilical, que está fluctuando nas aguas, ou humor acima dito.

-

Figura terceira demostra o utero aberto pela parte anterior, e nelle o feto, como está - até o tempo dos sete, ou oito mezes de prenhez.

-

Figura quarta faz ver como está o feto dentro das suas membranas, ou dentro do ovo.

+

Figura segunda mostra o feto dentro do utero em chegando o + ultimo mez da prenhez, como está no tempo, que devo sair a luz, e esta figura he do parto + natural.

+

O utero aberto pela parte anterior, e separado da bainha, sua + figura, fundo, partes lateraes, e boca, por onde ha de sair o feto.

+

Membrana Chorion.

+

Membrana Amnios.

+

Vaõ, ou espaço, que está repleto do humor como caldo, no meyo do + qual está nadando o feto.

+

Placenta apegada ao fundo do utero.

+

Vide, ou cordaõ umbilical, que está fluctuando nas aguas, ou + humor acima dito.

+

Figura terceira demostra o utero aberto pela parte anterior, e + nelle o feto, como está até o tempo dos sete, ou oito mezes de prenhez.

+

Figura quarta faz ver como está o feto dentro das suas + membranas, ou dentro do ovo.

@@ -870,147 +916,160 @@
- ESTAMPA VII. -

Figura primeira representa a cavidade do peito, e suas partes, e aquellas do pescoço.

-

Coraçaõ dentro do Pericardio.

-

Bofes da parte esquerda.

-

Parte da vea Cava superior descendente.

-

Vea Cava inferior ascendente.

-

Arteria magna, que sahe do coraçaõ, e pericardio.

-

Arterias carotidas.

-

Orelha direita do coraçaõ.

-

Orelha esquerda do coraçaõ.

-

Nervos, que vaõ ao coraçaõ.

-

Parte carnosa do diaphragma, ou musculo superior.

-

Parte tendinosa, ou lata - aponevrose do diaphragma.

-

Osso hyoyde no seu sitio natural.

-

Cartilagem scutiformis.

-

Traca arteria.

-

Musculos do osso hyoydes.

-

Arteria axillar direita.

-

Figura segunda faz ver toda a Traca humana, e suas partes, os bofes, coraçaõ, e seus - vasos, quaes foraõ como petrificados pelas ceras balsamicas.

-

Cabeça da Traca dita larynx.

-

Tronco da Traca.

-

Epiglottis.

-

Musculos sternothyroides.

-

Musculos ESTAMPA VII. +

Figura primeira representa a cavidade do peito, e suas partes, e + aquellas do pescoço.

+

Coraçaõ dentro do Pericardio.

+

Bofes da parte esquerda.

+

Parte da vea Cava superior descendente.

+

Vea Cava inferior ascendente.

+

Arteria magna, que sahe do coraçaõ, e pericardio.

+

Arterias carotidas.

+

Orelha direita do coraçaõ.

+

Orelha esquerda do coraçaõ.

+

Nervos, que vaõ ao coraçaõ.

+

Parte carnosa do diaphragma, ou musculo superior.

+

Parte tendinosa, ou lata aponevrose do diaphragma.

+

Osso hyoyde no seu sitio natural.

+

Cartilagem scutiformis.

+

Traca arteria.

+

Musculos do osso hyoydes.

+

Arteria axillar direita.

+

Figura segunda faz ver toda a Traca humana, e suas partes, os + bofes, coraçaõ, e seus vasos, quaes foraõ como petrificados pelas ceras balsamicas.

+

Cabeça da Traca dita larynx.

+

Tronco da Traca.

+

Epiglottis.

+

Musculos sternothyroides.

+

Musculos hyothyroides.

-

Glandulas thyroideas.

-

Musculos cricothyroides.

-

Lobos dos bofes.

-

Orelha direita do coraçaõ.

-

Vea Cava descendente.

-

Vea Cava ascendente.

-

Arteria Aorta ascendente.

-

Arterias carotidas.

-

Arterias subclavias.

-

Arteria Aorta descendente.

-

Figura terceira mostra o coraçaõ de hum aborto, com os vasos dos bofes cheyos, e - conservados com ceras balsamicas de diversa cor.

-

Coraçaõ cõ suas arterias, e veas coronarias.

-

Arteria Aorta cortada.

-

Vea Cava ascendente cortada.

-

Arteria Pulmonar, e seus ramos.

-

Vea Pulmonar, e seus ramos.

-

Figura quarta faz ver parte da Arteria magna com as valulas semilunares em seu lugar.

-

Valvulas semilunares em sitio algũ tanto abertas.

-

Parte da arteria subclavia direita.

-

Parte da arteria subclavia esquerda.

-

Arteria magna ascendente.

+

Glandulas thyroideas.

+

Musculos cricothyroides.

+

Lobos dos bofes.

+

Orelha direita do coraçaõ.

+

Vea Cava descendente.

+

Vea Cava ascendente.

+

Arteria Aorta ascendente.

+

Arterias carotidas.

+

Arterias subclavias.

+

Arteria Aorta descendente.

+

Figura terceira mostra o coraçaõ de hum aborto, com os vasos dos + bofes cheyos, e conservados com ceras balsamicas de diversa cor.

+

Coraçaõ cõ suas arterias, e veas coronarias.

+

Arteria Aorta cortada.

+

Vea Cava ascendente cortada.

+

Arteria Pulmonar, e seus ramos.

+

Vea Pulmonar, e seus ramos.

+

Figura quarta faz ver parte da Arteria magna com as valulas + semilunares em seu lugar.

+

Valvulas semilunares em sitio algũ tanto abertas.

+

Parte da arteria subclavia direita.

+

Parte da arteria subclavia esquerda.

+

Arteria magna ascendente.

-

Figura quinta representa o ventriculo esquerdo do coraçaõ, aberto.

-

Vea Pulmonaria aberta.

-

Principio da orelha esquerda.

-

Buraco oval.

-

Valvulas Tricuspides, ou mitraes.

-

Passagem para o orificio da arteria Aorta.

-

Columnas carnosas, chamadas lacertos.

-

Figura sexta mostra a orelha esquerda aberta.

-

Base da orelha com que se une ao coraçaõ.

-

Circulo tendinoso com que se une à vea Cava.

-

Columnas carnosas, que vaõ da base até o fundo.

-

Orificios das veas Coronarias.

-

Figura setima.

-

Representa as tres valvulas semilunares.

-

Parte da arteria Aorta.

-

Figura oitava.

-

Mostra as valvulas mitraes, ou tricuspides pela parte superior.

-

Parte inferior das valvulas.

-

Figura nona.

-

Fibras internas do coraçaõ.

-

Fibras externas do coraçaõ.

-

Fibras viradas a modo de caracol, ou de figura Conica.

+

Figura quinta representa o ventriculo esquerdo do coraçaõ, + aberto.

+

Vea Pulmonaria aberta.

+

Principio da orelha esquerda.

+

Buraco oval.

+

Valvulas Tricuspides, ou mitraes.

+

Passagem para o orificio da arteria Aorta.

+

Columnas carnosas, chamadas lacertos.

+

Figura sexta mostra a orelha esquerda aberta.

+

Base da orelha com que se une ao coraçaõ.

+

Circulo tendinoso com que + se une à vea Cava.

+

Columnas carnosas, que vaõ da base até o fundo.

+

Orificios das veas Coronarias.

+

Figura setima.

+

Representa as tres valvulas semilunares.

+

Parte da arteria Aorta.

+

Figura oitava.

+

Mostra as valvulas mitraes, ou tricuspides pela parte + superior.

+

Parte inferior das valvulas.

+

Figura nona.

+

Fibras internas do coraçaõ.

+

Fibras externas do coraçaõ.

+

Fibras viradas a modo de caracol, ou de figura Conica.

- ESTAMPA VIII. -

Figura primeira. Nesta figura se vê hum feto embalsamado, nelle se mostra as entranhas do - abdomen, e os seus vasos repletos de ceras còradas, nas mãos, e outras partes.

-

Figado.

-

Ventriculo.

-

Intestinos.

-

Vea umbilical.

-

Arterias umbilicaes.

-

Uraco.

-

Peritoneo, que he cortado, e cobre só a regiaõ Hypogastrica.

-

Parte do funiculo, ou vide.

-

As arterias da vola da maõ, e dos dedos.

-

Debaixo dos pés da figura acima está representado o coraçaõ cortado pelo meyo onde - apparecem.

-

O ventriculo direito tem dentro humas tentas hh.

-

O ventriculo esquerdo cõ tentas kk.

-

Figura segunda demostra a aspera arteria com os seus ramos, ou bronchia.

-

Cabeça, ou larynx.

-

Tronco da Traca.

-

Ramos, ou brõchia.

+ ESTAMPA VIII. +

Figura primeira. Nesta figura se vê hum feto embalsamado, nelle + se mostra as entranhas do abdomen, e os seus vasos repletos de ceras còradas, nas mãos, e + outras partes.

+

Figado.

+

Ventriculo.

+

Intestinos.

+

Vea umbilical.

+

Arterias umbilicaes.

+

Uraco.

+

Peritoneo, que he cortado, e cobre só a regiaõ Hypogastrica.

+

Parte do funiculo, ou vide.

+

As arterias da vola da maõ, e dos dedos.

+

Debaixo dos pés da figura acima está representado o coraçaõ + cortado pelo meyo onde apparecem.

+

O ventriculo direito tem dentro humas tentas hh.

+

O ventriculo esquerdo cõ tentas kk.

+

Figura segunda demostra a aspera arteria com os seus ramos, ou + bronchia.

+

Cabeça, ou larynx.

+

Tronco da Traca.

+

Ramos, ou brõchia.

-

Figura terceira representa huma parte dos bofes de ovelha, inteira pela parte superior, e - inferiormente descuberta das suas tunicas, onde apparecem os seus lobos pequenos.

-

Orificio da vea pulmonar.

-

Orificio da arteria pulmonar.

-

Orificio do ramo da aspera arteria.

-

Vasos lymphaticos, que apparecem por cima da superficie externa dos ditos bofes.

-

Ramos menores da aspera arteria, aos quaes estaõ pegados os lobos pequenos a modo de - uvas.

-

Parte, ou lobo superior dos bofes.

-

Figura quarta representa todas as cartilagens, de que se compoem a cabeça da aspera - arteria.

-

Cabeça, ou larynx cõ as suas cartilagens, e parte do tronco vista pela parte de - diante.

-

Cartilagem Epiglottis.

-

Parte anterior da cartilagem scutiforme, ou thyroide.

-

Dous processos da Thyroide.

-

Parte anterior dos aneis cartilaginosos, que compoem o tronco da Traca.

-

A cartilagẽ Cricoides, ou annular, vista pela parte anterior.

-

A dita Cricoides vista pela parte posterior.

+

Figura terceira representa huma parte dos bofes de ovelha, + inteira pela parte superior, e inferiormente descuberta das suas tunicas, onde apparecem + os seus lobos pequenos.

+

Orificio da vea pulmonar.

+

Orificio da arteria pulmonar.

+

Orificio do ramo da aspera arteria.

+

Vasos lymphaticos, que apparecem por cima da superficie externa + dos ditos bofes.

+

Ramos menores da aspera arteria, aos quaes estaõ pegados os + lobos pequenos a modo de uvas.

+

Parte, ou lobo superior dos bofes.

+

Figura quarta representa todas as cartilagens, de que se compoem + a cabeça da aspera arteria.

+

Cabeça, ou larynx cõ as suas cartilagens, e parte do tronco + vista pela parte de diante.

+

Cartilagem Epiglottis.

+

Parte anterior da cartilagem scutiforme, ou thyroide.

+

Dous processos da Thyroide.

+

Parte anterior dos aneis cartilaginosos, que compoem o tronco da + Traca.

+

A cartilagẽ Cricoides, ou annular, vista pela parte + anterior.

+

A dita Cricoides vista pela parte posterior.

-

As duas cartilagens Aritenoides.

-

A cartilagem Epiglottis.

-

Figura quinta he huma mama, onde se vem os tuberculos chamados por alguns Authores - glandulas sebaceas.

-

Tuberculos, que apparecem em algumas mamas, donde, comprimidos, sahe hũ humor como leite, - e isto pelos seus buraquinhos, que tem.

-

Papilla, a qual tem tambem os seus buraquinhos donde sahe o leite.

-

Figura sexta he huma mama descuberta das suas cuberturas.

-

Canosinhos, ou ductos do leite.

-

Glandulas, que estaõ entre os tubulos, ou ductos lacteos.

-

Figura setima he de huma papilla de huma mama desnudada dos integumentos.

-

Papilla, onde apparecem os buracos dos ductos lacteos.

-

Glandulas, que estaõ entremettidas com os ductos lacteos.

-

Ductos lacteos.

+

As duas cartilagens Aritenoides.

+

A cartilagem Epiglottis.

+

Figura quinta he huma mama, onde se vem os tuberculos chamados + por alguns Authores glandulas sebaceas.

+

Tuberculos, que apparecem em algumas mamas, donde, comprimidos, + sahe hũ humor como leite, e isto pelos seus buraquinhos, que tem.

+

Papilla, a qual tem tambem os seus buraquinhos donde sahe o + leite.

+

Figura sexta he huma mama descuberta das suas cuberturas.

+

Canosinhos, ou ductos do leite.

+

Glandulas, que estaõ entre os tubulos, ou ductos lacteos.

+

Figura setima he de huma papilla de huma mama desnudada dos + integumentos.

+

Papilla, onde apparecem os buracos dos ductos lacteos.

+

Glandulas, que estaõ entremettidas com os ductos lacteos.

+

Ductos lacteos.

@@ -1021,80 +1080,87 @@
- ESTAMPA IX. -

Figura primeira representa todas as arterias particulares do corpo humano, juntamente - unidas ao coraçaõ.

-

Coraçaõ.

-

Arteria pulmon.

-

Orelha direita.

-

Arterias Cervic.

-

Arterias axillares, e sua divisaõ.

-

Vea Cava descend.

-

Curvatura da arteria Aorta.

-

Vea Cava ascend.

-

Os tres ramos da Cava, que tornaõ do figado.

-

Arteria Aorta descendente.

-

Arterias carotid.

-

Arterias subclavias.

-

Arterias musculas da cervice.

-

Arterias scapulares externas.

-

Ramos das arterias carotidas externas.

-

Onde se unem as carotidas internas entre si.

-

Arterias tempor.

-

Carotidas - internas.

-

Arterias do toutiço, ou occipitaes.

-

Arterias Celiacas.

-

Arterias splenicas, e epaticas.

-

Arterias diaphragmaticas.

-

Arterias mamarias

-

Arterias intercostaes superiores.

-

Arterias intercostaes inferìores.

-

Duas arterias, que vaõ aos musculos Deltoides.

-

Arterias coronarias do coraçaõ.

-

Ramo menor da Axillar com os seus ramos, que acabaõ na flexura do cubito.

-

Arterias scapulares internas.

-

Tronco, ou ramo mayor da Axillar, que vay continuando pelo braço.

+ ESTAMPA IX. +

Figura primeira representa todas as arterias particulares do + corpo humano, juntamente unidas ao coraçaõ.

+

Coraçaõ.

+

Arteria pulmon.

+

Orelha direita.

+

Arterias Cervic.

+

Arterias axillares, e sua divisaõ.

+

Vea Cava descend.

+

Curvatura da arteria Aorta.

+

Vea Cava ascend.

+

Os tres ramos da Cava, que tornaõ do figado.

+

Arteria Aorta descendente.

+

Arterias carotid.

+

Arterias subclavias.

+

Arterias musculas da cervice.

+

Arterias scapulares externas.

+

Ramos das arterias carotidas externas.

+

Onde se unem as carotidas internas entre + si.

+

Arterias tempor.

+

Carotidas internas.

+

Arterias do toutiço, ou occipitaes.

+

Arterias Celiacas.

+

Arterias splenicas, e epaticas.

+

Arterias diaphragmaticas.

+

Arterias mamarias

+

Arterias intercostaes superiores.

+

Arterias intercostaes inferìores.

+

Duas arterias, que vaõ aos musculos Deltoides.

+

Arterias coronarias do coraçaõ.

+

Ramo menor da Axillar com os seus ramos, que acabaõ na flexura + do cubito.

+

Arterias scapulares internas.

+

Tronco, ou ramo mayor da Axillar, que vay continuando pelo + braço.

-

Arteria Thoracica superior.

-

Arteria Thoracica inferior.

-

Arteria cubit.

-

Arteria radial.

-

Ramos das arterias, que vaõ ao dedo polegar, e index, que saõ do radial.

-

Primeiro arco do carpo.

-

Segundo arco do metacarpo.

-

Ramos derivados da cubital.

-

Arterias emulgẽtes.

-

Arterias adiposas, ou epiploicas.

-

Arterias gastricas.

-

Arterias meseraicas superiores, e seus arcos, que fazẽ no mesenterio.

-

Arterias lombar.

-

Arterias espermaticas.

-

Arterias meseraicas inferiores.

-

Arterias Iliacas externas.

-

Arterias lliacas internas.

-

Arteria Sacra.

-

Arterias epigastric.

-

Arterias pudendas.

-

Arterias cruraes.

-

Arteria muscula, ou crural externa.

-

Arteria muscula, ou crural interna.

-

Arteria poplitea.

-

Arteria Tibial externa.

-

Arteria sural.

-

Arteria Tibial interna.

-

Arteria do peito do pé.

-

Arteria do calcanhar, e sua divis.

-

Arteria da planta do pé, que se ajũta, e fórma o arco.

-

Fig. seg. he da vea Porta.

-

Ramos da vea Porta, que estaõ dentro da substancia do figado.

-

Bexiga do fel que está unida aos ramos da vea Porta.

+

Arteria Thoracica superior.

+

Arteria Thoracica inferior.

+

Arteria cubit.

+

Arteria radial.

+

Ramos das arterias, que vaõ ao dedo polegar, e index, que saõ do + radial.

+

Primeiro arco do carpo.

+

Segundo arco do metacarpo.

+

Ramos derivados da cubital.

+

Arterias emulgẽtes.

+

Arterias adiposas, ou epiploicas.

+

Arterias gastricas.

+

Arterias meseraicas superiores, e seus arcos, que fazẽ no + mesenterio.

+

Arterias lombar.

+

Arterias espermaticas.

+

Arterias meseraicas inferiores.

+

Arterias Iliacas externas.

+

Arterias lliacas internas.

+

Arteria Sacra.

+

Arterias epigastric.

+

Arterias pudendas.

+

Arterias cruraes.

+

Arteria muscula, ou crural externa.

+

Arteria muscula, ou crural interna.

+

Arteria poplitea.

+

Arteria Tibial externa.

+

Arteria sural.

+

Arteria Tibial interna.

+

Arteria do peito do pé.

+

Arteria do calcanhar, e sua divis.

+

Arteria da planta do pé, que se ajũta, e fórma o arco.

+

Fig. seg. he da vea Porta.

+

Ramos da vea Porta, que estaõ dentro da substancia do + figado.

+

Bexiga do fel que está unida aos ramos da vea Porta.

@@ -1103,52 +1169,54 @@
- ESTAMPA X. -

Figura primeira he da distribuiçaõ dos ramos da vea Cava.

-

Orelha direita do coraçaõ.

-

Vea Cava descendente.

-

Vea Cava ascendente.

-

Veas subclavias.

-

Veas intercostaes superiores.

-

Vea Azigos.

-

Ramos das Jugulares externas, que tornaõ das partes posteriores da cabeça.

-

Vea Coronaria.

-

Veas musculas scapulares.

-

Veas intercostaes inferiores perto as Coronarias.

-

Veas Thoracicas superiores, e inferiores.

-

Vea Mediastina, ou Diaphragmatica.

-

Vea Basilica de ambos os braços.

-

As tres veas, que tornaõ do figado.

-

Vea Cefalica dos braços.

-

Vea subcutanea dos braços.

-

Veas lombares superiores.

-

Veas emulgentes.

-

Veas Espermaticas.

-

Veas Cruraes.

-

Veas mamarias.

-

Veas saphenas.

-

Veas musculas inferiores.

-

Veas musculas internas da coxa.

-

Veas lombares inferiores.

-

Vea mediana dos braços.

-

Veas Jugulares externas.

-

Veas Epigastricas.

+ ESTAMPA X. +

Figura primeira he da distribuiçaõ dos ramos da vea Cava.

+

Orelha direita do coraçaõ.

+

Vea Cava descendente.

+

Vea Cava ascendente.

+

Veas subclavias.

+

Veas intercostaes superiores.

+

Vea Azigos.

+

Ramos das Jugulares externas, que tornaõ das partes posteriores + da cabeça.

+

Vea Coronaria.

+

Veas musculas scapulares.

+

Veas intercostaes inferiores perto as Coronarias.

+

Veas Thoracicas superiores, e inferiores.

+

Vea Mediastina, ou Diaphragmatica.

+

Vea Basilica de ambos os braços.

+

As tres veas, que tornaõ do figado.

+

Vea Cefalica dos braços.

+

Vea subcutanea dos braços.

+

Veas lombares superiores.

+

Veas emulgentes.

+

Veas Espermaticas.

+

Veas Cruraes.

+

Veas mamarias.

+

Veas saphenas.

+

Veas musculas inferiores.

+

Veas musculas internas da coxa.

+

Veas lombares inferiores.

+

Vea mediana dos braços.

+

Veas Jugulares externas.

+

Veas Epigastricas.

-

Veas Jugulares internas.

-

Ramos das veas Iliacas internas, que tornaõ dos musculos.

-

Vea muscula, ou Cervical.

-

Veas Iliacas internas.

-

Veas vertebraes do pescoço.

-

Veas Iliacas externas.

-

Lugar onde se unem as Jugulares.

-

Veas Iliacas.

-

Vea Sacra.

-

Vea Salvatella.

-

Veas Pudendas.

-

Veas Popliteas.

-

Vea Ischia mayor de ambas as pernas.

-

Veas Suraes.

+

Veas Jugulares internas.

+

Ramos das veas Iliacas internas, que tornaõ dos musculos.

+

Vea muscula, ou Cervical.

+

Veas Iliacas internas.

+

Veas vertebraes do pescoço.

+

Veas Iliacas externas.

+

Lugar onde se unem as Jugulares.

+

Veas Iliacas.

+

Vea Sacra.

+

Vea Salvatella.

+

Veas Pudendas.

+

Veas Popliteas.

+

Vea Ischia mayor de ambas as pernas.

+

Veas Suraes.

@@ -1231,36 +1299,39 @@ - ANATOMIA DO CORPO HUMANO. + ANATOMIA DO CORPO HUMANO.
- LIVRO PRIMEIRO, Das Entranhas. + LIVRO PRIMEIRO, Das Entranhas.
- PROEMIO. -

1 O corpo humano he huma maquina composta de partes solidas, e fluidas, as quaes pela - ordem, e connexaõ, que entre si tem fazem diversos, e maravilhosos movimentos. Destes, - huns saõ naturaes, e outros voluntarios, dependentes da Alma immortal, que informa o - mesmo corpo.

+ PROEMIO. +

1 O corpo humano he huma maquina composta de partes solidas, e + fluidas, as quaes pela ordem, e connexaõ, que entre si tem fazem diversos, e + maravilhosos movimentos. Destes, huns saõ naturaes, e outros voluntarios, dependentes da + Alma immortal, que informa o mesmo corpo.

-

2 Os instrumentos principaes daquelles movimentos saõ os espiritos: e assim de tres - cousas se compoem proximamente o corpo humano, convem a saber: das partes solidas, e - fluidas, e dos espiritos, e ainda que todas estas cousas se podem chamar partes, com - tudo o nome de parte se costuma dar só ás partes solidas. As fluidas se chamaõ humores, - e os espiritos commummente conservaõ este mesmo nome: porem como o officio da Anatomia - seja tratar mais das partes solidas, do que das fluidas, que são os humores, trataremos - só daquellas, as quaes tambem servem para as partes fluidas.

-

3 Primeiramente se ha de notar, que pelos nossos sentidos se conhece huma grande - diversidade de partes solidas, em quanto aos accidentes sensiveis de cor, dureza, - &c. mas se as virmos com os olhos do entendimento mais interiormente, conhecerseha, - que todas as partes do corpo, e pelo conseguinte, que todo o nosso corpo se compoem de - innumeraveis fibras, e muy tenues, como fios muy delgados. Isto se vê manifestamente nos - nervos, os quaes nenhuma outra cousa parecem, senaõ huma multidaõ de 2 Os instrumentos principaes daquelles movimentos saõ os + espiritos: e assim de tres cousas se compoem proximamente o corpo humano, convem a + saber: das partes solidas, e fluidas, e dos espiritos, e ainda que todas estas cousas se + podem chamar partes, com tudo o nome de parte se costuma dar só ás partes solidas. As + fluidas se chamaõ humores, e os espiritos commummente conservaõ este mesmo nome: porem + como o officio da Anatomia seja tratar mais das partes solidas, do que das fluidas, que + são os humores, trataremos só daquellas, as quaes tambem servem para as partes + fluidas.

+

3 Primeiramente se ha de notar, que pelos nossos sentidos se + conhece huma grande diversidade de partes solidas, em quanto aos accidentes sensiveis de + cor, dureza, &c. mas se as virmos com os olhos do entendimento mais interiormente, + conhecerseha, que todas as partes do corpo, e pelo conseguinte, que todo o nosso corpo + se compoem de innumeraveis fibras, e muy tenues, como fios muy delgados. Isto se vê + manifestamente nos nervos, os quaes nenhuma outra cousa parecem, senaõ huma multidaõ de + fibras subtilissimas, que procedem do cerebro, e da espinhal medulla.

-

4 Da mesma sorte saõ as membranas, cuja substancia he quasi da mesma natureza dos - nervos, e se bem considerarmos, nenhuma outra cousa mostraõ ser na realidade, senaõ hum - tecido de fibras nervosas.

-

5 Tambem os 4 Da mesma sorte saõ as membranas, cuja substancia he quasi da + mesma natureza dos nervos, e se bem considerarmos, nenhuma outra cousa mostraõ ser na + realidade, senaõ hum tecido de fibras nervosas.

+

5 Tambem os + musculos, e as carnes se compoem das mesmas fibras nervosas, as quaes mais unidas entre si, e constipadas, constituem os tendoens dos musculos. Estes tendoens saõ de cor branca, e nos mais accidentes saõ mais semelhantes aos nervos: @@ -1269,23 +1340,25 @@ natureza: mas lavando-se muitas vezes, ou estando muito tempo na agua, de modo que se lhe tire todo o sangue, que tiverem, ficaõ brancas, e semelhantes ás fibras dos tendoens.

-

6 Tambem a origem, e a composiçaõ das cartilagens, e dos osso, naõ procede, senaõ das - fibras, porque as cartilagens primeiro foraõ membranas, e das cartilagens se 6 Tambem a origem, e a composiçaõ das cartilagens, e dos osso, + naõ procede, senaõ das fibras, porque as cartilagens primeiro foraõ membranas, e das + cartilagens se fazem os ossos, como se vê manifestamente nos ossos da cabeça, alguns dos quaes naõ tem dureza, senaõ passando algum tempo depois do nascimento, o que qualquer póde observar nas crianças.

-

7 Donde se segue, que todas as partes do corpo se resolvem em fibras: a origem das - fibras, parece que vem do cerebro, e da espinhal medulla, porque dahi sahem os nervos, - que se distribuem por todo o corpo. E estas partes nos principios da geração se vem - primeiro, que as mais; e assim he muy verosimil, que todas as fibras saõ huns - canaezinhios muy delgados, pelos quaes passa o succo, principalmente o nervoso.

-

8 Nem de outra parte havemos de entender, que procede a nutrição, senaõ destes succos, - quando abundaõ dentro daquelles canaezinhos, os quaes, em quanto saõ molles, com o - impulso dos ditos succos se alargaõ, e se aestendem, deixando póros abertos, e por elles - se introduzem algumas particulas dos mesmos succos.

-

9 Daqui procede naõ só a nutrição, mas tambem o augmento das partes. Porém quando - aquelles canaezinhos se fazem taõ 7 Donde se segue, que todas as partes do corpo se resolvem em + fibras: a origem das fibras, parece que vem do cerebro, e da espinhal medulla, porque + dahi sahem os nervos, que se distribuem por todo o corpo. E estas partes nos principios + da geração se vem primeiro, que as mais; e assim he muy verosimil, que todas as fibras + saõ huns canaezinhios muy delgados, pelos quaes passa o succo, principalmente o + nervoso.

+

8 Nem de outra parte havemos de entender, que procede a + nutrição, senaõ destes succos, quando abundaõ dentro daquelles canaezinhos, os quaes, em + quanto saõ molles, com o impulso dos ditos succos se alargaõ, e se aestendem, deixando + póros abertos, e por elles se introduzem algumas particulas dos mesmos succos.

+

9 Daqui procede naõ só a nutrição, mas tambem o augmento das + partes. Porém quando aquelles canaezinhos se fazem taõ fortes, de sorte, que naõ cedaõ facilmente ao impulso do succo, para que se possa entrar entaõ só tem lugar a nutriçaõ, porque entaõ sómente pelo novo succo, que entra, @@ -1293,511 +1366,588 @@ que a nutriçaõ naõ só proceda do succo, que passa pelas fibrasinhas, como temos dito, mas também do que exteriormente circula, o que principalmente faz o sangue, do qual depende a grossura, e a robusteza das partes.

-

10 Segundo a diversa tecedura, e entresamento das fibras, e a diversa natureza dos - humores, e dos succos, que exteriormente circulaõ, ou que entraõ nas taes fibras, - nasce a varia composição das partes; mas principalmente das fibrasinhas variamente - dispostas, e unidas humas com outras, se fazem as membranas, as quaes ou se estendem, - e se alargaõ para defensa das outras partes, ou se estreitaõ formando huns canaes, o - vasos para a circulação dos humores, ou finalmente se fazem redondos, convertendo-se - em folliculos, e glandulas - para a separaçaõ dos mesmos humores.

+

10 Segundo a diversa tecedura, e + entresamento das fibras, e a diversa natureza dos humores, e dos succos, que + exteriormente circulaõ, ou que entraõ nas taes fibras, nasce a varia composição das + partes; mas principalmente das fibrasinhas variamente dispostas, e unidas humas com + outras, se fazem as membranas, as quaes ou se estendem, e se alargaõ para defensa das + outras partes, ou se estreitaõ formando huns canaes, o vasos para a circulação dos + humores, ou finalmente se fazem redondos, convertendo-se em folliculos, e glandulas para a separaçaõ dos mesmos humores.

-

11 Pelo que, todo o corpo do animal assim como remotamente se pode resolver em - fibras pequeninas, se resolvem aproximadamente nas fibras mayores, que fazem mayor - corpo, como saõ as que vemos nos 11 Pelo que, todo o corpo do + animal assim como remotamente se pode resolver em fibras pequeninas, se resolvem + aproximadamente nas fibras mayores, que fazem mayor corpo, como saõ as que vemos nos + musculos, e também se resolvem em membranas, vasos, e glandulas. Assim as fibrasinhas, das quaes - dissemos, que todas aquellas partes se compoem, estaõ entre si taõ unidas humas com as - outras, que constituem huma parte daquellas, que chamamos similares; estas saõ as que se - naõ resolvem em partes de diverso genero. Galeno as define assim: Similares partes sunt, - quae omnes sibi mutuo, tum toti similes partes haent. Partes similares saõ as que todos - entre si, e respectivamente ao todo saõ perfeitamente semelhantes. Assim como as - arterias, veas, nervos, ossos, cartilagens, membranas, ligamentos, tunicas, carne, - &c.

-

12 Das partes similares se compoem as que chamamos instrumentaes. Estas se pódem - definir assim: Partes, que se compoem de particulas simplices, e similares para serem - instrumentos das acçoens perfeitas. Isto tudo, que atégora temos dito, só pertence glandulas. Assim + as fibrasinhas, das quaes dissemos, que todas aquellas partes se compoem, estaõ entre si + taõ unidas humas com as outras, que constituem huma parte daquellas, que chamamos + similares; estas saõ as que se naõ resolvem em partes de diverso genero. Galeno as + define assim: Similares partes sunt, quae omnes sibi mutuo, tum toti similes partes + haent. Partes similares saõ as que todos entre si, e respectivamente ao todo saõ + perfeitamente semelhantes. Assim como as arterias, veas, nervos, ossos, cartilagens, + membranas, ligamentos, tunicas, carne, &c.

+

12 Das partes similares se compoem as que chamamos + instrumentaes. Estas se pódem definir assim: Partes, que se compoem de particulas + simplices, e similares para serem instrumentos das acçoens perfeitas. Isto tudo, que + atégora temos dito, só pertenceás partes do corpo humano em geral, e á sua origem, e principios; daqui por diante trataremos de cada uma dellas em particular.

- CAPITULO I. -

1 O corpo humano se divide em tronco, membros, ou artus.

-

2 O tronco de desde o alto da cabeça até as partes pudendas, e virilhas.

-

3 Os membros comprehendem os braços, as pernas, e as suas partes annexas.

-

4 O tronco tem tres cavidades; a superior se chama cabeça, a media thorax, que he o vaõ - do peito, a infima abdomen.

-

5 A cabeça contèm o craneo, e o cerebro, e as duas membranas, que involvem o cerebro, - às quaes os Gregos chamaõ meninges.

-

6 O thorax he aquella cavidade entre as claviculas, e o CAPITULO I. +

1 O corpo humano se divide em tronco, membros, ou artus.

+

2 O tronco de desde o alto da cabeça até as partes pudendas, e + virilhas.

+

3 Os membros comprehendem os braços, as pernas, e as suas + partes annexas.

+

4 O tronco tem tres cavidades; a superior se chama cabeça, a + media thorax, que he o vaõ do peito, a infima abdomen.

+

5 A cabeça contèm o craneo, e o cerebro, e as duas membranas, + que involvem o cerebro, às quaes os Gregos chamaõ meninges.

+

6 O thorax he aquella cavidade + entre as claviculas, e o diaphragma, que contèm o coraçaõ, os bofes, o mediastino, e parte do isophago, e aspera arteria com os seus vasos.

-

7 O abdomen he a cavidade, que isophago, e aspera arteria com os + seus vasos.

+

7 O abdomen he a cavidade, que principia desde o diaphragma até as partes pudendas, - ou osso, que chamaõ pubes, e o osso a que chamaõ coccyx; - comprehende o ventriculo, ou estomago, os intestinos, o figado, o baço, os rins, e - outras partes.

-

8 A parte anterior da cabeça se chama rosto, ou cara; a parte superior desta he a - testa, que em Latim se diz frons. A parte superior da cabeça he a molleira, ou - synciput, a posterior, e inferior he o toutiço, ou occiput. As lateraes se chamaõ fontes, ou tempora. A parte, que està - entre a cabeça, e o thorax, se chama pescoço, ou collum, a parte anterior do pescoço he - a garganta, ou jugulum, a parte posterior cachaço, ou cervix. fig. 1. est. 1. letra - f.

-

9 A parte posterior do thorax chamamos costas, ou dorsum, a anterior peyto, as lateraes - lados, ou ilhargas, e no meyo sobre a espinhela està o que em Latim se diz Scrobiculus - cordis. fig 1. L.

-

10 No abdomen se consideraõ tres regioens; a primeira, e suprema, se chama epigastrica, - a qual acaba dous dedos pouco mais, ou menos sobre o embigo. A segunda, e media, se diz - umbilical, que termina abaixo do principia desde o diaphragma + até as partes pudendas, ou osso, que chamaõ pubes, e o osso a que chamaõ coccyx; comprehende o ventriculo, ou + estomago, os intestinos, o figado, o baço, os rins, e outras partes.

+

8 A parte anterior da cabeça se chama rosto, ou cara; a parte + superior desta he a testa, que em Latim se diz frons. A + parte superior da cabeça he a molleira, ou synciput, a posterior, e inferior he o + toutiço, ou occiput. As + lateraes se chamaõ fontes, ou tempora. A parte, que està entre a cabeça, e o thorax, se + chama pescoço, ou collum, a parte anterior do pescoço he a garganta, ou jugulum, a parte + posterior cachaço, ou cervix. fig. 1. est. 1. letra f.

+

9 A parte posterior do thorax chamamos costas, ou dorsum, a + anterior peyto, as lateraes lados, ou ilhargas, e no meyo sobre a espinhela està o que + em Latim se diz Scrobiculus cordis. fig 1. L.

+

10 No abdomen se consideraõ tres regioens; a primeira, e + suprema, se chama epigastrica, a qual acaba dous dedos pouco mais, ou menos sobre o + embigo. A segunda, e media, se diz umbilical, que termina abaixo do embigo, dous dedos pouco mais, ou menos. A terceira, e inferior às outras, he a que - chamaõ Hypogastrio. fig. 1. - 3.

-

11 As partes do Epigastrio + />embigo, dous dedos pouco mais, ou menos. A terceira, e + inferior às outras, he a que chamaõ Hypogastrio. fig. 1. 3.

+

11 As partes do Epigastrio lateraes, e superiores, saõ os hypocondrios, ou vasios, hum da parte direita, e outro da parte esquerda.

-

12 As partes lateraes superiores do 12 As partes lateraes superiores + do Hypogastrio saõ os vasios, que em Latim chamaõ Ilia; e em Portuguez tambem ilhargas. fig. 1. n.

-

13 As partes, que estaõ sobre as genitaes, e nos adultos se cobrem de lanugem, e - cabellos, chamaõ os Latinos Pubis partes.

-

14 As partes lateraes inferiores das mesmas genitaes chamaõ-se virilhas, ou inguina. - fig 1. P.

-

15 As partes posteriores do abdomen, humas são superiores, outras inferiores; as - superiores se chamaõ lombos, as inferiores nadegas, ou nates. R.

-

16 Os membros superiores se dividem em braços, e mãos. O braço em hombro, e cotovello. - Entre este, e a maõ està o collo da mão, ou munheca, a que tambem chamaõ - carpo, a que se segue a parte da mão atè 13 As partes, que estaõ sobre as genitaes, e nos adultos se + cobrem de lanugem, e cabellos, chamaõ os Latinos Pubis partes.

+

14 As partes lateraes inferiores das mesmas genitaes chamaõ-se + virilhas, ou inguina. fig 1. P.

+

15 As partes posteriores do abdomen, humas são superiores, + outras inferiores; as superiores se chamaõ lombos, as inferiores nadegas, ou nates. + R.

+

16 Os membros superiores se dividem em braços, e mãos. O braço + em hombro, e cotovello. Entre este, e a maõ està o collo da + mão, ou munheca, a que tambem chamaõ carpo, a + que se segue a parte da mão atè os dedos, que os Gregos chamaõ metacarpo, a sua parte interior se chama - palma da maõ, a exterior, costa da maõ. Os dedos saõ cinco. Polegar, index, ou - mostrador, o do meyo, o anular, ou auricular, ou meminho, ou minimo.

-

17 Os membros inferiores se dividem em coxas, pernas, e pès. A coxa he a parte superior - do joelho para cima. Do joelho até o peito do pè he a perna, esta tem anteriormente a - canella, e a parte posterior desta, que he a mais grossa, e carnosa, he a barriga da - perna, que se chama em Latim Sura.

-

18 A parte superior da perna, e anterior, se chama joelho, a posterior poplite, ou - curva da perna; a perna pela parte inferior, junto ao peito do pè tem dous ossos, que se - chamaõ Tornozellos, ou malleolos, hum interior, outro exterior.

-

19 A terceira parte do membro inferior que he o pè, se divide em tarso, metatarso, e - dedos.

-

20 O tarso he a primeira parte, que està unida às canellas, a sua parte superior - chama-se còllo, ou garganta do pè, a posterior calcanhar.

-

21 O metatarso he a parte, que se segue até os dedos: alguns Authores lhe chamaõ - metapedio comprehende posteriormente a planta, e anteriormente o dorso do pè, a que - tambem chamaõ costa, ou peito do pè.

-

22 Os dedos saõ cinco, dos quaes o mais grosso he o pollegar, os outros naõ tem nome - particular.

-

23 Das cavidades de corpo, a infima he a de que primeiramente trataõ todos os - Anatomicos, cujas partes, humas se chamaõ continentes, e outras contentas, ou conteúdas. - As continentes ou saõ proprias, ou commuas às outras cavidades, e saõ aquellas com que - todo o corpo se cobre, das quaes havemos de tratar em primeiro lugar.

+ />os dedos, que os Gregos chamaõ metacarpo, a + sua parte interior se chama palma da maõ, a exterior, costa da maõ.
Os dedos saõ + cinco. Polegar, index, ou mostrador, o do meyo, o anular, ou auricular, ou meminho, ou + minimo.

+

17 Os membros inferiores se dividem em coxas, pernas, e pès. A + coxa he a parte superior do joelho para cima. Do joelho até o peito do pè he a perna, + esta tem anteriormente a canella, e a parte posterior desta, que he a mais grossa, e + carnosa, he a barriga da perna, que se chama em Latim Sura.

+

18 A parte superior da perna, e anterior, se chama joelho, a + posterior poplite, ou curva da perna; a perna pela parte inferior, junto ao peito do pè + tem dous ossos, que se chamaõ Tornozellos, ou malleolos, hum interior, outro + exterior.

+

19 A terceira parte do membro inferior que he o pè, se divide + em tarso, metatarso, e dedos.

+

20 O tarso he a primeira parte, que està unida às canellas, a + sua parte superior chama-se còllo, ou garganta do pè, a posterior calcanhar.

+

21 O metatarso he a parte, que se segue até os dedos: alguns + Authores lhe chamaõ metapedio comprehende posteriormente a planta, e anteriormente o + dorso do pè, a que tambem chamaõ costa, ou peito do pè.

+

22 Os dedos saõ cinco, dos quaes o mais grosso he o pollegar, + os outros naõ tem nome particular.

+

23 Das cavidades de corpo, a infima he a de que primeiramente + trataõ todos os Anatomicos, cujas partes, humas se chamaõ continentes, e outras + contentas, ou conteúdas. As continentes ou saõ proprias, ou commuas às outras cavidades, + e saõ aquellas com que todo o corpo se cobre, das quaes havemos de tratar em primeiro + lugar.

- CAPITULO II. Das partes, que servem de cubertura commua a todo o corpo. -

1 Tres saõ as partes, que servem de cubrir todo o corpo, a cuticula, a CAPITULO II. Das partes, que servem de cubertura commua a + todo o corpo. +

1 Tres saõ as partes, que servem + de cubrir todo o corpo, a cuticula, a , ou pelle, e a membrana, que chamaõ Adiposa .

-

2 A cuticula, a que os Gregos chamaõ Epidermis, he huma membrana muy tenue, e - transparente, mas muito densa, que naõ tem sensaçaõ, e cobre exteriormente toda a pelle, - ou cute, a qual està taõ pegada, que difficultosamente della se pode separar. He - composta de fibras diversamente unidas entre si, e como tecidas. Alguns modernos dizem, - que he composta de vasos resecados, e saõ derivados daquelles da pelle, que estaõ por - baixo; outros querem deduzir a sua origem da congelaçaõ do humor salino, e roscido, - feita pelo ambiente externo.

-

3 A cuticula tem muitos buraquinhos, que correspondem aos poros da cute, ou pelle. - Tirada a cuticula, logo se vê huma parte da pelle, que foy descuberta pella industria do - Doutor Marcello Malpighio, e se chama corpo reticular. He huma extensaõ de fibras, a - qual he molle, glutinosa, e moderadamente crassa, com muitos buraquinhos a modo de rede, - que està fempre cheya, e humedecida por causa de hum humor mucoso, que tem, do qual - entende Malpighio Adiposa .

+

2 A cuticula, a que os Gregos chamaõ Epidermis, he huma + membrana muy tenue, e transparente, mas muito densa, que naõ tem sensaçaõ, e cobre + exteriormente toda a pelle, ou cute, a qual està taõ pegada, que difficultosamente della + se pode separar. He composta de fibras diversamente unidas entre si, e como tecidas. + Alguns modernos dizem, que he composta de vasos resecados, e saõ derivados daquelles da + pelle, que estaõ por baixo; outros querem deduzir a sua origem da congelaçaõ do humor + salino, e roscido, feita pelo ambiente externo.

+

3 A cuticula tem muitos buraquinhos, que correspondem aos + poros da cute, ou pelle. Tirada a cuticula, logo se vê huma parte da pelle, que foy + descuberta pella industria do Doutor Marcello Malpighio, e se chama corpo reticular. He + huma extensaõ de fibras, a qual he molle, glutinosa, e moderadamente crassa, com muitos + buraquinhos a modo de rede, que està fempre cheya, e humedecida por causa de hum humor + mucoso, que tem, do qual entende Malpighio jà citado, que resulta a cor negra dos Ethiopes. O corpo reticular tem por baixo a cute, ou pelle, que o mesmo Author chama Corpo Papillar.

-

4 A cute, ou pelle, naõ he outra cousa, senaõ huma membrana muy forte, feita, e come - tecida de fibras brancas, as quaes (conforme o que diz Stenon) procedem dos tendoens - dos musculos, que estaõ +

4 A cute, ou pelle, naõ he outra + cousa, senaõ huma membrana muy forte, feita, e come tecida de fibras brancas, as quaes + (conforme o que diz Stenon) procedem dos tendoens dos musculos, que estaõ debaixo da mesma cute. Esta tem por toda a parte muitos ramos de nervos, arterias, e veas, derivados dos vasos mayores, que estaõ visinhos, ou estaõ debaixo, e por meyo destes se une a cute com as partes, que depois della se descobrem.

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5 Sahem da mesma cute huns corpos pequeninos longos de substancia nervosa, e de - figura pyramidal, a que Malpighio dà o nome de papillas. Estes corpos passando pelos poros do +

5 Sahem da mesma cute huns corpos + pequeninos longos de substancia nervosa, e de figura pyramidal, a que Malpighio dà o + nome de papillas. Estes corpos passando pelos poros do corpo reticular, vem a terminar na cuticula em fórma de cabecinhas, quasi redondas, as quaes diversamente dispostas fórmaõ huns regos, que se vem principalmente nas pontas dos dedos, e muito mais nas palmas das mãos, e nas plantas dos pès, &c.

-

6 Debaixo da cute, quasi por todo o corpo, estaõ as glandulas, que pela grandeza, e figura se - chamaõ miliares, cheyas de nervos, e vasos de sangue, e com os seus canos, ou ductos +

6 Debaixo da cute, quasi por todo + o corpo, estaõ as glandulas, que pela grandeza, e figura se chamaõ + miliares, cheyas de nervos, e vasos de sangue, e com os seus canos, ou ductos excretorios, os quaes passando o corpo reticular, vem acabar na superficie exterior do mesmo corpo reticular. As bocasinhas desses canos se observaõ nos que suaõ, porque dellas sahem manifestamente as gottas do suor, e isto em todo o corpo, e muito mais nas partes, que saõ de muito sentimento.

-

7 Além destas glandulas, - foraõ descubertas outras pelo dito Malpighio, Valsalva, e Morgagno, e estas se naõ - apparecem em toda a cute, ao menos vem-se em certas partes da mesma cute, às quaes - chamao sebaceas, por causa da materia, que separaõ, que parece sebo.

-

8 Á cute pertencem as unhas, e os cabellos. As unhas saõ laminas moderadamente - duras, flexiveis, transparentes, mais brandas, e tenues junto à raiz, onde se vê huma - porçaõ branca, que pela sua figura se chama 7 Além destas glandulas, foraõ descubertas outras pelo dito Malpighio, Valsalva, e + Morgagno, e estas se naõ apparecem em toda a cute, ao menos vem-se em certas partes da + mesma cute, às quaes chamao sebaceas, por causa da materia, que separaõ, que parece + sebo.

+

8 Á cute pertencem as unhas, e os cabellos. As unhas saõ laminas moderadamente duras, flexiveis, + transparentes, mais brandas, e tenues junto à raiz, onde se vê huma porçaõ branca, que + pela sua figura se chama Lunula: a parte anterior nao està pegada à outra cousa, a posterior està pegada à cuticula, donde nascem.

-

9 Nenhuma outra cousa saõ as unhas, senaõ muitos canosinhos, dispostos com certa - ordem, pelos quaes, como por humas bainhas, passaõ os filamentos das papillas cutaneas. Estes canosinhos - saõ de natureza cornea, dentro dos quaes está hum humor, o qual conglutinando-se, fazem - que os mesmos canos fiquem muito endurecidos.

- - As unhas naõ crescem depois de morto o homem, e assim he dos cabellos. +

9 Nenhuma outra cousa saõ as + unhas, senaõ muitos canosinhos, dispostos com certa ordem, pelos quaes, como por humas + bainhas, passaõ os filamentos das papillas cutaneas. Estes + canosinhos saõ de natureza cornea, dentro dos quaes está hum humor, o qual + conglutinando-se, fazem que os mesmos canos fiquem muito endurecidos.

+ + As unhas naõ crescem depois de morto o homem, e assim he dos + cabellos. -

10 Advirta-se, que as unhas nao crescem depois de morto o homem, (como alguns crem) mas - parece que crescem, pela resedaçaõ, e contracçaõ da pelle; e tambem pode ser por naõ - serem cortadas no tempo da doença, como diz o doutissimo Ruischio nos seus livros: - Ungues extra cutem quidem prominent, non quod excreverint post - mortem, uti vulgus credidit; sed propter cutis contractionem, exiccationemque: ne - dicam quod non solemus ungues resecare quum agrotamus, & lecto - decumbimus.

- Ruisch. lib de Anat. Thesaur. ix. p. 6. - - Os cabellos saõ como plantas, na figura 7. 8. da primeira Estampa. +

10 Advirta-se, que as unhas nao crescem depois de morto o + homem, (como alguns crem) mas parece que crescem, pela resedaçaõ, e contracçaõ da pelle; + e tambem pode ser por naõ serem cortadas no tempo da doença, como diz o doutissimo + Ruischio nos seus livros: Ungues extra cutem quidem prominent, + non quod excreverint post mortem, uti vulgus credidit; sed propter cutis + contractionem, exiccationemque: ne dicam quod non solemus ungues resecare quum + agrotamus, & lecto decumbimus.

+ Ruisch. lib de Anat. Thesaur. ix. p. 6. + + Os cabellos saõ como plantas, na figura 7. 8. da primeira + Estampa. -

11 Os cabellos tambem sahem da cute, os quaes a modo de plantas pequeninas com huma - cabecinha redonda, e como glutinosa, e estaõ em huns envoltorios de figura oval debaixo - da cute, e às vezes estaõ plantados na mesma gordura. Naõ crescem 11 Os cabellos tambem sahem da cute, os quaes a modo de + plantas pequeninas com huma cabecinha redonda, e como glutinosa, e estaõ em huns + envoltorios de figura oval debaixo da cute, e às vezes estaõ plantados na mesma gordura. + Naõ crescem depois da morte, mas vivem, e morrem, como as outras partes; assim o diz o mesmo Ruischio no mesmo lugar.

-

12 Depois da cute se segue a membrana adiposa, que he a terceira cubertura de todo o - corpo, exceptuando as capellas dos olhos, o membro viril, e a bolsa dos testiculos, ou - scroto. Esta membrana adiposa se +

12 Depois da cute se segue a + membrana adiposa, que he a terceira cubertura de todo o corpo, exceptuando as capellas + dos olhos, o membro viril, e a bolsa dos testiculos, ou scroto. Esta membrana adiposa se compoem de muitas pellesinhas, que estaõ em fórma de bolsinhos. Estes contèm huns globosinhos de gordura, os quaes, como affirma Malpighio, estaõ unidos a huns vasos de sangue, de que sahe a mesma gordura a qual tem tambem os seus nervos; os bolsinhos (conforme diz o Author citado) estaõ pegados a huma membrana muy forte, que he como huma base commua, em que estaõ firmes.

-

13 Alèm destas tres cuberturas commuas, alguns querem, que hajaõ mais duas, que saõ - o panniculo carnoso, e a membrana commua dos musculos. Nos brutos, principalmente nos que movem a cute, - ha entre a mesma cute, e a gordura, hum tecido de fibras carnosas, pelo movimento das - quaes se fazem as rugas, que vemos na mesma cute. As ditas fibras saõ as que chamamos - panniculo carnoso, e com razaõ se poem no numero das cuberturas commuas dos corpos dos - brutos. No homem, alèm do tecido dos musculos, na testa, ou fronte, se achaõ tambem humas fibras - entremetidas na membrana adiposa, que concorrem para fazer as mesmas rugas, e nada - mais se acha, que se possa comparar com o panniculo dos brutos, e contarse entre as - cuberturas commuas.

-

14 O mesmo se diz da membrana commua dos musculos, porque nenhuma outra cousa commua se observa no homem, - tirando humas extensoens de certas fibras derivadas dos tendoens, as quaes parece, que - abraçaõ muitos musculos, mas - naõ todos, e por isso naõ se pode dizer, que he cubertura commua.

-

15 Depois da descripção das sobreditas partes, segue-se o uso dellas, que agora havemos - de explicar. Primeiramente o uso da cuticula he defender as partes, que estaõ debaixo, e - saõ muito sensitivas, de qualquer cousa externa, que lhes possa fazer mal, e causar - molestia, e moderar as impressoens dos objectos, para que se naõ façaõ com dor.

-

16 Porém na cute as partes, que parece se pòdem comparar com as mais para receber as - impressoens dos objectos, saõ as papillas, nas quaes começaõ as taes impressoens em - ordem à sensaçaõ, e pelos nervos continuados chegaõ a communicarse ao cerebro. Na - cute está tambem o organo daquella grande evacuaçaõ, que se chama transpiraçaõ. - Porque o humor seroso pelas - glandulas cutaneas se separa do sangue, e sahe fóra, a qual evacuaçaõ, se he - moderada, se chama insensivel transpiraçao; se he mayor, e o humor sahe sensivelmente - pelos pòros excretorios, se chama suor. - Com o suor fica banhada a cute, e com isto as papillas nervosas se conservaõ molles, e naõ se secaõ, - nem se endurecem, e assim ficaõ capazes para as sensaçoens do tacto.

-

17 O uso da: membrana adiposa he conservar com a sua gordura aquella brandura, que - deve ter a cute, e os +

13 Alèm destas tres cuberturas + commuas, alguns querem, que hajaõ mais duas, que saõ o panniculo carnoso, e a membrana + commua dos musculos. Nos brutos, principalmente nos que movem a cute, ha entre a + mesma cute, e a gordura, hum tecido de fibras carnosas, pelo movimento das quaes se + fazem as rugas, que vemos na mesma cute. As ditas fibras saõ as que chamamos panniculo + carnoso, e com razaõ se poem no numero das cuberturas commuas dos corpos dos brutos. No homem, alèm do tecido dos musculos, na testa, ou + fronte, se achaõ tambem humas fibras entremetidas na membrana adiposa, que concorrem + para fazer as mesmas rugas, e nada mais se acha, que se possa comparar com o panniculo + dos brutos, e contarse entre as cuberturas commuas.

+

14 O mesmo se diz da membrana + commua dos musculos, porque nenhuma outra cousa commua se observa no homem, tirando + humas extensoens de certas fibras derivadas dos tendoens, as quaes parece, que abraçaõ + muitos musculos, mas naõ todos, e por isso naõ se pode dizer, que he cubertura + commua.

+

15 Depois da descripção das sobreditas partes, segue-se o uso + dellas, que agora havemos de explicar. Primeiramente o uso da cuticula he defender as + partes, que estaõ debaixo, e saõ muito sensitivas, de qualquer cousa externa, que lhes + possa fazer mal, e causar molestia, e moderar as impressoens dos objectos, para que se + naõ façaõ com dor.

+

16 Porém na cute as partes, que + parece se pòdem comparar com as mais para receber as impressoens dos objectos, saõ as + papillas, nas quaes começaõ as taes impressoens em ordem à sensaçaõ, e pelos + nervos continuados chegaõ a communicarse ao cerebro. Na cute está tambem o organo + daquella grande evacuaçaõ, que se chama transpiraçaõ. Porque + o humor seroso pelas glandulas cutaneas se separa do sangue, e sahe + fóra, a qual evacuaçaõ, se he moderada, se chama insensivel transpiraçao; se he mayor, + e o humor sahe sensivelmente pelos pòros excretorios, se chama suor. + Com o suor fica banhada a cute, e com isto as + papillas nervosas se conservaõ molles, e naõ se secaõ, nem se endurecem, e + assim ficaõ capazes para as sensaçoens do tacto.

+

17 O uso da: membrana adiposa he + conservar com a sua gordura aquella brandura, que deve ter a cute, e os musculos, para que mais facilmente façaõ os seus movimentos, e para que resistao ás compressoens, e ao frio, e para attemperar a acrimonia dos saes, e finalmente para impedir a demasiada transpiraçaõ, enchendo os póros.

- CAPITULO III. Do Peritôneo. -

1 DEixando os musculos do abdomen, dos quaes fallaremos depois no seu proprio lugar, - agora devemos tratar de huma certa membrana transparente, a qual he tenue, mas forte, - que cobre interiormente todo o abdomen, e cada huma das suas entranhas, e por isso lhe - chamaõ os Gregos Peritôneo.

-

2 Este he como hum sacco, com figura oval, nasce das tunicas, que cobrem os nervos - lumbares. A sua superficie exterior he aspera, a interior he lisa, e lubrica, por causa - de certo humor, que sempre tem: observa-se, que este humor sahe de huns certos - pòrosinhos, os quaes se entende com probabilidade, que pertencem a outros tantos - follesinhos, que estaõ escondidos dentro da mesma membrana.

-

3 A razaõ he, porque estes follesinhos se vem muitas vezes nos cadaveres, que nas - entranhas tem abundancia de soro.

-

4 O Peritôneo parece, que consta de de duas laminas, porém em algumas partes estaõ - entre si taõ unidas as suas fibras, que mostraõ ser huma só; com tudo, em outras partes - se divide em duas, isto he, quando deve cobrir alguma das entranhas. E assim se vê - manisfestamente, que se dobra o Peritôneo nas partes posteriores para envolver os rins, - os ureteres, a bexiga ourinaria, e os vasos espermaticos.

-

5 O Peritôneo tem dous processos, que vaõ atè às virilhas, os quaes nas mulheres - incluem os ligamentos do utero, que chamaõ redondos, e nos homens os vasos - espermaticos, que passando pelos musculos obliquos, e transversos do abdomen, vaõ até o escroto, - onde os mesmos processos estendendo-se mais, constituem hum, e outro envoltorio, ou - tunica vaginal dos testiculos.

- Nervos, veas, e arterias do Peritôneo. -

6 O Peritôneo na parte superior tem tres buracos, pelos quaes passaõ o CAPITULO III. Do Peritôneo. +

1 DEixando os musculos do abdomen, dos quaes fallaremos depois + no seu proprio lugar, agora devemos tratar de huma certa membrana transparente, a qual + he tenue, mas forte, que cobre interiormente todo o abdomen, e cada huma das suas + entranhas, e por isso lhe chamaõ os Gregos Peritôneo.

+

2 Este he como hum sacco, com figura oval, nasce das tunicas, + que cobrem os nervos lumbares. A sua superficie exterior he aspera, a interior he lisa, + e lubrica, por causa de certo humor, que sempre tem: observa-se, que este humor sahe de + huns certos pòrosinhos, os quaes se entende com probabilidade, que pertencem a outros + tantos follesinhos, que estaõ escondidos dentro da mesma membrana.

+

3 A razaõ he, porque estes follesinhos se vem muitas vezes nos + cadaveres, que nas entranhas tem abundancia de soro.

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4 O Peritôneo parece, que consta de de duas laminas, porém em + algumas partes estaõ entre si taõ unidas as suas fibras, que mostraõ ser huma só; com + tudo, em outras partes se divide em duas, isto he, quando deve cobrir alguma das + entranhas. E assim se vê manisfestamente, que se dobra o Peritôneo nas partes + posteriores para envolver os rins, os ureteres, a bexiga ourinaria, e os vasos + espermaticos.

+

5 O Peritôneo tem dous processos, + que vaõ atè às virilhas, os quaes nas mulheres incluem os ligamentos do utero, que + chamaõ redondos, e nos homens os vasos espermaticos, que passando pelos musculos obliquos, e transversos do abdomen, vaõ até o escroto, onde os mesmos processos estendendo-se + mais, constituem hum, e outro envoltorio, ou tunica vaginal dos testiculos.

+ Nervos, veas, e arterias do Peritôneo. +

6 O Peritôneo na parte superior + tem tres buracos, pelos quaes passaõ o isophago, a arteria magna, e a vea cava. Tem - outros na parte inferior, que serve para o cesso, para o utero, e outros vasos, que vaõ - aos membros inferiores. He tambem furado o Peritôneo na parte anterior, para dar - passagem aos vasos umbilicaes, e tem huns nervosinhos derivados daquelles dos musculos do abdomen. - Tambem tem arterias derivadas das phrenicas, e das mammarias, e das epigastricas, as suas veas tornaõ as - phrenicas, e - epigastricas.

- Uso do Perytôneo. -

7 Serve o Peritôneo para conter as entranhas do abdomen, como se vê na figura primeira - da estampa 2. e daqui nasce, que rompendo-se, cahem as mesmas entranhas. Serve tambem - para separar o humor, que junto com a gordura do redenho faz os intestinos lubricos pela - parte exterior para facilitar os seus movimentos.

+ />isophago, a arteria magna, e + a vea cava.
Tem outros na parte inferior, que serve para o cesso, para o utero, e + outros vasos, que vaõ aos membros inferiores. He tambem + furado o Peritôneo na parte anterior, para dar passagem aos vasos umbilicaes, e tem + huns nervosinhos derivados daquelles dos musculos do abdomen. + Tambem tem arterias derivadas das phrenicas, e + das mammarias, e das epigastricas, as suas veas tornaõ + as phrenicas, e epigastricas.

+ Uso do Perytôneo. +

7 Serve o Peritôneo para conter as entranhas do abdomen, como + se vê na figura primeira da estampa 2. e daqui nasce, que rompendo-se, cahem as mesmas + entranhas. Serve tambem para separar o humor, que junto com a gordura do redenho faz os + intestinos lubricos pela parte exterior para facilitar os seus movimentos.

- CAPITULO IV. Do Redenho. -

1 Temos tratado das partes externas do abdomen: agora trataremos das internas, entre as - quaes tem o primeiro lugar huma membrana, que està como fluctuando sobre os intestinos, - e por isso os Gregos lhe chamaõ Epiploon,e os Latinos Omentum, quasi Operimentum, que - significa cubertura ; tambem lhe chamaõ Rete, ou Reticulum, porque he como rede: na - lingua Portugueza se diz redenho, ou redanho.

-

2 He esta membrana muy tenue, e delgada, e toda dobrada, e onde naõ tem gordura, he - transparente, è cheya de buraquinhos. A parte superior està pegada ao fundo do - ventriculo, ao intestino colon, e ao pancreas; a parte inferior està desapegada, e como - nadando sobre os intestinos delgados. Na parte que està pegada, se dobra, e tem a forma - de hum facco, ordinariamente chega até à regiaõ umbilical, e às vezes passa - adiante,ante, e quando chega até às virilhas, e à bolsa dos testiculos, he causa da + CAPITULO IV. Do Redenho. +

1 Temos tratado das partes externas do abdomen: agora + trataremos das internas, entre as quaes tem o primeiro lugar huma membrana, que està + como fluctuando sobre os intestinos, e por isso os Gregos lhe chamaõ Epiploon,e os + Latinos Omentum, quasi Operimentum, que significa cubertura ; tambem lhe chamaõ Rete, ou + Reticulum, porque he como rede: na lingua Portugueza se diz redenho, ou redanho.

+ Epiploon, ou omento, ou redenho, ou zirbo. Est 2. fig. 1. 0000. + He transparente, e tem buraquinhos, apega-se ao ventriculo, intestino colon, e + pancrea. +

2 He esta membrana muy tenue, e delgada, e toda dobrada, e + onde naõ tem gordura, he transparente, è cheya de buraquinhos. A parte superior està + pegada ao fundo do ventriculo, ao intestino colon, e ao pancreas; a parte inferior està + desapegada, e como nadando sobre os intestinos delgados. Na parte que està pegada, se + dobra, e tem a forma de hum facco, ordinariamente chega até à regiaõ umbilical, e às + vezes passa adiante, e quando chega até às virilhas, e à bolsa dos testiculos, he causa da hernia.

-

3 A gordura no redenho he muita, porque a membrana, que o compoem, como observou - Malpighio, fórma varios saquinhos, e saõ como canos. Dentro destes estaõ certos - globosinhos, cada hum com a sua membrana, e seus vasos cheyos de gordura, e dentro - destes saquinhos estao vasos de sangue, continuados, como continuaõ os ditos canos, e - deste modo se faz como huma rede; e nos espaços, que ha entre hum, e outro cano, estaõ - outras redes pequeninas, cheyas de vasos menores de sangue, e de gordura.

-

4 As arterias nascem da arteria celiaca, as veas vaõ à vea, que chamao Porta, e em - primeiro lugar ao ramo splenico, que he do baço. Os nervos sao subtilissimos, e se - derivaõ do nervo intercostal, e do que se chama par vago.

-

5 Tambem se achaõ no redenho vasos lymphaticos, os quaes pòde ser que tenhaō - communicação com as glandulas pequenas, que estao em varias partes do mesmo redenho, e cubertas - de gordura. - Além destes vasos, 3 A gordura no redenho he muita, porque a membrana, que o + compoem, como observou Malpighio, fórma varios saquinhos, e saõ como canos. Dentro + destes estaõ certos globosinhos, cada hum com a sua membrana, e seus vasos cheyos de + gordura, e dentro destes saquinhos estao vasos de sangue, continuados, como continuaõ os + ditos canos, e deste modo se faz como huma rede; e nos espaços, que ha entre hum, e + outro cano, estaõ outras redes pequeninas, cheyas de vasos menores de sangue, e de + gordura.

+

4 As arterias nascem da arteria celiaca, as veas vaõ à vea, + que chamao Porta, e em primeiro lugar ao ramo splenico, que he do baço. Os nervos sao + subtilissimos, e se derivaõ do nervo intercostal, e do que se chama par vago.

+

5 Tambem se achaõ no redenho vasos + lymphaticos, os quaes pòde ser que tenhaō communicação com as glandulas pequenas, + que estao em varias partes do mesmo redenho, e cubertas de gordura. + Além destes vasos, pareceo a Malpighio ter achado outros, que estaõ entre os saquinhos acima ditos, aos - quaes chama adiposos; mas isto - deixou em duvida na sua Obra posthuma.

-

6 O uso do redenho, parece que he aquentar com o proprio calor, e com a muita gordura, - e principalmente lubricar os intestinos com o seu humor untuoso. Além disto, como - todo o sangue do redenho torna a ir pelas veas ao figado, podemos suppor, que isto - seja para levar comsigo ao mesmo figado as particulas oleosas, tirando-as do redenho - para a preparaçaõ da bile, a qual consta principalmente de particulas + quaes chama adiposos; mas isto deixou em duvida na sua Obra posthuma.

+

6 O uso do redenho, parece que he aquentar com o proprio + calor, e com a muita gordura, e principalmente lubricar os intestinos com o seu humor + untuoso. Além disto, como todo o sangue do redenho torna a + ir pelas veas ao figado, podemos suppor, que isto seja para levar comsigo ao mesmo + figado as particulas oleosas, tirando-as do redenho para a preparaçaõ da bile, a qual consta principalmente de particulas oleosas.

- CAPITULO V. Do ventriculo, e intestinos, e da concocçaõ, e do que succede ao chylo - nos intestinos. -

1 Das fauces começa hum canal, que vay seguido até o cesso. Este canal, ainda que seja - hum só, e continuado, CAPITULO V. Do ventriculo, e intestinos, e da concocçaõ, e + do que succede ao chylo nos intestinos. +

1 Das fauces começa hum canal, que vay seguido até o cesso. + Este canal, ainda que seja hum só, e continuado, com tudo, pela diversidade da figura, da grandeza, e do uso, que tem em diversas partes, tem tambem diversos nomes.

-

2 Tres saõ as principaes partes deste canal. O isophago, o ventriculo, e os intestinos. Todas estas partes, e pelo - conseguinte todo o cano he da mesma substancia, e consta de três tunicas. Destas, a - exterior he commua a todas as entranhas, que estaõ na cavidade do abdomen, a media he - carnosa, a interior he nervosa. Fig. 3. est. 2.

-

3 O isophago principia na pharinge, donde nasce, e - descendo pelas vertebras, passa o diaphragma, onde - alargando-se, fórma mayor cavidade, a qual se chama ventriculo.

-

4 A tunica exterior do isophago nasce da pleura, a - media he composta de duas ordens de fibras carnosas, das quaes, humas vaõ direitas - pelo comprimento do isophago, e outras estaõ á roda - delle. No corpo humano naõ se achaõ fibras com figura spiral, como em alguns - brutos. A tunica interior he nervosa, como dissemos; tem humas glandulas pequenas, as quaes deitaõ pelos seus +

2 Tres saõ as principaes partes + deste canal. O isophago, o + ventriculo, e os intestinos. Todas estas partes, e pelo conseguinte todo o cano he + da mesma substancia, e consta de três tunicas. Destas, a exterior he commua a todas as + entranhas, que estaõ na cavidade do abdomen, a media he carnosa, a interior he nervosa. + Fig. 3. est. 2.

+

3 O isophago principia na pharinge, donde nasce, e + descendo pelas vertebras, passa o diaphragma, onde alargando-se, fórma mayor cavidade, a qual se chama + ventriculo.

+

4 A tunica exterior do isophago nasce da pleura, a media he + composta de duas ordens de fibras carnosas, das quaes, humas vaõ direitas pelo + comprimento do isophago, e + outras estaõ á roda delle. No corpo humano naõ se achaõ fibras com figura spiral, + como em alguns brutos. A tunica interior he nervosa, como + dissemos; tem humas glandulas pequenas, as quaes deitaõ pelos seus canos excretorios hum humor excretorios hum humor tenue na cavidade do canal sobredito.

-

5 Esta tunica interior alli naõ tem rugas transversas, como tem no ventriculo, mas - continua direitamente pelo mesmo isophago, para naõ - impedir que caya o comer no ventriculo.

-

6 Perto da quinta vertebra do thorax,exteriormente, estaõ na parte posterior do - isophago humas glandulas, as quaes ordinariamente saõ duas, e com os seus - ductos, a pòde ser que cheguem à cavidade do mesmo isophago, lançando hum succo, talvez para humedecer a mesma cavidade. - Essas glandulas - fazendo-se mayores por alguma doença, causaõ hum fastio mortal, e impedem a passagem - aos alimentos, ainda que sejaõ liquidos.

-

7 O ventriculo he hum sacco, que tem figura de odre, e està no meyo do epigastrio, e tem da parte direita o figado, o qual està - acima do ventriculo, cobrindo o algum tanto com a parte concava; da parte esquerda - está o baço. A parte posterior do ventriculo està sobre o pancreas, a anterior - sobre o intestino colon, a grandeza he diversa, segundo a diversidade dos sogeitos: 5 Esta tunica interior alli naõ + tem rugas transversas, como tem no ventriculo, mas continua direitamente pelo mesmo + isophago, para naõ impedir que + caya o comer no ventriculo.

+

6 Perto da quinta vertebra do + thorax,exteriormente, estaõ na parte posterior do isophago humas glandulas, as quaes + ordinariamente saõ duas, e com os seus ductos, a pòde ser que cheguem à cavidade do + mesmo isophago, lançando hum + succo, talvez para humedecer a mesma cavidade. + Essas glandulas fazendo-se mayores por alguma doença, + causaõ hum fastio mortal, e impedem a passagem aos alimentos, ainda que sejaõ + liquidos.

+

7 O ventriculo he hum sacco, que + tem figura de odre, e està no meyo do epigastrio, e tem da parte direita o figado, o qual + està acima do ventriculo, cobrindo o algum tanto com a parte concava; da parte + esquerda está o baço. A parte posterior do ventriculo està sobre o pancreas, a + anterior sobre o intestino colon, a grandeza he diversa, segundo a diversidade dos + sogeitos: nos que bebem muito, ou agua, ou vinho, ou outras cousas, he muito grande.

- Divide-se em parte superior, e parte inferior, que se chama fundo. Fig. 2. 3. -

8 Divide-se o ventriculo em duas partes, huma superior, outra inferior, que se chama o - fundo do ventriculo. He o ventriculo de figura orbicular, ou redonda, e he largo, - principalmente na parte esquerda, para a qual propende algum tanto, na parte direita vai - se estreitando pouco a pouco.

- Orificio esquerdo, ou cardias Fig. 3 Orificio direito, ou pylôro c. como na fig. 2. - e 3. Estamp. 2. Bartolin. pag. 68. Castell. pag. 162. -

9 A parte superior he quasi plana, e mais curta, e tem dous orificios, hum esquerdo, - que se chama superior, e cardias pelo grande consenso de nervos, que tem com o coraçaõ, - e cerebro, e outras partes a nobres; assim o diz Bartolino. O outro orificio he o - direito, e he inferior, a que os Gregos chamaõ Pylôro, como se vê na Estampa - segunda.

- Antrum Pilori. -

10 O orificio esquerdo he mayor, que o direito, e està perpendicular ao ventriculo. O - direito vay subindo obliquamente, e he mais largo no principio, a qual parte se chama - Antrum Pilori, depois vaise estreitando, e acaba nos intestinos. Note-se, que aquella - obliquidade faz, que o comer naõ saya do ventriculo, antes de estar feito o Divide-se em parte superior, e parte inferior, que se chama + fundo. Fig. 2. 3. +

8 Divide-se o ventriculo em duas partes, huma superior, outra + inferior, que se chama o fundo do ventriculo. He o ventriculo de figura orbicular, ou + redonda, e he largo, principalmente na parte esquerda, para a qual propende algum tanto, + na parte direita vai se estreitando pouco a pouco.

+ Orificio esquerdo, ou cardias Fig. 3 Orificio direito, ou + pylôro c. como na fig. 2. e 3. Estamp. 2. Bartolin. pag. 68. Castell. pag. 162. +

9 A parte superior he quasi plana, e mais curta, e tem dous + orificios, hum esquerdo, que se chama superior, e cardias pelo grande consenso de + nervos, que tem com o coraçaõ, e cerebro, e outras partes a nobres; assim o diz + Bartolino. O outro orificio he o direito, e he inferior, a que os Gregos chamaõ Pylôro, + como se vê na Estampa segunda.

+ Antrum Pilori. +

10 O orificio esquerdo he mayor, que o direito, e està + perpendicular ao ventriculo. O direito vay subindo obliquamente, e he mais largo no + principio, a qual parte se chama Antrum Pilori, depois vaise estreitando, e acaba nos + intestinos. Note-se, que aquella obliquidade faz, que o comer naõ saya do ventriculo, + antes de estar feito o cosimento. Tambem para este fim, tem o mesmo orificio huma cousa como anel, que chamaõ spincter; este se compoem de fibras carnosas, as quaes sahem da parte, onde se dobra a tunica interior.

-

11 A tunica exterior do ventriculo principia do Peritôneo, e se compoem de fibras, que - vaõ direitamente pelo comprimento do ventriculo, e saõ mais grossas estas fibras perto - dos orificios, e tambem no fundo, onde he necessario serem mais fortes.

-

12 A tunica do meyo he composta de duas ordens de fibras carnosas. As fibras da ordem - exterior estaõ à roda do ventriculo, e assim pelo seu movimento puxaõ para cima o fundo, - e o que nelle se contèm, comprimindo tudo, como depois explicaremos tratando do uso.

-

13 Algumas fibras da ordem interior, formando hum grande mòlho, que vaõ pelo alto do - ventriculo, começando do orificio esquerdo (o qual cercaõ) até o segundo orificio, onde - acaba. Parece que estas fibras servem para apertar os ditos orificios, principalmente o - esquerdo; as mais fibras 11 A tunica exterior do ventriculo principia do Peritôneo, e + se compoem de fibras, que vaõ direitamente pelo comprimento do ventriculo, e saõ mais + grossas estas fibras perto dos orificios, e tambem no fundo, onde he necessario serem + mais fortes.

+

12 A tunica do meyo he composta de duas ordens de fibras + carnosas. As fibras da ordem exterior estaõ à roda do ventriculo, e assim pelo seu + movimento puxaõ para cima o fundo, e o que nelle se contèm, comprimindo tudo, como + depois explicaremos tratando do uso.

+

13 Algumas fibras da ordem interior, formando hum grande + mòlho, que vaõ pelo alto do ventriculo, começando do orificio esquerdo (o qual cercaõ) + até o segundo orificio, onde acaba. Parece que estas fibras servem para apertar os ditos + orificios, principalmente o esquerdo; as mais fibras descem obliquamente pelo ventriculo até o fundo delle.

-

14 Por toda a tunica interior, a qual, como dissemos, he nervosa, se distribuem huns - ramos muy delgados, que saõ vasos de sangue. Esta tunica està cheya de rugas, as quaes - se desfazem com cousas cheirosas. Tambem està cheya de glandulas pequenas. A superficie interior - da mesma tunica està cuberta de huma crusta, a qual tem canosinhos, que os Anatomicos - chamaõ villos, como observou Malpighio: as extremidades destes canosinhos, humas eftao - na parte mais profunda da mesma tunica, as outras estaõ na cavidade do ventriculo, e - sobem perpendicularmente, e deitaõ no mesmo, ventriculo hum succo separado do - sangue.

-

15 Tem o ventriculo arterias, que: fahem da celiaca, e tem veas, que vaõ até à vea - porta. Do mesmo ventriculo fahem huns canosinhos, que chegao atè à vea esplenica, que he - a do baço, e nelle estaõ metidas. Os antigos chamaõ a.estes canosinhos vasos breves.

-

16 Tem nervos, que vem do par vago em muita quantidade, os quaes fazem 14 Por toda a tunica interior, a qual, como dissemos, he + nervosa, se distribuem huns ramos muy delgados, que saõ vasos de sangue. Esta tunica + està cheya de rugas, as quaes se desfazem com cousas cheirosas. Tambem està cheya de glandulas pequenas. A superficie + interior da mesma tunica està cuberta de huma crusta, a qual tem canosinhos, que os + Anatomicos chamaõ villos, como observou Malpighio: as extremidades destes canosinhos, + humas eftao na parte mais profunda da mesma tunica, as outras estaõ na cavidade do + ventriculo, e sobem perpendicularmente, e deitaõ no mesmo, ventriculo hum succo separado + do sangue.

+

15 Tem o ventriculo arterias, que: fahem da celiaca, e tem + veas, que vaõ até à vea porta. Do mesmo ventriculo fahem huns canosinhos, que chegao atè + à vea esplenica, que he a do baço, e nelle estaõ metidas. Os antigos chamaõ a.estes + canosinhos vasos breves.

+

16 Tem nervos, que vem do par vago em muita quantidade, os + quaes fazem huma rede, que està junto do orificio esquerdo, e por esta causa o tal orificio tem grande sensaçaõ, como acima dissemos.

-

17 O ventriculo se estreita, formando Hum cano, que continúa do orificio direito, on - Pylpro, até o cesso. Todo este cano, que comprehende os intestinos, tem de comprimento - quafi feis vezes mais, do que he a altura do homem mas occupa pouco lugar, porque està - todo em voltas. A grossura deste cano,e a figura naõ he a mesma em toda a parte, nem a - grossura das suas membranas he a mesma; e por isso os intestinos se dividem em grossos, - e delgados.

-

18 Os delgados saõ estes: o duodeno, o jejuno, o ileon; os grossos saõ os - seguintes:cego, colon, o recto.

-

19 Ao duodeno deraõ este nome, porque tem doze dedos de comprido, nasce do orificio - direito, e inclinando-se para a parte posterion toma o nome de jejuno.

-

20 O jejuno pois se chama assim, porque quasi sempre nos corpos mortos està vasio; tem - doze palmos de comprimento, e com varias voltas, occupa principalmente 17 O ventriculo se estreita, formando Hum cano, que continúa + do orificio direito, on Pylpro, até o cesso. Todo este cano, que comprehende os + intestinos, tem de comprimento quafi feis vezes mais, do que he a altura do homem mas + occupa pouco lugar, porque està todo em voltas. A grossura deste cano,e a figura naõ he + a mesma em toda a parte, nem a grossura das suas membranas he a mesma; e por isso os + intestinos se dividem em grossos, e delgados.

+

18 Os delgados saõ estes: o duodeno, o jejuno, o ileon; os + grossos saõ os seguintes:cego, colon, o recto.

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19 Ao duodeno deraõ este nome, porque tem doze dedos de + comprido, nasce do orificio direito, e inclinando-se para a parte posterion toma o nome + de jejuno.

+

20 O jejuno pois se chama assim, porque quasi sempre nos + corpos mortos està vasio; tem doze palmos de comprimento, e com varias voltas, occupa + principalmente a regiaõ umbilical. Este no fim he mais delgado, e assim constitùe o intestino ileon.

-

21. O ileon tem este nome, porque occupa a regiaõ iliaca, e voltando-se para cima, no - lado direito chega ao intestino grosso, ficando abaixo da regiaõ do rim direito.

-

22 O intestino grosso começa com huma grande cavidade, e globosa, tem quasi quatro - dedos de comprimento, que propende para baixo, e està pegado ao rim. Esta cavidade he, - que alguns chamaõ intestino cego. Da parte esquerda, e extrema desta cavidade, fahe hum - cano pequenino, chamado appendicula vermiformis, porque tem a forma de hum bicho; alguns - chamaō intestino cego, fó a este canosinho, o qual naõ tem fahida no fim, e he como - retorcido; no comprimento, e na grossura nao excede o tamanho do dedo meminho.

-

23 Depois do intestino cego, seguese e colon, o qual saindo da sobredita cavidade, sóbe - até o figado, donde voltandose por baixo do fundo do ventriculo, transversalmente vay ao - lado esquerdo, donde voltando-se outra vez para baixo, vay até o osso 21. O ileon tem este nome, porque occupa a regiaõ iliaca, e + voltando-se para cima, no lado direito chega ao intestino grosso, ficando abaixo da + regiaõ do rim direito.

+

22 O intestino grosso começa com huma grande cavidade, e + globosa, tem quasi quatro dedos de comprimento, que propende para baixo, e està pegado + ao rim. Esta cavidade he, que alguns chamaõ intestino cego. Da parte esquerda, e extrema + desta cavidade, fahe hum cano pequenino, chamado appendicula vermiformis, porque tem a + forma de hum bicho; alguns chamaō intestino cego, fó a este canosinho, o qual naõ tem + fahida no fim, e he como retorcido; no comprimento, e na grossura nao excede o tamanho + do dedo meminho.

+

23 Depois do intestino cego, seguese e colon, o qual saindo da + sobredita cavidade, sóbe até o figado, donde voltandose por baixo do fundo do + ventriculo, transversalmente vay ao lado esquerdo, donde voltando-se outra vez para + baixo, vay até o osso sacro, e dahi com duas voltas, vay acabar no intestino recto. Està o colon pegado - aos rins, e ao baço, e às vezes à bexiga do figado, que contém em si a - bile, e por isso participa da cor amarella.

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24 A grossura do intestino colon he grande, naõ he liso, porque tem como huns casulos, - e rugas, e estes casulos saõ formados de tres ligamentos, que vem a ser tantos molhos de - fibras carnosas, que fahem do intestino recto, e vaõ pelo comprimento do intestino - colon, e se terminaõ no canosinho chamado appendicula vermiformis.

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25 O intestino recto, que he o ultimo de todos, està direitamente sobre o osso - sacro, e coccyx. Pela parte posterior està pegado a - estes ossos por meyo do Peritôneo, e pela parte anterior nos homens ao collo da bexiga + />sacro, e dahi com duas voltas, vay acabar no intestino recto. Està o colon pegado aos rins, e ao baço, e às vezes à bexiga + do figado, que contém em si a bile, e por isso + participa da cor amarella.

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24 A grossura do intestino colon he grande, naõ he liso, + porque tem como huns casulos, e rugas, e estes casulos saõ formados de tres ligamentos, + que vem a ser tantos molhos de fibras carnosas, que fahem do intestino recto, e vaõ pelo + comprimento do intestino colon, e se terminaõ no canosinho chamado appendicula + vermiformis.

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25 O intestino recto, que he o + ultimo de todos, està direitamente sobre o osso sacro, e coccyx. Pela parte posterior està pegado a estes + ossos por meyo do Peritôneo, e pela parte anterior nos homens ao collo da bexiga ourinaria; nas mulheres à bainha do utero, e para este fim tem hum tecido de fibras, que - a modo de hum anel cérca o mesmo intestino, e o une à bainha. No fim do intestino - recto està hum musculo orbicular, o qual chamaõ - sphincter, e serve, como diremos, para impedir a involuntaria sahida das fezes: neste - acabaõ outros musculos, No fim do intestino recto està hum musculo orbicular, o qual chamaõ sphincter, e serve, + como diremos, para impedir a involuntaria sahida das fezes: neste acabaõ outros musculos, que levantaõ o cesso, estes impedem a procidencia do Ano, que he a sahida fóra do seu lugar, e por isso em Latim se dizem levatores. Tem tambem este intestino à roda muita gordura.

-

26 Compoem-se todos os intestinos de tres membranas, huma he exterior, e sahe do - Peritôneo, outra está no meyo, e he composta de duas ordens de fibras carnosas, das - quaes as exteriores saõ direitas, as interiores circulares; a terceira membrana he - interior, e nervosa, e tem muitos vasos de sangue, e tambem muitos villos; esta - membrana, principalmente no intestino jejuno contraindo-se, faz muitas rugas - transversas, e a estas rugas alguns lhe daõ o nome de valvulas.

-

27 Note-se, que na cavidade dos intestinos se observaõ primeiramente dous grandes - ductos, quatro, ou cinco dedos distantes do Pylôro, hum delles lança a - bile, o outro o succo pancreatico para a mesma cavidade do intestino; - mas tudo no corpo humano pela mayor parte sahe como de huma boca só, pela uniaõ dos - ductos.

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28 Nesta cavidade observou Brunero 26 Compoem-se todos os intestinos de tres membranas, huma he + exterior, e sahe do Peritôneo, outra está no meyo, e he composta de duas ordens de + fibras carnosas, das quaes as exteriores saõ direitas, as interiores circulares; a + terceira membrana he interior, e nervosa, e tem muitos vasos de sangue, e tambem muitos + villos; esta membrana, principalmente no intestino jejuno contraindo-se, faz muitas + rugas transversas, e a estas rugas alguns lhe daõ o nome de valvulas.

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27 Note-se, que na cavidade dos + intestinos se observaõ primeiramente dous grandes ductos, quatro, ou cinco dedos + distantes do Pylôro, hum delles lança a bile, o + outro o succo pancreatico para a mesma cavidade do intestino; mas tudo no corpo humano + pela mayor parte sahe como de huma boca só, pela uniaõ dos ductos.

+

28 Nesta cavidade observou Brunero + muitas glandulas, que - tambem nos outros intestinos se achaõ, as quaes foraõ primeiro observadas por Peieiro, - humas destas glandulas se - achaõ unidas como cachos de uvas, nos intestinos delgados, e outras ainda mais nos - intestinos grossos.

-

29 Note-se tambem, que no fim do íntestino ileon està huma valvula, e he como sahida do - ileon ao colon, com que se impede o regresso dos excrementos, e he pendula, e a modo de - huma fenda, e nas extremidades tem duas rugas quasi compridas, às quaes Morgagni chama - freyos da valvula.

-

30 Os vasos, que vaõ aos intestinos, quasi todos se derivaõ dos mesentericos. O - intestino duodeno tem arteria propria chamada duodena, e esta he derivada do ramo - direito da celiaca. Tambem o intestino recto tem arterias, e veas proprias: as arterias - sahem da meseraica inferior, e do terceiro ramo das iliacas internas. As veas, humas - derivaõ das iliacas internas, e saõ chamadas veas emorrhoidaes externas, outras saõ da - vea porta, e se chamaõ emorrhoidaes internas.

+ />muitas glandulas, que tambem nos outros intestinos se achaõ, as quaes foraõ + primeiro observadas por Peieiro, humas destas glandulas se achaõ unidas como cachos + de uvas, nos intestinos delgados, e outras ainda mais nos intestinos grossos.

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29 Note-se tambem, que no fim do íntestino ileon està huma + valvula, e he como sahida do ileon ao colon, com que se impede o regresso dos + excrementos, e he pendula, e a modo de huma fenda, e nas extremidades tem duas rugas + quasi compridas, às quaes Morgagni chama freyos da valvula.

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30 Os vasos, que vaõ aos intestinos, quasi todos se derivaõ + dos mesentericos. O intestino duodeno tem arteria propria + chamada duodena, e esta he derivada do ramo direito da celiaca. Tambem o intestino recto + tem arterias, e veas proprias: as arterias sahem da meseraica inferior, e do terceiro + ramo das iliacas internas. As veas, humas derivaõ das iliacas internas, e saõ chamadas + veas emorrhoidaes externas, outras saõ da vea porta, e se chamaõ emorrhoidaes + internas.

-

outros humores, que concorrem, e com o ar, as quaes cousas todas mais attenuaõ, e - desfazem a composiçaõ dos mesmos mantimentos.

- Fim de todos estes artificios para a concocçaõ. -

36 O fim de todo o artificio da concocçaõ do que se come, he, que fique o mantimento - desfeito de sorte, que a parte mais pura, mais branda, e jalatinosa, e mais semelhante à - nossa substancia, se separe das outras mais crassas.

- O que succede aos mantimentos no ventriculo, e as causas, que nelle concorrem para a - concocçaõ. -

37 Da boca passa o comer pelo isophago para o ventriculo, ahi com a saliva, e com o ar, - que se mistura, e com o succo, que sahe das glandulas da tunica do ventriculo, tambem - com o que ficou do que antecedentemente se comeo, e finalmente com o calor do estomago, - e das outras partes visinhas se desfaz muito mais, e se attenúa o mantimento e se - converte em humor, e se fermenta.

-

38 A tudo isto, que concorre para a concocçaõ, se ajunta o movimento da tunica carnosa - do ventriculo, e o movimento alternado do diaphragma, dos musculos, que o cercaõ, e das - arterias, com que muito mais se desfaz, e se attenùa a materia, que

+

outros humores, que concorrem, e com o ar, as quaes cousas + todas mais attenuaõ, e desfazem a composiçaõ dos mesmos mantimentos.

+ Fim de todos estes artificios para a concocçaõ. +

36 O fim de todo o artificio da + concocçaõ do que se come, he, que fique o mantimento desfeito de sorte, que a parte + mais pura, mais branda, e jalatinosa, e mais + semelhante à nossa substancia, se separe das outras mais crassas.

+ O que succede aos mantimentos no ventriculo, e as causas, + que nelle concorrem para a concocçaõ. +

37 Da boca passa o comer pelo isophago para o ventriculo, ahi + com a saliva, e com o ar, que se mistura, e com o succo, que sahe das glandulas da + tunica do ventriculo, tambem com o que ficou do que antecedentemente se comeo, e + finalmente com o calor do estomago, e das outras partes visinhas se desfaz muito mais, e + se attenúa o mantimento e se converte em humor, e se fermenta.

+

38 A tudo isto, que concorre para a concocçaõ, se ajunta o + movimento da tunica carnosa do ventriculo, e o movimento alternado do diaphragma, dos + musculos, que o cercaõ, e das arterias, com que muito mais se desfaz, e se attenùa a + materia, que

- CAPITULO VI. - + CAPITULO VI. Do mesenterio, veas lacteas, e ducto + thoracico, e do caminho, que faz o chylo entrando nos vasos lacteos, e da conversaõ + delle em sangue. + O mesenterio divide-se em mesaraeo, e mesocolon. Est. 3. fig. 7. +

1 Os intestinos, de que até aqui temos tratado, estaõ pegados + a certa parte membranosa, a qual se chama mesenterio. Esta membrana se divide em duas + partes, que saõ dous como mesentêrios. A primeira parte, a que estaõ pegados os intestinos tenues, se chama + mesaræo; a segunda, que serve para ter unidos os intestinos crassos, he chamada mesocolon. A figura do mesaræo he + quasi orbicular, e todo ao redor està cheyo de rugas, e por isso tem de diametro quasi + dous palmos, e de circumferencia quatro braços. O mesocolon he comprido, e curvo, e tem braço e meyo de + comprimento.

+ Consta de tres membranas, e tem vasos de sangue, e + glandulas, e gordura. + Pancreas do Asellio, vasos lacteos. Est. 3. fig. 1. PP. + Asell. pag. 8; 9. 12. 39. e pag. 23. 29. +

2 O mesentêrio consta de tres membranas, duas saõ exteriores, + e vem do Peritôneo; a terceira, que he a sua propria, està no meyo, e se chama + cellulosa, porque tem como casinhas, as quaes no homem estaõ cheyas de gordura, e esta, + segundo Ruisquio, he da mesma sorte, que na membrana adiposa. Tem a sobredita membrana + vasos de sangue, que vaõ atè os intestinos, e entre elles muitas glandulas, e as mais + dellas saõ do tamanho de hum feijaõ. Nos caens o mesentêrio naõ tem por toda a parte + gordura, nem tantas glandulas, mas huma só, que està no centro, a que Asellio chama + pancreas do mesentêrio. Entre os vasos do mesentêrio estaõ

+
- CAPITULO VII. + CAPITULO VII.
- CAPITULO VIII. -

CAPITULO VIII. +

ventriculo, e acaba com a sua borda, ou extremidade aguda, e desigual.

- Os ligamentos saõ tres. O primeiro largo dito suspensorio. O segundo do Peritôneo, - dito da espinhela. O terceiro umbilical. -

2 Une-se às partes visinhas por meyo de vasos, e de muitos ligamentos, os quaes naõ saõ - todos da mesma sorte. Os mais fortes saõ tres. O primeiro està na parte superior, e he - largo, e muy forte, e une o figado com o diaphragma, o qual por isso chamaõ suspensorio, - e faz que o figado siga o movimento do diaphragma; e na espiraçaõ he causa, que o mesmo - figado se esconda quasi todo debaixo das costellas espurias. O segundo ligamento he - producçaõ do Peritôneo, com o qual se une o figado à cartilagem - ensiforme, ou espinhela. O terceiro se compoem da vea umbilical, a - qual no feto sahe de huma particular abertura, e nos adultos se endurece, e fica sendo - hum ligamento.

- Substancia do figado he de glandulas, e de vasos. -

3 A substancia do figado he composta de vasos, e de glandulas, e estas saõ de figura - sexagona, e estaõ pegadas às extremidades dos vasos, e ajuntando-se como em cachos, - fórmaõ as partes do figado, chamadas lobulos, e cada huma destas partes està cuberta com - a sua membranasinha.

+ Os ligamentos saõ tres. O primeiro largo dito suspensorio. + O segundo do Peritôneo, dito da espinhela. O terceiro umbilical. +

2 Une-se às partes visinhas por meyo de vasos, e de muitos + ligamentos, os quaes naõ saõ todos da mesma sorte. Os mais fortes saõ tres. O primeiro + està na parte superior, e he largo, e muy forte, e une o figado com o diaphragma, o qual + por isso chamaõ suspensorio, e faz que o figado siga o movimento do diaphragma; e na + espiraçaõ he causa, que o mesmo figado se esconda quasi todo debaixo das costellas + espurias. O segundo ligamento he producçaõ do Peritôneo, com + o qual se une o figado à cartilagem ensiforme, + ou espinhela. O terceiro se compoem da vea umbilical, a qual no feto sahe de huma + particular abertura, e nos adultos se endurece, e fica sendo hum ligamento.

+ Substancia do figado he de glandulas, e de vasos. +

3 A substancia do figado he composta de vasos, e de glandulas, + e estas saõ de figura sexagona, e estaõ pegadas às extremidades dos vasos, e + ajuntando-se como em cachos, fórmaõ as partes do figado, chamadas lobulos, e cada huma + destas partes està cuberta com a sua membranasinha.

-

em hum, passando pela parte posterior do figado.

-

7 O terceiro vaso he o ramo da arteria celiaca direita, o qual leva o sangue ao figado, - e este ramo he pequeno em comparaçaõ do figado.

- Arteria celiaca do figado. - Poro biliario. -

8 O quarto vaso se chama Poro-Biliario, que se compoem de todos os ductos excretorios - das glandulas, os quaes vaõ da mesma sorte, que os ramos da vea Porta. Este ducto, - chamado Poro-Biliario, està junto a outro cano, nascido da bexiga do fel, e constitùe o - ducto commum, o qual metendo-se obliquamente nas tunicas do intestino duodeno, acaba na - cavidade do mesmo intestino.

- Ducto cistico. fig. 2. L. Ducto commum. Est. 3. g. i. ii. -

9 Finalmente, os ultimos vasos saõ os lymphaticos, os quaes pòde ser, que tenhaõ - communicaçaõ com certas glandulas conglobadas, que estaõ na infima regiaõ, postas - debaixo do involtorio commum dos vasos. Este involtorio he huma certa bainha - membranosa, produzida do Peritôneo, que cobre os vasos hepaticos, e se chama capsula de Glissonio. - Està fortalecida esta capsula com fibras - carnosas, as quaes com em hum, passando pela parte posterior do figado.

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7 O terceiro vaso he o ramo da arteria celiaca direita, o qual + leva o sangue ao figado, e este ramo he pequeno em comparaçaõ do figado.

+ Arteria celiaca do figado. + Poro biliario. +

8 O quarto vaso se chama Poro-Biliario, que se compoem de + todos os ductos excretorios das glandulas, os quaes vaõ da mesma sorte, que os ramos da + vea Porta. Este ducto, chamado Poro-Biliario, està junto a outro cano, nascido da bexiga + do fel, e constitùe o ducto commum, o qual metendo-se obliquamente nas tunicas do + intestino duodeno, acaba na cavidade do mesmo intestino.

+ Ducto cistico. fig. 2. L. Ducto commum. Est. 3. g. i. + ii. +

9 Finalmente, os ultimos vasos saõ os lymphaticos, os quaes + pòde ser, que tenhaõ communicaçaõ com certas glandulas conglobadas, que estaõ na infima + regiaõ, postas debaixo do involtorio commum dos vasos. Este + involtorio he huma certa bainha membranosa, produzida do Peritôneo, que cobre os vasos + hepaticos, e se chama capsula de Glissonio. + Està fortalecida esta capsula com fibras carnosas, as quaes com a sua contracçaõ ajudaõ muito a que corraõ os fluidos.

- Vasos lymphaticos. Est. fig. 3. nnn. - Involtorio commum, ou capsula de Glissonio. -

10 Tem o figado os seus nervos, que se derivaõ dos intercostaes; e quando chegaõ ao - figado se ajuntaõ em grande multidaõ, e por isso lhe chamaõ os Latinos, e Villisio, - Plexum Epaticum.

- Os nervos do figado saõ do plexo kepatico, e dos intercostaes. Vill. cap. xxvii. de - descript. nervi intercostal. pag. 147. 148. -

11 Na parte concava do figado està hum vaso pequeno membranoso do tamanho de hum ovo - pequenino, e tem a figura de pera, o qual vaso se chama bexiga do fel. O seu collo està - voltado para as partes superiores, o fundo propende para o intestino colon, e essa - bexiga muitas vezes communica huma cor loura, ou amarella ao mesmo intestino. - Entende-se, que o collo da dita bexiga, tem particular sphincter, e este acaba na boca - da mesma bexiga. Nos boys communica-se a bexiga por certos ductos particulares ao - figado, e ao ducto hepatico; nos homens tambem isto he verosimil, mas naõ he certo.

- Bexiga do fel Est. 3. fig. 2.3.4. - Sphincter da bexiga fellea. Communicaçaõ de ductos dà o figado para a bexiga nos - boys, e nos homens. - A bexiga do fel tem tres tunicas. -

12 Esta bexiga tem tres tunicas, a exterior deriva-se do Peritôneo, a media he carnosa, - e he composta de duas ordens de fibras, das quaes humas vaõ direitas pelo

+ Vasos lymphaticos. Est. fig. 3. nnn. + Involtorio commum, ou capsula de Glissonio. +

10 Tem o figado os seus nervos, que se derivaõ dos + intercostaes; e quando chegaõ ao figado se ajuntaõ em grande multidaõ, e por isso lhe + chamaõ os Latinos, e Villisio, Plexum Epaticum.

+ Os nervos do figado saõ do plexo kepatico, e dos + intercostaes. Vill. cap. xxvii. de descript. nervi intercostal. pag. 147. 148. +

11 Na parte concava do figado està hum vaso pequeno membranoso + do tamanho de hum ovo pequenino, e tem a figura de pera, o qual vaso se chama bexiga do + fel. O seu collo està voltado para as partes superiores, o fundo propende para o + intestino colon, e essa bexiga muitas vezes communica huma cor loura, ou amarella ao + mesmo intestino. Entende-se, que o collo da dita bexiga, tem particular sphincter, e + este acaba na boca da mesma bexiga. Nos boys communica-se a bexiga por certos ductos + particulares ao figado, e ao ducto hepatico; nos homens tambem isto he verosimil, mas + naõ he certo.

+ Bexiga do fel Est. 3. fig. 2.3.4. + Sphincter da bexiga fellea. Communicaçaõ de ductos dà o + figado para a bexiga nos boys, e nos homens. + A bexiga do fel tem tres tunicas. +

12 Esta bexiga tem tres tunicas, a exterior deriva-se do + Peritôneo, a media he carnosa, e he composta de duas ordens de fibras, das quaes humas + vaõ direitas pelo

-

13 O uso do figado he separar a bile, parte da qual vay à bexiga, e parte - aos intestinos. Na bexiga se faz a bile muito amargosa, ou porque alli - se detem, ou pela mistura de algum succo, e por isso a dividem os Authores em bilis - hepatica, e cistica. A bile hepatica he mais fluida, e amarga menos, e - naõ he taõ còrada como he a da bexiga, que he mais grossa, e muito còrada.

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13 O uso do figado he separar a bile, parte da qual vay à bexiga, e parte aos intestinos. Na bexiga se faz a bile + muito amargosa, ou porque alli se detem, ou pela mistura de algum succo, e por isso a + dividem os Authores em bilis hepatica, e cistica. A bile hepatica he mais fluida, e amarga menos, e naõ he + taõ còrada como he a da bexiga, que he mais grossa, e muito còrada.

- CAPITULO IX. + CAPITULO IX.
- CAPITULO X. + CAPITULO X. -

3 Entre os rins ha humas fistulas, que saõ como canosinhos, as quaes recebem em si - estas papillas, que saindo da pelve para os rins, lançaõ - humas fibrasinhas por toda a parte, que vaõ aquelles molhos sobreditos, e aos vasos de - sangue, talvez para que mais facilmente corraõ os fluidos.

- Tem humas fistulas. -

4 A pelve he a cavidade, que està junto ao concavo dos - rins, a qual resulta da dilataçaõ dos vasos ureteres, nella pòde caber hum dedo - polegar.

- Os rins tem huma pelve. Est 4 fig. 3. c. c. -

5 Os vasos ureteres saõ dous canos que sabem dos rins, continuados pela mesma pelve, e descem obliquamente em fórma da letra S pela regiaõ - lombar à bexiga, na qual se metem junto à parte posterior do seu collo, e dahi passando - obliquamente entre as suas membranas, se abrem quando chegaõ à cavidade interior da - mesma bexiga; com esta mecanica estaõ dispostos de sorte, que naõ possa a ourina - retroceder; porque quando a bexiga se comprime para arrojalla, huma tunica tapa o buraco - da outra.

- Vasos ureteres Fig. 1. GGGG. - Sua figura. - Porque a ourina naõ póde retroceder. Est. 4. fig. 2. qq. -

6 Estes canos saõ redondos, da grossura de huma penna de escrever; a sua cavi-

+

3 Entre os rins ha humas fistulas, que saõ como canosinhos, as + quaes recebem em si estas papillas, que saindo da pelve para os rins, lançaõ humas fibrasinhas por toda a parte, que vaõ + aquelles molhos sobreditos, e aos vasos de sangue, talvez para que mais facilmente + corraõ os fluidos.

+ Tem humas fistulas. +

4 A pelve he a cavidade, que està junto ao concavo dos rins, a qual resulta da + dilataçaõ dos vasos ureteres, nella pòde caber hum dedo polegar.

+ Os rins tem huma pelve. Est 4 fig. 3. c. c. +

5 Os vasos ureteres saõ dous canos que sabem dos rins, + continuados pela mesma pelve, e descem obliquamente em fórma da letra S pela regiaõ lombar à bexiga, + na qual se metem junto à parte posterior do seu collo, e dahi passando obliquamente + entre as suas membranas, se abrem quando chegaõ à cavidade interior da mesma bexiga; com + esta mecanica estaõ dispostos de sorte, que naõ possa a ourina retroceder; porque quando + a bexiga se comprime para arrojalla, huma tunica tapa o buraco da outra.

+ Vasos ureteres Fig. 1. GGGG. + Sua figura. + Porque a ourina naõ póde retroceder. Est. 4. fig. 2. + qq. +

6 Estes canos saõ redondos, da grossura de huma penna de + escrever; a sua cavi-

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8 A bexiga ourinaria està na cavidade do hypogastrio, que se chama pelve: a sua parte superior, e mais larga, se chama fundo, do - qual sabe o uracho, e vay para o embigo, e nos adultos o dito uracho serve de ligamento. - A parte inferior da bexiga, e mais estreita, se chama collo; nos homens se une com o - intestino recto, nas mulheres se une com a bainha do utero.

- Bexiga ourinaria. H. - O uraco. Est. 2. fig. 1. e. - Uniaõ da bexiga. -

9 A bexiga consta de tres membranas: a exterior sahe do Peritôneo, a do meyo he - composta de varias fibras carnosas, as quaes saõ mais copiosas junto ao collo, onde - fórmaõ o musculo chamado sphincter, o qual apertando-se, serve para impedir a sahida da - ourina. A terceira he nervosa, e tem certo humor separado das proprias glandulas.

- Membranas da bexiga. - Sphincter. -

10 Os vasos de sangue, que vaõ à bexiga, derivaõ-se dos hypogastricos, e das - hemorrhoidaes, nas mulheres tambem se derivaõ dos vasos espermaticos. Os nervos sahem do - intercostal, e principalmente da medulla do osso sacro. Alguns Anatomicos querem, que a - bexiga tenha tam-

- Vasos da bexiga saõ dos hypogastrico, e emorrhoidaes. - Tem nervos, e vasos lymphaticos. +

8 A bexiga ourinaria està na cavidade do hypogastrio, que se + chama pelve: a sua parte superior, e mais larga, se chama + fundo, do qual sabe o uracho, e vay para o embigo, e nos adultos o dito uracho serve de + ligamento. A parte inferior da bexiga, e mais estreita, se chama collo; nos homens se + une com o intestino recto, nas mulheres se une com a bainha do utero.

+ Bexiga ourinaria. H. + O uraco. Est. 2. fig. 1. e. + Uniaõ da bexiga. +

9 A bexiga consta de tres membranas: a exterior sahe do + Peritôneo, a do meyo he composta de varias fibras carnosas, as quaes saõ mais copiosas + junto ao collo, onde fórmaõ o musculo chamado sphincter, o qual apertando-se, serve para + impedir a sahida da ourina. A terceira he nervosa, e tem certo humor separado das + proprias glandulas.

+ Membranas da bexiga. + Sphincter. +

10 Os vasos de sangue, que vaõ à bexiga, derivaõ-se dos + hypogastricos, e das hemorrhoidaes, nas mulheres tambem se derivaõ dos vasos + espermaticos. Os nervos sahem do intercostal, e principalmente da medulla do osso sacro. + Alguns Anatomicos querem, que a bexiga tenha tam-

+ Vasos da bexiga saõ dos hypogastrico, e + emorrhoidaes. + Tem nervos, e vasos lymphaticos.
- CAPITULO XI. + CAPITULO XI. -

los, sóbe para cima dentro os processos do Peritôneo, e entrando no abdomen, deixa os - mesmos vasos, e voltando-se para as partes posteriores da bexiga ourinaria, vem a acabar - nas bexigas seminaes.

-

7 Os vasos de sangue, que pertencem aos testiculos, chamaõ-se espermaticos, e - preparantes. As arterias sahem do tronco anterior da Aorta. Das veas huma, que està da - parte direita, acaba na vea Cava; a outra, que he a esquerda, se termina na vea - Emulgente esquerda. Estas veas indo tortuosamente, e juntas com mutua anastomôsi, fórmaõ - o corpo, que se chama Pampiniforme, e pyramidal. Alèm dos ditos vasos, vaõ huns ramos - pequenos dos Hypogastricos, e das partes pudendas aos Testiculos, e ao Escroto. Os - nervos tambem, que vaõ aos testiculos, e ao Escroto, sahem dos plexos da pelve, e dos Lombares.

- Vasos espermaticos hh ii - Anastomose entre as veas. - Corpo Pampiniforme, e pyramidal. K - Os nervos saõ do plexo da pelve, e dos lombares. -

8 As bexigas seminaes saõ humas bolsinhas membranosas, que tem de comprimento tres - dedos, e de largura hum só. Estaõ estas bexigas pegadas por meyo de membranas aos lados - do collo da bexiga ouri-

- Bexigas seminaes Est. 4 fig. 1 fig. 2. Est. g fig 6. +

los, sóbe para cima dentro os processos do Peritôneo, e + entrando no abdomen, deixa os mesmos vasos, e voltando-se para as partes posteriores da + bexiga ourinaria, vem a acabar nas bexigas seminaes.

+

7 Os vasos de sangue, que pertencem aos testiculos, chamaõ-se + espermaticos, e preparantes. As arterias sahem do tronco anterior da Aorta. Das veas + huma, que està da parte direita, acaba na vea Cava; a outra, que he a esquerda, se + termina na vea Emulgente esquerda. Estas veas indo tortuosamente, e juntas com mutua + anastomôsi, fórmaõ o corpo, que se chama Pampiniforme, e pyramidal. Alèm dos ditos + vasos, vaõ huns ramos pequenos dos Hypogastricos, e das partes pudendas aos Testiculos, + e ao Escroto. Os nervos tambem, que vaõ aos testiculos, e ao Escroto, sahem dos plexos + da pelve, e dos Lombares.

+ Vasos espermaticos hh ii + Anastomose entre as veas. + Corpo Pampiniforme, e pyramidal. K + Os nervos saõ do plexo da pelve, e dos lombares. +

8 As bexigas seminaes saõ humas bolsinhas membranosas, que tem + de comprimento tres dedos, e de largura hum só. Estaõ estas bexigas pegadas por meyo de + membranas aos lados do collo da bexiga ouri-

+ Bexigas seminaes Est. 4 fig. 1 fig. 2. Est. g fig 6. -

lymphaticos, que dahi vaõ às glandulas das virilhas, e entende-se, que por elles se - communica o mal gallico primeiramente às ditas glandulas.

- Por onde se communica o mal gallico. - Cano venoso. -

15 Os corpos acima ditos nerveo-esponjosos, unidos entre si fazem duas cavidades, huma - superior, pela qual vay hum cano venoso por cima do dorso, e comprimento do membro; - outra inferior, pela qual vay o cano da uretra.

- Cano da uretra. Est. 4. fig. 1. fig. 2. F. - A uretra consta de duas membranas. -

16 A uretra he um cano cylindrico, que principia do collo da bexiga atè o fim do - membro, pela parte exterior. Consta de duas membranas, entre as quaes està huma - substancia esponjosa da mesma natureza, que he a substancia do membro. A sua parte - posterior por causa da sua figura he de alguns chamada Bulbo. A parte anterior revoltada, e estendida compoem a - glande, ou cabeça do membro, chamada Balano.

- A glande fig. 1.4. Est. 4. -

17 A glande, ou cabeça, he a ultima parte do membro, a qual pela parte anterior he mais - aguda, pela posterior mais larga. Excede na circumferencia muy pouco aos corpos - esponjosos, sobre os quaes

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lymphaticos, que dahi vaõ às glandulas das virilhas, e + entende-se, que por elles se communica o mal gallico primeiramente às ditas + glandulas.

+ Por onde se communica o mal gallico. + Cano venoso. +

15 Os corpos acima ditos nerveo-esponjosos, unidos entre si + fazem duas cavidades, huma superior, pela qual vay hum cano venoso por cima do dorso, e + comprimento do membro; outra inferior, pela qual vay o cano da uretra.

+ Cano da uretra. Est. 4. fig. 1. fig. 2. F. + A uretra consta de duas membranas. +

16 A uretra he um cano cylindrico, que principia do collo da + bexiga atè o fim do membro, pela parte exterior. Consta de duas membranas, entre as + quaes està huma substancia esponjosa da mesma natureza, que he a substancia do membro. A + sua parte posterior por causa da sua figura he de alguns chamada Bulbo. A parte anterior + revoltada, e estendida compoem a glande, ou cabeça do membro, chamada Balano.

+ A glande fig. 1.4. Est. 4. +

17 A glande, ou cabeça, he a ultima parte do membro, a qual + pela parte anterior he mais aguda, pela posterior mais larga. Excede na circumferencia + muy pouco aos corpos esponjosos, sobre os quaes

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21 Temos tratado da estructura das partes genitaes, agora trataremos do uso. Os - testiculos servem para separar, e fazer o semen, o qual feito, com adjutorio das fibras - cremasteres, e de outras, vay para as bexigas ditas seminaes, pelos vasos deferentes - para isso de terminados.

-

22 Nas bexigas o semen se aperfeiçoa mais, e se conserva para o tempo opportuno: entaõ - vay para a uretra, que temos dito que està no membro: serve o membro para lançar fóra a - ourina, e introduzir o semen no utero, e isto se faz com a erecçaõ, e intumescencia, a - qual procede parte da mayor quantidade de espiritos, que vaõ às fibras tendinosas; e parte do sangue retardado - nos corpos cavernosos, e esta retardaçaõ succede por causa da compressaõ, que recebem as - veas da contracçaõ dos musculos.

-

23 Os liquidos, que se separaõ das glandulas acima ditas, servem de lubricar, e - defender a uretra da acrimonia da ourina. E aquelle humor, que se separa das Prostratas, - querem alguns, que sirva tambem de novo vehiculo ao semen, misturando-se

- Uso dos testiculos dos vasos deferentes. - Uso das fibras cremasteres das bexigas seminaes. - Uso do mẽbro, e da uretra. - Uso dos liquidos. +

21 Temos tratado da estructura das partes genitaes, agora + trataremos do uso. Os testiculos servem para separar, e fazer o semen, o qual feito, com + adjutorio das fibras cremasteres, e de outras, vay para as bexigas ditas seminaes, pelos + vasos deferentes para isso de terminados.

+

22 Nas bexigas o semen se aperfeiçoa mais, e se conserva para + o tempo opportuno: entaõ vay para a uretra, que temos dito que està no membro: serve o + membro para lançar fóra a ourina, e introduzir o semen no utero, e isto se faz com a + erecçaõ, e intumescencia, a qual procede parte da mayor quantidade de espiritos, que vaõ + às fibras tendinosas; e parte do sangue retardado nos corpos cavernosos, e esta + retardaçaõ succede por causa da compressaõ, que recebem as veas da contracçaõ dos + musculos.

+

23 Os liquidos, que se separaõ das glandulas acima ditas, + servem de lubricar, e defender a uretra da acrimonia da ourina. E aquelle humor, que se + separa das Prostratas, querem alguns, que sirva tambem de novo vehiculo ao semen, + misturando-se

+ Uso dos testiculos dos vasos deferentes. + Uso das fibras cremasteres das bexigas seminaes. + Uso do mẽbro, e da uretra. + Uso dos liquidos.
- CAPITULO XII. + CAPITULO XII. - Fissura magna. Beiços. - Monte de Venus. -

abertura grande, que principia da parte inferior dos ossos da pubes, e chega atè o Ano. - Os lados desta abertura se chamaõ beiços, os quaes saõ algum tanto grossos, por causa da - gordura, que tem, principalmente na parte superior, que se chama monte de Venus.

- Freyo. -

3 Os sobreditos beiços, pela parte inferior, terminaõ em huma cute ligamentosa, chamada - freyo, que nas virgens he teza, e nas outras ordinariamente he lassa. E estas partes - cobrem-se de cabellos aos quatorze annos pouco mais, ou menos.

- Clitoris. Est. 5. fig. 1. n. -

4 Descubertas estas partes mais externas, apparecem as outras, que saõ mais occultas, e - saõ as seguintes. Na parte superior das pudendas està a clitoris, que he hum corpo roliço, o qual na grandeza, e na figura, he como a - extrema parte do dedo mèminho de huma criança, a sua substancia he esponjosa, e muy - semelhante à do membro viril.

- Glande da clitoris. -

5 Na clitoris se observaõ dous corpos a modo de - pernas, nascidas dos ossos da pubes, e a sua extremidade chamada glande naõ he - furada. - As sobreditas pernas saõ Fissura magna. Beiços. + Monte de Venus. +

abertura grande, que principia da parte inferior dos ossos da + pubes, e chega atè o Ano. Os lados desta abertura se chamaõ beiços, os quaes saõ algum + tanto grossos, por causa da gordura, que tem, principalmente na parte superior, que se + chama monte de Venus.

+ Freyo. +

3 Os sobreditos beiços, pela parte inferior, terminaõ em huma + cute ligamentosa, chamada freyo, que nas virgens he teza, e nas outras ordinariamente he + lassa. E estas partes cobrem-se de cabellos aos quatorze annos pouco mais, ou menos.

+ Clitoris. Est. 5. fig. 1. n. +

4 Descubertas estas partes mais externas, apparecem as outras, + que saõ mais occultas, e saõ as seguintes. Na parte superior das pudendas està a clitoris, que he hum corpo roliço, o + qual na grandeza, e na figura, he como a extrema parte do dedo mèminho de huma criança, + a sua substancia he esponjosa, e muy semelhante à do membro viril.

+ Glande da clitoris. +

5 Na clitoris se observaõ dous corpos a modo de pernas, + nascidas dos ossos da pubes, e a sua extremidade chamada glande naõ he furada. + As sobreditas pernas saõ tres vezes mais compridas, que a mesma clitoris. - Desta principiaõ outros dous corpos chamados nymphas, que estaõ nos lados do orificio da - bainha, e saõ rubicundos, e de substancia nerveo-esponjosa, e cheyas de glandulas - sebaceas.

- Nymphas. - Glandulas sebaceas fig. 2. Orificio da uretra, porque sahem facilmente as pedras nas - mulheres. -

6 Pouco abaixo da clitoris, e por cima do orificio da bainha està o orificio da uretra, - essa nas mulheres tem o comprimento, que corresponde à largura de dous dedos, e por isso - naõ he difficultoso sahirem as pedras, ou tirallas da bexiga sem se abrir, e cortar.

- Ductos, que se achaõ na bainha. fig. 2. Est 5. -

7 Junto da uretra, e do orificio da bainha se achaõ dous ductos, dos quaes - principalmente na occasiaõ do coìto, sahe hum humor, que os Antigos entenderaõ ser o - semen das mulheres. Porèm os Modernos julgaõ, que só serve para lubricar aquellas - partes, & ad voluptatis sensum augendum.

- Orificio da bainha. Est 5. fig. 1. r. Regner Graaf de Hymene, pag. 188. c. v. - Hymen. -

8 Quasi no meyo das partes pudendas està o orificio da bainha, que tem ao redor huma - substancia esponjosa, e hum circulo membranoso, que os Anatomicos, chamaõ Hymen. Este orificio como tudo o tres vezes mais compridas, que a mesma clitoris. Desta principiaõ outros dous corpos + chamados nymphas, que estaõ nos lados do orificio da bainha, e saõ rubicundos, e de + substancia nerveo-esponjosa, e cheyas de glandulas sebaceas.

+ Nymphas. + Glandulas sebaceas fig. 2. Orificio da uretra, porque sahem + facilmente as pedras nas mulheres. +

6 Pouco abaixo da clitoris, e por cima do orificio da bainha + està o orificio da uretra, essa nas mulheres tem o comprimento, que corresponde à + largura de dous dedos, e por isso naõ he difficultoso sahirem as pedras, ou tirallas da + bexiga sem se abrir, e cortar.

+ Ductos, que se achaõ na bainha. fig. 2. Est 5. +

7 Junto da uretra, e do orificio da bainha se achaõ dous + ductos, dos quaes principalmente na occasiaõ do coìto, sahe hum humor, que os Antigos + entenderaõ ser o semen das mulheres. Porèm os Modernos julgaõ, que só serve para + lubricar aquellas partes, & ad voluptatis sensum augendum.

+ Orificio da bainha. Est 5. fig. 1. r. Regner Graaf de + Hymene, pag. 188. c. v. + Hymen. +

8 Quasi no meyo das partes pudendas està o orificio da bainha, + que tem ao redor huma substancia esponjosa, e hum circulo membranoso, que os Anatomicos, + chamaõ Hymen. Este + orificio como tudo o mais nas virgens he apertado, nas outras mulheres se alargaõ com o parto, e com o mais. Do dito orificio começa a bainha, que he hum canal, que vay por entre a bexiga, e o intestino recto atè a boca do utero, e tem de comprimento seis, ou sete dedos. A sua tunica interior he nervosa, e aspera por causa das rugas, e papillas, que tem, as quaes depois por algumas causas naõ apparecem.

- Bainha do utero. fig. 2. - Tem rugas, e papillas. - Tem a bainha huns buraquinhos. Tem humas fibras carnosas a modo de sphincter. Est. - 5. fig. 1. rh. -

9 Na cavidade da dita bainha se vem huns buraquinhos, e ductos semelhantes àquelles, - que estaõ perto da uretra, e tem quasi o mesmo uso. A tunica exterior da bainha tem - humas fibras carnosas a modo de sphincter, que servem de unir a mesma bainha ao - intestino recto, e estaõ ao redor de hum, e outro, e servem para os apertar. Parte deste - sphincter parece, que he aquelle musculo, que chamaõ constrictorio. A bainha està pegada - ao utero, que he aquella parte organica, que nas mulheres da mesma sorte, que nos outros - animaes femininos, serve para receber aquillo, que he principio do corpo vivente, e para - o reduzir à sua perfeita, e inteira fórma.

- O utero. - Seu uso. + Bainha do utero. fig. 2. + Tem rugas, e papillas. + Tem a bainha huns buraquinhos. Tem humas fibras carnosas a + modo de sphincter. Est. 5. fig. 1. rh. +

9 Na cavidade da dita bainha se vem huns buraquinhos, e ductos + semelhantes àquelles, que estaõ perto da uretra, e tem quasi o mesmo uso. A tunica + exterior da bainha tem humas fibras carnosas a modo de sphincter, que servem de unir a + mesma bainha ao intestino recto, e estaõ ao redor de hum, e outro, e servem para os + apertar. Parte deste sphincter parece, que he aquelle musculo, que chamaõ constrictorio. + A bainha està pegada ao utero, que he aquella parte organica, que nas mulheres da mesma + sorte, que nos outros animaes femininos, serve para receber aquillo, que he principio do + corpo vivente, e para o reduzir à sua perfeita, e inteira fórma.

+ O utero. + Seu uso. -

33 Nas vacas, e outros animaes quadrupedes se acha, entre aquellas duas membranas, - outra, que se chama Allantoydes. Esta he huma membrana tenue, que formando hum - semicirculo, envolve o feto, e recebe a sua ourina, que pelo uraco vem da bexiga - ourinaria, e a conserva atè o parto. Que esta membrana se ache tambem no feto humano, - naõ se pode affirmar, porque naõ ha observaçaõ alguma certa.

-

34 As membranas, que cobrem o feto se rompem no tempo do parto, pela força que faz o - mesmo feto para sair a luz. E entaõ sahem aquelles humores, que se chamaõ agoa do parto, - os quaes servem para humedecer os lados da bainha, para que esta se abra mais, e assim - saya o feto com mais facilidade. Tambem fervem para outros usos, os quaes se pòdem ver - em Mauriceau.

-

35 Á membrana chamada chorion està unida a placenta . Esta he huma - certa maça carnosa, molle, e de cor vermelha, do feitio de huma tigella pouco funda, tem - muitas veas, e arterias. Pela parte concava 33 Nas vacas, e outros animaes quadrupedes se acha, entre + aquellas duas membranas, outra, que se chama Allantoydes. Esta he huma membrana tenue, + que formando hum semicirculo, envolve o feto, e recebe a sua ourina, que pelo uraco vem + da bexiga ourinaria, e a conserva atè o parto. Que esta membrana se ache tambem no feto + humano, naõ se pode affirmar, porque naõ ha observaçaõ alguma certa.

+

34 As membranas, que cobrem o feto se rompem no tempo do + parto, pela força que faz o mesmo feto para sair a luz. E entaõ sahem aquelles humores, + que se chamaõ agoa do parto, os quaes servem para humedecer os lados da bainha, para que + esta se abra mais, e assim saya o feto com mais facilidade. Tambem fervem para outros + usos, os quaes se pòdem ver em Mauriceau.

+

35 Á membrana chamada chorion està + unida a placenta . Esta he huma certa maça + carnosa, molle, e de cor vermelha, do feitio de huma tigella pouco funda, tem muitas + veas, e arterias. Pela parte concava està unida à membrana chorion, pela convexa ao utero. A sua superficie convexa he desigual, porque tem muitas covasinhas, e prominencias, com as quaes se une fortemente ao utero.

-

36 O tamanho da placenta em huns sogeitos he mayor, em outros menor, - pela mayor parte excede a quantidade do meyo pè. He huma só, se o feto he só hum; - e saõ mais, conforme o numero dos fetos. Nas vacas, e nas ovelhas, se achaõ muitas - placentas, ainda que o feto seja só hum, e estaõ em - varios lugares, mas unidas ao utero. Saõ compostas de duas substancias, as quaes - pertencem parte à substancia da membrana chorion, parte à do utero.

+

36 O tamanho da placenta em huns sogeitos he mayor, em outros + menor, pela mayor parte excede a quantidade do meyo pè. He huma só, se o feto he + só hum; e saõ mais, conforme o numero dos fetos. Nas vacas, + e nas ovelhas, se achaõ muitas placentas, ainda que o feto seja só hum, e estaõ em varios lugares, mas + unidas ao utero. Saõ compostas de duas substancias, as quaes pertencem parte à + substancia da membrana chorion, parte à do utero.

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- CAPITULO XV. Do Coraçaõ, e arterias superiores ascendentes. -

Este tambem està unido ao CAPITULO XV. Do Coraçaõ, e arterias superiores + ascendentes. +

Este tambem està unido ao mediastino, do qual recebe a tunica exterior, e no homem està juntamente pegado à - parte tendinosa do - diaphragma.

-

3 O pericardio consta de duas membranas: a exterior, como dissemos, sahe do mediastino, - a interior he muito densa, e lisa. Varias fibras carnosas cercaõ o pericardio, começando - da base ate à ponta. Por todo o pericardio vaõ muitos vasos de sangue tecidos a modo de - rede, e sahem daquelles do mediastino, e do diaphragma, e os seus nervos se derivão do - par vago. A superficie interior do pericardio està cheya de pòros, nos quaes Malpighio - suspeita, que ha passagem para outros tantos folliculos, e glandulas, que servem de - separar aquelle humor, que observão os Authores no pericardio, o qual he diverso, - segundo a diversidade dos sogeitos.

- Substancia, e membrana do pericardio. - Seus vasos. Nervos. - Malp oper post. de struct. gland. conglob. p. 146. 147. 148 - Licor do pericardio, e seu uso. -

4 Este humor, ou licor com a gordura, que principalmente està na base do coração - parece, que serve para lubricar as suas fibras; e faltando este humor, o pericardio de - tal sorte se une ao coração, que fica como parte continuada, assim como succede nas - outras partes, que tocando-se

+ parte tendinosa do diaphragma.

+

3 O pericardio consta de duas membranas: a exterior, como + dissemos, sahe do mediastino, a interior he muito densa, e lisa. Varias fibras carnosas + cercaõ o pericardio, começando da base ate à ponta. Por todo o pericardio vaõ muitos + vasos de sangue tecidos a modo de rede, e sahem daquelles do mediastino, e do + diaphragma, e os seus nervos se derivão do par vago. A superficie interior do pericardio + està cheya de pòros, nos quaes Malpighio suspeita, que ha passagem para outros tantos + folliculos, e glandulas, que servem de separar aquelle humor, que observão os Authores + no pericardio, o qual he diverso, segundo a diversidade dos sogeitos.

+ Substancia, e membrana do pericardio. + Seus vasos. Nervos. + Malp oper post. de struct. gland. conglob. p. 146. 147. + 148 + Licor do pericardio, e seu uso. +

4 Este humor, ou licor com a gordura, que principalmente està + na base do coração parece, que serve para lubricar as suas fibras; e faltando este + humor, o pericardio de tal sorte se une ao coração, que fica como parte continuada, + assim como succede nas outras partes, que tocando-se

-

tras, e pela mayor parte acabaõ na base com os seus tendoens. Muitas destas fibras - chegaõ atè à ponta, onde mudaõ a ordem retorcendo-se mutuamente, de sorte, que as - exteriores se fazem depois interiores, e as interiores se fazem exteriores. Alèm destas - ha outras muitas, as quaes tanto que chegaõ quasi ao meyo do coraçaõ, se dobraõ a modo - de arco pela parte da base, que por esta causa se faz mais grossa.

-

7 O ventriculo direito tambem se compoem de fibras, que estaõ postas em duas ordens - contrarias, mas estas fibras naõ estaõ do mesmo modo, e por isso o tal ventriculo he - menos forte, nem as fibras se retorcem atè a ponta, nem cercaõ todo o ventriculo, mas - faltaõ no lado interior; e a parede, ou lado do ventriculo esquerdo suppre esta - falta.

- Da substancia do venticulo direito. - Columnas dos ventriculos do coraçaõ. - Valvulas triangulares. -

8 A cavidade interior dos ventriculos tem varios regos, e fibras desiguaes, entre as - quaes saõ mais notaveis as columnas, e estas saõ humas carunculas roliças, e compridas, - que dos lados se levantaõ para cima. As extremidades destas carunculas estão pegadas - às valvulas triangulares por tras, e pela mayor parte acabaõ na base com os seus tendoens. + Muitas destas fibras chegaõ atè à ponta, onde mudaõ a ordem retorcendo-se mutuamente, de + sorte, que as exteriores se fazem depois interiores, e as interiores se fazem + exteriores. Alèm destas ha outras muitas, as quaes tanto que chegaõ quasi ao meyo do + coraçaõ, se dobraõ a modo de arco pela parte da base, que por esta causa se faz mais + grossa.

+

7 O ventriculo direito tambem se compoem de fibras, que estaõ + postas em duas ordens contrarias, mas estas fibras naõ estaõ do mesmo modo, e por isso o + tal ventriculo he menos forte, nem as fibras se retorcem atè a ponta, nem cercaõ todo o + ventriculo, mas faltaõ no lado interior; e a parede, ou lado do ventriculo esquerdo + suppre esta falta.

+ Da substancia do venticulo direito. + Columnas dos ventriculos do coraçaõ. + Valvulas triangulares. +

8 A cavidade interior dos ventriculos tem varios regos, e + fibras desiguaes, entre as quaes saõ mais notaveis as columnas, e estas saõ humas + carunculas roliças, e compridas, que dos lados se levantaõ para cima. As extremidades destas carunculas estão pegadas às valvulas + triangulares por meio de filamentos tendinosos.

+ xml:id="t_santucci_0125">tendinosos.

-

chamaõ mitraes, ou tricuspides, das quaes valvulas duas pertencem à vea pulmonar e tres - à vea Cava. Estas valvulas com a sua base estaõ pegadas à borda continuada dos - orificios, mas com as pontas estaõ afastadas, e ainda que estejaõ ligadas com fibras - tendinosas, podem se levantar, e - fechar os seus orificios. Das valvulas semilunares pertencem tres a cada arteria, e - estaõ pegadas aos lados dos ventriculos, e totalmente afastadas do ducto das - arterias.

- Valvulas tricuspides, ou mitraes. Fig. 8. est. 7. -

15 Tem o coraçaõ a sua membrana propria, que o cobre, a qual he muy delgada, e - difficultosa de separarse; tem tambem o coraçaõ as suas arterias, e veas proprias, que, - como diremos, se chamaõ Coronarias, porque juntamente cercaõ a base do mesmo coraçaõ a modo de Coroa. - O coraçaõ tem nervos pequenos, que sahem do par vago, e do intercostal: alguns tambem - notaraõ, que ahi se achaõ vasos lymphaticos, que vaõ ao ducto thoracico.

- Membranas do coraçaõ. - Est. 7. fig. 3. - Arterias, e veas Coronarias do coraçaõ. - Seus nervos, e vasos lymphaticos. -

16 Exposta a estructura do coraçaõ, agora diremos dos vasos, e das suas - ramificações.

+

chamaõ mitraes, ou tricuspides, das quaes valvulas duas + pertencem à vea pulmonar e tres à vea Cava. Estas valvulas com a sua base estaõ pegadas + à borda continuada dos orificios, mas com as pontas estaõ afastadas, e ainda que estejaõ + ligadas com fibras tendinosas, podem se levantar, e fechar os seus + orificios. Das valvulas semilunares pertencem tres a cada arteria, e estaõ pegadas aos + lados dos ventriculos, e totalmente afastadas do ducto das arterias.

+ Valvulas tricuspides, ou mitraes. Fig. 8. est. 7. +

15 Tem o coraçaõ a sua membrana propria, que o cobre, a qual + he muy delgada, e difficultosa de separarse; tem tambem o coraçaõ as suas arterias, e + veas proprias, que, como diremos, se chamaõ Coronarias, porque juntamente + cercaõ a base do mesmo coraçaõ a modo de Coroa. O coraçaõ tem nervos pequenos, que sahem + do par vago, e do intercostal: alguns tambem notaraõ, que ahi se achaõ vasos + lymphaticos, que vaõ ao ducto thoracico.

+ Membranas do coraçaõ. + Est. 7. fig. 3. + Arterias, e veas Coronarias do coraçaõ. + Seus nervos, e vasos lymphaticos. +

16 Exposta a estructura do coraçaõ, agora diremos dos vasos, e + das suas ramificações.

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- CAPITULO XXVII. Do uso dos miollos, e das outras partes dentro do craneo, e dos - movimentos, e acçoens da alma, e do uso das meninges. + CAPITULO XXVII. Do uso dos miollos, e das outras partes + dentro do craneo, e dos movimentos, e acçoens da alma, e do uso das meninges. -

só pòde dirigir os movimentos espontaneos, e naõ os que se chamaõ naturaes ao menos naõ - dirige estes immediatamente.

-

16 Qual seja a causa, que impelle alternadamente este mayor fluxo dos espiritos do - cerebro para os nervos, e para os musculos, que estaõ conjunctos aos mesmos nervos, naõ - he facil de averiguar; porque ignoramos as causas, que pòdem comprimir, e apertar com - impulso forte, e regular a substancia do cerebro, que de si he molle, e branda: com tudo - como na Dura-mater, cuja estructura dissemos, que era tendinosa, ou muscular, se tem observado hum movimento - de diastole, e systole, com o qual o cerebro, e o cerebello humas vezes se comprime, e - outras naõ. He provavel, que por este movimento se promova o curso dos espiritos para os - nervos alternadamente; de tal sorte, que quando a meninge se constringe, e os espiritos - pela compressaõ do cerebro correm para os nervos mais abundantemente, succede a - contracçaõ dos musculos, que servem para os movimentos da natureza; porem quando cessa a - constricçaõ

+

só pòde dirigir os movimentos espontaneos, e naõ os que se + chamaõ naturaes ao menos naõ dirige estes immediatamente.

+

16 Qual seja a causa, que impelle alternadamente este mayor + fluxo dos espiritos do cerebro para os nervos, e para os musculos, que estaõ conjunctos + aos mesmos nervos, naõ he facil de averiguar; porque ignoramos as causas, que pòdem + comprimir, e apertar com impulso forte, e regular a substancia do cerebro, que de si he + molle, e branda: com tudo como na Dura-mater, cuja estructura dissemos, que era tendinosa, + ou muscular, se tem observado hum movimento de diastole, e systole, com o qual o + cerebro, e o cerebello humas vezes se comprime, e outras naõ. He provavel, que por este + movimento se promova o curso dos espiritos para os nervos alternadamente; de tal sorte, + que quando a meninge se constringe, e os espiritos pela compressaõ do cerebro correm + para os nervos mais abundantemente, succede a contracçaõ dos musculos, que servem para + os movimentos da natureza; porem quando cessa a constricçaõ

- LIVRO SEGUNDO DA OSTEOLOGIA, OU DOS OSSOS. + LIVRO SEGUNDO DA OSTEOLOGIA, OU DOS OSSOS.
- CAPITULO I. - Mostra-se aos Cirurgiões a necessidade de saber os ossos. -

1 DAQUI per diante tratarey dos ossos, e tudo o que disser, naõ serà de menor - utilidade, e necessidade, do que he tudo o que tenho explicado nas liçoens precedentes; - porque sem o conhecimento dos ossos, isto he, sem saber como estaõ unidos, e formados, e - quaes saõ as partes CAPITULO I. + Mostra-se aos Cirurgiões a necessidade de saber os + ossos. +

1 DAQUI per diante tratarey dos ossos, e tudo o que disser, + naõ serà de menor utilidade, e necessidade, do que he tudo o que tenho explicado nas + liçoens precedentes; porque sem o conhecimento dos ossos, isto he, sem saber como estaõ + unidos, e formados, e quaes saõ as partes de que constaõ, naõ se pòde reduzir deslocaçaõ alguma, ou simples, ou complicada, nem sarar alguma fractura, ou ferida causada de quéda, ou balla de espingarda, ou de outras @@ -2581,164 +2798,183 @@ dos ossos, naõ se pòde reduzir a perfeiçaõ sem esta faculdade, e noticia; logo naõ se pòde duvidar, que pertence à obrigaçaõ do Cirurgiaõ tambem o conhecimento de todos os ossos, de que se compoem o corpo humano.

- Os ossos são a base do corpo. Cic lib 2. de nat Deor. pag. 1290. - Gal.lib.de ossibus, pag. 175. -

2 Os ossos saõ estabelecimento, ou base do corpo, como diz Cicero: Quid dicam de - ossibus? quae, subjecta corpori mirabiles commissuras habent, & ad stabilitatem - aptas, & ad artus firmandos accommodatas, & ad motum, & omnem corporis - actionem. As suas palavras traduzidas em Portuguez, vem a dizer: Que direy dos ossos? - Que sendo fundamento do corpo, tem commissuras admiraveis, accommodadas para sua - firmeza, e para fortificar os membros, e fazer os movimentos, e todas as acçoens de todo - o corpo. Galeno define os ossos assim: Parte mais Os ossos são a base do corpo. Cic lib 2. de nat Deor. pag. + 1290. + Gal.lib.de ossibus, pag. 175. +

2 Os ossos saõ estabelecimento, ou base do corpo, como diz + Cicero: Quid dicam de ossibus? quae, subjecta corpori mirabiles commissuras habent, + & ad stabilitatem aptas, & ad artus firmandos accommodatas, & ad motum, + & omnem corporis actionem. As suas palavras traduzidas em Portuguez, vem a dizer: + Que direy dos ossos? Que sendo fundamento do corpo, tem commissuras admiraveis, + accommodadas para sua firmeza, e para fortificar os membros, e fazer os movimentos, e + todas as acçoens de todo o corpo. Galeno define os ossos assim: Parte mais dura, secca, e mais terrestre das que ha no corpo: Os est pars omnium totius corporis durissima, siccissima, e maximé terrestris.

-

3 Nascem os ossos, como temos dito acima, da mesma sorte, que as outras partes, que no - feto apparecem primeiro membranosas, e pouco a pouco se fazem cartilaginosas e - finalmente endurecem de sorte, que se fazem de natureza de ossos. Assim diz Munich, e - assim se vê na moleira das crianças, nas quaes a parte anterior primeiro mostra ser - membrana, e depois cartilagem; mas ultimamente nos adultos são ossos. Isto naõ sò se - observa nos ossos da molleira; mas tambem em outras partes do corpo.

-

4 Estaõ cobertos os ossos com huma membrana, que he como hum véo, a qual se chama - Periostio, exceptuando os dentes, os quaes naõ tem semelhante membrana para evitar as - dores, que comendo causariaõ, se estivessem cubertos.

- Nascem os ossos como as mais partes. Munich. de Anat pag. 9. Ita Lautent.de - syncipitis esse.Est.16.fig.A. Periostio O Periostio tem vasos, os quaes penetraõ a - substancia dos ossos, e ali deixaõ humor para a nutriçaõ. -

5 Esta membrana Periostio tem grande numero de vasos, os quaes estaõ muito unidos huns - aos outros, e vaõ continuados 3 Nascem os ossos, como temos dito acima, da mesma sorte, que + as outras partes, que no feto apparecem primeiro membranosas, e pouco a pouco se fazem + cartilaginosas e finalmente endurecem de sorte, que se fazem de natureza de ossos. Assim + diz Munich, e assim se vê na moleira das crianças, nas quaes a parte anterior primeiro + mostra ser membrana, e depois cartilagem; mas ultimamente nos adultos são ossos. Isto + naõ sò se observa nos ossos da molleira; mas tambem em outras partes do corpo.

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4 Estaõ cobertos os ossos com huma membrana, que he como hum + véo, a qual se chama Periostio, exceptuando os dentes, os quaes naõ tem semelhante + membrana para evitar as dores, que comendo causariaõ, se estivessem cubertos.

+ Nascem os ossos como as mais partes. Munich. de Anat pag. + 9. Ita Lautent.de syncipitis esse.Est.16.fig.A. Periostio O Periostio tem vasos, os + quaes penetraõ a substancia dos ossos, e ali deixaõ humor para a nutriçaõ. +

5 Esta membrana Periostio tem grande numero de vasos, os quaes + estaõ muito unidos huns aos outros, e vaõ continuados pela mesma tunica. As arterias, e as veas que sahem destes vasos, passaõ os ossos, - penetrando à interna substancia deles, e deixando lhe hum humor - mucilaginoso, e oleoso para a nutriçaõ, e naõ só penetraõ a membrana, que - cobre interiormente a cavidade dos ossos; mas tambem a que tem em si a medulla, ou - tutano, e aquelles vasos vaõ tambem ao mesmo tutano.

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6 A membrana Periostio tem muitos nervos, os quaes com as suas extremidades passaõ os - buracos dos mesmos ossos, e vaõ a estenderse na membrana interior, e isto se conhece - pelas dores causadas de alguma irritaçaõ feita da materia acre, e vilicante na membrana - exterior, e interior dos ossos. Confirma-se isto no tofo venereo, o qual se naõ póde - curar, sem esfolhar com o trepano o osso viciado, e às vezes he necessario cortallo - totalmente, e romper a membrana interior do osso, deixando sair os humores, que causaõ - taes dores. Daqui se infere, que os ossos não tem sensaçaõ, mas só a dita membrana - Periostio he que a tem.

- O Periostio tem muitos nervos, e por isso tem muita sensaçaõ. + penetrando à interna substancia deles, e deixando lhe hum humor mucilaginoso, e oleoso para a nutriçaõ, e naõ só + penetraõ a membrana, que cobre interiormente a cavidade dos ossos; mas tambem a que tem + em si a medulla, ou tutano, e aquelles vasos vaõ tambem ao mesmo tutano.

+

6 A membrana Periostio tem muitos nervos, os quaes com as suas + extremidades passaõ os buracos dos mesmos ossos, e vaõ a estenderse na membrana + interior, e isto se conhece pelas dores causadas de alguma irritaçaõ feita da materia + acre, e vilicante na membrana exterior, e interior dos ossos. Confirma-se isto no tofo + venereo, o qual se naõ póde curar, sem esfolhar com o trepano o osso viciado, e às vezes + he necessario cortallo totalmente, e romper a membrana interior do osso, deixando sair + os humores, que causaõ taes dores. Daqui se infere, que os ossos não tem sensaçaõ, mas + só a dita membrana Periostio he que a tem.

+ O Periostio tem muitos nervos, e por isso tem muita + sensaçaõ. -

7 Os ossos saõ diversos na figura, grandeza, nos seus usos, na cor, e no lugar. Huns - saõ fistulosos, outros cavernosos, e outros esponjosos, dentro nelles està o tutano, ou - medulla, que he hum humor que os enche.

-

8 A substancia da medulla he certamente oleosa, não muito differente da gordura, porém - he quasi liquida, e està em muitos saquinhos membranosos. Desta substancia oleosa, e - medullar necessitaõ os ossos, porque - saindo dos seus pòros, tempéra com sua untuosidade as particulas do sangue, que devem - nutrir os mesmos ossos, e tambem serve para os conservar no seu temperamento, - lubrificando, e impedindo, que pela muita sequidaõ não se quebrem facilmente. - Serve tambem para lubricar as articulaçoens, facilitando aos ligamentos, e tendoens os - seus movimentos.

- Os ossos saõ diversos. Substancia da medulla não he diferente da gordura. Uso da - dita medulla. O numero dos ossos he trezentos, e mais. -

9 O numero dos ossos naõ he determinado; as crianças tem mais, que os adultos; porque - com o tempo alguns ossos se unem, e se reduzem a hum: com tudo, em alguns homens da - mesma idade 7 Os ossos saõ diversos na figura, grandeza, nos seus usos, na + cor, e no lugar. Huns saõ fistulosos, outros cavernosos, e outros esponjosos, dentro + nelles està o tutano, ou medulla, que he hum humor que os enche.

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8 A substancia da medulla he certamente oleosa, não muito + differente da gordura, porém he quasi liquida, e està em muitos saquinhos membranosos. + Desta substancia oleosa, e medullar necessitaõ os ossos, porque saindo dos + seus pòros, tempéra com sua untuosidade as particulas do sangue, que devem nutrir os + mesmos ossos, e tambem serve para os conservar no seu temperamento, lubrificando, e + impedindo, que pela muita sequidaõ não se quebrem facilmente. Serve tambem para + lubricar as articulaçoens, facilitando aos ligamentos, e tendoens os seus + movimentos.

+ Os ossos saõ diversos. Substancia da medulla não he + diferente da gordura. Uso da dita medulla. O numero dos ossos he trezentos, e + mais. +

9 O numero dos ossos naõ he determinado; as crianças tem mais, + que os adultos; porque com o tempo alguns ossos se unem, e se reduzem a hum: com tudo, + em alguns homens da mesma idade se vê às vezes diverso numero de dentes, e de ossos sessamoideos; porém em todas as pessoas bem formadas se achaõ naturalmente trezentos, e mais ossos, incluindo-se todos.

-

10 A cor dos ossos em alguns he mais branca, do que em outros.

-

11 Varias saõ as articulaçoens, ou connesoens dos ossos, isto succede pela diversa - grandeza, e pela diversidade dos movimentos dos membros, que elles sustentaõ. Os - Authores Gregos deraõ a estas connesoens varios nomes, os quaes foraõ recebidos dos - Latinos, e as chamaõ como agora diremos.

-

12 Os ossos se unem, ou por Arthron,ou por Symphysis. Arthron significa huma uniaõ de - dous ossos, considerados só por si. Symphysis he uniaõ dos ossos considerados pelos seus - meyos, que os une.

-

13 Arthron tem duas especies, huma que se faz com movimento, e se chama Diarthrosis, ou - articulaçaõ laxa, ou larga; outra tem movimento, chamada Synarthrosis, ou articulaçaõ - estreita.

- Cor dos ossos As articulaçoens, ou connexoens dos ossos. Arthron.Symphysis. Arthron - divide se em Diarthrosis e Synarthrosis. -

14 Diarthrosis contèm tres especies, 10 A cor dos ossos em alguns he mais branca, do que em + outros.

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11 Varias saõ as articulaçoens, ou connesoens dos ossos, isto + succede pela diversa grandeza, e pela diversidade dos movimentos dos membros, que elles + sustentaõ. Os Authores Gregos deraõ a estas connesoens varios nomes, os quaes foraõ + recebidos dos Latinos, e as chamaõ como agora diremos.

+

12 Os ossos se unem, ou por Arthron,ou por Symphysis. Arthron + significa huma uniaõ de dous ossos, considerados só por si. Symphysis he uniaõ dos ossos + considerados pelos seus meyos, que os une.

+

13 Arthron tem duas especies, huma que se faz com movimento, e + se chama Diarthrosis, ou articulaçaõ laxa, ou larga; outra tem movimento, chamada + Synarthrosis, ou articulaçaõ estreita.

+ Cor dos ossos As articulaçoens, ou connexoens dos ossos. + Arthron.Symphysis. Arthron divide se em Diarthrosis e Synarthrosis. +

14 Diarthrosis contèm tres especies, e são Enarthrosis, Arthrodia, e Ginglymo.

-

15 Enarthrosis he aquella uniaõ de ossos, que se faz, quando a cavidade, que recebe - outro osso he profunda, e a cabeça do osso, que nella entra he muito comprida, como se - vê na articulaçaõ do osso da perna com a cavidade do osso Ischio.

-

16 Arthrodia he aquella uniaõ, que se faz quando a cavidade, que recebe outro osso naõ - he muito profunda, e a cabeça do osso com que se articùla he chata, como se vê na - articulaçaõ do osso do braço com a cavidade Glenoide da espadoa, e em outras partes.

-

17 Ginglymo he a terceira especie de articulaçaõ larga, e se faz recebendo-se, e - unindo-se dous ossos mutuamente, de modo, que hum osso recebe, e he recebido na cavidade - do outro; e isto se vê bem na uniaõ do osso do cotovello com o osso do hombro.

- A Diarthrosis se divide em Enarthrosis Arthrodia, Ginglymo, Enarthrosis. - Synarthrose, ou Concrecçaõ divide-se em mediata, e immediata. -

18 Synarthrose he aquella uniaõ de ossos estreita, feita sem evidente movimento, - chamada tambem Concrecçaõ, e se divide em mediata, e immediata. A concrecçaõ 15 Enarthrosis he aquella uniaõ de ossos, que se faz, quando a + cavidade, que recebe outro osso he profunda, e a cabeça do osso, que nella entra he + muito comprida, como se vê na articulaçaõ do osso da perna com a cavidade do osso + Ischio.

+

16 Arthrodia he aquella uniaõ, que se faz quando a cavidade, + que recebe outro osso naõ he muito profunda, e a cabeça do osso com que se articùla he + chata, como se vê na articulaçaõ do osso do braço com a cavidade Glenoide da espadoa, e + em outras partes.

+

17 Ginglymo he a terceira especie de articulaçaõ larga, e se + faz recebendo-se, e unindo-se dous ossos mutuamente, de modo, que hum osso recebe, e he + recebido na cavidade do outro; e isto se vê bem na uniaõ do osso do cotovello com o osso + do hombro.

+ A Diarthrosis se divide em Enarthrosis Arthrodia, Ginglymo, + Enarthrosis. Synarthrose, ou Concrecçaõ divide-se em mediata, e immediata. +

18 Synarthrose he aquella uniaõ de ossos estreita, feita sem + evidente movimento, chamada tambem Concrecçaõ, e se divide em mediata, e immediata. A + concrecçaõ mediata he aquella uniaõ de ossos,que se faz mediante alguma cousa, como carne, membranas, ou ligamentos, e finalmente por meyo de alguma cartilagem. Também se divide em tres especies Synnevrosis, Synchondrosis, e Syssarcosis.

-

19 Synnevrosis chama-se aquella uniaõ de ossos, que se faz por meyo de partes tendinosas, e ligamentosas, ou - membranosas; e isto se vê em muitas partes, e melhor na molleira das crianças, que os - seus ossos estaõ unidos por meyo de membrana.

-

20 Synchondrosis he aquella uniaõ de ossos que se faz por meyos cartilaginosos, como se - vê na uniaõ das costellas com os ossos do sternon, e em outras partes.

-

21 Syssarcosis he o mesmo, que uniaõ de ossos por meyo de carne; como se vê na uniaõ da - espadoa com as costellas, que se unem por meyos carnosos.

-

22 Concreçaõ immediata he aquella uniaõ de ossos, que se faz sem intervençaõ de meyos, - e he dividida tambem em tres especies, Harmonia, Gomphosi, e Sutura.

- Synnervrosis. Synchondrosis. Syssarcosis. Concrecçaõ immediata. +

19 Synnevrosis chama-se aquella uniaõ de ossos, que se faz por + meyo de partes tendinosas, e ligamentosas, ou membranosas; e isto se vê em muitas partes, e + melhor na molleira das crianças, que os seus ossos estaõ unidos por meyo de + membrana.

+

20 Synchondrosis he aquella uniaõ de ossos que se faz por + meyos cartilaginosos, como se vê na uniaõ das costellas com os ossos do sternon, e em + outras partes.

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21 Syssarcosis he o mesmo, que uniaõ de ossos por meyo de + carne; como se vê na uniaõ da espadoa com as costellas, que se unem por meyos + carnosos.

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22 Concreçaõ immediata he aquella uniaõ de ossos, que se faz + sem intervençaõ de meyos, e he dividida tambem em tres especies, Harmonia, Gomphosi, e + Sutura.

+ Synnervrosis. Synchondrosis. Syssarcosis. Concrecçaõ + immediata. -

23 Harmonia, ou Coagmentaçaõ he huma uniaõ de ossos, que representa huma simples linha, - a qual, ou vay direita, ou obliqua, ou feita a modo de arco; como se vê nos ossos do - nariz, e paladar, e queixo superior.

-

24 Gomphose ou Concravaçaõ he huma uniaõ de ossos, na qual hum osso se mete no outro - como um prégo; e isto se vê na concravaçaõ dos dentes, os quaes se metem nas cavidades - dos queixos.

-

25 Sutura he quando dous ossos estaõ unidos com dentes, como de serra, e isto se vê no - craneo. A sutura divide-se em duas especies, a saber: em verdadeira, ou propria, - mendosa, ou espuria.

-

26 Sutura verdadeira chama-se aquella sutura, na qual os ossos se unem de sorte como - duas serras com os seus dentes, e esta tem tres especies, Coronal, Angular, e - Sagittal.

- Harmonia Gomphose ou Concravaçaõ. Sutura. Sutura Verdadeira Sutura - Coronal.Est.15-fig.3 -

27 Sutura Coronal he assim chamada, porque os Antigos naquella parte da cabeça levavaõ - a coroa, ou capella; principîa na na parte anterior dos ossos das fontes, e vay para o - alto da cabeça. Une esta sutura 23 Harmonia, ou Coagmentaçaõ he huma uniaõ de ossos, que + representa huma simples linha, a qual, ou vay direita, ou obliqua, ou feita a modo de + arco; como se vê nos ossos do nariz, e paladar, e queixo superior.

+

24 Gomphose ou Concravaçaõ he huma uniaõ de ossos, na qual hum + osso se mete no outro como um prégo; e isto se vê na concravaçaõ dos dentes, os quaes se + metem nas cavidades dos queixos.

+

25 Sutura he quando dous ossos estaõ unidos com dentes, como + de serra, e isto se vê no craneo. A sutura divide-se em duas especies, a saber: em + verdadeira, ou propria, mendosa, ou espuria.

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26 Sutura verdadeira chama-se aquella sutura, na qual os ossos + se unem de sorte como duas serras com os seus dentes, e esta tem tres especies, Coronal, + Angular, e Sagittal.

+ Harmonia Gomphose ou Concravaçaõ. Sutura. Sutura Verdadeira + Sutura Coronal.Est.15-fig.3 +

27 Sutura Coronal he assim chamada, porque os Antigos naquella + parte da cabeça levavaõ a coroa, ou capella; principîa na na parte anterior dos ossos + das fontes, e vay para o alto da cabeça. Une esta sutura o osso da testa com os ossos das fontes, e da molleira, a que os Latinos chamaõ Synciput.

-

28 Triangular, ou Lambdoydea se chama assim, pela semelhança, que tem com a figura da - letra delta, que he o D dos Gregos. Principîa esta na parte posterior da cabeça de - huma parte, e outra do osso chamado occiput, ou toutiço, - e obliquamente vay subindo ate o meyo da cabeça, e fórma hum ângulo, e por isso se - chama angular: une o osso do toutiço aos ossos do synciput, ou molleira, e das - fontes.

-

29 Sagittal principîa do ângulo da sutura Lambdoydea, sóbe pelo comprimento ao alto da - cabeça, passando para o meyo da sutura Coronal, e nas crianças continua atè o nariz: une - os ossos da molleira entre si.

- Sutura Triangular, ou Lambdoydea Sutura sagittal.Est.15.fig.3 Sutura mendosa, ou - espuria -

30 Sutura mendosa, ou espuria se diz aquella, na qual os ossos se unem de modo, que a - borda de hum osso còbre a borda do outro; do mesmo modo, que os homens pobres, concertaõ - os seus vestidos rotos, pondo por cima da rotura hum remendo. 28 Triangular, ou Lambdoydea se chama assim, pela semelhança, + que tem com a figura da letra delta, que he o D dos Gregos. Principîa esta na parte posterior da cabeça de huma parte, e outra do osso chamado + occiput, ou toutiço, e + obliquamente vay subindo ate o meyo da cabeça, e fórma hum ângulo, e por isso se chama + angular: une o osso do toutiço aos ossos do synciput, ou molleira, e das + fontes.

+

29 Sagittal principîa do ângulo da sutura Lambdoydea, sóbe + pelo comprimento ao alto da cabeça, passando para o meyo da sutura Coronal, e nas + crianças continua atè o nariz: une os ossos da molleira entre si.

+ Sutura Triangular, ou Lambdoydea Sutura + sagittal.Est.15.fig.3 Sutura mendosa, ou espuria +

30 Sutura mendosa, ou espuria se diz aquella, na qual os ossos + se unem de modo, que a borda de hum osso còbre a borda do outro; do mesmo modo, que os + homens pobres, concertaõ os seus vestidos rotos, pondo por cima da rotura hum remendo. + Estas suturas saõ duas, e se chamaõ escamosas, ou temporaes, servem para unir os ossos das fontes com os ossos da molleira com as suas escamas, que tem na borda.

-

31 Isto he o que pertence às articulaçoens, e unioens dos ossos. Há outras especies de - que fallaõ os Authores; porém não as explico por não ser muito necessario sabellas. - Diremos agora, antes que tratemos dos ossos alguma cousa das prominencias.

-

32 Prominencia, ou Apophysis , em Grego, e em Latim Processus, ou Productio, he aquella - parte do osso continuada, que se levanta por cima da superficie do mesmo osso; e isto se - vê manifestamente nos ossos da cabeça, vertebras, e espadoas, e em outras partes. Servem - para commodidade das articulaçoens, ou para que nelles se apeguem os tendoens, e - ligamentos dos ossos.

- Suturas escamosas ou temporaes Prominencia ou Apophisis, ou processus ou productio - Ephiphysis ou additamentum ou appendix. -

33 Ha outra especie de prominencia, a qual se chama em Grego Epiphysis, em Latim - Appendix, ou additamentum, e he hum pequeno osso, nascido por cima de hum 31 Isto he o que pertence às articulaçoens, e unioens dos + ossos. Há outras especies de que fallaõ os Authores; porém não as explico por não ser + muito necessario sabellas. Diremos agora, antes que tratemos dos ossos alguma cousa das + prominencias.

+

32 Prominencia, ou Apophysis , em Grego, e em Latim Processus, + ou Productio, he aquella parte do osso continuada, que se levanta por cima da superficie + do mesmo osso; e isto se vê manifestamente nos ossos da cabeça, vertebras, e espadoas, e + em outras partes. Servem para commodidade das articulaçoens, ou para que nelles se + apeguem os tendoens, e ligamentos dos ossos.

+ Suturas escamosas ou temporaes Prominencia ou Apophisis, ou + processus ou productio Ephiphysis ou additamentum ou appendix. +

33 Ha outra especie de prominencia, a qual se chama em Grego + Epiphysis, em Latim Appendix, ou additamentum, e he hum pequeno osso, nascido por cima + de hum hum mayor, não sendo parte do mayor, porèm contiguo. A sustancia deste appendix he esponjosa, e não muito dura, nas crianças he cartilaginosa, depois nos adultos he de @@ -2746,186 +2982,210 @@ osso. Estes Epiphysis servem para fazer mais forte, e facil a articulaçaõ dos ossos.

- CAPITULO II. Dos ossos da cabeça. -

1 Pela palavra cabeça, entendemos tudo o que se vê do toutiço atè à primeira vertebra - do pescoço, e divide-se em craneo, e queixos. O craneo chama-se tambem calva, ou - calvaria.

- O craneo ou calva ou calvaria He composto de duas tabuas ou laminas -

2 O Craneo he huma multidaõ de ossos, que fórmaõ huma cavidade para conter em si os - miollos. He composta de duas laminas, ou taboas, huma exterior, e mais grossa, outra - interior, e mais delgada; porém mais dura, a qual por causa da sua CAPITULO II. Dos ossos da cabeça. +

1 Pela palavra cabeça, entendemos tudo o que se vê do toutiço + atè à primeira vertebra do pescoço, e divide-se em craneo, e queixos. O craneo chama-se + tambem calva, ou calvaria.

+ O craneo ou calva ou calvaria He composto de duas tabuas ou + laminas +

2 O Craneo he huma multidaõ de ossos, que fórmaõ huma cavidade + para conter em si os miollos. He composta de duas laminas, ou taboas, huma exterior, e + mais grossa, outra interior, e mais delgada; porém mais dura, a qual por causa da sua + dureza se chama vitrea, e tem muitas còvas por cima da sua superficie interna, que servem para dar lugar aos vasos da Dura-mater. O craneo perto dos ossos das fontes he muy delgado, e com muita difficuldade se vê em tal lugar a duplicadura destas taboas, ou laminas; nos ossos porèm da testa, e toutiço se vê melhor, porque saõ mais grossos, onde pelo seu meyo apparece a substancia medullosa.

-

3 O craneo he composto de oito ossos: seis saõ os proprios, e outros comuns ao queixo - superior. Aquelles que pertecem ao craneo saõ os seguintes: o osso da testa, dous do - synciput, ou moleira; hum do occiput, ou toutiço; e dous - das fontes.

-

4 O osso da testa, que he chamado osso da fronte, ou coronal, ou veracundo, ou pupis, - he de figura quasi circular; se observa neste osso dous seyos, ou cavidades, as quaes - estaõ cubertas de certa membrana glandulosa, na qual se separa do sangue hum humor - mucoso, que passa ao nariz, às vezes por hum buraco, outras vezes por dous, unindo-se em - hum cano commum.

- Vitrea O craneo he composto de oito ossos. O osso da testa ou coronal. +

3 O craneo he composto de oito ossos: seis saõ os proprios, e + outros comuns ao queixo superior. Aquelles que pertecem ao + craneo saõ os seguintes: o osso da testa, dous do synciput, ou moleira; hum do occiput, ou toutiço; e dous das + fontes.

+

4 O osso da testa, que he chamado osso da fronte, ou coronal, + ou veracundo, ou pupis, he de figura quasi circular; se observa neste osso dous seyos, + ou cavidades, as quaes estaõ cubertas de certa membrana glandulosa, na qual se separa do + sangue hum humor mucoso, que passa ao nariz, às vezes por hum buraco, outras vezes por + dous, unindo-se em hum cano commum.

+ Vitrea O craneo he composto de oito ossos. O osso da testa + ou coronal. -

5 As Apophisis, ou processos deste osso, saõ quatro, e estaõ nos quatro cantos dos - olhos, os quaes servem para fazer na parte da orbita - superior o assento, ou base aos musculos, que fechaõ as capellas.

-

6 O osso da testa tem tres buracos, hum interno, e dous externos: o interno està - internamente por cima do septo transverso do osso crivroso; este buraco tem communicaçaõ - com cavidades do nariz. Os outros dous saõ exteriores, que vaõ pelo meyo das - sobrancelhas; estes servem de passagem aos nervos do quinto par. Os buracos posteriores - em muitos naõ se achaõ. O osso da testa tem tambem certas cavidades, humas são - externas, e saõ aquellas, que ajudaõ a formar a cavidade das orbitas; outras saõ internas, e se chamaõ Lyras, servem estas - de commodidade aos lobos dos miollos.

- Apophisis do osso da testa Seus buracos As cavidades. Cavidades Lyras. Uniaõ dos - ossos da testa -

7 O osso da testa na parte superior se une com os ossos da molleira por meyo da sutura - coronal, e na parte inferior com varios ossos do queixo superior, e interiormente com o - osso crivroso, e nos lados com os processos exteriores do osso, que he 5 As Apophisis, ou processos deste + osso, saõ quatro, e estaõ nos quatro cantos dos olhos, os quaes servem para fazer na + parte da orbita superior o + assento, ou base aos musculos, que fechaõ as capellas.

+

6 O osso da testa tem tres buracos, hum interno, e dous + externos: o interno està internamente por cima do septo transverso do osso crivroso; + este buraco tem communicaçaõ com cavidades do nariz. Os outros dous saõ exteriores, que + vaõ pelo meyo das sobrancelhas; estes servem de passagem aos nervos do quinto par. Os + buracos posteriores em muitos naõ se achaõ. O osso da testa + tem tambem certas cavidades, humas são externas, e saõ aquellas, que ajudaõ a formar a + cavidade das orbitas; outras saõ internas, e se chamaõ Lyras, servem estas de commodidade + aos lobos dos miollos.

+ Apophisis do osso da testa Seus buracos As cavidades. + Cavidades Lyras. Uniaõ dos ossos da testa +

7 O osso da testa na parte superior se une com os ossos da + molleira por meyo da sutura coronal, e na parte inferior com varios ossos do queixo + superior, e interiormente com o osso crivroso, e nos lados com os processos exteriores + do osso, que he chamado Cuneiforme.

-

8 Continuaõ dous ossos da molleira, ou synciput chamados chamados com varios nomes, a - saber: ossos arcuaes nervosos, ossa rationis, ou cogitationis, e Bregmatis. A figura - destes he quadrilatra, mas na grossura saõ desiguaes, unem-se estes ossos com o osso da - testa por meyo da sutura coronal, e com o osso da molleira por meyo da sutura - lambdoidea; finalmente com os ossos das fontes, onde saõ muy delgados, unem-se por meyo - da sutura escamosa, e entre si se unem pela sutura sagittal. Estes ossos na uniaõ da - sutura coronal tem a membrana chamada Fontainha, isto he nas crianças, e esta membrana - naõ se reduz a osso, senaõ depois de nove, ou dez mezes, depois do nascimento, e às - vezes em algumas crianças se detem até o quarto, ou quinto anno da sua idade, e em - alguns homens se tem visto ficar atè serem velhos.

- Ossos da molleira, ou synciput A membrana Fontainha As foveas ou regos dos ditos - ossos -

9 Estes ossos interiormente tem certas cavidades chamadas Foveas, ou regos. Estes - servem para a commodidade dos ramos das arterias carotidas, que estaõ espalhadas pela Dura-mater. Estes - regos ou 8 Continuaõ dous ossos da molleira, ou synciput chamados + chamados com varios nomes, a saber: ossos arcuaes nervosos, ossa rationis, ou + cogitationis, e Bregmatis. A figura destes he quadrilatra, mas na grossura saõ + desiguaes, unem-se estes ossos com o osso da testa por meyo da sutura coronal, e com o + osso da molleira por meyo da sutura lambdoidea; finalmente com os ossos das fontes, onde + saõ muy delgados, unem-se por meyo da sutura escamosa, e entre si se unem pela sutura + sagittal. Estes ossos na uniaõ da sutura coronal tem a membrana chamada Fontainha, isto + he nas crianças, e esta membrana naõ se reduz a osso, senaõ depois de nove, ou dez + mezes, depois do nascimento, e às vezes em algumas crianças se detem até o quarto, ou + quinto anno da sua idade, e em alguns homens se tem visto ficar atè serem velhos.

+ Ossos da molleira, ou synciput A membrana Fontainha As + foveas ou regos dos ditos ossos +

9 Estes ossos interiormente tem certas cavidades chamadas + Foveas, ou regos. Estes servem para a commodidade dos ramos das arterias carotidas, que estaõ espalhadas pela Dura-mater. Estes regos ou cavidades saõ mayores, e mais profundos, e estaõ perto dos ossos das fontes.

-

10 O osso do toutiço chamado tambem Occiput osso Proræ, e o osso da memoria tem figura triangular, a grossura - naõ he igual em todo o osso; porém he muy grosso, exceptuado na parte, que està perto - do buraco grande, por onde passa a medulla espinhal.

-

11 Aos lados deste grande buraco estaõ dous processos, ou apophisis, chamados - Coronides, e estaõ cubertos de cartilagem, e se articulaõ por harthrodia com a - primeira vertebra do pescoço para o movimento da cabeça: em alguns observa-se o - terceiro processo, que està levantado no meyo daquelle osso, e serve de insersaõ dos - musculos da cabeça; - aquelles, nos quaes falta o dito processo, em lugar delle o mesmo osso do toutiço se - acha mais levantado, e feito convexo.

- O osso do toutiço, ou Occiput +

10 O osso do toutiço chamado + tambem Occiput + osso Proræ, e o osso da memoria tem figura triangular, a grossura naõ he igual em todo + o osso; porém he muy grosso, exceptuado na parte, que està perto do buraco grande, por + onde passa a medulla espinhal.

+

11 Aos lados deste grande buraco + estaõ dous processos, ou apophisis, chamados Coronides, e estaõ cubertos de + cartilagem, e se articulaõ por harthrodia com a primeira vertebra do pescoço para o + movimento da cabeça: em alguns observa-se o terceiro processo, que està levantado no + meyo daquelle osso, e serve de insersaõ dos musculos da cabeça; aquelles, nos + quaes falta o dito processo, em lugar delle o mesmo osso do toutiço se acha mais + levantado, e feito convexo.

+ O osso do toutiço, ou Occiput Processos Coronides As nove cavidades do osso do toutiço -

12 As cavidades, ou seyos deste osso saõ nove, destas humas saõ interiores, outras - exteriores: das interiores algumas servem para dar lugar, e commodidade ao cerebello, ou - miollo pequeno; algumas 12 As cavidades, ou seyos deste osso saõ nove, destas humas + saõ interiores, outras exteriores: das interiores algumas servem para dar lugar, e + commodidade ao cerebello, ou miollo pequeno; algumas servem para segurar os seyos da Dura-mater, e outras para situaçaõ do cerebro, e finalmente outras saõ commuas aos ossos das fontes.

-

13 As cavidades externas, que saõ aquellas, que estaõ de ambos os lados do buraco - grande, servem de receber os processos superiores da primeira vertebra; e a estes - seyos, ou cavidades estaõ pegados os musculos, que levantaõ a cabeça.

-

14 O osso do toutiço tem cinco buracos, hum he grande, pelo qual passa a medulla - espinhal, quatro saõ menores, que estaõ aos lados do grande, e servem de passagem às - arterias cervicaes, e aos nervos, que movem a lingua. Une-se este osso com os dous ossos - da molleira por meyo da sutura angular, e nos lados se une com os ossos das fontes por - meyo das partes inferiores da dita sutura, e por baixo està unido ao osso Basillar.

- Os buracos do dito osso. Ossos das fontes -

15 O osso das fontes, que tambem se chamaõ Lapidosos, Petrosos, Escamosos, e Mendosos, - saõ de figura na parte superior quasi semicircular, e a sua superficie he igual: por - baixo internamente a 13 As cavidades externas, que saõ + aquellas, que estaõ de ambos os lados do buraco grande, servem de receber os processos + superiores da primeira vertebra; e a estes seyos, ou cavidades estaõ pegados os musculos, que levantaõ a cabeça.

+

14 O osso do toutiço tem cinco buracos, hum he grande, pelo + qual passa a medulla espinhal, quatro saõ menores, que estaõ aos lados do grande, e + servem de passagem às arterias cervicaes, e aos nervos, que movem a lingua. Une-se este + osso com os dous ossos da molleira por meyo da sutura angular, e nos lados se une com os + ossos das fontes por meyo das partes inferiores da dita sutura, e por baixo està unido + ao osso Basillar.

+ Os buracos do dito osso. Ossos das fontes +

15 O osso das fontes, que tambem se chamaõ Lapidosos, + Petrosos, Escamosos, e Mendosos, saõ de figura na parte superior quasi semicircular, e a + sua superficie he igual: por baixo internamente a dita superficie he aspera, ou desigual, pelas muitas prominencias, que tem.

-

16 São estes ossos na parte superior de substancia delgada, na parte inferior saõ - grossos. Unem-se com os ossos da molleira por meyo sutura escamosa, e com o osso da - testa, e com o do toutiço, pelas suturas acima ditas. Na parte visinha à cara esta huma - apophisi recurva, a qual com o processo do terceiro osso do queixo superior se une por - meyo da sutura harmonial, e constitùe o osso chamado Zigomatico, ou Jugal.

- Seus processos. Apophisi recurva, ou osso Zigomatico ou Jugal. Mastoideo, mamillar - Styloides -

17 Qualquer destes ossos das fontes exteriormente tem hum processo chamado - mastoideo, ou mamillar, por causa de ser semelhante às papillas das tetas das - vacas. Tem tambem outro appendix, algum tanto comprido, agudo, e delgado, cuja - figura he semelhante à de hum ferro pontiagudo, que os Latinos chamaõ stylo, e por isso - o dito appendix se chama styloides, o qual appendix nas crianças he de cartilagem, nos - adultos he de osso, e de ordinario os esqueletos carecem delle, porque por qualquer - accidente se québra. Serve o 16 São estes ossos na parte superior de substancia delgada, na + parte inferior saõ grossos. Unem-se com os ossos da molleira por meyo sutura escamosa, e + com o osso da testa, e com o do toutiço, pelas suturas acima ditas. Na parte visinha à + cara esta huma apophisi recurva, a qual com o processo do terceiro osso do queixo + superior se une por meyo da sutura harmonial, e constitùe o osso chamado Zigomatico, ou + Jugal.

+ Seus processos. Apophisi recurva, ou osso Zigomatico ou + Jugal. Mastoideo, mamillar Styloides +

17 Qualquer destes ossos das + fontes exteriormente tem hum processo chamado mastoideo, ou mamillar, por causa de ser + semelhante às papillas das tetas das vacas. Tem tambem outro + appendix, algum tanto comprido, agudo, e delgado, cuja figura he semelhante à de hum + ferro pontiagudo, que os Latinos chamaõ stylo, e por isso o dito appendix se chama + styloides, o qual appendix nas crianças he de cartilagem, nos adultos he de osso, e de + ordinario os esqueletos carecem delle, porque por qualquer accidente se québra. Serve o dito processo styloides de ponto fixo aos musculos styloideo, styloglosso, e stylopharingeo.

-

18 O processo mastoideo serve de insersaõ aos musculos mastoideos, e de principio aos Biventres. O - processo Zigomatico serve de passagem ao tendaõ do musculo temporal, e em parte serve de - lugar donde nasce o musculo maceter.

- Processo interno Petroso, no qual esta o orgaõ do ouvido. Seus ramos Seyos do osso - das fontes -

19 Tem estes ossos outro processo, que está internamente na cavidade do craneo, e he - chamado Petroso, no qual como em hum seixo durissimo està encravado o orgaõ interior do - ouvido; o tal processo Petroso tem hum buraco, pelo qual passa o nervo auditorio, que - vay às cavidades internas, ou gretas.

-

20 Os ossos das fontes tem tres seyos, hum dos quaes compoem o meato auditorio; o - segundo, que he mayor, está posto entre o osso jugal, e o meato auditorio, e recebe o - processo retuso do queixo inferior. O terceiro he commum ao toutiço, e interiormente - serve para assento posterior do processo Petroso; nos ditos ossos das fontes se observaõ - muitos buracos, musculos styloideo, styloglosso, e + stylopharingeo.

+

18 O processo mastoideo serve de + insersaõ aos musculos mastoideos, e de principio aos + Biventres. O processo Zigomatico serve de passagem ao tendaõ do musculo temporal, + e em parte serve de lugar donde nasce o musculo maceter.

+ Processo interno Petroso, no qual esta o orgaõ do ouvido. + Seus ramos Seyos do osso das fontes +

19 Tem estes ossos outro processo, que está internamente na + cavidade do craneo, e he chamado Petroso, no qual como em hum seixo durissimo està + encravado o orgaõ interior do ouvido; o tal processo Petroso tem hum buraco, pelo qual + passa o nervo auditorio, que vay às cavidades internas, ou gretas.

+

20 Os ossos das fontes tem tres seyos, hum dos quaes compoem o + meato auditorio; o segundo, que he mayor, está posto entre o osso jugal, e o meato + auditorio, e recebe o processo retuso do queixo inferior. O terceiro he commum ao + toutiço, e interiormente serve para assento posterior do processo Petroso; nos ditos + ossos das fontes se observaõ muitos buracos, pelos quaes passaõ nervos, arterias e veas.

-

21 Dous saõ ossos communs ao craneo, e ao queixo superior. O primeiro he o osso - Sphenoides, que tem varios nomes, e por causa da sua figura, e do seu lugar; alguns lhe - chamaõ Poliforme, ou Cuneiforme, e Transcolatorio, e finalmente osso Baxilar, porque he - a base do miollo. Este osso na sua base he grosso, mas perto das cavidades das fontes he - delgado, une-se com todos os ossos do craneo, e tambem com muitos ossos do queixo - superior.

- Osso Sphenoides, ou Poliforme, ou Cuneiforme, ou Baxilar Este osso he hum só nos - adultos, e nos processos internos, e externos. Os externos saõ os Pterygoideos, ou - Aliformes. Os internos saõ os Elinoides. Sella equina, ou Turgica. -

22 Considera-se este osso como hum só nos adultos; porque nas crianças he composto de - quatro ossos; tem este osso varios processos internos, e externos. Os externos saõ dous, - chamados Pterygoideos, ou Aliformes, por ser semelhantes às azas do morcego. Os - internos, que estaõ na parte onde este osso olha para o miollo, saõ tres, chamados - Elinoides, porque saõ semelhantes aos pés de hum leito, e estes unidos constituem huma - pequena cavidade, chamada Sella equina Turgica, acima dela 21 Dous saõ ossos communs ao craneo, e ao queixo superior. O + primeiro he o osso Sphenoides, que tem varios nomes, e por causa da sua figura, e do seu + lugar; alguns lhe chamaõ Poliforme, ou Cuneiforme, e Transcolatorio, e finalmente osso + Baxilar, porque he a base do miollo. Este osso na sua base he grosso, mas perto das + cavidades das fontes he delgado, une-se com todos os ossos do craneo, e tambem com + muitos ossos do queixo superior.

+ Osso Sphenoides, ou Poliforme, ou Cuneiforme, ou Baxilar + Este osso he hum só nos adultos, e nos processos internos, e externos. Os externos saõ + os Pterygoideos, ou Aliformes. Os internos saõ os Elinoides. Sella equina, ou + Turgica. +

22 Considera-se este osso como hum só nos adultos; porque nas + crianças he composto de quatro ossos; tem este osso varios processos internos, e + externos. Os externos saõ dous, chamados Pterygoideos, ou Aliformes, por ser semelhantes + às azas do morcego. Os internos, que estaõ na parte onde + este osso olha para o miollo, saõ tres, chamados Elinoides, porque saõ semelhantes aos + pés de hum leito, e estes unidos constituem huma pequena cavidade, chamada Sella + equina Turgica, acima dela está a glandula Pituitaria.

-

23 Este osso tem buracos, huns dos quaes saõ proprios, e outros communs. Os communs - chamaõ-se Jugulares, e saõ os mais pequenos. Os proprios saõ doze, de cada parte estaõ - seis. O primeiro he transcolatorio da glandula - Pituitaria, o segundo he por onde passaõ os nervos opticos. O terceiro he dos - nervos motorios, o quarto he do nervo crotasides, o quinto he do nervo, que vay para o - orgaõ do gosto; finalmente, o sexto buraco he por onde passaõ as arterias Carotidas.

-

24 Tres saõ as cavidades, ou covas, huma he interna, e he aquella, que serve de base - à glandula pituitaria, duas saõ externas, que estaõ no + />está a glandula + Pituitaria.

+

23 Este osso tem buracos, huns dos quaes saõ proprios, e + outros communs. Os communs chamaõ-se Jugulares, e saõ os mais pequenos. Os proprios saõ + doze, de cada parte estaõ seis. O primeiro he transcolatorio + da glandula Pituitaria, o + segundo he por onde passaõ os nervos opticos. O terceiro he dos nervos motorios, o + quarto he do nervo crotasides, o quinto he do nervo, que vay para o orgaõ do gosto; + finalmente, o sexto buraco he por onde passaõ as arterias Carotidas.

+

24 Tres saõ as cavidades, ou + covas, huma he interna, e he aquella, que serve de base à glandula pituitaria, duas saõ externas, que estaõ no principio dos processos Aliformes.

- Este osso tem buracos proprios e communs. Tem tres cavidades. O osso Etmoide, ou - Crivroso divide-se em tres partes. -

25 O ultimo osso dos communs ao craneo, e ao queixo, he o osso, que alguns chamaõ - Ethmoide, e outros osso Crivroso, porque na parte superior tem buracos como hum crivo; - outros lhe chamaõ osso esponjoso, porque a parte inferior delle he como huma esponja. - Está este osso no meyo da base da testa à raiz do nariz, Este osso tem buracos proprios e communs. Tem tres + cavidades. O osso Etmoide, ou Crivroso divide-se em tres partes. +

25 O ultimo osso dos communs ao craneo, e ao queixo, he o + osso, que alguns chamaõ Ethmoide, e outros osso Crivroso, porque na parte superior tem + buracos como hum crivo; outros lhe chamaõ osso esponjoso, porque a parte inferior delle + he como huma esponja. Está este osso no meyo da base da + testa à raiz do nariz, e enche a cavidade do mesmo nariz; e este he o mais pequeno osso dos que compoem o craneo. Divide-se este osso em tres partes; a primeira, e superior por ter muitos buracos, se chama crivrosa; a interna he esponjosa, com a qual se divide a cavidade do nariz em duas partes; a terceira parte occupa os lados, onde he liso, e plano, e - constitue a parte da orbita.

- Prominencia dita crista de gallo Os usos, que se assinaõ aos buracos - crivriformes. -

26 A prominencia, que se vê levantada na cavidade do craneo, porque se assemelha a huma - crista de gallo, se chama crista galli, he muito dura, e a ella està pegada parte da - Dura-mater, a qual divide o miollo em duas partes, e se chama falx, ou fouce, pela - figura, que tem. Dous saõ os usos, que se assinaõ aos buracos crivriformes; hum he que - serve de passagem a muitas fibrinhas dos nervos olfactorios, que nascem, e se vaõ - espalhando pelas tunicas, que vestem as cavidades do nariz. O segundo uso he para - filtrar, e separar a abundante serosidade dos miollos, a qual serosidade vay caindo - pelas mesmas fibras do nariz.

+ constitue a parte da orbita.

+ Prominencia dita crista de gallo Os usos, que se assinaõ + aos buracos crivriformes. +

26 A prominencia, que se vê levantada na cavidade do craneo, + porque se assemelha a huma crista de gallo, se chama crista galli, he muito dura, e a + ella està pegada parte da Dura-mater, a qual divide o miollo em duas partes, e se chama + falx, ou fouce, pela figura, que tem. Dous saõ os usos, que se assinaõ aos buracos + crivriformes; hum he que serve de passagem a muitas fibrinhas dos nervos olfactorios, + que nascem, e se vaõ espalhando pelas tunicas, que vestem as cavidades do nariz. O + segundo uso he para filtrar, e separar a abundante serosidade dos miollos, a qual + serosidade vay caindo pelas mesmas fibras do nariz.

- CAPITULO V. Do espinhaço, e das suas vertebras, e do osso Sacro. + CAPITULO V. Do espinhaço, e das suas vertebras, e do osso + Sacro. -

tamente para que com facilidade se mova o corpo, e se dòbre.

-

10 Resta explicar o osso Sacro, o qual póde ser, que se chame assim por estar sugeito - às partes pudendas, alguns lhe daõ este nome por ser grande. He composto de cinco, ou - seis ossos, e raras vezes de sete, algum tanto semelhantes às vertebras; alguns chamaõ a - estes ossos vertebras espurias. Nas crianças estes ossos naõ se unem estreitamente: nos - adultos de sorte estaõ unidos, que parecem ser hum só osso, deixando sempre algum final - de divisaõ. He este osso muito duro, e assim he necessario, que seja para sustentar a - espinha, e articular os ossos innominados.

- Osso Sacro he composto de cinco ossos. - Sua figura. - Cavidade Pelve. Est. 15 fig 1. -

11 A figura do osso Sacro he triangular, a base he larga, ou dilatada na parte do meyo, - com a qual se articulaõ as ultimas vertebras dos lombos, corresponde na grandeza à base - das mesmas vertebras; tem estes ossos processos, e estes saõ compridos, grossos, e - largos, mediante os quaes se une o osso Sacro aos ossos do Ilion. Internamente he - concavo, e com isto ajuda a formar aquella cavidade chamada Pelve, e tamente para que com facilidade se mova o corpo, e se + dòbre.

+

10 Resta explicar o osso Sacro, o qual póde ser, que se chame + assim por estar sugeito às partes pudendas, alguns lhe daõ este nome por ser grande. He + composto de cinco, ou seis ossos, e raras vezes de sete, algum tanto semelhantes às + vertebras; alguns chamaõ a estes ossos vertebras espurias. Nas crianças estes ossos naõ + se unem estreitamente: nos adultos de sorte estaõ unidos, que parecem ser hum só osso, + deixando sempre algum final de divisaõ. He este osso muito duro, e assim he necessario, + que seja para sustentar a espinha, e articular os ossos innominados.

+ Osso Sacro he composto de cinco ossos. + Sua figura. + Cavidade Pelve. Est. 15 fig 1. +

11 A figura do osso Sacro he triangular, a base he larga, ou + dilatada na parte do meyo, com a qual se articulaõ as ultimas vertebras dos lombos, + corresponde na grandeza à base das mesmas vertebras; tem estes ossos processos, e estes + saõ compridos, grossos, e largos, mediante os quaes se une o osso Sacro aos ossos do + Ilion. Internamente he concavo, e com isto ajuda a formar aquella cavidade chamada Pelve, e serve tambem para que naõ se offendaõ as partes, que ahi se contém.

- CAPITULO VII. Dos ossos dos Artus, ou membros superiores, a saber: das espadoas dos - braços, e mãos. + CAPITULO VII. Dos ossos dos Artus, ou membros superiores, a + saber: das espadoas dos braços, e mãos. -

ainda que hum he menos perfeito, que he onde estaõ os ditos processos: nas Espadoas se - observaõ outras cavidades, ou incisuras, pelas quaes passaõ os vasos do sangue, e - nervos.

-

9 O uso da Espadoa he servir de origem, e insersaõ, e fim aos musculos para receber, e - ligar o osso do hombro, e segurar as costellas, e servir finalmente de defensa dellas, e - das partes interiores.

- Uso da Espadoa. -

10 O Braço consta de hum só osso, chamado Hombro, e he o osso mais grande dos artus - superiores, he muy forte, redondo, e de superficie desigual, por dentro he vasio como - huma cana, e tem a medulla, ou tutano, do qual jà temos fallado,

- Braço, ou Hombro. -

11 A parte, ou extremidade superior, que se chama cabeça, he redonda, e se articula por - Arthrodia com a Cervix da Espadoa; na parte anterior quasi por cima da cabeça está huma - cóva, ou seyo algum tanto comprido, que vay por baixo do dito osso, pelo qual passa o - segundo principio tendinoso do musculo Bicipite.

-

12 A extremidade inferior do dito osso

+

ainda que hum he menos perfeito, que he onde estaõ os ditos + processos: nas Espadoas se observaõ outras cavidades, ou incisuras, pelas quaes passaõ + os vasos do sangue, e nervos.

+

9 O uso da Espadoa he servir de origem, e insersaõ, e fim aos + musculos para receber, e ligar o osso do hombro, e segurar as costellas, e servir + finalmente de defensa dellas, e das partes interiores.

+ Uso da Espadoa. +

10 O Braço consta de hum só osso, chamado Hombro, e he o osso + mais grande dos artus superiores, he muy forte, redondo, e de superficie desigual, por + dentro he vasio como huma cana, e tem a medulla, ou tutano, do qual jà temos + fallado,

+ Braço, ou Hombro. +

11 A parte, ou extremidade superior, que se chama cabeça, he + redonda, e se articula por Arthrodia com a Cervix da Espadoa; na parte anterior quasi + por cima da cabeça está huma cóva, ou seyo algum tanto comprido, que vay por baixo do + dito osso, pelo qual passa o segundo principio tendinoso do musculo Bicipite.

+

12 A extremidade inferior do dito osso

- CAPITULO VIII. Dos ossos dos Artus, ou membros inferiores. + CAPITULO VIII. Dos ossos dos Artus, ou membros + inferiores. -

mais firmes com varios ligamentos. Posteriormente a extremidade deste osso do - calcanhar recebe aquella corda tendinosa mais grande, e mais forte, que todas as do corpo, composta de tres - tendoens dos musculos, que estendem o pé; e esta commummente he chamada Corda magna, - ou de Achilles.

- A Corda de Achilles. -

20 Aos lados deste osso está hum seyo interior muy grande, pelo qual passaõ veas, - arterias, e nervos, e tambem serve de lugar, por onde passaõ os tendoens, e musculos, - que movem interiormente o pé, e que dobraõ os dedos. Entre estes dous ossos ha gordura, - que serve para untar, e humedecer os ossos, ligamentos, e cartilagens para que se movaõ - melhor.

-

21 O terceiro osso chamado Scaphoides, ou navicular, pela semelhança, que tem com hum - barco pequeno, que os Latinos chamaõ Scapha; na parte posterior he concavo, e recebe a - face convexa do Tallo. Na parte anterior se une com os tres ossos Innominados do - Tarso.

- O osso Scaphoides, ou navicular. -

22 O quarto pela fórma, que tem quadrada, chama-se Cuboide, e alguns Au-

- O osso Cuboides. +

mais firmes com varios ligamentos. Posteriormente a extremidade deste osso do calcanhar recebe aquella corda tendinosa + mais grande, e mais forte, que todas as do corpo, composta de tres tendoens dos + musculos, que estendem o pé; e esta commummente he chamada Corda magna, ou de + Achilles.

+ A Corda de Achilles. +

20 Aos lados deste osso está hum seyo interior muy grande, + pelo qual passaõ veas, arterias, e nervos, e tambem serve de lugar, por onde passaõ os + tendoens, e musculos, que movem interiormente o pé, e que dobraõ os dedos. Entre estes + dous ossos ha gordura, que serve para untar, e humedecer os ossos, ligamentos, e + cartilagens para que se movaõ melhor.

+

21 O terceiro osso chamado Scaphoides, ou navicular, pela + semelhança, que tem com hum barco pequeno, que os Latinos chamaõ Scapha; na parte + posterior he concavo, e recebe a face convexa do Tallo. Na parte anterior se une com os + tres ossos Innominados do Tarso.

+ O osso Scaphoides, ou navicular. +

22 O quarto pela fórma, que tem quadrada, chama-se Cuboide, e + alguns Au-

+ O osso Cuboides.
- LIVRO TERCEIRO DA MYOLOGIA, OU DOS - MUSCULOS, e dos movimentos, ou acçaõ dos musculos. + LIVRO TERCEIRO DA MYOLOGIA, OU DOS MUSCULOS, e dos movimentos, ou acçaõ + dos musculos.
- CAPITULO I. -

1 MUSCULO he huma parte organica, e dissimilar do + CAPITULO I. +

1 MUSCULO he huma parte organica, e dissimilar do corpo, e he orgaõ, ou instrumento de todos os movimentos, que no mesmo corpo se fazem, do qual instrumento proxima, e immediatamente depende o movimento.

-

2 Dizemos, que he parte organica, e dissimilar, porque as partes, que compoem o - musculo, ainda que entre si tenhaõ grande communicaçaõ, - e connexaõ, com tudo saõ muitas em numero, e de diversa natureza.

-

3 As partes principaes, e immediatas, que compoem o 2 Dizemos, que he parte organica, + e dissimilar, porque as partes, que compoem o musculo, ainda que entre si tenhaõ grande + communicaçaõ, e connexaõ, com tudo saõ muitas em numero, e de diversa + natureza.

+

3 As partes principaes, e + immediatas, que compoem o musculo, saõ as arterias, veas, nervos, e fibras carnosas, e tendinosas, e às vezes a membrana, - que cóbre o mesmo musculo. - A estas partes se pódem ajuntar as glandulas - adiposas, e mucilaginosas, e os vasos - lymphaticos. As fibras carnosas, e tendinosas compoem a principal parte, e mais essencial do musculo.

- Partes do musculo. - As arterias, veas, e nervos dos musculos. -

4 As arterias, veas, e nervos, saõ como partes integraes, e que ajudaõ a composiçaõ - do musculo. Também concorrem os liquidos, ou para sua - nutriçaõ, ou para o movimento, e sensaçaõ. A membrana, que còbre o musculo, he o seu - complemento, e lhe dá fortaleza. As glandulas - adiposas, e mucilaginosas, e os vasos - lymphaticos administraõ, huma materia untuosa às fibras, com que se facilíta mais tendinosas, + e às vezes a membrana, que cóbre o mesmo musculo. + A estas partes se pódem ajuntar as glandulas + adiposas, + e mucilaginosas, e os vasos lymphaticos. As fibras carnosas, e tendinosas + compoem a principal parte, e mais essencial do musculo.

+ Partes do musculo. + As arterias, veas, e nervos dos musculos. +

4 As arterias, veas, e nervos, saõ + como partes integraes, e que ajudaõ a composiçaõ do musculo. Também concorrem os liquidos, ou para + sua nutriçaõ, ou para o movimento, e sensaçaõ. A membrana, que còbre o musculo, he o seu + complemento, e lhe dá fortaleza. As glandulas + adiposas, + e mucilaginosas, e os vasos lymphaticos administraõ, huma materia untuosa às + fibras, com que se facilíta mais mais o movimento do musculo. Os outros vasos servem - para tornar a levar para a massa do sangue o humor, que for superfluo para a nutriçaõ do - musculo.

-

5 As sobreditas fibras do musculo, ainda que nas suas - partes tem diverso uso, e nome, por causa da sua diversa estructura, e densidade, com - tudo saõ hum mesmo corpo; porque onde saõ mais laxas, e deixaõ passar o sangue por - ellas livremente, representaõ huma cor vermelha, e chamaõ-se carnosas; porèm onde saõ - mais compactas, e mais unidas entre si, naõ as penetra a parte vermelha do sangue, e + />mais o movimento do musculo. Os outros vasos servem para tornar a levar para a massa do sangue + o humor, que for superfluo para a nutriçaõ do musculo.

+

5 As sobreditas fibras do musculo, ainda que nas suas partes + tem diverso uso, e nome, por causa da sua diversa estructura, e densidade, com tudo + saõ hum mesmo corpo; porque onde saõ mais laxas, e deixaõ passar o sangue por ellas + livremente, representaõ huma cor vermelha, e chamaõ-se carnosas; porèm onde saõ mais + compactas, e mais unidas entre si, naõ as penetra a parte vermelha do sangue, e parecem totalmente brancas, e se chamaõ tendinosas.

-

6 A parte carnosa do musculo, que he a média, e mais - crassa, chama-se ventre do mesmo musculo, e a parte - tendinosa constitùe os seus - dous extremos, hum chamado cabeça, ou principio, outro fim, ou cauda; e estes extremos - estaõ firmemente ligados a dous termos, que ordinariamente saõ ossos. Hum delles - pela mayor parte he movel, e o outro immovel; algumas vezes ambos saõ moveis, mas hum - menos, tendinosas.

+

6 A parte carnosa do musculo, que he a média, e mais + crassa, chama-se ventre do mesmo + musculo, e a parte tendinosa constitùe os seus dous extremos, hum + chamado cabeça, ou principio, outro fim, ou cauda; e estes extremos estaõ firmemente + ligados a dous termos, que ordinariamente saõ ossos. Hum delles pela mayor parte + he movel, e o outro immovel; algumas vezes ambos saõ moveis, mas hum menos, que o outro; tambem succede serem ambos immoveis, porem mais raras vezes.

-

7 A acçaõ manifesta do musculo se faz no seu ventre, o - qual só endurece na contracçaõ do mesmo musculo, e fazse - mais branco; tambem muda a sua figura de tal sorte, que as fibras carnosas, que na - relaxaçaõ do musculo se uniaõ entre si, formando com as - suas extremidades hum angulo agudo, na contracçaõ fazem hum angulo recto, o qual se - faz tanto mayor, quanto mais se tira de comprimento ao ventre do mesmo musculo. - Porèm os extremos, ou os tendoens, posto que se naõ mudem sensivelmente na contracçaõ - do musculo, com tudo saõ como cordeis, pelos quaes a - força do musculo, que està no seu centro, ou ventre, - move as partes, que lhe saõ annexas, e as traz para si. Por isso na sobredita - contracção os tendoens se chegaõ huns aos outros; ou ao menos o tendaõ, que està ligado - ao termo movel, se chega juntamente com o seu termo para o outro tendaõ mais +

7 A acçaõ manifesta do musculo se faz no seu ventre, o qual + só endurece na contracçaõ do mesmo musculo, e fazse mais branco; tambem muda a sua figura de tal sorte, que as + fibras carnosas, que na relaxaçaõ do musculo se uniaõ entre si, formando com as suas extremidades hum angulo + agudo, na contracçaõ fazem hum angulo recto, o qual se faz tanto mayor, quanto mais se + tira de comprimento ao ventre do mesmo musculo. + Porèm os extremos, ou os tendoens, posto que se naõ mudem + sensivelmente na contracçaõ do musculo, com tudo saõ como cordeis, pelos quaes a força do musculo, que està no seu centro, ou + ventre, move as partes, que lhe saõ annexas, e as traz para si. Por isso na + sobredita contracção os tendoens se chegaõ huns aos outros; ou ao menos o tendaõ, que + està ligado ao termo movel, se chega juntamente com o seu termo para o outro tendaõ mais immovel.

-

8 Com tudo, nem todos os 8 Com tudo, nem todos os musculos do corpo terminaõ no sobreditos tendões, mas só os que servem para mover os membros, ou os ossos, e estaõ atados aos mesmos ossos por huma, e outra parte, como os musculos dos articulos, que se chamaõ extensores, e flexores, e - os que movem a cabeça, chamados motores, e estes ordinariamente constaõ de fibras - compridas, e rectas, tambem de transversaes. - Porém os tendoens em nenhuma parte saõ mais compridos, e mais distinctos, que nos - braços, e nas pernas, onde o ventre do musculo está mais - afastado das partes, que se haõ de mover.

-

9 Nos outros musculos, - que se compoem de fibras circulares, e espiraes, e que naõ concorrem para dobrar, ou - estender algum membro, mas para impellir algum liquido, ou apertar algum tubo, como no - coraçaõ, e nos musculos - chamados Sphincteres; ainda que appareça alguma porçaõ tendinosa, com tudo nem todas as fibras carnosas - passaõ a substancia tendinosa, - mas as mais dellas acabaõ em membrana, que cóbre o + msd="plural" xml:id="t_santucci_0180">musculos dos articulos, que se chamaõ + extensores, e flexores, e os que movem a cabeça, chamados motores, e estes + ordinariamente constaõ de fibras compridas, e rectas, tambem de transversaes. + Porém os tendoens em nenhuma parte saõ mais compridos, e + mais distinctos, que nos braços, e nas pernas, onde o ventre do musculo está mais afastado das partes, que se haõ de + mover.

+

9 Nos outros musculos, que se + compoem de fibras circulares, e espiraes, e que naõ concorrem para dobrar, ou estender + algum membro, mas para impellir algum liquido, ou apertar algum tubo, como no coraçaõ, + e nos musculos chamados Sphincteres; ainda que appareça alguma porçaõ tendinosa, + com tudo nem todas as fibras carnosas passaõ a substancia tendinosa, mas as mais + dellas acabaõ em membrana, que cóbre o musculo, como se fosse o seu tendaõ.

- Musculo simples. Musculo composto -

10 Quando o ventre do musculo he hum só, e consta - sómente de dous tendoens, chama-se simples o musculo; - quando saõ muitos os ventres, e cada hum tem dous tendoens, chama-se composto. Do - primeiro genero saõ os flexores dos Artus, e dos membros. - Do segundo genero saõ os chamados masseter, e Deltoydes, dos quaes o primeiro serve para mover o queixo inferior, o outro - para levantar o hombro. - Estas saõ aquellas cousas, que nos musculos se vem com os olhos; agora havemos de tratar das que mais se - conhecem com o entendimento, do que com os mesmos olhos, ainda por meyo do - microscopio, e este conhecimento he necessario para se entender o movimento dos mesmos - musculos .

-

11 Isto supposto, conceba-se qualquer fibra de hum musculo, a qual seja mais perceptivel, como hum mòlho de muitas fibras - carnosas, reduzidas a huma membrana muy tenue; conceba-se tambem cada huma destas - fibras, que compoem a mayor acima dita, como hum canosinho tecido de outras fibras - menores, e assim se entenderá, que estas taes fibras, de que Musculo simples. Musculo composto +

10 Quando o ventre do musculo he hum só, e consta sómente + de dous tendoens, chama-se simples o musculo; quando saõ muitos os ventres, e cada hum tem dous tendoens, + chama-se composto. Do primeiro genero saõ os flexores dos Artus, e dos membros. + Do segundo genero saõ os chamados masseter, e Deltoydes, dos quaes o primeiro serve para mover o + queixo inferior, o outro para levantar o hombro. + Estas saõ aquellas cousas, que nos musculos se vem com os + olhos; agora havemos de tratar das que mais se conhecem com o entendimento, do que com + os mesmos olhos, ainda por meyo do microscopio, e este conhecimento he necessario para + se entender o movimento dos mesmos musculos .

+

11 Isto supposto, conceba-se + qualquer fibra de hum musculo, a + qual seja mais perceptivel, como hum mòlho de muitas fibras carnosas, reduzidas a huma + membrana muy tenue; conceba-se tambem cada huma destas fibras, que compoem a mayor + acima dita, como hum canosinho tecido de outras fibras menores, e assim se entenderá, + que estas taes fibras, de que estaõ compostas as paredes de cada hum dos canosinhos carnosos, saõ filamentos minimos dos - nervos.

-

12 A todas, e a cada huma destas fibrasinhas carnosas se seguem continuados huns - ramos mayores, e nervosos, distribuidos por cada hum dos musculos (como acima temos dito) e - principalmente pela parte filamentos minimos dos nervos.

+

12 A todas, e a cada huma destas + fibrasinhas carnosas se seguem continuados huns ramos mayores, e nervosos, + distribuidos por cada hum dos musculos (como acima temos dito) e principalmente + pela parte tendinosa de qualquer dos mesmos musculos. Dos sobreditos ramos, os minimos assim das - arterias, como das veas, que levão, e tornaõ a trazer o sangue, se abrem para huns - canosinhos carnosos. Esta abertura dos vasos do sangue para as fibras carnosas se faz, - naõ só abrindo-se os mesmos vasos para as extremidades das sobreditas fibras, mas tambem - (se damos credito a Cauppero, e a outros Anatomicos) para os lados, e para o meyo - dellas. E affirmaõ, que isto se pòde descobrir, naõ só com o entendimento, mas com as - experiencias, da mesma sorte, que com a observaçaõ se tem conhecido a connexaõ, e - colligaçaõ, que ha entre huma, e outra fibra carnosa por meyo das fibrasinhas - transversaes, derivadas da membrana, que còbre musculos. Dos sobreditos ramos, os + minimos assim das arterias, como das veas, que levão, e tornaõ a trazer o sangue, se + abrem para huns canosinhos carnosos. Esta abertura dos vasos do sangue para as fibras + carnosas se faz, naõ só abrindo-se os mesmos vasos para as extremidades das sobreditas + fibras, mas tambem (se damos credito a Cauppero, e a outros Anatomicos) para os lados, e + para o meyo dellas. E affirmaõ, que isto se pòde descobrir, + naõ só com o entendimento, mas com as experiencias, da mesma sorte, que com a + observaçaõ se tem conhecido a connexaõ, e colligaçaõ, que ha entre huma, e outra fibra + carnosa por meyo das fibrasinhas transversaes, derivadas da membrana, que còbre o musculo, ou tambem dos nervos. E com a ajuda - destas fibrasinhas se fazem firmes no seu lugar as mesmas fibras carnosas, de sorte, que - nem nos seus movimentos mais violentos se pódem tirar da parte onde estaõ.

-

13 Pelos canosinhos carnosos livremente vay correndo o sangue antes que passe das - arterias para as veas; e em quanto corre, as fibras se conservaõ extensas, e - compridas, mas pelos - filamentos nervosos, que compoem as paredes dos canosinhos, correm os - espiritos animaes, que provém dos nervos. - Com tudo naõ havemos de conceber, que os mesmos espiritos correm por aquelles filamentos, como por canos - livres, e totalmente iguaes, mas como por huns corpos esponjosos, e que tem varias - cavidades desiguaes; e ainda que tenhaõ communicaçaõ entre si, com tudo pòdem ahi - mesmo deter os espiritos, e impedir, que corraõ livremente.

-

14 Esta estructura facilmente se entenderá, trazendo à memoria o que dissemos em outra - parte, e he, que qualquer fibrasinha, por minima que seja, está cheya de o musculo, ou tambem dos + nervos. E com a ajuda destas fibrasinhas se fazem firmes no seu lugar as mesmas + fibras carnosas, de sorte, que nem nos seus movimentos mais violentos se pódem tirar da + parte onde estaõ.

+

13 Pelos canosinhos carnosos + livremente vay correndo o sangue antes que passe das arterias para as veas; e em + quanto corre, as fibras se conservaõ extensas, e compridas, mas pelos filamentos nervosos, que compoem as paredes dos + canosinhos, correm os espiritos animaes, que provém dos nervos. + Com tudo naõ havemos de conceber, que os mesmos espiritos + correm por aquelles filamentos, como por canos livres, e totalmente + iguaes, mas como por huns corpos esponjosos, e que tem varias cavidades desiguaes; e + ainda que tenhaõ communicaçaõ entre si, com tudo pòdem ahi mesmo deter os espiritos, e + impedir, que corraõ livremente.

+

14 Esta estructura facilmente se entenderá, trazendo à memoria + o que dissemos em outra parte, e he, que qualquer fibrasinha, por minima que seja, está + cheya de innumeraveis pòrosinhos de diverso diametro, e figura. Por isso se o sangue, e os - espiritos animaes correrem desigualmente por aquelles canaes, de tal sorte, que as - paredes das fibras fiquem extensos, e compridos, o musculo tambem permanecerá com aquella extensaõ, e relaxaçaõ, como lhe - chamaõ os Anatomicos.

-

15 Porém se os mesmos espiritos animaes (os quaes pela sua grande subtileza se concebem - como mais facilmente moveis) correm com mayor força, e em mayor quantidade por entre as - fibras, que fórmaõ as paredes dos canosinhos carnosos, entaõ naõ achando passagem livre - pelas ditas fibras, por causa das cavidades desiguaes, que tem, & pela sua força - elastica, as mesmas cavidades se dilataráõ, e as paredes das fibras fe contrahiráõ, e - apertaráõ o sangue, que corre pelas cavidades dos canaes carnosos, de sorte que deitem - fóra grande quantidade do mesmo sangue; e por isso tambem os ditos canaes carnosos se - faraõ mais curtos, donde se seguirá huma contracção de todo o musculo, com que ficará - mais curta.

+ />innumeraveis pòrosinhos de diverso diametro, e figura. Por + isso se o sangue, e os espiritos animaes correrem desigualmente por aquelles canaes, + de tal sorte, que as paredes das fibras fiquem extensos, e compridos, o musculo tambem permanecerá com + aquella extensaõ, e relaxaçaõ, como lhe chamaõ os Anatomicos.

+

15 Porém se os mesmos espiritos animaes (os quaes pela sua + grande subtileza se concebem como mais facilmente moveis) correm com mayor força, e em + mayor quantidade por entre as fibras, que fórmaõ as paredes dos canosinhos carnosos, + entaõ naõ achando passagem livre pelas ditas fibras, por causa das cavidades desiguaes, + que tem, & pela sua força elastica, as mesmas cavidades se dilataráõ, e as paredes + das fibras fe contrahiráõ, e apertaráõ o sangue, que corre pelas cavidades dos canaes + carnosos, de sorte que deitem fóra grande quantidade do mesmo sangue; e por isso tambem + os ditos canaes carnosos se faraõ mais curtos, donde se seguirá huma contracção de todo + o musculo, com que ficará mais curta.

-

16 Para se entender mais facilmente esta contracçaõ, e relaxaçaõ do musculo, havemos de conceber os segmentos, ou partes das - fibras, que constituem os canosinhos carnosos, como huns minimos articulos, os quaes - dispostos direitamente, compoem o filamento inteiro. - Isto supposto he certo, que se estes arcos por alguma causa se estenderem muito, naõ - ficaráõ curvos, como naturalmente devem ser em quanto os musculos conservarem a sua relaxaçaõ. Isto - succederà tanto por causa do sangue, que corre por entre os canaes carnosos, como pelo - pezo, e resistencia das partes, com as quaes tem connexaõ.

-

17 E esta violenta relaxaçaõ, que participaõ as fibras nos corpos por causa das partes - connexas, facilmente se póde conhecer se observarmos as mesmas fibras, quando se cortaõ, - e ficaõ sem a connexaõ, que tinhaõ com aquellas partes; porque logo se contrahem, e se - enchem de rugas. Mas se os espiritos animaes, ou pelo imperio da alma, ou pelo - impulso de alguma força natural, correrem mais abundante, e velosmente para os - sobreditos arcos, ajudaõ 16 Para se entender mais + facilmente esta contracçaõ, e relaxaçaõ do musculo, havemos de conceber os segmentos, ou partes + das fibras, que constituem os canosinhos carnosos, como huns minimos articulos, os + quaes dispostos direitamente, compoem o filamento inteiro. + Isto supposto he certo, que se estes arcos por alguma causa + se estenderem muito, naõ ficaráõ curvos, como naturalmente devem ser em quanto os + + musculos conservarem a sua relaxaçaõ. Isto succederà tanto por causa do + sangue, que corre por entre os canaes carnosos, como pelo pezo, e resistencia das + partes, com as quaes tem connexaõ.

+

17 E esta violenta relaxaçaõ, que participaõ as fibras nos + corpos por causa das partes connexas, facilmente se póde conhecer se observarmos as + mesmas fibras, quando se cortaõ, e ficaõ sem a connexaõ, que tinhaõ com aquellas partes; + porque logo se contrahem, e se enchem de rugas. Mas se os + espiritos animaes, ou pelo imperio da alma, ou pelo impulso de alguma força natural, + correrem mais abundante, e velosmente para os sobreditos arcos, ajudaõ o seu vigor, e contracção; daqui se conhecerá como se faz facilmente a contracçaõ de - todo o musculo.

-

18 Com tudo, ajudaõ o vigor dos arcos, e a contracçaõ de todo o musculo, aquellas minimas fibrasinhas, de que acima temos - tratado, as quaes dividem transversalmente as fibras musculares; porque como ellas da - mesma sorte, que as paredes das fibras carnosas com o mayor fluxo dos espiritos - animaes, ou na contracçaõ do musculo, ou no impeto com - que se contrahem, ficaõ tezas, e se corroboraõ; necessariamente tambem comprimem muito - mais as fibras carnosas, que estaõ debaixo, e asim fazem mais difficil a passagem dos - espiritos.

-

19 Daqui se segue, que naõ podendo os mesmos espiritos passar livremente, sahem - pelos lados como mayor impeto, e dilatando as cavidades, e bexigasinhas, causaõ com - mayor força a contracçaõ das fibras, e de todo o musculo, - ou ao menos a conservaõ. - Mas ainda que o sangue obre só negativamente, e por exclusaõ na contracçaõ do musculo, que procede das fibras carnosas (segundo a nossa - hypotese;) comtudo não se segue dahi, que o mesmo sangue seja menos necessario, que os - espiritos animaes para fazer a contracçaõ do dito musculo; porque se tem visto com a experiencia, que ligada a arteria, ou - impedido por qualquer modo o fluxo do sangue, que vay para o musculo.

+

18 Com tudo, ajudaõ o vigor dos + arcos, e a contracçaõ de todo o + musculo, aquellas minimas fibrasinhas, de que acima temos tratado, as quaes + dividem transversalmente as fibras musculares; porque como ellas da mesma sorte, que + as paredes das fibras carnosas com o mayor fluxo dos espiritos animaes, ou na + contracçaõ do musculo, ou no + impeto com que se contrahem, ficaõ tezas, e se corroboraõ; necessariamente tambem + comprimem muito mais as fibras carnosas, que estaõ debaixo, e asim fazem mais difficil + a passagem dos espiritos.

+

19 Daqui se segue, que naõ podendo + os mesmos espiritos passar livremente, sahem pelos lados como mayor impeto, e + dilatando as cavidades, e bexigasinhas, causaõ com mayor força a contracçaõ das + fibras, e de todo o musculo, ou + ao menos a conservaõ. + Mas ainda que o sangue obre só negativamente, e por exclusaõ + na contracçaõ do musculo, que + procede das fibras carnosas (segundo a nossa hypotese;) comtudo não se segue dahi, que + o mesmo sangue seja menos necessario, que os espiritos animaes para fazer a contracçaõ + do dito musculo; porque se tem + visto com a experiencia, que ligada a arteria, ou impedido por qualquer modo o fluxo + do sangue, que vay para o musculo, se segue a falta do sentimento, e do movimento na parte destituida do beneficio, que recebe do mesmo sangue, tanto como se estivesse impedido totalmente o curso dos espiritos animaes para as mesmas partes.

-

20 Mas esta necessidade do sangue nas fibras carnosas não he para que com elle se - fação os movimentos do musculo, he sómente para que as +

20 Mas esta necessidade do sangue + nas fibras carnosas não he para que com elle se fação os movimentos do musculo, he sómente para que as partes se conservem naquella disposição, que se requer, para que os espiritos se possaõ distribuir, como he razaõ, pelas paredes das fibras carnosas, quando for necessario.

-

21 Porque se a arteria se ligar antes, que chegue ao musculo, naõ só se impedirá a transfusaõ do sangue nas fibras carnosas; mas - tambem todos os seus vasos, que se distribuem pela substancia do musculo, 21 Porque se a arteria se ligar + antes, que chegue ao musculo, + naõ só se impedirá a transfusaõ do sangue nas fibras carnosas; mas tambem todos os + seus vasos, que se distribuem pela substancia do musculo, seraõ privados do mesmo sangue, e daqui se seguirá ficarem as fibras taõ compactas, e froxas, que sejaõ incapazes para receber os espiritos animaes.

-

22 Do que está dito se entenderá, qual he acçaõ do musculo, e quaes saõ as causas, que concorrem para o mover, e os modos com - que obraõ as causas, e com que se exercita a acçaõ em qualquer - musculo. - Não tratamos dos effeitos, que resultaõ da dita acçaõ dos musculos, porque tambem seria necessario fallar - de todas as especies dos movimentos, assim naturaes, como espontaneos, que se fazem - nos corpos, e se estenderia muito o nosso Tratado, e assim passaremos a trarar dos - musculos em +

22 Do que está dito se entenderá, + qual he acçaõ do musculo, e + quaes saõ as causas, que concorrem para o mover, e os modos com que obraõ as causas, e + com que se exercita a acçaõ em qualquer musculo. + Não tratamos dos effeitos, que resultaõ da dita acçaõ dos + musculos, porque tambem seria necessario fallar de todas as especies dos + movimentos, assim naturaes, como espontaneos, que se fazem nos corpos, e se estenderia + muito o nosso Tratado, e assim passaremos a trarar dos musculos em particular.

- CAPITULO II. Dos musculos do Rosto, ou Cara. - musculo da testa -

1 Na testa se achaõ à vezes dous, e ás vezes hum só musculo: principîa este onde os cabellos terminaõ, e se CAPITULO II. Dos musculos do Rosto, ou Cara. + musculo da testa +

1 Na testa se achaõ à vezes dous, + e ás vezes hum só musculo: + principîa este onde os cabellos terminaõ, e se estende até as sobrancelhas, onde acaba; serve este - musculo para levantar as partes da testa, e para escrespar as cutis, faz isto - com as suas fibras tectas. Advirta-se, que quando se houver de abrir esta parte,ou - qualquer outra do corpo se deve fazer a incisaõ pela rectidaõ das fibras, e a razaõ he, - para que naõ percaõ o seu movimento, como diz Dionis.

- Petri Dion. pag. 406: de musculis. + />estende até as sobrancelhas, onde acaba; serve este musculo para levantar as partes da testa, e para + escrespar as cutis, faz isto com as suas fibras tectas. Advirta-se, que quando se + houver de abrir esta parte,ou qualquer outra do corpo se deve fazer a incisaõ pela + rectidaõ das fibras, e a razaõ he, para que naõ percaõ o seu movimento, como diz + Dionis.

+ Petri Dion. pag. 406: de musculis.
- CAPITULO III. Dos musculos das capellas dos olhos. -

1 AInda que temos fallado dos seguintes musculos no Tratado dos olhos, tornaremos agora - a repetir, para mayor intelligencia, e ordem deste Tratado dos musculos.

-

2 As capellas se movem, mediante dous musculos, hum he commum, o outro he proprio. - O commum se chama Orbicular, porque vay rodeando externamente a circumferencia da - Orbita, apegandose à dita Orbita com as suas fibras. Serve para fechar - ambas as capelas, e faz isto constringindo-se.

- Os musculos communs. As capellas saõ o Orbicular. -

3 O proprio se chama Levator; porque serve de levantar sómente a capella superior: - nasce este junto ao fundo da Orbira com longo, e delgado principio, e vay acabar na - margem da mesma capella superior.

- Os musculos proprios das capellas saõ o Levator. + CAPITULO III. Dos musculos das capellas dos olhos. +

1 AInda que temos fallado dos seguintes musculos no Tratado + dos olhos, tornaremos agora a repetir, para mayor intelligencia, e ordem deste Tratado + dos musculos.

+

2 As capellas se movem, mediante + dous musculos, hum he commum, o outro he proprio. + O commum se chama Orbicular, porque vay rodeando + externamente a circumferencia da Orbita, apegandose à dita Orbita com as suas fibras. Serve + para fechar ambas as capelas, e faz isto constringindo-se.

+ Os musculos communs. As capellas saõ o Orbicular. +

3 O proprio se chama Levator; porque serve de levantar sómente + a capella superior: nasce este junto ao fundo da Orbira com longo, e delgado principio, + e vay acabar na margem da mesma capella superior.

+ Os musculos proprios das capellas saõ o Levator.
- CAPITULO IV. DOS MUSCULOS DOS OLHOS. -

1 Os olhos se movem por meyo de seus musculos, quatro rectos, e dous obliquos.

-

2 O primeiro dos rectos he superior, e chama-se Soberbo, porque serve de levantar o - olho, olhando para o Ceo.

- Soberbo. -

3 O segundo he inferior, e chama-se Humilde; serve este para abaixar o olho, olhando - para a terra.

- Humilde. -

4 O terceiro exterior recto, chama-se Indignatorio, e serve para atravessar o olho, o - qual movimento faz quando se enfada.

- Indignatorio. -

5 O quarto interno recto, se chama Bibitorio, ou adducente; porque puxa o olho para o - canto, ou angulo mayor.

- Bibitorio. -

6 Os Obliquos chamaõ-se Amatorios, e saõ dous, hum superior, e mayor, chamado - Troclear, porque passa por huma Troclea; nasce do fundo da Orbita, e termina no globo do olho, entre o musculo proprio da capella.

- Obliquos Amatorios, e Troclear, e Obliquo inferior menor. -

7 O obliquo segundo, e inferior menor, nasce perto a margem da Orbita, e termina no olho, onde os musculos rectos acabaõ.

-

8 Note-se, que todos os rectos principiaõ do buraco regular, que està no fundo do - buraco da Orbita, e acabaõ no bulbo do olho.

+ CAPITULO IV. DOS MUSCULOS DOS OLHOS. +

1 Os olhos se movem por meyo de + seus musculos, quatro rectos, e dous obliquos.

+

2 O primeiro dos rectos he superior, e chama-se Soberbo, + porque serve de levantar o olho, olhando para o Ceo.

+ Soberbo. +

3 O segundo he inferior, e chama-se Humilde; serve este para + abaixar o olho, olhando para a terra.

+ Humilde. +

4 O terceiro exterior recto, chama-se Indignatorio, e serve + para atravessar o olho, o qual movimento faz quando se enfada.

+ Indignatorio. +

5 O quarto interno recto, se chama Bibitorio, ou adducente; + porque puxa o olho para o canto, ou angulo mayor.

+ Bibitorio. +

6 Os Obliquos chamaõ-se Amatorios, + e saõ dous, hum superior, e mayor, chamado Troclear, porque passa por huma Troclea; + nasce do fundo da Orbita, e termina no globo do olho, entre o musculo proprio da capella.

+ Obliquos Amatorios, e Troclear, e Obliquo inferior + menor. +

7 O obliquo segundo, e inferior + menor, nasce perto a margem da Orbita, e termina no olho, onde os musculos rectos acabaõ.

+

8 Note-se, que todos os rectos + principiaõ do buraco regular, que està no fundo do buraco da Orbita, e acabaõ no bulbo do olho.

- CAPITULO V. DOS MUSCULOS DAS ORELHAS. -

1 AInda que as orelhas naõ movaõ manifestamente, com tudo tem quatro musculos, hum superior, e tres - posteriores.

+ CAPITULO V. DOS MUSCULOS DAS ORELHAS. +

1 AInda que as orelhas naõ movaõ + manifestamente, com tudo tem quatro musculos, hum superior, e tres posteriores.

-

2 O primeiro nasce do musculo Frontal e termina na +

2 O primeiro nasce do musculo Frontal e termina na orelha, serve para puxar a dita orelha para cima; os outros posteriores nascem do preocesso mammillar, e acabaõ na parte posterior da orelha: muitos Authores negaõ - estes musculos, e dizem, que - estes naõ saõ musculos, mas - sómente duas dilataçoens membranosas, que nescem da face externa, e superior do - processo mastoydeo, e que acabaõ na parte superior, e posterior da concha da - orelha.

+ estes musculos, e dizem, que estes naõ saõ musculos, mas sómente duas dilataçoens + membranosas, que nescem da face externa, e superior do processo mastoydeo, e que + acabaõ na parte superior, e posterior da concha da orelha.

- CAPITULO VI. DOS MUSCULOS DO NARIZ. -

1 AO nariz daõ os Authores diversos musculos, huns dizem, que saõ dous pares, outros tres, outros - quatro.

- Os musculos Pyramidaes myrtiformes. -

2 Dilataõ o nariz dous CAPITULO VI. DOS MUSCULOS DO NARIZ. +

1 AO nariz daõ os Authores + diversos musculos, huns dizem, que saõ dous pares, outros tres, outros + quatro.

+ Os musculos Pyramidaes myrtiformes. +

2 Dilataõ o nariz dous musculos, hum em cada lado, chamados Pyramidaes, ou Triangulares, e dous myrtiformes; nascem os primeiros da raiz do nariz, perto dos - musculos da testa, onde - querem, que sejaõ produzidos: terminaõ perto da cartilagem superior do nariz, - estendendo-se por cima das azas.

-

3 Os segundos ditos myrtiformes nascem da Orbita junto à raiz do mesmo nariz, e acabaõ ao redor das azas.

-

4 O musculo Orbicular, constringe, ou fecha o nariz: + musculos da testa, onde querem, que sejaõ produzidos: terminaõ perto da + cartilagem superior do nariz, estendendo-se por cima das azas.

+

3 Os segundos ditos myrtiformes + nascem da Orbita + junto à raiz do mesmo nariz, e acabaõ ao redor das azas.

+

4 O musculo Orbicular, constringe, ou fecha o nariz: nesce da parte interna do osso do nariz, e termina internamente nas azas.

- Orbicular. + Orbicular.
- CAPITULO VII. Dos musculos dos beiços. -

1 Dos musculos dos beiços huns saõ proprios, outros communs a outra partes. Dos - communs, o primeiro par saõ os CAPITULO VII. Dos musculos dos beiços. +

1 Dos musculos dos beiços huns saõ proprios, outros communs a + outra partes. Dos communs, o primeiro par saõ os musculos Zigomaticos: nascem estes da face externa do osso Zigomatico, desce obliquamente, e termina na conjunçaõ de hum, e outro beiço, chama-se tambem Gellastes, ou Risor, porque se move para nos rirmos.

-

2 O segundo dos communs he Buccinator, chama-se assim, porque com seu movimento - serve para dar voltas, e pôr entre os dentes o comer, que se vay triturando na boca, - nasce das gingivas do queixo superior, e com as suas fibras circulares termîna nas - gingivas do queixo inferior: este musculos está debaixo do musculo Quadrado, ou - Platisma myodes.

- Buccinotor. Est.17. fig.46. -

3 O terceiro he chamado Orbicular, porque com suas fibras vay ao redor dos beiços a - modo de hum annel, ou Sphincter: constitùe os beiços, e serve para fechallos.

- Orbicular. -

4 Dos musculos proprios as +

2 O segundo dos communs he + Buccinator, chama-se assim, porque com seu movimento serve para dar voltas, e pôr + entre os dentes o comer, que se vay triturando na boca, nasce das gingivas do queixo + superior, e com as suas fibras circulares termîna nas gingivas do queixo inferior: + este musculos está debaixo do musculo Quadrado, ou Platisma myodes.

+ Buccinotor. Est.17. fig.46. +

3 O terceiro he chamado Orbicular, porque com suas fibras vay + ao redor dos beiços a modo de hum annel, ou Sphincter: constitùe os beiços, e serve para + fechallos.

+ Orbicular. +

4 Dos musculos proprios as beiços huns saõ proprios ao beiço superior, outros ao inferior.

-

5 Do beiço superior os primeiros saõ chamados Elevatores, porque puxaõ acima, ou - levantaõ o beiço; chamaõ-se tambem Incisivos por causa da sua origem, nascem do queixo - superior, na regiaõ com hum tendaõ muy apertado, e pequeno no beiço superior.

- Elevatores, ou Incisivos. -

6 Antagonistas dos Incisivos saõ os Triangulares, que nascem na base larga, ou - inferior, e externa margem da sobredita maxilla, ou queixo inferior, e acaba no beiço - superior; servem estes 5 Do beiço superior os primeiros saõ chamados Elevatores, + porque puxaõ acima, ou levantaõ o beiço; chamaõ-se tambem Incisivos por causa da sua + origem, nascem do queixo superior, na regiaõ com hum tendaõ muy apertado, e pequeno no + beiço superior.

+ Elevatores, ou Incisivos. +

6 Antagonistas dos Incisivos saõ + os Triangulares, que nascem na base larga, ou inferior, e externa margem da sobredita + maxilla, ou queixo inferior, e acaba no beiço superior; servem estes musculos para abaixar o beiço superior.

- Os Triangulares. -

7 Os proprios do beiço inferior saõ tres. O primeiro he o Quadrado, ou montano, - nasce na margem da ponta da barba, e acaba no limpo do beiço inferior, ou no musculo constrictorio, e serve de abaixar o dito - beiço.

- O Quadrado ou montano. -

8 Os outros dous, que saõ contrarios pelo seu movimento ao primeiro, saõ chamados - Caninos, porque nascem no queixo superior na regiaõ dos dentes Caninos, e acabaõ no - beiço inferior, e servem para levantallo.

- Caninos. -

9 Dos musculos da Larinx, - e Pharinx, e do osso Hyoydes não tórno a fallar por ter bastantemente tratado delles + Os Triangulares. +

7 Os proprios do beiço inferior saõ tres. O primeiro he o Quadrado, ou montano, nasce na margem da + ponta da barba, e acaba no limpo do beiço inferior, ou no musculo constrictorio, e serve de abaixar o dito + beiço.

+ O Quadrado ou montano. +

8 Os outros dous, que saõ contrarios pelo seu movimento ao + primeiro, saõ chamados Caninos, porque nascem no queixo superior na regiaõ dos dentes + Caninos, e acabaõ no beiço inferior, e servem para levantallo.

+ Caninos. +

9 Dos musculos da Larinx, e + Pharinx, e do osso Hyoydes não tórno a fallar por ter bastantemente tratado delles mais acima. Agora continuaremos do queixo inferior.

- CAPITULO VIII. DOS MUSCULOS DO QUEIXO INFERIOR. -

1 Doze saõ os musculos, - que servem ao queixo inferior, seis em cada lado, quatro dos quaes servem de levantar, - ou fechar o dito queixo, e dous o abaixaõ.

-

2 O primeiro par dos que fechaõ, chamamos os Grotapbites, ou Temporaes, que nascem da - parte lateral, e inferior, e posterior do osso da testa, e da parte lateral do osso - Bregmate, e de toda a superficie do osso Temporal, exceptuado o processo maastoydeo, - passa pelo foramen, e Apophisi Zigomatica com o seu tendaõ pequeno, e curto, porem - fortissimo, apega-se por meyo de algumas fibras carnosas ao dito processo Zigomatico, e - acaba no processo Coromide do queixo inferior.

- Musculo crotaphites, ou Temporaes. -

3 Nota-se, que este musculo está immediatamente pegado + CAPITULO VIII. DOS MUSCULOS DO QUEIXO INFERIOR. +

1 Doze saõ os + musculos, que servem ao queixo inferior, seis em cada lado, quatro dos quaes + servem de levantar, ou fechar o dito queixo, e dous o abaixaõ.

+

2 O primeiro par dos que fechaõ, chamamos os Grotapbites, ou + Temporaes, que nascem da parte lateral, e inferior, e posterior do osso da testa, e da + parte lateral do osso Bregmate, e de toda a superficie do osso Temporal, exceptuado o + processo maastoydeo, passa pelo foramen, e Apophisi Zigomatica com o seu tendaõ pequeno, + e curto, porem fortissimo, apega-se por meyo de algumas fibras carnosas ao dito processo + Zigomatico, e acaba no processo Coromide do queixo inferior.

+ Musculo crotaphites, ou Temporaes. +

3 Nota-se, que este musculo está immediatamente pegado ao Craneo, tambem esta cuberto, e com Periostio defendido pelo processo Zigomatico, e com algum genero de carne, que o cobre, fervindolhes como de almofada, para que naõ sejaõ offendidos, quando fazem os seus movimentos.

-

4 O segundo par he dos que constringem, ou levantaõ o dito queixo, saõ os Pterygoideos - externos. nascemestes da face externa da aza externa, ou processo Pterygoideo, e acabaõ - na face interna, e porsterior do collo do processo Candiloides do dito queixo.

- Os Pterygoideos externos, e internos. -

5 O terceiro par he dos Pterygoideos internos, os quaes nascem da cavidade interna, que - está entre as azas, ou processos Pterygoideos, e acabaõ no angulo, pela parte interna do - queixo inferio.

- Maceteres. -

6 O quarto par, e ultimo dos que fechaõ, inclue os maceteres: alguns Authores - dividem cada hum destes 4 O segundo par he dos que constringem, ou levantaõ o dito + queixo, saõ os Pterygoideos externos. nascemestes da face externa da aza externa, ou + processo Pterygoideo, e acabaõ na face interna, e porsterior do collo do processo + Candiloides do dito queixo.

+ Os Pterygoideos externos, e internos. +

5 O terceiro par he dos Pterygoideos internos, os quaes nascem + da cavidade interna, que está entre as azas, ou processos Pterygoideos, e acabaõ no + angulo, pela parte interna do queixo inferio.

+ Maceteres. +

6 O quarto par, e ultimo dos que + fechaõ, inclue os maceteres: alguns Authores dividem cada hum destes musculos em outros dous por terem diverso principio, e fim; nascem do osso Pomuli, e da parte inferior do osso Zigomatico, e acabaõ no angulo exterior do queixo inferior, e na parte intermedia do dito queixo, de forte, que as fibras destes musculos entre si se encruzaõ - em fórma da letra X porque aquellas fibras, que fahem do osso Pomuli, acabaõ no angulo - da maxilla inferior; e aquellas, que sahem do osso Zigomatico, acabaõ na parte - intermedia da dita maxilla, ou queixo.

-

7 Seguem-se os musculos, que servem de abrir, ou abaixar o dito queixo. estes faõ o - Cutaneo, e o biventer.

-

8 O Cutaneo toma o appellido da Cutis, porque está debaixo della, alguns lhe chamaõ - Platoydes, ou Platisma myodes, e tambem Quadrado, e isto he por causa da sua figura. - Este musculo he composto de fibras muy delgadas, - porèm carnosas; nasce da parte superior do Sternon, e da face externa da Claviculas, - do processo Acromion, está por baixo da Cutis, cobre os musculos do pescoço, e depois acaba na parte - externa do queixo inferior.

- O Cutaneo ou Platisma. myodes, ou Quadrado. Os Digastrices ou Biventres. -

9 Os Digastricos, ou Biventres, saõ assim chamados, por ter dous ventres, os quaes - estaõ nas suas extremidades, e tem o seu tendaõ na sua parte do meyo, nascem da parte - posterior dos processos mammillares, hum em cada parte, terminaõ + musculos entre si se encruzaõ em fórma da letra X porque aquellas fibras, que + fahem do osso Pomuli, acabaõ no angulo da maxilla inferior; e aquellas, que sahem do + osso Zigomatico, acabaõ na parte intermedia da dita maxilla, ou queixo.

+

7 Seguem-se os musculos, que servem de abrir, ou abaixar o + dito queixo. estes faõ o Cutaneo, e o biventer.

+

8 O Cutaneo toma o appellido da Cutis, porque está debaixo + della, alguns lhe chamaõ Platoydes, ou Platisma myodes, e tambem Quadrado, e isto he por + causa da sua figura. Este musculo he composto de fibras muy delgadas, porèm + carnosas; nasce da parte superior do Sternon, e da face externa da Claviculas, do + processo Acromion, está por baixo da Cutis, cobre os musculos do pescoço, e + depois acaba na parte externa do queixo inferior.

+ O Cutaneo ou Platisma. myodes, ou Quadrado. Os Digastrices + ou Biventres. +

9 Os Digastricos, ou Biventres, saõ assim chamados, por ter + dous ventres, os quaes estaõ nas suas extremidades, e tem o seu tendaõ na sua parte do + meyo, nascem da parte posterior dos processos mammillares, hum em cada parte, terminaõ + na parte anterior, e interna, media do mento, ou ponta da barba do dito queixo inferior, o qual abaixaõ juntos com os Cutaneos.

- CAPITULO IX. Dos musculos da cabeça. -

1 A cabeça move-se por meyo de quatorze musculos, sete em cada lado, abaixa-se com dous, com oito se - levanta, com quatro se move circularmente.

-

2 Os dous depressores, ou que abaixaõ a cabeça, se chamaõ mastoydeos, ou mammillares, - principiaõ da parte superior, e lateral do primeiro osso do Sternon, e da parte do meyo - da Clavicula, sóbem obliquamente acima de todos os musculos do pescoço, e terminaõ na - Apophisi mastoudea.

- Os mastoydeos, ou mammillares. -

3 Os musculos, que levantaõ, como temos dito, saõ oito, quatro em cada lado, a saber: o - Splenio, e o Complexo, o Complexo, o recto mayor, e recto menor.

+ CAPITULO IX. Dos musculos da cabeça. +

1 A cabeça move-se por meyo de + quatorze + musculos, sete em cada lado, abaixa-se com dous, com oito se levanta, com + quatro se move circularmente.

+

2 Os dous depressores, ou que abaixaõ a cabeça, se chamaõ + mastoydeos, ou mammillares, principiaõ da parte superior, e lateral do primeiro osso do + Sternon, e da parte do meyo da Clavicula, sóbem obliquamente acima de todos os musculos + do pescoço, e terminaõ na Apophisi mastoudea.

+ Os mastoydeos, ou mammillares. +

3 Os musculos, que levantaõ, como temos dito, saõ oito, quatro + em cada lado, a saber: o Splenio, e o Complexo, o Complexo, o recto mayor, e recto + menor.

-

4 Os Splenios saõ chamados assim por se semelhantes ao Splen, que he o baço; nascem - da extremidade das espinhas de cinco vertebras superiores das costas, e de tres - inferiores do pescoço; sobem algum tanto obliquamente, e terminaõ na parte posterior, - e lateral do osso do Occiput, ou +

4 Os Splenios saõ chamados assim + por se semelhantes ao Splen, que he o baço; nascem da extremidade das espinhas de + cinco vertebras superiores das costas, e de tres inferiores do pescoço; sobem algum + tanto obliquamente, e terminaõ na parte posterior, e lateral do osso do Occiput, ou toutiço.

- Splenios. Est:I7. fig.3. -

5 Nascem os Complexos dos processos transversas das cinco vertebras do pescoço, e de - algumas superiores das costas: estaõ debaixo dos Splenios, cobrem os Obliquos, e acaabaõ - na parte posterior, e intermedia do toutiço. Estes dous musculos entre si se decussaõ, - ou atravessaõ em fórma de Cruz, e por isso os Francezes lhe chamaõ a Cruz de Santo - André.

- Complexos. -

6 Os rectos mayores nascem da Apophili Espinhosa da segunda vertebra do pescoço, e - acabaõ na parte inferior do toutiço.

- Rectos mayores. Rectos menores. -

7 Os rectos menores principiaõ do Tuberculo da primeira vertebra, no mesmo lugar onde as outras tem o processo - Espinhoso, e acabaõ no meyo do toutiço juntamente Splenios. Est:I7. fig.3. +

5 Nascem os Complexos dos processos transversas das cinco + vertebras do pescoço, e de algumas superiores das costas: estaõ debaixo dos Splenios, + cobrem os Obliquos, e acaabaõ na parte posterior, e intermedia do toutiço. Estes dous + musculos entre si se decussaõ, ou atravessaõ em fórma de Cruz, e por isso os Francezes + lhe chamaõ a Cruz de Santo André.

+ Complexos. +

6 Os rectos mayores nascem da Apophili Espinhosa da segunda + vertebra do pescoço, e acabaõ na parte inferior do toutiço.

+ Rectos mayores. Rectos menores. +

7 Os rectos menores principiaõ do + Tuberculo + da primeira vertebra, no mesmo lugar onde as outras tem o processo Espinhoso, e acabaõ + no meyo do toutiço juntamente com os rectos mayores.

-

8 Move-se a cabeça circularmente por meyo de dous pares, ou quatro musculos, chamados - Obliquos, huns saõ superiores menores, outros Obliquos inferiores mayores. Os Obliquos - inferiores mayores. Os Obliquos menores nascem dos lados do toutiço, onde os rectos - mayores acabaõ; e descendo obliquamente, terminaõ no primeiro processo trasverio da - primeira vertebra, chamada Atlante.

- Obliquos menores. -

9 Os Obliquos mayores mascem dos lados processos espinhosos, e obliquamente sobindo, - terminaõ nos processos transversos da primeira vertebra.

- Os Obliquos mayores. +

8 Move-se a cabeça circularmente por meyo de dous pares, ou + quatro musculos, chamados Obliquos, huns saõ superiores menores, outros Obliquos + inferiores mayores. Os Obliquos inferiores mayores. Os Obliquos menores nascem dos lados + do toutiço, onde os rectos mayores acabaõ; e descendo obliquamente, terminaõ no primeiro + processo trasverio da primeira vertebra, chamada Atlante.

+ Obliquos menores. +

9 Os Obliquos mayores mascem dos lados processos espinhosos, e + obliquamente sobindo, terminaõ nos processos transversos da primeira vertebra.

+ Os Obliquos mayores.
- CAPITULO X. Dos músculos do pescoço. -

1 O pescoço se move de dous modos, ou estendendo-se por meyo de quatro musculos, ou - encurvando s por meyo de outros quartros. aquelles, que servem para encurvar, saõ os - Longos, e os Scalenos.

+ CAPITULO X. Dos músculos do pescoço. +

1 O pescoço se move de dous modos, ou estendendo-se por meyo + de quatro musculos, ou encurvando s por meyo de outros quartros. aquelles, que servem + para encurvar, saõ os Longos, e os Scalenos.

-

2 Os Scalenos nascem com tres principios, com o primeiro, e segundo principio nascem da - primeira costella, e com o terceiro da segunda; isto porém naõ he sempre, porque com - este mesmo principio terceiro nasce às vezes da Clavicula, e se estende até as outras - costellas, e seus processos, e termina nas extremidades dos processos transversos de - tres, ou quatro vertebras do pescoço.

- Os Scalenos. -

3 Nascem os Longos com principio tendinoso, e delgado do corpo da - segunda vertebra do Thorax, e estaõ por baixo do Isophago, e acabaõ na parte anterior da Atlante.

- Longos. -

4 Aquelles que servem para estender saõ os Espinhosos, e Transversaes.

-

5 Os Espinhosos nascem dos processos espinhosos de quatro, ou cinco vertebras - superiores do Thorax, ou costas, e terminaõ nos processos Espinhosos de seis vertebras - do pescoço.

- Os espinhosos. -

6 Os Transversos nascem dos processos transversos de cinco vertebras superiores do - Thoraz, e acabaõ nos processos transversos de tres, ou quatro vertebras 2 Os Scalenos nascem com tres principios, com o primeiro, e + segundo principio nascem da primeira costella, e com o terceiro da segunda; isto porém + naõ he sempre, porque com este mesmo principio terceiro nasce às vezes da Clavicula, e + se estende até as outras costellas, e seus processos, e termina nas extremidades dos + processos transversos de tres, ou quatro vertebras do pescoço.

+ Os Scalenos. +

3 Nascem os Longos com principio + tendinoso, e delgado do corpo da segunda + vertebra do Thorax, e estaõ por baixo do Isophago, e acabaõ na parte anterior da + Atlante.

+ Longos. +

4 Aquelles que servem para estender saõ os Espinhosos, e + Transversaes.

+

5 Os Espinhosos nascem dos processos espinhosos de quatro, ou + cinco vertebras superiores do Thorax, ou costas, e terminaõ nos processos Espinhosos de + seis vertebras do pescoço.

+ Os espinhosos. +

6 Os Transversos nascem dos processos transversos de cinco + vertebras superiores do Thoraz, e acabaõ nos processos transversos de tres, ou quatro + vertebras superiores do pescoço.

-

7 Note-se, que quando estes musculos se movem todos juntos, fazem estar o pescoço - firme, e levantado; e quando se move hum extensor, e hum flexor do mesmo lado, fazem que - o pescoço se incline para o hombro.

+

7 Note-se, que quando estes musculos se movem todos juntos, + fazem estar o pescoço firme, e levantado; e quando se move hum extensor, e hum flexor do + mesmo lado, fazem que o pescoço se incline para o hombro.

- CAPITULO XI. Dos musculos da Espadoa. -

1 A Espadoa tem muitos movimentos, e todos estes faz por meyo de musculos proprios, e - communs.

-

2 Os proprios saõ tres, e os communs tambem saõ tres.

-

3 Dos proprios, o primeiro he chamado Levantador, ou da Paciencia, por servir de - levantar a espadoa, e fazer aqelle movimento, que costumamos em tal occasiaõ: nasce das - Apophisis transversas de quatro vertebras superiores do pescoço com principios diversos, - os quaes unindose, vaõ a terminar no angulo superior da base da espadoa.

- Levantador, ou da Paciencia. + CAPITULO XI. Dos musculos da Espadoa. +

1 A Espadoa tem muitos movimentos, e todos estes faz por meyo + de musculos proprios, e communs.

+

2 Os proprios saõ tres, e os communs tambem saõ tres.

+

3 Dos proprios, o primeiro he chamado Levantador, ou da + Paciencia, por servir de levantar a espadoa, e fazer aqelle movimento, que costumamos em + tal occasiaõ: nasce das Apophisis transversas de quatro vertebras superiores do pescoço + com principios diversos, os quaes unindose, vaõ a terminar no angulo superior da base da + espadoa.

+ Levantador, ou da Paciencia. -

4 O segundo he o Trapecio, ou Cucular, assim chamado, pela semelhança que tem com o - Cuculo, ou capûs de hum Frade; nasce da parte posterior do toutiço, das espinhas de seis - vertebras inferiores do pescoço, e de nove das vertebras superiores das costas, e acaba - em toda a espinha da espadoa, e naquella parte da Clavicula, que esta perto ao - Acromion.

- Trapecio, ou Cucular. -

5 Note-se, que este musculo como tem diversas origens, faz diversos movimentos, a - saber: com as fibras, que sahem do toutiço, e vaõ à espadoa, a mesma espadoa se levanta; - e com aquellas, que sahem dos processos das vertebras das costas (no lugar do Rhomboyde) - se move para traz; e finalmente com aquellas fibras, que nascem dos processos Espinhosos - das vetebras inferiores do Thrax, a espadoa se abaixa.

- Rhomboydes. -

6 O terceiro musculo dos proprios he o Quadrao, ou Phomboydes: està este musculo - debaixo do Trapecio, principîa da Apophifis Espinhosas de tres superiores das costas, e - a acaba na base externa da espadoa, 4 O segundo he o Trapecio, ou Cucular, assim chamado, pela + semelhança que tem com o Cuculo, ou capûs de hum Frade; nasce da parte posterior do + toutiço, das espinhas de seis vertebras inferiores do pescoço, e de nove das vertebras + superiores das costas, e acaba em toda a espinha da espadoa, e naquella parte da + Clavicula, que esta perto ao Acromion.

+ Trapecio, ou Cucular. +

5 Note-se, que este musculo como tem diversas origens, faz + diversos movimentos, a saber: com as fibras, que sahem do toutiço, e vaõ à espadoa, a + mesma espadoa se levanta; e com aquellas, que sahem dos processos das vertebras das + costas (no lugar do Rhomboyde) se move para traz; e finalmente com aquellas fibras, que + nascem dos processos Espinhosos das vetebras inferiores do Thrax, a espadoa se + abaixa.

+ Rhomboydes. +

6 O terceiro musculo dos proprios he o Quadrao, ou Phomboydes: + està este musculo debaixo do Trapecio, principîa da Apophifis Espinhosas de tres + superiores das costas, e a acaba na base externa da espadoa, e serve de movella para traz, e algum tanto para cima.

-

7 os musculos communs saõ tres, o primeiro he Serrado antico menor, que serve para - puxar a dita espadoa para diante; nasce este musculo da face exterior, e anterior da - segunda, terceira, quarta, e quinta costella com producçoens dentadas, a modo de serra, - perto do Sternon, pouco mais, ou menos, e acaba na Apophisi Caracoides da dita - espadoa.

- Serrado antico menor. -

8 O segundo dos communs, he o Dentado antico mayor, e inferior: com este musculo se - move a espadoa por varios modos, para baixo, e para diante. Nasce da face externa, e - anterior da primeira, e segunda costela Espuria, e de todas as costellas verdadeiras com - principios dentados, e termina na costa inferior, ou no angulo inferior da espadoa.

- O Dentado antico mayor, e inferior. - Latissimo. -

9 O terceito dos communs he o Latissimo, que nasce, como mais abaixo diremos dos - processos Espinhosos das tres ou quatro vertebras inferiores das costas, e de todas as - lombares, e das vertebras do osso Sacro, e acaba com algumas fibras no angulo 7 os musculos communs saõ tres, o primeiro he Serrado antico + menor, que serve para puxar a dita espadoa para diante; nasce este musculo da face + exterior, e anterior da segunda, terceira, quarta, e quinta costella com producçoens + dentadas, a modo de serra, perto do Sternon, pouco mais, ou menos, e acaba na Apophisi + Caracoides da dita espadoa.

+ Serrado antico menor. +

8 O segundo dos communs, he o Dentado antico mayor, e + inferior: com este musculo se move a espadoa por varios modos, para baixo, e para + diante. Nasce da face externa, e anterior da primeira, e segunda costela Espuria, e de + todas as costellas verdadeiras com principios dentados, e termina na costa inferior, ou + no angulo inferior da espadoa.

+ O Dentado antico mayor, e inferior. + Latissimo. +

9 O terceito dos communs he o Latissimo, que nasce, como mais + abaixo diremos dos processos Espinhosos das tres ou quatro vertebras inferiores das + costas, e de todas as lombares, e das vertebras do osso Sacro, e acaba com algumas + fibras no angulo inferior da espadoa, e com o seu tendaõ mayor acaba tambem no osso do braço, e serve para puxar a dita espadoa para baixo, e para traz.

- CAPITULO XII. Dos musculos do braço, ou hombro. -

1 Faz o braço cinco movimentos por meyo de nove musculos, com dous, que saõ Deltoides, e o supra-Espinhado se levanta; com outros dous se - move para baixo, que saõ o latissimo do dorso, e o redondo mayor; move-se para diante - com o Peitoral mayor; e o Coracoideo: move-se para traz com o Infraspinhado, e redondo - menor: chega-se finalmente o braço às costellas, mediante o musculo Subscapular.

- Deltoides, ou triangular do hombro. -

2 O Deltoides he assim chamado, por ser semelhante à - letra Delta dos Gregos, chama-se tambem triangular do hombro; nasce da metade da - Clavicula, do processo Acromion, e de toda a Espinha da espadoa, CAPITULO XII. Dos musculos do braço, ou hombro. +

1 Faz o braço cinco movimentos por meyo de nove musculos, com + dous, que saõ Deltoides, e o + supra-Espinhado se levanta; com outros dous se move para baixo, que saõ o latissimo do + dorso, e o redondo mayor; move-se para diante com o Peitoral mayor; e o Coracoideo: + move-se para traz com o Infraspinhado, e redondo menor: chega-se finalmente o braço às + costellas, mediante o musculo Subscapular.

+ Deltoides, ou triangular do hombro. +

2 O Deltoides he assim chamado, por ser semelhante à letra Delta dos Gregos, + chama-se tambem triangular do hombro; nasce da metade da Clavicula, do processo + Acromion, e de toda a Espinha da espadoa, e estreitando-se pouco a pouco, acaba com hum tendaõ muy forte, quasi no meyo do osso do braço, pela parte interna, e anterior, mas superiormente.

-

3 Nota-se, que este musculo naõ só serve de levantar o braço, mas tambem serve de - cobrir o articulo do hombro com o seu ventre carnoso, e confunde as suas fibras carnosas - com o principio do Braquial.

-

4 O Supra-Espinhado, he assim chamado, porque occupa toda a cavidade superior, que está - acima da Espinha da espadoa; nasce da parte externa da base da espadoa, a saber: do seu - angulo entre a cavidade acima dita, e acaba perto do pescoço, ou còllo do osso do braço, - ao qual cerca com o seu tendaõ largo, e dilatado, e este musculo com o Deltoides serve de levantar o braço.

- O Supra Espinhado. O Latissimo do Dorso, ou Aniscalptor. -

5 O Latissimo do Dorso se chama assim por ser muy largo, he chamado tambem Aniscalptor, - porque leva a maõ para o Ano: com este musculo estaõ cubertas quasi todas as costas; - nasce dos processos espinhosos de tres, ou quatro vertebras 3 Nota-se, que este musculo naõ só serve de levantar o braço, + mas tambem serve de cobrir o articulo do hombro com o seu ventre carnoso, e confunde as + suas fibras carnosas com o principio do Braquial.

+

4 O Supra-Espinhado, he assim chamado, porque occupa toda a + cavidade superior, que está acima da Espinha da espadoa; nasce da parte externa da base + da espadoa, a saber: do seu angulo entre a cavidade acima dita, e acaba perto do + pescoço, ou còllo do osso do braço, ao qual cerca com o seu tendaõ largo, e dilatado, e + este musculo com o Deltoides + serve de levantar o braço.

+ O Supra Espinhado. O Latissimo do Dorso, ou + Aniscalptor. +

5 O Latissimo do Dorso se chama assim por ser muy largo, he + chamado tambem Aniscalptor, porque leva a maõ para o Ano: com este musculo estaõ + cubertas quasi todas as costas; nasce dos processos espinhosos de tres, ou quatro + vertebras Inferiores das costas, e de todas as lombares da Espinha do osso Sacro, e da parte posterior do osso ilion, e da parte externa das costella inferiores espurias, e acaba no angulo inferior da espadoa, e na parte superior, e externa do osso do braço.

-

6 O Redondo mayor, chamado assim pela sua figura, e por ser distincto do outro, que he - menos; nasce do angulo inferior da espadoa, e termina na parte interna do còllo do osso - do braço, e este com a Latissimo abaixaõ o braço.

- Redondo mayor. -

7 O Peitoral mayor he assim chamado, por occupar a mayor parte do peito, nasce da parte - do meyo da Clavicula, e da parte lateral, e intermedia dos ossos do Sternon, e cobrindo - as costellas verdadeiras, e o mesmo peito, passa com hum tendaõ naõ muito cumprido, mas - forte, e acaba na parte externa superior, e anterior do osso do braço, quatro dedos - pouco mais, ou menos distante da dita cabeça.

- Peytoral mayor. Coracoideo. -

8 O Coracoideo, assim chamado pela sua origem, chama-se tambem Perfurando, porque por - elle passaõ os nervos, que sedistribuem 6 O Redondo mayor, chamado assim pela sua figura, e por ser + distincto do outro, que he menos; nasce do angulo inferior da espadoa, e termina na + parte interna do còllo do osso do braço, e este com a Latissimo abaixaõ o braço.

+ Redondo mayor. +

7 O Peitoral mayor he assim chamado, por occupar a mayor parte + do peito, nasce da parte do meyo da Clavicula, e da parte lateral, e intermedia dos + ossos do Sternon, e cobrindo as costellas verdadeiras, e o mesmo peito, passa com hum + tendaõ naõ muito cumprido, mas forte, e acaba na parte externa superior, e anterior do + osso do braço, quatro dedos pouco mais, ou menos distante da dita cabeça.

+ Peytoral mayor. Coracoideo. +

8 O Coracoideo, assim chamado pela sua origem, chama-se tambem + Perfurando, porque por elle passaõ os nervos, que sedistribuem pelo antebraço; nasce do processo Coracoides da espadoa, e acaba na parte do meyo, e interna do braço: serve este musculo junto ao Peytoral para mover o braço pela parte anterior.

-

9 O Infraspinbado he assim chamado, por occupar, ou encher a cavidade, que está debaixo - da espinha da espadoa; nasce da parte externa da base da espadoa, e de toda a superficie - da cavidade Infraspinhosa, e acaba na parte posterior, e superior do osso do braço.

- O Infraspinhado. -

10 O Redondo menos, ou Transverso breve nasce da costa inferior da espadoa, perto ao - seu angulo inferior, e termina na parte superior, e posterior da cabeça do osso do - braço, e servem estes dous musculos para mover o braço para traz.

- O Redondo menos, ou Trasverso breve. Subscapular. -

11 O ultimo musculo do braço, he o Subscapular, chama-se assim, por occupar toda a - cavidade, que está debaixo da espadoa, que he a mesma, que olha para as costellas; nasce - do labio interno da base da espadoa, e termina na parte interna, e superior do braço, o - qual movendo-se,faz que o braço chegou às costellas, e as 9 O Infraspinbado he assim chamado, por occupar, ou encher a + cavidade, que está debaixo da espinha da espadoa; nasce da parte externa da base da + espadoa, e de toda a superficie da cavidade Infraspinhosa, e acaba na parte posterior, e + superior do osso do braço.

+ O Infraspinhado. +

10 O Redondo menos, ou Transverso breve nasce da costa + inferior da espadoa, perto ao seu angulo inferior, e termina na parte superior, e + posterior da cabeça do osso do braço, e servem estes dous musculos para mover o braço + para traz.

+ O Redondo menos, ou Trasverso breve. Subscapular. +

11 O ultimo musculo do braço, he o Subscapular, chama-se + assim, por occupar toda a cavidade, que está debaixo da espadoa, que he a mesma, que + olha para as costellas; nasce do labio interno da base da espadoa, e termina na parte + interna, e superior do braço, o qual movendo-se,faz que o braço chegou às costellas, e + as compríma, e daqui nasce, que serve para o uso de levar debaixo dos braços alguma cousa.

-

12 Nota-se, que todos estes musculos servem para os ditos cinco movimentos, o sexto - ainda que nòs o experimentamos, que he de mover o braço em circulo, este tal movimento - se faz mediante os oito primeiros musculos, movendo-se huns depois dos outros - successivamente.

+

12 Nota-se, que todos estes musculos servem para os ditos + cinco movimentos, o sexto ainda que nòs o experimentamos, que he de mover o braço em + circulo, este tal movimento se faz mediante os oito primeiros musculos, movendo-se huns + depois dos outros successivamente.

- CAPITULO XIII. Dos musculos do antebraço. -

1 O antebraço he a segunda parte do Arto superior, ou do braço, e esta parte he - composta de dous ossos, os quaes cada hum tem os seus proprios musculos para os seus - movimentos.

-

2 O cubito tem dous movimentos, e saõ de encurvarse, ou dobrarse, e de estenderse. - Encurva-se o cubito com dous musculos Bicipite, e Bracbial interno.

- O Bicipite. -

3 O Bicipite he chamado assim, por CAPITULO XIII. Dos musculos do antebraço. +

1 O antebraço he a segunda parte do Arto superior, ou do + braço, e esta parte he composta de dous ossos, os quaes cada hum tem os seus proprios + musculos para os seus movimentos.

+

2 O cubito tem dous movimentos, e saõ de encurvarse, ou + dobrarse, e de estenderse. Encurva-se o cubito com dous musculos Bicipite, e Bracbial + interno.

+ O Bicipite. +

3 O Bicipite he chamado assim, por ter dous principios; nasce com hum destes da Apophili Caracoide de espadoa, com o outro principio nasce da cavidade Glenoide da dita espadoa, passa este principio por @@ -3722,35 +4086,38 @@ pouco a pauco inindo-se com o outro principio, constitue hum só ventre, o qual desce pela parte anterior do mesmo braço, e com hum só tendaõ termina na parte anterior do Cubito, e Radio.

-

4 Nota-se, que este musculo Bicipite nos homens muy fortes, temos observando com outros - terceiro principio, que sahe do meyo do osso do braço, e unindo-se com os dous, acaba em - hum só tendaõ.

- Nos homens muy fortes este musculo tem tres principios. -

5 Nota-se tambem, que o tendaõ do sobredito musculo daz huma Aponevrose, com a qual - cobre anteriormente em partes o dito articulo, e os musculos, que estaõ dabeixo; com que - no sagrar he necessario fugir de naõ ossender o dito tendaõ, porque naõ succesaõ os - syntomas, que costumaõ vir.

- Aponevrosi do dito musculo. Brachial interno. -

6 O Brachial interno, chama-se assim, 4 Nota-se, que este musculo Bicipite nos homens muy fortes, + temos observando com outros terceiro principio, que sahe do meyo do osso do braço, e + unindo-se com os dous, acaba em hum só tendaõ.

+ Nos homens muy fortes este musculo tem tres + principios. +

5 Nota-se tambem, que o tendaõ do sobredito musculo daz huma + Aponevrose, com a qual cobre anteriormente em partes o dito articulo, e os musculos, que + estaõ dabeixo; com que no sagrar he necessario fugir de naõ ossender o dito tendaõ, + porque naõ succesaõ os syntomas, que costumaõ vir.

+ Aponevrosi do dito musculo. Brachial interno. +

6 O Brachial interno, chama-se assim, por occupar a parte interna do braço: está occultado debaixo do Bicipite, nasce da parte superior, e anterior, médida, e inferior do osso do braço, e acaba na parte interna do Cubito, e Radio, e juntamente com Bicipite fervem de dobrar o antebraço.

-

7 O longo se chama assim, por ser mais comprido, que os outros; nasce da costa superior - da espadoa, e descendo pela parte posterior do osso do braço, vay acabar no processo - Oleacranon.

- O Longo. -

8 O Breve nasce da parte posterior, ou da espinha superior do hombro, e acaba no - processo Oleacranon.

- O Breve. -

9 O Brachial externo he chamado assim, por occupar a parte externa do braço; nasce da - parte posterior, ou da espinha do osso do braço externamente, e acaba no processo - Oleacranon.

- O Brachial externo. -

10 Nota-se, que estes tres musculos confundem os seus tendoens, e constituem a - aponevrose, a qual cobre posteriormente o articulo do hombro, e antebraço.

- O Anconeo. -

11 O Anconeo, chamado com tal nome, por estar na flexura do Cubito, chamada 7 O longo se chama assim, por ser mais comprido, que os + outros; nasce da costa superior da espadoa, e descendo pela parte posterior do osso do + braço, vay acabar no processo Oleacranon.

+ O Longo. +

8 O Breve nasce da parte posterior, ou da espinha superior do + hombro, e acaba no processo Oleacranon.

+ O Breve. +

9 O Brachial externo he chamado assim, por occupar a parte + externa do braço; nasce da parte posterior, ou da espinha do osso do braço externamente, + e acaba no processo Oleacranon.

+ O Brachial externo. +

10 Nota-se, que estes tres musculos confundem os seus + tendoens, e constituem a aponevrose, a qual cobre posteriormente o articulo do hombro, e + antebraço.

+ O Anconeo. +

11 O Anconeo, chamado com tal nome, por estar na flexura do + Cubito, chamada em Grego Ancon, e Oleacranon, he este musculo o mais pequeno de todos os outros; nasce da parte inferior do osso do braço, e do seu Radio, e Cubito, termina com o su @@ -3758,422 +4125,474 @@ precedentes para a extensaõ do antebraço.

- CAPITULO XIV. Dos musculos do osso Radio, que he o segundo do antebraço. -

1 Tem o Radio dous movimentos, hum he de Pronaçaõ, outro de Supinaçaõ.

- pronaçaõ. Supinaçaõ. -

2 Promoçaõ se faz, quando a palma da maõ se vira para baixo, olhando para a terra. - Supinaçaõ he quando a mesma palma da maõ se vira para cima, olhando para o Ceo. para - azer o primeiro movimento, servem dous musculos, a saber: o CAPITULO XIV. Dos musculos do osso Radio, que he o segundo + do antebraço. +

1 Tem o Radio dous movimentos, hum he de Pronaçaõ, outro de + Supinaçaõ.

+ pronaçaõ. Supinaçaõ. +

2 Promoçaõ se faz, quando a palma da maõ se vira para baixo, + olhando para a terra. Supinaçaõ he quando a mesma palma da maõ se vira para cima, + olhando para o Ceo. para azer o primeiro movimento, servem dous musculos, a saber: o Redondo, e Quadrado. Para o segundo movimento servem o longo, e o breve.

-

3 O primeiro dos Pronatores he o Redondo, chamado assim pela sua figura.Nasce da - Apophisi interna do osso do braço com hum forte, e carnoso principio, e desce - obliquamente, e termina na parte externa, e intermedia do Radio.

- Redondo. Est. I7. fig. -

4 O segundo he o Quadrado, que tem este nome pela sua figura quadrada; nasce da - parte inferior externa do Cubito, perto ao Carpo, por baixo - dos outros: o seu tendaõ, ou fim, he da mesma largura, que o principio, e acaba na - parte inferior, e interna do Radio.

- O Quadrado. -

5 Dos Supinadores, o primeiro he o Longo: nasce tres, ou quatro dedos acima da Apophisi - exterior do braço; desce rectamente, e acaba na face externa da cabeça inferior do osso - do Radio.

- Longo Supinadores. -

6 o Supinator breve, nasce da parte inferior do externo, e inferior Condilo, ou - processo do osso do braço, e cercando ao redor posteriormente a dita parte, acaba - superior, e anteriormente no Radio, e estes saõ os musculos, que obrando viraõ a maõ - para o Ceo.

- Supinator breve. +

3 O primeiro dos Pronatores he o Redondo, chamado assim pela + sua figura.Nasce da Apophisi interna do osso do braço com hum forte, e carnoso + principio, e desce obliquamente, e termina na parte externa, e intermedia do Radio.

+ Redondo. Est. I7. fig. +

4 O segundo he o Quadrado, que tem + este nome pela sua figura quadrada; nasce da parte inferior externa do Cubito, perto + ao Carpo, por baixo dos outros: o + seu tendaõ, ou fim, he da mesma largura, que o principio, e acaba na parte inferior, e + interna do Radio.

+ O Quadrado. +

5 Dos Supinadores, o primeiro he o Longo: nasce tres, ou + quatro dedos acima da Apophisi exterior do braço; desce rectamente, e acaba na face + externa da cabeça inferior do osso do Radio.

+ Longo Supinadores. +

6 o Supinator breve, nasce da parte inferior do externo, e + inferior Condilo, ou processo do osso do braço, e cercando ao redor posteriormente a + dita parte, acaba superior, e anteriormente no Radio, e estes saõ os musculos, que + obrando viraõ a maõ para o Ceo.

+ Supinator breve.
- CAPITULO XV. Dos musculos da maõ, e primeiro dos musculos do Carpo. -

1 A maõ propriamente dita he a terceira parte do Arto inperior, principîa da - articulaçaõ do Carpo, e comprehende todos os dedos. Divide-se - em tres partes, em Carpo, ou branquial, e - metacarpo, ou Postbraquial, e finalmente em dedos.

- Maõ. Carpo. -

2 No metacarpo està a Palma, ou vola, e o Dorso, ou costa da maõ: os dedos - saõ muitos, para com elles se fazerem melhor os movimentos, que saõ necessarios na maõ, - e pela mesma razaõ saõ de diversa grandeza, grossura, e comprimento, e tem muitos - musculos, que agora diremos.

- Metacarpo. - Movimentos do Carpo. -

3 Dous saõ os movimentos do Carpo, hum he de flexaõ, - outro de extensaõ. Dobra-se com os tres musculos, que saõ o Radial interno, - cubital interno, e o Palmar. CAPITULO XV. Dos musculos da maõ, e primeiro dos musculos + do Carpo. +

1 A maõ propriamente dita he a terceira parte do Arto + inperior, principîa da articulaçaõ do Carpo, e comprehende todos os dedos. Divide-se em tres partes, em Carpo, ou branquial, e metacarpo, ou Postbraquial, e finalmente em dedos.

+ Maõ. Carpo. +

2 No metacarpo està a + Palma, ou vola, e o Dorso, ou costa da maõ: os dedos saõ muitos, para com elles se + fazerem melhor os movimentos, que saõ necessarios na maõ, e pela mesma razaõ saõ de + diversa grandeza, grossura, e comprimento, e tem muitos musculos, que agora diremos.

+ Metacarpo. + Movimentos do Carpo. +

3 Dous saõ os movimentos do Carpo, hum he de flexaõ, outro de + extensaõ. Dobra-se com os tres musculos, que saõ o Radial interno, cubital + interno, e o Palmar. Estende-se com outros tres, Cubital externo, Longo, e Breve. Antes que expliquemos estes musculos, diremos alguma cousa do ligamento Annular.

-

4 No Carpo para a parte da maõ, chamada munheca, acha-se hum - ligamento, o qual por cerca ao redor a dita parte, chama-se Annular. e este he muy - forte, e une-se aos ossos do Cubito, e Radio, e aos ossos do dito Carpo, serve de fortificallos, e unillos entre si, e conter todos os tendoens - dos musculos, que lhe passaõ por baixo, impedindo, que no seu movimento naõ sayaõ d seu - lugar.

- Ligamento Annular do Carpo. -

5 O primeiro dos flexores he o Cubital interno; nasce do Condillo interno, e - inferior do osso do braço, mas confunde o seu principio com o Palmar sublime, e - profundo, e passando por cima da parte inferior, e anterior do osso do Cubito, e por - baixo do ligamento Annular, acaba no quarto osso do Carpo, - que he aquelle, que sustenta o osso do metacarpo, que se une ao dedo - pequeno.

- Cubital interno. - Radial interno. -

6 O segundo dos flexores, he o Radial interno, que nasce do interno condillo 4 No Carpo + para a parte da maõ, chamada munheca, acha-se hum ligamento, o qual por cerca ao redor a + dita parte, chama-se Annular. e este he muy forte, e une-se aos ossos do Cubito, e + Radio, e aos ossos do dito Carpo, + serve de fortificallos, e unillos entre si, e conter todos os tendoens dos musculos, que + lhe passaõ por baixo, impedindo, que no seu movimento naõ sayaõ d seu lugar.

+ Ligamento Annular do Carpo. +

5 O primeiro dos flexores he o + Cubital interno; nasce do Condillo interno, e inferior do osso do braço, mas confunde + o seu principio com o Palmar sublime, e profundo, e passando por cima da parte + inferior, e anterior do osso do Cubito, e por baixo do ligamento Annular, acaba no + quarto osso do Carpo, que he + aquelle, que sustenta o osso do metacarpo, que + se une ao dedo pequeno.

+ Cubital interno. + Radial interno. +

6 O segundo dos flexores, he o Radial interno, que nasce do + interno condillo do osso do hombro, e confunde seu principio com o redondo sublime, profundo; o passando por cima do radio, desce obliquamente, e vay por baixo do ligamento Annular, e - termina no primeiro osso do Carpo, que sustenta o dedo - Polegar.

-

7 O terceiro musculo dos flexores he Palmar, assim dito, por estar na palma da maõ. - Este musculo he hum daquelles dos flexores do Carpo, ainda - que alguns querem que seja particular da maõ: nasce do interior, e interno Condillo do - hombro, passa pelo comprimento do Cubito, e por cima do ligamento Annular, ao qual se - apega com algumas fibras, e depois acaba na cutis da palma da maõ com o seu tendão muy - delgado, e tenue.

- Palmar. -

8 O primeiro dos extensores he o Cubital externo; nasce da parte exterior do - processo externo do osso do braço, desce externamente pelo comprimeto do osso do - Cubito, passa por baixo do ligamento Annular, e termina na parte superior, e exterior - daquelle osso do metacarpo, que sustenta o dedo annular, e às vezes no - osso do metacarpo, que sustenta o dedo Auricular.

- Cubital externo. -

9 O segundo dos extensores he o Longo; nasce da parte inferior do osso do hombro, - estende se pelo comprimento do Radio externamente, passa por baixo do ligamento Annular, - e acaba com o seu tendaõ naquelle osso, que sustenta o dedo Podegar, e às vezes no osso - que sustenta o dedo Index.

- Longo. -

10 O terceiro dos extensores he o Breve: nasce da parte inferior do hombro mais - embaixo do longo, desce pelo comprimento do Radio, por baixo do ligamento annular, e - termina naquelle osso do metacarpo, que sustenta o dedo do meyo.

- Breve. -

11 Muitos Authores, querem estes dous musculos sejaõ só, e o chamaõ Radial externo, e - outros o chamaõ Bicorne, por ter duas inferçoens; e nós por ter elle tambem dous - principios, por isso o dividimos.

- Bicorne. -

12 Além destes musculos já ditos, acha-se na raiz da maõ certa carne musculosa quadrada - na sua figura, nasce do musculo Thenar, e acaba no oitavo osso do Carpo; este apparece quasi dobrado, ou triplicado musculo: querem que sirva - para fazer concava a parte interna da maõ.

- Carne quadrada. + termina no primeiro osso do Carpo, + que sustenta o dedo Polegar.

+

7 O terceiro musculo dos flexores he Palmar, assim dito, por + estar na palma da maõ. Este musculo he hum daquelles dos flexores do Carpo, ainda que alguns querem que seja particular da + maõ: nasce do interior, e interno Condillo do hombro, passa pelo comprimento do Cubito, + e por cima do ligamento Annular, ao qual se apega com algumas fibras, e depois acaba na + cutis da palma da maõ com o seu tendão muy delgado, e tenue.

+ Palmar. +

8 O primeiro dos extensores he o + Cubital externo; nasce da parte exterior do processo externo do osso do braço, desce + externamente pelo comprimeto do osso do Cubito, passa por baixo do ligamento Annular, + e termina na parte superior, e exterior daquelle osso do metacarpo, que sustenta o dedo annular, e às vezes + no osso do metacarpo, que sustenta o dedo + Auricular.

+ Cubital externo. +

9 O segundo dos extensores he o Longo; nasce da parte inferior + do osso do hombro, estende se pelo comprimento do Radio externamente, passa por baixo do + ligamento Annular, e acaba com o seu tendaõ naquelle osso, que sustenta o dedo Podegar, + e às vezes no osso que sustenta o dedo Index.

+ Longo. +

10 O terceiro dos extensores he o + Breve: nasce da parte inferior do hombro mais embaixo do longo, desce pelo comprimento + do Radio, por baixo do ligamento annular, e termina naquelle osso do metacarpo, que sustenta o dedo do meyo.

+ Breve. +

11 Muitos Authores, querem estes dous musculos sejaõ só, e o + chamaõ Radial externo, e outros o chamaõ Bicorne, por ter duas inferçoens; e nós por ter + elle tambem dous principios, por isso o dividimos.

+ Bicorne. +

12 Além destes musculos já ditos, acha-se na raiz da maõ certa + carne musculosa quadrada na sua figura, nasce do musculo Thenar, e acaba no oitavo osso + do Carpo; este apparece quasi + dobrado, ou triplicado musculo: querem que sirva para fazer concava a parte interna da + maõ.

+ Carne quadrada.
- CAPITULO XVI. Dos musculos dos dedos. -

1 Os dedos fazem muitos movimentos, a saber: de Flexaõ, de Extensaõ, de Adducção, e de - Deducçaõ; tudo isto por meyo de vinte e dous musculos, dos quaes huns saõ commun, outros - saõ proprios. Os proprios saõ aquelles, que servem só a certos dedos, dos quaes cinco - servem para o Polegar, dous para o Index, e outros dous para o dedo Auricular. Os - communs saõ aquelles que servem para todos os dedos, a saber: o Sublimes, Profundo, - Extensor commum, quatro Lumbricaes, e seis Interosseos.

- Sublime Perfurado. -

2 O Sublime he chamado tambem Perfurado, e he primeiro dos flexores; nasce da parte - interna do inferior, e interno CAPITULO XVI. Dos musculos dos dedos. +

1 Os dedos fazem muitos movimentos, a saber: de Flexaõ, de + Extensaõ, de Adducção, e de Deducçaõ; tudo isto por meyo de vinte e dous musculos, dos + quaes huns saõ commun, outros saõ proprios. Os proprios saõ aquelles, que servem só a + certos dedos, dos quaes cinco servem para o Polegar, dous para o Index, e outros dous + para o dedo Auricular. Os communs saõ aquelles que servem para todos os dedos, a saber: + o Sublimes, Profundo, Extensor commum, quatro Lumbricaes, e seis Interosseos.

+ Sublime Perfurado. +

2 O Sublime he chamado tambem Perfurado, e he primeiro dos + flexores; nasce da parte interna do inferior, e interno Condylo do osso do braço, com os seus quatro tendoens passa para baixo do ligamento Annular, e acaba na segunda ordem, ou Phalange dos ossos dos quatro dedos. São os tendoens destes musculos perfurados para passagem dos tendoens dos musculos seguintes, e por isso saõ chamados dos Perfurados.

-

3 Note-se, que estes tendoens estaõ cubertos, e lateralmente ligados com certo - ligamento, como em bainha, porque no seu movimento naõ sayaõ do seu lugar, e naõ empeçaõ - os outros, no seu movimento.

- Bainha dos tendoens. -

4 O segundo dos flexores, chamado Profundo, porque está por baixo do de cima, he - chamado tambem Perfurante: nasce da parte superior, e interna do osso do Cubito, e do - Radio, e perto ao Carpo; divide-se, como o Sublime, em quatro - tendoens, com os quaes passa por baixo do ligamento Annular, e pelos buracos, ou gretas - dos tendoens do Sublime, e termina na terceira Phalange dos dedos, e serve juntamente - com o Sublime para encurvar os mesmos dedos.

- Profundo, ou perforante. +

3 Note-se, que estes tendoens estaõ cubertos, e lateralmente + ligados com certo ligamento, como em bainha, porque no seu movimento naõ sayaõ do seu + lugar, e naõ empeçaõ os outros, no seu movimento.

+ Bainha dos tendoens. +

4 O segundo dos flexores, chamado Profundo, porque está por + baixo do de cima, he chamado tambem Perfurante: nasce da parte superior, e interna do + osso do Cubito, e do Radio, e perto ao Carpo; divide-se, como o Sublime, em quatro tendoens, com os quaes passa por + baixo do ligamento Annular, e pelos buracos, ou gretas dos tendoens do Sublime, e + termina na terceira Phalange dos dedos, e serve juntamente com o Sublime para encurvar + os mesmos dedos.

+ Profundo, ou perforante. -

5 Nota-se, que os tendoens deste musculo tambem estaõ cubertos do ligamento como os - precedentes.

-

6 O musculo primeiro dos Extensores he o commum mayor, assim chamado, por ser mayor que - os outros: nasce este do processo, ou Condylo externo do osso do braço, e da parte - posterior da Radio, e Ulna, confunde o seu principio com os dous extensores do Carpo. Divide-se também em quatro tendoens, os quaes saõ planos, - e quasi membranosos, passaõ por baixo do ligamento Annular, e acabaõ na parte posterior - de todas as Phalanges dos dedos, os quaes estendem.

- Extensor commum mayor. - Os tendoens deste musculo saõ planos. Os Lombrincaes. Est. 17, fig. a. -

7 Nota-se, que os seus tendoens naõ saõ redondos, mas planos para naõ fazer desforme a - maõ, e fazer melhor os seus movimentos. Seguem-se o musculo chamados Lombrigas. Saõ - estes quatro, e estaõ na vola, ou palma da maõ internamente: nascem dos tendoens do - musculo profundo, e do ligamento Annular, e acabaõ nos lados dos quatro dedos, a faber, - nos lados da cabeça superiores dos ossos da 5 Nota-se, que os tendoens deste musculo tambem estaõ cubertos + do ligamento como os precedentes.

+

6 O musculo primeiro dos Extensores he o commum mayor, assim + chamado, por ser mayor que os outros: nasce este do processo, ou Condylo externo do osso + do braço, e da parte posterior da Radio, e Ulna, confunde o seu principio com os dous + extensores do Carpo. Divide-se + também em quatro tendoens, os quaes saõ planos, e quasi membranosos, passaõ por baixo do + ligamento Annular, e acabaõ na parte posterior de todas as Phalanges dos dedos, os quaes + estendem.

+ Extensor commum mayor. + Os tendoens deste musculo saõ planos. Os Lombrincaes. Est. + 17, fig. a. +

7 Nota-se, que os seus tendoens naõ saõ redondos, mas planos + para naõ fazer desforme a maõ, e fazer melhor os seus movimentos. Seguem-se o musculo + chamados Lombrigas. Saõ estes quatro, e estaõ na vola, ou palma da maõ internamente: + nascem dos tendoens do musculo profundo, e do ligamento Annular, e acabaõ nos lados dos + quatro dedos, a faber, nos lados da cabeça superiores dos ossos da Primeira ordem nas suas articulaçoens: servem estes musculos para mover os dedos para a parte do Polegar, que he movimento de adducçaõ.

-

8 Servem tambem para o mesmo movimento de adducçaõ dos dedos. Os tres musculos - chamados Interosseos internos; porque entre a vola da maõ, ou palma, occupaõ tres - espaços, que estaõ entre os ossos do metacarpo; nascem da perte superior - dos intersticios do dito metacarpo, e confundindo os seus tendoens com - os tendoens do lumbricaes, terminaõ nos lados dos ossos dos dedos pela parte do - Polegar, para onde puxaõ, movendo os mesmos dedos.

- Os interosseos internos. - Interosseos externos. -

9 Para afastar os dedos do Polegar, que he movimento de deducçaõ, servem tres musculos - Interosseos externos, que se chamaõ maõ assim, porque saõ collocados externamente, a - saber: na Costa da maõ; nascem dos mesmos intersticios dos ossos do metacarpo, e acabaõ - nos lados contrarios dos internos, como, verbi gratia, nos lados, que olhaõ para os - outros dedos; confundem estes musculos os seus tendoens com 8 Servem tambem para o mesmo movimento de adducçaõ dos dedos. + Os tres musculos chamados Interosseos internos; porque + entre a vola da maõ, ou palma, occupaõ tres espaços, que estaõ entre os ossos do metacarpo; nascem da perte superior dos + intersticios do dito metacarpo, e confundindo + os seus tendoens com os tendoens do lumbricaes, terminaõ nos lados dos ossos dos dedos + pela parte do Polegar, para onde puxaõ, movendo os mesmos dedos.

+ Os interosseos internos. + Interosseos externos. +

9 Para afastar os dedos do Polegar, que he movimento de + deducçaõ, servem tres musculos Interosseos externos, que se chamaõ maõ assim, porque saõ + collocados externamente, a saber: na Costa da maõ; nascem dos mesmos intersticios dos + ossos do metacarpo, e acabaõ nos lados contrarios dos internos, como, verbi gratia, nos + lados, que olhaõ para os outros dedos; confundem estes musculos os seus tendoens com os tendoens do musculos extensor commum.

-

10 Nota-se, que quando os musculos lumbricaes, e interosses se movem juntos, fazem que - os dedos se encurvem, e se dobrem.

+

10 Nota-se, que quando os musculos lumbricaes, e interosses se + movem juntos, fazem que os dedos se encurvem, e se dobrem.

- CAPITULO XVII. Dos musculos proprios dos dedos, e primeiro do dedo Polegar. -

1 Muitos saõ os movimentos, que faz o dedo Polegar por meyo de cinco musculos. - Encurva-se com o flexor, estenden-se com o longo, e o breve, afasta-se dos outros dedos - com o Thenar. Enconsta-se finalmente aos outros dedos com o Antithenar.

-

2 Flexor proprio he o primeiro musculo do dedo Polegar; nasce da parte superior, e - interna do osso do Radio, pass por baixo do ligamento no primeiro, e segundo osso do - dedo Polegar.

- Flexor proprio. Est. 18. fig.2. Longo Extensor. -

3 O Longo, que he o primeiro dos CAPITULO XVII. Dos musculos proprios dos dedos, e primeiro + do dedo Polegar. +

1 Muitos saõ os movimentos, que faz o dedo Polegar por meyo de + cinco musculos. Encurva-se com o flexor, estenden-se com o longo, e o breve, afasta-se + dos outros dedos com o Thenar. Enconsta-se finalmente aos outros dedos com o + Antithenar.

+

2 Flexor proprio he o primeiro musculo do dedo Polegar; nasce + da parte superior, e interna do osso do Radio, pass por baixo do ligamento no primeiro, + e segundo osso do dedo Polegar.

+ Flexor proprio. Est. 18. fig.2. Longo Extensor. +

3 O Longo, que he o primeiro dos Extensores, nascem da parte superior, e externa do osso do Cubito, corre por cima do Radio, passa por baixo do ligamento Annular, e acaba com o seu tendaõ no segundo osso do dedo Polegar.

-

4 O Breve, que he o segundo dos Extensores; nasce pouco mais abaixo do mesmo lugar, que - o Longo; passa por baixo do ligamento Annular, e acaba no terceiro osso do dito dedo - Polegar.

- O Breve. est. 8. fig.z. -

5 O Thenar he aquelle musculo, que forma o monte de Venus; nasce do primeiro osso do - Carpo, e do ligamento Anular, e acaba na segunda - articulação do dedo Polegar, e serve de afastallo dos outros dedos.

- O Thenar Est. 17. fig 2. -

6 O quinto he o Anthithenar; nasce este do osso do metarcarpo, que sustenta o dedo do - meyo, e acaba no primeiro osso do Polegar, e serve para mover o dito dedo para a parte - dos outros.

- Anthithenar. +

4 O Breve, que he o segundo dos Extensores; nasce pouco mais + abaixo do mesmo lugar, que o Longo; passa por baixo do ligamento Annular, e acaba no + terceiro osso do dito dedo Polegar.

+ O Breve. est. 8. fig.z. +

5 O Thenar he aquelle musculo, que forma o monte de Venus; + nasce do primeiro osso do Carpo, e + do ligamento Anular, e acaba na segunda articulação do dedo Polegar, e serve de + afastallo dos outros dedos.

+ O Thenar Est. 17. fig 2. +

6 O quinto he o Anthithenar; nasce este do osso do metarcarpo, + que sustenta o dedo do meyo, e acaba no primeiro osso do Polegar, e serve para mover o + dito dedo para a parte dos outros.

+ Anthithenar.
- CAPITULO XVIII. Dos musculos proprios do dedo Index ou Indicador. -

1 Tres saõ os movimentos proprios do dedo Indicador, e por isso tem outros dois - musculos. Estende-se com o Indicador, chamado assim, porque o seu movimento serve para - mostrar alguma cousa; nasce da metade, e parte intermedia, e posterior do osso do - Cubito, e passa por baixo do ligamento Annular, e acaba com dous tendoens na segunda - ordem dos ossos do dito dedo Index.

- Indicador. -

2 Move-se para o dedo Polegar o dedo Index por meyo do Adductor: nasce da parte - anterior do primeiro osso do dedo Polegar, e acaba no primeiro osso do Index.

- Adductor do Index. + CAPITULO XVIII. Dos musculos proprios do dedo Index ou + Indicador. +

1 Tres saõ os movimentos proprios do dedo Indicador, e por + isso tem outros dois musculos. Estende-se com o Indicador, chamado assim, porque o seu + movimento serve para mostrar alguma cousa; nasce da metade, e parte intermedia, e + posterior do osso do Cubito, e passa por baixo do ligamento Annular, e acaba com dous + tendoens na segunda ordem dos ossos do dito dedo Index.

+ Indicador. +

2 Move-se para o dedo Polegar o dedo Index por meyo do + Adductor: nasce da parte anterior do primeiro osso do dedo Polegar, e acaba no primeiro + osso do Index.

+ Adductor do Index.
- CAPITULO XIX. Dos musculos proprios do dedo Auricular. -

1 Dous saõ os musculos proprios ao dedo Auricular. O primeiro he o Extensor proprio; - nasce do Condylo externo do osso do braço, desce entre o osso do Radio, e cotovello, - passa por baixo do ligamento Annular, e acaba com dous tendoens na segunda articulaçaõ - do dedo Auricular. Este musculo muitas vezes falta, e em seu lugar o Extensor comum - mayor larga hum tendaõ ao dito dedo para fazer o tal movimento de Extensaõ.

- Extensor do Auricular. -

2 O segundo he o Hypothenar, que serve para mover o dito dedo Auricular, afastando-o - dos outros; nasce com o principio carnoso do quarto osso do Carpo da primeira ordem, a saber: do osso pequeno do Carpo, que está acima dos outros, e acaba no primeiro osso do dito dedo.

- Hypothernar. + CAPITULO XIX. Dos musculos proprios do dedo + Auricular. +

1 Dous saõ os musculos proprios ao dedo Auricular. O primeiro + he o Extensor proprio; nasce do Condylo externo do osso do braço, desce entre o osso do + Radio, e cotovello, passa por baixo do ligamento Annular, e acaba com dous tendoens na + segunda articulaçaõ do dedo Auricular. Este musculo muitas vezes falta, e em seu lugar o + Extensor comum mayor larga hum tendaõ ao dito dedo para fazer o tal movimento de + Extensaõ.

+ Extensor do Auricular. +

2 O segundo he o Hypothenar, que serve para mover o dito dedo + Auricular, afastando-o dos outros; nasce com o principio carnoso do quarto osso do Carpo da primeira ordem, a saber: do + osso pequeno do Carpo, que está + acima dos outros, e acaba no primeiro osso do dito dedo.

+ Hypothernar. -

3 Note-se, que o movimento, que se experimenta de mover em circulo os dedos, he feito - pela fuccessiva acçaõ de todos os musculos, e assim o tal movimento circular se faz - estendendo-se, dobrando-se, e afastando-se, e chegando-se.

+

3 Note-se, que o movimento, que se experimenta de mover em + circulo os dedos, he feito pela fuccessiva acçaõ de todos os musculos, e assim o tal + movimento circular se faz estendendo-se, dobrando-se, e afastando-se, e chegando-se.

- CAPITULO XX. Dos musculos do peito. -

1 A Respiraçaõ (como temos acima dito) huma he sensivel, ou Coacta, ou Impellida; outra - Insensivel, ou livre. Querem os Authores, que esta ultima respiraçaõ, chamada livre, - se faça só com o movimento do - Diaphragma, a segunda com a ajuda de cincoenta e quatro musculos, dos quaes + CAPITULO XX. Dos musculos do peito. +

1 A Respiraçaõ (como temos acima dito) huma he sensivel, ou + Coacta, ou Impellida; outra Insensivel, ou livre. Querem os + Authores, que esta ultima respiraçaõ, chamada livre, se faça só com o movimento do + + Diaphragma, a segunda com a ajuda de cincoenta e quatro musculos, dos quaes fallaremos antes que tratemos do Diaphragma .

- A respiraçaõ huma he livre, outra coacta, -

2 Em cada respiraçaõ o peito se dilata, e se aperta; dilata-se, ou levantando-se as - costellas, ou abaixando-se o Diaphragma; constringe-se abaixando-se as costellas, ou levantando-se o - Diaphragma.

+ xml:id="t_santucci_0291">Diaphragma .

+ A respiraçaõ huma he livre, outra coacta, +

2 Em cada respiraçaõ o peito se + dilata, e se aperta; dilata-se, ou levantando-se as costellas, ou abaixando-se o Diaphragma; + constringe-se abaixando-se as costellas, ou levantando-se o Diaphragma.

-

3 Os musculos, que servem para dilatar o peito, ou a sua cavidade, saõ vinte e oito, - quatorze em casa lado, e saõ estes. Subclavio, dous Serrados posteriores, onze - Intercostaes, ou Interossesos externos.

- Subclavio. -

4 O Subclavio, he assim chamado, por estar debaixo da Clavicula: nasce da parte - interna, e inferior da dita Clavicula, e acaba na parte superior da primeira costella, e - qual puxa, e levanta.

-

5 O Serrado posterior superior, nasce das Apophisis Espinhosas de tres vertebras - inferiores do cóllo, e da primeira do Dorso, está por baixo do Rhomboides, e acaba com - os seus extremos dentados em quatro, ou cinco costelas superiores verdadeiras, as quaes - puxa para traz, e as levanta.

- Serrado posterior. Est. fig.3. -

6 O Serrado posterior inferior, nasce com huma tenue Aponevrose das Apophisis - espinhosas de tres vertebras inferiores do dorso, ou costa, e da primeira dos lombos, e - acaba com os seus fins dentados em quatro inferiores costellas, as quaes puxa para fóra, - e as levanta.

- Serrado posterior. -

7 Os onze Intercostaes externos saõ assim chamados, por occupar os onze espaços, que - estaõ entre as costelas, mas extrinsecamente: nascem da parte externa, e inferior de - cada huma das costelas obliquamente descendo da parte posterior, para a anterior, e vaõ - acabar na parte superior, e externa de todas as costellas de forte, que cada hum destes - musculos move para traz, e para fóra a sua costella, e todos estes com os tres - precedentes levantaõ, e dilataõ o peito.

-

8 Os musculos, que sevem para constringir a dita cavidade do peito, que he abaixando as - ditas costellas, saõ vinte e seis, treze em cada lado, a saber: o Triangular, o - Sacrolumbar, e onze Intercostaes internos.

-

9 O Triangular he chamado assim pela sua figura; este musculo está na parte interna do - peito dabaixo do Sternon: nasce da parte inferior do Sternon com largo principio, e - saindo se estreita, e termina nas cartilagens das costelas superiores, e serve para as - constringir.

- O Triangular. - Sacrolumbar. -

10 O Sacrolumbar chama-se assim por que nasce da parte posterior do osso Sacro, e das - espinhas das vertebras do lombos. 3 Os musculos, que servem para dilatar o peito, ou a sua + cavidade, saõ vinte e oito, quatorze em casa lado, e saõ estes. Subclavio, dous Serrados + posteriores, onze Intercostaes, ou Interossesos externos.

+ Subclavio. +

4 O Subclavio, he assim chamado, por estar debaixo da + Clavicula: nasce da parte interna, e inferior da dita Clavicula, e acaba na parte + superior da primeira costella, e qual puxa, e levanta.

+

5 O Serrado posterior superior, nasce das Apophisis Espinhosas + de tres vertebras inferiores do cóllo, e da primeira do Dorso, está por baixo do + Rhomboides, e acaba com os seus extremos dentados em quatro, ou cinco costelas + superiores verdadeiras, as quaes puxa para traz, e as levanta.

+ Serrado posterior. Est. fig.3. +

6 O Serrado posterior inferior, nasce com huma tenue + Aponevrose das Apophisis espinhosas de tres vertebras inferiores do dorso, ou costa, e + da primeira dos lombos, e acaba com os seus fins dentados em quatro inferiores + costellas, as quaes puxa para fóra, e as levanta.

+ Serrado posterior. +

7 Os onze Intercostaes externos saõ assim chamados, por + occupar os onze espaços, que estaõ entre as costelas, mas extrinsecamente: nascem da + parte externa, e inferior de cada huma das costelas obliquamente descendo da parte + posterior, para a anterior, e vaõ acabar na parte superior, e externa de todas as + costellas de forte, que cada hum destes musculos move para traz, e para fóra a sua + costella, e todos estes com os tres precedentes levantaõ, e dilataõ o peito.

+

8 Os musculos, que sevem para constringir a dita cavidade do + peito, que he abaixando as ditas costellas, saõ vinte e seis, treze em cada lado, a + saber: o Triangular, o Sacrolumbar, e onze Intercostaes internos.

+

9 O Triangular he chamado assim pela sua figura; este musculo + está na parte interna do peito dabaixo do Sternon: nasce da parte inferior do Sternon + com largo principio, e saindo se estreita, e termina nas cartilagens das costelas + superiores, e serve para as constringir.

+ O Triangular. + Sacrolumbar. +

10 O Sacrolumbar chama-se assim por que nasce da parte + posterior do osso Sacro, e das espinhas das vertebras do lombos. Este musculo externamente he nervoso, internamente he carnoso, e saindo termina na parte posterior das costellas com dous tendoens pela parte externa, e outro pela interna, e assim servem para trazer as ditas costellas para baixo, e constringir o peito.

-

11 Os onze Intercostaes internos tem este nome pela razaõ contraria dos de cima, nascem - da parte superior de cada huma das costellas, internamente, e sobindo obliquamente da - parte anterior para a posterior, acabaõ na parte inferior, ou nos beiços inferiores de - cada huma das costellas, e assim com o seu movimento servem de constringir, e abaixar as - ditas costellas.

- Intercostaes internos. -

12 Nota-se, que estes musculos internos, e externos se encrizaõ, e tambem nota-se, que - os musculos internos enchem os espaços, que estaõ entre as cartilagens das costelas, - pela parte do Sternon, o que naõ fazem os externos.

-

13 Demonstrados, e explicados os musculos, que servem de fazer aquella respiraçaõ - 11 Os onze Intercostaes internos tem este nome pela razaõ + contraria dos de cima, nascem da parte superior de cada huma das costellas, + internamente, e sobindo obliquamente da parte anterior para a posterior, acabaõ na parte + inferior, ou nos beiços inferiores de cada huma das costellas, e assim com o seu + movimento servem de constringir, e abaixar as ditas costellas.

+ Intercostaes internos. +

12 Nota-se, que estes musculos internos, e externos se + encrizaõ, e tambem nota-se, que os musculos internos enchem os espaços, que estaõ entre + as cartilagens das costelas, pela parte do Sternon, o que naõ fazem os externos.

+

13 Demonstrados, e explicados os + musculos, que servem de fazer aquella respiraçaõ Coacta, abaixando as costellas, e levantando-as. - Agora diremos do musculo Diaphragma, - que he aquelle, que serve só para a respiraçaõ Insensivel, ou Livre; este musculo - abaixando-se, ou deprimindo-se, dilata a cavidade do peito, e entaõ da lugar, que - entre o ar nos bofes; e quando se levanta, e se contrahe, faz a cavidade do peito mais - pequena, e assim obriga a sair o dito ar dos bofes.

- Para a respiraçaõ livre serve o Diaphragma. Est.3. fig.5. Est.6 fig.1 Est.7 Fig.1. 378: Diaphragma, ou - Septo-Transverso. -

14 O Diaphragma, que em Latim chamaõ + Agora diremos do musculo Diaphragma, que he aquelle, que + serve só para a respiraçaõ Insensivel, ou Livre; este musculo abaixando-se, ou + deprimindo-se, dilata a cavidade do peito, e entaõ da lugar, que entre o ar nos bofes; + e quando se levanta, e se contrahe, faz a cavidade do peito mais pequena, e assim + obriga a sair o dito ar dos bofes.

+ Para a respiraçaõ livre serve o + Diaphragma. Est.3. fig.5. Est.6 fig.1 Est.7 Fig.1. 378: Diaphragma, ou Septo-Transverso. +

14 O Diaphragma, que em Latim chamaõ Septo-Transverso, porque serve de dividir a cavidade do Abdomen da cavidade do peito he aquella parte musculosa distincta de todos os outros musculos do corpo, pelo seu sitio, figura, e acçaõ.

-

15 O Diaphragma he de figura quasi +

15 O Diaphragma he de figura quasi redonda, e semelhante ao peixe, que se chama Arraya, a cauda da qual representa os seus processos, ou appendices. - O Diaphragma pela parte que olha - para a cavidade do peito he convexo, e está cuberto com a pleura, e pela parte do - Abdomen he concavo, e está cuberto com o Peritoneo.

-

16 Está o Diaphragma entre a - cavidade do peito, e do Abdomen, obliquamente debaixo da Espinhela, à qual está unido: - tambem está pegado pelos lados às cartilagens da costellas Espurias, e por detraz às - vertebras do lombos, de modo que está mais baixo por detraz, que por diante, e por - isso, querendo tirar agua, ou sangue, ou alguma materia, fazem os Cirurgioens abertura - pela parte posterior, e inferior entre as costellas Espurias, buscando o lugar mais - facil, que he o mais baixo para tirar as ditas materias. - He finalmente o Diaphragma, como - huma abobada, que se move entre os dous ventres.

- Quando se ha de abrir o peito, faz se a abertura entre as costelas Espurias, em - lugar mais abaixo posteriormente. -

17 He composto de dous musculos superior, e inferior. O superior he o mais largo, e - comprehende toda aquella parte, que está pegada a todas as costellas onde principîa, e - acaba na parte nervosa, que he a Aponeurose larga do Diaphragma.

- Buracos do Diaphragma . Est 3 - fig.5. -

18 O inferior he mais carnoso, e principîa das tres vertebras superiores dos lombos com - duas producçoens, huma da parte direita, que he mais comprida, e outra, que he mais - breve, e da parte esquerda: O Diaphragma pela parte que olha para a cavidade do + peito he convexo, e está cuberto com a pleura, e pela parte do Abdomen he concavo, e + está cuberto com o Peritoneo.

+

16 Está o Diaphragma entre a cavidade do + peito, e do Abdomen, obliquamente debaixo da Espinhela, à qual está unido: tambem está + pegado pelos lados às cartilagens da costellas Espurias, e por detraz às vertebras do + lombos, de modo que está mais baixo por detraz, que por diante, e por isso, querendo + tirar agua, ou sangue, ou alguma materia, fazem os Cirurgioens abertura pela parte + posterior, e inferior entre as costellas Espurias, buscando o lugar mais facil, que he + o mais baixo para tirar as ditas materias. + He finalmente o Diaphragma, como huma abobada, que se move entre os + dous ventres.

+ Quando se ha de abrir o peito, faz se a abertura entre as + costelas Espurias, em lugar mais abaixo posteriormente. +

17 He composto de dous musculos superior, e inferior. O superior he o mais largo, e comprehende toda aquella parte, + que está pegada a todas as costellas onde principîa, e acaba na parte nervosa, que he + a Aponeurose larga do Diaphragma.

+ Buracos do Diaphragma . + Est 3 fig.5. +

18 O inferior he mais carnoso, e principîa das tres vertebras + superiores dos lombos com duas producçoens, huma da parte direita, que he mais comprida, + e outra, que he mais breve, e da parte esquerda: nasce das duas vertebras das costas, e acaba na Aponevrosi do musculo superior. Entre as caudas, ou processos do dito musculo passaõ a Arteria magna, e o ducto Thoracico.

-

19 Pela parte direita tem o Diaphragma hum buraco por onde passa a vea Cava, e pela esquerda tem outro - por onde passa o Isophago: em tal buraco o - Diaphragma tem as suas fibras, que - estaõ dispostas a modo de arco, e assim fazem como hum Sphincter, que serve de - constringir o orificio superior do ventriculo.

- - Veas, e arterias, e nervos do Diaphragma. +

19 Pela parte direita tem o Diaphragma hum + buraco por onde passa a vea Cava, e pela esquerda tem outro por onde passa o Isophago: em tal + buraco o + Diaphragma tem as suas fibras, que estaõ dispostas a modo de arco, e assim + fazem como hum Sphincter, que serve de constringir o orificio superior do + ventriculo.

+ + Veas, e arterias, e nervos do Diaphragma. -

20 Recebe o Diaphragma os seus vasos - da arteria, e vea Subclavia, e dos vasos lombares: os nervor sahem dos cervicaes, e - alguns ramos dos intercostaes, e de alguns do par vago. - Alguns Authores observaraõ no dito Diaphragma vasos lymphaticos.

- - Quando o Diaphragma está inflamado, - os doentes cahem em delirios. +

20 Recebe o Diaphragma os + seus vasos da arteria, e vea Subclavia, e dos vasos lombares: os nervor sahem dos + cervicaes, e alguns ramos dos intercostaes, e de alguns do par vago. + Alguns Authores observaraõ no dito Diaphragma vasos + lymphaticos.

+ + Quando o Diaphragma está inflamado, os doentes cahem em + delirios. - - Uso do Diaphragma . + + Uso do Diaphragma . -

21 Note-se, que os vasos do Diaphragma alguns chamaõ vasos Phrenicos, por causa do grande consentimento, que tem - os ditos vasos com a cabeça; e a observaçaõ declara, que inflammado o Diaphragma, logo os doentes cahem em 21 Note-se, que os vasos do Diaphragma alguns + chamaõ vasos Phrenicos, por causa do grande consentimento, que + tem os ditos vasos com a cabeça; e a observaçaõ declara, que inflammado o Diaphragma, logo + os doentes cahem em furiosos, e continuos delirios.

-

22 Este musculo serve tambem, além do que temos atèqui explicado, de ajudar com a sua - compressaõ para aperfeiçoar a concocçaõ, e a passagem do Chilo, e para a circulaçaõ dos - outros humores, e tambem para expellir fóra as fezes.

+

22 Este musculo serve tambem, além do que temos atèqui + explicado, de ajudar com a sua compressaõ para aperfeiçoar a concocçaõ, e a passagem do + Chilo, e para a circulaçaõ dos outros humores, e tambem para expellir fóra as fezes.

- CAPITULO XXI Dos musculos do Abdomen. -

1 Os musculos do Abdomen saõ cinco em cada lado.

- Obliquos descendentes. Est. 17. fig 1. -

2 O primeiro par he dos Obliquos descendentes, principiaõ estes de algumas costellas - verdadeiras, e de todas as costelas falsas com suas producçoens feitas a modo de pontas - de dentes de ferra, chamadas em Latim Digitationes, pondo-se entre as pontas do musculo - Serrado Antico mayor, e nascem tambem das Apophyfis trasversas das vertebras dos lombos, - e une-se à costa do osso llion, e Pubes, e terminaõ com huma larga Aponevrosi CAPITULO XXI Dos musculos do Abdomen. +

1 Os musculos do Abdomen saõ cinco em cada lado.

+ Obliquos descendentes. Est. 17. fig 1. +

2 O primeiro par he dos Obliquos descendentes, principiaõ + estes de algumas costellas verdadeiras, e de todas as costelas falsas com suas + producçoens feitas a modo de pontas de dentes de ferra, chamadas em Latim Digitationes, + pondo-se entre as pontas do musculo Serrado Antico mayor, e nascem tambem das Apophyfis + trasversas das vertebras dos lombos, e une-se à costa do osso llion, e Pubes, e terminaõ + com huma larga Aponevrosi na linha alva, ou branca.

-

3 A linha branca he hum lugar membranoso branco, que principîa da espinhela, e indo - rectamente pelo meyo do abdomen termina na commissura dos osso da Pubes, e he composta - do concurso dos tendoens dos musculos do abdomen.

- Linha branca. Est. 17. fig.1.n.n.n. -

4 O segundo par dos musculos saõ os Obliquos ascendentes, que estaõ debaixo, e saõ - menores, que os obliquos descendentes: nascem da parte superior dos ossos Pubes, e da - costa dos ossos Coxendicos, ou Innominados, das Apophisis transversas das vertebras dos - lombos, e de todas as extremidades das costellas Espurias atè a cartilagem mucronada, e - terminaõ na linha alva com a sua larga Aponevrosi, a qual perto da dita linha se dobra, - e faz huma bainha, por entre qual passaõ, ou estaõ metidos os Rectos.

- Obliquos Ascendentes. -

5 Os Rectos, que saõ o terceiro par dos musculos do Abdomen, principiaõ dos ossos do - Sternon, e da Espinhela, e rectamente descendo pelos lados da linha alva acabaõ nos - ossos da Pubes. Nota-se, que estes musculos no seu comprimento tem varios tendões.

- Os Rectos +

3 A linha branca he hum lugar membranoso branco, que principîa + da espinhela, e indo rectamente pelo meyo do abdomen termina na commissura dos osso da + Pubes, e he composta do concurso dos tendoens dos musculos do abdomen.

+ Linha branca. Est. 17. fig.1.n.n.n. +

4 O segundo par dos musculos saõ os Obliquos ascendentes, que + estaõ debaixo, e saõ menores, que os obliquos descendentes: nascem da parte superior dos + ossos Pubes, e da costa dos ossos Coxendicos, ou Innominados, das Apophisis transversas + das vertebras dos lombos, e de todas as extremidades das costellas Espurias atè a + cartilagem mucronada, e terminaõ na linha alva com a sua larga Aponevrosi, a qual perto + da dita linha se dobra, e faz huma bainha, por entre qual passaõ, ou estaõ metidos os + Rectos.

+ Obliquos Ascendentes. +

5 Os Rectos, que saõ o terceiro par dos musculos do Abdomen, + principiaõ dos ossos do Sternon, e da Espinhela, e rectamente descendo pelos lados da + linha alva acabaõ nos ossos da Pubes. Nota-se, que estes musculos no seu comprimento tem + varios tendões.

+ Os Rectos -

6 O quarto par saõ os Transversaes, tem este nome, porque as suas fibras atravessaõ o - Abdomen; nascem dos processos transversos das vertebras dos lombos, e da costas interna - dos osso llion, e das internas partes das cartilagens das costellas inferiores, e passaõ - por baixo dos Rectos, e acabaõ com a sua larga Aponevrosi na linha branca. Estes - musculos estaõ por cima do Peritoneo, ao qual estaõ muito pegados, e por isso he - difficultoso separar a sua Aponevrosi sem romper o dito Peritoneo.

- Os trnsversaes. -

7 O quinto par saõ os Pyramudaes,que saõ assim chamdos pela sua figura: estes às vezes - faltaõ, e às vezes he hum só e de um lado. Saõ estes taes muy pequenos, e nascem dos - ossos Pubes com a parte mais larga, e com a sua ponta terminaõ na linha branca.

- Pyramidaes. As Aponevroses cestes musculos tem varios buracos. -

8 Nota-se, que as tres largas Aponevroses fazem todas unidas huma só, que he de grande - força, e tambem he de notar, que estas Aponevroses estaõ furadas, e isto he no meyo, - para passagem dos vasos Umbilicaes no feto; e na parte lateral tem outros 6 O quarto par saõ os Transversaes, tem este nome, porque as + suas fibras atravessaõ o Abdomen; nascem dos processos transversos das vertebras dos + lombos, e da costas interna dos osso llion, e das internas partes das cartilagens das + costellas inferiores, e passaõ por baixo dos Rectos, e acabaõ com a sua larga Aponevrosi + na linha branca. Estes musculos estaõ por cima do Peritoneo, ao qual estaõ muito + pegados, e por isso he difficultoso separar a sua Aponevrosi sem romper o dito + Peritoneo.

+ Os trnsversaes. +

7 O quinto par saõ os Pyramudaes,que saõ assim chamdos pela + sua figura: estes às vezes faltaõ, e às vezes he hum só e de um lado. Saõ estes taes muy + pequenos, e nascem dos ossos Pubes com a parte mais larga, e com a sua ponta terminaõ na + linha branca.

+ Pyramidaes. As Aponevroses cestes musculos tem varios + buracos. +

8 Nota-se, que as tres largas Aponevroses fazem todas unidas + huma só, que he de grande força, e tambem he de notar, que estas Aponevroses estaõ + furadas, e isto he no meyo, para passagem dos vasos Umbilicaes no feto; e na parte + lateral tem outros tres, e servem de passagem aos vasos Espermaticos, e processos do Peritoneo. Estaõ estes dispostos de forte, que os buracos dos musculos transversos ficaõ superiores, e @@ -4183,319 +4602,349 @@ Aponevrose do outro, a saber, do musculo, que esta em cima, e assim saõ todos destes modo dispostos para impedir, que pelos ditos buracos naõ cayaõ as partes internas. Com tudo isto frequentemente se observaõ Hernias Zirbaes, e Intestinaes.

- O modo, com que estaõ feitos os ditos buracos, e como impedem as Hernias. Uso dos - ditos musculos. -

9 Servem os musculos do Abdomen de fortificar os seus lados, e com a sua contracçaõ - de puxar abaixo as costellas, e assim ajudar a fazer a espiraçaõ; servem tambem - (apertando a cavidade do Abdomen) de comprimir as suas entranhas, e assim promover, e - a sua separaçaõ pelas + O modo, com que estaõ feitos os ditos buracos, e como + impedem as Hernias. Uso dos ditos musculos. +

9 Servem os musculos do Abdomen de + fortificar os seus lados, e com a sua contracçaõ de puxar abaixo as costellas, e assim + ajudar a fazer a espiraçaõ; servem tambem (apertando a cavidade do Abdomen) de + comprimir as suas entranhas, e assim promover, e a sua separaçaõ pelas glandulas; e finalmente serve para lançar, e expellir fora as fezes, e nas mulheres o feto.

- CAPITULO XXII. Dos musculos dos lombos. -

1 Seis saõ os musculos communs aos lombos, e as costas; destes, quatro servem para o - movimento de extensaõ, e dous para encurvar as mesmas costas.

-

2 O primeiro par he o sacro, assim chamado por ter a sua origem no osso Sacro, a saber: - na parte posterior do dito osso; e nasce tambem da extremidade superior, e posterior do - osso ilion, e acaba nas espinhas das vertebras das costas, as quaes puxa para traz.

- Sacro. Semispinhado. -

3 O segundo par he dos Extensores, chamado Semispinhado, porque ametade deste musculo - nasce das espinhas do osso Sacro, e outro ametade das espinhas das vertebras dos lombos, - e saindo algum tanto obliquamente, termina em todas as Apophisis transversas das - vertebras das costas, CAPITULO XXII. Dos musculos dos lombos. +

1 Seis saõ os musculos communs aos lombos, e as costas; + destes, quatro servem para o movimento de extensaõ, e dous para encurvar as mesmas + costas.

+

2 O primeiro par he o sacro, assim chamado por ter a sua + origem no osso Sacro, a saber: na parte posterior do dito osso; e nasce tambem da + extremidade superior, e posterior do osso ilion, e acaba nas espinhas das vertebras das + costas, as quaes puxa para traz.

+ Sacro. Semispinhado. +

3 O segundo par he dos Extensores, chamado Semispinhado, + porque ametade deste musculo nasce das espinhas do osso Sacro, e outro ametade das + espinhas das vertebras dos lombos, e saindo algum tanto obliquamente, termina em todas + as Apophisis transversas das vertebras das costas, as quaes move para traz. Este musculo esta entre o Sacro, e o Sacro lumbar, e continue hum só corpo, o qual difficultosamente se separa; saõ estes musculos muy fortes, e assim parece, que era necessario ser para ter, e sustentar direitas as partes anteriores, as quaes naõ obstante estas forças, inclinaõ sempre para diante, e o homem sempre he propenso so para se encurvar anteriormente.

-

4 O ultimo par dos musculos dos lombos saõ os Triangulares, chamados assim, por causa - da sua figura, esta em casa lado internamente debaixo de todos, nascem com a parte mais - larga, ou com dous angulos da parte mais larga, ou com dous angulos da parte posterior - da costa do osso llion, e da parte lateral do osso Sacro, e com outro angulo acaba na - extremidade da ultima costela Espuria e em todas as Apophysis transversas das vertebras - dos lombos. Servem estes dous musculos para encurvar a espinha para diante.

- Os triangulores dos lombos. Est. 8. fig. 1. -

5 Note-se, que este movimento de flexaõ naõ se faz por angulo agudo, mas circular para - que naõ se comprima a Espinhal medulla.

+

4 O ultimo par dos musculos dos lombos saõ os Triangulares, + chamados assim, por causa da sua figura, esta em casa lado internamente debaixo de + todos, nascem com a parte mais larga, ou com dous angulos da parte mais larga, ou com + dous angulos da parte posterior da costa do osso llion, e da parte lateral do osso + Sacro, e com outro angulo acaba na extremidade da ultima costela Espuria e em todas as + Apophysis transversas das vertebras dos lombos. Servem estes dous musculos para encurvar + a espinha para diante.

+ Os triangulores dos lombos. Est. 8. fig. 1. +

5 Note-se, que este movimento de flexaõ naõ se faz por angulo + agudo, mas circular para que naõ se comprima a Espinhal medulla.

- CAPITULO XXIII. Dos musculos da coxa, ou Femur. -

1 Toda esta onferior extremidade, a qual principîa dos osso do Ilion até a ponta dos - dedos dos pès, he chamada dos Anatomicos Coxa, ou arto inferior. Divide-se, como temos - dito no Tratado dos ossos, em tres partes, Coxa, Tibia, e Pe.

-

2 A Coxa he aquella parte muito pingue, grassa, comprida, e redonda, a qual principîa - da parte superior do osso Ilion, e termina ate a commissura dos ossos da Tibia. A parte - anterior, e superior chama-se Inguina, ou virilha, o lado Isschio, ou Coxendico, a parte - posterior nadega, a inferior da dita Coxa anteriormente chama-se joelho, e - posteriormente Poples, ou curva da perna.

-

3 A Tibia principîa do joelho, e acaba na articulaçaõ do pé. A parte anterior he - chamada canella da perna, a posterior CAPITULO XXIII. Dos musculos da coxa, ou Femur. +

1 Toda esta onferior extremidade, a qual principîa dos osso do + Ilion até a ponta dos dedos dos pès, he chamada dos Anatomicos Coxa, ou arto inferior. + Divide-se, como temos dito no Tratado dos ossos, em tres partes, Coxa, Tibia, e Pe.

+

2 A Coxa he aquella parte muito pingue, grassa, comprida, e + redonda, a qual principîa da parte superior do osso Ilion, e termina ate a commissura + dos ossos da Tibia. A parte anterior, e superior chama-se Inguina, ou virilha, o lado + Isschio, ou Coxendico, a parte posterior nadega, a inferior da dita Coxa anteriormente + chama-se joelho, e posteriormente Poples, ou curva da perna.

+

3 A Tibia principîa do joelho, e acaba na articulaçaõ do pé. A + parte anterior he chamada canella da perna, a posterior barriga, ou sura, as prominencias chamaõ-se tornozellos internos, e externos.

-

4 O Pé principîa da união da perna, ou Tibia, e acaba em todos os dedos, he dividido em - tarso, metatarso, e dedos. Do tarso a parte posterior he calcanhar, a anterior he o - peito do pé: todas estas partes torno a repetillas para melhor intelligencia dos seus - musculos.

-

5 Com que a Coxa faz seus movimentos, que saõ conco por meyo de quinze musculos. - Dobra-se com tres Psoas, lliaco, e Pectem; estende-se com outros tres, que saõ os tres - Gluteos. Quando se chefa huma Coxa à outra he movimento de adducçaõ, e se faz por tres - Tricipites. Afasta-se a Coxa da outra por meyo de quatro musculos: Pyramidal, Quadrado, - e dous Gemellos.

- Ploas. -

6 O Psoas, ou musculo lombar está entre a cavidade do Abdomen aos lados dos corpor das - vertebras dos lombos: nasce das Apophysis transversas de duas vertebras inferiores das - costas, e das superiores dos lombos, e passando por cima do osso Pubes com o seu forte - tendaõ, vay acabar no Trochanter 4 O Pé principîa da união da perna, ou Tibia, e acaba em todos + os dedos, he dividido em tarso, metatarso, e dedos. Do tarso a parte posterior he + calcanhar, a anterior he o peito do pé: todas estas partes torno a repetillas para + melhor intelligencia dos seus musculos.

+

5 Com que a Coxa faz seus movimentos, que saõ conco por meyo + de quinze musculos. Dobra-se com tres Psoas, lliaco, e Pectem; estende-se com outros + tres, que saõ os tres Gluteos. Quando se chefa huma Coxa à outra he movimento de + adducçaõ, e se faz por tres Tricipites. Afasta-se a Coxa da outra por meyo de quatro + musculos: Pyramidal, Quadrado, e dous Gemellos.

+ Ploas. +

6 O Psoas, ou musculo lombar está entre a cavidade do Abdomen + aos lados dos corpor das vertebras dos lombos: nasce das Apophysis transversas de duas + vertebras inferiores das costas, e das superiores dos lombos, e passando por cima do + osso Pubes com o seu forte tendaõ, vay acabar no Trochanter menor, confunde este musculo o seu principio com os do Diaphagma.

-

7 O Iliaco he chamado assim, porque occupa toda a cavidade interna do osso Ilion entre - o Abdomen. Nasce de toda a margem da cavidade interna do osso Ilion, e passando o seu - tendaõ sobre o Psoas, acaba no dito Trochanter menor.

- O Iliaco. -

8 O Pecten, chamado assim, por nascer na parte anterior do osso Pubes dito tambem osso - Pecten, acaba mais abaixo do Trochanter menor. Todos estes tres musculos puxaõ a Coxa - para a parte anterior, e assim faz o movimento de flexaõ.

- O Pecten. -

9 O Gluteo mayor, ou das nadegas nasce da parte lateral do osso Sacro, e fa parte - externa do beiço do osso Ilion, e termina quatro dedos mais abaixo do Trochanter mayor: - este musculo he mais cheyo de carne, do que os outros, que ha no corpo humano.

- O Gluteo mayor. Est. I3. fig.I. Gluteo Intermedio. -

10 O Gluteo Intermedio, chamado assim por causa do seu lugar, que occupa entre o Gluteo - mayor, e pequeno nasce mais abaixo do superior, com esta 7 O Iliaco he chamado assim, porque occupa toda a cavidade + interna do osso Ilion entre o Abdomen. Nasce de toda a margem da cavidade interna do + osso Ilion, e passando o seu tendaõ sobre o Psoas, acaba no dito Trochanter menor.

+ O Iliaco. +

8 O Pecten, chamado assim, por nascer na parte anterior do + osso Pubes dito tambem osso Pecten, acaba mais abaixo do Trochanter menor. Todos estes + tres musculos puxaõ a Coxa para a parte anterior, e assim faz o movimento de flexaõ.

+ O Pecten. +

9 O Gluteo mayor, ou das nadegas nasce da parte lateral do + osso Sacro, e fa parte externa do beiço do osso Ilion, e termina quatro dedos mais + abaixo do Trochanter mayor: este musculo he mais cheyo de carne, do que os outros, que + ha no corpo humano.

+ O Gluteo mayor. Est. I3. fig.I. Gluteo Intermedio. +

10 O Gluteo Intermedio, chamado assim por causa do seu lugar, + que occupa entre o Gluteo mayor, e pequeno nasce mais abaixo do superior, com esta differença, que naõ nasce do osso Sacro, e termina no Trochanter mayor, e com o seu tendaõ cobre o dito Trochanter.

-

11 O Gluteo pequeno he mais pequeno, que os dous precedentes; nasce da parte externa, - ou da cavidade externa do dito osso Ilion mais abaixo dos outros dous e acaba na - cavidade pequena, que está à raiz do dito Trochanter mayor. E todos estes tres musculos - puxaõ a Coxa para fóra, e estendendo-a fórmaõ as nadegasm e servem tambem como almofadas - quando nos assentamos para não nos molestarmos.

- Gluteo pequeno. -

12 O primeiro dos musculos adducentes he o Tricipite superior: nasce da parte superior, - e externa do osso da Oubes, e acaba na parte superior, e em huma certa linha, o espinha, - que esta na parte interna do osso do Femur.

- Tricipite superior. -

13 O segundo he o Tricipite Intermedio; nasce da parte intermedia do osso Pubes, e - acaba na mesma dita linha, ou espinha do dito osso.

- Tricipite Intermedio. O Tricipite inferior. -

14 O terceiro he o Tricipite inferior nasce da parte inferior do osso Pubes, e 11 O Gluteo pequeno he mais pequeno, que os dous precedentes; + nasce da parte externa, ou da cavidade externa do dito osso Ilion mais abaixo dos outros + dous e acaba na cavidade pequena, que está à raiz do dito Trochanter mayor. E todos + estes tres musculos puxaõ a Coxa para fóra, e estendendo-a fórmaõ as nadegasm e servem + tambem como almofadas quando nos assentamos para não nos molestarmos.

+ Gluteo pequeno. +

12 O primeiro dos musculos adducentes he o Tricipite superior: + nasce da parte superior, e externa do osso da Oubes, e acaba na parte superior, e em + huma certa linha, o espinha, que esta na parte interna do osso do Femur.

+ Tricipite superior. +

13 O segundo he o Tricipite Intermedio; nasce da parte + intermedia do osso Pubes, e acaba na mesma dita linha, ou espinha do dito osso.

+ Tricipite Intermedio. O Tricipite inferior. +

14 O terceiro he o Tricipite inferior nasce da parte inferior + do osso Pubes, e da parte inferior da prominencia do osso Ischio, e acaba na sobredita linha, e as vezes com parte do seu tendaõ acaba na Apophysi interna do osso Femur. Estes tres musculos pelo seu movimento, que fazem de fechar as coxas, chegando huma à outra, saõ chamados musculos defensores da virgindade.

-

15 Os Deductores saõ quatro, e o primeiro he chamado pela figura, que tem, Pyramidal, - ou Pyriformis, por ser semelhante a huma pera: nascem da parte superior, e lateral do - osso Sacro, e da lateral do osso Ilion, e acaba na pequena cavidade, que está à raiz do - Trochanter mayor.

- O Pyramidal, ou Pyriformis. -

16 O segundo he o Quadrado, assim chamado, por ser Quadrangular; nasce da parte - lateral, e exterma da prominencia do osso Ischio, e termina na parte posterior, e - externa do Trochanter mayor.

- O Quadrado. Os Gemellos. -

17 O terceiro, e quarto dos Deductores, saõ os dous Gemellos, saõ assim chamados, por - serem entre si muy semelhantes: nascem de duas pequenas eminencias, que estaõ na parte - posterior do osso ischio, e acabaõ na pequena cavidade, que está 15 Os Deductores saõ quatro, e o primeiro he chamado pela + figura, que tem, Pyramidal, ou Pyriformis, por ser semelhante a huma pera: nascem da + parte superior, e lateral do osso Sacro, e da lateral do osso Ilion, e acaba na pequena + cavidade, que está à raiz do Trochanter mayor.

+ O Pyramidal, ou Pyriformis. +

16 O segundo he o Quadrado, assim chamado, por ser + Quadrangular; nasce da parte lateral, e exterma da prominencia do osso Ischio, e termina + na parte posterior, e externa do Trochanter mayor.

+ O Quadrado. Os Gemellos. +

17 O terceiro, e quarto dos Deductores, saõ os dous Gemellos, + saõ assim chamados, por serem entre si muy semelhantes: nascem de duas pequenas + eminencias, que estaõ na parte posterior do osso ischio, e acabaõ na pequena cavidade, + que está à raiz do Trochanter mayor.

-

18 O primeiro dos que movem circularmente a coxa, como temos dito, saõ os Obturadores, - hum interno, outro externo. O interno nasce internamente da circunferencia da foramen - ouvalario, que está no osso ischio, e passando com o seu tendaõ entre os Gemellos, - termina na pequena cavidade, que está á raiz do Trochanter mayor.

- Obturadores interno. -

19 O externo Obturador, nasce da circunferencia externa do dito Foramen ouvalario, e - acaba nos lados da dita cavidade pequena.

- Obturadores externo. +

18 O primeiro dos que movem circularmente a coxa, como temos + dito, saõ os Obturadores, hum interno, outro externo. O interno nasce internamente da + circunferencia da foramen ouvalario, que está no osso ischio, e passando com o seu + tendaõ entre os Gemellos, termina na pequena cavidade, que está á raiz do Trochanter + mayor.

+ Obturadores interno. +

19 O externo Obturador, nasce da circunferencia externa do + dito Foramen ouvalario, e acaba nos lados da dita cavidade pequena.

+ Obturadores externo.
- CAPITULO XXIV. Dos musculos da Tibia, ou Perna. -

1 A Tibia, ou perna, tem quatro movimentos; estende-se com quatro musculos, que saõ o - recto, casto interno, vasto externo, e o Crural. Encurvase, ou dobra-se com tres, que - saõ Bicipite, Seminervoso, e Semimembranoso.

+ CAPITULO XXIV. Dos musculos da Tibia, ou Perna. +

1 A Tibia, ou perna, tem quatro movimentos; estende-se com + quatro musculos, que saõ o recto, casto interno, vasto externo, e o Crural. Encurvase, + ou dobra-se com tres, que saõ Bicipite, Seminervoso, e Semimembranoso.

-

2 Para o movimento da adducçaõ, que he de chegar huma perna à outra, servem dous; o - Sartorio, e o Gracil. Para o movimento de deducçaõ, que he de asastar huma perna da - outra, servem outros dous musculos, o Subpopliteo, e o Faxa larga.

-

3 O primeiro dos Extensores he chamado Recto, porque desde o seu principio até o fim - vay rectamente: principîa da parte anterior, e inferior do osso ilion, e descendo pela - parte anterior do osso da coxa, e unindo-se por meyo do seu tendaõ aos outros seguintes, - e cobrindo a rodella, e termina na parte superior, e anterior do osso da Tibia.

- O Recto extensor Est.17.fig.1. -

4 O segundo Vasto interno he assim chamado, por ser a mais larga porção de carne, que - está na parte interna do osso da coxa: nasce da parte interna, e superior do mesmo osso, - pouco mais abaixo do Trochanter menos, e acaba com hum largo tendaõ (unindo-se aos - outros) na parte anterior, e superior da Tibia, como o precedente.

- O Vasto interno. O vasto externo. -

5 O terceiro he o Vasto externo, assim chamado, por occupar a parte externa do 2 Para o movimento da adducçaõ, que he de chegar huma perna à + outra, servem dous; o Sartorio, e o Gracil. Para o movimento de deducçaõ, que he de + asastar huma perna da outra, servem outros dous musculos, o Subpopliteo, e o Faxa + larga.

+

3 O primeiro dos Extensores he chamado Recto, porque desde o + seu principio até o fim vay rectamente: principîa da parte anterior, e inferior do osso + ilion, e descendo pela parte anterior do osso da coxa, e unindo-se por meyo do seu + tendaõ aos outros seguintes, e cobrindo a rodella, e termina na parte superior, e + anterior do osso da Tibia.

+ O Recto extensor Est.17.fig.1. +

4 O segundo Vasto interno he assim chamado, por ser a mais + larga porção de carne, que está na parte interna do osso da coxa: nasce da parte + interna, e superior do mesmo osso, pouco mais abaixo do Trochanter menos, e acaba com + hum largo tendaõ (unindo-se aos outros) na parte anterior, e superior da Tibia, como o + precedente.

+ O Vasto interno. O vasto externo. +

5 O terceiro he o Vasto externo, assim chamado, por occupar a + parte externa do osso da coxa; nasce da parte anterior, e superior do mesmo osso, e acaba com os precedentes.

-

6 O quarto he o Crural, este he aquella massa de carne, que está pegada ao osso da coxa - do mesmo modo, que o musculo Braquial no osso do braço; nasce da parte anterior, e - superior do osso da coxa, entre hum, e outro Trochanter, e cercando quase toda a parte - anterior do mesmo osso, debaixo do musculo recto, acaba com os precedentes; de forte, - que estes quatro musculos occupaõ, e fazem toda a carne da coxa anteriormente, e juntos - compoem com os seus tendoens huma larga Aponevrose, com a qual ligaõ a mola Patella, ou - Rodella, e cobrem anteriormente o articulo, e acabaõ na parte superior da Tibia, e - servem para a estender.

- Larga aponevrose do joelho. Bicipite. Est.18.fig.I. -

7 Dos musculos, que encurvaõ a Tibia, o primeiro he o Bicipite, assim chamado, por ter - duas cabaças; nasce este musculo com hum principio mais comprido da parte inferior da - prominencia do osso ifchio, e com outro mais curto da parte 6 O quarto he o Crural, este he aquella massa de carne, que + está pegada ao osso da coxa do mesmo modo, que o musculo Braquial no osso do braço; + nasce da parte anterior, e superior do osso da coxa, entre hum, e outro Trochanter, e + cercando quase toda a parte anterior do mesmo osso, debaixo do musculo recto, acaba com + os precedentes; de forte, que estes quatro musculos occupaõ, e fazem toda a carne da + coxa anteriormente, e juntos compoem com os seus tendoens huma larga Aponevrose, com a + qual ligaõ a mola Patella, ou Rodella, e cobrem anteriormente o articulo, e acabaõ na + parte superior da Tibia, e servem para a estender.

+ Larga aponevrose do joelho. Bicipite. Est.18.fig.I. +

7 Dos musculos, que encurvaõ a Tibia, o primeiro he o + Bicipite, assim chamado, por ter duas cabaças; nasce este musculo com hum principio mais + comprido da parte inferior da prominencia do osso ifchio, e com outro mais curto da + parte externa, e posterior, intermedia do osso da coxa: com estes dous principios se unem, e constituindo hum só ventre, e hum só tendaõ, acaba na parte superior, e posterior da Epyphysi do osso Peroneo.

-

8 O segundo he chamado Seminervoso, por participar a substancia do nervo; nasce da - prominencia do osso Ischio, e acaba na parte posterior, e superior do osso da Tibia.

- Seminervoso. -

9 O terceiro he chamado Semimembranoso, porque participa de natureza de membrana: nasce - da prominencia do osso Ifchio, e acaba na parte posterior, e superior da Epyphysi do - osso da Tibia. Estes tres musculos estaõ collocados na parte posterior da coxa, e quando - se movem, fazem que a coxa se mova para traz, encurvando-se.

- Semimembranoso. -

10 Dos musculos, que servem para movimento de adducção, o primeiro he o Sartorio, que - tambem se chama Longo: nasce da parte superior, e anterior da espinha do osso Ilion, - desce obliquamente, e termina na parte interna da Tibia.

- Longo Sartorio. +

8 O segundo he chamado Seminervoso, por participar a + substancia do nervo; nasce da prominencia do osso Ischio, e acaba na parte posterior, e + superior do osso da Tibia.

+ Seminervoso. +

9 O terceiro he chamado Semimembranoso, porque participa de + natureza de membrana: nasce da prominencia do osso Ifchio, e acaba na parte posterior, e + superior da Epyphysi do osso da Tibia. Estes tres musculos estaõ collocados na parte + posterior da coxa, e quando se movem, fazem que a coxa se mova para traz, + encurvando-se.

+ Semimembranoso. +

10 Dos musculos, que servem para movimento de adducção, o + primeiro he o Sartorio, que tambem se chama Longo: nasce da parte superior, e anterior + da espinha do osso Ilion, desce obliquamente, e termina na parte interna da Tibia.

+ Longo Sartorio. -

11 O segundo he chamado Gracil, por ser muy tenue, e fraco; nasce da parte interna, e - inferior do osso da Pube, e descendo pela parte interna do osso Femur, acaba na parte - superior, e interna do osso da Tibia, e serve como o precedente de mover a Tibia, ou - perna pela parte interna, e fazer o movimento de adducçaõ.

- Gracil, ou recto inferior. -

12 Finalmente, dous saõ os musculos, que servem a afastar a Tibia. O primeiro he - chamado membranoso, ou faxa larga, por ser semelhante a huma cinta larga, com a qual os - musculos da coxa estaõ cingidos: nasce da parte externa, e lateral do beiço do osso - ilion, e estendendo-se com a sua larga membrana, acaba na parte superior, e externa do - osso Peroneo; e às vezes chega até a parte superior do pé.

- O musculo faxa larga. Est. 17 18 fig. 1. - O Popliteo ou quadrado. -

13 O segundo he chamado Popliteo, por estar debaixo do Poplex, ou curva da perna: nasce - do Condylo externo, e inferior do osso da coxa; desce obliquamente da parte externa para - a interna, e termina na parte superior quasi media da Tibia. 11 O segundo he chamado Gracil, por ser muy tenue, e fraco; + nasce da parte interna, e inferior do osso da Pube, e descendo pela parte interna do + osso Femur, acaba na parte superior, e interna do osso da Tibia, e serve como o + precedente de mover a Tibia, ou perna pela parte interna, e fazer o movimento de + adducçaõ.

+ Gracil, ou recto inferior. +

12 Finalmente, dous saõ os musculos, que servem a afastar a + Tibia. O primeiro he chamado membranoso, ou faxa larga, por ser semelhante a huma cinta + larga, com a qual os musculos da coxa estaõ cingidos: nasce da parte externa, e lateral + do beiço do osso ilion, e estendendo-se com a sua larga membrana, acaba na parte + superior, e externa do osso Peroneo; e às vezes chega até a parte superior do pé.

+ O musculo faxa larga. Est. 17 18 fig. 1. + O Popliteo ou quadrado. +

13 O segundo he chamado Popliteo, por estar debaixo do Poplex, + ou curva da perna: nasce do Condylo externo, e inferior do osso da coxa; desce + obliquamente da parte externa para a interna, e termina na parte superior quasi media da + Tibia. Este musculo pela sua figura alguns o chamaõ Quadrado, e serve com o precedente para afastar, e puxar a tibia para fora.

- CAPITULO XXV. Dos musculos do Pè. -

1 O pé move com dous movimentos, hum he de flexaõ, outro de extensaõ. Para o primeiro - movimento de flexaõ servem dous musculos, que saõ o Tibal anterior, e Peroneo anterior. - Para o segunfo movimento, que he o de extensaõ, servem sete musculos, dous que se chamaõ - Gemellos, o Soleo, o Plantar, o Tibial posterior, e dous Peroneos posteriores.

- Tibial anterior. Est.17.fig.1. -

2 O Tibial anterior he chamado tambem Crureo, occupa toda a parte anterior do osso da - Tibia: nasce da parte superior, e anterior da Tibia, e com dous tendões passa por baixo - do ligamento Annular, e acaba com hum tendaõ no osso Cuneiforme, CAPITULO XXV. Dos musculos do Pè. +

1 O pé move com dous movimentos, hum he de flexaõ, outro de + extensaõ. Para o primeiro movimento de flexaõ servem dous musculos, que saõ o Tibal + anterior, e Peroneo anterior. Para o segunfo movimento, que he o de extensaõ, servem + sete musculos, dous que se chamaõ Gemellos, o Soleo, o Plantar, o Tibial posterior, e + dous Peroneos posteriores.

+ Tibial anterior. Est.17.fig.1. +

2 O Tibial anterior he chamado tambem Crureo, occupa toda a + parte anterior do osso da Tibia: nasce da parte superior, e anterior da Tibia, e com + dous tendões passa por baixo do ligamento Annular, e acaba com hum tendaõ no osso + Cuneiforme, e osso navicular, e com outro no osso do metatarso, que sustenta o dedo Polegar.

-

3 Nota-se, que o ligamento Annular naõ he differente no uso, e substancia daquelle, que - temos na maõ, com que deixo de explicallo mais.

- Ligamento Annular do pé. -

4 O Peroneo anterior he chamado assim, por occupar anteriormente o comprimento do osso - Peroneo: nasce da externa, e intermedia parte do osso Peroneo, passa pela cavidade, que - está lateralmente perto do tornozello externo, e acaba anteriormente no osso do - meratarso, que sustenta o dedo pequeno, e serve com o precedente de encurvar, e mover o - pé pela parte anterior.

- O Peroneo anterior. - Os Gemellos, ou Suraes, ou Gastrocnemii.Est.18.fig.I. -

5 Dos musculos extensores, o primeiro, e o segundo saõ os dous Gemellos, chamados em - Grego Gastrocnemii, e outros lhes chamaõ musculos Surales internos, e externos por - constituir a sura, ou barriga da perna: nascem externamente de ambos os processos da - parte inferior do osso da coxa, e às vezes do processos do osso da Tibia, e da Fibula, - estaõ acima do Soleo, 3 Nota-se, que o ligamento Annular naõ he differente no uso, e + substancia daquelle, que temos na maõ, com que deixo de explicallo mais.

+ Ligamento Annular do pé. +

4 O Peroneo anterior he chamado assim, por occupar + anteriormente o comprimento do osso Peroneo: nasce da externa, e intermedia parte do + osso Peroneo, passa pela cavidade, que está lateralmente perto do tornozello externo, e + acaba anteriormente no osso do meratarso, que sustenta o dedo pequeno, e serve com o + precedente de encurvar, e mover o pé pela parte anterior.

+ O Peroneo anterior. + Os Gemellos, ou Suraes, ou + Gastrocnemii.Est.18.fig.I. +

5 Dos musculos extensores, o primeiro, e o segundo saõ os dous + Gemellos, chamados em Grego Gastrocnemii, e outros lhes chamaõ musculos Surales + internos, e externos por constituir a sura, ou barriga da perna: nascem externamente de + ambos os processos da parte inferior do osso da coxa, e às vezes do processos do osso da + Tibia, e da Fibula, estaõ acima do Soleo, e com hum tendaõ commum acabaõ na parte posterior, e superior do osso do calcanhar com os musculos seguintes.

-

6 O terceiro he chamado Soleo por ser semelhante na figura ao peixe linguado; está este - debaixo dos Gemellos: nasce da parte posterior, assim do osso da Tibia, como do Peroneo, - e unindo o seu tendaõ com os Gemellos, acaba no dito osso do calcanhar.

- O Soleo. -

7 O quadrado chamado Plantar, por se estender com algumas fibras do seu tendaõ pela - plata do pé; este musculo he mais pequeno de todos os precedentes, esta entre os - Gemellos, e soleo; nasce do externo Condylo do osso da coxa, e com o seu tendaõ muy - delgado se une, e se confunde com os tendoens dos precedentes, e acaba no osso do +

6 O terceiro he chamado Soleo por ser semelhante na figura ao + peixe linguado; está este debaixo dos Gemellos: nasce da parte posterior, assim do osso + da Tibia, como do Peroneo, e unindo o seu tendaõ com os Gemellos, acaba no dito osso do calcanhar.

-

8 Nota-se, que estes tendoens dos ditos musculos formaõ huma corda, chamada Tendaõ de - Achilles, porque o que for ferido nesta parte, facilmente morrera, como succedeo ao dito - Achilles. E certamente as feridas de tal parte saõ muy perigosas, e causaõ gravissimos - syntomas.

- Tendaõ ou corda de Achilles. + O Soleo. +

7 O quadrado chamado Plantar, por se estender com algumas + fibras do seu tendaõ pela plata do pé; este musculo he mais pequeno de todos os + precedentes, esta entre os Gemellos, e soleo; nasce do externo Condylo do osso da coxa, + e com o seu tendaõ muy delgado se une, e se confunde com os tendoens dos precedentes, e + acaba no osso do calcanhar.

+

8 Nota-se, que estes tendoens dos ditos musculos formaõ huma + corda, chamada Tendaõ de Achilles, porque o que for ferido nesta parte, facilmente + morrera, como succedeo ao dito Achilles. E certamente as feridas de tal parte saõ muy + perigosas, e causaõ gravissimos syntomas.

+ Tendaõ ou corda de Achilles. -

9 O quinto he o Tibial posterior; nasce da parte posterior do osso da Tibia, passa pela - fixura, que esta no lado malleolo interno, e acaba na parte - interna do osso navicular.

- O Tibial posterior. -

10 O sexto, e setimo saõ os dous peroneos posteriores, estes saõ tambem chamados hum - Longo, e outro Breve. O primeiro nasce da parte superior, e posterior, e quasi anterior - do osso Peroneo, e acaba na parte superior, e externa do osso do metatarso, que sustenta - o dedo Polegar.

- Os peroneos posteriores, o primeiro longo. -

11 O segundo, a que chamaõ Breve: nasce da parte inferior do Peroneo, e termina no osso - do metatarso, que sustenta o dedo pequeno.

- O Breve. -

12 Nota-se, que quando todos os sete musculos se move, fazem que o pése estenda - movendo-se para traz/; nota-se tambem que o pé faz os movimentos de deducçaõ, e de - adducçaõ com os mesmos musculos, de forte, que quando se mover hum flexor, e hum - extensor de huma parte o pé se moverá para a mesma parte.

+

9 O quinto he o Tibial posterior; nasce da parte posterior do + osso da Tibia, passa pela fixura, que esta no lado malleolo interno, e acaba na parte interna do osso + navicular.

+ O Tibial posterior. +

10 O sexto, e setimo saõ os dous peroneos posteriores, estes + saõ tambem chamados hum Longo, e outro Breve. O primeiro nasce da parte superior, e + posterior, e quasi anterior do osso Peroneo, e acaba na parte superior, e externa do + osso do metatarso, que sustenta o dedo Polegar.

+ Os peroneos posteriores, o primeiro longo. +

11 O segundo, a que chamaõ Breve: nasce da parte inferior do + Peroneo, e termina no osso do metatarso, que sustenta o dedo pequeno.

+ O Breve. +

12 Nota-se, que quando todos os sete musculos se move, fazem + que o pése estenda movendo-se para traz/; nota-se tambem que o pé faz os movimentos de + deducçaõ, e de adducçaõ com os mesmos musculos, de forte, que quando se mover hum + flexor, e hum extensor de huma parte o pé se moverá para a mesma parte.

- CAPITULO XXVI. Dos musculos, que servem para mover os dedos. -

1 Os musculos, que servem para mover os dedos, huns saõ proprios, outros communs. Os - communs saõ desaseis, e os proprios seis. Destes, quatro saõ do dedo Polegar, hum so - Indice, outro do dedo pequeno.

-

2 O primeiro dos communs he chamado Longo, e extensor commum: nasce da parte superior, - e anterior do osso da Tibia, onde o dito osso s ajunta com o osso Peroneo, desce pelo - comprimento do dito osso Peroneo, e se divide em quatro tendoens, e passa por baixo do - ligamento Annular, e termina nas articulaçoens do quatro dedos, os quaes estende.

- Longo extensor commum dos dedos. - O Breve estensor. -

3 O segundo he o Breve extensor comum, chamado tambem Pedium: nasce da inferior parte - do osso Peroneo, e do ligamento Annular: divide-se em quatro CAPITULO XXVI. Dos musculos, que servem para mover os + dedos. +

1 Os musculos, que servem para mover os dedos, huns saõ + proprios, outros communs. Os communs saõ desaseis, e os proprios seis. Destes, quatro + saõ do dedo Polegar, hum so Indice, outro do dedo pequeno.

+

2 O primeiro dos communs he chamado Longo, e extensor commum: + nasce da parte superior, e anterior do osso da Tibia, onde o dito osso s ajunta com o + osso Peroneo, desce pelo comprimento do dito osso Peroneo, e se divide em quatro + tendoens, e passa por baixo do ligamento Annular, e termina nas articulaçoens do quatro + dedos, os quaes estende.

+ Longo extensor commum dos dedos. + O Breve estensor. +

3 O segundo he o Breve extensor comum, chamado tambem Pedium: + nasce da inferior parte do osso Peroneo, e do ligamento Annular: divide-se em quatro tendoens, os quaes terminaõ na parte interior da primeira articulaçaõ dos quatro dedos, e estes dous musculos servem para estender os quatro dedos.

-

4 O terceiro musculo dos communs he chamado flexor menor, sublime, ou Perfurado; nasce - da parte inferior, e interna do osso do calcanhar, e se divide em quatro tendoens, os - quaes saõ furados, e terminaõ na parte superior dos ossos da primeira ordem, ou Phalange - dos dedos; este musculo esta collocado debaixo da planta do pé.

- O terceiro he flexor menor, ou sublime Perfurado Est. t8. fig.3. -

5 O quarto he o commum Flexor mayor, Perfurante, e Profundo: nasce da parte superior, e - posterior da Tibia, e Peroneo, passa pelo lado do tornozelo interno, e pela finuosidade - do osso do calcanhar, e se divide em quatro tendoens, os quaes passaõ os buracos dos - tendoens do Sublime, e depois terminaõ no ossos da ultima ordem dos dedos. Estes dous - musculos servem ambos para encurvar os dedos.

- Flexo mayor, Perfurante, Profundo. - Os quatro Lombricaes. -

6 O quinto, secto, setimo, e oitavo saõ os quatro Lombricaes: nascem dos 4 O terceiro musculo dos communs he chamado flexor menor, + sublime, ou Perfurado; nasce da parte inferior, e interna do osso do calcanhar, e se + divide em quatro tendoens, os quaes saõ furados, e terminaõ na parte superior dos ossos + da primeira ordem, ou Phalange dos dedos; este musculo esta collocado debaixo da planta + do pé.

+ O terceiro he flexor menor, ou sublime Perfurado Est. t8. + fig.3. +

5 O quarto he o commum Flexor mayor, Perfurante, e Profundo: + nasce da parte superior, e posterior da Tibia, e Peroneo, passa pelo lado do tornozelo + interno, e pela finuosidade do osso do calcanhar, e se divide em quatro tendoens, os + quaes passaõ os buracos dos tendoens do Sublime, e depois terminaõ no ossos da ultima + ordem dos dedos. Estes dous musculos servem ambos para encurvar os dedos.

+ Flexo mayor, Perfurante, Profundo. + Os quatro Lombricaes. +

6 O quinto, secto, setimo, e oitavo saõ os quatro Lombricaes: + nascem dos tendoens do Profundo, e daquella massa de carne, que está na planta do pé, e unindo-se aos tendoens dos musculos interosseos internos acabaõ nos lado dos ossos dos quatro dedos.

-

7 O nono, decimo, undecimo, e duodecimo saõ os quatro musculos interosseos internos. - estes saõ aquelles, que enchem os espaços internamente dos cincos ossos do metatarso: - nascem dos ossos do tarso, e dos intervallos do metatarso, e terminaõ na parte superior, - e inferior dos ossos da primeira articulaçaõ dos quatro dedos, e servem com os - Lombricaes para mover os dedos para o Polegar, que he o movimento de adducçaõ.

- Os Interosseos internos. -

8 O decimoterceiro, quarto, quinto, e decimosexto saõ os musculos Interosseos externos: - nascem da parte superior dos intervallos dos ossos do metatarso, e acabaõ nos lados - externos dos primeiros ossos dos dedos, os quaes afastaõ do dedo Polegar.

- Os interosseos externos. -

9 Os musculos proprios do dedo Polegar saõ quatro; o primeiro he chamado

+

7 O nono, decimo, undecimo, e duodecimo saõ os quatro musculos + interosseos internos. estes saõ aquelles, que enchem os espaços internamente dos cincos + ossos do metatarso: nascem dos ossos do tarso, e dos intervallos do metatarso, e + terminaõ na parte superior, e inferior dos ossos da primeira articulaçaõ dos quatro + dedos, e servem com os Lombricaes para mover os dedos para o Polegar, que he o movimento + de adducçaõ.

+ Os Interosseos internos. +

8 O decimoterceiro, quarto, quinto, e decimosexto saõ os + musculos Interosseos externos: nascem da parte superior dos intervallos dos ossos do + metatarso, e acabaõ nos lados externos dos primeiros ossos dos dedos, os quaes afastaõ + do dedo Polegar.

+ Os interosseos externos. +

9 Os musculos proprios do dedo Polegar saõ quatro; o primeiro + he chamado

-

Da Fissura magna, beiços, monte de Venus, e do freyo, 2. 3.

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Da clytoris, e dos corpos ditos pernas, da glande da clytoris, das nymphas, e glandulas sebaceas, 4. 5.

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Do orificio da uretra, 6.

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Dos ductos da bainha do utero, do orificio da bainha, 7.

-

Do Hymene, e das rugas, e papillas da bainha, 8.

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De huns huraquinhos, e outros ductos da dita bainha, das suas membranas, fibras carnosas, e - do musculo constrictorio, 9.

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Do utero, e seu lugar, grandeza, e figura, 9. 11.

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Dos ligamentos do utero, 12. 13.

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Das partes do utero, 14.

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Da substancia do utero, das rugas, ou val- vulas, dos Idatides, ou novo ovario, das - membranas do utero, e do seu humor, 15. 16.

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Dos vasos Espermaticos, e sua Anastomosi, dos nervos, e vasos lymphaticos, 17.

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Das Tubas Fallopianas, e fimbrias folliaceas, 18. Dos ovarios, e sua substancia, e corpos - luteos,

+

Da Fissura magna, beiços, monte de Venus, e do freyo, 2. 3.

+

Da clytoris, e dos corpos ditos pernas, da glande da clytoris, das nymphas, e glandulas sebaceas, 4. 5.

+

Do orificio da uretra, 6.

+

Dos ductos da bainha do utero, do orificio da bainha, 7.

+

Do Hymene, e das rugas, e papillas da bainha, 8.

+

De huns huraquinhos, e outros ductos da dita bainha, das suas + membranas, fibras carnosas, e do musculo constrictorio, 9.

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Do utero, e seu lugar, grandeza, e figura, 9. 11.

+

Dos ligamentos do utero, 12. 13.

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Das partes do utero, 14.

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Da substancia do utero, das rugas, ou val- vulas, dos Idatides, ou + novo ovario, das membranas do utero, e do seu humor, 15. 16.

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Dos vasos Espermaticos, e sua Anastomosi, dos nervos, e vasos + lymphaticos, 17.

+

Das Tubas Fallopianas, e fimbrias folliaceas, 18. Dos ovarios, e + sua substancia, e corpos luteos,

- - + @@ -55,8 +54,7 @@ - + COMPENDIO DE BOTANICA , ou Noções elementares d'esta sciencia, segundo os @@ -64,7 +62,7 @@ Por FELIX AVELLAR BROTERO. TOMO PRIMEIRO. -

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Perfectio Botanices ab individuorum singulorum inter se affinium, eorumque identicorum characterum notitiâ essentialiter pendet. Necker. Physiol. Muscor. @@ -77,24 +75,21 @@ - +

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AO ILLUSTRISSIMO E EXCELLENTISSIMO SENHOR D. VICENTE DE SOUSA COUTINHO, Do +

AO ILLUSTRISSIMO E EXCELLENTISSIMO SENHOR D. VICENTE DE SOUSA COUTINHO, Do Conselho de S. Magestade Fidelissima, Seu Embaxador na Côrte de Versalhes, Senhor de Alva, etc. etc.

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EXC.mo SENHOR,

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- Aindaque nam concorressem em V. Exc. o esplendor do emprego, a consumada +

EXC.mo SENHOR,

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+ Aindaque nam concorressem em V. Exc. o esplendor do emprego, a consumada pericia nos negocios politicos, e a gloria de illustres Ascendentes, bastara à grande humanidade para com os desgraçados, o agradavel acolhimento que costuma fazer â todos os seus Compatriotas, os generosos sentimentos com que se digna favorecer os homens de Lettras, às quaes V. Exc. faz tanta honra, bastaram muitas outras admiraveis virtudes, que ornam o espirito de V. Exc. - para dar-lhe hum nome preclaro, recommendavel à posteridade, e digno das homenagens de todos os sabios. - Dezejara ser assaz feliz para achar em meus talentos hum obsequio adequado a + para dar-lhe hum nome preclaro, recommendavel à posteridade, e digno das homenagens de todos os sabios. + Dezejara ser assaz feliz para achar em meus talentos hum obsequio adequado a tam bellas qualidades: mas sendo V. Exc. servido de acceitar o que présentemente lhe faço na dedicaçam dos fructos do meu trabalho sobre a Sciencia dos Vegetaes, permittirà hum fraco testemunho à minha gratidam, @@ -103,90 +98,85 @@ protegerà ao mesmo tempo huma Sciencia, cuja utilidade he bem reconhecida pela frequencia com que he applicada à Medecina, Agricultura, e Artes.

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DE V. EXC. O mais affectuoso e reverente servo, Felix Avellar Brotero.

+

DE V. EXC. O mais affectuoso e reverente servo, Felix Avellar Brotero.

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- PROLOGO. -

+ PROLOGO. +

Quæso, ne hæc legentes, quoniam ex his spernunt multa, etiam relata fastidio damnent, cum in contemplatione naturæ nihil possit videri supervacuum, Plin.

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- A Botanica como todas as mais partes de +

+ A Botanica como todas as mais partes de Historia natural sam hoje em toda a Europa summamente cultivadas pelo muito que sam uteis ao progresso dos conhecimentos humanos, e às commodidades da vida social. - O estudo botanico reune à sua utilidade hum superior grao de agradavel, a + O estudo botanico reune à sua utilidade hum superior grao de agradavel, a immensidade dos entes vegetativos, que de contino renovam a face da Terra, sendo hum dos mais bellos e amenos expectaculos, que nos prezenta a natureza, hum vastissimo campo, em que os olhos de hum attento observador encontram a cada passo maravilhas sem numero variadas, objectos de profundas meditaçoens, que engrandecem o espirito, e o elevam athé à firme persuasam de hum Deos, Autor do Universo. - Grandes homens tem cultivado este campo com cuidado, e os seus trabalhos + Grandes homens tem cultivado este campo com cuidado, e os seus trabalhos fizeram que os conhecimentos botanicos, algum dia tam limitados e confusos, tem adquirido huma nam pequena extensam e clareza. - Conhecemos hoje mais da metade das plantas do globo terrestre, e temos + Conhecemos hoje mais da metade das plantas do globo terrestre, e temos prezentemente muitos methodos ou systemas, e muitas obras elementares de - Botanica tanto em latim, como em quasi + Botanica tanto em latim, como em quasi todas as linguas modernas da Europa.

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- Entre nòs contudo os principios desta Sciencia tem sido athe agora somente +

+ Entre nòs contudo os principios desta Sciencia tem sido athe agora somente conhecidos em latim, e daqui resulta que todos os que ignoram esta lingua, ou tem fracas luzes della, ficam privados de adquirir as noçoens de huma - Sciencia, que muitas vezes em razam do seu estado lhes sam absolutamente + Sciencia, que muitas vezes em razam do seu estado lhes sam absolutamente necessarias.

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- Dezejando pois obviar este obstaculo, e facilitar geralmente o estudo dos +

+ Dezejando pois obviar este obstaculo, e facilitar geralmente o estudo dos vegetaes entre nos, cuidei de escrever o prezente Compendio fundado nos tractados dos melhores Botanicos modernos e nas minhas proprias observacoens, o qual, segundo me parece, poderà ser util nam so aos que ignoram a lingua latina, mas ainda aos que a sabem e tem ja alguns - conhecimentos em Botanica. + conhecimentos em Botanica.

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- No principio do primeiro Volume tracto da origem, progresso, e estado actual - da Botanica, e dou humas breves noçoens da +

+ No principio do primeiro Volume tracto da origem, progresso, e estado actual + da Botanica, e dou humas breves noçoens da physiologia e anatomia dos vegetaes. - Explico depois os termos technicos mais usados na descripçam das partes + Explico depois os termos technicos mais usados na descripçam das partes relativas ao seu habito externo e fructificaçam, sem desprezar contudo os que dizem respeito à sua habitaçam. - Passo na parte seguinte a fazer mençam do que me pareceo ser sufficiente para + Passo na parte seguinte a fazer mençam do que me pareceo ser sufficiente para entender qualquer systema botanico e suas partes, como tambem da theoria critica, que devem saber os que se proposerem de formar esta sorte de destribuiçoens methodicas. - Ajuntei a esta parte alguns exemplos de practica sobre a descripçam das + Ajuntei a esta parte alguns exemplos de practica sobre a descripçam das especies, por querer facilitar hum trabalho, que considero como base dos Methodos, e o mais digno dos principaes cuidados de todo o Naturalista Botanico. - Termino o volume com algumas reflexoens sobre as virtudes, propriedades, e + Termino o volume com algumas reflexoens sobre as virtudes, propriedades, e usos dos vegetaes em geral, e com hum capitulo sobre o modo de fazer hum hervario.

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- No Segundo Tomo exponho o systema de Linneo, e dou huma idea geral da sua +

+ No Segundo Tomo exponho o systema de Linneo, e dou huma idea geral da sua praxe, por ser hoje o mais seguido na Europa, e o que se adoptou na nossa Universidade. - Esta exposiçam em alguns lugares he muito mais ampla do que ordinariamente se + Esta exposiçam em alguns lugares he muito mais ampla do que ordinariamente se costuma dar; porquanto tive o cuidado de nada omittir do que as minhas - proprias observaçoens e as de outros botanicos modernos me subministraram de mais interessante para + proprias observaçoens e as de outros botanicos modernos me subministraram de mais interessante para illuminala. - Ajuntei depois os sentimenots de muitos celebres + Ajuntei depois os sentimenots de muitos celebres Botanicos a respeito do mesmo systema para que o Leitor tendo conhecido as suas engenhosas vantagens nam ignorasse os seus defeitos, e podesse estima-lo segundo o seu justo valor.

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- As difficuldades, que encontram os que começam a cultivar a Sciencia +

+ As difficuldades, que encontram os que começam a cultivar a Sciencia botanica, seram diminuidas por meyo do Diccionario immediatamente adjuncto; e a fim de que o prezente tractado fosse ainda mais proveitoso, ajuntei tambem no fim deste segundo Tomo hum catalogo dos principaes autores @@ -197,24 +187,22 @@ com os nomes latinos genericos e triviaes, a que correspondem segundo o systema de Linneo; outro em fim dos termos technicos Portuguezes.

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- Cuidei de distribuir todas as partes do primeiro Tomo o mais methodicamente +

+ Cuidei de distribuir todas as partes do primeiro Tomo o mais methodicamente que me foy possivel, nam me querendo por ora desviar muito do plano que costuma seguirse hoje nas escolas de Botanica. - Nam posso contudo deixar de confessar que este plano nam he o que mais me + Nam posso contudo deixar de confessar que este plano nam he o que mais me agrada, e espero algum dia de o mudar, se poder chegar a publicar os - Elementos de Phytologia, que preparo em + Elementos de Phytologia, que preparo em latim.

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- Na traducçam dos termos latinos segui os nossos Diccionarios, e me aproveitei +

+ Na traducçam dos termos latinos segui os nossos Diccionarios, e me aproveitei de algumas palavras dispersas pelas nossas Provincias, que senam acham ainda em Diccionario algum; muitas vezes fui obrigado a formar novas do latim, como faziam os antigos Romanos do Grego, e como fez Barnades em Hespanhol, - Lée em Inglez, Dalibard e La Mark em Francez, etc. - Talvez serei em algumas notado pelo vulgo; mas pouco importa; todos os termos + Lée em Inglez, Dalibard e La Mark em Francez, etc. + Talvez serei em algumas notado pelo vulgo; mas pouco importa; todos os termos que formei tem o cunho Portuguez, e foram innovados segundo o genio da Lingua; demais disso as linguas das Sciencias sam hum puro effeito da convençam dos sabios, e nam poderam jamais ser a linguagem do vulgo, que nam @@ -223,60 +211,55 @@ tem, farà sempre em todas as Sciencias termos barbaros aos seus ouvidos, e indespensaveis aos sabios ou aos que sam nellas iniciados.

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- Depois de ter vendido o Manuscripto da prezente Obra, achei acertado +

+ Depois de ter vendido o Manuscripto da prezente Obra, achei acertado acerescentarlhe algumas notas para lhe dar o complemento necessario, e nam receyo actualmente de assegurar que sem embargo de ser hum Compendio, o Leitor nam acharà tractado algum elementar de Botanica mais completo de quantos se tem athe agora publicado.

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- DISCURSO PRELIMINAR Sobre a origem, progresso, e estado actual da + DISCURSO PRELIMINAR Sobre a origem, progresso, e estado actual da Botanica. -

- O Estudo dos vegetaes he tam antigo como a especie humana, ella parece ter +

+ O Estudo dos vegetaes he tam antigo como a especie humana, ella parece ter sido obrigada a adquirir ideas particulares destes entes antes de todos os mais conhecimentos da natureza. - Se consultamos a Sagrada Historia, ella nos presenta o primeiro homem no meyo - de hum delicioso jardim, nutrindo-se de hervas -

- As folhas da bananeira + Se consultamos a Sagrada Historia, ella nos presenta o primeiro homem no meyo + de hum delicioso jardim, nutrindo-se de hervas +

+ As folhas da bananeira (Musa paradisiaca, Lin.), planta propria dos climas do Tigre e Euphrates, e a cujos fructos alguns autores antigos chamaõ figos, foraõ provavelmente as que Adam empregou para fazer o sayotte com que se cobrio; ellas saõ de huma sufficiente solidez e algumas tem cinco pes de comprido e huma largura proporcionada; os fios tirados do corpo da planta podiaõ - facilmente ser empregados para cozer as dictas folhas. - Milton contudo foy de parecer que as folhas com que Adam e Eva se cobriraõ + facilmente ser empregados para cozer as dictas folhas. + Milton contudo foy de parecer que as folhas com que Adam e Eva se cobriraõ foraõ as da figueira de Bengala; mas isto he menos verosimil, visto que ellas tem, quando muito, oito pollegadas de comprido e tres de largo.

- e fructos de arvores, e usando das folhas de hum vegetal por primeiro vestido; ella nos declara + e fructos de arvores, e usando das folhas de hum vegetal por primeiro vestido; ella nos declara expressamente que esta sorte de alimentos fora a so indicada pelo Eterno ao - primeiro par da especie humana -

Dixitque Deus: ecce dedi vobis omnem herbam afferentem semen super + primeiro par da especie humana +

Dixitque Deus: ecce dedi vobis omnem herbam afferentem semen super terram & universa ligna, quæ habent in semetipsis sementem generis sui ut sint vobis in escam. (Genes. Cap. I.) Et comedes herbas terræ. (Genes. Cap. 3.).

, e nos da a entender que as primitivas geraçoens anteposeram durante - muitos seculos o uso da comida vegetal ao da animal -

- Naõ achamos no Genesis hum so lugar expresso de que os homens + muitos seculos o uso da comida vegetal ao da animal +

+ Naõ achamos no Genesis hum so lugar expresso de que os homens usassem de alimentos animaes nos seculos antediluvianos; esta permissaõ so lhes foy dada depois de Noé ter sahido da Arca, quando Deos lhe disse: Et omne quod movetur, & vivit erit vobis in cibum: quasi olera virentia tradidi vobis omnia. - Alguns autores contudo pensaõ que tendo o homem sido formado naõ + Alguns autores contudo pensaõ que tendo o homem sido formado naõ menos herbivoro do que carnivoro, como se collige da suta estructura maxillar, o uso simples de alimentos vegetaes naõ podia durar tanto tempo, e que o caracter sanguinario de Cain e @@ -284,18 +267,16 @@ das victimas, e seguir o exemplo dos animaes carnivoros.

. - Segundo os sentimentos de hum grande numero de autores da antiguidade pagaan, os costumes dos + Segundo os sentimentos de hum grande numero de autores da antiguidade pagaan, os costumes dos primeiros homens eram simples, meigos, e innocentes; elles nam sabiam ainda o que era ver com indifferença correr o sangue tanto dos seus semelhantes como o dos animaes, antes pelo contrario o seu coraçam tinha horror a isso; a experiencia nam lhes havia ainda ensinado a arte da caça e pesca; as hervas e fructos da terra eram por conseguinte os seus usuaes alimentos - Panis erant primis virides mortalibus herbæ. Ovid Fast. L. 4. Cum + Panis erant primis virides mortalibus herbæ. Ovid Fast. L. 4. Cum hontines pastoriciam vitam agerent, neque scirent etiam arare terram.... ut ex arboribus, ac virguliis decerpendo glandem, arbutum, mora, pomaque - colligerent ad usum. Varro de Re rust. L. 1. 2. Alguns philosophos da + colligerent ad usum. Varro de Re rust. L. 1. 2. Alguns philosophos da antiguidade naõ se contentaraõ meramente de seguir esta opiniaõ, elles foraõ de parecer que o homem tinha sido formado para se nutrir somente de vegetaes, e que elle devia respeitar a vida de todos os @@ -307,15 +288,13 @@ fornecidos por alguns animaes, que tinham chegado a tirar do estado bravio, e rebanhar.

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- Mas os alimentos nam foram o unico motivo, que obrigou os primeiros homens a +

+ Mas os alimentos nam foram o unico motivo, que obrigou os primeiros homens a familiarizar-se com os vegetaes; as suas enfermidades deram ainda novas razoens para isso, e nam menos forçosas. - He verdade que a historia e antigos Poetas Vej. Entre outros Hesiodo e + He verdade que a historia e antigos Poetas Vej. Entre outros Hesiodo e Ovidio., nos dam sublimes ideas das primitivas geraçoens, e - parecem em certo modo eximilas de recorrer a medicamentos, quando nos dizem, "que os + parecem em certo modo eximilas de recorrer a medicamentos, quando nos dizem, "que os trabalhos do homem eram entam pouco pezados; que a sua alma nam era atormentada de cuidados; contentava-se com pouco, nam conhecendo a ambiçam de cabedaes, de honras, nem ainda de hum nome glorioso; o luxo nam o @@ -325,37 +304,35 @@ sostidos pelo vigor e contentamento durante numerosos annos, se passavam claros e serenos athe se apagarem por huma gradual decadencia na decrepitez". - Porem ainda que concedamos grandes vantagens às primeiras idades, nam se pode + Porem ainda que concedamos grandes vantagens às primeiras idades, nam se pode duvidar que a constituiçam do homem, em qualquer tempo que for, por mais vigorosa e imperturbada que pareça, esta sujeita a ser desordenada por causas internas e, externas: alem das feras, e muitos outros entes perigosos, elle teve e tera sempre hum grande numero de inimigos que temer - nas Naõ consta que tenha havido athe agora povo algum civilizado, ou + nas Naõ consta que tenha havido athe agora povo algum civilizado, ou selvagem, em que deixassem mais ou menos de haver contendas sanguinarias ou entre si ou contra seus vizinhos: nos vemos ainda dissensoẽs mais ou menos fortes entre irmaõs, e familias que vivem nas cidades policiadas, e apezar dos innocentes costumes attribuidos às familias primitivas, naõ deixamos de ver na primeira hum dos mais funestos exemplos das paxoẽs - humanas. paxoens dos seus semelhantes e nas suas proprias - Naõ so quanto ao moral, mas ainda quanto ao physico, sendo assaz + humanas. paxoens dos seus semelhantes e nas suas proprias + Naõ so quanto ao moral, mas ainda quanto ao physico, sendo assaz conhecido pela experiencia que a colera, medo, tristeza ou alegria demasiadas, e outras paxoẽs podem causar na economia animal desordens consideraveis, e ainda mesmo funestas. . - Tinha sido cometido à dor e à doença, e em todos os periodos da sua vida + Tinha sido cometido à dor e à doença, e em todos os periodos da sua vida esteve e estarà sempre exposto a soffrer: he evidente que apenas sentisse qualquer perturbaçam nas funçoens da sua organica economia, devia queixar-se, e que o instincto da propria conservaçam o forçaria a buscar - alivio por meyo do que ora o acazo, ora a experiencia pessoal ou de seus semelhantes lhe + alivio por meyo do que ora o acazo, ora a experiencia pessoal ou de seus semelhantes lhe podesse suggerir. - Alem das suas proprias paxoens, a intemperie do ar, a variaçam das estaçoens, + Alem das suas proprias paxoens, a intemperie do ar, a variaçam das estaçoens, e os alimentos arriscados a ser de maos fructos ou de plantas venenosas podiam facilmente causarlhe doenças internas, que requeressem por conseguinte os soccorros da Medicina; as feridas, contusoens, hemorrhagias, deslocaçoens, e outras enfermidades externas exigiam os da Cirurgia. - No rude estado, em que se achavam estas artes nos primitivos tempos, os + No rude estado, em que se achavam estas artes nos primitivos tempos, os soccorros, de que a enferma constituiçam humana precisava, deviam necessariamente ser buscados nos vegetaes, como entes que lhe eram entam os mais familiares; e com effeito lemos na historia que na mais remota @@ -363,33 +340,31 @@ de differentes hervas: tal he ainda hoje a condiçam de muitas naçoens selvagens, nas quaes se podem em muitos respeitos estudar as primitivas.

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- Nos seculos antediluvianos o pequeno progresso, que o espirito humano fez nas +

+ Nos seculos antediluvianos o pequeno progresso, que o espirito humano fez nas artes, foy sempre a par com o conhecimento dos vegetaes. - Se consideramos as primeiras famílias na vida pastoril ou errando em bandos, + Se consideramos as primeiras famílias na vida pastoril ou errando em bandos, nam se pode negar que esse estado fosse favoravel a hum semelhante conhecimento; ellas eram entam obrigadas a converter differentes plantas em cabanas, para se reparar das chuvas e injurias da atmosphera, e à proporçam que mudavam de lugares se viam precisadas a fazer tentativas de novas producçoens vegetaes para nutrirse e curarse, guiadas ora pela semelhança - das que jà conheciam, ora pelo instincto O instincto dos animaes, + das que jà conheciam, ora pelo instincto O instincto dos animaes, aindaque limitado a suas absolutas precisoẽs e susceptivel de pouco progresso, parece às vezes ser superior ao juizo dos homens; estes se serviraõ delle com felicidade em algumas occasioẽs naõ so para fazer escolha de alimentos, mas ainda para reconhecer as virtudes de alguns - vegetaes. Plinio foy de parecer que o caõ tinha ensinado a vomitar o + vegetaes. Plinio foy de parecer que o caõ tinha ensinado a vomitar o homem. dos animaes. - Se consideramos as mesmas familias ja formando naçoens, hum tanto instruidas na agricultura O primeiro + Se consideramos as mesmas familias ja formando naçoens, hum tanto instruidas na agricultura O primeiro Lavrador, segundo lemos no Genesis - foy Cain: Cain fuit agricola & - terrem etiam arare primus excogitavit. Os Egypicos, que se jactavaõ + terrem etiam arare primus excogitavit. Os Egypicos, que se jactavaõ de ser os mais antigos povos da terra, e descender de Entes Divinos, veneraraõ a Isis como inventora da cultura do trigo e cevada, e ao Arabe Osiris por lhes ter primeiro ensinado o uso do arado e agricultura. - Os antigos Gregos e Romanos pertendiaõ que a agricultura succedera a + Os antigos Gregos e Romanos pertendiaõ que a agricultura succedera a vida pastoril, em que as primitivas geraçoẽs se occuparaõ durante muitos seculos; e criaõ que fora Ceres quem a ensinara na Grecia depois de ter vindo do Egypto; outros contudo seguiraõ que Buzyges @@ -398,143 +373,135 @@ artes, nam podemos igualmente negarlhes hum certo progresso em Botanica, vistoque todas estas artes suppoem ideas previas dos nomes e habito externo de hum numero determinado de vegetaes nellas empregados. - Mas nos nam sabemos athe que grao de perfeiçam chegaram as ideas botanicas + Mas nos nam sabemos athe que grao de perfeiçam chegaram as ideas botanicas que entam houveram: seja qual fosse o seu adiantamento, ellas parecem ter sido puramente traditivas; as observaçoens, que cada familia errante ou cada - povo entam fazia sobre novas plantas venenosas As mesmas plantas + povo entam fazia sobre novas plantas venenosas As mesmas plantas venenosas podiaõ ainda nesse tempo ser aproveitadas para hervar as settas e outros usos vingativos, da mesma sorte que as vemos hoje empregadas entre as naçoens selvagens., innocivas ou uteis, eram gravadas na sua memoria, e communicadas à sua posteridade juntamente com as que os seus progenitores lhes tinham transmittido.

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- Depois da grande e lastimosa catastrophe dos povos do antigo Globo vemos Noé +

+ Depois da grande e lastimosa catastrophe dos povos do antigo Globo vemos Noé plantar huma vinha, e na tentativa com que descobrio o vinho, mostra ter conservado o espirito investigador dos usos dos vegetaes e seus productos, que tinha havido nos seculos antediluvianos. - Nem se pode duvidar que na sua familia se salvasse huma grande parte das + Nem se pode duvidar que na sua familia se salvasse huma grande parte das antigas tradiçoens botanicas, e que estas passassem depois igualmente aos seus vindoiros. - O grande empenho de Rachel por obter huma das mandràgoras, que Reuben tinha trazido do campo, provavelmente + O grande empenho de Rachel por obter huma das mandràgoras, que Reuben tinha trazido do campo, provavelmente procedeo da persuasam em que ella estava da efficacia desta planta contra a esterilidade, o que suppoem por conseguinte noçoens estabelecidas das virtudes de alguns vegetaes. - Os Egypcios, huma das mais antigas naçoens civilizadas, sam representados na + Os Egypcios, huma das mais antigas naçoens civilizadas, sam representados na historia como tendo vivido do Lotus (de que faziam huma especie de pam), e dos talos do Papyrus. - A agricultura, a arte de embalsamar os cadaveres com substancias resinosas e + A agricultura, a arte de embalsamar os cadaveres com substancias resinosas e aromaticas usada por este povo desde hum tempo immemorial, ocustume de expor os seus doentes à vista publica, a fim de que as pessoas que junto delles passassem lhes subministrassem os soccorros que para suas enfermidades reconheciam nos vegetaes, indicam claramente que as tradiçoens botanicas se tinham conservado no Egypto, e adiantado. - Estas tradiçoens poderiam ter diminuido entre as naçoens menos cultas e entre + Estas tradiçoens poderiam ter diminuido entre as naçoens menos cultas e entre os povos de vida errante, mas ellas nam podiam ser de todo extinctas, visto serem sumamente interessantes à sua subsistencia e à sua saude.

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- A historia nam nos assegura de que as tradiçoens sobre os usos tanto - economicos como medicinaes das plantas +

+ A historia nam nos assegura de que as tradiçoens sobre os usos tanto + economicos como medicinaes das plantas passassem a ser escriptos nos primeiros seculos depois da horrivel catastrophe do diluvio. - Parece contudo que a Botanica medicinal traditiva nam tardou muitos seculos + Parece contudo que a Botanica medicinal traditiva nam tardou muitos seculos depois da dispersam das gentes em ser escripta entre as naçoens civilizadas, principalmente no Egypto. - Neste paiz as plantas efficazes sendo ja conhecidas em grande numero, os + Neste paiz as plantas efficazes sendo ja conhecidas em grande numero, os sacerdotes tractaram de redigir os seus nomes a huma certa ordem ou catalogo, e o depositaram nos templos. - Os doentes começaram entam a recorrer a elles, como depositarios dos remedios + Os doentes começaram entam a recorrer a elles, como depositarios dos remedios proprios para suas enfermidades, e pouco a pouco a arte de curar com os vegetaes, a que todo o curativo das doenças estava entam limitado, veyo a - ficar somente aos sacerdotes, e a fazer parte do seu sistema religioso. - Elles tractaram quanto lhes foy possivel de adiantar os seus conhecimentos na + ficar somente aos sacerdotes, e a fazer parte do seu sistema religioso. + Elles tractaram quanto lhes foy possivel de adiantar os seus conhecimentos na Botanica medicinal; e com effeito ella foy entre os antigos Egypcios huma das artes mais cultivadas e honrosas. - Hermes, a quem os Gregos chamaram Mercurio, e de quem a mercurial deriva o + Hermes, a quem os Gregos chamaram Mercurio, e de quem a mercurial deriva o nome, foy hum dos mais antigos e famosos sabios nesta arte. - A rainha Isis foy nella tam instruida e por meyo della fez curas tam + A rainha Isis foy nella tam instruida e por meyo della fez curas tam admiraveis, que os povos depois da sua morte lhe erigiram templos, adorando-a como a melhor advogada nas suas enfermidades. - Ella foy a que instruio a Horo ou o Apollo dos Gregos, ao qual elles + Ella foy a que instruio a Horo ou o Apollo dos Gregos, ao qual elles attribuiram a invençam da Medicina. - Esculapio - Este Esculapio viveo dois mil annos antes de Hjppocrates, e naõ deve + Esculapio + Este Esculapio viveo dois mil annos antes de Hjppocrates, e naõ deve ser confundido com o Esculapio dos Gregos, que dizem fora discipulo de Chiron o Centauro, e ter servido na expediçaõ Argonautica. , discipulo do sacerdote Apis, ou Osiris, nam foy menos famoso, e chegou a ter honras divinas. - Mas a sua botanica medicinal nam foy izenta das superstiçoens, que os + Mas a sua botanica medicinal nam foy izenta das superstiçoens, que os sacerdotes lhe tinham misturado por motivos assaz conhecidos dos que sam versados na antiga historia do Egypto. - Os sacerdotes eram nesse tempo os medicos que os doentes somente consultavam; + Os sacerdotes eram nesse tempo os medicos que os doentes somente consultavam; haviam algumas doenças, como por ex. a lepra, epilepsia, peste, etc. que elles nam podiam curar pelos conhecimentos que entam haviam dos vegetaes; receando pois de perder seus creditos tractaram de persuadir aos enfermos que ellas eram sempre directamente enviadas por seus deoses irados, e que por conseguinte se devia recorrer à propiciaçam: projecto na verdade astuto para ganhar de huma parte o que temiam de perder de outra. - Os doentes entam, nam menos por fraqueza de suas potencias, e ignorancia, do + Os doentes entam, nam menos por fraqueza de suas potencias, e ignorancia, do que pelo dezejo de ser curados, assentiram com facilidade aos ardiz de seus sacerdotes. - Na persuasam em que ficaram de que algumas das suas molestias Esta + Na persuasam em que ficaram de que algumas das suas molestias Esta persuasaõ foy depois bem geral em todo o antigo paganismo, e Celso a idica claramente, quando diz: morbos vero iram deorum immortalium relatos & ab eisdem opem posci solitam. - eram golpes dados por hum braço invisível e celeste, começaram a prppiciar as suas divindades por + eram golpes dados por hum braço invisível e celeste, começaram a prppiciar as suas divindades por meyo de ritos absurdos, e a misturar o supersticioso com o physico de maneira que a Botanica puramente medicinal veyo pouco a pouco ou a ser escrava da superstiçam, ou a nam ser empregada em algumas molestias.

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- Os Magos na Persia, os Gymnosophistas na India, e os Caldeos na Assyria e +

+ Os Magos na Persia, os Gymnosophistas na India, e os Caldeos na Assyria e Babylonia applicados no principio a observar puramente o que lhes offerecia a candida natureza nos vegetaes introduziram tambem, como os Egypcios, em botanica hum grande número de superstiçoens. - As colonias, que emigraram destes paizes nam podiam deixar de levar comsigo + As colonias, que emigraram destes paizes nam podiam deixar de levar comsigo mais ou menos noçoens de hum semelhante abuso. - Estas noçoens com effeito passaram athe à extremidade gelada do antigo + Estas noçoens com effeito passaram athe à extremidade gelada do antigo continente oriental e de là a America com o nome de superstiçam de Chemis, Orchis, e outras divindades. - Do Egypto nam so passaram a toda a Africa, mas caminhando ao longo das costas + Do Egypto nam so passaram a toda a Africa, mas caminhando ao longo das costas do Mediterrâneo entraram na Phenicia e depois na Grecia, aonde augmentando pouco a pouco tomaram emfim o nome de superstiçam de Esculapio. - Ellas se espalharam igualmente nas Gallias, e dellas correram athe ao norte - da Europa com o titulo de Druidismo -

- Os sacerdotes Druidas costumavaõ ajuntar ao uso dos vegetaes + Ellas se espalharam igualmente nas Gallias, e dellas correram athe ao norte + da Europa com o titulo de Druidismo +

+ Os sacerdotes Druidas costumavaõ ajuntar ao uso dos vegetaes muitos ritos superticiosos, de que a historia nos transmittio hum pequeno resto. - Para colher por ex. a planta Selago, que alguns autores pensaõ + Para colher por ex. a planta Selago, que alguns autores pensaõ ser o helleboro negro, naõ se devia entre elles usar de faca, mas devia-se arrancar com a maõ direita coberta com o vestido, e passala depois para a maõ esquerda escondidamente, ou como se fosse surripiada: o sacerdote que a arrancava costumava vestir-se de branco, descalçar-se, e fazer antes aos seus deoses huma oblaçaõ de paõ e vinho. - O modo de colher a verbena, planta de grande uso entre elles, era + O modo de colher a verbena, planta de grande uso entre elles, era taõbem acompanhado de muitas ceremonias ridiculas e extravagantes. - Mas de todas as practicas supersticiosas a mais solemne era a de + Mas de todas as practicas supersticiosas a mais solemne era a de colher o visgo, planta parasita, que elles julgavaõ ter sido lançada do Ceo por seus deoses, para felicidade dos homens em - razaõ de a verem commumente afferrada ao cume ou ramos das arvores. - Elles a empregavaõ por conseguinte, depois de terminadas todas as + razaõ de a verem commumente afferrada ao cume ou ramos das arvores. + Elles a empregavaõ por conseguinte, depois de terminadas todas as ceremonias, como hum especifico contra certas doenças, que pensavaõ ter sido enviadas por suas divindades, como por ex. contra as vertigens, epilepsia, apoplexia, &c.; a agoa contudo que elles extrahiaõ da mesma planta era applicada contra toda a sorte de enfermidades. - No fim do anno, o seu grande sacerdote hia a hum bosque + No fim do anno, o seu grande sacerdote hia a hum bosque consagrado a seus deoses, cortava hum grande numero de ramos de visgo e os entregava aos Druidas subalternos para os destribuirem ao povo no dia de Annobom como hum prezente de boa @@ -542,21 +509,20 @@

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- Lemos na historia destes obscuros, e supersticiosos tempos que hum certo - numero de plantas fora entam consagrado aos - Deoses por motivos religiosos Como foraõ por ex. a artemisia, + +

+ Lemos na historia destes obscuros, e supersticiosos tempos que hum certo + numero de plantas fora entam consagrado aos + Deoses por motivos religiosos Como foraõ por ex. a artemisia, consagrada a Artemis ou Diana (porque naõ derivou o nome de Artemisia mulher de Mausolo, rey de Caria, como Plinio e outros disseraõ); a hera a Osiris e a Bacho; o pinheiro a Neptuno; o loireiro a Apollo, a sua baga a Bacho, donde lhe veyo o nome de bacca; a videira ao mesmo deos Bacho; a oliveira e matricaria a Pallas; o trigo a Ceres, &c., e que ainda mesmo algumas chegaram a ser divinizadas - Como foraõ por ex. os alhos e cebolas entre os Egypcios cujas + Como foraõ por ex. os alhos e cebolas entre os Egypcios cujas divindades eraõ ainda adoradas no tempo de Iuvenal, como - se collige do - satyrico verso, com que as ridicularizou e aos seus adoradores:

+ satyrico verso, com que as ridicularizou e aos seus adoradores:

Felices gentes, queis dî nascuntur in hortis!

@@ -564,70 +530,65 @@ que nestes mesmos tenebrosos periodos cultivaram o estudo dos vegetaes, e escreveram de suas virtudes, como foram Cyningo e seu successor Hobamt, Reys dos Chinas, e Zoroastres, celebre philosopho da Persia. Mas he provavel que elles - cahiram no mesmo defeito que Salomam Rey da Judea. Este Princepe teve muitos + cahiram no mesmo defeito que Salomam Rey da Judea. Este Princepe teve muitos jardins junto de Ierichò, raro foy odia, em que nam empregou algumas horas em fazer observaçoens nos da sua quinta de Hetta, chegou a estender os seus conhecimentos botanicos desde o humilde hyssopo athe aos cedros do Libano, e - compoz alguns livros sobre as virtudes das + compoz alguns livros sobre as virtudes das plantas; mas diz-se que Ezechias os achara tam cheyos de superstiçoens adoptadas dos Egypcios, que se vio obrigado a supprimilos.

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- Portanto a botanica supersticiosa, cuja origem pode em geral ser attribuida à ignorancia, temor, e embuste, parece ter-se +

+ Portanto a botanica supersticiosa, cuja origem pode em geral ser attribuida à ignorancia, temor, e embuste, parece ter-se introduzido progressivamente entre todas as antigas naçoens, e nos observamos ainda hoje hum resto della nos pòvos selvagens, e na plebe de - alguns paizes civilizados - Tal e por ex. o uso de passar por entre hum vime fendido as creanças + alguns paizes civilizados + Tal e por ex. o uso de passar por entre hum vime fendido as creanças com enfermidades herniaes [ou quebradas, segundo a expressaõ vulgar] de ligar depois o dicto vime com as tiras da sua camizinha a fim de - as curar; como taõbem o uso de colher plantas medicinaes, em certas noytes de Junho, noytes + as curar; como taõbem o uso de colher plantas medicinaes, em certas noytes de Junho, noytes famosas na antiguidade antechristaã pelas fogueiras que nellas se faziaõ a Ceres, deosa das searas, com palha de faveiras, ervilhas, &c, e pelo costume de saltar por cima das dictas fogueiras para assim expiar os peccados sobre o fogo, como diz expressamente Plutarcho. . - Nos seculos denominados heroicos e fabulosos esta sorte de botanica parece + Nos seculos denominados heroicos e fabulosos esta sorte de botanica parece ter sido summamente exercida por pessoas de hum e outro sexo; ella se achava ainda bem conservada na epoca da guerra de Troya, sem embargo de que nos alumnos de Chiron e Esculapio se devisem alguns exemplos de numa botanica curativa livre de superstiçoens. - Os encantos de Medea e Calypso, as feitiçarias de Circe, contra as quaes + Os encantos de Medea e Calypso, as feitiçarias de Circe, contra as quaes Mercurio deo a Ulysses a herva Moly, nam eram outra coisa mais do que huma - botanica supersticiosa Como foy taõbem a das Druidezas nas ilhas das + botanica supersticiosa Como foy taõbem a das Druidezas nas ilhas das Gallias, e a das Cuthites em alguns lugares da costa do Mediterraneo., e he provavel que nos antigos tempos do Polytheismo denominados fabulosos, ella constituisse parte dos mysterios e funçoens nam so dos sacerdotes e sacerdotizas, mas ainda de outras ministras subalternas, e que as Napèas, Dryadas e outras nymphas, que a imaginaçam poetica mascarou com as suas costumadas ficçoens, nam eram outra coiza mais - do que ministras de huma ordem inferior, iniciadas nestes e outros differentes mysterios pelas suas superiores - Do ministerio supersticioso, que estas personagens exerciaõ com os + do que ministras de huma ordem inferior, iniciadas nestes e outros differentes mysterios pelas suas superiores + Do ministerio supersticioso, que estas personagens exerciaõ com os vegetaes, principalmente os que obraõ com força sobre o systema nervoso, se originou provavelmente o grande numero de metamorphoses e muitas fabulas, e prestigios, que a Poesia nos transmittio. - Quem bem reflectir no que a credulidade de muitas pessoas attribue + Quem bem reflectir no que a credulidade de muitas pessoas attribue ainda hoje as ànacardinas, e attender aos effeitos dos aromas, do vinho, opio e outros narcoticos, á singularidade de huma especie de Arum, que segundo Sloane faz emmudecer, &c., naõ acharà estranho este meu parecer. .

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- Perto da famosa epoca da guerra de Troya, Chiron o Centauro, do qual a planta +

+ Perto da famosa epoca da guerra de Troya, Chiron o Centauro, do qual a planta Centaurea obteve o nome, parece ter practicado sem superstiçam a botanica curativa, em que tinha grandes conhecimentos. - Elle formou muitos illustres alumnos, entre os quaes se contam alguns + Elle formou muitos illustres alumnos, entre os quaes se contam alguns Princepes; porquanto naquelles heroicos tempos a Botanica curativa tinha parte na educaçam dos soberanos, e todos os grandes homens cuidavam entam summamente de grangear a estima e amor dos povos buscando meyos de os - aliviar nas suas enfermidades Naõ so nesta epoca, mas ainda antes + aliviar nas suas enfermidades Naõ so nesta epoca, mas ainda antes della, e em outros seculos seguintes, muitos principes e grandes personagens cultivarão o estudo dos vegetaes, descobriraõ e poseraõ em uso as virtudes de alguns, como foraõ, por ex. Teucro Rey de Troya, @@ -646,34 +607,32 @@ descoberto, no tempo em que Augusto Cesar tinha mandado erigir huma estatua a Antonio Musa, irmaõ do dicto Euphorbo, pelo ter curado huma perigosa enfermidade.. - Aristeo, seu discipulo, fez grande uso do Silphium ou Laser, e Achilles tambem seu + Aristeo, seu discipulo, fez grande uso do Silphium ou Laser, e Achilles tambem seu alumno curou a Telepho com a Achillea, especie de milfolha, que delle tomou o nome.

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- Durante a guerra de Troya - Esta famosa guerra succedeo quasi doze seculos antes da Era +

+ Durante a guerra de Troya + Esta famosa guerra succedeo quasi doze seculos antes da Era Christaã. - , vemos Machaon e Podalirio, filhos de Esculapio - Foy o Esculapio dos Gregos, cuja sciencia na arte de curar lhe + , vemos Machaon e Podalirio, filhos de Esculapio + Foy o Esculapio dos Gregos, cuja sciencia na arte de curar lhe grangeou honras divinas, como ella tinha grangeado ao dos Egypcios. , curar no arrayal Grego contusoens e feridas com differentes sortes de substancias vegetaes, e o modo da sua practica nos dà idea de que a escola, aonde tinham apprendido a Botanica curativa, fora izenta do contagio supersticioso daquelles tempos. - Nesta epoca os conhecimentos dos vegetaes parecem nam se terem limitado + Nesta epoca os conhecimentos dos vegetaes parecem nam se terem limitado somente ao util, porquanto os achamos ainda empregados no agradavel, como se collige da breve descripçam que nos deixou Homero do jardim de Alcinoo.

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- No espaço entre a guerra de Troya e de Peloponeso, que envolve hum periodo de +

+ No espaço entre a guerra de Troya e de Peloponeso, que envolve hum periodo de mais de sette centos annos, Thales e Pythagoras trazendo a philosophia à Grecia, a Botanica começou a ser melhor cultivada, como o foram as demais - artes; e as substancias vegetaes, como medicamentos internos - Alguns autores saõ de parecer que as subftancias vegetaes começaraõ a + artes; e as substancias vegetaes, como medicamentos internos + Alguns autores saõ de parecer que as subftancias vegetaes começaraõ a ser empregadas no uso interno somente neste periodo, e que ainda mesmo no tempo da guerra de Troya se practicasse somente a botanica cirurgica, e naõ a medicinal; que a bebida de Machaon devia ser @@ -686,13 +645,12 @@ na guerra Troyana foraõ curadas com remedios applicados exteriormente, a saber, succos, resinas, e oleos vegetaes, e que por conseguinte todo o curativo fora meramente cirurgico; que o vinho - que Agamemnaõ bebia em jejum naõ era no intuito de se preserva da peste [sem embargo de que vemos + que Agamemnaõ bebia em jejum naõ era no intuito de se preserva da peste [sem embargo de que vemos este uso nos Gregos modernos] porquanto a peste do exercito Grego fora considerada como hum flagello celeste, e naõ pôde ainda nesta epoca ser curada por meyos physicos, recorrendo-se somente a propiciar o Deos irado. - Outros pelo contrario pertendem que junto da guerra de Troya a + Outros pelo contrario pertendem que junto da guerra de Troya a Medicina do Egypto começara a ser cultivada entre os Gregos; que fora entaõ que o acazo fizera descobrir ao pastor Melampo a virtude do helleboro negro, notando que as cabras tendo comido desta planta @@ -700,16 +658,16 @@ Proeto, que eraõ hystericas e se julgavaõ mudadas em vaccas; que a preparaçaõ, que Hellena fazia da herva entaõ denominada Nepenthes, era o ópio, &c. - Sem embargo de que estas opinioẽs tenhaõ sido seguidas por pessoas de + Sem embargo de que estas opinioẽs tenhaõ sido seguidas por pessoas de grande merecimento, as razoẽs em que ellas saõ fundadas naõ me parecem sufficientes para persuadirme que a Medicina entre os Gregos naõ date de mais alta antiguidade, ou que fosse filha da Cirurgia. - Eu penso que estas artes foraõ contemporaneas entre todas as nações, + Eu penso que estas artes foraõ contemporaneas entre todas as nações, e tiveraõ taõ alta origem como a Botanica, que na infancia das dictas naçoẽs e durante numerosos seculos naõ foy outra coiza senaõ hum conhecimento dos vegetaes applicado às artes. - A intemperie do ar, mudança das estaçoẽs, venenos, maos fructos, + A intemperie do ar, mudança das estaçoẽs, venenos, maos fructos, &c. em todas as epocas da existencia humana, e em todos os paizes deviaõ causar aos seus habitantes molestias internas que exigissem medicamentos internos ou da Medicina assim como as @@ -718,31 +676,27 @@ cuidasse de buscar nelles remedios internos nos cazos desesperados, tentando de tomar cozimentos, gomas, sumos de hervas, &c., assim como os tentara nas molestias denominadas externas. - Eu naõ duvido que as primitivas geraçoẽs usassem primeiramente como + Eu naõ duvido que as primitivas geraçoẽs usassem primeiramente como medicamentos internos so das partes daquellas mesmas plantas, de que se serviaõ como alimentos, e que elles muitas vezes fossem inefficazes; mas basta que elles as tomassem como medicamentos para considerarmos a Medicina contemporanea da Cirurgia ou como sendo a mesma arte entaõ reunida. - No descobrimento que fez Noé do vinho vemos huma clara prova das + No descobrimento que fez Noé do vinho vemos huma clara prova das tentativas que os homens faziaõ por descobrir novos usos nutritivos nos vegetaes; e porque naõ fariaõ elles em todo o tempo as mesmas por descobrir os seus usos curativos internos por escapar à dor, e á morte? - O uso dos medicamentos internos, que se tem observado nalgumas naçoẽs + O uso dos medicamentos internos, que se tem observado nalgumas naçoẽs selvagens, naõ nos indica o contrario. - , começaram por conseguinte a ser mais usadas do que d'antes eram. - Pythagoras teve na verdade sobre os vegetaes grandes conhecimentos, os quaes + , começaram por conseguinte a ser mais usadas do que d'antes eram. + Pythagoras teve na verdade sobre os vegetaes grandes conhecimentos, os quaes tinha adquirido nas suas longas viagens, e que segundo se diz se conservaram em grande parte na escola de Italia que ele fundou; mas elles nam foram - livres de erros e superstiçoens, este sabio attribuindo às plantas virtudes + livres de erros e superstiçoens, este sabio attribuindo às plantas virtudes magicas, e amando ou aborrecendo algumas demasiadamente, como contam alguns - historiadores, porque os seus escritos foram perdidos - Nos perdemos nam so os escritos deste philosopho, mas ainda os de + historiadores, porque os seus escritos foram perdidos + Nos perdemos nam so os escritos deste philosopho, mas ainda os de muitos outros que tinham tractado dos vegetaes, como foram Lino e Orpheo seu discipulo, Museo, Zoroastres, Euriphantes, Solon, Dieuches, Praxagoras, Diocles, Herophilo, Metrodoro, Diagoras, @@ -754,34 +708,32 @@ Herodoto, Plinio, e Galeno. .

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- Quatro centos e tantos annos antes da Era Christaan appareceo o illustre - Hippocrates Hippocrates nasceo 459 annos antes de Christo.: +

+ Quatro centos e tantos annos antes da Era Christaan appareceo o illustre + Hippocrates Hippocrates nasceo 459 annos antes de Christo.: este immortal Corifeo da Medicina e digno descendente de Esculapio aproveitando-se das observaçoens dos seus antepassados deo à botanica curativa huma extensa applicaçam, multiplicando habilmente com ella os soccorros da enferma condiçam humana. - A sua grande paxam contudo por adiantar a Medicina clinica fez que elle - deixou a Crateyas - Este botanico, a que alguns chamaram tambem Cratevas, nam deve ser + A sua grande paxam contudo por adiantar a Medicina clinica fez que elle + deixou a Crateyas + Este botanico, a que alguns chamaram tambem Cratevas, nam deve ser confundido com oCratevas, de que falla Plinio que denominara huma planta Liliacea (Erythronium dens canis Lin.) com o nome de Methridates. - Os escritos tanto de hum como de outro foram perdidos. + Os escritos tanto de hum como de outro foram perdidos. , sábio botânico do seu tempo, o cuidado de descrever as plantas entam recebidas nos usos curativos, nam podendo occupar-se mais do que em observar as suas virtudes no tractamento dos enfermos. Peloque nos seus differentes escritos apenas lemos huma breve noticia da cor das flores e lugar de habitaçam de algumas das 234 plantas nelles mencionadas. Sem embargo disto antes de Theophrasto na, temos outro mais extenso monumento botanico do que os - livros de Hippocrates. Os escritos destes dois grandes homens foram os que - mais contribuiram para que a Grecia, may feliz de sublimes genios nas + livros de Hippocrates. Os escritos destes dois grandes homens foram os que + mais contribuiram para que a Grecia, may feliz de sublimes genios nas artes e nas sciencias, fosse tambem reconhecida por patria dos fundadores da - Botanica - Theophrasto escreveo no terceiro seculo antes da era Christaan. - Os Gregos nam foram rigorosamente os fundadores da Botanica escrita + Botanica + Theophrasto escreveo no terceiro seculo antes da era Christaan. + Os Gregos nam foram rigorosamente os fundadores da Botanica escrita applicada as artes, como se pode colligir do que tenho dicto; mas elles foram reconhecidos como taes pela razam dos seus escritos nesta arte serem os mais antigos que chegaram athe nossos dias, @@ -789,67 +741,63 @@ circumstancias. .

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- Com effeito Theophrasto servindo-se dos trabalhos de Aristoteles - Aristoteles cita em muitos lugares das suas obras os seus dois livros +

+ Com effeito Theophrasto servindo-se dos trabalhos de Aristoteles + Aristoteles cita em muitos lugares das suas obras os seus dois livros sobre as Plantas; mas delles apenas temos alguns pedaços deslustrados pela inepta falsificaçam de hum Arabe pouco versado em Botanica. seu mestre, dos de Crateyas, e outros philosophosos seus predecessores adiantou a Botanica de tal sorte entre os Gregos que mereceo - de ser chamado o Principe dos Botanicos - O que Hesiodo, Nicandro, Xenophonte, Basso e outros antigos Gregos + de ser chamado o Principe dos Botanicos + O que Hesiodo, Nicandro, Xenophonte, Basso e outros antigos Gregos mencionaram dos vegetaes nam he comparavel com os escritos de Theophrasto. . - Elle tractou da organizaçam, principio de vida, crescimento, geraçam, + Elle tractou da organizaçam, principio de vida, crescimento, geraçam, grandeza arborea ou arbustiva, consistencia, lugar de habitaçam, cultivo, doenças, e qualidades dos vegetaes; fez mençam nos seus differentes livros de quinhentas especies uteis, que distribuio segundo as suas propriedades e - usos em oleraceas, cerealinas, e succulentas. - Os sexos dos vegetaes nam lhe foram inteiramente incognitos, e delles fez - mençam em muitos lugares das suas obras; elle observa que as arvores podiam ser + usos em oleraceas, cerealinas, e succulentas. + Os sexos dos vegetaes nam lhe foram inteiramente incognitos, e delles fez + mençam em muitos lugares das suas obras; elle observa que as arvores podiam ser divididas em duas classes em razam da sua grande variedade, mas a sua mais frequente destinçam he em masculinas e femininas, humas ferteis, outras em certo modo estereis. - Esta divisam contudo parece ser fundada menos na analogia entre os vegetaes e - animaes, do que na maior ou menor perfeiçam dos fructos - Theophrasto parece ter seguido nisto os sentimentos de seu mestre, + Esta divisam contudo parece ser fundada menos na analogia entre os vegetaes e + animaes, do que na maior ou menor perfeiçam dos fructos + Theophrasto parece ter seguido nisto os sentimentos de seu mestre, cuja destinçam a respeito dos sexos vegetaes era muito vaga em geral, e consistia em julgar que o individuo masculino era mais forte e mais amplo do que o feminino, posto que esse fosse mais fructifero. - ; e com effeito muitos modernos sam de parecer que tanto elle como seu mestre Aristoteles so rigorosamente alludem à - dicta analogia, quando fallam das palmeiras - "Se o pò das flores de hum ramo de palmeira masculina, diz + ; e com effeito muitos modernos sam de parecer que tanto elle como seu mestre Aristoteles so rigorosamente alludem à + dicta analogia, quando fallam das palmeiras + "Se o pò das flores de hum ramo de palmeira masculina, diz Aristóteles, for sacudido sobre as da feminina, os fructos desta amadureceram promptamente; e se o pò das masculinas for conduzido de longe pelos ventos às femininas, seguir-se ha o mesmo effeito, como se o ramo da masculina se tivesse dependurado sobre a feminina". - Theophrasto diz, que se o pò da palmeira masculina nam for sacudido + Theophrasto diz, que se o pò da palmeira masculina nam for sacudido sobre o fructo da feminina, este nam amadurecerà jamais, mas cahirà; porem como depois diz que senam pode assignar razam deste facto de apolvilhaçam ou aspersam do pò, parece que nam teve ideas de que os ovarios vegetaes eram fecundados como os dos animaes. - Talvez tanto elle como seu mestre nam referiram mais do que as + Talvez tanto elle como seu mestre nam referiram mais do que as observaçoens dos Egypcios e Babilonios, entre os quaes a apolvilhaçam das palmeiras era practicada desde hum tempo immemoravel, segundo Herodoto. . - As obras de Theophrasto sam quasi inteiramente philosophicas, tendo-se mais + As obras de Theophrasto sam quasi inteiramente philosophicas, tendo-se mais occupado do physico ou habito interno dos vegetaes, do que do externo; e na verdade as suas descripçoens foram demasiadamente imperfeitas, e insufficientces para que a posteridade podesse reconhecer as plantas, cujos nomes sam mencionados nos seus livros.

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- O botanico de reputaçam, de que temos noticia, depois de Theophrasto foy - Dioscorides - Dioscorides escreveo no tempo do Imperador Nero. +

+ O botanico de reputaçam, de que temos noticia, depois de Theophrasto foy + Dioscorides + Dioscorides escreveo no tempo do Imperador Nero. . Elle tinha sido militar, e feito differentes viagens em varios paizes do Levante antes de compor os seus cinco livros de Materia Medica. Neste tractado ajuntou mais cem plantas ao numero das mencionadas por Theophrasto, com @@ -857,9 +805,7 @@ aromaticas, alimentares, medicinaes e vinosas. As suas ideas sobre os sexos das plantas foram muito indeterminadas, denominando muitas masculinas ou femininas sem fazer attençam à sua fertilidade nem esterilidade; segundo elle, o individuo - da mercurial hoje reconhecido por masculino dà sementes, e o feminino he esteril; os individuos + da mercurial hoje reconhecido por masculino dà sementes, e o feminino he esteril; os individuos mais fortes e mais amplos sam masculinos, e os mais fracos femininos, no que parece ter adoptado a vaga destinçam de Aristoteles. Na destribuiçam que fez das seis centas plantas conhecidas no seu tempo, considerou-as somente em quanto @@ -871,8 +817,8 @@ ellas foram ainda muito ambiguas e defeituosas, e com razam foy notado de ter cometido hum circulo vicioso, querendo fazer conhecer o que era desconhecido por meyo de comparaçoens com objectos igualmente desconhecidos.

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- No tempo dos antigos Romanos, à Botanica fez +

+ No tempo dos antigos Romanos, à Botanica fez muito pouco progresso. A traducçam dos escritos de Methridates sobre as plantas, os quaes Pompeo tinha trazido da Asia, excitaram na verdade alguma curiosidade em Roma, mas passou-se muito tempo sem que sabio algum se occupasse @@ -884,9 +830,7 @@ historiador naturalista, a pezar do uso do seu tempo. A sua grande liçam dos autores coétaneos e da antiguidade, e o caracter observador, de que era dotado nam exigiam menos. Elle augmentou o catalogo das plantas dos antigos com quasi - duzentas, e nos deixou a sua historia; mas he justamente arguido de ter equivocado muitos dos seus nomes, + duzentas, e nos deixou a sua historia; mas he justamente arguido de ter equivocado muitos dos seus nomes, adulterado varias passagens dos originaes que copiara, e de ter misturado algumas vezes o verdadeiro com o fabuloso. Fazendo mençam dos figuras de algumas plantas, que Cratevas, Deniz e Metrodoro tinham feito, parece ter menos estimado @@ -894,19 +838,18 @@ mesmo sobre a estructura das plantas, que tinha observado, rarissimas vezes sam mais circumstanciadas do que as dos seus predecessores; elle foy ainda muito menos methodico do que elles, e como dizem alguns Methodistas de hoje, tudo - nelle he huma bella desordem. As noçoens dos Gregos e Romanos naturalistas a + nelle he huma bella desordem. As noçoens dos Gregos e Romanos naturalistas a respeito dos sexos vegetaes nam lhe foram desconhecidas; elle nos diz com - effeito que alguns admittiam os dois sexos nas arvores e plantas herbaceas - Arboribus, imo potius omnibus quae terra gignit herbisque etiam + effeito que alguns admittiam os dois sexos nas arvores e plantas herbaceas + Arboribus, imo potius omnibus quae terra gignit herbisque etiam utrumque sexum esse diligentissimi naturae tradunt. Plin. Hist. Nat. lib. 13. Cap. 4.; contudo os seus sentimentos foram bem - differentes, porquanto expressamente assegura Ibid. et alibi., + differentes, porquanto expressamente assegura Ibid. et alibi., que a observaçam so mostrava que elles existissem nas palmeiras, cujos individuos femininos nam propagavam sem concurso do pò dos masculinos.

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- Depois de Plinio athe à ruina do Imperio do Occidente, a Botanica nam deo +

+ Depois de Plinio athe à ruina do Imperio do Occidente, a Botanica nam deo passo algum, e muito menos ainda depois della athe ao seculo XV, postoque muitos celebres medicos se occupassem deste estudo. Galeno parece ter-se nelle destinguido mais do que Rufo, Apuleio e outros, e foy o primeiro que @@ -914,15 +857,13 @@ Confiando mais nos seus olhos cuidou de estudar os vegetaes a seu modo, fazendo muitas viagens nos paizes do Levante, afim de conhecer os que eram de uso medicinal, e nos deixou nos seus livros os nomes de quinhentas especies; mas nam - emendou contudo os defeitos que tinha notado nas descripçoens dos outros. Ecio, Egineta, Tralliano, e Oribasio nam foram mais + emendou contudo os defeitos que tinha notado nas descripçoens dos outros. Ecio, Egineta, Tralliano, e Oribasio nam foram mais felizes.

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Invadido e desmembrado o Imperio do Occidente, o destino da Botanica foy quasi - semelhante ao das bellas artes da Italia. He verdade que alguns seculos +

Invadido e desmembrado o Imperio do Occidente, o destino da Botanica foy quasi + semelhante ao das bellas artes da Italia. He verdade que alguns seculos depois, os Arabes tendo estendido as suas conquistas pela costa septentrional da Africa athe às Hespanhas tentaram de acolher as sciencias - deste Imperio, e que os seus medicos Mesué, Serapiaõ, Raxis, Avicenna, + deste Imperio, e que os seus medicos Mesué, Serapiaõ, Raxis, Avicenna, Averrhoes, Avenzoar, Abenguefit, Albenbeithar, Abul Fadl, &c. por ordem dos Califas traduziram em suas linguas algumas das obras dos Gregos e Romanos: porem mal podendo intender as escuras descripçoens que @@ -931,22 +872,19 @@ se reduzem a terem ajuntado à materia medica o uso de hum pequeno numero de novas plantas, cujo conhecimento se conservou depois quasi puramente por tradiçam. - Desde o seculo XII, em que os Arabes foram quasi inteiramente expulsos das - Hespanhas, athe ao XV houveram alguns autores de nome obscuro Myrepso, + Desde o seculo XII, em que os Arabes foram quasi inteiramente expulsos das + Hespanhas, athe ao XV houveram alguns autores de nome obscuro Myrepso, Quiricio, Bosco, Hildegarde, Sylvatico, Dondis, Suardo, Villanova, - Plateario, &c., os quaes nam conservaram melhor a botanica dos antigos do que os + Plateario, &c., os quaes nam conservaram melhor a botanica dos antigos do que os Arabes.

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Tomada a capital do Imperio do Oriente por Mahumet II, quasi no meyo do seculo +

Tomada a capital do Imperio do Oriente por Mahumet II, quasi no meyo do seculo XV, muitos sabios Gregos, que entam se expatriaram fugindo do barbaro jugo mahometano, sendo bem acolhidos na Italia deram principio ao restabelecimento das lettras no Occidente. A invençam da arte de imprimir, que succedeo quasi no mesmo tempo, e as grandes investigaçoens que entam se fizeram em toda a sorte de manuscriptos da antiguidade contribuiram para completar esta feliz revoluçam da - litteratura. Ella veyo a redundar em proveito das artes e sciencias, e a Botanica nam + litteratura. Ella veyo a redundar em proveito das artes e sciencias, e a Botanica nam podia por conseguinte deixar tambem de ter nella alguma parte. O primeiro ardor de trabalho entam, assim como nas mais sciencias, foy a liçam e explicaçam dos antigos escriptores. Theodoro Gaza, e Hermolao Barbaro sam considerados como os @@ -954,7 +892,7 @@ de Theophrasto e Dioscorides. Muitos outros seguiram o seu exemplo, e todos os Tractados da antiguidade sobre os vegetaes, que se poderam achar nas bibliothecas, foram pouco a pouco interpretados.

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A necessidade, que a Medicina tinha da Botanica, requeria absolutamente, que se +

A necessidade, que a Medicina tinha da Botanica, requeria absolutamente, que se continuasse o seu estudo e se aper feiçoasse; mas elle nam pode obter perfeiçam nestes primeiros tempos, nam consistindo entam mais do que na grande liçam dos monumentos Gregos e Romanos, e de alguns da idade media. Demais disso, nam menos @@ -964,26 +902,24 @@ davam às plantas dos paizes em que viviam os nomes das mencionadas pelos escriptores que commentavam, sem reflectir na grande diversidade que havia entre os terrenos e climas frios do norte da Europa, aonde escreviam, e os da Grecia e - Italia patria dos antigos Autores. Ainda mesmo os que viviam, nos paizes - quentes e meridionaes da Europa nam deixaram de cahir em muitos enganos - Esta erronea applicaçam dos nomes e igualmente dos usos das plantas + Italia patria dos antigos Autores. Ainda mesmo os que viviam, nos paizes + quentes e meridionaes da Europa nam deixaram de cahir em muitos enganos + Esta erronea applicaçam dos nomes e igualmente dos usos das plantas foy a principal causa, porque a Materia Medica daquelles tempos se acha tam carregada de um farrago de substancias inuteis, e ainda mesmo nocivas; porquanto succedeo que os commentadores algumas vezes tiveram por saudaveis as plantas venenosas, intendendo mal os nomes mencionados nos antigos escritos. , o que lhes devia necessariamente succeder, suppostas as sobredictas - circumstancias; e certamente melhora fora ter confessado ignorancia - Devemos com effeito confessar ingenuamente que nam sabemos qual era o + circumstancias; e certamente melhora fora ter confessado ignorancia + Devemos com effeito confessar ingenuamente que nam sabemos qual era o verdadeiro helleboro, a verdadeira cegude, nem a maior parte das plantas de que tractaram os antigos Gregos e Romanos. - Ainda mesmo depois das sabias investigaçoens, que fez Tournefort por + Ainda mesmo depois das sabias investigaçoens, que fez Tournefort por todo o Levante, e patria dos antigos Gregos, apenas consta que se ache bem verificada a decima parte dos 600 nomes de plantas, de que elles fizeraõ mençaõ. - Eu nam tractarei jamais o nosso Amato de ignorante de Botanica, como + Eu nam tractarei jamais o nosso Amato de ignorante de Botanica, como fez Mathiolo, porisso que nam soube decifrar as verdadeiras plantas indicadas pelos nomes, e incompletas descripçoens, que se acham nos livros de Dioscorides, nem censurarei taõbem Mathiolo de nam as ter @@ -1000,28 +936,26 @@ Romanos. .

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- Portanto o modo ordinario de estudar os vegetaes nestes primeiros tempos - differia muito pouco do que tinham usado os antigos fundado na tradiçam - Os que conhecem huma planta meramente de vista, ou porque tendo +

+ Portanto o modo ordinario de estudar os vegetaes nestes primeiros tempos + differia muito pouco do que tinham usado os antigos fundado na tradiçam + Os que conhecem huma planta meramente de vista, ou porque tendo ouvido o seu nome de alguma pessoa, que lha mostrasse, ficaraõ somente com certas noçoẽs do seu habito externo, que elles naõ sabem explicar, aindaque contudo bastem às vezes para lha fazer destinguir de qualquer outra, so a conhecem por tradiçaõ ou impiricamente; tal he por ex. o conhecimento que os nossos hervolarios tem de algumas plantas. - Os Antigos suppunhaõ as plantas conhecidas por este modo, e porisso + Os Antigos suppunhaõ as plantas conhecidas por este modo, e porisso cuidaraõ muito pouco de dar boas descripçoẽs dellas, nem na verdade o sabiaõ como nos. ; todos os que nam achavam quem lhes mostrasse e dissesse ao mesmo tempo os nomes das plantas, que dezejavam conhecer, de nada lhes servia ter decorado os seus nomes, e lido as suas descripçoens superficiaes.

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Este impirico e fastidioso modo de apprender a conhecer os vegetaes nam podia +

Este impirico e fastidioso modo de apprender a conhecer os vegetaes nam podia subsistir por muito tempo, e sem duvida poucas reflexoens bastavam aos botanicos - para julgar entam que era indispensavel começar quasi tudo de novo, e estabelecer a botanica, + para julgar entam que era indispensavel começar quasi tudo de novo, e estabelecer a botanica, estudando as plantas nam nos livros dos antigos, como era costume, mas sim no grande livro da natureza, que ante elles estava aberto e pedindo a sua attençam. A liçam dos antigos, e o dezejo de reconhecer as plantas, de que elles tinham @@ -1029,7 +963,7 @@ dos vegetaes, a que ellas se suppunham pertencer, necessariamente deviam conduzir a fazer pouco a pouco descobrir novos, e foy com effeito o que succedeo no seculo XVI.

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O descobrimento de hum grande numero de plantas, que succedeo nesse seculo, +

O descobrimento de hum grande numero de plantas, que succedeo nesse seculo, estava exigindo huma destribuiçam methodica capaz de auxiliar a memoria e facilitar o estudo tanto dos antigos vegetaes como dos que novamente se tinham descoberto e se hiam descobrindo. As descripçoens começaram a parecer @@ -1038,13 +972,13 @@ traçar do que os antigos. Cuidou-se pois de ajuntar as descripçoens estampas semelhantes às que Corbichon e Cuba tinham publicado no seculo XV, e fizeram-se tentativas de destribuiçoens methodicas.

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Trago ou Bock foy dos modernos o primeiro, que emprehendeo de dispor os vegetaes +

Trago ou Bock foy dos modernos o primeiro, que emprehendeo de dispor os vegetaes em Methodo; mas o seu plano differe muito pouco do modo destributivo que tinham seguido Dioscorides e Theophrasto, e se pode dizer que elle somente renovou as ideas destes antigos Botanicos. Lonicero, Dodoneo, Lobel, Clusio, Dalechampio, Zaluziano, e muitos outros seguiram igualmente quasi o mesmo plano methodico dos - antigos. A grandeza, duraçam, lugar de nascimento, qualidades, virtudes - Os antigos nam tractaram senam das plantas, em que conheciam alguma + antigos. A grandeza, duraçam, lugar de nascimento, qualidades, virtudes + Os antigos nam tractaram senam das plantas, em que conheciam alguma utilidade na Medicina e artes, e porisso os seus conhecimentos botanicos foram limitados a hum pequeno numero de plantas; elles cuidaram mais de indagar os seus usos e virtudes, do que os seus @@ -1052,38 +986,36 @@ cujo motivo as suas destribuiçoens nam merecem rigorosamente o nome de Methodo ou Systema, na accepçam em que se tomam hoje estas palavras entre os Botanicos. - As virtudes, e qualidades das plantas sam na verdade ainda hoje + As virtudes, e qualidades das plantas sam na verdade ainda hoje adoptadas pelos autores de Materia Medica, como fundamento das suas destribuiçoens; mas estas destribuiçoens por mais toleraveis que sejam em Materia Medica, pela razam do seu differente fim, e por supporem as plantas ja conhecidas seram sempre improprias em Botanica, e faram nella confundir o que merece de ser destinguido. - A mesma planta succede as vezes ter differentes virtudes, segundo as + A mesma planta succede as vezes ter differentes virtudes, segundo as suas differentes partes, de maneira que se os botanicos seguissem os - Autores de Materia Medica, a raiz de huma planta + Autores de Materia Medica, a raiz de huma planta muitas vezes deveria ser posta em huma classe, a sua flor em outra, - as suas folhas e tronco em + as suas folhas e tronco em outra, em fim ainda algumas vezes o mesmo fructo, como v. g. a laranja, mereceria de ser posto em differentes Classes. - , usos, e hum modico numero de partes do habito externo foram os unicos destinctivos classicos, de que elles se + , usos, e hum modico numero de partes do habito externo foram os unicos destinctivos classicos, de que elles se serviram. - Alguns escolheram por unico Methodo a ordem alphabetica; outros o tempo de + Alguns escolheram por unico Methodo a ordem alphabetica; outros o tempo de florecer ou as differentes estaçoens do anno, como Passeo ou du Pas; outros, - como o Dr. Porta, imaginaram as signaturas - O Dr. Porta na sua Phytognomica publicada em Napoles no anno de 1588 + como o Dr. Porta, imaginaram as signaturas + O Dr. Porta na sua Phytognomica publicada em Napoles no anno de 1588 dividio os vegetaes em sette classes, considerando-os segundo o seu lugar de nascimento, segundo as relaçoens que elles tem com os homens e animaes tanto na figura de suas partes como nos costumes, e em fim pela relaçaõ que elles tem com os astros. - No seu parecer, as plantas em que ha alguma parte que representa o + No seu parecer, as plantas em que ha alguma parte que representa o figado, sam boas para as doenças do figado; as que representam olhos, sam boas para os olhos; as que representam dedos sam boas para a gotta; as que tem a forma de testiculos saõ boas para as doenças dos testiculos, &c. &c. - He bem facil de perceber quanto este denominado Methodo he improprio, + He bem facil de perceber quanto este denominado Methodo he improprio, cheio de falsidades, e ridiculo, a pezar de todos os elogios que lhe fizeram de engenhoso. por base das suas divisoens methodicas. Mas he bem facil de @@ -1092,16 +1024,14 @@ de hum Methodo de conhecer com facilidade os vegetaes; ellas sò serviam para divisuens superiores ou classicas por hum modo vago e difficilimo; a maior parte das notas da estructura e fructificaçam tam necessarias para estabelecer - subdivisoens nam eram attendidas, e cada especie, tanto entre os antigos como nos primeiros tempos depois da restauraçam das lettras, + subdivisoens nam eram attendidas, e cada especie, tanto entre os antigos como nos primeiros tempos depois da restauraçam das lettras, era reputada hum genero, nam so pensando em indagar as suas affinidades nem de as aggregar debaxo de nomes genericos pela uniformidade das notas da fructificaçam, que he a fonte a mais fecunda de caracteres e divisoens - methodicas. Conrado Gesnero foy o primeiro, que avistou esta verdade; elle + methodicas. Conrado Gesnero foy o primeiro, que avistou esta verdade; elle foy com effeito o primeiro que indicou, em 1559, a destinçam dos vegetaes em - generos e especies -

Como se collige 1.º de huma de suas cartas escritas a Fabricio, em + generos e especies +

Como se collige 1.º de huma de suas cartas escritas a Fabricio, em que diz: existimandum est autem nullas propemodum herbas esse, quae non genus aliquod constituant in duas aut plures especies dividendum. Gentianam unam prisci @@ -1116,7 +1046,7 @@ ego cognationes stirpium indicare soleo, figura differt.

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Columna teve as mesma ideas em 1616, e inventou alguns termos +

Columna teve as mesma ideas em 1616, e inventou alguns termos relativos as partes da fructificaçam. Jungio, que faleceo em 1657, seguio tambem, que sem classes, generos e especies o estudo dos vegetaes seria difficillimo e sem limites. Todos os Botanicos desde @@ -1134,14 +1064,12 @@ em boas regras methodicas, na opiniam dos melhores Methodistas.

, e suggerio em 1560 a fructificaçam por fundamento dos caracteres dos generos. - Mas as ideas que elle tinha apontado nam serviram durante alguns annos de + Mas as ideas que elle tinha apontado nam serviram durante alguns annos de conduzir a grandes progressos, nem quanto aos generos nem quanto aos Methodos. Postoque no seu seculo e parte do seguinte houvessem muitos - botanicos recommandaveis por seus trabalhos respectivos nam menos às plantas da Europa do que às exoticas, quasi + botanicos recommandaveis por seus trabalhos respectivos nam menos às plantas da Europa do que às exoticas, quasi todos e ainda mesmo os dois celebres irmaons Suissos, Gaspar Bauhino - Gaspar Bauhino publicou no anno de 1596, no seu Pinax, os nomes e + Gaspar Bauhino publicou no anno de 1596, no seu Pinax, os nomes e synonymia de seis mil plantas conhecidas athe ao seu tempo, e as destribuio em 12 Classes pelas suas qualidades e algumas partes do habito externo indeterminadamente. Seu irmaõ Joaõ Bauhino na sua @@ -1164,13 +1092,13 @@ fundar hum bom Methodo de classar os vegetaes, e o mao plano de os destribuir à maneira dos antigos predominou ainda entre elles.

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- André Cesalpino, celebre professor de Piza, foy o primeiro que imaginou huma +

+ André Cesalpino, celebre professor de Piza, foy o primeiro que imaginou huma destribuiçam toleravel quanto à propriedade das partes fundamentaes das suas divisoens, e porisso mereceo o titulo de primeiro Systematico entre os Botanicos. - Valendo-se do seu descanço e da facilidade de comparar e observar, que lhe - offereciam os jardins botanicos da Italia fundados no seu seculo Em + Valendo-se do seu descanço e da facilidade de comparar e observar, que lhe + offereciam os jardins botanicos da Italia fundados no seu seculo Em Padua, Piza, e Bolonha; o primeiro, que he o mais antigo da Europa, foy fundado em 1540 pela illustre caza de Medicis; os outros dois foram estabelecidos em 1547. Depois destes fundaraõ-se muitos outros, como o @@ -1193,41 +1121,35 @@ Francezes nas Ilhas Mauricias &c. e se nos os tivessemos tambem estabelecido nas nossas colonias, como nas Cortes de Thomar se havia proposto, a agricultura, commercio, e artes certamente disso teriam - tirado nam pequenos enteresses., publicou em 1583 huma destribuiçam methodica de 840 plantas em quinze classes, todas + tirado nam pequenos enteresses., publicou em 1583 huma destribuiçam methodica de 840 plantas em quinze classes, todas estabelecidas em relaçoens tiradas do fructo, e subdivididas em 47 secçoens ou ordens deduzidas das notas da flor, e fructo, principalmente da situaçam do corculo das sementes e numero das suas cotyledones (de que elle fez mençam primeiro que nenhum outro botanico), da cor das flores, dos succos lacteos do tronco, e da forma das folhas e raizes. - Este Methodo, aindaque superior a todos os que os predecessores e + Este Methodo, aindaque superior a todos os que os predecessores e contemporaneos do seu Autor imaginaram, foy contudo notado dos defeitos de - presuppor a divisam primaria dos vegetaes em arvores, arbustos e hervas, de conter + presuppor a divisam primaria dos vegetaes em arvores, arbustos e hervas, de conter duas classes de titulos semelhantes, e duas caracterizadas pelas raizes bolbosas e nam bolbosas alem das notas do fructo; as suas divisoens subalternas humas sam fundadas em caracteres em tudo semelhantes aos que serviram nas classes, outras em notas nam relativas à fructificaçam, irregularidade certamente defeituosa em hum systema estabelecido no fructo - Cesalpino he na verdade desculpavel neste respeito por ter sido o + Cesalpino he na verdade desculpavel neste respeito por ter sido o primeiro que fundou hum systema na fructificaçam, e o seria com effeito ainda mais se elle tivesse nas suas divisoens escolhido os destinctivos tirados do habito externo por attender as affinidades naturaes; mas em todas as suas divisoens apenas vemos huma sò familia natural, que he a das Umbrelladas posta na sexta Classe do seu systema.; em fim nam - vemos que o seu Autor estabelecesse nelle genero algum infimo, e o que so fez foy descrever as + vemos que o seu Autor estabelecesse nelle genero algum infimo, e o que so fez foy descrever as especies debaixo do nome de generos.

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- Joaquim Jungio, Allemam, foy dos primeiros que adoptaram as ideas de +

+ Joaquim Jungio, Allemam, foy dos primeiros que adoptaram as ideas de Cesalpino; mas os calamitozos tempos da Allemanha, em que viveo, nam lhe permittiram de publicar hum melhor Methodo, postoque merecesse de ser reconhecido pelo primeiro Botanico dogmatico em razam dos muitos sabios - aphorismos, que estabeleceo em Botanica Jungio faleceo no anno de + aphorismos, que estabeleceo em Botanica Jungio faleceo no anno de 1657; a sua Izagoge Phytoscopica, que foy publicada 22 annos depois da sua morte, contem hum grande numero dos principios criticos, que Ray e Linneo seguiram. Haller parece ter feito hum grande cazo desta Obra, @@ -1241,55 +1163,48 @@ methodica indole definitiones primus fixerit. .

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Em 1680 Roberto Morisono, Escossez, sendo professor de Botanica em Oxeford +

Em 1680 Roberto Morisono, Escossez, sendo professor de Botanica em Oxeford publicou huma Historia geral de plantas com pequenas figuras gravadas em cobre, na qual seguio as ideas de Cesalpino debaxo de huma nova forma, dividindo o seu Methodo em 18 Classes fundadas no fructo, corolla, e partes do habito externo. Este Methodo foy com razam censurado de ter mao nexo, e a clave mal feita, e nam sei que fosse seguido mais do que por Bobart, que o completou publicando o seu terceiro volume depois da morte de Morisono.

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Em 1682, Joam Rai, theologo Inglez de grande engenho e erudiçam, publicou a mais +

Em 1682, Joam Rai, theologo Inglez de grande engenho e erudiçam, publicou a mais extensa Historia do reyno vegetal que se tinha visto, comprehendendo 18655 - plantas entre especies e variedades. Os trabalhos desta vasta Obra nam foram dirigidos sò à Medicina, como era costume, mas a tudo o que podesse + plantas entre especies e variedades. Os trabalhos desta vasta Obra nam foram dirigidos sò à Medicina, como era costume, mas a tudo o que podesse ser util à vida humana, e Rai foy com effeito o primeiro depois de Plinio, que se esforçou paraque a Botanica fosse estudada, como huma parte da - Historia natural - Boerhaave, e Linneo foram do mesmo parecer, e este ultimo tornou a + Historia natural + Boerhaave, e Linneo foram do mesmo parecer, e este ultimo tornou a pôr a Botanica na Historia natural; mas o prejuizo de a considerar meramente como huma parte da Medicina tem prevalecido de sorte, que ainda hoje por toda a parte os Medicos e Boticarios sam - privativamente os professores de Phytologia, como senaõ houvesse outra Phytologia mais do que a applicada a + privativamente os professores de Phytologia, como senaõ houvesse outra Phytologia mais do que a applicada a usos medicinaes, nem outras pessoas capazes de a ensinar senam Medicos e Boticarios. . - O seu Methodo dividido em 33 Classes, fundadas principalmente no fructo, foy + O seu Methodo dividido em 33 Classes, fundadas principalmente no fructo, foy seguido por Sloane, Petiver, Dillenio, e Martin. Elle contem muitas observacoens uteis, e novidade; mas isso nam obstante, e ainda mesmo depois - da sua ultima correcçam - Rai publicou huma segunda ediçaõ do seu Methodo em 1700, com hum + da sua ultima correcçam + Rai publicou huma segunda ediçaõ do seu Methodo em 1700, com hum grande numero de emendas, que elle se vio obrigado a fazer depois de ter visto o Methodo de Tournefort, seu digno rival. nam deixa de ser dificil na practica.

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Christovam Knaut no seu Tractado geral das plantas de Halla na Saxonia, publicado +

Christovam Knaut no seu Tractado geral das plantas de Halla na Saxonia, publicado em 1687, tentou de seguir hum novo plano destribuindo as dictas plantas em 17 classes fundadas principalmente na corolla, e fructo, e subdivididas em 62 secçoens pela fructificaçam e habito externo, mas o seu Methodo foy com razam notado de ser summamente composto e difficil.

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Pedro Magnol, professor da Universidade de Mompelher, imaginou tambem hum novo +

Pedro Magnol, professor da Universidade de Mompelher, imaginou tambem hum novo plano de destribuiçam, que alguns consideram como a primeira tentativa do - Methodo natural. Porem o seu intuito nam foy de investigar o Methodo natural, + Methodo natural. Porem o seu intuito nam foy de investigar o Methodo natural, mas tam somente mostrar que haviam familias nam menos nos animaes do que nos vegetaes, e que ellas se deviam caracterizar nam puramente pela fructificaçam, mas por todas as demais partes, porque nenhuma dellas era - accidental, e que em todas se deviam indagar as affinidades ou relaçoens possiveis de semelhança O Conde + accidental, e que em todas se deviam indagar as affinidades ou relaçoens possiveis de semelhança O Conde de Buffon foy do mesmo parecer; Linneo, Royen, Haller, Wachendorf, Adanson, Jussieu, e muitos outros celebres Botanicos do nosso seculo todos reconheceram, que haviam familias naturaes fundadas em affinidades @@ -1297,7 +1212,7 @@ Jussieu, admittiram demais disso huma serie ou gradaçoens entre as differentes familias começando pelas plantas mais imperfeitas.. - Debaxo destas judiciosas ideas publicou em 1689 hum Methodo de 76 tabellas ou + Debaxo destas judiciosas ideas publicou em 1689 hum Methodo de 76 tabellas ou familias com huma clave de dez classes primarias, e subdividio as dictas familias em 285 secçoens; mas a execuçam deste Methodo correspondeu muito pouco ao plano que elle se tinha proposto; porquanto a maior parte das suas @@ -1305,44 +1220,42 @@ outras, e a difficuldade que entam se reconheceo em o perfeiçoar o fez immediatamente cahir em desprezo: Magnol mesmo parece ter sido pouco contente delle, e em razam disso cuidou de compor depois outro Methodo - fundado principalmente no calys - Este segundo Methodo de Magnol foy impresso depois da sua morte em - 1720: consta de 15 Classes fundadas nos caracteres do calys combinados com os corolla, e + fundado principalmente no calys + Este segundo Methodo de Magnol foy impresso depois da sua morte em + 1720: consta de 15 Classes fundadas nos caracteres do calys combinados com os corolla, e subdivididas em 55 secçoens relativamente ao lugar de nascimento, - disposiçam das flores, sexo, calys, corolla, + disposiçam das flores, sexo, calys, corolla, e fructo. M. Adanson estranha com razam que Magnol depois de ter imaginado hum Methodo razoavel composesse este, que lhe he na verdade inferior e no qual parece querer evitar as familias ou Classes naturaes, - buscando por toda a parte hum calys athe + buscando por toda a parte hum calys athe chegar a dar este nome aos tegumentos das sementes, quando lhe era - precizo hum calys para satisfazer às suas + precizo hum calys para satisfazer às suas ideas systematicas.

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Paulo Herman, professor de Botanica em Leyde, seguio as ideas do Cesalpino debaxo +

Paulo Herman, professor de Botanica em Leyde, seguio as ideas do Cesalpino debaxo de huma nova forma, e dividio as 5600 plantas, de que tractou em 2J Classes fundadas principalmente nas differentes sortes de fructos ou sementes cobertas e descobertas, subdividindo as dictas Classes em 82 secçoens pela disposiçam das flores, e pela corolla e fructo. O seu Methodo he complicado; elle foy seguido de Rudbeck e Zumbach que o aperfeiçoou e imprimio no anno de 1690.

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Augusto Quirino Rivino, professor de Botanica em Leipsik, tractou de descobrir +

Augusto Quirino Rivino, professor de Botanica em Leipsik, tractou de descobrir hum Methodo mais facil e mais conforme aos principios systematicos do que nenhum dos seus predecessores. Elle dividio o pequeno numero de plantas, que conhecia, em 18 classes fundadas principalmente nas relaçoens da corolla, e subdivididas - em 91 secçoens relativamente ao fructo, figura do calys e corolla, situaçam, e disposiçam ou falta das flores. Este + em 91 secçoens relativamente ao fructo, figura do calys e corolla, situaçam, e disposiçam ou falta das flores. Este Methodo publicado pouco a pouco desde o anno de 1690 athe 1696, nam he tam regular, como alguns pensaram; porquanto vemos que o seu Autor considerou na clave das suas Classes nam so a regularidade e irregularidade da corolla e numero das suas petalas, mas ainda a perfeiçam das flores, e a sua disposiçam. - Elle foy contudo durante alguns annos o mais seguido em Allemanha; + Elle foy contudo durante alguns annos o mais seguido em Allemanha; Koenig, Welsch, Heucher, Gemeinhart, Hebenstreit, e Hecher o adoptaram nos - seus tractados de plantas; Kramer, Christiano Knaut Ludwig no anno de + seus tractados de plantas; Kramer, Christiano Knaut Ludwig no anno de 1737 ajuntou duas classes demais ao Methodo de Rivino, deduzidas da presença ou falta da corolla, e Wedel e Boehmer o seguiram neste estado de reforma; no anno de 1747 aperfeiçoou segunda vez o dicto Methodo, reunindolhe demais a relaçam dos sexos das flores, e foy a melhor emenda - que delle se publicou., Ruppio, e Ludwig Christiano Knaut + que delle se publicou., Ruppio, e Ludwig Christiano Knaut foy hum dos Botanicos, cujos paradoxos tem impedido o progresso da Botanica; elle seguio que havia tantos generos como especies, que a corolla era a parte essensial da flor, e que nam haviam sementes @@ -1351,11 +1264,9 @@ complicado. Siegesbeck publicou tambent hum plano de o emendar melhor do que os Autores precedentes, mas nam o poz em execuçam, da mesma sorte que nam executou ainda outro que ideou sobre o fructo.

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José Pitton Tournefort, que tam destinctamente orna o numero dos grandes +

José Pitton Tournefort, que tam destinctamente orna o numero dos grandes Botanicos da França, foy de todos os seus contemporaneos e predecessores o que - mais aperfeiçoou a Botanica systematica. Persuadido de que todos os Methodos seriam sempre + mais aperfeiçoou a Botanica systematica. Persuadido de que todos os Methodos seriam sempre demasiadamente imperfeitos em quanto as suas infimas divisoens, ou generos, nam fossem melhor determinadas, cuidou de lhes dar huma nova forma e fez para este fim hum grande numero de observaçoens tanto em França como em diversos paizes @@ -1364,48 +1275,45 @@ principios sábios, e sobre elles fundou hum Methodo que foy reconhecido por claro, conciso, e facil. Destribuio neste Methodo 10146 plantas (especies ou variedades) em 22 classes, dividio estas em 122 secçoens, e subdividio as dictas - secçoens em 696 generos. As suas classes foram deduzidas, 1°. da grandeza e - duraçam, ou da consideraçam das plantas como hervas ou arvores; 2° da presença ou nullidade + secçoens em 696 generos. As suas classes foram deduzidas, 1°. da grandeza e + duraçam, ou da consideraçam das plantas como hervas ou arvores; 2° da presença ou nullidade da corolla e da flor; 3°. da disposiçam das flores, ou das relaçoens de simplices e compostas; 4°. do numero das petalas da corolla; 5°. da figura - regular ou irregular da corolla - M. Adanson reconheceo nas Classes de Tournefort seis familias + regular ou irregular da corolla + M. Adanson reconheceo nas Classes de Tournefort seis familias naturaes, e 48 nas suas secçoens, e assegura com razam que de todos os Methodos artificiaes o de Tournefort foy o que menos turbou as affinidades, ou melhor se conformou com a marcha da natureza. . As secçoens foram estabelecidas relativamente à situaçam do fructo e flores, ao numero das cellulas do fructo e sua substancia, à figura da - corolla e sementes, à presença e nullidade do calys, + corolla e sementes, à presença e nullidade do calys, e às folhas. Os seus gêneros foram fundados em caracteres tirados das partes da fructificaçam, nam privativamente, porque elle pensava que se podiam áamittir outros, nem extensamente, porque julgou acertado de nam multiplicar notas caracteristicas sem necessidade. Elle definio o genero ser: "hum aggregado de varias especies, que convinham em todas as partes da fructificaçam ou nas mais - essensiaes". No seu parecer os generos podem ser destinguidos em primarios e secundarios; quanto aos primarios + essensiaes". No seu parecer os generos podem ser destinguidos em primarios e secundarios; quanto aos primarios estabeleceo as regras seguintes: 1°. que sò as partes da fructificaçam deviam ser empregadas como fundamento dos caracteres genericos, quando bem claramente - se observassem nas plantas, e se julgassem sufficientes para isso; 2°. que se + se observassem nas plantas, e se julgassem sufficientes para isso; 2°. que se estas partes fossem julgadas insufficientes, se devia recorrer a outros menos essensiaes, como por ex. às raízes, tronco, casca, folhas, e outras - partes do habito externo, e ainda mesmo às qualidades,sensiveis - Gouan, Adanson, Jussieu, e outros modernos adoptaraõ esta + partes do habito externo, e ainda mesmo às qualidades,sensiveis + Gouan, Adanson, Jussieu, e outros modernos adoptaraõ esta doutrina. , taes como a cor, e gosto; - 3°. que se deviam julgar por insufficientes as partes da flor e fructo, todas - as vezes que se nam podessem descobrir sem microscopio - Rai tinha sido do mesmo parecer: Notae (dizia elle) obviae sint, + 3°. que se deviam julgar por insufficientes as partes da flor e fructo, todas + as vezes que se nam podessem descobrir sem microscopio + Rai tinha sido do mesmo parecer: Notae (dizia elle) obviae sint, manifestae & cuilibet facile observabiles; nam cùm Methodi usus praecipuus sit rudes et tyrones in stirpium cognitionem compendio absque taedio & difficultate inducere, non oportet ejusmodi notas proponere, quae attentum & sollicitum requirunt expectatorem, cuique ut microscopium secum ferat necesse est. - Rai, Tournefort parecem ter reservado o uso do microscopio somente + Rai, Tournefort parecem ter reservado o uso do microscopio somente para a Botanica physica, persuadidos de que elle se oppunha a facilidade dos Methodos da Botanica pura. - Alguns modernos contudo pensam que o uso do microscopio he + Alguns modernos contudo pensam que o uso do microscopio he indespensavel a todo o botanico, visto ter a experiencia mostrado que ha nos vegetaes da mesma sorte que nos animaes quasi tantas partes imperceptiveis (ou talvez mais) como ha de volumosas ou @@ -1419,46 +1327,41 @@ separar do mesmo genero especies que lhe pertenciam; porque huma especie podia ter na flor huma so petala, e as suas congeneres quatro, e nem porisso dever destas ser separada, pertencendo aliàs todas ao mesmo genero em razam de - convirem e serem uniformes nas demais notas; que o numero differente das sementes, sendo aliàs tudo o mais analogo, nam bastava para formar generos + convirem e serem uniformes nas demais notas; que o numero differente das sementes, sendo aliàs tudo o mais analogo, nam bastava para formar generos diversos, porquanto se seguiria que deveramos referir a diversos generos individuos da mesma especie, o que he absurdo: que taes eram os generos que o Autor da natureza lhe parecia ter formado e exactamente destinguido pela - fructificaçam. Quanto aos generos secundarios, pensava que nam so se podia + fructificaçam. Quanto aos generos secundarios, pensava que nam so se podia recorrer à fructificaçam, mas ainda às demais partes do habito externo e qualidades, todas as vezes que as da fructificaçam se achassem ser insufficientes para os bem caracterizar. Mas estes generos raramente foram empregados no seu Methodo.

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- Aindaque Tournefort nam tivesse pensado em traçar hum plano, capaz de classar +

+ Aindaque Tournefort nam tivesse pensado em traçar hum plano, capaz de classar adequadamente todas as plantas do globo terrestre, o que elle julgava impossivel em qualquer destribuiçam systematica, contudo o seu systema tanto pela novidade dos generos como pela sua facilidade obteve huma grande acceitaçam, e nelle se alistaram durante alguns annos todas as especies e - generos, que se descobriram Principalmente as novas plantas da + generos, que se descobriram Principalmente as novas plantas da America, que o douto religioso Carlos Plumier havia descoberto e descripto por ordem de Luiz XIV., que lhe tinha dado tença e o titulo de seu Botanico.. - Elle foy seguido por Sherard, Plumier, Falugi, Marchand, Dodart, Nissole, + Elle foy seguido por Sherard, Plumier, Falugi, Marchand, Dodart, Nissole, Jussieu, Vaillant, Petit, Johren, Barrelier, Fevillé, Christovam Valentim, Ripa, Miguel Valentim, Dillenio, Pontedera, Monti, Micheli, Liridêm, - Elvebemes, Fabricio, Sabbati, Alston, Quer, Seguier - Ponho Seguier entre os que seguiram Tournefort, porque o seu Methodo + Elvebemes, Fabricio, Sabbati, Alston, Quer, Seguier + Ponho Seguier entre os que seguiram Tournefort, porque o seu Methodo relativo às plantas de Verona differe muito pouco do Methodo deste Botanico, e o mesmo se deve entender do de Durande, que hoje se ensina na Universidade de Dijon. , Durande e muitos outros. Mas sem embargo dos muitos apaxonados e dos elogios, que o Methodo de Tournefort grangeou, nam deixou de ter defeitos notaveis, dos quaes o seu Autor talvez teria emendado alguns, se vivesse mais - tempo. As suas 22 Classes podiam ser reduzidas a 17, porque a divisam dos - vegetaes em arvores - e hervas - Todos os Botanicos depois de Linneo tem evitado essa falsa divisaõ; e + tempo. As suas 22 Classes podiam ser reduzidas a 17, porque a divisam dos + vegetaes em arvores + e hervas + Todos os Botanicos depois de Linneo tem evitado essa falsa divisaõ; e Bergen sem embargo de ter seguido Tournefort no seu Tractado das plantas de Francfort, publicado em 1750, naõ deixou de diminuir as suas Classes reunindo as arboreas com as herbaceas. @@ -1469,36 +1372,32 @@ classes, sam sujeitas a differir nas especies do mesmo genero, a variar, ou a faltar ainda na mesma especie.

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Passados alguns annos depois da publicacam do systema de Tournefort appareceram +

Passados alguns annos depois da publicacam do systema de Tournefort appareceram alguns outros, que nam sendo nem mais faceis nem mais perfeitos nam lhe poderam usurpar a maior acceitaçam. Boerhaave, celebre professor de Botanica, Chimica, e Medicina, publicou em Leyde no anno de 1710 huma divisam de seis mil plantas em 84 Classes, considerando-as relativamente à sua grandeza, duraçam, fructificaçam, e habito externo: subdividio as dictas classes em 104 secçoens ou - ordens fundadas na substancia e figura das folhas, do calys, corolla, sementes, e tronco, no numero das petalas, capsulas + ordens fundadas na substancia e figura das folhas, do calys, corolla, sementes, e tronco, no numero das petalas, capsulas e sementes; na situaçam das flores e germe; e em fim nos organos sexuaes das flores, que elle empregou tambem algumas vezes para caracterizar os generos. - O seu Methodo foy huma combinaçam dos systemas de Cesalpino, Rai, Herman, + O seu Methodo foy huma combinaçam dos systemas de Cesalpino, Rai, Herman, e Tournefort, e por ser muito difficil e complicado foy apenas seguido na - sua escola e por Emsting e Morandi - Morandi no seu Tractado das plantas medicinaes, publicado em 1744, - reunio as arvores com as hervas, e em quasi tudo o mais seguio o + sua escola e por Emsting e Morandi + Morandi no seu Tractado das plantas medicinaes, publicado em 1744, + reunio as arvores com as hervas, e em quasi tudo o mais seguio o Methodo de Boerhaave. .

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Em 1720, Pontedera nas suas dissertaçoens, em que descreveo 272 especies novas de - plantas, negando os seus sexos em geral, imaginou de emendar às imperfeiçoens do Methodo de Tournefort, e +

Em 1720, Pontedera nas suas dissertaçoens, em que descreveo 272 especies novas de + plantas, negando os seus sexos em geral, imaginou de emendar às imperfeiçoens do Methodo de Tournefort, e augmentou as suas 22 classes athe 37, considerando-as debaxo das mesmas relaçoens, e alem disso segundo a presença ou nullidade dos gomos; mas elle nam chegou a pôr em execuçam o seu plano systematico, nem o applicou aos diversos generos de plantas.

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- Trinta e tantos annos depois da ediçam do Methodo de Tournefort, Carlos - Linneo, sabio Naturalista Sueco Carlos Linneo foy filho de hum pobre +

+ Trinta e tantos annos depois da ediçam do Methodo de Tournefort, Carlos + Linneo, sabio Naturalista Sueco Carlos Linneo foy filho de hum pobre Ecclesiastico de Smolandia na Suecia. Tendo-se applicado ao estudo de Historia natural fez nesta sciencia tam rapidos progressos, que na idade de 22 annos se achava ja capaz de ajudar e substituir Rudbeck, que entaõ @@ -1528,10 +1427,8 @@ vegetaes, que nesse tempo era hum dos objectos, em que mais se occupavam os physiologistas botanicos.

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A noticia dos sexos das plantas nam tinha sido inteiramente desconhecida aos - antigos Gregos e Romanos; nos escritos de Herodoto, Aristoteles, Theophrasto, Dioscorides, e Plinio achamos provas +

A noticia dos sexos das plantas nam tinha sido inteiramente desconhecida aos + antigos Gregos e Romanos; nos escritos de Herodoto, Aristoteles, Theophrasto, Dioscorides, e Plinio achamos provas disso, como ja disse fazendo mençam destes Autores; mas as suas ideas a este respeito foram obscuras, conjecturaes, e nam fundadas em conhecimentos anatomicos das flores. Demais disso, ainda estas mesmas ideas parecem ter sido @@ -1540,69 +1437,64 @@ motivo de destinçam estabelecida humas vezes na força ou fraqueza dos individuos, outras vezes na maior ou menor perfeiçam dos seus fructos, na maior ou menor efficacia das suas virtudes.

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- Em toda a idade media athe quasi ao seculo passado, a doutrina dos sexos das +

+ Em toda a idade media athe quasi ao seculo passado, a doutrina dos sexos das plantas foy muito incerta e indeterminada, nam tendo os botanicos outras noçoens della mais do que as dos antigos, donde procederam muitas falsas - destinçoens, que lemos nas obras dos autores desses tempos - Como saõ as de Feto macho, Feto femea; Peonia macha, Peonia femea; + destinçoens, que lemos nas obras dos autores desses tempos + Como saõ as de Feto macho, Feto femea; Peonia macha, Peonia femea; Cornus mas, Cornus. faemina, &c. &c. - Elles chamavaõ em algumas especies herbaceas dioicas, taes como o + Elles chamavaõ em algumas especies herbaceas dioicas, taes como o Canamo e Mercurial, plantas machas as que eraõ femeas, e vice versâ, so pela razam da sua grandeza ou virtudes medicinaes; (Mercurialis testiculata, sive mas; & spicata, sive faemina. G. Bauh.) . - Alguns annos depois da restauraçam das lettras, a Botanica physica, que tinha - quasi acabado com Theophrasto, começando de novo a ser cultivada - Gesnero, Grew, Malpighi, e Feldmand foram os que principalmente + Alguns annos depois da restauraçam das lettras, a Botanica physica, que tinha + quasi acabado com Theophrasto, começando de novo a ser cultivada + Gesnero, Grew, Malpighi, e Feldmand foram os que principalmente restauraram a Botanica physica, e a adiantaram; este agradavel estudo foy continuado por Hales, Ludwig, Leuvenhoek, Hill, Linne , Duhamel, Guettard, Bonnet, Saussure e muitos outros. , Cesalpino, Zaluzianski, Daniel Sennerto, Jungio, e Thomas Millington tractaram de investigar com exactas observaçoens o que os antigos tinham dicto decerto e de enganoso a respeito dos sexos. - Cesalpino fez mençam de que em algemas arvores, como por ex. o teixo, e nalgumas plantas + Cesalpino fez mençam de que em algemas arvores, como por ex. o teixo, e nalgumas plantas herbaceas, como a urtiga, mercurial, e canamo, o fructo era produzido por - hum individuo, e as flores por outro, e que este era denominado masculo por ser esteril, e aquelle feminino por + hum individuo, e as flores por outro, e que este era denominado masculo por ser esteril, e aquelle feminino por ser fertil. Accrescentou, que os individuos ferteis eram mais fructiferos sendo plantados perto dos masculinos, pela razam de certos effluvios do masculino se esparzirem sobre a superficie dos femininos, e por huma operaçam, que senam podia explicar, fazerem que estes produzissem sementes mais maduras e perfeitas. Elle restringio contudo as suas ideas sobre os sexos a hum - pequeno numero de plantas, isto he, às dioicas. Zaluzianski em 1592 teve - ideas mais claras e extensas - J. Bauhino citou em 1650 as principaes passagens de Zaluzianski a + pequeno numero de plantas, isto he, às dioicas. Zaluzianski em 1592 teve + ideas mais claras e extensas + J. Bauhino citou em 1650 as principaes passagens de Zaluzianski a respeito dos sexos, mas nam parece ter feito maiores investigaçoens. ; porquanto reconheceo que humas eram hermaphroditas, outras dioicas, e outras monoicas; elle explicou demais disso como o ovario da palmeira femea era fecundado pelo pò da masculina esparzido sobre elle.

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A frequencia de ver das sementes de hum so individuo nascer masculinos e +

A frequencia de ver das sementes de hum so individuo nascer masculinos e femininos, isto he, hum esteril outro fructifero, devia necessariamente conduzir a comparar os vegetaes com os animaes no modo de produzirse, e a investigar cada - vez mais este curioso objecto. Com effeito nam tardou muito tempo que o Dr. - Nehemias Grew Idea of a Philological History of Plants, &c. Lond. + vez mais este curioso objecto. Com effeito nam tardou muito tempo que o Dr. + Nehemias Grew Idea of a Philological History of Plants, &c. Lond. 1682, fol. ajudado do microscopio estendesse os sexos a todos os vegetaes, e expusesse o uso do pó das antheras, dizendo, que quando ellas rebentavam, o seu pò cahia no germe ou utero vegetal, e lhe communicava huma virtude prolifica, nam porque nelle entrasse esta substancia, mas sim por lhe communicar huns certos effluvios subtis e vivificantes.

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A opiniam de Grew foy adoptada por hum grande numero de Botanicos. Malpighi - seu contemporaneo nam contribuio pouco para a confirmar Anatome +

A opiniam de Grew foy adoptada por hum grande numero de Botanicos. Malpighi + seu contemporaneo nam contribuio pouco para a confirmar Anatome plantarum. Lond. 1686, fol. examinando ao microscopio o estylete - do pistillo, o po das antheras, e o modo com que ellas se abrem quando maduras. Rai hesitou no principio de assentir à + do pistillo, o po das antheras, e o modo com que ellas se abrem quando maduras. Rai hesitou no principio de assentir à doutrina de Grew, mas as suas proprias observaçoens lha fizeram em fim abraçar inteiramente, e ainda mesmo a juntar muitos argumentos para a defender. - Rudolpho Jacob Camerario illuminou a mesma doutrina com hum tam grande + Rudolpho Jacob Camerario illuminou a mesma doutrina com hum tam grande numero de experiencias, que alguns o consideram como o chefe dos sexualistas - "Em todos os flosculos das Compostas, dia este celebre + "Em todos os flosculos das Compostas, dia este celebre physiologista (na sua Epistola de Sexu Plantar. Tubingia, 1694), em que falta o estigma ao pistillo, ha abortamento nas sementes; se no milho, na amoreira, e muitas outras plantas cortamos as antheras das flores @@ -1610,8 +1502,8 @@ conseguinte geraçaõ, e se pomos o individuo masculino da mercurial distante do feminino, este naõ dará fructo, ou se o der, as suas sementes naõ germinarão" Elle confessou contudo que as suas experiencias - tinhaõ falhado no canamo. Camerario naõ so foy o que melhor - estabeleceo o sexualismo dos vegetaes, mas o que + tinhaõ falhado no canamo. Camerario naõ so foy o que melhor + estabeleceo o sexualismo dos vegetaes, mas o que ensinou a substituir por analogia as plantas indigenas às exoticas, ideas, que Petiver e outros depois seguiraõ. Elle foy taõbem o primeiro que fez mençaõ do numero dos estames, e parece ter suggerido a @@ -1623,69 +1515,64 @@ Heister em Helmstad: "Hic disserere constitui an ex partibus istis, quas ab officio genitales dicturus sum, Plantarum comparationes institui possint".. - Morlando, Greoffroy, Vaillant, Waldchmid, Gakenholtz, e muitos outros - Wolfio, Burchard, Logan, Blair, Bradley, Ludwig, Royen, Jussieu, - Needham, Monro, &c., &c.. Esta investigaçaõ passou athe à + Morlando, Greoffroy, Vaillant, Waldchmid, Gakenholtz, e muitos outros + Wolfio, Burchard, Logan, Blair, Bradley, Ludwig, Royen, Jussieu, + Needham, Monro, &c., &c.. Esta investigaçaõ passou athe à plantas menos perfeitas e Jussieu descobrio estames no Fetos, Micheli nos Fungos, Reaumur nas Algas e Hedwig nos Musgos. - Sem embargo disto, a doutrina dos sexos naõ tem sido athe ao presente + Sem embargo disto, a doutrina dos sexos naõ tem sido athe ao presente universalmente recebida. - Tournefort considerou as partes sexuaes das flores meramente, como + Tournefort considerou as partes sexuaes das flores meramente, como vasos excretorios destinados a separar a redundantia dos succos nutritivos do novo fructo, e naõ lhes deo lugar no seu systema. - Pontedera, Siegesbeck, Bénneman, e Moeller seguiraõ, que o pò das + Pontedera, Siegesbeck, Bénneman, e Moeller seguiraõ, que o pò das antheras era somente huma materia proveitosa ao novo fructo. - Alguns naõ admittiraõ sexos nas plantas Cryptogamicas (Vej. a Expos. + Alguns naõ admittiraõ sexos nas plantas Cryptogamicas (Vej. a Expos. da Cl. Cryptog. vol. 2.) - O Padre Spalanzani assegura com muitas experiencias, que no canamo e + O Padre Spalanzani assegura com muitas experiencias, que no canamo e muitas outras plantas perfeitas podem haver fructos perfeitos ou sementes capazes de propagar a sua especie sem o concurso das antheras. - O Dr. Alston, professor de Edimburgo, o Conde de Buffon, e outros - Epigenesistas naõ admittem o sexualismo em todo o reyno + O Dr. Alston, professor de Edimburgo, o Conde de Buffon, e outros + Epigenesistas naõ admittem o sexualismo em todo o reyno vegetal. Vej. a Palavra Sexus no Diccionario Botanico, Vol. 2. - roboraram com repetidas observaçoens os sentimentos de Grew e Cammerario, e tractaram + roboraram com repetidas observaçoens os sentimentos de Grew e Cammerario, e tractaram todos de provar que o pò das antheras era absolutamente necessario para à fecundaçam das sementes, e que a copula e geraçam dos vegetaes tinha huma grande analogia com a dos animaes. Morlando contudo differio hum tanto do parecer de Grew, julgando que o pò das antheras era hum aggregado, de plantulas seminaes, e que huma dellas entrava pelo estylete do germe: outros seguiram tambem a este respeito differentes outras opinioens.

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Linneo completou em fim a doutrina dos sexos, e lhe deo toda a extensam, de que +

Linneo completou em fim a doutrina dos sexos, e lhe deo toda a extensam, de que ella era susceptivel, compilando a seu favor todos os argumentos de que se tinham servido os seus predecessores, ajuntando algumas novas observaçoens, e fundando nella hum novo Systema, que em razam disso denominou sexual. - Publicou este Systema no anno de 1787 e o dividio em 24 Classes + Publicou este Systema no anno de 1787 e o dividio em 24 Classes estabelecidas relativamente ao numero, ponto de apego, proporçam, adunaçam, situaçam, e occultaçam dos estames; subdividio cada huma destas Classes em differentes Ordens deduzidas do numero dos pistillos, do numero, adunaçam e - situaçam dos estames, e da figura do fructo - As Ordens do Systema sexual sam algumas vezes subdivididas em - secçoens entremedias, fundadas em diversas relaçoens do calys, corolla e outras partes da + situaçam dos estames, e da figura do fructo + As Ordens do Systema sexual sam algumas vezes subdivididas em + secçoens entremedias, fundadas em diversas relaçoens do calys, corolla e outras partes da fructificaçam. - M. Adanson diz (Pref. p. XX.) que as subdivisoens das classes deste + M. Adanson diz (Pref. p. XX.) que as subdivisoens das classes deste systema sam algumas vezes fundadas tambem em notas do habito externo; eu penso que elle falla das Ordens da Classe Cryptogamia, porque todas as mais subdivisoens sam puramente estabelecidas em notas da fructificaçam. ; nestas Ordens estabeleceo muito mais, e melhores generos do que - contem as secçoens do Methodo de Tournefort Tournefort tinha feito + contem as secçoens do Methodo de Tournefort Tournefort tinha feito mençam de 698 generos; depois delle athe Linneo muitos outros Botanicos ajuntaram quasi mil, e Linneo athe o anno de 1759 descreveo 1174 generos. O Dr. Murray, na ultima ediçam do Systema Vegetabilium de Linneo publicada em 1784, fez mençam de 1436 generos; mas o numero dos generos conhecidos, e classados no systema de Linneo he mais consideravel, como se pode ver nas Obras de Jacquin, Forster, Aublet, - &c., e limitou o numero das suas especies a sette mil, supprimindo todas as mais plantas conhecidas, pelas reputar + &c., e limitou o numero das suas especies a sette mil, supprimindo todas as mais plantas conhecidas, pelas reputar variedades das dictas especies.

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- Este systema teve no principio pouco séguito Milne (Dict. Bot.) diz que +

+ Este systema teve no principio pouco séguito Milne (Dict. Bot.) diz que Linneo estando em Londres proposera o seu systema a Sloane, entam presidente da Sociedade Real da dicta cidade, e que este nam fizera cazo delle.; elle foy criticado severamente por Siegesbeck, Heister, @@ -1695,9 +1582,9 @@ profundo silencio a respeito das criticas, que lhe fizessem das suas obras. Browal e Gledistch tractaram contudo de o defender contra Siegesbeck, mas as suas respostas aos argumentos deste sabio foram pela maior parte puras - invectivas e nam razoens directas, e convincentes. Eu nam farei aqui mençam + invectivas e nam razoens directas, e convincentes. Eu nam farei aqui mençam de todos os defeitos reconhecidos neste systema nem das suas vantagens sobre - os mais, porquanto reservo isso para outro lugar Vej. a Exposiçam + os mais, porquanto reservo isso para outro lugar Vej. a Exposiçam deste Systema, e o Cap. V. do Tom. II. desta Obra., e me persuado que por ora bastaram as seguintes reflexoens geraes. Linneo nas Classes e Ordens do seu systema sexual guardou muito menos as affinidades naturaes do @@ -1705,12 +1592,10 @@ difficeis na practica e ainda mesmo superfluas; muitas presentam huma marcha rapida e facil de conhecer os nomes das plantas a ellas respectivas, e a ellas se deve attribuir em grande parte a acceitaçam, que o systema veyo pouco a pouco - a grangear sobre quasi todos os systemas artificiaes. Os seus generos tem todos huma nova + a grangear sobre quasi todos os systemas artificiaes. Os seus generos tem todos huma nova forma; e com effeito ninguem antes de Linneo empregou em todos elles todas - as partes da fructificacam - Boerhaave tinha na verdade fundado antes de Linneo caracteres + as partes da fructificacam + Boerhaave tinha na verdade fundado antes de Linneo caracteres genericos nas partes da fructificaçaõ; mas por hum modo abbreviado, e bem differente do plano de Linneo. circumstanciadas, ninguem antes delle os descreveo, por hum modo tam @@ -1720,13 +1605,13 @@ admittido: o seu particular modo de ver e combinar as dictas notas (que elle comparava às lettras do Abecedario) o obrigaram a incorporar alguns ainda dos primarios, que o dicto Botanico tinha dividido, e vice versâ, a desmembrar - outros que elle tinha reunido. Mas esta revoluçam nos generos, e nos + outros que elle tinha reunido. Mas esta revoluçam nos generos, e nos principios de os formar nam foy geralmente approvada; Heister, Gouan, Adanson, Jussieu, e alguns outros celebres Botanicos continuaram a seguir as ideas de Tournefort, pensando que as partes da fructificacam, por mais abundancia de caracteres que subministrem, eram algumas vezes insufficientes para bem caracterizar os generos, e que neste cazo era precizo recorrer a - outras, e ainda mesmo às qualidades das plantas Heister pensava que as + outras, e ainda mesmo às qualidades das plantas Heister pensava que as folhas podiaõ algumas vezes servir como parte essensial para caracterisar os generos. Gouan na maior parte dos generos do seu Hortus Monspeliensis ajuntou aos caracteres da fructificaçaõ (adoptados de @@ -1757,9 +1642,7 @@ legibus Linnaeus in praxi vero ubique revocat, suisque legibus praefert, exemplo Convalartae, Tussilaginis, &c. (Hal. Stirp. Helv. praef. p. 14.).. Muitos desapprovaram tambem a - demasiada confiança que elle poz nos caractéres dos seus generos athe chegar a dizer que todos + demasiada confiança que elle poz nos caractéres dos seus generos athe chegar a dizer que todos elles eram naturaes, e proprios para servirem em todos os Methodos possiveis. Com effeito novas destribuicoens botanicas, que depois foram publicadas, nam confirmaram esta assersam, porquanto Haller, Wachendorf, Adanson, La Mark, o @@ -1767,14 +1650,11 @@ fizeram tentativas do Methodo natural desmembraram mais ou menos os generos do Botanico Sueco, e elle mesmo e os da sua escola nam deixaram de reunir como tambem de desmembrar alguns delles nas differentes ediçoens do seu Systema - sexual. Demais disso, os generos, que elle estabeleceo nalgumas divisoens, as + sexual. Demais disso, os generos, que elle estabeleceo nalgumas divisoens, as quaes pela grande affinidade das suas plantas parecem constituir hum so genero extenso, como por ex. a que envolve a familia das Umbrelladas, sam susceptiveis ainda de muitas correcçoens, e sujeitos a mudanças, ainda mesmo - na supposiçam de que todos os mais generos de plantas o nam fossem, supposiçam contudo que nam he admittida por muitos botanicos Os + na supposiçam de que todos os mais generos de plantas o nam fossem, supposiçam contudo que nam he admittida por muitos botanicos Os generos (diz o Dr. Oeder Elem. Botan.) naõ saõ definidos pela natureza; elles ficaraõ ao arbitrio dos homens, os seus limites saõ ambiguos, e dependem das relaçoẽs arbitrarias, que cada hum adoptou por definiçaõ, @@ -1799,7 +1679,7 @@ haver em Botanica huma nomenclatura fixa, como ha em Astronomia..

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No parecer de Adanson os generos de Linneo sam mais proprios dos systemas +

No parecer de Adanson os generos de Linneo sam mais proprios dos systemas artificiaes fundados na fructificaçam, do que dos que sam estabelecidos em outras partes, e do que do Methodo natural, em cujos generos os caracteres devem ser tirados de todas as partes das plantas; outros contudo tem pensado que elles @@ -1807,15 +1687,13 @@ systema do Sexual, porquanto dizem, que todos os Autores, que athe agora tem feito tentativas do Methodo natural, desuniram incomparavelmente muito menos dos generos de Linneo, do que seria precizo desmembrar, se todas as especies citadas - no Systema sexual fossem destribuidas nas Classes e Ordens, a que rigorosamente + no Systema sexual fossem destribuidas nas Classes e Ordens, a que rigorosamente pertencem conforme as leys do dicto systema.

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- Nam obstante todos os defeitos, que se censuraram nas differentes divisoens +

+ Nam obstante todos os defeitos, que se censuraram nas differentes divisoens desta destribuiçam systematica, ella nam deixou contudo de ser adoptada por hum grande numero de Autores Botanicos, e de vir a ser hoje a mais seguida - na Europa A França he de todos os paizes da Europa aonde os systemas + na Europa A França he de todos os paizes da Europa aonde os systemas de Linneo saõ menos seguidos. No jardim Real de Paris ensina-se o Methodo de Jussieu, e em Dijon e muitas outras Universidades segue-se o Methodo de Tournefort reformado. pela razam da facilidade de @@ -1825,39 +1703,37 @@ abertas, que se julga ser menos tortuosa, e muito custoso de abrir huma nova mais direita.

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- No anno de 1738 Linneo publicou outro plano systematico, ao qual deo o nome +

+ No anno de 1738 Linneo publicou outro plano systematico, ao qual deo o nome de Methodo Calycino, por ser destribuido em 18 Classes deduzidas - principalmente das relaçoens do calys; mas elle + principalmente das relaçoens do calys; mas elle nam completou a execuçam deste Methodo por lhe ter preferido o primeiro fundado nos organos sexuaes.

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- No mesmo anno publicou huma terceira destribuiçam dos vegetaes, com o titulo +

+ No mesmo anno publicou huma terceira destribuiçam dos vegetaes, com o titulo de Fragmentos do Methodo natural.

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- Esta destribuiçam continha entam 746 generos em 65 divisoens, que elle +

+ Esta destribuiçam continha entam 746 generos em 65 divisoens, que elle denominou Ordens naturaes sem lhes dar titulos alguns; mas em 1751 na ediçam da sua Philosophia Botanica augmentou os dictos generos athe ao numero de 1026, e as suas Ordens a 68, dando-lhes differentes nomes tirados das obras - dos seus predecessores, ou imaginados por elle algumas vezes com bem pouca propriedade Segundo Royen, os + dos seus predecessores, ou imaginados por elle algumas vezes com bem pouca propriedade Segundo Royen, os titulos das familias dos vegetaes devem ser tirados de hum genero, que nellas he o mais conhecido; Adanson e Jussieu seguiraõ esta maxima, e ella me parece na verdade ser a mais razoavel.. - As familias de plantas publicadas por Magnol, aindaque bem differentes, + As familias de plantas publicadas por Magnol, aindaque bem differentes, parecem ter suggerido a Linneo o plano destes Fragmentos do Methodo natural, Methodo que elle confessava ser o fim a que se derigia a Botanica - Primum & ultimum in parte systematicâ Botanices quaesitum est + Primum & ultimum in parte systematicâ Botanices quaesitum est Methodus naturalis. Clas. Plantar. Methodus naturalis ultimus finis Botanices est et erit. Philos. Botan. pag. 137., e cuja investigaçam nam desprezou toda a sua vida. - Mas a pezar de todo o seu trabalho e das mudanças que em fim fez, reduzindo + Mas a pezar de todo o seu trabalho e das mudanças que em fim fez, reduzindo as suas 68 Ordens a 58, nam parece ter muito melhor adiantado e aperfeiçoado as familias naturaes do que os seus predecessores, e de todas as suas Ordens - apenas vinte tem sido reconhecidas por naturaes Isto naõ parecerà + apenas vinte tem sido reconhecidas por naturaes Isto naõ parecerà estranho aos que conhecem a grande dificuldade que ha de vencer os obstaculos, que se oppoem ao descobrimento do Methodo natural. Estes obstaculos no parecer de Linneo (Phil. Bot. p. 137) saõ, 1.º o desprezo, @@ -1876,12 +1752,10 @@ rejeitando o artificial, lhe pareciaõ ser semelhantes aos que deitaõ abaxo humas cazas de abobada e de bons commodos, para em seu lugar reedificar outras, de que naõ podem fechar a abobada.. - Elle nam nos deixou os caracteres destas Ordens denominadas naturaes, e - somente advertio na sua primeira ediçam, que ellas eram fundadas na simples symmetria de + Elle nam nos deixou os caracteres destas Ordens denominadas naturaes, e + somente advertio na sua primeira ediçam, que ellas eram fundadas na simples symmetria de todas as partes da fructificaçam, o que alguns botanicos nam poderam nem - crer nem adoptar Em vaõ, diz o Dr. Oeder (Elem. Bot.), se tentara de + crer nem adoptar Em vaõ, diz o Dr. Oeder (Elem. Bot.), se tentara de explicar ou indagar o caracter de huma familia natural, em quanto houver a preoccupaçam de que sò das partes da fructificaçaõ se devem tirar caracteres geraes: examinemos toda a estructura, ou habito das especies, @@ -1892,13 +1766,13 @@ deixou nos seus Fragmentos do Methodo natural, fossem puramente nella estabelecidos.. Guettard, Scopoli, e Gerard seguiram contudo este plano de destribuiçam com algumas leves mudanças.

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- Os trabalhos de Linneo em Botanica nam se limitaram somente a fazer huma +

+ Os trabalhos de Linneo em Botanica nam se limitaram somente a fazer huma revolucam nos generos, e a formar com elles novas destribuiçoens; elle publicou hum grande numero de novas observaçoens e de tractados de plantas de muitos paizes, simplificou a nomenclatura dos vegetaes, inventou alguns termos technicos, emendou e fixou os antigos, e estendeo os dogmas de - Botanica Estes dogmas estaõ reunidos na sua Philosophia Botanica: + Botanica Estes dogmas estaõ reunidos na sua Philosophia Botanica: muitos delles sam compilados de Jungio, Paulo Hamman e Tournefort: alguns saõ demasiadamente generalizados ou applicados sem destinçam tanto aos Methodos artificiaes como ao natural; em fim alguns foram @@ -1910,15 +1784,13 @@ Sciencia, e lhe veyo a grangear o titulo de Princepe dos Botanicos modernos.

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- Adriano Royen, professor de Botanica na Universidade de Leyde, deo no anno de +

+ Adriano Royen, professor de Botanica na Universidade de Leyde, deo no anno de 1740 hum plano de destribuiçam de 2700 plantas com o nome de Preludio do - Methodo natural, dividido em 20 classes relativamente ao numero das cotyledones, + Methodo natural, dividido em 20 classes relativamente ao numero das cotyledones, partes da fructificaçam, disposiçam das flores, e substancia herbacea ou pétrea (porque no seu tempo ainda se nam tinham excluido de Botanica - As esponjas, coraes, corallinas, madreporas, e outras producçoens + As esponjas, coraes, corallinas, madreporas, e outras producçoens marinhas denominadas lythophytos foram classadas no Reyno vegetal quasi athe o meyo do nosso seculo. Imperati em 1599 teve algumas leves ideas da animalidade destes entes; Peyssonel renovou as mesmas ideas em 1727, @@ -1931,8 +1803,7 @@ subdivididas em 77 secçoens fundadas nas partes da fructificaçam, disposiçam das flores e sua imperfeiçam, e em fim na substancia e disposiçam das folhas. - Este Methodo nam me parece corresponder às grandes ideas Hinc patet, cur nullis a quocunque demum autore datis principiis + Este Methodo nam me parece corresponder às grandes ideas Hinc patet, cur nullis a quocunque demum autore datis principiis adhaserim, sed solis naturae legibus adstrictus.... Unde factum est, ut classes, quas ante me pauci dederant, naturales servaverim, plures introduxerim, et reliquas seorsim exhibuerim. Pr. Florae Leid., @@ -1941,17 +1812,16 @@ curtos e improprios do Methodo natural, e alem disso nam comprehendem mais familias naturaes, do que dantes se conheciam.

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- Alberto Hailer, na sua Enumeraçam das plantas da Suissa impressa em 1742, e +

+ Alberto Hailer, na sua Enumeraçam das plantas da Suissa impressa em 1742, e das de Gottinga publicada em 1753 fez tambem huma nova tentativa do Methodo natural, destribuindo duas mil especies, que descreveo, em 13 Classes - Linneo reconheceo 15 Classes neste Methodo; Adanson confessa + Linneo reconheceo 15 Classes neste Methodo; Adanson confessa contudo nam ter podido descobrir nelle mais do que 13; eu nam pude taõbem decifrar hum maior numero; ellas sam com effeito difficeis de bem se destinguirem, por se encadearem de ordinario estreitamente com as subdivisoens subalternas, segundo o plano, que o seu Autor se tinha - proposto, e que elle seguio o mais que lhe foy possivel. Ego, qui non universalem stirpium Historiam molior, + proposto, e que elle seguio o mais que lhe foy possivel. Ego, qui non universalem stirpium Historiam molior, non tenebar perfectam dare generum distributionem. Sufficere credidi, si quamlibet familiam inter duas familias disponerem, à quibus proximè distat et difficiliùs distinguitur. Detegent fortè @@ -1960,45 +1830,40 @@ licet, cùm affinitates naturales mihi non simplices esse videantur, sed ab uno genere ad alia muita ex diversis notis perinde possit legitimè transire. (Hall. Pr. Stirp. Helvet. - fundadas no numero das cotyledones e partes da fructificaçam, e subdivididas em 42 Ordens estabelecidas na + fundadas no numero das cotyledones e partes da fructificaçam, e subdivididas em 42 Ordens estabelecidas na fructificaçam, no habito externo e ainda mesmo no lugar de nascimento das plantas. Este Methodo, postoque muito trabalhado em todas as suas partes, nam merece contudo o nome de natural, e so me parece ser hum Methodo mixto; muitas das suas divisoens nam sam naturaes, e as estreitas transiçoens, com que o seu Autor cuidou quanto lhe foy possivel de as reunir, fazem que o dicto Methodo sera sempre summamente difficil na practica.

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Francisco Sauvages, Medico de Mompelher, deo em 1743 o projecto de hum Methodo +

Francisco Sauvages, Medico de Mompelher, deo em 1743 o projecto de hum Methodo fundado nas differentes relaçoens das folhas, o qual, a pezar da reforma que o dicto botanico nelle fez em 1751, he muito defeituoso, principalmente pela razam das suas divisoens conterem de ordinario plantas que lhes nam convem com propriedade.

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Everardo Wachendorf imprimio no anno de 1747 hum catalogo, das plantas do jardim +

Everardo Wachendorf imprimio no anno de 1747 hum catalogo, das plantas do jardim botanico de Utrech, no qual citou quasi quatro mil especies simplesmente com as phrases de Linneo, e destribuidas em 16 Classes principalmente pela fructificaçam. Este botanico he contado no numero dos que fizeram tentativas sobre o Methodo natural; mas as divisoens do Methodo, que elle imaginou, pela - maior parte nam sam naturaes, e os seus titulos de ordinario sam viciosos pela sua demasiada + maior parte nam sam naturaes, e os seus titulos de ordinario sam viciosos pela sua demasiada extensam.

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O Methodo geral publicado pur Lourenço Heister em 1748 contem 35 Classes fundadas +

O Methodo geral publicado pur Lourenço Heister em 1748 contem 35 Classes fundadas na fructificaçam, habito externo e grandeza arborea ou hebracea; subdivididas em 93 Ordens relativamente ao sexo das flores, à sua disposiçam e das folhas, numero das petalas e sementes. Este Methodo parece ter sido trabalhado sobre o de Rai, e he mais facil do que elle.

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- Joam Gleditsch deo no anno de 1749 Vej. a Histor. da Acad. Real de +

+ Joam Gleditsch deo no anno de 1749 Vej. a Histor. da Acad. Real de Scienc. de Berlim. in 4.º, pag. 109, e seg.o plano de hum novo Systema composto de sette Classes estabelecidas na apparencia e no estado mais ou menos occulto das flores, no ponto de apego dos estames, e na irregularidade de classificaçam; as dictas Classes sam quatro vezes subdivididas successivamente. Este systema so he facil na sua theoria; porque na practica nam me parece que haja outro mais difficil.

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- M. Duhamel no seu Tractado das arvores e arbustos, que se cultivam em França sem +

+ M. Duhamel no seu Tractado das arvores e arbustos, que se cultivam em França sem estufas, impresso em 1755, cuidou de combinar o Systema de Linneo com o de Tournefort, e destribuio as mil especies, de que fez mençam, em tres Classes relativamente aos sexos, e ao numero das petalas. Elle deo ainda na @@ -2007,22 +1872,19 @@ nudez das sementes; outro de quatro Classes fundadas na figura, situaçam, e duraçam das folhas. O intuito de M. Duhamel foy de facilitar, o mais que lhe foy possivel, o conhecimento das plantas de que tractou, considerando-as nestes tres - Methodos relativamente ao estado da florecencia, da frutescencia, e do periodo em que ellas se acham sem, flor nem fructo, e so com folhas: elle + Methodos relativamente ao estado da florecencia, da frutescencia, e do periodo em que ellas se acham sem, flor nem fructo, e so com folhas: elle conhecia muito bem, que todos os Methodos artificiaes sendo mais ou menos defeituosos, o seu primeiro Methodo nam podia ser livre de defeitos, e lhe ajuntou por esse motivo os dois outros para supprir às suas imperfeiçoens. Hum semelhante plano he digno de ser imitado, e o seria ainda muito mais, se M . Duhamel lhe tivesse ajuntado hum quarto Methodo ou Catalogo, no qual as plantas, que citou, se achassem dispostas em familias naturaes.

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M. Adanson, sabio Botanico da Academia de Sciencias de Paris, no seu Tractado das +

M. Adanson, sabio Botanico da Academia de Sciencias de Paris, no seu Tractado das Familias de Plantas publicado em 1763 seguiu hum plano do Methodo natural inteiramente diverso dos que tinham imaginado os seus predecessores. Elle destribuio as 18 mil plantas (especies e variedades) conhecidas athe ao dicto anno, em 1615 generos, a que chamou linhas de separaçam primarias e bem - assignaladas pela natureza. Assignou a cada huma destas Familias e generos o + assignaladas pela natureza. Assignou a cada huma destas Familias e generos o seu caracter particular deduzido da fructificaçam e habito externo, porque no seu parecer os verdadeiros caractéres genericos naturaes, ou proprios das divisoens do Methodo natural devem ser tirados de todas as partes dos @@ -2034,9 +1896,7 @@ reduzir as familias naturaes a huma boa clave classica, por falta da generalidade competente de notas caracteristicas. Em lugar de clave dispoz as dictas familias por huma serie gradativa, começando pelas dos vegetaes menos - perfeitos, e encadeando-as humas com outras conforme as affinidades, com que ellas lhe pareceram ter + perfeitos, e encadeando-as humas com outras conforme as affinidades, com que ellas lhe pareceram ter sido approximadas pela natureza. Este Methodo nam deixa de ter bastantes imperfeiçoens, como o seu mesmo Autor confessa; muitos dos caracteres dos seus generos e familias sam incompletos, e precisam de ser correctos (este defeito @@ -2058,11 +1918,9 @@ dogmatica e methodica, que o dam bem a conhecer pur hum botanico erudito e profundo. Eu adoptei neste Tractado muitas das suas ideas, todas as vezes que as achei conformes ao que me tem ensinado o estudo de muitos annos subre os - vegetaes, porque nem sempre me pareceram bem fundadas. Algumas das suas - assersoens relativas às partes da fructificaçam das plantas denominadas Cryptogamicas discordam muito das - minhas observaçoens e das do Dr. Hedwig de Leipsik O Dr. Kedwig he de + vegetaes, porque nem sempre me pareceram bem fundadas. Algumas das suas + assersoens relativas às partes da fructificaçam das plantas denominadas Cryptogamicas discordam muito das + minhas observaçoens e das do Dr. Hedwig de Leipsik O Dr. Kedwig he de todos os modernos o que me parece ter melhor indagado as plantas Cryptogamicas. A Academia de Petresburgo coroou huma das suas obras, na qual elle demonstrou com huma grande sagacidade as miudas partes da @@ -2085,7 +1943,7 @@ he muito fastidiosa aos Leytores, pela sua particular orthographia, e nomenclatura dos generos ordinariamente differente da de Linneo.

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O Dr. Antonio Luiz de Jussieu, celebre Botanico da Academia de Sciencias de +

O Dr. Antonio Luiz de Jussieu, celebre Botanico da Academia de Sciencias de Paris, em duas Memorias prezentadas à dicta Academia nos annos de 1773 e de 1774, indicou hum novo plano methodico universal, e nelle adoptou a nomenclatura de Linneo, e quasi geralmente os seus generos, reduzindo-os a 92 Familias @@ -2093,20 +1951,17 @@ partes das plantas, e dispondo as dictas familias conforme as suas affinidades em huma serie methodica, começando pelas dos vegetaes menos perfeitos, como tinha feito M. Adanson. Elle nam seguio contudo as ideas deste Botanico nem as - de Linneo a respeito da clave classica das familias naturaes; porquanto persuadido de que nellas haviam + de Linneo a respeito da clave classica das familias naturaes; porquanto persuadido de que nellas haviam algumas relaçoens geraes e invariaveis capazes de servir de base para estabelecela, reduzio as do seu Methodo (que considerou como naturaes) a huma clave de 14 Classes fundadas principalmente na privaçam ou numero das - cotyledones das sementes, e no mediato ou immediato apego dos estames ao calys, receptaculo, ou pistillo. Mas esta clave tem + cotyledones das sementes, e no mediato ou immediato apego dos estames ao calys, receptaculo, ou pistillo. Mas esta clave tem algumas imperfeiçoens e he muito diffcil na practica: o titulo de acotylédones (ou sem cotyledones) dado a todas as Cryptogamicas, às Nayades e Parasitas he improprio e desmentido pela natureza; nestas duas ultimas - familias ha algumas plantas Como saõ por ex. o Myriophyllum, e + familias ha algumas plantas Como saõ por ex. o Myriophyllum, e Ceratophyllum., que sam reconhecidas por alguns botanicos como - dicotyledones; no mesmo genero Como por ex. no Cactus, no qual algumas + dicotyledones; no mesmo genero Como por ex. no Cactus, no qual algumas especies saõ monocotyledones e outras dicotyledones. podem haver especies de diverso numero de cotyledones; a insersam dos estames nam he menciodada na primeira Classe, e nalguns generos o ponto de apego dos @@ -2119,23 +1974,21 @@ maneira que mal merecem o titulo de naturaes, e as suas transiçoens sam às vezes estabelecidas tam arbitrariamente como o seu numero. Este Methodo por conseguinte nam he puramente natural; mas sem embargo disso nam se pode negar - que elle presenta os seus Fragmentos mais adequada e completamente do que qualquer + que elle presenta os seus Fragmentos mais adequada e completamente do que qualquer outro athe agora publicado; os seus defeitos sam resarcidos pelo grande numero de observaçoens importantes e de judiciosos caracteres, em que a maior parte das suas divisoens sam estabelecidas; muitos delles podem ser emendados por meyo de novas observaçoens: os principios de analogia, em que elle he fundado, sam os mais proprios para estender e aperfeiçoar a Botanica, e os mais conformes à verdadeira Physica dos vegetaes, que considera as relaçoens de todas as suas - partes sem desprezar huma so. Hum semelhante plano era proprio das grandes - luzes de Mrs. de Jussieu O Methodo sobredicto foy imaginado pelo Dr. + partes sem desprezar huma so. Hum semelhante plano era proprio das grandes + luzes de Mrs. de Jussieu O Methodo sobredicto foy imaginado pelo Dr. Bernardo de Jussieu, e estabelecido primeiramente no Real Jardim de Trianon, sito no Parque de Versalhes; depois da sua morte o Dr. Antonio Luiz de Jussieu cuidou de lhe dar huma melhor forma, e o introduzio no jardim Real de Paris, aonde hoje he ensinado publicamente aos nacionaes e estrangeiros., e digno de ser introduzido em hum dos principaes - jardins O Real Jardim Botanico de Paris contem quasi cinco mil + jardins O Real Jardim Botanico de Paris contem quasi cinco mil differentes especies de plantas de diversos climas do globo terrestre, e este numero he todos os dias augmentado pelas novas remessas, que o douto Thouin, Jardineiro mòr do dicto Jardim, recebe de paizes @@ -2145,17 +1998,14 @@ universal dirigido a cpnservar as affinidades naturaes, ou tendente a dar ao Methodo natural a perfeiçam de que elle he susceptivel.

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Por evitar de ser prolixo, nam faço aqui mençam de alguns outros Methodos +

Por evitar de ser prolixo, nam faço aqui mençam de alguns outros Methodos modernos, relativos às plantas de differentes paizes do Globo, como o do Dr. Allioni sobre as plantas do Piemonte, o de Oeder sobre as de Dinamarca, o do Cavalheiro de la Mark sobre as da França, o do Lord Bute sobre as da Gr. - Bretanha, o de Thunbergio sobre as do Japam, nem os de outros, que se acham indicados no nosso Catalogo dos Autores Botanicos: todos estes Methodos + Bretanha, o de Thunbergio sobre as do Japam, nem os de outros, que se acham indicados no nosso Catalogo dos Autores Botanicos: todos estes Methodos nam sam outra coiza mais, do que combinaçoens ou correcçoens dos precedentes, de que tenho summariamente tractado.

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Alem dos Methodos universaes, e geraes, tem havido ainda alguns outros +

Alem dos Methodos universaes, e geraes, tem havido ainda alguns outros denominados parciaes, e relativos a huma so Classe ou Familia de plantas; taes sam por ex. os de Dillenio, Michelli, Gledits, Batarra, e Bladts sobre os Fungos; os de Dillenio, Michelli e Hedwig sobre os Musgos; os de Monti, @@ -2163,10 +2013,10 @@ Umbrelladas; e os de Vaillant, e Pontedera sobre as Compostas. Alguns publicaram Tractados particulares de hum genero infimo, que pelas numerosas especies, que contem, parece constituir huma Familia, como por ex. Klein, Donati, e Gmelin do - Fucus ou Alga, Burman do Geranto, e Haller do Alho. Muitos emprehenderam + Fucus ou Alga, Burman do Geranto, e Haller do Alho. Muitos emprehenderam viagens nam so pela Europa, mas por todos os lugares do Globo, aonde ha colonias de Europeos, e,aonde o commercio e navegaçam lhes franquea a - entrada As viagens, que desde o seculo passado athe ao presente se tem + entrada As viagens, que desde o seculo passado athe ao presente se tem emprehendido por differentes sabios a fim de augmentar os conhecimentos em Botanica e outras partes de Historia natural, saõ summamente numerosas; as principaes entre as modernas saõ: a de Gmelin pela Siberia @@ -2179,9 +2029,7 @@ India; Aublet na Ilha de França e Guianna; Thunbergio na Africa austral, Ceilaõ, Java e Japaõ; Solander com o celebre cavalheiro Banks, e os dois Forsteros no mar austral, &c.; os seus trabalhos reunidos aos - de differentes Academias, Sociedades sabias Como a Sociedade de Allemanha estabelecida em 1670, a de + de differentes Academias, Sociedades sabias Como a Sociedade de Allemanha estabelecida em 1670, a de Londres em 16S2, a Academia de Sciencias de Paris em 1699, a de Upsal em 1720, a Imperial de Petresburgo em 1728, a de Noremberg em 1731, a de Stokolmo em 1739, e muitas outras que foraõ fundadas no seculo actual @@ -2191,9 +2039,9 @@ com muitas observaçoens novas e uteis. Mas sem embargo disto, esta Sciencia nam se tem adiantado nem aperfeiçoado tanto como pensaram alguns modernos demasiadamente preoccupados dos seus Systemas.

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- Das destribuiçoens dos entes do reyno vegetal, que athe agora se tem - publicado quer sejam denominadas Systemas ou Methodos artificiaes Os +

+ Das destribuiçoens dos entes do reyno vegetal, que athe agora se tem + publicado quer sejam denominadas Systemas ou Methodos artificiaes Os Systemas artificiaes saõ fundados em huma so parte ou em poucas: o Methodo natural pelo contrario he fundado em muitas, e considerado como hum composto de muitas familias, nas quaes cada especie se acha por taõ @@ -2203,17 +2051,14 @@ perfeita e inteiramente conforme à natureza; todas tem sido mais ou menos uteis, nenhuma foy jamais izenta de defeitos, e este he o justo juizo que dellas se deve formar. - Os Seus Autores huns escolheram por fundamento dellas puramente algumas + Os Seus Autores huns escolheram por fundamento dellas puramente algumas partes da fructificaçam, outros quasi inteiramente as do habito externo, e - outros tanto as partes da fructificaçam como as do habito externo Como + outros tanto as partes da fructificaçam como as do habito externo Como foraõ Morison, Ray, Tournefort, Magnol, Boerhaave, Ludwig, Adanson, Jussieu, &c.. Elles criticaram successivamente os Systemas huns dos outros, como insufficientes, ou discordes à natureza, e bem semelhantes aos Physiologistas a respeito do principal lugar, em que reside a - alma, cada hum pertendeo ter achado a parte mais essensial, em que se devia com preferencia fundar hum bom Methodo ou Systema botanico. O espirito + alma, cada hum pertendeo ter achado a parte mais essensial, em que se devia com preferencia fundar hum bom Methodo ou Systema botanico. O espirito de seita ou paxam de fundar escola, preoccupacoens nacionaes pelos Methodos dos seus compatriotas, a novidade de pomposos titulos, e juntamente a grande facilidade, que elles inculcavam, fizeram tambem que huns foram preferidos aos @@ -2224,30 +2069,28 @@ Methodos dos seus predecessores, ver-se-ha que, se elles evitatam alguns dos seus defeitos, cahiram em outros nam menos notaveis, e que deixaram à posteridade muito mais incertezas do que elles pensaram.

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" A Botanica, diz hum celebre Naturalista moderno - M. Adanson, cujas ideas transcrevo aqui por me parecerem ser as mais +

" A Botanica, diz hum celebre Naturalista moderno + M. Adanson, cujas ideas transcrevo aqui por me parecerem ser as mais exactas, e adequadas para instruir o Leytor sobre o estado actual da Botanica. , nam he huma simples nomenclatura, ou aggregado de phrases e nomes, mas huma Sciencia fundada na experiencia, cujo objecto he de examinar todas as partes dos vegetaes, de combinar todas as suas affinidades, de julgar de todas as suas diversas relaçoens de semelhança e dessemelhança comparadas, e - decidir em fim da sua natureza - Segundo o mesmo sabio Naturalista, a Botanica he susceptivel de + decidir em fim da sua natureza + Segundo o mesmo sabio Naturalista, a Botanica he susceptivel de muitos problemas sobre as linhas de separaçaõ entre as Familias e generos, sobre as relaçoẽs que os encadeaõ, sobre as affinidades que fazem que hum vegetal pertença mais a hum genero, ou familia, do que a outros &c. - O Dr. Ant. L. de Jussieu he do mesmo sentimento, accrescentando que + O Dr. Ant. L. de Jussieu he do mesmo sentimento, accrescentando que ella preciza às vezes de huma especulaçaõ, que equivale à das Sciencias mais abstractas. - . O Methodo natural he o unico, a que ella se dirige..... todos os Methodos artificiaes + . O Methodo natural he o unico, a que ella se dirige..... todos os Methodos artificiaes vacillam mais ou menos nos seus principios; elles nam devem ser considerados como constituindo a Sciencia, mas somente como diccionarios della, e como meyos - que ajudam na indagaçam do Methodo natural. Este Methodo nam deve ser - confundido (como he ordinariamente) com o Methodo perfeito Naturalem + que ajudam na indagaçam do Methodo natural. Este Methodo nam deve ser + confundido (como he ordinariamente) com o Methodo perfeito Naturalem et perfectissimam Methodum, in quá nullæ anomaliæ occurrunt deprehendi vix, posse opinamur, cum varietas characterum nimia sit, & ex consensu omnium signorum characteres veró naturales exurgant, hinc uno @@ -2267,9 +2110,7 @@ assim todos os vegetaes em hum certo numero de Familias bem caracterizadas, bastarà conhecer dois ou tres de cada huma dellas para reconherer os demais respectivos, o que resumirà summamente tanto o seu conhecimento nomenclativo, - como o estudo da sua natureza. Os paradoxos e opinioens particulares à alguns Botanicos, a preoccupaçam de + como o estudo da sua natureza. Os paradoxos e opinioens particulares à alguns Botanicos, a preoccupaçam de que todos os Methodos, sem exceptuar ainda mesmo o natural, deviam ser fundados so nas partes da fructificaçam, e o desprezo de deduzir os caracteres de todas as relaçoens possiveis dos vegetaes tem sido pouco favoraveis ao progresso, que @@ -2288,9 +2129,9 @@ Botanica, reconheceram que ella nam esta mais adiantada do que as outras Sciencias naturaes, como dam a entender alguns Systematicos modernos, que enrolveram o conhecimentos novos no espesso veo de algumas ideas demasiadamente - generalizadas, querendo sujeitar a ellas toda a natureza.... Restam nam so - muitas especies - Ray, que no fim do seculo passado fez mençaõ de 18655 plantas, + generalizadas, querendo sujeitar a ellas toda a natureza.... Restam nam so + muitas especies + Ray, que no fim do seculo passado fez mençaõ de 18655 plantas, ontando especies e variedades, dizia que a metade dos vegetaes do globo terrestre não estava ainda conhecida. Oeder em 1753 julgava que haviaõ 7320 especies conhecidas sem contar as variedades, e @@ -2310,11 +2151,8 @@ Jussieu, e Sloane contem 8 mil especies, o de Vaillant nove mil, o de Sherard dez mil, e quantas mil alem destas naõ contem os sertoẽs de Africa, Asia, e America, e outros paizes da Terra aonde nenhum Botanico - tem ainda penetrado? , e generos para descobrir, mas ainda tambem algumas Familias - Em todos os tres reinos de natureza ha formas tao particulares a + tem ainda penetrado? , e generos para descobrir, mas ainda tambem algumas Familias + Em todos os tres reinos de natureza ha formas tao particulares a certos paizes, que se naõ achaõ fora delles: no reino vegetal a experiencia tem mostrado que ha muitas especies e generos, que saõ proprios huns da Asia, outros da Africa, e outros da America @@ -2323,30 +2161,27 @@ especies de Palmeiras (as quaes segundo alguns conjecturaõ foraõ nella naturalizadas por transplantaçaõ) que na Zona torrida ha muito poucas Umbrelladas, e rarissimas Cruciferas. - Portanto assim como ha Familias quasi inteiras na Europa, outras + Portanto assim como ha Familias quasi inteiras na Europa, outras quasi inteiras fora della, he muito provavel que hajaõ taõbem fora della algumas Familias, das quaes naõ conhecemos ainda planta alguma ou apenas conhecemos hum ou poucos generos, que os viajantes nos tem descripto. ; muitos dos generos conhecidos precizam de ser verificados e melhor - caracterizados, e o mesmo se deve entender das especies - Porquanto ha, segundo o mesmo Botanico, algumas plantas, que tendo + caracterizados, e o mesmo se deve entender das especies + Porquanto ha, segundo o mesmo Botanico, algumas plantas, que tendo variedades saõ consideradas como especies, e outras vice versá, que sendo especies saõ reputadas por variedades. . Do generos exoticos, que Linneo formou puramente guiado pelas - semelhanças apparentes de figuras estampadas ou plantas seccas, tem muitos defeitos e nam se pode nelles ter confiança; as descripçoens genericas dos + semelhanças apparentes de figuras estampadas ou plantas seccas, tem muitos defeitos e nam se pode nelles ter confiança; as descripçoens genericas dos exoticos, feitas conforme a sua florecencia observada nos jardins da Europa, sam tambem pouco seguras, muito principalmente daquelles em que se desprezaram as notas caracteristicas tiradas do habito externo, como he ordinario de desprezar; elles sam sujeitos a florecer mutilados e desfigurados em nossos climas, e muitas vezes me succedeo nam poder reconhecer alguns delles pelas dictas - descripçoens, encontrando-os nos seus naturaes paizes em Africa. Os + descripçoens, encontrando-os nos seus naturaes paizes em Africa. Os viajantes, e quaesquer que derem noticia de novas plantas, devem cuidar, quanto lhes for possivel, de traçar descripçoens menos curtas do que se - costuma ordinariamente Diz-se ordinariamente, que ha muitas coizas + costuma ordinariamente Diz-se ordinariamente, que ha muitas coizas minuciosas, que se devem omittir e désprezar nas descripçoẽs dos vegetaes; que as descripçoẽs longas naõ se lêm, e que nellas se naõ percebe com facilidade e brevidade as differenças caracteristicas; em @@ -2382,36 +2217,33 @@ todas as partes e sinaes quaesquer que se podem divisar na forma e estructura dos individuos vegetaes, e para este fim so as descripçoẽs vastamente circumstanciadas podem ser de hum adequado soccorro.: - as partes relativas ao habito merecem de ser melhor attendidas e circumstanciadas, e nas da + as partes relativas ao habito merecem de ser melhor attendidas e circumstanciadas, e nas da fructificaçam o ponto de apego dos organos sexuaes, as cellulas e po das antheras, o numero das cotylédones, a figura e situaçam do corculo nas sementes, etc. para cujo fim nam se deve poupar o uso do microscopio, sendo - necessario - Rai foi de parecer, que naõ era necessario nos Methodos indicar parte + necessario + Rai foi de parecer, que naõ era necessario nos Methodos indicar parte alguma, que exigisse o uso do microscopio, como ja notei (pag. XL, not. b.). - Alguns Methodistas seguem ainda hoje este parecer; outros + Alguns Methodistas seguem ainda hoje este parecer; outros rarissimamente assignaõ caracteres fundados no uso do microscopio; outros em fim estabelecem Familias inteiras em notas caracteristicas, que dependem absolutamente do uso delle. - M. Adanson pensa que ha nos animaes e vegetaes quasi tantas partes + M. Adanson pensa que ha nos animaes e vegetaes quasi tantas partes insensiveis ou microscopicas, como ha de bem apparentes á vista simples, e que todas ellas saõ igualmente dignas da attençaõ de hum Naturalista, julgando por erronea a opiniaõ de Rai. . - A maior parte das antigas Estampas precizam de ser emendadas, e as que se - reformarem e gravarem de novo devem dar noçoens mais geraes das plantas - Seria acertado que huma Academia protegida por algum Soberano ou + A maior parte das antigas Estampas precizam de ser emendadas, e as que se + reformarem e gravarem de novo devem dar noçoens mais geraes das plantas + Seria acertado que huma Academia protegida por algum Soberano ou pessoas ricas e com artistas tencionados emprehendesse de dar todos os annos hum certo numero de Estampas completas dos vegetaes conhecidos athe chegar a publicar todas as suas especies e principaes variedades: este trabalho daria a Historia Natural hum precioso Archivo, e contribuiria summamente para o seu progresso. M. Adanson, e outtos modernos criticaraõ com justo - motivo a Linneo de ter dicto (Gener. Piantar. 1743) icones pro determinandis generibus non commendo, sed + motivo a Linneo de ter dicto (Gener. Piantar. 1743) icones pro determinandis generibus non commendo, sed absolute rejicio, licet fateor has magis gratas esse pueris, iisque, qui plus habent capitis quam cerebri... ab iconibus enim quis potest unquam aliquid argumentum fixum desumere; sed ab scriptis @@ -2424,13 +2256,11 @@ so proprias das descripçoẽs; mas naõ se pode duvidar taõbem que ha algumas nos dictos entes, e hum nao sei que nas suas physionomias, que sò he privativo à pintura ou desenho de exprimir e de que nenhuma - descripçaõ pode dar noçoẽs claras. He por esta razaõ que sera sempre + descripçaõ pode dar noçoẽs claras. He por esta razaõ que sera sempre necessario reunir as figuras as descripçoẽs, e as descripçoẽs ás figuras, como servindo humas às outras de hum reciproco soccorro. - . He necessario provar com exactas e repetidas experiencias, se todas as plantas + . He necessario provar com exactas e repetidas experiencias, se todas as plantas cryptogamicas se reproduzem por sementes, e se todas tem organos sexuaes, ou se pelo contrario ha algumas sem os dictos organos, e que so se reproduzem por gomos ou bolbilhos, e em fim deferminar o que nellas he especie e variedade. @@ -2438,58 +2268,56 @@ Botanica pura como physiologica, dos quaes alguns sam muito difficeis de arrancar à natureza e talvez seram por ella revelados somente a algum daquelles transcendentes genios, de que os seculos sam tam avaros".

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Taes sam os passos, que tem dado a Botanica, e o seu estado actual nos +

Taes sam os passos, que tem dado a Botanica, e o seu estado actual nos differentes paizes da Europa. O seu progresso entre nos tem sido ora proporcionado e em parte superior ao das outras Naçoens Européas, ora mais - lento. No tempo, em que a Lusitania esteve debaxo do dominio dos Romanos, - lemos nos antigos Autores - Segundo Plinio, Strabo, Justino, Athenco, Columela, e outros, as + lento. No tempo, em que a Lusitania esteve debaxo do dominio dos Romanos, + lemos nos antigos Autores + Segundo Plinio, Strabo, Justino, Athenco, Columela, e outros, as plantas frumentaceas e hortaliças eraõ copiosamente cultivadas entre os Lusitanos; elles extrahiaõ muito azeite naõ so das azeitonas, mas ainda das bagas de loiro e fructos de outros vegetaes, e os Romanos exportavaõ delles trigo, azeite, vinhos, cardos hortenses, tuberas da terra, linhos, esparto, bettonica, &c. &c. que os seus habitantes eram muito cuidadosos da Botanica applicada, - e Plinio lhes attribue o dexcobrimento da Bettonica - A Bettonica ou Vettonica diz-se ser assim denominada pela razaõ dos + e Plinio lhes attribue o dexcobrimento da Bettonica + A Bettonica ou Vettonica diz-se ser assim denominada pela razaõ dos seus usos medicinaes terem sido descobertos pelos povos Vettones ou Vetones. - Estes povos habitavaõ huma parte das provincias orientaes do Portugal + Estes povos habitavaõ huma parte das provincias orientaes do Portugal moderno e a provincia da Extremadura da Hespanha moderna; a sua Capital segundo Prudencio, era Merida (Emerita), a qual fazia parte do Portugal antigo ou Lusitania. - André de Rezende seguindo a opiniaõ de Plinio extende a habitaçaõ dos + André de Rezende seguindo a opiniaõ de Plinio extende a habitaçaõ dos Vettoens athe ao Doiro. e Scorpinaca. - He muito verosimil que em quanto o Imperio do Occidente subsistio, os + He muito verosimil que em quanto o Imperio do Occidente subsistio, os conhecimentos, que os Romanos tinham adquirido na Botanica applicada, foram pouco a pouco communicados às Hespanhas, tanto à citerior como ulterior ou Lusitania, e nellas bem excultos; mas depois da ruina deste Imperio durante toda a idade media, elles estiveram entre nos, nam obstante todos os esforços dos Medicos Arabes, em huma situaçam pouco menos rude, do que entre as demais naçoens, que o desmembraram.

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A restauraçam das lettras tendo feito mudar em Portugal o plano de estudos, +

A restauraçam das lettras tendo feito mudar em Portugal o plano de estudos, Theophrasto, Dioscorides e outros antigos, que tinham tractado dos vegetaes, começaram a ser melhor interpretados do que o tinham feito os Arabes e os que athe esta famosa epoca haviam adoptado as suas ideas; a nossa Universidade tinha na Botanica (que entam se ensinava) professores tam instruidos como as melhores - da Europa. Com intuitos de commercio e de engrandecimento do Estado, + da Europa. Com intuitos de commercio e de engrandecimento do Estado, acompanhados da paxam de investigar, descobrimos novos paizes navegando pelos mares meridionaes da Africa e India athe à China, e fomos à proporçam que os conhecemos dando à Europa tanto em Geographia como em differentes - partes de Historia natural - Garcia de Horta, celebre Professor da nossa Universidade de Coimbra, + partes de Historia natural + Garcia de Horta, celebre Professor da nossa Universidade de Coimbra, tendo deixado a sua cadeira de Medicina em 1534, e passado à India e China publicou em Goa o seu Tractado das Especierias do Oriente, o qual foy depois tradurido do Portuguez em varias linguas pela sua novidade e exactidaõ. - Thomé Péres e Joaõ Fragoso tractaraõ taõbem das drogas e plantas do + Thomé Péres e Joaõ Fragoso tractaraõ taõbem das drogas e plantas do Oriente; Fernaõ Mendes Pinto, Barros e outros fizeraõ mençaõ de muitas arvores e producçoẽs da India, China, Moluccas e outras ilhas do mar da India. - Pero Magalhaẽs, amigo do nosso Camoẽs, na sua Historia de S. Cruz ou + Pero Magalhaẽs, amigo do nosso Camoẽs, na sua Historia de S. Cruz ou Brasil tractou da herva sancta (depois chamada herva do tabacco ou da ilha Tabago, e herva de M. Nicot), da mandioca, da arvore do balsamo de copaïva e algumas outras produccoẽs da America @@ -2497,41 +2325,37 @@ conhecimentos huns inteiramente novos, outros mais claros e completos, do que haviam dantes.

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Se o mesmo plano de estudos, e a mesma instrucçam se houvesse sustentado e + +

Se o mesmo plano de estudos, e a mesma instrucçam se houvesse sustentado e promovido entre nos, a Botanica e outras Sciencias e artes deveram certamente aos Portuguezes hum explendor progressivo; mas differentes circumstancias assaz - expressas na nossa Historia se opposeram a isso. Cahimos debaxo do poder de + expressas na nossa Historia se opposeram a isso. Cahimos debaxo do poder de Hespanha, e fomos durante muitos annos com pezados grilhoens sopeados e enfraquecidos; fomos, depois de os ter felizmente espedaçado, obrigados a soster longas guerras; e em quanto as artes e Sciencias floreciam entre os - estrangeiros, e estes se serviam ainda mesmo de nossas terras - Tournefort adiantou a Botanica com algumas plantas, que descobrio em + estrangeiros, e estes se serviam ainda mesmo de nossas terras + Tournefort adiantou a Botanica com algumas plantas, que descobrio em Portugal; Grisley no seu Viridarium Lusitanum fez taõbem mençaõ de algumas, de que nenhum autor Portuguez tinha tractado. - Rheede e Rumphio enriqueceraõ a Botanica com a noticia de novas + Rheede e Rumphio enriqueceraõ a Botanica com a noticia de novas plantas de muitos lugares da India e ilhas adiacentes, que os Hollandezes nos tinhaõ conquistado em quanto estivemos debaxo da dominaçaõ dos Reys Philippes. - Marcgrave e Pisam tractaraõ da Historia Natural do Brasil mais ampla + Marcgrave e Pisam tractaraõ da Historia Natural do Brasil mais ampla e circumstanciadamente do que nenhum dos nossos Autores. , e antigos dominios para as adiantarem, ellas tendiam entre nos a huma successiva decadencia.

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Os primeiros tempos pacificos foram empregados em reparar os danos, que +

Os primeiros tempos pacificos foram empregados em reparar os danos, que principalmente a Politica e armas de Hespanha nos tinham causado; mas nam se pode remediar a todos; a degenerada situaçam das lettras prevaleceo, e as Sciencias nam poderam ser ainda geralmente reformadas. O Ceo tinha destinado esta gloriosa empreza a hum dos mais illuminados Soberanos que tem occupado o - throno Portuguez, o Senhor D. Joseph I.: no seu reynado a reforma do bom gosto em Litteratura foy seguida pela das Sciencias. Inclytos sabios + throno Portuguez, o Senhor D. Joseph I.: no seu reynado a reforma do bom gosto em Litteratura foy seguida pela das Sciencias. Inclytos sabios estrangeiros foram chamados para professar algumas dellas entre nos, e elles nos introduziram subitamente aos mais essenciaes conhecimentos, que a Europa, - durante a nossa decadencia, tinha nellas alcançado. A Botanica nam podia - deixar de merecer a attençam de hum Princepe O estudo dos vegetaes tem + durante a nossa decadencia, tinha nellas alcançado. A Botanica nam podia + deixar de merecer a attençam de hum Princepe O estudo dos vegetaes tem sido promovido por muitos Soberanos. Alexandre Magno mandou remetter a seu Mestre Aristoteles (ao qual tinha incumbido o cuidado das Sciencias naturaes na Grecia) as mais singulares produicçoẽs vegetaes, que haviaõ @@ -2557,32 +2381,29 @@ Soberanos e muitas pessoas ricas promovem por toda a Europa a Botanica he he assaz conhecida. que protegia todas as Sciencias, e conhecia perfeitamente o bem que dellas podia resultar a seus vassalos; elle - mandou fundar no Reyno dois Jardins botanicos - O Real Jardim botanico sito junto do Pallacio Real de N. Senhora da + mandou fundar no Reyno dois Jardins botanicos + O Real Jardim botanico sito junto do Pallacio Real de N. Senhora da Ajuda, e o Jardim da Universidade de Coimbra. , e ensinar na nossa Universidade a Botanica conforme ella se ensina - nas melhores da Europa, escolhendo para este fim hum dos mais profundos Naturalistas da Italia - O Dr. Domingos Vandelli, cujo merecimento he bem conhecido nas + nas melhores da Europa, escolhendo para este fim hum dos mais profundos Naturalistas da Italia + O Dr. Domingos Vandelli, cujo merecimento he bem conhecido nas principaes Academias da Europa. - Este sabio restabeleceo naõ so a Botanica em Portugal, mas ainda a - Zoologia, Mineralogia, e Chimica de que foy + Este sabio restabeleceo naõ so a Botanica em Portugal, mas ainda a + Zoologia, Mineralogia, e Chimica de que foy igualmente nomeado professor pelo Senhor D. Joseph I. s. Esta Sciencia tem sido igualmente protegida pela nossa Augusta Soberana, a Senhora D. Maria I. e me persuado que as luzes que nella temos adquirido nam tardaram de contribuir tanto para o seu progresso, como para nossa utilidade.

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Por terminar este Epitome historico da Botanica ajuntarei somente as reflexoens +

Por terminar este Epitome historico da Botanica ajuntarei somente as reflexoens seguintes. O reyno vegetal he huma fonte inexhaurivel de novos conhecimentos, hum thesoiro copiosissimo de preciosidades. A estructura infinitamente variada dos entes deste reyno, as combinaçoens de differentes principios, que constituem a sua natureza, sam huma das mais bellas maravilhas da composiçam do Globo, que - habitamos. Nam ha vegetal algum, que nam mereça de occupar a attençam de hum + habitamos. Nam ha vegetal algum, que nam mereça de occupar a attençam de hum verdadeiro sabio; nenhum ha, por mais desprezivel que pareça, de que se nam - possa esperur alguma utilidade - Na supposiçaõ de que somente hum certo numero de vegetaes fosse util, + possa esperur alguma utilidade + Na supposiçaõ de que somente hum certo numero de vegetaes fosse util, o seu estudo seria recommendavel a fim de que se naõ confundissem os uteis com os inuteis; mas a experiencia desmente todos os dias esta supposiçaõ, mostrando que huma planta tida por inutil em huma arte @@ -2590,9 +2411,9 @@ d'Expériences sur les teintures, que les végétaux indigènes de France communiquent aux laines, por. M. Dambourney. . - Elles sam estimaveis pelas suas virtudes medicinaes, e requerem hum + Elles sam estimaveis pelas suas virtudes medicinaes, e requerem hum particular estudo de todos os que se destinam ao curativo dos enfermos - Nos antigos tempos os que practicavaõ a arte de curar costumavaõ + Nos antigos tempos os que practicavaõ a arte de curar costumavaõ subministrar aos seus doentes os medicamentos, e como estes eraõ quasi todos tirados dos vegetaes, a Botanica medicinal era hum dos seus principaes estudos. Este costume tem ainda hoje lugar entre os Asiaticos @@ -2622,10 +2443,7 @@ vantagens; elles confiaõ nos Boticarios ou Hervolarios, que muitas vezes saõ pouco instruidos no seu estado, e daõ hum simples por outro, e dahi resulta huma das razoẽs porque ha tantos enfermos mal tractados, e - tantas falsas observaçoẽs em Medicina.; elles fazem que nam haja terreno algum, que se possa verdadeiramente chamar esteril on + tantas falsas observaçoẽs em Medicina.; elles fazem que nam haja terreno algum, que se possa verdadeiramente chamar esteril on incapaz de se aproveitar, fornecem huma grande parte de nossos alimentos, servem-nos em infinitos usos economicos, e merecem por conseguinte de ser estudados relativamente a Agricultura e Commercio. Os terrenos de @@ -2637,94 +2455,84 @@ enfermidades, mas ainda de contribuir para a perfeiçam das artes e augmentar as riquezas do Estado.

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- COMPENDIO DE BOTANICA. - INTRODUCÇAÕ. -

- Todos os corpos compostos, que existem no globo terreste, podem ser reduzidos + COMPENDIO DE BOTANICA. + INTRODUCÇAÕ. +

+ Todos os corpos compostos, que existem no globo terreste, podem ser reduzidos a tres grandes classes primarias, a que os Naturalistas chamam os tres reynos da Natureza, a saber, o reyno mineral, vegetal, e animal. - No primeiro consideraõ-se as terras, pedras, e metaes, que se distinguem dos + No primeiro consideraõ-se as terras, pedras, e metaes, que se distinguem dos entes dos outros dois reinos, pela rasaõ de naõ viverem, ou nam terem huma organizaçaõ e contextura destinada às funçoẽs da vida, segundo o modo com que fisicamente se entende esta palavra; as pedras e metaes naõ deixaõ sem embargo disso de ter crescimento. - O segundo comprehende os vegetais (vegetabilia) ou entes organizados que + O segundo comprehende os vegetais (vegetabilia) ou entes organizados que crescem e vivem, sem contudo serem dotados de sensibilidade, nem de potencia locomotiva. - O terceiro contem os animais ou entes que crecem, vivem, sentem, e tem + O terceiro contem os animais ou entes que crecem, vivem, sentem, e tem potencia locomotiva; ainda que nas suas extremas gradaçoẽs (começando no homem e quadrpedes) se achem alguns que parecem ter a sua sensibilidade e - faculdade locomotiva em hum grande embotamento e inatividade - Muitos Naturalistas achaõ grande difficuldade em declarar com + faculdade locomotiva em hum grande embotamento e inatividade + Muitos Naturalistas achaõ grande difficuldade em declarar com evidencia onde termina o ser vegetal e começa o animal: eu tractarei mais extensamente desta materia nos meus Elementos de Botanica. .

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- A sciencia que tracta dos entes destes tres reynos he chamada Historia +

+ A sciencia que tracta dos entes destes tres reynos he chamada Historia Natural. - Quando so se emprega na consideraçaõ dos mineraes tem o nome de Mineralogia; - se so tracta dos vegetaes he chamada Phytologia ou Botanica ( Phytologia, seu Botanica), mas este segundo nome + Quando so se emprega na consideraçaõ dos mineraes tem o nome de Mineralogia; + se so tracta dos vegetaes he chamada Phytologia ou Botanica ( Phytologia, seu Botanica), mas este segundo nome he o mais usado. - Em fim quando somente tracta dos animaes he chamada Zoologia. + Em fim quando somente tracta dos animaes he chamada Zoologia.

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- A Botanica segundo o diverso modo com que tracta dos vegetaes pode ser +

+ A Botanica segundo o diverso modo com que tracta dos vegetaes pode ser dividida em Botanica applicada, physiologica, e pura ou fundamental. - A applicada tracta do uso dos vegetaes tanto medicinal como economico, isto + A applicada tracta do uso dos vegetaes tanto medicinal como economico, isto he, de todas as utilidades que o homem pode tirar dos vegetaes; donde resulta que todos os tractados de materia medica, de agricultura, das differentes madeiras, das tintas vegetaes, &c. naõ saõ outra coiza mais do que huma Botanica applicada. - A Botanica physiologica tracta das funçoẽs vitaes e estructura organica dos + A Botanica physiologica tracta das funçoẽs vitaes e estructura organica dos entes do reyno vegetal, e para este fim se vale da anatomia, chymica, e physica; a patologia dos vegetaes, ou tractado das suas doenças, ainda que devera ser separada, he comprehendida ordinariamente tanto na Botanica physiologica como na pura, e ainda mesmo nos tractados de agricultura. - A Botanica pura ou fundamental tracta do modo de destinguir hum vegetal de + A Botanica pura ou fundamental tracta do modo de destinguir hum vegetal de todos os mais, por meyo dos seus caracteres, ou sinaes externos, com certeza, facilidade, e brevidade. - Ella he a que deve fazer o objecto deste tractado e della dependem as duas + Ella he a que deve fazer o objecto deste tractado e della dependem as duas precedentes.

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- Ainda que o meu fim naõ he tractar neste epitome senaõ dos principios +

+ Ainda que o meu fim naõ he tractar neste epitome senaõ dos principios relativos á Botanica pura, naõ me parece contudo desacertado dar aqui algumas breves noçoẽs sobre a organizaçaõ ou estructura interna dos vegetaes por facilitar a intelligencia de alguns termos a ella respectivos, que se achaõ nas obras de Linneo e de muitos outros Botanicos.

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- Os vegetaes tanto pela sua organizaçaõ como pelas suas funçoẽs vitaes tem +

+ Os vegetaes tanto pela sua organizaçaõ como pelas suas funçoẽs vitaes tem huma grande analogia com os entes do reino animal; nascem, perecem, reproduzem por sementes ou ovos vegetaes a sua mesma especie; continuaõ-na taõbem por gomos, ramos cortados, e enxertias, circumstancias que se achaõ - igualmente em alguns animaes Nos polypos.; tem organos sexuaes, + igualmente em alguns animaes Nos polypos.; tem organos sexuaes, por meyo dos quaes os dictos ovos saõ fecundados; do seu coito nascem ás vezes especies hybridas, outras vezes degeneraõ em monstros; saõ sujeitos a muitas infirmidades; observa-se na sua estructura hum grande numero de vasos destinados a differentes funçoẽs vitaes e a conter diversos fluidos, &c. &c.

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- O corpo dos vegetaes em geral consta de epiderme (epidermis) ou cuticula +

+ O corpo dos vegetaes em geral consta de epiderme (epidermis) ou cuticula exterior apegada á casca (cortex) produççoẽs assaz conhecidas; a ultima - lamina interna da casca, hum tanto mais compacta do que ella, he chamada livrilho ou alburno (liber, alburnum - Alguns Botanicos fazem differença entre estas duas palavras, - relativamente a algumas arvores, dizendo que o alburno medea entre + lamina interna da casca, hum tanto mais compacta do que ella, he chamada livrilho ou alburno (liber, alburnum + Alguns Botanicos fazem differença entre estas duas palavras, + relativamente a algumas arvores, dizendo que o alburno medea entre o lenho e livrilho, e tem huma consistencia diversa de ambos, constituindo as primeiras camadas concentricas do corpo ordinariamente chamado lenho. @@ -2735,31 +2543,26 @@ (medulla) e della partem ordinariamente varias linhas divergentes athe á casca, que tem o nome de rayos medullares (radii medullares) como se ve nos ramos do carvalho cortados transversalmente. - A vida do vegetal reside principalmente na medulla e casca. + A vida do vegetal reside principalmente na medulla e casca.

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- O systema vascular dos vegetaes he menos conhecido que o dos animaes; a +

+ O systema vascular dos vegetaes he menos conhecido que o dos animaes; a anatomia e observaçoẽs microscopicas tem contudo descoberto quatro sortes de - vasos, a saber, os seivosos, proprios, aereos, e os utriculos. - Os vasos seivosos (vasa sapacea) chamados taõbem fibras lenhosas e vasos + vasos, a saber, os seivosos, proprios, aereos, e os utriculos. + Os vasos seivosos (vasa sapacea) chamados taõbem fibras lenhosas e vasos lymphaticos contem a seiva, chamada vulgarmente agoadilha ou chorume (sapa, humor plantarum) que he hum fluido aquoso, sem cor, sem cheiro nem sabor. - Ella passa por ser o succo nutritivo dos vegetaes, que se aperfeiçoa nos - utriculos e + Ella passa por ser o succo nutritivo dos vegetaes, que se aperfeiçoa nos + utriculos e alguns outros vasos delgados; ella se observa bem destinctamente nos ramos das videiras cortados na primavera; estes vasos correm longitudinalmente ao lado das tracheas, saõ fasciculados, cruzaõ-se algumas veses, outras veses - desviaõ-se mutuamente, deixando entre si espaços cheyos de utriculos: - podem-se observar bem destinctamente nas raizes das caneiras e lirios. Os vasos proprios (vasa + desviaõ-se mutuamente, deixando entre si espaços cheyos de utriculos: + podem-se observar bem destinctamente nas raizes das caneiras e lirios. Os vasos proprios (vasa propria) saõ taõbem fibras lenhosas e succosas como os precedentes, mas saõ em menos numero, contem Succos mais espessos, còrados, lacteos, vermelhos, - amarellos, saborosos, cheirosos, &c. e delles dependem as qualidades proprias de cada vegetal; alguns physiologistas pensaõ que + amarellos, saborosos, cheirosos, &c. e delles dependem as qualidades proprias de cada vegetal; alguns physiologistas pensaõ que elles saõ analogos ao chilo e sangue dos animaes; elles estaõ dispostos circularmente á roda do axe do tronco, mas achaõ-se em maior numero na casca, e se podem observar nas euphorbias, celidonia, çarthamus lunatus, &c. Os vasos @@ -2767,100 +2570,88 @@ lamina elastica, espiral, ou semelhante a hum arame enroscado á roda de hum vime. Achaõ-se em todo o corpo do vegetal, correm ordinariamente parallelas aos vasos seivosos, e parecem ter maior diametro ou calibre do que os outros vasos. - Saõ destinados a conter o ar, ou pelo assim dizer, servem á respiraçaõ + Saõ destinados a conter o ar, ou pelo assim dizer, servem á respiraçaõ dos vegetas, e se observaõ rasgando com brandura transversalmente em duas - partes as folhas da vide, roseira e + partes as folhas da vide, roseira e escabiosa. - Os utriculos + Os utriculos (utriculi) chamados taõbem tecido cellular, ou parenchyma, (parenchyma) saõ huma espécie de saccos ovaes, esponjozos, de varia grandeza, situados transversalmente e occupando as malhas ou entrevallos que deixaõ entre si os vasos longitudinaes. - Saõ destinados á elaboraçaõ dos succos nutritivos, achaõ-se em maior numero + Saõ destinados á elaboraçaõ dos succos nutritivos, achaõ-se em maior numero na casca do que no lenho; a medulla contem os maiores e naõ parece ser outra - coiza mais do que hum montaõ desta substancia vesicular ou vesiculas membranosas que + coiza mais do que hum montaõ desta substancia vesicular ou vesiculas membranosas que communicaõ entre si. Podem observar-se no sabugueiro, choupo, carvalho, - &c, por meyo de hum microscopio. Os rayos medullares, muitas raizes, frutos, e algumas plantas marinhas parecem ser quasi inteiramente - utriculos, + &c, por meyo de hum microscopio. Os rayos medullares, muitas raizes, frutos, e algumas plantas marinhas parecem ser quasi inteiramente + utriculos, segundo as observaçoẽs repetidas vezes feitas por muitos sabios physiologistas. Alem destes vazos ha taõbem nos vegetaes muitos outros - destinados a secreçoẽs, e as differentes sortes de glandulas os indicaõ.

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- Nos vegetaes naõ ha coraçaõ nem circulaçaõ; o movimento dos seus succos he + destinados a secreçoẽs, e as differentes sortes de glandulas os indicaõ.

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+ Nos vegetaes naõ ha coraçaõ nem circulaçaõ; o movimento dos seus succos he chamado propulsaõ (propulsio), o calor, frio ou frescura alternados, ou a acçaõ do ar ambiente sobre a lamina das tracheas parece ser a causa da propulsaõ dos succos, ao menos ha grande probabilidade que a sua dilataçaõ e condensaçaõ ajuda muito o jogo dos vasos. - Nestes naõ ha valvulas algumas; o que hoje he raiz em hum + Nestes naõ ha valvulas algumas; o que hoje he raiz em hum bacelo por ex., se arrancamos e reviramos a planta, dentro de pouco tempo virá a ser cume, tendo pelo contrario o antigo sido convertido em - raiz. - Os succos passaõ da raiz ao tronco pelas fibras internas do - lenho, vaõ athe às ultimas ramificaçoẽs vasculares das folhas e descem para a raiz pelos - vasos da casca, de modo que a raiz tira succos do tronco e este - da raiz; alem disto os ramos tiraõ taobem a sua nutriçaõ pelas - folhas, e as raizes pelas radiculas fibrosas ou capillares. - As folhas absorbem como a pelle dos - animaes, e em muitas plantas a maior parte da - substancia nutritiva lhes entra pelas folhas; segundo alguns physiologistas os vegetaes em geral - nutremse de dia pela via das folhas - e de noyte pelas raizes, e no inverno - aquellas plantas que nelle perdem inteiramente - as suas folhas so se nutrem pela - raiz. - O movimento da seiva e dos succos proprios tem lugar em todas as estaçoẽs do + raiz. + Os succos passaõ da raiz ao tronco pelas fibras internas do + lenho, vaõ athe às ultimas ramificaçoẽs vasculares das folhas e descem para a raiz pelos + vasos da casca, de modo que a raiz tira succos do tronco e este + da raiz; alem disto os ramos tiraõ taobem a sua nutriçaõ pelas + folhas, e as raizes pelas radiculas fibrosas ou capillares. + As folhas absorbem como a pelle dos + animaes, e em muitas plantas a maior parte da + substancia nutritiva lhes entra pelas folhas; segundo alguns physiologistas os vegetaes em geral + nutremse de dia pela via das folhas + e de noyte pelas raizes, e no inverno + aquellas plantas que nelle perdem inteiramente + as suas folhas so se nutrem pela + raiz. + O movimento da seiva e dos succos proprios tem lugar em todas as estaçoẽs do anno, mas no inverno he mais lento. - Este movimento como ja indiquei he ascendente e descendente como se prova + Este movimento como ja indiquei he ascendente e descendente como se prova pelas enxertias. - Se na primavera cortamos hum ramo das videiras ou hervas maleitas, o ramo + Se na primavera cortamos hum ramo das videiras ou hervas maleitas, o ramo separado lança menos succos, e a sua effusaõ cessa e se esgota muito tempo - antes que a do ramo ou tronco cortado que communica com a + antes que a do ramo ou tronco cortado que communica com a raiz; isto parece provar alem dos dois movimentos, que ha huma especie de communicaçaõ da seiva descendente, e ascendente na - raiz, mas isso naõ obstante naõ merece o nome de + raiz, mas isso naõ obstante naõ merece o nome de circulaçaõ, porquanto nos vegetaes naõ ha coraçaõ nem primeiro motor - intrinseco dos succos, nem valvulas em quaesquer dos seus vazos - Alguns physiologistas, que admittem a circulaçaõ nos vegetaes, dizem + intrinseco dos succos, nem valvulas em quaesquer dos seus vazos + Alguns physiologistas, que admittem a circulaçaõ nos vegetaes, dizem que ella he assaz analoga á circulaçaõ que existe nos polypos. . - As injecções coradas taõ bem provaõ a favor do movimento da seiva, pois se + As injecções coradas taõ bem provaõ a favor do movimento da seiva, pois se tem visto nos feijoeiros, regados com tinta de escrever, os succos negros - terem subido athe ás folhas. + terem subido athe ás folhas.

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- As tracheas achaõ-se em grande numero nas +

+ As tracheas achaõ-se em grande numero nas folhas, ás quaes por isso mesmo alguns Botanicos chamaraõ bofes dos vegetaes. - Os orificios destes vazos aindaque se reconheçaõ em ambas as duas faces das - folhas, numa dellas sempre saõ + Os orificios destes vazos aindaque se reconheçaõ em ambas as duas faces das + folhas, numa dellas sempre saõ em menor numero do que na outra. - A observaçaõ tem mostrado que a substancia aeriforme, que dellas exhala + A observaçaõ tem mostrado que a substancia aeriforme, que dellas exhala durante a noyte, he muito nociva, ao mesmo tempo que de dia exhalaõ outra, com que se purifica a atmosphera: nellas parece residir a irritabilidade da - sensitiva, e de outros vegetaes, cujas + sensitiva, e de outros vegetaes, cujas folhas e flores se contrahem por estimulos externos.

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Nas enxertias quaesquer que sejaõ, tanto de garfo como de escudo, flauta, +

Nas enxertias quaesquer que sejaõ, tanto de garfo como de escudo, flauta, entalhe, &c. os succos passaõ do enxerto ao enxertado, e do enxertado ao enxerto alternativamente em rasaõ da anastomose, ou reuniaõ dos vazos de hum e - outro. Esta reuniaõ he tanto mais duravel quanto mais perfeita; a sua perfeiçaõ consiste na grande + outro. Esta reuniaõ he tanto mais duravel quanto mais perfeita; a sua perfeiçaõ consiste na grande analogia do garfo com o tronco enxertado, ou na grande affinidade de organizaçaõ e dos succos. O garfo deve vir a ser hum tronco do enxertado, e porisso quanto maior for a dicta affinidade tanto mais depressa, e firmemente se encorporará com elle, e tanto mais tempo viverá.

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Os vegetaes, assim como os animaes, tendem todos naturalmente a reproduzir-se. +

Os vegetaes, assim como os animaes, tendem todos naturalmente a reproduzir-se. Toda a sua vegetaçaõ se dirige a este fim, chamado ordinariamente fructificaçaõ, que tem principio nas flores e acaba no fructo. O grande numero de vegetaes relativamente á sua fructificaçaõ he reduzido a duas grandes classes, a saber, a @@ -2874,33 +2665,30 @@ perfeitas, as observãçoẽs dos modernos descobriraõ em suas flores hum coito summamente analogo ao dos animaes, e reconheceraõ que nellas haviaõ genitaes de dois sexos, envoltos em certos tegumentos, a que daõ ordinariamente o nome de - calyz ou corolla segundo as circumstancias. Os + calyz ou corolla segundo as circumstancias. Os genitaes masculinos saõ chamados estames, e os femininos pistillo, o qual se - acha ordinariamente no centro da flor, como se observa bem destinctamente em huma açucena. Cada estame he composto de duas partes inferior e + acha ordinariamente no centro da flor, como se observa bem destinctamente em huma açucena. Cada estame he composto de duas partes inferior e superior, a primeira tem o nome de filete, e a segunda ou superior que - termina o filete he chamada anthéra. - O pistillo consta, em hum grande numero de flores, de tres partes, a saber, + termina o filete he chamada anthéra. + O pistillo consta, em hum grande numero de flores, de tres partes, a saber, germe, estylete, e estigma; o germe he a parte inferior do pistillo, ou o - fructo recêm nascido e nelle se achaõ ja as sementes Vej. no §. + fructo recêm nascido e nelle se achaõ ja as sementes Vej. no §. Sementes a nota quarta (d). aindaque naõ estejaõ fecundadas, como se observa nas flores da pereira e alecrim; o estylete he hum fio posto immediatamente sobre o germe, e o estigma he a extremidade do estylete. - As antheras saõ huma + As antheras saõ huma especie de capsula ou bolsa que dentro de huma tunica fina contem huma - grande quantidade de pò de natureza resinosa Elle constitue a cera + grande quantidade de pò de natureza resinosa Elle constitue a cera bruta, que as abelhas tiraõ das flores., chamado ordinariamente - pò fecundante. Visto com o microscopio prezenta hum grande - numero de globulos taõbem cobertos de huma membrana finissima. No tempo da - madureza da anthera, a tunica desta rebenta, e o + pò fecundante. Visto com o microscopio prezenta hum grande + numero de globulos taõbem cobertos de huma membrana finissima. No tempo da + madureza da anthera, a tunica desta rebenta, e o po ou globulos saõ lançados sobre o estigma vizinho, ou levados a elle pelos ventos no cazo que esteja distante (como succede nas flores dioicas). - O estigma, sempre humido mais ou menos, detem ou attrahe estes globulos: em + O estigma, sempre humido mais ou menos, detem ou attrahe estes globulos: em breves instantes a sua membrana inchada pela humidade rebenta, e vibra certos atomos nimiamente miûdos e subtis, a que alguns chamaõ vapor volatil - ou aura seminal, a qual entrando pelo estylete Adanson naõ quer que + ou aura seminal, a qual entrando pelo estylete Adanson naõ quer que seja o po seminal dos globulos o que entra no estylete, mas sim hum espirito volatil, envolto nelle (bem comparavel á materia electrica que se acha envolta nos corpos electricos) e proprio para penetrar pelas @@ -2908,14 +2696,12 @@ tubulosos, e a Anatomia naõ tem mostrado athe agora nos estyletes, e germes cortados na florecencia, o menor indicio do po dos globulos. Eu fallarei mais extensamente nesta materia nos meus Elementos de - Botanica., e correndo mais ou menos espaço se introduz pela cavidade umbilical nas sementes, e nellas derrama + Botanica., e correndo mais ou menos espaço se introduz pela cavidade umbilical nas sementes, e nellas derrama a fecundidade, isto he, dá o primeiro impulso, ou vida vegetal ao corculo que dantes parecia invisivel, e que pouco depois da fecundaçaõ se devisa como hum ponto branco ou esverdinhado.

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Nas plantas imperfeitas naõ se conhecem a olhos nûs os organos sexuaes; o +

Nas plantas imperfeitas naõ se conhecem a olhos nûs os organos sexuaes; o microscopio os tem feito descobrir em algumas, mas ha outras em que nenhum observador ainda mesmo com este instrumento os tem podido devisar athe agora, nem me parece que existaõ. He certo contudo que todas daõ sementes; os @@ -2923,276 +2709,246 @@ perfeitas; quanto aos fetos e musgos as sementes saõ ainda mais bem conhecidas, e senaõ podem negar ainda mesmo aos limos, fucos, e outros generos de Algas, se bem que pareçaõ ser de huma forma exquisita em algumas especies.

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Taes saõ em summa as principaes noções relativas á physiologia dos vegetaes. A +

Taes saõ em summa as principaes noções relativas á physiologia dos vegetaes. A Botanica pura tractando, como disse, do modo de destinguir com certeza os vegetaes huns dos outros, he o fundamento de todos os tractados de plantas de qualquer sorte que sejaõ considerados. Ella se serve para este fim dos sinaes - caracteristicos que se achaõ em cada individuo do reyno vegetal, ajuntando, semelhantes com semelhantes, e separando os - dessemelhantes. Desta reuniaõ de plantas ou especies conformes em caracteres + caracteristicos que se achaõ em cada individuo do reyno vegetal, ajuntando, semelhantes com semelhantes, e separando os + dessemelhantes. Desta reuniaõ de plantas ou especies conformes em caracteres resultaõ os generos infimos, que reunidos de novo, do modo que depois - exporei em seu lugar Vej. A Quarta Parte deste Compendio., daõ + exporei em seu lugar Vej. A Quarta Parte deste Compendio., daõ outros maiores chamados ordens, e classes, vindo assim a constituir hum systema ou methodo.

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Os systemas saõ com justo motivo considerados, como hum fio de Ariadnes no +

Os systemas saõ com justo motivo considerados, como hum fio de Ariadnes no immenso labyrintho vegetal; elles saõ hum grande soccorro da memoria, conduzem ao conhecimento do nome da planta, e nos mostraõ se ella tem ou naõ sido conhecida dos Botanicos que nos tem precedido. Os sinaes caracteristicos, que se achaõ nas especies do reyno vegetal, saõ os meyos de que nelles se vale a Botanica, como disse, para nos encaminhar a este conhecimento. Todos estes sinaes saõ exprimidos por termos technicos, que reunidos formaõ o idioma - Botanico, cuja exposiçaõ he o principal objecto deste tractado. Antes de + Botanico, cuja exposiçaõ he o principal objecto deste tractado. Antes de Linneo os termos facultativos de Botanica, naõ tinhaõ huma accepçaõ taõ determinada como hoje tem, elle a fixou em hum grande numero; e se bem que - alguns delles parecem ter ainda huma significaçaõ vaga e ambigua Eu + alguns delles parecem ter ainda huma significaçaõ vaga e ambigua Eu demonstrarei em outro tractado estas ambiguidades, e proporei as definiçoẽs com que semelhantes termos se podem fixar. cuidarei contudo, quanto me for possivel, em explicalos conforme, as ideas em que saõ hoje mais usualmente recebidos.

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- PRIMEIRA PARTE. Da radicaçam, caulescencia, e outras relaçoens do troço + PRIMEIRA PARTE. Da radicaçam, caulescencia, e outras relaçoens do troço ascendente dos vegetaes athé à fructificaçam.
- CAPITULO I. Da Raiz. -

- A raiz he hum organo nutritivo apegado a terra - As lentilhas d'agoa (lemna) naõ costumaõ estar apegadas a terra; - saõ fluctuantes, e as suas raizes encravadas n'agoa mudaõ a cada instante de + CAPITULO I. Da Raiz. +

+ A raiz he hum organo nutritivo apegado a terra + As lentilhas d'agoa (lemna) naõ costumaõ estar apegadas a terra; + saõ fluctuantes, e as suas raizes encravadas n'agoa mudaõ a cada instante de lugar. - Em hum grande numero de algas naõ se sabe o que deve ter o nome - de raiz, nem pela forma nem pela estructura + Em hum grande numero de algas naõ se sabe o que deve ter o nome + de raiz, nem pela forma nem pela estructura interna, e semelhantes plantas tiraõ igual nutriçaõ por toda a sua superficie. - Algumas plantas parasitas (plantae parasiticae), taes como a + Algumas plantas parasitas (plantae parasiticae), taes como a cuscuta, viscum, &c. naõ saõ apegadas a terra, ellas estaõ aferradas a outros vegetaes, delles tiraõ a sua nutriçaõ, e ás vezes os fazem morrer de marasmo. - Em fim ha plantas que passaõ por ser destituidas inteiramente de - raiz, sem embargo de estarem todas cobertas de + Em fim ha plantas que passaõ por ser destituidas inteiramente de + raiz, sem embargo de estarem todas cobertas de terra como a maçan de porco: a lemna arhira, que esta encostada - ao lume d'agoa, taõbem naõ tem raiz alguma. + ao lume d'agoa, taõbem naõ tem raiz alguma. , ou ao corpo onde a planta, a que pertence, nasceo ou pegou. - A sua substancia ou he herbacea (herbacea) se diz respeito a huma planta + A sua substancia ou he herbacea (herbacea) se diz respeito a huma planta de tronco herbaceo, e tem a consistencia delle, como a chicoria, centeio, alface, hera terreste, &c. ou lenhoza (lignosa) quando - pertence a huma arvore, arbusto, ou qualquer + pertence a huma arvore, arbusto, ou qualquer planta, cujo tronco dura na terra mais de dois annos, em summa, quando - he vivace e tem huma consistencia semelhante á do páo - Nas raizes lenhosas ha + he vivace e tem huma consistencia semelhante á do páo + Nas raizes lenhosas ha alburno da mesma sorte que no tronco, mas nas plantas herbaceas annuaes, em que naõ ha aros concentricos, naõ se devisa alburno - algum, e o nome de lenho naõ me parece proprio das raizes que se corrompem + algum, e o nome de lenho naõ me parece proprio das raizes que se corrompem annualmente, em algumas o denominado lenho he verdadeiramente huma substancia medullar. . - Ella he tenra (tenera), na alface; farinhosa (farinacea), nas tuberas da - terra e mandioca; succulenta (succulenta), na alface; + Ella he tenra (tenera), na alface; farinhosa (farinacea), nas tuberas da + terra e mandioca; succulenta (succulenta), na alface; compacta (compacta, solida), quando naõ tem cavidade alguma interior, nem he tubulosa nem esponjosa, como saõ as batatas; fistulosa (fistulosa s. inanis), como saõ os rabaõs, quando começaõ a espigar, e o phellandrium aquaticum; carnuda ou polposa (carnosa) nas nabiças: quando - a raiz de hum vegetal naõ esta apegado a terra, mas sim a + a raiz de hum vegetal naõ esta apegado a terra, mas sim a outro vegetal, daõlhe o nome de parasita (radix parasitica) como he a do viscum.

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- As raizes em geral constaõ de +

+ As raizes em geral constaõ de cuticula, casca, lenho, e medulla. Ordinariamente humas saõ mais delgadas do que o tronco, outras saõ consideravelmente mais grossas. Humas e - outras podem ser consideradas, ou como simplices ou como compostas. Toda - a raiz simples (simplex), he indivisa e naõ lança + outras podem ser consideradas, ou como simplices ou como compostas. Toda + a raiz simples (simplex), he indivisa e naõ lança ramificaçoẽs algumas nos lados do seu troço; pelo contrario a composta (composita) lança muitos ramos ao longo do seu troço: para disto se poder formar clara idea, he precizo reconhecer no commum das plantas duas sortes de troços continuados hum com outro, a saber, o troço descendente e ascendente. - O troço descendente das plantas (caudex descendens), em huma accepçaõ - extensa he qualquer raiz; em hum sentido estricto, he a - parte mais grossa da raiz, a que alguns chamaõ taõbem o troço materno, do - qual nascem lateralmente ramos, que lançaõ varias radiculas - Fibrillae, radiculae, taõbem se dá o nome de radicula á parte + O troço descendente das plantas (caudex descendens), em huma accepçaõ + extensa he qualquer raiz; em hum sentido estricto, he a + parte mais grossa da raiz, a que alguns chamaõ taõbem o troço materno, do + qual nascem lateralmente ramos, que lançaõ varias radiculas + Fibrillae, radiculae, taõbem se dá o nome de radicula á parte inferior da plantula seminal, ou corculo quando começa a germinar. - , por meyo das quaes a raiz chupa a substancia + , por meyo das quaes a raiz chupa a substancia succosa, de que a planta se nutre; ás vezes contudo o troço da - raiz naõ lança ramos, mas taõ somente radiculas. - O troço ascendente (caudex ascendens), he a parte da planta que se eleva - sobre a raiz, que apparece fora da terra, e a que tem o + raiz naõ lança ramos, mas taõ somente radiculas. + O troço ascendente (caudex ascendens), he a parte da planta que se eleva + sobre a raiz, que apparece fora da terra, e a que tem o nome de tronco, de que tractarei no capitulo seguinte.

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1º. A raiz quanto á sua direcçaõ diz-se ser: +

1º. A raiz quanto á sua direcçaõ diz-se ser:

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Horizontal (horizontalis), quando se estende transversalmente ou corre quasi +

Horizontal (horizontalis), quando se estende transversalmente ou corre quasi parallela com a superficie da terra (como a dos lirios e escalracho.)

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- Reptante ou serpentante, (reptans, s. repens), se he horizontal e corre +

+ Reptante ou serpentante, (reptans, s. repens), se he horizontal e corre lançando radiculas em varias distancias (hortelan, e escalracho): diz-se ser estolhosa (stolonifera) quando lança estolhos; os estolhos - (stolones) saõ troncos herbaceos, quasi nus de folhas, sem juntas, serpertantes, ou estrados + (stolones) saõ troncos herbaceos, quasi nus de folhas, sem juntas, serpertantes, ou estrados (ajuga reptans hieracium pilosella), se estes estolhos saõ longos, daõlhes o nome de verdascas (flagella) como no morangueiro, e rubus saxatilis.

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Perpendicular ou aprumada (perpendicularis), quando se encrava a prumo pela +

Perpendicular ou aprumada (perpendicularis), quando se encrava a prumo pela terra abaxo (a cenoira, e rabaõ.)

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Obliqua (obliqua, inclinata), quando tem huma direcçaõ esguelhada, ou se +

Obliqua (obliqua, inclinata), quando tem huma direcçaõ esguelhada, ou se encrava obliquamente ao horizonte ou superficie da terra (o cravo romano.)

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2º. Quanto á sua divisaõ, e forma diz-se:

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- Ramosa (ramosa), quando he composta de muitos ramos lateraes que sahem do - troço materno (a ortiga e muitas arvores): ella he ás vezes forquilhosa + +

2º. Quanto á sua divisaõ, e forma diz-se:

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+ Ramosa (ramosa), quando he composta de muitos ramos lateraes que sahem do + troço materno (a ortiga e muitas arvores): ella he ás vezes forquilhosa (dichotoma) dividindo-se quasi sempre em dois ramos como forcados.

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Fibrosa (fibrosa, fibrata), quando consta somente de radiculas delgadas, e se +

Fibrosa (fibrosa, fibrata), quando consta somente de radiculas delgadas, e se diz capillar (capillacea, capillata, schirrata, comosa), se as radiculas saõ finissimas e bastas, como nas lentilhas d'agoa e alguns gramineos; filiforme (filamentosa, filiformis), se as dictas radiculas saõ como fios hum tanto grossos, como as da violetta e quejadilho. Alguns lhes daõ o nome de retiformes (retiformes), se ellas se enredaõ a maneira de rede.

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Fusiforme (fusiformis), se he polposa, perpendicular, oblonga, adelgaçando +

Fusiforme (fusiformis), se he polposa, perpendicular, oblonga, adelgaçando pouco a pouco para a sua extremidade inferior, de modo que se assemelha a hum fuso (a cenoira e rabaõ). Turbinada (turbinata) quando he conica verticalmente, ou se assemelha a hum piaõ bailando (como alguns nabos).

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Globosa (globosa), quando tem huma forma quasi espherica (ranunculus +

Globosa (globosa), quando tem huma forma quasi espherica (ranunculus bulbosus). Pode ser tanto bolbosa como tuberosa.

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Troncada (truncata, praemorsa), quando he simplez, e naõ termina em ponta, +

Troncada (truncata, praemorsa), quando he simplez, e naõ termina em ponta, mas antes parece como retraçada ou cortada transversalmente (scabiosa succisa.)

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Fasciculada (fascicularis, fasciculata), quando consta de partes carnudas, - bolbosas, ou tuberosas approximadas, e adunadas na extremidade superior junto da base do tronco (orchis abortiva, ranunculus ficaria, paeonia). +

Fasciculada (fascicularis, fasciculata), quando consta de partes carnudas, + bolbosas, ou tuberosas approximadas, e adunadas na extremidade superior junto da base do tronco (orchis abortiva, ranunculus ficaria, paeonia). Alguns lhe chamaõ taõbem grumosa (grumosa), como sendo disposta por grumos quer sejaõ rentes quer dependurados, como nos ranunculos, anemones, e abrotea.

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- Apalmada ou digitada (palmata, s. digitata), quando consta de partes - carnudas, lobadas, hum +

+ Apalmada ou digitada (palmata, s. digitata), quando consta de partes + carnudas, lobadas, hum tanto comprimidas, quasi iguaes, e adunadas junto da parte superior de modo que representaõ os dedos ou gadanhos de alguns animaes (orchis maculata): quando tem tres lobulos daõ-lhe muitas vezes o nome de quasi apalmada (sulpalmata) (como a orchis latifolia). - Todas estas raizes saõ bolbos + Todas estas raizes saõ bolbos bastardos.

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- Articulada (articulata), quando tem juntas de espaço em espaço (o +

+ Articulada (articulata), quando tem juntas de espaço em espaço (o escalracho), estes epaços entre as juntas saõ chamados entrenos - (internodia); quando as juntas saõ hum tanto inchadas, a + (internodia); quando as juntas saõ hum tanto inchadas, a raiz tem o nome de geniculada (geniculata). Nodosa (nodosa), quando he carnuda e tem varias protuberancias (scrophularia - nodosa). Alguns Botanicos daõ taõbem este nome ás raizes tuberosas da filipendula, e outras + nodosa). Alguns Botanicos daõ taõbem este nome ás raizes tuberosas da filipendula, e outras semelhantes, em razaõ das suas tuberosidades se assemelharem a nòs ou contas enfiadas.

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- Escamosa (squamosa), quando he guarnecida de tunicas ou producções +

+ Escamosa (squamosa), quando he guarnecida de tunicas ou producções escamosas quer estas sejaõ obtusas quer pontudas, ou imbricadas, ou - distantes, ou finas e membranosas, ou cascos da consistencia da - raiz, e hum tanto succulentos (dentaria pentaphyllos). - A raiz denteada (dentata), que se diz ordinariamente + distantes, ou finas e membranosas, ou cascos da consistencia da + raiz, e hum tanto succulentos (dentaria pentaphyllos). + A raiz denteada (dentata), que se diz ordinariamente ter producçoẽs pontudas, direitas, curtas, da consistencia da - raiz, laxas e distantes, he huma verdadeira - raiz escamosa, e a Oxalis acetosella que se dà + raiz, laxas e distantes, he huma verdadeira + raiz escamosa, e a Oxalis acetosella que se dà por exemplo, o demostra evidentemente: assim como as escamas - pontudas dos caules - senaõ chamaõ dentes, do mesmo modo devem ser as das raizes, e este he o meyo + pontudas dos caules + senaõ chamaõ dentes, do mesmo modo devem ser as das raizes, e este he o meyo de evitar termos desnecessarios. .

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- Granulosa (granulata), consta de pequenos graõs hum tanto globosos, + +

+ Granulosa (granulata), consta de pequenos graõs hum tanto globosos, succulentos, de substancia compacta, aggregados, e rentes, ou quasi rentes com o tronco (saxifraga granulata). Estes graõs saõ pequenos bolbos bastardos.

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- Entre as raizes herbaceas +

+ Entre as raizes herbaceas ordinariamente mais grossas do que o tronco ha humas a que se deo o nome de tuberosas, e a outras o de bolbosas. - A raiz tuberosa (tuberosa) he a que consta de huma ou mais + A raiz tuberosa (tuberosa) he a que consta de huma ou mais tuberas (tubera); as tuberas saõ corpos carnudos, farinhosos, de varia - figura - Ordinariamente saõ hum tanto globosas. + figura + Ordinariamente saõ hum tanto globosas. , que arrancados, e ás vezes mesmo cortados em pedaços saõ capazes de continuar a sua especie, como saõ as batatas e tuberas da terra. - Nestas raizes naõ ha tunicas, nem + Nestas raizes naõ ha tunicas, nem cascos, nem gomo algum interno nelles envolto, nem ainda mesmo se observa na parte superior hum ponto agudo germinativo, como se vê nos bolbos compactos das Orchideas. As tuberas humas vezes saõ rentes com o tronco (sessilia), como na canna indica; outras vezes pendentes (pendula), como na filipendula e abrotea.

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- A raiz bolbosa (bulbosa) he a que - Vej. as palayras bulbus e bulbosus no nosso Diccion. +

+ A raiz bolbosa (bulbosa) he a que + Vej. as palayras bulbus e bulbosus no nosso Diccion. consta ou he guarnecida de hum, ou mais bolbos; os bolbos - propriamente taes (bulbi) saõ corpos carnudos succulentos, que + propriamente taes (bulbi) saõ corpos carnudos succulentos, que contem no seu centro, ou junto da base huma especie de olho germinativo. - Estes bolbos saõ sempre compostos de cascos como os do alho, cebola, - narciso, &c. ou de escamas na parte superior, como os da polyanthes tuberosa. - Todos os que naõ tem escamas nem cascos ou tunicas, que saõ compactos, + Estes bolbos saõ sempre compostos de cascos como os do alho, cebola, + narciso, &c. ou de escamas na parte superior, como os da polyanthes tuberosa. + Todos os que naõ tem escamas nem cascos ou tunicas, que saõ compactos, farinhosos, e com huma pequena ponta germinativa no topo, sobre o qual assentava a base do antigo tronco, devem ser considerados como bolbos - bastardos, taes saõ por ex. as raizes dos ranunculos, e muitas orchideas. - Huns saõ radicaes, isto he, encravados na terra, sendo o resto da base do - antigo caule e das folhas radicaes, como os das cebolas e alhos, outros saõ - caulinos (caulini), nascendo ou nas axillas que formaõ as folhas com o tronco, como saõ os + bastardos, taes saõ por ex. as raizes dos ranunculos, e muitas orchideas. + Huns saõ radicaes, isto he, encravados na terra, sendo o resto da base do + antigo caule e das folhas radicaes, como os das cebolas e alhos, outros saõ + caulinos (caulini), nascendo ou nas axillas que formaõ as folhas com o tronco, como saõ os que se vêm na bistorta, e ranunculus ficaria (os quaes saõ bolbos bastardos), ou entre as flores como no polygonum viviparum e algumas especies de alho. - Os bolbos radicaes dizem-se ser entunicados (tunicati bulbi), quando saõ + Os bolbos radicaes dizem-se ser entunicados (tunicati bulbi), quando saõ compostos de cascos concentricos como na cebola, alhos, cebolla alvarran, &c; escamosos (squamosi) se constaõ de escamas imbricadas como na açucena; solidos (solidi) quando constaõ de huma substancia solida como na tulipa; dobrados (duplicati) quando estaõ dois adunados - em hum (na coroa imperial, e fritillaria regia), tuberculados + em hum (na coroa imperial, e fritillaria regia), tuberculados (tuberculati) se tem tuberculos na base ou topo, como no colchico. - Quando se achaõ em huma raiz bolbosa muitos pequenos bolbos, + Quando se achaõ em huma raiz bolbosa muitos pequenos bolbos, ou dentro da mesma membrana commua, ou lateralmente apegados huns aos outros sobre a mesma base fibrosa, daõlhes o nome de bolbilhos (bulbuli, - s. adnata), como se observa nalgumas especies de alho -

- Estes termos daõ-se taõbem aos bolbos novos, que nascem ao + s. adnata), como se observa nalgumas especies de alho +

+ Estes termos daõ-se taõbem aos bolbos novos, que nascem ao lado dos antigos.

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- Na familia das orchideas as partes carnudas da - raiz saõ chamadas bolbos, e lhes costumaõ +

+ Na familia das orchideas as partes carnudas da + raiz saõ chamadas bolbos, e lhes costumaõ dar os epithetos differenciaes de ovados, redondos, hum tanto redondos, apalmados, hum tanto apalmados, rectos, patentes, indivisos, globosos, comprimidos, flexuosos, @@ -3200,25 +2956,22 @@ fibrosos, filiformes, &c. mas semelhantes producçoẽs so merecem o nome de bolbos bastardos por participarem da natureza farinhosa e tuberosa. - Taõbem senaõ devem por no numero das verdadeiras raizes bolbosas as dos + Taõbem senaõ devem por no numero das verdadeiras raizes bolbosas as dos nabos, bryonia, golfaõ, paõ de porco, cogumelos, e as de muitas outras plantas que saõ impropriamente denominadas bolbosas.

. - Os horteloẽs e jardineiros daõ ordinariamente aos verdadeiros bolbos o nome de - cebolas ou cabeças (capita - O termo caput significa taõbem nos escritos de alguns Botanicos a - cabeça ou golla da raiz, que he a parte extrema + Os horteloẽs e jardineiros daõ ordinariamente aos verdadeiros bolbos o nome de + cebolas ou cabeças (capita + O termo caput significa taõbem nos escritos de alguns Botanicos a + cabeça ou golla da raiz, que he a parte extrema superior que se acha hum pouco fora da terra, donde nascem as - folhas radicaes, e + folhas radicaes, e comeca o tronco; esta golla he assaz bem distincta no rabaõ, e - algumas outras raizes; + algumas outras raizes; porem em hum grande numero dellas naõ se distingue golla alguma, - e o ponto de separaçaõ entre o tronco e a raiz he + e o ponto de separaçaõ entre o tronco e a raiz he muito arbitrario. , capitula radices tunicatae, s. capitatae). Alguns Botanicos daõ aos bolbos caulinos o nome de graõs bolbiformes (grana bulbiformia), @@ -3226,90 +2979,81 @@ da mesma estructura que os bolbos radicaes; mas alguns delles, como v. g. os do ranunculus ficaria, so merecem o nome de bolbos bastardos, como acima disse.

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3º. Quanto á duraçaõ a raiz diz se ser: +

3º. Quanto á duraçaõ a raiz diz se ser:

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Annual (annua), quando perece com o seu tronco annualmente, devendo-se tanto +

Annual (annua), quando perece com o seu tronco annualmente, devendo-se tanto ella como a sua especie propagar por meyo de sementes, tal he a do trigo, - feijoeiro, &c. Esta sorte de raizes he indicada nas obras dos Botanicos com o sinal ☉︎. + feijoeiro, &c. Esta sorte de raizes he indicada nas obras dos Botanicos com o sinal ☉︎. Biennal (biennis) quando vegeta no primeiro anno, no segundo o seu - tronco fructifica, e ambos nelle perecem (tragopogon), ella he indicada com o sinal ♂. Vivace ou perennal + tronco fructifica, e ambos nelle perecem (tragopogon), ella he indicada com o sinal ♂. Vivace ou perennal (perennis), quando dura viva na terra mais de dois annos, lançando ou brotando de seus gomos troncos novos, como he a da hera terreste, a da - violetta, &c.: he indicada pelo sinal ♃. Todas as raizes dos subarbustos, arbustos, e arvores saõ do + violetta, &c.: he indicada pelo sinal ♃. Todas as raizes dos subarbustos, arbustos, e arvores saõ do numero das vivaces, como se entende facilmente, e porisso senaõ faz - mençaõ desta circumstancia nas suas descripçoẽs; as raizes arbustivas (fruticosae), saõ indicadas + mençaõ desta circumstancia nas suas descripçoẽs; as raizes arbustivas (fruticosae), saõ indicadas por alguns autores com o sinal ♄ .

- CAPITULO II. Do Tronco. -

- O tronco he o troço ascendente, ou a parte que se eleva - immediamente sobre a raiz, destinado ao engrandecimento da + CAPITULO II. Do Tronco. +

+ O tronco he o troço ascendente, ou a parte que se eleva + immediamente sobre a raiz, destinado ao engrandecimento da planta, e a terminar pela fructificaçaõ.

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- Os antigos davaõ o nome de tronco (truncus) ao troço - ascendente das plantas lenhosas, e o de caule ou talo - (caulis) ao das herbaceas; mas hoje a palavra tronco está - adoptada por hum termo geral de que o caule he huma +

+ Os antigos davaõ o nome de tronco (truncus) ao troço + ascendente das plantas lenhosas, e o de caule ou talo + (caulis) ao das herbaceas; mas hoje a palavra tronco está + adoptada por hum termo geral de que o caule he huma especie, de maneira que se pode dizer com igual propriedade de termo, - que o choupo tem hum caule lenhoso, como se pode dizer, que - a alface tem hum caule herbaceo. + que o choupo tem hum caule lenhoso, como se pode dizer, que + a alface tem hum caule herbaceo.

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- Em hum grande numero de troncos ha, como nas raizes, epiderme, casca, alburno, lenho, e +

+ Em hum grande numero de troncos ha, como nas raizes, epiderme, casca, alburno, lenho, e medulla. - Quando o tronco lança ramos lateralmente, a parte mais grossa, e media desde a base athe ao topo he chamada troço + Quando o tronco lança ramos lateralmente, a parte mais grossa, e media desde a base athe ao topo he chamada troço materno.

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- As especies de tronco saõ: caule, hastea, colmo, espique, e - surculo -

- Linneo admitte taõbem como especies de tronco os peciolos das - folhas, os +

+ As especies de tronco saõ: caule, hastea, colmo, espique, e + surculo +

+ Linneo admitte taõbem como especies de tronco os peciolos das + folhas, os peduncusos, e frondes; quanto aos peciolos naõ conheço razaõ para lhes poder chamar troncos, ainda mesmo os que sostêm - folhas que daõ + folhas que daõ flores e fructos como nas especies de gilbarbeira (ruscus), e os excluo pelo mesmo motivo que elle excluio os ramos, a que chama partes do tronco e naõ tronco. - Quanto aos pedunculos so pode haver duvida a respeito dos + Quanto aos pedunculos so pode haver duvida a respeito dos radicaes, mas estes podem ser reduzidos ao numero das hasteas. - As frondes nos fetos saõ parte do tronco, e naõ hum tronco; + As frondes nos fetos saõ parte do tronco, e naõ hum tronco; so pode haver duvida quanto a alguns generos de Algas ou especies de Lichen, Fucus, &c. que parecem ser inteiramente frondes, mas os botanicos naõ decidiraõ ainda, se ellas mereciaõ mais o nome de tronco que o de - raiz ou folha, assim como + raiz ou folha, assim como senaõ decidio ainda se os fios dos limos e a lanugem do Bissus saõ huma especie de tronco, apezar da analogia que tem com o espique do bolor (mucor mucedo).

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- O caule (caulis) he huma especie de tronco ordinariamente - guarnecido de folhas - -

- Quando o caule pertence a hum subarbusto, - arbusto, ou arvore, quando elle +

+ O caule (caulis) he huma especie de tronco ordinariamente + guarnecido de folhas + +

+ Quando o caule pertence a hum subarbusto, + arbusto, ou arvore, quando elle he herbaceo postrado ou reptante, algumas vezes fructifica - sem ter folhas + sem ter folhas algumas, mas nem porisso deve ser chamado hastea (como se collige da definiçaõ que della dou); taes saõ algumas especies de Euphorbia, Cactus, Ephedra, Stapelia, Asparagus @@ -3317,248 +3061,216 @@

, que eleva huma fructificaçaõ a qual naõ he nem musgosa nem graminea nem analoga á dos grames (como o da pereira e açucena). - As verdascas e estolhos de que fallei no capitulo precedente saõ especies - de caules herbaceos sem - articulaçoẽs nodosas, e os sarmentos (sarmenta) saõ caules lenhosos ou herbaceos, de folhas hum tanto remotas, - geniculado, lançando raizes nas + As verdascas e estolhos de que fallei no capitulo precedente saõ especies + de caules herbaceos sem + articulaçoẽs nodosas, e os sarmentos (sarmenta) saõ caules lenhosos ou herbaceos, de folhas hum tanto remotas, + geniculado, lançando raizes nas articulaçoes nodozas, como saõ os da videira e escalracho.

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- A hastea (scapus) he huma especie de tronco herbaceo ou levantado ou - obliquo, e inteiramente desguarnecido de folhas - - A hastea pode terminar em huma ou muitas flores, em espigas, +

+ A hastea (scapus) he huma especie de tronco herbaceo ou levantado ou + obliquo, e inteiramente desguarnecido de folhas + + A hastea pode terminar em huma ou muitas flores, em espigas, racimos e paniculas, e por conseguinte ser ramosa. - Lê-se nalgumas descripçoẽs de plantas herbaceas e levantadas: - caule sem - folhas, ou nu de folhas (caulis aphyllus, s. nudus) hastea bifolia, + Lê-se nalgumas descripçoẽs de plantas herbaceas e levantadas: + caule sem + folhas, ou nu de folhas (caulis aphyllus, s. nudus) hastea bifolia, hastea folhosa; mas estes termos saõ ambiguos e improprios, porque no primeiro cazo o tronco he huma hastea, e no segundo he - hum caule. - Pela mesma razaõ me parece taõbem ser desnecessario dizer: hastea - sem folhas (scapus + hum caule. + Pela mesma razaõ me parece taõbem ser desnecessario dizer: hastea + sem folhas (scapus aphyllus). - Ha plantas que podem ter duas sortes de troncos, isto he, - caule e hastea como a pilosella e + Ha plantas que podem ter duas sortes de troncos, isto he, + caule e hastea como a pilosella e morangueiro. - Algumas especies de Osmunda tem hastea e espique ao mesmo tempo, - segundo alguns autores, mas como neste cazo a folha + Algumas especies de Osmunda tem hastea e espique ao mesmo tempo, + segundo alguns autores, mas como neste cazo a folha naõ fructifica, parece que se deve conservar o nome de peciolo ao seu pé, dar o nome de hasteas aos pedunculos radicaes, e chamar simplesmente pedunculos aos que nascem do espique muito acima da superficie da terra. , como v. g. a dos narcisos e junquilhos. - As plantas, cujo tronco he huma hastea, tem ordinariamente folhas radicaes. - A hastea pode ter escamas, estipulas, e bracteas; mas naõ folhas, alias seria hum - caule. - Ella he simplez ou sem ramos na pilosella e junquilhos, e ramosa na + As plantas, cujo tronco he huma hastea, tem ordinariamente folhas radicaes. + A hastea pode ter escamas, estipulas, e bracteas; mas naõ folhas, alias seria hum + caule. + Ella he simplez ou sem ramos na pilosella e junquilhos, e ramosa na Hypochaeris radicata, e Anthericum ramosum.

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- O colmo (culmus) he huma especie de tronco proprio dos gramineos, e +

+ O colmo (culmus) he huma especie de tronco proprio dos gramineos, e plantas analogas a elles, como he o do trigo, caneira, junco, &c. em humas plantas he occo, em outras esponjoso, ou geniculado ou sem nos, - com folhas ou sem ellas, + com folhas ou sem ellas, ramoso, ou simplicissimo, herbaceo ou arbustivo; em huma palavra, he - huma hastea ou caule a que os Botanicos quizeraõ dar o nome + huma hastea ou caule a que os Botanicos quizeraõ dar o nome de colmo por ser hum tronco dos grames, e plantas que lhes saõ - naturalmente analogas - Donde resulta que para naõ errarmos nas descripçoẽs que fizermos, - dando o nome de caule ou hastea a huma planta que + naturalmente analogas + Donde resulta que para naõ errarmos nas descripçoẽs que fizermos, + dando o nome de caule ou hastea a huma planta que tem colmo, he precizo termos ideas claras dos caracteres principaes que constituem a familia natural dos gramineos; ainda que naõ he este o proprio lugar de fallar nesta materia, direi contudo de passagem que os principaes caractéres desta familia - consistem nas folhas + consistem nas folhas planas, lineares, pontudas, flexiveis, em forma de fitta, compostas de fibras parallelas, e ordinariamente envaginantes; os tegumentos dos organos sexuaes, chamados casulos, saõ certas - escamas paleaceas denominadas valvulas, o calyx tem duas ordinariamente, e raras vezes huma, + escamas paleaceas denominadas valvulas, o calyx tem duas ordinariamente, e raras vezes huma, tres ou mais; a corolla tem ordinariamente duas valvulas, das quas a interior he menor, e raras vezes tem huma so; o fructo he - huma semente sem pericarpo (excepto o esparto, + huma semente sem pericarpo (excepto o esparto, segundo Linneo), e a sua substancia he farinhosa. .

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- O espique (stipes) he huma especie de tronco proprio dos fetos e fungos; + +

+ O espique (stipes) he huma especie de tronco proprio dos fetos e fungos; nos primeiros he semelhante a hum peciolo, e nos segundos a hum - pedunculo radical ou hastea - Linneo da taõbem o nome de espique aos peciolos das folhas das palmeiras, mas + pedunculo radical ou hastea + Linneo da taõbem o nome de espique aos peciolos das folhas das palmeiras, mas como ellos naõ elevaõ de modo algum a fructificaçaõ destes vegetaes, alguns modernos naõ admittem nellas esta especie de tronco, e conservaraõ o nome de peciolo aos seus pés, dando o - nome de caule simplez ao troço, que se eleva sobre - a terra, terminado no cume por folhas e fructificaçaõ em espadice. + nome de caule simplez ao troço, que se eleva sobre + a terra, terminado no cume por folhas e fructificaçaõ em espadice. , mas a singularidade com que elevaõ a fructificaçaõ e as circumstancias desta fizeraõ adoptar este nome em lugar do de peciolo, pedunculo, ou hastea.

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O surculo (surculus) he huma especie de tronco proprio dos musgos, o seu +

O surculo (surculus) he huma especie de tronco proprio dos musgos, o seu troço he filiforme, guarnecido sempre de foliolos, ou de escamas persistentes e de varia forma; ás vezes he simplez, outras vezes ramoso, ora he reptante ou estirado ora levantado. Ha algumas especies de jungermannia, nas quaes o tronço he hum surculo, e nisto saõ verdadeiramente analogas aos musgos.

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Toda a planta que tem tronco he denominada entronquecida (caulescens), e +

Toda a planta que tem tronco he denominada entronquecida (caulescens), e destronquecida (acaulis) senaõ tem tronco algum (carlina acaulis). Muitas - vezes se da taõbem este ultimo nome às que tem hum tronco curtissimo, e + vezes se da taõbem este ultimo nome às que tem hum tronco curtissimo, e quasi cozido com a terra

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1º. O tronco em geral pode ser considerado segundo differentes relaçoẽs; +

1º. O tronco em geral pode ser considerado segundo differentes relaçoẽs; quanto à sua duraçaõ e substancia diz-se ser:

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Herbaceo (herbaceus), se naõ he lenhoso e perece annualmente (a chicoria, e o +

Herbaceo (herbaceus), se naõ he lenhoso e perece annualmente (a chicoria, e o ranunculo).

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Subarbusteo (suffruticosus), quando os seus ramos annualmente se seccaõ, e +

Subarbusteo (suffruticosus), quando os seus ramos annualmente se seccaõ, e naõ tem gomos alguns athe a base, ou so a sua parte inferior junto della persiste viva, donde brota na primavera (a dulcamára, tomilho, gilbarbeira, salva, e alfazema). Este tronco he quasi lenhoso.

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- Arbusteo ou arbustivo (fruticosus), quando pertence a huma - raiz lenhosa, da qual todos os annos brotaõ muitos +

+ Arbusteo ou arbustivo (fruticosus), quando pertence a huma + raiz lenhosa, da qual todos os annos brotaõ muitos troncos, que senaõ secçaõ nem morrem annualmente nem se elevaõ a altura - das arvores - ordinarias - He difficil de dar huma boa definicaõ dos arbustos e arvores, + das arvores + ordinarias + He difficil de dar huma boa definicaõ dos arbustos e arvores, nascendo isto de que a divisaõ das plantas lenhosas em arbustos - e arvores naõ he natural porquanto a naturera naõ poz limites entre elles, + e arvores naõ he natural porquanto a naturera naõ poz limites entre elles, mas taõ somente a opiniaõ do vulgo. - Linneo diz que a unica destinçaõ que pode haver he de dar o nome - de arvores ás que tem gomos, e o de arbustos ás que os - naõ tem; a seguir este parecer, muitas arvores ficariaõ sendo - arbustos, e muitos arbustos seriaõ arvores, o que naõ tem + Linneo diz que a unica destinçaõ que pode haver he de dar o nome + de arvores ás que tem gomos, e o de arbustos ás que os + naõ tem; a seguir este parecer, muitas arvores ficariaõ sendo + arbustos, e muitos arbustos seriaõ arvores, o que naõ tem sido athe agora adoptado nas descripçoẽs botanicas. , como o da Sylva, roseira, alecrim, videira, hera, &c.

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- Arboreo (arboreus), quando naõ perece durante muitos annos, tem hum troço +

+ Arboreo (arboreus), quando naõ perece durante muitos annos, tem hum troço lenhoso, e grosso, o qual se eleva altamente, nasce solitario e - desacompanhado de outro, ou se tem outros ao seu lado que nascem da mesma raiz, saõ muito raros á proporçaõ - dos que brota huma raiz arbustiva; taes saõ por ex. os do + desacompanhado de outro, ou se tem outros ao seu lado que nascem da mesma raiz, saõ muito raros á proporçaõ + dos que brota huma raiz arbustiva; taes saõ por ex. os do ulmeiro, pinheiro, choupos, &c. - Quando as arvores + Quando as arvores se elevaõ athé a altura da estatura humana pouco mais ou menos, alguns autores costumaõ dar-lhes, o nome de arbusculos (arbuscula), para as - destinguir das arvores summamente elevadas. + destinguir das arvores summamente elevadas.

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Compacto ou mociço (solidus), que naõ he tubuloso, nem consta de huma +

Compacto ou mociço (solidus), que naõ he tubuloso, nem consta de huma substancia porosa, encortiçada, e balofa, nem tem huma medulla esponjosa, mas antes mal se lhe pode divisar a medulla (o acipreste, e oliveira).

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Esponjoso (inanis, s. spongiosus), quando consta de huma substancia balofa e +

Esponjoso (inanis, s. spongiosus), quando consta de huma substancia balofa e esponjosa, ou tem huma larga medulla esponjosa (o milho e o sabugueiro).

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Repleto (farctus), quando he compacto, ou esponjoso, de modo que se lhe naõ +

Repleto (farctus), quando he compacto, ou esponjoso, de modo que se lhe naõ divisa tubo algum (o acipreste e sabugueiro).

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Tubuloso (fistulosus, s. tubulosus), quando he occo como hum canudo (o +

Tubuloso (fistulosus, s. tubulosus), quando he occo como hum canudo (o phellandrium aquaticum, conium maculatum, e a cebola.)

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2º Considerado quanto à sua medida diz-se ser:

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De meya pollegada de alto (unguicularis, semiuncialis, s. unguem longus); de +

2º Considerado quanto à sua medida diz-se ser:

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De meya pollegada de alto (unguicularis, semiuncialis, s. unguem longus); de huma pollegada de alto (uncialis, s. pollicaris); de pollegada e meya de alto (sesquiuncialis); de maõ travessa de alto (palmaris, palmum longus); de hum palmo (dodrantalis, dodrantem longus); de sette pollegadas (spithameus); de hum pé (pedalis); de desasette pollegadas, ou de hum covado natural - (cubitalis); do comprimento de hum braço, ou de vinte o quatro pollegadas (brachialis); de huma braça, ou de seis pés (orgyalis). Quanto + (cubitalis); do comprimento de hum braço, ou de vinte o quatro pollegadas (brachialis); de huma braça, ou de seis pés (orgyalis). Quanto á sua grossura diz-se ser: da grossura de hum cabello ou da duodecima parte de huma linha (capillaris); de huma linha de diametro ou da duodecima parte de huma pollegada (linearis); de duas, tres linhas, &c. de largo; de meya pollegada, de huma pollegada de largo, &c. Todas estas medidas se podem augmentar á proporçaõ da altura e grossura do tronco, dizendo-se por - ex. ser de trez, oito, vinte braças de alto, &c. Todas ellas se devem + ex. ser de trez, oito, vinte braças de alto, &c. Todas ellas se devem entender na razaõ de pouco mais ou menos, vistoque as plantas relativamente a ellas variaõ muito, segundo o terreno, clima, lugares - mais ou menos abrigados, &c. - Alguns o denominaõ grosso, delgado, curto, muito alto, grande, - pequeno, comparando-o idealmente com as folhas e outras partes da planta; mas + mais ou menos abrigados, &c. + Alguns o denominaõ grosso, delgado, curto, muito alto, grande, + pequeno, comparando-o idealmente com as folhas e outras partes da planta; mas estas ideas saõ vagas, a naõ declararmos juntamente a parte com que o comparamos. .

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3º Quanto á direcçaõ he denominado:

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Levantado (erectus, arrectus), quando he quasi perpendicular ao plano da +

3º Quanto á direcçaõ he denominado:

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Levantado (erectus, arrectus), quando he quasi perpendicular ao plano da terra, ou forma com elle quasi hum angulo recto (o verbasco): he o contrario de obliquo, postrado, e voluvel.

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Direito (rectus, strictus), quando he impertigado, sem tortuosidades algumas, +

Direito (rectus, strictus), quando he impertigado, sem tortuosidades algumas, e forma com o plano da terra hum angulo recto (o junco, e o helianthus altissimus). He hum tronco perfeitamente levantado, e alem disso he opposto - ao caule tortuoso, fraco, e a quaesquer outros que tem + ao caule tortuoso, fraco, e a quaesquer outros que tem curvaturas.

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Fraco (laxus, flaccidus, debilis), quando por ser delgado ou de flexivel +

Fraco (laxus, flaccidus, debilis), quando por ser delgado ou de flexivel contextura bambolea, e abana facilmente em varias direcçoẽs.

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Rijo (rigidus), he firme, naõ bambolea facilmente, e tem huma tezidaõ hum + +

Rijo (rigidus), he firme, naõ bambolea facilmente, e tem huma tezidaõ hum tanto elastica de maneira que se o curvamos, se levanta immediatamente (algumas junças).

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Obliquo ou esguelhado (obliquus), quando esta posto de esguelha, apartando-se +

Obliquo ou esguelhado (obliquus), quando esta posto de esguelha, apartando-se quasi tanto do plano da terra, como da linha perpendicular ao dicto plano (lathyrus aphaca).

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Remontante ou realçado (ascendens), quando sendo primeiramente obliquo, +

Remontante ou realçado (ascendens), quando sendo primeiramente obliquo, postrado, ou parallelo á terra se revira para cima em arco (vicia cracca, viola canina).

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Reclinado (reclinatus, declinatus, inclinatus), quando levantando-se +

Reclinado (reclinatus, declinatus, inclinatus), quando levantando-se primeiramente hum tanto de es guelha começa a descahir para a terra, prolongando-se em arco, ou formando huma curva assaz aberta; mas a sua ponta fica levantada de maneira que figura quasi hum postrado (convolvulus tricolor, potentilla aurea).

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Incurvado (incurvatus, inflexus), quando se levanta direito e arquea na parte +

Incurvado (incurvatus, inflexus), quando se levanta direito e arquea na parte superior (juncus inflexus).

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Acenoso (nutans), quando tem a ponta dobrada para baxo, ou dependurada +

Acenoso (nutans), quando tem a ponta dobrada para baxo, ou dependurada perpendicularmente (juncus filiformis).

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Postrado ou estirado (procumbens), quando em rasaõ da sua fraqueza jaz +

Postrado ou estirado (procumbens), quando em rasaõ da sua fraqueza jaz deitado horizontalmente sobre a terra, sem contudo nella lançar raizes (o murriaõ, a parietaria lusitanica, a semprenoiva.)

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Descahido (decumbens), quando primeiramente se eleva hum pouco, e depois cahe +

Descahido (decumbens), quando primeiramente se eleva hum pouco, e depois cahe sobre a terra, onde alastra mais ou menos (o serpaõ).

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- Estolhoso (stoloniferus), quando sahindo da primeira raiz, em mais ou menos distancia, lança novas +

+ Estolhoso (stoloniferus), quando sahindo da primeira raiz, em mais ou menos distancia, lança novas raizes na terra, e neste lugar brota dois ou mais estolhos (o morangueiro, violetta, e ajuga reptans).

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Sarmentoso (sarmentosus), quando lança muitas varas nodosas (chamadas +

Sarmentoso (sarmentosus), quando lança muitas varas nodosas (chamadas sarmentos), as quaes tocando na terra, ou corpos vizinhos, nelles arraigaõ pelas suas juntas (a videira, legacam, e clematis vitalba).

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Reptante ou serpentante (reptans, repens) quando he postrado, longo, mais ou +

Reptante ou serpentante (reptans, repens) quando he postrado, longo, mais ou menos ramoso, e lança amiudo sobre a terra varias radiculas (a potentilla, e - a lysimachia nummularia). Se este mesmo caule em lugar de - ser estirado sobre a terra trepa, e engatinha pelas arvores, paredes, ou rochas + a lysimachia nummularia). Se este mesmo caule em lugar de + ser estirado sobre a terra trepa, e engatinha pelas arvores, paredes, ou rochas altas, aferrando-se a ellas por meyo das suas numerosas raigotas - lateraes, daõ-lhe o nome de raigotoso (radicans) taes saõ os caules da bignonìa radicans, + lateraes, daõ-lhe o nome de raigotoso (radicans) taes saõ os caules da bignonìa radicans, cissus quinquefolius, &c. A hera humas vezes he reptante, outras raigotosa; donde resulta que estes dois termos indicaõ a mesma coiza em differentes lugares.

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Articulado (articulatus), quando tem juntas destribuidas de distancia em - distancia Este termo toma-se ás vezes taõbem por geniculado, mas o - melhor he applicalo somente aos caules que tem juntas sem serem nodosas, e taõbem quando +

Articulado (articulatus), quando tem juntas destribuidas de distancia em + distancia Este termo toma-se ás vezes taõbem por geniculado, mas o + melhor he applicalo somente aos caules que tem juntas sem serem nodosas, e taõbem quando so dependem do tacto para se reconhecerem, (como as do juncus articulatus, e cyperus articulatus). As juntas saõ chamadas articulationes, articuli, juncturae, e quando, saõ nodosas genicula, @@ -3567,19 +3279,16 @@ termo a significaçaõ de junta., (a cavallinha, a genista sagittalis, e o cactus ficus indica). Se estas juntas saõ nodosas ou como huma especie de tornosellos, o tronco nesta circumstancia he chamado - nodoso ou geniculado (geniculatus, s. nodosus), como he o colmo da cevada e de hum grande numero de grames. O espaço que medea + nodoso ou geniculado (geniculatus, s. nodosus), como he o colmo da cevada e de hum grande numero de grames. O espaço que medea entre as juntas ou nos he chamado entrejunta, entreno (interjunctura, internodium). Quando o tronco naõ tem nos nem juntas algumas, diz-se ser desnodoso (enodis aequalis) como o do junco.

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Tortuoso (flexuosus), quando he ondeado ou como colombrino, formando nas +

Tortuoso (flexuosus), quando he ondeado ou como colombrino, formando nas juntas ou lugar dos gomos pontas angulosas, e alternadas ora para hum ora para outro lado (o legacam, e dulcamára).

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Trepador (scandens), quando trepa pelos corpos vizinhos que encontra, +

Trepador (scandens), quando trepa pelos corpos vizinhos que encontra, segurando-se nelles por meyo de suas raigotas (se he raigotoso ou - sarmentoso) ou de suas gavinhas, ou dos peciolos das folhas (a hera, ervilheira, madresylva, videira, + sarmentoso) ou de suas gavinhas, ou dos peciolos das folhas (a hera, ervilheira, madresylva, videira, e clematis vitalba). Quando elle chupa a substancia da planta em que se segura ou por meyo de suas radiculas, ou de qualquer modo que seja, daõ-lhe o nome de parasito (parasiticus) como he o da hera e cuscuta. Se @@ -3592,234 +3301,212 @@ primeira rosca segue huma direcçaõ contraria á precedente (o luparo, madresylva, e norça preta). Para podermos determinar estas direcçoẽs he precizo suppormo-nos estar dentro das roscas com a cara para o sul.

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4º Quanto á figura diz-se ser:

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Cylindrico ou roliço (teres, cylindricus), quando se assemelha a hum rolo, naõ tendo angulos alguns (a tulipa, e pinheiro); +

4º Quanto á figura diz-se ser:

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Cylindrico ou roliço (teres, cylindricus), quando se assemelha a hum rolo, naõ tendo angulos alguns (a tulipa, e pinheiro); quasi cylindrico (subcylindricus), quando se approxima quasi á figura de hum rolo (allium molly); semicylindrico (semiteres) se he plano de huma banda e convexo da outra, ou como a metade de hum rolo partido longitudinalmente (allium ursinum).

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Comprimido (compressus), se he hum tanto chato de duas bandas em todo o seu +

Comprimido (compressus), se he hum tanto chato de duas bandas em todo o seu comprimento, ou parece como esmagado nos dois lados oppostos (poa compressa, potamogetum compressum).

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- Bigumeo (anceps), quando tem dois angulos oppostos hum tanto affiados, - assemelhando-se á folha de huma espada de dois gumes (a +

+ Bigumeo (anceps), quando tem dois angulos oppostos hum tanto affiados, + assemelhando-se á folha de huma espada de dois gumes (a milfurada); se os dois gumes saõ hum tanto embotados, diz-se digono (digonus).

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Anguloso (angulatus), se tem tres ou mais angulos. Segundo o numero dos +

Anguloso (angulatus), se tem tres ou mais angulos. Segundo o numero dos angulos, diz-se ser triangular, quadrangular, de cinco, seis, ou muitos - angulos (tri- quadr- quinq- sex- mult- angularis Os termos de + angulos (tri- quadr- quinq- sex- mult- angularis Os termos de trigonus - polygonus tem ordinariamente huma accepçaõ synonyma de triangularis - multangularis; mas alguns botanicos usaõ dos primeiros para significar angulos hum tanto embotados., ou - taõbem tri- tetra- penta- hexa- poly- gonus. O caule de + taõbem tri- tetra- penta- hexa- poly- gonus. O caule de dois angulos he o bigumeo; taõbem se encontraõ troncos de hum so angulo (uniangulatus), como o do iris foetidissima. Quando tem angulos agudos, diz-se acutangulo (scrophularia nodosa), e obtusangulo (obtusangulus) se tem angulos mal assinalados, ou obtusos.

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Segundo o numero dos lados planos que tem, diz-se ser: de tres, quatro, cinco - lados, &c. (tri-quadri-quinqueter, &c. ou taõbem tri-quadri-quinquelaterus, +

Segundo o numero dos lados planos que tem, diz-se ser: de tres, quatro, cinco + lados, &c. (tri-quadri-quinqueter, &c. ou taõbem tri-quadri-quinquelaterus, &c.)

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5º. Considerado quanto á sua superficie diz-se ser:

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- Folheado ou folhoso (foliatus, s. foliosus), quando he guarnecido de - folhas; he usado em +

5º. Considerado quanto á sua superficie diz-se ser:

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+ Folheado ou folhoso (foliatus, s. foliosus), quando he guarnecido de + folhas; he usado em oppoziçaõ differencial do seguinte.

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- Esfolhoso (aphyllus), se naõ tem folhas algumas, como a cuscuta e algumas especies de +

+ Esfolhoso (aphyllus), se naõ tem folhas algumas, como a cuscuta e algumas especies de euphorbia e cactus.

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- Nû (nudus), quando he destituido de +

+ Nû (nudus), quando he destituido de folhas, escamas, estipulas, pesos e outras excrecencias. - Este termo so se usa relativamente, nas descripçoẽs das especies que naõ - tem folhas, &c. comparadas + Este termo so se usa relativamente, nas descripçoẽs das especies que naõ + tem folhas, &c. comparadas com as que as tem. - Diz-se quasi nû (subnudus), quando he quasi inteiramente falto de folhas. + Diz-se quasi nû (subnudus), quando he quasi inteiramente falto de folhas.

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- Envaginado (vaginatus), quando he cingido pela base das folhas ou da dos seus peciolos, de +

+ Envaginado (vaginatus), quando he cingido pela base das folhas ou da dos seus peciolos, de modo que parece em parte enfiado numa bainha (os lirios, o trigo, e muitos outros grames).

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- Escamoso (squamosus), quando he guarnecido de folhetos como escamas, e +

+ Escamoso (squamosus), quando he guarnecido de folhetos como escamas, e hum tanto distantes (lathraea squamaria, tussilago anandria).

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- Imbricadamente folhudo ou imbricadamente escamoso (imbricatus), quando he - coberto de folhas, folhetos ou +

+ Imbricadamente folhudo ou imbricadamente escamoso (imbricatus), quando he + coberto de folhas, folhetos ou escamas imbricadas, isto he, dispostas humas sobre outras como telhas (tussilago farfara).

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Encortiçado (suberosus), quando a sua casca he branda, elastica, toda cortiça +

Encortiçado (suberosus), quando a sua casca he branda, elastica, toda cortiça ou semelhante a ella na qualidade (o sobereiro, e passiflora suberosa).

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Gretado (rimosus), quando tem no exterior da sua casca muitas gretas abertas +

Gretado (rimosus), quando tem no exterior da sua casca muitas gretas abertas irregularmente.

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Entunicado (tunicatus), quando a sua casca he coberta de differentes membranas applicadas humas sobre outras.

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- Lizo (laevis), quando a sua superficie he por toda a parte igual, sem - tuberculos, gretas, riscos, regos nem +

Entunicado (tunicatus), quando a sua casca he coberta de differentes membranas applicadas humas sobre outras.

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+ Lizo (laevis), quando a sua superficie he por toda a parte igual, sem + tuberculos, gretas, riscos, regos nem cavidades algumas (o sayaõ).

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Estriado ou riscado (striatus), quando tem longitudinalmente muitos riscos na +

Estriado ou riscado (striatus), quando tem longitudinalmente muitos riscos na superficie da sua casca; estas estrias saõ superfiçiaes, e mais ou menos distantes (genista tinctoria).

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Regoado (sulcatus), quando tem longitudinalmente regos, ou riscos largos e +

Regoado (sulcatus), quando tem longitudinalmente regos, ou riscos largos e profundos na sua casca (a milfolha, e aipo).

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- Glabro (glaber), quando a sua superficie naõ tem escabrosidades nem pelos - alguns, mas he liza ou polida (a abrotea, e cebolla alvarran) He a +

+ Glabro (glaber), quando a sua superficie naõ tem escabrosidades nem pelos + alguns, mas he liza ou polida (a abrotea, e cebolla alvarran) He a mesma coiza que lizo, e nû de pelos e excrescencias..

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- Escabroso (scaber), quando he salpicado de certas producçoẽs glandulosas, - pequenos tuberculos ou pontos asperos ao tacto (o +

+ Escabroso (scaber), quando he salpicado de certas producçoẽs glandulosas, + pequenos tuberculos ou pontos asperos ao tacto (o luparo, linho canamo, e amor de hortelaõ).

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- Echinoso (echinatus, muricatus), quando he nimiamente escabroso, e - tuberculozo de modo que os tuberculos saõ hum tanto longos, +

+ Echinoso (echinatus, muricatus), quando he nimiamente escabroso, e + tuberculozo de modo que os tuberculos saõ hum tanto longos, agudos e rijos, mas muito pouco picantes (a ruiva dos tintureiros, a abobara menina, e muitas outras cucurbitaceas).

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Cotanoso ou cotanilhoso (tomentosus) se a sua superficie esta coberta de hum +

Cotanoso ou cotanilhoso (tomentosus) se a sua superficie esta coberta de hum cotaõ ordinariamente branco, finissimo, curtissimo, e de tal sorte tecido que os seus pelos mal se podem separadamente distinguir sem lente (a cineraria maritima).

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Lanudo (lanatus), quando a sua superficie esta coberta de pelos longos, bastos, curvados, e tecidos huns com outros á +

Lanudo (lanatus), quando a sua superficie esta coberta de pelos longos, bastos, curvados, e tecidos huns com outros á maneira de huma tea de aranha, como visivelmente se conhece sem lente (na ballota lanata, e onopordum acanthium).

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Peludo ou hirsuto (pilosus, hirsutus, s. hirtus) As differenças, que +

Peludo ou hirsuto (pilosus, hirsutus, s. hirtus) As differenças, que se fazem ordinariamente destes tres termos, so servem de embarassar os principiantes, e porisso os naõ distingui aqui., quando tem pelos compridos naõ entrelaçados huns com os outros, mas bem visivelmente desunidos; saõ mais ou menos distantes, mais ou menos - rijos, mas naõ quebraõ, como as finas sedas do caule + rijos, mas naõ quebraõ, como as finas sedas do caule hispido; e variaõ muito quanto ao seu comprimento (a cenoira). Quando saõ poucos e bastantemente distantes entre si, o tronco diz-se ser: empubescido (pubescens).

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Felpudo ou aveludado (villosus), quando tem pelos bastos, approximados, +

Felpudo ou aveludado (villosus), quando tem pelos bastos, approximados, macios ao tacto, naõ entrelaçados, e assaz bem visiveis sem lente (o çumagre.)

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Hispido (hispidus), quando he salpicado de sedas finas, hum tanto rijas, +

Hispido (hispidus), quando he salpicado de sedas finas, hum tanto rijas, rectas, distantes mais ou menos entre si, e mui quebradiças (echium vulgare).

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Ardentoso (urens), he hispido, mas as suas sedas saõ venenosas, e chamadas +

Ardentoso (urens), he hispido, mas as suas sedas saõ venenosas, e chamadas ferroẽs, em razaõ de que penetrando a pelle nua causaõ nella ardor e inflammaçaõ (a urtiga.)

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Aculeado (aculeatus), quando tem aculeos, ou espinhos, bastardos, na sua +

Aculeado (aculeatus), quando tem aculeos, ou espinhos, bastardos, na sua casca (a sylva, e roseira).

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Espinhoso ou abrolhoso (spinosus), quando lança do seu lenho abrolhos ou +

Espinhoso ou abrolhoso (spinosus), quando lança do seu lenho abrolhos ou espinhos proprios (o pirliteiro, e o abrunheiro bravo).

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Estipuloso (stipulatus), quando he guarnecido de estipulas (o martyrio, todas + +

Estipuloso (stipulatus), quando he guarnecido de estipulas (o martyrio, todas as especies de polygonum, e a maior parte das leguminosas.)

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- Alado (alatus, membranatus, membranaceus), quando he guarnecido de +

+ Alado (alatus, membranatus, membranaceus), quando he guarnecido de membranas, as quaes ordinariamente correm ao longo de seus angulos, ou - elle seja chato quasi como huma folha, ou naõ + elle seja chato quasi como huma folha, ou naõ (scrophularia aquatica, genista sagittalis).

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- Bolbifero (bulbiferus), quando dá pequenos bolbos, ou nas axillas de suas - folhas, ou entre ás flores +

+ Bolbifero (bulbiferus), quando dá pequenos bolbos, ou nas axillas de suas + folhas, ou entre ás flores que produz (polygonum viviparum, ranunculus ficaria, e algumas especies de alho).

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6º. Quanto á sua composiçaõ ou divisaõ diz-se ser:

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Simplez (simplex), quando se prolonga athe á ponta quasi sem ramos, ou tem +

6º. Quanto á sua composiçaõ ou divisaõ diz-se ser:

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Simplez (simplex), quando se prolonga athe á ponta quasi sem ramos, ou tem ramos rarissimos quer na parte superior quer nos lados (a açucena, e scabiosa succisa): simplicissimo (simplicissimus, integer), quando he inteiramente indiviso, prolongando-se sem ter absolutamente ramo algum (o alho, e paris quadrifolia).

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O tronco he composto todas as vezes que merece de ter o nome de subramoso ou +

O tronco he composto todas as vezes que merece de ter o nome de subramoso ou ramoso. O subramoso (subramosus), he hum tronco quasi simplez em razaõ de ter poucos ramos lateraes (as esporas, e aquilegia); o ramoso (ramosus), tem muitos ramos lateraes (a beccabunga, e sherardia arvensis). Diz-se ramosissimo (ramosissimus), quando tem ramos numerosissimos, subdivididos, e amontoados sem ordem (gallium saxatile, e thalictrum faetidum); se todo elle naõ parece outra coiza mais do que huma panicula, ou que todos os seus ramos - formaõ huma panicula, daõ-lhe o nome de paniculado (paniculatus), como he o da + formaõ huma panicula, daõ-lhe o nome de paniculado (paniculatus), como he o da saxifraga cotyledon.

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- Desvaricado (divaricatus), quando o seu troço elevado hum tanto acima da - raiz começa a dividirse em muitos ramos longos, +

+ Desvaricado (divaricatus), quando o seu troço elevado hum tanto acima da + raiz começa a dividirse em muitos ramos longos, desviados ou do troço materno ou entre si em angulos obtusos (polygonum divaricatum, helianthus divaricatus).

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Patente (patens), quando nascendo juntamente com outros muitos da mesma - raiz se desvia delles em angulo agudo mui aberto. +

Patente (patens), quando nascendo juntamente com outros muitos da mesma + raiz se desvia delles em angulo agudo mui aberto. (Este termo he muitas vezes usado em lugar do seguinte). Derramado ou diffuso (diffusus), quando se divide em muitos ramos que formaõ entre si angulos quasi rectos (a fumaria, e hesperis tristis.)

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Copado (fastigiatus), quando os seus ramos saõ approximados ou empilhados, +

Copado (fastigiatus), quando os seus ramos saõ approximados ou empilhados, chegaõ a igual altura, e formaõ huma copa anivelada, e fechada como huma moita (santolina chamaeciparissus).

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Açarilhado (brachiatus), quando tem ramos oppostos, e o par superior cruza o +

Açarilhado (brachiatus), quando tem ramos oppostos, e o par superior cruza o inferior, como os braços de hum çarilho (a mercurial).

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Forquilhoso ou forqueado (dichotomus), quando se divide sempre em dois ramos, +

Forquilhoso ou forqueado (dichotomus), quando se divide sempre em dois ramos, em forma de forcado (valeriana locusta). Alguns o denominaõ triramoso (trechotomus), quando se divide sempre em tres ramos (o cardo penteador, e a verbena mexicana). A divisura ou ponta angular das divisoẽs do tronco forquilhoso he chamada bifurcaçaõ ou forqueadura (bifurcatio, s. dichotomia).

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Vergonteado (virgatus), quando he delgado, fraco, flexivel, e se prolonga - lançando muitas varinhas bastas, desiguaes, e da sua mesma qualidade ou fraqueza (artemisia +

Vergonteado (virgatus), quando he delgado, fraco, flexivel, e se prolonga + lançando muitas varinhas bastas, desiguaes, e da sua mesma qualidade ou fraqueza (artemisia campestris).

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Prolifero (prolifer), quando he, pelo assim dizer, pontaramudo, lançando - ramos verticillados so na ponta, os quaes +

Prolifero (prolifer), quando he, pelo assim dizer, pontaramudo, lançando + ramos verticillados so na ponta, os quaes saõ taõbem proliferos (como o pinheiro, e scabiosa prolifera - Nestes dois exemplos se vê que o tronco prolifero pode ser ou + Nestes dois exemplos se vê que o tronco prolifero pode ser ou lenhoso ou herbaceo; mas ordinariamente o termo prolifero sò se applica aos troncos lenhosos que daõ muitos gomos nas pontas.. Estes troncos naõ saõ articulados.

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Diz-se em fim ser disticado (distichus), se tem ramos disticados; e esteiado +

Diz-se em fim ser disticado (distichus), se tem ramos disticados; e esteiado (fulcratus), quando se esteia em seus ramos ou tem ramos esteiados: estes termos seraõ melhor explicados no artigo seguinte.

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Os ramos (rami), saõ parte do tronco, ou o tronco mesmo dividido. Elles + Ramos. +

Os ramos (rami), saõ parte do tronco, ou o tronco mesmo dividido. Elles saõ nalgumas plantas taõ semelhantes ao troço materno do tronco que he difficil de os destinguir, e daqui procede que os Botanicos tem dado igualmente a huns e outros as mesmas denominaçoẽs differenciaes.

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Dizem-se ser alternos (alterni), quando hum naõ tem outro fronteiro no +

Dizem-se ser alternos (alterni), quando hum naõ tem outro fronteiro no mesmo grao de altura, e se seguem alternafivamente postos huns acima dos outros nos dois lados do tronco (herniaria glabra).

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Oppostos ou fronteiros (oppositi), quando nascem aos pares, estando hum +

Oppostos ou fronteiros (oppositi), quando nascem aos pares, estando hum posto de fronte do outro na mesma altura do tronco (a mercurial). Este - termo he synonymo de ramos açarilhados (decussati), se gundo a accepçaõ em + termo he synonymo de ramos açarilhados (decussati), se gundo a accepçaõ em que o tomaõ hoje, mas pode significar taõbem os ramos oppostos, que saõ disticados.

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Disticados (distichi), quando saõ patentes ou horizontaes, tem o seu +

Disticados (distichi), quando saõ patentes ou horizontaes, tem o seu ponto de nascimento em differentes lugares, e se vaõ seguido nos dois lados do tronco dispostos á maneira dos dois renques das barbas de huma penna.

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Verticillados (verticillati), quando mais de dois nascem das articulaçoẽs ou juntas do tronco; elles estaõ todos no mesmo ponto de altura, dispostos á roda do tronco como rayos de huma roda @@ -3827,12 +3514,12 @@ genero). Dizem-se verticillas dos tres a tres, quatro a quatro, cinco, seis, sette, oito a oito, &c. (terni, quaterni, quini, seni, septeni, octoni, &c.)

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Levantados (erecti), quando formaõ com o tronco hum angulo muito agudo, +

Levantados (erecti), quando formaõ com o tronco hum angulo muito agudo, ou saõ quasi perpendiculares (o acipreste, e esporas). Se saõ em grande numero e bastantemente approximados ou ao tronco ou entre si, dizem-se conchegados (coarctati).

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- Patentes (patentes O termo patentes he usado as vezes como +

+ Patentes (patentes O termo patentes he usado as vezes como synonymo de divaricati; mas como em todos os mais cazos a sua significaçaõ indica quasi hum angulo recto, porisso uso,delle aqui nesse sentido. O grande defeito de alguns termos technicos @@ -3840,198 +3527,176 @@ divergentes), quando formaõ com o tronco, ou entre si, angulos quasi rectos.

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Desvaricados (divaricati), quando saõ esparraIhados, dispersos, sem +

Desvaricados (divaricati), quando saõ esparraIhados, dispersos, sem ordem, e formaõ com o tronco ou entre si angulos muitos obtusos (xeranthemum annuum, cucubalus bacciferus).

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Recurvados (deflexi), quando saõ hum tanto inclinados para baxo em arco, + +

Recurvados (deflexi), quando saõ hum tanto inclinados para baxo em arco, ficando a sua ponta mais baxa do que o ponto de apego.

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Derreados ou pendentes (reflexi, penduli), quando à sua ponta pende para +

Derreados ou pendentes (reflexi, penduli), quando à sua ponta pende para a terra, ou estaõ dependurados perpendicularmente (salix babylonica).

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Requebrados (retroflexi, s. retrofracti), quando saõ desvaricados, +

Requebrados (retroflexi, s. retrofracti), quando saõ desvaricados, recurvados, e tem differentes tortuosidades, parecendo como quebrados nas articulaçoẽs (asparagus retrofractus).

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Esteiados (fulcrati), quando saõ de tal sorte recurvados que tocaõ na +

Esteiados (fulcrati), quando saõ de tal sorte recurvados que tocaõ na terra, e nella se esteiaõ; ou taõbem quando delles nascem outros que baxando à terra nella arraigaõ, e ficaõ como espécando os ramos de que nasceraõ (ficus indica, ficus benghalensis).

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Compridos (longi), quando excedem em comprimento o troço materno do +

Compridos (longi), quando excedem em comprimento o troço materno do tronco donde nascem: curtos (breves), se saõ menores do que elle no comprimento.

- CAPITULO III. Das Folhas. -

As folhas (folia) saõ chamadas os + CAPITULO III. Das Folhas. +

As folhas (folia) saõ chamadas os organos do movimento das plantas, e na realidade saõ nos vegetaes as partes que mais se movem, e que mais contribuem ao movimento dos seus succos. Nascem da casca, e della lhes provêm os muitos vazos de que - saõ compostas. Estes vazos saõ sufficientemente visiveis, e estaõ cobertos da epiderme, que he a continuaçaõ da epiderme da casca. As + saõ compostas. Estes vazos saõ sufficientemente visiveis, e estaõ cobertos da epiderme, que he a continuaçaõ da epiderme da casca. As suas ramificacoẽs formaõ huma especie de rede, a que chamaõ tecido reticular (rete s. opus reticulare), cujas malhas saõ occupadas pelo tecido cellular - ou parenchyma. Este tecido he bem claramente visivel nas folhas do choupo maceradas em + ou parenchyma. Este tecido he bem claramente visivel nas folhas do choupo maceradas em agoa.

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- As folhas estaõ apegadas ou à - raiz ou ao tronco ou aos ramos; humas vezes tem huma +

+ As folhas estaõ apegadas ou à + raiz ou ao tronco ou aos ramos; humas vezes tem huma cauda mais ou menos comprida, a que chamaõ peciolo, que medea entre a sua base e o tronco ou ramo; outras vezes naõ tem peciolo alguim, apegando-se immédiatamente pela sua base ao tronco ou ramo; no primeiro cazo saõ denominadas pecioladas, e no segundo rentes. - A parte, por onde se apegaõ ao peciolo, ou immediatamente ao tronco ou + A parte, por onde se apegaõ ao peciolo, ou immediatamente ao tronco ou ramos (sendo rentes), he chamada base (basis), a extremidade opposta a esta tem o nome de ponta (apex). - Ordinariamente as folhas tem duas + Ordinariamente as folhas tem duas faces, huma superior que olha para cima (pagina supertor, s. discus supinus), e outra inferior que olha para a terra (pagina inferior, s. discus pronus). - E sua borda ou ourella tem o nome de margem (margo), e o espaço + E sua borda ou ourella tem o nome de margem (margo), e o espaço superficial que vay desde o centro athe á margem he denominado disco (discus); nestas faces consiste o que os Botanicos chamaõ superficie - propria da folha, e se o disco he elevado, abatido, ou + propria da folha, e se o disco he elevado, abatido, ou augmentado, chamaõ-lhe dilataçaõ do disco. - Os vasos apparentes que se observaõ no disco das folhas tem o nome de nervuras e de veios; as + Os vasos apparentes que se observaõ no disco das folhas tem o nome de nervuras e de veios; as nervuras (nervi), saõ vasos que correm longitudinalmente da ponta para a base mais ou menos curvados, e naõ se ramifiçaõ lateralmente. - O mais grosso que se acha no meyo, e que he a continuaçaõ do peciolo tem o nome de nervura dorsal, - fio do lombo da folha, ou espinhaço da folha + O mais grosso que se acha no meyo, e que he a continuaçaõ do peciolo tem o nome de nervura dorsal, + fio do lombo da folha, ou espinhaço da folha (costa, rachis folii), ou de quilha (carina) se he elevado acima da - superficie na face inferior da folha; as duas metades - podem ser chamadas abas da folha (semidisci); ellas saõ as + superficie na face inferior da folha; as duas metades + podem ser chamadas abas da folha (semidisci); ellas saõ as vezes huma mais curta do que outra na base, como se vê no ulmeiro. - Os veios (venae), saõ vazos apparentes que se ramificaõ em varias + Os veios (venae), saõ vazos apparentes que se ramificaõ em varias direcçoẽs principalmente transversaes.

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- As folhas saõ consideradas naõ so +

+ As folhas saõ consideradas naõ so relativamente a estas circumstancias, mas ainda quanto à sua duraçaõ, grandeza, situaçaõ, inserçaõ, direcçaõ, circumscripçaõ, sinuosidades, angulos, lados, substancia, simplicidade, e compoziçaõ. - A duraçaõ he o tempo em que ellas subsistem apegadas á planta. - A grandeza consiste nas dimensoẽs de comprimento e largura, e he ou + A duraçaõ he o tempo em que ellas subsistem apegadas á planta. + A grandeza consiste nas dimensoẽs de comprimento e largura, e he ou absoluta ou relativa; a primeira consiste em huma medida determinada de linhas, pollegadas, palmos, &c. e a segunda na extensaõ da sua superficie comparada, com o comprimento dos seus peciolos, do tronco ou das articulaçoẽs deste. - Na insersaõ naõ so se considera o ponto de apego da folha, + Na insersaõ naõ so se considera o ponto de apego da folha, mas ainda o modo com que he apegada. - A situaçaõ he o modo com que as folhas so achaõ dispostas no tronco da planta. - A direcçaõ he a posiçaõ particular, em que se achaõ as folhas no tempo diurno + A situaçaõ he o modo com que as folhas so achaõ dispostas no tronco da planta. + A direcçaõ he a posiçaõ particular, em que se achaõ as folhas no tempo diurno relativamente ao tronco, aos differentes polos da terra e sua superficie, ou em fim, respectivamente á superficie d'agoa. - Na circumscripçaõ considera-se a figura da folha + Na circumscripçaõ considera-se a figura da folha circumscripta no disco, e he supposta inteira, precidindo-se dos angulos, sinuosidades, margens e ponta. - Nas sinuosidades suppoem-se a folha dividida no seu disco, e - como tendo, partes nelle cortadas, ou na base, ou no topo, ou nos + Nas sinuosidades suppoem-se a folha dividida no seu disco, e + como tendo, partes nelle cortadas, ou na base, ou no topo, ou nos lados, ou em qualquer parte que for. - Os angulos saõ partes da folha mais ou menos prolongadas ou - prominentes, e se suppoem a folha inteira e em huma posiçaõ + Os angulos saõ partes da folha mais ou menos prolongadas ou + prominentes, e se suppoem a folha inteira e em huma posiçaõ horizontal. - Os lados do modo com que os consideraõ os botanicos saõ os angulos - longitudinaes da folha, ou as esquinas que ella tem ao + Os lados do modo com que os consideraõ os botanicos saõ os angulos + longitudinaes da folha, ou as esquinas que ella tem ao comprido. - Na substancia entende-se a polpa entre as superficies. - A simplicidade da folha consiste em ser huma so em hum so + Na substancia entende-se a polpa entre as superficies. + A simplicidade da folha consiste em ser huma so em hum so peciolo; considerada lateralmente as suas lacinias (laciniae) naõ chegaõ - a ser rasgadas athe á nervura dorsal do meyo para cima, e + a ser rasgadas athe á nervura dorsal do meyo para cima, e ordinariamente o naõ saõ mesmo athe á base; naõ he articutada, e considerando-a verticalmente, as suas lacinias naõ formaõ foliolos perfeitos, nem he rasgada inteiramente athe ao cume do peciolo, mas taõ somente athe certa distancia acima delle. - Pelo contrario a composiçaõ da folha consiste em ter muitas + Pelo contrario a composiçaõ da folha consiste em ter muitas em hum so peciolo commum; he rasgada por conseguinte inteiramente athe - ao topo do peciolo, ou lateralmente athe á nervura dorsal, - que nesta sorte de folhas he o - peciolo commum - Nas folhas, a que Linneo + ao topo do peciolo, ou lateralmente athe á nervura dorsal, + que nesta sorte de folhas he o + peciolo commum + Nas folhas, a que Linneo chama decursive-pinnata, a base da ala decursiva diminue, e se estreita de tal modo, que deixa ver o peciolo commum descarnado, ou quasi sem ala no porsto onde começaõ os foliolos inferiores, no que se distinguem das pinnatifidas (a aroeira.) - prolongado, e descarnado pelo assim dizer; as folhas menores que compoem huma - folha composta saõ geralmente chamadas foliolos + prolongado, e descarnado pelo assim dizer; as folhas menores que compoem huma + folha composta saõ geralmente chamadas foliolos (foliola), daõ-lhes ás vezes taõbem o nome de pinnulas (pinnae), quando - os foliolos saõ relativos a huma folha pinnulada. - As folhas compostas saõ susceptiveis de serem articuladas. - A base das folhas compostas he o + os foliolos saõ relativos a huma folha pinnulada. + As folhas compostas saõ susceptiveis de serem articuladas. + A base das folhas compostas he o ponto em que o peciolo commum começa a lançar foliolos ou peciolos parciaes.

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- Os antigos davaõ o nome de +

+ Os antigos davaõ o nome de folhas ainda mesmo ás petalas das flores. - Linneo fez huma destinçaõ entre folhas e frondes, e deo o nome de frondes (frondes) ás folhas dos fetos e plantas da - mesma ordem, ás folhas das - palmeiras, ás folhas aggregadas - de alguns aciprestes, e a algumas producçoẽs semelhantes a folhas, que se achaõ na ordem das + Linneo fez huma destinçaõ entre folhas e frondes, e deo o nome de frondes (frondes) ás folhas dos fetos e plantas da + mesma ordem, ás folhas das + palmeiras, ás folhas aggregadas + de alguns aciprestes, e a algumas producçoẽs semelhantes a folhas, que se achaõ na ordem das algas; mas naõ nos deixou huma definicaõ exacta em que se funde esta - differença - Daqui procede que muitos Botanicos ainda hoje lhes chamaõ - geralmente folhas; eu + differença + Daqui procede que muitos Botanicos ainda hoje lhes chamaõ + geralmente folhas; eu penso que a querer fazer destinçaõ, o nome de fronde so compete - propriamente a huma folha, ou producçaõ anologa a + propriamente a huma folha, ou producçaõ anologa a ella, que dá flores ou fructifica. O ruscus, muitos fetos, e muitas algas nesta circumstancia teriaõ frondes bem caracterizadas. , porquanto nem todas saõ circinaes nem todas fructificaõ.

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- Linneo tractou das folhas +

+ Linneo tractou das folhas considerando-as debaxo de tres grandes destribuiçoẽs, a saber, determinaçaõ, simplicidade, e composiçaõ; eu seguirei neste epitome estas mesmas divisoẽs.

- Determinaçam das folhas. -

- A determinaçaõ das folhas + Determinaçam das folhas. +

+ A determinaçaõ das folhas comprehende as relaçoẽs caracteristicas deduzidas naõ da estructura, simplicidade, ou composiçaõ, mas do lugar e modo de insersaõ, da situaçaõ, direcçaõ, numero, grandeza ou medida, e duraçaõ.

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- 1º Quanto á insersaõ, ou lugar e modo de apego, as folhas dizem-se ser: Seminaes - (seminalia), saõ as primeiras que sahem immediatamente da + +

+ 1º Quanto á insersaõ, ou lugar e modo de apego, as folhas dizem-se ser: Seminaes + (seminalia), saõ as primeiras que sahem immediatamente da semente germinada, e constituem a plumula ou gomo seminal, como se vê no feijaõ e trigo. - Quando as sementes tem duas cotyledones, e estas tomaõ a apparencia - de folhas, como se vê nas da - abobara e rabaõ, so se lhes deve dar o nome de folhas seminaes bastardas. + Quando as sementes tem duas cotyledones, e estas tomaõ a apparencia + de folhas, como se vê nas da + abobara e rabaõ, so se lhes deve dar o nome de folhas seminaes bastardas.

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Radicaes (radicalia), saõ as que tem o seu ponto de apego na - raiz e naõ no tronco, nem constituem as folhas da plumula das sementes +

Radicaes (radicalia), saõ as que tem o seu ponto de apego na + raiz e naõ no tronco, nem constituem as folhas da plumula das sementes germinadas (a açucena, e dente de leaõ). Ellas saõ as vezes differentes na forma das caulinas, como se vê na campanula rotundifolia.

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Caulinas (caulina), quando tem o seu ponto de apego no tronco (açucena, e +

Caulinas (caulina), quando tem o seu ponto de apego no tronco (açucena, e campanula rotundifolia).

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Rameas ou raminas (ramea), quando tem o seu ponto de apego nos ramos.

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- Axillares (axillaria) Linneo usa taõbem muitas vezes do termo +

Rameas ou raminas (ramea), quando tem o seu ponto de apego nos ramos.

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+ Axillares (axillaria) Linneo usa taõbem muitas vezes do termo axillaria em lugar de subaxillaria., quando tem o seu ponto de apego na axilla superior; a axilla ou sovaco (axilla), he a ponta do angulo que forma o tronco com o ramo no lugar donde este @@ -4039,64 +3704,57 @@ outra inferior; contudo a superior he a que mais propriamente merece este nome, segundo a accepçaõ de muitos Botanicos modernos.

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Subaxillares (subaxillaria, s. sabalaria), quando tem o seu ponto de apego na axilla inferior, ou no angulo inferior +

Subaxillares (subaxillaria, s. sabalaria), quando tem o seu ponto de apego na axilla inferior, ou no angulo inferior que forma o tronco com o ramo (o murriaõ, e murujem.)

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Floraes (floralia), saõ a mesma coiza que bractéas persistentes (o +

Floraes (floralia), saõ a mesma coiza que bractéas persistentes (o ouregaõ).

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Pecioladas (petiolata), quando tem hum peciolo (a salva, e pereira); +

Pecioladas (petiolata), quando tem hum peciolo (a salva, e pereira); rentes (sessilia), se o naõ tem, como acima disse (a alface, e cynoglossa).

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Arrodeladas (peltata, s. umbilicata), quando o seu peciolo se apega naõ à - base ou margem, mas sim ao disco (as chagas, e conchello). O lugar a - que se apega o peciolo nesta sorte de folhas he denominado o embigo ou copa da - folha (umbilicus).

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Innatas (adnata), quando saõ mais ou menos grossas, tem o diametro da +

Arrodeladas (peltata, s. umbilicata), quando o seu peciolo se apega naõ à + base ou margem, mas sim ao disco (as chagas, e conchello). O lugar a + que se apega o peciolo nesta sorte de folhas he denominado o embigo ou copa da + folha (umbilicus).

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Innatas (adnata), quando saõ mais ou menos grossas, tem o diametro da base mais largo do que em qualquer outra parte do seu corpo, e estaõ apegadas ao tronco so peso centro da base ou juntamente pela parte superior della, de modo que a margem inferior da base fica sempre despegada (sedum acre, sedum sexangulare).

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- Adunadas (connata), quando duas folhas oppostas se achaõ apegadas pelas suas bases huma - à outra, e formaõ hum so corpo (o cardo penteador) - Ha algumas, folhas +

+ Adunadas (connata), quando duas folhas oppostas se achaõ apegadas pelas suas bases huma + à outra, e formaõ hum so corpo (o cardo penteador) + Ha algumas, folhas pecioladas que se dizem adunadas, mas rigorosamente sò os seus peciolos estaõ adunados. .

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Coadunadas (coadunata), se tres ou mais se achaõ apegadas entre si pelas, +

Coadunadas (coadunata), se tres ou mais se achaõ apegadas entre si pelas, suas bases.

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Decurrentes ou decursivas (decurrentia), quando sendo rentes, a sua base +

Decurrentes ou decursivas (decurrentia), quando sendo rentes, a sua base se prolonga e corre mais ou menos pelo tronco abaxo, ou pelos ramos, - formando huma especie de aza (a herva sancta, a consolda maior, e alguns + formando huma especie de aza (a herva sancta, a consolda maior, e alguns cardos).

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Amplexicaules ou abarcantes (amplexicaulia), quando saõ rentes, e a sua +

Amplexicaules ou abarcantes (amplexicaulia), quando saõ rentes, e a sua base abrange de travez os lados do tronco (o meimendro, nabo, e thlaspi - arvense). Se a base das + arvense). Se a base das folhas abrange so metade do ambito do tronco, ou naõ o abarca todo, saõ denominadas semiabarcantes (semiamplexicaulia, s. - subamplexicaulia) A particula sub na composiçaõ das palavras + subamplexicaulia) A particula sub na composiçaõ das palavras Botanicas tem ordinariamente a significaçaõ de quasi, assim como o tem a significaçaõ de verticalmente..

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Perfolhadas ou enfiadas (perfoliata), quando o tronco ou ramo rompe e +

Perfolhadas ou enfiadas (perfoliata), quando o tronco ou ramo rompe e enfia o seu disco (a chlora, a perfolhada, a uvularia perfoliata).

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Envaginantes (vaginantia), quando a sua base forma huma bainha ou tubo, +

Envaginantes (vaginantia), quando a sua base forma huma bainha ou tubo, que reveste em roda o tronco ou ramo (o milho, trigo e outros grames.)

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Quanto á situaçaõ as folhas +

Quanto á situaçaõ as folhas saõ denominadas:

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- Alternas (alterna), quando no mesmo ponto de altura do tronco ou +

+ Alternas (alterna), quando no mesmo ponto de altura do tronco ou ramos naõ tem outras fronteiras, estando postas nos dois lados do tronco humas acima das outras alternativamente e por gradaçaõ (o - linho, borragem, e perpetua) - As vezes as folhas + linho, borragem, e perpetua) + As vezes as folhas saõ alternas na parte inferior da planta e na superior saõ oppostas, e vice versâ; outras vezes saõ inferiormente oppostas e superiormente tres à tres, ou inferiormente tres @@ -4105,88 +3763,77 @@ em verticillo. .

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Disticadas (disticha), quando tendo o seu ponto de apego differente e - conchegado olhaõ todas somente para dois lados dos ramos ao longo delles, deixando a face - superior e inferior hum tanto calvas (o abeto). Quando as folhas tem o seu ponto de +

Disticadas (disticha), quando tendo o seu ponto de apego differente e + conchegado olhaõ todas somente para dois lados dos ramos ao longo delles, deixando a face + superior e inferior hum tanto calvas (o abeto). Quando as folhas tem o seu ponto de apego somente nos lados oppostos, saõ patentes ou horizontaes, e se seguem exactamente em dois renques oppostos á maneira das duas alas de huma penna, saõ denominadas birrenqueas (bifaria), como saõ algumas especies de lycopodium.

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Dispersas (sparsa), quando estaõ apegadas á roda do tronco sem ordem +

Dispersas (sparsa), quando estaõ apegadas á roda do tronco sem ordem alguma (a açucena).

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Bastas (conferta), quando estaõ apegadas á roda do tronco, sendo taõ +

Bastas (conferta), quando estaõ apegadas á roda do tronco, sendo taõ numerosas e taõ estreitamente postas humas junto das outras, que apenas dei xaõ algum espaço dos ramos ou tronco que naõ cubraõ (euphorbia cyparissias, e linaria).

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Fasciculadas ou enfeixadas (fasciculata), quando duas ou mais se achaõ +

Fasciculadas ou enfeixadas (fasciculata), quando duas ou mais se achaõ juntas na base, nascendo de hum mesmo ponto lateral do ramo ou tronco, como em pilhas ou pequenos molhos (o larico, os pinheiros). Segundo o seu numero dizem-se: fasciculadas duas a duas, tres a tres, quatro a quatro, cinco a cinco, &c. (fasciculata bina s. gemina, trina s. terna, quaterna, quina, &c. (as especies de pinheiro.)

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Imbricadas (imbricata), quando saõ levantadas e bastas, e jazem +

Imbricadas (imbricata), quando saõ levantadas e bastas, e jazem encostadas de sorte que cada huma cobre parte da outra seguinte, á maneira da disposiçaõ das telhas ou escamas de peixe (o acypreste, e algumas especies de sedum).

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Confluentes (confluentia), saõ desadunadas, mas conchegadas na base humas +

Confluentes (confluentia), saõ desadunadas, mas conchegadas na base humas ás outras muito estreitamente, e formando entre si angulos agudos.

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- Approximadas (approximata), quando medea pouco espaço entre os seus pontos de apego (o teixo): he o - contrario do termo seguinte, e se usa taõbem em lugar de bastas - Este termo e o seguinte saõ humas vezes relativos as +

+ Approximadas (approximata), quando medea pouco espaço entre os seus pontos de apego (o teixo): he o + contrario do termo seguinte, e se usa taõbem em lugar de bastas + Este termo e o seguinte saõ humas vezes relativos as differentes especies como se ve no taxus, outras vezes relativos na mesma especie ao espaço, que medea entre as - folhas, de sorte - que para huma folha ser remota, parece ser - precizo que o espaço que medea entre folha e - folha seja maior do que o comprimento da - folha e seu peciolo inclusivamente. + folhas, de sorte + que para huma folha ser remota, parece ser + precizo que o espaço que medea entre folha e + folha seja maior do que o comprimento da + folha e seu peciolo inclusivamente. .

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123. Remotas ou distantes (remota, s. distantia), quando nascem +

123. Remotas ou distantes (remota, s. distantia), quando nascem bastantemente desviadas humas das outras (taxus nucifera, a videira, e o legacaõ.)

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Oppostas (opposita), nascem aos pares, ostando duas huma fronteira á +

Oppostas (opposita), nascem aos pares, ostando duas huma fronteira á outra no mesmo ponto de altura, medeando o tronco entre ellas (veronica officinalis, e murujem).

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Encruzadas (decussata), tem huma disposiçaõ adobadoirada, ou como os +

Encruzadas (decussata), tem huma disposiçaõ adobadoirada, ou como os braços de huma dobadoira; saõ oppostas, o par superior cruza o inferior em angulos rectos, seguindo, sempre esta situaçaõ de modo que olhadas de alto a baxo prezentaõ quatro renques ou fileiras cruzadas (crassula tetragona); nioto se distinguem das oppostas, a quaes aindaque se cruzem, variaõ contudo na disposiçaõ do encruzamento.

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- Verticilladas (verticillata), quando tres ou mais se +

+ Verticilladas (verticillata), quando tres ou mais se achaõ apegadas ao tronco ou ramos circularmente, no mesmo ponto de altura, ou na mesma junta (o loendro, ruiva dos tintureiros, e o amor d'hortelaõ). - Dizem-se verticilladas tres a tres, quatro + Dizem-se verticilladas tres a tres, quatro a quatro, cinco, seis, sette, oito a oito, &c. (terna, quaterna, quina, sena, septena, octona, &c.) Alguns lhes chamaõ taõbem - estrelladas (stellata), quando se achaõ seis ou mais dispostas em verticillo, ou representando raios de + estrelladas (stellata), quando se achaõ seis ou mais dispostas em verticillo, ou representando raios de estrella.

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3º. Quanto á direcçaõ as folhas dizem-se ser:

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Levantadas (erecta, arrecta), quando formaõ com o tronco hum angulo muito +

3º. Quanto á direcçaõ as folhas dizem-se ser:

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Levantadas (erecta, arrecta), quando formaõ com o tronco hum angulo muito agudo, ou se chegaõ bastantemente á perpendicular em razaõ de terem a - ponta pouco distante do tronco (o colchico). Direitas, irtas + ponta pouco distante do tronco (o colchico). Direitas, irtas (stricta, rectissima), saõ muito levantadas e naõ tem dobras nem - tortuosidades algumas - Os termos de rectus, rectissimus, strictus, strictissimus, + tortuosidades algumas + Os termos de rectus, rectissimus, strictus, strictissimus, rigorosamente saõ oppostos a flexuosus, ou a qualquer outro que denote tortuosidades, dobras, e curvaturas. - O Dr. Reuss expoem o termo stricta por omnino perpendicularia - como se fossem synonymos; as folhas podem ser stricta ou rectas + O Dr. Reuss expoem o termo stricta por omnino perpendicularia + como se fossem synonymos; as folhas podem ser stricta ou rectas em si mesmas, sem serem perpendiculares ao plano da terra; no equisetum giganteum, e nos dois exemplos citados ellas saõ stricta, e naõ saõ exactamente perpendiculares; somente @@ -4194,55 +3841,53 @@ perpendiculares, como v. g. nalgumas especies de silphium. (tragopogon pratense, sarracenia flava).

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Rijas (rigida), quando saõ de huma consistencia firme ou de tezidaõ tal +

Rijas (rigida), quando saõ de huma consistencia firme ou de tezidaõ tal que naõ vergaõ nem dobraõ com facilidade (gallium uliginosum, iris spathacea).

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Patentes (patentia), quando se desviaõ do tronco mais do que as +

Patentes (patentia), quando se desviaõ do tronco mais do que as levantadas, formando com elle hum angulo quasi recto (o arroz dos telhados, e o loendro.)

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- Patentissimas - O primeiro termo he melhor, porque nos ramos ha às vezes - folhas que saõ +

+ Patentissimas + O primeiro termo he melhor, porque nos ramos ha às vezes + folhas que saõ patentissimas, e naõ saõ parallelas ao plano da terra ou horizontaes. ou horizontaes (patentissima, s. horizontalia), quando se desviaõ muito do tronco ou ramos, e formaõ com elles angulos rectos (melitis melissophyllum).

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Encostadas (appressa), quando tem toda ou quasi toda a sua face superior + +

Encostadas (appressa), quando tem toda ou quasi toda a sua face superior applicada ao tronco ou ramos (a bolsa de pastor, e o thlaspi arvense).

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Remontantes ou realçadas (assurgentia), quando sendo ao sahir do tronco +

Remontantes ou realçadas (assurgentia), quando sendo ao sahir do tronco patentes se arqueam depois, e se erguem com a ponta para cima (mesembryanthemum stipulaceum).

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Incurvadas (incurva, inflexa), saõ remontantes e junto da sua extremidade +

Incurvadas (incurva, inflexa), saõ remontantes e junto da sua extremidade viraõ a ponta para o ramo ou tronco (mesembryanthemum calamiforme).

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Recurvadas (recurvata, recurva), quando arqueaõ, e curvaõ a ponta para +

Recurvadas (recurvata, recurva), quando arqueaõ, e curvaõ a ponta para baxo, mas o lombo do arco, fica para cima, e mais alto do que o ponto de apego (mesembryanthemum loreum).

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Reclinadas (reclinata, declinata, reflexa), quando se debruçaõ para baxo +

Reclinadas (reclinata, declinata, reflexa), quando se debruçaõ para baxo de esguelha, ou em arco rebitando algumas vezes a ponta par acima, mas tanto o lombo do arco como a ponta ficaõ mais baxos do que o ponto de apego (blitum virgatum).

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Enroladas para fora ou revolutosas (revoluta), quando tem a sua margem ou +

Enroladas para fora ou revolutosas (revoluta), quando tem a sua margem ou ainda mesmo a ponta hum tanto enroladas para fora em espiral (cistus helianthemum, alecrim, e dianthus barbatus).

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Involutosas ou enroladas para dentro (involuta), he o contrario do termo +

Involutosas ou enroladas para dentro (involuta), he o contrario do termo antecedente.

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Pendentes (dependentia), quando estaõ dependuradas perpendicularmente com +

Pendentes (dependentia), quando estaõ dependuradas perpendicularmente com a ponta para a terra (hedysarum montanum).

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Obliquas (obliqua), quando a sua base ou parte inferior está virada para +

Obliquas (obliqua), quando a sua base ou parte inferior está virada para o ceo, e a parte extrema se revira para o horizonte, de modo que ficaõ hum tanto torcidas (algumas especies de fritillaria).

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Aversas (adversa), quando a sua face superior naõ esta virada para o ceo, + +

Aversas (adversa), quando a sua face superior naõ esta virada para o ceo, mas sim para a banda do sul (amomum zingiber).

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- Verticaes (verticalia, s. obversa) Este termo he ambiguo, e se +

+ Verticaes (verticalia, s. obversa) Este termo he ambiguo, e se usa taõbem em lugar de erecta; o melhor sera usar so do seu adverbio verticalmente, como v. g. verticalmente ovadas, verticalmente cordiformes, &c. (verticaliter ovata, @@ -4250,784 +3895,708 @@ estreita do que a sua parte superior, de modo que o cume se acha onde devera estar a base.

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Resupinadas (resupinata), quando estaõ viradas do avesso, isto he, quando +

Resupinadas (resupinata), quando estaõ viradas do avesso, isto he, quando a sua face superior fica sendo inferior ou olha para a terra, e vice versâ, a inferior fica sendo superior e olha para o ceo (alstroemeria peregrina).

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Summergidas (submersa, demersa), quando estaõ inteiramente mergulhadas, +

Summergidas (submersa, demersa), quando estaõ inteiramente mergulhadas, de modo que as suas pontas naõ chegaõ ao lume d'agoa (hottonia palustris, e ceratophyllum).

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- Fluctuantes (natantia, s. emersa) - Estas folhas podem-se +

+ Fluctuantes (natantia, s. emersa) + Estas folhas podem-se taõbem chamar surdidas, e se pode dizer por ex. o ranunculus - aquatilis tem duas castas de follas, humas summergidas setaceas, e outras surdidas quasi redondas. + aquatilis tem duas castas de follas, humas summergidas setaceas, e outras surdidas quasi redondas. , quando estaõ estiradas sobre a superficie d'agoa e nella andaõ fluctuando (o golfaõ, a menyanthes nymphoides, e trapa natans).

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Radicantes ou raigotosas (radicansia, radicata), quando na ponta ou em +

Radicantes ou raigotosas (radicansia, radicata), quando na ponta ou em qualquer parte do seu disco lançaõ raizes (saxifraga cotytedon, asplenium rhizophyllum).

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Quanto ao numero as folhas +

Quanto ao numero as folhas dizem-se ser:

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Huma sò, duas, ou tres no tronco da planta (unicum, duo, tria) poucas, muitas ou numerosas (pauca, plurima, s. +

Huma sò, duas, ou tres no tronco da planta (unicum, duo, tria) poucas, muitas ou numerosas (pauca, plurima, s. numerosa.)

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5º Quanto á grandeza ou medida:

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Quando esta he absoluta tem as denominaçoẽs, que foraõ expostas no +

5º Quanto á grandeza ou medida:

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Quando esta he absoluta tem as denominaçoẽs, que foraõ expostas no capitulo do tronco; quando he relativa ao tronco ou aos seus entrenós, dizem-se ser: compridas, compridissimas (longa, longissima), curtas, cortissimas (brevia, brevissima); vastas, mediocres, pequenas (amplissima, mediocria, parva).

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6º. Quanto à duraçaõ dizem-se:

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Decadentes (decidua), se cahem no fim do estio ou principio do outono: +

6º. Quanto à duraçaõ dizem-se:

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Decadentes (decidua), se cahem no fim do estio ou principio do outono: caducas (caduca), se cahem antes do fim do estio, ou duraõ muito pouco tempo na planta.

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Persistentes (persistentia, s. perennantia), quando persistem na planta, +

Persistentes (persistentia, s. perennantia), quando persistem na planta, durante o outono e inverno. Daõlhe taõbem o nome de sempreverdes (sempervirentia) por persistirem em todas as quatro estaçoẽs do anno, nem cahirem sem nascerem immediatamente outras novas (o azereiro).

- Simplicidade das folhas. -

1º. Quanto à circumscripçaõ dizem-se:

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Orbiculares (orbiculata, orbicularia), quando saõ taõ largas como + Simplicidade das folhas. +

1º. Quanto à circumscripçaõ dizem-se:

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Orbiculares (orbiculata, orbicularia), quando saõ taõ largas como compridas, e as suas lacinias ou lados distaõ igualmente do centro (as chagas, e geranium fanguineum). Daõlhes taõbem o nome de redondas (rotunda, s. rotundata), quando se quer indicar que ellas saõ inteiras, e sem angulos alguns (a alface repolhuda).

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Subrotundas ou quasi redondas (subrotunda), quando a sua figura he quasi + +

Subrotundas ou quasi redondas (subrotunda), quando a sua figura he quasi orbicular; a differença consiste em serem hum tanto mais largas do que compridas, ou vice versâ, mais compridas hum quasi nada do que largas (veronica beccabunga, rhus cotinus).

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Ovadas (ovata), quando saõ mais compridas do que fargas, tem a base +

Ovadas (ovata), quando saõ mais compridas do que fargas, tem a base redondeada, e se estreitaõ para a ponta (scabiosa succisa, gilbabeira, e prunus insititia): verticalmente ovadas (obverse ovata, s. obovata) saõ ovadas ás vessas, isto he, a parte mais larga redondeada està no topo, e a base he mais estreita (samolus valerandi).

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Ellipticas ou ovaes (elliptica, s. ovalia), saõ mais compridas do que +

Ellipticas ou ovaes (elliptica, s. ovalia), saõ mais compridas do que largas, e mais estreitas nas duas extremidades superior e inferior do que no meyo; as dictas extremidades saõ redondeadas (vicia sylvatica, mammea americana).

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- Oblongas (oblonga), quando o seu comprimento excede duas, tres, ou - mais vezes a sua largura (como nas azedas) - Quando saõ oblongas, lineares, e obtusas, alguns +

+ Oblongas (oblonga), quando o seu comprimento excede duas, tres, ou + mais vezes a sua largura (como nas azedas) + Quando saõ oblongas, lineares, e obtusas, alguns costumaõ-lhes dar o nome de alinguettadas (lingulata) como o asplenium scolopendrium, mas este nome so lhes compete quando saõ carnudas..

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Parabolicas (parabolica), saõ mais compridas do que largas, e desde a +

Parabolicas (parabolica), saõ mais compridas do que largas, e desde a base athe ao topo se vaõ estreitando, e tomando a forma semiovada (tetragonia expansa, marrubium pseudo-dictamnus).

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Cunhiformes (cuneiformia), saõ mais compridas do que largas, e os seus +

Cunhiformes (cuneiformia), saõ mais compridas do que largas, e os seus dois lados se vaõ estreitando pouco a pouco da banda do topo athe a base, como huma cunha (a beldroega).

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Espatuladas (spatulata), saõ quasi redondas na parte superior, mas da + +

Espatuladas (spatulata), saõ quasi redondas na parte superior, mas da banda da base saõ mais estreitas o lineares, representando de algum modo humaespatula (a bonina, e o sempervivum canariense).

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2º. Quanto aos angulos dizem-se ser:

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- Lanceoladas +

2º. Quanto aos angulos dizem-se ser:

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+ Lanceoladas (lanceolata), saõ oblongas e estreitaõse do meyo para qualquer das duas extremidades, base e ponta, tomando a forma de hum ferro de rojaõ (a tulipa, e plantago lanceolata).

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Lineares (linearia), saõ estreitas e conservaõ ao longo sempre a mesma +

Lineares (linearia), saõ estreitas e conservaõ ao longo sempre a mesma largura, aindaque ás vezes se estreitaõ hum quasi nada nas extremidades (o teixo).

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Acerosas (acerosa) saõ lineares, e persistentes (os pinheiros).

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- Assoveladas (subulata), saõ comparadas a hum ferro, de sovella, por +

Acerosas (acerosa) saõ lineares, e persistentes (os pinheiros).

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+ Assoveladas (subulata), saõ comparadas a hum ferro, de sovella, por serem lineares athe ao meyo com pouca differença, e se irem depois - estreitando athe terminarem em huma ponta agudissima - As folhas assoveladas + estreitando athe terminarem em huma ponta agudissima + As folhas assoveladas ou saõ planas e delgadas, ou carnudas; prezentemente fallo das que naõ saõ carnudas, como as do alho, e hypnum sericeum. .

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- - Setaceas (setacea), saõ lineares, curtas muito, +

+ + Setaceas (setacea), saõ lineares, curtas muito, estreitas, mas contudo hum pouco mais largas do que huma seda (o espargo hortense): se saõ finas como fios ou cabellos chamaõ-lhes filiformes ou capillares (filiformia, s. capillaria); saõ mais - compridas do que as setaceas. + compridas do que as setaceas.

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Angulosas (angulosa), quando tem tres ou mais angulos. Segundo o numero +

Angulosas (angulosa), quando tem tres ou mais angulos. Segundo o numero dos angulos dizem-se: triangulares, quadrangulares, de cinco angulos, - &c. ( triangularia, quadrangularia, quinquangularia, &c) como saõ as da + &c. ( triangularia, quadrangularia, quinquangularia, &c) como saõ as da armoles hortense, do geranìum peltatum, &c.

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- Deltoides ou deltoidaes (deltoidea), tem quatro angulos, e os dois +

+ Deltoides ou deltoidaes (deltoidea), tem quatro angulos, e os dois lateraes estaõ menos distantes do angulo da base do que do angulo da - ponta (a salgadeira, e choupo) -

Linneo copiando este termo da descripçaõ que dá Dillenio + ponta (a salgadeira, e choupo) +

Linneo copiando este termo da descripçaõ que dá Dillenio do Mesembryanthemum deltoides, deo aos principiantes razaõ de se queixarem de ambiguidade, e muito - principalmente ainda por lhes assignar por ex. das folhas deltoides + principalmente ainda por lhes assignar por ex. das folhas deltoides huma trigumea imitada da dicta planta (vej. fig. 57, Est. v.) - As fol. deltoides tem quatro lados e quatro angulos, e as + As fol. deltoides tem quatro lados e quatro angulos, e as trigumeas so tem tres lados e tres cantos; por conseguinte naõ merecem o titulo de deltoides. - Humas e outras saõ mal comparadas ao delta-maiusculo dos - Gregos, que verdadeiramente so se assemelha ás folhas + Humas e outras saõ mal comparadas ao delta-maiusculo dos + Gregos, que verdadeiramente so se assemelha ás folhas triangulares planas, e de lados integerrimos rectos.

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Rhomboidaes (rhomboidea), tem quatro lados parallelos iguaes, e quatro +

Rhomboidaes (rhomboidea), tem quatro lados parallelos iguaes, e quatro angulos, dois obtusos e dois agudos (chenopodium vulvaria, sida rhombifolia).

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Trapeziformes (trapeziformia), tem quatro lados que naõ saõ nem +

Trapeziformes (trapeziformia), tem quatro lados que naõ saõ nem parallelos nem iguaes (adiantum trapeziforme.)

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3º. Quanto ás sinuosidades dizem-se ser:

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Cordiformes (cordata), assemelhaõ se na forma a hum coraçaõ; saõ ovadas, +

3º. Quanto ás sinuosidades dizem-se ser:

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Cordiformes (cordata), assemelhaõ se na forma a hum coraçaõ; saõ ovadas, e chanfradas na base, com os dois cantos posteriores redondeados (a - ariflolochia, e norça preta). Verticalmente cordiformes (obcordata, + ariflolochia, e norça preta). Verticalmente cordiformes (obcordata, s. obverse cordata), quando a ponta do coraçaõ esta apegada ao - peciolo, e a chanfradura forma a extremidade superior da - folha (os foliolos das folhas do trifolium arvense, e oxalis acetosella). + peciolo, e a chanfradura forma a extremidade superior da + folha (os foliolos das folhas do trifolium arvense, e oxalis acetosella). Cordiformes afrechadas (cordato-sagittata) saõ ovadas, chanfradas na base, e tem os dois angulos posteriores agudos (polygonum fagopyrum.

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Reniformes (reniformia), tem a forma de hum rim; saõ subrotundas com huma + +

Reniformes (reniformia), tem a forma de hum rim; saõ subrotundas com huma larga chanfradura na base, e sem angulos alguns (a asarabacca, e hera terreste).

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- Lunuladas (lunata, lunulata), figuraõ huma meya lua ou quarto +

+ Lunuladas (lunata, lunulata), figuraõ huma meya lua ou quarto crescente de lua; saõ redondeadas no topo, chanfradas largamente na - base - Ou vice versâ no topo, segundo Miller que aponta por exemplo + base + Ou vice versâ no topo, segundo Miller que aponta por exemplo a passiflora murucuja. , e tem os seus dois lobulos ou angulos pontudos (como saõ os - foliolos das folhas do + foliolos das folhas do lepidium spinosum).

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Afrechadas ou sagittadas (sagittata), assemelhaõ-se a hum ferro de setta; +

Afrechadas ou sagittadas (sagittata), assemelhaõ-se a hum ferro de setta; saõ triangulares, chanfradas na base, e a chanfradura termina em dois angulos agudos (a verdeselha, azedas, e sagittaria sagittifolia).

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Alabardinas (hastata), assemelhaõ-se hum tanto ao ferro de huma alabarda; +

Alabardinas (hastata), assemelhaõ-se hum tanto ao ferro de huma alabarda; saõ triangulares, chanfradas na base e nos dois lados, e os seus dois angulos inferiores saõ estendidos hum tanto para fora (a dulcamára, e rumex acetosella).

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Auriculadas (aurita, auriculata), quando tem na sua base hum ou dois +

Auriculadas (aurita, auriculata), quando tem na sua base hum ou dois appendices, que as faz parecer orelheadas.

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- Violinas (panduriformia), assemelhaõ-se a hum tampo de viola ou +

+ Violinas (panduriformia), assemelhaõ-se a hum tampo de viola ou violino; saõ oblongas, chanfradas nos dois lados, e ordinariamente - mais largas na parte inferior (as + mais largas na parte inferior (as folhas radicaes do rumex pulcher).

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Fendidas (fissa), quando saõ rasgadas ou golpeadas como á thesoira áthe +

Fendidas (fissa), quando saõ rasgadas ou golpeadas como á thesoira áthe ao meyo com pouca differença; as sinuosidades dos còrtes saõ de igual largura, e as lacinias tem as margens rectas; segundo o numero dos - segmentos, dizem-se: fendidas em duas, tres, quatro, cinco, ou muitas lacinias (bifida, - tri-quadri-quinque-multifida). Quando os cortes penetraõ pouco alem + segmentos, dizem-se: fendidas em duas, tres, quatro, cinco, ou muitas lacinias (bifida, + tri-quadri-quinque-multifida). Quando os cortes penetraõ pouco alem da margem, dizem-se incisas (dissecta, incisa), como as do - delphinium elatum, e os foliolos das folhas do tomateiro: alguns as denominaõ + delphinium elatum, e os foliolos das folhas do tomateiro: alguns as denominaõ incisas obtusamente ou agudamente, se as lacinias saõ obtusas ou - agudas; e duas vezes incisas, se as lacinias saõ taõbem golpeadas - Todos estes termos saõ applicados naõ sò as folhas simples, mas + agudas; e duas vezes incisas, se as lacinias saõ taõbem golpeadas + Todos estes termos saõ applicados naõ sò as folhas simples, mas ainda aos foliolos das compostas. .

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Partidas (partita), quando saõ rasgadas quasi athe á base ou perto do +

Partidas (partita), quando saõ rasgadas quasi athe á base ou perto do topo do peciolo; segundo o numero dos segmentos, dizem-se: partidas em duas, tres quatro, cinco ou muitas partes (bipartita-tri-quadriquinque-multipartita).

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- - Lobadas (lobata), +

+ + Lobadas (lobata), quando saõ divididas athe ao meyo em segmentos distantes entre si, e de margens convexas (a videira, hera, e acer campestre): segundo o numero dos lobulos, dizem-se ser: de dois, tres, quatro, cinco lobulos, &c. (biloba-tri-quadri-quinqueloba), como saõ v. g. a passiflora rubra, cnemone hepatica, geranium peltatum, &c. - Quando os lobulos saõ mal assinalados, dizem-se: lobadas obsoletamente (obsolete + Quando os lobulos saõ mal assinalados, dizem-se: lobadas obsoletamente (obsolete lobata).

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Apalmadas (palmata), saõ comparadas a huma maõ aberta; dividem-se +

Apalmadas (palmata), saõ comparadas a huma maõ aberta; dividem-se longitudinalmente athe quasi á base ou athe abaxo do meyo em segmentos hum tanto iguaes (o martyrio, bryonia, e figueira).

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- Pinnatifidas (pinnatifida), saõ divididas transversalmente em - lacinias horizontaes oblongas, rasgadas athe quasi á nervura dorsal ou quilha (a bolsa de +

+ Pinnatifidas (pinnatifida), saõ divididas transversalmente em + lacinias horizontaes oblongas, rasgadas athe quasi á nervura dorsal ou quilha (a bolsa de pastor, e centaurea calcitrapa).

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- Roncinadas (runcinata), saõ pinnatifidas, as suas lacinias tem a +

+ Roncinadas (runcinata), saõ pinnatifidas, as suas lacinias tem a margem convexa da banda do topo, e quasi recta da banda do peciolo, - saõ quasi iguaes athe a base da folha, e elevaõ as suas + saõ quasi iguaes athe a base da folha, e elevaõ as suas pontas obliquamente (o dente de leaõ).

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- Lyradas (lyrata), estas folhas ordinariamente saõ mixtas, sendo pinnatifidas na +

+ Lyradas (lyrata), estas folhas ordinariamente saõ mixtas, sendo pinnatifidas na parte superior e pinnuladas na parte inferior; para terem este nome he precizo serem divididas transversalmente em lacinias, terem a terminal maior, e redondeada, ficando as demais distantes entre si, e diminuirem de grandeza á proporçaõ que se chegaõ para a base (erisymum barbarea, e geum urbanum).

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Sinuosas ou sinuadas (sinuata), tem sinuosidades lateraes largas, +

Sinuosas ou sinuadas (sinuata), tem sinuosidades lateraes largas, ordinariamente redondeadas, naõ profundas, e alternadas com pequenas lacinias (o meimendro negro, o chenopodium botrys, e o carvalho roble). Quando as pontas, das suas lacinias saõ agudas, e se reviraõ para a banda do peciolo, dizem-se, sinuadas para traz (sinuata retrorsum); se as lacinias saõ lineares, denominaõ-se, sinuadas-denteadas (sinuata-dentata.)

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Laciniadas (lacinata), quando saõ divididas variamente em lacinias, as +

Laciniadas (lacinata), quando saõ divididas variamente em lacinias, as quaes se subdividem taõbem indeterminadamente em outras formando muitas sinuosidades, que vaõ athe ao meyo do disco pouco mais ou menos (a verbena, o cardo corredor).

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- Esquarrosas (squarrosa) saõ divididas em lacinias levantadas e mutuamente encostadas humas às outras (aconitum piraenaicum) - Este termo tem ainda outras accepçoẽs, e he pouco usado, - talves melhor fora applicalo somente ás folhas imbricadas, e hum tanto laxas +

+ Esquarrosas (squarrosa) saõ divididas em lacinias levantadas e mutuamente encostadas humas às outras (aconitum piraenaicum) + Este termo tem ainda outras accepçoẽs, e he pouco usado, + talves melhor fora applicalo somente ás folhas imbricadas, e hum tanto laxas oa abertas, como as do hypnum squarrosum. .

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Inteiras ou indivisas (integra, indivisa), naõ tem sinuosidades algumas +

Inteiras ou indivisas (integra, indivisa), naõ tem sinuosidades algumas no seu disco, e saõ oppostas a todas as precedentes; ellas saõ contudo susceptiveis de terem dentes e lacinulas crenadas (o marroyo). Integerrimas (integerrima) tem a extremidade da sua margem inteirissima, sem dentes, nem lacinulas crenadas algumas, e por conseguinte saõ oppostas às do artigo seguinte (o limoeiro, a murta, e gilbarbeira).

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4º. Quanto á margem diz-se ser:

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- Crenadas (crenata), quando a sua margem he guarnecida de pequenas - lacinias ou crenas - (crenae), que naõ apontaõ nem para a base nem para o topo da +

4º. Quanto á margem diz-se ser:

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+ Crenadas (crenata), quando a sua margem he guarnecida de pequenas + lacinias ou crenas + (crenae), que naõ apontaõ nem para a base nem para o topo da folha, mas somente para o disco ou meyo della (a hera terreste, e betonica). - Dizem-se obtusamente crenadas (obtuse crenata) se as suas lacinulas + Dizem-se obtusamente crenadas (obtuse crenata) se as suas lacinulas saõ redondeadas, ou embotadas; agudamente crenadas (acute crenata) - se as lacinulas ou crenas + se as lacinulas ou crenas saõ agudas: duas vezes crenadas (duplicato crenata), se as lacinulas maiores tem outras menores.

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- Serreadas (serrata), a sua margem tem lacinulas recortadas como +

+ Serreadas (serrata), a sua margem tem lacinulas recortadas como dentes de huma serra, as quaes saõ pequenas pontas imbricadas humas - sobre outras, apontando todas para o cume da folha (a + sobre outras, apontando todas para o cume da folha (a ortiga). - Quando as pontas dos dentes em lugar de olharem para o topo, apontaõ para a base da folha, dizem se, + Quando as pontas dos dentes em lugar de olharem para o topo, apontaõ para a base da folha, dizem se, serreadas para traz (serrata retrorsum); se os dentes saõ mal assinalados ou saffados, denominaõ-se, obsoletamente serreadas (obsolete serrata); e duas vezes serreadas (duplicato-serrata) se os dentes maiores saõ serreados com outros menores, como se vê no ulmeiro, e sylva.

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Denteadas (dentata), quando tem pequenas pontas ou dentes da mesma - consistencia da folha, os quaes sahem horizontalmente +

Denteadas (dentata), quando tem pequenas pontas ou dentes da mesma + consistencia da folha, os quaes sahem horizontalmente da sua margem, ficando hum tanto distantes huns dos outros (o quejadilho, o blitum virgatum, e leontodon autumnale). Dizem-se denticuladas (denticulata), se os dentes saõ miudos ou curtissimos; alguns tomaõ taõbem este termo na accepçaõ de serreadas com dentes miudos distantes.

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Espinhosas (spinosa), quando na margem somente, ou ainda mesmo na +

Espinhosas (spinosa), quando na margem somente, ou ainda mesmo na margem e disco tem espinhos ou pontas rijas, duras, e picantes que - senaõ podem separar sem estrago da substancia da folha + senaõ podem separar sem estrago da substancia da folha (o carrasco, o aquifolio, e acanthus spinosus). Dizem-se inermes (inermia), quando naõ tem espinhos, nem aculeos, nem producçaõ alguma picante.

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Celheadas (ciliata), quando no fio da margem tem sedas ou pesos +

Celheadas (ciliata), quando no fio da margem tem sedas ou pesos parallelos, dispostos como as celhas das palpebras dos animaes (o valverde, e sempervivum tectorum).

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Repandidas (repanda), quando tem no fio da margem elevaçoes hum tanto +

Repandidas (repanda), quando tem no fio da margem elevaçoes hum tanto convexas, alternadas com sinuosidades obtusissimas, ou quando tem torsuosidades semelhantes às que faz huma cobra rojando apressadamente (chenopodium glaucum, tropaeohum minus).

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- Cartilaginosas (cartilaginea), a sua margem he de huma consistencia cartilaginosa, differente da substancia da - folha, sendo coriacea, secca e mais firme do que +

+ Cartilaginosas (cartilaginea), a sua margem he de huma consistencia cartilaginosa, differente da substancia da + folha, sendo coriacea, secca e mais firme do que ella (saxifraga geum).

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Laceradas (lacera), quando a sua margem he cortada em segmentos de +

Laceradas (lacera), quando a sua margem he cortada em segmentos de differente forma e de differente grandeza (senecio hieracifolius).

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Roidas (erosa) saõ sinuadas, e na margem tem ainda outras pequenas +

Roidas (erosa) saõ sinuadas, e na margem tem ainda outras pequenas sinuosidades obtusas com lacinulas desiguaes, de modo que parecem como roidas (salvia aethiopis, chenopodium album).

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Dedáleas (daedalea), saõ as que tem ondeaçoẽs, laceraçoẽs e sinuosidades - raras; ou as que tem huma figura notavelmente bella e exquisita. As - folhas resupinadas, e +

Dedáleas (daedalea), saõ as que tem ondeaçoẽs, laceraçoẽs e sinuosidades + raras; ou as que tem huma figura notavelmente bella e exquisita. As + folhas resupinadas, e lindamente variegadas, da alstroemeria peregrina, as da chicoria, crespa, e as da saxifraga stolonifera saõ contadas no numero das dedaleas; mas este termo não he hoje usado por ter huma accepçaõ muito vaga.

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As folhas consideradas +

As folhas consideradas relativamente ao topo dizem-se ser:

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Obtusas (obtusa), quando saõ hum tanto redondeadas no cume (o arroz dos +

Obtusas (obtusa), quando saõ hum tanto redondeadas no cume (o arroz dos telhados). Obtusas com huma ponta (obtusa cum acumine) se a sua extremidade he obtusa e no meyo tem huma pequena ponta (jacquinia armillaris).

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Chanfradas (emarginata), quando no seu cume tem huma chanfradura (oxallis +

Chanfradas (emarginata), quando no seu cume tem huma chanfradura (oxallis acetosella): chanfradas obtusamente (obtusé emarginata) se as duas lacinulas lateraes da chanfradura saõ obtusas (hermannia alnifolia): chanfradas agudamente (acute emarginata) se as dictas lacinulas saõ agudas (pinus picea).

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- Despontadas (retusa), terminaõ numa sinuosidade obtusa, ou numa cavidade muito superficial (os foliolos das folhas da vicia sativa, as - folhas do sempervivum +

+ Despontadas (retusa), terminaõ numa sinuosidade obtusa, ou numa cavidade muito superficial (os foliolos das folhas da vicia sativa, as + folhas do sempervivum canariense).

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Troncadas (truncata), quando terminaõ numa linha transversal, como se +

Troncadas (truncata), quando terminaõ numa linha transversal, como se lhes tivessem cortado transversalmente hum pedaço da extremidade anterior (liriodendron tulipifera). Troncadas posteriormente (posticé truncata), se as lacinias da base postas ao lado do peciolo saõ troncadas (convolvulus sepium, ou trepadeira).

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- Premorsas ou retraçadas (praemorsa), saõ muito obtusas, terminando em - pequenos incisos e chanfraduras disiguaes - Este termo he rarissimamente usado, ainda que alguns o - applicaraõ as +

+ Premorsas ou retraçadas (praemorsa), saõ muito obtusas, terminando em + pequenos incisos e chanfraduras disiguaes + Este termo he rarissimamente usado, ainda que alguns o + applicaraõ as folhas menores, e inteiras da palmeira das vassoiras, &c. , como se tiveraõ sido retraçadas no cume.

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Agudas (acuta), quando a sua ponta termina em hum angulo agudo (a +

Agudas (acuta), quando a sua ponta termina em hum angulo agudo (a verdeselha).

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Pontudas (acuminata), tem a ponta aguda, e assovelada, isto he, a sua +

Pontudas (acuminata), tem a ponta aguda, e assovelada, isto he, a sua ponta he longa e se estreita pouco a pouco, como hum ferro de sovella - (lamium album). Rijamente pontudas (cuspidata), quando a sua ponta he - setacea, hum tanto rija, ou de huma consistencia mais - firme do que a da folha.

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- Mucronadas (mucronata), quando tem no topo huma aresta ou pragana - curtissima, levemente picante, e persistente (gallium mollugo) - Este termo he usado taõbem algumas vezes em lugar de obtusa - cum acumine, como se pode ver na descripçaõ das folhas do asarum + (lamium album). Rijamente pontudas (cuspidata), quando a sua ponta he + setacea, hum tanto rija, ou de huma consistencia mais + firme do que a da folha.

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+ Mucronadas (mucronata), quando tem no topo huma aresta ou pragana + curtissima, levemente picante, e persistente (gallium mollugo) + Este termo he usado taõbem algumas vezes em lugar de obtusa + cum acumine, como se pode ver na descripçaõ das folhas do asarum canadense de Linneo. .

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Gavinhosas (cirrhosa, s. cirrhata), quando terminaõ em huma gavinha +

Gavinhosas (cirrhosa, s. cirrhata), quando terminaõ em huma gavinha (gloriosa superba).

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6º. Quanto á superficie as folhas saõ denominadas:

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Nuas (nuda), quando naõ tem pelos, nem sedas, nem glandulas, nem - excrescencias algumas (a hortelan). Este termo tem huma força + +

6º. Quanto á superficie as folhas saõ denominadas:

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Nuas (nuda), quando naõ tem pelos, nem sedas, nem glandulas, nem + excrescencias algumas (a hortelan). Este termo tem huma força negativa, e para se poder entender o que nega, he precizo sempre - fazer attençaõ ao sujeito precedente ou subsequente - Ordinariamente o sujeito saõ as especies, ás vezes os + fazer attençaõ ao sujeito precedente ou subsequente + Ordinariamente o sujeito saõ as especies, ás vezes os generos, e ainda mesmo pode ser huma Ordem, como v. g. nas sementes nuas da gymnospermia e sementes cobertas da angiospermia. .

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Glabras ou lizas (glabra, laevia) saõ nuas, e a sua superficie he liza, +

Glabras ou lizas (glabra, laevia) saõ nuas, e a sua superficie he liza, sem estrias, regos, nem desigualdade alguma (a tulipa, e abrotea). Este termo differe do precedente por ter huma signifiçaõ positiva, e alem disso por excluir as estrias, regos, riscos, e qualquer sorte de desigualdades.

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Polidas (nitida) saõ summamente glabras ou taõ lizas que parecem ter sido +

Polidas (nitida) saõ summamente glabras ou taõ lizas que parecem ter sido polidas (tamus cretica, chenopodium murale, o limoeiro, e larangeira). Luzedias, ou brilhantes (lucida) reflectem mais a luz do que as polidas, e parecem como envernizadas (ferula canadensis, angelica lucida). Estes dois termos, como naõ differem senaõ em graos de intensidade, saõ muitas vezes usados hum em lugar do outro indifferentemente.

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- Còradas ou coloridas (colorata), quando tem outra cor mista com a - verde (amaranthus tricolor) - Alguns Botanicos usaõ taõbem deste termo ainda nos cazos em - que a folha he toda glauca, toda vermelha, ou +

+ Còradas ou coloridas (colorata), quando tem outra cor mista com a + verde (amaranthus tricolor) + Alguns Botanicos usaõ taõbem deste termo ainda nos cazos em + que a folha he toda glauca, toda vermelha, ou tem em toda a sua superficie huma cor differente da verde. .

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Nervosas (nervosa), quando tem cinco ou mais nervuras - As vezes daõl-hes taõbem o nome de nervosas com +

Nervosas (nervosa), quando tem cinco ou mais nervuras + As vezes daõl-hes taõbem o nome de nervosas com cinco nervuras (quinquenervia). , que se prolongaõ da base para o topo sem ramificaçoẽs apparentes (plantago latifolia). - Trinerveas (trinervia) se tem so tres nervuras, contada a - dorsal, as quaes se reunem na base (rhamnus + Trinerveas (trinervia) se tem so tres nervuras, contada a + dorsal, as quaes se reunem na base (rhamnus paliurus). - Alguns chamão-lhes trinervadas (trinervata), quando as tres nervuras - so se reunem na face inferior da folha hum tanto acima + Alguns chamão-lhes trinervadas (trinervata), quando as tres nervuras + so se reunem na face inferior da folha hum tanto acima da base, ou ainda junto do topo do peciolo (xanthium strumarium). - Triplinerveas (triplinervia) se tem tres nervuras, e cada huma dellas + Triplinerveas (triplinervia) se tem tres nervuras, e cada huma dellas se subdivide ainda em outras tres; estas nervuras reunem-se acima da - base da folha (melastoma grossularioides. + base da folha (melastoma grossularioides. Desnervadas (enervia) se naõ tem nervuras algumas.

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Linheadas (lineata) saõ riscadas, mas as riscas naõ saõ nem profundas nem +

Linheadas (lineata) saõ riscadas, mas as riscas naõ saõ nem profundas nem elevadas sobre a superficie, por serem mal assinaladas e apenas visiveis (euphrasia officinalis).

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Estriadas (striata) saõ riscadas, e os riscos ou vincos saõ +

Estriadas (striata) saõ riscadas, e os riscos ou vincos saõ longitudinaes, parrallelos, superficiaes ou gravados muito pouco profundamente, mas assaz visiveis (ixia secunda).

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Regoadas (sulcata), quando tem riscos, longitudinaes, parallelos, e +

Regoadas (sulcata), quando tem riscos, longitudinaes, parallelos, e profundamente gravados (gallium verum, digitalis ferruginea).

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Venosas (venosa) o seu disco tem visivelmente muitos veios ramificados +

Venosas (venosa) o seu disco tem visivelmente muitos veios ramificados para os lados, e em toda a sorte de direcçoẽs (o loireiro, e norça preta). Desvenosas (avenia), quando naõ se lhes divisaõ veios alguns.

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Rugosas ou enrugadas (rugosa), quando tem rugas, isto he, quando a + +

Rugosas ou enrugadas (rugosa), quando tem rugas, isto he, quando a substancia que está entre os veios naõ achando entre elles assaz espaço para se estender se vê obrigada a elevarse, e a formar rugas (a salva, e quejadilho).

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Bolhosas (bullata), saõ rugosas em summo gráo; os veios contrahem-se +

Bolhosas (bullata), saõ rugosas em summo gráo; os veios contrahem-se estreitaõ-se de tal modo, que a substancia, contida entre elles se vé obrigada a formar balhas, ou empôlas, que se elevaõ sobre o disco, e saõ concavas por baxo (salvia ceratophylla).

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- Lacunosas ou fossulosas (lacunosa), tem varias cavidades ou fossulas +

+ Lacunosas ou fossulosas (lacunosa), tem varias cavidades ou fossulas no disco, e entre os veios; as suas convexidades estaõ na face inferior, como se vê nas frondes de algumas algas, lichen saxatilis, &c.

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- - Pontoadas - (punctata, pertusa, perforata) - Os termos pertusa e perforata significaõ propriamente folhas perforadas, +

+ + Pontoadas + (punctata, pertusa, perforata) + Os termos pertusa e perforata significaõ propriamente folhas perforadas, isto he, que tem furos no disco, como o dracontium pertusum. , quando estaõ salpicadas de pontos, como se tiveraõ sido picadas com a ponta de hum alfinête (a milfurada, e algumas especies de mesembryanthemum).

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- Vesiculosas (papulosa), quando a sua superficie esta coberta de - pequenas vesiculas - Pode-se formar idea destas vesiculas pelas que se vêm na +

+ Vesiculosas (papulosa), quando a sua superficie esta coberta de + pequenas vesiculas + Pode-se formar idea destas vesiculas pelas que se vêm na casca de huma laranja, nas quaes se acha o seu oleo essencial. coradas ou transparentes, hum tanto elevadas, e contendo em si o fluido de alguma secreçaõ (mesembryanthemum cristallinum).

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- Mamillosas ou verrugosas (papillosa, s. verrucosa), quando a sua - superficie tem verrugas, tuberculos, ou pequenos +

+ Mamillosas ou verrugosas (papillosa, s. verrucosa), quando a sua + superficie tem verrugas, tuberculos, ou pequenos mamillos (a viperina).

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Viscosas (viscosa), quando a sua superficie esta barrada de hum humor, - naõ fluido, mas que se apega aos dedos com tenacidade á maneira de visco (senecio viscosus).

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- Escabrosas ou asperas (scabra, s. aspera), quando a sua superficie se - acha salpicada de graõsinhos, ou pequenos tuberculos, que a fazem aspera (a pulmonaria). +

Viscosas (viscosa), quando a sua superficie esta barrada de hum humor, + naõ fluido, mas que se apega aos dedos com tenacidade á maneira de visco (senecio viscosus).

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+ Escabrosas ou asperas (scabra, s. aspera), quando a sua superficie se + acha salpicada de graõsinhos, ou pequenos tuberculos, que a fazem aspera (a pulmonaria).

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Cotanilhosas (tomentosa), quando tem a superficie cotanilhosa (como a +

Cotanilhosas (tomentosa), quando tem a superficie cotanilhosa (como a perpetua): humas vezes saõ cotanilhosas em ambas as faces, outras vezes so em huma, principalmente na inferior; quando o cotanilho he branco, como succede ordinariamente, daõ-lhes taõbem o nome de encanescidas (incana).

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Felpudas (villosa), quando tem pêlos bastos, e macios (o çumagre): se os +

Felpudas (villosa), quando tem pêlos bastos, e macios (o çumagre): se os pelos saõ hum tanto ralos, e ao mesmo tempo finos, dizem-se: empubescidas (pubescencia), como saõ as do salgueiro.

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Assetinadas (sericea), saõ quasi felpudas, os seus pelos saõ muito +

Assetinadas (sericea), saõ quasi felpudas, os seus pelos saõ muito bastos, curtissimos, applicados postradamente huns aos outros, e luzedios, o que tudo concorre a dar á superficie huma vista assetinada (convolvulus cneorum, spiræa argentea, protea sericea & argentea).

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Peludas ou hirsutas (pilosa, s. hirsuta), quando tem pelos compridos mais +

Peludas ou hirsutas (pilosa, s. hirsuta), quando tem pelos compridos mais ou menos distantes entre si, como no hieracium pilosella, e juncus pilosus. Se os pelos saõ longos, parallelos, ou dispostos em pilha nalgumas partes da superficie na base ou topo, dizem-se: barbudas (barbata), como saõ as do asclepias vincetoxicum, e as do mesembryanthemum barbatum.

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Lanudas ou lanugineas (lanata), tem pelos curvados e tecidos mutuamente, como fios de huma tea de aranha +

Lanudas ou lanugineas (lanata), tem pelos curvados e tecidos mutuamente, como fios de huma tea de aranha (stachys lanata).

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Hispidas (hispida), quando tem sedas frageis, como as da viperina.

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Ardentosas (urentia), quando tem ferroẽs venenosos, como as da +

Hispidas (hispida), quando tem sedas frageis, como as da viperina.

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Ardentosas (urentia), quando tem ferroẽs venenosos, como as da urtiga.

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- Cerdosas (strigosa), quando saõ nimiamente hispidas ou tem cerdas, - que saõ sedas hum tanto rijas, hum tanto planas - As cerdas (strigae) saõ as vezes taõbem cylindricas conforme +

+ Cerdosas (strigosa), quando saõ nimiamente hispidas ou tem cerdas, + que saõ sedas hum tanto rijas, hum tanto planas + As cerdas (strigae) saõ as vezes taõbem cylindricas conforme alguns Botanicos, que naõ as distinguem pela planitude, mas sim por serem quasi aculeos, como as da viperinia, e segundo elles os termos hispido e cerdoso saõ synonymos. - e picantes: esta sorte de folhas fazem a passagem graduada das hispidas ás + e picantes: esta sorte de folhas fazem a passagem graduada das hispidas ás aculeadas (anchusa undulata, echinops strigosus, e lactuca virosa).

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- Aculeadas (aculeata), quando no seu disco tem aculeos, ou producçoẽs +

+ Aculeadas (aculeata), quando no seu disco tem aculeos, ou producçoẽs grossas, rijas, duras, e picantes, pegadas aos veios e nervura - dorsal (solanum mammosum). + dorsal (solanum mammosum).

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Quanto á expansibilidade ou dilataçaõ do disco, as folhas dizem-se ser:

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- Planas (plana) se tem as suas duas faces chatas, parallelas huma á +

Quanto á expansibilidade ou dilataçaõ do disco, as folhas dizem-se ser:

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+ Planas (plana) se tem as suas duas faces chatas, parallelas huma á outra em toda a sua extensaõ, ou contem entre as duas faces por toda a parte igual substancia (a gilbarbeira, o alho, e cacalia - anteuphorbium - Este termo ora he usado para significar hum disco plano sem + anteuphorbium + Este termo ora he usado para significar hum disco plano sem convexidade nem concavidade, como no geranium betulinum, ora indica hum disco delgado (ainda que seja - canaliculado) como o das especies de + canaliculado) como o das especies de Anthericum, etc. e neste sentido he opposto ao disco carnudo, ou cylindrico. . - Alguns daõ lhes taõbem o nome de fittaceas (taeniata, s. fasciata), quando saõ oblongas, + Alguns daõ lhes taõbem o nome de fittaceas (taeniata, s. fasciata), quando saõ oblongas, integerrimas, com fibras parallelas, e semelhantes a huma fitta (o trigo, e caneira).

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- - Canaliculadas (canaliculata), quando saõ compridas e tem +

+ + Canaliculadas (canaliculata), quando saõ compridas e tem longitudinalmente hum rego profundo, como huma bica ou calha, de modo que se approximaõ á forma de meyo cylindro (iris xiphium, aloe viscosa).

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Concavas (concava), a sua margem he mais estreita do que o disco, ou naõ +

Concavas (concava), a sua margem he mais estreita do que o disco, ou naõ he proporcionada á extensaõ do disco de modo que este abate, e fica mais baxo do que a margem (marrubium pseudo-dictamnus, geranium peltatum).

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Convexas (convexa), elevaõ-se athe ao centro do disco, e saõ o contrario +

Convexas (convexa), elevaõ-se athe ao centro do disco, e saõ o contrario das concavas, isto he, a sua margem he mais estreita do que o disco, e este se eleva para cima de modo que a margem fica mais baxa do que elle (hyacinthus muscari, martynia perennis).

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Acapelladas (cucullata), saõ summamente concavas, ou sejaõ arrodeladas, +

Acapelladas (cucullata), saõ summamente concavas, ou sejaõ arrodeladas, ou tenhaõ os dois lados junto do peciolo encolhidos e conchegados; nesta segunda circumstancia abrem pouco a pouco da banda do cume, e representaõ deste modo a forma de hum capuz (o conchélo, e geranium cucullatum).

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Franzidas (plicata), quando no seu disco tem pregas agudas, e alternadas, +

Franzidas (plicata), quando no seu disco tem pregas agudas, e alternadas, que chegaõ athe á margem, e se assemelhaõ às de hum leque quasi aberto (veratrum album, e alchemilla). Franzidas obtusamente (obtuse plicata, s. undata), se as suas pregas saõ obtusas.

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Ondeadas (undulata), quando o seu disco junto da margem forma dobras - alternadas ou ondeaçoẽs ora concavas ora convexas, de sorte que por este modo o espaço junto +

Ondeadas (undulata), quando o seu disco junto da margem forma dobras + alternadas ou ondeaçoẽs ora concavas ora convexas, de sorte que por este modo o espaço junto do ambito fica muito desproporcionado ao do centro (inula undulata e pulicaria, aletris capensis, mesembryanthemum cristallinum).

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- Crespa (crispa), saõ franzidas ou ondeadas desordenadamente na +

+ Crespa (crispa), saõ franzidas ou ondeadas desordenadamente na margem, e ainda mesmo no disco, de sorte que este fica sendo muito - mais comprido do que a nervura dorsal da - folha (malva crispa, e chicoria crespa). - Estas folhas ordinariamente + mais comprido do que a nervura dorsal da + folha (malva crispa, e chicoria crespa). + Estas folhas ordinariamente saõ consideradas como producçoes viçadas, ou monstruosas.

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8º. As folhas consideradas +

8º. As folhas consideradas quanto á substancia dizem-se ser:

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- - Membranosas +

+ + Membranosas (membranacea), saõ finas e naõ se lhes percebe entre as duas - superficies polpa alguma, e porisso as comparaõ a - membranas delgadas - Este termo he taõbem usado por alguns Botanicos em lugar de + superficies polpa alguma, e porisso as comparaõ a + membranas delgadas + Este termo he taõbem usado por alguns Botanicos em lugar de planas, e delgadas. .

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- Escariosas (scariosa) saõ aridas, esbranquiçadas, sonoras ao tacto, e - comparadas á epiderme fina que se despega da casca de algumas arvores. +

+ Escariosas (scariosa) saõ aridas, esbranquiçadas, sonoras ao tacto, e + comparadas á epiderme fina que se despega da casca de algumas arvores.

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Bojudas (gibba, s. gibbosa), quando tem ambas as suas superficies +

Bojudas (gibba, s. gibbosa), quando tem ambas as suas superficies convexas, em razaõ de huma grande quantidade de subtancia polposa (sedum acre, portulacca anacampseros, serracenia purpurea).

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Roliças (teretia, s. cylindrica), quando na maior parte do seu +

Roliças (teretia, s. cylindrica), quando na maior parte do seu comprimento saõ cylindricas ou semelhantes a hum rolo (o arroz dos telhados).

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Semiroliças (semiteretia), quando saõ ao longo concavas de huma parte e +

Semiroliças (semiteretia), quando saõ ao longo concavas de huma parte e convexas da outra: semicylindricas (semicylindracea), quando saõ planas - de huma banda e convexas da outra à maneira de hum rolo partido ao meyo + de huma banda e convexas da outra à maneira de hum rolo partido ao meyo longitudinalmente (a cebola). Estes dois termos saõ contudo muitas vezes usados hum em lugar do outro indifferentemente.

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- Deprimidas (depressa), saõ succulentas ou polposas, e no seu +

+ Deprimidas (depressa), saõ succulentas ou polposas, e no seu disco ou face superior junto da base saõ mais delgadas e abatidas do que nos lados, de modo que parecem como esmagadas pelo tronco (sempervivum sediforme, cacalia repens).

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Comprimidas (compressa), saõ succulentas ou carnudas, mas nos +

Comprimidas (compressa), saõ succulentas ou carnudas, mas nos dois lados marginaes e longitudinaes oppostos saõ hum tanto esmagadas e chatas de modo que o disco fica hum tanto mais elevado e polposo (anthericum hispidum, juncus articulatus, mesembryanthemum stipulaceum, cacalia ficoides.) Peloque se vê que a depressaõ suppoem o disco concavo, e a compressaõ os lados marginaes esmagados.

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Aquilhadas (carinata), quando ao longo e no meyo da face inferior tem +

Aquilhadas (carinata), quando ao longo e no meyo da face inferior tem huma quilha aguda, e na parte superior hum rego profundo longitudinal (a abrotea.)

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Delgadas (tenuia), quando entre a pelle das superficies naõ tem - polpa notavel, mas antes saõ hum tanto finas, ou +

Delgadas (tenuia), quando entre a pelle das superficies naõ tem + polpa notavel, mas antes saõ hum tanto finas, ou como papel, ou como a grossura de pergaminho (canna indica). - Grossas, polposas, ou carnudas (crassa, pulposa, s. carnosa) saõ - oppostas às precedentes, nellas ha sempre huma polpa - notavel - Ordinariamente nas obras elementares se faz differença dos + Grossas, polposas, ou carnudas (crassa, pulposa, s. carnosa) saõ + oppostas às precedentes, nellas ha sempre huma polpa + notavel + Ordinariamente nas obras elementares se faz differença dos termos polposas e carnudas, mas na sua applicaçaõ saõ quasi sempre confundidos. - Depois de se fazer mençaõ de que as folhas saõ carnudas, podese expor a + Depois de se fazer mençaõ de que as folhas saõ carnudas, podese expor a sua medida absoluta dizendo: lineas duas crassa, pollicem, s. unciam crassa, &c. a querer-se indicar a grossura da - polpa. + polpa. . - Alguns tomaõ as polposas pelas que tem huma substancia pegajosa, e as + Alguns tomaõ as polposas pelas que tem huma substancia pegajosa, e as carnudas pelas que constaõ de huma substancia hum tanto firme e compacta.

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- Succulentas (succulenta), saõ mais ou menos grossas, e a - sua polpa he molle e sumarenta; susceptivel de se poder +

+ Succulentas (succulenta), saõ mais ou menos grossas, e a + sua polpa he molle e sumarenta; susceptivel de se poder esmagar facilmente entre os dedos (a beldroega, o sayaõ, e conchélo). Compactas (compacta), saõ carnudas mas a sua substancia naõ he sumarenta como a das precedentes nem esponjosa, mas sim firme, mociça, e hum tanto dura (a piteira, e herva babosa). Este termo usa-se as vezes taõbem em lugar de repletas.

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Repletas (farcta), saõ carnudas, ordinariamente roliças ou +

Repletas (farcta), saõ carnudas, ordinariamente roliças ou semicylindricas, e o seu interior he todo cheyo de substancia ou - seja succulenta, ou esponjosa ou + seja succulenta, ou esponjosa ou compacta de modo que se lhes naõ divisa cavidade alguma (o arroz dos telhados). Tubulosas (tubulosa), saõ oppostas às precedentes, por serem occas (a cebola).

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- Linguiformes, ou alinguettadas (lingulata - Este termo he as vezes, taõbem applicado a algumas folhas, que naõ saõ +

+ Linguiformes, ou alinguettadas (lingulata + Este termo he as vezes, taõbem applicado a algumas folhas, que naõ saõ carnudas, mas he hum defeito que senaõ deve imitar. , s. linguiformia) saõ carnudas, lineares, obtusas, e convexas pela banda debaxo (o mesembryanthemum linguaeforme, e aloe disticha).

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Bigumeas (ancipitia), saõ comprimidas e tem dois gumes longitudinaes +

Bigumeas (ancipitia), saõ comprimidas e tem dois gumes longitudinaes oppostos, e o disco entre elles elevado.

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Ensiformes ou espadáneas (ensiformia), saõ bigumeas, com dois gumes - afiados, e desde a base athe ao topo se vaõ pouco a pouco adelgaçando (a espadana, e os +

Ensiformes ou espadáneas (ensiformia), saõ bigumeas, com dois gumes + afiados, e desde a base athe ao topo se vaõ pouco a pouco adelgaçando (a espadana, e os lirios).

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- Assoveladas (subulata) - Vej. a nota sobre as folhas assoveladas, num. 2º. +

+ Assoveladas (subulata) + Vej. a nota sobre as folhas assoveladas, num. 2º. , saõ carnudas, e na base lineares, adelgaçando, e aguçando pouco a pouco para a ponta (mesembryanthemum pugioniforme).

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Trigumeas (triquetra) saõ carnudas, tem tres faces planas e tres esquinas +

Trigumeas (triquetra) saõ carnudas, tem tres faces planas e tres esquinas ou gumes; ellas saõ ao mesmo tempo assoveladas (mesembryanthemum pugioniforme, e butomus umbellatus).

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Alfanjadas (acinaciformia), assemelhaõ-se a hum alfanje, ou chifarote; +

Alfanjadas (acinaciformia), assemelhaõ-se a hum alfanje, ou chifarote; saõ carnudas, tem o gume ou borda inferior estreita, afiada, e arqueada para cima; a borda ou lado opposto he hum tanto largo, embotado, e quasi - recto (mesembryanthemum acinaciforme). Nesta sorte de folhas podem-se distinguir + recto (mesembryanthemum acinaciforme). Nesta sorte de folhas podem-se distinguir tres esquinas (das quaes a inferior faz o gume) e tres faces, duas lateraes e huma superior opposta ao gume.

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Dolabriformes (dolabriformia), em forma de hacha d'armas ou de huma +

Dolabriformes (dolabriformia), em forma de hacha d'armas ou de huma especie de segura, de que usaõ os tanoeiros nos paizes do norte: saõ carnudas, obtusas, hum tanto redondeadas e comprimidas, mais dilatadas e afiadas de huma banda, com a base prolongada em huma especie de peciolo hum tanto roliço (mesembryanthemum dolabriforme).

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Acutelladas (cultrata), assemelhaõ-se a hum cutello; saõ carnudas, hum +

Acutelladas (cultrata), assemelhaõ-se a hum cutello; saõ carnudas, hum tanto mais compridas do que largas, quasi lineares, afiadas de huma banda, quasi embotadas da outra e nella levemente curvas, hum tanto obtusas no topo e hum pouco estreitas na base (crassulla obvallata).

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N. B. Os botanicos naõ podendo, sem embargo do grande numero de termos + +

N. B. Os botanicos naõ podendo, sem embargo do grande numero de termos que tem estabelecido, dar ideas de todas às intensidades, graos, ou - jogos com que a natureza capricha de escaparlhes na figura das folhas, se esforçaõ muitas + jogos com que a natureza capricha de escaparlhes na figura das folhas, se esforçaõ muitas vezes pelas pintar ao leitor do modo que lhes he possivel, usando para esse fim de dois termos reunidos por meyo de huma risca, e - dando nisso a entender que a folha participa dos + dando nisso a entender que a folha participa dos caractéres significados pelos dictos dois termos. - Porem deve-se advirtir que elles naõ reunem senaõ os termos da mesma + Porem deve-se advirtir que elles naõ reunem senaõ os termos da mesma relaçaõ ou divisaõ, como por ex. os relativos aos angulos, sinuosidades, &c. porque os de relaçoẽs diversas saõ separados por meyo de virgulas. - Pelo que dizem: folhas + Pelo que dizem: folhas ovadas-lanceoladas, mas naõ dizem: lanceoladas-agudas, por serem termos de relaçoẽs differentes, e escrevem nesta circumstancia: - folhas - lanceoladas, + folhas + lanceoladas, agudas. - Linneo diz que naõ he indifferente, quanto aos termos da mesma - relaçaõ, de por hum ou outro primeiro; que quando a + Linneo diz que naõ he indifferente, quanto aos termos da mesma + relaçaõ, de por hum ou outro primeiro; que quando a folha participa mais de hum caracter do que de outro, o caracter predominante deve terminar ou seguir a risca, em razaõ de que o nome posterior deve presentar a forma ou caracter principal da - folha, servindo o primeiro somente de emendalo ou a - denotar huma certa excepçaõ, como por ex. se as folhas tem estreiteza hum tanto igual, - participando mais da figura linear do que da lanceolada - deverse-ha dizer: folhas + folha, servindo o primeiro somente de emendalo ou a + denotar huma certa excepçaõ, como por ex. se as folhas tem estreiteza hum tanto igual, + participando mais da figura linear do que da lanceolada + deverse-ha dizer: folhas lanceoladas-lineares; pelo contrario se ellas saõ assaz largas no - meyo e participaõ mais da figura lanceolada, se escreverá: folhas + meyo e participaõ mais da figura lanceolada, se escreverá: folhas lineares-lanceoladas.

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- Composiçam das folhas. -

As folhas quanto á sua + Composiçam das folhas. +

As folhas quanto á sua composiçaõ dizem-se ser: compostas, recompostas, e sobrecompostas. - Nesta destribuicaõ naõ deixaõ de haver algumas imperfeiçoẽs Eu + Nesta destribuicaõ naõ deixaõ de haver algumas imperfeiçoẽs Eu farei mençaõ dellas nas dissertaçoẽs que espero de publicar sobre a precizaõ que ha de emendar alguns termos technicos em Botanica, e do modo com que elles se podem corrigir e @@ -5035,48 +4604,43 @@ com Linneo; as compostas (composita) de que elle faz mençaõ, como constando de muitos foliolos em hum peciolo simplez, saõ as seguintes:

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- Articuladas (arciculata), quando huma folha nasce do +

+ Articuladas (arciculata), quando huma folha nasce do topo de outra, ou tem interiormente articulaçoẽs; (os exemplos que daõ ordinariamente saõ as especies, de salicornìa, e de equisetum, o juncus articulatus e nodosus).

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Binadas (binata, s. geminata) o seu peciolo tem somente no cume dois +

Binadas (binata, s. geminata) o seu peciolo tem somente no cume dois foliolos sem gavinha alguma (zygophyllum fabago).

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Ternadas (ternata, s. trinata), o seu peciolo commum tem no topo tres - foliolos (a sylva, morangueiro, e trevo) - Alguns Botanicos fazem taõbem mençaõ de folhas quadernadas (quaternata), ou +

Ternadas (ternata, s. trinata), o seu peciolo commum tem no topo tres + foliolos (a sylva, morangueiro, e trevo) + Alguns Botanicos fazem taõbem mençaõ de folhas quadernadas (quaternata), ou com quatro foliolos sobre o topo do peciolo; mas eu creyo que ellas saõ raras, a naõ serem viçadas como saõ as que se vem nalgumas especies de trevo. . Estes foliolos humas vezes saõ rentes (sessilia) outras vezes saõ peciolados (petiolata) como se vê nas especies de rhus.

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- Digitadas + +

+ Digitadas (digitata), quando o seu peciolo tem no topo cinco ou mais foliolos - estreitos, como algumas especies de ranunculas - Linneo dá geralmente o nome de digitadas ás folhas binadas, + estreitos, como algumas especies de ranunculas + Linneo dá geralmente o nome de digitadas ás folhas binadas, ternadas, quinadas, e settenadas; alguns modernos depois - deraõ o nome de digitadas somente ás de cinco ou sette foliolos + deraõ o nome de digitadas somente ás de cinco ou sette foliolos uniformes quer sejaõ largos quer estreitos, assim como o de apalmadas se dá ás que tem cinco ou sette segmentos uniformes rasgados athe perto da base. . Se o peciolo sostem no topo cinco ou sette foliolos, dizem-se: quinadas ou se henadas (quinata, septenata), como as do tremoço, potentilla reptans et recta, e vitex agnus-castus).

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Apedadas (pedata), o seu peciolo divide-se no topo em dois, aos quaes +

Apedadas (pedata), o seu peciolo divide-se no topo em dois, aos quaes pelo lado interno estaõ apegados alguns foliolos (helleborus niger, arum dracunculus).

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Pinnuladas (pinnata), quando muitos foliolos estaõ apegados +

Pinnuladas (pinnata), quando muitos foliolos estaõ apegados longitudinalmente aos dois lados de hum peciolo simplez e commum (o jasmineiro, e espongeira).

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-Pinnuladas com impare (pinnata cum impari), saõ terminadas no topo em +

-Pinnuladas com impare (pinnata cum impari), saõ terminadas no topo em hum foliolo none ou desparceirado, posto no meyo dos dois ultimos (o ervanço, e freixo). Este foliolo dize-se rente (impari sessili), quando a sua base está apegada rentemente ao mesmo ponto de apego em que @@ -5085,661 +4649,589 @@ de apego dos dois foliolos lateraes medea hum pequeno peciolo, que he a extremidade do, peciolo commum longitudinalmente continuado (o alcaçuz, e agrimonia).

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-Pinnuladas com gavinha (pinnata cirrhosa), quando em lugar do foliolo - impare tem huma gavinha, que he a ponta do peciolo commum convertida na dicta +

-Pinnuladas com gavinha (pinnata cirrhosa), quando em lugar do foliolo + impare tem huma gavinha, que he a ponta do peciolo commum convertida na dicta cordinha (a ervilha, vicia sativa, e lathyrus pisiformis).

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-Pinnuladas abrompidamente (pinnata abrupta, s. abrupté-pinnata), o seu +

-Pinnuladas abrompidamente (pinnata abrupta, s. abrupté-pinnata), o seu topo he terminado por dois foliolos, no meyo dos quaes naõ ha impare nem gavinha, de sorte que o peciolo commum fica como decotado no ponto de apego dos dois ultimos foliolos (a fava, e aroeira).

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-Pinnuladas oppostamente (pinnata opposité), quando os seus foliolos saõ +

-Pinnuladas oppostamente (pinnata opposité), quando os seus foliolos saõ oppostos, ou apegados defronte huns dos outros (o jasmineiro).

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-Pinnuladas alternadamente (pinnata alterné), quando os seus foliolos +

-Pinnuladas alternadamente (pinnata alterné), quando os seus foliolos estaõ postos huns abaxo dos outros nos dois lados do peciolo commum de sorte, que no mesmo ponto de apego naõ tem outros fronteiros (a fava, e fraxinella).

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-Pinnuladas interrompidamente (pinnata interrupté), os seus foliolos saõ +

-Pinnuladas interrompidamente (pinnata interrupté), os seus foliolos saõ interrompidamente desiguaes, estando os menores postos successivamente entre os maiores (a filipendula, ulmaria, tomateiro, e agrimonia).

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-Pinnuladas decursivamente (pinnata decursivé), quando as bases dos seus +

-Pinnuladas decursivamente (pinnata decursivé), quando as bases dos seus foliolos uniformes correm para baxo de huns para outros ao longo do peciolo commum, formando huma aba, a qual se estreita, e vay mingoando pouco a pouco á proporçaõ que desce de modo que junto do foliolo inferior fica extincta, ou quasi cofundida com o peciolo commum (a - aroeira e melianthus maior). Quando as abas decursivas naõ se + aroeira e melianthus maior). Quando as abas decursivas naõ se estreitaõ inferiormente, mas saõ taõ largas em baxo como em cima, ou - mais largas na parte inferior, a folha he rigorosamente pinnatifida, e naõ pinnulada, e he por - falta desta observaçaõ que estas duas sortes de folhas saõ ordinariamente + mais largas na parte inferior, a folha he rigorosamente pinnatifida, e naõ pinnulada, e he por + falta desta observaçaõ que estas duas sortes de folhas saõ ordinariamente confundidas.

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-Pinnuladas articuladamente (pinnata articulate), quando o peciolo commum +

-Pinnuladas articuladamente (pinnata articulate), quando o peciolo commum he articulado, e os foliolos partem das suas articulaçoẽs (fagara - tragodes). Se nestas folhas + tragodes). Se nestas folhas se encontraõ abas decursivas, estas saõ mais estreitas em cima do que em baxo.

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- Quando as folhas pinnuladas +

+ Quando as folhas pinnuladas naõ tem foliolo impare, mas em lugar delle tem huma gavinha, e - constaõ ao mesmo tempo de foliolos oppostos - Alguns daõ ainda mesmo o nome de folhas jungidas ás que tem foliolos + constaõ ao mesmo tempo de foliolos oppostos + Alguns daõ ainda mesmo o nome de folhas jungidas ás que tem foliolos alternos. , em vez de lhes chamarem pinnuladas, daõ-lhes algumas vezes - o nome de folhas jugadas ou + o nome de folhas jugadas ou jungidas. - Segundo o numero dos pares de foliolos de que constaõ dizem-se ser: + Segundo o numero dos pares de foliolos de que constaõ dizem-se ser: conjugadas ou unijugadas (conjugata, s. unijuga), se o peciolo he - terminado em huma gavinha - Estas folhas saõ + terminado em huma gavinha + Estas folhas saõ ordinariamente confundidas com as binadas, e a naõ admittir-se a gavinha pór destinctivo, sempre haveraõ ambiguidades nestes dois termos, porque huma - folha conjugada sem gavinha fica sendo + folha conjugada sem gavinha fica sendo binada. e tem comente dois foliolos, hum de cada lado, o que constitue hum so par de foliolos (lathyrus odoratus & latifolius); se constaõ de dois pares de foliolos, dizem-se: bijugadas ou jungidas em dois pares (bijuga, s. bijugata), os - chixaros e ervilhas tem folhas ora unijugadas, ora bijugadas: dizem-se alem + chixaros e ervilhas tem folhas ora unijugadas, ora bijugadas: dizem-se alem disto trijugadas, quadrijugadas, jungidas em cinco pares, em seis, em sette, &c. (trijuga, quadrijuga, quinquejuga, sexjuga, septemjugata, &c); como se observa nas especies de cassia.

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N. B. O numero dos foliolos pode variar na mesma planta segundo a + +

N. B. O numero dos foliolos pode variar na mesma planta segundo a cultura, em razaõ do terreno ser improprio, e por causa de differentes circumstancias que ás vezes se encontraõ ainda mesmo no chaõ que a - planta naturalmente requer. Algumas vezes vem-se plantas que tem as - folhas inferiores + planta naturalmente requer. Algumas vezes vem-se plantas que tem as + folhas inferiores pinnuladas; ao mesmo tempo que as da parte superior do tronco saõ simplez, e vice versâ. - Os foliolos e pinnulas das folhas compostas, recompostas, e sobrecompostas conforme + Os foliolos e pinnulas das folhas compostas, recompostas, e sobrecompostas conforme as suas differentes figuras e relaçoes podem ser considerados, como - folhas simplez, e ser + folhas simplez, e ser descriptos com os mesmos termos. - A sua posiçaõ algumas vezes naõ corresponde á das folhas, porque ha plantas que tem folhas oppostas ao mesmo tempo + A sua posiçaõ algumas vezes naõ corresponde á das folhas, porque ha plantas que tem folhas oppostas ao mesmo tempo que os foliolos destas saõ alternos, e ha outras pelo contrario que - tem folhas alternas, cujos + tem folhas alternas, cujos foliolos saõ oppostos.

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As folhas recompostas +

As folhas recompostas (decomposita) saõ duas vezes compostas; este nome compete naõ so a - todas as folhas desta - divisaõ, mas applica se geralmente a quaesquer folhas, ou frondes, cujo peciolo commum se + todas as folhas desta + divisaõ, mas applica se geralmente a quaesquer folhas, ou frondes, cujo peciolo commum se divide huma ao vez em pequenos peciolos parciaes, cada hum delles gendo guarnecido de muitos foliolos, como saõ as das arruda, avenca, ranunculus arvensis, pteris atropurpurea, &c.

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Bigeminas ou bigemeas (bigemina, bigeminata), saõ duas vezes binadas, o +

Bigeminas ou bigemeas (bigemina, bigeminata), saõ duas vezes binadas, o seu peciolo commum he dividido em dois parciaes como hum forcado, e cada hum destes sostem na ponta dois foliolos (mimosa unguis cati & mimosa bigemina).

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- Biternadas, ou duas vezes ternadas (biternata, s. duplicato-ternata), - quando o peciolo commum se divide em tres parciaes, e cada hum destes sostem tres foliolos, ou - quando hum peciolo sostem tres folhas ternadas (adonis capensis, epimedium +

+ Biternadas, ou duas vezes ternadas (biternata, s. duplicato-ternata), + quando o peciolo commum se divide em tres parciaes, e cada hum destes sostem tres foliolos, ou + quando hum peciolo sostem tres folhas ternadas (adonis capensis, epimedium alpinum).

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- Bipinnuladas, ou duas vezes pinnuladas (bipinnata, s. - duplicato-pinnata), se o peciolo commum sostem folhas pinnuladas, ou se divide ao longo em +

+ Bipinnuladas, ou duas vezes pinnuladas (bipinnata, s. + duplicato-pinnata), se o peciolo commum sostem folhas pinnuladas, ou se divide ao longo em outros peciolos lateraes menores, os quaes tem lateralmente muitos foliolos (athamanta libanotis, e a osmunda regalis).

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Sobrecompostas (supradecomposita), daõ este nome naõ sò às folhas seguintes, mas a +

Sobrecompostas (supradecomposita), daõ este nome naõ sò às folhas seguintes, mas a quaesquer outras cujo peciolo commum se divide mais de duas vezes em peciolos menores, cada hum delles sostendo muitos foliolos (spiræa aruncus, adiantum hexagonum, fumaria lutea).

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Trigeminas ou trigeméas (tergemina, s. trigeminata, s. +

Trigeminas ou trigeméas (tergemina, s. trigeminata, s. triplicato-geminata), saõ tres vezes binadas; o seu peciolo commum divide-se em tres menores parciaes, e cada hum delles sostem dois foliolos; as vezes os dois foliolos sitos na bifurcaçaõ saõ rentes - (mimosa tergemna). Alguns admittem taõbem folhas tres vezes bigeminas + (mimosa tergemna). Alguns admittem taõbem folhas tres vezes bigeminas (triplicato-bigemina), dizendo que nestas o peciolo commum se divide em tres menores, e cada hum destes em dois peciolos immediatos ou extremos sostendo cada hum dois foliolos, de modo que nesta sorte de - folhas ha doze foliolos, + folhas ha doze foliolos, e nas trigeminas so ha seis (ceratophyllum).

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- Triternadas ou tres vezes ternadas (triternata, s. +

+ Triternadas ou tres vezes ternadas (triternata, s. triplicato-ternata), quando o peciolo commum se divide em tres - menores, cada hum dos quaes sostem folhas duas vezes ternadas (aquilegia vulgaris, aralia + menores, cada hum dos quaes sostem folhas duas vezes ternadas (aquilegia vulgaris, aralia spinosa.)

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- Tripinnuladas ou tres vezes pinnuladas (tripinnata, s. - triplicato-pinnata), o seu peciolo commum sostem muitas folhas duas vezes pinnuladas + +

+ Tripinnuladas ou tres vezes pinnuladas (tripinnata, s. + triplicato-pinnata), o seu peciolo commum sostem muitas folhas duas vezes pinnuladas (scabiosa, gramuntia).

- CAPITULO IV Do Peciolo. -

- O peciolo (petiolus) he o esteio ou pe da folha apegado a + CAPITULO IV Do Peciolo. +

+ O peciolo (petiolus) he o esteio ou pe da folha apegado a ella na sua base pela margem, e raras vezes pelo seu disco.

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- Algumas vezes he difficil de decidir onde começa, e onde termina o - peciolo da folha, ou qual seja o lugar da base da +

+ Algumas vezes he difficil de decidir onde começa, e onde termina o + peciolo da folha, ou qual seja o lugar da base da folha; donde procede que alguns Botanicos em semelhantes circumstancias os admittem como peciolos bastardos ou improprios (petioli spurii).

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- Contudo geralmente fallando, e nas circumstancias em que o peciolo he bem +

+ Contudo geralmente fallando, e nas circumstancias em que o peciolo he bem distinctamente assignalado, pode-se considerar como simplicissimo (simplicissimus) todas as vezes que naõ se divide de modo algum em outros parciaes; o seu topo he o ponto onde elle se converte em nervura - dorsal da folha ou dos seus foliolos - rentes, como se vê nas folhas - rigorosamente simplez, nas binadas, e algumas ternadas e digitadas. - Peciolo simplez (simplex) he susceptivel de se dividir em peciolos + dorsal da folha ou dos seus foliolos + rentes, como se vê nas folhas + rigorosamente simplez, nas binadas, e algumas ternadas e digitadas. + Peciolo simplez (simplex) he susceptivel de se dividir em peciolos parciaes curtissimos, e indivisos, os quaes sòstem hum so foliolo - simplez; elle se observa nas - folhas pinnuladas, apedadas, e nalgumas ternadas e digitadas; nas - pinnuladas faz as vezes de nervura dorsal - prolongando-se em linha recta athe ao topo da folha + simplez; elle se observa nas + folhas pinnuladas, apedadas, e nalgumas ternadas e digitadas; nas + pinnuladas faz as vezes de nervura dorsal + prolongando-se em linha recta athe ao topo da folha onde termina ou em huma gavinha, ou em hum peciolo parcial recto (como no alcaçuz), ou sostem hum foliolo impare rente, ou emfim termina abrompidamente ficando como decotado; às vezes he articulado no seu prolongamento, e no lugar da insersaõ dos foliolos; outras vezes indurece, e termina em huma ponta espinhosa como no astragalus tragacantha. - Peciolo composto (compositus) divide-se em peciolos parciaes, que sostem + Peciolo composto (compositus) divide-se em peciolos parciaes, que sostem nas suas pontas ou lados mais de hum so foliolo, como nas recompostas e sobrecompostas; estes peciolos secundarios saõ mais ou menos ramificados - e sempre mais compridos do que os das folhas compostas. Peciolo commum (communis) he o que tem + e sempre mais compridos do que os das folhas compostas. Peciolo commum (communis) he o que tem no topo ou nos lados muitos foliolos, ou muitos peciolos parciaes. Peciolo parcial (partialis) he o que nasce do peciolo commum; os peciolos parciaes às vezes saõ immediatos ao peciolo commum, outras vezes ramificaõse mais ou menos variamente; nesta circumstancia os ultimos saõ chamados immediatos, e os que medeaõ entre elles, e o peciolo commum tem o nome de mediatos.

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O peciolo distingue-se facilmente do pedunculo - He rarissimo que esta distinçaõ falhe, contudo na turnera, e - nalgumas especies de hibiscus, o pé da folha achase +

O peciolo distingue-se facilmente do pedunculo + He rarissimo que esta distinçaõ falhe, contudo na turnera, e + nalgumas especies de hibiscus, o pé da folha achase confundido com o da flor. - Elle eleva às vezes + Elle eleva às vezes folhas que daõ flores, como se vê nas especies de ruscus. , pela razaõ de que este he o esteio da flor. - Elle he todo coberto da epiderme que lhe vem do tronco ou ramos, a que - está apegado; divisaõ-se-lhe no seu interior varias sortes de vazos que se vaõ distribuir na substancia - da folha. - Observa-se muitas vezes junto do seu topo huma certa substancia mais + Elle he todo coberto da epiderme que lhe vem do tronco ou ramos, a que + está apegado; divisaõ-se-lhe no seu interior varias sortes de vazos que se vaõ distribuir na substancia + da folha. + Observa-se muitas vezes junto do seu topo huma certa substancia mais esponjosa, e transparente do que no restante do seu corpo, e daqui se julga proceder a flexibilidade taõ necessaria aos diversos movimentos - das folhas. Alem das + das folhas. Alem das relaçoẽs de simplicidade e composiçaõ, o peciolo pode ser considerado quanto à sua figura, grandeza, apêgo, direcçaõ, e superficie.

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1º. Quanto á sua figura, diz-se ser:

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- Linear (linearis), se tem a mesma largura em todo o seu comprimento; elle - he hum tanto chato em algumas folhas. +

1º. Quanto á sua figura, diz-se ser:

+

+ Linear (linearis), se tem a mesma largura em todo o seu comprimento; elle + he hum tanto chato em algumas folhas.

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- Alado (alatus) se he nos lados guarnecido de huma producçaõ membranosa ou +

+ Alado (alatus) se he nos lados guarnecido de huma producçaõ membranosa ou folheacea, a qual ordinariamente se acha na sua parte superior (a larangeira).

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- Aclavado ou massudo (clavatus), he mais grosso da banda da sua ponta, ou - junto da base da folha, de maneira que representa de algum +

+ Aclavado ou massudo (clavatus), he mais grosso da banda da sua ponta, ou + junto da base da folha, de maneira que representa de algum modo a forma de huma massa (trapa natans).

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Roliço (teres) he cylindrico, ou semelhante a hum rolo: semiroliço +

Roliço (teres) he cylindrico, ou semelhante a hum rolo: semiroliço (semiteres) he semicylindrico, ou semelhante à metade de hum rolo partido longitudinalmente.

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Adelgaçado (attenuatus), quando se adelgaça ou he comprimido junto da ponta +

Adelgaçado (attenuatus), quando se adelgaça ou he comprimido junto da ponta (populus tremula)

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- - Membranoso (membranaceus), he chato como - huma folha ou como huma membrana, naõ tendo - polpa sensivel entre as suas superficies. -

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Trigumeo (triquete) tem tres angulos ou gumes, e tres faces planas.

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- - Canaliculado (canaliculatus), quando +

+ + Membranoso (membranaceus), he chato como + huma folha ou como huma membrana, naõ tendo + polpa sensivel entre as suas superficies. +

+

Trigumeo (triquete) tem tres angulos ou gumes, e tres faces planas.

+ +

+ + Canaliculado (canaliculatus), quando tem hum règo longitudinalmente na sua face superior (rubus idœus).

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2º. Quanto á grandeza relativa ou comparada com o comprimento da - folha, diz-se ser:

-

- Curto (brevis), se a folha he sensivelmente mais comprida +

2º. Quanto á grandeza relativa ou comparada com o comprimento da + folha, diz-se ser:

+

+ Curto (brevis), se a folha he sensivelmente mais comprida do que elle: curtissimo (brevissimus), se ella o excede summamente no comprimento.

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- Mediocre (mediocris), quando o seu comprimento he igual ao da - folha, ou que a differença de igualdade he pouco +

+ Mediocre (mediocris), quando o seu comprimento he igual ao da + folha, ou que a differença de igualdade he pouco sensivel.

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- Comprido (longus), se he evidentemente mais comprido do que a - folha: compridissimo (longissimus), se o seu - comprimento excede summamente o da folha. +

+ Comprido (longus), se he evidentemente mais comprido do que a + folha: compridissimo (longissimus), se o seu + comprimento excede summamente o da folha.

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Quanto á grandeza absoluta (vej. pag. 23, art. 2º)

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3º. Considerado relativamente ao seu apego, diz-se ser:

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- Inserido ou conjuntado (insertus), quando se apega ao caule +

Quanto á grandeza absoluta (vej. pag. 23, art. 2º)

+

3º. Considerado relativamente ao seu apego, diz-se ser:

+

+ Inserido ou conjuntado (insertus), quando se apega ao caule como por huma articulaçaõ, e ordinariamente forma angulos muito abertos - com os ramos (as arvores). + com os ramos (as arvores).

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Innato (adnatus), tem a base larga, e se apega taõ fortemente ao tronco ou +

Innato (adnatus), tem a base larga, e se apega taõ fortemente ao tronco ou ramos, que parece confundir-se com a sua substancia; naõ se pode arrancar sem se espedaçar a casca do tronco, o que naõ succede nos peciolos inseridos.

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Decursivo ou decurrente (decurrens), quando a sua base se prolonga sobre o +

Decursivo ou decurrente (decurrens), quando a sua base se prolonga sobre o tronco ou ramos, e corre por elles abaxo.

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Amplexicaule ou abarcantes (amplexicaulis), quando abarca com a sua base o + +

Amplexicaule ou abarcantes (amplexicaulis), quando abarca com a sua base o tronco ou ramos.

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Appendiculado (appendiculatus), quando tem na base alguns appendiculos, +

Appendiculado (appendiculatus), quando tem na base alguns appendiculos, orelhas, ou producçoẽs folheaceas (dipsacus pilosus).

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Envaginante (vaginans), quando com a sua base reveste e cerca o tronco ou +

Envaginante (vaginans), quando com a sua base reveste e cerca o tronco ou ramos a modo de bainha.

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4º. Quanto á direcçaõ, diz-se ser:

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Levantado (erectus, s. arrectus), quando forma com o tronco ou ramos hum +

4º. Quanto á direcçaõ, diz-se ser:

+

Levantado (erectus, s. arrectus), quando forma com o tronco ou ramos hum angulo agudissimo, chegando-se muito à poziçaõ perpendicular.

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Patente (patens), quando forma com o tronco ou ramos hum angulo quasi +

Patente (patens), quando forma com o tronco ou ramos hum angulo quasi recto.

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Remontante (assurgens), quando ao sahir do tronco ou ramos he horizontal ou +

Remontante (assurgens), quando ao sahir do tronco ou ramos he horizontal ou abaxa hum tanto, mas levanta-se depois com a ponta para cima, vindo assim a formar huma especie de arco.

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Recurvado (recurvatus) he o contrario do precedente; ergue-se hum tanto em +

Recurvado (recurvatus) he o contrario do precedente; ergue-se hum tanto em arco ao sahir do tronco, e se curva depois para baxo.

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5º. Quanto á superficie, diz-se ser:

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Nu (nudus) quando naõ tem pelos, nem glandulas, excrescencias, espinhos, nem +

5º. Quanto á superficie, diz-se ser:

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Nu (nudus) quando naõ tem pelos, nem glandulas, excrescencias, espinhos, nem sorte alguma de armas.

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Glabro (glaber) se he nu, e a sua superficie he liza. Aculeado (aculeatus), - quando tem aculeos (a sylva, e roseiras). Espinescido (spinescens), se +

Glabro (glaber) se he nu, e a sua superficie he liza. Aculeado (aculeatus), + quando tem aculeos (a sylva, e roseiras). Espinescido (spinescens), se tem espinhos muito raros e fracos, ou taõbem quando he rijo, endurecido, - e picante na ponta - Nesta circumstancia so pode ter lugar nas folhas pinnuladas. - convertendo-se em hum espinho (astragalus tragacantha). Inerme (inermis), se naõ + e picante na ponta + Nesta circumstancia so pode ter lugar nas folhas pinnuladas. + convertendo-se em hum espinho (astragalus tragacantha). Inerme (inermis), se naõ tem espinhos de sorte alguma.

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Articulado (articulatus), se tem huma ou mais articulaçoẽs.

+

Articulado (articulatus), se tem huma ou mais articulaçoẽs.

- CAPITULO V. Das partes accessivas das plantas. -

- As partes accessivas das plantas a que Linneo dá - Sigo nesta divisaõ a sua Phil. Bot. n. 84, porque o mesmo Autor + CAPITULO V. Das partes accessivas das plantas. +

+ As partes accessivas das plantas a que Linneo dá + Sigo nesta divisaõ a sua Phil. Bot. n. 84, porque o mesmo Autor no seu tractado dos termos Botanicos estendeo taõbem o nome de esteios aos peciolos e pedunculos. o nome de esteios (fulcra) saõ as estipulas, gavinhas, - glandulas, pêlos e sedas, armas, e bractéas. - Estas producçoẽs servem a ornar, soster, e proteger as plantas, a algumas + glandulas, pêlos e sedas, armas, e bractéas. + Estas producçoẽs servem a ornar, soster, e proteger as plantas, a algumas secreçoẽs, e he raro que os vegetaes pereçaõ, quando dellas violentamente saõ privados.

- Estipulas. -

As estipulas saõ escamas, folhiços, ou appendices que de achaõ na base - dos peciolos ou pedunculos. Ellas se observaõ nas roseiras, pereira, + Estipulas. +

As estipulas saõ escamas, folhiços, ou appendices que de achaõ na base + dos peciolos ou pedunculos. Ellas se observaõ nas roseiras, pereira, gallega, e outras plantas das classes Icosandria e Diadelphia; ha contudo algumas classes e familias que saõ inteiramente destituidas de plantas estipulosas, como por ex. as labiadas, borragineas ou - asperifolias, estrelladas, cruciferas, liliaceas, orchideas, e quasi todas as + asperifolias, estrelladas, cruciferas, liliaceas, orchideas, e quasi todas as compostas.

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Aindaque as estipulas saõ ordinariamente descriptas com os mesmos - termos que expûz no capitulo das folhas; naõ deixarei contudo de tractar aqui dos que +

Aindaque as estipulas saõ ordinariamente descriptas com os mesmos + termos que expûz no capitulo das folhas; naõ deixarei contudo de tractar aqui dos que mais frequentemente lhes saõ dados. Dizem-se ser:

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Nullas (nullae), quando naõ existem na base dos peciolos ou +

Nullas (nullae), quando naõ existem na base dos peciolos ou pedunculos.

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Solitarias (solitariae), quando huma somente se acha na base do peciolo +

Solitarias (solitariae), quando huma somente se acha na base do peciolo (gilbarbeiras, e melianthus maior).

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Emparelhadas (geminae), quando se achaõ duas a duas na base do peciolo (a +

Emparelhadas (geminae), quando se achaõ duas a duas na base do peciolo (a pereira, e a maior parte das plantas que saõ estipulosas.)

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Lateraes (laterales), quando estaõ postas nos lados do peciolo ou do +

Lateraes (laterales), quando estaõ postas nos lados do peciolo ou do pedunculo.

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- Extrafolias (extrafoliaceae), quando estaõ postas abaxo da - folha ou do seu peciolo (a tilha, betula alnus, e +

+ Extrafolias (extrafoliaceae), quando estaõ postas abaxo da + folha ou do seu peciolo (a tilha, betula alnus, e as plantas da classe Diadelphia).

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Intrafolias (intrafoliaceae), quando estaõ postas acima do ponto de apego +

Intrafolias (intrafoliaceae), quando estaõ postas acima do ponto de apego do peciolo (a figueira, e amoreira).

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- Contrafolias (oppositifoliæ), quando estaõ situadas ao lado de folhas oppostas, ou estaõ +

+ Contrafolias (oppositifoliæ), quando estaõ situadas ao lado de folhas oppostas, ou estaõ taõbem defronte de hum peciolo.

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- Caducas (caducae), quando cahem primeiro do que as folhas. +

+ Caducas (caducae), quando cahem primeiro do que as folhas.

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- Decadentes (deciduae), se cahem juntamente com as folhas. +

+ Decadentes (deciduae), se cahem juntamente com as folhas.

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- Persistentes (persistentes), se persistem depois das folhas cahirem (as plantas da +

+ Persistentes (persistentes), se persistem depois das folhas cahirem (as plantas da Diadelphia e Icosandria polygynia.

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- Espinescidas (spinescentes, s. spinosae), quando saõ duras, agudas, e picantes - Saõ ordinariamente verdadeiros espinhos ou aculeos postos nas - axillas das folhas, +

+ Espinescidas (spinescentes, s. spinosae), quando saõ duras, agudas, e picantes + Saõ ordinariamente verdadeiros espinhos ou aculeos postos nas + axillas das folhas, ou no ponto em que estas ou o seu peciolo se apegaõ aos ramos. (a alcaparra, e algũmas especies de asparagus).

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Rentes (sessiles), se estaõ apegadas immediatamente ao tronco ou ramos, +

Rentes (sessiles), se estaõ apegadas immediatamente ao tronco ou ramos, sem terem hum pequeno peciolo.

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Innatas (adnatae), se estaõ apegadas ou adunadas na base do peciolo +

Innatas (adnatae), se estaõ apegadas ou adunadas na base do peciolo (roseira, e sylva). Soltas (solutae), quando estaõ despegadas do peciolo.

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- Dizem-se taõbem decursivas, envaginantes, assoveladas, lanceoladas, +

+ Dizem-se taõbem decursivas, envaginantes, assoveladas, lanceoladas, afrechadas, levantadas, recurvadas, patentes, integerrimas, serreadas, celheadas, denteadas, fendidas, &c. termos que ficaõ - ja explicados no capitulo das folhas, com as quaes ellas tem huma grande analogia. + ja explicados no capitulo das folhas, com as quaes ellas tem huma grande analogia.

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- Consideradas quanto á sua grandeza saõ comparadas com o peciolo, ou - com a folha, no cazo que esta seja rente, e se dizem +

+ Consideradas quanto á sua grandeza saõ comparadas com o peciolo, ou + com a folha, no cazo que esta seja rente, e se dizem ser: curtas, curtissimas, mediocres, compridas, e compridissimas - Vej. a explicaçaõ destes termos no CAP. Do peciolo, art. + Vej. a explicaçaõ destes termos no CAP. Do peciolo, art. 2º..

- Gavinhas. -

As gavinhas (cirrhi) Em lugar do termo cirrhus achaõ-se taõbem + Gavinhas. +

As gavinhas (cirrhi) Em lugar do termo cirrhus achaõ-se taõbem em muitos autores as palavras capreoli, clavicula e viticuli, mas estes termos saõ menos extensos na sua significaçaõ, porquanto rigorosamente sò indicaõ gavinhas lenhosas ou ellos (como saõ os da videira) e o termo gavinha (cirrhus) comprehende tanto as herbaceas, como as lenhosas. saõ humas - producçoẽs filiformes ou cordinhas, por meyo das quaes as plantas trepadoras + producçoẽs filiformes ou cordinhas, por meyo das quaes as plantas trepadoras e sarmentosas se agarraõ aos corpos vizinhos (a videira, chixaro, e ervilhas). Ellas saõ susceptiveis de se enroscar mais ou menos, e nisto se destinguem das radiculas da hera e de outras plantas parasitas que tem troncos raigotosos, às quaes alguns daõ o nome de gavinhas bastardas ou improprias.

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A gavinha diz-se ser: simplez (simplex), quando naõ se divide nem +

A gavinha diz-se ser: simplez (simplex), quando naõ se divide nem ramifica de modo algum.

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Multifendida (multifidus), se acaso se divide em muitos ramos; bifendida, +

Multifendida (multifidus), se acaso se divide em muitos ramos; bifendida, trifendida, &c. (bifidus trifidus, &c.) quando se divide em dois, tres ramos, &c.

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Axillar (axillaris), se nasce da axilla formada pela base do peciolo ou +

Axillar (axillaris), se nasce da axilla formada pela base do peciolo ou pedunculo com os ramos: subaxillar (subaxillaris) se nasce abaxo da axilla.

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Contrafolia (oppositifolius), quando no tronco ou ramos tem o ponto de +

Contrafolia (oppositifolius), quando no tronco ou ramos tem o ponto de apego fronteiro ao do peciolo.

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- Folhear (foliaris), quando nasce da substancia de huma - folha simplez ou composta (de ordinario nasce da +

+ Folhear (foliaris), quando nasce da substancia de huma + folha simplez ou composta (de ordinario nasce da sua ponta.) - Nas folhas jungidas muitas + Nas folhas jungidas muitas vezes em lugar de se dizer gavinha folhear, diz-se gavinha polyphylla, diphylla, tetraphylla, &c. (polyphyllus, diphyllus, tetraphyllus, &c.) isto he, gavinha de muitos foliolos, de dois, - de quatro, &c. - Mas nestas circumstancias o melhor sera usar dos termos: - gavinhas folheares terminaes, ou folhas gavinhosas. + de quatro, &c. + Mas nestas circumstancias o melhor sera usar dos termos: + gavinhas folheares terminaes, ou folhas gavinhosas. .

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- Peciolar ou terminal (petiolaris, s. terminalis), quando nasce do - topo do peciolo prolongado, como nas folhas jungidas. +

+ Peciolar ou terminal (petiolaris, s. terminalis), quando nasce do + topo do peciolo prolongado, como nas folhas jungidas.

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Peduncular (peduncularis), se nasce do pedunculo ou do pe que sostem a + +

Peduncular (peduncularis), se nasce do pedunculo ou do pe que sostem a flor.

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Encaracollada para dentro (convolutus), se a sua ponta se annela ou +

Encaracollada para dentro (convolutus), se a sua ponta se annela ou enrosca inclinando-se para a banda de dentro do tronco ou ramos.

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Encaracollada para fora (revolutus), quando se enrosca em huma direcçaõ +

Encaracollada para fora (revolutus), quando se enrosca em huma direcçaõ opposta á precedente, ou forma meyos anneis para a banda de fora do tronco. Alguns taõbem as denominaõ encaracolladas á direita, ou à esquerda; mas todas estas sortes de annelado saõ muito sojeitas a variar.

- Glandulas. -

- Debaxo do nome de glandulas os Botanicos comprehendem em geral ora + Glandulas. +

+ Debaxo do nome de glandulas os Botanicos comprehendem em geral ora certas excrescencias ora certas cavidades, que se achaõ no exterior - dos vegetaes, e lhes tem dado os nomes de tuberculos, mamillos, verrugas, graõsinhos, + dos vegetaes, e lhes tem dado os nomes de tuberculos, mamillos, verrugas, graõsinhos, utriculos, vesiculas, callos, pontos, fossulas, pustulas, cicatrizes, pòros, &c. de que fallarei, quando tractar da glandulaçaõ relativa ao habito externo.

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- As glandulas (glandulae), de que prezentemente devo fazer mençaõ saõ +

+ As glandulas (glandulae), de que prezentemente devo fazer mençaõ saõ certos graõsinhos de formas differentes, que se observaõ - principalmente nas folhas e + principalmente nas folhas e producçoẽs analogas a ellas. - Estas excrescencias parecem, como muitas outras, ser destinadas a + Estas excrescencias parecem, como muitas outras, ser destinadas a certas secreçoẽs; humas saõ assaz visiveis sem lente, e outras precizaõ de microscopio ou lente para bem se poderem destinguir; as - primeiras saõ somente as que se devem empregar por sinaes caracteristicos; mas como Linneo naõ deixou - de tractar taõbem das segundas para intelligencia de Duhamel, + primeiras saõ somente as que se devem empregar por sinaes caracteristicos; mas como Linneo naõ deixou + de tractar taõbem das segundas para intelligencia de Duhamel, Physique des arbres; Guettard, Observations sur les plantes aux environs d'Estampes, &c. alguns autores, seguirei aqui o seu exemplo.

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- As glandulas dizem-se: peciolares (petiolares), quando se daõ no - peciolo da folha (o martyrio e noveleiro); estipulares +

+ As glandulas dizem-se: peciolares (petiolares), quando se daõ no + peciolo da folha (o martyrio e noveleiro); estipulares (stipulares), quando se daõ nas estipulas; bracteares (bracteares), - se nas bracteas; pedunculares (pedunculares), se nos + se nas bracteas; pedunculares (pedunculares), se nos pedunculos; capillares (capillares), se nascem dos pelos, ou estaõ - unidas a elles - Ellas taõbem se achaõ nos estames e antheras; e nesta + unidas a elles + Ellas taõbem se achaõ nos estames e antheras; e nesta circumstancia podiaõ ser chamadas: estaminares, e antherinas. .

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Folheares (foliares, s. foliaceae), quando se daõ nao folhas; as vezes estaõ na base +

Folheares (foliares, s. foliaceae), quando se daõ nao folhas; as vezes estaõ na base (como na abobara cabassa ou carneira); outras vezes nos dentes (como no salgueiro e amendoeira); outras emfim no dorso da - folha, nas nervuras, ou em qualquer das duas + folha, nas nervuras, ou em qualquer das duas faces. Algumas vezes estas glandulas saõ hum tanto concavas (concavae.)

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Rentes (sessiles), se naõ tem pedicello algum que as sostenha (o +

Rentes (sessiles), se naõ tem pedicello algum que as sostenha (o noveleiro e salgueiro): apedicelladas (stipitatae), se saõ sostidas por hum curto pésinho (o martyrio).

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Milheares (mileares), quando saõ muito bastas e vistas ao microscopio se +

Milheares (mileares), quando saõ muito bastas e vistas ao microscopio se assemelhaõ aos graõs de milhaan ou milho miudo.

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Globulares (globulares), assemelhaõ-se a graõs de escomilha.

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Lenticulares (lenticulares) se tem a forma de huma lentilha.

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Naviculares (naviculares), assemelhaõ-se a hum baixel ou navetta.

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Tubulares (tubulosae), assemelhaõ-se a hum tubo.

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Copolinas (cupulares), saõ hum tanto semelhantes a copinhos ou +

Globulares (globulares), assemelhaõ-se a graõs de escomilha.

+ +

Lenticulares (lenticulares) se tem a forma de huma lentilha.

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Naviculares (naviculares), assemelhaõ-se a hum baixel ou navetta.

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Tubulares (tubulosae), assemelhaõ-se a hum tubo.

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Copolinas (cupulares), saõ hum tanto semelhantes a copinhos ou tigellinhas.

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Assovelladas (subulatae), saõ lineares na parte inferior, e se estreitaõ +

Assovelladas (subulatae), saõ lineares na parte inferior, e se estreitaõ para a ponta como hum ferro de sovella.

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- Vesiculares (vesiculares), assemelhaõ-se à pequenas vesiculas ou - bolhas miudinhas cheyas de ar Este termo he taõbem usado como +

+ Vesiculares (vesiculares), assemelhaõ-se à pequenas vesiculas ou + bolhas miudinhas cheyas de ar Este termo he taõbem usado como synonymo de utriculares..

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Encadeadas ou enfiadas, (catenulatae), saõ globulares e postas humas +

Encadeadas ou enfiadas, (catenulatae), saõ globulares e postas humas immediatamente depois das outras, como contas enfiadas.

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- Utriculares (utriculares), quando vistas com o microscopio - Estas glandulas,saõ differentes dos utriculos internos, +

+ Utriculares (utriculares), quando vistas com o microscopio + Estas glandulas,saõ differentes dos utriculos internos, e dos externos que se achaõ em certas plantas, como na utricularia, maregravia, &c. parecem assemelhar-se a borrachinhas.

- Trichismo e hispidez. -

Debaxo do nome de trichismo (trichismus) Linneo da ao trichismo + Trichismo e hispidez. +

Debaxo do nome de trichismo (trichismus) Linneo da ao trichismo o nome de pubes, pubescentia e hirsuties; mas estes termos tem huma significaçaõ menos geral, e equivoca, porisso julgei mais acertado usar do primeiro., deve entender-se toda a sorte de excrescencias capillares finas, e pelo de hispidez (hispiditas) - qualquer sorte de sedas mais ou menos rijas. Nestas duas relaçoẽs + qualquer sorte de sedas mais ou menos rijas. Nestas duas relaçoẽs podem-se considerar as produccoẽs seguintes.

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O cotanilho (tomentum), he huma especie de excrescencia vegetal, que +

O cotanilho (tomentum), he huma especie de excrescencia vegetal, que consta de fios enleiados huns com os outros, taõ conchegados e taõ - curtos, que so com huma lente se podem bem destinguir. O cotanilho - ordinariamente he branco (as + curtos, que so com huma lente se podem bem destinguir. O cotanilho + ordinariamente he branco (as folhas do alemo).

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Fêlpa (villus), he huma especie de excrescencia que consta de véllos - macios, conchegados, distinctos visivelemente, e curtos. Vê-se nos - ramos e folhas do sumagre, e +

Fêlpa (villus), he huma especie de excrescencia que consta de véllos + macios, conchegados, distinctos visivelemente, e curtos. Vê-se nos + ramos e folhas do sumagre, e nos fructos verdes do marmelleiro logo depois da florescencia, e nesta circumstancia lhe chamamos carépa, que se alimpa depois com o crescimento; a carépa contudo em alguns outros fructos parece ser hum misto de felpa e cotanilho. Os vellos fazem a surperficie aveludada, e ás vezes assetinada.

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Pelos (pili), saõ excrescencias capillares, destinctos visivelmente, hum +

Pelos (pili), saõ excrescencias capillares, destinctos visivelmente, hum tanto distantes entre si, mui flexiveis, ordinariamente mais compridos do que os vellos, e sempre mais rudes ao tacto (a pilosella, a herniaria - hirsuta, e o juncus pilosus). Daõlhes o nome de barbas, quando saõ - dispostos em pilhas ou fasciculados (mesembrianthemum barbatum) - Da-se taõbem algumas vezes este nome aos pelos compridos, + hirsuta, e o juncus pilosus). Daõlhes o nome de barbas, quando saõ + dispostos em pilhas ou fasciculados (mesembrianthemum barbatum) + Da-se taõbem algumas vezes este nome aos pelos compridos, rectos, e parallelos, aindaque naõ se achem em fasciculos. .

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Laan ou lanugem (lana, s. lanugo), he huma excrescencia, que consta de +

Laan ou lanugem (lana, s. lanugo), he huma excrescencia, que consta de fios bastos, curvados, compridos, e tecidos como huma tea de aranha (as especies de onopordon.)

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Sedas (setae), saõ excrescencias cylindricas, e levantadas, que differem dos pelos por serem hum tanto mais grossas, +

Sedas (setae), saõ excrescencias cylindricas, e levantadas, que differem dos pelos por serem hum tanto mais grossas, e por serem rijas, inflexiveis, e quebradiças (echium vulgare).

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- Cerdas (strigae), saõ excrescencias setaceas, mais - rijas do que as sedas, picantes, e hum tanto chatas - As cerdas, segundo,o uso mais geral desta palavra, saõ sedas +

+ Cerdas (strigae), saõ excrescencias setaceas, mais + rijas do que as sedas, picantes, e hum tanto chatas + As cerdas, segundo,o uso mais geral desta palavra, saõ sedas ora hum tanto planas, ora roliças, e picantes; ellas estabelecem a passagem das sedas menos rijas aos espinhos e aculeos, ou para melhor dizer, saõ espinhos ou aculeos, de - menor grandeza e os mais fracos, como se vem nas folhas e pedunculos de + menor grandeza e os mais fracos, como se vem nas folhas e pedunculos de algumas sylvas e roseiras, no rubus caesius & hispidus, e taõbem no echinops strigosus. (lactuca virosa).

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- Celhas (cilii) saõ qualquer sorte de pelos ou sedas que se achaõ - postas no fio marginal das folhas ou das producçoẽs folheaceas (o saiaõ, e lichen +

+ Celhas (cilii) saõ qualquer sorte de pelos ou sedas que se achaõ + postas no fio marginal das folhas ou das producçoẽs folheaceas (o saiaõ, e lichen ciliaris).

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- Pegamaços (hami) saõ arestas, praganas curtas, ou sedas simplez, que +

+ Pegamaços (hami) saõ arestas, praganas curtas, ou sedas simplez, que tem hum so gancho na ponta, ou que terminaõ em huma ponta aguda e - curvada (o fructo da agrimonia, o calyz + curvada (o fructo da agrimonia, o calyz da bardana). - Algumas vezes as sedas ou arestas terminaõ em duas, em tres, ou mais + Algumas vezes as sedas ou arestas terminaõ em duas, em tres, ou mais pontas curvadas, e susceptiveis de se pegarem aos vestidos como os pegamaços; estes ganchos ou denticulos curvados saõ por alguns autores chamados glochins (glochides), semelhantes aos que se daõ nas praganas do trigo e cevada; mas ordinariamente o termo de glochins he dado ás sedas curtas que terminaõ em dois ganchos: se - terminaõ em tres, chamaõ-lhes triglochins (triglochides) - O termo glochides he tomado as vezes como adjectivo na + terminaõ em tres, chamaõ-lhes triglochins (triglochides) + O termo glochides he tomado as vezes como adjectivo na significaçaõ de uncinatus, gancheado, e o mesmo he o triglochides, que se toma na significaçaõ de tricuspides, de tres pontas gancheadas, ou curvadas em forma de tres ganchos. .

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Em geral as sedas e alguns pelos, segundo as observaçoẽs que se tem feito com lentes, e ainda mesmo a olhos nûs, +

Em geral as sedas e alguns pelos, segundo as observaçoẽs que se tem feito com lentes, e ainda mesmo a olhos nûs, saõ denominados: simplez, ramosos, cylindricos, pyramidaes, gancheados, glandulosos, forquilhosos, bifendidos, em forma de machadinha, estrellados, plumosos, fasciculados, articulados, nodosos, caudatos, em forma de aspersorio, &c.

- Armas das plantas. -

- Assim como o Autor da natureza deo aos animaes armas para sua defeza, + Armas das plantas. +

+ Assim como o Autor da natureza deo aos animaes armas para sua defeza, assim taõbem, dizem os Botanicos, as deo ás plantas a fim de que os animaes menos as offendessem e estragassem.

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- As armas dos vegetaes saõ ordinariamente reduzidas pelos Botanicos a +

+ As armas dos vegetaes saõ ordinariamente reduzidas pelos Botanicos a tres especies, a saber, ferroẽs, aculeos, e abrolhos ou espinhos do lenho.

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Os ferroẽs (stimuli) saõ huma especie de sedas mais ou menos compridas, +

Os ferroẽs (stimuli) saõ huma especie de sedas mais ou menos compridas, com huma ponta finissima venenosa, que fere a pelle nua, sem effusaõ de sangue, e nella causa subitamente inflammaçaõ com pruido (a ortiga, malpighia urens, e jatropha urens). Elles tem grande analogia com os ferroẽs das vespas, e abelhas.

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- Aculeos (aculei), ou espinhos corticaes, saõ producçoẽs lenhosas mais +

+ Aculeos (aculei), ou espinhos corticaes, saõ producçoẽs lenhosas mais grossas, rijas, e duras do que as sedas, e cerdas, agudas, picantes com effusaõ de sangue, apegadas á casca da planta e naõ ao lenho, podendo-se arrancar ordinariamente sem grande estrago da parte da planta a que jazem afferradas; taes gaõ os que se achaõ no - caule das sylvas e roseiras - Nas especies de cactus, euphorbia, e solanum alguns Botanicos + caule das sylvas e roseiras + Nas especies de cactus, euphorbia, e solanum alguns Botanicos chamaõ aculeos ao que outros chamaõ espinhos ou abrolhos; mas deve-se observar que os verdadeiros abrolhos passaõ a ser ramos nas plantas lenhosas; e nas herbaceas jamais cahem @@ -5750,343 +5242,302 @@ taes. .

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- Abrolhos ou espinhos do lenho (spinae), saõ producçoẽs lenhosas, e + +

+ Abrolhos ou espinhos do lenho (spinae), saõ producçoẽs lenhosas, e agudas, que nascem do lenho e naõ meramente da casca, que tem fibras summamente prolongadas de modo que formaõ huma substamcia continuada taõ intimamente, que senaõ podem arrancar sem grande estrago da parte donde nascem; daõ-se no tronco e ramos, como se vê no - pirliteiro, restaboi, limoeiro, e abrunheiro bravo; nas folhas, como no zimbro, - alcaxofas, e cardos; no calyz, como no + pirliteiro, restaboi, limoeiro, e abrunheiro bravo; nas folhas, como no zimbro, + alcaxofas, e cardos; no calyz, como no cardo sancto; nos fructos, como no abrolho, e datura ferox.

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Quando os aculeos, ou ainda mesmo os espinhos do lenho se dividem na base +

Quando os aculeos, ou ainda mesmo os espinhos do lenho se dividem na base ou acima della em duas ou tres pontas, daõlhes o nome de garfins bicuspides ou tricuspides, e o de forquilhas bidenteas ou tridenteas - (furcae bifidae, s. trifidae). No cazo que se ramifiquem em quatro, - cinco, ou mais pontas dizem-se: apalmados ou digitados (palmati-ae, + (furcae bifidae, s. trifidae). No cazo que se ramifiquem em quatro, + cinco, ou mais pontas dizem-se: apalmados ou digitados (palmati-ae, digitati-ae), como se vê nas especies de berberis.

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- Os espinhos dizem-se ser: terminaes (terminales), quando se achaõ nas - pontas dos ramos, folhas, +

+ Os espinhos dizem-se ser: terminaes (terminales), quando se achaõ nas + pontas dos ramos, folhas, &c.; axillares (axillares), se nascem nas axillas; calycinos - (calicinae), quando se daõ no calyz, nos - seus foliolos ou lacinias; folheares (foliares), se nascem nas folhas; simplices (simplices), + (calicinae), quando se daõ no calyz, nos + seus foliolos ou lacinias; folheares (foliares), se nascem nas folhas; simplices (simplices), se naõ saõ divididos; ramosos ou divididos (divisae, s. ramosae), se acazo se ramificaõ, principalmente na sua parte superior.

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- Bractéas. -

As bractéas - (bracteae); saõ pequenas folhas, proximas ás flores, differentes das mais folhas da planta pela sua + Bractéas. +

As bractéas + (bracteae); saõ pequenas folhas, proximas ás flores, differentes das mais folhas da planta pela sua figura e as vezes taõbem pela sua cor (o til ou tilha, o rosmaninho, a coroa imperial, &c.). Algumas flores ou pedunculos saõ - guarnecidos de huma so bractéa, outros saõ + guarnecidos de huma so bractéa, outros saõ acompanhados de muitas.

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Dizem-se: grandes ou pequenas (magna aut parvae), segundo saõ maiores ou +

Dizem-se: grandes ou pequenas (magna aut parvae), segundo saõ maiores ou menores do que as flores ou seus pedunculos.

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Còradas (coloratae), se tem huma cor differente da verde (salvia +

Còradas (coloratae), se tem huma cor differente da verde (salvia horminum, e a alfazema).

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Caducas (caducae), se cahem antes das flores: decadentes (deciduae), se +

Caducas (caducae), se cahem antes das flores: decadentes (deciduae), se cahem ao mesmo tempo que as flores: persistentes (persistentes), se persistem athe a madureza do fructo ou ainda mesmo depois delle ter cahido, o que he o mais ordinario, contribuindo isto taõbem a faze-las destinguir dos foliolos do perianthio.

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Comosas (comosae, s. coma) quando saõ bastas, numerosas, e estaõ situadas +

Comosas (comosae, s. coma) quando saõ bastas, numerosas, e estaõ situadas acima das flores na ponta do tronco ou ramos (acoroa imperial, os ananazes, a alfazema, rosmaninho, salvia horminum, e fritillaria regia). - Nalgumas destas plantas as bractéas saõ bastantemente grandes e + Nalgumas destas plantas as bractéas saõ bastantemente grandes e copadas.

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- As bractéas +

+ As bractéas tem ainda muitas outras denominaçoẽs em tudo semelhantes ás das - folhas, com as quaes tem huma intima analogia, e porisso as omitto aqui. + folhas, com as quaes tem huma intima analogia, e porisso as omitto aqui.

- CAPITULO VI. Do pedunculo. -

O pedunculo (pedunculus) he a parte do tronco ou ramos que serve de esteio á + CAPITULO VI. Do pedunculo. +

O pedunculo (pedunculus) he a parte do tronco ou ramos que serve de esteio á flor, e a que chamaõ vulgarmente o pé da flor. Elle tem huma intima analogia com os ramos, e lhe daõ por esse motivo muitas das suas denominaçoẽs.

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Diz-se ser: commum (communis), quando sostem muitas flores ou se divide em +

Diz-se ser: commum (communis), quando sostem muitas flores ou se divide em pedunculos parciaes.

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Parcial (partialis), quando nasce do pedunculo commum ramificado; +

Parcial (partialis), quando nasce do pedunculo commum ramificado; subdivide-se as vezes ainda em outros menores, a que chamaõ pedicellos ou pedunculos immediatos (pedicelli).

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1º. Os pedunculos considerados, quanto ao lugar a que estaõ apegados na +

1º. Os pedunculos considerados, quanto ao lugar a que estaõ apegados na planta, dizem-se ser:

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- Radicaes (radicales), quando nascem immediatamente da raiz +

+ Radicaes (radicales), quando nascem immediatamente da raiz (a pilosella, potentilla anserina, e o paõ de porco). - Estes pedunculos saõ curtos, sem folhas, e ordinariamente uniflòros; saõ a mesma coiza que + Estes pedunculos saõ curtos, sem folhas, e ordinariamente uniflòros; saõ a mesma coiza que hasteas simplices ou simplicissimas.

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Caulinos (caulini), quando nascem do caule.

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Rameos (ramei), se nascem dos ramos.

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Peciolares (petiolares), se nascem dos peciolos (o hibiscus moscheutos, e - algumas especies de turnera). Alguns daõ-lhes taõbem o nome de folheares (foliares) nesta mesma +

Caulinos (caulini), quando nascem do caule.

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Rameos (ramei), se nascem dos ramos.

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Peciolares (petiolares), se nascem dos peciolos (o hibiscus moscheutos, e + algumas especies de turnera). Alguns daõ-lhes taõbem o nome de folheares (foliares) nesta mesma accepçaõ.

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Gavinhosos (cirrhiferi, s. cirrhosi), quando lançaõ huma gavinha na ponta +

Gavinhosos (cirrhiferi, s. cirrhosi), quando lançaõ huma gavinha na ponta (vitis indica, cardiospermum). Alguns daõ-lhes taõbem este nome e o de voluveis, ou enroscados (volubiles), se elles se enroscaõ como huma gavinha.

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Terminaes (terminales), quando se achaõ na ponta do tronco ou ramos (a +

Terminaes (terminales), quando se achaõ na ponta do tronco ou ramos (a tulipa, e o alfeneiro).

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- Axillares (axillares, alares), quando nascem das axillas das folhas ou ramos (a neveda). +

+ Axillares (axillares, alares), quando nascem das axillas das folhas ou ramos (a neveda).

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- Contrafolios (oppositifolii), se nascem fonteiros ao ponto de apego da - folha (a videira, e dulcamára). +

+ Contrafolios (oppositifolii), se nascem fonteiros ao ponto de apego da + folha (a videira, e dulcamára).

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Lateraes ou laterifolios (laterales s. laterifolii) quando se achaõ - apegados ao lado da base da folha, ficando esguelhados a +

Lateraes ou laterifolios (laterales s. laterifolii) quando se achaõ + apegados ao lado da base da folha, ficando esguelhados a ella (a borragem). Alguns daõ contudo o nome de lateraes aos que nascem nos lados do tronco ou dos ramos, e os oppoem aos terminaes.

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Unilateraes (unilaterales), se tem todos o seu ponto de apego em hum mesmo +

Unilateraes (unilaterales), se tem todos o seu ponto de apego em hum mesmo lado, seja qual for a sua direcçaõ: segundinos (secundi), quando estaõ todos inclinados para a mesma banda, ainda que o seu ponto de apego naõ seja exactamente no mesmo lado.

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- Entrefolheaceos (interfoliacei), nascem nas axillas das folhas oppostas, mas seguem-se +

+ Entrefolheaceos (interfoliacei), nascem nas axillas das folhas oppostas, mas seguem-se alternativamente (asclepias vincetoxicum).

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Sobrefolheaceos (suprafoliacei, seu supini) - O termo supinus usa-se taõbem em lugar de resupinatus. - , quando tem o seu ponto de apego hum tanto acima da axilla ou inserçaõ da folha. Alguns chamaõ-lhes +

Sobrefolheaceos (suprafoliacei, seu supini) + O termo supinus usa-se taõbem em lugar de resupinatus. + , quando tem o seu ponto de apego hum tanto acima da axilla ou inserçaõ da folha. Alguns chamaõ-lhes taõbem sobraxillares (supraxillares).

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- Extrafolheaceos (extrafoliacei), quando tem o seu ponto de apego hum - tanto abaxo ou desviado do ponto da insersaõ da folha: em +

+ Extrafolheaceos (extrafoliacei), quando tem o seu ponto de apego hum + tanto abaxo ou desviado do ponto da insersaõ da folha: em alguns cazos podem-se chamar subaxillares.

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2º Quanto á sua situaçaõ, dizem-se ser:

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Alternos (alterni), se acaso se seguem nos dois lados alternativamente do - modo que expliquei fallando das +

2º Quanto á sua situaçaõ, dizem-se ser:

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Alternos (alterni), se acaso se seguem nos dois lados alternativamente do + modo que expliquei fallando das folhas alternas. Oppostos (oppositi), quando na mesma altura se acha hum defronte do outro.

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Dispersos (sparsi), saõ raleados, copiosos, postos em distancias desiguaes +

Dispersos (sparsi), saõ raleados, copiosos, postos em distancias desiguaes nos lados do tronco ou ra mos, sem guardar ordem alguma.

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Conglomerados (conglomerati), quando pertencem a huma panicula apertada; saõ +

Conglomerados (conglomerati), quando pertencem a huma panicula apertada; saõ dispostos sem ordem, mas approximados estreitamente (os amaranthos).

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Conglobados (conglobati), quando formaõ huma especie de globo; as umbrellas +

Conglobados (conglobati), quando formaõ huma especie de globo; as umbrellas da angelica e algumas flores capitozas tem pedunculos bem visivelmente conglobados. Alguns botanicos usaõ contudo deste termo em lugar de conglomerados.

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Capitosos (capitati), se sostêm flores dispostas em cabeça, como os de alguns +

Capitosos (capitati), se sostêm flores dispostas em cabeça, como os de alguns trevos.

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Espigosos (spicati), se saõ dispostos em espiga.

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Paniculados (panniculati), se saõ dispostos em panicula: thyrsosos +

Espigosos (spicati), se saõ dispostos em espiga.

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Paniculados (panniculati), se saõ dispostos em panicula: thyrsosos (thyrsiflori), se saõ dispostos em thyrso.

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Corymbosos (corymbosi), se saõ dispostos em corymbo.

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Fasciculados ou copados (fasciculati, s. fastigiati), se saõ dispostos em +

Corymbosos (corymbosi), se saõ dispostos em corymbo.

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Fasciculados ou copados (fasciculati, s. fastigiati), se saõ dispostos em fasciculo.

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Racimosos (racemosi), se saõ dispostos em racimo.

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Umbrellados (umbellati), se saõ dispostos em umbrella.

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Racimosos (racemosi), se saõ dispostos em racimo.

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Umbrellados (umbellati), se saõ dispostos em umbrella.

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+ + Verticillados (verticillati), se saõ dispostos em verticillo.

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3º Quanto ao numero, o pedunculo diz-se ser:

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Simplez (simplex), quando se divide em rarissimos pedicellos; simplicissimo +

3º Quanto ao numero, o pedunculo diz-se ser:

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Simplez (simplex), quando se divide em rarissimos pedicellos; simplicissimo (simplicissimus) se he unifloro, naõ se dividindo em pedunculos alguns. Multifloro (multiflorus), se sostem muitas flores; unifloro, bifloro, trifloro, quadrifloro, &c se sostem huma, duas, tres, quatro flores, &c.

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Composto ou ramoso (compositus, s. ramosus), quando se ramifica em muitos +

Composto ou ramoso (compositus, s. ramosus), quando se ramifica em muitos pedunculos parciaes.

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Solitario (solitarius), se naõ tem outro ao seu lado no mesmo ponto de +

Solitario (solitarius), se naõ tem outro ao seu lado no mesmo ponto de apego.

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Dois a dois (gemini, geminati, bini), quando se achaõ dois no mesmo ponto de +

Dois a dois (gemini, geminati, bini), quando se achaõ dois no mesmo ponto de apego ou quasi ao lado hum de outro, e deste modo continuaõ nas mais partes do tronco ou ramos: neste mesmo sentido se dizem ser taõbem: tres a tres, quatro a quatro, &c. (terni, quaterni, &c.)

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Numerosos (numerosi, multiplices), quando saõ em grande numero, ou sejaõ +

Numerosos (numerosi, multiplices), quando saõ em grande numero, ou sejaõ situados nas umbrellas e verticillos, ou ao longo dos ramos, receptaculos communs, &c.

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4º Quanto a direcçaõ, dizem-se ser:

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Encostados (appressi), quando em quasi todo o seu comprimento jazem encostados ao tronco ou ramos.

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Levantados (erecti), se formaõ com o tronco ou ramos hum angulo agudissimo, +

4º Quanto a direcçaõ, dizem-se ser:

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Encostados (appressi), quando em quasi todo o seu comprimento jazem encostados ao tronco ou ramos.

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Levantados (erecti), se formaõ com o tronco ou ramos hum angulo agudissimo, estando muito pouco desviados delles.

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Patentes (patentes), se formaõ com o tronco ou ramos hum angulo quasi recto: +

Patentes (patentes), se formaõ com o tronco ou ramos hum angulo quasi recto: horizontaes (horizontales), se formaõ hum angulo recto com o tronco ou ramos.

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Coarctados (coarctati), quando se achaõ muitos juntos, approximados, e quasi +

Coarctados (coarctati), quando se achaõ muitos juntos, approximados, e quasi parallelos.

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Resupinados (resupinati), quando sostem flores, que tem corollas +

Resupinados (resupinati), quando sostem flores, que tem corollas resupinadas.

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Acenosos (cernui, nutantes), quando em razaõ da sua debilidade, e pezo da sua +

Acenosos (cernui, nutantes), quando em razaõ da sua debilidade, e pezo da sua flor se survaõ na ponta virando esta ou para a terra ou para a ilharga (o gyrasol, o geum rivale, e carduus nutans).

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Fracos (flaccidi), quando saõ taõ debeis que basta o pezo da sua flor para os +

Fracos (flaccidi), quando saõ taõ debeis que basta o pezo da sua flor para os fazer curvar ou ficar pendentes.

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Pendentes ou verticaes (penduli, s. verticales), quando estaõ dependurados +

Pendentes ou verticaes (penduli, s. verticales), quando estaõ dependurados perpendicularmente para a terra (convallaria polygonatum).

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Recurvados (recurvati), quando se elevaõ hum pouco, e depois se curvaõ para +

Recurvados (recurvati), quando se elevaõ hum pouco, e depois se curvaõ para baxo.

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Remontantes (ascendentes), saõ hum tanto arqueados perto da base, e depois se +

Remontantes (ascendentes), saõ hum tanto arqueados perto da base, e depois se indireitaõ levantando a ponta para cima.

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Irtos ou rectos (stricti), quando naõ tem tortuosidades nem curvatura +

Irtos ou rectos (stricti), quando naõ tem tortuosidades nem curvatura alguma.

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Tortuosos ou ondeados (flexuosi, s. undulati), quando tem tortuosidades ou dobras alternativas, á maneira de huma espada +

Tortuosos ou ondeados (flexuosi, s. undulati), quando tem tortuosidades ou dobras alternativas, á maneira de huma espada columbrina (aira flexuosa).

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Requebrados (retrofracti), quando saõ quasi pendentes, e tem articulaçoẽs +

Requebrados (retrofracti), quando saõ quasi pendentes, e tem articulaçoẽs angulozas, parecendo como quebrados.

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5º Quanto á sua medida relativa, saõ comparados com a flor, e se dizem: +

5º Quanto á sua medida relativa, saõ comparados com a flor, e se dizem: curtos, curtissimos, mediocres, compridos e compridissimos. Quanto à sua medida absoluta, veja-se pag. 25, art. 2º.

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6º. Quanto á sua superficie e estructura, dizem-se:

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Roliços (teretes), se saõ semelhantes na forma a hum rolo: trigumeos +

6º. Quanto á sua superficie e estructura, dizem-se:

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Roliços (teretes), se saõ semelhantes na forma a hum rolo: trigumeos (triquetri), se tem tres gumes agudos: trigònos (trigoni), se tem tres gumes hum tanto embotados: quadrigumeos (quadriquetri), se tem quatro gumes afiados: tetragonos (tetragoni), se tem quatro gumes embotados.

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Filiformes (filiformes), saõ delgados e de igual grossura, semelhantes a hum +

Filiformes (filiformes), saõ delgados e de igual grossura, semelhantes a hum fio de linhas ordinario.

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Adelgaçados (attenuati, s. acuminati), quando se adelgaçaõ, para a ponta.

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Engrossados (incrassati), quando engrossaõ para a ponta ou junto do caliz da flor: se junto da flor engrossaõ á +

Adelgaçados (attenuati, s. acuminati), quando se adelgaçaõ, para a ponta.

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Engrossados (incrassati), quando engrossaõ para a ponta ou junto do caliz da flor: se junto da flor engrossaõ á maneira de huma massa, dizem-se: aclavados (clavati).

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Articulados (articulati), se tem huma junta ou ainda mais geniculados ou +

Articulados (articulati), se tem huma junta ou ainda mais geniculados ou nodosos (geniculati), se as juntas saõ tumidas á maneira de nòs.

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- Bracteados (bracteati), se saõ guarnecidos de bracteas: folhosos (foliati), se - saõ guarnecidos de folhas: - escamosos (squamosi), se tem escamas: segundo as producçoẽs que os guarnecem dizem-se ainda: espinhosos, aculeados, +

+ Bracteados (bracteati), se saõ guarnecidos de bracteas: folhosos (foliati), se + saõ guarnecidos de folhas: + escamosos (squamosi), se tem escamas: segundo as producçoẽs que os guarnecem dizem-se ainda: espinhosos, aculeados, escabrosos, hispidos, cerdosos, peludos, felpudos, lanudos, cotanilhosos, &c.

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- Alados (alati, s. membranacei), se tem ao longo huma producçaõ membranosa a modo +

+ Alados (alati, s. membranacei), se tem ao longo huma producçaõ membranosa a modo de aza: decursivos (decurrentes), se esta producçaõ se prolonga alem da sua base sobre o tronco ou ramos: involucrados (involucrati), se tem hum involucro.

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- Nûs (nudi), se naõ tem folhas, - bracteas, +

+ Nûs (nudi), se naõ tem folhas, + bracteas, escamas, membranas, nem pelos alguns: inermes (inermes), se naõ tem sorte alguma de armas ou espinhos.

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Alguns os denominaõ ainda: estereis (steriles); se sostem flores abortivas, +

Alguns os denominaõ ainda: estereis (steriles); se sostem flores abortivas, que naõ daõ fructo: ferteis ou fecundos (fertiles), se estas daõ fructo.

- CAPITULO VII. Da disposiçam das flores. -

A disposiçaõ das flores chamada por Linneo inflorescencia (inflorescencia), + CAPITULO VII. Da disposiçam das flores. +

A disposiçaõ das flores chamada por Linneo inflorescencia (inflorescencia), he o modo com que ellas saõ apegadas aos pedunculos ou a qualquer parte do tronco.

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As flores em geral ou saõ rentes ou pedunculadas; as rentes (sessiles), saõ +

As flores em geral ou saõ rentes ou pedunculadas; as rentes (sessiles), saõ as que estaõ apegadas ao tronco ou a qualquer parte da planta, sem terem pedunculo algum; as pedunculadas (pedunculati), saõ estejadas em hum pedunculo.

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A disposiçaõ das flores sendo analoga á dos pedunculos, conhece-se claramente - que ellas devem participar de hum grande numero de denominaçoẽs em tudo semelhantes, como +

A disposiçaõ das flores sendo analoga á dos pedunculos, conhece-se claramente + que ellas devem participar de hum grande numero de denominaçoẽs em tudo semelhantes, como por ex. saõ as de terminaes, lateraes, unilateraes, segundinas, dispersas, solitarias, duas a duas, tres a tres, levantadas, patentes, horizontaes, verticaes, acenosas, &c. termos que ficão explicados no capitulo - precedente. As principaes disposiçoẽs das flores podem reduzir-se ás + precedente. As principaes disposiçoẽs das flores podem reduzir-se ás seguintes, a saber: flores compostas, aggregadas, espadiceas ou - enrocadas, verticilladas, capitosas, espigosas, + enrocadas, verticilladas, capitosas, espigosas, casulosas, amentilhosas, corymbosas, paniculadas, thyrsosas, racimosas, fasciculadas, umbrelladas, e cymosas.

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A flor composta (compositus), he a que contem dentro de hum perianthio +

A flor composta (compositus), he a que contem dentro de hum perianthio commum muitas pequenas flores rentes, pegadas à hum receptaculo commum - dilatado lateralmente; as antheras dos seus flosculos saõ adunadas, e cada - flosculo he sobraposto a huma semente (o gyrasol, a + dilatado lateralmente; as antheras dos seus flosculos saõ adunadas, e cada + flosculo he sobraposto a huma semente (o gyrasol, a macella; as boninas, &c). Eu fallarei mais circumstanciadamente desta sorte de flores em outro lugar.

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- Aggregada Linneo estende o nome de flor aggregada ainda a muitas +

+ Aggregada Linneo estende o nome de flor aggregada ainda a muitas outras, mas rigorosamente a flor aggregada he a sobredicta. (aggregatus) he semelhante á composta; mas os seus flosculos naõ tem - antheras + antheras adunadas, e às vezes saõ sostidos em pedicellos curtissimos (a saudade, e cardo penteador).

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Espadicea ou enrocada (spadiceus), consta de muitos flosculos rentes ou +

Espadicea ou enrocada (spadiceus), consta de muitos flosculos rentes ou pedunculados, nascidos de hum receptaculo commum oblongo, contido em huma espatha. Este receptaculo he chamado roca ou espadice (spadix); elle diz-se simplez (simplex) no pe de bezerro, em razaõ de se naõ ramificar, e ramoso - (ramosus) nas palmeiras, por se dividir em alguns ramos.

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- Verticillada (verticillatus), he disposta em verticillo; o + (ramosus) nas palmeiras, por se dividir em alguns ramos.

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+ Verticillada (verticillatus), he disposta em verticillo; o verticillo (verticillus) he huma pilha de flores rentes, ou pedunculadas; postas á roda do tronco em forma de annel, como se vê no marroyo branco, e hortelaan. O verticillo diz-se: rente (sessilis), se as flores que o formaõ naõ tem pedunculo; pedunculado (pedunculatus), se ellas saõ pedunculadas: involucrado (involucratus), se tem hum involucro: - bracteado (bracteatus), se he acompanhado de alguma bractea: nu (nudas), se naõ tem involucro nem bractea alguma: basto (confertus), se os + bracteado (bracteatus), se he acompanhado de alguma bractea: nu (nudas), se naõ tem involucro nem bractea alguma: basto (confertus), se os flosculos que o compoem estaõ, approximados densamente: raleado (distans), se os seus flosculos estaõ hum tanto distantes entre si: semicircular (dimidiatus), quando, os seus flosculos naõ formaõ á roda do tronco hum annel completo, mas somente metade delle.

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Flor capitosa (capitatus), he a que representa huma especie de cabeça, ou que +

Flor capitosa (capitatus), he a que representa huma especie de cabeça, ou que se acha conglomerada em cabeça (capitulum); esta consta de muitos flosculos - densamente conchegados em huma forma mais ou menos globular. A cabeça de + densamente conchegados em huma forma mais ou menos globular. A cabeça de flores diz-se: globosa (globosum), se prezenta huma figura espherica, como na gomphrena globosa; hum tanto globosa (subrotundum), se tende hum tanto à forma espherica: semiglobosa (dimidiatum), se presenta meya cabeça, ou huma forma hemispherica, sendo bojuda de huma banda e plana - da outra: folhosa (foliosum), se he acompanhada de folhas: bracteada (bracteatum), se he guarnecida - de bracteas: - nua (nudum), se naõ tem folhas - nem bracteas.

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Flor espigosa (spicatus), consta de muitos flosculos dispostos em espiga. A + da outra: folhosa (foliosum), se he acompanhada de folhas: bracteada (bracteatum), se he guarnecida + de bracteas: + nua (nudum), se naõ tem folhas + nem bracteas.

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Flor espigosa (spicatus), consta de muitos flosculos dispostos em espiga. A espiga (spica) he huma flor congregada, que consta de muitos flosculos alternos rentes ou com curtissimos pedicellos levantados. Os seus flosculos saõ apegados a hum receptaculo commum oblongo, chamado carolim ou carolo (rachis), como se vê na tanchagem, cevada, trigo, milho, e muitos outros grames. A flor casulosa (flos glumosus), he verdadeiramente huma especie de flor espigosa propria das gramineas, e he assim denominado pela razaõ de ser - hum casulo o caliz commum ou particular dos seus + hum casulo o caliz commum ou particular dos seus flosculos. A espiga-diz se ser: simplez (simplex), quando consta de flores solitarias, e o seu receptaculo commum naõ se divide em pedunculos nem receptaculos menores, que formem pequenas espigas, (a tanchagem). Composta @@ -6101,93 +5552,80 @@ Bojuda (ventricosa), se he tumida no meyo, e estreita nas duas extremidades superior e inferior. Cylindrica (cylindrica), se tem a forma roliça em todo o seu comprimento. Interrompida (interrupta), quando o pedunculo commum ou - receptaculo commum tem alternativamente alguns intervallos calvos de flosculos ou espiguettas (a - alfazema). Imbricada (imbricata), se os seus flosculos saõ imbricados - longitudinalmente - Estes flosculos saõ ordinariamente segundinos ou unilateraes. + receptaculo commum tem alternativamente alguns intervallos calvos de flosculos ou espiguettas (a + alfazema). Imbricada (imbricata), se os seus flosculos saõ imbricados + longitudinalmente + Estes flosculos saõ ordinariamente segundinos ou unilateraes. . Articulada (articulata), se o seu carolim tem articulaçoẽs. Ramosa (ramosa), se he variamente ramificada, e que os seus ramos contem espigas ou espiguettas. Dimidiada (dimidiata), quando de hum lado longitudinalmente he calva, e do outro toda guarnecida de flosculos ou espiguettas. Linear (linearis) he comprimida e de igual largura longitudinalmente, Folhosa (foliacea), se he guarnecida de alguns fofiolos - dispersos. Comosa (comosa), se he terminada por bracteas comosas (o rosmaninho). + dispersos. Comosa (comosa), se he terminada por bracteas comosas (o rosmaninho). Revolutosa (revoluta, s. scorpioides), se tem a ponta enroscada como cauda de alacráo (myosotis scorpioides, heliotro vium europaeum, e muitas outras - asperifolias). - Digitada + asperifolias). + Digitada (digitata), se juntamente com outras do mesmo comprimento se acha no topo de hum pedunculo commum como em umbrella ou figurando dedos de aves (o escalracho). Aristada (aristata), se os seus flosculos tem praganas (a cevada.) Desaristada (mutica), se elles naõ tem praganas. - Celheada (ciliata), se os seus flosculos saõ celheados - As vezes o tronco naõ da mais do que huma so espiga e lhe chamaõ + Celheada (ciliata), se os seus flosculos saõ celheados + As vezes o tronco naõ da mais do que huma so espiga e lhe chamaõ por isso unispigado (monostachyus), quando porem produz muitas espigas daõlhe o nome do multispigado (polystachyus). .

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Flor amentilhosa ou caudilhosa (flos amentaceus), consta de muitos flosculos +

Flor amentilhosa ou caudilhosa (flos amentaceus), consta de muitos flosculos dispostos em amentilho ou caudilho (amentum) o qual he huma particular - especie de espiga simplez, que consta de flores rentes, ordinariamente unisexuaes, acompanhadas de escamas, e pegadas a hum + especie de espiga simplez, que consta de flores rentes, ordinariamente unisexuaes, acompanhadas de escamas, e pegadas a hum carolim ou axe commum que lhes serve de receptaculo; taes saõ por ex. os que se observaõ na nogueira, ortiga romana, junça, tabûa, choupo, salgueiro, sabina, pinheiro, acypreste, castanheiro, aveleira, &c. Os amentilhos nascem ordinariamente de gomos e o seu carolim he filiforme; quando elles tem hum carolim grosso e escamas lenhosas, huma forma conica, e produzem somente flores femininas, daõ-lhes o nome de pinhas (coni, s. stobili), como - no pinheiro e acypreste. O amentilho diz-se; escamoso (squamosum) se tem + no pinheiro e acypreste. O amentilho diz-se; escamoso (squamosum) se tem escamas; nû; se he desfituido dellas; laxo (laxum), se tem escamas hum tanto abertas, como no carpinus e betula; cylindrico, na aveleira e nogueira; oblongo, na nogueira; imbricado, no pinheiro, aveleira, e junça: as suas escamas saõ arrodeladas (peltatae) no acypreste, e - participaõ ainda de muitas outras denominaçoẽs semelhantes ás das folhas, dizendo-se ser: concavas, - ovadas, + participaõ ainda de muitas outras denominaçoẽs semelhantes ás das folhas, dizendo-se ser: concavas, + ovadas, lanceoladas, planas, &c.

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Flor corymbosa (flos corymbosus), he diaposta em corymbo. O corymbo +

Flor corymbosa (flos corymbosus), he diaposta em corymbo. O corymbo (corymbus), he huma disposiçaõ de flores aniveladas, os seus pedunculos tem differentes pontos de apego, elevaõ-se gradualmente quasi todos a mesma altura, formando angulos agudos entre si (a milfolha, achillea aggeratum, e chrysanthemum corymbosum). O corymbo he simplez (simplex), se os pedunculos naõ se dividem; composto (compositus), se elles se dividem em muitos outros menores.

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Flores paniculadas (flores paniculati), saõ dispostas em panicula. A panicula - (panicula), he huma ramificaçaõ vaga e dispersa, na qual os pedunculos communs, e parciaes saõ notavelmente mais compridos do que as flores e +

Flores paniculadas (flores paniculati), saõ dispostas em panicula. A panicula + (panicula), he huma ramificaçaõ vaga e dispersa, na qual os pedunculos communs, e parciaes saõ notavelmente mais compridos do que as flores e fructos (a caneira, o milho painço, e gypsophylla paniculata). A panicula diz-se: diffusa (diffusa), quando os seus pedunculos parciaes saõ esparralhados e divergem entre si; contrahida ou coarctada (coarctata), se os dictos pedunculos estaõ muito conchegados e quasi parallelos. Ella tem ainda muitas outras denominaçoõs, que se entendem facilmente e ficaõ ja explicadas principalmente no capitulo do tronco, e ramos.

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Flores thyrsosas (flores thyrsosi, s. thyrsoidei), saõ dispostas em thyrso. O +

Flores thyrsosas (flores thyrsosi, s. thyrsoidei), saõ dispostas em thyrso. O thyrso, ou ramilhete (thyrsus), he huma especie de panicula contrahida, de forma ovada e conica, que se assemelha muito bem aos nossos ramilhetes compridos (syringa vulgarìs, aesculus hippocastanum, tussilago petasites). - O thyrso diz-se ser o folhoso (foliatus), se he acompanhado de folhas; bracteado (bracteatus), se - tem bracteas; - nu (nudus), se naõ tem foliolos nem bracteas.

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Flores racimosas (flores racemosi), saõ disposta em racimo. O racimo ou cacho + O thyrso diz-se ser o folhoso (foliatus), se he acompanhado de folhas; bracteado (bracteatus), se + tem bracteas; + nu (nudus), se naõ tem foliolos nem bracteas.

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Flores racimosas (flores racemosi), saõ disposta em racimo. O racimo ou cacho (racemus), he huma disposiçaõ de flores com pedunculos curtos, penden tes, e ordinariamente apegados a hum axe ou pedunculo commum (a videira, azereiro, - uva espim, sylva, groselheira, &c. O racimo diz-se ser: simplez + uva espim, sylva, groselheira, &c. O racimo diz-se ser: simplez (simplex), se o ramo ou pedunculo commum sò tem pedunculos indivisos (o azereiro, e phytolacca); composto (compositus), se os seus pedunculos, - parciaes saõ divididos (a videira, e sylva) - Nos damos o nome de engaço a qualquer cacho depois de despojado + parciaes saõ divididos (a videira, e sylva) + Nos damos o nome de engaço a qualquer cacho depois de despojado do seu fruto, e o de escadea a huma pequena porçaõ dos seus pedunculos parciaes guarnecidos de frutos. - . Unilateral (unilateralis), se todos os pedunculos parciaes das suas flores estaõ + . Unilateral (unilateralis), se todos os pedunculos parciaes das suas flores estaõ apegados a hum mesmo lado; segundino (secundus), se todos os dictos pedunculos se curvaõ para hum mesmo lado; apedado (pedatus), quando o pedunculo commum se divide no topo, em pequenos cachos, cujos pedunculos @@ -6196,7 +5634,7 @@ (pendulus, s. dependens), se o pedunculo commum pende para a terra(a groselheira); levantado (erectus), se o pedunculo commum he erguido para cima quasi perpendicularmente ao plano da terra, e os pedunculos parciaes - saõ curvados para baxoO mesmo racimo pode ser levantado no tempo da + saõ curvados para baxoO mesmo racimo pode ser levantado no tempo da florecencia, e pendente no da frutescencia em razaõ do pezo dos seus fructos como e vê v. g. no ribes petræum.; irto (strictus), se naõ, tem curvaturas nem tortuosidades algumas; fraco (flaccidus), se o seu @@ -6206,14 +5644,13 @@ ellas saõ conchegadas humas às outras estreitamente; folhoso (foliatus), se os seus pedunculos saõ acompanhados de foliolos; nu (nudus), se elles naõ tem foliolos alguns.

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Flores fasciculadas (flores fasciculati), saõ dispostas em fasciculo. O +

Flores fasciculadas (flores fasciculati), saõ dispostas em fasciculo. O fasciculo (fasciculus); he huma pilha de flores longas, levantadas, parallelas, approximadas, copadas ou elevadas á mesma altura, e de curtos pedunculos (dianthus barbatus, silene armeria).

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Flores umbrelladas (flores umbellati), saõ dispostas em umbrella - Fallo das flores umbrelladas em geral, e em toda a extensaõ do + +

Flores umbrelladas (flores umbellati), saõ dispostas em umbrella + Fallo das flores umbrelladas em geral, e em toda a extensaõ do termo; porquanto particularmente, as flores umbrelladas saõ as das plantas que formaõ huma familia natural, que saõ dispostas em umbrella, e tem huma coralla de cinco petalas, cinco estames, @@ -6223,8 +5660,8 @@ pedunculos nascidos de hum mesmo centro e divergentes ordinariamente como as varetas inferiores, que esteiaõ hum chapeo de sol. Diz-se ser: simplez (simplex), quando os seus pedunculos senaõ dividem (o quejadilho, e allium - moly). Composta (composita), se os primeiros pedunculos - Os seus pedunculos saõ taõbem algumas vezes chamados rayos + moly). Composta (composita), se os primeiros pedunculos + Os seus pedunculos saõ taõbem algumas vezes chamados rayos (radii). se dividem em outros que formaõ huma pequena umbrella ou umbrellula (umbellula), como v. g. a salsa, coentro, funcho, bisnaga, @@ -6237,9 +5674,7 @@ umbrella universal (universalis), aos primeiros pedunculos, e o de parcial (partialis) aos segundos, que formaõ as segundas umbrellas menores, como no coentro, salsa, &c. Diz-se: prolifera (prolifera),quando he simplez, e - hum ou dois dos seus pedunculos produzem alguma umbrelulla (hydrocotyle vulgaris, e o asclepias vincetaxicum). Pedunculada + hum ou dois dos seus pedunculos produzem alguma umbrelulla (hydrocotyle vulgaris, e o asclepias vincetaxicum). Pedunculada (pedunculata), se tem hum pedunculo commum que a sostem; rente (sessilis), se he destituida de pedunculo commum (sium nodiflorum); globosa (globosa), se os seus pedunculos saõ iguaes e estaõ dispostos de @@ -6249,8 +5684,8 @@ seus pedunculos chegaõ todos á mesma altura (allium molly); plana (plana), he composta e anivelada no ambito e disco (o coentro, e canabraz); irregular (difformis), os seus pedunculos saõ notavelmente - mais compridos huns do que outros - Diz-se taõbem difforme, se nella se observaõ bolbos entre as + mais compridos huns do que outros + Diz-se taõbem difforme, se nella se observaõ bolbos entre as flores, como no allium pallasii. ; concava ou deprimida (concava, s. depressa), se tem o disco concavo em razaõ dos pedunculos do ambito serem mais compridos do que os @@ -6264,33 +5699,27 @@ perpendicularmente ao plano da terra; inclinada (cernua), se elle se inclina hum tanto para a banda; acenosa (nutans), quando elle se curva bastantemente para a terra; terminal (terminalis), se ella termina ou se - acha na extremidade do tronco ou dos ramos; lateral (lateralis), se sahe dos + acha na extremidade do tronco ou dos ramos; lateral (lateralis), se sahe dos lados do tronco ou ramos; contrafolia (oppositifolia), se nasce defronte - de huma folha (cicuta virosa).

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Flores cymosas (flores cymosi), saõ dispostas em cymeira. A cymeira ou + de huma folha (cicuta virosa).

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Flores cymosas (flores cymosi), saõ dispostas em cymeira. A cymeira ou umbrella bastarda (cyma, s. umbella spuria), he huma disposiçaõ de flores, cujos pedunculos primarios nascem do mesmo centro, e depois se - ramificaõ irregularmente e sem ordem - As ramificaçoẽs da cymeira, saõ quasi sempre dirigidas para à + ramificaõ irregularmente e sem ordem + As ramificaçoẽs da cymeira, saõ quasi sempre dirigidas para à banda do dicco, ou da parte interior. (o sabugueiro, o arroz dos telhados, e viburnum tinus). A cymeira diz-se: ramosa (ramosa), quando os seus pedunculos se ramificaõ muito; tripartida (tripartita, trifida), se consta de tres pedunculos primarios (sambucus ebulus); de cinco pedunculos primarios (quinquepartita) - no sabugueiro; bracteada (bracteata), se he guarnecida de bracteas; nua (nuda) - se naõ tem bracteas nem ivolucro algum, como na cerejeira brava.

+ no sabugueiro; bracteada (bracteata), se he guarnecida de bracteas; nua (nuda) + se naõ tem bracteas nem ivolucro algum, como na cerejeira brava.

- CAPITULO VIII. Do tempo da florecencia, e véla das flores. -

A natureza segundo as leys, que lhe foraõ dadas, prezenta-nos todos os annos - nas flores hum extenso quadro summamente variado e agradavel. Se - exceptuamos os polos sempre gelados, os seus proximos climas, e os profundos mares No fundo do mar naõ ha planta + CAPITULO VIII. Do tempo da florecencia, e véla das flores. +

A natureza segundo as leys, que lhe foraõ dadas, prezenta-nos todos os annos + nas flores hum extenso quadro summamente variado e agradavel. Se + exceptuamos os polos sempre gelados, os seus proximos climas, e os profundos mares No fundo do mar naõ ha planta alguma perfeita, e só se achaõ algumas especies de fucus, e ulva que saõ do numero dos mais imperfeitos vegetaes, que se conhecem., que o autor do universo vedou ao homem, em todo o @@ -6303,44 +5732,40 @@ mais ou menos em hum paiz, podia ser util para fazer conhecer a ordem das estaçoẽs, o seu estado, a occasiaõ conveniente para semear e fazer colheitas, para revezar nos jardins flores a flores, e indicar a devida - conjunctura de colher os simplez. Portanto levados desta persuaçaõ + conjunctura de colher os simplez. Portanto levados desta persuaçaõ observaraõ em hum grande numero de vegetaes dos paizes, em que viviaõ, qual era a estaçaõ e mez proprio, em que desabotoavaõ suas flores, e proseguiraõ taõ miudamente suas indagaçoes que chegaraõ mesmo a publicar - listas Vej. Lin. Phil. Bot. art. 335. das horas, em que as + listas Vej. Lin. Phil. Bot. art. 335. das horas, em que as flores abriaõ, e que duravaõ abertas, ao que deraõ o nome de relogio de - Flora Horologium Florae., vigilias Vigiliæ + Flora Horologium Florae., vigilias Vigiliæ florum., ou tempo de vela das flores.

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Daqui procedeo a origem de hum certo numero de termos, que se achaõ em suas obras dados ás flores, e igualmente às +

Daqui procedeo a origem de hum certo numero de termos, que se achaõ em suas obras dados ás flores, e igualmente às plantas, a que saõ relativas, os quaes se podem reduzir principalmente aos seguintes.

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Flores de inverno (flores hybernales, s. brumales), saõ as que desabotoaõ +

Flores de inverno (flores hybernales, s. brumales), saõ as que desabotoaõ ordinariamente durante o inverno. Algumas plantas cryptogamicas, e a rosa, de todos os mezes saõ deste numero, algumas dos paizes meridionaes da America, e Africa transplantadas na Europa taõbem florecem durante o inverno nas estufas.

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Flores da primavera (vernales, s. verni), saõ as que desabotoaõ nos mezes +

Flores da primavera (vernales, s. verni), saõ as que desabotoaõ nos mezes desta estaçaõ; taes saõ por ex. as dos salgueiros, quejadilho, amendoeira, pereira, damasqueiro, narcizo, &c. As plantas, exoticas dos climas frios, e das montanhas transplantadas em nossos pardins ordinariamente taõbem florecem na primavera.

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Flores do estio ou veraõ (aestivales, s. aestivi), saõ as que desabotoaõ +

Flores do estio ou veraõ (aestivales, s. aestivi), saõ as que desabotoaõ durante o veraõ, como saõ por ex. as da althéa, malva, feijoeiro, saudade, milfolha, meloeiro, &c.

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Flores do outono (autumnales), saõ as que desabotoaõ durante o outono, como +

Flores do outono (autumnales), saõ as que desabotoaõ durante o outono, como v. g. o colchico. As plantas da America septemptrional, principalmente as que saõ vivazes transplantadas em nossos jardins taõbem florecem nesta estaçaõ.

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As vigilias ou tempo de vela das flores contem o espaço que medea entre o seu +

As vigilias ou tempo de vela das flores contem o espaço que medea entre o seu abrimento e a reclusaõ, quer seja durante o dia, quer de noyte; pelo contrario o somno das flores (somnus florum), he o espaço que medea desde a - sua reclusaõ athe ao seu abrimento. O abrimento de huma flor (apertio - floris), he o ponto de tempo em que ella se abre - Este termo tem huma significaçaõ mais extensa do que o de + sua reclusaõ athe ao seu abrimento. O abrimento de huma flor (apertio + floris), he o ponto de tempo em que ella se abre + Este termo tem huma significaçaõ mais extensa do que o de desabotoamento (exgemmatio floris), porquanto todo o desabotoamento he abrimento, mas nem todo o abrimento de huma flor he desabotoamento; a primeira vez que huma flor abre do seu @@ -6349,9 +5774,9 @@ desabotoamento. ; a reclusaõ da flor (reclusio floris), he o ponto de tempo em que ella se fecha.

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Quanto ao tempo de vela ou de somno, as flores saõ denominadas diurnas ou - golares (diurni, s. solares) - Alguns Botanicos comprehendem taõbem debaxo do termo solares as +

Quanto ao tempo de vela ou de somno, as flores saõ denominadas diurnas ou + golares (diurni, s. solares) + Alguns Botanicos comprehendem taõbem debaxo do termo solares as flores nocturnas. , quando abrem de dia, e estaõ fechadas de noyte, como saõ v. g. as papilionaceas, a alface, chicoria, &c; nocturas (nocturni), @@ -6361,216 +5786,186 @@ pedunculos, sem contudo se fecharem notavelmente, e ha outras, como por ex. o sonchus sibiricus, que se abrem de dia, e algumas vezes taõbem de noyte.

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Flores meteoricas (meteorici), saõ as que naõ tem hora determinada de +

Flores meteoricas (meteorici), saõ as que naõ tem hora determinada de abrir-se, e de se fechar, porquanto o abrimento e reclusaõ saõ desordenados em razaõ da sombra, humidade, seccura, e maior ou menor pressaõ da atmosphera; o martyrio por ex que costuma abrir-se ao meyo dia em tempo claro, naõ se abre senaõ às tres horas quando o ceo està espessamente nublado.

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Flores tropicas (tropici), saõ as que se abrem todos os dias constantemente - de manhaan, e se fechaõ quasi ao sol posto, mas o tempo de vela he maior, ou menor á proporçaõ que os +

Flores tropicas (tropici), saõ as que se abrem todos os dias constantemente + de manhaan, e se fechaõ quasi ao sol posto, mas o tempo de vela he maior, ou menor á proporçaõ que os dias augmentaõ ou diminuem.

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Flores equinoxiaes (aequinoctiales), saõ as que se abrem todos os dias em +

Flores equinoxiaes (aequinoctiales), saõ as que se abrem todos os dias em huma hora certa e determinada, e se fechaõ taõbem em huma hora certa, de modo que o seu tempo de vela he todos os dias igual ou quasi igual.

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- SEGUNDA PARTE. Da Fructificaçam. -

ASSIM como todos os animaes tendem naturalmente à sua reproducçaõ, da mesma sorte + SEGUNDA PARTE. Da Fructificaçam. +

ASSIM como todos os animaes tendem naturalmente à sua reproducçaõ, da mesma sorte os vegetaes á proporçaõ que crescem se encaminhaõ ao estado de fructificaçaõ, e tanto que fructificaraõ, ou perecem dentro de breve tempo ou cessaõ de crescer no lugar que deraõ o fructo, sendo-lhes precisos novos gomos para poderem lateralmente prolongar-se. Donde se collige que a fructificaçaõ (fructificatio) he huma parte transitoria em que termina o vegetal dentro de hum certo periodo - de tempo, destinada a dar principio a novos entes da sua espécie. Ella + de tempo, destinada a dar principio a novos entes da sua espécie. Ella consiste essensialmente na flor e fructo: a flor he hum a parte da fructificaçaõ, que no seu estado completo e perfeito consta de organos - sexuaes envoltos em tegumentos; a sua essensia consiste em ter anthera ou estigma - Em razaõ de comprehender ainda as flores cryptogamicas geralmente se - poderia melhor dizer: consiste em ter anthera, ou estigma, ou hum principio de + sexuaes envoltos em tegumentos; a sua essensia consiste em ter anthera ou estigma + Em razaõ de comprehender ainda as flores cryptogamicas geralmente se + poderia melhor dizer: consiste em ter anthera, ou estigma, ou hum principio de semente. . O fructo he huma parte da fructificaçaõ que succede á flor, e consta ao menos de huma semente, na qual consiste a sua essensia. As partes da - flor segundo Linneo saõ o calyz, corolla, nectario, + flor segundo Linneo saõ o calyz, corolla, nectario, estame, e pistillo; as do fructo saõ o pericarpo, semente, e receptaculo. Eu tractarei de todas estas partes segundo a ordem que seguio o predicto Botânico, e começarei prezentemente pelas que saõ relativas á flor.

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- CAPITULO IX. Do Calyz e Corolla em + CAPITULO IX. Do Calyz e Corolla em geral. -

O CALYZ e corolla saõ os tegumentos +

O CALYZ e corolla saõ os tegumentos dos organos sexuaes, ou para me explicar segundo o modo de alguns - sexualistas, o calyz he o thalamo nupcial das - flores, e a corolla a rica armaçaõ delle. Cesalpino pensava que o calyz era hum prolongamento da casca e a corlla + sexualistas, o calyz he o thalamo nupcial das + flores, e a corolla a rica armaçaõ delle. Cesalpino pensava que o calyz era hum prolongamento da casca e a corlla huma prodcçaõ do livrilho ou alburno.

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- As flores nem sempre saõ acompanhadas destes tegumentos; quando huma flor - tem calyz e corolla hé chamada completa +

+ As flores nem sempre saõ acompanhadas destes tegumentos; quando huma flor + tem calyz e corolla hé chamada completa (flos completus) e incompleta (incompletus) se lhe falta algum dos - dictos - Alguns daõ taõbem o nome de perfeita (perfectus) á completa e o + dictos + Alguns daõ taõbem o nome de perfeita (perfectus) á completa e o de imperfeita (imperfectus) á incompleta; porem o melhor sera reservar o nome de flor imperfeita para as cryptogamicas, e o de perfeita para as das outras classes. - dois tegumentos; descalycina (acalyx), senaõ tem calyz; descorollada ou despetaleada - (apetalus), senão tem corolla; nua (nudus), senaõ tem calyz nem corolla; e as vezes mesmo lhe daõ - este nome quando he descalycina, tendo corolla sem calyz. + dois tegumentos; descalycina (acalyx), senaõ tem calyz; descorollada ou despetaleada + (apetalus), senão tem corolla; nua (nudus), senaõ tem calyz nem corolla; e as vezes mesmo lhe daõ + este nome quando he descalycina, tendo corolla sem calyz.

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A natureza naõ poz limites certos entre o calyz e +

A natureza naõ poz limites certos entre o calyz e corolla, e daqui procede que os Botanicos tem differentes opinioes relativamente á denominaçaõ destes tegumentos; huns querem que o tegumento immediato aos organos sexuaes deva ser chamado corolla em todas as circumstancias, e por conseguinte todas as vezes que a flor tem hum so - tegumento daõ-lhe o nome de corolla; outros seguem em parte este parecer, e em - parte a cor, á qual daõ a preferencia. Linneo vendo que algumas corollas - se tornaõ verdes, e alguns calyces saõ bastantemente corados, estabeleceo a - differença entre o calyz, e corolla na + tegumento daõ-lhe o nome de corolla; outros seguem em parte este parecer, e em + parte a cor, á qual daõ a preferencia. Linneo vendo que algumas corollas + se tornaõ verdes, e alguns calyces saõ bastantemente corados, estabeleceo a + differença entre o calyz, e corolla na posiçaõ dos estames, dizendo que estes nas flores descalycinas e muitas completas saõ alternos com as petalas ou lacinias da corolla ficando situados entre as suas aberturas, que nas descorolladas pelo contrario - saõ fronteiros aos foliolos ou segmentos do calyz, ficando encostados ou postos defronte delles, como se + saõ fronteiros aos foliolos ou segmentos do calyz, ficando encostados ou postos defronte delles, como se pode observar no cardo penteador, cerejeira brava, coentro, sabugueiro, consolda maior, alchemilla, potamogeton, e muitas outras plantas das - classes Terandria e Pentrandria - Sem embargo destas condiçoẽs naõ deixa as vezes de haver + classes Terandria e Pentrandria + Sem embargo destas condiçoẽs naõ deixa as vezes de haver difficuldade na decisaõ do nome destes tegumentos, e Linneo o dà - a entender quando diz: calyz a naõ - chamar-lhe corolla; corolla a naõ charmar lhe calyz; corolla calycina; calyz acorollado: cujos exemplos se + a entender quando diz: calyz a naõ + chamar-lhe corolla; corolla a naõ charmar lhe calyz; corolla calycina; calyz acorollado: cujos exemplos se vem no loireiro, garidella, commelina, monotropa, tetragonia, &c. .

- CAPITULO X. Do Calyz. -

O CALYZ (calyx), no maior numero de + CAPITULO X. Do Calyz. +

O CALYZ (calyx), no maior numero de flores heo tegumento externo dos organos sexuaes, de cor verde ou menos - corado do que a corolla (o jasmim, cravo, e goivo). Deraõ-lhe este nome + corado do que a corolla (o jasmim, cravo, e goivo). Deraõ-lhe este nome por se assemelhar n'algumas flores a hum copo, como se vê nas labiadas, leguminosas e muitas outras.

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Linneo admittio sette especies de calyz, a - saber, perianthio, involûcro, casûlo, amentilho, espatha, trunfa, e - volva. Antigamente so o primeiro tinha o nome de calyz, e com effeito os mais mereciaõ antes ser - chamados calyces +

Linneo admittio sette especies de calyz, a + saber, perianthio, involûcro, casûlo, amentilho, espatha, trunfa, e + volva. Antigamente so o primeiro tinha o nome de calyz, e com effeito os mais mereciaõ antes ser + chamados calyces bastardos (calyces spurii).

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O PERIANTHIO (perianthium) he huma especie de calyz immediatamente contiguo à corolla ou aos organos - sexuaes (o alecrim, cravo, arvore do +

O PERIANTHIO (perianthium) he huma especie de calyz immediatamente contiguo à corolla ou aos organos + sexuaes (o alecrim, cravo, arvore do paraiso, &c.) O perianthio pode ser taõbem contiguo a outro (como na malva), a huma corolla ou a muitas, como no gyrasol; quando elle recobre muitos flosculos, estes ou saõ rentes ou quasi rentes, Nas flores - casulosas e amentilhosas o calyz ordinariamente + casulosas e amentilhosas o calyz ordinariamente naõ he circular; a estructura escamosa, paleacea e outras circumstancias - relativas à sua forma poderaõ contribuir a destinguilo do perianthio. Os + relativas à sua forma poderaõ contribuir a destinguilo do perianthio. Os foliolos do perianthio quando muito so aturaõ athe à madureza do fructo, - e isto poderà contribuir a fazelos destinguir das bracteas, que ordinariamente - duraõ mais tempo, e as vezes mesmo se convertem em folhas. Nas flores compostas os foliolos saõ + e isto poderà contribuir a fazelos destinguir das bracteas, que ordinariamente + duraõ mais tempo, e as vezes mesmo se convertem em folhas. Nas flores compostas os foliolos saõ ordinariamente chamados escamas (squamae), principalmente se saõ imbricados, como nas perpetuas. Se na flor naõ ha perianthio, como na tulipa e açucena, daõ lhe o nome de nullo (nullum).

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Diz-se: perianthio da fructificaçaõ (perianthium fructificationis), quando +

Diz-se: perianthio da fructificaçaõ (perianthium fructificationis), quando contem ou enserra os estames e o germe; nesta circumstancia sempre esta immediatamente sottoposto ao germe (a sylva, peonia, morangueiro, masva, - jasmineiro craveiro, faveira, &e.) Perianthio da flor (perianthium - floris), se em si contem os estames sem germe - Este calyz tem o seu ponto de apego - sobre o germe ou fructo tenrinho, no cazo que o haja; os calyces + jasmineiro craveiro, faveira, &e.) Perianthio da flor (perianthium + floris), se em si contem os estames sem germe + Este calyz tem o seu ponto de apego + sobre o germe ou fructo tenrinho, no cazo que o haja; os calyces das flores masculas aindaque naõ saõ apegados ao topo do germe (porque o naõ ha), devem contudo ser considerados como perianthios da flor, por conterem estames e naõ germe algum, como saõ os da amoreira, mercurial, amaranthos, &c. - (a murta, morina, linnaea, campanula, romeira, pereira, &c.) - Perianthio do fructo (perianthium fructûs), contem o germe sem estames - O calyz neste cazo esta sottoposto ao - germe; às vezes ha huma corolla sobreposta ou outro calyz sobreposto ao germe, o que naõ + (a murta, morina, linnaea, campanula, romeira, pereira, &c.) + Perianthio do fructo (perianthium fructûs), contem o germe sem estames + O calyz neste cazo esta sottoposto ao + germe; às vezes ha huma corolla sobreposta ou outro calyz sobreposto ao germe, o que naõ tem lugar no cazo do perianthio da fructificaçaõ, em que o germe naõ fica situado immediatamente debaxo da corolla, nem entre o - calyz e corolla, como succede no + calyz e corolla, como succede no prezente; no perianthio da fructificaçaõ os estames naõ estaõ apegados ao germe, mas sim ao receptaculo que Sostem a base do germe, ou ao dicto perianthio, ou a huma corolla ou nectario que naõ tem o ponto de apego no germe. - Ha flores que tem o periantio do fructo diverso do da flor como a + Ha flores que tem o periantio do fructo diverso do da flor como a Linnæa e Morina, ha outras que tem perianthio do fructo e naõ da flor, como as femininas da aveleira, poterium, &c, outras tem perianthio da flor e naõ do fructo, como a murta, romeira, pereira, sorveira, &c, ha outras emfim que naõ tem perianthio algum, aindaque tenhaõ hum receptaculo da flor, como v.g. a hippuris, orchideas, valeriana, aristolochia, &c. - Vej. Linn. Meth, Calyc. + Vej. Linn. Meth, Calyc. echinops, poterium, linnaea, morina, sanguisorba, &c.

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Perianthio superior ou sobreposto (superum), he o que se acha posto sobre o +

Perianthio superior ou sobreposto (superum), he o que se acha posto sobre o germe ou tenrinho fructo, como o da romeira, pereira, e outros muitos perianthios da flor.

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Perianthio inferior ou sottoposto (inferum), he o que cinge a base do germe +

Perianthio inferior ou sottoposto (inferum), he o que cinge a base do germe ou tenrinho fructo, como saõ os perianthios da fructificaçaõ e do fructo.

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- Commum (commune) - As vezes das lhe taõbem o nome de composto ou universal +

+ Commum (commune) + As vezes das lhe taõbem o nome de composto ou universal (compositum, s. universale). - Segundo Linneo este calyz pode ser + Segundo Linneo este calyz pode ser dobrado como se vê no micropus. , he o que inclue muitos flosculos congregados (a saudade, e o gyrasol).

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- Parcial ou particular (proprium, S. partiale), he relativo a hum flosculo contido em hum perianthio, commum, ou a +

+ Parcial ou particular (proprium, S. partiale), he relativo a hum flosculo contido em hum perianthio, commum, ou a qualquer flosculo congregado, rente ou quasi rente (a saudade, e - gyrasol) Ordinariamente este termo so se applica aos calyculos das + gyrasol) Ordinariamente este termo so se applica aos calyculos das flores compostas e aggregadas. O perianthio parcial pode segundo Linneo conter mais de huma flor, como se vẽ no sphaerantus, e elephanthopus..

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- Calyculado (auctum, s. calyculatum), quando tem na sua base huma serie de +

+ Calyculado (auctum, s. calyculatum), quando tem na sua base huma serie de escamas ou foliolos curtos, differentes delle, e que constituem quasi - hum segundo calyz menor ou calyculo - (calyculus) Da-se taõbem o nome de calyculos a alguns perianthios + hum segundo calyz menor ou calyculo + (calyculus) Da-se taõbem o nome de calyculos a alguns perianthios parciaes, como aos da saudade, pela razaõ de serem pequenos ou menores do que o commum. como se ve no cravo, dente de leaõ, tásneira, tasneirinha, crepis, coreopsis, &c.

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Unico (unicum), quando a flor tem hum so, como v. g. o alecrim: simplez +

Unico (unicum), quando a flor tem hum so, como v. g. o alecrim: simplez (simplex) he unico, naõ calyculado, nem dobrado nem triplicado (sida). Este termo parece ser synonymo do precedente; Linneo contudo deo-lhe mais extensa - significaçaõ, e o applicou ainda para denotar hum calyz quasi inteiro, de foliolos naõ imbricados, quasi do mesmo - comprimento, ou adunados na base, como o da tagetes, bellis, e o calyz interior da crepis.

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- Dobrado ou triplicado (duplex, geminum, triplex), quando Estes - calyces + significaçaõ, e o applicou ainda para denotar hum calyz quasi inteiro, de foliolos naõ imbricados, quasi do mesmo + comprimento, ou adunados na base, como o da tagetes, bellis, e o calyz interior da crepis.

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+ Dobrado ou triplicado (duplex, geminum, triplex), quando Estes + calyces saõ ordinariamente differentes no numero, e forma de suas partes; encontraõ se tanto nas flores simplez, como nas compostas e aggregadas; as vezes estaõ dois approximados, ou apegados hum ao @@ -6580,15 +5975,14 @@ althaea, craniolaria, morina, linnaea, scabiosa, caryophyllus, &c. se achaõ dois ou tres na flor.

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Caduco (caducum), se cahe logo que a flor desabotoa, como o da papoila, e + +

Caduco (caducum), se cahe logo que a flor desabotoa, como o da papoila, e epimedium.

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Decadente ou simulcadente (deciduum), se cahe juntamente com a corolla, como +

Decadente ou simulcadente (deciduum), se cahe juntamente com a corolla, como o da uva espim, mostarda, e outras flores da Tetradynamia.

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Persistente (persistens) se persiste athe à madureza do fructo, como o da +

Persistente (persistens) se persiste athe à madureza do fructo, como o da salva, alecrim, e outras flores da Didynamia.

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Polyphyllo (polyphyllum), se consta de muitas escamas ou foliolos destinetos +

Polyphyllo (polyphyllum), se consta de muitas escamas ou foliolos destinetos na base (a alface). Monophyllo (monophyllum), quando he de huma so peça ou inteiriço na base, ainda que seja partido ou fendido (a salva, romeira, pereira, pimentaõ, &c.); de dois foliolos (diphyllum) na papoila, @@ -6597,7 +5991,7 @@ de cinco (pentaphyllum), no linho; elle diz-se ser ainda de seis, sette, oito, nove, dez foliolos, &c. (hexa- hepta- octo- ennea- decaphyllum, &c.)

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Fendido (fissum), se he monophyllo, e rasgado athe ao meyo pouco mais ou +

Fendido (fissum), se he monophyllo, e rasgado athe ao meyo pouco mais ou menos, e as sinuosi dades entre os segmentos saõ lineares ou de igual largura; segundo o numero das lacinas diz-se ser: multifendido (multifidum), fendido em duas, tres, quatro, cinco lacinias, &c. @@ -6606,203 +6000,182 @@ (dentatum s. ferratum); segundo o numero destas curtas lacinias diz-se ser: denteado de muitos dentes (multidentatum), de dois, tres, quatro, cinco dentes, &c. (bi-tri-quadri-quinquedentatum, &c.)

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Partido (partitum), he monophyllo e dividido athe abaxo do meyo ou quasi athe + +

Partido (partitum), he monophyllo e dividido athe abaxo do meyo ou quasi athe à base; segundo o numero das lacinias diz-se ser; multipartido (multipartitum), bipartido (bipartitum), tripartido (tripartitum), quadripartido (quadripartitum), partido em cinco, seis lacinias, &c. (quinque-sexpartitum, &c.)

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Inteiro (integrum), he monophyllo sem ser fendido, nem partido em lacinias +

Inteiro (integrum), he monophyllo sem ser fendido, nem partido em lacinias algumas.

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- Celheado (ciliatum), se os seus foliolos ou lacinias saõ celheadas - As celhas rigorosamente saõ os pelos ou sedas que se achaõ no +

+ Celheado (ciliatum), se os seus foliolos ou lacinias saõ celheadas + As celhas rigorosamente saõ os pelos ou sedas que se achaõ no fio marginal; mas aqui os botanicos comprehendem taõbem o disco., como a jacéa e outras especies de centaurea.

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Tubuloso (tubulosum), se he roliço e occo (a neveda e hortelaan).

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Infunado (inflatum), quando he concavo, e parece soprado como huma bexiga (a +

Tubuloso (tubulosum), se he roliço e occo (a neveda e hortelaan).

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Infunado (inflatum), quando he concavo, e parece soprado como huma bexiga (a herva traqueira).

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Levantado (erectum), se os seus foliolos ou lacinias saõ levantadas +

Levantado (erectum), se os seus foliolos ou lacinias saõ levantadas (jasmim).

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Patente (patens), quando as suas lacinias ou foliolos saõ abertos largamente, +

Patente (patens), quando as suas lacinias ou foliolos saõ abertos largamente, ou formaõ com o pedunculo hum angulo obtuso pouco desviado do angulo recto.

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Reflexo (reflexum), quando a extremidade dos seus foliolos ou lacinias se +

Reflexo (reflexum), quando a extremidade dos seus foliolos ou lacinias se curvaõ hum tanto para traz, ou para baxo.

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Igual (aequale), quando os seus foliolos, lacinias ou dentes saõ iguaes: +

Igual (aequale), quando os seus foliolos, lacinias ou dentes saõ iguaes: desigual (inaequale); se elles saõ desiguaes (cistus).

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Curto (abbreviatum), se he mais curto do que a corolla, ou do que o seu tubo, +

Curto (abbreviatum), se he mais curto do que a corolla, ou do que o seu tubo, ou unhas das petalas: comprido (longum), se he mais comprido do que ella.

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Globoso (globosum), se tem a forma globosa (a perpetua e bardana); aclavado + +

Globoso (globosum), se tem a forma globosa (a perpetua e bardana); aclavado (clavatum), quando se prolonga engrossando pouco a pouco, e reprezenta a forma de huma massa (silene).

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Troncado (truncatum), se ne sua parte superior parece como decotado: obtuso +

Troncado (truncatum), se ne sua parte superior parece como decotado: obtuso (obtusum), se os seus foliosos ou segmentos saõ obtusos; agudo (acutum), se elles saõ agudos; as vezes diz-se taõbem agudo ou obtuso na base.

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Espinhoso (spinosum), se tem espinhos (a calcitrapa, e cardo sancto); +

Espinhoso (spinosum), se tem espinhos (a calcitrapa, e cardo sancto); aculeado (aculeatum), se tem aculeos (a bringela).

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Imbricado (imbricatum), se consta de foliolos ou escamas imbricadas (o +

Imbricado (imbricatum), se consta de foliolos ou escamas imbricadas (o gyrasol, milfolha, e alface).

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Esquarroso (sguarrosum), se tem foliolos ou escamas imbricadas, desviadas, e +

Esquarroso (sguarrosum), se tem foliolos ou escamas imbricadas, desviadas, e abertas entre si principalmente nas pontas (conyza squarrosa)

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- Escarioso (scariosum), se tem foliolos ou escamas membranosas na +

+ Escarioso (scariosum), se tem foliolos ou escamas membranosas na margem, aridas, e sonoras quando às tocamos com a unha (a perpetua, e jacéa).

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Turbinado (turbinatum), se he verticalmente conico tendo a forma de hum piaõ +

Turbinado (turbinatum), se he verticalmente conico tendo a forma de hum piaõ bailando (moluccella)

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- Involucro (involucrum), he huma especie de calyz remoto da flor He hum calyz bastardo, proprio naõ so das flores umbrelladas +

+ Involucro (involucrum), he huma especie de calyz remoto da flor He hum calyz bastardo, proprio naõ so das flores umbrelladas mas de muitas outras; naõ se rasga ao alto como as espathas, e o estar mais ou menos distante da flor contribue a fazelo distinguir - das outras especies de calyz; - ordinariamente parece ser hum composto de bracteas., como se ve + das outras especies de calyz; + ordinariamente parece ser hum composto de bracteas., como se ve na cenoira, bisnaga, e pulsatilla.

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Diz-se ser; universal (universale), se esta situado na, base dos rayos de +

Diz-se ser; universal (universale), se esta situado na, base dos rayos de huma umbrella univeroal (a cenoira, bisnaga, e cardo, corredor): parcial - (partiale), quando acompanha a base dos rayos de huma umbrella parcial (salsa, + (partiale), quando acompanha a base dos rayos de huma umbrella parcial (salsa, coentro, cerofolho); chamaõ-lhe: involucello (involucellum), ou pequeno involucro parcial, se tem poucos foliolos curtos, como nas euphorbias e buplevrum; proprio (proprium), se acompanha o pedunculo da flor de huma umbrella parcial, ou ainda o de huma so flor, como na pulsatilla.

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Semicircular (dimidiatum), se acompanha somente metade do topo do pedunculo +

Semicircular (dimidiatum), se acompanha somente metade do topo do pedunculo que sostem a umbrella, faltando na outra metade (o coentro, e aethusa).

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Polyphyllo (polyphyllum), se consta de muitos foliolos, como na canafrecha, e +

Polyphyllo (polyphyllum), se consta de muitos foliolos, como na canafrecha, e peucedarium; momophyllo (monophyllum), se consta de hum so foliolo, he inteiriço na base, e acompanha o pedunculo circularmente (a pulsatilla); de dois, tres, quatro, cinco, seis foliolos, &c. (di-tri-tetra-penta-hexaphyllum, etc.) como se ve nas euphorbias e umbrelladas.

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- Casulo (gluma), he huma especie de calyz - O nome de casûlo he taõbem dado a corolla das gramas; mas aqui so +

+ Casulo (gluma), he huma especie de calyz + O nome de casûlo he taõbem dado a corolla das gramas; mas aqui so se deve entender o casulo externo, porque do interno fallarei quando tractar da corolla. Alguns para os distinguir chamaõ-lhes casulo - calycino, casulo corollino; talvez melhor fora dar somente ao calyz o nome de casulo. paleaceo ou + calycino, casulo corollino; talvez melhor fora dar somente ao calyz o nome de casulo. paleaceo ou valvuloso, apegado lateralmente a hum carolim, e proprio das gramas (o joyo, trigo, cevada, milho, avea, &c.)

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As escamas ou folhiços paleaceos, de que consta o casûlo, saõ chamados +

As escamas ou folhiços paleaceos, de que consta o casûlo, saõ chamados valvulas (valvulae, s. valvae); ellas saõ de varia forma e estructura, - planas, concavas, aquilhadas, assoveladas, iguaes, desiguaes, &c. O + planas, concavas, aquilhadas, assoveladas, iguaes, desiguaes, &c. O casûlo, em razaõ do numero das valvulas de que he composto, diz-se ser: - univalve (alvis), se consta de huma so (o joyo); bivalve,(bivalvis), se consta de duas (o + univalve (alvis), se consta de huma so (o joyo); bivalve,(bivalvis), se consta de duas (o trigo e milho): trivalve (trivalvis), se consta de tres (o escalracho, milhaan, e milho painço); multivalve (multivalvis), se consta, de muitas - valvulas ou mais de trez (a uniola, as maçarocas de milho - Linneo chama folhas ás + valvulas ou mais de trez (a uniola, as maçarocas de milho + Linneo chama folhas ás valvulas destas maçarocas, mas a sua estructura, e modo de envolver as fores me fazem decidir a consideralas como hum casulo commum multivalve. , e cevada.)

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Unifloro (uniflora), se inclue somente hum flosculo como o milho painço, a +

Unifloro (uniflora), se inclue somente hum flosculo como o milho painço, a alpista, e milho ordinario: biflora (biflora), se contem duas flores (a avea, e aira) trifloro (triflora), se contem tres flores (algumas especies de trago) multifloro (multiflora), se contem muitos flosculos, ou mais de tres (o joyo, e bolebole).

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- Corado (colorata), se a sua cor he differente da verde das folhas (melica papilionacea, briza +

+ Corado (colorata), se a sua cor he differente da verde das folhas (melica papilionacea, briza eragrostis).

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Glabro (glabra), se naõ tem pelos, nem celhas, nem sedas algumas: peludo, +

Glabro (glabra), se naõ tem pelos, nem celhas, nem sedas algumas: peludo, lanudo, felpudo, celheado e hispido, se as suas valvulas constaõ de producçoẽs proprias a merecer estas denominaçoẽs (vej. o § Do trichismo e hispidez).

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Aristado (aristata), se as suas valvulas tem praganas (o trigo tremez): +

Aristado (aristata), se as suas valvulas tem praganas (o trigo tremez): desaristado (mutica), se ellas saõ destituidas, de praganas (o escalracho, e milho).

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A pragana (arista), he hum fio mais ou menos comprido, hum tanto rijo, e +

A pragana (arista), he hum fio mais ou menos comprido, hum tanto rijo, e apegado a alguma das valvulas do casulo calycino ou corollino das gramas. - Diz-se ser: terminal (terminalis), quando tem o seu ponto de apego na - ponta das valvulas: dorsal - (dorsalis), se he apegada ao dorso da valvula, isto he, à sua parte + Diz-se ser: terminal (terminalis), quando tem o seu ponto de apego na + ponta das valvulas: dorsal + (dorsalis), se he apegada ao dorso da valvula, isto he, à sua parte externa e convexa: direita (recta), se naõ tem tortuosidade, nem curvatura alguma: recurvada (recurvata), se acaso se dobra em arco para fora retorcida: (tortilis) quando na sua base he torcida como huma corda, de que temos exemplo na avea, balanco, &c: articulada ou geniculada (articulata, s. geniculata), se tem alguma articulaçaõ ou nó (stipa).

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Amentilho (amentum), segundo Linneo he hum calyz +

Amentilho (amentum), segundo Linneo he hum calyz formado do receptaculo commum ou carolim filiforme, guarnecido de escamas - paleaceas, e originario de hum gomo. Eu ja fallei do amentilho como huma - especie de espiga O amentilho rigorosamente he huma especie de - espiga simplez, que consta de flores unisexuaes; o nome de calyz sò pode competir às suas escamas, + paleaceas, e originario de hum gomo. Eu ja fallei do amentilho como huma + especie de espiga O amentilho rigorosamente he huma especie de + espiga simplez, que consta de flores unisexuaes; o nome de calyz sò pode competir às suas escamas, mas algumas vezes o amentilho he nu e sem escamas, e neste cazo - seremos obrigados a chamar calyz a hum + seremos obrigados a chamar calyz a hum receptaculo, o que me parece assaz improprio, a naõ querer chamar amentilho somente às escamas do gomo., e me remetto ao dicto lugar.

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- Espatha (spatha), he huma especie de calyz - que se rasga ao alto indeterminadamente; de ordinario he membranosa, +

+ Espatha (spatha), he huma especie de calyz + que se rasga ao alto indeterminadamente; de ordinario he membranosa, rugoza, arida, e contem flores pedunculadas, ou flores espadiceas, ou ainda mesmo huma so corolla de tubo longo, (a cebola, alho narcizo, pè de bezerro, açafraõ, e palmeiras).

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He univalve ou monophylla (univalvis, s. monophylla), quando consta de huma +

He univalve ou monophylla (univalvis, s. monophylla), quando consta de huma so peça que se raaga de ilharga (o narcizo, e pe de bezerro): bivalve ou diphylla (bivalvis, s. diphylla), quando he rasgada em duas partes ou em dois foliolos (as palmeiras): Mediada (dimidiata), se he monophylla, aberta - e concava, como a metade de hum ovo cortado ao alto, e guarnece a fructificaçaõ somente com a parte inferior: imbricada + e concava, como a metade de hum ovo cortado ao alto, e guarnece a fructificaçaõ somente com a parte inferior: imbricada (imbricata), como nas bananeiras.

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- Trunfa (calyptra), he huma especie de calyz - membranoso, acapellado, posto immediatamente sobre a +

+ Trunfa (calyptra), he huma especie de calyz + membranoso, acapellado, posto immediatamente sobre a fructificaçaõ dos musgos chamada anthera, urna, ou capsula (o - polytrichum, e bryum) - Hedwigio e alguns outros Botanicos, que seguem que a corolla he o + polytrichum, e bryum) + Hedwigio e alguns outros Botanicos, que seguem que a corolla he o tegumento immediato dos organos sexuaes, consideraõ a trunfa dos - musgos como huma corolla, e so daõ o nome de calyz ao perichecio. + musgos como huma corolla, e so daõ o nome de calyz ao perichecio. : segundo a direcçaõ vertical ou esguelhada, quetem a sua ponta sobre a anthera diz-se ser: direita ou obliqua (recta, vel obliqua).

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Volva (volva), he huma membrana que cobre os cogumelos e algumas outras - plantas da familia dos fungos, susceptivel de ser lacerada. Pode ser +

Volva (volva), he huma membrana que cobre os cogumelos e algumas outras + plantas da familia dos fungos, susceptivel de ser lacerada. Pode ser considerada, ou como completa, ou como incompleta; a completa he a que cobre, e envolve como huma bolsa todo o corpo tenro dos fungos; ella se rompe em pedaços pela parte de cima, quando o individuo se acha assaz vigoroso para sahir á luz e entrar no seu forte crescimento, ficando - quasi toda apegada a sua raiz ou à base do espique, e + quasi toda apegada a sua raiz ou à base do espique, e alguns restos ao umbraculo. A volva incompleta he a que somente cobre parte do individuo; daõ-lhe taõbem o nome de veo (velum); observa-se na face superior e inferior do umbraculo dos cogumelos, e continua athe ao espique, ao qual humas vezes se afferra, outras vezes somente se encosta sem contudo se apegar a elle. Quando depois de rota fica rodeando o espique em - forma de calça, daõ-lhe o nome de annel (annulus), como se ve no agaricus campestris). A volva + forma de calça, daõ-lhe o nome de annel (annulus), como se ve no agaricus campestris). A volva incompleta e o annel parecem merecer mais propriamente o nome de casyz do que a completa, que tem ordinariamente huma grande analogia com as cascas das sementes.

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A volva em geral diz-se: grossa (crassa), se he hum pouco polposa; delgada +

A volva em geral diz-se: grossa (crassa), se he hum pouco polposa; delgada (tenuis), se acazo se assemelha a hum papel fino; tearanhea (araneosa), se he fina e se assemelha no seu tecido a huma tea de aranha; radical - (radicalis), quando esta situada junto da raiz, ou parece - ser huma continuaçaõ da cute da raiz; multipartida + (radicalis), quando esta situada junto da raiz, ou parece + ser huma continuaçaõ da cute da raiz; multipartida (multipartita), se acazo se rasga em muitos segmentos, ordinariamente he radical; patente (patens), se he multipartida e os seus segmentos saõ muito abertos; nulla (nulla) se naõ existe. O annel diz-se; remoto @@ -6813,141 +6186,129 @@ ainda; amarello, alvadio, &c. segundo as suas differentes cores.

- CAPITULO XI. Da Corolla. -

A corolla (corolla), he hum tegumento dos organos sexuaes da flor + CAPITULO XI. Da Corolla. +

A corolla (corolla), he hum tegumento dos organos sexuaes da flor immediatamente contiguo a elles, e de ordinario mais corado e mais delicado - do que o calyz; tal he por ex. a do jasmim, + do que o calyz; tal he por ex. a do jasmim, açucena, rosa, cravo, &c.

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Quando a flor naõ tem corolla diz,se despetaleada ou descorollada, como já +

Quando a flor naõ tem corolla diz,se despetaleada ou descorollada, como já expuz, e nesta circumstancia a corolla he denominada nulla (nulla); como v. g. nas flores femininas dos carvalhos e aveleiras.

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1º Quanto à divisaõ:

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A corolla ou he de huma so pera e inteiriça na base, ou consta de duas ou +

1º Quanto à divisaõ:

+

A corolla ou he de huma so pera e inteiriça na base, ou consta de duas ou mais peças assaz destinctas na base; no primeiro cazo dizse: monopétala - (monopetala), e no pegundo petaleada ou polypétala (polypetala)Este + (monopetala), e no pegundo petaleada ou polypétala (polypetala)Este termo da-se taõbem ás corollas, que tem hum grande numero de petalas, como as do golfaõ, cactus, &c.; na salva e jasmineiro a corolla he monopetala, e na rosa, cravo, e tulipa he petaleada.

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Na corolla monopetala em geral podem se considerar duas partes, a superior +

Na corolla monopetala em geral podem se considerar duas partes, a superior chamada orla (limbus) e a inferior, pela qual ella se apega, denominada base (basis); esta parte inferior muitas vezes he cylindrica, e nesta circumstancia daõ-lhe o nome de tubo (tubus), como se vè no alecrim, jasmineiro e colchico. A orla humas vezes he inteira, outras vezes he fendida ou partida, e neste segundo cazo os segmentos saõ chamados lacinias (laciniae), como no jasmim, congossa, borragem, &c.

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As peças ou foliolos còrados de que consta a corolla petaleada saõ chamados +

As peças ou foliolos còrados de que consta a corolla petaleada saõ chamados petalas (petala); em cada huma destas pode se em geral suppor duas partes, a superior larga, aberta e dilatada tem o nome de lamina (lamina), e a - inferior estreita, e aguda na extremidade he chamada unha da petala (unguis) como saõ as que se vem + inferior estreita, e aguda na extremidade he chamada unha da petala (unguis) como saõ as que se vem nas petalas do cravo, goivo, &c.; as vezes a unha da petala he curtissima como nas rozas e rainunculos; outras vezes observa-selhes huma base larga, que mal merece o nome de unha, e porisso alguns lhes chamaõ petalas rentes (sessilia).

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A corolla petaleada, segundo o numero das suas petalas, diz-se ser: de duas, +

A corolla petaleada, segundo o numero das suas petalas, diz-se ser: de duas, trez, quatro, cinco, seis, sette, oito, nove, dez, ou muitas petalas (di- tri- tetra- penta- hexa- hepta- octo- ennea- deca- polypetala.)

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Na familia das gramineas a corolla, ou casulo corollino em lugar de petalas +

Na familia das gramineas a corolla, ou casulo corollino em lugar de petalas diz se ter valvulas (valvulae), que saõ certas escamas paleaceas, concavas, approximadas immediatamente ao germe, como se ve no trigo, e centeyo. Ordinariamente saõ duas, e as vezes persistem e ficaõ servindo de casca à semente, como se vè na cevada.

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Fendida (fissa), quando he rasgada em lacinias athe ao meyo ou menos (o - quejadilho)Se he monopetala; na petaleada as petalas podem se +

Fendida (fissa), quando he rasgada em lacinias athe ao meyo ou menos (o + quejadilho)Se he monopetala; na petaleada as petalas podem se dizer fendidas ou partidas na mesma accepçaõ, que tem estes termos relativamente as corollas monopetalas.; diz se fendida em duas, tres, quatro, cinco, seis, sette oito, nove, dez, onze, doze, ou muitas lacinias (bi-tri-quadri-quinque-sex-septem-octo-novem-decemundecim-duodecim-multifida.)

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Partida (partita), quando he rasgada em lacinias athe abaxo do meyo ou quasi +

Partida (partita), quando he rasgada em lacinias athe abaxo do meyo ou quasi athe à base (a semprenoiva, e borragem); diz-se partida em muitas lacinias (multipartita), bipartida, tripartida, quadripartida, &c. (bi-tri-quadripartita, &c.).

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2º. Quanto à direcaõ diz-se ser:

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Levantada (erecta), quando tem as suas petalas, valvulas, ou lacinias + +

2º. Quanto à direcaõ diz-se ser:

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Levantada (erecta), quando tem as suas petalas, valvulas, ou lacinias levantadas, isto he, formando hum angulo agudissimo com o estylete supposto prosongado rectamente (o colchico, e cevada.)

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Patente (patens), se as suas petalas, valvulas, ou lacinias formaõ hum angulo +

Patente (patens), se as suas petalas, valvulas, ou lacinias formaõ hum angulo quasi recto com o estylete supposto prolongado no centro rectamente (a papoila); patentissima (patentissima), se ellas formaõ hum angulo recto com o estylete.

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Plana (plana), quando as suas petalas ou lacinìas saõ planas, e nella naõ - ha tubo - Quando ha tubo, este termo e o de patente devem ser applicados á +

Plana (plana), quando as suas petalas ou lacinìas saõ planas, e nella naõ + ha tubo + Quando ha tubo, este termo e o de patente devem ser applicados á orla ou suas lacinias. (a tormentilla.) Este termo toma se taõbem por patentissima.

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Concava (concava), quando tem a sua orla concava.

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Recurvada (reflexa, recurva), as suas petalas ou lacinias tem a ponta curvada +

Concava (concava), quando tem a sua orla concava.

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Recurvada (reflexa, recurva), as suas petalas ou lacinias tem a ponta curvada para traz ou para fora (o espargo); revolutosa (revoluta), he hum grao de mais, tem as petalas ou lacinias recurvadas, e quasi enroladas (algumas especies de lilium).

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Incurvada (incurva, s. inflexa), as suas petalas ou lacinias tem as pontas +

Incurvada (incurva, s. inflexa), as suas petalas ou lacinias tem as pontas curvadas para dentro, isto he, para a banda do centro da flor (o funcho).

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- Resupinada ou revirada (resupinata), he labiada ou quasi labiada, e os seus +

+ Resupinada ou revirada (resupinata), he labiada ou quasi labiada, e os seus labios estaõ postos às vessas, de modo que o inferior se acha no lugar onde devera estar o superior, e vice versâ, (o manjericaõ, alfazema, e rosmaninho.)

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3º Quanto ao ponto de apego.

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A corolla ou he apegada ao calyz (calyci + +

3º Quanto ao ponto de apego.

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A corolla ou he apegada ao calyz (calyci inserta), como na roseira e romeira, ou ao receptaculo (recentaculo inserta), como na papoila, cravo e rainunculo.

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Sottoposta ou inferior (infera), quando se acha posta debaxo do germe, como +

Sottoposta ou inferior (infera), quando se acha posta debaxo do germe, como na açucena, e cebola: sobreposta ou superior (supera), se esta apegada á parte superior do germe, como no narcizo.

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Innata ao calyz (calyci adnata), se està pela sua - face inferior intimamente adunada ao calyz (a +

Innata ao calyz (calyci adnata), se està pela sua + face inferior intimamente adunada ao calyz (a abobara, pepino, e outras cucurbitaceas.)

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4º. Quanto à superficie, e margem diz-se ser:

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Lanuda (lanata), se tem lanugem (hyacinthus lanatus).

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Felpuda (villosa), se tem felpa (menyanthes).

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Barbuda ou hirsurta (barbata, s. hirsurta), como no, hypericum +

4º. Quanto à superficie, e margem diz-se ser:

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Lanuda (lanata), se tem lanugem (hyacinthus lanatus).

+

Felpuda (villosa), se tem felpa (menyanthes).

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Barbuda ou hirsurta (barbata, s. hirsurta), como no, hypericum bacciferum.

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Celheada (ciliata), na arruda, e chagueira.

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Glabra (glabra), se naõ tem pelos alguns (narcizo).

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Denticulada de dois, tres, quatro, cinco dentes, - (bi-tri-quadri-quinquedentata), como saõ as corollulas das flores compostas, v. +

Celheada (ciliata), na arruda, e chagueira.

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Glabra (glabra), se naõ tem pelos alguns (narcizo).

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Denticulada de dois, tres, quatro, cinco dentes, + (bi-tri-quadri-quinquedentata), como saõ as corollulas das flores compostas, v. g. as da alface, bonina, macella, gyrasol, &c.

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Crenada ou crenulada (crenata, s crenulata), se tem na margem crenas ou crenulas - As crenas da corolla saõ +

Crenada ou crenulada (crenata, s crenulata), se tem na margem crenas ou crenulas + As crenas da corolla saõ segundo a accepçaõ ordinaria as suas chanfraduras obtusas entre as lacinulas marginaes; mas por evitar equivocaçoẽs he melhor seguir o parecer de M. de la Mark, e de outros modernos que as tomaõ por lacinias marginaes embotadas, para as destinguir dos denticulos que saõ agudos. - , tanto na orla se he monopetala, como na lamina das petalas sendo petaleada (o + , tanto na orla se he monopetala, como na lamina das petalas sendo petaleada (o quejadilho, e cravo). Diz-se ser: franzida (plicata), na herva sancta; ondeada (undulata), na gloriosa; e lacerada ou franjada (lacera, s. fimbriata), se tem a margem finamente cortada ou franjada.

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4º Quanto à proporçaõ entre as suas partes, diz-se ser:

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Igual (aequalis), quando as petalas, ou lacinias (se he monopetala), saõ +

4º Quanto à proporçaõ entre as suas partes, diz-se ser:

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Igual (aequalis), quando as petalas, ou lacinias (se he monopetala), saõ todas de igual grandeza e tem todas a mesma figura, como saõ as cruciformes, roseira, pereira, jasmineiro, borragem, quepadilho, consolda maior, &c.

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Desigual (inaequalis), quando as suas petalas ou lacinias (se he monopetala) +

Desigual (inaequalis), quando as suas petalas ou lacinias (se he monopetala) tem todas a mesma figura, mas differem na grandeza, ou comprimento (o butomus, o epilobium angustifolium, e latifolium, e as corollas que se achaõ no rayo da umbrella do coentro.)

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- Regular (regularis), no sentido em que este termo se toma ordinariamente, +

+ Regular (regularis), no sentido em que este termo se toma ordinariamente, huma corolla regular he a mesma coiza que huma corolla igual - Podéra-se contudo fazer huma distinçaõ entre a regular, e + Podéra-se contudo fazer huma distinçaõ entre a regular, e igual, dizendo que na corolla regular as petalas ou lacinias tem todas a mesma figura, quer sejaõ iguaes na grandeza quer desiguaes, e deste modo huma corolla poderia ter petalas ou lacinias desiguaes, @@ -6968,58 +6329,51 @@ nectarios esporaûdos e acapellados, e as do Acanthus, Teucrium, Ajuga, Echium, Aristolochia, &c..

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Irregular (irregularis), se as suas petalas, labios, ou lacinias saõ de + +

Irregular (irregularis), se as suas petalas, labios, ou lacinias saõ de differente forma e juntamente de diversa grandeza (o geranium papilionaceum, o amor perfeito, aconito, salva, orchideas, labiadas, e leguminosas.

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A corolla he taõbem comparada com o calyz, e na +

A corolla he taõbem comparada com o calyz, e na falta deste com o pistillo ou estames, e se diz ser: curta, mediocre, comprida, pequena, grande, &c; mas por evitar equivocaçoẽs, o melhor será declarar sempre as partes comparadas, e dizer v. g.: corolla mais - comprida do que o calyz, igual ao calyz, mais curta do que o calyz, mais comprida do que os estames, &c.

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5º. Quanto à forma a corolla diz-se ser:

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Rodada ou arosettada (rotata), figura quasi huma roda ou rosetta de espora; + comprida do que o calyz, igual ao calyz, mais curta do que o calyz, mais comprida do que os estames, &c.

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5º. Quanto à forma a corolla diz-se ser:

+

Rodada ou arosettada (rotata), figura quasi huma roda ou rosetta de espora; he monopetala, sem tubo notavel, partida em lacinias planas, e muito abertas (a borragem, morriaõ, e verbasco).

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Campanulada ou acampainhada (campanulata, seu campaniformis) he petaleada ou - monopetala, bojuda, sem tubo, e assemelhada a huma campainha ou choca (a tulipa, verdeselha, campanula, e abobara.)

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Afunilada (infundibuliformis), assemelha-se a hum funil; a sua orla tem huma +

Campanulada ou acampainhada (campanulata, seu campaniformis) he petaleada ou + monopetala, bojuda, sem tubo, e assemelhada a huma campainha ou choca (a tulipa, verdeselha, campanula, e abobara.)

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Afunilada (infundibuliformis), assemelha-se a hum funil; a sua orla tem huma forma turbinada, e termina em hum tubo (a ipomaea, a mirabilis, e herva sancta.)

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Cyathiforme (cyathiformis), parece assemelharse a hum copo de calyz; tem hum +

Cyathiforme (cyathiformis), parece assemelharse a hum copo de calyz; tem hum tubo cylindrico, a orla concava e hum tanto dilatada; taes saõ segundo alguns Botanicos as corollas da buglossa, cerinthe consolda maior, cynoglossa, quejadilho, pulmonaria, &c; mas Linneo reduz estas sortes de corollas ào afuniladas, e às vezes às campanuladas.

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Asalveada (hypocrateriformis), assemelha-se de algum modo às nossas antigas +

Asalveada (hypocrateriformis), assemelha-se de algum modo às nossas antigas salvas de prata; he monopetala, tem hum tubo cylindrico, e a orla plana e muito aberta (o jasmim, e congossa).

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- Labiada (ringens, +

+ Labiada (ringens, rictiformis, labiata), he monopetala tubulosa, e tem a orla dividida em - dois labios As vezes tem hum sò labio, como no Acanthus, Teucrium + dois labios As vezes tem hum sò labio, como no Acanthus, Teucrium e Ajuga, e nesta circumstancia he chamada unilabiada (unilabiata.), como a salva, e alecrim; mascarina ou personnada (personnata), quando os dois labios estaõ conchegados, tem entre si hum palato, e se asseme-lhaõ deste modo a huma mascara, ou à bocca de alguns animaes (a corolla das especies de antirrhinum, utricularia, &c.) - Na corolla labiada + Na corolla labiada observaõ-se: 1º os labios (labia) que saõ duas grandes lacinias em que se divide a orla; hum he superior e outro inferior (superius, aut inferius): o primeiro às vezes he concavo como hum capacete, e porisso lhe deraõ taõbem o nome de lacinia galeada (galea) como no lamium; o - segundo he as vezes summamente estendido como no lamium, nepeta e prunella, e lhe deraõ o nome de lacinia barbiforme (barba). + segundo he as vezes summamente estendido como no lamium, nepeta e prunella, e lhe deraõ o nome de lacinia barbiforme (barba). 2º. O hiato dos labios (rictus), ou entrelabio, he o espaço que medea - entre os dois labios. 3º. A fauce da corolla (faux) he a extremidade do - tubo, ou o espaço, immediato aos labios A fauce ou garganta da + entre os dois labios. 3º. A fauce da corolla (faux) he a extremidade do + tubo, ou o espaço, immediato aos labios A fauce ou garganta da corolla he taõbem propria do qualquer corolla tubulosa, ou he o orificio de hum tubo mais ou menos longo. As vezes diz se ser: aberta (nuda, aperta, pervia), se naõ tem escamas nem pelos (como na @@ -7028,175 +6382,159 @@ alguns rayos, denticulos, ou corpusculos (como na borragem, e symphytum.), que as vezes se destingue bem pouco do tubo, como no marroyo, e outras vezes he hum tanto inchada, como no - lamium.O collo (collum) he a parte do tubo immediata à fauce, - e assaz bem apparente no lamium, e dracocephalum - O collo he proprio taõbem de muitas outras corollas, que naõ saõ - labiadas, + lamium.O collo (collum) he a parte do tubo immediata à fauce, + e assaz bem apparente no lamium, e dracocephalum + O collo he proprio taõbem de muitas outras corollas, que naõ saõ + labiadas, como por ex. da do quejadilho, congossa, &c. - .O palato (palatum) he huma protuberancia interna que + .O palato (palatum) he huma protuberancia interna que se acha na entrada da fauce ou entre os labios da corolla, como se ve - nas especies de utricularia e antirrhinum O palato parece sò ser - proprio das corollas mascarinas..O esporaõ - (calcar) O esporaõ acha se taõbem em outras especies de corollas - como se vè nas esporas, e ainda mesmo no calyz, como nas chagas: algumas corollas em lugar de + nas especies de utricularia e antirrhinum O palato parece sò ser + proprio das corollas mascarinas..O esporaõ + (calcar) O esporaõ acha se taõbem em outras especies de corollas + como se vè nas esporas, e ainda mesmo no calyz, como nas chagas: algumas corollas em lugar de esporaõ tem huma especie de capello ou sacco (cucullus, s. saccus), como a impatiens, e alguns generos das orchideas., que se - observa as vezes nas corollas labiadas, he huma producçaõ tubulosa de + observa as vezes nas corollas labiadas, he huma producçaõ tubulosa de forma conica, a que Linneo deo o nome de nectario (as especies dos dois generos citados no numero precedente.)

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Rosacea (rosacea), tem cinco petalas regulares concavas, com unhas - curtissimas apegadas ao calyz (as roseiras + +

Rosacea (rosacea), tem cinco petalas regulares concavas, com unhas + curtissimas apegadas ao calyz (as roseiras bravas, pereira, e sylva).

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Malvacea (malvacea), tem cinco petalas cordiformes com as unhas adunadas (a +

Malvacea (malvacea), tem cinco petalas cordiformes com as unhas adunadas (a malva, althea, & outras malvaceas.)

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Liliacea (liliacea), tem seis petalas regulares, como a tulipa, açucena, +

Liliacea (liliacea), tem seis petalas regulares, como a tulipa, açucena, coroa imperial, e outras plantas liliaceas.

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Cravinosa (carvophillata), tem cinco petalas regulares, unguiculadas, e as +

Cravinosa (carvophillata), tem cinco petalas regulares, unguiculadas, e as vezes apegadas junto da base (as cravinas, murujem, herva traqueira, &c.) O germe nas flores que tem esta corolla vem a ser huma capsula.

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Cruciforme (cruciata, s. cruciformis), tem quatro petalas regulares, +

Cruciforme (cruciata, s. cruciformis), tem quatro petalas regulares, unguiculadas, com as laminas patentes, e dispostas em cruz (a couve, goiveiro, e nabo).

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Papilionacea ou borboleta (papilionacea), foy assim chamada pela compararem a +

Papilionacea ou borboleta (papilionacea), foy assim chamada pela compararem a huma borboleta voando, he irregular, e consta de quatro petalas unguiculadas, a superior he chamada estendarte (vexillum e està mais ou menos levantada, estendida, e encostada anteriormente às outras tres - He raro que huma corolla borboleta tenha mais, ou menos de quatro + He raro que huma corolla borboleta tenha mais, ou menos de quatro petalas; contudo na amorpha aeha,se somente o estendarde e na olaya a navetta he de duas petalas, o que he rarissimo, porque quando muito em outras leguminosas so he bifendida ou bipartida.; as duas lateraes chamadas alas (ala) saõ iguaes, extaõ encostadas huma de cada banda - à navetta; a inferior chamada navetta (carina), he concava como hum baxel, e està situada debaxo do estendarte e entre as alas, envolvendo em + à navetta; a inferior chamada navetta (carina), he concava como hum baxel, e està situada debaxo do estendarte e entre as alas, envolvendo em si os organos da fructificaçaõ (taes saõ as corollas da fava, ervilha, lentilha, chixaro, trevo, &c.).

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Gomilosa (urceolata), tem a forma oval ou quasi oval, de modo que se +

Gomilosa (urceolata), tem a forma oval ou quasi oval, de modo que se assemelha quasi a huma jarra ou gomil; he bojuda no meyo, e se estreita depois na parte superior e inferior (a basella, e hyacinthus muscari).

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Globosa (globosa), tem huma forma quasi espherica (o lirio dos valles, e a +

Globosa (globosa), tem huma forma quasi espherica (o lirio dos valles, e a escrophularia).

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6º. Quanto à composiçaõ diz-se ser:

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Simplez (simplex), se pertence a huma flor simplez. A flor simplez (flos - simplex), he rigorosamente a que dentro de hum calyz naõ contem muitos flosculos (o meimendro, a salva, e o +

6º. Quanto à composiçaõ diz-se ser:

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Simplez (simplex), se pertence a huma flor simplez. A flor simplez (flos + simplex), he rigorosamente a que dentro de hum calyz naõ contem muitos flosculos (o meimendro, a salva, e o jasmim). Os floristas chamaõ flor simplez ou singella à que tem sò huma ordem de petalas, e a oppoem à dobrada e polypetala, mas os Botanicos so - chamaõ flor simplez aquella, cujo calyz, corolla + chamaõ flor simplez aquella, cujo calyz, corolla ou receptaculo naõ saõ communs a muitos flosculos, e Linneo a oppoem à flor composta, aggregada, umbrellada, cymosa, amentilhosa, casulosa, e espadicea.

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- Corolla composta (composita), he a totalidade das corolullas de muitos - flosculos contidos dentro, de hum perianthio commum, rentes, e com antheras adunadas - Linneo assigna taõbem huma corolla composta às especies de - betula, aindaque os seus flosculos naõ tenhaõ antheras +

+ Corolla composta (composita), he a totalidade das corolullas de muitos + flosculos contidos dentro, de hum perianthio commum, rentes, e com antheras adunadas + Linneo assigna taõbem huma corolla composta às especies de + betula, aindaque os seus flosculos naõ tenhaõ antheras adunadas, mas o termo composta he pouco usado em botanica nesta extensa accepçaõ. em hum corpo cylindrico (o gyrasol, bonina, macella gallega, e perpetua).

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- Corolla universal (universalis), he a totalidade das corollulas de + +

+ Corolla universal (universalis), he a totalidade das corollulas de muitos flosculos relativos a huma umbrella universal (o coentro, salsa, - canabraz, e canafrecha - Linneo da taõbem adequadamente o nome de corolla universal à + canabraz, e canafrecha + Linneo da taõbem adequadamente o nome de corolla universal à totalidade de algumas flores aggregadas, como às da scabiosa, globularia, &c. .

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Corolla propria ou parcial (propria, s. partialis), he a que merece +

Corolla propria ou parcial (propria, s. partialis), he a que merece propriamente o nome de corolla, e pertence a cada hum dos flosculos da corolla composta ou da universal: daõ-lhe taõbem o nome de corollula ou de pequena corolla (corollula), principalmente quando he relativa a huma corolla composta.

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A corolla composta e a universal constaõ de disco e de rayo; o disco +

A corolla composta e a universal constaõ de disco e de rayo; o disco (discus), he todo o espaço que vay desde o rayo exclusivamente athe ao centro; o rayo (radius), na corolla composta, he a sua parte mais externa immediata aos foliolos, escamas, ou lacinias do perianthio commum; na corolla universal das umbrelladas o rayo he a ultima ordem dos flosculos, que se achaõ na circumferencia da umbrella universal (o gyrasol, bonina, perpetua, salsa, e coentro).

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- Corollula ligulosa, ou corolla propria aligulada (p. ligulata), he a que - pertence a hum flosculo da flor composta - Tournefort chamava flosculo (flosculus) ao que Linneo chama +

+ Corollula ligulosa, ou corolla propria aligulada (p. ligulata), he a que + pertence a hum flosculo da flor composta + Tournefort chamava flosculo (flosculus) ao que Linneo chama corollula tubulosa, e semiflosculo (semiflosculus) ao que elle chama corollula ligulosa; a opiniaõ de Linneo parece me ser a mais acertada, porquanto o nome de flosculo convem naõ so aos semiflosculos de Tournefort, mais ainda a qualquer pequena flor congregada em hum receptaculo commum. ; he monopetala, tem na base hum tubo curtissimo e apertado, a - orla plana, comprida, de igual largura, troncada e guarnecida de trez quatro, ou cinco + orla plana, comprida, de igual largura, troncada e guarnecida de trez quatro, ou cinco denticudos; taes saõ v. g. as corollulas das flores da alface, chichoria, almeiraõ, escorcioneira, &c.

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Corollula tubulosa, ou corolla propria tubulosa (p. tubulata, s. tubulosa), +

Corollula tubulosa, ou corolla propria tubulosa (p. tubulata, s. tubulosa), tem na parte inferior hum tubo, e a sua orla he campanulada, e terminada em cinco denticulos ou cinco lacinulas; estas corollulas algumas vezes saõ afuniladas, e outras vezes as suas lacinulas saõ desiguaes. As corollulas tubulosas achaõ-se na maior parte das flores da classe Syngenesia, e se podem observar nas da macella gallega, losna, gyrasol e perpetua.

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- Corolla composta ligulosa (c. ligulata) - Semiflosculosa segundo Tournefort. +

+ Corolla composta ligulosa (c. ligulata) + Semiflosculosa segundo Tournefort. , quando todas as corollulas tanto dor disco como do rayo saõ ligulosas; esta sorte de corolla he ordinariamente plana, patente, e imbricada ou de flosculos imbricados (taes saõ v. g. as corollas da alface, almeiraõ, serralha, escorcioneira, &c.)

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- Corolla composta tubulosa (c. tubulosa, s. discoidea) - Flosculosa segundo Tournefort. +

+ Corolla composta tubulosa (c. tubulosa, s. discoidea) + Flosculosa segundo Tournefort. , todas as corollulas tanto do rayo como do disco saõ tubulosas; esta sorte de corolla he ordinariamente convexa (taes saõ as corollas da macella gallega, perpetua, absynthio, bardana, centaurea, &c.

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Corolla composta radiada (c. radiata), quando as corollulas do rayo saõ +

Corolla composta radiada (c. radiata), quando as corollulas do rayo saõ ligulosas, e as do disco tubulosas (o gyrasol e bonina). Esta sorte de - corolla he irregular, ou difforme; o termo de difforme contudo da-se taõbem ás corollas compostas tubulosas da centaurea, por + corolla he irregular, ou difforme; o termo de difforme contudo da-se taõbem ás corollas compostas tubulosas da centaurea, por terem no rayo flosculos com corollulas de forma differente.

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Corolla universal radiada (un. radiata), quando as petalas externas dos +

Corolla universal radiada (un. radiata), quando as petalas externas dos floculos do rayo da umbrella universal differem das internas, e das mais dos flosculos do disco, sendo mais alongadas (o coentro, e canabraz). Estas corollas saõ taõbem chamadas difformes (difformes).

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Corolla composta uniforme (c. uniformis), os seus flosculos tem todos +

Corolla composta uniforme (c. uniformis), os seus flosculos tem todos corollulas da mesma forma, e proporçaõ, sendo ou todas tubulosas, ou todas ligulosas (a macella gallega, e a alface).

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Corolla universal uniforme (un. uniformis), todos os seus flosculos tanto do +

Corolla universal uniforme (un. uniformis), todos os seus flosculos tanto do disco como do rayo tem petalas da mesma forma e proporçaõ (a salsa, e funcho).

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7º Quanto à duraçaõ a corolla diz-se ser:

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Murchosa (marcescens), quando se murcha, engilha, e fica depois da +

7º Quanto à duraçaõ a corolla diz-se ser:

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Murchosa (marcescens), quando se murcha, engilha, e fica depois da florecencia, durante algum tempo, apegada ao fructo (as campanulas, orchideas, e algumas cucurbitaceas.)

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Caduca (cuduca), se cahe pouco tempo depois da flor ter desabotoado, ou antes +

Caduca (cuduca), se cahe pouco tempo depois da flor ter desabotoado, ou antes dos estames cahirem e da fecundaçaõ estar completa (videira, actaea, thalictrum).

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Decadente (decidua), se cahe juntamente com os organos sexuaes, ou logo +

Decadente (decidua), se cahe juntamente com os organos sexuaes, ou logo depois da fecundaçaõ (a papoila, tulipa, e a maior parte das flores).

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Persistente (persistens), se dura e acompanha o fructo athe à sua madureza (o +

Persistente (persistens), se dura e acompanha o fructo athe à sua madureza (o golfam, e helleborus).

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8º. Quanto à cor.

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- A cor das corollas he ordinariamente desprezada pelos Botanicos modernos - O Lord Bute no seu tractado dos generos das plantas da Gr. + +

8º. Quanto à cor.

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+ A cor das corollas he ordinariamente desprezada pelos Botanicos modernos + O Lord Bute no seu tractado dos generos das plantas da Gr. Bretanha, que hà pouco publicou, pertende que as flores saõ menos sujeitas a variar do que Linneo pensava, e que na realidade ha muitas que jamais variaõ, principalmente às brancas e amarellas de @@ -7208,33 +6546,29 @@ variar muito; como devo tractar em outro lugar das cores dos vegetaes em geral, omittilas-hei aqui por evitar repetiçoẽs.

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N. B. As flores participaõ de hum grande numero de denominaçoẽs proprias +

N. B. As flores participaõ de hum grande numero de denominaçoẽs proprias das corollas, sendo, ordinario achalas decriptas nos autores com os - nomes de flores As flores radiadas, ligulosas, e tubulosas saõ as + nomes de flores As flores radiadas, ligulosas, e tubulosas saõ as que tem a corolla composta radiada, ligulosa, tubulosa. radiadas, ligulosas, tubulosas, campanuladas, afuniladas, arosettadas, - labiadas, + labiadas, mascarinas cruciformes, rosaceas, cravinosas, liliaceas, borboletas - Os nossos floristas daõ o nome de flores borboletas a algumas + Os nossos floristas daõ o nome de flores borboletas a algumas especies de ranunculus, mas segundo os Botanicos este nome so compete as que tem huma corolla papilionacea, como a fava, ervilha, &c., &c. segundo a corolla de que saõ ornadas.

- Nectario. -

- O nectario (nectarium) segundo Linneo, que introduzio este termo em - Botanica, he hum appendice da corolla ou hum orgaõ accessivo à flor, destinado à + Nectario. +

+ O nectario (nectarium) segundo Linneo, que introduzio este termo em + Botanica, he hum appendice da corolla ou hum orgaõ accessivo à flor, destinado à secreçaõ do mel, ou a contêlo; mas este termo nem sempre he usado no rigor da sua definiçaõ, antes tem sido applicado a alguns appendiculos das flores, os quaes naõ servem nem à secreçaõ de succo algum nem a contelo, e parece ter huma accepçaõ assaz vaga e illimitada: porquanto vem-se muitas vezes nas flores varias - singularidades accessivas, glandulas, poros, globulos, tuberculos, denticulos, rayos, pilares, escamas, ou + singularidades accessivas, glandulas, poros, globulos, tuberculos, denticulos, rayos, pilares, escamas, ou pequenas valvulas, fossulas, producçoẽs em forma de esporaõ, de grinaldas, de capello, de coroa, de copo, funil, campainha, de estrellas, de labios, cruzes, &c. que tem recebido o nome de @@ -7243,48 +6577,44 @@ dessemelhantes entre si naõ sò quanto à sua forma, mas ainda quanto ao seu numero, posiçaõ, e ponto de apego.

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O nectario diz-se ser: calycino (calycinum), quando he relativo ou - appenso ao calyz, como na chagueira.

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Corollino ou petalino (corollinum, s. petalinum), se he adunado ou +

O nectario diz-se ser: calycino (calycinum), quando he relativo ou + appenso ao calyz, como na chagueira.

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Corollino ou petalino (corollinum, s. petalinum), se he adunado ou relativo à corolla ou suas petalas, como na linaria, violetta, rainunculo, narcizo, coroa imperial, açucena, orchideas, &c.

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- Estaminaceo ou dos estames (staminaceum), se he relativo aos filetes - ou antheras +

+ Estaminaceo ou dos estames (staminaceum), se he relativo aos filetes + ou antheras dos estames, como na fraxinella, e adenanthera.

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Pistillaceo ou do pistillo (pistillaceum), se he relativo ao pistillo, +

Pistillaceo ou do pistillo (pistillaceum), se he relativo ao pistillo, principalmente ao germe, como no goiveiro, jacintho, &c.

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Receptaculaceo ou do receptaculo (receptaculaceum), se he relativo ao receptaculo ou apegado a, elle, como no +

Receptaculaceo ou do receptaculo (receptaculaceum), se he relativo ao receptaculo ou apegado a, elle, como no conchello.

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Esporaûdo ou rostrado (calcaratum, s. rostratum), quando tem a forma do +

Esporaûdo ou rostrado (calcaratum, s. rostratum), quando tem a forma do esporaõ das aves ou do seu bico, e he occo (como o das chagas, esporas, aquilegia, violetta, &c.); humas vezes he agudo outras obtuso.

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Acapellado (cucullatum), se he concavo e se assemelha a hum capuz (o +

Acapellado (cucullatum), se he concavo e se assemelha a hum capuz (o melindre).

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Tortigòrne (cornutum), se he concavo e tem huma cauda aguda recurvada (o +

Tortigòrne (cornutum), se he concavo e tem huma cauda aguda recurvada (o acònito).

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Coroniforme (coroniforme), se tem a forma de huma grinalda, ou coroa, +

Coroniforme (coroniforme), se tem a forma de huma grinalda, ou coroa, como no martyrio.

- CAPITULO XII. Dos Estames. -

O calyz e corolla de que tractei nos dois + CAPITULO XII. Dos Estames. +

O calyz e corolla de que tractei nos dois capitulos precedentes saõ meramente tegumentos, e ornato dosorganos essensiaes às flores, isto he, dos estames e pistillo. Os modernos persuadidos por experiencias repetidas de que estes delicados organos eraõ destinados aos amores das plantas consideraraõ huns como genitaes - masculinos, e outros como femininos. Os estames (stamina) a que elles + masculinos, e outros como femininos. Os estames (stamina) a que elles chamaõ genitaes masculinos saõ verdadeiramente huma viscera destinada à - preparaçaõ do pó fecundante, e da aura seminal nelle + preparaçaõ do pó fecundante, e da aura seminal nelle contido. Na situaçaõ mais natural os estames estaõ postos entre a corolla e o pistillo, como se observa bem claramente numa açucena. A sua - origem he supposta em geral ser a mesma que a da corolla. Podem ser considerados ou como completos ou como incompletos; + origem he supposta em geral ser a mesma que a da corolla. Podem ser considerados ou como completos ou como incompletos; no maior numero de flores saõ completos, isto he, constaõ de duas partes differentes huma superior e outra inferior, a superior he chamada anthera e a inferior filête. O filete he ordinariamente semelhante a hum delgado fio, @@ -7299,59 +6629,50 @@ contados pesos systematicos sexualistas na classificaçaõ das plantas, em que se observaõ.

- Filetes. -

Os filetes (filamenta), podem ser considerados.

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1º Quanto ao seu número.

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Porem antes de fallar do numero dos filetes devo advertir, que os - systematicos sexualistas contaõ o numero dos estames pelo das antheras, quer - estas sejaõ fileteadas quer rentes Elles exceptuaõ contudo os + Filetes. +

Os filetes (filamenta), podem ser considerados.

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1º Quanto ao seu número.

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Porem antes de fallar do numero dos filetes devo advertir, que os + systematicos sexualistas contaõ o numero dos estames pelo das antheras, quer + estas sejaõ fileteadas quer rentes Elles exceptuaõ contudo os da dianthera e stemodia.. - Os estames saõ em geral ou soltos inteiramente, ou em parte soltos e - em parte adunados, ou inteiramente adunados; os soltos inteiramente - (libera) saõ aquelles, cujos filetes, e igualmente as suas antheras saõ - desapegadas entre si e nelles cada filete - Os sexualistas exceptuaõ contudo os da dianthera e stemodia, - nos quaes cada filete solto sostem duas antheras. + Os estames saõ em geral ou soltos inteiramente, ou em parte soltos e + em parte adunados, ou inteiramente adunados; os soltos inteiramente + (libera) saõ aquelles, cujos filetes, e igualmente as suas antheras saõ + desapegadas entre si e nelles cada filete + Os sexualistas exceptuaõ contudo os da dianthera e stemodia, + nos quaes cada filete solto sostem duas antheras. sostem huma anthera, como v. g. a hortelaan e açucena; os estames em parte soltos e em parte adunados (filamentis connata, connexa, coalita) saõ 1º aquelles cujos filetes saõ adunados e as - antheras + antheras soltas, estes filetes muitas vezes saõ somente adunados na parte inferior e terminaõ na parte superior em pequenas lacinias ou rayos, taes saõ por ex. os da fava, ervilha, fumaria, malva, althea, larangeira milfurada, e muitas outras das elasses monadelphia, diadelphia, e polyadelphia do systema de Linneo; saõ 2º os que tem - os filetes soltos, e as antheras adunadas (antheris coalita), como + os filetes soltos, e as antheras adunadas (antheris coalita), como v. g. saõ os do gyrasol, bonina e todas as plantas da classe syngenesia; os estames inteiramente adunados (coalita per syncretismum, s. concreta), saõ os que tem tanto os filetes como as - antheras + antheras apegadas, como saõ v. g. os da bryonìa e outras cucurbitaceas. - Os filetes adunados (n. 1º) algumas vezes saõ taõbem chamados colunas + Os filetes adunados (n. 1º) algumas vezes saõ taõbem chamados colunas ou phalanges (columnae, s. phalanges); huma coluna contem as vezes - hum grande numero de antheras, como na malva, outras vezes cinco, + hum grande numero de antheras, como na malva, outras vezes cinco, como no cacoeiro, nove como na fava, tres como na fumaria, duas como na monnieria, &c. Quando a flor tem todos os filetes adunados em huma so coluna (n. 1º) como na malva, os estames neste cazo - saõ chamados monadelphos (monadelpha); se elles saõ adunados em duas colunas como na fumaria, ou em huma coluna e alem + saõ chamados monadelphos (monadelpha); se elles saõ adunados em duas colunas como na fumaria, ou em huma coluna e alem disso ha hum estame solto, como nas ervilhas e favas, os estames saõ denominados diadelphos (diadelpha); se saõ adunados em muitas colunas ou phalanges, como no limoeiro, larangeira, milfurada, cacoeiro, &c daõ lhes o nome de estames polyadelphos (polyadelpha).

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O numero dos filetes e estames differe segundo as diversas classes, e às - vezes nos mesmos generos de plantas. Na valeriana rubra ha hum so; +

O numero dos filetes e estames differe segundo as diversas classes, e às + vezes nos mesmos generos de plantas. Na valeriana rubra ha hum so; dois no jasmim; tres no trigo e lirios; quatro iguaes na saudade, e tanchagem; quatro com dois mais curtos no marroyo e digital; cinco - soltos com cinco + soltos com cinco antheras adunadas no gyrasol; cinco soltos inteiramente na madresylva e coentro; seis de igual altura ou de altura indeterminada no alho e açucena; seis com dois mais curtos na couve @@ -7359,47 +6680,42 @@ Africa; oito nas chagas e semprenoiva; nove no loireiro; dez na olaya, arruda e cravos; doze ou mais no sayaõ, euphorbia e beldroega; dezaseis na tormentilla; vinte emco ou mais na amexieira; - trinta ou mais na gingeira; numerosos apegados ao calyz na romeira e sylva; numerosos + trinta ou mais na gingeira; numerosos apegados ao calyz na romeira e sylva; numerosos apegados ao receptaculo nos rainunculos, e peonia, na qual se tem contado athe trezentos.

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2º. Quanto a superficie, forma, e direcçaõ, dizem-se ser:

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Capillares (capillaria), se saõ delgados como hum cabello em todo seu +

2º. Quanto a superficie, forma, e direcçaõ, dizem-se ser:

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Capillares (capillaria), se saõ delgados como hum cabello em todo seu comprimento (como no trigo).

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Filiformes ou cetaceos (filiformia), se acazo se assemelhaõ a hum fio de +

Filiformes ou cetaceos (filiformia), se acazo se assemelhaõ a hum fio de linhas delgado (a verbena, e espargo).

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Planos (plana) se saõ delgados, largos, e chatos (o golfam.)

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Cunhiformes (cuneiformia), se tem a forma de huma cunha, como no + +

Planos (plana) se saõ delgados, largos, e chatos (o golfam.)

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Cunhiformes (cuneiformia), se tem a forma de huma cunha, como no thalictrum.

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Assovelados (subulata), se saõ lineares e aguçados na ponita como o ferro +

Assovelados (subulata), se saõ lineares e aguçados na ponita como o ferro de huma sovela (a abrotea, couve, e tulipa).

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Espiraes (spiralia), saõ enroscados espiralmente (o feijaõ, e +

Espiraes (spiralia), saõ enroscados espiralmente (o feijaõ, e hirtella).

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Chanfrados (emarginata), saõ tricuspides ou terminados em tres denticulos +

Chanfrados (emarginata), saõ tricuspides ou terminados em tres denticulos e duas chanfraduras, como saõ os do alho.

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Recurvados (recurva, reflexa), se saõ inclinados com a ponta para fora, +

Recurvados (recurva, reflexa), se saõ inclinados com a ponta para fora, como na gloriosa.

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Parallelos (parallela), quando se elevaõ de modo que medea igual +

Parallelos (parallela), quando se elevaõ de modo que medea igual distancia entre elles desde a base athe ao topo (o goiveiro, a digital, e muitas outras labiadas e cruciferas).

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Felpudos (villosa), se saõ cobertos de felpa, como algumas especies de +

Felpudos (villosa), se saõ cobertos de felpa, como algumas especies de verbasco.

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3º Quanto ao ponto de apego ou situaçaõ, os estames tem merecido grande +

3º Quanto ao ponto de apego ou situaçaõ, os estames tem merecido grande attençaõ de alguns systematicos modernos, e com effeito a sua insersaõ subministra os mais invariaveis caractéres geraes, que se conhecem em Botanica.

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- Os filetes ou estames dizem-se ser: apegados à corolla (corollae +

+ Os filetes ou estames dizem-se ser: apegados à corolla (corollae inserta), se a sua base jaz apegada ao tubo, fauce, orla ou qualquer - outra parte da corolla (o jasmim, salva, alecrim e ordinariamente as flores - monopetalas) - Exceptuaõ-se contudo a aloe e as corollas monopetalas, cujas - antheras saõ bifendidas ou bigornes, como v. g. + outra parte da corolla (o jasmim, salva, alecrim e ordinariamente as flores + monopetalas) + Exceptuaõ-se contudo a aloe e as corollas monopetalas, cujas + antheras saõ bifendidas ou bigornes, como v. g. as da urze, que tem os estames apegados ao receptaculo. As vezes estaõ apegados ao nectario, como no cissus, campanula, &c. As polypetalas ordinariamente tem os estames desapegados @@ -7407,161 +6723,149 @@ melanthium, e nas corollas cravinosas muitas vezes estaõ apegados às unhas das petalas. No eriocaulon os filetes por huma singusaridade da natureza tem o seu apego sobre o germe, ao - mesmo tempo que a corolla e calyz + mesmo tempo que a corolla e calyz estaõ sottopostos a elle..

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Apegados ao calyz (calyci inserta), como na +

Apegados ao calyz (calyci inserta), como na pereira, gingeira, sylva, salicaria, e muitas outras da classe Icosandria, e da ordem natural, a que Linneo chama Calycanthemas.

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- Apegados ao receptaculo (receptaculo inserta), he o mais ordinario - nas flores - O calyz e corolla commumente saõ +

+ Apegados ao receptaculo (receptaculo inserta), he o mais ordinario + nas flores + O calyz e corolla commumente saõ taõbem apegados ao receptaculo. , como v. g. na papoila, rainunculos, &c.

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Apegados ao pistillo (pistillo inserta), como nas orchideas e algumas da - classe monandria. Na aristolochia os estames, que consistem nas antheras - rentes, saõ taõbem apegados ao pistillo O Dr. Thumbergio, que +

Apegados ao pistillo (pistillo inserta), como nas orchideas e algumas da + classe monandria. Na aristolochia os estames, que consistem nas antheras + rentes, saõ taõbem apegados ao pistillo O Dr. Thumbergio, que occupa hoje a cadeira de Botanica dos dois celebres Linneos, he de parecer que saõ rarissimas as flores, que merecem ter o nome de gynandras, e com effeito no martyrio, andrachne e muitas outras os estames verdadeiramente estaõ apegados a hum receptaculo continuado ou pedicello, e naõ ao pistillo..

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Dizem-se: fronteiros ou oppostos ao calyz +

Dizem-se: fronteiros ou oppostos ao calyz (calyci opposita), quando se achaõ postos defronte das lacinias ou - foliolos do calyz, como na ortiga.

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4º. Quanto à proporçaõ dizem se ser:

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Iguaes (aequalia), se todos tem o mesmo comprimento; desiguaes (inaequalia), se huns saõ mais compridos do + foliolos do calyz, como na ortiga.

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4º. Quanto à proporçaõ dizem se ser:

+

Iguaes (aequalia), se todos tem o mesmo comprimento; desiguaes (inaequalia), se huns saõ mais compridos do que outros.

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Compridissimos (longissima), se excedem bastantemente no comprimento a - corolla (ou o calyz, se ella falta); +

Compridissimos (longissima), se excedem bastantemente no comprimento a + corolla (ou o calyz, se ella falta); curtissimos (brevissima), se sãõ bastantemente mais curtos do que a - corolla (ou do que o calyz nas + corolla (ou do que o calyz nas despetaleadas).

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- Reclusos (inclusa), quando naõ sahem fora da fauce do tubo da +

+ Reclusos (inclusa), quando naõ sahem fora da fauce do tubo da corolla, como no jasmim, rosmaninho, e sideritis: exclusos (exerta), quando sahem fora da fauce da corolla, como na carvalhinha - Estes termos naõ so se applicaõ aos estames, mas taõbem ao + Estes termos naõ so se applicaõ aos estames, mas taõbem ao pistillo..

- Antheras. -

- A antheras + Antheras. +

+ A antheras (anthera), he a parte essensial de qualquer estame, e huma capsula - que encerra em si o pó fecundante. + que encerra em si o pó fecundante.

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- O pò fecundante (pollen, s. genitura), que se julga ser +

+ O pò fecundante (pollen, s. genitura), que se julga ser a substancia espermatica dos vegetaes, he huma materia farinhosa, cujos graõs miudissimos saõ cobertos de huma membrana finissima vesicular na qual he contida a aura seminal ou halito elastico (aura seminalis, fovilla, s. halitus elasticus), que no momento da rotura da dicta membrana se diz entrar pelo estigma, e fecundar os ovos vegetaes ou tenrinhas sementes. - As observaçoẽs microscopicas asseguraõ que estes graõs saõ mais ou - menos globulosos, que elles saõ reniformes nas antheras do narcizo, echinosos nas do gyrasol, arrodelados e denteados na + As observaçoẽs microscopicas asseguraõ que estes graõs saõ mais ou + menos globulosos, que elles saõ reniformes nas antheras do narcizo, echinosos nas do gyrasol, arrodelados e denteados na malva, e que a sua membrana he enrolada nas da borragem; elles saõ - bem destinctamente visiveis nas antheras da mirabilis. - A castraçaõ das antheras, feita de proposito, a florecencia do golfam e + bem destinctamente visiveis nas antheras da mirabilis. + A castraçaõ das antheras, feita de proposito, a florecencia do golfam e d'outras plantas aquaticas acima do lume d'agoa, a esterilidade que - resulta em razaõ das chuvas ensoparem o po das antheras, a inclinaçaõ do - estigma para às anteras e + resulta em razaõ das chuvas ensoparem o po das antheras, a inclinaçaõ do + estigma para às anteras e destas para o pistillo se elle he curto, e muitas outras experiencias e, observaçoẽs provaõ sufficientemente que o po, que as - + antheras contem em si, merece com bastante propriedade o - nome de substancia fecundante, que lhe deraõ os + nome de substancia fecundante, que lhe deraõ os sexualistas.

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- A capsula da anthera he simplez e +

+ A capsula da anthera he simplez e univalve em hum grande numero de flores por conter huma so cellula (loculas); isto naõ obstante ha muitas que saõ compostas de duas, tres, quatro e muitas cellulas separadas por hum partimento assaz vizivel (bi-tri-quadri-multiloculares); na ortiga, na leontice e epimedium saõ bivalves e de duas cellulas; no colchico quadrivalves; e no milho, chagas, e tulipa tem quatro cellulas. - Estas capsulas differem no modo de abertura (apertura, s. + Estas capsulas differem no modo de abertura (apertura, s. dehiscencia); ordinariamente rasgaõ-se por huma ilharga, as vezes debaxo para cima, como no epimedium e leontice, outras vezes pela ponta, como no milho, tomateiro, e galanthus, e emfim ha outras que so se abrem pela base, como as do teixo.

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- As antheras +

+ As antheras saõ soltas ou desadunadas (distinctae) na tulipa, açucena e maior parte das flores; adunadas, (connatae, s. coalitae), no gyrasol e flores syngenesias.

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- Innatas (adnatae), quando se achaõ apegadas ao sado do filete como no + +

+ Innatas (adnatae), quando se achaõ apegadas ao sado do filete como no asarum, costus e paris.

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- Lateraes (laterales), se estaõ encostadas ao filete pelo lado interno +

+ Lateraes (laterales), se estaõ encostadas ao filete pelo lado interno (acanthus, e ballota).

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- Levantadas (erectæ), quando tem a sua base apegada à ponta do filete +

+ Levantadas (erectæ), quando tem a sua base apegada à ponta do filete (o tomateiro e oliveira); ellas conservaõ esta denommaçaõ ainda quando saõ convergentes (conniventes), como na pulmonaria, ou quando saõ recurvadas (reflexae), como no goiveiro.

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- Versateis ou vacillantes (incumbentes, S. versatiles), quando estaõ +

+ Versateis ou vacillantes (incumbentes, S. versatiles), quando estaõ apegadas pelo meyo do seu comprimento à ponta do filete de modo que bomboleaõ com o mais leve zephyro (a açucena, trigo, joyo e outras gramas.).

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- Didymas ou bilobadas (didymo), se tem duas protuberancias que +

+ Didymas ou bilobadas (didymo), se tem duas protuberancias que reprezentaõ dois nos encostados ou duas ginjas apegadas (como saõ as da amexieira, gingeira, rainunculo, scrophularia, mirabilis, &c.)

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- Globosas (globosae), se tem a forma hum tanto espherica, como no +

+ Globosas (globosae), se tem a forma hum tanto espherica, como no coentro, acelga e sabugueiro.

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Oblongas (oblongae), saõ muito mais compridas do que largas (a açucena, e +

Oblongas (oblongae), saõ muito mais compridas do que largas (a açucena, e trigo).

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Bifurcadas (bifurcae, s. utrinque bifarcae), se tem duas pontas em cada +

Bifurcadas (bifurcae, s. utrinque bifarcae), se tem duas pontas em cada extremidade (o trigo, e centeio).

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Afréchadas (sagittatae), no açafraõ e loendro; angulosas (angulato), na +

Afréchadas (sagittatae), no açafraõ e loendro; angulosas (angulato), na tulipa tetragonas ou de quatro cantos embotados (tetragonae) no milho, choupo, e coroa imperial.

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Bigornes (bicornes), saõ bifendidas superiormente terminando em duas +

Bigornes (bicornes), saõ bifendidas superiormente terminando em duas pontas levantadas (a urze.)

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Assoveladas (subulatae), saõ lineares e aguçadas (como no goiveiro, e +

Assoveladas (subulatae), saõ lineares e aguçadas (como no goiveiro, e açucena.)

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N. B. Linneo dà taõbem o nome de antheras à fructificaçaõ capsulosa dos + +

N. B. Linneo dà taõbem o nome de antheras à fructificaçaõ capsulosa dos musgos, e as denomina operculadas (operculatae), ou tapadas com hum operculo, &c; eu fallarei mais extensamente destas producçoẽs no artigo da classe cryptogamia.

- CAPITULO XIII. Do Pistillo. -

O pistillo (pistillum), he huma viscera na qual se acha o principio do novo + CAPITULO XIII. Do Pistillo. +

O pistillo (pistillum), he huma viscera na qual se acha o principio do novo fructo, e os organos destinados a receber a substancia que o deve fecundar. Os sexualistas suppoem nesta viscera os organos genitaes femininos, e a consideraõ composta de tres partes, a saber, de germe, estylete, e estigma, @@ -7575,35 +6879,31 @@ reconhecendo huma grande analogia entre estas partes, e às dos animaes, compararaõ o estigma à tuba de Fallopio e vulva, o estylete a vagina, e o germe ao ovario; assegurando segundo as suas observaçoẽs que o estigma se - acha sempre humido ou rociado em razaõ de huma lympha genital que nelle se + acha sempre humido ou rociado em razaõ de huma lympha genital que nelle se separa.

- Germe. -

O germe tem recebido hum grande numero de denominaçoẽs que saõ, quasi as + Germe. +

O germe tem recebido hum grande numero de denominaçoẽs que saõ, quasi as mesmas que as do pericarpo ou fructo, e porisso as omittirei aqui. Dizse ser: sobreposto (superum), quando se acha situado sobre o receptaculo da - fructificaçaõ e incluido na corolla, ou calyz (a açucena, e carvalho); sottoposto (inferum), se esta + fructificaçaõ e incluido na corolla, ou calyz (a açucena, e carvalho); sottoposto (inferum), se esta situado debaxo do receptaculo da flor ou posto debaxo da corolla, como no narcizo, asarabacca, e melaõ; pediculado (stipitatum, s. pedicellatum), se està posto sobre hum pequeno esteio ou receptaculo continuado no centro da flor, como na alcaparra, e martyrio.

- Estylete. -

1º Quanto à situaçaõ ou ponto de apego.

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O estylete esta sempre apegado à superficie do germe; ordinariamente + Estylete. +

1º Quanto à situaçaõ ou ponto de apego.

+

O estylete esta sempre apegado à superficie do germe; ordinariamente acha-se situado no seu topo, como na açucena e quasi em todas as flores, e por esta razaõ senaõ faz mençaõ desta circumstancia nas suas descripçoẽs: na alchimilla està apegado junto da base do germe, e ao lado delle na lachnaea, como taõbem na roseira, sylva e outras plantas da Icosandria polygynia.

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2º Quanto ao numero.

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O numero dos estyletes depende da divisibilidade ou indivisibilidade da + +

2º Quanto ao numero.

+

O numero dos estyletes depende da divisibilidade ou indivisibilidade da sua base, no que deve haver grande attençaõ, visto que o numero dos pistillos de huma flor ou flosculo he contado pelo dos estyletes, em que saõ fundadas muitas ordens do systema de Linneo. Diz-se que ha hum @@ -7617,139 +6917,130 @@ decandra, doze no alisma cordifolium e sayaõ, muitos ou mais de doze na sylva, morangueiro, &c.: as vezes montaõ a mais de cem nos rainunculos e sagittaria.

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3º. Quanto a forma diz-se ser:

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Mais grosso na parte superior (superne crassior). no martyrio, e +

3º. Quanto a forma diz-se ser:

+

Mais grosso na parte superior (superne crassior). no martyrio, e açucena.

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Aclavado (clavatus) no leucoium vernum.

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Colunar ou cylindrico (cylindricus) na malva.

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- - Setaceo (setaceus) no +

Aclavado (clavatus) no leucoium vernum.

+

Colunar ou cylindrico (cylindricus) na malva.

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+ + Setaceo (setaceus) no carvalho.

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Filiforme (filiformis) no milho.

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Capillar (capillaris) no poterium, e azedas. Elle se diz ainda ser +

Filiforme (filiformis) no milho.

+

Capillar (capillaris) no poterium, e azedas. Elle se diz ainda ser assovelado, anguloso, &c. (subulatus, angulosus, etc.)

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4º Quanto à duraçaõ.

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Os estyletes saõ ordinariamente decadentes, isto he, cahem logo depois da + +

4º Quanto à duraçaõ.

+

Os estyletes saõ ordinariamente decadentes, isto he, cahem logo depois da florecencia com as mais partes da flor; algumas vezes contudo saõ murchosos (marcescentes), por se engilharem e durarem apegados algum tempo ao novo fructo fecundado; e naõ he raro de os ver persistentes (persistentes), principalmente nas cruciferas ou plantas da Tetradynamia.

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5º Quanto à proporçaõ, o estylete he comparado com os estames, e as vezes +

5º Quanto à proporçaõ, o estylete he comparado com os estames, e as vezes com os tegumentos da flor.

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Diz-se ser: compridissimo (longissimus) no milho, escorcioneira, e +

Diz-se ser: compridissimo (longissimus) no milho, escorcioneira, e campanula.

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Curtissimo (brevissimus) nos lirios e alfeneiro.

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Mais grosso do que os estames (staminibus crassior), na açucena; mais +

Curtissimo (brevissimus) nos lirios e alfeneiro.

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Mais grosso do que os estames (staminibus crassior), na açucena; mais delgado do que os estames (staminìbus tenuior), na cebola.

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Do comprimento dos estames (longitudine staminum, s. staminìbus aequalis) +

Do comprimento dos estames (longitudine staminum, s. staminìbus aequalis) na pereira, e alface.

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6º. Quanto à direcçaõ diz-se ser:

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Levantado (erectus) na açucena.

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Remontante (ascendens) no trevo, ervanço e outras leguminosas.

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Inclinado para a banda (declinatus) na veronica.

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7º. Quanto a divisaõ diz-se ser:

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Fendido em duas, tres, quatro, cinco e muitas lacinias (bi - tri - quadri +

6º. Quanto à direcçaõ diz-se ser:

+

Levantado (erectus) na açucena.

+

Remontante (ascendens) no trevo, ervanço e outras leguminosas.

+

Inclinado para a banda (declinatus) na veronica.

+

7º. Quanto a divisaõ diz-se ser:

+

Fendido em duas, tres, quatro, cinco e muitas lacinias (bi - tri - quadri - quinque - multifidus), como no eupatorium, campanula, cleonia, geranìum, e sida.

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Forquilhoso (dichotomus), se he dividido em dois ramos, e cada ramo + +

Forquilhoso (dichotomus), se he dividido em dois ramos, e cada ramo consta de duas lacinias (à patagonula).

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- Quando o estigma he rente, por naõ estar sostido por estylete algum, +

+ Quando o estigma he rente, por naõ estar sostido por estylete algum, neste cazo o estylete he denominado nullo (nullus), como na papoila, e golfam.

- Estigma. -

O estigma existe na flor ao mesmo tempo que os estames, e o seu estado - de vigor he quando a anthera se rompe, e vibra o po + Estigma. +

O estigma existe na flor ao mesmo tempo que os estames, e o seu estado + de vigor he quando a anthera se rompe, e vibra o po fecundante. - Nalgumas fores da syngenesia, em que falta o estigma, o germe aborta, + Nalgumas fores da syngenesia, em que falta o estigma, o germe aborta, e o mesmo succede se o cortamos de proposito pela operaçaõ, a que os - sexualistas daõ o nome de castraçaõ (castratio) - Elles daõ o mesmo nome de castraçaõ ao còrte das antheras. + sexualistas daõ o nome de castraçaõ (castratio) + Elles daõ o mesmo nome de castraçaõ ao còrte das antheras. . Quando o estylete he nullo, o estigma he por conseguinte rente (sessile), como v. g. na papoila, tulipa, e aristolochia.

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1º. Considerado quanto ao numero.

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Quando os estigmas saõ rentes os sexualistas costumaõ por elles contar o - numero dos pistillos. Na aristolochia e tulipa ha hum so rente, dois +

1º. Considerado quanto ao numero.

+

Quando os estigmas saõ rentes os sexualistas costumaõ por elles contar o + numero dos pistillos. Na aristolochia e tulipa ha hum so rente, dois rentes na peonia e atraphaxis spinosa, tres rentes no sabugueiro, quatro rentes no aquifolio e potamageton cinco rentes ou mais na caltha, muitos rentes nos rainunculos. - Quanto ao numero dos que saõ estyleteados, ou sobrepostos a hum + Quanto ao numero dos que saõ estyleteados, ou sobrepostos a hum estylete, vê-se hum na açucena, dois no jasmim, tres nas campanulas, quatro na cleonia, cinco na pereira, &c. &c.

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2º. Quanto a direcçaõ diz-se ser:

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Enroscado (convolutum), no açafraõ: recurvado (revolutum, s. recurvum), + +

2º. Quanto a direcçaõ diz-se ser:

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Enroscado (convolutum), no açafraõ: recurvado (revolutum, s. recurvum), no cravo e alface.

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Virado para a esquerda (sinistrorsum, flexum) na silene; virado para a +

Virado para a esquerda (sinistrorsum, flexum) na silene; virado para a direita (dextrorsum flexum), como na herva traqueira, mas estas direcçoẽs variaõ muito.

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Obliquo (obliquum), na violetta e loireiro: patente (patens), na coroa +

Obliquo (obliquum), na violetta e loireiro: patente (patens), na coroa imperial e muitas malvaceas.

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3º Quanto a divisaõ.

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Diz-se ser: fendido em duas, tres, quatro, cinco, seis ou muitas lacinias +

3º Quanto a divisaõ.

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Diz-se ser: fendido em duas, tres, quatro, cinco, seis ou muitas lacinias (bi- tri- quadri- quinque- sex- multifidum) segundo o numero dos - pequenosCada hum destes raminhos ou lacinias (quando saõ + pequenosCada hum destes raminhos ou lacinias (quando saõ filiformes) be hum estigma, e por conseguinte estes termos parecem so competir com propriedade ao estylete. ramos em que he dividido.

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4º Quanto a forma diz-se ser:

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Capillar (capillare), na azeda e tabûa: filiforme (filiforme), como os +

4º Quanto a forma diz-se ser:

+

Capillar (capillare), na azeda e tabûa: filiforme (filiforme), como os que se vem na ponta dos estyletes taõbem filiformes das maçarocas de milho, e na malva.

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Capitoso (capitatum), se he crasso, e tende à forma globosa (o martyrio); +

Capitoso (capitatum), se he crasso, e tende à forma globosa (o martyrio); globoso (globosum), na videira, larangeira, e quejadilho.

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Redondo (orbiculare) na congossa, e uva espim.

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Ovado (ovatum) na genciana.

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Obtuso (obtusum) no tomateiro, tojo, e murugem. Agudo (acutum) na cebola; troncado (truncatum) na abrotea, e +

Redondo (orbiculare) na congossa, e uva espim.

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Ovado (ovatum) na genciana.

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Obtuso (obtusum) no tomateiro, tojo, e murugem. Agudo (acutum) na cebola; troncado (truncatum) na abrotea, e lathræa.

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Cordiforme (cordatum), no cumagre.

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Deprimido obliquamente (obligue depressum) no trovisco, e actæa.

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Chanfrado (emarginatum), na pulmonaria e cynoglossa.

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Arrodelado (peltatum, s. clypeacum), se he redondo plano ou hum quasi +

Cordiforme (cordatum), no cumagre.

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Deprimido obliquamente (obligue depressum) no trovisco, e actæa.

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Chanfrado (emarginatum), na pulmonaria e cynoglossa.

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Arrodelado (peltatum, s. clypeacum), se he redondo plano ou hum quasi nada concavo por cima, e hum tanto convexo por baxo, como o da papoila e golfam. Este mesmo estigma diz-se taõbem as vezes ser rayado ou estriado (radiatum, sive striatum), quando tem rayos ou estrias, que partem do centro para a circumferencia, como se vè nas predictas duas plantas.

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Apincellado (pinicilliforme), quando se assemelha a hum pincel +

Apincellado (pinicilliforme), quando se assemelha a hum pincel (poterium).

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Coroniforme (coroniforme), nalgumas especies de urze, e de pyrola.

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Anguloso (angulatum), se tem tres ou mais angulos: triangular +

Coroniforme (coroniforme), nalgumas especies de urze, e de pyrola.

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Anguloso (angulatum), se tem tres ou mais angulos: triangular (triangulare) na açucena: trilobado (trilobum) na tulipa.

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Cruciforme (cruciforme), se tem quatro lacinias encruzadas (o choupo, e +

Cruciforme (cruciforme), se tem quatro lacinias encruzadas (o choupo, e penaea).

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Gancheado (uncinatum) na violetta.

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- - Canaliculado (canaliculatum) no +

Gancheado (uncinatum) na violetta.

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+ + Canaliculado (canaliculatum) no colchico, e bulbocodium).

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Concavo (concavum) na aristolochia; perforado (perforatum), he huma +

Concavo (concavum) na aristolochia; perforado (perforatum), he huma especie de concavo (o amor perfeito).

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Bilaminoso (bilamellatam), se consta de duas laminas longitudinaes (o +

Bilaminoso (bilamellatam), se consta de duas laminas longitudinaes (o gergelim).

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Plumoso (plumosum) no rhubarbo, trigo, e muitas outras gramas; empubescido (pubescens) no ulmeiro e milho; felpudo +

Plumoso (plumosum) no rhubarbo, trigo, e muitas outras gramas; empubescido (pubescens) no ulmeiro e milho; felpudo (villosum, s. barbatum) nas leguminosas.

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Petaliforme (petaliforme, s. foliaceum), nos lirios.

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5º Quanto à proporçaõ.

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Os estigmas saõ comparados, ou com o estylete quando este existe na flor, +

Petaliforme (petaliforme, s. foliaceum), nos lirios.

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5º Quanto à proporçaõ.

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Os estigmas saõ comparados, ou com o estylete quando este existe na flor, ou com o germe quando saõ rentes; assim dizem-se ser: iguaes ao estylete ou do seu comprimento, como na beldroega; mais compridos ou mais curtos do que elle, curtissimos ou summamente pequenos; compridissimos ou @@ -7757,8 +7048,8 @@ taõbem comparados huns com os outros, na mesma flor, como v. g. os dois da ajuga, na qual se diz, que o inferior he mais curto do que o superior.

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6º Quanto à duraçaõ.

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Os estigmas em hum grande numero de flores, passada a florecencia, cahem +

6º Quanto à duraçaõ.

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Os estigmas em hum grande numero de flores, passada a florecencia, cahem ou juntamente com os estyletes ou da superficie do germe; as vezes saõ murchosos (marcescentia), ficando juntamente com os estyletes apegados ao novo fructo fecundado, durante algum tempo; outras vezes saõ @@ -7766,11 +7057,10 @@ papoila.

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- CAPITULO XIV. Do Fructo. -

O fructo (fructus), consiste em huma ou mais sementes fecundadas, e nutridas + CAPITULO XIV. Do Fructo. +

O fructo (fructus), consiste em huma ou mais sementes fecundadas, e nutridas sobre o seu proprio receptaculo athe ao estado de plena madureza, quer sejaõ cobertas quer descobertas. Quando consta de sementes cobertas o fructo, e o vegetal que o dà saõ denominados angiospermos (angiospermi), e gymnospermos @@ -7786,10 +7076,8 @@ a hum certo numero de classes bem caracterizadas, e com denominaçoẽs adequadas; tanto he difficil de reconhecer as leys da marcha variada, que a natureza segue por entre o immenso labyrintho dos entes!

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Os antigos Gregos e Romanos, e depois delles as naçoẽs modernas deraõ - ordinariamente aos fructos nomes differentes, ou o nome da planta que os produzia, sem cuidar de os +

Os antigos Gregos e Romanos, e depois delles as naçoẽs modernas deraõ + ordinariamente aos fructos nomes differentes, ou o nome da planta que os produzia, sem cuidar de os reduzir a limites certos nem a generalidades, taes saõ por ex. os de azeitona, maçaan, pera, ameixa, marmello, pecego, amora, pepino, melaõ, milho, cevada, trigo, &c. &c. Este modo de nomear os fructos naõ @@ -7806,30 +7094,28 @@ quanto me for possivel de me conformar com ella, e começarei pelos fructos angiospermos, ou que consistem em sementes cobertas.

- Pericarpo. -

- O pericarpo (pericarpium), he considerado pelos + Pericarpo. +

+ O pericarpo (pericarpium), he considerado pelos Botanicos, como hum tegumento accessivo, em que se achaõ envolvidas as sementes que delle devem sahir depois do estado de plena - madureza; e segundo os Sexualistas he Alguns daõ taõbem o nome de ovario + madureza; e segundo os Sexualistas he Alguns daõ taõbem o nome de ovario fecundado ao receptaculo das sementes nuas, como das labiadas, compostas, &c. huma viscera ou o ovario fecundado. - Deve-se contudo notar que as suas principaes propriedades consistem + Deve-se contudo notar que as suas principaes propriedades consistem naõ sò em ser hum tegumento accessivo das sementes, isto he, em ser hum tegumento, que se pode separar sem lesaõ da substancia interna das sementes, nem impedir a sua germinaçaõ, ou tornar a vegetaçaõ futura imperfeita; mas consistem ainda em se achar innato às sementes no tempo da sua fecundaçaõ, fazendo parte do germe do pistillo da flor; em ser naturalmente fechado athe à madureza das - sementes (excepto na reseda, datisca, e parnassia) Na datisca + sementes (excepto na reseda, datisca, e parnassia) Na datisca e reseda as capsulas saõ hum tanto abertas desde a florecencia athe à madureza das sementes, mas neste ultimo periodo saõ incomparavelmente mais abertas; na parnassia a capsula abre-se hum pouco na florecencia, mas fecha-se logo depois - della.; e em se abrir ordinariamente, corromper-se Esta + della.; e em se abrir ordinariamente, corromper-se Esta circumstancia naõ deixa de ser sujeita a algumas excepçoẽs; os pericarpos das sementes do xanthium, coqueiro, e outros semelhantes naõ se abrem nem corrompem senaõ no tempo, em que @@ -7838,55 +7124,50 @@ (como he bem visivel) e de se poderem abrir sem impedir a germinaçaõ., ou alterar-se depois madureza das sementes. - O pericarpo naõ constitue jamais o primeiro tegumento + O pericarpo naõ constitue jamais o primeiro tegumento vesicular immediato às cotyledones da semente; taõbem naõ he o tegumento secundario das sementes (desacompanhado de outro terceiro) quando o dicto tegumento naõ se abre determinada e espontaneamente athe ao tempo da germinaçaõ, nem se pode abrir sem impedila ou - lesala; por esta razaõ se costuma dizer que o pericarpo he nullo no - milho Na cevada, coix, e outras gramas, que tem as valvulas + lesala; por esta razaõ se costuma dizer que o pericarpo he nullo no + milho Na cevada, coix, e outras gramas, que tem as valvulas dos tegumentos da flor apegadas à semente no estado de madureza, so se podem admittir pericarpos bastardos (spuria), porque as dictas valvulas ou tegumentos no tempo da fecundaçaõ das sementes estavaõ desapegados dellas, e naõ faziaõ parte do germe do pistillo; o mesmo se deve dizer do nectario da mirabilis, e do tubo da corolla do poterium que vem somente a ser pericarpos - bastardos., nas umbrelladas - Nas umbrelladas o fructo he bipartivel (bipartibilis), isto + bastardos., nas umbrelladas + Nas umbrelladas o fructo he bipartivel (bipartibilis), isto he costuma no estado da madureza separar-se facilmente em duas sementes nuas, as quaes athe esse tempo estavaõ approximadas ou pareciaõ adunadas, como no coentro, salsa, &c. - Linneo aindaque naõ indicou o pericarpo nullo nos generos de + Linneo aindaque naõ indicou o pericarpo nullo nos generos de ferula, cachrys, caucalis, tordylium astrantia, e eryngium, isto parece ter somente sido por esquecimento, porque semelhantes plantas todas tem sementes nuas. - Nas labiadas taõbem parece ter havido o mesmo esquecimento a + Nas labiadas taõbem parece ter havido o mesmo esquecimento a respeito da perilla, que tem sementes nuas: mas quanto ao prasium que he da mesma familia, naõ sei como se possa conciliar dar-lhe quatro sementes nuas, e assignar-lhe ao mesmo tempo por pericarpos quatro bagas monospermas e unicellulares; as razoẽs de analogia dictaõ que nesta planta o pericarpo he nullo, e que as sementes tem o tegumento - proprio secundario hum tanto succulento. + proprio secundario hum tanto succulento. , labiadas gymnospermas, asperifolias, compostas, e outras semelhantes; mas quando este mesmo tegumento se abre lateralmente, e sempre pelo mesmo dugar antes da germinaçaõ, como v. g. nalgumas - malvaceas, deve per considerado como hum verdadeiro + malvaceas, deve per considerado como hum verdadeiro pericarpo. - Quando ha hum terceiro tegumento A analogia dos fructos dos + Quando ha hum terceiro tegumento A analogia dos fructos dos generos da mesma familia poderá em cazo de duvida fazer reconhecer este terceiro tegumento, e porisso se assignaõ pericarpos ao myagrum, bunias, peltaria, crambe, trevos, fumaria, securidaca borbonia, anthyllis, ebenus, psoralea, geoffrova, &c. assaz vizivel, ainda mesmo que se naõ abra espontaneamente nem altere antes da germinaçaõ, mas que se pode - contudo abrir sem lesar nem impedir a germinaçaõ, deve ser considerado + contudo abrir sem lesar nem impedir a germinaçaõ, deve ser considerado como hum verdadeiro pericarpo (como no cocco, e xanthium): se dentro deste terceiro tegumento houverem sementes, cujo tegumento secundario for valvulado, e se abrir espontanea, e determinadamente @@ -7897,24 +7178,22 @@ germinaçaõ, aindaque tenha valvulas, naõ deve ser tido por pericarpo, mas taõ somente por tegumento proprio da semente como saõ todas as nozes ou caroços das drupas, e de algumas bagas. - Linneo naõ admitte pericarpo que conste ou seja recheado de + Linneo naõ admitte pericarpo que conste ou seja recheado de pericarpos menores, e diz que quando parece haver muitos pericarpos reclusos em hum pericarpo exterior, este so deve ser considerado - como hum receptaculo commum Creyo que quer dizer receptaculo + como hum receptaculo commum Creyo que quer dizer receptaculo commum das sementes; mas as siliquas, vagens, pomos, &c, saõ receptaculos communs das sementes, e ao mesmo tempo naõ deixaõ de ser reconhecidos por pericarpos.; mas attendendo aos - exemplos que cita Os receptaculos da magnolia, michelia, e + exemplos que cita Os receptaculos da magnolia, michelia, e uvaria. Vej. Phil. Bot. pag. 75.; so parece indicar as circumstancias em que ha muitas sementes, que naõ tem hum tegumento - commum fechado Contudo segundo o mesmo Botanico o fructo da + commum fechado Contudo segundo o mesmo Botanico o fructo da sylva, aindaque naõ tenha hum tegumento commum fechado, he huma baga composta, e naõ hum receptaculo.. - Na opiniaõ de alguns modernos naõ implica de sorte alguma com a - natureza dos fructos, que haja hum ou mais pericarpos dentro de outro externo; nos pomos por ex. o pericarpo externo - Os termos drupa, e baga saõ vulgarmente entendidos pelo + Na opiniaõ de alguns modernos naõ implica de sorte alguma com a + natureza dos fructos, que haja hum ou mais pericarpos dentro de outro externo; nos pomos por ex. o pericarpo externo + Os termos drupa, e baga saõ vulgarmente entendidos pelo fructo total, isto he, pelas sementes e juntamente pelo pericarpo de que saõ guarnecidas, mas no rigor botanico so significaõ o pericarpo ou tegumento externo accessivo, gro so e @@ -7924,78 +7203,65 @@ pereira contem sementes pontudas, so devemos entender os dois pericarpos que constituem o pomo, e o mesmo deve ter lugar a respeito das drupas, e bagas. he hum tegumento grosso, - succulento e alteravel que + succulento e alteravel que contem hum segundo pericarpo ou capsula, na qual se achaõ reclusas as sementes, como se vê nas peras, e maçaans; na romaan dentro das cellulas do pomo ha hum grande numero de acinos ou bagas - monospermas, as quaes todas saõ verdadeiros pericarpos còrados - Cada hum destes tegumentos accessivos, e succulentos contem huma + monospermas, as quaes todas saõ verdadeiros pericarpos còrados + Cada hum destes tegumentos accessivos, e succulentos contem huma semente com dois tegumentos proprios. - , succulentos e alteraveis, em tudo + , succulentos e alteraveis, em tudo semelhantes aos das amoras de sylva, a que Linneo dà o nome de - pericarpos Vej. O seu Genera plantar., aonde diz depois de ter + pericarpos Vej. O seu Genera plantar., aonde diz depois de ter fallado das sementes da sylva (rubus) que o receptaculo dos pericarpos he conico, vindo por este modo a exprimir claramente que cada huma dellas tem hum pericarpo.. - Quando os tegumentos da flor ficaõ depois da madureza das sementes + Quando os tegumentos da flor ficaõ depois da madureza das sementes nuas, hum tanto conchegados a ellas, durante algum tempo, como se vè na salva, alface, e outras compostas e labiadas, naõ se deve de sorte alguma dar o nome de pericarpo aos dictos tegumentos ainda que a natureza os empregue para fazerem as vezes de pericarpo, e se dirà - taõ somente que o calyz ou corolla + taõ somente que o calyz ou corolla fomenta as sementes no seu seyo.

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Taes saõ as noçoẽs, que me pareceraõ ser em geral mais adequadas para + +

Taes saõ as noçoẽs, que me pareceraõ ser em geral mais adequadas para fazer conhecer a natureza do pericarpo; quando tractar das suas especies, e das sementes, cuidarei de naõ esquecer-me do que poder contribuir a illuminalas; contudo naõ posso deixar de confessar ingenuamente que restaõ ainda a este respeito algumas difficuldades, que so hum genio feliz e ajudado de mais observaçoẽs, do que temos athe ão prezente, poderà vencer.

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As especies de pericarpo, segundo Linneo, saõ oito, a saber, capsula, siliqua, vagem, +

As especies de pericarpo, segundo Linneo, saõ oito, a saber, capsula, siliqua, vagem, follilho, drupa, pomo, baga, e pinha, mas esta ultima especie so se deve contar no numero dos pericarpos bastardos, porque as escamas de que - consta saõ humaespecie de calyz persistente, + consta saõ humaespecie de calyz persistente, e naõ foraõ jamais parte do germe do pistillo.

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A capsula (capsula), he huma +

A capsula (capsula), he huma especie de pericarpo concavo, que se costuma abrir por partes certas e determinadas, como v. g. a da campanula, reseda, meimendro, cravo, - tulipa e açucena. Nalgumas plantas he molle, ou succulenta, noutras he dura, as vezes he grossa outras - vezes delgada. Ha fructos que constaõ de huma so capsula, outros constaõ de + tulipa e açucena. Nalgumas plantas he molle, ou succulenta, noutras he dura, as vezes he grossa outras + vezes delgada. Ha fructos que constaõ de huma so capsula, outros constaõ de duas, tres, quatro, cinco, ou muitas, de que temos exemplos nas esporas, peonia, estaphisagria, rhodiola, aquilegia, e sayaõ.

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Ha capsulas em que se podem destinguir quatro partes, a saber, +

Ha capsulas em que se podem destinguir quatro partes, a saber, valvulas, cellulas, partimento, e pilar; as valvulas (valvulae), saõ - asEllas estaõ conchegadas antes da madureza do fructo, mas + asEllas estaõ conchegadas antes da madureza do fructo, mas logo que este amadureceo, desviaõ-se para deixar cahir as sementes; e as vezes ficaõ retorcidas depois de terem vibrado as sementes com elasticidade, como as da impatiens noli me tangere. partes - que formaõ as paredes externas da capsula reunidas por suturas longitudinaes, da mesma sorte + que formaõ as paredes externas da capsula reunidas por suturas longitudinaes, da mesma sorte que as aduellas formaõ as paredes de huma vasilha; cellulas (loculi, s. loculamenta), saõ os espaços que se achaõ entre as valvulas e partimentos; o partimento (dissepimentum, s. septum), he hum - tapigoHa taõbem partimentos bastardos ou incompletos (spuria), + tapigoHa taõbem partimentos bastardos ou incompletos (spuria), que saõ os que naõ chegaõ athe ao pilar, e ficaõ em meyo caminho; as cellulas neste cazo saõ taõbem bastardas, e se communicaõ entre si. ou parede interna que vay das valvulas athe ao pilar, e separa as cellulas; o pilar (columella), he o axe ou pequena coluna que - se acha no centro da capsula, e onde se reunem todos os partimentos (a tulipa, e + se acha no centro da capsula, e onde se reunem todos os partimentos (a tulipa, e açucena).

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A capsula diz-se ser: +

A capsula diz-se ser: univalve (univalvis), se consta de huma so valvula, e se abre na sua madureza, ou so por huma sutura lateral como nas esporas, ou por furos abertos nos lados ou extremidades (pori), como na campanula, e papoila, @@ -8005,60 +7271,50 @@ (quinquevalvis), no evonymus americanus; de seis valvulas (sexvalvis), na stellaria; de muitas valvulas (multivalvis), se tem mais de seis valvulas.

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Diz-se ser: de huma so cellula (unilocularis), se naõ tem interiormente +

Diz-se ser: de huma so cellula (unilocularis), se naõ tem interiormente partimento algum ainda que conste de valvulas, como no cravo, esporas, - quejadilho, e violetta; de duas cellulas (bilocularis), no meimendro e herva sancta; de tres (trilocularis), na açucena; de + quejadilho, e violetta; de duas cellulas (bilocularis), no meimendro e herva sancta; de tres (trilocularis), na açucena; de quatro (quadrilocularis), no cyonymus europaeus; de cinco (quinquelocularis, na pyrola; de oito (octolocularis), no linum radiola; de dez (decemlocularis), no linho; de muitas cellulas (multilocularis) como na nymphaea.

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Dicòcca (diccoca, s. bicocca), se tem duas cellulas bojudas, e cada huma +

Dicòcca (diccoca, s. bicocca), se tem duas cellulas bojudas, e cada huma contem huma so semente (a mercurial); tricocca, (tricocca), no ricinus e euphorbias; quadricocca (quadricocca), no evonymus europaeus; polycocca (polycocca), se tem muitas cellulas bojudas, com huma so semente em cada huma.

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- Didyma ou bilobada (didyma), se tem duas protuberancias semelhantes a +

+ Didyma ou bilobada (didyma), se tem duas protuberancias semelhantes a duas ginjas apegadas huma à outra (veronica biloba, e outras - congeneres) - Ordinariamente este termo he usado como synonymo da capsula dicocca, + congeneres) + Ordinariamente este termo he usado como synonymo da capsula dicocca, mas nesta so ha duas sementes, e na dydima ha sempre mais de duas, o que basta para as destinguir. .

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Circumcidada (circumcisa), quando tem huma sutura circular e horizontal, +

Circumcidada (circumcisa), quando tem huma sutura circular e horizontal, ou parece ter sido golpeada transversalmente de modo que a sua parte superior representa huma tampa (o meimendro, beldroega, murriaõ, tanchagem, e amarantho).

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Prismatica (prismatica), se tem a forma de hum prisma, ou tem muitas +

Prismatica (prismatica), se tem a forma de hum prisma, ou tem muitas faces planas e lineares (camnanula speculum veneris).

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Echinosa ou aculeada (echinata, s. aculeata), se he guarnecida de +

Echinosa ou aculeada (echinata, s. aculeata), se he guarnecida de espinhos (no tribulus, datura ferox e castanheiro).

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Infunada (inflata), quando parece huma bexiga cheya de vento (como o - cardiospermum). A maior parte do espaço interno destas capsûlas naõ he occupado pelas +

Infunada (inflata), quando parece huma bexiga cheya de vento (como o + cardiospermum). A maior parte do espaço interno destas capsûlas naõ he occupado pelas sementes.

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N. B. As capsulas que foraõ calyz ou corolla so devem ser consideradas como bastardas; +

N. B. As capsulas que foraõ calyz ou corolla so devem ser consideradas como bastardas; taes saõ por ex. os ouriços, do castanheiro.

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Siliqua (siliqua), he huma especie de pericarpo oblongo, bivalve - O Dr. Oeder considera as siliquas, siliculas e vagens como - especies de capsula, as duas primeiras como proprias das +

Siliqua (siliqua), he huma especie de pericarpo oblongo, bivalve + O Dr. Oeder considera as siliquas, siliculas e vagens como + especies de capsula, as duas primeiras como proprias das plantas cruciferas, e a ultima como natural às leguminosas. - Com effeito se reflectirmos em que as sementes nas capsulas estaõ apegadas naõ sò à + Com effeito se reflectirmos em que as sementes nas capsulas estaõ apegadas naõ sò à base, topo e meyo, mas ainda algumas vezes às valvulas e suturas, esta assersaõ parece assaz conforme á natureza. - concavo, com duas suturas - As suturas (suturae), saõ as linhas em que se reunem as + concavo, com duas suturas + As suturas (suturae), saõ as linhas em que se reunem as valvulas. a que estaõ apegadas as sementes, e ordinariamente com hum partimento (a couve, nabo, goiveiro e outras plantas que daõ flores @@ -8072,39 +7328,33 @@ razaõ de serem hum pouco concavas (a lunaria, e draba): transversal ou normal (transversum, normale, s. contrarium), quando he notavelmente mais estreito do que as valvulas de modo que estas saõ summamente - concavas, e se as estendessemos mostrariaõ ter dobrada largura, ou mais do que tem o + concavas, e se as estendessemos mostrariaõ ter dobrada largura, ou mais do que tem o partimento que as atravessa (a bolsa de pastor, e subularia).

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A siliqua diz-se ser: torosa (torosa, s. torulosa), se consta de torulos +

A siliqua diz-se ser: torosa (torosa, s. torulosa), se consta de torulos (toruli), ou elevaçoẽs bojudas circularmente, alternadas com entrevallos estreitos ou gorgilos (o rabaõ); quando tem muitos torulos, e quebra pelos gorgilos ou entrevallos estreitos daõlhe, o nome de articulada (articulata), como no raphanus raphanìstrum: tetragona (tetragona), se tem quatro esquinas (erysimum) comprimida (oompressa), quando parece mais ou menos esmagada em ambas as faces do seu disco (o goiveiro).

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- A silicula diz-se ser; redonda (orbiculata), na clypeola; cordiforme +

+ A silicula diz-se ser; redonda (orbiculata), na clypeola; cordiforme (cordata), no lepidium sativum; verticalmente cordiforme - (abcordata), na bolsa de pastor; lobada (lobata), na biscutella; - lanceolada (lanceolata), na isatis tinctoria; globosa + (abcordata), na bolsa de pastor; lobada (lobata), na biscutella; + lanceolada (lanceolata), na isatis tinctoria; globosa (glabosa), na crambe maritima; e hum tanto globosa (subrotunda) no bunias.

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Vagem (legumen), he huma especie de pericarpo bivalve mais ou menos +

Vagem (legumen), he huma especie de pericarpo bivalve mais ou menos oblongo, com duas suturas, e com as sementes apegadas so à da parte de - cima (o tremoço, fava, feijaõ, ervilha, e outras leguminosas)A + cima (o tremoço, fava, feijaõ, ervilha, e outras leguminosas)A vagem ordinariamente naõ tem partimento algum e consta de huma so cellula; contudo na canafistula, e suas congéneres a vagem tem muitos partimentos transversaes ás volvulas, e as especies de astragalus tem duas cellulas. Nos chamamos legumes ás sementes, que nos servem de alimento, e saõ contidas em vagens..

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A vagem he redondeada (rotundatum), no astragalus); linear ou da mesma - largura ao longo (lineare), na galega; roliça (teres), no lotus; rhomboidal (rhombeum), +

A vagem he redondeada (rotundatum), no astragalus); linear ou da mesma + largura ao longo (lineare), na galega; roliça (teres), no lotus; rhomboidal (rhombeum), no restaboy; turgida (turgidum), quando he concava, vesiculosa, e quasi todo o seu espaço interno he occupado palas sementes, como no ervanço e restaboy; infunado (inflatum), quando he concava, vesiculosa, e a maior @@ -8115,71 +7365,65 @@ interceptum), quando tem torulos que parecem estar articulados ou adunados huns aos outros nos gorgilos (isthmi), que saõ os entrevallos estreitos entre os torulos (como, no scorpiurus).

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- Follilho (folliculus, s. conceptaculum), he huma especie de pericarpo - concavo, de huma so cellula oblonga, e ordinariamente de huma - He raro que o follilho seja bivalve, ou se rasgue em duas +

+ Follilho (folliculus, s. conceptaculum), he huma especie de pericarpo + concavo, de huma so cellula oblonga, e ordinariamente de huma + He raro que o follilho seja bivalve, ou se rasgue em duas partes: como nelle naõ ha vestigio, nem sinal algum de sutura, as linhas dos rasgos longitudinaes por onde se abre sao indeterminadas, e me parece que porisso somente se podem admittir nelle valvulas bastardas. so valvula, que se rasga ao alto por huma banda, e contem - dentro de hum folle membranoso sementes naõ apegadas a + dentro de hum folle membranoso sementes naõ apegadas a sutura alguma (a congossa, loendro, e asclepias.) - O follilho he ordinariamente pontudo (acuminatus), como na congossa e - loendro; lobado na base (basi lobatus), como na + O follilho he ordinariamente pontudo (acuminatus), como na congossa e + loendro; lobado na base (basi lobatus), como na cameraria; polposo e requebrado (pulposus et refractus), como na tabernaemontana.

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- Drupa (drupa), he huma especie de pericarpo sem valvulas nem suturas, carnudo - Alguns Botanicos querem que a drupa seja huma especie de +

+ Drupa (drupa), he huma especie de pericarpo sem valvulas nem suturas, carnudo + Alguns Botanicos querem que a drupa seja huma especie de baga, e com effeito Linneo parece tela confundido taõbem com as bagas, porque nem sempre attendeo á unidade da semente - nem á qualidade dos seus tegumentos ou a grossura da + nem á qualidade dos seus tegumentos ou a grossura da polpa para as destinguir, como se vê na descripçaõ dos fructos do laurus, cornus, mespilus, &c. , de casca coriacea, e contem no centro huma noz, ou carôço (a ameixa, damasco, azeitona, pecego, e o fructo da nogueira). - A drupa he chamada taõbem fructo de caroço, e se denomina succulenta (succulenta), se no tempo da madureza a sua - polpa he summarenta (a ginja, cereja, e ameixa); + A drupa he chamada taõbem fructo de caroço, e se denomina succulenta (succulenta), se no tempo da madureza a sua + polpa he summarenta (a ginja, cereja, e ameixa); secca (sicca), se no tempo da madureza naõ contem succo notavel, ou parece como chupada (a amendoeira, e coqueiro).

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Pomo (pomum), he huma especie de pericarpo sem valvulas, polposo, e que +

Pomo (pomum), he huma especie de pericarpo sem valvulas, polposo, e que contem no centro, ou interior huma capsula (a pera, maçaan, e melaõ). O pomo he taõbem chamado fructo de pevide, mas esta denominaçaõ he vaga, - por convir taõbem a al gumas bagas. Diz-se ser: turbinado - (turpinatum), na pera; globoso (globosum), na maçaan; + por convir taõbem a al gumas bagas. Diz-se ser: turbinado + (turpinatum), na pera; globoso (globosum), na maçaan; umbilicado (umbilicatum), quando tem no topo hum embigo (umbilicus fructûs), isto he, huma cavidade que foy receptaculo da - flor, e he ordinariamente guarnecida do calyz persistente, como na maçaan e pera. - A capsula interna differe, segundo os diversos generos de plantas, no + flor, e he ordinariamente guarnecida do calyz persistente, como na maçaan e pera. + A capsula interna differe, segundo os diversos generos de plantas, no numero de suas cellulas; no pepino consta de tres, na pera tem - cinco, e na romaan nove - A romaan parece ser huma especie particular de pericarpo, por + cinco, e na romaan nove + A romaan parece ser huma especie particular de pericarpo, por meyo do qual a natureza passa dos pomos às bagas; este fructo sendo em parte huma baga composta coberta em razaõ dos muitos bagos monospermos que contem, e em parte hum pomo em razaõ da sua grossa casca inteiriça, e capsula interna. .

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Baga (bacca), he segundo Linneo, huma especie de pericarpo sem valvulas, + +

Baga (bacca), he segundo Linneo, huma especie de pericarpo sem valvulas, polposo, e que contem de ordinario sementes dispersas no bagulho (semina nidulantia), como a uva, murtinhos, uva espim, e groselha. Naõ obstante ser inteira e naõ ter val vulas, pode contudo ter cellulas, e diz-se ser: de huma so cellula, de duas, tres, quatro, &e. (uni- bi- tri- - quadrilacularis, &c.). Se tem huma so semente diz-se ser: - monosperma (monosperma), e lhe daõ taõbem o nome de acino - Este termo tem huma significaçaõ bastantemente vaga entre os + quadrilacularis, &c.). Se tem huma so semente diz-se ser: + monosperma (monosperma), e lhe daõ taõbem o nome de acino + Este termo tem huma significaçaõ bastantemente vaga entre os Botanicos, porquanto huns o applicaõ as bagas monospermas conglomeradas, como acima disse, outros usaõ delle para exprimir qualquer sorte de bagas dispostas densamente em @@ -8193,28 +7437,24 @@ trisperma, tetrasperma, &c. (tri-tetrasperma, Etc.); se tem tres, quatro sementes, &c. e polysperma (polysperma), se tem muitas sementes. - - Umbilicada + + Umbilicada (umbilicata), quando he guarnecida no tempo da sua madureza pelo - calyz persistente, como os murtinhos + calyz persistente, como os murtinhos e bagas da madresylva; torosa (torosa), se tem torulos ou protuberancias (o tomate), secca (sicca) se na madureza das sementes fica exsucca e dura, como no xanthium; occa (cava), se naõ tem bagulho, como no pimentaõ; composta (composita), se consta de muitos acinos, ou bagos monospermos aggregados, como as amoras de sylva.

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Linneo fallando das bagas em geral diz, que humas saõ proprias, outras + +

Linneo fallando das bagas em geral diz, que humas saõ proprias, outras bastardas ou improprias; que huma baga propria era hum pericarpo - tornado fructo succulento, e que a + tornado fructo succulento, e que a bastarda podia ser qualquer outra parte do fructo; depois dá por - exemplo das bagas improprias humas succulentas, - outras seccas, formadas pelo calyz, - corolla, receptaculo, sementes, arillo, nectario, capsulas, follilhos, vagens, e pinhas Vej. Phil. + exemplo das bagas improprias humas succulentas, + outras seccas, formadas pelo calyz, + corolla, receptaculo, sementes, arillo, nectario, capsulas, follilhos, vagens, e pinhas Vej. Phil. Botan. pag. 75.. Elle reformou depois huma grande parte destas ideas, mas naõ evitou inteiramente as ambiguidades dos seus predecessores a regpeito da accepcaõ do termo baga, empregando-o muitas @@ -8224,109 +7464,88 @@ sentimentos; naõ posso contudo deixar de advertir que a qua theoria he nesta parte insufficiente, e o naõ seria sem duvida, se elle tivera abolido os termos de bagas seccas, e fixado melhor as ideas sobre a - propriedade e impropriedade das bagas. Huma baga propria (propria) - Eu considero aqui a baga no tempo da sua madureza; para + propriedade e impropriedade das bagas. Huma baga propria (propria) + Eu considero aqui a baga no tempo da sua madureza; para fixar as ideas sobre os fructos em geral, e em particular, he precizo attender ao seu estado de fecundaçaõ, madureza, e germinaçaõ, e em quanto os botanicos naõ seguirem este parecer, sempre daraõ delles nocoẽs indeterminadas. he huma - especie de pericarpo succulento, sem + especie de pericarpo succulento, sem valvulas nem indicio algum de suturas na superficie, e contem ou - huma so semente sem tegumento lenhoso - Osseo; isto a fará destinguir da drupa, que contem huma so + huma so semente sem tegumento lenhoso + Osseo; isto a fará destinguir da drupa, que contem huma so semente com o dicto tegumento lenhoso e durissimo. - Linneo admitte algumas vezes drupas de mais de huma semente, + Linneo admitte algumas vezes drupas de mais de huma semente, como se vè na bassia, cornus, &c., e taõbem bagas monospermas com caroços, como no çumagre e viburnum; quem admittir esta theoria naõ deve fazer differença entre as bagas e drupas. - , ou muitas seja qualquer que for o seu tegumento secundario. Ella + , ou muitas seja qualquer que for o seu tegumento secundario. Ella constitue sempre hum terceiro tegumento às cotyledones das sementes; pode ser, ou bagulhosa, ou occa, e ter huma, duas ou mais cellulas. - Depois do estado de madureza costuma ou apodrecer, ou engilhar-se, - mas naõ se rasga ao alto ainda que seja hum tanto oblonga - Nisto se distingue de alguns follilhos succulentos. + Depois do estado de madureza costuma ou apodrecer, ou engilhar-se, + mas naõ se rasga ao alto ainda que seja hum tanto oblonga + Nisto se distingue de alguns follilhos succulentos. ; e se a sua pelle persiste com o tegumento secundario da semente athe à germinaçaõ, ella mostrarà sempre hum estado de engilhamento e alteraçaõ bem differente da succulencia, que tinha no tempo da madureza das sementes. - A baga impropria ou bastarda (impropria, s. spuria), he hum pericarpo - bastardo, succulento, e fechado no - tempo da madureza das sementes, o qual tinha dantes sido ou calyz ou corolla da flor, como v. g. he a + A baga impropria ou bastarda (impropria, s. spuria), he hum pericarpo + bastardo, succulento, e fechado no + tempo da madureza das sementes, o qual tinha dantes sido ou calyz ou corolla da flor, como v. g. he a das roseiras e basella. - Os receptaculos que representaõ huma baga em razaõ da sua succulencia + Os receptaculos que representaõ huma baga em razaõ da sua succulencia e figura, como v. g.; os dos morangos e figos, devem conservar sempre o nome de receptaculo, e so se lhes pode ajuntar os termos de - succulento, ou bacciforme + succulento, ou bacciforme (succulentum, baccatum, s. bacciforme). - Todos os pericarpos, cujas suturas se virem exteriormente bem + Todos os pericarpos, cujas suturas se virem exteriormente bem assinaladas, ou cujo lugar determinado de abertura for reconhecido, - como saõ v. g.; as capsulas do evonymus, e + como saõ v. g.; as capsulas do evonymus, e nymphæa, devem conservar os seus nomes proprios, ainda que pela razaõ da succulencia tardem a abrir-se algum tempo depois da - madureza das sementes, e somente se lhes pode ajuntar o termo de succulentos; as pinhas do juniperus, ephedra, e - quaesquer outras cujas escamas forem succulentas, e + madureza das sementes, e somente se lhes pode ajuntar o termo de succulentos; as pinhas do juniperus, ephedra, e + quaesquer outras cujas escamas forem succulentas, e por esse motivo tardarem algum tempo de se abrir, naõ devem taõbem - perder o seu nome competente, e so se podem chamar succulentas, ou quando muito bacciformes; ainda que - hajaõ alguns follilhos, que sejaõ bastantemente succulentos, naõ merecem contudo o nome de bagas, porque + perder o seu nome competente, e so se podem chamar succulentas, ou quando muito bacciformes; ainda que + hajaõ alguns follilhos, que sejaõ bastantemente succulentos, naõ merecem contudo o nome de bagas, porque estas naõ costumaõ rasgar-se ao alto como elles, e por conseguinte - so seraõ denominados follilhos succulentos. - Quanto ás sementes, cujo segundo tegumento proprio for molle, como no - prasium, e evonymus - A analogia, que tem o prasium com as labiadas gymnospermas, + so seraõ denominados follilhos succulentos. + Quanto ás sementes, cujo segundo tegumento proprio for molle, como no + prasium, e evonymus + A analogia, que tem o prasium com as labiadas gymnospermas, mostra claramente que o tegumento externo dos seus fructos he hum tegumento proprio de sementes nuas, e naõ accessivo: - no evonymus alem da capsula as sementes tem duas laminas ou + no evonymus alem da capsula as sementes tem duas laminas ou tegumentos proprios, dos quaes o exterior he mais grosso e - succulento, como muitas + succulento, como muitas vezes tenho observado. , por evitar toda a confusaõ e ambiguidade que pode haver, o melhor sera naõ lhes dar o nome de embagadas ou bacciformes; mas bastará, depois de se ter feito mençaõ de que o pericarpo he nullo, - dizer que ellas tem a casca succulenta, ou que o seu segundo - tegumento he succulento.

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Os termos de bagas seccas, e de drupas seccas naõ mereciaõ de ser + dizer que ellas tem a casca succulenta, ou que o seu segundo + tegumento he succulento.

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Os termos de bagas seccas, e de drupas seccas naõ mereciaõ de ser usados em Botanica, elles saõ oppostos ás ideas que se tem ordinariamente das bagas, e dos fructos de caroço, servem de confusaõ aos principiantes, e de ambiguidade ainda aos que ja estaõ - adiantados - Os que compararem os fructos do coqueiro, xanthium, &c. a + adiantados + Os que compararem os fructos do coqueiro, xanthium, &c. a que Linneo chama drupas seccas poderaõ convencerse desta verdade. - . Eu confesso que devemos ser restrictos na innovaçaõ de termos technicos, e que deveramos + . Eu confesso que devemos ser restrictos na innovaçaõ de termos technicos, e que deveramos antes cuidar em diminuilos do que augmentalos; mas taõbem penso que vale mais adoptar hum termo novo bem definido, do que empregar hum antigo - indeterminadamente, e ainda mesmo contra a sua definiçaõ. Pelo que + indeterminadamente, e ainda mesmo contra a sua definiçaõ. Pelo que parece-me que naõ seria desacertado comprehender debaxo do novo - termo de escrino ou escrinulo Este termo he novo segundo a + termo de escrino ou escrinulo Este termo he novo segundo a accepçaõ em que o tomo aqui; mas naõ he novo entre os Botanicos; o Dr. Scopoli usou delle para signifcar fructos de tres tegumentos, segundo a sua particular theoria. (scrinum, s. scrinulum) todas as bagas seccas, drupas seccas, e ainda mesmo algumas nozes, a que Linneo chama pericarpos e naõ sementes - Segundo Linneo as nozes reclusas dentro de huma capsula, baga, ou + Segundo Linneo as nozes reclusas dentro de huma capsula, baga, ou drupa saõ sementes; outras vezes sem serem reclusas em pericarpo naõ deixaõ de ser sementes, como as avellaans e bolotas; outras vezes emfim constituem hum pericarpo, como no esparto e @@ -8336,35 +7555,31 @@ lesaõ da semente ou sementes internas nem impedir ou causar danno à sua vegetaçaõ, como o do xanthium e coqueiro; o escrino bastardo seria hum pericarpo improprio, sem valvulas, fechado e secco no - tempo da madureza das sementes, tendo dantes sido ou calyz, ou corolla, ou nectario da flor, + tempo da madureza das sementes, tendo dantes sido ou calyz, ou corolla, ou nectario da flor, como v. g. o da agrimonia, coix, poterium, mirabilis, &c.

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- Pinha (strobilus) Daõ-lhe taõbem o nome de conus; mas este +

+ Pinha (strobilus) Daõ-lhe taõbem o nome de conus; mas este termo he applicado pomente às pinhas de escamas grossas, e lenhosas, como as do piniheiro. Eu ajuntei na descripçaõ da pinha os termos quasi lenhosas, para comprehender as do zimbro, - ephedra e outras semelhantes., he hum pericarpo bastardo, formado de hum amentilho, e que consta de escamas + ephedra e outras semelhantes., he hum pericarpo bastardo, formado de hum amentilho, e que consta de escamas lenhosas ou quasi lenhosas, como o pinheiro, abeto, larico, cedro do - Libano, acypreste, thuya, zimbro, e ephedra Em todos os + Libano, acypreste, thuya, zimbro, e ephedra Em todos os fructos destas plantas o pericarpo he nullo; Linneo aindaque deixou de declarar no zimbro, e thuya esta circumstancia, a analogia dos seus fructos com os do acypreste, ephedra, &c. nos assegura que elles naõ tem verdadeiro pericarpo.. - A pinha no tempo da florecencia he hum verdadeiro amentilho, e no + A pinha no tempo da florecencia he hum verdadeiro amentilho, e no tempo da frutescencia contem huma, ou duas sementes debaxo de cada huma das suas escamas; a sua figura he conica, e ás vezes hum tanto globosa.

- Sementes. -

A semente (semen), considerada no seu estado de - perfeiçaõ, e plena madureza, he hum ovo vegetal A opiniaõ de + Sementes. +

A semente (semen), considerada no seu estado de + perfeiçaõ, e plena madureza, he hum ovo vegetal A opiniaõ de considerar as sementes dos vegetaes, como ovos he antiquissima, e foy a de Empedocles, Hippocrates, Aristoteles, Theophrasto, &c. Orpheo e Pythagoras celebraraõ o ovo como o primordia de @@ -8373,57 +7588,46 @@ nascido de ovos. perfeitamente fecundado, no qual ha huma plantula seminal apegada a huma ou mais cotylédones, envolvida em tegumentos proprios que senaõ abrem athe á germinaçaõ, e capaz de - reproduzir a sua especie Alguns descrevem taõbem a semente + reproduzir a sua especie Alguns descrevem taõbem a semente ser: hum corpo organico fecundado em que permina a fructificaçaõ, e o crescimento da parte donde se desapegou, o que contem compendiosamente debaxo dos seus proprios tegumentas huma nova planta.. - Mas para bem comprehender a descripçao que dou aqui da semente, he precizo advertir, que + Mas para bem comprehender a descripçao que dou aqui da semente, he precizo advertir, que segundo as observaçoẽs microscopicas de Camerario feitas nas leguminosas (e melhor circumstanciadas depois em differentes plantas por Du Hamel e outros modernos) as sementes antes da fecundaçaõ - parecem ser somente huns tegumentos vesiculares Saõ os seus + parecem ser somente huns tegumentos vesiculares Saõ os seus tegumentos proprios.; compostos ordinariamente de duas laminas, e occupados interiormente por hum fluido gelatinoso transparente. - Logo que as capsulas das antheras rebentàraõ e começou a fecundaçaõ, + Logo que as capsulas das antheras rebentàraõ e começou a fecundaçaõ, vê-se no meyo do dicto fluido hum ponto ou globulo minimo verde, appenso a hum fio finissimo. - Este ponto he o corculo da semente As opinioẽs dos + Este ponto he o corculo da semente As opinioẽs dos physiologistas a respeito do tempo em que a plantula seminal começou a existir nos ovulos vegetaes podem geralmente ser reduzidas a duas, a saber: a dos que pertendem que a plantula seminal entra no ovulo no tempo da fecundaçaõ, e a dos que dizem - que ella existe no ovulo antes do dicto tempo. Entre os que + que ella existe no ovulo antes do dicto tempo. Entre os que seguem a primeira opiniaõ alguns pertendem que o po das - antheras seja hum montaõ de plantulas seminaes + antheras seja hum montaõ de plantulas seminaes minimas, e subtilissimas que passaõ aos ovulos pelas ramificaçoẽs do estylete ou estigma; Pontedera dizia que estas plantulas subtilissimas desciaõ pelo filete do estame ao receptaculo, e que deste passava aos ovulos; Blaire - pensava que as dictas plantulas cahiaõ das antheras nos nectarios e passavaõ destes aos - ovulos; outros asseguraraõ ter visto no pó das antheras hum montaõ de vermes subtilissimos, e + pensava que as dictas plantulas cahiaõ das antheras nos nectarios e passavaõ destes aos + ovulos; outros asseguraraõ ter visto no pó das antheras hum montaõ de vermes subtilissimos, e pensaraõ que elles passavaõ aos ovulos e constituiaõ a plantula seminal; outros defenderaõ que a substancia oleosa - das antheras, e estigmas reunida fazia hum mixto + das antheras, e estigmas reunida fazia hum mixto particular, o qual descendo aos ovulos nelles se vivificava, e constituia emfim em cada hum delles huma plantula seminal. - Dos que seguem a existencia da plantula seminal antes da - madureza das antheras, huns pertendem que a dicta + Dos que seguem a existencia da plantula seminal antes da + madureza das antheras, huns pertendem que a dicta plantula para ser concebida naõ preciza de modo algum do pò - das antheras, e que quando muito elle so pode servir + das antheras, e que quando muito elle so pode servir para à sua nutriçaõ, que ella existe por epigenesia, isto he por huma geraçaõ propria; e sem acto de copula, sendo o seu nascimento meramente divido a huma virtude innata ao vegetal @@ -8433,11 +7637,10 @@ espinafres, e abobaras lhe deraõ sementes perfeitas, naõ obstante ter separado as plantas masculinas das femininas, e ter castrado todas as flores masculinas nas abobaras. - Outros dizem que a plantula seminal preexiste no humor + Outros dizem que a plantula seminal preexiste no humor gelatinoso de ovulo vegetal, e de tal sorte ja organizada, que he susceptivel de movimentos vitaes por meyo da aura que - deve exhalar das antheras, e de huma substancia + deve exhalar das antheras, e de huma substancia subtil que se acha no pistillo; outros com o celebre Haller dizem que ella he hum feto, que jaz no ovulo, como adormentado, mas que pode contudo ser despertado pelos @@ -8451,37 +7654,32 @@ provavel, naõ deixa contudo de ter ainda algumas obscuridades, occasionnadas pela difficuldade que havera sempre em saber o modo com que obra a aura seminal sobre o feto preexistente e o - estado organico em que ella o acha. Nòs aindaque conheçamos + estado organico em que ella o acha. Nòs aindaque conheçamos que os ovulos saõ originarios dos gomos naõ sabemos contudo porque razaõ hum gomo muda de indole, quando passa a ser hum primordio de fructo, e deixa de crescer, ou so tem huma vegetaçaõ imperfeita, quando naõ he fecundado pela aura do - pò das antheras. - , e o fio he a sua cordinha umbilical; os tegumentos vesiculares saõ comparados às membranas - amnios, e chorion da placenta em que he envolvido o + pò das antheras. + , e o fio he a sua cordinha umbilical; os tegumentos vesiculares saõ comparados às membranas + amnios, e chorion da placenta em que he envolvido o feto animal, e o fiuido gelatinoso he igualmente comparado ao humor que existe no amnios dos animaes viviparos, e à clara dos ovos apegados aos ovarios dos animaes oviparos. Passados alguns dias, a plantula seminal tendo, se nutrido tanto do fluido ambiente como da substancia do receptaculo por meyo da cordinha umbilical, começa a tomar huma forma differente: desenvolvem-se ao seu lado hum ou mais lobulos - lacteos, a que chamaõ cotylédones, consome-se o fluido pouco a pouco, athe que emfim toda a cavidade dos tegumentos fica occupada + lacteos, a que chamaõ cotylédones, consome-se o fluido pouco a pouco, athe que emfim toda a cavidade dos tegumentos fica occupada somente pela planta seminal e cotylédones. Neste estado a semente continua a crescer, juntamente com os seus tegumentos e receptaculo, athe o periodo de plena madureza, se alguma causa accidental senaõ - oppoem ao seu progresso vegetativo. Portanto todas as vezes que os + oppoem ao seu progresso vegetativo. Portanto todas as vezes que os ovos vegetaes naõ saõ fecundados naõ podem medrar, e ficaõ sempre inhabeis para poder reproduzir hum perfeito idividuo da sua mesma especie; nesta circumstancia o tenro fructo em lugar de ir ávante ordinariamente engilha pouco a pouco, e cahe dentro de breve tempo; e no cazo que, o receptaculo, tegumentos proprios, e accessivos das sementes vegetem inchem, engrossem, e cheguem a hum estado apparente - de madureza, como se vê n'alguns figos, e bananas Alguns + de madureza, como se vê n'alguns figos, e bananas Alguns horteloẽs dizem que as sementes das figueiras femininas da Europa, sem embargo de naõ terem sido fecundadas, germinaõ, e reproduzem hum individuo da sua especie; eu duvido muito do @@ -8494,37 +7692,34 @@ maduras, nunca deo sementes perfeitas, de modo que so se multiplica por meyo de raizes., as sementes saõ sempre estereis. - As expertencias do abbade Spalanzani, que alguns costumaõ allegar + As expertencias do abbade Spalanzani, que alguns costumaõ allegar contra estas assersoẽs tem athe agora sido consideradas pela maior parte dos Botanicos, como defeituosas; para que ellas podessem destruir a precedente theoria, seria precico que fossem repetidas - por Botanicos imparciaes, e verificadas com toda a exactidaõ; o que faz crer que nellas houve + por Botanicos imparciaes, e verificadas com toda a exactidaõ; o que faz crer que nellas houve engano he ter confessado o mesmo sabio naturalista, que nunca podera obter sementes perfeitas da mercurial, e muitas outras plantas, sem - que o pistillo fosse impregnado pelo pò das antheras.

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- A essensia da semente consiste em ter huma plantula seminal, ou + que o pistillo fosse impregnado pelo pò das antheras.

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+ A essensia da semente consiste em ter huma plantula seminal, ou principio germinativo fecundado; as suas propriedades podem ser reduzidas às circumstancias de constar de cotylédones, tegumentos, hilo, e terminar todo o augmento vegetativo do ponto medullar, a que - ella ou o seu receptaculo estiveraõ apegados Toda a planta + ella ou o seu receptaculo estiveraõ apegados Toda a planta annual ou biennal depois da fructificaçaõ naõ cresce mais, antes começa a enfraquecer athe que emfim perece pouco tempo depois; as que saõ vivaces ou o seu tronco perece totalmente depois da fructificaçaõ, quando he herbaceo, ou se he senhoso deixa de crescer no ponto em que fructificou..

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- Pela razaõ de ter huma plantula seminal fecundada, as sementes naõ sò - se destinguem das estereis, mas ainda dos gomos e bolbos - Alem disto huma plantula seminal separada das cotylédones +

+ Pela razaõ de ter huma plantula seminal fecundada, as sementes naõ sò + se destinguem das estereis, mas ainda dos gomos e bolbos + Alem disto huma plantula seminal separada das cotylédones jamais se podera enxertar, como se pode hum gomo arrancado - da arvore. + da arvore. , porque nestes nao ha fecundaçaõ, nem copula floral (segundo - a expressaõ dos sexualistas); as propriedades O Dr. Boehmer he + a expressaõ dos sexualistas); as propriedades O Dr. Boehmer he de parecer que a essensia das sementes consiste naõ so na plantula seminal, mas ainda nas cotylédones e hilo, censurando o Dr. Reuss (Comment. de Plantar. sem. p. 19) de ter considerado @@ -8535,11 +7730,9 @@ este respeito, que ainda que em todos os homens por ex. haja risibilidade, nervos, coraçaõ, &c. a essensia do homem naõ consiste contudo na risibilidade, nervos, coraçaõ, - &e. de terem cotylédones, e tegumentos vesiculosos taõbem servem a + &e. de terem cotylédones, e tegumentos vesiculosos taõbem servem a destinguilas dos dictos gomos e bolbos. - Naõ se pode contudo negar que ha bolbos caulinos, e floraes que tem + Naõ se pode contudo negar que ha bolbos caulinos, e floraes que tem huma grande analogia com as sementes elles cahem espontaneamente do tronco sobre a terra, e nella brotaõ como as sementes; alguns delles terminaõ a vegetaçaõ em certas especies de plantas; vemos em outros @@ -8550,24 +7743,24 @@ elles, ainda mesmo nos sitios que naturalmente habitaõ, e he raro de se lhes observar sementes; o mesmo vemos em algumas especies de alhos, cujos bolbos se achaõ nas umbrellas misturados com as flores, - as quaes Eu tenho contudo observado algumas sementes perfeitas + as quaes Eu tenho contudo observado algumas sementes perfeitas nesta sorte de umbrellas, e penso que o polygonum viviparum e bistorta nem sempre daõ somente bolbos, como alguns dizem. muitas vezes saõ por elles inteiramente suffocadas.

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- Todas as plantas que naõ saõ mulinas (hybrida) podem - A opinaiõ hoje geralmente recebida +

+ Todas as plantas que naõ saõ mulinas (hybrida) podem + A opinaiõ hoje geralmente recebida entre os botanicos he que todas as plantas perfeitas e imperfeitas daõ sementes, e que algumas dellas costumaõ taõbem multiplicar-se por bolbos, e gomos caulinos decadentes. Mas nem todos convem que ellas sejaõ - fecundadas por meyo de copula floral. Sceheffer diz que a + fecundadas por meyo de copula floral. Sceheffer diz que a propagaçaõ dos fungos he sujeita a leys occultas; que as suas sementes naõ nasceraõ como as das plantas perfeitas, e que saõ naturalmente capazes de germinar, como os bolbos, - sem o concurso da materia fecundante. + sem o concurso da materia fecundante. Gmelin (Histor. Fucor.) diz taõbem, que as sementes dos fucos tem huma fecundidade innata, naõ assentindo ao que Reaumur tinha assegurado a respeito das sementes fecundadas em algumas @@ -8581,24 +7774,21 @@ propagens, mas segundo Necker, Boehmer e Haller estas propagens naõ saõ sementes, mas verdadeiros gomos pelos quaes os musgos se podem igualmente multiplicar. dar sementes fecundadas - por meyo de copula floral; e em todas as sementes fecundadas alem da plantula + por meyo de copula floral; e em todas as sementes fecundadas alem da plantula seminal ha cotylédones, e tegumentos proprios, como consta das observaçoẽs de Meese, Koelreuter, e Hedwig.

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- Os tegumentos proprios da semente (tegumenta), são a substancia membranosa, +

+ Os tegumentos proprios da semente (tegumenta), são a substancia membranosa, que constituia parte dos ovulos do pistillo antes da fecundaçaõ, e - que depois della tomando mais forte consistencia Os tegumentos + que depois della tomando mais forte consistencia Os tegumentos internos tem sempre huma consistencia mais branda do que os externos, estes saõ algumas vezes coriaceos como se vê nas pevides da pera, melaõ, e laranja, outras vezes saõ lenhosos e durissimos, como os das nozes. fica envolvendo as cotyledones e plantula seminal, sem se abrir espontaneamente athe á germinaçaõ, ne se poder separar das partes que envolve sem as lezar, - sem empedir a germinaçaõ Ainda que separemos com toda a + sem empedir a germinaçaõ Ainda que separemos com toda a cautella os tegumentos proprios de huma semente, a plantula seminal nem porisso deixa ordinariamente de perecer; e se por acazo succede germinar, ou vegeta pouco tempo perecendo antes de @@ -8609,18 +7799,16 @@ sementes illésas, semeadas ao mesmo tempo, e no mesmo terreno, ou lugar., ou ao menos sem causar graves danos à sua futura vegetaçaõ. - Segundo Cesalpino as sementes tem dois tegumentos proprios, hum interno + Segundo Cesalpino as sementes tem dois tegumentos proprios, hum interno outro externo; o tnterno he mais brando, e em razaõ da sua fineza - chamado vesicula ou tegumento vesiculoso (vesicula) Este termo + chamado vesicula ou tegumento vesiculoso (vesicula) Este termo he igualmente dado por alguns autores ao tegumento externo principalmente quando a semente naõ esta ainda fecundada, mas os que usaõ delle com propriedade so o appliçaõ ao tegumento interno delgado, e o comparaõ à vesicula que se acha dentro da casca dos ovos da gallinha e outras aves.; o externo he mais grosso e mais duro, e lhe chamaõ casca (cortex, s. epidermis) - O termo epidermis, de que usa Linneo e outros modernos, he + O termo epidermis, de que usa Linneo e outros modernos, he menos proprio que o de cortex (de que usa Camerario), muito principalmente se o applicamos á casca das nozes ou caroços; a epiderme dos animaes, e dos troncos dos vegetaes he sempre mais @@ -8633,23 +7821,21 @@ parecem formar hum so tegumento, como por ex. no milho e graos; nesta circumstancia he precizo para os podermos separar metter primeiramente as sementes de molho ou escaldalas. - Este parecer de Cesalpino naõ tem sido adoptado por todos os + Este parecer de Cesalpino naõ tem sido adoptado por todos os Botanicos senaõ relativamente ao maior numero de sementes querendo muitos que hajaõ algumas cobertas de hum so tegumento proprio - Como o trigo, centeio, e sementes das plantas - cryptogamicas., e outras cobertas de tres Como a + Como o trigo, centeio, e sementes das plantas + cryptogamicas., e outras cobertas de tres Como a borragem, cynoglossa, nozes e caroços., o que me naõ parece ser opposto à natureza. - Os tegumentos servem no primitivo estado da semente antes da fecundaçaõ a conter o licor gelatinoso e o corculo; + Os tegumentos servem no primitivo estado da semente antes da fecundaçaõ a conter o licor gelatinoso e o corculo; depois deste periodo fomentaõ e defendem a plantula seminal e cotylédones das injurias externas, conservaõ-nas inteiras, e naõ deixaõ transpirar os seus fluidos nobres senaõ lentissimamente; no tempo da germinaçaõ servem (segundo Boerrhaave) a moderar a impetuosidade do calor e humidade, e a gradualos de modo que estabeleçaõ huma fermentaçaõ germinativa e naõ putrida; saõ taõbem - (segundo Malpighi Boehmer naõ admitte esta depuraçaõ dos + (segundo Malpighi Boehmer naõ admitte esta depuraçaõ dos succos na casca, como quer Malpighi, dizendo que todos os succos que passaõ de cotyledones entraõ pelo hilo ou pelas fendas das valvulas das sementes (quando existem como v. g. nalgumas @@ -8662,41 +7848,37 @@ depuraçaõ, por meyo do qual os succos da terra saõ coados, e passaõ depois a misturar-se intimamente com os das cotylédones.

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Na superficie do tegumento externo da semente ha sempre huma pequena +

Na superficie do tegumento externo da semente ha sempre huma pequena cicatriz mais ou menos apparente, a que chamaõ hilo ou empigo da semente (hilus, s. umbilicus seminis); esta cicatriz he a parte por onde a semente esteve apegada á cordinha umbilical, ou ao seu receptaculo proprio, he o lugar por onde entrou a sua nutriçaõ, e por onde na germinaçaõ costuma sahir a radicula; o embigo da semente he assaz visivel no feijaõ, staphylea, cardiospermum, e ainda mesmo nos caroços, - e nozes; algumas vezes he corado como se vè nas favas. A cordinha - umbilical (funiculus umbilicalis), he hum pequeno fio ordinariamente curto, apegado por huma extremidade á semente + e nozes; algumas vezes he corado como se vè nas favas. A cordinha + umbilical (funiculus umbilicalis), he hum pequeno fio ordinariamente curto, apegado por huma extremidade á semente e por outra ao receptaculo proprio; a extremidade, que se acha apegada á semente pelo hilo, continua athe á plantula seminal - servindo lhe de couductor da sua fecundaçaõ e nutriçaõ - Sem embargo de que a cordinha umbilical seja, em algumas + servindo lhe de couductor da sua fecundaçaõ e nutriçaõ + Sem embargo de que a cordinha umbilical seja, em algumas sementes, de huma fineza capillar, naõ se pode contudo negar que nella ha ao menos tres sortes de vazos 1º. os que servem á sua propria nutriçaõ, 2º os que levaõ a nutriçaõ á plantula seminal e cotylédones, 3º os que servem a levar a - materia fecundante, os quaes segundo Adanson + materia fecundante, os quaes segundo Adanson saõ verdadeiras trachéas. - Hebenstreit diz que as sementes que se achaõ reelusas em - pericarpos succulentos tiraõ a sua - nutriçaõ da polpa sumarenta; mas esta assersaõ + Hebenstreit diz que as sementes que se achaõ reelusas em + pericarpos succulentos tiraõ a sua + nutriçaõ da polpa sumarenta; mas esta assersaõ naõ se oppoem á theoria de que ás sementes saõ nutridas por meyo do cordaõ umbilical; nesta circumstancia pode ser que os tegumentos proprios recebaõ parte da sua nutriçaõ - immediatamente da polpa, e parte por meyo do + immediatamente da polpa, e parte por meyo do cordaõ umbilical, mas a plantula seminal, e cotyledones recebem toda a sua nutriçaõ immediatamente do cordaõ - umbilical, e naõ immediatamente da casca contigua á + umbilical, e naõ immediatamente da casca contigua á polpa - succulenta. A + succulenta. A cordinha umbilical serve de conduzir a nutriçaõ naõ so ás partes contidas mas ainda ás continentes ou tegumentos proprios das sementes, como se observa nas leguminosas. Os succos nutritivos @@ -8706,9 +7888,9 @@ diversa da que se faz nos tegumentos, como bem se reconhece pelos diversos cheiros, saboras, e virtudes que se observaõ nestas partes. . - A cordinha umbilical he assaz apparente na magnolia, cruciferas, e + A cordinha umbilical he assaz apparente na magnolia, cruciferas, e leguminosas; mas em algumas bagas, e sementes nuas he muito difficil - de a poder destinguir Boehmer conjectura que em todas as + de a poder destinguir Boehmer conjectura que em todas as sementes ha sempre exteriormente hum cordaõ umbilical, sem exceptuar as das pinhas, umbrelladas, labiadas, asperifolias, compostas e outras muitas sementes nuas encravadas nos @@ -8724,34 +7906,31 @@ receptaculo hum montaõ de vazos que fazem as funçoẽs de umbilicaes externos, e que estes reunindo-se depois na casca da semente formaõ hum so cordaõ umbilical interno..

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Dentro da vesicula da semente ha duas partes de differente volume, + +

Dentro da vesicula da semente ha duas partes de differente volume, apegadas huma a outra; a maior occupa o lugar externo, e delle depende a figura e grandeza da semente; a menor esta situada no meyo ou - extremidade da precedente e he o primordio de hum novo vegetal. A - primeira he chamada cotylédone - (cotylédon) Este nome he mais usado do que o de medulla, + extremidade da precedente e he o primordio de hum novo vegetal. A + primeira he chamada cotylédone + (cotylédon) Este nome he mais usado do que o de medulla, secundina, platenta, lobus seminalis, e folium seminale, que alguns autores lhe deraõ., ou miolo da semente segundo a accepçaõ vulgar (nucleus); a segunda tem o nome de corculo ou - plantula seminal (corculum, s. plantula seminalis) Alguns + plantula seminal (corculum, s. plantula seminalis) Alguns Botanicos chamaõ-lhe taõbem embryaõ, ponto vegetativo, e gomo da semente (embryo, punctum vegetans, gemma seminis); o de plantula seminal no meu parecer he de todos o melhor.. - Quando a semente começa a germinar, a plantula seminal he composta de + Quando a semente começa a germinar, a plantula seminal he composta de duas partes diversas na situaçaõ e figura, huma folhosa que sobe - para cima e he chamada plumula (plumula) Cesalpino chamava-lhe + para cima e he chamada plumula (plumula) Cesalpino chamava-lhe germe (germen), este nome foy depois applicado indestinctamente tanto á plumula, como á plantula seminal; mas depois que Linneo o applicou ultimamente á parte inferior do pistillo, ou ao tenro fructo no estado da sua fecundaçaõ, as suas antigas significaçoẽs saõ pouco usadas., outra aguda ou conica, que desce para baxo a encravarse na terra, chamada radicula ou - rostrilho (radicula, s. rostellum) - Gledistch so lhe chama rostrilho em quanto està na semente + rostrilho (radicula, s. rostellum) + Gledistch so lhe chama rostrilho em quanto està na semente sem germinar; este mesmo rostrilho, segundo elle, he o cordaõ umbilical, quando a semente esra apegada ao seu receptaculo proprio, e he a radicula, quando a semente @@ -8764,7 +7943,7 @@ . Todas estas partes se podem ver bem claramente em hum feijaõ ou fava, principalmente se mettemos estas sementes de molho athe germinarem.

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As cotyledones, em quanto naõ começa a germinaçaõ, servem juntamente com +

As cotyledones, em quanto naõ começa a germinaçaõ, servem juntamente com os tegumentos de fomentar a plantula seminal contra os frios, e de preservala de outras injurias externas; saõ de natureza mais ou menos oleosa, e contem em si huma subtancia mucilaginosa propria para nutrir a @@ -8772,15 +7951,12 @@ os succos sufficientes para á sua firme subsistencia; esta substancia he assaz analoga ao leite com que os animaes viviparos nutrem seus tenros filhos, e porisso alguns physiologistas compararaõ as cotylédones com as - tetas dos dictos animaes, e lhes chamaraõ corpos mammarios. Grew, + tetas dos dictos animaes, e lhes chamaraõ corpos mammarios. Grew, Malpighi, Bonet, e outros physiologistas convem unanimemente que ha nas cotylédones hum grande tecido vasculoso, cujos vasos huns saõ destinados à preparaçaõ dos dictos succos lacteos, outros a transmittilos à nova - plantula, a que estaõ apegadas. No tempo da madureza das sementes, - observa-se em cada huma dellas ou huma so cotylédone inteiriça Linneo seguindo o parecer dos + plantula, a que estaõ apegadas. No tempo da madureza das sementes, + observa-se em cada huma dellas ou huma so cotylédone inteiriça Linneo seguindo o parecer dos antingos, diz que ha sementes que tem mais de duas cotyledones; Royer, Meese, e Ludwig reduzem todas as sementes a monocotyledones, e dicotyledones; o Dr. Murray he do mesmo @@ -8791,7 +7967,7 @@ o da madureza das sementes., como nas palmeiras, gramas, e liliaceas, ou duas como v. g. nas leguminosas, e cruciferas; em humas e outras a plantula seminal esta situada em huma das duas - extremidades A situaçaõ da plantula seminal na semente pode + extremidades A situaçaõ da plantula seminal na semente pode servir de huma excellente nota caracteristica, pela razaõ de naõ ser variavel; mas para isso, he precizo sempre suppor duas partes oppostas na plantula seminal, a saber, germe e rostrilho; @@ -8801,66 +7977,56 @@ lados; a base he o lugar do hilo, o topo o lugar opposto ao hilo, e os lados as partes ou faces que ficaõ entre a base e topo da semente.. - Quando a semente tem huma so cotyledone, esta costuma sempre - consomir-se debaxo da terra dentro dos tegumentos Este foy o + Quando a semente tem huma so cotyledone, esta costuma sempre + consomir-se debaxo da terra dentro dos tegumentos Este foy o motivo porque Meese dividio as cotylédones em visiveis e invisiveis, sendo estas as que se corrompem debaxo da terra, e aquellas as que sahem fora della. no tempo da germinaçaõ; - pelo contrario quando ha duas Ainda que nas avellaans a nova + pelo contrario quando ha duas Ainda que nas avellaans a nova planta tem ás vezes hum pé de alto, e as cotylédones estaõ ainda inteiras dentro da noz, naõ so consomem contudo dentro della., sahem sempre com a plumula fora dos tegumentos e sobre a superficie da terra, persistem apegadas à base do novo tronco mais ou menos tempo, e muitas vezes tomaõ a apparencia de - folhas, como se vẽ nos - meloẽs, abobaras, &c. - Daqui procedeo darem-lhes os botanicos o nome de folhas seminaes; màs este nome so se lhes + folhas, como se vẽ nos + meloẽs, abobaras, &c. + Daqui procedeo darem-lhes os botanicos o nome de folhas seminaes; màs este nome so se lhes pode conservar, ajuntando-lhes o epitheto de bastardas. - As folhas seminaes + As folhas seminaes rigorosamente saõ aquellas que rebentaõ primeiro na germinaçaõ, e constituem a plumula; ora tanto nas sementes monocotylédones, como dicotylédones a plumula naõ foy jamais constituida pela substancia da cotylédone, mas sim pelo ponto germinativo, a que alguns chamaõ gomo da semente; demais disso, quando as cotylédones chegaõ a ser - folhas, ja haviaõ outras + folhas, ja haviaõ outras primeiro na plumula mais ou menos apparentes: donde resulta que - todas as cotylédones, que tomaõ a apparencia de folhas, so merecem ser chamadas folhas seminaes bastardas + todas as cotylédones, que tomaõ a apparencia de folhas, so merecem ser chamadas folhas seminaes bastardas (pseudophylla seminalia, s. folia seminalia spuria), pela razaõ de serem posteriores às seminaes, e por terem como cotylédones - subministrado succos lacteos à plantula seminal - Penso que foy pela razaõ destes dois uzos que Meese lhes + subministrado succos lacteos à plantula seminal + Penso que foy pela razaõ destes dois uzos que Meese lhes chamou cotylédones bastardas ou folhiformes (pseudo-cotyledones), o que vale mais do que dizer com - Linneo "que cotylédones e folhas seminaes saõ synonymos." Vej. Phil. + Linneo "que cotylédones e folhas seminaes saõ synonymos." Vej. Phil. Botan. pag. 89. , ficando algum tempo depois gozando de - funçoẽs analogas ás das verdadeiras folhas seminaes.

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- A semente pode ser considerada, ou como simplez, ou como composta: a + funçoẽs analogas ás das verdadeiras folhas seminaes.

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+ A semente pode ser considerada, ou como simplez, ou como composta: a simplez he aquella, cujos tegumentos proprios envolvem huma ou mais cotylédones com huma so plantula seminal, como v. g. as da maçaan, alecrim, &c; a composta he a que tem dentro do seu tegumento - proprio externo duas ou mais sementes simplez, como v. g. a cerinthe Todas as especies deste genero daõ duas sementes + proprio externo duas ou mais sementes simplez, como v. g. a cerinthe Todas as especies deste genero daõ duas sementes compostas, e cada semente composta contem duas sementes simplez; a composiçaõ consiste em haver dois tegumentos externos adunados formando duas cellulas com hum partimento, e contendo em cada huma das cellulas huma so semente simplez., e algumas - amendoas da amendoeira Eu tenho observado muitas vezes duas + amendoas da amendoeira Eu tenho observado muitas vezes duas sementes simplez perfeitas dentro da casca lenhosa e unicellular das amendoas, ainda que commumente este tegumento envolve huma so plantula seminal com duas cotylédones, isto he, huma sò semente simplez.. - Esta divisaõ naõ me parece ser opposta á natureza, e pode servir a - explicar a theoria de Linneo, que admitte No seu parecer as da + Esta divisaõ naõ me parece ser opposta á natureza, e pode servir a + explicar a theoria de Linneo, que admitte No seu parecer as da nauclea e cerinthe saõ bicellulares, as da proserpinaca e nitraria tricellulares, e as da tetragonia e nolana quadricellulares. O Dr. Boehmer he inteiramente opposto, a este @@ -8886,14 +8052,12 @@ bicellulares. sementes bicellulares, tricellulares, e quadricellulares.

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- Quando o tegumento externo da semente he durissimo, lenhoso, grosso á - proporçaõ do tegumento interno e susceptivel de quebrarse em pedaços, quando o batemos +

+ Quando o tegumento externo da semente he durissimo, lenhoso, grosso á + proporçaõ do tegumento interno e susceptivel de quebrarse em pedaços, quando o batemos ou apertamos com violencia, a semente he denominada nóz ou carôço (nux), como saõ v. g. as dos damascos e ginjas, os pinhoens, - avellaans, &c. As nozes ou saõ cobertas por hum pericarpo, + avellaans, &c. As nozes ou saõ cobertas por hum pericarpo, como nas drupas, ou descobertas e sem pericarpo, como saõ as bolotas e avellaans. Segundo o Dr. Boehmer o tegumento lenhoso, e durissimo das nozes he hum verdadeiro pericarpo, que se abre @@ -8908,13 +8072,13 @@ o nome de sementes nuas de pericarpo, como as da cynoglossa, ás quaes o Dr. Boehmer naõ recusou de dar o dicto nome..

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Quando na semente ha hum tegumento secco, especializado, e que senaõ +

Quando na semente ha hum tegumento secco, especializado, e que senaõ abre espontaneamente athe á germinaçaõ, nem o podemos separar sem impedir ou causar dano á vegetaçaõ, da plantula seminal, deve ser - chamado arillo (arillus) Este termo era pouco usado entre os + chamado arillo (arillus) Este termo era pouco usado entre os antigos, que segundo me parece o empregavaõ para significar as - graans das uvas. Ludwig usou delle para significar o - tegumento succulento de + graans das uvas. Ludwig usou delle para significar o + tegumento succulento de algumas sementes, e Linneo o substituio algumas vezes ao de calyptra, de que tinha usado Tournefort, dando-lhe alem disso huma nova significaçaõ indeterminada. @@ -8922,22 +8086,20 @@ tegumento proprio de huma simplez semente, como na cynoglossa, ou de huma semente composta, como na cerinthe, e nalgumas amendoas. Poderse-ha destinguir o arillo das bagas seccas ou drupas seccas (a que chamo - escrino), pela razaõ de que nestas o tegumento externo do fructo he hum pericarpo, podendo-se abrir sem + escrino), pela razaõ de que nestas o tegumento externo do fructo he hum pericarpo, podendo-se abrir sem causar dano á vegetaçaõ da plantula seminal, nem tornala imperfeita, o - que naõ tem lugar no arillo, que he hum tegumento proprio. Poderse-ha + que naõ tem lugar no arillo, que he hum tegumento proprio. Poderse-ha taõbem destinguir dos acinos ou bagas, não so pelas mesmas razoẽs - precedentes, mas ainda por ser hum tegumento secco Na + precedentes, mas ainda por ser hum tegumento secco Na supposiçaõ de que senaõ admittaõ bagas seccas.. - Linneo diz que o arillo he Vej. Philos. Botan. pag. 54. + Linneo diz que o arillo he Vej. Philos. Botan. pag. 54. huma tumica propria exterior da semente, que espontaneamente se - separa; deo depois huma segunda definiçaõ Vej. Amaenit. Acad. + separa; deo depois huma segunda definiçaõ Vej. Amaenit. Acad. vol. VI, pag. 312. dizendo ser: hum tegumento especial, que muitas vezes se observa na semente. - Mas ambas estas definiçoẽs saõ com justa razaõ notadas de ambiguidade - pelo Dr. Boehmer - O Dr. Boehmer (Comm. de Pl. sem pag. 41.) diz que ser + Mas ambas estas definiçoẽs saõ com justa razaõ notadas de ambiguidade + pelo Dr. Boehmer + O Dr. Boehmer (Comm. de Pl. sem pag. 41.) diz que ser tegumento proprio, e separarse espontaneamente saõ ideas que senaõ consciliaõ (porque esta ultima condiçaõ so pertence aos pericarpos); e que se todos os tegumentos especializados @@ -8947,20 +8109,18 @@ zanichelia, tricosanthes, pedicularis, adansonia, clusia, martynta, blitum, samyda, &c. o que omittio contudo no seu tractado dos generos dos vegetaes. - O Dr. Boehmer expoem depois a theoria que lhe pareceo ser + O Dr. Boehmer expoem depois a theoria que lhe pareceo ser mais adequada a respeito das sementes cobertas, nuas, e arilladas; elle admitte na cynoglossa e mirabilis sementes nuas com tegumentos accessivos, e diz que as arilladas deviaõ ser as que fossem contidas dentro de hum pericarpo, e que tivessem hum tegumento accessivo principalmente molle ou - succulento, como os + succulento, como os evanymus; eu naõ adoptei esta theoria, porque naõ reconheço tegumento algum accessivo em sementes nuas, nem arillo em sementes que tem dois tegumentos proprios molles, como o evonymus. - , e as sementes Do caffé, pepino, fraxinella, cynoglossa, + , e as sementes Do caffé, pepino, fraxinella, cynoglossa, salvadora, evonymus, gladiolus, royena, corypha, monnieria, cupanìa, diosna, celastrus, e d'algumas malvaceas, como da malachra, malva, althaea, alcea, lavatera, e malope. Vej. @@ -8968,40 +8128,38 @@ professor de Upsalia applicou o termo arillo, so nos prezentaõ ideas vagas, e ás vezes mesmo oppostas ás definiçoẽs, que elle tinha dado deste tegumento.

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As sementes em geral saõ divididas em nuas e cobertas. Rigorosamente naõ +

As sementes em geral saõ divididas em nuas e cobertas. Rigorosamente naõ ha semente alguma nua, cuja plantula seminal, e cotylédones naõ sejaõ envolvidas ao menos em hum tegumento; mas os botanicos costumaõ chamar sementes nuas (nuda), aquellas que tem somente tegumentos proprios, como as labiadas gymnospermas, umbrelladas, compostas, &c.; e cobertas (recta) aquellas que estaõ dentro de hum pericarpo.

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- As sementes saõ algumas vezes felpudas na base (basi villosa), ou - nella Linneo dá algumas vezes aos vellos d'algumas destas +

+ As sementes saõ algumas vezes felpudas na base (basi villosa), ou + nella Linneo dá algumas vezes aos vellos d'algumas destas sementes, o nome de pappilho; mas impropriamente, porque o pappilho so he proprio do topo da semente. guarnecidas de pelos macios, como v. g. saõ as do platano, caneira, eriophorum, e algumas especies de scirpus.

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- O topo das sementes he muitas vezes guarnecido de differentes sortes +

+ O topo das sementes he muitas vezes guarnecido de differentes sortes de ornatos, e producçoẽs a que se pode dar em geral o nome de - corutilho Apicelum, quasi apicem plus minusve + corutilho Apicelum, quasi apicem plus minusve celans.. - Estas producçoẽs tem recebido diversos nomes, + Estas producçoẽs tem recebido diversos nomes, como por ex. o de coroa, pappilho, palhas, denticulos, cauda, rostro, pragana, e ala.

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A coroa (corona, s. coronula), he o calyculo superior persistente que rodea a borda do topo da semente, e humas +

A coroa (corona, s. coronula), he o calyculo superior persistente que rodea a borda do topo da semente, e humas vezes he enteiriço, outras vezes palheaceo ou denticulado, sendo composto de dois, tres, quatro, cinco, ou mais palhicos ou denticulos (a saudade, gyrasol, bidens, coreopsis, lagaecia, e catananche. As sementes que tem esta sorte de coroa, são as que se podem denominar rigorosamente coroadas (coronata).

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O pappilho (pappus) he huma especie de penacho felpudo ou plumoso, que se +

O pappilho (pappus) he huma especie de penacho felpudo ou plumoso, que se acha no topo das sementes e as faz voar (a alface, e escorcioneira). - Diz-se ser: pediculado (stipitatus), quando tem hum pequeno pe ou + Diz-se ser: pediculado (stipitatus), quando tem hum pequeno pe ou esteio que o eleva, como na escorcioneira; rente (sessilis), se naõ tem este esteio, mas está immediatamente posto sobre o topo da semente como na serralha; peludo ou capillar (pilosus, s. @@ -9009,35 +8167,33 @@ serralha); plumoso (plumosus), se os pelos saõ divididos em outros menores finissimos de modo que se assemelhaõ a huma pluma (a escorcioneira); palheaceo ou aristado (palencens, s. aristatus), - segundo Linneo, se consta de palhas ou denticulos estreitos - O Dr. Boehmer argûe taõbem Linneo de dar o nome de pappilho a + segundo Linneo, se consta de palhas ou denticulos estreitos + O Dr. Boehmer argûe taõbem Linneo de dar o nome de pappilho a semelhantes producçoẽs contra a definiçaõ que dera deste corutilho, e diz que somento se lhes pode dar com propriedade o nome de denticuladas ou guarnecidas de palhiços. - Eu pela mesma razaõ naõ admito, pappilhos palheaceos nem + Eu pela mesma razaõ naõ admito, pappilhos palheaceos nem aristados, e os reduzo todos ao termo de coroa as sementes aristadas propriamente taes saõ as que tem praganas. ; nullo (nullas), quando naõ existe de modo algum na semente, como na bonina, losna, &c; alguns daõ taõbem o nome de nuas, ou de topo nû (nuda, s. apice nudo), às sementes que naõ tem corutilho - algum. - As sementes que tem hum pappilho saõ denominadas pappilhosas - (papposa) - Ha alguma sementes que tem no topo somente huma curtissima + algum. + As sementes que tem hum pappilho saõ denominadas pappilhosas + (papposa) + Ha alguma sementes que tem no topo somente huma curtissima felpa, como a knautia e echinops, e lhe daõ porisso o nome de sementes com hum semipappilho ou pappilho obsoleto. .

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Os denticulos e palhas saõ producçoẽs mais ou menos chatas, e agudas que +

Os denticulos e palhas saõ producçoẽs mais ou menos chatas, e agudas que se achaõ na borda do topo da semente, e constituem o que Linneo chama pappilho palheaceo.

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A cauda das sementes (cauda), segundo Linneo he hum fio que se eleva, +

A cauda das sementes (cauda), segundo Linneo he hum fio que se eleva, ou sahe do topo da semente e parece ser ordinariamente a mesma coiza que o estylete persistente e engrandecido, como na pulsatilla, - clematis, petiveria, e calycanthus - Boehmer diz que semelhantes sementes devem ser denominadas + clematis, petiveria, e calycanthus + Boehmer diz que semelhantes sementes devem ser denominadas antes guarnecidas do estylete (stylo instructa), assim como as sementes na ruppia saõ denominadas guarnecidas do estigma a cauda segudo elle he huma producçaõ accessiva differente @@ -9045,31 +8201,27 @@ . A cauda pode ser simplez, ou plumosa, felpuda, gancheada, e geniculada. As sementes que tem cauda saõ denominadas caudatas (caudata), e descaudatas (ecaudata) senaõ tem cauda.

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A pragana das sementes (arista), segundo Linneo parece ser qualquer longa +

A pragana das sementes (arista), segundo Linneo parece ser qualquer longa cauda filiforme; mas segundo Boehmer he com maior propriedade o fio que termina o casulo persistente que fica servindo de tegumento a semente das gramas, como na cevada.

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O rostro (rostrum), he a casca da sementei prolongada em forma +

O rostro (rostrum), he a casca da sementei prolongada em forma assovelada, ou hum tanto conica (a agulha de pastor). As sementes que tem hum rostro saõ chamadas rostradas (rostrata).

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- Ala das sementes (ala), he huma producçaõ - membranosa, +

+ Ala das sementes (ala), he huma producçaõ + membranosa, que se acha no topo das sementes (cedrela, melampodium, triopteris). - A ala contudo he naõ so propria do topo da semente, mas taõbem dos + A ala contudo he naõ so propria do topo da semente, mas taõbem dos seus lados, e as sementes que se denominaõ aladas (alata), ou guarnecidas de membranas (membranis instructa, marginata, s. alata), - ordinariamente tem as alas membranosas nos seus lados, ou à + ordinariamente tem as alas membranosas nos seus lados, ou à roda de si, como no pinheiro, endro, betula, laserpitium, ligusticum, goiveiro, &c.

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O numero das sementes varia muito, e não se sabe muitas vezes qual he o - que mais naturalmente daõ algumas bagas, drupas, pomos, e capsulas: contudo quando a maior parte das bagas e outros +

O numero das sementes varia muito, e não se sabe muitas vezes qual he o + que mais naturalmente daõ algumas bagas, drupas, pomos, e capsulas: contudo quando a maior parte das bagas e outros pericarpos de huma especie ou genero he observada dar hum numero determinado de huma, duas, tres, quatro sementes, &c. ou quando geralmente as dictas bagas e quaesquer outros pericarpos daõ muitas, naõ @@ -9078,16 +8230,14 @@ asperifolias por ex. como na hortelaan, alecrim, pulmonaria, cynoglossa, &c seria defeituoso deixar de fazer mençaõ das quatro sementes, que ellas tem ordinariamente.

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Raramente costuma fazer-se mençaõ da grandeza das sementes, contudo +

Raramente costuma fazer-se mençaõ da grandeza das sementes, contudo comparaõ-se ás vezes com a flor ou pericarpo, e se dizem summamente grandes (maxima), como no coqueiro; muito pequenas ou muito miudas (minima, minutissima), como na campanula, urze, herva sancta, drosera, e orchideas.

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A figura das sementes ordinariamente he constante, e merece o cuidado, de +

A figura das sementes ordinariamente he constante, e merece o cuidado, de ser observada, e bem descripta. Ellas saõ globosas (globosa), nas - ervilhas e mostarda; semiglobosas (hemisphaerica), no coentro; planas (plana), + ervilhas e mostarda; semiglobosas (hemisphaerica), no coentro; planas (plana), na açucena, e goiveiro; cordiformes (cordata), na medeola, e prenanthes; reniformes (reniformia), no alquequenje, feijaõ, e outras leguminosas; lunuladas (lunata), na elatine; rhomboidaes (rhomboidea), na alforva; @@ -9097,7 +8247,7 @@ angulos (quinquangularia), na allionia; de seis angulos (sexangularia), na boerhaavia. As vezes achaõ-se nestes angulos algumas membranas que fazem as sementes ser aladas.

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Quanto á superficie, as sementes dizem-se ser: lizas, ou glabras (laevia, +

Quanto á superficie, as sementes dizem-se ser: lizas, ou glabras (laevia, s. glabra) no linho e alfarrobeira; ponteadas (punctata), no agrosthema, e alstroemeria; ciffradas ou assinaladas de ciffras ou lettras (characteribus notata), na rheedia; lanudas (lanata), no algodaõ, @@ -9110,51 +8260,48 @@ sementes do lithospermum, avellaan e toda a casta de nozes ou caroços saõ chamãdas lenhosas (ossea, s. lignosa), em razaõ da dureza da sua casca.

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A fertilidade das sementes he assaz notoria; as observaçoẽs tem mostrado - que de huma so semente de milho nascera huma planta, que num veraõ dera 2000 sementes, huma +

A fertilidade das sementes he assaz notoria; as observaçoẽs tem mostrado + que de huma so semente de milho nascera huma planta, que num veraõ dera 2000 sementes, huma de inula campana 3000, huma de gyrasol 4000, de papoila 32000, e de - herva sancta 40320. Alguns naturalistas saõ de parecer, em razaõ - destas Dodart observou que hum ulmeiro so em hum veraõ dera + herva sancta 40320. Alguns naturalistas saõ de parecer, em razaõ + destas Dodart observou que hum ulmeiro so em hum veraõ dera 329000 sementes., e outras muitas observaçoẽs, que os vegetaes excedem os peixes na fecundidade.

- CAPITULO XV. Do Receptaculo. -

- O receptaculo Al. Thalamus, s. placenta. (receptaculum), he + CAPITULO XV. Do Receptaculo. +

+ O receptaculo Al. Thalamus, s. placenta. (receptaculum), he a base a que estaõ apegadas as partes da fructificaçaõ.

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Diz-se receptaculo da fructificaçaõ (receptaculum fructificationis), quando o +

Diz-se receptaculo da fructificaçaõ (receptaculum fructificationis), quando o germe e os tegumentos da flor estaõ apegados a elle, como na açucena, cravo, &c. Receptaculo da flor (recept. floris), quando as partes da flor estaõ apegadas a elle, e naõ o germe, ou quando ellas estaõ sobrepostas ao germe, - como na abobara, melaõ, murta, hippuris, &c. Receptaculo do fructo - (recept. fructûs), quando tem apegada a si a base do germe O + como na abobara, melaõ, murta, hippuris, &c. Receptaculo do fructo + (recept. fructûs), quando tem apegada a si a base do germe O receptaculo neste cazo he a extremidade do pedunculo adunada à base do germe ou do fructo. de modo que o receptaculo da flor fica entaõ distante ou posto no topo do germe, como no melaõ, abobara, pepino, e hydrocharis. Receptaculo das sementes (recept. seminum), he o lugar a que as sementes estaõ apegadas dentro de hum pericarpo, como no feijaõ, meimendro, couve, papoila, &c.

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- Receptaculo proprio ou parcial (proprium, s. partiale), he o lugar, a que + +

+ Receptaculo proprio ou parcial (proprium, s. partiale), he o lugar, a que estaõ apegadas somente as partes de hum flosculo relativo, a hum - receptaculo commum, como na saudade - Segundo Linneo, o receptaculo parcial pode ser relativo naõ so a + receptaculo commum, como na saudade + Segundo Linneo, o receptaculo parcial pode ser relativo naõ so a huma, mas a muitas fructificaçoẽs parciaes, que se achaõ no mesmo receptaculo commum, como o dos flosculos da oedera, sphaeranthus, gundelia, straebe, &c. .

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Receptaculo commum (commune), he o lugar, a que estaõ apegados muitos +

Receptaculo commum (commune), he o lugar, a que estaõ apegados muitos flosculos, e seus fructos approximados, como o do gyrasol, saudade, echinops, &c.

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O receptaculo quanto á sua superficie diz-se ser: ponteado (punctatum), +

O receptaculo quanto á sua superficie diz-se ser: ponteado (punctatum), quando esta salpicado de pontos ou cavidades minimas, e he ao mesmo tempo nû (o dente de leaõ, e chrysanthemum); alveolar (alveolatum, s. favosum), quando consta de cellulas ou grandes cavidades hum tanto semelhantes às dos @@ -9166,49 +8313,45 @@ entre os flosculos (como na milfolha, almeiraõ, macella, &c.); nû (nudum), quando nelle senaõ achaõ vellos, pelos, sedas nem palhiços alguns (como no dente de leaõ).

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Quanto à figura o receptaculo diz-se ser: plano (planum), na milfolha; - convexo (convexum), se he quasi semigloboso, como na chamomilla; conico, (conicum) (na bonina, e macella). Elle se diz taõbem ainda ser concavo, +

Quanto à figura o receptaculo diz-se ser: plano (planum), na milfolha; + convexo (convexum), se he quasi semigloboso, como na chamomilla; conico, (conicum) (na bonina, e macella). Elle se diz taõbem ainda ser concavo, assovelado, &c. (concavum, subulatum, &c.)

- CAPITULO XVI Da naturalidade e singularidade das flores. -

A naturalidade ou estructura natural das flores (structura naturalis), he + CAPITULO XVI Da naturalidade e singularidade das flores. +

A naturalidade ou estructura natural das flores (structura naturalis), he segundo Linneo a que se observa na maior parte dellas, e he opposta a estructura singularizada. As flores de huma estructura naturalissima tem o - calyz, e corolla divididos em igual numero - de lacinias (ordinariamente cinco); o seu calyz + calyz, e corolla divididos em igual numero + de lacinias (ordinariamente cinco); o seu calyz he menos aberto, exterior, menor do que a corolla, e involve o receptaculo, ao qual ella está innata; cada hum dos seus filetes he guarnecido na ponta de huma anthera, postos entre a corolla e o pistillo, levantados, e iguaes no comprimento ao pistillo, quando os tegumentos da flor saõ levantados. O pistillo está posto no centro, o germe tem no topo, hum ou mais estyletes levantados, e terminados por estigmas. Cahidos os organos sexuaes, o germe - torna-se em hum pericarpo sostido pelo calyz. O - receptaculo he acompanhado do calyz, e inferior + torna-se em hum pericarpo sostido pelo calyz. O + receptaculo he acompanhado do calyz, e inferior ou sottoposto ao germe.

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A estructura singularizada (structura singularis), he a que se observa em +

A estructura singularizada (structura singularis), he a que se observa em muito poucos generos de flores, como he por ex. a do pé de bezerro, a da - salva, adoxa, eriocaulon, magnolia, &c.Taõbem se podem chamar + salva, adoxa, eriocaulon, magnolia, &c.Taõbem se podem chamar singularizadas as umbrellas bolbigeras de alguns alhos, as espigas do polygonum viviparum, &c..

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- CAPITULO XVII. Do sexo das flores. -

O sexo das flores he estabelecido nos organos da fructificaçaõ chamados + CAPITULO XVII. Do sexo das flores. +

O sexo das flores he estabelecido nos organos da fructificaçaõ chamados estames e pistillo. As flores, ou flosculos relativamente ao seu sexo, saõ susceptiveis de quatro destinçoẽs principaes, a saber, de hermaphroditas, - masculas, femininas, e neutras. As flores hermaphroditas (hermaphroditi), - a que alguns chamaõ taõbem bissexuaes Por terem os dois sexos - dentro da corolla ou calyz, e saõ + masculas, femininas, e neutras. As flores hermaphroditas (hermaphroditi), + a que alguns chamaõ taõbem bissexuaes Por terem os dois sexos + dentro da corolla ou calyz, e saõ oppostas ás unisexuaes (ou relativas) que dentro delles tem organos somente masculos, ou somente femininos. e outros absolutas, tem estames e pistillo dentro dos seus tegumentos, como he a açucena, - jasmim, pereira, e a maior parte das flores Segundo os sexualistas + jasmim, pereira, e a maior parte das flores Segundo os sexualistas o Autor da natureza fez a maior parte das flores hermaphroditas por naõ poderem mudar de lugar, e ir buscar o seu consorte; e se nas dioicas estaõ os sexos separados, distaõ contudo muito pouco @@ -9216,111 +8359,98 @@ que somente se achaõ estames sem pistillo algum (donde alguns lhes chamaraõ estaminosas), como as que terminaõ o colmo do milho, as dos amentilhos da nogueira, e algumas do melaõ, pepino, abobara, aroeira, legacaõ, linho, - canamo, gilbarbeira, &c. As flores femininas (faeminei), saõ as que + canamo, gilbarbeira, &c. As flores femininas (faeminei), saõ as que tem somente pistillo sem estames alguns, donde lhes chamaraõ taõbem - pistillosas O Lord Bute no seu excellente tractado dos Generos das + pistillosas O Lord Bute no seu excellente tractado dos Generos das plantas da Gr. Bretanha, que imprimio para divertimento das Fidalgas de Inglaterra, tractou de evitar como delicado cortezaõ os termos de hermaphroditas, masculas e femininas, e em lugar delles substituio os nomes de completadas, estaminosas e pistillosas., taes saõ - por ex. as que se achaõ nas tenras maçarocas de milho, nos tenrinhos, fructos da nogueira, e + por ex. as que se achaõ nas tenras maçarocas de milho, nos tenrinhos, fructos da nogueira, e avelleira, nos que devem ser bolotas no carvalho, as que estaõ sobre os tenrinhos meloẽs, &c. - As flores ou antes os flosculos neutros (neutri), saõ aquelles em que se + As flores ou antes os flosculos neutros (neutri), saõ aquelles em que se naõ achaõ estames, nem estylete, nem estigma, e apenas se observa debaxo - da corolla hum principio de germe abortivo Em razaõ de terem este + da corolla hum principio de germe abortivo Em razaõ de terem este principio de germe saõ chamados por Linneo flosculos femininos, assim como o mesmo botanico deo o nome de mascula hermaphrodita á huma flor hermaphrodita cujo pistillo he abortivo, e o de feminina, hermaphrodita á for hermaphrodita, cujos estames abortaõ., como saõ os flosculos do rayo do gyrasol, centaurea, &c.

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- Alem das quatro denominaçoẽs mencionadas, Linneo deo ainda ás flores os +

+ Alem das quatro denominaçoẽs mencionadas, Linneo deo ainda ás flores os nomes das classes do seu systema sexual, e lhes chamou monandras, diandras, triandras, tetrandras, pentandras, hexandras heptandras, octandras, enneandras, decandras, dodecandras, icosandras, polyandras, didynamicas, tetradynamicas, monadelphas, diadelphas, polyadelphas, syngenésicas ou compostas, gynandras, monoicas ou androgynas, dioicas, - polygamas, e cryptogamicas Flores mon- di- tri- tetr- pent- hex- + polygamas, e cryptogamicas Flores mon- di- tri- tetr- pent- hex- hept- oct- enne- dec- dodec- icos- polyandii; di- tetradynamici; mon-di- polyadelphi; syngenesii; gynandri; monoici, s. androgyni; dioici; polygami, e cryptogamici. Taõbem ha flores endecandras (endecandri) ou de onze estames, como as da brownea; todas estas denominaçoẽs, como as da nota seguinte, saõ dadas naõ so as flores, mas taõbem aos vegetaes que as produzem.. - Elle lhes deo igualmente o nome das ordens do seu systema, e as denominou - taõbem Mono- di- tri- tetra- penta- hexa- hepta- deca- dodeca- + Elle lhes deo igualmente o nome das ordens do seu systema, e as denominou + taõbem Mono- di- tri- tetra- penta- hexa- hepta- deca- dodeca- polygyni. - monogynas, dyginas trigynas, tetragynas, pentagynas, hexagynas, + monogynas, dyginas trigynas, tetragynas, pentagynas, hexagynas, heptagynas, decagynas, dodecagynas, e polygynas. - Todos estes termos naõ precizaõ de ser aqui explicados; elles se + Todos estes termos naõ precizaõ de ser aqui explicados; elles se entenderaõ facilmente por meyo da explicaçaõ dos titulos das classes e ordens do systema sexual, que heide expor no fim deste Compendio.

- CAPITULO XVIII. Das flores monstruosas, ou viçadas. -

Assim como entre os animaes nascem alguns com huma estructura differente em + CAPITULO XVIII. Das flores monstruosas, ou viçadas. +

Assim como entre os animaes nascem alguns com huma estructura differente em parte da ordinaria da sua especie, e que por isso lhes daõ o nome de monstros, do mesmo modo entre os vegetaes se encontraõ muitas vezes individuos, os quaes ainda que conservem parte da estructura, e habito externo da sua especie, se desviaõ contudo della em parte, principalmente na flor; e em razaõ disto os Botanicos lhes daõ igualmente o nome de monstros (monstra, seu plantae monstrosae).

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Todas as flores viçadas e mutiladas (flores luxuriantes, et mutilati) saõ +

Todas as flores viçadas e mutiladas (flores luxuriantes, et mutilati) saõ monstros. Nas primeiras os tegumentos dos organos sexuaes saõ de tal modo multiplicados, que as partes essensiaes da fructificaçaõ ficaõ mais ou menos destruidas; esta producçaõ por mais agradavel que pareça aos floristas, jardineiros, e a quaesquer pessoas em geral, he contudo considerada pelos botanicos como opposta a ordem natural, e como huma verdadeira degradaçaõ - causada pela pela redundancia dos succos nutritivos. Nas mutiladas pelo contrario a + causada pela pela redundancia dos succos nutritivos. Nas mutiladas pelo contrario a falta de calor sufficiente e as doenças fazem faltar as partes, que alias costumaõ ter naturalmente sem que porisso outras augmentem.

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Nas flores engrandecidas (flores grandificati, s. injuriantes) aindaque a +

Nas flores engrandecidas (flores grandificati, s. injuriantes) aindaque a corolla naõ degenera quanto ao numero das petalas ou lacinias, e postoque naõ falta, contudo como em razaõ dos succos abundantes vem a ser maior do que naturalmente devera ser, como se observa na galeopsis, prunella, Etc. semelhantes flores devem porisso ser contadas no numero das viçadas - modicamente. No mesmo numero se devem taõbem contar as que tem hum calyz còrado fora do costume natural, como succede + modicamente. No mesmo numero se devem taõbem contar as que tem hum calyz còrado fora do costume natural, como succede às vezes no quejadilho.

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- As flores, a que chamaõ verdadeiramente viçadas, saõ de tres sortes, a - saber, semidobradas, dobradas, e proliferas - Os floristas dividem as flores somente em singellas e dobradas +

+ As flores, a que chamaõ verdadeiramente viçadas, saõ de tres sortes, a + saber, semidobradas, dobradas, e proliferas + Os floristas dividem as flores somente em singellas e dobradas desta ou daquella cor, e naõ ha para elles mais dvisoẽs em Botanica. .

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A flor semidobrada (flos multiplicatus, s. semiplenus) he aquella, cuja +

A flor semidobrada (flos multiplicatus, s. semiplenus) he aquella, cuja corolla tem mais ordens de petalas ou maior numero de lacinias do que costuma ter naturalmente, conserva o pistillo e alguns estames, e dá algumas - sementes fecundas. O perianthio e involucro rarissimamente degeneraõ de - modo que cheguem a constituir huma flor semidobrada, e ainda que o calyz contra o natural costume possa mudar de - cor - Nesta circumstancia o calyz pode + sementes fecundas. O perianthio e involucro rarissimamente degeneraõ de + modo que cheguem a constituir huma flor semidobrada, e ainda que o calyz contra o natural costume possa mudar de + cor + Nesta circumstancia o calyz pode fazer parecer a corolla semidobrada, e porisso deve haver grande cuidado de o naõ confundir com ella, nem por conseguinte dar erradamente à flor o nome de emidobrada. - , como succede ás vezes no quejadilho, isto so deve ser considerado como hum pequeno viço - Naõ deixaõ contudo de haver exemplos de calyces consideravelmente - viçados: as escamas do calyz dos + , como succede ás vezes no quejadilho, isto so deve ser considerado como hum pequeno viço + Naõ deixaõ contudo de haver exemplos de calyces consideravelmente + viçados: as escamas do calyz dos cravos augmentaõ as vezes de tal modo, que formaõ huma espiga de figura particular; na festuca ovina, e algumas gramas das - montanhas alpinas o casulo das flores degenera em folhas; na plantago maior - a espiga degenera as vezes em folhas floraes de tal sorte que as flores ficaõ + montanhas alpinas o casulo das flores degenera em folhas; na plantago maior + a espiga degenera as vezes em folhas floraes de tal sorte que as flores ficaõ inteiramente suffocadas, o que succede taõbem ás escamas do amentilho nalgumas especies de salgueiro, quando os insectos estragaõ os organos sexuaes. @@ -9328,14 +8458,14 @@ ser semidobradas, como por ex. as da nigella, papoila, dormideira, pessegueiro, anemone, hepatica, &c. contudo naõ deixaõ de haver taõbem flores monopetalas semidobradas, como temos exemplos na datura stramonium, e - campanula trachelium. Nesta sorte de flores viçadas o augmento das + campanula trachelium. Nesta sorte de flores viçadas o augmento das petalas ou lacinias he mais ou menos consideravel, constando humas vezes - de duas ou tres series, outras vezes de quatro ou mais - Donde alguns lhe daõ o nome de flos duplicatus, triplicatus, + de duas ou tres series, outras vezes de quatro ou mais + Donde alguns lhe daõ o nome de flos duplicatus, triplicatus, quadruplicatus, mas he melhor denominalas flores serie duplici, triplici, quadruplici, multiplici, s. multiplicatâ. . Nellas a fructificaçaõ naõ deixa de medrar em parte havendo - sempre algumas sementes perfeitamente fecundadas. Os estames ou os + sempre algumas sementes perfeitamente fecundadas. Os estames ou os nectarios, que nestas flores passaõ ordinariamente a ser petalas, augmentaõ-nas as vezes de modo que parecem ser semelhantes ás polypetalas naturaes, e he precizo ter cuidado de naõ as confundir com @@ -9343,20 +8473,18 @@ naturaes, a sua fructificaçaõ he sem viço, e huma das suas sementes semeada em terra competente reproduz a especie com flores polypetalas, em tudo semelhantes áquella de que a dicta semente he originaria; o que - naõ tem lugar nas petaleadas multiplicadas por viço, porquanto se semeamos a semente de huma flor + naõ tem lugar nas petaleadas multiplicadas por viço, porquanto se semeamos a semente de huma flor petaleada semidobrada, da nigella v. g., em hum terreno competente - O viço das flores semidobradas he denominado semidobrêz, ou + O viço das flores semidobradas he denominado semidobrêz, ou multiplicaçaõ (multiplicatio, s. semimpletio); este viço pode ser propagado por sementes, quando o terreno he cultivado ou incompetente., as corollas da nova planta teraõ somente huma so serie de cinco petalas, como naturalmente costumaõ ter.

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A flor dobrada (flos plenus) propriamente tal he aquella, cuja corolla dobra +

A flor dobrada (flos plenus) propriamente tal he aquella, cuja corolla dobra de tal modo, que todos os estames ficaõ convertidos em petalas ou lacinias. - O pistillo nestas flores ordinariamente ou he transformado assim como + O pistillo nestas flores ordinariamente ou he transformado assim como os estames, ou apertado e suffocado de modo que fica esteril - Quando o pistillo e os estames saõ transformados em petalas, a + Quando o pistillo e os estames saõ transformados em petalas, a flor he denominada eunucha (flos ennuchus); se o viço poupou o pistillo, e hum ou dois estames, e se isso naõ obstante o fructo fica inteiramente esteril, a flor deve ser contada no numero das @@ -9365,19 +8493,16 @@ huma flor dobrada (segundo a propria, accepçaõ botanica deste termo) fica inteiramente esteril, e naõ se podem, esperar della sementes algumas fecundas.

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A dobrêz (impletio), tem ordinariamente lugar nas flores petaleadas, como v. +

A dobrêz (impletio), tem ordinariamente lugar nas flores petaleadas, como v. g. nas da maceira, pereira, pessegueiro, cerejeira, gingeira, amendoeira, romeira, murta, roseira, morangueiro, rainunculo, anemone, papoila, dormideira, craveiro, açucena peonia ou roza albardeira, tulipa, narcizo, jonquilho, violetta, chagas, goiveiro, malva, alcea ou malva da China, hesperis matronalis, hibiscus, caltha, anemone hepatica, aquilegia, nigella, - agrostema coronaria, silene, lychnis, fritillaria, &c. Naõ deixaõ contudo de haver alguns exemplos de flores monopetalas sojeitas a dobrar + agrostema coronaria, silene, lychnis, fritillaria, &c. Naõ deixaõ contudo de haver alguns exemplos de flores monopetalas sojeitas a dobrar como saõ por ex. as do jacintho, açafraõ, colchico, quejadilho, tuberosa, datura, &c.

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As monopetalas dobraõ por meyo do augmento das lacinias, e as petaleadas pelo +

As monopetalas dobraõ por meyo do augmento das lacinias, e as petaleadas pelo augmento do numero das petalas, o qual se faz naõ so à custa dos organos sexuaes mas ainda por meyo da transformaçaõ dos nectarios, como se vè nas esporas, nigella, e aquilegia; a dobrez contudo desta ultima segundo se tem @@ -9389,23 +8514,21 @@ tanto dobraõ as petalas, como os nectarios. A saboeira de Inglaterra (saponaria officinalis hybrida), os novelos ou rosa de Gueldres (viburnum opulus globosum, s. roseum), e a peloria (antirrhinum linaria peloria), - subministraõ tres exemplos extraordinarios de dobrez. A primeira he huma + subministraõ tres exemplos extraordinarios de dobrez. A primeira he huma variedade da saboeira ordinaria com a corolla de cinco petalas - transformada em monopetala semelhante á da genciana - Gerardo foy o primeiro que descobrio esta flor, Mortono contudo + transformada em monopetala semelhante á da genciana + Gerardo foy o primeiro que descobrio esta flor, Mortono contudo assegura que ella ja senaõ acha em Inglaterra no lugar onde Gerardo a encontrou; dizem que hoje so se da em alguns jardins que naõ da sementes fecundas, e que so se conserva por meyo de raizes. . - Os novelos saõ huma variedade de cerdeira (viburnum opulus); a cerdeira - ou especie natural dá flosculos dispostos em cymeira, as corollas dos que estaõ no centro ou disco + Os novelos saõ huma variedade de cerdeira (viburnum opulus); a cerdeira + ou especie natural dá flosculos dispostos em cymeira, as corollas dos que estaõ no centro ou disco saõ campanuladas, de cinco lacinias e contem organos hermaphroditos, as do ambito ou rayo saõ arrosetadas, maiores do que as do disco, e sem - estames nem pistillo - O Dr Gmelin observou contudo algumas cymeiras, em que os + estames nem pistillo + O Dr Gmelin observou contudo algumas cymeiras, em que os flosculos do rayo naõ eraõ neutros, mas tinhaõ estames, e os denominou por conseguinte masculos. ; mas nos novelos a cymeira he multiplicada e toma a forma de hum @@ -9414,15 +8537,15 @@ elles na grandeza nesta circumstancia a dobrez consiste na esterilidade, e grandeza augmentada das corollas, no que se assemelha á dobrez das flores compostas. - A da peloria taõbem he bastantemente notavel; esta planta da-se + A da peloria taõbem he bastantemente notavel; esta planta da-se ordinariamente entre as linarias, e se assemelha intimamente a ellas no - habito externo, no calyz, cor da corolla, e + habito externo, no calyz, cor da corolla, e germe do pistillo de suas flores; estas circumstancias e o naõ dar - sementes fecundas - Wiggers diz ter observado sementes fecundas nesta planta, e senaõ + sementes fecundas + Wiggers diz ter observado sementes fecundas nesta planta, e senaõ houve engano, este facto favorece o parecer dos que pensaõ que ella deve constituir hum genero á parte. - Ha algumas flores femininas que muitas vezes naõ daõ sementes + Ha algumas flores femininas que muitas vezes naõ daõ sementes fecundas, em razaõ de lhes faltar o individuo macho perto dellas, como se observa nas palmeiras, figueiras, &c.; semelhantes flores naõ devem porisso ser tidas por viçadas, @@ -9433,16 +8556,15 @@ mascarina com hum esporaõ e quatro estames, e as da peloria tem a corolla regular, fendida em cinco lacinias, com cico estames, e com cinco esporoẽs, e nisto se diz consistir a sua dobrez.

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A semidobrez e a dobrez das flores pode ter lugar tanto nas que saõ simplez, + +

A semidobrez e a dobrez das flores pode ter lugar tanto nas que saõ simplez, como nas compostas. Huma flor simplez petaleada em estado de viço pode facilmente destinguir-se de huma polypetala natural pelo modo que ja expuz; ella se poderà taõbem destinguir de huma flor composta natural pela razaõ de ter somente o pistillo no centro ou naõ ter pistillo algum, como o rainunculo dobrado; nas flores compostas naturaes, como por ex. nas da alface e chicoria, cada flosculo tem o seu pistillo e estames.

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As flores compostas, como ja expliquei fallando da corolla, ou saõ +

As flores compostas, como ja expliquei fallando da corolla, ou saõ inteiramente ligulosas, ou inteiramente tubulosas, ou radiadas. Nas flores radiadas a dobrez pode ter lugar, 1º em razaõ dos flosculos tubulosos do disco tomarem a forma dos flosculos do rayo, como se ve nalgumas especies de @@ -9456,73 +8578,64 @@ rarissimo haver dobrez, e quando existe, he semelhante á do 2º modo com que dobraõ as radiadas. Nas flores inteiramente ligulosas a dobrez so se conhece, e se distingue do estado natural pela razaõ de que os estigmas se - alongaõ muito, os germes augmentaõ, saõ mais compridos do que o calyz e + alongaõ muito, os germes augmentaõ, saõ mais compridos do que o calyz e divergem, como se tem observado na escorcioneira, lapsana communis, e tragopogon pratense.

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Huma flor composta radiada no estado de dobrez naõ deve ser confundida com +

Huma flor composta radiada no estado de dobrez naõ deve ser confundida com as inteiramente ligulosas naturaes, como saõ a serralha, dente de leaõ, &c; estas flores tem todos os seus flosculos hermaphroditos, nas - radiadas dobradas pelo contrario naõ há antheras em flosculos alguns, + radiadas dobradas pelo contrario naõ há antheras em flosculos alguns, nem taõbem algumas vezes pistillos perfeitos. Tem se observado que se huma flor composta natural, como a bonina, cravo de defuncto, matricaria e chrysanthemum, tem no rayo flosculos com pistillos, os flosculos transformados do disco os conservaõ igualmente; mas se os do rayo naõ tem pistillos naõ os tem taõbem os flosculos viçados do disco, como acontece na dobrez do gyrasol, centaurea, e calendula.

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- Ha muitas familias de plantas que daõ constantemente flores sem dobrez +

+ Ha muitas familias de plantas que daõ constantemente flores sem dobrez nem viço algum notavel, taes saõ por ex. as das ordens naturaes, a que - Linneo chama Inundadas e Holeraceas Inundatae, Holeraceae. Vej. + Linneo chama Inundadas e Holeraceas Inundatae, Holeraceae. Vej. Lin. Meth. Nat. Fragm. Ord. 48. e 53. que daõ flores sem - corolla, como a tabûa, espinafre e acelga, as Verticilladas - Verticillatae. Ibid. ord. nat. 58. ou Labiadas, como a - salva, e alecrim; as Personadas Personatae. Ib. ord. nat. 59. + corolla, como a tabûa, espinafre e acelga, as Verticilladas + Verticillatae. Ibid. ord. nat. 58. ou Labiadas, como a + salva, e alecrim; as Personadas Personatae. Ib. ord. nat. 59. Deve-se contudo exceptuar a Linaria, na supposiçaõ de que a peloria he huma variedade viçada desta planta., como a escrophularia; - as Asperifolias Asperifoliæ. Ib. ord. n. 43., como a - borragem; as Estrelladas Stellatæ. Ib. ord. n. 44., como a ruiva, e amor de hortelaõ; as Umbrelladas Umbellatae. + as Asperifolias Asperifoliæ. Ib. ord. n. 43., como a + borragem; as Estrelladas Stellatæ. Ib. ord. n. 44., como a ruiva, e amor de hortelaõ; as Umbrelladas Umbellatae. Ib. ord. nat. 22. Deve-se contudo exceptuar o viço das umbrellas proliferas., como o coentro e salva; e as Leguminosas - Papilionacea. Ib. ord nat. 55., como o feijaõ, e + Papilionacea. Ib. ord nat. 55., como o feijaõ, e caracolleiro; nesta ultima familia contudo naõ haver alguns exemplos, ainda que raros, de deixa de flores dobradas; ellas se tem observado na giesteira, na clitoria ternatea, coronilla varia, e anthyllis vulneraria.

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A flor prolifera (flos prolifer), he a que lança de si outra flor ou - pequenas folhas; ordinariamente +

A flor prolifera (flos prolifer), he a que lança de si outra flor ou + pequenas folhas; ordinariamente he dobrada; no primeiro cazo he denominada flor prolifera de flores (prolifer floriferus), e no segundo flor prolifera de foliolos (prolifer foliiferus). A prolificaçaõ de flores he de dois modos, ou originaria do centro ou dos lados; na do centro o pistillo brota de si outra flor para cima posta sobre hum pedunculo, e tem lugar algumas vezes nas flores simplez, como nos cravos, ranunculus tuberosus, anemone hortensis, - geum urbanam, rosa gallica, &c; na dos lados, o calyz commum brota de si muitas outras flores pedunculadas, e + geum urbanam, rosa gallica, &c; na dos lados, o calyz commum brota de si muitas outras flores pedunculadas, e tem lugar nas flores compostas e aggregadas, como na bonina, calendula officinalis, saudade, e no hieracium falcatum proliferum de Gaspar Bauhino. - As flores proliferas de foliolos saõ raras, observaõ-se contudo - algumas vezes nas rozeiras e anemones Na scrophularia aquatica + As flores proliferas de foliolos saõ raras, observaõ-se contudo + algumas vezes nas rozeiras e anemones Na scrophularia aquatica algumas vezes os organos sexuaes saõ transformados em fasciculos de foliolos e o mesmo se tem visto no dipsacus sylvestris, &c. Ha fructos que taõbem saõ proliferos de foliolos, como as peras, uvas, &c; elles ficaõ nesta circumstancia sem sementes, por causa destas se terem convertido em foliolos..

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A prolificaçaõ (prolificatio) naõ so tem lugar nas flores, mas ainda nas + +

A prolificaçaõ (prolificatio) naõ so tem lugar nas flores, mas ainda nas umbrellas simplez e cymeiras, em razaõ destas brotarem de si outras contra o seu costume natural, do que temos exemplos no cornus suecica, selinum palustre, &c.

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- A flor mutilada (flos mutilatus), segundo LinneoAlguns estendem +

+ A flor mutilada (flos mutilatus), segundo LinneoAlguns estendem a accepçaõ deste termo às flores, a que faltaõ quaesquer partes que costumaõ ter naturalmente, sem porisso augmentarem em outras; com effeito algumas vezes o numero dos estames e dos @@ -9531,123 +8644,113 @@ aquella, em que falta a corolla, quando a devera ter, como se ve em algumas violettas, ipomaea pes tigridis, tussilago anandria, campanula perfoliata, &c. - Estas flores naõ deixaõ contudo de ser fecundas. + Estas flores naõ deixaõ contudo de ser fecundas.

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- TERCEIRA PARTE. Da Habitaçam dos Vegetaes, e de algumas circumstancias + TERCEIRA PARTE. Da Habitaçam dos Vegetaes, e de algumas circumstancias relativas à sua estructura.
- CAPITULO XIX. Da Habitaçam dos Vegetaes. -

A Patria ou habitaçaõ das plantas (locus natalis, s. plantarum habitatio), he + CAPITULO XIX. Da Habitaçam dos Vegetaes. +

A Patria ou habitaçaõ das plantas (locus natalis, s. plantarum habitatio), he o lugar em que ellas costumaõ nascer sem soccorro algum de cultura, e he considerada pelos Botanicos debaxo das relaçoẽs de paiz, clima, sitio e terreno.

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Pelo termo de paiz (regio) entendem imperios, reynos, provincias, e quaesquer +

Pelo termo de paiz (regio) entendem imperios, reynos, provincias, e quaesquer destrictos proprios a certas especies de plantas.

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Por clima (clima) os Botanicos entendem três sorte de dimensoẽs terrestres, a +

Por clima (clima) os Botanicos entendem três sorte de dimensoẽs terrestres, a saber, latitude, longitude, e altura do lugar. A latitude he a distancia que vay desde o equador athe o polo artico ou antarctico, e comprehende noventa graos tanto da banda do norte como do Sul, o que faz a quarta parte do ambito da terra; e longitude he o ambito da terra, ou espaço de 360 graos, começando do meridiano da Ilha de Ferro athe ao mesmo ponto do dicto meridiano; a altura he a medida perpendicular que medea entre a superficie - do mar e o cume de huma elevada montanha; ella se costuma calcular ordinariamente com o + do mar e o cume de huma elevada montanha; ella se costuma calcular ordinariamente com o soccorro de hum barometro. A altura falha muito menos, do que a latitude e longitude, relativamente a reconhecer a semelhança das plantas, porquanto he bem notorio que muitos lugares que se achaõ na mesma latitude ou longitude daõ plantas inteiramente differentes, ao mesmo tempo que as das montanhas da Suissa, Lapponia, Brasil, Siberia, Pyreneos, Olympo, &c. saõ ordinariamente semelhantes.

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- Os principaes climas segundo os Botanicos saõ denominados. +

+ Os principaes climas segundo os Botanicos saõ denominados.

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- 1º O Indico (Indicum), que comprehende os lugares situados debaxo da Zona +

+ 1º O Indico (Indicum), que comprehende os lugares situados debaxo da Zona Torrida na Asia, Africa, e America, principalmente insulares e das costas maritimas aonde naõ ha vestigios de inverno, nem frios que condensem o ar da respiraçaõ de modo que o façaõ sensivel à vista; as plantas florecem neste clima pela maior parte duas vezes no anno em razaõ do calor continuado; em muitos lugares as chuvas duraõ alguns mezes, o que faz destinguir no anno somente duas estaçoẽs. - Os vegetaes destes paizes ordinariamente brotaõ e reforçaõ nos jardins da + Os vegetaes destes paizes ordinariamente brotaõ e reforçaõ nos jardins da Europa durante a primavera e outono, e enlangoecem no estio e inverno - sem contudo perderem as suas folhas. + sem contudo perderem as suas folhas.

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- 2º. Egypciaco e Arabico (Aegypiacum e Arabicum), comprehende os lugares +

+ 2º. Egypciaco e Arabico (Aegypiacum e Arabicum), comprehende os lugares aonde ha hum calor fervido e areas adentes, sobre as quaes senaõ pode andar descalço; nelles naõ chove durante a maior parte do anno, e dahi procede que o maior numero das suas plantas indigenas tem raizes - bolbozas e tuberosas, por meyo das quaes se podem conservar sem agoa largo tempo. + bolbozas e tuberosas, por meyo das quaes se podem conservar sem agoa largo tempo.

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3º. Austral (Australe), comprehende o espaço que vay desde a Ethyopia athe ao +

3º. Austral (Australe), comprehende o espaço que vay desde a Ethyopia athe ao Cabo da Boa Esperança, e igualmente o reyno do Peru e grande parte do Brasil, aonde o calor he menos fervido do que no clima Indico. Como o estio deste clima tem lugar exactamente no tempo que corresponde ao nosso inverno, daqui procede que os vegetaes transplantados deste clima florecem na Europa ordinariamente perto do solsticio do inverno.

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4º. Europeo meridional (Europaeum meridionale), comprehende Portugal, +

4º. Europeo meridional (Europaeum meridionale), comprehende Portugal, Hespanha, a França meridional, Italia, Hongria athe á Morêa, e o Archipe-lago. Alguns o dividem em clima do continente e insular, incluindo neste segundo as ilha Europeas do Mediterrano, nas quaes o calor he maior do que o da terra firme; outros ajuntaõ os climas da Syria, Media e Armenia, por acharem nelles as mesmas plantas que se daõ no clima meridional da Europa.

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5º. Europeo septentrinal (Europaeum septentrionale), comprehende a Lapponia, +

5º. Europeo septentrinal (Europaeum septentrionale), comprehende a Lapponia, Suecia, Dinamarca, Prussia, Allemanha, Suissa, Hollanda, Flandres, Inglaterra, e parte do norte da França.

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6º Oriental (Orientale) comprehende o grande Continente da Asia +

6º Oriental (Orientale) comprehende o grande Continente da Asia septentrional, a Siberia e Tartaria desde os confins da Syria e Persia athe aos da China; as plantas deste clima florecem ordinariamente logo que a atmosphera começa a aquecer, como entre nos florecem as da primavera.

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7º. Occidental (Occidentale) comprehende a America septentrional athe a + +

7º. Occidental (Occidentale) comprehende a America septentrional athe a Carolina, e igualmente o Iapaõ; as plantas deste clima florecem ordinariamente no outono.

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8º. Alpino (Alpinum), he proprio das montanhas alpinas, que saõ as mais +

8º. Alpino (Alpinum), he proprio das montanhas alpinas, que saõ as mais elevadas que ha no globo terrestre, cobertas de neve em varios lugares, aonde naõ ha primavera nem outono, mas sim hum longo inverno, e curto estio de dois mezes ou menos, como saõ os Alpes da Suissa, as Cordilheiras da America meridional, &c. As plantas deste clima nascem, florecem e fructificaõ dentro de pouco tempo.

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O sitio (situs) he o lugar aonde costuma naturalmente nascer e nutrir-se - qualquer planta, e he ou terrestre ou aquoso ou parasitico. As plantas +

O sitio (situs) he o lugar aonde costuma naturalmente nascer e nutrir-se + qualquer planta, e he ou terrestre ou aquoso ou parasitico. As plantas aquaticas tem as suas raizes ordinariamente apegadas á terra, e o resto do seu corpo mergulhado n'agoa inteiramente ou em parte; ha contudo algumas, como v. g. os limos, lemna, ulva, certas especies de fucus, &c. que se nutrem dentro d'agoa sem terem contudo contacto algum com - a terra, e ha outras que somente tem a raiz encravada em + a terra, e ha outras que somente tem a raiz encravada em hum terreno humido ou ensopado em agoa e o resto exposto ao ar.

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1º Sitios aquosos.

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O mar, ou agoa marina (mare, s. aqua marina) he hum fluido aquoso +

1º Sitios aquosos.

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O mar, ou agoa marina (mare, s. aqua marina) he hum fluido aquoso naturalmente impregnado de sal commum; as plantas que se dão n'agoa do mar ordinariamente saõ destituidas de raizes, nutrem-se pelas suas porosidades, e naõ supportaõ jamais frios rigorosos nem os gelos do inverno (como o fucus, e ulva); daõ-lhes o nome de plantas marinhas (pl. marinae).

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As prayas, e costas maritimas (littora, littorale solum, loca maritima), saõ + +

As prayas, e costas maritimas (littora, littorale solum, loca maritima), saõ lugares immediatamente proximos ao mar, cobertos pelas marés, açoitados das - ondas e dos ventos, mais ou menos arenosos e salgados. As plantas que se - daõ neste sitio contem alcali marino, saõ hum tanto succulentas, e aindaque a agoa salgada lhes he mais + ondas e dos ventos, mais ou menos arenosos e salgados. As plantas que se + daõ neste sitio contem alcali marino, saõ hum tanto succulentas, e aindaque a agoa salgada lhes he mais conveniente, naõ deixaõ contudo de se dar bem nas terras areentas; taes saõ por ex. as salgadeiras, a salsola, salicornia, crambe maritima, &c. Estas plantas saõ por alguns botanicos denominadas maritimas (maritimae).

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- As fontes (fontes), saõ mananciaes de agoa doce

Ha fontes de +

+ As fontes (fontes), saõ mananciaes de agoa doce

Ha fontes de agoa salgada, e he bem facil de entender que regaõ plantas que saõ de natureza semelhante á das maritimas.

fresca, e cristallina; a terra regada com @@ -9655,21 +8758,20 @@ muitas outras plantas, cujas raizes exigem de ser continuamente regadas com agoa corrente.

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Os rios (fluvii), saõ largas e prolongadas correntes de agoa doce e fresca; a +

Os rios (fluvii), saõ largas e prolongadas correntes de agoa doce e fresca; a terra banhada d'agoa dos rios (solum fluviale) dá taõbem algumas plantas particulares, como v. g. o potamogeton, ranunculus aquaticos, &c.

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As ribeiras, margens dos rios e das lagoas (ripae), saõ lugares cobertos de +

As ribeiras, margens dos rios e das lagoas (ripae), saõ lugares cobertos de agoa na estaçaõ do inverno, & descobertos no tempo do estio; nellas costumaõ dar-se a salicaria, o lycopus europaeus, a lysimachia vulgaris, &c.

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Pégos, lagos limpos (lacus, lacustre solum), saõ lugares que contem agoa +

Pégos, lagos limpos (lacus, lacustre solum), saõ lugares que contem agoa pura, e profunda; o seu fundo naõ he lodoso, mas tem huma certa firmeza ou solidez; daõ-se nelles a nymphaea, subularia, isoetes, &c.

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- Lagoas profundas, paûes, albofeiras - Nos damos o nome de albofeiras (paludes maritimae), ás grandes + +

+ Lagoas profundas, paûes, albofeiras + Nos damos o nome de albofeiras (paludes maritimae), ás grandes lagoas que saõ vizinhas do mar, e contem agoa salgada e doce misturadas: em alguns lugares costumaõ abrir estas lagoas a fim de desalagar os campos, e os aproveitar em pastos e searas. @@ -9677,119 +8779,109 @@ o fundo molle, lodoso, limoso, ou coberto de estragos de vegetaes, daõ-se nellas a andromeda, sphagnum, &c.

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Tanques, charcos, fossos (stagna, paludes, palustre solum), saõ pequenas +

Tanques, charcos, fossos (stagna, paludes, palustre solum), saõ pequenas lagoas baxas, limosas, lodosas, que se seccaõ inteiramente no estio; daõ-se nelles a tabûa, lirios, junças, &c.

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Alagadiços (inuadata loca), saõ terrenos alagados pelas chuvas do inverno, +

Alagadiços (inuadata loca), saõ terrenos alagados pelas chuvas do inverno, & que se seccaõ no veraõ; daõ-se nelles o arroz, canna de assucar, tamargueira, &c.

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Pantanos, bréjos, tremedaes (loca uliginosa), saõ terrenos balofos, ensopados +

Pantanos, bréjos, tremedaes (loca uliginosa), saõ terrenos balofos, ensopados d'agoa pôdre, que naõ daõ feno, nem saõ proprios para searas; daõ-se nelles a ulmaria, quejadilho, valeriana dioica, &c.

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2º Sitios terrestres.

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Montes, oiteiros (montes, colles, solum montanum, s. collinum), saõ lugares +

2º Sitios terrestres.

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Montes, oiteiros (montes, colles, solum montanum, s. collinum), saõ lugares elevados, na parte superior lavados dos ventos, sabulosos, e seccos; daõ-se nelles a carlina, arnica, &c.

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- Montanhas, serras nivosas (alpes, juga montium, solum alpinum), saõ os +

+ Montanhas, serras nivosas (alpes, juga montium, solum alpinum), saõ os lugares mais altos da terra, que ordinariamente estaõ nevoados, cobertos de neve no cume (a qual em alguns se derrete inteiramente no estio, em outros jamais se acaba de derreter) asperos, lavados dos ventos, e sem - arvores na - parte superior; daõ-se nelles algumas especies de azedas, violetta, + arvores na + parte superior; daõ-se nelles algumas especies de azedas, violetta, alchimilla, &c.

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Rochas, penhas (rupes, rupestre solum), saõ lugares alcantilados, pedregosos, +

Rochas, penhas (rupes, rupestre solum), saõ lugares alcantilados, pedregosos, e aridissimos; daõ-se nelles a cymbalaria, aloe, mesembryanthemum, sedum, &c.

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Campos, campinas (campi, campestre solum), saõ lugares incultos descobertos, +

Campos, campinas (campi, campestre solum), saõ lugares incultos descobertos, seccos, e hum tanto asperos; daõ-se nelles a bisnaga, bonina, e muitas outras plantas ordinariamente herbaceas.

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Prados (prata, pratense solum), saõ terras baxas incultas, valles humidos +

Prados (prata, pratense solum), saõ terras baxas incultas, valles humidos cobertos de plantas herbaceas viçosas, e serrados para que nelles naõ entre o gado no estio; daõ-se nelles o ranunculus acris, o lotus corniculatus, scabiosa succisa, escorcioneiras, trevos, e outras muitas plantas, que constituem o copioso feno que nos paizes do norte da Europa cortaõ no estio, seccaõ, e recolhem para sustentar os gados no inverno.

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Pastos (pascua), saõ campina abertas com plantas destinadas a nutrir os +

Pastos (pascua), saõ campina abertas com plantas destinadas a nutrir os gados, hum tanto sabulosas, e menos ferteis do que os prados; daõ-se nelles a prunella, euphrasia, &c.

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Searas (agri, segetes, agreste solum), saõ terras lavradas em que se semeão +

Searas (agri, segetes, agreste solum), saõ terras lavradas em que se semeão legumes e sementes, de que se costuma fazer paõ; daõ-se nellas as esporas, joyo, verdeselha, hervinha, &c.

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Alqueives (arva, arvense solum), saõ terras lavradias, que se deixaõ +

Alqueives (arva, arvense solum), saõ terras lavradias, que se deixaõ descançar algum tempo; nas terras alqueivadas costumaõ dar-se o raphanus raphanistrum sinapis alba et arvensis, o murriaõ, algumas especies de macella, o abrolho, a agulha de pastor, &c.

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Jardins, hortas (horti, culta, solum hortense), saõ terrenos muito + +

Jardins, hortas (horti, culta, solum hortense), saõ terrenos muito estercados, cavados, regados, e cultivados todo o anno; daõ-se nelles as ortigas, murujem, amor de hortelaõ, &c.

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Esterqueiras (fimeta), saõ os lugares em que se accumulaõ os excrementos dos +

Esterqueiras (fimeta), saõ os lugares em que se accumulaõ os excrementos dos gados, misturados com alguns estragos de vegetaes; daõ-se nelles as ortigas, o estramonio, asperugo, &c.

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Bordas dos caminhos (versurae), vallados e seves (aggeres, sepes) saõ +

Bordas dos caminhos (versurae), vallados e seves (aggeres, sepes) saõ considerados como lugares estercados, e o mesmo saõ as bordas das cazas, dos muros, ruas, praças e mercados (ruderata, ruderale solum), as plantas proprias destes lugares saõ por ex. a poa annua, erysimum officinale, lolium perenne, almeiraõ, tanchagem, &c.

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- Mattas ou arvoredos raleados (sylvoe, solum sylvestre), saõ lugares que +

+ Mattas ou arvoredos raleados (sylvoe, solum sylvestre), saõ lugares que constaõ de hum terreno sabuloso, duro, aspero, pouco fertil, sombrio, - com arvores - ralas, e de raizes á flor da terra; entre estas arvores daõ se algumas especies + com arvores + ralas, e de raizes á flor da terra; entre estas arvores daõ se algumas especies de urze, de hypnum, melampyrum sylvestre, &c.

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- Brenhas, espessuras, bosques densos (nemora, nemorosum solum), saõ +

+ Brenhas, espessuras, bosques densos (nemora, nemorosum solum), saõ lugares cobertos de hum matto alto e muito espesso, o seu terreno he humido, hum tanto balofo, naõ exposto aos rayos do sol nem aos ventos no - estio, e juncado de folhas no - inverno; as plantas que se daõ entre as arvores das brenhas florecem + estio, e juncado de folhas no + inverno; as plantas que se daõ entre as arvores das brenhas florecem ordinariamente na primavera, saõ pallidas e de huma contextura fragil, como saõ v. g. a convallaria polygonatum, pulmonaria officinalis, paris, sanicula europaea, asarum, fumaria bulbosa, &c.

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- Matto baxo (fruteta, ericeta, virgulta, dumesa) saõ lugares duros e asperos, cobertos de arbustos ou arvores baxas, como saõ entre nos +

+ Matto baxo (fruteta, ericeta, virgulta, dumesa) saõ lugares duros e asperos, cobertos de arbustos ou arvores baxas, como saõ entre nos os tojaes, urzaes, &c.

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Queimadas (ambusta), saõ os lugares, cujo matto foy destruido com fogo, a fim +

Queimadas (ambusta), saõ os lugares, cujo matto foy destruido com fogo, a fim de os fertilizar com as cinzas dos vegetaes queimados, e de os dispor para pastos, ou searas.

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3º Sitios parasiticos.

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- Os sitios parasiticos (loca parasitica), saõ o corpo de qualquer vegetal, +

3º Sitios parasiticos.

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+ Os sitios parasiticos (loca parasitica), saõ o corpo de qualquer vegetal, ao qual huma planta parasita esta adunada, ou aferrada de modo que delle tira a substancia com que se nutre; estes lugares saõ humas vezes o tronco, e ramos das plantas lenhosas, como aquelles em que se vê o - viscum, lichen, boletus, &c. outras vezes o tronco, ramos, e folhas de plantas herbaceas, como + viscum, lichen, boletus, &c. outras vezes o tronco, ramos, e folhas de plantas herbaceas, como aquelles em que se da a cuscuta, e as vezes mesmo saõ as raizes, como aquellas a que estaõ apegadas a orobanche maior, e a lathraea clandestina.

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Por terreno (terra, solum), os botanicos entendem a natureza do chaõ proprio +

Por terreno (terra, solum), os botanicos entendem a natureza do chaõ proprio a qualquer planta, e o destinguem ordinariamente em quatro sortes, a saber, arêa, argilla, greda, e terra vegetosa.

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A area (arena), he hum composto de pequenos graõs seccos, duros, quarzozos, e +

A area (arena), he hum composto de pequenos graõs seccos, duros, quarzozos, e desadunados; ella varia quanto a grandeza dos seus graõs, como se vê na area das empulhetas, na das escrivaninhas, na das prayas, e na area grossa a que chamamos saibro. Ordinariamente acha-se misturada com alguma das outras terras, e he neste estado misto de terreno que nasce e vegeta bem hum grande numero de plantas, como a canneira, pinheiros, urzes, digital, serpaõ, tojo, espargo, herva turca, &c.

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A argilla (argilla), he huma terra unctuosa e de grande tenacidade quando + +

A argilla (argilla), he huma terra unctuosa e de grande tenacidade quando humedicida, susceptivel de endurecer consideravelmente, e naõ faz effervecencia com os acidos; acha-se sempre misturada mais ou menos com outras terras, e lhe damos algumas vezes o nome de piçarra. Quando ella se @@ -9797,43 +8889,42 @@ e neste estado costuma servir para fertilizar as terras. Os terrenos argillosos saõ favoraveis á vegetaçaõ de hum grande numero de plantas, taes como os papoilas, verbascos, bolsa de pastor, &c.

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A greda ou cré (creta), he huma terra arida, que se acha nos oiteiros seccos +

A greda ou cré (creta), he huma terra arida, que se acha nos oiteiros seccos e pouco fecundos; quando he para faz effervescencia com os acidos; suppoem-se ter a mesma origem, que as pedras calcareas; acha-se ordinariamente misturada com outras terras, e neste estado he conveniente á vegetaçaõ da verbena, esferro cavallo ou ferradurina, da reseda, e muitos outros vegetaes.

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A terra vegetosa (humus), acha-se por toda a superficie do globo terrestre em +

A terra vegetosa (humus), acha-se por toda a superficie do globo terrestre em mais ou menos quantidade, e deve a sua origem á descomposiçaõ dos vegetaes e animaes. E sua cor varia em razaõ das terras, com que se acha misturada, - parece contudo que a mais pura he a que tem huma cor denigrida. He - summamente fertil - Kylbel he de opiniaõ que o principal alimento dos vegetaes + parece contudo que a mais pura he a que tem huma cor denigrida. He + summamente fertil + Kylbel he de opiniaõ que o principal alimento dos vegetaes consiste nas particulas finissimas, e subtis da terra - vegetosa. ( Dissert sobre a causa da fertilidade das + vegetosa. ( Dissert sobre a causa da fertilidade das terras.) , e nella se da naturalmente bem a maior - parte dos vegetaes - Se nos tempos primitivos do globo terrestre cada hum dos vegetaes + parte dos vegetaes + Se nos tempos primitivos do globo terrestre cada hum dos vegetaes teve o seu clima, sitio, e terreno proprio, a natureza parece ter-se eximido deste habito pouco a pouco, porquanto vemos hoje plantas, que se daõ igualmente bem por toda a parte. .

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Do que tenho exposto athe aqui sobre a habitaçaõ natural dos vegetaes se + +

Do que tenho exposto athe aqui sobre a habitaçaõ natural dos vegetaes se collige claramente, que differindo ella segundo os diversos climas, sitios, e terrenos, toda a habitaçaõ artificial deve imitar as suas diversidade o mais que for possível. A habitaçaõ artificial, de que fallo aqui, saõ todos os jardins botanicos, em que ha hum grande numero de plantas exoticas, ou aquaticas naturaes do paiz e de terrenos particulares, e que porisso mesmo - requerem os soccorros da arte para se poderem conservar. Estes soccorros + requerem os soccorros da arte para se poderem conservar. Estes soccorros consistem principalmense em que cada canteiro ou alegrette do jardim naõ conste so de huma casta de terra mas de muitas differentes, de maneira que cada planta tenha a terra que lhe he propria. - As que saõ naturaes dos bosques, e requerem sombra devem ser guarnecidas - de huma sombrella - He hum vazo de barro, huma grande choca de lata, ou hum cesto + As que saõ naturaes dos bosques, e requerem sombra devem ser guarnecidas + de huma sombrella + He hum vazo de barro, huma grande choca de lata, ou hum cesto cylindrico de vime, abertos de ilharga, que servem para fazer sombra ou para abrigar a planta dos ventos. ; as que se daõ em agoas enxarcadiças ou lagoas devem manter-se @@ -9842,19 +8933,16 @@ das fontes devem por-se nos regatos de alguma fonte, ou do chafariz do jardim, ou nas magens de algum lago de agoa agitada. As plantas indigenas da Zona Torrida, e paizes quentes da Africa, Asia, e America, - devem no inverno se enserradas em estufas de calor regulado. Nos jardins Botanicos do norte da Europa costumaõ + devem no inverno se enserradas em estufas de calor regulado. Nos jardins Botanicos do norte da Europa costumaõ ordinariamente haver tres sortes de estufas, a saber, a estufa forte (caldarium), a estufa temperada (tepidarium), e a estufa froxa (frigidarium). Na primeira costumaõ enserrar aquellas plantas, que nem ainda no estio podem expor-se sem danno ao ar livre do jardim, e porisso as conservaõ todo o anno enserradas, e aquecidas com hum calor regulado de 12 - athé 36 graos, segundo o thermometro de Reaumur. Na segunda saõ contidas - algumas plantas succulentas da Ethyopia, e outras que - costumaõ no estio expor-se ao ar livre do jardim, cobertas com estufins - Saõ campanas de vidro, ou pequenas guaritas envidraçadas, com as + athé 36 graos, segundo o thermometro de Reaumur. Na segunda saõ contidas + algumas plantas succulentas da Ethyopia, e outras que + costumaõ no estio expor-se ao ar livre do jardim, cobertas com estufins + Saõ campanas de vidro, ou pequenas guaritas envidraçadas, com as quaes se costumaõ nos jardins cobrir as plantas indigenas dos paizes quentes a Asia, Africa, e America. , ou sem elles; durante o tempo em que estaõ nesta estufa saõ @@ -9862,14 +8950,14 @@ todas aquellas plantas que exigem menos calor, como o loireiro, romeira, oliveiras, e algumas outras dos paizes quentes do sul da Europa; ellas saõ aquecidas somente desde Outubro athe Mayo pouco mais ou menos, e requerem - desde 2 athe 10 gráos de calor em quanto estaõ na estufa. Nos paizes + desde 2 athe 10 gráos de calor em quanto estaõ na estufa. Nos paizes meridionaes da Europa, principalmente em Portugal, aonde os calores saõ mais intensos, e os invernos incomparavelmente menos frios do que nos paizes do norte da Europa naõ ha precizaõ de tanto apparato nem de tantos gastos de estufas, e os jardins Botanicos, que se achaõ hoje sabiamente estabelecidos em Lisboa, e seus suburbios bastaõ para - verificar esta assersaõ - Naõ faço aqui mençaõ de muitas outras circumstancias relativas + verificar esta assersaõ + Naõ faço aqui mençaõ de muitas outras circumstancias relativas aos jardins botanicos por me parecem menos proprias do presente tractado, e demais disso ellas saõ hoje bastantemente conhecidas em Portugal, o sabio Naturalista que tem a inspecçaõ do Jardim @@ -9877,11 +8965,10 @@ nos deixou nada que dezejar nesta materia. .

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- CAPITULO XX. Do Habito dos Vegetaes. -

O Habito de huma planta parece naõ ser outra coiza, no rigor do termo, senaõ + CAPITULO XX. Do Habito dos Vegetaes. +

O Habito de huma planta parece naõ ser outra coiza, no rigor do termo, senaõ a sua estructura considerada externa, e internamente durante o tempo da sua vida; estructura, por meyo da qual ella differe de todos os individos de diverso genero, diversa especie ou variedade, e se conforma pelo contrario @@ -9895,10 +8982,8 @@ estragos anatomicos, roturas, e descomposiçoẽs chymicas. Estes dous modos de considerar a estructura de hum vegetal indicaõ, que o seu habito devera por conseguinte ser dividido em externo e interno, estabelecendo-se o primeiro - sobre tudo o que diz respeito à estructura externa, e o segundo no que respeita - somente á interna. Mas os Botanicos naõ costumaõ fazer estas differenças, + sobre tudo o que diz respeito à estructura externa, e o segundo no que respeita + somente á interna. Mas os Botanicos naõ costumaõ fazer estas differenças, nem seguir este rigor, elles fazem so mençaõ do habito externo (habitus, s. facies externa), e huns entendem por elle toda a configuraçaõ exterior que hum vegetal prezenta á primeira vista, ou toda a razaõ de @@ -9906,16 +8991,16 @@ exceptuar as da fructificaçaõ, outros daõ o nome de habito externo somente ás razoẽs de affinidade ou desconformidade, que os vegetaes tem entre si em hum certo numero de partes, comprehendem promiscuamente no - habito externo algumas relaçoẽs, que rigorosamente so pertencem - Como saõ a succulentia e sabores. + habito externo algumas relaçoẽs, que rigorosamente so pertencem + Como saõ a succulentia e sabores. ao habito interno, e excluem delle as partes da fructificação. - As principaes relaçoẽs em que consiste o habito dos vegetaes, segundo + As principaes relaçoẽs em que consiste o habito dos vegetaes, segundo Linneo, saõ a germinaçaõ, o cotyledonismo, radicaçaõ, ramificaçaõ ou situaçaõ dos ramos, intorsaõ, gomoscencia ou a formalidade e disposiçaõ dos gomos, folheatura, estipulatura, tichismo, hispidez, armatura, - glandulaçaõ, succulencia, e inflorecencia - Linneo fallando do habito dos vegetaes naõ fez mençaõ alguma da + glandulaçaõ, succulencia, e inflorecencia + Linneo fallando do habito dos vegetaes naõ fez mençaõ alguma da fructificaçaõ, e nos exemplos que deo do caracter habitual se vê claramente tela excluído do habito externo dos vegetaes. Vej. Phil. Bot. num. 168. . Eu já tractei de algumas @@ -9923,46 +9008,42 @@ que omitti, ou naõ expliquei cabalmente, e ajuntarei demais disso algumas, que naõ deixaõ de ser uteis para fazer conhecer a natureza dos vegetaes.

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- CAPITULO XXI. Da Germinaçam, e Cotyledonismo. -

- TODOS os vegetaes que hoje existem saõ originarios ou de bolbos, ou de - gomos, ou de sementes; huns foraõ continuados - As plantas dizem-se continuadas por qualquer sorte de raizes e ou + CAPITULO XXI. Da Germinaçam, e Cotyledonismo. +

+ TODOS os vegetaes que hoje existem saõ originarios ou de bolbos, ou de + gomos, ou de sementes; huns foraõ continuados + As plantas dizem-se continuadas por qualquer sorte de raizes e ou pelos gomos, e propagadas pelas sementes; pelo que hum bacelo ou - arvore enxertada naõ he + arvore enxertada naõ he rigorosamente huma nova planta, mas sim huma planta continuada, - do mesmo modo os bolbos caulinos, e as folhas, que cahindo por terra nella + do mesmo modo os bolbos caulinos, e as folhas, que cahindo por terra nella brotaõ, continuaõ a sua especie e naõ a propagaõ; porque as plantas verdadeiramente novas ou propagadas saõ as que naceraõ de sementes. por plantaçaõ, dispersaõ, ou enxertia, outros propagados por meyo de semeaçaõ. - As sementes achando-se em hum estado penamente maduro naõ precizaõ de + As sementes achando-se em hum estado penamente maduro naõ precizaõ de outras maõ, que as semêe mais do que a da natureza; humas saltaõ elasticamente hum tanto alem do lugar que as produzio, outras por meyo de suas alas, caudas, pappilhos, e outros appendiculos saõ impellidas pelos zephyros a differentes distancias, e outras em fim saõ espalhadas - pelas correntes e ventos; para as cobrir de terra - As sementes taõbem saõ semeadas artificialmente pelos homens como + pelas correntes e ventos; para as cobrir de terra + As sementes taõbem saõ semeadas artificialmente pelos homens como he notorio, ou casualmente pelos animaes quando ellas se apegaraõ aos seus pelos, ou depois de terem sido engolidas, mas neste segundo cazo nem sempre conservaõ o seu principio vital, potencial e germinativo, porque o calor do ventriculo, e intestinos lhes destroe o dicto principio. - As toupeiras, minhocas, porcos, coelhos, e outros animaes que + As toupeiras, minhocas, porcos, coelhos, e outros animaes que mechem, fossaõ, e cavaõ a terra contribuem taõbem por casualidade a cobrir hum grande numero de semente. - , saõ bastantes os chuveiros, ventos e correntes; e nisto consiste a semeaçaõ natural (seminatio, satio). - Tendo sido cobertas de terra, podem nella persistir sem germinar + , saõ bastantes os chuveiros, ventos e correntes; e nisto consiste a semeaçaõ natural (seminatio, satio). + Tendo sido cobertas de terra, podem nella persistir sem germinar differentes espaço de tempo, segundo a sua contextura e natureza, humas hum so dia, outras dois, tres, &c. athe cincoenta dias, outras em - fim hum, dois annos ou mais Miller distribue as semente quanto á + fim hum, dois annos ou mais Miller distribue as semente quanto á sua duraçaõ em tres clas-ses; na 1º poem as que germinaõ no outono, ou logo depois da sua madureza; na segunda as que germinaõ no anno seguinte; e na 3º as que se podem semear no segundo anno, ou mais @@ -9995,108 +9076,86 @@ cryptogamicas tem o primeiro lugar, porque podem durante algus seculos resistir aos frios, e aos mais intensos calores sem a menor alteraçaõ.. - A germinaçaõ (germinatio), parece começar na fermentaçaõ propria para pôr - em acto Alguns physiologistas dizem que as sementes, ainda fora da + A germinaçaõ (germinatio), parece começar na fermentaçaõ propria para pôr + em acto Alguns physiologistas dizem que as sementes, ainda fora da terra, e desde o tempo que se separaraõ da planta materna athe ao momento primario da fermentaçaõ, naõ deixaõ de ter vida, mas isto so se pode conceder tomando o termo vida em hum sentido extenso por potencia intrinseca germinativa. ou despertar, pelo assim dizer, o principio vital potencial, que se acha no corculo da semente. - A humidade penetrando pelas suturas da casca (se as ha), e pelo embigo da + A humidade penetrando pelas suturas da casca (se as ha), e pelo embigo da semente, ajudada do calor competente estabelece hum movimento intestino - nas cotyledones, e na plantula seminal, amollece-as pouco a + nas cotyledones, e na plantula seminal, amollece-as pouco a pouco, e dá principio á vegetaçaõ; amollecidas e inchadas - sufficientemente as cotyledones, rebentaõ os tegumentos, e a + sufficientemente as cotyledones, rebentaõ os tegumentos, e a radicula e plumula começaõ a engrossar e prolongar-se, nutridas pelos - succos lacteos, que lhes saõ transmittidos pelas cotylédones; huma dirige-se para baxo a fim de formar a - raiz, e a outra destinada a ser tronco cresce para cima + succos lacteos, que lhes saõ transmittidos pelas cotylédones; huma dirige-se para baxo a fim de formar a + raiz, e a outra destinada a ser tronco cresce para cima e surde da terra, pondo fim ao periodo da germinaçaõ seminal.

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- A disposiçaõ e forma das cotylédones no estado da germinaçaõ he chamada +

+ A disposiçaõ e forma das cotylédones no estado da germinaçaõ he chamada cotyledonismo (placentacio, s. cotyledonismus); mas antes de tractar desta disposiçaõ em particular he precizo advertir, que as sementes humas saõ chamadas acotyledones (acotyledones), quando parecem constar - somente de corculo, por naõ serem nellas as cotyledones bem sensiveis, - como saõ as dos musgos - Em todas as sementes ha cotyledones, ainda + somente de corculo, por naõ serem nellas as cotyledones bem sensiveis, + como saõ as dos musgos + Em todas as sementes ha cotyledones, ainda mesmo nos musgos, segundo Meese, e Hedwig; mas como nestas e - outras sementes semelhantes as cotyledones naõ saõ + outras sementes semelhantes as cotyledones naõ saõ bem apparentes, e ou se consomem na terra sem jamais se verem, ou precizaõ de hum microscopio para se poderem destinguir no periodo da germinaçaõ, continuar-lhes-hemos a dar o nome de acotyledones, conforme o uso de muitos Botanicos. - , e de outras plantas cryptogamicas; outras monocotylédones (monocotyledones), quando tem + , e de outras plantas cryptogamicas; outras monocotylédones (monocotyledones), quando tem huma so cotyledone, como saõ as da cebola, palmeiras, trigo, cevada, e de todas as gramineas e liliaceas; outras dicotyledones (dicotyledones), - quando tem duas cotyledones, como o feijaõ, fava abobara, nabo, couve, + quando tem duas cotyledones, como o feijaõ, fava abobara, nabo, couve, salva, pereira, &c,; outras em fim saõ denominadas polycotyledones - (polycotyledones) Eu uso aqui deste termo na accepçaõ que lhe dá + (polycotyledones) Eu uso aqui deste termo na accepçaõ que lhe dá Linneo; porque segundo alguns Botanicos modernos as polycotyledones saõ todas dicotyledones divididas em lacinias. Adanson diz que as sementes do pinheiro saõ dicotyledones com duas cotyledones partidas em lacinias profundas, e que as do pinus cedrus tem seis lacinias, e as do pinus strobus seis athe dez., quando tem mais de duas - - cotylédones, como as do pinheiro, acypreste, e linho O + + cotylédones, como as do pinheiro, acypreste, e linho O Dr. Jussieu, e alguns outros Botanicos applicaõ estes termos naõ so ás sementes, mas taõbem as plantas que daõ semente acotyledones, monocotyledones, e dicotyledones; pelo que o polytrichum he acotyledone, a cebola monocotyledone, e o feijoeiro e pinus - dicotyledone. Segundo o dicto Botanico as classes primitivas - naturaes, devem ser fundadas no numero das cotyledones. - Linneo contudo naõ parece ser desta opiniaõ, porquanto diz que no + dicotyledone. Segundo o dicto Botanico as classes primitivas + naturaes, devem ser fundadas no numero das cotyledones. + Linneo contudo naõ parece ser desta opiniaõ, porquanto diz que no mesmo genero natural podem haver especies com sementes, que - diffiraõ no numero das cotyledones, como saõ + diffiraõ no numero das cotyledones, como saõ por ex. as especies de cactus e pinus..

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Nas sementes monocotylédones no estado de germinaçaõ a cotylédone fica +

Nas sementes monocotylédones no estado de germinaçaõ a cotylédone fica sempre dentro do tegumento, consome-se, ou converte-se toda em alimento da tenra plantula, e por este motivo he que Linneo diz que as monocotyledones na germinaçaõ saõ rigorosamente acotyledones; a sua plumula consta de hum sò foliolo, e naõ ha por conseguinte mais do que - huma so folha seminal, devendo-se considerar as outras - immediatas, como folhas + huma so folha seminal, devendo-se considerar as outras + immediatas, como folhas radicaes. No trigo, cevada, e todas as mais gramineas a cotyledone - he furada pela plumula e radicula (perforata), e igualmente o tegumento, o qual vem por + he furada pela plumula e radicula (perforata), e igualmente o tegumento, o qual vem por fim a ficar sem cotyledone, occo e exsucco; ella he unilateral nas palmeiras (unilateralis) e reductosa (reducta), na cebola.

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Nas sementes dicotyledones no estado de germinaçaõ as duas cotyledones +

Nas sementes dicotyledones no estado de germinaçaõ as duas cotyledones contribuem para a preparaçaõ dos succos nutritivos da plumula e - radicula, e ordinariamente passaõ depois a ser folhas seminaes bastardas - Segundo Linneo (Philos. Botan. n. 136), cotyledones et folia + radicula, e ordinariamente passaõ depois a ser folhas seminaes bastardas + Segundo Linneo (Philos. Botan. n. 136), cotyledones et folia seminalia sunt synonyma in plantis; eu ja expuz o que pensava a este respeito, quando tractei das sementes; esta assersaõ applicada ás cotyledones de todas as semente dicotyledones parece ser sujeita a algumas excepçoẽs, ainda mesmo no cazo que - lhes queiramos dar o nome de folhas seminaes bastardas; porquanto ha algumas que - em lugar de tomarem a apparencia de folhas saõ caduças, ou se engilhaõ + lhes queiramos dar o nome de folhas seminaes bastardas; porquanto ha algumas que + em lugar de tomarem a apparencia de folhas saõ caduças, ou se engilhaõ dentro de pouco tempo, como se vê nas das ervilhas, e nas de algumas especies de feijaõ. - , que differem sempre na forma das folhas seminaes verdadeiras, e das radicas e + , que differem sempre na forma das folhas seminaes verdadeiras, e das radicas e caulinas. Quanto á disposiçaõ, as cotyledones destas sementes dizem-se ser: inalteradas (immutatae), quando conservaõ desde o principio da germinaçaõ athe ao fim della quasi a mesma configuraçaõ e disposiçaõ, e saõ @@ -10106,48 +9165,40 @@ pregas, como nas do algodoeiro; dobradas ao meyo (duplicatae), como nas da malva, rabaõ, e em todas as semente das plantas cruciferas: obvolvidas (obvoluae), ou quasi enganchadas huma com outra, como na helxine: espiraes - ou encaracolladas (spirales) quando formaõ huma especie de rosca, como na salsola, e nas Holeraceas (de Linneo): bipartidas (bipartitae), na + ou encaracolladas (spirales) quando formaõ huma especie de rosca, como na salsola, e nas Holeraceas (de Linneo): bipartidas (bipartitae), na pentapetes phaenicea: reductosas (reductae), no coentro, salsa, e outras umbrelladas; quando as cotyledones saõ reductosas, a radicula esta na ponta - da semente, e a plumula na base. O cotyledonismo ordinariamente he + da semente, e a plumula na base. O cotyledonismo ordinariamente he uniforme nas sementes das especies do mesmo genero e familia natural; vemos contudo algumas excepçoẽs nas do pinus, cactus, e geranium, neste ultimo as cotyledones humas saõ pinnatifidas, trifendidas, pecioladas, - lobadas com cinco + lobadas com cinco lacinias, outras saõ cordiformes, crenadas, hirsutas, &c. No aesculus hippocastanum huma das cotyledones he maior do que outra.

- CAPITULO XXII. Dos Gomos, e do seu brotamento. -

O principio de vida, por meyo do qual se conservaõ perennemente as especies - vegetaes, reside na sementes, nos gomos, e bolbos. Alguns physicos pensaõ + CAPITULO XXII. Dos Gomos, e do seu brotamento. +

O principio de vida, por meyo do qual se conservaõ perennemente as especies + vegetaes, reside na sementes, nos gomos, e bolbos. Alguns physicos pensaõ que estes tres meyos de que se serve a natureza para perpetuar a vida dos vegetaes saõ essensialmente a mesma coiza, e lhes daõ o nome de gomos seminaes, radicaes, e caulinos: elles observaõ que em alguns alhos, e ainda em algumas plantas Cryptogamicas a a natureza no lugar onde costuma produzir flores, dá bolbos ou gomos os quaes reproduzem as - especies taõ perfeitamente como as sementes, que nas axillas das folhas ou ramos, lugar proprio dos - gomos, se vem algumas vezes bolbos decadentes, os quaes cahindo na terra reproduzem a sua especie, como os bolbos radicaes + especies taõ perfeitamente como as sementes, que nas axillas das folhas ou ramos, lugar proprio dos + gomos, se vem algumas vezes bolbos decadentes, os quaes cahindo na terra reproduzem a sua especie, como os bolbos radicaes ordinarios; que a estructura dos bolbos radicaes he summamente analoga à dos gomos caulinos; que os gomos radicaes das plantas vivaces, e os bolbos ordinarios saõ de huma natureza identica; que nalgumas sementes como v. g. nas das nymphaea nelumbo se vem antes da germinaçaõ algumas - folhas perfeitas assim como + folhas perfeitas assim como se observaõ nos gomos, e que se ha gomos floraes, ha do mesmo modo - taõbem bolbos floraes, como v. g. saõ os da tulipa - Este bolbo com effeito contem no seu centro huma flor bem visivel + taõbem bolbos floraes, como v. g. saõ os da tulipa + Este bolbo com effeito contem no seu centro huma flor bem visivel sem soccorro algum de lente; todas as vezes que no outono ou inverno dessequei com cautella os seus cascos externos e internos, sempre nelle observei bem destinctamente as petalas, - antheras e pistillo da flor. Alguns asseguraõ + antheras e pistillo da flor. Alguns asseguraõ taõbem ter observado o mesmo em muitos outros bolbos, e ainda mesmo nas raizes da anemone hepatica, e d'algumas especies de pedicularis.. A brevidade, e estreito limites deste @@ -10162,9 +9213,8 @@ essensialmente, como depois explicarei; postoque se naõ possa negar que a germinaçaõ das semente, e o brotamento dos bolbos e gomos tenhaõ grande analogia entre si.

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Os gomos (gemmae) Nos taõbem damos aos gomos o nome de olhos (oculi) + +

Os gomos (gemmae) Nos taõbem damos aos gomos o nome de olhos (oculi) novedios, grelos, botoẽs, e borbulhas, mas o termo de gomo he o mais proprio, e o mais geral; o termo olhos he ordinariamente so applicado a vide; novedios e grelos parece-me que se devéram @@ -10174,133 +9224,115 @@ borbulha: o vulgo costuma dar aos bagos da laranja e limaõ o nome de gomos, mas basta ter humas leves noçoẽs de Botanica para conhecer que isto he huma impropriedade, e corrupçaõ de termo., - segundo a accepçaõ mais rigorosa do termo, saõ hum principio de folhas, de peciolos, estipulas ou + segundo a accepçaõ mais rigorosa do termo, saõ hum principio de folhas, de peciolos, estipulas ou flores, envolto nas escamas corticaes de hum tronco lenhoso. Estas escamas saõ de ordinario hum tanto seccas, papyraces, imbricadas humas sobre outras, guarnecidas por dentro de huma especie de felpa curta, e as vezes de hum succo unctuoso, ou viscoso afim de resgardarem dos frios, e neves durante o inverno as mimosas partes que enserraõ, taes saõ por ex. os gomos dos choupos, amendoeiras, freixos, loireiros, pereiras, ulmeiros, &c. - A maior parte das arvores da Europa, e paizes frios tem gomos, mas debaixo da + A maior parte das arvores da Europa, e paizes frios tem gomos, mas debaixo da Zona torriada, e climas quentes da Asia, Africa e America saõ raras as - arvores que + arvores que daõ gomos, porquanto nestas o movimento da seiva continua em todo o anno com grande uniformidade, ou quasi igual, o que naõ succede nas dos paizes frios, aonde ha invernos desabridos, durante os quaes a vegetaçaõ he suspendida, e o movimento da seiva summamente lento.

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- Os gomos da mesma sorte que os bolbos saõ hum verdadeiro abrigo contra os - rigores do inverno ao embryaõ que envolvem, e porisso Linneo lhes chamou com propriedade - invernadoiros (hybernacula) - Hebenstreit diz contudo que as sementes taõbem saõ invernadoiros, +

+ Os gomos da mesma sorte que os bolbos saõ hum verdadeiro abrigo contra os + rigores do inverno ao embryaõ que envolvem, e porisso Linneo lhes chamou com propriedade + invernadoiros (hybernacula) + Hebenstreit diz contudo que as sementes taõbem saõ invernadoiros, porque as cotyledones e tegumentos abrigaõ a plantula nelles reclusa durante hum ou mais invernos. : saõ contudo, como acima disse, essensialmente differentes entre si, e differentes das sementes; as razoẽs que ordinariamente os Botanicos assignaõ desta differença podem reduzir-se ás seguintes: - 1º. que as plantas rigorosamente se dizem nascer ou ser propagadas por + 1º. que as plantas rigorosamente se dizem nascer ou ser propagadas por sementes, e continuadas por bolbos e gomos: - 2º. que a semente começa huma nova planta, e que o bolbo e gomo continua + 2º. que a semente começa huma nova planta, e que o bolbo e gomo continua a antiga: - 3º. que a semente he hum ovo vegetal, que conserva hum embryaõ fecundado + 3º. que a semente he hum ovo vegetal, que conserva hum embryaõ fecundado dentro de huma casca secca, pegado a cotyledones, e que o gomo pelo contrario o conserva dentro de escamas seccas pegado á medulla; que o - embryaõ do bolbo esta dentro de tunicas polposas, e + embryaõ do bolbo esta dentro de tunicas polposas, e succulentas pegado a huma ou mais raigotas; e que ambos os embryoẽs tanto do gomo, como do bolbo naõ saõ fecundados: - 4º. que os bolbos saõ formados da base das folhas velhas de huma planta morta, os gomos - enserraõ principios de folhas + 4º. que os bolbos saõ formados da base das folhas velhas de huma planta morta, os gomos + enserraõ principios de folhas novas de huma planta viva, e que as sementes procedem da flor e enserraõ cotyledones: - 5º. que os bolbos estaõ postos sobre radiculas dentro da terra, os gomos + 5º. que os bolbos estaõ postos sobre radiculas dentro da terra, os gomos sobre o tronco e as sementes no estado e plena madureza naõ estaõ sobre - a raiz, e cahem do tronco: - 6º que nem os bolbos nem a plantula seminal arrancada da semente podem - enxertar-se, assim como podem ser os gomos arrancados das arvores ou + a raiz, e cahem do tronco: + 6º que nem os bolbos nem a plantula seminal arrancada da semente podem + enxertar-se, assim como podem ser os gomos arrancados das arvores ou arbustos.

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Os gomos dizem-se terminaes (terminales), quando se achaõ situados nas pontas + +

Os gomos dizem-se terminaes (terminales), quando se achaõ situados nas pontas do tronco ou ramos: ordinariamente saõ solitarios, contudo na syringa vulgares achaõ-se dois a dois, e no aesculus pavia tres a tres.

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- Axillares (axillares), quando existem nas axillas, ou angulos formados - pelo tronco e base das folhas ou - seus peciolos, como se vê em hum grande numero de arvores. +

+ Axillares (axillares), quando existem nas axillas, ou angulos formados + pelo tronco e base das folhas ou + seus peciolos, como se vê em hum grande numero de arvores.

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Oppostos (oppositae), quando se achaõ dois no tronco ou ramos, fronteiros hum +

Oppostos (oppositae), quando se achaõ dois no tronco ou ramos, fronteiros hum ao outro, e saõ ou peciolares (petiolares), como no buxo, medronheiro, freixo, loireiro, sabugueiro, madresylva, &c. ou estipulares (stipulares), como no rhamnus catharticus, e cephalanthus.

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- Alternos (alternae), quando estaõ postos nos dois lados do tronco ou - ramos, gradualmente alternados, do modo que expliquei fallando das folhas alternas, e saõ ou +

+ Alternos (alternae), quando estaõ postos nos dois lados do tronco ou + ramos, gradualmente alternados, do modo que expliquei fallando das folhas alternas, e saõ ou peciolares (petiolares), como no salgueiro, nogueira, aroeira, &c. ou estipulares (stipulares, s. stipulaceae), como no choupo, ulmeiro, carvalho, figueira, amoreira, castanheiro, &c. ou peciolares com estipulas na base do peciolo (stipulaceo-petiolares), como na pereira, maceira, roseira, sylva, sorveira, &c.

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- Nullos (nullae), quando naõ existem na arvore +

+ Nullos (nullae), quando naõ existem na arvore ou arbusto.

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Folheares (foliares, s. foliiferae), quando somente contem folhas, como os da figueira e +

Folheares (foliares, s. foliiferae), quando somente contem folhas, como os da figueira e betula alnus. Estes gomos saõ mais agudos do que os seguintes.

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Floraes (florales, s. floriferae) quando somente contem flores, como os do - damasqueiro, pessagueiro, amendoeira, &c. Estes gomos saõ hum tanto obtusos, e verdadeiros +

Floraes (florales, s. floriferae) quando somente contem flores, como os do + damasqueiro, pessagueiro, amendoeira, &c. Estes gomos saõ hum tanto obtusos, e verdadeiros botoẽs, elles contem ou flores femininas como na aveleira e carpe, ou masculas como no pinheiro e abeto, ou emfim flores hermaphroditas como no - ulmeiro, amendoeira, pessegueiro, &c. Ordinariamente succede que - estes gomos daõ taõbem folhas, e + ulmeiro, amendoeira, pessegueiro, &c. Ordinariamente succede que + estes gomos daõ taõbem folhas, e porisso se lhes dá nesta circumstancia o nome de mixtos (communes, s. foliifero-floriferae.)

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Ha muitas arvores, +

Ha muitas arvores, cujos gomos huns saõ folheares outros floraes, como o pessegueiro, ulmeiro, amendoeira, &c.; sabe se contudo pela observaçaõ, que os gomos folheares podem tornar-se floraes, e que estes podem taõbem vir a ser puramente folheares. - Hum ramo de ulmo, de salgueiro, e de outras muitas arvores sendo plantado em huma + Hum ramo de ulmo, de salgueiro, e de outras muitas arvores sendo plantado em huma terra competente naõ dará durante muito tempo mais do que gomos - folheares, sem embargo de que na arvore, + folheares, sem embargo de que na arvore, donde o cortaraõ, dava muitos gomos floraes, e os daria ainda, se nella estivesse. Os arbustos plantados em vazos, ou caxas daõ todos os annos gomos floraes e fructos, mas se os tiramos fora dellas, e os plantamos numa terra pingue, e á larga, naõ daraõ durante muito tempo senaõ gomos folheres; se os tornamos a metter em caxas ou vazos recomeçaraõ a dar, como - dantes, gomos floraes e fructos. Hum ramo de huma arvore fructifera torcido, curvado, ligado ou privado de hum + dantes, gomos floraes e fructos. Hum ramo de huma arvore fructifera torcido, curvado, ligado ou privado de hum pequeno cincho de casa, mudará muitos dos seus gomos folheres em floraes, e por conseguinte dara fructos não somente mais depressa, mas taõbem em maior abundancia. Sobre esta observaçaõ fundaraõ os antigos a cultura das videiras, podando-as e empando-as, porque por meyo da - poda a empa se diminue a seiva, e se modera o seu movimento nimiamente accelerado, que aliás + poda a empa se diminue a seiva, e se modera o seu movimento nimiamente accelerado, que aliás nutriria a planta em demasia, e lhe faria viçar todos ou quasi todos os seus gomos floraes, tornando-os em folheares.

- Folheatura dos gomos. -

- A palavra gomo tomada numa accepçaõ extensa comprehende, alem dos - gomos do tronco das arvores e arbustos os das suas raizes, os do tronco e - raizes das plantas herbaceas, aos quaes chamamos - A palavra grelo significa naõ so hum gomo herbaceo, mas ainda + Folheatura dos gomos. +

+ A palavra gomo tomada numa accepçaõ extensa comprehende, alem dos + gomos do tronco das arvores e arbustos os das suas raizes, os do tronco e + raizes das plantas herbaceas, aos quaes chamamos + A palavra grelo significa naõ so hum gomo herbaceo, mas ainda o talo ou troco tenrinho, em cuja ponta se acha o dicto gomo; as vezes damos taõbem este nome á plumula das sementes germinadas, e neste sentido dizemos: o milho esta grelado, a @@ -10308,96 +9340,87 @@ grelos e novedios (asparagi, s. turiones) e ainda mesmo os botoẽs das flores.

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Passado o inverno, e amornando-se a atmosphera, a seiva começa a ter +

Passado o inverno, e amornando-se a atmosphera, a seiva começa a ter maior movimento, faz inchar pouco a pouco os gomos, e se restabelece a - vegetaçaõ, que os frios tinhaõ suspendido. Brotaõ emfim os gomos, e + vegetaçaõ, que os frios tinhaõ suspendido. Brotaõ emfim os gomos, e neste brotamento os botanicos observaõ que ha huma complicaçaõ nas - folhas, a qual como + folhas, a qual como invariavel naõ deixa de ser propria para se poderem tirar della caracteres habituaes, e lhe chamaõ folheatura dos gomos (foliatio, s. vernatio). - He facil de observar esta complicaçaõ, se cortamos transversalmente - com hum canivete os gomos brotados na raiz e tronco; - em huns e outros as folhas - saõ complicadas differentemente, o que foy a causa de lhes darem as + He facil de observar esta complicaçaõ, se cortamos transversalmente + com hum canivete os gomos brotados na raiz e tronco; + em huns e outros as folhas + saõ complicadas differentemente, o que foy a causa de lhes darem as diversas denominaçoẽs seguintes.

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Involutosas (involuta), quando as duas margens lateraes de qualquer - das folhas se enrolaõ para +

Involutosas (involuta), quando as duas margens lateraes de qualquer + das folhas se enrolaõ para dentro na sua face superior, e formaõ duas pequenas volutas longitudinaes, como saõ as do choupo, violetta madresylva, maceira, tanchagem, urtiga, &c. Ellas saõ ou oppostas ou alternas segundo a situaçaõ, que depois vem a ter no tronco ou ramos.

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Revolutosas (revoluta), saõ o contrario das precedentes; tem as suas duas +

Revolutosas (revoluta), saõ o contrario das precedentes; tem as suas duas margens lateraes enroladas para fora ou para a banda da face inferior, e formaõ duas pequenas volutas logitudinaes, como no alecrim, loendro, azedas, alfavaca de cobra, &c. Ellas podem ser ou oppostas, ou alternas.

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- Obvolvidas ou enganchadas (obvoluta), quando duas folhas se achaõ hum tanto dobradas, e cada +

+ Obvolvidas ou enganchadas (obvoluta), quando duas folhas se achaõ hum tanto dobradas, e cada huma dellas recebe na cavidade da sua dobra a metade da outra, de sorte que ficaõ logitudinalmente enganchadas, como se vê na salva, craveiro, escabiosa, &c.

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- Enroladas (convoluta), quando duas folhas se enrosçaõ huma na outra - As denominaçoẽs de involutosas, revolutosas euroladas, +

+ Enroladas (convoluta), quando duas folhas se enrosçaõ huma na outra + As denominaçoẽs de involutosas, revolutosas euroladas, dobradas ao meyo, e franzidas saõ igualmente aplicadas a - huma ao folha. + huma ao folha. , e figuraõ hum papeliço acappellado, como se vê na caneira, na canna indica, pé de bezerro, e na maior parte das gramas.

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- Dobradas ao meyo (conduplicata), quando saõ dobradas em duas metades - iguaes, e approximadas desde a sua nervura dorsal athe +

+ Dobradas ao meyo (conduplicata), quando saõ dobradas em duas metades + iguaes, e approximadas desde a sua nervura dorsal athe ao fio das magens, como na faya, aveleira, gingeira, roseira, sylva, - potentilla, &c. - Nas folhas compostas os + potentilla, &c. + Nas folhas compostas os foliolos saõ approximados huns aos outros desde o peciolo commum athe as suas pontas, como no freixo, çumagre, nogueira, &c.

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Imbricadas (imbricata), saõ parallelas, encostadas a prumo humas ás +

Imbricadas (imbricata), saõ parallelas, encostadas a prumo humas ás outras, e as interiores menores, como no loireiro, nespereiro, gilbarbeira, alfeneiro, &c.

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- Acavalleiradas (equitantia) saõ conchegadas, e humas cobrem as outras - de modo que as duas margens da folha exterior abarcaõ - as duas da folha interior, e convergem sobre a nervura - dorsal della, como nos lirios, junças, e algumas +

+ Acavalleiradas (equitantia) saõ conchegadas, e humas cobrem as outras + de modo que as duas margens da folha exterior abarcaõ + as duas da folha interior, e convergem sobre a nervura + dorsal della, como nos lirios, junças, e algumas gramas. - Estas folhas segundo a figura, que presentaõ juntas, saõ denominadas + Estas folhas segundo a figura, que presentaõ juntas, saõ denominadas bigumeas ou trigumeas (ancipitia, aut triquetra).

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Franzidas (plicata), quando tem logitudinalmente muitas pregas, como a +

Franzidas (plicata), quando tem logitudinalmente muitas pregas, como a malva, a althea, videira, alchimilla, &c.

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N. B. A estas oito sortes de folheatura alguns botanìcos ajuntaraõ - taõbem a das folhas +

N. B. A estas oito sortes de folheatura alguns botanìcos ajuntaraõ + taõbem a das folhas reclinadas, e frondes circinaes que brotaõ das raizes, e devem ser observadas sem as cortar no periodo em que começaõ a romper á superficie da terra.

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- - Folhas reclinadas +

+ + Folhas reclinadas (reclinata), tem as margens e disco coarctados ou engruvinhados, e formaõ huma especie de cabeça encurvada, para o peciolo, como as do acónito, anemone, &c.

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Frondes circinaes (frondes circinales, s. foliatio circinalis), brotaõ de - modo que ficaõ com a ponta, e divisoẽs lateraes encaracolladas. Estas frondes ou folhas quando o espique ou +

Frondes circinaes (frondes circinales, s. foliatio circinalis), brotaõ de + modo que ficaõ com a ponta, e divisoẽs lateraes encaracolladas. Estas frondes ou folhas quando o espique ou peciolo que as sostem começa a elevar-se hum tanto, figuraõ de algum modo hum bago de bispo, saõ proprias dos fetos e palmeiras.

- Petaleaçam ou abotoaçam da corolla. -

A petaleaçaõ ou abotoaçaõ da corolla (aestivatio), he o estado de + Petaleaçam ou abotoaçam da corolla. +

A petaleaçaõ ou abotoaçaõ da corolla (aestivatio), he o estado de complicaçaõ em que ella se acha immediatamente antes de desabotoar. Diz-se valviforme (valvata), se as suas petalas presentaõ no dicto periodo huma configuraçaõ semelhante ás das valvulas de hum casûlo: @@ -10409,82 +9432,72 @@

- CAPITULO XXIV. Do Collapso ou Sono das folhas. -

- O tempo de vela das folhas + CAPITULO XXIV. Do Collapso ou Sono das folhas. +

+ O tempo de vela das folhas (foliorum vigiliae), segundo os botanicos, he o espaço, diurno em que - ellas tem as suas folhas + ellas tem as suas folhas abertas, e o de sono pelo contrario he ordinariamente todo o espaço da noyte. - Este estado de sono das folhas + Este estado de sono das folhas (somnus foliorum), consiste em hum collapso ou mudança de posiçaõ, que - ellas costumaõ ter durante o tempo de vela. - Hum grande numero de plantas he susceptivel desta mudança nas suas folhas - - E igualmente nas suas flores, como ja disse; eu naõ fiz mençaõ + ellas costumaõ ter durante o tempo de vela. + Hum grande numero de plantas he susceptivel desta mudança nas suas folhas + + E igualmente nas suas flores, como ja disse; eu naõ fiz mençaõ das differentes posiçoẽs, que constitue o sono das flores, porque facilmente se podem entender pelas que exponho aqui - relativamente às folhas. + relativamente às folhas. . - Este phenomeno depende de huma estructura mais ou menos irritavel, e da + Este phenomeno depende de huma estructura mais ou menos irritavel, e da prezença e auzencia de varias causas externas, que fazem jogar mais ou menos a mobilidade das fibras; estas causas saõ a frescura e humidade da - atmosphera em certos graos, a materia da luz, e a materia electrica - A materia electrica da atmosphera em tempo de trovoadas basta - para fazer fechar as folhas e flores; isto he confirmado pelas + atmosphera em certos graos, a materia da luz, e a materia electrica + A materia electrica da atmosphera em tempo de trovoadas basta + para fazer fechar as folhas e flores; isto he confirmado pelas experiencias feitas na sensitiva, a qual sendo artificialmente - electrisada fecha as suas folhas do mesmo modo que no tempo de trovoada. - Esta planta contudo, segundo se tem observado, abre ainda mesmo - numa perfeita obscuridade as sua folhas pela manhaan, e as fecha à + electrisada fecha as suas folhas do mesmo modo que no tempo de trovoada. + Esta planta contudo, segundo se tem observado, abre ainda mesmo + numa perfeita obscuridade as sua folhas pela manhaan, e as fecha à noyte. .

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- As folhas neste estado de +

+ As folhas neste estado de collapso saõ chamadas dormentes, e segundo as differentes posiçoẽs, que nellas se observaõ, receberaõ as denominaçoẽs seguintes, das quaes humas - saõ relativas ás folhas simplez, + saõ relativas ás folhas simplez, outras ás compostas.

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1º As simplez saõ denominadas:

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- - Folhas dormentes convergentes, +

1º As simplez saõ denominadas:

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+ + Folhas dormentes convergentes, ou que se achaõ em collapso de convergencia (somnus connivens); saõ oppostas e tem as suas faces superiores conchegadas huma á outra taõ - apertada, e regularmente, que parecem huma so folha; por - esta posiçaõ resguardaõ das chuvas, e demasiada humidade da noyte os botoẽs das flores e os tenros gomos (a armoles hortense, e + apertada, e regularmente, que parecem huma so folha; por + esta posiçaõ resguardaõ das chuvas, e demasiada humidade da noyte os botoẽs das flores e os tenros gomos (a armoles hortense, e murujem).

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- - Folhas dormentes recostadas, ou +

+ + Folhas dormentes recostadas, ou em collapso de recosto (somnus includens) saõ alternas, conchegadas ou encostadas ao tronco, e ficaõ cobrindo e abrigando os tenros gomos ou flores, que medeaõ entre ellas e o tronco (aenóthera biennis, sida abutilon, ayenia pusilla.)

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- - Folhas dormentes ambientes ou +

+ + Folhas dormentes ambientes ou em collapso de circuiçaõ (somnus circumsepiens) tem durante o dia huma posiçaõ horizontal, mas elevadas de noyte cingem a ponta do tronco, e formaõ humas com outras á roda delle huma figura afunilada (a mandragora, o estramonio, bidens tripartita, e malva peruviana.)

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- - Folhas dormentes munitivas ou em +

+ + Folhas dormentes munitivas ou em collapso de munimento (sommus muniens); saõ ordinariamente as ultimas junto das pontas dos ramos ou tronco, guarnecidas de longos peciolos; durante o dia tem huma posiçaõ horizontal; mas inclinado-se ou arqueando @@ -10492,72 +9505,69 @@ (impatiens noli me tangere, sigesbeckia orientalis, achyrantes aspera.)

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2º. As compostas saõ denominadas:

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- - Folhas dormentes dobradas ou em +

2º. As compostas saõ denominadas:

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+ + Folhas dormentes dobradas ou em collapso de do bramento (somnus conduplicans), saõ dobradas a o meyo, isto he, tem os seus foliolos ou pinnulas com as faces superiores - conchegadas, bem como as folhas + conchegadas, bem como as folhas de hum livro; so differem das convergentes em terem muitos foliolos - approximados (as faveiras, o lathyrus odoratus, colutea arborescens, e hedysarum + approximados (as faveiras, o lathyrus odoratus, colutea arborescens, e hedysarum onobrychis.)

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- - Folhas dormente involtosas ou em +

+ + Folhas dormente involtosas ou em collapso de involuçaõ (somnus involvens), os seus foliolos convergem ou somente se tocaõ pelas pontas, e deixaõ entre as suas bases hum intervallo em forma de cavidade (a acetosella, alguns trevos, medicago polymorpha, lotus ornithopoides.)

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- - Folhas dormentes divergentes ou +

+ + Folhas dormentes divergentes ou em collapso de divergencia (somnus divergens), quando os seus foliolos ficaõ approximados pelas suas bases, mas com as pontas desviadas ou divergentes (o meliloto ou trevo de cheiro.)

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- - Folhas dormentes dependuradas ou +

+ + Folhas dormentes dependuradas ou em collapso de precipicio (somnus dependens), os seus foliolos estaõ inclinados para baxo e como dependurados (lupinus hirsutus, hedisarum canadese, robinia pseudo-acacia, amorpha fructicosa.)

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- - Folhas dormentes inversas ou em +

+ + Folhas dormentes inversas ou em collapso de inversaõ (somnus invertens), os seus foliolos ficaõ inferiormente aoproximados dois a dois ao peciolo commum, e o mesmo tempo inversos, isto he, a sua face superior fica sendo interna e encoberta, ao mesmo tempo tempo que a inferior fica sendo externa (a canafistula).

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- - Folhas dormentes imbricadas ou +

+ + Folhas dormentes imbricadas ou em collapso de imbricaçaõ (somnus imbricans), os seus foliolos saõ revirados como os das inversas precedentes, e alem disso ficaõ dispostos à maneira de telhas cobrindo todo o peciolo commum (a sensitiva, tamarindus indica, gleditsia triacanthos).

- +
- CAPITULO XXV. Da Intorsam. -

Por intorsaõ (intorsio, s. torsio) os Botanicos entendem as curvaturas, + CAPITULO XXV. Da Intorsam. +

Por intorsaõ (intorsio, s. torsio) os Botanicos entendem as curvaturas, reviramentos, ou enroscamentos das partes dos vegetaes, e a denominaõ uniforme (conformis), se as dictas partes se curvaõ ou enrolaõ todas para a mesma banda, e difforme (difformis), se nem todas se curvaõ, ou quando se enrolaõ e curvaõ para differentes lados indeterminadamente.

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Huma das principaes especies de intorsaõ he a volubilidade, ou enroscamento +

Huma das principaes especies de intorsaõ he a volubilidade, ou enroscamento dos troncos e gavinhas, ora para a direita, ora para a esquerda, como ra expuz em seu lugar.

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A intorsaõ pode ter taõbem lugar nas flores O torcimento das +

A intorsaõ pode ter taõbem lugar nas flores O torcimento das corollas deve ser observado no estado da flor fechada, ou no periodo em que a flor começa a desabotoar., porquanto se observa no loendro, congossa, asclepias, &c. ser a corolla retorcida para à @@ -10566,111 +9576,88 @@ (corollae resupinatio) he taõbem huma especie de intorsaõ, que consiste em estar o labio inferior no lugar onde devera estar o superior, e vice versâ.

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Pode taõbem haver intorsaõ nos pistillos, como se vê na silene, cucubalus, +

Pode taõbem haver intorsaõ nos pistillos, como se vê na silene, cucubalus, spiraea ulmaria, e helicteres.

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As espigas das plantas asperifolias, taes como a cynoglossa, heliotropium, myosotis, echium, &c. tem todas huma +

As espigas das plantas asperifolias, taes como a cynoglossa, heliotropium, myosotis, echium, &c. tem todas huma intorsaõ espiral na sua extremidade, em forma de voluta.

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As fibras da base das praganas da avena, e stipa, as da cauda das capsulas do +

As fibras da base das praganas da avena, e stipa, as da cauda das capsulas do geranium, e das valvulas da capsula da impatiens, &c costumaõ formar longitudinalmente hum intorsaõ espiral semelhante á de hum fio torcido.

- CAPITULO XXVI. Da Glandulaçam, e Escabrosidade. -

Debaxo dos nomes de glandulaçaõ, e escabrosidade (glandulatio, scabrities) os + CAPITULO XXVI. Da Glandulaçam, e Escabrosidade. +

Debaxo dos nomes de glandulaçaõ, e escabrosidade (glandulatio, scabrities) os Botanicos comprehendem as excrescencias destinadas as secreçoẽs dos vegetaes, e muitas producçoẽs que fazem a sua superficie aspera, escabrosa. - Ainda que muitas destas producçoẽs so diffiraõ levemente entre si, + Ainda que muitas destas producçoẽs so diffiraõ levemente entre si, ellas tem contudo recebido bem diversas denominaçoẽs, as quaes se podem - reduzir principalmente a quatorze, a saber: glandulas, verrugas, callos, - pontos, graõs, visiculas, mamillos, tuberculos , - utriculos, folliculos, poros, fossulas, pustulas, e + reduzir principalmente a quatorze, a saber: glandulas, verrugas, callos, + pontos, graõs, visiculas, mamillos, tuberculos , + utriculos, folliculos, poros, fossulas, pustulas, e cicatrizes.

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- As glandulas +

+ As glandulas (glandulae), segundo toda a extensaõ do termo, saõ qualquer excrescencia ou porosidade superficial, que serve a alguma secreçaõ; mas huma - accepçaõ restricta, as glandulas saõ pequenas excrescencias + accepçaõ restricta, as glandulas saõ pequenas excrescencias ordinariamente globulares, que se achaõ na superficie das plantas, e saõ - destinadas a filtrar e preparar os succos proprios da especie, a que pertencem; algumas saõ guarnecida de pelos, outras naõ tem pelos + destinadas a filtrar e preparar os succos proprios da especie, a que pertencem; algumas saõ guarnecida de pelos, outras naõ tem pelos alguns; humas saõ assaz viziveis à vista simplez, outras precizaõ de lente para bem se destinguirem. - As que naõ precizaõ de lente saõ as mais proprias para notas - caracteristicas; daõ se nos peciolos das folhas como no martyrio, nas serraturas, ou - dente das folhas serreadas como - no salgueiro e amendoeira, nas antheras como na adenanthera, junto da bas + As que naõ precizaõ de lente saõ as mais proprias para notas + caracteristicas; daõ se nos peciolos das folhas como no martyrio, nas serraturas, ou + dente das folhas serreadas como + no salgueiro e amendoeira, nas antheras como na adenanthera, junto da bas dose estames como no goivo e couve, por toda a flor e - por todo o corpo da planta (menos na raiz), como na - fraxinella Quanto à forma, e outras circumstancias relativas as + por todo o corpo da planta (menos na raiz), como na + fraxinella Quanto à forma, e outras circumstancias relativas as glandulas, Vej. o Cap. dos Gland da Prim. Parte deste Comp..

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- Verrugas (verrucae), saõ glandulas grossas e hum tanto chatas ou - concavas, com as que se vem nos peciolos das folhas do noveleiro, e ricinus - Taõbem se da o nome verrugas a certos tuberculos ou receptaculos de algumas especies de +

+ Verrugas (verrucae), saõ glandulas grossas e hum tanto chatas ou + concavas, com as que se vem nos peciolos das folhas do noveleiro, e ricinus + Taõbem se da o nome verrugas a certos tuberculos ou receptaculos de algumas especies de lichen. .

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Callos (calli) saõ pequenas glandulas, pontos, ou globulos duros, contudo +

Callos (calli) saõ pequenas glandulas, pontos, ou globulos duros, contudo algumas vezes este termo he usado taõbem para significar a mesma coiza que cicatrizes ou fossulas superficiaes (pedicularis palustris, protea hirta, obliqua, &c.)

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Pontos (puncta), saõ salpicos minimos glandulosos, taes como os que se vem - nas flores da fraxinella. Este termo he taõbem usado para significar +

Pontos (puncta), saõ salpicos minimos glandulosos, taes como os que se vem + nas flores da fraxinella. Este termo he taõbem usado para significar certas fossulas minimas dos receptaculos, como dos de dente de leaõ, e - certos salpicos corados das folhas, como nalgumas especies de mesembryanthemum.

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Graõs (granula, s. grana), saõ certas excrescencias globulosas, e callosas que se daõ nos tegumentos das flores + certos salpicos corados das folhas, como nalgumas especies de mesembryanthemum.

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Graõs (granula, s. grana), saõ certas excrescencias globulosas, e callosas que se daõ nos tegumentos das flores da labaça, e outras especies de rumex.

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- Vesiculas (vesicula, papulae), saõ excrescencias cellulosas ou pequenas +

+ Vesiculas (vesicula, papulae), saõ excrescencias cellulosas ou pequenas bolhas coradas, e transparentes, que contem dentro em si alguns succos proprios, como saõ as que se vem na superficie de huma laranja, e que - contem o seu oleo essensial - Taõbem se da o nome de vesiculas as pequenas cellulas + contem o seu oleo essensial + Taõbem se da o nome de vesiculas as pequenas cellulas succulentas, de que consta qualquer bago de laranja ou limaõ, e ás fructificaçoẽs gelatinosas do fucus. e as do mesembryanthemum cristallinum.

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- Mamillos ou tuberculos (mamilli, s. tubercula), saõ +

+ Mamillos ou tuberculos (mamilli, s. tubercula), saõ pontos carnudos, pontudos, e ordinariamente mais largos na base, como os - do cactus mamillaris, e algumas euphorbias - Os tuberculos em algumas especies de + do cactus mamillaris, e algumas euphorbias + Os tuberculos em algumas especies de lichen saõ pontos escabrosos e pulverulentos, que constituem o receptaculo da sua fructificaçaõ. - Nas folhas da pulmonaria + Nas folhas da pulmonaria e outras asperifolias os pontas asperos, que as salpicaõ saõ - taõbem chamados tuberculos. + taõbem chamados tuberculos. .

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- - - Utriculos (utriculi) - Os utriculos considerados em geral podem ser divididos +

+ + + Utriculos (utriculi) + Os utriculos considerados em geral podem ser divididos em internos e externos; os internos dependem da dissecçaõ, e microscopio para se poderem observar, elles saõ destinados à preparaçaõ dos succos proprios, e digestaõ dos succos @@ -10681,28 +9668,22 @@ e saõ os de que tracto presentemente. , saõ huma especie de excrescencia vesicular, que contem o liquor de alguma secreçaõ. - A sua figura varia segundo as differentes plantas; a nepentes - distillatoria tem na ponta das suas folhas - utriculos oblongos, cylindricos, e guarnecidos de hum - operculo; as folhas da - sarracenia purpurea tem utriculos tubulosos, e os que se achaõ no + A sua figura varia segundo as differentes plantas; a nepentes + distillatoria tem na ponta das suas folhas + utriculos oblongos, cylindricos, e guarnecidos de hum + operculo; as folhas da + sarracenia purpurea tem utriculos tubulosos, e os que se achaõ no centro da umbrella da margravia umbellata saõ longos, desunidos, direitos, e terminados como a petala concava do acónito.

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- Folliculos (folliculi) saõ excrescencias vesiculares que contem huma - substancia aeriforme, elles saõ urceolares e semicirculares nas folhas da aldrovanda vesiculosa, +

+ Folliculos (folliculi) saõ excrescencias vesiculares que contem huma + substancia aeriforme, elles saõ urceolares e semicirculares nas folhas da aldrovanda vesiculosa, hum tanto globosos e guarnecidos de duas pontas nas raizes de differentes especies de utricularia.

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- Poros (pori) este termo tem entre os Botanicos huma extensa significaçaõ, +

+ Poros (pori) este termo tem entre os Botanicos huma extensa significaçaõ, elles entendem por poros em geral certos meatos de differente largura e profundidade, que tem os seus orificios na superficie dos vegetaes; nelles comprehendem 1º. os poros finissimos, chamados taõbem vasos @@ -10713,56 +9694,48 @@ pòros; 3º os poros fungosos, que saõ certos pequenos tubos ou alveolos que se vem bem destinctamente nos umbraculos dos boletos, e saõ considerados como organos relativos à fructificaçaõ destas plantas, 4º. - os poros antherinos e estigmaticos, que se achaõ nas antheras e estimas - das flores, como se vê nas antheras do tomateiro, e outras especies de + os poros antherinos e estigmaticos, que se achaõ nas antheras e estimas + das flores, como se vê nas antheras do tomateiro, e outras especies de solanum, e no estigma do amor perfeito; 5º os poros capsulares que saõ certos furos que se vem nas capsulas da campanula; 6º emfim, os poros - excretorios ou glandulares, que saõ os que Linneo comprehende no artigo da glandulaçaõ, e os que por conseguinte pertencem a este + excretorios ou glandulares, que saõ os que Linneo comprehende no artigo da glandulaçaõ, e os que por conseguinte pertencem a este capitulo; estes poros saõ certas pequenas cavidades superficiaes, que se - observaõ nas folhas da urena + observaõ nas folhas da urena lobata, e hibiscus tiliaceus, e na base dos peciolos do polygonum scandens).

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Fossulas (fossulae, s. foveae), saõ pequenas cavidades excretorias, como v. +

Fossulas (fossulae, s. foveae), saõ pequenas cavidades excretorias, como v. g. as que se achaõ na base das petalas da coroa imperial, e outras especies de fritillaria.

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- Cicatrizes ou pustulasTaõbem se da o nome de pustulas a huma +

+ Cicatrizes ou pustulasTaõbem se da o nome de pustulas a huma especie de enfermidade dos fructos feridos pelo granizo, como saõ as que se vem nas pera a que o vulgo chama peras pedradas. (cicatrices, s. pustulae), saõ especies de - verrugas ou tuberculos alastrados, taes como os que se + verrugas ou tuberculos alastrados, taes como os que se vem nos ramos do hypericum balearicum, e laurus indica.

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Algumas glandulas e vasos superficiaes costumaõ naturalmente lançar de si +

Algumas glandulas e vasos superficiaes costumaõ naturalmente lançar de si hum humor viscoso ou glutinoso (viscositas, s. glutinositas); este humor - he observado naõ so na casca do tronco e ramos, mas taõbem nas folhas, flores, e gomos, que em + he observado naõ so na casca do tronco e ramos, mas taõbem nas folhas, flores, e gomos, que em razaõ de serem lubrificados ou barrados por huma semelhante substancia saõ chamados viscosos. Como a preparaçaõ deste fluido pertence igualmente a vasos internos, e o costumaõ extrahir de muitas plantas por meyo de incisoẽs, pareceme ser mais proprio de tractar da sua natureza no capitulo seguinte.

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- CAPITULO XXVII. Da Succulencia. -

Por succulencia (succulentia, s. lactescentia), os botanicos entendem a + CAPITULO XXVII. Da Succulencia. +

Por succulencia (succulentia, s. lactescentia), os botanicos entendem a qualidade, e cor dos succos que vertem os vasos de huma planta, quando a ferimos ou quebramos.

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Os succos das plantas dizem-se ser: aquosos (aquosi succi), quando naõ saõ +

Os succos das plantas dizem-se ser: aquosos (aquosi succi), quando naõ saõ corados e se assemelhaõ á agoa commua (a videira), lacteos (lactei, albi), se saõ da cor de leite, como nas euphorbias e papoila, amarellos (lutei), como na celidonia; vermelhos (rubri), como os do rumex sanguineus, e os dos ramos tenros do carthamus lanatus.

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O succos preparados pelos vasos proprios dos vegetaes que sejaõ extrahidos +

O succos preparados pelos vasos proprios dos vegetaes que sejaõ extrahidos por meyo de huma incisaõ artificial, quer derramados na casca por ex- sudaçaõ ou rotura, adquirem muitas vezes huma consistencia mais ou menos densa, e saõ chamados neste estado resinas, gommas, e gomas-resinas. As re- @@ -10774,20 +9747,19 @@ amexieiras; a goma-resina (gummi-resina), dissolve-se parte em espirito de vinho e parte em agoa, como se vê na que he extrahida da aloe.

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- CAPITULO XXVIII. Do Sexo das plantas. -

O Sexo das plantas he fundado sobre o das suas flores, e por conseguinte + CAPITULO XXVIII. Do Sexo das plantas. +

O Sexo das plantas he fundado sobre o das suas flores, e por conseguinte quasi todas as denominaçoẽs, que se costumaõ dar a estas relativamente ao sexo, se podem com propriedade dar taõbem ás plantas que as produzem. - Pelo que as plantas dizem-se masculinas (plantae mares), quando daõ + Pelo que as plantas dizem-se masculinas (plantae mares), quando daõ somente flores masculas; femininas (feminae), se daõ somente flores femininas; hermaphoditas (hermaphroditae), se daõ flores hermaphroditas; monoicas (monoicae), quando no seu tronco ou ramos daõ flores humas masculinas outras femininas, como o milho, melaõ, e abobara; dioicas (dioicae), quando em dois individuos da mesma especie ha hum que dà - flores masculinas e outro femininas O nome de dioica he neste cazo + flores masculinas e outro femininas O nome de dioica he neste cazo somente dado a especie, porque os individuos saõ plantas ou masculinas ou femininas, e o mesmo se deve entender do nome polygama, quando he dado as plantas proprias da Polygamia dioecia e @@ -10797,15 +9769,14 @@ este nome he taõbem applicado as especies que daõ flores hermaphroditas e unisexuaes em troncos diversos, como o freixo, figueira, e alfarrobeira.

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Os modernos costumaõ dar o nome de hybridas, ou mulinas (hybridae) a certas + +

Os modernos costumaõ dar o nome de hybridas, ou mulinas (hybridae) a certas plantas, que procedem de duas especies diversas, assim como no reyno animal os mulos procedem do coito do jumento e egoa, individos especificamente - differentes. Este effeito tem lugar nos vegetaes em razaõ de cahir o po - fecundante das flores de huma especie sobre o pistillo + differentes. Este effeito tem lugar nos vegetaes em razaõ de cahir o po + fecundante das flores de huma especie sobre o pistillo das flores de outra; as sementes que provêm desta fecundaçaõ saõ as que - produzem as plantas hybridas Segundo a opiniaõ de alguns Botanicos + produzem as plantas hybridas Segundo a opiniaõ de alguns Botanicos todas as especies de plantas que ha hoje na face do globo terreatre saõ as mesmas que haviaõ nos dias primitivos da terra; elles so admittem novas variedades e jamais novas especies; outros pelo @@ -10833,11 +9804,10 @@ raizes ou ramos, como he v. g. a peloria, saponaria hybrida, &c.

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- CAPITULO XXIX. Do Viço, e Degeneraçam das plantas. -

O viço dos vegetaes (luxariatio), he considerado por alguns botanicos ou como + CAPITULO XXIX. Do Viço, e Degeneraçam das plantas. +

O viço dos vegetaes (luxariatio), he considerado por alguns botanicos ou como floral ou como habitual; o floral he relativo às partes da fructificaçaõ, e delle fallei jà em seu lugar; o habitual consiste na mudança que algumas causas occasionaes fazem nas partes da vegeteçaõ, isto he, em quaesquer @@ -10845,21 +9815,19 @@ plantas da mesma especie e as faz variar, e degenerar costumaõ taõbem dar-lhe o nome de variaçaõ ou de degeneraçaõ (variatio, s. degeneratio); mas estes dois termos tem huma accepcaõ mais extensa.

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O viço tem lugar ás vezes no tronco,quando as plantas vem a ser cespitosas - (cespitosae) lançando da mesma raiz em hum terreno pingue +

O viço tem lugar ás vezes no tronco,quando as plantas vem a ser cespitosas + (cespitosae) lançando da mesma raiz em hum terreno pingue muitos troncos, aindaque aliás no terreno que lhes he natural somente - lançaõ hum - Basta muitas vezes cortar o tronco pela base para fazer huma + lançaõ hum + Basta muitas vezes cortar o tronco pela base para fazer huma planta cespitosa. ; ou se ellas vem a seu fittaceas (fasciatae), isto he, se os - seus caules se coadunaõ, ou + seus caules se coadunaõ, ou nascem adunados de modo que formaõ hum so, comprido, largo, e chato como huma fitta, este phenomeno tem lugar algumas vezes no rainunculo, acelga, espargo, chicoria, celosia, escorcioneira, tragopogon, &c. e pode ser occasionado artificialmente. - O viço faz taõbem que algumas + O viço faz taõbem que algumas arvores lançaõ hum grande numero de raminhos tecidos huns com os outros à maneira de hum minho de pega, ou confundidos e embarçados entre si, como se achaõ os cabellos na doença chamada plica Polonica, e @@ -10867,18 +9835,16 @@ (plicatae); o carpinus, betula, e espinheiros saõ sujeitos a este viço nos paizes do norte. Os troncos quadrados algumas vezes taõbem adquirem hum maior numero de angulos, em razaõ da grande abundancia de - succos. As folhas naõ deixaõ de + succos. As folhas naõ deixaõ de ser sujeitas a viçar, e se observa que as estreitas passaõ a ser largas; - que hum terreno humido faz fender ás vezes as folhas inferiores, e o terreno secco as - superiores; que as folhas - oppostas passaõ a ser verticilladas tres a tres e quatro a + que hum terreno humido faz fender ás vezes as folhas inferiores, e o terreno secco as + superiores; que as folhas + oppostas passaõ a ser verticilladas tres a tres e quatro a quatro, como se observa no murrião e lysimachia, que os trevos as vezes tem quatro foliolos, em lugar de tres, e a potentilla sette ou nove em - lugar de cinco em cada folha; em fim, he assaz commum de as + lugar de cinco em cada folha; em fim, he assaz commum de as ver tornar crespas e bolhosas.

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A degeneraçaõ das plantas pode ter lugar de muitos modos, em razaõ da +

A degeneraçaõ das plantas pode ter lugar de muitos modos, em razaõ da cultura, mudança de terreno, clima, idade, &c. A cultura naõ amansa menos as feras do que as plantas; ella lhes faz perder os seus espinhos, hispidez, e toda a sorte de pelos, amacia a aspereza dos seus succos, e @@ -10886,35 +9852,29 @@ cultivamos em nossos jardins, hortas, e pomares daõ disro huma clara prova; o estado inculto ou bravio era o seu estado natural; parecenos que lho melhoramos pelas enxertias e amanhos, e pensamos que degeneraõ todas as - vezes que por falta da devida cultura tornaõ a ser bravas; mas na realidade aos olhos de hum sabio naturalista + vezes que por falta da devida cultura tornaõ a ser bravas; mas na realidade aos olhos de hum sabio naturalista he huma verdadeira degeneraçaõ o que chamamos estado de melhoramento; huma amexieira, huma alcachofa hortense, ás quaes a cultura fez perder os seus espinhos, vivem degeneradas em quanto se conservaõ neste estado; mas logo que abandonadas á revelia da natureza recobraõ seus espinhos, devem ser consideradas como restituidas ao seu estado natural.

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O terrenos differentes fazem muitas vezes que as folhas largas venhaõ a ser estreitas, que sejaõ +

O terrenos differentes fazem muitas vezes que as folhas largas venhaõ a ser estreitas, que sejaõ glabras em huns e hispidas ou peludas em outros, e que os troncos tenhaõ differentes direcçoẽs. O clima naõ deixa taõbem de fazer degenerar as plantas quanto à sua duraçaõ, e as plantas que nos paizes quentes saõ vivaces, taes com as chagas, boa noyte, manjerona, ricinus, &c. - transplantadas nos paizes frios vem a ser annuaes. A idade faz algumas + transplantadas nos paizes frios vem a ser annuaes. A idade faz algumas vezes perder os aculeos e hispidez aos troncos, e as vezes mesmo lhes - faz tomar huma forma arborea e mudar a figura de suas folhas, como se vê na + faz tomar huma forma arborea e mudar a figura de suas folhas, como se vê na hera.

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O viço e degeneraçaõ podem fazer variar de muitos modos huma mesma especie, +

O viço e degeneraçaõ podem fazer variar de muitos modos huma mesma especie, mas delles naõ resultaõ jamais novas especies, e he erro crer por ex. que a avea cortada antes da florecencia degenere de tal modo que no anno seguinte se converta em senteio, ou que o trigo em huma terra magra degenere em senteio, este em cerada, a cevada em joyo, &c. O corculo das semente he sempre huma plantula propria, segundo as leys da natureza, para continuar a forma especifica do ente que a produzio, porque aliás teriamos novas - creaçoẽs; elle he formado da medulla da planta materna, ou de huma substancia similar de modo, que + creaçoẽs; elle he formado da medulla da planta materna, ou de huma substancia similar de modo, que naõ pode perpetuar senaõ Individuos especificamente semelhantes aquelle a quem esteve apegado no tempo, em que foy gerado e nutrido. Do mesmo modo os ramos, gomos, e bolbos por mais variedades, que possaõ dar, sempre conservaõ @@ -10924,67 +9884,63 @@ fingir chimeras.

- CAPITULO XXX. Das Doenças dos vegetaes. -

Os differentes estados da atmosphera, os excessivos calores ou frios, + CAPITULO XXX. Das Doenças dos vegetaes. +

Os differentes estados da atmosphera, os excessivos calores ou frios, qualquer vicio notavel da transpiraçaõ, a obstrucçaõ dos vazos, a plenitude e condensaçaõ dos succos, e as corrosoẽs e picadas dos insectos saõ as - principaes causas das doenças dos vegetaes (morbi). Ellas saõ taõ - numerosas que podiaõ formar o sujeito de hum bom tractado pathologico - Athe ao presente naõ temos ainda huma boa pathologia nem + principaes causas das doenças dos vegetaes (morbi). Ellas saõ taõ + numerosas que podiaõ formar o sujeito de hum bom tractado pathologico + Athe ao presente naõ temos ainda huma boa pathologia nem therapeuteia dos vegetaes, semelhantes tractados seriaõ summamente uteis á agricultura, e naõ deixariaõ taõbem de ser proveitosos á Botanica fundamental. ; as que saõ mais ordinarias e de que commumente tractaõ os botanicos saõ as seguintes.

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- Ferrugem (rubigo), he hum po da cor da ferrugem do ferro, que salpica as - folhas ordinariamente na - sua face inferior: he frequente nas gramas, na alchimilla, rabus +

+ Ferrugem (rubigo), he hum po da cor da ferrugem do ferro, que salpica as + folhas ordinariamente na + sua face inferior: he frequente nas gramas, na alchimilla, rabus saxatilis, e nalgumas especies de euphorbia, e de senecio.

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- Bolor (erysiphe), esta especie de doença consiste em hum bolor branco, - composto de cabecinhas fuscas e rentes que salpicaõ as folhas, e se vê no luparo, e +

+ Bolor (erysiphe), esta especie de doença consiste em hum bolor branco, + composto de cabecinhas fuscas e rentes que salpicaõ as folhas, e se vê no luparo, e nalgumas especies de lamium, lithospermum, galeopsis e acer.

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Cravagem (clavus), saõ pontas denigridas que se observaõ as vezes nas +

Cravagem (clavus), saõ pontas denigridas que se observaõ as vezes nas sementes do senteio e junças.

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Fogagem (ustilago, uredo), he huma especie de carie das sementes de maneira +

Fogagem (ustilago, uredo), he huma especie de carie das sementes de maneira que a planta, em vez de dar sementes, da huma farinha negra: observa-se muitas vezes nas espigas da cevada, avea, trigo e outras gramas, como taõbem nalgumas especies de escorcioneira, e tragopogon.

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Crestamento do sol (aestus, s. aestuatio), quando saõ crestadas pelos grandes +

Crestamento do sol (aestus, s. aestuatio), quando saõ crestadas pelos grandes calores, e desmayaõ de tal sorte que ordinariamente perecem. Os antigos - quando viaõ desmaiar huma planta e morrer por hum golpe de solChamaõ + quando viaõ desmaiar huma planta e morrer por hum golpe de solChamaõ golpe de sol aos raros solares subitamente descortinados de huma nuvem espessa, e vibrados ardentemente sobre a terra. costumavaõ dizer que ella perecia de quebranto ou assombramento (sideratio).

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Ensoamento (sitis), quando por falta de agoa ou de sufficiente humidade +

Ensoamento (sitis), quando por falta de agoa ou de sufficiente humidade desmayaõ hum tanto, mas tornaõ a restabelecerse, sendo regadas, ou sobrevindo chuvas.

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Friagem (pernio), quando saõ em parte crestadas do frio, ou feridas pelo +

Friagem (pernio), quando saõ em parte crestadas do frio, ou feridas pelo granizo.

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Geladura (congelatio), quando todos os seus succos saõ congelados, ou que o + +

Geladura (congelatio), quando todos os seus succos saõ congelados, ou que o movimento destes he de tal modo estorvado e suspendido pelo frio, que morrem.

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Marasmo ou atrophia (fames, marasmus, s. atrophia), quando por falta de +

Marasmo ou atrophia (fames, marasmus, s. atrophia), quando por falta de terra, de succos competentes, ou qualquer outra causa emagrecem summamente ou perecem de magreza.

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Corpulencia (polysarchia), quando engrossaõ mais do natural em razaõ dos +

Corpulencia (polysarchia), quando engrossaõ mais do natural em razaõ dos demasiados succos, e nimia nutriçaõ.

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Cancro (cancer), he hum grande inchaço causado pela extravasaçaõ dos succos, +

Cancro (cancer), he hum grande inchaço causado pela extravasaçaõ dos succos, sem contudo rebentar a epiderme.

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Plethòra ou plenitude (plethora), segundo alguns naturalistas he huma +

Plethòra ou plenitude (plethora), segundo alguns naturalistas he huma demasiada abundancia de succos de modo que se extravasaõ por meyo de algumas roturas da epiderme, o que constitue hemorrhagias mais ou menos consideraveis; as resinas, gomas, gomas-resinas saõ, segundo elles, especies de hemorrhagias vegetaes occasionadas por huma plenitude de succos.

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Picadas, e ninhos dos insectos (morsus, nidique insectorum); esta casta de +

Picadas, e ninhos dos insectos (morsus, nidique insectorum); esta casta de animaes naõ so mordem, e retraçaõ as plantas para com ellas se nutrirem, mas ainda para nellas deporem seus ovos, hum dos factos notaveis, a que os dirige o seu instincto: deste effeito resultaõ muitas excrescencias e @@ -10992,11 +9948,8 @@ atacaõ, como saõ por ex. as galhas, ou bugalhos (gallae), que se observaõ nos carvalhos, salgueiros, &c. as quaes são certas excrescencias esponjosas com os ovos do insecto no centro; o bedegar da - rosa de caõ (bedeguar) especie de novello resinoso e hirsurto; os follilhos - (follicuti) como os que se vem nos ramos e folhas dos choupos, ulmeiros, &c; as + rosa de caõ (bedeguar) especie de novello resinoso e hirsurto; os follilhos + (follicuti) como os que se vem nos ramos e folhas dos choupos, ulmeiros, &c; as escamaçoẽs (squammationes) como as do abeto, e salix rosea; e as contorsoẽs (contorsiones) como as do cerastium, veronica, lotus, &c. Os insectos causaõ taõbem algumas monstruosidades nas @@ -11004,72 +9957,67 @@ lugar.

- CAPITULO XXXI. Da Grandeza ou Medida. -

A grandeza ou medida (magnitudo, s. mensura), he como a notei, ou relativa ou + CAPITULO XXXI. Da Grandeza ou Medida. +

A grandeza ou medida (magnitudo, s. mensura), he como a notei, ou relativa ou obsoluta; a relativa he a largura, ou comprimento das partes dos vegetaes comparadas humas com as outras; a absoluta consiste nas dimensoẽs conhecidas, ou nas que saõ deduzidas das partes e estatura do corpo humano, que se reduzem as seguintes.

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Hum cabello (capillus) he o diametro ou grossura de hum cabello, que se +

Hum cabello (capillus) he o diametro ou grossura de hum cabello, que se suppoem ser a duodecima parte de huma linha, e neste sentido as partes dos vegetaes dizem-se ser verdadeiramente capillares, (capillares) quando saõ da grossura de hum cabello.

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- Huma linha (linea), he a largura que costuma ter a raiz de +

+ Huma linha (linea), he a largura que costuma ter a raiz de huma unha, excepto a do dedo pollegar, e se suppoem ser a duodecima parte de huma pollegada: neste sentido a grandeza diz-se ser linhear ou de huma linha (linearis).

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Huma unha (unguis), he o comprimento della, que se suppoem ser seis linhas ou + +

Huma unha (unguis), he o comprimento della, que se suppoem ser seis linhas ou meya pollegada, e neste sentido a grandeza diz-se ser de huma unha (unguicularis).

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Huma pollegada (pollex, s. uncia), he o diametro do dedo pollegar ou taõbem o +

Huma pollegada (pollex, s. uncia), he o diametro do dedo pollegar ou taõbem o espaço que vay desde a sua ultima junta athe à ponta, que se suppoem ser doze linhas, e neste sentido a grandeza diz-se ser de meya pollegada (semiuncialis) de huma pollegada (uncialis, s. pollicaris), de pollegada e meya (sesquiuncialis, s. sesquipollicaris) de duas pollegadas, &c. (biuncialis, &c.).

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Huma maõ travessa (palmus), he a largura de quatro dedos reunidos, excepto o +

Huma maõ travessa (palmus), he a largura de quatro dedos reunidos, excepto o pollegar, e se suppoem ser tres pollegadas; neste sentido a grandeza diz-se ser de meya maõ travessa, de huma maõ travessa, e de maõ travessa e meya (semipalmaris, palmaris, sesquipalmaris).

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Hum palmo de craveira, hum palmo maior (dodrans), he o espaço que medea entre +

Hum palmo de craveira, hum palmo maior (dodrans), he o espaço que medea entre a extremidade do dedo pollegar, e a do minimo bem estendidos, o que se suppoem ser nove pollegadas, donde a grandeza se diz ser de hum palmo de craveira (dodrantalis).

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Hum palmo bastado ou palmo menor (spithama), he o espaço que medea entre a +

Hum palmo bastado ou palmo menor (spithama), he o espaço que medea entre a extremidade do dedo pollegar, e a do dedo mostrador, seu immediato, bem estendidos, o que se suppoem ser sette pollegadas, donde a grandeza se diz ser de hum palmo bastardo (spithamea).

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Hum pe (pes), he pouco mais ou menos o espaço que medea desde o sangradoiro - do braço athe á bado dedo pollegar, o que se suppoem ser doze pollegadas, donde a grandeza se diz ser de meyo pe (semipedalis de hum pe +

Hum pe (pes), he pouco mais ou menos o espaço que medea desde o sangradoiro + do braço athe á bado dedo pollegar, o que se suppoem ser doze pollegadas, donde a grandeza se diz ser de meyo pe (semipedalis de hum pe (pedalis), de pe e meyo (sesquipedalis) de dois pés, &c. (bipedalis, &c.)

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Hum covado natural (cubitus), he o espaço que vay desde o cotovelo athe a +

Hum covado natural (cubitus), he o espaço que vay desde o cotovelo athe a ponta do dedo grande, que se suppoem ser desasette pollegadas; a grandeza diz-se ser de hum, dois, tres covados naturaes, &c. (cubitalis, bicubitalis, tricubitalis, &c.)

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Hum braço (brachium), he o espaço que vay desde o sovaco athe á ponta do dedo +

Hum braço (brachium), he o espaço que vay desde o sovaco athe á ponta do dedo grande, o que se suppoem ser dois pez, donde a grandeza se diz ser de hum braço (brachialis).

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Huma braça, ou a altura de hum homem (orgya, altitudo humana, s. hexapoda), +

Huma braça, ou a altura de hum homem (orgya, altitudo humana, s. hexapoda), he o espaço que vay da extremidade de huma maõ athe a da outra, estando os braços abertos, o que se suppoem ser seis pès, donde a grandeza se diz ser de huma braça (orgyalis, s. sexpedalis).

- CAPITULO XXXII. Da Cor, Cheiro, e Sabor dos vegetaes. -

As cores dos vegetaes (colores), de que tracto presentemente neste artigo, + CAPITULO XXXII. Da Cor, Cheiro, e Sabor dos vegetaes. +

As cores dos vegetaes (colores), de que tracto presentemente neste artigo, naõ somente saõ as que respeitaõ ás partes da fructificaçaõ, aonde costumaõ ser infinitamente variadas, mas taõbem as que saõ relativas a toda a superficie de qualquer das suas partes. Os antigos consideravaõ as cores - como huma das principaes notas do habito externo, com que se podiaõ destinguir as especies; Linneo criticou fortemente este + como huma das principaes notas do habito externo, com que se podiaõ destinguir as especies; Linneo criticou fortemente este sentimento, dizendo que se bem que ellas podiaõ servir para fazer destinguir as variedades, naõ subministravaõ caracteres seguros para estabelecer especies; alguns modernos contudo naõ admittem inteiramente este parecer, e @@ -11084,103 +10032,92 @@ circumstancia, e porisso bastará fazer so mençaõ aqui das cores ordinarias, de que elles costumaõ usar algumas vezes, as quaes se podem reduzir ás seguintes.

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- Branco cor de leite (albus, niveus, s. lacteus), como as açucenas, +

+ Branco cor de leite (albus, niveus, s. lacteus), como as açucenas, jasmins, e ordinariamente as flores da primavera e bagas doces; - esbranquiçado, alvadio (albicans, incanus), como saõ as folhas de algumas especies de + esbranquiçado, alvadio (albicans, incanus), como saõ as folhas de algumas especies de verbasco.

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De cor vidrenta ou de cristal (hyalinus, s. vitreus); cor d'agoa (aqueus, s. +

De cor vidrenta ou de cristal (hyalinus, s. vitreus); cor d'agoa (aqueus, s. undulatus) estas cores observão-se muitas vezes nos filetes dos estames e no estylete do pistillo.

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Cinzento (cinereus); cor de chumbo (plumbeus, lividus.)

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Negro (niger); fusco, pardo (fuscus); fullo, baço (fullus); a cor negra +

Cinzento (cinereus); cor de chumbo (plumbeus, lividus.)

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Negro (niger); fusco, pardo (fuscus); fullo, baço (fullus); a cor negra observa-se muitas vezes nas raizes o sementes, mas he raro de a ver nos fructos e ainda muito mais raro na corolla.

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Pallido (luridus); cor de pêz (piceus, ater).

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- Amarello (luteus); cor de enxofre (sulphureus, flavus); estas cores saõ - proprias da maior parte das antheras, e das corollas das flores +

Pallido (luridus); cor de pêz (piceus, ater).

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+ Amarello (luteus); cor de enxofre (sulphureus, flavus); estas cores saõ + proprias da maior parte das antheras, e das corollas das flores semiflosculosas de Tournefort, como taõbem de hum grande numero das que se daõ no outono.

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Açafroado (croceus); cor de fogo (flammeus, fulvus).

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Gris ou griseo (gilvus) cor de tejolho (testaceus).

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De cor da ferrugem do ferro (ferruginens).

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Vermelho (ruber); as flores do estio, e bagas azedas tem ordinariamente esta +

Açafroado (croceus); cor de fogo (flammeus, fulvus).

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Gris ou griseo (gilvus) cor de tejolho (testaceus).

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De cor da ferrugem do ferro (ferruginens).

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Vermelho (ruber); as flores do estio, e bagas azedas tem ordinariamente esta cor; vermelho cor de sangue (sanguineus); vermelho cor de carne, ou encarnado (incarnatus); escarlatino, cor de escarlata (coccineus, puniceus); cor de rosa (roseus).

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Purpureo, cor de purpura (purpureus, phaeniceus, s. tyrianthinus); purpureo +

Purpureo, cor de purpura (purpureus, phaeniceus, s. tyrianthinus); purpureo claro (diluté purpureus); purpureo escuro (saturatè purpureus, s. atropurpureus); roxo (violaceus, janthynus, caeruleo-purpureus).

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Azul (caeruleus); azul celeste (cyaneus); estas cores saõ mui frequentes nas +

Azul (caeruleus); azul celeste (cyaneus); estas cores saõ mui frequentes nas corollas.

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Verde (viridis); verde cor de alho porro (prasinus); verdemar (thalassinus); - verdenegro (atroviridis). A cor verde he propria da maior parte das folhas e do calyz; mas he rarissima na corolla.

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Garço (glaucus, glaucinus, caesius); a cor garça participa da verde e da - azulada, e porisso muitos a comparaõ com propriedade á cor da pedra preciosa chamada beryllo.

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Verde (viridis); verde cor de alho porro (prasinus); verdemar (thalassinus); + verdenegro (atroviridis). A cor verde he propria da maior parte das folhas e do calyz; mas he rarissima na corolla.

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Garço (glaucus, glaucinus, caesius); a cor garça participa da verde e da + azulada, e porisso muitos a comparaõ com propriedade á cor da pedra preciosa chamada beryllo.

- Do Cheiro. -

O cheiros das plantas (odores), de que faço aqui mençaõ saõ relativos - naõ sò as flores e fructos, mas taõbem às folhas, ramos, troncos, + Do Cheiro. +

O cheiros das plantas (odores), de que faço aqui mençaõ saõ relativos + naõ sò as flores e fructos, mas taõbem às folhas, ramos, troncos, raízes e a quaesquer partes vegetaes. - Todas as plantas rigorosamente fallando tem hum cheiro particular - Todos os corpos tem hum cheiro particular, como se collige da + Todas as plantas rigorosamente fallando tem hum cheiro particular + Todos os corpos tem hum cheiro particular, como se collige da indagaçaõ olfativa, por meyo da qual o caõ reconhece as pizadas de seu senhor, e o vay em fim achar. , mas como este em algumas nos he muito pouco sensivel, que ainda mesmo naõ causa impressaõ alguma notavel sobre o nosso olfacto, daqui procede chamarmos a esta sorte de plantas inodoras ou sem cheiro algum (inodorae). - Os cheiros saõ summamente variados naõ ao no mesmo genero, mas ainda + Os cheiros saõ summamente variados naõ ao no mesmo genero, mas ainda no mesmo individuo, tendo ordinariamente as partes da fructificaçaõ cheiros differentes entre si, e differentes das outras partes, e a - raiz differindo taõbem nesta circunstancia algumas + raiz differindo taõbem nesta circunstancia algumas vezes de todo o mais corpo da planta. A pouca semelhança que ha nos cheiros, e as differentes impressoẽs que cada hum delles costuma causar segundo as differentes pessoas, tem impossibilitado sempre os Botanicos de bem os reduzir a distribuiçoẽs geraes; Linneo tentou contudo de os destinguir o melhor que pôde, do modo seguinte.

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As plantas ou saõ de hum cheiro suave e agradavel (suaveolentes), ou de + +

As plantas ou saõ de hum cheiro suave e agradavel (suaveolentes), ou de hum cheiro pesado, fetido, e desagradavel (graveolentes); entre os cheiros suaves saõ numerados o fragante, o almiscarado e o aromatico, e nos desagradaveis saõ considerados o alliaceo, o hircoso, viroso, e nauseoso.

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Cheiro fragrante (fragans), he agradavel sem contudo ser almiscarado nem +

Cheiro fragrante (fragans), he agradavel sem contudo ser almiscarado nem aromatico; tal he por ex. o do jasmim, açucena, goivo e outras muitas flores; pode-se dar igualmente em todas as mais partes das plantas, como se vê na manjerona, ouregaõ, manjericaõ, segurelha, herva cidreira, alfazema, tomilho, serpaõ, &c.

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Almiscarado (ambrosiacus) he forte, penetrante, e se assemelha hum tanto +

Almiscarado (ambrosiacus) he forte, penetrante, e se assemelha hum tanto ao de almiscar, tal he o que se observa no geranium moschatum, malva moschata, chenopodium ambrosioides, &c.

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Aromatico (aromaticus), he fragante ao olfacto e se da igualmente a +

Aromatico (aromaticus), he fragante ao olfacto e se da igualmente a conhecer o acto da mastigaçaõ; está sempre reunido com hum principio acre ou picante; tal he por ex. o cheiro da canella, cravo da India, e do Maranhaõ, da noz moscada, alcanfor, casca de laranjas, &c.

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Cheiro alliaceo, ou de alho (alliaceus) he forte, misto com hum principio +

Cheiro alliaceo, ou de alho (alliaceus) he forte, misto com hum principio acre, proprio do alho ou evidentemente semelhante ao do alho; tal he o da cebolla e de todas as especies de alho, o da assa fetida, o do erisymum alliaria, &c.

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Cheiro hircoso (hircinus) he forte, desagradavel, e se assemelha hum +

Cheiro hircoso (hircinus) he forte, desagradavel, e se assemelha hum tanto ao cheiro fetido dos sovacos dos braços, a que alguns chamaõ - catinga ou cheiro de bode; tal he o que se observa no geranium robertianum, e + catinga ou cheiro de bode; tal he o que se observa no geranium robertianum, e chenopodium vulvaria.

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Cheiro viroso (teter, s. virosus) he fetido, desagradavel, sem contudo +

Cheiro viroso (teter, s. virosus) he fetido, desagradavel, sem contudo ser alliaceo nem hircoso, tal he por ex. o do cravo de defuncto, o do sabugueiro, o do opio, o de algumas especies de cotula e anthemis, o do linho canamo, do meimendro, dos cogumelos, &c. Elle se diz ser @@ -11189,8 +10126,8 @@ o da arruda, sisymbrium tenuifolium, do helleborro, datura, &c.

- Do Sabor. -

Os sabores das plantas (sapores), saõ summamente variados naõ so nas + Do Sabor. +

Os sabores das plantas (sapores), saõ summamente variados naõ so nas differentes especies, mas ainda na mesma especie, e no mesmo individuo. Os differentes terrenos, os sitios, e cultura daõ aos fructos da mesma especie gostos bem diversos; huma planta na idade tenra ordinariamente @@ -11199,11 +10136,9 @@ ainda no mesmo fructo ha sabores bem diversos, como se vê na romaan, pessego e laranja, reconhecendo-se nos bagos daquella e no miolo dos caroços destes hum gosto bem differente do resto do fructo.

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Rigorosamente fallando naõ ha no reyno vegetal planta alguma insipida, +

Rigorosamente fallando naõ ha no reyno vegetal planta alguma insipida, todas tem hum sabor herbaceo (herbaceus) mais ou menos perceptivel, mais - ou menos occulto, segundo os sabores, com que se acha confundido. O + ou menos occulto, segundo os sabores, com que se acha confundido. O sabor herbaceo na murugem v. g. he simplez ou dominante, e se assemelha ao sabor aquoso; nas acelgas e espinafres reconhece-se ser hum tanto composto de principios oleosos e salinos; contudo como as impressoẽs que @@ -11212,35 +10147,32 @@ dizer-se commumente que ellas tem hum sabor insipido ou aquoso (insipidus, s. aquosus), o qual he considerado como a primeira especie de sabor.

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A segunda especie de sabor he o azedo (acidus), como o do limaõ, ginja, e +

A segunda especie de sabor he o azedo (acidus), como o do limaõ, ginja, e groselha: nestes e outros semelhantes fructos o sabor acido esta sempre reunido com huma pequena porçaõ do austero, e nas cerejas, maçaans, amoras, &c esta mais ou menos enfraquecido pela substancia saccharina, que nellas constitue o sabor doce, misto com elle.

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- Austero ou estyptico (stypticus), he o que se observa nas galhas do - carvalho, e na casca das arvores. +

+ Austero ou estyptico (stypticus), he o que se observa nas galhas do + carvalho, e na casca das arvores.

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- Acerbo (acerbus), he hum gosto composto de azedo e de estyptico - Esta especie de sabor he ordinariamente confundida pelos +

+ Acerbo (acerbus), he hum gosto composto de azedo e de estyptico + Esta especie de sabor he ordinariamente confundida pelos autores com o acido ou com o estyptico., proprio de todos os fructos verdes; acha-se contudo nalguns fructos ainda no estado de madureza, como v. g. nos abrunhos bravos.

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- Doce (dulcis), he o que se acha na cana de assucar, na - raiz do alcaçûz, no colmo das gramas, nos figos, - tamaras, &c.: ordinariamente esta misturado com huma leve acidez, e as vezes taõbem com hum pouco de +

+ Doce (dulcis), he o que se acha na cana de assucar, na + raiz do alcaçûz, no colmo das gramas, nos figos, + tamaras, &c.: ordinariamente esta misturado com huma leve acidez, e as vezes taõbem com hum pouco de estypticidade, ou acrimonia, como no polypodio, avenca, feto macho, &c.

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Salgado (salsus), he o que se observa em algumas plantas maritimas, como +

Salgado (salsus), he o que se observa em algumas plantas maritimas, como nalgumas especies de salsola salicornia.

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Amargozo (amarus), ordinariamente esta confundido com o estyptico, acre +

Amargozo (amarus), ordinariamente esta confundido com o estyptico, acre ou aromatico; na genciana parece ser puro; no rhubarbo he misto com o estyptico; na casca de laranja e limaõ está misto com o aromatico; na curcuma junto com o acre; na assa foetida reunido com o sabor nauseoso; @@ -11248,36 +10180,34 @@ amargo-balsamico; na chicoria, almeiraõ, dente de leaõ e outras analogas daõ-lhe o nome de amargo-refrigerante, e o que se acha dentro dos caroços e nalgumas pevides he chamado por alguns amargo de amendoa.

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Acre ou picante (acris), he o que se acha nos alhos, cebolas, agrioẽs, +

Acre ou picante (acris), he o que se acha nos alhos, cebolas, agrioẽs, mastruços, pimentaõ, &c.; ordinariamente esta combinado com outros sabores; na curcuma por ex. esta misto com o amargo, na gengivre com o aromatico, e na polygala senega com o nauseoso.

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Aromatico (aromaticus), he hum sabor acre misto com huma substancia de +

Aromatico (aromaticus), he hum sabor acre misto com huma substancia de sensaçaõ fragrante; he mais ou menos puro á proporçaõ que o principio aromatico he mais ou menos dominante sobre o acrimonioso, e dahi procede que a canella tem hum sabor aromatico mais puro do que a gengivre. O sabor aromatico acha-se taõbem algumas vezes misto com o amargo, como se vê nas cascas de limaõ e de laranja.

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- Nauseoso (nauseosus) he acre, misto com hum principio fetido ou - nauseoso Alguns consideraõ o nauseoso como hum gosto simplez, + +

+ Nauseoso (nauseosus) he acre, misto com hum principio fetido ou + nauseoso Alguns consideraõ o nauseoso como hum gosto simplez, e daõ por exemplo o opium, mas esta substancia he hum tanto acre e amargosa., como na polygala senega. - As vezes o nauseoso acha-se taõbem reunido com o sabor amargoso, como + As vezes o nauseoso acha-se taõbem reunido com o sabor amargoso, como na assa foetida.

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- QUARTA PARTE. Dos Systemas Botanicos, e suas partes em geral. + QUARTA PARTE. Dos Systemas Botanicos, e suas partes em geral.
- CAPITULO XXXIII. Dos Systemas ou Methodos. -

Em quanto o numero dos vegetaes geralmente conhecidos foy facil de reter de + CAPITULO XXXIII. Dos Systemas ou Methodos. +

Em quanto o numero dos vegetaes geralmente conhecidos foy facil de reter de memoria, ou reduzido somente aos curtos limites de huma materia medica, naõ conhecemos que houvesse destribuiçaõ alguma, que merecesse o nome de systema ou methodo; tal foy o estado da Botanica entre os antigos Gregos e Romanos, @@ -11288,25 +10218,23 @@ os tirou do informe cahos em que jaziaõ; outros sabios seguiraõ depois o seu exemplo, e hoje os systemas em Botanica saõ de huma necessidade absoluta.

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A Botanica no estado actual, em que se acha, naõ so costuma tractar dos +

A Botanica no estado actual, em que se acha, naõ so costuma tractar dos termos technicos, que conduzem a fazer conhecer hum vegetal por meyo deste ou daquelle systema, mas igualmente ensina em geral o que he hum systema ou - methodo Botanico, e como elle se costuma destribuir segundo as regras da boa critica. Estas + methodo Botanico, e como elle se costuma destribuir segundo as regras da boa critica. Estas relaçoẽs e partes didacticas parecem ser inseparaveis em qualquer bom tractado elementar desta sciencia; porque se hum verdadeiro Botanico naõ somente se deve achar em estado de poder entender todos os systemas relativos aos vegetaes, mas taõbem de poder traçar novos; a Botanica por conseguinte deve naõ menos empregarse no que contribue a comprehendelos do que a formalos.

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Hum systema ou methodo em Botanica (systema, s. methodus) he hum corpo de +

Hum systema ou methodo em Botanica (systema, s. methodus) he hum corpo de doutrina composto de certo numero de generos supremos, e subalternos que conduzem gradativamente ao destincto conhecimento das especies vegetaes. Os generos supremos saõ chamados classes; os subalternos ordinariamente saõ dois, huns medios chamados ordens, e outros infimos denominados simplezmente generos; estes ultimos contem as especies, e estas as suas variedades. Em - certo modo hum systema pode comparar-seEsta comparaçaõ, ainda que naõ + certo modo hum systema pode comparar-seEsta comparaçaõ, ainda que naõ he em tudo exacta, naõ deixa contudo de contribuir para fazer conhecer a progressaõ das destribuiçoẽs dos systemas. na sua gradaçaõ destribuitiva a hum exercito dividido primeiramente em regimentos os quaes @@ -11314,14 +10242,11 @@ demais disso assim como para formar hum exercito he precizo reunir soldados em companhias e as companhias em batalhoẽs, estes em regimentos, e estes emfim em hum corpo regular, do mesmo modo para formar hum systema he preciso - reunir as especies em generos, estes em ordens, as ordens em classes e estas em hum corpo indicado por meyo de huma tabella ou clave.

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Mas para proceder com mais clareza, e dar ideas mais exactas dos systemas + reunir as especies em generos, estes em ordens, as ordens em classes e estas em hum corpo indicado por meyo de huma tabella ou clave.

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Mas para proceder com mais clareza, e dar ideas mais exactas dos systemas Botanicos, devo advertir que todos os que athe agora se tem imaginado podem ser reduzidos a tres sortes, a saber, systemas naturaes, artificiaes, e - mixtos de naturaes e artificiaes. No systema natural Este methodo + mixtos de naturaes e artificiaes. No systema natural Este methodo he chamado natural por conservar as affinidades das plantas do modo que a natureza nolas prezenta aos olhos; mas nenhum dos que athe agora se tem publicado he livre de defeitos, nem merece no rigor do @@ -11337,18 +10262,16 @@ mesmo modo examinando todos os generos infimos em toda a extensaõ dos seus caracteres, reune os que segundo elles tem mais analogia, e forma outros generos maiores, a que dá o nome de ordens. - Emfim, observando as relaçoẽs em que concordaõ todos os generos, que tem + Emfim, observando as relaçoẽs em que concordaõ todos os generos, que tem examinado, forma terceiros generos supremos, que considera como classes ou familias naturaes, dalhes titulos adequados, e reune os dictos - titulos em huma tabella denominada Esta clave dos systemas naturaes deve ser o catalogo + titulos em huma tabella denominada Esta clave dos systemas naturaes deve ser o catalogo dos titulos das familias naturaes; mas ordinariamente como as familias saõ numerosas os systematicos Naturistas por querer simplilicala e abbreviala, reunem as classes naturaes a hum pequeno numero de classes primarias, as quaes de ordinario saõ fundadas em huma so nota caracteristica, e por este modo o seu methodo vem a - ficar mixto. a clave do systema (clavis systematis) A + ficar mixto. a clave do systema (clavis systematis) A clave de qualquer systema, segundo alguns botanicos, he rigorosamente huma tabella synoptica, e requer esta condiçaõ para ser boa; mas se o numero das classes he pequeno, a clave pode ser @@ -11361,12 +10284,12 @@ classes, depois passa ás outras subalternas athe descer ás especies, qui reune ou distribue segundo os principios do seu methodo: donde se vê que a clave neste systema precede as divisoẽs subalternas, e que no natural he - posterior a ellas, e o ultimo trabalho. No systema mixto os generos + posterior a ellas, e o ultimo trabalho. No systema mixto os generos infimos saõ formados syntheticamente, e as ordens e classes analyticamente, de sorte que as familias naturaes humas se achaõ inteiras, outras desfiguradas, misturados os seus generos com outros que com elles naõ tem affinidade natural, como he o systema de Linneo - Este systema naõ he puramente artificial, o seu Autor + Este systema naõ he puramente artificial, o seu Autor trabalhou primeiramente nos generos, a que chama naturaes, e depois servio-se delles empregando-os em classes e ordens artificiaes; donde nasce hum dos grandes defeitos do dicto systema, havendo @@ -11376,10 +10299,8 @@ naõ tem relaçaõ com as demais; os caracteros naõ saõ tirados dos organos sexuaes, nesta classe, e algumas das suas ordens saõ proprias de hum methodo natural., e raramente se encontraraõ - Systemas naturaes e artificiaes que guardem as suas leys ou deixem de ser mixtos.

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O methodo synthetico he o que conserva mais as affinidades, e o que se chega + Systemas naturaes e artificiaes que guardem as suas leys ou deixem de ser mixtos.

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O methodo synthetico he o que conserva mais as affinidades, e o que se chega mais à natureza, mas as suas divisoẽs saõ sujeitas a serem longas e difficeis; nos seus titulos parece haver falta de nexo, os caracteres dos generos parecem obscuros e confusos; as razoẽs de affinidade saõ tiradas de @@ -11396,14 +10317,13 @@ contudo de agradar taõbem e de ser bastantemente util ainda mesmo aos Botanicos consumados; mas para agradar a estes he precião que elle guarde exactamente as suas leys.

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Ha taõbem huma sorte de distribuiçaõ analytica chamada synoptica (divisio + +

Ha taõbem huma sorte de distribuiçaõ analytica chamada synoptica (divisio synoptica, s. synopsis), que consta de divisoẽs semelhantes ás ramificaçoẽs das taboas genealogiças, mais ou menos longas, mais ou menos numerosas, sem limites certos genericos, ou sem se limitarem a classes, ordens, generos e - especies, como as dos systemas ou methodos artificiaes ordinarios. Linneo - Lin. Phil. Botan. n. 153 et 154. naõ admitte + especies, como as dos systemas ou methodos artificiaes ordinarios. Linneo + Lin. Phil. Botan. n. 153 et 154. naõ admitte semelhantes divisoes no numero das systematicas genuinas. Mas os que seguem que todos os generos saõ divigoẽs arbitrarias, e que os systemas Botanicos saõ puramente huma disposiçaõ gradativa destas divisoẽs athe ás @@ -11419,16 +10339,14 @@ vegetaes, naõ se pode negar que em hum methodo puramente synoptico, tal como o que seguio o cavalheiro de la Mark na sua Flora de França, as divisoẽs saõ summamente fastidiosas, nimiamente longas, complicadas, e mais sujeitas a - enganos do que as dos systemas artificiaes ordinarios, em razaõ do maior numero de operaçoẽs que he + enganos do que as dos systemas artificiaes ordinarios, em razaõ do maior numero de operaçoẽs que he precizo fazer progressivamente antes de chegar ao conhecimento da planta, de que dezejamos saber o nome, e porisso naõ me parece que elle se deva seguir em huma destribuiçaõ geral de todas as especies do reino vegetal, ainda que possa ter lugar relativamente ás plantas de huma so familia, ou de hum so - paizA destribuiçaõ synoptica he taõbem empregada na clave dos + paizA destribuiçaõ synoptica he taõbem empregada na clave dos systemos para facilitar a achar as classes..

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Todos os methodos e systemas que athe agora se tem imaginado em Botanica saõ +

Todos os methodos e systemas que athe agora se tem imaginado em Botanica saõ mais ou menos defeituosos, e naõ me parece possivel que possa haver algum sem imperfeiçoẽs. Alguns Botanicos saõ de parecer que todos os entes do reino vegetal, que se achaõ proxima, ou remotamente dispersos sobre a face @@ -11442,9 +10360,7 @@ natureza, cuja profunda sabedoria vinculou todos os entes do universo huns com os outros, e cada hum delles com o todo; que se por ora o naõ podemos plena e perfeitamente perceber, o descobriremos quando tivermos as - descripçoes de todas as plantas, que ha no globo terrestre; que prezentemente basta para nos convencer disto observar + descripçoes de todas as plantas, que ha no globo terrestre; que prezentemente basta para nos convencer disto observar a gradaçaõ das plantas imperfeitas ás perfeitas, e os fragmentos do dicto methodo natural assaz bem reconhecidos nas familias naturaes das gramas, labiadas, leguminosas, umbrelladas, cruciferas, e algumas outras de que @@ -11460,23 +10376,21 @@ que os entes vegetaes saõ viculados, naõ saõ outra coiza mais do que as suas affinidades; ora estas affinidades, seraõ sempre irremediaveis obstaculos á perfeiçaõ de qualquer methodo ou systema.

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A progressaõ das affinidades, em qualquer me thodo que se pode idear, ou he +

A progressaõ das affinidades, em qualquer me thodo que se pode idear, ou he synthetica ou anaIytica, em linha de ascenso ou de descenso: a progressaõ analytica naõ pode ter lugar em hum methodo natural, e a synthetica sera sempre insufficiente á sua perfeiçaõ. Na supposiçaõ dada, a natureza poz laços naõ equivocos entre todos os entes vegetaes: por conseguinte naõ poz balizas nas classes nem em generos alguns, e os seus limites seraõ sempre - inconstantes. Se olhamos attentamente para cada hum dos caractéres das + inconstantes. Se olhamos attentamente para cada hum dos caractéres das plantas de classes assaz analogaa entre si, e denominadas naturaes, vemos que posto que existem na maior parte dellas, faltaõ contudo em algumas, que - saõ muito poucas as que tem todos os caracteres constantemente

O + saõ muito poucas as que tem todos os caracteres constantemente

O lepidium ruderale, e cardamine impatiens saõ classadas entre as plantas da familia das cruciformes, e contudo naõ tem corolla alguma; o teucrium, ajuga, e acanthus, que se achaõ entre as labiadas, tem a corolla de hum so labio.

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As hortelaans, ainda que tem muitas notas caracteristicas da familia +

As hortelaans, ainda que tem muitas notas caracteristicas da familia natural das labiadas, naõ se assemelhaõ a ellas ha corolla e estames senaõ imperfeitamente. A olaia e sophora que muitos grandes Botanicos contaõ entre as leguminosas naõ tem os estames adunados @@ -11497,12 +10411,11 @@ verdadeiro methodo natural, naõ saõ para isso taõ favoraveis como elles pensaõ, antes aliás parece, que a natureza nos esconde taõ profundamente o seu artificio, que talvez jamais lhe poderemos arrancar hum tal segredo.

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Sem embargo de que este ultimo sentimento seja assaz provavel, contudo naõ se + +

Sem embargo de que este ultimo sentimento seja assaz provavel, contudo naõ se segue que devamos abandonar inteiramente o projecto de trabalhar em hum methodo natural o mais perfeito que nos for possivel. Todos os grandes - Botanicos saõ deste parecerHaller, Adanson, Jussieu, e Linneo saõ + Botanicos saõ deste parecerHaller, Adanson, Jussieu, e Linneo saõ entre os modernos os que fizeraõ as melhores tentativas, que dirigem a este methodo; mas desgraçadamente naõ saõ inteirameite concordes nas metas e generos das suas familias naturaes., e convem que ha @@ -11516,15 +10429,13 @@ familias; o que produzirá grandes utilidades principalmente para estabelecer a respeito das propriedades dos vegetaes melhores regras do que temos prezentemente.

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Naõ se segue igualmente que devamos desterrar de Botanica qualquer sorte de +

Naõ se segue igualmente que devamos desterrar de Botanica qualquer sorte de systema artificial, e que devamos so occuparnos em fazer methodos naturaes que conduzaõ à perfeiçaõ do methodo dezejado. Os principiantes naõ podem passar sem hum systema artificial, elles naõ se embaraçaõ com affinidades, nem com gradaçoẽs naturaes, e so dezejaõ saber por meyo de poucas operaçoẽs o nome da planta, que encontraõ misturada com outros individios numerosos - e de formas differentes. Pelo que sera sempre necessario nas escolas naõ + e de formas differentes. Pelo que sera sempre necessario nas escolas naõ empregar outra sorte de systemas para os introduzir ao estudo de Botanica. Os diversos systemas artificiaes foraõ a causa do progresso que tem feito a Bolanica; cada systematico foy obrigado a observar de novo todos os vegetaes @@ -11546,9 +10457,7 @@ artificial tera sempre seus lugares obscuros, seus lados fracos, e naõ sera izento de difficuldades. Nem sempre as partes, que vemos em huma planta, que queremos conhecer, saõ as que servem de fundamento ao systema que seguimos; - as que nos podiaõ servir, muitas vezes naõ se achaõ em madureza, ou tem + as que nos podiaõ servir, muitas vezes naõ se achaõ em madureza, ou tem passado; contudo as dictas partes que vemos saõ assaz sufficientes em outro systema para nos fazer conhecer a planta. As notas caracteristicas de hum genero saõ muitas vezes assaz custosas de se perceberem por hum systema, ao @@ -11562,36 +10471,35 @@ boa critica.

- CAPITULO XXXIV. Das Classes e Ordens. -

- Todo o trabalho dos systematicos versa sobre a disposiçaõ, e sobre a + CAPITULO XXXIV. Das Classes e Ordens. +

+ Todo o trabalho dos systematicos versa sobre a disposiçaõ, e sobre a denominaçaõ das partes que dispoem, como se collige do que expuz no capitulo precedente. - Estas partes ou saõ genericas ou especificas ou variantes. - As genericas que constituem as maiores divisoẽs de qualquer disposiçaõ + Estas partes ou saõ genericas ou especificas ou variantes. + As genericas que constituem as maiores divisoẽs de qualquer disposiçaõ systematica ou methodica saõ ordinariamente as classes, ordens, e generos infimos, e todas ellas saõ sujeitas ás mesmas leys methodicas com bem pouca differença.

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- Huma classe (classis), no parecer dos Botanicos modernos, he hum - aggregado de muitos generos medios conformes nas partes da fructificaçaõ - Alguns Botanicos modernos saõ de parecer que as classes naturaes + +

+ Huma classe (classis), no parecer dos Botanicos modernos, he hum + aggregado de muitos generos medios conformes nas partes da fructificaçaõ + Alguns Botanicos modernos saõ de parecer que as classes naturaes devem tirar os seus caracteres naõ so da fructificaçaõ, mas ainda de todo o habito externo, e da mesma sorte os generos infimos, como depois exporei mais extensamente. , estabelecido segundo os principios da natureza e arte. - A ordem (ordo), he hum aggregado de generos infimos estabelecido segundo + A ordem (ordo), he hum aggregado de generos infimos estabelecido segundo os mesmos principios, por ser huma subdivisaõ da classe feita para que melhor se possaõ destinguir os generos infimos, que alias causariaõ confusaõ pelo seu grande numero.

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As classes humas saõ naturaes outras artificiaes. - As naturaes saõ formadas syntheticamente, e constaõ de muitos generos - naturaes - Eu naõ me embaraço aqui com a grande questaõ dos naturalistas, se +

As classes humas saõ naturaes outras artificiaes. + As naturaes saõ formadas syntheticamente, e constaõ de muitos generos + naturaes + Eu naõ me embaraço aqui com a grande questaõ dos naturalistas, se ha ou na naõ generos naturaes, e tomo os termos na accepçaõ, em que Linneo os tomou, segundo a qual hum genero natural he hum aggregado de especies conformes no mesmo caracter natural. @@ -11603,15 +10511,12 @@ As classes artificiaes saõ formadas anaIyticamente, e naõ tem por fundamento a reuniaõ de numerosos caracteres, com as precedentes, mas saõ de ordinario fundadas sobre hum ou dois somente, como saõ as classes Diandria, Octandria, - Icosandria, Polyandria, &c. do systema de Linneo. Estas classes saõ proprias dos systemas artificiaes ou mixtos, e nellas se achaõ às + Icosandria, Polyandria, &c. do systema de Linneo. Estas classes saõ proprias dos systemas artificiaes ou mixtos, e nellas se achaõ às vezes familias naturaes inteiras misturadas com generos que naõ lhes saõ analogos; outras vezes todos ou parte dos seus generos naõ tem affinidade alguma natural; outras vezes emfim todos os seus generos - succedem por acazo ter huma natural analogia - Esta circumstancia he rara, e so tem lugar quando huma familia + succedem por acazo ter huma natural analogia + Esta circumstancia he rara, e so tem lugar quando huma familia natural succede ter entre as muitas notas caracteristicas huma essensial e perpetua, da qual o systema artifcial ou mixto se vale para fundar huma classe, como se vê na Monadelphia de @@ -11619,81 +10524,73 @@ ; as classes Syngenesia, Pentandria, Polygamia, Triandria, Monadelphia, &c. do systema de Linneo subministraõ exemplos de todas estas circumstancias.

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- As ordens, como subdivisoẽs das classes, devem seguir a sua formalidade +

+ As ordens, como subdivisoẽs das classes, devem seguir a sua formalidade methodica; por conseguinte as das classes naturaes devem ser fundadas em - muitas notas caracteristicas, e as das artificiaes em huma so - Ha alguns methodos denominados naturaes, que devem ser con + muitas notas caracteristicas, e as das artificiaes em huma so + Ha alguns methodos denominados naturaes, que devem ser con siderados como mixtos; nelles ha duas, ou tres sortes de classes, como he por ex. o do Dr. Jussieu, as primeiras, e as vezes as segundas quando ha tres sortes de classes, rigorosamente saõ artificiaes, e as ultimas subalternas, a que os seus autores chamaõ ordens, saõ as que verdadeiramente merecem o nome de classes naturaes. - Muitas das ordens, que Linneo nos deixou nos seus Fragmenta + Muitas das ordens, que Linneo nos deixou nos seus Fragmenta Methodi Naturalis, devem taõbem ser consideradas como classes naturaes ou fragmentos dellas. - Daqui se pode colligir que hum verdadeiro methodo natural, que + Daqui se pode colligir que hum verdadeiro methodo natural, que seguir as suas leys com exactidaõ, deve constar de hum grande numero de classes, e que no dicto methodo ha bastante difficuldade em formar devidamente as ordens. - Os autores de methodos naturaes, que estabelecerem as classes em + Os autores de methodos naturaes, que estabelecerem as classes em muitos caracteres e fundarem as ordens em hum so, faltaraõ as leys da uniformidade methodica, pela razaõ de que os seus generos medios naõ ficaraõ uniformes aos infimos e supremos, e se assemelharaõ ás ordens artificiaes. .

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- Alguns Botanicos costumavaõ dividir em duas grandes classes primarias + +

+ Alguns Botanicos costumavaõ dividir em duas grandes classes primarias todos os entes do reyno vegetal, a saber, em plantas herbaceas e - lenhosas, ou em hervas e arvores; mas a doutrina da fructificaçaõ fez + lenhosas, ou em hervas e arvores; mas a doutrina da fructificaçaõ fez abolir esta sorte de distribuiçaõ primaria que parecia pertencer mais - aos troncos - Esta divisaõ naõ me parece ter sido fundada em nota alguma + aos troncos + Esta divisaõ naõ me parece ter sido fundada em nota alguma constante; porquanto vemos hervas annuaes e biennaes que tem o tronco de huma consistencia lenhosa; sabemos que a mesma especie de planta pode ser berbacea na Europa, e lenhosa na America; que - ha hervas que saõ mais altas do que as arvores; e ainda mesmo a - presença dos gomos he insufficiente, porque na Europa ha arvores + ha hervas que saõ mais altas do que as arvores; e ainda mesmo a + presença dos gomos he insufficiente, porque na Europa ha arvores que naõ tem gomos, como os naõ tem taõbem as dos paizes situados debaxo da Zona Torrida. do que às flores. - Ella naõ p de ser admittida em huma methodo natural; + Ella naõ p de ser admittida em huma methodo natural; quasi todos os modernos convem hoje que todos os generos devem ser fundados em caracteres tirados das partes da fructificaçaõ, e que todos os vegetaes que nellas convem devem ser reunidos, e separados quando nellas disconvem, observadas aliás todas as mais condiçoẽs necessarias. - Ora segundo estes principios he facil de conhecer que a divisaõ das - plantas em arvores e hervas naõ pode ter lugar, porquanto ha muitas - arvores, que + Ora segundo estes principios he facil de conhecer que a divisaõ das + plantas em arvores e hervas naõ pode ter lugar, porquanto ha muitas + arvores, que tem nas suas flores e fructos huma intima affinidade com a fructificaçaõ de algumas hervas de maneira que se achaõ misturadas com estas naõ so na mesma classe natural, mas ainda no mesmo genero infimo, como temos - exemplos nas leguminosas - Quando as hervas, arbustos, e arvores parecem formar huma gradaçaõ de + exemplos nas leguminosas + Quando as hervas, arbustos, e arvores parecem formar huma gradaçaõ de menor a maior nas especies do mesmo genero infimo, pode-se sem duvida fundar nellas huma distribuiçaõ; mas esta distribuiçaõ he so parcial, e naõ a de que fallo presentemente. .

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Nos systemas artificiaes e mixtos quanto mais longas saõ as classes, tanto mais oppostas saõ á natureza, e +

Nos systemas artificiaes e mixtos quanto mais longas saõ as classes, tanto mais oppostas saõ á natureza, e difficultozas, como saõ por exemplo a Pentandria e Syngenesia do systema de Linneo, e porisso alguns Botanicos lhes preferem o uso das taboas synopticas - que observaõ fielmente as suas leys methodicas. As ordens muito extensas + que observaõ fielmente as suas leys methodicas. As ordens muito extensas taõbem saõ fastidiosas, e causaõ confusaõ em achar os generos infimos. - Nos methodos puramente naturaes, as classes ou familias sendo muito + Nos methodos puramente naturaes, as classes ou familias sendo muito numerosas, saõr notadas do mesmo defeito, e porisso os seus autores ordinariamente as reunem em outras artificiaes supremas e primarias, as quaes constituem a sua clave; mas elles deveraõ reflectir que os seus @@ -11701,16 +10598,16 @@ podem por conseguinte muito bem passar sem esta clave artificial, que senaõ concilia com as suas leys methodicas, posto que sirva de facilidade.

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- Todas as ideas precedentes saõ relativas á disposiçaõ das classes e +

+ Todas as ideas precedentes saõ relativas á disposiçaõ das classes e ordens. - Quanto á sua denominaçaõ, devo advertir primeiramente que os nomes que ha + Quanto á sua denominaçaõ, devo advertir primeiramente que os nomes que ha em Botanica podem ser reduzidos a duas sortes ou technicos ou systematicos. - Os nomes technicos saõ os que servem para descrever todas as partes dos + Os nomes technicos saõ os que servem para descrever todas as partes dos vegetaes, elles devem ser immutaveis em todos os systemas, e formar a - linguagem da Botanica - Desgradaçamente nos naõ temos ainda hum bom tractado elementar + linguagem da Botanica + Desgradaçamente nos naõ temos ainda hum bom tractado elementar que fixe a accepçaõ de todos estes termos; alguns delles saõ obscuros por se naõ acharem ainda definidos, e outros em prejuizo do progresso da Botanica tem accepçoẽs inconstantes @@ -11721,19 +10618,17 @@ equivocos; à força de querer-mos muito abbreviar, confundimos; os termos imbricatus, nudus, simplex, &c. saõ disto huma evidente prova; hum mesmo termo devera sempre ter a mesma - accepçaõ, quer fosse applicado à raiz, quer as - folhas, flores, + accepçaõ, quer fosse applicado à raiz, quer as + folhas, flores, fructos, &c. - clara, fixa e incorrupta. - Os systematicos saõ os que servem nos differentes systemas, e como estes + clara, fixa e incorrupta. + Os systematicos saõ os que servem nos differentes systemas, e como estes seguem differentes leys e saõ fundados em differentes partes dos vegetaes, se entende facilmente que devem ser sujeitos a mudança; os das - classes, ordens, generos infimos e especies - Os nomes dos generos infimos saõ menos sujeitos a mudancas do que + classes, ordens, generos infimos e especies + Os nomes dos generos infimos saõ menos sujeitos a mudancas do que os das ordens e classes. - Os nomes das especies, ou saõ triviaes, ou differenciaes + Os nomes das especies, ou saõ triviaes, ou differenciaes especificos aggregados em huma phrase; huns e outros saõ sujeitos a mudança no cazo que se descubraõ novas especies, ou as descobertas, e ja conhecidas se mudem para outros generos; os @@ -11744,59 +10639,52 @@ systematicas. saõ deste numero.

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- Os nomes das classes saõ mais arbitrarios do que os dos generos infimos, +

+ Os nomes das classes saõ mais arbitrarios do que os dos generos infimos, e os das ordens saõ ainda mais arbitrarios do que os dos dictos generos e os das classes. - Os nomes das classes e ordens saõ chamados mudos e os dos generos + Os nomes das classes e ordens saõ chamados mudos e os dos generos infimos, especies e variedades saõ denominados sonoros, pela razaõ de que naõ costumamos pronunciar os primeiros, mas taõ somente os segundos, quando fallamos de qualquer vegetal; dizemos v. g. pereira, açucena branca, salva officinal variegada, rainunculo aquatico capillar, mas jamais se disse, açucena branca monogynia hexandria.

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Segundo a opiniaõ de quasi todos os modernos depois de Linneo, os nomes +

Segundo a opiniaõ de quasi todos os modernos depois de Linneo, os nomes das classes, e ordens devem somente ser tirados d'alguma das partes da - fructificaçaõ, e naõ do uso, virtudes, raiz, tronco, - folhas, modo de florecer, + fructificaçaõ, e naõ do uso, virtudes, raiz, tronco, + folhas, modo de florecer, &c; elles consideraõ por conseguinte como improprios os titulos de - cordiaes, bolbosas, arvores, arbustos, hervas, succulentas, - asperifolias, verticilladas, dorsiferas, corymbosas, + cordiaes, bolbosas, arvores, arbustos, hervas, succulentas, + asperifolias, verticilladas, dorsiferas, corymbosas, &c. De mais disso naõ so devem ser tirados das partes da fructificaçaõ, mas devem taõbem ser fundados em huma nota caracteristica essensial, como saõ por ex. os titulos de cruciformes, siliquosas, papilionaceas, leguminosas, &c.

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- Cada classe deve ter hum so nome, e o mesmo se deve entender a respeito +

+ Cada classe deve ter hum so nome, e o mesmo se deve entender a respeito das ordens; este nome naõ deve ser longo ou muito composto, nem aspero ou difficil de pronunciar, mas harmonioso, e curto; taes saõ por ex os de rosaceas, labiadas, dipétalas, digynia, monandria, &c.

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Alguns Botanicos costumaõ dar a huma familia ou classe natural o nome de +

Alguns Botanicos costumaõ dar a huma familia ou classe natural o nome de hum genero infimo mais conhecido na dicta familia ou classe, pondo o dicto nome no plural, dizendo, V. g. as abobaras, as açucenas, as malvas, &c. ou usaõ de hum termo derivado do nome dos, dictos generos infimos, dizendo v. g. as cucurbitaceas, as liliaceas, as malvaceas, &c. - Estes titulos saõ proprios dos methodos naturaes, e se achaõ as vezes - taõbem nos systemas mixtos - Como saõ v. g. os titulos das familias da cryptogamia de Linneo + Estes titulos saõ proprios dos methodos naturaes, e se achaõ as vezes + taõbem nos systemas mixtos + Como saõ v. g. os titulos das familias da cryptogamia de Linneo fetos, musgos, algas, e fungos. ; elles podem adequadamente ser applieados às familias, que saõ formadas syntheticamente; o nome de hum genero conhecido prezenta com - felicidade ao espirito a idea de huma familia, indicando que as plantas distribuidas debaxo delle saõ summamente analogas nos seus + felicidade ao espirito a idea de huma familia, indicando que as plantas distribuidas debaxo delle saõ summamente analogas nos seus caracteres ao dicto genero. - Linneo pensava que todas as vezes que se applicava a huma familia natural + Linneo pensava que todas as vezes que se applicava a huma familia natural o nome de hum genero infimio, era melhor dar ao dicto genero outro nome - differente, e essa foy a razaõ porque abolio os nomes genericos - Palma, fungus, alga, muscus, filix. + differente, e essa foy a razaõ porque abolio os nomes genericos + Palma, fungus, alga, muscus, filix. de palmeira, cogumelo, alga, musgo, e feto sem embargo de terem o cunho de huma alta antiguidade; e lhes substituio outros menos conhecidos. Adanson, e Jussieu desprezaraõ com razaõ este @@ -11806,22 +10694,21 @@ effeito naõ se deve desprezar nada que pode contribuir a clarificar a linguagem de huma sciencia, que sendo em si mesma difficil, o sera cada vez mais, se multiplicarmos os obstaculos que poem o seu escuro idioma.

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Eu podera tractar aqui ainda de muitas outras circumstancias relativas á boa +

Eu podera tractar aqui ainda de muitas outras circumstancias relativas á boa disposiçaõ e denominaçaõ das classes e ordens; mas como as classes saõ consideradas como generos das ordens, as ordens como generos dos generos infimos, e por conseguinte sujeitas quasi em tudo às mesmas regras methodicas destes ultimos, o leitor entendera facilmente o que falta aqui pelo que direi no capitulo seguinte.

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- CAPITULO XXXV. Dos Generos. -

Os generos, como ja adverti, huns saõ superiores outros infimos; no capitulo + CAPITULO XXXV. Dos Generos. +

Os generos, como ja adverti, huns saõ superiores outros infimos; no capitulo precedente dei as noçoẽs geraes relativas aos superiores, restame illuminar estas noçoẽs por meyo de huma mais extensa theoria, ou pelas leys didacticas dos generos infimos, que devem fazer o objecto do prezente capitulo.

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Hum genero infimo (genus), segundo alguns Botanicos he hum aggregado de +

Hum genero infimo (genus), segundo alguns Botanicos he hum aggregado de especies conformes no mesmo caracter natural fundado na fructificaçaõ; mas como ha muitos generos infimos que constaõ de huma so especie, outros pensaõ que hum genero infimo naõ he outra coiza mais do que huma divisaõ @@ -11833,20 +10720,17 @@ externo, e outros accrescentaõ que he improprio dizer que os generos infimos saõ huma divisaõ systematica, quando todos saõ huma obra da natureza, assim como as especies.

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Todas estas ideas tem por objecto as duas mais famosas questoẽs debatidas em - Botanica: 1º se os caracteres genericos devem somente ser tirados das partes da fructificaçaõ, excluidas todas as mais do habito externo? 2º. +

Todas estas ideas tem por objecto as duas mais famosas questoẽs debatidas em + Botanica: 1º se os caracteres genericos devem somente ser tirados das partes da fructificaçaõ, excluidas todas as mais do habito externo? 2º. Se todos os generos saõ arbitrarios, ou se ha alguns que sejaõ obra da natureza, como são todas as especies?

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Gesnero, Cesalpino, Columna e outros foraõ de opiniaõ que os generos somente +

Gesnero, Cesalpino, Columna e outros foraõ de opiniaõ que os generos somente deviaõ ser estabele cidos sobre as partes da fructificaçaõ; Linneo seguio este parecer, e a sua grave authoridade o fez seguir por hum grande numero de modernos, mas nem todos adoptaraõ este sentimento, elles opposeraõ a esta theoria o exemplo dos zoologistas, que no reyno animal omittem ordinariamente os caracteres que a natureza poz nos genitaes, e julgaõ - sufficientes os que se deduzem dos outros organos. Opposeraõ demais disso + sufficientes os que se deduzem dos outros organos. Opposeraõ demais disso que os organos sexuaes e outras partes da fructificaçaõ dos vegetaes, a que se dava a prerogativa, naõ lhes eraõ mais essensiaes do que aquellas em que residia a sua vida, como a casca e medulla; que haviaõ muitas @@ -11859,14 +10743,11 @@ algumas vezes taõbem o seu genero; que era muito util em hum methodo natural, e em medecina reconhecer, as plantas sem flor, porque esta era muito menos duravel do que as mais partes, e que por conseguinte os - caracteres fundados nestas partes valiaõ mais neste respeito do que os da fructificaçaõ; que naõ se devia desprezar parte alguma + caracteres fundados nestas partes valiaõ mais neste respeito do que os da fructificaçaõ; que naõ se devia desprezar parte alguma dos vegetaes, porque todas contribuiaõ a fazelos reconhecer com mais - certeza; que a theoria da fructificaçaõ desprezadora do habito externo - O habito externo neste sentido indica todas as partes de hum - vegetal que naõ pertencem à flor e fructo; de modo que as bractéas + certeza; que a theoria da fructificaçaõ desprezadora do habito externo + O habito externo neste sentido indica todas as partes de hum + vegetal que naõ pertencem à flor e fructo; de modo que as bractéas e pedunculos fazem já parte do habito externo. se oppunha ao progresso da Botanica, que tinha por fim o descobrimento de hum bom methodo natural; que no habito externo a @@ -11884,44 +10765,35 @@ ha por conseguinte impropriedade alguma, antes he util empregarmos nos generos, quaesquer que sejaõ, os caracteres do habito externo, porque estes conduzem a fortificar os que saõ fundados na fructificaçaõ. - Dizer por ex. que o Polygonum tem o tronco articulado, e as articulaçoẽs - ou juntas envaginadas, he dar hum subsidio aos seus caracteres da fructificaçaõ, isto he, ao + Dizer por ex. que o Polygonum tem o tronco articulado, e as articulaçoẽs + ou juntas envaginadas, he dar hum subsidio aos seus caracteres da fructificaçaõ, isto he, ao destinctivo de que constaõ de huma so semente aguda e trigumea; dizer, - que as labiadas nascem de sementes de duas cotylédones, que tem as raizes fibrosas, que as suas folhas brotaõ enganchadas, saõ + que as labiadas nascem de sementes de duas cotylédones, que tem as raizes fibrosas, que as suas folhas brotaõ enganchadas, saõ oppostas e simplez, naõ tem estipulas, e que as suas flores saõ oppostas ou em verticillo, &c. he ajudar os caracteres da fructificaçaõ desta - familia, os quaes nos indicaõ que nella ha hum caliz tubuloso, huma corolla monopetala irregular de dois + familia, os quaes nos indicaõ que nella ha hum caliz tubuloso, huma corolla monopetala irregular de dois labios, apegada ao receptaculo, com quatro estames de que dois saõ mais curtos, o germe quadripartido e tornado emfim em quatro sementes nuas - reclusas no fundo do calyz, o estylete + reclusas no fundo do calyz, o estylete terminado em dois estigmas, &c; de maneira que com a reuniaõ de todos estes destinctivos tirados de todas as partes das plantas daremos sempre hum mais seguro conhecimento dos generos, que he hum dos mais proveitosos trabalhos em Botanica. - Estas consideraçoẽs naõ tem dobrado os defensores da theoria da + Estas consideraçoẽs naõ tem dobrado os defensores da theoria da fructificaçaõ; elles repondem ordinariamente, que a Botanica tendo muito - mais especies que descrever e classar do que a zoologia, e sendo os organos de que esta deduz os caracteres + mais especies que descrever e classar do que a zoologia, e sendo os organos de que esta deduz os caracteres genericos muito mais numerosos do que os daquella devem ambas seguir diversas leys methodicas; que nos animaes os ventriculos do coraçaõ e outros organos relativos ao movimento, sensibilidade, digestaõ e respiraçaõ saõ mais proprios para dar extensos resultados communs do que saõ os genitaes, o que succede pelo contrario nos vegetaes, em que os dictos organos subministraõ vastos destinctivos geraes e uniformes, - tanto pelo seu numero, e pela infinidade de formas, como pela sua posiçaõ e apego; que os caracteres, + tanto pelo seu numero, e pela infinidade de formas, como pela sua posiçaõ e apego; que os caracteres, deduzidos do habito somente, serão sempre insufficientes para fundar nelles hum methodo, ou nunca poderaõ ser fundamentaes e primarios; que os fundamentaes so sè podem tirar da fructificacaõ, e que os tirados do habito saõ accessivos e presuppoem a existencia dos precedentes; que - pode succeder que na inflorecencia, nas folhas, e outras partes do habito se achem notas uniformes, + pode succeder que na inflorecencia, nas folhas, e outras partes do habito se achem notas uniformes, capazes de ajudar a caracterizar hum genero ou familia, mas que estas notas por si so seraõ insufficientes; que pelo contrario na fructificaçaõ se achaõ sempre notas sufficientes para caracterizar @@ -11934,15 +10806,12 @@ e emfim que o numero das cotylédones e situaçaõ do corculo, como relativos a semente, rigorosamente pertenciaõ à fructificaçaõ, e o mesmo eraõ os caracteres tirados das umbrellas nas umbrelladas, dos - amentilhos, e espadices em razaõ destas partes dizerem relaçaõ ao calyz, que se considera em geral como + amentilhos, e espadices em razaõ destas partes dizerem relaçaõ ao calyz, que se considera em geral como pertencente á fructificaçaõ. Esta resposta naõ tem parecido justa, nem convincente aos da primeira opimiaõ, e com effeito ainda que se devaõ sempre preferir as partes da fructificaçaõ a quaesquer outras do habito externo, e consultalas em primerio lugar - relativamente às affinidades, e formaçaõ dos generos, como sendo as mais essensiaes, parece + relativamente às affinidades, e formaçaõ dos generos, como sendo as mais essensiaes, parece que senaõ deve desprezar em todos os cazos o uso das notas destinctivas tira das das outras partes; estes destinctivos reunidos com os da fructificaçaõ podem vir a ter a força de essensiaes, nelles parecem ainda mesmo @@ -11950,7 +10819,7 @@ naturaes, como v. g. das gramineas, umbrelladaa &c. cujos generos na opiniaõ dos Botanicos mais imparciaes naõ tem athe agora sido geralmente bem caracterizados somente pela fructificaçaõ.

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Quanto à segunda questaõ, Linneo e outros modernos saõ de parecer que todos +

Quanto à segunda questaõ, Linneo e outros modernos saõ de parecer que todos os generos saõ naturaes, que naõ saõ obra da arte, mas sim do Autor da natureza, que os formou nos primitivos dias do globo terrestre, e que por conseguinte senaõ devem deslacerar, ampliar, contrahir como cada hum quizer @@ -11958,15 +10827,13 @@ ranunculus, acónitum, nigella, claytonia, passiflora, hybiscus, e outros semelhantes, que bem examinados parecem indicar que os vegetaes foraõ formados no principio huns segundo a forma dos outros. Esta opiniaõ tem - contra si a autoridade de muitos celebres Naturalistas e BotanicosO + contra si a autoridade de muitos celebres Naturalistas e BotanicosO Conde de Buffon, o Dr. Daubenton, Oeder, La Mark, &c., que asseguraõ que postoque as ideas de cada especie de vegetal saõ subministradas pela natureza, immudaveis, ou somente sujeitas a duvidas que facilmente se podem decidir pela experiencia, naõ he o mesmo relativamente aos generos. Estes variaõ, naõ tem limites certos, dependem do diverso - exame, e das differentes ideas de semelhança e dessemelhança que cada Botanico escolhe, + exame, e das differentes ideas de semelhança e dessemelhança que cada Botanico escolhe, de hum maior ou menor numero de caracteres juntos ou do caracter deduzido de huma nota simplez, querendo huns que estas notas ou caracteres sejaõ tirados da flor, outros do fructo, e outros de todo o habito externo. Humas vezes, @@ -11987,9 +10854,7 @@ affinidade do que com todas as suas antigas congeneres; vindo pois a dicta especie incognita a ser descoberta, e naõ pertencendo a genero algum conhecido, he claro que reunida com a antiga especie sua analoga formará hum - novo genero de duas especies, com des membramento do antigo genero. Naõ he raro ainda suceeder vermos huma ou + novo genero de duas especies, com des membramento do antigo genero. Naõ he raro ainda suceeder vermos huma ou mais especies conhecidas passar aos novos generos descobertos; vemos taõbem as vezes as especies novas alargar os limites dos antigos generos, augmentar as suas intensidades gradativas, e subministrar-lhes novos vizos; outras @@ -12003,7 +10868,7 @@ familia começa e termina fixamente; antes pelo contrario notamos ordinariamente està ou aquella especie de hum genero encadear-se com as de outro vizinho taõ intimamente e por visos taõ equivocos, que naõ sabemos a - qual dos dictos generos com mais razaõ pertençaA natureza, diz o Conde + qual dos dictos generos com mais razaõ pertençaA natureza, diz o Conde de Buffon, caminha a occultos passos; naõ se sobmette a nossas divisoẽs, antes parece zombar dellas; passa de especie em especie, e às vezes de genero a genero por modos imperceptiveis, e porisso se achaõ muitas @@ -12013,12 +10878,10 @@ Histotia Natural, e ainda mesmo das suas partes.. He raro o genero, cujas especies tenhaõ em tudo huma mutua affinidade, ou naõ diffiraõ n alguma parte da fruetificaçaõ, e este he hum dos grandes obstaculos de - fixar os seus limites. Ainda que vemos nesta ou naquella familia hum certo numero de especies terem huma + fixar os seus limites. Ainda que vemos nesta ou naquella familia hum certo numero de especies terem huma nota constante e essensial isto naõ he regra certa para sempre as reunir debaxo do mesmo genero; as especies de epilobium e de anothera por ex. tem - todas hum calyz de tubo longo, e isso naõ + todas hum calyz de tubo longo, e isso naõ obstante pertencem na opiniaõ de Linneo a dois generos;, as do sayaõ, conchello, e sedum tem todas nectarios apagados à base do pistillo, e pertencem contudo a tres generos no parecer do mesmo Botanico; pelo @@ -12028,22 +10891,19 @@ leve differença no apego dos estames das especies de aloe e agave, o persuadio em fim a formar com ellas dois generos, apezar do habito externo dantes lhe ter indicado o contrario; por huma leve semelhança nos estames, - esteve quasi persuadido a fazer do alecrim huma especie de salvaVej. + esteve quasi persuadido a fazer do alecrim huma especie de salvaVej. as primeiras ediçoẽs do seu Genera plantarum, aonde consulta os Botanicos a respeito da reuniaõ das especies destes e outros generos.; a analogia intima da fructificaçaõ e habito externo das especies de potentilla e tormentilla naõ foy sufficiente para inteiramente o - convencer a reunilas em hum so genero, a differença de caliz o moveo a polas em dois generos, ao mesmo tempo que esta + convencer a reunilas em hum so genero, a differença de caliz o moveo a polas em dois generos, ao mesmo tempo que esta mesma differença naõ bastou para que separasse a ficaria do ranunculas. Isto bastarà para mostrar que os generos, que este celebre Botanico formou, naõ - saõ naturaes nem geralmente proprios para servir a qualquer methodo, como elle pensava; demais disso todos os + saõ naturaes nem geralmente proprios para servir a qualquer methodo, como elle pensava; demais disso todos os Botanicos de hoje sabem que muitos delles tem sido mudados tanto na vida como depois da morte do seu autor, e que nenhum tractado systematico, que se tem modernamente publicado sobre os vegetaes de differentes paizes, se tem - podido inteiramente servir dellesHa especies (diz Mr. de la Mark, + podido inteiramente servir dellesHa especies (diz Mr. de la Mark, Flor. Franc. vol. 1.) que sendo como gradaçoẽs naõ pertencem nem a hum nem a outro genero vizinho, sem embargo de serem inclusas em hum delles. Talvez virá tempo, em que, deseobertas todas as plantas que ha no nosso @@ -12060,54 +10920,49 @@ Botanicos de confessar ingenuamente que senaõ podem reduzir as affinidades a limites certos, e he precizo a pezar de todas as commodidades da arte render esta homenagem,á natureza.

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Taes saõ as principaes reflexoẽs que se costumaõ de ordinario oppor ao +

Taes saõ as principaes reflexoẽs que se costumaõ de ordinario oppor ao parecer de Linneo, e dos que seguem que todos os generos saõ naturaes, mas ainda que dellas resuste que todos os generos tem limites arbitrarios, e que neste sentido naõ merecem rigorosamente o nome de naturaes, contudo como algumas vezes penetramos felismente as verdadeiras affinidades de hum certo - numero de especies vegetaes, e formamos generos e familias de antes assaz analogos na sua + numero de especies vegetaes, e formamos generos e familias de antes assaz analogos na sua estructura natural quando isto tem lugar parece me que semelhantes generos e familias podem conservar a denominaçaõ de naturaes em huma accepçaõ menos rigorosa, pela razaõ das suas especies terem entre si huma intima semelhança natural, reconhecida por todos os Botanicos.

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Sendo os generos infimos huma divisaõ systematica, que comprehende, debaxo de +

Sendo os generos infimos huma divisaõ systematica, que comprehende, debaxo de hum caracter e palavra, huma ou mais especies, do modo que acima expuz, he precizo explicar o que os Botanicos entendem por caracteres genericos e as suas leys didacticas, sem desprezar as que respeitaõ às denominaçoẽs de cada genero.

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O caracter de hum genero (character) he a sua definiçaõ, ou qualquer idea +

O caracter de hum genero (character) he a sua definiçaõ, ou qualquer idea geral deduzida de huma ou de muitas notas, capaz de bem o destinguir de qualquer outro. Segundo Linneo ha quatro sortes de caracteres genericos, a - saber, o habitual, facticio, essensial e natural. O caracter habitual he + saber, o habitual, facticio, essensial e natural. O caracter habitual he tirado das notas do habito externo, e exprime huma conformidade geral nas partes vegetaes, que naõ dizem respeito à fructificaçaõ; os antigos - costumavaõ servir se desta sorte de caracter - Elles comprehendiaõ neste caraeter todas as partes das plantas, + costumavaõ servir se desta sorte de caracter + Elles comprehendiaõ neste caraeter todas as partes das plantas, ainda mesmo as fiores e fructos, e reconheciaõ às vezes as affinidades das congeneres melhor do que alguns systematicos; os hervolarios ainda hoje, somente por meyo do habito externo, sabem destinguir hum grande numero de plantas. , mas a doutrina sobre os sexos dos vegetaes, e a theoria da - fruetificaçaõ o fez cahir em desprezo, de maneira que hoje naõ tem lugar nos generos infimos - Alguns Botanicos modernos, como ja disse, saõ de opiniaõ que + fruetificaçaõ o fez cahir em desprezo, de maneira que hoje naõ tem lugar nos generos infimos + Alguns Botanicos modernos, como ja disse, saõ de opiniaõ que aindaque senaõ deva preferir o caracter habitual a todo o que he tirado da fructificaçaõ, se podem contudo ajuntar a este algumas notas tiradas, do habito externo para mais o facilitar e tornar seguro. . - O caracter facticio ou artificial, he fundado em mais ou menos notas, + O caracter facticio ou artificial, he fundado em mais ou menos notas, sufficientes contudo para fazer destinguir com certeza hum genero de todos os mais da mesma ordem ou divisaõ artificial, como v. g. quando se da por caracter generico à açucena, o ter a corolla de seis Pétalas e campanulada, hum rego longitudinal por nectario, e huma capsula de valvulas reunidas com pêlos acancellados: elle he proprio dos generos de - hum methodo artificial, como V. g. o de Tournefort - Todos os caracteres genericos abbreviados que se achaõ no Systema + hum methodo artificial, como V. g. o de Tournefort + Todos os caracteres genericos abbreviados que se achaõ no Systema Vegetabilium de Linneo ou saõ essensiaes ou facticios. ; mas pode ficar sendo inutil applicado a outro methodo principalmente natural, ou precizar de ser emendado, descobertos novos @@ -12115,29 +10970,26 @@ singulares, e por meyo de huma breve idea faz destinguir hum genero de todos os mais da mesma divisaõ, e as vezes ainda mesmo de todos os generos conhecidos, como he o caracter deduzido do nectario no martyrio, e - rainunculo, o do appendiculo escodellado do calyz da seutellaria, &c. O caracter natural he fundado em + rainunculo, o do appendiculo escodellado do calyz da seutellaria, &c. O caracter natural he fundado em hum aggregado de notas tiradas de todas as partes da fruetificaçaõ, proprio para fazer destinguir hum genero de todos os demais ja conhecidos no reyno vegetal: como o mais exteriso inclue as notas dos outros caracteres menores e resumidos como saõ o facticio e essensial, e alem disso algumas que saõ - commuas a outros generos cuja reuniaõ o constitue naturalmente proprio de hum so - genero. Elle he empregado nos generos dos methodos naturaes ou mixtos, e + commuas a outros generos cuja reuniaõ o constitue naturalmente proprio de hum so + genero. Elle he empregado nos generos dos methodos naturaes ou mixtos, e segundo Linneo he melhor ainda do que o caracter essenSial, porque este pode vir a deixar de ser essensial, descoberto hum novo genero, que tenha a mesma nota em que elle he fundado, e o natural pode ficar - servindo com tanto que se emende hum pouco - Linneo foy o primeiro que ideou caracteres naturaes, e os + servindo com tanto que se emende hum pouco + Linneo foy o primeiro que ideou caracteres naturaes, e os publicos no seu Genera plantarum, saõ o fundamento dos generos, no seu parecer, mas rigorocamente o fundamento dos generos he o caracter natural de cada especie considerado separadamente. . Tal he por ex. o caracter generico da Açucena dado por Linneo do modo seguinte.

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- AÇUCENA - Lilium. A traducçaõ, que dou aqui ao publico do caracter generico +

+ AÇUCENA + Lilium. A traducçaõ, que dou aqui ao publico do caracter generico natural da Açucena, podia ser menos concisa; mas os que conhecem o quanto a lingua Portuguesa se chega à matema latina, tanto no didactico como em qualquer outro estylo, certamente naõ me @@ -12145,33 +10997,31 @@ genio me offereceo. .

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Calyz. Nullo.

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Corolla. De seis petalas, campanulada, e estreitada na parte inferior. +

Calyz. Nullo.

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Corolla. De seis petalas, campanulada, e estreitada na parte inferior. Pecalas levantadas, encostadas humas as outras, com huma quilha obtusa no dorso, mais largas e mais patentes na parte superior as suas pontas saõ obtusas, grossas, e recurvadas para fora.

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O Nectario: he hum rego longitudinal, que se acha gravado em cáda huma das +

O Nectario: he hum rego longitudinal, que se acha gravado em cáda huma das petalas, do meyo para baxo.

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Estames. Seis filetes, assovelados, levantados, e mais curtos do que a - corolla. - Antheras + +

Estames. Seis filetes, assovelados, levantados, e mais curtos do que a + corolla. + Antheras oblongas, e vacillantes.

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Pistillo. O germe oblongo, hum tanto cylindrico o com seis estrias. O +

Pistillo. O germe oblongo, hum tanto cylindrico o com seis estrias. O estylete cylindrico, e do comprimento da corolla. O estigma hum tanto mais grosso do que o estylete, e triangular.

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Pericarpo. Huma capsula oblonga, e com seis regos; obtusa, concava, e +

Pericarpo. Huma capsula oblonga, e com seis regos; obtusa, concava, e trigòna, no cume; composta de tres cellulas, e tres valvulas, reunidas com pelos tecidos em grade.

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Sementes. Saõ numerosas, encostadas em duas ordens, chatas, e semi circulares +

Sementes. Saõ numerosas, encostadas em duas ordens, chatas, e semi circulares pelo lado externo.

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N. B. As petalas em algumas especies tem as pontas nimiamente recurvadas de +

N. B. As petalas em algumas especies tem as pontas nimiamente recurvadas de modo que ficam encaracolladas: O nectario em algumas especies he acompanhado de felpa, e em outras glabro.

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Todos os caracteres genericos devem, segundo Linneo, ser tirados do numero, + +

Todos os caracteres genericos devem, segundo Linneo, ser tirados do numero, figura, proporção e situaçaõ de todas as partes da fructificaçaõ. Quanto as mais partes, que constituem o habito externo da planta, o seu parecer foy, que postoque se deviaõ passar em silencio, mereciaõ sempre de ser bem @@ -12182,27 +11032,27 @@ de lente para serem observadas; devem se considerar as notas em que ellas convem e desconvem, combinar a primeira especie com todas as mais, e todas com a primeira, porque naõ ha caracter infallivel sem primeiramente ser - conferido e verificado em todas as especies. Na formaçaõ do caracter + conferido e verificado em todas as especies. Na formaçaõ do caracter natural devem-se somente mencionar as notas em que convem todas as especies, e excluir como superfluas aquellas em que as dictas especies - desconvem; estas notas devem ser desertptas com termos technicos - Demais disso devem ser escritas em difterentes paragraphos, + desconvem; estas notas devem ser desertptas com termos technicos + Demais disso devem ser escritas em difterentes paragraphos, segundo as differentes partes da fructificaçaõ, e ter por titulo em cima o nome do genero, como se vè no exemplo dado do caracter generico da Açucena. - , breves, decentes, claros, e naõ tirados de semelhancas - Os termos tirados de semelhanças sempre presuppoem ideas claras + , breves, decentes, claros, e naõ tirados de semelhancas + Os termos tirados de semelhanças sempre presuppoem ideas claras do primeiro simile, que nem todos podem ter, e porisso se devem evitar o mais que for possivel; devem-se contudo exceptuar os que se achaõ bem defindos, e adoptados pela arte, ou tirados decentemente das partes externas do corpo humano, como dedo, maõ, orelha, etc. - Quanto aos obscenos deduzidos de vulva, penis, scrotum, + Quanto aos obscenos deduzidos de vulva, penis, scrotum, praeputium, testiculi, &c. devemos evitalos, ou para melhor dizer abolilos inteiramente em Botanica, porque temos outros que podem explicar sufficientemente as mesmas ideas sem ferir a modestia. - A Botanica he hoje cultivada por muitas pessoas modestas de hum e + A Botanica he hoje cultivada por muitas pessoas modestas de hum e outros sexo, que naõ podem tolerar semelhante abuso; elle teve origem no pessimo gosto de alguns medicos dos seculos passados e principio deste, os quaes por toda a parte naõ viaõ senaõ @@ -12212,7 +11062,7 @@ applicavaõ a mais nobre entranha do homem (testes enim et nates cerebro tribuerunt) os applicaraõ taõbem ás mais bellas partes dos vegetaes. - Linneo adoptou este mesmo gosto de termos, e com razaõ o Dr. + Linneo adoptou este mesmo gosto de termos, e com razaõ o Dr. Boehmer e outros modernos o censuraõ de os ter muitas vezes prodigalizado; porquanto podramos muito bem passar na descripcaõ das escamas cordiformes, e convergentes das sementes do @@ -12220,15 +11070,13 @@ peniformis no caracter especifico da datura metel, sem o do receptaculo elongato in praeputium no fructo do teixo, sem o de capsula scrotiformis no fructo da mercurial, &c. &c. - . Quanto mais constante he huma parte da fructificaçaõ em muitas especies, tanto he mais certa nota + . Quanto mais constante he huma parte da fructificaçaõ em muitas especies, tanto he mais certa nota generica ou propria para estabelecer o genero. O numero relativo aos estames, pistillo, calvz, corolla e fracto nem sempre he constante em alguns generos; elle diversifica mais facilmente do que a figura. Quando em hum mesmo individuo achamos flores que diversicaõ no numero das partes, sera sempre mais seguro guiar-nos pelo numero que-se acha na maior parte das suas - floresLinneo (Phil. Bot. p. 123 diz que todas as vezes que em huma + floresLinneo (Phil. Bot. p. 123 diz que todas as vezes que em huma planta as flores diversificaõ no numero das suas partes, so se deve attender ao da primeira flor, isto he, ao das flores terminaes, e porisso classou a ruta, chrysosptenium, monotropa, tetragonia, evonymus, @@ -12250,15 +11098,14 @@ conseguinte o mais seguro sera sempre guiarmos pela maior parte das flores, quando quizermos determinar o numero das suas partes..

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A figura da flor he hum guia mais seguro, e mais digno de attender-se em - geral na formaçaõ dos generos do que a do fructo. Sem embargo de que os + +

A figura da flor he hum guia mais seguro, e mais digno de attender-se em + geral na formaçaõ dos generos do que a do fructo. Sem embargo de que os antigos parecem ter feito maior cazo da estructura do fructo, contudo todas as vezes que as flores convem, e os fructos differem (concorrendo aliás todas as mais condiçoẽs requisitas) em hum certo numero de - especies, todas estas devem ser reunidas - Este parecer he de Linneo, e como o mais methodico e proprio para + especies, todas estas devem ser reunidas + Este parecer he de Linneo, e como o mais methodico e proprio para evitar multiplicidade de generos fundados em leves motivos, parece me que devera ser seguido por todos os Botanicos; contudo o Dr. Jussieu se desviou delle, adoptando a opiniaõ dos antigos, @@ -12268,53 +11115,49 @@ maceira, e marmeleiro çaõ tres generos, e naõ especies de hum so. de baxo de hum so genero. - A figura da corolla naõ deixa algumas vezes de diversificar nas especies - do mesmo genero, como se - O Dr. Jussieu e alguns outros modernos querem (contra Linneo) que + A figura da corolla naõ deixa algumas vezes de diversificar nas especies + do mesmo genero, como se + O Dr. Jussieu e alguns outros modernos querem (contra Linneo) que as especies de geranium, principalmente em razaõ da regularidade e irregulidade da corolla, devem ser divididas em dois generos; mas a anologia das mais partes da fructificaçaõ provaõ a favor do parecer di Linneo. - vê por exemplo nas do geranium. A sua monopetalidade succede as vezes taõbem + vê por exemplo nas do geranium. A sua monopetalidade succede as vezes taõbem diversificar naõ sò nas especies do mesmo genero, mas ainda na mesma especie, como se vê na carica. A proporçaõ das partes da fructificaçaõ he sujeita a diversificar muito nas especies do mesmo genero; pelo contrario a situaçaõ das dictas partes, principalmente a do receptaculo he sempre constante, e por conseguinte della se podem deduzir excellentes caracteres.

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As flores viçadas, monstruosas, e mutiladas naõ devem jamais ser fundamento +

As flores viçadas, monstruosas, e mutiladas naõ devem jamais ser fundamento de caracteres genericos, que sò devem ser tirados das flores naturaes. A prole, no cazo de prolificaçaõ, nos fara reconhecer o estado de viço; o - calyz, e ultima ordem de petalas podem + calyz, e ultima ordem de petalas podem contribuir para dar-nos idea do estado de huma flor viçada, mas para melhor o reconhecer-mos sera precizo semear ou transplantar a planta viçada no seu - terreno natural ou em hum chaõ magro. O calyz he + terreno natural ou em hum chaõ magro. O calyz he menos sujeito a viço do que os estames e corolla, e os estames menos sujeitos a elle do que as petalas. O nectario, aindaque em algumas flores he sujeito a viçar, naõ deixa contudo de ser hum bom fundamento de caracteres genericos.

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Pode haver huma nota singular commua a muitas especies, mas nem porisso se +

Pode haver huma nota singular commua a muitas especies, mas nem porisso se segue que devaõ sempre pertencer a hum so genero; pelo contrario, pode haver na maior parte das espocies de hum genero huma nota singular, que falte nas outras taõbem proprias do dicto genero, e naõ se segue porisso que se devaõ - desmembrar, e com ellas constituir dois generos. Nestas circunstancias he precizo attender muito a analogia de todas as + desmembrar, e com ellas constituir dois generos. Nestas circunstancias he precizo attender muito a analogia de todas as partes da fructificaçaõ, sem desprezar contudo o habito externo, e ter sempre presentes estas leys fundamentaes "que naõ se devem reunir plantas que convem so em poucas notas, sendo aliás muito dessemelhantes em todas as mais; nem taõbem que huma planta se deve separar das suas analogas em razaõ de huma nota, quando aliàs convem com ellas em todas as mais ou na maior parte."

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No catalogo dos generos de huma ordem ou divisaõ systematica, deve haver +

No catalogo dos generos de huma ordem ou divisaõ systematica, deve haver cuidado de dispor proximos huns aos outros os que tem mais affinidade entre si, porque esta disposiçaõ naõ so facilita a achar os nomes das especies, mas presenta taõbem commodamente ao leytor as ideas de anologia, e encadeamento dos generos huns com outros, as quaes lhe saõ muitas vezes necessarias.

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Tenho exposto em geral o que pertence às leys didacticas de huma disposiçaõ +

Tenho exposto em geral o que pertence às leys didacticas de huma disposiçaõ generica, restame tractar das que dizem respeito à denominaçaõ. Depois que hum Botanico descobrio ou formou hum genero, ou depois que observou que hum certo numero de especies convinhaõ no mesmo caracter natural, e por @@ -12323,71 +11166,64 @@ lo no cazo que o genero tenha huma so especie; poem-se como titulo sobre huma descripçaõ generica ou caracter natural do genero, e se costuma taõbem pôr antes de qualquer nome trivial ou phrase especifica. Portanto todas as - especies que convem no mesmo caracter generico, ou que formaõ hum so e + especies que convem no mesmo caracter generico, ou que formaõ hum so e mesmo genero, devem ter hum so e mesmo nome generico, e por conseguinte as que differem em genero devem ter hum nome generico differente.

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Como o idioma universal, de que se servem os Botanicos, he o latino, o leytor +

Como o idioma universal, de que se servem os Botanicos, he o latino, o leytor entendera facilmente que eu somente me occuparei aqui em mencionar as regras relativas aos nomes genericos escriptos em latim, as quaes ce podem reduzir às seguintes.

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Todo o nome generico genuino deve convir com igual propriedade a qualquer das +

Todo o nome generico genuino deve convir com igual propriedade a qualquer das especies; a sua significaçam ou idea etymologica nam deve ser adequada a humas especies e inadequada as outras congéneres: porisso os melhores nomes genericos sam aquelles, cuja etymologia he desconhecida, ou cuja significaçam nam allude á estructura, propriedades, usos vegetaes, &c. mas so serve de conservar a memoria de alguma personagem benemerita principalmente dos grandes Botanicos, e dos que se assinalaram em - protegelos, ou em promover a Botanica. Segundo Linneo os nomes genericos, + protegelos, ou em promover a Botanica. Segundo Linneo os nomes genericos, cuja significaçaõ envolve hum caracter essensial, ou hum destinctivo habitual, podem ser considerados no numero dos melhores, taes como v. v. o de adenanthera, e glycyrrhiza, o primeiro indicando o caracter essensial de hum genero, cujas especies tem todas huma glandula nas - antheras, e + antheras, e o segundo indicando o destinctivo habitual de outro, cujas especies tem - todas a raiz doce: mas na supposiçaõ Esta hypòthese + todas a raiz doce: mas na supposiçaõ Esta hypòthese he assaz possivel e conforme à doutrina de Linneo, que confessa que hum caracter essensial pode deixar de o ser, descobertas novas especies, e que huma nota singular pode convir ora a muitos generos, ora somente á maior parte das especies de hum so genero. Vej. Phil. - Bot. de Charact. que se descubra huma nova planta, que sem embargo de naõ ter a glandula nas antheras, tenha em + Bot. de Charact. que se descubra huma nova planta, que sem embargo de naõ ter a glandula nas antheras, tenha em tudo o mais huma taõ intima affinidade com as mais especies de adenanthera, que mereça por todas os respeitos de ser considerada como congenere das dictas especies, e que appareça taõbem outra, que naõ - obstante ter a raiz insipida, mereça por todos os mais + obstante ter a raiz insipida, mereça por todos os mais motivos de ser huma especie de glycyrrhiza, necte cazo os nomes genericos não convem com propriedade ás novas especies, antes so servem de dar huma falsa idea dellas. - O mesmo Botanico diz que se devem rejeitar os nomes genericos barbaros, - isto he, que naõ tem a raiz etymologica no latim ou no + O mesmo Botanico diz que se devem rejeitar os nomes genericos barbaros, + isto he, que naõ tem a raiz etymologica no latim ou no grego; mas como elle admitte por bons os nomes dos Botanicos, alatinados, os quaes na realidade saõ barbaros, o dicto sentimento naõ parece dever ser seguido, muito principalmente por serem de ordinario os nomes barbaros alatinados os melhores genericos, e os que tem a etymologia no grego ou latim commumente os peiores por naõ convirem - geralmente a todas as especiesChrysanthemum v. g. significa + geralmente a todas as especiesChrysanthemum v. g. significa etymologicamente flor cor d'oiro mas como a especie leucathemum he hranca, se confiamos na etymologia, diremos: flor cor d'oiro branca, o que he absurdo.. O nome de Boerrhaavia v. g. que naõ allude a parte alguma da fructificaçaõ, nem do habito externo, &c. mas taõ somente quer dizer: Planta que nos conserva a memoria do grande Boerrhaave, pode porisso mesmo ser applicado a infinitas especies com igual - propriedade, porque em qualquer dellas a memoria de Boerrhaave pode igualmente ser perpetuada. Linneo diz taõbem que os nomes + propriedade, porque em qualquer dellas a memoria de Boerrhaave pode igualmente ser perpetuada. Linneo diz taõbem que os nomes genericos latinos ou gregos de que naõ sabemos a etymologia naõ saõ os melhores nem dignos de serem imitados. Que nos emporta saber as etymologias, quando sabidas nos conduzem ordinariamente a erro? Naõ vale mais ignorar as estymologias do lilium, quercus, beta, rosa, populus, &c, do que sabelas e ver que segundo ellas os dictos nomes naõ seriaõ adequados a todas as suas especies?

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Donde se segue que senaõ devem usar nomes genericos fundados em - semelhanças das partes - Principalmente as obscenas, e porisso senaõ devem imitar os +

Donde se segue que senaõ devem usar nomes genericos fundados em + semelhanças das partes + Principalmente as obscenas, e porisso senaõ devem imitar os termos phallus, clitoria, orchis, &c. do corpo humano como auricula, umbilicas veneris, &c. em ideas pathologicas, como verrucaria, paralysis, &c. em ideas @@ -12402,9 +11238,7 @@ porque a mesma planta que se da nas Moluccas e em Ternate se pode dar na America, a que se dá nos muros, pode habitar em outros lugares, e alem disso semelhantes nomes seraõ inadequados ás congeneres que se podem descobrir em - outras differentes habitaçoẽs e paizes. Do mesmo modo saõ improprios os nomes que terminaõ em oides ou formis, como + outras differentes habitaçoẽs e paizes. Do mesmo modo saõ improprios os nomes que terminaõ em oides ou formis, como cuminoides, sediformis; primeiramente porque presuppoem ideas de outras plantas que podemos ignorar, e em segundo lugar porque he rarissimo que semelhantes nomes convenhaõ a mais de huma so especie. Igualmente todos os @@ -12426,40 +11260,37 @@ composiçaõ algum nome generico conhecido, como saõ os dois citados; nem taõbem os compostos de huma barbara e outra latina como toluifera, indigofera, &c.

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O nome generico deve ser inteiro e naõ constituido por duas palavras + +

O nome generico deve ser inteiro e naõ constituido por duas palavras separadas como v. g. dens leonis, porque esta separaçaõ he contraria á facilidade e simplicidade methodica. Linneo he de parecer que os nomes genericos substantivos saõ melhores do que os adjectivos, e que os diminutivos ainda que toleraveis naõ saõ os melhores, mas todos elles me parecem igualmente bons quando convem adequadamente a todas as suas especies, e guardaõ as mais leys necessarias.

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Os nomes de arvore, herva, planta, vegetal, +

Os nomes de arvore, herva, planta, vegetal, arbusto, e surbarbusto (arbor, herba, planta, vegetabile, frutex, suffrutex), como nimiamente geraes aos entes do reyno vegetal saõ improprios dos generos infimos, e se reunimos qualquer delles a outro - termo como por ex. arvore da vida, herva de - S. Ioaõ, arvore das açucenas, &c. + termo como por ex. arvore da vida, herva de + S. Ioaõ, arvore das açucenas, &c. (arbor vitae, herba S. Joannis, liriodendron, &c.) naõ ficaõ sendo menos improprios, como se collige do que fica acima dicto. - Os nomes de siliqua, nóz, folha, espiga, tuberosa, bolbosa, + Os nomes de siliqua, nóz, folha, espiga, tuberosa, bolbosa, e em summa qualquer termo technico naõ deve servir de nome generico, porque todos saõ destinados pela arte comente á descripçaõ das partes do genero e das suas especies. - He pois huma regra geral que a significaçaõ de hum nome generico quer + He pois huma regra geral que a significaçaõ de hum nome generico quer seja grego quer latino daõ deve ser equivoca, ou identica com as dos termos technicos, nem ainda com as que se empregaõ para indicar a habitaçaõ das plantas, e porisso os nomes v. g. phyllon, polyanthes, - alpina, que querem dizer, folha, multifloro, indigena das + alpina, que querem dizer, folha, multifloro, indigena das serras geladas, saõ improprios de ser usados como genericos. Naõ se - devem taõbem formar dos nomes technicos ajuntandolhes huma ou duas syllabas como v. g. terminalia.

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Os nomes genericos naõ devem ser escritos com lettras gregas, mas latinas; + devem taõbem formar dos nomes technicos ajuntandolhes huma ou duas syllabas como v. g. terminalia.

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Os nomes genericos naõ devem ser escritos com lettras gregas, mas latinas; naõ devem ser longos, difficeis de pronunciar-se ou malsoantes, como v. g. callophyllodendron, acrochordodendros, caráxeron, mas curtos - Naõ devem ter mais de doze lettras, segundo Linneo; no meu + Naõ devem ter mais de doze lettras, segundo Linneo; no meu parecer, nenhum nome generico ou especifico deve ter mais de cinco syllabas. e harmoniosos; a sua terminaçaõ deve ter o cunho latino, facil e assaz usado, e naõ ser barbara ou exquisita como v. g. @@ -12472,20 +11303,18 @@ myrtillus, porque temos adonis, salix, e myrtus de que elles pouco differem, e do mesmo modo lycopus e lycopsis, lycoperdon e lycopersicum, que saõ muito semelhantes e terminaõ em hum som equivoco quasi rimado.

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Segundo Linneo os nomes genericos que se achaõ adoptados naõ se devem mudar +

Segundo Linneo os nomes genericos que se achaõ adoptados naõ se devem mudar por outros mais competentes ou melhores, porque todos os dias achariamos ainda outros mais adequados e jamais cessariamos de innovalos, se tivessemos - autoridade para isso. Esta idea parece-me ser acertada quanto aos bons - nomes genericos, que hoje se achaõ adoptados, e que competem com igual propriedade a todas as suas respectivas especies; + autoridade para isso. Esta idea parece-me ser acertada quanto aos bons + nomes genericos, que hoje se achaõ adoptados, e que competem com igual propriedade a todas as suas respectivas especies; mas quanto aos que saõ maos ou vierem a selo, naõ vejo razaõ forte que empeça de mudalos, em hum bom systema de nomenclatura, que fixe os nomes - de todos os vegetaes Este meu sentimento talves parecera estranho + de todos os vegetaes Este meu sentimento talves parecera estranho a alguns Botanicos, mas eu espero de publicar em outro tractado o modo com que elle se podera pôr em execuçaõ sem os inconvenientes que se costumaõ commumente objectar..

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Cada novo genero deve ter hum novo nome; mas se for preciso partir hum genero +

Cada novo genero deve ter hum novo nome; mas se for preciso partir hum genero antigo em dois ou mais, o nome do antigo ficará, ás especies mais conhecidas, medicinaes, ou ás que melhor competir a sua significaçaõ etymologica, e as de mais especies do dicto antigo genero seraõ destribuidas @@ -12493,11 +11322,10 @@ synonymia das dictas especies, que se devem sempre preferir no cazo que seja bom.

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- CAPITULO XXXVI. Das Especies. -

As especies saõ a subdivisaõ do genero, assim como esta subdivide a ordem. + CAPITULO XXXVI. Das Especies. +

As especies saõ a subdivisaõ do genero, assim como esta subdivide a ordem. Toda a especie (species) he huma forma vegetal creada nos primitivos dias da terra pelo Deos da natureza, e conservada em successivas reproducçoẽs de plantas hermaphroditas, monoicas, dioicas, ou polygamas sempre @@ -12515,24 +11343,21 @@ condiçoẽs perecerá infallivelmente, e se as conserva dara o producto que se achava retractado na sua intima estructura, isto he, hum individuo que tenha a mesma forma da planta materna que o gerou. O terreno e algumas outras - causas externas poderaõ fazelo desviar hum pouco da forma costumada, mas elle + causas externas poderaõ fazelo desviar hum pouco da forma costumada, mas elle seguira sempre as leys da sua estructura essensial ou conservará sempre - sufficientes notas caracteristicas da sua especie original. Se huma - planta por ex. varia nos fructos ou divisaõ das folhas, a forma do tronco, flores, sementes, + sufficientes notas caracteristicas da sua especie original. Se huma + planta por ex. varia nos fructos ou divisaõ das folhas, a forma do tronco, flores, sementes, &c. apontaraõ a especie a que elle pertence. - Donde resulta que podem haver muitas novas variedades, mas naõ especies - novas, nem - As transformaçoẽs das sementes saõ assaz desmentidas pelas razoẽs + Donde resulta que podem haver muitas novas variedades, mas naõ especies + novas, nem + As transformaçoẽs das sementes saõ assaz desmentidas pelas razoẽs mencionadas; alem disso naõ consta que nos jardins Botanicos aonde ha muitas mil plantas jamais se tenhaõ observado; as disseminaçoẽs clandestinas e a germinaçaõ das sementes que estiveraõ alguns annos occultas illesamente debaxo da terra saõ certamente a causa occasional de semelhantes enganos. metamorphoses de especies, como alguns tem disputado.

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As especies tem seus caracteres, assim como os generos; estes caracteres saõ +

As especies tem seus caracteres, assim como os generos; estes caracteres saõ chamados especificos: os dos generos devem, segundo Limneo, ser tirados so das partes da fructificaçaõ, mas os das especies podem ser deduzidos de todas as partes da planta. Os caracteres especificos saõ de tres sortes ou @@ -12541,40 +11366,34 @@ quaes huma planta differe de todas as outras conhecidas no mesmo genero; o ultimo contem em muitas phrases o de talhe exacto de todas as partes de huma planta quer seja solitaria no seu genero, quer acompanhada de outras - congeneres conhecidas. O caracter essensial he fundado em huma nota + congeneres conhecidas. O caracter essensial he fundado em huma nota singular differencial, propria de huma so especie, e enunciada em duas - ou tres palavras, como v.g. tanchagem de hastea uniflora, betula de folhas redondas, e crenuladas; + ou tres palavras, como v.g. tanchagem de hastea uniflora, betula de folhas redondas, e crenuladas; quando se pode descobrir este caracter, deve-se extinguir o synoptico, como mais extenso, e se nos o podessemos obter em todas as especies, a sua brevidade, facilidade e certeza poriaõ certamente a Botanica no seu summo grao de perfeiçaõ. - O caracter synoptico he fundado em huma aggregaçaõ de notas + O caracter synoptico he fundado em huma aggregaçaõ de notas destributivas, das quaes humas convem ás especies proximas, outras differem dellas, mas achando-se reunidas em huma somente a fazem destinguir de todas as mais congeneres conhecidas, como v.g. quando - dizemos: salgueiro de folhas + dizemos: salgueiro de folhas serreadas, glabras, ovadas, agudas, e quasi rentes. Vêse claramente que este caracter he sempre mais extenso do que o essencial, mas quanto menos extenso for, tanto melhor sera, contanto que a sua brevidade o naõ faça ficar insufficiente, defeito que alguns Botanicos notaõ nalguns das - especies do systema de Linneo. Ordinariamente costuma ser annunciado por + especies do systema de Linneo. Ordinariamente costuma ser annunciado por doze athe quatorze vocabulos quando muito, e com effeito parece que este numero he sufficiente aos caracteres synopticos ainda considerados na sua maior extensaõ; porquanto supponhamos por ex. que hum genero he vastissimo e consta de cem especies (o que he rarissimo); todas estas especies por hum methodo synoptico seraõ quando muito divididas 1º em - duas vezes 50 - Se ellas saõ susceptiveis de se dividir 1º. v. g. em tres partes + duas vezes 50 + Se ellas saõ susceptiveis de se dividir 1º. v. g. em tres partes como 26, 34, 40, he claro que as subdivisoẽs daraõ ainda menos vocabulos. - ; 2º cada cincoenta em duas vezes 25; 3º este numero em 13 - Ponho 13 em lugar de 13 mais 12 por evitar prolixidade nas + ; 2º cada cincoenta em duas vezes 25; 3º este numero em 13 + Ponho 13 em lugar de 13 mais 12 por evitar prolixidade nas subdivisoẽs posteriores, entendendo-se facilmente que 13 deve ser dividido em 7 e 6, e 12 em duas vezes 6 e assim dos mais. @@ -12582,16 +11401,12 @@ dois em hum; o que quando muito daria quatorze termos, sette adjectivos e sette substantivos, e ainda estes ultimos em razaõ de serem repetidos algumas vezes fariaõ diminuir o numero, como se pode ver no ex. - seguinte: 50 caule lenhoso; 25 folhas oppostas; 13 folhas pinnuladas; 7 foliolos serreados; 3 + seguinte: 50 caule lenhoso; 25 folhas oppostas; 13 folhas pinnuladas; 7 foliolos serreados; 3 foliolos ovaes; 2 pedunculos unifloros; 1 pedunculos bracteados; onde se vê que sem embargo de haverem quatorze termos, se podem contudo reduzir - a onze, naõ repetindo os termos folhas, foliolos e pedunculos, e deste modo o caracter - synoptico seria enunciado (N.. .) (N...) lugar do nome - generico. de caule lenhoso; com folhas oppostas, e pinnuladas; + a onze, naõ repetindo os termos folhas, foliolos e pedunculos, e deste modo o caracter + synoptico seria enunciado (N.. .) (N...) lugar do nome + generico. de caule lenhoso; com folhas oppostas, e pinnuladas; foliolos serreados, e ovaes; pedunculos uniflores e bracteados. O caracter natural de huma especie he a descripçaõ de todas as suas partes consideradas desde o estado de germinaçaõ e radicaçaõ athe a fructificaçaõ @@ -12601,18 +11416,16 @@ sera alterado, se huma vez foy delineado bem ao natural, e ficou sendo hum perfeitissimo retracto da planta a que so compete; elle envolve em si, pela sua grande extensaõ, as notas fundamentaes dos outros caracteres naõ so - especificos mas ainda genericos, e no meu sentimento huma obra que contivesse os + especificos mas ainda genericos, e no meu sentimento huma obra que contivesse os exactos caracteres naturaes de todas as plantas conhecidas seria o mais precioso monumento de Botanica, ou para melhor dizer, hum rico archivo Botanico de que se poderiaõ servir illuminadamente todos os systematicos. - O modo de poder contribuir para que a pesteridade chegue a gozar de + O modo de poder contribuir para que a pesteridade chegue a gozar de huma obra semelhante seria fazer uso destes caracteres exactos na descripçaõ das plantas de qualquer paiz, a que chamaõ Floras ou Phytographias, em lugar de empregar somente os caraoteres synopticos, - essensias, ou pedaços de caracteres naturaes, como muitos - A razaõ que elles costumaõ dar ordinariamente he, que as longas + essensias, ou pedaços de caracteres naturaes, como muitos + A razaõ que elles costumaõ dar ordinariamente he, que as longas descripçoẽs saõ fastidiosas e naõ se lêm; mas deveraõ reflectir que as descripçoẽs breves ou phrases synopticas e essensiaes saõ sujeitas a mudanças e a serem insufficientes em novos systemas @@ -12630,12 +11443,9 @@ que se devem por em hum catalogo à parte. O que descobre huma nova especie deverá taõbem publicar sempre em primeiro lugar o seu caracter natural, e depois delle o caracter abbreviado, pelo qual elle a destingue - das suas congeneres segundo o genero do systema, que segue. Alguns - Botanicos costumavaõ ajuntar o caracter synoptico ou essensial a huma especie solitaria no seu genero - Como v. g. Mathiola de folhas asperas, hum tanto redondas, e de fructo + das suas congeneres segundo o genero do systema, que segue. Alguns + Botanicos costumavaõ ajuntar o caracter synoptico ou essensial a huma especie solitaria no seu genero + Como v. g. Mathiola de folhas asperas, hum tanto redondas, e de fructo denigrido: assim especificada pelo Padre Plumier, celebre botanico d'Elrey de França no serviço da America. , Linneo se oppoz com razaõ a este abuso, dizendo que semelhantes @@ -12645,10 +11455,10 @@ especifica por conter as notas distinctivas, pelas quaes huma especie differe das suas congeneres conhecidas, se estas naõ existem, naõ pode haver destinctivo. - Mas eu naõ vejo que haja nesta circumstancia sufficiente razaõ de omittir + Mas eu naõ vejo que haja nesta circumstancia sufficiente razaõ de omittir o caracter natural especifico nos catalogos geraes das especies do reyno - vegetal - Como saõ o Species plantarum, e o Systema vegetabilium de + vegetal + Como saõ o Species plantarum, e o Systema vegetabilium de Linneo. , e de pôr simplesmente o nome e caracter do genero, como se costuma hoje fazer; supponhamos que nos queremos servir de hum dos @@ -12659,62 +11469,56 @@ vemos não nos illumina, nem nos faz duvidar; se nos tiveramos prezente o caracter natural especifico da planta solitaria no seu genero, poderiamos combinando naõ sò as suas partes da fructificaçaõ, mas ainda as de todo o - habito externo com as da planta que vemos, decidir facilmente que ella he differente da planta que + habito externo com as da planta que vemos, decidir facilmente que ella he differente da planta que encontramos, mas como o não temos no catalogo nem nos podemos lembrar clara e completamente delle, arriscamo-nos a desprerar de a colher para o nosso hervario, decidindo erradamente, e em prejuizo do progresso de Botanica, que he a mesma especie ja conhecida, muito principalmente se a dicta nova - especie tem muitas notas habituaes semelhantes a ella. Peloque, penso que - o caracter natural Este caracter como involvendo em si todas as + especie tem muitas notas habituaes semelhantes a ella. Peloque, penso que + o caracter natural Este caracter como involvendo em si todas as notas da fructificaçaõ e mais partes do habito externo, satisfaz completamente a ambas as relaçoẽs de genero e especie, debaxo das quaes se podem considerar semelhantes plantas solitarias. Eu tractarei mais particularmente deste sujeito na minha Specinomia vegetabilium. das especies solitarias em seus generos deve sempre ser mencionado nos predictos catalogos.

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As notas differenciaes, em que se costumaõ fundar os caracteres essensial e +

As notas differenciaes, em que se costumaõ fundar os caracteres essensial e synoptico, saõ tiradas do numero, figura, proporçaõ e situaçaõ das partes constantes ou menos sujeitas a variar. As raizes podem subministrar excellentes notas destinctivas, mas como ordinariamente senaõ podem metter nos hervarios, e que para as poder observar he precizo sempre arrancar a planta, o que senaõ deve fazer nos jardins, naõ devemos recorrer a ellas senaõ no cazo urgente de naõ ter outros meyos de bem destinguir as especies, - como succede por ex. nas orchideas. Podemos, em lugar dellas, servirnos - dos troncos, ramos, pedunculos, peciolos, e principalmente das folhas, as quaes fornecem + como succede por ex. nas orchideas. Podemos, em lugar dellas, servirnos + dos troncos, ramos, pedunculos, peciolos, e principalmente das folhas, as quaes fornecem ordinariamente as mais bellas, e naturaes differenças. Os gomos, - bolbilhos sobreradicaes, as armas, bracteas, estipulas, glandulas, e a inflorescencia ou disposiçaõ das flores podem taõbem dar-nos muitas vezes - excellentes sinaes destinctivos. O cotanilho, felpa e pêlos saõ + bolbilhos sobreradicaes, as armas, bracteas, estipulas, glandulas, e a inflorescencia ou disposiçaõ das flores podem taõbem dar-nos muitas vezes + excellentes sinaes destinctivos. O cotanilho, felpa e pêlos saõ ordinariamente empregados nos caracteres synopticos como notas concomitantes; ellas saõ contudo as menos seguras, porque costumaõ falhar ás vezes em razaõ da cultura, terrenos e idade das plantas - Todas as vezes que os individuos naõ tiverem outra differença + Todas as vezes que os individuos naõ tiverem outra differença mais do que os pêlos, naõ se devem reputar por differentes especies, assim o Thymus serpillum e glabrum saõ sò variedades da mesma especie; a Herniaria glabra e hisurta, de que Linneo fez duas especies, parecem taõbem ser somente variedades, e talvez ainda muitas outras.. - As notas das partes da fructificaçaõ, quando contribuem para formar o + As notas das partes da fructificaçaõ, quando contribuem para formar o caracter generico natural de modo que ficaõ sendo geraes a todas as especies, naõ podem entrar nos destinctivos synopticos ou essensiaes especificos, por ser contradictorio convir e desconvir ao mesmo tempo; mas quando naõ saõ geraes podem muito bem servir de fundamento aos dictos caracteres, e Linneo se utilizou dellas para caracterizar as - especies de tilha, lepidium, viola A viola mirabilis ainda que dá + especies de tilha, lepidium, viola A viola mirabilis ainda que dá na primavera flores radicaes petaleadas, como no estio todas as suas flores caulinas saõ despetaleadas e dellas resulta o fructo, a falta de corolla foy julgada ser huma excellente nota para a caracterizar especificamente., gentiana, phytolacca, hypericum, polygonum, &c, &c. - Os sexos masculino ou feminino saõ insufficientes destinctivos para + Os sexos masculino ou feminino saõ insufficientes destinctivos para poderem constituir diversas especies; o canamo feminino v. g. naõ he huma especie differente do canamo masculino, mas huma so especie - Os sexos separados saõ postos no numero das variedades + Os sexos separados saõ postos no numero das variedades naturaes pelos Botanicos modernos. Os antigos antes de Camerario naõ tendo hum exacto conhecimento dos sexos, davaõ ás vezes o nome de macho á planta, que pensavaõ ter mais virtude medicinal ou ser mais @@ -12724,9 +11528,7 @@ hermaphroditas, e ás cryptogamicas de sexo obscuro, como v. g. paeonia mas, paeonia faemina, filix mas, filix faemina, &c, e de chamarem masculas as que eraõ femininas e vice versâ, como se vê no - canamo e mercurial.; porem o ser huma planta dioica, monoica ou hermaphrodita pode servir algumas vezes de + canamo e mercurial.; porem o ser huma planta dioica, monoica ou hermaphrodita pode servir algumas vezes de nota sufficiente para constituir hum dos dictos caracteres especificos ou contribuir a formalos, como v. g. quando hum genero tem duas especies huma dioica e outra monoica, dez especies oito hermaphroditas e duas @@ -12738,20 +11540,16 @@ duraçoẽs como muito fracos destinctivos, elle confiou mais sobre as duraçoẽs relativas das partes, taes como a persistencia, decadencia, e caduquez, e as empregou tanto nos caracteres especificos como genericos.

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A cor varia muito na mesma especie; a raiz da cenoira ora he +

A cor varia muito na mesma especie; a raiz da cenoira ora he amarella ora vermelha ou branca; as do rabaõ radisio huma vezes he - branca outras denigrida; as folhas da mesma especie de aquifolio, buxo, persicaria, + branca outras denigrida; as folhas da mesma especie de aquifolio, buxo, persicaria, amarantho papagayo, &c. ora saõ inteiramente verdes ora variegadas; na faya, na alface e armoles hortense saõ ou verdes ou vermelhas, e nas - couves naõ deixaõ taõbem de haver exemplos de mudança de cor nas folhas. - Mas nenhuma parte be mais sujeita a variar de cor na mesma especie do que + couves naõ deixaõ taõbem de haver exemplos de mudança de cor nas folhas. + Mas nenhuma parte be mais sujeita a variar de cor na mesma especie do que a corolla passando ora a cores mixtas ora a cores simplez, de que temos - exemplos nos jacinthos, tulipas, rainunculos - Tournefort contou em huma sò especie de jacintho 36 variedades, + exemplos nos jacinthos, tulipas, rainunculos + Tournefort contou em huma sò especie de jacintho 36 variedades, 93 em huma especie de tulipa, e mais de 200 em huma de rainunculo. anemones, quejadilho, orelha de urso, goivos, cravos, &c.; a @@ -12764,10 +11562,10 @@ &c. Os pericarpos e sementes taõbem saõ sujeitos a variar de cor; quanto aos pericarpos, temos exemplos nas ameixas, maçans, groselhas, framboêzas, &c.; e quanto ás sementes o milho, feijaõ, e dormideiras nos - presentaõ taõbem variedades de cor assaz evidentes. Donde resulta que as + presentaõ taõbem variedades de cor assaz evidentes. Donde resulta que as cores dos vegetaes aindaque possaõ entrar no caracter natural das - especies, naõ saõ - Esta regra geral he sujeita a algumas excepçoẽs no parecer de + especies, naõ saõ + Esta regra geral he sujeita a algumas excepçoẽs no parecer de alguns Botanicos; algumas especies de Lichen e Agaricus segundo elles, naõ se podem bem destinguir sem empregar os caracteres fundados nas cores, e as divisoẽs synopticas das especies de @@ -12777,16 +11575,14 @@ por conseguinte naõ ha razaõ sufficiente para naõ as empregarmos nos caracteres synopticos; segundo elles, Linneo estabeleceo a este respeito huma regra nimiamente severa, e devera attender - que muitas das notas tiradas da determinaçaõ das folhas, e direcçaõ do + que muitas das notas tiradas da determinaçaõ das folhas, e direcçaõ do tronco, que elle admittio geralmente como excellentes, saõ algumas vezes menos seguras do que as cores de algumas flores. notas seguras, em que se possaõ fundar os synopticos ou essensiaes.

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Os cheiros como variaõ segundo os olfactos de differentes individuos, e naõ + +

Os cheiros como variaõ segundo os olfactos de differentes individuos, e naõ saõ susceptiveis de se poderem bem definir, naõ podem subministrar destinctivos claros das especies, nem ainda mesmo os que saõ denominados cheiros comparativos ou allusivos aos das plantas mais conhecidas; como v. @@ -12797,17 +11593,15 @@ excluidos dos caracteres synopticos e essensiaes; demais disso as observaçoẽs gustativas saõ arriscadas, havendo algumas plantas, de que basta que hum modico succo toque a lingua para envenenar.

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Os defeitos procedidos de enfermidade, mutilaçaõ, de viço ou monstruosidade +

Os defeitos procedidos de enfermidade, mutilaçaõ, de viço ou monstruosidade em qualquer parte que se achem nas plantas saõ incapazes de poder servir de notas em caracter algum especifico; as flores dobradas, semidobradas, proliferas e mutiladas devem somente ser consideradas como notas naõ naturaes, que so podem caracterizar huma variedade de especie: alem disso as plantas, a que ellas pertencem, sendo originarias das especies naturaes, - conservaõ sempre os sufficientes destinctivos da sua propria especie, e da mesma sorte que hum monstro naõ constitue especie entre os + conservaõ sempre os sufficientes destinctivos da sua propria especie, e da mesma sorte que hum monstro naõ constitue especie entre os animaes, assim taõbem entre os vegetaes.

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As virtudes e tisos diéteticos, medicinaes, e economicos, como naõ constituem +

As virtudes e tisos diéteticos, medicinaes, e economicos, como naõ constituem partes das plantas, nao devem ser fundamento de caracteres especificos, ainida que possaõ entrar nas descripçoẽs historicas das es pecies; donde se segue que saõ erroneos todos os termos empregados nas phrases especificas @@ -12815,7 +11609,7 @@ antiscorbutico, officinal, usual, venenoso, mortal, sadio, saudavel, dormideira, furioso, alimentar comestivel, bom para bassoiras, penteador, usado dos tintureiros, bom para tintas, &c., &c.

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Os diversos climas, paizes e quaesquer lugares relativos á habitaçaõ das +

Os diversos climas, paizes e quaesquer lugares relativos á habitaçaõ das plantas, como sendo-lhes accidentaes, naõ podem subministrar boas notas especificas. Alem disso as plantas que se daõ em huma parte do nosso globo podem-se dar em outra; temos exemplos de muitas especies naturaes da @@ -12827,36 +11621,32 @@ paiz e abundantes em outro. Os que vem huma grande collecçaõ de plantas de todas as partes da terra em hum jardim Botanico, ou em hum copioso hervario de plantas seccas ou estampadas, e dezejaõ descobrir o nome de huma planta - ou estudala por hum systema, so se podem servir dos termos relativos à sua + ou estudala por hum systema, so se podem servir dos termos relativos à sua estructura, ficando-lhes indifferentes ou superfluos todos os que dizem respeito, á sua habitaçaõ. Donde resulta que os termos geographicos, e todos os que saõ relativos á habitaçaõ das plantas, naõ devem entrar em caracter algum especifico, e que por conseguinte saõ erroneos os de Africana, Europêa, Asiatica, Americana, occidental, oriental, austral, Portugueza, - HespanholaEste defeito ficou nos nomes triviaes., + HespanholaEste defeito ficou nos nomes triviaes., Brasileira, Italiana, Franceza, &c. e igualmente os de sylvestre, palustre, aquatica, campestre, agreste, montana, maritima, que nasce nos muros, rochas, searas, séves, alqueives, prados, prayas, bosques, &c. como taõbem os de hortense, rara, vulgar, &c.

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Os tempos de crescer, e florecer, como sujeitos a mudar e accidentaes ás +

Os tempos de crescer, e florecer, como sujeitos a mudar e accidentaes ás plantas, naõ podem ser fundamento de notas especificas, e por conseguinte se empregariaõ erradamente nos caracteres especificos os termos de serodeo, temporaõ, da primavera, outono, estio, inverno, de Março, Mayo, de todos os mezes, de huma hora, que florece de noyte, &c.

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A grandeza absoluta, ou commensurativa das plantas he sujeita a variar +

A grandeza absoluta, ou commensurativa das plantas he sujeita a variar muito segundo o terreno, clima, abundancia de succos, &c e porisso fornece notas pouco seguras; o gyrasol v. g. em hum terreno magro darà - folhas da largura de maõ + folhas da largura de maõ travessa, e em hum chaõ pingue dalas-ha de dobrada largura. Pelo contrario, a grandeza relativa, por meyo da qual as partes da mesma planta saõ comparadas humas com as outras, subministra notas assaz seguras, e se - pode adequadamente empregar nos caracteres essensiaes e synopticos, pode-se por ex. caracterizar muito bem huma especie de + pode adequadamente empregar nos caracteres essensiaes e synopticos, pode-se por ex. caracterizar muito bem huma especie de lobelia, dizendo que ella tem pedunculos curtissimos e o tubo da corolla - compridissimo. A grandeza allusiva, por meyo da qual huma planta he + compridissimo. A grandeza allusiva, por meyo da qual huma planta he vagamente comparada com outra, naõ deve jamais ser empregada em caracter algum especifico; porque quando eu vejo huma especie he rarissimo que tenha huma perfeita idea da grandeza daquella a que se faz allusaõ, e @@ -12864,40 +11654,32 @@ algum da planta, a que se faz allusaõ; peloque todos os termos fundados em semelhante grandeza saõ erroneos, como v. g. maximo, minimo; anaõ, gigantesco, altissimo; grande, pequeno; maior, menor, mediano; alto, - baxo, de folhas largas, de folhas estreitas; de grandes + baxo, de folhas largas, de folhas estreitas; de grandes flores, de pequenas flores; e emfim todos aquelles que saõ acompanhados - dos adverbios mais, menos, muito ou pouco, como v. g. de folhas mais largas, de folhas mais estreitas, de - caule menos grosso, de caule muito alto, - de caule pouco alto, &c. - Donde se collige taõbem que todos os graos de comparaçaõ de huma especie + dos adverbios mais, menos, muito ou pouco, como v. g. de folhas mais largas, de folhas mais estreitas, de + caule menos grosso, de caule muito alto, + de caule pouco alto, &c. + Donde se collige taõbem que todos os graos de comparaçaõ de huma especie com outra em qualquer relaçaõ, que for da sua estructura naõ devem ser - usados nos caracteres especificos, como v. g. se dissessemos folhas menos peludas, mais + usados nos caracteres especificos, como v. g. se dissessemos folhas menos peludas, mais redondas, mais agudas, &c. - Da mesma sorte todas as notas comparativas de huma especie com outra naõ + Da mesma sorte todas as notas comparativas de huma especie com outra naõ devem jamais ser admittidas em caracter algum; ellas saõ obscuras, formaõ hum circulo vicioso de ideas, e suppoem ou que a planta a que se faz allusaõ he ja bem conhecida, o que ordinariamente naõ succede aos principiantes, ou que nasce junto da planta comparada, o que raras vezes - tem lugar; peloque sempre sera vicioso dizer v. g. tasneira com folhas de serralha, clinopodio com - face de ouregaõ, cirsio com raiz de helleboro, Adonis com + tem lugar; peloque sempre sera vicioso dizer v. g. tasneira com folhas de serralha, clinopodio com + face de ouregaõ, cirsio com raiz de helleboro, Adonis com flor de pampilhos, &c. Nem sera menos vicioso usar de diminutivos e das termimçoẽs em oide ou forme, como v. g. genciana gencianella, isto he, pequena genciana que se assemelha á grande, couve asparagoide ou asparagiforme, isto he, couve que se asselha na forma ao espargo.

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Todos os termos empregados nas phrases especificas, ou destinados a +

Todos os termos empregados nas phrases especificas, ou destinados a exprimir as notas caracteristicas, devem ser claros, breves, e proprios naõ se de vem por conseguinte usar os figurados, como v. g. dizer urtiga morta ou fatua, em lugar de inerme, gentil por muito cheiroso, de flor - ou de folha por flores ou folhas, &c. Saõ igualmente improprios todos os que + ou de folha por flores ou folhas, &c. Saõ igualmente improprios todos os que saõ deduzidos de huma ordem numeral, como v. g. rainunculo primeiro, segundo, terceiro, &c. e os que exprimem o nome de alguma personagem como v. g. trevo de Gaston, narcizo de Tradescancio, &c., porque @@ -12905,34 +11687,31 @@ mesma sorte os que saõ fundados em hypotheses, como v. g. dictamno verdadeiro, falso, ou bastardo, e os que daõ ideas vagas e muito arbitrarias, como v. g.. flores lindas, feas, &c. Nenhum adiectivo deve - ser usado sem ter antes hum substantivo technicoA technelogia viria + ser usado sem ter antes hum substantivo technicoA technelogia viria por este modo a ser inconstante e muito vaga, o que seria defeito; porquanto deve ser fixa, em razaõ de se oppor á corrupçaõ da sciencia, conservando a certeza e clareza da sua linguagem., porque aliás - ficaria ambiguo, naõ se sabendo qual he a parte da planta a que he applicado, como v. g. seria vicioso dizer Datura glabra em + ficaria ambiguo, naõ se sabendo qual he a parte da planta a que he applicado, como v. g. seria vicioso dizer Datura glabra em lugar de Datura pericarpiis glabris, Menyanthes ovata, em lugar de - Menyanthes foliis ovatis, &c. Tanto os substantivos como os + Menyanthes foliis ovatis, &c. Tanto os substantivos como os adjectivos devem ser technicos, e naõ se devem usar os seus synonymos, - aindaque adequados - Este e outros muitos defeitos ficaraõ nos triviaes, de que usa + aindaque adequados + Este e outros muitos defeitos ficaraõ nos triviaes, de que usa Linneo no seu Species plantarum, nomen clatura, que ordinariamente se oppoem a que as leys da boa critica estabelecidas pelo mesmo Botanico naõ sejaõ uniformes. ; nem os devemos taõbem exprimir por periphrases, as quaes so podem ter lugar na falta de termos facultativos. - Devemos cuidar o mais que nos for possivel em usar de termos positivos, e + Devemos cuidar o mais que nos for possivel em usar de termos positivos, e em naõ empregar os negativos formados pelo adverbio negativo nam anteposto a hum positivo; porque os negativos postoque dizem o que naõ he, naõ daõ idea clara do que he, como v. g. sementes naõ glabras por - escabrosas, folhas naõ fendidas + escabrosas, folhas naõ fendidas por inteiras, &c; podemos facilmente cahir neste defeito, quando queremos exprimir ideas oppostas, e porisso devemos saber quaes saõ os positivos que se devem oppor a outros positivos, e telos sempre na lembrança, como saõ por exemplo os seguintes.

- + Redondo, @@ -13011,21 +11790,20 @@ &c.
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- Ha contudo alguns nomes compostos das particulas privativas latinas e, - in, ou do a priativo grego - Como v. g. enervis, enodis, eglandulosus, inermis, indivisus, +

+ Ha contudo alguns nomes compostos das particulas privativas latinas e, + in, ou do a priativo grego + Como v. g. enervis, enodis, eglandulosus, inermis, indivisus, impunctatus, inarticulatus, acaulis, &c; alguns destes termos podem traduzir-se pelas palavras Portuguesas compostas da particula des. - , e outros simples com huma significaçaõ privativa - Como v. g. muticus, nudus. + , e outros simples com huma significaçaõ privativa + Como v. g. muticus, nudus. , os quaes estaõ reconhecidos geralmente por technicos, e se costumaõ usar em lugar de positivos contra positivos, como saõ v. g. os seguintes.

- + Partido, Fendido, @@ -13049,8 +11827,8 @@ Coberto, - - Este termo he opposto ainda a muitos outros. Vej. Nudus + + Este termo he opposto ainda a muitos outros. Vej. Nudus no Dicc. Bot.. @@ -13062,68 +11840,61 @@ &c.
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- Todos os termos assimilativos, isto he, destinados a exprimir +

+ Todos os termos assimilativos, isto he, destinados a exprimir semelhanças, naõ devem ser usados nas phrases especificas, porque he rarissimo que o asse melhado represente o seu simile perfeitamente, e demais disso este fica muitas vezes sendo obscuro como v.g. se - dicessemos: folhas semelhantes + dicessemos: folhas semelhantes ás segures Romanas. - Devem-se contudo exceptuar os que se achaõ definidos ou geralmente - adoptados, e os que saõ decentemente - Vej. a Nota relativa aos termos assimilativos destinados á + Devem-se contudo exceptuar os que se achaõ definidos ou geralmente + adoptados, e os que saõ decentemente + Vej. a Nota relativa aos termos assimilativos destinados á descripçaõ dos caracteres genericos. deduzidos das partes externas do corpo humano, porque tanto huns como outros naõ podem ser notados de obscuridade.

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As phrases expressivas dos caracteres especificos devem ser postas depois - dos nomes generico e trivial, como v. g. Açucena branca, de folhas dispersas; corollas +

As phrases expressivas dos caracteres especificos devem ser postas depois + dos nomes generico e trivial, como v. g. Açucena branca, de folhas dispersas; corollas campanuladas, e glabras por dentro. Naõ devem constar de termos superfluos, como seriaõ por ex. os que indicassem todas as variedades, ou se - opposessem a ellas; nem ser taõ succinctas, que lhes faltem os termos sufficientes para bem caracterizar a especie. Ordinariamente + opposessem a ellas; nem ser taõ succinctas, que lhes faltem os termos sufficientes para bem caracterizar a especie. Ordinariamente naõ se costumaõ pôr virgulas, nem conjunçaõ alguma entre os termos adjectivos referidos ao mesmo substantivo em huma phrase synoptica ou essensial, mas sera mais acertado virgular, e por no fim a conjunçaõ copulativa, quando houverem muitos dos dictos adjectivos, como v. g. - Salgueiro branco, de folhas - lanceoladas, + Salgueiro branco, de folhas + lanceoladas, pontudas, serreadas, e empubescidas por ambas as faces. - A conjunçaõ dis junctiva pode ter lugar no cazo que se devaõ indicar + A conjunçaõ dis junctiva pode ter lugar no cazo que se devaõ indicar ideas oppostas, como v. g (N.) de espigas rentes, ou pedunculadas: (N.), - de folhas inteiras ou + de folhas inteiras ou fendidas. - Quando se fizer mençaõ de partes differentes sera sempre acertado usar de - ponto e virgula, como v. g. Piteira Americana de folhas denteadas-espinhosas; com hastea + Quando se fizer mençaõ de partes differentes sera sempre acertado usar de + ponto e virgula, como v. g. Piteira Americana de folhas denteadas-espinhosas; com hastea ramosa. - O parenthese naõ he admittido entre os termos das + O parenthese naõ he admittido entre os termos das hrases especificas, porque indica excepcaõ ou falta de ordem. Como o caracter natural de qualquer especie exige ser descripto em muitas phrases, segundo as differentes partes de que consta; cada phrase deve ser posta separadamente para maior clareza, como exporei mais particularmente, quando tractar da descripçaõ das plantas.

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Antes de Linneo as especies eraõ somente nomeadas com o seu caracter +

Antes de Linneo as especies eraõ somente nomeadas com o seu caracter synoptico ou essensial, posto immediatamente depois do nome generico; e em razaõ disto todos os termos que nelles entravaõ, e ainda os mesmos - caracteres eraõ chamados nomes especificos (nomina specifica). Elle + caracteres eraõ chamados nomes especificos (nomina specifica). Elle conservou a mesma accepçaõ, e uso; mas vendo que naõ era possivel de retelos de còr, e que eraõ sujeitos a mudança, descobertas novas - especies, imaginou de pôr entre elles e o nome generico hum termo - As vezes saõ mais, como v. g. Impatiens noli me tangere: Panicum + especies, imaginou de pôr entre elles e o nome generico hum termo + As vezes saõ mais, como v. g. Impatiens noli me tangere: Panicum crus galli, &c; mas isto he raro. , que servisse de alliviar a memoria, e juntamente como de titulo fixo do caracter ou definiçaõ especifica, ao qual chamou nome trivial ou usual da especie (triviale, s. usuale), como he v. g. o nome de branca - no exemplo seguinte: "Açucena branca, de folhas dispersas; corollas campanuladas, e + no exemplo seguinte: "Açucena branca, de folhas dispersas; corollas campanuladas, e glabras por dentro." - Segundo o mesmo Botanico, esta sorte de nomes naõ tem leys fixas - Eu publicarei na minha Specinomia vegetabilium as regras, a que + Segundo o mesmo Botanico, esta sorte de nomes naõ tem leys fixas + Eu publicarei na minha Specinomia vegetabilium as regras, a que os triviaes se podem sujeitar, e proporei hum systema de nomenelatura invariavel em todas as destribuiçoẽs methodicas ou systemicas, que se possaõ imaginar em Botanica. @@ -13142,19 +11913,16 @@ ora triviaes ora genericos. Donde se collige que melhor fora reduzir todos os triviaes e usuaes a leys certas e dar-lhes o nome de especificos, que so lhes compete com propriedade, e naõ aos caracteres essensiaes ou synopticos, - que verdadeiramente naõ saõ nomes, mas phrases ou hum aggregado de termos + que verdadeiramente naõ saõ nomes, mas phrases ou hum aggregado de termos technicos, que exprimem o caracter ou definiçaõ da especie.

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Quanto á disposiçaõ das especies, facilmente se entende pelo que tenho dicto +

Quanto á disposiçaõ das especies, facilmente se entende pelo que tenho dicto neste capitulo, que as que tiverem mais affinidade entre si devem estar mais conchegadas.

- +
- CAPITULO XXXVII. Das Variedades. -

Huma variedade em Botanica (varietas), he huma forma vegetal desviada + CAPITULO XXXVII. Das Variedades. +

Huma variedade em Botanica (varietas), he huma forma vegetal desviada accidentalmente, por alguma causa occasional, da forma primitiva creada de que he originaria; ou para o dizer mais breve, he a especie accidentalmente mudada depois da creaçaõ. Eu não incluo nestas definiçoẽs as variedades @@ -13171,18 +11939,16 @@ mesmas partes acompanhadas da differença sexual, estas so por abtracçaõ methaphysica e naõ por ordem de tempo se podem perceber separadas da sua especie. Mas na hypothese de que todas as especies, que saõ hoje dioicas, - foraõ creadas hermaphroditas, e que huma causa occasional, alguns seculos depois da creaçaõ, as tornou + foraõ creadas hermaphroditas, e que huma causa occasional, alguns seculos depois da creaçaõ, as tornou dioicas, neste cazo a unisexualidade somente deve constituir huma variedade casual, e naõ na tural creada.

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As variedades saõ taõ proprias do reyno vegetal, como do animal; porque assim +

As variedades saõ taõ proprias do reyno vegetal, como do animal; porque assim como vemos na mesma especie canina, caẽs d'agoa, de fila, perdigueiros, galgos, sabujos, &c., &c. assim taõbem opservamos na mesma especie de pereira, as que daõ peras bojardas, carvalhaes, flamengas, do conde, gervasias, pardas, &c.; e notamos na mesma especie de murriaõ plantas de - flores escarlatas e outras de flores azues. Todas estas variedades saõ - reputadas em hum e outro reyno por casuaes Se admittissemos a + flores escarlatas e outras de flores azues. Todas estas variedades saõ + reputadas em hum e outro reyno por casuaes Se admittissemos a hypòthese (que se tem por improvavel) de que algumas das variedades de caens, pereiras, e as duas dos murrioẽs acima mencionadas existiraõ em diversos lugares da terra no mesmo tempo primitivo da @@ -13193,28 +11959,22 @@ serem occasionadas pelos terrenos, climas, &c. nas consecutivas reproducçoẽs., em razaõ de serem a especie desviada accidentalmente da sua estructura primitiva por causas occasionnaes. - Estas causas no reyno vegetal costumaõ ser: o calor, frio, sombra, + Estas causas no reyno vegetal costumaõ ser: o calor, frio, sombra, exposiçaõ differente, doenças, picadas dos insectos, a cultura, clima, - terreno secco, humido, &c. - Os ventos, chamados pelos sexualistas, conductores dos prazeres + terreno secco, humido, &c. + Os ventos, chamados pelos sexualistas, conductores dos prazeres ou dos amores das plantas, podem taõbem ser contados entre as causas das variedades, e ainda mesmo as abelhas (segundo Hales) - pela razaõ de levarem comsigo de flor em flor o po - fecundante de differentes especies de antheras. - , e às vezes taõbem a idade, como se vê na hera, que varia inteiramente de folhas - - Na sua idade vigorosa tem as folhas - lobadas, e + pela razaõ de levarem comsigo de flor em flor o po + fecundante de differentes especies de antheras. + , e às vezes taõbem a idade, como se vê na hera, que varia inteiramente de folhas + + Na sua idade vigorosa tem as folhas + lobadas, e algumas ovadas, mas na velhice todas saõ ovadas, e o tronco he arboreo. na velhice.

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Os Botanicos ordinariamente naõ costumaõ fazer mençaõ nos seus catalogos +

Os Botanicos ordinariamente naõ costumaõ fazer mençaõ nos seus catalogos systematicos das variedades de cada especie, e apenas indicaõ algumas: elles pensaõ que jamais poderiaõ terminar os dictos catalogos, se emprehendessem de mencionar todas as variedades do reyno vegetal, e que ainda no cazo que @@ -13233,78 +11993,65 @@ profundo estudo da natureza as poderá conduzir, devem contudo ser presentadas aos que se daõ à Botanica, por naõ terem por especies entes, que dellas so differem levemente.

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Todo o viço ou monstruosidade, que tem lugar no numero, figura, proporçaõ ou situaçaõ das partes de qualquer vegetal, +

Todo o viço ou monstruosidade, que tem lugar no numero, figura, proporçaõ ou situaçaõ das partes de qualquer vegetal, constitue huma variedade; e assim como no reyno animal hum monstro ou hum eunucho somente saõ individuos imperfeitos da sua especie, assim taõbem o saõ as plantas monstruosas e eunuchas, como as que daõ flores dobradas, - semidobradas, proliferas, e mutiladas. Todas as plantas enfermas, - mestiças, ou mulinas, - Vej. o que disse a respeito destas plantas nos seus Cap. + semidobradas, proliferas, e mutiladas. Todas as plantas enfermas, + mestiças, ou mulinas, + Vej. o que disse a respeito destas plantas nos seus Cap. respectivos. saõ rigorosas variedades. A grandeza absoluta ou commensurativa, a duraçaõ annual, biennal e perennal, as cores, cheiros e sabores saõ muito inconstantes nos individuos da mesma especie, e ordinarios fundamentos de muitas variedades.

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Reduzir as differentes variedades á mesma especie he hum trabalho algumas +

Reduzir as differentes variedades á mesma especie he hum trabalho algumas vezes muito mais difficil do que ajuntar as especies debaxo do mesmo genero. Muitas vezes basta o caracter da especie para fazer reconhecer a variedade; mas ha algumas variedades que exigem muitas reflexoẽs e experiencia, requerem hum attento exame de todas as suas partes, ainda as mais miudas, e huma combinaçaõ destas com as das suas congeneres e às vezes com as das especies do genero vizinho, para se poderem reduzir á especie de que emanaõ. - Ha algumas especies e ainda mesmo familias inteiras, em que os - individuos so costumaõ variar na raiz; ha outras, em que - elles variaõ nas folhas, + Ha algumas especies e ainda mesmo familias inteiras, em que os + individuos so costumaõ variar na raiz; ha outras, em que + elles variaõ nas folhas, grandeza do tronco e ramos, na cor e pelos; e ha outras emfim, cujos individuos somente soffrem mudanças nas flores ou fructos. Naõ se - devem jamais perder de vista as causas occasionaes; muitas plantas indigenas das montanhas, e que nessas costumaõ ter o tronco postrado, se + devem jamais perder de vista as causas occasionaes; muitas plantas indigenas das montanhas, e que nessas costumaõ ter o tronco postrado, se encontraõ muitas vezes em outros lugares differentes com o tronco levantado; algumas amphibias saõ curvadas dentro d'agoa e levantadas fora della; o rainunculo bolboso tem o tronco levantado, quando habita nas encostas dos oiteiros expostas ao sol, e he pelo contrario reptante nos lugares humidos e - sombrios. Os sitios montanhosos fazem que as folhas inferiores sejaõ mais inteiras e as + sombrios. Os sitios montanhosos fazem que as folhas inferiores sejaõ mais inteiras e as superiores mais divididas; os lugares humidos fazem de ordinario fender - as folhas inferiores, e os + as folhas inferiores, e os seccos as superiores. - Ha alguns terrenos que fazem as folhas rugosas, bolhosas, e franzidas; outros que lhes fazem + Ha alguns terrenos que fazem as folhas rugosas, bolhosas, e franzidas; outros que lhes fazem perder os pelos. - De todas as causas occasionaes a cultura he a que me parece contribuir - mais para à producçaõ das variedades; ella muda as folhas em crespas, ondeadas, e repolhudas, falas + De todas as causas occasionaes a cultura he a que me parece contribuir + mais para à producçaõ das variedades; ella muda as folhas em crespas, ondeadas, e repolhudas, falas maiores, abranda o seu amargor, e igualmente o acido e acerbo dos - fructos, torna-os succulentos de quasi exsuccos, e faz + fructos, torna-os succulentos de quasi exsuccos, e faz perder os pelos aos troncos e ramos, a sua escabrosidade, e ainda mesmo os seus espinhos. He precizo pois remontar a estas e outras causas occasionaes para podermos, em cazo de duvida, decifrar huma variedade; se conjecturamos v. g. ser a cultura e terreno a causa da mudança accidental da especie, semeemos ou transplantemos a planta degenerada no seu terreno natural, e veremos que abandonada ao estado inculto tornarà mais cedo ou - mais tarde à sua estructura e condiçaõ especifica. Esta experiencia he + mais tarde à sua estructura e condiçaõ especifica. Esta experiencia he necessaria algumas vezes relativamente áquellas variedades, que saõ constantes em muitas geraçoẽs, e se continuaõ por sementes, de maneira - que parecem especies, como saõ v. g. as que daõ em nossos jardins e hortas flores - semidobradas, folhas repolhudas, - crespas, - Ha plantas contudo, cujas folhas no terreno natural saõ crespas, e Linneo se + que parecem especies, como saõ v. g. as que daõ em nossos jardins e hortas flores + semidobradas, folhas repolhudas, + crespas, + Ha plantas contudo, cujas folhas no terreno natural saõ crespas, e Linneo se servio dellas no caracter synoptico da malva crispa, mentha crispa, &c.; mas ha outras que elle julgou variaveis, e por conseguinte so proprias para constituir variedades, como as da chicoria crespa, tanacetum crispum, a matricaria crespa, &c. - ondeadas, &c, hum grande numero de arvores - As pereiras, maceiras, amexieiras, &c. sendo plantadas nos + ondeadas, &c, hum grande numero de arvores + As pereiras, maceiras, amexieiras, &c. sendo plantadas nos matos, e deixadas á ley da natureza costumaõ dar fructos menos bons do que as cultivadas; e aindaque naõ temos hum sufficiente numero de experiencias que nos demostre o seu estado retrògrado sendo semeadas @@ -13312,19 +12059,16 @@ depois de varias geraçoẽs tornariaõ á sua especie primitiva sylvestre, de que tinhaõ emanado. de fruta de nossos pomares, &c. - Se virmos algumas plantas de folhas menores, ou mais estreitas perpetuar-se por sementes, - e convirem em tudo o mais com outras vulgares, que tiverem folhas largas ou maiores, como saõ - v. g. a salva menor e o canabraz de folhas estreitas; semelhantes plantas deveraõ sempre ser + Se virmos algumas plantas de folhas menores, ou mais estreitas perpetuar-se por sementes, + e convirem em tudo o mais com outras vulgares, que tiverem folhas largas ou maiores, como saõ + v. g. a salva menor e o canabraz de folhas estreitas; semelhantes plantas deveraõ sempre ser consideradas como variedades, assim como os pigmeos Lapponezes so constituem huma variedade do homem de estatura ordinaria.

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- Os Botanicos quando querem indicar as partes ou notas variaveis que +

+ Os Botanicos quando querem indicar as partes ou notas variaveis que constituem as variedades de huma especie, costumaõ algumas vezes mencionalas depois do caracter especifico vistoque as differenças - especificas As especies e variedades, que a natureza lança do seu + especificas As especies e variedades, que a natureza lança do seu seyo fecundo, tem caracteres, que se devem considerar como geraes nas primeiras, e particulares nas segundas; porque se posessemos hum caracter variavel por especifico, seguirse-hia que apparecendo-nos @@ -13335,75 +12079,69 @@ todas as vezes que hum Botanico tiver a menor duvida, se huma planta he especie ou variedade, deverá sempre indicar a sua duvida, quando fizer mençaõ della, por ver se a experiencia de outros o - illumina. devem convir a todas as variedades, da mesma sorte que as notas genericas convem a todas especies; mas por + illumina. devem convir a todas as variedades, da mesma sorte que as notas genericas convem a todas especies; mas por evitar repetiçoẽs do caracter da especie, no cazo que hajaõ muitas variedades que referir, melhor sera polas todas depois do dicto caracter em hum paragrapho separado, como v.g. para declarar as variedades do Murriaõ dos alqueives (Anagallis arvensis) se poderá dizer:

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M. dos alqueives. Com folhas - indivisas; caule estirado. Varia nas flores, sendo as suas +

M. dos alqueives. Com folhas + indivisas; caule estirado. Varia nas flores, sendo as suas corollas ora escarlatas, ora azues, e algumas vezes tambem variegadas de branco e purpureo.

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Em lugar de dizer:

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- M. dos alqueives, com folhas - indivisas; caule estirado; flores azues. -

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- M. dos alqueives, com folhas - indivisas; caule estirado; flores escarlatas. -

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- M. dos alqueives, com folhas - indivisas; caule estirado; flores variegadas de branco e +

Em lugar de dizer:

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+ M. dos alqueives, com folhas + indivisas; caule estirado; flores azues. +

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+ M. dos alqueives, com folhas + indivisas; caule estirado; flores escarlatas. +

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+ M. dos alqueives, com folhas + indivisas; caule estirado; flores variegadas de branco e purpureo.

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Donde se vê que às notas variaveis devem ser pospostas ás especificas, no +

Donde se vê que às notas variaveis devem ser pospostas ás especificas, no cazo que dellas se haja de fazer mençaõ. Os nomes que exprimem estas notas nas phrases especificas saõ por alguns Botanicos chamados variantes (variantia); mas para fallar com propriedade, o nome variante so me parece - devera ser chamado aquelle, que se posesse depois do trivial, como v. g. seriaõ os termos verde, repolhuda, e murciana na nomenclatura + devera ser chamado aquelle, que se posesse depois do trivial, como v. g. seriaõ os termos verde, repolhuda, e murciana na nomenclatura seguinte:

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Couve hortense verde.

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Couve hortense repolhuda.

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Couve hortense murciana.

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- He raro encontrar nos catalogos dos Botanicos systematicos esta sorte de +

Couve hortense verde.

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Couve hortense repolhuda.

+

Couve hortense murciana.

+

+ He raro encontrar nos catalogos dos Botanicos systematicos esta sorte de nomes; elles so cuidaõ da nomenclatura dos generos e especies, e desprezaõ a das variedades, deixando a ao cuidado dos lavradores, horteloẽs e floristas, que segundo as suas differentes phantasias sabem dar nomes a todas as plantas que variaõ na grandeza dos troncos, nas - folhas, e nas flores e + folhas, e nas flores e fructos.

- CAPITULO XXXVIII. Das Descripçoens das plantas. -

A descripçaõ das pantas ou he analytica ou historica. Descrever huma planta + CAPITULO XXXVIII. Das Descripçoens das plantas. +

A descripçaõ das pantas ou he analytica ou historica. Descrever huma planta analyticamente he dar ideas expressivas do numero, figura, proporçaõ e situaçaõ de todas as partes, de que consta o seu caracter natural; descrevela historicamente he dar a descripçaõ analytica e alem disso tudo o que diz respeito à mesma planta, sem embargo de naõ ser parte constitutiva do seu caracter natural Botanico.

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A descripçaõ analytica deve ser feita no lugar, em que a planta nasce e +

A descripçaõ analytica deve ser feita no lugar, em que a planta nasce e habita naturalmente, e naõ nos jardins, aonde a cultura a pode fazer variar - ella abrange todo o estado progressivo da planta desde a sua germinaçaõ athe à madureza e quéda das sementes, sem + ella abrange todo o estado progressivo da planta desde a sua germinaçaõ athe à madureza e quéda das sementes, sem desprezar a menor parte do habito externo nem as minimas da fructificaçaõ, que precizaõ de huma lente para bem se divisarem (o que succede poucas vezes). Cada huma das dictas partes deve ser exposta com termos technicos, e em paragraphos separados por evitar confusaõ. Quando observarmos alguma variedade, notala-hemos no paragrapho da parte, a que ella for relativa. - Devem-se omittir as circumstancias que dizem respeito á physiologia, + Devem-se omittir as circumstancias que dizem respeito á physiologia, e historia da planta, por serem consideradas como superfluidades nas - phrases de huma descripçaõ puramente analytica - Estas circumstancias devem reservar-se para a descripçaõ + phrases de huma descripçaõ puramente analytica + Estas circumstancias devem reservar-se para a descripçaõ historica; ha contudo algumas, que sem embargo de pertencerem rigorosamente á descripcaõ historica naõ deixaõ de ser por alguns Botanicos mencionadas de passagem na analytica, como saõ @@ -13412,24 +12150,22 @@ resinas e gomas, quando saõ vertidas da casca sem aberturas artificiaes. . - Eu apontarei aqui somente hum dos exemplos, que Linneo assignou O + Eu apontarei aqui somente hum dos exemplos, que Linneo assignou O Philos. Botan. Num. 326-330., por me parecer que bastará para dar huma idea practica de qualquer descripçaõ puramente analytica; no cazo de diversas circumstancias, em que hajaõ partes de mais ou de menos, &c. o leitor instruido nos principios expostos neste Compendio saberá facilmente como se deve haver.

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- Descripçam Analytica da Tilha da Europa - Tilia Europaea, Lin. Nos damos taõbem a esta arvore o nome de til e de telha. + +

+ Descripçam Analytica da Tilha da Europa + Tilia Europaea, Lin. Nos damos taõbem a esta arvore o nome de til e de telha. .

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- Germinaçam********* - Linneo naõ fez mençaõ da disposiçaõ das cotyledones, da figura - das folhas seminaes, e +

+ Germinaçam********* + Linneo naõ fez mençaõ da disposiçaõ das cotyledones, da figura + das folhas seminaes, e de tudo o que pertence ao estado da germinacaõ das sementes; isto he hum defeito, porque toda a descripçaõ analytica deve começar por este estado da planta, e quando naõ houver occasiaõ @@ -13437,119 +12173,110 @@ outros que tiverem esta occasiaõ nolo descrevaõ. .

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Radicaçam. Raiz lenhosa, ramosissima, tortuosa, +

Radicaçam. Raiz lenhosa, ramosissima, tortuosa, e de epiderme decadente; ramos cylindricos, terminados em radiculas capillares, tortuosas, e com algumas ramificaçoẽs.

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Tronqueadura. caule arboreo, cylindrico, ramosissimo, de +

Tronqueadura. caule arboreo, cylindrico, ramosissimo, de casca grossa, porossa, coberta de huma epiderme estriada e gretada no troço annoso, mas glabra e liza no troço tenro; ramos patentes - cylindricos, tortuosos de huma folha para à outra junto das + cylindricos, tortuosos de huma folha para à outra junto das extremidades, e salpicados de alguns pontos espalhados sem ordem.

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Gomoscencia. Gomos alternos, covados, estipularesfolheares, formados de +

Gomoscencia. Gomos alternos, covados, estipularesfolheares, formados de quatro ou cinco escamas ovadas, obtusas, levemente enroladas para dentro, e hum tanto carnudas na base; as duas externas saõ menores e desiguaes.

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- Estipulatura. Estipullas em quanto reclusas nos gomos saõ oppostas, - ovadas, glabras, integerrimas, concavas, e involvem as folhas; depois do brotamento saõ +

+ Estipulatura. Estipullas em quanto reclusas nos gomos saõ oppostas, + ovadas, glabras, integerrimas, concavas, e involvem as folhas; depois do brotamento saõ extrafolheaceas, & caducas.

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FOLHEATURA. - Eu tomo aqui este termo em huma accepçaõ mais extensa do que Linneo + +

FOLHEATURA. + Eu tomo aqui este termo em huma accepçaõ mais extensa do que Linneo lhe costumava dar, entendendo por ella naõ so a disposiçaõ, que tem - as folhas tenras dentro dos - gomos e no seu brotamento, mas ainda todo o estado das folhas adultas e seus + as folhas tenras dentro dos + gomos e no seu brotamento, mas ainda todo o estado das folhas adultas e seus peciolos. .

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- - Folhas em quanto reclusas nos +

+ + Folhas em quanto reclusas nos gomos ou no seu brotamento dobradas ao meyo, rugosas, unilateraes - selpudas em ambas as faces; folhas adultas cordiformes, alternas, agudas, venosas, + selpudas em ambas as faces; folhas adultas cordiformes, alternas, agudas, venosas, serreadas com serraturas desiguaes, glabras na face superior ou salpicadas de pêlos curtissimos e muito pouco apparentes, e felpudas nos veios maiores da face inferior e nas suas anastomòses.

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- Peciolos hum tanto cylindricos, lizos, mais curtos do que a +

+ Peciolos hum tanto cylindricos, lizos, mais curtos do que a folha, e dispostos nos ramos quasi disticadamente; o espaço que medea de huns a outros ou entre os seus pontos de apego, he mais - curto do que a folha. + curto do que a folha.

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Inflorecencia - As bracteas +

Inflorecencia + As bracteas e pedunculos, como partes as mais chegadas ás flores, e fundamento da sua diversa disposiçaõ, saõ com propriedade postos aqui debaxo da divisaõ da Inflorecencia. .

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- Bracteas - lanceoladas, hum +

+ Bracteas + lanceoladas, hum tanto obtusas, esbranquiçadas, integerrimas, cada huma adunada ao pedunculo commum desde o meyo athe a base, e igual no seu comprimento ao dicto pedunculo.

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- Pedunculos solitarios, laterifolios, mais compridos do que o pecioso, +

+ Pedunculos solitarios, laterifolios, mais compridos do que o pecioso, filiformes, recompostos; os communs ou primarios tripartidos, os - secundarios lateraes taõbem ordinariamente tripartidos, e o medio indiviso, de modo que todos vem a soster sette flores - Estas divisoẽs do pedunculo commum, e o numero das flores variaõ + secundarios lateraes taõbem ordinariamente tripartidos, e o medio indiviso, de modo que todos vem a soster sette flores + Estas divisoẽs do pedunculo commum, e o numero das flores variaõ muito. .

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Flores racimosas, e elevadas quasi á mesma altura.

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Fructificaçaõ.

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Calys. Perianthio partido em cinco +

Flores racimosas, e elevadas quasi á mesma altura.

+

Fructificaçaõ.

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Calys. Perianthio partido em cinco lacinias concavas, de cor aloirada, quasi da grandeza das petalas, e decadentes.

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Corolla. De cinco petalas oblongas, obtusas, pallidas, e crenadas no +

Corolla. De cinco petalas oblongas, obtusas, pallidas, e crenadas no cume.

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Estames. Filetes numerosos, de trinta athe quarenta, assovelados, do - comprimento da corolla, e apegados ao receptaculo. - Antheras hum +

Estames. Filetes numerosos, de trinta athe quarenta, assovelados, do + comprimento da corolla, e apegados ao receptaculo. + Antheras hum tanto globosas.

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Pistillo. Germe hum tanto globoso e cotanilhoso. Estylete filiforme, e da +

Pistillo. Germe hum tanto globoso e cotanilhoso. Estylete filiforme, e da altura dos estames. Estigma obtuso e pentágono.

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Pericarpo. Huma capsula cotanilhosa, globosa pentagona, de cinco cellulas, e +

Pericarpo. Huma capsula cotanilhosa, globosa pentagona, de cinco cellulas, e cinco valvulas coriaceas, as quaes costumaõ arbrtrse pela base.

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Sementes. Solitarias e hum tanto globosas: saõ dycotylẽdones, e contem no +

Sementes. Solitarias e hum tanto globosas: saõ dycotylẽdones, e contem no centro o corculo guarnecido de hum asterisco de cinco lacinias quasi iguaes.

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N. B. Ordinariamente quatro sementes abortam, de modo que a capsula fica +

N. B. Ordinariamente quatro sementes abortam, de modo que a capsula fica sendo de huma so cellula e contem sò em si a unica semente, que costuma medrar.

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- A descripçaõ historica de huma planta, ou segundo outros a historia + +

+ A descripçaõ historica de huma planta, ou segundo outros a historia natural de huma planta comprehende alem da sua descripçaõ analytica, a synonymia, etymologia do seu nome usual, habitaçaõ cultura, o tempo - vegetativo, o tempo de sono e vigilias das suas folhas e flores, a sua estructura interna ou + vegetativo, o tempo de sono e vigilias das suas folhas e flores, a sua estructura interna ou natureza considerada physiologica e chymicamente, os seus usos mediornaes e economicos, e emfim a sua figura bem estampada. - He verdade que ordinariamente huma descripçaõ historica naõ contem todas + He verdade que ordinariamente huma descripçaõ historica naõ contem todas estas circumstancias, e se limita so em conter a descripçaõ analytica, - synonymia, habitaçaõ - A synonymia e habitaçaõ, como circumstancias as mais necessarias, + synonymia, habitaçaõ + A synonymia e habitaçaõ, como circumstancias as mais necessarias, costumaõ taõbem por se nos catalogos das especies depois dos caracteres synopticos ou essensiaes. , usos, e huma boa estampa da planta; mas como a historia natural de algumas plantas pode comprehender todas as circumstancias referidas, seria desacertado deixar de as inculcar aqui.

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A synonymia he hum aggregado de citaçoẽs dispostas em paragraphos +

A synonymia he hum aggregado de citaçoẽs dispostas em paragraphos separados e successivos, nos quaes se indicaõ naõ so os diversos nomes, - caracteres synopticos, essensiaes, ou - A synonymia he ordinariamente muito limitida e imperfeita nos + caracteres synopticos, essensiaes, ou + A synonymia he ordinariamente muito limitida e imperfeita nos catalogos systematicos a respeito das variedades, o que certamente he hum defeito, porquanto a noticia das variedades serve de conservar o verdadeiro caraeter da especie sem @@ -13558,10 +12285,8 @@ variantes da planta de que tractamos, mencionados nas obras de differentes autores, mas ainda os nomes dos dictos autores e os titulos de suas obras. - Estas citaçoẽs saõ muito uteis tanto no tractado de qualquer planta em - particular, como nos catalogos geraes de todas as especies de hum + Estas citaçoẽs saõ muito uteis tanto no tractado de qualquer planta em + particular, como nos catalogos geraes de todas as especies de hum paiz, ou de todas as que saõ conhecidas no reyno vegetal; porquanto por meyo de hum so nome podemos fazer conhecer todos os que tem tido a planta de que tractamos, ou os de cada planta do nosso catalogo, e alem @@ -13569,8 +12294,8 @@ qualquer tempo depois do seu descobrimento, quem foy o que a descobrio ou primeiramente della fez mençaõ, emfim tudo o que diz respeito à sua analyse botanica e historia natural; pelo que hum catalogo systematico, - que contivesse a synonymia completa de todas as plantas - O infatigavel Gaspar Bauhino vendo que muitos nomes davaõ ideas + que contivesse a synonymia completa de todas as plantas + O infatigavel Gaspar Bauhino vendo que muitos nomes davaõ ideas de muitas differentes plantas, e que por conseguinte causavaõ huma grande confusaõ no estudo dos vegetaes, emprehendeo de se oppor a este inconvemente, e nos deo no seu Pinax hum bom @@ -13586,13 +12311,11 @@ essensial, bastarà polo huma so vez, citando depois os dictos autores e suas obras Quanto à ordem de pòr os synonymos, quando houver muitos, o melhor sera começar pelos dos autores modernos, continuando successivamente athe - aos dos mais antigos, ou athe ao descobridor da planta, qual sera acertado de + aos dos mais antigos, ou athe ao descobridor da planta, qual sera acertado de notar com hum asterisco*. No fim dos synonymos porse-há o nome vulgar, que costumaõ dar à planta os naturaes do paiz, o qual serve para facilitar o seu conhecimento, e às vezes da algumas luzes sobre a historia da planta.

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A noticia da habitaçaõ das plantas he taõbem de grande utilidade; ella serve +

A noticia da habitaçaõ das plantas he taõbem de grande utilidade; ella serve de indicarnos o lugar aonde as podemos ir buscar para os nossos herva rios, afim de conservarmos o claro conhecimento dellas em successivos tempos, mostra nos aonde as podemos ir colher para os differentes usos medicinaes e @@ -13602,12 +12325,12 @@ somente ha lugares estereis relativamente a esta ou aquella planta, mas naõ a todas. Donde resulta que na deseripeaõ historica de qualquer planta a noticia da sua habitaçaõ he absolutamente necessaria.

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O tempo vegetativo inclue 1º o espaço de tempo em que a semente de huma +

O tempo vegetativo inclue 1º o espaço de tempo em que a semente de huma planta jaz debaxo da terra, desde o dia em que foy semeada athe áquelles em que a plantula seminal, rebentados os tegumentos, brota fora delles, e a sua plumula começa a apontar á flor da terra; este espaço he chamado por alguns Botanicos tempo da germinaçaõ ou incubaçaõ das sementes - Germinatio, seu incubatus seminum. Alguns Botanicos assignaõ + Germinatio, seu incubatus seminum. Alguns Botanicos assignaõ tres sortes de vida ao germe ou corculo das sementes: huma comaterna, que elle recebeo e conservou na planta que o produzio, vegetando com ella athe ao estado de plena madureza; outra inactiva @@ -13646,43 +12369,34 @@ competentes tivessem entrado no germe e cotylédones, o movimento, que he hum effeito destas causas, he inteiramente novo assim como ellas o saõ nas sementes.; 2º a enfolhescencia - (frondescentia), ou dias e mez em que huma arvore ou - planta vivace costuma lançar as suas primeiras folhas; este tempo deve ser observado em hum + (frondescentia), ou dias e mez em que huma arvore ou + planta vivace costuma lançar as suas primeiras folhas; este tempo deve ser observado em hum certo numero de annos; 3º a preflorescencia (praeflorescentia, s. - efflorescentia), ou os dias e mez, em que huma planta dá as suas primeiras flores, - observados em hum certo numero de annos - Na preflorescencia se deverá taõbem fazer mençaõ, se a planta + efflorescentia), ou os dias e mez, em que huma planta dá as suas primeiras flores, + observados em hum certo numero de annos + Na preflorescencia se deverá taõbem fazer mençaõ, se a planta florece duas ou mais vezes no anno, e em que dias e mezes. ; 4º a fructescencia (fructescentia) ou os dias e mez em que os - fructos de huma planta costumaõ estar - Notar-se-ha taõbem na frutescencia, se a planta da duas ou mais + fructos de huma planta costumaõ estar + Notar-se-ha taõbem na frutescencia, se a planta da duas ou mais vezes fructos no anno, e em que mezes. plenamente maduros, observados em hum certo numero de annos; 5º - a desfolha (defoliatio) ou os dias e mez, em que costumaõ cahir as folhas de huma arvore ou arbusto - A circumstancia de huma planta conservar as suas folhas todo o anno, ou de + a desfolha (defoliatio) ou os dias e mez, em que costumaõ cahir as folhas de huma arvore ou arbusto + A circumstancia de huma planta conservar as suas folhas todo o anno, ou de naõ perder humas sem que comecem a nascerlhe outras, pode ser referida tanto no tractado da desfolha como da enfolhescencia. , feitas as observaçoẽs a este respeito em hum certo numero de annos; 6º a idade da planta (aetas, s. tempus vigendi), a qual se - conhece nas arvores pelas camadas concentricas ou aros annuaes. + conhece nas arvores pelas camadas concentricas ou aros annuaes. Todas estas circumstancias naõ deixaõ de ter sua utilidade em agricultura, e physica, e porisso merecem de ser attendidas pelos Historiadores Botanicos.

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- A noticia dos differentes oleos, leves, pezados, liquidos, concretos, +

+ A noticia dos differentes oleos, leves, pezados, liquidos, concretos, tirados por destillaçaõ ou expressaõ, a dos diversos saes alcalinos, do sal commum, nitro, assucar, tartaro, acidos, differentes gazes, &c. - Das substancias que entraõ na composiçaõ dos vegetaes humas + Das substancias que entraõ na composiçaõ dos vegetaes humas saõ commûas a todos, como v. g os oleos, os alcalis fixos, os gazes, a agoa, e terra; outras saõ menos geraes e somente proprias a hum certo numero, como v. g. o alcali volatil que se acha nos cogumelos, @@ -13701,20 +12415,18 @@ em hum grande numero de flores, fructos, e em todas as gramas (e talvez em todos os vegetaes) &c, &c., que as operaçoẽs chymicas nos fazem conhecer nos vegetaes, nao se deve omittir - nas suas descripçoẽs historicas, porquanto lança grande luz sobre a sua + nas suas descripçoẽs historicas, porquanto lança grande luz sobre a sua natureza, e he necessaria á Medicina e ás artes.

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Os usos economicos e médicinaes naõ devem ser omittidos em qualquer +

Os usos economicos e médicinaes naõ devem ser omittidos em qualquer descripçaõ historica por mais incompleta que seja a respeito de outras circumstancias; a Botanica deve a elles a gua origem, e desde os primitivos dias da especie humana athe hoje o estudo dos vegetaes foy sempre dirigido à sua utilidade. Eu darei algumas breves noçoẽs sobre estes usos no Capitulo XL.

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Como a Botanica naõ pode demonstrar a fé dos caracteres por hum rigor - mathematico - A certeza que adquirimos do nome de huma planta por meyo dos +

Como a Botanica naõ pode demonstrar a fé dos caracteres por hum rigor + mathematico + A certeza que adquirimos do nome de huma planta por meyo dos caracteres, que lemos nos livros dos Botanicos, naõ pode jamais chegar ao grao de evidencia mathematica, ou vir a ter força de demonstraçaõ, por muitas razoẽs, principalmente porque nas @@ -13724,11 +12436,9 @@ dessemelhante nos omittidos, podemos por conseguinte facilmente enganar-nos dandolhe o nome de estoutra. , e que he muitas vezes difficil de poder reconhecer algumas - plantas pelos sinaes caracteristicos, que dellas se daõ; os botanicos costumaõ ajuntar tanto às descripçoẽs analyticas como + plantas pelos sinaes caracteristicos, que dellas se daõ; os botanicos costumaõ ajuntar tanto às descripçoẽs analyticas como historicas as estampas das plantas, de que tractaõ, supprindo por este - modo aos defeitos que ha nas dictas descripçoẽs Vej. Estampa XXIX + modo aos defeitos que ha nas dictas descripçoẽs Vej. Estampa XXIX e XXX deste Compendio, vol. 2.. Esta reuniaõ faz o estudo dos vegetaes facil, e agradavel; mas he precizo que as estampas sejaõ gravadas em cobre como deve ser. A estampa de huma planta he hum monumento @@ -13738,22 +12448,19 @@ representar toda a grandeza da planta, e situaçaõ das suas partes, e evitar o abuso dos antigos que nos prezentavaõ hum choupo, e hum pé de murujem com a mesma grandeza, e os troncos postrados ou reptantes de algumas plantas - como levantados. Quando naõ for possivel gravar a planta inteira segundo - a sua grandeza natural, gravar se ha ao menos Vej. a Estampa XXX + como levantados. Quando naõ for possivel gravar a planta inteira segundo + a sua grandeza natural, gravar se ha ao menos Vej. a Estampa XXX deste Compendio. hum ramo com flores e fructos ao natural, e ao lado se ajuntará o retracto da planta inteira em pequeno vulto (como fez o Dr. Oeder na sua Flora Dinamarqueza). - He precizo representar o ambito, polpa, substancia, - superficie, e ainda mesmo as mais miûdas partes, como v.g. as bractéas, + He precizo representar o ambito, polpa, substancia, + superficie, e ainda mesmo as mais miûdas partes, como v.g. as bractéas, estipulas, pelos, glandulas e quaesquer outros minimos corpusculos organicos, que se achaõ na superficie. Naõ serà desacertado que algumas vezes o artifice use de huma lente ou microscopio para amplificar - algumas partes alem do natural, quando estas forem miudas ou pouco apparentes (do que se fará mençaõ na descripçaõ da + algumas partes alem do natural, quando estas forem miudas ou pouco apparentes (do que se fará mençaõ na descripçaõ da estampa). Por-se-haõ ao lado todas as partes da fructificaçaõ, se poderem - caber na estampa, ou aliás gravar-se-haõ em outraVej. a Estampa XXIX + caber na estampa, ou aliás gravar-se-haõ em outraVej. a Estampa XXIX deste Compendio., e naõ se devem desprezar os nectarios e quaesquer partes minimas accessivas, que muitas vezes saõ necessarias aos botanicos para nellas fundarem caracteres genericos ou especificos. As @@ -13761,19 +12468,17 @@ com cores que imitem as naturaes, applicadas com o pincel ou por impressaõ, segundo o methodo com que Mr. Bulliard as illumina no seu Hervario de França.

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- Tendo exposto as circumstancias que saõ proprias de huma descripçaõ +

+ Tendo exposto as circumstancias que saõ proprias de huma descripçaõ historica, resta-me actualmente dar hum exemplo della: servir-me-hei - para este fim da descripçaõ que deo o Dr. Lettsom da arvore do Chá, a qual contem as principaes + para este fim da descripçaõ que deo o Dr. Lettsom da arvore do Chá, a qual contem as principaes circumstancias de que fiz mençaõ, e me parece sufficiente para dar ao leitor clara idea do que he huma semelhante descripçaõ.

- +
- CAPITULO XXXIX. Descripçam historica da ARVORE DO CHÁ Thea. O + CAPITULO XXXIX. Descripçam historica da ARVORE DO CHÁ Thea. O Dr. Joaõ Coakley Lettsom publicou a Descripçaõ, que traduzo aqui do Inglez, com o titulo de Historia Natural da arvore do Chá, em Londres, no anno de 1772, ajuntando-lhe huma estampa debuxada e @@ -13781,72 +12486,63 @@ em duas, que se podem ver no fim do Tomo 2. deste Comp.
- §. 1. Anályse do Habito externo e Fructificaçam. -

- GERMINAÇAÕ .... ... ... . O Autor naõ fez mençaõ da germinaçaõ, + §. 1. Anályse do Habito externo e Fructificaçam. +

+ GERMINAÇAÕ .... ... ... . O Autor naõ fez mençaõ da germinaçaõ, radicaçaõ, e gomoscencia nem das cotylédones, porisso as deixo em claro..

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RADICAÇAÕ . . . . . . .

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- TRONQUEADURA - Os Autores differem muito a respeito da grandeza desta arvore: M. Le Compte diz que ella +

RADICAÇAÕ . . . . . . .

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+ TRONQUEADURA + Os Autores differem muito a respeito da grandeza desta arvore: M. Le Compte diz que ella varia na grandeza desde dois pás athe duzentos de alto, e que as vezes he taõ grossa que dois homens mal a podem - abarcar; porem notou depois que as arvores do Chá, que + abarcar; porem notou depois que as arvores do Chá, que vio na Provincia de Fokien naõ tinhaõ mais de cinco ou seis pés de alto. Vej. a sua Viag. da China. Lond. p. 228. - Mr. du Halde cita hum autor Chinez que tractou das arvores do Chá, o qual diz que variavaõ de + Mr. du Halde cita hum autor Chinez que tractou das arvores do Chá, o qual diz que variavaõ de altura desde hum athe trinta pés. Descript, de a Chine, e History of China. Lond, vol. VI. p. 22 Vej. taõbem o Spectacle de la Nature, tom. I, pag. 486. edit. 1732, à Paris: e Concorde de la géographie. Kempfer, autor fidedigno, diz que ella cresce athe á altura da estatura humana. Amoen. Exot. Lemgov, p. 605. - He provavel que este he o justo meyo da sua altura, - porquanto Osbek assegura ter visto em vazos algumas arvores do Chá, que naõ tinhaõ de alto mais do + He provavel que este he o justo meyo da sua altura, + porquanto Osbek assegura ter visto em vazos algumas arvores do Chá, que naõ tinhaõ de alto mais do que huma vara ou ana Ingleza. Voyage to China, vol. 1 pag. 247. Vej. taõbem Ekberg's account of the Chinese husbandry, - vol. II p. 303. : caule lenhoso, arboreo, - cylindrico, e ramoso: ramos alternos, vagos ou dispostos sem + vol. II p. 303. : caule lenhoso, arboreo, + cylindrico, e ramoso: ramos alternos, vagos ou dispostos sem ordem regular, hum tanto rijos, de cor hum tanto cinzenta, e avermelhados junto da ponta.

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GOMOSCENCIA. . .

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ESTIPULATURA. Estipulas solitarias, assoveladas, e levantadas.

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FOLHEATURA.

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- - Folhas alternas, ellipticas, +

GOMOSCENCIA. . .

+

ESTIPULATURA. Estipulas solitarias, assoveladas, e levantadas.

+

FOLHEATURA.

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+ + Folhas alternas, ellipticas, obtusamente serreadas, com a margem recurvada entre as serraturas, - chanfradas no topo - Esta circumstancia postoque assaz visivel naõ foy athe agora + chanfradas no topo + Esta circumstancia postoque assaz visivel naõ foy athe agora notada por autor algum, nem ainda mesmo por Kempfer, que - disse que as folhas + disse que as folhas terminavaõ em huma ponta aguda. Amaen. Exot. p. 611., integerrimas na base, glabras, polidas, bolhosas, venosas na face inferior, de firme contextura, e pecioladas.

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Peciolos curtissimos, roliços na parte inferior, gibbosos, e +

Peciolos curtissimos, roliços na parte inferior, gibbosos, e chatos-canaliculados na parte superior.

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INFLORESCENCIA.

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Pedunculos axillares, alternos, solitarios, curvados, unifloros, +

INFLORESCENCIA.

+

Pedunculos axillares, alternos, solitarios, curvados, unifloros, engrossados, e estipulosos.

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FRUCTIFICAÇAÕ.

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CALYZ. Perianthio monophyllo, +

FRUCTIFICAÇAÕ.

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CALYZ. Perianthio monophyllo, muito pequeno, plano, partido em cinco lacinias obtusas, redondeadas, e persistentes.

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- COROLLA de seis petalas Entre varios centos de flores seccas, + +

+ COROLLA de seis petalas Entre varios centos de flores seccas, que o autor teve occasiaõ de examinar, diz que apenas em cada vintena achara huma que naõ tivesse variado; humas tinhaõ somente tres pétalas, outras nove, e outras hum numero @@ -13868,19 +12564,18 @@ saõ menores e desiguaes; as quatro internas maiores, iguaes, e recurvadas antes de cahirem.

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- Estames. Filetes numerosos (quasi duzentos) O Dr. Lettsom diz +

+ Estames. Filetes numerosos (quasi duzentos) O Dr. Lettsom diz que em huma flor que recebera do exacto Naturalista Joaõ Ellis contara mais de 280 estames., e mais curtos do que a corolla. - - Anthéras - cordiformes, e bicellulares - Kempfer descreve as antheras como simples. + + Anthéras + cordiformes, e bicellulares + Kempfer descreve as antheras como simples. .

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PISTILLO. Germe globoso-trigono. Tres estyletes Linneo classou o +

PISTILLO. Germe globoso-trigono. Tres estyletes Linneo classou o Chá na Polyandria Monogynia, isto foy engano, parque a planta pertence á ordem Trigynia, pela razaõ das suas flores terem tres estyletes, desadunados athe ao topo do germe, aonde somente @@ -13888,185 +12583,176 @@ nas da planta, que floreceo no mez de Outubro do anno de 1771, no jardim do Duque de Northumberland em Sion. adunados somente na base, assovelados, recurvados, do comprimento dos - estames, apertados por elles e conchegados de modo que parecem adunados em hum sò corpo - Este foy o motivo do engano de Linneo, que lhe fez classar + estames, apertados por elles e conchegados de modo que parecem adunados em hum sò corpo + Este foy o motivo do engano de Linneo, que lhe fez classar esta planta na ordem Monogynia. O engano he facil quando só se examinaõ flores seccas.; depois das petalas e estames terem cahido, apartaõ-se huns dos outros, desvariaõ, e augmentando de grandeza ficaõ emfim murchos sobre o germe. Estigma simples.

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PERICARPO. Capsula tricócca, tricellular, e aberta na sua madureza pelo +

PERICARPO. Capsula tricócca, tricellular, e aberta na sua madureza pelo cume em tres direcçoẽs.

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SEMENTES solitarias, globosas, e angulosas no lado interno: +

SEMENTES solitarias, globosas, e angulosas no lado interno: cotylédones.

- S. 2. Synonymia. -

- Os nomes triviaes que se costumaõ dar a esta planta saõ os de - He provavel que o nome de Chá seja derivado da palavra + S. 2. Synonymia. +

+ Os nomes triviaes que se costumaõ dar a esta planta saõ os de + He provavel que o nome de Chá seja derivado da palavra Japoneza Tsjáa, e o de Thea da Chineza Théh: alguns pertendem contudo que este ultimo termo he antes derivado da Japoneza; seja o que for, basta saber que o dicto termo, com muito pouca differença de lettras, e pronunciaçaõ, he o mais usado para significar a planta de que se tracta aqui. - Chá bohy e Chá verde: Thea bohea et viridis - Linneo applicou os termos bohea et viridis a duas especies; + Chá bohy e Chá verde: Thea bohea et viridis + Linneo applicou os termos bohea et viridis a duas especies; mas na realidade naõ ha senaõ huma especie desta planta, e a differença de Chá verde e bohy depende somente da natureza - do terreno, da custura e modo de seccar as folhas; porquanto - tem-se observado que a arvore do + do terreno, da custura e modo de seccar as folhas; porquanto + tem-se observado que a arvore do chá verde plantada no sitio, em que se dá o chá bohy produz o chá bohy, e vice versâ. - Alem disso o Dr. Lettsom assegura ter examinado varios centos - de flores tanto da arvore do chá + Alem disso o Dr. Lettsom assegura ter examinado varios centos + de flores tanto da arvore do chá bohy como do verde, e diz que achara sempre nos seus caracteres botanicos a mesma uniformidade. - Vej. As direcçoens para transportar as sementes e plantas de + Vej. As direcçoens para transportar as sementes e plantas de paizes remotos, publicadas em Inglez pelo sabio Joam Ellis. .

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- Os autores que publicaraõ tractados, ou fizeraõ mençaõ desta planta + +

+ Os autores que publicaraõ tractados, ou fizeraõ mençaõ desta planta saõ numerosos, e entre elles ha alguns que a naõ viraõ jamais - Vej. Jac. Breynii Exot. cent. I. p. 114, 115.. - Eu citarei aqui primeiramente aquelles de que Linneo fez mençaõ no - seu tractado das Especies de Plantas Vol. II. p. 589. edit. + Vej. Jac. Breynii Exot. cent. I. p. 114, 115.. + Eu citarei aqui primeiramente aquelles de que Linneo fez mençaõ no + seu tractado das Especies de Plantas Vol. II. p. 589. edit. novissima, curante J. Jac. Reichard. O Dr. Lettsom cita huma ediçaõ precedente a esta, na qual ha huma synonymia mais breve..

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Thea floribus hexapetalis. Hort. cliff. 204. Mat. med. 136. Amaen. acad. +

Thea floribus hexapetalis. Hort. cliff. 204. Mat. med. 136. Amaen. acad. 7. p. 239 t. 4 Hill. exot. t. 22. Blackw. t. 352.

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Thée. Kaempf. Jap. 603 t. 606.

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Thée frutex. Bart. act. 4. p. 1. t. 1. Bont. Jav. 87. t. 88 Barr. rar. +

Thée. Kaempf. Jap. 603 t. 606.

+

Thée frutex. Bart. act. 4. p. 1. t. 1. Bont. Jav. 87. t. 88 Barr. rar. 128. t. 904.

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Thé Sinensium. Breyn. Cent. 111. t. II2. Ic. 17 t. 3. Bocc. mus. 114. t. +

Thé Sinensium. Breyn. Cent. 111. t. II2. Ic. 17 t. 3. Bocc. mus. 114. t. 94.

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Cháa. Bauh. pin. 147.

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Evonymo affinis arbor orientalis nucifera, flore roseo, Pluk. alm. 139. +

Cháa. Bauh. pin. 147.

+

Evonymo affinis arbor orientalis nucifera, flore roseo, Pluk. alm. 139. t. 88. f. 6.

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Der braune Thee, oder Theebou. Linn. Pflanzensyst 4. p. 19.

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Thea floribus enneapetalis. Hill. exot. t. 22.

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Thea Sinensis. Blackm. t. 351. R.

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Der grune Thée. Linn. Pflangzensyst. 4. p. 22.

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- Alem dos autores sobredictos ha ainda outros muitos, que tractaraõ - desta planta exotica, dos quaes Vej. Jac. Breynii Gedanensis +

Der braune Thee, oder Theebou. Linn. Pflanzensyst 4. p. 19.

+

Thea floribus enneapetalis. Hill. exot. t. 22.

+

Thea Sinensis. Blackm. t. 351. R.

+

Der grune Thée. Linn. Pflangzensyst. 4. p. 22.

+

+ Alem dos autores sobredictos ha ainda outros muitos, que tractaraõ + desta planta exotica, dos quaes Vej. Jac. Breynii Gedanensis Exoticorum, aliarumque minus cognitarum plantarum, cent. I. 1678. p. 114. os principaes saõ os seguintes.

-

Johann. Petr. Maffeus rerum indicarum, libro VI, p. 108. et lib. Xll. p. +

Johann. Petr. Maffeus rerum indicarum, libro VI, p. 108. et lib. Xll. p. 242. Ludov. Almeyd. in eod. opere lib. IV select. epist.

- -

Petr. Jarric. tom. II. lib. II. cap. XVII.

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Matth. Ric. de Christian. exped. apud Sinas, lib. I cap. VII.

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Alois Frois, in relat. Japonicâ.

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Nicol. Trigaut. de Regno Chinae, cap. III. p. 34.

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Linscot. de Insulâ Japonicâ, cap. XXVI p.35.

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Bernhard. Varen. in descriptione Regni Japoniae, cap. XXIII, p. 161.

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Joh. Bauhin. Histor, univers, plantar. 1597, tom. III lib. XXVII. cap. I. + +

Petr. Jarric. tom. II. lib. II. cap. XVII.

+

Matth. Ric. de Christian. exped. apud Sinas, lib. I cap. VII.

+

Alois Frois, in relat. Japonicâ.

+

Nicol. Trigaut. de Regno Chinae, cap. III. p. 34.

+

Linscot. de Insulâ Japonicâ, cap. XXVI p.35.

+

Bernhard. Varen. in descriptione Regni Japoniae, cap. XXIII, p. 161.

+

Joh. Bauhin. Histor, univers, plantar. 1597, tom. III lib. XXVII. cap. I. p. 5. 6.

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Alex. Rhod. Sommaire des divers Voyages et Missions apostoliques du R. P. +

Alex. Rhod. Sommaire des divers Voyages et Missions apostoliques du R. P. Alexandre de Rhodes, de la Compagnie de Jésus, à la Chine et autres royaumes de l'Orient, avec son retour de la Chine à Rome; depuis l'année 1618 juoqu'à l'an 1653, p. 25.

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Les Lettres curieuses et édifiantes des Jésuites.

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Nicol. Tulpii. Observ. med. lib. IV cap. LX. p. 380. Leidae 1641, +

Les Lettres curieuses et édifiantes des Jésuites.

+

Nicol. Tulpii. Observ. med. lib. IV cap. LX. p. 380. Leidae 1641, in-8.

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Adam. Olearii. Persianische Reise-Beschreibung, lib. V cap. XVII. p. 599. +

Adam. Olearii. Persianische Reise-Beschreibung, lib. V cap. XVII. p. 599. in-fol. 1656. Hamburg, 1696, Amstel. 1666, in-4º.

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Joan. Albert. Von Mandelslo, Morgenlandische ReiseBeschreibung, lib. I, +

Joan. Albert. Von Mandelslo, Morgenlandische ReiseBeschreibung, lib. I, cap. XI, p. 39. edit. 1656. Olai Wormii, Mus. lib. II. cap. XlV, p. 165.

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Dionysii Joncquet, stirpium aliquot paulo obscurius officinis, Arabibus, +

Dionysii Joncquet, stirpium aliquot paulo obscurius officinis, Arabibus, aliisque denominatarum, per Casp. Bauhin. explicat. pág. 25. ed. 1612.

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Simon Pauli. Comment. de Abusu Tabaci e herbae Thée. Strasburg, 1665. +

Simon Pauli. Comment. de Abusu Tabaci e herbae Thée. Strasburg, 1665. Lond. 1746.

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Simon Pauli. Quadripartitum Botanicum, classe secundâ, pag. 44. Ibid, +

Simon Pauli. Quadripartitum Botanicum, classe secundâ, pag. 44. Ibid, classe tertia, p. 493.

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Wilhelm. Leyl. epistol, apud Simon Pauli in Comment. de Abusu Tabaci, + +

Wilhelm. Leyl. epistol, apud Simon Pauli in Comment. de Abusu Tabaci, &c. p. 15. 6.

-

Joann. Nieuzofs. Gezantschap an den Keizer van China, p. I22. a.

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Erasmi Franciss. Ost-und West-Indischer wie auch Sines ischer Lust-una +

Joann. Nieuzofs. Gezantschap an den Keizer van China, p. I22. a.

+

Erasmi Franciss. Ost-und West-Indischer wie auch Sines ischer Lust-una Stats-Garten, p. 291.

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Oliv. Dappers. Beschryvinge des Keizerryts van Taising of Sina. Amstel. +

Oliv. Dappers. Beschryvinge des Keizerryts van Taising of Sina. Amstel. 1680, in-fol. p.226.

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Athanas. Kircher, Chin. illustrata, edit. 1658.

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Pechlin Theophilus bibaculus. Franckfort, 1684.

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Le Compte's journey throug the empire of China. Lond. 1697, in-8. p. +

Athanas. Kircher, Chin. illustrata, edit. 1658.

+

Pechlin Theophilus bibaculus. Franckfort, 1684.

+

Le Compte's journey throug the empire of China. Lond. 1697, in-8. p. 228.

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Joh. Ludov. Apinus, Obs. 70. Decur. 3. Miscell, curios. 1697. Andr. +

Joh. Ludov. Apinus, Obs. 70. Decur. 3. Miscell, curios. 1697. Andr. Cleyerus, Dec. 2. An. 4ti. p. 7. Dan. Crugérus, Dec. 2. Ann. 4ti. p. 141. Riedlinus, Lin. Med. Ann. 4ti. Dom. Ambros. Stegmamn, de Decoct. Theae vol. V p. 36.

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Chamberlain's treatise of Coffee, Thea, and Chocolate. Lond. 1683. p. +

Chamberlain's treatise of Coffee, Thea, and Chocolate. Lond. 1683. p. 46.

-

Sir Thomas Pope Blount's Natural History. Lond. 1693, in-8.

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Philosophical Transactions, vol. III. Num. 14. Lond. I712.

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Kaempfer. Amaenit Exot. Lemgov. I712. in-4. p. 618.

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--------- Hystory of Japan by Scheuehzer. Lond. 2 vol. in-fol. Append. p. +

Sir Thomas Pope Blount's Natural History. Lond. 1693, in-8.

+

Philosophical Transactions, vol. III. Num. 14. Lond. I712.

+

Kaempfer. Amaenit Exot. Lemgov. I712. in-4. p. 618.

+

--------- Hystory of Japan by Scheuehzer. Lond. 2 vol. in-fol. Append. p. I e seg.

-

Labat. Nouveau voyage aux Iles de l'Amérique. Paris, 1721.

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Short's Dissertation upon the nature and proprieties of Thea, &c. +

Labat. Nouveau voyage aux Iles de l'Amérique. Paris, 1721.

+

Short's Dissertation upon the nature and proprieties of Thea, &c. Lond. 1730, in-4.

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Mason on the proprieties of thea.

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Ancient accounts of India and China, by two Mahommedan Travellers. Lond., +

Mason on the proprieties of thea.

+ +

Ancient accounts of India and China, by two Mahommedan Travellers. Lond., s. Harding, 1732.

-

L'Abbé Pluche. Le Spectacle de la Nature. Paris, 1732.

-

Du Halde Description générale historique, chronologique, politique et +

L'Abbé Pluche. Le Spectacle de la Nature. Paris, 1732.

+

Du Halde Description générale historique, chronologique, politique et physique de la Chine, Paris, 4 vol. in-fol. History of Japan. Lond. 1735, 4 vol. in-8.

-

Casp. Neumann. Vom Thée, Coffee, Bier, und Wein. Leips, 1735.

-

Chambers' Encyclopaedia, tom. 2.

-

Astley's Collection of voyages. Lond. 1746, 4 vol. in-4.

-

Concorde de la Géographie. Paris, ouvrage posthume, 1754.

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The good and bad effets of Tea considered, Anonymous. Lond. 1758, +

Casp. Neumann. Vom Thée, Coffee, Bier, und Wein. Leips, 1735.

+

Chambers' Encyclopaedia, tom. 2.

+

Astley's Collection of voyages. Lond. 1746, 4 vol. in-4.

+

Concorde de la Géographie. Paris, ouvrage posthume, 1754.

+

The good and bad effets of Tea considered, Anonymous. Lond. 1758, in-8.

-

Linnaei Amaenit. Acad. vol. VII. p. 241.

-

Neumann chemistry, by Lewis, 1759, in-4. p. 373.

-

Hanway's Journal of eight days journey. Lond. v. II. pag. 21.

-

Hart's Essays on Husbandry, p. 166.

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Percival's Experim. and Medical Essays, in-8. p. 119.

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Osbeck's Voyage into China, by Forster. Lond. 2 vol. in-8.

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Young's Farmer's Letters. vol I. p. 299 et 202.

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Tissot on diseases incidental to Litterary and Sedentary persons, by +

Linnaei Amaenit. Acad. vol. VII. p. 241.

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Neumann chemistry, by Lewis, 1759, in-4. p. 373.

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Hanway's Journal of eight days journey. Lond. v. II. pag. 21.

+

Hart's Essays on Husbandry, p. 166.

+

Percival's Experim. and Medical Essays, in-8. p. 119.

+

Osbeck's Voyage into China, by Forster. Lond. 2 vol. in-8.

+

Young's Farmer's Letters. vol I. p. 299 et 202.

+

Tissot on diseases incidental to Litterary and Sedentary persons, by Kirkpatrick. Lond. 1769, in-12. p. 145.

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Bomare Dictionnaire d'Histoire Naturelle. Paris, 1769.

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Milne's Botanical Dictionary. Lond. 1770, in-8.

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A primeira estampa desta arvore publicada +

Bomare Dictionnaire d'Histoire Naturelle. Paris, 1769.

+

Milne's Botanical Dictionary. Lond. 1770, in-8.

+ +

A primeira estampa desta arvore publicada nas Memorias da Academia de Copenhague (Acta Haffniensias) sò nos dà huma imperfeita idea della, por ter sido copiada de huma planta secca. Boncio publicou depois outra, a qual aindaque gravada sobre hum debuxo feito na India, aonde elle podia ter visto a planta, he - pouco melhor do que a precedente. A de Plukenet he mais natural, e a + pouco melhor do que a precedente. A de Plukenet he mais natural, e a de Breynio publicada depois della he ainda muito melhor; mas de - todas a mais exacta he a que publicou Kempfer Amoenit. Exot. + todas a mais exacta he a que publicou Kempfer Amoenit. Exot. p. 618 e seg. Vej. taõbem a sua historia do Japaõ publicada por Scheuchzer. Lond. 2 vol. fol. App. P. 3. Geoffr. Mat. Med. vol. II. pag. 276. adjunta a huma bella descripçaõ; esta estampa contudo naõ he livre de defeitos, e se presume que ella foy copiada de alguma planta secca imperfeita, ou mutilada pelas - fraudulentas maõs dos Chinas Osbeck na sua viagem da China, + fraudulentas maõs dos Chinas Osbeck na sua viagem da China, fallando da Camellia conta o facto seguinte: "Num mercado comprei a hum cego hum pe desta planta com lindas flores brancas e vermelhas. Mas tendo-a depois observado em minha caza, achei - que as flores tinhaõ sido tiradas de outra planta; os calyces + que as flores tinhaõ sido tiradas de outra planta; os calyces das flores falsas tinhaõ sido taõ astutamente embutidos nos da Camellia, que me teria sido difficil de descobrir o engano, se as flores naõ tivessem começado a murchar-se. Este exemplo me @@ -14076,25 +12762,22 @@ 17..

- S. 3. Paizes em que se dá o Chá, quando e como se introduzio o seu uso + S. 3. Paizes em que se dá o Chá, quando e como se introduzio o seu uso na Europa. -

Naõ consta que a arvore do chá seja - cultivada senaõ na China e Japaõ - Alguns autores ajuntaõ taõbem o reyno de Siam. +

Naõ consta que a arvore do chá seja + cultivada senaõ na China e Japaõ + Alguns autores ajuntaõ taõbem o reyno de Siam. , e se pode com razaõ concluir que ella he natural de algum destes paizes ou talvez de ambos. - A sua grande cultura procede do frequente uso que os habitantes dos - dictos paizes fazem da infusaõ das suas folhas; e aindaque nos naõ sabemos + A sua grande cultura procede do frequente uso que os habitantes dos + dictos paizes fazem da infusaõ das suas folhas; e aindaque nos naõ sabemos verdadeiramente qual fosse o motivo que deo origem a este uso, he provavel que foraõ empregadas como hum correctivo da agoa, que segundo se diz costuma ser salobra, e de mao gosto na maior parte - daquelles paizes Le Compte journey through the empire of + daquelles paizes Le Compte journey through the empire of China, p. 112.. Kalm nos dá huma excellente prova dos - bons effeitos do chá em semelhantes cazos." O chá, diz este curioso - viajante Kalm's; travels into North America, vol. II. p. 314. + bons effeitos do chá em semelhantes cazos." O chá, diz este curioso + viajante Kalm's; travels into North America, vol. II. p. 314. O traductor Inglez ajuntou a nota seguinte: "Nas minhas viagens pelas de ertas planicies, alem do rio Volga, tive varias vezes occasiaõ de observar os mesmos effeitos do Chá, e creyo que @@ -14108,56 +12791,51 @@ sertaõ, aonde senaõ pode levar vinho nem outros liquores, e aonde a agoa ordinariamente he incapaz de beberse, por se achar cheya de insectos. - Em semelhantes casos fervida e bebida com cha he summamente + Em semelhantes casos fervida e bebida com cha he summamente agradavel, e na verdade naõ posso assaz exprimir o excellente gosto, - que lhe achei em semelhantes circumstancias. - Esta infusaõ alenta o cançado viajante mais do que se pode imaginar, + que lhe achei em semelhantes circumstancias. + Esta infusaõ alenta o cançado viajante mais do que se pode imaginar, como experimentei, e muitos outros viajantes, que tem atravessado as desertas espessuras da America: nestas viagens, o chá he quasi taõ necessario como os viveres."

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Este genero começou a introduzir-se na Europa, quasi no principio do - seculo passado, pela Companhia Hollandeza. Perto do anno de 1666 - Hannay's Journal of eight days journey vol. II. pag. 21. - O mesmo autor abserva que o arratel de cha nesse tempo +

Este genero começou a introduzir-se na Europa, quasi no principio do + seculo passado, pela Companhia Hollandeza. Perto do anno de 1666 + Hannay's Journal of eight days journey vol. II. pag. 21. + O mesmo autor abserva que o arratel de cha nesse tempo valia mais de onze mil reis. os Lords Arlington e Ossory compraraõ huma certa quantidade em Hollanda e a trousseraõ para Inglaterra, aonde começou a usar se nas cazas das pessoas ricas pouco a pouco, athe que emfim passou de ser bebida da moda a ter hum uso universal.

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- He bem certo contudo que antes do dicto anno ja se costumava tomar +

+ He bem certo contudo que antes do dicto anno ja se costumava tomar chá nas lojas de bebidas de Londres; porquanto consta que no anno de - 1660 se tinha posto hum tributo Oito dinheiros por cada gallon + 1660 se tinha posto hum tributo Oito dinheiros por cada gallon da dicta bebida. Shors's Introductory preface to the natural history of Tea. p. 13. em todas as lojas relativo a esta bebida.

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Quasi no anno de 1679 Cornelio Bontekoe, medicou Hollandez publicou hum +

Quasi no anno de 1679 Cornelio Bontekoe, medicou Hollandez publicou hum tractado sobre o chá, caffé, e chocolate em Hollandez, no qual defendeo zelosamente o uso do chá, negando que elle podesse causar detrimento ao estomago, ainda que delle se tomassem no dia cem ou duzentas taças. Eu - naõ assegurarei, se interesses politicos foraõ causa de huma semelhante assersaõ; mas como o Dr. Cornelio Bontelkoe era physico + naõ assegurarei, se interesses politicos foraõ causa de huma semelhante assersaõ; mas como o Dr. Cornelio Bontelkoe era physico mór do Eleytor de Brandeburgo, e provavelmente gozava de grande reputaçaõ, não se pode negar que o seu parecer naõ promovesse summamente o uso do chá: com effeito a introducçaõ e gastos do chá augmentaraõ de tal modo em Inglaterra, que no fim do seculo passado o seu uso era - commum em todas as classes do povo. Elle he presentemente taõ + commum em todas as classes do povo. Elle he presentemente taõ extenso, que se diz que monta ao menos a tres milhoẽs de arrateis - cada anno - Alem da grande quantidade de chá que todos os annos se + cada anno + Alem da grande quantidade de chá que todos os annos se introduz em Inglaterra por contrabando. , e se sabe que a Companhia da India tem ordinariamente provisão para tres annos nos seus armazens.

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He provavel que o chá que os Hollandezes começaraõ a introduzir na Europa +

He provavel que o chá que os Hollandezes começaraõ a introduzir na Europa foy comprado no Japaõ, visto que nesse tempo faziaõ hum grande commercio - no dicto paiz. Mas prezentemente o grande mercado do chá he a China, - e a provincia Fokien - Nesta Provincia a arvore he + no dicto paiz. Mas prezentemente o grande mercado do chá he a China, + e a provincia Fokien + Nesta Provincia a arvore he chamada Thée ou Té, nome que os Europeos conservaraõ mais geralmente, por ser o termo com que se costumaõ explicar no lugar em que o compraõ na dicta Provincia. Le Compte, p. @@ -14165,12 +12843,10 @@ provê deste genero tanto o dicto Imperio como a Europa.

- S. 4. Terreno, e cultivo. -

De todos os autores, que tem tractado sobre o cultivo do chà, Kempfer + S. 4. Terreno, e cultivo. +

De todos os autores, que tem tractado sobre o cultivo do chà, Kempfer merece principalmente a nossa confiança por ter escrito a este respeito - no Japaõ, aonde o vio practicar. Elle nos diz, que os Japonezes naõ + no Japaõ, aonde o vio practicar. Elle nos diz, que os Japonezes naõ cultivaõ esta planta em vergeis ou campos particulares, mas somente na borda das suas terras, e sem destinçaõ de terreno. Como as sementes do chá contem huma grande quantidade de oleo, e em razaõ disso saõ sujeitas @@ -14181,38 +12857,34 @@ ordinariamente sò a quinta parte dellas succede germinar. Ellas vegetaõ depois sem mais trabalho algum; mas os lavradores, que tem mais industria, costumaõ todos os annos mondar as hervas ruins que nascem ao - pe dellas, e lhes estercaõ a terra. Em quanto a planta naõ tem tres - annos, as suas folhas naõ + pe dellas, e lhes estercaõ a terra. Em quanto a planta naõ tem tres + annos, as suas folhas naõ saõ proprias para se colherem, mas tanto que chegou a esta idade, as - folhas saõ em grande + folhas saõ em grande abundancia, e as mais excellentes que se costumaõ apanhar. - A sua estatura na idade de sette annos he a altura ordinaria dos - homens; mas como entaõ dá poucas folhas, e cresce mui lentamente, cortaõ-lhe o tronco por + A sua estatura na idade de sette annos he a altura ordinaria dos + homens; mas como entaõ dá poucas folhas, e cresce mui lentamente, cortaõ-lhe o tronco por baxo, e esta operaçaõ faz rebentar hum grande numero de renovos, os - quaes daõ no estio seguinte huma tal saffra de folhas, que os donos ficaõ assaz bem + quaes daõ no estio seguinte huma tal saffra de folhas, que os donos ficaõ assaz bem compensados de seus trabalhos e da esterilidade dos annos precedentes. Alguns lavradores contudo esperaõ que ella tenha dez annos para lhe cortarem o tronco.

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O chá he cultivado e preparado na China do mesmo modo que se practica no - Japaõ, segundo a noticia que temos de autores e viajantes fidedignos; mas como os +

O chá he cultivado e preparado na China do mesmo modo que se practica no + Japaõ, segundo a noticia que temos de autores e viajantes fidedignos; mas como os Chinas precizaõ de huma grande quantidade de chá, para poderem prover os estrangeiros, e o interior do Imperio, naõ se limitaõ, como os Japonezes, a guarnecer as bordas de suas terras com esta planta, mas costumaõ cultivala por toda a parte, e formaõ com ella grandes vergeis. - Os valles, as ingremes encostas dos oiteiros, as margens e + Os valles, as ingremes encostas dos oiteiros, as margens e ribanceiras dos rios, os lugares abrigados do vento norte, ou huma exposiçaõ meridional, como se explicaõ os Botanicos, saõ os sitios em que melhor se dá esta planta; ella naõ deixa contudo de poder supportar as grandes variaçoẽs de calor e frio, poisque florece taõ - bem no clima meridional de Cantam O melhor chá he produzido em + bem no clima meridional de Cantam O melhor chá he produzido em hum clima brando e temperado. Os paizes circumvezinhos de Nanquim, que medeaõ entre os de Cantam e Pequim, daõ melhor chá - do que quaesquer destes. O clima de Inglaterra naõ he taõ - favoravel a esta arvore como + do que quaesquer destes. O clima de Inglaterra naõ he taõ + favoravel a esta arvore como alguns pensaraõ, porquanto temos exemplos de ter nelle perecido com o rigor do frio, aindaque seja notorio que huma florecesse no jardim de Kew somente com o calor natural do @@ -14223,7 +12895,7 @@ , como no septentrional de Pequim, que se acha na latitude de Roma, e aonde sem embargo disso os grãos de frio (segundo as observaçoẽs meteorologicas) saõ no inverno taõ rigorosos, como em - alguns lugares do norte da Europa Du Halde e outros autores + alguns lugares do norte da Europa Du Halde e outros autores observaraõ que o frio em alguns lugares da China he muito desabrido. Nos sertoẽs da America septentrional, e nos vastos continentes, os graos de calor e frio saõ muito mais fortes do @@ -14233,25 +12905,22 @@ os grandes lagos, &c, tem nas diversas estaçoẽs do anno quasi a mesma temperatura..

- +
- S. 5. Colheita das folhas. -

A colheita do chá he feita no Japaõ em certas estaçoẽs do anno por homens - assalariados para este fim, e costumados a este modo de vida. Elles - naõ apanhaõ as folhas ás + S. 5. Colheita das folhas. +

A colheita do chá he feita no Japaõ em certas estaçoẽs do anno por homens + assalariados para este fim, e costumados a este modo de vida. Elles + naõ apanhaõ as folhas ás manchêas, mas somente huma á huma, e postoque este trabalho seja fastidioso, cada hum delles naõ deixa contudo de apanhar no dia desde quatro athe dez ou quinze arrateis. - Os differentes tempos, em que ordinariamente costumaõ colher as folhas no Japaõ, saõ tres - segundo Kempfer Amaenit. Exot. pag. 618 e seg. History os + Os differentes tempos, em que ordinariamente costumaõ colher as folhas no Japaõ, saõ tres + segundo Kempfer Amaenit. Exot. pag. 618 e seg. History os Japan. Appendix ao vol. II. p. 6 e seg..

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I. A primeira colheita começa no meado da primeira lua antes do equinoxio +

I. A primeira colheita começa no meado da primeira lua antes do equinoxio da primavera, na qual começa taõbem o primeiro mez do anno dos Japonezes, periodo, que corresponde quasi ao fim do nosso mez de - Fevereiro ou principio de Março. As folhas que se apanhaõ nesta colheita saõ chamadas Tsjáa + Fevereiro ou principio de Março. As folhas que se apanhaõ nesta colheita saõ chamadas Tsjáa Fiqui, ou chá moido, pela razaõ de serem reduzidas em po com hum moinho de maõ, e neste estado tomadas em agoa quente (vej. O S. 8.): ellas saõ colhidas muito tenras e poucos dias depois de terem @@ -14259,47 +12928,40 @@ as podem comprar por serem caras em razaõ da sua raridade, e daqui procedeo o darem-lhes taõbem o nome de chá imperial ou superfino.

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Esta sorte de chá tem ainda outros nomes entre os Japonezes, deduzidos + +

Esta sorte de chá tem ainda outros nomes entre os Japonezes, deduzidos dos principaes lugares em que elle se costuma colher, como por ex. os de - Tsjáa Udsi, Tsjáa Taque Saqui. O apanho das folhas he feito nestes lugares com hum + Tsjáa Udsi, Tsjáa Taque Saqui. O apanho das folhas he feito nestes lugares com hum cuidado e aceyo extremo; eu darei aqui huma breve noticia do que se pratica em hum dos dictos lugares, isto he, na aprazivel montanha de Udsi. Esta montanha está situada no destricto de huma villa maritima do mesmo nome, pouco distante da cidade de Miaco, e hé reconhecida como o melhor terreno, e de clima o mais favoravel á cultura do chá; em razaõ disto foy serrada de seves e cercada de hum largo fosso - para maior segurança. As arvores do chá estaõ plantadas nesta + para maior segurança. As arvores do chá estaõ plantadas nesta montanha em fileiras regulares formando entre si passeios agradaveis, e ha hum certo numero de pessoas empregadas annualmente na sua custura, e aceyo. - Os homens que devem apanhar as folhas no espaço de algumas semanas, antes de começarem + Os homens que devem apanhar as folhas no espaço de algumas semanas, antes de começarem a colheita, costumaõ absterse de toda a casta de alimentos grosseiros, e de tudo o que pode contribuir a communicar algum mao - cheiro ou sabor; e quando as arrancaõ da arvore usaõ sempre de hum par de luvas finas - Na colheita das outras castas de chá naõ se costumaõ usar + cheiro ou sabor; e quando as arrancaõ da arvore usaõ sempre de hum par de luvas finas + Na colheita das outras castas de chá naõ se costumaõ usar estas delicadezas. . - Esta sorte de chá imperial - O chá que os Hollandezes vendem debaxo deste nome naõ pode + Esta sorte de chá imperial + O chá que os Hollandezes vendem debaxo deste nome naõ pode ser o verdadeiro chá imperial; porque os princepes do Japaõ costumaõ mercalo por hum preço muito mais caro no seu paiz, do que aquelle pelo qual o denominado chá imperial se compra na Europa. Kaempfer. Amaen. Exot. p. 617. History os Japan. App. p. 9. Neumann's chemistry by Lewis. p. 373. - he levado á corte do Imperador para uso da sua familia pelo Superintendente + he levado á corte do Imperador para uso da sua familia pelo Superintendente dos trabalhos da montanha, acompanhado de huma forte escolta de soldados e de numeriosa comitiva.

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II. A segunda colheita he feita no segundo mez dos Japonezes, periodo que - corresponde quasi ao fim de Março ou principio de Abril. Neste tempo - ainda que algumas folhas naõ +

II. A segunda colheita he feita no segundo mez dos Japonezes, periodo que + corresponde quasi ao fim de Março ou principio de Abril. Neste tempo + ainda que algumas folhas naõ tenhaõ chegado ao seu pleno grao de crescimento, naõ deixaõ contudo de serem apanhadas promiscuamente com as perfeitas; separaõ-nas depois em varios sortimentos segundo a sua idade, grandeza e @@ -14309,40 +12971,33 @@ ou chá da China, por ser tomado de infusaõ á moda Chineza (§. 8.), e he vendido aos négociantes e tendeiros depois de ter sido dividido em quatro classes, ou sortimentos, cada hum com seu nome differente.

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III. A terceira e ultima colheita he feita no terceiro mez dos +

III. A terceira e ultima colheita he feita no terceiro mez dos Japonezes, que corresponde quasi ao nosso mez de Junho, tempo em que - as folhas saõ numerosas e se + as folhas saõ numerosas e se achaõ no grao do seu completo crescimento. Esta casta de chá he chamado pelos natuares do paiz Bantsjáa; he o mais grosseiro, e destinado ao uso da plebe. (§. 8.)

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- Em alguns lugares os proprietarios costumaõ fazer somente duas +

+ Em alguns lugares os proprietarios costumaõ fazer somente duas colheitas no anno, a primeira corresponde á segunda acima - mencionada, e a segunda á terceira; outros costumaõ fazer huma - Neste cazo as folhas - mais baxas do tronco, duras, e menos succulentas provavelmente se deixaõ ficar nas - + mencionada, e a segunda á terceira; outros costumaõ fazer huma + Neste cazo as folhas + mais baxas do tronco, duras, e menos succulentas provavelmente se deixaõ ficar nas + arvores. Vej. Eckeberg's Chinese husbandry in Osbeck's voyage vol. II. p. 303. so colheita geral, que corresponde à terceira e ultima sobredicta: contudo todas estas colheitas saõ separadas em differentes sortimentos relativos a cada huma dellas.

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Eu notei ja (§. 4.) que as arvores do chá se davaõ ordinariamente nas +

Eu notei ja (§. 4.) que as arvores do chá se davaõ ordinariamente nas ingremes encostas dos oiteiros, e nas ribanceiras, aonde se corre - risco, e ás vezes mesmo he impracticavel ir apanhar as folhas, aindaque sejaõ hum chá + risco, e ás vezes mesmo he impracticavel ir apanhar as folhas, aindaque sejaõ hum chá excellente. - Os chinas em alguns lugares vencem esta difficuldade com hum singular + Os chinas em alguns lugares vencem esta difficuldade com hum singular artificio; elles sabem de tal modo irritar huma raça de macacos grandes que costumaõ habitar nestes despenhadeiros, que os animaes - enfurecidos quebraõ os ramos das arvores do chá, e lhes atiraõ, com elles de + enfurecidos quebraõ os ramos das arvores do chá, e lhes atiraõ, com elles de raiva ou como em despique; estes ramos saõ pouco a pouco amontoados, e ultimamente delles se tira huma grande quantidade, de chá. Eu tenho visto este modo de apanhar o chá indicado em algumas pinturas @@ -14351,16 +13006,14 @@ de capitaõ nas naos da Companhia da India e tem ido muitas vezes á China, me assegurou sinceramento que esta circumstancia era hum facto notorio naquelles paizes.

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- As colheitas do chá entre os Chinas saõ taõbem feitas em certas - estaçoẽs do anno Du Halde's History of China, vol. VI. +

+ As colheitas do chá entre os Chinas saõ taõbem feitas em certas + estaçoẽs do anno Du Halde's History of China, vol. VI. p.21., mas naõ posso assegurar se saõ nos mesmos periodos - que as dos Japonezes; he muito provavel que sejaõ feitas quasi nos + que as dos Japonezes; he muito provavel que sejaõ feitas quasi nos mesmos tempos, visto ser certo que estas duas naçoẽs tem huma communicaçaõ frequente, e fazem huma com outra hum grande commercio - Ibid vol. II. p. 300. Kempfer nota na sua historia do + Ibid vol. II. p. 300. Kempfer nota na sua historia do Japaõ, que o commercio entre estas naçoẽs data de hum tempo immemorial; antigamente os Chinas tinhaõ muito maior commercio com os Japonezes do que tem presentemente; a @@ -14369,41 +13022,34 @@ tolerancia. History os Japan. vol. I. p. 374. .

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Terminadas as colheitas do chá, naõ ha familia alguma que deixe de ir aos +

Terminadas as colheitas do chá, naõ ha familia alguma que deixe de ir aos templos dar graças ao Creador por hum semelhante beneficio.

- §. 6. Modo de curar ou preparar o Chá. -

Ha no Japaõ edificios publicos destinados à preparaçaõ do chá, e + §. 6. Modo de curar ou preparar o Chá. +

Ha no Japaõ edificios publicos destinados à preparaçaõ do chá, e estabelecidos com taes regulamentos que qualquer pessoa que naõ tem as com modidades sufficientes nem a pericia necessaria para huma - semelhante operaçaõ costuma remetter a elles as folhas das colheitas de suas terras. - Estas cazas contem cinco athe dez ou vinte pequenas fornalhas de + semelhante operaçaõ costuma remetter a elles as folhas das colheitas de suas terras. + Estas cazas contem cinco athe dez ou vinte pequenas fornalhas de quasi tres pés de alto, guarnecidas na bocca superior de huma larga - bacia de ferro - Alguns escritores fazem mençaõ de que nestas fornalhas se + bacia de ferro + Alguns escritores fazem mençaõ de que nestas fornalhas se costuma taõbem usar de bacias de cobre, e suppoem que a efflorecencia verde que se vê no cobre serve de augmentar a verdura do chá verde; mas as experiencias feitas pelo Dr. Lettsom mostraõ que esta hypothese he muito mal fundada. - (Vej. S. 7.) , de muito pouca profundidade, redonda, ou quadrada, com as bordas hum tanto + (Vej. S. 7.) , de muito pouca profundidade, redonda, ou quadrada, com as bordas hum tanto dobradas á roda da boccas da fornalhas, o que serve naõ so para - indicar os graos de calor mas contribue taõbem para que as folhas naõ caihaõ fora da + indicar os graos de calor mas contribue taõbem para que as folhas naõ caihaõ fora da bacia. - Ha taõbem nas dictas cazas huma meza comprida e baxa, coberta de - esteiras, em que se costumaõ pôr as folhas, que enrolaõ os homens que se achaõ assentados a + Ha taõbem nas dictas cazas huma meza comprida e baxa, coberta de + esteiras, em que se costumaõ pôr as folhas, que enrolaõ os homens que se achaõ assentados a roda della. - Aquecida a bacia, athe hum certo grao, com hum pequeno fogo que se + Aquecida a bacia, athe hum certo grao, com hum pequeno fogo que se lhe faz por baxo na fornalha, hum dos operarios experientes lança - nella huns poucos de arrateis das folhas que se tem apanhado ha pouco tempo, e como as - folhas frescas e cheyas + nella huns poucos de arrateis das folhas que se tem apanhado ha pouco tempo, e como as + folhas frescas e cheyas de succos se fendem facilmente apenas tocaõ a bacia, todo o cuidado do operario consiste em as mudar com a maõs de huma banda para á outra com toda a possivel ligeireza, em quanto naõ tem aquecido de @@ -14414,62 +13060,55 @@ enrolalas nas palmas de suas maõs, somente em huma direcçaõ, em quanto outros operarios tem o cuidado de as abanar para que mais depressa se esfriem, e conservem mais tempo o seu enrolado.

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Esta operaçaõ he repetida duas, tres, ou mais vezes antes que o chá - seja guardado nos armazens, para que toda a humidade das folhas fique inteiramente +

Esta operaçaõ he repetida duas, tres, ou mais vezes antes que o chá + seja guardado nos armazens, para que toda a humidade das folhas fique inteiramente dissipada, e o seu enrolado senaõ desfaça de modo algum. - Em todas as repetiçoẽs, a bacia he menos aquecida, e a operaçaõ - practicada mais lentamente, e com maior cautella - Este cuidado he necessario na preparaçaõ do chá verde, porque + Em todas as repetiçoẽs, a bacia he menos aquecida, e a operaçaõ + practicada mais lentamente, e com maior cautella + Este cuidado he necessario na preparaçaõ do chá verde, porque alias se lhe naõ conservaria a sua cor verde nem o seu cheiro. . Terminadas todas as operaçoẽs, o chá he separado em differentes sortimentos, e guardado para os usos do paiz e para vender aos estrangeiros.

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Como as folhas do chá Fiqui (§ +

Como as folhas do chá Fiqui (§ 5 e 8.) saõ ordinariamente reduzidas em pó antes de servirem nas bebidas; saõ taõbem por esse motivo as que entre todas precizaõ de ficar mais seccas. Algumas dellas, em razaõ de terem sido apanhadas muito pequenas e tenrinhas, saõ somente escaldadas em agoa quente, tiradas immediatamente, e postas a seccar, sem as enrollarem de modo algum athe de todo ficarem seccas.

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- A gente do campo costuma preparar as folhas das suas arvores do chá em caldeiras de barro - Isto taõbem se practica na China. Vej. Eckeberg's Chinese +

+ A gente do campo costuma preparar as folhas das suas arvores do chá em caldeiras de barro + Isto taõbem se practica na China. Vej. Eckeberg's Chinese husbandry in Osbeck's. voyage. vol. II. p. 303., o que satisfaz igualmente aos mesmos fins com menos trabalho e gastos, e porisso as vendem mais baratas.

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Para completar a preparaçaõ do chá, costumaõ, passados alguns mezes, +

Para completar a preparaçaõ do chá, costumaõ, passados alguns mezes, tiralo dos vasos em que o tinhaõ mettido, e polo a seccar a hum fogo muito brando para o privarem de alguma humidade, que lhe tivesse ficado, ou que podesse ter adquirido.

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O chá commum he guardado em boyoẽs de barro de bocca estreita; mas a +

O chá commum he guardado em boyoẽs de barro de bocca estreita; mas a melhor casta de chá, de que usa o Imperador e Nobreza, he mettido em boyoẽs de porcellana, ou de loiça da China. O chá Bantsjáa ou mais grosseiro he guardado pela gente do campo em cestas feitas de palha e em - forma de barris, as quaes costumaõ dependurar no tectos das cazas junto da + forma de barris, as quaes costumaõ dependurar no tectos das cazas junto da fresta por onde sahe o fumo, persuadidos de que esta situaçaõ naõ causa perjuizo algum ao chá.

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Tal he o methodo de que se servem os Japonezes, segundo Kempfer, +

Tal he o methodo de que se servem os Japonezes, segundo Kempfer, relativamente á preparaçaõ do seu chá. Quanto ao chá da China, os autores tractaõ mui superficialmente tanto da sua cultura como da sua - preparaçaõ. Le Compte Journey through the empire of + preparaçaõ. Le Compte Journey through the empire of China. contudo diz que os chinas tem bom chá, e que as - folhas saõ apanhadas em + folhas saõ apanhadas em quanto saõ pequenas, tenras e cheyas de succos; que elles ordinariamente começaõ a colhelas no mez do Março ou Abril, segundo a vegetaçaõ da primavera he temporaan ou serodea, que as expoem depois ao vapor de agoa fervendo para as amollecer, e que tanto que - este as penetrou, as estendem em laminas de cobre Vej. o S. 6 - e 7 a este respeito. Quanto ao que diz Le Compte a respeito - das folhas se + este as penetrou, as estendem em laminas de cobre Vej. o S. 6 + e 7 a este respeito. Quanto ao que diz Le Compte a respeito + das folhas se enrolarem por si mesmo, pareceme que este viajante se enganou nesta parte, naõ sendo verosimil que o chá que nos trazem da China possa ter adquirido hum taõ perfeito gráo de @@ -14478,128 +13117,110 @@ postas sobre o fogo, as quaes as seccaõ gradualmente athe ficarem pardas, e se enrollarem por si mesmo do modo que as vemos.

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- Segundo as pinturas chinezas, as quaes postoque toscas naõ deixaõ - contudo de darnos ideas fieis, he certo que as arvores do chá habitaõ pela +

+ Segundo as pinturas chinezas, as quaes postoque toscas naõ deixaõ + contudo de darnos ideas fieis, he certo que as arvores do chá habitaõ pela maior parte nos paizes montuosos entre altos rochedos, encostas ingremes, e em lugares às vezes inaccessiveis, e o trabalho que tem - os chinas de fazerem varedas, de armarem palanques ou tranqueiras fixas, e de se servirem do furor + os chinas de fazerem varedas, de armarem palanques ou tranqueiras fixas, e de se servirem do furor dos macacos, indica que todos os dictos lugares daõ hum chá do mais excellente. - Parece taõbem segundo as suas pinturas que as arvores do chá saõ + Parece taõbem segundo as suas pinturas que as arvores do chá saõ ordinariamente da altura de hum homem ou pouco mais; os homens que - apanhaõ as folhas naõ saõ - jamais nellas representados sobre as arvores, e as varas de + apanhaõ as folhas naõ saõ + jamais nellas representados sobre as arvores, e as varas de ganchos que lhes vemos nas maõs parecem serem destinadas somente - para com ellas curvarem para si os ramos das arvores, que se debruçaõ + para com ellas curvarem para si os ramos das arvores, que se debruçaõ sobre os ribeiros, rios, rochas e lugares inaccessiveis, e naõ para - dobrarem os cumes ou ramos superiores das arvores, que se daõ nas + dobrarem os cumes ou ramos superiores das arvores, que se daõ nas planicies.

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Elles escolhem e separaõ as +

Elles escolhem e separaõ as folhas em differentes sortimentos depois de as terem apanhado, e as curaõ quasi do mesmo modo que practicaõ os Japonezes. - Os operarios contudo enrolaõ as folhas mesmo sobre as bacias das estufas ou fornalhas + Os operarios contudo enrolaõ as folhas mesmo sobre as bacias das estufas ou fornalhas dispostas em fileira, e semelhantes ás dos laboratorios de chymica ou das grandes cozinhas. Parece-me taõbem que as seccaõ muitas vezes, expondo-as ao sol estendidas em cêstas largas e de pouco fundo; depois de seccas separaõ com huma peneira as maiores das mais pequenas, e estas ultimamente do cisco e pò.

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- O mais fino e excellente chá he posto pelos chinas em vasos conicos, +

+ O mais fino e excellente chá he posto pelos chinas em vasos conicos, semelhantes a hum paõ de assucar refinado, feitos de estanho ou - chumbo, e cobertos com aceadas esteiras de folhas de bambû, ou taõbem em caxas de pão + chumbo, e cobertos com aceadas esteiras de folhas de bambû, ou taõbem em caxas de pão quadradas, forradas de huma lamina fina de chumbo, e alem disso com - folhas seccas e papel, e + folhas seccas e papel, e neste modo he vendido aos estrangeiros. - - O chá commum he mettido em cestos, e despejado depois em caxas, - quando o vendem aos Europeos Os Chinas naõ parecem ser taõ + + O chá commum he mettido em cestos, e despejado depois em caxas, + quando o vendem aos Europeos Os Chinas naõ parecem ser taõ aceados como os Japonezes na preparaçaõ do chá; Osbeck diz que os servos dos Chinas costumaõ calcar o chá nas caxas com os pes descalços. Voyage to China. v. I, pag. 252..

- S. 7. Variedades de Chá. -

Alem dos differentes sortimentos que se costumaõ fazer no tempo das - colheitas das folhas do chá, + S. 7. Variedades de Chá. +

Alem dos differentes sortimentos que se costumaõ fazer no tempo das + colheitas das folhas do chá, como ja notei (§. 5.), as suas variedades saõ ainda summamente - augmentadas, segundo a bondade da sua preparaçaõ Du Halde's + augmentadas, segundo a bondade da sua preparaçaõ Du Halde's history of China, vol. I. p. 21. Osbeck, voyage to China, vol. I. p. 246 et seg.. As destinçoẽs, que os Europeos costumaõ fazer do chá, saõ em menor numero do que entre os Chinas, e podem ser reduzidas ás seguintes variedades.

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I. Chá verde. 1º Chá imperial, ou superfino, o qual tem a +

I. Chá verde. 1º Chá imperial, ou superfino, o qual tem a folha grande e laxa, a cor hum tanto verde, e hum leve cheiro agradavel. - 2º Chá Hytian, ou Hiquion, chamado entre nos chá Hyson, do nome de + 2º Chá Hytian, ou Hiquion, chamado entre nos chá Hyson, do nome de hum mercador da India que foy o primeiro que o trousse à Europa: as - suas folhas saõ pequenas e - enroladas apertadamente, a cor verde e azulada - Os Chinas tem outra casta de chá hyson, a que chamaõ - hysonutchin, que he de folhas curtas e estreitas; ha taõbem outra sorte - de chá verde, a que elles chamaõ gobé, que tem as folhas estreitas e + suas folhas saõ pequenas e + enroladas apertadamente, a cor verde e azulada + Os Chinas tem outra casta de chá hyson, a que chamaõ + hysonutchin, que he de folhas curtas e estreitas; ha taõbem outra sorte + de chá verde, a que elles chamaõ gobé, que tem as folhas estreitas e compridas. . 3º. Chá Singlo ou Sanglo, nome deduzido do lugar em que he cultivado.

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II. Chá bohy. 1º. Chá Suchuen, ou Sutchon, a que os Chinas chamaõ + +

II. Chá bohy. 1º. Chá Suchuen, ou Sutchon, a que os Chinas chamaõ Saatyan ou Sutyan, communica huma cor verde amarellada a agoa, em - que he lançado de infusaõ - O chá Padre Sutchon tem hum gosto e cheiro melhor do que o - chá commum Sutchon; as + que he lançado de infusaõ + O chá Padre Sutchon tem hum gosto e cheiro melhor do que o + chá commum Sutchon; as folhas saõ largas e amarelladas, naõ enrolladas mas abertas, e embrulhadas em massos de papel, que pezaõ meyo arratel cada hum. - He comprado e levado à Russia pelas cafilas de mercadores da + He comprado e levado à Russia pelas cafilas de mercadores da dicta naçaõ, preciza de muito cuidado para naõ ser alterado no mar, e he raro em Inglaterra. . 2º. Chá Camo ou Sumlo, assim chamado do nome do lugar em que he colhido, tem hum cheiro suave de violetta, e communica huma - cor pallida a agoa, em que he lançado de infusaõ. 3º Chá Congo ou - Bonfo, tem as folhas mais + cor pallida a agoa, em que he lançado de infusaõ. 3º Chá Congo ou + Bonfo, tem as folhas mais largas do que os dois seguintes, e communica a agoa da infusaõ huma - cor hum tanto mais carregada; as suas folhas saõ semelhantes na cor as do chá - bohy ordinario - Ha taõbem huma sorte de chá chamado Linquisam, que raras + cor hum tanto mais carregada; as suas folhas saõ semelhantes na cor as do chá + bohy ordinario + Ha taõbem huma sorte de chá chamado Linquisam, que raras vezes se acha sem ser misturado com outras variedades; elle - tem as folhas + tem as folhas estreitas, e asperas, e os Chinas fazem com elle ás vezes huma casta de chá pecco, ajuntando-o ao chá congo. Vej. Osbeck, voyage to China, vol. I. p. 249. . 4º. Chá pecco, a que os Chinas chamaõ chà bacco ou pacco, he conhecido pelas - pequenas flores brancas, que se achaõ misturadas com elle. 5º Chá - bohy commum, a que os Chinas chamaõ moji, tem as folhas todas da mesma cor - O melhor chá bohy he chamado pelos Chinas Taoquyon. - Ha taõbem huma variedade inferior chamada Ancai, do nome do + pequenas flores brancas, que se achaõ misturadas com elle. 5º Chá + bohy commum, a que os Chinas chamaõ moji, tem as folhas todas da mesma cor + O melhor chá bohy he chamado pelos Chinas Taoquyon. + Ha taõbem huma variedade inferior chamada Ancai, do nome do lugar em que elle se dà. - No destricto de Honam perto de Cantam ha hum chá mui + No destricto de Honam perto de Cantam ha hum chá mui grosseiro, a que os Chinas chamaõ Thé Honam ou The Culi; as - suas folhas saõ + suas folhas saõ amarellas ou hum tanto pardas, e tem o gosto menos agradavel do que todos os mais chás. .

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III. Chá em balas, differe dos precedentes pela sua forma, sendo feito em bolos, balas ou pilulas de diversa grandeza. +

III. Chá em balas, differe dos precedentes pela sua forma, sendo feito em bolos, balas ou pilulas de diversa grandeza. 1º. Chá em balas grossas; o que tenho visto mais volumoso pezava duas onças, e lançado de infusaõ communicava a agoa hum gosto semelhante ao do bom chá bohy. 2º. Chá em balas miudas, he huma variedade de chá @@ -14607,78 +13228,65 @@ figura a huma ervilha. 3º Chá bombardeiro, he o mais miudo, e assim chamado por se assemelhar no volume quasi aos graõs da polvora bombardeira.

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Os chinas preparaõ taõbem hum extracto de chá, e se servem delle como de +

Os chinas preparaõ taõbem hum extracto de chá, e se servem delle como de hum excellente remedio nas fevres e outras muitas doenças, dando-o para excitar hum copioso suor, dissolvido em huma grande quantitade de agoa. Este extracto humas vezes he formado em pequenos bolos da largura de huma moeda de tres vintens em prata ou pouco mais, outras vezes em rolos volumosos.

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Todas as variedades de chá procedem de huma so especie de arvore, como ja acima notei (§. I.) - Kempfer, que he deste parecer, attribue as differenças dos chás ao - terreno, cultivo da planta, à idade em que as folhas saõ apanhadas, e à sua preparaçaõ - Isto confirma o que notei no §. I. +

Todas as variedades de chá procedem de huma so especie de arvore, como ja acima notei (§. I.) + Kempfer, que he deste parecer, attribue as differenças dos chás ao + terreno, cultivo da planta, à idade em que as folhas saõ apanhadas, e à sua preparaçaõ + Isto confirma o que notei no §. I. . Todas estas circumstancias podem influir mais ou menos sobre as variedades do chá; naõ assegurarei contudo se algumas dellas - dependem ainda de outras circumstancias. Eu metti de infusaõ todas as + dependem ainda de outras circumstancias. Eu metti de infusaõ todas as castas de chá verde e bohy que pude haver, abri as suas differentes - folhas, e as estendi - sobre papel, para comparar a sua grandeza, e contextura e por esse meyo poder descobrir a sua idade; ultimamente achei que as - folhas do chà verde + folhas, e as estendi + sobre papel, para comparar a sua grandeza, e contextura e por esse meyo poder descobrir a sua idade; ultimamente achei que as + folhas do chà verde eraõ taõ largas, e quasi taõ fibrosas como as do chà bohy, o que me faz conjecturar que as differenças procedem menos da idade do que das outras circumstancias.

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Na Europa, como he bem notorio, o terreno, cultivo, e exposiçaõ tem huma +

Na Europa, como he bem notorio, o terreno, cultivo, e exposiçaõ tem huma grande influencia sobre todos os generos de plantas; vemos muitas vezes na mesma provincia, e ainda na mesma comarca ou destricto a mesma especie ter huma differença evidente; esta differença deve ser ainda muito maior no Japaõ e principalmente nas terras do continente da China, aonde o ar he em algumas partes demasiadamente frio, em outras - temperado, e em outras nimiamente calmoso. Eu naõ deixo contudo de - pensàr que o methodo de preparar as folhas tenha alem disso taõbem bastante infiuencia sobre + temperado, e em outras nimiamente calmoso. Eu naõ deixo contudo de + pensàr que o methodo de preparar as folhas tenha alem disso taõbem bastante infiuencia sobre as differenças dos chás. - Eu sequei as folhas de + Eu sequei as folhas de algumas plantas da Europa segundo o modo acima descripto (§. 5.), e posso assegurar que ellas se assemelhavaõ tanto às do chá exotico, que as pessoas a quem dei a sua infusaõ a beberaõ sem a menor suspeita. - Algumas das dictas folhas + Algumas das dictas folhas conservaraõ bem o seu enrolado, e ficaraõ com huma taõ bella cor verde como as do melhor chá verde estrangeiro; outras contudo que - preparei ao mesmo tempo assemelhavaõ-se mais às do chà bohy - Hum certo grao de calor moderado faz conservar melhor a cor + preparei ao mesmo tempo assemelhavaõ-se mais às do chà bohy + Hum certo grao de calor moderado faz conservar melhor a cor verde e o cheiro, do que huma desiccaçaõ apressada; no - primeiro cazo he precizo seccar as folhas muitas vezes ao fogo. + primeiro cazo he precizo seccar as folhas muitas vezes ao fogo. .

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O resultado destas experiencias podera servir de base de maiores indagaçoẽs a este respeito, que talvez algum dia +

O resultado destas experiencias podera servir de base de maiores indagaçoẽs a este respeito, que talvez algum dia viraõ a ser de grande importancia á naçaõ Ingleza.

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Seria util cuidarmos em descobrir, se os Chinas antes de nos vender o +

Seria util cuidarmos em descobrir, se os Chinas antes de nos vender o seu chá costumaõ usar de algum ingrediente ou preparaçaõ propria - para dar a cor - As infusoẽs das differentes castas do bom cha bohy naõ + para dar a cor + As infusoẽs das differentes castas do bom cha bohy naõ differem muito na cor das do verde. - , e cheiro - Algumas pessoas intelligentes que habitaraõ algum tempo em - Cantam me asseguraraõ que as folhas do cha dos arrebaldes desta - cidade tem muito pouco cheiro em quanto estaõ na arvore, e o mesmo se observa nas - das arvores que existem em Inglaterra, e taõbem nas + , e cheiro + Algumas pessoas intelligentes que habitaraõ algum tempo em + Cantam me asseguraraõ que as folhas do cha dos arrebaldes desta + cidade tem muito pouco cheiro em quanto estaõ na arvore, e o mesmo se observa nas + das arvores que existem em Inglaterra, e taõbem nas dós ramos seccos que tem vindo da China; donde parece seguir-se que o cheiro particular dos differentes chas he devido em parte a alguma especial substancia, com que os preparaõ, e em parte ao methodo da desiccaçaõ. - A simplez desiocaçaõ basta às vezes somente para tornar as + A simplez desiocaçaõ basta às vezes somente para tornar as plantas mais cheirosas, fazendo coucentrar as suas moleculas odorantes; e nos temos exemplos disto em muitas raizes, como v. g. nas da Inula campana. @@ -14692,36 +13300,31 @@ que naõ sabemos de certo o que seja esta substancia, nem para que sirva, contudo he muito provavel que ella seja empregada na preparaçaõ do chà, porque he raro que os Chinas ponhaõ nas suas pinturas alguma coiza que - naõ seja relativa às suas artes, ou que naõ pertença ao objecto, de que tractaõ nas dictas pinturas.

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Alguns autores attribuem a cor do chà verde a huma efflorecencia das - laminas de cobre (S. 6.) em que suspeitaõ que as folhas foraõ curadas; mas esta supposiçaõ he + naõ seja relativa às suas artes, ou que naõ pertença ao objecto, de que tractaõ nas dictas pinturas.

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Alguns autores attribuem a cor do chà verde a huma efflorecencia das + laminas de cobre (S. 6.) em que suspeitaõ que as folhas foraõ curadas; mas esta supposiçaõ he destituida de fundamento, porque o alcali volatil lançado em huma infusaõ do dicto chá jamais pôde descobrir a menor porçaõ de cobre, - tornando-a azul A centesima parte de hum graõ de cobre, + tornando-a azul A centesima parte de hum graõ de cobre, dissolvida em hum quartilho dos liquidos competentes, basta para azular o licor, se nelle lançamos hum alcali volatil. (Neumann's chemistry, by Lewis, p. 62.) Segundo as experiencias feitas com o dicto alcali, o melhor chá imperial naõ tem dado o menor indicio da presença deste metal.. - Outros ainda com menos fundamento attribuiraõ a dicta cor a huma - caparosa verde Vej. Schort on Tea, p. 16. Boerhaave attribuia + Outros ainda com menos fundamento attribuiraõ a dicta cor a huma + caparosa verde Vej. Schort on Tea, p. 16. Boerhaave attribuia taõbem a cor do chá verde a esta substancia.; mas como esta substancia he hum sal de ferro, devia nesta supposiçaõ ter - denigrido immediatamente as folhas, e communicado à infusaõ do chà huma cor purpurea - ferrete - Lembra-me a este respeito o galante logro que succedeo a hum + denigrido immediatamente as folhas, e communicado à infusaõ do chà huma cor purpurea + ferrete + Lembra-me a este respeito o galante logro que succedeo a hum rancho de pessoas, que tinhaõ ajustado de ir huma tarde passear ao campo, e completar o divertimento com a sua mimosa merenda de chá. - A agoa de que usavaõ no lugar, e que se tinha mandado ferver + A agoa de que usavaõ no lugar, e que se tinha mandado ferver para o chá, era tirada de huma fonte de agoas ferreas; pelo que immediatamente que foy lançada no bule que continha as - folhas, a + folhas, a infusaõ ficou como tinta de escrever e incapaz de servir a attonita companhia de uso algum, a naõ ser o de communicar por papel a sua triste, e inesperada abstinencia. @@ -14729,126 +13332,112 @@ còraõ o sobredicto chà com huma tinta verde, tirada de algumas substancias vegetaes?

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- §. 8. Bebida do Chá na China e Japam. -

Nem os Chinas nem os Japonezes se servem do chà logo depois da sua + §. 8. Bebida do Chá na China e Japam. +

Nem os Chinas nem os Japonezes se servem do chà logo depois da sua preparaçaõ; guardaõ-no ao menos hum anno, porquanto dizem que tomado fresco ou antes de hum anno he narcotico, e sujeito a perturbar os - sentidos Kaempfer Am. ex. p. 625. Hist. of Jap. 2 vol. App. p. + sentidos Kaempfer Am. ex. p. 625. Hist. of Jap. 2 vol. App. p. 10. 16.. - Os Chinas costumaõ lançar agoa quente cobre o chá, e tomar a infusaõ + Os Chinas costumaõ lançar agoa quente cobre o chá, e tomar a infusaõ do modo que se practica hoje na Europa, imitado delles; mas a sua bebida he simplez porque naõ lhe ajuntaõ nem leite nem assucar, como - os Europeos Osbeck's, voyage to China, vol. I. p. + os Europeos Osbeck's, voyage to China, vol. I. p. 299.. - A nobreza e pessoas ricas do Japaõ usaõ do chá reduzido em po fino + A nobreza e pessoas ricas do Japaõ usaõ do chá reduzido em po fino com hum moinho de maõ, e o tomaõ do modo seguinte: poem-se diante das pessoas que devem tomar o chá huma meza com o apparelho adequado, e com o chá moido posto dentro de huma caxa; lançada a agoa quente nas chicaras, tira-se da dicta caxa com a ponta de huma faca mediocre a quantidade que nella pode caber, e se lança em cada huma das chicaras: depois meche-se a bebida muito bem com hum - curioso instrumento denteado athe lançar escuma Este chá he + curioso instrumento denteado athe lançar escuma Este chá he chamado coitsjaa, isto he, chá denso, para o ditinguir do chá feito e bebido de infusaõ á Chineza, como elles practicaõ com outros chás inferiores. (S. 5)., e neste estado he - offerecida aos circumstantes, e tomada sem a deixar esfriar Segundo Du Halde este methodo de tomar o chá he + offerecida aos circumstantes, e tomada sem a deixar esfriar Segundo Du Halde este methodo de tomar o chá he taõbem usado em algumas provincias da China. History of China, vol. IV. p. 22.. Fazer o chá, e prezentalo com hum modo polido e airoso he huma prenda que se ensina a ter aos Japonezes de ambos os sexos, como a dança e outras partes de huma educaçaõ polida se ensinaõ aos Europeos.

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O povo usa de hum chá inferior (S. 5.) fervido, e logo que amanhece o +

O povo usa de hum chá inferior (S. 5.) fervido, e logo que amanhece o poem ao lume numa caldeira cheia d'agoa, dentro de hum sacco, ou condeça proporcionada, e bem apertada no fundo do vaso para naõ causar incommodo ao vazar da agoa. O chá que costumaõ ferver deste modo he o bantsjáa (S. 5.) por ser composto de partes mais fixas, e que senaõ podem extrahir - plenamente por infusaõ. Esta he a sua bebida ordinaria, e na China do + plenamente por infusaõ. Esta he a sua bebida ordinaria, e na China do mesmo modo, como indicaõ bem claramente as suas pinturas; porquanto todas as pessoas que trabalhaõ ou dentro de caza ou no campo saõ - ordinariamente representadas com hum bule e chicaras ao pé de si - No Japaõ ha lojas, de chá nas estradas, campos, bosques + ordinariamente representadas com hum bule e chicaras ao pé de si + No Japaõ ha lojas, de chá nas estradas, campos, bosques frequentados, e em todos os lugares aonde ha grande concurso de povo, e he raro que os viajantes uzem de outra bebida nas suas viagens. Kaempfer's hist. of Jap. by Scheuehzer, vol. II. p. 428..

- S. 9. Plantas comparadas e substituidas ao Chá. -

- Depois da grande acceitaçaõ que entrou a ter o chá na Europa, os - botanicos naõ podiaõ deixar, tanto por curiosidade como por interesses do commercio, de fazer - investigaçoes por descobrir a planta que dava estas preciosas folhas, ou lhes substituir as + S. 9. Plantas comparadas e substituidas ao Chá. +

+ Depois da grande acceitaçaõ que entrou a ter o chá na Europa, os + botanicos naõ podiaõ deixar, tanto por curiosidade como por interesses do commercio, de fazer + investigaçoes por descobrir a planta que dava estas preciosas folhas, ou lhes substituir as de outro vegetal, que com ellas mais se parecessem. - Simaõ Pauli, medico Dinamarquez, foy o primeiro botanico que + Simaõ Pauli, medico Dinamarquez, foy o primeiro botanico que pertendeo ter descoberto na Europa a verdadeira planta do chà: tendo - aberto algumas folhas do chà + aberto algumas folhas do chà exotico, e observado que ellas se assemelhavaõ summamente às da - Myrica gale De Linneo; em Londres he chamada murta de + Myrica gale De Linneo; em Londres he chamada murta de Hollanda, e gale no norte de Inglaterra; da-se em grande abundancia em todo o paiz de Brabante, e nos lugares septentrionaes da Europa., defendeo teimosamente que humas e outras eraõ produccoẽs da mesma éspecie de planta, sem embargo de que outros botanicos da Europa refutassem o seu - sentimento, e que o Dr. Cleyer Elle mandou taõbem ao Dr. + sentimento, e que o Dr. Cleyer Elle mandou taõbem ao Dr. Mentzel de Berlim alguns ramos, cujas figuras foraõ depois publicadas nas Memorias da Academia de Copenhague, e nas Ephemerides de Allemanha. lhe mandasse da India alguns - ramos e folhas do verdadeiro + ramos e folhas do verdadeiro chà.

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- O Padre Labat depois delle julgou taõbem ter descoberto na ilha da - Martinica Vej. Nouveau voyage aux îles de l'Amérique. a +

+ O Padre Labat depois delle julgou taõbem ter descoberto na ilha da + Martinica Vej. Nouveau voyage aux îles de l'Amérique. a verdadeira planta do chá, dizendo, que a planta indigena da dicta ilha se parecia em tudo com a da China (que elle assegura ter semeado e observado depois de crescida na America). - Mas segundo a descripçaõ que da, a planta parece ser huma especie de + Mas segundo a descripçaõ que da, a planta parece ser huma especie de Iysimachia, ou a que ordinariamente chamaõ os insulares chá da - America He hum arbusto assaz commum nas Antilhas.. + America He hum arbusto assaz commum nas Antilhas..

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Muitos outros ainda julgaraõ ter descoberto a verdadeira planta do chá do oriente, mas todos estes descobrimentos - se acharaõ errados. A planta que mais se assemelha he a que Kempfer - chama Tsubaqui - Ha prezentemente no jardim botanico de Upsal dois pés desta +

Muitos outros ainda julgaraõ ter descoberto a verdadeira planta do chá do oriente, mas todos estes descobrimentos + se acharaõ errados. A planta que mais se assemelha he a que Kempfer + chama Tsubaqui + Ha prezentemente no jardim botanico de Upsal dois pés desta planta; elles foraõ trazidos da China, no anno de 1755, por M. Lagerstom, director da Companhia Sueca da India, na supposiçaõ de serem plantas do chá, mas depois que floreceraõ, se conheceo que eraõ dois individuos da especie Tsubaqui, a que Linneo chama Camellia. - Este celebre Professor diz "que as folhas da Camellia saõ taõ + Este celebre Professor diz "que as folhas da Camellia saõ taõ semelhantes ás do verdadeiro chá, que poderaõ facilmente enganar o mais habil botanico, por differirem somente em ser hum tanto mais largas. (Amaen. Acad v. VII p. 251. Vej. - taõbem Ellis directions, &c. p. 28) As folhas da camellia, + taõbem Ellis directions, &c. p. 28) As folhas da camellia, que foraõ ha pouco remettidas da China a Londres, eraõ obtusamente chanfradas como as do chá, o que as faz ainda ser mais equivocas; Kempfer diz que se costumavaõ misturar - com o chá as folhas + com o chá as folhas de huma especie de Tsubáqui para lhe dar bom cheiro. Amaen. Exot. p. 858. .

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A semelhança da forma das folhas, do gosto e cheiro fez que em alguns paizes lhe - substituiraõ as folhas de +

A semelhança da forma das folhas, do gosto e cheiro fez que em alguns paizes lhe + substituiraõ as folhas de differentes plantas da Europa, entre as quaes se contaõ as da salva, - murta, betonica, agrimonia, e muitas outras Vej. Simon Pauli + murta, betonica, agrimonia, e muitas outras Vej. Simon Pauli de abusu theae et tabacci; e taõbem Neumann's chemistry, by Levis, pag. 375.; as mais usadas contudo foraõ duas - especies de Veronica Veronica officinalis, et Veronica + especies de Veronica Veronica officinalis, et Veronica chamaedris de Linneo, Vej. Pechlin Theophilus bibaculus. Franckfort. 1684. Francus de Veronica vel Theezantem. Vej. taõbem a dissertaçaõ de Mr. Buchoz Sur les plantes qu'on peut @@ -14858,45 +13447,39 @@ ellas vieraõ a cahir em deprezo, naõ se usando hoje desde os paços athe as cabanas senaõ o genuino chà da Asia.

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- S. 10. Modo de transportar da China as sementes, e arvore do Chá em + S. 10. Modo de transportar da China as sementes, e arvore do Chá em estado de vegetar na Europa. -

As tentativas, que se tem feito para transplantar na Europa a arvore do chà, tem sido muitas vezes +

As tentativas, que se tem feito para transplantar na Europa a arvore do chà, tem sido muitas vezes inefficazes ou pela razão de se terem mercado màs sementes, ou por falta de naõ se lhes saber conservar o seu principio vegetativo. Todas as vezes que ao sahir dos portos da China senaõ cuidar em obter sementes frescas, sans, maduras, brancas bem gradas, e humidas por dentro, todas as cautellas que depois se tomarem para as conservar seraõ superfluas.

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- Essas poucas de arvores do chà, que hoje temos na Europa, saõ devidas +

+ Essas poucas de arvores do chà, que hoje temos na Europa, saõ devidas principalmente a dois industriosos methodos de conservar as suas sementes; hum consiste em as envolver em cera bella depois de bem seccas ao sol, e outro em as metter mesmo envolvidas nas suas - capsulas dentro de bottes de estanho bem tapados - Vej. Directions for bringing over seeds and plants, from the + capsulas dentro de bottes de estanho bem tapados + Vej. Directions for bringing over seeds and plants, from the East-Indies, by J. Ellis, em cuja obra se daõ as instrucçoẽs necessarias tanto para escolher as boas sementes como para as conservar no tempo das viagens do mar. - Vej. taõbem The naturalist's and traveller's companion, onde + Vej. taõbem The naturalist's and traveller's companion, onde se tracta do modo de descobrir e conservar os objectos de - historia natural. (sect. III) Eu advirtirei aqui que + historia natural. (sect. III) Eu advirtirei aqui que o melhor methodo de conservar as partes da flor inteiras he de as metter em frascos de espirito de vinho, de boa agoardente de canna, ou agoardente de cabeça. - As flores do illicium floridanum foraõ remettidas deste modo + As flores do illicium floridanum foraõ remettidas deste modo ao sabio naturalista J. Ellie, e chegaraõ bem conservadas, como se publicou no ultimo vol. das Transacçoẽs Philosophicas. (LX.) .

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Contudo a pezar de todas estas cautellas, e das sementes serem boas, algumas vezes as suas partes não deixaõ de se +

Contudo a pezar de todas estas cautellas, e das sementes serem boas, algumas vezes as suas partes não deixaõ de se alterar na passagem do mar, e perder inteiramente a sua vis germinativa. Peloque o melhor methodo consiste em as semear, depois de sahir de Cantam, em huma boa terra balofa, e em cobrir as caxas com huma rede de @@ -14906,19 +13489,19 @@ seccar nem endurecer a terra, mas de quando em quando se regará com agoa doce ou da chuva; e depois que as sementes tiverem germinado, as plantulas seraõ entretidas sempre humidas, e guardadas do sol ardente. - A maior parte das plantas do chà, que hoje temos em Inglaterra, + A maior parte das plantas do chà, que hoje temos em Inglaterra, foraõ obtidas por este methodo; e aindaque algumas das novas plantas pereçaõ no mar, contudo algumas escapaõ, e he provavel que por este modo poderemos vir a ter as mais curiosas e uteis producçoẽs - vegetaes, em que a China tanto abunda - Ha taõbem ainda outro methodo practicado com as sementes do + vegetaes, em que a China tanto abunda + Ha taõbem ainda outro methodo practicado com as sementes do norte da America, que consiste em as inetter em caxas entre camadas de musgo de modo que possaõ nelle livremente germinar; na passagem do mar as caxas saõ penduradas no tecto da camara do navio, e tendo chegado a Londres, se lhes mudaõ as sementes para vasos de terra juntamente com o musgo em que estavaõ, ajuntandolhe ainda outro novo. - Este methodo tem muitas vezes sido mais feliz do que todos os + Este methodo tem muitas vezes sido mais feliz do que todos os outros, e se poderá taõbem practicar com as sementes do chá e outras do oriente; quanto ás do chá, seja qual for o methodo que se quizer practicar, he precizo semealas quando @@ -14926,14 +13509,9 @@ passado o Tropico de Cancer, estando quasi em trinta gráos de latitude do Norte. .

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As tenras plantas do chà medraõ muito bem nos jardins dos suburbios de Londres, reclusas nos abrigadoiros ou +

As tenras plantas do chà medraõ muito bem nos jardins dos suburbios de Londres, reclusas nos abrigadoiros ou estufas brandas; algumas contudo supportaõ bem o ar livre no estio. - Os seus renovos saõ succulentos; as suas folhas tem huma bella cor de + Os seus renovos saõ succulentos; as suas folhas tem huma bella cor de verde escuro, e saõ do comprimento de huma athe trez pollegadas. Provavelmente dentro de poucos annos poderemos por meyo dos seus renovos multiplicar consideravelmente o numero destas plantas. Ha muitos @@ -14943,61 +13521,53 @@ em que foraõ introduzidas neste paiz, naõ podiaõ supportar os nossos invernos e precizavaõ de abrigo, as quaes contudo supportaõ prezentemente os mais rigorosos frios; as magnolias e muitas outras saõ - huma clara prova desta observaçaõ. Como os graos de frio em Pequim - excedem às vezes os deste paiz, como ja disse, pode ser que as arvores do chà + huma clara prova desta observaçaõ. Como os graos de frio em Pequim + excedem às vezes os deste paiz, como ja disse, pode ser que as arvores do chà dentro de poucos annos venhaõ a supportar o nosso clima de modo que - emfim fiquem naturalizadas, e sejaõ hum artigo de commercio - A careza dos viveres e dos jornaes em Inglaterra seria + emfim fiquem naturalizadas, e sejaõ hum artigo de commercio + A careza dos viveres e dos jornaes em Inglaterra seria contudo muito menos favoravel para estabelecer o commercio da cultura do chá do que na China, aonde os dictos viveres saõ muito baratos, e igualmente os jornaes. - Osbeck diz, que os jornaleiros occupados no apanho do chá + Osbeck diz, que os jornaleiros occupados no apanho do chá raramente ganhaõ mais cada hum delles do que quinze reis por dia, e que contudo esta quantia he sufficiente para lhes dar com que vivaõ. Voyage to China, vol I. p. 298. , - como succedeo às batatas da terra - Gerard diz (no seu Hervario publicado no anno de I597, p. + como succedeo às batatas da terra + Gerard diz (no seu Hervario publicado no anno de I597, p. 780.) que as batatas da terra se davaõ nas Indias, na Barbaria, Hespanha e outros paizes quentes; que elle tendo comprado na Praça de Londres algumas raizes as plantara no seu jardim, e que nelle floreceraõ e duraraõ athe ao inverno, mas que nesta estaçaõ pereceraõ e apodreceraõ. - Elle accrescenta, que nesse tempo se costumavaõ assar estas + Elle accrescenta, que nesse tempo se costumavaõ assar estas raizes no borralho, e que depois huns as comiaõ ensopadas em vinho e outros com azeite, vinagre e sal; que alguns contudo costumavaõ cozelas com ameixas, e preparalas ainda de outros modos cada hum segundo o seu gosto. - que hoje parecem ser indigenas deste paiz. - He provavel contudo que os lugares da America septentrional que se + que hoje parecem ser indigenas deste paiz. + He provavel contudo que os lugares da America septentrional que se achaõ na mesma latitude que Pequim saõ mais favoraveis à cultura - desta arvore do que os de Inglaterra; + desta arvore do que os de Inglaterra; porquanto nelles o calor do estio faz rebentar os vegetaes mais cedo, de modo que os renovos sendo mais temporoẽs tem tempo de adquirir a força e vigor sufficiente antes que o inverno comece, o - que naõ succede em Inglaterra, aonde as arvores brotaõ mais tarde e + que naõ succede em Inglaterra, aonde as arvores brotaõ mais tarde e os frios do inverno chegaõ mais cedo, donde resulta que alguns renovos ou tenras plantas muitas vezes perecem em hum grao de frio muito menos rigoroso, do que o de Pequim e lugares frios da America septentrional.

- S. 11. Usos do Chá. -

Depois que o uso da infusaõ do chá foy geralmente adoptado na Europa, os + S. 11. Usos do Chá. +

Depois que o uso da infusaõ do chá foy geralmente adoptado na Europa, os seus effeitos relativamente á saude deversificando segundo as constituiçoẽs das pessoas, que a tomavaõ, deraõ occasiaõ a diffetes opinioẽs. Huns por terem algumas vezes observado alguns maos effeitos no seu uso se preoccuparaõ de tal sorte contra elle, que o desapprovaraõ - como geralmente pernicioso; outros pelo contrario tendo nelle reconhecido alguns bons effeitos o consideraraõ como geralmente - saudavel, e lhe attribuiraõ demasiadas virtudes. Esta contrariedade - de opinioẽs tem sido defendida por alguns Medicos Vej. Joh. + como geralmente pernicioso; outros pelo contrario tendo nelle reconhecido alguns bons effeitos o consideraraõ como geralmente + saudavel, e lhe attribuiraõ demasiadas virtudes. Esta contrariedade + de opinioẽs tem sido defendida por alguns Medicos Vej. Joh. Ludov. Hannemane de potu calido in Miscell, curios. Simon Pauli de abusu Theae et Tabacci. Tissot sobre as doenças de pessoas estudiosas e de vida sedentaria. Waldsmick. Disput. var. argum. @@ -15006,98 +13576,91 @@ referidos.

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Ha contudo alguns medicos que evitando os dois extremos sobredictos + S. 12. +

Ha contudo alguns medicos que evitando os dois extremos sobredictos admittem o seu uso, naõ deixando porem de reconhecer que elle algumas vezes he nocivo. Com effeito ha bastantes pessoas de differentes idades e temperamentos, que durante muitos annos, e quasi toda sua vida tomaraõ chà em abundancia sem sentir a menor indisposiçaõ; ao mesmo tempo que outras soffreraõ muitas incommodidades pelo terem tomado em grande quantidade.

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Para fixar pois os limites dos bons e maos effeitos desta bebida, he +

Para fixar pois os limites dos bons e maos effeitos desta bebida, he precizo huma grande perspicacia e imparcialidade. He difficil de tirar conclusoẽs certas meramente das experiencias analyticas; as partes do chà que parecem produzir os effeitos oppostos mencionados saõ principalmente as mais grosseiras. Eu mencionarei aqui algumas experencias que fiz com todo o cuidado, mas naõ posso deixar de confessar ao mesmo tempo que ellas naõ nos indicaõ sufficientemente em - que consista aquella propriedade relaxante e sedativa, ordinariamente taõ refrigerante e agradavel aos que usaõ + que consista aquella propriedade relaxante e sedativa, ordinariamente taõ refrigerante e agradavel aos que usaõ da bebida da chà, nem de que proceda pelo contrario que algumas pessoas experimentaõ della taõ desagradaveis effeitos; a observaçaõ poderà melhor instruir-nos nesta difficultosa investigaçaõ.

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Experiencia 1º. Tomei igual quantidade de huma forte infusaõ de chà verde +

Experiencia 1º. Tomei igual quantidade de huma forte infusaõ de chà verde superfino, e de chà bohy commum, taõbem forte; tomei demais disso huma semelhante quantidade do licor que me restou da destillaçaõ mencionada na experiencia 3º*, e outra igual, de agoa simplez; metti cada huma destas quantidades em seus vasos separados e nelles lancei duas oitavas - de carne de boy, que havia quasi dois dias que tinha sido morto. As + de carne de boy, que havia quasi dois dias que tinha sido morto. As oitavas de carne, que tinha lançado n'agoa simplez, apodreceraõ dentro de quarenta e oito horas, e as que tinha posto nas duas infusoẽs de chà, e no licor que restou depois da destillaçaõ citada naõ mostraraõ sinaes alguns de podridaõ senaõ quasi depois de - settenta horas Vej. Percival's Experimental Essays, p. 119 e + settenta horas Vej. Percival's Experimental Essays, p. 119 e seg. aonde se referem muitas engenhosas experencias e observaçoẽs a este respeito..

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Experiencia 2º. Lancei nas infusoẽs fortes de todas as castas de chà +

Experiencia 2º. Lancei nas infusoẽs fortes de todas as castas de chà verde e bohy, que pude haver, iguaes quantidades de sal de ferro - (sal martis) - Nesta experiencia as infusoẽs eraõ de quatro onças, em cada + (sal martis) + Nesta experiencia as infusoẽs eraõ de quatro onças, em cada huma haviaõ duas oitavas de chá, e hum graõ de sal de ferro. Vej. Neumann's chemistry, by Lewis, p. 377. Short on lhe nature and properties of Tea, p. 29. , e todas as dictas infusoes tomaraõ immediatamente huma cor purpurea ferrete. Segundo estas experiencias he evidente que tanto o chá - verde, como o bohy possuem huma virtude antiseptica (Exp. 1º) e astringente (Exp. 2º) + verde, como o bohy possuem huma virtude antiseptica (Exp. 1º) e astringente (Exp. 2º) applicados às fibras dos animaes mortos.

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Experiencia 3º Sem embargo disto, como muitas vezes tinha observado que a +

Experiencia 3º Sem embargo disto, como muitas vezes tinha observado que a bebida do chá, principalmente o verde de boa qualidade e bastantemente cheiroso, era notavelmente relaxante nas pessoas de huma constituiçaõ debil e delicada, tractei de proseguir as minhas investigaçoẽs, e para este fim:

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--*-- Destillei em agoa simplez meyo arratel do melhor e mais cheiroso +

--*-- Destillei em agoa simplez meyo arratel do melhor e mais cheiroso chà verde que pude haver, e obtive huma onça de agoa assaz cheirosa, transparente, e sem oleo algum, a qual sendo tractada com o sal de ferro, como expuz na Experiencia 2º naõ deo o menor indicio de astringencia.

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--*-- A porçaõ do liquor aquoso, que tinha res tado da destillaçaõ sendo +

--*-- A porçaõ do liquor aquoso, que tinha res tado da destillaçaõ sendo depois evaporada athe á consistencia de extracto, ficou com hum leve cheiro, e sabor muito amargoso, e astringente. A quantidade do extracto, que obtive nesta operaçaõ, pesou quasi cinco onças, e meya.

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Experiencia 4ª. --*-- Injectei na cavidade do abdomen e membrana cellular +

Experiencia 4ª. --*-- Injectei na cavidade do abdomen e membrana cellular de huma raan quasi tres drachmas da agoa cheirosa destillada, de que acima fiz mençaõ (Exp, 3ª --*--). Passados vinte minutos, huma das duas pernas da raan começou a sentir consideravelmente os effeitos da injecçaõ, e ficou inteiramente sem movimento nem sensibilidade - algumaVej. a este respeito Smith, Tentamen inangurale de + algumaVej. a este respeito Smith, Tentamen inangurale de actione musculari. Edimb, p. 46.: seguio-se hum torpor - universal, que durou nove horas, depois das quaes o animal recobrou gradualmente o seu + universal, que durou nove horas, depois das quaes o animal recobrou gradualmente o seu antigo vigor.

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--* *-- Injectei taõbem do mesmo modo em outra raan huma porçaõ do licor, +

--* *-- Injectei taõbem do mesmo modo em outra raan huma porçaõ do licor, que tinha restado depois da destillaçaõ do chà verde acima mencionada (Exper. 3ª); mas a injecçaõ naõ produzio effeito algum sensivel.

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Experiencia 5ª --*-- Appliquei huma porçaõ da agoa cheirosa destillada +

Experiencia 5ª --*-- Appliquei huma porçaõ da agoa cheirosa destillada (de que fiz mençaõ na Exper. 3ª --*--) aos nervos ischiaticos descarnados, e á cavidade do abdomen de huma raan. Dentro de meya hora as duas extremidades posteriores ficaraõ inteiramente paralyticas e insensiveis, e quasi huma hora depois o animal expirou.

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--*-- Appliquei do mesmo modo a outra raan o licor que tinha ficado +

--*-- Appliquei do mesmo modo a outra raan o licor que tinha ficado depois da destillaçaõ (mencionada na Exper. 3ª.); mas naõ observei effeito algum sedativo ou paralytico.

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--***-- Appliquei taõbem às mesmas partes e nas mesmas circumstancias o +

--***-- Appliquei taõbem às mesmas partes e nas mesmas circumstancias o extracto (mencionado na Exper. 3ª --**--) dissolvido em agoa; mas naõ lhe vi produzir effeito algum sensivel.

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- Segundo estas experiencias parece que os effeitos sedativos e +

+ Segundo estas experiencias parece que os effeitos sedativos e relaxantes do chà procedem principalmente do seu principio fragrante, que se acha em grande abundancia especialmente em algumas - varredades de cha verde Huma pessoa delicada tendo tomado duas + varredades de cha verde Huma pessoa delicada tendo tomado duas drachmas da agoa cheirosa acima mencionada sentio immediatamente huma grande nausea e hum prostamento geral de forças, que lhe durou algumas horas, e confessou depois que costumava @@ -15105,47 +13668,39 @@ que tomava a infusaõ do chá verde superfino. Ha taõbem algumas pessoas delicadas que basta fazerlhes cheirar o dicto chá verde para sentirem os referidos effeitos.. - O que parece ainda confirmar esta assersaõ he que os Chinas naõ costumaõ fazer uso desta planta (S. + O que parece ainda confirmar esta assersaõ he que os Chinas naõ costumaõ fazer uso desta planta (S. 8.) sem a terem guardado depois da sua preparaçaõ ao menos doze mezes, por Conhecerem que em quanto fresca tem huma qualidade - soporifera e embriagante O Dr. Lettsom cita a este respeito os + soporifera e embriagante O Dr. Lettsom cita a este respeito os seguintes versos de Lucrecio: Arboribus primum certis gravis umbra tributa est Usque adeo, capitis faciant ut saepe dolores, Si quis eas subter jacuit prostratus in herbis, Est etiam in magnis Heliconis montibus arbos Floris odore hominem tetro consueta hecare. (Lucr. B.6.) - O Poeta diz nestes versos que a sombra de certas arvores causa dores de cabeça, e que nas + O Poeta diz nestes versos que a sombra de certas arvores causa dores de cabeça, e que nas montanhas Heliconias haviaõ algumas, cujas flores matavaõ com o seu activo cheiro. - Neste segundo cazo os affluvios odorantes nocivos saõ + Neste segundo cazo os affluvios odorantes nocivos saõ adequadamente allegados a favor do que diz o Dr. Lettsom; - mas naõ he o mesmo a respeito da sombra nociva das arvores; as dores de cabeça que as vezes se - apanhaõ á sombra das arvores naõ procedem dos effluvios + mas naõ he o mesmo a respeito da sombra nociva das arvores; as dores de cabeça que as vezes se + apanhaõ á sombra das arvores naõ procedem dos effluvios odorantes, mas da má qualidade dos gazes que exhalaõ as - tracheas das folhas, + tracheas das folhas, &c. Vej. Experiences sur les Vegetaux, par Mr. Ingen-Housz na edic. de 1780, p. 61-64, e na segunda edic., p. 607-611; &c. .

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Como as experiencias de que acima fiz mençaõ me naõ parecem por si sòs + S. 13. +

Como as experiencias de que acima fiz mençaõ me naõ parecem por si sòs sufficientes para fixar com exactidaõ os saudaveis ou nocivos effeitos do chá sobre o corpo humano, serà precizo recorrer à observaçaõ, e nella procurar factos, que nos possaõ illuminar e conduzir a inferencias mais seguras respectivamente aos dictos effeitos.

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O uso de tomar chá todas os dias, como huma agradavel bebida, faz + +

O uso de tomar chá todas os dias, como huma agradavel bebida, faz esquecernos ordinariamente de indagar as suas propriedades medicinaes; eu cuidarei contudo de o considerar aqui em ambos estes respeitos. Das pessoas, que gozaõ de boa saude e saõ sadias, rarissimamente succede @@ -15164,12 +13719,10 @@ tempo); outras pelo contrario supportaõ bem o chà pela manhaan, mas quando o tomaõ de tarde confessaõ que elle lhes causa huma certa agitaçaõ, e as incommoda com hum tremor involuntario.

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Ha muitas pessoas que apenas tomaõ huma so taça de chá, sentem +

Ha muitas pessoas que apenas tomaõ huma so taça de chá, sentem immediatamente hum embrulhamento de estomago; ha outras, que depois de terem tomado esta bebida, sentem na regiaõ epigastrica, e bocca do - estomago huma dor aguda, acompanhada de tremores geraes. Mas as constituiçoẽs tenras e + estomago huma dor aguda, acompanhada de tremores geraes. Mas as constituiçoẽs tenras e delicadas saõ ordinariamente as que mais softrem do abundante uso do chà, sendo frequentemente attacadas de dores de estomago e intestinos, de affecçoẽs espamodicas, de huma grande agitaçaõ de espiritos, e @@ -15177,14 +13730,14 @@ claras, e em grande abundancia.

- §. 14. -

Os effeitos do chà seriaõ na verdade determinados com maior certeza, se + §. 14. +

Os effeitos do chà seriaõ na verdade determinados com maior certeza, se as pessoas, que estaõ habituadas a tomalo em grande abundancia, naõ mostrassem tanta repugnancia em communicar-nos com exactidaõ as incommodas sensasoẽs que experimentaõ pelo seu demasiado uso, receando de serem notadas de imprudencia por continuarem a tomar huma bebida, que a experiencia lhes tem mostrado ser-lhes nociva.

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Naõ deixamos contudo de saber com certeza que elle causa insomnolencia a +

Naõ deixamos contudo de saber com certeza que elle causa insomnolencia a algumas pessoas, que o tomaõ à noyte em grande quantidade. Para attribuirmos este effeito a agoa quente, era precizo sabermos se ella o produz nas mesmas pessoas ou em outras de semelhante constituiçaõ, e em @@ -15192,16 +13745,14 @@ mais disso ainda mesmo nesse cazo o chà naõ deixaria de contribuir para o dicto effeito em grande parte. Naõ se lhe pode taõbem negar a propriedade de alegrar, alentar, e avivar os espiritos. Todas estas - circumstancias parecem indicar que o chá contem hum principio activo, penetrante, e capaz de excitar promptamente a + circumstancias parecem indicar que o chá contem hum principio activo, penetrante, e capaz de excitar promptamente a acçaõ dos nervos; nas constituiçoẽs summamente irritaveis esta acçaõ chega a tal grao, que causa sensasoẽs assaz incommodas e affecçoẽs espasmodicas; e nas menos irritaveis causa immediatamente hum certo prazer e satisfacçaõ, naõ deixando contudo de occasionar ao mesmo tempo huma certa tendencia para os tremores, e huma agitaçaõ, a que pouco falta para ser dolorosa.

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As variedades de chà mais fino saõ mais sujeitas a causar estes effeitos; +

As variedades de chà mais fino saõ mais sujeitas a causar estes effeitos; e he talvez principalmente por esse motivo que as mais baxas classes do povo, que usaõ do mais ordinario, saõ em geral as que soffrem menos incommodos desta bebida; digo, em geral, porque nellas naõ deixaõ de @@ -15211,18 +13762,17 @@ vindo por este modo a quantidade, e graos de calor a produzir nellas effeitos equivalentes aos que os chás finos causaõ nas pessoas ricas.

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Naõ devo contudo deixar de expor aqui, que as infusoẽs de algumas plantas +

Naõ devo contudo deixar de expor aqui, que as infusoẽs de algumas plantas da Europa, como por. ex. as da salva, hortelaan, herva cidreira, e ainda mesmo as do alecrim e valeriana tem em bastantes pes, soas produzido algumas vezes effeitos semelhantes aos do chà, occasionando agitaçaõ de espiritos, flatulencia, dores espasmodicas, e outros symptomas que se observaõ nas pessoas summamente habituadas ao chá.

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Todos os que tem observado attentamente o que as differentes variedades + S. 15. +

Todos os que tem observado attentamente o que as differentes variedades de chá verde fino obraõ em si e em outras pessoas, que costumaõ fazer dellas grande uso, creyo que naõ deixaraõ de admittir que nos dictos chas ha principios, que produzem effeitos assaz particulares. As @@ -15230,12 +13780,12 @@ taõbem sobre os nervos, de produzirem tremores, e de porem o corpo em tal estado durante algum tempo, que a mais leve coiza lhe causa perturbaçaõ.

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Ha pessoas em hum e outro sexo, em que tenho observado que todas as vezes +

Ha pessoas em hum e outro sexo, em que tenho observado que todas as vezes que tomaõ huma so taça de chá, costumaõ ser sempre incommodadas de grande anxiedade e oppressaõ, e que quando se achaõ em companhia de pessoas de sua amizade tomaõ por cendescendencia algumas taças de agoa quente com leite e assucar sem sentirem depois o menor incommodo.

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Hum medico dos meus amigos, que juntamente com outros assistio no +

Hum medico dos meus amigos, que juntamente com outros assistio no collegio de Edimburgo às experiencias acima mencionadas, me assegurou que todas as vezes que tomava pela manhaan huma pequena quantidade de chà fino, se sentia depois incommodado durante algumas horas, e se @@ -15243,35 +13793,31 @@ as vezes que tomava chocolate ao almoço, passava bem, e se achava com boa vontade de comer ao jantar; que quando tomava de tarde huma so taça de chà, era incommodado do mesmo modo, e alem disso na noyte seguinte - perdia tres ou quatro horas do somno costumado, que porem se acazo se achava em sociedade de + perdia tres ou quatro horas do somno costumado, que porem se acazo se achava em sociedade de amigos, e tomava huma taça de agoa quente com leite e assucar, naõ sentia depois a menor incommodidade.

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Disse-me taõbem que o opio lhe causava quasi os mesmos effeitos que o +

Disse-me taõbem que o opio lhe causava quasi os mesmos effeitos que o chà, mas em maior grào; porquanto tendo-lhe huma vez succedido tomar huma dose de dissoluçaõ de opio naõ sentio a menor disposiçaõ para dormir, mas taõ somente huma certa anxiedade de estomago quasi semelhante a nausea.

- §. 16. -

Hum dos grandes Medicos practicos desta cidade me assegurou taõbem ter + §. 16. +

Hum dos grandes Medicos practicos desta cidade me assegurou taõbem ter observado algumas pessoas lançar escarros de sangue pela razaõ de terem respido hum ar carregado do po de chà, no trabalho da mistura das suas differentes variedades, a qual os ricos mercadores de chà mandaõ fazer no fundo de suas lojas para contentarem os diversos gostos dos seus - freguezes. Com effeito os que saõ fequentemente empregados nesta sorte de trabalho, vem + freguezes. Com effeito os que saõ fequentemente empregados nesta sorte de trabalho, vem ordinariamente a soffrer grandes enfermidades, huns lançando sangue subitamente dos bofes ou pelos narizes, outros sendo attacados de tosses violentas, que terminaõ em consumpçoẽs.

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Estas circumstancias parecem indicar que no chà alem da sua propriedade +

Estas circumstancias parecem indicar que no chà alem da sua propriedade sedativa e relaxante existe huma substancia activa e penetrante, que naõ pode deixar de produzir effeitos singulares em certas compleiçoes.

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Hum famoso corrector de chà desta cidade, depois de ter hum dia examinado + +

Hum famoso corrector de chà desta cidade, depois de ter hum dia examinado mais de cem caxas desta mercadoria, sendo obrigado a tomar o cheiro, que cada huma das variedades continha, para poder julgar das suas qualidades, foy no dia seguinte attacado de huma vertigem violenta, @@ -15285,8 +13831,8 @@ identicos poderaõ vir hum dia a verificar.

- §. 17. -

Hum ajudante de certo corrector de chà desta cidade, depois de ter + §. 17. +

Hum ajudante de certo corrector de chà desta cidade, depois de ter examinado e misturado diversas castas desta mercadoria, foy durante algumas semanas attacado varias vezes de dores de cabeça e de vertigens, as quaes às vezes eraõ taõ fortes, que o faziaõ cahir, e em razaõ disso @@ -15295,16 +13841,14 @@ naõ foraõ permanentes, porquanto immediatamente que tornou á sua ordinaria occupaçaõ foy attacado da mesma molestia. A conselharaõ-lhe emfim que recorresse à electricidade, o que fez com effeito, sendo lhe - os chòques electricos dirigidos á cabeça. No dia seguinte sentio bastantes alivios, mas no + os chòques electricos dirigidos á cabeça. No dia seguinte sentio bastantes alivios, mas no outro dia depois começou a perder pouco a pouco o uso de seus membros athe ficar insensivel, e a cahir subitamente em apoplexia, em cujo - estado acabou a vida. Eu o vi algumas horas antes da sua morte em hum + estado acabou a vida. Eu o vi algumas horas antes da sua morte em hum estado de insensibilidade, e naõ me atrevo a decidir se estes fataes effeitos dovem antes ser attribuidos aos effluvios do chà do que à electricidade; seja qual for a causa, hum semelhante facto merece - toda attençaõ da parte dos que practicaõ a Medicina Os + toda attençaõ da parte dos que practicaõ a Medicina Os perniciosos effeitos do po e cheiro do chá observados em Londres talvez faraõ pensar a alguns, que elles incommodaõ do mesmo modo na China aos que se occupaõ em examinar e misturar as @@ -15315,7 +13859,7 @@ Londres, aonde o dicto trabalho he de ordinario practicado na caza, que fica no fundo das lojas, assaz abafada..

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Hum moço de constituiçaõ delicada tinha em vaõ famado hum grande numero +

Hum moço de constituiçaõ delicada tinha em vaõ famado hum grande numero de remedios differentes pela razaõ do grande abatimento de espiritos em que o tinha posto a sua melancholia; nesta perigosa situaçaõ fuy chamado, e tendo reconhecido que elle era costumado a tomar chá @@ -15324,23 +13868,21 @@ algumas semanas, mandaraõ-lhe hum bello prezente de chá verde fino, que o tentou de tal modo, que nesse dia e no seguinte tomou delle huma grande quantidade. Com este regalo naõ so tornou a cahir na sua antiga - melancholia e abatimento de espiritos, mas sentio alem disso perda de memoria, tremores, huma disposiçaõ a + melancholia e abatimento de espiritos, mas sentio alem disso perda de memoria, tremores, huma disposiçaõ a ser inquietado com as mais leves coizas, e hum grande numero de indisposiçoes nervosas. Tornei a ir visitalo, e reconheci immediatamente que todo o seu mal procedia do chà; elle goza prezentemente de huma perfeita saude, tendo-lhe cuidadosamente feyto o sacrificio de evitar o uso do chá, como lhe aconselhei.

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Tenho observado em pessoas delicadas ainda outros exemplos de abatimento +

Tenho observado em pessoas delicadas ainda outros exemplos de abatimento e indisposiçoes nervosas, que lhes duraraõ muitos annos, por naõ quererem seguir o conselho de habeis medicos, e que sem embargo do uso de muitos remedios naõ foraõ curadas senaõ quando os doentes se abstiveraõ de tomar a infusaõ do chá.

- §. 18. -

O meu fim naõ he criticar nem fazer o elogio do chá; o meu intuito he + §. 18. +

O meu fim naõ he criticar nem fazer o elogio do chá; o meu intuito he somente tractar desta substancia com toda a imparcialidade. Eu naõ tenho menos magoa em gaber que se achaõ neste exotico qualidades perniciosas, do que prazer em reflectir que elle serve á mesma hora de mimoso regalo @@ -15350,20 +13892,18 @@ verdade a hum coraçaõ social os mais gratos sentimentos. Mas he precizo ser justo; elle tem contra si naõ so a opiniaõ publica fundada em parte na experiencia, mas ainda muitos habeis escritores que o consideraõ ser - a causa de muitas enfermidades graves; as indisposiçoẽs nervosas aindaque nem todas se julguem ser occasionadas + a causa de muitas enfermidades graves; as indisposiçoẽs nervosas aindaque nem todas se julguem ser occasionadas pelo seu uso, diz-se contudo que todas saõ muito aggravadas por elle. Estas imputaçoẽs podem ser em parte verdadeiras, e merecem de ser examinadas com toda a candura.

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Segundo a experiencia, as bebidas aquosas toma das quentes e em grande +

Segundo a experiencia, as bebidas aquosas toma das quentes e em grande quantitade entraõ promptamente na corrente da circulaçaõ, e passaõ dentro de pouco tempo pelas ourinas ou pela transpiraçaõ ou augmentaõ alguma das secreçoẽs. Os seus effeitos sobre os solidos saõ de relaxar, e por conseguinte de enfraquecer; elles saõ proporcionados à quantidade que se toma da bebida quente, e se esta se substitue aos alimentos, os seus effeitos devem por conseguinte ser maiores.

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Todas as infusoẽs de hervas obraõ ordinariamente do modo sobredicto; a do +

Todas as infusoẽs de hervas obraõ ordinariamente do modo sobredicto; a do chà contudo tem estas duas particularidades, ella possue naõ so huma qualidade sedativa (Exp. 3º. 4º 5º), mas taõbem huma notavel astringencia (Exp. 2º), que serve de corrigir de algum modo a @@ -15371,18 +13911,16 @@ da dicta qualidade astringente relaxa menos do que algumas infusoes de hervas, que tem hum leve cheiro aromatico com muito pouca ou nenhuma astringencia.

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Portanto o chà que naõ he muito fino, nem to mãdo muito quente, ou em +

Portanto o chà que naõ he muito fino, nem to mãdo muito quente, ou em demasiada quantidade merece talvez de ser preferido a todas as infusoẽs vegetaes que conhecemos; e se bem se attender à sua energia em avivar os espiritos, ver-se-há que a nossa inclinaçaõ ao chà naõ procede meramente - de luxo ou moda, mas sim de lhe acharmos huma superioridade à maior parte dos outros vegetaes no gosto e + de luxo ou moda, mas sim de lhe acharmos huma superioridade à maior parte dos outros vegetaes no gosto e effeitos.

- §. 19. -

Passemos actualmente aos effeitos que causa este exotico nos paizes, de + §. 19. +

Passemos actualmente aos effeitos que causa este exotico nos paizes, de que he indigena, e aonde ha muitos seculos he geralmente usado. Quanto aos Japonezes naõ posso dizer nada, porque prezentemente temos muito poucas noticias desta naçaõ; quanto aos Chinas, sabemos que as infusoẽs @@ -15390,21 +13928,18 @@ grande quantidade; saõ a bebida ordinaria do baxo povo, assim como o arroz he o seu principal alimento; os grandes, e pessoas ricas usaõ igualmente desta bebida, mas comem carne, e boas iguarias.

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Quanto às suas molestias conhecemos muito pouco, nem sabemos que +

Quanto às suas molestias conhecemos muito pouco, nem sabemos que influencia tenha o chà relativamente a ellas. O Dr. Arnot, honra da sua patria e profissaõ, medico summamente estimado dos Chinas, me escreveó de Cantam que fora o primeiro que chegara a persuadir os dictos povos a - deixar-se sangrar nas suas infermidadesDu Halde historia da China, + deixar-se sangrar nas suas infermidadesDu Halde historia da China, vol. IlI, p. 362, nota contudo que a sangria naõ deixa inteiramente de ser practicada entre os Chinas.. Segundo esta noticia parece que as doenças inflammatorias naõ saõ muito commuas no dicto paiz; aliàs huma naçaõ que se diz ter tanto amor à vida naõ deixaria de ter ja admittido ha muito tempo hum remedio que em taes enfermidades he quasi o unico que ha. Suppondo pois que as doenças inflammatorias saõ - menos frequentes na China do que em outros lugares, parece provavel que o contindado e abundante uso do chá he huma das principaes causas + menos frequentes na China do que em outros lugares, parece provavel que o contindado e abundante uso do chá he huma das principaes causas disso. As molestias inflammatorias que haviaõ ha cem annos nesta capital comparadas com as que hoje nella observamos naõ saõ pouco favoraveis a esta conjectura. Se considerar-mos o quanto ellas eraõ frequentes no @@ -15416,25 +13951,23 @@ parte.

- §. 20. -

Antes do uso do chá, os almoços neste paiz eraõ ordinariamente mais + §. 20. +

Antes do uso do chá, os almoços neste paiz eraõ ordinariamente mais substanciaes, como por ex. os lacticinios, os assados, &c acompanhados de cervejas, ou de vinhos das Canarias e fortes (entre pessoas ricas). Naõ se pode duvidar que semelhantes alimentos, e o exercicio que se costumava entaõ fazer deviaõ causar no sangue, e outros fiuidos animaes hum estado bem differente daquelle que produz o chà com hum pouco de leite ou nata, e paõ com manteiga.

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O uso de tomar chà ao almoço, e ainda mesmo de tarde ordinariamente em +

O uso de tomar chà ao almoço, e ainda mesmo de tarde ordinariamente em grande quantidade, naõ podia deixar de contribuir para alterar a economia animal. Antes da introducçaõ deste exotico, os regalos que se faziaõ nas visitas de tarde eraõ bem differentes; nestas occasioẽs o que de ordinario se costumava presentar eraõ jeléas, pasteis de fruta, - doces, assados, vinhos fortes, os de maçaans, a cerveja forte (denominada + doces, assados, vinhos fortes, os de maçaans, a cerveja forte (denominada ale) e ainda mesmo os licores espirituoaos, que as vezes eraõ tomados em demasia, e com bastante danno.

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Esta sorte de refeiçoẽs devia certamente entreter aquella natural +

Esta sorte de refeiçoẽs devia certamente entreter aquella natural diathése inflammatoria, e plenitude de sangue que resulta do grande vigor, como taõbem dispor para aquellas enfermidades que procedem de semelhantes causas. Peloque naõ he inadequado suppor que visto serem @@ -15445,19 +13978,18 @@ da debilidade que temos referido, do que o chá.

- §. 21. -

Estas conjecturas sendo admittidas poderaõ guiarnos a determinar quando, + §. 21. +

Estas conjecturas sendo admittidas poderaõ guiarnos a determinar quando, e a que pessoas o uso do chà he saudavel ou nocivo. Elle parece ser proveitoso aquellas pessoas por ex, que saõ de natureza sanguie nea, em que ha huma diathése inflammatoria, ou que em razaõ do seu exercicio, afimentos, clima, ou em razaõ de todas estas circumstancias reunidas tendem a esta situaçaõ, servindo-lhes de relaxar a demasiada rigidez dos solidos, e de diluir a Iympha coagulavel do sangue (como lhe chama hum - judiciozo autor)Vej. Transacçoẽs Philosophicas, vol. LX, 1770, + judiciozo autor)Vej. Transacçoẽs Philosophicas, vol. LX, 1770, p.368 e seg..

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Ha contudo idiosyncrasias, ou temperamentos particulares entre os + +

Ha contudo idiosyncrasias, ou temperamentos particulares entre os sobredictos que merecem de ser exceptuados desta regra geral. Ha homens por ex. de temperamento forte, vigoroso, e que em tudo indicaõ huma excellente saude, aos quaes contudo poucas taças de chà bastaõ para @@ -15467,7 +13999,7 @@ substanciaes; nada os reforça mais depois de hum exercicio forte e continuado, de maneira, que para elles o chà he hum refresco igual e talvez o mais proveitoso de todos os que hoje estaõ em uso.

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Se attendermos porem aos effeitos que pode causar o chà nas pessoas que +

Se attendermos porem aos effeitos que pode causar o chà nas pessoas que se achaõ em hum estado de saude e vigor opposto, isto he, que saõ de huma constituiçaõ tenra, delicada, e enfraquecida, cujos solidos se achaõ debilitados, o sangue attenuado e aquoso, a vontade de comer @@ -15475,22 +14007,19 @@ em summa que saõ de huma disposiçaõ opposta à in flammatoria, veremos que o demasiado uso do chá naõ pode demar de contribuir para abater-lhes o resto das forças vitaes athe polas em hum estado perigoso.

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Entre estes dois extremos ha muitas gradaçoẽs; sendo todas as coizas +

Entre estes dois extremos ha muitas gradaçoẽs; sendo todas as coizas aliàs iguaes, o chà sera em geral mais ou menos proveitozo, mais ou menos nocivo à proporçaõ que os temperamentos se approximarem mais aos dictos dois extremos oppostos. Eu confesso naõ ter assaz experiencia nem - talentos para poder ponderar todas estas gradaçoẽs; direi somente que huma grande quantidade de chá raramente pode ser proveitosa, a naõ + talentos para poder ponderar todas estas gradaçoẽs; direi somente que huma grande quantidade de chá raramente pode ser proveitosa, a naõ ser tomada como medicamento, e depois de huma grande fadiga; que o chá naõ deve ser tomado muito quente, e que os chás mais finos principalmente o verde, como ja disse, saõ suspeitos de ser de peior qualidade do que os ordinarios ou medianos.

- §. 22. -

Segundo as experiencias e observaçoẽs que tenho referido he evidente, que + §. 22. +

Segundo as experiencias e observaçoẽs que tenho referido he evidente, que o chá possue hum principio odorante volatil, o qual tende em geral a relaxar e enfraquecer o systema nervoso das pessoas delicadas, principalmente quando ellas o tomaõ quente e em grande quantidade. Eu @@ -15499,18 +14028,16 @@ tendo-se abstido della reconheceraõ depois que isso lhes era prejudicial à sua saude, e tornaraõ a continuar o seu uso por naõ ter outra que lhe podessem substituir principalmente nos seus almoços.

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Portanto as pessoas que naõ podem abandonar inteiramente esta bebida, e a +

Portanto as pessoas que naõ podem abandonar inteiramente esta bebida, e a consideraõ como o seu mimoso regalo, deveraõ ao menos tomala de hum modo mais seguro, deixando ferver o chá durante alguns minutos a fim de dissipar o seu principio odorante (Exp. 3º e S. 13.), que he o mais nocivo, e extrahir a parte amargoza, astringente e mais estomachica (Vej. as Exp. do §. 12) em vez de o preparar do modo ordinario por infusaõ.

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Hum dos habeis medicos desta capital tendo observado muitas vezes os - effeitos prejudiciaes do chá tomado por infusaõ, e tendo lido huma dissertaçaõ publicada em - LeydeSistens Observationes ad vìres Thee pertinentes. Lug. +

Hum dos habeis medicos desta capital tendo observado muitas vezes os + effeitos prejudiciaes do chá tomado por infusaõ, e tendo lido huma dissertaçaõ publicada em + LeydeSistens Observationes ad vìres Thee pertinentes. Lug. Batav. 1769. a este respeito tentou de o preparar bem differentemente; elle o manda lançar em agoa quente, e nella ficar durante algumas horas, depois faz tirar a infusaõ a limpo em outro bule, @@ -15519,8 +14046,8 @@ assegura, pode tomar quasi dobrada quantidade de chá sem as desagradaveis incommodidades nervosas, que costumava sentir quando o preparava do modo ordinario.

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O extracto do chá (Exp. 3ª --**--) pode ser com a mesma utilidade - substituido às folhas. Eu +

O extracto do chá (Exp. 3ª --**--) pode ser com a mesma utilidade + substituido às folhas. Eu tenho muitas vezes usado delle em lugar da infusaõ, dissolvendo-o em agoa quente, e me pareceo sempre ser hum excellente amargo estomàchico; por este modo se evitaõ em grande parte os effeitos @@ -15530,13 +14057,11 @@ quando muito duas oitavas cada hum; dez graõs dissolvidos em agoa quente saõ sufficientes para o almoço de huma pessoa. Elle pode ser feito mesmo na Europa sem grande despeza nem trabalho (Exp. 3º --**--)

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As infusoẽs das flores de macella, ou de outro amargo estomachico tomadas - depois do chá, saõ assaz uteis algumas vezes para impedir os seus maos effeitos relaxantes. +

As infusoẽs das flores de macella, ou de outro amargo estomachico tomadas + depois do chá, saõ assaz uteis algumas vezes para impedir os seus maos effeitos relaxantes. Estas infusoẽs amargozas algumas vezes saõ muito mais proveitozas, quando se tomaõ frias.

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Em todas as formas que os Chinas costumaõ usar do chà como medicamento +

Em todas as formas que os Chinas costumaõ usar do chà como medicamento estomachico, segundo refere Du Halde, he fervido durante algum tempo ou preparado de tal modo que o seu principio odorante volatil seja dissipado; he muito provavel que este costume, que me parece bem @@ -15544,30 +14069,28 @@ observaçoẽs.

- §. 23. -

Os que conhecem bem a natureza humana costumaõ attribuir as inclinaçoẽs, + §. 23. +

Os que conhecem bem a natureza humana costumaõ attribuir as inclinaçoẽs, que tem os homens aos vicios e virtudes, naõ so à educaçaõ e clima em que habitaõ, mas ainda aos seus alimentos e modo de vida; pelo que como a infusaõ do chà he usada ha muitos seculos entre os Chinas, naõ me parece desacertado dar aqui huma concisa idea dos costumes e caracter destes povos, como fiz a respeito das suas molestias.

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- Os Chinas saõ geralmente descriptos como homens incapazes de +

+ Os Chinas saõ geralmente descriptos como homens incapazes de supportar trabalhos duros, de forças mediocres, ou fracos, comparados com os habitantes da Europa, e outros paizes; habeis em algumas artes athe certo grao, mas sem terem dado athe agora provas algumas de hum genio elevado em architectura civil ou militar; - pusillanimes, afeminados, summamente libidinosos, e deshonestos - Vej. Du Halde's history os China: vol. II. p. 70. 130. e + pusillanimes, afeminados, summamente libidinosos, e deshonestos + Vej. Du Halde's history os China: vol. II. p. 70. 130. e seg. - ; manhosos, dissimulados, interesseiros - Vej. Anson's voyage round the world, p. 366. e muitos outros + ; manhosos, dissimulados, interesseiros + Vej. Anson's voyage round the world, p. 366. e muitos outros autores que tractaõ da China. , e vingativos.

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Naõ seria certamente razoavel attribuir todas estas qualidades somente +

Naõ seria certamente razoavel attribuir todas estas qualidades somente aos seus alimentos e modo de vida, ha muitas outras causas que concorrem para ellas; mas naõ deixa de ser provavel que todo o genero de vida, que tende a debilitar, contribue para augmentar as màs qualidades. Aonde naõ @@ -15579,21 +14102,19 @@ sexo femineo ha huma probidade, fortaleza, e grandeza de alma nada inferiores às que se achaõ nos homens, mas duvido muito que isso seja commum.

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Eu naõ me atrevo a decidir se o seculo actual nos presenta tantos +

Eu naõ me atrevo a decidir se o seculo actual nos presenta tantos exemplos de excellentes qualidades como os antigos, mas ao menos a opiniaõ geral he que nelle ha vicios que naõ deslustraraõ os da antiguidade. Se o uso geral do chá tende ou naõ a augmentar a disposiçaõ para alguns delles, pode na verdade ser hum problema em Medicina. Tudo o que tende a debilitar parece ordinariamente augmentar a sensibilidade do corpo; o mesmo homem por ex. que em estado de boa saude naõ estremece - com o estoiro de huma peça de artilharia, sera summamente perturbado + com o estoiro de huma peça de artilharia, sera summamente perturbado sentindo abrir derepente huma porta no, cazo que alguma molestia o tenha enfraquecido, ou posto em hum estado de debilidade afeminada; observamos taõbem que os dezejos naõ saõ sempre proporcionados ás forças do corpo, e que os mais fortes succedem ás vezes ter lugar, quando as forças do - corpo se achaõ no maior abatimentoSegundo as observaçoẽs de muitos + corpo se achaõ no maior abatimentoSegundo as observaçoẽs de muitos celebres medicos, o abuso das bebidas quentes faz que o estomago cessa de ter os dezejos costumados, as forças do corpo ficaõ estragadas, e os tremores sobrevem ordinariamente.. Supposto @@ -15601,8 +14122,8 @@ ser considerado, como huma coiza indifferente.

- S. 24. -

Segundo o que tenho exposto, naõ me parece acertado que os meninos, e + S. 24. +

Segundo o que tenho exposto, naõ me parece acertado que os meninos, e geralmente todas as pessoas de tenra idade hajaõ de fazer uso desta bebida, Ella costuma enfraquecer-lhes o estomago, arruinarlhes as forças digestivas, e contribuir para causarlhes muitas molestias. He raro de @@ -15613,16 +14134,14 @@ familias contudo começaõ prezentemente a fazer melhor es colha de alimentos, e entre algumas o chà he bastantemente desestimado em razaõ dos nocivos effeitos que nelle tem reconhecido. Elle naõ devera ser taõ - usado, como he, nas mezas dos Mestres que tem estudantes porcionistas + usado, como he, nas mezas dos Mestres que tem estudantes porcionistas em sua caza, e os dictos Mestres deveraõ advirtir que se bem que o chà pode ter lugar em alguns convites, o seu continuado uso arruina ordinariamente a saude, às forças, e a constifuiçaõ da mocidade.

- §. 25. -

Tendo athe agora tractado do uso dietetico do chà, restame fallar dos + §. 25. +

Tendo athe agora tractado do uso dietetico do chà, restame fallar dos seus usos medicinaes. O chá tem presentemente entre nos muito pouca consideraçaõ como medicamento, e ainda mesmo como hum brando diaphoretico he raras vezes mencionado nos nossos autores. Contudo a sua @@ -15637,11 +14156,9 @@ meramente aquosas), e, da mesma sorte que as mais pequenas doses de opio, impede às vezes o sono, pondo durante algumas horas os espiritos em hum desordenado movimento.

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Todas as vezes pois que for precizo tomar infusoẽs em grande dose para +

Todas as vezes pois que for precizo tomar infusoẽs em grande dose para excitar e entreter hum grande suor principalmente nalgumas indisposiçoẽs - inflammatorias, se poderà usar bem adequadamente de huma decocçaõ, ou + inflammatorias, se poderà usar bem adequadamente de huma decocçaõ, ou de huma forte infusaõ de chà; porquanto a virtude sedativa desta planta, ajudada da propriedade dilutiva da agoa quente, excitará o suor sem contudo estimular. Os Chinas, que costumaõ usar do chà como remedio em @@ -15650,7 +14167,7 @@ depois que o chá se lançou no bule para poder obter as suas partes mais subtis, e tomada quente parece dever ser preferida nos cazos em que se houver de tomar como hum a ttenuante ou relaxante.

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Eu tenho dado varias vezes em hum vehiculo diluente o chá verde fino em +

Eu tenho dado varias vezes em hum vehiculo diluente o chá verde fino em substancia, e nelle observei quasi os mesmos effeitos, que na sua infusaõ. Trinta graõs desta sorte de chá reduzido em po, e tomados tres ou quatro vezes, mediando entre cada huma dellas o espaço de huma hora, @@ -15663,15 +14180,14 @@ regiaõ do estomago, que passaõ ordinariamente com huma dejecçaõ laxativa.

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Diz-se que a dor de pedra he huma doença assaz frequente na China e + S. 26. +

Diz-se que a dor de pedra he huma doença assaz frequente na China e Japaõ, e que os naturaes destes paizes suppoem que o chá tem huma - particular qualidade para obviar esta enfermidade. Elle pode na - verdade ser util para corrigir e amaciar a agoa - A agoa, á força de ferver bastante tempo, pode ser + particular qualidade para obviar esta enfermidade. Elle pode na + verdade ser util para corrigir e amaciar a agoa + A agoa, á força de ferver bastante tempo, pode ser desembaraçada de huma certa porçaõ das suas partes terreas e salinas, e por conseguinte ficar mais macia para o uso commum; mas a agoa em que o chá he lançado de infusaõ naõ he @@ -15684,62 +14200,59 @@ mais consideravel for a quantidade da ourina, e quanto menos tempo esta for retida na bexiga: pelo que como o chà he hum diuretico pode muito bem ser considerado neste sentido como hum lithontriptico.

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- O chá, como ja mencionei (Exp. 1ª e 2ª) contem huma qualidade +

+ O chá, como ja mencionei (Exp. 1ª e 2ª) contem huma qualidade astringente antiseptica; elle possue taõbem hum amargor assaz - sensivel, e assim como temos exemplos - Elles saõ principalmente allegados pelo celebre Dr. Storck, + sensivel, e assim como temos exemplos + Elles saõ principalmente allegados pelo celebre Dr. Storck, medico de Vienna. na uva ursi, e outros amargos terem mitigado graves - paroxysmos de lithalgia, porque naõ poderá o chá em razaõ da sua + paroxysmos de lithalgia, porque naõ poderá o chá em razaõ da sua qualidade antácida ser taõbem proveitoso na mesma enfermidade?

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Eu tenho muitas vezes observado algumas pessoas depois de exercicios + +

Eu tenho muitas vezes observado algumas pessoas depois de exercicios violentos e jornadas acharem-se bastantemente fatigadas, agoniadas, sequiosas, e encalmadas, e experimentarem hum immediato alento depois de - tomarem humas poucas de taças de chá quente. Esta bebida he taõbem + tomarem humas poucas de taças de chá quente. Esta bebida he taõbem hum diluente e sedativo agradavel nos cazos de abundantes ou demasiadas comidas, em que o estomago se acha empachado, ha dores de - cabeça, e se sente o pulso elevado Le Comte's Memoirs and + cabeça, e se sente o pulso elevado Le Comte's Memoirs and observations, p. 227. Home's Principia Medicinae, p. 5. Percival's Experimental essays, p. 130. Vej. taõbem Tissot doenças das pessoas estudiosas e de vida sedentaria..

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Terminarei este tractado com algumas breves reflexoẽs sobre o uso + §. 27. +

Terminarei este tractado com algumas breves reflexoẽs sobre o uso economico deste exotico.

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O luxo, ou superfluidades estrangeiras, que se tem introduzido +

O luxo, ou superfluidades estrangeiras, que se tem introduzido consideravelmente neste paiz, tem contribuido para muitas das - enfermidades nervosas, que actualmente saõ nelle taõ frequentes. O + enfermidades nervosas, que actualmente saõ nelle taõ frequentes. O excessivo uso dos licores espirituosos he huma das principaes causas; mas este mesmo excessivo uso tem muitas vezes a sua origem - no do chá Vej. Pereival's Experimental essays, pag. + no do chá Vej. Pereival's Experimental essays, pag. 126.; huma constituiçaõ enfraquecida; hum braço tremulo em razaõ do uso quotidiano do chá, de ordinario procura recobro de vigor em alguma bebida espirituosa, e o que no principio foy quasi necessidade passa emfim a ser habito e intemperança, dando occasiaõ a hum grande numero de queixas, de que naõ deixaõ de resentir-se as desgraçadas geraçoẽs posteriores.

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Nem saõ estes somente os inconvenientes que resultaõ do uso geral do chá. + +

Nem saõ estes somente os inconvenientes que resultaõ do uso geral do chá. O homem pobre, que mal ganha quotidianamente com que possa haver as necessarias commodidades da vida e bons alimentos, dezejando competir com os que tem maiores possibilidades, e imitar o seu luxo, desperdiça ordinariamente neste exotico os seus fracos ganhos, e com esta imprudencia vem a ficar privado dos meyos de poder comprar o sustento convemente para si e sua familia.

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Eu conheço muitas familias pobres habituadas a este defeito, e sei que os +

Eu conheço muitas familias pobres habituadas a este defeito, e sei que os seus filhos padecem varias indisposiçoẽs procedidas de indigestaõ, debilidade, e relaxaçaõ; alguns delles tem chegado emfim a hum tal gráo de debilidade, que se lhes entortaraõ os membros, tornaraõ, se pallidos, e acabaraõ a vida em hum estado de marasmo.

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Estes effeitos naõ merecem tanto de ser attribuidos ás propriedades +

Estes effeitos naõ merecem tanto de ser attribuidos ás propriedades particulares do chá, como á falta de alimentos convenientes, dos quaes a gente pobre costuma privar-se antes do que passar sem o dicto exotico. Eu conheço huma pobre familia composta de may e varios filhos, aonde ha @@ -15749,23 +14262,22 @@ enfraquecido, saõ magros, macilentos, e de huma debil constituiçaõ; alguns delles contudo, que por humanidade foraõ arrancados a esta perniciosa criaçaõ, gozaõ prezentemente de huma saude menos má.

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- Hum dos nossos judiciosos autores Vej. Essays on husbandry, p. + +

+ Hum dos nossos judiciosos autores Vej. Essays on husbandry, p. 166. observa que o dinheiro superfluo que se gasta cada anno em chá e assucar neste reyno podia manter de paõ quatro milhoes de pessoas. - Quando o chá he tomado duas vezes no dia, o gasto annual monta a + Quando o chá he tomado duas vezes no dia, o gasto annual monta a sette libras esterlinas e doze xelins por cada individuo; o paõ necessario a huma pobre familia de cinco pessoas monta annualmente - Vej. The autor of the farmers lettres, vol. I. pag. 202 e + Vej. The autor of the farmers lettres, vol. I. pag. 202 e 299. a quatorze libras esterlinas e quinze xelins: aonde resulta que os gastos annuaes de chá, assucar, &c., que costumaõ fazer duas pessoas, saõ maiores do que os do paõ com que se mantem de ordinario huma familia de cinco pessoas.

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Segundo os calculos moderados, a quantidade de cha, que se gasta +

Segundo os calculos moderados, a quantidade de cha, que se gasta annualmente em Inglaterra, monta a tres milhoẽs de arrateis; e a experiencia domestica nos ensina, que com cada arratel de chá se consomem ao menos dez de manteiga. Donde resulta que a quantidade de @@ -15780,11 +14292,10 @@ de hum modo mais simplez.

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- CAPITULO XL. Das virtudes, propriedades, e usos dos vegetaes. -

Em todos os tempos o homem procurou sempre nos vegetaes meyos de restabelecer + CAPITULO XL. Das virtudes, propriedades, e usos dos vegetaes. +

Em todos os tempos o homem procurou sempre nos vegetaes meyos de restabelecer a sua saude, de se alimentar, de se reparar dos frios ou calmas, e de muitas outras precizoẽs; a necessidade e o acazo lhe fizeraõ reconhecer pouco a pouco as propriedades de alguns destes entes enteressantes; estas @@ -15793,7 +14304,7 @@ graos de progresso do espirito humano; sobre ellas fundaraõ os antigos Gregos e Romanos tractados de materia medica e de agricultura, e ainda hoje as propriedades dos vegetaes saõ as notas caracteristicas em que os autores - de materia medica fundaõ as suas destribuiçoẽs methodicasNos Methodos + de materia medica fundaõ as suas destribuiçoẽs methodicasNos Methodos de materia medica as classes, ordens e outras divisoẽs saõ fundadas sobre as propriedades medicinaes das plantas,e nos methodos botanicos as classes, ordens, &c: saõ fundadas nas notas da fructificaçaõ e @@ -15802,19 +14313,17 @@ occuparaõ no estudo da natureza e propiedades das plantas, contudo naõ achamos nelles regras algumas certas para podermos geralmente reconhecer as suas virtudes medicinaes, nem as razoẽs de uniformidade e dessemelhança das - dictas virtudes; os modernos ajudados de melhores conhecimentos nas sciencias naturaes tem sido hum tanto mais + dictas virtudes; os modernos ajudados de melhores conhecimentos nas sciencias naturaes tem sido hum tanto mais felices; mas a pezar das suas luzes, deve:se confessar ingenuamente, que esta mãteria está ainda bem longe do estado de perfeiçaõ, e talvez ficarà sempre imperfeita em razaõ dos obstaculos que a natureza parece oppor a semelhantes investigaçoẽs.

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Os methodos botanicos, o lugar de habitaçaõ, os succos, nectarios, as +

Os methodos botanicos, o lugar de habitaçaõ, os succos, nectarios, as qualidades de cheiro, sabor, e cores dos vegetaes e as suas analjses chymicas tem sido os meyos investigativos, de que os sabios se tem servido nestes ultimos tempos para indicar nelles a uniformidade e dessemelhança de virtudes, e estabelecer regras geraes a respeito dellas.

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Os methodos, ou systemas botanicos saõ ou artificiaes, ou naturaes, como jà +

Os methodos, ou systemas botanicos saõ ou artificiaes, ou naturaes, como jà mencionei nos capitulos precedentes. Os systemas artificiaes, como sujeitos a leys nimiamente arbitrarias, e a reunir plantas ordinariamente differentes no habito externo, naõ podem, senaõ por acaso, offerecer divisoẽs genericas @@ -15823,43 +14332,35 @@ relativamente à dicta uniformidade. Linneo assignou pois a este respeito a regra seguinte: todas as plantas que sam do mesmo genero natural, sam tambem da mesma virtude; e as que sam da mesma familia ou divisoens naturaes, - participam mais ou menos da mesma virtudePlantae, quae genere + participam mais ou menos da mesma virtudePlantae, quae genere convenìunt, virtute ettam conventunt; quae in ordine naturali continentur etiam virtute proprius accedunt, quaeque classe naturali congruunt etiam viribus quodam modo congruunt. Lin. Philos Botan. p. - 278.. Esta regra he mais exacta generos nos infimos do que nas familias; mas ainda + 278.. Esta regra he mais exacta generos nos infimos do que nas familias; mas ainda nas infimas distribuiçoẽs dos methodos naturaes ella naõ he taõ geral como parece ter sido a opiniaõ de Linneo. Quanto às familias naturaes, o joyo nas gramineas, o pepino de S. Gregorio e coloquintida nas cucurbitaceas nos - demostraõ que a dicta regra he sujeita a algumas excepçoẽs. Quanto aos + demostraõ que a dicta regra he sujeita a algumas excepçoẽs. Quanto aos generos infimos denominados naturaes a regra mencionada naõ deixa taõbem algumas vezes de ser enganosa, nascendo isto de que rigorosamente naõ ha - na natureza destribuiçaõ alguma generica, mas taõ somente especies - Este parecer he seguido por muitos sabios Naturalistas e famosos + na natureza destribuiçaõ alguma generica, mas taõ somente especies + Este parecer he seguido por muitos sabios Naturalistas e famosos Medieos, como Daubenton, Cullen, &c. - Vej. Lectures on the Materia Medica, by Villiam Cullen, p. 158, + Vej. Lectures on the Materia Medica, by Villiam Cullen, p. 158, 169. Lond. in-4. donde copiei huma grande parte das reflexoẽs, que opponho aqui aos sentimentos de Linneo. - ; as producçoẽs do alcanforeiro, e arvore da canella, plantas do mesmo genero, saõ de virtude - bem differente; as folhas do + ; as producçoẽs do alcanforeiro, e arvore da canella, plantas do mesmo genero, saõ de virtude + bem differente; as folhas do arroz dos telhados, e outras especies de Sedum naõ tem acrimonia alguma, ao mesmo tempo que as da vermicularia (sedum acre especie do mesmo - genero saõ bastantemente acres; as folhas da persicaria (polygonum persicaria) saõ sem + genero saõ bastantemente acres; as folhas da persicaria (polygonum persicaria) saõ sem acrimonia alguma, pelo contrario as da persicaria apimentada (polygonum hydropiper) saõ acres ou bastantemente picantes, e o mesmo se deve entender a respeito das especies de convolvulas, e de alguns outros generos naturaes. - As plantas do mesmo genero naõ so podem ter differentes qualidades e + As plantas do mesmo genero naõ so podem ter differentes qualidades e virtudes, mas variar consideravelmente quanto aos seus grãos de força, - como se vè na hortelaa apimentada (mentha piperita), cujas folhas contem hum principio aromatico e estimulante incomparavelmente mais forte do que as da + como se vè na hortelaa apimentada (mentha piperita), cujas folhas contem hum principio aromatico e estimulante incomparavelmente mais forte do que as da hortelaan hortense ordinaria (mentha Sativa), e outras especies do mesmo genero. Nem he de maravilhar que as especies assaz analogas, ou do mesmo genero natural diversifiquem às vezes nas suas virtudes, quando vemos @@ -15869,12 +14370,12 @@ a regra assignada por Linneo seja verdadeira em hum grande numero de cazas, porisso mesmo que ella he sujeita a algumas excepçoẽs, devemos ser summamente circumspectos na sua applicaçaõ em Medicina, por naõ ser huma - coiza indifferente. Seria acertado que as investigaçoẽs ou tentativas, + coiza indifferente. Seria acertado que as investigaçoẽs ou tentativas, que se fazem a respeito da uniformidade de virtudes das plantas do mesmo - genero natural fossem feitas em partes identicas - Como por ex. comparar os fructos de huma especie com os de - outras, as folhas com - folhas, raizes com + genero natural fossem feitas em partes identicas + Como por ex. comparar os fructos de huma especie com os de + outras, as folhas com + folhas, raizes com raizes, flores com flores, a casca do tronco de huma especie com a casca do tronco de outras congeneres naturaes, &c. , e em semelhantes circumstancias; a cassia fistula, & cassia @@ -15882,11 +14383,8 @@ virtude purgativa, mas esta virtude he attribuida na practica a differentes partes, como he bem notorio; isto tem o inconveniente de fazer a comparaçaõ inexacta e confusa; e demais disso hum mesmo vegetal - pode vazar consideravelmente quanto às qualidades, e virtudes das suas partes - A figueira por ex. he huma arvore + pode vazar consideravelmente quanto às qualidades, e virtudes das suas partes + A figueira por ex. he huma arvore venenosa, e os seus fructos saõ saudaveis. , e ainda numa mesma parte as achamos muitas vezes ser bem differentes, como por ex. na laranja, cuja casca he aromatica, as @@ -15899,52 +14397,46 @@ congeneres. As ortigas em quanto tenrinhas saõ comidas na Suecia como huma agradavel hortaliça; os novos grelos da phytolacca saõ taõbem na primavera huma boa hortaliça entre os Americanos septentrionaes, sendo certo contudo - que no estado adulto saõ hum veneno. As folhas do chà em quanto frescas saõ summamente narcoticas, + que no estado adulto saõ hum veneno. As folhas do chà em quanto frescas saõ summamente narcoticas, como consta do que fica dicto no capitulo precedente. A vermicularia, e muitas plantas antiscorbutivas perdem as suas propriedades depois de seceas. A graciola, que em quanto fresca purga e he hum emetico, - depois de secca perde quasi toda a sua efficacia. A raiz da + depois de secca perde quasi toda a sua efficacia. A raiz da mandioca, que em quanto fresca he acre e corrosiva, perde as suas qualidades venenosas depois de preparada, e fica sendo hum bom alimento entre os Americanos. - Os fructos colhidos verdes saõ acerbos, e no estado de madureza saõ + Os fructos colhidos verdes saõ acerbos, e no estado de madureza saõ acidos, adoçados, &c. - A raiz do geum urbanum arrancada depois do brotamento das folhas perde + A raiz do geum urbanum arrancada depois do brotamento das folhas perde quasi todo o seu aroma. Nem merece menos attençaõ a circumstancia da - especie de sujeitoA idade, e constituiçaõ do sujeito, e igualmente a + especie de sujeitoA idade, e constituiçaõ do sujeito, e igualmente a dose das substaucias vegetaes fazem taõbem algumas vezes variar a acçaõ das suas virtudes; o que he somente hum purgativo ao homem robucto, he venenoso ao homem debil e de vida sedentaria, como se tem visto algumas, vezes na Euphorbia. sobre o qual os vegetaes exercem a sua acçaõ ou virtudes; porquanto o que he provertosõ ão homem pode ser noeivo aos animaes, e vice versa, e o que - convem a hum animal pode contudo ser danoso a outro. A cegude por ex. + convem a hum animal pode contudo ser danoso a outro. A cegude por ex. (Conium maculatum, mata o homem e as vaccas, nutre as cabras, e naõ faz mal ao cavallo; as amendoas amargozas mataõ o caõ, e naõ fazem mal ao homem; a salsà he venenoza para os pardaes e naõ para o homem e outros animaes; a pimenta he mortal, aos porcos e não faz mal às gallinhas; as - vaccas e bichos da seda comem sem dano as folhas do Asclepias syriaça, as quaes em razaõ + vaccas e bichos da seda comem sem dano as folhas do Asclepias syriaça, as quaes em razaõ dos seus succos lacteos saõ ao homem hum corrosivo veneno.

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Muitos Botanicos modernos, principalmente, os que saõ apaxonados pelos +

Muitos Botanicos modernos, principalmente, os que saõ apaxonados pelos methodos naturaes, pensaõ que naõ so senaõ devem desprezar as affinidades dos caracteres botanicos na investigaçaõ das qualidades e virtudes medicinaes das plantas, mas taõbem que ellas nos dirigem com segurança a substituir huma planta a outra em hum grande numero de familias naturaes. Linneo parece ter sido deste parecer, e nos deixou a este respeito na sua - Philosophia BotaniçaVej. Phil. Bot. p. 279-282.os seguintes + Philosophia BotaniçaVej. Phil. Bot. p. 279-282.os seguintes sentimentos.

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- As Gramineas (Graminea, Ordo Naturalis IV.)Quanto as ordens, + +

+ As Gramineas (Graminea, Ordo Naturalis IV.)Quanto as ordens, naturaes estabelecidas por Linneo, e igualmente quanto aos generos aqui citados Vej. Lin. Genera plantarum, edit, novissima, cur. J. J. - Reichard. saõ nutritivas; as suas folhas constituem o principal sustento dos + Reichard. saõ nutritivas; as suas folhas constituem o principal sustento dos animaes herbivoros; as mais miudas das suas sementes saõ ás aves hum agradavel alimento, como as do milum, alpista, milhaan, &c.; as maiores chamadas sementes cerealinas (cerealia) fornecem ao homem o seu @@ -15952,90 +14444,84 @@ miudo ou painco, milho grosso, arroz, holcus, zizania, &c. deve-se talvez exceptuar o joyo, que preciza de certa preparaçaõ.

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As Estrelladas (Stellatae, ord. nat. XLVII.) saõ diureticas, como a ruiva dos +

As Estrelladas (Stellatae, ord. nat. XLVII.) saõ diureticas, como a ruiva dos tintureiros, amor de hortelaõ, asperula, galium, &c.

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As Borragineas ou Asperifolias (Asperifoliæ, ord nat. XLl) podem servir de +

As Borragineas ou Asperifolias (Asperifoliæ, ord nat. XLl) podem servir de hortaliças, e saõ mais ou menos mucilaginosas e glutinosas, como a buglossa, borragem, e consolda maior.

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As Luridas (Lurida, ord. nat. XXVIII.) saõ suspeitas de venenosas e +

As Luridas (Lurida, ord. nat. XXVIII.) saõ suspeitas de venenosas e narcoticas, como a belladona, stramonio, meimendro, mandragora, nicotiana, as solaneas, bringelas, e ainda mesmo os tomates. O pimentaõ he summamente acre.

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As Umbrelladas (Umbellatae, ord. nat. XLV) quando vegetaõ nos lugares seccos +

As Umbrelladas (Umbellatae, ord. nat. XLV) quando vegetaõ nos lugares seccos saõ aromaticas, calefactivas, proprias para excitar o suor, ourinas, menstruos, leite, e dissipar as flatulencias, como saõ por. ex. o levisticum, assa faetida, angelica, imperatoria pimpinella, peucedanum, - opopanax, galbanum, carvi, cuminum, daucus, meum, faniculum, &c; as que nascem em lugares aquosos + opopanax, galbanum, carvi, cuminum, daucus, meum, faniculum, &c; as que nascem em lugares aquosos saõ venenosas, como a cicuta, aenanthe, sison, phellandrium, e apium palustre; as suas virtudes residem nas raizes e sementes.

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As raizes das plantas da classe Hexandria, que saõ inodoras, costumaõ usar-se +

As raizes das plantas da classe Hexandria, que saõ inodoras, costumaõ usar-se em algums paizes como alimento, v. g. as da tulipa, tilium martagon, e ornithogalum; mas as que tem hum cheiro viroso saõ venenosas, como as da cebola alvarraan, jacintho narcizo, coroa imperial, leucojum, goriosa, e anthericum.

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As Bigornes (Bicornes, ord. nat. XVIII.) saõ astringentes, como a urze, +

As Bigornes (Bicornes, ord. nat. XVIII.) saõ astringentes, como a urze, pyrola, vaccinium, e principalmente o arbutus urva ursi; em alguns paizes costumaõ comer-se as suas bagas acidas, como as do medronheiro, as do arbutus uva ursi, vaccinium uityr tillus e exycoccus, diospyros virginiana, e melastoma.

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Os fructos polposos da classe Icosandria saõ usados como alimentos, taes saõ +

Os fructos polposos da classe Icosandria saõ usados como alimentos, taes saõ v. g. as maçaans, peras, marmelos, romaans, fructos do pirliteiro, as nesperas, sorvas, groselhas, pessegos, damascos, ameixas, ginjas e cerejas na familia das Pomaceas (Pomaceae, ord. nat. XXXVI.); os morangos, amoras de sylva, e bagas da roseira de caõ nas Senticosas (Senticosae, ord. nal. XXXV.); emfim os fructos da eugenia e psidium nas Hesperideas (Hesperideae, ord nat. XIX.)

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As plantas da classe Polyandria ordinariamente saõ venenosas; como saõ o - aconitum,Linneo conta taõbem entre as plantas venenosas o aconitum +

As plantas da classe Polyandria ordinariamente saõ venenosas; como saõ o + aconitum,Linneo conta taõbem entre as plantas venenosas o aconitum anthora; outros autores contudo duvidaõ das suas qualidades nocivas, e lhe chamaõ pelo contrario o aconito saudavel, dizendo que elle he hum - contraveneno do ranunculus thora. aquilegia, staphisagria, delphinium, helleborus, apium risus, clematis, pulsatilla, e + contraveneno do ranunculus thora. aquilegia, staphisagria, delphinium, helleborus, apium risus, clematis, pulsatilla, e paeonia nas Multisiliquas (Multisiliquae ord. nat. XXVI.); as papoilas, dormideiras, celidonia, e actaea nas Papaveraceas (Rhaeadeae, ord. nat. XXVII.) Podom-se ajuntar as euphorbias, peganum, e sambogia.

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- As Labiadas, ou Verticilladas (Verticillatae, ord. nat. XLII.) saõ +

+ As Labiadas, ou Verticilladas (Verticillatae, ord. nat. XLII.) saõ aromaticas, nervinas, resolutivas, emmenagogas e dissipaõ os flatos, as - suas virtudes residem nas folhas; taes saõ por ex. a segurelha, hortelaan, poejo, tomilho, + suas virtudes residem nas folhas; taes saõ por ex. a segurelha, hortelaan, poejo, tomilho, ouregaõ, salva, alecrim, alfazema, rosmaninho, manjerona, manjericaõ, herva cidreira, &c.

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As Cruciferas ou Siliquosas (Siliquosae, ord. natXXXIX) saõ acres, incisivas, +

As Cruciferas ou Siliquosas (Siliquosae, ord. natXXXIX) saõ acres, incisivas, detersivas e diureticas; como saõ os agrioẽs, a cochlearia, a armoracia, &c.; ellas perdem muito da sua virtude no estado de seccas, e porisso devem ser usadas em quanto verdes.

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As Malvaceas (Columniferae, ord. nat. XXXVII.) saõ mucilaginosas, +

As Malvaceas (Columniferae, ord. nat. XXXVII.) saõ mucilaginosas, lubrificantes, embotaõ a acrimonìa dos humores, e saõ suppurativas em razaõ da sua virtude emolliente; taes saõ por ex. a malva, a althea, &c.

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As Leguminosas (Papilionaceae, ord. nat. XXXII.) saõ excellentes para pastos +

As Leguminosas (Papilionaceae, ord. nat. XXXII.) saõ excellentes para pastos ou alimento dos quadrupedes, como v. g. o trevo, medicago, trigonella, hedysarum, vicia, loeus, e lathyrus: as suas sementes saõ farinhosas e flatulentas, e servem de alimento aos homens e varios animaes, taes saõ principalmente as favas, ervilhas, feijoẽs, graõs, lentilhas, e chixaros.

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As Compostas (Compositae, ord. nat XLIV.) saõ muito usadas em medicina, e + +

As Compostas (Compositae, ord. nat XLIV.) saõ muito usadas em medicina, e commumente saõ amargosas, como sao v. g. o cardo sancto, a chicoria, o almeiraõ, o cardo mariano, a pilosella, o dente de leaõ, a losna, a matricaria, a chamomilla, as macellas, a tanasia, a balsamitta, eupatorium, achil lea ageratum, santolina, abrotanum, carlina, acmella, artemisia, &c.

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As Orchideas (Orchideae, ord. nat. VII.) saõ aphrodisiacas, taes saõ +

As Orchideas (Orchideae, ord. nat. VII.) saõ aphrodisiacas, taes saõ principalmente a orchis bifolia, orchis morio, e o epidendron vanilla.

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As Estrobilosas (Coniferae, ord. nat. LI.) saõ resinosas, e diureticas, como, +

As Estrobilosas (Coniferae, ord. nat. LI.) saõ resinosas, e diureticas, como, saõ v. g. os pinheiros, o abeto, acipreste, sabina, zimbro, e juniperus lycia.

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A Classe Cryptogamia contem muitos vegetaes suspeitos; os fetos tem hum +

A Classe Cryptogamia contem muitos vegetaes suspeitos; os fetos tem hum cheiro desagradavel: os musgos do mesmo modo; das algas saõ rarissimas as que se comem, e muitas saõ purgativas; e os fungos saõ segundo Plinio huma perigosa comida.

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Taes saõ em geral os sentimentos de Linneo sobre as familias naturaes; mas +

Taes saõ em geral os sentimentos de Linneo sobre as familias naturaes; mas todas estas, generalidades saõ sujeitas a mais ou menos excepçoẽs, que seria prolixo expor aqui. Direi somente que os grãos das qualidades dos vegetaes variaõ infinitamente, e talvez à proporçaõ do numero dos individuos: nas @@ -16043,9 +14529,7 @@ que differença naõ ha entre o paõ de trigo e o de milho, e cevada? Quanto naõ differe o alimento do arroz do que fornece o paõ de trigo? Quanto naõ differem entre si os fructos polposos, que se usaõ como alimento? Que - desigualdades naõ há algumas vezes entre as plantas aromaticas, amargosas, acidas, acres, e astringentes do meSmo genero? As + desigualdades naõ há algumas vezes entre as plantas aromaticas, amargosas, acidas, acres, e astringentes do meSmo genero? As vezes o principio nutritivo está separado de todo o veneno, como nas sementes cerealinas, outras vezes misto com hum principio amargozo ou combinado com huma substancia mais ou menos venenosa, como nalgumas solaneas @@ -16056,9 +14540,9 @@ respeito; peloque deixo aos que se occupaõ de Materia Medica, e practica de Medicina o decidir athe onde seja justo o sentimento "de que se pode em algumas familias naturaes substituir humas plantas a outras."

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O lugar de habitaçaõ dos vegetaes tem parecido taõbem a alguns botanicos hum - meyo de poder descobrir as suas incognitas virtudes. Linneo assignou a - este respeito a regra seguinte Locus siccus sapidiores, +

O lugar de habitaçaõ dos vegetaes tem parecido taõbem a alguns botanicos hum + meyo de poder descobrir as suas incognitas virtudes. Linneo assignou a + este respeito a regra seguinte Locus siccus sapidiores, succulentus insipidas magis, aquosas (sapius) corrosivas reddit. Liu. Phil. Bot. p. 283.: os lugares seccos tornam as plancas mais saborosas, os humidos e pingues fazem-nas mais insipidas, e os @@ -16067,11 +14551,9 @@ beccabunga por ex. saõ plantas que se daõ naturalmente nos lugares aquaticos e contudo não tem nada de corrosivo ou acre, ao mesmo tempo que o meimendro, planta propria dos lugares seccos, he bastantemente acre e corrosivo. Alem - disso o mesmo sitio pode dar plantas de virtudes bem differentes, e as vezes mesmo + disso o mesmo sitio pode dar plantas de virtudes bem differentes, e as vezes mesmo ainda quando ellas parecem ter huma grande semelhança de organigaçaõ, como - saõ por ex. as duas persicarias acima mencionadasVej. pag. + saõ por ex. as duas persicarias acima mencionadasVej. pag. 430., que se daõ ambas nos lugares enxarcadiços, e as vezes se encontraõ a borda d'agoa huma ao pé da outra. "Esta regra, diz o Dr. Cullen, parece ter sido fundada em poucas observaçoẽs, e ainda talvez estas mesmas @@ -16087,34 +14569,31 @@ muitas excepçoẽs a que he sujeita a regra sobredicta, naõ deixa contudo de ser util principalmente quanto às plantas umbrelladas, de que devemos sempre acautellar-nos, todas as vezes que as virmos em lugares aquaticos. Alem - disso geralmente fallando, o terreno, cultura, e exposiçaõDebaxo do + disso geralmente fallando, o terreno, cultura, e exposiçaõDebaxo do nome de exposicaõ (expositio) devem entender-se os lugares expostos ao sol, os sombrios, encostas, lugares altos e lavados dos ventos, os valles, fugares que ficaõ ao norte, sul, nascente ou poente, - &c. saõ circumstancias, que naõ devem jamais ser deprezadas; porquanto naõ se + &c. saõ circumstancias, que naõ devem jamais ser deprezadas; porquanto naõ se pode duvidar que influaõ muito sobre as qualidades dos vegetaes, e as façaõ - variar ao menos gradualmente nas suas virtudes. Os fructos dos nossos + variar ao menos gradualmente nas suas virtudes. Os fructos dos nossos pomares, e as hortaliças que cultivamos em nossas hortas daõ disto huma - evidente prova; porquanto observamos muitas vezes que as arvores + evidente prova; porquanto observamos muitas vezes que as arvores fructiferas nos lugares cultivados, seccos, e expostos ao sol daõ fructos mais doces e mãcios do que as dos lugares incultos, humidos, e sombrios; e sabemos taõbem que a alface, almeiraõ, escorcioneira, - &c. A alface em razaõ da cultura he incomparavelmente menos + &c. A alface em razaõ da cultura he incomparavelmente menos narcotica, o almeiraõ muito menos amargoso, e a escorcioneira summamente adoçada e amaciada. diminuem muito das suas qualidades por meyo da cultura.

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- Os succos lacteos das plantas saõ de ordinario hum indicio de màs +

+ Os succos lacteos das plantas saõ de ordinario hum indicio de màs qualidades, e he por esse motivo que Linneo estabeleceo a este respeito - a regra seguinte Lactescentes plantae communiter veneuatae sunt, + a regra seguinte Lactescentes plantae communiter veneuatae sunt, minus autem semiflosculosae et campanulacea. Lin. Phil. Bot. p. 282, 283.: as plantas de succos lacteos commumente sam venenosas, contudo entre as semiflosculosas e campanuladas as suas qualidades nocivas sam menos frequentes. - Este aphorismo tem muito poucas excepçoẽs Linneo conta entre as + Este aphorismo tem muito poucas excepçoẽs Linneo conta entre as plantas de succos lacteos, que saõ venenosas, as seguintes; a rauwolfia, thevetia, cerbera, plumieria, tabernamon-tana, periploca, apocynum, cynanchum, ceropegia, e asclepias na familia das Contortas @@ -16123,19 +14602,17 @@ cambogia, dalechampia, euphorbia, e jatropha, nas Tricóxcas (Tricoccae); e alem nisso varias outras, como a melia, ficus, thus, acer, e agaricus., porquanto he raro que as plantas de succos - lacteos naõ sejaõ acres, corrosivas ou narcoticas; he verdade que se + lacteos naõ sejaõ acres, corrosivas ou narcoticas; he verdade que se usaõ algumas semiflosculosas, e campanuladas como alimentos, como por ex - a alface, leontondon, tragopogon, campanula rapunculus, &c. - Nas especies de alface ha algumas que saõ reputadas venenosas, + a alface, leontondon, tragopogon, campanula rapunculus, &c. + Nas especies de alface ha algumas que saõ reputadas venenosas, como a Lactuca virosa, mas segundo as observaçoẽs de alguns practicos modernos o extracto, desta planta pode ser dado mesmo em grande dose como hum excellente aperitivo, e sedativo, e o Dr. Joze Collin a recommenda nas hydropisias; ainda mesmo as cultivadas nos paizes quentes saõ hum tanto venenosas, segundo Galeno (Vej. Cullen Mater. Med. p. 306. ed. de Lond. in-4.) - O Dr. Macquer pensava que ainda mesmo nas alfaces das nossas + O Dr. Macquer pensava que ainda mesmo nas alfaces das nossas hortas ha huma qualidade narcotica, como lhe ouvi muitas vezes dizer nas suas liçoẽs. ; mas ainda estas mesmas saõ usadas com azeite e vinagre, ou @@ -16143,23 +14620,21 @@ nocivas qualidades; se ellas se usassem como alimentos, em hum estado adulto e de fructificaçaõ sem as dictas preparaçoẽs, he mui provavel que naõ deixariaõ de ser nocivas. - Peloque todas as vezes que encontrarmos huma planta desconhecida, na qual + Peloque todas as vezes que encontrarmos huma planta desconhecida, na qual virmos succos lacteos, devemos ser summamente circumspectos no seu uso.

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Linneo pertendeo ter achado nos nectarios hum meyo para poder taõbem +

Linneo pertendeo ter achado nos nectarios hum meyo para poder taõbem reconhecer as màs qualidades de algumas plantas, e estabeleceo a este respeito o aphorismo seguinte; as plantas, que dam flores com hum - nectario destincto das petalas, commumente sam venenosas + nectario destincto das petalas, commumente sam venenosas Plantae floribus nectario a petalis distincto cnmmuniter venenatae sunt Lin. Phil. Bot. p. 282. Os exemplos que aponta saõ os seguintes: aconitum, helleborus, aquilegia nigella, parnassia, epimedium, clutia, keggellaria, hyacinthus, stapelia, ascleplas, mirabilis, nerium, narcissus, zygophyllum, dictamnus, e melianthus. . Mas esta regra - naõ merece o nome de geral; porquanto me parece que naõ seria muito difficil de demonstrar que o numero das excepçoẽs he muito maior do + naõ merece o nome de geral; porquanto me parece que naõ seria muito difficil de demonstrar que o numero das excepçoẽs he muito maior do que os objectos comprehendidos na dicta regra. O nome de nectario he summamente vago, e arbitrario; as chagas, as orchideas, as gramineas e muitas outras plantas que tem nectarios destinctos da corolla naõ saõ @@ -16170,26 +14645,24 @@ homem, Emfim o nectario postoque seja hum excellente caracteristico em Botanica, sera sempre em Materia Medica huma parte insignificante para poder-mos reconhecer as virtudes dos vegetaes.

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O cheiro, sabor, e cores saõ os principaes meyos de que os medicos se servem - para conhecer as virtudes medicinaes de qualquer substancia vegetal. O +

O cheiro, sabor, e cores saõ os principaes meyos de que os medicos se servem + para conhecer as virtudes medicinaes de qualquer substancia vegetal. O primeiro aphorismo a este respeito he, que todas as substancias vegetaes - insipidas, e inodoras tem muito pouca ou nenhuma virtuade em medicina + insipidas, e inodoras tem muito pouca ou nenhuma virtuade em medicina Insipida et inodora vim medicam vix exercent. Lin. Philos. Bot. p. 283. . - Com effeito huma substancia que naõ tem sabor nem cheiro al gum sensivel + Com effeito huma substancia que naõ tem sabor nem cheiro al gum sensivel tem muito pouca ou nenhuma actividade sobre os fluidos e solidos do systema animal; esta regra tem parecido ser sem excepçaõ, e em razaõ della se tem deriscado da Materia Medica hum grande numero de - substancias vegetaes - Entre estas algumas foraõ conservadas como alimentos, e naõ como + substancias vegetaes + Entre estas algumas foraõ conservadas como alimentos, e naõ como medicamentos. - ; contudo o segundo aphorismo de Linneo, em que se annuncia, que as plantas, + ; contudo o segundo aphorismo de Linneo, em que se annuncia, que as plantas, que tem hum summo sabor e cheiro, tem summa virtude em medicina, - Sapidissima et odoratissima semper maximam vim possident. + Sapidissima et odoratissima semper maximam vim possident. LinPhil. Bot. p. 283 naõ parece dever-se admittir taõ - geralmente; o Dr. Cullen Cullen, Mat. Med p. 161, 162, ed de Lond. + geralmente; o Dr. Cullen Cullen, Mat. Med p. 161, 162, ed de Lond. in-4. diz a este respeito que se bem que do sabor e cheiro podemos inferir que huma planta possue mais ou menos virtude medicinal, he difficil contudo de poder determinar com certeza os graos da dicta @@ -16202,22 +14675,19 @@ reconhecemos cheiro algum sensivel, e quanto ao sabor ordinariamente he taõ occulto que precizamos mastigala bastante tempo para lho podermos perceber. - Linneo ajuntou ainda a seguinte regra geral: Sapidae et + Linneo ajuntou ainda a seguinte regra geral: Sapidae et suaveolentes bonae sunt; nauseosae et graveolentes venenatæ sunt. Lin. Phil. Bot. p. 284 as plantas saborosas e fragrantes nam sam nocivas; as que tem hum cheiro nauseoso, forte, e penetrante sam venenosas. - Segundo o Dr. Cullen Cullen Mat. Med. p. 162. esta regra naõ + Segundo o Dr. Cullen Cullen Mat. Med. p. 162. esta regra naõ so muitas vezes he falsa, mas ainda o que estabelece succede ser vice versá; porquanto nas liliaceas, nos jasmineiros e suas analogas, ha - muitas especies que tem hum cheiro suave e agradavel - O Dr. Cullen parece entender, aqui a fragrancia das flores; eu + muitas especies que tem hum cheiro suave e agradavel + O Dr. Cullen parece entender, aqui a fragrancia das flores; eu conjecturo contudo que Linneo quiz dar a entender a fragrancia, - que existe em todo o corpo das plantas, comprehendendo as folhas, ramos, tronco e - raiz; e neste sentido o seu aphorismo parece + que existe em todo o corpo das plantas, comprehendendo as folhas, ramos, tronco e + raiz; e neste sentido o seu aphorismo parece ter muito poucas excepçoẽs. O Dr. Cullen naõ admitte taõbem a assersaõ de Linneo. Sapida non agunt in nervos, nec olida in fibras musculares; pensando que o que obra sobre os nervos obra @@ -16241,10 +14711,7 @@ estas saõ bem differentes; nas plantas fetidas como a ruda, vulvaria, crepis faetida, sisymbrium tenuifolium, geranium robertianum, &c. e nos que tem hum cheiro forte e penetrante, como a nicotiana opio, nogueira, meimendro, - fungos, helleboro, coentro, cynoglossa, sabugueiro, aconito, tagetes, datura, &c. os cheiros e virtudes particulares naõ diversificaõ + fungos, helleboro, coentro, cynoglossa, sabugueiro, aconito, tagetes, datura, &c. os cheiros e virtudes particulares naõ diversificaõ menos. Quanto ao sabor, he verdade que podemos melhor julgar da uniformidade das virtudes pela uniformidade dos sabores, especialmente quando estes saõ simplices, mas como as impressoẽs saborosas diversificaõ muito segundo as @@ -16257,7 +14724,7 @@ Linneo estabeleceo contudo a respeito dellas o aphorismo seguinte: 1º. A cor pallida indica insipidez; 2º a verde crueza; 3º a amarella amargor; 4º a vermelha acidez; 5º a branca doçura; 6º a negra hum gosto - desagradavelColor pallidus insipidum, viridis crudum, luteus + desagradavelColor pallidus insipidum, viridis crudum, luteus amarum, ruber acidum, albus delce, niger ingratum indicat. Lin. Phil. Bot. p. 286.. Esta regra tem o inconveniente de naõ especificar as partes coloridas, a que attribue as qualidades de insipidez, crueza, @@ -16265,49 +14732,43 @@ as hortaliças naturalmente verdes, que adquirem a cor pallida por meyo de serem preservadas da materia da luz, quando saõ ligadas com hum junco ou cultivadas nos lugares subterraneos, nem sempre gaõ insipidas, como se vè na - chicoria, e almeiroa, que conservaõ sempre hum amargo bem sensivel: 2º a observaçaõ da cor verde indicar crueza parece ter lugar propriamente + chicoria, e almeiroa, que conservaõ sempre hum amargo bem sensivel: 2º a observaçaõ da cor verde indicar crueza parece ter lugar propriamente naquelles fructos, que saõ julgados crus, em quanto nelles senaõ estabelece a cocçaõ fermentativa que constitue a sua madureza; pelo que a regra pode - ser applicada à mator parte dos fructos antes de maduros: 3º. a cor - amarella acha, se muitas vezes em substancias doces como na + ser applicada à mator parte dos fructos antes de maduros: 3º. a cor + amarella acha, se muitas vezes em substancias doces como na raiz da cenoira, nos abrunhos amarellos, &c, e a regra seria mais geral se annunciasse, que os succos amarellos das plantas indicaõ amargor ou acrimonia: - 4º a cor vermelha so indica acidez em alguns fructos, porquanto nas - flores e folhas vermelhas he + 4º a cor vermelha so indica acidez em alguns fructos, porquanto nas + flores e folhas vermelhas he rarissimo achar-se acidez; he verdade que o rumex sanguineus tem nas - folhas veyos vermelhos e que + folhas veyos vermelhos e que os seus succos saõ azedos, mas todas as suas demais congeneres chamadas - labaças, e azedas tem hum sabor azedo e as folhas verdes; o exemplo da couve vermelha que + labaças, e azedas tem hum sabor azedo e as folhas verdes; o exemplo da couve vermelha que Linneo aponta depois, naõ parece favorecer a sua asserçaõ, vistoque nas - folhas da dicta planta naõ + folhas da dicta planta naõ ha acidez sensivel: 5º he rarissimo que a cor branca indique doçura, ainda mesmo nos fructos, a que Linneo applica està observaçaõ; nalgumas maçaans, nas framboezas brancas, ameixas brancas, e groselhas brancas, que assigna por ex, o sabor he acido ainda que mais brando comparativamente, mas naõ he simplez e puramente doce; demais disso, as groselhas brancas sempre me pareceraõ taõ azedas como as vermelhas, esta regra por conseguinte he taõ - inutil como as quatro precedentes: 6º alguns fructos de cor negra tem com + inutil como as quatro precedentes: 6º alguns fructos de cor negra tem com effeito succos desagradaveis e às vezes venenosos; esta ultima - circumstancia naõ deixa de ser importante, e basta por si sò para naõ nos fazer desprezar a regra a - ella relativa Os exemplos, que Linneo aponta nesta ultima regra, + circumstancia naõ deixa de ser importante, e basta por si sò para naõ nos fazer desprezar a regra a + ella relativa Os exemplos, que Linneo aponta nesta ultima regra, saõ: baccae atropae, actaeae, coriariæ, solani, tini, enpetri et padi. As bagas negras de algumas urzes e do ribes nigrum aindaque desagradaveis naõ contem contudo veneno algum..

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As operaçoẽs chymicas tem parecido a muitos sabios hum dos melhores meyos de +

As operaçoẽs chymicas tem parecido a muitos sabios hum dos melhores meyos de investigar as virtudes dos vegetaes; foraõ por conseguinte tractados por expressoẽs, trituraçoẽs em agoa, infusoẽs em espirito de vinho ou agoa, distillaçoẽs a fogo brando ou forte, e por todos os meyos que conduzem a analysar os seus principios; a sua analyse tem dado a conhecer as suas partes extractivas, gomosas, mucilaginosas, saccharinas, amilaceas, resinosas oleosas, stipticas, aromaticas, e os differentes saes e terras, - que entraõ na sua composiçaõ. Naõ se pode negar que todos estes + que entraõ na sua composiçaõ. Naõ se pode negar que todos estes conhecimentos reunidos com alguns dos que acima mencionei saõ bastantemente uteis para nos fazer discorrer sobre a natureza dos vegetaes com maior segurança do que os antigos discorriaõ; com estas @@ -16318,26 +14779,23 @@ pelo fogo, a grande difficuldade, ou impossibilidade que ha algumas vezes de obter os seus principios subtis e volateis, nos quaes contudo consistem as suas principaes virtudes, naõ estranhara certamente a - asserçaõ de alguns grandes medicos From chemical investigation much has been expected; but + asserçaõ de alguns grandes medicos From chemical investigation much has been expected; but it is now known littte can be obtained. Cullen Mat. Med. pag. 167 ed. de Lond. in-4., que dizem que pela chymica se obtem poucas luzes na investigaçaõ das virtudes aos medicamentos vegetaes, e que o melhor meyo, tanto em geral como em particular, saõ as observaçoẽs em Medicina practica.

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- Depois do descobrimento do Dr. Ingen-Rouz Vej. Experiences sur les +

+ Depois do descobrimento do Dr. Ingen-Rouz Vej. Experiences sur les Vegetaux, par M. Ingen. Houz. Paris, 1780, in-8, ou a ultima ediçaõ, aonde esta materia he tractada com todos os detalhes, que o leytor pode dezejar., he notorio que durante o dia, e nos lugares - expostos à luz, as plantas exhalaõ de contino de suas folhas, tronco, e ramos, huma + expostos à luz, as plantas exhalaõ de contino de suas folhas, tronco, e ramos, huma grande quantidade de ar puro, e absorbem o ar viciado; e que pelo contrario durante a noyte e à sombra exhalaõ hum ar corrupto. - As flores, segundo hum grande numero de experiencias, alteraõ o ar em + As flores, segundo hum grande numero de experiencias, alteraõ o ar em todo o tempo, e porisso sera imprudencia de ter em caza durante a noyte - hum grande numero de vasos de plantas ou floridas ou sem flor Ha a + hum grande numero de vasos de plantas ou floridas ou sem flor Ha a este respeito huma experiencia bem simples; ponha-se hum ramilhete de flores em hum copo dagoa, cubra se com huma campanula de vidro de modo que o ar ambiente naõ entre pela base da dicta campanula; as @@ -16349,90 +14807,78 @@ acima citei. Huma planta ordinariamente vicia huma quantidade de ar dez vezes maior do que ella..

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- A idade, e o tempo em que as plantas e suas differentes partes devem ser - colhidas, e o modo de as seccar, e conservar para os usos medicinaes são circumstancias que +

+ A idade, e o tempo em que as plantas e suas differentes partes devem ser + colhidas, e o modo de as seccar, e conservar para os usos medicinaes são circumstancias que naõ devo passar aqui em silencio, viso que podem influir muito sobre as - suas virtudes Vej. Iacobi Silvii Opera Medica. Colon. Allobrog. + suas virtudes Vej. Iacobi Silvii Opera Medica. Colon. Allobrog. 1630. in-fol.; et Georg. Rud. Boehmeri De collectione simplicium Disput, &c.. - As plantas e suas partes, que haõ-de ser guardadas para usos medicinaes + As plantas e suas partes, que haõ-de ser guardadas para usos medicinaes em hum estado secco, devem em geral ser colhidas sem orvalho nem - humidade, e no seu maior grão de vigor; huma raiz, hum + humidade, e no seu maior grão de vigor; huma raiz, hum fructo, e qualquer planta que cresce distante de outra deve ser preferida às que saõ bastas e approximadas, em razaõ de ter mais força por ter sido melhor nutrida; devem colherse no lugar da sua natural - habitaçaõ As cruciferas e labiadas parecem exceptuar-se desta + habitaçaõ As cruciferas e labiadas parecem exceptuar-se desta regra em razaõ de melhorarem nas suas quasidades por meyo da cultura. e sem serem alteradas ou desfiguradas por doenças; as parasitas, que se nutrem da substancia de certas plantas, que lhes - augmenta as suas qualidades medicinaes, devem ser preferidas He + augmenta as suas qualidades medicinaes, devem ser preferidas He por este motivo que o viscum e polypodium, que se daõ nos carvalhos, saõ melhores para os usos medicinaes, em razaõ de terem mais astringencia. às que se nutrem de quaesquer outras.

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- As raizes bolbosas e tuberosas devem ser colhidas na outono; quanto às +

+ As raizes bolbosas e tuberosas devem ser colhidas na outono; quanto às outras, muitos pertendem que devem ser arrancadas na primavera, logo que - começaõ a brotar folhas, + começaõ a brotar folhas, porquanto a seiva que conservaraõ e adquiriraõ no inverno he entaõ - elaborada e lhes dà hum grande vigor, sendo neste periodo succulentas, tenras, carnudas, e bem nutridas; quando pelo + elaborada e lhes dà hum grande vigor, sendo neste periodo succulentas, tenras, carnudas, e bem nutridas; quando pelo contrario, no outono saõ duras, quasi exsuccas e nimiamente - enfraquecidas de terem nutrido o troço ascendente e suas partes. - He difficil de assignar regras geraes a este repeito, sendo certo que - quasi em todas as estaçoes do anno se podem colher boas raizes - As raizes carnudas das plantas annuaes, como as dos rabaõs, + enfraquecidas de terem nutrido o troço ascendente e suas partes. + He difficil de assignar regras geraes a este repeito, sendo certo que + quasi em todas as estaçoes do anno se podem colher boas raizes + As raizes carnudas das plantas annuaes, como as dos rabaõs, nabos, cenoiras, &c. que se usaõ como hortaliças, podem ser colhidas em todas as estaçoẽs, contanto que sejaõ tenras e antes da florecencia, porque neste periodo ficaõ occas ou esponjosas. - As malvaceas, em razaõ de serem usadas como emollientes, devem + As malvaceas, em razaõ de serem usadas como emollientes, devem taõbem ser colhidas tenras. , segundo as circumstancias; contudo o melhor, em geral, he de as colher no outono, porque na primaverà saõ demasiadameute aquosas, os seus succos saõ entaõ pouco salinos, menos resinosos e pouco extractivos, por naõ terem softrido ainda a sufficiente preparaçaõ. - As raizes no outono tem menos volume, mas naõ deixaõ de ter os succos + As raizes no outono tem menos volume, mas naõ deixaõ de ter os succos necessarios, e aindaque tenhaõ contribuido para a nutriçaõ do troço ascendente, naõ se segue dahi que estejaõ esgotadas, porque assim como a - raiz nutre o tronco, do mesmo modo este contribue para - nutrir a raiz por meyo da seiva descendente, e alem disso - no corpo da raiz ha utriculos em que se elaboraõ + raiz nutre o tronco, do mesmo modo este contribue para + nutrir a raiz por meyo da seiva descendente, e alem disso + no corpo da raiz ha utriculos em que se elaboraõ succos em todo o tempo, destinados a nutrila sufficientemente: as raizes - porisso mesmo que saõ menos tenras e menos succulentas no + porisso mesmo que saõ menos tenras e menos succulentas no outono saõ taõbem menos susceptiveis de fermentaçaõ, menos sujeitas aos bichos, e se podem por conseguinte conservar mais tempo, &c.

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- Os troncos e ramos das plantas herbaceas devem ser colhidos junto do +

+ Os troncos e ramos das plantas herbaceas devem ser colhidos junto do estado da florecencia ou quando elle começa; os troncos lenhosos devem - ser cortados no inverno, ou fim do outono, de arvores que naõ sejaõ velhas, nem + ser cortados no inverno, ou fim do outono, de arvores que naõ sejaõ velhas, nem muito novas. - A casca das + A casca das arvores - novas he melhor do que a das velhas ou de meya idade; as cascas que + novas he melhor do que a das velhas ou de meya idade; as cascas que naõ saõ resinosas devem ser arrancadas no outono ou inverno, e as que saõ resinosas, na primavera, quando a seiva esta para se pôr em movimento, e que se podem facilmente arrancar do lenho.

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Os gomos devem ser colhihos no tempo, em que estaõ +

Os gomos devem ser colhihos no tempo, em que estaõ para rebentar, ou logo que começaraõ a brotar, e que a seiva começa a mover se de modo que os faz inchar. - Os ramos ou extremidades das arvores e arbustos devem ser colhidos tenros na + Os ramos ou extremidades das arvores e arbustos devem ser colhidos tenros na primavera, logo que os seus gomos rebentaraõ. - As folhas em geral devem ser + As folhas em geral devem ser apanhadas quando as flores da planta começaõ a desabotoar, ou quando muito, logo depois da florecencia, e jamais depois da madureza das sementes; exceptuaõ-se contudo as das malvaceas, que devem ser colhidas @@ -16440,24 +14886,21 @@ se tornaõ muito duras, como as da tanchagem, labaças, almeiraõ, limoeiro, &c. As avenças, polypodios e outras plantas da familia dos fetos devem ser colhidas durante o tempo da florecencia.

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- O melhor tempo de colher as flores he quando começaõ a desabotoar, e - antes da vibraçaõ do po das antheras: ha algumas em que se deve separar a +

+ O melhor tempo de colher as flores he quando começaõ a desabotoar, e + antes da vibraçaõ do po das antheras: ha algumas em que se deve separar a corolla do calvz, visto que a sua principas virtude reside na corolla, como são por ex. as rosas, cravos, violettas, &c. mas nas labiadas - deve sempre conservar-se o calyz junto com a + deve sempre conservar-se o calyz junto com a corolla, porque nelle reside principalmente a virtude aromatica. - As antheras devem + As antheras devem ser colhidas antes da vibraçaõ do seu pò.

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Os fructos ou pericarpos devem apanhar;se no estado de madureza, que naõ seja - demasiada, como he a do periodo em que delles cahem as sementes; ha alguns fructos contudo que se +

Os fructos ou pericarpos devem apanhar;se no estado de madureza, que naõ seja + demasiada, como he a do periodo em que delles cahem as sementes; ha alguns fructos contudo que se apanhaõ verdes, e saõ assim usados em Medicina, mas saõ em pequemo numero ou huma pequena excepçaõ da regra geral.

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As sementes devem ser colhidas gradas, e em plena madurezaAs excepçoẽs +

As sementes devem ser colhidas gradas, e em plena madurezaAs excepçoẽs a esta regra saõ muito poucas em medicina: ha algumas sementes que servem de alimento, e se apanhaõ indifferentemente verdes ou maduras, como saõ por ex. as ervilhas e favas; mas estas nutrem menos quando @@ -16472,7 +14915,7 @@ superficie, e cor competente, a molleza devida ou sequidaõ adequada do pericarpo (segundo a sua especie), e a separaçaõ espontanea dos seus receptaculos poderaõ dar a conhecer o dicto estado de madureza.

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Naõ basta so saber o tempo proprio da colheita dos simples, he precizo taõbem +

Naõ basta so saber o tempo proprio da colheita dos simples, he precizo taõbem attender ao modo de os seccar e conservar. Ná desiccaçaõ ou modo de seccar as plantas o principal objecto he privalas da humidade redundante, a fim de as podermos guardar hum certo tempo para os usos de medicina. Alguns @@ -16480,13 +14923,11 @@ para que menos percaõ do seu cheiro; mas a experiencia tem mostrado que quando as seccamos rapidamente ao sol, ou nas estufas, ellas conservaõ assaz bem o seu cheiro, propriedades, e muito melhor a suas cores; as que tem na - sua composiçaõ muito pouco do principio resinoso, como v. g. as borragineas, + sua composiçaõ muito pouco do principio resinoso, como v. g. as borragineas, veronica, e herva cidreira, perdem muito da sua virtude sendo seccas á sombra lentamente, e ficaõ denigridas, por causa da fermentaçaõ que nellas se estabelece, o que naõ succede quando saõ seccas promptamente ao sol ou - numa estufaAs estufas, ou cubiculos, que se aquecem athe certo grao + numa estufaAs estufas, ou cubiculos, que se aquecem athe certo grao por meyo de fornalhas tubuladas, saõ de grande utilidade nos paizes do norte da Europa para seccar as plantas rapidamente em tempos humidos ou chuvosos; as melhores, que tenho visto nas cazas dos Boticarios de @@ -16505,21 +14946,17 @@ dois varoẽs de ferro, sobre os quaes se poem as plantas a seccar dentro de cestas de vime compridas, medeando contudo entre as plantas e as cestas algumas folhas de papel..

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Quando estivermos para seccar quaesquer partes vegetaes sera precizo antes - mondalas das hervas inuteis, e separar as folhas velhas e fanadas; depois estender-se-haõ +

Quando estivermos para seccar quaesquer partes vegetaes sera precizo antes + mondalas das hervas inuteis, e separar as folhas velhas e fanadas; depois estender-se-haõ em cestas ou serapilheiras, de modo contudo que naõ fiquem amontoadas, e se exporaõ ao sol todo o dia, tendo cuidado de lhes mudar as superficies algumas vezes no dia, e de as retirar ao sol posto por causa da humidade da noyte; no dia seguinte tornar-se-haõ a por ao sol athe ficarem de - todo seccas. Nas estufas ou sobre hum forno de padeira, em que successivamente se coze paõ, a dessiccaçaõ he mais rapida e melhor, por + todo seccas. Nas estufas ou sobre hum forno de padeira, em que successivamente se coze paõ, a dessiccaçaõ he mais rapida e melhor, por naõ ser interrompida; neste cazo as serapilheiras devem ficar penduradas, para que o ar possa circular livremente, o que naõ sera desacertado practicar taõbem, quando a dessiccaçaõ for feita ao sol.

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As raizes, troncos lenhosos, e cascas requerem huma dessicaçaõ mais +

As raizes, troncos lenhosos, e cascas requerem huma dessicaçaõ mais appressada, em razaõ de conterem mais humidade; quanto às raizes, he precizo antes de as por a seccar alimparlhes a terra com huma serapilheira ou lavando-as rapidamente, cortar-lhes as raigotas filamentosas, partilas @@ -16533,27 +14970,24 @@ alvaraan, saõ difficeis de bem se seccar ao sol; o melhor sera se parar os seus cascos e mettelos a seccar no banho maria, a querelos ter perfeitamente privados de humidade.

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Os troncos, ramos herbaceos, e as folhas requerem huma dessiccaçaõ mais ou menos prompta, +

Os troncos, ramos herbaceos, e as folhas requerem huma dessiccaçaõ mais ou menos prompta, segundo saõ mais ou menos succosas. As plantas aromaticas saõ susceptiveis de huma rapida dessiccaçaõ; mas he precizo saber regular os graos de calor e proporcionalos á volatilidade dos seus principios - odorantes, e à quantidade da humidade. Ellas perdem na verdade durante a dessiccaçaõ, huma pequena porçaõ do seu aroma, e immediatamente + odorantes, e à quantidade da humidade. Ellas perdem na verdade durante a dessiccaçaõ, huma pequena porçaõ do seu aroma, e immediatamente depois parecem ter pouco cheiro, mas passados alguns dias amollecem hum tanto e ficaõ bastantemente cheirosas; as que saõ seccas à sombra saõ hum pouco mais aromaticas; porem ficaõ mais humidas, e a sua humidade costuma destruirlhes a cor, e he pouco favoravel à sua conservaçaõ.

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As flores costumaõ perder ordinariamente as suas cores na dessiccaçaõ, e para +

As flores costumaõ perder ordinariamente as suas cores na dessiccaçaõ, e para melhor lhas conservar he precizo, embrulhalas em papel e polas assim a - seccar; deve-se-lhes conservar o calys, e + seccar; deve-se-lhes conservar o calys, e arrancalo somente depois de passada a dessiccaçaõ, quando assim for necessario como nas violettas; os cravos, e rosas vermelhas parecem ser huma excepçaõ desta regra, porquanto so se costumaõ seccar as suas petalas, e ainda estas mesmas saõ antes privadas das unhas. Os fructos ordinariamente costumaõ por-se a seccar naõ muito maduros.

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As sementes consideradas relativamente aos principios, e consistencia das +

As sementes consideradas relativamente aos principios, e consistencia das suas cotylédones podem ser divididas em oleosas, farinhosas e resinosas; as oleosas propriamente saõ aquellas de que se pode tirar oleo por expressaõ, como v. g. as do melaõ, melancia, abobara, pepino, nogueira, amendoeiras, @@ -16562,9 +14996,7 @@ ervilhas, tramoços, e outras da familia das gramineas, e das leguminosas; as resinosas saõ aquellas em que o principio resinoso he predominante. As sementes contem em geral menos humidade do que as demais partes das plantas, - e porisso basta polas a seccar em lugar secco e hum pouco quente; as farinhosasEm alguns paizes do norte da Europa + e porisso basta polas a seccar em lugar secco e hum pouco quente; as farinhosasEm alguns paizes do norte da Europa costumaõ seccar o trigo em estufas afim de o poderem bem conservar para o uso domestico, e ainda mesmo para semear. e resinosas saõ contudo susceptiveis de mais graos de calor do que as oleosas; estas @@ -16575,29 +15007,26 @@ estio, dissiparse-ha o pouco de humidade que contem, o oleo sahirà à superficie, e se alterarà dentro de pouco tempo, adquirindo ranço, como a experiencia tem mostrado muitas vezes.

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Quanto à conservaçaõ das plantas e suas partes, devem em geral ser +

Quanto à conservaçaõ das plantas e suas partes, devem em geral ser preservadas de humidade e guardadas em lugares seccos; serà muito melhor metelas em frascos de bocca larga, ou vasos de argilla tapados com rolhas de cortiça, do que em bocetas forradas de papel; antes de se metterem nos dictos vazos devem ser sacudidas do pó, areas, e ovos dos - insectos; os troncos, e ramos herbaceos, carregados de folhas, devem ter-se pendurados em + insectos; os troncos, e ramos herbaceos, carregados de folhas, devem ter-se pendurados em cazas, aonde naõ haja humidade, nem demasiado calor. Ha muitos simples, que podem conservar-se muitos annos sem corrupçaõ, principalmente quando foraõ colhidos em annos favoraveis, mas os melhores em geral seraõ sempre aquelles que se renovarem todos os annos.

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As sementes em geral conservaõ-se bem nos lugares seccos c frescos; as +

As sementes em geral conservaõ-se bem nos lugares seccos c frescos; as oleosas costumaõ nos lugares humidos germinar dentro de pouco tempo, e - apanhar môfo, e nos lugares quentes adquirem ranço; porisso he necessario + apanhar môfo, e nos lugares quentes adquirem ranço; porisso he necessario conservalas em lugares seccos e temperados; as farinhosas saõ sujeitas às mesmas alteraçoẽs nos lugares humidos, e nos quentes seccaõ-se demasiadamente porisso sera acertado de as conservar quasi do mesmo modo; as resinosas aindaque resistaõ mais tempo à humidade e se alterem menos com o calor, contudo o melhor sera conservalas em lugares temperados. Guardaõ-se embrulhadas em papel, em cabaços, saccos, frascos bem tapados, - &c.As sementes, que se guardaõ muito tempo em frascos tapados + &c.As sementes, que se guardaõ muito tempo em frascos tapados sem serem barradas de cebo ou cera, saõ ordinariamente inuteis para a vegetaçaõ; a humidade e gaz, que ellas exhalaõ dentro do frasco, e a falta de renovaçaõ do ar interno saõ, segundo Pullein, a principal causa @@ -16606,15 +15035,13 @@ feita de sumo de alho e polvora, outros costumaõ expolas sobre hum peneiro de crina ao vapor de enxofre, mas este meyo aindaque as possa preservar dos insectos he pernicioso às que se guardaõ para semear.

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Para se poderem conservar para a vegetaçaõ e remetter a paizes remotos, sem +

Para se poderem conservar para a vegetaçaõ e remetter a paizes remotos, sem que sejaõ alteradas nas longas viagens de mar, Linneo aconselha de as metter em hum frasquinho cylindrico de vidro tapado com huma rolha de cortiça envolta em hum boccado de pelle, e que depois disso se ponha este frasquinho dentro de outro hum tanto mais largo, havendo o cuidado de encher o espaço, que medea entre hum e outro, com hum misto feito de partes iguaes de sal - commum, e sal ammoniaco com o quadobro de nitro, assegurando que desta maneira o calor naõ pode de modo algum chegar + commum, e sal ammoniaco com o quadobro de nitro, assegurando que desta maneira o calor naõ pode de modo algum chegar a penetralas. Alguns costumaõ cobrilas de assucar quando ellas tem hum pericarpo polposo; outros cobrem-nas de cera, e barraõ-nas depois com argilla amassada em huma dissoluçaõ forte de goma Arabia, embrulhaõ-nas @@ -16629,7 +15056,7 @@ neste periodo raspar-se-haõ às mais grossas os dictos tegumentos com toda a cautella, e lavar-se-haõ as mais miudas em sabaõ e area fina, athe que a casca fique livremente exposta ao contacto do ar e capaz de embeber a - humidade, e semear-se-haõ sem mais demora

Os que dezejarem ter mais + humidade, e semear-se-haõ sem mais demora

Os que dezejarem ter mais extensas noçoẽs nesta materia podem consultar os Tractados seguintes.- Directions for bringing over seeds and plants from the East-Indies, by Ellis. Lond 1770. In-4. - Additional observations on @@ -16640,7 +15067,7 @@ traités de physique, pag. 91. - Plencitz Dissert. nova ratio frumenta aliaque legumina quamplurimis annis integra conservandi. Viennae. 1765.

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As sementes destinadas à vegetaçaõ podem ser differentemente +

As sementes destinadas à vegetaçaõ podem ser differentemente preparadas; estas preparacoẽs consistem em as macerar e amollecer em agoa, alcalis, saponaceos, substancias pingues, ou espirituosas; em as fertilizar por meyo de nitro de sal commum, ou por meyo da @@ -16650,9 +15077,7 @@ individuo que dellas nascer seja de melhor qualidade, &c. Vej. a este respeito Boehmeri Commentatio de plantarum semine.

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Eu devera passar actualmente a tractar dos usos economicos dos vegetaes, mas como a extensaõ desta materia ainda mesmo +

Eu devera passar actualmente a tractar dos usos economicos dos vegetaes, mas como a extensaõ desta materia ainda mesmo tractada em geral me faria exceder os curtos limites de hum Compendio, deixala-hei aos que se occupaõ dos differentes ramos da Botanica applicada ás artes. Ninguem ignora que os vegetaes, alem dos usos que tem em Medicina, @@ -16661,7 +15086,7 @@ que lhe saõ uteis, saõ a materia de que elle forma innumeraveis trastes domesticos, instrumentos, vasilhas, &c servem nas tinturarias, e manufacturas, em huma palavra saõ, como ninguem duvida, o fundamento da - Agricultura, a mais preciosa de todas as artesHe huma maxima hoje + Agricultura, a mais preciosa de todas as artesHe huma maxima hoje assaz bem reconhecida, que a Agricultura sendo animada he o verdadeiro fundamento da provoacaõ e força dos Imperios; o solido esteio em que se sostem as manufacturas, artes, e commercio, a fonte de que emana a sua @@ -16670,11 +15095,10 @@ emfim o melhor regresso para poder pagar as dividas publicas, e naõ contrahir outras. Quesnay, Bandini, Boisgillebert, &c..

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- CAPITULO XLI. Dos Hervarios. -

HUM hervario (herbarium) he huma collecçaõ de plantas seccas estendidas sobre + CAPITULO XLI. Dos Hervarios. +

HUM hervario (herbarium) he huma collecçaõ de plantas seccas estendidas sobre papel, ou nelle estampadas bem ao natural, e dispostas methodicamente. O primeiro pode ser chamado hervario naturas e o segundo artificial, como he o das plantas de França que M. Bulliard publicou e vay continuando. Hum e @@ -16682,29 +15106,24 @@ dos vegetaes. Elles servem de nos fazer conservar por hum meyo commodo as ideas das plantas, que ja temos observado, e nos conduzem com os systemas a reconhecer sem hesitaçaõ os nomes das plantas, que jamais se tinhaõ - presentado vivas a nossos olhos. Alguns Botanicos preferem os herbarios + presentado vivas a nossos olhos. Alguns Botanicos preferem os herbarios naturaes aos artificiaes; huns e outros tem suas vantagens e seus inconvenientes; a maior parte das raizes, os fructos, e sementes, hum - grande numero de especies da familia do fungos, e plantas succulentas - - Ha algumas plantas succulentas, que se podem + grande numero de especies da familia do fungos, e plantas succulentas + + Ha algumas plantas succulentas, que se podem conservar nos hervarios naturaes, mas ficaõ summamente desfiguradas. , que naõ tem lugar nos hervarios naturaes saõ productos, que podem ser assaz bem conservados nos artificiaes, e so requerem huma habil maõ que os exprima taes como os tomou do regaço da natureza; os organos sexuaes e outras partes das flores, principalmente quando estas - saõ miudas ou cryptogamicas, de ordinario so nos podem ser bem presentadas por + saõ miudas ou cryptogamicas, de ordinario so nos podem ser bem presentadas por meyo de estampas; o seu numero, situaçaõ, e figura, a sua grandeza tanto natural como amplificada ao microscopio, e outras circumstancias de evidente utilidade a qualquer Botanico, so saõ proprias do debuxo ou - estampa - Aindaque as flores e suas partes podem ser conservadas em + estampa + Aindaque as flores e suas partes podem ser conservadas em espirito de vinho, este modo naõ me parece contudo merecer de ser perferido ao das estampas fieis, porquanto estas saõ mais duraveis e mais livres de engano. @@ -16719,26 +15138,24 @@ grande soccorro para poder achar o nome dos incognitos que encontramos, reconhecerá facilmente a razaõ porque Linneo e outros Botanicos preferem os hervarios de plantas seccas aos de plantas estampadas.

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- Todos os que se propoem de estudar Botanica devem começar por fazer huma +

+ Todos os que se propoem de estudar Botanica devem começar por fazer huma collecçaõ de plantas seccas: depois de terem ajuntado hum certo numero - nas herborizaçoẽs - As herborizaçoẽs (herbationes, s. herborizationes) saõ passeios + nas herborizaçoẽs + As herborizaçoẽs (herbationes, s. herborizationes) saõ passeios ou caminhadas, que se fazem para apanhar ou observar plantas; dizemse publicas, quando saõ feitas (hum dia na semana) na companhia de hum professor de Botanica; e particulares, quando naõ saõ presididas pelo dicto professor, como quando alguem herboriza so, ou com hum hervolario, jardineiro, dois ou tres amigos instruidos em Botanica, &c. - Este era o principal divertimento do celebre philosopho Rousseau, + Este era o principal divertimento do celebre philosopho Rousseau, e de muitos outros; com effeito as plantas e flores dos campos seraõ sempre o mais aprazivel objecto de meditaçoẽs do homem sabio, que nellas encontra de contino evidentes provas da immensa sabedoria do Deos da natureza. - publicas ou particulares, e de as terem bem dessiccado, nomenclado - Nomenclar huma planta he dar-lhe o seu nome generico e especifico + publicas ou particulares, e de as terem bem dessiccado, nomenclado + Nomenclar huma planta he dar-lhe o seu nome generico e especifico (ou trivial) segundo hum systema adoptado; os principiantes deveraõ para este fim consultar o seu professor, ou algum dos seus condiscipulos bastantemente instruidos no conhecimento das @@ -16750,19 +15167,16 @@ externo das plantas do paiz em todas as estaçoẽs do anno, e para lhas fazer reconhecer ainda mesmo fora do estado da florecencia.

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Ninguem deve esperar de poder conservar huma planta com toda a sua natural +

Ninguem deve esperar de poder conservar huma planta com toda a sua natural belleza, seja qual for o modo de dessiccaçaõ que se haja de practicar; porquanto ainda às mais bem dessiccadas perdem muito da sua fresca apparencia. As dessiccaçoẽs, de que se servem os botanicos para conservar as plantas no mais perfeito estado, que lhes he possivel, saõ feitas ou em area ou por compressaõ. A dessiccaçaõ em area, attribuida a Joaõ Rodolpho - Camerario, consiste na operaçaõ seguinte. Lave-se huma sufficiente + Camerario, consiste na operaçaõ seguinte. Lave-se huma sufficiente quantidade de area fina afim de a privar de materias heterogeneas, seque-se depois, e peneire-se para separar as partes grosseiras, de que - a lavagem a naõ pôde privar; feito isto, escolha-se para cada planta hum vaso de barro de forma e grandeza competente; escolha-se + a lavagem a naõ pôde privar; feito isto, escolha-se para cada planta hum vaso de barro de forma e grandeza competente; escolha-se taõbem a mais bella especie das plantas que se tiver ápanhado com flor, em tempo secco e com hum tronco sufficiente: lance-se no fundo do vaso huma pouca de area secca e quente e metta-se nelle a base do tronco da @@ -16771,11 +15185,11 @@ continue-se a lançar area pouco a pouco athe cobrir a planta de maneira que fique por cima della quasi a grossura de dois dedos de area; á proporçaõ que esta se for lançando, ter-sehá o cuidado de estender os - ramos, folhas, e flores, sem + ramos, folhas, e flores, sem contudo as constranger, e de modo que fiquem na sua configuraçaõ, e postura natural. - Concluido este trabalho, ponha-se o vaso em huma estufa de cincoenta - graos de calor ou pouco menos Alguns em lugar de metter os vazos + Concluido este trabalho, ponha-se o vaso em huma estufa de cincoenta + graos de calor ou pouco menos Alguns em lugar de metter os vazos em estufas costumaõ expolos ao ardor do sol, mas o calor das estufas merece de ser preferido em razaõ de fazer a dessiccaçaõ mais rapidamente. Nesta sorte de operaçaõ huma grande parte da materia @@ -16787,19 +15201,17 @@ dois ou mais dias, segundo a grossura e succulencia da planta; passados elles, vasar-se-há brandamente a area sobre papel, e se tirará a planta com cautella.

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Aindaque as plantas assim dessiccadas conservem bem a sua forma de maneira +

Aindaque as plantas assim dessiccadas conservem bem a sua forma de maneira que porisso alguns lhes chamaõ mumias vegetaes, contudo tem o defeito de - ficarem mais volumosas e quebradiças, do que as dessiccadas por compressaõ, e porisso este segundo meyo he + ficarem mais volumosas e quebradiças, do que as dessiccadas por compressaõ, e porisso este segundo meyo he ordinariamente hoje preferido, principal mente por ser mais simples, e - capaz de conservar as coresHa algumas flores, de que he difficil + capaz de conservar as coresHa algumas flores, de que he difficil poder conservar a substancia colorante; as violettas saõ deste numero, e o melhor modo, de que alguns se servem para lhes conservar a cor, he escaldando-as em agoa fervendo, retirando-as immediatamente, espremendo-as e seccando-as depois rapidamente. do mesmo modo que a dessiccaçaõ em area. - He precizo O modo de seccar as plantas que proponho he exactamente + He precizo O modo de seccar as plantas que proponho he exactamente o mesmo que practicava o celebre Joaõ Jacques Rousseau, cujos hervarios foraõ summamente admirados em Paris pela bella dessiccaçaõ de suas plantas. Ha ainda outros modos mais simples, mas naõ me @@ -16807,7 +15219,7 @@ aqui. para este fim ter quatro sortes de papel: 1º. papel pardo grosso; 2º. folhas colladas de papel pardo grosso; 3º papel branco grosso; 4º. papel branco bem secco depois de ter sido molhado em huma - dissoluçaõ forte de pedra humeEste papel he destinado para + dissoluçaõ forte de pedra humeEste papel he destinado para estender as plantas depois de seccas e servir no hervario; e porisso deve ser preparado do modo sobredicto a fim de contribuir para preservar as plantas de serem roidas pelos insectos. Alguns molhaõ @@ -16816,25 +15228,21 @@ segundo elles altera a cor das flores mas eu naõ pude ainda observar esta mudança, quando as flores tem sido antes bem dessicadas.. - A planta, que dezejamos seccar por compressaõ, deve ser colhida no estado + A planta, que dezejamos seccar por compressaõ, deve ser colhida no estado da florecencia, em hum tempo secco, e sem orvalho nem humidade alguma no exterior de suas partes; naõ se lhe deve cortar nem tirar parte alguma - da sobreraiz, nem ainda mesmo da raiz, todas as vezes que a - grandeza desta for assaz commoda e proporcionada à capacidade de hum hervario; e depois de colhida deixar-se-ha exposta ao ar livre + da sobreraiz, nem ainda mesmo da raiz, todas as vezes que a + grandeza desta for assaz commoda e proporcionada à capacidade de hum hervario; e depois de colhida deixar-se-ha exposta ao ar livre durante algumas horas; para que murche hum pouco e amolleça. - Disposta assim á planta para a dessiccaçaõ, estender-se-ha immediatamente + Disposta assim á planta para a dessiccaçaõ, estender-se-ha immediatamente sobre duas folhas de papel pardo (num. 1º.) postas sobre huma de - papellaõ proporcionado, desdobrar-se-haõ as suas folhas brandamente, e do mesmo modo os + papellaõ proporcionado, desdobrar-se-haõ as suas folhas brandamente, e do mesmo modo os tegumentos da flor; feito isto, cubrir-se-ha a planta com doze athe quinze folhas de papel pardo (n. 1º), e se mettera neste estado entre duas taboas applainadas, e proporcionadas á grandeza do papel. - Passada huma hora ou duas, apertar-se-haõ as taboas hum pouco huma contra - a outra - Alguns costumaõ em lugar das duas taboas servir-se do prelo em + Passada huma hora ou duas, apertar-se-haõ as taboas hum pouco huma contra + a outra + Alguns costumaõ em lugar das duas taboas servir-se do prelo em que os livreiros costumaõ levemente apertar os livros somente cozidos, a que chamaõ em França brochures; e na verdade este instrumento he assaz commodo para regular a compressaõ. @@ -16847,58 +15255,50 @@ carregadas dois dias sem lhes bulir. Passados estes, mude-se novamente a planta de papel, e metta-se no meyo de seis folhas de papel pardo collado (n. 2º) ou entre duas folhas de papellaõ; comprima-se neste estado entre as - taboas, e deixe-se ficar ainda mais dois ou tres dias apertadas. Se - depois de ter passado este tempo, se observar ainda na planta alguma humidade, mudar-se-ha de papel athe nos parecer que - está secca - Assim como ha plantas que basta mudalas duas vezes de papel para + taboas, e deixe-se ficar ainda mais dois ou tres dias apertadas. Se + depois de ter passado este tempo, se observar ainda na planta alguma humidade, mudar-se-ha de papel athe nos parecer que + está secca + Assim como ha plantas que basta mudalas duas vezes de papel para ficarem seccas, ha taõbem outras que precizaõ de ser mudadas ao - menos seis vezes para perderem a sua humidade; as que saõ succulentas precizaõ de ser mudadas de papel mais a + menos seis vezes para perderem a sua humidade; as que saõ succulentas precizaõ de ser mudadas de papel mais a miudo, e requerem huma dessiccaçaõ tanto mais accelerada, quanto maior he a abundancia dos seus succos. .

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Depois que as partes da planta tiverem perdido a sua flexibilidade por meyo +

Depois que as partes da planta tiverem perdido a sua flexibilidade por meyo das operaçoẽs feitas no papel pardo e papelloẽs, e que nos parecerem estar seccas, passar-se-ha a dicta planta a huma folha de papel branco (n. 3º), e se deixará ficar nelle ainda alguns dias a fim de perder completamente a - humidade, que nos pode ter escapado de perceber. Terminada assim a + humidade, que nos pode ter escapado de perceber. Terminada assim a dessiccaçaõ por-se há a planta em huma folha de papel branco competente - (n. 4º), e nelle se firmará o seu tronco, ramos, e ainda mesmo as folhas maiores, com fittinhas, ou - pequenas tiras estreitas de papel pegadas com colla de peixe - Alguns naõ usaõ das tiras de papel, ou pedacinhos de fitta, e + (n. 4º), e nelle se firmará o seu tronco, ramos, e ainda mesmo as folhas maiores, com fittinhas, ou + pequenas tiras estreitas de papel pegadas com colla de peixe + Alguns naõ usaõ das tiras de papel, ou pedacinhos de fitta, e collaõ na folha todo o corpo da planta com colla de peixe; mas este modo naõ deixa o papel taõ aceado como o sobredicto. - Os organos da fructificaçaõ, que convem de ajuntar (sendo + Os organos da fructificaçaõ, que convem de ajuntar (sendo possivel) a cada planta, devem ser dessiccados á parte, e se collaraõ depois, ao lado da planta a que pertencem.; depois disto no cimo da pagina, a que a planta ficar preza ou apegada, escrever-se-ha o seu nome generico e trivial, segundo o systema botanico que se houver de seguir; na pagina fronteira ou seguinte escrever-se-ha - a descripçaõ analytica e historica (concisamente)A descripçaõ + a descripçaõ analytica e historica (concisamente)A descripçaõ historica trabalhada em toda a extensaõ, de que he susceptivel, deve ser feita em cadernos separados, por naõ fazer os hervarios - demasiadamente volumosos., e acabado todo este trabalho passar-se-ha a planta ao lugar competente do hervario, ou a huma + demasiadamente volumosos., e acabado todo este trabalho passar-se-ha a planta ao lugar competente do hervario, ou a huma boceta quadrangular, no cazo que naõ haja ainda o numero sufficiente de plantas para começar a fazer hum hervario methodico.

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- Tanto que se houver dessiccado do modo sobredicto hum certo numero de +

+ Tanto que se houver dessiccado do modo sobredicto hum certo numero de plantas sufficiente para começar a fazer hum hervario, distribuir-se-haõ me thodicamente, isto he, por-se-haõ todas as congeneres seguidas - successivamente No cazo que se hajaõ dessiccado algumas + successivamente No cazo que se hajaõ dessiccado algumas variedades, terse-ha o cuidado de as por immediatamente depois da - sua especie respectiva.; os Generos Os generos de cada + sua especie respectiva.; os Generos Os generos de cada ordem, que tiverem mais affinidade, devem ficar approximados. seraõ dispostos na Ordem competente, e as Ordens na sua Classe respectiva, segundo o Systema que se adoptar. - Depois disto cozer-se-haõ as folhas em cadernos, e se formaraõ com elles - differentes brochuras As brochuras (do Franc. brochure) saõ, como + Depois disto cozer-se-haõ as folhas em cadernos, e se formaraõ com elles + differentes brochuras As brochuras (do Franc. brochure) saõ, como ja indiquei, livros somente cozidos, e levemente apertados; as suas folhas naõ foraõ batidas nem aparadas, e se usaõ assim em Franca cobertos com huma capa de duas folhas de papel colladas. com @@ -16909,17 +15309,15 @@ preparadas metter-sehaõ dentro de bocetas ou caxas feitas de pao de tilha, as quaes se devem pôr emfim dentro de hum armario collocado em huma caza que naõ seja humida. - Na face anterior das bocetas collar-se-ha hum pedacinho de papel, e nelle - se escreverá a classe, e ainda mesmo as ordens das plantas que dentro contem. - Os que quizerem ter hum armario capaz de conter ao menos seis mil plantas - Elle podera conter dobrado numero de plantas, se lhe derem + Na face anterior das bocetas collar-se-ha hum pedacinho de papel, e nelle + se escreverá a classe, e ainda mesmo as ordens das plantas que dentro contem. + Os que quizerem ter hum armario capaz de conter ao menos seis mil plantas + Elle podera conter dobrado numero de plantas, se lhe derem dobrada largura da que proponho aqui, como se entende facilmente. classadas segundo o systema de Linneo pode-lo-haõ mandar fazer do modo seguinte.

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O vaõ, ou espaço interno do armario deve ter de altura cinco pés e dez +

O vaõ, ou espaço interno do armario deve ter de altura cinco pés e dez pollegadas (medida de Paris), quasi dois pés de largo, e pouco mais de hum pé de fundo. Repartir-se-ha este vaõ em duas metades iguaes ao alto por meyo de duas taboas aprumadas, formar-se-haõ nas dictas duas metades vinte e @@ -16930,10 +15328,9 @@ mencionado, e devem ter mais ou menos pollegadas de altura, segundo o menor ou maior numero de vegetaes que costumaõ ter as dictas classes. A sua destribuiçaõ e altura adequada deve ser da maneira seguinte.

- + - Numero, disposiçam, e altura das parteleiras DO ARMARIO destinado a + Numero, disposiçam, e altura das parteleiras DO ARMARIO destinado a conter as plantas seccas. Parteleiras do lado esquerdo. @@ -16941,42 +15338,42 @@ -

A da classe I. tera 2 pollegadas.

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II......3

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III....6

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IV .......5

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V ........ 14

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VI .......... 6

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VII............2

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VIII..........3

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IX........2

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X.......7

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XI.........3

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XII.........5

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XIII......6

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A da classe I. tera 2 pollegadas.

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II......3

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III....6

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IV .......5

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V ........ 14

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VI .......... 6

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VII............2

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VIII..........3

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IX........2

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X.......7

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XI.........3

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XII.........5

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XIII......6

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A da classe XIV. terá 10 polegadas.

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XV...5

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XVI..... 4

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XVII.....8

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XVIII ..... 3

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XIX....12

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XX.....3

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XXI.......5

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XXII.......5

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XXIII.......3

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XXIV.........7

+

A da classe XIV. terá 10 polegadas.

+

XV...5

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XVI..... 4

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XVII.....8

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XVIII ..... 3

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XIX....12

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XX.....3

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XXI.......5

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XXIII.......3

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XXIV.........7

- 64 + 6 - As addiçoẽs 6 e 5 saõ relativas ás pollegadas, que devem + 64 + 6 + As addiçoẽs 6 e 5 saõ relativas ás pollegadas, que devem occupar as travessas das parteleiras. Vej. a Estampa XXXI. - 65 + 5 - As addiçoẽs 6 e 5 saõ relativas ás pollegadas, que devem + 65 + 5 + As addiçoẽs 6 e 5 saõ relativas ás pollegadas, que devem occupar as travessas das parteleiras. Vej. a Estampa XXXI. @@ -16986,22 +15383,21 @@ 70
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Este armario sera fechado com duas portas correspondentes aos dois lados + +

Este armario sera fechado com duas portas correspondentes aos dois lados sobredictos, e em cada huma dellas se poraõ tantos lettreiros quantas forem as parteleiras do seu lado. Cada lettreiro deve conter o nome de huma das vinte e quatro classes do systema de Linneo, ser escrito com lettras bem legiveis, e collado exactamente defronte da parteleira, que deve conter a boceta notada com outro lettreiro semelhante.

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Reclusas as pantas seccas nas bocetas, e estas nas parteleiras respectivas do +

Reclusas as pantas seccas nas bocetas, e estas nas parteleiras respectivas do Armario construido do modo que fica exposto, naõ havera difficuldade alguma em achar dentro de poucos minutos huma planta que dezejamos mostrar. - Supponhamos por ex. que quero mostrar a hum Botanico a Cleonia + Supponhamos por ex. que quero mostrar a hum Botanico a Cleonia lusitanica; se me esqueço da classe, consulto o Genera plantarum de Linneo, e pelo index venho em continente a conhecer que esta planta pertence á Didynamia; lanço por conseguinte a vista sobre os lettreiros - collados nas portas do armario Pode-se abbreviar ainda esta + collados nas portas do armario Pode-se abbreviar ainda esta pesquiza procurando directamente a Didynamia gymnospermia nos lettreiros postos na face anterior das bocetas, no cazo que sejaõ escritos com lettras taõ grandes, como as dos lettreiros das portas @@ -17011,9 +15407,7 @@ porta do lado direito, posiçaõ que corresponde fronteiramente à primeira parteleira de cima, situada no predicto lado; tiro della a boceta que tem o lettreiro (Didynamia gymnospermìa), e procuro nos indices dos - livros, que ella contem, a palavra Cleonia; achada ella, busco a pagina pela citaçaõ, e mostro a planta. No + livros, que ella contem, a palavra Cleonia; achada ella, busco a pagina pela citaçaõ, e mostro a planta. No cazo que tenhamos mostrado quinze ou vinte plantas de classes differentes, e queiramos tornar a por em seu lugar as brochuras e bocetas, que por descuido tivermos deixado sobre alguma meza, cadeiras, &c, a operaçaõ sera ainda @@ -17025,7 +15419,7 @@

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Fim do Tomo primeiro.

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Fim do Tomo primeiro.

- + \ No newline at end of file diff --git a/corpus_digital/obras/compendio2brotero.xml b/corpus_digital/obras/compendio2brotero.xml index 5b92b98..5622586 100644 --- a/corpus_digital/obras/compendio2brotero.xml +++ b/corpus_digital/obras/compendio2brotero.xml @@ -1,6 +1,5 @@ - - - + + @@ -44,14 +43,13 @@ - + COMPENDIO DE BOTANICA , OU NOÇOENS ELEMENTARES DESTA SCIENCIA, segundo os melhores Escritores modernos, expostas na lingua Portugueza, Por FELIX AVELLAR BROTERO. TOMO SEGUNDO. -

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Nisi in ordines redigantur Plantae et velut castrorum acies destribuantur in suas classes, omnia fluctuari necesse est. Caesalp. @@ -62,14 +60,13 @@ - +

- EXPOSIÇAÕ DO SYSTEMA SEXUAL. + EXPOSIÇAÕ DO SYSTEMA SEXUAL.
- CAPITULO I. Do Systema de Linneo, e das suas Classes e Ordens em + CAPITULO I. Do Systema de Linneo, e das suas Classes e Ordens em geral. -

O engenhoso Systema de Linneo, cuja exposiçaõ deve occupar o primeiro lugar +

O engenhoso Systema de Linneo, cuja exposiçaõ deve occupar o primeiro lugar deste Volume, he fundado nos organos sexuaes das flores, e dirigido a classar todos os modos, com que elles podem existir nos vegetaes: esta foy a razaõ porque o seu autor lhe deo o nome de Systema Sexual (Systema Sexuale). @@ -77,32 +74,26 @@ gradativamente deduzidas da Florecencia, e nesta reuniaõ he que foraõ estabelecidas as vinte e quatro classes, de que se compoem o dicto Systema.

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A Florecencia de todos os vegetaes conhecidos ou he bem destinctamente +

A Florecencia de todos os vegetaes conhecidos ou he bem destinctamente visivel ou he clandestina. Na que he bem destinctamente visivel, os organos sexuaes saõ assaz apparentes sem o soccorro do microscopio de maneira que ninguem os confundirà jamais nem com as sementes nem com o tenro fructo. As - plantas, cuja Florecencia he bem destinctamente visivel, humas daõ na + plantas, cuja Florecencia he bem destinctamente visivel, humas daõ na mesma especie flores todas hermaphroditas, outras daõ flores masculinas e femininas taõbem na mesma especie: no primeiro cazo as flores hermaphroditas - ou tem os estames desapegados entre si e juntamente do pistilloNaõ saõ - insertos ao pistillo, mas sim ao receptaculo, calys, ou corolla; e saõ soltos, isto he, tem os filetes - desadunados e igualmente as antheras., ou apegados entre si ou ao - pistilloIsto he, insertos ao pistillo, ou parte equivalente a elle. Se os estames se - achaõ desapegados, e saõ de comprimento inderterminadoIsto he, quando + ou tem os estames desapegados entre si e juntamente do pistilloNaõ saõ + insertos ao pistillo, mas sim ao receptaculo, calys, ou corolla; e saõ soltos, isto he, tem os filetes + desadunados e igualmente as antheras., ou apegados entre si ou ao + pistilloIsto he, insertos ao pistillo, ou parte equivalente a elle. Se os estames se + achaõ desapegados, e saõ de comprimento inderterminadoIsto he, quando dois delles naõ saõ sempre mais curtos nas flores de quatro e seis estames; e nas demais, quando variaõ muito no comprimento na mesma especie ou individuo, sendo ora todos iguaes, ora hum mais baxo, ora tres mais altos, &c. e as vezes huns mais curtos outros mais altos alternadamente como na Daphne., constituem as treze primeiras classes, que differem humas das outras pelo numero dos dictos estames, e seu - lugar de insersaõIsto he, pelo apego da base do filete ao calys ou receptaculo.. Na 1ª. classe ou - MonandriaOs que dezejarem saber as etymologias Gregas dos nomes + lugar de insersaõIsto he, pelo apego da base do filete ao calys ou receptaculo.. Na 1ª. classe ou + MonandriaOs que dezejarem saber as etymologias Gregas dos nomes das Classes e Ordens podem consultar o Diccionario dos termos botanicos que ajuntei no fim deste Compendio. as flores constaõ de hum so estame, na 2ª. ou Diandria constaõ de dois, na 3ª. ou Triandria de tres, na @@ -110,10 +101,8 @@ Hexandria de seis, na 7ª. ou Heptandria de sette, na 8ª. ou Octandria de oito, na 9ª. ou Enneandria de nove, na 10ª. ou Decandria de dez, na 11ª. ou Dodecandria de onze athe dezanove inclusivamente, na 12ª. ou Icosandria de - vinte ou mais insertos ao calyz, na 13ª. ou - Polyandria de numerosos estamesO seu numero pode ser de vinte athe mil ou mais, contanto + vinte ou mais insertos ao calyz, na 13ª. ou + Polyandria de numerosos estamesO seu numero pode ser de vinte athe mil ou mais, contanto que sejaõ insertos ao receptaculo. insertos ao receptaculo. Se os estames das dictas flores hermaphroditas tem hum comprimento determinado, sendo dois mais altos e dois mais curtos, estabelecem a classe 14ª. ou @@ -122,12 +111,10 @@ pelos filetes em hum corpo formaõ a Monadelphia ou classe 16ª., a Diadelphia ou 17ª. classe se estaõ adunados em dois corpos, e a 18ª. ou Polyadelphia se acazo se achaõ adunados em muitos corpos ou phalanges; se estaõ - somenteNesta circumstancia os filetes estaõ desadunados. - apegados pelas antheras constituem a classe 19ª. ou Syngenesia, e a 20ª. ou + somenteNesta circumstancia os filetes estaõ desadunados. + apegados pelas antheras constituem a classe 19ª. ou Syngenesia, e a 20ª. ou Gynandria quando somente estaõ apegados pelas suas bases ao - pistilloNesta classe tanto as antheras como os filetes estaõ desadunados entre + pistilloNesta classe tanto as antheras como os filetes estaõ desadunados entre si, e somente a circumstancia de estarem insertos ao pistillo ou seu equivalente he que constitue o caracter da classe.. A florecencia pode ainda ser bem distinctamente visivel nas plantas que daõ na mesma @@ -138,77 +125,72 @@ florecencia he clandestina, isto he, quando os organos sexuaes saõ de huma forma singularizada, apparentemente confundidos, e occultos á vista, precizando se de microscopio para se poderem reconhecer e destinguir entre - si, as plantas que assim florecem saõ classadas na Cryptogamia ou classe 24ª. e ultima do Systema. Eu + si, as plantas que assim florecem saõ classadas na Cryptogamia ou classe 24ª. e ultima do Systema. Eu fallarei depois mais circumstanciadamente de todas estas classes; por ora estas ideas geraes seraõ sufficientes para facilitar a intelligencia da Clave seguinte.

- + - CLAVE DO SISTEMA SEXUAL - Florecencia - bem visivel; ou organos sexuaes bem apparentes. - Estames com pistillo em todas as flores da mesma + CLAVE DO SISTEMA SEXUAL + Florecencia + bem visivel; ou organos sexuaes bem apparentes. + Estames com pistillo em todas as flores da mesma especie. - Estames desapegados. entre si, e do pistillo. - de comprimento indeterminado. - I. Monandria - II. Diandria - III. Triandria - IV. Tetrandria - V. Pentandria - VI. Hexandria - VII. Heptandria - VIII. Octandria - IX. Enneandria - X. Decandria - XI. Dodecandria - XII. Icosandria - XIII. Polyandria + Estames desapegados. entre si, e do pistillo. + de comprimento indeterminado. + I. Monandria + II. Diandria + III. Triandria + IV. Tetrandria + V. Pentandria + VI. Hexandria + VII. Heptandria + VIII. Octandria + IX. Enneandria + X. Decandria + XI. Dodecandria + XII. Icosandria + XIII. Polyandria - dois sempre mais curtos - e dois mais altos ... XIV. Didynamia - e quatro mais altos ... XV. + dois sempre mais curtos + e dois mais altos ... XIV. Didynamia + e quatro mais altos ... XV. Tetradynamia - apegados - entre si - pelos filetes - em hum corpo ... XVI. Monadelphia - em dois corpos ... XVII. Diadelphia - em muitos corpos ... XVIII. + apegados + entre si + pelos filetes + em hum corpo ... XVI. Monadelphia + em dois corpos ... XVII. Diadelphia + em muitos corpos ... XVIII. Polyadelphia - pelas antheras ... XIX. + pelas antheras ... XIX. Syngenesia - ao pistillo. ... XX. Gynandria + ao pistillo. ... XX. Gynandria - Estames em humas flores, e o pistillo em outras na + Estames em humas flores, e o pistillo em outras na mesma especie. - e no mesmo individuo ... XXI. Monoicia - mas em dois individuos. ... XXII. + e no mesmo individuo ... XXI. Monoicia + mas em dois individuos. ... XXII. Dioicia - e alem dellas flores hermaphroditas no mesmo + e alem dellas flores hermaphroditas no mesmo ou diverso individuo. ... XXIII. Polygamia - Clandestina ... XXIV. Cryptogamia + Clandestina ... XXIV. Cryptogamia - -

As Ordens das treze primeiras classes, em que ha sempre flores + +

As Ordens das treze primeiras classes, em que ha sempre flores hermaphroditas, saõ fundadas no numero de pistillos, que se contaõ sempre pelos estyletes considerados na sua base, ou pelos estigmas, no - cazo que naõ hajaõ estyletesEstas circumstancias tem por objecto + cazo que naõ hajaõ estyletesEstas circumstancias tem por objecto evitar as equivocaçoens, que podiaõ haver quanto aos germes e estygmas estyleteados; porquanto algumas vezes hum so germe succede ter dois, tres, quatro, cinco ou mais estygmas rentes e este mesmo @@ -222,23 +204,21 @@ (heptagynia) de sette; a Decagynia (decagynia) de dez; a Dodecagynia (dodecagynia) de doze; e a Polygynia (polygynia) de muitos, isto he, hum maior numero de pistillos do que tem a penultima Ordem da mesma classe.

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Das duas Ordens da Classe Didynamia a primeira he chamada Gymnospermia +

Das duas Ordens da Classe Didynamia a primeira he chamada Gymnospermia (gymospermia) por conter plantas que daõ sementes sem pericarpo, e a segunda Angiospermia (angiospermia) em razaõ das sementes serem cobertas de hum pericarpo. Na Tetradynamia ha taõbem duas Ordens, denominadas as Siliculosas (siliculosae) ou plantas cujo pericarpo he uma Silicula, e as Siliquosas (Siliquosae) ou plantas que tem huma siliqua por pericarpo.

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Nas Classes seguintes, taes como a Monadelphia, Diadelphia, Polyadelphia, Monoicia, Dioicia, e Gynandria, as Ordens saõ +

Nas Classes seguintes, taes como a Monadelphia, Diadelphia, Polyadelphia, Monoicia, Dioicia, e Gynandria, as Ordens saõ ordinariamente deduzidas do numero dos estames e tem por conseguinte os mesmos nomes, que se daõ às primeiras trezes classes do systema que saõ fundadas no dicto numero; assim a Ordem chamada Monandria contem flores de hum sò estame, a Diandria de dois, a Triandria de tres, a Tetrandia de quatro, a Pentandria de cinco, a Hexandria de seis, a Heptandria de sette, a Octandria de oito, a Enneandria de nove, a Decandria de dez, a Endecandria - (endecandria) de onze -

Este termo naõ foy dado a alguma das primeiras treze classes do + (endecandria) de onze +

Este termo naõ foy dado a alguma das primeiras treze classes do systema pela razaõ de serem as flores de onze estames desadunados muito raras, e as que ha serem comprehendidas na classe Dodecandria.

@@ -248,24 +228,20 @@ alem d'alguma das predictas ordens, a Monadelphia, Syngenesia e Gynandria; na primeira destas tres ordens os estames das flores masculinas estaõ todos apegados pelos filetes em hum corpo, na ordem Syngenesia os estames das - dictas flores tem as antheras adunadas, e na ordem Gynandria estaõ apegados ao + dictas flores tem as antheras adunadas, e na ordem Gynandria estaõ apegados ao pistillo.

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Na classe Syngenesia a primeira Ordem he chamada Polygamia igual (polygamia +

Na classe Syngenesia a primeira Ordem he chamada Polygamia igual (polygamia æqualis) e nella todos os flosculos da flor composta saõ hermaphroditos tanto no disco como no rayo; na Polygamia superflua (polygamia superflua) os flosculos do disco saõ hermaphroditos, os do rayo femininos, e huns e outros saõ ferteis; na Polygamia frustrada (polygamia frustranea) os flosculos - hermaphroditos do disco saõ ferteis, e os femininos do rayo saõ estereis; na Polygamia necessaria + hermaphroditos do disco saõ ferteis, e os femininos do rayo saõ estereis; na Polygamia necessaria (polygamia necessaria) os flosculos do disco saõ masculinos ou hermaphroditos estereis, e os do raio femininos ferteis; na Polygamia - segregada (polygamia segregata) o calys commum - comprehende em si muitos calyces parciaes unifloros ou ainda de maior numero de flosculos -

Os calyces - parciaes procedem do calys commum, e naõ + segregada (polygamia segregata) o calys commum + comprehende em si muitos calyces parciaes unifloros ou ainda de maior numero de flosculos +

Os calyces + parciaes procedem do calys commum, e naõ estaõ sobrepostos aos germes.

; na Monogamia (monogamia) as flores saõ simplices, e naõ compostas como nas ordens precedentes. Na classe Polygamia ha tres Ordens, a saber, a @@ -274,14 +250,13 @@ em dois individuos; e a Trioicia (triœcia) em que a Polygamia esta em tres individuos, hum produzindo flores masculinas, outro femininas, e o terceiro hermaphroditas.

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Na Cryptogamia ha quatro Ordens denominadas, os Fetos, Musgos, Algas, e +

Na Cryptogamia ha quatro Ordens denominadas, os Fetos, Musgos, Algas, e Fungos; como a exposiçaõ dos seus caracteres requer mais extensaõ do que me parece ser propria deste capitulo, reservala-hei para quando tractar da classe, a que dizem respeito.

- + - CLASSES com as suas ORDENS respectivas. + CLASSES com as suas ORDENS respectivas. CLASSES. ORDENS. @@ -340,8 +315,7 @@ Monogynia, Digynia, Trigynia, Tetragynia, Pentagynia, Hexagynia, Polygynia. - + XIV. DIDYNAMIA Gymnospermia, Angiospermia. @@ -394,14 +368,13 @@
- +
- CAPITULO II. Das Classes e Ordens do Systema de Linneo em + CAPITULO II. Das Classes e Ordens do Systema de Linneo em particular.
- §. Classe I. -

Monandria (monandria; esta classe comprehende as plantas que daõ flores + §. Classe I. +

Monandria (monandria; esta classe comprehende as plantas que daõ flores hermaphroditas com hum so estame, como v. g. o costo d'Arabia, a canna da India, o açafraõ da India &c.; tem duas Ordens, na 1ª. ou Monogynia saõ comprehendidas as plantas que alem do procedente caracter @@ -409,7 +382,7 @@ ao prezente treze generos, dos quaes dez daõ fructos guarnecidos de pericarpo, a saber, a Renealmia, Amomum, Curcuma, Thalia, Maranta, Myrosma, Kaempferia, Canna, Alpinia, e Costus, e tres daõ fructos sem - pericarpo, e monospermos, como saõ a BoerhaaviaO Leitor vera (nos + pericarpo, e monospermos, como saõ a BoerhaaviaO Leitor vera (nos Tractados dos Generos e Especies de plantas publicados pelo Dr. Linneo) alguns generos desta classe com especies que pertencem a outras, como na Salicornia, Boerhaavia, Corispermum, e Callitriche, @@ -425,11 +398,10 @@ reconhecido a necessidade deste trabalho, mas o que elle nos deixou começado a este respeito està ainda muito incompleto., Hippuris, e Salicornia.

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A 2ª. Ordem ou Digynia comprehende as plantas que daõ flores com dois + +

A 2ª. Ordem ou Digynia comprehende as plantas que daõ flores com dois pistillos e contem os generos Corispermum, Callitriche, Blitum, Mniarum, - e Cinna que he huma planta gramineaLinneo foy obrigado a separar + e Cinna que he huma planta gramineaLinneo foy obrigado a separar os differentes generos de Gramas em razaõ das leys do seu systema; a maior parte dellas estaõ classados na Triandria; o Anthoxanthum esta na Diandria; a Gahnia, Oryza, e Ehrharta na Hexandria; a Zizania, @@ -437,8 +409,8 @@ Dioicia; o Spinifex, Chrysitrix, Manisuris, Andropogon, Holcus, Apluda, Ischœmum, Cenchrus, e Ægylops na Polygamia..

- §. Classe II. -

DIANDRIA (diandria): esta classe consta de plantas que daõ flores + §. Classe II. +

DIANDRIA (diandria): esta classe consta de plantas que daõ flores hermaphroditas com dois estames, como saõ por ex. a oliveira, alfeneiro, jasmineiro, veronica, verbena, salva, alecrim, pimenta, &c. tem tres Ordens, a 1ª. ou Monogynia comprehende as plantas @@ -449,9 +421,7 @@ tem flores sottopostas, corollas monopetalas irregulares e por fructo huma capsula, como saõ a Pœderota, Veronica, Gratiola, Schwenkia, Justicia, Dianthera, Calceolaria, Pinguicula, - Utricularia, e Wulfenia; 3º. nos que tem flores sottopostas, corollas monopetalas + Utricularia, e Wulfenia; 3º. nos que tem flores sottopostas, corollas monopetalas irregulares, e sementes nuas, como saõ a Verbena, Lycopus, Amethystea, Ziziphora, Monarda, Rosmarinus, Salvia, Cunila, e Collinsonia; 4º. nos que tem flores sottopostas e corollas de quatro @@ -459,31 +429,29 @@ corollas de cinco petalas, como o Dialium; 6º. nos que tem flores sobrepostas ao germe, como a Morina, Circæa, Globba, e Ancistrum.

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A 2ª. Ordem ou Digynia comprehende as plantas que daõ flores com dois +

A 2ª. Ordem ou Digynia comprehende as plantas que daõ flores com dois pistillos, como o Anthoxanthum; e a 3ª. ou Trigynia contem as de tres pistillos, como o Piper.

- §. Classe III. -

TRIANDRIA (triandria); esta classe comprehende as plantas que daõ + §. Classe III. +

TRIANDRIA (triandria); esta classe comprehende as plantas que daõ flores hermaphroditas com tres estames, como saõ por ex. os lirios, açafraõ, esparto, avêa, balanco, canneira, trigo, cevada, centeio, joyo, canna de assucar, alpista, bòlebòle, milhaan, juncas, valeriana &c.

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Ha tres ordens nesta classe; a 1ª. ou Monogynia consta de plantas +

Ha tres ordens nesta classe; a 1ª. ou Monogynia consta de plantas cujas flores tem hum so pistillo; os seus generos saõ destribuidos 1º. nos que daõ flores sobrepostas ao germe, como a Valeriana, Melothria, Crocus, Iris, Moræa, Antholyza, Gladiolus, Witsenia, Ixia, e Dilatris; 2º. nos que daõ flores sottopostas, como a Wachendorfia, Commelina, Hippocratea, Loeflingia, Williachia, Tamarindus, Callisia, Rumphia, Cneorum, Xyris, Comocladia, Olax, - Rotala, Ortegia,Polycnemum; 3º. nos que daõ flores casulosasTodos estes + Rotala, Ortegia,Polycnemum; 3º. nos que daõ flores casulosasTodos estes generos, e os da Ordem seguinte pertencem a familia natural das Gramineas. como o Schaenus, Cyperus, Scirpus, Eriophorum, Nardus, Lygeum, Kyllingia, Fuirena, e Pomereulla.

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A 2ª. Ordem ou Digynia comprehende as plantas que daõ flores com dois +

A 2ª. Ordem ou Digynia comprehende as plantas que daõ flores com dois pistillos; todos os seus generos contem vegetaes gramineos, e podem ser destribuidos 1º. nos que daõ flores com casulos unifloros, como saõ a Bobartia, Hordeum, Panicum, Cornucopia, Aristida, Alopecurus, @@ -493,7 +461,7 @@ multifloros, como a Uniola, Lolium, Elymus, Triticum, Rottbolla, Briza, Poa, Cynosurus, Festuca, Bromus, Avena, Arundo, e Anthistiria.

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A 3ª. Ordem ou Trigynia consta de plantas que daõ flores com tres +

A 3ª. Ordem ou Trigynia consta de plantas que daõ flores com tres pistillos; os seus geneos saõ destribuidos 1º. nos que daõ flores sottopostas ao germe, como o Holosteum, Polycarpon, Lechea, Eriocaulon, Montia, Mollugo, Minuartia, Queria, Koenigia, e @@ -501,8 +469,8 @@ Proserpinaca.

- §. Classe IV -

TETRANDRIA (tetrandria); esta classe comprehende as plantas que daõ + §. Classe IV +

TETRANDRIA (tetrandria); esta classe comprehende as plantas que daõ flores hermaphroditas com quatro estames de altura igual ou endeterminada (e nisto

@@ -512,4 +480,4 @@ - + \ No newline at end of file diff --git a/corpus_digital/obras/diciovandelli.xml b/corpus_digital/obras/diciovandelli.xml index 5ba1f50..2b7206e 100644 --- a/corpus_digital/obras/diciovandelli.xml +++ b/corpus_digital/obras/diciovandelli.xml @@ -1,6 +1,5 @@ - - + @@ -33,15 +32,13 @@

Nos casos em que há quebra de parágrafo dentro do mesmo verbete, o segundo parágrafo está marcado como outro elemento sense, mesmo que não seja de fato uma segunda acepção.

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Algumas subentradas são divididas em grupos (como é o caso, por exemplo, do verbete APERTURA branchiarum), e esses grupos são marcados +

Algumas subentradas são divididas em grupos (como é o caso, por exemplo, do verbete APERTURA branchiarum), e esses grupos são marcados pelo critério de classificação: "pela situação", "pela abertura, "pela figura" etc. Nesses casos, os critérios de classificação foram indicados pelo elemento dictScrap. Como esse elemento não pode conter subentradas, não foi possível usá-lo para agrupar todas as subentradas correspondentes, mas apenas o nome do critério de classificação.

O elemento dictScrap também foi empregado para incluir listas, tabelas e - diagramas arbóreos (como é o caso, por exemplo, do verbete ALAE.

+ diagramas arbóreos (como é o caso, por exemplo, do verbete ALAE.

Nos casos em que Vandelli emprega uma chave para associar uma mesma explicação a duas entradas diferentes (como é o caso de fissilis e perfoliata, subentradas de CLAVA), a estratégia adotada aqui foi incluir as duas @@ -69,7 +66,7 @@ https://archive.org/details/diccionariodost00vand/

As imagens (fac-símiles) das páginas da obra estão hospedadas no repositório digital Internet Archive. O URL de cada imagem segue o padrão: - https://ia804603.us.archive.org/BookReader/BookReaderImages.php?zip=/23/items/diccionariodost00vand/diccionariodost00vand_jp2.zip&file=diccionariodost00vand_jp2/diccionariodost00vand_XXXX.jp2&id=diccionariodost00vand, + https://ia800403.us.archive.org/BookReader/BookReaderImages.php?zip=/14/items/diccionariodost00vand/diccionariodost00vand_jp2.zip&file=diccionariodost00vand_jp2/diccionariodost00vand_XXXX.jp2&id=diccionariodost00vand, onde XXXX é um número sequencial (a página de rosto é 0007). Neste arquivo transcrito, cada elemento pb, bem como o elemento titlePage, contém o atributo facs com o endereço URL do arquivo da imagem correspondente à página @@ -85,8 +82,7 @@ - + DICCIONARIO DOS TERMOS TECHNICOS DE HISTORIA NATURAL EXTRAHIDOS Das Obras de Linnéo, com a sua explicaçaõ, e estampas @@ -96,113 +92,96 @@ QUE OFFERECE A RAYNHA D. MARIA I NOSSA SENHORA DOMINGOS VANDELLI Director do Real Jardim Botanico, e Lente das Cadeiras de Chymica, e de Historia Natural na Universidade de Coimbra, &c. - COIMBRA Na Real Officina da Universidade. M DCC LXXXVIII. Com licença da Real Mesa da Cõmissaõ Geral sobre o + COIMBRA Na Real Officina da Universidade. M DCC LXXXVIII. Com licença da Real Mesa da Cõmissaõ Geral sobre o Exame, e Censura dos Livros, Foi taixado este Livro em Papel a dous mil e duzentos reis. Vende-se na loje de Antonio Barneoud á Sé Velha. - +

- B. L. -

- O Homem só com a força da sua imaginaçaõ naõ podia comer, nem vestir-se, nem executar + B. L. +

+ O Homem só com a força da sua imaginaçaõ naõ podia comer, nem vestir-se, nem executar os seus desejos; em fim nada podia fazer sem o auxilio das producçoens naturaes, que saõ a base de todas as Artes, de que dependem principalmente os commodos, e prazeres da vida. - Pois que o conhecimento dellas contribue á felicidade humana. + Pois que o conhecimento dellas contribue á felicidade humana.

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- Além disso tambem serve a exercer os genios mais sublimes, e serve de recreio, e +

+ Além disso tambem serve a exercer os genios mais sublimes, e serve de recreio, e divertimento ás pessoas, que estaõ em outra cousa occupadas.

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- Neste seculo he a Historia Natural mais cultivada, que nos passados, o que demonstraõ - as grandes, e interessantes descubertas, e o avultado numero de Museos. +

+ Neste seculo he a Historia Natural mais cultivada, que nos passados, o que demonstraõ + as grandes, e interessantes descubertas, e o avultado numero de Museos.

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- No seculo passado, e no principio do presente haviaõ muitos Museos de Medalhas, dos - quaes agora ha poucos, e preferem-se os da Historia Natural

A impossibilidade +

+ No seculo passado, e no principio do presente haviaõ muitos Museos de Medalhas, dos + quaes agora ha poucos, e preferem-se os da Historia Natural

A impossibilidade de se poderem ver todas as producçoens da Natureza espalhadas em paízes taõ remotos, supre o Museo, no qual como em hum Amphitheatro apparece em huma vista de - olhos, o que o nosso Globo contém.V. Memoria sobre a utilidade, e uso dos + olhos, o que o nosso Globo contém.V. Memoria sobre a utilidade, e uso dos Museos de Historia Natural. D. V.

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O conhecimento das producçoens naturaes, ou a Historia Natural em toda a sua extensaõ +

O conhecimento das producçoens naturaes, ou a Historia Natural em toda a sua extensaõ abrange o Universo; por isso se dividio em varios generos de sciencias, as quaes muitas - vezes se confundem. A Anatomia, Medicina, Economia, e muitas Artes saõ ramos dessa - vasta sciencia, que se divide em Zoologia, Botanica, e + vezes se confundem. A Anatomia, Medicina, Economia, e muitas Artes saõ ramos dessa + vasta sciencia, que se divide em Zoologia, Botanica, e Mineralogia.

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O estudo da Zoologia naõ consiste em hum simplex conhecimento dos nomes de cada animal; +

O estudo da Zoologia naõ consiste em hum simplex conhecimento dos nomes de cada animal; mas he necessario saber quanto for possivel a sua anatomia, seu modo de viver, e - multiplicar, os seus alimentos, as utilidades, que desses se pódem tirar; e saber aumentar, e curar, e sustentar os que saõ necessarios na economia; procurar + multiplicar, os seus alimentos, as utilidades, que desses se pódem tirar; e saber aumentar, e curar, e sustentar os que saõ necessarios na economia; procurar descubrir os usos daquelles que ainda naõ conhecemos immediatamente, ou extinguillos se saõ nocivos, ou defender-se delles.

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- O saber pois somente o nome das plantas naõ he ser Botanico, o verdadeiro Botanico deve +

+ O saber pois somente o nome das plantas naõ he ser Botanico, o verdadeiro Botanico deve saber álem disso a parte mais difficultoza, e interessante, que he conhecer as suas propriedades, usos economicos, e medicinaes; saber a sua vegetaçaõ, modo de multiplicar as mais uteis, os terrenos mais convenientes para isso, e o modo de os - fertilizarMemoria sobre a utilidade dos Jardins Botanicos, a respeito da + fertilizarMemoria sobre a utilidade dos Jardins Botanicos, a respeito da Agricultura, e principalmente da cultivaçaõ das charnecas pelo D.D. V. Lisboa.1, 70. .

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Os Naturalistas antigos conheciaõ as minas de Ferro; mas a falta de observar a +

Os Naturalistas antigos conheciaõ as minas de Ferro; mas a falta de observar a propriedade de huma, que he o Magnete, a qual mostra o Norte, he quem privou os antigos por tantos seculos do commercio com as Naçoens mais distantes, e de saber a grandeza, e figura da Terra.

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Os Modernos pois com a mencionada observação atreveraõ-se a entrar no alto mar, chegaraõ + +

Os Modernos pois com a mencionada observação atreveraõ-se a entrar no alto mar, chegaraõ aos fins mais distantes da Affrica, reconheceraõ as praias orientaes da Asia, dirigindo-se ao Poente descobriraõ a America.

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Naõ consiste pois o estudo da Historia Natural, na simples nomenclatura; mas nas +

Naõ consiste pois o estudo da Historia Natural, na simples nomenclatura; mas nas observaçoens, e nas experiencias para conhecer as relaçoens, a ordem da Natureza, sua economia, policia, e formação da Terra, e rovoluçoens, que soffreo, e em fim as utilidades, que se pódem tirar das producçoens naturaes além das conhecidas.

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Pelo que sendo este estudo taõ util, e necessarioDominici +

Pelo que sendo este estudo taõ util, e necessarioDominici Vandelli. Dissert. de studio Historiae Naturalis necessario in Medicina, Oeconomia, Artibus, & commercio. Olisip. 1768., e digno de que muitas pessoas se appliquem a elle, e consistindo huma das suas maiores difficuldades na inteligencia dos termos, de que os Naturalistas, e principalmente o Cel. Linnéo fazem uso; por isso me - determinei com a maior clareza possivel, a tradusilos na nossa lingua. Esta traducçaõ incumbí ao Dr. + determinei com a maior clareza possivel, a tradusilos na nossa lingua. Esta traducçaõ incumbí ao Dr. Francisco José Simões da Serra Demonstrador de Historia Natural, mas a sua morte impidio a acaballa.

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- Esta obra divide-se em Terminologia 1. dos Mammaes. 2. das Aves. 3. dos Peixes 4. dos Amphibios. 5. dos Insectos. 6. dos Vermes. 7. da Botanica. 8.e da Mineralogia. +

+ Esta obra divide-se em Terminologia 1. dos Mammaes. 2. das Aves. 3. dos Peixes 4. dos Amphibios. 5. dos Insectos. 6. dos Vermes. 7. da Botanica. 8.e da Mineralogia.

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- As obras de Fabricio, Gouvaõ, e Reuss serviraõ para os Insectos, Peixes, e pela +

+ As obras de Fabricio, Gouvaõ, e Reuss serviraõ para os Insectos, Peixes, e pela Botanica.

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- Para facilitar pois o achar-se promptamente a explicaõ de cada +

+ Para facilitar pois o achar-se promptamente a explicaõ de cada termo, haverá no fim dous Indices geraes, que redusiraõ toda esta obra a hum verdadeiro Diccionario; accrescendo a isto todas as figuras necessarias para mais facilitar a intelligencia dos termos,

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- E por que os generos das Gramas saõ difficultosos, se accrescentou duas taboas com os - riscos de todas frutificaçoens dos ditos generos. +

+ E por que os generos das Gramas saõ difficultosos, se accrescentou duas taboas com os + riscos de todas frutificaçoens dos ditos generos.

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- E naõ tendo até agora huma Flora de PortugalA unica obra de Botanica, que temos +

+ E naõ tendo até agora huma Flora de PortugalA unica obra de Botanica, que temos de Portugal, he o Viridarium Lusitanicum do Grysley, da qual obra assim me escreveo o Cel. Linnéo "Postquam tota Europa calcata est Botanicorum pedibus, restat etiamnum sola Lusitania, quae India Europaea dicenda, & @@ -215,1212 +194,1180 @@ ensayo dellas, com os nomes Portuguezes, virtudes medicinaes, e uso na Tinturaria.

- +
- CLASSE I MAMMAES + CLASSE I MAMMAES
- A. + A.
ABRUPTUS.
- Roto, truncado, diz-se abrupta cauda no Ursus arctus, que he muito pequena, e + Roto, truncado, diz-se abrupta cauda no Ursus arctus, que he muito pequena, e parece truncada.
ACULEUS.
- Saõ os pellos unidos entre si formando espinhos. + Saõ os pellos unidos entre si formando espinhos.
— Explanatus.
- Aplainado, ou chato. + Aplainado, ou chato.
— Clavatus.
- Engrossado na extremidade. Hystrix macroura. + Engrossado na extremidade. Hystrix macroura.
ACULEATUS.
- Este termo exprime todo o animal, que he cuberto de espinhos. Erinaceus. + Este termo exprime todo o animal, que he cuberto de espinhos. Erinaceus.
AEGAGROPILA.
- Calculo formado de pellos, ou raizes conglutinadas, e cubertas com huma crusta + Calculo formado de pellos, ou raizes conglutinadas, e cubertas com huma crusta calcarea. O primeiro se acha no ventriculo dos Bois, outro no da Capra Rupicapra.
ANTAGONISTA.
- Qualquer parte do animal, que ocorre á outra, que lhe he diametralmente + Qualquer parte do animal, que ocorre á outra, que lhe he diametralmente opposta.
ARMA.
- As armas nos mammaes saõ as Unhas, os Dentes, as + As armas nos mammaes saõ as Unhas, os Dentes, as Pontas, com que se defendem, e accommettem ao seu inimigo.
AURICULA.
- He a parte externa dos ouvidos: tambem se toma este termo pela cavidade superior + He a parte externa dos ouvidos: tambem se toma este termo pela cavidade superior dos ventriculos do coraçaõ.
AURIS.
- Orelha. + Orelha.
— Comosa.
- Com pellos compridos. + Com pellos compridos.
— Patula.
- Aberta. + Aberta.
- +
- B. + B.
BARBA.
- He huma prominencia, que se observa logo abaixo da bocca. Homo. + He huma prominencia, que se observa logo abaixo da bocca. Homo.
— Fastigiata.
- Com hum contorno agudo, ou contornada com pellos. + Com hum contorno agudo, ou contornada com pellos.
BIAURITUS.
- Diz-se do coraçaõ, que tem duas auriculas. + Diz-se do coraçaõ, que tem duas auriculas.
BILOCULARIS.
- Quando ha duas concameraçoens, ou cavidades. + Quando ha duas concameraçoens, ou cavidades.
BUCCA.
- Bochecha. + Bochecha.
— Nuda.
- Sem barba. Simia Maimon. + Sem barba. Simia Maimon.
— Barbata.
- Com barba. + Com barba.
— Subbarbata.
- Com pouca barba. + Com pouca barba.
- C. + C.
CALLUM.
- Dureza; que se observa em qualquer parte da pelle dos animaes. Equus. Isto he + Dureza; que se observa em qualquer parte da pelle dos animaes. Equus. Isto he qualquer dureza cutanea, ou seja carnoza, ou ossea, e isto tanto no estado natural, como fora do natural.
CATAPHRACTUS.
- Animal, que he revestido, de huma substancia dura, á maneira de saia de malha. + Animal, que he revestido, de huma substancia dura, á maneira de saia de malha. Dasypus.
CAUDA.
- He a continuação das vertebras; porem esta he diversa em varios animaes, a + He a continuação das vertebras; porem esta he diversa em varios animaes, a saber.
— Abbreviata.
- Quando naõ chega a coxa. Lepus. + Quando naõ chega a coxa. Lepus.
Elongata.
- Quando he mais comprida, que a coxa: Canis. + Quando he mais comprida, que a coxa: Canis.
— Nuda.
- Sendo destituida de pelos. Mus. + Sendo destituida de pelos. Mus.
— Prehensilis.
- He uma cauda elongada, + He uma cauda elongada, que serve muitas vezes como de terceira maõ ao animal para sua segurança. Simia.
- +
— Comosa.
- Sendo chêa de sedas, ou crinas. Equus. + Sendo chêa de sedas, ou crinas. Equus.
— Flocosa.
- Quando forma na ponta com os seus pelos hum globo á maneira de pincel. + Quando forma na ponta com os seus pelos hum globo á maneira de pincel. Leo.
— Dysticha.
- He aquella cauda, que separa para hum, e outro lado as suas sedas, como se + He aquella cauda, que separa para hum, e outro lado as suas sedas, como se observa no Myrmecophaga.
— Annulata.
- Com anneis formados de pellos corados. + Com anneis formados de pellos corados.
— Abrupta.
- Como cortada, e naõ continuada. Ursus. + Como cortada, e naõ continuada. Ursus.
— Pinnata.
- Quase dysticha, cujos pelos estaõ somente nos dois lados agudos de huma cauda + Quase dysticha, cujos pelos estaõ somente nos dois lados agudos de huma cauda chata, como no Sciurus sagitta.
— Fubata.
- Que tem crinas compridas. Bos grunniens. + Que tem crinas compridas. Bos grunniens.
— Recurvata.
- Revirada. Canis domesticus. + Revirada. Canis domesticus.
— Incurvata.
- Arqueada, ou torcida. Canis Lupus. + Arqueada, ou torcida. Canis Lupus.
— Deslexa.
- Dobrada para baixo. Canis Mexicanus. + Dobrada para baixo. Canis Mexicanus.
COLLARIS.
- Nos mammaes he hum circulo de pelos de huma côr + Nos mammaes he hum circulo de pelos de huma côr diferente dos outros, ou mais compridos, que se acha no pescoço.
COMA.
- Pellos compridos. + Pellos compridos.
— Dependens.
- Cahida abaixo, ou pendente. + Cahida abaixo, ou pendente.
CORNUS.
- Ponta. + Ponta.
— Acaulis.
- Sem tronco. Cervus Alces. + Sem tronco. Cervus Alces.
— Contortus.
- Torcido. Capra Dorcas + Torcido. Capra Dorcas
— Depressus. Deorsum pressus
- chato. Capra + chato. Capra
— Lunatus.
- Dobrado em arco, ou em figura de Lua. Ovis Aries. + Dobrado em arco, ou em figura de Lua. Ovis Aries.
— Recurvatus.
- Retorcido, ou revirado. Cervus Dama. + Retorcido, ou revirado. Cervus Dama.
— Resupinatus.
- Revirado para traz. Bos bubalus. + Revirado para traz. Bos bubalus.
— Retrorsum versus.
- Recurvado para traz. Ovis. + Recurvado para traz. Ovis.
CYSTIFERUS Umbilicus.
- Embigo que tem huma bexiga, ou cavidade, onde se conserva hum humor particular separado de huma glandula. Sus + Embigo que tem huma bexiga, ou cavidade, onde se conserva hum humor particular separado de huma glandula. Sus porcus.
— Dorsus.
- No dorso, ou nas costas. Sus Tajacú. + No dorso, ou nas costas. Sus Tajacú.
- D. + D.
DENTES.
- Os dentes, saõ os instrumentos cibarios, osseos, postos nas mandibulas. + Os dentes, saõ os instrumentos cibarios, osseos, postos nas mandibulas.
— Incisores.
- Saõ os primeiros dentes, que servem para cortar, e arrancar o alimento. Homo. + Saõ os primeiros dentes, que servem para cortar, e arrancar o alimento. Homo. Tab. I. fig.1.2.4.5.6.a
— Laniarii.
- Estes saõ de huma figura conica, mais elevados, pontiagudos, que servem para + Estes saõ de huma figura conica, mais elevados, pontiagudos, que servem para dilacerar. Canis. Fig. 1.2.5.b.
— Molares.
- Estes saõ obtuzos (ainda que nas feras tenhaõ suas pontas), e servem para + Estes saõ obtuzos (ainda que nas feras tenhaõ suas pontas), e servem para triturarem o alimento. Bellue. Fere. Fig. 1.2.4.5.6.c.
DENS.
- Dente. + Dente.
— Solitarius.
- Separado dos outros. Fig. 6. d + Separado dos outros. Fig. 6. d
— Serratus.
- Cortado na sua borda á maneira de serra. Delphinus Orca. + Cortado na sua borda á maneira de serra. Delphinus Orca.
— Spatiformis.
- A modo de espatula. Comelus. Fig. 6.a + A modo de espatula. Comelus. Fig. 6.a
— Duplicatus.
- Com excavaçaõ, que parece hum dente duplicado. Lepus. + Com excavaçaõ, que parece hum dente duplicado. Lepus.
— Recumbens.
- Como deitado. Erinaccus. + Como deitado. Erinaccus.
— Cuspidato-conicus.
- Que acaba em ponta, de figura conica. + Que acaba em ponta, de figura conica.
— Approximatus.
- Aproximado a outros dentes. + Aproximado a outros dentes.
— Remotus.
- Distante dos outros dentes. + Distante dos outros dentes.
— Porrectus.
- Sahido para fora. + Sahido para fora.
— Compressus.
- Chato. + Chato.
— Sublobatus.
- Quasi lobado, ou com pequenas prominencias na baze. + Quasi lobado, ou com pequenas prominencias na baze.
— Exertus.
- O mesmo que porrectus. + O mesmo que porrectus.
— Inclusus.
- Dentro dos beiços. + Dentro dos beiços.
- +
— Lobatus.
- Com duas prominencias, ou lobos na baze. + Com duas prominencias, ou lobos na baze.
— Incurvatus.
- Curvado. + Curvado.
— Intus excavatus.
- Excavado na parte interior. + Excavado na parte interior.
— Occursans.
- Que tem outro dente opposto na outra mandibula, com o qual comprime, ou + Que tem outro dente opposto na outra mandibula, com o qual comprime, ou corta.
— Denticulatus.
- Que tem a sua borda cortada, formando como pequenos dentes. Didelphis. + Que tem a sua borda cortada, formando como pequenos dentes. Didelphis.
— Tricuspidatus.
- Com tres pontas. Fig. 2.c. + Com tres pontas. Fig. 2.c.
— Terni dentes molares.
- A tres, a tres unidos em cada lado dos dois queixos. Félis. + A tres, a tres unidos em cada lado dos dois queixos. Félis.
DIDACTYLUS.
- Animal, que só tem dois dedos. Myrmecophaga didactyla. + Animal, que só tem dois dedos. Myrmecophaga didactyla.
- E. + E.
EDENTULUS.
- Sem dentes. Fig. 3. + Sem dentes. Fig. 3.
ECAUDATUS.
- Sem cauda. + Sem cauda.
EXERTUS.
- Diz-se daquela parte do animal, que sobresahe do seu lugar, isto he fora da + Diz-se daquela parte do animal, que sobresahe do seu lugar, isto he fora da periferia do corpo do mesmo animal.
- F. + F.
FASCICULUS.
- Hum ajuntamento de pellos, ou cabellos fora do natural. + Hum ajuntamento de pellos, ou cabellos fora do natural.
FISSUS PES.
- Pé com dedos divididos entre si. + Pé com dedos divididos entre si.
FISTULA.
- Abertura, ou tubo constante na cabeça do animal, como se pode observar na cabeça + Abertura, ou tubo constante na cabeça do animal, como se pode observar na cabeça das Balêas, por meio do qual respiraõ, e lançaõ agua a grande altura.
FOLLICULUS.
- He uma cavidade, ou pequena bexiga nas glandulas entre as extremidades das arterias, veias, e ductus + He uma cavidade, ou pequena bexiga nas glandulas entre as extremidades das arterias, veias, e ductus excretorios.
— Abdominalis.
- No abdomen + No abdomen
- +
— Umbilicalis.
- No umbigo. Moschus + No umbigo. Moschus
FRONS.
- Fronte. + Fronte.
— Fastigiata.
- Cercada de pellos, assim de algum modo aguda. + Cercada de pellos, assim de algum modo aguda.
- G. + G.
GLABER.
- Sem pellos, levigado. + Sem pellos, levigado.
- H. + H.
HELVOLUS.
- Côr parda entre branca, e vermelha. Leo. + Côr parda entre branca, e vermelha. Leo.
HIANS.
- He aquella parte, que deixa algum espaço aberto, quando se fecha. + He aquella parte, que deixa algum espaço aberto, quando se fecha.
HYPOCONDRIUM.
- O espaço inferior ás costéllas, que continua até ao principio da coxa da perna, + O espaço inferior ás costéllas, que continua até ao principio da coxa da perna, chamado vulgarmente o vazio.
- I. + I.
IMPINNIS.
- Sem barbatana. Balaena mysticetus. + Sem barbatana. Balaena mysticetus.
JUBA.
- Saõ os cabellos postos na parte superior do pescoço, chamado Cervix, a que daõ o + Saõ os cabellos postos na parte superior do pescoço, chamado Cervix, a que daõ o nome de crinas. Equus, Bos bonasus, bison.
- L. + L.
LABIUM.
- A parte carnosa, que cobre a mandibula, chamada beiço. + A parte carnosa, que cobre a mandibula, chamada beiço.
— Lacunosum.
- Com excavaçaõ no beiço superior do homem. + Com excavaçaõ no beiço superior do homem.
— Bifidum.
- O beiço superior dividido. Lepus. + O beiço superior dividido. Lepus.
— Geminatum.
- Beiço duplicado. Trichechus. + Beiço duplicado. Trichechus.
— Varicosum.
- Beiço superior grosso, ou turgido. Noctilio americ. + Beiço superior grosso, ou turgido. Noctilio americ.
- +
LACUNA.
- Excavaçaõ, que se acha no beiço superior do homem. + Excavaçaõ, que se acha no beiço superior do homem.
LINGUA.
- Lingua. + Lingua.
— Simplex.
- Simples. + Simples.
— Denticulato-ciliata.
- Que tem na borda excavaçoes, e prominencias agudas, e alem disso papillas, ou fibras carnosas + Que tem na borda excavaçoes, e prominencias agudas, e alem disso papillas, ou fibras carnosas a modo de cilias.
— Supra aculeata.
- Com aculeos, ou papillas rijas, e agudas na parte superior, como no Gato. + Com aculeos, ou papillas rijas, e agudas na parte superior, como no Gato.
— Filiformis.
- Da mesma largura em todo o comprimento. + Da mesma largura em todo o comprimento.
— Teres.
- Redonda. + Redonda.
— Extensilis.
- Que se alonga, e se contrahe a arbitrio do animal. + Que se alonga, e se contrahe a arbitrio do animal.
— Subciliata.
- Que tem na sua borda algumas cilias, ou fibras paralelas carnosas a modo de + Que tem na sua borda algumas cilias, ou fibras paralelas carnosas a modo de pastanas. Didelphis.
- M. + M.
MACULA.
- Malha. + Malha.
— Virgata.
- Malha com linhas como vergas extendidas ao comprimento. + Malha com linhas como vergas extendidas ao comprimento.
— Triloba.
- Formada de três segmentos de circulo unidos. + Formada de três segmentos de circulo unidos.
MANICATUS.
- Chama-se assim todo o animal, que tanto nas palmas das maõs, como nas plantas dos + Chama-se assim todo o animal, que tanto nas palmas das maõs, como nas plantas dos pés cria muito pello por meio do qual pode correr ligeiramente por entre os abrolhos. Lepus.
MANULEATUS.
- He aquelle animal, cujas unhas saõ de figura oval. Homo, Simia. + He aquelle animal, cujas unhas saõ de figura oval. Homo, Simia.
MAMMAE Pectorales
- Que estaõ no peito. + Que estaõ no peito.
— Abdominales.
- No abdomen. + No abdomen.
— Inguinales.
- Nas ingues, isto he, nas virilhas. + Nas ingues, isto he, nas virilhas.
MEMBRANA Nictitans.
- Membrana cartilaginosa, muitas vezes transparente, movel, posta debaixo da palpebra superior do olho, com a + Membrana cartilaginosa, muitas vezes transparente, movel, posta debaixo da palpebra superior do olho, com a qual se cobre a pupilla de alguns animaes. Lepus, Homo Triglodytes.
MONOGAMIA.
- Aquelles animaes, que conhecem taõ somente huma só femia. + Aquelles animaes, que conhecem taõ somente huma só femia.
MUCRONATUS.
- A parte do animal, que acaba em ponta aguda. + A parte do animal, que acaba em ponta aguda.
MUTICUS.
- Sem aculeos. Termo proprio aos animaes destituidos de unhas. + Sem aculeos. Termo proprio aos animaes destituidos de unhas.
MYSTACES.
- Saõ aquelles pellos compridos, e rijos, que tem v.g. o Gato, ou o Caõ, ao pè dos - narizes, e assima da orbita do olho, ou + Saõ aquelles pellos compridos, e rijos, que tem v.g. o Gato, ou o Caõ, ao pè dos + narizes, e assima da orbita do olho, ou sobrancelha.
- N. + N.
NARES.
- Narizes. + Narizes.
— Bifidæ.
- Narizes ou ventas divididas. + Narizes ou ventas divididas.
— Elatæ
- Levantadas para sima. + Levantadas para sima.
— Carunculatæ.
- Com tuberculos, - ou carunculas. Sorex + Com tuberculos, + ou carunculas. Sorex cristatus.
— Cristatæ
- Com crista. Erinaceus europæus. + Com crista. Erinaceus europæus.
NASUS.
- Naso. + Naso.
— Infundibiliformis lanceolatus.
- A maneira de funil, e acaba em figura de lança. Vespertilio specirum. + A maneira de funil, e acaba em figura de lança. Vespertilio specirum.
— Foliatus planus acuminatus.
- Tem huma membrana ao redor a modo de folha, acaba em ponta. Vespertilio + Tem huma membrana ao redor a modo de folha, acaba em ponta. Vespertilio perspicillatus.
— Foliato-obcerdatus.
- Foliato, ou a maneira de folha, com figura de coraçaõ inverso. Vespert: + Foliato, ou a maneira de folha, com figura de coraçaõ inverso. Vespert: Spasma.
— Resimus.
- Narizes, ou ventas chatas com a extremidade revirada para sima. Linnéo serve-se + Narizes, ou ventas chatas com a extremidade revirada para sima. Linnéo serve-se deste termo para mostrar hum nariz chato, e como cortado.
- +
- P. + P.
PALEARIA.
- Saõ as pelles lassas, e pendentes debaixo da gûela em alguns animaes, aque se + Saõ as pelles lassas, e pendentes debaixo da gûela em alguns animaes, aque se chama vulgarmente papada. Bos.
PALMA.
- Palma da maõ. + Palma da maõ.
MANUS.
- Maõ. + Maõ.
— Didactylis.
- Com dous dedos. + Com dous dedos.
— Tetradactylis.
- Com quatro dedos. + Com quatro dedos.
— Fissa.
- Os dedos divididos sem membrana. + Os dedos divididos sem membrana.
— Palmata.
- Os dedos unidos entre si com membrana. + Os dedos unidos entre si com membrana.
PALPEBRA.
- Capellas dos olhos onde se achaõ postas as pestanas, que servem para cobrir o + Capellas dos olhos onde se achaõ postas as pestanas, que servem para cobrir o olho; e estas saõ os cabellos, que servem para desviar o pó do mesmo olho.
PARALLELUS.
- Diz-se daquelas partes do animal, que sempre observaõ a mesma distancia entre si, + Diz-se daquelas partes do animal, que sempre observaõ a mesma distancia entre si, sem que se possaõ encontrar, ainda que sejaõ produzidas.
PEDES Compedes.
- Nos Plagiuros, ou Cetaceos os pés posteriores formando huma pinna. + Nos Plagiuros, ou Cetaceos os pés posteriores formando huma pinna.
PES.
- O pé. + O pé.
— Bisulcus.
- Pé dividido em dous, ou unhas fendidas. + Pé dividido em dous, ou unhas fendidas.
— Didactilus.
- Com dous dedos. + Com dous dedos.
— Fissus.
- Os dedos tem membrana. + Os dedos tem membrana.
— Quadrilobus.
- Pés com 4 Prominencias, ou lobos na sua periferia. Hypopotamus. + Pés com 4 Prominencias, ou lobos na sua periferia. Hypopotamus.
— Palmatus.
- Os dedos unidos por membrana. + Os dedos unidos por membrana.
PILUS.
- Pello. + Pello.
— Reversus.
- Revirado para traz. + Revirado para traz.
— Fastigiatus.
- Que forma huma summidade aguda em torno de alguma parte. + Que forma huma summidade aguda em torno de alguma parte.
- +
— Erectus.
- Direito. + Direito.
— Perlucens.
- Resplandecente. + Resplandecente.
— Patulus.
- Extendido. + Extendido.
PINNA.
- Barbatana. + Barbatana.
— Adiposa.
- Pinna, ou barbatana formada dos tegumentos, entre os quaes se acha tella + Pinna, ou barbatana formada dos tegumentos, entre os quaes se acha tella cellular com gordura.
PINNATUS.
- Quando em lugar de braços tem barbatanas. + Quando em lugar de braços tem barbatanas.
PILEUM.
- Dá-se este nome a parte superior da cabeça, ou ao cabelo, que livra os Mammaes das injurias do tempo; isto he tomado + Dá-se este nome a parte superior da cabeça, ou ao cabelo, que livra os Mammaes das injurias do tempo; isto he tomado restrictamente, todo o cabelo, que cobre a cabeça do animal.
PROBOSCIS.
- Huma prolongação dos narizes, que se observa em alguns animaes. Elephas. + Huma prolongação dos narizes, que se observa em alguns animaes. Elephas.
PUPILLA.
- A menina do olho; as suas figuras saõ as seguintes. + A menina do olho; as suas figuras saõ as seguintes.
— Orbicularis.
- Sendo redonda, e neste caso he propria dos animaes diurnos. + Sendo redonda, e neste caso he propria dos animaes diurnos.
— Perpendicularis & transversalis.
- Sendo a linha perpendicular, ou transversal, propria aos nocturnos. + Sendo a linha perpendicular, ou transversal, propria aos nocturnos.
- R. + R.
RETRACTILIS.
- Diz-se da parte dos animaes, quando eles a podem voluntariamente recolher, e + Diz-se da parte dos animaes, quando eles a podem voluntariamente recolher, e lançar fora, como se observa em varios v.g. as unhas do Gato.
- S. + S.
SAGITTATUS.
- He todo aquelle corpo, que acaba em ponta de lança, ou setta. + He todo aquelle corpo, que acaba em ponta de lança, ou setta.
SCABER.
- Denota todo aquelle corpo, que he de superfície aspera ao nosso tacto. + Denota todo aquelle corpo, que he de superfície aspera ao nosso tacto.
- +
SCUTUM.
- Isto mostra-nos em os Mammaes a uniaõ, + Isto mostra-nos em os Mammaes a uniaõ, que as escamas (feitas pela uniaõ dos pelos) formaõ entre si, cobrindo desta forma todo o corpo do animal, dentro de que ele se esconde, e se livra dos inimigos, e injurias do tempo. Dasypus.
SEMICAUDATUS.
- Com meia cauda. + Com meia cauda.
SESSILIS.
- Qualquer parte do animal, que se une a outra, que lhe fica contigua, sem + Qualquer parte do animal, que se une a outra, que lhe fica contigua, sem intermedio algum.
SETA.
- Pello rijo como o do Porco. + Pello rijo como o do Porco.
SOLITARIUS.
- He a parte do animal, que naõ tem outra, que a acompanhe, ou lhe corresponda da + He a parte do animal, que naõ tem outra, que a acompanhe, ou lhe corresponda da mesma parte.
SQUAMA.
- Isto indica nos Mammaes huns pequenos + Isto indica nos Mammaes huns pequenos escudos triangulares feitos pela uniaõ dos pelos, porem cada triangulo he distincto sobre si. Manis.
STRIATUS.
- Escanelado, ou excavado muito superficialmente ao comprido. Simia maimon, genis + Escanelado, ou excavado muito superficialmente ao comprido. Simia maimon, genis striatis.
SUB.
- Linnèo servio-se muitas vezes desta particula para significar quasi v.g. + Linnèo servio-se muitas vezes desta particula para significar quasi v.g. subbarbatus quasi barbado, ou com alguma barba.
SUCCENTURIATUS.
- Derivado de Succedaneus diz-se de toda a parte, que imediatamente ocorre á falta + Derivado de Succedaneus diz-se de toda a parte, que imediatamente ocorre á falta de outra, como se observa nos escudos abdominaes das serpentes, e nas pequenas ungulas, que se observaõ acima do tarso no pé das pecoras Bos, Capra.
SULCATUS.
- Superficie com excavaçoens ao comprido mais profundas, do que quando he + Superficie com excavaçoens ao comprido mais profundas, do que quando he Striatus.
SUTURA.
- Tambem se aplica este termo a divizaõ dos pelos, quando eles se apartaõ huns com + Tambem se aplica este termo a divizaõ dos pelos, quando eles se apartaõ huns com a direcçaõ opposta aos outros.
- +
- V. + V.
VERRUCA.
- Verruga, ou tuberculo duro, que está na + Verruga, ou tuberculo duro, que está na pelle.
— Setifera.
- Com pelos rijos, ou sedas como de porcos. + Com pelos rijos, ou sedas como de porcos.
VIBRISSA.
- Pellos ao redos das ventas. + Pellos ao redos das ventas.
VIBRISSATUS.
- Com vibrissas, ou pelos rijos, os quaes existem em - alguns Mammaes. + Com vibrissas, ou pelos rijos, os quaes existem em + alguns Mammaes.
VILLOSUS.
- Cheio de pellos. + Cheio de pellos.
UNGUIS.
- Unha. Saõ as unhas agudas, e penetrantes próprias das feras, com que naõ só + Unha. Saõ as unhas agudas, e penetrantes próprias das feras, com que naõ só dilaceraõ, mas ainda apanhaõ a preza.
— Complanatus.
- Unha aplanada, ou chata. + Unha aplanada, ou chata.
— Ovalis.
- De figura oval. + De figura oval.
— Retractatilis.
- Unha, que sahe, e se recolhe a arbitrio do animal, como no Gato. + Unha, que sahe, e se recolhe a arbitrio do animal, como no Gato.
— Subulatus.
- Aguda na extremidade quase a modo de sovela. + Aguda na extremidade quase a modo de sovela.
— Validus.
- Rija. + Rija.
UNGULA.
- Indica os cascos das Belluas, que naõ saõ divididos entre si. Equus. Porem se saõ + Indica os cascos das Belluas, que naõ saõ divididos entre si. Equus. Porem se saõ dous, isto he, se se dividem em dous, entaõ denominaõ-se bisulcos. Aldrovandi.
- T. + T.
TALUM.
- Significa o calcanhar nos Mammaes, o + Significa o calcanhar nos Mammaes, o qual serve para eles se sustentarem em pé, como se vê no Homem, e no Urso.
TOPHUS.
- Chama-se huma callozidade dura, e prominente, que se observa no dorso dos + Chama-se huma callozidade dura, e prominente, que se observa no dorso dos Camelos.
- +
- Z. + Z.
ZOOLOGIA.
- Sciencia, que versa sobre o conhecimento dos animaes. + Sciencia, que versa sobre o conhecimento dos animaes.
ZOOLOGUS.
- Author, que escreveo da mesma Sciencia. + Author, que escreveo da mesma Sciencia.
- CLASSE II. AVES. + CLASSE II. AVES.
- A. + A.
ABDOMEN.
- He aquella parte, que contem o canal intestinal, figado, lien, ou baço, pancreas, + He aquella parte, que contem o canal intestinal, figado, lien, ou baço, pancreas, rins, bexiga da urina, e partes da geraçaõ: alem disto he a parte molle inferior ao dorso, e que fica entre a ponta do sterno, e o ano. Tab.11.fig.2.i.k.l.
ALAE.
- Naturalmente saõ duas em todas as Aves, fazem as vezes de pés anteriores, e + Naturalmente saõ duas em todas as Aves, fazem as vezes de pés anteriores, e servem para voar. p.
ALULA.
- He huma pequena aza posta no pollex, que apenas consta de tres, ate sinco penas, + He huma pequena aza posta no pollex, que apenas consta de tres, ate sinco penas, onde muitas vezes existe huma espinha dura, com que se defendem a si, e mais á sua companhia, como se vê nas Parras, que naõ só se guardaõ a si, mas tambem as Gallinhas, que lhe saõ incumbidas a guardar. o.
ANUS.
- Esta parte nas Aves, he commua tanto ás partes da geraçaõ, como aos excrementos. + Esta parte nas Aves, he commua tanto ás partes da geraçaõ, como aos excrementos. l.
ARMA.
- Saõ as unhas, o bico, as espinhas postas no pollex, e os esporoens. Parra, Phasianus. &c. + Saõ as unhas, o bico, as espinhas postas no pollex, e os esporoens. Parra, Phasianus. &c.
ARMILLA.
- He hum circulo, ou annel corado, posto no fim da coxa da perna logo acima do + He hum circulo, ou annel corado, posto no fim da coxa da perna logo acima do joelho. Fulica.
AURICULA.
- As aves naõ tem auriculas, em seu lugar, tem algumas penas mais compridas, + As aves naõ tem auriculas, em seu lugar, tem algumas penas mais compridas, que cercaõ o buraco das orelhas.
ARTUS.
- Nas aves saõ as azas, os pés, e o uropigio. + Nas aves saõ as azas, os pés, e o uropigio. m.
AXILLAE.
- Os lados do peito debaixo da baze das azas. + Os lados do peito debaixo da baze das azas.
- B. + B.
BARBA.
- He composta de penas simplices, e he diferente, ou + He composta de penas simplices, e he diferente, ou
— Pectoris.
- No peito. Perũ. + No peito. Perũ.
— Mystacces
- V. Mammaes. + V. Mammaes.
— Vibrissae
- V. Mammaes. + V. Mammaes.
BIFARIAM.
- Diz-se de qualquer parte do animal; que se divide em duas partes. + Diz-se de qualquer parte do animal; que se divide em duas partes.
BIPES.
- Animal, que tem dous pés, como se observa nas aves. + Animal, que tem dous pés, como se observa nas aves.
BRACHIUM.
- He aquelle primeiro osso alongado, que se observa nas azas das Aves, onde naõ + He aquelle primeiro osso alongado, que se observa nas azas das Aves, onde naõ rezide pena alguma das Remiges. s.
- C. + C.
CALCARIA.
- Saõ humas unhas grossas, ou aculeos, que sahem da tibia na sua parte posterior, e + Saõ humas unhas grossas, ou aculeos, que sahem da tibia na sua parte posterior, e que vulgarmente se chamaõ esporoens, com que tambem se defendem. Phasianus, Tetrao.
CAPISTRUM.
- Margem da cabeça na baze do bico, que as vezes tem ao redor de si pelos rijos, - revirados para cima da baze do mesmo bico. Tab. III. Fig. 2.a. Corvus. + Margem da cabeça na baze do bico, que as vezes tem ao redor de si pelos rijos, + revirados para cima da baze do mesmo bico. Tab. III. Fig. 2.a. Corvus.
CAPUT.
- A cabeça das Aves ordinariamente he de figura oval. + A cabeça das Aves ordinariamente he de figura oval.
CARPUS.
- Saõ dous ossos breves immediatos ao cubito da aza. + Saõ dous ossos breves immediatos ao cubito da aza.
CARTILAGO.
- He uma substancia, que medéa entre a parte ossea, e tendinosa. + He uma substancia, que medéa entre a parte ossea, e tendinosa.
CARUNCULA.
- He huma substancia carnosa, nua, molle, que cobre, ou a cabeça, ou collo de + He huma substancia carnosa, nua, molle, que cobre, ou a cabeça, ou collo de algumas Aves, ou as sobrancelhas no Tretrao, Meleagris, Parra, e tambem no Gallo se - observa a mesma caruncula, a que o + observa a mesma caruncula, a que o povo erradamente dá o nome de Crista, quando naõ he se naõ pennacea. Phasianus Gallus.
— Compressa.
- Comprimida nos lados Phasianus Gallus. + Comprimida nos lados Phasianus Gallus.
— Lobata.
- Com abas. Parra. + Com abas. Parra.
— Membranacea.
- De substancia, que parece membranoza. Meleagris. + De substancia, que parece membranoza. Meleagris.
— In naribus.
- Ideo naribus carunculatis, nos narizes. Vultur Papa. + Ideo naribus carunculatis, nos narizes. Vultur Papa.
— Spongiosa.
- Esponjoza. Meleagris. + Esponjoza. Meleagris.
— Verticalis.
- No vertix, ou apice da cabeça. Vultur gryphus. + No vertix, ou apice da cabeça. Vultur gryphus.
CAUDA.
- Este termo he improprio nas Aves pela falta da continuação das vertebras, a cujo - defeito suprem as penas, que estaõ postas no uropigio, + Este termo he improprio nas Aves pela falta da continuação das vertebras, a cujo + defeito suprem as penas, que estaõ postas no uropigio, as quaes lhe servem de leme, porem esta he diversa, a saber. Tab.II.fig.2.1.
— Aequalis.
- O mesmo que integra. + O mesmo que integra.
— Brachiura.
- He aquella cauda, que he mais breve, que os pés da Ave. Anas. + He aquella cauda, que he mais breve, que os pés da Ave. Anas.
— Cuneata.
- He aquella cauda, cujas pennas lateraes vaõ diminuindo pouco, a pouco a sua - grandeza, ficando assim menores, que as do meio. Anas. + He aquella cauda, cujas pennas lateraes vaõ diminuindo pouco, a pouco a sua + grandeza, ficando assim menores, que as do meio. Anas.
— Forficata.
- Sendo as pennas lateraes mais compridas, que as do meio. Falco Milvus. + Sendo as pennas lateraes mais compridas, que as do meio. Falco Milvus.
— Integra.
- Pela sua figura. Sendo as pennas todas iguaes. + Pela sua figura. Sendo as pennas todas iguaes.
— Macroura.
- He mais comprida, que os pés da Ave. Pavo. + He mais comprida, que os pés da Ave. Pavo.
— Mediocris.
- Do comprimento dos pès. + Do comprimento dos pès.
CERA.
- He huma membrana corada, que veste, ou cobre a baze da mandibula superior, como + He huma membrana corada, que veste, ou cobre a baze da mandibula superior, como nos Papagaios, e outras Aves. Tab.III.fig.Ia.Tab.II.fig.2.a.
— Carunculata.
- Com carunculas. + Com carunculas. Columba tabelaria.
— Flava.
- De côr amarela mais clara. + De côr amarela mais clara.
— Lutea.
- De côr amarela escura. + De côr amarela escura.
— Papillosa.
- Com papillas. + Com papillas. Columba turcica.
— Viridis.
- Verde. + Verde.
CERVIX.
- V. Collum. + V. Collum.
CLAVICULA.
- Saõ dous ossos unidos entre si á maneira de forquilha, que se achaõ logo abaixo + Saõ dous ossos unidos entre si á maneira de forquilha, que se achaõ logo abaixo do jugolo, destinados para sustentarem as azas; o que tambem se observa no Homem, por serem as azas das Aves analogas aos braços do Homem.
COLLUM.
- O pescoço: nas Aves he naturalmente alongado, e redondo desde o jugolo atè á + O pescoço: nas Aves he naturalmente alongado, e redondo desde o jugolo atè á cabeça; a parte superior deste chama-se cervix, b.d. a inferior gula. u.e.
COMPEDES.
- Aves, que naõ podem caminhar, cujos fémores estaõ postos entre o tegumento do + Aves, que naõ podem caminhar, cujos fémores estaõ postos entre o tegumento do abdomen, ficando somente as tibias, e os dedos para a parte de fora. Alca. Colymbus.
CORNUA.
- Saõ espinhos, ou aculeos da cabeça como na Palamedea e Meleagris satyra. + Saõ espinhos, ou aculeos da cabeça como na Palamedea e Meleagris satyra.
CRYSSUM.
- He o lado inferior do uropigio, ou espaço, que está - entre o ano, e o apice do mesmo uropygio. Tab.II.fig.2.l.u. + He o lado inferior do uropigio, ou espaço, que está + entre o ano, e o apice do mesmo uropygio. Tab.II.fig.2.l.u.
CRISTA.
- He a prolongação, que formaõ as pennas na cabeça da Aves, a qual tem varias + He a prolongação, que formaõ as pennas na cabeça da Aves, a qual tem varias figuras e direcçaõ.
— Erecta.
- Levantada para sima. + Levantada para sima.
— Deflexa.
- Inclinada algum tanto para os lados. + Inclinada algum tanto para os lados.
— Frontalis.
- Sendo posta na frente, ou testa. + Sendo posta na frente, ou testa.
— Occipitalis.
- Na nuca. + Na nuca.
— Plicatilis.
- He aquella, que se abre, e fecha á maneira de leque. + He aquella, que se abre, e fecha á maneira de leque.
— Recurvata.
- He aquella, que sendo algum tanto curva, levanta a sua ponta para sima. + He aquella, que sendo algum tanto curva, levanta a sua ponta para sima.
— Verticalis.
- No meio da cabeça. + No meio da cabeça.
— Complessa.
- Comprimida lateralmente. + Comprimida lateralmente.
— Fasciculata.
- Em feixe, ou a maneira de pincel. + Em feixe, ou a maneira de pincel.
— Globosa.
- Em forma de globo, como se vê em algumas galinhas. &c. + Em forma de globo, como se vê em algumas galinhas. &c.
- D. + D.
DIGITI.
- Nas azas das Aves observaõ-se dous ossos delgados immediatos ao metacarpo, dos + Nas azas das Aves observaõ-se dous ossos delgados immediatos ao metacarpo, dos quaes sendo hum mais comprido tem duas articulaçoens, e o outro naõ tem articulaçaõ alguma. Estaõ pois os dedos dos pés dispostos de varios modos; ordinariamente três anteriores; por isto conforme o diferente modo, em que estaõ, formaõ varias especies @@ -1428,627 +1375,609 @@
DORSUM.
- He a parte superior do tronco, entre o pescoço, e a cauda. g.h. + He a parte superior do tronco, entre o pescoço, e a cauda. g.h.
- F. + F.
FEMORA.
- Coxas. Saõ seminuas, ou naõ tem pennas na parte inferior, que fica assima dos + Coxas. Saõ seminuas, ou naõ tem pennas na parte inferior, que fica assima dos joelhos.
- +
FRONS.
- He aquella parte da cabeça das Aves, que principiando na base do bico continua + He aquella parte da cabeça das Aves, que principiando na base do bico continua até a parte superior da cabeça chamada vertex. V.Pileus. Tab.II. fig.2.u.
- G. + G.
GENA.
- Em as Aves toma-se por aquelle espaço; que medea dos olhos á gûela. x. + Em as Aves toma-se por aquelle espaço; que medea dos olhos á gûela. x.
GIBBER Narium.
- Corcova nos narizes. Crax Globifena. + Corcova nos narizes. Crax Globifena.
GULA.
- A parte superior do pescoço, onde se une a cabeça. v. Collum, ou a parte externa, + A parte superior do pescoço, onde se une a cabeça. v. Collum, ou a parte externa, e inferior do pescoço, que corresponde á gûela, e ao ezofago. c.e.
- H. + H.
HUMERI.
- À parte anterior das azas, que fica entre os ossos do braço, e a extremidade do + À parte anterior das azas, que fica entre os ossos do braço, e a extremidade do cubito. i.
HYPOCONDRIA.
- Os lados posteriores do peito, e do abdomen. + Os lados posteriores do peito, e do abdomen.
- I. + I.
IMBRACATIM.
- As pennas dispostas a modo de telhas do telhado. + As pennas dispostas a modo de telhas do telhado.
IMPENNES.
- Saõ aquellas Aves, em que faltaõ as perfeitas remiges, como nas Aves do Oceano, + Saõ aquellas Aves, em que faltaõ as perfeitas remiges, como nas Aves do Oceano, Diomedaea exulante, e demersa, Phaetonte demerso, Alca impenni, em que as azas servem de pinnas peitoraes: e em outras, que sómente caminhaõ, como nas Emas. Struthio, Dido.
INCUBATIO.
- Diz-se daquele tempo, em que as Aves cobrem os ovos, para extrahirem os fetos por + Diz-se daquele tempo, em que as Aves cobrem os ovos, para extrahirem os fetos por meio do seu calor.
INTERSCAPULIUM.
- Espaço do dorso anterior, que fica entre as azas. + Espaço do dorso anterior, que fica entre as azas.
- +
JUGULUM.
- A parte superior do pescoço onde este se une com o peito. e. + A parte superior do pescoço onde este se une com o peito. e.
- L. + L.
LINGUA.
- Termo bem conhecido que só precisa explicaçaõ, em quanto ás figuras differentes, + Termo bem conhecido que só precisa explicaçaõ, em quanto ás figuras differentes, que saõ as seguintes.
— Acuta.
- Que acaba em ponta. + Que acaba em ponta.
— Bifida.
- Dividida na extremidade em duas partes. Vultur. + Dividida na extremidade em duas partes. Vultur.
— Brevissima.
- Muito mais pequena, que o bico. + Muito mais pequena, que o bico.
— Carnosa.
- De substancia carnosa, ou musculosa. Psittacus. + De substancia carnosa, ou musculosa. Psittacus.
— Cartilaginea.
- Formada de substancia cartilaginosa. + Formada de substancia cartilaginosa.
— Ciliata.
- Quando tem nos seus lados, ou na margem prominencias miudas, e finas, + Quando tem nos seus lados, ou na margem prominencias miudas, e finas, parallelas.
— Emarginata.
- Cuja extremidade tem huma excavaçaõ. + Cuja extremidade tem huma excavaçaõ.
— Filiformis.
- Que consta de dous fios unidos de modo que deixaõ hum tubo entre si. + Que consta de dous fios unidos de modo que deixaõ hum tubo entre si. Trochilus.
— Fissa.
- Cuja extremidade está hum pouco partida ou dividida. + Cuja extremidade está hum pouco partida ou dividida.
— Integra.
- Inteira, sem excavaçaõ nem divisaõ. + Inteira, sem excavaçaõ nem divisaõ.
— Lacera.
- Com a sua ponta dividida em muitas partes deziguaes. + Com a sua ponta dividida em muitas partes deziguaes.
— Longissima.
- Mais comprida que o bico. + Mais comprida que o bico.
— Lumbriciformis.
- De figura de minhoca. Yunx. + De figura de minhoca. Yunx.
— Obtusa.
- Cuja extremidade he obtuza. + Cuja extremidade he obtuza.
— Pennacea.
- Á maneira de huma pena. Ramphastos. + Á maneira de huma pena. Ramphastos.
— Plana.
- Cuja superfície he chata. + Cuja superfície he chata.
— Teres.
- De figura cylindrica. + De figura cylindrica.
— Truncata.
- Cuja ponta parece cortada. + Cuja ponta parece cortada.
LORUM.
- Linha nua sem pennas que fica entre o angulo anterior do olho ao bico, como se observa na Ardea e em outras Aves. y. + Linha nua sem pennas que fica entre o angulo anterior do olho ao bico, como se observa na Ardea e em outras Aves. y.
- M. + M.
MACROURUS.
- Cauda mais comprida, que os pés. + Cauda mais comprida, que os pés.
MEMBRANA Nictitans.
- V. nos Mammaes. + V. nos Mammaes.
MIGRATIO.
- He huma mudança que as Aves fazem de hum clima para outro a que vulgarmente se + He huma mudança que as Aves fazem de hum clima para outro a que vulgarmente se chama arribaçaõ. Turdus, Sturnus,Fringilla; Destas arribaçoens succede muitas vezes termos varios peixes exoticos, e naõ menos plantas exoticas em os nossos paizes por - cauza de as Aves naõ digerirem algumas + cauza de as Aves naõ digerirem algumas sementes e ovos.
MYSTAX.
- He a barba ou pelos rijos ou vibrissas reviradas + He a barba ou pelos rijos ou vibrissas reviradas para a parte da face, ou genas. Tab.III.fig.4.b.
- N. + N.
NARES.
- Os buracos das ventas estão no bico; ou mandibula superior, excepto porem no + Os buracos das ventas estão no bico; ou mandibula superior, excepto porem no Ramfastro, e Bucero, que estaõ entre a frente e a baze do rostro.
— Fornicatae.
- Arqueadas. + Arqueadas.
— Lineares.
- Da mesma largura em todo o seu comprimento. Tab. III. Fig. 4. a. + Da mesma largura em todo o seu comprimento. Tab. III. Fig. 4. a.
— Marginatae supra.
- Com margem na parte superior sahida para fora. Sturnus. + Com margem na parte superior sahida para fora. Sturnus.
— Oblongae.
- Compridas. + Compridas.
— Ovatae.
- De figura oval. + De figura oval.
— Patulae.
- Bem abertas. Psophia. + Bem abertas. Psophia.
— Tubulosae.
- Com os tubos direitos. Cucullus. Com os tubos paralelos ao bico. + Com os tubos direitos. Cucullus. Com os tubos paralelos ao bico. Procellaria.
- +
NUCHA.
- A parte superior do pescoço, onde este se une com a cabeça. + A parte superior do pescoço, onde este se une com a cabeça. Tab.II.fig.2.z.
NUDA Cutis.
- Sem pennas nos dous lados do pescoço, da cabeça até ao interscapuleo, e dos + Sem pennas nos dous lados do pescoço, da cabeça até ao interscapuleo, e dos sovacos, ou axillas das azas pelos lados do peito até as ingues, ou virilhas, e até aos femores posteriores.
- O. + O.
OCCIPUT.
- V. Pileus. + V. Pileus.
ORBITA.
- He o espaço, que fica ao redor dos olhos. + He o espaço, que fica ao redor dos olhos.
OVUM.
- Ovo. Fig.I. e cavidade com ar. d. branco. b. gema. + Ovo. Fig.I. e cavidade com ar. d. branco. b. gema. a. punctum saliens, ou rudimento da Ave.
- P. + P.
PALEARE.
- V. Mammaes. Ardea pavonina. + V. Mammaes. Ardea pavonina.
PALEARIA Curunculata.
- Numida. + Numida.
PALPEBRA.
- Capella dos olhos móvel, e ciliata, ou com pestanas. + Capella dos olhos móvel, e ciliata, ou com pestanas.
PECTUS.
- He a parte inferior do tronco, está cuberto com sterno. + He a parte inferior do tronco, está cuberto com sterno.
PEDES aequilibres.
- Que servem para ter o corpo em equilibrio, á differença dos compedes, que naõ + Que servem para ter o corpo em equilibrio, á differença dos compedes, que naõ sustentaõ o corpo equilibrado. Diomedea exulans.
PEDICILLUM.
- He huma uniaõ de pellos, que cerca a glandula, ou - poro oleifero, que está posto na parte superior do uropigio em as Aves. m. + He huma uniaõ de pellos, que cerca a glandula, ou + poro oleifero, que está posto na parte superior do uropigio em as Aves. m.
PENNA.
- Consta de huma base cylindrica, concava, que se extende pelo Rachis. (V. Rachis) - arqueada para a parte inferior, liza superiormente, quasi canaliculada na parte inferior, pinnata, com raios + Consta de huma base cylindrica, concava, que se extende pelo Rachis. (V. Rachis) + arqueada para a parte inferior, liza superiormente, quasi canaliculada na parte inferior, pinnata, com raios parallelos, cada hum dos quaes he quasi pinnato, e estaõ encostados, ou unidos entre - si formando huma figura convexa superiormente, e concava inferiormente, e o lado exterior mais + si formando huma figura convexa superiormente, e concava inferiormente, e o lado exterior mais apertado, o interior mais largo, o posterior pubescente, ou com lanugem, a parte anterior mais estreita.
— Lacera.
- Cujas pinnas estaõ divididas de tal modo, que parece despedaçada. Ardea + Cujas pinnas estaõ divididas de tal modo, que parece despedaçada. Ardea grus.
— Occellata.
- Assim como as penas rectrices do Pavaõ, que tem pintas de olhos. + Assim como as penas rectrices do Pavaõ, que tem pintas de olhos.
— Recurvata.
- Arqueada para sima. Anas galericulata. + Arqueada para sima. Anas galericulata.
— Revoluta.
- Com as suas bordas reviradas. + Com as suas bordas reviradas.
PES.
- Termo bem conhecido: só vamos a explicar as suas espécies, que saõ as + Termo bem conhecido: só vamos a explicar as suas espécies, que saõ as seguintes.
— Ambulatorius.
- Pé com três dedos anteriores desunidos totalmente, e hum posterior. + Pé com três dedos anteriores desunidos totalmente, e hum posterior. Fig.10.
— Cursorius.
- He aquelle, que tem taõ somente três dedos anteriores. Struthio + He aquelle, que tem taõ somente três dedos anteriores. Struthio Camelus.
— Didactylus.
- O que só tem dous dedos anteriores. + O que só tem dous dedos anteriores.
— Fissus.
- Chama-se aquelle pé, que tem os dedos livres, isto he, sem membrana. + Chama-se aquelle pé, que tem os dedos livres, isto he, sem membrana. Motacilla.
— Gressorius.
- He aquelle pé, cujo dedo do meio está algum tanto unido ao lateral, mas sem, + He aquelle pé, cujo dedo do meio está algum tanto unido ao lateral, mas sem, membrana. Tab.II.fig.II. Phasianus.
— Lobatus.
- Sendo a membrana dos pés das Aves dividida até á baze. Como saõ os dedos. Fig. + Sendo a membrana dos pés das Aves dividida até á baze. Como saõ os dedos. Fig. 9.
— Natatorius.
- Cujos dedos se unem huns aos outros por meio de huma membrana como nos Patos. + Cujos dedos se unem huns aos outros por meio de huma membrana como nos Patos. Fig. 7.
— Pinnatus.
- Quando a membrana está posta a cada huma articulação dos dedos de huma parte, e + Quando a membrana está posta a cada huma articulação dos dedos de huma parte, e outra, bem como a figura de hum segmento de circulo. Fig 12.
— Scansorius.
- He aquelle pé, que tem taõ somente dous dedos para a parte anterior, e dous dedos para a posterior. Fig.8.Psittacus. + He aquelle pé, que tem taõ somente dous dedos para a parte anterior, e dous dedos para a posterior. Fig.8.Psittacus. Picus.
— Semipalmatus.
- He quando a membrana liga taõ somente os dedos até ao meio. + He quando a membrana liga taõ somente os dedos até ao meio.
— Tridactylus.
- De três dedos. Picus tridactylus. + De três dedos. Picus tridactylus.
PILEUS.
- He a parte superior da cabeça, ou o vértice dela superior ao rostro, aos olhos, e + He a parte superior da cabeça, ou o vértice dela superior ao rostro, aos olhos, e a nuca. - A parte superior chama se Frons, a posterior Occiput, a que está no meio vertex. + A parte superior chama se Frons, a posterior Occiput, a que está no meio vertex. Tab.II. fig.2.A.
PLUMA.
- Saõ pellos ramozos, cujos ramos saõ laxos, ou murchos, e estaõ espalhados sem + Saõ pellos ramozos, cujos ramos saõ laxos, ou murchos, e estaõ espalhados sem ordem alguma. - Ao redor de cada penna estaõ duas plumas. + Ao redor de cada penna estaõ duas plumas.
PORUS Oleiferus.
- Da-se esta nome a huma glandula, que termina o - dorso das Aves acima do uropigio, e que contem huma + Da-se esta nome a huma glandula, que termina o + dorso das Aves acima do uropigio, e que contem huma materia sebacea. B.
- Q. + Q.
QUINCUNX.
- Ordem com que as arvores + Ordem com que as arvores estaõ dispostas em certas distancia de maneira que por qualquer parte, que se olhe, - sempre se vê o caminho recto, e as arvores em linha recta; deste modo tambem estaõ dispostas as penas nas aves, + sempre se vê o caminho recto, e as arvores em linha recta; deste modo tambem estaõ dispostas as penas nas aves, como se pode ver na Tab. II. Fig 2. C.
- R. + R.
RACHIS.
- He o eixo, ou raio solido, que passa pelo meio das penas das Aves, de cujos lados + He o eixo, ou raio solido, que passa pelo meio das penas das Aves, de cujos lados sahem outros tantos raios, que formando cada hum de per si huma penna, vem todos juntos entre si a formar hum só corpo, a que chamamos penna das Aves.
- +
RECTRICES.
- Saõ as pennas da cauda pegadas em modo de pente, ou cilias ao uropygio; vulgarmente saõ doze, e contaõ-se da ultima até á + Saõ as pennas da cauda pegadas em modo de pente, ou cilias ao uropygio; vulgarmente saõ doze, e contaõ-se da ultima até á do meio; em muitas Gallinhas, e Patos saõ mais de doze, em muitas Pegas saõ somente dez; que servem as Aves como leme, com que as mesmas Aves se propellem, e guiaõ o seu corpo. D.
REMIGES Pennae.
- Saõ pennas a modo de cilias ou pestanas inseridas no lado posterior das azas, e + Saõ pennas a modo de cilias ou pestanas inseridas no lado posterior das azas, e dispostas de tal modo que o lado de cada huma penna interiormente póde pôr-se debaixo da penna posterior de maneira, que fechada a aza, ficaõ as primeiras remiges debaixo das segundas. E.
— Primores.
- Quase sempre saõ 10 das quaes 4 saõ do dedo, e 6 do metacarpo. + Quase sempre saõ 10 das quaes 4 saõ do dedo, e 6 do metacarpo.
— Secundariae.
- Saõ 10 ate 20 e mais todas pegadas ao cúbito. + Saõ 10 ate 20 e mais todas pegadas ao cúbito.
- As remiges primores quase sempre saõ mais apertadas, ou estreitas: As secundarias + As remiges primores quase sempre saõ mais apertadas, ou estreitas: As secundarias saõ mais largas e mais obtuzas.
RICTUS.
- Abertura da boca ou do bico. + Abertura da boca ou do bico.
ROSTRUM.
- O bico, cujas especies saõ as seguintes. + O bico, cujas especies saõ as seguintes.
— Aduncum.
- Encurvado na extremidade. Vultur. Tab. III. fig. I. + Encurvado na extremidade. Vultur. Tab. III. fig. I.
— Anceps.
- Agudo tanto na parte superior do bico como no inferior. Alca impennis. + Agudo tanto na parte superior do bico como no inferior. Alca impennis.
— Arcuatum.
- Arqueado. Tantalus. fig. 4. + Arqueado. Tantalus. fig. 4.
— Compressum.
- Comprimido dos lados. + Comprimido dos lados.
— Conicum.
- Que se vai adelgaçando pouco a pouco para a ponta. fig. 6. + Que se vai adelgaçando pouco a pouco para a ponta. fig. 6.
— Conico-ovatum.
- De figura conica oval. Lonia. + De figura conica oval. Lonia.
— Cultratum.
- Representanto na parte superior o fio de huma faca. Picae. fig. 2. + Representanto na parte superior o fio de huma faca. Picae. fig. 2.
— Curvatum.
- Arqueado. Merops. + Arqueado. Merops.
- +
— Cylindricum.
- De figura de cylindro; porem naõ he totalmente cylindro, acabando em + De figura de cylindro; porem naõ he totalmente cylindro, acabando em ponta.
— Depressum.
- Chato tanto na parte superior, como na inferior. Anas. fig. 3. + Chato tanto na parte superior, como na inferior. Anas. fig. 3.
— Denticulatum.
- Com prominencias agudas na parte interior e nas margens de ambos os queixos, á + Com prominencias agudas na parte interior e nas margens de ambos os queixos, á maneira de dentes. fig. 3. Anas.
— Emarginatum.
- Na margem do bico superior perto do ápice he excavado, ou tem sua margem + Na margem do bico superior perto do ápice he excavado, ou tem sua margem cortada em hum pequeno segmento de circulo. Turdus.
— Forsicatum.
- A maneira de tisoira; intrando o bico inferior na borda do superior. Loxia + A maneira de tisoira; intrando o bico inferior na borda do superior. Loxia curvirostra.
— Fornicatum.
- Com excavaçaõ no interior da mandibula superior. Phasianus. + Com excavaçaõ no interior da mandibula superior. Phasianus.
— Incurvatum.
- Alguma coiza encurvado. Trocbilus. + Alguma coiza encurvado. Trocbilus.
— Incurvum.
- Quasi o mesmo que Incurvatum. + Quasi o mesmo que Incurvatum.
— Infarctum.
- Como se fosse quebrado. Phoenicopterus. + Como se fosse quebrado. Phoenicopterus.
— Infarcto incurvatum.
- Como quebrado na extremidade, encurvado.Phoenicopterus. + Como quebrado na extremidade, encurvado.Phoenicopterus.
— Polyedrum.
- Que tem varios lados, e angulos. Picus. + Que tem varios lados, e angulos. Picus.
— Rectum.
- Quando as mandibulas naõ declinaõ para parte alguma. Sitta. + Quando as mandibulas naõ declinaõ para parte alguma. Sitta.
— Recurvum.
- Com o bico virado para a parte superior. Mycteria. + Com o bico virado para a parte superior. Mycteria.
— Serratum.
- Quando os lados, ou margens de ambos os queixos estaõ cortados á maneira de + Quando os lados, ou margens de ambos os queixos estaõ cortados á maneira de serra.Ramphastos.
— Simum.
- Com a extremidade chata, ou depressa. Anas tadorna. + Com a extremidade chata, ou depressa. Anas tadorna.
— Spatulatum.
- A maneira de espátula, ou chato e mais largo na extremidade. Platalea. + A maneira de espátula, ou chato e mais largo na extremidade. Platalea.
— Subcultratum.
- Quasi agudo á maneira do fio de huma faca. fig.2. Paradisea. + Quasi agudo á maneira do fio de huma faca. fig.2. Paradisea.
— Subulatum.
- Que acaba em ponta aguda, como huma sovela.fig. 4. Tanagra. Colymbus. + Que acaba em ponta aguda, como huma sovela.fig. 4. Tanagra. Colymbus.
— Teres.
- Redondo. + Redondo.
— Uncinatum.
- Encurvado como hum anzol. Falco. + Encurvado como hum anzol. Falco.
— Uncinatum apice.
- Encurvado na extremidade bem como hum gancho. Palamedea. + Encurvado na extremidade bem como hum gancho. Palamedea.
— Unguiculatum.
- Como se tivesse na extremidade huma unha, alguma coiza encurvada. fig. 3. + Como se tivesse na extremidade huma unha, alguma coiza encurvada. fig. 3. Anas.
— Ventricosum.
- Dilatado no meio, ou barrigudo. fig. 5. Cancroma. + Dilatado no meio, ou barrigudo. fig. 5. Cancroma.
- S. + S.
SCAPUS Rectricum.
- V. Rachis. + V. Rachis.
SPECULUM alarum.
- Malha ou pinta corada, resplandecente, pintada na superfície das tectrices, + Malha ou pinta corada, resplandecente, pintada na superfície das tectrices, quando as azas estaõ fechadas, como se pode ver em algumas especies de Patos.
SPINA Axillaris.
- O pollex na alula espúria tem hum bico, ou acúleo arqueado como em algumas aves. + O pollex na alula espúria tem hum bico, ou acúleo arqueado como em algumas aves. Palamedea, Parra, Struthio Camelus. E serve de arma alem do bico, e das unhas.
STERNUM.
- He a parte mais elevada, que se observa no meio do peito das aves, imitando a + He a parte mais elevada, que se observa no meio do peito das aves, imitando a figura de quilha.
STRIGAE.
- Muitas linhas irregulares coradas. Trogon Strigilatus. + Muitas linhas irregulares coradas. Trogon Strigilatus.
SUPERCILIUM.
- Linha superior á capella dos olhos totalmente diferente das outras + Linha superior á capella dos olhos totalmente diferente das outras linhas.
- T. + T.
TEMPORA.
- Espaço entre os olhos, e as orelhas. Tab.III. fig.2 F. + Espaço entre os olhos, e as orelhas. Tab.III. fig.2 F.
- +
TECTRICES.
- Da-se este nome áquellas pennas, que cobrem as azas, cauda, e uropígio, assim na + Da-se este nome áquellas pennas, que cobrem as azas, cauda, e uropígio, assim na parte superior, como na inferior; donde se dizem tectrices superiores e inferiores das azas, ou da cauda com duplicada ordem de pennas, que se cobrem entre si, porque aquellas, que saõ visinhas as remiges chamaõ-se ultimae, e as superiores @@ -2056,1498 +1985,1452 @@
TIBIAE.
- Pernas r. estas naturalmente saõ redondas, nas aves aquaticas saõ compressas; nas + Pernas r. estas naturalmente saõ redondas, nas aves aquaticas saõ compressas; nas Aguias, e em muitas aves nocturnas saõ cobertas de pennas.
TRUNCUS.
- He de figura oval, e forma o corpo da Ave, d.e.b.l., contem o Dorsum, + He de figura oval, e forma o corpo da Ave, d.e.b.l., contem o Dorsum, Interscapulium humeri, Pectus, Axillae, Hypocondria, Abdomen.
- V. + V.
VERTEX.
- V. Pilens. + V. Pilens.
VIBRISSAE.
- Saõ huns cabelos postos em figura de pente nas fauces ou em outra parte. V. + Saõ huns cabelos postos em figura de pente nas fauces ou em outra parte. V. Barba.
- U. + U.
UNGUIS.
- As unhas na maior parte dos dedos saõ a modo de sovelas arqueadas, em outras aves + As unhas na maior parte dos dedos saõ a modo de sovelas arqueadas, em outras aves saõ mais agudas, em algumas saõ marginadas na parte externa, ou tem a sua margem mais extendida; raras vezes saõ cortadas em modo de serra; os dedos raras saõ muticus, ou sem unhas.
— Sessilis.
- Unhas sem dedos. Procellaria. + Unhas sem dedos. Procellaria.
UROPYGIUM.
- Rudimento da cauda, de figura subcordata, ou triangular, em que acaba o tronco, e + Rudimento da cauda, de figura subcordata, ou triangular, em que acaba o tronco, e que está posto assima do anus. B.m.u.
- +
- CLASSE III. AMPHIBIOS. + CLASSE III. AMPHIBIOS.
- A. + A.
ADACTYLUS.
- Pès sem dedos. + Pès sem dedos.
APTERIGIUS.
- Sem pinna, ou barbatana. + Sem pinna, ou barbatana.
ALA.
- He huma membrana, que sahe do meio do Corpo, que tambem está pegada aos + He huma membrana, que sahe do meio do Corpo, que tambem está pegada aos femores.
ALEPIDOTUM.
- Corpo sem escamas. + Corpo sem escamas.
ANNULI.
- Anneis, que cercaõ o corpo em lugar de escamas. + Anneis, que cercaõ o corpo em lugar de escamas.
- C. + C.
CATHETOPLATEUS.
- Καθετος linha perpendicular. Πλατυς latus Tetrodon mola. + Καθετος linha perpendicular. Πλατυς latus Tetrodon mola.
CAUDA.
— Verticillata.
- Cauda cujas escamas estaõ postas ao redor dela em forma de anneis. Lacerta + Cauda cujas escamas estaõ postas ao redor dela em forma de anneis. Lacerta Stellio.
— Imbricata.
- Cujas escamas estaõ dispostas a modo de telhas. Lacerta Chamaeleon. + Cujas escamas estaõ dispostas a modo de telhas. Lacerta Chamaeleon.
CIRRUS.
- V. nos Peixes. Acipenser Sturio. + V. nos Peixes. Acipenser Sturio.
COLLARE.
- He huma, ou mais ordens de escamas ao redor do pescoço na parte inferior. Lacerta + He huma, ou mais ordens de escamas ao redor do pescoço na parte inferior. Lacerta agilis.
CREPITACULUM.
- He huma continuaçaõ das escamas articuladas postas na ponta da cauda, por meio + He huma continuaçaõ das escamas articuladas postas na ponta da cauda, por meio das quaes a Cobra cascavel forma hum som, pelo qual os outros animaes se afugentaõ.
- +
CRISTAGULAE.
- Esta especie de crista forma-se da cute dobrada, e saida para fora na parte + Esta especie de crista forma-se da cute dobrada, e saida para fora na parte inferior do pescoço, ou gúela, e tem varias incisões á maneira de pequenos dentes. Lacerta iguana. Draco. Tab. IV. fig. 5. b.
HYEMARE.
- Diz-se do tempo, em que os Amphibios passaõ immoveis debaixo da terra sem terem + Diz-se do tempo, em que os Amphibios passaõ immoveis debaixo da terra sem terem respiração, nem movimento de sangue apparente. Este he pois o tempo em que naõ exercitaõ funçaõ alguma vital, e por esta razaõ passaõ sem comer.
- L. + L.
LORICATUM.
- O corpo coberto, e defendido com hum tegumento ósseo, como de huma coiraça. + O corpo coberto, e defendido com hum tegumento ósseo, como de huma coiraça. Ostracion.
- M. + M.
MURICATUM.
- A superfície do corpo, espinhas a maneira da Concha Murex. + A superfície do corpo, espinhas a maneira da Concha Murex.
- P. + P.
PINNA.
- Barbatana + Barbatana
— Discreta.
- Separada de outra opposta. Squalus Stellaris. + Separada de outra opposta. Squalus Stellaris.
— Concreta.
- Unida com a outra. + Unida com a outra.
- R. + R.
RESPIRARE arbitrarie.
- He quando os amphibios respiraõ, ou deixaõ de respirar por algum tempo, e por + He quando os amphibios respiraõ, ou deixaõ de respirar por algum tempo, e por isto podem habilitar na agua ou na terra.
RICTUS.
- Abertura da boca e nos amphibios he taõ laxa, que engollen corpos como v.g. a - cobra costuma engolir hum sapo inteiro, e a Giboia pode triturar hum Boi, e + Abertura da boca e nos amphibios he taõ laxa, que engollen corpos como v.g. a + cobra costuma engolir hum sapo inteiro, e a Giboia pode triturar hum Boi, e engulillo.
RUGAE.
- He quando estaõ rugas na pelle em lugar de escamas. Coecilia. + He quando estaõ rugas na pelle em lugar de escamas. Coecilia.
- S. + S.
SCUTELLUM.
- He o scutum dividido em dous. + He o scutum dividido em dous.
SCUTUM.
- Quando as escamas se unem entre si formando hum corpo semicircular que cinge o + Quando as escamas se unem entre si formando hum corpo semicircular que cinge o abdômen e a cauda pela parte inferior de algumas cobras.
SENECTAM exuere.
- He a mudança que as serpentes fazem anualmente da sua pelle, ou epidermide, + He a mudança que as serpentes fazem anualmente da sua pelle, ou epidermide, ficando com a cor mudada.
SPIRACULUM.
- Saõ aquelles buracos por onde os amphibios Nantes, ou aquaticos respiraõ, cujos + Saõ aquelles buracos por onde os amphibios Nantes, ou aquaticos respiraõ, cujos buracos estaõ postos ao lado do pescoço, no Petromizon, Squalus; ou debaixo do collo na Raja, Chimaera.
SQUAMA.
- Nas cobras e Lagartos saõ á semelhança dos Peixes. + Nas cobras e Lagartos saõ á semelhança dos Peixes.
— Reversa.
- Revirada para sima. Lacerta agama. + Revirada para sima. Lacerta agama.
- T. + T.
TESTA.
- Concha óssea das Tartarugas. + Concha óssea das Tartarugas.
TETRAPODUM.
- De quatro pés. + De quatro pés.
- V. + V.
VITTA.
- Hum risco de figura de fita, mas pintado. Rana gibbosa. + Hum risco de figura de fita, mas pintado. Rana gibbosa.
- +
- CLASSE IV. PEIXES + CLASSE IV. PEIXES
- A. + A.
ABDOMEN.
- O ventre he aquella parte inferior do corpo, que está posta entre a extremidade + O ventre he aquella parte inferior do corpo, que está posta entre a extremidade do thorax, e o principio da cauda. Tab. V. fig. 3. a. b. Chama-se.
— Carinatum.
- Ou anguloso, ou em forma de quilha de navio; assim se acha o ventre de quase + Ou anguloso, ou em forma de quilha de navio; assim se acha o ventre de quase todos os peixes.
— Serratum.
- He quando as escamas, que formaõ a quilha, estaõ separadas com as suas pontas + He quando as escamas, que formaõ a quilha, estaõ separadas com as suas pontas formando assim huma espécie de serra. Clupea.
— Planum.
- Chato, naõ tendo prominencia alguma, ou angolo. Syngnathus. Mugil. + Chato, naõ tendo prominencia alguma, ou angolo. Syngnathus. Mugil. Sphiraena.
— Prominens, extuberans, tumidum.
- Inchado, protuberante. Uranoscopus. Scorpaena, Blennius. + Inchado, protuberante. Uranoscopus. Scorpaena, Blennius.
ABDOMINALIS.
- Peixe que tem pinnas ou barbatanas do ventre postas no abdômen inferior ás do + Peixe que tem pinnas ou barbatanas do ventre postas no abdômen inferior ás do thorax, ou peito. fig. 3. a. b.
ACULEI.
- Saõ ossículos nas barbatanas sempre simpleces, não divididos, como os raios, + Saõ ossículos nas barbatanas sempre simpleces, não divididos, como os raios, rijos, pungentes, sem serem articulados.
ADIPOSUS.
- Entende-se das barbatanas do peixe, destituídas dos raios osseos. Muraena, Salmo, + Entende-se das barbatanas do peixe, destituídas dos raios osseos. Muraena, Salmo, Trutta.
ADDITAMENTUM.
- He toda parte que naõ constitue o principal, mas sim o accessorio, como saõ os - cirros na cabeça do peixe, e nas pinnas do - mesmo huma porçaõ de membrana siliforme. - Os appendices do tronco saõ as barbatanas espurias, os dedos, o escudo. + He toda parte que naõ constitue o principal, mas sim o accessorio, como saõ os + cirros na cabeça do peixe, e nas pinnas do + mesmo huma porçaõ de membrana siliforme. + Os appendices do tronco saõ as barbatanas espurias, os dedos, o escudo.
ALEPIDOTUM, seu nudum.
- Sem escamas. Blennius. Gymnotus, Echeneis. + Sem escamas. Blennius. Gymnotus, Echeneis.
ANALIS.
- Barbatana, que he immediata ao ano. fig. 2. a. fig. 3. c. fig. 5. a. + Barbatana, que he immediata ao ano. fig. 2. a. fig. 3. c. fig. 5. a.
ANCEPS.
- O corpo do peixe, que consta de dous ângulos agudos, e oppostos, que corresponde + O corpo do peixe, que consta de dous ângulos agudos, e oppostos, que corresponde ao terceiro ensiforme.
ANGULATUS.
- He a parte do peixe que he chêa de angulos. + He a parte do peixe que he chêa de angulos.
ANNEXUS.
- Diz-se de qualquer parte do peixe que está unida entre si ou com outra. + Diz-se de qualquer parte do peixe que está unida entre si ou com outra.
ANNULATUM.
- Quando o corpo he cercado de linhas prominentes ou elevadas em forma de + Quando o corpo he cercado de linhas prominentes ou elevadas em forma de anneis.
ANUS.
- Ou extremidade do intestino recto, he varia pela sua situação. + Ou extremidade do intestino recto, he varia pela sua situação.
— Gularis.
- Debaixo da gûela, visinho aos opérculos das guelras. Gymnotbus. + Debaixo da gûela, visinho aos opérculos das guelras. Gymnotbus.
— Pectoralis.
- Peitoral, debaixo das guelras perto do peito. Trachinus, Pleuronectis, + Peitoral, debaixo das guelras perto do peito. Trachinus, Pleuronectis, Rhombus.
— Vicinus.
- Visinho da cabeça e muito longe da cauda. Uranoscopus. Ophidion. + Visinho da cabeça e muito longe da cauda. Uranoscopus. Ophidion.
— Medius.
- No meio do corpo entre a cabeça e a cauda. Isto he o que se observa mais + No meio do corpo entre a cabeça e a cauda. Isto he o que se observa mais commummente.
— Remotus.
- Longe da cabeça e muito perto da cauda. Cyprinus, Sparus. + Longe da cabeça e muito perto da cauda. Cyprinus, Sparus.
APERTURA branchiarum.
- Abertura das branchias, ou guelras, he huma abertura quasi sempre situada na parte + Abertura das branchias, ou guelras, he huma abertura quasi sempre situada na parte posterior ou lateral da cabeça que se abre entre os operculos e o tronco. Ella acaba dentro da boca, contem as guelras, que saõ as partes interiores. - + Pela situaçaõ.
— Gularis.
- Na parte inferior da gûela, e naõ no lado da cabeça ou do torax. + Na parte inferior da gûela, e naõ no lado da cabeça ou do torax.
— Lateralis.
- Lateral no maior numero dos peixes. + Lateral no maior numero dos peixes.
— Cervicalis.
- Cervical posta ao lado da cabeça mas superiormente ao collo. Murana, + Cervical posta ao lado da cabeça mas superiormente ao collo. Murana, Conger.
— Occipitalis.
- Occipital na parte posterior da cabeça ou na nuca. Callionymus Lira. + Occipital na parte posterior da cabeça ou na nuca. Callionymus Lira.
Pela figura.
— Arcuata.
- Arqueada em quasi todos os peixes. + Arqueada em quasi todos os peixes.
— Tubulosa, sistulosa.
- A modo de tubo. Muraena. + A modo de tubo. Muraena.
— Repanda.
- Abertura sinuosa ou flexuosa ou chêa de voltas. Centriscus + Abertura sinuosa ou flexuosa ou chêa de voltas. Centriscus
— Ovata.
- Quando huma borda da dita abertura he mais aberta e mais larga doque a outra. + Quando huma borda da dita abertura he mais aberta e mais larga doque a outra. Callionynmus.
Pela proporçaõ.
— Abnormis seu disproportionata minima.
- Desproporcionada muito pequena relativamente ao volume do corpo. Ostracion, + Desproporcionada muito pequena relativamente ao volume do corpo. Ostracion, Tetrodon, Diodon, Syngnatbus, Muraena.
— Mediocris, seu proportionalis.
- Proporcional ao corpo. Perca, Gadus. + Proporcional ao corpo. Perca, Gadus.
— Magna.
- Amplissima, relativamente á cabeça. Zeus. + Amplissima, relativamente á cabeça. Zeus.
Pelos operculos.
— Operculata.
- Cobertura de todo pelos operculos, o que se observa em todos os peixes. + Cobertura de todo pelos operculos, o que se observa em todos os peixes.
— Seminuda.
- Quando os operculos naõ cobrem senaõ ametade da abertura. Accipenser. + Quando os operculos naõ cobrem senaõ ametade da abertura. Accipenser.
APODES.
- Sem pés, ou pinnas ventraes. + Sem pés, ou pinnas ventraes.
APTERA Cauda.
- Sem pinna ou barbatana. + Sem pinna ou barbatana.
APTERYGIUM dorsum.
- Que naõ tem barbatana. + Que naõ tem barbatana.
APTERUS.
- Saõ os peixes destituidos de barbatanas ventraes. + Saõ os peixes destituidos de barbatanas ventraes.
- +
ARTICULATUM.
- Quando o corpo he composto de laminas encadeadas humas ás outras. + Quando o corpo he composto de laminas encadeadas humas ás outras. Syngnathus.
ARTUS.
- Os membros nos peixes naõ saõ outra cousa mais, que as barbatanas, que servem + Os membros nos peixes naõ saõ outra cousa mais, que as barbatanas, que servem para os differentes movimentos dos peixes. Ellas saõ formadas de muitos ossículos que estaõ unidos e sustidos na dobradura de huma membrana que os reveste. Chamaõ-se Raios e outros Aculeos.
ASSURGENS.
- Diz-se dos raios das barbatanas dorsaes, que saõ mais elevados, que a mesma + Diz-se dos raios das barbatanas dorsaes, que saõ mais elevados, que a mesma membrana.
- B. + B.
BICOLORATUS.
- He aquelle peixe cujos lados he de huma cor e outro de outra. + He aquelle peixe cujos lados he de huma cor e outro de outra.
BIFIDUS.
- Parte do peixe que se divide entre si em duas. + Parte do peixe que se divide entre si em duas.
BINATUS.
- Diz-se dos peixes cujos olhos se fecham juntos ambos no mesmo lado. + Diz-se dos peixes cujos olhos se fecham juntos ambos no mesmo lado. Pleuronectes.
BRANCHIAE.
- As branchias ou + As branchias ou guelras saõ os primeiros orgaõs da respiraçaõ nos peixes. Estaõ postas entre a cabeça e o tronco. Para cada huma se ver he necessario levantar o operculo branchial e ter - dobrada a membrana branchiostega; e na - abertura branchiostega que entaõ fica aberta he que se vé o que + dobrada a membrana branchiostega; e na + abertura branchiostega que entaõ fica aberta he que se vé o que propriamente se chama guelra. Desunindo-se humas das outras daõ postagem á agua que o peixe engulio e que quer deitar fora da sua gûela, avizinhando-se entre si e estando os operculos fechados, acha-se a agua retida, e não pode sahir sem se dilatarem as guelras, e sem se levantarem os operculos. - Saõ compostas de quatro pequenos ossiculos, arqueados paralelos, desiguaes, - postos huns contra os outros, e na parte exterior que he a convexa tem pequenos appendices ou túbulos + Saõ compostas de quatro pequenos ossiculos, arqueados paralelos, desiguaes, + postos huns contra os outros, e na parte exterior que he a convexa tem pequenos appendices ou túbulos moles, livres, dispostos somente em huma parte, como a barba de huma penna e quasi sempre de cor encarnada em hum animal saõ. Estes ossiculos na parte interior tem tuberculos. As guelras consideraõ-se como os bofes dos peixes. Tab. V. fig. 2. A.B.B.B. c. - Variaõ pela situaçaõ, e estructura. + Variaõ pela situaçaõ, e estructura. Pela situação.
— Vicinae.
- Quando todas acabaõ na mesma abertura o que se observa em todos os verdadeiros + Quando todas acabaõ na mesma abertura o que se observa em todos os verdadeiros peixes.
— Operculatae.
- Cubertas com operculos em todos os verdadeiros peixes. + Cubertas com operculos em todos os verdadeiros peixes.
— Denudatae.
- Nuas, sem operculos. + Nuas, sem operculos.
— Laterales.
- Lateraes, que estaõ postas em os lados nos peixes branchiostegos. + Lateraes, que estaõ postas em os lados nos peixes branchiostegos.
— Occipitales.
- Estando no collo ou occipite. Callionymus, Muraena. + Estando no collo ou occipite. Callionymus, Muraena.
— Occultae, inconspicuae.
- Escondidas, estando o operculo pegado de modo, que se naõ pode levantar. + Escondidas, estando o operculo pegado de modo, que se naõ pode levantar. Muraena, Callionymus.
— Retro-actae.
- Profundadas estando postas longe da boca e mais perto da gûela. Uranoscopus, + Profundadas estando postas longe da boca e mais perto da gûela. Uranoscopus, Muraena. Callyonymus.
Pela estructura.
— Simplices.
- Da mesma natureza, guarnecidas ou de sedas, ou de tubulos carnosos, ou de tuberculos. + Da mesma natureza, guarnecidas ou de sedas, ou de tubulos carnosos, ou de tuberculos.
— Dissimiles, disformes, anomalae.
- Dissimilhantes, quando humas tem pelos ou sedas no lado exterior e interior e - as outras saõ tuberculadas. + Dissimilhantes, quando humas tem pelos ou sedas no lado exterior e interior e + as outras saõ tuberculadas. Perca, Spari.
— Tuberculatae.
- Tuberculadas, a parte - arqueada concava do ossiculo he cuberta de tuberculos, cousa, que se observa em quasi todos os + Tuberculadas, a parte + arqueada concava do ossiculo he cuberta de tuberculos, cousa, que se observa em quasi todos os peixes.
- +
— Glabrae, inermes.
- Sem tuberculos. Nos Nantes. Squalus. + Sem tuberculos. Nos Nantes. Squalus.
— Pectinatae, ciliatae.
- A maneira de pente, quando a parte convexa do ossiculo, que forma cada guelra + A maneira de pente, quando a parte convexa do ossiculo, que forma cada guelra he cercada em redondo de raios á maneira de barba, que imitaõ os dentes do pente. Estes raios ou barbas ordinariamente saõ encarnadas. Tab. V. fig. 2. A. B.
— Aculeatae.
- Armadas de pontas ou aculeos, quando a parte concava do ossiculo em lugar de - tuberculos tem + Armadas de pontas ou aculeos, quando a parte concava do ossiculo em lugar de + tuberculos tem bicos.
BRANCHIOSTEGA.
- He huma membrana que se acha debaixo dos operculos chêa de raios osseos, que + He huma membrana que se acha debaixo dos operculos chêa de raios osseos, que serve para cobrir as guelras dilatando-se e contrahindo-se á vontade do peixe.
- C. + C.
CAUDA.
- A cauda he solida formada das vertebras dos lombos, e fornecida de musculos; está + A cauda he solida formada das vertebras dos lombos, e fornecida de musculos; está posta na extremidade do dorso perto do ano, e acaba o tronco. Chama-se.
— Teres, cylindrica.
- Redonda, cylindrica, em alguns. fig. 3. d. + Redonda, cylindrica, em alguns. fig. 3. d.
— Tetragona.
- Quadrada, a quatro lados chatos em algumas especies de Syngnathi. + Quadrada, a quatro lados chatos em algumas especies de Syngnathi.
— Carinata.
- A quilha com angulo, que fica prominente para baixo. Scomber, Chatodon. + A quilha com angulo, que fica prominente para baixo. Scomber, Chatodon.
— Angulosa.
- Angulosa, quando a eminencia que forma a quilha está sobre os lados em lugar de + Angulosa, quando a eminencia que forma a quilha está sobre os lados em lugar de estar abaixo. Scomber.
— Muricata.
- Com aculeos, ou tuberculos. Scomber. + Com aculeos, ou tuberculos. Scomber.
— Apterigia.
- Sem barbatana na cauda. Trichiurus Syngnathus. + Sem barbatana na cauda. Trichiurus Syngnathus.
— Dipterigia.
- Com duas barbatanas, quando a barbatana he dividida até a base em duas. + Com duas barbatanas, quando a barbatana he dividida até a base em duas.
— Pinnata.
- Quando a cauda acaba com a sua pinna ou barbatana; em quasi todos os + Quando a cauda acaba com a sua pinna ou barbatana; em quasi todos os peixes.
CANCELLATUS.
- Feito em forma de cancella. + Feito em forma de cancella.
CAPUT.
- A cabeça dos peixes considera-se pela figura, proporção com o corpo, tegumentos, + A cabeça dos peixes considera-se pela figura, proporção com o corpo, tegumentos, que saõ escamas ou cute, e additamentos, como Cirrhus, Pinnula, Clypeus, Aculeus. Pela figura.
— Obtusum, seu truncatum.
- Quando he como cortada ou como se lhe faltasse huma parte; neste caso as + Quando he como cortada ou como se lhe faltasse huma parte; neste caso as mandibulas saõ rombas e a cabeça tem quasi a mesma largura que comprimento. Blennius. Coriphana.
— Acutum.
- Quando a parte anterior da cabeça he pontiaguda, e entaõ he mais comprida que + Quando a parte anterior da cabeça he pontiaguda, e entaõ he mais comprida que larga. Muraena,
— Subquadratum.
- Quando a parte anterior da cabeça naõ he obtusa, nem aguda; mas forma quasi um + Quando a parte anterior da cabeça naõ he obtusa, nem aguda; mas forma quasi um quadrado. Uranoscopus.
— Declive, descendens.
- Quando a linha da summidade da cabeça até a extremidade da bocca he inclinada + Quando a linha da summidade da cabeça até a extremidade da bocca he inclinada ou declive da parte posterior, para a anterior. Blennius, Trigla, Mugil. Tab. V. fig. 1. b. fig. 3.
— Cuneiforme.
- A modo de cunha que vai sendo cada vez mais apertada a poco e poco até a base. + A modo de cunha que vai sendo cada vez mais apertada a poco e poco até a base. Gadus.
— Trigonum, tetragonum.
- A tres, e quatro angulos. Trigla species, Mullus, Sphyraena. + A tres, e quatro angulos. Trigla species, Mullus, Sphyraena.
Pela proporçaõ.
— Corpore angustius.
- Confrontando a cabeça com o corpo, diz-se que ella he assim, quando he mais apertada ou angusta. + Confrontando a cabeça com o corpo, diz-se que ella he assim, quando he mais apertada ou angusta. Ammodytes.
— Corpore latius.
- Ao contrario. Zeus faber. + Ao contrario. Zeus faber.
— Breve, parvum.
- Pequena. Gymnotus, Syngnathus, Pleuronectes. + Pequena. Gymnotus, Syngnathus, Pleuronectes.
— Rostratum.
- Que acaba em hum bico. Triga species, Chaetodon, Xiphias. fig. 1. c. + Que acaba em hum bico. Triga species, Chaetodon, Xiphias. fig. 1. c.
— Elongatum, porrectum.
- Prolongada sem bico. Callyonimus. Esox em algumas especies. + Prolongada sem bico. Callyonimus. Esox em algumas especies.
— Angusium.
- Estreita. Ammodites, Syngnathus. + Estreita. Ammodites, Syngnathus.
— Latum amplum.
- Larga Zeus, Cyprinus em muitas especies. + Larga Zeus, Cyprinus em muitas especies.
— Proportionale.
- Proporcionada respectivamente ao comprimento e largura do corpo. Xiphias, + Proporcionada respectivamente ao comprimento e largura do corpo. Xiphias, Labrus,Atherina, Clupea.
— Mediocre.
- Mediana. Sparus, Cyprinus, Mugil, Perca, Callionymus. + Mediana. Sparus, Cyprinus, Mugil, Perca, Callionymus.
— Planum.
- Quando naõ tem prominencias algumas. Gadus, Sphyrana. Esox, Echeneis. + Quando naõ tem prominencias algumas. Gadus, Sphyrana. Esox, Echeneis.
— Crassum.
- Grossa, e entaõ está cuberta de huma pelle gorda. Blennius, Mustella. + Grossa, e entaõ está cuberta de huma pelle gorda. Blennius, Mustella.
Pelos tegumentos da cabeça, e pela sua superficie.
— Squamosum, tectum.
- Escamosa. Mugil, Sciaena, + Escamosa. Mugil, Sciaena, Sparus em algumas especies.
— Alepidotum, nudum.
- V. Alepidotum, nu. Labrus, Sphyraena, Esox. + V. Alepidotum, nu. Labrus, Sphyraena, Esox.
— Cataphractum.
- V. Cataphractum. Accipenser, Ostracion, Triglae. fig. 1. + V. Cataphractum. Accipenser, Ostracion, Triglae. fig. 1.
— Loricatum.
- V.Loricat. Trigla, Cotus &c. + V.Loricat. Trigla, Cotus &c.
— Glabrum.
- Superficie lisa. Gymnotus, Labri. + Superficie lisa. Gymnotus, Labri.
— Scabrum, asperum.
- Superficie aspera, que he produzida assim pelos pontos, que tem prominentes, + Superficie aspera, que he produzida assim pelos pontos, que tem prominentes, alguma cousa rijos. Cottus, Uranoscopus.
- +
— Papillosum.
- V. Papillosus. Gymnotus. + V. Papillosus. Gymnotus.
— Aculeatum.
- Superficie da cabeça armada de espinhos, ou aculeos. Triglae algumas + Superficie da cabeça armada de espinhos, ou aculeos. Triglae algumas especies.
— Tuberculatum.
- Com prominencias ou callosidades obtuzas, rijas. Cottus algumas + Com prominencias ou callosidades obtuzas, rijas. Cottus algumas especies.
Pelos additamentos da cabeça.
— Tentaculis, sive pinnulis destitutum.
- Sem tentaculos Spari, Labri, Percae, Exocoetus, Cyprinus &c. + Sem tentaculos Spari, Labri, Percae, Exocoetus, Cyprinus &c.
— Tentaculis ornatum.
- Com tentaculos, em algumas especies de Blenios. + Com tentaculos, em algumas especies de Blenios.
— Cirrhis carens.
- Sem cirros. Spari, Labri + Sem cirros. Spari, Labri &c.
— Cirrhosum.
- Com cirros. Cyprini, Gadi + Com cirros. Cyprini, Gadi &c.
— Clypeatum.
- V. Clypeum. Echeneis. + V. Clypeum. Echeneis.
— Inerme, seu laeve.
- Sem aculeos, e + Sem aculeos, e tuberculos. Pleuronectes, Exocoetus &c.
— Aculeatum, pungens.
- Armada com aculeos. Triglae, & Cotti muitas especies. + Armada com aculeos. Triglae, & Cotti muitas especies.
CARINATUM.
- He a parte do peixe que reprezenta huma quilha como se observa na linha lateral + He a parte do peixe que reprezenta huma quilha como se observa na linha lateral de alguns. Scomber.
CATAPHRACTUS.
- Cuberto com cute dura ou óssea ou quando as escamas estaõ totalmente unidas de + Cuberto com cute dura ou óssea ou quando as escamas estaõ totalmente unidas de modo que quase formaõ huma só escama. Loricaria, Triglae, Siluri species.
CATHETOPLATEUM ou compressum.
- O corpo do peixe comprimido nos lados, ou quando a altura he maior, que a + O corpo do peixe comprimido nos lados, ou quando a altura he maior, que a largura.
CILIATUS.
- He quando os lados do peixe estaõ cheios de pequenas prominências cutaneas, e + He quando os lados do peixe estaõ cheios de pequenas prominências cutaneas, e paralelas.
CIRRHUS.
- Ou barba, he hum appendis setaceo, que está pendente + Ou barba, he hum appendis setaceo, que está pendente da bocca, ou das mandibulas; he carnoso, movel, simples, ordinariamente mais grosso na base: pode-se considerar como huma expançaõ da pelle, ou como hum feixe de fibras do - tegumento. Tem sua semelhança com as antenas dos insectos, o seu uso naõ está ainda conhecido. + tegumento. Tem sua semelhança com as antenas dos insectos, o seu uso naõ está ainda conhecido. Accipencer, Trigla, Cyprinus. fig. 4. a. a. Pelo numero.
— Nulli.
- Na maior parte dos peixes. + Na maior parte dos peixes.
— Unicus, Solitarius.
- Hum só, Gadis, Phycide, Cyprino. + Hum só, Gadis, Phycide, Cyprino.
— Plurimi.
- Muitos. In Mullis, Cyprino nobili, Accipenser, Siluris. + Muitos. In Mullis, Cyprino nobili, Accipenser, Siluris.
Pela Situaçaõ.
— In inferiori maxilla tantum.
- Só na mandibula inferior. Gadis quibusdam. + Só na mandibula inferior. Gadis quibusdam.
— In utraque maxilla.
- Em ambas as mandibulas. In Cobite. + Em ambas as mandibulas. In Cobite.
— Ad angulos oris.
- Nos angulos ou cantos da bocca. In Cyprino nobili. + Nos angulos ou cantos da bocca. In Cyprino nobili.
Pela proporçaõ.
— Exigui.
- Mais pequenos que a cabeça. Gadus, Mullus &c. + Mais pequenos que a cabeça. Gadus, Mullus &c.
— Capite longiores.
- Mais compridos, que a cabeça + Mais compridos, que a cabeça
CLYPEUS.
- O escudo he hum corpo chato, oval que cobre a parte superior da cabeça em alguns + O escudo he hum corpo chato, oval que cobre a parte superior da cabeça em alguns peixes. Elle ordinariamente he rijo e aspero ou com superficie formada de pequenas laminas com bicos a modo de cardo penteador. Echeneis Remora.
COALITUS.
- Toda a parte do peixe, que está unida entresi, ou com outra sem intermedio + Toda a parte do peixe, que está unida entresi, ou com outra sem intermedio algum.
COELATUS.
- Diz-se das strias, ou linhas superficiaes, que estaõ postas na superficie do + Diz-se das strias, ou linhas superficiaes, que estaõ postas na superficie do corpo do peixe sem ordem alguma.
CONICUM.
- Quando o corpo he cylindrico mas tal que se vai diminuindo a sua grossura desde a + Quando o corpo he cylindrico mas tal que se vai diminuindo a sua grossura desde a cabeça até á cauda. Uranoscopus.
CULTRATUM.
- Quando a parte superior do dorso do peixe he plana, e a inferior aguda. Gymmotus. + Quando a parte superior do dorso do peixe he plana, e a inferior aguda. Gymmotus.
CUNEIFORME.
- He quando o corpo do peixe reprezenta a figura de huma cunha. + He quando o corpo do peixe reprezenta a figura de huma cunha.
CUSPIDATUS.
- Toda a parte do peixe, que acaba em figura de lança. + Toda a parte do peixe, que acaba em figura de lança.
- D. + D.
DECIDUUS.
- Diz-se das escamas, que tem pouca adherencia ao corpo do peixe, por isso cahem + Diz-se das escamas, que tem pouca adherencia ao corpo do peixe, por isso cahem facilmente. Gadus.
DENTES.
- Os dentes pela situaçaõ, proporçaõ, numero, movimento, e figura saõ differentes + Os dentes pela situaçaõ, proporçaõ, numero, movimento, e figura saõ differentes entre si. Pela Situaçaõ.
— In utraque maxilla.
- Em ambos os queixos, como na maior parte dos peixes. + Em ambos os queixos, como na maior parte dos peixes.
— In maxillis, & lingua.
- Nos queixos, e na Lingua. Amia. + Nos queixos, e na Lingua. Amia.
— In maxillis, lingua palato, & faucibus.
- Nas mandibulas, na lingoa, no ceo da bocca, e nas fauces. Salmo. Esox. + Nas mandibulas, na lingoa, no ceo da bocca, e nas fauces. Salmo. Esox.
— In maxillis, faucibus.
- Nas maxillas, e guêlas Pleuronrctes. Rhombu. Solea. + Nas maxillas, e guêlas Pleuronrctes. Rhombu. Solea.
— In maxillis, lingua palato, & faucibus.
- Perca, Gadus, Cottus. + Perca, Gadus, Cottus.
Pela figura
— Granulosi.
- Quando são redondos, pequenos, e sobrepostos como pequenos gráos nos Nantes, + Quando são redondos, pequenos, e sobrepostos como pequenos gráos nos Nantes, Squali, Raiae.
— Acuti.
- Quando acabaõ em ponta aguda. Uranoscopus. Muraenae. + Quando acabaõ em ponta aguda. Uranoscopus. Muraenae.
— Obtusi.
- A sua extremidade he obtusa; e entaõ elles differem dos granulosos por serem + A sua extremidade he obtusa; e entaõ elles differem dos granulosos por serem compridos, e agudos sem serem picantes. Cyprini.
— Conici.
- Quando tem a figura conica, isto he, larga na base, e que acaba em + Quando tem a figura conica, isto he, larga na base, e que acaba em ponta.
- +
— Plani.
- Chatos. Gadus, Esox. Os dentes mollares Sparus. + Chatos. Gadus, Esox. Os dentes mollares Sparus.
— Semisagittati.
- Quando em hum lado tem hum gancho revirado para baixo; Trichiurus. + Quando em hum lado tem hum gancho revirado para baixo; Trichiurus.
Subulati.
- A maneira de sovéla, muitas especies de Esox. + A maneira de sovéla, muitas especies de Esox.
— Acerosi, lineares, tenues, acutissimi.
- Quando saõ pequenos, miudos, e muito pungentes. Ammodytes + Quando saõ pequenos, miudos, e muito pungentes. Ammodytes
— Serrati.
- Quando os dous lados marginaes, saõ cortados á maneira de serra, e entaõ saõ + Quando os dous lados marginaes, saõ cortados á maneira de serra, e entaõ saõ quasi sempre triangulares: nos Nantes alguns Squali.
— Recti.
- Quando naõ estaõ virados nem para a parte anterior, nem posterior. Sphyræina, + Quando naõ estaõ virados nem para a parte anterior, nem posterior. Sphyræina, Esox, Argentina.
— Retroflexi.
- Virados para a parte da gûela. Esox em algumas especies. + Virados para a parte da gûela. Esox em algumas especies.
— Semiconici.
- Quando hum lado he chato, e outro convexo. Nos Nantes Balistes, Squali. + Quando hum lado he chato, e outro convexo. Nos Nantes Balistes, Squali.
— Emarginati.
- Fendidos, ou abertos alguma cousa na ponta com excavaçaõ de segmento de + Fendidos, ou abertos alguma cousa na ponta com excavaçaõ de segmento de circulo.
Pela proporçaõ.
— Inaequales inter se.
- De differente comprimento. Cottus. + De differente comprimento. Cottus.
— AEquales inter se.
- Iguaes. Perca &c. + Iguaes. Perca &c.
— Minimi, minuti, exillissimi.
- Respectivamente ao volume da cabeça. Diodon, Tetrodon. + Respectivamente ao volume da cabeça. Diodon, Tetrodon.
— Mediocres, seu proportionales.
- Proporcionaes á cabeça. Cyprinus, Esox &c. + Proporcionaes á cabeça. Cyprinus, Esox &c.
— Paralleli.
- Do mesmo comprimento, figura, e postos no mesmo plano, e distancia. + Do mesmo comprimento, figura, e postos no mesmo plano, e distancia. Blennius.
— Divergentes
- Quando as bases saõ parallelas; porem nas summidades apartaõ-se huns dos + Quando as bases saõ parallelas; porem nas summidades apartaõ-se huns dos outros.
— Dissimiles.
- Alguns saõ agudos, outros obtusos, tanto os incizores, como os molares. + Alguns saõ agudos, outros obtusos, tanto os incizores, como os molares.
- +
— Similes.
- Do mesmo tamanho, e da mesma figura, todos agudos, ou obtusos. + Do mesmo tamanho, e da mesma figura, todos agudos, ou obtusos.
Pelo numero.
— Nulli.
- E entaõ os queixos se chamaõ edentuli. + E entaõ os queixos se chamaõ edentuli.
— Ordinati.
- Quando ha huma só, ou muitas carreiras, ou ordens de dentes. + Quando ha huma só, ou muitas carreiras, ou ordens de dentes.
— Confusi, conferti, Sparsi.
- Sem alguma ordem. Cottus. muitos Esox, Sphyraena. + Sem alguma ordem. Cottus. muitos Esox, Sphyraena.
Pelo movimento.
— Immobiles.
- Sem movimento, no maior, numero dos peixes. Sparus, Labrus &c. + Sem movimento, no maior, numero dos peixes. Sparus, Labrus &c.
— Mobiles.
- Moveis, isto raras vezes succede, excepto no Esox &c. + Moveis, isto raras vezes succede, excepto no Esox &c.
DIACANTHUM.
- Peixe com duas espinhas, ou aculeos. + Peixe com duas espinhas, ou aculeos.
TRIACANTHUM.
- Com tres. Cottus. + Com tres. Cottus.
POLYACANTHUM.
- Com quatro, cinco, ou mais. + Com quatro, cinco, ou mais.
DIDACTILÆ pinnæ.
- Barbatanas divididas em duas partes. + Barbatanas divididas em duas partes.
DIGITI.
- Saõ os appendices + Saõ os appendices setaceos, articulados livres, que se achaõ postos entre as barbatanas, do peito, e as do ventre. Trigla. fig. I. B. B.
DIPHYLLUS.
- O que consta de duas partes. + O que consta de duas partes.
DIPTERIGIUS.
- Tendo duas barbatanas no dorso. + Tendo duas barbatanas no dorso.
DORSUM.
- O espinhaço, ou costas, he a quella parte do corpo, que se extende superiormente + O espinhaço, ou costas, he a quella parte do corpo, que se extende superiormente desde a nuca até ao principio da cauda. fg. 5. d. e. Chama-se
— Apterigium.
- Quando naõ tem barbatana alguma. + Quando naõ tem barbatana alguma.
— Monopterigium.
- Huma barbatana. fig. 5. f. + Huma barbatana. fig. 5. f.
— Dipterigium.
- Que tem duas. + Que tem duas.
- +
- F. + F.
FALCATUS.
- A parte curvada do peixe. + A parte curvada do peixe.
FASCIATUS.
- Com zonas transversaes desde o dorso até ao ventre. Chaetodon, Sparus, + Com zonas transversaes desde o dorso até ao ventre. Chaetodon, Sparus, Labrus.
FISTULOSUS.
- Diz-se do corpo do peixe que he cheio de cavidades á maneira de canudos. + Diz-se do corpo do peixe que he cheio de cavidades á maneira de canudos.
FLEXILIS.
- Indica as barbatanas dos peixes destituidas dos raios osseos, e por isto + Indica as barbatanas dos peixes destituidas dos raios osseos, e por isto dobradiças.
FLEXUOSUS.
- Saõ varias linhas, que correm pelo corpo do peixe fazendo varias + Saõ varias linhas, que correm pelo corpo do peixe fazendo varias torturas.
- G. + G.
GLABRUM, seu laeve.
- O corpo, ou superficie do peixe lisa, cujas escamas naõ saõ asperas, nem + O corpo, ou superficie do peixe lisa, cujas escamas naõ saõ asperas, nem desiguaes, nem tem no meio angulo, ou sulco algum. Argentina, Atherina, Labrus.
GEMINATUS.
- Parte, que se divide entre si em duas, ou que parece duplicada. + Parte, que se divide entre si em duas, ou que parece duplicada.
GLOBOSUM, seu sphæricum.
- Quando os diametros da grossura do corpo saõ iguaes aos diametros do comprimento; + Quando os diametros da grossura do corpo saõ iguaes aos diametros do comprimento; de maneira que o corpo do peixe forma huma especie de globo mais ou menos regular. Diodon. Ostracion.
GULA.
- A gûela he a parte do tronco, que corresponde ás barbatanas das branchias, ou guelras, e que + A gûela he a parte do tronco, que corresponde ás barbatanas das branchias, ou guelras, e que está posta entre as mesmas. fig. 4. c.
— Ventricosa.
- Barriguda, quando excede a superficie do corpo da cabeça. Blennius, + Barriguda, quando excede a superficie do corpo da cabeça. Blennius, Uranoscopus.
— Carinata.
- Forma angulos agudos para a parte inferior. Syngmathus. + Forma angulos agudos para a parte inferior. Syngmathus.
— Plana.
- He o contrario da precedente, e assim se acha em quasi todos os peixes. + He o contrario da precedente, e assim se acha em quasi todos os peixes.
GULARIS.
- He toda a parte, que se acha disposta no fim da güela. + He toda a parte, que se acha disposta no fim da güela.
- I. + I.
IRIS.
- A iris he huma parte do olho, que forma hum circulo ao redor da menina. Esta he + A iris he huma parte do olho, que forma hum circulo ao redor da menina. Esta he de differentes cores. Argentea na Clupea, aurea, ou preta na maior parte dos peixes.
- L. + L.
LABIA.
- Os beiços propriamente assim chamados, naõ existem na maior parte dos peixes; + Os beiços propriamente assim chamados, naõ existem na maior parte dos peixes; exceptuando o Labrus, Sparus.
LANCEOLATUM, seu oblongum.
- Quando o corpo sendo mais comprido que largo como no ovado, tem a extremidade + Quando o corpo sendo mais comprido que largo como no ovado, tem a extremidade inferior ou da parte da cauda mais estreita, e mais prolongada. Clupea, Blennius.
LATERA.
- Entendese por lados as partes que vaõ desde as guelras até ao ano. As vezes estaõ + Entendese por lados as partes que vaõ desde as guelras até ao ano. As vezes estaõ pintadas. fig. 5. b. g.
— Zonis.
- Corados com cintas, ou circulos. + Corados com cintas, ou circulos.
— Lineis.
- Com linhas. + Com linhas.
— Punctis.
- Com pontos. + Com pontos.
LINEA Lateralis.
- Linha lateral. Esta estende-se desde a cabeça do peixe até á cauda, e está posta + Linha lateral. Esta estende-se desde a cabeça do peixe até á cauda, e está posta nos dous lados do peixe. Ordinariamente he formada pela falta de escamas, ou pela sua - quilha, ou pelos seus tuberculos. He varia pela figura, pelo numero, pela direcçaõ, e pelos + quilha, ou pelos seus tuberculos. He varia pela figura, pelo numero, pela direcçaõ, e pelos additamentos. fig. I. C. fig. 4. d. Pela figura.
— Recta.
- Quando continûa desde a cabeça, até á cauda, hindo sempre direita. + Quando continûa desde a cabeça, até á cauda, hindo sempre direita.
— Curva.
- Quando continûa pela convexidade do dorso. Cyprinus, Perca. + Quando continûa pela convexidade do dorso. Cyprinus, Perca.
— Flexuosa, sinuosa.
- Quando se estende em forma serpentina, desde a cabeça até á cauda. + Quando se estende em forma serpentina, desde a cabeça até á cauda. Blennius.
— Abrrupta, interrupta.
- Interrompida, dividida em duas partes, que se naõ tocaõ. Coriphæna. + Interrompida, dividida em duas partes, que se naõ tocaõ. Coriphæna.
— Descendens.
- Quando vai da nuca do pescoço até á cauda formando huma linha obliqua. Gadus, + Quando vai da nuca do pescoço até á cauda formando huma linha obliqua. Gadus, Scorpaena.
— Obliterata, obsoleta, inconspicua.
- Dificil de se perceber. Mugil, Mullus, Cyprinus. + Dificil de se perceber. Mugil, Mullus, Cyprinus.
Pela direcçaõ.
— Suprema.
- Alta, ou visinha ao dorso. Cyprinus, Sparus, Perca, Labrus, Sciaena. + Alta, ou visinha ao dorso. Cyprinus, Sparus, Perca, Labrus, Sciaena.
— Media.
- No meio do corpo. Blennius. + No meio do corpo. Blennius.
— Ima, infima.
- Baixa, que está mais perto do ventre. + Baixa, que está mais perto do ventre.
Pelo numero.
— Nulla.
- Sem linha. Muraena. + Sem linha. Muraena.
— Solitaria.
- Huma só em cada lado, como se observa em todos os peixes, exceptuando o + Huma só em cada lado, como se observa em todos os peixes, exceptuando o Ammodytes, que tem duas em cada lado.
Pela Superficie.
— Levis, glabra, mutica.
- Sem pellos, barba, aculeos, ou tuberculos, na maior parte dos peixes. + Sem pellos, barba, aculeos, ou tuberculos, na maior parte dos peixes.
— Aculeata.
- Armada de bicos. + Armada de bicos.
— Dentata.
- Cuberta com huma faixa corada na borda, cortada á maneira de dentes. + Cuberta com huma faixa corada na borda, cortada á maneira de dentes.
— Porosa.
- Com buracos. Muraena. + Com buracos. Muraena.
— Loricata.
- Armada de osso, de tuberculos, ou escamas rijas, sendo o resto do corpo liso. + Armada de osso, de tuberculos, ou escamas rijas, sendo o resto do corpo liso.
LINEARIS.
- He aquella parte do peixe, que sempre conserva o mesmo diametro. + He aquella parte do peixe, que sempre conserva o mesmo diametro.
- +
LINEATUS.
- Cuberto de linhas espalhadas sobre o corpo. Sparus. + Cuberto de linhas espalhadas sobre o corpo. Sparus.
LINGUA.
- Lingua, ou seu rudimento; todos os peixes a tem quasi sempre immovel; varia pela + Lingua, ou seu rudimento; todos os peixes a tem quasi sempre immovel; varia pela figura, e pela sua natureza. Pela figura
— Acuta.
- Aguda. Clupea. &c. + Aguda. Clupea. &c.
— Subulata.
- A maneira de sovéla. Zeus faber. + A maneira de sovéla. Zeus faber.
— Obtusa.
- Obtusa. Perca, Sparus, Trigla. + Obtusa. Perca, Sparus, Trigla.
— Integra.
- Inteira na ponta, e nas bordas, em quasi todos os peixes. + Inteira na ponta, e nas bordas, em quasi todos os peixes.
— Bifida, seu emarginata.
- Dividida, ou excavada na ponta. Lucius auctorum. + Dividida, ou excavada na ponta. Lucius auctorum.
— Carinata.
- Ou a modo de quilha na parte inferior. Mugil vulgaris. + Ou a modo de quilha na parte inferior. Mugil vulgaris.
Pela sua natureza, e superfície.
— Carnosa.
- Carnosa, em quasi todos os peixes. + Carnosa, em quasi todos os peixes.
— Crassa.
- Grossa, Blennius. + Grossa, Blennius.
— Cartilaginea.
- Rija. Xiphias, e nos Nantes Squali. + Rija. Xiphias, e nos Nantes Squali.
— Papillosa.
- V. Papillosus. + V. Papillosus.
— Glabra.
- Lisa. Gadus, Cyprinus. + Lisa. Gadus, Cyprinus.
— Aspera, scabra.
- Aspera. + Aspera.
— Denticulata.
- Com pequenos dentes. Clupea barengus. + Com pequenos dentes. Clupea barengus.
— Dentata.
- Com dentes diferentes pela figura, ou pela proporçaõ. Salmo. + Com dentes diferentes pela figura, ou pela proporçaõ. Salmo.
Pelo movimento.
— Libera, soluta, mobilis.
- Sem ligamento algum, que a impeça fazer varios movimentos. Clupea, Gobius, + Sem ligamento algum, que a impeça fazer varios movimentos. Clupea, Gobius, Cyprinus.
— Annexa, immobilis.
- O contrario de antecedente. Uranoscopus, Mullus. + O contrario de antecedente. Uranoscopus, Mullus.
— Vaginata.
- Nos queixos, o que sucede quando os queixos tem huma membrana, que forma huma especie de abobeda. Blennius. + Nos queixos, o que sucede quando os queixos tem huma membrana, que forma huma especie de abobeda. Blennius.
LORICA.
- Coiraça. He huma escama rija, ossea, que cobre todo o corpo do peixe. + Coiraça. He huma escama rija, ossea, que cobre todo o corpo do peixe. Loricaria.
LORICATA Linea.
- A linha lateral ossea. Scomber. + A linha lateral ossea. Scomber.
LUBRICUS.
- Cuberto de huma viscosidade. Muræna, Anguilla. + Cuberto de huma viscosidade. Muræna, Anguilla.
- M: + M:
MACROLEPIDOTUS.
- Diz-se do peixe revestido de escamas compridas. + Diz-se do peixe revestido de escamas compridas.
MAXILLÆ, Mandibulæ.
- Queixos, sempre saõ dous, differem pela figura, beiços, dentes, proporçaõ, + Queixos, sempre saõ dous, differem pela figura, beiços, dentes, proporçaõ, situaçaõ, movimento, e additamentos. Pela figura.
— Subulatæ.
- A maneira de sovéla, com a baze redonda, a extremidade acaba em ponta comprida. + A maneira de sovéla, com a baze redonda, a extremidade acaba em ponta comprida. Esox.
— Plagioplateæ, depressæ.
- Depressas, chatas. Mugil, Xiphias. + Depressas, chatas. Mugil, Xiphias.
— Acutæ, porrectæ.
- Agudas com o queixo superior sahido para fora. + Agudas com o queixo superior sahido para fora.
— Carinatæ.
- O queixo inferior na parte interior, he prominente á maneira de quilha. Mugil, + O queixo inferior na parte interior, he prominente á maneira de quilha. Mugil, externamente Syngnathus.
— Labiis.
- Com beiços. + Com beiços.
— Nudæ seu denudatæ.
- Sem beiços. Diodon, Tetrodon. + Sem beiços. Diodon, Tetrodon.
— Labiatæ.
- Hum beiço em cada queixo, o que se observa na maior parte dos peixes. Ou com + Hum beiço em cada queixo, o que se observa na maior parte dos peixes. Ou com dous beiços, ou labium duplicatum em cada queixo. Labrus, Perca, Callionymus.
— Labio fornicato membrana transversa.
- Arqueado para huma membrana transversal. Zeus. + Arqueado para huma membrana transversal. Zeus.
- + Pelos Dentes.
— Edentulæ.
- Sem dentes. Trigla. &c. + Sem dentes. Trigla. &c.
— Dentatæ.
- Com dentes de diferentes especies. Sparus. + Com dentes de diferentes especies. Sparus.
— Denticulatæ.
- Com pequenos dentes quasi iguaes. Blennius, Perca. + Com pequenos dentes quasi iguaes. Blennius, Perca.
Pela proporçaõ.
— Æquales.
- Sendo do mesmo comprimento, e largura, na maior parte dos peixes. + Sendo do mesmo comprimento, e largura, na maior parte dos peixes.
— Superior inferiore longior.
- A superior mais grande do que a inferior. Triglæ species, algumas especies de + A superior mais grande do que a inferior. Triglæ species, algumas especies de Esox.
— Inferior, superiore longior.
- A inferior mais comprida, que a superior. Echencis Remora, muitas especies de + A inferior mais comprida, que a superior. Echencis Remora, muitas especies de Esox.
— Minimæ.
- Respectivamente é grandeza do corpo, e da cabeça. Ostracion, Diodon. + Respectivamente é grandeza do corpo, e da cabeça. Ostracion, Diodon.
— Mediocres, seu proportionatæ.
- Medianas, ou proporcionadas ao corpo, e a cabeça. Gadus, Perca, + Medianas, ou proporcionadas ao corpo, e a cabeça. Gadus, Perca, Cyprinus.
— Maximæ, abnormes.
- Grandes, ou enormes; quasi todas as especies de Zeus. + Grandes, ou enormes; quasi todas as especies de Zeus.
Pela Situaçaõ.
— Supremæ.
- Na parte superior da cabeça. Uranoscopus. + Na parte superior da cabeça. Uranoscopus.
— Inferæ, infimæ.
- Na parte inferior, ou debaixo da cabeça. Silurus, Raia. + Na parte inferior, ou debaixo da cabeça. Silurus, Raia.
— Terminales.
- Na extremidade do rostro, na maior parte dos peixes. + Na extremidade do rostro, na maior parte dos peixes.
— Mediæ.
- Quando se achaõ quasi no meio da cabeça. Perca, Gadus, Cyprinus. + Quando se achaõ quasi no meio da cabeça. Perca, Gadus, Cyprinus.
Pelo movimento.
— Immobiles.
- Sem movimento algum de as allongar; ou abbreviar, mas somente de as levantar, e + Sem movimento algum de as allongar; ou abbreviar, mas somente de as levantar, e abaixar.
Pelos additamentos, ou accrescentamentos. - +
— Cirrhosæ.
- Com cirros. Silurus, Gadus. No queixo + Com cirros. Silurus, Gadus. No queixo superior somente Gobius, no inferior Mullus.
— Utraque cirrhis carente.
- Ambos os queixos sem cirros Perca, + Ambos os queixos sem cirros Perca, Labrus, Sparus, e a maior parte dos peixes.
— Scabræ, asperæ.
- Asperas. Uranoscopus. + Asperas. Uranoscopus.
— Vaginatæ.
- Quando hum dos dous queixos cobre o outro em todo, ou em parte. Cyprinus, + Quando hum dos dous queixos cobre o outro em todo, ou em parte. Cyprinus, Zeus.
— Fornicatæ.
- Na guéla de alguns peixes vê-se huma membrana, cuja parte anterior, ou a + Na guéla de alguns peixes vê-se huma membrana, cuja parte anterior, ou a extremidade anterior esta pegada ao comprido da borda anterior, e interna dos queixos, a outra esconde arbitrariamente o peixe. Vê-se huma membrana semelhante no queixo superior do Zeus. V. Labium Fornicatum. E em ambos os queixos em outra @@ -3556,596 +3439,579 @@
MEMBRANA Branchiostega, seu branchialis.
- Esta he huma verdadeira pinna, ou barbatana composta de raios curvos, desiguaes, + Esta he huma verdadeira pinna, ou barbatana composta de raios curvos, desiguaes, unidos entre si por huma membrana. Esta esconde-se debaixo dos operculos das guelras, - a que esta pegada. Esta membrana, ou pinna + a que esta pegada. Esta membrana, ou pinna branchiostega he dobrada, e redobrada debaixo do operculo; pode-se allongar, e estender como as outras barbatanas do corpo; na sua maior extensaõ, he muito maior que o operculo, serve para a respiraçaõ. fig. I. A. fig. 4.e. - Esta membrana, e os operculos tem o seu uso comum, que he o de reter a agua, que + Esta membrana, e os operculos tem o seu uso comum, que he o de reter a agua, que peixe faz passar da guéla ao travez das guèlras, que entaõ se desunem humas das outras para se unirem logo, em quanto os operculos ficaõ abatidos, e fechaõ a abertura; que communica as guelras. Depois levantaõ-se os operculos, e abrem a abertura das guélras; - a membrana branchiostega se estende para alí, a agua, que antes estava como fechada entre a abertura, e os + a membrana branchiostega se estende para alí, a agua, que antes estava como fechada entre a abertura, e os operculos acha-se expellida, e a abertura das guélras fechada. Em fim os operculos - abaixaõ-se pouco, a pouco, e a membrana + abaixaõ-se pouco, a pouco, e a membrana branchiostega contrahe-se, ou dobrase. Esta membrana, e o operculo pode considerar-se como huma valvula de duas laminas, que se levanta, e abaixa á vontade do - animal segundo a necessidade que elle tem de lançar fora a agua, ou o ar. A membrana branchiostega sempre he huma só; mas + animal segundo a necessidade que elle tem de lançar fora a agua, ou o ar. A membrana branchiostega sempre he huma só; mas varîa pelo numero, e forma dos raios, ou ossiculos, dos quaes he composta. Pelo numero.
— Uniradiata.
- Com hum só raio, ou pequeno osso. Trichiurus. + Com hum só raio, ou pequeno osso. Trichiurus.
— Biradiata, triradiata &c.
- Com dous, tres &c. e mais raios; mas o numero delles raras vezes passa de + Com dous, tres &c. e mais raios; mas o numero delles raras vezes passa de dez.
— Patens, apparens, expansa.
- Quando naõ he totalmente cuberta do operculo. Blennius, Echeneis. + Quando naõ he totalmente cuberta do operculo. Blennius, Echeneis.
— Semipatens.
- Quasi o mesmo, que patens. + Quasi o mesmo, que patens.
— Inconspicua, occulta, retroacta.
- Escondida, quando está muito dentro debaixo do operculo, a qual se naõ pode ver + Escondida, quando está muito dentro debaixo do operculo, a qual se naõ pode ver sem se quebrar o dito operculo. Callionymus. Pleuronectes, Syngnathus.
— Tecta.
- Cuberta, quando está cuberta pelos operculos, em quasi todos os peixes. + Cuberta, quando está cuberta pelos operculos, em quasi todos os peixes.
— Crassa.
- Grossa, cuberta com pelle grossa. Trigla, Blennius. + Grossa, cuberta com pelle grossa. Trigla, Blennius.
— Lata.
- Ampla, relativamente á grossura da cabeça. Trigla. + Ampla, relativamente á grossura da cabeça. Trigla.
— Gularis, infima.
- Quando está posta debaixo da guéla, ou da margem inferior dos operculos, e naõ + Quando está posta debaixo da guéla, ou da margem inferior dos operculos, e naõ no lado.
- +
— Lateralis.
- Lateral, ou nos lados dos operculos. + Lateral, ou nos lados dos operculos.
MEMBRANA Nictitans.
- V. Palpebræ. + V. Palpebræ.
MOBILIS.
- Diz-se das mandibulas dos peixes, que elles estendem, e contrahem: e fallando + Diz-se das mandibulas dos peixes, que elles estendem, e contrahem: e fallando geralmente he toda a parte, que he movida á vontade do animal.
MONOPTERYGIUS.
- Huma, ou duas pinnas do dorso unidas. + Huma, ou duas pinnas do dorso unidas.
MUTICUS.
- Diz-se daquelle peixe, cujas barbatanas saõ destituidas de raios osseos. + Diz-se daquelle peixe, cujas barbatanas saõ destituidas de raios osseos.
MYSTAX.
- V. Nos Mamaes, e nas Aves. Clupea. + V. Nos Mamaes, e nas Aves. Clupea.
- N. + N.
NARES.
- Saõ buracos. Ainda naõ está decidido se servem ao sensorio do olfacto. Quasi + Saõ buracos. Ainda naõ está decidido se servem ao sensorio do olfacto. Quasi sempre estaõ no rostro adiante dos olhos. Differem huns dos outros pela situaçaõ, figura, numero, e proporçaõ. Pela situaçaõ.
— Marginales.
- Na extremidade do rostro, ou na das mandibulas, ou na summidade do bico. + Na extremidade do rostro, ou na das mandibulas, ou na summidade do bico. Trachiurus.
— Anteriores.
- Na parte anterior do bico, longe dos olhos. Muraena, Conger. + Na parte anterior do bico, longe dos olhos. Muraena, Conger.
— Mediae.
- No meio do bico entre a sua summidade, e os olhos. Ammodytes. + No meio do bico entre a sua summidade, e os olhos. Ammodytes.
— Postremae.
- Posteriores á base do bico, e entaõ saõ visinhas, ou ficaõ acima dos olhos. + Posteriores á base do bico, e entaõ saõ visinhas, ou ficaõ acima dos olhos. Perca, Blenius.
— Supremae.
- Na summidade da cabeça, que pegaõ quasi com os olhos. Syngnathus, + Na summidade da cabeça, que pegaõ quasi com os olhos. Syngnathus, Xiphias.
— Remotae.
- Quando os buracos estaõ distantes entre si. Perca, Scomber. + Quando os buracos estaõ distantes entre si. Perca, Scomber.
- +
— Vicinae.
- Quando os buracos estaõ proximos, ou muito visinhos, Cyprinus, Clupea. + Quando os buracos estaõ proximos, ou muito visinhos, Cyprinus, Clupea.
— In os hiantes.
- Abertos na bocca, ou que as suas aberturas anteriores acabaõ na bocca. + Abertos na bocca, ou que as suas aberturas anteriores acabaõ na bocca. Uranoscopus. Pela figura.
— Rotundae.
- Quando apparecem somente os buracos anteriores, e saõ redondas. Gadus em + Quando apparecem somente os buracos anteriores, e saõ redondas. Gadus em algumas especies.
— Ovales.
- Os buracos ovaes saõ posteriores em algumas especies de Gadus. + Os buracos ovaes saõ posteriores em algumas especies de Gadus.
— Tubulosae, fistulosae, cylindricæ.
- Excavadas interiormente. Muraena, Anguilla, Conger. Pelo numero, e + Excavadas interiormente. Muraena, Anguilla, Conger. Pelo numero, e proporçaõ.
— Solitariae.
- Que naõ tem mais, que hum buraco em cada parte, como nos Mammaes; mas estes saõ muito raros. + Que naõ tem mais, que hum buraco em cada parte, como nos Mammaes; mas estes saõ muito raros.
— Geminae, binæ.
- Dobradas, quando estaõ dous buracos em cada lado, como na maior parte dos + Dobradas, quando estaõ dous buracos em cada lado, como na maior parte dos peixes.
— Inæquales.
- Observa-se quasi sempre, que o buraco anterior he mais pequeno, que o + Observa-se quasi sempre, que o buraco anterior he mais pequeno, que o posterior, quando estaõ dous em cada lado, em todos os peixes.
— Parvae, exiguae, minimae.
- Muito pequenas. Syngnathus, Sparus, Labrus. + Muito pequenas. Syngnathus, Sparus, Labrus.
— Extus inconspicuae.
- Imperceptiveis exteriormente. Uranoscopus. + Imperceptiveis exteriormente. Uranoscopus.
NUCHA.
- Os peixes naõ tem pescoço, a que se lhe possa verdadeiramente dar tal nome. A + Os peixes naõ tem pescoço, a que se lhe possa verdadeiramente dar tal nome. A nuca he aquella parte da, cabeça, que a termina, e está pegada immediatamente á primeira vertebra, do tronco até a regiaõ das guélras.
- +
- O. + O.
OCULI.
- Os olhos sempre saõ dous, differem pela situaçaõ, figura, proporçaõ, e pelos + Os olhos sempre saõ dous, differem pela situaçaõ, figura, proporçaõ, e pelos tegumentos. Pela situaçaõ.
— Verticales.
- Que estaõ postos acima da cabeça, de maneira, que o peixe naõ pode ver o que + Que estaõ postos acima da cabeça, de maneira, que o peixe naõ pode ver o que está de baixo delle, nem para os lados. Uranoscopus, Callionymus.
— Supremi.
- Altos, elevados, postos na parte superior, mas lateral; na maior parte dos + Altos, elevados, postos na parte superior, mas lateral; na maior parte dos peixes.
— Laterales, medii.
- Hum olho no meio de cada lado, o que se observa no maior numero dos + Hum olho no meio de cada lado, o que se observa no maior numero dos peixes.
— Binati.
- Ambos os olhos no mesmo lado. Solea, Rhombus. + Ambos os olhos no mesmo lado. Solea, Rhombus.
— Vicini.
- Quando estaõ na summidade da cabeça, ou elevados, entaõ saõ visinhos hum ao + Quando estaõ na summidade da cabeça, ou elevados, entaõ saõ visinhos hum ao outro. Scorpaena.
— Remoti.
- Quando estaõ no meio dos lados da cabeça, necessariamente saõ distantes entre + Quando estaõ no meio dos lados da cabeça, necessariamente saõ distantes entre si. Esox, Cyprinus.
— Marginales.
- No apice do rostro. Trachiurus. + No apice do rostro. Trachiurus.
— Vicini.
- Postos quasi entre o rostro, e a frente. Mugil. + Postos quasi entre o rostro, e a frente. Mugil.
— Posteri.
- Distantes do rostro, e mais visinhos á frente. Trigla, Xiphias, Esox. + Distantes do rostro, e mais visinhos á frente. Trigla, Xiphias, Esox. Pela figura.
— Plani, seu depressi.
- Quando o globo do olho naõ excede a superficie da cabeça, como na maior parte + Quando o globo do olho naõ excede a superficie da cabeça, como na maior parte dos peixes.
— Convexi:
- Quando ao contrario a superficie excede a da cabeça. Pleuronectes, + Quando ao contrario a superficie excede a da cabeça. Pleuronectes, Rhombus.
— Protuberantes.
- Se excedem muito a superficie da cabeça, e que sejaõ alguma cousa mais, que convexos. Scorpæna. + Se excedem muito a superficie da cabeça, e que sejaõ alguma cousa mais, que convexos. Scorpæna.
— Globosi, rotundi, orbiculati.
- Globosos, redondos. Cyprinus. + Globosos, redondos. Cyprinus.
— Oblongi, ovales.
- Quando saõ alguma cousa allongados da parte da cabeça, ou das guélras. + Quando saõ alguma cousa allongados da parte da cabeça, ou das guélras. Esox. Pela proporçaõ.
— Magni.
- Grandes, respectivamente ao volume do corpo. + Grandes, respectivamente ao volume do corpo.
— Proportionales, seu mediocres.
- Medianos. Sparus, Cyprinus. + Medianos. Sparus, Cyprinus.
— Abnormes, disproportionati, minimi:
- Desproposcionados, ou pela grandeza, ou pela pequenez. Exocoetus. + Desproposcionados, ou pela grandeza, ou pela pequenez. Exocoetus. Pelos tegumentos.
— Tecti.
- Quando a pelle, ou membrana nictante cobre todo o globo do olho. Gadus, + Quando a pelle, ou membrana nictante cobre todo o globo do olho. Gadus, Blennius.
— Semitecti.
- Quando a dita membrana he aberta no meio, formando como hum annel, ou he + Quando a dita membrana he aberta no meio, formando como hum annel, ou he cortada como meia lua. Tetrodon.
— Nudi.
- Sem a dita membrana, ou cute, ou tunica. + Sem a dita membrana, ou cute, ou tunica.
OPERCULA Branchiarum.
- Operculo das guélras he hum corpo escamoso posto na parte posterior + Operculo das guélras he hum corpo escamoso posto na parte posterior dos queixos de cada parte da cabeça atrás dos olhos. O seu uso, he de ter fechada a - abertura das guélras, e defendellas dos corpos externos, e suster a membrana branchiostega. Tab. V. fig. 4. c. - fig. 5. c. Os operculos variaõ em differentes peixes pela sua estructura, pelo + abertura das guélras, e defendellas dos corpos externos, e suster a membrana branchiostega. Tab. V. fig. 4. c. + fig. 5. c. Os operculos variaõ em differentes peixes pela sua estructura, pelo movimento, pelo numero das peças, ou laminas, de que constaõ, pela proporçaõ, e superficie. Pela estructura.
— Simplicia.
- Quando saõ de hum só pedaço. Uranoscopus, Syngnathus. + Quando saõ de hum só pedaço. Uranoscopus, Syngnathus.
- +
— Diphylla, triphylla, tetraphylla.
- De dous, de tres, de quatro pedaços. Sparus, Labrus. + De dous, de tres, de quatro pedaços. Sparus, Labrus.
— Ossea.
- Que naõ saõ flexiveis, em quasi todos os peixes. + Que naõ saõ flexiveis, em quasi todos os peixes.
— Mollia, flexilia.
- Molles, flexiveis. Syngnathus, Anguilla, Conger. + Molles, flexiveis. Syngnathus, Anguilla, Conger.
— Carnosa.
- Cubertos de huma pélle grossa com gordura. Blennius. + Cubertos de huma pélle grossa com gordura. Blennius.
— Subarcuata.
- Em meio circulo, quando a abertura das guélras he circular, ou semicircular; a + Em meio circulo, quando a abertura das guélras he circular, ou semicircular; a margem, ou borda posterior do operculo, que a cobre descreve huma curva. Xiphias.
— Fistulosa.
- Quando a abertura das guélras mostra formar hum tubo na mesma substancia do + Quando a abertura das guélras mostra formar hum tubo na mesma substancia do operculo. Murena, Syngnathus.
— Acuminata.
- Pontuda, se a lamina posterior do operculo se prolonga em huma ponta comprida. + Pontuda, se a lamina posterior do operculo se prolonga em huma ponta comprida. Gadus alguma especie.
— Dimidiata.
- Quando o operculo naõ cobre mais que metade, ou duas terças partes da abertura + Quando o operculo naõ cobre mais que metade, ou duas terças partes da abertura das guélras. Acipenser.
— Ciliata.
- Ciliada, quando a margem + Ciliada, quando a margem posterior, ou todo o contorno he cortado como huma franja, ou ornado com appendices carnosos parallelos.
Pelo movimento.
— Annexa, fraenata.
- Pegados ao corpo tanto acima como abaixo por meio de huma pélle, ou freio. + Pegados ao corpo tanto acima como abaixo por meio de huma pélle, ou freio. Syngnathus, Muræna.
— Mobilia, libera.
- Moveis, em quasi todos os peixes. + Moveis, em quasi todos os peixes.
Pelo numero.
— Solitaria.
- Solitarios, havendo hum só operculo em cada lado, como em todos os peixes + Solitarios, havendo hum só operculo em cada lado, como em todos os peixes espinhosos, e naõ espinhosos.
- +
— Nulla.
- Sem operculos, ficando descubertas as aberturas das guélras. Diodon, + Sem operculos, ficando descubertas as aberturas das guélras. Diodon, Tetraodon.
Pela proporçaõ.
— Proportionalia.
- Se o seu tamanho corresponde áquelle do corpo da cabeça. Gadus, + Se o seu tamanho corresponde áquelle do corpo da cabeça. Gadus, Cyprinus.
— Minima.
- Pequenos, que naõ correspondem ao tamanho da cabeça. Syngnathus. Esox. + Pequenos, que naõ correspondem ao tamanho da cabeça. Syngnathus. Esox.
Pela superficie.
— Glabra.
- Lisa. Mugil, Syngnathus. + Lisa. Mugil, Syngnathus.
— Aspera, scabra, loricata.
- Aspera. Uranoscopus, algumas especies Triglae. + Aspera. Uranoscopus, algumas especies Triglae.
— Striata.
- Striados, quando está cuberto de strias quasi parallelas. Uranoscopus, + Striados, quando está cuberto de strias quasi parallelas. Uranoscopus, Trigla.
— Radiata.
- Quando as strias partem de hum centro, e se espalhaõ pela circumferencia. + Quando as strias partem de hum centro, e se espalhaõ pela circumferencia. Syngnathus.
— Coelata.
- Se as strias saõ sem ordem, e naõ saõ parallelas, como em algumas especies de + Se as strias saõ sem ordem, e naõ saõ parallelas, como em algumas especies de Triglæ.
— Aculeata.
- Com aculeos, e neste caso huma das suas margens está acabada terminando-se em + Com aculeos, e neste caso huma das suas margens está acabada terminando-se em hum, dous, ou tres aculeos. Trigla, Scorpæna.
— Serrata.
- Dentados á maneira de serra, quando huma, ou muitas Laminas, que formaõ o + Dentados á maneira de serra, quando huma, ou muitas Laminas, que formaõ o operculo estaõ cortadas na margem, ou em todo, á maneira de serra. Perca. Alguns Labri.
— Nitida, Lucida.
- Luzidios, brilhantes, quando reflectem a luz, ou que parecem envernizados. + Luzidios, brilhantes, quando reflectem a luz, ou que parecem envernizados. Niphias, Argentina, Zei species.
— Laevia.
- Polidos, mas sem serem luzidios. Cotus, Sciæna. + Polidos, mas sem serem luzidios. Cotus, Sciæna.
Pelos tegumentos.
— Nuda.
- Naõ estando cubertos, nem de pélle, nem de escamas, que estaõ na cabeça. + Naõ estando cubertos, nem de pélle, nem de escamas, que estaõ na cabeça. Trigla, Uranoscopus.
- +
— Alepidota.
- Cubertos de pélle, mas sem escamas. Mugil, Exocoetus. + Cubertos de pélle, mas sem escamas. Mugil, Exocoetus.
— Squamosa.
- Escamosos, cubertos de escamas em lugar de pélle. + Escamosos, cubertos de escamas em lugar de pélle. Labrus, Sciæna, Sparus.
ORBICULATUM.
- Hum peixe chato, cujo diametro longitudinal, e transversal saõ + Hum peixe chato, cujo diametro longitudinal, e transversal saõ iguaes. Rhombus aculeatus.
OS.
- A bocca he aquella cavidade, que na parte anterior acaba em huma abertura, pelos + A bocca he aquella cavidade, que na parte anterior acaba em huma abertura, pelos lados em os operculos. V. Operculum; na parte posterior termina se pela guéla, ou abertura do ezophago, superior, e inferiormente pelo paladar. Contem os dentes, a lingua, e os pequenos ossos do paladar.
RICTUS
- He a abertura da bocca, que he differente pela sua situaçaõ, direcçaõ, e + He a abertura da bocca, que he differente pela sua situaçaõ, direcçaõ, e proporçaõ. Pela situaçaõ, e direcçaõ.
— Superus.
- Quando se acha na parte mais alta da cabeça. Uranoscopus, Scorpæna. + Quando se acha na parte mais alta da cabeça. Uranoscopus, Scorpæna.
— Verticalis.
- He quasi o mesmo que superior; mas a situaçaõ he necessariamente perpendicular + He quasi o mesmo que superior; mas a situaçaõ he necessariamente perpendicular ao horizonte. Uranoscopus, Ophidion.
— Inferus.
- Quando fica na parte mais baixa da cabeça, ou pela parte inferior da mesma. + Quando fica na parte mais baixa da cabeça, ou pela parte inferior da mesma. Xiphias, Acipenser.
— Transversus, horisontalis.
- Quando a abertura corta horizontalmente, e em angulo recto a situaçaõ do + Quando a abertura corta horizontalmente, e em angulo recto a situaçaõ do dorso, e ventre, o que succede a quasi todos os peixes.
— Obliquus.
- Respectivamente à situaçaõ opposta, e perpendicular do ventre. Syngnathus, + Respectivamente à situaçaõ opposta, e perpendicular do ventre. Syngnathus, Scorpæna. Pela figura.
— Arcuatus.
- Arqueado. Squalus Pristis. + Arqueado. Squalus Pristis.
— Linearis, seu rectus.
- Quando naõ descreve hum segmento de circulo, e forma exactamente huma linha recta. A maior parte das + Quando naõ descreve hum segmento de circulo, e forma exactamente huma linha recta. A maior parte das Rajas.
— Circularis, annularis.
- Quando a redondeza da abertura he á maneira de annel, como a Lamprêa, + Quando a redondeza da abertura he á maneira de annel, como a Lamprêa, Petromyzon.
— Semicircularis.
- De figura de meio circulo. Pleuronectes, Rhombus. + De figura de meio circulo. Pleuronectes, Rhombus.
— Tubulosus, fistulosus.
- A abertura estreita, redonda, e profunda. Fistularia. Pela proporçaõ. + A abertura estreita, redonda, e profunda. Fistularia. Pela proporçaõ.
— Mediocris, idest proportionatus.
- Mediano em quanto ao corpo do peixe. Trachinus, Scomber, Zeus. + Mediano em quanto ao corpo do peixe. Trachinus, Scomber, Zeus.
— Ingens.
- Ou desproporcionado pela sua grandeza. + Ou desproporcionado pela sua grandeza.
— Parvus, exiguus, minimus, angustus.
- Desproporcionado pela sua pequenez. Choetodon, Ostracion. + Desproporcionado pela sua pequenez. Choetodon, Ostracion.
ROSTRUM.
- He a parte da cabeça anterior desde os olhos, e narizes até á extremidade das + He a parte da cabeça anterior desde os olhos, e narizes até á extremidade das mandibulas, ou queixos para diante. Este varîa segundo a figura, e proporçaõ. Pela figura.
— Obtusum.
- Obtuso, ou rombo. Gobius, Uranoscopus, Atherina. + Obtuso, ou rombo. Gobius, Uranoscopus, Atherina.
— Acutum.
- Que acaba em angulo agudo. Choetodon, Callionymus, Scomber. + Que acaba em angulo agudo. Choetodon, Callionymus, Scomber.
— Cuspidatum.
- Que acaba em huma ponta comprida, e setacea. Pegasus. + Que acaba em huma ponta comprida, e setacea. Pegasus.
— Cylindricum, fistulosum.
- Internamente, tubulosum, ou como hum canudo. Fistularia. + Internamente, tubulosum, ou como hum canudo. Fistularia.
— Plagioplateum.
- V. Depressum. + V. Depressum.
— Bifidum, Furcatum, Lobatum.
- Dividido em duas, ou mais partes. Triglæ em muitas especies + Dividido em duas, ou mais partes. Triglæ em muitas especies
— Cathetoplateum.
- Com os lados compridos. Syngnathus, Anguilla. + Com os lados compridos. Syngnathus, Anguilla.
- +
— Anceps.
- Com dous angulos prominentes oppostos. Huma especie de Syngnathi. + Com dous angulos prominentes oppostos. Huma especie de Syngnathi.
— Triquetrum, tetraquetrum.
- O mesmo que trigonum, tetragonum; mas com os lados, ou espaços intermedios + O mesmo que trigonum, tetragonum; mas com os lados, ou espaços intermedios perfeitamente planos. Syngnathi, Sphyraena.
— Inflexum.
- Revirado para sima. Zeus; Choetodon. + Revirado para sima. Zeus; Choetodon.
— Reflexum.
- Revirado para baixo, ou para a parte do ventre. + Revirado para baixo, ou para a parte do ventre.
Pela proporçaõ.
— Breve.
- Quando he muito curto, ou breve respectivamente no comprimento do + Quando he muito curto, ou breve respectivamente no comprimento do corpo.
— Longum, porrectum.
- Comprido, ou muito sahido para fora. Xiphias, Trichiurus. + Comprido, ou muito sahido para fora. Xiphias, Trichiurus.
— Proportionale.
- Proporcionado ao comprimento do corpo. Argentina, Sphyræna, Squalus, + Proporcionado ao comprimento do corpo. Argentina, Sphyræna, Squalus, Pristis.
OSSICULA. Palati.
- Os pequenos ossos do paladar. Ordinariamente saõ quatro, estaõ postos dous por + Os pequenos ossos do paladar. Ordinariamente saõ quatro, estaõ postos dous por cada parte lateral do véo do mesmo paladar, Saõ chatos, ovaes com superficie aspera por causa de muitos pequenos dentes visinlos entre si. A situaçaõ delles respectivamente he tal, que a base de hum corresponde á summidade de outro, e assim @@ -4154,321 +4020,312 @@
OVATUM.
- Corpo do peixe, em que o diametro transversal excede o + Corpo do peixe, em que o diametro transversal excede o longitudinal, ou em que o peixe he mais comprido, que largo. Chuetodon, Sparus.
- P. + P.
PALATUM.
- O paladar he a quella parte interior da bocca, que se comprehende entre a base - dos queixos, e donde principia o ezofago: + O paladar he a quella parte interior da bocca, que se comprehende entre a base + dos queixos, e donde principia o ezofago: tambem pertence ao paladar a parte inferior da bocca, que se acha perto da base da lingua, e que se chama guéla. Pela superficie.
— Glabrum.
- Liso, cuberto com pélle lisa : Blennius, Sparus, Clupea, Argentina. + Liso, cuberto com pélle lisa : Blennius, Sparus, Clupea, Argentina.
— Asperum, scabrum.
- Aspero com cute rugoza. Xiphias, Cyprinus, Echeneis. + Aspero com cute rugoza. Xiphias, Cyprinus, Echeneis.
— Denticulatum.
- Com muitos pequenos dentes. Mun raena, Pleuronectes, Mullus. + Com muitos pequenos dentes. Mun raena, Pleuronectes, Mullus.
— Edentulum.
- Sem dentes. Ammodytes, Xiphias. + Sem dentes. Ammodytes, Xiphias.
— Tuberculatum.
- Se os ossiculos de que estaõ cubertos, saõ simplices, redondos, e differentes + Se os ossiculos de que estaõ cubertos, saõ simplices, redondos, e differentes dos dentes.
— Papillosum.
- Com papillas; Nos + Com papillas; Nos Nantes, Squalus, Pristis.
PALPEBRÆ.
- Os peixes em geral naõ tem palpebras, a que se possa dar tal nome; mas pode-se + Os peixes em geral naõ tem palpebras, a que se possa dar tal nome; mas pode-se considerar como palpebras huma membrana, que naõ parece outra cousa, senaõ huma prolongaçaõ da pélle da cabeça, a que se dá o nome de membrana nictitans, que falta porém em algumas especies, e por consequencia tem estas os olhos nûs.
PAPILOSUS.
- He o corpo do peixe cheio de tuberculos molles, cutaneos em lugar de escamas. Zeus. + He o corpo do peixe cheio de tuberculos molles, cutaneos em lugar de escamas. Zeus.
PINNA Spuria:
- He a barbatana cutanea destituida de raios osseos e tendinozos. Salmo. + He a barbatana cutanea destituida de raios osseos e tendinozos. Salmo.
PINNÆ.
- Barbatanas. + Barbatanas. Pela situaçaõ.
— Dorsales.
- Postas acima do dorso. + Postas acima do dorso.
— Pectorales.
- Ao lado, perto da abertura das guélras. Estas raras vezes faltaõ. + Ao lado, perto da abertura das guélras. Estas raras vezes faltaõ.
- +
— Ventralis.
- Na parte inferior do corpo abaixo G. da quilha do ventre. + Na parte inferior do corpo abaixo G. da quilha do ventre.
— Analis.
- Perto do anus. + Perto do anus.
— Caudalis.
- Aquella que termina o corpo do peixe. + Aquella que termina o corpo do peixe.
— Branchialis, branchiostega.
- He a membrana branchiostega. V. + He a membrana branchiostega. V. Membrana branchiostega. Pela estructura.
— Simplices.
- Simplices, quando os ossiculos, que servem a sustellas saõ da mesma natureza, + Simplices, quando os ossiculos, que servem a sustellas saõ da mesma natureza, ou todos molles, ou todos espinhosos.
— Compositae.
- Compostas, quando os ossiculos saõ de differente natureza, huns molles, e + Compostas, quando os ossiculos saõ de differente natureza, huns molles, e outros espinhosos.
PINNA Ani.
- A barbatana do ano occupa, ou em todo, ou em parte a regiaõ, que fica desde o ano + A barbatana do ano occupa, ou em todo, ou em parte a regiaõ, que fica desde o ano até á cauda. Esta faz em baixo da quilha do ventre o mesmo officio, que aquella do dorso, serve a suster o peixe em huma situaçaõ direita, ou vertical. Pela situaçaõ.
— Longitudinalis.
- Longitudinal, occupando todo o espaço entre o + Longitudinal, occupando todo o espaço entre o ano, e a extremidade da cauda. Echeneis.
— Media.
- Quando principia longe da abertura do ano, e acaba antes que a cauda. + Quando principia longe da abertura do ano, e acaba antes que a cauda.
— Remota.
- Distante, principia longe do ano, e chega até á cauda. Ostracion, + Distante, principia longe do ano, e chega até á cauda. Ostracion, Tetrodon.
— Distincta.
- Separada da cauda, desunida da barbatana da cauda. + Separada da cauda, desunida da barbatana da cauda.
— Coalita.
- Unida á barbatana da cauda. Ophidion. + Unida á barbatana da cauda. Ophidion.
Pelo numero.
— Solitaria.
- Unica, no maior numero dos peixes espinhosos, e naõ espinhosos. + Unica, no maior numero dos peixes espinhosos, e naõ espinhosos.
— Gemina.
- Dobrada, ou dupplicada, somente na especie Cyprinus auratus. + Dobrada, ou dupplicada, somente na especie Cyprinus auratus.
- + Pela estructura.
— Æqualis.
- Igual, com os raios todos iguaes. Blennii. + Igual, com os raios todos iguaes. Blennii.
— Declinata.
- Declinada, o primeiro raio he mais comprido. Gadi, Spari. + Declinada, o primeiro raio he mais comprido. Gadi, Spari.
— Triangulata, pyramidata.
- Triangular, ou pyramidal, quando o raio do meio he mais comprido, e os outros + Triangular, ou pyramidal, quando o raio do meio he mais comprido, e os outros vaõ diminuindo preporcionalmente.
PINNA CAUDÆ.
- A barbatana da cauda he aquella, que está situada verticalmente na extremidade do + A barbatana da cauda he aquella, que está situada verticalmente na extremidade do dorso, e termina o corpo, serve-lhe de leme, e communicalhe o movimento para mudar de direcçaõ. Pela figura.
— AEqualis, truncata.
- Igual, truncada, quando acaba em huma linha transversal. Syngnathi. + Igual, truncada, quando acaba em huma linha transversal. Syngnathi.
— Rotunda.
- Redonda, ou circular na extremidade. Blennii, Labri. + Redonda, ou circular na extremidade. Blennii, Labri.
— Bifida.
- Dividida quasi em duas, quando os ossiculos do meio saõ mais breves, que os + Dividida quasi em duas, quando os ossiculos do meio saõ mais breves, que os lateraes. Scomber.
— Trifida, tricuspis.
- Dividida em tres. Cyprinus. + Dividida em tres. Cyprinus.
— Cuspidata, lanceolata.
- Á maneira de frecha. Os ossiculos do meio saõ mais compridos, que os lateraes + Á maneira de frecha. Os ossiculos do meio saõ mais compridos, que os lateraes Zeus, Muræna, Ophidion.
— Emarginata.
- Quando dous, ou tres ossiculos do meio saõ alguma cousa mais breves, que os + Quando dous, ou tres ossiculos do meio saõ alguma cousa mais breves, que os outros. Algumas Triglæ.
— Lobata.
- Dividida em partes desiguaes. Exoccetus. + Dividida em partes desiguaes. Exoccetus.
— Arcuata.
- Arqueada, descrevendo hum segmento de circulo. Scomber Thynnus. + Arqueada, descrevendo hum segmento de circulo. Scomber Thynnus. Pela connexaõ.
— Distincta.
- Distincta, livre, naõ está pegada áquella do dorso, nem do ano, em quasi todos os peixes. + Distincta, livre, naõ está pegada áquella do dorso, nem do ano, em quasi todos os peixes.
— Coalita, anexa, contigua.
- Quando os ultimos raios da barbatana do dorso, e do ano se vem ajuntar aos da + Quando os ultimos raios da barbatana do dorso, e do ano se vem ajuntar aos da cauda para huma membrana, de maneira, que parecem todos huma só barbatana. Ophidion.
Pelo numero.
— Nulla.
- Nenhuma. Syngnathus. + Nenhuma. Syngnathus.
— Solitaria.
- Huma só na maior parte dos peixes. + Huma só na maior parte dos peixes.
PINNÆ Dorsales.
- Barbatanas do dorso. Estas tomaõ a sua denominaçaõ por estarem na parte superior + Barbatanas do dorso. Estas tomaõ a sua denominaçaõ por estarem na parte superior do corpo entre a cobeça, e a cauda : ellas mms se extendem verticalmente. O. peixe serve-se destas barbatanas para conservar o equilibrio, e suster-se na situaçaõ vertical. Pela situaçaõ.
— Longitudinales.
- + Longitudinaes, quando se extendem desde a cabeça até a cauda, por todo o comprimento do corpo. Pleuronectes solea.
— Semilongitudinales.
- Quando naõ chegaõ senaõ a ametade do corpo. Occipitales. Occipitaes, quando + Quando naõ chegaõ senaõ a ametade do corpo. Occipitales. Occipitaes, quando estaõ postas sobre a nuca.
— Scapulares.
- Escapulares, occupando o espaço do dorso, que fica entre a nuca, e o meio do + Escapulares, occupando o espaço do dorso, que fica entre a nuca, e o meio do dorso, entre as espadoas.
— Æquilibres, librantes, mediæ.
- Ao meio, no ponto de equilibrio, quando o meio da barbatana se acha no meio do + Ao meio, no ponto de equilibrio, quando o meio da barbatana se acha no meio do dorso.
— Lumbares, remotae.
- Distantes, visinhas da cauda. Exocoetus. + Distantes, visinhas da cauda. Exocoetus.
— Distinctae.
- Quando saõ muitas, e estas separadas humas das outras. Gadus, Perca. + Quando saõ muitas, e estas separadas humas das outras. Gadus, Perca.
— Coalitae, adnatæ.
- Unidas, quando estaõ taõ visinhas, que parecem formar huma só barbatana. + Unidas, quando estaõ taõ visinhas, que parecem formar huma só barbatana.
Pelo numero.
— Nullæ.
- Nenhuma. Apterygium, V. Gymnotus. + Nenhuma. Apterygium, V. Gymnotus.
— Solitariæ.
- Huma só no dorso. Monopterygius. + Huma só no dorso. Monopterygius.
— Bivæ, geminæ.
- Duas. Dipterygius. + Duas. Dipterygius.
— Ternæ.
- Tres. Tripterygius. + Tres. Tripterygius.
— Quaternæ.
- Quatro. Tetrapterygius. + Quatro. Tetrapterygius.
Pela sua natureza.
— Radiatæ.
- Com raios, sem pontas. Malacopterygius. + Com raios, sem pontas. Malacopterygius.
— Aculeatæ.
- Com ossiculos pungentes, ou aculeos. Acanthopterygius. + Com ossiculos pungentes, ou aculeos. Acanthopterygius.
— Asperæ.
- Asperas, com ossiculos inermes em forma de pequenos dentes. Silurus. + Asperas, com ossiculos inermes em forma de pequenos dentes. Silurus.
Pela figura.
— Æquales.
- Iguaes, sendo os ossiculos do mesmo comprimento. Biennius, Pleuronectes + Iguaes, sendo os ossiculos do mesmo comprimento. Biennius, Pleuronectes Solea.
— Declinatæ.
- Declinadas, quando o primeiro ossiculo da parte da cabeça he mais comprido, e + Declinadas, quando o primeiro ossiculo da parte da cabeça he mais comprido, e que os outros vaõ diminuindo sensivelmente até á cauda. Sparus, Labrus.
— Interruptæ.
- Interrompidas, quando os ossiculos do meio saõ mais breves, que os do + Interrompidas, quando os ossiculos do meio saõ mais breves, que os do principio, e do fim. Sciaena.
— Acuminatæ, triangulatæ.
- Pyramidaes na ponta, ou triangulares, quando os raios do meio saõ mais + Pyramidaes na ponta, ou triangulares, quando os raios do meio saõ mais compridos, que os que estaõ da parte da cabeça, e da cauda, os quaes vaõ diminuindo sensivelmente de comprimento; mas sempre igualmente dos dous lados. Trigla, Clupea. @@ -4476,27 +4333,25 @@ Pela proporçaõ.
— Exiguæ.
- Pequenas, quando tem pouca altura. Exocoetus, Mugil. Syngnathus. + Pequenas, quando tem pouca altura. Exocoetus, Mugil. Syngnathus.
— Assurgentes, altissimae.
- Muito altas, quando se levantaõ muito acima do dorso. Callionymus. + Muito altas, quando se levantaõ muito acima do dorso. Callionymus.
Pelos tegumentos.
— Carnosæ, adiposæ.
- Carnosas, cubertas de huma pelle grossa. Gadus, Labrus, Chaetodon. + Carnosas, cubertas de huma pelle grossa. Gadus, Labrus, Chaetodon.
— Squamosæ.
- Cubertas de escamas. Chætodon. + Cubertas de escamas. Chætodon.
Pelos additamentos.
— Ramentaceæ.
- Ramentum, raspadura, ou parte arrancada raspando. Assim nos peixes ramentum he + Ramentum, raspadura, ou parte arrancada raspando. Assim nos peixes ramentum he hum pequeno appendix molle, filiforme, que se aclia na extremidade, e na borda posterior dos ossiculos. He huma prolongaçaõ da membrana, que cobre os ossiculos. Zeus, Labrus. @@ -4504,7 +4359,7 @@
PINNÆ Pectorales.
- As barbatanas peitoraes, ou do peito estaõ postas junto a abertura das guélras, + As barbatanas peitoraes, ou do peito estaõ postas junto a abertura das guélras, ou aos dous lados do thorax: quasi sempre saõ duas huma em cada lado do corpo, e fazem o officio de braços. Em algumas especies servem de azas por meio das quaes o peixe se levanta fóra da agua, e tem algumas vezes hum movimento progressivo, que imita o voar @@ -4512,1530 +4367,1489 @@ Pela sua inserçaõ, ou pegamento.
— Supremæ.
- Altas, quando occupaõ a parte mais alta perto das guélras. Exocoetus. + Altas, quando occupaõ a parte mais alta perto das guélras. Exocoetus.
— Mediæ.
- Medias, quasi junto ao meio do corpo, entre o dorso, e a quilha do + Medias, quasi junto ao meio do corpo, entre o dorso, e a quilha do ventre.
— Imæ, infimæ, inferiores.
- Baixas, visinhas a quilha do ventre, e quasi abaixo do thorax. Argentina, + Baixas, visinhas a quilha do ventre, e quasi abaixo do thorax. Argentina, Blennius, Clupea.
Pelo numero.
— Nullæ.
- Nenhumas. Muræna. + Nenhumas. Muræna.
— Solitariæ.
- Huma so em cada lado, quasi em todos os peixes. + Huma so em cada lado, quasi em todos os peixes.
— Geminatæ.
- Duas em cada lado. + Duas em cada lado.
- + Pela proporçaõ.
— Longissimæ, angustæ.
- Muito compridas, estreitas. Exocoetus, Xiphias. + Muito compridas, estreitas. Exocoetus, Xiphias.
— Minimæ, brevissimæ.
- Muito pequenas. Ophidium, Blennius. + Muito pequenas. Ophidium, Blennius.
— Proportionales.
- Proporcionaes ao tamanho do corpo. Sparus, Labrus, Sciæna, Chætodon. + Proporcionaes ao tamanho do corpo. Sparus, Labrus, Sciæna, Chætodon.
— Volatiles.
- Proprias para voar, taõ grandes, que podem suster o peixe fóra da agua. + Proprias para voar, taõ grandes, que podem suster o peixe fóra da agua. Trigla, Exocoetus.
Pela figura.
— Rotundatæ.
- Redondas, o que se entende somente na borda posterior. Blennius. + Redondas, o que se entende somente na borda posterior. Blennius.
— Acuminatæ.
- Que acabaõ em ponta. Exocoetus, Zeus. + Que acabaõ em ponta. Exocoetus, Zeus.
— Falcatæ, seu arcuatæ.
- Arqueadas. Xiphias. + Arqueadas. Xiphias.
- O uso das ditas barbatanas naõ he somente para voar, mas para equilibrar a cabeça + O uso das ditas barbatanas naõ he somente para voar, mas para equilibrar a cabeça com o de mais corpo.
PINNÆ ventrales.
- Barbatanas do ventre, estaõ postas na parte inferior do ventre adiante do anus; + Barbatanas do ventre, estaõ postas na parte inferior do ventre adiante do anus; algumas vezes se achaõ no pescoço, ou no thorax; fazem o officio de pés. Pela situaçaõ.
— Jugulares.
- Proximas ou a guéla, ou ao pescoço, ou abaixo das guélras; esta situaçaõ faz a + Proximas ou a guéla, ou ao pescoço, ou abaixo das guélras; esta situaçaõ faz a ordem dos Jugulares.
— Thoracicæ.
- Postas no thorax, debaixo das peitoraes, constituem a ordem Thoracici. + Postas no thorax, debaixo das peitoraes, constituem a ordem Thoracici.
— Abdominales.
- Postas mais perto do ano; e constituem a ordem abdominales. + Postas mais perto do ano; e constituem a ordem abdominales.
— Anum ambientes.
- Que estaõ postas ao redor do ano. Nos Nantes Squalus + Que estaõ postas ao redor do ano. Nos Nantes Squalus
— Vicinæ.
- Visinhas, e quasi postas ambas na quilha do ventre. Cyprinus. + Visinhas, e quasi postas ambas na quilha do ventre. Cyprinus.
- +
— Remotæ.
- Muito distantes entre si. Algumas. especies. Cyprini, Spari. + Muito distantes entre si. Algumas. especies. Cyprini, Spari.
— Coadunatæ, coalite.
- Unidas por meio de huma membrana. Gobius. + Unidas por meio de huma membrana. Gobius.
Pelo numero.
— Nullæ.
- Nenhuma; e fórma a ordem Apodes. + Nenhuma; e fórma a ordem Apodes.
— Solitariæ.
- Huma só. Centriscus. + Huma só. Centriscus.
— Binae.
- Duas, huma em cada lado, o que he commum em quasi todos os peixes. + Duas, huma em cada lado, o que he commum em quasi todos os peixes.
Pela proporçaõ.
— Minimæ.
- Muito pequenas relativamente á grandeza do corpo; no maior numero dos + Muito pequenas relativamente á grandeza do corpo; no maior numero dos peixes.
— Proportionales.
- Proporcionaes ao corpo. Gadus, Uranoscopus. + Proporcionaes ao corpo. Gadus, Uranoscopus.
— Longissimæ.
- Muito compridas. Exocoetus. + Muito compridas. Exocoetus. Pela estructura.
— Didactylæ.
- Com dous raios somente. Blennius. + Com dous raios somente. Blennius.
— Multi-radiatæ.
- Com muitos raios; mas raras vezes mais de seis, em quasi todos os + Com muitos raios; mas raras vezes mais de seis, em quasi todos os peixes.
— Muticae.
- Rombas, nos peixes malacopterygios. + Rombas, nos peixes malacopterygios.
— Difformes
- Quando alem dos ossiculos tambem estaõ cirros. Ophidium. + Quando alem dos ossiculos tambem estaõ cirros. Ophidium.
- As barbatanas do ventre em qualquer lugar que sejaõ, abremse horizontalmente na + As barbatanas do ventre em qualquer lugar que sejaõ, abremse horizontalmente na agua formando hum angulo recto com o corpo. Esta expansaõ appresentando a agua maior superficie serve para equilibrar o corpo, e por isso fazem de algum modo officio de pés
PINNÆ Spuriæ.
- As barbatanas espurias differem das verdadeiras, porque aquellas naõ saõ + As barbatanas espurias differem das verdadeiras, porque aquellas naõ saõ compostas, senaõ de huma pelle sem raios, ou aculeos, que ordinariamente sustentaõ as - barbatanas verdadeiras. Estas estaõ sempre postas ao lado do corpo, ao lado do ventre, e quasi sempre sobre o dorso. Amia, Scomber Thynnus. + barbatanas verdadeiras. Estas estaõ sempre postas ao lado do corpo, ao lado do ventre, e quasi sempre sobre o dorso. Amia, Scomber Thynnus.
PINNATUS.
- He todo o peixe, que tem barbatana. + He todo o peixe, que tem barbatana.
PLAGIOPLATEUM.
- Dizse do corpo do peixe, cuja latitude horizontal excede a perpendicular. + Dizse do corpo do peixe, cuja latitude horizontal excede a perpendicular.
POLYACANTHUS.
- Peixe, que tem muitos raios espinhosos nas barbatanas. + Peixe, que tem muitos raios espinhosos nas barbatanas.
POLIGONUS.
- Toda a parte do peixe, que consta de varios angulos, ou lados. + Toda a parte do peixe, que consta de varios angulos, ou lados.
PUNCTATUS.
- Quando em lugar de linhas estaõ pontos corados dispostos de varios modos. Sparus. + Quando em lugar de linhas estaõ pontos corados dispostos de varios modos. Sparus. Labrus.
PUPILLA.
- A menina do olho acha-se em quasi todos os peixes. Ordinariamente he esferica, ou - oblonga, em alguns he + A menina do olho acha-se em quasi todos os peixes. Ordinariamente he esferica, ou + oblonga, em alguns he oval.
- R. + R.
RADIATUS.
- Diz-se das barbatanas, que constaõ de raios osseos. + Diz-se das barbatanas, que constaõ de raios osseos.
RADII.
- Raios, saõ ossiculos articulados sem serem picantes, sempre flexiveis, divididos + Raios, saõ ossiculos articulados sem serem picantes, sempre flexiveis, divididos em dous, ou dichotomos, quero dizer, que a summidade sempre he dividida em duas partes.
RAMENTUM.
- V. Ramentacea Pinna. Cottus grunniens. + V. Ramentacea Pinna. Cottus grunniens.
RETICULATUS, seu Cancellatus.
- Diz-se daquelle peixe cheio de linhas longitudinaes, e transversaes á maneira de + Diz-se daquelle peixe cheio de linhas longitudinaes, e transversaes á maneira de malha. Sparus, Ostracion. Coriphaena.
RICTUS.
- He a abertura da bocca. V. Os. + He a abertura da bocca. V. Os.
ROSTRUM.
- V. Os Rictus, Rostrum. + V. Os Rictus, Rostrum.
- S. + S.
SCABER, tuberculatus.
- A superficie com tuberculos, ou + A superficie com tuberculos, ou pequenos aculeos, ou escamas reviradas &c. Scorpæna.
SCUTELLUM.
- He hum corpo de substancia entre cartilaginea, e coriacea, Lepadogaster, Gouan, quasi + He hum corpo de substancia entre cartilaginea, e coriacea, Lepadogaster, Gouan, quasi redondo, concavo marginado posto no abdomen do peixe.
SEMISAGITTATUS.
- He aquella parte do peixe, que representa a figura de meia setta. + He aquella parte do peixe, que representa a figura de meia setta.
SQUAMAE.
- Corpo pellucido corneo, que serve de tegumento aos peixes. - Os tegumentos, que cobrem o tronco saõ, ou huma pelle simples, ou escamas. As + Corpo pellucido corneo, que serve de tegumento aos peixes. + Os tegumentos, que cobrem o tronco saõ, ou huma pelle simples, ou escamas. As escamas saõ corpos transparentes de natureza cornea, de que principalmente o corpo dos peixes está cuberto em parte, ou em todo. Os peixes naõ saõ os unicos, que tem escamas. Os lagartos, as cobras tambem tem escamas, que saõ da mesma natureza. - Alguns peixes naõ tem escamas: a rijeza, e grossura que forma a pelle, serve para + Alguns peixes naõ tem escamas: a rijeza, e grossura que forma a pelle, serve para defender o corpo do peixe do contacto immediato da agua, e dos outros corpos estranhos. Pela Situaçaõ.
— Imbricatae.
- Do mesmo modo, que se poem as telhas; de maneira, que a extremidade de huma, + Do mesmo modo, que se poem as telhas; de maneira, que a extremidade de huma, cobre a base de outra, como as telhas de hũ telhado. Perca, Sparus, Labrus, Cyprinus, Mullus,
— Remotæ.
- Distantes, ou separadas humas das outras. Anguilla. + Distantes, ou separadas humas das outras. Anguilla.
— In capite, & in corpore.
- Na cabeça, e no corpo. Sparus, Sciaena. + Na cabeça, e no corpo. Sparus, Sciaena.
— In trunco tantum.
- Só no tronco, assim como na maior parte dos peixes. + Só no tronco, assim como na maior parte dos peixes.
— In pinnis.
- Nas barbatanas, raras vezes. Chaetodon. + Nas barbatanas, raras vezes. Chaetodon.
Pelo numero. - +
— Nullae.
- Nenhuma escama. Ophidion. + Nenhuma escama. Ophidion.
— Raræ.
- Raras, quando se achaõ separadas humas das outras. Anguilla, Conger. + Raras, quando se achaõ separadas humas das outras. Anguilla, Conger.
— Densæ, innumeræe, confertæ.
- Sem numero, muito juntas humas ás outras de maneira, que cada huma cobre mais + Sem numero, muito juntas humas ás outras de maneira, que cada huma cobre mais de metade da inferior; e esta he mais, que a metade cuberta da superior. Mugil, Exocoetus.
Pela figura.
— Ovales.
- Quando huma extremidade he redonda, e mais larga, que a outra. Gadus. + Quando huma extremidade he redonda, e mais larga, que a outra. Gadus.
— Orbiculatæ, rotundæ.
- Redondas. Clupea. Pela connexaõ, ou uniaõ ao corpo. + Redondas. Clupea. Pela connexaõ, ou uniaõ ao corpo.
— Deciduæ, Laxæ.
- Caducas, que estaõ pouco adherentes ao corpo, e cahem facilmente. + Caducas, que estaõ pouco adherentes ao corpo, e cahem facilmente. Mullus.
— Tenaces.
- Que tem mais uniaõ ao corpo, como no maior numero dos peixes. + Que tem mais uniaõ ao corpo, como no maior numero dos peixes.
Pela superficie.
— Molles, flexiles.
- Molles, flexiveis. Clupea. + Molles, flexiveis. Clupea.
— Glabræ, inermes.
- Lisas, sem bicos. Exocoetus, Cyprinus. + Lisas, sem bicos. Exocoetus, Cyprinus.
— Striatæ.
- Striadas. Exocoetus, Perca, Mugil. + Striadas. Exocoetus, Perca, Mugil.
— Asperæ, aculeatæ.
- Asperas, picantes. Gobius, Perca. + Asperas, picantes. Gobius, Perca.
— Punctatæ.
- Pontoadas, cubertas de + Pontoadas, cubertas de pontos. Scorpæna.
— Ciliatae.
- Ciliadas, cercadas de + Ciliadas, cercadas de cilhas, ou pellos ao redor. Pleuronectes Solea, Rhombus.
— Serratæ.
- A modo de serra, recortadas na sua margem. Cottus. + A modo de serra, recortadas na sua margem. Cottus.
Pelo tamanho.
— Amplæ, magnæ.
- Grandes. Exocoetus, Mugil, Mullus. + Grandes. Exocoetus, Mugil, Mullus.
— Pavæ, tenues, exiguae.
- Pequenas, miudas. Gymnotus, Atherina. + Pequenas, miudas. Gymnotus, Atherina.
- +
— Minimæ.
- Muito pequenas. Ammodytes, Uranoscopus. + Muito pequenas. Ammodytes, Uranoscopus.
SQUAMOSUM.
- O corpo cuberto de escamas, como he o maior numero dos peixes. + O corpo cuberto de escamas, como he o maior numero dos peixes.
- T. + T.
TENTACULUM.
- Quando Linnéo dá o nome de tentaculo a certas partes dos peixes, como he no - Gymnotus, deve-se entender por hum additamento setaceo, + Quando Linnéo dá o nome de tentaculo a certas partes dos peixes, como he no + Gymnotus, deve-se entender por hum additamento setaceo, cutaneo, situado entre os olhos, e narizes, ou pela parte superior; movel á vontade do peixe: muitas vezes observa-se cortado, formando huma crista. O uso deste tentaculo, - he taõ incognito, como o dos cirros: Os + he taõ incognito, como o dos cirros: Os Ichthyologos daõ-lhe muitas vezes o nome de pinnula.
TERES, seu Cylindricum.
- Corpo do peixe sem angulos, quasi cylindrico. Muraena, Ammodytes. + Corpo do peixe sem angulos, quasi cylindrico. Muraena, Ammodytes.
TRIGONUM, tetragonum.
- Corpo com tres, ou quatro angulos longitudinaes, prominentes, estando os lados exactamente planos. + Corpo com tres, ou quatro angulos longitudinaes, prominentes, estando os lados exactamente planos. Ostracion, Syngnathus.
TRIPTERYGIUS.
- Tendo tres pinnas no dorso. + Tendo tres pinnas no dorso.
THORACICUS.
- Diz-se daquella parte, que está situada no thorax, como saõ as barbatanas, de + Diz-se daquella parte, que está situada no thorax, como saõ as barbatanas, de cuja posiçaõ Linnéo determina as ordens.
THORAX.
- O thorax, ou peito principia na extremidade da gûela, e acaba onde sahem as + O thorax, ou peito principia na extremidade da gûela, e acaba onde sahem as barbatanas do peito, ou peitoraes.
TRUNCUS.
- O tronco he aquella parte do corpo, que se estende desde a nuca, e abertura das + O tronco he aquella parte do corpo, que se estende desde a nuca, e abertura das guelras até á cauda; ao qual estaõ pegados os membros, que saõ as barbatanas. As - partes, que compoem o tronco saõ as guelras, a gûela, o peito, o dorso, ou costas, os lados, o ventre, a linha lateral, o ano, a + partes, que compoem o tronco saõ as guelras, a gûela, o peito, o dorso, ou costas, os lados, o ventre, a linha lateral, o ano, a cauda. Os seus tegumentos saõ quasi sempre as escamas, e ás vezes estaõ ornados de appendices.
TUBEROSUM, Seu Gibbum.
- He o corpo do peixe, que tem alguma prominencia, ou o dorso mais elevado. Zeus + He o corpo do peixe, que tem alguma prominencia, ou o dorso mais elevado. Zeus Faber.
- V. + V.
VARIEGATUS.
- Peixe de varias cores. + Peixe de varias cores.
VENTRICOSUM.
- Quando huma parte do ventre he mais levantada inferiormente. Ostracion, + Quando huma parte do ventre he mais levantada inferiormente. Ostracion, Diodon.
VITTATUS.
- Diz se do peixe, que he chêo lateralmente desde a cabeça até á cauda, de zonas - longitudinaes. + Diz se do peixe, que he chêo lateralmente desde a cabeça até á cauda, de zonas + longitudinaes. Atherina, Spari, Labri.
UNIRADIATA.
- Diz se da barbatana, que tem taõ somente hum raio, ou pungente, ou + Diz se da barbatana, que tem taõ somente hum raio, ou pungente, ou tendinozo.
- +
- CLASSE V. INSECTOS. + CLASSE V. INSECTOS.
- A. + A.
ABDOMEN.
- O abdomen, ou ventre he formado de anneis, e lateralmente entre cada annel estaõ - huns pequenos buracos, que servem para a respiraçaõ do Insecto. O abdomen está pegado ao thorax. A parte superior do + O abdomen, ou ventre he formado de anneis, e lateralmente entre cada annel estaõ + huns pequenos buracos, que servem para a respiraçaõ do Insecto. O abdomen está pegado ao thorax. A parte superior do abdomen chama-se dorso, a inferior chama se ventre, ou barriga. Tab. VI. fig. I. g. III. h. h. h. Pela proporçaõ.
— Brevissimum.
- Muito breve, ou pequeno. Evania. + Muito breve, ou pequeno. Evania.
— Longissimum.
- Muito comprido. Julus, Scolopendra. Tab. VII. fig. 85. 86. + Muito comprido. Julus, Scolopendra. Tab. VII. fig. 85. 86.
Pela connexaõ, ou uniaõ com o thorax.
— Sessile.
- Sendo o diametro da base igual ao do apice. + Sendo o diametro da base igual ao do apice.
— Petiolatum.
- Sendo o diametro da base, com que se une ao thorax muito menor do que o + Sendo o diametro da base, com que se une ao thorax muito menor do que o diametro do apice, ou extremidade. Sphex. fig. 57.
— Adnatum.
- Pegado á parte inferior, e posterior do tronco sem diminuiçaõ do seu diametro. + Pegado á parte inferior, e posterior do tronco sem diminuiçaõ do seu diametro. Aranea. fig. 80.
— Impositum.
- Pegado á parte superior da extremidade do tronco. Evania + Pegado á parte superior da extremidade do tronco. Evania appendigaster.
Pela figura.
— Depressum.
- Chato, cujo diametro transversal, excede o vertical. Scolopendra. fig. + Chato, cujo diametro transversal, excede o vertical. Scolopendra. fig. 85.
- +
— Rotundatum.
- Sendo o diametro transversal igual ao vertical. Julus. fig. 86. + Sendo o diametro transversal igual ao vertical. Julus. fig. 86.
— Compressum.
- Quando o diametro transversal cede ao vertical. Gryllus, fig. 33. + Quando o diametro transversal cede ao vertical. Gryllus, fig. 33. Ichneumon.
— Lineare.
- Em toda a parte da mesma grossura. Ichneumon. fig. 56. + Em toda a parte da mesma grossura. Ichneumon. fig. 56.
— Ovatum.
- Cujo diametro transversal he menor, que o longitudinal, a base + Cujo diametro transversal he menor, que o longitudinal, a base forma hum segmento de circulo, e o apice he mais estreito. Dytiscus.
— Orbiculatum.
- Quando o diametro transversal he igual ao longitudinal. + Quando o diametro transversal he igual ao longitudinal. Aranea.
— Cylindricum.
- Quando o diametro transversal he igual ao vertical, e quando a base, e o apice + Quando o diametro transversal he igual ao vertical, e quando a base, e o apice acabaõ em segmento de circulo igual. Ichneumon.
— Conicum.
- Quando o diametro transversal he igual ao vertical, a base forma hum segmento + Quando o diametro transversal he igual ao vertical, a base forma hum segmento de circulo, e o apice he mais estreito. Apis conica.
— Clavatum.
- Quando o apice he mais grosso, redondo. Evania. + Quando o apice he mais grosso, redondo. Evania.
— Falcatum, petiolatum, compressum, incurvum.
- Do feitio de foice V. Petiolatum. Ichneumon. + Do feitio de foice V. Petiolatum. Ichneumon.
— Hamosum.
- O apice obtuzo revirado. Myopa ferruginea. + O apice obtuzo revirado. Myopa ferruginea.
— Reconditum.
- Escondido em huma excavaçaõ do peito. Cancer. + Escondido em huma excavaçaõ do peito. Cancer. Pelos segmentos, ou anneis.
— Quatuor.
- Quatro segmentos. Scarabæus. Tab. VI. fig. III. h. h. h. + Quatro segmentos. Scarabæus. Tab. VI. fig. III. h. h. h.
— Quinque.
- Cinco. Dytiscus. + Cinco. Dytiscus.
— Sex.
- Seis. Ichneumon. + Seis. Ichneumon.
— Plura.
- Muitos. Julus, Scolopendra. + Muitos. Julus, Scolopendra.
— Nulla.
- Sem segmentos perceptiveis. Aranea: + Sem segmentos perceptiveis. Aranea:
Pela superficie.
— Glabrum.
- Lizo. Julus. + Lizo. Julus.
- +
— Tomentosum.
- Com tomento. Syrphus. + Com tomento. Syrphus.
— Pilosum, Com pellos.
- Musca. + Musca.
— Fasciculatum.
- Á maneira de feixe. Buprestis. Tab. VII. fig. 26. + Á maneira de feixe. Buprestis. Tab. VII. fig. 26.
— Canaliculatum.
- Com excavaçoens, ou regos. Libellula. + Com excavaçoens, ou regos. Libellula.
— Carinatum.
- Formando como huma quilha. Libellula. + Formando como huma quilha. Libellula.
— Punctatum.
- Com muitos pontos. Buprestis. + Com muitos pontos. Buprestis.
— Pellucidum.
- Com os segmentos corneos transparentes. Lampyris, Musca. + Com os segmentos corneos transparentes. Lampyris, Musca.
— Hirtum.
- Aspero, e com pellos. Sphinx, Phalaena. + Aspero, e com pellos. Sphinx, Phalaena.
— Spinosum.
- Com espinhos. Gryllus. + Com espinhos. Gryllus.
— Bicornis.
- Com duas prominencias cylindricas molles. Aphis. fig. 39. + Com duas prominencias cylindricas molles. Aphis. fig. 39.
— Testatum.
- Com cute dura calcarea. Astacus. + Com cute dura calcarea. Astacus.
— Brachiatum.
- Com pequenos appendices para baixo á maneira de pé. Astacus. fig. 82. + Com pequenos appendices para baixo á maneira de pé. Astacus. fig. 82.
Pela margem, ou borda.
— Integrum.
- Inteiro. Dermestes. fig. 3. + Inteiro. Dermestes. fig. 3.
— Serratum.
- Com angulos agudos imbricados, ou dispostos á maneira de telha nos telhados. + Com angulos agudos imbricados, ou dispostos á maneira de telha nos telhados. Naucoris.
— Lobatum.
- Com prominencias, ou dividido em varias partes, ou abas. Pediculus. fig. + Com prominencias, ou dividido em varias partes, ou abas. Pediculus. fig. 76.
— Plicatum.
- Com pregas transversaes profundas. Aphis. + Com pregas transversaes profundas. Aphis.
— Foliatum.
- De ambos os lados sahido para fóra, e formando sinuosidades, ou profundas + De ambos os lados sahido para fóra, e formando sinuosidades, ou profundas excavaçoẽs. Mantis gongylodes.
— Hastatum.
- O ventre com espinha aguda na parte anterior. Cimex haemorrhoidalis. + O ventre com espinha aguda na parte anterior. Cimex haemorrhoidalis.
— Tentaculatum.
- Nos lados tem tentaculos molles, que deita fóra, e recolhe. Malachius. + Nos lados tem tentaculos molles, que deita fóra, e recolhe. Malachius.
- + Pelo ano.
— Acuminatum Agudo.
- Mordella, Trichius. + Mordella, Trichius.
— Stylatum.
- Acaba em huma prominencia cylindrica. Aphis, Sirex. fig. 55. + Acaba em huma prominencia cylindrica. Aphis, Sirex. fig. 55.
— Aculeatum.
- Com aculeo rijo pungente, que lança, e recolhe. Apis. + Com aculeo rijo pungente, que lança, e recolhe. Apis.
— Dentatum.
- Com prominencias rijas, agudas, distantes entre si. Chrysis, Apis. + Com prominencias rijas, agudas, distantes entre si. Chrysis, Apis.
— Lamellatum.
- Com duas, ou quatro pequenas laminas compressas, visinhas. Libellula. + Com duas, ou quatro pequenas laminas compressas, visinhas. Libellula. Aeshna.
— Foliaceum.
- Cuberto por sima, com laminas maiores chatas. Astacus. + Cuberto por sima, com laminas maiores chatas. Astacus.
— Papillosum.
- Com papillas + Com papillas prominentes para teçer. Aranea.
— Barbatum.
- Barbado, cercado com lanugem comprida ao redor. Zygaena, Sesia. + Barbado, cercado com lanugem comprida ao redor. Zygaena, Sesia.
— Obtusum.
- Obtuzo. Musca. + Obtuzo. Musca.
ACULEUS.
- Aguilhaõ, que termina o abdomen, ou ventre de duas valvulas, pelo qual o insecto lança fóra huma seta, ou aguilhaõ rijo, picante, e + Aguilhaõ, que termina o abdomen, ou ventre de duas valvulas, pelo qual o insecto lança fóra huma seta, ou aguilhaõ rijo, picante, e penetrante. Serve para defesa, para furar as plantas, e para depor nellas os seus - ovos, o que succede áquelles insectos, que tem o aguilhaõ sempre sahido. + ovos, o que succede áquelles insectos, que tem o aguilhaõ sempre sahido. Pela proporçaõ.
— Obsoletus.
- Safado, ou que apenas apparece. Formica. fig. 61. + Safado, ou que apenas apparece. Formica. fig. 61.
— Abbreviatus.
- Muito pequeno. Ichneumon. + Muito pequeno. Ichneumon.
— Mediocris.
- Mediano. Ichneumon. + Mediano. Ichneumon.
— Elongatus.
- Comprido. + Comprido.
Pela figura.
— Spiralis.
- Revirado debaixo do ventre. Cynips. fig. 53. + Revirado debaixo do ventre. Cynips. fig. 53.
— Cylindricus.
- Redondo, linear, Ichneumon. + Redondo, linear, Ichneumon.
— Compressus.
- Comprimido nos lados. Apis. Vespa. + Comprimido nos lados. Apis. Vespa.
— Reconditus.
- Que se recolhe no ventre. Apis, Vespa. + Que se recolhe no ventre. Apis, Vespa.
- +
— Exsertus.
- Que está sempre sahido. Ichneumon. + Que está sempre sahido. Ichneumon.
Pela margem.
— Levis Sem cortadura alguma.
- Ichneumon. + Ichneumon.
— Serratus.
- Com cortaduras iguaes imbricadas, em forma de dentes. Tenthredo, Apis. + Com cortaduras iguaes imbricadas, em forma de dentes. Tenthredo, Apis.
ALÆ.
- As azas para fugir mais velozmente, estaõ pegadas ao thorax. - Elytra. Azas superiores crustaceas. Tab. VI. fig. 1. 2. fig. II. l. l. Hemelytra, - semicrustaceas + As azas para fugir mais velozmente, estaõ pegadas ao thorax. + Elytra. Azas superiores crustaceas. Tab. VI. fig. 1. 2. fig. II. l. l. Hemelytra, + semicrustaceas Membranaceas. - Linnéo tirou as ordens dos insectos. das azas. + Linnéo tirou as ordens dos insectos. das azas. - AZAS 4. - Superiores. - Crustaceas com sutura recta. Coleoptera. I. - Semicrustaceas incumbentes, ou sobrepostas. Hemiptera. 2. + AZAS 4. + Superiores. + Crustaceas com sutura recta. Coleoptera. I. + Semicrustaceas incumbentes, ou sobrepostas. Hemiptera. 2. - Todas. - Imbricadas com escamas. Lepidoptera. 3. - + Todas. + Imbricadas com escamas. Lepidoptera. 3. + Membranaceas. - Com o Anus - Inerme Neuroptera. 4. - com o aculeo. Hymenoptera. 5. + Com o Anus + Inerme Neuroptera. 4. + com o aculeo. Hymenoptera. 5. - Azas 2. Halteres em lugar das azas posteriores. Diptera. 6. - Aza nenhuma, ou sem Azas, e elytros, Aptera. 7. + Azas 2. Halteres em lugar das azas posteriores. Diptera. 6. + Aza nenhuma, ou sem Azas, e elytros, Aptera. 7.
ALAE Membranaceæ nervosæ.
- As azas + As azas membranaceas nervosas. Nos Lepidopteros, ou Glossatos de Fabricio; as variedades das cores existem nas escamas. fig. I. IV. - + Pelo numero.
— Nullæ.
- Nenhuma. Cimex, Bombyx, Hippobosca. + Nenhuma. Cimex, Bombyx, Hippobosca.
— Duæ.
- Duas. Coccus, Ephemera. + Duas. Coccus, Ephemera.
— Quatuor.
- Quatro. Sphinx, Libellula. + Quatro. Sphinx, Libellula.
Pela proporçaõ.
— Rudimento brevi alarum.
- Somente o principio das azas. Gryllus. + Somente o principio das azas. Gryllus.
— Anteriores longiores.
- As azas primeiras, ou anteriores mais compridas. Ephemera. Tab. VII. fig. 47. + As azas primeiras, ou anteriores mais compridas. Ephemera. Tab. VII. fig. 47.
— Æquales omnes.
- Todas iguaes. Gryllus, Panorpa. + Todas iguaes. Gryllus, Panorpa.
— Longissimæ posteriores.
- As posteriores muito compridas. Coccinela, Panorpa. fig. 51. + As posteriores muito compridas. Coccinela, Panorpa. fig. 51.
Pela figura.
— Lineares.
- Lineares, ou da mesma largura desde a base até ao apice. Panorpa. + Lineares, ou da mesma largura desde a base até ao apice. Panorpa.
— Lanceolatæ.
- Estreitas na ponta. Noctua Verbasci, exoleta. + Estreitas na ponta. Noctua Verbasci, exoleta.
— Rotundatæ.
- Quasi, que descrevem hum circulo. Papilio. + Quasi, que descrevem hum circulo. Papilio.
— Oblongæ.
- Oblongas, ou compridas. + Oblongas, ou compridas. Papilio.
— Deltoideæ.
- Posteriormente muito obtuzas, e quasi rombas. Pyralis. + Posteriormente muito obtuzas, e quasi rombas. Pyralis.
— Laciniatæ, fissæ, digitatae.
- Rachadas, digitadas, ou cortadas como dedos. Pterophorus. + Rachadas, digitadas, ou cortadas como dedos. Pterophorus.
— Reversæ.
- Sendo prominente a margem exterior da aza posterior. Bombyx. + Sendo prominente a margem exterior da aza posterior. Bombyx.
— Exsertæ.
- Prominentes de trás dos elytros. Forficula. + Prominentes de trás dos elytros. Forficula.
— Tectae.
- Escondidas debaixo dos elytros. + Escondidas debaixo dos elytros.
— Plicatæ.
- Apertadas por meio de linhas longitudinaes. Vespa. + Apertadas por meio de linhas longitudinaes. Vespa.
— Convolutæ.
- Que cingem apertadamente o corpo. Tinea. + Que cingem apertadamente o corpo. Tinea.
— Rhomboideæ.
- Mais compridas do angulo posterior ao apice, que do mesmo angulo á base. + Mais compridas do angulo posterior ao apice, que do mesmo angulo á base. Papilio. Tab. VI. fig. I.
- +
— Incumbentes.
- Quando as azas superiores cobrem as inferiores. Noctua. + Quando as azas superiores cobrem as inferiores. Noctua.
— Patentes.
- Todas estendidas. Bombyx, Phalæna. + Todas estendidas. Bombyx, Phalæna.
— Erectæ.
- Levantadas, e avisinhadas entre si. Papilio. + Levantadas, e avisinhadas entre si. Papilio.
— Deflexae.
- Com a margem exterior virada para baixo. Noctua. + Com a margem exterior virada para baixo. Noctua.
— Falcatæ.
- Estreitas na ponta, e arqueadas. Bombyx Atlas. + Estreitas na ponta, e arqueadas. Bombyx Atlas.
— Striatæ.
- Com veias prominentes longitudinaes distinctas. + Com veias prominentes longitudinaes distinctas.
— Reticulatæ.
- Com veias + Com veias longitudinaes, e transversaes, que se unem, ou communicaõ entre si. Hemerobius. fig. 50.
— Clavatae.
- Engrossadas para a ponta. Panorpa. + Engrossadas para a ponta. Panorpa.
Pela superficie.
— Squamatæ.
- Cubertas com pequenas laminas levantadas, córadas; Lepidoptera, aut Glossata + Cubertas com pequenas laminas levantadas, córadas; Lepidoptera, aut Glossata de Fabricio.
— Pilosæ.
- Com algumas sedas rijas distantes entre si. Musca, Tipula. + Com algumas sedas rijas distantes entre si. Musca, Tipula.
— Nudae.
- Contrarias ás antecedentes. + Contrarias ás antecedentes.
— Fenestratae.
- Saõ com laminas córadas, ou escamas, mas com malhas nûas transparentes. Bombyx + Saõ com laminas córadas, ou escamas, mas com malhas nûas transparentes. Bombyx Atlas.
— Concolores.
- Da mesma côr na pagina, ou superficie superior, e inferior. Papilio. + Da mesma côr na pagina, ou superficie superior, e inferior. Papilio.
— Ocellatæ.
- Com malhas de varias cores dispostas á maneira de circulo. Papilio. fig. I. s. + Com malhas de varias cores dispostas á maneira de circulo. Papilio. fig. I. s. s.
— Pupillatæ.
- São as mesmas ocelladas, ou + São as mesmas ocelladas, ou com malhas á maneira de olho com hum ponto no meio da dita malha. Papilio.
— Cæcæ.
- Oppostas ás antecedentes. + Oppostas ás antecedentes.
— Fasciatæ.
- Com linhas largas transversaes córadas. fig. I. t. u. u. + Com linhas largas transversaes córadas. fig. I. t. u. u.
— Strigatæ.
- Com linhas estreitas transversaes córadas. Phalaena. + Com linhas estreitas transversaes córadas. Phalaena.
- +
— Tessellatæ.
- Com malhas quasi redondas coradas. Tipula hirta. + Com malhas quasi redondas coradas. Tipula hirta.
Pela margem.
— Crenatæ.
- Com cortaduras, ou incizoens muito pequenas. Sphinx, fig. 44. Bombyx. + Com cortaduras, ou incizoens muito pequenas. Sphinx, fig. 44. Bombyx.
— Caudatæ.
- A margem posterior prolongada, ou extensa, e adelgaçada. Papilio, + A margem posterior prolongada, ou extensa, e adelgaçada. Papilio, Truxalis
— Emarginatæ.
- Com excavaçoens de segmento de circulo. Pyralis Emargana. + Com excavaçoens de segmento de circulo. Pyralis Emargana.
— Erosæ.
- Com varias excavaçoens, ou sinuosidades despedaçadas. Noctua Libatrix. + Com varias excavaçoens, ou sinuosidades despedaçadas. Noctua Libatrix.
— Ciliatæ.
- Com pellos parallelos na margem. Phriganea, fig. 49. Musca. + Com pellos parallelos na margem. Phriganea, fig. 49. Musca.
— Angulatæ.
- Com varias prominencias horizontaes angulares. Sphinx. + Com varias prominencias horizontaes angulares. Sphinx.
Pelo apice.
— Obtusæ.
- Obtusas. + Obtusas.
— Truncatæ.
- Como cortadas. Phryganea. + Como cortadas. Phryganea.
— Acutæ.
- Agudas. Hyppobosca. fig. 72. + Agudas. Hyppobosca. fig. 72.
— Acuminatæ.
- Alguma cousa agudas no apice. Bombyx atlas. + Alguma cousa agudas no apice. Bombyx atlas.
ANASTOMOSIS.
- Quando os vasos, ou fibras se unem á maneira de rede. Cicada plebeia. + Quando os vasos, ou fibras se unem á maneira de rede. Cicada plebeia.
ANTENNÆ.
- As antennas saõ huns + As antennas saõ huns filamentos articulados moveis, que servem de sensorio, e tem differentes nomes. Tab. VI. fig. II. III. c. c. c.c. Pelo numero.
— Nullæ.
- Quando o insecto as naõ tem. Aranea, Phalangium. + Quando o insecto as naõ tem. Aranea, Phalangium. fig. 79.
— Duæ.
- Duas, na maior parte dos insectos. + Duas, na maior parte dos insectos.
— Quatuor.
- Quatro. Oniscus. Pagurus. + Quatro. Oniscus. Pagurus.
— Sex.
- Seis. Astacus. + Seis. Astacus.
Pela situaçaõ.
— In fronte.
- Na frente. Stratiomys. + Na frente. Stratiomys.
- +
— In cantho.
- oculorum. No angulo, ou canto dos olhos. Cimex, Cicada. fig. 35. + oculorum. No angulo, ou canto dos olhos. Cimex, Cicada. fig. 35.
— Supra oculos.
- Assima dos olhos. Ricinus. + Assima dos olhos. Ricinus.
— Sub oculis.
- Abaixo dos olhos. Notonecta. fig. 36. + Abaixo dos olhos. Notonecta. fig. 36.
Pela proporçaõ.
— Corpore breviores.
- Mais breve, que o corpo. Scarabæus. + Mais breve, que o corpo. Scarabæus.
— Corpore longiores.
- Mais compridas, que o corpo. Cerambix, Leptura. fig. 22. + Mais compridas, que o corpo. Cerambix, Leptura. fig. 22.
— Brevissimæ.
- Muito pequenas. Nepa, Laternaria. + Muito pequenas. Nepa, Laternaria.
Pela figura.
— Filiformes.
- Da mesma grossura em toda a parte. Elater. fig. 24. + Da mesma grossura em toda a parte. Elater. fig. 24.
— Filatæ.
- O mesmo que filiforme sem fio lateral. Musca empis. + O mesmo que filiforme sem fio lateral. Musca empis.
— Clavatæ.
- Mais grossas para o fim. Papilio. + Mais grossas para o fim. Papilio.
— Attenuatae.
- Mais grossas no meio, que na base, e na summidade. Zygaena. + Mais grossas no meio, que na base, e na summidade. Zygaena.
— Setaceæ.
- Mais delgadas para o apice. Cerambix. + Mais delgadas para o apice. Cerambix.
— Setariae.
- O mesmo que setacea. Musca. + O mesmo que setacea. Musca.
— Subulatæ.
- Breves, agudas. Libellula. + Breves, agudas. Libellula.
— Ensiformes.
- Largas, triangulares. Truxalis. + Largas, triangulares. Truxalis.
— Palmatæ.
- Divididas em lacinias. Nepa. fig. 37. + Divididas em lacinias. Nepa. fig. 37.
— Dichotomæ.
- Divididas em duas. + Divididas em duas.
— Heptaphylæ.
- Divididas em sete. Scarabæus nasicornis. + Divididas em sete. Scarabæus nasicornis.
— Flabelliformes.
- Que estaõ abertas como hum leqre. Elater flabeiliformis. + Que estaõ abertas como hum leqre. Elater flabeiliformis.
— Belavatæ.
- Com o articulo do meio, e o ultimo mais grosso no apice. Cimex. + Com o articulo do meio, e o ultimo mais grosso no apice. Cimex.
— Irregulares.
- Com alguns articulos irregulares, a maneira de barca. Cerocoma. + Com alguns articulos irregulares, a maneira de barca. Cerocoma. Pelos articulos, ou nôs.
— Moniliformes.
- Com os nôs, ou articulos redondos. Tenebrio, Chrysomela fig. 14. + Com os nôs, ou articulos redondos. Tenebrio, Chrysomela fig. 14.
- +
— Cylindricæ.
- Com os nôs, ou articulos cylindricos. Sepidium. + Com os nôs, ou articulos cylindricos. Sepidium.
— Serratæ.
- Com os nôs na summidade de hum lado dilatados, ou mais extendidos. + Com os nôs na summidade de hum lado dilatados, ou mais extendidos. Elater.
— Pectinatæ.
- Com o lado interior dos articulos dotados de pellos, á maneira de cilias, ou + Com o lado interior dos articulos dotados de pellos, á maneira de cilias, ou pestanas. Bombyx.
— Pilosæ.
- Com sedas rijas distantes nos articulos. + Com sedas rijas distantes nos articulos.
— Barbatæ.
- Os pellos dos articulos juntos em feixes. Phalaena. + Os pellos dos articulos juntos em feixes. Phalaena.
— Aculeatæ.
- Com aculeos revirados nos articulos. Cerambix datus. + Com aculeos revirados nos articulos. Cerambix datus.
— Obconicæ.
- Os articulos angustos, ou estreitos na base. Carabus. + Os articulos angustos, ou estreitos na base. Carabus.
— Squamatæ.
- Os articulos com escamas quadradas, levantadas, ou rectas. Sphinx. + Os articulos com escamas quadradas, levantadas, ou rectas. Sphinx.
— Multiarticulatæ.
- Com muitos articulos, ou nós Astacus. + Com muitos articulos, ou nós Astacus.
— Pauciarticulatæ.
- Com poucos nós. Syrphus. + Com poucos nós. Syrphus.
Pelo apice, ou extremidade.
— Fissiles.
- O capitulo dividido em laminas. Scarabæus, Melolontha. + O capitulo dividido em laminas. Scarabæus, Melolontha.
— Perfoliatæ.
- Estando sahidos para fóra, e distantes os nós, ou articulações do capitulo por + Estando sahidos para fóra, e distantes os nós, ou articulações do capitulo por todas as partes. Dermestes. Hydrophilus.
— Pectinato fissiles.
- V. Pectinatae, & Fissiles. Lucanus. fig. 2. + V. Pectinatae, & Fissiles. Lucanus. fig. 2.
— Solidæ.
- O capitulo oval, e inteiro. Hister. fig. 4. + O capitulo oval, e inteiro. Hister. fig. 4.
— Securiformes.
- Sendo o nó chato, e dilatado, ou distendido no outro lado. Syrphus. + Sendo o nó chato, e dilatado, ou distendido no outro lado. Syrphus.
— Uncinatæ.
- O ultimo nó agudo, e revirado. Papilio Proteus. + O ultimo nó agudo, e revirado. Papilio Proteus.
— Fissæ.
- O ultimo nó dividido. em dous. Caucer. + O ultimo nó dividido. em dous. Caucer.
— Excavatæ.
- O capitulo obtuso, e excavado. Laternaria. + O capitulo obtuso, e excavado. Laternaria.
- +
— Obtusæ.
- O ultimo nó obtuso. + O ultimo nó obtuso.
— Acuminatæ.
- Acabaõ em ponta aguda. Tabanus. fig. 66. + Acabaõ em ponta aguda. Tabanus. fig. 66.
— Dentatae.
- O ultimo nó cortado obliquamente, e dentado. Tabanus. + O ultimo nó cortado obliquamente, e dentado. Tabanus.
— Aristatæ.
- O ultimo nó acaba com huma seda. Musca, Cimex, Syrphus. + O ultimo nó acaba com huma seda. Musca, Cimex, Syrphus.
— Plumatæ.
- O ultimo nó acaba com huma seda com raios lateraes. Musca, Syrphus. + O ultimo nó acaba com huma seda com raios lateraes. Musca, Syrphus.
Pela uniaõ.
— Distantes.
- Distantes entre si. Nepa. fig. 37. + Distantes entre si. Nepa. fig. 37.
— Approximatæ.
- Visinhas. Musca. + Visinhas. Musca.
— Connatæ.
- Unidas na base. Bibio. + Unidas na base. Bibio.
— Pedunculatæ.
- Com pedunculo. + Com pedunculo. Gammarus.
ARTUS.
- Nos insectos saõ cauda, + Nos insectos saõ cauda, aculeo, pés, azas, alteres, pentes, os quaes lhes servem para o movimento, e defesa.
- B. + B.
BIVALVIS.
- De duas valvas. + De duas valvas.
- C. + C.
CAPUT.
- A cabeça que está pegada ao thorax, contem quasi todos os sentidos, o rudimento, + A cabeça que está pegada ao thorax, contem quasi todos os sentidos, o rudimento, ou principio do cerebro, os tegumentos, a cute ossea, ou á maneira de coiraça. Consta de olhos, bocca, antennas, frente, gûela, e Stemmata.
— Distinctum.
- Separada do thorax por meio de hum + Separada do thorax por meio de hum pedunculo, como se fosse pescoço.
— Coalitum.
- Unida immediatamente ao thorax. Aranea, Cancer. + Unida immediatamente ao thorax. Aranea, Cancer.
— Angustatum antice.
- Mais estreita pela parte anterior. Curculio, Panorpa. + Mais estreita pela parte anterior. Curculio, Panorpa.
— — — Postice.
- Mais estreita pela parte posterior. Attelabus, Raphidia. + Mais estreita pela parte posterior. Attelabus, Raphidia.
- +
— Nutans.
- Virada para baixo. Mantis. fig. 32. + Virada para baixo. Mantis. fig. 32.
CAUDA.
- A cauda he aquella parte em que acaba o abdomen, ou ventre sem valvas. - O uso da cauda he para depor os ovos, dirigir o movimento, e raras vezes por + A cauda he aquella parte em que acaba o abdomen, ou ventre sem valvas. + O uso da cauda he para depor os ovos, dirigir o movimento, e raras vezes por defensa. Pela proporçaõ.
— Brevior corpore.
- Mais breve, que o corpo. Forficula. fig. 30. + Mais breve, que o corpo. Forficula. fig. 30.
— Longior.
- Mais comprida, que o corpo. Scorpio. + Mais comprida, que o corpo. Scorpio.
— Longitudine corporis.
- Do comprimento do corpo. Ephemera. fig. 47. + Do comprimento do corpo. Ephemera. fig. 47.
Pela figura.
— Articulata.
- Com articulaçoens, consta de nós separados. Scorpio. fig. 81. + Com articulaçoens, consta de nós separados. Scorpio. fig. 81.
— Recurva.
- Que vai subindo para a extremidade. Raphidia, Gryllus. + Que vai subindo para a extremidade. Raphidia, Gryllus.
— Recta.
- Horizontal. Gryllus. fig. 33. + Horizontal. Gryllus. fig. 33.
— Flexa.
- Revirada debaixo do abdomen, e serve para saltar. Podura. + Revirada debaixo do abdomen, e serve para saltar. Podura.
— Setacea.
- Adelgaçada pouco, e pouco. Ephemera. + Adelgaçada pouco, e pouco. Ephemera.
— Setosa.
- O mesmo. + O mesmo.
— Corniculata.
- Com espinha cornea, aguda, rija. Sirex. fig. 55. + Com espinha cornea, aguda, rija. Sirex. fig. 55.
— Forcipata.
- Com duas unhas arqueadas, que saõ conniventes, ou se avisinhaõ na ponta. Forficula. + Com duas unhas arqueadas, que saõ conniventes, ou se avisinhaõ na ponta. Forficula.
— Hamoso-forcipata.
- Com as unhas reviradas nas pontas como hum anzol, no mais he forcipata. + Com as unhas reviradas nas pontas como hum anzol, no mais he forcipata. Libellula.
— Chelata.
- Mais grossa na ponta, com hum dedo pollegar movel. Panorpa. fig. 51. + Mais grossa na ponta, com hum dedo pollegar movel. Panorpa. fig. 51.
— Dentata.
- Com dentes, ou prominencias angulozas. Forficula. + Com dentes, ou prominencias angulozas. Forficula.
— Villosa.
- Com villos. + Com villos. Lepisma. fig. 73.
- + Pelo apice.
— Obtusa.
- Obtusa. Gryllus. + Obtusa. Gryllus.
— Acuta.
- Aguda. Syrex. + Aguda. Syrex.
— Unguiculata.
- Com unha arqueada, aguda, rija. Scorpio. + Com unha arqueada, aguda, rija. Scorpio.
— Telifera.
- He o mesmo, que unguiculata. + He o mesmo, que unguiculata. Pelas sedas.
— Uniseta.
- Com huma seda. Scorpio. + Com huma seda. Scorpio.
— Biseta.
- Com duas sedas. Ephemera, Gryllus. + Com duas sedas. Ephemera, Gryllus.
— Triseta.
- Com, tres sedas. Ephemera, Lepisma. + Com, tres sedas. Ephemera, Lepisma.
— Penicellata.
- Com muitas sedas dispostas sem ordem. Julus. fig. 86. + Com muitas sedas dispostas sem ordem. Julus. fig. 86.
CAUDATIO.
- Toma-se pela situaçaõ, e figura da cauda, que termina o abdomen. + Toma-se pela situaçaõ, e figura da cauda, que termina o abdomen.
CHELA.
- Diz se dos pès anteriores, que servem ao insecto como + Diz se dos pès anteriores, que servem ao insecto como de maõs, incrassados, divididos na ponta em duas partes, das quaes huma he movel, outra immovel. Scorpio, Cancer.
CLAVA.
- Quando o apice, ou extremidade da antenna he grossa. + Quando o apice, ou extremidade da antenna he grossa.
— Fissilis. — Perfoliata.
- V. Antennæ. + V. Antennæ.
CLYPEUS.
- Escudo, he huma parte da cabeça, horizontal, cornea, sahida para fóra, que cobre + Escudo, he huma parte da cabeça, horizontal, cornea, sahida para fóra, que cobre superiormente a bocca. Pela figura.
— Rotundatus.
- Arredondado. Melolontha. Papilio + Arredondado. Melolontha. Papilio
— Quadratus.
- Quadrado. Cetonia, Raphidia. + Quadrado. Cetonia, Raphidia.
— Conicus.
- De figura conica. Bombyx, Notonecta. + De figura conica. Bombyx, Notonecta.
— Fornicatus.
- Arqueado. Panorpa. + Arqueado. Panorpa.
— Cylindricus.
- De figura cylindrica. Phryganea. + De figura cylindrica. Phryganea.
— Subulatus.
- Em forma de sovela. Cimex, fig. 38. + Em forma de sovela. Cimex, fig. 38.
— Involvens.
- Sahido para fora cubrindo toda a bocca. Bombyx. + Sahido para fora cubrindo toda a bocca. Bombyx.
- + Pela superficie.
— Annulatus.
- Ornado de anneis. Cimex. + Ornado de anneis. Cimex.
— Carinatus.
- Com huma linha levantada no meio. Laternaria. + Com huma linha levantada no meio. Laternaria.
— Canaliculatus.
- Com linha excavada no meio. Scarabæus. + Com linha excavada no meio. Scarabæus.
— Cornutus.
- Com prominencias maiores agudas. Scarabæus. + Com prominencias maiores agudas. Scarabæus.
— Scaber.
- Com pontos alguma cousa prominentes. + Com pontos alguma cousa prominentes.
— Fasciatus.
- Com linha transversal, levantada, ou prominente. Lucanus. + Com linha transversal, levantada, ou prominente. Lucanus.
Pela margem.
— Integer.
- Inteiro. Cetonia. + Inteiro. Cetonia.
— Incrassatus.
- Mais grosto. Melolontha. + Mais grosto. Melolontha.
— Ciliatus.
- Com cilias, ou pellos parallelos. Pulex. fig. 71. + Com cilias, ou pellos parallelos. Pulex. fig. 71.
— Fissus.
- Rachado. Bombyx. + Rachado. Bombyx.
— Crenatus.
- Com incisoens superficiaes, formando pequenos segmentos de circulo. + Com incisoens superficiaes, formando pequenos segmentos de circulo. Scarabæus.
— Emarginatus.
- Com excavaçaõ semicircular. Scarabeus. Cercopis. + Com excavaçaõ semicircular. Scarabeus. Cercopis.
— Reflexus.
- Com a margem elevada, e revirada. Melolontha. + Com a margem elevada, e revirada. Melolontha.
Pela proporcaõ.
— Maxilla longior.
- Mais comprido, que o queixo. Birrhus. + Mais comprido, que o queixo. Birrhus.
— — brevior.
- Mais breve. Cicindela. fig. 25. + Mais breve. Cicindela. fig. 25.
— — aequalis.
- Igual ao queixo. Attelabus. + Igual ao queixo. Attelabus.
— Brevissimus.
- Muito pequeno. Papilio. + Muito pequeno. Papilio.
— Longissimus.
- Muito comprido. Cimex. + Muito comprido. Cimex.
COLEOPTERUM.
- He o mesmo, que elytrum. + He o mesmo, que elytrum.
COLOR.
- As cores, como sabiamente adverte Fabricio, saõ inconstantes principalmente nos - Insectos. O verde v. g. - varia muito, e tem muitos gráos; e assim nas outras. Scopoli, e Poda trabalharaõ, e propuzeraõ o modo de imitar estas + As cores, como sabiamente adverte Fabricio, saõ inconstantes principalmente nos + Insectos. O verde v. g. + varia muito, e tem muitos gráos; e assim nas outras. Scopoli, e Poda trabalharaõ, e propuzeraõ o modo de imitar estas differentes cores com varias misturas; porém naõ sahem como elles asseveraõ. Posto que de muitas cores naõ temos termos, que os possaõ exprimir para se fazer huma exacta idea dellas, com tudo procuraremos expollas com a maior @@ -6043,784 +5857,764 @@
COLOR.
- Côr. + Côr.
— Æneus.
- Côr de bronze. + Côr de bronze.
— Albidus.
- Esbranquiçado. + Esbranquiçado.
— Ater.
- Escuro ou quasi negro. + Escuro ou quasi negro.
— Aurantius.
- Côr de Larania. + Côr de Larania.
— Aureus.
- Côr de oiro. + Côr de oiro.
— Azureus.
- Côr azul escura, ou azul ferrete. + Côr azul escura, ou azul ferrete.
— Brunneus.
- Côr, que se avisinha ao preto. + Côr, que se avisinha ao preto.
— Candidus.
- Candido, muito branco. + Candido, muito branco.
— Canescens.
- Que se faz branco, ou he quasi branco. + Que se faz branco, ou he quasi branco.
— Canus.
- Branco á semelhança dos cabêllos, que saõ brancos. + Branco á semelhança dos cabêllos, que saõ brancos.
— Castaneus.
- Côr de castanha. + Côr de castanha.
— Colybeus.
- Côr de aço. + Côr de aço.
— Coccineus.
- Côr de escarlate. + Côr de escarlate.
— Coeruleus.
- Azul, ou côr de anil. + Azul, ou côr de anil.
— Concolor.
- Da mesma côr. + Da mesma côr.
— Croceus.
- Côr de açafraõ. + Côr de açafraõ.
— Cupreus.
- Côr de cobre. + Côr de cobre.
— Cyaneus.
- Azul mais claro. + Azul mais claro.
— Ferrugineus.
- Côr de ocra. + Côr de ocra.
— Fuliginosus.
- Côr de ferrugem. + Côr de ferrugem.
— Fulvus.
- Loiro, ou ruivo. + Loiro, ou ruivo.
— Fucescens.
- Alguma cousa denegrido. + Alguma cousa denegrido.
— Fuscus.
- Fusco, ou escuro. + Fusco, ou escuro.
— Glaucus.
- Côr verde de mar, ou verde claro. + Côr verde de mar, ou verde claro.
- +
— Griseus.
- Cinzento, ou de côr de cinza. + Cinzento, ou de côr de cinza.
— Helvolus.
- Côr de castanha clara. + Côr de castanha clara.
— Hyalinus.
- Côr de vidro. + Côr de vidro.
— Incarnatus.
- Côr de carne. + Côr de carne.
— Lividus.
- Denegrido, ou tendente a côr de chumbo. + Denegrido, ou tendente a côr de chumbo.
— Luridus.
- Amarello, muito pallido. + Amarello, muito pallido.
— Murinus.
- Côr de rato. + Côr de rato.
— Nebulosus.
- Côr confuza, ou como ennevoada, e pouco distincta. + Côr confuza, ou como ennevoada, e pouco distincta.
— Nigricans.
- Que tira para negro. + Que tira para negro.
— Olivaceus.
- Côr de azeitona. + Côr de azeitona.
— Piceus.
- Côr de pez, ou negro. + Côr de pez, ou negro.
— Plumbeus.
- Côr de chumbo. + Côr de chumbo.
— Rubeus.
- Avermelhado. + Avermelhado.
— Rufescens.
- Alguma cousa ruivo. + Alguma cousa ruivo.
— Rufo fuscus.
- De côr ruiva escura. + De côr ruiva escura.
— Rufus.
- Ruivo. + Ruivo.
— Sanguineus.
- Côr de sangue. + Côr de sangue.
— Spadiceus.
- Côr baia, ou de castanha clara. + Côr baia, ou de castanha clara.
— Testaceus.
- Côr de tijolo. + Côr de tijolo.
— Violaceus.
- Côr de violetas. + Côr de violetas.
- E. + E.
EDENTULUM OS.
- Bocca sem dentes. Ephemera. + Bocca sem dentes. Ephemera.
ELYTRA.
- Saõ duas azas superiores crustaceas. Tab. VI. fig. 2. l. l. - Os elytros em alguns insectos estaõ conglutinados, e unidos entre si; e entaõ faltaõ as asas + Saõ duas azas superiores crustaceas. Tab. VI. fig. 2. l. l. + Os elytros em alguns insectos estaõ conglutinados, e unidos entre si; e entaõ faltaõ as asas posteriores, e o scutello. Pela proporçaõ
— Abbreviata.
- Breves. Meloe, Leptura. + Breves. Meloe, Leptura.
— Mediocria.
- Medianas. Crysomela. fig. 14. + Medianas. Crysomela. fig. 14.
- +
— Elongata.
- Compridas. Gryllus, Blatta. fig. 31. + Compridas. Gryllus, Blatta. fig. 31.
Pela figura.
— Linearia.
- Da mesma largura em todo o comprimento. Cicindela. fig. 25. + Da mesma largura em todo o comprimento. Cicindela. fig. 25.
— Attenuata.
- Que se vaõ attenuando, ou estreitando posteriormente a pouco, e pouco. + Que se vaõ attenuando, ou estreitando posteriormente a pouco, e pouco. Leptura, Necidalis.
— Plana.
- Da mesma altura em toda a parte. Blatta. + Da mesma altura em toda a parte. Blatta.
— Deflexa.
- A margem interior mais alta. Gryllus. + A margem interior mais alta. Gryllus.
— Cruciata.
- Dobrados no meio, de maneira, que apparece a superficie interior. Cimex, + Dobrados no meio, de maneira, que apparece a superficie interior. Cimex, Nepa.
— Gibba.
- Muito levantados no meio. Chrysomela. + Muito levantados no meio. Chrysomela.
— Flexilia.
- Que cedem á pressaõ sem se quebrarem; e assim saõ as que Linnéo chama + Que cedem á pressaõ sem se quebrarem; e assim saõ as que Linnéo chama bemilytra, ou semicrustaceas. Cantharis, Gryllus.
— Mollia.
- Que conservaõ por muito tempo o signal da compressaõ. Meloe. + Que conservaõ por muito tempo o signal da compressaõ. Meloe.
— Rigida.
- Opposta ás antecedentes. Curculio. + Opposta ás antecedentes. Curculio.
Pela superficie
— Tomentosa.
- Com lanugem. Lagria. + Com lanugem. Lagria.
— Pilosa.
- Com pellos. Melolontha. + Com pellos. Melolontha.
— Fasciculata.
- Com pellos em feixes. Buprestis. fig. 26. + Com pellos em feixes. Buprestis. fig. 26.
— Laevia.
- Lisos. Chrysomela. + Lisos. Chrysomela.
— Scabra.
- Com pontos prominentes, e distantes. Cerambix. fig. 21. + Com pontos prominentes, e distantes. Cerambix. fig. 21.
— Tuberculata.
- Com tuberculos. + Com tuberculos. Curculio. fig. 8.
— Verrucosa.
- Com pontos maiores levantados como cicatrizes. + Com pontos maiores levantados como cicatrizes.
— Squamata.
- Com pequenas laminas alguma cousa levantadas. Curculio. + Com pequenas laminas alguma cousa levantadas. Curculio.
— Punctata.
- Com pontos. Carabu. + Com pontos. Carabu.
— Striata.
- Imprimidos com linhas longitudinaes. Carabus. + Imprimidos com linhas longitudinaes. Carabus.
— Punctato-striata.
- Os pontos dispostos em linhas longitudinaes. Cysomela. + Os pontos dispostos em linhas longitudinaes. Cysomela.
— Sulcata.
- Com linhas + Com linhas longitudinaes excavadas. Carabus.
— Porcata.
- Saõ sulcados com excavações, e pontos levantados compridos prominentes. + Saõ sulcados com excavações, e pontos levantados compridos prominentes. Carabus porcatus.
— Rugosa.
- Com varias linhas prominentes + Com varias linhas prominentes reticuladas, ou dispostas em modo de rede. Silpha rugosa.
— Lineata.
- Com linhas levantadas longitudinaes. Silpha atrata. + Com linhas levantadas longitudinaes. Silpha atrata.
— Crenata.
- Com linhas prominentes longitudinaes crenadas, ou ondadas. Curculio. + Com linhas prominentes longitudinaes crenadas, ou ondadas. Curculio.
— Spinosa.
- Com aculeos fortes, e rijos, agudos. Curculio, Hispa. + Com aculeos fortes, e rijos, agudos. Curculio, Hispa.
— Glabra.
- Oppostos aos antecedentes. + Oppostos aos antecedentes.
Pela sutura.
— Longitudinalis.
- A margem interior dos elytros saõ conniventes. + A margem interior dos elytros saõ conniventes.
— Transversalis.
- Os dous elytros estaõ pegados por esta sutura ao thorax. + Os dous elytros estaõ pegados por esta sutura ao thorax.
Pela margem.
— Marginata.
- Com a margem prominente, ou sahida para fóra. Silpha, Cassida. fig. + Com a margem prominente, ou sahida para fóra. Silpha, Cassida. fig. 12.
— Serrata.
- Cortados á maneira de serra. Buprestis. + Cortados á maneira de serra. Buprestis.
— Dentata.
- Com incisões á maneira de dentes. + Com incisões á maneira de dentes.
— Sinuata.
- Com huma excavaçaõ. Silpha sinuata. + Com huma excavaçaõ. Silpha sinuata.
— Inermia.
- Contraria ás antecedentes. + Contraria ás antecedentes.
Pelo apice.
— Rotundata.
- Que acabaõ em segmento de circulo. Gryllus. + Que acabaõ em segmento de circulo. Gryllus.
- +
— Acuminata.
- Que acabaõ em huma ponta forte, e rija. Tenebrio. + Que acabaõ em huma ponta forte, e rija. Tenebrio.
— Truncata.
- Obtusos, ou como cortados posteriormente. Staphilinus. fig. 20. + Obtusos, ou como cortados posteriormente. Staphilinus. fig. 20.
— Fastigiata.
- Excavados, ou + Excavados, ou emarginados no apice. Leptura, Stenocorus..
— Mucronata.
- Excavados no apice, e no meio da emarginatura, ou a excavaçaõ, tem huma ponta. + Excavados no apice, e no meio da emarginatura, ou a excavaçaõ, tem huma ponta. Buprestis.
— Decollata.
- O mesmo que truncata. + O mesmo que truncata.
ENTEMOLOGIA.
- Sciencia, que trata dos Insectos. + Sciencia, que trata dos Insectos.
ENTOMOLOGUS.
- Author da mesma sciencia. + Author da mesma sciencia.
EPIGASTRIUM.
- A regiaõ epigastrica nos insectos he o espaço que fica na parte superior do ventre. Cantharis + A regiaõ epigastrica nos insectos he o espaço que fica na parte superior do ventre. Cantharis rufa.
EXCRETIO.
- Copia do humor, que o insecto lança quando se corta, + Copia do humor, que o insecto lança quando se corta, ou tambem pela transpiraçaõ
- F. + F.
FEMUR.
- Coixa, he o nó superior, que pega o pé. Tab. VI. fig. II. y.y.y. + Coixa, he o nó superior, que pega o pé. Tab. VI. fig. II. y.y.y. Pela figura.
— Angulatum.
- Com suturas agudas prominentes. Gryllus. + Com suturas agudas prominentes. Gryllus.
— Incrassatum.
- Mais grossa, que a tibia. Chrysomela, Curculio. + Mais grossa, que a tibia. Chrysomela, Curculio.
— Incurvum.
- Arqueada descrevendo hum segmento de circulo. Musca diophtalma. + Arqueada descrevendo hum segmento de circulo. Musca diophtalma.
— Fulcratum.
- Com huma lamina consistente, e rija na sua base. Mordella. fig. 19. + Com huma lamina consistente, e rija na sua base. Mordella. fig. 19.
— Canaliculatum.
- Excavada longitudinalmente. Nepa cinerea. + Excavada longitudinalmente. Nepa cinerea.
— Dilatatum.
- Com as margens membranaceas estendidas. Gryllus. + Com as margens membranaceas estendidas. Gryllus.
- +
— Cornutum.
- Com ponta. Lamia pedicornis. + Com ponta. Lamia pedicornis.
— Patella femorum.
- Hum ossiculo entre o femur, e a tibia. Ichneumon delusor. + Hum ossiculo entre o femur, e a tibia. Ichneumon delusor.
Pela margem.
— Dentatum.
- Com huma, ou muitas prominencias agudas distantes. Curculio, Vespa. + Com huma, ou muitas prominencias agudas distantes. Curculio, Vespa.
— Serratum.
- Cortado á maneira de serra. Cancer. Gryllus. + Cortado á maneira de serra. Cancer. Gryllus.
— Inerme.
- Sem dentes &c. Cerambix. + Sem dentes &c. Cerambix.
Pelo apice
— Lobatum.
- Que acaba em huma membrana sahida para fóra. Mantis. + Que acaba em huma membrana sahida para fóra. Mantis.
— Spinosum.
- Que acaba em espinha aguda, e rija. Mantis. + Que acaba em espinha aguda, e rija. Mantis.
— Clavatum.
- Com o apice mais grosso. Cimex. + Com o apice mais grosso. Cimex.
— Inerme.
- Opposto aos precedentes. + Opposto aos precedentes.
FRONS.
- Frente, a parte superior da cabeça entre os olhos. + Frente, a parte superior da cabeça entre os olhos. Pela substancia
— Cornea.
- He cornea na maior parte dos insectos. + He cornea na maior parte dos insectos.
— Vesicularis.
- De substancia vesicular. Myopa. + De substancia vesicular. Myopa.
Pela figura.
— Acuminata.
- Que acaba em ponta entre as antennas. Gryllus. + Que acaba em ponta entre as antennas. Gryllus.
— Rostrata.
- Com huma ponta comprida. Astacus. + Com huma ponta comprida. Astacus.
— Scutata.
- Cuberta com a substancia cornea do thorax applainada, ou estendida. Cassida, + Cuberta com a substancia cornea do thorax applainada, ou estendida. Cassida, Lampyris.
— Turrita.
- Elevada; cylindrica, sahida para fóra, ou prominente. Latervaria, + Elevada; cylindrica, sahida para fóra, ou prominente. Latervaria, Truxalis.
Pela superficie.
— Laevis.
- Lisa, sem risco algum. + Lisa, sem risco algum.
— Glabra.
- Sem pellos, ou lanugem. + Sem pellos, ou lanugem.
— Punctata.
- Com muitos pontos dispostos sem ordem. + Com muitos pontos dispostos sem ordem.
- +
— Sulcata.
- Com excavações lineares. + Com excavações lineares.
— Scabra.
- Com pontos levantados. + Com pontos levantados.
— Unicornis.
- Com huma ponta aguda levantada. Scarabæeus. + Com huma ponta aguda levantada. Scarabæeus.
— Bicornis.
- Com duas pontas. Scarabæus. Hispa. Apis. + Com duas pontas. Scarabæus. Hispa. Apis.
— Tuberculata.
- Com huma pequena prominencia obtuza. Scarabæus. + Com huma pequena prominencia obtuza. Scarabæus.
— Carinata.
- A modo de quilha; ou com huma linha longitudinal aguda levantada. + A modo de quilha; ou com huma linha longitudinal aguda levantada. Curculio.
— Canaliculata.
- Com huma linha longitudinal excavada. Curculio. + Com huma linha longitudinal excavada. Curculio.
— Pubescens.
- Com lanugem. Melolontha. + Com lanugem. Melolontha.
— Pilosa
- com pellos compridos, mais rijos. Phalaena. + com pellos compridos, mais rijos. Phalaena.
— Hirta.
- Com pellos juntos e compridos. Apis. + Com pellos juntos e compridos. Apis.
- G. + G.
GALEA.
- Especie de elmo, ou capacete cylindrico, ou obtuzo quasi visicular, que cobre o + Especie de elmo, ou capacete cylindrico, ou obtuzo quasi visicular, que cobre o dorso das maxillas.
— Brevior maxilla.
- Mais breve que o queixo. + Mais breve que o queixo.
— Longior.
- Mais comprido. Blatta. + Mais comprido. Blatta.
— Æqualis.
- Igual. Gryllus Acheta. + Igual. Gryllus Acheta.
— Truncata.
- Como cortada. Blatta. + Como cortada. Blatta.
— Obtusa.
- Obtuza. Gryllus. + Obtuza. Gryllus.
— Fornicata.
- Arqueada. Truxalis. + Arqueada. Truxalis.
Pela proporçaõ.
— Brevior palpis.
- He mais breve, que os palpos; na maior parte dos insectos. + He mais breve, que os palpos; na maior parte dos insectos.
— Longior.
- Mais comprida. + Mais comprida.
— Elongata.
- Comprida até a aba, ou lacinia externa da lingua. + Comprida até a aba, ou lacinia externa da lingua. Apis.
- +
GULA.
- Parte inferior da cabeça entre a bocca, e o thorax. + Parte inferior da cabeça entre a bocca, e o thorax.
- H. + H.
HAUSTELLUM.
- He huma especie de rostro sahido para fóra, corneo, sem articulações. Tem huma + He huma especie de rostro sahido para fóra, corneo, sem articulações. Tem huma bainha muitas vezes bivalve; contem sedas. Differe da proboscide por esta ser bilabiada, e o Haustellum nunca. - Obs. Estando a proboscide acha se, ordinariamente o Haustellum com bainha + Obs. Estando a proboscide acha se, ordinariamente o Haustellum com bainha univalve, ou sem ella estando as sedas escondidas em huma excavaçaõ, ou canal, que está posto no dorso da proboscide. Pelas sedas
— Unica.
- Huma só seda. Tipula. Stratiomys, Conops. fig. 69. + Huma só seda. Tipula. Stratiomys, Conops. fig. 69.
— Duæ.
- Duas. Stomonys. + Duas. Stomonys.
— Tres.
- Tres. Bibio. Rhagio, Bombylius. fig. 71. + Tres. Bibio. Rhagio, Bombylius. fig. 71.
— Quatuor.
- Quatro. Syrphus. + Quatro. Syrphus.
— Quinque.
- Cinco. Tabunus, Culex. fig. 67. + Cinco. Tabunus, Culex. fig. 67.
— Setaceæ.
- Setaceas. + Setaceas. Tipula. fig. 64.
— Acuta.
- Aguda. Rhagio. + Aguda. Rhagio.
— Cylindrica.
- De figura de Cylindro. Stratiomys. + De figura de Cylindro. Stratiomys.
— Æquales.
- Iguaes. Tabanus. + Iguaes. Tabanus.
— Inæquales.
- Desiguaes. Syrphus. Culex. + Desiguaes. Syrphus. Culex.
Pela figura
— Fornicatum.
- Arqueado- Rhingia. + Arqueado- Rhingia.
— Cultratum.
- A maneira de faca. Rhingia. + A maneira de faca. Rhingia.
— Canaliculatum.
- Canaliculado. Bibio. + Canaliculado. Bibio.
— Inflexum.
- Encurvado. Empis. fig. 68. + Encurvado. Empis. fig. 68.
— Geniculatum.
- Com nós. Conops. + Com nós. Conops.
— Gibbum.
- Corcovado. + Corcovado.
— Rectum.
- Recto. Asilus. fig. 70. + Recto. Asilus. fig. 70.
— Setaceum.
- De figura de seda. Bombylius. + De figura de seda. Bombylius.
— Cylindricum.
- Cylindrico. Hippobosca. Rhagio. + Cylindrico. Hippobosca. Rhagio.
- +
— Flexile.
- Flexivel. Culex. + Flexivel. Culex.
Pela bainha.
— Nulla.
- Sem bainha. Tipula. + Sem bainha. Tipula.
— Univalvis.
- Com huma valva. Bibio. + Com huma valva. Bibio.
— Bivalvis Com duas.
- Myopa. + Myopa.
— Valvulis æqualibus.
- Com valvas iguaes. Hippobosca. + Com valvas iguaes. Hippobosca.
— Valvulis inæqualibus.
- Com valvas desiguaes. Myopa, Asilus. + Com valvas desiguaes. Myopa, Asilus.
— Canaliculata.
- + Canaliculada.
— Acuminata.
- Aguda. Tabanus. + Aguda. Tabanus.
— Abbreviata.
- Breve. + Breve.
— Fissa.
- Dividida, ou como rachada. Asilus. fig. 70. + Dividida, ou como rachada. Asilus. fig. 70.
HEMILYTRUM.
- He quando as asas superiores saõ algum tanto duras, mas flexiveis. + He quando as asas superiores saõ algum tanto duras, mas flexiveis. Gryllus.
- I. + I.
IMMARGINATUM corpus.
- Sem excavações na margem, e sem margem sahida para fóra. Crysomela. + Sem excavações na margem, e sem margem sahida para fóra. Crysomela.
- L. + L.
LABIUM.
O beiço he horizontal, e he a parte inferior da cabeça que está @@ -6829,6857 +6623,6652 @@ Pelo numero. — Nullum. - Sem beiço, nos Lepidopteros. + Sem beiço, nos Lepidopteros.
— Unicum.
- Hum só. + Hum só.
— Plura.
- Muitos. Cancer. Pagurus. + Muitos. Cancer. Pagurus.
Pela figura.
— Cylindricum.
- Cylindrico. Scarabaeus, Cetonia. + Cylindrico. Scarabaeus, Cetonia.
— Cordatum.
- A extremidade, ou apice dilatada arredondada, obtuza. Melolontha, + A extremidade, ou apice dilatada arredondada, obtuza. Melolontha, Nicrophorus.
- +
— Quadratum.
- Quadrado. Elophorus. + Quadrado. Elophorus.
— Orbiculatum.
- Orbicular. Opatrum. + Orbicular. Opatrum.
— Gibbum.
- Corcovado, elevado no meio. Lagria. + Corcovado, elevado no meio. Lagria.
— Obconicum.
- Que se vai dilatando mais para a ponta a pouco e pouco. Prionus. + Que se vai dilatando mais para a ponta a pouco e pouco. Prionus. Mutilla.
— Fornicatum.
- Concavo na parte inferior. Aeshna. + Concavo na parte inferior. Aeshna.
— Lineare.
- Delgado, e da mesma grossura em toda a parte. Chrysis. + Delgado, e da mesma grossura em toda a parte. Chrysis.
— Convolutum.
- Com as margens reviradas para a parte superior. Trombidium. + Com as margens reviradas para a parte superior. Trombidium.
— Carinatum.
- Com linha intermedia levantada, ou prominente. Vespa. + Com linha intermedia levantada, ou prominente. Vespa.
— Linguæforme.
- A maneira de lingua. Apis. + A maneira de lingua. Apis.
Pela margem.
— Integrum.
- Inteiro. Cryptocephalus. + Inteiro. Cryptocephalus.
— Emarginatum.
- Com excavaçaõ formando hum pequeno segmento de circulo. Scarabaeus. + Com excavaçaõ formando hum pequeno segmento de circulo. Scarabaeus.
— Fissum.
- Com racha pequena. Cetonia. Truxalis. + Com racha pequena. Cetonia. Truxalis.
— Ciliatum.
- Cercado com pellos parallelos. Sphaeridium. + Cercado com pellos parallelos. Sphaeridium.
— Crenatum.
- Com cortaduras arredondadas superficiaes. Nicrophorus. + Com cortaduras arredondadas superficiaes. Nicrophorus.
— Dentatum.
- Com protuberancias agudas, rijas. Scolopendra. fig. 85. + Com protuberancias agudas, rijas. Scolopendra. fig. 85.
— Incrassatum.
- A margem mais grossa. Gryllus. + A margem mais grossa. Gryllus.
Pelo apice.
— Obtusum.
- Obtuso. Dermestes. Cassida. fig. 12. + Obtuso. Dermestes. Cassida. fig. 12.
— Truncatum.
- Como cortado. + Como cortado.
— Acuminatum.
- O apice com huma ponta. Buprestis, Bruchus. fig. 11. + O apice com huma ponta. Buprestis, Bruchus. fig. 11.
— Hastatum.
- O apice triangular com os angulos sahidos para fora. Tentredo. fig. 54. + O apice triangular com os angulos sahidos para fora. Tentredo. fig. 54.
— Rotundatum.
- Arredondado. Dytiscus. fig. 27. + Arredondado. Dytiscus. fig. 27.
- Pelas abas, ou lacinias. - + Pelas abas, ou lacinias. +
— Integrum.
- Inteiro. + Inteiro.
— Bifidum.
- Dividido em dous Blata. + Dividido em dous Blata.
— Trifidum.
- Em tres. Forficula. + Em tres. Forficula.
— Ouadrifidum.
- Em quatro. Cancer, Pagurus. + Em quatro. Cancer, Pagurus.
— Quinquefidum.
- Em cinco. Apis gulosa. + Em cinco. Apis gulosa.
— Setarium.
- Com huma seda forte em ambos os lados. + Com huma seda forte em ambos os lados.
Pela substancia.
— Corneum.
- De substancia cornea. Cicindela. fig. 25. + De substancia cornea. Cicindela. fig. 25.
— Membranaceum.
- Membranoso. Cerocoma. + Membranoso. Cerocoma.
— Vesiculosum.
- Vesicular. Gryllus. Phalangium. + Vesicular. Gryllus. Phalangium.
— Basi corneum, apice membranaceum.
- Corneo na base, e membranoso no apice. Apis. + Corneo na base, e membranoso no apice. Apis.
Pela proporçaõ.
— Palpis posticis brevius.
- Mais breve, que os palpos posteriores: Ichneumon, Clerus. + Mais breve, que os palpos posteriores: Ichneumon, Clerus.
— — Æquale.
- Igual aos ditos palpos. Citonia. + Igual aos ditos palpos. Citonia.
— — Longius.
- Chrysis. fig. 58. + Chrysis. fig. 58.
— Elongatum.
- Comprido. Apis. + Comprido. Apis.
LARVA.
- O primeiro estado dos insectos logo que sahem do Ovo, a que podemos clamar estado da infancia no - insecto, de cujo estado passa o + O primeiro estado dos insectos logo que sahem do Ovo, a que podemos clamar estado da infancia no + insecto, de cujo estado passa o insecto ao de pupa.
LINGUA Spiralis.
- Lingua espiral posta entre os palpos, que tem varias involuções, propria dos + Lingua espiral posta entre os palpos, que tem varias involuções, propria dos Lepidopteros, ou Glossatos. - O seu principal uso he tirar o nectar das flores. + O seu principal uso he tirar o nectar das flores. Pela substancia.
— Cornea, dura, nitida, polita.
- De substancia cornea, rija, luzidia, polida, Sphinx. fig. 44. + De substancia cornea, rija, luzidia, polida, Sphinx. fig. 44.
— Membranacea, molis, albida, tenuis.
- De substancia membranosa, mole, esbranquiçada, delgada. Bombix. + De substancia membranosa, mole, esbranquiçada, delgada. Bombix.
Pelo apice.
— Acuta.
- Aguda. Zigaena. + Aguda. Zigaena.
— Obtusa.
- Obtusa. Sphinx. + Obtusa. Sphinx.
- + Pela proporçaõ.
— Longissima.
- Muito comprida. Sphinx. + Muito comprida. Sphinx.
— Abbreviata.
- Breve. Phalæna. + Breve. Phalæna.
— Linguæ rudimentum.
- O principio da lingua. Hepialus. + O principio da lingua. Hepialus.
LOBUS, bilobus &c.
- Lobo, ou aba corresponde á figura da parte inferior da auricula; he huma prominencia semicircular, ou que forma hum + Lobo, ou aba corresponde á figura da parte inferior da auricula; he huma prominencia semicircular, ou que forma hum segmento de circulo; tendo huma diz-se unilobus; tendo duas diz-se bilobus. Scarabaeus bilobus.
- M: + M:
MARGINATUS thorax.
- Thorax com a margem extendida, ou sahida para fóra. + Thorax com a margem extendida, ou sahida para fóra.
MAXILLÆ.
- Outra especie de queixos taõbem transversaes produzidos da substancia interior da - cabeça, muitas vezes de substancia membranacea, que fechaõ os lados da bocca + Outra especie de queixos taõbem transversaes produzidos da substancia interior da + cabeça, muitas vezes de substancia membranacea, que fechaõ os lados da bocca interiormente. Pelo numero.
— Nulla.
- Nenhuma. Cancer. + Nenhuma. Cancer.
— Duæ.
- Duas. Na maior parte dos insectos. + Duas. Na maior parte dos insectos.
Pela connexaõ, ou uniaõ.
— Connata.
- Unida com o beiço alem do meio. Synistata. + Unida com o beiço alem do meio. Synistata.
— Adnata.
- Pegada toda ao beiço. Phryganea. + Pegada toda ao beiço. Phryganea.
— Adhaerens.
- Com a base unida entre si. Phalangium. + Com a base unida entre si. Phalangium.
Pela figura.
— Cylindrica.
- De figura cylindrica. Aranea. fig. 80. + De figura cylindrica. Aranea. fig. 80.
— Compressa.
- Comprimida nos lados. Apis. + Comprimida nos lados. Apis.
— Arcuata.
- Arqueda. Gyrinus. Carabus. Aeshna. + Arqueda. Gyrinus. Carabus. Aeshna.
— Linguæformis.
- A maneira de lingua. Apis. + A maneira de lingua. Apis.
Pelo apice - +
— Dilatata.
- Comprimida, e arredondada lateralmente na extremidade. Scaurus. + Comprimida, e arredondada lateralmente na extremidade. Scaurus.
— Obtusa.
- Obtusa. Sepidium. + Obtusa. Sepidium.
— Fissa.
- Fendida, ou rachada. Forsicula, Blatta. + Fendida, ou rachada. Forsicula, Blatta.
— Setosa.
- Cercada com pellos rijos. Cetonia. + Cercada com pellos rijos. Cetonia.
— Acuminata.
- Aguda. Carabus. fig. 28. + Aguda. Carabus. fig. 28.
— Dentata.
- Com dentes. Melolontha. Aeshna. + Com dentes. Melolontha. Aeshna.
— Unguiculata.
- Com pequena unha. Aranea, Scorpio + Com pequena unha. Aranea, Scorpio
— Truncata.
- Cortada Phalangium. + Cortada Phalangium.
Pela consistencia.
— Membranacea.
- De substancia membranacea. Apis. + De substancia membranacea. Apis.
— Cornea.
- Cornea. Erotylus. + Cornea. Erotylus.
— Vesiculosa.
- Vesicular. Blatta. + Vesicular. Blatta.
Pela margem.
— Nuda.
- Nua. Aranea. + Nua. Aranea.
— Ciliata.
- Cercada com pellos parallelos imbricados. Carabus. + Cercada com pellos parallelos imbricados. Carabus.
- Pelas lacinias, ou + Pelas lacinias, ou abas.
— Intrega.
- Inteira. Zanitis. + Inteira. Zanitis.
— Unidentata.
- com hum dente forte no pegamento do palpo Elater. Scarabeus. + com hum dente forte no pegamento do palpo Elater. Scarabeus.
— Bifida.
- Dividida até a base. Tenebrio. fig. 17. + Dividida até a base. Tenebrio. fig. 17.
- Obs. Quando estaõ quatro palpos pegados á maxilla entaõ sempre a maxila he + Obs. Quando estaõ quatro palpos pegados á maxilla entaõ sempre a maxila he inteira.
MAXILLOSUM os.
- Bocca com maxillas. Gryllus &c. + Bocca com maxillas. Gryllus &c.
MULTI maxillosum.
- Com muitas. Libella. fig. 46. + Com muitas. Libella. fig. 46.
MANDIBULÆ.
- Os queixos saõ dous, transversaes, de substancia cornea, que fechaõ os lados da + Os queixos saõ dous, transversaes, de substancia cornea, que fechaõ os lados da bocca superiormente, nascem da substancia cornea da cabeça. Pelo numero.
— Nulla.
- Nenhuma. Lepidoptera. Glossata. + Nenhuma. Lepidoptera. Glossata.
— Duæ.
- Duas. Em muitos insectos. + Duas. Em muitos insectos.
- + Pela situaçaõ.
— Exserta.
- Que sobresahe alem do escudo, ou clypeo. Cicindela. + Que sobresahe alem do escudo, ou clypeo. Cicindela.
— Abscondita.
- Que está escondida debaixo do clypeo. Dermestes. fig. 3. + Que está escondida debaixo do clypeo. Dermestes. fig. 3.
— Sepulta.
- Totalmente cuberta dos palpos, e beiços. Cancer. Astacus. + Totalmente cuberta dos palpos, e beiços. Cancer. Astacus.
Pela figura.
— Recta.
- Direita. Crabro. Trombidium. + Direita. Crabro. Trombidium.
— Arcuata.
- Arqueada. Scolopendra. + Arqueada. Scolopendra.
— Concava.
- Por baixo excavada. Bombyx. + Por baixo excavada. Bombyx.
— Fornicata.
- Arqueada, e excavada por baixo. Cancer. Astacus. + Arqueada, e excavada por baixo. Cancer. Astacus.
— Excavata.
- Vasia, com a unha, ou bico furado. Aranea. + Vasia, com a unha, ou bico furado. Aranea.
— Articulata.
- Com nôs. Phalangium. + Com nôs. Phalangium.
— Cylindrica.
- Cilindrica. Scorpio. + Cilindrica. Scorpio.
— Forcipata.
- Com apices, que se sobrepoem. Lucanus. Cicindela. + Com apices, que se sobrepoem. Lucanus. Cicindela.
— Difformis, brevis.
- Crassa, dentibus inaequalibus instructa. Breve, grossa, com dentes desiguaes. + Crassa, dentibus inaequalibus instructa. Breve, grossa, com dentes desiguaes. Julus. fig. 80.
Pelos dentes.
— Inermis.
- Sem dentes. Chrysomela. fig. 14. + Sem dentes. Chrysomela. fig. 14.
— Unidentata.
- Com hum só dente. + Com hum só dente.
— Multidentata.
- Com muitos dentes. Cicindela. + Com muitos dentes. Cicindela.
Pelo apice
— Obtusa.
- Obtusa. Cancer. Jullus. + Obtusa. Cancer. Jullus.
— Acuminata.
- Aguda. Cerocoma. + Aguda. Cerocoma.
— Fissa.
- Com huma fenda no apice. Sepidium. + Com huma fenda no apice. Sepidium.
— Bifida.
- Dividida no apice alem do meio da mandibula. + Dividida no apice alem do meio da mandibula.
— Bidentata.
- A pequena fenda no apice com duas lacinias, ou pontas agudas. Gyrinus. fig. 6. + A pequena fenda no apice com duas lacinias, ou pontas agudas. Gyrinus. fig. 6.
- +
— Bifurcata.
- A breve fenda do apice com pontas obtusas, e reviradas. Lucanus. + A breve fenda do apice com pontas obtusas, e reviradas. Lucanus.
— Truncata.
- Como cortada. Vespa. + Como cortada. Vespa.
— Denticulata.
- O apice cortado obtusamente tem dentes, e huma pequena unha muito aguda. + O apice cortado obtusamente tem dentes, e huma pequena unha muito aguda. Libellula.
— Unguiculata.
- Com unha arqueada aguda. Aranea. + Com unha arqueada aguda. Aranea.
— Biunguiculata.
- Com duas unhas. Scorpio. + Com duas unhas. Scorpio.
— Chelifera.
- O apice mais grosso, fendido com huma lacinia, ou + O apice mais grosso, fendido com huma lacinia, ou aba movel. Phalangium. fig. 79.
Pela proporçaõ.
— Clypeo brevior.
- Mais breve, que o escudo. Bruchus. + Mais breve, que o escudo. Bruchus.
— Longior clypeo.
- Mais comprida. Cicindela. + Mais comprida. Cicindela.
— Longissima.
- Muito mais comprida. Lucanus Mas. + Muito mais comprida. Lucanus Mas.
METAMORPHOSIS.
- He a mudança dos insectos - a qual he de quatro estados desde o ovo até o Insecto perfeito, ou Imagem. Comprehende O Ovo, Larva, Pupa, e + He a mudança dos insectos + a qual he de quatro estados desde o ovo até o Insecto perfeito, ou Imagem. Comprehende O Ovo, Larva, Pupa, e Imagem.
- N. + N.
NEUTRA.
- Chamaõ-se aquelles Insectos, que por falta de genitaes, saõ estereis; estes só se achaõ na + Chamaõ-se aquelles Insectos, que por falta de genitaes, saõ estereis; estes só se achaõ na republica das abêlhas, e formigas, servem para construirem, e encherem os favos, defenderem os maridos, e guardarem as Pupas. Fabricio.
- O. + O.
OCULI.
- Olhos. + Olhos. Pelo numero.
— Bini.
- São dous na maior parte dos Insectos. + São dous na maior parte dos Insectos.
- +
— Sex. — Octo.
- Seis, ou oito nas Aranhas. + Seis, ou oito nas Aranhas.
Pela situaçaõ.
— Aproximati.
- Visinhos. Monoculus. fig. 83. + Visinhos. Monoculus. fig. 83.
— Distantes.
- O contrario. Scarabæus. + O contrario. Scarabæus.
— Frontales.
- Na frente. Phalangium, Aranea. + Na frente. Phalangium, Aranea.
— Laterales.
- Nos lados. Phalaena, Aranea. + Nos lados. Phalaena, Aranea.
Pela Connexaõ.
— Testæ innati.
- Pegados á casca. Monoculus. + Pegados á casca. Monoculus.
— Prominuli.
- Prominentes. Cicindela. + Prominentes. Cicindela.
— Pedunculati.
- Com + Com pedunculos, que os sustentaõ. Cancer.
Pela composiçaõ.
— Simplices.
- Hum olho simples para cada lado. Scarabaeus, Cancer. + Hum olho simples para cada lado. Scarabaeus, Cancer.
— Compositi.
- Muitos olhos, ou recticulados com muitas lentes. Bombyx, Musca. + Muitos olhos, ou recticulados com muitas lentes. Bombyx, Musca.
Pela figura.
— Sphaerici.
- Globosos. Aranea. + Globosos. Aranea.
— Oblongi.
- Oblongos. + Oblongos. Buprestis.
— Rotundati.
- Redondos. Agrion. + Redondos. Agrion.
OCELLUS.
- He huma macula redonda de varias côres posta nas azas de alguns Lepidopteros. + He huma macula redonda de varias côres posta nas azas de alguns Lepidopteros. Tab. VI. fig. I. s.
OS.
- A bocca para tomar o alimento he cousa, que todos tem, e naquelles Insectos, em que parece faltar, + A bocca para tomar o alimento he cousa, que todos tem, e naquelles Insectos, em que parece faltar, supprem alguns poros; ella consta de clypeo, beiços, mandibulas, maxillas, galea, palpos, lingua espiral, proboscide, rostro, houstello.
— Forcipatum.
- Á maneira de tenaz. Hister. fig. 4. + Á maneira de tenaz. Hister. fig. 4.
- P. + P.
PALPI.
- Saõ os filamentos - juntos á bocca, articulados moveis, que servem de sensorio. Tab. VI. fig. II. III. b. b. + Saõ os filamentos + juntos á bocca, articulados moveis, que servem de sensorio. Tab. VI. fig. II. III. b. b. Pelo numero.
— Nulli.
- Nenhum. Notonecta. + Nenhum. Notonecta.
— Duo.
- Dous. Aranea, Scolopendra. + Dous. Aranea, Scolopendra.
— Quatuor.
- Quatro. Scarabaeus, Ichneumon. + Quatro. Scarabaeus, Ichneumon.
— Sex.
- Seis. Cicindela. Cancer. + Seis. Cicindela. Cancer.
Pela situaçaõ.
— Inserti maxillae dorso.
- Pegados ao dorso da maxilla. Scarabæus. + Pegados ao dorso da maxilla. Scarabæus.
— — maxillæ medio interiori.
- No meio interno da maxilla. Apis. + No meio interno da maxilla. Apis.
— Inter maxillas.
- Entre as maxillas. Scolopendra. + Entre as maxillas. Scolopendra.
— Labii apici.
- Na extremidade do beiço. Hister. Apis. + Na extremidade do beiço. Hister. Apis.
— Labii medio externo.
- No meio do beiço na parte exterior. Ichneumon. + No meio do beiço na parte exterior. Ichneumon.
— Labii medio interno.
- Na parte interna do beiço. Cetonia. + Na parte interna do beiço. Cetonia.
— Labii basi.
- Na base do beiço. Nicrophorus. Stenocorus. + Na base do beiço. Nicrophorus. Stenocorus.
— Labii lateribus.
- Nos lados do beiço. Cancer. + Nos lados do beiço. Cancer.
— Penicillis duobus sub labio absconditis.
- Dous pinceis escondidos debaixo do beiço. Lucanus. + Dous pinceis escondidos debaixo do beiço. Lucanus.
— Mandibulae dorso.
- No dorso do queixo Astacus. + No dorso do queixo Astacus.
— Ad latera linguæ Spiralis.
- Nos lados da lingua espiral. Lepidoptera, Glossata. + Nos lados da lingua espiral. Lepidoptera, Glossata.
— Proboscidi.
- Pegados a proboscide. Musca. + Pegados a proboscide. Musca.
— Haustelli vagina.
- Á bainha do haustello. + Á bainha do haustello.
— Haustelli setis.
- As sedas do haustello. Syrphus. + As sedas do haustello. Syrphus.
Pela figura.
— Filiformes.
- Da mesma grossura em toda a parte. Cerocoma. + Da mesma grossura em toda a parte. Cerocoma.
— Moniliformes.
- Com todos os nóz globosos. + Com todos os nóz globosos.
— Clavati.
- O ultimo nó mais grosso, e grande. Trox. + O ultimo nó mais grosso, e grande. Trox.
- +
— Cylindrici.
- Com os nós de figura cylindrica, iguaes. Ichneumon. fig. 56. + Com os nós de figura cylindrica, iguaes. Ichneumon. fig. 56.
— Securifornes.
- O ultimo nó mais largo, e agudo em hum lado. Elater, Coccinella. fig. + O ultimo nó mais largo, e agudo em hum lado. Elater, Coccinella. fig. 10.
— Incurvi.
- Curvados sobre a bocca. Tipula. + Curvados sobre a bocca. Tipula.
— Cheliferi.
- O ultimo nó bifido, ou dividido, com - huma lacinia, ou parte movel. Scorpio. + O ultimo nó bifido, ou dividido, com + huma lacinia, ou parte movel. Scorpio.
— Bifidi.
- Divididos até a base. Cancer. + Divididos até a base. Cancer.
— Linguæformes.
- Muito compridos, compressos dos lados, membranaceos á maneira de + Muito compridos, compressos dos lados, membranaceos á maneira de lingua. Nomada.
— Vesiculosi.
- Com nós molles, e inchados. Gryllus. + Com nós molles, e inchados. Gryllus.
— Stuposi.
- Cubertos de huma lanugem molle. Lepidoptera, aut Glossata. + Cubertos de huma lanugem molle. Lepidoptera, aut Glossata.
Pelos nós.
— Aequales.
- Com todos os nós da mesma figura, e comprimento. Donacia. + Com todos os nós da mesma figura, e comprimento. Donacia.
— Inæquales.
- Com alguns nós maiores, e mais grossos. Crabro. fig. 28. + Com alguns nós maiores, e mais grossos. Crabro. fig. 28.
— Rhomboides.
- Os nós chatos com angulos agudos, e levantados obliquamente. Crabro. + Os nós chatos com angulos agudos, e levantados obliquamente. Crabro.
— Pilosi.
- Com muitos pellos rijos. Cicindela. + Com muitos pellos rijos. Cicindela.
— Cuneiformes.
- Com os nós redondos, ou roliços, e que pouco, a pouco vaõ sendo mais grossos + Com os nós redondos, ou roliços, e que pouco, a pouco vaõ sendo mais grossos para a ponta. Carabus. fig. 28.
— Triangulares.
- Os nós com tres angulos agudos prominentes. Astacus. - O numero dos nós he differente, quasi sempre saõ quatro, ou sinco, ás vezes + Os nós com tres angulos agudos prominentes. Astacus. + O numero dos nós he differente, quasi sempre saõ quatro, ou sinco, ás vezes dous, ou tres, raras vezes saõ mais.
Pelo apice.
— Subulati.
- Com o ultimo nó, ou articulo agudo, ou em forma de ponta. + Com o ultimo nó, ou articulo agudo, ou em forma de ponta.
— Turgidi.
- Com o ultimo nó inchado á maneira de cabeça. Araneæ maribus. + Com o ultimo nó inchado á maneira de cabeça. Araneæ maribus.
— Truncati.
- O ultimo nó como cortado. Prionus. + O ultimo nó como cortado. Prionus.
— Unguiculati.
- O ultimo nó de substancia cornea, arqueado, agudo. Trombidium. + O ultimo nó de substancia cornea, arqueado, agudo. Trombidium.
— Fissi.
- O ultimo nó bifido, ou dividido. + O ultimo nó bifido, ou dividido. Alucita.
Pela proporçaõ.
— Elongati.
- Compridos. Scorpio, Ichneumon. + Compridos. Scorpio, Ichneumon.
— Abbreviati.
- Breves. Libellula. + Breves. Libellula.
Pela igualdade.
— Antici longiores.
- Os anteriores mais compridos. Scyllarus. + Os anteriores mais compridos. Scyllarus.
— Omnes æquales.
- Todos iguaes. Nicrophorus. + Todos iguaes. Nicrophorus.
— Intermedii longiores.
- Os do meio mais compridos Carabus. + Os do meio mais compridos Carabus.
— Postici longiores.
- Os posteriores mais compridos. Clerus. + Os posteriores mais compridos. Clerus.
PECTEN.
- Saõ duas partes em figura de pente, que se observaõ entre o abdomen, e o peito de - alguns insectos. Scorpio. Pelo + Saõ duas partes em figura de pente, que se observaõ entre o abdomen, e o peito de + alguns insectos. Scorpio. Pelo numero dos dentes destes pentes he, que se distinguem as especies deste genero. - O uso delles ainda se ignora. + O uso delles ainda se ignora.
PECTUS.
- O peito he a parte inferior do tronco, que corresponde abaixo do thorax. Poucas + O peito he a parte inferior do tronco, que corresponde abaixo do thorax. Poucas differenças tem nos nomes. - Ao peito ordinariamente estão pegados os quatro pés anteriores nos insectos hexapodos, ou de seis + Ao peito ordinariamente estão pegados os quatro pés anteriores nos insectos hexapodos, ou de seis pés.
PEDATIO.
- Diz se da estructura, e situaçaõ dos pés. Vid. Fabricio. + Diz se da estructura, e situaçaõ dos pés. Vid. Fabricio.
PEDES.
- Os pés servem para o movimento veloz. Constaõ, de femur, Tab. VI. fig. II. r.r. + Os pés servem para o movimento veloz. Constaõ, de femur, Tab. VI. fig. II. r.r. g.g. tibia, fig. III. y. r. st. t., e verso. fig. II. III. w. w. Os pés anteriores nos machos quasi sempre saõ mais cumpridos pela copula. Cancer. Chryptocephalus. - + Pelo numero.
— Quatuor.
- Quatro. Papilio. + Quatro. Papilio.
— Sex.
- Seis na maior parte dos Insectos. + Seis na maior parte dos Insectos.
— Octo.
- Oito Aranea + Oito Aranea
— Plures.
- Muitos. Oniscus. Julus, Scolopendra. + Muitos. Oniscus. Julus, Scolopendra.
Pela situaçaõ.
— Pectorales.
- Pegados ao peito. + Pegados ao peito.
— Abdominales.
- Pegados ao ventre. Julus, Scolopendra. fig. 85. + Pegados ao ventre. Julus, Scolopendra. fig. 85.
— Dorsales.
- Pegados ao dorso. Cancer dorsipes. + Pegados ao dorso. Cancer dorsipes.
Pelo uso.
— Cursorii.
- Estendidos quando caminhaõ. Cimex, Chrysomela. + Estendidos quando caminhaõ. Cimex, Chrysomela.
— Gressorii.
- Os pés anteriores breves sem tarso. Papilio. + Os pés anteriores breves sem tarso. Papilio.
— Fossorii.
- Com a tibia breve compressa, dentada. Truxalis. Scarites. Scarabæus. + Com a tibia breve compressa, dentada. Truxalis. Scarites. Scarabæus.
— Saltatorii.
- As coxas posteriores mais grossas. Chrysomela. Cicada. fig. 35. + As coxas posteriores mais grossas. Chrysomela. Cicada. fig. 35.
— Natatorii.
- Com os pés posteriores compressos ciliados, com o tarso mutico, ou sem unha. Dytiscus, Notonecta. + Com os pés posteriores compressos ciliados, com o tarso mutico, ou sem unha. Dytiscus, Notonecta.
— Bronchiales.
- Natatorios mais fracos. Monoculus. fig. 83 + Natatorios mais fracos. Monoculus. fig. 83
— Raptorii.
- Quando o femur anterior he canaliculado, e recebe a tibia falcada, ou arqueada. Nepa. fig. + Quando o femur anterior he canaliculado, e recebe a tibia falcada, ou arqueada. Nepa. fig. 37.
PROBOSCIS.
- Diz-se de huma continuação carnoza, recta, cylindrica, posta na bocca do Insecto com dous beiços na ponta, a qual o + Diz-se de huma continuação carnoza, recta, cylindrica, posta na bocca do Insecto com dous beiços na ponta, a qual o animal, póde voluntariamente recolher, e estender. Musca. Pela figura.
— Inflexa.
- Estendida, e escondida debaixo do peito. Empis. + Estendida, e escondida debaixo do peito. Empis.
— Cylindrica.
- Cylindrica. Musca. + Cylindrica. Musca.
— Canaliculata.
- Canaliculada. + Canaliculada. Tabanus.
— Haustelliformis.
- Á maneira de haustello. Empis. Conops. + Á maneira de haustello. Empis. Conops.
- - Pelo Stipe, ou + + Pelo Stipe, ou pedunculo.
— Cornea.
- De substancia cornea. Empis. fig. 68. + De substancia cornea. Empis. fig. 68.
— Fracta.
- Quebrada. Musca. + Quebrada. Musca.
— Membranacea.
- Membranacea. Rhingia. Tabanus. + Membranacea. Rhingia. Tabanus.
— Geniculata.
- Nodosa. Conops. fig. 68. + Nodosa. Conops. fig. 68. Pela cabeça, ao capitulo.
— Labiis integris.
- Com os beiços inteiros. Bibio. + Com os beiços inteiros. Bibio.
— — Ciliatis.
- Ciliados. Rhagio. + Ciliados. Rhagio. Empis.
— — Acutis.
- Agudos. Syrphus. + Agudos. Syrphus.
— — Acuminatis.
- Quasi agudos. + Quasi agudos.
— — Rotundatis.
- Arredondados. Bibio. + Arredondados. Bibio.
— — Ovatis.
- De figura oval. Musca. + De figura oval. Musca.
Pela proporçaõ.
— Abbreviata.
- Breve. Tipula. + Breve. Tipula.
— Elongata.
- Comprida. Empis. + Comprida. Empis.
— Retracta.
- Escondida entre os beiços inchados, furados por hum pequeno buraco. + Escondida entre os beiços inchados, furados por hum pequeno buraco. Oestrus.
— Nulla.
- Nenhuma. Bombylius. + Nenhuma. Bombylius.
PUPA.
- Diz-se do animal, que passando do estado de larva fica revestido de huma - substancia mais seca ainda esteril, a que podemos chamar adolescencia do Insecto, passando, para a idade vegetativa, + Diz-se do animal, que passando do estado de larva fica revestido de huma + substancia mais seca ainda esteril, a que podemos chamar adolescencia do Insecto, passando, para a idade vegetativa, corrobora a imagem occulta até a perfeiçoar; considera-se pois esta pelas fórmas seguintes.
— Completa.
- Sahindo o Insecto do estado de pupa + Sahindo o Insecto do estado de pupa agil em todas as suas partes.
— Simicompleta.
- Quando sahe taõ somente com os principios das azas. + Quando sahe taõ somente com os principios das azas.
— Incompleta.
- Destituida do movimento das azas, e dos pés. + Destituida do movimento das azas, e dos pés.
— Obtecta.
- Sendo cuberta com huma casca, porém ja se distingue o seu thorax, e + Sendo cuberta com huma casca, porém ja se distingue o seu thorax, e abdomen.
— Coarctata.
- Quando o Insecto se acha dentro de + Quando o Insecto se acha dentro de hum globo.
- +
PUPILLATUS. Ocellus.
- Com pupilla. V. ocellus. + Com pupilla. V. ocellus.
- R. + R.
REFLEXILE sursum Abdomen.
- O abdomen levantado, e revirado para traz Thirps. + O abdomen levantado, e revirado para traz Thirps.
— Repanda fascia.
- Faixa retorcida, ou virada para traz Chrysomela. + Faixa retorcida, ou virada para traz Chrysomela.
RETINACULUM.
- Unhas na bocca das aranhas. + Unhas na bocca das aranhas.
ROSTRUM.
- Nos Insectos he huma + Nos Insectos he huma bainha articulada, que consta de huma só valva, e inclue ordinariamente tres sedas. Articulaçoens, ou nós.
— Indistincti.
- Que naõ apparecem. Sigara. + Que naõ apparecem. Sigara.
— Duo.
- Dous nós. Reduuius. + Dous nós. Reduuius.
— Tres.
- Tres. Nepa. fig. 37. + Tres. Nepa. fig. 37.
— Quatuor.
- Quatro. Cimex. fig. 38. + Quatro. Cimex. fig. 38.
— Quinque.
- Sinco Pulex. Laternaria. + Sinco Pulex. Laternaria.
— Unica.
- Com hum só nó. Pulex. + Com hum só nó. Pulex.
Pela situaçaõ.
— In capitis apice.
- No apice da cabeça. Cicada. Cimex. + No apice da cabeça. Cicada. Cimex.
— Sub capitis apice.
- Debaixo da extremidade da cabeça. Acanthia. + Debaixo da extremidade da cabeça. Acanthia.
— Vagina pectorali.
- Na bainha do peito. Chermes. + Na bainha do peito. Chermes.
Pela figura.
— Canaliculatum.
- Com linha longitudinal esculpida. Laternaria. + Com linha longitudinal esculpida. Laternaria.
— Cylindricum.
- Cylindrico. Cicada. fig. 35. + Cylindrico. Cicada. fig. 35.
— Conicum.
- Conico. Sigara. + Conico. Sigara.
— Setaceum.
- Á maneira de seda. Cimex. + Á maneira de seda. Cimex.
— Rotundatum.
- Arredondado. Nepa. Naucoris. + Arredondado. Nepa. Naucoris.
— Lamellatum.
- Sustido por ambos os lados por huma pequena lamina. Pulex. fig. 77. + Sustido por ambos os lados por huma pequena lamina. Pulex. fig. 77.
— Inflexum.
- Virado para o ventre, e escondido entre as coxas anteriores. + Virado para o ventre, e escondido entre as coxas anteriores. Laternaria.
- +
— Arcuatum.
- Arqueado como hum segmento de circulo. Nepa, Reduuius. + Arqueado como hum segmento de circulo. Nepa, Reduuius.
— Involvens.
- Com a base muito larga. Sigara. + Com a base muito larga. Sigara.
— Sulcatum.
- Com strias delgadas, ou irregulares, e linhas transversaes esculpidas, ou + Com strias delgadas, ou irregulares, e linhas transversaes esculpidas, ou alguma cousa aprofundadas. Sigara.
Pela margem.
— Marginatum.
- Com a margem membranacea estendida. + Com a margem membranacea estendida.
— Spinosum.
- Com pequenos dentes agudos, e fortes. Sigara. + Com pequenos dentes agudos, e fortes. Sigara.
— Inerme.
- Sem dentes. Aphis. fig. 39. + Sem dentes. Aphis. fig. 39.
Pelo apice.
— Obtusum.
- Obtuso. Cicada. Notonecta. Cimex. + Obtuso. Cicada. Notonecta. Cimex.
— Acutum.
- Agudo. Nepa. Sigara. + Agudo. Nepa. Sigara.
— Subulatum.
- Em forma de sovela. Reduuius. + Em forma de sovela. Reduuius.
Pela proporçaõ.
— Abbreviatum.
- Breve. Sigara. Notenecta. + Breve. Sigara. Notenecta.
— Elongatum.
- Comprido. Laternaria. Pulex. + Comprido. Laternaria. Pulex.
— Obsoletum.
- Que apenas apparece. Thrips. + Que apenas apparece. Thrips.
- S. + S.
SCABER.
- Aspero. + Aspero.
SCUTELLATUS.
- Com Scutello. Scarabæus. + Com Scutello. Scarabæus.
SCUTELLUM.
- Pequeno escudo, pegado na parte posterior do thorax, posto entre as azas. Tab. - VI. fig. II. k. O escutello. falta nos Insectos apteros, ou que naõ tem azas, assim como tambem nos que + Pequeno escudo, pegado na parte posterior do thorax, posto entre as azas. Tab. + VI. fig. II. k. O escutello. falta nos Insectos apteros, ou que naõ tem azas, assim como tambem nos que tem elytros pegados, ou unidos. - O escutello está pegado ao thorax, porém distincto delle pela uniaõ, uso, e + O escutello está pegado ao thorax, porém distincto delle pela uniaõ, uso, e figura. - O uso do escutello parece ser para o insecto estender + O uso do escutello parece ser para o insecto estender as azas, quando voa. - + Pela proporçaõ.
— Brevius abdomine.
- Mais breve que o abdomen, na maior parte dos Insectos. + Mais breve que o abdomen, na maior parte dos Insectos.
— Abdominis longitudine.
- Do comprimento do abdomen. Cimex. Acrydium. + Do comprimento do abdomen. Cimex. Acrydium.
— Abdomine longius.
- Mais comprido, que o abdomen. Acrydium. + Mais comprido, que o abdomen. Acrydium.
Pela figura
— Subrotundum.
- Quasi redondo. Scarabæus. + Quasi redondo. Scarabæus.
— Ovatum.
- Oval. Chrysomela. + Oval. Chrysomela.
— Triangulare.
- Triangular. Cetonia. + Triangular. Cetonia.
— Fornicatum.
- Com a sua superficie levantada, e as margens inclinadas. Acrydium. + Com a sua superficie levantada, e as margens inclinadas. Acrydium.
— Quadratum.
- De figura quadrada. Ichneumon. Vespa. fig. 59. + De figura quadrada. Ichneumon. Vespa. fig. 59.
— Orbiculatum.
- Orbicular. Musca. + Orbicular. Musca.
— Scutatum.
- Que cobre todo o abdomen como hum escudo. Acrydium. Gryllus. + Que cobre todo o abdomen como hum escudo. Acrydium. Gryllus.
Pela superficie.
— Carinatum.
- A modo de quilha, ou com linha longitudinal levantada, aguda. + A modo de quilha, ou com linha longitudinal levantada, aguda. Acrydium. Gryllus.
— Lincatum.
- Com strias levantadas longitudinaes. Crabro fossoria. + Com strias levantadas longitudinaes. Crabro fossoria.
— Sulcatum.
- Com linha longitudinal muito excavada, ou aprofundada. + Com linha longitudinal muito excavada, ou aprofundada. Scarabaeus.
Pelo apice, ou summidade.
— Acutum.
- Agudo. Cetonia. Membracis. + Agudo. Cetonia. Membracis.
— Obtusum.
- Rombo. Melolontha. + Rombo. Melolontha.
— Emarginatum.
- Com excavaçaõ curva. Cimex. + Com excavaçaõ curva. Cimex.
— Bidentatum.
- Com duas pontas á maneira de dentes. + Com duas pontas á maneira de dentes.
— Sexdentatum.
- Com seis. Strationis. + Com seis. Strationis.
— Truncatum.
- Como cortado. + Como cortado.
SESQUIALTERUS.
- Ametade mais. + Ametade mais.
- +
SPIRACULA.
- Saõ os poros lateraes, que se observaõ em cada segmento do abdomen do Insecto + Saõ os poros lateraes, que se observaõ em cada segmento do abdomen do Insecto
STEMMATA.
- Saõ tres pontos prominentes luzidios, que estão na summidade da frente. Tab. VI. + Saõ tres pontos prominentes luzidios, que estão na summidade da frente. Tab. VI. fig. V. Tetranonia. Sphex.
STERNUM.
- O sterno he huma linha longitudinal elevada no peito muitas vezes + O sterno he huma linha longitudinal elevada no peito muitas vezes anterior, e posteriormente acaba em ponta. fig. III. f. - O sterno corresponde ao scutello, e nem sempre está sahido para fóra. + O sterno corresponde ao scutello, e nem sempre está sahido para fóra. Pela proporçaõ.
— Abbreviatum.
- Breve. Hydrophyllus. + Breve. Hydrophyllus.
— Elongatum.
- Comprido. Buprestis. + Comprido. Buprestis.
Pela summidade, ou apice.
— Integrum.
- Inteiro. Dytiscus. + Inteiro. Dytiscus.
— Truncatum.
- Cortado. + Cortado.
— Acuminatum.
- Acaba em ponta. Hydrophyllus. + Acaba em ponta. Hydrophyllus.
— Bifidum.
- Dividido em duas partes. Dytiscus. + Dividido em duas partes. Dytiscus.
— Cornutum.
- Levantado á maneira de ponta. Buprestis. + Levantado á maneira de ponta. Buprestis.
STIGMA.
- He huma macula no lado anterior da aza, de figura reniforme. + He huma macula no lado anterior da aza, de figura reniforme.
STRIA.
- Excavaçaõ muito superficial. + Excavaçaõ muito superficial.
— Crenata.
- Com incsioens; ou sinuosidades lateraes curvas. + Com incsioens; ou sinuosidades lateraes curvas.
SUBNUTANS rostrum.
- Quasi arqueado para baixo; ou virado para a terra. Hippobosca. + Quasi arqueado para baixo; ou virado para a terra. Hippobosca.
SUTURÆ.
- Saõ aquellas divizoens onde o thorax se une ás outras partes do corpo. + Saõ aquellas divizoens onde o thorax se une ás outras partes do corpo.
— Anterior.
- Com a cabeça. + Com a cabeça.
— Posterior.
- Com os Elytros. + Com os Elytros.
- +
- T. + T.
TARSUS.
- O tarso pela maior parte he articulado, e nelle acaba o pé. Das articulaçoẽs do + O tarso pela maior parte he articulado, e nelle acaba o pé. Das articulaçoẽs do tarso he que Geoffroy determinou as ordens. Tab. VI. fig. II. III. w. w. w.
— Nullus.
- Sem articulaçaõ. Scarabæus. + Sem articulaçaõ. Scarabæus.
— Unicus.
- Huma articulaçaõ. Papilio. + Huma articulaçaõ. Papilio.
— Duo.
- Duas. + Duas.
— Tres.
- Tres. + Tres.
— Quatuor.
- Quatro. Buprestis. + Quatro. Buprestis.
— Quinque.
- Cinco. Dytiscus. + Cinco. Dytiscus.
— Sex.
- Seis. Pela figura. + Seis. Pela figura.
— Cylindricus.
- Cylindrico. Iulus. Scolopendra. + Cylindrico. Iulus. Scolopendra.
— Compressus.
- Comprimido. Dytiscus. + Comprimido. Dytiscus.
— Scutatus.
- O nó do meio he dilatado, ou extenso no outro lado, e he orbicular. Dytiscus. + O nó do meio he dilatado, ou extenso no outro lado, e he orbicular. Dytiscus. Vespa Cribraria.
— Spongiosus.
- Os nós na parte inferior saõ mais molles, e mais grossos. Helops. + Os nós na parte inferior saõ mais molles, e mais grossos. Helops. Chrysomela.
Pela margem.
— Ciliatus.
- Ciliado. Dytiscus. + Ciliado. Dytiscus.
— Spinosus.
- Com espinhos. + Com espinhos.
Pelo apice.
— Unguiculatus.
- Com ponta arqueada aguda. Scarabaeus. + Com ponta arqueada aguda. Scarabaeus.
— Villosus.
- Cercado de villos, ou de muitos pellos sem ordem. Sphinx. Phalaena. + Cercado de villos, ou de muitos pellos sem ordem. Sphinx. Phalaena.
— Muticus.
- O contrario dos antecedentes, proprio dos pés natatorios. + O contrario dos antecedentes, proprio dos pés natatorios.
— Chelatus.
- Com o ultimo nó, ou articulo mais grosso; com o pollegar dividido, e movel. + Com o ultimo nó, ou articulo mais grosso; com o pollegar dividido, e movel. Cancer, Astacus.
TENTACULATIO.
- Situaçaõ, e figura das partes, que o insecto póde extender, e recolher, e que contem + Situaçaõ, e figura das partes, que o insecto póde extender, e recolher, e que contem alguns orgaõs sensorios. V. Fabricio.
TERGUM.
- Parte superior do abdomen. + Parte superior do abdomen.
THORAX.
- He a parte superior do tronco. + He a parte superior do tronco. Pela figura.
— Linearis.
- Que tem a mesma largura em todas as partes. Mantis. fig. 32. + Que tem a mesma largura em todas as partes. Mantis. fig. 32.
— Orbiculatus.
- Cujo diametro transversal he igual ao longitudinal. + Cujo diametro transversal he igual ao longitudinal.
— Ovatus.
- Cujo diametro transversal he mais breve, que o longitudinal. + Cujo diametro transversal he mais breve, que o longitudinal. Carabus.
— Strumarius.
- Com os lados estendidos, e como inchados. Gryllus. + Com os lados estendidos, e como inchados. Gryllus.
— Lunaris.
- Com os lados prominentes anteriormente. Acanthia. + Com os lados prominentes anteriormente. Acanthia.
— Retusus.
- Que acaba na parte anterior com huma excavaçaõ obtusa. Scarabaeus. + Que acaba na parte anterior com huma excavaçaõ obtusa. Scarabaeus.
— Acuminatus.
- Que acaba em ponta. Sepidium. + Que acaba em ponta. Sepidium.
— Lanceolatus.
- Sahido para fóra mais delgado. Curculio anchorago. + Sahido para fóra mais delgado. Curculio anchorago.
— Transversus.
- Cujo diametro transversal excede o longitudinal. Dytiscus. + Cujo diametro transversal excede o longitudinal. Dytiscus.
— Planus.
- Chato, sendo as margens da mesma altura que o meio, ou a mais + Chato, sendo as margens da mesma altura que o meio, ou a mais superficie.
— Mucronatus.
- Que acaba com excavaçaõ obtusa, na qual está huma ponta. Scarabæus. + Que acaba com excavaçaõ obtusa, na qual está huma ponta. Scarabæus.
— Testatus.
- Todo o corpo cuberto de cute calcaria. Cancer. Pela proporçaõ. + Todo o corpo cuberto de cute calcaria. Cancer. Pela proporçaõ.
— Brevior.
- Mais breve, que o abdomen, o que se observa na maior parte dos insectos. + Mais breve, que o abdomen, o que se observa na maior parte dos insectos.
— Longior.
- Mais comprido que o abdomen. Curculio. + Mais comprido que o abdomen. Curculio.
— Abdominis longitudine.
- Do comprimento do abdomen. Mantis. + Do comprimento do abdomen. Mantis.
- + Pela superficie.
— Tomentosus.
- Cuberto de velo, ou lanugem imperceptivel. + Cuberto de velo, ou lanugem imperceptivel.
— Pilosus.
- Com pellos compridos. + Com pellos compridos.
— Hispidus.
- Com sedas rijas. Musca. + Com sedas rijas. Musca.
— Cristatus.
- Quando o seu dorso tem feixes de pellos. Bombyx, Noctua. + Quando o seu dorso tem feixes de pellos. Bombyx, Noctua.
— Tuberculatus.
- Com prominencias convexas, obtusas, desiguaes. Scarabæus. Gryllus + Com prominencias convexas, obtusas, desiguaes. Scarabæus. Gryllus
— Aculeatus.
- Com aculeos rijos espalhados pela sua superficie. Cancer. Hispa. + Com aculeos rijos espalhados pela sua superficie. Cancer. Hispa.
— Muricatus.
- Quasi o mesmo que aculcatus. Dermestes muricatus. + Quasi o mesmo que aculcatus. Dermestes muricatus.
— Cornutus.
- Com prominencias conpridas. Scarabaeus. Tab. VI. fig. II. h. h. + Com prominencias conpridas. Scarabaeus. Tab. VI. fig. II. h. h.
— Glaber.
- Sem lanugem. + Sem lanugem.
— Levis.
- Liso, sem excavaçaó, ou prominencia dentada. + Liso, sem excavaçaó, ou prominencia dentada.
— Serratus.
- Com huma linha longitudinal levantada, aguda, lisa. + Com huma linha longitudinal levantada, aguda, lisa. Gryllus.
— Canalliculatus.
- Com huma linha longitudinal excavada. + Com huma linha longitudinal excavada.
— Carinatus.
- Com linha longitudinal levantada, lisa. Gryllus. + Com linha longitudinal levantada, lisa. Gryllus.
— Striatus.
- Com linhas superficiaes, longitudinaes. + Com linhas superficiaes, longitudinaes.
— Sulcatus.
- Com linhas longitudinaes excavadas mais profundamente. + Com linhas longitudinaes excavadas mais profundamente.
— Punctatus.
- Com pequenos pontos excavados, dispostos sem ordem. + Com pequenos pontos excavados, dispostos sem ordem.
— Variolosus.
- Excavado com pontos maiores como cicatrizados. + Excavado com pontos maiores como cicatrizados.
— Rugosus.
- Com linhas transversaes, e longitudinaes sem ordem, formando rugas. + Com linhas transversaes, e longitudinaes sem ordem, formando rugas.
— Plicatus.
- Com incisoens profundas transversaes formando pregas. Aphis. + Com incisoens profundas transversaes formando pregas. Aphis.
- +
— Scaber.
- Com muitos pontos prominentes sem ordem. + Com muitos pontos prominentes sem ordem.
Pela borda, ou margem.
— Marginatus.
- Com os lados, ou margem alguma cousa prominente, ou sahida, e estendida mais + Com os lados, ou margem alguma cousa prominente, ou sahida, e estendida mais para fóra. Sylpha. Lampyris. fig. 18.
— Spinosus.
- De ambos os lados tem huma ponta rija. Cerambix. fig. 21. + De ambos os lados tem huma ponta rija. Cerambix. fig. 21.
— Dentatus.
- Com pontas mais pequenas horizontaes dezunidas entre si. Prionus. + Com pontas mais pequenas horizontaes dezunidas entre si. Prionus.
— Tentaculatus.
- Com tentaculos, que se contrahem, bifidos ou divididos em dous, em ambos os lados. + Com tentaculos, que se contrahem, bifidos ou divididos em dous, em ambos os lados. Malachius.
— Callosus.
- Cuberto de huma substancia differente da do thorax. Chrysomela + Cuberto de huma substancia differente da do thorax. Chrysomela collaris.
— Ciliatus.
- Com a margem cercada de sedas prallelas postas ao comprido. + Com a margem cercada de sedas prallelas postas ao comprido.
— Erosus.
- Com excavações maiores, ou menores nos dous lados da margem do thorax. + Com excavações maiores, ou menores nos dous lados da margem do thorax. Cerambix. Prionus.
— Foliaceus.
- Com margens membranaceas muito sahidas. Mantis. + Com margens membranaceas muito sahidas. Mantis.
— Deflexus.
- Com as margens inclinadas. + Com as margens inclinadas.
— Inermis.
- Com as margens lisas. + Com as margens lisas.
TIBIA.
- He o segundo nó do pé que fica entre o femur, ou coixa, e o tarso. Tab. VI. fig. + He o segundo nó do pé que fica entre o femur, ou coixa, e o tarso. Tab. VI. fig. II. III. s. t. u. Pela figura.
— Cylindrica De figura de cylindro.
- Gryllus, Chrysomela. + Gryllus, Chrysomela.
— Compressa.
- Comprimida. Dytiscus. Apis. + Comprimida. Dytiscus. Apis.
— Triangularis.
- Com angulo agudo no meio, ou trianguiar. Trox. + Com angulo agudo no meio, ou trianguiar. Trox.
— Fornicata.
- Chata, com o lado interior concavo. Truxalis. + Chata, com o lado interior concavo. Truxalis.
— Angulata.
- Com angulos agudos prominentes. Gryllus. + Com angulos agudos prominentes. Gryllus.
- +
— Falcata, compressa, arcuata, acuta.
- A maneira de fouce, comprimida, arqueada, aguda. Mantis. + A maneira de fouce, comprimida, arqueada, aguda. Mantis.
— Pollicata.
- Com huma prominencia como accrescentada no meio. Nepa. fig. 37. + Com huma prominencia como accrescentada no meio. Nepa. fig. 37.
Pela superficie.
— Pilosa.
- Com pellos. Phalæna. Sphinx. + Com pellos. Phalæna. Sphinx.
— Manicata.
- Comprimidas dos lados, e cuberta com pellos muito juntos, e sem ordem. Apis. + Comprimidas dos lados, e cuberta com pellos muito juntos, e sem ordem. Apis. fig. 60.
— Tuberculata.
- Com varias prominencias irregulares. + Com varias prominencias irregulares.
— Canaliculata.
- Canaliculada. + Canaliculada. Carabus. Tipula.
— Glabra.
- Lisa. + Lisa.
Pela margem.
— Dentata.
- Com dentes. Scarabaeus. Truxalis. + Com dentes. Scarabaeus. Truxalis.
— Serrata.
- Com incisoens á maneira de sersa. Gryllus. + Com incisoens á maneira de sersa. Gryllus.
— Ciliata.
- Com pellos visinhos parallelos. Dytiscus. + Com pellos visinhos parallelos. Dytiscus.
— Inermis.
- Sem pellos, ou espinhos. Crysomela. + Sem pellos, ou espinhos. Crysomela.
Pelo apice.
— Spinosa.
- Que acaba em huma ponta aguda, rija. Carabus. + Que acaba em huma ponta aguda, rija. Carabus.
— Mutica.
- Contraria das antecedentes. Papilio. + Contraria das antecedentes. Papilio.
TRUNCUS.
- He a parte, que fica entre a cabeça, e o abdomen. Consta de thorax, escutello, + He a parte, que fica entre a cabeça, e o abdomen. Consta de thorax, escutello, peito, e sterno.
— Distinctus.
- Separado por meio de hum - pedunculo, ou especie de pescoço, na maior parte dos insectos. + Separado por meio de hum + pedunculo, ou especie de pescoço, na maior parte dos insectos.
— Coalitus.
- Unido immediatamente com a cabeça. Aranea. Phalangium. + Unido immediatamente com a cabeça. Aranea. Phalangium.
- U. + U.
VERRUCOSUS, sive biverrucosus.
- Com verrugas, ou com duas verrugas. Curculio verrucosus. + Com verrugas, ou com duas verrugas. Curculio verrucosus.
VITTA longitudinalis lutea.
- A maneira de linha, ou fita comprida de cor amarella. Cicada ciliaris. + A maneira de linha, ou fita comprida de cor amarella. Cicada ciliaris.
- +
- CLASSE VI. VERMES. + CLASSE VI. VERMES.
- A. + A.
ABRUPTA columella.
- Buccinum spiratum. V. columella. + Buccinum spiratum. V. columella.
ACETABULUM.
- Cavidade, que se acha nas conchas. Tab. XII. fig. 4. a. - Tambem nos servimos deste termo para os tuberculos, ou protuberancias excavadas, que estaõ ao comprido + Cavidade, que se acha nas conchas. Tab. XII. fig. 4. a. + Tambem nos servimos deste termo para os tuberculos, ou protuberancias excavadas, que estaõ ao comprido dos braços da Sepia Loligo &c. por meio dos quaes absorbe o ar, e a agua, e a lança fòra, ou tambem serrem para chupar os humores dos animaes, a que se pegaõ.
ACUS.
- Saõ humas pontas finas mais ou menos compridas, que se observaõ em alguns + Saõ humas pontas finas mais ou menos compridas, que se observaõ em alguns Molluscos. M. D. Argenville.
ALÆ.
- Azas, ou membranas á maneira de aza nos Molluscos. + Azas, ou membranas á maneira de aza nos Molluscos.
— Oppositæ.
- Oppostas huma de hum lado, e outra de outro na mesma direcçaõ. Clio. + Oppostas huma de hum lado, e outra de outro na mesma direcçaõ. Clio.
— Subrotundae.
- Arredondadas. Sepia Sepiola. + Arredondadas. Sepia Sepiola.
AMBULACRUM.
- Espaços, que medeaõ entre as prominencias da superficie do corpo do Echinus, á + Espaços, que medeaõ entre as prominencias da superficie do corpo do Echinus, á semelhança de hum jardim dividido em areas, e ruas. &c.
AMPULLACEA.
- No Buccino; concha inchada redonda, delgada, quasi transparente, fragil. + No Buccino; concha inchada redonda, delgada, quasi transparente, fragil.
ANDROGYNUS, sive Hermaphroditus.
- Molluscos, que tem ambos os sexos. + Molluscos, que tem ambos os sexos.
- +
ANFRACTUS.
- Nas conchas univalves saõ aquellas voltas que as mesmas conchas fazem sobre si, + Nas conchas univalves saõ aquellas voltas que as mesmas conchas fazem sobre si, ou ao redor da culumela, ou eixo, formando huma espira. Tab. XII. fig. 1. a. 7. a. b. c. 27. 28.
— Anceps.
- Nos lados da concha formando hum angulo agudo. + Nos lados da concha formando hum angulo agudo.
— Annullatus.
- Com segmentos á maneira de anneis. Turbo nauticus. + Com segmentos á maneira de anneis. Turbo nauticus.
— Bifidus.
- Fendido, ou dividido quasi em duas partes, ou com huma excavaçaõ á maneira de + Fendido, ou dividido quasi em duas partes, ou com huma excavaçaõ á maneira de sutura dividida. Buccinum arenulatum.
— Bipartitus.
- Fendido mais profundamente. Buccinum duplicatum. + Fendido mais profundamente. Buccinum duplicatum.
— Canaliculatus.
- Com huma, ou mais excavações profundas, ou canaes. Conus marmoreus. + Com huma, ou mais excavações profundas, ou canaes. Conus marmoreus.
— Cancellatus.
- Com costas longitudinaes arqueadas. + Com costas longitudinaes arqueadas.
— Carinato-striatus.
- Com angulo agudo, e com excavações muito superficiaes. + Com angulo agudo, e com excavações muito superficiaes.
— Cylindricus.
- De figura cylindrica. Nautilus Spirula. + De figura cylindrica. Nautilus Spirula.
— Compressus.
- Comprimido nos lados. Nautilus. rugosus. + Comprimido nos lados. Nautilus. rugosus.
— Contiguus.
- Contiguo ou visinho; estando as circumvoluções do anfracto visinhas entre si. + Contiguo ou visinho; estando as circumvoluções do anfracto visinhas entre si. Nautilus Pompilius. Turbo Clathrus.
— Contrarius.
- Estando a circumvoluçaõ ao contrario, do que se acha ordinariamente nas outras + Estando a circumvoluçaõ ao contrario, do que se acha ordinariamente nas outras conchas. Trochus perversus.
— Coronatus.
- Circomdado sómente verso o apice de huma simplez ordem de + Circomdado sómente verso o apice de huma simplez ordem de prominencias.
— Cristatus dorso.
- com o dorso do anfracto levantado á maneira de crista. Turbo, + com o dorso do anfracto levantado á maneira de crista. Turbo, Nautilus.
— Curvato-multangulus.
- Curvado com muitos angulos prominentes. Buccitum undatum. + Curvado com muitos angulos prominentes. Buccitum undatum.
— Disjunctus.
- Estando os anfractos desunidos outre si. Nautilus spirula. + Estando os anfractos desunidos outre si. Nautilus spirula.
- +
— Distinctus canali.
- Estando cada circumvoluçaõ separada por huma excavaçaõ profunda. + Estando cada circumvoluçaõ separada por huma excavaçaõ profunda.
— Distans.
- Estando os anfractos, ou circumvoluções distantes. Turbo scalaris. fig. + Estando os anfractos, ou circumvoluções distantes. Turbo scalaris. fig. 7.
— Divisus sutura elevata.
- Estando o anfracto dividido por huma junctura, ou costura levantada. Strombus + Estando o anfracto dividido por huma junctura, ou costura levantada. Strombus vittatus.
— Duplex.
- Sendo o anfracto duplicado. Buccinum. hecticum. + Sendo o anfracto duplicado. Buccinum. hecticum.
— Elevatus.
- Levantado, ou prominente. + Levantado, ou prominente.
— Aequalis.
- Igual, sem protuberancias, ou excavações &c. + Igual, sem protuberancias, ou excavações &c.
— Frondosus.
- As varices estendidas em maneira de ramos. Murices frondosi. + As varices estendidas em maneira de ramos. Murices frondosi.
— Geniculis elavatis.
- Com nós prominentes, ou dilatados. Nautilus calcar. + Com nós prominentes, ou dilatados. Nautilus calcar.
— — Crenatis.
- Com nós que tem incisuras. V. Crenatum na Botanica. + Com nós que tem incisuras. V. Crenatum na Botanica.
— — Laevibus.
- Lisos. + Lisos.
— — Insculptis.
- Com excavações + Com excavações longitudinaes, e superficiaes. Nautilus Beccarii. fig. 16.
— Gibbosus.
- Corcovado. + Corcovado.
— Imbricatus deorsum.
- Com especie de escamas dispostas á maneira de telhas, mas viradas para baixo. + Com especie de escamas dispostas á maneira de telhas, mas viradas para baixo. Turbo imbricatus.
— — Sursum.
- Viradas para sima. Turbo replicatus. + Viradas para sima. Turbo replicatus.
— Incrassato-marginatus.
- Grosso, com a sua margem sahida para fóra, ou extendida. Nautilus + Grosso, com a sua margem sahida para fóra, ou extendida. Nautilus rugosus.
— Indivisus.
- Sem divisaõ alguma. Buccinum maculatum. + Sem divisaõ alguma. Buccinum maculatum.
— Inæqualis.
- Desigual na grossura, ou na superficie. + Desigual na grossura, ou na superficie.
— Lamellatus.
- Formado, ou cuberto com pequenas laminas membranaceas transversaes. Buccinum Bezoar. + Formado, ou cuberto com pequenas laminas membranaceas transversaes. Buccinum Bezoar.
— Laevis.
- Com a superficie lisa. + Com a superficie lisa.
— Lineatus.
- Cheio de lineas. + Cheio de lineas.
— Marginatus.
- Com a margem extendida para fora, ou prominente. + Com a margem extendida para fora, ou prominente.
— Muricatus.
- Com bicos, ou espinhos. + Com bicos, ou espinhos.
— Nodulosus.
- Com prominencias redondas. + Com prominencias redondas.
— Obsoletus.
- Safado, que apenas se destingue a sutura. + Safado, que apenas se destingue a sutura.
— Obtusus.
- Obtuso, ou convexo. Nautilus Pompilio. + Obtuso, ou convexo. Nautilus Pompilio.
— Planiusculus.
- Espalmado, ou alguma cousa plano, ou chato. Conus figulinus. + Espalmado, ou alguma cousa plano, ou chato. Conus figulinus.
— Plicatus.
- Como enroscado. + Como enroscado.
— Plicato-striatus.
- Enroscado, estriado. V. Striz Voluta cafra. + Enroscado, estriado. V. Striz Voluta cafra.
— Rotundatus.
- Arredondado. + Arredondado.
— Spinoso radiatus.
- Circumdado com espinhos. + Circumdado com espinhos.
— Spinosus.
- Espinoso. + Espinoso.
— Scrobiculatus.
- Que tem espalhadas cicatrices escavadas. Buccinum cornutum. + Que tem espalhadas cicatrices escavadas. Buccinum cornutum.
— Subangulatus.
- Quasi angulado. + Quasi angulado.
— Striatus.
- Com lineas muito subtís, ou elevadas, ou excavadas. + Com lineas muito subtís, ou elevadas, ou excavadas.
— Subemarginatus.
- Com alguma pequena excavaçaõ na sua margem. + Com alguma pequena excavaçaõ na sua margem.
— Subsulcatus.
- Quasi sulcado, ou com excavaçoens, ou regos pouco profundos. + Quasi sulcado, ou com excavaçoens, ou regos pouco profundos.
— Sulcatus.
- Com linhas mais largas, ou excavadas, ou prominentes. + Com linhas mais largas, ou excavadas, ou prominentes.
— Suturæ anfractuum.
- Juncturas dos anfractus, ou circumvoluções da concha. + Juncturas dos anfractus, ou circumvoluções da concha.
— Teres.
- Roliço, ou redondo. + Roliço, ou redondo.
- +
— Torulosus.
- Alguma cousa grosso. + Alguma cousa grosso.
— Scriptus.
- Pintado com varios caracteres, que parecem letras. + Pintado com varios caracteres, que parecem letras.
— Sinister.
- Quasi todas as conchas tem o anfracto virado para a parte direita contra o + Quasi todas as conchas tem o anfracto virado para a parte direita contra o caminho do sol, como diz o vulgo, exceptuadas algumas poucas, cujo anfracto he para a parte do poente.
ANASTOMOSANS.
- Tubos, que se communicaõ entre si. Tubipura fascicularis. + Tubos, que se communicaõ entre si. Tubipura fascicularis.
ANCEPS.
- Concha, que he longitudinalmente angulada de hum lado, e outro. Helix. + Concha, que he longitudinalmente angulada de hum lado, e outro. Helix.
ANTIQUATA.
- Concha que parece accrescentar annualmente á sua testa alguma porçaõ de mais, e + Concha que parece accrescentar annualmente á sua testa alguma porçaõ de mais, e assim forma regos transversaes com estes accrescentamentos. Cardium edule.
ANUS.
- He huma abertura immediata á trachea nas univalves; porem nas bivalves está junto + He huma abertura immediata á trachea nas univalves; porem nas bivalves está junto ao canal que serve para tomar o seu alimento: alem disso he a mais pequena abertura do Echinus. Tambem se chama Anus nas conchas bivalves huma pequena excavaçaõ, que fica na parte posterior. Em alguns Molluscos está no dorso posterior das protuberancias chamadas Umbones Tab. XIII. fig. 16. g.
— Verticalis.
- Na summidade do corpo. Echini regulares. + Na summidade do corpo. Echini regulares.
— Subtus, uti os.
- Debaixo assim como tambem está a bocca. Echini irregulares. + Debaixo assim como tambem está a bocca. Echini irregulares.
— Marginalis.
- Ao pe da borda, ou margem. Echinus placenta. + Ao pe da borda, ou margem. Echinus placenta.
— Subremotus.
- Alguma cousa distante do centro. Echinus orbicularis. Nas conchas bivalves tem + Alguma cousa distante do centro. Echinus orbicularis. Nas conchas bivalves tem o ano differentes nomes.
— Clausus.
- Fechado. + Fechado.
- — Compressus. - Comprimido nos lados. + — Compressus. + Comprimido nos lados. - +
— Cordatus.
- De figura de coraçaõ. + De figura de coraçaõ.
— Cordiformis.
- O mesmo que cordatus. + O mesmo que cordatus.
— Dentatus.
- Com dentes ao redor. + Com dentes ao redor.
— Impressus.
- Excavado, ou mais profundo. + Excavado, ou mais profundo.
— Intrusus.
- Profundo, e como mettido á força. + Profundo, e como mettido á força.
— Lunatus.
- Arqueado, ou em figura de meia lua. + Arqueado, ou em figura de meia lua.
— Nullus.
- Nenhum. + Nenhum.
— Obcordatus.
- De figura inversa do coraçaõ. + De figura inversa do coraçaõ.
— Ovatus.
- Oval. + Oval.
— Retusus.
- Com a margem torcida, ou revirada. + Com a margem torcida, ou revirada.
— Striatus.
- Com strias. + Com strias.
APERTURA.
- He a bocca de concha univalve por onde o animal sahe. Tab. XII. fig. I. c. Esta + He a bocca de concha univalve por onde o animal sahe. Tab. XII. fig. I. c. Esta he das figuras seguintes.
— Acuta utrinque.
- Aguda na parte superior, e inferior. + Aguda na parte superior, e inferior.
— Ampliata.
- Dilatada, ou ingrandecida. Helix auricularia. fig. 4. + Dilatada, ou ingrandecida. Helix auricularia. fig. 4.
— Arcuata.
- Arqueada. Helix contorta. + Arqueada. Helix contorta.
— Bilabiata.
- Com dous beiços, ou labios, hum exterior, e outro interior. Strombus + Com dous beiços, ou labios, hum exterior, e outro interior. Strombus urceus.
— Bimarginata.
- Com duas margens. Helix arbustorum. + Com duas margens. Helix arbustorum.
— Coarctata.
- Apertada, ou estre ita, quando amargem circumda a + Apertada, ou estre ita, quando amargem circumda a abertura sem a lacuna posterior.
— Compresso linearis.
- Comprimida, e da mesma largura desde assima até a baixo. + Comprimida, e da mesma largura desde assima até a baixo.
— Cordata.
- De figura de coraçaõ. Nautilus Pompilius. + De figura de coraçaõ. Nautilus Pompilius.
— Dehiscens.
- Muito aberta, ou com o labio inferior mais extendido. Conus + Muito aberta, ou com o labio inferior mais extendido. Conus Geographicus.
— Dentata utrinque.
- Com dentes em ambas as partes. Cypraea Voluta coffæa. + Com dentes em ambas as partes. Cypraea Voluta coffæa.
— Dentata.
- Com dentes. Buccinum. + Com dentes. Buccinum.
— Diducta antice.
- Despegada, ou mais aberta anteriormente. Turbo pullus. + Despegada, ou mais aberta anteriormente. Turbo pullus.
— Dilatata usque in apicem.
- Dilatada, ou feita mais larga até a summidade. Helix haliotoidea. + Dilatada, ou feita mais larga até a summidade. Helix haliotoidea.
— Desinens in canalem integrum rectum, seu subadscendentem.
- Que acaba em hum canal (que he a columela prolongada) inteiro, dircito, ou que + Que acaba em hum canal (que he a columela prolongada) inteiro, dircito, ou que sobe algum tanto rectamente. Murex. fig. 15. 18. 19. b. 28.
— Desinens in canaliculum dextrum retusum.
- Que acaba em hum pequeno canal da parte direita, cuja cauda, ou extremidade he + Que acaba em hum pequeno canal da parte direita, cuja cauda, ou extremidade he revirada. Buccinum. fig. 14.
— Ecaudata.
- Sem cauda, ou columella prominente. Voluta. fig. 17. + Sem cauda, ou columella prominente. Voluta. fig. 17.
— Edentula.
- Sem dentes. Conus &c. + Sem dentes. Conus &c.
— Effusa.
- As extremidades da abertura estaõ abertas. Conus. + As extremidades da abertura estaõ abertas. Conus.
— Effusa utrinque.
- Aberta na parte superior, e inferior. Cypræae. fig. 10. + Aberta na parte superior, e inferior. Cypræae. fig. 10.
— Hians usque ad apicem.
- Aberta até á ao cume. Helix perspicua. + Aberta até á ao cume. Helix perspicua.
— Integra.
- Inteira. + Inteira.
— Integra basi.
- Com base inteira. + Com base inteira.
— Linearis.
- Da mesma largura em todo o comprimento. Nautilus calcar, Cypræa, Conus, Helix + Da mesma largura em todo o comprimento. Nautilus calcar, Cypræa, Conus, Helix contorta.
— Longitudinalis.
- Estendida ao comprido. Conus, Cypræa. + Estendida ao comprido. Conus, Cypræa.
— Lunato-oblonga.
- Arqueada, e muito comprida. Helix pupa. + Arqueada, e muito comprida. Helix pupa.
— Marginata.
- Com a margem prominente, ou extendida. Helix lapidicina. + Com a margem prominente, ou extendida. Helix lapidicina.
— Oblonga.
- Muito comprida. Bulla. fig. 9. + Muito comprida. Bulla. fig. 9.
— Oblongiuscula.
- Alguma cousa comprida. Helix Zonaris. + Alguma cousa comprida. Helix Zonaris.
— Obovata.
- De figura oval inversa. Bulla achatina. + De figura oval inversa. Bulla achatina.
— Orbiculata.
- Redonda, ou á maneira de circulo. + Redonda, ou á maneira de circulo.
— Orbicularis.
- O mesmo que orbiculata. Murex gyrinus. + O mesmo que orbiculata. Murex gyrinus.
— Ovata.
- Oval. Buccinum. + Oval. Buccinum.
— Ovato-oblonga.
- Oval, e comprida. + Oval, e comprida.
— Ovata oblique.
- Obliquamente oval. + Obliquamente oval.
— Reflexa.
- Encurvada, ou retorcida para traz. Turbo corneus. + Encurvada, ou retorcida para traz. Turbo corneus.
— Repanda.
- Retrocida, ou revirada para traz. Murex hystrix. + Retrocida, ou revirada para traz. Murex hystrix.
— Resupinata.
- A abertura está revirada para a parte superior da concha. Helix + A abertura está revirada para a parte superior da concha. Helix ringens.
— Semicordata.
- De figura de meio coraçaõ. Helix complanata. + De figura de meio coraçaõ. Helix complanata.
— Semi-orbicularis.
- Meia redonda. Nerita. fig. 23. + Meia redonda. Nerita. fig. 23.
— Sinuosa.
- Chêa de muitas excavações, ou roscas. Murex anus. + Chêa de muitas excavações, ou roscas. Murex anus.
— Subcoarctata.
- Quasi apertada no meio. Bulla. + Quasi apertada no meio. Bulla.
— Subeffusa.
- Quasi aberta na parte superior. Voluta. fig. 17. + Quasi aberta na parte superior. Voluta. fig. 17.
— Suborbiculata.
- Quasi redonda. + Quasi redonda.
— Transversa antice.
- Atrevessada anteriormente. Helix ungulina. Murex femoralis. + Atrevessada anteriormente. Helix ungulina. Murex femoralis.
— Transversalis.
- Atravessada. Helix lapidicina. + Atravessada. Helix lapidicina.
— Unilabiata.
- Com hum labio, ou beiço. Buccinum lævigatum. + Com hum labio, ou beiço. Buccinum lævigatum.
APEX.
- Apice, ou cume da espira da concha. + Apice, ou cume da espira da concha.
— Cariosus.
- Como carunchoso, ou carcomido. Nerita littoralis. + Como carunchoso, ou carcomido. Nerita littoralis.
— Decollattus.
- Cortado, ou como degollado. Helix. fig. 3. + Cortado, ou como degollado. Helix. fig. 3.
— Exquisitus.
- Inteiro, ou perfeito. Nerita lacustris. + Inteiro, ou perfeito. Nerita lacustris.
- +
— Octo-dentatus.
- Com oito dentes. Anomia farcta. + Com oito dentes. Anomia farcta.
— Perforatus.
- Furado. + Furado.
— Papillosus.
- Opposto ao agudo, sendo o apice semigloboso. Murex granum. + Opposto ao agudo, sendo o apice semigloboso. Murex granum.
— Plicatus.
- Com dobras, ou pregas. Anomia lacunosa. + Com dobras, ou pregas. Anomia lacunosa.
— Quadridentatus.
- Com quatro dentes. Anomia lacunosa. + Com quatro dentes. Anomia lacunosa.
— Recurvus.
- Revirado. + Revirado.
— Rotundatus.
- Arredondado. + Arredondado.
— Subspirallis.
- Quasi spiral. + Quasi spiral.
— Subumbillicatus.
- Quasi com embigo, ou excavaçaõ. Bulla lignaria. + Quasi com embigo, ou excavaçaõ. Bulla lignaria.
— Umbilicatus.
- Com embigo. Bulla hydatidis. + Com embigo. Bulla hydatidis.
APPENDIX.
- Differe do apophisis em a dita eminencia ser huma excrescencia mais sahida para + Differe do apophisis em a dita eminencia ser huma excrescencia mais sahida para fora, e mais plana.
APOPHYSIS.
- Termo anatomico, que na Conchiologia mostra huma eminencia pequena, e redonda, + Termo anatomico, que na Conchiologia mostra huma eminencia pequena, e redonda, que se acha frequentemente nas univalves, situada, onde se junta o angulo do labio pelo primeiro anfracto.
ARCUATUS.
- Arqueado, ou a parte curva da concha, como se observa no labio exterior das + Arqueado, ou a parte curva da concha, como se observa no labio exterior das conchas univalves.
ARTICULUS.
- Articulaçaõ, ou o Anfracto de alguns Nautilos entre os nós. + Articulaçaõ, ou o Anfracto de alguns Nautilos entre os nós.
— Glaber.
- Liso, sem espinhos, tuberculos &c. + Liso, sem espinhos, tuberculos &c.
— Striatus.
- Com linhas longitudinaes, ou strias alguma cousa prominentes. + Com linhas longitudinaes, ou strias alguma cousa prominentes.
— Torosus.
- Grosso. + Grosso.
ASPER.
- Quando a superficie da concha fica desagradavel ao nosso tacto, por causa das + Quando a superficie da concha fica desagradavel ao nosso tacto, por causa das suas prominencias.
- +
AURICULA.
- Nas univalves he a extensaõ do labio exterior; nas bivalves saõ humas extensões + Nas univalves he a extensaõ do labio exterior; nas bivalves saõ humas extensões planas angulares do cardo, lateraes as Nadegas. Ostrea. Tab. XIII. fig. 4. c.
— Ciliato-spinosa intus.
- Internamente com espinhas parallelas á maneira de pestanas. Pectines. + Internamente com espinhas parallelas á maneira de pestanas. Pectines.
— Obliterata.
- Que apenas apparece, ou quasi apagada. + Que apenas apparece, ou quasi apagada.
AURITA.
- Nas bivalves he quando tem auricula. Ostrea Pectines. V. Auricula. + Nas bivalves he quando tem auricula. Ostrea Pectines. V. Auricula.
- B. + B.
BACILLIUS.
- Diz-se das pontas grossas, e compridas, que estaõ em alguns ouriços do mar. + Diz-se das pontas grossas, e compridas, que estaõ em alguns ouriços do mar. Echinus.
BASIS.
- Nas conchas univalves conforme M. D, Argenville he a extremidade opposta á parte + Nas conchas univalves conforme M. D, Argenville he a extremidade opposta á parte mais elevada da concha, e segundo Linneo he a quella parte do ventre visinha á abertura nas univalves; e nas Bivalves he a regiaõ junta ao cardo. nas univalves ou hé
— Emarginata.
- Com excavaçaõ na margem. + Com excavaçaõ na margem.
— Subemarginata.
- Com muito pequena excavaçaõ. Conus betulinus. + Com muito pequena excavaçaõ. Conus betulinus.
— Striata.
- V. Striatus. + V. Striatus.
— Transversa.
- Atravessada. + Atravessada.
— Bifidus.
- Extremidade da concha, que se divide em duas. + Extremidade da concha, que se divide em duas.
BIVALVIS.
- Diz-se da concha, que consta de duas valvas. + Diz-se da concha, que consta de duas valvas.
BRACHIUM.
- Da-se este nome de braço, a huma especie de cirros grossos, e compridos, com que a Sepia, ou siba abraça, ou apanha - alguns animaes, e por meio dos cotyledones postos na parte interior dos mesmos cirros, chupa o humor dos animaes. + Da-se este nome de braço, a huma especie de cirros grossos, e compridos, com que a Sepia, ou siba abraça, ou apanha + alguns animaes, e por meio dos cotyledones postos na parte interior dos mesmos cirros, chupa o humor dos animaes.
BRACHIATA.
- Com braços. + Com braços.
BYSSUS.
- He huma especie de filamentos, que sahem dos Molluscos, com que as conchas se pegaõ humas ás outras, ou aos rochedos. + He huma especie de filamentos, que sahem dos Molluscos, com que as conchas se pegaõ humas ás outras, ou aos rochedos. Pinna, Mytilus.
- C. + C.
CALLUM.
- Callo, ou callosidade em lugar de dentes. + Callo, ou callosidade em lugar de dentes.
— Gibbum.
- Convexo. Chama. fig. 12. + Convexo. Chama. fig. 12.
— Lineare.
- Da mesma largura em todo o seu comprimento. Anomia, fig. 13. b. + Da mesma largura em todo o seu comprimento. Anomia, fig. 13. b.
— Sessile.
- Que está pegado, immediatamento á concha sem intermedio. Chama + Que está pegado, immediatamento á concha sem intermedio. Chama arcinella.
CANALIS.
- He a columela, ou eixo da concha sahido para fora, excavado, formando hum canal; + He a columela, ou eixo da concha sahido para fora, excavado, formando hum canal; ou a continuaçaõ da abertura na cauda. Strombus. Tab. XII. fig. 15. c. fig. 17. b. fig. 26. c. d.
— Integer.
- Inteiro. + Inteiro.
— Rectus seu subadscendens.
- Direito, ou que sobe algum tanto direitamente. Murex. fig. 15. 26. + Direito, ou que sobe algum tanto direitamente. Murex. fig. 15. 26.
— Sinister.
- Virado para a parte esquerda. Strombus. fig. 29. 70. + Virado para a parte esquerda. Strombus. fig. 29. 70.
CANALICULUS.
- Saõ certos regos curvos em forma semicylindrica, que se observaõ em algumas + Saõ certos regos curvos em forma semicylindrica, que se observaõ em algumas conchas. Ostrea.
CANCELLI.
- He huma rede grossa sobre a epiderme, ou periosteo + He huma rede grossa sobre a epiderme, ou periosteo de certas conchas.
CARDO.
- He a parte mais grossa, onde se unem as valvas das bivalves, que ordinariamente - tem vaios dentes tanto na valva superior como na inferrior, que se introduzem reciprocamente nas cavidades de + He a parte mais grossa, onde se unem as valvas das bivalves, que ordinariamente + tem vaios dentes tanto na valva superior como na inferrior, que se introduzem reciprocamente nas cavidades de huma, e outra valva. Tab. XIII. fig. 4. até. 12.
— Arcuatus.
- Arqueado. Arca nucleus. + Arqueado. Arca nucleus.
— Bidentatus.
- Com dous dentes. + Com dous dentes.
— Ciliaris.
- Os dentes parallelos e dispostos á maneira dos pellos das pestanas. Arca + Os dentes parallelos e dispostos á maneira dos pellos das pestanas. Arca pella.
- +
— Costa cardinis.
- He huma linha levantada á maneira de costela, que se extende internamente + He huma linha levantada á maneira de costela, que se extende internamente desde o cardo até a margem superior.
— Depressus.
- Com hum dente plano, que se extende verso a parte anterior do Cardo. + Com hum dente plano, que se extende verso a parte anterior do Cardo.
— Edentulus.
- Sem dentes. Ostrea. + Sem dentes. Ostrea.
— Excisus.
- Estando aberto internamente com huma Rima, ou fenda transversal. + Estando aberto internamente com huma Rima, ou fenda transversal.
— Lateralis.
- Extendido para outro lado. + Extendido para outro lado.
— Longior.
- Mais comprido respectivamente ao tamanho da concha. + Mais comprido respectivamente ao tamanho da concha.
— Longitudinalis.
- Que se extende quasi por toda a longitude da concha como na Arca. + Que se extende quasi por toda a longitude da concha como na Arca.
— Recurvatus.
- Encurvado. Pholas. + Encurvado. Pholas.
— Reflexus.
- Com a margem interior retorcida. Pholas. + Com a margem interior retorcida. Pholas.
— Sublateralis.
- Quasi em hum lado. + Quasi em hum lado.
— Sulcatus multoties.
- Com muitos regos. Ostrea Isogonum. + Com muitos regos. Ostrea Isogonum.
— Tenuior.
- Mais delgado, que em outras conchas. + Mais delgado, que em outras conchas.
— Terminalis.
- Na extremidade da concha. + Na extremidade da concha.
— Truncatus.
- Mutilado Anomia truncata. + Mutilado Anomia truncata.
— Unidentatus.
- Com hum dente. + Com hum dente.
CARINA.
- Chama-se assim pela compressaõ dos lados lateraes, donde sahe hum terceiro lado + Chama-se assim pela compressaõ dos lados lateraes, donde sahe hum terceiro lado agudo á maneira de quilha. Arca Noe, Nautilus papyraceus.
— Subdentata.
- Com pequenos dentes. Argonauta Argo. fig. 8. + Com pequenos dentes. Argonauta Argo. fig. 8.
— Rugosa.
- Com pregas, ou rugas. Argonauta Cymbium. + Com pregas, ou rugas. Argonauta Cymbium.
CARINATUS.
- Que tem prominencia aguda á maneira de quilha. + Que tem prominencia aguda á maneira de quilha.
CARTILAGO.
- He hum ligamento independente do animal, que só serve para unir as duas valvas no + He hum ligamento independente do animal, que só serve para unir as duas valvas no Cardo.
- +
CAUDA.
- He a base prolongada do ventre, e da Columella, ou he hum canal prominente + He a base prolongada do ventre, e da Columella, ou he hum canal prominente inferior, e posterior á abertura da concha. fig. 18. d. 15. 26. d.
— Abbreviata.
- Abbreviada, ou pequena á proporçaõ do comprimento da concha; ou com o giro + Abbreviada, ou pequena á proporçaõ do comprimento da concha; ou com o giro inferior mais breve.
— Abrupta.
- Interrompida, ou naõ continuada. Buccinum spiratum. + Interrompida, ou naõ continuada. Buccinum spiratum.
— Acuta.
- Aguda. + Aguda.
— Bidentata postice.
- Com dous dentes na parte posterior. Turbo bidens. + Com dous dentes na parte posterior. Turbo bidens.
— Brevis.
- Pequena á proporçaõ da concha. + Pequena á proporçaõ da concha.
— Circundata spinis.
- Rodeada de espinhos. Murex brandaris. fig. 15. d. + Rodeada de espinhos. Murex brandaris. fig. 15. d.
— Clausa.
- Fechada, ou intimamente unida ao canal. Murices caudigeri. + Fechada, ou intimamente unida ao canal. Murices caudigeri.
— Curva.
- Encurvada. Bulla rapa. + Encurvada. Bulla rapa.
— Elongata.
- Comprida, ou o inferior giro comprido. + Comprida, ou o inferior giro comprido.
— Erecta.
- Levantada. + Levantada.
— Exerta.
- Sahida para fora. Murex. + Sahida para fora. Murex.
— Explanata postice.
- Applainada posteriormente. Turbo marmoratus. + Applainada posteriormente. Turbo marmoratus.
— Falcata.
- Do feitio de fouce. Buccinum patulum. + Do feitio de fouce. Buccinum patulum.
— Flexuosa.
- Chêa de voltas. Murex lotorium. + Chêa de voltas. Murex lotorium.
— Glaberrima.
- Muito lisa. + Muito lisa.
— Integra.
- Inteira. + Inteira.
— Laevigata.
- Lisa. + Lisa.
— Lunata intus, seu subrotunda, segmento circuli dempto.
- Em figura de Lua nova, ou quasi redonda, menos hum segmento de + Em figura de Lua nova, ou quasi redonda, menos hum segmento de circulo.
— Mediocris.
- Mediana. + Mediana.
— Muricata.
- Com pequenos espinhos. Murex haustellum. + Com pequenos espinhos. Murex haustellum.
- +
— Patula.
- Estendida, larga. Murex granum. + Estendida, larga. Murex granum.
— Perforata.
- Furada. Buccinum spiratum. + Furada. Buccinum spiratum.
— Plana.
- Plana, ou espalmada. + Plana, ou espalmada.
— Planiuscula.
- Alguma cousa plana. + Alguma cousa plana.
— Prominens.
- Mais elevada, que o corpo da concha. Buccinum echinophorum. + Mais elevada, que o corpo da concha. Buccinum echinophorum.
— Prominula.
- Alguma cousa mais elevada. + Alguma cousa mais elevada.
— Obtusa.
- Obtuza. + Obtuza.
— Recta.
- Direita. + Direita.
— Recurva. — Recurvata.
- Revirada, retorcida. + Revirada, retorcida.
— Subadscendens.
- Quasi subindo. + Quasi subindo.
— Subulata.
- Á maneira de sovela. + Á maneira de sovela.
— Triloba.
- Com a margem dividida em tres abas. Strombus pugilis. + Com a margem dividida em tres abas. Strombus pugilis.
— Truncata.
- Cortada quasi transversalmente. + Cortada quasi transversalmente.
CELLULA.
- Certas + Certas concameraçoens divididas entre si. Nautilus. fig. 16.
CICATRIX.
- He qualquer cicatriz, que o animal faz, quando a sua concha quebrou por + He qualquer cicatriz, que o animal faz, quando a sua concha quebrou por accidente.
CIRCUMFERENTIA.
- He o espaço da abertura da concha univalve; porém nas bivalves he todo o circulo + He o espaço da abertura da concha univalve; porém nas bivalves he todo o circulo de cada valva.
CINGULUM.
- Cinto, ou banda, as vezes significa zona, ou costa, ou huma cadêa de nós. + Cinto, ou banda, as vezes significa zona, ou costa, ou huma cadêa de nós.
— Elevatum.
- Elevado. Bulla gibbosa. + Elevado. Bulla gibbosa.
— Muricatum.
- Com pequenos espinhos. + Com pequenos espinhos.
CIRRI.
- Saõ os filamentos das + Saõ os filamentos das conchas multivalves. Lepas. Tab. XIII. fig. 2. d. - Ou tambem nos Molluscos saõ de algum modo semelhantes aos dos peixes. + Ou tambem nos Molluscos saõ de algum modo semelhantes aos dos peixes.
CIRROSUS.
- Cirrozo, ou filamentoso. + Cirrozo, ou filamentoso.
CLYPEUS.
- Escudo carnoso no dorso. Limax. + Escudo carnoso no dorso. Limax.
- +
— Dorsalis.
- No dorso, ou costas. + No dorso, ou costas.
— Membranaceus.
- De substancia membranoza. Laplysia. Tab. XI. fig. 4. + De substancia membranoza. Laplysia. Tab. XI. fig. 4.
COLUMELLA.
- He o eixo da concha univalve, ao redor do qual vaõ subindo os giros, ou anfractos + He o eixo da concha univalve, ao redor do qual vaõ subindo os giros, ou anfractos ao travez da concha por toda a sua longitude. Esta muitas vezes he aberta pelo embigo. - Ella naõ se vê se naõ no primeiro giro, que faz a sua primeira orbita junto á sua + Ella naõ se vê se naõ no primeiro giro, que faz a sua primeira orbita junto á sua abertura.
— Abrupta, seu Truncata.
- Na base quasi transversalmente cortada. + Na base quasi transversalmente cortada.
— Caudata.
- Sahida mais fóra, que o ventre. + Sahida mais fóra, que o ventre.
— Dentata.
- Quando o labio interior tem varias prominencias á maneira de dentes. Cipræa. + Quando o labio interior tem varias prominencias á maneira de dentes. Cipræa. Tab. XII. fig. 10. b. b.
— Denticulata.
- Com pequenos dentes espalhados. + Com pequenos dentes espalhados.
— Exerta.
- Sahida para fòra. Tab. XII. fig. 15. e. + Sahida para fòra. Tab. XII. fig. 15. e.
— Laevis.
- Lisa. Bulla. + Lisa. Bulla.
— Obliqua.
- Obliqua, ou de travez. Bulla. + Obliqua, ou de travez. Bulla.
— Obliquata.
- Retorcida. Trochus. fig. 20. + Retorcida. Trochus. fig. 20.
— Perforata.
- Furada. Voluta virgo, Trochi umbillicati. + Furada. Voluta virgo, Trochi umbillicati.
— Plana.
- Com o beiço chato. + Com o beiço chato.
— Plicata.
- Com pregas transversaes, ou dobras. Voluta. + Com pregas transversaes, ou dobras. Voluta.
— Productiuscula.
- Prolongada, ou estendida alguma cousa. + Prolongada, ou estendida alguma cousa.
— Quadriplicata.
- Com quatro pregas. + Com quatro pregas.
— Quinqueplicata. — Quintuplicata.
- Com sinco pregas. + Com sinco pregas.
— Recurvato-contorta.
- Curvada, e retorcida. Trochus dolabratus. + Curvada, e retorcida. Trochus dolabratus.
- +
— Retusa.
- Com a sua summidade revirada. + Com a sua summidade revirada.
— Rugosa.
- Encrespada, ou chêa de rugas. + Encrespada, ou chêa de rugas.
— Septemplicata.
- Com sete pregas. + Com sete pregas.
— Sexplicata.
- Com seis pregas. + Com seis pregas.
— Spiralis.
- Columella caudata, torcida em espira. + Columella caudata, torcida em espira.
— Striata oblique.
- Com strias, ou proninencias lineares obliquas. + Com strias, ou proninencias lineares obliquas.
— Subedentula.
- Quasi sem dentes. + Quasi sem dentes.
— Subplicata.
- Quasi plicata. Voluta solidula. + Quasi plicata. Voluta solidula.
— Subumbillicata.
- Que tem quasi huma cavidade, ou enbigo. + Que tem quasi huma cavidade, ou enbigo.
— Subperforata.
- Quasi furada. Voluta reticulata. + Quasi furada. Voluta reticulata.
— Torta.
- Torcida. Bulla, Cypræa. + Torcida. Bulla, Cypræa.
— Tridentata.
- Com tres dentes. Voluta auris Judæ. + Com tres dentes. Voluta auris Judæ.
— Triplicata.
- Com tres pregas. Voluta morio. + Com tres pregas. Voluta morio.
— Truncata, abrupta.
- Na base transversalmente cortada. Bulla virginea. + Na base transversalmente cortada. Bulla virginea.
CONCAMERATIO.
- V. Thalamus. + V. Thalamus.
CONVALLIS.
- Plano entre algumas prominencias. + Plano entre algumas prominencias.
— Longitudinalis.
- Ao comprido. Anomia retusa. + Ao comprido. Anomia retusa.
COSTA.
- He huma especie de carina maior desde o apice até a periferia, ou hum raio muito + He huma especie de carina maior desde o apice até a periferia, ou hum raio muito levantado, quasi triangular.
— Fornicata.
- Com escamas debaixo concavas. + Com escamas debaixo concavas.
CRENATUS.
- Diz-se de huma coroa feita de tuberculos agudos com incisoens profundas, ou tambem a + Diz-se de huma coroa feita de tuberculos agudos com incisoens profundas, ou tambem a circumferencia, ou margem das conchas bivalves com pequenas excavacoens, ou incisoens.
CRUSTA.
- Diz-se do tartaro maritimo, ou viscosidade, que se endurece na superficie, e + Diz-se do tartaro maritimo, ou viscosidade, que se endurece na superficie, e testa das conchas, ou
— Subcoriacea.
- O tegumento das estrellas do mar Asterias. + O tegumento das estrellas do mar Asterias.
— Ossea.
- O tegumento dos ouriços do mar. Echinus. + O tegumento dos ouriços do mar. Echinus.
CONTORTA Concha.
- He aquella concha, que dá sobre si mesma taõ somente huma até duas voltas + He aquella concha, que dá sobre si mesma taõ somente huma até duas voltas espiraes.
CONVOLUTA.
- Enrolada. Conus. + Enrolada. Conus.
CORONATUS.
- Conchas univalves, cujos aculeos, ou tuberculos formaõ huma coroa sobre a clavicula. V. + Conchas univalves, cujos aculeos, ou tuberculos formaõ huma coroa sobre a clavicula. V. Clavicula.
CORPUS.
- He toda a parte do animal, que occupa a concha formando com ella as mesmas + He toda a parte do animal, que occupa a concha formando com ella as mesmas involuçoens, ou he Mollusco sem pés.
— Apodum.
- Sem pés. + Sem pés.
— Anceps.
- Levantado no meio, e adelgaçado nos lados; formando margem aguda. + Levantado no meio, e adelgaçado nos lados; formando margem aguda. Sepia.
— Canaliculatum.
- Com regos profundos. Scillaea. Tab. XI. fig. II. + Com regos profundos. Scillaea. Tab. XI. fig. II.
— Depressum.
- Abaixado, ou chato. Sepia media. + Abaixado, ou chato. Sepia media.
— Ecaudatum.
- Sem cauda. Sepia octopodia. + Sem cauda. Sepia octopodia.
— Fixum.
- Estando pegado a hum corpo immovel. Ascidia. Tab. XI. gfi .7. + Estando pegado a hum corpo immovel. Ascidia. Tab. XI. gfi .7.
— Gelatinosum.
- De substancia como de gelêa. Medusa. fig. 10. + De substancia como de gelêa. Medusa. fig. 10.
— Gibbum.
- Convexo. Holothuria. fig. 9. + Convexo. Holothuria. fig. 9.
— Liberum.
- Que naõ está pegado a corpo algum. Tethys. fig. 8. + Que naõ está pegado a corpo algum. Tethys. fig. 8.
— Lunatum.
- Á maneira de Lua nova. Lernæa asellina. + Á maneira de Lua nova. Lernæa asellina.
— Marginatum.
- Com a margem mais estendida. Sepia officinalis. + Com a margem mais estendida. Sepia officinalis.
— Nudum.
- Nú. Holothuria. + Nú. Holothuria.
— Oblongum.
- Muito comprido. Limax. + Muito comprido. Limax.
— Obvelatum membranis reflexis.
- Envolvido entre membranas voltadas para traz. Laplysia. fig. 4. + Envolvido entre membranas voltadas para traz. Laplysia. fig. 4.
- +
— Orbiculatum.
- Redondo. Medusæ. + Redondo. Medusæ.
— Ovale.
- Oval. Aphrodita. + Oval. Aphrodita.
— Planum subtus.
- Espalmado por baixo. Doris. fig. 5. + Espalmado por baixo. Doris. fig. 5.
— Punctatum trifariam.
- Com tres ordens de pontos. Holothuria phantapus. + Com tres ordens de pontos. Holothuria phantapus.
— Repens.
- Que vai de rastos. + Que vai de rastos.
— Se affigens.
- Que se pega a outro corpo. Scilaea, Lernaea. + Que se pega a outro corpo. Scilaea, Lernaea.
— Subcylindricum.
- Quasi de figura cylindrica. Sepia Loligo. + Quasi de figura cylindrica. Sepia Loligo.
— Subsquamosum.
- Quasi escamoso. Holothuria phantapus. + Quasi escamoso. Holothuria phantapus.
— Subulatum.
- Que he delgado na extremidade á maneira de sovela. Sepia Loligo. + Que he delgado na extremidade á maneira de sovela. Sepia Loligo.
COSTÆ.
- Elevaçoens longitudinaes, raras vezes transversaes, que se observaõ em algumas testas + Elevaçoens longitudinaes, raras vezes transversaes, que se observaõ em algumas testas das conchas. Ostrea Pecten, Buccinum Harpa. Tab. XII. fig. 14. Murex.
— Carinatæ.
- Á maneira de quilha. + Á maneira de quilha.
— Elevatae.
- Elevadas. + Elevadas.
— Concavae.
- Concavas. + Concavas.
— Membranaceæ.
- - Membranaceas + + Membranaceas
— Depressæ.
- Abaixadas, ou abatidas. + Abaixadas, ou abatidas.
— Laeves.
- Lisas. + Lisas.
— Acutæ.
- Agudas. + Agudas.
— Striatæ.
- Estriadas. + Estriadas.
— Tuberculatæ.
- Com tuberculos. + Com tuberculos.
COTYLEDONES.
- Saõ alguns tuberculos chatos com hum buraco no meio, os quaes se achaõ na parte + Saõ alguns tuberculos chatos com hum buraco no meio, os quaes se achaõ na parte interior dos braços da Sepia.
CRENULATUS.
- Com incisoens meudas na margem das conchas bivalves. + Com incisoens meudas na margem das conchas bivalves.
CRISTA compressa.
- A crista comprimida nos lados. Holothuria thalia. + A crista comprimida nos lados. Holothuria thalia.
- +
- D. + D.
DENS.
- He huma eminencia aguda, que serve de unir entre si, e firmar as valvas, e conter + He huma eminencia aguda, que serve de unir entre si, e firmar as valvas, e conter o Animal, que está de dentro pegado ao cardo, ou charneira. Tab. XIII. fig. 5. a. a. fig. 6. a. a. fig. 8. a. a. a.
— Vacuus.
- Que naõ entra em cavidade alguma da valva opposta. + Que naõ entra em cavidade alguma da valva opposta.
— Subulatus.
- Á maneira de sovela. + Á maneira de sovela.
— Anticus.
- Proximo á Rima, ou fenda. + Proximo á Rima, ou fenda.
— Analis.
- Que está proximo ao Anus. + Que está proximo ao Anus.
— Planus.
- Chato. Tellina. fig. 8. + Chato. Tellina. fig. 8.
— Approximatus.
- Muito visinho a outro dente. + Muito visinho a outro dente.
— Bifidus intermedius.
- O dente do meio dividido em dous. Venus rotundata. + O dente do meio dividido em dous. Venus rotundata.
— Complicatus.
- Membranaceo, dobrado, ou + Membranaceo, dobrado, ou retorcido, fazendo angulo agudo na dobra. Muctra. fig. 10. a. a.
— Crassus.
- Grosso. + Grosso.
— Divaricatus.
- Estendido para fóra, ou divergente. + Estendido para fóra, ou divergente.
— Duplex, s.
- Duplicatus. Cortado profundamente, quasi resgado em dous. Solen. + Duplicatus. Cortado profundamente, quasi resgado em dous. Solen.
— Non insertus.
- Que naõ está inserido em cavidade da volva opposta. + Que naõ está inserido em cavidade da volva opposta.
— Depressus.
- Abbatido internamente da parte concava. + Abbatido internamente da parte concava.
— Erectus.
- Estando a valva da concha posta sobre o seu Umbo, o Dente he levantado + Estando a valva da concha posta sobre o seu Umbo, o Dente he levantado perpendicularmente.
— Masticans.
- Quando o cardo tem muitos dentes, os quaes, fechadas as valvulas, entre si se + Quando o cardo tem muitos dentes, os quaes, fechadas as valvulas, entre si se unem. Arca.
— Insertus.
- Introduzido na cavidade da valva opposta. + Introduzido na cavidade da valva opposta.
— Lanceolatus.
- Em figura de lança. + Em figura de lança.
— Lateralis.
- Posto no lado. + Posto no lado.
- +
— Patulus.
- Estendido, ou largo. + Estendido, ou largo.
— Penetrans.
- Que penetra bastantemente pela cavidade da concha opposta. + Que penetra bastantemente pela cavidade da concha opposta.
— Primarius, s.
- cardinalis. Dente posto entre as nadegas. + cardinalis. Dente posto entre as nadegas.
— Planus.
- Espalmado. Tellina. + Espalmado. Tellina.
— Recurvus.
- Retorcido. Spondylus. + Retorcido. Spondylus.
— Remotus.
- Distante dos outros dentes + Distante dos outros dentes
— Solidus.
- Macisso. + Macisso.
— Subulatus.
- Á maneira de sovela. + Á maneira de sovela.
DENTATAE patellæ.
- Que tem margem com angulos prominentes, ou elevados. + Que tem margem com angulos prominentes, ou elevados.
DENTES.
- Dentes. + Dentes.
— Incurvi.
- Encurvados, ou arqueados. Actinia. + Encurvados, ou arqueados. Actinia.
DENTICULI.
- Saõ humas pequenas eminencias á maneira de dentes postos nos lados da abertura + Saõ humas pequenas eminencias á maneira de dentes postos nos lados da abertura das conchas.
DETRITA columella.
- Com o labio da columella quasi razo, chato. Buccinum harpa. &c. + Com o labio da columella quasi razo, chato. Buccinum harpa. &c.
— — Spira.
- Com a espira chata. Voluta tringa. + Com a espira chata. Voluta tringa.
DIAPHRAGMA.
- Divizaõ das concamerações, ou + Divizaõ das concamerações, ou cellulas. Nautilus.
DICHOTOMUS.
- Dividido em dous. + Dividido em dous.
DIGITATUS.
- Recortaduras do labio exterior da concha, as quaes se prolongaõ á maneira de + Recortaduras do labio exterior da concha, as quaes se prolongaõ á maneira de dedos. Strombus. - O labio dividido em abas, ou lacinias extendidas. Strombus. + O labio dividido em abas, ou lacinias extendidas. Strombus.
DIGITUS.
- Huma, ou mais pontas rombas postas no labio exterior. Strombus. + Huma, ou mais pontas rombas postas no labio exterior. Strombus.
— Solutus.
- Separado por meio de huma excavaçaõ dos anfractos. + Separado por meio de huma excavaçaõ dos anfractos.
— Fissus.
- Dividido quasi no meio por huma excavaçaõ linear. + Dividido quasi no meio por huma excavaçaõ linear.
- +
— Integer.
- Contrario do fissus. + Contrario do fissus.
— Mucronatus.
- Que acaba sómente em huma ponta. + Que acaba sómente em huma ponta.
— Scrobiculato-canaliculatus.
- Com varices, ou prominencias, as quaes tem excavaçoens. + Com varices, ou prominencias, as quaes tem excavaçoens.
DISCUS.
- He a parte do meio das valvas, ou aquella, que está entre os umbones. e o limbo, + He a parte do meio das valvas, ou aquella, que está entre os umbones. e o limbo, ou margem.
DISSEPIMENTUM.
- V. Diaphragma. + V. Diaphragma.
DORSUM.
- Nas univalves he a parte da orbita opposta á abertura da concha: no Nautilus, + Nas univalves he a parte da orbita opposta á abertura da concha: no Nautilus, onde está a carina, e nas bivalves a parte mais elevada: Nas Patelas, e Haliotis he a parte superior convexa.
— Coronatum.
- Coroado, ou cercado com alguma cousa. + Coroado, ou cercado com alguma cousa.
— Gibbere compresso.
- Corcova comprimida nos lados. + Corcova comprimida nos lados.
— Marginatum.
- Com a margem sahida para fora. Strombus marginatus. + Com a margem sahida para fora. Strombus marginatus.
— Rugosum.
- Com rugas. + Com rugas.
— Verrucosum.
- Escabroso, ou com verrugas. + Escabroso, ou com verrugas.
- E + E
EPIDERMIS.
- He huma membrana, ou pellicula exterior da concha, que se acha em algumas + He huma membrana, ou pellicula exterior da concha, que se acha em algumas especies, a qual spontaneamente, cae sem algum prejuizo da superficie da concha.
ELONGATUS conus basi rotundata, cylindro duplo longiore quam spira.
- A Concha Conus comprida, com a base arredondada com o cylindro duas vezes mais + A Concha Conus comprida, com a base arredondada com o cylindro duas vezes mais comprido que a espira.
EXESUS.
- Diz-se da concha cuja clavicula, espiras, canaliculaturas, linhas, pontos, e tuberculos se naõ podem observar, ou estaõ como safadas, pelas + Diz-se da concha cuja clavicula, espiras, canaliculaturas, linhas, pontos, e tuberculos se naõ podem observar, ou estaõ como safadas, pelas interrupções, que causa a sua antiguidade.
- F + F
FALCATA columella.
- Columella á maneira de fouce. + Columella á maneira de fouce.
FASCIÆ.
- Saõ humas zonas ou linhas circulares côradas, que ornaõ a testa das + Saõ humas zonas ou linhas circulares côradas, que ornaõ a testa das conchas.
FASCICULUS pediformis.
- Feixe de fibras á maneira de pè. Muitos destes fasciculos se achaõ de hum lado, e + Feixe de fibras á maneira de pè. Muitos destes fasciculos se achaõ de hum lado, e outro do corpo. Aphrodita.
FAUX.
- A abertura da concha univalve, e a superficie superior della. + A abertura da concha univalve, e a superficie superior della.
— Striata.
- Com strias. V. Stria. + Com strias. V. Stria.
— Levis.
- Lisa. + Lisa.
FISSURA.
- Qualquer interrupçaõ das conchas, ou incisaõ profunda. + Qualquer interrupçaõ das conchas, ou incisaõ profunda.
FLUVIATILIS.
- Diz-se das conchas que habitaõ nos rios de agua doce. + Diz-se das conchas que habitaõ nos rios de agua doce.
FORAMEN.
- He hum buraco, que se observa em algumas especies de lepas. Buraco, que serve + He hum buraco, que se observa em algumas especies de lepas. Buraco, que serve para os genitaes, e ás vezes tambem para os excrementos.
— Duo ad latus colli.
- Dous ao lado do pescoço. Thetys. + Dous ao lado do pescoço. Thetys.
— Laterale.
- No lado. Limax. + No lado. Limax.
— Laterale dextrum.
- No lado direito, que serve sómente para os genitaes. Lapsysia. + No lado direito, que serve sómente para os genitaes. Lapsysia.
FORAMINULUM.
- Pequeno buraco. + Pequeno buraco.
— Submembranaceum.
- Quasi membranoso. + Quasi membranoso.
— Urceolatum.
- Á maneira de pequeno jarro. Cellepora. + Á maneira de pequeno jarro. Cellepora.
FOSSULA, Foveola, Sinus, Scrobiculus.
- Se a covinha estando chêa da cartilagem, que une as valvas, naõ recebe os dentes, entaõ + Se a covinha estando chêa da cartilagem, que une as valvas, naõ recebe os dentes, entaõ esta cavidade se chama Scrobiculus, quando pois recebe os dentes Foveola.
- G + G
GINGIVA.
- Exprime o paladar dentado da abertura nas Neritas. + Exprime o paladar dentado da abertura nas Neritas.
GENICULUM.
- Nó produsido do aperto do anfracto, que corresponde no disepimento interior no + Nó produsido do aperto do anfracto, que corresponde no disepimento interior no Nautilus beccarii: Isis hippuris.
GLABERRIMUS.
- Sem aspereza alguma, ou com superficie lisa. + Sem aspereza alguma, ou com superficie lisa.
GLANS.
- Parte do mollusco á semelhança de bolota na figura. + Parte do mollusco á semelhança de bolota na figura.
— Pedunculata.
- Com pésinho, ou pedunculo. V. na Botanica. + Com pésinho, ou pedunculo. V. na Botanica.
— Tubulosa.
- Furada á maneira de canudo. Terebella. + Furada á maneira de canudo. Terebella.
GLOMERATÆ cellulæ.
- Cellulas + Cellulas ennoveladas, ou amontoadas. Cellepora verrucosa.
- H + H
HIANS.
- Quando as conchas bivalves, ou multivalves se fechaõ, deixando algum espaço + Quando as conchas bivalves, ou multivalves se fechaõ, deixando algum espaço aberto. Arca noae.
HIPOCRATERIFORMIS.
- Á maneira de copo de caliz. Madrepora + Á maneira de copo de caliz. Madrepora cavernosa.
HYMEN.
- Junto do cardo na parte opposta ás nadegas se juntaõ as membranas da valva, ou + Junto do cardo na parte opposta ás nadegas se juntaõ as membranas da valva, ou batente, a qual membrana se dá o nome de Hymen, o qual feixa a rima, ou abertura, e está pegado entre os labios, e as Nymphas da concha.
- +
- I + I
IMBRICES.
- Saõ algumas eminencias mais, ou menos altas sahidas para fóra, delgadas em forma + Saõ algumas eminencias mais, ou menos altas sahidas para fóra, delgadas em forma de abobeda, que se cobrem humas debaixo das outras á maneira de telhado.
INCISIO.
- Diz-se de huma incisaõ, ou corte em forma de semicirculo, que se observa no labio + Diz-se de huma incisaõ, ou corte em forma de semicirculo, que se observa no labio da bocca de algumas conchas univalves.
INCISUS.
- Diz-se do labio de muitas conchas, que he excavado. profundamente. + Diz-se do labio de muitas conchas, que he excavado. profundamente.
INCURVATUS.
- He a curvadura, que se acha em muitas bivalves. + He a curvadura, que se acha em muitas bivalves.
INTERSTITIA.
- Distancias, ou espaços, que ha entre as strias, ou excavaçõẽs + Distancias, ou espaços, que ha entre as strias, ou excavaçõẽs canaliculares.
INTESTINA.
- V. Vermes. + V. Vermes.
INTESTINUM.
- Tubo membranaceo, pelo qual algumas especies de + Tubo membranaceo, pelo qual algumas especies de Lepas, ou Anomias se pegaõ a outros corpos.
ISTHMUM.
- Isthmo, á semelhança da lingua de terra, que se acha entre dous mares, he a - divizaõ, que se observa em cada diaphragma, que divide a cavidade do Nautilus. + Isthmo, á semelhança da lingua de terra, que se acha entre dous mares, he a + divizaõ, que se observa em cada diaphragma, que divide a cavidade do Nautilus.
- L + L
LABIA incumbentia.
- Hum beiço posto sobre outro da parte superior. + Hum beiço posto sobre outro da parte superior.
LABIATÆ patellæ.
- Patellas, que tem internamente huma prominencia á maneira de beiço. + Patellas, que tem internamente huma prominencia á maneira de beiço.
LABIUM.
- Margem interior da abertura. + Margem interior da abertura.
— Anticum.
- He a parte anterior do beiço virada para a espira. + He a parte anterior do beiço virada para a espira.
— Posticum.
- Virada para a cauda. + Virada para a cauda.
- +
— Bidentatum.
- Com dous dentes. + Com dous dentes.
— Coarctatum.
- Estreito na base da concha. + Estreito na base da concha.
— Concavum.
- Concavo. + Concavo.
— Convexum.
- Convexo. Nerita. + Convexo. Nerita.
— Crenulatum.
- Com incisuras. Nerita. + Com incisuras. Nerita.
— Dentatum.
- Com dentes. Nerita. + Com dentes. Nerita.
— Digitatum.
- Dividido até a sua base em lobos divergentes, e adelgaçados. + Dividido até a sua base em lobos divergentes, e adelgaçados.
— Explanatum.
- Applainado. Buccinum. + Applainado. Buccinum.
— Fornicale.
- No arco, ou curvatura da columella, na parte mais interior da + No arco, ou curvatura da columella, na parte mais interior da abertura.
— Gibum.
- Convexo. + Convexo.
— Laterale.
- Em hum lado. + Em hum lado.
— Obsoletum.
- Safado. + Safado.
— Perpendiculare.
- Perpendicular. + Perpendicular.
— Planum.
- Expalmado. + Expalmado.
— Planiusculum.
- Alguma cousa espalmado. Nerita. + Alguma cousa espalmado. Nerita.
— Prominulum.
- Algum tanto elevado. + Algum tanto elevado.
— Retusum.
- A sua margem torcida. + A sua margem torcida.
— Rugosum.
- Enrugado, ou encrespado. + Enrugado, ou encrespado.
— Sublaterale.
- Quasi em hum lado. + Quasi em hum lado.
— Transversum.
- Atravessado. Nerita. + Atravessado. Nerita.
— Truncatum.
- Cortado. Nerita. + Cortado. Nerita.
— Tuberculatum.
- Com inchaçosinhos, ou tuberculos. Nerita. + Com inchaçosinhos, ou tuberculos. Nerita.
LABRUM.
- A margem externa da abertura. + A margem externa da abertura.
— Æquale.
- Igual. + Igual.
— Angulatum.
- Com angulos. + Com angulos.
— Arcuatum.
- Arqueado. Bulla Spelta. + Arqueado. Bulla Spelta.
— Attenuatum.
- Adelgaçado. + Adelgaçado.
— Bilobum.
- Com duas abas. + Com duas abas.
— Crenatum extus.
- Com incisuras externamente. + Com incisuras externamente.
— Crenulatum.
- Com incisuras mais pequenas. + Com incisuras mais pequenas.
— Coronatum spinis.
- Coroado de espinhos. + Coroado de espinhos.
- +
— Denticulatum.
- Com pequenos dentes. + Com pequenos dentes.
— Dilatatum.
- Dilatado ou extendido para fóra. Strombus. + Dilatado ou extendido para fóra. Strombus.
— Emarginatum.
- Com excavaçaõ, ou incisura curva na margem. + Com excavaçaõ, ou incisura curva na margem.
— Fissum.
- Fendido. Murex babilonius. + Fendido. Murex babilonius.
— Gibbum.
- Convexo. + Convexo.
— Heptadactytum.
- De sete dedos, ou abas. + De sete dedos, ou abas.
— Hexadactylum.
- De seis. + De seis.
— Incrassatum.
- Miais espesso. + Miais espesso.
— Levæ.
- Liso. + Liso.
— Marginatum.
- Com a margem sahida para fóra. + Com a margem sahida para fóra.
— Mucronatum.
- Agudo, ou que acaba em ponta. + Agudo, ou que acaba em ponta.
— Muricatum postice.
- Posteriormente cheio de pequenos espinhos, ou pontas. Buccinum + Posteriormente cheio de pequenos espinhos, ou pontas. Buccinum Erinaceus-
— Muticum.
- Sem espinhos, ou pontas. + Sem espinhos, ou pontas.
— Obtusatum.
- Obtuso. + Obtuso.
— Palmatum.
- Á maneira de huma maõ, dividida em abas compridas, ou dedos. Strombus pes + Á maneira de huma maõ, dividida em abas compridas, ou dedos. Strombus pes pelecani.
— Retusum.
- Com a margem torcida. + Com a margem torcida.
— Rotundatum.
- Arredondado. + Arredondado.
— Scabrum.
- Aspero. + Aspero.
— Solutum antice, & postice.
- Despegado anterior, e posteriormente. Strombus ater. + Despegado anterior, e posteriormente. Strombus ater.
— Solutum postice.
- Despegado posteriormente. Strombus palustris. + Despegado posteriormente. Strombus palustris.
— Striatum interne.
- Com linhas prominentes, ou strias na parte interna. + Com linhas prominentes, ou strias na parte interna.
— Subdentatum.
- Quasi dentado. + Quasi dentado.
— Subplicatum.
- Quasi com pregas. + Quasi com pregas.
— Tetradactylum.
- Com quatro dedos. Strombus pes pelecani. + Com quatro dedos. Strombus pes pelecani.
— Trilobum.
- Com tres abas. + Com tres abas.
— Laciniosus.
- Concha retalhada profundamente. + Concha retalhada profundamente.
- +
— Lacuna, sive canaliculus.
- Cova, ou rego. Buccinum- + Cova, ou rego. Buccinum-
LATITUDO.
- A largura da concha se toma da margem posterior até a anterior. + A largura da concha se toma da margem posterior até a anterior.
LAXI coni ventricosi in aorso disjecti supra mensam tinitantes.
- Como hum pião. + Como hum pião.
LIGAMEN, ligamentum, vinculum.
- Saõ sinonimos. Os ligamentos nas bivalves saõ destinados para unir as valvas de + Saõ sinonimos. Os ligamentos nas bivalves saõ destinados para unir as valvas de maneira que se abraõ, e fechem por meio destes ligamentos.
LIMBUS.
- Circumferencia das valvas da concha, ou margem da mesma. + Circumferencia das valvas da concha, ou margem da mesma.
LINGUA.
- He huma pequena caruncula branca, + He huma pequena caruncula branca, conica, negra na ponta, posta na parte posterior da mandibula de alguns molluscos. Limax Vid. Argenville.
— Involuta.
- Envolvida. + Envolvida.
— Spiralis.
- Espiral, ou retorcida em espira. Triton. + Espiral, ou retorcida em espira. Triton.
LINEAE.
- As linhas, algumas vezes, significaõ sómente a pintura, e as vezes strias + As linhas, algumas vezes, significaõ sómente a pintura, e as vezes strias prominentes, ou escavadas.
— Longitudinales.
- Que se extendem da base até ao apice. + Que se extendem da base até ao apice.
— Transversales.
- Que seguem os anfractos, ou giros. + Que seguem os anfractos, ou giros.
— Striatae.
- Com strias transversaes. + Com strias transversaes.
LITHOPHYTA.
- Saõ animaes, ou vermes molluscos compostos, que constaõ de coral, e dos + Saõ animaes, ou vermes molluscos compostos, que constaõ de coral, e dos molluscos. Os Lithophitos, como observou Mr. Leysonel, saõ pequenos animaes, que separaõ, ou depoem a materia coralina, e servem-se della para as suas cellulas. E os vermes das medroporas postos assima das estrelas depozitando para baixo de si continuamente a materia de pedra, levantaõse, e acrescentaõ as suas habitações. - Os vermes, que fabricaõ estas casas, saõ Nereis? Medusa. Hydra. + Os vermes, que fabricaõ estas casas, saõ Nereis? Medusa. Hydra.
- +
LOBATUS.
- Com abas, ou + Com abas, ou lacinias.
LOCULARIS.
- Cavidade. + Cavidade.
— Unilocularis.
- Com huma cavidade. + Com huma cavidade.
— Bilocularis.
- Com duas. + Com duas.
LONGITUDINALIS.
- Comprimento desde os nates até á margem, ou borda. + Comprimento desde os nates até á margem, ou borda.
LONGITUDO.
- O comprimento da concha se toma das nadegas até a margem superior. + O comprimento da concha se toma das nadegas até a margem superior.
- M. + M.
MACULA tuberculata.
- Concha reticulada com + Concha reticulada com tuberculos elevados na seçaõ das costas.
MARGO.
- Margem, ou limbo. + Margem, ou limbo.
— Canaliculatus.
- Rodeado na regiaõ do anus com huma covinha quasi + Rodeado na regiaõ do anus com huma covinha quasi longitudinal.
— Cardinalis.
- Junto ao cardo, ou a charneira. + Junto ao cardo, ou a charneira.
— Crenatus.
- Com incisuras. + Com incisuras.
— Crenulatus.
- Com incisuras mais pequenas. + Com incisuras mais pequenas.
— Inferior.
- Suponha se, que o cardo he em lugar da base da concha, e por isso se chama + Suponha se, que o cardo he em lugar da base da concha, e por isso se chama margem, ou lado inferior, e pelo contrario a margem, que lhe he opposta se chama margem, ou lado superior.
— Inflexus.
- Dobrado. Mytilus ungulatus + Dobrado. Mytilus ungulatus
— Integer.
- Inteiro. + Inteiro.
— Integerrimus.
- Perfeitamente inteiro. + Perfeitamente inteiro.
— Membranaceus.
- Membranaceo. + Membranaceo.
— Obsoletior.
- Mais que safado. Solen. + Mais que safado. Solen.
— Plicatus.
- Com pregas. + Com pregas.
— Posterior.
- Posterior. Mytilus ungulatus. + Posterior. Mytilus ungulatus.
— Subfalcatus.
- Quasi á maneira de fouce. Haliotis asinina. + Quasi á maneira de fouce. Haliotis asinina.
— Unguiculatus.
- Asignalado de humas escamas excavadas. + Asignalado de humas escamas excavadas.
- +
MAXILLÆ.
- Termo explicado nas classes antecedentes; nos molluscos acha-se huma especie de + Termo explicado nas classes antecedentes; nos molluscos acha-se huma especie de queixos-
— Angulatæ subtus.
- Anguladas na parte + Anguladas na parte inferior. Terebella.
— Binæ.
- Duas. Myxine. + Duas. Myxine.
— Duæ calcariæ.
- Duas de substancia calcaria. Terebella. + Duas de substancia calcaria. Terebella.
— Excisæ antice.
- Como cortadas na parte anterior. Terebella. + Como cortadas na parte anterior. Terebella.
— Hemisphericae.
- De figura de meia esfera. Terebella. + De figura de meia esfera. Terebella.
— Pinnatæ.
- Com pinnas, ou com fios oppostos de huma, e outra parte. Myxine. + Com pinnas, ou com fios oppostos de huma, e outra parte. Myxine.
MONOTHALAMIA.
- Concha univalve e que tem hum só thalamo, ou cavidade. Dentalium. + Concha univalve e que tem hum só thalamo, ou cavidade. Dentalium.
MUCRONATÆ patellae.
- Com o apice, ou vertice agudo, e revirado. + Com o apice, ou vertice agudo, e revirado.
MURICATA.
- Com espinhos, ou pontas. + Com espinhos, ou pontas.
- N. + N.
NATES.
- As prominencias mais notaveis fora do cardo, se chamaõ nadegas. + As prominencias mais notaveis fora do cardo, se chamaõ nadegas.
— Acuminatæ.
- Agudas. + Agudas.
— Approximatæ.
- Visinhas entre si. Cardium cardissa. + Visinhas entre si. Cardium cardissa.
— Auriformes.
- Excavaçaõ curva dentro das nadegas. Chama bicornis. + Excavaçaõ curva dentro das nadegas. Chama bicornis.
— Corniformes.
- Muito compridas, direitas, aguçadas. + Muito compridas, direitas, aguçadas.
— Decorticatæ.
- Sem casca. Mytilus anatinus. + Sem casca. Mytilus anatinus.
— Dissectae, excisae.
- Separadas entre si por huma excavaçaõ. + Separadas entre si por huma excavaçaõ.
- +
— Distantes.
- Distantes entre si. + Distantes entre si.
— Gibbae.
- Convexas. + Convexas.
— Incurvae. — Incurvatae.
- Encurvadas, ou arqueadas. + Encurvadas, ou arqueadas.
— Inflexae, & incurvatae.
- Retrocidas, ou inclinadas entre si alternativamente. + Retrocidas, ou inclinadas entre si alternativamente.
— Perforato nati.
- Furada. Anomia auriata. + Furada. Anomia auriata.
— Recurvae. — Recurvatae.
- Retorcidas. + Retorcidas.
— Reflexae s: recurvatae s: retorsum incurvatae.
- Dobradas para a parte do ano. + Dobradas para a parte do ano.
— Submucrunatae Quasi agudas, ou que acabaõ quasi em ponta.
- Tellina incarnata. + Tellina incarnata.
— Spirales.
- Retorcidas em espira. + Retorcidas em espira.
— Subspirales obliquæ.
- Quasi retorcidas obliquamente á maneira de espira. Chama Lazarus. + Quasi retorcidas obliquamente á maneira de espira. Chama Lazarus.
NEBULOSUS.
- Concha de cores confusas, e pouco distantes entre si + Concha de cores confusas, e pouco distantes entre si
NERITOIDEI.
- Primeira divisaõ do genero turbo, cujas especies tem a margem columnar da + Primeira divisaõ do genero turbo, cujas especies tem a margem columnar da abertura chata, e sem buraco.
NIVOSUS.
- Concha de cór branca. + Concha de cór branca.
NYMPHÆ.
- Á semelhança das ninfas nas partes genitaes das mulheres, e ficaõ cubertas do + Á semelhança das ninfas nas partes genitaes das mulheres, e ficaõ cubertas do Hymen.
— Acutæ.
- Agudas. + Agudas.
— Dentiformes.
- Á maneira de dentes. Donax denticulata. + Á maneira de dentes. Donax denticulata.
— Hiantes.
- Abertas, ou distantes entre si. + Abertas, ou distantes entre si.
— Inflexæ.
- Dobradas. Tellina laevigata. + Dobradas. Tellina laevigata.
— Prominentes.
- Elevadas. Tellina albida. + Elevadas. Tellina albida.
— Retractae.
- Oppostas ás prominentes. + Oppostas ás prominentes.
— Truncatae.
- Mais pequenas, que a Rima. + Mais pequenas, que a Rima.
- +
- O. + O.
OCULUS.
- Chama-sa olho hum ponto central na voluta, na summidade da + Chama-sa olho hum ponto central na voluta, na summidade da concha no Lepas. Na ponta dos tentaculos do limax, Swammerdam chamou o centro destes tentaculos nervo optico, elle observa, que a ponta destes pelo interior he cuberta com - a tunica chamada uvea; elle distinguio os tres humores, + a tunica chamada uvea; elle distinguio os tres humores, Aqueo, Vitreo, cristalino; mas naõ obstante isto suppomos os olhos nostes animaes como partes muito incognitas, aindaque os tentaculos sejaõ a sua parte mais sensivel.
OPERCULUM.
- Lamina com a qual algumas conchas fechaõ a sua abertura, e esta, ou de substancia - como cornea, ou de unha, ou testacea, ou membranacea, como Helix Pomatia. + Lamina com a qual algumas conchas fechaõ a sua abertura, e esta, ou de substancia + como cornea, ou de unha, ou testacea, ou membranacea, como Helix Pomatia.
OS.
- Este termo relativamente á concha he a parte por onde o animal sahe, ou para + Este termo relativamente á concha he a parte por onde o animal sahe, ou para respirar, ou para tomar o seo alimento, ou para o seu movimento. Linnéo deo a esta parte da concha o nome de abertura para se naõ confundir com a bocca do animal. V. Apertura.
— Anticum.
- Na parte anterior. Sipunculus. + Na parte anterior. Sipunculus.
— Attenuatum.
- Adelgaçado. Sipunculus. + Adelgaçado. Sipunculus.
— Centrale.
- No meio do corpo Medusa, Asteria. + No meio do corpo Medusa, Asteria.
— Cirrosum.
- Com cirros. Mixine. + Com cirros. Mixine.
— Corneum.
- De substancia cornea. Sepia. + De substancia cornea. Sepia.
— Cylindricum.
- De figura cylindrica. Sipunculus. + De figura cylindrica. Sipunculus.
— Edentulum.
- Sem dentes. Scyllaea. + Sem dentes. Scyllaea.
— Inter brachia.
- Posta entre os braços. Sepia. + Posta entre os braços. Sepia.
— Inter tentacula.
- Entre os tentaculos. Holothuria. + Entre os tentaculos. Holothuria.
— Quinquevalve.
- De cinco valvas, ou peças. Asteria, Echinus. + De cinco valvas, ou peças. Asteria, Echinus.
— Retractile.
- Que se extende, e se contrahe. Aphrodita. + Que se extende, e se contrahe. Aphrodita.
- +
— Subtus antice.
- Na extremidade, na parte inferior. Doris. + Na extremidade, na parte inferior. Doris.
— Unguiculatum.
- Com huma especie de unha. Nereis. + Com huma especie de unha. Nereis.
OVOIDEUS.
- Concha de figura oval. Bulla ovum. + Concha de figura oval. Bulla ovum.
- P. + P.
PALATUM.
- A parte interior, e superior da abertura no lado da columella, he o que nos + A parte interior, e superior da abertura no lado da columella, he o que nos Nerites tem o nome de paladar.
PAPYRACEUS.
- Parte da concha, que naõ excede a grossura do papel. + Parte da concha, que naõ excede a grossura do papel.
PAPULOSUS porus.
- Pequeno buraco levantado á maneira de burbulha, ou empolla. Gorgonia + Pequeno buraco levantado á maneira de burbulha, ou empolla. Gorgonia elongata.
PARIES.
- Saõ as divisoens das cellulas, ou lados interiores da concha, a que o animal se + Saõ as divisoens das cellulas, ou lados interiores da concha, a que o animal se encosta.
PECTINATA.
- Concha sulcada, ou striada longitudinalmente, mas na parte anterior saõ os regos, + Concha sulcada, ou striada longitudinalmente, mas na parte anterior saõ os regos, ou strias divergentes a angulo agudo.
PES.
- He hum musculo grosso, com que os molluscos se arrastaõ, ou nadaõ. + He hum musculo grosso, com que os molluscos se arrastaõ, ou nadaõ.
PILEUS.
- Uniaõ de quatro pequenas valvulas triangulares, que formaõ a parte superior do + Uniaõ de quatro pequenas valvulas triangulares, que formaõ a parte superior do Lepas.
POLYTHALAMIA.
- Com muitos thalamos, ou cavidades. Nautilus. + Com muitos thalamos, ou cavidades. Nautilus.
PORUS.
- Pequeno buraco em alguns mulluscos, ou para respirar, ou tambem para a sua + Pequeno buraco em alguns mulluscos, ou para respirar, ou tambem para a sua geraçaõ.
— Lateralis.
- No lado. Lumbricus. Sipunculus. + No lado. Lumbricus. Sipunculus.
— Terminalis.
- No apice, ou extremidade. Fasciola. + No apice, ou extremidade. Fasciola.
— Ventralis.
- No ventre. + No ventre.
PORUS.
- O buraco por onde sahem os molluscos habitadores da Millepora. - + O buraco por onde sahem os molluscos habitadores da Millepora. +
— Asper.
- Aspero ao tacto. + Aspero ao tacto.
— Eminens.
- Elevado. + Elevado.
— Nullus.
- Nenhum. Millepora polymorpha. + Nenhum. Millepora polymorpha.
— Obsoletus.
- Quasi safado. + Quasi safado.
— Prominulus.
- Alguma cousa elevado. + Alguma cousa elevado.
— Scaber.
- O mesmo que asper. + O mesmo que asper.
— Turbinatus.
- Piramidal ou agudo. + Piramidal ou agudo.
PROTUBERANTIA.
- He qualquer parte prolongada, ou elevada na testa das conchas. + He qualquer parte prolongada, ou elevada na testa das conchas.
PUBES.
- Lanugem, que cobre algumas conchas maritimas. + Lanugem, que cobre algumas conchas maritimas.
— Lamellosa.
- Formada de laminas. + Formada de laminas.
— Rugosa.
- Enrugada, ou encrespada. Tellina trifasciata. + Enrugada, ou encrespada. Tellina trifasciata.
— Rugis attenuatis.
- Com rugas adelgaçadas. Venus paphia. + Com rugas adelgaçadas. Venus paphia.
— Spinosa.
- Espinosa. + Espinosa.
— Striato-scabra.
- Aspera pelas strias, ou linhas elevadas. + Aspera pelas strias, ou linhas elevadas.
— Subtumentosa.
- Quasi tomentosa, ou com tomento. + Quasi tomentosa, ou com tomento.
PUNCTUM.
- Saõ certas malhas dispostas sem ordem, ou longitudinaes, ou obliquas. Os pontos saõ + Saõ certas malhas dispostas sem ordem, ou longitudinaes, ou obliquas. Os pontos saõ elevados, ou escavados.
— Concatenatum.
- Hum ponto a outro está unido a maneira de contas. + Hum ponto a outro está unido a maneira de contas.
— Pertusum.
- Escavado profundamente, como se fosse feito com huma sovella. + Escavado profundamente, como se fosse feito com huma sovella.
- R. + R.
RADIUM.
- Raio nas conchas bivalves he huma prominencia longitudinal, que + Raio nas conchas bivalves he huma prominencia longitudinal, que principia do umbo, e vai divergindo até a outra extremidade. - +
— Convexum.
- Convexo. + Convexo.
— Compressum.
- Comprimido nos lados. + Comprimido nos lados.
— Duplicatum.
- Duplicado. Ostrea pleuronectes. + Duplicado. Ostrea pleuronectes.
— Echinatum.
- Com espinhos imitando assim o ouriço do mar, ou Echinus. + Com espinhos imitando assim o ouriço do mar, ou Echinus.
— Explanatum.
- Expalmado. Ostrea Ziczac. + Expalmado. Ostrea Ziczac.
— Filiforme.
- Da mesma largura em todo o comprimento. + Da mesma largura em todo o comprimento.
— Glaber.
- Igual, sem espinhos. + Igual, sem espinhos.
— Imbricatum squamis.
- Com escamas dispostas como as telhas nos telhados. + Com escamas dispostas como as telhas nos telhados.
— Laeve.
- Liso + Liso
— Membranaceo striatum transverse.
- De substancia como membranacea, e striada transversalmente, ou com + De substancia como membranacea, e striada transversalmente, ou com linhas transversaes, ou atravessadas. Ostrea striatula.
— Nodoso-vesiculare.
- Com nós inchados á maneira de bexigas. Ostrea nodosa. + Com nós inchados á maneira de bexigas. Ostrea nodosa.
— Obliteratum.
- Apagado, que naõ apparece. + Apagado, que naõ apparece.
— Osseum, 2.
- pro basi animalis. De substancia ossea. Dous, que servem de base onde o animal + pro basi animalis. De substancia ossea. Dous, que servem de base onde o animal se pega.
— Planiusculum.
- Alguma cousa chato. + Alguma cousa chato.
— Rotundatum.
- Arredondado. + Arredondado.
— Scabrum.
- Aspero. + Aspero.
— Striatum.
- Com strias. Ostrea maxima. + Com strias. Ostrea maxima.
RADIATUS.
- Concha chêa de strias, regos, rugas, ou pontas, divergentes, ou concha ornada de + Concha chêa de strias, regos, rugas, ou pontas, divergentes, ou concha ornada de varias côres dispostas em raios. Tellina.
RADIUS.
- Estrias elevadas desde o centro a periferia divergentes. Ostrea pecten. V. + Estrias elevadas desde o centro a periferia divergentes. Ostrea pecten. V. Radium.
— Echinatus.
- Com aculeos, ou espinhos postos na longitude dos raios da concha. + Com aculeos, ou espinhos postos na longitude dos raios da concha.
— Vesicularis.
- Coberto de nós internamente concavos. + Coberto de nós internamente concavos.
- +
RAMIFICATIO.
- Subdivisaõ das linhas, strias, ou rugas, divididas em figura ramosa. + Subdivisaõ das linhas, strias, ou rugas, divididas em figura ramosa.
RETICULATUS.
- Concha chêia de linhas simplices côradas entrecortadas á maneira de rede. V. Argenvill. + Concha chêia de linhas simplices côradas entrecortadas á maneira de rede. V. Argenvill.
RETICULUM.
- Dezenho natural sobre a epiderme da concha feito por + Dezenho natural sobre a epiderme da concha feito por linhas córadas.
RIMA, s. Sutura.
- He o espaço, que fica entre as valvas tirado o Hymen. + He o espaço, que fica entre as valvas tirado o Hymen.
— Angustissima.
- Muito estreita. + Muito estreita.
— Clausa.
- Fechada pelas Nymphas, que a cobrem. + Fechada pelas Nymphas, que a cobrem.
— Dentata.
- Com dentes. + Com dentes.
— Serrata.
- Com as margens cortadas á maneira de serra. + Com as margens cortadas á maneira de serra.
ROSTRUM.
- Bico, ou esporaõ nas conchas. + Bico, ou esporaõ nas conchas.
— Elongatum.
- Comprido. Bulla volva. + Comprido. Bulla volva.
— Laeve.
- Liso. + Liso.
— Cylindricum.
- De figura cylindrica. Actinia. + De figura cylindrica. Actinia.
— Radiatum.
- Cercado com raios, ou tentaculos. Actinia. + Cercado com raios, ou tentaculos. Actinia.
- S. + S.
SAGULUM.
- He aquella parte do corpo do mollusco, que he mui distincta, sobre as espaduas do - Limax, que corresponde ao escutello dos Insectos. + He aquella parte do corpo do mollusco, que he mui distincta, sobre as espaduas do + Limax, que corresponde ao escutello dos Insectos.
SCROBICULATA varix.
- Prominencia á maneira de veia inchada, e esta com covinha. Murex + Prominencia á maneira de veia inchada, e esta com covinha. Murex rubecula.
SCROBICULUM.
- Covinha, ou pequena cavidade, que está em lugar de dente. Ostrea. Anomia. + Covinha, ou pequena cavidade, que está em lugar de dente. Ostrea. Anomia.
SEMILUNARIS.
- Concha, cuja abertura he de meia lua. Helix. + Concha, cuja abertura he de meia lua. Helix.
SERIATUS.
- V. Poris multiplicatis seriatis. Poros numerosos dispostos em serie, ou ordem. + V. Poris multiplicatis seriatis. Poros numerosos dispostos em serie, ou ordem. Millepora lineata.
- +
SERRATUS.
- Concha chêa de córtes, ou incizoens profundas como dentes de serra. + Concha chêa de córtes, ou incizoens profundas como dentes de serra.
SINUOSUS.
- Diz-se da concha chêa de linhas, com varias torturas pela sua longitude. + Diz-se da concha chêa de linhas, com varias torturas pela sua longitude.
SINUS.
- Excavaçaõ, ou cavidade. + Excavaçaõ, ou cavidade.
SIPHO tubo cylindrico.
- Tubo cylindrico, ou canal cylindrico, que attravessa de parte a parte os diafragmas, ou divisoẽs das + Tubo cylindrico, ou canal cylindrico, que attravessa de parte a parte os diafragmas, ou divisoẽs das conchas, ̃q tem muitas cavidades.
— Centralis.
- No centro. Nautilus raphanistrum. + No centro. Nautilus raphanistrum.
— Obliquus.
- Obliquo. + Obliquo.
— Sublateralis.
- Quasi no lado. + Quasi no lado.
SIPHUNCULUS.
- Tubo articulado, que passa pelas concameraçoens do Nautilus. + Tubo articulado, que passa pelas concameraçoens do Nautilus.
SPATA.
- Espinhos de varios ouriços do mar, cuja figura reprezenta huma colher, ou + Espinhos de varios ouriços do mar, cuja figura reprezenta huma colher, ou espatula.
SPHAEROIDEUS.
- Concha, que reprezenta quasi huma esfera. + Concha, que reprezenta quasi huma esfera.
SPINA.
- Espinho. + Espinho.
— Arguta.
- Muito subtil. + Muito subtil.
— Conica.
- De figura conica. + De figura conica.
— Erectiuscula.
- Alguma cousa elevado. + Alguma cousa elevado.
— Fornicata.
- Arqueado. + Arqueado.
— Fornicato-comipressa.
- Arqueado, e comprimido nos lados. Turbo calcar. + Arqueado, e comprimido nos lados. Turbo calcar.
— Laevis.
- Liso. + Liso.
— Remosa.
- Dividido em ramos. Turbo delphinus. + Dividido em ramos. Turbo delphinus.
— Recta.
- Direito. + Direito.
— Setacea.
- Á maneira de seda, ou setaceo. Murex + Á maneira de seda, ou setaceo. Murex tribulus.
— Subacuta.
- Alguma cousa aguda. + Alguma cousa aguda.
— Subulata.
- Á maneira de sovela. + Á maneira de sovela.
SPINOSUM.
- Com espinhos. + Com espinhos.
— Spinis mobilibus.
- Com espinhos moveis. Echinus. + Com espinhos moveis. Echinus.
SPIRA.
- Espira, que formaõ os anfractos superiores. - + Espira, que formaõ os anfractos superiores. +
— Aculeata.
- Com aculeos, ou bicos. + Com aculeos, ou bicos.
— Capitata.
- Acaba em huma cabeçinha redonda. + Acaba em huma cabeçinha redonda.
— Cariosa.
- Como carunchoza, ou corcomida. Buccinum prærosum. + Como carunchoza, ou corcomida. Buccinum prærosum.
— Conico-convexa.
- De figura conica, e convexa. Conus rusticus. + De figura conica, e convexa. Conus rusticus.
— Coronata acuta.
- Coroada, ou cercada de tuberculos, ou de outra cousa aguda, Conus varius. + Coroada, ou cercada de tuberculos, ou de outra cousa aguda, Conus varius.
— Coronata.
- Coroada. + Coroada.
— Contigua.
- Visinha, de maneira, que naõ fica espaço algum nas circunvoluçoens, entre + Visinha, de maneira, que naõ fica espaço algum nas circunvoluçoens, entre huma, e outra.
— Contraria.
- Virada da parte contraria, o que ordinariamente naõ se observa nas conchas. + Virada da parte contraria, o que ordinariamente naõ se observa nas conchas. Murex perversus.
— Convexiuscula.
- Alguma cousa convexa. + Alguma cousa convexa.
— Dentata.
- Dentada, ou com dentes. + Dentada, ou com dentes.
— Detrita.
- Gastada, ou como consumida + Gastada, ou como consumida
— Elevata.
- Elevada. + Elevada.
— Elongata.
- Comprida. + Comprida.
— Exquisita s: exerta.
- Exacta, ou perfeita, ou muito aguda. + Exacta, ou perfeita, ou muito aguda.
— Inermis.
- Sem espinhos, ou dentes. + Sem espinhos, ou dentes.
— Laevigata.
- Lisa. + Lisa.
— Lateralis.
- Posta no lado. Haliotis. + Posta no lado. Haliotis.
— Longiuscula.
- Alguma cousa comprida. + Alguma cousa comprida.
— Manifesta.
- Que apparece. + Que apparece.
— Absque spira manifesta.
- Sem espira, que appareça. + Sem espira, que appareça.
— Mucronata.
- Que acaba em ponta. + Que acaba em ponta.
— Muricata.
- Com pequenas pontas, ou espinhos. + Com pequenas pontas, ou espinhos.
— Mutilato-truncata.
- Cortada na sua base. Helix decollata. + Cortada na sua base. Helix decollata.
— Nulla.
- Nenhuma. Patella. + Nenhuma. Patella.
- +
— Obliterata.
- Apagada, ou que naõ apparece. + Apagada, ou que naõ apparece.
— Obliterata basis spiræ.
- Quando a base da espira naõ apparece. Voluta porphiria. + Quando a base da espira naõ apparece. Voluta porphiria.
— Obtusata.
- Obtuza, ou a base obtuza. Voluta mercatoria. + Obtuza, ou a base obtuza. Voluta mercatoria.
— Occultata.
- Escondida, ou que naõ apparece sensivelmente. Haliotis + Escondida, ou que naõ apparece sensivelmente. Haliotis
— Papillari apice.
- Com a ponta redonda. Voluta Olla. + Com a ponta redonda. Voluta Olla.
— Plana.
- Chata, sendo os giros superiores iguaes na altura, de maneira que parece a + Chata, sendo os giros superiores iguaes na altura, de maneira que parece a espira cortada, ou truncada.
— Plicata.
- Com pregas, ou dobras. + Com pregas, ou dobras.
— Prominula.
- Alguma cousa elevada, ou sahida para fóra. + Alguma cousa elevada, ou sahida para fóra.
— Prominulus æpex spiræ.
- Com a ponta da espira alguma cousa sahida para fora. + Com a ponta da espira alguma cousa sahida para fora.
— Retusa.
- Com a ponta torcida para dentro. + Com a ponta torcida para dentro.
— Retuso-umbilicata.
- O apice da espira taõ metido para dentro, que mais parece huma cavidade, que a + O apice da espira taõ metido para dentro, que mais parece huma cavidade, que a prominencia da espira.
— Rugosa.
- Enrugada. Voluta auris midæ. + Enrugada. Voluta auris midæ.
— Spinosa.
- Com espinhos Strombus pugilis. + Com espinhos Strombus pugilis.
— Subgranulata.
- Com pequenas prominencias á maneira de pequenas grãs. Voluta + Com pequenas prominencias á maneira de pequenas grãs. Voluta mendicaria.
— Subcoronata.
- Quasi coroada. + Quasi coroada.
— Subnodosa.
- Quasi com nós. + Quasi com nós.
SPIRULA.
- Pequena espira. + Pequena espira.
— Excavato-oculata.
- Escavada formando no apice ou centro huma excavaçaõ á maneira de olho. Nerita + Escavada formando no apice ou centro huma excavaçaõ á maneira de olho. Nerita pulligera.
SQUAMA, s. squamula.
- Escama. + Escama.
— Acuta.
- Aguda. Pinna muricata. + Aguda. Pinna muricata.
- +
— Cananicullata.
- Excavada longitudinalmente. + Excavada longitudinalmente.
— Canaliculato-tubulosa.
- De figura de canal, e furada á maneira de canudo. Pinna nobilis. + De figura de canal, e furada á maneira de canudo. Pinna nobilis.
— Cochleari-hemisphaerica.
- De feitio de colher, e de meia esfera. Ostrea pellucens. + De feitio de colher, e de meia esfera. Ostrea pellucens.
— Compressa.
- Comprimida nos lados. Mytilus hyotis. + Comprimida nos lados. Mytilus hyotis.
— Concava.
- Concava. Pinna muricata. + Concava. Pinna muricata.
— Fornicata.
- Arqueada, inferiormente concava, e superiormente convexa. Pinna. + Arqueada, inferiormente concava, e superiormente convexa. Pinna.
— Imbricata.
- Disposta á maneira das telhas. + Disposta á maneira das telhas.
— Obsoleta.
- Safada. + Safada.
— Ovata.
- Ovada, ou de figura de ovo. Pina muricata. + Ovada, ou de figura de ovo. Pina muricata.
— Patula.
- Estendida. Mytilus hyotis. + Estendida. Mytilus hyotis.
STELLA.
- Cavidade com laminas concentricas, ou dispostas á maneira de estrella. + Cavidade com laminas concentricas, ou dispostas á maneira de estrella.
— Angulosa.
- Com angulos. + Com angulos.
— Conglomerato-lamellosa.
- + Ennovellada com pequenas laminas. Madrepora pileus.
— Contigua.
- Huma ao pé de outra estrella. + Huma ao pé de outra estrella.
— Convexa.
- Convexa. + Convexa.
— Eminens.
- Alta, ou que sahe para fóra da superficie do corpo da Medrepora. fig. + Alta, ou que sahe para fóra da superficie do corpo da Medrepora. fig. 14.
— Hemispherico-concava.
- De figura hemispherica, e concava. + De figura hemispherica, e concava.
— Hypocrateriformis.
- O Limbo, ou summidade da estrella sendo plano, e collocado sobre hum + O Limbo, ou summidade da estrella sendo plano, e collocado sobre hum tubo.
— Immersa.
- Aprofundada na substancia da Madrepora. + Aprofundada na substancia da Madrepora.
— Minuta.
- Muito pequena. + Muito pequena.
— Orbicularis.
- Redonda. + Redonda.
— Repando-labyrinthiformis.
- Revirada para traz, eretorcida á maneira de labirintho. + Revirada para traz, eretorcida á maneira de labirintho.
- +
— Striata.
- Com strias, ou linhas elevadas. + Com strias, ou linhas elevadas.
— Sutura obtusa.
- Obtusa. + Obtusa.
— — acuta.
- Aguda. Madrepora labyrinthiformis. + Aguda. Madrepora labyrinthiformis.
— Terminalis.
- Que está posta na extremidade do ramo. + Que está posta na extremidade do ramo.
— Teres.
- Cylindrica, ou redonda. + Cylindrica, ou redonda.
— Truncata.
- Como cortada. + Como cortada.
— Turbinato-concava.
- Piramidal, e concava. + Piramidal, e concava.
— Unica.
- Huma estrella só, como se observa nas Madreporas simpleces. + Huma estrella só, como se observa nas Madreporas simpleces.
STIRPS.
- Tronco, ou planta dos Zoophytos. + Tronco, ou planta dos Zoophytos.
— Articulata.
- Com nós. Isis hippuris. + Com nós. Isis hippuris.
— Bibula pilis contexta, flexilis.
- Como tecida de pellos, flexivel, que embebe em si. Spongia. + Como tecida de pellos, flexivel, que embebe em si. Spongia.
— Cornea, continua, ramosa, basi adnata, cortice obducta.
- De substancia cornea, continuada, ramosa, pegada com a base a algum corpo, e + De substancia cornea, continuada, ramosa, pegada com a base a algum corpo, e cuberta com a casca. Gorgonia.
— Corpus liberum, articulatum simplici catena.
- Corpo livre sem ser pegado, a outro com articulacoẽs, ou nós, que formaõ como + Corpo livre sem ser pegado, a outro com articulacoẽs, ou nós, que formaõ como huma cadêa simples. Taenia.
— Fibroso articulata.
- Composta de fibras articuladas. Sertularia. fig. 16. + Composta de fibras articuladas. Sertularia. fig. 16.
— Filamentosa, calcaria.
- Composta de filamentos, e de substancia calcaria. Corallina. + Composta de filamentos, e de substancia calcaria. Corallina.
— Florem in verticem vibrans.
- Que faz tremer a flor em redemoinho. Vorticella. + Que faz tremer a flor em redemoinho. Vorticella.
— Gelatinosa.
- De substancia gelatinosa. Hydra. fig. 17. + De substancia gelatinosa. Hydra. fig. 17.
— Lapidea, rigida.
- De substancia de pedra, rija. Isis. + De substancia de pedra, rija. Isis.
— Libera, subulata, apice pinnata.
- Que naõ está pegada a corpo algum, que he adelgaçada na parte inferior á maneira de sovela, e no apice he feita como huma penna. Pennatula. fig + Que naõ está pegada a corpo algum, que he adelgaçada na parte inferior á maneira de sovela, e no apice he feita como huma penna. Pennatula. fig 8. 1.
— Porosa, poris cellulosis.
- Porosa, ou chêa de pequenos buracos, e estes excavados internamente. + Porosa, ou chêa de pequenos buracos, e estes excavados internamente. Flustra.
— Stuposa, tunicato-corticata.
- De substancia como de estopa vestida, ou cuberta de huma casca. + De substancia como de estopa vestida, ou cuberta de huma casca. Alcyontum.
— Tubulosa, filiformis.
- Furada á maneira de canudo, e da mesma largura em todo o seu comprimento. + Furada á maneira de canudo, e da mesma largura em todo o seu comprimento. Tubularia.
STRIA.
- Diz-se de humas linhas finas, e longitudinaes elevadas entre a cavidade de huns regos, pequenos, + Diz-se de humas linhas finas, e longitudinaes elevadas entre a cavidade de huns regos, pequenos, e superficiaes.
— Abbreviata.
- Que naõ se estende até a margem. + Que naõ se estende até a margem.
— Bifaria.
- Que em duas se divide. + Que em duas se divide.
— Inæquilineata.
- Que naõ he igual ás outras. + Que naõ he igual ás outras.
— Crenata.
- Com incizoens. + Com incizoens.
— Decussata.
- Atravessada huma assima da outra á maneira de X. + Atravessada huma assima da outra á maneira de X.
— Denticulata.
- Feita em forma de dentes. + Feita em forma de dentes.
— Duplici serie punctata.
- Com duas ordens de pontos. + Com duas ordens de pontos.
— Elevata.
- Elevada, ou mais eminente. + Elevada, ou mais eminente.
— Erecta.
- Levantada. + Levantada.
— Exoleta.
- Extinguida, ou quasi safada. + Extinguida, ou quasi safada.
— Glabra.
- Sem ser aspera nem com pontas, dentes. &c. + Sem ser aspera nem com pontas, dentes. &c.
— Imbricata.
- Cuberta de escamas á maneira das telhas de hum telhado. + Cuberta de escamas á maneira das telhas de hum telhado.
— Interrupta.
- Naõ continuada. + Naõ continuada.
— Laevis.
- Lisa. Conus granulatus. + Lisa. Conus granulatus.
— Membranacea.
- De substancia membranacea. + De substancia membranacea.
— Muricata.
- Com pontas, ou espinhos. + Com pontas, ou espinhos.
- +
— Obliquata.
- Obliqua. + Obliqua.
— Obsoleta.
- Safada. + Safada.
— Parallela.
- Estrias parallelas entre si. + Estrias parallelas entre si.
— Remotissima.
- Muito distante huma da outra. + Muito distante huma da outra.
— Subundulata.
- Quasi ondeada, ou feita a semelhança de ondas. + Quasi ondeada, ou feita a semelhança de ondas.
— Sulcata.
- Excavada com regos. Conus granulatus. + Excavada com regos. Conus granulatus.
— Transversa.
- Atravessada. + Atravessada.
— Tuberculata.
- Com tuberculos, + Com tuberculos, ou pequenos inchaços. Conus nussatella.
SULCUS.
- Rego, ou excavaçaõ, e as vezes significa costa. + Rego, ou excavaçaõ, e as vezes significa costa.
— Moniliformis.
- Á maneira de contas. V. + Á maneira de contas. V.
— Torulosus.
- Entre os nós mais grosso. + Entre os nós mais grosso.
— Aculeato-ciliatus.
- Cercado de espinhos dispostos como os pellos das pestanas dos olhos. Cardium + Cercado de espinhos dispostos como os pellos das pestanas dos olhos. Cardium aculeatum.
— Acutus.
- Agudo. + Agudo.
— Angulatus.
- Com angulos. + Com angulos.
— Convexo.
- Convexo. + Convexo.
— Dehiscens ad cardinem.
- Abrindo-se mais ao pé da charneira, ou cardo. Anomia pubescens. + Abrindo-se mais ao pé da charneira, ou cardo. Anomia pubescens.
— Dentatus.
- Com dentes. + Com dentes.
— Fornicatus.
- Com escamas arqueadas. + Com escamas arqueadas.
— Imbricatus squamis.
- Cuberto de escamas dispostas como as telhas. Cardium isocardia. + Cuberto de escamas dispostas como as telhas. Cardium isocardia.
— Lacunosus.
- Chêo de altibaixos, ou de covas. Anomia lacunosa. + Chêo de altibaixos, ou de covas. Anomia lacunosa.
— Lunulis notatus.
- Com prominencias de feitio de pequenas meias luas. Cardium fragum. + Com prominencias de feitio de pequenas meias luas. Cardium fragum.
— Membranaceus.
- De substancia muito delgada, e transparente como se fosse membrana. + De substancia muito delgada, e transparente como se fosse membrana.
— Moniliformis.
- Com nós redondos á maneira de pequenas contas enfiadas. Trocus scuber. + Com nós redondos á maneira de pequenas contas enfiadas. Trocus scuber.
- +
— Muricatus.
- Com espinhos, ou dentes. + Com espinhos, ou dentes.
— Nodosus.
- Com nós, ou elevaçoens redondas. Cardium tuberculatum. + Com nós, ou elevaçoens redondas. Cardium tuberculatum.
— Recurvus.
- Revirado. + Revirado.
— Reflexus.
- Voltado para traz. + Voltado para traz.
— Remotus.
- Distante num do outro. + Distante num do outro.
— Rugosus.
- Enrugado. + Enrugado.
— Subimbricatus.
- Quasi imbricado. V. Imbricatus. + Quasi imbricado. V. Imbricatus.
— Triqueter-eievatus.
- Elevado com tres lados. Cardium ciliare. + Elevado com tres lados. Cardium ciliare.
— Verrucosus.
- Com verrugas. + Com verrugas.
SUMMITAS, apex, cacumen, vertex.
- Saõ sinonimos, e todos indicaõ a summidade, ou cume da concha. + Saõ sinonimos, e todos indicaõ a summidade, ou cume da concha.
SUTURA.
- He o lugar donde se une a espira do anfracto, ou giro. + He o lugar donde se une a espira do anfracto, ou giro.
— Duplicata.
- Com duas linhas elevadas. + Com duas linhas elevadas.
— Marginata.
- Elevada com angulo á maneira de quilha. + Elevada com angulo á maneira de quilha.
- T. + T.
TENTACULA.
- Saõ humas partes carnosas dos Vermes, que se pódem estender, e recolher - voluntariamente, e correspondem ás antennas dos Insectos, com a differença porem, que nos insectos saõ as antennas cartilagineas, e articuladas, e naõ se podem recolher. Os tentaculos saõ dous, + Saõ humas partes carnosas dos Vermes, que se pódem estender, e recolher + voluntariamente, e correspondem ás antennas dos Insectos, com a differença porem, que nos insectos saõ as antennas cartilagineas, e articuladas, e naõ se podem recolher. Os tentaculos saõ dous, ou quatro.
— Bipartita.
- Divididos em dous. Triton. + Divididos em dous. Triton.
— Brachiformia.
- Á maneira de braços. Lernaea: + Á maneira de braços. Lernaea:
— Capillaria.
- Muito delgados como cabellos. Terebella. + Muito delgados como cabellos. Terebella.
— Chelifera.
- Divididos os tentaculos posteriores na extremidade com pollegar, ou aba movel. + Divididos os tentaculos posteriores na extremidade com pollegar, ou aba movel. Triton. fig. 15.
— Dena.
- Dez. Holothuria priapus. + Dez. Holothuria priapus.
— Duo.
- Dous. Doris fig. 5. Aphrodita. fig. 19. + Dous. Doris fig. 5. Aphrodita. fig. 19.
— Duodecim.
- Doze. Triton. + Doze. Triton.
- +
— Fasciculata.
- Muitos juntos formando hum feixe delles. Holothuria tremula. + Muitos juntos formando hum feixe delles. Holothuria tremula.
— Frondosa.
- Divididos em ramos, ou lacinias recortadas. Holothuria frondosa. + Divididos em ramos, ou lacinias recortadas. Holothuria frondosa.
— Hispida.
- Asperos, ou rijos. Asteria aranciaca. + Asperos, ou rijos. Asteria aranciaca.
— Lateralia.
- Nos lados. Nereis. Tab. XI. fig. 6. + Nos lados. Nereis. Tab. XI. fig. 6.
— Lunata apice.
- Com excavaçaõ semicircular na extremidade. Lernæa cyprinacea. + Com excavaçaõ semicircular na extremidade. Lernæa cyprinacea.
— Obsoleta.
- Que apenas apparecem. Limax hyalinus. + Que apenas apparecem. Limax hyalinus.
— Pedunculata.
- Sustidos por hum pedunculo. Sepia. + Sustidos por hum pedunculo. Sepia.
— Penicellata.
- Á maneira de pincel. Nereis. + Á maneira de pincel. Nereis.
— Plumosa.
- Á maneira de pluma. Nereis. + Á maneira de pluma. Nereis.
— Plura.
- Muitos. Holothuria. fig. 9. + Muitos. Holothuria. fig. 9.
— Quatuor supra os.
- Quatro por sima da bocca. Limax. + Quatro por sima da bocca. Limax.
— Ramosa.
- Divididos em ramos. + Divididos em ramos.
— Setacea.
- Como sedas pela sua figura. Aphrodita. + Como sedas pela sua figura. Aphrodita.
— Subramosa.
- Quasi ramosa. Lernæa branchialis. + Quasi ramosa. Lernæa branchialis.
TESTA.
- Casa, ou concha de alguns vermes molluscos. + Casa, ou concha de alguns vermes molluscos.
— Accessoria ad cardinem.
- He huma pequena valva, ou porçaõ de concha, além das duas principaes, que se + He huma pequena valva, ou porçaõ de concha, além das duas principaes, que se acha como accessorio ao pé da charneira. Pholas.
— Acuminata.
- Aguda. Helix glauca. + Aguda. Helix glauca.
— Æquivalvis.
- Com valvas iguaes. + Com valvas iguaes.
— Anceps.
- Concha angulada + Concha angulada longitudinalmente de hum, e outro lado com angulo agudo, e como o fio de huma faca.
— Antica (pars).
- He aquella parte, que se inclina para a espira. He necessario saber, que nas + He aquella parte, que se inclina para a espira. He necessario saber, que nas discripçoens, que se houverem de fazer da concha, aquella parte, que constitue a - espira, está collocada na parte posterior, vivendo o animal; se toma pro antica, ou parte, que se inclina para a espira, e pelo contrario a + espira, está collocada na parte posterior, vivendo o animal; se toma pro antica, ou parte, que se inclina para a espira, e pelo contrario a outra, que forma a base, he posterior.
— Antiquata.
- V. Antiquata. Com regos na sua longitude, e com humas addiçoens, ou + V. Antiquata. Com regos na sua longitude, e com humas addiçoens, ou apposiçoens transversaes, como se fosse quasi interrompida com telhas; de maneira, que parece sobrepostas cada anno as Nadegas pequenas conchas.
— Ampliata latere.
- Com o lado externo da abertura, ou labro estendido para fóra. + Com o lado externo da abertura, ou labro estendido para fóra. Strombus.
— Arcuata.
- Arqueada. + Arqueada.
— Aurita.
- V. Aurita. + V. Aurita.
— Auriformis patens.
- Estendida á maneira de orelha. Haliotis. + Estendida á maneira de orelha. Haliotis.
— Barbata.
- Com huma especie de barba, ou pellos rijos, que cobrem a superficie. + Com huma especie de barba, ou pellos rijos, que cobrem a superficie.
— Biloba.
- Com duas abas. + Com duas abas.
— Biplicata.
- Com duas pregas. + Com duas pregas.
— Carinata.
- Os anfractos, ou giros com a margem aguda. + Os anfractos, ou giros com a margem aguda.
— Caudata.
- Com o eixo, ou columella assima da abertura sahda para fóra. + Com o eixo, ou columella assima da abertura sahda para fóra.
— Clavata.
- Mais grossa na parte superior, na base mais delgada, e comprida. + Mais grossa na parte superior, na base mais delgada, e comprida.
— Coarctata.
- Estreitada, ou apertada. Voluta auris midæ. + Estreitada, ou apertada. Voluta auris midæ.
— Compressa.
- Huma valva espalmada, ou chata contra a outra; os Umboens pouco + Huma valva espalmada, ou chata contra a outra; os Umboens pouco corcovados.
— Compresso-plana.
- Comprimida nos lados, e tambem chata. + Comprimida nos lados, e tambem chata.
— Compressiuscula.
- Alguma cousa comprimida nos lados. + Alguma cousa comprimida nos lados.
— Concamerata isthmis perforatis.
- Dividida em varias cavidades arqueadas por meio de alguns dissepimentos, ou especie de diafragmas furados. Nautilus. + Dividida em varias cavidades arqueadas por meio de alguns dissepimentos, ou especie de diafragmas furados. Nautilus.
— Conica.
- De figura conica. Chama bicornis. + De figura conica. Chama bicornis.
— Continua.
- Continuada. Dentalium entalis. + Continuada. Dentalium entalis.
— Convexa utrinque.
- Convexa tanto na parte superior como na inferior. Helix caracola. + Convexa tanto na parte superior como na inferior. Helix caracola.
— Convexa.
- Convexa. + Convexa.
— Convoluta.
- Enrolada, onde os gyros, ou revoluçoens exteriores emvolvem as interiores á + Enrolada, onde os gyros, ou revoluçoens exteriores emvolvem as interiores á maneira de espira. Conus Bulla.
— Cordata.
- De figura de coraçaõ. + De figura de coraçaõ.
— Cornea.
- De substancia transparente, que parece cornea Mytilus discors. + De substancia transparente, que parece cornea Mytilus discors.
— Coronata papilis.
- Coroada de tuberculos redondos, e elevados, como papillas. Buccinum auricularia. + Coroada de tuberculos redondos, e elevados, como papillas. Buccinum auricularia.
— Corticata.
- He o mesmo, que a concha cuberta de huma epidermide. + He o mesmo, que a concha cuberta de huma epidermide.
— Costata longitudinaliter.
- Com elevaçoens agudas pelo comprido á maneira de costellas. Murex + Com elevaçoens agudas pelo comprido á maneira de costellas. Murex senticosus.
— Crispata lineis.
- Encrespada por meio de linhas. Bulla physis. + Encrespada por meio de linhas. Bulla physis.
— Crispato-striata.
- Encrespada, e com estrias. Pholas crispata. + Encrespada, e com estrias. Pholas crispata.
— Cylindroides.
- Do feitio de cylindro. Voluta ispidula. + Do feitio de cylindro. Voluta ispidula.
— Cylindrica.
- De figura cylindrica. + De figura cylindrica.
— Cylindrico-umbilicata.
- Cujo embigo he de huma concavidade cylindrica. + Cujo embigo he de huma concavidade cylindrica.
— Digitiformis.
- Á maneira de dedo. Pinna digitiformis. + Á maneira de dedo. Pinna digitiformis.
— Dilatata antice.
- Anteriormente dilatada, ou estendida. + Anteriormente dilatada, ou estendida.
- +
— Divaricata.
- Que se estende, ou dilata mais. + Que se estende, ou dilata mais.
— Dorsata.
- Formando nas costas hum angulo obtuso, ou quilha. Chiton aculeatum. + Formando nas costas hum angulo obtuso, ou quilha. Chiton aculeatum.
— Ecaudata.
- Sem cauda, ou sem columella sahida para fóra. + Sem cauda, ou sem columella sahida para fóra.
— Edentula.
- Sem dentes, ou com a margem inteira. + Sem dentes, ou com a margem inteira.
— Emarginata.
- Com excavaçaõ semicircular na sua margem. + Com excavaçaõ semicircular na sua margem.
— Erecta.
- Elevada, ou direita. Pinna. + Elevada, ou direita. Pinna.
— Exasperata suturis Membranaceis.
- Feita aspera pelas suturas membranaceas elevadas. Murex. + Feita aspera pelas suturas membranaceas elevadas. Murex.
— Exumbillicata, s.
- imperforata. Sem embigo concavo. Turbo clathrus. + imperforata. Sem embigo concavo. Turbo clathrus.
— Fastigiata.
- Que superiormente acaba quasi em linha horizontal. + Que superiormente acaba quasi em linha horizontal.
— Filiformis.
- Delgada, e da mesma largura em todo o comprimento. Serpula intricata. + Delgada, e da mesma largura em todo o comprimento. Serpula intricata.
— Flexa ad latus.
- Torcida para hum lado. Tellina. + Torcida para hum lado. Tellina.
— Flexuosa.
- Chêa de voltas. Serpula intricata. + Chêa de voltas. Serpula intricata.
— Fornicato-squamosa.
- Arqueada, e escamosa, ou com escamas. + Arqueada, e escamosa, ou com escamas.
— Fragilis.
- Quebradiça. Pinna. + Quebradiça. Pinna.
— Fragilissima.
- Muito fragil. Helix. + Muito fragil. Helix.
— Frondoso-trifariam.
- Elevaçoens na concha divididas em tres partes, e cada huma dividida em lacinias. Murex. + Elevaçoens na concha divididas em tres partes, e cada huma dividida em lacinias. Murex.
— Fusiformis.
- De figura de fuzo, ou medea entre a figura conica, e oval, ou turrita, alguma + De figura de fuzo, ou medea entre a figura conica, e oval, ou turrita, alguma cousa ventricosa. Voluta.
— Gibba. — Gibbosa.
- Convexa, ou corcovada. + Convexa, ou corcovada.
- +
— Glomerata.
- Ennovelada. Serpula glomerata. + Ennovelada. Serpula glomerata.
— Hemisphærica.
- De figura de meia esfera. Murex granum. + De figura de meia esfera. Murex granum.
— Hians.
- As valvas unidas somente em alguma parte das suas margens, ficando parte + As valvas unidas somente em alguma parte das suas margens, ficando parte dellas sem ser unidas. Pholas, Solen.
— Hiaus utroque latere.
- Aberta na parte superior, e na inferior. Solen. + Aberta na parte superior, e na inferior. Solen.
— Hispida.
- Çarruda, ou aspera com eminencias agudas. + Çarruda, ou aspera com eminencias agudas.
— Imbricata.
- Desigual nas rugas parallelas á margem, encostadas humas as outras + Desigual nas rugas parallelas á margem, encostadas humas as outras alternativamente.
— Inaequivaluis.
- Com valvas, ou battentes desiguaes. Lepas. + Com valvas, ou battentes desiguaes. Lepas.
— Inaurita.
- Sem orelha. V. Aurita. + Sem orelha. V. Aurita.
— Inflexa.
- No lado anterior quasi quebrada, e de novo retorcida para o mesmo lado + No lado anterior quasi quebrada, e de novo retorcida para o mesmo lado anterior. Tellina.
— Interrupta.
- Interrompida, ou naõ continuada com os sulcos, ou regos inteiros, ou + Interrompida, ou naõ continuada com os sulcos, ou regos inteiros, ou continuada com novos acrescimos. Dentalium entalis.
— Involuta.
- Quando o mesmo lado da abertura he enrolado, ou o labro exterior he revirado + Quando o mesmo lado da abertura he enrolado, ou o labro exterior he revirado pela parte interna. Cypræa.
— Laevis.
- Lisa. + Lisa.
— Lentiformis.
- De figura de lente. Venus tigerina. + De figura de lente. Venus tigerina.
— Libera.
- Que naõ está pegada a corpo algum. Serpula seminulum. + Que naõ está pegada a corpo algum. Serpula seminulum.
— Linearis.
- Da mesma largura em todo o seu comprimento. Solen vagina. + Da mesma largura em todo o seu comprimento. Solen vagina.
— Lineis crispata.
- Aspera, ou desigual por causa das linhas encurvadas. + Aspera, ou desigual por causa das linhas encurvadas.
— Lanata.
- Cuberta como de lanugem. + Cuberta como de lanugem.
— Linguiformis.
- Concha comprida, igual na largura em todo o comprimento, com extremidades muito obtusas, e + Concha comprida, igual na largura em todo o comprimento, com extremidades muito obtusas, e redondadas.
— Marginata.
- Com a margem ou lados mais grossos sahida para fóra. Cypræa moneta, + Com a margem ou lados mais grossos sahida para fóra. Cypræa moneta, stercoraria, Solen vagina.
— Membranacea.
- Muito delgada, e transparente como se fosse membrana. Sabella, Mytilus + Muito delgada, e transparente como se fosse membrana. Sabella, Mytilus viridis.
— Multi-sulcata.
- Com muitos regos. + Com muitos regos.
— Muricata.
- Com espinhos, ou pontas agudas. + Com espinhos, ou pontas agudas.
— Muricata striis decussatis.
- Feita aspera, e picante por causa de estrias, ou linhas atravessadas entre si. + Feita aspera, e picante por causa de estrias, ou linhas atravessadas entre si. Pholas candidus.
— Mutica.
- Sem pontas, ou espinhos. + Sem pontas, ou espinhos.
— Navicularis.
- De figura de hum barco. + De figura de hum barco.
— Nitida.
- Luzidia, ou brilhante. Haliotis. + Luzidia, ou brilhante. Haliotis.
— Nodosa.
- Com nós. Murex trinculus. + Com nós. Murex trinculus.
— Obliqua.
- Obliqua, ou de esguelha, ou de travez. + Obliqua, ou de esguelha, ou de travez.
— Oblonga.
- Muito comprida. Solen. + Muito comprida. Solen.
— Oblongo-turbinata.
- Muito comprida, e piramidal. Bulla conoidea. + Muito comprida, e piramidal. Bulla conoidea.
— Obovata.
- Ovada, porem mais estreita, naõ no cimo, ou apice, mas na base. + Ovada, porem mais estreita, naõ no cimo, ou apice, mas na base.
— Obovato-clavata.
- De figura oval inversa engrossada no apice. Bulla ficus. + De figura oval inversa engrossada no apice. Bulla ficus.
— Opaca.
- Opaca. + Opaca.
— Orbiculata.
- Redonda. + Redonda.
— Ovalis.
- Oval. Solen radiatus. + Oval. Solen radiatus.
— Ovata.
- Solen anatinus. + Solen anatinus.
— Parallelipipeda.
- Da figura de hum parallelipipedo, que he hum corpo comprehendido entre seis + Da figura de hum parallelipipedo, que he hum corpo comprehendido entre seis parallelogrammos, dos quaes os oppostos saõ semilhantes, parallelos, e iguaes. Arca tortuosa.
- +
— Parasitica.
- Pegada a outro corpo. Ostrea folium. + Pegada a outro corpo. Ostrea folium.
— Pectinata.
- Por ter de algum modo externamente a figura de pente por causa dos regos, e + Por ter de algum modo externamente a figura de pente por causa dos regos, e raios, ou estrias, dispostos ao comprido, formando angulo agudo na base, ou no Umbo. Ostrea pecten.
— Pellucida.
- Transparente. + Transparente.
— Perfoliata.
- As abas, ou divisoens da sua margem, cingem transversalmente o corpo da + As abas, ou divisoens da sua margem, cingem transversalmente o corpo da concha, ou he cingida com huma sutura, ou uniaõ horizontal, e huma margem inclinada para baixo, como se fosse huma concha sobre outra. Patella equestris.
— Pervia utraque extremitate.
- Aberta em ambas as extremidades. Dentalium. + Aberta em ambas as extremidades. Dentalium.
— Plicata.
- Com pregas. + Com pregas.
— Polythalamia.
- Com muitos thalamos ou cavidades, ou conchas divididas por varios diafragmas. + Com muitos thalamos ou cavidades, ou conchas divididas por varios diafragmas. Nautilus.
— Punctata tuberculis.
- Pontoada com tuberculos, ou inchaços + Pontoada com tuberculos, ou inchaços redondos. Cypraea nucleus.
— Radiata.
- Com raios desde o cardo até a periferia longitudinalmente divergentes. + Com raios desde o cardo até a periferia longitudinalmente divergentes.
— Radicata.
- Pegada a outro corpo. + Pegada a outro corpo.
— Ramoso-sulcata.
- Com regos divididos em ramos. Anomia pectinata, + Com regos divididos em ramos. Anomia pectinata,
— Recta.
- Direita. Dentalium. + Direita. Dentalium.
— Recto-subarcuata.
- Direita, e na extremidade quasi arqueada. + Direita, e na extremidade quasi arqueada.
— Reticulato-striata.
- Com strias, ou linhas dispostas de modo, que formaõ huma especie de rede. + Com strias, ou linhas dispostas de modo, que formaõ huma especie de rede. Pholas dactylus, Bulla ficus.
— Rostrata.
- Com a extremidade anterior prolongada, e delgada. + Com a extremidade anterior prolongada, e delgada.
— Rostrata utrinque.
- Com a columella sahida para fóra em ambas as extremidades. Cypræa globulus. + Com a columella sahida para fóra em ambas as extremidades. Cypræa globulus.
— Rudis Grosseira.
- +
— Rugosa.
- Enrugada. + Enrugada.
— Rugoso-plicata.
- Enrugada, e com pregas. + Enrugada, e com pregas.
— Saccata.
- Na parte interior corcovada, ou mais dilatada. Pinna saccata. + Na parte interior corcovada, ou mais dilatada. Pinna saccata.
— Scabra.
- Aspera. + Aspera.
— Solida.
- Macissa. + Macissa.
— Spinosa.
- Spinosa. + Spinosa.
— Spiralis.
- Espiral, enroscada de tal sorte, que passado hum plano imaginario por meio dos + Espiral, enroscada de tal sorte, que passado hum plano imaginario por meio dos giros, ou rosca externa, todas as mais revoluções se cortariaõ em partes iguaes. Alguns Nautilos.
— Squamosa retrosum.
- Com escamas viradas para traz. Venus squamosa + Com escamas viradas para traz. Venus squamosa
— Striata.
- Com estrias. V. Stria. + Com estrias. V. Stria.
— Striata decussatim.
- Com estrias encruzilhadas. + Com estrias encruzilhadas.
— Subæquilatera.
- Quasi com lados iguaes. Cardium. + Quasi com lados iguaes. Cardium.
— Subangulata.
- Quasi angulada. Helix + Quasi angulada. Helix algira.
— Subarcuata.
- Quasi arqueada. Solen ensis, Dentalium. + Quasi arqueada. Solen ensis, Dentalium.
— Subaurita.
- Tendo hum principio de + Tendo hum principio de auricula.
— Subbirrostris.
- Quasi com a columella sahida de ambas as partes. Bulla ovum. + Quasi com a columella sahida de ambas as partes. Bulla ovum.
— Subbivalvis.
- Quasi com duas valvas. Pinna. + Quasi com duas valvas. Pinna.
— Subcarinata.
- Que tem quasi hum angulo eminente á maneira de quilha. + Que tem quasi hum angulo eminente á maneira de quilha.
— Subconica.
- De figura quasi conica. + De figura quasi conica.
— Subcordata.
- De figura quasi de coraçaõ. + De figura quasi de coraçaõ.
— Subcurvata.
- Alguma cousa curva, ou arqueada. + Alguma cousa curva, ou arqueada.
— Subdiaphana.
- Quasi transparente. Helix. + Quasi transparente. Helix.
— Subfastigiata.
- Que acaba quasi agudamente. Pinna saccata. + Que acaba quasi agudamente. Pinna saccata.
— Subrhomboidea.
- Quasi de figura romboidal, ou quadrada, mas com os angulos obliquos. Arca lactea. + Quasi de figura romboidal, ou quadrada, mas com os angulos obliquos. Arca lactea.
— Subrostrata.
- Quasi com a columella eminente, ou sahida para fora. Cypraea nucleus. + Quasi com a columella eminente, ou sahida para fora. Cypraea nucleus.
— Subrugosa.
- Quasi enrugada. + Quasi enrugada.
— Subcylindrica.
- De figura quasi de cylindro. + De figura quasi de cylindro.
— Subturbinata.
- Quando a espira está elevada em forma de ponta. Cypraea exanthema. + Quando a espira está elevada em forma de ponta. Cypraea exanthema.
— Subturrita.
- De figura quasi de piramide muito elevada á maneira de huma torre. Bulla + De figura quasi de piramide muito elevada á maneira de huma torre. Bulla virginea.
— Subulata.
- Que acaba em ponta á maneira de sovela. Buccinum subulatum. + Que acaba em ponta á maneira de sovela. Buccinum subulatum.
— Trapezia.
- He huma figura de quatro lados direitos desiguaes. + He huma figura de quatro lados direitos desiguaes.
— Triangulo-rotundata.
- De figura triangular, e arredondada. Cardium virgineum. + De figura triangular, e arredondada. Cardium virgineum.
— Triloba lobis transversis.
- A margem com tres abas, ou eminencias, e estas atravessadas. Ostrea + A margem com tres abas, ou eminencias, e estas atravessadas. Ostrea malleus.
— Triplicata.
- Com tres pregas. Anomia terebratula. + Com tres pregas. Anomia terebratula.
— Triquetra.
- Triangular. Serpula triquetra. + Triangular. Serpula triquetra.
— Truncata.
- Tendo alguma parte da circunferencia muito obtusa, e quasi cortada. + Tendo alguma parte da circunferencia muito obtusa, e quasi cortada.
— Tuberculata.
- Com tuberculos. + Com tuberculos.
— Tubulosa.
- Furada como hum canudo. Pinna digitiformis. Dentalium. + Furada como hum canudo. Pinna digitiformis. Dentalium.
— Turbinata.
- Com hum ventre muito inchado, com a espira menor, quasi sahida da cavidade do + Com hum ventre muito inchado, com a espira menor, quasi sahida da cavidade do ventre. Conus.
— Turrita.
- A espira comprida formando huma piramide, ou as revoluçoens pouco a pouco + A espira comprida formando huma piramide, ou as revoluçoens pouco a pouco fazendo-se delgadas. A longitude excede muito a latitude.
— Varicosa.
- Com as junturas arredondadas, grossas, prominencias disiguaes á maneira das veias dilatadas, ou com varices. Murices + Com as junturas arredondadas, grossas, prominencias disiguaes á maneira das veias dilatadas, ou com varices. Murices varicosi.
— Umbilicata.
- Com embigo, ou excavaçaõ á maneira de embigo Trochus. Mas as Cipreas se chamaõ - umbilicadas quando se acha a + Com embigo, ou excavaçaõ á maneira de embigo Trochus. Mas as Cipreas se chamaõ + umbilicadas quando se acha a espira obtusa em huma cavidade.
— Unilocularis.
- Com huma só concameraçaõ, ou cavidade. + Com huma só concameraçaõ, ou cavidade. Voluta.
— Univalvis.
- De huma só valva, ou battente. + De huma só valva, ou battente.
TESTACEUS.
- Verme, que tem concha. + Verme, que tem concha.
THALAMUS.
- Caza, ou cavidade separada pelos dissepimentos no interior das conchas univalves. + Caza, ou cavidade separada pelos dissepimentos no interior das conchas univalves. Nautilus.
THORAX.
- Thorax, ou peito. + Thorax, ou peito.
— Cordatum.
- De figura de coraçaõ. Lernaea asellina. + De figura de coraçaõ. Lernaea asellina.
— Cylindricum.
- Cylindrico. + Cylindrico.
— Obcordatum.
- De figura de coraçaõ inversa. Lernaea Salmonea. + De figura de coraçaõ inversa. Lernaea Salmonea.
TOROSUS articulus.
- Nó grosso. Nautilus raphanistrum. + Nó grosso. Nautilus raphanistrum.
TRANSVERSALIS a natibus ad nates arcu margini parallelo.
- A linha transversal nas conchas bivalves he desde huma nadega ate a outra, ou he + A linha transversal nas conchas bivalves he desde huma nadega ate a outra, ou he o arco parallelo á margem da concha.
TRIVALVIS.
- Concha, que consta de tres valvulas. + Concha, que consta de tres valvulas.
TRUNCATUS conus.
- A espira quasi truncada. + A espira quasi truncada.
TUBERCULUM.
- Eminencia obtusa sobre a testa das conchas á maneira de inchaçozinho. + Eminencia obtusa sobre a testa das conchas á maneira de inchaçozinho.
TUBUS.
- Canal, ou canudo sobre a testa de varias conchas, ou Litophitos. + Canal, ou canudo sobre a testa de varias conchas, ou Litophitos.
— Cylindricus.
- Cylindrico. Tubipora, + Cylindrico. Tubipora,
— Erectus.
- Elevado, direito. + Elevado, direito.
- +
— Fasciculatus.
- Muitos tubos juntos em feixe. + Muitos tubos juntos em feixe.
— Filiformis.
- Da mesma grossura em toda a parte. + Da mesma grossura em toda a parte.
— Parallelus.
- Parallelo hum ao outro. + Parallelo hum ao outro.
TURBINATA concha.
- Concha, que se vai envolvendo sobre si mesma á maneira de espira ao redor de hum + Concha, que se vai envolvendo sobre si mesma á maneira de espira ao redor de hum eixo commum.
TURBINATUS porus.
- Poro piramidal. Millepora. + Poro piramidal. Millepora.
TURRITA.
- A espira muito sahida para fóra formando huma piramide á maneira de torre. + A espira muito sahida para fóra formando huma piramide á maneira de torre. Buccinum maculatum.
TURRITUS.
- Com a espira muito comprida. + Com a espira muito comprida.
- U. + U.
VAGINA.
- Nos molluscos, a bainha, ou he + Nos molluscos, a bainha, ou he
— Compressa.
- comprimida nos lados. Clio. + comprimida nos lados. Clio.
— Caudata.
- Ou tem huma especie de cauda. + Ou tem huma especie de cauda.
— Excipiens.
- Que recebe, ou envolve o peito. + Que recebe, ou envolve o peito.
— Pyramidata.
- De figura piramidal. + De figura piramidal.
— Triquetra.
- Triangular. Clio. + Triangular. Clio.
VALVAE, s. Valvulae.
- As paredes, ou os pedaços calcareos, de que constaõ as conchas. + As paredes, ou os pedaços calcareos, de que constaõ as conchas.
— Aequilaterae.
- Quando o lado anterior, e posterior pelo tamanho, e figura saõ iguaes. + Quando o lado anterior, e posterior pelo tamanho, e figura saõ iguaes.
— Inaequilateres.
- He o contrario. + He o contrario.
— Aequivalves.
- Sendo ambas as valvas perfeitamente similhantes. + Sendo ambas as valvas perfeitamente similhantes.
— Inaequivalves.
- He o contrario, como in Pectinibus. + He o contrario, como in Pectinibus.
— Dextera valva, & sinistra.
- Pondo-se a concha acima das nadegas, de maneira, que a vulva seja virada para + Pondo-se a concha acima das nadegas, de maneira, que a vulva seja virada para a parte de diante, e o anus para a posterior; e desunindo-se as valvas, entaõ se vê qual he a direita, e qual a esquerda. Tab. XIII. fig. 18.
— Lacunosae.
- Com excavaçaõ longitudinal. + Com excavaçaõ longitudinal.
- +
— Prominentes.
- Se diz quando huma he mais extendida em alguma parte, que a outra. + Se diz quando huma he mais extendida em alguma parte, que a outra.
— Succenturiatae.
- Saõ aquellas conchinhas menores, irregulares, que estaõ annexas ao cardo das + Saõ aquellas conchinhas menores, irregulares, que estaõ annexas ao cardo das Pholades.
VARIX.
- Este termo cirurgico, pelo qual se entende huma veia inchada, aplica-se as + Este termo cirurgico, pelo qual se entende huma veia inchada, aplica-se as conchas, quando tem eminencias quasi desta maneira, ou as junturas transversaes corcovadas.
— Æqualis.
- Igual. + Igual.
— Angulata nodis.
- Angulada com nós. + Angulada com nós.
— Continuata.
- Que corre todos os anfractos, ou giros. + Que corre todos os anfractos, ou giros.
— Decussata.
- Encruzada, ou atravessada huma por sima da outra á maneira de X. + Encruzada, ou atravessada huma por sima da outra á maneira de X.
— Distincta, Separada huma da outra.
- +
— Laevigata.
- Alizada. + Alizada.
— Longitudinalis.
- Pelo comprimento. Buccinum harpa. + Pelo comprimento. Buccinum harpa.
— Mucronata.
- Que acaba em agudo. Buccinum harpa. + Que acaba em agudo. Buccinum harpa.
— Nodulosa.
- Com nós. Murex femoralis. + Com nós. Murex femoralis.
— Opposita.
- Huma opposta diametralmente á outra. + Huma opposta diametralmente á outra.
— Rugosa.
- Enrugada. Murex fæmoralis. + Enrugada. Murex fæmoralis.
— Scabra, Alpera.
- +
— Scrobiculata.
- Com pequenas covas, ou excavações na margem. Murex scrobiculator. + Com pequenas covas, ou excavações na margem. Murex scrobiculator.
— Solitaria.
- Que está só. + Que está só.
— Subalterna.
- Quasi alternada, ou ora huma, ora outra, ou huma sim, e outra naõ + Quasi alternada, ou ora huma, ora outra, ou huma sim, e outra naõ existe.
— Subopposita.
- Quasi opposta. + Quasi opposta.
— Trigona.
- Triangular. + Triangular.
— Tuberculata.
- Com tuberculos. + Com tuberculos.
— Ventricosa.
- Concha barriguda, ou muito inchada. Voluta. + Concha barriguda, ou muito inchada. Voluta.
- +
VENTER s. Corpus.
- He a ultima circumvoluçaõ da concha, esta he mais inchada, que as outras. + He a ultima circumvoluçaõ da concha, esta he mais inchada, que as outras.
VERMES.
- Vermes. + Vermes.
— Intestina.
- Animaes nús, simplices sem membros. + Animaes nús, simplices sem membros.
Corpo dos Vermes.
— Aequale.
- Igual. Gordius. + Igual. Gordius.
— Carinatum.
- A maneira de quilha na parte inferior. Mixine. + A maneira de quilha na parte inferior. Mixine.
— Elongatum.
- Muito comprido. Sipunculus + Muito comprido. Sipunculus
— Filiforme.
- Da mesma grossura em toda a parte. Gordius, Ascaris. Terebella. + Da mesma grossura em toda a parte. Gordius, Ascaris. Terebella.
— Planiusculum.
- Alguma cousa chato. Fasciola. + Alguma cousa chato. Fasciola.
— Teres.
- Redondo, ou roliço. Ascaris, Lumbricus, Sipunculus. + Redondo, ou roliço. Ascaris, Lumbricus, Sipunculus.
Pela superficie.
— Annulatum.
- Composto de aneis. Lumbricus. Tab. XI. fig. 2. + Composto de aneis. Lumbricus. Tab. XI. fig. 2.
— Exasperatum.
- Que forma longitudinalmente huma superficie aspera por causa de alguns tuberculos agudos. + Que forma longitudinalmente huma superficie aspera por causa de alguns tuberculos agudos. Lumbricus.
— Laeve.
- Liso. Gordius. + Liso. Gordius.
— Tuberculatum.
- Com tuberculos. + Com tuberculos. Doris verrucosa. fig. 5.
Pelo apice.
— Attenuatum extremitate.
- Adelgaçado na extremidade, Ascaris. + Adelgaçado na extremidade, Ascaris.
VERTEX.
- V. Apex. + V. Apex.
— Submarginalis.
- O cume, ou a parte mais alta posta perto da margem posterior nas + O cume, ou a parte mais alta posta perto da margem posterior nas conchas.
VERRUCA.
- Tuberculos - desiguaes formados de muitos outros tuberculos. + Tuberculos + desiguaes formados de muitos outros tuberculos.
VIRGATUS ramus.
- Ramo fraco flexivel. Gorgonia ceratophyta. + Ramo fraco flexivel. Gorgonia ceratophyta.
UMBILICUS.
- He a base da columella, que aparece na parte inferior no Trochus. v. g. He huma - excavaçaõ, que se acha no centro do primeiro anfracto, ou gyro, e se este fura a + He a base da columella, que aparece na parte inferior no Trochus. v. g. He huma + excavaçaõ, que se acha no centro do primeiro anfracto, ou gyro, e se este fura a columella, entaõ chama-se pervius; e se naõ fura tambem se chama umbilicus.
— Bifidus.
- Dividido em dous. Nerita carnea. + Dividido em dous. Nerita carnea.
— Clausus.
- Fechado. Trochi imperforati. + Fechado. Trochi imperforati.
— Crenulatus.
- Com incisoens na margem. Trochus perspectivus. + Com incisoens na margem. Trochus perspectivus.
— Denticulus umbilicalis.
- Na margem do embigo furado ha huma prominencia, a qual se da o nome de pequeno + Na margem do embigo furado ha huma prominencia, a qual se da o nome de pequeno dente.
— Exsertus.
- Sahido para fóra; de modo que pondose a concha direita cahe para hum lado. + Sahido para fóra; de modo que pondose a concha direita cahe para hum lado. Trochi turriti.
— Gibbus.
- Convexo, ou corcovado. Nerita Canrena. + Convexo, ou corcovado. Nerita Canrena.
— Margo columnaris.
- He a margem da columella, que fórma a parede exterior da abertura. + He a margem da columella, que fórma a parede exterior da abertura.
— Minutissimus.
- Muito pequeno. + Muito pequeno.
— Obliquus.
- De esgueilha, ou de travez. Trochus maculatus. + De esgueilha, ou de travez. Trochus maculatus.
— Obtectus.
- Encuberto. + Encuberto.
— Patulus.
- Aberto. Helix Itala, Lusitanica. + Aberto. Helix Itala, Lusitanica.
— Pervius s.
- Perforatus. Patente, ou aberto desde a sua abertura, até o cume, saõ synonimos + Perforatus. Patente, ou aberto desde a sua abertura, até o cume, saõ synonimos da arte.
— Rima umbilicalis, umblicus subobtectus, subconsolidatus.
- He qundo o beiço está revirado sobre o embigo escavado, + He qundo o beiço está revirado sobre o embigo escavado, de maneira, que sómente a sua borda, ou margem apparece.
— Semiclausus.
- Melo fechado. Nerita glaucina. + Melo fechado. Nerita glaucina.
— Subconsolidatus.
- Quasi reunido, ou consolidado. Trochus divaricatus. + Quasi reunido, ou consolidado. Trochus divaricatus.
— Subcordatus.
- Quasi da figura de coração. Nerita albumen. + Quasi da figura de coração. Nerita albumen.
- +
— Subobtectus.
- Quasi encuberto. Helix ampullacea. + Quasi encuberto. Helix ampullacea.
UMBO.
- He huma prominencia convexa em huma, e outra valva proxima as nadegas. Chama. + He huma prominencia convexa em huma, e outra valva proxima as nadegas. Chama. Cardium. Venus. &c.
— Fornicatus.
- Á maneira de abobeda, ou arqueado. Mytilus bilocularis. + Á maneira de abobeda, ou arqueado. Mytilus bilocularis.
— Fornix umbonis.
- He o mesmo, que a sua excavaçaõ. + He o mesmo, que a sua excavaçaõ.
— Laevis.
- Liso. + Liso.
— Striatus.
- Com estrias, ou linhas. V. Stria. + Com estrias, ou linhas. V. Stria.
— Tumidus.
- Como inchado. Solen virens. + Como inchado. Solen virens.
UNIVALVIS.
- Concha de huma só valva. + Concha de huma só valva.
URCEOLATUM foramen.
- Buraco á maneira de Jarro. Cellepora. + Buraco á maneira de Jarro. Cellepora.
VULVA.
- Observa-se na parte anterior dos umbos, e do ano da concha, bem como se vê em + Observa-se na parte anterior dos umbos, e do ano da concha, bem como se vê em Venus Dione.
— Clausa absque nymphis.
- Fechada sem nynfas. Chama. + Fechada sem nynfas. Chama.
— Gibba.
- Convexa. + Convexa.
— Glabra.
- Sem cousa alguma, que a faça aspera. + Sem cousa alguma, que a faça aspera.
— Lævis, impressa.
- Lisa, e escavada, ou como imprimida. Mactra striatula. + Lisa, e escavada, ou como imprimida. Mactra striatula.
— Inflexa.
- Com os labios ou beiços curvos. + Com os labios ou beiços curvos.
— Labiis augulo elevato distinctis.
- Com os labios separados entre si por meio de hum angulo elevado, ou + Com os labios separados entre si por meio de hum angulo elevado, ou prominente.
— Litterata.
- Quasi pintada com caracteres de letras. + Quasi pintada com caracteres de letras.
— Ovata.
- De figura ovada. + De figura ovada.
— Plana.
- Chata. + Chata.
— Planiuscula.
- Quasi chata. + Quasi chata.
— Striata.
- Com estrias, ou linhas. + Com estrias, ou linhas.
— Tumida.
- Como inchada. + Como inchada.
- Z. + Z.
ZONA.
- Vid. Fascia. + Vid. Fascia.
- +
ZOOPHITA.
- Os Zoophytos naõ saõ os authores das suas testas, troncos, ou habitações como os + Os Zoophytos naõ saõ os authores das suas testas, troncos, ou habitações como os Litophytos; mas as testas, ou troncos, ou plantas, saõ os authores delles, ou dos animaes. Estes estipites, ou troncos saõ verdadeiras plantas, que pela sua transformaçaõ, ou metamorfoze passaõ para flores animaes, que tem os orgãos da geraçaõ, e instrumentos do movimento.
- +
- EXPLICAÇAÕ DA TABOA. + EXPLICAÇAÕ DA TABOA.
- XII. -

Fig. 1. Helix Lusitanica. Concha globosa com embigo furado, a embigo patente, ou + XII. +

Fig. 1. Helix Lusitanica. Concha globosa com embigo furado, a embigo patente, ou extendido. b. b. b. o ventre arredondado; a. a abertura apertada, de figura de meia lua.

-

- Obs. a configuraçaõ da abertura constitue o cracter essencial +

+ Obs. a configuraçaõ da abertura constitue o cracter essencial do Helix: porem algumas especies tem a abertura quasi oval inversa, ou oboval.

-

Fig. 2. Turbo bidens. A concha, ou testa alta, levantada á maneira de torre. a. a. o +

Fig. 2. Turbo bidens. A concha, ou testa alta, levantada á maneira de torre. a. a. o ventre. b. b. os anfractos ou giros contrarios: a. a espira aguda na ponta, d. d. a sutura quasi com pequenas incisuras, 6. o beiço concavo. A abertura com dentes, de figura quasi orbicular.

-

Fig. 3. Helix decollata. Concha, ou testa sem ser furada, comprida, levantada a +

Fig. 3. Helix decollata. Concha, ou testa sem ser furada, comprida, levantada a maneira de torre; a. os giros para cima imbricados, ou dispostos á maneira das telhas, redondos, a. espira cortada. A abertura de figura oval inversa.

-

Fig. 4. Helix auricularia. Concha, ou testa oval, obtusa; a. o ventre enchado; b. a +

Fig. 4. Helix auricularia. Concha, ou testa oval, obtusa; a. o ventre enchado; b. a espira aguda, muito breve; c. o beiço estendido, arredondado, d. huma só prega no beiço, a Abertura dilatada.

-

Fig. 5. Patella equestris. Concha orbicular. a. o concavo da concha. b. b. b. margem +

Fig. 5. Patella equestris. Concha orbicular. a. o concavo da concha. b. b. b. margem com incisuras; c. beiço perpendicular no cume da concavidade.

-

Fig. 6. Patella saccharina. Concha angular. a. a. a. sette costellas á maneira de +

Fig. 6. Patella saccharina. Concha angular. a. a. a. sette costellas á maneira de quilha, agudas b. o cume obtuso.

- -

Fig. 7. Turbo scalaris. Concha de figura conica. a. a. os giros feitos em forma de - cancella. b. b. as zonas, ou cingidouros membranaceos, obliquamente + +

Fig. 7. Turbo scalaris. Concha de figura conica. a. a. os giros feitos em forma de + cancella. b. b. as zonas, ou cingidouros membranaceos, obliquamente perpendiculares, distantes, c. espira aguda, mas arredondada na ponta, d. a abertura orbicular, a. a. beiço unido, revirado para traz. Obs. esta abertura detremina o caracter specifico deste genero.

-

Fig. 8. Argonauta Argo. Concha espiral. a. a. comprimida nos lados com pregas +

Fig. 8. Argonauta Argo. Concha espiral. a. a. comprimida nos lados com pregas dispostas á similhança das ondas, com duas quilhas, b. b. a quilha com dentes.

-

Fig. 9. Bulla ampullacea. Concha oval; a. as costas, ou dorso, sem espira, b. o cume, +

Fig. 9. Bulla ampullacea. Concha oval; a. as costas, ou dorso, sem espira, b. o cume, ou a parte superior com embigo.

-

Fig. 10. Cypraea Lynx. Concha enrolada de figura oval comprida, com malhas. a. a. - Beiços com a margem revirada, com dentes iguaes, e postos a través; b. a abertura +

Fig. 10. Cypraea Lynx. Concha enrolada de figura oval comprida, com malhas. a. a. + Beiços com a margem revirada, com dentes iguaes, e postos a través; b. a abertura linear, ou da mesma largura em todo o seu comprimento, e abertura nas duas - extremidades, longitudinal.

-

Obs. Esta abertura he propria das Cipreas.

-

Fig. 11. Cypraea Moneta. Concha algum tanto chata, ou abatida; a. a. circumdada com + extremidades, longitudinal.

+

Obs. Esta abertura he propria das Cipreas.

+

Fig. 11. Cypraea Moneta. Concha algum tanto chata, ou abatida; a. a. circumdada com nós, ou a margem chêa de nós. (fig. 13.) b. Costas, ou dorso corcovado, c. a parte anterior, d. a posterior. e. e. duas corcovas em lugar de espira.

-

Fig. 12. Cypraea globulus. Concha redonda, com bico, ou ponta em ambas as +

Fig. 12. Cypraea globulus. Concha redonda, com bico, ou ponta em ambas as extremidades; a. b. as extremidades com ponta, a. a anterior dividida em duas, b. a posterior mais comprida.

-

Fig. 13. Cypraea caurica. Concha com margem sahida para fora, de cores confusas; a. +

Fig. 13. Cypraea caurica. Concha com margem sahida para fora, de cores confusas; a. a. a. a margem corcovada, a superior, e inferior como roida, b. a extremidade anterior alguma cousa prolongada.

- -

Fig. 14. Buccinum Harpa. Concha oval, a. o ventre estendido, a margem superior - adelgaçada, b. b. b. varices, ou como veias enchadas, longitudinaes, iguaes, separadas entre + +

Fig. 14. Buccinum Harpa. Concha oval, a. o ventre estendido, a margem superior + adelgaçada, b. b. b. varices, ou como veias enchadas, longitudinaes, iguaes, separadas entre si, circumdadas com espinhos c. c. picantes; d. a espira muito breve, e aguda na - ponta, e. e. os giros inferiores estendidos, com costellas, ou prominencias longitudinaes, a + ponta, e. e. os giros inferiores estendidos, com costellas, ou prominencias longitudinaes, a cauda apenas sahida para fóra, excavada em forma de canal, exteriormente retorcida, e virada para a parte direita.

-

Obs. a direçaõ da cauda he o caracter principal do Buccino.

-

Fig. 15. Murex Tribulus. Concha oval; a. a. a base do ventre, b. b. as suturas +

Obs. a direçaõ da cauda he o caracter principal do Buccino.

+

Fig. 15. Murex Tribulus. Concha oval; a. a. a base do ventre, b. b. as suturas como conglutinadas, e grossas, c. c. a espira adelgaçada, aguda, os giros - transversalmente espinhosos; d. d. os espinhos cumpridos, setaceos, ou muito adelgaçados para + transversalmente espinhosos; d. d. os espinhos cumpridos, setaceos, ou muito adelgaçados para a ponta, incurvados, e espalhados em todas as partes da concha. f. f. o Labro estendido, espinhoso; g. o beico aplainado, h. h. a columella com a margemtorcida, i. sinal do embigo: abertura oval que acaba no canal da cauda.

-

Obs. o caracter deste genero he a cauda direita.

-

Fig. 16. Nautilus Beccarrii. Concha espiral comprimida nos lados, os giros juntos +

Obs. o caracter deste genero he a cauda direita.

+

Fig. 16. Nautilus Beccarrii. Concha espiral comprimida nos lados, os giros juntos entre si, grossos, a. a. a. os nós excavados, b. b. b. as articulações grossas, c. c. - c. as separaçoens, d. d. canudo lateral; A metade do orificio das concameraçoens da + c. as separaçoens, d. d. canudo lateral; A metade do orificio das concameraçoens da concha cortada pelo meio.

-

Fig. 17. Voluta Musica. Concha de figura de fuso; a. o ventre pintado com faixas, +

Fig. 17. Voluta Musica. Concha de figura de fuso; a. o ventre pintado com faixas, linhas naõ continuadas, b. a base com huma excavaçaõ, c. c. os giros nas suturas circumdados com espinhos obtusos, a espira sahida para fóra, com incisuras, d. d. a - columella com oito pregas, e. e. o labro liso, grosso, despegado, f. f. o beiço + columella com oito pregas, e. e. o labro liso, grosso, despegado, f. f. o beiço convexo, aplainado, que acaba na columella.

-

Fig. 18. Murex reticularis. Concha com a superficie em forma de rede; o dorso, ou - costas com malhas, as quaes tem inchaços, ou tuberculos, b. b. varices oppostas, - continuadas, chêas de - tuberculos, a espira pequena, aguda, c. giros cubertos com tuberculos, d. cauda +

Fig. 18. Murex reticularis. Concha com a superficie em forma de rede; o dorso, ou + costas com malhas, as quaes tem inchaços, ou tuberculos, b. b. varices oppostas, + continuadas, chêas de + tuberculos, a espira pequena, aguda, c. giros cubertos com tuberculos, d. cauda sahida para fóra breve, que vai subindo, para huma parte alguma cousa dobrada, ou torcida. e. com excavaçaõ.

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Fig. 19. Murex Ricinus. Concha sem cauda. a. o ventre com muitos espinhos. b. b. b. +

Fig. 19. Murex Ricinus. Concha sem cauda. a. o ventre com muitos espinhos. b. b. b. espinhos do feitio de suvela, c. a espira chata, d. o labro com dentes, e cada dente com divisaõ, de maneira, que parecem dous dentes, e na margem encurvado, ou formando algumas abas, e. e. o beiço alguma cousa plano, f. a columella com dentes. A abertura, e a fauce, ou a embocadura aberta, e larga.

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Fig. 20. Trochus maculatus. Concha conica; a. base com pequenos inchaços, a - maneira de papillas, b. - b. giros cubertos com tuberculos miudos, dispostos como as telhas, o ventre inferiormente quasi +

Fig. 20. Trochus maculatus. Concha conica; a. base com pequenos inchaços, a + maneira de papillas, b. + b. giros cubertos com tuberculos miudos, dispostos como as telhas, o ventre inferiormente quasi agudo, ou do feitio de quilha, c. o labro inferiormente com pequenas, e quasi impercetiveis abas, d. excavaçaõ, e. a columella torcida, o embigo obliquo, f. a abertura com quatro angulos.

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Obs. O Trochus pela sua abertura se destingue bem dos outros generos.

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Fig. 21. Strombus pespelecani. Concha comprida, a. a. os giros inferiores com duas +

Obs. O Trochus pela sua abertura se destingue bem dos outros generos.

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Fig. 21. Strombus pespelecani. Concha comprida, a. a. os giros inferiores com duas zonas, ou circulos chêos de nós, que acabaõ b. na quilha do labro; c. c. os circulos superiores saõ estriados, e circumdados com muitos nós. A espira he perfeita, d. d. - o labro á maneira da palma da maõ com quatro dedos d. d. * muito extendidos, angulados, agudos, naõ muito grande + o labro á maneira da palma da maõ com quatro dedos d. d. * muito extendidos, angulados, agudos, naõ muito grande o primeiro, e o ultimo pegado aos outros, o dedo d. * visinho a cauda, e mais sahido para fóra, com incisoens á maneira de serra, e virado para a parte esquerda.

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Fig. 22. Helix citrina. Concha orbicular, ou redonda, a. a. base convexa, b. labro +

Fig. 22. Helix citrina. Concha orbicular, ou redonda, a. a. base convexa, b. labro com a margem sahida para fora, a abertura lunar, c. embigo cylindrico, quasi cuberto com lamina, que sahe do labro.

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Fig. 23. Nerita canrena. 4. Embigo corcovado, dividido em dous, profundo, arqueado +

Fig. 23. Nerita canrena. 4. Embigo corcovado, dividido em dous, profundo, arqueado para a parte posterior; b. b labro extendido, arqueado, obtuso, interior, c. c. beiço da columella atravessado, no meio torcido, cortado. Abertura larga sem dentes.

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Fig. 24. V. Gualtieri fig. 69. L. Concha oval, com costelas; a. a. as costelas +

Fig. 24. V. Gualtieri fig. 69. L. Concha oval, com costelas; a. a. as costelas agudas, estriadas em aspa; b. espira lateral, a margem com dentes.

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Fig. 25. Haliotis parva. Concha oval de figura de orelha, estriada como a letra X, +

Fig. 25. Haliotis parva. Concha oval de figura de orelha, estriada como a letra X, ou em aspa; a. o dorso, ou costas do ventre circumdado com angulo levantado, - parallelo, com buracos, que occupaõ o disco. b. b. + parallelo, com buracos, que occupaõ o disco. b. b. espira quasi impercetivel, lateral.

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Fig. 26. Murex saxatilis. Concha contigua, frondosa; a. a. a. os ramos, b. o ventre +

Fig. 26. Murex saxatilis. Concha contigua, frondosa; a. a. a. os ramos, b. o ventre encrespado com linhas, a espira contigua, c. labro com alguma excavaçaõ, a columella nas margens torcida, que continua em hum beiço voltado para traz; d. d. a cauda breve, fexada, direita, a abertura oval.

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Fig. 27. Trochus Telescopium. Concha sem buraco, ou embigo furado, levantada á +

Fig. 27. Trochus Telescopium. Concha sem buraco, ou embigo furado, levantada á maneira de torre, estriada, ou com linhas profundas, e transversaes, os giros sem - divisoens; a. a base, b. a columella espiral sahida para fóra, c. o labro extendido, inferiormente com huma só + divisoens; a. a base, b. a columella espiral sahida para fóra, c. o labro extendido, inferiormente com huma só prega apertado, pegado á columella; o beiço como escondido na fauce interior, a abertura de quatro angulos.

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Fig. 28. Murex vertagus. Concha levantada á maneira de torre, de figura de hum dedo; +

Fig. 28. Murex vertagus. Concha levantada á maneira de torre, de figura de hum dedo; a. a. o ventre, e os giros na parte superior com pregas; b. a cauda sahida para cima, c. a columella com pregas; d. o labro extendido, posteriormente a sua margem torcida.

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Fig. 29. Strombus Scorpio. A concha comprida, piramidal; a. a. a. o dorso, ou costas +

Fig. 29. Strombus Scorpio. A concha comprida, piramidal; a. a. a. o dorso, ou costas circumdadas com tres cintas chêas de nós, e estrias, ou linhas á maneira de ondas, b. a espira conica, o beiço mais breve, que a espira, c. c. as suturas, ou junturas levantadas, d. d. a margem do labro revirada para traz, do qual sahem sette dedos, e. o dedo da cauda virado para a esquerda, f. f. todos os dedos lateraes anteriormente divergentes, com nós, os nós g. g. oppostos, lateraes, e postos na parte superior.

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Fig. 30 Strombus fisserula. a. Os giros cubertos á maneira de rede formada com +

Fig. 30 Strombus fisserula. a. Os giros cubertos á maneira de rede formada com costellas agudas, ou do feitio de quilha, b. o labro apertado, que continua em huma - quilha fendida, longitudinal, que circumda a extremidade da + quilha fendida, longitudinal, que circumda a extremidade da espira.

- TAB. XIII. -

Fig. 1. Chiton aculeatus. Concha de oito valvas, ou pedaços dispostos ao comprido, e + TAB. XIII. +

Fig. 1. Chiton aculeatus. Concha de oito valvas, ou pedaços dispostos ao comprido, e que estaõ acima das costas, b. b. as valvas lateraes arredondadas, c. c. c. orla do mesmo animal.

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Fig. 2. Lepas anatifera. Concha comprimida nos lados, com linhas, de cinco pedaços, - ao valvas maiores quasi quadrangulares, que anteriormente se avesinhaõ, e na base +

Fig. 2. Lepas anatifera. Concha comprimida nos lados, com linhas, de cinco pedaços, + ao valvas maiores quasi quadrangulares, que anteriormente se avesinhaõ, e na base transversalmente cortadas, b. as valvas minores quasi triangulares, que estaõ na parte superior da concha, c. valvula solitaria, ou separada das outras, arredondada, aguda, d. os braços extendidos, e. o intestino cuberto com escamas; f. parte do intestino aberta para ver-se a sua cavidade.

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Fig. 3. Pholas Dactylus. Concha de duas valvas, ou pedaços; a. a. a. tres valvas +

Fig. 3. Pholas Dactylus. Concha de duas valvas, ou pedaços; a. a. a. tres valvas irregulares perto da charneira, ou cardo. b. b. a extremidade superior adelgaçada, a cuja superficie he chêa de pontos, e á maneira de rede, c. c. a extremidade inferior obtusa com linhas transversaes. As valvas entre si distantes.

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Obs. As seguintes conchas fig. 4. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. cortadas, saõ para mostrar +

Obs. As seguintes conchas fig. 4. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. cortadas, saõ para mostrar as partes internas da charneira, dentes &c.

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Fig. 4. Ostrea. O caracter do genero he. A charneira, ou cardo sem dentes, e excavado +

Fig. 4. Ostrea. O caracter do genero he. A charneira, ou cardo sem dentes, e excavado no meio para huma covinha de figura oval. Ostrea Pallium a. a covinha da charneira - concava, oval, b. a auricula superior + concava, oval, b. a auricula superior inteira, c. a inferior mais sahida para fóra, como cortada, d. inferiormente a base quasi com dentes.

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Fig. 8. Donax. O caracter generico.

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Os dentes anteriores a. dous, comprimidos lateralmente, o dente b. do ano comprido, +

Fig. 8. Donax. O caracter generico.

+

Os dentes anteriores a. dous, comprimidos lateralmente, o dente b. do ano comprido, só, e affastado da cova, ou excavaçaõ, que separa os dentes anteriores do dente do ano. Donax scripta. A. a valva, ou pedaço da concha esquerdo, B. o direito, C. margem com incisuras, d. nadegas agudas, viradas para traz.

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Fig. 6. Mya. O caracter generico.

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O Dente primeiro, ou anterior a. a. solido, ou macisso, grosso, extendido, vasio, ou que naõ recebe outro dente, ou que naõ entra - em alguma excavaçaõ. Mya pictorum b. dente lateral, anterior, - longitudinal, o primeiro com incisuras, e este he da valva esquerda, +

Fig. 6. Mya. O caracter generico.

+

O Dente primeiro, ou anterior a. a. solido, ou macisso, grosso, extendido, vasio, ou que naõ recebe outro dente, ou que naõ entra + em alguma excavaçaõ. Mya pictorum b. dente lateral, anterior, + longitudinal, o primeiro com incisuras, e este he da valva esquerda, c. c. dente duplicado, d. d. nadegas, e. e. lugar da vulva, f. f. lugar do ano.

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Fig. 7. Solen. O caracter generico.

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a. Dente á maneira de sovela, revirado para traz, quasi sempre duplicado, vasio, a +

Fig. 7. Solen. O caracter generico.

+

a. Dente á maneira de sovela, revirado para traz, quasi sempre duplicado, vasio, a margem lateral muito safada. Solen Strigilatus. Hum só dente na valva esquerda, dous dentes na direita, donde sahe, b. huma margem elevada debaixo do lugar da vulva. Fig. 8. Tellina. O caracter generico. Tres dentes principaes lateraes, ou postos no lado, @@ -13688,53 +13277,48 @@ e unido ao cardo, ou charneira; c. c. o dente mais anterior algum tanto afastado, ambos compridos, e para huma covinha separados, as nymphas obtusas, do comprimento dos beiços d. d. a fenda e. e. do ano com dentes.

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Fig. 9. Cardium. O caracter generico.

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Os dentes principaes, ou do meio a. a. dous alternados (hum corresponde a outra +

Fig. 9. Cardium. O caracter generico.

+

Os dentes principaes, ou do meio a. a. dous alternados (hum corresponde a outra covinha) separados entre si para huma covinha profunda, os dentes dos lados afastados dos do meio, b. b. hum dente debaixo do ano, e hum c. c. da vulva. Cardium aculcatum.

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A. valva esquerda, B. valva direita, e. e. nadegas elevadas, encurvadas, com strias, +

A. valva esquerda, B. valva direita, e. e. nadegas elevadas, encurvadas, com strias, ou linhas em aspa, ou dispostas em forma da letra X.

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Fig. 10. Mactra. O caracter generico.

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a. a. O dente do meio, ou principal retorcido, ou dobrado, tendo no meio huma covinha, b. b. os dentes dos lados afastados, e que +

Fig. 10. Mactra. O caracter generico.

+

a. a. O dente do meio, ou principal retorcido, ou dobrado, tendo no meio huma covinha, b. b. os dentes dos lados afastados, e que entraõ nas excavacoens da outra valva. Mactra stultorum. A valva esquerda, B. valva - direita. Os dentes sahidos para fora comprimidos lateralmente, + direita. Os dentes sahidos para fora comprimidos lateralmente, membranaceos, c. c. vulva corcovada; d. d. nadegas voltadas para traz, e. e. lugar do ano.

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Fig. 11. Venus. Caracter generico.

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Os dentes do meio a. a. na valva esquerda saõ tres, na direita dous, todos estaõ +

Fig. 11. Venus. Caracter generico.

+

Os dentes do meio a. a. na valva esquerda saõ tres, na direita dous, todos estaõ avizinhados, b. b. os lateraes saõ divergentes, que se afastaõ entre si pela extremidade externa; o ano, e vulva estaõ separados. Venus Dione A. valva esquerda, B. valva direita; As valvas, ou pedaços da concha saõ iguaes, de figura de hum meio coraçaõ, c. c. as nadegas saõ encurvadas, obtusas, d. d. o lugar do ano, e. e. Ninfas, na cavidade cuberta pelos Umbones, ou pela parte mais levantada da concha.

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Fig. 12. Chama. Caracter generico.

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Os dentes principaes, ou do meio a. a. corcovados, fortes, extendidos ao comprido, +

Fig. 12. Chama. Caracter generico.

+

Os dentes principaes, ou do meio a. a. corcovados, fortes, extendidos ao comprido, com ordem dispostos na charneira, ou cardo, os quaes obliquamente entraõ na covinha obliqua da outra valva, a vulva fexada sem nymphas. Chama gigas. A a valva direita, B a valva esquerda; b. b. regiaõ obtusa do ano, c. c. lugar da vulva, B valva com pregas, d. d. com cinco pregas fortes feitas em arco com cortaduras, elevadas fora da orla.

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Fig. 13. Anomia. Caracter generico.

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Concha com valvas desiguaes, huma dellas quasi plana, a outra na base corcovada. A +

Fig. 13. Anomia. Caracter generico.

+

Concha com valvas desiguaes, huma dellas quasi plana, a outra na base corcovada. A primeira destas quasi sempre tem hum buraco a. na base. A charneira sem dentes. Em hum - lado existe hum dente elevado, que se une a margem da valva mais plana, e que se extende alguma cousa até a charneira, ou cardo da valva concava. + lado existe hum dente elevado, que se une a margem da valva mais plana, e que se extende alguma cousa até a charneira, ou cardo da valva concava. Anomia cepa. Concha oval, b. valva plana com buraco; para este buraco sahe hum ligamento, com o qual a concha se pega a varios corpos.

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Fig. 14. Spondylus Gaederopus. Caracter generico. a. a. dous dentes na charneira +

Fig. 14. Spondylus Gaederopus. Caracter generico. a. a. dous dentes na charneira encurvados com buraco pelo meio. Tres covinhas, huma no meio, e as outras aos lados dos dentes, b. as nadegas, que parecem cortadas com a faca.

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Fig. 15. Arca. Caracter generico.

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a. a. Muitos dentes alternos, ou masticantes: entre dente, e dente de cada valva +

Fig. 15. Arca. Caracter generico.

+

a. a. Muitos dentes alternos, ou masticantes: entre dente, e dente de cada valva existe huma covinha, ou excavaçaõ, que serve para receber hum dente, de maneira que a valva direita recebe os dentes da esquerda, e esta da direita; os dentes saõ agudos, a. as nadegas saõ elevadas, encurvadas, c. c. a margem com incisuras.

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Fig. 16. Venus Dione a. a. vulva oval com linhas obliquas, Pubes, ou pellos, mas +

Fig. 16. Venus Dione a. a. vulva oval com linhas obliquas, Pubes, ou pellos, mas estes saõ espinhos dispostos á maneira de pestanas b. b. de figura de sovela, elevados, e incurvados para a parte anterior, os de cima saõ mais compridos: este Pube se extende do monte de venus c. c. até as nadegas, d. d. os beiços da vulva com @@ -13742,3672 +13326,3197 @@ quasi de figura de lança, algum tanto aberta, e neste lugar os beiços algum pouco elevados, f. f. nadegas voltadas para traz, avizinhadas entre si, com regos transversaes, g. o ano impresso, oval, e cheio de linhas.

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Fig. 17. a facie lateral da valva esquerda Veneris Diones; a os beiços, b. b. Pubes, - c nadegas, c. d. umbo, ou a parte mais elevada da concha, d. e. o disco f. f. f. a orla, g. h. a margem anterior, h. i. +

Fig. 17. a facie lateral da valva esquerda Veneris Diones; a os beiços, b. b. Pubes, + c nadegas, c. d. umbo, ou a parte mais elevada da concha, d. e. o disco f. f. f. a orla, g. h. a margem anterior, h. i. margem inferior, i. k. margem posterior, k. g. margem superior.

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Fig. 18. Cardium pectinatum. Concha de figura de meio coraçaõ, e feitio de pente. a. +

Fig. 18. Cardium pectinatum. Concha de figura de meio coraçaõ, e feitio de pente. a. b. as nadegas, c. lugar do ano, d. da vulva. Toda a circunferencia com incisuras.

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Fig. 19. Cardium echinatum. a. lugar da vulva, b. do ano, c. nadegas, d. Umbones, ou +

Fig. 19. Cardium echinatum. a. lugar da vulva, b. do ano, c. nadegas, d. Umbones, ou a parte mais elevada da concha. A valva com regos afastados, elevados, agudos á maneira de quilha, com espinhos voltados, a margem com profundas incisuras.

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Fig. 20 Chama Gigas. Concha com pregas, entre as quaes estaõ linhas longitudinaes; a. a. +

Fig. 20 Chama Gigas. Concha com pregas, entre as quaes estaõ linhas longitudinaes; a. a. pregas com escamas de figura de meia lua, arqueadas, b. b. a margem retorcida, ou revirada para traz.

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Fig. 21. Anomia crantolaris. A facie interna da valva conica com a. a. duas +

Fig. 21. Anomia crantolaris. A facie interna da valva conica com a. a. duas eminencias redondas, que formaõ na outra valva humas superficiaes excavaçoens; b. charneira, ou cardo transversalmente cortado.

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Fig. 22. Arca barbata. a. a extremidade redonda, com linhas, e barba; b. nadegas.

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Fig. 23. O Animal da concha Anomia. O corpo consta de a. huma tira, ou corrêa com +

Fig. 22. Arca barbata. a. a extremidade redonda, com linhas, e barba; b. nadegas.

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Fig. 23. O Animal da concha Anomia. O corpo consta de a. huma tira, ou corrêa com excavaçaõ na margem, a qual tem pellos á maneira de pestanas; b. b. dous braços, da mesma largura em todo o comprimento, que verso a ponta se avizinhaõ, mais compridos, que o corpo, com pellos á maneira de pestanas.

- + - +
- AS CLASSES DAS PLANTAS NO SISTEMA SEXUAL DE + AS CLASSES DAS PLANTAS NO SISTEMA SEXUAL DE LINNEO.Cazamentos das plantas; ou sua geraçaõ. - I. Publicos, que aparecem, e que todos os podem ver. - 1. MONOCLINIA. Os maridos, e as mulheres no mesmo lugar.

As Flores - todas saõ - hermaphroditas, e os estames com - os pistillos estaõ na + I. Publicos, que aparecem, e que todos os podem ver. + 1. MONOCLINIA. Os maridos, e as mulheres no mesmo lugar.

As Flores + todas saõ + hermaphroditas, e os estames com + os pistillos estaõ na mesma flor.

- a. DIFFINITAS. Os maridos naõ tem correlaçaõ alguma entre si.

Os - estames de nenhum modo estaõ unidos + a. DIFFINITAS. Os maridos naõ tem correlaçaõ alguma entre si.

Os + estames de nenhum modo estaõ unidos entre si.

-

a. INDIFFERENTISMUS. Os maridos naõ tem subordinaçaõ alguma entre si.

-

Os estames naõ tem entre si alguma +

a. INDIFFERENTISMUS. Os maridos naõ tem subordinaçaõ alguma entre si.

+

Os estames naõ tem entre si alguma determinada proporçaõ no comprimento.

- 1. MONANDRIA 1 - 2. DIANDRIA 2 - 3. TRIANDRIA 3 - 4. TETRANDRIA 4 - 5. PENTANDRIA 5 - 6. HEXANDRIA 6 - 7. HEPTANDRIA 7 - 8. OCTANDRIA 8 - 9. ENNEANDRIA 9 - 10. DECANDRIA 10 - 11. DODECANDRIA 12 - 12. ICOSANDRIA 20 ou mais, e pegados na parte interior do caliz . - 13. POLYANDRIA. 20 ou mais no + 1. MONANDRIA 1 + 2. DIANDRIA 2 + 3. TRIANDRIA 3 + 4. TETRANDRIA 4 + 5. PENTANDRIA 5 + 6. HEXANDRIA 6 + 7. HEPTANDRIA 7 + 8. OCTANDRIA 8 + 9. ENNEANDRIA 9 + 10. DECANDRIA 10 + 11. DODECANDRIA 12 + 12. ICOSANDRIA 20 ou mais, e pegados na parte interior do caliz . + 13. POLYANDRIA. 20 ou mais no receptaculo .
- b. SUBORDINATIO. Alguns maridos estaõ preferidos a outros.

Dous - estames sempre mais breves, que os + b. SUBORDINATIO. Alguns maridos estaõ preferidos a outros.

Dous + estames sempre mais breves, que os outros.

- + - 14. DIDYNAMIA. Quatro estames, + 14. DIDYNAMIA. Quatro estames, dos quaes dous saõ mais breves. - 15. TETRADYNAMIA. Seis estames, + 15. TETRADYNAMIA. Seis estames, dos quaes dous saõ mais breves. - B. AFFINITAS. Os maridos chegados, ou parentes.

Os estames estaõ unidos por alguma parte - entre si, ou com o pistillo .

+
B. AFFINITAS. Os maridos chegados, ou parentes.

Os estames estaõ unidos por alguma parte + entre si, ou com o pistillo .

- 16. MONADELPHIA. Os estames por - meio dos filamentos formaõ hum + 16. MONADELPHIA. Os estames por + meio dos filamentos formaõ hum só corpo. - 17. DIADELPHIA. Formaõ dous corpos. - 18. POLYADELPHIA. Formaõ tres, ou muitos corpos. - 19. SYNGENESIA. Os estames por - meio das antheras - (raras vezes unidos com os + 17. DIADELPHIA. Formaõ dous corpos. + 18. POLYADELPHIA. Formaõ tres, ou muitos corpos. + 19. SYNGENESIA. Os estames por + meio das antheras + (raras vezes unidos com os filamentos) formaõ hum cylindro. - 20. GYNANDRIA. Quando os estames naõ estaõ pegados ao receptaculo, mas ao pistillo. + 20. GYNANDRIA. Quando os estames naõ estaõ pegados ao receptaculo, mas ao pistillo.
- 2. DICLINIA. Duas camas. Os maridos, e as mulheres estão em camas - separadas.

Flores machos, e femeas na mesma especie de planta.

+ 2. DICLINIA. Duas camas. Os maridos, e as mulheres estão em camas + separadas.

Flores machos, e femeas na mesma especie de planta.

- 21. MONOECIA. Flores machos, e Femeas na mesma planta. - 22. DIOECIA. Flores machos em huma planta, e as femeas em outra. - 23. POLYGAMIA. Flores hermaphroditos, e machos, ou femeas na mesma + 21. MONOECIA. Flores machos, e Femeas na mesma planta. + 22. DIOECIA. Flores machos em huma planta, e as femeas em outra. + 23. POLYGAMIA. Flores hermaphroditos, e machos, ou femeas na mesma planta.
- II. CLANDESTINÆ. Cazamentos escondidos.

As flores saõ taõ pequenas, que se + II. CLANDESTINÆ. Cazamentos escondidos.

As flores saõ taõ pequenas, que se naõ podem ver sem ajuda de lente.

-

24. CRYPTOGAMIA. As flores dentro do fructo ou escondidas de outro modo.

+

24. CRYPTOGAMIA. As flores dentro do fructo ou escondidas de outro modo.

- -

As ordens das primeiras treze classes determinaõ-se pelo numero das femeas, ou pistillos, e na falta destes, pelo - dos estigmas; e assim se diz v.g. Monandria - Monogynia sendo hum pistillo Digynia dous Tryginia &c. + +

As ordens das primeiras treze classes determinaõ-se pelo numero das femeas, ou pistillos, e na falta destes, pelo + dos estigmas; e assim se diz v.g. Monandria + Monogynia sendo hum pistillo Digynia dous Tryginia &c. Poligynia mais de dez.

-

A classe 14.DIDYNAMIA tem tres ordens. - 1. Gymnospermia. Sementes +

A classe 14.DIDYNAMIA tem tres ordens. + 1. Gymnospermia. Sementes descubertas; - 2. Angiospermia. Sementes + 2. Angiospermia. Sementes cubertas. - 3. Polypetala. Com muitos petalos. + 3. Polypetala. Com muitos petalos.

-

A classe 15. TETRADYNAMIA. - Siliculosa. Com pequenas siliquas. - Siliquosa. Com siliquas +

A classe 15. TETRADYNAMIA. + Siliculosa. Com pequenas siliquas. + Siliquosa. Com siliquas mais compridas.

-

As classes 16. 17. 18. tem as ordens pelo numero dos estames.

-

A 19. SYNGENESIA.

+

As classes 16. 17. 18. tem as ordens pelo numero dos estames.

+

A 19. SYNGENESIA.

- 1. As ordens Polygamia aqualis consta de muitas flores pequenas com estames, e pistillos .

Polygamia spuria, quando as pequenas flores hermaphroditas estaõ no meio, ou no disco do receptaculo, e os flosculos femeas occupaõ a margem, ou circunferencia do receptaculo.

-

Esta divide-se em.

- 2. Superflua, quando as flores hermophroditas do disco tem - estigma, e daõ semente, e as flores da margem, ou do raio, ou as - femeas tambem daõ sementes. - 3. Frustranea, quando os flosculos - - hermaphroditos do disco daõ sementes, e as femeas do raio, ou margem por falta de estigma naõ - daõ sementes. - 4. Necessaria, quando as flores hermaphroditas do disco naõ daõ sementes por - falta de estigma; e os flosculos, ou femeas do rayo he que as daõ. - 5. Segregata. Hum caliz commum contem - muitos calizes com as suas + 1. As ordens Polygamia aqualis consta de muitas flores pequenas com estames, e pistillos .

Polygamia spuria, quando as pequenas flores hermaphroditas estaõ no meio, ou no disco do receptaculo, e os flosculos femeas occupaõ a margem, ou circunferencia do receptaculo.

+

Esta divide-se em.

+ 2. Superflua, quando as flores hermophroditas do disco tem + estigma, e daõ semente, e as flores da margem, ou do raio, ou as + femeas tambem daõ sementes. + 3. Frustranea, quando os flosculos + + hermaphroditos do disco daõ sementes, e as femeas do raio, ou margem por falta de estigma naõ + daõ sementes. + 4. Necessaria, quando as flores hermaphroditas do disco naõ daõ sementes por + falta de estigma; e os flosculos, ou femeas do rayo he que as daõ. + 5. Segregata. Hum caliz commum contem + muitos calizes com as suas flores. - 6. Monogamia. Caliz com huma só + 6. Monogamia. Caliz com huma só flor.
- +
- TERMINOLOGIA DA BOTANICA. + TERMINOLOGIA DA BOTANICA.
- RADIX. RAIZ. + RADIX. RAIZ.
-

1. Radix. Raiz he a +

1. Radix. Raiz he a parte da planta comque ella está pegada ao lugar do seu nascimento. - A raiz he o principal instrumento da nutriçaõ da planta: a - raiz está na terra, e cresce debaixo della.

-

Quando está pois pegada á outra planta, e naõ á terra, então chama-se a planta parasitica como + A raiz he o principal instrumento da nutriçaõ da planta: a + raiz está na terra, e cresce debaixo della.

+

Quando está pois pegada á outra planta, e naõ á terra, então chama-se a planta parasitica como Epidendrum, Viscum.

-

A raiz he vestida ou cercada de cuticula, ou epiderme compacta, e muitas vezes transparente. - Debaixo desta pellicula delgada, ou epiderme, está a casca cortex, +

A raiz he vestida ou cercada de cuticula, ou epiderme compacta, e muitas vezes transparente. + Debaixo desta pellicula delgada, ou epiderme, está a casca cortex, debaixo desta está o lignum, ou paó, e no meio a medulla carnoza, ou de substancia rija como o paó.

-

A raiz divide-se a) em Caudex - ascendens, que é a quella porçaõ da mesma - raiz, que está fora da terra, e que nas arvores se chama Truncus.

-

b) E em caudex descendens, que se esconde pouco, e +

A raiz divide-se a) em Caudex + ascendens, que é a quella porçaõ da mesma + raiz, que está fora da terra, e que nas arvores se chama Truncus.

+

b) E em caudex descendens, que se esconde pouco, e pouco debaixo da terra com ramos, ou fibras mais delgadas.

-

2. Pela duraçaõ.

-

Annua. Annual, que morre com o caule - todos os annos, e que se propaga todos os annos pela semente, a maior +

2. Pela duraçaõ.

+

Annua. Annual, que morre com o caule + todos os annos, e que se propaga todos os annos pela semente, a maior parte das gramas, e dos feijoens.

- -

Biennis. De dous annos. Vegeta no primeiro anno, e + +

Biennis. De dous annos. Vegeta no primeiro anno, e no segundo frutifica, e morre. Tragopogon, Secale.

-

Perennis. Perenne, a qual com a producçaõ de novas gemmas, ou gomos em cada +

Perennis. Perenne, a qual com a producçaõ de novas gemmas, ou gomos em cada anno produz nova herva. Glechoma hederacea, Viola odorata.

-

Fruticosa, lignosa. A raiz, ou he de - substancia carnosa, ou lignosa, ou tenra, ou rija, ou sucosa, ou farinacea.

+

Fruticosa, lignosa. A raiz, ou he de + substancia carnosa, ou lignosa, ou tenra, ou rija, ou sucosa, ou farinacea.

-

3. Pela partiçaõ.

-

a) — Simplex, fig. 129. b. Quando a - raiz senaõ divide em parte alguma. Scabiosa succisa.

-

— Fibrosa. fig. 130. b. A qual consta sómente de pequenas raizes - fibrosas, ou filamentos; como nas Gramas, Malva &c.

-

— Ramosa. fig.130 a. Dividindo-se em ramos lateraes. Plantago psyllium.

-

— Fusiformis. fig, 129. b. De figura de hum fuso. Oblonga crassa, e adelgaçada para a sua ponta. +

3. Pela partiçaõ.

+

a) — Simplex, fig. 129. b. Quando a + raiz senaõ divide em parte alguma. Scabiosa succisa.

+

— Fibrosa. fig. 130. b. A qual consta sómente de pequenas raizes + fibrosas, ou filamentos; como nas Gramas, Malva &c.

+

— Ramosa. fig.130 a. Dividindo-se em ramos lateraes. Plantago psyllium.

+

— Fusiformis. fig, 129. b. De figura de hum fuso. Oblonga crassa, e adelgaçada para a sua ponta. Raphanus, Pastinaca, Daucus.

-

— Palmata, s. digitata. Dividida longitudinalmente em muitas partes quase iguaes, +

— Palmata, s. digitata. Dividida longitudinalmente em muitas partes quase iguaes, como abas carnosas, que chegaõ até o principio, onde se unem entre si. Orchis latifolia, maculata.

-

— Præmorsa, truncata. Como cortada, quando acaba como cortada, e naõ em ponta +

— Præmorsa, truncata. Como cortada, quando acaba como cortada, e naõ em ponta adelgaçada. Valeriana, Scabiosa succisa, Plantago.

-

— Articulata. Com nós espalhados pelo seu comprimento, como articulaçoens. Triticum +

— Articulata. Com nós espalhados pelo seu comprimento, como articulaçoens. Triticum repens.

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— Dentata. Com eminencias agudas, direitas, pequenas, espalhadas pela raiz, e da +

— Dentata. Com eminencias agudas, direitas, pequenas, espalhadas pela raiz, e da mesma consistencia.

-

— Capillata. Á maneira de cabellos.

+

— Capillata. Á maneira de cabellos.

- +
-

4. Pela situaçaõ.

-

— Repens. fig. 131. Quando a raiz ramosa de huma, e outra parte lança por baixo da +

4. Pela situaçaõ.

+

— Repens. fig. 131. Quando a raiz ramosa de huma, e outra parte lança por baixo da terra varias raizes pequenas estendendo-se horizontalmente. Triticum repens.

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— Perpendicularis. fig. 129. b. Quando a raiz desce perpendicularmente para baixo. +

— Perpendicularis. fig. 129. b. Quando a raiz desce perpendicularmente para baixo. Rapa.

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— Horizontalis Quando a raiz conserva huma situaçaõ horizontal, ou atravessada +

— Horizontalis Quando a raiz conserva huma situaçaõ horizontal, ou atravessada debaixo da terra. Iris.

-

— Inclinata. Curvada.

-

Pegados á raiz corpos, que contem germes, ou bulbos.

+

— Inclinata. Curvada.

+

Pegados á raiz corpos, que contem germes, ou bulbos.

-

5. c.) - Globosa. fig 129. a. Arredondada, sendo quasi redonda com raizes lateraes. +

5. c.) - Globosa. fig 129. a. Arredondada, sendo quasi redonda com raizes lateraes. Ranunculus bulbosus. Chærophyllum. Brassica rapa.

-

— Tuberosa. fig. 128. He aquella raiz, que he formada de corpos +

— Tuberosa. fig. 128. He aquella raiz, que he formada de corpos redondos, carnosos unidos entre si em feixe quasi por meio de hum fio. Paeonia. Solanum tuberosum.

-

— Fascicularis, fasciculata. Quando a raiz principal carnosa lança - outros pequenos fios, ou filamentos +

— Fascicularis, fasciculata. Quando a raiz principal carnosa lança + outros pequenos fios, ou filamentos approximados, parallelos entre si. Orchis abortiva. Ranunculus ficaria.

-

— Stolonifera. Raiz que tem pimpolhos.

+

— Stolonifera. Raiz que tem pimpolhos.

-

6. d.) — Squamosa. Chama-se escamosa sendo cuberta de +

6. d.) — Squamosa. Chama-se escamosa sendo cuberta de escamas. Lilium.

-

— Duplicata. Sendo duplicada. Fritilaria.

-

— Solida. Sendo solida. Tulipa.

-

— Bulbosa. O Bulbo, quando a raiz he mais - grossa, que o tronco. fig 125; e a raiz - bulbosa he de huma substancia - mais molle, succosa; - ou esta he tunicata. Allium sativum, ou escamosa. - Lilium. dobrada. Fritillaria, ou testiculata, Crypripedium calceolus.

-

— Granulata. Constando de muitos grãos bulbosos, ou de particulas carnosas espalhadas. Saxifraga granulata.

-

— Tunicata. Quando a raiz está envolvida em membrana. Allium +

— Duplicata. Sendo duplicada. Fritilaria.

+

— Solida. Sendo solida. Tulipa.

+

— Bulbosa. O Bulbo, quando a raiz he mais + grossa, que o tronco. fig 125; e a raiz + bulbosa he de huma substancia + mais molle, succosa; + ou esta he tunicata. Allium sativum, ou escamosa. + Lilium. dobrada. Fritillaria, ou testiculata, Crypripedium calceolus.

+

— Granulata. Constando de muitos grãos bulbosos, ou de particulas carnosas espalhadas. Saxifraga granulata.

+

— Tunicata. Quando a raiz está envolvida em membrana. Allium sativum.

-

— Nuda. Destituida de tunica.

-

— Parasitica. Quando a raiz da planta senaõ serve da terra para tirar o +

— Nuda. Destituida de tunica.

+

— Parasitica. Quando a raiz da planta senaõ serve da terra para tirar o seu nutrimento, mas sim se une a outra planta, da qual se sustenta. Orobanche, Algæ.

-

Ala. Aza, ou 1: he o espaço entre o caule, e a folha

-

2.) Alae. Azas se dizem os petalos das flores papilionaceas, entre o Vexillo, e +

Ala. Aza, ou 1: he o espaço entre o caule, e a folha

+

2.) Alae. Azas se dizem os petalos das flores papilionaceas, entre o Vexillo, e a Carina.

-

3.) Ou saõ as extremidades delgadas, e membranaceas de alguma semente, como na do +

3.) Ou saõ as extremidades delgadas, e membranaceas de alguma semente, como na do Freixo.

-

4.) Ou saõ aquellas membranas foliaceas, que descem pelo comprimento do - caule.

+

4.) Ou saõ aquellas membranas foliaceas, que descem pelo comprimento do + caule.

- TRUNCUS. + TRUNCUS.
-

7. TRUNCUS. Parte da planta, que sahindo da terra levanta com sigo a fructificaçaõ, e juntamente as folhas.

-

Suas especies saõ as seguintes.

-

Caudex se chama.

-

I.) Truncus. O tronco das arvores, frutices, e suffrutices.

-

II.) Caulis. Tronco, ou caule 1. ou he - simples naõ tendo ramos, e este hé nú, ou com folhas &c.

-

2.) Compositus se devide em ramos.

-

Especies de caule.

+

7. TRUNCUS. Parte da planta, que sahindo da terra levanta com sigo a fructificaçaõ, e juntamente as folhas.

+

Suas especies saõ as seguintes.

+

Caudex se chama.

+

I.) Truncus. O tronco das arvores, frutices, e suffrutices.

+

II.) Caulis. Tronco, ou caule 1. ou he + simples naõ tendo ramos, e este hé nú, ou com folhas &c.

+

2.) Compositus se devide em ramos.

+

Especies de caule.

- +
-

8. Caulis. fig. 116. 117. He o tronco proprio da herva, que sustenta as - folhas, e a fructificaçaõ nas hervas, he flexivel, e molle.

-

Caulescens planta. Planta, que tem caule.

-

Acaulis. Faltando o caule, sahe a flor immediatamente da +

8. Caulis. fig. 116. 117. He o tronco proprio da herva, que sustenta as + folhas, e a fructificaçaõ nas hervas, he flexivel, e molle.

+

Caulescens planta. Planta, que tem caule.

+

Acaulis. Faltando o caule, sahe a flor immediatamente da raiz.

-

Viticulae. Saõ pequenos caules estendidos na +

Viticulae. Saõ pequenos caules estendidos na terra.

-

Vimen. Vime he qualquer vara flexivel, capaz para atar; asim se diz viminei caules, +

Vimen. Vime he qualquer vara flexivel, capaz para atar; asim se diz viminei caules, & rami.

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Caudex. He proprio dos frutices, e das Arvores, e das Palmeiras.

-

Culmus. fig. 114. Differe do caule por ser articulado, quasi sempre com - varios nós, he proprio das gramas, sustenta as folhas, e a fructificaçaõ. Briza. Poa.

-

— Enodis. Sem nós. Triglochin palustre.

-

— Integer. Inteiro. Triticum repens.

-

— Ramosus. Com ramos. Scirpus.

-

— Aequalis. Igual.

-

— Articulatus. Com articulações. Festuca fluitans.

-

— Squamosus. Com escamas. Cynosurus.

-

— Nudus. Sem folhas. Briza eragrostis.

-

— Foliatus. Com folhas. Poa annua.

-

Scapus. fig. 113. He hum tronco universal sucoso, que - sustenta taõ sómente a +

Caudex. He proprio dos frutices, e das Arvores, e das Palmeiras.

+

Culmus. fig. 114. Differe do caule por ser articulado, quasi sempre com + varios nós, he proprio das gramas, sustenta as folhas, e a fructificaçaõ. Briza. Poa.

+

— Enodis. Sem nós. Triglochin palustre.

+

— Integer. Inteiro. Triticum repens.

+

— Ramosus. Com ramos. Scirpus.

+

— Aequalis. Igual.

+

— Articulatus. Com articulações. Festuca fluitans.

+

— Squamosus. Com escamas. Cynosurus.

+

— Nudus. Sem folhas. Briza eragrostis.

+

— Foliatus. Com folhas. Poa annua.

+

Scapus. fig. 113. He hum tronco universal sucoso, que + sustenta taõ sómente a fructificaçaõ. Convallaria majalis. Hyacinthus botryoides.

-

Stipes. Quando a folha sahe immediatamente da base da planta, ou he hum - caule transmutado em folhas; he +

Stipes. Quando a folha sahe immediatamente da base da planta, ou he hum + caule transmutado em folhas; he proprio dos Fetos, e Cucumelos

-

9. Pela duraçaõ.

-

— Herbaceus: Que morre todos os annos, ou a cada dous annos; he molle, flexivel, e +

9. Pela duraçaõ.

+

— Herbaceus: Que morre todos os annos, ou a cada dous annos; he molle, flexivel, e naõ de substancia de paó, ou lignosa. Asparagus officinalis, Globularia vulgaris.

- -

Herba annua. Que no mesmo anno que nasce, floresce, dá fruto, e morre como o + +

Herba annua. Que no mesmo anno que nasce, floresce, dá fruto, e morre como o trigo.

-

Bima, trimave. Que no espaço de dous, ou tres annos morre.

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Sempervirens. Que naõ alarga as folhas, sem +

Bima, trimave. Que no espaço de dous, ou tres annos morre.

+

Sempervirens. Que naõ alarga as folhas, sem nascerem outras. Viola.

-

Algumas ervas porem no inverno largaõ as folhas, mas da raiz pois novas nascem.

-

— Suffruticosus, frutescens. Quando a planta conserua o caule naõ muito - alto no inverno sem gomos ou gemas. Solanum dulcamara.

-

— Fruticosus. Perenne, sahindo da mesma - raiz muitos caules baixos, e +

Algumas ervas porem no inverno largaõ as folhas, mas da raiz pois novas nascem.

+

— Suffruticosus, frutescens. Quando a planta conserua o caule naõ muito + alto no inverno sem gomos ou gemas. Solanum dulcamara.

+

— Fruticosus. Perenne, sahindo da mesma + raiz muitos caules baixos, e rijos. Spartium scoparium, Echium fruticosum.

-

Frutex. Planta perenne com gomos no tronco, que quasi nunca chega a altura de - Arvore. Roseira.

-

Suffrutex. Planta perenne, rija, lignosa, mais baixa do - frutice, e tem gomos. Tomilho, Alfazema.

-

— Arboreus. Sendo hum só, e este alto perenne, Alcea +

Frutex. Planta perenne com gomos no tronco, que quasi nunca chega a altura de + Arvore. Roseira.

+

Suffrutex. Planta perenne, rija, lignosa, mais baixa do + frutice, e tem gomos. Tomilho, Alfazema.

+

— Arboreus. Sendo hum só, e este alto perenne, Alcea arborea.

-

Arbor. A arvore he huma especie de planta perenne, com simples tronco, alto, grosso, rijo, +

Arbor. A arvore he huma especie de planta perenne, com simples tronco, alto, grosso, rijo, com ramos.

-

— Solidus. fig. 126. Que está chêo internamente; que consta de substancia macissa, e +

— Solidus. fig. 126. Que está chêo internamente; que consta de substancia macissa, e medulla compacta. Sambucus. Prunus.

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— Inanis. Sem nenhuma substancia medullar no meio, ou - com huma substancia medullar muito porosa, e chêa de +

— Inanis. Sem nenhuma substancia medullar no meio, ou + com huma substancia medullar muito porosa, e chêa de cavidades.

-

— Fistulosus, cavus, canaliculatus. Que forma hum tubo, ou canudo internamente, ou +

— Fistulosus, cavus, canaliculatus. Que forma hum tubo, ou canudo internamente, ou que tem huma cavidade cylindrica. Conium maculatum. Arundo.

- -

— Farctus. Todo chêo, sem cavidade alguma. Salix, Sambucus.

-

— Alatus. Com azas, ou membrana foliacea, que se extende pelo seu comprimento. + +

— Farctus. Todo chêo, sem cavidade alguma. Salix, Sambucus.

+

— Alatus. Com azas, ou membrana foliacea, que se extende pelo seu comprimento. Sigisbekia occidentalis.

-

Considerando o caule em quanto à sua medida.

+

Considerando o caule em quanto à sua medida.

-

10. Pela medida.

-

— Linearis. Tendo o comprimento de huma linha de Pariz; isto he o comprimento da - lunula da unha do dedo pollegar.

-

— Unguicularis. Sendo a sua longitude de seis linhas, ou meia pollegada.

-

— Polliearis. Sendo do comprimento da articulaçaõ exterior do dedo pollex, ou de huma +

10. Pela medida.

+

— Linearis. Tendo o comprimento de huma linha de Pariz; isto he o comprimento da + lunula da unha do dedo pollegar.

+

— Unguicularis. Sendo a sua longitude de seis linhas, ou meia pollegada.

+

— Polliearis. Sendo do comprimento da articulaçaõ exterior do dedo pollex, ou de huma pollegada.

-

— Cubitalis caulis. Do comprimento de covado. Heracleum sphondylium.

-

— Palmaris. Sendo o comprimento do diametro de quatro dedos attrevessados, +

— Cubitalis caulis. Do comprimento de covado. Heracleum sphondylium.

+

— Palmaris. Sendo o comprimento do diametro de quatro dedos attrevessados, parallellos, exceptuando o pollex, ou tres pollegadas.

-

— Spithameus. Sendo da distancia que vai da ponta do dedo pollex ao index estendidos, +

— Spithameus. Sendo da distancia que vai da ponta do dedo pollex ao index estendidos, ou de sete pollegadas.

-

— Pedalis. Comprehende o espaço, que vai da articulaçaõ do cotovelo, até à base do +

— Pedalis. Comprehende o espaço, que vai da articulaçaõ do cotovelo, até à base do pollex, ou doze pollegadas. Hieracium auricula.

-

— Dodrantalis. Igual ao espaço, que ha entre a ponta do pollegar, e o dedo pequeno +

— Dodrantalis. Igual ao espaço, que ha entre a ponta do pollegar, e o dedo pequeno estendido, nove pollegadas.

-

— Orgyalis. Quando o caule sobe a altura de seis pés. Malva arborea.

-

PROPORTIO. Proporçaõ do caule com as folhas, e outras partes da planta.

-

b.) Pela grossura. Esta exprime-se por cousa muito conhecida vg. coxa, pollegar, cabeça humana. &c.

+

— Orgyalis. Quando o caule sobe a altura de seis pés. Malva arborea.

+

PROPORTIO. Proporçaõ do caule com as folhas, e outras partes da planta.

+

b.) Pela grossura. Esta exprime-se por cousa muito conhecida vg. coxa, pollegar, cabeça humana. &c.

-

11.) Pela direcçaõ, ou situaçaõ.

-

— a.) erectus. fig. 117. Quando o caule se eleva quasi +

11.) Pela direcçaõ, ou situaçaõ.

+

— a.) erectus. fig. 117. Quando o caule se eleva quasi perpendicularmente. Verbascum thapsus.

-

— Strictus. Quando de nenhuma sorte se afasta da perpendicular. Alcea rosea.

-

— Laxus: Inclinando-se para algum dos lados, ou pela delicadeza da sua estructura, ou +

— Strictus. Quando de nenhuma sorte se afasta da perpendicular. Alcea rosea.

+

— Laxus: Inclinando-se para algum dos lados, ou pela delicadeza da sua estructura, ou pelo pezo da sua ponta, formando huma curva. Juncus.

-

— Rigidus. Que de nenhuma sorte he flexivel. Carex vulpina.

-

— Obliquus. Elevando-se obliquamente; em quanto ao mais, recto sem se afastar da +

— Rigidus. Que de nenhuma sorte he flexivel. Carex vulpina.

+

— Obliquus. Elevando-se obliquamente; em quanto ao mais, recto sem se afastar da linha perpendicular, ou horizontal.

-

— Adscendens. Constando o caule de ramos curvos virados para sima, ou +

— Adscendens. Constando o caule de ramos curvos virados para sima, ou apartando-se do horizonte para a parte superior, formando huma curvatura successiva. Vicia craca.

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— Declinatus, seu inclinatus, reclinatus. He o que se eleva primeiro, depois se vira +

— Declinatus, seu inclinatus, reclinatus. He o que se eleva primeiro, depois se vira para a terra formando huma curva. Potentilla aurea.

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— Incurvatus, inflexus. Elevando-se o tronco rectamente, depois +

— Incurvatus, inflexus. Elevando-se o tronco rectamente, depois encurvando-se, ou inclinando-se para a parte interior.

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— Nutans. Quando a ponta do caule revirando-se, se poem pendente a prumo +

— Nutans. Quando a ponta do caule revirando-se, se poem pendente a prumo Hieracium auricula, Salix Babylonica.

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— Diffusus. Constando de ramos patentes ou abertos Fumaria officinalis.

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— Procumbens. Se extende horizontalmente pela superficie da terra. Anagallis +

— Diffusus. Constando de ramos patentes ou abertos Fumaria officinalis.

+

— Procumbens. Se extende horizontalmente pela superficie da terra. Anagallis arvensis.

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— Decumbens. Quando o caule se levanta primeiramente algum tanto, e depois se extende pela mesma superficie da terra. +

— Decumbens. Quando o caule se levanta primeiramente algum tanto, e depois se extende pela mesma superficie da terra. Thymus serpyllum.

-

— Stoloniferus. Diz-se daquelle caule, cujos ramos, que tem gomos, ou - gemas, descendo até á terra lançaõ nella novas raizes, e destas nascem novas hastes. Ajuga reptans, Viola odorata.

-

— Stolones. Pimpolhos, que nascem do pé do - caule, ou da raiz, que arrancados se plantaõ. Cornus, Sorbus, +

— Stoloniferus. Diz-se daquelle caule, cujos ramos, que tem gomos, ou + gemas, descendo até á terra lançaõ nella novas raizes, e destas nascem novas hastes. Ajuga reptans, Viola odorata.

+

— Stolones. Pimpolhos, que nascem do pé do + caule, ou da raiz, que arrancados se plantaõ. Cornus, Sorbus, Ficus.

-

12.— b.) Sarmentosus. fig. 131. He hum caule quasi nú, - repente, sem raizes lateraes, ou caule delgado, e de igual +

12.— b.) Sarmentosus. fig. 131. He hum caule quasi nú, + repente, sem raizes lateraes, ou caule delgado, e de igual grossura, com nós, que lançaõ raizes. Vitis vinifera. Clematis vitalba.

-

— Radicans. fig. 112. Lançando dos ramos varias raizes, com as quaes se eleva a grande altura. Hedera helix.

-

— Repens. Caule, que lança varias raizes extendendo-se horizontalmente sobre a terra. Potentilla anserina. +

— Radicans. fig. 112. Lançando dos ramos varias raizes, com as quaes se eleva a grande altura. Hedera helix.

+

— Repens. Caule, que lança varias raizes extendendo-se horizontalmente sobre a terra. Potentilla anserina. Lysimachia nummularia.

-

13. — c.) Geniculatus. Chêo de nós, ou articulaçoens. Gramina. Galeopsis.

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— Flexuosus. Tendo articulaçoens viradas ora para huma, ora para outra parte, ou - virando-se de gomo em gomo. Solanum dulcamara.

-

— Scandens. Caule que sobe pelos corpos vizinhos - sustentado pelos seus +

13. — c.) Geniculatus. Chêo de nós, ou articulaçoens. Gramina. Galeopsis.

+

— Flexuosus. Tendo articulaçoens viradas ora para huma, ora para outra parte, ou + virando-se de gomo em gomo. Solanum dulcamara.

+

— Scandens. Caule que sobe pelos corpos vizinhos + sustentado pelos seus capreolos, ou Elos. Clematis vitalba. Vitis.

-

— Volubilis. fig. 115. Subindo espiralmente por outra qualquer planta. Bryonia +

— Volubilis. fig. 115. Subindo espiralmente por outra qualquer planta. Bryonia dioica.

-

— Sinistrorsum (fig. 115. Envolvendo-se da parte esquerda para a direita. Lonicera +

— Sinistrorsum (fig. 115. Envolvendo-se da parte esquerda para a direita. Lonicera periclymenum. Humulus lupulus.

-

— Dextrorsum.) Envolvendo-se contra o movimento do sol. Convolvulus, Phaseolus.

+

— Dextrorsum.) Envolvendo-se contra o movimento do sol. Convolvulus, Phaseolus.

- +
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14. Pela figura.

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a.) Teres. Sem angulos, ou cylindrico. Ranunculus aconitifolius.

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— Semiteres. Que avezinha a figura cylindrica.

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— Compressus. Sendo plano longitudinal, e lateralmente. Anagollis +

14. Pela figura.

+

a.) Teres. Sem angulos, ou cylindrico. Ranunculus aconitifolius.

+

— Semiteres. Que avezinha a figura cylindrica.

+

— Compressus. Sendo plano longitudinal, e lateralmente. Anagollis latifolia, Potamogeton compressum.

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— Anceps. Tendo o caule dous angulos oppostos alguma cousa agudos á +

— Anceps. Tendo o caule dous angulos oppostos alguma cousa agudos á maneira de huma faca de dous fios, ou cortes. Medicago falcata. Convallaria polygonatum.

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3. - 10. Angulatus. Com mais de dous angulos excavados, ou profundos, longitudinaes. +

3. - 10. Angulatus. Com mais de dous angulos excavados, ou profundos, longitudinaes. Vaccinium, Myrtillus, Campanula trachclium.

-

— Acutangulus. Com angulos agudos. Scorphularia nodosa.

-

— Obtuso-angulatus. A margem com angulo obtuso.

+

— Acutangulus. Com angulos agudos. Scorphularia nodosa.

+

— Obtuso-angulatus. A margem com angulo obtuso.

-

15. Com os lados planos entre os angulos.

-

b.) Di-tri-tetra-penta-hexa-polygonus, seu tri-quadr-quinq-sex-mult-angularis. Assim - se chama o caule triangular, quadrangular &c. pelo numero dos angulos - longitudinaes +

15. Com os lados planos entre os angulos.

+

b.) Di-tri-tetra-penta-hexa-polygonus, seu tri-quadr-quinq-sex-mult-angularis. Assim + se chama o caule triangular, quadrangular &c. pelo numero dos angulos + longitudinaes prominentes, e igualmente distantes, com os lados entre os angulos, convexos. Trigonus de tres angulos Ranunculus flammula. Tetragonus de quatro Mentha; polygonus de muitos angulos Cactus heptagonus.

-

16. Em quanto ao vestido.

-

— Nudus. fig. 113. Sendo destituido de folhas, escamas, +

16. Em quanto ao vestido.

+

— Nudus. fig. 113. Sendo destituido de folhas, escamas, estipulas, e outras excrecencias; porém isto naõ he absoluta, mas sim relativamente a outra especie. Euphorbia, Cactus. Cuscuta europaea.

-

— Aphyllus. fig. 117. Sendo destituido de +

— Aphyllus. fig. 117. Sendo destituido de folhas. Calendula.

- -

— Foliatus. fig. 115. Sendo chêo de folhas. + +

— Foliatus. fig. 115. Sendo chêo de folhas. Veronica beccabunga.

-

— Vaginatus. Quando as folhas inferiormente o +

— Vaginatus. Quando as folhas inferiormente o envolvem dentro em si, formando como huma bainha, ou sendo cercado pelas bainhas das - folhas. Iris. Carex vulpina.

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Vagina, & vaginula, Bainha, estojo, ou pequena bainha, ou cubertura de alguma - semente.

-

— Squamosus fig 111. Quando as pequenas - folhas, que cobrem o caule, representaõ escamas. Lilium.

-

— Imbricatus. fig. 115. As folhas vaõ + folhas. Iris. Carex vulpina.

+

Vagina, & vaginula, Bainha, estojo, ou pequena bainha, ou cubertura de alguma + semente.

+

— Squamosus fig 111. Quando as pequenas + folhas, que cobrem o caule, representaõ escamas. Lilium.

+

— Imbricatus. fig. 115. As folhas vaõ cubrindo a base humas das outras a maneira das telhas no telhado. Tussilago farfara.

-

17 Pela superficie.

-

— a.) Suberosus. A casca do caule nos representa as qualidades de +

17 Pela superficie.

+

— a.) Suberosus. A casca do caule nos representa as qualidades de substancia de cortiça.

-

— Rimosus. Tendo a casca varias fendas, e profundas.

-

— Tunicatus. fig. 127. Sendo revestido de algumas membranas.

+

— Rimosus. Tendo a casca varias fendas, e profundas.

+

— Tunicatus. fig. 127. Sendo revestido de algumas membranas.

-

18 — b.) Levis. Sendo de huma superficie igual. Rannunculus aconitifolius.

-

— Striatus. Constando de regos tenues, e superficiaes, ou de elevaçoens distantes, ou +

18 — b.) Levis. Sendo de huma superficie igual. Rannunculus aconitifolius.

+

— Striatus. Constando de regos tenues, e superficiaes, ou de elevaçoens distantes, ou de linhas excavadas muito delgadas dispostas longitudin]almente. Rumex crispus.

-

— Sulcatus. Sendo os regos profundos, largos, e excavados. Achillaea millefolium.

+

— Sulcatus. Sendo os regos profundos, largos, e excavados. Achillaea millefolium.

-

19. c.) Glaber. De huma superficie núa, e polida. Ranunculus arvensis.

-

— Scaber. Constando de pontos algum tanto rijos, e sobresahidos. Gallium mollugo.

-

Scariosus. De substancia seca.

- -

— Muricatus Fornecido de espinhos naõ picantes: Fagi sylvaticæ fructus.

-

— Tomentosus. Sendo cuberto de cabellos entretecidos, apenas viziveis de maneira, que +

19. c.) Glaber. De huma superficie núa, e polida. Ranunculus arvensis.

+

— Scaber. Constando de pontos algum tanto rijos, e sobresahidos. Gallium mollugo.

+

Scariosus. De substancia seca.

+ +

— Muricatus Fornecido de espinhos naõ picantes: Fagi sylvaticæ fructus.

+

— Tomentosus. Sendo cuberto de cabellos entretecidos, apenas viziveis de maneira, que parece branco. As plantas maritimas, e campestres postas aos ventos. Verbascum thapsus.

-

— Lanatus. Quando estes pellos se encurvaõ, e se unem entre si como as teas das +

— Lanatus. Quando estes pellos se encurvaõ, e se unem entre si como as teas das aranhas. Verbascum, Hyoscyamus.

-

— Villosus. Quando estes pellos saõ molles, perceptiveis á nossa vista, formando +

— Villosus. Quando estes pellos saõ molles, perceptiveis á nossa vista, formando assim huma especie de buço. Cerastium vulgatum.

-

— Hirsutus. Constando de pellos rijos, e muito juntos. Silene nutans.

-

— Hirtus. Se os pellos do caule forem pequenos, e muito distantes. +

— Hirsutus. Constando de pellos rijos, e muito juntos. Silene nutans.

+

— Hirtus. Se os pellos do caule forem pequenos, e muito distantes. Daucus carota.

-

— Hispidus. Tendo sedas rijas, espalhadas. Echium vulgare.

-

— Aculcatus. fig. 123. Com bicos 84. que estaõ pegados á casca. Rosa.

-

— Pilosus. Cuberto de pellos prolongados simplices, e distinctos. Lamium +

— Hispidus. Tendo sedas rijas, espalhadas. Echium vulgare.

+

— Aculcatus. fig. 123. Com bicos 84. que estaõ pegados á casca. Rosa.

+

— Pilosus. Cuberto de pellos prolongados simplices, e distinctos. Lamium purpureum.

-

— Spinosus. fig. 121. Armado de espinhos, que estaõ pegados ao ligno, ou paó. Prunus +

— Spinosus. fig. 121. Armado de espinhos, que estaõ pegados ao ligno, ou paó. Prunus spinosa.

-

— Urens. Sendo cuberto de humas arestas rijas, que parecem queimar, quando se tocaõ. +

— Urens. Sendo cuberto de humas arestas rijas, que parecem queimar, quando se tocaõ. Urtica.

-

20 — d.) Stipulatus. fig. 118. b. Constando de estipulas. Papilionaceæ. V. Stipula. (68)

-

— Membranatus. Sendo chato á maneira de huma folha, e parece ter azas - por causa das suas membranas longitudinaes. Scrophularia aquatica.

-

— Bulbiferus. Que contem corpos carnosos, isto he, bulbosos. Allium carinatum na umbella; Raninculus +

20 — d.) Stipulatus. fig. 118. b. Constando de estipulas. Papilionaceæ. V. Stipula. (68)

+

— Membranatus. Sendo chato á maneira de huma folha, e parece ter azas + por causa das suas membranas longitudinaes. Scrophularia aquatica.

+

— Bulbiferus. Que contem corpos carnosos, isto he, bulbosos. Allium carinatum na umbella; Raninculus ficaria nas axillas, donde sahem os ramos.

- -

Pela composiçaõ.

+ +

Pela composiçaõ.

-

21. — a.) Enodis, aequalis. Destituido de articulações, ou nós.

-

— Simplex. Continuado com a mesma ordem até á sua ponta. Aquilegia vulgaris.

-

— Simplicissimus. Quando apenas apparecem alguns pequenos ramos.

-

— Integer. Naõ sendo dividido, ou simplicissimo, apenas com alguns ramos +

21. — a.) Enodis, aequalis. Destituido de articulações, ou nós.

+

— Simplex. Continuado com a mesma ordem até á sua ponta. Aquilegia vulgaris.

+

— Simplicissimus. Quando apenas apparecem alguns pequenos ramos.

+

— Integer. Naõ sendo dividido, ou simplicissimo, apenas com alguns ramos estreitos.

-

22. Compositus. Caule dividido em ramos.

-

— b.) Articulatus, geniculatus. fig. 114. Quando consta de articulaçoens, que saõ os +

22. Compositus. Caule dividido em ramos.

+

— b.) Articulatus, geniculatus. fig. 114. Quando consta de articulaçoens, que saõ os espaços das juncturas, ou nós. Oxalis. Hibiscus. Piper.

-

Articulatio. He a uniaõ das partes, que constaõ de nós.

-

Internodium. He o espaço, que medêa entre os nós.

-

— Prolifer. Quando lança os ramos do seu apice. Pinus sylvestris.

-

— Dichotomus. fig. 116. Dividindo-se sempre na sua continuaçaõ em dous. Valeriana +

Articulatio. He a uniaõ das partes, que constaõ de nós.

+

Internodium. He o espaço, que medêa entre os nós.

+

— Prolifer. Quando lança os ramos do seu apice. Pinus sylvestris.

+

— Dichotomus. fig. 116. Dividindo-se sempre na sua continuaçaõ em dous. Valeriana locusta, Cerastium suffruticosum.

-

— Distichus. Com duas ordens de ramos. Rosæ pimpinelloides.

-

— Subdivisus. Cada ramo dividido em outros, e estes em mais. Isatis tinctoria.

-

— Fulcratus. Se hum ramo sustenta quasi outro. Ficus indica.

-

— Brachiatus. fig. 117. Constando de ramos oppostos, e formando entre si como humas +

— Distichus. Com duas ordens de ramos. Rosæ pimpinelloides.

+

— Subdivisus. Cada ramo dividido em outros, e estes em mais. Isatis tinctoria.

+

— Fulcratus. Se hum ramo sustenta quasi outro. Ficus indica.

+

— Brachiatus. fig. 117. Constando de ramos oppostos, e formando entre si como humas tantas cruzes. Mercurialis annua.

-

Brachia. Nas arvores saõ os - ramos mais grossos; nos quaes se divide o Tronco, +

Brachia. Nas arvores saõ os + ramos mais grossos; nos quaes se divide o Tronco, tomando-se a similhança dos braços do Homem.

-

23. — c.) Subramosus. Constando de poucos ramos lateraes. Delphinium consolida.

-

— Ramosus. Com muitos ramos lateraes. Veronica beccabunga.

-

— Ramosissimus, seu subdivisus. Sendo cheio de muitos ramos desordenados. Gallium +

23. — c.) Subramosus. Constando de poucos ramos lateraes. Delphinium consolida.

+

— Ramosus. Com muitos ramos lateraes. Veronica beccabunga.

+

— Ramosissimus, seu subdivisus. Sendo cheio de muitos ramos desordenados. Gallium saxatile.

-

— d.) Virgatus. Dotado de muitos pequenos ramos desiguaes, debeis, flexiveis, +

— d.) Virgatus. Dotado de muitos pequenos ramos desiguaes, debeis, flexiveis, formando entre si varios feixes. Antirrhinum genistifolium. Betula alba.

-

— Paniculatus. Dividido em varios ramos e estes subdivididos em outros ramos mais +

— Paniculatus. Dividido em varios ramos e estes subdivididos em outros ramos mais pequenos. (103.) Panicula

-

— Fastigiatus. Quando os ramos se levantaõ em feixe de tal forma, que ficaõ iguaes +

— Fastigiatus. Quando os ramos se levantaõ em feixe de tal forma, que ficaõ iguaes como se fossem cortados horizontalmente; e assim se chamaõ fastigiati flores, quando - os peciolos elevaõ as fructificaçoens em hum + os peciolos elevaõ as fructificaçoens em hum feixe. &c.

-

e) — Patens. Se muitos troncos, que nascem +

e) — Patens. Se muitos troncos, que nascem da raiz se afastaõ entre si formando angulos agudos.

-

— Divaricatus. Opposto ao coarctado, ou apertado, quando o - tronco lança muitos caules - perto da terra sendo muito distantes entre si, e formando com o tronco +

— Divaricatus. Opposto ao coarctado, ou apertado, quando o + tronco lança muitos caules + perto da terra sendo muito distantes entre si, e formando com o tronco hum angulo obtuzo.

- RAMI. Os ramos. + RAMI. Os ramos.
-

24. RAMIS, s. Brachiis. Os ramos saõ partes do caule.

-

a.) Structura caulis. Os ramos saõ da mesma figura, e estructura do - caule.

-

Structura frondis. fig. 108. He huma especie de tronco formado do ramo, - e da folha, e muitas vezes contem a fructificaçaõ, e he proprio dos Fetos, e das Palmeiras. Asplenium scolopendria.

-

Palmites. As continuaçoens muito subtis dos ramos.

-

Flagella. Da-se lhe este nome, quando saõ as ditas compridas.

-

Malleolus, surculus, germen. Da-se este nome a outros ramos, que sahem destes +

24. RAMIS, s. Brachiis. Os ramos saõ partes do caule.

+

a.) Structura caulis. Os ramos saõ da mesma figura, e estructura do + caule.

+

Structura frondis. fig. 108. He huma especie de tronco formado do ramo, + e da folha, e muitas vezes contem a fructificaçaõ, e he proprio dos Fetos, e das Palmeiras. Asplenium scolopendria.

+

Palmites. As continuaçoens muito subtis dos ramos.

+

Flagella. Da-se lhe este nome, quando saõ as ditas compridas.

+

Malleolus, surculus, germen. Da-se este nome a outros ramos, que sahem destes flagella no seguinte anno.

-

25. Pela situaçaõ dos Ramos.

-

— b.) Alternis. Quando os ramos se seguem huns depois dos outros, formando assim a +

25. Pela situaçaõ dos Ramos.

+

— b.) Alternis. Quando os ramos se seguem huns depois dos outros, formando assim a figura de huma escada. Herniaria glabra.

-

— Distichis. He quando os ramos, que se sahem em qualquer parte do - tronco estaõ virados somente para dous lados.

-

— Sparsis. Naõ conservando os ramos ordem regular.

-

— Confertis. Sendo os ramos tantos, que pareçem occultar o caule, +

— Distichis. He quando os ramos, que se sahem em qualquer parte do + tronco estaõ virados somente para dous lados.

+

— Sparsis. Naõ conservando os ramos ordem regular.

+

— Confertis. Sendo os ramos tantos, que pareçem occultar o caule, deixando apenas hum pequeno espaço entre si.

-

— Oppositis. Quando os ramos a dous, e dous, mas hum em cada lado, vem com os outros +

— Oppositis. Quando os ramos a dous, e dous, mas hum em cada lado, vem com os outros inferiores a formar como huma cruz.

-

— Verticillatis. Quando muitos ramos cercaõ o tronco, postos todos ao - redor do mesmo tronco nas articulaçoens, e este saõ pelo numero terni, +

— Verticillatis. Quando muitos ramos cercaõ o tronco, postos todos ao + redor do mesmo tronco nas articulaçoens, e este saõ pelo numero terni, quaterni, quini, seni, septeni, octoni. Asperula odorata, Gallium.

-

26. A situaçaõ dos Ramos no caule.

-

c.) — Erectis. Quando formaõ na sua base angulo agudo com o tronco, ou +

26. A situaçaõ dos Ramos no caule.

+

c.) — Erectis. Quando formaõ na sua base angulo agudo com o tronco, ou saõ quasi a perpendiculo. Delphinium consolida.

- -

— Coarctatis. Se encostaõ ao mesmo tronco formando hum angulo muito + +

— Coarctatis. Se encostaõ ao mesmo tronco formando hum angulo muito agudo, e continuando assim até á summidade da planta.

-

— Divergentibus. Formaõ com o tronco hum angulo recto.

-

— Divaricatis. He quando os ramos formaõ sem ordem grandes angulos obtuzos - apartando-se assim muito do tronco. Cucubalus bacciferus.

-

Em varios modos arqueados, e variados.

-

— Deflexis. Encurvados, formando hum arco da parte inferior do +

— Divergentibus. Formaõ com o tronco hum angulo recto.

+

— Divaricatis. He quando os ramos formaõ sem ordem grandes angulos obtuzos + apartando-se assim muito do tronco. Cucubalus bacciferus.

+

Em varios modos arqueados, e variados.

+

— Deflexis. Encurvados, formando hum arco da parte inferior do tronco.

-

— Reflexis, inflexis. Quando a ponta do ramo inclina para o tronco pela +

— Reflexis, inflexis. Quando a ponta do ramo inclina para o tronco pela parte superior.

-

— Retro-flexis. Sendo estendidos para a parte exterior, fazendo varias +

— Retro-flexis. Sendo estendidos para a parte exterior, fazendo varias curvaturas,

-

— Fulcratis. Sendo taõ deflexos, que chegaõ +

— Fulcratis. Sendo taõ deflexos, que chegaõ a tocar a terra, e a raiz da mesma planta. Ficus. Gallium sylvaticum.

-

27. d.) Em quanto ao comprimento dos ramos regular-nos-hemos pelo comprimento do - caule:

-

— Longis. Sendo mais compridos, que o caule.

-

— Brevibus. Sendo menores.

-

— Patentibus. Sahindo do caule, e formando angulo recto.

+

27. d.) Em quanto ao comprimento dos ramos regular-nos-hemos pelo comprimento do + caule:

+

— Longis. Sendo mais compridos, que o caule.

+

— Brevibus. Sendo menores.

+

— Patentibus. Sahindo do caule, e formando angulo recto.

- FOLIA + FOLIA
-

28. FOLIA. As folhas saõ os orgaõs do movimento da +

28. FOLIA. As folhas saõ os orgaõs do movimento da planta.

-

29. Em quanto á terminaçaõ. Considera-se o lugar, situaçaõ, inserçaõ, ou +

29. Em quanto á terminaçaõ. Considera-se o lugar, situaçaõ, inserçaõ, ou direcçaõ.

-

Em quanto ao lugar, no qual estaõ unidas as folhas .

- -

— 1.) Radicalia, radicantia. Sahindo as folhas immediatamente da raiz. Campanula rotundifolia.

-

— 2.) Caulina. Do caule.

-

— 3.) Ramea fig.90. Nascendo estas folhas +

Em quanto ao lugar, no qual estaõ unidas as folhas .

+ +

— 1.) Radicalia, radicantia. Sahindo as folhas immediatamente da raiz. Campanula rotundifolia.

+

— 2.) Caulina. Do caule.

+

— 3.) Ramea fig.90. Nascendo estas folhas pelos ramos.

-

— 4.) Axillaria. Nascendo a folha entre o ramo, e o caule, - ou no angulo, que forma o ramo com o caule.

-

— Subaxillaria que nascem inferiormente ao ramo, ou angulo. Serratula.

-

— 5.) Floralia. fig. 91. Nascendo donde sahe a flor, ou nos pedunculos, e por se conservarem, he que - differem das bracteas, que +

— 4.) Axillaria. Nascendo a folha entre o ramo, e o caule, + ou no angulo, que forma o ramo com o caule.

+

— Subaxillaria que nascem inferiormente ao ramo, ou angulo. Serratula.

+

— 5.) Floralia. fig. 91. Nascendo donde sahe a flor, ou nos pedunculos, e por se conservarem, he que + differem das bracteas, que cahem. Salvia.

-

— 6.) Seminalia. fig. 88. As primeiras folhas, que sahem - da semente, que dantes foraõ os cotyledones, e estas cahem. Brassica +

— 6.) Seminalia. fig. 88. As primeiras folhas, que sahem + da semente, que dantes foraõ os cotyledones, e estas cahem. Brassica rapa.

-

30. Consideradas em quanto ao numero. 1. 2. 3. poucas folhas, muitas, duas a duas, ou tres a tres &c.

+

30. Consideradas em quanto ao numero. 1. 2. 3. poucas folhas, muitas, duas a duas, ou tres a tres &c.

-

31. Em quanto á sua situaçaõ.

-

— a.) Alterna. fig. 88. ad 90. 140. V. Ramo alterni. Borrago officinalis.

-

— Bifaria. Sendo disticha.

-

— Disticha. (25.) As folhas postas nos dous +

31. Em quanto á sua situaçaõ.

+

— a.) Alterna. fig. 88. ad 90. 140. V. Ramo alterni. Borrago officinalis.

+

— Bifaria. Sendo disticha.

+

— Disticha. (25.) As folhas postas nos dous lados do ramo. Pinus, Abies.

-

— Sparsa. Naõ observando as folhas ordem +

— Sparsa. Naõ observando as folhas ordem alguma. Epilobium angustifolium.

-

— Conferta. Quando saõ tantas, e taõ unidas entre si, que cobrem o - tronco, ou caule donde sahem.

-

— Fasciculata. fig. 107. Nascendo muitas folhas; e distinctas do mesmo ponto. Pinus larix.

-

Pelo numero bina, terna, quaterna.

-

— Imbricata. fig. 106. Folhas elevadas rectamente, e unidas de tal forma entresi, que +

— Conferta. Quando saõ tantas, e taõ unidas entre si, que cobrem o + tronco, ou caule donde sahem.

+

— Fasciculata. fig. 107. Nascendo muitas folhas; e distinctas do mesmo ponto. Pinus larix.

+

Pelo numero bina, terna, quaterna.

+

— Imbricata. fig. 106. Folhas elevadas rectamente, e unidas de tal forma entresi, que humas cobrem a base ás outras; e muitas vezes até ao meio. Euphorbia paralias.

-

— Confluentia. Diz-se das folhas, que saõ +

— Confluentia. Diz-se das folhas, que saõ distinctas entre si, mas muito unidas na sua base, formando angulo agudo,

-

— Coadunata. Unindo-se varias folhas, que +

— Coadunata. Unindo-se varias folhas, que parece crescerem de huma base só.

-

— Approximata. Deixando pequeno espaço entre as suas bases.

-

— Remota. Sendo estas folhas distantes humas +

— Approximata. Deixando pequeno espaço entre as suas bases.

+

— Remota. Sendo estas folhas distantes humas das outras. Polypodium fragile.

-

32. b.) Opposita. fig. 82. ad 86. 103. Quando as folhas do caule se achaõ duas e duas, porem dispostas em cada +

32. b.) Opposita. fig. 82. ad 86. 103. Quando as folhas do caule se achaõ duas e duas, porem dispostas em cada lado á maneira de cruz. Veronica teucrium.

-

— Decussata. Quando as folhas postas a quatro +

— Decussata. Quando as folhas postas a quatro e quatro oppostas, vendo-se a planta verticalmente mostraõ, ou parecem ser divididas entre quatro partes.

-

— Stellata. As folhas reprezentaõ a figura de - estrela, com 6. folhas. Rubia tinctorum.

-

— Verticillata. fig. 101. 102. O caule he cercado por mais de duas folhas; e do numero destas se diz terna, quaterna, +

— Stellata. As folhas reprezentaõ a figura de + estrela, com 6. folhas. Rubia tinctorum.

+

— Verticillata. fig. 101. 102. O caule he cercado por mais de duas folhas; e do numero destas se diz terna, quaterna, quina, sena. Lilium martagon. Asperula odorata.

-

— Squamosa. Sendo as folhas mettidas no - caule como outras tantas escamas.

+

— Squamosa. Sendo as folhas mettidas no + caule como outras tantas escamas.

-

33. Em quanto á sua direcçaõ.

-

— a.) Erecta fig. 83. Formando com o caule hum angulo bem agudo, ou - subindo quasi pendicularmente. Colchicum autumnale.

-

— Stricta. Sendo inteiramente perpendicular com o caule. Tragopogom +

33. Em quanto á sua direcçaõ.

+

— a.) Erecta fig. 83. Formando com o caule hum angulo bem agudo, ou + subindo quasi pendicularmente. Colchicum autumnale.

+

— Stricta. Sendo inteiramente perpendicular com o caule. Tragopogom pratense.

-

— Rectissima. He o mesmo que stricta.

-

— Rigida. Sendo apenas flexiveis. Gallium uliginosum.

-

— Adpressa. Quando o meio, ou disco da - folha se approxima, ou se une ao mesmo caule. Thlaspi bursa +

— Rectissima. He o mesmo que stricta.

+

— Rigida. Sendo apenas flexiveis. Gallium uliginosum.

+

— Adpressa. Quando o meio, ou disco da + folha se approxima, ou se une ao mesmo caule. Thlaspi bursa pastoris.

-

— Patentia. fig. 84. He o contrario do termo adpressa, ou quando as folhas rectas formaõ com o caule +

— Patentia. fig. 84. He o contrario do termo adpressa, ou quando as folhas rectas formaõ com o caule angulo quasi reto. Sedum album.

-

— Horizontalia. fig. 85. Apartando-se do caule em angulo recto. Lactuca +

— Horizontalia. fig. 85. Apartando-se do caule em angulo recto. Lactuca virosa.

-

— Assurgentia. Encurvando-se na sua base, e elevando depois a sua ponta +

— Assurgentia. Encurvando-se na sua base, e elevando depois a sua ponta perpendicularmente.

-

— Inflexa-incurva. fig. 82. Encurvando-se superiormente para a parte do - caule.

-

— Reclinata. fig. 86. Curvando-se para baixo, de tal sorte, que a ponta seja inferior +

— Inflexa-incurva. fig. 82. Encurvando-se superiormente para a parte do + caule.

+

— Reclinata. fig. 86. Curvando-se para baixo, de tal sorte, que a ponta seja inferior á base. Hypericum.

-

— Reflexa. Saõ as folhas oppostas ás +

— Reflexa. Saõ as folhas oppostas ás inflexas.

-

— Recurvata. Elevando-se para cima em linha curva. Plantago psyllium.

-

— Revoluta. fig. 87. Recurvando-se para a parte superior á maneira de espira. +

— Recurvata. Elevando-se para cima em linha curva. Plantago psyllium.

+

— Revoluta. fig. 87. Recurvando-se para a parte superior á maneira de espira. Teucrium supinum.

-

— Dependentia. Tendo a ponta virada para á terra. Cichorium.

-

— Declinata. Dobrando-se para baixo à maneira de quilha de barco.

+

— Dependentia. Tendo a ponta virada para á terra. Cichorium.

+

— Declinata. Dobrando-se para baixo à maneira de quilha de barco.

-

34. — b.) Obliqua. Quando a base vira para cima, e a ponta para baixo. +

34. — b.) Obliqua. Quando a base vira para cima, e a ponta para baixo. Fritillaria.

-

— Adversa. Folhas, que viraõ o lado ao meio dia. Amomum zingiber.

- -

— Verticalia, obversa. Diz-se das folhas, +

— Adversa. Folhas, que viraõ o lado ao meio dia. Amomum zingiber.

+ +

— Verticalia, obversa. Diz-se das folhas, cuja base he taõ estreita, que parece o apice; e assim se diz obverse-ovata, ou obverse-cordata ou verticalmente oval, de feitio de coraçaõ. Em lugar de obverse poem-se sómente ob, assim dizendo-se vg. obovata entendese, que a base da figura oval - he o apice da folha, e o apice da dita figura he a base da + he o apice da folha, e o apice da dita figura he a base da folha .

-

— Resupinata. Quando a parte interior, ou superior da folha vira para a +

— Resupinata. Quando a parte interior, ou superior da folha vira para a terra, e a inferior para o ceo.

-

35. c.) Submersa, seu demersa. Estando as folhas escondidas debaixo da superficie da agua. Ranunculus aquatilis.

-

— Natantia. Nadando as folhas pela superficie +

35. c.) Submersa, seu demersa. Estando as folhas escondidas debaixo da superficie da agua. Ranunculus aquatilis.

+

— Natantia. Nadando as folhas pela superficie da agua. Nymphæa.

-

— Radicata. Quando as mesmas folhas lançaõ no - disco inferior raizes como em algumas Algas.

-

— Radicantia. Sahindo raiz da extremidade, ou apice da folha. Saxifraga +

— Radicata. Quando as mesmas folhas lançaõ no + disco inferior raizes como em algumas Algas.

+

— Radicantia. Sahindo raiz da extremidade, ou apice da folha. Saxifraga cotyledon.

-

36. Em quanto á inserçaõ, ou uniaõ da folha com o peciolo.

-

— a.) Petiolata. fig. 93. Tendo a folha na margem da sua base hum peciolo (62), ou pé, por meio do qual se une ao - tronco, ou ramo. Verbascum nigrum.

-

— Peltata, seu umbilicata. fig. 92. Quando o peciolo se - une ao meio da folha, e naõ á margem, nem á base. Tropæolum majus.

+

36. Em quanto á inserçaõ, ou uniaõ da folha com o peciolo.

+

— a.) Petiolata. fig. 93. Tendo a folha na margem da sua base hum peciolo (62), ou pé, por meio do qual se une ao + tronco, ou ramo. Verbascum nigrum.

+

— Peltata, seu umbilicata. fig. 92. Quando o peciolo se + une ao meio da folha, e naõ á margem, nem á base. Tropæolum majus.

-

37. b.) Sessilia. fig. 94. Sendo distituidas de peciolo; - e por isto unidas immediatamente ao caule. Veronica teucrium.

-

— Inserta. Pegadas ao caule.

-

— Adnata. fig. 94. Quando se unem ao caule com a parte mais ampla da superficie da base.

-

— Coadnata. Muitas folhas se unem entre +

37. b.) Sessilia. fig. 94. Sendo distituidas de peciolo; + e por isto unidas immediatamente ao caule. Veronica teucrium.

+

— Inserta. Pegadas ao caule.

+

— Adnata. fig. 94. Quando se unem ao caule com a parte mais ampla da superficie da base.

+

— Coadnata. Muitas folhas se unem entre si.

-

— Connata. fig. 98. As folhas oppostas (98) +

— Connata. fig. 98. As folhas oppostas (98) se unem pela sua base huma á outra. Lonicera. Dipsacus fullonum.

-

— Decurrentia. fig. 95. A folha se acha unida ao caule sem - peciolo, mas a sua base se estende pelo - caule abaixo. Verbascum thapsus, Carduus.

-

— Amplexicaulia, fig. 96. Quando a base da folha cerca trasversalmente - ao caule. Salvia pratensis, Hyoscyamus niger.

-

— Semi, seu subamplexi-caulia. Quando cercaõ a metade do caule ao +

— Decurrentia. fig. 95. A folha se acha unida ao caule sem + peciolo, mas a sua base se estende pelo + caule abaixo. Verbascum thapsus, Carduus.

+

— Amplexicaulia, fig. 96. Quando a base da folha cerca trasversalmente + ao caule. Salvia pratensis, Hyoscyamus niger.

+

— Semi, seu subamplexi-caulia. Quando cercaõ a metade do caule ao menos.

-

— Perfoliata. fig. 97. Se a base da folha cinge transversalmente o - caule por huma e outra parte. Bupleurum rotundifolium.

-

— Vaginantia. fig. 99. Quando a base da folha forma hum tubo, com que - reveste o caule, sendo este tubo de figura cylindrica. Gramina, +

— Perfoliata. fig. 97. Se a base da folha cinge transversalmente o + caule por huma e outra parte. Bupleurum rotundifolium.

+

— Vaginantia. fig. 99. Quando a base da folha forma hum tubo, com que + reveste o caule, sendo este tubo de figura cylindrica. Gramina, Polygonum, Rumex.

-

38. Pela estructura, e figura.

-

— a.) Orbiculatum. fig. 1. Tendo o diametro longitudinal igual ao +

38. Pela estructura, e figura.

+

— a.) Orbiculatum. fig. 1. Tendo o diametro longitudinal igual ao transversal, formando deste modo huma figura circular. Geranium sanguineum.

-

— a.) Subrotundum, fig. 2. Tendo a figura quasi orbicular. Ranunculus hederaceus.

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— Rotundum. A circuferencia da folha he privada de angulos, ou +

— a.) Subrotundum, fig. 2. Tendo a figura quasi orbicular. Ranunculus hederaceus.

+

— Rotundum. A circuferencia da folha he privada de angulos, ou excavaçoens. Polygala amara.

-

— Obverse-ovatum. Estando a parte mais estreita da folha pegada ao peciolo .

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— Ovatum. fig. 3. O diametro longitudinal excede o transversal, e a sua base forma hum segmento - circular, mas a folha he mais apertada na sua ponta. Scabiosa +

— Obverse-ovatum. Estando a parte mais estreita da folha pegada ao peciolo .

+

— Ovatum. fig. 3. O diametro longitudinal excede o transversal, e a sua base forma hum segmento + circular, mas a folha he mais apertada na sua ponta. Scabiosa succisa.

-

— Ovale, seu ellipticum. fig. 4. He quando o diametro longitudinal +

— Ovale, seu ellipticum. fig. 4. He quando o diametro longitudinal excede o transversal, sendo as extremidades apertadas, da mesma largura. Vicia sylvatica.

-

39. — b.) Oblongum. fig. 5. O diametro longitudinal da +

39. — b.) Oblongum. fig. 5. O diametro longitudinal da folha excede algumas vezes o transversal, sendo huma, e outra extremidade mais estreita, que hum segmento de circulo. Salvia pratensis.

-

— Parabolicum. fig 110. O diametro longitudinal da folha +

— Parabolicum. fig 110. O diametro longitudinal da folha excede o transversal; e desde a base subindo pelo apice se vai adelgaçando, e formando huma figura semi-oval. Amaryllis minor.

-

— Ellypticum. Á maneira de lança com a largura da folha ovata.

-

— Cuneiforme fig. 45. Quando a folha se adelgaça pouco, e pouco para sua - base, e o diametro longitudinal excede o transversal. Portulaca +

— Ellypticum. Á maneira de lança com a largura da folha ovata.

+

— Cuneiforme fig. 45. Quando a folha se adelgaça pouco, e pouco para sua + base, e o diametro longitudinal excede o transversal. Portulaca oleracea.

-

— Spathulatum. fig. 109. A base da folha he alguma cousa apertada, ou +

— Spathulatum. fig. 109. A base da folha he alguma cousa apertada, ou linear, sendo redonda para a sua ponta, á maneira de espatula. Campanula americana.

-

— Digitatum. A folha, com as suas divisoens, reprezenta como outros +

— Digitatum. A folha, com as suas divisoens, reprezenta como outros tantos dedos. Helleborus viridis. Eupatorium cannabinum.

-

— Auritum. Reprezenta a figura de huma auricula, ou orelha. Jungermania complanata.

-

— Pubescens. Folha cuberta de certos villos á maneira de buço. Plantago media.

- -

— Tesselatum. Folha pintada de malhas quadradas.

-

— Acutum. Acabando em angulo. Scorzonera laciniata.

+

— Auritum. Reprezenta a figura de huma auricula, ou orelha. Jungermania complanata.

+

— Pubescens. Folha cuberta de certos villos á maneira de buço. Plantago media.

+ +

— Tesselatum. Folha pintada de malhas quadradas.

+

— Acutum. Acabando em angulo. Scorzonera laciniata.

-

40. As folhas consideradas pelos seus +

40. As folhas consideradas pelos seus angulos.

-

c.) Rotundatum, sive rotundum. Sendo a folha privada de angulos. Lactuca +

c.) Rotundatum, sive rotundum. Sendo a folha privada de angulos. Lactuca sativa.

-

— Lanceolatum fig. 6. Sendo a folha comprida, adelgaçada de huma, e +

— Lanceolatum fig. 6. Sendo a folha comprida, adelgaçada de huma, e outra parte para as suas extremidades. Plantago lanceolata.

-

— Subulatum. fig. 8. Folha linear inferiormente, que se +

— Subulatum. fig. 8. Folha linear inferiormente, que se vai adelgaçando para a ponta pouco, e pouco. Antirrhinum laucum.

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— Lineare. fig. 7. Sendo da mesma largura em todo o comprimento, mas ás vezes algum +

— Lineare. fig. 7. Sendo da mesma largura em todo o comprimento, mas ás vezes algum tanto estreita em ambas as extremidades. Gallium. verum.

-

— Acerosum. fig. 105. Folha linear de igual largura na +

— Acerosum. fig. 105. Folha linear de igual largura na parte inferior, aspera, persistente, que dura por todo o anno. Pinnus, Juniperus.

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— Glandulosum. Achaõ-se algumas glandulas nas suas excavaçoens, que saõ feitas á maneira de serra. Salix +

— Glandulosum. Achaõ-se algumas glandulas nas suas excavaçoens, que saõ feitas á maneira de serra. Salix persica.

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41. Em quanto aos seus angulos

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ANGULI. Saõ partes elevadas da folha; Sinus he huma excavaçaõ na margem - da folha.

-

— Integrum s. indivisum. Naõ se dividindo a folha, nem constando de +

41. Em quanto aos seus angulos

+

ANGULI. Saõ partes elevadas da folha; Sinus he huma excavaçaõ na margem + da folha.

+

— Integrum s. indivisum. Naõ se dividindo a folha, nem constando de angulos, ou excavaçoens algumas.

-

— Integerrimum. Sem angulos; mas com excavaçoens.

-

— Triangulare. Com tres angulos, dous na base, e hum no apice. Atriplex +

— Integerrimum. Sem angulos; mas com excavaçoens.

+

— Triangulare. Com tres angulos, dous na base, e hum no apice. Atriplex hortensis.

-

— Quadrangulare. Constando de quatro angulos.

-

— Quinquangulare. De cinco angulos.

- -

— Deltoideum, fig. 58. Por alguma semelhança; que tem com a letra grega Delta. A - folha he romboidal, e os dous angulos lateraes menos se - afastaõ da base da folha. Populus nigra.

-

— Rhombeum. Os quatro lados da folha saõ parallelos, e iguaes. +

— Quadrangulare. Constando de quatro angulos.

+

— Quinquangulare. De cinco angulos.

+ +

— Deltoideum, fig. 58. Por alguma semelhança; que tem com a letra grega Delta. A + folha he romboidal, e os dous angulos lateraes menos se + afastaõ da base da folha. Populus nigra.

+

— Rhombeum. Os quatro lados da folha saõ parallelos, e iguaes. Chenopodium vulvaria.

-

— Trapeziforme. Os lados da folha nem saõ iguaes, nem parallelos.

+

— Trapeziforme. Os lados da folha nem saõ iguaes, nem parallelos.

-

42. Consideradas em quanto ás excavaçoens da sua circuferencia.

-

a.) Cordatum fig. 10. He huma folha oval (38); excavada na sua base, +

42. Consideradas em quanto ás excavaçoens da sua circuferencia.

+

a.) Cordatum fig. 10. He huma folha oval (38); excavada na sua base, destituida de angulos posteriores. Veronica teucrium.

-

Obverse-cordatum. Quando o cume, ou apice da figura do coraçaõ está pegado ao peciolo. Trifolium arvense.

-

— Reniforme fig. 9 Folha quasi redonda (38); excavada na +

Obverse-cordatum. Quando o cume, ou apice da figura do coraçaõ está pegado ao peciolo. Trifolium arvense.

+

— Reniforme fig. 9 Folha quasi redonda (38); excavada na sua base, e destituida de angulos posteriores. Campanula rotundifolia.

-

— Lunatum, lunulatum, fig. 11. Folha quasi redonda (38), +

— Lunatum, lunulatum, fig. 11. Folha quasi redonda (38), excavada na base; porem com angulos posteriores encurvados. Sagittaria indica.

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— Sagittatum. fig. 13. He folha triangular (41); excavada na sua base, +

— Sagittatum. fig. 13. He folha triangular (41); excavada na sua base, com angulos posteriores. Rumex acetosa. Convolvus arvensis.

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— Cordato-sagittatum, fig. 14. As Margens convexas como o sagittatum, exceptuando os +

— Cordato-sagittatum, fig. 14. As Margens convexas como o sagittatum, exceptuando os lados mais elevados. Convolvulus Smilax.

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— Cordato-ovatum-ovale. A folha partecipa da figura de coraçaõ com a +

— Cordato-ovatum-ovale. A folha partecipa da figura de coraçaõ com a figura oval.

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— Hastatum. fig. 15. folha triangular (41) com base, cujos lados saõ excavados com angulos estendidos, e revirados abaixo, como +

— Hastatum. fig. 15. folha triangular (41) com base, cujos lados saõ excavados com angulos estendidos, e revirados abaixo, como huma lança. Solanum dulcamara.

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— Capillare. Delgada como os cabellos.

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— Setaceum. Com a figura de huma seda. Asparagus officinalis.

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— Runcinatum. Constando a folha de excavaçoens elevadas, horizontaes, +

— Capillare. Delgada como os cabellos.

+

— Setaceum. Com a figura de huma seda. Asparagus officinalis.

+

— Runcinatum. Constando a folha de excavaçoens elevadas, horizontaes, convexas pela parte anterior, e transversas pela parte posteiror. Sisymbrium, Erysimum officinale.

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— Panduriforme. He huma folha - oblonga (39); mais larga - superiormente, com o apice, e a base elevada; o apice alguma cousa connivente, e inferiormente mais larga, e +

— Panduriforme. He huma folha + oblonga (39); mais larga + superiormente, com o apice, e a base elevada; o apice alguma cousa connivente, e inferiormente mais larga, e nos lados apertada. Ramex pulcher.

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43 b.) Fissum. As margens da folha se dividem rectamente com incisuras +

43 b.) Fissum. As margens da folha se dividem rectamente com incisuras iguaes na largura, e pelo numero destas divizoens he que se diz bi, tri, quatuor, multifidum conforme as divizoens. Multifidum. Aesculus hippocastanum. Trisidum. Reseda lutea.

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— Bifidum. fig. 16. He a folha superiormente dividida em duas partes, ou - lacinias, ficando as +

— Bifidum. fig. 16. He a folha superiormente dividida em duas partes, ou + lacinias, ficando as margens interiores rectas.

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— Lobatum. fig. 17. 19. A folha dividida para o meio em partes distantes +

— Lobatum. fig. 17. 19. A folha dividida para o meio em partes distantes com as margens convexas. Hedera helix.

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— Trilobum. 19. Folha dividida até o meio em tres partes distantes, com as margens +

— Trilobum. 19. Folha dividida até o meio em tres partes distantes, com as margens convexas; do numero destas excavaçoens se servem tambem os Botanicos, e assim se diz 2- 3- 4- 5- lobum.

-

— Lingulatum folium. Folha da mesma largura em todo o +

— Lingulatum folium. Folha da mesma largura em todo o comprimento, e na parte debaixo convexa.

- -

— Partitum. fig. 28. As divisoens da folha chegaõ até á base da mesma. + +

— Partitum. fig. 28. As divisoens da folha chegaõ até á base da mesma. Dracocephalum. Austriacum, e pelo numero destas divizoens se diz 2- 3- 4- 5- partitum, Multipartitum. Ranunculus polyanthemos, Aquilegia vulgaris.

-

— Divisum. Tendo profundas, e grandes lacinias, ou abas. Centaurea solstitia.

-

— Obsolete-lobatum. As excavaçoens da folha apenas apparecem.

-

— Palmatum, fig. 22. Dividindo-se a folha em muitas partes quasi iguaes, - pelo seu comprimento, mas em hum só corpo junto á base da mesma folha; - isto he fazendo a folha varias excavaçoens, que descem abaixo do meio da - mesma folha. Vitis vinifera. Ranunculus sceleratus.

-

— Flabelliforme. A folha, que forma a figura de leque.

-

— Lyratum. fig. 76. Chama-se aquella folha, que sendo dividida +

— Divisum. Tendo profundas, e grandes lacinias, ou abas. Centaurea solstitia.

+

— Obsolete-lobatum. As excavaçoens da folha apenas apparecem.

+

— Palmatum, fig. 22. Dividindo-se a folha em muitas partes quasi iguaes, + pelo seu comprimento, mas em hum só corpo junto á base da mesma folha; + isto he fazendo a folha varias excavaçoens, que descem abaixo do meio da + mesma folha. Vitis vinifera. Ranunculus sceleratus.

+

— Flabelliforme. A folha, que forma a figura de leque.

+

— Lyratum. fig. 76. Chama-se aquella folha, que sendo dividida transversalmente, saõ maiores as divizoens superiores, e as inferiores mais pequenas, e mais apartadas humas das outras. Geum urbanum, Sisymbrium arenosum.

-

— Pinnatisidum. fig. 23. Folha dividida em divizoens - compridas, e horizontaes, ou +

— Pinnatisidum. fig. 23. Folha dividida em divizoens + compridas, e horizontaes, ou lacinias, ou abas compridas. Scabiosa arvensis.

-

— Sinuatum fig. 25. Os lados da folha tem excavaçoens dilatadas, ou +

— Sinuatum fig. 25. Os lados da folha tem excavaçoens dilatadas, ou largas, mas naõ profundas, formando assim pequenas abas. Hyosciamus niger.

-

— Sinuatum retrorsum fig. 27 As abas agudas saõ viradas para a base.

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— Sinuato-dentatum. fig. 26. As abas lateraes saõ lineares, ou da mesma largura em +

— Sinuatum retrorsum fig. 27 As abas agudas saõ viradas para a base.

+

— Sinuato-dentatum. fig. 26. As abas lateraes saõ lineares, ou da mesma largura em todo o seu comprimento.

- -

— Dissectum, sive incisum. Que contem varias divizoens, ou incizoens. Ligusticum + +

— Dissectum, sive incisum. Que contem varias divizoens, ou incizoens. Ligusticum levisticum.

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— Laciniatum, fig. 24. Dividindo-se a folha de varios modos, ou em +

— Laciniatum, fig. 24. Dividindo-se a folha de varios modos, ou em partes, cujas partes divididas se tornaõ a dividir sem ordem alguma. Verbena officinalis.

-

— Squarrosum. As divizoens, da folha se extendem por toda a parte, ou - tambem se diz da folha dividida em divizoens elevadas, que naõ saõ - parallelas ao plano da mesma folha.

+

— Squarrosum. As divizoens, da folha se extendem por toda a parte, ou + tambem se diz da folha dividida em divizoens elevadas, que naõ saõ + parallelas ao plano da mesma folha.

-

44. Considerada a folha em quanto á sua margem.

-

Por margem da folha entendem-se todos os lados exteriores, naõ fallando - do disco.

-

— a.) Integerrimum fig. 42. Folha destituida de incizuras, - ou crenas, isto he quando a margem da - folha he linear, e de nenhuma sorte excavada. Lonicera xylosteum.

-

— Crenatum fig. 38. He a margem da folha recortada com angulos, que se +

44. Considerada a folha em quanto á sua margem.

+

Por margem da folha entendem-se todos os lados exteriores, naõ fallando + do disco.

+

— a.) Integerrimum fig. 42. Folha destituida de incizuras, + ou crenas, isto he quando a margem da + folha he linear, e de nenhuma sorte excavada. Lonicera xylosteum.

+

— Crenatum fig. 38. He a margem da folha recortada com angulos, que se naõ inclinaõ, nem para huma, nem para outra parte. Ajuga reptans. Teucrium chamædrys.

-

— Acute-crenatum fig.35. Sendo os angulos agudos.

-

— Obtuse-crenatum. fig. 36. Com os angulos obtusos.

-

Crenae. Saõ incisuras perpendiculares na margem da folha, e obtusas; e +

— Acute-crenatum fig.35. Sendo os angulos agudos.

+

— Obtuse-crenatum. fig. 36. Com os angulos obtusos.

+

Crenae. Saõ incisuras perpendiculares na margem da folha, e obtusas; e sendo obliquas, e agudas se chama folium serratum.

-

— Duplicate crenatum. Nos ditos angulos, ou cortaduras se achaõ outras menores. +

— Duplicate crenatum. Nos ditos angulos, ou cortaduras se achaõ outras menores. Ranunculus auricomus.

- -

— Incisum. Tendo a folha incisuras, e conforme estas diz-se.

-

— Obtuse-incisum. fig, 36. Sendo estes angulos obtuzos.

-

— Acute. fig. 35. Sendo agudos.

-

— Duplicate. fig. 33. Os mesmos angulos saõ recortados segunda vez.

-

— Serratum. fig 31. Sendo a margem da folha cortada por angulos agudos + +

— Incisum. Tendo a folha incisuras, e conforme estas diz-se.

+

— Obtuse-incisum. fig, 36. Sendo estes angulos obtuzos.

+

— Acute. fig. 35. Sendo agudos.

+

— Duplicate. fig. 33. Os mesmos angulos saõ recortados segunda vez.

+

— Serratum. fig 31. Sendo a margem da folha cortada por angulos agudos inclinando estes á sua ponta huns sobre os outros, á maneira dos dentes de serra. Pyrus malus, Rhamnus alaternus.

-

— Duplicato-serratum. Quando ha angulos menores dentro dos dentes maiores.

-

— Serratum retorsum. As pontas das incisuras estaõ viradas para a base. +

— Duplicato-serratum. Quando ha angulos menores dentro dos dentes maiores.

+

— Serratum retorsum. As pontas das incisuras estaõ viradas para a base. Marrubium.

-

— Obsolete-serratum. Com as pontas das incisuras obtusas, ou muito pequenas.

-

— Ciliatum. fig. 50. A margem da folha he chêa de sedas parallelas +

— Obsolete-serratum. Com as pontas das incisuras obtusas, ou muito pequenas.

+

— Ciliatum. fig. 50. A margem da folha he chêa de sedas parallelas dispostas longitudinalmente á maneira das pestanas. Erica tetralix. Sempervivum tectorum.

-

— Dentatum. fig. 30. As pontas horizontaes da folha saõ consistentes sem +

— Dentatum. fig. 30. As pontas horizontaes da folha saõ consistentes sem se inclinarem nem para hum, nem para outro lado, e pelo numero destas divizoens se diz bi, tri, quadri, multidentatum. Veronica camædrys.

-

— Denticulatum. Folhas com incisuras de dentes, ou de serra, mas estas mais agudas. +

— Denticulatum. Folhas com incisuras de dentes, ou de serra, mas estas mais agudas. Epilobium tetragonum.

-

— Spinosum. Na margem, ou na superficie da folha estaõ pontas rijas, e - picantes, que se naõ podem arrancar sem romper a folha. Dracocephalum +

— Spinosum. Na margem, ou na superficie da folha estaõ pontas rijas, e + picantes, que se naõ podem arrancar sem romper a folha. Dracocephalum austriacum.

- -

— Spinosum inerme. Tendo na margem pontas molles, que naõ picaõ.

-

— Cartilagineum, fig. 34. Sendo a margem cartilaginea, differente da - substancia do disco, ou da superficie, Sedum.

+ +

— Spinosum inerme. Tendo na margem pontas molles, que naõ picaõ.

+

— Cartilagineum, fig. 34. Sendo a margem cartilaginea, differente da + substancia do disco, ou da superficie, Sedum.

-

45. — b) Repandum, fig. 46. Sendo a margem da folha chêa de voltas, e +

45. — b) Repandum, fig. 46. Sendo a margem da folha chêa de voltas, e angulos; tendo estes varias excavaçoens, ou segmentos de circulo, e com obtuzas curvaduras entre si afastadas. Chenopodium glaucum.

-

— Lacerum. fig. 24. Folha, cuja margem está cortada de - varios modos, e as suas lacinias saõ desiguaes. Crepis tectorum.

-

— Erosum. fig. 21. Folha sinuatum, cujas excavaçoens - contem outras mui pequenas, e com lacinias desiguaes. Chenopodium album. (43)

-

— Daedaleum. Sendo a folha chêa de angulos nos quaes tambem ha varias - excavaçoens, e estas divididas em muitas partes, e participa das folhas. Repandum, Flexuosum, & Lacerum.

+

— Lacerum. fig. 24. Folha, cuja margem está cortada de + varios modos, e as suas lacinias saõ desiguaes. Crepis tectorum.

+

— Erosum. fig. 21. Folha sinuatum, cujas excavaçoens + contem outras mui pequenas, e com lacinias desiguaes. Chenopodium album. (43)

+

— Daedaleum. Sendo a folha chêa de angulos nos quaes tambem ha varias + excavaçoens, e estas divididas em muitas partes, e participa das folhas. Repandum, Flexuosum, & Lacerum.

-

46. Considerando a folha em quanto á sua ponta, ou extremidade.

-

— a) Obtusum. fig. 40. Terminando a folha em angulo obtuzo, ou quasi em +

46. Considerando a folha em quanto á sua ponta, ou extremidade.

+

— a) Obtusum. fig. 40. Terminando a folha em angulo obtuzo, ou quasi em hum segmento de circulo. Sedum album.

-

— Obtusum cum acumine. Sendo obtusa a folha, porém no meio acaba em +

— Obtusum cum acumine. Sendo obtusa a folha, porém no meio acaba em ponta. Chenopodium vulvaria.

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— Emarginatum. fig. 45. Quando acaba no apice em crena, ou pequena +

— Emarginatum. fig. 45. Quando acaba no apice em crena, ou pequena excavaçaõ. Acer campestre.

-

— Obtuse-emarginatum. Com os lados da incisura obtusos. Sempervivum arboreum.

-

— Acute-emarginatum. Com os lados da incisura agudos.

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— Retusum, fig. 46. Acabando em huma excavaçaõ obtuza. Vicia sativa.

- -

— Præmorsum. fig. 8. Acabando obtuzamente com incizoens desiguaes. Acer +

— Obtuse-emarginatum. Com os lados da incisura obtusos. Sempervivum arboreum.

+

— Acute-emarginatum. Com os lados da incisura agudos.

+

— Retusum, fig. 46. Acabando em huma excavaçaõ obtuza. Vicia sativa.

+ +

— Præmorsum. fig. 8. Acabando obtuzamente com incizoens desiguaes. Acer pensylvanicus.

-

— Truncatum. Acabando no apice em linha transversal. Convolvulus sepium.

+

— Truncatum. Acabando no apice em linha transversal. Convolvulus sepium.

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47. — b) Acutum fig. 41. Acabando em angulo agudo. Rumex crispus.

-

— Acuminatum. fig. 42. Acabando em ponta mui fina, á maneira de sovela (40). Lamium +

47. — b) Acutum fig. 41. Acabando em angulo agudo. Rumex crispus.

+

— Acuminatum. fig. 42. Acabando em ponta mui fina, á maneira de sovela (40). Lamium album.

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— Cuspidatum. He o mesmo que acuminatum, mas com a ponta alguma cousa mais rija, ou +

— Cuspidatum. He o mesmo que acuminatum, mas com a ponta alguma cousa mais rija, ou que acaba com o apice á maneira de seda.

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— Mucronatum. He huma especie do antecedente, mas com a ponta mais comprida, e +

— Mucronatum. He huma especie do antecedente, mas com a ponta mais comprida, e picante, e algum tanto dura, ou que acaba com ponta sahida para fora. Gallium uliginosum.

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— Cirrhosum, cirrhatum. fig. 72. 73. Terminando em cirrhos no apice, isto he, em varios filamentos, por meio dos quaes sobem por +

— Cirrhosum, cirrhatum. fig. 72. 73. Terminando em cirrhos no apice, isto he, em varios filamentos, por meio dos quaes sobem por outros corpos. Lathyrus. Pisum sativum.

-

48. Em quanto á superficie.

-

— a) Pagina superiore. He a superficie da folha, que esta virada para o - cêo, por naõ ser a folha torta.

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— — Inferiore s. prona. Que está virada para a terra.

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— Nudum. Sendo a folha destituida de excrescencias pilosas, verrucosas &c. Daphne cneorum, Mentha vulgaris.

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— Nitidum. A folha he taõ liza, que resplandece á nossa vista. Angelica +

48. Em quanto á superficie.

+

— a) Pagina superiore. He a superficie da folha, que esta virada para o + cêo, por naõ ser a folha torta.

+

— — Inferiore s. prona. Que está virada para a terra.

+

— Nudum. Sendo a folha destituida de excrescencias pilosas, verrucosas &c. Daphne cneorum, Mentha vulgaris.

+

— Nitidum. A folha he taõ liza, que resplandece á nossa vista. Angelica canadensis.

-

— Glabrum. A superficie da folha he lubrica, e sem desigualdade alguma +

— Glabrum. A superficie da folha he lubrica, e sem desigualdade alguma Primula auricula. Plantago major.

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— Lucidum. A folha reprezenta huma substancia vitrea, isto he, quando a folha deixa passar a luz, ou por +

— Lucidum. A folha reprezenta huma substancia vitrea, isto he, quando a folha deixa passar a luz, ou por muitos poros. Hypericum perforatum.

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— Coloratum. A folha tem outra cór, que, naõ he a verde. Amaranthus +

— Coloratum. A folha tem outra cór, que, naõ he a verde. Amaranthus tricolor.

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49. b.) Nervosum. fig. 53. A folha constando de varios vasos simplices, +

49. b.) Nervosum. fig. 53. A folha constando de varios vasos simplices, como outras tantas veias continuadas desde a base até ao apice; deve pois o Botanico attender ao numero destas veias. Scorzonera bumilis. Plantago latifolia.

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— Trinerve. Constando taõ somente de tres veias unidas na base da +

— Trinerve. Constando taõ somente de tres veias unidas na base da folha. Stachys annua.

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— Triplinerve. Tres vasos da folha cada hum pelo seu apice se divide em +

— Triplinerve. Tres vasos da folha cada hum pelo seu apice se divide em outros tres.

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— Enerve. Folha destituida de veias apparentes.

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— Lineatum. Mostrando a folha taõ somente linhas distintas, sem serem +

— Enerve. Folha destituida de veias apparentes.

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— Lineatum. Mostrando a folha taõ somente linhas distintas, sem serem elevadas, nem profundas.

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— Striatum. Sendo as linhas da folha - longitudinaes, e +

— Striatum. Sendo as linhas da folha + longitudinaes, e algum tanto profundas, e parallelas. Aloe retusa.

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— Sulcatum, fig. 60. As estrias, ou linhas superficiaes da folha saõ +

— Sulcatum, fig. 60. As estrias, ou linhas superficiaes da folha saõ profundas, e excavadas. Gallium verum.

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50. — c.) Venosum. fg. 52. Os vasos, ou veias se dividem em muitos ramos, que se +

50. — c.) Venosum. fg. 52. Os vasos, ou veias se dividem em muitos ramos, que se unem, ou communicaõ entre si. Viburnum lantana.

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Venae, & Nervi. As veias, ou nervos das folhas, saõ partes, ou ramificações do peciolo. +

Venae, & Nervi. As veias, ou nervos das folhas, saõ partes, ou ramificações do peciolo. Lamium album.

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— Rugosum. fg. 51. As veias da folha se contrahem de tal sorte, que - comprimindo o disco, este sobresahe; isto he, eleva-se - mais, que os mesmos lados da folha. Primula veris.

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— Bullatum. Sobresahindo de entre as rugas para parte do disco, ou da superficies da folha, de figura conica pela parte +

— Rugosum. fg. 51. As veias da folha se contrahem de tal sorte, que + comprimindo o disco, este sobresahe; isto he, eleva-se + mais, que os mesmos lados da folha. Primula veris.

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— Bullatum. Sobresahindo de entre as rugas para parte do disco, ou da superficies da folha, de figura conica pela parte superior, e concava pela inferior. Salvia: Ocymum basìlicum.

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— Lacunosum. A folha, que tem varias excavaçoens, ou o disco entre as veias está abaixado. Lichen saxatilis.

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— Avenium. Naõ tendo a folha vasos ramozos.

+

— Lacunosum. A folha, que tem varias excavaçoens, ou o disco entre as veias está abaixado. Lichen saxatilis.

+

— Avenium. Naõ tendo a folha vasos ramozos.

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51. d.) Punctatum. Sendo a superficie da folha chèa de pontos excavados. +

51. d.) Punctatum. Sendo a superficie da folha chèa de pontos excavados. Alyssum montanum. Hypericum perforatum.

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— Papillosum. fig. 54. Sendo coberta de pontos vesiculares, e carnozos. +

— Papillosum. fig. 54. Sendo coberta de pontos vesiculares, e carnozos. Mesembryanthemum cristallinum.

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— Papulosum. Constando de tuberculos algumas vezes côrados, mas naõ carnozos, ou +

— Papulosum. Constando de tuberculos algumas vezes côrados, mas naõ carnozos, ou coberta de pontos á maneira de bexiga.

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— Viscidum. Estando a folha cuberta de hum humor naõ fluido, mas tenaz, +

— Viscidum. Estando a folha cuberta de hum humor naõ fluido, mas tenaz, e pegajozo. Senecio viscosus.

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52. — e.) Villosum. Mostrando a folha pela sua superficie muita pube +

52. — e.) Villosum. Mostrando a folha pela sua superficie muita pube formada de pellos molles. Prunus insititia. Hyosciamus niger.

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— Tomentosum, fg. 48. Quando estes pellos superficiaes estaõ tecidos, e apenas se - vêm; pelo que muitas vezes - apparece a folha esbranquiçada, como saõ +

— Tomentosum, fg. 48. Quando estes pellos superficiaes estaõ tecidos, e apenas se + vêm; pelo que muitas vezes - apparece a folha esbranquiçada, como saõ algumas plantas marinas, e campestres, expostas aos ventos. Tussilago, Verbaseum, Cynoglossum officinale, Viburnum lantana.

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— Sericeum. Folha cuberta de pellos mollissimos; claros, e +

— Sericeum. Folha cuberta de pellos mollissimos; claros, e tecidos huns pelos outros, e perceptiveis.

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— Lanatum. Sendo a superficie da folha revestida de tantos pellos, que - reprezentaõ á nossa vista huma teia de aranha bem tecida. Salvia, Sideritis lanata, Althaca.

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— Barbatum. Quando estes pellos saõ parallelos; comprimidos, juntos entre si, +

— Lanatum. Sendo a superficie da folha revestida de tantos pellos, que + reprezentaõ á nossa vista huma teia de aranha bem tecida. Salvia, Sideritis lanata, Althaca.

+

— Barbatum. Quando estes pellos saõ parallelos; comprimidos, juntos entre si, reprezentando deste modo hum feixe, bem á semelhança das barbas das cabras. Asclepias vincetoxicum.

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— Pilosum fig. 47. A superficie da folha consta de pellos distinctos +

— Pilosum fig. 47. A superficie da folha consta de pellos distinctos entre si, e comprimidos. Veronica teucrium, Hieracium pillosella.

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— Scabrum, s: asperum. Folha revestida de tuberculos - algum tanto duros, espalhados pelo seu disco ou +

— Scabrum, s: asperum. Folha revestida de tuberculos + algum tanto duros, espalhados pelo seu disco ou superficie. Gallium aparine.

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— Hispidum. fig. 49. Havendo sedas de disco, ou na - superficie da folha, que sejaõ algum tanto duras, rijas, asperas, e +

— Hispidum. fig. 49. Havendo sedas de disco, ou na + superficie da folha, que sejaõ algum tanto duras, rijas, asperas, e quebradiças. Echium vulgare.

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— Aculeatum. Estando o disco cheio de espinhos rijos, e +

— Aculeatum. Estando o disco cheio de espinhos rijos, e picantes. Gallium uliginosum. Solanum indicum.

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— Strigosum. Sendo a folha taõ aspera, que consta de pontas rijas em +

— Strigosum. Sendo a folha taõ aspera, que consta de pontas rijas em figura de lança.

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— Glandulosum. Sendo a folha chéa de glandulas.

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— Muricatum. Os espinhos naõ saõ picantes.

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— Furcatum. Folha coberta de espinhos cada hum dividido em +

— Glandulosum. Sendo a folha chéa de glandulas.

+

— Muricatum. Os espinhos naõ saõ picantes.

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— Furcatum. Folha coberta de espinhos cada hum dividido em outros. V. Furcae.

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— Urens. Quando estes espinhos saõ tão tenros, e flexives, que offendem taõ somente a +

— Urens. Quando estes espinhos saõ tão tenros, e flexives, que offendem taõ somente a parte nua de quem os toca. Urtica.

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— Bracteatum. He a folha floral distincta das outras pela sua côr, e +

— Bracteatum. He a folha floral distincta das outras pela sua côr, e figura. Esta deve observar-se em quanto ao numero, côr, duraçaõ e outros mais - attributos, em que pode desferir, vg. quando a bractea pela sua grandeza termina o caule exprimem-se os + attributos, em que pode desferir, vg. quando a bractea pela sua grandeza termina o caule exprimem-se os Botanicos pelo termo de folium connatum, e naõ bracteatum.

- +
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53. Considerada a folha em quanto á sua desenvoluçaõ, ou expençaõ.

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— Planum. Sendo huma, e outra superficie parallelas.

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— Canaliculatum. fig. 61. Constando de hum rego profundo, e excavado por todo o seu +

53. Considerada a folha em quanto á sua desenvoluçaõ, ou expençaõ.

+

— Planum. Sendo huma, e outra superficie parallelas.

+

— Canaliculatum. fig. 61. Constando de hum rego profundo, e excavado por todo o seu comprimento: ou quasi hum meio cylindro.

-

— Cylindricum. De figura de cylindro. Aloe succotrina.

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— Concavum, excavatum. A margem ou lado mais restricto obriga o disco da folha a ser concavo. Convolvulus coeruleus.

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— Convexum. Sendo o disco superior da folha +

— Cylindricum. De figura de cylindro. Aloe succotrina.

+

— Concavum, excavatum. A margem ou lado mais restricto obriga o disco da folha a ser concavo. Convolvulus coeruleus.

+

— Convexum. Sendo o disco superior da folha mais elevado, ou convexo. Hyacinthus muscari.

-

— Cucullatum. Os lados da folha na base estaõ muito apertados, e estaõ +

— Cucullatum. Os lados da folha na base estaõ muito apertados, e estaõ estendidos para o apice. Geranium africanum.

-

— Plicatum. fig. 37. O disco da folha sobe, +

— Plicatum. fig. 37. O disco da folha sobe, e desce para a margem formando assim varios angulos, e muitas pregas. Alchemilla vulgaris.

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— Undulatum. Subindo, e descendo o disco da - folha convexamente até a margem. Rumex crispus, Inula pulicaria.

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— Undatum. O disco da folha forma varias +

— Undulatum. Subindo, e descendo o disco da + folha convexamente até a margem. Rumex crispus, Inula pulicaria.

+

— Undatum. O disco da folha forma varias dobras obtusas, e alternadas.

-

— Crispum. fig. 39. Folha monstruosa, pois he quando a - margem da folha sahe maior do que o disco +

— Crispum. fig. 39. Folha monstruosa, pois he quando a + margem da folha sahe maior do que o disco admitte, de maneira que a margem he as ondas. Malva crispa.

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— Rugosum. fig. 51. Sahindo as veias da folha mais contrahidas de tal +

— Rugosum. fig. 51. Sahindo as veias da folha mais contrahidas de tal forte que sobre sahia a substancias intermedia. Salvia officinalis.

-

54. Considerada em quando á substancia

- -

a.) Membranaceum. A folha he destituida entre as duas superficies de - polpa, ou substancia carnosa. Lathyrus Sylvestris.

-

— Alatum. Com azas.

-

— Insertum. Pegado imediatamente ao caule.

-

— Scariosum, aridum. Folha formada de huma susbstancia +

54. Considerada em quando á substancia

+ +

a.) Membranaceum. A folha he destituida entre as duas superficies de + polpa, ou substancia carnosa. Lathyrus Sylvestris.

+

— Alatum. Com azas.

+

— Insertum. Pegado imediatamente ao caule.

+

— Scariosum, aridum. Folha formada de huma susbstancia secca, e sonora ao tacto.

-

— Gibbum, gibberosum. Ambas as superficies convexas por maior abundancia de - polpa. Sedum acre.

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— Teres. fig. 62. Folha figura quasi cylindrica, +

— Gibbum, gibberosum. Ambas as superficies convexas por maior abundancia de + polpa. Sedum acre.

+

— Teres. fig. 62. Folha figura quasi cylindrica, exceptuando o apice.

-

— Semiteres. Em huma parte concava, na outra convexa. Aloe maculata.

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— Semicylindraceum. Folha redonda com hum lado +

— Semiteres. Em huma parte concava, na outra convexa. Aloe maculata.

+

— Semicylindraceum. Folha redonda com hum lado longitudinalmente chato. Allium cepa.

-

— Depressum. A folha he mais funda no disco, que nos lados.

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— Compressum. Folha, cujos lados comprimem de tal forte o +

— Depressum. A folha he mais funda no disco, que nos lados.

+

— Compressum. Folha, cujos lados comprimem de tal forte o centro, que este fique mais elevado que aquelles.

-

— Confertum. As folhas saõ taõ unidas, que - cobrem todo o caule. Antirrbinum linaria.

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— Carinatum. A superficie interior ou disco da - folha elevada longitudinalmente á mesma maneira de quilha. Gallium +

— Confertum. As folhas saõ taõ unidas, que + cobrem todo o caule. Antirrbinum linaria.

+

— Carinatum. A superficie interior ou disco da + folha elevada longitudinalmente á mesma maneira de quilha. Gallium aparine.

-

55. b.) compactum, crassum. Constando a folha de substancia rija, e +

55. b.) compactum, crassum. Constando a folha de substancia rija, e macissa.

-

— Tubulosum, carvum. Folha excavada internamente á maneira +

— Tubulosum, carvum. Folha excavada internamente á maneira de canudo, o que se observa cortando-a horisontalmente. Allium cepa.

-

— Pulposum, succulentum. Sendo a folha internamente chêa de huma - substancia mole, e succulenta. Sedum, Succulentae plantae.

-

— Carnosum. Entre as duas membranas, que formaõ as superficies da folha +

— Pulposum, succulentum. Sendo a folha internamente chêa de huma + substancia mole, e succulenta. Sedum, Succulentae plantae.

+

— Carnosum. Entre as duas membranas, que formaõ as superficies da folha se acha huma substancia dura, e carnosa a semelhança da substancia das maçãs. Atirrhinum glaucum. Aloe species.

-

— Tenue, nervosum, venosum. Com nervos.

+

— Tenue, nervosum, venosum. Com nervos.

-

56. c.) Triquetrum. fig. 59. Huma folha á maneira de sovela, cujos tres - lados longitudinaes saõ planos. Cyperus elatus. Trigonum pouco difere da este.

-

— Anceps. Tendo dous angulos longitudinaes, prominentes, oppostos, e o disco mais convexo. Cyperus flavescens.

-

— Lingulatum, linguiforme. Folha linear, carnosa, obtusa, - convexa pela parte inferior, e a sua margem muitas vezes he cartilaginea. Mesymbryanthemum +

56. c.) Triquetrum. fig. 59. Huma folha á maneira de sovela, cujos tres + lados longitudinaes saõ planos. Cyperus elatus. Trigonum pouco difere da este.

+

— Anceps. Tendo dous angulos longitudinaes, prominentes, oppostos, e o disco mais convexo. Cyperus flavescens.

+

— Lingulatum, linguiforme. Folha linear, carnosa, obtusa, + convexa pela parte inferior, e a sua margem muitas vezes he cartilaginea. Mesymbryanthemum linguiforme. Asplenium.

-

— Ensiforme. He o mesmo, que anceps hindo-se adelgaçando da base para a ponta. Iris +

— Ensiforme. He o mesmo, que anceps hindo-se adelgaçando da base para a ponta. Iris pseudoacorus. Gladiolus communis.

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— Subulatum. fig. 8. Folha, que pela parte inferior he +

— Subulatum. fig. 8. Folha, que pela parte inferior he linear, redonda; mas para a ponta pouco, e pouco adelgaçada. Sedum rupestre.

-

— Acinaciforme. fig. 56. Folha carnosa lanceolada, comprimida nos lados, +

— Acinaciforme. fig. 56. Folha carnosa lanceolada, comprimida nos lados, com hum lado convexo, e apertado, e outro mais direito, e mais grosso á maneira de alfange. Mesymbryanthemum.

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57. Considerada a folha em quanto á medida, que tem relativamente ao - caule. Neste caso observa-se o comprimento maior, ou menor, ou absoluto, que tem com o mesmo caule; e assim se diz.

-

— Brevissimum. — Longissimum. Conforme a proporçaõ, que tem com o - caule.

+

57. Considerada a folha em quanto á medida, que tem relativamente ao + caule. Neste caso observa-se o comprimento maior, ou menor, ou absoluto, que tem com o mesmo caule; e assim se diz.

+

— Brevissimum. — Longissimum. Conforme a proporçaõ, que tem com o + caule.

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58. Em quanto á duraçaõ.

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— 1. Deciduum. A folha cahe antes, que o fructo chegue a amadurecer. +

58. Em quanto á duraçaõ.

+

— 1. Deciduum. A folha cahe antes, que o fructo chegue a amadurecer. Vaccinium, Myrtillus.

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— 2. Caducum. Cahindo facilmente antes de passar todo o estio; isto he antes, ou +

— 2. Caducum. Cahindo facilmente antes de passar todo o estio; isto he antes, ou depois, que a flôr se desenvolve.

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Defoliatio. Cahindo as folhas no outono.

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Frondescens. Sahindo as folhas no +

Defoliatio. Cahindo as folhas no outono.

+

Frondescens. Sahindo as folhas no inverno.

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— 3. Persistens. Quando a folha existe na planta passado o estio.

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— 4. Perenne. Existindo a folha na planta por alguns annos. Rosa +

— 3. Persistens. Quando a folha existe na planta passado o estio.

+

— 4. Perenne. Existindo a folha na planta por alguns annos. Rosa sempervirens.

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— 5. Sempervirens. Conservando a folha a côr verde por todas as +

— 5. Sempervirens. Conservando a folha a côr verde por todas as estaçoens do anno. Vinca pervinca.

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59. Considerada a folha em quanto á composiçaõ. Nesta parte deve-se - attender a muitas folhas postas em hum só - peciolo conforme a sua estructura, ou gráos.

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A estructura indica a inserçaõ das folhas, e +

59. Considerada a folha em quanto á composiçaõ. Nesta parte deve-se + attender a muitas folhas postas em hum só + peciolo conforme a sua estructura, ou gráos.

+

A estructura indica a inserçaõ das folhas, e assim se diz.

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Folium simplex. Quando o peciolo simples, e sem ser - dividido sustenta huma só folha. Ranunculus muricatus.

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— Compositum. Folha composta de outras tantas pequenas - folhas postas no peciolo commum, ou simples. Ranunculus bulbosus & repens. E +

Folium simplex. Quando o peciolo simples, e sem ser + dividido sustenta huma só folha. Ranunculus muricatus.

+

— Compositum. Folha composta de outras tantas pequenas + folhas postas no peciolo commum, ou simples. Ranunculus bulbosus & repens. E verdadeiramente composto, he quando a composiçaõ he simples. Aquilegia vulgaris.

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— Articulatum, fig. 100. huma folha nascendo na ponta da outra, + +

— Articulatum, fig. 100. huma folha nascendo na ponta da outra, continuando huma sobre outra por meio de varias articulaçoens. Salicornia herbacea.

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As partes da folha das folhas - compostas, saõ as pequenas folhas, e pinnas, e - os peciolos maiores, ou +

As partes da folha das folhas + compostas, saõ as pequenas folhas, e pinnas, e + os peciolos maiores, ou principaes.

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— Conjugatum. fig. 73. O peciolo simples une de hum, e - outro lado huma unica, e pequena folha pinnata. V. Pinnatum. Lathyri +

— Conjugatum. fig. 73. O peciolo simples une de hum, e + outro lado huma unica, e pequena folha pinnata. V. Pinnatum. Lathyri Species.

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— Digitatum. fig. 66. O peciolo simples une no seu apice - muitas pequenas folhas distintas entre si. +

— Digitatum. fig. 66. O peciolo simples une no seu apice + muitas pequenas folhas distintas entre si. Ranunculus Sceleratus.

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— Binatum. fig. 63. He a folha - digitada com duas pequenas folhas somente.

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— Trinatum. Ternatum. Fig. 64. 65. com pequenas folhas, postas na extremidade do peciolo. +

— Binatum. fig. 63. He a folha + digitada com duas pequenas folhas somente.

+

— Trinatum. Ternatum. Fig. 64. 65. com pequenas folhas, postas na extremidade do peciolo. Jasminum azoricum.

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— Quinatum. Com cinco: he o mesmo, que digitado, com cinco pequenas - folhas. Ranunculus aconitifolius.

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— Pedatum. fig. 6. O peciolo se divide em duas partes, e - sustenta no lado interior muito pequenas folhas. Passiflore, Arum. Hellborus niger.

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— Bijugum. Folha pinnata com duas pequenas folhas em cada lado, e diz-se tri, quadri, - quinque, sex jugum conforme o numero das folhas.

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— Pinnatum. fig. 68. ad 75. Hum peciolo simples une em - cada lado muitas folhas pequenas á maneira de +

— Quinatum. Com cinco: he o mesmo, que digitado, com cinco pequenas + folhas. Ranunculus aconitifolius.

+

— Pedatum. fig. 6. O peciolo se divide em duas partes, e + sustenta no lado interior muito pequenas folhas. Passiflore, Arum. Hellborus niger.

+

— Bijugum. Folha pinnata com duas pequenas folhas em cada lado, e diz-se tri, quadri, + quinque, sex jugum conforme o numero das folhas.

+

— Pinnatum. fig. 68. ad 75. Hum peciolo simples une em + cada lado muitas folhas pequenas á maneira de penna. Valeriana officinalis. Pimpinella faxifraga.

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— Pinnatum cum impari. fig. 68. Folha pinnata, que acaba - em huma folha sem outra, que lhe corresponda de outro lado. Cicer +

— Pinnatum cum impari. fig. 68. Folha pinnata, que acaba + em huma folha sem outra, que lhe corresponda de outro lado. Cicer arietinum.

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— Pinnatum, cirrhosum. fig. 72. 73. Folha pinnata, que - acaba com cirrho, ou ello. + +

— Pinnatum, cirrhosum. fig. 72. 73. Folha pinnata, que + acaba com cirrho, ou ello. Lathyrus.

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— Pinnatum abruptum. fig. 69. He a folha pinnata acabando sem cirrho, ou ello, nem pequena - folha na sua extremidade. Abrus precatarius.

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— Pinnatum opposite. fig. 69. 69. As pequenas folha se achaõ oppostas em - cada lado do peciolo .

-

— Pinnatum alterne. fig. 70. As pequenas folhas se achaõ oppostas em quanto aos lados; porém humas superiores, outras +

— Pinnatum abruptum. fig. 69. He a folha pinnata acabando sem cirrho, ou ello, nem pequena + folha na sua extremidade. Abrus precatarius.

+

— Pinnatum opposite. fig. 69. 69. As pequenas folha se achaõ oppostas em + cada lado do peciolo .

+

— Pinnatum alterne. fig. 70. As pequenas folhas se achaõ oppostas em quanto aos lados; porém humas superiores, outras algum tanto mais inferiores.

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— Pinnatum interrupte. fig. 71. O peciolo consta de - pequenas folhas interrompidas com outras +

— Pinnatum interrupte. fig. 71. O peciolo consta de + pequenas folhas interrompidas com outras menores, que alternaõ as maiores.

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— Pinnatum decursive. fig. 74. As pequenas folhas descem com a sua base pelo peciolo.

-

— Pinnatum articulate. fig. 75. Varias folhas - pequenas nascem de algumas articulaçoens do peciolo. +

— Pinnatum decursive. fig. 74. As pequenas folhas descem com a sua base pelo peciolo.

+

— Pinnatum articulate. fig. 75. Varias folhas + pequenas nascem de algumas articulaçoens do peciolo. Latyyrus articulatus.

-

— Ramosum. fig. 63. O peciolo commum dividi-se em dous, - e sustenta muitas folhas.

-

— Alatum auritum. fig. 61. Sendo o peciolo chêo de - varias excrescencias de folhas que parecem +

— Ramosum. fig. 63. O peciolo commum dividi-se em dous, + e sustenta muitas folhas.

+

— Alatum auritum. fig. 61. Sendo o peciolo chêo de + varias excrescencias de folhas que parecem azas.

-

60. Considerada a folha em quanto á subdivisaõ do peciolo, ou pésinho commum.

-

— Decompositum. O peciolo commum huma vez dividido une - varias pequenas folhas. Ranunculus +

60. Considerada a folha em quanto á subdivisaõ do peciolo, ou pésinho commum.

+

— Decompositum. O peciolo commum huma vez dividido une + varias pequenas folhas. Ranunculus arvensis.

-

— Bigeminum, bigeminatum. O peciolo dividido em dous une - nas suas pontas quatro pequenas folhas.

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— Biternatum, duplicato-ternatum. fig. 77. O peciolo, ou - pésinho sustenta tres pequenas folhas, e cada +

— Bigeminum, bigeminatum. O peciolo dividido em dous une + nas suas pontas quatro pequenas folhas.

+

— Biternatum, duplicato-ternatum. fig. 77. O peciolo, ou + pésinho sustenta tres pequenas folhas, e cada huma dividida em tres. Epimedium alpinum.

- -

— Bipinnatum, duplicato-pinnatum. fig. 78. O peciolo nos - seus lados une pequenas folhas pinnatas. + +

— Bipinnatum, duplicato-pinnatum. fig. 78. O peciolo nos + seus lados une pequenas folhas pinnatas. Amemome pusatilla & pratensis. Tanacetum vulgare.

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— 61. Supra-decompositum. O peciolo dividido varias - vezes mais, que duas, contem muitas pequenas folhas. Spiraea aruncus.

-

— Tergeminum, triplicato-bigeminum. Dividido o pésinho em tres partes sustenta nos - apices quatro pequenas folhas, em cada lado do - apice duras, e na divisaõ do peciolo commum outras +

— 61. Supra-decompositum. O peciolo dividido varias + vezes mais, que duas, contem muitas pequenas folhas. Spiraea aruncus.

+

— Tergeminum, triplicato-bigeminum. Dividido o pésinho em tres partes sustenta nos + apices quatro pequenas folhas, em cada lado do + apice duras, e na divisaõ do peciolo commum outras duas.

-

— Triternatum, triplicato-ternatum. fig. 79. Dividindo-se o peciolo em tres, subdivide-se ainda cada divisaõ em outras tres partes, e - cada huma tem tres pequenas folhas. Aralia +

— Triternatum, triplicato-ternatum. fig. 79. Dividindo-se o peciolo em tres, subdivide-se ainda cada divisaõ em outras tres partes, e + cada huma tem tres pequenas folhas. Aralia Spinosa.

-

— Tripinnatum, triplicato-pinnatum. fig. 80. Sustentando o peciolo varias pequenas folhas - bipinnatas. O peciolo se divide em tres antes, que receba - as pequenas folhas.

-

— Tripinnatum cum impari. fig. 81. Sustentando peciolo - folhas tripinnatas no numero porém +

— Tripinnatum, triplicato-pinnatum. fig. 80. Sustentando o peciolo varias pequenas folhas + bipinnatas. O peciolo se divide em tres antes, que receba + as pequenas folhas.

+

— Tripinnatum cum impari. fig. 81. Sustentando peciolo + folhas tripinnatas no numero porém desiguaes.

- FULCRA PLANTARUM. + FULCRA PLANTARUM.
-

62. Saõ os apoios, ou arrimos da planta para ella se suster mais facilmente; mas +

62. Saõ os apoios, ou arrimos da planta para ella se suster mais facilmente; mas ainda que delles se prive, raras vezes morre.

-

As especies saõ. Petiolus, Stipulae, Cirrhus, Pubes, Arma, Bractea, Pedunculus.

-

Petiolus. Pésinho, ou peciolo he huma especie de - tronco, que une, e eleva a folha, e naõ a fructificaçaõ.

+

As especies saõ. Petiolus, Stipulae, Cirrhus, Pubes, Arma, Bractea, Pedunculus.

+

Petiolus. Pésinho, ou peciolo he huma especie de + tronco, que une, e eleva a folha, e naõ a fructificaçaõ.

- +
-

63. Pela figura.

-

— Linearis. Chato, e da mesma largura em todo o seu comprimento. Citrus medica.

-

— Alatus. Cercado em hum, e outro lado com huma membrana, ou da mesma substancia da - folha, ou com os lados estendidos. Citrus aurantium.

-

— Clavatus. Engrossando para a ponta.

-

— Membranaceus. Comprido, e taõ delgado, que entre huma, e outra superficie naõ - apparece polpa alguma claramente.

-

— Teres, Semiteres. Redondo, roliço, ou quasi redondo.

-

— Angulatus. Com angulos.

-

— Triqueter. Com tres lados, excavando com regos longitudinaes.

+

63. Pela figura.

+

— Linearis. Chato, e da mesma largura em todo o seu comprimento. Citrus medica.

+

— Alatus. Cercado em hum, e outro lado com huma membrana, ou da mesma substancia da + folha, ou com os lados estendidos. Citrus aurantium.

+

— Clavatus. Engrossando para a ponta.

+

— Membranaceus. Comprido, e taõ delgado, que entre huma, e outra superficie naõ + apparece polpa alguma claramente.

+

— Teres, Semiteres. Redondo, roliço, ou quasi redondo.

+

— Angulatus. Com angulos.

+

— Triqueter. Com tres lados, excavando com regos longitudinaes.

-

64. Pela sua grandeza relativamente a proporçaõ do comprimento da - folha.

-

— Brevissimus. O comprimento da folha excede muitas vezes o do peciolo, ou que o peciolo está - muito longe para chegar ao comprimento da folha.

-

— Brevis. Naõ chegando ainda ao comprimento da folha .

-

— Mediocris. Sendo igual no comprimento a folha.

-

— Longus. Excedendo o comprimento da folha.

-

— Longissimus. Excedendo muito o tal comprimento.

+

64. Pela sua grandeza relativamente a proporçaõ do comprimento da + folha.

+

— Brevissimus. O comprimento da folha excede muitas vezes o do peciolo, ou que o peciolo está + muito longe para chegar ao comprimento da folha.

+

— Brevis. Naõ chegando ainda ao comprimento da folha .

+

— Mediocris. Sendo igual no comprimento a folha.

+

— Longus. Excedendo o comprimento da folha.

+

— Longissimus. Excedendo muito o tal comprimento.

-

65. Pela inserçaõ.

-

— Insertus. Naõ occupa com a sua base espaço maior, que o da sua grossura, e quasi +

65. Pela inserçaõ.

+

— Insertus. Naõ occupa com a sua base espaço maior, que o da sua grossura, e quasi que se une ao ramo com huma juctura á maneira de articulaçaõ, ou está pegado - perpendicularmente ao ramo. Arbores.

-

— Adnatus. Quando está unido com a sua base mais larga; de tal modo, que sem se - quebrar, ou dilacerar a epiderme do caule naõ se possa + perpendicularmente ao ramo. Arbores.

+

— Adnatus. Quando está unido com a sua base mais larga; de tal modo, que sem se + quebrar, ou dilacerar a epiderme do caule naõ se possa dividir.

-

— decurrens. — Amplexicaulis. V. Folium.

-

— Vaginans. (37).

-

— Appendiculatus. Sendo o peciolo acrescentado com - alguma cousa, ou com folhos de folhas na base. +

— decurrens. — Amplexicaulis. V. Folium.

+

— Vaginans. (37).

+

— Appendiculatus. Sendo o peciolo acrescentado com + alguma cousa, ou com folhos de folhas na base. Dipsacus pilosus.

-

66. Pela direcçaõ.

-

— Erectus seu arrectus. — Patens. — Assurgens. — Recurvatus. — Patulus. V. +

66. Pela direcçaõ.

+

— Erectus seu arrectus. — Patens. — Assurgens. — Recurvatus. — Patulus. V. Folium.

-

67. Pela superficie.

-

— Glaber. — Aculeatus. — Articulatus. — Nadus. V. Folium.

-

— Spinescens. Tendo poucos espinhos sem serem picantes.

+

67. Pela superficie.

+

— Glaber. — Aculeatus. — Articulatus. — Nadus. V. Folium.

+

— Spinescens. Tendo poucos espinhos sem serem picantes.

-

68. Stipulae fig. 118. b. Saõ humas escamas, que nascem nas bases dos peciolos, ou pedunculos em hum, e outro +

68. Stipulae fig. 118. b. Saõ humas escamas, que nascem nas bases dos peciolos, ou pedunculos em hum, e outro lado. Papilionaceae. Rosa.

-

— a.) Geminae. Sendo duas por cada lado.

-

— Solitariae. Huma só na mesma base, ou simplices espalhadas sem ordem. Na parte - interior Melianthus, na parte exterior Ruscus.

-

— Nullae. Nenhuma. Asperifoliae, Didynamiae, Orchideae.

-

— Praesentes. Que estaõ nas Papilionaceas, e na Icosandria.

+

— a.) Geminae. Sendo duas por cada lado.

+

— Solitariae. Huma só na mesma base, ou simplices espalhadas sem ordem. Na parte + interior Melianthus, na parte exterior Ruscus.

+

— Nullae. Nenhuma. Asperifoliae, Didynamiae, Orchideae.

+

— Praesentes. Que estaõ nas Papilionaceas, e na Icosandria.

-

69. b.) Laterales. As - estipulas nascem nos lados do peciolo, ou pedunculo.

-

— Extrafoliaceae. Existindo as estipulas no principio da folha, entre o peciolo, e a mesma folha. Diadelphia, Alnus, Tilia.

-

— Intrafoliaceae. Se achaõ na folha, na sua parte superior. Ficus, +

69. b.) Laterales. As + estipulas nascem nos lados do peciolo, ou pedunculo.

+

— Extrafoliaceae. Existindo as estipulas no principio da folha, entre o peciolo, e a mesma folha. Diadelphia, Alnus, Tilia.

+

— Intrafoliaceae. Se achaõ na folha, na sua parte superior. Ficus, Morus.

-

— Oppositifoliaceae. Sendo unidas aos peciolos das folhas - oppostas á situaçaõ das folhas.

+

— Oppositifoliaceae. Sendo unidas aos peciolos das folhas + oppostas á situaçaõ das folhas.

-

70. c.) Caduce. Cahindo antes, que as +

70. c.) Caduce. Cahindo antes, que as folhas.

-

— Deciduae. Cahindo ao mesmo tempo, que a folha. Cerasus padus.

-

— Persistentes. Durando depois das folhas +

— Deciduae. Cahindo ao mesmo tempo, que a folha. Cerasus padus.

+

— Persistentes. Durando depois das folhas cahirem. Diadelphiae, Icosandria, Polygynia.

-

— Spinescentes. Com os apices rijos, agudos, e picantes.

+

— Spinescentes. Com os apices rijos, agudos, e picantes.

-

71. — d.) Sessiles. Sem pesinho.

-

— Adnatae. V. Petiolus.

-

— Decurrentes. V. Folium.

-

— Vaginantes. (37).

+

71. — d.) Sessiles. Sem pesinho.

+

— Adnatae. V. Petiolus.

+

— Decurrentes. V. Folium.

+

— Vaginantes. (37).

-

72. e.) Subulatae. — Lanceolatae. — Sagittatae. — Lunatae. (42) V. Folium.

+

72. e.) Subulatae. — Lanceolatae. — Sagittatae. — Lunatae. (42) V. Folium.

-

73. f.) Erectae. — Reflexae. V. Folium.

-

— Patentes. (33).

+

73. f.) Erectae. — Reflexae. V. Folium.

+

— Patentes. (33).

- +
-

74. g.) Integerrimae. — Serratae. — Ciliatae. — Dentatae. (44). — Fissae. (43). V. +

74. g.) Integerrimae. — Serratae. — Ciliatae. — Dentatae. (44). — Fissae. (43). V. Folium.

-

75. b.) Brevissimae. — Mediocres. V. Petiolus.

-

— Longae. Respectivamente ao peciolo, ou á - folha: ou ao pedunculo, faltando o peciolo. (64).

+

75. b.) Brevissimae. — Mediocres. V. Petiolus.

+

— Longae. Respectivamente ao peciolo, ou á + folha: ou ao pedunculo, faltando o peciolo. (64).

-

76. Cirrhus. fig. 118.a. Ello he hum vinculo filiforme espiral, com que a planta se +

76. Cirrhus. fig. 118.a. Ello he hum vinculo filiforme espiral, com que a planta se une a outro qualquer corpo. Vitis. Phaseolus, Bryonia, Pisum.

-

Capreoli, carbiculae, viticuli: O mesmo, que os cirrhos. Ou he o cirro.

-

— a) Axillaris. No angulo superior, que forma a folha, ou o ramo com - caule. (29)

-

— Foliaris. fig. 72. 73. Que nasce da mesma substancia da folha, e quasi +

Capreoli, carbiculae, viticuli: O mesmo, que os cirrhos. Ou he o cirro.

+

— a) Axillaris. No angulo superior, que forma a folha, ou o ramo com + caule. (29)

+

— Foliaris. fig. 72. 73. Que nasce da mesma substancia da folha, e quasi sempre no seu apice.

-

— Petiolaris. No peciolo .

-

— Penduncularis. No pedunculo .

+

— Petiolaris. No peciolo .

+

— Penduncularis. No pedunculo .

-

77. — b.) Simplex. Naõ dividido, e extendido longitudinalmente.

-

— Bifidus. Dividido em dous.

-

— Trifidus. Em tres.

-

— Multifidus. Dividido em muitas partes.

+

77. — b.) Simplex. Naõ dividido, e extendido longitudinalmente.

+

— Bifidus. Dividido em dous.

+

— Trifidus. Em tres.

+

— Multifidus. Dividido em muitas partes.

-

78. — c.) Convolutus. Torcido para dentro á maneira de anneis para a parte do - caule.

-

— Revolutus. A espira retorcida na sua metade; ou quando se enrola para a parte de - fóra do caule.

+

78. — c.) Convolutus. Torcido para dentro á maneira de anneis para a parte do + caule.

+

— Revolutus. A espira retorcida na sua metade; ou quando se enrola para a parte de + fóra do caule.

-

79. Pubes. He huma excrescencia, ou lanugem, ou armadura, com que se defendem as - plantas das injurias principalmente do ar.

-

a) Pili: saõ excrescencias como fios muitos flexiveis, porem elasticos, desunidos - entre si; ou hum tubo, ou ducto excretorio setaceo da +

79. Pubes. He huma excrescencia, ou lanugem, ou armadura, com que se defendem as + plantas das injurias principalmente do ar.

+

a) Pili: saõ excrescencias como fios muitos flexiveis, porem elasticos, desunidos + entre si; ou hum tubo, ou ducto excretorio setaceo da planta.

-

Lana. Saõ pellos curvos, vastos, ou huma excrescencia á maneira de fio muito espessa, +

Lana. Saõ pellos curvos, vastos, ou huma excrescencia á maneira de fio muito espessa, tenra á maneira de teia de aranha, que cobre a planta, e a defende do grande calôr. Verbaseum thapsus.

-

Barba. Excrescencia pillosa, parallela, comprida; unida em feixe á maneira de barba de cabra; os +

Barba. Excrescencia pillosa, parallela, comprida; unida em feixe á maneira de barba de cabra; os pellos saõ estendidos rectamente.

-

Tomentum. Excrescencia formada de villos entretecidos, e que apenas apparecem; serve para defender as plantas +

Tomentum. Excrescencia formada de villos entretecidos, e que apenas apparecem; serve para defender as plantas dos ventos. A côr quasi sempre he branca, ou quasi côr de prata. Populus alba.

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Villus. Villo he huma excrescencia pillosa, porém muito +

Villus. Villo he huma excrescencia pillosa, porém muito mais tenra.

-

Strigae. Saõ pellos alguma cousa rijos; ou saõ humas excrescencias setaceas rijas +

Strigae. Saõ pellos alguma cousa rijos; ou saõ humas excrescencias setaceas rijas inclinadas á maneira daquellas da lingua de gato. Servem para defender a planta dos animaes.

-

Scabrities. Consta de particulas, que apenas saõ perceptiveis, espalhadas pela +

Scabrities. Consta de particulas, que apenas saõ perceptiveis, espalhadas pela superficie da planta.

-

80. b.) Setae. Saõ excrescencias semelhantes aos pellos; porém rijas, inflexiveis, e +

80. b.) Setae. Saõ excrescencias semelhantes aos pellos; porém rijas, inflexiveis, e elevadas, algum tanto roliças.

-

— Simplices. Simplices (77.

-

— Hamosae. Com a ponta revirada, e assim facilmente se pegaõ aos animaes.

-

— Ramosae, s: furcate. Quasi divididas em pequenos ramos. Verbascum.

-

— Plumatae, seu plumosae. Saõ como huma penna que tem outras simplices oppostas nos lados: pegadas ao eixo, ou Rachis comum.

-

— Stellatae. As sedas simplices cercaõ a primeira, ou commum, e estaõ dispostas á +

— Simplices. Simplices (77.

+

— Hamosae. Com a ponta revirada, e assim facilmente se pegaõ aos animaes.

+

— Ramosae, s: furcate. Quasi divididas em pequenos ramos. Verbascum.

+

— Plumatae, seu plumosae. Saõ como huma penna que tem outras simplices oppostas nos lados: pegadas ao eixo, ou Rachis comum.

+

— Stellatae. As sedas simplices cercaõ a primeira, ou commum, e estaõ dispostas á maneira de estrella. (32).

-

81. c.) Hami. Saõ sedas simplices, que estaõ arqueadas para baixo, ou com pontas +

81. c.) Hami. Saõ sedas simplices, que estaõ arqueadas para baixo, ou com pontas agudas encurvadas. Arctium Lappa. Geum urbanum.

-

Glochides. Saõ sedas com a ponta dividida em duas partes, e estas reviradas para traz +

Glochides. Saõ sedas com a ponta dividida em duas partes, e estas reviradas para traz formando angulo agudo.

-

Triglochides. Saõ glochides com tres pontas.

+

Triglochides. Saõ glochides com tres pontas.

-

82. d.) Glandulae. fig. 118. c. 119. Saõ humas papillas, ou pequenas eminencias redondas, que separaõ hum - humor nas incisuras das folhas, mais - inferiores, Salix alba. Na base dos estames - ou filamentos. Brassica, Cheiranthus.

-

— Vesicularis. A maneira de bexiga. Mesembryanthemum.

-

— Globularis. Redonda. Atriplex.

-

— Sessilis Stipitata. Sem pezinho. Porus.

-

Utriculi. Saõ os folliculos, ou pequenos vasos chêos do humor nutritivo das +

82. d.) Glandulae. fig. 118. c. 119. Saõ humas papillas, ou pequenas eminencias redondas, que separaõ hum + humor nas incisuras das folhas, mais + inferiores, Salix alba. Na base dos estames + ou filamentos. Brassica, Cheiranthus.

+

— Vesicularis. A maneira de bexiga. Mesembryanthemum.

+

— Globularis. Redonda. Atriplex.

+

— Sessilis Stipitata. Sem pezinho. Porus.

+

Utriculi. Saõ os folliculos, ou pequenos vasos chêos do humor nutritivo das plantas.

-

Glandulae foliaceae. fig. 118. c. Glandulas postas nas folhas: nas - incisoens Salix, na base Amygdalus communis, na superficie superior da +

Glandulae foliaceae. fig. 118. c. Glandulas postas nas folhas: nas + incisoens Salix, na base Amygdalus communis, na superficie superior da folha, Tamarix, na superficie inferior, Pinguicula.

-

— Concavae. fig. 118. c. Concavas.

-

— Petiolares. fig. 119. Nos peciolos. Viburnum opolus.

-

— Pedunculares. Nos pedunculos.

-

— Stipulares. Nas estipulas.

-

— Capillares. Como cabellos. Ribes, Antirrhinum: Scrophularia. Cerastium.

+

— Concavae. fig. 118. c. Concavas.

+

— Petiolares. fig. 119. Nos peciolos. Viburnum opolus.

+

— Pedunculares. Nos pedunculos.

+

— Stipulares. Nas estipulas.

+

— Capillares. Como cabellos. Ribes, Antirrhinum: Scrophularia. Cerastium.

- +
-

83.) Viscositas. Humor crasso, peganhoso, que unta o caule ao redor, as - folhas &c. Paris, Silene.

-

Glutinositas. Humor crasso, e pegajoso, que unta a planta ao redor, e que a faz - escorregadiça. Cerastium viscosum, Senecio viscosus. Gemmae os gomos, ou gemas das - folhas principalmente das plantas rezinosas. Populus +

83.) Viscositas. Humor crasso, peganhoso, que unta o caule ao redor, as + folhas &c. Paris, Silene.

+

Glutinositas. Humor crasso, e pegajoso, que unta a planta ao redor, e que a faz + escorregadiça. Cerastium viscosum, Senecio viscosus. Gemmae os gomos, ou gemas das + folhas principalmente das plantas rezinosas. Populus nigra.

-

Resina. A rezina he dissoluvel no espirito de vinho, arde +

Resina. A rezina he dissoluvel no espirito de vinho, arde no fogo. Therebinthina.

-

Gummi. Goma, dissolve-se na agua, e naõ no espirito de vinho, nem arde no fogo. Gummi +

Gummi. Goma, dissolve-se na agua, e naõ no espirito de vinho, nem arde no fogo. Gummi arabicum, Ceraforum, Prunorum.

-

Gumi-resina. He huma mistura de goma, e rezina, e assim +

Gumi-resina. He huma mistura de goma, e rezina, e assim parte della dissolve-se em agua, e parte no espirito de vinho. Aloe.

-

84. Arma. Saõ humas excrescencias picantes, com que as plantas se defendem dos +

84. Arma. Saõ humas excrescencias picantes, com que as plantas se defendem dos animaes.

-

a.) Aculei fig. 122. 123. Saõ pontas picantes, ou espinhos da planta pegados somente +

a.) Aculei fig. 122. 123. Saõ pontas picantes, ou espinhos da planta pegados somente a casca da planta. Rosa, Berberis, Rubus, Ribes.

-

— Recti. Sem curvatura alguma.

-

— Incurvi. Encurvados da parte do caule, ou curvados na parte +

— Recti. Sem curvatura alguma.

+

— Incurvi. Encurvados da parte do caule, ou curvados na parte interior.

-

— Recurvi. fig. 123. Curvados para a parte externa.

-

b.) Furcae. Saõ aculeos, ou espinhos divididos em muitas partes, e unidos sómente na +

— Recurvi. fig. 123. Curvados para a parte externa.

+

b.) Furcae. Saõ aculeos, ou espinhos divididos em muitas partes, e unidos sómente na base.

-

— Bifidae. — Trifidae. Pelo numero das divisões.

-

fig. 123. b. Ribes grossularia.

+

— Bifidae. — Trifidae. Pelo numero das divisões.

+

fig. 123. b. Ribes grossularia.

-

85. c.) Spinae. fig. 121. Espinho, he a ponta da planta, que sahe da substancia do - paó, ou lignum. Ramorum dos ramos Pronus Spinosa, Ononis. Foliorum das folhas Aloe, Carlina, - Cynara. Calycis do caliz. Cardunus, +

85. c.) Spinae. fig. 121. Espinho, he a ponta da planta, que sahe da substancia do + paó, ou lignum. Ramorum dos ramos Pronus Spinosa, Ononis. Foliorum das folhas Aloe, Carlina, + Cynara. Calycis do caliz. Cardunus, Galeopsis. Fructus do fruto Agrimonia, Datura.

-

— Terminales. Na ponta dos ramos das folhas +

— Terminales. Na ponta dos ramos das folhas &c.

-

— Axillares. V. Folium.

-

— Calycinae. No caliz, nas suas lacinias, ou pequenas folhas.

-

— Simplices. fig. 121. a. Simplices sem divisaõ.

-

— Divisae. fig. 121. b. Divididas na ponta.

+

— Axillares. V. Folium.

+

— Calycinae. No caliz, nas suas lacinias, ou pequenas folhas.

+

— Simplices. fig. 121. a. Simplices sem divisaõ.

+

— Divisae. fig. 121. b. Divididas na ponta.

-

86. d.) Stimuli. Saõ humas especies de armas picantes, e que fazem arder as partes +

86. d.) Stimuli. Saõ humas especies de armas picantes, e que fazem arder as partes nuas do animal. Urtica urens.

-

87. Bracteae. fig. 120. Saõ humas folhas - juntas á flor do anno seguinte, as quaes pela cor, e figura diferem as outras folhas. Tilia europaea, Salvis, Fumaria bulbosa, +

87. Bracteae. fig. 120. Saõ humas folhas + juntas á flor do anno seguinte, as quaes pela cor, e figura diferem as outras folhas. Tilia europaea, Salvis, Fumaria bulbosa, Horminium.

-

— Coloratae. De cór que naõ seja verde.

-

— Caducae. Que cahem com a flor, ou antes.

-

— Deciduae. Vid. Stipulae.

-

— Persistentes. Respectivamente á flor, e ao fruto (70)

-

— Una, duae, plures. Huma, duas, ou muitas.

-

Coma. Consta de Braecteas grandes, que acabaõ o caule, ou estaõ na - sumidade delle. Lavandula Stoechas. Bromelia ananas. No mais, tem os mesmos - attributos das folhas.

+

— Coloratae. De cór que naõ seja verde.

+

— Caducae. Que cahem com a flor, ou antes.

+

— Deciduae. Vid. Stipulae.

+

— Persistentes. Respectivamente á flor, e ao fruto (70)

+

— Una, duae, plures. Huma, duas, ou muitas.

+

Coma. Consta de Braecteas grandes, que acabaõ o caule, ou estaõ na + sumidade delle. Lavandula Stoechas. Bromelia ananas. No mais, tem os mesmos + attributos das folhas.

-

88. Pedunculus. He hum tronco parcial, que levanta a frutificaçaõ, e naõ as folhas.

-

I. Partialis, Sive pedicellus. fig. 132. 149. 145. Que sustenta quasi sempre huma só - frutificaçaõ. fig. 135. b. ou - que sahe de outro pedunculo commum.

-

Scapus. pedunculo, que sahe immediatamente da raiz, e parece hum caule.

-

2. Communis. fig. 163. 164. 165. 167. Pedunculo, que sustenta muitas frutificações, que he commum a muitas flores.

-

a.) Pelo lugar.

-

— Radicalis. Sahindo immediatamente da raiz.

-

— Caulinus. Do caule.

-

— Rameus. Dos ramos.

-

— Petiolaris. Sahe do peciolo. Hibiscus.

-

— Cirrhiferus. Tendo cirrho, +

88. Pedunculus. He hum tronco parcial, que levanta a frutificaçaõ, e naõ as folhas.

+

I. Partialis, Sive pedicellus. fig. 132. 149. 145. Que sustenta quasi sempre huma só + frutificaçaõ. fig. 135. b. ou + que sahe de outro pedunculo commum.

+

Scapus. pedunculo, que sahe immediatamente da raiz, e parece hum caule.

+

2. Communis. fig. 163. 164. 165. 167. Pedunculo, que sustenta muitas frutificações, que he commum a muitas flores.

+

a.) Pelo lugar.

+

— Radicalis. Sahindo immediatamente da raiz.

+

— Caulinus. Do caule.

+

— Rameus. Dos ramos.

+

— Petiolaris. Sahe do peciolo. Hibiscus.

+

— Cirrhiferus. Tendo cirrho, ou ello (76) Vitis, Cardiospermum.

-

— Terminalis. Que está na extremidade do caule, ou do ramo.

-

— Axillaris. Que nasce entre o caule, e a folha, ou entre o - caule, e o ramo. (29)

-

— Oppositifolius. Opposto na situação á folha. Phytolacca, Solanum +

— Terminalis. Que está na extremidade do caule, ou do ramo.

+

— Axillaris. Que nasce entre o caule, e a folha, ou entre o + caule, e o ramo. (29)

+

— Oppositifolius. Opposto na situação á folha. Phytolacca, Solanum dulcamara, Vitis. Geranium, Ranunculus aquatilis.

-

— Laterifolius, s. lateralis. Posto ao lado da base da folha. +

— Laterifolius, s. lateralis. Posto ao lado da base da folha. Asperifoliae como Symphitum, Pulmonaria.

-

— Interfoliaceus. Estando posto alternadamente entre as folhas oppostas. Asclepias vincetoxicum.

-

— Suprafoliaceus; s. supinus. Acima da folha.

-

— Extrafoliaceus. Fora da folha.

+

— Interfoliaceus. Estando posto alternadamente entre as folhas oppostas. Asclepias vincetoxicum.

+

— Suprafoliaceus; s. supinus. Acima da folha.

+

— Extrafoliaceus. Fora da folha.

-

89. b.) Pela situaçaõ.

-

— Alternus. Posto alternado (31)

-

— Sparsus. Saõ muitos sem ordem alguma.

-

— Oppositus. (32) Opposto.

-

— Verticillatus. Quando saõ mais de dous, e que cercaõ o caule na mesma +

89. b.) Pela situaçaõ.

+

— Alternus. Posto alternado (31)

+

— Sparsus. Saõ muitos sem ordem alguma.

+

— Oppositus. (32) Opposto.

+

— Verticillatus. Quando saõ mais de dous, e que cercaõ o caule na mesma altura. Marrubium.

-

90. c.) Pelo número.

-

— Solitarius. Hum só. Lilium candidum.

-

— Geminatus. Dous no mesmo lugar.

- -

— Multiplex. Muitos. Plumeria.

-

— Umbellula Sessilis. Muitos pedunculos sahem do mesmo ponto sem intermedio algum, e formaõ huma +

90. c.) Pelo número.

+

— Solitarius. Hum só. Lilium candidum.

+

— Geminatus. Dous no mesmo lugar.

+ +

— Multiplex. Muitos. Plumeria.

+

— Umbellula Sessilis. Muitos pedunculos sahem do mesmo ponto sem intermedio algum, e formaõ huma circunferencia igual. (94)

-

91. d. Pela direcçaõ.

-

— Adpressus. (33)

-

— Coarctatus. Estando varios pedunculos pouco distantes entre si na base, e quasi parallelos.

-

— Patens. Muitos pedunculos, que sahem do mesmo lugar, estaõ muito desunidos entre si, ou saõ +

91. d. Pela direcçaõ.

+

— Adpressus. (33)

+

— Coarctatus. Estando varios pedunculos pouco distantes entre si na base, e quasi parallelos.

+

— Patens. Muitos pedunculos, que sahem do mesmo lugar, estaõ muito desunidos entre si, ou saõ divergentes.

-

— Cernuus. O apice se arquea de maneira que a flor está como cahindo, ou pendente - para hum lado, nem se póde elevar por causa da curvatura do pedunculo. Cardus natans. Helianthus annuus, Scabiosa alpina.

-

— Resupinatus. (34)

-

— Declinatus. (11)

-

— Nutans. Mais arqueado.

-

— Flaccidus. Taõ fraco, que está virado pelo pezo da própria flor.

-

— Adscendens. Primeiramente alguma cousa inclinada, depois eleva-se rectamente.

-

— Pendulus. Virado perpendicularmente para a terra.

-

— Strictus. (37)

-

— Flexuosus. (13)

-

— Retrofractus. Como quebrado, e virado a baixo.

-

— Recurvatus. Retorcido, formando hum angulo muito agudo.

-

— Vni, bi, tri-florus. Pelo numero das flores com 1. 2. 3. flores.

+

— Cernuus. O apice se arquea de maneira que a flor está como cahindo, ou pendente + para hum lado, nem se póde elevar por causa da curvatura do pedunculo. Cardus natans. Helianthus annuus, Scabiosa alpina.

+

— Resupinatus. (34)

+

— Declinatus. (11)

+

— Nutans. Mais arqueado.

+

— Flaccidus. Taõ fraco, que está virado pelo pezo da própria flor.

+

— Adscendens. Primeiramente alguma cousa inclinada, depois eleva-se rectamente.

+

— Pendulus. Virado perpendicularmente para a terra.

+

— Strictus. (37)

+

— Flexuosus. (13)

+

— Retrofractus. Como quebrado, e virado a baixo.

+

— Recurvatus. Retorcido, formando hum angulo muito agudo.

+

— Vni, bi, tri-florus. Pelo numero das flores com 1. 2. 3. flores.

-

92. e.) Pela medida relativa.

-

— Brevissimus, longus, Longissimus. Á proporçaõ do tamanho da flor.

+

92. e.) Pela medida relativa.

+

— Brevissimus, longus, Longissimus. Á proporçaõ do tamanho da flor.

- +
-

93. f.) Pela estructura.

-

— Teres (15) Roliço.

-

— Triqueter, tetragonus. (15 b)

-

— Filiformis. Delgado, e de igual grossura como hum fio.

-

— Attenuatus, acuminatus. Mais delgado para a ponta, ou flor.

-

— Incrassatus. Mais grosso na ponta, o que succede ordinariamente nas flores cernuas. +

93. f.) Pela estructura.

+

— Teres (15) Roliço.

+

— Triqueter, tetragonus. (15 b)

+

— Filiformis. Delgado, e de igual grossura como hum fio.

+

— Attenuatus, acuminatus. Mais delgado para a ponta, ou flor.

+

— Incrassatus. Mais grosso na ponta, o que succede ordinariamente nas flores cernuas. Tragopogon.

-

— Clavatus. Engrossado na vizinhança da flor como huma cachamorra.

-

— Nudus. Sem bracteas, - folhas, escamas, ou buço.

-

— Squamosus. (16) Com escamas

-

— Foliatus. Cuberto com folhas.

-

— Bracteatus. (81) Com bracteas.

-

— Geniculatus. (13) Com nós.

-

— Articulatus. (22) Com articulaçoens.

+

— Clavatus. Engrossado na vizinhança da flor como huma cachamorra.

+

— Nudus. Sem bracteas, + folhas, escamas, ou buço.

+

— Squamosus. (16) Com escamas

+

— Foliatus. Cuberto com folhas.

+

— Bracteatus. (81) Com bracteas.

+

— Geniculatus. (13) Com nós.

+

— Articulatus. (22) Com articulaçoens.

- INFLORESCENTIA. Florescentia. + INFLORESCENTIA. Florescentia.
-

94. Inflorescentia. He o modo com que as flores estaõ unidas á planta por meio do - pedunculo.

-

Flos. Parte filamentosa, e membranacea, primeira que o fruto, e conhecida pela - elegancia das suas cores. Consta de Calix, Corolla, - Estames, Pistillo, Pericarpio, Semente, Receptaculo +

94. Inflorescentia. He o modo com que as flores estaõ unidas á planta por meio do + pedunculo.

+

Flos. Parte filamentosa, e membranacea, primeira que o fruto, e conhecida pela + elegancia das suas cores. Consta de Calix, Corolla, + Estames, Pistillo, Pericarpio, Semente, Receptaculo .

-

A essencia da flor consiste na Anthera, e - estigma.

-

A essencia do fruto na semente.

-

A essencia da frutificaçaõ +

A essencia da flor consiste na Anthera, e + estigma.

+

A essencia do fruto na semente.

+

A essencia da frutificaçaõ consiste na flor, e fruto.

-

A essencia dos vegetaes consiste na frutificaçaõ .

-

A frutificaçaõ inclue-se na - Anthera, Estigma, e Semente.

- -

I.Flores geralmente.

-

— Terminales. (88)

-

— Laterales. Pegadas ao lado do caule.

-

— Unilaterales, Secundi. Estaõ viradas para hum, e mesmo lado.

-

— Anomali. Sem ordem. Convallaria polygonatum.

-

— Sparsi. (89)

-

— Sessiles. Sem pedunculo.

-

— Unicus. Huma só flor distante das outras no mesmo caule.

-

— Bini, termi &c. copiosi. Quando duas, tres, ou muitas flores estaõ juntas na +

A essencia dos vegetaes consiste na frutificaçaõ .

+

A frutificaçaõ inclue-se na + Anthera, Estigma, e Semente.

+ +

I.Flores geralmente.

+

— Terminales. (88)

+

— Laterales. Pegadas ao lado do caule.

+

— Unilaterales, Secundi. Estaõ viradas para hum, e mesmo lado.

+

— Anomali. Sem ordem. Convallaria polygonatum.

+

— Sparsi. (89)

+

— Sessiles. Sem pedunculo.

+

— Unicus. Huma só flor distante das outras no mesmo caule.

+

— Bini, termi &c. copiosi. Quando duas, tres, ou muitas flores estaõ juntas na mesma ordem, e no mesmo lugar. Daphne Mezereum.

-

— Verticillati. Que cercaõ o caule.

-

Verticillo denso com muitas flores. Verticillo raro com poucas flores.

-

— Erecti. Quasi perpendiculares para o ceo.

-

— Cernui. (61) Arqueadas para baixo.

-

— Nutantes. Estaõ mais viradas para a terra, que as cernuas.

-

— Verticales. Viradas perpendicularmente para a terra.

-

— Horisontales. Estão com o seu limbo parallelas ao horizontes.

+

— Verticillati. Que cercaõ o caule.

+

Verticillo denso com muitas flores. Verticillo raro com poucas flores.

+

— Erecti. Quasi perpendiculares para o ceo.

+

— Cernui. (61) Arqueadas para baixo.

+

— Nutantes. Estaõ mais viradas para a terra, que as cernuas.

+

— Verticales. Viradas perpendicularmente para a terra.

+

— Horisontales. Estão com o seu limbo parallelas ao horizontes.

-

95. II. Especies dellas.

-

Verticillus. fig. 166. He formada de muitas flores quasi sesseis, ou quasi sem pedunculos: he huma coroa, - que cerca o caule á maneira de anel.

-

— a.) Sessilis. Sendo as pequenas flores sem pedunculos visiveis. (94)

-

— Pedunculatus. Tendo as flores pedunculos.

-

— b.) Nudus. Sem involucros: ou bracteas. &c.

-

— Bracteatus. Com bracteas. +

95. II. Especies dellas.

+

Verticillus. fig. 166. He formada de muitas flores quasi sesseis, ou quasi sem pedunculos: he huma coroa, + que cerca o caule á maneira de anel.

+

— a.) Sessilis. Sendo as pequenas flores sem pedunculos visiveis. (94)

+

— Pedunculatus. Tendo as flores pedunculos.

+

— b.) Nudus. Sem involucros: ou bracteas. &c.

+

— Bracteatus. Com bracteas. (81)

- -

— c.) Involucratus. Com involucro. (112)

-

— Confertus. Formado de muitas pequenas flore espessas, e muito unidas, ou com pedunculos muito + +

— c.) Involucratus. Com involucro. (112)

+

— Confertus. Formado de muitas pequenas flore espessas, e muito unidas, ou com pedunculos muito visinhos.

-

— Distans. Com os pedunculos distantes.

+

— Distans. Com os pedunculos distantes.

-

96. Capitulum. Formado de muitas flores dispostas á maneira de globo. Trifolium.

-

a.) Subrotundum. Que se avisinha a figura esferica, ou quasi globosa.

-

— Globosum. Igual a huma esfera.

-

— Dimidiatum. Representa a metade de hum capitulo, ou he redondo em huma parte, e +

96. Capitulum. Formado de muitas flores dispostas á maneira de globo. Trifolium.

+

a.) Subrotundum. Que se avisinha a figura esferica, ou quasi globosa.

+

— Globosum. Igual a huma esfera.

+

— Dimidiatum. Representa a metade de hum capitulo, ou he redondo em huma parte, e chato em outra.

-

— b.) Foliosum. Cercado de pequenas folhas, - ou estando as folhas entre as flores

-

— Nudum. Sem folhas, e sedas.

-

Fasciculus. São flores elevadas, parallelas, fastigiadas (23), e muito visinhas. Dianthus +

— b.) Foliosum. Cercado de pequenas folhas, + ou estando as folhas entre as flores

+

— Nudum. Sem folhas, e sedas.

+

Fasciculus. São flores elevadas, parallelas, fastigiadas (23), e muito visinhas. Dianthus barbatus.

-

97. Spica fig. 165. He formada de flores Sessiles, ou sem pedunculo commum simples.

-

Spicula. He huma pequena espiga, ou porçaõ da espiga maior das gramas, que outros +

97. Spica fig. 165. He formada de flores Sessiles, ou sem pedunculo commum simples.

+

Spicula. He huma pequena espiga, ou porçaõ da espiga maior das gramas, que outros chamaõ Locusta.

-

— Secunda. Tendo as flores todas viradas para huma parte.

-

— Disticha. As flores estaõ viradas para hum, e outro lado.

-

a.) Simplex. Flores solitarias estaõ pegadas em hum, e mesmo +

— Secunda. Tendo as flores todas viradas para huma parte.

+

— Disticha. As flores estaõ viradas para hum, e outro lado.

+

a.) Simplex. Flores solitarias estaõ pegadas em hum, e mesmo pedunculo, e assim a espiga naõ está dividida.

-

— Composita. Formada de muitas espigas pequenas pegadas por meio de hum pequeno pedunculo - ao pedunculo commum, que está dividido em varias +

— Composita. Formada de muitas espigas pequenas pegadas por meio de hum pequeno pedunculo + ao pedunculo commum, que está dividido em varias partes.

-

— Unica. Huma só no caule.

-

— Multae. Muitas no mesmo caule.

+

— Unica. Huma só no caule.

+

— Multae. Muitas no mesmo caule.

-

98. — b.) Ovata. Que se avisinha á figura de hum ovo. (38)

-

— Ventricosa. Estreita em huma, e em outra extremidade, e dilatada no meio, ou +

98. — b.) Ovata. Que se avisinha á figura de hum ovo. (38)

+

— Ventricosa. Estreita em huma, e em outra extremidade, e dilatada no meio, ou arqueada nos lados.

-

— Cylindrica. Sendo redonda por todo o comprimento, e da mesma grossura.

-

— Interrupta. Alternadamente sem flores, ou muito estreita de espaço em espaço, (59) +

— Cylindrica. Sendo redonda por todo o comprimento, e da mesma grossura.

+

— Interrupta. Alternadamente sem flores, ou muito estreita de espaço em espaço, (59) ou com espigas menores alternadas distantes.

-

99. c) Imbricata. As pequenas flores encostadas para hum lado se cobrem em parte +

99. c) Imbricata. As pequenas flores encostadas para hum lado se cobrem em parte entre si.

-

— Articulata. (22)

-

— Linearis. He comprimida, e de igual largura em todo o seu comprimento.

-

— Ciliata. A sua margem está cercada de pellos; ou sedas parallelas dispostas +

— Articulata. (22)

+

— Linearis. He comprimida, e de igual largura em todo o seu comprimento.

+

— Ciliata. A sua margem está cercada de pellos; ou sedas parallelas dispostas longitudinalmente (79).

-

— Foliacea. Com pequenas folhas +

— Foliacea. Com pequenas folhas interpostas.

-

— Comosa. Que acaba com huma coma, ou com pequenas folhas juntas.

+

— Comosa. Que acaba com huma coma, ou com pequenas folhas juntas.

-

100. Corymbus. fig. 163. Faz-se da espiga, quando cada huma das flores tem pedunculos proprios +

100. Corymbus. fig. 163. Faz-se da espiga, quando cada huma das flores tem pedunculos proprios compridos, mas elevados com proporçaõ fazendo a figura de maça. Spiraea, Brassica. Achillaea millefolium.

-

— Simplex. Os pedunculos são inteiros, sem divisaõ.

-

— Compositus. Os primeiros pedunculos estão divididos em outras menores, porem conservando a mesma situaçaõ.

+

— Simplex. Os pedunculos são inteiros, sem divisaõ.

+

— Compositus. Os primeiros pedunculos estão divididos em outras menores, porem conservando a mesma situaçaõ.

-

101. Thyrsus. He huma panicula estreita de figura oval. Syringa. Tussilago +

101. Thyrsus. He huma panicula estreita de figura oval. Syringa. Tussilago petasites.

-

— Nudus. Sem folhas, e escamas.

-

— Foliatus. Com folhas .

+

— Nudus. Sem folhas, e escamas.

+

— Foliatus. Com folhas .

-

102. Racemus. fig. 164. Cacho, he formado de hum pedunculo, que tem ramos lateraes pequenos. Vitis, Ribes Rubrum, +

102. Racemus. fig. 164. Cacho, he formado de hum pedunculo, que tem ramos lateraes pequenos. Vitis, Ribes Rubrum, Pbytolacca.

-

— a.) Simplex. Com o pedunculo, e os ramos, que naõ +

— a.) Simplex. Com o pedunculo, e os ramos, que naõ estaõ divididos.

-

— Compositus. Com o pedunculo, e os ramos divididos em +

— Compositus. Com o pedunculo, e os ramos divididos em muitas partes. Chenopodium viride. Vitis vinifera.

-

— b.) Unilateralis. Com os pequenos pedunculos, ou com as flores pegadas sómente em hum lado

-

— Secundus. Os pesinhos, pedicelli, ou pequenos pedunculos revirados todos para hum lado.

-

— Pedatus. Pedunculo commum sustenta +

— b.) Unilateralis. Com os pequenos pedunculos, ou com as flores pegadas sómente em hum lado

+

— Secundus. Os pesinhos, pedicelli, ou pequenos pedunculos revirados todos para hum lado.

+

— Pedatus. Pedunculo commum sustenta racemos pequenos como o folium pedatum. (59)

-

— Conjugatus. (59)

-

— c.) Erectus. Elevado. (26)

-

— Laxus. Froxo.

-

— Flacidus. Como se fosse murcho.

-

— Dependens, pendulus. Contrario ao erectus.

-

— d.) Nudus. Sem folhas.

-

— Foliatus. Com folhas.

+

— Conjugatus. (59)

+

— c.) Erectus. Elevado. (26)

+

— Laxus. Froxo.

+

— Flacidus. Como se fosse murcho.

+

— Dependens, pendulus. Contrario ao erectus.

+

— d.) Nudus. Sem folhas.

+

— Foliatus. Com folhas.

-

103. Panicula. fig. 167. As flores espalhadas em pedunculos divididos em varias partes.

-

Na maior parte das gramas como Panicum, Milium.

-

— Diffusa. Os pedicellos ou pequenos ramos do pedunculo se afastaõ muito entre si.

- -

— Coarctata. Os pedicellos, ou pequenos ramos estaõ quasi parallelos entre si.

+

103. Panicula. fig. 167. As flores espalhadas em pedunculos divididos em varias partes.

+

Na maior parte das gramas como Panicum, Milium.

+

— Diffusa. Os pedicellos ou pequenos ramos do pedunculo se afastaõ muito entre si.

+ +

— Coarctata. Os pedicellos, ou pequenos ramos estaõ quasi parallelos entre si.

- FRUCTIFICATIO + FRUCTIFICATIO Frutificaçaõ.
-

104. Fructificatio. He a parte dos vegetaes, que dura certo tempo, que acaba o +

104. Fructificatio. He a parte dos vegetaes, que dura certo tempo, que acaba o antigo, e principia hum novo estado.

-

Fructus. He a parte da planta annual unida á flor, e que succede á mesma, que em +

Fructus. He a parte da planta annual unida á flor, e que succede á mesma, que em chegando ao seu estado de perfeiçaõ se despega espontaneamente da planta, e recebida na terra dá principio a huma nova planta.

-

Fructescentia. He o tempo, em que as sementes amadurecem.

-

Pelta. He huma fructificaçaõ - chata, ordinariamente pegada na margem da folha.

-

Tuberculum. He huma fructificaçaõ formada de pontos asperos, e estes quasi formados de pós. +

Fructescentia. He o tempo, em que as sementes amadurecem.

+

Pelta. He huma fructificaçaõ + chata, ordinariamente pegada na margem da folha.

+

Tuberculum. He huma fructificaçaõ formada de pontos asperos, e estes quasi formados de pós. Lichen.

-

Scutellum. He a fructificaçaõ +

Scutellum. He a fructificaçaõ com articulaçoens, concava, e com a margem elevada. Lichen.

-

A fructificaçaõ differe em cada +

A fructificaçaõ differe em cada huma das suas partes pelo numero, pela figura, proporçaõ, e situaçaõ.

-

Conhece-se pela Anthera, pelo Estigma, e pela Semente ,

-

Acinus. He a semente das uvas, ou o gomo do fruto do +

Conhece-se pela Anthera, pelo Estigma, e pela Semente ,

+

Acinus. He a semente das uvas, ou o gomo do fruto do Sabugeiro &c.

-

Simplex. Constando a fructificaçaõ de poucas flores, e estas desunidas.

-

Composita, aggregata. Consta de muitas pequenas flores de figura particular, postas - na mesma base, ou receptaculo. Syngenesia.

-

— Partes. As partes da +

Simplex. Constando a fructificaçaõ de poucas flores, e estas desunidas.

+

Composita, aggregata. Consta de muitas pequenas flores de figura particular, postas + na mesma base, ou receptaculo. Syngenesia.

+

— Partes. As partes da fructificaçaõ saõ sete. Calyx (105), Corolla (120), Stamen (127), Pistillum (133), Pericarpium (139), Semen (148), Receptaculum. (155)

-

105. Calix. He a casca da planta, que se apresenta na fructificaçaõ, ou he a externa membrana da flor, de côr - quasi sempre verde, que cerca juntamente a corolla, o estame, e o +

105. Calix. He a casca da planta, que se apresenta na fructificaçaõ, ou he a externa membrana da flor, de côr + quasi sempre verde, que cerca juntamente a corolla, o estame, e o pistilo .

-

O caliz pela duraçaõ he.

-

— Caducus. Que cahe, quando a flor principia a abrir-se Papaver, Epimedium.

-

— Deciduus. Cahindo juntamente a corolla. Tetradynamia. Berberis.

-

— Persistens. Conserva-se até amadurecer perfeitamente o fruto. Didynamia.

-

— Geminus. Quando saõ dous calices.

-

— Nullus. Nenhum. Tulipa, Lilium.

-

— Simplex. Simples. Primula.

-

— Duplex, geminus. Duplicado. Malva. Hibiscus.

-

— Triplex. Tres.

-

— Perianthium, Derivado do vocabulo grego. Περι ανθος isto é he junto á flor. Algumas - vezes se considera a bractea como +

O caliz pela duraçaõ he.

+

— Caducus. Que cahe, quando a flor principia a abrir-se Papaver, Epimedium.

+

— Deciduus. Cahindo juntamente a corolla. Tetradynamia. Berberis.

+

— Persistens. Conserva-se até amadurecer perfeitamente o fruto. Didynamia.

+

— Geminus. Quando saõ dous calices.

+

— Nullus. Nenhum. Tulipa, Lilium.

+

— Simplex. Simples. Primula.

+

— Duplex, geminus. Duplicado. Malva. Hibiscus.

+

— Triplex. Tres.

+

— Perianthium, Derivado do vocabulo grego. Περι ανθος isto é he junto á flor. Algumas + vezes se considera a bractea como periancio, como no Helleboro, Nigella hepatica.

-

— a.) Fructificationis. Incluindo estames, e +

— a.) Fructificationis. Incluindo estames, e germen.

-

— b.) Floris. Contendo somente estames. +

— b.) Floris. Contendo somente estames. (127).

-

— y.) Fructus. Incluindo somente o fruto. (133)

-

O periancio differe da bractea, porque - aquelle apodrece em o fruto sendo maduro, se naõ he dantes, o que naõ succede ás bracteas, ou folhas floraes.

+

— y.) Fructus. Incluindo somente o fruto. (133)

+

O periancio differe da bractea, porque + aquelle apodrece em o fruto sendo maduro, se naõ he dantes, o que naõ succede ás bracteas, ou folhas floraes.

-

106. I. Proprium. Incluindo só huma flor.

-

— a.) Monophyllum. Constando de huma só folha, que se inteira na base, posto que o limbo seja muitas vezes dividido. Datura, +

106. I. Proprium. Incluindo só huma flor.

+

— a.) Monophyllum. Constando de huma só folha, que se inteira na base, posto que o limbo seja muitas vezes dividido. Datura, Primula.

-

— Diphyllum. Constando de duas. Papaver.

-

E assim se diz bi, tri, tetra, penta, bexaphyllum conforme o numero, isto he - dividindo estas partes até á base do mesmo caliz.

-

— Polyphyllum. Incisoens do caliz, que +

— Diphyllum. Constando de duas. Papaver.

+

E assim se diz bi, tri, tetra, penta, bexaphyllum conforme o numero, isto he + dividindo estas partes até á base do mesmo caliz.

+

— Polyphyllum. Incisoens do caliz, que chegaõ á base do mesmo, em excedendo, o numero de doze.

-

107. b.) Fissum. Em quanto ás incisoens he hum periancio monophyllo (106), mais, ou +

107. b.) Fissum. Em quanto ás incisoens he hum periancio monophyllo (106), mais, ou menos dividido até a sua metade com incisoens lineares, e as margens rectas.

-

Bi, tri, quadri, quinque fidum, &c. multifidum segundo o numero das incisoens; da +

Bi, tri, quadri, quinque fidum, &c. multifidum segundo o numero das incisoens; da mesma especie he bi, tri, &c. multidentatum.

-

— Partitum. He monophyllo, dividido como o fissum, mas as incisoens passaõ do meio, e - muitas veses chegaõ até á base; porem as lacinias estaõ juntas na base, formando hum só corpo. Bi, tri, +

— Partitum. He monophyllo, dividido como o fissum, mas as incisoens passaõ do meio, e + muitas veses chegaõ até á base; porem as lacinias estaõ juntas na base, formando hum só corpo. Bi, tri, multi-partitum, dividido em duas, tres, ou muitas partes.

-

— Integrum. he monophyllo sem divisaõ alguma.

-

— Serratum, dentatum. As incisoens do caliz +

— Integrum. he monophyllo sem divisaõ alguma.

+

— Serratum, dentatum. As incisoens do caliz saõ muito breves, de maneira que representaõ dentes Hypericum.

-

— Ciliatum. Com pellos parallelos nas margens. Centaurea.

-

Em quanto á figura.

+

— Ciliatum. Com pellos parallelos nas margens. Centaurea.

+

Em quanto á figura.

-

108. c.) Tubulosum. De figura quasi cylindrica.

-

— Patens. Sendo o limbo do mesmo caliz, ou - suas lacinias mais amplas, ou as lacinias, e divisoens, saõ divergentes.

-

— Reflexum. Com o limbo, ou lacinias voltadas ou viradas para traz.

- -

— Inflatum. Caliz concavo á maneira de huma +

108. c.) Tubulosum. De figura quasi cylindrica.

+

— Patens. Sendo o limbo do mesmo caliz, ou + suas lacinias mais amplas, ou as lacinias, e divisoens, saõ divergentes.

+

— Reflexum. Com o limbo, ou lacinias voltadas ou viradas para traz.

+ +

— Inflatum. Caliz concavo á maneira de huma bexiga inchada.

-

— Aequale, inaequale, globosum. A’ maneira de globo.

-

— Clavatum. Mais grosso para a ponta.

-

— Erectum. Elevado, ou direito.

-

— Integrum. Inteiro.

-

— Serratum. Cortado no limbo á maneira de serra.

-

— Acutum. Acaba em ponta aguda.

-

— Truncatum. Como cortado.

+

— Aequale, inaequale, globosum. A’ maneira de globo.

+

— Clavatum. Mais grosso para a ponta.

+

— Erectum. Elevado, ou direito.

+

— Integrum. Inteiro.

+

— Serratum. Cortado no limbo á maneira de serra.

+

— Acutum. Acaba em ponta aguda.

+

— Truncatum. Como cortado.

-

109. d.) Abbeviatum, longum. Quando naõ chega, ou excede o tubo, ou as unhas da +

109. d.) Abbeviatum, longum. Quando naõ chega, ou excede o tubo, ou as unhas da corolla.

-

110. e.) Obtusum. Obtuso na base (46.) Nymphaea.

-

— Acutum. Agudo na base (47) Primula.

-

— Acuminatum apice. Delgado na ponta. Hyosciamus.

-

— Spinosum. Com espinhos. (85)

-

Pela duraçaõ.

-

— Persistens. Que fica depois do fruto estar maduro.

-

— Deciduus. Que cahe com a flor.

-

— Caducus. Que cahe com o fruto.

-

— Superum. Existindo o germe, ou o principio da frutificaçaõ abaixo do receptaculo.

-

— Inferum. Quando o germe se acha acima do receptaculo.

-

Alem do periancio simples, tambem se considera o composto.

-

— Compositum. Constando de mais, do que duas ordens de folhas.

-

Squamosum. Sendo o caliz cuberto de outras tantas - pequenas folhas á maneira de escamas.

+

110. e.) Obtusum. Obtuso na base (46.) Nymphaea.

+

— Acutum. Agudo na base (47) Primula.

+

— Acuminatum apice. Delgado na ponta. Hyosciamus.

+

— Spinosum. Com espinhos. (85)

+

Pela duraçaõ.

+

— Persistens. Que fica depois do fruto estar maduro.

+

— Deciduus. Que cahe com a flor.

+

— Caducus. Que cahe com o fruto.

+

— Superum. Existindo o germe, ou o principio da frutificaçaõ abaixo do receptaculo.

+

— Inferum. Quando o germe se acha acima do receptaculo.

+

Alem do periancio simples, tambem se considera o composto.

+

— Compositum. Constando de mais, do que duas ordens de folhas.

+

Squamosum. Sendo o caliz cuberto de outras tantas + pequenas folhas á maneira de escamas.

- +
-

111. II. Commune. Contem muitas pequenas flores unidas. Aggregatae como Scabiosa. +

111. II. Commune. Contem muitas pequenas flores unidas. Aggregatae como Scabiosa. Syngenesiae como Taraxacum.

-

— Imbricatum. As escamas, ou pequenas folhas - do caliz se sobrepõem humas por cima das outras. +

— Imbricatum. As escamas, ou pequenas folhas + do caliz se sobrepõem humas por cima das outras. Taraxacum, Lactuca, Hieracium, Sonchus. (31)

-

— Squarrosum, Squamosum. Estas escamas se afastaõ do caliz pelo seo apice, ficando assim horizontaes, virando o mesmo apice para +

— Squarrosum, Squamosum. Estas escamas se afastaõ do caliz pelo seo apice, ficando assim horizontaes, virando o mesmo apice para a parte inferior. Carduus. Coniza. Helyanthus.

-

— Scariosum. As escamas na sua margem saõ membranaceas, seccas, e +

— Scariosum. As escamas na sua margem saõ membranaceas, seccas, e sonoras.

-

— Turbinatum. Sendo de figura conica inversa, ou quando a sua base representa o apice - de huma piramide conica, e a summidade do caliz representa +

— Turbinatum. Sendo de figura conica inversa, ou quando a sua base representa o apice + de huma piramide conica, e a summidade do caliz representa a base.

-

— Calyculatum, sive auctum. Tendo huma ordem distincta de pequenas folhas, que cingem a base do caliz. Crepis. Coreopsis. Dianthus.

-

He de advertir, que nas plantas que naõ tem caliz, he a - corolla mais grossa afim de suprir este defeito para sustentar a frutificaçaõ.

+

— Calyculatum, sive auctum. Tendo huma ordem distincta de pequenas folhas, que cingem a base do caliz. Crepis. Coreopsis. Dianthus.

+

He de advertir, que nas plantas que naõ tem caliz, he a + corolla mais grossa afim de suprir este defeito para sustentar a frutificaçaõ.

-

112. Involucrum. fig. 135. Differe do caliz periancio por +

112. Involucrum. fig. 135. Differe do caliz periancio por se achar afastado da flor: he proprio das plantas umbelliferas, e falta nellas muitas - vezes. He semelhante ás folhas, se acha na - base das umbellas, e algumas vezes nas flores verticiladas.

-

— a.) Universale. f. e. Quando inclue dentro em si a umbella tanto a universal, como + vezes. He semelhante ás folhas, se acha na + base das umbellas, e algumas vezes nas flores verticiladas.

+

— a.) Universale. f. e. Quando inclue dentro em si a umbella tanto a universal, como a particular. Eryngium. Daucus.

-

— Partiale. f. b. Estando debaixo da pequena umbella parcial. Scandix cerefolium.

- -

— Proprium. Caliz particular de cada flor, +

— Partiale. f. b. Estando debaixo da pequena umbella parcial. Scandix cerefolium.

+ +

— Proprium. Caliz particular de cada flor, ou que está em cada huma das umbellas parciaes.

-

— b.) Mono &c. polyphyllum. (106. 107) De huma folha, de duas ou +

— b.) Mono &c. polyphyllum. (106. 107) De huma folha, de duas ou de muitas. Bupleurum.

-

— Diphyllum. De duas folhas Euphorbia.

-

— Triphyllum. De tres folhas. Butomus.

-

— Tetraphyllum. De quatro. Alisma.

-

— Hexaphyllum. De seis. Daucus.

+

— Diphyllum. De duas folhas Euphorbia.

+

— Triphyllum. De tres folhas. Butomus.

+

— Tetraphyllum. De quatro. Alisma.

+

— Hexaphyllum. De seis. Daucus.

-

113. Gluma. fig. 134. a. Caliz proprio das - gramas: elle, he formado de pequenas folhas +

113. Gluma. fig. 134. a. Caliz proprio das + gramas: elle, he formado de pequenas folhas concavas, que se unem. Pelo numero das valvas se diz uni, bi, tri, valvis, e apenas consta de seis.

-

Valvae. Saõ laminas seccas, que resistem à chuva, tem a rigeza de papel, e quasi +

Valvae. Saõ laminas seccas, que resistem à chuva, tem a rigeza de papel, e quasi sempre saõ compridas.

-

— 114. a.) Uniflora. Que contem huma só flor, e esta, ou he perfeita com estames, e - pistillo, ou sòmente tem estames, ou - tem pistillo. Panicum, Phalaris.

-

— Biflora. Contendo dous flosculos.

-

— Multiflora. Tendo mais, que dous flosculos. Triticum.

-

— b.) Univalvis. Se a flor alem das valvas, que servem de corolla, vem cuberta com +

— 114. a.) Uniflora. Que contem huma só flor, e esta, ou he perfeita com estames, e + pistillo, ou sòmente tem estames, ou + tem pistillo. Panicum, Phalaris.

+

— Biflora. Contendo dous flosculos.

+

— Multiflora. Tendo mais, que dous flosculos. Triticum.

+

— b.) Univalvis. Se a flor alem das valvas, que servem de corolla, vem cuberta com huma só valva, ou escama.

-

— Bi-multi-valvis. A flor tem duas &c. escamas, ou valvas, ou muitas; seis +

— Bi-multi-valvis. A flor tem duas &c. escamas, ou valvas, ou muitas; seis Hordeum.

-

— c.) Colorata. De outra côr, que naõ seja a côr verde herbacea.

-

— Glabra. (48)

-

— Hispida. (52)

+

— c.) Colorata. De outra côr, que naõ seja a côr verde herbacea.

+

— Glabra. (48)

+

— Hispida. (52)

-

115. Arista. fig. 134. b. Pragana, he a ponta feita á maneira de sovella, que está +

115. Arista. fig. 134. b. Pragana, he a ponta feita á maneira de sovella, que está posta acima da gluma. Avena.

- -

— a.) Mutica. he a gluma, que naõ tem arista, ou pragana.

-

— Terminalis. A arista sahe do apice da valva.

-

— Dorsalis. A pragana está pegada na parte externa, e convexa, ou dorso da valva, ou + +

— a.) Mutica. he a gluma, que naõ tem arista, ou pragana.

+

— Terminalis. A arista sahe do apice da valva.

+

— Dorsalis. A pragana está pegada na parte externa, e convexa, ou dorso da valva, ou no lado exterior da gluma. Avena.

-

— b. Recta. Quando he extende perpendicularmente.

-

— Tortilis. Como huma corda torcida, ou em espira.

-

— Flexa. Arista, que tem no meio hum nó torcido. Avena.

-

— Geniculata, articulata. Com nós, ou articulaçoens. Stipa plumosa.

-

— Recurvata. Arqueada para a parte exterior.

+

— b. Recta. Quando he extende perpendicularmente.

+

— Tortilis. Como huma corda torcida, ou em espira.

+

— Flexa. Arista, que tem no meio hum nó torcido. Avena.

+

— Geniculata, articulata. Com nós, ou articulaçoens. Stipa plumosa.

+

— Recurvata. Arqueada para a parte exterior.

-

116. Amentum. fig. 137. He hum caliz - produzido do receptaculo commum, filiforme, paleaceo, - gemmaceo, ou com gomos. Juglans.

-

— Squamosum. Quando os flosculos estaõ guarnecidos de escamas. Carpinus.

-

— Nudum. Sem escamas.

-

Pericarpium. Fruto, que sahe do amento, que representa huma figura conica.

-

Strobilus. De figura conica.

-

— Arista. Estando a corolla pegada ao caliz - com pequeno pedunculo.

-

Rachis. He o receptaculo filiforme nos amentos.

+

116. Amentum. fig. 137. He hum caliz + produzido do receptaculo commum, filiforme, paleaceo, + gemmaceo, ou com gomos. Juglans.

+

— Squamosum. Quando os flosculos estaõ guarnecidos de escamas. Carpinus.

+

— Nudum. Sem escamas.

+

Pericarpium. Fruto, que sahe do amento, que representa huma figura conica.

+

Strobilus. De figura conica.

+

— Arista. Estando a corolla pegada ao caliz + com pequeno pedunculo.

+

Rachis. He o receptaculo filiforme nos amentos.

-

117. Spatha. fig. 132. 133. Nos Liliaceos, he o caliz do Spadix. (164) aberto, ou quebrado pelo seu comprimento, ou huma - bainha fendida, ou aberta, longitudinalmente, membranacea, rugosa, e quasi +

117. Spatha. fig. 132. 133. Nos Liliaceos, he o caliz do Spadix. (164) aberto, ou quebrado pelo seu comprimento, ou huma + bainha fendida, ou aberta, longitudinalmente, membranacea, rugosa, e quasi sempre secca. Narcissus. Palmas.

-

— Univalvis. fig. 132. Consta de huma só folha - fendida, ou rachada longitudinalmente, ou que se abre em hum lado. Arum. Narcissus, +

— Univalvis. fig. 132. Consta de huma só folha + fendida, ou rachada longitudinalmente, ou que se abre em hum lado. Arum. Narcissus, Lencojum.

-

— Bivalvis. fig. 133. Huma bainha dividida quasi até á base em duas lacinias, ou em duas partes.

-

— Dimidiata. Consta de huma só valva aberta desde a base até ao apice á maneira de +

— Bivalvis. fig. 133. Huma bainha dividida quasi até á base em duas lacinias, ou em duas partes.

+

— Dimidiata. Consta de huma só valva aberta desde a base até ao apice á maneira de hum ovo cortado longitudinalmente ao meio.

-

— Monophylla. De huma só folha. Narcissus.

-

— Diphylla. De duas folhas. Stratiotes +

— Monophylla. De huma só folha. Narcissus.

+

— Diphylla. De duas folhas. Stratiotes imbricata. Musa.

-

— Imbricata. Com escamas dispostas á maneira de telhas. Musa.

+

— Imbricata. Com escamas dispostas á maneira de telhas. Musa.

-

118. Calyptra. fig. 136. Caliz proprio dos - musgos, que vem a ser hum pequeno operculo, ou tampa, que cobre a anthera. Polytrichum commune.

-

— Recta. Sendo este caliz calyptra +

118. Calyptra. fig. 136. Caliz proprio dos + musgos, que vem a ser hum pequeno operculo, ou tampa, que cobre a anthera. Polytrichum commune.

+

— Recta. Sendo este caliz calyptra perpendicular.

-

— Obliqua. Sendo este caliz calyptra posto +

— Obliqua. Sendo este caliz calyptra posto obliquamente, ou virado para algum lado.

-

119. Volva. fig. 139. b. Chama-se impropriamente caliz: elle he huma membrana (para assim me explicar) que une a periferia do +

119. Volva. fig. 139. b. Chama-se impropriamente caliz: elle he huma membrana (para assim me explicar) que une a periferia do pileo (vid. infr.) dos cucumellos antes da expançaõ, depois da qual se dilacera - perdendo a semilhança do caliz.

-

— Aproximata. fig. 139. a. Sendo contigua ao pileo, ou á cabeça.

-

— Remota. Distante do pileo.

-

— Remotissima. Muito mais distante.

+ perdendo a semilhança do caliz.

+

— Aproximata. fig. 139. a. Sendo contigua ao pileo, ou á cabeça.

+

— Remota. Distante do pileo.

+

— Remotissima. Muito mais distante.

-

120 Corolla. He o libro da planta, que se acha extendido na flor, ou he huma membrana - interna da flor, ou huma folha, ou pequenas folhas, de substancia mais tenra, sempre linda, e differente da - cór do caliz.

-

A corolla se distingue do Periancio, porque a quella, pela situaçaõ, alterna com os - estames, e este está opposto aos +

120 Corolla. He o libro da planta, que se acha extendido na flor, ou he huma membrana + interna da flor, ou huma folha, ou pequenas folhas, de substancia mais tenra, sempre linda, e differente da + cór do caliz.

+

A corolla se distingue do Periancio, porque a quella, pela situaçaõ, alterna com os + estames, e este está opposto aos mesmos.

- -

— Aequalis. As partes da corolla naõ saõ iguaes pela figura, tamanho, e + +

— Aequalis. As partes da corolla naõ saõ iguaes pela figura, tamanho, e proporçaõ.

-

— Inaequalis. As partes da corolla naõ saõ iguaes no tamanho, mas com a proporcaõ +

— Inaequalis. As partes da corolla naõ saõ iguaes no tamanho, mas com a proporcaõ dellas, formaõ huma flor regular.

-

a.) As partes da corolla.

-

Petalum, e Nectarium.

-

Petalum. He um tegumento corallaceo da flor, ou a parte da corolla dividida em muitas - partes. Usa-se deste termo commummente, quando a corolla he composta de pequenas +

a.) As partes da corolla.

+

Petalum, e Nectarium.

+

Petalum. He um tegumento corallaceo da flor, ou a parte da corolla dividida em muitas + partes. Usa-se deste termo commummente, quando a corolla he composta de pequenas folhas, ou laminas desunidas entre si, e que tambem estaõ desunidas na base.

-

Partes. As partes do petalo saõ.

-

Tubus. fig. 142. a. He a base inferior de figura cylindrica. A parte inferior da +

Partes. As partes do petalo saõ.

+

Tubus. fig. 142. a. He a base inferior de figura cylindrica. A parte inferior da corolla monopetala feita á maneira de canudo. Primala veris, Crocus.

-

Tubi orificium. A abertura superior do canudo, ou abertura no meio da corolla.

-

Tubus perforatus. Aberto em ambas as extremidades.

-

— Caecus. Fechado em huma extremidade; e sendo comprido entaõ chama-se calcar, e +

Tubi orificium. A abertura superior do canudo, ou abertura no meio da corolla.

+

Tubus perforatus. Aberto em ambas as extremidades.

+

— Caecus. Fechado em huma extremidade; e sendo comprido entaõ chama-se calcar, e pertence ao nectario.

-

Unguis. fig. 144. a. He a parte inferior do petalo, que se pega ao receptaculo, ou á base da flor, que consta de muitos +

Unguis. fig. 144. a. He a parte inferior do petalo, que se pega ao receptaculo, ou á base da flor, que consta de muitos petalos.

-

Limbus. fig. I42. b. He a parte superior extendida da corolla monopetala. Este ou he +

Limbus. fig. I42. b. He a parte superior extendida da corolla monopetala. Este ou he integer inteiro sem alguma divisaõ, ou he laciniatus dividido em varias partes, ou abas.

-

— Fissus. Naõ chega a divisaõ até ao meio.

-

Lacinia. Saõ partes da corolla, em que está dividido o limbo. Laciniae duae. Alfine, - Circea; tres Holosteum. quatuor, Lichnis. Quinque, Reseda.

-

Lamina. fig. 144. b. He a parte superior, extendida da corolla polypetala, ou de +

— Fissus. Naõ chega a divisaõ até ao meio.

+

Lacinia. Saõ partes da corolla, em que está dividido o limbo. Laciniae duae. Alfine, + Circea; tres Holosteum. quatuor, Lichnis. Quinque, Reseda.

+

Lamina. fig. 144. b. He a parte superior, extendida da corolla polypetala, ou de muitos petalos, que forma hum angulo com o ungue. Veronica austriaca.

-

121. b. Monopetala. Corolla, que consta de hum só petalo. Anagalis. Convolvulus, +

121. b. Monopetala. Corolla, que consta de hum só petalo. Anagalis. Convolvulus, Primula.

-

— Dipetala. De dous petalos. Circaea. Tripetala de tres Alisma, Sagittaria, +

— Dipetala. De dous petalos. Circaea. Tripetala de tres Alisma, Sagittaria, tetrapetala, de quatro as plantas da classe da Tetradynamia. Pentapetala de cinco, as umbelliferas. Hexapetala de seis Tulipa, Lilium. Enncapetala de nove. Liriodendrum.

-

— Polypetala. (106) Mais de nove petalos, os quaes se contaõ no lugar onde estaõ +

— Polypetala. (106) Mais de nove petalos, os quaes se contaõ no lugar onde estaõ pegados. Hepatica.

-

— Apetala: sem petalos.

-

— 2-3-4- Multidentata. Com dous, tres, ou muitos dentes, ou incisuras agudas, e +

— Apetala: sem petalos.

+

— 2-3-4- Multidentata. Com dous, tres, ou muitos dentes, ou incisuras agudas, e pequenas.

-

— Fissa. 2-12- Multifida. (107)

-

— Partita. 2-Multipartita. (107)

-

— Bifida. Dividida em dous com divisoens pouco profundas Utricularia. trifida, em +

— Fissa. 2-12- Multifida. (107)

+

— Partita. 2-Multipartita. (107)

+

— Bifida. Dividida em dous com divisoens pouco profundas Utricularia. trifida, em tres, Alisma. quadrifida, em quatro Rinanthus, quinquefida em cinco Nicotiana. Sexfida Pavia Oectofidas, em oito Tormentilla. decemdida, Potentilla, Fragaria. duodecenfida, Lythrum.

-

Corolla universalis. Nas flores agregadas como Globularia, Scabiosa, &c. que - constaõ de muitos - flosculos postos em hum caliz +

Corolla universalis. Nas flores agregadas como Globularia, Scabiosa, &c. que + constaõ de muitos + flosculos postos em hum caliz commum. Entende-se por corolla universal todo este ajuntamento de flores.

-

122. c.) Regularis aequalitate. Corolla regular na igualdade, quando o limbo, ou lacinias na corolla monopetala, e as laminas na corolla polipetala saõ +

122. c.) Regularis aequalitate. Corolla regular na igualdade, quando o limbo, ou lacinias na corolla monopetala, e as laminas na corolla polipetala saõ iguaes no tamanho, e na figura. Lychnis. Aquilegia.

-

— Irregularis. Irregular, quando as partes do limbo, ou da lamina taõ differentes +

— Irregularis. Irregular, quando as partes do limbo, ou da lamina taõ differentes pela figura, grandeza, e proporçaõ. Echium vulgare. Aconitum. Lamium.

-

— Inaequalis. Quando as ditas partes se correspondem naõ no tamanho, mas só na +

— Inaequalis. Quando as ditas partes se correspondem naõ no tamanho, mas só na proporçaõ; demaneira, que se forma huma flor regular. Butomus.

-

— Aequalis. Sendo as ditas partes iguaes na grandeza, e proporçaõ.

+

— Aequalis. Sendo as ditas partes iguaes na grandeza, e proporçaõ.

-

123. d.) Pela figura.

-

— Globosa. Que reprezenta quasi a figura de hum globo. Hyacintbus bottyoides. +

123. d.) Pela figura.

+

— Globosa. Que reprezenta quasi a figura de hum globo. Hyacintbus bottyoides. Cucubalus.

-

— Clavata. Mais grossa na parte superior. Silene.

-

— Reflexa. Cujo limbo está revirado para traz. Asclepias.

-

— Erecta. O Limbo elevado. Primula. Nicotiana.

-

— Campanulata, campaniformis. fig. 132. Barriguda, sem tubo. Campanula, Tulipa.

-

— Infundibiliformis. O limbo de figura de huma piramide conica inversa posta sobre +

— Clavata. Mais grossa na parte superior. Silene.

+

— Reflexa. Cujo limbo está revirado para traz. Asclepias.

+

— Erecta. O Limbo elevado. Primula. Nicotiana.

+

— Campanulata, campaniformis. fig. 132. Barriguda, sem tubo. Campanula, Tulipa.

+

— Infundibiliformis. O limbo de figura de huma piramide conica inversa posta sobre hum tubo, como hum funil. Primula veris, Cynoglossum officinale.

-

— Hipocrateriformis. fig. 142. Sendo o limbo chato posto acima de hum tubo. Myosotis. +

— Hipocrateriformis. fig. 142. Sendo o limbo chato posto acima de hum tubo. Myosotis. Vinca. Iasminum.

-

— Rotata. Constando a corolla de hum limbo chato sem tudo, representando assim huma +

— Rotata. Constando a corolla de hum limbo chato sem tudo, representando assim huma roda. Borrago. Anagallis. Lysimachia.

-

— Caryophillata. Quando os petalos sahem para fora do caliz, como de hum tuberculo. +

— Caryophillata. Quando os petalos sahem para fora do caliz, como de hum tuberculo. Caryophilli, Linum.

-

— Rosacea. À maneira de rosa com a unha muito peqena.

-

— Malvacea. Como a flor da malva, cujos petalos estaõ unidos na sua base.

-

— Ringens. He a corolla irregular com o limbo dividido em dous beiços.

-

— Labiata. He o mesmo que ringens, como a bocca de hum animal estando aberta, a +

— Rosacea. À maneira de rosa com a unha muito peqena.

+

— Malvacea. Como a flor da malva, cujos petalos estaõ unidos na sua base.

+

— Ringens. He a corolla irregular com o limbo dividido em dous beiços.

+

— Labiata. He o mesmo que ringens, como a bocca de hum animal estando aberta, a arreganhando elle os dentes.

-

Na corolla labiada .

-

Rictus. He o espaço, ou abertura dos dous beiços.

-

Faux. He a abertura do tubo da corolla, onde o tubo acaba entre as lacinias, os beiços da corolla; +

Na corolla labiada .

+

Rictus. He o espaço, ou abertura dos dous beiços.

+

Faux. He a abertura do tubo da corolla, onde o tubo acaba entre as lacinias, os beiços da corolla; cujo tubo, ou he apertus abertos, ou nudus nú, clausus fechado, coronatus coroado com pellos, &c. ou téctus cuberto.

-

Galea. He o beiço, ou labio superior.

-

Palatum. Paladar he huma corcova, ou prominencia na fauce da corolla.

-

Calcar. He o nectario formado da corolla extendida em figura conica.

-

— Laciniata. O limbo da corolla cortado em varias partes, ou abas.

-

— Urceolata. A’ maneira de pequeno jarro nos lados ençado, ou largo.

-

— Cyathiformis. Corolla cylindrica, que está dilatada para a parte superior, ou á +

Galea. He o beiço, ou labio superior.

+

Palatum. Paladar he huma corcova, ou prominencia na fauce da corolla.

+

Calcar. He o nectario formado da corolla extendida em figura conica.

+

— Laciniata. O limbo da corolla cortado em varias partes, ou abas.

+

— Urceolata. A’ maneira de pequeno jarro nos lados ençado, ou largo.

+

— Cyathiformis. Corolla cylindrica, que está dilatada para a parte superior, ou á maneira de hum copo de caliz.

-

— Connivens. Quando os lobos, ou abas, ou lacinias do limbo se avisinhaõ entre si com as suas +

— Connivens. Quando os lobos, ou abas, ou lacinias do limbo se avisinhaõ entre si com as suas extremidades.

- -

— Lacera. O limbo está cortado em muitas partes delgadas.

-

— Personata. Chama-se assim a corolla pela semelhança, que tem com a cabeça de hum + +

— Lacera. O limbo está cortado em muitas partes delgadas.

+

— Personata. Chama-se assim a corolla pela semelhança, que tem com a cabeça de hum animal. Esta he a corolla ringens, ou labiata com os beiços, ou labios compridos, e fechados, de maneira, que naõ aparece o paladar. Antirrhinum linaria. Euphrasia.

-

— Cruciata. fig. 144. Corolla de quatro petalos, regular, com os petalos iguaes, +

— Cruciata. fig. 144. Corolla de quatro petalos, regular, com os petalos iguaes, dispostos á maneira de cruz. Brassica. Cheiranthus cheiri.

-

— Tetra, pentapetala. Corolla irregular de quatro, cinco petalos.

-

— Concava. Concava no limbo, ou nas laminas.

-

— Patens. Com o limbo, ou laminas estendidas horizontalmente.

-

— Patentissima. Com o limbo horizontal.

-

— Papillionacea. Á semelhança quasi de borboleta: esta corolla consta de quatro +

— Tetra, pentapetala. Corolla irregular de quatro, cinco petalos.

+

— Concava. Concava no limbo, ou nas laminas.

+

— Patens. Com o limbo, ou laminas estendidas horizontalmente.

+

— Patentissima. Com o limbo horizontal.

+

— Papillionacea. Á semelhança quasi de borboleta: esta corolla consta de quatro petalos irregulares, ou desiguaes. Pisum. Lathyrus.

-

Carina, concha. He o petalo inferior do feitio de barco.

-

Alis. Saõ os petalos lateraes hum em cada lado da flor.

-

Vexillo. He o petalo superior quasi sempre dividido em duas partes na base, ou na - unha, que inclue os estames, e o pistillo.

-

— Rosacea. Sendo regular, e de cinco petalos, como nas umbelliferas; quando consta de +

Carina, concha. He o petalo inferior do feitio de barco.

+

Alis. Saõ os petalos lateraes hum em cada lado da flor.

+

Vexillo. He o petalo superior quasi sempre dividido em duas partes na base, ou na + unha, que inclue os estames, e o pistillo.

+

— Rosacea. Sendo regular, e de cinco petalos, como nas umbelliferas; quando consta de muitos petalos dispostos em circulo. Rosa, Ranunculus. Sendo seis petalos d e, chama-se planta Liliacea. Tulipa, Asphodelus.

-

— Anomala. Corolla, de muitos ineguaes petalos com nectario. Tropaeolum indicum.

+

— Anomala. Corolla, de muitos ineguaes petalos com nectario. Tropaeolum indicum.

- +
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124. e.) Composita. Chama-se corolla composta, quando estaõ muitas pequenas flores em - huma base, ou receptaculo commum, ou em hum caliz commum. (111), e tambem ao mesmo tempo as - antheras de cada flor estaõ +

124. e.) Composita. Chama-se corolla composta, quando estaõ muitas pequenas flores em + huma base, ou receptaculo commum, ou em hum caliz commum. (111), e tambem ao mesmo tempo as + antheras de cada flor estaõ unidas entre si formando hum cylindro.

-

— Ligulata, seu semiflosculosa Tournefort. Quando o limbo das pequenas corollas dos - flosculos na parte +

— Ligulata, seu semiflosculosa Tournefort. Quando o limbo das pequenas corollas dos + flosculos na parte exterior está extendido, e he mais comprido, formando huma pequena correa.

-

— Tubulosa, seu flosculosa de Tournefort. Cada huma das pequenas corollas saõ de +

— Tubulosa, seu flosculosa de Tournefort. Cada huma das pequenas corollas saõ de feitio de canudo, e quasi iguaes.

-

— Radiata. As pequenas corollas do disco da flor commua, ou que estaõ no - meio, saõ tubulosas, e as corollas, que estaõ na circunferencia saõ liguladas; e assim Tournefort chama a +

— Radiata. As pequenas corollas do disco da flor commua, ou que estaõ no + meio, saõ tubulosas, e as corollas, que estaõ na circunferencia saõ liguladas; e assim Tournefort chama a estas flores flores radiati. Aster. Jacobæa.

-

— Floribus tubulosis. A flor consta sómente destas flores tubulosas. Centaurea.

-

— Floribus subnudis. Quando os +

— Floribus tubulosis. A flor consta sómente destas flores tubulosas. Centaurea.

+

— Floribus subnudis. Quando os flosculos da circunferencia estaõ quasi sem corolla. Artemisia.

-

— Undulata. (53) Gloriosa.

-

— Plicata. (53) Convolvulus.

-

— Torta. (170) Asclepias, Vinca.

-

— Revoluta. Estando o limbo, ou lacinias della reviradas para baixo, e retorcidas com os apices para cima. +

— Undulata. (53) Gloriosa.

+

— Plicata. (53) Convolvulus.

+

— Torta. (170) Asclepias, Vinca.

+

— Revoluta. Estando o limbo, ou lacinias della reviradas para baixo, e retorcidas com os apices para cima. Asparagus.

-

Considerada a corolla pela sua margem.

-

— Integra. Inteira.

-

— Divisa. Dividida em algumas partes.

-

— Serrata. Cortada á maneira de serra. Tilia.

-

— Dentata. Com incisuras como dentes. Sideroxylon.

- -

— Crenata. V. Folium crenatum. Linum.

-

— Hirsuta. V. Folium. Hypericum.

-

— Ciliata. V. Folium. Ruta. Tropeolum.

-

Pela duracaõ.

-

— Marcesens. Que se murcha sem cahir. Campanula. Orchis. Cucumis.

-

— Caduca. Cahe quando a flor se abre. Thalictrum.

-

— Persistens. Permanece até o fruto amadurecer. Nymphæa.

-

— Decidua. Que cahe juntamente com a flor. Actaea.

-

Observ. Quando falta a corolla pelo ordinario o periancio, ou caliz he corado com outra côr, que naõ he a côr verde da +

Considerada a corolla pela sua margem.

+

— Integra. Inteira.

+

— Divisa. Dividida em algumas partes.

+

— Serrata. Cortada á maneira de serra. Tilia.

+

— Dentata. Com incisuras como dentes. Sideroxylon.

+ +

— Crenata. V. Folium crenatum. Linum.

+

— Hirsuta. V. Folium. Hypericum.

+

— Ciliata. V. Folium. Ruta. Tropeolum.

+

Pela duracaõ.

+

— Marcesens. Que se murcha sem cahir. Campanula. Orchis. Cucumis.

+

— Caduca. Cahe quando a flor se abre. Thalictrum.

+

— Persistens. Permanece até o fruto amadurecer. Nymphæa.

+

— Decidua. Que cahe juntamente com a flor. Actaea.

+

Observ. Quando falta a corolla pelo ordinario o periancio, ou caliz he corado com outra côr, que naõ he a côr verde da planta; e isso principalmente no tempo da florescencia. Ornithogalum. Persicaria. Poligonum.

-

Quando o caliz, e a corolla tem menos côr, - entaõ muitas vezes as folhas tem outra côr +

Quando o caliz, e a corolla tem menos côr, + entaõ muitas vezes as folhas tem outra côr alem da verde. Amaranthus tricolor.

-

Flos. Flor.

-

— Incompletus. Faltando o caliz, ou outra - parte necessaria á frutificaçaõ.

-

— Completus. Existindo tudo o que he necessario.

-

— Nudus. Naõ existindo caliz.

-

— Seminudus. Quando em lugar do caliz - periancio ha alguma bractea, ou +

Flos. Flor.

+

— Incompletus. Faltando o caliz, ou outra + parte necessaria á frutificaçaõ.

+

— Completus. Existindo tudo o que he necessario.

+

— Nudus. Naõ existindo caliz.

+

— Seminudus. Quando em lugar do caliz + periancio ha alguma bractea, ou folha floral.

-

— Apetalus. Sem corolla.

-

— Discoideus. A flor naõ tem raios; mas com tudo existem flosculos parciaes.

-

— Capitatus. Chama-se a flor, cujo caliz, - he de figura oval, formando hum collo, donde sahem os flosculos. Carduus.

+

— Apetalus. Sem corolla.

+

— Discoideus. A flor naõ tem raios; mas com tudo existem flosculos parciaes.

+

— Capitatus. Chama-se a flor, cujo caliz, + he de figura oval, formando hum collo, donde sahem os flosculos. Carduus.

-

126. Nectarium. fig. 145. a. Parte da flor, que encerra o nectar da mesma flor, ou - hum humor doce como o mel. O tubo das fiores monopetalas quasi sempre contem mél.

-

— Campanulatum. fig. 146. a. Vid. Corolla.

-

— Cornutum. fig. 147. a. Á maneira de ponta. Aconiti.

-

— Cornutum, sive calcaratum in calice. fig. 148. a. Como hum esporaõ, ou feito á - maneira de ponta no caliz; Tropaeoli, +

126. Nectarium. fig. 145. a. Parte da flor, que encerra o nectar da mesma flor, ou + hum humor doce como o mel. O tubo das fiores monopetalas quasi sempre contem mél.

+

— Campanulatum. fig. 146. a. Vid. Corolla.

+

— Cornutum. fig. 147. a. Á maneira de ponta. Aconiti.

+

— Cornutum, sive calcaratum in calice. fig. 148. a. Como hum esporaõ, ou feito á + maneira de ponta no caliz; Tropaeoli, Parnassiae.

-

— Proprium. Que naõ existe nos petalos; mas separado, e está pegado ao caliz, ou +

— Proprium. Que naõ existe nos petalos; mas separado, e está pegado ao caliz, ou receptaculo commum, ou ao germe. Delphinium consolida.

-

— Calycinum. Na base do caliz +

— Calycinum. Na base do caliz monophillo.

-

— Petalinum. Nos petalos, como na base do tubo Lamium, na unha do petalo. Orchis, +

— Petalinum. Nos petalos, como na base do tubo Lamium, na unha do petalo. Orchis, Lilium.

-

— Saccatum. Junto do sacco da corolla de varias flores, ou nas corollas monopetalas +

— Saccatum. Junto do sacco da corolla de varias flores, ou nas corollas monopetalas em huma cavidade ao pé da base. Antirrhinum majus.

-

127. Stamina. fig. 149. a, e. fig. 150. 143. d. e. Saõ as entranhas, ou vasos +

127. Stamina. fig. 149. a, e. fig. 150. 143. d. e. Saõ as entranhas, ou vasos exteriores para a preparaçaõ do pollen, ou esperma.

-

Os estames saõ aquelles fios, ou filamentos, que estaõ ao redor do germe, e que +

Os estames saõ aquelles fios, ou filamentos, que estaõ ao redor do germe, e que nos seus apices tem pollen, ou pó, que fecunda o germe.

-

As partes. Saõ filamentum, anthera, pollen; +

As partes. Saõ filamentum, anthera, pollen; este he o instumento masculino.

-

Filamentum. fig. 150 a. 149. c. 143. d. He a parte, que sustenta, une a anthera (131), ou he o pè da anthera, pelo qual esta se une á planta; ás - vezes faltaõ totalmente os filamentos, ou - saõ taõ pequenos, que apenas apparecem, e entaõ contaõ-se as antheras .

-

Os filamentos differem pelo numero, pela +

Filamentum. fig. 150 a. 149. c. 143. d. He a parte, que sustenta, une a anthera (131), ou he o pè da anthera, pelo qual esta se une á planta; ás + vezes faltaõ totalmente os filamentos, ou + saõ taõ pequenos, que apenas apparecem, e entaõ contaõ-se as antheras .

+

Os filamentos differem pelo numero, pela figura, proporçaõ, e situaçaõ.

-

As antheras differem. Pelo - numero, pelas separações, ou divisoens, pela falta dellas, pela figura, pelo modo de se abrir, - pela uniaõ com os filamentos, ou entre si, +

As antheras differem. Pelo + numero, pelas separações, ou divisoens, pela falta dellas, pela figura, pelo modo de se abrir, + pela uniaõ com os filamentos, ou entre si, e pela situaçaõ.

-

Pelo numero dos estames, ou filamentos. Monandria, quando he hum só; +

Pelo numero dos estames, ou filamentos. Monandria, quando he hum só; Diandria dous. Triandria tres. Tetrandria quatro. Pentandria cinco. &c. ou monostemonis, distemonis; ou por alguns Botanicos, significa o mesmo, que monanthera, - dianthera com huma, com duas antheras.

-

Laciniis. (120). Tendo o filamento hum apendis, ou lacinia. Salvia, Fumaria.

+ dianthera com huma, com duas antheras.

+

Laciniis. (120). Tendo o filamento hum apendis, ou lacinia. Salvia, Fumaria.

-

128. Pela figura. Os filamentos.

-

— Capillaria. Sendo delgados como os cabellos; da mesma grossura em todo o seu +

128. Pela figura. Os filamentos.

+

— Capillaria. Sendo delgados como os cabellos; da mesma grossura em todo o seu comprimento. Plantago.

-

— Plana. Chatos, largos, delgados á maneira de huma membrana (53). Ornithogalum. +

— Plana. Chatos, largos, delgados á maneira de huma membrana (53). Ornithogalum. Allium porrum.

-

— Cuneiformia. (39) Do feitio de huma cunha. Thalictrum.

-

— Spiralia. Torcidos como huma espira. Hirtella.

-

— Subulata. (40) Tulipa.

-

— Emarginata. (46) Allium porrum.

-

— Reflexa. (33) Gloriosa.

-

— Hirsuta. Cubertos de huma laã alguma cousa rija. Verbascum Thapsus. Tradescantia. +

— Cuneiformia. (39) Do feitio de huma cunha. Thalictrum.

+

— Spiralia. Torcidos como huma espira. Hirtella.

+

— Subulata. (40) Tulipa.

+

— Emarginata. (46) Allium porrum.

+

— Reflexa. (33) Gloriosa.

+

— Hirsuta. Cubertos de huma laã alguma cousa rija. Verbascum Thapsus. Tradescantia. Anthericum.

-

129. Pela inserçaõ, ou lugar onde os filamentos estaõ pegados.

-

— Calyci opposita. Oppostos, ou postos de fronte de cada lacinia do caliz. Urtica.

-

— Calyci alterna. Postos entre as - lacinias do caliz.

-

— Corollae inserta. Em muitas corollas monopetalas estaõ os estames, ou filamentos pegados á corolla; raras vezes nas polypetalas. Tulipa, Elaeagnus.

-

— Calyci inserta. Pegados na parte interior do caliz, raras vezes se observa isto nas flores sem corolla. Rosa, e em toda a +

129. Pela inserçaõ, ou lugar onde os filamentos estaõ pegados.

+

— Calyci opposita. Oppostos, ou postos de fronte de cada lacinia do caliz. Urtica.

+

— Calyci alterna. Postos entre as + lacinias do caliz.

+

— Corollae inserta. Em muitas corollas monopetalas estaõ os estames, ou filamentos pegados á corolla; raras vezes nas polypetalas. Tulipa, Elaeagnus.

+

— Calyci inserta. Pegados na parte interior do caliz, raras vezes se observa isto nas flores sem corolla. Rosa, e em toda a classe Icosandria.

-

— Pistillo inserta. Pegados ao pistillo. Orchis &c. +

— Pistillo inserta. Pegados ao pistillo. Orchis &c. na classe Gynandria.

-

— Receptaculo inserta. Quando os estames - estaõ pegados na base da flor, ou do receptaculo, - onde estaõ tambem pegados o caliz, e a +

— Receptaculo inserta. Quando os estames + estaõ pegados na base da flor, ou do receptaculo, + onde estaõ tambem pegados o caliz, e a corolla; isto he o mais commum.

-

130. Pela proporçaõ.

-

— Æqualia. Tendo todos o mesmo comprimento

-

— Inaequalia. Quando saõ desiguaes, alguns maiores, e outros menores. Lichnis, +

130. Pela proporçaõ.

+

— Æqualia. Tendo todos o mesmo comprimento

+

— Inaequalia. Quando saõ desiguaes, alguns maiores, e outros menores. Lichnis, Daphne, Saxifraga.

-

— Irregularia. Sendo differentes entre si, pela figura, tamanho, e direcçaõ. Lonicera +

— Irregularia. Sendo differentes entre si, pela figura, tamanho, e direcçaõ. Lonicera periclimenum. Didynamia.

-

— Longissima. Muito compridos. Plantago.

-

— Brevissima. Muito breves respectivamente á corolla, ou ao caliz nos apetalos. Triglochin.

-

— Connata. Estando unidos entre si, formando hum só corpo, ou dous &c. como nas +

— Longissima. Muito compridos. Plantago.

+

— Brevissima. Muito breves respectivamente á corolla, ou ao caliz nos apetalos. Triglochin.

+

— Connata. Estando unidos entre si, formando hum só corpo, ou dous &c. como nas classes Monadelphia, Diadelphia, Polyadelphia.

-

— Libera. Que naõ estaõ unidos.

-

Stamina castrata. Se os estames faltaõ - totalmente; ou somente as antheras necessarias para a frutificaçaõ .

+

— Libera. Que naõ estaõ unidos.

+

Stamina castrata. Se os estames faltaõ + totalmente; ou somente as antheras necessarias para a frutificaçaõ .

-

131. Anthera, seu apices, seu Capitula, seu testicula. fig. 143. e. 149. f. g. fig. +

131. Anthera, seu apices, seu Capitula, seu testicula. fig. 143. e. 149. f. g. fig. 150. b. He a parte da flor prenhe do pollen, ou esperma (132), que vem lançando fora, - quando a anthera está madura. Nos musgos o - seu capitulo he a anthera.

- -

Pileus fungorum. He hum segmento de esfera mais, ou menos grande, estendido - horizontalmente, debaixo do qual suppoem alguns Botanicos, que existe a sua frutificaçaõ; quando outros + quando a anthera está madura. Nos musgos o + seu capitulo he a anthera.

+ +

Pileus fungorum. He hum segmento de esfera mais, ou menos grande, estendido + horizontalmente, debaixo do qual suppoem alguns Botanicos, que existe a sua frutificaçaõ; quando outros consideraõ os cucumelos como pertencentes ao reyno animal.

-

Antherae, vel pares. A duas e duas.

-

— vel plures. Muitas.

-

— vel pauciores. Menos, que os filamentos.

-

— Connatae, coalitae. Varias antheras estaõ unidas fortemente entre si; ou quando formaõ hum só corpo, +

Antherae, vel pares. A duas e duas.

+

— vel plures. Muitas.

+

— vel pauciores. Menos, que os filamentos.

+

— Connatae, coalitae. Varias antheras estaõ unidas fortemente entre si; ou quando formaõ hum só corpo, como na classe Syngenesia.

-

— Lateralis. A anthera pegada pelo seu lado +

— Lateralis. A anthera pegada pelo seu lado ao filamento. Paris. Asarum.

-

— Versatilis, incumbens. A ponta do filamento se pega no meio do lado da - anthera. Tulipa, Gramina.

-

Anthera unica. Huma só em cada hum filamento, na maior parte das flores; - huma em tres filamentos. Cucurbita; huma - em cinco filamentos na classe +

— Versatilis, incumbens. A ponta do filamento se pega no meio do lado da + anthera. Tulipa, Gramina.

+

Anthera unica. Huma só em cada hum filamento, na maior parte das flores; + huma em tres filamentos. Cucurbita; huma + em cinco filamentos na classe Syngenesia.

-

Antherae duae: Duas antheras - em hum só filamento; Mercurialis; tres antheras em hum só filamento, - Fumaria; cinco em tres filamentos Brionia; - cinco em cada filamento. Theobroma.

-

Loculi. Saõ - concameraçoens, ou cavidades, da anthera, nas quaes está o pollen; e que se distinguem bem quando o pollen +

Antherae duae: Duas antheras + em hum só filamento; Mercurialis; tres antheras em hum só filamento, + Fumaria; cinco em tres filamentos Brionia; + cinco em cada filamento. Theobroma.

+

Loculi. Saõ + concameraçoens, ou cavidades, da anthera, nas quaes está o pollen; e que se distinguem bem quando o pollen sahio.

-

Segundo o numero dos ditos loculamentos he que se denominaõ as antheras .

-

— Bi-tri, quadri-multiloculares. Anthera +

Segundo o numero dos ditos loculamentos he que se denominaõ as antheras .

+

— Bi-tri, quadri-multiloculares. Anthera com dous, tres &c. loculos.

-

Unicus, com hum loculo, ou cavidade. Mercurialis.

-

Geminus, dous, Helleborus; ter tres, Orchis; quater quatro, Fritillaria; por isso he que se diz anthera unilocular, bilocular &c.

-

Apertura, Dechiscentia. Abertura da anthera +

Unicus, com hum loculo, ou cavidade. Mercurialis.

+

Geminus, dous, Helleborus; ter tres, Orchis; quater quatro, Fritillaria; por isso he que se diz anthera unilocular, bilocular &c.

+

Apertura, Dechiscentia. Abertura da anthera pela qual sahe, ou se lança o pollen da sua cavidade, ou loculo, a qual está em hum - lado da anthera no Leucojum; em muitas - plantas tem as antheras esta + lado da anthera no Leucojum; em muitas + plantas tem as antheras esta abertura no apice Solanum; outras desde a base atè ao apice, Epimedium. fig. 49. f.

-

Figura da anthera.

-

— Oblonga. Muito comprida. Lilium.

-

— Globosa. Á maneira de globo Mercurialis.

-

— Angulosa, angulata. Com angulos. Tulipa.

-

— Sagittata. De figura de huma setta. Crocus.

-

— Cornuta. Que acaba em ponta. Erica, Pyrola.

-

Pela connexaõ, ou uniaõ com o filamento.

-

— Apice. Une-se pelo seu apice. Colchicum.

-

— Basi. Pela sua base, na maior parte das flores.

-

— Latere. Pelo lado. Canna.

-

— Nectario. Pelo nectario. Costus.

-

Situaçaõ, ou lugar nos filamentos.

-

— Apice. Na ponta do filamento, ordinariamente.

-

— Latere. Em hum lado. Paris. Asarum.

-

— Pistillo. Ao pistillo. Aristolochia.

-

— Receptaculo. Ao receptaculo. Arum.

+

Figura da anthera.

+

— Oblonga. Muito comprida. Lilium.

+

— Globosa. Á maneira de globo Mercurialis.

+

— Angulosa, angulata. Com angulos. Tulipa.

+

— Sagittata. De figura de huma setta. Crocus.

+

— Cornuta. Que acaba em ponta. Erica, Pyrola.

+

Pela connexaõ, ou uniaõ com o filamento.

+

— Apice. Une-se pelo seu apice. Colchicum.

+

— Basi. Pela sua base, na maior parte das flores.

+

— Latere. Pelo lado. Canna.

+

— Nectario. Pelo nectario. Costus.

+

Situaçaõ, ou lugar nos filamentos.

+

— Apice. Na ponta do filamento, ordinariamente.

+

— Latere. Em hum lado. Paris. Asarum.

+

— Pistillo. Ao pistillo. Aristolochia.

+

— Receptaculo. Ao receptaculo. Arum.

-

132. Pollen. fig. 151. a. He o pó da flor, cujo pó sendo humedecido por hum humor +

132. Pollen. fig. 151. a. He o pó da flor, cujo pó sendo humedecido por hum humor particular rompe-se e lança huns atomos elasticos. A figura 149. f. reprezenta este pó subtil visto com o microscopio; cum halitu elastico, s: aura seminali b. no tempo da sua expulsaõ. Needham decovert. microscop. p. 83. t. 5. fig. 5.

-

133. Pistillum. fig. 143. 149. d. 150. a. 152. He huma parte da flor posta no meio, - pela qual entra o pollen, ou a aura seminal no germe, ou ovario para a fecundaçaõ; està cercado dos filamentos, e está posto geralmente entre as antheras, e consta de germe, stilo, e +

133. Pistillum. fig. 143. 149. d. 150. a. 152. He huma parte da flor posta no meio, + pela qual entra o pollen, ou a aura seminal no germe, ou ovario para a fecundaçaõ; està cercado dos filamentos, e está posto geralmente entre as antheras, e consta de germe, stilo, e estigma.

-

Os pistilos saõ differentes.

-

Em quanto ao numero, ás lacinias, á figura, comprimento, grossura, e situaçaõ.

-

O Pistillo consta de Germe, Stilo, e - estigma.

+

Os pistilos saõ differentes.

+

Em quanto ao numero, ás lacinias, á figura, comprimento, grossura, e situaçaõ.

+

O Pistillo consta de Germe, Stilo, e + estigma.

-

134. Germen fig. 143. a. 149. b. 135. a. O germe he o principio do fruto, que existe - na flor, principalmente no mesmo tempo, em que as antheras lançaõ o pó. Corresponde ao ovario, e está na parte +

134. Germen fig. 143. a. 149. b. 135. a. O germe he o principio do fruto, que existe + na flor, principalmente no mesmo tempo, em que as antheras lançaõ o pó. Corresponde ao ovario, e está na parte inferior da flor.

-

— Superum. O germe incluido na corolla superior ao caliz posto acima do receptaculo, ou base - da flor; ou o caliz fica com a sua base +

— Superum. O germe incluido na corolla superior ao caliz posto acima do receptaculo, ou base + da flor; ou o caliz fica com a sua base inferior ao germe. Paris, Prumus, Cerasus. Berberis. Pulmonaria.

-

— Inferum. O Germe está posto inferiormente á corolla; ou está debaixo do receptaculo da flor, ou quando o caliz se muda em fruto, segundo Tournefort; e assim vem a ser +

— Inferum. O Germe está posto inferiormente á corolla; ou está debaixo do receptaculo da flor, ou quando o caliz se muda em fruto, segundo Tournefort; e assim vem a ser flos superus de Linneo. Pyrus communis. Pyrus malus, Gallium.

-

135. Stylus. fig. 143. b. 149. c. 152: b He a parte do meio do - pistillo, ou huma especie de pedunculo, que - está acima do germe, e sustenta o estigma (137); ou como huma especie de +

135. Stylus. fig. 143. b. 149. c. 152: b He a parte do meio do + pistillo, ou huma especie de pedunculo, que + está acima do germe, e sustenta o estigma (137); ou como huma especie de canudo, pelo qual passa a aura seminal, que fecunda o germe.

-

Pelo numero se determinaõ algumas ordens no sistema de Linnéo como mono hum, di dous +

Pelo numero se determinaõ algumas ordens no sistema de Linnéo como mono hum, di dous &c. Polygina de muitos; considerando-se este como a femea.

-

Pela figura.

-

— Cylindricus. (15) De figura cylindrica.

- -

— Filiformis. Como hum fio, e de igual largura em todo o comprimento.

-

— Setaceus. Á maneira de seda.

-

— Crassus, angulatus. (15) Canna.

-

— Subulatus. (56) Geranium.

-

— Capillaris. (128) Ceratocarpus, Rumex.

-

— Clavatus. Mais grosso superiormente (93) Leucojum vernum.

-

Pela duraçaõ.

-

— Persistens. Que dura muito tempo. Tetradynamia.

-

— Marcescens. Que se murcha logo, que se fecunda o germe.

+

Pela figura.

+

— Cylindricus. (15) De figura cylindrica.

+ +

— Filiformis. Como hum fio, e de igual largura em todo o comprimento.

+

— Setaceus. Á maneira de seda.

+

— Crassus, angulatus. (15) Canna.

+

— Subulatus. (56) Geranium.

+

— Capillaris. (128) Ceratocarpus, Rumex.

+

— Clavatus. Mais grosso superiormente (93) Leucojum vernum.

+

Pela duraçaõ.

+

— Persistens. Que dura muito tempo. Tetradynamia.

+

— Marcescens. Que se murcha logo, que se fecunda o germe.

-

136 Pela proporçaõ aos estames. (64.).

-

— Longissimus. Muito mais comprido, que os estames, Campanula, Zea Mays. Scrozonera.

-

— Brevissimus. Muito mais breve, que os estames.

-

— Nullus. Nenhum. Papaver.

-

— Longitudine staminum. Do comprimento dos estames na maior parte das flores. Nicotiana.

-

— Crassior. Mais grosso, que os estames. +

136 Pela proporçaõ aos estames. (64.).

+

— Longissimus. Muito mais comprido, que os estames, Campanula, Zea Mays. Scrozonera.

+

— Brevissimus. Muito mais breve, que os estames.

+

— Nullus. Nenhum. Papaver.

+

— Longitudine staminum. Do comprimento dos estames na maior parte das flores. Nicotiana.

+

— Crassior. Mais grosso, que os estames. Leucojum.

-

— Tenuior. Mais delgado, que os estames. +

— Tenuior. Mais delgado, que os estames. Ceratocarpus.

-

— Aequalis. Igual na grossura aos estames. +

— Aequalis. Igual na grossura aos estames. Lamium.

-

Pela divizaõ, que naõ chega até a sua base.

-

— Bifidus. Dividido em dous, formando angulo muito agudo. Polygonum persicaria.

-

— Dichotomus. Divide-se em dous; mas estas divizoens formaõ hum angulo recto. +

Pela divizaõ, que naõ chega até a sua base.

+

— Bifidus. Dividido em dous, formando angulo muito agudo. Polygonum persicaria.

+

— Dichotomus. Divide-se em dous; mas estas divizoens formaõ hum angulo recto. (22)

-

— Bi, tri, multifidus. Dividido em duas, tres ou muitas partes; em quatro partes +

— Bi, tri, multifidus. Dividido em duas, tres ou muitas partes; em quatro partes quadrifidus Campanula; em cinco quinquefìdus, Geranium.

-

O Pistillo está quasi sempre no apice e +

O Pistillo está quasi sempre no apice e summidade do germe.

- -

Acima, e debaixo do germe. Euphorbia.

-

Ao lado do germe na classe, Icosandria, Polyginia.

+ +

Acima, e debaixo do germe. Euphorbia.

+

Ao lado do germe na classe, Icosandria, Polyginia.

-

137. Stigma. fig. 143. c. 149. d. 152. c. He a summidade, ou apice do pistillo, humida pelo humor, que serve para romper as +

137. Stigma. fig. 143. c. 149. d. 152. c. He a summidade, ou apice do pistillo, humida pelo humor, que serve para romper as particulas do pó, ou pollen, do qual sahe a aura seminal, ou fecundante.

-

O estigma corresponde aos genitaes das mulheres.

-

Pelo numero. Quasi sempre hum só estigma.

-

Dous, Jasminum. Syringa.

-

Tres, Campanula.

-

Quatro, Epilobium.

-

Cinco, Pyrola.

-

— Lacinia convoluta. A lacinia, ou aba do +

O estigma corresponde aos genitaes das mulheres.

+

Pelo numero. Quasi sempre hum só estigma.

+

Dous, Jasminum. Syringa.

+

Tres, Campanula.

+

Quatro, Epilobium.

+

Cinco, Pyrola.

+

— Lacinia convoluta. A lacinia, ou aba do estigma enrolada. Crocus.

-

— Revoluta. Virada para traz. Dianthus, Taraxacum, Campanula.

-

— Flexa sinistrorsum. Dobrada para a esquerda. Silene.

-

— — Dextrorsum. Á direita. Cucubalus.

-

— Sexpartitum. - O estigma dividido em seis partes. Asarum.

-

— Multifidum. Dividido em muitas partes.

+

— Revoluta. Virada para traz. Dianthus, Taraxacum, Campanula.

+

— Flexa sinistrorsum. Dobrada para a esquerda. Silene.

+

— — Dextrorsum. Á direita. Cucubalus.

+

— Sexpartitum. - O estigma dividido em seis partes. Asarum.

+

— Multifidum. Dividido em muitas partes.

-

138. Pela figura.

-

— Fissum. Rachado.

-

— Capitatum. Que forma como huma cabeça. Vinca.

-

— Globosum. De figura de globo. Primula. — Ovatum. Oval. Gentiana.

-

— Obtusum. Obtuso. Andromeda.

-

— Cordatum. De figura de coraçaõ. Rhus.

-

— Truncatum. Como cortado. Lathraea.

-

— Oblique depressum. Abaixado obliquamente. Actaea, Daphne.

- -

— Emarginatum. V. fol. Cynoglossum. Pulmonaria.

-

— Orbiculatum. V. fol. Berberis. Lythrum.

-

— Peltatum. V. fol. Nymphæa, Papaver.

-

— Coroniforme. Disposto á maneira de coroa. Pyrola. Erica.

-

— Cruciforme. De figura de cruz. Populus.

-

— Uncinatum. Virado como hum gancho. Viola.

-

— Canaliculatum. V. fol. Colchicum.

-

— Concavum. Concavo. Viola.

-

— Angulatum. Com angulos. Triangular. Lilium.

-

— Trilobum. Com tres abas. Tulipa.

-

— Plumosum. Com pellos como huma pluma. Rheum. Gramina.

-

— Pubescens. V. folium. Cucubalus.

-

— Barbatum. V. fol. Vicia. Lathyrus.

-

— Striatum. V. fol. Papaver.

-

— Filiforme. V. fol. Zea Mays.

-

— Longitudine styli. Do comprimento do stylo. Portulaca.

-

— Foliaceum. Do feitio de huma folha. Iris.

-

Pela duraçaõ.

-

— Persistens. Que fica ainda que o fruto seja maduro. Nymphæa, Papaver.

-

— Marcescens. Que murcha ordinariamente com o stilo.

+

138. Pela figura.

+

— Fissum. Rachado.

+

— Capitatum. Que forma como huma cabeça. Vinca.

+

— Globosum. De figura de globo. Primula. — Ovatum. Oval. Gentiana.

+

— Obtusum. Obtuso. Andromeda.

+

— Cordatum. De figura de coraçaõ. Rhus.

+

— Truncatum. Como cortado. Lathraea.

+

— Oblique depressum. Abaixado obliquamente. Actaea, Daphne.

+ +

— Emarginatum. V. fol. Cynoglossum. Pulmonaria.

+

— Orbiculatum. V. fol. Berberis. Lythrum.

+

— Peltatum. V. fol. Nymphæa, Papaver.

+

— Coroniforme. Disposto á maneira de coroa. Pyrola. Erica.

+

— Cruciforme. De figura de cruz. Populus.

+

— Uncinatum. Virado como hum gancho. Viola.

+

— Canaliculatum. V. fol. Colchicum.

+

— Concavum. Concavo. Viola.

+

— Angulatum. Com angulos. Triangular. Lilium.

+

— Trilobum. Com tres abas. Tulipa.

+

— Plumosum. Com pellos como huma pluma. Rheum. Gramina.

+

— Pubescens. V. folium. Cucubalus.

+

— Barbatum. V. fol. Vicia. Lathyrus.

+

— Striatum. V. fol. Papaver.

+

— Filiforme. V. fol. Zea Mays.

+

— Longitudine styli. Do comprimento do stylo. Portulaca.

+

— Foliaceum. Do feitio de huma folha. Iris.

+

Pela duraçaõ.

+

— Persistens. Que fica ainda que o fruto seja maduro. Nymphæa, Papaver.

+

— Marcescens. Que murcha ordinariamente com o stilo.

-

139. Pericarpium. Entranha, ou utero cheio de sementes, as quaes em sendo maduras logo o dito +

139. Pericarpium. Entranha, ou utero cheio de sementes, as quaes em sendo maduras logo o dito pericarpio as deita fora.

-

— Inflatum. Sendo do feitio quasi de huma bexiga, que naõ está totalinente cheio de - sementes. Fumaria cirrhosa.

-

— Articulatum. Com nós, ou articulaçoens. Raphanus.

-

— Prismaticum. Sendo linear, ou da mesma largura em todo o seu comprimento com os lados chatos.

-

— Turbinatum. Quando a base do fruto se vai fazendo mais delgada; Pyrus.

-

— Contortum. Torcido á maneira de espira. Thalictrum.

-

— Acinaciforme. O fruto está comprimido nos lados com hum angulo +

— Inflatum. Sendo do feitio quasi de huma bexiga, que naõ está totalinente cheio de + sementes. Fumaria cirrhosa.

+

— Articulatum. Com nós, ou articulaçoens. Raphanus.

+

— Prismaticum. Sendo linear, ou da mesma largura em todo o seu comprimento com os lados chatos.

+

— Turbinatum. Quando a base do fruto se vai fazendo mais delgada; Pyrus.

+

— Contortum. Torcido á maneira de espira. Thalictrum.

+

— Acinaciforme. O fruto está comprimido nos lados com hum angulo longitudinal obtuso, e outro agudo á maneira de faca. Mesymbrianthemum.

-

— Nidulantibus seminibus. Tournefort. As sementes em huma baga estaõ espalhadas pela polpa.

-

— Echinatum. Cuberto de espinhos como o echino, ou porco espinho.

-

— Torosum. Tendo varias prominencias, de modo, que parece corcovado. Phytolacca.

-

As especies de pericarpio saõ. Capsula. Siliqua. +

— Nidulantibus seminibus. Tournefort. As sementes em huma baga estaõ espalhadas pela polpa.

+

— Echinatum. Cuberto de espinhos como o echino, ou porco espinho.

+

— Torosum. Tendo varias prominencias, de modo, que parece corcovado. Phytolacca.

+

As especies de pericarpio saõ. Capsula. Siliqua. Folliculus. Drupa. Pomum. Bacca. Strobilus. Semen.

-

140. a.) Capsula. fig. 159. 160. 161. Pericarpio, ou fruto concavo, que se abre com regularidade. Fritillaria +

140. a.) Capsula. fig. 159. 160. 161. Pericarpio, ou fruto concavo, que se abre com regularidade. Fritillaria imperialis.

-

— Uni-bi-tri-multi-capsularis. Saõ huma, duas tres, ou muitas capsulas unidas na base, as +

— Uni-bi-tri-multi-capsularis. Saõ huma, duas tres, ou muitas capsulas unidas na base, as quaes se distinguem bem pela parte externa.

-

— Unicapsularis. De huma capsula. +

— Unicapsularis. De huma capsula. Lychnis.

-

— Bicapsularis. De duas. Pæonia. Asclepias.

-

— Tricapsularis. De tres. Veratrum. Delphinium.

-

— Quadricapsularis. De quatro. Rhodiola.

-

— Quinquecapsularis. De cinco. Alquilegia.

-

— Multicapsularis. De muitas. Caltha.

-

Partes da capsula.

-

Valvulæ. fig. 160. a. As valvas, ou paredes do fruto, que o cobrem externamente; +

— Bicapsularis. De duas. Pæonia. Asclepias.

+

— Tricapsularis. De tres. Veratrum. Delphinium.

+

— Quadricapsularis. De quatro. Rhodiola.

+

— Quinquecapsularis. De cinco. Alquilegia.

+

— Multicapsularis. De muitas. Caltha.

+

Partes da capsula.

+

Valvulæ. fig. 160. a. As valvas, ou paredes do fruto, que o cobrem externamente; estas paredes unem-se por meio de suturas.

-

— Uni-bi-tri-quadri-multi-valvae. Capsula de huma, de duas, de tres, &c. de muitas valvas, ou paredes.

-

— Bivalvis. De duas valvas, Chelidonium.

-

— Trivalvis. De tres. Viola.

-

— Quadrivalvis. De quatro. Oenothera.

-

— Quinquevalvis. De cinco. Hottonia.

-

Loculamenta. fig. 160. d. Saõ concameraçoens, ou cavidades vazias no interior da capsula para conter as sementes.

-

— Uni-bi-tri-multilocularis. Denomina-se a capsula pelo numero de taes cavidades.

-

— Unilocularis. Capsula, +

— Uni-bi-tri-quadri-multi-valvae. Capsula de huma, de duas, de tres, &c. de muitas valvas, ou paredes.

+

— Bivalvis. De duas valvas, Chelidonium.

+

— Trivalvis. De tres. Viola.

+

— Quadrivalvis. De quatro. Oenothera.

+

— Quinquevalvis. De cinco. Hottonia.

+

Loculamenta. fig. 160. d. Saõ concameraçoens, ou cavidades vazias no interior da capsula para conter as sementes.

+

— Uni-bi-tri-multilocularis. Denomina-se a capsula pelo numero de taes cavidades.

+

— Unilocularis. Capsula, que tem sómente huma cavidade. Primula.

-

— Bilocularis. Duas cavidades. Hyosciamus.

-

— Trilocularis. De tres. Lilium.

-

— Quadrilocularis. De quatro. Evonymus.

-

— Quinquelocularis. De cinco. Pyrola.

-

— Sexlocularis. De seis. Asarum.

-

— Octolocularis. De oito.

-

— Decemlocularis. De dez. Linum.

-

— Multilocularis. De muitas. Nymphæa.

-

Dissepimenta, fig. 160. b. Especies de diafragmas, ou paredes interiores da capsula, ou fruto, as quaes o dividem internamente em varias - cavidades, ou concameraçoens.

-

— Parallelum. Sendo parallelo ás paredes, ou valvas externas da capsula. Lunaria.

-

— Transversale. Posto á través das valvas concavas.

-

— Contrarium. Quando forma hum angulo recto com as ditas valvas. Thlaspi.

-

Columella. fig. 160. c. He huma pequena coluna, que une em o centro do fruto as - paredes internas, e juntamente as +

— Bilocularis. Duas cavidades. Hyosciamus.

+

— Trilocularis. De tres. Lilium.

+

— Quadrilocularis. De quatro. Evonymus.

+

— Quinquelocularis. De cinco. Pyrola.

+

— Sexlocularis. De seis. Asarum.

+

— Octolocularis. De oito.

+

— Decemlocularis. De dez. Linum.

+

— Multilocularis. De muitas. Nymphæa.

+

Dissepimenta, fig. 160. b. Especies de diafragmas, ou paredes interiores da capsula, ou fruto, as quaes o dividem internamente em varias + cavidades, ou concameraçoens.

+

— Parallelum. Sendo parallelo ás paredes, ou valvas externas da capsula. Lunaria.

+

— Transversale. Posto á través das valvas concavas.

+

— Contrarium. Quando forma hum angulo recto com as ditas valvas. Thlaspi.

+

Columella. fig. 160. c. He huma pequena coluna, que une em o centro do fruto as + paredes internas, e juntamente as sementes.

- -

— Di-tri-cocca. He a capsula + +

— Di-tri-cocca. He a capsula bi-tri-locular, que naõ contem em cada cavidade mais que huma - semente.

-

— Di-cocca. Mercurialis.

-

— Tricocca. Capsula com + semente.

+

— Di-cocca. Mercurialis.

+

— Tricocca. Capsula com tres nós prominentes, ou elevados, e dividida internamente em tres loculamentos, ou cavidades. Euphorbia Esula. Ricinus.

-

— Didyma. Capsula, que +

— Didyma. Capsula, que tem externamente duas corcovas.

-

As sementes na capsula estaõ pegadas, ou na parte superior, ou na inferior, +

As sementes na capsula estaõ pegadas, ou na parte superior, ou na inferior, ou no meio, ou lateralmente a humas especies de traves.

-

140. b.) Siliqua fig. 155. He hum pericarpio de duas - valvas, concavo, cujas sementes, estaõ - pegadas ao comprimento de ambas as suturas, ou unioens das duas valvas. Diz-se siliqua quando o comprimento excede muito á largura.

-

Silicula. Ou pequena bainha, ou siliqua, he quando o +

140. b.) Siliqua fig. 155. He hum pericarpio de duas + valvas, concavo, cujas sementes, estaõ + pegadas ao comprimento de ambas as suturas, ou unioens das duas valvas. Diz-se siliqua quando o comprimento excede muito á largura.

+

Silicula. Ou pequena bainha, ou siliqua, he quando o comprimento apenas excede a largura, ou he quasi igual.

-

Pela figura.

-

— Orbiculata. (38) Clypeola.

-

— Cordata. (42) Lepidium.

-

— Obcordata. (34) Thlaspi Bursa pastoris.

-

— Lobata. (43) Biscutella globosa. Crambe.

-

— Lanceolata. (40) lsatis.

-

— Subrotunda. (38) Bunias.

-

— Triquetra. Com tres.

-

— Tetragona. Com quatro angulos e com os lados chatos longitudinalmente. +

Pela figura.

+

— Orbiculata. (38) Clypeola.

+

— Cordata. (42) Lepidium.

+

— Obcordata. (34) Thlaspi Bursa pastoris.

+

— Lobata. (43) Biscutella globosa. Crambe.

+

— Lanceolata. (40) lsatis.

+

— Subrotunda. (38) Bunias.

+

— Triquetra. Com tres.

+

— Tetragona. Com quatro angulos e com os lados chatos longitudinalmente. Erysimum.

-

— Bivalvis. Abrindo-se pelo comprimento como huma porta de pares.

-

— Compressa. (54) Com os lados oppostos muito visinhos entre si, Thlaspi.

- -

— Torulosa. Com varias eminencias em todo o comprimento, por isso fica sendo +

— Bivalvis. Abrindo-se pelo comprimento como huma porta de pares.

+

— Compressa. (54) Com os lados oppostos muito visinhos entre si, Thlaspi.

+ +

— Torulosa. Com varias eminencias em todo o comprimento, por isso fica sendo corcovada. Raphanus. Cochlearia.

-

— Articulata. As eminencias cercaõ igualmente a siliqua, +

— Articulata. As eminencias cercaõ igualmente a siliqua, de maneira, que entre humas, e outras ficaõ espaços mais delgados, e iguaes; e assim parece com articulaçoens. Raphanus.

-

141. Dissepimentum. O diafragma, ou parede interna da - siliqua. (139)

-

— Parallelum. Quando a superficie, ou disco do diafragma está opposto ao disco da valva. Lunaria. Draba.

-

— Transversum, coutrarium. Se a margem está virada contra a superficie, ou +

141. Dissepimentum. O diafragma, ou parede interna da + siliqua. (139)

+

— Parallelum. Quando a superficie, ou disco do diafragma está opposto ao disco da valva. Lunaria. Draba.

+

— Transversum, coutrarium. Se a margem está virada contra a superficie, ou disco das valvas, formando com ellas angulos rectos.

-

142. Legumen. fig. 154. He hum fruto de duas valvas, mais ou menos comprido, cujas - sementes estaõ pegadas somente a huma, ou +

142. Legumen. fig. 154. He hum fruto de duas valvas, mais ou menos comprido, cujas + sementes estaõ pegadas somente a huma, ou a outra sutura, e somente para cima. Lupinus.

-

Pela figura.

-

— Ovatum. (38)

-

— Rotundatum. (40) Astragalus.

-

— Lineare. (40) Galega.

-

— Teres. (54) Lotus.

-

— Rhombeum. (41) Ononis.

-

— Turgidum. Inchado como huma bexiga, concavo, e cheio de sementes. Ononis, Genista, Cicer.

-

— Inflatum. Inchado como huma bexiga, concavo, mas naõ cheio de sementes. Colutea.

-

— Spirale. Virado como a espira. Medicago.

-

— Contortum. Entortado. Medicago sativa.

-

— Articulatum. Mais delgado de espaço em espaço. Coronilla, Hedysarum.

-

— 1-2-loculare. (139) De huma cavidade, a maior parte, de duas. Astragalus.

+

Pela figura.

+

— Ovatum. (38)

+

— Rotundatum. (40) Astragalus.

+

— Lineare. (40) Galega.

+

— Teres. (54) Lotus.

+

— Rhombeum. (41) Ononis.

+

— Turgidum. Inchado como huma bexiga, concavo, e cheio de sementes. Ononis, Genista, Cicer.

+

— Inflatum. Inchado como huma bexiga, concavo, mas naõ cheio de sementes. Colutea.

+

— Spirale. Virado como a espira. Medicago.

+

— Contortum. Entortado. Medicago sativa.

+

— Articulatum. Mais delgado de espaço em espaço. Coronilla, Hedysarum.

+

— 1-2-loculare. (139) De huma cavidade, a maior parte, de duas. Astragalus.

-

143. Folliculus, Conceptaculum. fig. 153. He hum fruto, que representa hum pequeno - vaso, muitas vezes estendido por causa do ar, concavo internamente; ou he hum pericarpio de huma só valva, que se abre ao comprido em hum - lado, e que naõ tem as sementes pegadas á +

143. Folliculus, Conceptaculum. fig. 153. He hum fruto, que representa hum pequeno + vaso, muitas vezes estendido por causa do ar, concavo internamente; ou he hum pericarpio de huma só valva, que se abre ao comprido em hum + lado, e que naõ tem as sementes pegadas á sutura. Vinca, Asclepias vincetoxicum.

-

Folliculo estendido pela polpa. Tabernamontana, Hellebrus.

-

1-2-valvis. Se se divide em huma, ou duas valvas, quando amadurece.

-

Pela figura das valvas.

-

— Lobatus. (43)

-

— Erectus. (33)

-

— Refractus. (91)

+

Folliculo estendido pela polpa. Tabernamontana, Hellebrus.

+

1-2-valvis. Se se divide em huma, ou duas valvas, quando amadurece.

+

Pela figura das valvas.

+

— Lobatus. (43)

+

— Erectus. (33)

+

— Refractus. (91)

-

144. Drupa. fig. 157. Fruto, ou pericarpio, que +

144. Drupa. fig. 157. Fruto, ou pericarpio, que externamente he de huma substancia como de coiro, e internamente he grosso, carnoso, cheio, sem valvas, que contem huma noz. (154) Amygdalus, Prunus.

-

— Succulenta. Que contem humor. Prunus, Cerasus.

-

— Sicca. Sem humor. Amygdalus communis.

+

— Succulenta. Que contem humor. Prunus, Cerasus.

+

— Sicca. Sem humor. Amygdalus communis.

-

145. Pomum. fig. 156. Pera, maçã, he hum fruto cheio de carne, ou polpa, - que cerca a capsula, que está no meio; ou - he fruto, que está cheio, sem valva, que contem huma capsula. (139)

-

Pela figura.

-

— Turbinatum. (139) Pyrus communis.

-

— Globosum. De figura de globo. Pyrus malus.

-

— Loculamentis 1-2-3-4-5-loculare. Pelas cavidades que a sua capsula tem.

- -

Umbilicus Fructus. Embigo, ou cavidade, que o fruto tem, que ficou no lugar onde - existia a base, ou receptaculo da flor Supera, e - quasi sempre cercada do caliz secco +

145. Pomum. fig. 156. Pera, maçã, he hum fruto cheio de carne, ou polpa, + que cerca a capsula, que está no meio; ou + he fruto, que está cheio, sem valva, que contem huma capsula. (139)

+

Pela figura.

+

— Turbinatum. (139) Pyrus communis.

+

— Globosum. De figura de globo. Pyrus malus.

+

— Loculamentis 1-2-3-4-5-loculare. Pelas cavidades que a sua capsula tem.

+ +

Umbilicus Fructus. Embigo, ou cavidade, que o fruto tem, que ficou no lugar onde + existia a base, ou receptaculo da flor Supera, e + quasi sempre cercada do caliz secco Pyrus.

-

146. Bacca. fig. 158. Baga, fruto cheio, sem volvas, que contem sementes sem capsula. Vitis suculenta. Solanum.

-

A baga denomina-se pelo numero das sementes.

-

— Mono-di-tri-&c. polysperma. Baga de huma, duas, tres, ou de muitas sementes.

-

— Loculamentis. Na baga, que naõ está muito madura, e molle distinguem-se as - cavidades, ou loculamentos, em que estaõ as sementes.

-

— Recutita. Baga semelhante na figura á bolota, e quasi cuberta com prepucio. +

146. Bacca. fig. 158. Baga, fruto cheio, sem volvas, que contem sementes sem capsula. Vitis suculenta. Solanum.

+

A baga denomina-se pelo numero das sementes.

+

— Mono-di-tri-&c. polysperma. Baga de huma, duas, tres, ou de muitas sementes.

+

— Loculamentis. Na baga, que naõ está muito madura, e molle distinguem-se as + cavidades, ou loculamentos, em que estaõ as sementes.

+

— Recutita. Baga semelhante na figura á bolota, e quasi cuberta com prepucio. Taxus.

-

— Semina nidulantia. Quando as sementes - estaõ espalhadas na baga pela polpa.

+

— Semina nidulantia. Quando as sementes + estaõ espalhadas na baga pela polpa.

-

147. Strobilus, Conus. fig. 138. He fruto formado do mesmo amento (116) com escamas +

147. Strobilus, Conus. fig. 138. He fruto formado do mesmo amento (116) com escamas rijas

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Pela figura.

-

— Conoideus. De figura conica.

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Coni. Saõ especies de Amento compostos de escamas rijas, duros, como pao.

-

— Globosus. De figura globosa.

+

Pela figura.

+

— Conoideus. De figura conica.

+

Coni. Saõ especies de Amento compostos de escamas rijas, duros, como pao.

+

— Globosus. De figura globosa.

-

148. Semen. Semente he a parte da planta, que cahe, e +

148. Semen. Semente he a parte da planta, que cahe, e contem o principio de outra planta fecundada pelo pollen. (132)

-

A parte essencial da semente he.

-

Corcullum. He o mesmo principio, ou rudimento da planta na semente +

A parte essencial da semente he.

+

Corcullum. He o mesmo principio, ou rudimento da planta na semente perto do hilo. O Corculo no principio da vegetaçaõ, extende as suas duas partes.

-

Plumula. He a parte escamosa do corculo ascendente.

- -

Rostellum. He a parte simples do corculo descendente, ou a base da plumula, que forma - a raiz, formando a plumula o tronco, ou caule.

-

O ser, ou essencia da semente. Consiste no corculo, o qual está pegado - ao cotyledon, e he cuberto pelo - mesmo, e depois he todo cuberto com huma membrana, ou tunica.

-

Propagines muscorum. Saõ sementes sem tunicas, e cotyledones de maneira, - que o corculo está nû, e assim o rostello está pegado ao caliz,

+

Plumula. He a parte escamosa do corculo ascendente.

+ +

Rostellum. He a parte simples do corculo descendente, ou a base da plumula, que forma + a raiz, formando a plumula o tronco, ou caule.

+

O ser, ou essencia da semente. Consiste no corculo, o qual está pegado + ao cotyledon, e he cuberto pelo + mesmo, e depois he todo cuberto com huma membrana, ou tunica.

+

Propagines muscorum. Saõ sementes sem tunicas, e cotyledones de maneira, + que o corculo está nû, e assim o rostello está pegado ao caliz,

-

149. As partes menos essenciaes da semente, mas que existem em todas as - sementes, excepto as dos musgos, saõ.

-

Cotyledon s: Placenta. He hum corpo, ou folha grossa no lado da Semente, que absorve a agua, que cahe, serve, para nutrir no +

149. As partes menos essenciaes da semente, mas que existem em todas as + sementes, excepto as dos musgos, saõ.

+

Cotyledon s: Placenta. He hum corpo, ou folha grossa no lado da Semente, que absorve a agua, que cahe, serve, para nutrir no principio a planta.

-

Monocotyledon. Hum só cotyledon. As - antas bulbosas. Allium, Cepa.

-

Dicotyledon. Dous, quasi todas as sementes, +

Monocotyledon. Hum só cotyledon. As + antas bulbosas. Allium, Cepa.

+

Dicotyledon. Dous, quasi todas as sementes, Phaseolus, Pisum. Melo.

-

Polycotyledon. Com muitos +

Polycotyledon. Com muitos cotyledones; saõ poucas plantas; des, Pinus. cinco Cupressus. quatro Linum.

-

Hilum, s: Hylus. He a cicatriz da semente produzida do lugar, por onde a - semente se pega no fruto; esta he bem vizivel no Cordiospermum, +

Hilum, s: Hylus. He a cicatriz da semente produzida do lugar, por onde a + semente se pega no fruto; esta he bem vizivel no Cordiospermum, Staphylea, Phaseolus.

-

Arillus. He a tunica, ou cuberta exterior particular da - semente, que expontaneamente se separa della na vegetaçaõ, ou evoluçaõ - da semente. Cucumis, Dictamnus.

-

— a.) Suculentus. Este arillo tem çumo. Evonymus.

-

— b.) Cartilagineus. He secco, rijo e elastico. Coffea.

- -

— Tectum. Chama-se assim a semente, que está incluida no fruto, porisso - a planta, que assim tem as suas sementes +

Arillus. He a tunica, ou cuberta exterior particular da + semente, que expontaneamente se separa della na vegetaçaõ, ou evoluçaõ + da semente. Cucumis, Dictamnus.

+

— a.) Suculentus. Este arillo tem çumo. Evonymus.

+

— b.) Cartilagineus. He secco, rijo e elastico. Coffea.

+ +

— Tectum. Chama-se assim a semente, que está incluida no fruto, porisso + a planta, que assim tem as suas sementes pertence á divisaõ Angiospermia.

-

— Nudum. Naõ estando incluida dentro do fruto, de modo que logo apparece á vista. +

— Nudum. Naõ estando incluida dentro do fruto, de modo que logo apparece á vista. Gymnospermia.

-

150. Pelo numero.

-

— Mono-di-tri-polyspermum. (106) Huma, duas, ou muitas.

-

— Gymnodispermum. Duas sementes nûas.

+

150. Pelo numero.

+

— Mono-di-tri-polyspermum. (106) Huma, duas, ou muitas.

+

— Gymnodispermum. Duas sementes nûas.

-

151. Pela figura.

-

— Cordi-reniforme. &c. Pela figura semelhante a alguma cousa como ao coraçaõ, aos +

151. Pela figura.

+

— Cordi-reniforme. &c. Pela figura semelhante a alguma cousa como ao coraçaõ, aos rins, &c.

-

— Echinatum. Cuberta de espinhos á maneira do Ouriço. Lappula, Myosotis.

-

— Dentatum. Com incisoens na margem como dentes. Bryonia.

-

— Marginatum. Com a sua margem cercada, ou sahida para fóra, ou mais adelgaçada. +

— Echinatum. Cuberta de espinhos á maneira do Ouriço. Lappula, Myosotis.

+

— Dentatum. Com incisoens na margem como dentes. Bryonia.

+

— Marginatum. Com a sua margem cercada, ou sahida para fóra, ou mais adelgaçada. Lunaria.

-

— Ovatum. Oval.

-

— Loculis. Pelas cavidades, na maior parte he unilocular.

-

— Biloculare. De dous. Cornus, Xanthium.

+

— Ovatum. Oval.

+

— Loculis. Pelas cavidades, na maior parte he unilocular.

+

— Biloculare. De dous. Cornus, Xanthium.

-

152. Pela superficie.

-

— Scabrum. (52)

-

— Laeve, glabrum. (48)

-

— Rugosum. (50) &c.

-

Pela consistencia, ou rijeza.

-

— Osseum. Rija como o osso. Lithospermum. Nuces. Corylus.

-

— Callossum, cartilagineum. De substancia callosa, ou cartilaginea. Citrus.

+

152. Pela superficie.

+

— Scabrum. (52)

+

— Laeve, glabrum. (48)

+

— Rugosum. (50) &c.

+

Pela consistencia, ou rijeza.

+

— Osseum. Rija como o osso. Lithospermum. Nuces. Corylus.

+

— Callossum, cartilagineum. De substancia callosa, ou cartilaginea. Citrus.

-

153. Corona. He o caliz pegado á summidade - da semente, cujo caliz he o da +

153. Corona. He o caliz pegado á summidade + da semente, cujo caliz he o da flor, por meio do qual o vento a faz voar. Scabiosa.

-

Pappus. fig. 162. He huma coroa posta no apice da semente formada de +

Pappus. fig. 162. He huma coroa posta no apice da semente formada de huma especie de pluma, ou de pellos, pela qual o vento a transporta pelo ár. Taraxacum.

-

Este papo pois he 1. stipitatus. fig. 162. b. Tendo hum fio, que sustenta o papo, e o - une á semente.

-

— 2. Sessilis. fig. 160. a. Naõ tendo fio.

-

— 3. Capillaris. fig. 162. a. O papo, como cabello, simples do feitio de fio; os +

Este papo pois he 1. stipitatus. fig. 162. b. Tendo hum fio, que sustenta o papo, e o + une á semente.

+

— 2. Sessilis. fig. 160. a. Naõ tendo fio.

+

— 3. Capillaris. fig. 162. a. O papo, como cabello, simples do feitio de fio; os pellos naõ divididos. Hieracium Sonchus.

-

— 4. Plumosus. fig. 162. b. Papo plumoso, ou villoso, sendo cada pello composto como +

— 4. Plumosus. fig. 162. b. Papo plumoso, ou villoso, sendo cada pello composto como huma penna. Leontodon. Tragopogon. Valeriana.

-

— 5. Paleaceus. Papo á maneira de palha, consta de pequenas laminas lineares. +

— 5. Paleaceus. Papo á maneira de palha, consta de pequenas laminas lineares. Bidens.

-

— 6. Aristatus. Em forma de pragana. (115) Coreopsis.

-

— 7. Nullus. Sem papo. Artemisia. Bellis. Cichorium, Tanacetum.

+

— 6. Aristatus. Em forma de pragana. (115) Coreopsis.

+

— 7. Nullus. Sem papo. Artemisia. Bellis. Cichorium, Tanacetum.

-

154. 1. Cauda. He hum appendix filiforme, que está na semente, ou hum - fio, em que a semente acaba. Pulsatilla. Populus.

-

— Simplex. Simples.

-

— Arista geniculata. (115) Cauda formada de huma pragana com nós. Geum.

-

— Pilosa, villosa. Com pellos, ou lanugem. Clematis vitalba.

-

— Plumosa. Como huma pluma. Geum nivale.

-

— 2. Ala. Huma membrana pegada á semente, por meio da qual se espalhaõ - as sementes. Abies. Betula. Anethum. - Hesperis. Thalictrum; e se chamaõ sementes +

154. 1. Cauda. He hum appendix filiforme, que está na semente, ou hum + fio, em que a semente acaba. Pulsatilla. Populus.

+

— Simplex. Simples.

+

— Arista geniculata. (115) Cauda formada de huma pragana com nós. Geum.

+

— Pilosa, villosa. Com pellos, ou lanugem. Clematis vitalba.

+

— Plumosa. Como huma pluma. Geum nivale.

+

— 2. Ala. Huma membrana pegada á semente, por meio da qual se espalhaõ + as sementes. Abies. Betula. Anethum. + Hesperis. Thalictrum; e se chamaõ sementes com azas.

- -

3. Hamus. Pequeno espinho virado, como o anzol, com o qual se pegaõ as sementes aos animaes, que passaõ junto a + +

3. Hamus. Pequeno espinho virado, como o anzol, com o qual se pegaõ as sementes aos animaes, que passaõ junto a ellas.

-

No caliz. Arctium. Urtica.

-

No fruto Hedysarum. Gallium aparine.

-

Nas sementes. Daucus caucalis. Verbena.

-

— Triglochis. (81) Myosotis lappula.

-

— Incurvus, Arista uncinata. Com a arista, ou pregana revirada como hum gancho. Geum +

No caliz. Arctium. Urtica.

+

No fruto Hedysarum. Gallium aparine.

+

Nas sementes. Daucus caucalis. Verbena.

+

— Triglochis. (81) Myosotis lappula.

+

— Incurvus, Arista uncinata. Com a arista, ou pregana revirada como hum gancho. Geum urbanum.

-

4. Caliculus. He a pequena coroa com pequenas preganas feita de hum só pedaço, que - está no apice da semente. Scabiosa. Statice. Trifolium.

-

5. Nux. Noz, semente cuberta com huma casca ossea. Corylus avellana.

-

Nos frutos Drupa chama-se nucleus 1-2. &c. locularis, bilocularis.

-

6. Propago. He a semente dos musgos sem arillo, e sem cotyledones.

+

4. Caliculus. He a pequena coroa com pequenas preganas feita de hum só pedaço, que + está no apice da semente. Scabiosa. Statice. Trifolium.

+

5. Nux. Noz, semente cuberta com huma casca ossea. Corylus avellana.

+

Nos frutos Drupa chama-se nucleus 1-2. &c. locularis, bilocularis.

+

6. Propago. He a semente dos musgos sem arillo, e sem cotyledones.

-

155. Receptaculum. He o leito, ou placenta, ou base, em que estaõ pegadas as partes - da frutificaçaõ (104). O receptaculo cerca internamente as paredes do caliz na classe Icosandria, e em algumas outras - plantas; e assim a corolla, e os filamentos estaõ pegados ao caliz. +

155. Receptaculum. He o leito, ou placenta, ou base, em que estaõ pegadas as partes + da frutificaçaõ (104). O receptaculo cerca internamente as paredes do caliz na classe Icosandria, e em algumas outras + plantas; e assim a corolla, e os filamentos estaõ pegados ao caliz. Fragaria. Pyrus.

-

Placenta He o receptaculo nas flores compostas.

-

— Proprium. Particular a huma só frutificaçaõ.

-

— Fructificationis. Receptaculo +

Placenta He o receptaculo nas flores compostas.

+

— Proprium. Particular a huma só frutificaçaõ.

+

— Fructificationis. Receptaculo commum á flor, e ao fruto.

-

— Floris. Base, em que estaõ pegadas as partes da flor sem germe,

-

— Fructus. A base do fruto distante da base, ou receptaculo da flor. Hydrocharis.

- -

— Seminum. fig. 161. Base, em que estaõ pegadas as sementes no fruto. Hyoscimus.

+

— Floris. Base, em que estaõ pegadas as partes da flor sem germe,

+

— Fructus. A base do fruto distante da base, ou receptaculo da flor. Hydrocharis.

+ +

— Seminum. fig. 161. Base, em que estaõ pegadas as sementes no fruto. Hyoscimus.

-

156. Commune. (140. 141. 135. 133) Quando sustenta, e une muitos flosculos, e os seus frutos de +

156. Commune. (140. 141. 135. 133) Quando sustenta, e une muitos flosculos, e os seus frutos de tal modo, que tirados alguns se produz irregularidade.

-

Pela superficie.

-

— Nudum. fig. 140. Sem pellos, sedas, villos, palhas &c. Leontodon. Taraxacum.

-

— Punctatum. fig. 140. Cuberto de pontos excavados, e nû em quanto ao mais. +

Pela superficie.

+

— Nudum. fig. 140. Sem pellos, sedas, villos, palhas &c. Leontodon. Taraxacum.

+

— Punctatum. fig. 140. Cuberto de pontos excavados, e nû em quanto ao mais. Leontodon, Taraxacum. Chrysanthemum.

-

— Alveolatum. Excavado á maneira dos favos das abelhas. Onopordon.

-

— Villosum. Cuberto de villos +

— Alveolatum. Excavado á maneira dos favos das abelhas. Onopordon.

+

— Villosum. Cuberto de villos (79). Artemisia. Absynthium. Carduus.

-

— Pilosum. Com pellos (79). Carthamus.

-

— Setosum. Cercado de sedas (80). Arctium. Lappa, Centaurea, Cyanus.

-

— Paleaceum, fig. 141. b. Com palhas, ou lamellas postas perpendicularmente, que - dividem os flosculos entre +

— Pilosum. Com pellos (79). Carthamus.

+

— Setosum. Cercado de sedas (80). Arctium. Lappa, Centaurea, Cyanus.

+

— Paleaceum, fig. 141. b. Com palhas, ou lamellas postas perpendicularmente, que + dividem os flosculos entre si.

-

157. b. Pela figura.

-

— Planum. Plano, ou espalmado na superficie. Achillæa millefolium.

-

— Convexum. Com a superficie elevada, formando hum segmento de esfera. Matricaria +

157. b. Pela figura.

+

— Planum. Plano, ou espalmado na superficie. Achillæa millefolium.

+

— Convexum. Com a superficie elevada, formando hum segmento de esfera. Matricaria chamomilla.

-

— Conicum. fig. 141. Com a superficie elevada em figura conica. Anthemis. Bellis.

-

— Concavum. Concavo.

-

— Subulatum. (56)

+

— Conicum. fig. 141. Com a superficie elevada em figura conica. Anthemis. Bellis.

+

— Concavum. Concavo.

+

— Subulatum. (56)

-

158. Compositus flos. +

158. Compositus flos. Receptaculo estendido, convexo, commum a muitas pequenas flores monopetatas, - com as antheras unidas em + com as antheras unidas em cylindro.

- -

— 1. Ligulatus, aut semiflosculosus Tournefort. Todas as pequenas corollas saõ + +

— 1. Ligulatus, aut semiflosculosus Tournefort. Todas as pequenas corollas saõ planas, e estendidas para a parte externa.

-

— 2. Tubulosus, flosculosus Tournefort. Todas as pequenas corollas, saõ tubulosas, ou +

— 2. Tubulosus, flosculosus Tournefort. Todas as pequenas corollas, saõ tubulosas, ou como canudos quasi iguaes. Eupatorium.

-

— 3 Radiatus. As pequenas corollas do disco saõ tubulosas, e as da - circunferencia liguladas, ou com o +

— 3 Radiatus. As pequenas corollas do disco saõ tubulosas, e as da + circunferencia liguladas, ou com o limbo desigual, e sahido muito para fora. Coreopsis, Achillæa, Tagetes.

-

Compositus, radiatus flos. A flor composta radiada consta de disco e +

Compositus, radiatus flos. A flor composta radiada consta de disco e raio.

-

Radius. O raio he formado de pequenas corollas irregulares postas na +

Radius. O raio he formado de pequenas corollas irregulares postas na circunferencia.

-

Discus. A superficie, ou centro da flor, consta de pequenas corollas quasi sempre +

Discus. A superficie, ou centro da flor, consta de pequenas corollas quasi sempre regulares: na flor composta he a parte do meio, que acaba, ou que vem cercada com a - margem do caliz.

-

Decompositus. Flor composta de flores compostas; contem em hum caliz commum calices menores, que saõ communs a muitas flores. Sphaerantus.

-

Completus flos. Flor completa, ou perfeita, consta de corolla, e caliz.

-

Incompletus. Faltando na flor a corolla, ou o caliz.

-

Apetalus flos. Flor sem corolla,

-

Nudus. Flor sem caliz.

+ margem do caliz.

+

Decompositus. Flor composta de flores compostas; contem em hum caliz commum calices menores, que saõ communs a muitas flores. Sphaerantus.

+

Completus flos. Flor completa, ou perfeita, consta de corolla, e caliz.

+

Incompletus. Faltando na flor a corolla, ou o caliz.

+

Apetalus flos. Flor sem corolla,

+

Nudus. Flor sem caliz.

-

159. Aggregatus flos. Flor, cujo receptaculo, ou - base larga, inteira, contem muitas pequenas flores com pequenos peciolos; porem as antheras naõ estaõ unidas entre si. Scabiosa, +

159. Aggregatus flos. Flor, cujo receptaculo, ou + base larga, inteira, contem muitas pequenas flores com pequenos peciolos; porem as antheras naõ estaõ unidas entre si. Scabiosa, Dipsacus.

-

Amentaceus aggregatus. O receptaculo, ou base desta +

Amentaceus aggregatus. O receptaculo, ou base desta flor he comprida, e delgada, e da mesma largura em todo o comprimento, e dividido com escamas do mesmo amento. Betula. Salix. Urtica. Pinus, Juniperus.

- -

Glumosus aggregatus. O receptaculo delgado, - comprido, de igual grossura; porém a sua base he huma gluma, ou especie de caliz commum. Festuca, Poa, Lolium, Hordeum.

-

Spadiceus aggregatus. Especie de flor, cujo + +

Glumosus aggregatus. O receptaculo delgado, + comprido, de igual grossura; porém a sua base he huma gluma, ou especie de caliz commum. Festuca, Poa, Lolium, Hordeum.

+

Spadiceus aggregatus. Especie de flor, cujo receptaculo está dentro da Spata, e he commum a muitas pequenas flores. Arum.

-

160. Umbella. As flores dispostas em forma de umbella, o que succede, quando todos os - pedunculos das flores +

160. Umbella. As flores dispostas em forma de umbella, o que succede, quando todos os + pedunculos das flores sahem do mesmo centro fazendo assim huma circunferencia igual. Pastinaca, Cuminum.

-

- Umbellatus flos. fig. 135. Hum receptaculo, ou - base commua dividida, e allongada, ou estendida em pedunculos á maneira de fios proporcionaes, +

+ Umbellatus flos. fig. 135. Hum receptaculo, ou + base commua dividida, e allongada, ou estendida em pedunculos á maneira de fios proporcionaes, os quaes todos sahem do mesmo centro, ou que sahindo todos do mesmo ponto formaõ huma circunferencia igual. - Cada flor contém cinco estames desunidos, - que cahem depois de fecundado o germe, o qual está posto debaixo da corolla: o pistillo he bifido, as sementes saõ duas, + Cada flor contém cinco estames desunidos, + que cahem depois de fecundado o germe, o qual está posto debaixo da corolla: o pistillo he bifido, as sementes saõ duas, unidas entre si pela summidade. Astrantia, Sanicula.

-

Spuria umbella. He huma flor aggregada, na qual os peclunculos sahem de hum ponto +

Spuria umbella. He huma flor aggregada, na qual os peclunculos sahem de hum ponto commum, mas depois dividem-se irregularmente em ramos.

-

a.) Pela divisaõ.

-

— Simplex. He simples, quando o receptaculo he - dividido em pedunculos +

a.) Pela divisaõ.

+

— Simplex. He simples, quando o receptaculo he + dividido em pedunculos huma só vez. Sanicula. Eryngium.

-

— Composita. Todos os pedunculos se subdividem no apice em outros pequenos pedunculos, ou em pequenas umbellas. Daucus, +

— Composita. Todos os pedunculos se subdividem no apice em outros pequenos pedunculos, ou em pequenas umbellas. Daucus, Cicuta, Euphorbia Esula.

- -

Universalis umbella fig. 135. a. Umbella universal, consta de pedunculos elevados (90), os quaes sustentaõ + +

Universalis umbella fig. 135. a. Umbella universal, consta de pedunculos elevados (90), os quaes sustentaõ no apice outras pequenas umbellas. Scandix chaerophyllum.

-

Partialis umbella. fig. 135. b. A pequena umbella, que está posta sobre o apice do - pedunculo universal, ou primario.

-

Prolifera. Em huma umbella simples hum ou outro +

Partialis umbella. fig. 135. b. A pequena umbella, que está posta sobre o apice do + pedunculo universal, ou primario.

+

Prolifera. Em huma umbella simples hum ou outro pedunculo sahe sostendo outra pequena umbella.

-

161. b. Pela figura.

-

— Concava. O disco ou a superficie he comprimida nos lados de maneira, +

161. b. Pela figura.

+

— Concava. O disco ou a superficie he comprimida nos lados de maneira, que fica o meio concavo.

-

— Fastigiata. Sendo elevada, mas ficando a superficie muito plana, e parallela com o +

— Fastigiata. Sendo elevada, mas ficando a superficie muito plana, e parallela com o horizonte (23).

-

— Convexa. Sendo o disco, ou a superficie elevada, formando hum segmento +

— Convexa. Sendo o disco, ou a superficie elevada, formando hum segmento de esfera.

-

— Plana. Cujo disco, ou superficie he plana.

-

— Radiata. Sendo os petalos das flores, que estaõ postos na circunferencia da +

— Plana. Cujo disco, ou superficie he plana.

+

— Radiata. Sendo os petalos das flores, que estaõ postos na circunferencia da umbella, desiguaes, ou maiores.

-

162. c.) Pella direcçaõ.

-

— Erecta. Cuja superficie está elevada para o céo.

-

— Nutans. Contraria á precedente. Solanum nigrum.

-

— Cernua. He entre a erecta, e a nutans declinada alguma cousa para hum lado. +

162. c.) Pella direcçaõ.

+

— Erecta. Cuja superficie está elevada para o céo.

+

— Nutans. Contraria á precedente. Solanum nigrum.

+

— Cernua. He entre a erecta, e a nutans declinada alguma cousa para hum lado. Chærophyllum tremulum.

-

163. Cyma, flos cymosus. He hum receptaculo, ou huma - base dividida em pedunculos, dos quaes todos os primeiros sahem como na umbella da o mesmo - centro; mas os segundos, ou os mais pequenos naõ sahem do mesmo centro, mas sahem sem ordem. Sambucus nigra, Sambucus ebulus, Solanum dulcamara.

-

— Nuda. Sem involucro, ou bracteas. Cornus sanguineus.

-

— Bracteata. Com bracteas. +

163. Cyma, flos cymosus. He hum receptaculo, ou huma + base dividida em pedunculos, dos quaes todos os primeiros sahem como na umbella da o mesmo + centro; mas os segundos, ou os mais pequenos naõ sahem do mesmo centro, mas sahem sem ordem. Sambucus nigra, Sambucus ebulus, Solanum dulcamara.

+

— Nuda. Sem involucro, ou bracteas. Cornus sanguineus.

+

— Bracteata. Com bracteas. (87)

-

— Ramosa. Dividida em ramos. Sedum album.

-

— Trifida Dividida em tres até ao meio. Sedum acre.

-

— Tripartita. Dividida até á base em tres. Sambucus Ebulus.

-

— Quinquepartita. Em cinco partes. Sambucus nigra.

+

— Ramosa. Dividida em ramos. Sedum album.

+

— Trifida Dividida em tres até ao meio. Sedum acre.

+

— Tripartita. Dividida até á base em tres. Sambucus Ebulus.

+

— Quinquepartita. Em cinco partes. Sambucus nigra.

-

164. Spadix. fig. 133. de o receptaculo da palmeira, - que está nascido na spata (117), dividido em pequenos ramos, que sustentaõ a frutificaçaõ; contem huma colunna - florifera, quando a corolla por meio de compridos pedunculos está pegada no receptaculo commum filiforme, o qual quasi sempre he +

164. Spadix. fig. 133. de o receptaculo da palmeira, + que está nascido na spata (117), dividido em pequenos ramos, que sustentaõ a frutificaçaõ; contem huma colunna + florifera, quando a corolla por meio de compridos pedunculos está pegada no receptaculo commum filiforme, o qual quasi sempre he dividido em ramos.

-

a.) Uniflorus, biflorus, multiflorus. Pelo numero das flores, que sustenta.

-

— b.) Simplex. Naõ dividido.

-

— Ramosus. fig. 133. Dividido em ramos.

-

Spadiceus flos. He huma flor aggregada, cujo receptaculo commum das flores está incluido em huma bainha, ou spata.

-

Rachis. He o receptaculo comprido da mesma largura +

a.) Uniflorus, biflorus, multiflorus. Pelo numero das flores, que sustenta.

+

— b.) Simplex. Naõ dividido.

+

— Ramosus. fig. 133. Dividido em ramos.

+

Spadiceus flos. He huma flor aggregada, cujo receptaculo commum das flores está incluido em huma bainha, ou spata.

+

Rachis. He o receptaculo comprido da mesma largura em todo o comprimento, o qual pelo seu comprimento sustenta as flores em forma de espiga.

- +
- MINERALOGIA. Termos da Arte. -

Pela figura.

+ MINERALOGIA. Termos da Arte. +

Pela figura.

Amorphum.
- Corpo que naõ tem figura conflitante, e determinada. + Corpo que naõ tem figura conflitante, e determinada.
Cristallinum.
- Crystallizado, ou com figura regular. V. Linne. Syft. Nat. T. 3. Tab. 1. 2. + Crystallizado, ou com figura regular. V. Linne. Syft. Nat. T. 3. Tab. 1. 2.
Tessellatum.
- Feito de particulas quadradas. + Feito de particulas quadradas.
Prisma.
- He a colunna, ou a parte mais comprida do Crystal. + He a colunna, ou a parte mais comprida do Crystal.
Pyramis.
- He o apice, ou summidade do Crystal, que acaba em figura pyramidal. + He o apice, ou summidade do Crystal, que acaba em figura pyramidal.
Lentiforme.
- He hum corpo de figura redonda, ou do circulo, com os dous lados convexos. + He hum corpo de figura redonda, ou do circulo, com os dous lados convexos.
Nodulosum.
- Com eminencias arredondadas, e espalhadas pela superficie do corpo. + Com eminencias arredondadas, e espalhadas pela superficie do corpo.
Reniforme.
- Convexo, arredondado, e muitas vezes nodulosum. + Convexo, arredondado, e muitas vezes nodulosum.
Planum.
- Com a superficie horizontal. + Com a superficie horizontal.
-

Pela casca.

+

Pela casca.

Crustosum.
- Corpo, quasi cuberto de tunicas exteriormente. + Corpo, quasi cuberto de tunicas exteriormente.
Corticosum.
- Quando a substancia externa do corpo he differente da intrior. + Quando a substancia externa do corpo he differente da intrior.
Concentricum.
- Sendo ao redor do centro de varias côres dispostas á maneira de ondas. + Sendo ao redor do centro de varias côres dispostas á maneira de ondas.
Embryo.
- O miolo, ou nucleo, que está no centro do corpo; ou qualquer cousa, que está no + O miolo, ou nucleo, que está no centro do corpo; ou qualquer cousa, que está no meio do corpo.
-

Pela superficie.

- +

Pela superficie.

+
Superficiale.
- Corpo estendido subtilmente sobre a superficie de outro corpo, como se este último + Corpo estendido subtilmente sobre a superficie de outro corpo, como se este último fosse untado do primeiro.
Scabrum.
- Se a sua superficie raspa o dedo, esfregando-se com elle. + Se a sua superficie raspa o dedo, esfregando-se com elle.
Laeve.
- Com superficie lisa. + Com superficie lisa.
Nitidum.
- Com superficie polída. + Com superficie polída.
Micans.
- Achando-se espalhados pelo corpo alguns pontos luzidios. + Achando-se espalhados pelo corpo alguns pontos luzidios.
-

Pela mistura.

+

Pela mistura.

Nudum.
- Sem mistura alguma; assim se chama o metal nativo. + Sem mistura alguma; assim se chama o metal nativo.
Mineralisatum.
- Quando o metal está escondido pela mistura do enxofre ou arsenico. + Quando o metal está escondido pela mistura do enxofre ou arsenico.
Lapidosum.
- O metal está misturado em particulas minimas imperceptiveis em huma pedra. + O metal está misturado em particulas minimas imperceptiveis em huma pedra.
-

Pelas particulas.

+

Pelas particulas.

Compactum.
- Cujas particulas estaõ totalmente ajuntadas e unidas. + Cujas particulas estaõ totalmente ajuntadas e unidas.
Impalpabile.
- As suas particulas como pó. + As suas particulas como pó.
Arenosum.
- As particulas como de arêa. + As particulas como de arêa.
Granulatum.
- As particulas quasi redondas em figura de sementes. + As particulas quasi redondas em figura de sementes.
-

Pelas fibras.

+

Pelas fibras.

Acerosum.
- Com particulas lineares desiguaes. + Com particulas lineares desiguaes.
Decussatum.
- Com particulas espalhadas diferentemente em varias partes, ou postas coma a letra + Com particulas espalhadas diferentemente em varias partes, ou postas coma a letra X.
Fibrosum.
- Com particulas parallelas da mesma grossura em todo seu comprimento. + Com particulas parallelas da mesma grossura em todo seu comprimento.
Squamosum.
- Composto de particulas planas, ou chatas. + Composto de particulas planas, ou chatas.
-

Pela contextura.

+

Pela contextura.

Membranaceum.
- Como formato de laminas, ou planos, muitos delgados, transparentes. + Como formato de laminas, ou planos, muitos delgados, transparentes.
- +
Fissile.
- Que se divide em pequenas laminas, que saõ parallelas. + Que se divide em pequenas laminas, que saõ parallelas.
Concentratum.
- Cujas partes se unem ao centro. + Cujas partes se unem ao centro.
Fragmentis.
- Fragmento, ou pedaço de cousa quebrada. + Fragmento, ou pedaço de cousa quebrada.
-

Pela rijeza.

+

Pela rijeza.

Scintillans.
- Corpo que batendo-se-lhe com aço dá faiscas de fogo. + Corpo que batendo-se-lhe com aço dá faiscas de fogo.
Rasile.
- Corpo que quasi se corta com a faca. + Corpo que quasi se corta com a faca.
Durum.
- Que se naõ póde quebrar senaõ com o martello. + Que se naõ póde quebrar senaõ com o martello.
Fragile.
- Corpo que se divide em pequenos pedaços quando se dobra. + Corpo que se divide em pequenos pedaços quando se dobra.
Sectile.
- Que se divide com a faca em pequenas laminas. + Que se divide com a faca em pequenas laminas.
Friabile.
- Que quasi se faz em farinha entre os dedos. + Que quasi se faz em farinha entre os dedos.
Rigidum.
- Que se naõ póde dobrar. + Que se naõ póde dobrar.
Flexile.
- Que se naõ quebra facilmente, dobrando-se. + Que se naõ quebra facilmente, dobrando-se.
Maleabile.
- Que se extende, quando se lhe bate com o martello. + Que se extende, quando se lhe bate com o martello.
Inquinans.
- Que tinge os dedos quando se lhe toca. + Que tinge os dedos quando se lhe toca.
— Scriptura.
- Quando se esfrega um corpo com outro mais solido de modo que faça risco. + Quando se esfrega um corpo com outro mais solido de modo que faça risco.
— Tritura.
- Raspadura de um corpo feita por meio de hum ferro com agua. + Raspadura de um corpo feita por meio de hum ferro com agua.
— Albens.
- Raspadura esbranquiçada. + Raspadura esbranquiçada.
— Rubricans.
- Raspadura de côr loira. + Raspadura de côr loira.
— Nigricans.
- Raspadura de côr preta. + Raspadura de côr preta.
-

Pela soluçaõ.

+

Pela soluçaõ.

Bibulum.
- Corpo que absorve a agua. + Corpo que absorve a agua.
Effervescens.
- Que faz bolhas ou escuma com a agua forte. + Que faz bolhas ou escuma com a agua forte.
Solubile.
- Que se dissolve com a agua forte. + Que se dissolve com a agua forte.
- +
Fixum.
- Que nem se resolve, nem produz escuma com a agua forte. + Que nem se resolve, nem produz escuma com a agua forte.
Apyrum.
- Que resiste ao fogo sem se vitrificar facilmente. + Que resiste ao fogo sem se vitrificar facilmente.
Vitrescens.
- Que se vitrifica no fogo, ou se cobre de huma crusta vitrea. + Que se vitrifica no fogo, ou se cobre de huma crusta vitrea.
Calcarium.
- Que faz escuma com a agua forte, ou que posto no fogo se desfaz em pó como + Que faz escuma com a agua forte, ou que posto no fogo se desfaz em pó como farinha.
Attractorium.
- Que atrahe o ferro, como o magnete, ou pedra de cevar. + Que atrahe o ferro, como o magnete, ou pedra de cevar.
Retractorium.
- O que vem atrahido do magnete. + O que vem atrahido do magnete.
Intractabile.
- Que naõ vem atrahido do magnete. + Que naõ vem atrahido do magnete.
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Pela côr.

+

Pela côr.

Opacum.
- Que não da passagem á luz. + Que não da passagem á luz.
Diaphanum.
- Que transmitte alguma cousa a luz. + Que transmitte alguma cousa a luz.
Pellucidum.
- Perfeitamente transparente. + Perfeitamente transparente.
Hyalinum.
- Côr de agua, ou de vidro. + Côr de agua, ou de vidro.
Tinctum.
- Côrado por alguma côr que naõ seja a bialina. + Côrado por alguma côr que naõ seja a bialina.
Reflexio.
- Reflete os raios da luz. + Reflete os raios da luz.
Refractio.
- Refrange os raios de luz. + Refrange os raios de luz.
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Pelo lugar.

+

Pelo lugar.

Rupestre.
- Corpo que está unido á pedra, ou rochedo. + Corpo que está unido á pedra, ou rochedo.
Vagum.
- Que se acha espalhado sem ser pegado a rochedo. + Que se acha espalhado sem ser pegado a rochedo.
Aggregatum.
- Pedra que consta de muitas outras menores unidas; ou conglutinadas entre + Pedra que consta de muitas outras menores unidas; ou conglutinadas entre si.
Solitarium.
- He opposto ao aggregado, e ao rupestre. + He opposto ao aggregado, e ao rupestre.
- + - Os sinais Chymicos para os metaes, semimetaes, e saes. - Ouro. - Arsenico. - Prata. - Pirite. - Cobre. - Vitriolo. - Ferro. - Natro. - Chumbo. - Nitro. - Estanho. - Sal marino. - Antimonio. - Alumen, ou pedra hume. - Azougue. - Agua regia. - Vismuto. - Agua forte. - Zinco. + Os sinais Chymicos para os metaes, semimetaes, e saes. + Ouro. + Arsenico. + Prata. + Pirite. + Cobre. + Vitriolo. + Ferro. + Natro. + Chumbo. + Nitro. + Estanho. + Sal marino. + Antimonio. + Alumen, ou pedra hume. + Azougue. + Agua regia. + Vismuto. + Agua forte. + Zinco.
- + - +
- MEMÓRIA SOBRE A UTILIDADE DOS JARDINS BOTANICOS A RESPEITO DA AGRICULTURA, E PRINCIPALMENTE DA + MEMÓRIA SOBRE A UTILIDADE DOS JARDINS BOTANICOS A RESPEITO DA AGRICULTURA, E PRINCIPALMENTE DA CULTIVAÇÃO DAS CHARNECAS -

- A sciencia da Agricultura

Os authores, que escreveraõ da politica como +

+ A sciencia da Agricultura

Os authores, que escreveraõ da politica como Platão Xenofonte, Aristoteles, fizeraõ da Agricultura uma parte essencial - della.Os Heróes de Roma applicavaõ-se à cultura da terra; e esta como diz + della.Os Heróes de Roma applicavaõ-se à cultura da terra; e esta como diz Plinio se gloriava de ser cultivada por mãos victoriosas, e triunfantes.Gaudente terra vomere - laureato.Varraõ cita cincoenta authores gregos, que escreveraõ sobre - este assumpto.Cataõ, Columella, Varraõ, fizeraõ ver com suas investigações - a grande extençaõ, e utilidade desta sciencia.De alguns paizes se póde + laureato.Varraõ cita cincoenta authores gregos, que escreveraõ sobre + este assumpto.Cataõ, Columella, Varraõ, fizeraõ ver com suas investigações + a grande extençaõ, e utilidade desta sciencia.De alguns paizes se póde dizer o que Columella escreveo no tempo de Tiberio: "Vejo em Roma academias de - Filosofos, Oradores, Geometras, e musicos; vejo homens que estudaõ as artes, que tem o por objeto o paladar, e o + Filosofos, Oradores, Geometras, e musicos; vejo homens que estudaõ as artes, que tem o por objeto o paladar, e o ornato dos cabellos, e ao mesmo tempo contemplo desprezada a Agricultura."

consiste principalmente no conhecimento dos vegetaes, de sua natureza, e do clima, e terreno em que nascem; na causa da fertilidade da terra, na influencia do ar sobre os vegetaes, e nas regras praticas necessarias para a boa cultura.

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- O primeiro conhecimento adquire-se com o estudo da Botanica, o segundo com experiencias e reflexões fisicas, o terceiro, e quarto - com hum jardim botanico, no + +

+ O primeiro conhecimento adquire-se com o estudo da Botanica, o segundo com experiencias e reflexões fisicas, o terceiro, e quarto + com hum jardim botanico, no qual he necessario cultivar os vegetaes de todos os climas, e terrenos.

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- Hum botanico ignora inteiramente quaes sejaõ os terrenos estereis (se exceptuarmos um +

+ Hum botanico ignora inteiramente quaes sejaõ os terrenos estereis (se exceptuarmos um cham cheio de ocra, enxofre, ou sal) por cuja causa póde escolher entre treze mil, e mais plantas, que se conhecem, as que são uteis á economia, e proprias á qualidade do - terreno

Sendo na agricultura hum principio certo escolher os vegetaes + terreno

Sendo na agricultura hum principio certo escolher os vegetaes para aquelles terrenos, que lhes são proprios.

; pois que he certo, que existem plantas proporcionadas a todos os diferentes terrenos: por exemplo para as terras, que os Francezes chamaõ franche que saõ os ordinarios terrenos cultivados; para os lugares cheios de barro, greda, e areia; para os campos aridos, aquosos e arenosos maritimos.

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Duas saõ as opnioens a respeito da fertilidade da terra. A primeira, he que a terra ferve +

Duas saõ as opnioens a respeito da fertilidade da terra. A primeira, he que a terra ferve somente de matriz aos vegetaes, e de nada mais: a segunda que os vegetaes tomaõ o maior nutrimento da terra. O que he porem incontestavel, he que o maior nutrimento das plantas depende da agua, e principalmente da chuva, a qual com as particulas differentes que traz da atomosphera, e dos saes, e olios depositados na terra concorre muito para a vegetaçaõ. Alem do que contribue o calor, a luz e materia eletrica.

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Se eu quizesse dilatar sobre esse assunpto, que tem sido tratado por muitos authores de - Agricultura, seria muito diffuso; basta que se saiba, que huma terra, a qual naõ dá +

Se eu quizesse dilatar sobre esse assunpto, que tem sido tratado por muitos authores de + Agricultura, seria muito diffuso; basta que se saiba, que huma terra, a qual naõ dá passagem ás aguas, como o barro, nem admite a influencia do ar, he esteril para algumas plantas, e fecunda para outras, e que hum terreno arenoso, o qual naõ retem as aguas, nem os saes necessarios, he infecundo para muitas plantas, e fecundissimo para outras.

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- Quão grande seja a utilidade de hum Jardim Botanico (alem do gosto de ver juntas as plantas +

+ Quão grande seja a utilidade de hum Jardim Botanico (alem do gosto de ver juntas as plantas de todas as partes do mundo, e do proveito que dellas recebem, a Medicina, as Artes, o - Commercio &c.

A respeito de sua grande utilidade ja foraõ estabelecidos - em França doze Jardins Botanicos, em Hespanha dous, em Saboia hum, em Italia treze: em + Commercio &c.

A respeito de sua grande utilidade ja foraõ estabelecidos + em França doze Jardins Botanicos, em Hespanha dous, em Saboia hum, em Italia treze: em Alemanha vinte, em Inglaterra tres, na Prussia quatro, em Hollanda oito, em Dinamarca hum, em Suecia tres, na polonia hum, na Russia hum; alem de muitos - jardins particulares.Os monarcas naõ se contentaraõ somente com esta + jardins particulares.Os monarcas naõ se contentaraõ somente com esta instituiçaõ; mas com grandes despesas mandaraõ ás diferentes partes do mundo Botanicos para descobrirem novas plantas. Fillipe II. Rey de Hespanha mandou o seu primeiro medico Hernandes ao Mexico para cuja viagem lhe deu 250000 cruzados, e @@ -17421,17 +16530,14 @@ vontade foraõ viajar como Brovvn á Jamaica, e agora se acha na ilha de S. Thomé, Audanson ao Senegal, e o Banks á Ilha de Terra Nova, e as Ilhas do Mar do Sul.

) para a Agricultura só o ignora aquelle, que naõ sabe quantas plantas - de regioens remotas por meio dos Jardins são hoje commuas, e ordinarias na Europa, e cujo numero se vai cada dia aumentando; de que he prova evidente França, Suecia e + de regioens remotas por meio dos Jardins são hoje commuas, e ordinarias na Europa, e cujo numero se vai cada dia aumentando; de que he prova evidente França, Suecia e Alemanha.

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Por quanto, com o conhecimento botanico adquirido nos mais celebres Jardins, tem os +

Por quanto, com o conhecimento botanico adquirido nos mais celebres Jardins, tem os Inglezes, e Francezes examinado, e reconhecido a maior parte das plantas que nascem nas suas conquistas da America, e tem tirado imensa utilidade e cada vez podérão tirar maior lucro.

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Muito me dilataria eu se quizesse referir todas algumas das quaes

Piper +

Muito me dilataria eu se quizesse referir todas algumas das quaes

Piper amalago. Piper aduncum. Piper verticillatum. Bromelia Pinguin. Cassia occidentalis. Guajacum officinale da Jamaica. Cinna arundinacen. Collinfonia canadensis do Canadá. Laurus Bezoin. Polygala senega. Lobelia sipbilitica. Liquidambar styraciflua. Myrica @@ -17442,162 +16548,147 @@ tinctoria da Jamaica, e do Brasil. &c.

são da America meridional. Que vasto campo se me offerecia agora para huma dilatada digressaõ, mas nem o tempo, nem a minha ocupaçaõ; nem o assumpto me permitte.

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- Nos Jardins +

+ Nos Jardins Botanicos como se cultivaõ as differentes plantas de todos os climas, e terrenos, conhecem-se, e escolhem-se as mais proprias, e adequadas ao Paiz.

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- Quantas plantas saõ hoje commuas, ordinarias, que trazem a sua origem das regioens mais +

+ Quantas plantas saõ hoje commuas, ordinarias, que trazem a sua origem das regioens mais distantes? - O trigo, ainda que se naõ sabe verdadeiramente o lugar de seu nascimento naõ he planta + O trigo, ainda que se naõ sabe verdadeiramente o lugar de seu nascimento naõ he planta da Europa. - O Milho painçoPanicum miliaceum. he da India. - A AveiaAvena sativa. he da Ilha de Joaõ Fernandes, as Borragens vieraõ de AleppoBorrago officinalis.. - O rabaõRaphanus sativus. da China; o milhoZea Mays. da + O Milho painçoPanicum miliaceum. he da India. + A AveiaAvena sativa. he da Ilha de Joaõ Fernandes, as Borragens vieraõ de AleppoBorrago officinalis.. + O rabaõRaphanus sativus. da China; o milhoZea Mays. da America; o Arroz he planta, que se julga da Ethiopia, e que antes se cultivava na - IndiaOryza sativa; a FavaVicia faba. he do Egypto; a - Amoreira brancaMorus alla. da China; os TomatesSolanum - Lycorpersicum. da America; a BringellaSolanum melongena. he Asia, - Africa e America; o PimentaõCapsicum anunum. he do Brasil; a - CidreiraCitrus medica., o LimoeiroCitrus limon. da Asia, - Media, Assiria; a LaranjeiraCitrus aurantium. da China; o IgnameArum - colocasia., a AçafroaCarthamus tinctorius. he do Egypto; a - PiteiraAgave Americana. he da America &c. - Quasi todas as nossas arvores + IndiaOryza sativa; a FavaVicia faba. he do Egypto; a + Amoreira brancaMorus alla. da China; os TomatesSolanum + Lycorpersicum. da America; a BringellaSolanum melongena. he Asia, + Africa e America; o PimentaõCapsicum anunum. he do Brasil; a + CidreiraCitrus medica., o LimoeiroCitrus limon. da Asia, + Media, Assiria; a LaranjeiraCitrus aurantium. da China; o IgnameArum + colocasia., a AçafroaCarthamus tinctorius. he do Egypto; a + PiteiraAgave Americana. he da America &c. + Quasi todas as nossas arvores frutiferas saõ de outros paizes. - Deixo de fallar de tantas + Deixo de fallar de tantas arvores, plantas da Asia, Africa, e America que estaõ ja introduzidas na Europa, ou para ornato de Jardins, ou para outra utilidade, porque faria um dilatado catalogo, principalmente se ajuntasse todas as plantas de outros paizes, que neste Real - Jardim Botanico tenho + Jardim Botanico tenho experimentado serem adequadas, e proprias para este feliz clima.

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Basta que se saiba, que muitas dellas uteis á Economia, ás Artes, e ao Commercio se daõ +

Basta que se saiba, que muitas dellas uteis á Economia, ás Artes, e ao Commercio se daõ felizmente, e que saõ rarissimas as plantas da America Septentrional, que aqui se naõ daõ bem, e de huma parte dellas póde servir de prova o Jardim de Mr. de Wisme.

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- Alem das plantas da Asia, Affrica, e America; com a instituiçaõ dos Jardins Botanicos +

+ Alem das plantas da Asia, Affrica, e America; com a instituiçaõ dos Jardins Botanicos em varias partes sabe-se, que plantas uteis de varios climas da mesma Europa se podem transplantar para cada Paiz.

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- A outra summa utilidade, que se tira da Botanica, e dos + +

+ A outra summa utilidade, que se tira da Botanica, e dos Jardins he saber quaes plantas uteis na Economia &c. se podem cultivar nos diversos climas, e terrenos, de modo que dos terrenos incultos, e commummente tidos por estereis se possa tirar grande proveito.

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- Os terrenos incultos que vulgarmente se chamaõ Charnecas naõ saõ estereis, e se podem +

+ Os terrenos incultos que vulgarmente se chamaõ Charnecas naõ saõ estereis, e se podem fazer uteis; de que temos varios exemplos em Inglaterra, Irlanda, Dinamarka, Suecia, e - no Anjou nas fazendas do Marquez de TurbillyMemoire sur les defrichemens. + no Anjou nas fazendas do Marquez de TurbillyMemoire sur les defrichemens. Amsterdam 1762. 8.; e em Liria nas terras visinhas a Fabrica de vidros de G. Stephens.

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- A mesma observaçaõ monstra que semelhantes terrenos naõ saõ infecundos, pois nelles +

+ A mesma observaçaõ monstra que semelhantes terrenos naõ saõ infecundos, pois nelles (como nos do Alentejo) nascem varias especies de plantas naturalmente como - TomilhoThymus vulgaris. Thymus villosus, EstevasCistus - ladanifera, CamarinhasEmpetrum album, UrzeErica viridi - purpurea., QuarquejaGenista tridentata, RosmaninhoLavendula - Stoecas, AdernoPhillyrea angustifolia, Herva das sete - sangriasLithospermum fruticosum., CarrascoQuercus coccifera, - Quercus nana, AroeiraPistacia lentiscus, PinheiroPinus - Sylvestris, ZimbroJuniperus oxicendrus, GilbarbeiraRuseus - aculeatus, RoselhaCistus albidus, e muitas mais, a que faltaõ os - nomes Portuguezes.Erica scoparia, ciliaris, cinerea, vulgaris. Myrtus lusitanica. + TomilhoThymus vulgaris. Thymus villosus, EstevasCistus + ladanifera, CamarinhasEmpetrum album, UrzeErica viridi + purpurea., QuarquejaGenista tridentata, RosmaninhoLavendula + Stoecas, AdernoPhillyrea angustifolia, Herva das sete + sangriasLithospermum fruticosum., CarrascoQuercus coccifera, + Quercus nana, AroeiraPistacia lentiscus, PinheiroPinus + Sylvestris, ZimbroJuniperus oxicendrus, GilbarbeiraRuseus + aculeatus, RoselhaCistus albidus, e muitas mais, a que faltaõ os + nomes Portuguezes.Erica scoparia, ciliaris, cinerea, vulgaris. Myrtus lusitanica. Ulex europeus Tojo. Centaurea aspera, Drosera Lusitanica, Agrostis stolonifera, Ophrys insectifera, Leucojum autumnale &c.

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Huma grande parte do Alentejo he totalmente inculta por ser terreno arenoso, no qual naõ +

Huma grande parte do Alentejo he totalmente inculta por ser terreno arenoso, no qual naõ se podendo semear Trigo, Milho &c. com proveito, se deixa inculto, e se chama esteril.

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Por ventura faltaõ meios para fazer melhor este terreno? Ou faltam plantas uteis em - alguma parte da Economia, que lhes sejaõ proprias? certamente naõ

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- Para fertilizar estes lugares incultos basta somente queimar as ditas plantas com as - suas raizesDeve-se advertir, que naõ queimando as raizes pouca utilidade se póde +

Por ventura faltaõ meios para fazer melhor este terreno? Ou faltam plantas uteis em + alguma parte da Economia, que lhes sejaõ proprias? certamente naõ

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+ Para fertilizar estes lugares incultos basta somente queimar as ditas plantas com as + suas raizesDeve-se advertir, que naõ queimando as raizes pouca utilidade se póde tirar., cuja cinza faz mais fertil o terreno.

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Em alguns lugares naõ faltaõ bancos de barro,Argilla communis, coerulescens. +

Em alguns lugares naõ faltaõ bancos de barro,Argilla communis, coerulescens. Linn. comque se fazem melhores os ditos terrenos impedindo a passagem mui facil da agua. No cazo que debaixo do terreno arenoso se naõ ache nem barro, nem greda, que se busca com a sonda, encontra-se muitas vezes em alguns oiteiros visinhos, nos quaes se achaõ tambem leitos de conchas marinas, que saõ excellentes para a vegetaçaõ das plantas.

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Se o terreno que se deseja cultivar, he visinho ao mar, poder-se-haõ servir dos testaceos +

Se o terreno que se deseja cultivar, he visinho ao mar, poder-se-haõ servir dos testaceos marinhos, que ficaõ na praya, ou tambem onde houver a Turfa (como junto a Setubal na Comporta) com esta se poderá fertilizar o terreno; ou se nao visinhança correr algum rio servir-se-haõ delle; e nos lugares, emque ficaõ aguas encharcadas estas faraõ os terrenos de dar com utilidade Trigo &c.

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No caso de faltarem todos esses meios, e achando-se hum lugar sem alguma planta,(cousa - muito rara no Alentejo) por-se-haõ plantas succulentas, que tomaõ o maior nutrimento das folhas, e necessitaõ pouco do succo da terra, e que - apodrecendo daõ hum sal volatil urinosoO alkali volatil acha-se na analize das +

No caso de faltarem todos esses meios, e achando-se hum lugar sem alguma planta,(cousa + muito rara no Alentejo) por-se-haõ plantas succulentas, que tomaõ o maior nutrimento das folhas, e necessitaõ pouco do succo da terra, e que + apodrecendo daõ hum sal volatil urinosoO alkali volatil acha-se na analize das terras ferteis. A nossa athmospera está cheia delle. Todas as materias, que contem este sal contribuem a fertilidade; por esta causa os estrumes fertilizaõ as terras. Este sal se acha na maior parte dos vegetaes apoprecidos, mas principalmente em o - Reino Animal., e terra muito util para fertilzar mais o terreno.Entre as plantas succulentas algumas saõ aqui ordinarias, como a Figueira - do InfernoCactus ficus indica., a Herva babosaAloe vulgaris., - AlcaparraCapparis spinosa., o TelesioSedum telephium., a - Figueira bravaFicus carica caprisicus., que se conserva muitos annos em + Reino Animal., e terra muito util para fertilzar mais o terreno.Entre as plantas succulentas algumas saõ aqui ordinarias, como a Figueira + do InfernoCactus ficus indica., a Herva babosaAloe vulgaris., + AlcaparraCapparis spinosa., o TelesioSedum telephium., a + Figueira bravaFicus carica caprisicus., que se conserva muitos annos em lugares onde a raiz naõ he regada por huma gotta de agua. Os Suecos cultivaõ as arêas moveis, e dellas tiraõ bastante proveito. Que grande utilidade se poderá logo tirar - destas, que saõ mui superiores, e aptas para muitas plantas? O Trigo - SarracenoPolygonum sagopyrum., dá-se muito bem nos lugares + destas, que saõ mui superiores, e aptas para muitas plantas? O Trigo + SarracenoPolygonum sagopyrum., dá-se muito bem nos lugares arenosos.

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Que proveito se tiraria se se reduzissem a pastos estes lugares incultos? Ha muitas +

Que proveito se tiraria se se reduzissem a pastos estes lugares incultos? Ha muitas plantas proprias para estes terrenos, como Bromus secalinus, Poa rigida, Melica ciliata, Aira caryophyllata, Aira flexuosa, Aira canescens, Agrostis stolonifera, Holcus lanatus, Phleum arenarium, Lupinus luteus. &c. e com estes pastos se multiplicariaõ os rebanhos, e os gados.

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E tambem se poderiaõ semear Pinheiros, que em poucos annos dariaõ muito lucro. A - Amoreira branca nasce bem em semelhante terreno, e nelle dá as folhas mais seccas, e porisso mais uteis para o sustento dos bixos +

E tambem se poderiaõ semear Pinheiros, que em poucos annos dariaõ muito lucro. A + Amoreira branca nasce bem em semelhante terreno, e nelle dá as folhas mais seccas, e porisso mais uteis para o sustento dos bixos da seda; e plantando os ramos das raizes velhas das Amoreiras dentro em quatro annos daõ - folhas grandes.

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- Em algumas partes seria util a cultura do lirio dos tintureirosReseda - luteola, da RuivaRubia tinctorum., e do PastelIsatis + folhas grandes.

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+ Em algumas partes seria util a cultura do lirio dos tintureirosReseda + luteola, da RuivaRubia tinctorum., e do PastelIsatis tinctoria. para as cores.

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- Nos lugares arenosos maritimos seria muito util a cultura da flor de Crystal, ou sodaSalsola Sativa. Chenopodium +

+ Nos lugares arenosos maritimos seria muito util a cultura da flor de Crystal, ou sodaSalsola Sativa. Chenopodium maritimum., que serve para fazer o vidro, e o sabaõ, como tambem a de outras - plantas proveitosas.Eryngium maritimum. Cochlearia officinalis. Brassica mapus. + plantas proveitosas.Eryngium maritimum. Cochlearia officinalis. Brassica mapus. Triglochin maritimum. Hedysarum caput Galli. Trifolium gromecratum, striatum, Lotus maritimus, cytisoides. Carex arenaria, Cenchrus racemosus. Triticum maritimum &c.

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- As plantas, que nos lugares seccos, e onde ha greda se daõ bem saõ muitasAnthemis - tinctoria, algumas das quaes serviriaõ para pastosHedysarum onobryebis. +

+ As plantas, que nos lugares seccos, e onde ha greda se daõ bem saõ muitasAnthemis + tinctoria, algumas das quaes serviriaõ para pastosHedysarum onobryebis. Trifolium spadiceum, filiforme. Medicago sativa, falcata. Andropogon ischoemum. Aegilops triuncialis. Poterium sanguisorba &c.. As plantas proprias para - lugares humidosScirpus fluitans sylvaticus. Phalaris arundinacea. Alopecurus + lugares humidosScirpus fluitans sylvaticus. Phalaris arundinacea. Alopecurus Monspeliensis, geniculatus. Aira aquatica. Poa aquatica. Cynosurus ceraleus. - aquosos, e de alagoasOryza sativa. Scirpus palusiris. Poa palusiris. Festuca + aquosos, e de alagoasOryza sativa. Scirpus palusiris. Poa palusiris. Festuca fluitans. &c. tambem dariaõ alguma utilidade.

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E por hora basta; porque para se tratar a fundo qualquer destes objectos seria necessario +

E por hora basta; porque para se tratar a fundo qualquer destes objectos seria necessario mais tempo.

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- Se corresponder a aceitaçaõ do Publico aos meus sinceros dezejos occupar-me-hei em - fazer experiencias sobre as plantas que se cultivaõ, e se cultivaraõ neste Real Jardim Botanico a fim de +

+ Se corresponder a aceitaçaõ do Publico aos meus sinceros dezejos occupar-me-hei em + fazer experiencias sobre as plantas que se cultivaõ, e se cultivaraõ neste Real Jardim Botanico a fim de conhecer as mais adequadas para este feliz clima, e aquellas que multiplicadas poderaõ dar maior utilidade: farei mais exactas observações sobre os lugares incultos: indicarei os meios proporcionados conforme as situaçoens, e producçoens, tratando fundamentalmente @@ -17899,7 +16990,7 @@ - Flo. et Epist. + Flo. et Epist. Erros @@ -17992,4 +17083,4 @@ Faltam as páginas de 305 adiante: I até XXXVI --> - + \ No newline at end of file diff --git a/corpus_digital/obras/observSemmedo.xml b/corpus_digital/obras/observSemmedo.xml index f03ba3f..8947c9e 100644 --- a/corpus_digital/obras/observSemmedo.xml +++ b/corpus_digital/obras/observSemmedo.xml @@ -1,6 +1,5 @@ - - + @@ -16,8 +15,7 @@ SEMEDO, João Curvo. Observaçoens medicas doutrinaes. - Lisboa: Na Officina de Antonio Pedrozo Galram, 1707. Disponível em: https://archive.org/details/bub_gb_qCVH54Hs2i0C. + Lisboa: Na Officina de Antonio Pedrozo Galram, 1707. Disponível em: https://archive.org/details/bub_gb_qCVH54Hs2i0C. @@ -48,8 +46,7 @@ - + OBSERVAÇOENS MEDICAS DOUTRINAES De cem Casos gravissimos @@ -63,29 +60,25 @@ licenças necessarias, & Privilegio Real. Anno M DCCVII. - - - - + + + +
ILLUSTRISSIMO SENHOR. - Galenus lib. de theriaca ad Pisonem cap. 11. mihi fol. 94 v. ibi: + Galenus lib. de theriaca ad Pisonem cap. 11. mihi fol. 94 v. ibi: Hominem opulentum quidem, sed deformem extitisse, qui cum affectaret pulchrum sibi filium procrearo, formosum in ampla tabula puerum depingere jussit, inde uxori præcepit ut è regione posita imaginem diligenter consideraret; illa vero attentè respiciens, & ut sic dicam, totum animum illuc conjiciens (erat enim valde pulchra ea figura) puerum peperit, non patri sed picturae similem. -

COSTUMAM os menos poderosos pendurar nas portas das suas casas as Armas dos mayores +

COSTUMAM os menos poderosos pendurar nas portas das suas casas as Armas dos mayores Principes, para que amparados de taõ Reaes brazões, se naõ atreva alguem a profanar o respeito que se lhes deve. Naõ de outra sorte querendo eu sahir a publico com este livro, determinei gravar no frontispicio delle o augusto nome de Vossa Illustrissima, para que debaixo da sombra de taõ grande Mecenas, possa justamente esperar que naõ só fique defendido das calumnias, mas venerado dos applausos.

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Confesso ingenuamente, que quando entrei a escrever este livro, me succedeo o mesmo q̃ a +

Confesso ingenuamente, que quando entrei a escrever este livro, me succedeo o mesmo q̃ a certo homem, de quem conta Galeno, que sendo taõ rico, como disforme, desejava muito ter hum filho perfeito para herdeiro de suas opulencias; mas porque conhecia a fealdade propria, temia que sahisse taõ parecido a quem o gerava, que fizesse horror aos olbos dos @@ -98,9 +91,7 @@ menos grande o que eu tinha de que esta minha obra achasse boa aceitaçaõ em todo o mundo; mas quando olhava para ella, como parto do meu pobre talento, temia que tomasse a humildade do Pay, & que por esta causa fosse desprezada de todos; nesta desconfiança, - & temor me atentou muito a lembrança de que desde o primeiro instante, que debuxei com o pensamento a fabrica deste livro, logo levantei a + & temor me atentou muito a lembrança de que desde o primeiro instante, que debuxei com o pensamento a fabrica deste livro, logo levantei a idea a buscarlhe hum Real Protector, de quem tomasse alguma decorosa divisa para timbre de seu respeito, & lá foy parar aos pés de Vossa Illustrissima; & como sobi a taõ grande altura, perdi de vista o medo, & entendi que esta obra naõ avia de copiar em si @@ -121,31 +112,28 @@ quanto sou; & sobre tudo, o que tenho de mayor gosto, que he ser criado de Vossa Illustrissima, cuja vida, & saude conserve Deos para exemplar das virtudes heroicas, esplendor da Tiaras sagradas, & universal amparo dos necessitados.

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Illustrissimo Senhor, beija os pès de Vossa Illustrissima, o menor, & mais obrigado +

Illustrissimo Senhor, beija os pès de Vossa Illustrissima, o menor, & mais obrigado criado de Vossa IIlustrissima

Joaõ Curvo Semmedo.
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- PROLOGO AO LEYTOR. -

CONSIDERO a tua admiraçaõ, & a tua queixa ao abrires este livro: não me esqueço de + PROLOGO AO LEYTOR. +

CONSIDERO a tua admiraçaõ, & a tua queixa ao abrires este livro: não me esqueço de que varias vezes te prometti humas Observações Lusitanico-latinas, & agora tas proponho só Portuguezas. Deves advertir ha humas enfermidades de taõ mà constituiçaõ, que com os remedios genuinos, & innocentissimos se peyoraõ; & neste caso deve o Medico prudente evitar tanto estes remedios, como attender à mesma enfermidade.

- Ecclesiastic. cap. 38. ibi: Altissimus creavit de terra medicinam, & + Ecclesiastic. cap. 38. ibi: Altissimus creavit de terra medicinam, & vir prudens non abhorrebit illam. Honora medicum propter necessitatem: etenim illum creavit Altissimus. A Deo est enim omnis medela, & à Rege accipiet donationem. Disciplina medici exaltabit caput illius, & in conspectu magnatum collaudabitur. -

Sey que ouve grande variedade de pa receres sobre o ser a minha Polyanthea escrita em +

Sey que ouve grande variedade de pa receres sobre o ser a minha Polyanthea escrita em lingua Portugueza; louvando-o huns, porque só assim se aproveitariaõ todos, que he, & deve ser o principal intento de semelhantes livros; vituperando-o outros, porque era humilhar, & desluzir hũa sciencia taõ nobre como a Medicina. Para concordar estes - pareceres taõ encontrados, me determinava a ajuntar em hum só tomo estas Observações em ambas as linguas; mas depois de feitas, & revistas, + pareceres taõ encontrados, me determinava a ajuntar em hum só tomo estas Observações em ambas as linguas; mas depois de feitas, & revistas, reconheci que o remedio era peyor que a doença; porque querendo contentar a algũs, desagradava a todos; aos que sabem a lingua latina, obrigando: os a comprar desnecessariamente meyo livro na lingua Portugueza; & aos que naõ sabem mais que a @@ -155,12 +143,10 @@ gostasses: se ainda assim tiveres que estranhar, entenderei que he incuravel a enfermidade do teu fastio, &c. Deos te guarde.

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- Fr. PETRI AB INCARNATIONE Dominicani Hyberni, sacræ Theologiæ professoris, & - Sancti Officij Qualificatoris, in obsequium Authoris, & operum ELOGIUM. + Fr. PETRI AB INCARNATIONE Dominicani Hyberni, sacræ Theologiæ professoris, & + Sancti Officij Qualificatoris, in obsequium Authoris, & operum ELOGIUM. JOANNES CURVUS SEMMEDUS Artis Apollinex doctor inclytus, Authoritate classicus, @@ -189,8 +175,7 @@ Morbis bellum illaturus Tractatum de Peste, Medicinalem Polyantheam, - + Medicarum Observationum Centuriam Prælo dedit, Ut conjuratos in prælium hostes @@ -233,8 +218,7 @@ Inutrumque Polum Florida Polyanthea, Et verè florida, - + Quæ florum omnium exhalat fragrantiam, Exprimit quintam essentiam Quintilij floridissima @@ -277,8 +261,7 @@ Cæcutiunt Zoili, Lippiunt scioli, Garriuntque cæteri Tenebriones, - + Qui lucem aspicere non valentes Artem Chymicam calumniantur; Quibus tamen aut condolendum, aut condonandum @@ -316,14 +299,13 @@ Pugil centimanus. Præterquamquod, ut verum fatear, Centuria - Virg lib. 6. Æneid. + Virg lib. 6. Æneid. Non tam videtur opus Authoris, quàm Apollinis, Qui consuevit per ostia centum Sua effundere oracula, Pandere arcana. Enim verò - + Curvus in hac sua Centuria, Magna, ac mira docet; Sed non tam suo Marte fretus, @@ -366,8 +348,7 @@ Fiunt medicamentarij, Medicamentarij fiunt Medici, Medicique tyrones - + Protomedici fiunt. Centuriæ stylus bilinguis est, Sed minimè fallax, @@ -410,8 +391,7 @@ Quia habet in cuspide linguæ; Eos, quibus profuit, Recensere non valet, etiamsi velit; - + Quia hac in re Patitur lapsum memoriæ, Cui succurrere nescit Anacardina. @@ -455,10 +435,9 @@ Quamquam ego, cùm plura supersint dicenda, Nondum satis dixi.
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- + IN LAUDEM SAPIENTISSIMI DOCTORIS JOANNIS CURVI SEMMEDO, Christi Militiæ Equitis clarissimi, librum in lucem edentis EPICUM CARMEN. @@ -490,160 +469,157 @@ Dùmquethymo pascentur apes, dum rore cicadæ. Rochius Monteiro de Barros, Llamas, & Brito.
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- SYNOPSIS, Ou disposiçaõ do seguinte Romance Encomiastico. - Exordio descriptivo da morte como - Ley dos mortaes. - Castigo da primeira culpa. - Termo dos seculos. - Pensaõ da vida. - Eclipse do rosto. - Sombra da belleza. - Tremor do corpo humano. - Rayo do homem. - Ramnusia cega. - Angerona surda. - Nivel dos Estados. - Cifra do nada vivente. + SYNOPSIS, Ou disposiçaõ do seguinte Romance Encomiastico. + Exordio descriptivo da morte como + Ley dos mortaes. + Castigo da primeira culpa. + Termo dos seculos. + Pensaõ da vida. + Eclipse do rosto. + Sombra da belleza. + Tremor do corpo humano. + Rayo do homem. + Ramnusia cega. + Angerona surda. + Nivel dos Estados. + Cifra do nada vivente. - Amplificaçaõ pelos seus effeitos. - Antecedentes. - Armase de enfermidades. - Triunfa da humana fraqueza. - Sepulta aos que desanima. + Amplificaçaõ pelos seus effeitos. + Antecedentes. + Armase de enfermidades. + Triunfa da humana fraqueza. + Sepulta aos que desanima. - Subsequentes. - Grava epitafios nos sepulcros. - Corta lutos as familias orfãas. - Deixa herança de lagrimas. + Subsequentes. + Grava epitafios nos sepulcros. + Corta lutos as familias orfãas. + Deixa herança de lagrimas. - Confirmaçaõ. - Da sua necessidade; por̃q he ley penal imposta por Deos - A Adaõ como transgressor do preceito divino. - Aos demais homens, como posteridade sua. + Confirmaçaõ. + Da sua necessidade; por̃q he ley penal imposta por Deos + A Adaõ como transgressor do preceito divino. + Aos demais homens, como posteridade sua. - Da conservaçaõ da vida, que he - Ou hũa epiqueya da piedade. - Ou huma ley racional ajustada à natureza. + Da conservaçaõ da vida, que he + Ou hũa epiqueya da piedade. + Ou huma ley racional ajustada à natureza. o que se prova - Pelas virtudes sabidas, & ocultas - Das plantas. - Dos mineraes. - Das fontes. - & outras substãcias muitas. + Pelas virtudes sabidas, & ocultas + Das plantas. + Dos mineraes. + Das fontes. + & outras substãcias muitas. - Pelas experiencias. - Pelas Observações. - Pelas tradições. - Pelos remedios prodigiosos. - Pelas curas admiraveis. - que se fizeraõ. - Arte. - Escola. - Aforismos. + Pelas experiencias. + Pelas Observações. + Pelas tradições. + Pelos remedios prodigiosos. + Pelas curas admiraveis. + que se fizeraõ. + Arte. + Escola. + Aforismos. - que deraõ. - Vida. - Saude. + que deraõ. + Vida. + Saude. - De ser a vida humana huma viva guerra contra todos os males. - De ser tambem a Medicina huma ardilosa Milicia contra amorte, tendo por - Capitaõ General a Apollo, que gera virtuosos productos. - Alumnos - A Esculapio, que mereceo deidade por suas curas. - A Hippocrates, que foy seu Oraculo nos Aforismos. - A Galeno, que existio seu Principe na sciencia. - A outros Varões muitos de decantada fama. + De ser a vida humana huma viva guerra contra todos os males. + De ser tambem a Medicina huma ardilosa Milicia contra amorte, tendo por + Capitaõ General a Apollo, que gera virtuosos productos. + Alumnos + A Esculapio, que mereceo deidade por suas curas. + A Hippocrates, que foy seu Oraculo nos Aforismos. + A Galeno, que existio seu Principe na sciencia. + A outros Varões muitos de decantada fama. - Allocuçaõ ao elogiado. - Que sua fama fez calar a dos antigos, & modernos. - Que elle só basta por todo, paa defender as vidas. + Allocuçaõ ao elogiado. + Que sua fama fez calar a dos antigos, & modernos. + Que elle só basta por todo, paa defender as vidas. - - Digressaõ. - Do nome JOAM, no qual - A letra I, o representa na forma de columna. - Hercules da saude arrumada. - Non plus ultra da Gloria. + + Digressaõ. + Do nome JOAM, no qual + A letra I, o representa na forma de columna. + Hercules da saude arrumada. + Non plus ultra da Gloria. - o Anagrama AMJO o manifesta palpavel Tutelar das vidas. + o Anagrama AMJO o manifesta palpavel Tutelar das vidas. - Dos cognomes. - Curvo em ser - Arco animado contra a morte. - Linha Curva da vida. + Dos cognomes. + Curvo em ser + Arco animado contra a morte. + Linha Curva da vida. - Semmedo por̃q se oppoem, & vence com intrepida astucia as enfermidades, - Transformando as sepulturas em berços. - Restaurando os alentos amortecidos. - Afugentando com seu nome as doenças. - Desterrando com suas curas os males. - Tendo em ocio com seu saber a barca de Caronte. + Semmedo por̃q se oppoem, & vence com intrepida astucia as enfermidades, + Transformando as sepulturas em berços. + Restaurando os alentos amortecidos. + Afugentando com seu nome as doenças. + Desterrando com suas curas os males. + Tendo em ocio com seu saber a barca de Caronte. - Do estudo - Que os productos da natureza saõ os seus livros, de que resulta - ser taõ grande Fisico. - Ter o mundo por tributario. + Do estudo + Que os productos da natureza saõ os seus livros, de que resulta + ser taõ grande Fisico. + Ter o mundo por tributario. - Que atormentando com Quimica violencia as substancias, lhes faz descubrir + Que atormentando com Quimica violencia as substancias, lhes faz descubrir suas qualidades occultas. - Que naõ perdoa a vigilancia algũa para alcãçar a efficacia dos remedios com que - Doma a rebeldia dos achaques. - Presente a tesoura de Atropos; cujos fios embota - com liquores purificados. - com farmacos vẽturosos. + Que naõ perdoa a vigilancia algũa para alcãçar a efficacia dos remedios com que + Doma a rebeldia dos achaques. + Presente a tesoura de Atropos; cujos fios embota + com liquores purificados. + com farmacos vẽturosos. - Frustra os ardis da morte com o conselho dos livros. + Frustra os ardis da morte com o conselho dos livros. - Dos escriptos. - Que a sua Polyanthea he hum ramalhete das flores da Medicina. - Que as suas observações demonstraõ - Lynce, que penetra os males mais reconditos. - Argos, que vigia os successos mais fortuitos. + Dos escriptos. + Que a sua Polyanthea he hum ramalhete das flores da Medicina. + Que as suas observações demonstraõ + Lynce, que penetra os males mais reconditos. + Argos, que vigia os successos mais fortuitos. - Do estylo nos dous Idiomas Portuguez, & Latino. - Que a fama julga ociosas as suas cem linguas, ouvindo-o fallar taõ + Do estylo nos dous Idiomas Portuguez, & Latino. + Que a fama julga ociosas as suas cem linguas, ouvindo-o fallar taõ sabiamente duas, a Latina, & a Portugueza. - Que a murmuraçaõ critica deve emudecer as censuras, que o notaõ de escrever + Que a murmuraçaõ critica deve emudecer as censuras, que o notaõ de escrever em vulgar. - Que a Patria deve gozar na propria lingua seus escriptos pela utilidade + Que a Patria deve gozar na propria lingua seus escriptos pela utilidade commua. - Que a tinta da sua penna he balsamo, que sara a corrupçaõ Latina na lingua + Que a tinta da sua penna he balsamo, que sara a corrupçaõ Latina na lingua Lusitana. - Que elle he o Cicero de Portugal escrevendo no Idioma Latino. + Que elle he o Cicero de Portugal escrevendo no Idioma Latino. - Epilogo, que exorta o elogiado - A escrever, & ensinar, prognosticandolhe que ha de ser - Authoridade a sua doutrina. - Texto a sua agudeza. + Epilogo, que exorta o elogiado + A escrever, & ensinar, prognosticandolhe que ha de ser + Authoridade a sua doutrina. + Texto a sua agudeza. - A viver, & durar, desejandolhe - Posteridade fecunda aos partos de seu engenho. - Competencia de palmas, & loureiros em lhe tecer coroas. + A viver, & durar, desejandolhe + Posteridade fecunda aos partos de seu engenho. + Competencia de palmas, & loureiros em lhe tecer coroas.
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- + AO DOUTOR JOAM CURVO SEMMEDO, insigne Medico Lusitano. Romance Encomiastico endecasyllabo. @@ -693,8 +669,7 @@ He preciso o morrer: saõ seus effeitos Inevitaveis; que a Justiça summa Do Sempiterno Deos, no Protoplasto, - + Tal pena impoz às gerações futuras. @@ -757,8 +732,7 @@ Da Apollinea Cohorte Antesignanos, Cujo valor em seus escriptos dura. - + Mas hoje, ò graõ Semmedo, alto silencio Seus nomes cala, seus trofeos sepulta; @@ -821,8 +795,7 @@ Agonizaõ cadaveres doentes, - + Sendo estacada o leito, a morte luta; Chegais vòs, (grande auxilio!) & à vista vossa Alma parece, que lhes dá segunda. @@ -884,8 +857,7 @@ Mas que muito frustreis ardis à Parca, Se vòs, para saberdes quantos usa, - + Aos mortos consultais, que vos respondem Por caracteres de palavras mudas? @@ -947,8 +919,7 @@ Vivei, durai nos seculos vindouros, Huma posteridade taõ fecunda, Que os partos, que produz o vosso engenho, - + Por mais que o tempo gaste, os naõ consuma. @@ -960,7 +931,7 @@ Do Beneficiado Francisco Leytaõ Ferreyra.
- + EM APPLAUSO DO DOUTOR JOAM CURVO SEMMEDO, & seus Escriptos. SONETO. @@ -989,10 +960,9 @@ Do Beneficiado Francisco Leytaõ Ferreyra.
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- AO DOUTOR JOAM CURVO SEMMEDO D. & C. este Romance + AO DOUTOR JOAM CURVO SEMMEDO D. & C. este Romance Antonio Marques Lesbio. TAõ douto, claro, & suave Escreveis ò graõ Semmedo, @@ -1044,7 +1014,7 @@ Se ouça no mundo Sem medo.
- Ejusdem Epi. + Ejusdem Epi. Cedit, Curve, tibi Medicina magnus Apollo, Insuper astra super cedit & ipse loco. Et merito cedit, nam cum Deus arte medendi @@ -1052,45 +1022,44 @@ Tu nulli cedens Medicina, vivere cunctis Lumine das, nobis maior Apollo tuo.
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- INDICE DAS OBSERVAÇOENS, Que se contem neste livro. + INDICE DAS OBSERVAÇOENS, Que se contem neste livro. - OBSERVAÇAÕ I. De huma colica Nephritica, pag. 1. - OBSERV. II. De huma tosse vehementissima, à qual sobreveyo hum fluxo de sangue pela + OBSERVAÇAÕ I. De huma colica Nephritica, pag. 1. + OBSERV. II. De huma tosse vehementissima, à qual sobreveyo hum fluxo de sangue pela boca, pag. 11. - OBSERV. III. De huma febre, & suor continuo com tosse, & estillicidio, pag. + OBSERV. III. De huma febre, & suor continuo com tosse, & estillicidio, pag. 20. - OBSERV. IV. De huma pontada no lado esquerdo no tempo da conjunçaõ mensal, pag. + OBSERV. IV. De huma pontada no lado esquerdo no tempo da conjunçaõ mensal, pag. 27. - OBSERV. V. De humas dores, & ardores do estomago, complicadas com azedumes taõ + OBSERV. V. De humas dores, & ardores do estomago, complicadas com azedumes taõ rebeldes, que desprezàraõ a muitos remedios especificos, & só obedeceraõ às minhas pilulas antacidas absorbentes, pag. 34. - OBSERV. VI. De humas camaras de sangue procedidas de hũa gonorrhea purulenta + OBSERV. VI. De humas camaras de sangue procedidas de hũa gonorrhea purulenta supprimida, & de hum bubaõ recolhido, & depois de mil remedios baldados, as curei com mercurios, & antidotos da qualidade gallica, pag. 41. - OBSERV. VII. De hũas alporcas que certo fidalgo padeceo muitos annos, & estando + OBSERV. VII. De hũas alporcas que certo fidalgo padeceo muitos annos, & estando já deixado por incuravel, & resoluto a ir a França, esperando o seu remedio da bençaõ daquelle Monarca, com as minhas pilulas antisirumaticas sarou radicalmente, pag. 48. - OBSERV. VIII. De humas intercadencias de pulsos taõ repentinas, que fizeraõ + OBSERV. VIII. De humas intercadencias de pulsos taõ repentinas, que fizeraõ desconfiar a certo Medico de tal sorte, que mandou logo ungir ao doente; & visitando-o eu, o animei muito, dizendolhe que no seguinte dia estaria saõ, porque aquelles sinaes eraõ proprios da sua muita idade, principalmente avendo feito naquelle dia mais de sessenta cursos: & naõ me enganou o pensamento; porque sarou como lhe tinha dito, pag. 55. - OBSERV. IX. De huma lepra bastarda procedida de alimentos grosseiros, & vida + OBSERV. IX. De huma lepra bastarda procedida de alimentos grosseiros, & vida sedentaria, & penitente, pag. 61. - OBSERV. X. De hum continuo fluxo de sangue das almorreimas causado de excessivo + OBSERV. X. De hum continuo fluxo de sangue das almorreimas causado de excessivo trabalho, & quentura, pag. 70. - OBSERV. XI. De huma excessiva dor, & ardor de ourina, padecida tres dias cada + OBSERV. XI. De huma excessiva dor, & ardor de ourina, padecida tres dias cada mes, pag. 75. - OBSERV. XII. De huma suppressaõ alta de ourina, que depois de dezanove dias, sem que + OBSERV. XII. De huma suppressaõ alta de ourina, que depois de dezanove dias, sem que remedio algum lhe aproveitasse, se curou com sangrias dos braços, pelas quaes sahio muita quantidade de ourina, pag. 82. - OBSERV. XIII. De hũ rebelde fluxo de sangue pelos narizes, pag. 87. - OBSERV. XlV. De humas ancias de coraçaõ procedidas dos vapores venenosos de rosalgar + OBSERV. XIII. De hũ rebelde fluxo de sangue pelos narizes, pag. 87. + OBSERV. XlV. De humas ancias de coraçaõ procedidas dos vapores venenosos de rosalgar fervido com vinagre, com que certa mulher lavou @@ -1098,12 +1067,12 @@ - OBSERVAÇOENS MEDICAS DOUTRINAES + OBSERVAÇOENS MEDICAS DOUTRINAES
- OBSERVAÇAM I. -

De hũa Colica nephritica, que affligio ao Excellentissimo senhor Principe de Ligne, & + OBSERVAÇAM I. +

De hũa Colica nephritica, que affligio ao Excellentissimo senhor Principe de Ligne, & Marquez de Arrouches, em 6. de Janeiro de 1685.

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QUERENDO Diogenes Cynico zombar da pompa, & fausto de Alexandre Magno, & darlhe a +

QUERENDO Diogenes Cynico zombar da pompa, & fausto de Alexandre Magno, & darlhe a conhecer que o ser Rey o naõ isentava das pensoẽs da natureza, nem de ser igual aos mais homẽs, metido em hum cemeterio, & à vista do grande Rey, hora tomava nas mãos hũa caveira, hora pegava em outra; a esta arrojava com desprezo, aquella buscava com cuydado ; @@ -1126,11 +1095,11 @@ opprimido de dores, que naõ se distinguisse de qualquer humilde, & pobre homem: mas esta he a condiçaõ inexoravel da morte, da dor, & da enfermidade, fazer semelhantes aquelles, a quem a fortuna, & a natureza fez taõ differentes.

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Para tratar pois da dor de Colica, com que o sobredito senhor foy cruelmente atormentado, +

Para tratar pois da dor de Colica, com que o sobredito senhor foy cruelmente atormentado, julgo ser razonavel (visto ser doença dos intestinos) saber primeyro que cousa saõ intestinos; quantos saõ; de que substancia constaõ; que figura tem; em que officio se occupaõ; & que sitio lograõ.

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Digo pois que os intestinos saõ hũs corpos membranosos, compridos, redondos, & +

Digo pois que os intestinos saõ hũs corpos membranosos, compridos, redondos, & concavos, que nascem immediatamente do orificio inferior do estomago, e se estendem atè o sesso: servem para cozer, alterar, & distribuir os alimentos, & expurgar as fezes: & posto que o corpo dos intestinos seja hum continuado desde o principio atè o fim; @@ -1155,7 +1124,7 @@ glandulas. O sexto se diz Recto, porque vem direito desde a parte alta do osso sacro atè o sesso, no fim do qual apparece hum musculo atravessado, para que os excrementos naõ sayaõ sem se sentir, nem a pesssoa o querer.

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Como pois eu tenho assentado que a verdadeira sciencia naõ consiste no estrondoso, ou +

Como pois eu tenho assentado que a verdadeira sciencia naõ consiste no estrondoso, ou campanudo das palavras, nem na apparencia, ou pompa exterior dos vestidos, mas nas obras ordenadas com acerto, & effeituadas com felicidade, puz todo o cuidado em conhecer a enfermidade, & os lugares em que estava, para lhe applicar os remedios convenientes; @@ -1170,22 +1139,21 @@ porque se a dor fosse verdadeiramente colica, & eu lhe applicasse remedios diureticos, faria hum erro da primeira grandeza; porque levaria os humores para as veas dos rins, que saõ mais apertadas, & pequenas.

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Conheci pois que a dor era verdadeiramente nephritica, assim porque permanecia fixa na +

Conheci pois que a dor era verdadeiramente nephritica, assim porque permanecia fixa na mesma parte; como porque sentia estupor na perna da mesma ilharga; como porque as ourinas eraõ delgadas, & poucas; (2.) como porque naõ podia estar deitado sobre a parte dolorosa: o que tudo succede pelo contrario na colica ordinaria, porque nella naõ tem a dor lugar certo, (3.) nem carrega as partes lumbares, falta o estupor das pernas, vem as ourinas mais copiosas, & grossas, o doente sofre bem o estar deitado sobre a parte enferma.

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suppostas estas razões, & sinaes diagnosticos, vim a entender que a tal dor era +

suppostas estas razões, & sinaes diagnosticos, vim a entender que a tal dor era nephritica, & procedia da continuidade soluta do rim por causa de alguma pedra, area, ou lympha mais grossa do que convinha; & resolvi que o remedio devia ser laxante, anodyno, & evacuativo; paraque descarregada a materia, mitigada a dor, adelgaçada a lympha, & abertas as vias, pudesse a natureza deitar fóra de si a causa de tanto mal; & para conseguir estas intenções, lhe fiz lançar huma ajuda emolliente preparada pelo modo seguinte. Tomem de raizes de malvaisco machucadas huma onça; de folhas de malvas, - violas, alfavaca de cobra, & de ortigas mortas, de cada cousa destas huma maõ chea; de semente de linho, & de alforvas, de cada cousa destas meya onça; de + violas, alfavaca de cobra, & de ortigas mortas, de cada cousa destas huma maõ chea; de semente de linho, & de alforvas, de cada cousa destas meya onça; de raiz de aristoloquia duas oitavas; tudo se coza com hum frangaõ em huma canada de agua, atè ficar hum só quartilho; & coandose este cozimento, mandei ajuntar a quatro onças delle huma onça de diaprunis com tres onças de lambedor violado; ordenando que esta ajuda @@ -1204,7 +1172,7 @@ ventre, quando está endurecido, nem tanto o aperte, quando está relaxado, como saõ os vomitorios: assim o diz Hippocrates, (6.) & eu o tenho tambem experimentado a ssim.

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Deilhe pois tres onças de agua benedicta vigorada; a qual supposto obrasse copiosamente +

Deilhe pois tres onças de agua benedicta vigorada; a qual supposto obrasse copiosamente por hũa, & outra via, & tenha maravilhosas virtudes para curar muitas doenças, como dizem graves Authores, (7.) não venceo de todo as dores, nem as afflições; porque naõ tem a Medicina remedio algum tam magnifico, que aproveite igualmente a todos; & por @@ -1214,7 +1182,7 @@ deste remedio tenho visto grandes maravilhas em casos semelhantes. Porèm como dores tivessem jà tomado grande posse, desprezáraõ a efficacia de tam especifico medicamento.

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Nesta obstinaçaõ do mal, como o corpo estivesse evacuado bastantemente, & naõ ouvesse +

Nesta obstinaçaõ do mal, como o corpo estivesse evacuado bastantemente, & naõ ouvesse febre, & fossem passadas seis horas depois de ter comido, mandei preparar o seguinte banho, de que tenho visto effeitos maravilhosos. (8.) Tomem hum arratel de amendoas doces bem pizadas, & dous molhos de alfavaca; tudo se coza com vinte canadas de agua, & @@ -1226,7 +1194,7 @@ & tem outras muitas virtudes, com tanto que se dè com as tres condições seguintes: a primeira, que se dè sem horror: a segunda, que nenhum membro principal esteja fraco: a terceira, que no estomago, nem nas primeiras vias haja copia de cruezas.

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Logo que o doente entrou no dito banho, reconheceo grande alivio, & com elle esteve +

Logo que o doente entrou no dito banho, reconheceo grande alivio, & com elle esteve duas horas; porèm passadas ellas, repetio a dor com mayor crueldade; & vendo o enfermo que ella crescia, entendeo que era chegado o fim da sua vida, & por isso mandou chamar a hum Religioso da Companhia, para se confessar. Oh Deos eterno ! que confusaõ, & @@ -1235,7 +1203,7 @@ quantos Religiosos de conhecida virtude se conduziraõ ! Passo em silencio as promessas, os votos, & as esmolas, que o Eminentissimo senhor Cardeal fez pela saude de seu muito amado sobrinho, vendo-o em tanto perigo.

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Neste tempo pedia o doente com enternecidos rogos, & suspiros lhe applicassem algum +

Neste tempo pedia o doente com enternecidos rogos, & suspiros lhe applicassem algum remedio, com que se tirassem as dores, ou se moderasse tam cruel tormento. Para isso lhe mandei lançar huma ajuda de quatro onças de caldo de gallo velho, duas gemas de ovos cruas, huma onça de terebinthina de betacom dez oitavas de diaprunis; & sobre a parte @@ -1247,7 +1215,7 @@ folhas de erva santa, & mangerona; porèm era taõ grande a pervicacia do mal, que nenhum alivio teve com algum destes remedios, por mais anodynos, & decantados que sejão.

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Aqui se esgotou o sofrimento do enfermo, & quasi desesperado se levantou da cama +

Aqui se esgotou o sofrimento do enfermo, & quasi desesperado se levantou da cama despido, & descomposto, andando de casa em casa com tam apressados movimentos, como se estivesse furioso, ou fóra de seu juizo. Neste lugubre espectaculo, & ultima desconfiança da vida o animei, dizendolhe que brevemente se veria restituindo à sua @@ -1294,7 +1262,7 @@ pimpinella, nas quaes se desfariaõ dez grãos de tartaro violado com huma onça dé lambedor de violas magistral; com os quaes remedios (repetidas vezes tomados) lançou duas pedras, & algumas areas, & desde aquelle dia desapparecèraõ as dores, & ficou são.

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Porèm como os humores acres, & tartareos sejaõ a causa de semelhantes queixas, temi +

Porèm como os humores acres, & tartareos sejaõ a causa de semelhantes queixas, temi que a malicia, & caracter terminal dellas (postoque por entaõ estivesse amortecida) tornasse a resuscitar, & afiligisse novamente ao enfermo; & por isso, para temperar as en??anhas naturaes; & rebater a sasugem, & acrimonia dos humores, @@ -1302,7 +1270,7 @@ leite de burras mungido daquelle instante, como manda Galeno. (13.) E aproveitou o tal remedio de maneira, que naõ foy necessario outro, & desde aquelle tempo atè hoje naõ padeceo mais semelhante doença.

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Advirto aos senhores Medicos modernos, que naõ attribuaõ a temeridade, ou ignorancia o +

Advirto aos senhores Medicos modernos, que naõ attribuaõ a temeridade, ou ignorancia o misturar eu remedios narcoticos com os purgativos; porque devem saber que tam fóra está de ser erro, ou ignorancia a tal mistura, que antes a julgo por pratica muito boa, & digna de ser imitada, & applaudida. Nem sou tam ignorante, ou falto de vergonha, que @@ -1327,7 +1295,7 @@ purgante, que se occultou, em quanto o remedio narcotico teve vigor; & por consequencia purgada a materia morbifica, se tira a causa efficiente das dores fom grande utilidade dos enfermos.

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Desta Observaçaõ consta, como cada hum destes remedios faz o seu effeito em diversos +

Desta Observaçaõ consta, como cada hum destes remedios faz o seu effeito em diversos tempos, sem que a virtude de hum encontre o effeito do outro. Fallo verdade, creame quem quizer, ue eu naõ obrigo a alguem a que me crea. se com tudo ouver algum Medico tam pertinaz, & inflexivel, que reprove este modo de curar, veja as Observações de @@ -1338,16 +1306,16 @@ O mesmo methodo de curar Observou Poterio, (15.) misturando remedios opiados com os purgativos, todas as vezes que no mesmo tempo avia grandes dores com grande necessidade de purgar, & por este estylo fez prodigiosas curas.

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OBsERVAÇOENs MEDICAs DOUTRINAEs.

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OBsERVAÇOENs MEDICAs DOUTRINAEs.

- OBsERVAÇAM II. -

De huma tosse vehementissima, e repentina, a que sobreveyo hum fluxo de sangue pela boca, + OBsERVAÇAM II. +

De huma tosse vehementissima, e repentina, a que sobreveyo hum fluxo de sangue pela boca, que teve o Illustrisstrissimo senhor D. Fr. Diogo Ventura Hernandes de Angulo Velasco sandoval, Arcebisbo Embaixador de Carlos II. estando em Lisboa, no mez de Julho de 1688.

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AInda que he cousa taõ difficultosa curar a hum doente, a quem assaltaõ muitas +

AInda que he cousa taõ difficultosa curar a hum doente, a quem assaltaõ muitas enfermidades juntas, como sustentar a humas casas, que por muitas partes estaõ cahindo; como tudo he timbre, e obrigaçaõ de Medico Catholico pôr todo o empenho possivel para soccorrer aos que se valem do seu amparo, e o Medico, que naõ se compadece do seu proximo @@ -1357,7 +1325,7 @@ antepondo as suas vidas ao meu credito; e sucede muitas vezes, que em premio do meu bom zelo, me favorece Deos de tal maneira, que venço algumas doenças gravissimas, de que mayores Medicos tinhaõ desconfiado, e deixado por incuraveis.

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A dous de Julho de 1688. deo huma tosse secca vehementissima, e repentina no +

A dous de Julho de 1688. deo huma tosse secca vehementissima, e repentina no Illustrissimo senhor Arcebispo Embaixador de Carlos II, e pela excessiva força com que tossia, ou pela muito acrimonia, ou quentura do humor que a irritava, se lhe abriraõ as veas do peyto de tal sorte, que lançou grande quantidade de sangue pela boca; e como este @@ -1383,7 +1351,7 @@ tomeis por vossa conta vencer huma doença taõ perigosa; da qual se eu escapar, ( como espero) naõ só vos ficarei perpetuamente obrigado; mas confirmarei a boa opinião, que de vosso grande talento tenho concebido.

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Depois que o illustrissimo doente me deo conta do mal que padecia, e descansou hum pouco +

Depois que o illustrissimo doente me deo conta do mal que padecia, e descansou hum pouco da sua pratica, lhe fallei do modo seguinte: Deveis saber senhor, que todas as tosses procedem do bofe offendido, e irritado, ou por idiopathia, quando o mesmo bofe naõ aparta, nem deita fóra de si os excrementos, que resultaõ do alimento com que se sustenta, e @@ -1405,7 +1373,7 @@ humores, ou vapores. Finalmente offendese o bose por sympathia, por alguma intemperança quente, ou secca, ou aspereza dos instrumentos, e orgãos, que servem para a respiraçaõ.

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Explicadas assim as causas, de que procede a tosse, disse ao doente, que aquella, que de +

Explicadas assim as causas, de que procede a tosse, disse ao doente, que aquella, que de presente o molestava, naõ procedia de tumor do figado, nem do baço, nem do mesenterio, nem de outra parte que apertasse o diaphragma, pois nem com o tacto das mãos se sentia, nem com a vista dos olhos se divisava; porèm que eu entendia que o tal fluxo de sangue @@ -1429,7 +1397,7 @@ enfermos. Todas estas razões, ainda que taõ claras, e concludentes, foraõ taõ mal recebidas do dito senhor, que me affirmou mais facilmente se deixaria enterrar vivo, que consentir que o sangrassem.

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Nesta repugnancia do doente, lhe disse que naõ tinha razaõ em resistir tanto às sangrias, +

Nesta repugnancia do doente, lhe disse que naõ tinha razaõ em resistir tanto às sangrias, porque a ninguem eraõ taõ necessarias como aos Principes, e pessoas illustres; porque estes como usaõ de alimentos mais substanciaes, que os pobres, e tem vida mais descansada, que os humildes, criaõ muito mais sangue, e por esta razão tem mayor necessidade de que @@ -1437,7 +1405,7 @@ muitos remedios, nem obedecem taõ promptamente aos Medicos como os humildes, por isso muitas vezes saõ menos bem curados que a gente commua: e jà Galeno, (3.) e outros fizeraõ esta observaçaõ, e eu a tenho tambem feito.

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A todas estas razões se ensurdeceo o sobredito Embaixador de tal modo, que me naõ +

A todas estas razões se ensurdeceo o sobredito Embaixador de tal modo, que me naõ respondeo palavra, com que me vi obrigado a recorrer ao mais efficaz remedio, que tenho alcançado com a experiencia de muitos annos; o qual he segredo, de que faço tanta estimaçaõ, que o preparo em minha casa, só para o deixar nella a meus herdeiros. Chamase o @@ -1452,7 +1420,7 @@ ; e rara vez succederà que o sangue naõ se estanque com tanta certeza, felicidade, e brevidade, como observei no dito senhor Embayxador, que em tres dias sarou pela virtude do meu remedio.

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A agua que o doente bebeo (em quanto tomou o meu remedio, e muitos dias depois delle) +

A agua que o doente bebeo (em quanto tomou o meu remedio, e muitos dias depois delle) mandei preparar do modo seguinte. Ordenei que se cozessem em panela de barro tres canadas de agua da fonte com huma oitava de pò de alquitira branca, e outra de pò de raiz de tormentilla, chamada por outro nome pentafilaõ, e vulgarmente, solda; e que nesta agua @@ -1466,7 +1434,7 @@ tanto aproveite nas doenças, em que ouver abundancia de humores acidos, e corrosivos: porque as sobreditas pilulas constaõ de muito alcali vazio, que absorbe, e toma em si toda a acrimonia, que rompe, e fere as partes internas, e excita as dores.

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Finalmente aconselhei ao illustrissimo enfermo, que para moderar a tosse, (que muito o +

Finalmente aconselhei ao illustrissimo enfermo, que para moderar a tosse, (que muito o perseguia) estivesse em hum aposento de ar bem temporado, porque se fosse muito quente, adelgaçaria mais os humores, e faria mais tosse; e se fosse muito frio, constiparia os póros, impediria a transpiraçaõ, e faria mayores damnos. Ordeneilhe que naõ cobrisse a @@ -1480,7 +1448,7 @@ direita; e observando pontualmente estes conselhos, (tirando o das fontes, e sangrias, que naõ, por particular aversão, que sempre teve a estes dous remedios) conseguio perfeitissima saude.

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Advirtaõ os leitores, que eu naõ só tenho preparado o remedio com q͂ se estanca o sangue +

Advirtaõ os leitores, que eu naõ só tenho preparado o remedio com q͂ se estanca o sangue de qualquer parte que sair, mas muitos outros de admiraveis virtudes, para curar algumas doenças, a que os remedios ordinarios naõ podem valer, e que os naõ faço por ambiçaõ do dinheiro, porque dou boa parte delles de graça aos amigos, aos pobres, e aos parentes; mas @@ -1527,8 +1495,8 @@

- OBsERVAÇAM III. -

Da senhora D. Cecilia Maria de Meneses, a qual na idade de menina foy muy robusta; mas + OBsERVAÇAM III. +

Da senhora D. Cecilia Maria de Meneses, a qual na idade de menina foy muy robusta; mas quando mais crescida fez tantos excessos em comer barro, em beber muita agua, e em se perfumar com demasiados aromas, que veyo a enfermar com huma febre, e suor continuo, acompanhado com tosse, estillicidio taõ feroz, que todos entenderaõ que estava hectica; e @@ -1540,17 +1508,17 @@ assim entrei a curalla, dandolhe a minha agua antifebril, as minhas pilulas contra estillicidios, e o meu especifico antihectico: com os quaes remedios escapou da morte com grande credito meu, e dos medicamentos.

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NAõ sou taõ obstinado sequaz da Escola Hermetica, que me naõ preze muito de ser discipulo +

NAõ sou taõ obstinado sequaz da Escola Hermetica, que me naõ preze muito de ser discipulo da Hippocratica: nem quando louvo os remedios Chymicos, deixo de conhecer se devem grandes applausos aos Galenicos. Prova seja desta verdade a seguinte cura que fiz, valendome dos remedios, e conselhos de huma, e outra Escola.

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Foy a senhora Donna Cecilia Maria de Meneses na idade da adolescencia dotada de taõ +

Foy a senhora Donna Cecilia Maria de Meneses na idade da adolescencia dotada de taõ perfeita saude, e acompanhada de forças taõ diamantinas, que parecia feita de outra materia; mas o tempo que tudo acaba, e as doenças que a ninguem perdoaõ, lhe mostràraõ que participava com igualdade das leys commuas; (1.) porque enfermando a primeira vez, abrio a porta a taõ continuas doenças, que sem estar convalescida de humas, tornava a cahir em outras.

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Neste tempo, àlem do apparato, e disposições morbosas, que as enfermidades prolongadas +

Neste tempo, àlem do apparato, e disposições morbosas, que as enfermidades prolongadas costumaõ deixar, comeo grande quantidade de barro, e bebeo agua sem medida, naõ attendendo aos damnos, que lhe podiaõ resultar. Taõ grandes foraõ os que se lhe seguiraõ, que hum anno todo esteve com febre, fastio, dores de cabeça, tosse, e outros mil symptomas, por @@ -1586,16 +1554,16 @@ Novembro; (desabrido mes para as curas) quanto porque se sentia muito quebrantada; e porque entendeo que tambem era remedio deixar algumas vezes de fazer remedios; (4.) e como tomou esta resolução, despedio ao Medico, e ficou passando com as referidas queixas.

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Mas como a enfermidade se tinha senhoreado da natureza, nem se restaurou com o descanso, +

Mas como a enfermidade se tinha senhoreado da natureza, nem se restaurou com o descanso, nem depoz a ferocidade com as tregoas; antes de dia em dia foi cahindo em mayores debilidades, e chegou a romper em suores continuos, que não só a emmagreciaõ muito; mas a faziaõ cahir em alguns desmayos.

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Vendose a pobre senhora naufragar entre a scylla, e Caribdis de tantas miserias, teve +

Vendose a pobre senhora naufragar entre a scylla, e Caribdis de tantas miserias, teve para si que estava hectica, e assım se resolveo que naõ queria já remedios humanos, pois lhe não tinhão aproveitado os muitos que lhe fizeraõ: e se alguem a persuadia a que chamasse outros Medicos, ou tomasse novos medicamentos, se enfadava, e excandescia de modo, como se lhe fizeraõ huma grande afronta.

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Naõ faltou porèm hum homem de respeito, que lhe deo de mim tão boa informaçaõ, que se +

Naõ faltou porèm hum homem de respeito, que lhe deo de mim tão boa informaçaõ, que se resolveo a chamarme, e assim lhe fiz a primeira visita em dez de Novembro de 1668. e devendo estar pallida, e descorada por causa de tão larga enfermidade, observei tinha humas chapeletas, e cores incendidas no rosto, que juntas com a febre lenta, magreza, @@ -1622,14 +1590,14 @@ tosse, e o estillicidio: e como soubesse que as pilulas sobreditas tinhão grande prerogativa para as taes queixas, lhe dei nove vezes, de quatro em quatro dias, quatro escropulos cada vez; e foy o successo taõ milagroso, que se tirou a febre, e a tosse.

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Vencida jà a febre podre, e a tosse, entrei a considerar que a febre hectica, e a magreza +

Vencida jà a febre podre, e a tosse, entrei a considerar que a febre hectica, e a magreza podião proceder de obstrucções das veas lacteas, e uterinas, pois lhe faltavaõ as purgações mensaes avia muitos tempos, e tinha comido tanto barro: e julguei juntamente que os suores nocturnos denotavaõ grande fraqueza na faculdade retentiva da terceira região; pois não retinha aquella humidade, a que os Doutores chamaõ Ros, Cambio, ou Gluten, que he muito necessaria para a nutriçaõ, e sustento das partes; mas antes por fraqueza a deixava exhalar em suor com damno irreparavel da doente.

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Feitas estas considerações, achei ser necessario algum remedio, que extinguisse o calor +

Feitas estas considerações, achei ser necessario algum remedio, que extinguisse o calor hectico ateadorias partes solidas, abrisse as veas lacteas, e uterianas, confortasse a primeira, e terceira região: e como todas estas virtudes juntas só se achem no Antihectico de Poterio, (por razões que abaixo direi,) e eu o tivesse preparado com toda a perfeição, @@ -1659,14 +1627,14 @@ alterações, que recebem nas passagens, que fazem do estomago para as outras partes; o que naõ succede aos remedios metallicos, porque sempre conservaõ as suas virtudes, pois o calor natural as naõ póde cozer, nem domar eternamente.

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Tornando ao nosso caso, digo que depois de vencida a febre podre, e a tosse, me emprenhei +

Tornando ao nosso caso, digo que depois de vencida a febre podre, e a tosse, me emprenhei em curar a hectica, dando à dita senhora (trinta dias successivos) quinze graõs de Antihectico, misturado com huma onça de assucar rosado, e doze graõs de sal de Marte, tendo respeito à hectiguidade, e às obstrucçoẽs. Acabados os trinta dias do sobredito remedio, com que teve notavel melhoria, lhe fiz usar (por dous meses) de humas salvinas, que demais de curarem as febres teimosas, facilitaraõ muito a camara, e se prepararaõ de modo seguinte.

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Tomem duas onças de farelos de trigo, e com agua da fonte se lavem duas vezes, e com meya +

Tomem duas onças de farelos de trigo, e com agua da fonte se lavem duas vezes, e com meya canada de agua commua se cozaõ em tigela de barro por hum quarto de hora, e entaõ se coem, e espremaõ com grande força e deitando fóra os farelos, ajuntem a esta agua huma colher de farinha de avea, e cozeraõ tudo até que tome grossura de caldo de farinha, e se adoce com @@ -1681,19 +1649,19 @@

- OBsERVAÇAM IV. -

Da mesma senhora, que estando com a conjunçaõ mensal, comeo varias fruitas, as quaes, ou + OBsERVAÇAM IV. +

Da mesma senhora, que estando com a conjunçaõ mensal, comeo varias fruitas, as quaes, ou por muitas, ou por frias, & flatuosas, lhe causaraõ taõ grande aballo no estomago, que brevemente as vomitou com tanta violencia, que se lhe originou huma pontada no lado esquerdo, taõ aguda, & insoportavel que me obrigou a sangralla no braço da parte dolorosa, sem fazer caso da conjunçaõ; & foy o successo taõ feliz, que dentro de tres dias ficou boa, & livre da morte.

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sEria cousa enfadosa referir aqui as muitas doenças, que as mulheres padecem por causa da +

sEria cousa enfadosa referir aqui as muitas doenças, que as mulheres padecem por causa da madre; basta dizer em summa que a madre he authora de infinitas calamidades; porque, como diz Hippocrates, (1.) dos meses reprezados, ou por qualquer causa diminuidos, ou demasiadamente profusos trazem gravissimas doenças os seus principios. Em confirmaçaõ desta verdade me seja permitido referir a Observaçaõ seguinte.

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Naõ sey em que hora infausta estando huma illustre senhora com a purgaçaõ mensal, comeo +

Naõ sey em que hora infausta estando huma illustre senhora com a purgaçaõ mensal, comeo muita quantidade de peras, melancias, melões, & outras fruitas humidas, & flatuosas, com que se irritou, & offendeo o estomago de forte, que brevemente as vomitou com impeto mui arrebatado; & como o estomago, & o ventre tenhaõ grande @@ -1718,7 +1686,7 @@ ajuda destas, duas onças de oleo de lirios brancos, huma onça de oleo de endros com meya onça de benedicta: mas quiz a desgraça, que a febre, a tosse, & a pontada cresceraõ com tal excesso, que entendeo que se lhe acabava a vida.

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Desconfiada a doente dos remedios humanos, buscou os divinos, & depois de tomar o +

Desconfiada a doente dos remedios humanos, buscou os divinos, & depois de tomar o santissimo Viatico, me mandou chamar, sendo alta noyte; & sem embargo que a grande distancia do caminho, & a disconveniencia das horas podiaõ dar motivo para alguma escusa, naõ deixei de obedecer promptamente ao seu mandado; porque a generosidade com que @@ -1737,7 +1705,7 @@ tinha huma inflammaçaõ interior com que se abrazava; & como para curar as taes inflammações naõ haja remedio mais presentaneo que as sangrias, como ensina Galeno, (2.) eraõ estas mui convenientes, & necessarias.

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Moveose porèm huma grande duvida sobre o lugar em que se avia de fazer; porque como a +

Moveose porèm huma grande duvida sobre o lugar em que se avia de fazer; porque como a enferma estava no segundo dia da purgaçaõ mensal, era mui factivel que o fluxo de humor, que corria para o lugar doente doente, trouxesse a sua origem das partes uterinas; porque a vehemencia do vomito deo occasiaõ a que retrocedessem para o lugar da dor. Parecia ao @@ -1760,7 +1728,7 @@ olhos fechadoaffirma se naõ deve fazer sangria alta, em quanto correm os menstruos; mandei fazerlhe ligaduras bem apertadas em ambas as pernas, & dahi a pouco tempo a mandei sangrar na vea d’Arca do braço doloroso.

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Naõ faltaraõ pessoas, a quem pareceo temeridade, & demasiada ousadia sangrar nos +

Naõ faltaraõ pessoas, a quem pareceo temeridade, & demasiada ousadia sangrar nos braços, a quem actualmente estava baixando o sangue mensal; porque diziaõ que a tal sangria a avia de matar, porque chamaria o sangue de baixo para cima. Mas para convencer a supina ignorancia dos que sendo idiotas, querem parecer mais sabios que os Medicos doutos, @@ -1772,11 +1740,11 @@ joelhos) sangralla no braço com toda a confiança, sem fazer caso de que esteja sobre parto, ou menstruada; porque como ambas estas doenças sejaõ muito agudas, & perigosas, & corraõ despenhadamente para a morte, pedem que lhes acudaõ com grande pressa.

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A mesma doutrina nos manda observar Francisco Valeriola, (5.) o qual mandou sangrar no +

A mesma doutrina nos manda observar Francisco Valeriola, (5.) o qual mandou sangrar no braço a sua filha estando parida de quatro dias, porque lhe deo hum pleuriz apertadissimo, & vendo que com as sangrias baixas naõ tirava fruto, a livrou da morte com as altas.

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Esta mesma opiniaõ confirma sennerto, dizendo, que aindaque aquelle movimento errado, que +

Esta mesma opiniaõ confirma sennerto, dizendo, que aindaque aquelle movimento errado, que o sangue mensal, ou lochial faz para a garganta, ou para a pleura, se naõ deve ajudar com as sangrias do braço; com tudo, se virmos que feitas algumas sangrias baixas persevera a dor, ou se augmenta, mandemos sangrar no braço sem temor algum; porque he crivel que o @@ -1786,7 +1754,7 @@ offendida. Galeno (6.) fallando em termos identicos nos dà o mesmo conselho, dizendo que se alguem sangrar naquellas veas, que naõ tiverem communicaçaõ com a parte dolorosa, que a tal sangria nem aproveitarà para a doença, & offenderà sempre a saude.

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sejame permitida a licença para confirmar a doutrina destes grandes homens com o seguinte +

sejame permitida a licença para confirmar a doutrina destes grandes homens com o seguinte exemplo, que proponho para a gente vulgar. se hum tanque estiver cheyo de agua, & fecharem a fonte, que corre para elle, o mais que poderaõ conseguir com esta diligencia, serà que o tanque naõ tresborde, mas a agua, que jà estiver dentro no tanque, naõ se @@ -1803,7 +1771,7 @@ menos huma duzia de sanguisugas, como o tenho feito algumas vezes com taõ grande sucesso, que se naõ temèra enfadar, nomearia aqui as muitas pessoas, a quem livrei da morte com ellas.

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Taõ poderosas foraõ estas razões, & de tal sorte serenàraõ os alborotados animos dos +

Taõ poderosas foraõ estas razões, & de tal sorte serenàraõ os alborotados animos dos circunstantes, que os mesmos, a quem poucas horas antes parecèraõ as sangrias dos braços mais prejudiciaes que o mesmo veneno, me rogaraõ que as mandasse fazer no braço do lado queixoso, como eu o tinha ordenado; & chamando ao sangrador Miguel Pinto, a sangrou @@ -1819,7 +1787,7 @@ dito oleo penetrar tanto que tirasse a dor; neste aperto mandei deitar duas ventosas sarjadas sobre a a pontada, & foy o effeito tão presentaneo, que antes de doze horas se desvaneceo a a enfermidade com grande credito do meu nome.

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Deste sucesso aprendão os Medicos modernos a não temer o uso das ventosas sarjadas, assim +

Deste sucesso aprendão os Medicos modernos a não temer o uso das ventosas sarjadas, assim para as febres malignas, como para os pleurizes, & para todas as dores teimosas, porque conforme as minhas experiências, & as de gravissimos Authores, (7.) nenhum remedio he mais eficaz para todas as dores rebeldes, do que as ventosas sarjadas, porque @@ -1830,10 +1798,10 @@ queira sofrer as ventosas sarjadas, pode o Medico, em lugar dellas, deitar nas parte dolorosa quinze sanguisugas tres diaalternados, porque que com ellas vi maravilhosos effeitos em semelhantes pleurizes, & dores obstinadas.

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A agua antipleuritica tive muitos annos em segredo, mas em serviço do bem comum a ensinei +

A agua antipleuritica tive muitos annos em segredo, mas em serviço do bem comum a ensinei a fazer na minha Ployanthea nova fol. 30. num. 23. agora faço publica a preparaçaõ do admiravel oleo da abobora na maneira seguinte.

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No mes de Agosto se tomem tres aboboras, & se lhes raspe muito sutilmente a pellinha +

No mes de Agosto se tomem tres aboboras, & se lhes raspe muito sutilmente a pellinha exterior, & logo se fação das ditas aboboras em telhadas compridas, & estreitas, & se lhe tire todo o miolo branco de tal modo que fique só a casca verde sem cousa algũa do branco; & pezandoestas tiras lhe ajuntem outro tanto pezo de azeite velho, o @@ -1849,7 +1817,7 @@ cobrindo com papel mataborraõ, & enfaxando com toalha defumada com alecrim, ou alfazema, & continuando dous, ou tres dias com estas fomentações, indubitavelmente fará o grande proveito que costuma.

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Aquelles Medicos que depois de terem esta noticia dada por hum homem de setenta annos, +

Aquelles Medicos que depois de terem esta noticia dada por hum homem de setenta annos, taõ vizinho da morte, como cheyo de experiencias, não quizerem usar deste cordeal, nem do oleo da abobora, por desaffeiçaõ que tem à minha pessoa, darão estreita conta a Deos dos doentes que lhes morrerem por falta destes quasi milagrosos remedios, (9.) querendo @@ -1858,8 +1826,8 @@

- OBsERVAÇAM V. -

De humas dores de estomago insoportaveis, acompanhadas com azedumes tao isofriveis, que + OBsERVAÇAM V. +

De humas dores de estomago insoportaveis, acompanhadas com azedumes tao isofriveis, que obrigagavaõ ao doente a vomitar todos os dias o que comia, so tinha alivio,en quanto esstava em jejum, ou depois que vomitava; mas como naõ podia consevar a vida sem comer, o assaltavaõ as mesmas queixas tanto que comia; para remedio dellas tomou varios @@ -1867,10 +1835,10 @@ esta razaõ despedio aos Medicos. Neste tempo teve noticia que eu preparava hum efficacissimo remedio para aquelle mal; & chamandome, lho appliquei com taõ feliz fortuna, q vivendo depois disso vinte annos, naõ podeleo mais semelhante enfermidade.

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He cousa affentada entre os Medicos, que a fraqueza do estomago, & os maos cozimentos +

He cousa affentada entre os Medicos, que a fraqueza do estomago, & os maos cozimentos delle, delle, saõ a causa occaional, & efficiente dos flatos, das azias, das dores, dos arrotos, de mil outras enferminades, que padecem os corpos humanos.

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Tambem he causa averiguada que as cruezas, & corrupções dos humores se podem gerar +

Tambem he causa averiguada que as cruezas, & corrupções dos humores se podem gerar tanto da intemperança fria, como da quente; assim como as causas efficientes das sobreditas dores, & flatos saõ differentes, o devem tambem ser os emedios: conheceremos pois que a causa de quealquer das referidas queixas he fria, se virmos que os @@ -1878,24 +1846,24 @@ alimentos, ou se a pessoa for muito velha; mas se os arrotos forem amargosos, fedorentos, ou nidorosos a modo de ovos chocos, he cousa certisssima que a causa, de que procedem, he quente. Isto assim presupposto, vamos ao nosso caso.

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Francisco Juzarte da Fonseca, Provedor que foy doa Armazens, morador no bairro de Alfama, +

Francisco Juzarte da Fonseca, Provedor que foy doa Armazens, morador no bairro de Alfama, padeceo no anno de 1668. humas dores de estomaggo acompanhadas com huma azía, ou azedume tão insoportavel, & com huns flatos, & arrotos tão continuos, que no discurso de muito tempo, raro foy o dia, que deixasse de vomitar espontaneamente, ou metendo os dedos na boca para isso: porque so tinha alivio, em quanto o estomago estava despejado; mas como comia, o assaltavaõ dores tão execrandas, azías taõ horriveis, & flatos taõ importunos, que perdia a paciencia.

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Nesta affliçaõ não sabia o doente que caminho avia de seguir: porque se não comia, se +

Nesta affliçaõ não sabia o doente que caminho avia de seguir: porque se não comia, se desmayava com fraqueza; & se comia, morria com dores: para chamar outros Medicos, se naõ achava com animo, porque tinha perdido toda a fé, & boa opiniaõ, que em algum tempo tivera da Medicina. sabemos porem hum grande seu amigo que elle estava com esta aversam lhe disse que o obstinarse, & fugir do conselho dos Medicos era erro, & loucura indesculpavel; que logo logo chamasse Medico, porque ao depois lhe naõ valeria arrependimento,porque infallivelmente morreria.

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Feito este protesto, & intimado este desengano tão formidavel, como verdadeiro, se +

Feito este protesto, & intimado este desengano tão formidavel, como verdadeiro, se resolveu a chamar Medico, & me escolheo por director da sua cura, porque noticia que eu sabia alguns remedios de relevantes virtudes, com que curava achaque desesperados.

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Logo que o doente apontou a minha pessoa, me chamàraõ, & depois da informaçaõ que me +

Logo que o doente apontou a minha pessoa, me chamàraõ, & depois da informaçaõ que me deo das suas queixas, entrei a considerar que o calor do corpo, a magreza das carnes, & a idade em que se achava davaõ grandes indicios, que assim as dores do estomago, como os arrotos, (postoque azedos) procediaõ mais da quentura das entranhas, & dos @@ -1927,7 +1895,7 @@ tambaca. Mas vendo eu que todos estes remedios, sendo mui applaudidos da experiencia, lhe naõ fizeraõ proveito, comecei a suspeitar que os flatos, dores, & azías naõ podiaõ peyorar depois de tantos, & taõ maravilhosos remedios, se a causa fosse fria.

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Em labyrinthi taõ confuso me achei muito tempo duvidoso sobre o caminho que havia de +

Em labyrinthi taõ confuso me achei muito tempo duvidoso sobre o caminho que havia de seguir, temeroso de o errar; mas como conheci que as dores, soluços, & azias se exasperavaõ igualmente com os medicamentos quentes, que com os frios, escolhi hua es trada, naõ por onde atè aquelle tempo s e tinha ido, mas por onde era razaõ que se fosse: @@ -1946,7 +1914,7 @@ com agua ardente, ou com espirito de vinho alcanforado, que he quente, & secco: as febres de oppilaçaõ, que sendo algumas bem ardentes, se curaõ com aço, que nada tem de frio, nem de humido.

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Tambem observamos que muitas enfermidades procedem dos acidos errantes exaltados, & +

Tambem observamos que muitas enfermidades procedem dos acidos errantes exaltados, & subidos de ponto, & naõ se podem curar sem remedios antacidos abundantes de alcali vazio, & absorbente dos succos acidos, que saõ os estimulos que descompoem o concerto, & fermentaçaõ do estomago. Como pois eu tivesse experimentado que qualquer dos @@ -1965,7 +1933,7 @@ canela, ou com folhas de ortelãa verde; & antes de tomar seis vezes o tal remedio, desapparecéraõ as queixas sobreditas por modo de milagre, & ficon o doente com perfeita saude.

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Huma advertencia muito necessaria quero fazer aos Medicos principiantes; & he, que +

Huma advertencia muito necessaria quero fazer aos Medicos principiantes; & he, que hum só absorbente, ou antacido naõ he bastante para absorber, & fixar os differentes acidos, que offendem a nossa natureza; porque hum absorbente pede o acido hypocondriaco, como he o crocus martís preparado sem vinagre; outro absorbente pede o acido dos soluços, @@ -2002,14 +1970,14 @@

- OBsERVAÇAM VI -

De bumas camaras de sangue taõ rebeldes, que desprezàraõ aos mais efficazes remedios da + OBsERVAÇAM VI +

De bumas camaras de sangue taõ rebeldes, que desprezàraõ aos mais efficazes remedios da Arte; & da grande resistencia, que a doença fez às diligencias dos Medicos, vieraõ a conhecer que as camaras procediaõ de qualidade gallica: & naõ se enganàraõ; porque examinando bem o caso, souberaõ que o doente tivera hum bubaõ,& huma gonorrbea, que supprimio intempestivamente, & daquelle dia por diante começou a ter camaras, que sú obececèraõ aos remedios alexipharmacos da qualidade gallica.

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sE attentamente considerarmos as doenças, a que os homens estaõ sujeitos, nenhuma +

sE attentamente considerarmos as doenças, a que os homens estaõ sujeitos, nenhuma acharemos, debaixo de cuja capa, e rebuço se occultem tantos achaques, como debaixo da qualidade gallica, porque ella se transforma de maneira em todas as doenças a que se ajunta, que naõ se dará algũa, por mais nova, & rara que seja, com quem se naõ possa @@ -2039,7 +2007,7 @@ muitos annos me tem ensinado que saõ muitas vezes baldados, & infructuosos, porque as enfermidades a que se applicaõ, procedem de qualidade gallica, que so se deve eradicar com medicamentos, que tem dominio sobre a dita qualidade.

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Em confirmaçaõ desta verdade me sesa permittida licença para referir o seguinte caso, que +

Em confirmaçaõ desta verdade me sesa permittida licença para referir o seguinte caso, que me passou pelas mãos em 23. de Julho de 1689. Hum nobre mancebo, cujo nome quero passar em silencio, contrahio, por causa de hum ajuntamento impuro, huma gonorrhea purulenta, & hum bubaõ na verilha direita; & como por vergonha propria, ou por respeito de seus @@ -2129,7 +2097,7 @@ Hercules; & o que naõ puderaõ fazer tantos, & taõ maravilhosos remedios, como saõ os referidos, fizeraõ só os vomitorios, & o mercurio, (3.) porque conseguio com elles huma saude perfeitissima: graças sejão dadas a Deos.

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Desta observação conheceràõ os Medicos modernos o muito que importa à sua honra, & à +

Desta observação conheceràõ os Medicos modernos o muito que importa à sua honra, & à vida dos doentes examinar com toda a miudeza as causas das enfermidades, pois por falta do conhecimento dellas se naõ conseguem maravilhosas curas, muitas vezes parecem as causas humas, & ellas saõ outras: eu vi nevoas, & inflammações dos olhos, que peyorando @@ -2155,8 +2123,8 @@

- Observaçam VII. -

De humas alporcas, que nasceraõ no pescoço de certo fidalgo illustrissimo, & se + Observaçam VII. +

De humas alporcas, que nasceraõ no pescoço de certo fidalgo illustrissimo, & se atrribuiraõ a qualidade gallica; mas vendo os Medicos q quantos mais remedios especificos lhe applicavaõ, tanto peyor lhes succedia, entenderao que a causa eraõ as raizes de quatro dentes podres; mas porque tirandose os taes dentes, cresseraõ os inchaços com notavel @@ -2171,17 +2139,17 @@ alternados, em quantidade de quatro escropulos; & foy o effeito taõ feliz, que sarou radicalmente com grande credito meu, & admiraçaõ dos que em cinco annos naõ puderaõ dar hum passo na melhoria.

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1. Na Observaçaõ antecedente disse que muitas doenças se naõ hão de curar, atandose os +

1. Na Observaçaõ antecedente disse que muitas doenças se naõ hão de curar, atandose os Medicos rigurosamente às indicações, que à primeira vista se lhes offerecerem; porque vemos cada dia doenças, que parecem proceder de causas mui alheyas da qualidade gallica, & não obstante isso, se não podem curar sem remedios especificos, & oppostos à dita qualidade. Pelo contrario digo que nem por isso se devem curar as enfermidades com medicamentos antivenereos, quando virmos que resistem aos outros remedios, por -

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Observaçaõ VII.

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porque bem podem naõ obedecer aos mais efficazes, sem que procedaõ de qualidade gallica. +

Observaçaõ VII.

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porque bem podem naõ obedecer aos mais efficazes, sem que procedaõ de qualidade gallica. E porque esta doutrina naõ pareça livremente dita, quero referir hum caso, que observei em 12. de Mayo de 1678.

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2. Cinco annos avia que Dom Francisco de Castro tinha na garganta huns tumores duros, +

2. Cinco annos avia que Dom Francisco de Castro tinha na garganta huns tumores duros, & seirrhosos; & porque os Medicos, de quem o dito senhor fiou a cura da sua doença, entenderaõ que semelhantes tumores eraõ gallicos, assentaraõ uniformemente que tomasse remedios especificos contra a dita qualidade, & para isso (depois de o @@ -2202,8 +2170,8 @@ suores de estufa, & executasse a dita resolução; mas nem tomando quarenta, diminuiraõ os caroços. Admiràraõse segunda vez os Medicos, porque se tinhaõ persuadido que os ditos inchaços naõ podiaõ proceder senaõ de qualidade gallica, E ma -

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Observações Medicas Doutrinaes.

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mayormente em hum figaldo solteiro, moço, rico posto em sua liberdade, & sem pay a +

Observações Medicas Doutrinaes.

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mayormente em hum figaldo solteiro, moço, rico posto em sua liberdade, & sem pay a quem respeitasse; circunstancias capazes para se presumir teria militado debaixo das bandeiras de Venus, & colhido os frutos, com que ella costuma hospedar aos seus affeiçoados. Mas como as esperanças dos homens sejaõ muitas vezes erradas, & @@ -2215,7 +2183,7 @@ remedios mais valentões, & e efficazes que ha na Medicina contra a qualidade venerea, como saõ o Turbith mineral, o calomelanos, o mercurio precipitado doce, as unturas de azougue, & os fumos do cinabrio. Tudo se executou á risca, mas tudo sem proveito.

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3. Daqui appellàraõ os Medicos para o ultimo subterfugio, dizendo que a causa porque o +

3. Daqui appellàraõ os Medicos para o ultimo subterfugio, dizendo que a causa porque o doente naõ melhorava (depois de tão efficazes, & bem premetados remedios) eraõ humas raizes de dentes podres, que se queria sarar se resolvesse a tirallas, porque se assim o naõ fizesse, naõ teria saude em quanto vivesse. Obedeceo logo o illustrissimo senhor a @@ -2226,9 +2194,9 @@ arrancarem quatro dentes, cresceraõ os caroços com excesso; porque os remedios, que fazem grandes dores, àlem de que assanhaõ, & irritaõ as partes dolorosas, attrahem para ellas mais humores.

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4. Nem he para admirar que as unturas de azougue

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Observaçaõ VII.

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gue fizessem mayor damno; porque, como todos sabem, os medicamentos de azougue, por mais +

4. Nem he para admirar que as unturas de azougue

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Observaçaõ VII.

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gue fizessem mayor damno; porque, como todos sabem, os medicamentos de azougue, por mais bem preparados, & correctos que sejaõ, sempre escandalizaõ a garganta, a boca, & o pescoço; porque abrem as veas, & glandulas salivaes, & movem para a boca, lingua, & garganta os humores lymphaticos, que fahem por salivaçaõ, & baba. E como por @@ -2252,8 +2220,8 @@ noticias ao desconfiado senhor, que me mandou chamar em 15. de Abril de 1678 pedindome lhe quizesse valer em tão grande aperto. Confesso ingenuamente que esta supplica me causou taõ grande compaixaõ, co - E 2 mo

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Observações Medicas Doutrinaes.

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mo temor, vendo que os outros Medicos mais doutos, & experimentados naufragaraõ em +

Observações Medicas Doutrinaes.

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mo temor, vendo que os outros Medicos mais doutos, & experimentados naufragaraõ em taõ desfeita tempestade; porèm como naõ pudesse escusarme a petiçaõ taõ justa, lhe prometti fazer quanto pudesse por curallo de tão penosa enfermidade; & sem embargo que todos os remedios, que os Doutores lhe applicaraõ, fossem ordenados com grande razão, @@ -2277,8 +2245,8 @@ sobreditos tumores, & alporcas naõ procediaõ de outra causa mais, que da lympha grossa, viscosa, & reteuda nas glandulas salivaes, & partes adenosas da garganta, como acima disse, cujo

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OBsERVAÇAM VII

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verdadeiro remedio devem ser os dissolventes, & volatilizantes, & todos aquelles, +

OBsERVAÇAM VII

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verdadeiro remedio devem ser os dissolventes, & volatilizantes, & todos aquelles, que constarem de muito sal volatil, & forem absorventes antacidos; paraque os volatilizātes dissolvaõ a grossura da lympha, & os absorventes tomem em si os acidos da lympha, que foraõ os que engrossaraõ, & coalharaõ, & deste modo attenuada, @@ -2291,7 +2259,7 @@ que gerou alguns filhos, de que a sua illustrissima casa muito necessitava, & viveo depois disso vinte annos com grande credito do meu nome, & admiraçaõ dos Medicos, que em cinco annos naõ puderaõ dar hum passo na melhoria.

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5. se ouvesse de nomear aqui os doentes, a quem curei de alporcas com as minhas pilulas +

5. se ouvesse de nomear aqui os doentes, a quem curei de alporcas com as minhas pilulas Antistrumaticas, & agua cozida com vincetoxico, ou com a flor do verbasco, seria pouco todo o papel; bastaõ, para abono da verdade, o illustrissimo senhor Dom Francisco de Castro, Almeirante de Portugal, que as teve cinco annos; o Padre Frey Pedro do Cenaculo, @@ -2301,14 +2269,14 @@ chamado Antonio Lopes, que as teve onze annos; hum Clerigo de Bucellas, chamado Domingos Jorge, que as teve quatro annos; hum esscravo de Golfo amarello, morador ao Corpo santo, que as teve oito annos; & mil outros que naõ refiro por escusar enfado. E 3 Duas

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Observações Medicas Doutrinaes

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6. Duas advertencias importantissimas quero fazer aos Medicos, que ouverem de curar +

Observações Medicas Doutrinaes

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6. Duas advertencias importantissimas quero fazer aos Medicos, que ouverem de curar alporcas. A primeira he, que esta doença a se naõ cura a toda a hora, nem em todo o tempo ; mas deve começarse hum dia depois da lua cheya, continuando com os remedio successivamente atè o dia da lua nova, & entaõ devem parar com a cura atè o dia da lua cheya, & dahi tornar a continuar atè chegar a lua nova, & chegando esta, tornar a parar atè à lua cheya, procedendo da mesma fórma até que o doente esteja saõ

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7. A segunda advertencia he, que em quanto durar a doença das alporcas, naõ comaõ os taes +

7. A segunda advertencia he, que em quanto durar a doença das alporcas, naõ comaõ os taes enfermos legumes, ervas, peixe, fruta, alhos, cebolas, manteiga, nem paõ quente, ou carne de porco, porque semelhantes alimentos saõ muito nocivos para a dita doença, & augmentaõ a causa dela. A agua para beberem, em quanto durar a cura, seja levemente cozida @@ -2322,8 +2290,8 @@

- OBsERVAÇAM VIII. -

De humas intercadencias de pulsos, que sobreviverão ao Reverendissimo P. Fr. Antonio da + OBsERVAÇAM VIII. +

De humas intercadencias de pulsos, que sobreviverão ao Reverendissimo P. Fr. Antonio da Fonseca, Provincial da Ordem da santissima Trindade, em hum dia, que fez oitenta & quatro cursos com huma purga que tomou: & vendo o Medico aquelle sinal, desconfiou da vida do doente de tal sorte, que o mandou ungir, entendendo que morria. Nesta perturbaçaõ @@ -2335,10 +2303,10 @@ polvorizados com ambar, canela, & dandolhe de quatro em quatro horas duas gemas de ovos frescos batidas com tres onças de bom vinho, & marmelada, se desvanecèraõ as intercadencias, & ficou bom, com grande credito de Arte, & gosto meu.

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I. Nem sempre os Medicos devem desprezar os achaques, por lhes parecerem leves, porque +

I. Nem sempre os Medicos devem desprezar os achaques, por lhes parecerem leves, porque muitas vezes encobrem dentro de si grandes perigos: nem devem temer sempre os symptomas, por lhes parecerem medonhos, porque muitas vezes naõ tem risco.

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2. Em confirmação desta verdade me seja licito referir dous exemplos. O primeiro he, +

2. Em confirmação desta verdade me seja licito referir dous exemplos. O primeiro he, quando, os doentes se queixaõ de que naõ podem dormir, ou que tem dores de cabeça. Estes symptomas parecem de taõ pouco momento, que os Medicos naõ fazem caso delles; comtudo saõ algumas vezes taõ cheyos de perigo, que os enfermos cahem brevemente em frenesis, ou em @@ -2386,14 +2354,14 @@ tiverem muitas camaras, ou outras profusissimas evacuações naturaes, ou artificiosas, nos naõ devem meter medo, porque nestes termos basta qualquer leve causa, para que os pulsos faltem, & se interrompaõ.

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3. Nem serà licito atemorizarnos, se as intercadencias dos pulsos succederem em homens +

3. Nem serà licito atemorizarnos, se as intercadencias dos pulsos succederem em homens glotões, & grandes comedores, ou bebedores, porque nestes.

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àlem da suffocaçaõ, & carga, q̃ nelles faz o muito comer, & beber, com a mesma +

àlem da suffocaçaõ, & carga, q̃ nelles faz o muito comer, & beber, com a mesma facilidade com que se comprimem, & desapparecem os pulsos, com a mesma se tornaõ a alargar, & apparecer. Nem tambem se deve presumir mal, se succederem em pessoas, que tem cicatrizes, ou tumores duros nos braços; porque assim os tumores, com as feridas, comprimindo as arterias, lhes impedem o uso de pulsar.

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4. Como pois o nosso enfermo fosse toda a vida sugeito a ventosidades, & tivesse +

4. Como pois o nosso enfermo fosse toda a vida sugeito a ventosidades, & tivesse oitenta annos, & a tudo isto se ajuntassem oitenta & quatro cursos, naõ avia que admirar que por estas causas se interrompessem os pulsos de maneira, que o Medico moderno, & falto de experiencia, attonito com a novidade do caso o. desenganasse como a @@ -2409,23 +2377,23 @@ tres grãos de ambar, se desvanecèraõ os flatos, & as intercadencias, & no dia seguinte se achou com perfeita saude aquelle mesmo doente, que poucas horas antes esteve ungido, & sentenciado à morte.

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5. semelhante caso a este observei em huma velha, moradora ao Arco dos espinhos em casa +

5. semelhante caso a este observei em huma velha, moradora ao Arco dos espinhos em casa de Mathias Gonçalves Paz. Teve esta mulher hum accidente quasi syncopal, & por causa do dito accidente lhe sobreviveraõ humas intercadencias de pulsos, & conhecendo eu que tudo procedia dos espiritos exhaustados., lhe fiz tomar quatro horas, humas colheres de vinho generoso, em que mandei misturar,mis-turar> dous grãos de ambar, & o succo de dous corações de carneiro mal assados, e espremidos em huma prensa, com que se restituìo à vida estando quasi morta.

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No dia em que Conde de Avintes tomou huma purga, com que evacuou copiosissimamente, o +

No dia em que Conde de Avintes tomou huma purga, com que evacuou copiosissimamente, o assaltàraõ humas intercadencias de pulsos, & perturbandose muito o dito Conde, lhe disse o Doutor Francisco da Fonseca Henriquez, que era o Medico assistente, que não tivesse medo, porque tudo lhe procedia de flatos, & que dentro de tres dias ficou bom.

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6. Desta observaçaõ se deixa ver como debaixo dos symptomas mortaes, & formidaveis se +

6. Desta observaçaõ se deixa ver como debaixo dos symptomas mortaes, & formidaveis se achaõ muitas vezes doenças levissimas; & debaixo de symptomas levissimos se escondem muitas vezes doenças mortaes; & por esta razão nem os que parecem levissimos, se hão de desprezar muito, nem os que parecem perigosos, se haõ muito de temer.

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7. Advirtaõ os leitores, que alguns homens ha, que em toda a vida, & na melhor saude +

7. Advirtaõ os leitores, que alguns homens ha, que em toda a vida, & na melhor saude tem intercadencias nos pulsos, como eu as vi muitas vezes no Eminentissimo senhor Cardeal de sousa, no Marquez de Arroches, seu irmaõ, & hum Religioso Paulista; aos quaes achei muitas vezes intercadencias, estando todos com perfeitissima saude. Outros homens vi que @@ -2444,11 +2412,11 @@ ter, presumi que a mesma natureza por travessura da faculdade formatrice puzera as arterias pulsantes na parte exterior dos pulsos: & naõ me enganei; porque na costa da mão tinha as arterias taõ fortes, & vigurosas, como se tivesse huma grande febre.

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8. Perguntaraõ aqui os curiosos, porque causa em algumas pessoas (aindaque sejão muito +

8. Perguntaraõ aqui os curiosos, porque causa em algumas pessoas (aindaque sejão muito robustas) se occultão as arterias dos pulsos de tal sorte, que nem apertandose muito com os dedos, as percebe o tacto mais subtil; & em outras, (ainda que sejão muito fracas) com qualquer leve compressaõ se achão

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9. Respondo que o perceberemse as arterias difficultosamente em huns, & facilmente em +

9. Respondo que o perceberemse as arterias difficultosamente em huns, & facilmente em outros, procede de cinco cousas. A primeira he a muita gordura do braço, que apertando a carne com o callo da ferida, não dà lugar a que as arterias se alarguem, & pulsem como convem. A terceira he a grande bebedice; porque como o vinho tem propriedade narcotica, @@ -2462,16 +2430,16 @@

- OBsERVAÇAM IX -

De huma lepra bastarda, que certa senhora padeceo quatro annos, tendo por causa os + OBsERVAÇAM IX +

De huma lepra bastarda, que certa senhora padeceo quatro annos, tendo por causa os alimentos grosseiros que comia, & a vida sedentaria, & penitente em que estava, de que se seguio obstruiremse as veas, & faltaramlhe as purgações mensaes; & não achando os humores porta franca para se descarregarem, se espàlharão pela superficie do corpo, & o enchèrão de pustulas, & comichões tão insoportaveis, que se achou a doente obrigada a fazer mil remedios; & como nenhũs lhe aproveitassem, recorreo aos meus segredos especificos, & tomando-os muitos dias, cobrou perfeita saude.

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COm muita razaõ se queixa sentidamente Jaquino, (i.) dizendo que nos nossos tempos já se +

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COm muita razaõ se queixa sentidamente Jaquino, (i.) dizendo que nos nossos tempos já se nao curaõ as grandes enfermidades, porque os Medicos de hoje usaõ sómente de remedios leves, & pouco continuados, & se alguma hora lançaõ maõ dos mais efficazes, naõ tem animo para repetillos muitas vezes, temendo que a frequencia delles seja prejudicial @@ -2482,17 +2450,17 @@ aindaque naõ obrem logo conforme o desejo, nem por isso se haõ de desprezar, nem appellar para outros; mayormente se a doença permanecer do mesmo modo que dantes era. Confesso que tenho grande lastima, & grande compaixaõ de algũs doentes, PAGINA 102

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(3.) que podendo viver muitos annos, & conseguir a saude que pertendem, a naõ +

(3.) que podendo viver muitos annos, & conseguir a saude que pertendem, a naõ conseguem, porque largaõ os remedios convenientes, tanto que nos primeiros dias naõ tiraõ a enfermidade.

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2. Porèm como neste tempo querem muitos enfermos ser curados com melindre, (4.) & +

2. Porèm como neste tempo querem muitos enfermos ser curados com melindre, (4.) & tambem ajaõ alguns Medicos lisongeiros, que naõ consideraõ o que he mais conveniente à saude, mas o que he mais agradavel ao doente; daqui procede, que tanto que este repugna a tomar segunda vez a mesma medicina, logo se despreza, & deita fóra; de que resultaõ dous graves damnos dignos de serem chorados com lagrimas de sangue. O primeiro he; perder o doente a vida: O segundo he, ficar a Arte infamada, porque se despreza, & condemna como falida, & pobre de remedios, sendo fertilissima delles.

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3. Mas oh ditosos enfermos, os que de tal forte obedeceis aos preceitos dos Medicos, como +

3. Mas oh ditosos enfermos, os que de tal forte obedeceis aos preceitos dos Medicos, como se fossem divinos ! E outra vez mais ditosos, os que para curarvos, alcançastes hum Medico douto, & taõ constante, que a nenhumas petições injustas se move; nem se dobra aos appetites dos soberanos, nem se ensurdece aos rogos dos humildes, mas pesa em igual @@ -2501,13 +2469,13 @@ favorecer aos intentos dos que desta maneira curaõ: Em confirmação do que aqui digo, me seja licito referir o seguinte caso, que observei em seis de Abril de 1670. na illustre senhora Dona Paula Pacheco.

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4. Depois que esta senhora teve o estado de viuva, se entregou de forte aos jejuns, +

4. Depois que esta senhora teve o estado de viuva, se entregou de forte aos jejuns, orações, penitencias, mortificações, silencio, & clausura; que mais parecia moradora do Ceo, que habitadora da terra; porèm, ou pelo continuo trabalho do espirito, ou pelo pouco exercicio do corpo, ou pela grossaria dos alimentos, de que (por mortificaçaõ) usava, ou pelas grandes penitencias que fazia, gèrou tantas cruezas

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, & humores tão grossos, que se obstruiraõ as veas uterinas, & por esta causa lhe +

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, & humores tão grossos, que se obstruiraõ as veas uterinas, & por esta causa lhe faltàraõ as evacuações mensaes; & como hum erro he causa de outro erro, da falta desta costumada descarga crescerão, & tresbordaraõ os humores excrementicios de maneira, que obrigarão a natureza a deitallos para a superficie do corpo, aonde por estarem reprezados @@ -2517,7 +2485,7 @@ disciplinas, as clausuras, os silencios, & outras penitencias, & mortificações, não lhe era possivel tolerar aquelle pruido, porque era taõ implacavel, que quasi a deseperava.

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5. Como pois eu fosse chamado para curar esta doença, entendi que toda procedia dos +

5. Como pois eu fosse chamado para curar esta doença, entendi que toda procedia dos acidos salinos exaltados, que misturados com o sangue, o coalhavão, & engrossavaõ do mesmo modo, que o vinagre coalha o leite, se o misturaõ com elle; & por esta razão coalhado, & engrossado o sangue, não podendo passar pelas veas, se retinha dentro no @@ -2526,14 +2494,14 @@ coagulantes, se adelgaçarião os humores, & se circulariaõ, & buscariaõ o verdadeiro caminho para sahirem do corpo, & logo se tirariaõ as obstrucções, & as comichões, & as mais queixas.

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6. Comecei pois a cura, dando primeiro que tudo duas ajudas feitas de meyo quartilho de +

6. Comecei pois a cura, dando primeiro que tudo duas ajudas feitas de meyo quartilho de caldo de de frangão cozido com farelos lavados, ajuntandolhe seis onças de assucar mascavado, sem levar outra cousa; & para o seguinte dia ordenei quatro sangrias no braço: porque nas faltas antigas dos meses mandaõ gravissimos Doutores (5.) sangrar primeiro em cima, dando depois cinco, ou seis sangrias nos pès. Feita esta primeira diligencia, lhe receitei para beber agua

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cozida com avenca, & pimpinela, soltando em duas camadas della meya onça das minhas +

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cozida com avenca, & pimpinela, soltando em duas camadas della meya onça das minhas pilulas Alcalicas, que saõ o melhor absorbente, & dulcificante que tem a Medicina: (& nas terras onde não se acharem as ditas pilulas, podem servir, ainda que com virtude muito inferior; os olhos dos caranguejos preparados) paraque deste modo se fossem @@ -2557,8 +2525,8 @@ das quaes saõ os alimentos grosseiros, terrestres, ou salgados, succede muitas vezes naõ poderem attrahir os soros, q estaõ misturados com o sangue, & ficando este impuro, & salgado, necessariamente ha de remear, & sahir para fóra à superfície

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do corpo, corroendoa, vellicandoa, & fazendo em humas pessoas comichões, em outras pustulas, ou lepras, & em outras hydropesias. Nem se admirem que eu mandasse tomar os sobreditos oito xaropes duas vezes no dia; porque tenho observado com a experiencia de muitos annos que as doenças antigas, & as que tem raizes mui profundas, ou estaõ em @@ -2577,13 +2545,13 @@ remedio, que passa por muitas partes antes que chegue àquella aonde ha de servir, perde totalmente na passagem a virtude, & efficacia, se desde o seu principio he fraco, & de pouca virtude.

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7. Preparados que tive os humores com os xaropes mui repetidos, ordenei a purga seguinte. +

7. Preparados que tive os humores com os xaropes mui repetidos, ordenei a purga seguinte. Tomem de xarope sobredito cinco onças, & nellas mandei infundir dous escropulos de agarico trociscado, & meya onça de catholicaõ atado em ligadura, & passadas seis horas, se coe tudo por manno tapado, & se ajuntem dous escropulos de cremores de tartaro verdadeiro, & se dè a beber ao enfermo; & passados dous

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dias, lhe fiz tomar a mesma purga, porque he mui propria para sete caso, & descansando tres dias, lhe fiz tomar, de cinco em cinco dias, as pilulas seguintes, que para alimpar o corpo de humores grossos, viscosos, & salinos, excedem a todos os remedios da Arte. Tomai de mercurio precipitado com oleo de enxofre campanado cinco grão, @@ -2607,7 +2575,7 @@ & por esta razão naõ surtem os grandes effeitos, que delles se esperaõ. Pelo contrario os remedios, que se preparaõ sem menstruos azedos, conservaõ a virtude antacida, absorbente, & alcalica PÁGINA 107

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, em que consiste todo o seu prestimo, que he chupar, & embeber em si os succos +

, em que consiste todo o seu prestimo, que he chupar, & embeber em si os succos acidos corrosivos: & como o aço preparado sem cousas azedas seja hum dos melhores absorbentes, que tem a Medicina, por esta razão não quis usar delle preparado com os sobreditos azedos, para que ficando absorbente vazio tomasse em si a acrimonia dos @@ -2616,10 +2584,10 @@ oppilavão as vias, mas pela demora adquiriraõ huma tal acrimonia, & salsugem, que causaraõ pustulas, coceiras, & comichões desesperadas, que só se tiraõ bem, descoalhando-os & só se descoalhão, tirandolhes o azedume.

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Dei pois à sobredita senhora (quarenta dias) o aço preparado sem cousas corrosivas, +

Dei pois à sobredita senhora (quarenta dias) o aço preparado sem cousas corrosivas, dandolhe a beber, passadas tres horas, hum quartilho de soro de cabras; & com estes remedios se curou de taõ cruel enfermidade.

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8. Bem hei não ha de faltar quem me condemne, por dar quarenta dias aço a huma doente, +

8. Bem hei não ha de faltar quem me condemne, por dar quarenta dias aço a huma doente, que se estava abrazando em Vesuvios de fogo, & comichaõ intoleravel; mas ainda que eu saiba que por defender a verdade ha de perigar o meu credito, eu quero antes perdello, que perder a alma, & assim hey de fazer sempre o que entender que he melhor para a vida @@ -2631,8 +2599,8 @@ das velhas, que firmemente entendem naõ póde aver obbstrucção taõ pertinaz, que se naõ renda com nove dias de aço: comtudo como nas cousas humanas nenhuma aja taõ infallivel, & perpetua, que naõ tenha suas excepções; por isso

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(conforme a experiencia de muitos annos) conheço que naõ tem numero certo os dias, que se +

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(conforme a experiencia de muitos annos) conheço que naõ tem numero certo os dias, que se haõ de dar os remedios; mas o que tenho por certo he, que se devem continuar atè se vencer a doença, ou ate que os effeitos mostrem que naõ convem continuallos: naõ he só voto meu, he conselho de Tito Livio. (11.) 9. Esta verdade experimentei na sobredita enferma, a qual @@ -2646,18 +2614,18 @@ se poder continuar a circulaçaõ, & baixarem os meses copiosamente, por ter as vias abertas; & assim se tirou felizmente a comichaõ, & se vio restituida ao seu natural estado, & saude desejada.

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10. Desta Observaçaõ aprendão os Medicos principiantes, que quando os remedios estiverem +

10. Desta Observaçaõ aprendão os Medicos principiantes, que quando os remedios estiverem bem indicados da doença, aindaque logo não aproveitem, nem por isso os larguem, antes constantemente os continuem muito tempo, porque elles viraõ a fazer o que se pertende: assim o a conselha Galeno, (13.) & eu o faço sempre assim.

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11. O mesmo quero se entenda do uso dos xaropes, das purgas, das apozemas, das tisanas, +

11. O mesmo quero se entenda do uso dos xaropes, das purgas, das apozemas, das tisanas, dos sudorificos, do aço, do leite, dos foros, dos banhos, das ajudas purgativas, & de ameijoada, das irrigações de leite, & de quaesquer outros medicamentos; porque he puerilidade, ou ignorancia crassa affirmar que os xaropes haõ de ser tres, as purgas huma, as apozemas quatro, as tiranas leis, & que o aço se ha de dar só nove dias; sendo certo que os medicamentos (como

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diz Galeno) nem como o pelo, nem com a medida, nem com o numero, ou com a penna se podem +

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diz Galeno) nem como o pelo, nem com a medida, nem com o numero, ou com a penna se podem descrever. Nem imaginem os Medicos modernos, (que saõ os com quem fallo) que sou taõ presumido, que me atrevo a darlhes este conselho fundado na minha authoridade, porque só me estribo na de Galeno, & de outros gravissimos Doutores, que mandaõ continuar os @@ -2680,8 +2648,8 @@ ; dando quarenta dias aço à Madre Dona Francisca de sá Coutinho, Religiosa no Convento de santa Monica: & à mulher de hum entalhador, morador na rua da Oliveira. Duzentos banhos dei a hũa Religiosa do salvador, filha do

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Capitão Manoel Jorge, Procurador da Cidade: estava esta Religiosa taõ profundamente +

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Capitão Manoel Jorge, Procurador da Cidade: estava esta Religiosa taõ profundamente melancolica, & imaginava, que de dia, & de noite estava dizendo se naõ podia salvar, nem a misericordia de Deos, sendo infinita, lhe havia de perdoar; & com este excessivo numero de banhos cobrou a saude, que desejava: & tenho por certo, que se me @@ -2691,13 +2659,13 @@

- OBsERVAÇAM X -

De bum continuo fluxo de sangue das almorreinas, que certo doente padeceo por causa de + OBsERVAÇAM X +

De bum continuo fluxo de sangue das almorreinas, que certo doente padeceo por causa de excessivo trabalho, & quentura; com que se enfraquecèraõ as officinas naturaes de maneira, que em lugar de gerarem sangue puro, & saudavel, geràraõ soros mordazes, & salgados, de que se seguiraõ grandes sedes, & huma inchaçaõ universal, anunciadora de de huma hydropesia incuravel.

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Aindaque o exercicio, & trabalho moderados sejaõ as cousas mais proveitosas que ha +

Aindaque o exercicio, & trabalho moderados sejaõ as cousas mais proveitosas que ha para conservar a saude, & prolongar a vida, porque com hum, & com outro se sortificaõ os membros se vivifica o calor, se aperfeiçoa a nutricaõ, se volatilizaõ os espiritos, se circula o sangue, se dissipaõ os vapores, se abrem os póros, se repurgaõ as @@ -2710,7 +2678,7 @@ elles se enfraquecem os espiritos, se exaspera o calor, se emagrecem as carnes, se relaxaõ os nervos, se envelhece o corpo, & succedem mil damnos outros, a que a Medicina naõ pòde dar remedio, como pela seguinte Observaçaõ farei manifesto.

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O reverendo Padre Fr. Patricio de saõ Paulo Religioso Dominicano Hybernio, logrou muitos +

O reverendo Padre Fr. Patricio de saõ Paulo Religioso Dominicano Hybernio, logrou muitos annos perfeitissima saude; mas andando o tempo, ou pelo muito trabalho, & exercicio que teve, ou pelos grandes cuidados, com que perpetuamente vivia, cahio em huma tal excandedescencia do figado, & entranhas, que em lugar de gerarem sangue louvavel, @@ -2726,12 +2694,12 @@ todo; principios infalliveis de hûa hydropesia, enfermidade verdadeiramente tanto para temer, como difficultosa de curar, mayormente por sobrevir a hua doença prolongada, & a hum homem jà fraco, & falto de espiritos.

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Porèm como seja obrigaçaõ de quem he humano compadecerse das miserias humanas, & naõ +

Porèm como seja obrigaçaõ de quem he humano compadecerse das miserias humanas, & naõ aja acçaõ tão generosa, como he amparar os perseguidos, confortar aos desmayados, & dar saude aos enfermos; pois, como diz Cicero, (3.) para isso nascemos, & naõ para nòs sòs somos creados, fiz quanto foy possivel por defender ao sobredito enfermos das mãos da morte, que o ameaçava.

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A primeira, & principal indicação que tomei para o curar, foy purgar os humores +

A primeira, & principal indicação que tomei para o curar, foy purgar os humores serosos, & pungentes, que com a sua acrinomia, & quentura irritavão o fluxo; para isso lhe fiz tomar tres onças de agua benedicta vigorada, porque me lembrou ter lido em Galeno, (+.) & em outros graves Authores, que nas dores, ou fluxos das almorreimas, @@ -2760,7 +2728,7 @@ junto se faça em pò, & se divida em cinco partes iguaes, misturando cada parte com cinco onças de agua cozida com cerfolio, ou com huma onça de raiz de rilhaboy, ou quatro onças de vinhos do Rim, ou vinho de enforcado, & se dè ao doente em jejum.

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No entretanto que se fazia este remedio, ordenei que muitas vezes no dia lavasse as +

No entretanto que se fazia este remedio, ordenei que muitas vezes no dia lavasse as almorreimas com agua cozida com folhas de congorça, que nesete achaque tem admiravel virtude, & que estando ainda a parte molhada, lhe deitassem por cima os meus pòs das almorreimas, ou as untassem com o meu celebre lenimento, que por ser hum dos mayores @@ -2768,7 +2736,7 @@ para deste modo tirar a occasiaõ de que o adulterem, & vendão com o nome de que he meu, como vendem o cordeal, & os trociscos de Fiovaranto, & outros segredos, que nem a meu proprio filho tenho revelado.

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Finalmente mandei que todas as noites lhe fizessem huma fomentaçaõ sobre as costas, & +

Finalmente mandei que todas as noites lhe fizessem huma fomentaçaõ sobre as costas, & sobre o lugar dos rins com o seguintes ungento. Tomai de polpa de canafistula, tirada de fresco, quatro onças, de assucas de chumbo huma onça, de unguento rosado tres onças, tudo se mistyure para fazer a foentaçaõ. Também lhe encomendei que fizesse muito por andar @@ -2799,7 +2767,7 @@ minha verdade. Finalmente foraõ todos os remedios, que appliquei ao sobredito Religioso, taõ felizmente succedidos, que sarou com admiraçaõ dos que o tinhaõ visto em taõ perigoso estado.

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Duas cousas peço aos senhores Medicos leitores. A primeira, que queiraõ julgar com animo +

Duas cousas peço aos senhores Medicos leitores. A primeira, que queiraõ julgar com animo desapaixonado o que aqui escrevo, porque naõ o faço por vaidade ou, mas por zelo do bem commum. A segunda, que naõ se envergonhem de aprender dos outros o que naõ souberem, porque (fóra de Deos) ninguem tem sabedoria infinita: nem se desprezem de ensinar o que @@ -2808,12 +2776,12 @@

- OBsERVAÇAM XI. -

De huma excessiva dor, ardor de ourina, que certo enfermo padecia tres dias cada mes + OBsERVAÇAM XI. +

De huma excessiva dor, ardor de ourina, que certo enfermo padecia tres dias cada mes desde a idade de seis annos atè a de dezoito, sem que a diligencia dos Medicos, nem o regimento do doente lhe aproveitassem; atè que apellando para os remedios Cbymicos, cobrou a saude que desejava.

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Manoel dias Loureiro, morador na Tanoeria, desde a idade de seis annos começou a padecer +

Manoel dias Loureiro, morador na Tanoeria, desde a idade de seis annos começou a padecer dores de ourina, em certos dias de cada mes, tão crueis, que o chegavaõ às portas da morte. Para curar a este menino se chamàraõ os Medicos de mayor fama: examinàraõ elles com curiosa indagaçaõ qual seria a causa de durarem só tres dias as taes dores, ficando todo o @@ -2821,9 +2789,9 @@ concordarem todos no que aviaõ de fazer, começàraõ mes, tornou a padecer as mesmas dores, Chamaraõse novamente os Medicos, & applicandolhe elles differentes remedios, nenhum fruto experimentaraõ, porque tornando a vir o seguinte mes, o assaleàraõ

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Observações Medicas Doutrinaes.

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as mesmas queixas com tanta crueldade como de antes. Fatigado o menino assim pela +

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Observações Medicas Doutrinaes.

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as mesmas queixas com tanta crueldade como de antes. Fatigado o menino assim pela violencia das dores, como pela multidaõ dos remedios: & desconfiados os Medicos pela resistencia do mal, se despediraõ, & o deixàraõ entregue ao bom regimento, esperando que com este, & com os mayores annos melhorasse. Observou pontualmente o regimento que @@ -2838,7 +2806,7 @@ se me dereis a razão destes assaltos, (aindaque me naõ livreis de taõ penosa enfermidade ) farei de vòs taõ grande estimaçaõ, que vos respeitarei como a hum Oraculo, & Hippocrates redivivo.

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Para dar solução a esta pergunta recorri a doutrina de Galeno, (r.) o qual o livro +

Para dar solução a esta pergunta recorri a doutrina de Galeno, (r.) o qual o livro segundo das differenças das febres, attribue a causa destas repetições affim à parte que manda, como à parte que recebe; porque he acçaõ natural, que toda a parte forte deita fóra de si, & descarrega na que he mais fraca o que a maltrata; (2.) porque succede nas @@ -2847,9 +2815,9 @@ vaõ proseguindo com as vexações, atè que chegaõ às pessoas mais infimas, & desemparadas, as quaes como naõ tenhaõ forças, nem valor para resistir, nem defenderse do mal que lhes fazem, nem finalmente tenhaõ jà outra parte mais fraca para onde

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Observação XI

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arrojem o damno, que lhes fizeraõ, necessariamente haõ de sofrer o mal, sem o poderem +

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Observação XI

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arrojem o damno, que lhes fizeraõ, necessariamente haõ de sofrer o mal, sem o poderem fazer a outrem: da mesma forte as partes mais nobres do nosso corpo descarregaõ todos os humores nocivos sobre as partes menos nobres, & estas os arrojaõ para outras mais inferiores, & estas os lançaõ em outras mais infimas, atè que de todo sahem fòra do @@ -2869,15 +2837,15 @@ & por esta razão ella mesma se negocea a mayor, & mais lamentavel ruina; concorrendo tambem para isto huma disposiçaõ semelhante àquella qualidade, que fica nas panelas, em que se cozeo algua iguaria deste, ou daquelle cheiro, ou sabor.

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Naõ satisfez esta reposta ao desejo do enfermo, porque dizia elle, que se as dores, +

Naõ satisfez esta reposta ao desejo do enfermo, porque dizia elle, que se as dores, picadas, & ardores, que elle padecia em tres dias de cada mes, procedessem de mà discrasia, & debilidade, que a bexiga tinha contrahido lentamente, sempre perseverariaõ da mesma forte, pois a tal discrasia, & fraqueza perseverava

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sempre: porèm como eu padeço estas queixas só tres dias no mes, necessariamente hei de +

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sempre: porèm como eu padeço estas queixas só tres dias no mes, necessariamente hei de dizer que de outra causa procedem.

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Da reposta, & argumento deste enfermo presumi que as taes dores, & ardores naõ +

Da reposta, & argumento deste enfermo presumi que as taes dores, & ardores naõ procediaõ de pedra, nem de chaga da bexiga, como ordinariamente procedem; porque se procedessem de qualquer destas causas, perseverariaõ todos os dias igualmente, & com a mesma crueldade atormentariaõ ao enfermo, em quanto a pedra naõ saisse, ou a chaga se naõ @@ -2892,16 +2860,16 @@ copia, & acrimonia, que fazia aquelles symptomas nos tres dias destinados, no quaes ( depois de passadas as dores) sahiaõ muitas areas, & materias grossas, de que se seguia aplacarem logo os ardores, & os mais symptomas sobreditos.

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Conhecendo pois que as materias tartareas, & acido - salinas com a sua copia, & +

Conhecendo pois que as materias tartareas, & acido - salinas com a sua copia, & acrimonia eraõ a causa das sobreditas dores, & ardores, assentei comigo que o verdadeiro remedio era resolver o tartaro crasso, & pungitivo, fazendolhe tomar primeiro que tudo (quatro vezes em dias alternados) tres onças de agua benedicta bem vigorada; assim porque na opiniaõ de graves Authores, (3.) naõ ha remedio, que tanto aproveite em todos os achaques dos rins, & da bexiga; como paraque revellidos, & evacuados os humores

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por vomito, & curso, ficasse o corpo mais aliviado, & as vias mais dispostas para +

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por vomito, & curso, ficasse o corpo mais aliviado, & as vias mais dispostas para lhe dar as seguintes pilulas, que tem notavel efficacia para evacuar as materias tartareas, & fabulosas, e se preparaõ do modo seguinte. Tomai de calomelanos Turqueti, tres vezes sublimado, meya oitava, de trociscos de Alandal subtilizadissimos cinco grãos, @@ -2924,9 +2892,9 @@ presunto, peixe, nem legumes, o livrasse de taõ terrivel enfermindade; & para que naõ tornasse a cahir nella, nem criasse mais semenlhantes humores viscosos, & tartareos, ordenei que tempo de hum anno bebesse agua cozida com hum molhinho de pimpinella,

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Observações Medicas Doutrinaes

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ou de cerfolio, duas oitavas de alcaçuz, & meya onça de assucar cande violado; & +

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ou de cerfolio, duas oitavas de alcaçuz, & meya onça de assucar cande violado; & que por tempo de seis meses tomasse em jejum hum caldo de frangaõ cozido com folhas de betonica, & de erva turca, chamada herniaria, porque naõ se póde explicar a grande virtude, que estas duas ervas tem para gastar a pedra, & materias viscosas da bexiga, @@ -2937,7 +2905,7 @@ branca, duas onças, tudo se missture com duas onças de pò de alcaçuz, & se faça conserva, a qual naõ só tem admiravel virtude para curar as dores, & achaques dos rins, & da bexiga, mas para preservar de gotta.

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6. Este remedio communico a todos em serviço do bem commum, & se a algum Medico +

6. Este remedio communico a todos em serviço do bem commum, & se a algum Medico parecer menos bom do que a mim me parece, peçolhe que oo naõ use, ou o emende, porque mais quero desdizerme da minha opiniaõ, & sugeitarme ao parecer de quem he mais douto, ( 4.) que encorrer no crime de teimoso; porque se (como dizem graves Authores) (5.) não foy @@ -2949,13 +2917,13 @@ se naõ envergonháraõ de desdizerme? merecendo pelas taes confissões mais louvores, do que mereceriaõ, se levados de alguma vaidade defendessem os seus erros, porque com isso dariaõ occasiaõ aos vindouros, paraque cahissem em outros semelhantes: o certo he, que

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estes grandes homens confessáraõ que se aviaõ enganado, porque como eraõ taõ grandes, +

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estes grandes homens confessáraõ que se aviaõ enganado, porque como eraõ taõ grandes, nada lhes faria escurecer o seu bom nome: o que naõ acontece nos Medicos pequenos, que como tem pouco cabedal, qualquer migalha de fama que percaõ, se consideraõ aniquilados, & por isso saõ taõ teimosos em defender o que huma vez chegàraõ a votar.

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7. Jà que nesta Observaçaõ falei sobre dores pertencentes às vias da ourina, quer fazer +

7. Jà que nesta Observaçaõ falei sobre dores pertencentes às vias da ourina, quer fazer duas advertencias aos principiantes. A primeira he, que se entenderem que as dores procedem de chaga da bexiga, que neste caso dem a beber ao tal doente, seis meses, agua ferrada com ferro; porque diz scribonio Largio (6.) que he grandissimo remedio nas dores, @@ -2965,7 +2933,7 @@ porque na opiniaõ de Riverio, (7.) se algum remedio póde curar as chagas da bexiga, he o mercurio diaphoretico fixo, ou o oleo doce do mercurio; mas o saber preparar o tal oleo, naõ he a todos facil.

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8. semelhante caso a este observei em hum menino de idade de nove annos, chamado +

8. semelhante caso a este observei em hum menino de idade de nove annos, chamado Francisco, filho de Pedro Francisco, & de sebastiana Gomes, moradores na rua da Arrochela, que fica defronte do Convento de saõ Bento. Para este rapaz fui chamado depois de ter padecido largos tempos estas cruelissimas dores, & estar taõ magro que parecia @@ -2974,20 +2942,20 @@ tempo de tres meses, hum quartilho de leite de burra misturado com meya oitava das minhas pilulas antefebriles, ordenandolhe que pelo mesmo tempo bebesse agua, em que misturassem coral preparado; & foy Deos servido que sarou de taõ cruel doença no anno de 1702.

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Observações Medicas Doutrinaes.

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(8.) aconselha os espiritos de sal, por remedio maravilhoso para os ardores da ourina, +

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Observações Medicas Doutrinaes.

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(8.) aconselha os espiritos de sal, por remedio maravilhoso para os ardores da ourina, & para as estrangurias dos velhos, principalmente se os taes espiritos de sal forem desatados em cozimento de semente de bisnada, porque dissolvem os humores viscosos, & fazem deitar as areas.

- OBsERVAÇAM XII -

De huma suppressaõ alta de ourina, que hum Religioso de saõ Bernardo padeceo vinte dias, + OBsERVAÇAM XII +

De huma suppressaõ alta de ourina, que hum Religioso de saõ Bernardo padeceo vinte dias, no fim dos quaes teve saude, porque deitou pelas sangrias dos braços grande quantidade de ourina, como se conheceo pela cor, & cheiro della.

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1. Hippocrates, aquelle grande Oraculo da Medicina, certifica, & com muita razão, que +

1. Hippocrates, aquelle grande Oraculo da Medicina, certifica, & com muita razão, que a Arte Medica he tão vasta, & dilatada, que não tem termo, em que caiba, nem balisa, que a comprehenda, por quanto ainda que elle nos deixou os seus Aforismos, & regras universaes por onde nos governamos; comtudo a experiencia nos mostra que naõ ha no mundo @@ -3019,13 +2987,13 @@ materia do apostema, que estava no peito, cahir, & correr para a parte convexa do figado, dahi pelas veas emulgentes darà comsigo nos rins, & na bexiga, & sahirà pela via da ourina.

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2. Tambem diz o mesmo Hippocrates, que no coraçaõ naõ se gera achaque, nem o ossende +

2. Tambem diz o mesmo Hippocrates, que no coraçaõ naõ se gera achaque, nem o ossende humor algum, porque he formado de substancia solida, & densa, como consta de huma experiencia de Nicolao Massa, o qual abrindo o corpo de hum homem morto, & examinando com grande cuidado as partes interiores do peito, achou na substancia do coraçaõ huma chaga; & perguntando aos familiares da casa, se aquelle homem se queixava algumas vezes de dor, ou aflicçaõ do coraçaõ, lhe respondèraõ que naõ.

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3. Tambem he sentença definitiva de Hippocrates, (3.) que se as prenhadas se sangrarem, +

3. Tambem he sentença definitiva de Hippocrates, (3.) que se as prenhadas se sangrarem, ou tomarem algũa purga, moveràõ: & taõ longe está isto de ser assim, que paraque naõ movão, as sangramos, & purgamos cada dia, como eu o tenho feito muitas vezes com felicissimo successo, não só dandolhes purgas brandas, & benignas, mas dandolhes a @@ -3040,28 +3008,28 @@ largos annos. Eu tive na minha mão huma pedra do tamanho de huma castanha, que se tirou da bexiga aberta ao ferro sem perigo da vida da enferma, que era criada de Luis de saldanha, morador à Junqueira.

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4. Tambem he ley assentada de Hippocrates, (6.) que na entrada dos crescimentos se naõ dè +

4. Tambem he ley assentada de Hippocrates, (6.) que na entrada dos crescimentos se naõ dè de comer, nem de beber aos doentes: & naõ obstante este preceito, não ha Medico taõ covarde, que se o doente he muito magro, ou de temperamento muito secco, ou colerico, ou muito fraco, lhe naõ dè de comer em qualquer hora da sezaõ, para evitar que o doente se faça hectico, ou morra de fraqueza.

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5. Bem encomendaõ Galeno, (7.) & Avicenna (8.) que se naõ sangrem os meninos antes de +

5. Bem encomendaõ Galeno, (7.) & Avicenna (8.) que se naõ sangrem os meninos antes de terem quatorze annos: & a experiencia mostra que com sangrias moderadas os livramos hoje de gravissimas doenças, sendo de menos de hum anno.

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6. Finalmente diz Hippocrates, que os que padecem suppressoẽs de ourina, morrem, se atè o +

6. Finalmente diz Hippocrates, que os que padecem suppressoẽs de ourina, morrem, se atè o septimo dia naõ ourinaõ: & eu tenho visto alguns doentes, que ourinaraõ no fim do oitavo, & escapàraõ da morte. Dos referidos casos se colhe claramente, que as regras, & sentenças de Hippocrates, aindaque pela mayor parte sejaõ verdadeiras, a experiencia mostra que algũas vezes saõ falliveis, & outras vezes he acertado naõ as seguir; & para confirmaçaõ disto me permittaõ que refira o seguinte caso.

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7. O Muito Reverendo Padre Fr. Pedro Manoel, Religioso da Ordem de saõ Bernardo, filho do +

7. O Muito Reverendo Padre Fr. Pedro Manoel, Religioso da Ordem de saõ Bernardo, filho do Excellentissimo senhor Dom sanche Manoel, Conde de Villaflor, depois de huma suppressaõ alta, que lhe durou vinte dias, salvou a vida, contra a opinião de Hippocrates, porque sangrandose doze vezes nos braços, deitou tanta quantidade de ourina pelas scisuras das veas, quanta pudera ter deitado pela via urinaria em todos aquelles dias: & não só escapou do grandissimo perigo, em que estava, mas até este dia logra perfeitissima saude.

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8. Neste lugar se offerecem duas cousas dignas de reparo, & importancia na pratica de +

8. Neste lugar se offerecem duas cousas dignas de reparo, & importancia na pratica de Medicina. A primeira he considerar quam errados vaõ aquelles Medicos, que saõ taõ contumazes, & atados aos conselhos, & regras dos antigos, que nem à razão natural, nem ao que vem com seus olhos, querem dar credito; o que he muito abominavel; porque seria @@ -3073,7 +3041,7 @@ entendimentos, que ajamos de jurar por infallivel tudo, o que elles disseraõ: do caso, que aqui referimos, consta mui bem esta verdade; pois vemos que succedem muitas cousas contra o que Hippocrates tinha assentado como certo, & infallivel.

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9. A segunda cousa digna de grande reparo he ver quam erradamente procedem os Medicos, +

9. A segunda cousa digna de grande reparo he ver quam erradamente procedem os Medicos, que nas suppressoẽs altas da ourina tem medo de sangrar repetidas vezes, quando a experiencia nos mostra que nenhum remedio, depois dos pòs de quintilio, ou da agua benedicta vigorada, he mais proveitoso que as sangrias dos braços repetidas; @@ -3099,15 +3067,15 @@

- OBsERVAÇAM XIII. -

De hum fluxo de sangue dos narizes taõ rebelde, que naõ quiz obedecer aos remedios mais + OBsERVAÇAM XIII. +

De hum fluxo de sangue dos narizes taõ rebelde, que naõ quiz obedecer aos remedios mais efficazes da Arte; e estando o doente taõ desconfiado da vida, como inchado do corpo me mandou chamar, naõ querendo fazello atè aquelle tempo, sem ter para isso outra cousa mais, que por ter ouvido dizer que nos grandes perigos usava de alguns remedios, que por serem segredos meus, naõ queria fazer publicos; mas como entendeo que morria, quiz usar dos taes remedios; e dandolhos tres dias successivos de manhãa, e de tarde, parou o sangue, e se desvaneceo a inchaçaõ leucophlegmatica, que caminhava para huma hydropesia mortal.

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1. A indaque cada dia vão sahindo no mundo novas enfermidades (1.) ao compasso que a +

1. A indaque cada dia vão sahindo no mundo novas enfermidades (1.) ao compasso que a malicia dos homens vai cada dia commettendo novas culpas; comtudo he taõ grande a misericordia de Deos, que descobre cada dia novos remedios, com que possamos curar aos mesmos, a quem elle pelos seus delitos chegou a ferir. Quantos medicamentos temos hoje, @@ -3115,7 +3083,7 @@ ? Quantas enfermidades tem avido atè este tempo, cujas causas, e remedios foraõ naõ só desconhecidos, mas nem sonhados dos mayores Medicos? Em abono desta verdade quero referir a seguinte Observaçaõ, da qual se naõ ha de seguir pouca utilidade ao bem commum.

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2. Manoel Ribeiro Cotrim, morador em Alfama, no beco chamado da Galè, padeceo no discurso +

2. Manoel Ribeiro Cotrim, morador em Alfama, no beco chamado da Galè, padeceo no discurso de tres meses hum fluxo de sangue pelos narizes taõ copioso, e delgado, que jà naõ era vermelho, mas tão descorado, que parecia agua de lavadura da carne; e como os Medicos por este sinal conhecessem que o dito sangue sahia mais por fraqueza das entranhas, que por @@ -3155,7 +3123,7 @@ dores que fazem, naõ só acordaõ aos doentes; mas communicão a toda a massa sanguinea huma virtude dissolvente, e descoagulante, importantissima para a boa circulaçaõ dos humores.

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3. Determinei pois purgar primeiro huma boa parte dos soros gerados, dandolhe para esse +

3. Determinei pois purgar primeiro huma boa parte dos soros gerados, dandolhe para esse fim, quatro vezes em dias alternados, cinco onças de agua de tanchagem; ou, o que he melhor, de çumo de chicoria, em que primeiro estivessem duas horas de infusaõ trinta grãos de trociscos de Alandal, e coandose a dita agua por papel mataborraõ, ou panno bem tapado, @@ -3187,7 +3155,7 @@ nomeadas as pessoas, a quem tenho curado de fluxos sanguinolentos com taõ grande felicidade, que nem a inveja, nem a malicia podèraõ escurecer a verdade dos taes successos.

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4. Confio eu em Deos que não averà Medico Catholico, que depois de lhe constar da grande +

4. Confio eu em Deos que não averà Medico Catholico, que depois de lhe constar da grande virtude deste, e de outros meus segredos, naõ queira usar delles, só porque saõ inventos meus, ou porque eu naõ tenha a gloria de que com as minhas armas se consega a vitoria; mas se ouver algum (o que eu naõ creyo) de consciencia taõ larga, ou com quem possa mais a @@ -3199,13 +3167,13 @@

- OBsERVAÇAM XIV. -

De huma mulher, que para matar os porçovejos do seu leito, o lavou com vinagre fervido + OBsERVAÇAM XIV. +

De huma mulher, que para matar os porçovejos do seu leito, o lavou com vinagre fervido com rosalgar; & como senaõ acautelasse dos vapores venenosos que subiaõ quando o rosalgar fervia, teve tantas ancias no coraçaõ, que morria dellas, se eu lhe naõ valéra com o meu Bezoartico, dandolho de hora em hora, & em grande quantidade, porque lhe naõ aproveitaria de outra forte.

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I. Quem avia de imaginar que aquelle espelho Deifico, & ultima imagem da creaçaõ +

I. Quem avia de imaginar que aquelle espelho Deifico, & ultima imagem da creaçaõ Divina, o Principe mais perfeito de todos os viventes, (o homem digo) naõ fora creado para viver largos annos, vendo que Deos, Author & Creador de tudo, o adornou, & enriqueceo com tantas prendas, das, & perfeições, fazendo - o senhor do mundo, @@ -3218,7 +3186,7 @@ incrivel que para tirar a vida, fosse taõ poderoso hum cabello, como hum rayo; comtudo pela seguinte Observaçaõ veremos que as sobreditas cousas naõ saõ menos efficazes para matar, do que as balas de Marte, & a fouce de saturno para ferir.

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2. No bairro de Alfama junto à Igreja e saõ Pedro morava Magdalena da Costa, a qual +

2. No bairro de Alfama junto à Igreja e saõ Pedro morava Magdalena da Costa, a qual estando em huma visita acompanhada de varias amigas, se queixou que avia muitas noites naõ dormia, nem descansava, pelos muitos porçovejos, que no seu leito tinha: & como desde o principio do mundo atè este dia naõ aja Arte de tantos professores, como he a Medicina, @@ -3272,7 +3240,7 @@ virtude, que o dito oleo tem contra todos os venenos, & contra todas as doenças malignas, bexigas, & sarampãos: & foy Deos servido, que observandose pontualmente tudo, o que lhe ordenei, recuperou a vida, que desejava.

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3. Desta obserçaõ conheceàõ todos, quam grande virtude he a do meu cordeal, assim para +

3. Desta obserçaõ conheceàõ todos, quam grande virtude he a do meu cordeal, assim para vencer as febres malignas, como para rebater todo o veneno, que por erro, ou malicia se deo, como tenho visto algumas vezes: a primeira em hum escravo de Pedro Luis: a segunda em huma mulher, a quem seu marido quiz matar injustamente, dandolhe para isso veneno; & @@ -3283,13 +3251,13 @@

- OBsERVAÇAÕ XV -

De huma mulher que padecia grandes dores no ventre, & estomago acompanhadas com + OBsERVAÇAÕ XV +

De huma mulher que padecia grandes dores no ventre, & estomago acompanhadas com febre, tremores convulsivos e afflicções do coraçaõ, a que se applicàraõ tantos remedios inuteis que cheguei a suspeitar que as ditas queixas procediaõ de lombrigas: & naõ me enganei; porque dandolhe os remedios, que as mataõ, deitou, entre muitas pequenas, huma de dous covados, & no mesmo dia teve saude.

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. NAõ ha ciencia, que tanto necessite de hum artifice muito acautelado, & prudente, +

. NAõ ha ciencia, que tanto necessite de hum artifice muito acautelado, & prudente, como a Medicina; porque acontece cada dia serem chamados alguns Medicos para curar doenças, cujas causas saõ taõ occultas, & difficultosas de conhecer que he necessario adivinhar. Desta verdade tive hum evidentissimo exemplo em certa mulher, chamada Maria @@ -3300,10 +3268,10 @@ embaraçados, & perplexos, sem acertar com a causa da enfermidade, tendolhe feito mil diligencias, & applicado todas as artes, trabucos, machinas, batarias, & quantos petrechos tem inventado o engenho dos ho-

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96 Observações Medicas Doutrinaes.

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homẽs para render a ferocidade de tão poderosos inimigos; mas tudo sem alivio; porque as +

96 Observações Medicas Doutrinaes.

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homẽs para render a ferocidade de tão poderosos inimigos; mas tudo sem alivio; porque as dores sem ter respeito a cousa alguma, augmentàraõ cada vez mais a sua crueldade.

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2. Nesta desesperaçaõ, quando a mulher impaciente com dores se enfurecia contra si +

2. Nesta desesperaçaõ, quando a mulher impaciente com dores se enfurecia contra si ferindose, & despedaçandose, fui chamado paraque lhe applicasse algũ remedio; confesso que temi entrar em tão grande tempestade de dores, & perigos, que mal bastaria o melhor piloto para sahir bem de tamanha tormenta; mas porque nos casos grandes vence @@ -3325,12 +3293,12 @@ cada dia no corpo humano; & como, ao meu entender, naõ só a anastomosi dos vapores adultos, mas tambem a metastasi, ou mudança arrebatada, que os humores depravados fazem das

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Observaçaõ XVI.

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das partes inferiores para a cabeça, dessem azos àquelles horrendos, & formidaveis +

Observaçaõ XVI.

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das partes inferiores para a cabeça, dessem azos àquelles horrendos, & formidaveis movimentos, julguei que com toda a arte, & industria se avia de acudir primeiro a tirar a causa, porque de outra forte (em quanto o humor maligno estivesse dentro no corpo ) padeceria o doente as queixas referidas.

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3. Para purgar pois, & alimpar bem todo o humor nocivo, que pelos erros da vida, +

3. Para purgar pois, & alimpar bem todo o humor nocivo, que pelos erros da vida, & indigestões dos alimentos se foraõ pouco a pouco ajuntando no estomago, lhe dei meya oitava de vitriolo branco, desatado em tres onças de agua de erva cidreira: o qual remedio alem de ser fiel, & seguro, naõ passa a sua actividade da primeira regiaõ; para @@ -3351,9 +3319,9 @@ huma hora podia estar sem comer, mas tanto que comia qualquer cousa, se diminuhiaõ logo as dores, os tremores, a febre, & os mais symptomas. O segundo final, por onde julguei

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guei

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Observações Medicas Doutrinaes.

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guei tinha lombrigas, & que ellas eraõ a causa de taõ lamentavel tragedia, foy, +

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Observações Medicas Doutrinaes.

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guei tinha lombrigas, & que ellas eraõ a causa de taõ lamentavel tragedia, foy, porque soube que comendo bons alimentos, & em boa quantidade, estava taõ magra, & desfigurada, que parecia o retrato da morte; indicio certo de que as lombrigas comiaõ, & roubavaõ todo o alimento, de que a doente se avia de sustentar: nem faltàraõ outros @@ -3371,15 +3339,15 @@ que usava, capazes de se gerarem delles muitos bichos; porque usava de muitas fruitas, de iguarias guisadas com muito assucar, & de todo o genero de doces, que a gula inventou para isca do gosto, & lisonja do appetite.

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4. Na cura desta enfermidade posto naõ duvidei se avia de acudir com igual cuidado à +

4. Na cura desta enfermidade posto naõ duvidei se avia de acudir com igual cuidado à febre, & às lombrigas; acudi primeiro, & com mayor pressa a deitar fòra as lombrigas, porque temi que se me descuidasse, poderiaõ romper os intestinos, ou ferir os nervos, & causar huma convulsaõ, como certifica Paulo Gineta; (2.) & para obviar todos estes perigos, mandei pòr sobre o ventre o emplastro seguinte. Tomem de folhas de losna, fel da terra, artemija, & ortelãa, de cada cousa destas huma mão cheya, tudo sepize

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Observaçaõ XV.

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pize muito bem; & se misture com hum pouco de vinagre forte, ajuntando a esta massa, +

Observaçaõ XV.

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pize muito bem; & se misture com hum pouco de vinagre forte, ajuntando a esta massa, de pò de myrrha, de azevre, de semente de alexandria, de bisnaga, de colloquintidas, & ferrugem de chaminè, de cada cousa destas meya oitava; ordenandolhe que repetisse este remedio cinco, ou seis dias, & que toda a agua, que bebesse, fosse cozida em panela de @@ -3402,8 +3370,8 @@ escondidas, & em lugares taõ distantes, q zombàraõ de taõ admiravel remedio, appellei para a agua cozida com escordio, grama, & meya onça de azouge: & porqye finalmente vi que nem este remedio obrava conforme a grande confiança, que nelle tinha, recorri

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Observações Medicas Doutrinaes.

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ri para a agua de Aspar, da qual bebeo huma canada cada dia em jejum por nove dias +

Observações Medicas Doutrinaes.

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ri para a agua de Aspar, da qual bebeo huma canada cada dia em jejum por nove dias continuos; porque tinha lido em Henrique ab Heers, (3.) & em Domingos Duclos (4.) as admiraveis virtudes, que a agua spadanà tem, naõ só para matar lombrigas, mas para hydropesias Asciticas, & leucophlegmaticas, em quanto saõ novas, para os azedumes do @@ -3419,7 +3387,7 @@ que tinha dous covados de comprido, hum dedo de grossura, & de cor branca; & logo es desvanecèraõ os tremores, a febre, as ancias, & os mais symptomas, & teve perfeitissima saude.

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4. Desta Observaçaõ aprendaõ os Medicos modernos duas cousas. A primeira, que nos casos +

4. Desta Observaçaõ aprendaõ os Medicos modernos duas cousas. A primeira, que nos casos perigosos chamem logo aos Medicos velhos, & experimentados; porque aos moços, & faltos de experiencia (diz Hippocrates) (5.) lhes succede o mesmo, que aos máos pilotos, que quando governaõ a nào em mar bonança se lhes naõ conhecem os erros que commetem, ainda @@ -3427,8 +3395,8 @@ fizeraõ, & que por sua culpa se perdeo a nào, que lhes entregàraõ. Isto mesmo succede aos Medicos principiantes, que quando curaõ achaques leves, & livres de perigo, ainda que façaõ alguns erros, naõ se conhecem; mas quando as doenças saõ grandes, & peri

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Observaçaõ XV

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perigosas, se conhecem logo os erros, & faltas que obràraõ. A segunda cousa, que +

Observaçaõ XV

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perigosas, se conhecem logo os erros, & faltas que obràraõ. A segunda cousa, que devem aprender os principiantes, he, que quando virem que os remedios mais louvados, & qualificados com a experiencia, naõ fazem os effeitos, que delles se esperaõ, lancem maõ de outros, aindaque sejaõ mais humildes, & menos affamados; porque succede muitas @@ -3436,7 +3404,7 @@ ao Medico, como se deixa conhecer por esta Obser vaçaõ, pois o que naõ puderaõ conseguir tantos, & taõ singulares medicamentos, consseguio a agua de Aspar, que comparada com os admiraveis remedios, que acima tenho dito, parece cousa de menor virtude.

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6. No mesmo tempo em que estava imprimindo estas Observaçoens, me chamaraõ para curar a +

6. No mesmo tempo em que estava imprimindo estas Observaçoens, me chamaraõ para curar a huma doente, que àlem de ter huma febre ardentissima, padecia taõ terriveis ancias de coraçaõ, que naõ cabia na cama; tinha a lingua taõ aspera, secca, & denegrida humas dores no ventre de taõ desmedida grandeza, que tiravaõ o somno, & lhe caussavaõ hũ @@ -3451,8 +3419,8 @@ agua, lhe mandei anjuntar duas oitavas de pó de osso das canelas de caõ, huma oitava de semente de bisnaga, & outra de alexandria, & desta bebida bem vascolejada mandei bebesse em jejum cinco onças, & ao sol posto outras cinco.

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Observações Medicas Doutrinaes.

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7. Advirto aos Medicos principiantes, que quando virem que as doenças naõ obedecem aos +

Observações Medicas Doutrinaes.

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7. Advirto aos Medicos principiantes, que quando virem que as doenças naõ obedecem aos remedios bem applicados, considerem que podem ser procedidas de lombrigas, & que levados desta consideraçaõ podem tentar algũs remedios contras ellas taõ seguros, que se naõ aproveitarem, não damnifiquem; porque na minha consuderaçaõ, a oitava parte da gente @@ -3461,13 +3429,13 @@

- OBsERVAÇAM XVI -

De hum pleuriz bastardo de taõ rebelde, que desprezou aos remedios mais singulares da + OBsERVAÇAM XVI +

De hum pleuriz bastardo de taõ rebelde, que desprezou aos remedios mais singulares da Arte; e depois de estar a doente ungida, e sem acordo, lhe sobreveyo hum vomito, com que sentio taõ grande alivio, que me animei a seguir o mesmo intento da natureza, dandolhe para isso tres onças de agua benedita vigorada; e obrou com ella taõ felizmente, que no mesmo dia sarou, como se fosse obra de milagre.

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Naõ posso deixar de referir hum caso, que me passou pelas mãos ha poucos dias, o qual +

Naõ posso deixar de referir hum caso, que me passou pelas mãos ha poucos dias, o qual quero dizer, naõ por vaidade, nem por mostrar, que com hum remedio, de quem os Medicos Portuguezes tem tanto medo, como se fosse refinada peçonha, curei a huma mulher estando espritando; mas o refiro tão somente para advertir aos professores desta Arte, quam @@ -3475,7 +3443,7 @@ lhes naõ o querem pòr maõ, como se fossem obrigados a dar vida a todos; devendo os taes Medicos advertir, que a mesma natureza busca muitas vezes caminhos por onde se livra de gravissimos perigos, sem que os Medicos intervenhaõ nisso.

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2. Maria da silva, moradora aos poyaes de saõ Bento, teve huma pontada agudissima, que +

2. Maria da silva, moradora aos poyaes de saõ Bento, teve huma pontada agudissima, que lhe tomava o lado esquerdo, & a naõ deixava deitar sobre elle hum só instante: para curarse de tal pontada mandou chamar (como he costume da gente ordinaria) a hum barbeiro, o qual tanto que ouvio fallar em pontada de ilharga acompanhada com febre, & tosse @@ -3549,26 +3517,26 @@ queixa de grandissimo fastio, & amargor de boca, com deísejos contínuos de vomitar ! no qual caso a agua benediéta leva tanta ventagem a todos os mais remédios, quanta levaõ as luzes do sol a todas as estrellas.

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3. succedeo pois que estando eu lutando com estes pensamentos, & com animo deliberado +

3. succedeo pois que estando eu lutando com estes pensamentos, & com animo deliberado a darlhea água benedicta, lhe deo repentinamente hum vomito taõ copioso, que todos os que a estavaõ ajudando a bem morrer, entendèraõ que acabava de espirar suffocada com o dito vomito; mas taõ longe esteve de periga, que antes teve logo taõ consideravei alivio, que me animei a darlhe tres onças de agua benediecta vigorada, com que evacuou taõ copiosa, & felizmente que no mesao dia ficou boa, & livre de toda a queixa.

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4. Pela qual razaõ aconselho aos Médicos principiantes, que nàõ receem, nem sè acovardem +

4. Pela qual razaõ aconselho aos Médicos principiantes, que nàõ receem, nem sè acovardem em fazer o que entenderem que convém para a saude dos doentes, ainda que nisso lhes causem alguma dor, ancia, ou enfado; principalmente quando virem que os naõ pòdem livrar da sepultura, senaõ com remédios fortes, & eficazes porque verdadeiramente as doenças grandes, naõ se podem curar com remédios pequenos; antes se devem usar os mais poderosos, paraque vençaõ a enfermidade, que sem isso se naõ venceria; seguindo nisto o conselho de Ugo (4.)

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5. Naõ duvido que achamos algus enfermos taõ covarde, & melindrosos, que antes querm +

5. Naõ duvido que achamos algus enfermos taõ covarde, & melindrosos, que antes querm morrer mil vezes, que tomar algum remedio desagradavel, ou que lhes cause qualquer molstia ; & pelo contrario achamos outros, que só afim de ter saude, & melhorar brevemente, se sujeitaõ a qualquer grande trabalho. Doente conheço eu, que com mais facilidade sofrera que lhes cortem hum graõ inchado, ou hum lobinho desmedido, do que sofrer toda a vida andar com taes pezos.

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6. Aquelles, a quem parecer que foi temeridade dar hua purga em hum pleuriz taõ perigoso, +

6. Aquelles, a quem parecer que foi temeridade dar hua purga em hum pleuriz taõ perigoso, vaõ ver a minha Polyanthea da segunda impressaõ no cap. 47. fol. 309 num.3, & acharaõ os muitos Doutores que as deraõ, assim em pleurizes descendentes como nos ascendentes, & em todos aquelles, em quem achavão carga no estomago, ou grandes amargores na boca, @@ -3578,7 +3546,7 @@ saõ mais bem succedidas as purgas, principalmente as do quintilio, como por esta Observaçaõ se deixa ver, & pelas authoridades, que estão apontadas no lugar referido, se acaba de confirmar.

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7. Das sanguisugas deitas sobre o lugar da pontada pleuritica tenho visto tantas +

7. Das sanguisugas deitas sobre o lugar da pontada pleuritica tenho visto tantas maravilhas, que pudera escrever livros inteiros; baste por todas a q observei na muito Religiosa senhora soror Clara Maria da Assumpçaõ, a qual sendo Abbadeça do, teve hum pleuriz bastardo … rebelde, & invencivel, que naõ lhe aproveitando dezanove sangrias, @@ -3588,11 +3556,11 @@

- OBsERVAÇAM XVII. -

De huma respiraçaõ difficultosa, acompanhada com estertor na garganta, hydropesia + OBsERVAÇAM XVII. +

De huma respiraçaõ difficultosa, acompanhada com estertor na garganta, hydropesia universal, intercadencias de pulsos, somno interrompido, & outros symptomas, que representavaõ aver hum turberculo no bofe.

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1. Os casos que acontecem na Medicina fora de toda a esperança, & raras vezes vistos, +

1. Os casos que acontecem na Medicina fora de toda a esperança, & raras vezes vistos, costumaõ causar grande admiração a todos: porque quem visse a Antonio Paes de sande padecer dous anos huma dificuldade de respiraçaõ, acompanhada de hum estertor no peito taõ frequente, que nem podia falar com pressa, nem moverse com ligeireza, aindaque fosse pela @@ -3609,8 +3577,8 @@ que os symptomas, que padecia, eraõ mui próprios das hydropesias do bofe; porque lhe naõ faltava final algum daqueles,que costumaõ acompanhar huma enfermidade taõ mortal, que ninguem escapa della, & muito menos os homẽs ve-

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Observaçaõ XVII.

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velhos, como era o do presente caso; comtudo pelo naõ desalentar; lhe naõ dei a entender +

Observaçaõ XVII.

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velhos, como era o do presente caso; comtudo pelo naõ desalentar; lhe naõ dei a entender o grande perigo, em que estava; & para me certificar melhor se a doença era, ou naõ era tuberculo, (como os sinaes o attestavaõ) lhe tomei o pulso, & por largo espaço de que as pulsações humas vezes se percebiaõ, outras vezes se occultavaõ, porèm nem sempre, @@ -3633,14 +3601,14 @@ os quaes se corrião para o ambito do corpo, causavão inchação, ou cachexia; se corriaõ para o peito, & os orgãos da respiraçaõ, fazião estertor, & angustia no respirar; se corrião para as arterias leves do bofe, causavão intercadencias, & K inter-

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(I.) Idem manêns idem, semper opératur idem, vel falsem frequenter.

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interrupçoẽs nos pulsos; se finalmente corriaõ para outras partes, causavão outros +

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(I.) Idem manêns idem, semper opératur idem, vel falsem frequenter.

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IIO Observações Medicas Doutrinaes.

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interrupçoẽs nos pulsos; se finalmente corriaõ para outras partes, causavão outros symptomas differentes, proporcionados com as partes para onde corrião; & aindaque este mal no principio seja menos perigoso, comtudo se se despreza, ou dura tanto tempo, que se deprave a nutrição, costuma causar affectos lastimosos.

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2. A indicação pois que eu tomei para curar esta enfermidade, foi purgar os humores +

2. A indicação pois que eu tomei para curar esta enfermidade, foi purgar os humores superfluos; abrir as obstrucções, & emendar as intemperanças das entranhas: para purgar os humores usei do seguinte remédio, que he muito seguro, & fiel. Tomem de passes sem grainha huma onça, de polypodio de carvalho machucado dez oitavas, de folhas de @@ -3654,15 +3622,15 @@ às paredes do estomago, & intestinos, & experimentou conhecido alivio. Na madrugada seguinte lhe mandei tomar outra parte do sobredito remedio, & teve mui feliz successo. Finalmente com a terceira porção do remedio experimentou a mesma utilidade.

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E porque tive por impossivel que os sobreditos tres xaropes bastassem para acabar de +

E porque tive por impossivel que os sobreditos tres xaropes bastassem para acabar de vencer toda a doença, mayormente em hum corpo cheio de cruezas, & obstrucções, me resolvi (passados tres dias) a purgallo outras tres vezes em dias alternados, dandolhe cada dia huma onça de espirito da vida aureo, feito do sal volatil, & fixo das coloquintidas, circulados tantas vezes, atè que destes dois faes resulte hum arcano omogenio.

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Os doutos, & os que não temem

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tomar em as mãos alvas os carvões negros, bem me entendem; & os que não sabem cousa +

Os doutos, & os que não temem

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Observaçaõ XVII.

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tomar em as mãos alvas os carvões negros, bem me entendem; & os que não sabem cousa alguma da Arte Chymica, nem por isso devem desprezar os remedios, que não conhecem, mayormente depois de lhe constar que fazer effeitos maravilhosos; antes se quizerem saber grandes remedios, & segredos estupendos, leaõ de dia, & de noite os livros, não se @@ -3672,13 +3640,13 @@ sempre sosobrão aos Medicos, ou (o que he mais certo) por falta de mestre que ensine, não tiverem o sobredito espirito da vida aureo, não se envergonhem de pedirmo, porque se for para os pobres, o darei de graça.

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3. Naõ he dizivel, nem ha palavras, que bastem para explicar o grande alivio, que o +

3. Naõ he dizivel, nem ha palavras, que bastem para explicar o grande alivio, que o nobilissimo doente teve com o sobredito espirito da vida, que tomou em dias alternados; porque evacuando com elle grande quantidade de humores tartareos, glaciaes, & viscosos, que oppilavão os orgãos da respiração, não só começou de respirar mais facilmente, mas logo pode deitarse de hum,& outro lado,não podendo atè aquele tempo deitarse de alguma parte sem risco da vida.

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4. Depois que por beneficio deste grande remedio entendi que o corpo estava bem purgado, +

4. Depois que por beneficio deste grande remedio entendi que o corpo estava bem purgado, puz toda a esperança da cura em abrir as obstucções, & confortar as entranhas, & para este fim lhe receitei os seguintes caldos, para tomar em vinte dias successivos. Tomem de cascas de raiz de lingua de vaca, de almeirão, de salsa das hortas, & de @@ -3686,10 +3654,10 @@ & de cerfolio, de cada coisa destas huma oitava, tudo se ponha a cozer em huma panela de barro com tres quartilhos de agua, & hum frangão, atè que fiquem sómente seis onças de cozimento, & coandose tudo com muita força, se ajunte a cada caldo K²

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(2.) scientiam posuere dis sudore parandam.

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II2 Observações Medicas Doutrinaes

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destes cinco grãos de ouro diaphoretico, & vinte grãos de crocus martis, feito tudo +

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(2.) scientiam posuere dis sudore parandam.

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II2 Observações Medicas Doutrinaes

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destes cinco grãos de ouro diaphoretico, & vinte grãos de crocus martis, feito tudo por mãos de grande artifice; pedindo encarecidamente ao sobredito enfermo, que se queria escapar da morte, bebesse a menos agua que pudesse, & que estas fosse cozida com tres oitavas de cerfolio, ou em falta deste com pimpinella; & sem embargo que o ouro @@ -3697,14 +3665,14 @@ segredo mimoso, assim para remedio das hydropesias universaes, como para as particulares do peito, nem por isso deixei de valerme do seguinte lenimento, que nas asthmas, & faltas de respiração costuma ser remedio celebrado.

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Mandei derreter huma exundia de gallinha, & a este oleo derretido ajuntei outro tanto +

Mandei derreter huma exundia de gallinha, & a este oleo derretido ajuntei outro tanto oleo de amendoas doces, & outro tanto oleo de lirios brancos, & oleo de Elefante, a que ajuntei huma pouca de cera bella, & formei hum unguento muito brando, & com elle quente fomentei muitas noites todo o peito, cobrindo-o com papel pardo,enfaixãdo com toalha pouco apertada; & foi Deos fervido q sarou de modo, que o elegeo El Rey por Governador da Bahia,aonde se occupou com tanto credito do seu nome, como utilidade da patria.

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5. Desta Observação advirtão os Medicos modernos quatro cousas muito importantes assim +

5. Desta Observação advirtão os Medicos modernos quatro cousas muito importantes assim para a saude dos enfermos, como o seu credito. A primeira, que os achaques rebeldes, (que quasi sempre tem suas raizes escondidas em partes profundissimas do corpo) não se podem curar de outro modo mais que com remedios, que conservaõ a sua virtude muito tempo, quaes @@ -3727,7 +3695,7 @@ se forem chronicas, ou dilatadas, poderemos escolher tempo para as curar; mas se forem agudas, lhes devemos acudir a toda hora que o doente enfermar, & a necessidade o pedir.

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6. A terceira cousa que os Medicos devem advertir he, que a respiraçaõ difficultosa +

6. A terceira cousa que os Medicos devem advertir he, que a respiraçaõ difficultosa procede muitas vezes da multidaõ de phlegmas pela mà disposiçaõ do figado; outras vezes procede da dureza do baço, ou figado, que aperta o diaphragma pela copia de agua, que redunda no peito; para as quaes cousas he utilissimo remedio o crocus martis repetido @@ -3737,25 +3705,25 @@ devem curar com remedios antipilepticos, & antispasmodicos; porque me consta que a asthma naõ he outra cousa mais que huma gotta coral do bofe, ou hum affecto spasmodico, & convulsivo do mesmo bofe: K 3 affim

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(3.) Galenus lib. I. de comp. medicam: per genera c. 4. fol. 212. ibi: Non est aurem a +

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(3.) Galenus lib. I. de comp. medicam: per genera c. 4. fol. 212. ibi: Non est aurem a pharmaci usu desistendum, eriamsi muli is diebus nullum evidens presidium afferi e videaiur.

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(4.) Hippocrates lib. 2. aphor. 523 fol. 199 ibi: Omnia secumdùm rationem facient i +

(4.) Hippocrates lib. 2. aphor. 523 fol. 199 ibi: Omnia secumdùm rationem facient i quamvis statim non succedant secundum desiderium, non est iranseundum ad aliud, stante eo, quod a principio visum est.

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(5.) Cornelius Celsus lib. 3. de Re Medica cap. I. fol. 4I. ibi: In acutu morbis citò +

(5.) Cornelius Celsus lib. 3. de Re Medica cap. I. fol. 4I. ibi: In acutu morbis citò mutetur quod nibil prodest; in longis non statim condemnetur, si quid non statim profuit. Idem Author loc. cit. ibi: Magic ignoscendum medico est parum proficienti in acutis morbis, quem in longis; bic enim breve spatium est, intra quod si quad auxilium non profuit, aeger extinguitur, ibi & deliberarioni, & mutationi remediorum iepus parer.

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(6.) Valesius lib. 4. meth. cap. I. mihi fol. 372. ibi: sunt quidam morbosi apparatus, +

(6.) Valesius lib. 4. meth. cap. I. mihi fol. 372. ibi: sunt quidam morbosi apparatus, aut morbi quidam, fed longi pro quorum curatione licet tibi eligere non horas, & dies solùm, sed & menses: acuti enim, aut omnino breves, tune curantur necessariò, cum incidunt.

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II4 Observações Medicas Doutrinaes.

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assim o diz Vanelmont, (7.) & eu digo o mesmo; porque jà curei algumas com os mesmos +

II4 Observações Medicas Doutrinaes.

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assim o diz Vanelmont, (7.) & eu digo o mesmo; porque jà curei algumas com os mesmos remedios, com que se cura a gitta cora, como saõ a agua de cereijas negras, a que ajuntei pò de unha de graõ de besta, pòs de guteta, de cranio humano, & pionia. Naõ faltaraõ pessoas, que estimuladas da inveja, ou malicia basfemaraõ dos sobreditos remedios, & @@ -3764,14 +3732,14 @@ cura, deixaõ de conhecer que eu tenho alguns remedios especificos de grandes virtudes; mas desprezaõnos, & dizem mal delles só a fim de mostrarem que sabem outros melhores: mas de semelhantes Aristarcos já Galeno (8.

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) se queixava. Poterio curou (9.) huma difficuldade de despiraçaõ, purgando ao doente +

) se queixava. Poterio curou (9.) huma difficuldade de despiraçaõ, purgando ao doente quinze vezes com medicamentos benignos, & dandolhe muitos dias aço alcoolizadissimo.

- OBsERVAÇAM XVIII. -

De huma dor de estomago continua acompanhada com muitas flatulencias, azedumes de boca, + OBsERVAÇAM XVIII. +

De huma dor de estomago continua acompanhada com muitas flatulencias, azedumes de boca, fastio invencivel, & magreza excessiva; para remedio dos quaes synmptomas se consultàraõ alguns Medicos doutos, sem que as suas diligencias aproveitassem; & sendo eu consultado, appliquei, como remedio euporisto, & segredo maravilhoso, a hiera de @@ -3860,14 +3828,14 @@

- OBsERVAÇAM XIX -

De huma diarrhea, ou camaras colericas, que depois de durarem seis meses, degeneraraõ em + OBsERVAÇAM XIX +

De huma diarrhea, ou camaras colericas, que depois de durarem seis meses, degeneraraõ em lientericas taõ rebeldes, que tres Medicos de grande nome perderaõ as esperanças de curallas: neste aperto disseraõ à doente, que eu tinha curado a algumas pessoas de semelhante enfermidade; & com esta noticia me chamaraõ, & dentro de hum mês livrei da morte a sobredita senhora, que viveo, depois desta cura, trinta anos, quando nem trinta dias esperava viver.

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1. seis meses continuos padeceo a ilustre senhora Dona Maria, mulher de Dom Miguel +

1. seis meses continuos padeceo a ilustre senhora Dona Maria, mulher de Dom Miguel Pereira, huma diarrhea, ou camaras coléricas, para cujo remédio se chamaraõ tres grandes Medicos, & vendo eles naõ só as outrinas muito vermelhas, mas grandes amargores de boca, & excessivo fastio, & que a câmara era retinta de cor muito amarela, @@ -3893,7 +3861,7 @@ com o sopro, tanto mais crescem as suas lavaredas; entenderaõ certamente que a dita senhora morria, pois com taõ decantados remédios peyorava: com tudo, porque nada ficasse por exeperimentar, me chamaraõ a 16. de Fevereiro de 1670.

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2. Avendo de começar a cura, foi a primeira diligencia ver a câmara, porque do +

2. Avendo de começar a cura, foi a primeira diligencia ver a câmara, porque do conhecimento della pendia o acerto do remedio: conheci pois que as camaras naõ eraõ diarrhea, como até aquelle tempo tinhaõ sido, porque o excremento não era amarelo como açafrão; nem eraõ dysentericas, porque não tinhaõ sangue; nem eraõ tenesmodicas, porque @@ -3902,7 +3870,7 @@ câmara naõ vinha de todo cru, nem de todo cozido: conheci porèm que as camaras eraõ lientericas, porque na câmara vinha todo o comer cru do mesmo modo, com que tinha entrado pela boca, sem mudança, nem alteraçaõ alguma.

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3. Assentado pois que as camaras eraõ lientericas, considerei que a lienteria procede, ou +

3. Assentado pois que as camaras eraõ lientericas, considerei que a lienteria procede, ou por fraqueza, & relaxação da faculdade retentiva do estomago, que naõ podendo reter os mantimentos todo o tempo necessario para se cozerem, & converterem em chylo, o deixaraõ sahir por baixo cru, & inalterado; ou procede por irritaçaõ da faculdade @@ -3958,7 +3926,7 @@ despejado como nas manhãas: & foi o sucesso taõ admiravel, que pareceo obra de encantamento; porque estando esta senhora já pranteada, quanto me chamaraõ, logrou, por beneficio desta cura, trinta anos de vida.

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4. Duas cousas quero advertir aos Medicos principiantes. A primeira he, que quem ouver de +

4. Duas cousas quero advertir aos Medicos principiantes. A primeira he, que quem ouver de curar camaras, as veja todos os dias, assim para conhecer a qualidade dellas, como para tirar a causa donde procedem, porque de outra sorte quem pertender curallas com emplastros adristingentes, ou com remédios engrossantes, farà hum erro sem desculpa; pois naõ há jà @@ -3973,7 +3941,7 @@ douta, & mestra fazer aquella mesma obra, que o Medico por descuido, ou ignorância deixou de fazer; mas pelo contrario obrar, quando se devia naõ obrar, he ir contra os dictames da natureza: o que he erro de mayor grandeza.

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5. A segunda cousa, que quero advertir aos Medicos principiantes, he, que o aço naõ só +

5. A segunda cousa, que quero advertir aos Medicos principiantes, he, que o aço naõ só curou as camaras sobreditas pela virtude absorvente, com que temperou a mordacidade dos humores irritantes, mas porque com o exercício, que com ele se fez, se abriraõ os poros, & se fez melhor a transpiraçaõ; o que he taõ conveninente para impedir as camaras, que @@ -3988,14 +3956,14 @@

- OBsERVAÇAM XX. -

De hum fluxo de almorreimas taõ grande, & continuo, que debilitou as officinas + OBsERVAÇAM XX. +

De hum fluxo de almorreimas taõ grande, & continuo, que debilitou as officinas naturaes de maneira, que em lugar de gerarem sangue bom, & saudável, geràraõ tanta quantidade de soros acres, que naõ podendo a natureza deitallos fora de si, se foraõ ajuntando, & crescendo de tal forte, que fizeraõ huma hydropesia perigosissima, a que eu acudi com alguns remedios especificos, cujo effeito foi taõ feliz, que salvou o doente a vida, quando só se esperava a morte.

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I. Muitas pessoas ha, que em certos tempos do anno, ou em diversas horas do dia deitaõ +

I. Muitas pessoas ha, que em certos tempos do anno, ou em diversas horas do dia deitaõ sangue por differentes partes do corpo; humas o deitaõ pelas almorreimas, outras pelo nariz, outras pela via da ourina, outras pela madre; & taõ longe estaõ os ditos fluxos de ser damnosos, que algumas vezes saõ muito uteis, com tanto que naõ sejaõ excessivos, @@ -4005,20 +3973,20 @@ inchados, & hydropicos; no qual caso deve o Medico empenharse muito em suspender logo os ditos fluxos, ou diminuillos, sob pena de cômetter hum erro sem desculpa. Em confirmaçaõ desta verdade me seja permitido referir o caso seguinte.

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2. O Muito virtuoso Padre Fr. Estevaõ, Dominicano Hybertnio, tinha varias vezes no anno +

2. O Muito virtuoso Padre Fr. Estevaõ, Dominicano Hybertnio, tinha varias vezes no anno hum fluxo de sague hemorrhoidal, com que se achava muito aliviado, & lograva saude; porèm (naõ sei porque causa) passados algus annos se lhe esquentou, & adelgaçou o sangue de tal modo, que o dito fluxo passou de interpolado a continuo, & de moderado a excessivo & como o doente estivesse costumado a ter a sobredita bredi

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OBsERVAÇAÕ XX. 125

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evacuaçaõ (postoque menos grande, & menos repetida) sem que experimentasse damno, +

OBsERVAÇAÕ XX. 125

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evacuaçaõ (postoque menos grande, & menos repetida) sem que experimentasse damno, antes conhecido proveito, entendeo lhe naõ poderia fazer mal o consentilla, & assim a deixou continuar mui largos tempos sem querer suspendella, atè que enfraquecidos os espiritos, & debilitada a faculdade sanguificante (pelo muito sangue que tinha evacuado) cahio em huma cachexia, perdeo as cores, & se fez balofo, inchandolhe todo o corpo, como se estivesse hydropico; ao que se ajuntou huma fraqueza taõ grande, que nem se podia ter em pè, nem dar huma passada sem muito trabalho.

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3. Neste aperto recorreo o dito enfermo ao meu conselho, paraque lhe acudisse; & +

3. Neste aperto recorreo o dito enfermo ao meu conselho, paraque lhe acudisse; & entendendo eu que a causa do sobredito luxo procedia de copia de soros acres, & salsuginosos, que esquentavaõ, & irritavaõ o sangue, paraque sahisse por qualquer parte que pudesse, determinei purgar logo os taes humores, paraque deitado fóra do corpo o @@ -4035,8 +4003,8 @@ appellar para o seguinte cordeal, que para hua, & outra doença he mui appropiado. Tomai de raizes de pentafilaõ, (a que a gente vulgar chama solda, ou tormentilla) huma oitava, de folhas de tanchagem L 3 cha

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126 OBsERVAÇÕEs MEDICAs DOUTRINAEs.

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, & de polygono, (chamada por outro nome centinodia, & na lingua Portugueza erva +

126 OBsERVAÇÕEs MEDICAs DOUTRINAEs.

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, & de polygono, (chamada por outro nome centinodia, & na lingua Portugueza erva andorinha,) de cada cousa destas huma maõ chea, tudo se coza em panela de barro com duas canadas de agua commua, & a este cozimento coado ajuntei tres oitavas de coral bem preparado & outras tres oitavas de crocas martis adstringentes; & deste cordeal @@ -4060,18 +4028,18 @@ o seguinte remedio. Tomem de coral vermelho, substissimamente preparado, huma onça, de folhas de polygono (a que vulgarmente chamamos erva andorinha) seis oitavas, de sangue de dragão meya

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(I.) Galenus lib. 13. meth. cap. II fol. 83. ibi: At vomitu uti pudibundis laborantibw, +

(I.) Galenus lib. 13. meth. cap. II fol. 83. ibi: At vomitu uti pudibundis laborantibw, in diverse revellens auxilium est.

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(2.) Dolores fiunt ab acido errante.

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meya onça, tudo se polvorize substilissimamente, & se misture, & reparta em +

(2.) Dolores fiunt ab acido errante.

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OBsERVAÇÃO XX 127

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meya onça, tudo se polvorize substilissimamente, & se misture, & reparta em trinta quinhões iguaes, & os tomarà o doente, em quinze dias sucessivos; em jejum, & à noite duas horas antes de cear, misturados em seis onças de agua cozida com a erva polygono, ou com seis onças de agua de tanchagem misturada com hua onça de agua de claras de ovos bem batidas, ou em hum pouco de assucar rosado velho; & foi cousa pasmosa ver a certeza com que os fluxos das almorreimas paràraõ, & a brevidade com que cobrou saude.

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4. Com este mesmo remedio curei a muitos doentes, que padeciaõ semelhantes dores; & +

4. Com este mesmo remedio curei a muitos doentes, que padeciaõ semelhantes dores; & fluxos, assim hemorrhoidaes, como uterinos; mas se algum dia succeder que o dito remedio falte com o seu bom effeito, o que raras vezes tenho visto, pendurem as pescoço hum sapo secco metido em hum saquinho de rafeta, de forte, que fique sobre o estomago; nem tenho @@ -4087,12 +4055,12 @@ cano, já pelas almorreimas, segurarão a vida com o meu segredo; o qual darei de graça aos pobres, & o venderei aos ricos com huma condição taõ fidalga, que tornarei o dinheiro, se dentro de seis dias não estancar o sangue, por mais copioso que seja.

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5. Bem sei que a malicia dos Aristarcos (3.) ha de sentir mal desta minha offerta, +

5. Bem sei que a malicia dos Aristarcos (3.) ha de sentir mal desta minha offerta, dizendo q o total motivo tivo

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(3.) Perfidus homo lenivit flores maleificis fuccis, & in venenum multa convertit. +

(3.) Perfidus homo lenivit flores maleificis fuccis, & in venenum multa convertit. Quintilianus declamatione 13.

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128 OBsERVAÇÕEs MEDICAs DOUTRINAEs.

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porque louvo tanto a este, & a outros meus segredos, he por ambiçaõ de que mos +

128 OBsERVAÇÕEs MEDICAs DOUTRINAEs.

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porque louvo tanto a este, & a outros meus segredos, he por ambiçaõ de que mos comprem; comtudo naõ desconfio que aja muitos homens de animo taõ bem intencionado, que ( à imitação das mellificas abelhas) colhaõ desta minha inculca, como de flores salutiferas, suave mel, & louvem o bom animo, com que desejo valer aos enfermos nas doenças de @@ -4105,15 +4073,15 @@ interesse não use delles, que sem os thesouros, que me avia de dar, posso viver; advertindoo que Enio (4.) sendo hum gentio dizia, que todo o bem, que se pudesse fazer sem damno proprio, se devia fazer até aos estranhos.

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(4.) Quidquid sine detrimento potest commodari, id tribuatur velignoto.

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(4.) Quidquid sine detrimento potest commodari, id tribuatur velignoto.

- OBsERVAÇAM XXI. -

De huma dor de colica taõ grande, & rebelde, que nem aos remedios frios, nem aos + OBsERVAÇAM XXI. +

De huma dor de colica taõ grande, & rebelde, que nem aos remedios frios, nem aos quentes, nem aos especificos, nem aos narcoticos quiz obedecer; rendendose somente a huma purga de mannà desatado em oleo de amendoas doces feito sem fogo.

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1. O Visconde General Pedro Jaques de Magalhaens teve hua dor de colica taõ violenta, que +

1. O Visconde General Pedro Jaques de Magalhaens teve hua dor de colica taõ violenta, que cuidou perder a vida com ella, & em quanto se foi chamar o Medico, tomou huma ajuda de meyo quartilho de caldo de gallinha, cinco onças de assucar mascavado, & dous vintens de diaprunis; & sem embargo que obrou muito bem com ella, se exasperou a dor com tão @@ -4213,7 +4181,7 @@ parabens huns a outros; mas (oh caducos gostos da vida humana, como sois falliveis, & nada perduraveis !) pouco a pouco tornaraõ a resuscitar as dores com tanta vehemencia, que fizeraõ delirar ao doente.

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2. Confesso que neste aperto naõ sabia resolverme no caminho que avia de seguir: porque +

2. Confesso que neste aperto naõ sabia resolverme no caminho que avia de seguir: porque porfiar com os mesmos remedios, que que naõ avia tirado fruto, seria teima indisculpavel: fazer outros à vista de tantos, taõ excellentes, & com tão bons fundamentos applicados, pareceria cegueira, ou deslumbramento do juizo: desemparar ao doente era @@ -4236,7 +4204,7 @@ pelo meu voto. Comtudo o illustrissimo doente tinha em mim taõ grande crença, que logo tomou o sobredito laudano, com o qual se tirou a dor por espaço devinte horas; mas passadas ellas, tornou a repetirlhe com a mesma ferocidade que no principio.

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3. Neste caso me foi preciso entender que as dores eraõ taõ porsiadas, oorque sem duvida +

3. Neste caso me foi preciso entender que as dores eraõ taõ porsiadas, oorque sem duvida procediaõ de humores eterogenios, & de differentes naturezas, como saõ a colera, & a fleuma, & que por esta razão, quando applicava remedios quentes, se temperava por algum tempo a frialdade da fleuma, & se tirava a dor que ella causava; mas se @@ -4256,7 +4224,7 @@ não quizerem usar dos trociscos, por ser segredo meu, desatem o manna em cinco onças de oleo de amendoas doces feito em fogo, que tambem o tenho experimentado muitas vezes com felicissimo successo na cura de semelhantes dores.

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4. Estimese muito este modo de curar as colicas ou ellas sejaõ ordinarias, ou +

4. Estimese muito este modo de curar as colicas ou ellas sejaõ ordinarias, ou nephríticas, porque atè o dia presente raras vezes faltou com o seu bom effeito. Deste modo curei ao Illustrissimo senhor Fr. Joaõ da Madre de Deos, que depois foi Arcebispo da Bahia: ao Capitaõ Francisco de Albuquerque & Castro: a Carlos Peres mestre de armas : @@ -4265,8 +4233,8 @@

- OBsERVAÇAM XXII -

De huma dor de ouvido taõ excessiva, que chegou a hum doente às portas da morte; & + OBsERVAÇAM XXII +

De huma dor de ouvido taõ excessiva, que chegou a hum doente às portas da morte; & por beneficio de humas gottas de oleo rosado fervido em huma casca de romão com huma duzia de bichos chamados Mil-pès, deitando de quatro em quatro horas seis gottas mornas dentro no ouvido, teve o doente melhoria taõ admiravel que pareceo milagrosa; mas porque passados @@ -4276,7 +4244,7 @@ & pundolhe muito fogo, a appliquei sobre o ouvido, & foi tal a actividade, com que atrrahio o humor, que estava dẽtro na cavidade, que no mesmo instante rebentou hum torno de materia, & ficou o doente saõ com grande credito da Arte, & do meu nome.

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Rebelde, & teimosamente pertinaz foi a dor de ouvido, q atormentou ao Doutor Antonio +

Rebelde, & teimosamente pertinaz foi a dor de ouvido, q atormentou ao Doutor Antonio Roballo Freire, o qual pela vehemencia, & sentimento que teve, não só passou algũas noites sem dormir, mas teve huma grande febre, & huma perturbaçaõ de juizo taõ grande, que por instantes esperava a morte; & como nem as sangrias repetidas, nem nem as @@ -4371,14 +4339,14 @@

- OBsERVAÇAM XXIII. -

De huma febre ardente, a que sobrevieraõ grandes faltas de somno, puxos ardentes, & + OBsERVAÇAM XXIII. +

De huma febre ardente, a que sobrevieraõ grandes faltas de somno, puxos ardentes, & dores insoportaveis de ventre, & das pernas, tudo procedido de qualidade gallica: & porque o Medico assistente atemorizado com a ardencia da febre, & multidaõ dos symptomas referidos se naõ resolvia a purgar ao doente, chegou a estar ungido, atè que por meu conselho tomou os pòs de mercurio doce, a que chamamos Calomelanos, & com elles salvou a vida com admiraçaõ de todos, & credito da Arte.

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I. PArecerà incrivel, & que excede a todo o encarecimento a cura, que fiz em +

I. PArecerà incrivel, & que excede a todo o encarecimento a cura, que fiz em Francisco Dias de Araujo, morador na Bica de Duarte Bello. Quarenta dias avia que este homem não podia dormir, nem sossegar por causa de huma febre ardentissima, acompanhada de ardentes puxos, a que se juntáraõ camaras continuas, acerrimas dores de ventre, & de @@ -4389,7 +4357,7 @@ acudir a taõ formidaveis symptomas, quaes saõ os referidos, era necessario dar logo remedio opiados, assim porque a terribilidade das dores o pedia; como porque a grande falta de somno os aconselhava.

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2. Naõ quiz o companheiro seguir o meu conselho, ou por ser mais acautelado, ou por ter +

2. Naõ quiz o companheiro seguir o meu conselho, ou por ser mais acautelado, ou por ter menos experiencia dos remedios narcoticos; persuadindose que para mitigar a ferocidade das dores, & provocar o somno, bastariaõ humas amendoadas adoçadas (em lugar de assucar) com duas onças de lambedor de papoulas, ou de dormideiras, & hum lenimento de unguento @@ -4468,7 +4436,7 @@ este remedio, desapparecèraõ a febre, as camaras, os puxos, as dores, & as vigias, & conseguio perfeitissima saude aquelle mesmo homem, que jà estava sentenciado à morte, & reputado por incuravel.

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3. Quatro cousas de muita importancia quero advertir aos Medicos modernos, todas mui +

3. Quatro cousas de muita importancia quero advertir aos Medicos modernos, todas mui necessarias para o bom acerto das curas, & saude dos enfermos. A primeira he, que nunca dem o mercurio, de qualquer sorte que seja preparado, sem que o corpo esteja primeiro bem evacuado, porque se, estando o corpo cheyo de humores, derem remedio @@ -4497,10 +4465,10 @@

- OBsERVAÇAM XXIV. -

De huma dor de colica vehementissimas, a que se seguio hum adormecimento na perna direita + OBsERVAÇAM XXIV. +

De huma dor de colica vehementissimas, a que se seguio hum adormecimento na perna direita com ancids mortaes, suores frios & vomitos continuos.

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1. O Muito Religioso Padre Fr. Paulo da silva, Carmelita Calçado, enfermou a vinte de +

1. O Muito Religioso Padre Fr. Paulo da silva, Carmelita Calçado, enfermou a vinte de septembro de 1686. com humas dores vehementissimas de ventre; a que sobrevieraõ vomitos continuos, adormecimentos na pèrna direita, ancias de coraçaõ, & suores frios. Para rebater o impeto de tantas queixas juntas se chamou logo ao Doutor Antonio de Figueiredo, @@ -4528,7 +4496,7 @@ comprime de forte, que os espiritos naõ tem passagem franca para se communicar, sente logo a tal parte hum adormecimento; ou estupor; por quanto os espiritos, & o influxo delles naõ pode estar parado sem damno consideravel do vivente.

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2. Ouvidas estas razões, cobrou o doente animo, & ressuscitou nelle a esperança de +

2. Ouvidas estas razões, cobrou o doente animo, & ressuscitou nelle a esperança de ter saude. Conhecida pois a natureza taõ violenta, & repentina enfremidade, tomei a meu cargo o curallo, promettendo-lhe que antes de seis horas lhe tiraria a dor, com tal condição que avia de tomar hum remedio Chymico que eu preparava por minhas mãos. Naõ @@ -4567,7 +4535,7 @@ escropulos, de cremores de tartaro verdadeiros dous escropulos, misturise tudo, & se tome em jejum; & passadas tres horas o fiz jantar; & foi taõ maravilhoso o successo deste remedio, que viveo 23. annos depois desta cura com boa saude.

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3. Innumeraveis dores nephriticas curei presentaneamente com os pòs de quintilio, +

3. Innumeraveis dores nephriticas curei presentaneamente com os pòs de quintilio, desatando vinte grãos delle em tres onças de caldo de gallinha, ou em tres onças de agua commua; ordenandolhes que naõ comessem, nem bessem cousa alguma, em quanto a dor perseverasse, ou ao menos em quanto naõ passassem vinte horas; porque na opinião de Thomas @@ -4590,13 +4558,13 @@

- OBsERVAÇAM XXV -

De huma dor de estomago, e ventre, acompanhada com febre, ourinas muito vermelhas, fastio + OBsERVAÇAM XXV +

De huma dor de estomago, e ventre, acompanhada com febre, ourinas muito vermelhas, fastio excessivo, e repetidos vomitos de humor verde, que desprezando a muitos remedios singulares, só com huma purga ordinaria, e com as pilulas de hiera de Pachio, e hum especifico estomachico, que agora ensino a fazer em fera viço do bem commum, sarou radicalmente.

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1. ENganaõse os que tem para si que as ourinas naõ podem ser muito vermelhas por outra +

1. ENganaõse os que tem para si que as ourinas naõ podem ser muito vermelhas por outra causa mais que por febres ardentes, ou por abundancia de coleras, ou por inflammações interiores; porque se a vermelhidaõ das ourinas procedesse sómente de abundancia de coleras, amargariaõ; e como a experiencia mostra que naõ amargaõ, antes saõ salgadas, bem @@ -4618,7 +4586,7 @@ que este dito he apocrifo, ou livremente proferido, me permittaõ que em confirmaçaõ desta verdade refira o seguinte caso, que nem será desagradavel o relatarse, nem deixará de ser util o saberse.

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2. O Reverendo Padre Fr. Francisco, Religioso Carmelita Calçado, estando para fazer huma +

2. O Reverendo Padre Fr. Francisco, Religioso Carmelita Calçado, estando para fazer huma viagem ao Brasil com o cargo de secretario do Padre Fr. Matheus, Provincial que hia ser da dita Ordem, antes de se embarcar acudio a muitos negocios, que o casaraõ de maneira, que cahio em huma febre, fastio, e lassidaõ de todo o corpo: ao quaes symptomas sobrevieraõ @@ -4648,7 +4616,7 @@ das aguas continuavaõ: mas (Deos nos livre) fizeraõ tal estrago as que novamente mandei fazer, como se fosse o mais presentaneo veneno, porque àlem de acescentarem as dores, e as ancias, lhe sobrevieraõ huns vomitos de humor taõ verde, que parecia çumo de ervas.

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3. Neste conflicto entrei em diversas considerações: hũas vezes me parecia que a materia +

3. Neste conflicto entrei em diversas considerações: hũas vezes me parecia que a materia verde, que o doente vomitava, tinha por causa a grande quantidade de humor azedo, que no intestino Duodendo se misturava, com o succo pancreatico, e lhe fazia naõ só aquella cor do mesmo modo que o vinagre deitado em um vaso de prata o faz verde, mas excitava no dito @@ -4669,7 +4637,7 @@ vomitos verdes, as ourinas vermelhas, e as dores do estomago procediaõ de frialdade da phlegma tinta com a dita verdura; e acabei de confirmar isto, vendo que quanto mais o sangrava, e mais remedios frios lhe fazia, tanto peyor se achava.

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4. Isto assim considerado, julguei que era conveniente suspender as sangrias, e os outros +

4. Isto assim considerado, julguei que era conveniente suspender as sangrias, e os outros remedios; antes em lugar delles ordenei tomasse a purga seguinte. Em quatro onças de cozimento fresco cordeal, com duas oitavas de folhas de sene, deitei de infusaõ dous escropulos de agarico trociscado, e meya onça de catholicaõ atado em ligadura, e coandose @@ -4693,7 +4661,7 @@ proveito, q̃ estes remedios fizeraõ; porque dentro de doze dias se tiràraõ os vomitos, as dores, a febre, e o fastio; e o q̃ he mais, se reduziraõ as ourinas à sua cor natural, estando atè aquelle tẽpo vermelhas como sangue.

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5. Daqui aprendaõ os Medicos modernos, que nem sempre que virem ourinas mui vermelhas, ou +

5. Daqui aprendaõ os Medicos modernos, que nem sempre que virem ourinas mui vermelhas, ou vomitos de humor verde, cuidem que procedem de quẽtura: e saibaõ que em taes casos he erro da primeira grandeza o sangrar, ou applicar remedios frios; porque nas colicas, nas hydropesias, e nas debilidades do estomago procedidas de grande trabalho, ou de muito @@ -4702,7 +4670,7 @@ antes saõ damnosissimas; porque (peloque experimentei neste Religioso) conheci que semelhantes vomitos, dores, e ourinas devem ser curadas com purgas, e naõ com sangrias, nem remedio frios.

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6. E se alguem duvidar que as ourinas se podem fazer vermelhas por causa das cruezas, lea +

6. E se alguem duvidar que as ourinas se podem fazer vermelhas por causa das cruezas, lea a Galeno, (4.) o qual tratando de febre quotidiana, que he acompanhada de cruezas, diz as seguintes palavras: Nas febres quotidianas vem as ourinas brancas, delgadas, grossas, ou vermelhas. sobre este ponto se veja o doutissimo Pedro Miguel de Heredia, (5.) e a @@ -4710,7 +4678,7 @@ vermelha das ourinas, nem sempre he sinal de quentura, nem de sobegidaõ de sangue; mas que algumas vezes he sinal de frialdade, de crueza, e de debilidade; nos quaes termos avaliaõ por erro o sangrar.

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7. semelhante caso a este observai no Padre Luis Dias, Cappellaõ das Almas na Igreja de +

7. semelhante caso a este observai no Padre Luis Dias, Cappellaõ das Almas na Igreja de saõ Paulo, o qual quantos mais vomitos verdes tinha, e quantas mais sangrias lhe davaõ, e remedios frios lhe faziaõ, tanto mais as ourinas se accendiaõ; e sendo eu chamado para ver a este doente, e conhecendo que as dores, os vomitos verdes, e as ourinas vermelhas @@ -4718,20 +4686,20 @@ cor verde pela falta de quentura, o purguei logo com a sobredita purga, fazendolhe tomar, em seis dias alternados, as pilulas de hiera Pachio, e seis interpolados o meu Especifico estomachico, e com este remedios teve perfeitissima saude.

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8. Na rua da Pelada, freguesia de Nossa senhora dos Martyres, curei semelhantes dores, e +

8. Na rua da Pelada, freguesia de Nossa senhora dos Martyres, curei semelhantes dores, e vomitos verdes, a hum homem, chamado Gaspar Ferreyra, sem o sangrar; mas só com o purgar com hum cozimento cordel, em que infundi quatro oitavas de catholicaõ em ligadura, e lhe ajuntei, depois de coado, duas onças de xarope Rey, acabando esta cura com as pilulas de hiera de Pachio, que tomou seis vezes em dias alternados, em quantidade de quatro escropulos.

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9. He de advertir, que tambem as ourinas sahem algumas vezes muito vermelhas por fraqueza +

9. He de advertir, que tambem as ourinas sahem algumas vezes muito vermelhas por fraqueza do figado, dos rins ou das entranhas, ou por relaxaçaõ da boca das veas, como succede aos que andaõ muito tempo a cavallo, aos muito luxuriosos, e aos que estaõ muito sangrados; nos quaes casos quem os sangra, os mata, porque se fazem hydropicos: como vi succeder a tres doentes, que deitando sangue pelo nariz de cor de lavadura de carne, e ourinas muito vermelhas, o sangràraõ contra o meu voto, e dentro de quinze dias se sizeraõ hydropicos, e morrèraõ.

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10. Naõ nomeyo aos tres sugeitos mortos por esta causa, porque se naõ saiba quaes foraõ +

10. Naõ nomeyo aos tres sugeitos mortos por esta causa, porque se naõ saiba quaes foraõ os complices daquellas desgraças. E tornando ao fio desta Observaçaõ, digo que aos doentes, que ourinaõ sangue, ou ourinas ensanguentadas por fraqueza, ou laxidaõ das veas, lhes constumo acudir com confortativos exteriores de cozimento de balaustias, murta, maçãa @@ -4748,12 +4716,12 @@

- OBsERVAÇAM XXVI -

De huma surdez antiga, que por se desprezar no principio, tomou tanta posse, que quando + OBsERVAÇAM XXVI +

De huma surdez antiga, que por se desprezar no principio, tomou tanta posse, que quando se quiz curar, zombou das diligencias da Arte; & sendo eu chamado, lhe appliquei alguns remedios taõ singulares, que dentro de vinte dias ouvio taõ claramente, como quando tinha saude mui perfeita.

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1. O Padre Luis Gomes, morador na rua da Adiça, freguesia de saõ Pedro de Alfama, sem +

1. O Padre Luis Gomes, morador na rua da Adiça, freguesia de saõ Pedro de Alfama, sem causa manifesta cahio em hum zunimento de ouvidos, & como nos princìpios naõ fizesse caso do tal achaque, cresceo de maneira com o tempo, que ficou surdo; vendose o pobre sacerdote neste estado, quando avia de buscar os Medicos mais doutos para que o curassem, @@ -4777,12 +4745,12 @@ & confiança que o doente cobrou com esta boa nova, & por isso se entregou nas minhas mãos paraque o curasse; & para eu o fazer com acerto, puz grande cuidado em conhecer a causa da doença, porque conforme a essa se devem applicar os remedios.

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2. Muitas vezes procede a surdez de fluxo de humor colerico, que correo para os ouvidos: +

2. Muitas vezes procede a surdez de fluxo de humor colerico, que correo para os ouvidos: outras vezes procede de febres ardentes, ou malignas: outras vezes procede de algum tumor, callo, leicenço, verruga, ou outra qualquer cousa interior, ou exterior, que fecha o orgaõ auditorio: outras vezes (& saõ as mais dellas) procede de humores frios, & grossos, ou de intemperança fria, & humida.

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3. se a surdez procede de fluxo de humor, que correo para os ouvidos, conhecese, se +

3. se a surdez procede de fluxo de humor, que correo para os ouvidos, conhecese, se virmos que succede depois de faltarem alguns cursos, ou suor, a que a natureza era costumada: esta surdez se cura purgando ou dando algum sudorifico para tornar a chamar a mesma evacuaçaõ, que faltou: se procede de febres ardentes, ou malignas, como vemos cada @@ -4804,7 +4772,7 @@ naõ faz som capaz de excitar os animos; da mesma sorte se a membrana Meringe se humedece, & afroxa mais do que he razaõ, por causa de algum humor, que nella cahio, naõ póde o tal homem perceber as vozes do q com elle fallarem.

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4. Assentado pois que a causa da sobredita surdez eraõ os humores frios, & +

4. Assentado pois que a causa da sobredita surdez eraõ os humores frios, & lymphaticos, que na cabeça se geravaõ, ou a ella de outras partes vinhaõ, era preciso preparar os taes humores com os seguntes xaropes, que mandei tomar em cinco dias successivos pela manhãa, & à noite na fórma seguinte. Tomem de folhas de betonica, @@ -4829,7 +4797,7 @@ vez, & obràraõ com tanta felicidade, como eu esperava, porque saõ quasi milagrosas para todos os achaques da cabeça; com tal condição, que se tomem nove, ou dez vezes em dias alternados.

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5. Depois que com estas pilulas purguei ao doente as vezes referidas, seguindo nisto o +

5. Depois que com estas pilulas purguei ao doente as vezes referidas, seguindo nisto o conselho de Massaria, (5.) & de outros Authores, que mandaõ repetir as purgas muitas vezes, & que essas sejaõ as mais efficazes, quando as doenças saõ rebeldes, ou estaõ em parte mui distante, & profunda, porque de outra sorte dandose poucas vezes os @@ -4852,7 +4820,7 @@ fel de perdiz misturado com igual quantidade de oleo de alambre branco, porque naõ se póde explicar a virtude que tem este remedio para curar os surdos, como experimentei neste sacerdote, que ouvio claramente tudo, o que fallava, aindaque fosse com voz branda.

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6. A agua de pào fe freixo destillada per descensum, he remedio maravilhoso, deitando no +

6. A agua de pào fe freixo destillada per descensum, he remedio maravilhoso, deitando no ouvido quatro gottas della cada dia:mas porque nas aldeas, & terras limitadas se naõ acharà a dita agua feita per descensum, póde fervir em seu lugar a agua, que o dito páo verde deitar de si, metendo huma ponta delle no fogo, & ficando a outra ponta fóra. @@ -4860,7 +4828,7 @@ espirito de terebinthina, em que ferverem em banho de Maria as flores de en-xofre, atè se fazer vermelho, he grande medicina; com tal condiçaõ, que este, ou qualquer dos remedios sobreditos se applique depois do corpo evacuado.

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7. Permittaõme os Medicos modernos, que lhes faça aqui huma advertencia, senaõ muito +

7. Permittaõme os Medicos modernos, que lhes faça aqui huma advertencia, senaõ muito agradavel ao seu gosto, muito importante ao seu credito; e he, pedir - pedirlhes que por amor de Deos naõ desemparem aos seus doentes, (6.) por mais perigosos que estejaõ, porque se o tempo o permittira, pudera eu mostrarlhes com mil exemplos os infinitos doentes, que @@ -4887,26 +4855,26 @@

- OBsERVAÇAM XXVII -

De hum esquentamento gallico, a que sobrevieraõ febre ardente tosse seca, pontada no lado + OBsERVAÇAM XXVII +

De hum esquentamento gallico, a que sobrevieraõ febre ardente tosse seca, pontada no lado esquerdo, e difficuldade na respiraçaõ; para remedio dos quaes doenças, tendo respeito à gonorrhea, mandei sangrar seis vezes ao doente no pé da parte da pontada; mas vendo que o mal crescia com excesso; mandei sangrar no braço da ilharga queixosa, ordenando que de seis em seis horas tomasse huma chicara da minha agua antipleuritica; com estes dous remedio sarou, e ficou livre de quanto padecia.

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1. NInguem póde pode duvidar que o humor complicado com doenças agudas he mais +

1. NInguem póde pode duvidar que o humor complicado com doenças agudas he mais dificultoso de curar: porque se o Medico remedios contra o gallico, avendo febre ardente, pontada aguda, & tosse seca, fará um erro sem, porque acrescentarà todas as queixas referidas; & se pelo contrario o Medico respeitar a febre, a, & a tosse, como coufas mais urgentes, & de que se póde seguir mayor perigo, crescerà a enfermidade gallica com mais vehemencia, e se curarà com mais difficuldade, porque com as sangrias se as forças, se diminuirà o calor natural, e se os espiritos.

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2. Naõ obstantes porèm estas razões, aconselhaõ os melhores praticos, que nas doenças +

2. Naõ obstantes porèm estas razões, aconselhaõ os melhores praticos, que nas doenças complicadas se acuda primeiro àquella de que temermos mayor perigo, e que conforme a urgencia da enfermidade mais aguda, se haõ de applicar os remedios, sem fazer calo da qualidade gallica. Em confirmaçaõ desta verdade reserirei o que me passou pelas máos ha muitos annos.

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3. O Capitaõ Manoel Ayques, sendo solteiro contrahio de hum concubito impuro hua gonorhea +

3. O Capitaõ Manoel Ayques, sendo solteiro contrahio de hum concubito impuro hua gonorhea purulenta, a quelogo sobreveyo huma febre ardente, a qual em breves dias emmagreceo, e debilitou forte, que temi o fizesse hectico, e quando a natureza não estava capaz de refletira huma doença menos perigosa, se achou assaltado de outra mais arriscada, e com @@ -4917,7 +4885,7 @@ principalemente necessarias algumas sangrias, entrei em duvida se estas se aviao de fazer no pè (tendo respeito à gonorrhea purulenta;) ou se se aviaõ de fazer no braço, (tendo respeito à pontada, e ao assecto inflammatorio.)

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Neste conflicto me lembrou o conselho de Valesio, (1.) o qual diz: se nos casos duvidosos +

Neste conflicto me lembrou o conselho de Valesio, (1.) o qual diz: se nos casos duvidosos fizeres algum remedio tentativamente, naõ seja o tal remedio tão forte, e vehemente, que se vos achardes enganados no juizo que fizestes, fique o doente muito offendido, nem vòs impossibilitado para tomar outro caminho, sem damno do do enferno. E como nas febres @@ -4952,7 +4920,7 @@ melhores absorbentes, que tem achado a industria humana. Eu tive a tal aguamuitos annos em segredo, porèm agora a quero ensinar para utilidade de todos, e se prepara do modo seguinte.

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Tomem de cascas de raiz de bardana fresca duas duas onças, cozaõse em panela de barro, em +

Tomem de cascas de raiz de bardana fresca duas duas onças, cozaõse em panela de barro, em seis quartilhos de agua commua atè que fiquem cinco, e quando quizerem tirar a panela do fogo, lhe deitem dentro humamaõ cheya de flores de papoulas secas, para que larguem na dita agua a tintura vermelha, e coandose com forte expressaõ, desatem nella tres oitavas @@ -4963,11 +4931,11 @@ todas as vezes que tiver feder, porque esta he a minha agua antipleuritica, cujos effeitos maravilhosos experimentaraõ os que se aproveitarem della. E então acabaraõ de conhecero serviço que fiz à Republica, em lhe revelar taõ grande segredo.

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6. Finalmente, porque depois da extinçaõ da pontada restavaõ ainda alguns vestigios de +

6. Finalmente, porque depois da extinçaõ da pontada restavaõ ainda alguns vestigios de febre, entendi seria conveniente sangrar outra vez nos pès, porque deste modo attendia à febre, e à gonorrhea: e foi Deos servido conseguisse taõ perfeitissima saude, que vive por beneficio desta cura ha trinta e oito anos.

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7. Infinitos saõ os pleurizes mortaes, que curei por este estylo, aindaque tive alguns +

7. Infinitos saõ os pleurizes mortaes, que curei por este estylo, aindaque tive alguns tão rebeldes, aos quaes naõ aproveitaraõ sangrias, nem sanguisugas, nem ventosas sarjadas deitadas sobre o lugar da dor, nem a camoeza assada, recheada com huma oitava de almiscar, que he muito melhor que o incenso macho, nem com a sobredita agua: e vendo eu que remedios @@ -4976,7 +4944,7 @@ expressaõ; do qual dizem graves Authores (4.) maravilhas estupendas para curar os pleurizes desesperados: e obrou o tal oleo taõ prodigiosamente, que dentro de oito dias livrei ao doente da morte.

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8. se me perguntarem a razaõ porque o dito oleo tem taõ grande efficacia para curar os +

8. se me perguntarem a razaõ porque o dito oleo tem taõ grande efficacia para curar os pleurizes rebeldissimos; responderei que isto procede, porque as dores do pleuriz pela mayor parte nascem da circulaçaõ do sangue estar parada, e tanto que a circulaçaõ se suspende, logo o sangue se faz grosso, e azedo, e do azedume, e crassidaõ nasce a dor; por @@ -4984,10 +4952,10 @@ oleo de linhaça tenha grande prerogativa pra adelgaçar, e arrarar o sangue, logo o faz capaz paraque continue a circulaçaõ, e consequentemente para se retirar o azedume, e a acrimonia de maneira, que naõ possa fazer dor.

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9. Agradeçãome o revelar esta razaõ, porque supposto que algus Medicos soubessem primeiro +

9. Agradeçãome o revelar esta razaõ, porque supposto que algus Medicos soubessem primeiro que eu a grande virtude, que tem o oleo da semente do linho para curar os pleurizes m naõ me consta que até o dia de hojesoubesse algum a razaõ porque tem a tal virtude.

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10. Por fim desta Observaçaõ advirto aos Medicos principiantes duas cousas +

10. Por fim desta Observaçaõ advirto aos Medicos principiantes duas cousas importantissimas para o seu credito, e para a saude dos doentes. A primeira he, que se com a qualidade galllica se ajuntar alguma doença aguda muito perigos, como se saõ pleuriz, febre aredente, ou maligna, camaras de sangue, ou outras semelhantes; se naõ empenhem em @@ -5014,12 +4982,12 @@

- OBsERVAÇAM XXVIII. -

De huma dor acerrima nas costas mendosas, que certa enferma padeceo por causa de hũs + OBsERVAÇAM XXVIII. +

De huma dor acerrima nas costas mendosas, que certa enferma padeceo por causa de hũs vomitos violentamente provocados; & depois de se lhe applicarem muitos remedios sem alivio, cobrou saude, tomando medicamentos, que adelgaçàraõ o sangue, paraque se circulasse melhor.

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1. CErta senhora padecia muitas vezes no anno acerrimas dores de cabeça, & como na +

1. CErta senhora padecia muitas vezes no anno acerrimas dores de cabeça, & como na mayor força dellas cosumasse a mesma natureza vomitar, semque para isso interviesse alguma diligencia da Arte, & com os ditos vomitos aliviasse muito, tomou motivo desta experiencia, para querer provocar aquella mesma evacuaçaõ, que tantas vezes tinha @@ -5079,7 +5047,7 @@ os acidos pungentes, & incrassantes, que em poucas horas se tirou a dor, & se continuou a circulaçaõ, porque se dulcificàrão os acidos, que a impediaõ, & cobrou a saude que desejava.

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2. Neste lugar he necessario advertir que as pilulas absorbentes saõ segredo meu, q̃ +

2. Neste lugar he necessario advertir que as pilulas absorbentes saõ segredo meu, q̃ preparo com minhas mãos, & a portas fechadas; & como a ambiçaõ dos homens he hoje mayor que nunca, naõ falta quem falsifique o tal remedio, de que me não queixo, porque lá virá hora, em que fe dará conta deste engano; o de que me queixo, & o que não posso @@ -5092,11 +5060,11 @@

- OBsERVAÇAM XXIX. -

De huma grande dor de pedra, que por occasiaõ de hum repentino, & excessivo desgosto, + OBsERVAÇAM XXIX. +

De huma grande dor de pedra, que por occasiaõ de hum repentino, & excessivo desgosto, se arrancou do lugar em que estava; & para sabir da bexiga atormentou com tanto excesso a hum Religioso, que o chegou às portas da morte.

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I. NAõ se pòde negar que as paixões do animo (quando saõ grandes) fazem mayores estragos +

I. NAõ se pòde negar que as paixões do animo (quando saõ grandes) fazem mayores estragos que as mais perniciosas doenças, & tiraõ muitas vezes a vida com tanta brevidade, como se fossem o veneno mais presentaneo. Esta verdade confessaõ graves Authores, (I.) & pelas experiencias de cada dia o observamos; pois vemos que de excessivo gosto, ou @@ -5107,14 +5075,14 @@ credito aos successos, que nos passaõ pelas mãos, do que àquelles, de que os antigos nos daõ conta: por esta razaõ me parece acertado referir aqui algumas observações que vi, & de que fui testimunha, donde ficarà mais autentica a verdade com que fallo.

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2. Certo fidalgo tão poderoso, como soberbo, deo huma bofetada em hum homem de menor +

2. Certo fidalgo tão poderoso, como soberbo, deo huma bofetada em hum homem de menor esfera, & vendo este que naõ podia desafrontarse, sentio o aggravo com tal excesso, que dentro de tres dias perdeo a vida, sem que para a sua morte ouvesse outra causa mais que a tristeza, & sentimento.

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3. Nesta Cidade conheço a huma nobre matrona, que andando prenhada, sonhou que matavaõ a +

3. Nesta Cidade conheço a huma nobre matrona, que andando prenhada, sonhou que matavaõ a seu marido; & foi tão grande a tristeza, & agonia que esta dor sonhada lhe causou, que de improviso moveo huma criança.

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4. Por huma reprehensaõ aspera, mas bem merecida, que o senhor Rey Dom Joaõ o IV. deo a +

4. Por huma reprehensaõ aspera, mas bem merecida, que o senhor Rey Dom Joaõ o IV. deo a certo homem, recebeo tanta melancolia, & sentimento, que de improviso, estando ainda na presença do mesmo Rey, lhe deo huma taõ grande, & mortal febre, que dentro de cinco dias o matou. Por huma triste nova, que se deo a Manoel Gonçalves Chanquino, de que avia @@ -5127,7 +5095,7 @@ (3.) a ira move, & accende o sangue, & a colera de tal sorte, que não cabendo dentro nos seus vasos, suffoca o coraçaõ, & os espiritos, & consequentemente mata.

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5. Finalmente por causa de grandes, & repentinos medos vemos muitas vezes soltarse o +

5. Finalmente por causa de grandes, & repentinos medos vemos muitas vezes soltarse o ventre, & as ourinas a algumas pessoas; outras sabemos que estando atormentadas com acerrimas dores de gotta, se lhes tiràraõ repentinamente com hum repentino medo que tiveraõ. Tambem he verdade constante, que algumas pessoas sendo moças apparecèrão @@ -5136,7 +5104,7 @@ maneira, que saõ capazes de anticipar a velhice muitos annos antes do que era devida. De muita agonia, & tristeza suou Christo sangue, como consta do sagrado Evangelho. (5. )

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6. Tambem os excessivos gostos, como diz Galeno, (6.) & Riverio, (7.) sendo +

6. Tambem os excessivos gostos, como diz Galeno, (6.) & Riverio, (7.) sendo repentinos, sabemos que matàraõ a muitos, de que ha mil exemplos; apontarei só hun, que succedeo a huma filha do Doutor Antonio Mendes, Lente de prima de Medicina na Universidade de Coimbra. Vendo a sobredita menina a ama, que a tinha creado a seus peitos, se alegrou @@ -5146,7 +5114,7 @@ grandissimo temor, & tristeza, cujo successo me seja permittido referir em confirmaçaõ do grande poder, que tem as paixões do animo para aballar, & perturbar os nossos corpos, & fazer nelles effeitos estupendos. (8).

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7. O Padre Fr. Pedro da Barca, Religioso Franciscano da provincia da Piedade, teve +

7. O Padre Fr. Pedro da Barca, Religioso Franciscano da provincia da Piedade, teve repentinamente hum grandissimo desgosto, a que logo se seguiraõ tantas ancias do coração, & taõ excessivas dores de ventre, que naõ faltou quem suspeitasse lhe terião dado veneno; & sendo eu chamado para ver a este Religioso, achei que demais das grandes @@ -5178,7 +5146,7 @@ bexiga, & das partes pudendas, como dizem graves Authores; (9.) pois com o aballo, & força que fazem os vomitos, não só se evacua, & revelle a causa antecedente das dores, mas se deita mais facilmente a pedra.

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8. Obedeceo promptamente o enfermo ao meu preceito, & bebendo tres onças da sobredita +

8. Obedeceo promptamente o enfermo ao meu preceito, & bebendo tres onças da sobredita agua benedicta vigorada, deitou por huma, & outra via taõ grande quantidade de coleras, & humores viscosos, que antes de passar hũa hora se sentio muito aliviado; mas como não deitasse pedra alguma, nem areas, (como eu esperava) antes no seguinte dia @@ -5196,7 +5164,7 @@ de boy fresca, gemas de ovos, oleo de lacraos, & meya onça de açafraõ; & foraõ estes remedios taõ bem succedidos, que deitou muitas pedras, que tenho em meu poder, & ficou saõ.

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9. Advirtão os Medicos modernos que este remedio, que lhes quiz revelar em serviço do bem +

9. Advirtão os Medicos modernos que este remedio, que lhes quiz revelar em serviço do bem commum, he hum dos principaes segredos, de que uso ha muitos annos com prospera fortuna; porèm corno nas cousas humanas naõ aja certeza infallivel, pòde acontecer que falte alguma vez. Neste caso saibaõ que eu tenho hum remedio para as suppressões de ourina, de virtude @@ -5231,7 +5199,7 @@ remedios, se a consciencia lhes ficar quieta, depois de lhes constar pelas suas experiencias, ou alheyas, dos admiraveis effeitos, que os taes remedios costumaõ obrar. ( IO.)

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IO. Dos damnos que fazem em nòs as paixoens d’alma, falláraõ Vallerio Maximo, (II.) +

IO. Dos damnos que fazem em nòs as paixoens d’alma, falláraõ Vallerio Maximo, (II.) Vanelmonte, (I2.) Theophilo Boneto, (I3.) Monardes, (I4.) Tito Livio, (I5.) Amato Lufitano, (I6.) Galeno, (I7.) Christovaõ da Veiga, (18.) & outros muitos. He porèm de advertir, que nem o gosto, nem a tristeza, nem a ira, nem a vergonha, nem outra qualquer @@ -5239,15 +5207,15 @@ excessivos, & repentinos: assim o diz Galeno no lugar citado: para o que tambem ajuda muito o ser fraca a faculdade vital, & o desordenado, ou arrebatado movimento dos espiritos.

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II. Visto que nesta Observaçaõ digo que a ira, & paixaõ, o temor, & o medo, o +

II. Visto que nesta Observaçaõ digo que a ira, & paixaõ, o temor, & o medo, o gosto, & a tristeza, sendo grandes, saõ capazes de matar, perguntaráõ os curiosos, que cousa he Ira, & porque mata; que cousa he Temor, & porque tira a vida; & que cousa he Gosto, & porque causa a morte.

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I2. Respondo. Ira he hum fervor de sangue no coraçaõ com desejo de vingarse de quem lhe +

I2. Respondo. Ira he hum fervor de sangue no coraçaõ com desejo de vingarse de quem lhe fez alguma offensa: se a tal ira he moderada, tão longe está de matar a quem a tem, que antes espertando o calor, augmenta as forças; mas quando a ira hé excessiva, resolve, & debilita de forte os espiritos, que tira a vida.

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I3. Temor he hum medo de algum mal, que està para vir, por cuja causa o sangue, os +

I3. Temor he hum medo de algum mal, que està para vir, por cuja causa o sangue, os espiritos, & o calor natural, que nelles se sujeita, se recolhem ao coraçaõ, do qual recolhimento se segue resfriaremse as extremidades, descorarse o rosto, tremer o corpo, soltaremse as ourinas, & a camara, embaraçarse a lingua, prostraremse as forças; & @@ -5258,7 +5226,7 @@ grande medo; porque como a pelle por causa do temor se esfrie faltandolhe o calor natural, se apertaõ os póros, que antecedentemente estavaõ largos, & por isso se levantão os cabellos.

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14. Gosto he huma complacencia, & alegria de algum bem que se logra; se he moderado, +

14. Gosto he huma complacencia, & alegria de algum bem que se logra; se he moderado, he muito conveniente para a saude; se he muito grande, & repentino, mata muitas vezes, como consta de varias historias fidedignas, & de alguns exemplos, que eu tenho visto: & a razaõ porque mata o gosto repentino he, porque com o grande gosto sahe para fóra o @@ -5267,12 +5235,12 @@

- OBsERVAÇAM XXX. -

De huma grande febre, que procedeo de enchimento do estomago; & porque sangraraõ ao + OBsERVAÇAM XXX. +

De huma grande febre, que procedeo de enchimento do estomago; & porque sangraraõ ao doente quando lhe aviaõ de dar hum vomitorio, ou huma purga para evacuar as cruezas, que faziaõ a febre, lhas meteraõ nas veas com as sangrias, & fizeraõ que a febre, que era symptomatica, degenerasse em maligna mortal.

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Muitas saõ as doenças, a que os excessos da gula deraõ causa; & supposto que esta +

Muitas saõ as doenças, a que os excessos da gula deraõ causa; & supposto que esta verdade naõ necessitava de prova, pois a experiencia nos mostra cada dia o innumeravel numero de enfermidades, & mortes apressadas de que a fartura teve culpa; comtudo paraque os comilões se moderem, & naõ tenhaõ razaõ, com que desculpem a sua @@ -5293,7 +5261,7 @@ & parsimonia no comer he causa de saude, & de prolongar a vida. E quanto ao grande erro que fazem os que sangraõ nas febres, que procedem de enchimento de estomago, sem primeiro purgar, se confirma com o seguinte caso.

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Em dezaseis de Mayo de 1667. (sendo alta noite) fui chamado para acudir Manoel Pedro, que +

Em dezaseis de Mayo de 1667. (sendo alta noite) fui chamado para acudir Manoel Pedro, que estava espirando, sem falla, sem acordo, com pulssos desiguaes, & com huma febre ardentissima: & perguntando eu aos assistentes pelas queixas daquelle enfermo, me responderaõ que eraõ de grande pejo no estomago, amargores de boca, vontade de vomitar, @@ -5386,7 +5354,7 @@ licito nomear os que fizeraõ etses absurdos; eu me contento com deixar estas advertencias aos vindouros: nem eu escrevo estas cousas para offender a alguem; escrevo-as fim para aproveitar a todos.

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Duas cousas muito importantes advirto aos senhores Medicos: A primeira, que naõ desprezem +

Duas cousas muito importantes advirto aos senhores Medicos: A primeira, que naõ desprezem os votos dos mais moços, aindaque lhes pareça que saõ menos doutos, porque muitas vezes permite Deos que acerte melhor o que era tido em menor conta: reparem em que a materia de que trata he a vida do homem: aprendaõ de Antonio Ponde de santa Cruz, (16.) que sendo hum @@ -5397,18 +5365,18 @@ bem. Estas palavras saõ de hum Medico Catholico, ouçaõ agora as de Hippocrates (17.) sendo gentio; diz elle: Ninguem se envergonhe de aprender, & perguntar alguma cousa pro- proveitosa para curar ainda que seja a huma velha, ou official mecanico.

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A segunda cousa que advirto he, que assim como na hora de morte hei de dar conta a Deos, +

A segunda cousa que advirto he, que assim como na hora de morte hei de dar conta a Deos, se fiz o que aqui ensino, & escrevo, vòs leytor a dareis tambem se o não fizerdes depois destas advertencias dadas por hum Medico taõ cheyo de experiencias, como de annos, & taõ vizinho da sepultura, como que passa de setenta.

- OBsERVAÇAM XXXI. -

De huma peripneumônia caufada de grande frialdade do ar, muito impetuofo, & + OBsERVAÇAM XXXI. +

De huma peripneumônia caufada de grande frialdade do ar, muito impetuofo, & penetrante, que fechou os póros do corpo, & impedio tranfpiração, & circulação do sangue.

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Ninguem me condene, fe me atrever a dizer com Galeno, (I.) que muitas doenças, que +

Ninguem me condene, fe me atrever a dizer com Galeno, (I.) que muitas doenças, que fobrevem aos noffos corpos, principalmente os pleurizes, & peripneumonias, procedem, pela mayor parte, da grande frialdade do ar ambiente; pois obfervamos muitas vezes que no inverno, ou avendo ventos frigidiffimos, reynaõ femelhantes doenças, que de nenhuma outra @@ -5431,7 +5399,7 @@ opiniaõ dos que dizem que do grande frio, & vento muito delgado procedem as ditas enfermidades; mayormente quando me lembra que vi duas peripneumonias procedidas de taes caufas, como pelas feguintes Obfervações farei manifefto.

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2. Em nove de Abril de 1976. foi uma honefta viuva, chamada Anna Ayques, ao Convento de +

2. Em nove de Abril de 1976. foi uma honefta viuva, chamada Anna Ayques, ao Convento de santa Gatharina de Riba-mar, que ftá fituado junto às abas do Rio Tejo, naõ tanto para fe divertir, quanto para ver a hum filho Religiofo, morador no dito Convento; & como amanheceffe hum dia fermofiffimo, fahio a dita fenhora de cafa para huma quinta, na qual o @@ -5534,7 +5502,7 @@ faõ o efterco do cavallo, a ferrugem da chaminè, o priapo do vedo, o efpirito do corno de veado, o incenfo, o almifcar, o fangue do bode, a raiz da bardana, as flores das papoulas, & outras muitas coufas, que deixo de referir por não enfadar.

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3. Finalmente como todas eftas coufas tenhão admiravel virtude, affim para embeber os +

3. Finalmente como todas eftas coufas tenhão admiravel virtude, affim para embeber os humores acidos, que coalhaõ o fangue, como para defcoalhar a groffura delle, & eftes dous vicios coftumaõ fer a caufa do fangue fe reprezar, & não fe circular, & de apodrecer, daqui procedem as inflammações pleuriticas, & peripneumonicas; & daqui @@ -5544,14 +5512,14 @@

- Observaçam XXII. -

De outra peripneumonia, que fobreveyo a huma mulher, porque eftando muito fuado, & + Observaçam XXII. +

De outra peripneumonia, que fobreveyo a huma mulher, porque eftando muito fuado, & canfada bebeo hum pucaro de agua fria, & fe poz a huma janella por onde entrava ar muito delgado; & fendo eftes erros capazes de a matar repentinamente, (como tem fuccedido algumas vezes) cahio em uma pneumonia tão perigofa, que fe lhe eu naõ acudira com hum vomitorio, & repetidas fangrias, & outros remedios especificos, infallivelmente morreria.

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I. GRande fortuna he daquelle doente, que para fe curar acha hum Medico douto; mas ainda +

I. GRande fortuna he daquelle doente, que para fe curar acha hum Medico douto; mas ainda he mais bem afortunado, fe fobre fer douto, tiver conftancia, & valor, paraque nem o defempare (desampare? não sei como se encaixaria),fe o vir em grande perigo, nem tenha medo de lhe aplicar os mais efficazes remedios, ainda que fejão violentos, quando não @@ -5566,7 +5534,7 @@ segundo he, privarfe da gloria de fazer curas, que pareceffem milagrofas: mas deftestaes Medicos, que fabendo muito, (de pura covardia)obraõ pouco, ou nada, não fó fe queixa Galeno, masos pragueja, & almadiçoa. (2.).

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2. Em confirmaçaõ difto que digo, referirei o feguinte cafo. No fim da rua das Arcas era +

2. Em confirmaçaõ difto que digo, referirei o feguinte cafo. No fim da rua das Arcas era moradorLuis Rodriguez de Pavîa: avia em fua cafa h~ua criada,que ao romper de hum dia muito frio, fe ergueoda cama para amaffar (algum tipo de atividade profissional?), & pondofe ao trabalho, prezada de grande amaffadeira, fe fatigou na fabrica daquella obracom @@ -5591,7 +5559,7 @@ copiofa, & repetidamente, os fangrarem pouco. E em outra parte diz: Naõ ha razaõ, ou pretexto; que bafte para defperfuadir as fangrias na cura da peripneumonia, pois em toda a forte de pleuriz, & peripneumonia he remedio conveniente.

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3. Não obftante porèm eftas razões de hum Author tão grave, & que compoz hum livro +

3. Não obftante porèm eftas razões de hum Author tão grave, & que compoz hum livro inteiro fobre efta doença, faziãome grande duvida para as fanfrias as cruezas que tinha no eftomago; no qual cafo affim Galeno, (4.) como toda Efcola Medica prohibem muito as fangrias, por não meter as cruezas nas veas, em lugar de fangue que dellas fe tirou; por @@ -5608,7 +5576,7 @@ de dar o vomitorio foi tão fem padrinho (?)(talvez uma expressão idiomática antiga), que não tiveffe em feu favor a muitos Authores doutiffimos, que nos pleurizes, & peripneumonias os dão, & louvão tanto, que os antepoem a outras purgas.

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4. Defpejado já o eftomago, fangrei naquella mefma tarde duas vezes, & no feguinte +

4. Defpejado já o eftomago, fangrei naquella mefma tarde duas vezes, & no feguinte dia tres, & no outro outras tres, efperando que com taõ apreffada defcarga fe impediffe o augmento, & perigo de inflammação de parte taõ mimofa, & delicada, como he o bofe; & no entretanto que hiaõ repetindo as fangrias, lhe fazia tomar ajudas @@ -5642,7 +5610,7 @@ (não entendi no contexto), com o affucar neceffario; ao que fiz ajuntar duas oitavas de fperma ceti, porque tem admiravel propriedade de defcoalhar o fangue, & refolver os humores tartareos do bofe.

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5. Finalmente para acabar de aperfeiçoar o cozimento da materia, & facilitar mais os +

5. Finalmente para acabar de aperfeiçoar o cozimento da materia, & facilitar mais os efcarros, lhe dei tres noites fucceffivas hum pero camoez recheado com meya oitava de almifcar, & hum efcropulo de pò de flor de papoulas, affado com fogo brando, bebendolhe em cima quatro onças de agua de cardo fanto morna; & foi taõ efficaz efte @@ -5650,11 +5618,11 @@ dentro de doze dias teve perfeitiffima faude. Alguns ufaõ do pero affado com huma oitava de incenfo macho; mas o almifcar faz tanta ventagem áo incenfo, quanta faz o ouro ao chumbo, creame quem quizer.

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6. Do que acima diffe confta, que nos pleurizes, & peripneumonias póde alg~uas vezes +

6. Do que acima diffe confta, que nos pleurizes, & peripneumonias póde alg~uas vezes fer conveniente o purgar: & ainda que antes do fepteno tenha algum rifco, por ferem inflammações internas; comtudo naõ faltaõ Authores graviffimos, que o aconfelhaõ, avendo grande neceffidade.

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7. Martim Rulando (6.) purgou a alguns com quatro onças de xarope violado folutivo, +

7. Martim Rulando (6.) purgou a alguns com quatro onças de xarope violado folutivo, defatado com duas onças de agua de chicoria, repetindo a mefma purga paffados tres dias: a outros purgou dandolhes huma onça do feu efpirito da vida aureo, com que purgavão por huma, & outra parte com feliciffimo fucceffo, não lhes dando de comer mais que caldo @@ -5670,11 +5638,11 @@ livrava com efta purga a muitos, eftando jáfem efperança de vida. sponio diz que elle ufa nas peripneumonias de vomitorios, & que nunca fe achou enganado com o tal remedio; antes tem por muito covardes aos Medicos que temem delle.

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8. sejame licito advertir aos Medicos principiantes, que o Mediaftino, ou tunica, que +

8. sejame licito advertir aos Medicos principiantes, que o Mediaftino, ou tunica, que divide os lobos do bofe, fe inflamma, & incha algumas vezes de tal forte, pela grande quantidade de humor, que nelle fe embebe, que naõ fó o faz adquirir nome de peripneumonia, mas he caufa de que o bofe fe inflamme pela vizinhança que com elle tem.

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9. Tambem advirto aos modernos, que fe algum dia fucceder que o pleuriz, ou peripneumonia +

9. Tambem advirto aos modernos, que fe algum dia fucceder que o pleuriz, ou peripneumonia fejaõ taõ.rebeldes que naõ obedeçaõ aos remedios fobreditos, que nefte cafo dem com toda a confiança aos taes doentes duas vezes no dia hum bom copo da feguinte amendoada antipleuritica, que he fará do modo feguinte. Tomem de femente de linho huma onça, de @@ -5685,7 +5653,7 @@ de papoulas, duas oitavas de coral bem preparado, & duas de pò fubtiliffimo de dente de porco montez; porque não he dizivel a eftupenda virtude, que eftas amendoadas tem para os pleurizes, & peripneumonias, que não querem obdedecer a remedio algum.

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10. Diffe acima que as fangrias grandes, & repetidas era hum dos remedios mais +

10. Diffe acima que as fangrias grandes, & repetidas era hum dos remedios mais proveitofos para as peripneumonias; mas ifto fe deve entender, fe a doença começou logo por peripneumonia, & quando o doente eftava com todas as fuas forças; mas fe a peripneumonia fobreveyo depois de outra qualquer doença, eftando jà o corpo fraco, & @@ -5693,17 +5661,17 @@ poucas, & pequenas. porque como toda a efperança de efcapar do perigo depende do efcarrar bem, faõ neceffarias forças para cozer os humores, & para os expectorar. Rodo muito aos Leitores, que vejaõ Baronio. (12.)

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11. Advirto ultimamente que fe nem os vomitorios de agua benedicta dados no primeiro dia, +

11. Advirto ultimamente que fe nem os vomitorios de agua benedicta dados no primeiro dia, nem as repetidas fangrias fizeram o proveito defejado, que em aõ apertado lance fomentem a pontada com o oleo de Contraveleni do graõ Duque de Florença, que fe for verdadeiro, obfervaraõ hum effeito taõ prodigiofo, que fiquem admirados: digo ifto, porque o tenho experimentado muitas vezes com fucceffos quafi milagrofos.

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12. Mas porque nem em todas as terras fe achará o oleo fobredito, ou poderá fer +

12. Mas porque nem em todas as terras fe achará o oleo fobredito, ou poderá fer falfificado, como hoje ha muito, podem ufar do oleo da abobora, que he o mais grande, & admiravel remedio que ha para as pontadas de pleurizes; os que o experimentarem, conheceraõ o grande beneficio que fiz ao mundo em lhes defcubrir hum tão grande thefouro, & fe faz do modo feguinte.

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13. No mez de Agofto tomem quatro aboboras brancas, & faõ aquellas que os doentes +

13. No mez de Agofto tomem quatro aboboras brancas, & faõ aquellas que os doentes comem, & rafpandoas muito fubtilmente, lhe tirem a pellinha exterior de forte, que fiquem na cafca verde, & então fe fação em tiras compridas, & eftreitas, & com a mefma faca fe lhe tire tudo o que for miolo, & carne branca de tal forte, que naõ @@ -5716,7 +5684,7 @@ dizer, que naõ aja fervido,) fe ferre tres vezes o dito oleo, cobrindo a tigela com tefto quando fe ferrar, para que fe apague muito depreffa a lavareda; & efte he o admiravel fegredo dos fegredos, com que fe curaõ os pleurizes por modo de milagre.

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14. O modo com que fe ufa defte remedio, he na fórma feguinte. Aquentaráõ duas colheres +

14. O modo com que fe ufa defte remedio, he na fórma feguinte. Aquentaráõ duas colheres de oleo, & com a maõ quente molhada nelle esfregaràõ o lugar da pontada com tal brandura, que fe naõ efcandalize a parte, mas durarà a esfregaçaõ tempo, que fe rezem oito Ave Marias, para que a virtude do oleo penetre dentro, & logo cobriràõ o lugar com @@ -5726,14 +5694,14 @@

- OBsERVAÇAM XXXIII. -

De huns accidentes uterinos, que Dona Maria Fuzarte padeceo quatro anos, & estando já + OBsERVAÇAM XXXIII. +

De huns accidentes uterinos, que Dona Maria Fuzarte padeceo quatro anos, & estando já deixada ao arbítrio da natureza, me chamarão, para que a curasse; & sem embargo que pudera acovardamente, o saber que alguns Medicos da mayor opiniaõ tinhaõ largado o leme em taõ grande tormenta, fiz quanto pude por livralla; & faraõ as minhas diligencias taõ bem succedidas, que no discurso de dous meses teve saude taõ perfeita, que gerou dous filhos, & viveo dezoito annos por beneficio da cura que lhe fiz.

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Dona Maria Juzarte, mulher de Nicolao Pedro, morando à Boa vista, padeceo quatro annos +

Dona Maria Juzarte, mulher de Nicolao Pedro, morando à Boa vista, padeceo quatro annos huma enfermidade rebeldissima, acompanhada de symptomas taõ formidaveís, que atè os Medicos mais doutos, & experimentados a tiveraõ por diabolica, & tanto mais crescia esta suspeita, quanto menos alivio colhiaõ dos remedios, que em taõ largos tempos @@ -5763,7 +5731,7 @@ ou da falsa parrilla; & estando os Medicos por este parecer, entrou a tomar suores com grande esperança de que com elles avia de achar remédio ao seu mal; mas em lugar da saude desejada, se tornou a doença mais ferina.

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2. Neste enleyo, & confusaõ de Medicos taõ doutos se chamàraõ outros, & fazendose +

2. Neste enleyo, & confusaõ de Medicos taõ doutos se chamàraõ outros, & fazendose huma consulta se propoz nella se feria acertado mandalla às Caldas, visto as grandes eructações, & rugidos de ventre, & estomago que tinha, o que tudo denotava fraqueza das entranhas, & acidos errantes, que ellas geravaõ: concordàraõ todos que @@ -5796,7 +5764,7 @@ fizesse, tornàraõ a purgar, & repetiraõ a agua em quantidade de huma canada, cada manhã em jejum, porque sendo pouca, dizem muitos Authores (4.) que nada aproveita; porèm teve o mesmo mào successo que da primeira vez.

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3. Neste aperto presumiraõ os Medicos, que a doença era escorbútica, porque ainda que na +

3. Neste aperto presumiraõ os Medicos, que a doença era escorbútica, porque ainda que na enferma se não achavaõ pintas vermelhas, roxas, ou negras, nem bafo fedorento, nem gingivas inchadas, ou sanguinolentas, nem dentes aballados; que todos estes finaes, ou algum delles saõ inseparaveis dos que padecem o tal affecto, por causa do sangue adulto, @@ -5825,11 +5793,11 @@ remedios taõ decantados colhessem alivio, se derão os Medicos por rendidos, & se despedirão, dizendo que elles tinhão feito por sua saude quanto cabia na esfera do poder humano, & que de boa vontade darião a palma a quem a curasse.

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4. Neste aperto appellou a miseravel doente para as velhas benzedeiras, consultou os +

4. Neste aperto appellou a miseravel doente para as velhas benzedeiras, consultou os barbeiros ignorantes, & entregouse a alguns estrangeiros saltimbancos, & o que peyor he, não temeo fiarse de feiticeiras; mas de todos estes mesinheiros se experimentàrão baldados os remedios, & os conselhos.

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5. Em taõ desesperado conflicto me chamou Nicolao Pedro, marido desta affligida enferma, +

5. Em taõ desesperado conflicto me chamou Nicolao Pedro, marido desta affligida enferma, & dandome, conta dos remedios applicados, & dos symptomas referidos, vim a conhecer q a enfermidade toda era uterina; porque àlem de que estou certo que o utero he capaz de fazer accidentes mui semelhantes aos, escorbuticos, & ainda mais horriveis, @@ -5866,7 +5834,7 @@ gravissimos Authores, que ja se queixavaõ de que nestes tempos se tinhaõ por incuraveis muitas doenças, só porque os Medicos naõ se atrevião a usar dos remedios efficazes, & repetidos.

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6. Depois que a minha nobre enferma usou destas pilulas, se rebatéraõ, & diminuiraõ +

6. Depois que a minha nobre enferma usou destas pilulas, se rebatéraõ, & diminuiraõ de sorte os accidentes hystericos, q foraõ menores, & vieraõ mais retardados, & em gratificaçáo da melhoria q experimentou com os meus remédios, prometteo ser muito obediente ao q lhe mandasse. Para que pois naõ tornassem a brotar algumas raizes da @@ -5887,7 +5855,7 @@ fomentou o ventre todos os dias. Faltaõme palavras para explicar a alegria, que os patentes, & toda a familia tiveraõ, vendo escapar a esta senhora de hum perigo taõ grande, depois de desemparada dos Medicos mais famigerados.

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7. Muitas mulheres pudera nomear, que por beneficio dos referidos remedios se livràraõ de +

7. Muitas mulheres pudera nomear, que por beneficio dos referidos remedios se livràraõ de taõ penosa enfermidade; mas porque tive entre mãos algumas donzelas, & outras casadas, cujos acidentes uterinos zombaraõ de todos os remedios antistericos interior, & exteriormente applicados, me resolvi a entender que semelhantes accidentes naõ traziaõ os @@ -5917,14 +5885,14 @@ remedio que taõ promptamente diffine a aura maligna, & occulta, que da madre se levanta, como a agua de porco Espim, ou a rosa - solis, com tal condiçaõ, que lhe misturem os pòs sobreditos.

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8. Ultimamente, se este remedio, sendo hum dos mais celebrados, que no discurso de muitos +

8. Ultimamente, se este remedio, sendo hum dos mais celebrados, que no discurso de muitos annos tenho achado, naõ bastar para rebater, & fixar os furiosos, movimentos convulsivos da madre, recorraõ a minha casa, que eu tenho hũ segredo, chamado, Confeiçaõ contra os accidentes uterinos, o qual dado em quantidade, de huma oitava, misturado com huma onça de arrobe das bagas de sabugueiro, ou com duas onças de agua de porco Espim, obra effeitos taõ maravilhosos, que parecem milagrosos: tomase duas vezes no dia, & rara vez foi necessario repetilo dous dias.

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9. Advirto não só aos Medicos modernos, mas a toda a gente do mundo, que naõ confirmão +

9. Advirto não só aos Medicos modernos, mas a toda a gente do mundo, que naõ confirmão que as mulheres, que morrerem de accidentes uterinos, como tambem nem os homens, que morrerem de apoplexias, ou de outro qualquer accidente repentino, se enterrem, sem que passem quarenta & duas horas, porque se tem visto que algumas mulheres, & homens @@ -5938,17 +5906,17 @@

- OBsERVAÇAM XXXIV. -

De huma enferma, que parindo dous meninos de hum parto, deitou uma só parea, de que se + OBsERVAÇAM XXXIV. +

De huma enferma, que parindo dous meninos de hum parto, deitou uma só parea, de que se seguio morrer a tal parida no espaço de onze dias

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I. Assim como sempre me pareceo justo obedecer à razão, me pareceo sempre temerario +

I. Assim como sempre me pareceo justo obedecer à razão, me pareceo sempre temerario contradizer a experiencia; pois no sentir de Galeno, (I.) a razaõ, & a experiencia são as duas columnas, em que se sustenta a Medicina: comtudo como sejaõ maravilhosas, & estupendas as obras que a natureza faz por caminhos occultos, (2.) sem que a razaõ, nem o entendimento as alcancem; daqui procede que mayor fé se deve dar à experiencia; que à razaõ. Infinitos exemplos pudera referir em confirmação desta verdade ; apontarei só quatro, por não ser enfadoso aos Leitores:

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2. Quem averà que naõ se admire, vendo sarar feridas horriveis, & fluxos de sangue +

2. Quem averà que naõ se admire, vendo sarar feridas horriveis, & fluxos de sangue implacavéis, sem se applicar remedio algum sobre as taes feridas, mas deitando sómente os pós da sympathia sobre o sangue, ou sobre o instrumento que ferio, com tal condiçaõ, que o sangue esteja ainda fresco? Quem naõ ficarà admirado, vendo que que huma velha de oitenta @@ -5985,7 +5953,7 @@ livrei da tosse. De todos estes exemplos se deixa conhecer, que a experiencia he mais poderosa que a razão, & em confirmaçaõ desta verdade me seja concedida licença para referir o seguinte caso, que observer com grande sentimento meu.

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3. Em dezaseis de Novembro de 1664. pario minha primeira mulher dous filhos de hum parto, +

3. Em dezaseis de Novembro de 1664. pario minha primeira mulher dous filhos de hum parto, & ainda que com elles deitou hũa grande grande parea, naõ deixei de ficar mui cuidadoso, porque pedia a razão fossem duas, pois eraõ duas as crianças; mas os Medicos a quem dei conta do grande cuidado com que estava, por naõ ver mais que huma só parea, me @@ -6035,7 +6003,7 @@ tigela de caldo de perdiz, & hum escropulo de açafraõ. E se nem deste remedio quizer usar, pòde tomar, como remedio mui experimentado, duas onças de vinho branco misturado com outras duas de çumo de angelica, chamada canabràs.

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4. Desta Observaçaõ aprendaõ os Medicos modernos duas cousas: a primeira, que ainda que a +

4. Desta Observaçaõ aprendaõ os Medicos modernos duas cousas: a primeira, que ainda que a razaõ diga que basta huma só parea para duas crianças, dem mais credito à experiencia, pela qual consta que haõ de ser duas, & todas as vezes que virem só huma, sendo as crianças duas, tratem de applicar logo os remedios acima apontados, porque infallivelmente @@ -6048,8 +6016,8 @@

- OBsERVAÇAM XXXV. -

De bum menino, que no instante, em que nasceo, se resfriou com taõ grande excesso, como + OBsERVAÇAM XXXV. +

De bum menino, que no instante, em que nasceo, se resfriou com taõ grande excesso, como se estivesse morto; & a este final tanto para temido, se ajuntou outro mais formidavel de naõ querer mamar por tempo de quinze horas: neste grande perigo, & de confiança da vida, recorrèraõ ao meu conselho, o qual foi que abrissem hum carneiro pela barriga, & @@ -6060,7 +6028,7 @@ espirituoso restaurativo, & esforçandose por fóra com o calor do animal, escaparia da morte: & succedeo assim; por que dentro de meya hora cobrou quentura, começou de mamar, & viveo muitos annos.

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1. TInha determinado passar em silencio hum caso que observei taõ raro, que temi me naõ +

1. TInha determinado passar em silencio hum caso que observei taõ raro, que temi me naõ dessem credito os que o lessem; comtudo para utilidade commua, & abono da verdade me pareceo razaõ escrevello, assim por ser hum caso que atè este dia se naõ veria outro semelhante, como por mostrar aos homens o quanto se enganaõ, os que cuidaõ que os Medicos @@ -6071,7 +6039,7 @@ author que encaminhe; comtudo naõ he para admirar que o entendimento humano guiado pelo lume da razaõ faça algũas curas dignas de nome, sem que preceda liçaõ dos Authores, ou conselho dos mestres, como pela seguinte Observaçaõ farei manifesto.

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2. Em quatro de Fevereiro de 1675. (estudando os frios do inverno no seu mayor rigor) +

2. Em quatro de Fevereiro de 1675. (estudando os frios do inverno no seu mayor rigor) nasceo hum menino, filho de Francisco Lubech, & de sua honestissima consorte Paula Maria Rufina, & como pela excessiva frialdade do tempo, ou pela tenrissima idade do menino se extinguisse o calor natural com tanto excesso, que todos entendéraõ que a dita @@ -6110,7 +6078,7 @@ esforçassem com o calor do carneiro, que era natural, & semelhante ao da criança, & hum semelhante junto com outro semelhante cobra forças, & vigor, como he proloquio dos Filosofos. (3.)

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3. Feita esta diligencia exterior, tratei de confortar interiormente os espiritos vitaes +

3. Feita esta diligencia exterior, tratei de confortar interiormente os espiritos vitaes da criança, porque desta sorte sahiria logo o calor, que estava escondido nas entranhas, para a superficie do corpo, & para este fim ordenei o seguinte restaurativo, para cujos louvores saõ pequenos os mayores encarecimentos. Mandei bater duas gemas de ovos @@ -6120,7 +6088,7 @@ de tal modo aproveitàraõ estes remedios, (inventados pela minha industria) que o mesmo que estava espirando, recobrou forças, & calor, & começou logo a mamar; & deste modo o livrei da morte, nam sem grande credito da Arte, & gosto meu.

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4. Esta Observaçaõ quiz escrever para mostrar q ainda que as doenças sejaõ mui perigosas, +

4. Esta Observaçaõ quiz escrever para mostrar q ainda que as doenças sejaõ mui perigosas, & cheyas de embaraços, ou taõ novas, que nunca as tenhamos visto, que nem por isso deixemos de applicarlhes alguns remedios, ainda que naõ tenhamos Author, a que nos encostemos, ou sigamos; porque se os Mestres, & os Oraculos da Medicina, que @@ -6137,41 +6105,41 @@ os enfermos naõ se curaõ com eloquencia, nem palavras campanudas, mas com medicinas experimentadas, & efficazes: assim o diz Celfo, (5.) & a razaõ natural o diz tambem assim.

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5. Como estes casos das crianças, que acabadas de nascer se esfiiaõ, naõ mamaõ, & tem +

5. Como estes casos das crianças, que acabadas de nascer se esfiiaõ, naõ mamaõ, & tem accidentes de gotta coral, succedaõ poucas vezes, & por essa razaõ se poderaõ achar muito embaraçados os Medicos principiantes, sem saber como lhes haõ de acudir, lhes quero dizer, que isto procede humas vezes de naõ naõ deitarem logo o ferrado, ou de deitarem quasi nada delle, como vi em hum filhinho de Pedro Longo, que por naõ se advertir que naõ tinha deitado o ferrado, se esfriou, & lhe derão tantos accidentes de gotta coral, que morreo no mesmo dia de nascido.

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6. Outras vezes daõ accidentes às crianças recem nascidas, porque mamão em secco, porque +

6. Outras vezes daõ accidentes às crianças recem nascidas, porque mamão em secco, porque as amas q os criaõ naõ tem leyte, como vi em huma filhinha do Doutor Joaõ Bernardes de Moraes.

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7. Outras vezes daõ accidentes às crianças acabadas de nascer, porque o leyte que mamaõ +

7. Outras vezes daõ accidentes às crianças acabadas de nascer, porque o leyte que mamaõ he taõ grosso, & taõ cheyo de queijo, que nem ourinaõ, nem cursaõ, & daqui lhes sobrevem os accidentes, como observei em hum filhinho de Tristaõ de Mendonça, & em outro de Joaõ Tavares Moniz.

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8. O remedio dos que se esfriaõ & tem accidentes por ferrado reteudo, he fazerlhes +

8. O remedio dos que se esfriaõ & tem accidentes por ferrado reteudo, he fazerlhes deitar o ferrado com mecha de sabaõ, & metelos no vaõ de hum carneiro acabado de matar, ou penna molhada em azeite.

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9. O remedio dos que tem accidentes por falta de leite, he darlhes ama que tenhaõ +

9. O remedio dos que tem accidentes por falta de leite, he darlhes ama que tenhaõ abundancia delle.

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10. O remedio dos que tem accidentes pelo leite ser muito grosso, & cheyo de queijo, +

10. O remedio dos que tem accidentes pelo leite ser muito grosso, & cheyo de queijo, he darlhes ama de leite seroso, & delgado; deste modo lhes acudiraõ, como eu acudi a muitos que naõ nomeyo, porque não pareça jactançia, o que só faço por advertencia para os Medicos modernos.

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11. Tres grãos de ouro fulminante, misturados com doze grãos de arcanum duplicatum, dados +

11. Tres grãos de ouro fulminante, misturados com doze grãos de arcanum duplicatum, dados em huma colher de agua de cereijas negras, saõ divino remedio para as crianças, que tem accidentes de gotta coral.

- OBsERVAÇAM XXXVI. -

De hum menino quebrado de ambas as verilhas, e tendo seu pay noticia que eu preparava por + OBsERVAÇAM XXXVI. +

De hum menino quebrado de ambas as verilhas, e tendo seu pay noticia que eu preparava por minhas mãos alguns remedios eƒƒicazes para esta doença, me chamou, pedindome lhe desse o tal remedio, & tomando-o o dito menino, salou taõ singularmente, como se ƒosse obra de milagre.

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I. Como foi sempre grande o desejo que, tive de valer aos doentes nos seus perigos, +

I. Como foi sempre grande o desejo que, tive de valer aos doentes nos seus perigos, trabalhei incansavelmente por saber alguns remedios eficazes, com que pudesse rebater as armas da morte, & naõ baldei a diligencia; porque por mercê de Deos, & disvelos do meu estudo alcancei alguns segredos, com que tenho curado doenças tidas, & avidas por @@ -6191,20 +6159,20 @@ effeitos, que os meus segredos obraõ nas pessoas commuas, porque os canos por onde lhes avião de chegar estas noticias, os fechou a desaffeição, que como he enferma dos olhos não póde ver a luz.

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2. Hoje porém que estou quasi entrado na ultima velhice, quero (pois o bem do proximo he +

2. Hoje porém que estou quasi entrado na ultima velhice, quero (pois o bem do proximo he o motivo que tive para fazer estas observaçoes) manifestar ao mundo alguns dos meus segredos, para que os doentes, que se aproveitarem delles, depois da minha morte lhes dem applausos, que lhes não quizerão dar em quanto eu for vivo; do que não me queixo, nem admiro, conhecendo a minha pequenhez, quando nem ao Gigante se lhe soube a medida, nem grandeza que tinha, senaõ depois de morte. Vamos ao caso da quebradura.

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3. Manoel Barbosa, morador ao poço da Foteya, teve hum filho, que nasceo quebrado de +

3. Manoel Barbosa, morador ao poço da Foteya, teve hum filho, que nasceo quebrado de ambas as verilhas, & vendo o pobre pay tão lastimoso espectaculo, não sossegava de dia, nem de noite, vendo padecer ao inocente filhinho tão cruel achaque; derãolhe noticia que eu sabia alguns remedios secretos, com que fazia curas mui singulares, buscoume logo, & me pedio (com lagrimas nos olhos) lhe desse algum remedio, com que seu filho tivesse saude; porque menos lhe custaria vello morrer, que vello padecer tão penosa enfermidade.

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4. Animei muito ao dito homem, dizendo lhe que eu lhe ensinaria os mayores três remedios, +

4. Animei muito ao dito homem, dizendo lhe que eu lhe ensinaria os mayores três remedios, que avia alcançado com a experiência de muitos anmos; que o mais proprio para tão tenra idade era o seguinte, que eu lhe oferecia, porser segredo meu, & eraõ pòs das lebrezinhas tiradas das entranhas da mãy, estando viva, & metidos no mesmo instante em @@ -6214,7 +6182,7 @@ colheres de agua cozida com a raiz de pe de Leaõ: assim se deu, & succedeo taõ felizmente como o pay desejava, & por incultas deste successo tão excellente se deu a outros, & todos sararão.

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5. O segundo remedio que lhe ensinei, & agora o quero fazer publico a todo o mundo, +

5. O segundo remedio que lhe ensinei, & agora o quero fazer publico a todo o mundo, tem igual, ou superior virtude, & se faz do modo seguinte. Tomem seis quartilhos de vinagre forte, deitemse dentro de huma panela vidrada, com vinte & quatro maçans de acipreste verdes, com as cascas de duas romans azedas, tudo se machuque, & se ponha a @@ -6228,7 +6196,7 @@ tomará aquella massa nas mãos, & se formaraõ huns paos como de chocolate, & esta massa assim preparada se guardará como huma joya de grande preço, porque naõ se póde explicar com palavras admiráveis curas, que com este remedio se tem feito taes casos.

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6. O modo de usar deste maravilhoso unguento he o seguinte. Estendaraõ junto ao lume hum +

6. O modo de usar deste maravilhoso unguento he o seguinte. Estendaraõ junto ao lume hum pequeno deste unguento sobre hum pedaço de panno de linho novo bem tapado do tamanho da quebradura, & recolhendo as tripas dentro, poreis sobre a tal quebradura o dito emprasto com aquella quentura, que o doente possa sofrer, sem lhe causar molestia, & @@ -6239,27 +6207,27 @@ pode levar hum tostão, de pò de huma raiz que chamão solda, ou o emprasto póde estar dez, ou doze dias, & então se alimpe, & se ponha outra parte, que he marivolhoso, & dentro de hum mês, o mais tardar, se achará o doente bom.

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7. O comer de hum mes será de pao duro, ou biscoito, carne assada, & nada cozido, +

7. O comer de hum mes será de pao duro, ou biscoito, carne assada, & nada cozido, & bem póde passar com pouquissima agua, ou com hũa gotta de vinho.

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8. O terceiro remedio, que lhe ensinarei, he o seguinte. Tomarseha hum quartilho de vinho +

8. O terceiro remedio, que lhe ensinarei, he o seguinte. Tomarseha hum quartilho de vinho branco bom em hũa panela nova, & posto a ferver se lhe botará huma maõ cheya de poejos pícados em fellada, & depois de cozido se lhe botará huma onça de farelos, & se apertará muito bem com a funda, & estará com este emprasto vinte & quatro horas, sem fazer movimento com o corpo.

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9. E passadas as vinte & quatro horas, tomará hum quartilho de melaço, & posto a +

9. E passadas as vinte & quatro horas, tomará hum quartilho de melaço, & posto a ferver, depois de bem grosso se estenderá em huma pasta de algodaõ bem aberto, & se polvilhará por cima com huma oitava de incenso, & outra de breu, & outra de pòs de solda, & se porá na parte até cahir; & depois trará o tempo que quizer o emprasto contra rotura.

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10. O Regimento será naõ comer verdura, azeite, & toucinho, & o mais tudo pòde +

10. O Regimento será naõ comer verdura, azeite, & toucinho, & o mais tudo pòde comer.

- OBsERVAÇAM XXXVII. -

De huma grande hernia humoral muito inflammada, acompanhada com huma febre ardente, & + OBsERVAÇAM XXXVII. +

De huma grande hernia humoral muito inflammada, acompanhada com huma febre ardente, & huma gonorrhea parulenta, & com hum fluxo de almorreimas.

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I. EM nenhuma cousa se conhece melhor a ciencia, & engenho dos Medicos, como em saber +

I. EM nenhuma cousa se conhece melhor a ciencia, & engenho dos Medicos, como em saber curar doençãs complicadas; pois no commum sentir dos que exercitão a Medicina, he cousa mui difficultosa remediar no mesmo tempo, & no mesmo sujeito enfermidades mui differentes, & contrarias; mas porque os Medicos não escolhem os casos leves para @@ -6271,11 +6239,11 @@ toma por sua conta defender, & desaggravar a innocencia, me alumiou de sorte na escuridade de muitas doenças complicadas, que as curei, estando ja deixadas dos Medicos por incuraveis, como pelo seguinte caso farei manifesto.

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2. Em dezaseis de Janeiro de 1699. me buscou certo homem nobre, para que o curasse, +

2. Em dezaseis de Janeiro de 1699. me buscou certo homem nobre, para que o curasse, dizendo que elle se achava cercado em hum labyrintho de achaques: porque padecia huma inflammaçaõ horrenda nos testiculos, hum copioso fluxo de almorreimas, huma febre ardentissima, & huma gonorrhea purulenta.

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3. Varias forão as indicações, & muito poderosas as duvidas, que se me offerecèrão +

3. Varias forão as indicações, & muito poderosas as duvidas, que se me offerecèrão para curar a este T 3 doen - doente: nem forão menos poderosos, & varios os prohibentes, que se me representàraõ para fazer a dita cura, & neste enleyo, & perplexidade estive muito tempo duvidoso do caminho que avia de seguir: porque se punha os @@ -6289,20 +6257,20 @@ braços a quem estava com fluxo de almorreimas, & com huma gonorrhea nova, como seria sangrar nos braços a huma mulher estando recem parida, ou com a purgaçaõ mensal de poucos dias.

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4. Neste aperto usei do conselho de Galeno, (3.) em que nos manda acudir primeiro àquella +

4. Neste aperto usei do conselho de Galeno, (3.) em que nos manda acudir primeiro àquella doença, de que se pòde seguir mayor perigo; & vendo eu que da hernia se podia seguir mayor risco com as sangrias dos pès, que da gonorrhea, & almorreimas com as sangrias do braço, por este respeito tomando a indicaçaõ da inflammação herniosa, como achaque mais perigoso, mandei sangrar no braço correspondente à parte tomorosa, sem fazer caso da gonorrhea, nem das almorreimas.

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5. Pontualmente observou o enfermo este preceito, & sangrandose seis vezes na vea +

5. Pontualmente observou o enfermo este preceito, & sangrandose seis vezes na vea d’Arca do braço direito, cessou o despenhado fluxo de humor, & visivelmente se foi desfazendo a hernia; & porque avia ainda alguma inflammaçaõ, & dor na parte, appliquei sobre ella o seguinte remedio, que he segredo, que atè hoje não quiz revelar a alguem; mas agora o quero ensinar para utilidade dos que tiverem semelhante achaque, com seja novo, & de pouco tẽpo.

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6. Tomem folhas de arruda, & de meimendro verdes, de cada cousa destas hum punhado, +

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6. Tomem folhas de arruda, & de meimendro verdes, de cada cousa destas hum punhado, pizemse muito bem em hum gral de pedra, & com humas gottas de vinagre rosado se formem humas papinhas de mediana grossura, para se estenderem em panno de linho delgado, & se applicaraõ sobre a hernia nove, ou dez dias, & não fôse desfara a inchaçaõ, mas se @@ -6310,7 +6278,7 @@ algum dos testiculos, ou ambos, ou o escroto todo, fiquem ainda inchados, ou mais duros do que devem ser, em tal caso podem fazer o seguinte remedio, que tambem he efficacillimo, & se faz do modo seguinte.

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7. Tomai daquelle sebo, que esta pegado aos rins do carneiro, duas onças, pizese muito +

7. Tomai daquelle sebo, que esta pegado aos rins do carneiro, duas onças, pizese muito bem com duas gemas de ovo cruas, & tudo se misture com onça & meya de farinha de favas, & duas onças de oxicrato, & sobre hum panno de linho brando se estenda huma pouca desta massa morna, & sobre a parte enferma se applique cada vinte & quatro @@ -6332,7 +6300,7 @@ trazer sobre a hernia, por tempo de seis meses, humas folhas de figueira baforeira, & certamente se desfara a tal dureza, como me consta por algumas experiências de pessoas, cujos nomes naõ refiro, porque naõ tenho licença para isso.

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8. Vencidas ja a hernia, & a febre ardente, faltavão por render a gonorrhea, & as +

8. Vencidas ja a hernia, & a febre ardente, faltavão por render a gonorrhea, & as almorreimas, para estas ordenei que se lavassem duas vezes cada dia com agua cozida com huma maõ cheya de erva congorça, cuja virtude he especifica para esta doença, & que depois de enxugada a parte com muita brandura, a untassem com o meu admiravel lenimento @@ -6343,7 +6311,7 @@ doentes, que o tem experimentado nesta Corte, mas todo este Reynò, & até as Nações estranhas, & terras de Europa. Os curiosos podem ver os prestimos deste meu lenimento na Polyanthea de segunda impressaõ no tratado 3. cap. 4. fol. 859. num. 78. & 79.

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9. A gonorrhea venci com summa felicidade, ordenando que o doente tomasse de quatro em +

9. A gonorrhea venci com summa felicidade, ordenando que o doente tomasse de quatro em quatro dias dous escropulos de terebinthina de beta, a que ajuntava quinze grãos de pó subtilissimo de alcaçuz, & cinco grãos de mercurio precipitado doce, formando nove pilulas, reperindo este mesmo remedio doze, ou quinze vezes, de quatro em quatro dias, @@ -6354,14 +6322,14 @@ lambedor violado magistral, quero dizer, feito de succo da florida violeta, ajuntandolhe meya oitava de fal das faveiras; & posso certificar que estas amendoadas saõ hum dos melhores remedios da Arte para esta doença.

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10. se porèm a gonorrhea for taõ rebelde, & obstinada, que se naõ renda a estes dous +

10. se porèm a gonorrhea for taõ rebelde, & obstinada, que se naõ renda a estes dous taõ singulares, & efficazes remedios, saibaõ que eu tenho a lacerta viridis, que tomada de tres em tres dias em quantidade de quatro até cinco grãos, formando huma pilula com huma migalha de terebinthina de beta, fara o que nenhum outro remedio humano póde fazer: & porque conste a todos os homens presentes, & futuros a vontade que sempre tive de prestar para a utilidade publica, lhes quero ensinar aqui o modo com que faço este grande segredo, que he na fórma seguinte.

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11. Em huma garrafa deito tres onças de bom azougue, & sobre elle deito seis onças de +

11. Em huma garrafa deito tres onças de bom azougue, & sobre elle deito seis onças de agua forte, que naõ seja feita com pedra hume; & em outra garrafa deito duas onças de agua forte com huma onça de limadura finissima de cobre, & no fim de dous dias ajunto em huma retorta ambas as duas soluções, do mercurio, & do cobre, & sobre fogo de @@ -6383,7 +6351,7 @@ este he o mayor remedio que ha para a sobredita doença, nem por isso se dará aos doentes nos primeiros dias das gonorrheas, mas só quando já forem de muitos dias, ou naõ quizerem obedecer aos remedios apontados.

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12 Deste, & de outros serviços que tenho feito à minha patria, não espero +

12 Deste, & de outros serviços que tenho feito à minha patria, não espero agradecimento em quanto for vivo, porque sei muito bem que a desaffeiçaõ de alguns homens tem preoccupado os corações de outros de tal sorte, que não só os faz surdos para naõ ouvirem as honrosas acclamações, que o mundo publica dos meus medicamentos; mas cegos para @@ -6391,7 +6359,7 @@ afflige, porque a verdade he taõ poderosa, que naõ necessita de armas para defenderse; & quando a malicia porfiadamente queira desluzir os maravilhosos effeitos deste, & de outros remedios meus, me conolsarei com o que diz o Nazianzeno; (5.

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) que por isso o orgaõ do ouvido hetorcido, & fabricado com varios gyros, & +

) que por isso o orgaõ do ouvido hetorcido, & fabricado com varios gyros, & anfractos, paraque a mentira naõ entre tam depressa ao juizo, mas gaste mais tempo em penetrar aquellas voltas, & cavidades, & deste modo chegue naõ só diminuida, mas de tal modo misturada com as fezes da maledicencia, que naõ possa entrar dentro, mas fique @@ -6400,8 +6368,8 @@

- OBsERVAÇAM XXXVIII. -

De uma hydropesia Anasarca, que depois de durar sete meses chegou a inchaçaõ de todo o + OBsERVAÇAM XXXVIII. +

De uma hydropesia Anasarca, que depois de durar sete meses chegou a inchaçaõ de todo o corpo a tanto excesso, que não deixava deitar a doente de nenhum lado, porque de qualquer desses lhe faltava a respiração, e se suffocava; e vendo os Medicos o excesso, com que a doença crescia, perdéraõ as esperanças, e desemparáraõ ao doente; neste aperto me @@ -6410,7 +6378,7 @@ fortuna, poderia succeder que com alguns remedios, que eu preparo por minhas mãos, escapasse da morte. Aceitou o partido, e foi o successo taõ feliz, que viveo depois desta cura trinta e dous annos.

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1. HE a hydropesia huma enfermidade tam grande, como difficultosa de curar principalmente +

1. HE a hydropesia huma enfermidade tam grande, como difficultosa de curar principalmente em Lisboa, assim por terra de temperamento muito humido (o que prejudicialissimo para esta doença) como pelo excessivo numero de sangrias, q̃ nella se fazem, por cuja causa necessariamene se enfraquece o calor do estomago, e delle enfraquecido se seguem os máos @@ -6430,7 +6398,7 @@ grandes damnos que fazem as muitas sangrias, diz as seguintes palavras: Postoque muitos doentes não morrem logo por causa das muitas sangrias, andando os tempos vem a morrer pela fraqueza em que ficàraõ, e naõ morreriaõ, se os tivessem sangrado menos.

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2. Para esta queixa de Galeno, e que alguns doentes tambem fazem, deu motivo huma +

2. Para esta queixa de Galeno, e que alguns doentes tambem fazem, deu motivo huma hydropesia universal, que Maria Nunes, moradora na rua da Cruz, padeceo sete meses: enfermou a dita mulher como dores de cabeça, e grande febre; chamouse logo Medico, o qual a mandou sangrar dezaseis vezes; melhorou com effeito das queixas referidas; porèm @@ -6454,7 +6422,7 @@ ajuntasssem quantos Medicos ouve nos seculos passados, e quantos avia no presente, e quantos Deos avia de crear até o fim do mundo, a naõ poderiaõ tirar da garganta da morte, com a qual entendiaõ estava já lutando.

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3. Neste aperto, e ultimo desengano recorreo a desconsolada enferma ao meu conselho, como +

3. Neste aperto, e ultimo desengano recorreo a desconsolada enferma ao meu conselho, como para huma firme ancora da sua esperança, e entre agonias de moribunda, e afflições de desemparada me disse as palavras seguintes: Ay de mim desgraçada mulher, que me vejo morrer sem permissaõ, nem vontade da Medicina ! Eu naõ reparei em gastos, nem me @@ -6510,10 +6478,10 @@ hum grande arcano dos Chymicos, naõ he concedido a todos o sabello fazer com perfeiçaõ; mas eu sempre o tenho preparado para acudir aos casos de mayor aperto: he bem verdade que he remedio só para a gente rica, porque he taõ caro, como feito de ouro.

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4. Em todo o discurso da doença usei de agua cozida com soldanella, chamada vulgarmente +

4. Em todo o discurso da doença usei de agua cozida com soldanella, chamada vulgarmente brassica marinha; porque esta raiz tem huma taõ grande virtude para curar a hydropesia que muitos lhe chamaõ erva dos hydropicos, e se prepara na fórma seguinte.

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5. Tomem de raizes de soldanella huma onça, ponhaõse a cozer com fogo muito brando; em +

5. Tomem de raizes de soldanella huma onça, ponhaõse a cozer com fogo muito brando; em panela de barro, com duas canadas de agua commua; e desta mandei que bebesse a hydropica com tanta moderaçaõ, que naõ passasse de meyo quartilho ao janta, e outro meyo à noite; advertindolhe, que por mais que a sede a apertasse; não excedesse esta quantidade, (4.) @@ -6529,11 +6497,11 @@

- OBsERVAÇAM XXXIX. -

De hum garrotilho taõ forte, que tendo sufocado a seis irmãos, aparelhava a mesma morte a + OBsERVAÇAM XXXIX. +

De hum garrotilho taõ forte, que tendo sufocado a seis irmãos, aparelhava a mesma morte a dous, que depois nascèraõ, & que sem duvida teriaõ o mesmo perigo, se eu os naõ preservàra, mandandolhes abrir fontes dous meses depois de mascidos.

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1. NAõ saõ necessarios textos, ou persuasões efficazes para conhecermos a fragilidade da +

1. NAõ saõ necessarios textos, ou persuasões efficazes para conhecermos a fragilidade da natureza humana; pois a experiencia nos mostra cada dia, que todos os homens, de qualquer idade, & condiçaõ que sejaõ, estaõ sujeitos à tyrannia da morte. Naõ ha enfermidade, por pequena que seja, que naõ se atreva a commetter com igual ousadia a moços, & a @@ -6545,14 +6513,14 @@ igualando na forte, aos que saõ taõ desiguaes na natureza. Provera a Deos naõ ouvera tantos exemplos desta verdade; & em confirmaçaõ della referirei hum cafo, que poderá ser naõ fosse atè hoje visto, nem escrito.

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2. Nesta Cidade conheço a huns casados, que no espaço de quinze annos tiveraõ seis +

2. Nesta Cidade conheço a huns casados, que no espaço de quinze annos tiveraõ seis filhos, todos sãos, todos robustos, & bem proporcionados todos na disposiçaõ, & formatura do corpo. O primeiro destes ainda naõ tinha hum anno, quando se suffocou com hum garrotilho. O segundo escassamente fazia anno & meyo, quando morreo affogado do mesmo garrotilho. O terceiro compria vinte meses, quando faleceo da propria enfermidade. O quarto antes de chegar a dous annos se suffocou com outro garrotilho mortal.. O quinto, & sexto perdéraõ a vida pela mesma causa.

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3. Vendo os pays taõ lastimofos acontecimentos,como se sossem feridos de algum rayo, +

3. Vendo os pays taõ lastimofos acontecimentos,como se sossem feridos de algum rayo, attonitos, pensativos, & quasi doudos inconsolavelmente choravaõ a falta de taõ amadas prendas. Queixavaõse muito da natureza, porque concedia aos veados, aos elefantes, & às gralhas (I.) taõ larga vida, que chegaõ a duzentos annos, importando taõ pouco ao mundo @@ -6569,7 +6537,7 @@ era taõ excessiva, & tinha penetrado taõ altamente o animo de ambos, que taõ longe estiveraõ de se aliviar com as minhas consolações, que antes se irritàraõ, & enfurecéraõ com mais agudo ssentimento.

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4. Para aver pois de moderarlhes os suspiros, lhes disse que se puzessem fim a tanto +

4. Para aver pois de moderarlhes os suspiros, lhes disse que se puzessem fim a tanto pranto, & enxugassem as lagrimas, lhes ensinaria dous remedios, com que poderia preservarlhes de mal taõ grande aos mais filhos, que Deos lhes desse. Ouvida taõ alegre nova; foi incrivel o alvoroço, que ambos tiveraõ, & pegandome na maõ direita em sinal @@ -6608,20 +6576,20 @@ Pedro Joachim, ao qual mandei tambem abrir fontes antes de ter dous meses, & nem o minimo sinal de inflammaçaõ, ou dor tiveraõ na garganta atè esta hora; antes tem ambos logrado saude taõ perfeita, que estaõ casados, & cheyos de filhos.

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5. E porque estes dous exemplos poderáõ ser poucos, para confirmar, como ley inviolavel, +

5. E porque estes dous exemplos poderáõ ser poucos, para confirmar, como ley inviolavel, que se possaõ abrir fontes em crianças de mama, ajuntarei terceiro cafo maravilhosamẽte succedido. Marianna Josepha, filha de Manoel Ferreyra, morador às portas do sol, no mesmo dia em que nasceo, lhe sobreveyo hum fluxo de humor aos olhos taõ grande, que não ouve remedio que lhe aproveitasse; neste aperto, & perigo de ficar cega, lhe mandei abrir fontes em ambos os braços, sendo de idade de trinta dias; & foi o effeito tão prodigioso, que se admiràraõ todos os que a tinhão visto em tal aperto.

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6. Destas Observações tomei mayor confiança para mandar abrir fontes em todas as queixas +

6. Destas Observações tomei mayor confiança para mandar abrir fontes em todas as queixas da garganta, & dos olhos em qualquer idade, por grande, ou pequena que fosse, & sempre vi tão maravilhosissimos proveitos dellas, que entendo saõ as fontes para as taes doenças remedio euporisto, & quasi milagroso. Fallo com a experiencia de muitos annos, & com aquella verdade, com que se devem tratar os negocios taõ importantes, como he a vida, & saude dos homens.

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7. Da efficacia que tem as fontes para os achaques da garganta, & dos olhos; para +

7. Da efficacia que tem as fontes para os achaques da garganta, & dos olhos; para preservar da peste; para as azias, & dores de estomago; para os que tem dores de colica muitas vezes no anno; para os que padecem fluxões repetidas aos dentes, & queixos; para os que vomitaõ todos os dias o que comem; & para os que tem dores de @@ -6635,7 +6603,7 @@ fazer com grande confiança naõ só a dous sobrinhos meus, sendo crianças de dous meses, com que os livrei dos garrotilhos, de que seis irmãos (pelas naõ terem) acabarão a vida; mas tambem a muitas outras crianças, que deixo de nomear por não fer enfadoso.

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8. Neste lugar me perguntaráõ os curiosos, se affim como muitas vezes he conveniente +

8. Neste lugar me perguntaráõ os curiosos, se affim como muitas vezes he conveniente abrir fontes em qualquer tempo, & idade, seja algumas vezes conveniente fechallas. Respondo com distinçaõ, dizendo que se as fontes no espaço de hum anno naõ tirarem, ou ao menos melhorarem a doença, por cuja causa as abriraõ, não só se podem fechar; mas será @@ -6653,7 +6621,7 @@ inflammação teimosa que tinha em hum olho, & depois que sarou do olho, a fechou sem prejuizo, nem damno da saude. Não quero porèm dizer que as fontes se fechem, se purgarem muito, ou se aliviarem, ainda que purguem pouco.

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9. No mesmo tempo em que estava escrevendo esta Observação, me chegàrão à noticia dous +

9. No mesmo tempo em que estava escrevendo esta Observação, me chegàrão à noticia dous remedios para os garrotilhos, & achaques da garganta, dos quaes me disserão taes excellencias; pessoas de tanta authoridade, que me derão confiança para os escrever aqui ; o que faço, para que se algum doente se achar em tal aperto da garganta, que se veja @@ -6662,14 +6630,14 @@ quaes nos dizem que nos casos desesperados lancemos mão de qualquer remedio, ainda que nos pareça temerario: eu não os experimentei, mas posso afegurar que saõ tão fieis, & seguros, que se não fizerem o proveito esperado, que não faraõ damno.

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10. O primeiro remedio he atar ao redor da garganta hum escarpim, ou palmilha de mea bem +

10. O primeiro remedio he atar ao redor da garganta hum escarpim, ou palmilha de mea bem suada, & fedorenta. Este remedio tem a seu favor a approvação dos Religiosos Irlandezes, que vivem na Corte Real, os quaes uniformemente dizem que nas suas patrias he o escarpim suado o mais decantado remedio que ha para os garrotilhos, & queixas da garganta: os mesmos louvores lhe attribue Dom Thomas de Napoles, & Noronha, que foi testimunha de vista de hum doente, que estando ungido por queixa da garganta, sarou com o dito remedio.

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11. O segundo remedio he puxar, & esfregar as orelhas do doente para cima tanto +

11. O segundo remedio he puxar, & esfregar as orelhas do doente para cima tanto tempo, até que se fação vermelhas; para este remedio acho fundamento, & razão que o apadrinhaõ: porque as orelhas tem grande parentesco, & correspondencia com a garganta, como vemos cada dia nas pessoas que tem grande dor nella, as quaes quando engolem alguma @@ -6682,8 +6650,8 @@

- OBsERVAÇAM XL. -

De humas camaras colericas taõ rebeldes que duràraõ quinze meses, e sem embargo de que em + OBsERVAÇAM XL. +

De humas camaras colericas taõ rebeldes que duràraõ quinze meses, e sem embargo de que em todo este tempo naõ passou dia sem q̃ se fizessem remedios muito experimentados, foi a doença taõ obstinada, que desprezou a todos, e desanimou aos Medicos de modo, q̃ se despediraõ, porque viraõ baldado o seu trabalho: neste aperto me chamàraõ, e entendendo eu @@ -6691,7 +6659,7 @@ que tomasse sessenta banhos de agua tibia, desfazendo em cada hum delles hum paõ de massa crua; e foi taõ bem logrado esta diligencia, que se venceo a doença, quando todos entendiaõ que se avia de render a vida a tanta enfermidade.

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1. sUpposto que para conservar a saude, espertar o calor natural, abrir os póros, exhalar +

1. sUpposto que para conservar a saude, espertar o calor natural, abrir os póros, exhalar as fuligens, e promover a circulaçaõ do sangue, nenhuma cousa seja taõ proveitosa como o exercicio, e trabalho; comtudo, se qualquer cousa destas for excessiva, fara damno em lugar de proveito: porque o exercicio, ou trabalho demasiado exaspera o calor do figado, @@ -6703,7 +6671,7 @@ vicîa, e corrompe a carne, e sustancia do figado com a colliquaçaõ, e transcolaçaõ cruenta dos humores. Desta verdade tenho visto muitos exemplos; referirei sò hum, para dar gosto aos curiosos, e fazer serviço aos principiantes.

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2. Domingas Ferreira Lopa, vendo a seu marido em perigo da vida por causa de huma febre +

2. Domingas Ferreira Lopa, vendo a seu marido em perigo da vida por causa de huma febre maligna, com que esteve desconfiado de todos os remedios humanos, recorreo ao Medico Divino, pedindolhe com enternecidos rogos, e copiosissimas lagrimas quizesse dar saude a seu agonizante enfermo, valendose para o despacho de petição tão justa, da poderosissima @@ -6720,7 +6688,7 @@ se fossem turgentes, os não pode a natureza conter, nem governar, antes os arrojou impetuosamente para os intestinos, donde se lhe seguio hum fluxo de ventre tam porfioso, e obstinado, que durou quinze meses.

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3. Para remedio destas camaras se chamàraõ dous Medicos de fama, de cujos conselhos usou +

3. Para remedio destas camaras se chamàraõ dous Medicos de fama, de cujos conselhos usou quinze meses sem conseguir alivio. Naõ he dizivel quantas sangrias lhe fizeraõ; quantas ajudas alterntes, e lavativas lhe deitàraõ; de quantos emplastros confortativos, e adstringentes se valèraõ; quantas bebidas, e medicamentos especificos; quantas purgas, e @@ -6739,7 +6707,7 @@ todos estes remedios admiraveis, e muito qualificados com largas experiencias, nenhum proveito fizerão; antes àlem das camaras, lhe sobrevierão hum fastio mortal, huma magreza excessiva, huma melancolia profunda, e huma febre lenta.

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4. Vendose a pobre enferma em estado tam miseravel, e desengada dos Medicos, de que +

4. Vendose a pobre enferma em estado tam miseravel, e desengada dos Medicos, de que certamente morreria, se a febre, e as camaras perseverassem, se resolveo a cuidar menos dos remedios corporaes, pelo pouco que lhe aproveitàraõ; e só se entregou nas mãos de Deos, pedindolhe com lagrimas de dor huma boa morte: porèm os parentes, que estavão mui @@ -6750,12 +6718,12 @@ Deos, nem por isso se haõ de desprezar os remedios, que elle deixou para soccorro dos homẽs; que quem desestima o beneficio, offende ao bemfeitor: por estas razões, e outras não menos ponderosas me consultàraõ para q̃ lhe acudisse em tão grande aperto.

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5. Fui pois chamado a 4. de Janeiro de 1663. E para que a cura se principiasse com bom +

5. Fui pois chamado a 4. de Janeiro de 1663. E para que a cura se principiasse com bom auspicio, depoi de fazer varias perguntas, quiz ver os excrementos que deitava no curso, para que pela grossura, ou delgadeza delles, pela mayor, ou menor quantidade, pela cor mais, ou menos subida tivesse perfeito conhecimento do achaque, e causa de que procedia.

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6. Examinados com toda a attenção os excrementos, e vendo que erão retintos de cor +

6. Examinados com toda a attenção os excrementos, e vendo que erão retintos de cor amarella escura, conheci por elles, e pelo temperamento quente da enferma, que a causa occasional das sobreditas camaras fora o grande trabalho, que tivera nas jornadas da novena; e que a causa material erão os humores colericos, que com o mesmo trabalho se @@ -6778,7 +6746,7 @@ mandei desfazer todos os dias hum pão de massa crua, e antes de passarem trinta dias, teve saude taõ perfeita, que admirou, e entendèraõ que resuscitàra; e vive por benedicio desta cura, ha mais de quarenta e tres annos.

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7. Com as mesmas purgas, e banhos curei muitas camaras antigas, que tinhaõ desprezado aos +

7. Com as mesmas purgas, e banhos curei muitas camaras antigas, que tinhaõ desprezado aos mais decantados remedios da Medicina, como observei no senhor Bispo de Miranda Manoel de Moura Manoel; no Padre Mattheos Gomes de Mercado; na mulher de Luis Rodriguez de Paiva; na mulher de Lourenço Friarte, ourives do ouro; e em outras muitas pessoas, que deixo de @@ -6807,19 +6775,19 @@ que tem as entranhas languidas, e debilitadas; e finalmente àquelles que tem os hypocondrios duros, ou tumorosos, porque adelgaçaõ o humor preternatural, e cahindo em alguma parte languida degenera em tumores, e abscessos.

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8. Neste lugar me faraõ os curiosos duas perguntas. A primeira, porque razaõ assegurei à +

8. Neste lugar me faraõ os curiosos duas perguntas. A primeira, porque razaõ assegurei à sobredita enferma que avia de ter saude, quando Galeno (7.) nos aconselha que nas doenças perigosas naõ demos grandes esperanças de vida aos enfermos; porque disso resulta, que se a melhoria tarde, ou a doença peyora, se entregaõ a huma melancolia taõ profunda, que basta para os matar; e se saõ grandes os esforços que o Medico lhes dá, cobraõ tal animo que naõ querem aceitar os remedios, porque se persuadem que naõ tem perigo.

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9. A esta pergunta respondo, que ainda que he conselho prudente naõ encher de esperanças +

9. A esta pergunta respondo, que ainda que he conselho prudente naõ encher de esperanças aos muito perigosos, por lhes naõ ser occasiaõ a que, se faltar o promettido, se cuide que o Medico he mentiroso, ou ignorante; comtudo, quando o doente he imaginativo, e desconfiado, e tem tratado da sua salvaçaõ, e feito testamento, he licito, e justo animallo, e alentallo muito, porque no bom conforto, e esforço do Medico consiste algumas vezes toda a cura, ou huma boa parte della.

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10. A segunda pergunta he, porque razaõ dei banhos a esta doente em Janeiro, se as +

10. A segunda pergunta he, porque razaõ dei banhos a esta doente em Janeiro, se as camaras duràraõ quinze meses, e no discurso delles ouve tempo mais proprio para este remedio. Respondo, que como eu era entaõ muito moço, e falto de experiencia, naõ tive confiança para aconselhar remedios, aonde assistiaõ Medicos mais velhos, e experimentados @@ -6830,7 +6798,7 @@ com risco do proprio credito, costuma Deos favorecer com successos taõ maravilhosos, e felices, (9.) como foi o desta doente; a qual depois de padecer camaras tanto tempo, e estar deixada por incuravel, a livrei da morte dentro de trinta e seis dias.

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11. Finalmente saõ os banhos taõ proveitosos para suspender as camaras, que até para as +

11. Finalmente saõ os banhos taõ proveitosos para suspender as camaras, que até para as que procederem de algũa superpurgaçaõ, ou purga taõ forte, q̃ em hum dia provoque noventa, ou cem cursos, obraõ effeitos maravilhosos; mas neste caso ha de ser a agua do tal banho hum pouco mais quente que aquella dos que se daõ para temperar as febres, e para @@ -6838,16 +6806,16 @@ todo o intento do Medico he abrir os póros, para chamar, e divertir para a superficie do corpo os humores, que despenhadamente correm para o ventre, e fazem a superpurgaçaõ, ou camaras taõ excessivas que podem matar.

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12. Tambem os banhos que se derem aos que tem suppressoens de ourina por causa da pedra, +

12. Tambem os banhos que se derem aos que tem suppressoens de ourina por causa da pedra, ou grossura dos humores, devem ser com agua mais quente, para deste modo se facilitar a saida da pedra, alargar as vias, e adelgaçar os humores.

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13. Estes dous casos saõ os em que he necessario dar os banhos com agua mais quente; mas +

13. Estes dous casos saõ os em que he necessario dar os banhos com agua mais quente; mas em todos os mais achaques, em que se derem banhos, seja a agua manos de morna, de tal sorte, que os doentes se queixem de que a achaõ fria. Digo isto em utilidade dos doentes, e conselho dos Medicos novatos, porque como saõ faltos de experiencia, dão muitas vezes os banhos com agua mais quente do que convem, donde se segue fazerem mais damno, que proveito.

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14. Tres documentos colheraõ daqui os Medicos modernos: o primeiro, que nas camaras +

14. Tres documentos colheraõ daqui os Medicos modernos: o primeiro, que nas camaras rebeldes procedidas de quentura do figado, saõ os banhos de agua morna excellente remedio, com tal condiçaõ, que se appliquem depois do corpo estar evacuado: o segundo, que nas suppressoẽs de ourina, ou camaras procedidas de superpurgaçaõ, ou excessivas, deve a agua @@ -6865,12 +6833,12 @@

- OBsERVAÇAM XLI. -

De huma dor iliaca, que durou quatro dias com vomitos estercorosos, suores frios, ventre + OBsERVAÇAM XLI. +

De huma dor iliaca, que durou quatro dias com vomitos estercorosos, suores frios, ventre muito duro, & inchado; & estando a doente sem esperanças de vida, lhe fiz beber tres onças de azougue, & no mesmo instante ficou boa, com grande credito da Arte, & da minha pessoa.

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1. JUnto à Igreja de saõ Miguel de Alfama mora huma mulher, chamada Francisca Dias, a +

1. JUnto à Igreja de saõ Miguel de Alfama mora huma mulher, chamada Francisca Dias, a qual em 19. de Março de 1665. estando na sobredita Igreja para se confessar, começou a sentir humas dores no ventre, as quaes se foraõ augmentando de forte, que esteve resoluta a irse para casa; mas o pio affecto, & ardente desejo que tinha de confessarse, & @@ -6894,7 +6862,7 @@ mortas, ajuntando a cada cinco onças deste cozimento quatro onças de assucar mascavado, & huma onça de diaprunis; outras de tro onças de oleo de amendoas doces misturado quatro de manteiga de vaccas.

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2. Tudo isto se executou, mas sem proveito; porque a desgraçada enferma de hora em hora +

2. Tudo isto se executou, mas sem proveito; porque a desgraçada enferma de hora em hora sentia mayores dores; vomitos, & agonias. Neste aperto; & grande desconfiança da vida se resolvèraõ a chamar Medico, naõ tanto com esperança de que a curasse, quanto para que fosse testimunha da sua morte, & desse huma certidaõ da doença de que morrèra, @@ -6951,7 +6919,7 @@ successo taõ maravilhoso, que logo se destorceo o intestino, & evacuou copiosamente, sahindo primeiro que tudo o azougue, & no mesmo dia livrou do perigo, & teve saude, com dos circunstantes, & credito da Arte.

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3. E porque sey naõ haõ de faltar homens, que digaõ foi temerara ousadia dar a beber tres +

3. E porque sey naõ haõ de faltar homens, que digaõ foi temerara ousadia dar a beber tres onças de azougue a huma mulher, que estava espirando por causa de hum volvulo, me dou por obrigado a acudir por minha honra, & pela verdade, dizendo que tan fóra esteve de ser erro, ou atrevimento dar o azougue em hum volvulo taõ apertado, que antes seria erro, @@ -6961,7 +6929,7 @@ tinhaõ feito, nem ouvesse já para onde appellar, por isso, posto de parte o rustico temor do que podiaõ dizer os fiscaes das acções alheyas, dei o azougue com felicissimo successo.

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4. E para que os doentes, que daqui por diante tiverem semelhante enfermidade, naõ tenhaõ +

4. E para que os doentes, que daqui por diante tiverem semelhante enfermidade, naõ tenhaõ medo de tomar o dito azougue, & saibaõ que se póde tomar seguramente, nomearei aqui as pessoas, a que livrei da sepultura com elle. Foi o primeiro Francisca Dias, da qual falo nesta Observaçaõ. Foi o segundo Manoel Alvarez, sirgueiro de agulha, aprendiz de Joaõ de @@ -6969,7 +6937,7 @@ moradora aos Poyaes de saõ Bento. E porque no caso desta terceira enferma ouvesse algumas circunstancias de mayor perigo, & que fizeraõ a cura mais affamada, me seja permitido referillas para utilidade da Republica, & credito da Arte.

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5. Tinha esta mulher huma hernia antiga, & naõ sey porque causa lhe descèraõ hum dia +

5. Tinha esta mulher huma hernia antiga, & naõ sey porque causa lhe descèraõ hum dia as tripas até o joelho, & no mesmo dia a assaltou huma dor Iliaca, ou Volvulo vehementissimo, por cuja causa começou a ter ancias mortaes, & vomitos estercorosos. Para acudir a este caso se chamáraõ alguns Medicos bem opinados, os quaes conhecendo o @@ -6988,11 +6956,11 @@ funda, & que erguessem, & puzessem a mulher em pè, & lhe dei a beber tres onças de azougue, & no mesmo instante se indireitou o intestino, paráraõ os vomitos, & ficou boa.

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6. Vejaõ agora os Medicos, que lerem, ou tiverem noticia destas tres curas de Volvulos +

6. Vejaõ agora os Medicos, que lerem, ou tiverem noticia destas tres curas de Volvulos taõ felicemente succedidos com o azougue, que conta haõ de dar a Deos, dos doentes, que daqui por diante tiverem esta enfermidade, & por temerem as murmurações, naõ lhes acudirem com o azougue, vendo-os em perigo de vida.

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7. Tres cousas de muita importancia quero advertir aos Medicos modernos. A primeira he, +

7. Tres cousas de muita importancia quero advertir aos Medicos modernos. A primeira he, que se algum Volvulo for taõ rebelde, que se naõ cure com as tres onças de azougue, qu neste caso se podem dar seis, & naõ faltão Authores de boa nota, que mandão dar dous arrateis: porque só o grande peso indireita o intestino torcido; o que algumas vezes naõ @@ -7003,7 +6971,7 @@ solimaõ: & naõ succedera esta desgraça, se a quantidade do azougue for grande, porque o seu mesmo peso o farà passar, & sahirà logo do corpo com vitoria da natureza, & gloria da Arte.

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8. A segunda cousa muito importante, & que he necessario saberse, he, que supposto +

8. A segunda cousa muito importante, & que he necessario saberse, he, que supposto digo q̃ o azougue dado a beber, he o mais eficaz remedio que há para os Volvulos desesperados, que nem por isso se deve dar a todos sem distinçaõ, nem à carga cerrada: porque se o Volvulo proceder de inflammaçaõ dos intestinos, (o que conheceremos pela @@ -7016,12 +6984,12 @@ & dissipem as taes cruezas, & flatos; & deitarlhes ajudas de vinho bom, ourina de menino, em que cozeraõ primeiro esterco de cabra, cominhos, funcho, bisnaga, com hum escropulo de Castoreo.

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9. Tambem não convem dar o azougue nos Volvulos, que procederem de dureza do esterco, sem +

9. Tambem não convem dar o azougue nos Volvulos, que procederem de dureza do esterco, sem que primeiro se mollifiquem com algumas ajudas de umo de ortigas mortas, & igual quantidade de oleo violado. E se estas não bastarem, deitaremos outras feitas de dezaseis onças de oleo violado misturado com quatro onças de vinho branco, fervendo tudo até se gastar o vinho.

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I0. Das seguintes ajudas tenho mayor conceito para Volvulos que procedem de dureza, & +

I0. Das seguintes ajudas tenho mayor conceito para Volvulos que procedem de dureza, & resicaçaõ dos excrementos, & se fazem do modo seguinte. Tomai de raizes de malvaisco machucadas huma onça, de folhas de violas, malvas ortigas mortas, alsavaca de cobra, endros, coroa de Rey, & macella; de cada cousa destas huma maõ cheya, tudo se coza em @@ -7030,41 +6998,41 @@ meya onça, de óleo de amendoas doces, de macella, & de endros, de cada hum huma onça, & com huma gema de ovo, & duas oitavas de salgema gema se deitem estas ajudas mornas, & o bom effeito dellas acredita a sua grande virtude.

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11. Meter aos doentes, que tem Volvulo por causa de dureza das fezes, em hum banho de +

11. Meter aos doentes, que tem Volvulo por causa de dureza das fezes, em hum banho de seis almudes de agua morna, misturada, & bem batida com meyo almude de azeite, he remedio muito louvado, affim para mollificar o ventre duro, como para abrandar a dor, com tal advertencia, que depois de sahir do banho se fomente toda a barriga com bosta de boy fresca, misturada com a gordura que deitarem de si quatro redenhos de carneiro derretidos.

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12. Os caldos de gallinha bem gorda, cozida com boa quantidade de folhas de malvas, & +

12. Os caldos de gallinha bem gorda, cozida com boa quantidade de folhas de malvas, & ortigas mortas, a que ajuntém quatro escropulos de cremores de tartaro, ou duas oitavas dos meus trociscos de Fioravanto, obraõ effeitos milagrosos nos casos de durezas das fezes, ou dores de ventre.

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13. A terceira cousa, q̃ he muito importante saberse, he, que se o Volvulo proceder por +

13. A terceira cousa, q̃ he muito importante saberse, he, que se o Volvulo proceder por causa de algũa quebradura, em que os intestinos descerem atè o escroto, que neste caso mandemos virar o homem com a cabeça para baixo, & com os pès para cima, & deste modo reduzamos o intestino a seu lugar, & enfaixando-o muito bem, lhe daremos entaõ o azougue.

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14. Da maravilhosa virtude que tem o azougue vivo dado a beber para curar a dor iliaca, +

14. Da maravilhosa virtude que tem o azougue vivo dado a beber para curar a dor iliaca, & indireitar os intestinos torcidos, matar lombrigas, & facilitar os partos apertados, escrevèraõ Joaõ schenkio, (8.) Felix Platero, (9.) Henrique ab Heers, (10. ) Brasavolo, (11.) Andre Mathiolo, (12.) Joaõ Hartmano, (13.) Fabricio Hildano, (14 ) Baptista Zapata, (15.) Joaõ Helmonte, (16.) Nicolao de Blegni, (17.) Bernardo Conor, (18.) & infinitos outros que naõ refiro, por naõ cansar aos Leitores.

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15. Vanelmonte (19.) louva muito nos Volvulos as balas de chumbo, & diz que nunca +

15. Vanelmonte (19.) louva muito nos Volvulos as balas de chumbo, & diz que nunca vira morrer desta doença, aos que usaraõ dellas, com tal condiçaõ que as tome estando em pè, ou andando passeando, ainda que seja ajudado por outrem.

- OBsERVAÇAM XLII. -

De huma febre cau∫ada de enchimento do e∫tomago; para remedio da qual ∫e deraõ vinte + OBsERVAÇAM XLII. +

De huma febre cau∫ada de enchimento do e∫tomago; para remedio da qual ∫e deraõ vinte ∫angrias, & por isso degenerou a febre em maligna de tam veneno∫a qualidade, que o doente chegou a e∫tar ungido, & certamente morreria, ∫e eu lhe naô acudira dandolhe o meu Bezoartico, com cuja virtude solutiva, & cardiaca foi lentamente purgando os humores damno∫os, & rebatendo a qualidade veneno∫a, & por este caminho o livrei da da morte e∫tando qua∫i metido na ∫epultura.

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1. – Naõ averá Medico tam falto deciência, que ignore o muito que Galeno, (i.) & +

1. – Naõ averá Medico tam falto deciência, que ignore o muito que Galeno, (i.) & todos os Doutores (2.) reprovaô as ∫angrias nas febres, & doenças, que procedem decrueza, ou enchimento e∫tomago: comtudo naõ ∫ei com que cegeueira, ou fado infelice desprezaõ alguns homens os preceitos dos Oraculos da Medicina, mandando ∫angrar em todas @@ -7085,7 +7053,7 @@ mo∫trarei com toda a evidencia, quam errados vaõaquelles Médicos, & em que precipicios de∫penhaõ aos doentes, que tendo os e∫tomagos cheyos de cruezas, ou humor, os ∫angraõ, ∫em os purgar primeiro.

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2: O Reverendo Padre Frey Antonio de Tancos, Religio∫o Carmelita Calçado, teve em 14. de +

2: O Reverendo Padre Frey Antonio de Tancos, Religio∫o Carmelita Calçado, teve em 14. de Ago∫to de I665. huma febre grandi∫∫ima acompanhada de varios ∫ymptomas, que demo∫travaõ ∫er procedida de enchimento de e∫tomago, porque padecia amargores de boca, dores na parte dianteira da cabeça, de∫ejos de vomitar, & fastio taõ horrendo, que nem podia comer, @@ -7101,10 +7069,10 @@ que tinha, ∫e tiraria a febre, como muitas vezes ∫uccede, & eu o tenho vi∫to; & por con∫equencia ∫e e∫cu∫ariaõ as ∫angrias; ou ba∫tariaõ poucas, & naõ chegaria o doente a tanto perigo.

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3. Porèm como o doente e∫colhe∫∫e para ∫e curar a hum Medico, que ∫angraria aos defuntos +

3. Porèm como o doente e∫colhe∫∫e para ∫e curar a hum Medico, que ∫angraria aos defuntos depois de enterrados, quiz e∫te a torto, & a direito, (∫em atender

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258 Obfervaçôcs Medicas Doutrlnacs.

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der a outra razaõ mais que porque achou febre) tirar ∫angue, (em que a doença não +

258 Obfervaçôcs Medicas Doutrlnacs.

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der a outra razaõ mais que porque achou febre) tirar ∫angue, (em que a doença não pecava,) & por nenhum modo quiz dar lhe hum vomitorio, ou alguma das ∫obreditas purgas, para de∫pejar do e∫tomago os humores, em que ∫e radicava a enfermidade; porque ∫e per∫uadio o tal Medico que os de∫ejos de vomitar, os amargores da boca, o grande fa∫tio, @@ -7116,7 +7084,7 @@ as frialdades dos extremos, perturbavaõ∫e os ∫entidos, embaraçava∫e a língua, ourinava ∫em ∫etir∫e; & ∫obre todas e∫tas mi∫erias, erão tam grandes, & taõ repetidos os ∫oluços, que moviaõ compaixaõ nos corações mais penha∫co∫os. ∫os.

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4. Ne∫te aperto, (e∫tando já o doente ungido, & o Medico de∫confiado da sua vida) me +

4. Ne∫te aperto, (e∫tando já o doente ungido, & o Medico de∫confiado da sua vida) me chamou o Padre Doutor Frey Gregório de Je∫us, que era entaõ Prior do Coavento, & dandome larga informaçaõ das queixas q o doente padecia; (porque ele já naõ e∫tava capaz de me informar) entendi que a febre, & todos os ∫ymptomas referidos procediaõ dc @@ -7144,7 +7112,7 @@ Cordeal Bezoartico, puz nelle toda a e∫perança temporal, fiado nas muitas, & mui prodigio∫as curas, que com o tal Bezoartico tinha feito, & a∫∫im lho receitei na forma ∫eguinte,

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5. Tomei de pevides de cidra azeda huma oitava de raízes se e∫corcioneira huma onça, tudo +

5. Tomei de pevides de cidra azeda huma oitava de raízes se e∫corcioneira huma onça, tudo machucado mandei ∫e coze∫∫e em huma panela de barro com huma canada de agua commua, até ficar em três qua (ilegível) tilhos, & que quando a panela panela se tirasse do fogo (ilegível) assem dentro nella quatro oitavas de folhas deitae∫∫em dentro nella quatro @@ -7161,7 +7129,7 @@ proveito, & tanta diminuiçaõ nos symptomas malignos, que começou a fallar, & conhecer todas as pessoas que lhe assistiaõ, respondendo com grande acerto, & advertencia ao que lhe perguntavão.

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6. E para revelir, & chamar para baixo os vapores malignos, que lhe offendiaõ o +

6. E para revelir, & chamar para baixo os vapores malignos, que lhe offendiaõ o coraçaõ, & a cabeça, lhe mandei por nas solas dos pès dous pombos abertos, & escalados pelas costas com todo o calor natural, & dentro de tres horas tomàraõ os ditos pombos hum fedor tão insoportavel, que os circunstantes o naõ podiaõ sofrer; & @@ -7178,7 +7146,7 @@ delles livrou o doente da morte com grande credito da Arte, & gosto meu; & viveo depois desta cura quarenta annos, como poderaõ certificar muitos Religiosos do mesmo Convento que hoje sam vivos, & se lembraraõ deste successo.

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7. Da admiravel virtude, que tem os pombos escalados postos nas solas dos pès, para +

7. Da admiravel virtude, que tem os pombos escalados postos nas solas dos pès, para affastar coraçaõ os vapores malignos, diminuir as dores de cabeça, & moderar os delirios, escrevèraõ muitos Authores. O primeiro he Romberto Dodoneu, o qual fallando dos pombos diz as seguintes palavras: Hum pombo vivo escalado pelas costas, & logo com o @@ -7192,7 +7160,7 @@ tem symptomas mortaes, que avexaõ o coraçaõ, & a cabeça; por quanto os ditos pombos com a sua grande quentura chamaraõ para si os humores depravados, & venenosos, que acometem o coraçaõ, & ficando elle desafogado livra do perigo.

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8. O terceiro Author, que tambem acredita muito os pombos nas doenças malignas, he Joaõ +

8. O terceiro Author, que tambem acredita muito os pombos nas doenças malignas, he Joaõ Ferreira da Rosa, dizendo as palavras seguintes: Entre os remedios revulsorios, naõ he de menos utilidade o uso dos pombos abertos, & postos nas plantas dos pès com todo o seu calor natural, conservando-os tres horas, & repetindo-os & o que delles @@ -7215,13 +7183,13 @@ barrigas depenadas, fariaõ muito melhores obras, que quando se aplicaõ mortos; porque tanto que esfriaõ, naõ aproveitaõ, porque já naõ attrahem, nem chamaõ para si o veneno.

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9. Da virtude admiravel que tem o oleo de Vitriolo, & de enxofre para rebater a +

9. Da virtude admiravel que tem o oleo de Vitriolo, & de enxofre para rebater a podridão dos humores, extinguir o ardor da febre, tirar o fastio, impedir os vomitos, confortar o estomago, & matar as lombrigas, escrevèraõ gravissimos Authores, hum dos quaes foi schrodero; diz elle, que o oleo de Vitriolo, & de enxofre tem as mesmas virtudes, & que saõ utilissimos contra a peste, & contra a astma, & para mil queixas outras.

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10. Zacuto Lusitano diz, que o oleo de enxofre aproveita para os enjoamentos do estomago, +

10. Zacuto Lusitano diz, que o oleo de enxofre aproveita para os enjoamentos do estomago, & fraquezas delle, porque o conforta muito, adelgaça os humores viscosos, & grossos, que estaõ infiltrados nas tunicas do mesmo estomago; he proveitoso nos soluços, & colicas frias, abre as obstrucções do figado, & do baço, emenda a podridaõ das @@ -7234,7 +7202,7 @@ efficacia deste medicamento, & com toda a confiança poderei dizer, que se me prohibissem o uso destes oleos, me naõ atreveria a curar as febres malignas, & pestilentes.

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11. Pela parte de fora serve qualquer destes oleos para fazer os dentes alvos +

11. Pela parte de fora serve qualquer destes oleos para fazer os dentes alvos esfregando-os com elles; serve para curar as feridas que procederam de gallico; serve para as verrugas das gengivas; serve para as fistulas do sesso; tem virtude quase infallivel para curar os panaricios, com tal condição, que o dedo doente se ha de meter muitas, & @@ -7258,8 +7226,8 @@

- OBsERVAÇAM XLIII. -

De hum escravo, a quem seu senhor castigou por justas razões, e porque o dito escravo naõ + OBsERVAÇAM XLIII. +

De hum escravo, a quem seu senhor castigou por justas razões, e porque o dito escravo naõ podia vingarse delle, se quiz matar, tomando para isso veneno, por cuja cansa teve grandes ancias de coraçaõ, suores frios, pulsos intercadentes, e lingua taõ inchada, que naõ lhe cabia na boca: neste apertado conflicto fui chamado, e achei ao dito escravo cercado com @@ -7269,12 +7237,12 @@ onças misturado com hum pouco de caldo de gallinha: o segundo foi o meu Cordeal Bezoartico, do qual lhe deu com cardo santo, pimpinella, e veronica, ou abrotanum fœminæ; e foi o effeito destes dous remedios taõ efficaz, que com elles escapou da morte.

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1. DO mesmo modo que os pescadores andaõ perpetuamente machinando traças, inventando +

1. DO mesmo modo que os pescadores andaõ perpetuamente machinando traças, inventando artificios, fabricando redes, e preparando anzoes para pescar os peixes: naõ de outra sorte o demonio (pescador das almas descuidadas) a todo o tempo, e em cada instante arma os seus laços, estende as suas redes, dispoem as cadeas, e offerece a isca para engodar, e prender os corações dos que vivem pouco acautelados, para dar com elles no inferno.

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2. Desta verdade observei hum exemplo em o escravo de Pedro Luis; morador na rua do +

2. Desta verdade observei hum exemplo em o escravo de Pedro Luis; morador na rua do Caldeira: commetteo este escravo certo maleficio, por cuja causa mereceo que seu senhor lhe desse hum grande castigo; e como naõ pudesse vingarse delle, se enfureceo, e affanhou de maneira, que a fim de fazer damno, e perda a seu senhor, se quiz matar; e para o fazer @@ -7298,17 +7266,17 @@ quentes; dando tambem a beber meya oitava de theriaga magna desatadas em duas onças de vinho generoso, ou caldos de gallinha cozida com pimenta, e folhas de ortelãa, e de loureiro, ou misrurados com pòs de raiz de genciana, ou de cardamomo.

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3. se o veneno foffe Aconito, se conheceria, porque teria o doente picadas, e dores no +

3. se o veneno foffe Aconito, se conheceria, porque teria o doente picadas, e dores no estomago, tremores, convulsoẽs, suores, desmayos, inchaçaõ do corpo, e se faria todo livido, e denegrido; e neste caso devia soccorrello com vomitorios, em que misturassem pòs de raiz de aristoloquia longa, ou de genciana; ou poderia darlhe coalho de cabrito desfeito em vinagre, ou caldos bem gordos, ou boa quantidade de leite, ou triaga magna, ou o meu Bezoartico das febres malignas.

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4. se o veneno fosse Napello, que entre os vegetaveis he o mais refinado, se conheceria, +

4. se o veneno fosse Napello, que entre os vegetaveis he o mais refinado, se conheceria, porque os beiços, e a lingua se aviaõ de inflammar, e inchar, e o corpo se faria todo roxo, e titubariamlhe as pernas. O seu remedio serião vomitorios, leite, manteiga de vaccas, pòs de esmeraldas, e de ambar, terra lemnia desfeita em vinho.

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5. se o veneno fosse Ranunculo, se conheceria, porque o doente se faria maniaco, e +

5. se o veneno fosse Ranunculo, se conheceria, porque o doente se faria maniaco, e alheado do juizo; teria os musculos da boca torcidos, e convulsos de tal modo, que pareceria que estava rindo; fariãoselhe chagas na lingua; e neste caso se devia acudir logo com vomitorios, e depois delles com leite, e agua-mel, e juntamente com banhos feitos @@ -7316,10 +7284,10 @@ fomentando todo o corpo, depois de sahir do banho, com unguento resumptivo, e oleo de minhocas magistral, porque deste modo se curarião as convulsoẽs presentes, e se acautelariaõ as futuras.

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6. se o veneno fosse Nux metella, o conheceriamos, porque sobreviria ao doente somno, e +

6. se o veneno fosse Nux metella, o conheceriamos, porque sobreviria ao doente somno, e adormecimento naõ só em todo o corpo, mas no juizo; e para isto seriaõ unico remedio os vomitorios de agua, e azeite, ajuntadolhe pòs de castoreo, e de bagas de loureiro.

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7. se o veneno fosse Fungo, ou Boleto, se conheceria, porque como he muito esponjoso, +

7. se o veneno fosse Fungo, ou Boleto, se conheceria, porque como he muito esponjoso, incha de maneira, que aperta o estomago, e a garganta tam repentinamente, que naõ deixa respirar ao doente, e consequentemente o suffoca; e a estes symptomas se ajuntão dores de estomago, e ventre com muitos agastamentos do coraçaõ. A este tal veneno se deve acudir @@ -7330,23 +7298,23 @@ ajuntassem tres onças de xarope aureo. Nem he menos efficaz remedio o vinho de Malvasia, ou qualquer outro generoso, com tal condiçaõ que em cinco onças delle misturem huma oitava de triaga magna, ou de sal de losna.

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8. se o veneno fosse sapo, ou huma rãa chamada Rella, se conheceria, porque logo se +

8. se o veneno fosse sapo, ou huma rãa chamada Rella, se conheceria, porque logo se seguiria huma salivaçaõ, ou ptyalismo continuo com inchaçaõ de beiços, e garganta, e sobreviriaõ ao doente, ou gonorrhea, ou tericia, ou delirio, ou bafo fedorento, ou vertigem com tremor, ou syncope; no qual caso o primeiro remedio seriaõ os vomitorios, dando depois delles triaga magna desfeita em vinho generoso, ou coalho de lebre; esfregando o corpo todo com oleo de Mathiolo. Tambem se póde usar das mesmas mezinhas para extirpar o veneno da aranha.

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9. se o veneno fosse mordedura de vibora, o conheriamos, porque se prostrariaõ as forças +

9. se o veneno fosse mordedura de vibora, o conheriamos, porque se prostrariaõ as forças repente, e se resfriaria o corpo todo, e se cubriria de suor frio. O remedio mais seguro, efficaz, e presentaneo deste veneno he o sal volatil das viboras, dando seis grãos delle em vinho brancos, repetindo o tal remedio de seis em seis horas, porque se ouver tardança em acudir com elle, morrerà o doente infallivelmente no espaço de quarenta horas; porque se coalharà todo o sangue, e consequentemente se suspenderà a circulaçaõ delle, donde infallivelmente se seguirá logo a morte.

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10. se o veneno fosse miolos de gato, o conheceremos, porque causará loucura, e tontice. +

10. se o veneno fosse miolos de gato, o conheceremos, porque causará loucura, e tontice. O seu remedio será o diamosco doce, e o cheiro continuo de almiscar.

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11. se o veneno fosse de Cantaridas, o conheceremos, porque o doente sentirà continuos +

11. se o veneno fosse de Cantaridas, o conheceremos, porque o doente sentirà continuos desejos de ourinar, com dores, e ardores no cano, e sahirà a ourina muito ensangoentada, e quiçà sahirà sangue puro em lugar de ourina. A cura deste achaque se sarà, dando a beber grande quantidade de leite de mulher, ou de vacca, ou qualquer outro; e em falta de todos @@ -7358,7 +7326,7 @@ tres claras de ovo bem batidas; untando o pentem com oleo violado, e metendo ao doente em banho de agua doce cozida com malvas, violas, semente de dormideiras, e folhas de alface.

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12. se o veneno fosse Rosalgar, o conheceremos, porque o doente terà grandissimas ancias +

12. se o veneno fosse Rosalgar, o conheceremos, porque o doente terà grandissimas ancias do coraçaõ, dores excessivas nos intestinos, desmayos, ardores de garganta, sede inextinguivel, tosse, vomitos, cursos de sangue, e convulsaõ. Neste caso se deve acudir com remedios pingues, e oleosos, porque estes tem grandissima efficacia de rebater a @@ -7368,7 +7336,7 @@ tenha descido do estomago para os intestinos, deitaremos repetidas de mucilagens de pevides de marmelo, sementes de malvas, e raizes de malvaisco, ou de oleo violado, e de gólsaõ, misturados com igual porçaõ de leite de vaccas.

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13. se o veneno fosse agua forte, conhecellohemos, porque no mesmo instante que se beber, +

13. se o veneno fosse agua forte, conhecellohemos, porque no mesmo instante que se beber, se apertarà a gargante de tal modo, como se fosse com huma corda; mas se acontecer que naõ suffoque logo, acudiremos ao enfermo com grande quantidade de oleo de amendoas doces tirado sem fogo, ou com grande copia de leite de vaccas, ou de cabras, mugindo daquelle @@ -7385,7 +7353,7 @@ sementes de malvaisco, e de alquitira tirada em agua rosada, e adoçado com igual quantidade de lambedor violado, fazendo tambem gargarismos de leite misturados com este lambedor.

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14. se o veneno fosse solimaõ, o conheceremos, porque que se toma, incha a lingua, e se +

14. se o veneno fosse solimaõ, o conheceremos, porque que se toma, incha a lingua, e se sente na boca hum sabor de ferro, que he final proprio de todo o veneno metallico, ou arsenical: começarà a cuspir, e babar muito: a garganta se apertarà: sentirà dores, e corrosoens no ventre, e a respiraçaõ se apertarà. A todas estas effensas se deve acudir @@ -7403,25 +7371,25 @@ espremida soltem tres oitavas do meu Bezoartico, e duas onças de arrobe de bagas de sabugueiro, q̃ para domar o veneno q̃ se tomou pela boca, e para vencer as febres pestilentes, e malignas, tem hũa virtude quasi milagrosa.

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15. E se acontecer que o sal venenoso do solimaõ se naõ rebata com taõ grandes antidotos, +

15. E se acontecer que o sal venenoso do solimaõ se naõ rebata com taõ grandes antidotos, como saõ os refetidos, recorreráõ a minha casa, onde tenho hum remedio, que excede a todos na virtude. Em quanto se applicarem os remedios necessarios, beberà o doente agua cozida com pimpinella, que he maravilhosa para refrear o veneno deleterio do solimaõ, como experimentei em certo homem, a quem sua manceba o deo para o matar; mas frustrouselhe o máo intento; porque dandolhe a beber a agua sobredita com huma oitava de cristal bem preparado escapou da morte.

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16. se o veneno for Litargirio, o conheceremos, porque o doente terà suppressaõ de +

16. se o veneno for Litargirio, o conheceremos, porque o doente terà suppressaõ de ourina, adstricçaõ de ventre, difficuldade na respiraçaõ, peso no estomago, e rugidos estrondosos de ventre: neste caso será o remedio vomitar, dando logo ao doente dez onças de agua de flor de laranja morna, poque he grande remedio para os venenos metallicos; deitando depois disso repetidas ajudas de hydromel; usando (em lugar de comer) de figos passados, mel, oleo fresco de amendoas doces tirado sem fogo; fomentando ultimamente o ventre, e o peito com partes iguaes de azeite, e manteiga.

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17. Finalemente se o veneno fosse gesso, (que sendo muito, he capaz de matar) o +

17. Finalemente se o veneno fosse gesso, (que sendo muito, he capaz de matar) o conheceremos, porque o doente terà muita tosse, seccura de lingua, soluços com febre, delirio, e syncope: seria o seu remedio huma oitava de esterco de ratos, ou huma oitava de triaga magna.

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18. seria cousa enfadonha referir aqui quantos generos de veneno ha, e os sinaes por onde +

18. seria cousa enfadonha referir aqui quantos generos de veneno ha, e os sinaes por onde se conhecem, e que remedios se lhes appliquem; basta dizer que da austeridade da garganta, e lingua, da inchaçaõ dos beiços, da salivaçaõ, salsugem, e humidade que sahia pela boca, vim em conhecimento que o veneno, que o escravo tinha tomado, era solimaõ, e por isso lhe @@ -7436,7 +7404,7 @@ com feliz successo no sobredito escravo, e em huma mulher, a quem seu marido quiz matar injustamente dandolhe veneno; e foi Deos servido que com o oleo da semente dos nabos, e com o meu Bezoartico, e cristal bem preparado os livrei da morte.

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19. Quatro cousas muito importantes quero advertir aos Medicos modernos. A primeira, que +

19. Quatro cousas muito importantes quero advertir aos Medicos modernos. A primeira, que em toda a suspeita de veneno, ou de algum remedio taõ prejudicial que faça effeitos de veneno, se provoque logo vomito com oito onças de agua de flor de laranja morna; ou em falta della, com seis onças de azeite commum tambem morno. (3.) A segunda cousa he, que em @@ -7455,12 +7423,12 @@

- OBsERVAÇAM XLIV. -

De certa mulher que àlem de ser adultera, quiz matar a criança, que clandestinamente + OBsERVAÇAM XLIV. +

De certa mulher que àlem de ser adultera, quiz matar a criança, que clandestinamente tinha gèrado em suas entranhas.

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Vi a huma mulher taõ abrazada no amor lascivo de certo homem, que pondo de

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parte a vergonha, & desprezando a mui preciosa joya da honra, & boa fama (1.) chegou a ter com elle illicitos contratos, de que se seguio sentirse prenhada; & porque o crescimento, & grossura do ventre naõ descubrisse o seu delito, quiz mover, & deitar de si a criança, fazendo grandes diligencias para isso: & como o demonio @@ -7484,14 +7452,14 @@ contentasse que eu lhe desse remedio para naõ morrer da agua forte, que de boa vontade lho daria; mas se ella queria remedio para mover, que isso naõ faria eu, ainda que me desse o mundo inteiro. Aceitou o remedio

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que a livrasse do perigo da agua forte, & para isso lhe dei logo a beber seis onças de oleo de amendoas doces tirado sem fogo; porque tem este oleo de duas propriedades essencialmente necessarias, & proveitosas para semelhantes casos: a primeira he rebater com a sua oleosidade toda a acrimonia, & malicia corrosiva da agua forte: a segunda he expellir por vomito a materia acre, venefica, & deleteria, que a dita agua tem para que naõ rompa os intestinos.

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2. Tomado que foi este remedio, se seguio logo hum copioso vomito, & por beneficio +

2. Tomado que foi este remedio, se seguio logo hum copioso vomito, & por beneficio delle deitou do estomago toda a agua forte, que dentro estava; depois para abrandar a intemperança calurosa, & adurente q ficou nas entranhas, lhe dei a beber seis onças de agua de malvas misturadas com huma onça de mucilagens de pevides de marmelo tiradas em @@ -7509,9 +7477,9 @@ obràraõ; porque tomadas estas ajudas, & os outros remedios acima apontados, teve tanta melhoria, que reviveo na doente a esperança da vida, de que jà naõ fazia caso; & a seu tempo pario hum filho, a quem tyrannicamente quiz dar a morte, depois

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de o aver trazido cinco meses nas entranhas.

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3. Desta Observaçaõ aprendaõ, & conheçaõ as mulheres, que com Deos naõ se zomba; ( 2.) porque como nenhuma cousa se lhe póde esconder, & em tudo seja Juiz rectissimo, naõ consente (sem grande castigo) que as innocentissimas crianças se matem, & affoguem, & maliciosamente se mal payraõ; mas antes para mayor confusaõ, & afronta @@ -7520,9 +7488,9 @@

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OBsERVAÇAM XLV.

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De hum mercador, a quem repentinamente assaltou huma dor de colica taõ intoleravel, que + OBsERVAÇAM XLV. +

OBsERVAÇAM XLV.

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De hum mercador, a quem repentinamente assaltou huma dor de colica taõ intoleravel, que estando na fé sacramental para commungar, o naõ pode fazer; & sendo eu chamado, conheci dos grandissimos ardores; & continuos desejos de ourinar, & vomitar, das picadas da bexiga, & do adormecimento da perna direita, que a tal dor era nephritica; @@ -7533,7 +7501,7 @@ com hum arratel de amendoas doces bem pizadas; & foraõ estes remedios taõ maravilhosamente succedidos, que dentro de quatro horas deitou muitas pedras redondas do tamanho de grãos de pimenta, & no mesmo dia se tiràraõ as dores, & ficou saõ.

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I. Asim como no tempo da Primavera vemos nos campos tanta variedade de ervas, flores, +

I. Asim como no tempo da Primavera vemos nos campos tanta variedade de ervas, flores, & boninas, das quaes humas differem das outras pela diversidade das cores; outras pelo cheiro; & fragrancia; outras pelo feitio, outras pela altura, & corpulencia : nos bosques observamos tanta differença de arvores, jà os robustos carvalhos, jà as sombrias @@ -7546,7 +7514,7 @@ machado, ou a fouce cortadora, & se queimaõ no fogo, jà naõ tem differença alguma; mas todas, grandes, & pequenas, agradaveis, & despreziveis, cheirosas, & fedorentas, levantadas, & rasteíras acabaõ na mesma fortuna, & igualdade.

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2. Naõ de outra sorte os homens semelhantes às flores, & às arvores, em quanto tem +

2. Naõ de outra sorte os homens semelhantes às flores, & às arvores, em quanto tem forças, & lograõ saude, differem entre si na fortaleza, & saõ desiguaes no valor, na constancia, & no respeito; mas tanto que alguma doença os aperta, ou a morte os assalta, logo todos, valentes, & covardes, robustos, & fracos, altivos, & @@ -7556,7 +7524,7 @@ entre o Rey, & o vassalo; & este mesmo effeito, que a morte faz igualando o soberano com o humilde, fazem as doenças entre os robustos, & os fracos, como mostrarei no seguinte caso.

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3. Hum mercador de Lisboa, chamado Antonio simões Lopo, sendo de idade de cincoenta +

3. Hum mercador de Lisboa, chamado Antonio simões Lopo, sendo de idade de cincoenta annos, & hum dos mais robustos homens do seu tempo, na madrugada de vinte & tres de Julho de 1664. se levantou da cama para se ir confessar, & estando jà na mesa sacramental, o assaltou huma dor de barriga taõ excessivamente sivamente grande, que naõ @@ -7570,7 +7538,7 @@ rsepeita pessoas, nem dignidades, tambem aquellas naõ perdoaõ aos valentes, nem aos fracos; antes medem igualmente a todos; & por isso naõ devia admirarme de o ver sem nenhum alento à vista do muito que padecia.

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4. Considerando pois o pulso, o achei sem febre; & postoque se queixava de dores, que +

4. Considerando pois o pulso, o achei sem febre; & postoque se queixava de dores, que a seu parecer eraõ de colica; comtudo pezando eu muito attentamente os sinaes de taõ terriveis dores, conheci que mais eraõ nephriticas, que de colica ordinaria: por que postoque pela muita connexaõ, que o rim direito tem com o intestino Colon, & o @@ -7582,14 +7550,14 @@ viera caminhando para o ventre: terceiramente; porque persistia fixa no mesmo lugar; quarta; porque o decubito sobre a parte queixosa era mais intoleravel: o que tudo succede pelo contrario na dor puramente de colica.

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5. Huma duvida faltava só para averiguar, se estas dores nephriticas procediaõ de lympha +

5. Huma duvida faltava só para averiguar, se estas dores nephriticas procediaõ de lympha mais acre ou mais crassa, ou se de areas, ou pedras.

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6. A esta pergunta nem os praticos mais experimentados daraõ reposta com certeza; pois a +

6. A esta pergunta nem os praticos mais experimentados daraõ reposta com certeza; pois a juizo de graves Authores, (1.) os sinaes da colica nephritica, & da que só he pura colica, saõ mui parecidos, & semelhantes: comtudo poderei afirmar que mais facilmente se curaõ as dores, que procedem da lympha mais acre, ou mais crassa, que as que procedem de pedras, ou areas.

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7. Entendi pois com Valesio, (2.) que naõ errava (fosse a causa qual fosse) começando a +

7. Entendi pois com Valesio, (2.) que naõ errava (fosse a causa qual fosse) começando a cura por huma ajuda feita de cozimento de malvas, violas, ameixas, ortigas mortas, & farelos lavados, com duas onças de oleo violado, & outras duas de lambedor de violas, & meya onça de diaprunis. Com este remedio obrou copiosamente, mas sem alivio; por @@ -7619,17 +7587,17 @@ as vias, que facilmente lançou grande quantidade de pedras, das quaes humas eraõ mayores que grãos de pimenta, outras eraõ como cabeças de alfinetes; & no mesmo dia se achou o dito homem restituido à sua perfeita saude.

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8. Quatro cousas quero advertir aos que forem tentados de colicas nephriticas, ou +

8. Quatro cousas quero advertir aos que forem tentados de colicas nephriticas, ou costumados a gerar pedras, ou areas, para naõ as tornarem a criar. A primeira he, que naõ comão presunto, nem queijo, nem manteiga em sua vida, porque todas estas cousas saõ o pay, & a mãy desta enfermidade, como me consta de varias observações, que fiz em muitas pessoas, que sendo perseguidas de pedras, & areas, não as tiverão, depois que evitárão estas iguarias.

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9. A segunda cousa he, que não durmaõ de costas, nem em cama de muitos colchões, nem com +

9. A segunda cousa he, que não durmaõ de costas, nem em cama de muitos colchões, nem com jubões, ou coletes de lãa, nem de linho, ainda que seja nas noites mais frias do inverno, porque só por esta causa se enchèraõ de pedras alguns homens que nunca as criàraõ em sua vida.

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10. A terceira cousa he, que quando tomarem algum banho, ou semicupio estando no actual +

10. A terceira cousa he, que quando tomarem algum banho, ou semicupio estando no actual accidente, para alargar as veas ureteras, ou as emulgentes, & facilitar a sahida da pedra, se fará o tal banho de cozimento daquellas ervas, que tiverem virtude, & propriedade de abrir as vias, & provocar as ourinas, como saõ rabãos, pimpinella, @@ -7641,11 +7609,11 @@ doente; mas em Lucas Rodriguez, fundidor de finos, em Domingas Ferreira Lopa, mulher de Francisco Curvo, contratador de ferro, no Capitaõ Francisco de Albuquerque, & em outros que deixo de referir, por escusar enfado aos Leitores.

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11. A quarta cousa he, que se algum dia o doente tiver taõ grandes dores, ou ardores de +

11. A quarta cousa he, que se algum dia o doente tiver taõ grandes dores, ou ardores de ourina, que sirvaõ de impedimento para ourinar, se dem logo ao doente tres grãos de laudano opiado feitos em huma pilula; porque succede muitas vezes que mitigada a dor pela virtude narcotica do laudano, ourinão, & deitaõ as pedras.

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12. E porque estou vendo, que aos Medicos novatos ha de parecer erro aconselhar eu, que +

12. E porque estou vendo, que aos Medicos novatos ha de parecer erro aconselhar eu, que dem laudano opiado aos que tiverem dores de pedra, ou de areas taõ excessivas, que as naõ possaõ deitar, por quanto o laudano reprime, & fecha, quando neste caso convem abrir, & laxar; respondo que bem sei, que o laudano não tem virtude para fazer sahir a pedra @@ -7656,7 +7624,7 @@ pedra sahir, principalmente se a ajudarem com algũ remedio especifico, como he hum que eu tenho, & com que livrei a muitos da morte, & o poderàõ examinar os curiosos na minha Polyanthea nova, no trat. 2. cap. 81. fol. 509. do num. 36. atè 42.

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13. A quinta cousa que quero advertir aos que padecem achaque de rins, ou bexiga, ou +

13. A quinta cousa que quero advertir aos que padecem achaque de rins, ou bexiga, ou gotta, he que para se preservarem de taõ terriveis males, tomem, ao menos duas vezes no anno, hum vomitorio de tres onças de agua benedicta vigorada, porque se a tomarem, & forem moderados em comer, & beber, & naõ beberem vinho, tenhaõ por certo que se @@ -7670,8 +7638,8 @@

- OBsERVAÇAM XLVI. -

De hum enfermo, que tendo grandes dores no ventre, entendeo que era huma colica, que + OBsERVAÇAM XLVI. +

De hum enfermo, que tendo grandes dores no ventre, entendeo que era huma colica, que costumava ter muitas vezes, porèm vendo que naõ lhe aproveitavaõ os remedios, que em semelhantes dores lhe tinhaõ valido, me fez chamar, applicandolhe eu os mais efficazes remedios da Arte, sem colher fruto delles, conheci que as taes dores eraõ @@ -7679,7 +7647,7 @@ remedio mais efficaz (depois de algumas sangrias, da tintura das rosas) que o leite de burra, lho fiz tomar noventa dias successivos; com o qual remedio, digno de todo louvor, sarou radicalmente.

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I. Acertar sempre, & nunca errar, he felicidade muy alheya da capacidade, & +

I. Acertar sempre, & nunca errar, he felicidade muy alheya da capacidade, & entendimento humano: & sendo isto assim, como já o disse Galeno, (I.) nenhuma razão tem os que condemnaõ aos Medicos, porque naõ livraõ da morte a todos os doentes, ou porque se enganaõ algumas vezes no conhecimento das doenças; pois ha alguas, que sendo entre si @@ -7693,7 +7661,7 @@ mostrou a experiencia que naõ eraõ, pois se naõ tiravão com os remedios; com que se costumaõ tirar; donde constou que as taes dores procediaõ de outra causa, & pediaõ outro remedio, como pelo seguinte caso farci manifesto.

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2. simaõ Dias, official de liteiras, & morador no Rocio, teve em dezoito de Fevereiro +

2. simaõ Dias, official de liteiras, & morador no Rocio, teve em dezoito de Fevereiro de 1681. humas dores de ventre taõ acerrimas, que pareciaõ lhe atravessavaõ as entranhas com hum punhal; & como o dito homem tinha padecido algumas vezes dores de colica, & na presente occasiaõ lhe naõ faltassem aquelles mesmos symptomas, que as costumaõ @@ -7703,8 +7671,8 @@ assada, atada sobre o embigo; & porque não teve alivio com ella, mandou fregir humas folhas de erva santa verde em banha de flor, & com aquelle oleo quente fomentou toda a barriga; nas de balde; recorreo para o oleo de macella fervido com huma pelle

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Observaçaõ XLVI

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de cobra, de que algumas vezes tinha usado com presentanea utilidade; finalmente appellou +

Observaçaõ XLVI

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de cobra, de que algumas vezes tinha usado com presentanea utilidade; finalmente appellou para hua ajuda de seis onças de ourina de menino, da qual sempre conheceo grande proveito. Mas como não conseguisse alivio, se atemorizou muito, porque tinha ouvido dizer que se as taes dores de colica perfeveraraõ muitos dias, se traspunhaõ as materias, que estavaõ no @@ -7770,7 +7738,7 @@ medulla, & ahi fazm dores (como diz Borrichio) (5.) mais crueis & sensitivas que as de colica ordinaria, & tanto duraõ algumas vezes, atè que degeneraõ em parlesias espurias.

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3. Como pois eu lhe applicasse quantos remedios se podiaõ fazer sem conseguir alivio; +

3. Como pois eu lhe applicasse quantos remedios se podiaõ fazer sem conseguir alivio; entendi que a dor era colica notha, ou espuria, de materia biliosa, acre, & caustica, embebida na substancia das membranas, nervos, ou tunicas, dos quaes lugares naõ podia tirarse com purgas, nem com sangrias, nem com ajudas, ventosas, cauterios, emplastros, nem @@ -7783,16 +7751,16 @@ achaques outros procedidos de intemperança quente, & secca; com tal condiçaõ que o dito leite se ha de continuar tres meses em jejum, & em quantidade de hum quartilho, ou quartilho & meyo.

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4. Deilhe pois o leite noventa dias pela manhãa em jejum, ordenando que não comesse, nem +

4. Deilhe pois o leite noventa dias pela manhãa em jejum, ordenando que não comesse, nem bebesse cousa alguma até passarem quatro horas, porque de outra sorte se corrompe, & causa damno em lugar de proveito: mandeilhe tambem que todas as noites tomasse huma ajuda de leite de burra, ou em falta delle, de cabras; porque de telhas abaixo, naõ ha remedio q tanto aproveite nesta casta de dores, como he o leite.

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5. Finalmente lhe aconselhei que naõ tivesse ira, nem tristeza: ira naõ; porque move a +

5. Finalmente lhe aconselhei que naõ tivesse ira, nem tristeza: ira naõ; porque move a colera: tristeza naõ; porque mortifica o calor natural, impede os cozimentos, & dissolve os espiritos. Observada finalmente esta regra com toda a exacçaõ, consegio o sobredito enfermo a perfeitissima saude que desejava.

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6. Quiz escrever estas cousas m serviço dos Medicos principiantes, porque se algum dia +

6. Quiz escrever estas cousas m serviço dos Medicos principiantes, porque se algum dia lhes chegarem às mãos semelhantes doenças, possão usar do leite com toda a confiança, porque (fora de vaidade) posso assegurar que vi muitos enfermos dos sobreditos achaques que tomàraõ suores, caldas, banhos de mosto, & de bagaço, purgas, & apozemas, @@ -7813,19 +7781,19 @@

- OBsERVAÇAM XLVII -

De huma suppressaõ de meses muito antiga, por cuja causa sa certa mulher padeceo dores + OBsERVAÇAM XLVII +

De huma suppressaõ de meses muito antiga, por cuja causa sa certa mulher padeceo dores acerrimas em todo o ventre, costas, cabeça, & braços; ao que se ajuntou hum cruelissimo fastio: mas todas estas queixas se vencèraõ cèraõ, adelgaçandolhe os humores, purgando os, abrindolhe brindolhe as oppilações, & irritando o preguiçoso movimento vimento do sangue.

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1. COnheci a huma mulher moça, que tendo do vinte annos de idade, lhe naõ baixava o +

1. COnheci a huma mulher moça, que tendo do vinte annos de idade, lhe naõ baixava o sangue mensal, & por esta causa naõ tinha saude, mas perpetuamente se queixava humas vezes de acerrimas rimas dores de cabeça; outras vezes de picadas insofriveis friveis no ventre; outras vezes de insoportaveis tormentos mentos nas costas, de excessivo fastio, & de mil symptomas tomas outros, a que estaõ sujeitas, as que naõ pagaõ pontualmente o tributo lunar de cada mes: assim o diz Hippocrates, (I.) & assim o vejo cada dia.

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2. sendo pois eu chamado para curar a esta enferma ma, considerei que a total suppressaõ +

2. sendo pois eu chamado para curar a esta enferma ma, considerei que a total suppressaõ do sangue mensal sal de nenhuma outra cousa podia succederr, senaõ por grossura dos humores, ou por aperto dos caminhos, ou por algum tumor, ou mà disposiçaõ do figado, ou do baço, ou do mesenterio; & como para fazer a cura ra com acerto, he necessario conhecer @@ -7851,7 +7819,7 @@ xaropes ropes, purguei a doente com huma onça de xarope Rey, & duas oitavas dos meus trociscos de Fioravanto to subtilissimamente polvorizados, misturando tudo com tres onças de caldo de frangaõ.

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3. Purgada que foi dita enferma, lhe receitei as seguintes quatro apozemas, que tomou +

3. Purgada que foi dita enferma, lhe receitei as seguintes quatro apozemas, que tomou dous dias successivos cessivos pelas manhãas em jejum, & às noites quatro horas antes de cear. Tomai de cascas de raizes de funcho cho, de salsa das hortas, de espargo, & de soldanella, de cada cousa destas huma onça, de, entrecasca de tamargueira margueira @@ -7864,7 +7832,7 @@ Fioravanto feitos em pò subtilissimo, & desta bebida bem vascolejada mandei dei tomar cinco onças em jejum, & outras cinco ao sol posto. Acabado de tomar este remedio, lhe dei quinze dias successivos as pilulas seguintes.

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4. Tomem de galbano, opoponaco, sagapeno, myrrha, & ammoniaco, de cada goma destas +

4. Tomem de galbano, opoponaco, sagapeno, myrrha, & ammoniaco, de cada goma destas tres oitavas tavas, tudo se faça em bocadinhos, & se deite de infusaõ saõ em vinagre branco por tempo de tres dias, & no fim delles se ponhaõ as ditas gomas a ferver com fogo moderado, para que as taes gomas se soltem, & adelgacem gacem, & entaõ se @@ -7882,14 +7850,14 @@ grandes pilulas obedeceo a dureza taõ promptamente, que cuidei podia cantar a vitoria; mas naõ succedeo como eu esperava, porque quando cuidei que tivesse hum copioso fluxo de sangue mensal, vieraõ somente algumas gumas mostras delle.

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5. Desta falta vim a suspeitar que avia ainda aguma ma obstrucção, ou dureza em parte tão +

5. Desta falta vim a suspeitar que avia ainda aguma ma obstrucção, ou dureza em parte tão remota, & profunda, que os medicamentos, por mais admiraveis veis, & efficazes que eraõ, não puderão chegar a ella, & por esta razão me pareceo necessario ajudar a natureza reza exteriormente com a seguinte fomentaçaõ, que he efficacissima para desfazer durezas, & adelgaçar as phlegmas, & humores lymphaticos, que por grossos sos se naõ circulão, ou porque se não circulão, se engrossaõ grossaõ, & reprezão, & fazem naõ só faltas de meses, mas tumores, caroços, & alporcas.

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6. Tomai de flores de enxofre duas oitavas, de oleo de nozes quartilho & meyo, metei +

6. Tomai de flores de enxofre duas oitavas, de oleo de nozes quartilho & meyo, metei estas duas cousas sas em huma garrafa de vidro, & enterrai a tal garrafa fa atè o meyo em area, que estarà em huma tigela de fogo, & pondoa sobre lume brando, a deixareis estar tar em digestaõ, atè que o oleo se faça vermelho, & coandose o dito oleo por @@ -7898,13 +7866,13 @@ em talhadinhas delgadas; & então tornai a ferver o dito oleo atè que receba a virtude das ervas, & coandose se guarde como mo remedio maravilhoso para fomentar o ventre largos gos meses.

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7. Não foi pequeno o fruto que consegui com esta fomentaçaõ muitos meses continhada, +

7. Não foi pequeno o fruto que consegui com esta fomentaçaõ muitos meses continhada, porque quando do chegou o tempo de vir o sangue mensal, baixou copiosamente piosamente, postoque tão delgado, & descorado, que entendi ficava ainda alguma obstrucção, ou dureza nas partes mais centraes, & veas capillares do mesenterio terio, & para abrir estas, lhe fiz tomar o seguinte remedio medio, de que sempre fiz grande estimação.

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8. Tomem de vinho branco muito bom tres quartilhos tilhos, de crocus martis feito sem +

8. Tomem de vinho branco muito bom tres quartilhos tilhos, de crocus martis feito sem fogo, nem menstruo truo corrosivo, mas bem subtilizado, tres onças, de canela finissima machucada duas oitavas, de assucar branco quatro onças, tudo semeta dentro em huma redoma de vidro por vinte e quatro horas, & passadas das ellas, dei cada dia à sobredita @@ -7916,7 +7884,7 @@ doença, o Medico sem credito, & a Arte te com afronta. Deilhe pois esta infusaõ com tão feliz successo, que antes de vinte dias lhe baixou o sangue em grande quantidade, & e com boa cor, & daquelle dia por diante logrou perfeitissima saude.

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9. Poucas são as mulheres faltas de conjunção, a quem não aproveitassem muito os remedios +

9. Poucas são as mulheres faltas de conjunção, a quem não aproveitassem muito os remedios sobreditos tos: mas assim como a mesma terra não produz todas as cousas, porque huma he boa para vinhas, outra para olivaes, & outra para sementeiras, (2.) da mesma ma sorte nem o mesmo remedio (postoque seja excellentissimo) lentissimo) costuma aproveitar @@ -7935,14 +7903,14 @@ toque para este intento aconselhem os Doutores muitos tos remedios, eu ensinarei tres, de que tenho visto effeitos feitos tão maravilhosos, que me naõ deixarão jà mais envergonhado.

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10. O primeiro he feito de seis onças de caldo de grãos pardos, em que mando soltar meya +

10. O primeiro he feito de seis onças de caldo de grãos pardos, em que mando soltar meya oitava de pò de raiz de parreira brava, chamada raiz de butua, continuando estes caldos doze dias.

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11. O segundo remedio se prepara de nove folhas lhas de erva montãa, molhadas em hum +

11. O segundo remedio se prepara de nove folhas lhas de erva montãa, molhadas em hum polme de farinha rinha de trigo, à maneira de quem freje peixe, & fervidas vidas em azeita de gergelim, se passaõ por mel de enxame xame novo, & se tomão nove dias em jejum.

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12. O terceiro se faz do modo seguinte. Tomem de sangue de pombos secco à sombra huma +

12. O terceiro se faz do modo seguinte. Tomem de sangue de pombos secco à sombra huma onça, de semente de ningela outra onça, de cascas das raizes de rubia tinctorum meya onça, de bagas de loureiro tres oitavas; todas estas cousas se façaõ em pò subtil, & com o que for necessario de xarope de artemija se formem mem pilulas, das quaes se póde dar huma @@ -7951,13 +7919,13 @@ que costuma tuma, se deve applicar depois do corpo bem evacuado do: a segunda, que se a mulher o não puder tomar em fórma de pilulas, se póde desfazer em duas onças de vinho branco muito delgado, porque tambem dando-o do-o assim, obrarà maravilhosamente.

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13. No mesmo tempo, em que estou escrevendo esta Observaçaõ, tenho entre mãos a huma +

13. No mesmo tempo, em que estou escrevendo esta Observaçaõ, tenho entre mãos a huma mulher tão difficultosa na purgação dos meses, que naõ obedece dece aos remedios, por mais efficazes que sejõ.

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14. Neste aperto lhe dei o lambedor seguinte, o qual lhe aproveitou de maneira, que me +

14. Neste aperto lhe dei o lambedor seguinte, o qual lhe aproveitou de maneira, que me obriga o escrupulo crupulo da consciencia a escrevello aqui para utilidade de publica, & se faz do modo seguinte.

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15. Tomem de canela muto fina duas oitavas, de cravo da India huma oitava, de erva doce +

15. Tomem de canela muto fina duas oitavas, de cravo da India huma oitava, de erva doce oitava & meya, de zedoaria, & de semente de bisnaga, de cada da cousa destas hũa oitava, de bagas de louro, & folhas de erva montãa, de cada cousa destas duas oitavas, tudo do se faça em pò grosso, & em huma redoma de vidro com hum quartilho de agua @@ -7966,26 +7934,26 @@ remedio lhe dei por nove dias huma onça em jejum; & não só lhe fez baixar a conjunçaõ em grande abundancia; mas nunca ca mais padeceo accidentes da madre, que antecedentemente temente a perseguiaõ.

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16. Quem a tres onças de oleo de bagas de loureiro reiro ajuntar outro tanto oleo de +

16. Quem a tres onças de oleo de bagas de loureiro reiro ajuntar outro tanto oleo de espicanardi, & ferver ver nelles hum punhado de folhas de gallacrista, & outro de artemija, póde presumir que tem hum dos mayores lenimentos, que inventou a Medicina para fazer vir a conjunção mensal, com tanto que se fomente te o ventre muitos dias com elle, depois do corpo estas tar bem evacuado.

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17. O sal volatil oleoso de silvio, deitado em quantidade de quinze pingas, em meyo +

17. O sal volatil oleoso de silvio, deitado em quantidade de quinze pingas, em meyo quartilho de caldo de frangaõ cozido com hum molhinho de pimpinella pinella, costuma aproveitar (nas faltas da conjunçaõ) mais do que se póde encarecer, continuandose doze, ou quinze dias.

- OBsERVAÇAM XLVIII. -

De huma donzella natural de Torres Nove, que padeceo hum anno tosse continua, febre + OBsERVAÇAM XLVIII. +

De huma donzella natural de Torres Nove, que padeceo hum anno tosse continua, febre lenta, fastio grande, difficuldade de cursar; & depois que os Medicos seus notaraes a deixaraõ por incuravel, veya esta Cidade, fiada em que eu lhe applicaia alguns remedios particulares, com que a livrasse da morte; & naõ lhe sabio baldada a esperança; porque com huma conserva especifica, & outras medicinas secretas a restituo [14 à vida em 28. de Abril de 1672.

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1. Cada dia me buscaõ alguns doentes, que vivem no campo, & em outros lugares muito +

1. Cada dia me buscaõ alguns doentes, que vivem no campo, & em outros lugares muito affastados desta corte, para que os cure de enfermidades, que nas suas terras não tiverão remedio outras vezes observo que muitos enfermos, que assistem nesta cidade, & tal vez na minha vizinhança, naõ fazem caso dos meus conselhos; porèm desta variedade de conceitos @@ -7995,7 +7963,7 @@ esta a razão porque huns tem em mim muita crença, & outros nenhuma, eu o naõ quero examinar; quero so inquirir as causas, & remedios das doenças para o bom acerto da cura dellas.

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2. Digo pois que certa donzella desde a idade de menina teve o figado muito quente, & +

2. Digo pois que certa donzella desde a idade de menina teve o figado muito quente, & o cerebro muito humido, & por esta causa padecia tosses frequentissimas, & destillações continuas, porque na vizinhança do figado muito quente so enfraquece o calor Observaçaõ XLVIII 293 no estomago de modo que naõ pode fabricar perfeito chylo, & @@ -8019,7 +7987,7 @@ colera, que he a espora, que serve de irritar os intestinos, para que deitem fóra os excrementos estercorofos, & naõ sentindo os intestinos irritaçaõ alguma, se esquecem de fazer o seu officio, & por esta causa cursaõ com grande difficuldade.

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3. Querendo pois esta donzella curarse na sua patria, foraõ chamados os medicos mais +

3. Querendo pois esta donzella curarse na sua patria, foraõ chamados os medicos mais experimentados que avia nella, & nos seus contornos, & fazendo. Observações medicas doutrinaes. do conselho entre si, concordaraõ uniformemente que nenhum remedio lhe avia de ser mais proveitoso para vencer a sebre, domar a tosse; facilitar o ventre & @@ -8036,18 +8004,18 @@ a experiencia mostra, & os doutores modernos (2.) o ensinaõ, & por esta causa os reprovaõ: outros finalmente affirmavão que era decreto absoluto de Deos, que não queria lhe aproveitassem as diligencias dos homens.

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4. Neste tempo quando se tratava mais dos remedios d ‘ alma, que dos do corpo, chegou +

4. Neste tempo quando se tratava mais dos remedios d ‘ alma, que dos do corpo, chegou noticia a Jorge Leal, tio da enferma, do grande perigo, em que estava a sobrinha, & como o amor naõ sabe ter medida, (3.) & vence grãdes imposssiveis, naõ sossegou, sem que mandasse vir a dita enferma para esta cidade, levado da esperança de que eu a poderia curar, por ter ouvido dizer que eu preparava por minhas mãos alguns remedios de virtudes singulares, para usar delles nos casos, em que os remedios communs, & ordinarios naõ aproveiraõ. (4.)

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5. Chegada que foi a dita enfema a esta cidade, fui logo chamado, & pelas perguntas +

5. Chegada que foi a dita enfema a esta cidade, fui logo chamado, & pelas perguntas que lhe fiz soube que se applicava a muitos exercicios de ler, escrever, cozer, bordar, & cantar, sem reparar que fosse logo

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Observaçaõ XL VILL

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logo depois de comer: & como nenhuma cousa perverte tanto o calor natural do +

Observaçaõ XL VILL

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logo depois de comer: & como nenhuma cousa perverte tanto o calor natural do estomago, e entranhas, como o tropel de cuidados, com os quaes divertidos o calor, & espiritos das officinas, necessariamente se haõ de depravar os cozimentos do estomago, & resultar muitas cruezas com grande perda da saude; por isso mandei que puzesse de @@ -8061,18 +8029,18 @@ se requere para obrarem a prodigios que costumaõ fazer nas tosses, nos estillicidios, nas dores de cabeça, nas fraquezas do estomago, nos caroços, & durezas dos peitos, & em mil outras enfermidades.

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6. Destas pilulas lhe fiz tomar cinco escropulos por cada vez, & reconheceo com ellas +

6. Destas pilulas lhe fiz tomar cinco escropulos por cada vez, & reconheceo com ellas huma quasi milagrosa melhoria, & para a confirmar nella, lhe ordenei trouxesse sempre na boca huma talhada da seguinte conserva, que he excellentissima para tosses rebeldes, & estillicidios impetuosos, ainda que sejaõ salgados, ou corrosivos, & se prepara do modo seguinte.

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7. Tomem hum arratel de folhas de rosas vermelhas a que muitos chamão rosas de Jericó, +

7. Tomem hum arratel de folhas de rosas vermelhas a que muitos chamão rosas de Jericó, cujos pès saõ muito curtos, as folhas saõ poucas, & cubertas de certa lanugem branda como veludo; & metendose as ditas rosas em hum gral de pedra, lhes misturem dous arrateis de assucar da ilha da madeira, & tudo junto se pize tanto tempo, atè que fique hua massa taõ unida, & semelhante, que naõ se divisem folhas, & entaõ

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Observações Medicas Doutrinaes.

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metaõ esta massa em huma tigela vidrada, & sobre fogo lento se coza, volteando sempre +

Observações Medicas Doutrinaes.

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metaõ esta massa em huma tigela vidrada, & sobre fogo lento se coza, volteando sempre para que se naõ esturre, & como estiver cozida, se tire do lume, & se estenda sobre huma taboa limpa, & se deixe esfriar, & se façaõ della talhadinhas pequenas à maneira das de gergelim, & traga o doente huma na boca todos os dias, em quanto a @@ -8095,14 +8063,14 @@ inflammações da garganta, & chagas causadas de humores morfazes he remedio mui decantado: finalmente he o diacodio prodigioso para todas as enfermidades, que procederem de humores delgados, acres & mordazes.

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8. Também lhe aconselhei que tomasse todos os dias

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Observação XLVIII

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dias em jejum duas oitavas do seguinte electuário: Tomai de pô de raiz de malvaisco, +

8. Também lhe aconselhei que tomasse todos os dias

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Observação XLVIII

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dias em jejum duas oitavas do seguinte electuário: Tomai de pô de raiz de malvaisco, & de alcaçuz, de cada cousa deitas huma onça, de flores de papoulas, & de raíz de lírio roxo, de cada cousa deitas duas oitavas de flores de enxofre e oitava & meya, de alquitira (feita também em pó muito fubtil) huma onça, tudo se misture, & se faça electuario com assucar.

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9. Vendo porém que todos esses remédios aproveitaraõ menos do que se podia esperar deles, +

9. Vendo porém que todos esses remédios aproveitaraõ menos do que se podia esperar deles, me lembrou ter lido em gravisilmos Authores, que naõ havia remédio mais prefentaneo para as destillações quentes que ofendem o peito, ou a garganta, & e causaõ tosses, ou rouquidões, do que são banhos de agua doce continuados sessenta, ou setenta dias, ou haja @@ -8115,7 +8083,7 @@ melhor estado o seu temperamento pervertido; porque todos os remedios, que aquentaõ, como são as águas sulfuradas, ou bituminofas, são inimicifimos da cabeça naturalmente quente.

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10 A mesma doutrina segue Paulo Gineta, o qual falando da tosse, rouquidaõ, & +

10 A mesma doutrina segue Paulo Gineta, o qual falando da tosse, rouquidaõ, & destillaçaõ diz assim: Usareis de banhos, & banhareis a cabeça com emborcações copiosas de agua morna, & se com ela misturardes alguma parte de oleo rosado omphancino, ainda obrareis melhor. Alfario (8.) louva tambem muito os de agua tibia, @@ -8123,8 +8091,8 @@ opiniaõ merecer alguma autoridade, aconselharia eu que confiadamente se dessem banhos de agua doce naõ só nas tosses, rouquidões, & e destillações procedidas de materia, ou intemperança quente do cerebro, ou de todo.

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Observações Medicas Doutrinares.

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todo o corpo; mas também nas tosses, & rouquidões procedidas da intemperança fria das +

Observações Medicas Doutrinares.

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todo o corpo; mas também nas tosses, & rouquidões procedidas da intemperança fria das sobreditas partes; com tanto que conste que o figado he destemperado por quentura. E se os Medicos não quiserem estar pelo meu conselho, rogo-lhes que ouçaõ a Galeno, o qual diz, que quando se juntarem muitos affectos, hum dos quaes he causa do outro, se ha de curar @@ -8142,7 +8110,7 @@ dando opio, & outros remedios narcoticos, naõ fazendo caso da causa: da mesina forte deixamos muitas vezes de sangrar; (sendo muito necessario) porque o doente tem grandes fraquezas de estomago, ou muitas camaras.

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II Estribado pois na doutrina de taõ grandes Doutores, & entendendo que o excessivo +

II Estribado pois na doutrina de taõ grandes Doutores, & entendendo que o excessivo calor de figado, & entranhas foraõ a causa de se levantarem vapores à cabeça, & que esta pela fraqueza, & disposiçaõ contraida das muitas oppilações, & cuidados recebèra facilmente os tais vapores, os quais com a mesma facilidade descèraõ para a @@ -8156,8 +8124,8 @@

- OBsERVAÇAM XLIX. -

I. AInda que concedo q o azougue, & todos os remedios, que delle se preparaõ, como + OBsERVAÇAM XLIX. +

I. AInda que concedo q o azougue, & todos os remedios, que delle se preparaõ, como saõ o mercurio precipitado lavado, o sublimado doce, (a quem alguns Chymicos chamaõ Calomelanos Turqueti, outros, Dragaõ mitigado,) o Turbith mineral, a panacea, o mercurio luteo diaforetico, o mercurio da vida, (a quem muitos chamaõ pós algoreticos,) as unturas, @@ -8186,7 +8154,7 @@ outras vezes vemos que coalha o que he molle: observamos outras vezes que relaxa as partes duras, & aperta as relaxadas: vemos finalmente que o azougue applicado de perto faz grande bem a huns, fazendo grande mal a outros ainda de longe applicado.

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2. Testimunhas sejaõ destas verdades as caveiras de alguns ourives, & douradores, nas +

2. Testimunhas sejaõ destas verdades as caveiras de alguns ourives, & douradores, nas quaes se tem achado muitas vezes algum azougue, que recebèraõ em si desde o tempo em que douràraõ algu~s vasos com elle. Tambem chamo por testimunhas as caveiras de algumas mulheres, que punhaõ no rosto unturas de solimaõ, & outros badulaques preparados com @@ -8206,7 +8174,7 @@ faltar a luz, & claridade do sol; importa tambem pouco que os Medicos trabalhem, & se cansem para curar as enfermidades, se lhes faltar o conhecimento das causas, de que procedem, & dos remedios, com que se curaõ.

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3. Para ver a esta mulher, deixada, & desemparada de todos, fui chamado a dezaseis de +

3. Para ver a esta mulher, deixada, & desemparada de todos, fui chamado a dezaseis de Outubro de 1682. & como eu sabia que a dita mulher dava unturas avia muitos annos, entendi que os symptomas referidos procediaõ do azougue que tinha recebido em si, quando o applicava aos doentes, & que por esta causa estava cada vez mais tolhida, & @@ -8233,7 +8201,7 @@ imaginasse que este successo foi casual, observei que quanto mais tempo se continuou o uso do ouro, tanto menos se manchava, & denegria, & tanto mais facilmente se moviaõ os membros.

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4. Desta Observaçaõ se deixa conhecer mais claro que a luz do sol, que o ouro, assim para +

4. Desta Observaçaõ se deixa conhecer mais claro que a luz do sol, que o ouro, assim para attrahir o azougue em qualquer parte esteja, como para quebrantar, & entrear a sua nociva qualidade, he o mayor de todos os antidotos. E se o doente for taõ pobre que naõ possa tomar as folhas de ouro tanto tempo, quanto he necessario para recuperar a saude, ( @@ -8255,7 +8223,7 @@ fòra, ou mercurio por dentro, naõ babàraõ, nem cuspiraõ, porque todos estes ficaõ muito offendidos dos nervos, como observei em esta mulher; & só se remedeam como o uso do ouro, & oleo de enxofre.

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5. semelhante effeito observei do ouro nas dores de cabeça, que padeceo Francisco +

5. semelhante effeito observei do ouro nas dores de cabeça, que padeceo Francisco Rodriguez, o qual, porque tinha por officio purificar o ouro com solimaõ, & azougue, se lhe meteo pelo discurso dos annos alguma porçaõ delle na cabeça, por cuja causa de dia, & de noite estava affligido com acerrimas dores nella, & naõ podendo aliviarse com @@ -8278,12 +8246,12 @@

- OBSERVAÇAM L -

De huma grande dor, & inchaçaõ, que certa mulher padeceo na perna direita, donde se + OBSERVAÇAM L +

De huma grande dor, & inchaçaõ, que certa mulher padeceo na perna direita, donde se naõ pode tirar em largos tempos, rendeo aos muitos remedios que lhe fizeraõ; & só obedeco aos pós da raiz da butua misturados com vinho branco, & applicados como emplastro sobre o lugar offendido.

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Com muita razaõ disse seneca: (r.) Vira occultas, & ignorada, sejaõ manifestas, & +

Com muita razaõ disse seneca: (r.) Vira occultas, & ignorada, sejaõ manifestas, & sabidas. Quem avia de dizer ha muito poucos annos, que hum tumor edematoso, muito dolorifico, & causador de febre procedia de huma ventosidade, ou aura venenosa escondida em huma perna? Quem ousaria a affirmar nos annos passados que a raiz da butua @@ -8306,7 +8274,7 @@ que será maldade dizerse delles, que saõ fingimentos chimericos, ou sonhos fabulosos; & porque naõ aja a mais leve suspeita desta verdade, peço aos Leitores ouçaõ com attençaõ o seguinte caso.

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A vinte & dous de Agosto de 1689. fui chamado para curar a mulher de Pedro Gonçalves, +

A vinte & dous de Agosto de 1689. fui chamado para curar a mulher de Pedro Gonçalves, mestre de fabricar naos, & morador à Bica de Duarte Bello: começou esta mulher a sentir huma febre com dores, & inchaçaõ na perna direita, & como a tal dor, inchaçaõ, & febre se fossem augmentando cada dia, foi preciso sangralla no braço da @@ -8328,7 +8296,7 @@ applicado tudo o que a Arte manda sem melhoria, me dei por obrigado a investigar algum segredo de mais relevante: puzlhe pois sobre a parte enferma o seguinte cataplasma, de que tenho grandissimo conceito, & experiencia.

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3. Tomem quatro onças de leite de cabras fresco, misturesse sobre fogo lento com doze +

3. Tomem quatro onças de leite de cabras fresco, misturesse sobre fogo lento com doze onças de bosta de boy fresca, duas oitavas de açafraõ em pò, & quatro gemas de ovos cruas, as quaes se ajuntaraõ, quando a massa estiver com pouca quentura, por se naõ coalharem, & estendendose esta massa sobre hum panno, se applique; mas como naõ @@ -8343,7 +8311,7 @@ entrar na batallia, & por esta razaõ lhe appliquei o seguinte remedio, que tem feito grande bem a muitos, naõ só em casos semelhantes, mas tambem em dores de gotta, & ictericas.

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4. Tomai da terra, que se acha nos formigueiros das formigas, tres onças de oleo rosado, +

4. Tomai da terra, que se acha nos formigueiros das formigas, tres onças de oleo rosado, & a fogo lento se aquente, & fora do fogo se lhe ajunte huma gema de ovo crua, de sorte que se possao fazer hũas papas, & se appliquem. Mas (oh caducas esperanças dos homens !) quando entendi certamente que as dores & tumor por beneficio deste grande @@ -8351,7 +8319,7 @@ chaminè, crescerão de sorte, que perdi totalmente a esperança de curalla; porque me lembrou o dito de Valhes, (4.) o qual diz que as dores dos joelhos, das pernas, & das curvas andão annexas aos moribundos.

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5. Neste tempo vendose a pobre mulher atormentada, & affligida com tantas tempestades +

5. Neste tempo vendose a pobre mulher atormentada, & affligida com tantas tempestades de dores, pedia que ao menos a aliviasse hum pouco dellas. Pareceome então pela renitencia dos symptomas, & pelo nada que lhe tinhaõ aproveitado tantos, & taõ qualificados remedios, que a doença procedia de ventosidades, as quaes saõ capazes de fazer muitos, @@ -8366,7 +8334,7 @@ procedia de flatos, & levado desta conjectura, fundada na authoridade de Galeno, (5. ) & Hippocrates,appliquei sobre a parte queixosa o seguinte lenimento, que para resolver faltos, & dores procdidas delles excede a tudo.

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6. Tomai de raiz de parreira brava, (chamada vulgarmente raiz de butua) feita em pò +

6. Tomai de raiz de parreira brava, (chamada vulgarmente raiz de butua) feita em pò subtilissimo, huma onça, misturada com tanto vinho branco, quanto bastar para fazer humas papinhas; estas se ponhaõ quentes sobre a parte doente; porque me consta que esta raiz obra effeitos tão maravilhosos em desfazer flatos, & inchações, que me atrevo a dizer @@ -8377,11 +8345,11 @@ raiz. O mesmo admiravel proveito observei em hum fidalgo, chamado Fernaõ Rodriguez de Brito; teve elle huma grande dor em hum hombro, com grande inchaçaõ, & so com esta raiz applicada com o vinho sarou presentaneamente.

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7. Francisco de Araujo, que tem certa occupaçaõ no Concelho da Fazenda, vio hum milagroso +

7. Francisco de Araujo, que tem certa occupaçaõ no Concelho da Fazenda, vio hum milagroso effeito desta raiz em huma criada sua, a quem inchou huma perna com taõ desmedida grandeza, & dor taõ grande, que temi se mortificasse, & só com lhe applicar humas papinhas do subtilissimo pò desta raiz, misturado com vinho, sarou em tres dias.

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8. Este segredo, & outros muitos, que nestas Observações revelo em serviço do bem +

8. Este segredo, & outros muitos, que nestas Observações revelo em serviço do bem commum, peço que se não desprezem, porque o desagradecimento, que este mào mundo dá aos Medicos candidos, & bem intencionados, he muitas vezes causa de sepultarem comsigo alguns remedios, que seria convenientissimo o saberemse. E se alguns homens, seguindo o @@ -8392,7 +8360,7 @@ Centauros? Que verdade, que não tenha inimigos? Nem neste tempo faltão olhos, a quem a neve branca parece tinta negra: mas sempre foi costume das aranhas fabricar amargoso veneno das mesmas flores, de que as abelhas fabricaõ doce mel.

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9. Desta Observação consta que neste tempo sabemos alguns remedios maravilhosos, que os +

9. Desta Observação consta que neste tempo sabemos alguns remedios maravilhosos, que os antigos não conhecèrão, nem sonharão; (6.) pelos quaes beneficios devemos render a Deos muitas graças, pois se dignou de descubrir nos muitos remedios, com que a Medicina está mais abundante, & enriquecida: (7.) que Hippocrates, & outros Corypheos da @@ -8403,14 +8371,14 @@

- OBsERVAÇAM LI. -

De huma mulher muito velha, que àlem de huma ardentíssima febre, tinha em ambos os lados + OBsERVAÇAM LI. +

De huma mulher muito velha, que àlem de huma ardentíssima febre, tinha em ambos os lados dores vehementíssimas procedidas de sangue taõ corrosivo, & caustico, que todas as partes em que faltou o dito sangue, quando o barbeiro abriu a veya ficàraõ empoladas; & cheyas de bolhas táõ grandes, como se fossem escaldadas com agua fervendo.

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1. TAõ raro, & taõ novo he o caso,que pertendo contar, que entendo será muí proveitos +

1. TAõ raro, & taõ novo he o caso,que pertendo contar, que entendo será muí proveitos a noticia dele não só aos professores dá Medicina, mas a todos os curiosos.

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2. A treze de septembro de 1680. fui chamado para curar a Jeronima do Espirito santo +

2. A treze de septembro de 1680. fui chamado para curar a Jeronima do Espirito santo moradora na rua d'Atalaya: padecia ella huma grande dor, & pontada em ambos os lados, acompanhada com febre, tosse, escarros de sangue, vermelhidaõ no rosto, dificuldade de respiração,& outros symptomas taõ proprios, & inseparaveis do Pleuriz, & @@ -8433,7 +8401,7 @@ de cólica: & naõ fó este grande Pay da Medicina se enganou; mas muitos Medicos da primeira grandeza entendèraõ que huma dor de colica era de pedra, & que outra sendo de pedra era de cólica.

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3. Nem he para admirar que o grande Metre se enganase com huma dor escondida dentro do +

3. Nem he para admirar que o grande Metre se enganase com huma dor escondida dentro do corpo, quando nos enganamos cada dia atè com as cousas, que vemos com os olhos. Hum remo inteiro, & direito metido dentro na agua, nos parece torto, & quebrado: huma torre quadrada, vista de longe, nos parece redonda: o sol (sendo mayor que o mundo todo) nos @@ -8452,10 +8420,10 @@ peripneumonia, que no pleuriz, porque como o bofe com a inflammação esteja inchado, naõ se move tão livremente, nem pôde refrescar, & abanar o coraçaõ com tanta pressa, & facilidade.

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4. Na peripneumonia sentem mayor quentura no peito, do que no pleuriz, pela visinhança do +

4. Na peripneumonia sentem mayor quentura no peito, do que no pleuriz, pela visinhança do coração, & pelos muitos vapores do sangue, que sobem à cabeça, se imprime nas faces huma cor mui vermelha.

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Na peripneumonia se prostrão as forças com excesso, ou porque esta doença pela mayor +

Na peripneumonia se prostrão as forças com excesso, ou porque esta doença pela mayor parte he de qualidade malignissima; ou porque o fervor do sangue dissipa os espiritos vitaes com a mesma brevidade, com que huma torcida muito grossa consome o azeite em pouco tempo. sejame permittido o aver tocado estas coufas em favor dos Medicos principiantes, @@ -8475,11 +8443,11 @@ nas supressos altas da ourina, sangrem cinco, ou seis vezes no primeiro dia, porque de outra sorte morrer o enfermo infallivelmente. Para confirmaçaõ desta: verdade ouçaõ o seguinte caso, que he raro, & quiças nunca visto, nem ouvido.

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Occultavão as veas da sobredita mulher hum sangue taõ ardente, & tão caustico; q: +

Occultavão as veas da sobredita mulher hum sangue taõ ardente, & tão caustico; q: tanto que o fangrador deo a picada, lhe saltou no rosto & mãos huma espadana delle, & a todas as partes, em que o sangue cahio, empolou de sorte, como se fossem escaldadas com agua forte, ou com azeite fervendo.

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Da qualidade pois deste sangue ardentissimo, & do summo alivio que a enferma recebeo +

Da qualidade pois deste sangue ardentissimo, & do summo alivio que a enferma recebeo com a primeira sangria, me atrevia sangralla quatro vezes no primeiro dia, tres no segundo , & duas no terceiro continuando assim, tratei de refrescar, & rebater o fervor do sangue, que abrazava o bofe, & o corpo todo, dandolhe a beber cada tres horas hum @@ -8504,12 +8472,12 @@ procederem do accido errante, que por estar exaltado coalha o sangue, & impede a sua circulaçaõ, como succede na peripneumonia, no pleuriz, nas alporcas nas apoplexias, & em outras muitas doenças.

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Usou pois destas pitsanas duas vezes na noite; mas como não conseguisse tanto alivio, +

Usou pois destas pitsanas duas vezes na noite; mas como não conseguisse tanto alivio, quanto se podia esperar, duvidei se feria acertado darlhe algum medicamento purgativo: porque o Collegio Medico se divide em varios pareceres. Dizem huns que he crime da primeira grandeza purgar nas peripneumonias; porque as doenças do peito só por escarro se curaõ bem; & a descarga por cursos he muito formidavel.

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(2.) Dizem outros que toda a esperança da saude consiste nos vomitorios de agua benedita +

(2.) Dizem outros que toda a esperança da saude consiste nos vomitorios de agua benedita , com tal condição que se appliquem no primeiro insulto da doença; (3.) usando depois disso dos expetorantes. Outros, louvão as purgas alviducas, (4.) com tal condiçaõ que sejaõ brandas; & benignas, como saõ as que se fazem de tres onças de bom mannà solto @@ -8517,7 +8485,7 @@ agarico, com tres onças de xarope violado de nove infuoss. Outros procedem mais acautelados, dizendo que nem em todas as peripneumonias se ha de purgar, nem em todas se ha de reprovar a purga.

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6. Em tanta variedade de opinioens escolhi por mais acertado o uso das sangrias repetidas +

6. Em tanta variedade de opinioens escolhi por mais acertado o uso das sangrias repetidas , & das tisanas, em que misturei sempre os remedios absorbentes, & volatilizantes, para que o sangue, que pelo azedume estava asmo, grosso, & como encharcado nas veas do bofe, tirado o tal azedume por virtude dos absorbentes, ficasse doce, & fluxivel para @@ -8530,7 +8498,7 @@ qualquer destes absorbentes em tres quartilhos de agua cozida com huma onça de casca de raiz de bardana, ou em falta della com hum punhado de flores de papoulas, compuz a seguinte bebida, que he excellentissima.

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7. Tomem de agua de cardo santo, & de papoulas, de cada huma destas meya canada, +

7. Tomem de agua de cardo santo, & de papoulas, de cada huma destas meya canada, misturemse, & emeste licor fervido levemente em huma panela nova, se deitem de infusaõ tres onças de esterco fresco de cavallo, para que as ditas aguas recebaõ em si a tintura do esterco, & como a tomarem, se coe por papel mataborraõ, ou panno bem tapado, @@ -8548,7 +8516,7 @@ cascas de raiz de bardana: & foraõ estes remedios taõ ditosamente succedidos, que a doente, que estava efpirando, livrou das mãos da morte, & viveo depois disso vinte annos por beneficio, & diligencias d'Arte.

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8. Bem he verdade, que a dita enferma por causa das muitas sangrias que levou, ficou taõ +

8. Bem he verdade, que a dita enferma por causa das muitas sangrias que levou, ficou taõ opilada, & com tãtas dores na cabeça, que perdia paciencia; para acudir a esta queixa, lhe ordenei hs caldos de frangaõ recheados com raizes aperitivas; mas como estes naõ bastasem para vencer huma oppilaçaõ grande, lhe fiz tomar aço; sem embargo de estar taõ @@ -8565,10 +8533,10 @@

- OBsERVAÇAM LII. -

De huma febre terçãa exquisita, causada de enchimento de estomago, & curada quasi de + OBsERVAÇAM LII. +

De huma febre terçãa exquisita, causada de enchimento de estomago, & curada quasi de repente com hum vomitorio de tres onças de agua benedicta vigorada.

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1. As doenças, que procedem de enchimento do estomago, naõ podem ter melhor remedio, nem +

1. As doenças, que procedem de enchimento do estomago, naõ podem ter melhor remedio, nem curarse com mais segurança, & brevidade que com a evacuaçaõ, & despejo do mesmo estomago: & assim como seria erro grande dar algũa purga, quando o enchimento for de sangue conteudo nas veas; seria tambem absurdo da mayor marca sangrar, quando o enchimento @@ -8584,7 +8552,7 @@ he a q̃ se faz de duas oitavas dos meus, trociscos de fioravanto, desatados em duas onças de caldo de gallinha, ou a que se faz de dezoito grãos do meu extracto Alcaest, formando delle tres pilulas.

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2. Esta doutrina quizera eu intimar ao mundo todo, & que se escrevesse pelas portas +

2. Esta doutrina quizera eu intimar ao mundo todo, & que se escrevesse pelas portas das Cidades, & ruas mais publicas, para que se naõ cometesse o execrando crando erro de sangrar aos que se queixarem de inchimento do estomago, ou tiverem febre depois de se averem fartado, sem os purgar primeiro: porque tenho observado infinitas vezes que os @@ -8596,7 +8564,7 @@ naõ cometaõ semelhantes absurdos; & pelo contrario tenho visto felicissimos successos em todos os doentes, a quem os Medicos purgàraõ logo que adoecèraõ com carga, ou pejo de estomago, como confirmarei pelo seguinte successo.

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3. Em quinze de Dezembro de 1690. certo homem, cujo nome não quero declarar por modestia, +

3. Em quinze de Dezembro de 1690. certo homem, cujo nome não quero declarar por modestia, comeo quatro arrateis de lombo de porco, dous pães de vintem, hum arratel de linguiça, & huma canada de vinho novo; & como esta carga foi taõ excessiva, naõ pode a natureza com ella, & por isso se infureceo, & assanhou o archeo do estomago de tal @@ -8615,7 +8583,7 @@ se curar com huma bochecha de agua, degenerasse em maligna refinadissima, & desta se seguisse a morte, ficando o doente sem vida, a Arte com afronta, & o Medico com eterna deshonra, & perpetuos remorsos na consciencia.

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4. Desta Obfervaçaõ taõ felizmente succedida consta quam errados vaõ, & quanto se +

4. Desta Obfervaçaõ taõ felizmente succedida consta quam errados vaõ, & quanto se affastaõ da doutrina de Galeno, & do verdadeiro methodo de curar aquelles Medicos, que sangraõ nas febres, em que ha pejo no estomago, ou grandes amargores na boca, quando nenhuma cousa deixou Galeno (2.) taõ prohibida, & encomendada aos Medicos, como que @@ -8635,7 +8603,7 @@ conselho, & mande sangrar avendo enchimento no estomago, sem purgar primeiro, será reo de tantas mortes, & de tantas viuvas sem maridos, & filhos sem pays, quantos forem os doentes, a quem curar desta sorte.

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5. Bem sey que assim como ouve homens no mundo, que para mostrar o seu engenho, & +

5. Bem sey que assim como ouve homens no mundo, que para mostrar o seu engenho, & agudeza, se empenharaõ em louvar o que he máo, naõ faltaráõ tambem hoje homens, que se empenhem em reprovar o que he bom, & consequentemente que condemnem estes meus conselhos, dando para isso razões taõ agudas, que pareçaõ concludentes; mas a esses taes @@ -8657,14 +8625,14 @@

- OBsERVAÇAM LIII. -

De outra febre terçã a exquifita, que degenerou em continua maligna, porque queixandofe a + OBsERVAÇAM LIII. +

De outra febre terçã a exquifita, que degenerou em continua maligna, porque queixandofe a doente do eftomago, foi o Medico taõ deffatento, que naõ quiz purgala, mas fó fangrou, & mais fangrou, & por efta caufa crefceo o perigo de tal modo, que fe lhe naõ acudir a com os pós de quintilio, & com o meu cordeal purgativo, avia de morrer; mas foi Deos fervido que por beneficio deftes dous taõ decantados remedios efcapaffe da morte.

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I. Diz o Doutor Maximo da Medicina, (I.) & outros Authores graves que nas doenças +

I. Diz o Doutor Maximo da Medicina, (I.) & outros Authores graves que nas doenças perigoffifimas he melhor fazer algum remedio, ainda que feja duvidofo, que deixar morrer ao doente com certeza. Confelho he efte, que fempre fegui, & de que fempre fiz grande eftimaçaõ, porque guiado por elle tirei da garganta da morte a muitos doentes que eftavaõ @@ -8703,7 +8671,7 @@ quintilio defatados em tres onças de agua commua; & evacuou por ambas as vias tam copiofamente, que dentro de poucas horas teve grandiffimo alivio, & em quatro dias farou com admiraçaõ de todos os circunftantes.

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2. Nefte lugar quero advertir aos Medicos modernos, que naõ fangrem aos feus enfermos por +

2. Nefte lugar quero advertir aos Medicos modernos, que naõ fangrem aos feus enfermos por qualquer leve caufa; mas fó quando os obrigar huma tal neceffidade, que naõ poffaõ falvarlhes as vidas de outra forte, porque ainda que os taes doentes, em quanto faõ moços, naõ fintaõ os damnos, que as muitas fangrias lhes fazem; comtudo paffados alguns annos, os @@ -8720,7 +8688,7 @@ o feu gofto fatisfeito, paffados poucos annos fe acha pobre, & cahido em fummas miferias, as quaes naõ fentiria taõ cedo, fe tivera vendido as fuas coufas com mais confideraçaõ, & fó nas neceffidades mais urgentes.

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3. Ifto mefmo que fuccede cada dia aos que fe fangraõ hoje vinte vezes por huma leve dor +

3. Ifto mefmo que fuccede cada dia aos que fe fangraõ hoje vinte vezes por huma leve dor de garganta, que fe podia curar com hum gargarifmo de agua de tanchagem, & leite, ou com agua de chicoria, criftal mineral, & arrobe de amoras, à manhã fe tornaõ a fangrar doze vezes por huma efpinha carnal, que fe podia curar com fermento, açafrão, efcabiofa, @@ -8734,18 +8702,18 @@ admiravel lenimento dos olhos, que fó fe achará em minha cafa, & o naõ quero ter em botica alguma para defte modo tirar a occafiaõ de que o falcifiquem, & vendaõ com o nome de meu.

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4. Eftes defgraçados homens, que naõ fizeraõ outra cufa mais que tirar fangue, ainda que +

4. Eftes defgraçados homens, que naõ fizeraõ outra cufa mais que tirar fangue, ainda que por entaõ fe achaõ aliviados, & com faude, em breviffimos annos fe achaõ fem forças, & choraõ inconfolavelmente veremfe cheyos de achaques, que talvez naõ teriaõ fe fe ouveffem fangrado menos vezes, & poupado o feu fangue, pois he elle o thezouro da vida, & o balfamo da natureza, & faude humana. Ifto quiz advertir para bem do proximo, & fatisfaçaõ da minha confciencia; porque faço grande efcrupulo de naõ dizer a todos o quanto importa fangrar pouco para viver muito.

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5. Naõ digo que fe poupem as fangrias, avendo nefeffidade dellas: mas digo que fe naõ +

5. Naõ digo que fe poupem as fangrias, avendo nefeffidade dellas: mas digo que fe naõ appliquem com qualquer leve caufa, nem em todas as doenças; do que já fe queixava Cornelio Celfo, (3.) & com muita razaõ; porque como diz Galeno, (4.) das muitas, & repetidas fangrias fe feguem doenças incuraveis, & a morte infallivel.

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6. Eu conheço nefta Cidade a alguns homens, que eraõ muito robuftos, tinhaõ excellentes +

6. Eu conheço nefta Cidade a alguns homens, que eraõ muito robuftos, tinhaõ excellentes cores, vifta agudiffima, eftomago forte, & nervos muito firmes, & dentro de breves annos fe acharaõ faltos de todos eftes dotes da natureza; & perguntadolhes eu que caufa tiveraõ para que fendo ainda moços, cahiffem em taõ rara mudança, & fraqueza de @@ -8757,7 +8725,7 @@ efte tal homem amigo de que o efgotaffem muito, conheceo à fua cufta os damnos, que fazem as fangrias dadas a cada paffo; porque fe vio cego, & aleijado; mas fentio efta perda, quando já lhe naõ podia valer o arrependimento.

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7. E que diraõ de mim nefte paffo os barbeiros, que naõ fe perdem de amores pelos +

7. E que diraõ de mim nefte paffo os barbeiros, que naõ fe perdem de amores pelos Medicos, que mandaõ fangrar pouco. Digaõ o que differem: que eu direi naõ tenho vifto peffoa alguma, que foffe muitas vezes fangrada, que chegaffe a noventa, ou cem annos: porque como o fangue he o balfamo da vida; ou, para melhor dizer, he o azeite, em que fe @@ -8767,12 +8735,12 @@

- OBsERVAÇAM LIV. -

De huma ictericia muito rebelde, a qual curei com os pós de quintilio tomados dous dias + OBsERVAÇAM LIV. +

De huma ictericia muito rebelde, a qual curei com os pós de quintilio tomados dous dias successivos; e com quatro apozemas aperitivas alternadamente tomadas; e finalmente com hum segredo particular, que preparo em minha casa para dar aos pobras de graça, e vender aos ricos por seu justo preço.

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1. POstoque a ictericia seja doença muito ordinaria, e conhecida de todos; comtudo entre +

1. POstoque a ictericia seja doença muito ordinaria, e conhecida de todos; comtudo entre os Doutores Galenicos, e Chymicos ha grandes controversias sobre averiguar a geraçaõ, e lugar affecto desta enfermiadade: dizem os Galenistas que procede do figado, ou da bexiga do fel, ou da malignidade da colera: do figado dizem que procede, por estar taõ @@ -8786,7 +8754,7 @@ malicia da colera dizem que procede a ictericia, se pela má qualidade, ou grande quantidade della naõ puder a natureza apartalla da companhia do sangue, e viciandolhe a cor, he occasiaõ da ictericia.

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2. Pelo contrario os Doutores Chymicos seguem outra opiniaõ tam differente, que se +

2. Pelo contrario os Doutores Chymicos seguem outra opiniaõ tam differente, que se enfurecem, e fazem zombaria dos Medicos, que attribuem a ictericia ao fel excrementicio, naõ separado do sangue, quando o fel naõ he excremento, mas he o thesouro, e balsamo do sangue, muito proveitoso à natureza para subtilizar, e a vivar o sangue em ordem a fazer @@ -8808,7 +8776,7 @@ tanto a ictericia naõ he fel, nem colera, nem humor natural; mas he hum veneno excrementicio, que carrega e aggrava de tal sorte ao pyloro, que a faculdade digestiva, e a distributiva se perturbaõ, e alheaõ de seu officio.

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3. Reside pois este veneno, e tem o seu assento, e morada desde o pyloro, atè o fim do +

3. Reside pois este veneno, e tem o seu assento, e morada desde o pyloro, atè o fim do intestino duodeno; e como o tal veneno possa ter diversas cores, produz diversas sortes de ictericia. Porèm ainda que cada opiniaõ destas seja boa, e provavel, eu me conformo mais com os que dizem que a ictericia procede do excremento viroso conteudo na primeira regiaõ; @@ -8824,7 +8792,7 @@ vendem fóra destas partes saõ falsificados; ordeneilhe depois disso que tomasse as seguintes quatro apozemas, cujas virtudes para desopilar, e curar as ictericias saõ mayores que todos os louvores.

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4. Tomai de cascas de raizes de rubia tinctorum tres oitavas, de raizes de salsa da +

4. Tomai de cascas de raizes de rubia tinctorum tres oitavas, de raizes de salsa da horta, de lingua de vacca, de funcho, e de espargos, de cada cousa destas huma onça, de folhas de epatica, de morangãos, e de avenca, de cada cousa destas huma maõ cheya, de semente de carthamo machucada seis oitavas, tudo se coza em panela de barro com a agua que @@ -8837,7 +8805,7 @@ mui efficaz, e especifico para esta doença, tem a singularidade de ser a primeira vez que sahe ao theatro do mundo por meyo da estampa, porque eu o quero fazer publico em serviço do bem commum.

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5. Tomai de passas sem grainha seis onças, de raizes de losna mochucadas huma onça, de +

5. Tomai de passas sem grainha seis onças, de raizes de losna mochucadas huma onça, de folhas de morangãos huma maõ cheya, tudo se coza em huma panela de barro com cinco quartilhos de agua commua, atè ficarem tres, e entaõ ajuntai a este cozimento duas oitavas de largis (que he huma casca que vem da India, mui parecida com a de canela, e se vende @@ -8855,7 +8823,7 @@ grande segredo, do qual tenho usado muitas vezes com felicissimo successo. Naõ ensino aqui o modo, com que o tal remedio se prepara, porque o quero deixar a meus herdeiros; e por varias razões, que os curiosos poderàõ saber na Observaçaõ cincoenta e seis.

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6. Pudera nomear aqui os muitos doentes ictericos, que curei com o meu segredo, tirando +

6. Pudera nomear aqui os muitos doentes ictericos, que curei com o meu segredo, tirando Francisco Malheiro, para quem fui chamado depois de o terem ungido, e porque me constou que o dito enfermo padecia huma grande ictericia avia tres annos, lhe prognostiquei a morte; e com mayor certeza, vendo que no discuso de taõ largo tempo, se lhe tinhaõ @@ -8869,7 +8837,7 @@ testimunhas o Doutor Joaõ Bernardes de Moraes, Jaques Henriques, e o Doutor Diogo Mendes de Leaõ, que viraõ as pedras, e as tem hoje guardadas Jaques Henriques para memoria deste caso.

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7. Duas cousas advirtaõ os Medicos modernos; a primeira que naõ ha ictericia muito +

7. Duas cousas advirtaõ os Medicos modernos; a primeira que naõ ha ictericia muito antiga, que deixe de ser mortal; a segunda que naõ se empenhem com os remedios muito valentoens, quando virem grande resistencia na ictericia, antes usem de remedios brandos, e benignos, porque estes fazem algumas vezes curas, que os remedios fortes naõ podem @@ -8877,8 +8845,8 @@

- OBsERVAÇAM LV -

De huma tosse tao violenta, e continua, que fazia vomitar quanto o doente comia, por cuja + OBsERVAÇAM LV +

De huma tosse tao violenta, e continua, que fazia vomitar quanto o doente comia, por cuja causa naõ só perdeo o dormir; mas emagreceo, e enfraqueceo de tal modo, que naõ podia estar em pe, nem dar huma passada; e estando sem esperança de vida, me mandou chamar, e dandome conta do que padecia disse que todas as vezes, que vomitava, sentia grande alivio @@ -8889,7 +8857,7 @@ sobre a comissura a coronal rapada a navalha, hua massa, ou suspensorio feito de caracois, fermento alambre, incenso, almecega, e hua gema de ovo muito dura, pizando tudo muito bem; e foi Deos servido que com estes remedios conseguisse a saude desejada.

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Maria do salvador moradora na rua da Rigueira, pacedeo largos tempos huma tosse taõ +

Maria do salvador moradora na rua da Rigueira, pacedeo largos tempos huma tosse taõ continua e violenta, que a obrigava a vomitar quando comia e por esta causa, como tambem porque naõ dormia, emmagreceo, e se debilitou de tal modo, que naõ podia estar em pè, nem dar huma passada; vendose a pobre mulher neste miseravel estado e que os remedios, assim @@ -8898,7 +8866,7 @@ entendendo eu que tosse taõ cruel naõ procedia de intemperança quente do figado, como he opiniaõ commua dos Medicos antigos, os ques se persuadem que o figado he o culpado em todas as doenças.

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enças do corpo humano: porèm com licença da veneravel antiguidade, eu naõ culpo ao figado +

enças do corpo humano: porèm com licença da veneravel antiguidade, eu naõ culpo ao figado nesta tosse; o que só culpo he huma perpetua fluxaõ da cabeça originada do tartaro viscoso, que está pegado nas tunicas do estomago; donde assim como na destillaçaõ da agua ardente, quantas vezes se repete, tanto mais subtil, penetrante, e sorte se faz: da mesma @@ -8941,7 +8909,7 @@ todas as noites (quando se recolhesse a dormir) tomasse dous escropulos da seguinte massa, que ajuda muito o somno, engrossa por excellencia os estilicidios delgados, tempera efficazmente as tosses, e fluxões inportunas.

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Tomai de azevre succotrino, e de alambre preparado, de cada cousa destas duas oitavas, de +

Tomai de azevre succotrino, e de alambre preparado, de cada cousa destas duas oitavas, de açafraõ de França huma oitava, de incenso macho duas oitavas, de laudano opiado hum escropulo; todas estas cousas se misturem com meya onça de cerebithina de de beta, posta em ponto sormense pilulas, de que se tomem os dous escropulos cada noite; e foi o effeito @@ -8958,7 +8926,7 @@ que procederem de humores subtis, acres, e mordazes: assim o dizem Fernelio, (4.), soriano, (5.) Donzeli, (6.) Zulfero, (7.) Montano, (8.) e eu o digo tambem assim porque tenho usado muitas vezes do tal remedio com felicissimos sucessos.

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Mas porque nas terras pequenas se naõ achará o diacono, ensinarei (em lugar delle) dous +

Mas porque nas terras pequenas se naõ achará o diacono, ensinarei (em lugar delle) dous grandes remedios; o primeiro se faz do modo seguinte. Tomai tres onças de raizes de malvaisco, machuquemse muito bem, e se deitem de infusaõ tres dias em duas canadas de agua quente, no fim do qual tempo se retirem as raizes da agua, e se pizem muito bem em hum @@ -8973,7 +8941,7 @@ de marmelo ajuntandolhe tanta quantidade de goma de trigo, e manteiga crua, quanta for necessaria para fazer huma manteiginha, ou um looc, e desta tomara o doente meya onça cada dia ao deitar na cama, e outra meya onça na madrugada quando acordar.

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E porque ja encontrei algumas tosses taõ rebeldes, que se naõ renderam com estes nem com +

E porque ja encontrei algumas tosses taõ rebeldes, que se naõ renderam com estes nem com outros remedios de iguaes virtudes; quero ensinar hum com que livrei a muitos tocigosos, que estavaõ reputados por incuraveis, o qual remedio se faz do modo seguinte. Tomai duas onças de cevada pillada, e sem ser atada em panno, se ponha a cozer em panela de barro com @@ -8993,7 +8961,7 @@ absterciva dos farelos, e virtude especidica da hera terrestre, e do assucar rosado, se adoçará a acrimonia, e slsugem do humor que faz a tosse, e se temperará a quentura, e se facilitaraõ os escarros

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5. Da virtude destes caldos, para tosses ferozes, e rebeldes podem ser testimunhas Dona +

5. Da virtude destes caldos, para tosses ferozes, e rebeldes podem ser testimunhas Dona Izabel Guilherme; que depois de padecer seis meses huma tosse taõ teimosa, que zombou de infinitos remedios, e chegou a deitar sangue, e estar ja mandada fora da Cidade a tomar outros ares, e desconfiada da vida, só com estes caldos sarou; o mesmo effeito @@ -9007,11 +8975,11 @@

- OBsERVAÇAM LVI. -

De uma vertigem muito rebelde, que refletindo a miltre medios excellentes, se rendeo aos + OBsERVAÇAM LVI. +

De uma vertigem muito rebelde, que refletindo a miltre medios excellentes, se rendeo aos pós de quintilio, & a humas pilulas, que preparo por minhas mãos, & se acharaõ em minha casa.

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La disse Cataõ (1.) que os trabalhos, que daõ muito pesar quando padecidos, daõ algumas +

La disse Cataõ (1.) que os trabalhos, que daõ muito pesar quando padecidos, daõ algumas vezes mui grande gosto quando lembrados: assim o tenho observado em varios apertos, em que me tenho visto com algumas doenças rebeldissimas, que depois de me custarem excessivos enfados, vim a conseguir gloriosos triunfos. seis meses avia que Manoel Vicente, oficial @@ -9048,7 +9016,7 @@ donde como as especies visiveis se representaõ no humor cristallino como em hum espelho, se o humor cristallino se mover para affugentar o vapor perverso, necessariamente se hão de mover tambem as cousas visiveis, que no tal humor cristalino se representaõ.

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2. Feita esta consideração sobre a causa, & modo como se fazem as vertigens, entendi +

2. Feita esta consideração sobre a causa, & modo como se fazem as vertigens, entendi que faria hum grande bem ao enfermo se deitasse fora da fortaleza de Pallas a huma doença taõ cruel, que tinha feito allento, & perpetua morada na cabeça, como o fiz dando ao doente, tres dias sucessivos, tres onças de agua benedicta vigorada, para que affim se @@ -9057,7 +9025,7 @@ felicidade, descansou o enfermo seis dias, & passados elles, para acabar de vencer huma doença taõ rebelde, receitei as seguintes pilulas, que saõ muito especificas, & suavemente purgantes.

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3. Tomem de pilulas sine quibus, & aureas, de cada cousa destas huma onça, de pò de +

3. Tomem de pilulas sine quibus, & aureas, de cada cousa destas huma onça, de pò de casca de raiz de helleboro negro dous escropulos, tudo se misture muito bem, & dous escropulos, tudo se misture muito bem, & se formem pilulas, das quaes daraõ ao doente quatro escropulos em dias alternados; & com este remedio conheceo grandissimo alivio : @@ -9071,7 +9039,7 @@ entaõ se ajuntem os pòs sobreditos, & se faça electuario, ao qual ajuntem de pò subtilissimo de folhas de cardo santo meia onça; & desta massa dei ao doente, estando em jejum, tres oitavas cada dia por tempo de hum mes, & farou por todo de milagre.

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4. Mas se algum dia succeder que as vertigens sejaõ taõ rebeldes, que naõ se rendaõ aos +

4. Mas se algum dia succeder que as vertigens sejaõ taõ rebeldes, que naõ se rendaõ aos sobreditos remedios, saibaõ que eu tenho hum segredo taõ efficaz, que de muitos annos a esta parte que sou Medico, me naõ faltou com o seu admiravel effeito; com tal condição que o achaque naõ seja muito antigo, nem o doente velho. Naõ declaro aqui o modo de preparar o @@ -9079,7 +9047,7 @@ entrevado, ou me acontecer algum infortunio, ou contra tempo, quero ter esta amarra a que me apegue, & sustente: a segunda, porque he razaõ que o Autor saiba mais alguma cousa que os seus livros.

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5. Nem se admirem os Leitores de em purgar tantas vezes a este enfermo, porque se +

5. Nem se admirem os Leitores de em purgar tantas vezes a este enfermo, porque se attentamente considerarem a doutrina dos Mestres, facilmente conheceraõ que hum inimigo taõ rebelde, & que tinha offendido a cabeça tanto tempo, se naõ avia de render de outro modo: porque, como diz Jaquino, (2.) & outros Doutore: Por isso os Medicos do @@ -9096,31 +9064,30 @@ abrir, nove dias aço para desopilar; porque os remedios, como diz Galeno, (6.) naõ tem numero certo, & prefixo; mas devem applicarse as vezes que forem necessarias, ainda que em muitos dias naõ vejamos proveito delles.

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6. Fiado pois na authoridade de tão grandes Doutores, & commovido das proprias +

6. Fiado pois na authoridade de tão grandes Doutores, & commovido das proprias experiencias (sem fazer caso do que poderia dizer a gente vulgar) naõ desisti de purgar o doente hũa, & muitas vezes, atè q conheci q a enfermidade estava totalmente vencida.

- OBsERVAÇAM LVII. -

De hum menino, que sobre estar excessivamente magro, tinha o ventre muito duro; & + OBsERVAÇAM LVII. +

De hum menino, que sobre estar excessivamente magro, tinha o ventre muito duro; & inchado; & padecia hũe fome taõ grande, & continua, que nenhum mantimento bastava, para satisfazer o seu desejo; o que tudo procedia das muitas; & grandes lombrigas, que lhe roubavaõ o q comia, & applicandolhe eu sobre o ventre; & cadeiras certo emplastro, & dandolhe a beber huma agua, deitou àlem de outros huma lombriga taõ grande; q tinha duas varas, & no mesmo dia ficou saõ.

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1. Ao homem chamaõ os Filosofos Mundo pequeno, & com grande razaõ; pois no homem se +

1. Ao homem chamaõ os Filosofos Mundo pequeno, & com grande razaõ; pois no homem se acha tudo o que no mundo grande se divisa. Consta o mundo grande de quatro elementos, Terra, Agua, Ar, & Fogo; aos quaes correspondem os quatro humores, sangue, Colera, Flegma, & Melancolia: & da mesma forte que no mundo grande ha diversidade de planetas, de que procedem diversos influxos, no corpo humano; ha diferentes membros, de - que procedem differentes acções. Ao sol, & à Lua correspondem, com grande + que procedem differentes acções. Ao sol, & à Lua correspondem, com grande semelhança, o coraçaõm, & a cabeça: & do proprio modo que o sol he o coraçaõ do mundo, se póde tambem dizer que o coraçaõ he o sol do homem: & assim como o sol com a sua presença, & quentura alegra, & dà vida, & esforço a tudo; porque a - terra se alcatifica de flores, as ervas crescem à competencia, as arvores brotaõ fecundas, & se revestem de verde + terra se alcatifica de flores, as ervas crescem à competencia, as arvores brotaõ fecundas, & se revestem de verde gala de esperança: pelo contrario ausentandose o sol, logo a terra entristece, as ervas se seccaõ, as flores murchaõ, as arvores se despem das folhas, & tudo o que a fecundidade da natureza avia produzido, se desmaya. Da mesma forte todo o corpo @@ -9129,7 +9096,7 @@ vigorosas todas as partes; mas estando enfraquecido se tornaõ todas languidas: & assim como se o sol suspendesse o seu movimento, o mundo acabaria logo; se o influxo do coraçaõ cessasse, logo a vida se perderia.

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2. Tem o Mundo grande Mar, Rios, & Regatos, a quem correspondem as veas grandes, +

2. Tem o Mundo grande Mar, Rios, & Regatos, a quem correspondem as veas grandes, & pequenas, & as capilares: no mundo grande ha tempestades, & furacões de vento, a que correspondem os flatos, que sentimos andar vagando de huma parte para outra: ha no mundo grande eclipses, & nuvens, que naõ deixando ao sol comunicar as suas @@ -9146,7 +9113,7 @@ podre, & corrupta; da mesma forte no nosso corpo, por intervençaõ do calor natural, se géraõ de materia humida, & podre, lombrigas em todas as partes, em que se achaõ disposições para ellas.

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3. Na cabeça se criaõ, & fazem nella grandissimas dores, perturbações de vista, & +

3. Na cabeça se criaõ, & fazem nella grandissimas dores, perturbações de vista, & do juizo, assim o dizem Benivenio, (I.) Fabricio, (2.) & Avicenna; (3.) nos rins, nos ouvidos, & nos dentes se criaõ, & fazem nas taes partes grandes dores; assim o dizem Fernlio, (4.) Pacheco, (5.) Guilherme, (6.) Janfonio, (7.) Alfario, (8.) & @@ -9167,9 +9134,9 @@ ventre, tiziquidade, magreza, & outros symptomas naõ formidaveis, que o veneno mais presentaneo os naõ pòde causar peyores; como pela seguinte Observaçaõ mostrarei claramente.

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4. Aos 17. de Agosto de 1670. fui chamado para curar a hum menino de cinco annos, chamado +

4. Aos 17. de Agosto de 1670. fui chamado para curar a hum menino de cinco annos, chamado Manoel Lobo da silva, morador na rua direita de são Joseph.

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Padecia o dito menino ancias do coraçaõ taõ excessivas, que muitas vezes degeneravaõ em +

Padecia o dito menino ancias do coraçaõ taõ excessivas, que muitas vezes degeneravaõ em tremores, & desmayos, com tosse continua, comichaõ de narizes, & sesso, summa magreza; & ventre taõ inchado, & duro, que excedia ao de huma mulher prenhada de nove meses; & o que mais era, tinha huma fome taõ insaciavel, que naõ avia comer que @@ -9182,7 +9149,7 @@ naõ achavaõ que commer. E para mais me certificar se no tal doente avia lombrigas, lhe appliquei emplastro, que entre os remedios exteriores, tem (na minha estimaçaõ) o melhor lugar.

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5. Tomai de folhas verdes de ortelãa, de losna, de artemisa, & de erva veronica +

5. Tomai de folhas verdes de ortelãa, de losna, de artemisa, & de erva veronica (chamada dos Latinos abrotanum foemina) de cada cousa destas hum punhado, pizese tudo muito bem em hum gralde pedra, ajuntandolhe de farinha de tremoços, po de coloquintidas, azevre, & de myrrha, de cada cousa destas huma oitava, de açafraõ subtilissimamente @@ -9202,7 +9169,7 @@ tirouse a tosse, & naõ teve mais fome, nem comichaõ nos lugares aonde as lombrigas costumaõ fazella; antes começou logo a medrar a ter boas cores, & saude, & esta hoje Religioso professo nos Paulistas.

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6. Alem destes dous remedios, que saõ dos mais efficazes que tenho achado no discurso de +

6. Alem destes dous remedios, que saõ dos mais efficazes que tenho achado no discurso de muitos annos, tenho hum, que foi desejado de muitos, mas de niguem atè hoje conseguido; porèm agora o quero fazer publico, para utilidade de todos. Tomai de raizes de grama, de entrecasco do pao de medronheiro, de pessegueiro, & da raiz do freixo, de cada cousa @@ -9213,7 +9180,7 @@ seis onças, ou a quantidade que for necessaria conforme a idade da pessoa; & naõ averà lombriga, por mais escondida, ou obstinada que seja, que naõ morra aos fios de tão poderosa espada.

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7. Com estes mesmos remedios diz deitar outra lombriga de cinco varas a hum negro, +

7. Com estes mesmos remedios diz deitar outra lombriga de cinco varas a hum negro, chamado Gonçalo, escravo de Manoel Franco, do qual já tinha desconfiado certo professor de grande nome, porque o vio tão inchado de barriga, & magro de todo o mais corpo, que teve por infallivel o seu perigo; mas como eu tenho alguns remedios particulares, que @@ -9228,16 +9195,16 @@

- OBsERVAÇAM LVIII. -

De huma mulher, que estando prenhada de poucos meses cahio em huma hydropesia, & + OBsERVAÇAM LVIII. +

De huma mulher, que estando prenhada de poucos meses cahio em huma hydropesia, & continuando o tempo da prenhez, cresceo a inchaçaõ do ventre a huma taõ grande deformidade, que metia medo aos que aviaõ; chegando porèm o dia de parir, em que todos tinhaõ posto as esperanças da sua vida na copiosa purgaçaõ que esperavaõ, faltou de todo a descarga lochial, & por esta causa esteve em grandissimo perigo, do qual livrou a beneficio de huma purga, que lhe dei no quinto dia depois de ter parido.

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I. Pertendo referir hum caso admiravel, em que os Oraculos da Medicina, & os que +

I. Pertendo referir hum caso admiravel, em que os Oraculos da Medicina, & os que occupàraõ as mayores alturas da Arte curativa, se cansaraõ muitas vezes de balde.

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2. Maria de Almeida moradora no beco da Galè, sendo casada concebeo; & andando o +

2. Maria de Almeida moradora no beco da Galè, sendo casada concebeo; & andando o tempo, ou por causa do sangue reprezado, como succede a todas as mulheres quando andaõ prenhadas; ou por alguns alimentos depravados de que usou com os privilegios da prenhez, ou por outro qualquer motivo, que naõ pude saber, foi inchando pouco a pouco, & @@ -9250,9 +9217,9 @@ & falta do descanso necssario se dissipàraõ os espiritos vitaes, & se resfriaraõ as officinas dos cozimentos de tal sorte, que em lugar de gerarem sangue bom, & laudavel, geravaõ humores

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crus, & serosos, por cuja causa cresceo cada vez mais a inchaçaõ, & a hydropesia ; & foi tal o descuido, que esta mulher teve com a sua saude, que vendose neste estado, naõ chamou Medico para que a curasse, fiandose em que o tempo de parir estava muito perto, & que se purgasse bem, como esperava, seriaõ escuzados outros remedios: @@ -9265,7 +9232,7 @@ alguns remedios, & porque (como dizem as velhas) tantos saõ os homens, quantos saõ os pareceres; fizeraõ varios juizos sobre a deliberaçaõ do medicamento, que lhe aviaõ de applicar.

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3. Dizia hum dos Medicos, que se (em lance taõ apertado) avia alguma esperança de +

3. Dizia hum dos Medicos, que se (em lance taõ apertado) avia alguma esperança de remedio, eraõ as sangrias dos pès; porque succedia algumas vezes que a grande quantidade de sangue suffocando ao calor natural, era a causa semelhante enfermidade, a qual só com sangrias se curava algumas vezes, como se deixava conhecer pelo exemplo, & @@ -9276,10 +9243,10 @@ se a tal hydropesia proceder de retençaõ do sangue, se deve sangrar; fundado nos conselhos destes graves Authores, profiava o sobredito Medico, que a doente se sangrase sobpena de morte.

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4. Negava o outro asserrimamente as sangrias dizendo

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Observações Medicas Doutrinaes.

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que quem tirasse sangue à sobredita mulher estando hidropica, seria reo da sua morte, +

4. Negava o outro asserrimamente as sangrias dizendo

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Observações Medicas Doutrinaes.

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que quem tirasse sangue à sobredita mulher estando hidropica, seria reo da sua morte, porque naõ só nos tempos prezentes; mas tambem nos passados era ley inviolavel que naõ sangrassem aos hidropicos; (4.) mayormente quando a fraqueza, que a falta de dormir avia causado, & o trabalho de nove meses de roim prenhidaõ, as muitas horas de dores ao @@ -9290,7 +9257,7 @@ Medico conhecer que estaõ restauradas de maneira que as evacuações naõ façaõ damno entaõ se cure a enfermidade, porque a principal indicação he a que se toma forças do doente. E como a doente esta sobre hydropica muito fraca naõ lhe convinhaõ sangrias.

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Desta variedade de opiniões resultou hua grande confusaõ entre os parentes da parida, +

Desta variedade de opiniões resultou hua grande confusaõ entre os parentes da parida, ignorando a qual dos votos aviaõ de seguir: para desidirem essta duvida foi preciso chamar terceiro Medico, & cahindo sobre mim a sorte, fui a casa da enferma a 26 de Fevereiro de 1669. & achandoa moribunda abrio os olhos & pondo -os em mim disse, com @@ -9300,11 +9267,11 @@ compadecendovos do meu miseravel estado, me appliqueis os ultimos remedios, com que me restituais a vida, ou me apresseis a morte; porque me vejo cercada de tantas ancias, & agonias, que sem encarecimento posso dizer, que tenho inveja aos mesmos mortos.

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6. Examinadas pois com toda a circunspecçaõ as causas da enfermidade, conheci que a +

6. Examinadas pois com toda a circunspecçaõ as causas da enfermidade, conheci que a doença estava radicada no humor seroso, & como nos humores serosos

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Observaçaõ LVIII

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limphaticos, & alheyos da natureza do sangue seja conveniente o porgar, julguei que a +

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Observaçaõ LVIII

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limphaticos, & alheyos da natureza do sangue seja conveniente o porgar, julguei que a sangria estava taõ fóra de ser util, que seria damnosa; principalmente quando a inchaçaõ do corpo era taõ excessiva, & de taõ desmedida grandeza, que seria impossivel sangrarse, ainda q na sangria consistisse o unico remedio da sua vida: quanto mais, que @@ -9328,8 +9295,8 @@ excessiva carga de humores crus puzerão embargos ao meu intento, & por isso me contentei somente com lhe mandar pôr nas curvas das pernas seis sanguesugas, as quaes se enchèraõ de tanto

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humor cru, & seroso, que eu, & os outros Medicos ficamos conhecendo o grande +

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humor cru, & seroso, que eu, & os outros Medicos ficamos conhecendo o grande damno, que lhe farião as sangrias, se tivessem dado. No dia seguinte fui visitar a sobredita enferma, & a achei com a respiração mais presa, & com a inchaçaõ do ventre crescida da maneira, que parecia naõ ter ainda parido. Neste grande perigo não @@ -9338,7 +9305,7 @@ exporme a calumnia do povo, que avia de dizer (se morresse) que eu a matàra: não lhe fazer algum remedio, & deixalla ao desamparo, era impiedade, & tyrannia mais propria dos tigres de Hircania, que de hu Medico Christaõ

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7. Pelo que pondo de parte o rustico medo, que alguns Medicos tem de que a gente +

7. Pelo que pondo de parte o rustico medo, que alguns Medicos tem de que a gente ignorante os desacredite, manifestei aos parentes da enferma o grande perigo em que estava ; & disse que a unica esperança; que avia para escapar da morte, era só o purgalla; mas que eu o naõ avia de fazer, sem que me dessem palavra de que naõ se queixarião de mim @@ -9346,7 +9313,7 @@ purga, foi tão feliz a evacuação, que com ella se seguio, que a olhos vistos desinchou, & em poucos dias teve saude tão perfeita, que ainda hoje vive, passa de trinta & sete annos.

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8. Bem sei que de cura regular he prohido por todos os Authores (6.) purgar a huma mulher +

8. Bem sei que de cura regular he prohido por todos os Authores (6.) purgar a huma mulher estando parida de poucos dias, porque tem mostrado a experiencia, que as camaras saõ perigosissimas nos primeiros dias de parto; mas tambem sei que nas cousas humanas nada ha que seja perpetuo, nem taõ infallivel, que avendo necessidade urgente naõ tenha suas @@ -9354,8 +9321,8 @@ prenhadas, pelo temor de que movessem? & não obstante isso, as sangramos todas as vezes que a necessidade o pode, sem que por isso movão. Nada encomenda Galeano (8.) tanto como

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que naõ sangremos aos meninos antes de terem quatroze annos; & hoje os mandamos +

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que naõ sangremos aos meninos antes de terem quatroze annos; & hoje os mandamos sangrar antes he por Hippocrates (9.) dar de comer aos doentes no tempo da sezaõ; & comtudo naõ averá Medico tão falto de experiencia, que naõ saiba, que nos muito magros, seccos, esquentados, & colericos, se póde dar de comer em qualquer tempo de sezaõ, @@ -9367,7 +9334,7 @@ porque a evacuação dos cursos supre a falta da evacuação do puerperio: logo se huma evacuação supre a falta da outra, muita razaõ tive de dar a purga; & o feliz sucesso que a doente teve com ella, acreditou a minha resoluçaõ; porque a livrou o perigo.

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9. Desta Observaçaõ aprendaõ os Medicos modernos duas cousas: a primeira que algumas +

9. Desta Observaçaõ aprendaõ os Medicos modernos duas cousas: a primeira que algumas vezes he grande Arte o saber affastarse da Arte: a segunda, que obrem sempre o que lhes ensinar a razaõ, & a consciencia. Porque se eu me ouvera atemorizado com os receyos do que poderião dizer de mim, por purgar a sobredita mulher cinco dias depois do porto, quem @@ -9378,12 +9345,12 @@ parida abundar em humores crus, & serosos, que só se devem purgar por camara; quem duvida que seraõ as sangrias danosissimas como o seraõ as purgas no parto, em que a mulher abunde com demasiado sangue, que só se deve tirar

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tirar pelas sangrias. Confesso ingenuamente que todas as vezes que vejo a alguma mulher; +

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tirar pelas sangrias. Confesso ingenuamente que todas as vezes que vejo a alguma mulher; que estando sobre parto inchada, & cheya de humores crus, &sem lhe acudir a prgaçaõ devida àquella doença, a purgo, ainda que esteja parida de seis, ou sete duas, & sempre com feliz successo.

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10. Este caso quiz dar à estampa, por me parecer digno de ficar em memoria, para que +

10. Este caso quiz dar à estampa, por me parecer digno de ficar em memoria, para que daqui por diante ninguem desespere nos casos perigosos, nem se confie nos que parecerem faceis: porque vemos cada dia morrer muitos doentes, a quem os Medicos tinhao promerrito grandes seguranças da vida; & viverem outros, a quem naõ só tinhaõ prognosticado a @@ -9392,10 +9359,10 @@

- OBsERVAÇAM LIX -

De huma grande resicaçaõ, & magreza de todo o abdomem, procedida de excessivas + OBsERVAÇAM LIX +

De huma grande resicaçaõ, & magreza de todo o abdomem, procedida de excessivas calmas, de grande fastio, & de vômitos muito continuados.

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Thomè Gonçalvez, morador em Lisboa, na rua da Ametade, por occasiaõ de comprar hum mato +

Thomè Gonçalvez, morador em Lisboa, na rua da Ametade, por occasiaõ de comprar hum mato para fabricar carvão, (por ser contratador do tal negocio) partio desta Cidade para o Alentejo nos primeiros dias de Junho doanno de 1697. & por causa do muito trabalho que teve na jornada; ou pelas grandes calmas, que passou nos caminhos; ou pela dilatada @@ -9452,7 +9419,7 @@ & desopilão, assim por virtude das raizes, como por virtude especifica do tartaro vitriolado, àlem de abrir as obstruções, purga suavemente as materias tartarias de todo o mesenterio.

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2. Tambem ordenei que aos banhos assima referidos, acresentassem cada dia tres canadas de +

2. Tambem ordenei que aos banhos assima referidos, acresentassem cada dia tres canadas de leite de cabras, ou de vacca, & lhe desfizessem um paõ de massa crua: finalmente aconselhei ao enfermo que estivesse em casa fresca por natureza, ou por arteficio; mandando borrifar as paredes muitas vezes no dia com vinagre aguado, lanções ensopados em @@ -9480,10 +9447,10 @@

- OBsERVAÇAM LX. -

De huma dor de cabeça antiquissima, que só obedeceo aos pós de quintilio repetidas vezes + OBsERVAÇAM LX. +

De huma dor de cabeça antiquissima, que só obedeceo aos pós de quintilio repetidas vezes tornados, & a huma almofadinha de couro cheya de agua fria de cisterna.

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Manoel da Veiga, morador junto à Igreja de Nossa senhora de Alecrim, padeceo humas dores +

Manoel da Veiga, morador junto à Igreja de Nossa senhora de Alecrim, padeceo humas dores de cabeça taõ accerrimas, & porfiadas, que lhe duràraõ hum anno, no discurso do qual consultou a varios Medicos de boa nota, & ainda que estes de le empenhàraõ muito para curalo, resistirão as dores de maneira, que perdia a paciencia, & temia perder tambem @@ -9495,7 +9462,7 @@ do seu miseravel estado, pois se achava, sobre atormentado de dores, tão falto de vista, que escassamente divisava os vultos, nem ainda das pessoas, que familiarmente o tratavão.

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Para aver de curar a este homem, era necessario saber primeiro se as dores de cabeça, +

Para aver de curar a este homem, era necessario saber primeiro se as dores de cabeça, & a falta de vista tinhaõ a sua causa, & nascimento na mesma cabeça, ou se a tinhaõ no estomago, porque conforme o lugar donde procedessem, se devia applicar o remedio. Disseme pois que as dores (ainda que insoportaveis naõ eraõ continuas; mas que @@ -9545,13 +9512,13 @@ repetidamente applicados, & com as almofadinhas de agua fria fria se temperou o incendio da cabeça de maneira, que dentro de quatro dias se tiraraõ as taes dores, como se fosse obra de milagre.

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E se a alguem parecer que foy temeridade dar eu tres dias sucessivos vomitroios de agua +

E se a alguem parecer que foy temeridade dar eu tres dias sucessivos vomitroios de agua benedicta, a quem tinha a cabeça taõ offendida, & a vista taõ offuscada; como tambem deitar a cabeça em almofadinha de agua fria: direi quanto aos vomitorios, que não se devem condemnar, nem temer; quando a cabeça padecer qualquer queixa por causa do estomago, porque vomitando o doente grande quantidade de coleras conheceo na mesma hora consideravel alivio, assim nas dores, como na vista, & amargores da boca.

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Eu requeiro da parte de Deos aos senhores Medicos, & os desengano, que naõ tenhaõ +

Eu requeiro da parte de Deos aos senhores Medicos, & os desengano, que naõ tenhaõ medo de dar a agua benedicta nas doenças da cabeça, ou sejaõ dores, ou vagados, ou apoplexia, ou faltas de vista; com tal condiçaõ que estejaõ certos que o estomago he o culpado, & para o conhecer assim, não faltaõ sinaes. E quanto à almofadinha de agua @@ -9572,13 +9539,13 @@ cabeça, que tem causa no estomago, nem o usar de emborcações, ou de almofadinhas cheyas de agua fria nos achaques da cabeça que procederem de excessivo calor della, foy temeridade, antes foy resolução de Medico experimentado, & versado na lição de livros.

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Ponho tanto empenho em aconselhar a agua benedicta, assim para as dores sympaticas da +

Ponho tanto empenho em aconselhar a agua benedicta, assim para as dores sympaticas da cabeça como para outros achaques; porque compadeço muito de ver padecer aos doentes semelhantes dores, & outros achaques causados de cruezas, & enchimentos do estomago; & que de puro medo, se não atrevem alguns Medicos a usar dos vomitorios, quando eu com elles tenho curado muitas doenças dentro de vinte & quatro horas com grande credito de Arte, & confusa]o dos que impugnavaõ o tal remedio.

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A algumas pessoas conheço, que quando tem dores de cabeça, se lhes tirão tanto que +

A algumas pessoas conheço, que quando tem dores de cabeça, se lhes tirão tanto que dormem, mas que seja meyo quarto de hora. A outras conheço que acabando de dormir, as assaltaõ dores tão acerrimas, que perdem o juizo: & porque os curiosos folgaraõ de saber a razaõ porque o somno tira as dores de cabeça a huns, & as causa a outros: @@ -9592,7 +9559,7 @@ logo depois do somno. se estas razões não contentarem aos lei- Leitores estimarei me digão outras melhores para utilidade da Republica, & satisfação minha, & dos enfermos.

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E porque estou vendo que alguns doentes saõ tão medrozos, que nem com estes exemplos, +

E porque estou vendo que alguns doentes saõ tão medrozos, que nem com estes exemplos, & observações minhas, quereraõ usar dos vomitorios, nem das almofadinhas de agua, por serem remedios, que não virão fazer a outrem; lhe quero enfiar dous remedios, de que tenho visto admiraveis proveitos. O primeiro he, o emplastro de rans misturado com meya parte de @@ -9610,7 +9577,7 @@ seis, ou oito dias se derreterà o nitro fixo em hum licor manteiguento, & estando mais outros oito, ou dez dias, se adelgaçarà mais o dito licor, & se converterá de branco em amarelento espeço, ao qual guardareis em hum vidro bem fechado.

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Destilareis então boa quantidade de cardo santo colhido no fim de Mayo, & a esta agua +

Destilareis então boa quantidade de cardo santo colhido no fim de Mayo, & a esta agua estillada, a juntareis quatro onças de folhas de cardo santo bem pizadas em gral de pedra, & tornareis a destillar, & a cada quartilho desta agua ajuntareis tres oitavas do sobre sobredito licor do salitre fixo, & metereis tudo em huma garrafa vidro grosso, @@ -9622,12 +9589,12 @@

- OBsERVAÇAM LXI. -

De huma tosse ferina acompanhada com febre, com magreza excessiva, e com desejos + OBsERVAÇAM LXI. +

De huma tosse ferina acompanhada com febre, com magreza excessiva, e com desejos continuos de vomitar, e depois de mil remedios baldados, sarou com confortativos das forças; porque conheci que a causa das sobreditas queixas era a falta dos espiritos, a que o povo chama esfalfamento.

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1. sImaő Dias, morador nesta Cidade de Lisboa junto à Igreja de nossa senhora da +

1. sImaő Dias, morador nesta Cidade de Lisboa junto à Igreja de nossa senhora da Conceição, teve huma tosse continua acompanhada com febre, com repetidos desejos de vomitar, e magreza taõ grande que parecia a imagem da morte: e ainda que para livrar a este homem de tão grande perigo lhe applicàraõ os Medicos mui singulares remedios; comtudo @@ -9655,7 +9622,7 @@ remedio, que mais suavize a acrimonia dos humores, que picão as membranas do bofe, e da aspera arteria, do que as ptisanas, deste modo preparadas: assim o dizem muitos Doutores modernos, e o mostraõ as experiencias.

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2. Porèm como o doente, tomasse as ptisanas assim preparadas, cinco noites successivas +

2. Porèm como o doente, tomasse as ptisanas assim preparadas, cinco noites successivas sem ter alivio; entendi que me enganàra no conhecimento da causa da tosse, e por isso era necessario buscarlhe outra: como pois seja doutrina assentada entre os Medicos antigos, que a tossesprocede de humores, que da cabeça cahem na aspera arteria, e no bofe, que @@ -9665,7 +9632,7 @@ purgado) sobre a commissura coronal (rapada à navalha) hum suspensorio, como Galeno (3.) nos encomenda, e eu o applico muitas vezes com bom successo, e o mando fazer da maneira seguinte.

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3. Tomai de fermento bem azedo huma onça, com vinte caracois descascados, e huma gema de +

3. Tomai de fermento bem azedo huma onça, com vinte caracois descascados, e huma gema de ovo muito dura, pizese tudo muito bem em hum gral de pedra, atè que fique huma massa taõ uniforme, que pareça huma só cousa; e a esta ajuntai de pò de incenso, de almecega, de sangue de dragaõ, e de alambre, de cada cousa destas meya oitava, e morna se applique no @@ -9680,7 +9647,7 @@ mandei usasse quando tivesse sede, e que com a tal agua lhe fizessem todos os dias pela manhã a hum caldo das farinhas seguintes, que costumaõ ser admiraveis para desecar os estilicidios; e humidades superfluas.

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4. Tomai de farinha de arroz, de favas, e de biscouto preto, de cada cousa destas meyo +

4. Tomai de farinha de arroz, de favas, e de biscouto preto, de cada cousa destas meyo arratel, de goma de trigo seis onças, de farinha de salsa parrilha tres onças, de farinha de dormideiras brancas duas onças, e misturandose todas estas farinhas, se torrem levemente a fogo lento: porèm foi a tosse taõ obstinada, que nem depois de tomado este @@ -9737,7 +9704,7 @@ aproveitàraõ tanto estes restaurativos, que antes de passarem doze dias se tirou a febre, a tosse; e os continuos impulsos que tinha de vomitar; e recuperou a saude, e as forças que desejava; e viveo muitos annos depois disso.

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5. Desta Observaçaõ se colhe, que não he infallivel, nem perpetuo que todas as febres, +

5. Desta Observaçaõ se colhe, que não he infallivel, nem perpetuo que todas as febres, vomitos, ou tosses procedaõ de muito calor, nem de podridaõ dos humores; mas humas vezes procedem de obturaçaõ dos póros, e falta da transpiração das foligens; que aviaõ de sahir pela pele, e as fontes; outras vezes procedem de excessivo trabalho, e dos espiritos @@ -9745,7 +9712,7 @@ cuidados, cujo remedio naõ consiste sempre em sangrar, nem em purgar, mas consiste muitas vezes em abrir os pòros, em abrir fontes, e em recuperar forças como eu o fiz neste caso, e em ourros muitos com feliz successo.

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6. Advrtio com Poterio (6.) aos Medicos principiantes, que sem embarbo que os Doutores +

6. Advrtio com Poterio (6.) aos Medicos principiantes, que sem embarbo que os Doutores louvaõ muito as fontes para remedio das tosses, que nem por isso se haõ de abrir a todos a olhos fechados, ou a carga ferrada, porque de se abrirem sem consideraçaõ, succede terem muitas pessoas mào conceito dellas, tendoas outras em grande estimaçaõ; e he os curiosos @@ -9757,8 +9724,8 @@

- OBsERVAÇAM LXII. -

De huma grande febre, fastio, e ancias do coraçaõ, que huma donzella mimosa, e delicada + OBsERVAÇAM LXII. +

De huma grande febre, fastio, e ancias do coraçaõ, que huma donzella mimosa, e delicada teve, nascido tudo do excessivo trabalho, a que não era costumada: e parecendome que os sobreditos symptomas procediaõ da falta da conjunçaõ mensal, a mandei sangrar, porèm vendo que com as sangrias peyorava muito, suspendi logo o tal remedio, porque entendi que tudo @@ -9766,7 +9733,7 @@ chocolate, marmelada desfeita em vinho, e caldos de perdiz, misturados com gemas de ovos frescos; e com estes restaurativos lhe tirei a febre, o fastio, e as ancias de coracaõ, e a livrei da morte.

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1. QUe do grande trabalho corporal, e dos contínuos cuidados possaõ nascer febres, ancias +

1. QUe do grande trabalho corporal, e dos contínuos cuidados possaõ nascer febres, ancias do coraçaõ, fastios, e outras mil doenças, he cousa taõ certa, como aver água no mar, e luz no sol. Nem tambem he menos certo que as sangrias para curar semelhantes febres, tosses, e symptomas, saõ mais damnosos que o mais presentaneo veneno; por quanto o @@ -9776,12 +9743,12 @@ febres, se devem curar com sangrias, purgas, ou ajudas; e que assim como o calor febril procede de differenças causas, se deve tambem curar com differentes remedios, como mostrarei pelo seguinte successo.

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2. Manoel Peres, mestre da fabrica das armas de fogo morador ao cáis do carvão, me chamou +

2. Manoel Peres, mestre da fabrica das armas de fogo morador ao cáis do carvão, me chamou para que lhe curasse a huma sua irmã, que avia quatro dias tinha adoecido com huma intentissima febre, fastio, ancias de coraçaõ, e faltas dos meses; e chegando eu a visitar a doente, a achei naõ só triste, fraca, sequiosa, e e dolorida, mas com faltas da conjunçaõ mental.

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3. Nesta multidão de symptomas tive por cousa infallivel que as queixas referidas +

3. Nesta multidão de symptomas tive por cousa infallivel que as queixas referidas procediaõ das faltas da conjunçaõ mensal, e que sendo isto assim, naõ averia remedio tam efficaz como eraõ as sangrias dos pés, conforme a doutrina de Avicenna, (1.) e Galeno, (2.) que dizem que quando a falta de alguma evacuaçaõ (a que a natureza estiver @@ -9801,7 +9768,7 @@ fiado nos conselhos de taõ grandes mestres; mas também por entender que naõ seria facil achar remedio, que plenariamente acudisse a hũa tam grande febre acompanhada de taõ diffentes symptomas.

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4. Mas (ò bom Deos !) tanto que se abrio a vea, assaltàraõ à pobre doente humas ancias +

4. Mas (ò bom Deos !) tanto que se abrio a vea, assaltàraõ à pobre doente humas ancias taõ excessivas, que entendi exprirava nas mãos do sangrador. A vista deste successo mandei suspender as sangrias, porque me pareceo erro sem desculpa porfiar contra a experiencia: e supposto que aos homens naõ he concedido o priveligio de conhecer cabalmente os profundos @@ -9826,7 +9793,7 @@ coza em panela de barro com quatro canadas de agua ordinaria, até que fiquem tres quartilhos, e entaõ (apartandose a carne) se deite fóra toda a gordura do caldo, e o magro se guarde, para usais delle, como fica dito.

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5. Tambem appliquei sobre o estomago pombos escalados vivos, borrifados com vinho quente +

5. Tambem appliquei sobre o estomago pombos escalados vivos, borrifados com vinho quente , polvorizados com pós de aromatico rosado, sandalos, e canela; porque naõ se pode explicar o grande esforço, que a natureza recebe com este remedio, pela proporçaõ, e analogia, que o calor dos pombos tem com a nossa natureza: e no entretanto, por ter @@ -9840,7 +9807,7 @@ poucos dias teve saude: e daqui fiquei conhecendo que tudo, o que a doente padecia, procedèra de esfalfamento, ou de falta de espiritos; pois com as sangrias se prostrava tanto, e com os confortativos se esforçava muito, e tinha saude.

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6. Desta Observaçaõ se deixà ver mais claramente que com a luz do sol, quam errados vaõ +

6. Desta Observaçaõ se deixà ver mais claramente que com a luz do sol, quam errados vaõ aquelles, que tem para si que a verdadeira cura das febres consiste nas sangrias, quando a experiencia tem mostrado que algumas febres ha, que só com restaurativos, e confortativos dos espiritos se curaõ. E se alguem avaliar por temeridade dar eu chocolate, marmelada com @@ -9849,7 +9816,7 @@ quem se acode com estes restaurativos, escapaõ da morte: e pelo contrario morrem todos, a quem tiraõ sangue estando exhaustados por causa de qualquer grande trabalho do corpo, ou do espirito.

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7. se a modestia o permittira, pudera nomear aqui mais de vinte homens, que por serem +

7. se a modestia o permittira, pudera nomear aqui mais de vinte homens, que por serem excessivos nos actos venereos, se exhaustáraõ, e enfraquecèraõ de tal forte, que lhes sobreveyo febre; e porque naõ deraõ conta aos Medicos dos taes excessos, nem os Medicos examinàdraõ as causas porque enfermàraõ, os mandáraõ sangrar, e os matàraõ; porque nenhum @@ -9859,7 +9826,7 @@ os naõ sangrei, antes os confortei, já com caldos restaurantes, já com chocolate, e paõ de ló molhado nelle, já com marmelada desfeita em vinho generoso, já com caldos de perdiz, em que misturava gemas de ovos, e deste modo saràraõ todos.

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8. Pelos excessos do muito estudar se esfalfou, e teve febre tres meses o Doutor Manoel +

8. Pelos excessos do muito estudar se esfalfou, e teve febre tres meses o Doutor Manoel Rodriguez Leitaõ, e por beneficio do chocolate se tirou a febre, e viveo muitos annos. Pelos excessos de amassar seis alqueires de paõ todos os dias, se esfalfou, e teve grande febre huma mulher humilde moradora na rua da Oliveira, e com o chocolate, e marmelada @@ -9874,7 +9841,7 @@ estomago, e embigo applicassem de seis em seis horas fatias de carne de vacca mal assadas ; borrifadas com vinho, e polvorizadas com canela, sandalos, e aromatico rosado, e com estas diligencias sarou, e teve perfeita saude.

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9. Pelos excessos da luxuria deu huma grande febre, e tosse a certo homem, que naõ quero +

9. Pelos excessos da luxuria deu huma grande febre, e tosse a certo homem, que naõ quero nomear por modestia; e porque me constou que os excessos venereos foraõ a causa da enfermidade, lhe aconselhei que fugisse de mulheres como de veneno, e que se restaurasse com alimentos muito substanciaes, e faceis de digerir, como saõ gemas de ovos frescos @@ -9884,7 +9851,7 @@ caldo de perdiz com duas colheres de vinho generoso; e com estes remedios, e com naõ sangrar; livrei das mãos da morte, naõ só a este homem, mas muitos outros, cujos nomes quero passar em silencio por naõ molestar aos Leytores.

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10. Quiz escrever estes exemplos, naõ por jactarme de aver curado muitas febres sem +

10. Quiz escrever estes exemplos, naõ por jactarme de aver curado muitas febres sem sangrias; mas para acautelar aos Medicos modernos, e faltos de experiencia, advertindolhes que quando os chamarem para curar aos enfermos, examinem primeiro se saõ casados de poucos dias; se saõ descomedidos nos actos conjugaes, se saõ demasiadamente estudiosos, se fazem @@ -9899,7 +9866,7 @@ que fazem as sangrias nos gastados, e esfalfados, nem advertistes aos doentes, como na primeira visita devem informar aos Medicos de tudo, porque deste modo seguraráõ a sua vida.

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11. Nem faça horror aos principiantes o serem quentes o vinho, o chocolate, o caldo de +

11. Nem faça horror aos principiantes o serem quentes o vinho, o chocolate, o caldo de perdiz, os ovos, e o diacidraõ, o ambar, nem o paõ de ló; porque tambem a quinaquina he muito quente, e curamos com ella infinitas febres: tambem a salsa parrilha he quente, e com ella curamosas febres gallicas: quentissima he a agua ardente, e posta sobre os @@ -9913,18 +9880,18 @@

- OBsERVAÇAM LXIII. -

De hũa surdez, o zunimento de ambos os ouvidos acompanhado com suma purgaçaõ, que por + OBsERVAÇAM LXIII. +

De hũa surdez, o zunimento de ambos os ouvidos acompanhado com suma purgaçaõ, que por elles corria passante de dous annos, no discurso dos quaes se applicaraõ muitos remedios sem alivio; donde vim a presumir que dentro nos ouvidos avia alguma chaga, e que essa era a causa de tanta resistencia: e naõ me enganei; porque depois do doente bem purgado, lhe deitei dentro hum licor feito de escorias de ferro; e foy taõ efficaz o effeito deste remedio, que se venceo a doença no termo de cincoenta dias.

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1. NAõ avera quem ignore, por mais que veja de passagem as cousas deste mundo, quam +

1. NAõ avera quem ignore, por mais que veja de passagem as cousas deste mundo, quam fragil he a vida humana, e a quantas pensoens està sujeita a nossa natureza, sem que a mocidade, ou valentia sejaõ bastantes armas para resistir aos assaltos das doenças, que cada dia padecemos.

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2. Tres annos avia que Francisco Nunes, homem maritimo, mancebo, e robusto padecia +

2. Tres annos avia que Francisco Nunes, homem maritimo, mancebo, e robusto padecia continuadamente, huma surdez, e zunimento de ouvidos; e sem embargo q̃ era pessoa humilde, nem por isso deixou de fazer toda diligencia possivel para curarse: mas como este homem se governasse mais pelas inclinações do appetite, que pelos dictames da razaõ, comia, e bebia @@ -9975,7 +9942,7 @@ oleo de ferro para desecar, e enxugar as materias, e humidades dos orgãos auditorios, que saõ ordinaria causa da surdez; tem maravilhosa propriedade, e em serviço do bem commum quero ensinar o como se prepara, que he do modo seguinte.

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3. Tomem de escorias de ferro quatro onças, moaõse com agua em huma pedra muito dura, +

3. Tomem de escorias de ferro quatro onças, moaõse com agua em huma pedra muito dura, como saõ aquellas, em que os pintores moem o ouro, até que se faça hum polme sustilissimo, e impalpavel, e depois que o dito polme se secar, e ficar em pò, se metaõ os ditos pòs dentro em huma redoma de vidro, deitandolhe em cima hum quartilho de vinagre branco muito @@ -9996,7 +9963,7 @@ tapando-o muito bem com huma migalha de algodaõ de cheiro; e no fim de cincoenta dias vos admirareis da prodigiosa virtude, com que este remedio enxuga as purgações dos ouvidos, e cura as suas chagas, como succedeo felizmente a este enfermo, de que aqui trato.

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4. Quatro cousas quero advertir neste lugar aos Medicos principiantes. A primeira que +

4. Quatro cousas quero advertir neste lugar aos Medicos principiantes. A primeira que todos os remedios, que se applicarem para qualquer enfermidade dos ouvidos, se appliquem mornos, porque como o orgaõ do ouvir he membranoso, cartilaginoso, e espermatico, se offende muito com a frialdade actual. A segunda he, que antes que se applique este, ou @@ -10011,7 +9978,7 @@ esteja mastigando castanhas piladas muito duras, ou favas secas, para que com esta diligencia de mastigar, e bolir com os queixos, se abraõ melhor os orgaõs auditorios, e entrem bem os taes remedios.

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5. A terceira cousa he, que se a chaga dos ouvidos, por estar sordida, ou ser antiga, +

5. A terceira cousa he, que se a chaga dos ouvidos, por estar sordida, ou ser antiga, resistir a todos os remedios referidos; que neste caso se lhe meta cada dia huma mecha de fios remolhada em huma pequena quantidade do seguinte unguento. Tomai de assucar de chumbo subtilissimamente polvorizado oito grãos, de mercurio doce precipitado lavado cinco grãos, @@ -10021,7 +9988,7 @@ grande remedio; e a esse encomende a manufactura do seguinte oleo; e pòde o doente estar certo que se for feito com perfeiçaõ, e com todos os ingredientes que eu aponto na receita, recuperará a saude que deseja; o oleo se faz do modo seguinte.

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6. Tomai trezentos ovos das formigas, e quarenta bichos de conta, (chamados vulgarmente +

6. Tomai trezentos ovos das formigas, e quarenta bichos de conta, (chamados vulgarmente mille-pedes, e saõ aquelles, que tocandolhes com o dedo se fazem taõ redondos como huma conta) de castoreo verdadeiro huma oitava; de polpa de coloquintidas; de folhas de mangerona, de losna, e de arruda, de cada cousa destas huma oitava; de canela finissima @@ -10042,17 +10009,17 @@

- OBsERVAÇAM LXIV. -

De huma dor de cabeça taõ rebelde, que naõ obedecendo a muitos remédios singulares, só + OBsERVAÇAM LXIV. +

De huma dor de cabeça taõ rebelde, que naõ obedecendo a muitos remédios singulares, só aos pós de quintilio, e a humas pilulas narcotico-purgantes, e finalmenre a huns soros de leite alterados com humas gottas de oleo de vitriolo se rendàraõ

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1. MAria de Miranda, criada de Ruy de Moura Manoel, padeceo humas dores de cabeça taõ +

1. MAria de Miranda, criada de Ruy de Moura Manoel, padeceo humas dores de cabeça taõ insoportaveis, que nam ouve em toda Medicina cabedaes bastantes para a resgatar dellas; e como esta mulher visse que com o seu mal se tinhaõ baldado muitas diligencias da Arte, só em Deos poz as suas esperanças, e assim prostrada por terra com humildade no coraçaõ, e lagrimas nos olhos fazia ao Ceo continuas deprecações pedindo a saude, ou ao menos algum alivio para taõ grande sentimento.

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2. Neste ancioso cuidado, e ardente desejo de ter saude lhe veyo à noticia que para +

2. Neste ancioso cuidado, e ardente desejo de ter saude lhe veyo à noticia que para algumas doenças obstinadas, sabia eu alguns remedios especificos, e experimentados; e por esta razaõ me mandou chamar, pedindome fizesse todo o possivel para a aliviar de dores taõ desesperadas. E chegando eu a ver a affigida enferma, lhe perguntei se a dor era nova, ou @@ -10064,7 +10031,7 @@ he cousa bem sabida que as dores, ou enfermidades, que tem intervallos, daõ indicios certos que saõ effeitos de alguas fluxões, e que procedem de outras partes; que a procederem da mesma, seraõ sempre permanentes, e continuas.

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3. Como pois a doente me dissesse que a sua dor era muito antiga, e que occupava toda a +

3. Como pois a doente me dissesse que a sua dor era muito antiga, e que occupava toda a cabeça, mas que naõ era continua, conheci q̃ era Cephalea, e que procedia de vapores acres ; e colericos, que do estomago subiaõ; e acabei de conhecer que assim era, por me dizer lhe amargava muito a boca. Tambem conheci que a tal dor occupava as partes, que estaõ do @@ -10076,7 +10043,7 @@ segundo, confortar a cabeça, para que naõ recebesse os vapores damnosos: foy finalmente o terceiro empenho fixar o fervor da colera, e moderar a arrebatada circulaçaõ do sangue.

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4. Para evacuar pois do estomago a causa material das dores, fiz tomar a doente, dous +

4. Para evacuar pois do estomago a causa material das dores, fiz tomar a doente, dous dias successivos, tres onças de agua benedicta bem vigorada: do qual remedio esperei justamente colher grande alivio, principalmente vendo a grande quantidade de humores colericos, que sahiraõ por vomito. Mas (oh enganosas esperanças dos homens !) cresceo a @@ -10084,7 +10051,7 @@ corrupçaõ, que fosse causa da sobredita dor; ou algumas bostelas recolhidas, como eu observei em huma moça, cujo successo podem ver os curiosos na minha Polyanthea da segunda impressaõ trat. 2. cap 7. fol. 54. num. 32.

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5. Desvanecèraõse porèm estas duas suspeitas, assim porque a dor naõ durava sempre, nem +

5. Desvanecèraõse porèm estas duas suspeitas, assim porque a dor naõ durava sempre, nem estava fixa em hum lugar; porque quando estes dous sinaes concorressem juntos, faziaõ grande prova de que as dores procedem de corrupçaõ do osso, nem tinhaõ precedido bostelas , que se recolhessem. Julguei pois que sem embargo que a dor era sympathica, e naõ tinha a @@ -10114,16 +10081,16 @@ campanado, ou as que bastarem para que o tal soro fique agradavelmente azedo, porque desta sorte naõ só refresca muito as entranhas, e tempera os incendios do fígado; mas fixa, e liga a acrimonia biliosa dos humores, e reprime a circulação arrebatada do sangue.

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6. No entretanto que se applicavaõ estes remedios, me naõ descuidei de mandar fazer +

6. No entretanto que se applicavaõ estes remedios, me naõ descuidei de mandar fazer repetidos lavatorios de agua muito quente aos pés; porque naõ se póde encarecer o proveito, que fazem estes pediluvios em todas as doenças da cabeça, do coraçaõ, e do ventre. Tambem usei repetidas vezes de esfregações, ajudas, e ventosas secas nas barrigas das pernas.

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7. Tambem usei de algumas emborcações feitas com partes iguaes de leite, e óleo rosado +

7. Tambem usei de algumas emborcações feitas com partes iguaes de leite, e óleo rosado mornos; e com estes remedios conseguio saude taõ perfeita, q̃ seria eu reo de hũ grande crime, se deixasse sepultadas na cova do silencio humas noticias de taõ grande cura, taõ uteis para os presentes, e foturos enfermos de semelhantes dores.

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8. Duas cousas quero advertir aos Medicos principiantes. A primeira, que se algum dia se +

8. Duas cousas quero advertir aos Medicos principiantes. A primeira, que se algum dia se exasperar a dor de cabeça de sorte que prostre muito as forças, se desprezem todos os outros indicantes, e se acuda primeiro ao symptoma da dor: naõ em quanto symptoma; mas em quanto póde ser causa de perigar a vida, ou de algum acidente: pela qual razaõ em casos @@ -10137,37 +10104,37 @@ eficazes da Arte, só obedece às fontes altas, ou o doente seja homem, ou mulher. Em confirmaçaõ desta verdade pudera allegar muitos exemplos; mas por naõ enfadar referirei só quatro.

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9. Dona Luiza Maria Pereira, mulher de Joaõ Guilherme, padeceo no discurso de quatro +

9. Dona Luiza Maria Pereira, mulher de Joaõ Guilherme, padeceo no discurso de quatro annos tantas dores de dentes, que a obrigàraõ a tirar sete à violencia do ferro; e como eu visse que o estillicidio, e causa das taes dores, por serem jà antigas, passavaõ praça de essenciaes, e idiopathicas, lhe fiz abrir fontes altas, naõ obstante ser mulher moça, e ter contra mim a opiniaõ de certo Medico doutissimo, que as impugnou muito: mas o feliz successo que teve com as ditas fontes, mostrou que o meu conselho foy mais acertado.

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10. Domingas Ferreira Lopa, mulher de meu irmaõ Francisco Curvo semmedo, padeceo mais de +

10. Domingas Ferreira Lopa, mulher de meu irmaõ Francisco Curvo semmedo, padeceo mais de doze annos vertigens, e queixas da cabeça taõ grandes, e continuas, que lhe naõ davaõ lugar a sahir de casa, nem a ouvir Missa, sem que a assaltassem os ditos accidentes vertiginosos, e com tanta furia, que pareciaõ gotta coral; e como pela antiguidade dos ditos vagados os reputasse como essenciaes, e idiopathicos, naõ obstante ser mulher moça, lhe mandei abrir fontes nos braços contra o voto deoutro Medico muito famigerado, e sarou radicalmente.

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11. Dona Anna de Vasconcellos, mulher de Joaõ Tavares Moniz, foy muitos annos perseguida +

11. Dona Anna de Vasconcellos, mulher de Joaõ Tavares Moniz, foy muitos annos perseguida de distillações ao peito, e aos olhos taõ furiosas, que causavaõ lastima aos corações mais penhascosos; e porque a doença era já antiga, e como tal, era quasi essencial, e idiopathica, lhe mandei abrir fontes nos braços e teve tanta melhoria, que pareceo milagrosa.

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12. Agueda Paes padeceo cinco annos tantas defluxões, e inflammações de olhos, que fugia +

12. Agueda Paes padeceo cinco annos tantas defluxões, e inflammações de olhos, que fugia de que a gente a visse pela deformidade em que estava; e naõ obstante ser mulher, e já velha, sarou com as fontes dos braços.

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13. Joanna de Jesus, moradora ao poço dos Negros, teve huma fistula no lagrimal avia +

13. Joanna de Jesus, moradora ao poço dos Negros, teve huma fistula no lagrimal avia quatro anos; e sem embargo de ser mulher moça, sarou da dita fistula com huma fonte alta.

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14. Basilio Couceiro, Escrivaõ das Capellas do senhor Rey Dom Affonso V. tinha cada seis +

14. Basilio Couceiro, Escrivaõ das Capellas do senhor Rey Dom Affonso V. tinha cada seis , ou oito meses huma dor, e inflammaçaõ da garganta taõ apertada, que parecia hum garrotilho, e por esta causa vivia com perpetuo regimento, e nem este bastava para se livrar, e enfadado já das muitas sangrias, que cada seis meses levava, lhe aconselhei abrisse fontes nos braços, e com ellas sarou de sorte, que nem teve teve mais semelhante dor,nem inflammaçaõ, passa de quinze annos.

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15. Allego todos estes exemplos felicemente succedidos com fontes altas em mulheres moças +

15. Allego todos estes exemplos felicemente succedidos com fontes altas em mulheres moças , para que os principiantes, e os barbeiros, que curaõ em terras onde naõ ha Medicos, percaõ o medo, e mandem abrir fontes nos braços, ainda que seja em mulheres moças, se os achaques da cabeça, dos olhos, dos dentes, ou da garganta forem antigos, e naõ obedecerem @@ -10177,20 +10144,20 @@

- OBsERVAÇAM LXV. -

De huma grande febre acompanhada com tosse, rouquidaõ, fastio, & magreza, e causado + OBsERVAÇAM LXV. +

De huma grande febre acompanhada com tosse, rouquidaõ, fastio, & magreza, e causado tudo de grandissima fraqueza; para cujo remedio se chamou hum idiotissimo barbeiro, o qual por lhe naõ esquecer o officio de tirar sangre, sangrou, & mais sangrou, até que as forças se prostàraõ de modo que esteve a doente em risco de morrer, se eu lhe naõ suspendera as sangrias, & lhe naõ acudira com caldos restaurativos.

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1. Muitos successos desgraçados acontecem a alguns enfermos, porque fiaõ as suas vidas de +

1. Muitos successos desgraçados acontecem a alguns enfermos, porque fiaõ as suas vidas de qualquer Medico novato, ou barbeiro ignorante, sendo que aos taes doentes lhes seria melhor carecer totalmente de Medico, que governarse pelo conselho de quem naõ tem letras, nem experiencia. Isto digo, para que advirtaõ os enfermos quanto lhes importa chamar hum bom Medico desde meira hora da enfermidade, por mais leve, & na que seja; pois saõ muito mais graves os commissaõ, que os de omissaõ, como pelo que referirei no seguinte caso

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2. Agostinha Pereira, moradora na rua das Canastras, amava com taõ grande excesso ao +

2. Agostinha Pereira, moradora na rua das Canastras, amava com taõ grande excesso ao primeiro filho que teve, que o quiz crear a seus peitos; porèm, ou pelo grande trabalho que teve com a creaçaõ, ou por naõ dormir, nem descansar de noite, nem de dia, todo o tempo que lhe era necessario, pelos repetidos choros da criança, ou pela muita quantidade @@ -10202,7 +10169,7 @@ de excrementos, & por esta causa o chylo viciado convertendose em sangue grosso, & vicioso, & distribuindose por todas as partes do corpo lhe introduzio febre, tosse, rouquidaõ, fastio, & outros symptomas desta qualidade.

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3. Como pois esta mulher se visse assaltada de tantos males juntos, em lugar de escolher +

3. Como pois esta mulher se visse assaltada de tantos males juntos, em lugar de escolher hum Medico letrado, para que a curasse, chamou hum barbeiro ignorante, & como tal julgou que era necessario tirarlhe sangue, quando devia darlho a beber, porque em semelhante caso se algum Medico doutor seu cargo a cura desta enferma, taõ estaria de a @@ -10248,7 +10215,7 @@ subtilissimo, & com alquitira, & goma Arabia se formem pastilhas, & secandose à sombra até se fazerem duissimas, & dellas uson com tanta felicidade, que sarou da tosse, & rouquidaõ.

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4. Restava somente por vencer a grande fraqueza, & o summo fastio; para restauraçaõ +

4. Restava somente por vencer a grande fraqueza, & o summo fastio; para restauraçaõ dos quaes ordenei os seguintes caldos regenerantes, & nutrientes: Tomem hum frangaõ, a metade de hũa gallinha, hũa perdiz, tres arrateis de carne de vitela, ou em falta della hum capaõ gordo, & fazendo todas estas carnes em pedaços, se ponhaõ a cozer em panela @@ -10260,7 +10227,7 @@ natureza) de cinco onças, & indo acrescentando cada dia a quantidade, até chegar a humquartilho & assim depostos os cuidados, dormindo com sossego, & comendo bons alimentos, tomou forças, & teve saude, quando jà não avia esperanças de vida.

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5. sea verdade bem aceita de todos, zella naõ excitàra odios, quantos successos +

5. sea verdade bem aceita de todos, zella naõ excitàra odios, quantos successos desgraçados pudera referir de pessoas, que morreraõ de levisssimas doenças, porque fiaraõ as suas vidas, & faude do pessoas ignorantes? o que naõ succederia, se ouveraõ chamado Medico douto desde a primeira hora, que enfermaraõ. Mas porque muita parte da gente, @@ -10270,18 +10237,18 @@ infortunios, encomendo muito a todos, que tanto que adoecerem, chamem logo Medico letrado, & experimentado, porque desta sorte se escusaraõ as lágrimas do arrependimento, & se conseguiraõ os gostos da saude.

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6. Ponhaõ os doentes ao menos aquelle cuidado em escolher Medico para lhe fiar a sua +

6. Ponhaõ os doentes ao menos aquelle cuidado em escolher Medico para lhe fiar a sua vida, que poem em escolher hum bom alfayate para lhe fazer o seu vestido, que a gala da tela, ou de borcado naõ he taõ preciosa como a saude, se esta se errou naõ se acha outra a comprar, assim como na rua Nova se achará outra tela a vender.

- OBsERVAÇAM LXVI. -

De hum menino, que padecia grandes ancias do coração, rangimento de dentes, comichão de + OBsERVAÇAM LXVI. +

De hum menino, que padecia grandes ancias do coração, rangimento de dentes, comichão de narizes, gritos lamentaveis, sonhos turbulentos, & outros gravissimos symptomas; o que tudo procedia da grande quantidade de lombrigas.

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Alguns enfermos tenho achado, que tem tão grande aborrecimento, & repugnancia aos +

Alguns enfermos tenho achado, que tem tão grande aborrecimento, & repugnancia aos medicamentos, que mais facilmente querem morrer, que tomallos. Confesso q naõ posso sofrer tanto melindre, antes quando me chamaõ para curar enfermos fermos taõ afeminados, & invencioneiros, desejo (em castigo da sua culpa) deitallos de mim, & deixallos à sua @@ -10290,7 +10257,7 @@ remedios naõ he malicia affectada, mas horror, & antipatia natural que o estomago tem às medicinas, em tal caso faço quanto posso por aliviallos com alguns remedios exteriormente applicados.

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2. No meyo do Estio estava doente hum menino de idade de oito annos, filho de Matheos da +

2. No meyo do Estio estava doente hum menino de idade de oito annos, filho de Matheos da silva, com comichaõ dos narizes, rangimento de dentes, ancias do coração, magreza excessiva, & gritos taõ estrondosos, que se ouviaõ por toda a vizinhança; & como estes symptomas sejaõ inseparaveis das pessoas, que tem lombrigas, tive por sem duvida que @@ -10324,7 +10291,7 @@ quaes bichinhos costumaõ causar ancias, choros, inquietações, magrezas, & atrofias grandes, por mais que comaõ alimentos substanciaes, antes a olhos vistos de vaõ lecando, & desmedrando até que morrem.

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3. Como pois eu entendesse que os Dracunculos eraõ os que causavaõ a magreza, & +

3. Como pois eu entendesse que os Dracunculos eraõ os que causavaõ a magreza, & atrophia, ordenei que depois de lavarem ao menino, & o enxugarem com panno quente, lhe esfregassem muito bem as costas com hum pombo acabado de matar, para que os Dracunculos acudissem a chupar o sangue, & que pesadas doze Ave Marias se rapassem as do menino @@ -10332,7 +10299,7 @@ me consta pelas experiencias de alguns res, & do Doutor Antonio da Mata Falcaõ, de Medico do Augustissimo Monarca, o senhor Dom Joaõ o IV. que com este genero de remedio livraraõ a muitos meninos da garganta da morte.

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4. Finalmente para renutrir, & fazer tomar carnes, & forças ao sobredito menino, +

4. Finalmente para renutrir, & fazer tomar carnes, & forças ao sobredito menino, aconselhei que por tempo de hum mes lhe dessem em jejum hû quartilho de leite de egoa, que naõ comesse no tal mes mais que cevada, & grama em lugar de palha; porque este leite assim preparado, he hum dos mayores remedios para matar lombrigas tanto por si, como pela @@ -10346,7 +10313,7 @@ alguns remedios, & se vendem aos desgraçados doentes com o nome de verdaderios, mas logo se conhece o engano; porque os adulterados, & contrafeitos, naõ fazem as boas obras, que fazem os legitimos.

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5. se o menino de que fallo nesta Observaçaõ, fora capaz de tomar remedios pela boca, o +

5. se o menino de que fallo nesta Observaçaõ, fora capaz de tomar remedios pela boca, o meu arcano chamado das lombrigas lhas deitaria todas fóra, porque de muitos annos a esta parte ainda não achei remedio mais efficaz, como se tome dous dias successivos, & seis dias alternados em quantidade de huma oitava em fórmula de pilulas: & os que naõ @@ -10354,19 +10321,19 @@ podem dar cinco, ou seis dias successivos em jejum, huma chicara de agua levemente fervida com rosmaninho, misturandolhe meya oitava de osso de veado cru limado em pò muito fubtil.

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6. Ou podem dar, tres dias successivos em jejum, meyo meyo quartilho de agua, em que +

6. Ou podem dar, tres dias successivos em jejum, meyo meyo quartilho de agua, em que estivesse de infusaõ huma noite huma cebola crua feita em selada miuda.

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Os que quizerem saber outros remedios para matar lombrigas, vejaõ a minha Polyanthea da +

Os que quizerem saber outros remedios para matar lombrigas, vejaõ a minha Polyanthea da segunda impressaõ, no cap. 62. das lombrigas, da folha 396 até 404.

- OBsERVAÇAM LXVII. -

De huma tosse rebeldissima, que certa mulher padeceo, estando taõ magra, & + OBsERVAÇAM LXVII. +

De huma tosse rebeldissima, que certa mulher padeceo, estando taõ magra, & debilitada, que todos entenderaõ se fazia tisica; & por virtude dos pós de quintilio que lhe dei repetidas vezes, & das pilulas de hiera de Pachio, sobre que bebia hum caldo de cágado, & de frangaõ, a livrei da morte.

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1. ENtre a multidaõ de doenças, a que a vida humana está sujeita, nenhuma atormenta tanto +

1. ENtre a multidaõ de doenças, a que a vida humana está sujeita, nenhuma atormenta tanto aos mayores Medicos, como a tisica, pois lutando elles com esta cruel hydra, baldaõ o seu trabalho, & naõ conseguem a vitoria, como succedeo ha poucos dias a hum Medico de boa fama, o qual sendo chamado para curar huma donzella, chamada Maria de Tavora, moradora nos @@ -10382,7 +10349,7 @@ a cura mais difficultosa, & arriscada. Porèm como eu visse que a doença corria à redea solta para a sepultura, julguei que era preciso acudirlhe com grande pressa, porque da tardança se seguiria infallivelmente a morte.

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2. Avendo pois de começar a cura, fiz a primeira visita a quinze de Agosto de 1670. & +

2. Avendo pois de começar a cura, fiz a primeira visita a quinze de Agosto de 1670. & observei que todo o corpo estava resecado, magro, & febricitante; & considerando eu a vehemencia da tosse, a resistencia da febre, & a inutilidade dos remedios, que se lhe aviaõ applicado, entendi que a doença tinha grandes raizes, & que por isso lhe @@ -10400,7 +10367,7 @@ leves, & que pela doçura da saude bem se podia sofrer o amargoso das medicinas. A estas persuações, & rogos meus, & dos parentes obedeceo a doente, promettendo sujeitarsse ao que quizesse.

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3. Antes pois de começar a cura,me puz a discorrer sobre o modo, com que se faz a tisica, +

3. Antes pois de começar a cura,me puz a discorrer sobre o modo, com que se faz a tisica, & achei que se faz,quando a natureza manda para o bofe o humor, com que se ha de sustentar, & como o tal humor naõ possa ser taõ exactamente puro, que deixe de ter algumas partes excrementicias, se o bofe as naõ aparta bem de si, na sua individual @@ -10414,7 +10381,7 @@ tambem o coraçaõ, & deste se inflammaõ os espiritos, os quaes como pela circulaçaõ se communiquem a todo o corpo pelas arterias, & veas, necessariamente haõ de inficionar a saude, emmagrecer o corpo, & tirar a vida.

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4. E se alguem perguntar a razaõ porque os espiritos vitaes se irritaõ, & ardem; +

4. E se alguem perguntar a razaõ porque os espiritos vitaes se irritaõ, & ardem; direi que he, porque como o calor natural pertende sempre deitar fóra de si tudo, o que he excrementicio, & por serem damnoso à natureza, se acontece que os taes excrementos, por serem muitos, ou viscosos, ou secos, os naõ póde arrojar de si, logo se irrita, & @@ -10422,14 +10389,14 @@ bofe, & desta chaga, a qual supposto seja enfermidade perigosissima, naõ he taõ desesperada, que alguma vez se naõ cure, se cahe em mãos de Medico, que tem remedios taõ efficazes, que fazem effeitos mui parecidos com milagrosos.

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5. Consideradas bem as causas desta doença, & tomadas as indicações della, entendi +

5. Consideradas bem as causas desta doença, & tomadas as indicações della, entendi que era necessario evacuar os excrementos acres, pungentes, & tartareos, dos quaes a tosse, a magreza, & a febre procediaõ. Para satisfazer a esta indicaçaõ plenariamente, nenhum remedio achei mais seguro, mais prompto, nem mais admiravel do que he o quintilio, tomando-o dous dias successivos, & tres interpolados, dando cada hua vez quinze grãos delle desatados em tres onças de caldo de gallinha, ou de agua da fonte; ou se podem tambem darmisturados em huma onça de assucar rosado ordinario.

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6. Creame quem quizer, mas como Christaõ posso certificar, que com os pós de quintilio +

6. Creame quem quizer, mas como Christaõ posso certificar, que com os pós de quintilio tenho curado muitas tosses rebeldes, estillicidios suffocativos, & febres teimosas, assim em pessoas grandes, como em meninos, & crianças de mama, dando-os duas, & tres vezes com prosperos successos: as pessoas que duvidarem desta verdade, podem @@ -10452,10 +10419,10 @@ successivos, & tres interpolados, os pós de quintilio em quantidade de dez grãos, misturados com huma onça de agua do chafaris, & sarou de sorte, que está hoje casada, & com filhos.

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7. Os que quizerem mais testemunhas de tosses rebeldes, & destillicidios +

7. Os que quizerem mais testemunhas de tosses rebeldes, & destillicidios ,suffocativos, curadas com os pòs de quintilio, vejaõ a minha Polyanthea da segunda impressaõ no trat. 2. cap. 22 fol. 182. n. 16. & 17.

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8. Peço muito aos Leitores, que naõ attribuaõ a vaidade o nomear os doentes, & as +

8. Peço muito aos Leitores, que naõ attribuaõ a vaidade o nomear os doentes, & as criãças de mama, que curei com o quintilio; porque só o faço pro zelo do bem commum, & por compaixaõ de ver que alguns Medicos, sem embargo de serem doutissimos, de puro medo naõ ousaõ a dar o quintilio, privando aos doentes da vida, que poderiaõ lograr, se o @@ -10463,12 +10430,12 @@ animosamente usassem como eu o uso, de muitos annos a esta parte, com sucessos taõ felices, que mais parecem obras de milagre, que da Arte, porque tive alguns doentes, que tomando este remedio pela manhãa, se acharaõ sãos à tarde.

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9. Os que depois de tantos exemplos, & testemunhas em credito do quintilio, ou agua +

9. Os que depois de tantos exemplos, & testemunhas em credito do quintilio, ou agua benedicta lhe tiverem ainda tanto medo, que digam querem antes sangrarse vinte vezes, que tomar o tal remedio huma só vez, lhes direi o que Galeno, (2.) já lhes disse, que taõ fea, & abominavel cousa he desprezar por seu gosto o que lhes póde fazer bem, como desejar por seu regalo o que lhes pòde fazer mal.

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10. Tornando ao nosso caso, digo que comecei a cura dando à sobredita enferma, dous dias +

10. Tornando ao nosso caso, digo que comecei a cura dando à sobredita enferma, dous dias successivos, quinze grãos de pòs de quintilio por cada vez, desatados em tres onças de agua da fonte, & descansando tres dias, lhos dei outras duas vezes em dias alternados, & conseguio notavel melhoria. Mas porque ainda sentia alguns vestigios de tosse, lhe @@ -10476,7 +10443,7 @@ estillicidios, & tosses arreigadas, & outros muitos achaques rebeldes, saõ admiraveis, como diz scribonio Largio, (3.) Trincavelo, (4.) & eu o tenho experimentado.

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11. Tomem de cabeças de rosmaninho, de folhas de marroyos, de camedrios; (chamada +

11. Tomem de cabeças de rosmaninho, de folhas de marroyos, de camedrios; (chamada vulgarmente erva Carvalhinha) de agarico trociscado, & de troscicos de Alaandal subtilissimamente preparados, de cada cousa destas dez oitavas & meya; de opoponaco, de sagapeno, de semente de salsa, de raiz de aristoloquia redonda, & de pimenta @@ -10493,7 +10460,7 @@ com estes remedios cobrou taõ perfeita saude, que antes de passarem dous annos casou com Manoel de Bragança, & passa de trinta annos que vive por merce de Deos, & dilligencias da Arte.

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12. Desta Observaçaõ colhèraõ os Medicos modernos huma utilidade mui necessaria no acto +

12. Desta Observaçaõ colhèraõ os Medicos modernos huma utilidade mui necessaria no acto practico da Medicina, & he, terem confiança para dar animosamente os pós de quintilio nas tosses, & estillicidios, por mais que sejaõ grandes, & suffocativos; porque àlem dos muitos louvores, que grandes Medicos lhe attribuem para esta doença; tenho sido @@ -10502,7 +10469,7 @@ incredulidade daquellas pessoas, que reprovaõ tudo o que naõ sabem, ou naõ disseraõ os antigos, como se elles estivessem obrigados a saber tudo, sendo isso attributo só de Deos.

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13. Refere Greiselio (4.) o caso dizendo as seguintes palavras: Estando eu em Ungria, me +

13. Refere Greiselio (4.) o caso dizendo as seguintes palavras: Estando eu em Ungria, me buscou hum soldado muito gentilhomem, o qual era casado com huma mulher, que àlem de ser velha estava avaliada por tisica avia sete annos; pediome o dito marido a quizesse visitar; & vendoa eu a achei sem pulso, sem movimento, sem calor, com suores frios, @@ -10521,7 +10488,7 @@ velas, & outros funeraes, que (com alvoroço interior) tinha prevenido avia muitos tempos. A vista deste caso taõ maravilhoso, já naõ averà quem se atreva a reprovar os pós de quintilio, salvo por teima, o que naõ creyo de algum Medico Christaõ.

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14. Disse acima, que eu dera à sobredita enferma os pòs de quintilio preparados por +

14. Disse acima, que eu dera à sobredita enferma os pòs de quintilio preparados por minhas mãos, porque em negocio de tanta importancia, como he a vida, se naõ devem dar remedios, sem que o Medico saiba a perfeiçaõ com que saõ feitos, ou sem saber as obras que fazem; porque no mesmo remedio està muitas vezes a vida, & muitas vezes a morte, @@ -10533,13 +10500,13 @@

- OBsERVAÇAM LXVIII. -

De huma mulher caꭍada, que no diꭍcurꭍo de dous annos padeceo grandes dores de ventre + OBsERVAÇAM LXVIII. +

De huma mulher caꭍada, que no diꭍcurꭍo de dous annos padeceo grandes dores de ventre acompanhadas com hum fluxo uterino de humores variegados, fedorentos, e corroꭍivas, que deꭍprezando a mil remedios, ꭍarou radicalmente com o vinho emexco tomado quatro em dias alternados, e com a agua ferrada, e cozida com huma pinha brava machucada, e com as minhas pilulas alcalicas abꭍorbentes.

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Huma doente moça, cujo nome quero paꭍꭍar em ꭍilencio, ꭍe achava aꭍꭍligida com huma +

Huma doente moça, cujo nome quero paꭍꭍar em ꭍilencio, ꭍe achava aꭍꭍligida com huma purgaçaõ uterina de cores diꭍꭍerentes, & com dores de ventre taõ acerrimas, & porꭍiadas, que a obrigavaõ a chorar, & dizer mal da ꭍua vida: Para remedio de taõ penoꭍa enfermidade ꭍe chamaraõ de boa opiniaõ; mas ꭍaõ algumas doenças taõ obꭍtinadas, que @@ -10554,7 +10521,7 @@ poꭍꭍo, por acudir aos que me buꭍcaõ; & permitte Deos, que com os meꭍmos por cuja cauꭍa fugiaõ de mim, conꭍeguem a ꭍaude, de que ja naõ tinhaõ eꭍperança ; muitos caꭍos pudera apontar deꭍtes, mas fiquem em ꭍilencio.

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sendo pois eu chamado para curar a eꭍta mulher, a achei não ꭍo ꭍraquiꭍꭍima, & magra, +

sendo pois eu chamado para curar a eꭍta mulher, a achei não ꭍo ꭍraquiꭍꭍima, & magra, pela vehemencia das dores, & copioꭍa evacuação de materias, que da madre ꭍahiaõ, cheya de faꭍtio pelo dilatado regimento, & exceꭍꭍivo numero de, que tinha tomado: para aver de curar a eꭍta enferma, conꭍsiderei que eraõ neceꭍꭍarias tres couꭍas, ꭍem as quaes ferias @@ -10567,7 +10534,7 @@ panela de barro com tres quartilhos de agua da fonte até ficar em dous, & coandoꭍe, ajuntem a quatro onças deꭍte cozimento huma onça de oximel ꭍimplez; & depois que tomou ꭍes xaropes deꭍtes em dias ꭍucceꭍꭍivos, lhe receitei a purga ꭍeguinte.

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Tomem do ꭍobredito cozimento ꭍeis onças, infundaõꭍe nelle dous eꭍcropulos de raiz de +

Tomem do ꭍobredito cozimento ꭍeis onças, infundaõꭍe nelle dous eꭍcropulos de raiz de norca, & machucada, dous eꭍcropulos de agarico, huma oitava de folhas de fene de Lapata, & coandoꭍe eꭍta infuꭍaõ., mandei deꭍatar nella meya de diafenicaõ, & que ꭍe bebeꭍꭍe em jejum. Grande foy a evacuacaõ, que a eꭍta purga ꭍe ꭍseguio; mas como ofluxo @@ -10604,7 +10571,7 @@ dellas, tenhamos com que poꭍꭍamos defendernos; & obꭍervando a enferma eꭍtes conꭍelhos, alcançou ꭍaude, que naõ ꭍó ꭍe tiraraõ as dores do ventre,& ꭍe eꭍgotou o fluxo uterino; masengordou, & naõ depois diꭍꭍo queixa, nem enfermidade alguma.

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Deꭍta Obꭍervaçaõ aprendaõ os donetes a naõ dizerem mal dos Medicos, nem deꭍprezar os +

Deꭍta Obꭍervaçaõ aprendaõ os donetes a naõ dizerem mal dos Medicos, nem deꭍprezar os ꭍeus, porque alguma vez ꭍe vem obrigados a irem buꭍcar a vida às maõs daquelles meꭍmos, de quem eꭍcandaloꭍas queixas, & a quem deraõ a morte na honra, & na fama, ꭍem remorderlhes a & ficaõ muito ꭍoꭍꭍegados, cuidando que como os naõ mataraõ com faca, ou @@ -10612,8 +10579,8 @@

- OBsERVAÇAM LXIX. -

De hum fluxo de sangue pela via ouvina procedido de de hum excesso, que certo homem fez + OBsERVAÇAM LXIX. +

De hum fluxo de sangue pela via ouvina procedido de de hum excesso, que certo homem fez com huma mulher dama, por cuja causa se prosteràraõ as forças de tal modo, que chegou a syncopizar, cabir em hum suor frio: no qual perigo fui chamada, & porque conheci que o sangue por causa do muito calor, & agitação daquelle estavaõ adelgaçado, & as veas @@ -10623,28 +10590,28 @@ grande segredo de estancar sangue, misturando-o com duas claras de ovos, bebendo em cima meyo quartilho de agua de tanchagem: & de improviso parou o fluxo de sangue, & se fixou o arrebatado movimento que fazia, & escapou da morte.

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O Mesmo prestimo, que a pedra de cevar tem para os navegantes, tem a Anatomia, & a +

O Mesmo prestimo, que a pedra de cevar tem para os navegantes, tem a Anatomia, & a Chymica para os que sucaõ o grande mar da Medicina: & assim como os que fazem viagem sem carta de marear, caminhaõ errados, porque naõ vem os perigos, para fugir delles: da mesma forte os que exercitaõ a Medicina sem conhecimento da Anatomia, & da Chymica, se precitaõ em mil perigos, porque ignoraõ muitas cousas, que estavaão obrigados a saber, para bem curar.

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Que Medico ouve no mundo, que antes da Anatomia soubesse da circulaçaõ do sangue? Que +

Que Medico ouve no mundo, que antes da Anatomia soubesse da circulaçaõ do sangue? Que Medico antes da Chymica soube como o messmo sangue se condensa, & se dissoslve? & que delle condensado, & incrassado se segue naõ se circular, & da falta da circulaçaõ se sesguem as apolexias mortaes? E pelo contrario do sangue dissolvido, & muito arrarado por

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Observações Medicas Doutrinaes.

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por causa de alguma qualidade occulta, ou por algua fadiga, & trabalho demasiado se +

Observações Medicas Doutrinaes.

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por causa de alguma qualidade occulta, ou por algua fadiga, & trabalho demasiado se seguem os fluxos de sangue incomssiveis? Tudo isto se ignorava antiguamente.

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3. Porèm depois que Chymica, & Anatomia derão luz às escuras trevas da Medicina +

3. Porèm depois que Chymica, & Anatomia derão luz às escuras trevas da Medicina antiga, logo tivemos noticia que o sangue, ou por ardor da febre, ou por qualidade occulta ou por grande trabalho, naõ só se faz mais liquido, & arrarado, mas se circula com mais arrebatado movimento. Tambem soubemos, depois que nos amanheceo o sol da Chymica, que o sanfue se fixa, & suspende da sua circulaçaõ continua por copia de humor azedo, que dentro do corpo se creou, ou exteriormente se bebeo. Isto supposto, entremos na nossa Observaçaõ.

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4. Certo homem indigno deste nome, porque só o de bruto lhe competia, & lhe era mais +

4. Certo homem indigno deste nome, porque só o de bruto lhe competia, & lhe era mais proprio, mas por modestia o naõ quero nomear; amava a huma mulher dama com taõ excessivo, & desordenado affecto, diado na idade de mancebo, & na valentia das forças, pertendeo apagar o ardente Mongibelo, em que se abrazavaõ aquelles dous Vesuvios da @@ -10659,13 +10626,13 @@ pode conterse dentro dos carceres, & prosoens das veas, & que por essa causa rompèra naquelle mortal fluxo, me lembrou que nenhum remedio era taõ efficaz para fixar, suspender, & ligar promptissimamente o sangue, como

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Observaçaõ LXIX.

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como o vinagre forte bebido em quantidade de seis onças: ou o meu segredo de estancar +

Observaçaõ LXIX.

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como o vinagre forte bebido em quantidade de seis onças: ou o meu segredo de estancar sangue, dado em quantidade de hua oitava, misturado com duas claras de ovos, & meyo quartilho de agua de tanchagem: & valendome primeiro do vinagre, por estar mais à maõ, lhe fiz beber as ditas seis onças, & de improviso sarou o fluxo, como se fosse obra de milagre.

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5. nem se póde duvidar que assfim o vinagre forte, como também os espiritos de Vitriolo, +

5. nem se póde duvidar que assfim o vinagre forte, como também os espiritos de Vitriolo, o oleo de de enxofre, o çumo de limaõ, & todas as cousas azedas (tomadas em grande quantidade) fizem, & coalhem o sangue, & lhe retardem o seu necessario movimento, & circulaçaõ; porque àlem de que o dizem todos os Authores, o mostra tambem um @@ -10673,37 +10640,37 @@ huma duzia de limões azedos feitos em cellada, & pela muita quantidade do azedo se fixou, & coalhou o sangue de tal modo, que naõ pode circurse, & como lhe faltou a circulação, lhe deo logo huma apoplexia taõ forte, que o matou no mesmo dia.

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6. Desta Observaçaõ conheceraõ os Medicos modernos, que a mayor parte das dores, que os +

6. Desta Observaçaõ conheceraõ os Medicos modernos, que a mayor parte das dores, que os doentes gráo de azedume, ou junto em mayor quantidade na mesma parte, em que esta a dor; porque (como já dissemos) tendo todo o azedo cirtude de coalhar, & engrossar o sangue, consecutivamente o incapacita para que secircule, & ventile, & tanto que lhe falta a ventilaçaõ, & circulaçaõ, logo apodrece, & apodrecendo se faz acre, odioso à natureza, & causa dores.

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7. Naõ faça duvida a alguem o dizer eu que as dores procedem do acido; porque cada dia +

7. Naõ faça duvida a alguem o dizer eu que as dores procedem do acido; porque cada dia estamos vendo dores de pleuriz, de gotta, de colica, de estomago, de dentes, & de conjunçaõ mensal, que zombaõ dos mayores remedios da Arte, & só com os absorbentes, & muito melhor tudo com as minhas pilulas antifebriles se tirão totalmente, ou se moderaõ muito.

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Mm Def-

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Observações Medicas Doutrinaes.

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8. Destas experiencias novas se deixa ver, & conhecer claramente como os Medicos da +

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Observações Medicas Doutrinaes.

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8. Destas experiencias novas se deixa ver, & conhecer claramente como os Medicos da tempera velha naõ alcaçáraõ estas delicadezas, nem lhes veyo ao penfamento que as dores procediaõ do acido errante, & exaltado a mayor azedume.

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9. Pela Chymica conhecèraõ os Medicos modernos a verdadeira razão porque o aço aproveita +

9. Pela Chymica conhecèraõ os Medicos modernos a verdadeira razão porque o aço aproveita muito para a melancolia hypocondriaca, para os azedumes do estomago, & para promover o sangue mesal: porque como o aço seja maravilhoso absorvente, & antacido, naõ só he capaz de tirar as dores procedidas do acido, que costuma reynar nos hyponcondriacos; mas he milagroso para promover os menstruos incrassados, & reprezados pelo mesmo acido: & eis-aqui como muitas cousas, que antigamente estavaõ occultas, se fizeraõ manifestas depois da Anatomia, & da Chymica.

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10. Advirto que o se vinagre forte naõ bastar para suspender o fluxo de sangue, que sahe +

10. Advirto que o se vinagre forte naõ bastar para suspender o fluxo de sangue, que sahe pela via da ourina, que em tal caso recorraõ confiadamente para os meus trociscos de estancar sangue, dando uma oitava delles feitos em pò misturado com huma onça de xarope de rosas secas, bebendolhe em cima meyo quartilho de agua de tanchagem batida com duas claras de ovo; & repetindo este remedio tres, ou quatro dias pela manhãa em jejum, & à noite antes de cear, observaraõ huma melhoria taõ estupenda, que parecerá milagrosa, como parece a do presente caso.

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11. As pessoas curiosas, ou as que tiverem algum fluxo de sangue de qualquer parte que +

11. As pessoas curiosas, ou as que tiverem algum fluxo de sangue de qualquer parte que seja, podem ver os innumeraveis fluxos que curei com o meu segredo de estancar sangue em muitas pessoas, cujos nomes, ruas, & officios nomeei para confirmação da minha verdade, & credito do remedio; tudo se achará na Polyanthea da segunda impressaõ no @@ -10712,20 +10679,20 @@

- OBsERVAÇAM LXX. -

De humas bostellas, & comichões de todo o corpo taõ, & rebeldes, que alguns + OBsERVAÇAM LXX. +

De humas bostellas, & comichões de todo o corpo taõ, & rebeldes, que alguns Medicos se persuadiraõ que eraõ gallicas; outras entendéraõ que eraõ; & depois de gastados tres annos na applicaçaõ de vários remedios sem alivio, se appellou para o uso de banhos de agua de poço do Borratem, & de dous remedios se conseguio a saude desejada.

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Muitas vezes nos vem às mão doentes perseguidos de comichões, bostelas, & coceiras +

Muitas vezes nos vem às mão doentes perseguidos de comichões, bostelas, & coceiras taõ rebeldes, & desobedientes aos remedios da Arte, que nos persuadimos que procedem de, ou que saõ leprosas: comtudo ainda que muitas vezes possa ser esta a causa, naõ he sempre taõ, que outras vezes naõ possa ter a cula a excessiva quentura do figado, ou a muita velhice, & idade, que gerando humores acres, & falinos, saõ da tal doença, sem que ella concorraõ a qualidade gallica, nem a ele phantiaca. Em desta verdade podia referir muitos exemplos, sómente os dous seguintes.

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Pedro de Castilho, Fidalgo bem conhecido nesta Corte, & Manoel de Costa, Juiz do +

Pedro de Castilho, Fidalgo bem conhecido nesta Corte, & Manoel de Costa, Juiz do Terreiro, padeceraõ alguns annos tantas comichões, bostelas, & asperezas da pelle, que muitos Medicos entenderaõ que eraõ leprosos, & outros se persuadiraõ que gallicados; comtudo ainda que qualquer destas possa ser causa de importunas, & terribeis @@ -10775,18 +10742,18 @@ bebendolhe em cima huma chicara de agua do poço do Borratem. os doentes e estes meus conselhos, & comm promptidão, & fortuna, que ficàraõ perfeitamente sãos, & livres de huma enfermidade taõ abominavel.

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Duas consas advirto aos Medicos modernos. A primeira, que os banhos para os que tem +

Duas consas advirto aos Medicos modernos. A primeira, que os banhos para os que tem comichões, & coçeira tam rebeldes, que parecem leprosas, sejaõ de agua do poço do Borratem, porque esta refresca tanto o figado, que ella só bastou muitas vezes para curar doenças, que outros remedios não puderaõ Nesta Cidade o tem assim experimentado muitas pessoas, que tendo o corpo cheyo de chagas, & do figado, se desquitàraõ de todas suas molestias só com beber da dita agua; em credito da qual o seguinte caso, que naõ será desagravel aos o sabello.

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Certos casados de muitos annos não tinhaõ, & supposto que a esterilidade tem muitas +

Certos casados de muitos annos não tinhaõ, & supposto que a esterilidade tem muitas causas, huma dellas he casar a molher de idade taõ nova, que lhe não baixa o sangue mensal, o que he grande erro, porque delle se segue, ou não terem filhos, ou tellos muito tarde, como pudera mostrar mil exemplos.

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Outra causa da esterilidade he a grande de algum dos consortes, porque só temperandose +

Outra causa da esterilidade he a grande de algum dos consortes, porque só temperandose esta, se faz o thalamo secundo, como se deixa ver seguinte successo succedido acaso. A certo homem esquentadissimo do figado sobrevieraõ humas, & bostelas por todo o corpo, que zombarão de mil remedios que se lhes applicàraõ, appllouse para o uso da agua do poço @@ -10795,12 +10762,11 @@ annos, teve filhos depois que bebeo da dita agua, & das impingens, & bostelas; donde se deixa a virtude da dita agua, & que da demansiada procedia a esterilidade.

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Os que desprezarem a Arte Chymica, & as indagações dos segredos naturaes, não só as +

Os que desprezarem a Arte Chymica, & as indagações dos segredos naturaes, não só as virtudes alcalinas, & occultas, que se em muitas cousas utilissimas à saude; mas se privaõ de saber mil segredos admiraveis, com que os doentes melhor se curassem, & os - Medicos tivessem melhor fama. Eu entendo que se o tempo, que alguns gastaõ em especular - questões infrutuosas, o applicassem ao estudo da Chymica, da Anatomia, & da botanica, a Medicina fertilissima de remedios + Medicos tivessem melhor fama. Eu entendo que se o tempo, que alguns gastaõ em especular + questões infrutuosas, o applicassem ao estudo da Chymica, da Anatomia, & da botanica, a Medicina fertilissima de remedios mais pela preparação, & mais suaves pela pouca, escusando nos doentes os enjoos dos almudes & canada de bebidas que lhes damos. Perguntara eu aos que aborrecem a Chymica, de que serve aos, & aos Medicos, o saber se os peixes respirão, ou não @@ -10810,7 +10776,7 @@ do, afflicção do animo, & perdição do; porèm ha homens, que gostão mais de quebradeiros de cabeça, que de inquirir a verdade por fogo, por agua, por disvesos, & por mil outras canceiras de mais credito, & proveito.

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A segunda cousa que advirto he, que se algum dia succeder que a comichão, bostelas, ou +

A segunda cousa que advirto he, que se algum dia succeder que a comichão, bostelas, ou aspereza da pelle não poço obedeção do Borratem, nem aos muitos soros, ou compostos, nem ao leite de burra, nem aos xaropes das folhas do espinheiro alvar, appellem a tintura do antimonio, que se for feita com, & dada muitos meses em agua cozida com flor de buxo, @@ -10819,7 +10785,7 @@ verdadeira tintura do antimonio, podem usar confiadissimamente do sulphur auratum do, dando doze grãos delle cada dia, misturados em duas onças de agua de cardo santo, ou papoulas, porque purifica o sangue melhor que outro algum.

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Ultimamente quando isto não baste, podem para untar o corpo, cinco, ou seis noites, com +

Ultimamente quando isto não baste, podem para untar o corpo, cinco, ou seis noites, com mera porque me consta que padecendo algũs doentes comichões tão tenazes, que resistirão a todos os remedios da Arte, se rendèrão à prodigiosa da sobredita mera. Tambem me consta que Luis Vieyra da silva algũs annos comichões, para cujo remedio consultou os melhores @@ -10831,14 +10797,14 @@

- OBsERVAÇAM LXXI. -

De hum fluxo de sangue dos narizesestaõ desenfreado, que naõ obedeceo aos remedios mais + OBsERVAÇAM LXXI. +

De hum fluxo de sangue dos narizesestaõ desenfreado, que naõ obedeceo aos remedios mais efficazes da Arte; & sendo eu chamado, lhe dei o meu grande segredo de estancar sangue, fazendolhe tambem meter as partes pudendas em agua frigidissima de cisterna, & taõ efficazmente se rebateo, & fixou o excessivo fervor, que com sós estes dous remedios escapou da morte aquelle homem, que estava agonizando, & sem esperança de vida.

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1. HUm homem mancebo, que tinha por officio ser toureiro de capinha, em huma ma tarde mui +

1. HUm homem mancebo, que tinha por officio ser toureiro de capinha, em huma ma tarde mui calmosa de Agosto fez tantas, & taõ repetidas sortes aos touros, com tanta violencia, & fervor que se lhe esquentou, & adelgaçou o sangue de maneira, que começou a deitallo pelas ventas do nariz em tanta quantidade, que parecia hum chuveiro ro; & @@ -10855,7 +10821,7 @@ & resfriar o cerebro de maneira, que passasse da hemorrhagia rhagia a huma apoplexia mortal, como (em termos identicos) succedeo ao Desembargador Heytor de Brito Pereyra, de quem fallo na minha Polyanthea nova trat. 2. cap. 21. fol. 170. num. 31.

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2. Porèm como as sangrias se fizessem em ambas as mãos com as condições já referidas, +

2. Porèm como as sangrias se fizessem em ambas as mãos com as condições já referidas, & nem por isso so diminuisse o fluxo cousa alguma, antes corresse o sangue com mais furioso, & arrebatado impeto, lhe foraõ começando a dar alguns desmayos, & suores frios; applicou então o Medico a seguinte bebida; mandou bater duas claras de ovos frescos @@ -10864,38 +10830,38 @@ sobre a testa, & fontes os pós de gesso misturados com igual quantidade de ortigas bravas bem pizadas; & sendo estes dous remedios mui celebrados, & efficazes zes, nada aproveitàrão.

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3. Appellou o Medico para as pedras de estancar penduradas ao pescoço; valeose de +

3. Appellou o Medico para as pedras de estancar penduradas ao pescoço; valeose de ligaduras fortissimas mas nas pernas; deulhe a beber o çumo das uvas de caõ, chamadas vulgarmente arroz dos telhados; usou de mechas dos poedoiros da tinta, que pelas agalhas, caparrosa, & goma Arabia de que ella se faz, podião surtir maravilhoso effeito; fezlhe tomar tres vezes no dia o pò de quatro pernas vermelhas das perdizes, misturados turados com huma onça de xarope de çumo de ortigas gas; nada porèm foy bastante, para que o sangue parasse.

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4. Neste aperto estando jà o doente frio ungido, & disposto para morrer, lhe disseraõ +

4. Neste aperto estando jà o doente frio ungido, & disposto para morrer, lhe disseraõ que eu tinha o mais efficaz remedio que avia, para suspender os fluxos xos de sangue, por mais arrebatados, & teimosos que fossem,viessem donde viessem. Com esta boa nova se animou o doente muito, & me fez chamar, entendendo do que eu lhe podia valer em taõ grande perigo: & naõ se enganou; porque com o favor de Deos o livrei da morte com os dous remedios seguintes.

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5. O primeiro se faz deste modo. A huma onça de xarope de mortinhos, mandei ajuntar hũa +

5. O primeiro se faz deste modo. A huma onça de xarope de mortinhos, mandei ajuntar hũa oitava dos meus castellinhos de estancar sangue feitos em pò, & que de tres em tres horas repetisse outra tanta quantidade dade, bebendolhe em cima seis onças de agua de tanchagem chagem batida com huma clara de ovo fresco.

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6. O segundo remedio foy mandarlhe meter os testiculos, & o membro viril em hum +

6. O segundo remedio foy mandarlhe meter os testiculos, & o membro viril em hum alguidar de agua de cisterna frigidissima; & foy tal a efficacia dos castellinhos linhos, que logo com os primeiros pòs se supprimio o sangue de tal modo, que era escusado o banho da agua de cisterna; mas sem embargo disso, quiz que o tomasse masse, porque me naõ contentei só com fixar, & ligar a ferocidade do humor com a efficacia dos pòs; mas quiz resfriar o orgasmo, & fervor do sangue mediante te a grande frialdade da agua.

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7. Desta Observação ficaraõ os Medicos novatos conhecendo duas cousas muito proveitosas. +

7. Desta Observação ficaraõ os Medicos novatos conhecendo duas cousas muito proveitosas. A primeira ra, a grande virtude que tem os meus castellinhos de estancar sangue, pois só elles fizeraõ o que nenhum remedio pode fazer, assim neste doente, como em outros tros muitos, que deitando sangue por differentes partes tes do corpo, sem que remedio algum lho estancasse, só com o meu segredo se suspendeo, como os curiosos poderáõ ver na minha Polyanthea nova trat. 3. cap. 4. da folha 853. até 856. aonde acharaõ nomeadas as pessoas soas, que livrei da morte com o tal remedio.

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8. A segunda, o grande parentesco, & communicaçaõ caçaõ que as partes pudendas tem +

8. A segunda, o grande parentesco, & communicaçaõ caçaõ que as partes pudendas tem com a cabeça, peito to, & mais partes do corpo, & deste conhecimento procede; que os Medicos mais doutos, & os que seguem guem os seus dictames, nas febres malignas, & doenças ças venenosas, mandaõ applicar o oleo de Mathiolo, as triagas, & outros @@ -10905,29 +10871,29 @@ desta verdade o que vemos cada dia, que os musicos perdem a gala, & metal da voz, portanto que usaõ de mulher lher, ou saõ quebrados, ou padecem algum achaque nos testiculos, ou no escroto.

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Finalmente ordenei que o doente naõ tivesse na cama cobertor vermelho; porque a cor +

Finalmente ordenei que o doente naõ tivesse na cama cobertor vermelho; porque a cor vermelha pela signatura, & semelhança que tem com o sangue, o move, & o faz sahir para fóra; mas que só olhasse, & tivesse à vista cobertor azul, negro, ou pardo.

- OBsERVAÇAM LXXII. -

De humas dores de gotta, que por tempo de tres anos padeceo certo homem, & naõ lhe + OBsERVAÇAM LXXII. +

De humas dores de gotta, que por tempo de tres anos padeceo certo homem, & naõ lhe aproveitando remedios algũs, sarou com se purgar (cada tres meses) com hum electuario, que lhe ensinei, & com lavar todos os dias os pès com ourina fervida com humas folhas de engos, & artemija, & beber seis meses leite de burra, naõ conhecendo mulher, nem bebendo vinho.

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1. HE a gotta huma enfermidade taõ fácil de conhecer, como impossivel de curar: com com +

1. HE a gotta huma enfermidade taõ fácil de conhecer, como impossivel de curar: com com ella esgotaõ os Medicos o que sabem, mas sem proveito, & os enfermos perdem a paciencia, & o merecimento: he doença, que anda mui annexa aos homens ricos, de vida regalona, faltos de exercicio, comilões, vinhosos, & muito sensuaes: assim o mostrão as experiencias, & eu o tenho observado também assim, como pudera mostrar por mil exemplos; baste por todos o seguinte.

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2. Nesta Cidade conheci a hum homem, o qual em quanto foy rico, & teve abundancia de +

2. Nesta Cidade conheci a hum homem, o qual em quanto foy rico, & teve abundancia de bens temporaes, padeceo acerrimas dores de gotta; mas depois que por varios infortunios dos tempos cahio em pobreza, & lhe faltassem naõ só os regalos mas tambem o sustento ordinario, naõ teve mais dores.

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3. Deste exemplo, & de outros muitos que deixo de referir por naõ enfadar, fiquei +

3. Deste exemplo, & de outros muitos que deixo de referir por naõ enfadar, fiquei conhecendo que da fartura, do vinho, da luxuria, do descanso, & falta de exercicio procede quasi sempre a sobredita enfermidade. E a razaõ he: porque os ricos nem trabalhaõ, nem fazem exercicio, comem muito, & alguns naõ bebem pouco, & quasi todos se @@ -10948,23 +10914,23 @@ prisaõ em que naõ usaraõ de mulher, ficàraõ livres della. Tambem se tem observado que muitos homens, que eraõ muito sogeitos a gotta, quando eraõ ricos, caindo em pobreza, ou em alguma prisaõ aonde passaraõ muitas fomes, naõ tiveraõ mais gotta.

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4. Tambem o uso do vinho (principalmente bebido em jejum) he huma das principaes causas +

4. Tambem o uso do vinho (principalmente bebido em jejum) he huma das principaes causas da gotta, assim porque he mais abundante de tartaro que outros alimentos, como tambem porque se azeda mais facilmente no estomago, que qualquer outro alimento & como as cousas azedas, & tartareas sejaõ muito inimigas dos nervos, por esta razaõ ao vinho attribuem muitos Authores (2.) a gotta; ultimamente porque como o vinho he muito penetrativo, leva comsigo todas as cruezas, & saburra que acha no estomago, & dà com ellas em os nervos, & faz a gotta.

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5. se fora licito descubrir os defeitos alheyos, pudera nomear aqui alguns homens, que em +

5. se fora licito descubrir os defeitos alheyos, pudera nomear aqui alguns homens, que em quanto bebèraõ muito vinho, foraõ perseguidos de acerrimas dores nas juntas; mas como o largaraõ totalmente, & comèraõ pouco, & fizeraõ exercicio, se livràraõ de taõ terribel enfermidade.

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6. Destas Observações ficaràõ os Medicos modernos sabendo, que o vinho, & o uso de +

6. Destas Observações ficaràõ os Medicos modernos sabendo, que o vinho, & o uso de mulher saõ para os gottosos mais nocivos que veneno, & que por esta razaõ encomendo muito com Majero (3.) aos que desejão ter faude, & livrarse do dito mal, que fujaõ destas duas cousas; que comaõ pouco, & que fação exercicio todos os dias, mas não demasiado, que tambem he damnoso.

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7. Mas se tudo isto, pontualmente observado, naõ bastar para preservar da gotta, se +

7. Mas se tudo isto, pontualmente observado, naõ bastar para preservar da gotta, se curará o doente (estando fóra do accidente) do modo com que curei ao sobredito homem, purgando-o tres vezes em dias alternados ternados com duas onças & meya de agua benedicta vigorada, porque nos vomitorios repetidos poem graves Authores (4.) toda a @@ -10974,12 +10940,12 @@ & coandose o tal soro com forte expressaõ, lhe ajuntava quatro escropulos dos meus trociscos solutivos, chamados de Fioravãto, subtilissimamente polvorizados, & purgava com os ditos soros oito, ou nove cursos.

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8. Acabados de tomar os soros singelos, & purgativos, ordenei que de tres em tres +

8. Acabados de tomar os soros singelos, & purgativos, ordenei que de tres em tres dias tomasse hũa oitava das seguintes pilulas. Tomem de azevre fuccotrino meya onça, de pó de rosas encarnadas dous escropulos, de hermodactilos (tirada a casca exterior) quatro escropulos & meyo, de elleboro negro preparado quatro escropulos, tudo polvorizado se misture com o que for necessario de xarope de iva artetica, & se formem.

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9. Depois do doente bem purgado com os sobreditos remedios, lhe fiz tomar de cinco em +

9. Depois do doente bem purgado com os sobreditos remedios, lhe fiz tomar de cinco em cinco dias huma pilula de seis grãos dos pós Antipodagricos, que saõ feitos de ouro, & azougue, & com elles naõ só foy evacuando com brandura alguns humores mais centraes, & viscosos, mas se confortáraõ muito os nervos; & para que ficasse mais seguro, @@ -10988,7 +10954,7 @@ cozida com pedra hume crua, cascas de romãa, engos, artemija; & forão estes remedios tam bem succedidos, que sarou, & naõ tornou a padecer taes dores; mas observou o regimento pontualissimamente.

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10. Huma duvida muito forçosa, me poráõ neste lugar os Medicos modernos, & he, que +

10. Huma duvida muito forçosa, me poráõ neste lugar os Medicos modernos, & he, que como podem ser bons os pòs Antipodagricos para a gotta, se elles pelo azougue de que saõ preparados, podem levar para ra a garganta os humores da gotto, a qual transpiraçaõ he tão damnosa, que se alguma vez vemos, que a gotta sobe dos pès para a garganta, ou para o @@ -10998,11 +10964,11 @@ purgado, ou com grande carga de humores; mas quem der os taes pós estando o corpo purgado dez, ou doze vezes, como eu os dei, nenhum risco tem, porque já entaõ naõ ha tanto humor superfluo, que venha à garganta, & suffoque ao doente.

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11. Visto que nesta Observaçaõ digo, que a gotta se naõ há de curar em quanto as dores +

11. Visto que nesta Observaçaõ digo, que a gotta se naõ há de curar em quanto as dores durarem, me perguntaraõ os Medicos modernos: pois que havemos de fazer se nos chamarem no actual aperto das dores? A taõ justificada pergunta naõ posso deixar de responder, apontando alguns remedios, de que tenho melhor conceito, & visto algum proveito.

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12. O primeiro he, mexer ao ar do lume os miolos de hum porco com duas colheres de oleo +

12. O primeiro he, mexer ao ar do lume os miolos de hum porco com duas colheres de oleo rosado, & duas colheres de farinha de goma de trigo, com este remedio, sentia Gomes Freyre de Andrade (que foy o prototypo dos gottosos) mais alivio que com outro algum. O segundo he, chapejar a parte dolorosa com agua de senrada, em que se serve hum molho de @@ -11039,7 +11005,7 @@ tenho setenta & dous annos nos, não tive mas gotta, graças sejaõ dadas a Deos. Crataõ louva muito para preservar da gotta, & da pedra, tomar cada quinze dias onça & meya do xarope de espina servina em soro de leite, ou caldo de frangão.

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13. Dous remedios muito louvados acho nos Authores; a hum chamão Amuleto, que saõ os pès, +

13. Dous remedios muito louvados acho nos Authores; a hum chamão Amuleto, que saõ os pès, & as mãos de hum cágado cortadas no minguante da Lua, estando o cágado vivo, & atadas a maõ direita do cágado à maõ direita do gottoso, & a maõ esquerda do cágado à maõ esquerda do gottoso, fazendo o mesmo aos pès, como ensina Esquenquio. (5.) 14. O outro @@ -11047,7 +11013,7 @@ gotta hum caõ vivo, deixando-o estar algũas horas, porque com o calor daquelle animal, naõ só se transplanta o humor que faz a gotta, mas se transplanta a doença no cão, de forte que o mata, ou o entorpece.

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15. Infinitos saõ os remedios, que os Authores ensinaõ para a gotta, mas atè este dia naõ +

15. Infinitos saõ os remedios, que os Authores ensinaõ para a gotta, mas atè este dia naõ se achou algum, que infalivelmente a cure; comtudo se alguma cousa he capaz de curalla, he naõ beber vinho, naõ usar de mulher, comer pouco, & beber mastigado, fazer todos os dias bastante exercicio em jejum, ou seis horas depois de ter comido, purgar duas vezes @@ -11055,7 +11021,7 @@ cinco onças de assucar rosado de Alexandria, duas oitavas de folhas de fene, & dous escropulos de cremores de tartaro; ou com duas oitavas dos meus trociscos purgativos desatados em hum quartilho de soro de leyte.

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16. Tambem aproveita muito para curar, & evitar a gotta, fugir de comer carne +

16. Tambem aproveita muito para curar, & evitar a gotta, fugir de comer carne daquelles animaes que saõ sojeitos a gotta, como he gallinha, frangaõ; fugir de alimentos que criaõ humores mui delgados, como saõ cabra, ovelha; antes usem de carne de vacca fresca, & de mãos de carneiro; os que observarem estes conselhos pontualmente; naõ @@ -11067,7 +11033,7 @@ aquelle gottoso que he moço, & naõ tem callos endurecidos nas juntas, & vive com boa regra, & se exercita, & trabalha, & he facil de ventre, este tal gottoso póde sarar, com tanto que dè nas mãos de hum bom Medico.

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17. sendo as dores da gotta hum symptoma, que por sua crueldade pede muitas vezes, que +

17. sendo as dores da gotta hum symptoma, que por sua crueldade pede muitas vezes, que lhe acudaõ primeiro do que à causa donde as taes dores procedem, me perguntaraõ os Medicos modernos, que razaõ tive para não aconselhar neste lugar algum remedio opiado, ou narcotico para tirar as taes dores, pois só elles certamente as tiraõ. Respondo que em @@ -11080,7 +11046,7 @@ & opiados saõ a ruina, & mote deste sentido, porque logo começavaõ a ver menos, & andando o tempo lhes vinha huma catarata, ou se dilatava a pupilla, ou se sumia o olho. Ate aqui saõ palavras de Galeno.

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18. Eu porèm digo que se a dor de gotta, ou outra qualquer dor chegarem a taõ desmarcada +

18. Eu porèm digo que se a dor de gotta, ou outra qualquer dor chegarem a taõ desmarcada grandeza, ou excesso, que possaõ matar ou doente, que neste caso se podem aplicar sobre os lugares das dores os remedios opiados, & narcoticos; mas com tal condiçaõ, q não se deixem estar muito tempo na parte, mas só o que bastar para a dor se tirar, ou diminuir, @@ -11090,13 +11056,13 @@

- OBsERVAÇAM LXXIII. -

De huma toꭍꭍe rina, cauꭍada de retenção das fuligens da terceiraregião, & da lympha + OBsERVAÇAM LXXIII. +

De huma toꭍꭍe rina, cauꭍada de retenção das fuligens da terceiraregião, & da lympha acido-ꭍalina, deꭍtillou da cabeça ꭍobre a garganta, & peito, & depois de muitosremedios baldados, ꭍe venceo com os vomitorios de agua benetia tres vezes applicados, & com hum abꭍorvente antacido oito dias tomadoe ꭍe acabou de ꭍegurar a ꭍaude com huma fonte no braço eꭍquerdo, & outra na perna direita.

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AInda que a experiencia nos tem enꭍinado muitas vezes que os homens comilões,& faltos +

AInda que a experiencia nos tem enꭍinado muitas vezes que os homens comilões,& faltos de exercicio ꭍão muito mais ꭍujeitos a catarrhos, e eꭍtillicidios,& a doenças q os parcos,& exercitados; porque augmentandoꭍe o calor natural com o exercicio, & trabalho, coꭍtumaõ gerar menos quantidade de excrementos, ꭍuar bem, & expellir mayor @@ -11112,7 +11078,7 @@ toꭍꭍes, & fluxões teimoꭍas ꭍe devem curar com mudança de ares, como principal remedio ; & com purgar os humores, & abꭍorver os ꭍoros acido-falinos, como pela ꭍeguinte Obꭍervação farei manifeꭍto.

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Franciꭍco de Coimbra, morador na rua dos Gallegos, teve por tempo de quatro meꭍes huma +

Franciꭍco de Coimbra, morador na rua dos Gallegos, teve por tempo de quatro meꭍes huma toꭍꭍe tão exceꭍꭍiva, & forte, que não ꭍoꭍꭍegava de dia, nem de noite, nem achava lugar, em que deꭍcanꭍaꭍꭍe: para ꭍe curar de tão cruel doença chamou a algũns Medicos de boa nota; & com elles pelo uꭍo, & experiencia ꭍabem, que nem todas as toꭍꭍes @@ -11187,7 +11153,7 @@ da lympha acida picante, & que devia adoçalla,& retundilla com os remedios alcalicos abꭍorbentes, & para iꭍꭍo lhe receitei o ꭍeguinte remedio, de que tenho viꭍto prodigioꭍos effeitos.

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Tomem de ꭍemente de dormideiras brancas levemente torradas, de aꭍꭍucar cande, de ꭍalꭍa +

Tomem de ꭍemente de dormideiras brancas levemente torradas, de aꭍꭍucar cande, de ꭍalꭍa parrilha, de goma de trigo, & de farinha de pao, de cada couꭍa deꭍtas duas onças, tudo ꭍe faça em pó de mediocre groꭍꭍura; & deꭍtes pós, ou farinha mandei dar ao doente duas colheres em jejum, & outras duas à noite, quatro horas depois de ter ceado, naõ @@ -11199,13 +11165,13 @@ beijoim, & de alquitira branca,de cada couꭍa deꭍtas meya onça, tudo feito em pò ꭍutil ꭍe miꭍture com mucilagens de raizes de malvaico, & formando paꭍtilhas deꭍta maꭍꭍa ꭍe ꭍequem à ꭍombra até que ꭍe ꭍaçaõ muito duras.

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Tambem lhe mandei fomentar a taboa do peito com o ꭍeguinte lenimento, por ꭍer muito +

Tambem lhe mandei fomentar a taboa do peito com o ꭍeguinte lenimento, por ꭍer muito eꭍpecifico em as toꭍꭍes, rouquidões, & aꭍmas. Tomai de unguento peitoral hũa onça, de meya onça, de oleo de Elefante, ou em ꭍua falta de oleo de ꭍemente de nabos tres oitavas, de pò ꭍubtiliꭍꭍimo de açafraõ meia oitava, & todas as noites ꭍe unte com eꭍte lenimento quente, cobrindo com papel mataborrão; com eꭍte remedio, & os mais que ficaõ apontados, ꭍarou de ꭍorte que pareceo obra de milagre.

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Viꭍto que a falta de ꭍuor, & da tranꭍpiraçaõ, & as fuligens reprezadas foraõ a +

Viꭍto que a falta de ꭍuor, & da tranꭍpiraçaõ, & as fuligens reprezadas foraõ a cauꭍa da ꭍobredita toꭍꭍe, &a experiencia me tem enꭍinado que as fontes fazem maravilhoꭍos proveitos nos que tem a contextura do corpo denꭍa, & em todo os achaques, que tem a ꭍua origem na terceira região, & as fontes ꭍe abrem nella, daqui vem que @@ -11213,7 +11179,7 @@ braço eꭍquerdo, outra na perna direita, & não tornou a padecer ꭍemelhante toꭍꭍe. E que as fontes ꭍedevaõ abrir aonde eꭍtá a cauꭍa da doença, odizem graviꭍꭍimos Doutores, como curioꭍos poderaõ ver em Augenio, Claudino, & em outros muitos.

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Por naõ enfadar aos Leytores, deixo de referir os innumeraveis doentes, aꭍꭍim velhos, +

Por naõ enfadar aos Leytores, deixo de referir os innumeraveis doentes, aꭍꭍim velhos, como moços, fracos, & robuꭍtos, mulheres prenhadas, & criançade leite, a quem curei de toꭍꭍes rebeldiꭍꭍimas, & catarrhos ꭍuꭍꭍocativos com os vomitorios de agua benedicta tomados dous dias ꭍucceꭍꭍivos,& tres interpolados, com fontes, & @@ -11221,7 +11187,7 @@ diaphoreticos muito continuados. Os incredulos podem examinar a minha verdade com que fallo, vendo a minha Polyanthea da ꭍegunda impreꭍꭍão fo182. n. 16. 17. 18. 19. aonde acharaõ os nomes das peꭍꭍoas, a quem livrei da morte com os ditos vomitorios.

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Aquelles eꭍtillicidios, ou oꭍꭍes, que forem taõ rebeldes, que ꭍe naõ renderem ao poderoꭍo +

Aquelles eꭍtillicidios, ou oꭍꭍes, que forem taõ rebeldes, que ꭍe naõ renderem ao poderoꭍo imperio dos vomitorios repetidos, nem ꭍobreditos pós abꭍorbentes, nem ao hydreleo, ou fontes, nem ao oleo de amendoasdoces tirado de freꭍco ꭍem fogo, & miꭍsturado com huma gema de ovo olle, do qual lambedor tenho grande conceito recorrão para o frenquente uꭍo @@ -11245,18 +11211,18 @@

- OBsERVAÇAM LXXIV. -

De huma febre maligna, a que sobreveyo hum fluxo de sangue uterino taõ teimoso, que durou + OBsERVAÇAM LXXIV. +

De huma febre maligna, a que sobreveyo hum fluxo de sangue uterino taõ teimoso, que durou quarenta dias, e taõ copioso, que enfraqueceo as officinas naturaes de tal modo, que fez cahir a doente em hũa hydropesia Anasarca; e por beneficio dos pós de quintilio tres vezes tomados, e dos meus trociscos de estancar sangue recuperou a saude que desejava.

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1. NÃo posso deixar de compadecerme da pouca sorte de certa mulher, que estando mal +

1. NÃo posso deixar de compadecerme da pouca sorte de certa mulher, que estando mal convalecida de huma febre maligna, lhe sobreveyo veyo hum fluxo de sangue uterino taõ copioso, q̃ a fez cahir em huma hydropesia taõ grande, que a chegou às portas da morte: que tambem ha doenças mui parecidas com a serpente Lernea, da qual contão os Historiadores profanos, que cortandoselhe huma cabeça, lhe renascem sete. Desta condiçaõ he o seguinte caso, que quero referir para utilidade commua.

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2. Certa mulher de idade de trinta annos tinha padecido huma febre malignissima, e tendo +

2. Certa mulher de idade de trinta annos tinha padecido huma febre malignissima, e tendo a natureza já livrado do grande perigo em que esteve, e pendurado as armas como trofeo da vitoria, entrou por novo desafio em segunda batalha muito mais arriscada riscada que a primeira, porque lhe deo hum fluxo de sangue uterino tão copioso, e porfiado, que @@ -11283,14 +11249,14 @@ della huma grandissima sima perda de forças, com que enfraquecidas as officinas naturaes, e debilitado o figado, se gèraõ precisamente humores serosos, e cruezas, donde se segue fazeremse os doentes cacheticos, ou hydropicos.

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3. Nem he precisamente necessario, que para aver hydropesia, aja scirrho, ou dureza no +

3. Nem he precisamente necessario, que para aver hydropesia, aja scirrho, ou dureza no figado, como erradamente cuidàrão muitos; (1.) porque a hydropesia póde nascer de vicio da sanguificação, de vicio do baço, de relaxaçaõ dos vasos lymphaticos, deixando xando cahir no abdomen muita quantidade de soros, das muitas sangrias, da demasiada evacuação do sangue mensal, ou hemorrhoidal, como succedeo à presente enferma, a qual por hum excesso dos referidos purgou mais de quarenta dias tanta copia de sangue, que já estava hydropica.

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4. Neste grande perigo nenhuma cousa fiz mais que applicar remedios para suspender o +

4. Neste grande perigo nenhuma cousa fiz mais que applicar remedios para suspender o fluxo, e naõ achei outro mais efficaz (conforme diz Galeno,) (2.) que revellir o humor para a parte contraria, não por sangrias dos braços, como os barbeiros, ou os Medicos cos novatos fazem, porque isto seria enfraquecer mais a natureza, e augmentar a enfermidade; @@ -11318,7 +11284,7 @@ qualquer parte que sahir, como os curiosos o poderaõ ver na minha Polyanthea da segunda impressaõ no cap. ultimo desde a fol. 853. até a fol. 855. aonde refiro os nomes de innumeraveis pessoas, que com o dito segredo livrei da morte.

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5. Advirto porèm, que ainda que o sobredito remedio he a mais efficaz medicina, que no +

5. Advirto porèm, que ainda que o sobredito remedio he a mais efficaz medicina, que no discurso de muitos annos tenho achado para curar todos os fluxos de sangue, naõ tira isso que possa faltar alguma vez; porque he remedio humano: porque assim como huma mesma terra, por boa que seja, não produz todas das as ervas, nem todos os frutos, porque saõ de @@ -11327,21 +11293,21 @@ pela qual razaõ se os ditos trociscos faltarem algum dia com o seu costumado effeito, o que rarissimas vezes succederà, porque rarissimas vezes o tenho visto, podem apellar para o seguinte remedio, que tambem tenho nelle muita confiança.

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6. Tomem uma rola depenada, e limpa de todas as entranhas, lavese muito bem com vinho +

6. Tomem uma rola depenada, e limpa de todas as entranhas, lavese muito bem com vinho vermelho, e na sua cavidade metaõ huma onça de almecega da India, e cozendose com uma linha se asse no espeto a fogo lento, e depois se meta a dita rola em huma panela bem tapada, e se mande ao forno para que se torre, de modo que a carne, e os ossos se possaõ fazer em pò, e deste daraõ pela manhãa em jejum hua colher, mandando que lhe bebão em cima quatro onças ças de agua de tanchagem; e tenhaõ entendido que certissimamente pararà o fluxo.

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7. se o xarope que se faz do succo do esterco de burro acabado de sahir do animal, naõ +

7. se o xarope que se faz do succo do esterco de burro acabado de sahir do animal, naõ fora cousa taõ asquerosa, nenhuma duvida tenho, que estanca bem as camadas de sangue, e os fluxos brancos da madre.

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8. Huma rãa verde, que naõ vive na agua, mas anda da entre silvas, e vallados, e lhe +

8. Huma rãa verde, que naõ vive na agua, mas anda da entre silvas, e vallados, e lhe chamão rela, seca ao fogo, e metida em huma bolsa de tafetá, e trazida ao pescoço, estanca os fluxos de sangue da madre, como se fosse obra de milagre; o que me consta por algũas experiencias minhas, e de soriano, e do grande de Medico de santarem Diogo Rodrigues.

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9. Alguns fluxos uterinos, sanguinolentos, e variegados curei dando os pós de quintilio +

9. Alguns fluxos uterinos, sanguinolentos, e variegados curei dando os pós de quintilio tres dias alternados, e dando trinta dias a beber agua cozida com duas oitavas de raiz de tormentila machucada, alterada com tantas gottas de oleo de vitriolo, quantas forem necessarias para que fique bem azeda, porque que naõ ha remedio melhor fixe, e enfrosse o @@ -11362,13 +11328,13 @@

- OBsERVAÇAM LXXV. -

De huma dysuria, ou repetidos desejos de ourinar, com grandes dores, e ardores, que certo + OBsERVAÇAM LXXV. +

De huma dysuria, ou repetidos desejos de ourinar, com grandes dores, e ardores, que certo homem padeceo dous annos, em cujo espaço de tempo se lhe fizeraõ innumeraveis remedios, e se consulàraõ muitos Medicos, sem conseguir alivio; e sendo eu chamado, curei ao dito enfermo com os vomitorios de quintilio repetidas vezes tomados, com foros de leite muito purificados, e ultimamente com mercurio doce sublimado doze vezes com ouro.

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1. CErto homem de idade de setenta annos, morador junto às portas de santa Cathrina, +

1. CErto homem de idade de setenta annos, morador junto às portas de santa Cathrina, padeceo dous annos cruelissimas dores, e difficuldades de ourinar. Para este taõ enfadoso mal chamou a dous Medicos de boa nota, os quaes o sangráraõ muitas vezes; deitáraõlhe varias ajudas refrigerantes, & anodynas; receitàraõlhe purgas brandissimas feitas de @@ -11410,13 +11376,13 @@ figado, dos rins, ou do todo; da qual se póde gérar grande copia de colera, ou de phlegma acre, & salgada, que misturandose com a ourina, faz desesperar aos enfermos com dores, como diz senerto. (3.)

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2. A segunda causa interior da Dysuria pode ser a muita secura dos vasos parastatos, ou +

2. A segunda causa interior da Dysuria pode ser a muita secura dos vasos parastatos, ou das glandulas, que estaõ pegadas às ureteras, contrahida do excessivo uso dos actos venereos, ou de alguma febre muito antiga, ou magreza excessiva de carnes, ou de outra qualquer causa, pela qual faltando nas ditas partes a humidade, que avia de retundir, e moderar a acrimonia da ourina, a faz mais mordaz, e irritante, e neste caso servem os leites de burra, a carne dos cágados, e caracois, e o manjar branco de arrans.

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3. A terceira causa interior da Dysuria, principalmente nos velhos, diz Hollerio, (4.) +

3. A terceira causa interior da Dysuria, principalmente nos velhos, diz Hollerio, (4.) que he a grossura da pelle, ou a constipaçaõ dos póros, que naõ deixando transpirar, nem exhalar os excrementos fuliginosos, & serosos, adquirem pela demora tal podridaõ, & acrimonia, que fazem a Dysuria, para cujo remedio servem muito os banhos, & as @@ -11428,7 +11394,7 @@ experimentado assim em hum neto de Antonio Ximenes, q͂ padecendo largos tempos huma Dysuria procedida de fluxo cerebral, e naõ obedecendo a quantos remedios lhe applicàraõ, só com as fontes altas, que abrio por meu conselho, se livrou da tal doença.

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4. A quarta causa interior póde ser alguma pedra, ou areas encalhadas nas ureteras, ou no +

4. A quarta causa interior póde ser alguma pedra, ou areas encalhadas nas ureteras, ou no collo da bexiga, no qual caso, depois dos vomitorios de quintillo repetidas vezes tomados, e de algumas sangrias altas, he unico remedio dar ao doente, tres, ou quatro vezes em dias alternados, quinze grãos de tartaro vitriolado em agua cozida com resta boy, ou com @@ -11441,12 +11407,12 @@ de tres grãos de laudano opiado, ou tres gottas de laudano liquido, porque tirada a dor se naõ convellirá a bexiga, nem se fechará, e fahirá a pedra, & consequentemente se tirará a Dysuria.

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5. A quinta causa interior póde ser a fraqueza da bexiga, e a copia de humores; assim o +

5. A quinta causa interior póde ser a fraqueza da bexiga, e a copia de humores; assim o diz Hollerio, (6.) e outros muitos: mas porque de nosso instituto he referir sómente os successos particulares de qualquer enfermo, e não das regras universaes; por isso deixo as mais causas de que póde proceder a Dysuria, e os differentes remedios, com que se deve curar, à curiosa indagaçaõ dos Medicos estudiosos.

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6. Chamado, como disse, para o miseravel doente, considerei assim o modo da dor, como a +

6. Chamado, como disse, para o miseravel doente, considerei assim o modo da dor, como a substancia da ourina; e observei que era turva, e que vinha misturada com alguma materia purulenta. Tambem fiz particular reparo que a dor era grande no tempo de ourinar, e que no fim da ourina era muito mayor; donde vim a conhecer que a continua vontade de ourinar, e a @@ -11458,7 +11424,7 @@ no fim, quando o meato se fecha, e aperta, faz dor, e ardor excessivo, e muito mais na ponta, e orificio da glande. A razão disto acharaõ os curiosos na minha Polyanthea da sengunda impressaõ cap. 83. da Dysuria fol. 530. num. 28.

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7. Comecei pois a cura abrandando primeiro o ventro com ajudas emollientes, feitas de +

7. Comecei pois a cura abrandando primeiro o ventro com ajudas emollientes, feitas de caldo de frangaõ cozido com malvas, violas, mercuriaes, alfavaca de cobra, raiz de malvaisco, e ameixas passadas, ajuntando a cinco onças deste cozimento tres onças de lambedor violado, e meya onça de canafistula; e como me pareceo que o ventre estava @@ -11516,7 +11482,7 @@ quatro, ou seis gottas duas vezes no dia, em agua cozida com pimpinella, ou com alguma erva vulneraria: e se o dito balsamo se puder deitar com seringa na bexiga, ainda fará melhor effeito, por que chega com toda a sua virtude ao lugar enfermo.

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8. Algumas vezes usei nas dores, ardores, e achaques da bexiga, de cozer sempre com a +

8. Algumas vezes usei nas dores, ardores, e achaques da bexiga, de cozer sempre com a gallinha huma mão chea de folhas de malvas, e de dar a beber (em lugar de agua) amendoadas feitas de pevides de melaõ, melancia, abobora, semente de alface, e algũas amendoas doces, pisando todas estas cousas muito bem, e desfazendoas em huma canada de agua commua @@ -11526,8 +11492,8 @@

- OBsERVAÇAM LXXVI. -

De hūa Asthma taõ rebelde, que em muitos annos se naõ rendeo às diligencias de grandes + OBsERVAÇAM LXXVI. +

De hūa Asthma taõ rebelde, que em muitos annos se naõ rendeo às diligencias de grandes Medicos, & sendo eu o menor de todos, a curei felizmente, dandolhe quatro vezes a agua Benedicta vigorada em dias alternados, usando, depois disto; de humas pilulas, que inventei, e lhas fiz tomar por nove dias interpolados dandolhe finalmente, em quinze dias @@ -11535,7 +11501,7 @@ destillada em Mayo, e alterada com quatro grãos de castoreo, e doze de pò da unha da graõ besta, por serem estes remedios antispasmodicos, e antepilepticos, e por consequencia especificos da Asthma, que he huma gotta coral do bofe, como diz Vanelmonte. (1.)

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1. ENtre as partes, que residem dentro no peito, naõ tem menor nobreza o bofe; d qual +

1. ENtre as partes, que residem dentro no peito, naõ tem menor nobreza o bofe; d qual como fosse creado para ser instrumento da respiraçaõ, e para attrahir o ar necessario para a fabrica dos espiritos vitaes, e para moderar os incendios do coraçaõ, era conveniente que fosse leve, raro, cavernoso, e cheyo de arterias asperas, e leves; donde se o tal @@ -11550,7 +11516,7 @@ causas, e os remedios com que se curaõ as sobreditas enfermidades pertencentes ao bofe, na presente Observaçaõ tratarei só da Asthma, como doença mais frequente entre as do peito.

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2. He a Asthma hūa respiração cansada, e apressada, causada, na opinião de Vanelmonte, +

2. He a Asthma hūa respiração cansada, e apressada, causada, na opinião de Vanelmonte, (2.) de huma aura, ou vapor maligno, que tem certa antipatia, e inimizade com o bofe, da mesma sorte que as cantaridas tem com a bexiga, que naõ só applicadas sobre qualquer parte do corpo, mas só trazidas na fazem ardores, e picadas insoportaveis na ourina. Porém na @@ -11558,7 +11524,7 @@ endurecidos, reteùdos nos bronquios do bofe, e nelle com o calor natural se engrossaõ algũas vezes de modo que se convertem em pedra, ou materia gypsea, que tapando, ou enchendo os orgãos da respiração, saõ causa da Asthma suffocante.

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3. Desta condição era a que, por tempo de quatro annos, padeceo Manoel Martins, official +

3. Desta condição era a que, por tempo de quatro annos, padeceo Manoel Martins, official de çapateiro, morador à Portagem velha, o qual teve hũa Asthma taõ grande, e huma falta de respiração tão apertada, que o obrigou muitas vezes a levantarse da cama no rigor das noites de inverno, e porse à janela para tomar ar, e ter alivio na suffocação, que @@ -11571,7 +11537,7 @@ banhos das caldas, tomou suores, e unturas; finalmente não ficou remedio de Medico letrado, nem de barbeiro simplez, ou velha benzedeira que deixalle de fazer, ainda que tão desgraçadamente, que cada dia se augmentava mais a enfermidade.

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4. Neste aperto me chamàraõ, e discursando eu sobre a causa da dita Asthma, conheci por +

4. Neste aperto me chamàraõ, e discursando eu sobre a causa da dita Asthma, conheci por huma inducçaõ negativa, que não procedia por consentimento do cerebro, porque nem de presente, nem de preterito tinhaõ precedido sinaes de catarrho, ou quaesquer outras queixas da cabeça: nem procedia de inchação, ou dureza do figado, do baço, ou do pancreas, @@ -11586,7 +11552,7 @@ se qualquer das sobreditas partes tivesse algũa offensa: nem procedia das veas, que mandaõ para o bofe a materia sorosa pela arteria venosa; porque pela mayor parte averia estertor, e cessaria certamente o accidente tanto que sangrassem ao enfermo algumas vezes.

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5. Nem nascia de resicação do bofe, porque o doente naõ tinha officio capaz de produzir +

5. Nem nascia de resicação do bofe, porque o doente naõ tinha officio capaz de produzir tanta secura, pois não era ourives, nem chymico, nem ferreiro, nem fundidor de sinos, ou de artelharia, para que se pudesse suspeitar que pela assistencia do fogo teria a tal resicação: nem procedia de abundancia de materia phlegmatica embebida na substancia @@ -11605,15 +11571,15 @@ lugar (nas tregoas que o accidente deu) para ir inscindindo, attenuando, e cozendo os humores viscosos, para que obedecessem melhor às purgas, fazemndolhe beber muitos dias, em lugar de xaropes, a seguinte agua.

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6. Tomem doze cabeças de oregãos, e outras tantas de hyssopo, trinta maçans da Nafega, +

6. Tomem doze cabeças de oregãos, e outras tantas de hyssopo, trinta maçans da Nafega, hũa maõ cheya de avenca, outra tanta de escabiosa, tudo se coza em panela de barro com tres canadas de agua da fonte, e depois de ter gastado hum quartilho lhe ajuntem duas onças de bom mel, com hum escropulo de açafrão, e meya oitava de erva doce, e coandose a dita agua se guarde para beber della quando tiver sede.

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7. Preparada a materia viscosa, e tartarea com o uso desta agua, mandei lançar nas tres +

7. Preparada a materia viscosa, e tartarea com o uso desta agua, mandei lançar nas tres noites seguintes tres ajudas muito mollificantes, para purgar felizmente na fórma seguinte.

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8. Tomem de malvas, violas, borragens, e ortigas mortas, de cada cousa destas huma mão +

8. Tomem de malvas, violas, borragens, e ortigas mortas, de cada cousa destas huma mão cheya, de passas sem grainha duas onças, tudo se coza em quatro canadas de agua com hũa cabeça de carneiro com sua lāa, muito bem machucada, até ficar o cozimento em quantidade de meya canada, e coandose, tomem deste cozimento cinco onças com tres de lambedor @@ -11622,27 +11588,27 @@ levão sal, ou saõ grandes, nada aproveitão, porque não se detem dentro quanto convem para fazerem o effeito defejado; isto digo a favor dos barbeiros, que cutão nas Aldeas, onde não ha Medico.

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9. Tomadas estas ajudas, dei no dia seguinte ao doente dezaseis grãos de pós de quintilio +

9. Tomadas estas ajudas, dei no dia seguinte ao doente dezaseis grãos de pós de quintilio desfeitos em tres onças de caldo de gallinha; o qual remedio tomado quatro vezes em dias alternados obrou tão maravilhosamente, e com tanto alivio, que he impossivel poder explicalo, e por esta razão na mayor parte das doenças rebeldes uso da agua benedicta, e dos pòs de quintilio, porque com o tal remedio tenho curado algumas doenças de que jà não avia esperança; por que, como diz Trincavelo, (3.) as doenças rebeldes, e antigas não se podem curar sem remedios muito efficazes.

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10. Passados dous dias depois de tomado o quintilio, lhe mandei preparar as seguintes +

10. Passados dous dias depois de tomado o quintilio, lhe mandei preparar as seguintes pilulas, que costumão obrar muito bons effeitos nas Asthmas, com duas condições; a primeira, que o doente esteja bem purgado; a segunda, que se repitão oito, ou nove vezes em dias alternados.

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11. Tomem de azebre sucotrino huma onça, de goma ammoniaca preparada quatro oitavas, de +

11. Tomem de azebre sucotrino huma onça, de goma ammoniaca preparada quatro oitavas, de açasfraõ bom oitava e meya, de flores de enxofre duas oitavas, tudo se misture com o que for necessario de terebinthina de beta, e se formem pilulas para tomar quatro escropulos de cada vez.

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12. Com estas pilulas conseguio o doente grande melhoria; mas porque nas conjunções da +

12. Com estas pilulas conseguio o doente grande melhoria; mas porque nas conjunções da lua, e mudanças do tempo sentia hum tal embaraço na respiraçaõ, que o obrigava a sentarse na cama, e tomar hűa cachimbada de tabaco de fumo; que supposto o dito tabaco no actual aperto alivia muito, como naõ tira a causa da doença, ordenei que em dias alternados tomasse cinco onças do seguinte xarope magistral, de que tenho muita confiança.

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13. Tomem de passas sem graìnha duas onças, de folhas de sene, & de raiz de +

13. Tomem de passas sem graìnha duas onças, de folhas de sene, & de raiz de mechoacaõ, de cada cousa destas meya onça, de folhas de marroyos, de cabeças de ouregãos, e de hyssopo, de cada cousa destas, duas oitavas, de açafrão meya oitava; de flor de nòz noscada hum escropulo, de figos passados, e de maçãs da Nafega, de cada cousa destas hűa @@ -11651,7 +11617,7 @@ e então se clarifique por manga hypocratica; e desta potagem, como já disse, lhe mandei beber em jejum cinco onças, com que purgou benignissimamente; e conseguiu a boa saude que desejava.

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14. Innumeraveis saõ os doentes de Asthina, que no discurso de muitos annos tenho curado +

14. Innumeraveis saõ os doentes de Asthina, que no discurso de muitos annos tenho curado por este estylo; sem embargo que tive alguns, a quem os sobreditos remedios, postoque excellences, e experimentados, naõ aproveitàraõ, aos quaes curei dandolhes tres vezes os pòs de quintilio, e fazendolhes tomar depois disso doze vezes (em dias alternados) dous @@ -11663,19 +11629,19 @@ com dous escropulos de terebinthina de beta. Alguns asthmaticos depois de bem preparados se livràraõ de taõ terribel doença, só com tomarem por tempo de dous meses, em dias successivos, doze pingas de balsamo de Cupaiba, misturado com huma gema de ovo molle.

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15. Finalmente, se todos os remedios sobreditos naõ aproveitarem, podem recorrer para o +

15. Finalmente, se todos os remedios sobreditos naõ aproveitarem, podem recorrer para o uso do xarope de hyssopo, e agua de bosta de boy destillada em Mayo, dando por quinze dias successivos duas onças do dito xarope, e bebendolhe em cima tres onças da dita agua, em que misturem quatro grãos de pó de castoreo verdadeiro. Com esta agua curei radicalmente a muitos asthmaticos depois de estarem deixados ao arbitrio da fortuna, como os curiosos poderáõ ver na minha Polyanthea Medicinal da segunda impressaõ trat. 2. cap. 44. fol. 294. do num. 22. até 27.

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16. Huma advertencia muito necessaria quero fazer aos Medicos modernos, e he, q̃ àlem das +

16. Huma advertencia muito necessaria quero fazer aos Medicos modernos, e he, q̃ àlem das Asthmas ordinarias, ha outra casta de Asthma chamada Convulsiva, ou espasmodica, a qual procede de certa aura maligna, como Epileptica, que fixa, e congela o sangue de tal sorte, que o não deixa circular, e ficando o sangue estagnado, e parado muito tempo póde martar ao doente.

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17. Os sinaes por onde se conhece esta sorte de Asthma convulsiva, ou espasmodica, saõ +

17. Os sinaes por onde se conhece esta sorte de Asthma convulsiva, ou espasmodica, saõ faltar a respiraçaõ, ou respirar com grandissima difficuldade, sumiremse totalmente os pulsos, esfriarse o corpo com excesso; o remedio desta arriscadissima doença consiste em meter os pès do doente em hũa bacia de agua taõ quente, que o doente a naõ possa sofrer, @@ -11688,7 +11654,7 @@ todas estas cousas adelgaçaõ o sangue, e o ajudaõ a circular, e tem virtude antipileptica, e antispasmodica, o que nesta doença he taõ necessario, que será impossivel curarse de outra sorte.

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18. Esta Asthma convulsiva, e espasmodica teve algumas vezes Dom Francisco Mascarenhas, +

18. Esta Asthma convulsiva, e espasmodica teve algumas vezes Dom Francisco Mascarenhas, filho do Conde de santa Cruz, e em todas esteve quasi morto, e suffocado: o mesmo caso, em termos identicos, succedeo duas vezes em minha casa com minha mulher, a qual chegou a estar sem pulso, sem respiraçaõ, sem falla, fria como neve, e sem poder confessarse; e foy @@ -11699,13 +11665,13 @@

- OBsERVAÇAM LXXVII. -

De huma dor de colica taõ violenta, que chegou a hum doente às portas da morte, e depois + OBsERVAÇAM LXXVII. +

De huma dor de colica taõ violenta, que chegou a hum doente às portas da morte, e depois de infinitos remedios baldados, estando o enfermo quasi agonizante, lhe dei vinte grãos de pós de quintilio, misturados com quatro colheres de caldo de gallinha; e foy o effeito deste maravilhoso remedio taõ presentaneo, que dentro de duas horas se tirou a dor, e o doente ficou saõ com admiracaõ dos que o tinhaõ visto em taõ grane perigo.

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1. A Dor de colica não afflige a todos com igual força, e crueldade; a huns atormenta +

1. A Dor de colica não afflige a todos com igual força, e crueldade; a huns atormenta mais, e a outros menos, conforme a diversidade das causas de que procede; algumas vezes procede das fezes endurecidas, e reteùdas no intestino Colon, as quaes estendendo-o, ou alargando-o mais do que he justo, fazem dor: conheceremos que as fezes duras, e reprezadas @@ -11733,12 +11699,12 @@ mal o possa sofrer. Outras vezes finalmente procede a colica dos humores colericos, acres, ou acido-salinos; o que conheceremos pela vehemencia da dor, grandeza da sede, amargor de boca, e continuos desejos de vomitar, ourinar.

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2. Desta condiçaõ era a colica, que teve Domingos Coelho, official de cirieiro, morador +

2. Desta condiçaõ era a colica, que teve Domingos Coelho, official de cirieiro, morador em esta Cidade, junto à Igreja da Misericordia; deu a este homem huma dor de colica taõ violenta, que entendeo não poderia escapar della com vida, e por isso pedio que, com toda a pressa, lhe chamassem a hum confessor, antes de cuja vinda se lhe tinhão applicado muitos remedios interiores, e exteriores.

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3. Mas como visse, que nenhum lhe aproveitàra, perdeo a esperança da vida, e estando com +

3. Mas como visse, que nenhum lhe aproveitàra, perdeo a esperança da vida, e estando com a morte na garganta, me mandou chamar, como muitos fazem, do que já me naõ queixo, assim porque a frequencia destas sem-razões me tem facilitado o sofrimento dellas, como porque assentei comigo, que o chamárem-me nos grandes perigos, era credito, e naõ offensa; porque @@ -11755,7 +11721,7 @@ morreria desconsolado se eu lhe não applicasse algum remedio dos que eu preprava, e com que fazia algumas curas de credito, que esperava do meu bom zelo, quizesse acudirlhe em taõ apertado conflicto.

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4. Tomeilhe o pulso, palpeilhe o ventre, e os hypocondrios, via lingua, observri a +

4. Tomeilhe o pulso, palpeilhe o ventre, e os hypocondrios, via lingua, observri a ourina, e conheci da vehemencia da dor, da grande propensaõ, e grandes desejos que tinha de vomitar, e das repetidas vontades de ourinar, que a enfermidade tinha sua origem nos humores biliosos, e mordazes, que picavaõ, e estimulavão aos rins, intestinos, e estomago, @@ -11769,7 +11735,7 @@ que dandolhe as dores pelas seis da manhãa, tomàrão a dita agua, e antes do meyo dia estavão bons; e outros que dandolhes as dores pelas duas horas da tarde, antes do sol posto se acháraõ sãos.

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5. Não he possivel explicar a alegria, com que o doente se preparou para tomar a tal +

5. Não he possivel explicar a alegria, com que o doente se preparou para tomar a tal agua, porque logo me pedio, que sem detença alguma lha applicasse. Deilhe pois tres onças della preparada por minhas mãos, porque na preparação dos remedios consiste a vida, ou a morte; e foy o effeito tão maravilhoso, e tão copiosa a descarga que fez por ambas as @@ -11783,36 +11749,36 @@ sepultadas na pequenhez de hum cerieiro, de hum soldado, e de outras pessoas tão humildes, e desconhecidas, que naõ sendo bastantes para dar credito em milhões de calos felices, sobejaõ para tirallo em hum só caso desgraçado.

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6. Advirto aos Medicos principiantes, que para as colicas Nephriticas não ha remedio: +

6. Advirto aos Medicos principiantes, que para as colicas Nephriticas não ha remedio: mais presentaneo, que os vomitorios de agua benedicta, e quando estes naõ bastarem, (o que tenho por impossivel) saõ maravilhosos os banhos de agua cozida com hum arratel de amendoas doces bem pizadas; e quando nem estes aproveitem, recorraõ para o uso das ajudas feitas de meyo quartilho de caldo de rim de vacca cozido com malvas, alfavaca de cobra, a que ajuntem huma onça de terebinthina de beta, desfeita em huma gema de ovo crua, e seis oitavas de diaphenicaõ.

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7. Porèm se a dor de colica for intestinal, a que chamamos colica ordinaria, se a causa +

7. Porèm se a dor de colica for intestinal, a que chamamos colica ordinaria, se a causa for fria, naõ ha remedio mais excellente, que meter os pès em vinho fervido com alfazema quente, quanto sepuder sofrer, e fomentar o ventre com oleo de alfazema, ou applicar sobre o embigo huma cabeça de alhos assada bem quente, ou tomar meya oitava de pò de raiz da bicha, ou de calumba, ou de esterco de ratos, e melhor que tudo, huma oitava de pò de intestino de lobo, de que Pedro Pacheco (3.) diz milagres.

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8. E se a dor for de ventosidade, he remedio presentaneo deitar sobre o embigo huma +

8. E se a dor for de ventosidade, he remedio presentaneo deitar sobre o embigo huma ventosa com muito fogo; do qual remedio diz Galeno (4.) que obra por modo de encantamento. Tambem fervem as ajudas de caldo de gallinha cozida com hum punhado de cabeças de macella, e ortelãa, huma oitava de pò de enxofre, ou ajudas de caldo de gallinha, com meya onça de agua da Rainha de Ungria, ou com duas onças de oleo de nozes.

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9. E se a dor for de muita quentura, e de humores colericos, e mordazes, aproveitaõ muito +

9. E se a dor for de muita quentura, e de humores colericos, e mordazes, aproveitaõ muito as ajudas de cinco onças de caldo de frangão, misturada com duas onças de agua de claras de ovos, bem batidas, dando repetidas ptisanas com os seus cremores, porq̃ estas retundem efficazmente a mordacidade dos humores que estes, e biliosos, como diz Traliano. (5.)

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10. Ultinamente, quando todas as diligencias da Arte naõ bastem para curar a dor de +

10. Ultinamente, quando todas as diligencias da Arte naõ bastem para curar a dor de colica, podem asar confiadamente dos remedios narcoticos, com tal condiçaõ, que os humors estejaõ purgados; assım o ensina Ætio. (6.)

- OBsERVAÇAM LXXVIII. -

De huma excessiva dor de estomago, que a excellentissima senhora Dona Maria de Noronha, + OBsERVAÇAM LXXVIII. +

De huma excessiva dor de estomago, que a excellentissima senhora Dona Maria de Noronha, Condeça da Calheta; teve em vinte de Abril de 1691. a qual dor a apertou de sorte, que a obrigou a mandar me chamar, sendo alta noite, porque entendeo que naõ poderia viver até o outro dia; e chegando eu à presença da dita senhora; a achei toda fria, sem pulfo, e quasi @@ -11821,7 +11787,7 @@ mal a podia sofrer, e em meya hora se tirou a dor taõ promptamente, que estando ainda com os pés dentro em o banho começou a dormir com tal descanso, e suavidade, como se estivesse na mais branda, e bem adereçada cama.

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1. sEria eu reo de hū grande crime, e me pediria Deos estreita conta, se sabendo por +

1. sEria eu reo de hū grande crime, e me pediria Deos estreita conta, se sabendo por innumeraveis experiẽcias a maravilhosa virtude, e presentanea efficacia que tem os pediluvios para soccorro de muitas enfermidades, passasse em silencio huma noticia de hum remedio, que sendo mui facil de fazer, he efficacissimo em obrar, jà em dores de ventre, @@ -11849,7 +11815,7 @@ acerrimas, e desfalecimento tão repentino, procediaõ de grande causa, e que sem eu saber qual era a doença, e a causa della, seria impossivel applicar remedio que aproveitasse.

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2. Assentei pois comigo, que a doença era huma Cardialgia, e que como esta tem +

2. Assentei pois comigo, que a doença era huma Cardialgia, e que como esta tem differentes causas, pede differences remedios: huma das causas podem ser as lombrigas, que subindo ao estomagos, e picando o seu orificio, que he muito sensitivo, o enfurece, e rompe em desesperadas dores; cujo remedio será a hiera de Pachio, tomando huma ou duas @@ -11875,7 +11841,7 @@ sobre o estomago huma filhò de estopa remolhada em duas gemas de ovos batidas, e frita em partes iguaes de oleo des almecega, macella, e losna, polvorizado com alfazema, ou cominhos.

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3. Finalmente, outras cousas me occorrèraõ donde podiaõ proceder as dores da +

3. Finalmente, outras cousas me occorrèraõ donde podiaõ proceder as dores da illustrissima Condeça; mas como o aperto era excessivo, e as boticas (por ser alta noite ) estivessem fechadas, me vali de hum banho de agua quentissima cozida com alfazema, e alecrim; porque tinha lido em Boneto, e observado em muitos doentes meus, que os @@ -11886,7 +11852,7 @@ risco de lhe vir huma apoplexia, e foy Deos servido que por virtude dos ditos pediluvios se tirassem as dores, e dormisse o restante da noite com taõ grande sossego, como se tal queixa naõ ouvesse tido.

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4. Outra cura semelhante a esta fiz em hum Fidalgo chamado Francisco Correa Baharem; o +

4. Outra cura semelhante a esta fiz em hum Fidalgo chamado Francisco Correa Baharem; o qual teve as mesmas dores de ventre, e estomago tão desmedidas, e extremosas, que temi se mortificasse todo o corpo; porque tenho observado que as dores demasiadamente excessivas, nisso vem a parar, como observei em hum criado do Doutor Joaõ Bernardes de Moraes, em hũa @@ -11900,7 +11866,7 @@ hora, obrou com taõ grande felicidade, que antes de se acabar o dito tempo, estando ainda com os pés dentro no banho, fallou, conheceo a todos, confessouse, e escapou da morte; e viveo por beneficio deste quasi milagroso remedio passante de cinco annos.

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5. Advirta o Leytor duas cousas. A primeira, que os pediluvios, ou banhos dos pés se +

5. Advirta o Leytor duas cousas. A primeira, que os pediluvios, ou banhos dos pés se fazem de agua, ou de vinho sómente, ou se podem fazer misturandolhe algumas ervas que tenhão virtude para a doença, em cujo respeito se fazem: se forem para dor de colica, ou de estomago, se cozerá o vinho, ou agua com alfazema, macella, alecrim, e folhas de @@ -11911,14 +11877,14 @@ de loureiro, folhas de neveda, artemija, montãa, e poejos; se forem para dores, ou queixas da cabeça; se fará o banho do cozimento de alfazema, rosas, mangerona, betonica, segurelha, e salva.

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6. A segunda advertencia he, que qualquer banho destes ha de durar ao menos meya hora, +

6. A segunda advertencia he, que qualquer banho destes ha de durar ao menos meya hora, estando sempre taõ quente, que o doente mal o possa sofrer; e para esse fim se deve ir cevando de quando em quando com outra agua, ou vinho quentissimo; porque fiado na bondade de Deos, e na minha experiencia posso assegurar, que tomandose os ditos pediluvios do modo que digo, conseguiráõ melhorias taõ presentaneas, que se equivocaráõ com milagres, como tenho observadoem tantos casos, que seria necessario largo tempo para referillos, e muito papel para escrevellos.

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7. Finalmente, se algum dia fucceder que as dores do estomago, ou fejão Cardialgicas, ou, +

7. Finalmente, se algum dia fucceder que as dores do estomago, ou fejão Cardialgicas, ou, outras quaesquer, se naõ vençam com os pediluvios, nem com os remedios acima apontados, podem dar ao doente hum copo de vinho branco, em que deitem de infusaõ duas oitavas de boa quinaquina, e observaráõ hum effeito maravilhoso, com tal condição que cada doze horas se @@ -11929,15 +11895,15 @@

- OBsERVAÇAM LXXIX. -

De huma dureza do baço taõ grande, que incapacitou a certo homem de servir o seu officio + OBsERVAÇAM LXXIX. +

De huma dureza do baço taõ grande, que incapacitou a certo homem de servir o seu officio , e estando o doente desconfiado da vida, e o mal taõ arreigado, que queriaõ mandar ao enfermo para os ares naturaes, pondo mais nelles a esperança da vida, que em todos os remedios da Arte, lhe appliquei (depois de purgado oito vezes com as pilulas estrumosas que saõ segredo meu) huns pannos preparados com as escumas grossas de sabaõ, e foy o effeito destes remedios taõ feliciffimo, que no discurso de hum mes se desvaneceo a dureza, e ficou o doente com perfeitissima saude.

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1. TAõ grande he a multidaõ de humores, que muitas vezes se ajũta nos nossos corpos, q̃ +

1. TAõ grande he a multidaõ de humores, que muitas vezes se ajũta nos nossos corpos, q̃ não cabendo todos nos lugares, e receptaculos, que a natureza destinou para isso, descarrega grande parte daquelles, que aviaõ de offender ao figado, baço, e estomago, nos lugares visinhos, principalmente no Pancreas, e Mesenterio, que saõ como emunctorios de @@ -11976,7 +11942,7 @@ de Galeno, (1.) que manda continuar os remedios muitos dias quando a parte onde está a doença for muito distante, ou profunda; porque só deste modo se podem curar doenças rebeldes, e antigas.

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2. Deposta com estas apozemas boa parte dos humores; e descansando o doente tres dias, +

2. Deposta com estas apozemas boa parte dos humores; e descansando o doente tres dias, lhe fiz tomar oito dias alternados as seguintes pilulas de Turbith mineral (q̃ he o mercurio precipitado com oleo de enxofre) seis grãos, formei huma pilula com huma migalha de confeiçaõ de jacintos; porque não ha palavras que bastem para louvar a estupenda @@ -11994,7 +11960,7 @@ Ingolstetero, (4.) que nos corpos cacochymos, nas sarnas contumazes, usava com felicissimo successo do seu Turbith mineral, se porque he remedio grande, e a quem o calor natural naõ póde vencer, nem levar debaixo.

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3. Depois que entendi que o corpo estava bem evacuado, lhe dei vinte dias continuos, pela +

3. Depois que entendi que o corpo estava bem evacuado, lhe dei vinte dias continuos, pela manhãa em jejum, caldos de frangaõ cozidos com raizes de grama, espargos, lingua de vacca, falsa das hortas, nos quaes desatava doze grãos de sal de aço, ordenandolhe que fizesse meya hora de exercicio. Finalmente mandei que por tempo de hum mes puzesse cada dia sobre @@ -12005,7 +11971,7 @@ baço, enfaixandose com huma toalha; porque esperava em Deos, que este remedio havia de desempenhar bem a minha esperança. Pontualmente executou o doente o meu conselho, e foy elle taõ felizmente succedido, que se tirou a inchaçaõ, e teve a saude que desejava.

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4. Os que naõ tiverem paciencia para preparar os trinta pannos com as escumas bem grossas +

4. Os que naõ tiverem paciencia para preparar os trinta pannos com as escumas bem grossas da agua do sabaõ, ou desconfiarem que o tal remedio faça o effeito defejado, por ser eu o seu Author, podem recorrer ao celebre unguento, que o Monteiro mòr dà por amor de Deos aos que lho pedem, porque he verdade constante, que o dito unguento obra effeitos maravilhosos @@ -12019,7 +11985,7 @@ ao doente, ou esfrie a parte, nem taõ espremido que naõ tenha virtude; porque qualquer excesso destes será damnoso à saude; endurecerá mais o tumor e ficará a doença peyor que dantes.

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5. A terceira advertencia he, que sem embargo que o roteiro diga que o unguento tem +

5. A terceira advertencia he, que sem embargo que o roteiro diga que o unguento tem curado muitas doenças do baço dentro de tres, ou quatro dias, ao que não ponho duvida, se a dureza for pequena, ou de pouco tempo, mas se for grande; ou muito antiga, será necessario applicar o tal unguento, quarenta, ou cincoenta dias. Digo isto, por acudir @@ -12032,7 +11998,7 @@ doente hū baço de vacca quente como se tira do animal, e o deixem estar atado tempo de seis horas, e entaõ se pendure o baço na chaminè, e ao passo que o fumo, e quentura do fogo o for secando, se irà desfazendo a dureza que o doente tem no seu baço.

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6. Bem sei que as pessoas, que (como corujas estaõ cegas na luz do meyo dia) reprovaràő +

6. Bem sei que as pessoas, que (como corujas estaõ cegas na luz do meyo dia) reprovaràő este remedio, e como juizes injustos daráõ sentença contra elle, porque o naõ conhecem, devem advertir com Poterio, (5.) que quando as doenças saõ contumazes, e naõ obedecem aos remedios ordinarios, se haõ de buscar outros fóra daquelles, que andaõ commummente na @@ -12043,8 +12009,8 @@

- OBsERVAÇAM LXXX. -

De huma dor Nephritica taõ violenta, que no espaço de feis horas prostrou a hum homem + OBsERVAÇAM LXXX. +

De huma dor Nephritica taõ violenta, que no espaço de feis horas prostrou a hum homem robustissimo, e o chegou às portas da morte; neste aperto me chamàraõ, e vendo eu que nenhuma Medicina lhe aproveitàra, lhe dei tres onças de agua benedicta vigorada, entendo que só ella podia ser remedio a tanto mal; porèm como a natureza pela excessiva dor @@ -12053,7 +12019,7 @@ poderosa, e valentona como he o antimonio; e foy o effeito do banho taõ feliz, que logo aplacàraõ as dores, e aplacadas ellas fez oito cursos, e alguns vomitos estando dentro na agua, e ficou saõ, como se fosse obra de milagre.

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1. EU me persuado, (e com muita razaõ) que o Medico, que tem mais prudencia, excede com +

1. EU me persuado, (e com muita razaõ) que o Medico, que tem mais prudencia, excede com grande ventagem a todos os outros; porque vemos cada dia doēças acompanhadas de symptomas taõ differentes, e queixas taõ novas, que raras vezes as achamos escritas em os livros com os proprios sinaes, e circunstancias, e se acaso as achamos, nem por isso será licito @@ -12065,7 +12031,7 @@ circunstancias da idade, do sexo, do temperamento, da regiaõ, do costume, das forças, e symptomas: estes dictames costumo eu guardar pontualmente, como pela seguinte nova, e quiçà naõ ouvida Observaçaõ farei manifesto.

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2. Lucas Rodrigues, fundidor de sinos, e morador aos Cubertos, sem q̃ fizesse erro, ou +

2. Lucas Rodrigues, fundidor de sinos, e morador aos Cubertos, sem q̃ fizesse erro, ou desordem no comer, ou beber, nem commettesse outro qualquer excesso, teve na madrugada de vinte e dous de Janeiro de 1697. humas dores de colica taõ vehementes, que o fizeraõ romper em taõ altos clamores, que presumio a visinhança que se lhe abrazavaõ as casas, ou @@ -12076,7 +12042,7 @@ pegadas nas suas paredes; e levado desta racional conjectura me persuadi, que nenhum remedio seria mais conveniente para abrandar as fezes, e adelgaçar as phlegmas, que deitarlhe duas, ou tres ajudas emollientes, preparadas do modo seguinte.

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3. Tomem de alfavaca de cobra, de macella, ortigas mortas, ameixas, e uvas passadas, de +

3. Tomem de alfavaca de cobra, de macella, ortigas mortas, ameixas, e uvas passadas, de cada cousa destas hũa mão chea, tudo se ponha a cozer com hum rim de vacca feito em talhadinhas, ou em falta delle, com hum frangaõ em huma canada de agua da fonte, até que se gaste a metade, e a este cozimento mandei ajuntar huma maõ chea de farelos de trigo, @@ -12106,7 +12072,7 @@ sentio aballo, nem alivio algum com o dito vomitorio. Grande foy a desconfiança, e tristeza que o doente recebeo, vendo baldado o effeito de taõ maravilhoso medicamiento, e frustrada a promessa que eu lhe tinha feito, de que estaria saõ antes de duas horas.

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4. Porèm ainda que o vi mui temeroso, e desanimado, o alentei novamente, dizendolhe que +

4. Porèm ainda que o vi mui temeroso, e desanimado, o alentei novamente, dizendolhe que algũa traça se avia de dar à vehemencia das dores, porque quando eraõ taõ excessivas, naõ deixavaõ obrar aos remedios com tanta brevidade, e dependiaõ de tempo mais largo, e que conforme a isso deviamos esperar mais huma hora. Mas como o doente visse, que tambem este @@ -12131,7 +12097,7 @@ obrar taõ copiosamente por huma, e outra via, que ficou o doente saõ no mesmo dia, com grande gosto meu, gloria da Arte, e confusaõ daquelles, que julgàraõ a minha resoluçaõ por temeraria.

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5. Desta Observaçaõ aprendaõ os Medicos modernos, que quando as dores, quaesquer que +

5. Desta Observaçaõ aprendaõ os Medicos modernos, que quando as dores, quaesquer que ellas sejaõ, forem excessivas, ainda que sejaõ symptomaticas, se haõ de curar primeiro que a principal doença, porque algumas vezes ha symptomas taõ urgentes, e perigos que arrastaõ apoz si toda a intençaõ do Medico: assim o diz Valesio (3.) pelas seguintes palavras: se a @@ -12140,7 +12106,7 @@ grandes evacuações, porque podendo as tolerar, por ellas se tirarà a fluxaõ, e com ella a doença, e a dor; mas se as forças forem taõ poucas, que naõ possamos fazer as evacuações que eraõ convenientes, contentemonos com mitigar as dores.

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6. semelhante cura a esta fiz no Principe de Ligni, o qual tendo outra dor Nephritica +

6. semelhante cura a esta fiz no Principe de Ligni, o qual tendo outra dor Nephritica vehementissima, em que foy necessario purgallo com humas pilulas de calomelanos, e receando eu que naõ purgasse com ellas, por estar a natureza divertida com a grandissima dor que o affligia, misturei com as taes pilulas tres grãos de laudano opiado, & @@ -12149,12 +12115,12 @@ purgativo o seu effeito; e foy o meu discurso tambem succedido, que tomando a sobredita purga se tirou logo a dor, e depois della tirada teve lugar o remedio purgativo para fazer o effeito desejado, purgando taõ felizmente, que no mesmo dia ficou saõ.

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7. No Convento do salvador curei de outra dor de colica pictonica a hũa Religiosa, +

7. No Convento do salvador curei de outra dor de colica pictonica a hũa Religiosa, sobrinha de Luis de Bem-salinas, dandolhe, depois de mil remedios baldados, trinta grãos de calomelanos, misturados com tres de laudano opiado, pertendendo mitigar as dores com o remedio narcotico, e purgar os humores com o calomelanos solutivo; e foy o successo taõ feliz, que me deu grande credito.

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8. A vista destes casos taõ bem sucedidos, já naõ teraõ desculpa os Medicos, que naõ +

8. A vista destes casos taõ bem sucedidos, já naõ teraõ desculpa os Medicos, que naõ ousaõ a dar o laudano opiado, já separado, já misturado com os purgativos; porque a experiencia mostra, que com elle fazem os Medicos doutos curas, que parecem milagrosas: vejaõ o que diz Poterio (5.) sobre os remedios opiados; vejaõ a Baglivio (6.) sobre a @@ -12163,13 +12129,13 @@

- OBsERVAÇAM LXXXI. -

De huma purgaçaõ da madre, que certa mulher padeceo trinta meses, deitando grande + OBsERVAÇAM LXXXI. +

De huma purgaçaõ da madre, que certa mulher padeceo trinta meses, deitando grande quantidade de humores já verdes, já amarellos, já ensangoentados; por cuja causa emmagreceo de maneira, que parecia imagem da morte; e estando deixada ao desemparo fuy chamado, e no espaço de oitenta dias a curei com grande credito da Arte, e admiraçaõ dos que a tinhaõ visto em taõ miseravel estado.

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1. DIsse bem Hippocrates, (1.) quando disse que todas as doenças das mulheres procediaõ +

1. DIsse bem Hippocrates, (1.) quando disse que todas as doenças das mulheres procediaõ da madre: nem he fóra da razaõ entendello assim, pois consta que ella tem grande parentesco, e communicaçaõ com todas as partes do seu corpo: com o cerebro se communica pelos nervos, e membranas da espinal medulla, e daqui procedem algumas vezes as dores na @@ -12189,10 +12155,10 @@ barriga, principalmente nos tempos da conjunçaõ mensal: finalmente com a bexiga, e intestino recto se communica, porque inflammandose ella se seguem logo puxos, ardores, e destillicidios de ourina.

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2. Esta doutrina que he de muitos Authores insignes, naõ só a sabem, e aprendem todos na +

2. Esta doutrina que he de muitos Authores insignes, naõ só a sabem, e aprendem todos na escola da experiencia; mas tambem eu a posso confirmar como testemunha de vista pela seguinte Observaçaõ.

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3. Certa mulher, que depois de muitos annos de casada viuvou, e desejando servir a Deos +

3. Certa mulher, que depois de muitos annos de casada viuvou, e desejando servir a Deos com mayor perfeiçaõ, e sossego de espirito, se meteo Religiosa em certo Convento, aonde ou pelas mortificações, e penitencias que fez, ou por algũas reliquias de humor galligo, que contrahio de seu marido, começou a queixarse de huma purgaçaõ uterina de humores @@ -12205,7 +12171,7 @@ que estes corriaõ em tanta abundancia, porque se géravaõ continuamente em todo o corpo, e por esta razaõ resolvèraõ, que se lhe applicasse o seguinte remedio purgativo, que para alimpar a madre, e o corpo todo he maravilhoso.

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4. Tomem de salsa parrilha fendida, e machuca da meya onça, de polipodio de carvalho +

4. Tomem de salsa parrilha fendida, e machuca da meya onça, de polipodio de carvalho machucado onça e meya, de raizes de helleboro negro tres oitavas, de folhas de sene de Lapata seis oitavas, de semente de carthamo machucado onça e meya, de conserva Persica cinco onças, ameixas sem caroço numero vinte, e de erva doce huma oitava; todas estas @@ -12225,7 +12191,7 @@ levavaõ a vitoria conseguida; mas pelo pouco alivio, que com os xaropes conseguio, conheceraõ que naõ se póde fazer confiança nas cousas humanas: confusos, e admirados ficàraõ os Medicos, vendo que as suas diligencias naõ aproveitàraõ.

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5. Nesta afflicçaõ fuy chamado, e pondome a discorrer qual seria a causa de hũa purgaçaõ +

5. Nesta afflicçaõ fuy chamado, e pondome a discorrer qual seria a causa de hũa purgaçaõ taõ continuada, e rebelde, que naõ obedeceo aos remedios taõ especificos, e bem ordenados ; me occorreo huma duvida, e foy, se por ventura os Medicos, que começáraõ a fazer esta cura, cõmetteraõ aquelle erro, (em q̃ muitos cahem) evacuando sómente os humores @@ -12246,7 +12212,7 @@ lugar o doutissimo Mercado, (3.) o qual diz que elle vira a muitas mulheres, que padecendo esta doença, se curàraõ com os vomitorios repetidas vezes tomados, porque com elles se faz huma diversaõ, e evacuaçaõ dos humores, para que naõ corraõ para a madre.

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6. Descansando depois dos vomitorios quatro dias, lhe receitei as pilulas seguintes, das +

6. Descansando depois dos vomitorios quatro dias, lhe receitei as pilulas seguintes, das quaes posso affirmar que saõ a clava de Hercules, e medicamento verdadeiramente policresto, e de muitas, e maravilhosas virtudes, o qual se prepara do modo seguinte. Tomai de Turbith mineral, que he o mesmo que de azougue precipitado, ou preparado com oleo @@ -12256,20 +12222,20 @@ misturemse todas estas cousas muito bem com confeiçaõ de Jacinthos, e se faça huma massa, da qual se formem pilulas pequenas, e se repartaõ em seis partes iguaes, para se tomarem de quatro em quatro dias huma vez.

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7. Acabados que foraõ os seis dias das pilulas, determinei naõ me afastar das seguintes +

7. Acabados que foraõ os seis dias das pilulas, determinei naõ me afastar das seguintes tres indicações. A primeira, moderar a agua que bebesse, e preparalla appropriada para a doença. A segunda, abrir os póros cutaneos para dirivar, e chamar para a superficie do corpo os humores, que correm para a madre. A terceira, adoçar, e fixar a acrimonia das materias salinas, e corrosivas, para que naõ estimulem, nem offendam o utero. Ordeneilhe pois, que a agua para beber fosse cozida do modo seguinte.

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8. Tomai de lasquinhas de pào de aroeira duas oitavas, deitemse por vinte e quatro horas +

8. Tomai de lasquinhas de pào de aroeira duas oitavas, deitemse por vinte e quatro horas de infusaõ em hũa panela de barro com quatro canadas de agua ordinaria, e entaõ se cozaõ por tempo de huma hora, e depois que o dito cozimento estiver frio se coe, e com elle se misture huma onça das minhas pilulas Antifebriles subtilissimamente polvorizadas, e duas oitavas de pò subtilissimo das cascas das avelans; e desta agua bem mexida, e revolvida, ordenei que bebesse a doente, mas com moderação, não usando de outra por tempo de quatro meses.

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9. Para abrir os póros fechados, e divertir os humores para a superficie do corpo, +

9. Para abrir os póros fechados, e divertir os humores para a superficie do corpo, ordenei que se esfregasse todo com hũ panno aspero molhado na agua seguinte. Tomai de agua ordinaria dous quartillos, de bom mel outros dous, tudo junto se deite em huma panela com huma onça de salitre polvorizado, e dandolhe huma leve fervura se guarde esta agua, @@ -12278,16 +12244,16 @@ de quarenta dias continuos usasse do seguinte remedio absorbente alcalico, para que absorbidos os azedumes, e dulcificados os corrodentes, se enxugassem as superfluas humidades, se confortasse a madre, e se conseguisse a saude desejada.

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10. O remedio se preparou na forma seguinte. Tomem de crocus martis, preparado em +

10. O remedio se preparou na forma seguinte. Tomem de crocus martis, preparado em corrosivo por mãos de bom artifice, vinte oitavas, de diarrhodaõ Abbade, de osso de veado preparado, e de coral bem alcoolizado, de cada cousa destas seis oitavas, tudo bẽ misturado com o que for necessario de terebinthina de beta se faça massa, e della se formem pilulas de mediana grossura, e se repartaõ para tomar os sobreditos quarenta dias em jejum, fazendo sobre ellas exercicio moderado por tempo de huma hora.

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11. Com este remedio curei naõ só a esta mulher do fluxo uterino, mas a outras muitas, e +

11. Com este remedio curei naõ só a esta mulher do fluxo uterino, mas a outras muitas, e o que mais he, curei até fluxos de almorreimas, a que nenhum remedio tinha aproveitado .

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12. Outros fluxos, e purgações da madre inveterados curei, dando (depois de varios +

12. Outros fluxos, e purgações da madre inveterados curei, dando (depois de varios vomitorios antimoniaes) a beber por tempo de dous meses a agua seguinte. Em quatro canadas de agua da fonte mandei cozer huma pinha verde machucada, ajuntando a sobredita agua duas oitavas de pò de pedra hume crua, aconselhando que não bebessem outra em todo o tempo da @@ -12298,7 +12264,7 @@ antilhas, da maravilhosa virtude que tem o meu segredo de estancar sangue da madre, e de outras partes, vejaõ os curiosos a minha Polyanthea da segunda impressaõ trat. 3. cap. 4. da folha 853. até fol. 856.

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13. Finalmente se o fluxo for taõ rebelde que a nenhum destes remedios queira obedecer, +

13. Finalmente se o fluxo for taõ rebelde que a nenhum destes remedios queira obedecer, molhem hum panno na dica purgaçaõ, e o pendurem no fumo da chaminè, porque ao passo que o panno se for secando, se irá suspendendo o fluxo; ou molhem o miolo de hum paõ na dita purgaçaõ, e a dem a comer a huma porca parida, ou a huma cadela, e se transplantará a @@ -12307,11 +12273,11 @@ transplantaçaõ de doenças, eu o tenho tambem experimentado. Vejaõ os curiosos a minha Polyanthea da segunda impressaõ trat. 2. cap. 10. fol. 85. até fol. 91. aonde acharáõ muitos exemplos abonadores desta verdade.

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14. Algũs Authores da mayor grandeza (5.) aconselhão o uso dos remedios que divertem as +

14. Algũs Authores da mayor grandeza (5.) aconselhão o uso dos remedios que divertem as purgações uterinas pela via das ourinas, dando para isso a beber agua cozida com huma maõ cheya de erva cerfolio, e cascas de raiz de aipo: eu louvo o conselho, com tal condiçaõ que se applique depois do corpo bem evacuado.

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15. Os banhos das Caldas de pedra hume, ou sejaõ naturaes, ou artificiaes, saõ mui +

15. Os banhos das Caldas de pedra hume, ou sejaõ naturaes, ou artificiaes, saõ mui louvados para confortar a madre, e desecar os fluxos uterinos. Os que naõ tiverem posses para ir às Caldas, podem depois de bem purgados pòr todos os dias sobre a barriga, e regiaõ das costas hum panno ensopado em vinho tinto, cozido com pò subtilissimo de @@ -12319,14 +12285,14 @@

- Observaçam LXXXII -

De humas alporcas, que cercavaõ toda a garganta de hum menino desde os primeiros meses de + Observaçam LXXXII +

De humas alporcas, que cercavaõ toda a garganta de hum menino desde os primeiros meses de seu nascimento, & sem embrgo de que até a idade de oito anos lhe fizeraõ quantos remedios inventou o engenho dos homens, naõ foraõ bastantes para curallo; & tendo seus pays noticias que eu preparava certos segredo com que curava o dito mal, me buscàraõ, & soy Deuos servido que no discurso de dous meses o livrei de semelhante doença com grande credito da Arte, & gosto meu.

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Como seja impossivel curar alguma doença sem a conhecer, & a causa donde procede; +

Como seja impossivel curar alguma doença sem a conhecer, & a causa donde procede; digo que os tumores duros, & quasiscirrhoso que humas vezes vemos na garganta, outras vezes os vemos nas partes glandulosas dos sovacos, das verilhas, das curvas, dos peitos, & de todo o mesenterio, se chamaõ alporcas: estas se dividem em benignas, & em @@ -12334,19 +12300,19 @@ bolsos, ou folliculo, & saõ mais faceis de curar: as malignas saõ aquellas que tem dor, tem inflammaçaõ, & estaõ metidas em bolsinhos, ou folliculo, & estas saõ difficultosissimas de vencer.

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A causa material desta enfermidade saõ as phlegmas, as quaes, quando se lhes ajunta +

A causa material desta enfermidade saõ as phlegmas, as quaes, quando se lhes ajunta grande quantidade de succos azedos, se engrossaõ, & coalhaõ do mesmo modo que o leite se coalha, & engrossa com o vinagre, & ficando as taes flegmas coalhadas, & grossas não podem circularse, & por esta razão detidas,& represadas dentro das glandulas, crescem cada vez mais, & fazem os tumores, ou alporcas que vemos.

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são pois as alporcas huma doença prolongada, nojenta, difficultosa de curar, & mais +

são pois as alporcas huma doença prolongada, nojenta, difficultosa de curar, & mais propria dos meninos, que dos homens; & a razão he; porque os meninos comem a cada passo sem guardar regras, nem ordem comer, & por isso geraõ muitas cruezas capazes de se fazer dellas esta doença, & sobre tudo saõ os membros dos meninos mais raros, & mais capazes de receber, o que a natureza descarrega nelles; o que não succede taõ facilmente nos homens, que comem com melhor regra, & tem os póros mais densos, & capazes de resistir aos insultos das enfermidades.

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Muito tem escrito os Authores sobre as causas de que procedem as alporcas, provera a +

Muito tem escrito os Authores sobre as causas de que procedem as alporcas, provera a Deos, que tivessem posto o mesmo cuidado sobre inquirir, & examinar algum remedio certo, com que se curassem, (pois isso he o que os doentes desejão, & o de que necessitão; mas porque alguns Medicos se disvelaõ mais para bem argumentar, que para bem @@ -12360,7 +12326,7 @@ desacreditaõ ao author, & aos taes remedios, sem embargo de lhes constar, & de terem visto os efeitos maravilhosos que fazem; mas já s. Optato se queixava de aver entre oshomens o vicio da maledicencia.

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Esstimàra eu muito, que os desprezadores dos medicamentos singulares me dissessem, que +

Esstimàra eu muito, que os desprezadores dos medicamentos singulares me dissessem, que proveito tirão os doentes de que o Medico saiba se as alporcas, & as estrumas differem entre si, ou se as alporcas saõ doença in depravata figura, ou em via, ou se saõ doença, ou saõ symptoma; se o saber o Medico estas siligranarias basta para curar, doume por @@ -12369,13 +12335,13 @@ muitos anos de cura, tiràraõ em lugar da saude grandes dispendios, & trabalho, & que entregandose a Medicos que sabiaõ remedios especificos, em pouco tempo, & a pouco custo se livraraõ do mal que padeciaõ.

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5. Esta he a total razão, porque desde que comecei a ser Medico, me desvelei por saber +

5. Esta he a total razão, porque desde que comecei a ser Medico, me desvelei por saber preparar remedios se curão os enfermos, & a Medicina se desquita das injurias, & pouca estimaçaõ que hoje se faz della, chamandolhe Arte escusada, falsa, mentirosa, & que não he outra cousa mais que huma quimera, & estrategema para roubar os homens; o que he falsissimo, & injustamente proferido, pois experimentamos que por meyo dos remedios efficazes fazem os Medicos curas prodigiosas.

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6. Em confirmação desta verdade, quero referir o que observei em casa de silvestre de +

6. Em confirmação desta verdade, quero referir o que observei em casa de silvestre de Arvelos morador a Valverde; nasceo a este homem hum filho, & a poucos meses de idade lhe apparecèrão varios caroços, & tumores na circunferencia da garganta: sentio o pay amargamente ver ao innocente menino com tão terrivel enfermidade, & com o desejo de o @@ -12387,13 +12353,13 @@ diligencia, porque dentro de dous meses o curei tão perfeitamente, que até o presente dia não tornou a padecer a sobredita enfermidade & saõ passados trinta & oito annos, & vive ainda com perfeita saude.

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7. Comecei pois a curar o dito menino, não com sangrias, ou purgas costumadas, nem com +

7. Comecei pois a curar o dito menino, não com sangrias, ou purgas costumadas, nem com ajudas, ou sanguisugas, nem com ventosas sarjadas, nem com fontes, ou outros semelhantes tormentos, mas com varios remedios especificos, que até este dia não quiz communicar a alguem, mas em serviço do bem commum os quero ensinar agora.

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8. O primeiro remedio foy o vinho emetico tomado tres vezes em dias alternados, dando +

8. O primeiro remedio foy o vinho emetico tomado tres vezes em dias alternados, dando para cada vez onça & meya.

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9. Duas razões tive para usar deste vomitorio, mais que de outro qualquer remedio; a +

9. Duas razões tive para usar deste vomitorio, mais que de outro qualquer remedio; a primeira foy, o saber que o estomago; & o mesenterio, saõ as fontes donde esta doença procede pelos muitos humores crassos, & feculentos que nelles se ajuntão; a segunda foy, o ter lido em gravissimos Authores, (2.) q quando as alporcas apparecem na garganta ; @@ -12403,7 +12369,7 @@ tantas vezes, & com elle evacuou tanta quantidade de humores por ambas as vias, que entendi tinha feito huma grande parte da cura. Descansou entaõ o seguinte electuario, que he mui especifico para esta doença, & se prepara do modo seguinte.

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10. Tomai de mechoacaõ escolhido onça & meya, de Turbith branco hua onça, de gingibre +

10. Tomai de mechoacaõ escolhido onça & meya, de Turbith branco hua onça, de gingibre tres oitavas, todas estas cousas se façaõ em pò subtil, & se misturem com o que for necessario de mel de enxame novo, ordenando que duas vezes na semana dessem ao doente oitava & meya deste electuario, & que em quanto durasse o achaque, bebesse agua @@ -12417,7 +12383,7 @@ remedios interiores, appliquei sobre as durezas, & caroços o seguinte ungento, que para dissolver, & descoalhar os humores, que fazem as alporcas, tem grandissima propriedade, & se faz do modo seguinte.

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11. Tomem de diaquilaõ iriado, de goma amoniaca, & de galbano, de cada cousa destas +

11. Tomem de diaquilaõ iriado, de goma amoniaca, & de galbano, de cada cousa destas meya onça, de pòs de flor barbasco meya onça, de saccharum saturni duas oitavas, tudo se misture com hum pouco de oleo de nozes fervido com hua oitava de flores de enxofre, até que o oleo se faça vermelho, & desta massa se faça emplastro para trazer no lugar @@ -12430,7 +12396,7 @@ fol. 857. do num. 70. até 73. O segundo remedio foy o emplastro segunte, q em desfazer scirrhos, durezas, & alporcas, excede com ventagem infinita a todos os remedios exteriores, & se faz deste modo.

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12. Tomem de raizes de norça, de pepino de saõ Gregório, & de lirio, de cada cousa +

12. Tomem de raizes de norça, de pepino de saõ Gregório, & de lirio, de cada cousa destas huma onça, tudo se coza com partes iguaes de vinho branco, & vinagre, pizese esta massa, & se coe por cedaço, ajuntandolhe de myrrha, incenso, almecega, açafraõ, & de aristoloquia redonda, de cada cousa destas oitava & meya, de flor de macella, @@ -12443,13 +12409,13 @@ semente de linho, de alforvas, & de malvaico, de cada cousa destas huma onça, misturemse, & com cera bella, & terebinthina se faça emplastro, que tem huma virtude quase divina.

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13. Finalmente curei a muitos alporquentos, só com os purgar duas vezes, & darlhe +

13. Finalmente curei a muitos alporquentos, só com os purgar duas vezes, & darlhe vinte vezes as minhas pilulas estrumosas em dias alternados, dando para cada vez quatro escropulos, & fazendolhe trazer ao pescoço hum acolchoado, a modo de hum colarinho, de largura de cinco dedos, estofado de flor de barbasco, o qual trará sempre de dia, & de noite; & sem mais farragem, nem multidaõ de remedios tiveraõ a saude que desejavaõ.

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14. As condições com que as minhas pupilas estrumosas se haõ de tomar, & o regimento +

14. As condições com que as minhas pupilas estrumosas se haõ de tomar, & o regimento que se he de ter com ellas, & outras particulares circunstancias para lograr bem o intento da cura, naõ escrevo aqui, porque minha Polyanthea da segunda impressaõ digo tudo com muita clareza, aonde os curiosos o poderàõ ler no trat. 3. cap. 4. fol. 857. num. 70. @@ -12457,17 +12423,17 @@

- OBsERVAÇAM LXXXIII. -

De outras alporcas que se naõ puderaõ curar em onze annos, s6 com as minhas pilulas + OBsERVAÇAM LXXXIII. +

De outras alporcas que se naõ puderaõ curar em onze annos, s6 com as minhas pilulas Antistrumaticas se venceraõ.

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Difficultosamente se achará no mundo pessoa alguma, que logre saude taõ perfeita que viva +

Difficultosamente se achará no mundo pessoa alguma, que logre saude taõ perfeita que viva sem molestia, ou enfermidade; vemos a huns yrannizados com dores; vemos a outros my hados com febres; vemos a outros lançando sangue pela boca, & a vida com elle; a outros vemos ardendo em Vesuvios de fogo; estes se queixão de gotta, outros de pedra, aquelles de afthma huns de zunimento de ouvidos, outros de ardores de ourina; finalmente vemos a outros consumidos com tanta variedade de doenças, que justamete podemos duvidar se para elles he mãy, ou se ho madrasta a natureza.

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Hum alfayate natural, & morador na Villa da Azinhaga, padeceo por tempo de onze annos +

Hum alfayate natural, & morador na Villa da Azinhaga, padeceo por tempo de onze annos huns tumores, & caroços em todo o pescoço taõ duros, & obstinados, que não ouve remedio que não fizesse, nem trabalho a õ não se sugeitasse para curallos. Mas vendo o pobre homem que a doença crescia, & que as medicinas se applicavão sem fruto, @@ -12497,7 +12463,7 @@ os queijos. Isto assim presupposto, julguei que para curar as taes alporcas era necessario primeiro adelgaçar, & inicindir os humores, abrandar as durezas, & evacuar as materias, & para conseguir estes effeitos mandei fazer os seguintes xaropes.

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Tomem de betonica, de avenca, & de marroyos de cada cousa destas huma mão cheya, de +

Tomem de betonica, de avenca, & de marroyos de cada cousa destas huma mão cheya, de cabeças de hyssopo huma oitava, passas sem caroço huma onça; silipodio de carvalho bem machucado dez oitavas, tudo se coza muito bem em panela de barro com seis quartilhos de agua commua, & a quatro onças deste cozimento ajuntai de xarope bizantino, & de @@ -12579,7 +12545,7 @@ ver no Manifesto que mandei imprimir por preceito do meu Consessor para descargo da minha consciencia, & desengano dos doentes, que cuidado compraõ os remedios verdadeiros, os compraõ contrafeitos, & adulterados.

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Naõ faltaõ Doutores gravissimos que para a cura das alporcas louvaõ muito beber a agua +

Naõ faltaõ Doutores gravissimos que para a cura das alporcas louvaõ muito beber a agua das caldas, principalemente das sulphureas, & com grande razaõ; porque se (como muitos dizem) nesta doença todo o mesenterio, & glandulas pancreaticas, & lymphaticas estaõ obstruidas, & cheas de humores grossos & viscosos, & naõ circulados; @@ -12587,7 +12553,7 @@ fóra do corpo pelas vias da ourina, necessariamente seraõ utilissimas para a tal doença; com tanto que se bebaõ em grande quantidade, porque bebendose pouca, taõ longe está de aproveitar, que fará damno, como certifica AbHeers.

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E se me perguntarem que quantidade he necessaria beber cada dia para aproveitar, digo que +

E se me perguntarem que quantidade he necessaria beber cada dia para aproveitar, digo que ao menos tres quartilhos, ou huma canada tomada dentro de huma hora, passeando sempre, com tal advertencia, que se o doente (que tomar a tal agua) naõ ourinar dentro de essa hora, ao menos outra tanta ourina, quanta foy a agua, não use mais della, porque he sinal que @@ -12595,15 +12561,15 @@

- OBsERVAÇAM LXXXIV -

De huma febre terção continua procedida de qualidade gallica, contrahida do leite, que + OBsERVAÇAM LXXXIV +

De huma febre terção continua procedida de qualidade gallica, contrahida do leite, que certa menina mamou; & supposto que até a idade de nove annos teve perfeitissima saude , tanto que adoeceo, se obstinou de forte a febre, que lhe durou quatro meses, & sem embargo de que no discurso delles lhe appliquei excellentes remedios, os desprezou a natureza; donde vim a entender que na dita menina avia qualidade gallica, & naõ me enganei; porque depois de bem purgada com os meus trociscos de Fioravanto, lhe dei oito vezes em dias alternados o Turbith mineral, & sarou radicalmente.

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He a Medicina Arte taõ grande, & tem tanto que aprender que naõ fara pos co o Medico +

He a Medicina Arte taõ grande, & tem tanto que aprender que naõ fara pos co o Medico , que no fim de huma larga vida souber alguma cousa della, porque verdadeiramente he mui difficil em idade taõ curta, como he a nossa, comprehender cabalmente qualquer das artes. Quem avia de crer que huma donzella robusta, carnosa, & bem corada, que até idade de @@ -12622,7 +12588,7 @@ idade velha, que obra a favor da mordedura venenosa, & por isso entaõ revive, & brota a tal qualidade, & faz os perniciosos effeitos, que até aquelle tempo naõ pode fazer, porque o temperamento contrario da idade moça lhos impedia.

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Não de outra sorte me succedeo na doença desta donzella; a qual padeceo por tempo de +

Não de outra sorte me succedeo na doença desta donzella; a qual padeceo por tempo de quatro meses huma febre terçãa continua, que naõ obedeceo às sangrias, nem às purgas, nem às ajudas, nem aos remedios alterantes, nem aos especificos antifebriles, nem aos amuletos ; antes vendo eu, que a doença tomava cada dia novas forças, vim a suspeitar que na tal @@ -12631,21 +12597,21 @@ sol posto até a madrugada; por outra parte faziame grande repugnancia a idade taõ nova da enferma, que parecia maldade execranda suspeitar mal della, & mayormente vendo que nos annos atrazados lográra sempre saude perfeitissima.

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Naõ obstante porèm, que estes embargos pareciaõ dignos de receber, naõ quiz ceder da +

Naõ obstante porèm, que estes embargos pareciaõ dignos de receber, naõ quiz ceder da minha suspeita, principalmente quando me consta pela experiencia de largos annos, que naõ tem numero as doenças, assim gallicas, como outras muitas, que sem culpa dos doentes se grangeaõ do leite que mamáraõ, & que em tanto estaõ occultas em quanto a natureza he taõ forte, & robusta, que não dá lugar para que a qualidade gallica se manifeste; mas tanto que as forças cahem, & se debilitaõ por occasiaõ de algum achaque, ou larga enfermidade, logo se manifesta a qualidade adormecida, & produz os seus effeitos.

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Presuppostas assim estas razões, tive por sem duvida, que a febre da sobredita donzella +

Presuppostas assim estas razões, tive por sem duvida, que a febre da sobredita donzella procedia de qualidade gallica, & que precisamente se avia de curar com algum alexipharmaco de mercurio, ou de salsa parrilha, & assim me resolvi a purgalla duas vezes com os meus trociscos de Fioravanto, dandolhe depois disso oito vezes em dias alternados huma pilula de Turbith mineral formada de quatro grãos do dito Turbith, & seis grãos de confeiçaõ de jacintos, & por beneficio destes remedios vive ha mais de trinta annos.

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Deste caso aprendaõ os Medicos modernos a não ser teimosos, nem por fiar obstinadamente +

Deste caso aprendaõ os Medicos modernos a não ser teimosos, nem por fiar obstinadamente contra as doenças rebeldes; antes à imitaçaõ dos grandes pilotos, que vendo a tormenta desfeita naõ proseguem a viagem, antes encolhendo as velas deixão passar as tempestades, por naõ se arriscarem a algum naufragio. Nos casos pois semelhantes a este, em que os @@ -12679,8 +12645,8 @@

- OBsERVAÇAM LXXXV. -

De um homem que para se livrar da comichaõ que certos bichos lhe faziaõ nas partes + OBsERVAÇAM LXXXV. +

De um homem que para se livrar da comichaõ que certos bichos lhe faziaõ nas partes pudendas, as untou muitas vezes com unguento de azougue, o qual lhe enfraqueceo tanto as ditas partes que ficou incapaz de casar estando contratado para isso; neste aperto lhe aconselhei fomentasse muitas vezes as ditas partes do corpo com o oleo de espica, em que @@ -12690,15 +12656,15 @@ remedio. Tambem lhe aconselhei que muitas noites atasse algumas folhas de ouro sobre as mesmas partes; & foy Deos servido, que com estes taõ facei remedios cobrasse a virilidade antiga, & ficasse capaz de effeituar o casamento que pertendia.

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1. Certo homem, cujo nome he razão encobrir por modestia, se achou taõ perseguido, & +

1. Certo homem, cujo nome he razão encobrir por modestia, se achou taõ perseguido, & mordido de piolhos ladros, que tinha nas partes pudendas, que passava noites inteiras sem dormir, & vendose atormentado, & perseguido de semelhante bicharia, consultou a hum barbeiro taõ ignorante como presumido, pedindolhe quizesse darlhe algum remedio para se livrar de semelhante enfado. Taõ grande era a presumpçaõ, & taõ elevados eraõ os fumos, que o ignorante barbeiro tinha, que chegou a dizer sem pejo; & à boca chea, que para semelhante achaque sabia elle alguns segredos, que nem os Medicos

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de mayor nota lhe tinhaõ dado alcance; & como os homens de bom coraçaõ de ninguem +

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de mayor nota lhe tinhaõ dado alcance; & como os homens de bom coraçaõ de ninguem cuidaõ mal, creo o miseravel enfermo o que o idiota lhe disse, & abraçou de tal forte o remedio, que todas as noites untou as partes offendidas dos bichos com o unguento de azougue que lhe ensinàra; mas foy o effeito do tal unguento taõ infeliz, que antes de oito @@ -12706,7 +12672,7 @@ & como ‘o sobredito homem estava apalavrado para casar, & se achasse impotente, cobrou huma ira, & furor taõ grande contra o barbeiro, que esteve tentado a tirarlhe a vida.

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2. Nesta desinquietaçaõ de animo me buscou o pobre enfermo, & me manifestou a grande +

2. Nesta desinquietaçaõ de animo me buscou o pobre enfermo, & me manifestou a grande afflicção, & tristeza q o acompanhava; a que respondi dizendo. se a seara da Medicina naõ andàra taõ cheya de cizania, espinhos, & abrolhos, nunca os doentes experimentáraõ tantos infortunios à custa das proprias vidas; mas estamos em hũ seculo taõ cheyo como ( @@ -12722,14 +12688,14 @@ & coandose este vinho se faça com elle o banho no membro viril; acabada esta obra, untareis as mesmas partes com o seguinte lenimento, de que tenho grande conceito. Tomai huma garrafa de vidro grosso, lhe deitai dentro cincoenta

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formigas grandes de humas que tem azas, & fechandolhe a boca com huma rolha de +

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formigas grandes de humas que tem azas, & fechandolhe a boca com huma rolha de cortiça se enterre a tal garrafa em hum monte de esterco de cavallo quente, & depois de seis dias se tire a garrafa, & com este oleo quente se somente o membro relaxado, & se cubra com folhas de ouro: & foy cousa digna de de admiraçaõ o maravilhoso effeito destes remedios, porque em oito dias se tirou a fraqueza, & todo o impedimento que o azougue tinha causado.

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3. Desta Observaçaõ aprendaõ os doentes a naõ confiar o precioso thesouro das suas vidas +

3. Desta Observaçaõ aprendaõ os doentes a naõ confiar o precioso thesouro das suas vidas de qualquer velha ignorante, ou homem idiota, porque se os Medicos mais doutos se enganão a cada passo, duvidando sobre o conhecimento das doenças; que se póde esperar de hum barbeiro simplez, ou de hũa velha benzedeira? Tambem advirtaõ os Medicos principiantes, @@ -12746,8 +12712,8 @@ queixas capitaes, que naõ puderaõ livrarse dellas em toda a vida, pelo estrago que o azougue deixou impresso em os nervos. Eu conheço a huma mulher, que pela applicação do dito unguento perdeo a vista daqeuelle olho, em cuja correspondencia se applicou.

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4. Mas se algũ dia succeder que algum Medico novato por salto de experiencia, ou por +

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4. Mas se algũ dia succeder que algum Medico novato por salto de experiencia, ou por pouco cuidadoso da vida dos enfermos fizer semelhante erro, pondo unguento de azougue sobre a cabeça, a fim de curar bostelas, que procedem dos bichos, ou sobre o membro viril para o mesmo intento, (o que muito condemno) nem por isso desconfie da vida, & saude @@ -12756,10 +12722,10 @@ pòde estar certo, que com o tal remedio se tiraràõ as dores, ou quaesquer outros damnos que o azougue tiver feito; porque naõ he dizivel a virtude, & singular dominio que o ouro tem para curar todos os symptomas, & damnos que o azougue causa.

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5. Muitas Observações pudera referir em confirmaçaõ dos poderes que o ouro tem sobre o +

5. Muitas Observações pudera referir em confirmaçaõ dos poderes que o ouro tem sobre o azougue, & achaques delle procedidos; mas por naõ ser enfadoso aos Leytores, referirei o que me passou pelas mãos ha poucos dias nesta fórma.

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6. Antonio Gonçalves de Carvalho, morador na rua da Fé, por causa de grandes dores que +

6. Antonio Gonçalves de Carvalho, morador na rua da Fé, por causa de grandes dores que tinha na cabeça, nos braços, & nos joelhos, entendendo que procediaõ de qualidade gallica, porque naõ obedeciaõ aos muitos remedios que se lhe tinhaõ feito, se resolveo a tomar unturas de azougue; porque desde a idade de menino ouvira dizer, que o azougue era @@ -12771,12 +12737,12 @@ sobredito enfermo procediaõ do azougue que tinha no corpo, lhe aconselhei que em toda a agua, caldo, ou vinho que bebesse, deitasse quatro folhas de ouro, & que sobre as partes dolorosas

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applicasse todos os dias folhas de ouro, ao que obedeceo, & antes de passarem dous +

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applicasse todos os dias folhas de ouro, ao que obedeceo, & antes de passarem dous mezes, reconheceo tanta melhoria, que moveo a perna, & teve saude aquello mesmo homem, que cada instante esperava a morte.

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7. Vejaõ os curiosos o q~ digo na Observaçaõ quarenta & nove fol.

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301. daquella mulher que tendo por officio dar unturas de azougue a quantos gallicados +

7. Vejaõ os curiosos o q~ digo na Observaçaõ quarenta & nove fol.

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301. daquella mulher que tendo por officio dar unturas de azougue a quantos gallicados necessitavaõ dellas, veyo a tolherse, & entrevecerse de maneira, que nem hum dedo podia mover, & depois de deixada ao desemparo me chamaraõ, & entendendo eu que todo o damno procedia do muito azougue que os nervos tinhaõ recolhido em si, porque nunca @@ -12785,7 +12751,7 @@ chamàraõ a si todo o azougue de tal forte, que se tomàraõ lividas; & dentro de quarenta dias sarou radicalmente com grande credito meu, & consulaõ de quem no fim de seis meses adargou, ou por falta de caridade, ou de conhecimento da causa da doença.

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8. Perguntaráõ algũs Medicos modernos: E que remedio avemos de fazer, a quem se queixar +

8. Perguntaráõ algũs Medicos modernos: E que remedio avemos de fazer, a quem se queixar de semelhantes bichos, nascidos nas partes vergonhosas, se vós cond~enais o unguento de azougue? Respondo que o primeiro remedio he fazer beber aos taes doentes dous escropulos de caparrosa branca desatada em duas onças de bom vinho, para desta forte alimpar o @@ -12796,8 +12762,8 @@ ortelãa, de cada cousa destas huma maõ cheya, de tremoços crus, & de ¨staphisagria, de cada cousa destas meya onça, de salitre duas oitavas, tudo se coza, & se coe com forte expressaõ,

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& e a meya canada deste cozimento se ajuntem quatro onças de vinagre squilitico, +

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& e a meya canada deste cozimento se ajuntem quatro onças de vinagre squilitico, & todos os dias se banhem as partes em que estiverem os bichos com este cozimento quente, & enxugandose com brandura, se unte o lugar enfermo com o seguinte lenimento. Tomai de semente se staphisagria meya onça, de raizes de elleboro branco, & de pedra @@ -12809,7 +12775,7 @@ tiver algum enfermo tal crença nelle que o queira usar, doulhe de conselho, que nem o repita muitas vezes, nem o deixe estar muitas horas, porque só deste modo lhe naõ será prejudicial.

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9. E porque póde aver algum censor, que tenha por apocrifos, & suspeitosos os +

9. E porque póde aver algum censor, que tenha por apocrifos, & suspeitosos os louvores, que attribuo ao ouro, dizendo que he metal muito solido, & fechado, & que por esta razão naõ tem o calor do estomago poder para o digerir nem soltar das fortissimas cadeas, que o prendem, & consequeentemente que naõ póde fazer taes @@ -12822,20 +12788,20 @@ mesmos vomitos, & cursos, sem perder hum argueiro do seu pezo, nem da sua virtude; logo parece razaõ que o que concedemos ao aço, ao ferro, ao antimonio, que saõ metaes invenciveis do nosso calor, o

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naõ neguemos ao ouro, principalmente quando vemos as maravilhas que obra.

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naõ neguemos ao ouro, principalmente quando vemos as maravilhas que obra.

- OBsERVAÇAM LXXXVI. -

De huma vertigem causada de grande fraqueza da cabeça, & do estomago.

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AInda que as doenças antigas das pessoas velhas ordinariamente saõ incuraveis, como a + OBsERVAÇAM LXXXVI. +

De huma vertigem causada de grande fraqueza da cabeça, & do estomago.

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AInda que as doenças antigas das pessoas velhas ordinariamente saõ incuraveis, como a experiencia ensina; comtudo a piedade catholica persuade que nem por isso desemparemos aos doentes, antes os aliviemos, quanto for possivel, porque succede cada dia que quaesquer remedios leves aproveitaõ muitas vezes de modo, que livraõ da garganta da morte aos que estavaõ agonizando, como observei felizmente em hum çapateiro de setenta annos, cujo nome passo em silencio por modéstia.

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2. Padecia este homem huma vertigem taõ continua, & teimosa, que lhe não dava lugar a +

2. Padecia este homem huma vertigem taõ continua, & teimosa, que lhe não dava lugar a sahir de casa, nem a dar huma passada, porque perpetuamente lhe andava a cabeça à roda. Para vencer a huma doença taõ penosa foraõ chamados varios Medicos de boa nota, & sem embargo que estes lhe applicàraõ muitos, & bons remedios, foraõ dados em ora taõ @@ -12868,14 +12834,14 @@ sugando, & attrahindo para si do dito cerebro, daqui vem a debilitarse tanto com o uso venereo; & por isso naõ he para admirar, que a vertigem succeda aos que saõ taõ luxuriosos como este homem era.

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3. Resolvi pois, que estes accidentes se naõ aviaõ de curar com sangrias, (I.) nem com +

3. Resolvi pois, que estes accidentes se naõ aviaõ de curar com sangrias, (I.) nem com purgas ordinárias, ou remedios communs, mas com medicamentos especificos de superiores virtudes, & sobre tudo com restaurativos das forças, & com o total retiro dos actos sensuaes, & por isso ordenei que logo se apartasse da vista, & companhia de sua mulher, porque como estava rendido das armas da sua belleza, com facilidade se deixaria vencer sem resistencia, & conquistar sem violencia, para se despenhar em novos precipicios.

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4. Feita esta primeira, & mui importantissima diligencia, aconselhei que (depois de +

4. Feita esta primeira, & mui importantissima diligencia, aconselhei que (depois de hũa ajuda dispositiva) tomasse tres onças de agua benedicta vigorada, como remédio muito louvado (2.) para os vágados, que tiverem a sua origem dos máos cozimentos do estomago, como era factivel fossem os do sobredito doente, pelos excessos da sua luxuria; & @@ -12894,7 +12860,7 @@ vezes, assim em varias pessoas, como no presente enfermo, porque tomando elle (depois da agua benedicta, & pilulas sobreditas) o chocolate, teve taõ grande melhoria, que pode exercitar o seu officio de que estava privado avia muitos meses.

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5. Finalmente puz fim a esta cura, dando ao enfermo, vinte dias successivos, dous +

5. Finalmente puz fim a esta cura, dando ao enfermo, vinte dias successivos, dous escropulos do seguinte remedio, que em serviço do bem commum quero fazer publico. Tomem de esterco de pavaõ macho sete oitavas; das tunicas, que dividem as pernas das nozes humas das outras, seis oitavas, de prata que naõ tenha liga, ou a mais fina que se puder achar, @@ -12903,7 +12869,7 @@ encorporados com huma colher de xarope de hyssopo; & dando-o deste modo sarou o doente taõ firmemente, que nunca mais padeceo semelhante queixa, & saõ passados mais de trinta annos.

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6. E se alguem duvidar, ou disser, que dos excessos da luxuria naõ pòde vir taõ grande +

6. E se alguem duvidar, ou disser, que dos excessos da luxuria naõ pòde vir taõ grande damno à cabeça, naõ perderei o somno por isso, nem me vestirei de luto, porque naõ faltaráõ soldados voluntarios, que sem esperar soldo meu se ponhaõ em campanha, & pelejem, em defensa da minha verdade, & com proprias experiências, & alheyas @@ -12943,19 +12909,19 @@

- OBsERVAÇAM LXXXVII. -

De huma febre ardente acompanhada com grande enchimento de estomago, e excessivo fastio, + OBsERVAÇAM LXXXVII. +

De huma febre ardente acompanhada com grande enchimento de estomago, e excessivo fastio, para cujo remedio chamàraõ a hum barbeiro, o qual sem respeitar que o doente era menino de quatro annos, lhe deu doze sangrias, com as quaes se enfraqueceo a criança de tal modo, que perdeo o somno, e cahio em huma hydropesia, e sede invencivel; e vendo o barbeiro o erro que tinha feito, pedio que chamassem a algum Medico; e sendo eu chamado para caso taõ perigoso, assim pela fraqueza do doente, como pela grandeza da enfermidade, me favoreceo Deos de maneira, que dentro de poucos dias o livrei da morte.

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1. HE a febre huma doença, a que a nossa vida he muito sogeita; porque esta cruel fera +

1. HE a febre huma doença, a que a nossa vida he muito sogeita; porque esta cruel fera corre todas as Provincias, e Regiões do mundo, sem respeitar idades, temperamentos, ou condições dos homens; antes com tanta ousadia entra pelos Palacios dos Reys, como pelas cabanas dos pastores.

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2. Bem sei, que para evitar os estragos de hum inimigo taõ commum, e taõ poderoso, se tem +

2. Bem sei, que para evitar os estragos de hum inimigo taõ commum, e taõ poderoso, se tem cançado grandes Medicos, e escrito hum numero sem numero de livros; mas nem por isso vejo as sepulturas desoccupadas, e vazias, porque assim os barbeiros, como alguns Medicos modernos se persuadem, que todas as febres (tendo taõ differentes causas) se haõ de curar @@ -12965,7 +12931,7 @@ perigos, gérando muitas cruezas, e deftas as opilações, cachexias, e hydropesias; pois, porque Galeno (2.) antevia, e temia todos estes damnos, naõ sangrou aos meninos antes de terem quatorze annos.

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3. Deume occasiaõ o fazer esta queixa o caso de hũ menino, cujo nome quero passar em +

3. Deume occasiaõ o fazer esta queixa o caso de hũ menino, cujo nome quero passar em silencio, porque se naõ venha a saber quem foy o barbeiro, que commetteo taõ execrando erro. Naõ tinha o dito menino quatro annos de idade, quando o assaltou huma febre ardentissima; acompanhada com grande pejo do estomago, e cruel fastio. Para curar estas @@ -12976,7 +12942,7 @@ a febre, nem os symptomas diminuhiaõ cousa alguma da sua fereza, se ausentou temeroso; e visitando eu ao delicado enfermo, o achei posto em campo, e a peito descuberto batalhando com taõ poderosos combatentes, que era impossivel deixar de renderse ao seu dominio.

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4. Naõ he explicavel a compayxaõ, e lastima que tive da desgraçada sorte do innocente +

4. Naõ he explicavel a compayxaõ, e lastima que tive da desgraçada sorte do innocente menino, vendo que para vencer a huns inimigos taõ grandes, tinha por escudo, e defensor a hum barbeiro simplez; porèm animado eu com a authoridade de Galeno, (3.) e de Hippocrates, (4.) que nos grandes males nos aconselhaõ usemos de grandes remedios, quiz ver até onde @@ -12999,7 +12965,7 @@ cear, cinco grãos de ouro diaphoretico, misturado com vinte grãos de crocus martis alcoolizadissimos, feito sem corrosivo, misturando tudo com hum garfinho de assucar rosado.

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5. Tambem ordenei, que dessem a beber ao doente pouquissima agua, cozendo duas canadas +

5. Tambem ordenei, que dessem a beber ao doente pouquissima agua, cozendo duas canadas della com huma oitava de cascas de mirobalanos citrinos machucados, e que nesta agua depois de coada desatassem tres oitavas de tintura de ferro, e que desta bebesse com grande moderaçaõ ao jantar, e à cea, e nenhũa outra em todo o dia; porque se a Medicina @@ -13008,7 +12974,7 @@ (5.) e Joaõ Hartmano, (6.) e eu o digo tambem, porque o observei em muitos doentes, cujos nomes nomearei mais abaixo, e neste menino, pois com os ditos remedios recuperou a saude que desejava.

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6. Como os principaes remedios com que curei a estes vágados saõ metallicos, e preparados +

6. Como os principaes remedios com que curei a estes vágados saõ metallicos, e preparados por Arte Chymica, da qual eu tenho mais alguma noticia que os Medicos Portuguezes, lhes quero fazer duas advertencias muito importantes, pois por falta deconhecimento das virtudes dos metaes, se deixam de fazer grandes curas, e talvez se precipitaõ os doentes @@ -13022,7 +12988,7 @@ naõ podem deitar de ambos os lados sem suffocarse, como vi em Antonio Paes de sande, na senhora Marqueza de Alemquer, em Maria Nunes, em Manoel Borralho, e outros, que todos livràraõ de hydropesias mortaes por beneficio do sobredito ouro volatil.

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7. A segunda advertencia he, que àlem das tres sortes de hydropesias que vemos cada dia, +

7. A segunda advertencia he, que àlem das tres sortes de hydropesias que vemos cada dia, chamadas Tympanitica, Ascitica, e Anasarca, ha mais sete hydropesias; a primeira do cerebro, a segunda dos bofes, a terceira do coraçaõ, a quarta do folle do fel, a quinta do figado, a sexta do baço, a septima dos rins; e cada hũa destas hydropesias tem seus @@ -13041,23 +13007,23 @@ naquella parte, e inchaçaõ do pè esquerdo; a hydropesia dos rins se conhece naõ só pela grande sede, mas pelas titilações, e appetites sensuaes, pela inchaçaõ dos testiculos, e picadas no espinhaço com inchaçaõ nos pés.

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8. A cura de todas estas hydropesias naõ descrevo aqui, porque o tempo me naõ dá lugar, e +

8. A cura de todas estas hydropesias naõ descrevo aqui, porque o tempo me naõ dá lugar, e porque a fio dos Medicos doutos, nem eu me escusarei de curar os que se servirem de mim nestes apertos.

- OBsERVAÇAM LXXXVIII. -

De huma febre terçãa continua maligna, à qual depois de muitos remedios baldados, + OBsERVAÇAM LXXXVIII. +

De huma febre terçãa continua maligna, à qual depois de muitos remedios baldados, aproveitou por modo de milagre o meu Bezoartico misturado com quinaquina, & por este modo tenho curado muitas terçans malignas, sem embargo de serem continuas, & naõ entrarem com frio, nem tremor.

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1. Como por sentença de Cicero (1.) nascem os homens naõ só para si, mas para a sua +

1. Como por sentença de Cicero (1.) nascem os homens naõ só para si, mas para a sua patria, para os seus parentes, & para os seus amigos; por esta razão me pareceo naõ só justo, mas preciso escrever para os presentes, & vindouros algumas cousas raras, que na Medicina succedem; por tanto os amadores do bem cõmum ouçaõ os successos seguintes, que me passaraõ pelas mãos, & espero lhes naõ seja pouco proveitoso o sabellos.

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2. Em vinte & dous de Junho de 1695. me chamaraõ para curar ao Padre Antonio Barbuda, +

2. Em vinte & dous de Junho de 1695. me chamaraõ para curar ao Padre Antonio Barbuda, morador na rua dos Cubertos; tinha o dito enfermo padecido por muitos dias huma febre terçãa continua maligna, acompanhada de symptomas mortaes; para cujo remedio lhe applicaraõ os Medicos innumeraveis medicamentos; porèm era a enfermidade de natureza taõ @@ -13105,7 +13071,7 @@ veyo o dia seguinte, que era o em que temiamos a morte, escassamente apparecèraõ humas sombras da febre, & de ancias; & continuando com o sobredito cordeal Bezoartico, & quinaquina sarou radicalmente, & viveo depois disso cinco annos.

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3. E porque hum só exemplo, aindaque succedido em hum Principe, poderá naõ bastar para +

3. E porque hum só exemplo, aindaque succedido em hum Principe, poderá naõ bastar para convencer a incredulidade dos desaffeiçoados, apontarei dous mais, que em termos identicos me succederaõ no Convento de santa Clara. Estava a Madre soror Antonia Mauricia ungida, & com o officio da agonia rezado quando me chamaraõ; já naõ via, nem ouvia, nem @@ -13114,7 +13080,7 @@ misturado com dez oitavas de quinaquina, desfeito tudo em seis quartilhos de agua da fonte, tomando de cinco em cinco horas hũa chicara de seis onças, escapou da morte; & deste successo taõ glorioso, dou por testemunha a todo aquelle Cõvento.

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4. Da mesma sorte estando Dona Isabel Guilherme minha mulher doente com huma febre +

4. Da mesma sorte estando Dona Isabel Guilherme minha mulher doente com huma febre maligna da mais venenosa qualidade que eu vi depois que sou Medico, lhe dei seis dias o meu Cordeal purgativo, & depois que entendi tinha evacuado grande quantidade de humor , vendo os crescim tos se hiaõ augmentando de dia em dia com notavel excesso, temendo que @@ -13127,7 +13093,7 @@ remedios em vinte & oito de Nov bro de 1705. Destas Observações, & casos taõ maravilhosamente succedidos aprendaõ os Medicos principiantes as tres seguintes utilidades.

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5. A primeira, que quando virem alguma febre maligna com sinaes de cruezas, ou carga de +

5. A primeira, que quando virem alguma febre maligna com sinaes de cruezas, ou carga de humores no estomago, (o que poderaõ conhecer pelos amargores da boca, pelo summo fastio, pelos desejos de vomitar, podem misturar remedios purgativos com o meu Bezoartico, dando-o desde a primeira hora da doença; porque com o Bezoartico se vai rebatendo a qualidade @@ -13146,14 +13112,14 @@ virtude destes remedios, assim, ou assim misturados, espero que naõ só se arrependaõ de aver dito mal deste modo de curar; mas que acabe em gratificaçaõ, & louvor, o que começou por opprobrio, & descredito da minha pessoa.

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6. A segunda utilidade, que eu quero que os Medicos principiantes aprendaõ, he, que para +

6. A segunda utilidade, que eu quero que os Medicos principiantes aprendaõ, he, que para dar a quinaquina misturada com o meu Bezoartico simplez, naõ he precisamente necessario que a febre maligna seja intermittente, nem entre com tremor de frio, basta que huma só vez tivesse qualquer destas duas cousas; & ainda que nenhuma tenhaõ, nem tivessem, basta que huma sezaõ seja mayor que a outra, ou que aja escalafrios, ou extremidades frias ; porque isto basta para dar o tal remedio aos sobreditos doentes, & a outros muitos deixo de nomear, por não causar enfado.

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7. A terceira utilidade que eu quero que os Medicos novatos aprendaõ, he, que ainda que o +

7. A terceira utilidade que eu quero que os Medicos novatos aprendaõ, he, que ainda que o meu Bezoartico se possa misturar com remedios purgativos, como eu o misturo cada dia; & a quinaquina se possa misturar com o Bezoartico, como eu muitas vezes o faço; comtudo a quinaquina naõ se pode misturar com os remedios purgativos, nem dar juntos, @@ -13171,17 +13137,17 @@

- Observaçaõ LXXXIX. -

De hum doente que tinha huã febre ardentíssima acompanha com grandes amargores na boca, + Observaçaõ LXXXIX. +

De hum doente que tinha huã febre ardentíssima acompanha com grandes amargores na boca, ancias de coraçaõ & ourinasmui vermelhas; & como por estes indicios entendi que os remedios das sobreditas queixas aviaõ de ser as sangrias, & e essas fizessem mayordamno, vim a conhecer que não o sangue, mas a colera era acausa de tudo o referido, e que o verdadeiro remedio aviaõ de ser as purgas, e naõ me enganei nesta conjectura, porque dando duas ao doente em dias alternados, se desvaneceo logo a febre, se retiràõ as ancias, & as ourinasmelhoraraõ de maneira, q~ o doente ficou saõ.

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He cousa lastimosa, & digna de grande sentimento, que sendo sangue o humor.

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5 16Observações Medicas Doutrinaes.

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mor mais benigno que tem o corpo, & o filho mais amado da natureza, (I.) seja sempre +

He cousa lastimosa, & digna de grande sentimento, que sendo sangue o humor.

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5 16Observações Medicas Doutrinaes.

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mor mais benigno que tem o corpo, & o filho mais amado da natureza, (I.) seja sempre o criminoso,& a quem se attribuem as culpas de quantas doenças padecem os homês (~). Prova seja desta verdade o que vejo, & experimento cada dia no estylo de curar: porque se alguma mulher se queixa de faltas de conjunçaõ, dizem que o sangue tem a culpa, por ser @@ -13204,20 +13170,20 @@ destroem os cozimentos da mesma sorte, que se tirarem o fogo a huma panela de carne que está cozendo, donde se seguem durarem as doenças mais tempo, & convalescerem os doentes mais devagar, ou fazeremse hydropicos, se antes

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Observaçaõ LXXXIX;

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tes disso pela falta das forças naõ morrerem; mas como naõ haõ de morrer muitos, se em +

Observaçaõ LXXXIX;

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tes disso pela falta das forças naõ morrerem; mas como naõ haõ de morrer muitos, se em Portugal reyna a sangria com taõ grande imperio, que naõ ha letígio sobre a saude, aonde a sua authoridade naõ dè a sentença a seu favor? principalmente em Lisboa, aonde se avalia por delito querer coarctarlhetaõ ampla jurisdiçaõ, & se algum Medico quer contrastar a cega fineza dos asseclas das muitas sangrias, se expoem a sofrer nota de ignorante.

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2. Deume occasiaõ a fazer esta queixa por parte do sangue,& em favor da vida dos +

2. Deume occasiaõ a fazer esta queixa por parte do sangue,& em favor da vida dos homens, o seguinte successo, que contarei para advertir aos Medicos principiantes, & aos barbeiros que curaõ nas Aldeas; porque como estes saõ huns homens leigos, & sem letras, &aquelles aindaque letrados, naõ tem (nos seus principios) tantas experiencias, nem tanta liçaõ dos livros, como tem os Medicos velhos, facilmente poderaõ commetter muitos erros involutarios por falta destes avisos, & desenganos, como o poderaõ ver pelo seguinte caso.

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3. Nesta Cidade conheci a certo homem, que no discurso de humanno esteve oito vezes +

3. Nesta Cidade conheci a certo homem, que no discurso de humanno esteve oito vezes doente; da primeira doença levou vinte sangrias, passado hum mes teve outra queixa, & levou doze, passados quarenta dias se tornou a queixar, & levou quatorze, passados outros dous meses sentiu huma tosse, & levou dez, finalmente teve outra queixa, & @@ -13229,8 +13195,8 @@ dez, já nove; & se em taõ breve tempo cresce o sangue tanto, como naõ estouraõ, & arrebentaõ os homens que se naõ sangraõ em toda vida, ou taõ de tarde em tarde, que passaõ vinte, & trinta annos sem

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518. Observações Medicas Doutrinaes.

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sem serem sangrados? como eu conheço alguns, que apontarei sendo necessario. Esta +

518. Observações Medicas Doutrinaes.

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sem serem sangrados? como eu conheço alguns, que apontarei sendo necessario. Esta queixa,& pergunta naõ tem facil resposta: o que só diria o sobredito Medico se vivo fosse, que sangrou taõ repetidas vezes, porque em todas ellas achára febre, &ourinas vermelhas, & que levado destes finais mandára sangrar. Hora por serviço de Deos @@ -13245,14 +13211,14 @@ aconselhaõ Fernelio, (5.) & outros gravissimos Dontores, que purguemos; & se consegue a fraude. Muitos exemplos pudera referir em abono desta verdade; apontarei só hum para acautelar aos principiantes, & desenganar aos teimosos.

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4. Em quatro de Outubro de 1702. adoece hum criado do Marquez de Arronches chamado Manoel +

4. Em quatro de Outubro de 1702. adoece hum criado do Marquez de Arronches chamado Manoel Velho; tinha este sobre huma grande febre, ourinas muito vermelhas, grandes anciãs de coraçaõ, fastio, & sobre tudo era necessario, & os symptomas cresciaõ, & as ourinas se coravaõ, entendi que a colera era a que fazia a febre, & fava aquella dor, & tintura vermelha às ourinas, & que sendo isto assim, o mataria se o sangrasse

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519. Observaçaõ LXXXIX

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grasse mais, porque o legitimo, & verdadeiro remedio avia de ser purgallo, naõ com +

519. Observaçaõ LXXXIX

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grasse mais, porque o legitimo, & verdadeiro remedio avia de ser purgallo, naõ com xarope Ray, nem Perfico, ou aureo (como he costume;) porque como neste homem reynavaõ tantos amargores de boca, que saõ indicios certos de haver muita colera no estomago seria erro darlhe quatro, ou cinco onças de huma bebida taõ doce, como saõ os sobreditos @@ -13265,7 +13231,7 @@ totalmente a febre, tiraraõse as ancias, & as ourinas se fizeraõ alambreadas, & de boa cor, & ficou saõ no mesmo dia com admiraçaõ dos que o tinhaõ visto em taõ grande perigo.

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5. Desta Observaçaõ aprendaõ os Medicos modernos a naõ porfiar com sangrias, só por verem +

5. Desta Observaçaõ aprendaõ os Medicos modernos a naõ porfiar com sangrias, só por verem as ourinas vermelhas, ou a febre muito ardente; porque hu~as vezes saõ vermelhas por fraqueza, que o figado, & estomago contrahiraõ por algu~a enfermidade larga, como succede nos hydropicos, q~ deitaõ as ourinas mui coradas, sem ser por quentura, nem @@ -13277,8 +13243,8 @@ sem examinar primeiro se o enfermo está hydropico, ou cachetico; se padece grandes amargores de boca; se fez algum excesso com mulher; se teve alguma grande colica; porque qualquer causa destas

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520. Observações Medicas Doutrinaes.

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tas he capaz de tingir muito as ourinas, & por nenhum modo convem sangrar, como dizem +

520. Observações Medicas Doutrinaes.

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tas he capaz de tingir muito as ourinas, & por nenhum modo convem sangrar, como dizem gravissimos Authores, & só será acertado o purgar: creaõme que que fallo com a experiencia de muitos annos, & com aquelle zelo que hei de allegar a Deos pelo serviço que faço às suas creaturas, & no dia do Juizo se pedirá estreita conta aos que depois @@ -13286,7 +13252,7 @@ aviso, & verdadeiro desengano. Aquelles Medicos, cujo methodos de curar consiste em sangrar muito, vejaõ o aviso q~ lhe faz Vanelmore (7.) sobre as suas consciencias, & causas das viuvas, & dos orfãos.

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6.Neste lugar me perguntaraõ os curiosos: & como devemos de conhecer se a cor +

6.Neste lugar me perguntaraõ os curiosos: & como devemos de conhecer se a cor vermelha das ourinas he procedida de sangue, ou de colera, visto que ambos estes humores lhes daõ a mesma cor, & tintura? porque de conhecer bem qual he o humor que a tinge, saberá o Medico resolver se ha de sangrar, ou purgar. Respondo, que por tres finaes se @@ -13298,12 +13264,12 @@

- OBsERVAÇAM XC -

De huma febre ardentissima taõ obstinada, que desprezou a quantos remedios lhe fizeraõ, + OBsERVAÇAM XC +

De huma febre ardentissima taõ obstinada, que desprezou a quantos remedios lhe fizeraõ, até que conheci q a rebeldia della procedia da grande quentura da casa em que o doente estava, porque tinha por baixo hum forno de hum pasteleiro, & mandando eu tirar o doente para casa mais fresca, melhorou quasi de repente.

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Huma das cousas que Galeno, (1.) & outros Authores encomendaõ muito, & que he +

Huma das cousas que Galeno, (1.) & outros Authores encomendaõ muito, & que he muito necessaria para curar as febres, he que os doentes esstejaõ em casas grandes, & frescas por natureza, ou por artificio, & que tenhaõ janelas; porque se forem pequenas, quentes, ou abafadiças, necessariamente o ar das taes casas ha de ser quente, @@ -13312,7 +13278,7 @@ perigaraõ, nem as febres se tiraraõ, sem que tirem primeiro a vida. E porque alguem naõ cuide que isto, he encarecimento, referirei tres casos, que me passaraõ pelas mãos, com que confirmei a verdade, em que se funda o meu conselho.

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No fim de Julho de 1668, me chamaraõ para curar ao Padre Alvaro Ferreira, morador ao +

No fim de Julho de 1668, me chamaraõ para curar ao Padre Alvaro Ferreira, morador ao Remolares: avia muitos dias que este sacerdote padecia hũa febre terçãa continua taõ ardente, & pertinaz, que tinha zombado dos remedios mais efficazes, que inventou o engenho dos homens, & como eu visse a obstinaçaõ da febre, & que a nenhuma @@ -13336,7 +13302,7 @@ cevada, alface, & farelos lavados, a que fiz ajuntar tres onças de agua de claras de ovos bem batidas, dandolhe ao romper dos dias huns caldos de farinha de avea, feitos em agua primeiro cozida com farelos, & pouquissimo assucar.

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Neste lugar me perguntaraõ os curiosos, que razaõ tive para naõ dar a este enfermo agua +

Neste lugar me perguntaraõ os curiosos, que razaõ tive para naõ dar a este enfermo agua nevada, sendo eu o mayor, e mais incansavel pregoeiro dos seus louvores para extinguir semelhantes febres, mayormente em hum homem moço, robusto, & em tempo dos caniculares, em cujas circunstancias Galeno (1.) manda dar agua fria com toda a confiança: & @@ -13350,7 +13316,7 @@ Lacerda, a hum filho de Pedro de Araujo, & a outros doentes, que ardendo em incendios de fogo, sem que algum remedio os pudesse apagar, só com os deitar nos colchões de agua de cisterna os curei felizmente.

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A estas perguntas respondo, que todos estes remedios pudera fazer, porque de todos +

A estas perguntas respondo, que todos estes remedios pudera fazer, porque de todos costumo usar com grande fortuna; mas que naõ me vali delles, porque como o calor da casa, & o ar, que o doente respirava, eraõ os mayores cumplices da febre, & da sua renitencia, importariaõ pouco todos os outros remedios, senaõ mudasse ao doente para casa @@ -13360,7 +13326,7 @@ para outra casa fresca, & darlhe a agua nevada, que ter logo saude; & para mayor confirmaçaõ do muito que importa, que os febricitantes estejaõ em casas frescas, & lavadas dos ares, contarei a seguinte Observaçaõ.

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Em casa de Antonio Luis Gonçalves da Camara, Almotacel Mòr do Reyno, succedeo, que +

Em casa de Antonio Luis Gonçalves da Camara, Almotacel Mòr do Reyno, succedeo, que estando hum seu criado doente com hũa febre ardente, acompanhada com muitos delirios, se levantou da cama, sendo alta noite, & abrindo as portas sem ser sentido, sahio de casa, & guiado pelo seu delirio; sem saber o que fazia, foy dar comsigo em o cano @@ -13368,7 +13334,7 @@ debaixo da abobada, & metido na agua do dito cano, se temperou, & resfriou de sorte o calor febril, que ao amanhecer se achou sem febre, & sem delirio & sahio do cano, causando admiraçaõ aos que o viraõ sahir, sem saber quem alli o levara.

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Destas Obserações aprendaõ os Medicos modernos, & os pays de familia cinco cousas +

Destas Obserações aprendaõ os Medicos modernos, & os pays de familia cinco cousas muito importantes, & necessarias para curar bem aos seus doentes. A primeira he, que tenhaõ grande cuidado de ter aos doentes de febres ardentissimas em casas frescas, & lavadas do ar, porque se os tiverem em casas pequenas, ou abafadiças, se tirará primeiro a @@ -13395,12 +13361,12 @@

- OBsERVAÇAM XCI. -

De certo homem a quem o vaibo embebedava de maneira, que veninnitava para querer usar mal + OBsERVAÇAM XCI. +

De certo homem a quem o vaibo embebedava de maneira, que veninnitava para querer usar mal de bau fralha donzella, o por meu conselho se deu ao dito homem remedio; com que o aborrecceo máneira, que ficou livre das abominaveis tentações com que muitas tinha sido vexado.

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Difficultosos de crer saõ os casos, quecada dia vem à noticia dos Medicos, mas em hum +

Difficultosos de crer saõ os casos, quecada dia vem à noticia dos Medicos, mas em hum mundo taõ cheyo de miserias, & de huma natureza corrupta com tantos vicios, que se póde esperar, senaõ torpezas, & abominações taõ execrandas, & inauditas, que provocaõ a ira de Deos, & fazem pasrnar aos homens? Certo sujeito ouve nesta Cidade @@ -13442,7 +13408,7 @@ naõ bebeo mais vinho, nem pode sofrer o cheiro delle: & por meyo desta diligencia ficou a pobre donzella segura na sua honra, & livre dos perigos, que taõ repetidas vezes a tinhaõ ameaçado.

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2. Advirto aos Leytores, que se os remedios, que aqui aponto, naõ bastarem para fazer o +

2. Advirto aos Leytores, que se os remedios, que aqui aponto, naõ bastarem para fazer o que se pertende, saibaõ que eu reservo em ninha casa hum segredo, que excede a todos, & naõ quero ensinar aqui, porque he razaõ que o Author saiba mais que o seu livro; nem o quero ter embotica alguma, para que conste que se naõ for de minha casa, he falsificado, @@ -13458,7 +13424,7 @@ preparo por minhas mãos, só se achaõ verdadeiros, & sem escrupulo em minha casa; nas outras partes, ainda que a algumas os dou para se venderem, temo com fundamento que a ambiçaõ possa mais que a verdade, & confciencia.

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3. Rogo muito aos que lerem esta Obfervaçaõ, se naõ escandalizem de tantas advertencias +

3. Rogo muito aos que lerem esta Obfervaçaõ, se naõ escandalizem de tantas advertencias que faço sobre se falsificarem os meus remedios; porque como a saude he o mayor dos bens temporaes, he razaõ, que quando se perde, se lhe busquem medicamentos seguros, & verdadeiros para a recuperar, & escapar da morte, & será disgraça comprallos @@ -13470,11 +13436,11 @@

- OBsERVAÇAM XCII. -

De huma senhora, a quem estando sobre parto faltou a evacuaçaõ do puerperio, & logo + OBsERVAÇAM XCII. +

De huma senhora, a quem estando sobre parto faltou a evacuaçaõ do puerperio, & logo lhe deu febre acompanhada com muitos cursos, & de tudo a livrei dandolhe oito sangrias nos pés.

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I. HUma das cousas que faz grande embaraço aos Medicos principiantes, he como se haõ de +

I. HUma das cousas que faz grande embaraço aos Medicos principiantes, he como se haõ de aver quando saõ chamados para alguma mulher parida, a quem achaõ com febre, camaras, & faltas de purgaçaõ lochial; porque como tem lido em varios lugares de Galeno, (I.) que avendo febre juntamente com camaras, naõ sangrem, porque se sangrarem, & as camaras @@ -13489,7 +13455,7 @@ grande temor de perder forças sem alivio da doença, & com risco da vida: para que pois o Medico se naõ veja embaraçado, & contuso, direi nesta Observaçaõ o que tenho feito em casos semelhantes com prospera fortuna. Em

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2. Em 14. de Outubro de 1702. fuy chamado para visitar a senhora Dona Violante Casimira +

2. Em 14. de Outubro de 1702. fuy chamado para visitar a senhora Dona Violante Casimira & saldanha, a quem Deos tinha feito merce de dar hum filho desejado com ancia, & conseguido com grande alegria; mas como as felicidades temporaes sejaõ mui pensionadas, & cheyas de sobresaltos, ao gosto do feliz nascimento se seguio o temor, & @@ -13511,7 +13477,7 @@ sangrias se foraõ fazendo, foraõ as camaras aplacando, & a febre diminuindo, até que huma, & outra cousa se desvaneceo totalmente, & ficou salva, & segura de huns symptomas, que sempre ameaçàraõ grande perigo.

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3. O fruto que desta Observaçaõ espero colhaõ os principiantes he, q/ naõ se atemorizem +

3. O fruto que desta Observaçaõ espero colhaõ os principiantes he, q/ naõ se atemorizem com os cursos nas mulheres de sobre-parto para deixarem de sangrar grar, se ouver febre, ou falta da purgaçaõ loquial; porque ainda que Galeno, (I.) & Avicenna (2.) digaõ que avendo camaras naõ sangremos; isto se entende, quando as camaras forem criticas, & @@ -13533,23 +13499,23 @@ porque depois que sou Medico, tenho livrado da morte a muitas paridas, às quaes faltou a purgaçaõ dos loquios, tendo juntamente febre, & copiosas camaras, & só com as sangrias as curei com grande felicidade, como consta pelo presente caso.

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4. A outras paridas tirei da sepultura, naõ com sangrias; mas purgandoas cinco dias +

4. A outras paridas tirei da sepultura, naõ com sangrias; mas purgandoas cinco dias depois do parto: & as razões que tive para assim o fazer, foraõ duas urgentissimas, & as quero dizer em serviço do bem comum & para encaminhar aos Medicos principiantes, que que curaõ em terras aonde não ha outros Medicos, com quem tomem conselho em caso taõ duvidoso.

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5. A primeira razão porque purguei a algũas paridas (estando taõ visinhas do parto) foy, +

5. A primeira razão porque purguei a algũas paridas (estando taõ visinhas do parto) foy, porque lhes faltava totalmente a purgaçaõ loquial, & mandandoas sangrar, para supprir com a Arte, aonde faltava a natureza; em humas sahio soro, que não tingio a agua da bacia, em outras se naõ pode fazer a sangria pela disforme inchaçaõ dos pés, & pernas.

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6. A segunda razaõ porque purguei (tão chegado ao parto) foy porque estas taes paridas +

6. A segunda razaõ porque purguei (tão chegado ao parto) foy porque estas taes paridas (pelo muito barro, & depravados mantimentos que comèraõ em quanto andàrão prenhadas) estavão tam cheyas de cruezas, soros, & viscosidades, que seria impossivel livrallas da morte sem as purgar, mayormente quando pela experiencia que o sangrador fez com a lanceta, constou qua nas taes mulheres não avia sangue; mas só reynavão soros, & humores cacochymicos, cuja verdadeira descarga se deve fazer por via de purga, & naõ de sangria, & por estas razões as purguei com felicidade.

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7. Nem as resoluções que tive para purgar a algumas paridas astando cinco dias depois do +

7. Nem as resoluções que tive para purgar a algumas paridas astando cinco dias depois do parto, forão tão desamparadas de padrinho, que não tivessem em seu favor a authoridade do doutissimo Mercado, (7.) o qual fallando neste caso diz as seguintes palavras: se a mulher sobre parto purgar pouco, ou nada, deve o Medico considerar, se na tal mulher ha mais @@ -13570,11 +13536,11 @@

- OBsERVAÇAM XCIII. -

Dos grandes damnos, que faz o leite muito grosso, & como por causa delle morràaõ em + OBsERVAÇAM XCIII. +

Dos grandes damnos, que faz o leite muito grosso, & como por causa delle morràaõ em huma casa cinco filhos, & só escapáraõ, os que mamàraõ leite mais delgado, & seroso.

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Com muita razão se disvelaõ os pays de familias em examinar o leite das amas, que hão de +

Com muita razão se disvelaõ os pays de familias em examinar o leite das amas, que hão de creae a seus filhos, porque da sua bondade, ou malicia procede ser a creação feliz, ou desgraçada; porèm he necessario advertir, que não basta só o exame que se faz no leite; he tambem necessario examinar se a ama he pacifica, ou soberba; se he honesta, ou lasciva ; @@ -13622,7 +13588,7 @@ servido, que com estes remedios livrarse da morte não só a esta criança, mas a todas as outras que mevieraõ à mão, sem lhes fazer outro remedio mais que darlhes amas bem temperadas; & escolhidas com todos os requisitos acima declarados.

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Desta Observaçaõ espero que os Medicos principalmente colhaõ dous frutos taõ importantes +

Desta Observaçaõ espero que os Medicos principalmente colhaõ dous frutos taõ importantes ao secredito, como à vida dos innocentes meninos. O primeiro he, que quando forem chamados para ver alguma criança de leite, que tenha accidentes de gotta coral, ou quaesquer outros movimentos convulsivos, examinem logo se a tal criança faz camara muito dura, ou mui de @@ -13634,7 +13600,7 @@ criança, fomentado-o todas as noites com azeite da candea de baixo, misturado com unto de porco sem sal, & hum pequeno de fermento, cubrindo por cima com folha de couve quente.

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O segundo fruto que espero colhaõ he, que se forem chamados para criança de leite que +

O segundo fruto que espero colhaõ he, que se forem chamados para criança de leite que tenha grande tosse, examinem logo se os coeiros em q a tal criança esta enfaxada, estaõ bem ensopados, & cheyos de ourina, porque se estiverem secos, ou pouco molhados, he sinal infallivel, que os soros, que aviaõ de sahir pela ourina, retrocedèraõ, & @@ -13647,12 +13613,12 @@

- OBsERVAÇAM XCIV. -

De huma Ictericia, acompanhada com grandes amargores res de boca, & fastio, curada + OBsERVAÇAM XCIV. +

De huma Ictericia, acompanhada com grandes amargores res de boca, & fastio, curada com hum vomitorio de agua benedicta vigorada, com sangrias na vea d’ Arca ca, ptisanas, soros de leite de burra, & agua cozida com folhas de morangãos, & alterada com pedras de cananor.

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1. A Ictericia he huma doença mais facil de conhecer, que de curar; humas vezes se naõ +

1. A Ictericia he huma doença mais facil de conhecer, que de curar; humas vezes se naõ cura, porque a causa saõ algumas pedras, que se criaõ dentro da bexiga do fel, & para esta naõ soube a Medicina remedio até o dia de hoje, como me consta naõ só pelo que dizem grandes Medicos, que viraõ abrir brir alguns corpos de pessoas, que morréraõ de ictericias @@ -13662,11 +13628,11 @@ jazigo fóra de Lisboa, & lhe acharaõ na bexiga do fel tres pedras, huma das quaes era como huma grande tamara, & as duas eraõ quadradas mayores que duas ginjas garrafais.

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2. Outras vezes se naõ cura a ictericia, porque se desconhece a causa, & do +

2. Outras vezes se naõ cura a ictericia, porque se desconhece a causa, & do desconhecimento della se segue applicaremse remedios taõ improporcionados com a enfermidade, q muitas vezes a acrescentaõ, como mo tenho visto, & farei manifesto pelo seguinte caso.

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3. João Gonçalves de Matos, morador ao arco dos Espinhos, teve hua ictericia muito +

3. João Gonçalves de Matos, morador ao arco dos Espinhos, teve hua ictericia muito grande, acompanhada panhada com excessivo fastio, fraqueza, & amargores res de boca; para curarse de todas estas queixas chamou mou a dous Medicos de boa opiniaõ, hum dos quaes assentou (como se fosse ponto de fé) que a ictericia procedia de obstrucçaõ do poro @@ -13727,7 +13693,7 @@ selho, naõ só ficou bom da ictericia, mas com este remedio o preservei de cahir em crueis dores de ventre, chamadas Ictericas, ou Pictonicas, de que já estava ameaçado, porque de quando em quando sentia picadas das agudas em todo o ventre, & hypocondrios.

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4. Desta Observaçaõ se colherá por fruto, que nem sempre as ictericias procedem de +

4. Desta Observaçaõ se colherá por fruto, que nem sempre as ictericias procedem de obstrucções, & por consequencia que nem sempre se devem curar com remedios medios aparientes, nem purgantes, porque estes faraõ mal grande, se a doença proceder de intemperança ça quente, porque não fó esquentaráõ mais o figado, & entranhas; mas @@ -13740,7 +13706,7 @@ nem ptisanas, nem remedios muito frios, porque acrescentaraõ as obstrucções, & facilmente degeneraraõ em hydropesias mortaes, como diz Hippocrates tes, (3.) & a experiencia o tem mostrado.

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5. O que convem nas taes ictericias procedidas de opilações, saõ as seguintes apozemas. +

5. O que convem nas taes ictericias procedidas de opilações, saõ as seguintes apozemas. Tomai de cascas de raizes de rubia tinctorum duas oitavas & meya, de cascas de raizes de salsa das hortas, de borragem gem, de grama, & de espargo, de cada cousa destas seis oitavas, de folhas de sene de Lapata seis oitavas de ruibarbo escolhido duas oitavas @@ -13751,7 +13717,7 @@ remedio maravilhoso. No caso porèm que taõ admiraveis raveis apozemas naõ acabem de curar a ictericia, tomem dez dias o caldo de hum frangaõ recheado, ao qual depois de coado, & bem espremido, ajuntem quinze graõs de tartaro vitriolado.

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6. Estas advertencias saõ muito necessarias para os Medicos principiantes, porque se se +

6. Estas advertencias saõ muito necessarias para os Medicos principiantes, porque se se desconhecem as causas das doenças, maç se podem applicar os remedios dios com acerto. daqui se seguem desgraçados successos sos, como já vi em certo doente, que tinha huma ictericia ricia procedida de entranhas abrazadas com muito vinho, & rosa-solis, & @@ -13760,7 +13726,7 @@ apozemas, & aperientes, quando avia de sangrar, dar ptisanas, leites tes, soros, & cordeaes srescos; mas porque desconheceo ceo a causa, errou o remedio, & deu com o doente na sepultura com grande perda de sua casa, & de seus filhos lhos.

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7. Quando os senhores Medicos modernos encontrarem contrarem alguma ictericia taõ +

7. Quando os senhores Medicos modernos encontrarem contrarem alguma ictericia taõ obstinada, que naõ queira obedecer aos remedios que aqui tenho apontado do, fallem comigo, que eu tenho hum segredo de taõ relevante virtude, que tornarei o dinheiro em dobro, se dentro de hum mes naõ curar o achaque. As razões porque naõ descubro este, & alguns @@ -13770,18 +13736,18 @@

- OBsERVAÇAM XCV. -

De humas almorreimas taõ doloroass, & inchadas, que nem lhe permittiaõ mittiaõ algũ + OBsERVAÇAM XCV. +

De humas almorreimas taõ doloroass, & inchadas, que nem lhe permittiaõ mittiaõ algũ sossego; & depois de se lhe terem applicado do mil remedios inuteis deitou duas pedras pelas veas hemorrhoidnes, & no mesmo dia se desvanecèraõ as dores, & a inchaçaõ, & teve saude.

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1. Porque ha homens taõ reimosos, & assertados tados ao que disse Galeno, (1.) que +

1. Porque ha homens taõ reimosos, & assertados tados ao que disse Galeno, (1.) que negaõ com elle criaremse pedras no corpo fóra dos rins, & da bexiga ou do intestino Colon, os quero desenganar, mostrandolhes com evidencia que naõ tem o corpo parte alguma interior, ou exterior, aonde se naõ possaõ saõ crear, & se tenhaõ visto sahir: assim o assirmaõ gravissimos Authores. (2.) Na glandula pineal da cabeça beça as vio Matheus Pausenio (3.) referido por Bonero ro. Na garganta se criaõ: assim o diz Avicenna. (4.)

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Debaixo da lingua se criaõ, & as vio Riverio, (5.) & fazem algumas vezes fluxões +

Debaixo da lingua se criaõ, & as vio Riverio, (5.) & fazem algumas vezes fluxões à garganta; outras vezes embaraçaõ a lingua de tal modo, que se naõ entendem as palavras, que os taes doentes dizem. No coraçaõ se criaõ: assim o diz Hollerio. (6.) No estomago se criaõ, & causaõ nelle grandes, & perpetuas dores: assim o diz Gentil referido por @@ -13812,11 +13778,11 @@ misturadas com os escarros, & nunca mais tussiraõ; hum destes enfermos era natural de Villa-Viçosa, chamado Antonio Rodrigues o Bicho verde; outro se chamava Domingos Gonçalvez morador às Fontainhas.

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2. Ultimamente criaõse pedras nas almorreimas assim o diz Realdo Columbo, (23.) & eu +

2. Ultimamente criaõse pedras nas almorreimas assim o diz Realdo Columbo, (23.) & eu o digo tambem, porque as vi deitar a hum doente, que padeceo muito tempo dores, & inchaçaõ de almorreimas, & naõ alliviando com mil remedios que se lhe fizeraõ, só com deitar algumas pedras, ficou saõ, como pelo seguinte caso farei manifesto.

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3. O Muito Reverendo Padre Fr. Joaõ de saõ Domingos, Religioso da Ordem dos Prégadores, +

3. O Muito Reverendo Padre Fr. Joaõ de saõ Domingos, Religioso da Ordem dos Prégadores, & Qualificador do santo Officio, padeceo muito tempo dores de almorreimas taõ intoleraveis, que naõ podia sossegar de dia, nem de noite, & sem embargo que (por razaõ do mesmo achaque) tinha continuos desejos de cursar, eraõ tam grandes as ancias, que @@ -13828,7 +13794,7 @@ das ditas dores, se endure’ciaõ, & resecavaõ as fezes de tal forte, que quando hia a evacuar lhe era preciso fazer muitas forças, com que se assanhavaõ, & inchavaõ mais as ditas almorreimas, & se seguia mayor copia de sangue.

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4. Neste aperto me deo conta o affligido efermo do do que padecia; & presumindo eu +

4. Neste aperto me deo conta o affligido efermo do do que padecia; & presumindo eu que tinha a doença vencida, porq~ me achava com o meu grande segredo, ou lenimento das almorreimas, lho appliquei logo, untandoas por fóra, & por dentro; mas sem embargo q~ o dito remedio costuma (quasi sempre) obrar effeitos portentosos; assim em aplacar as @@ -13847,19 +13813,19 @@ hemorrhoidaes duas pedras pequenas, que tenho em meu poder para memoria de taõ raro, & novo caso; & daquelle dia por diante naõ teve dores, & logra boa saude, passa já de quatro annos.

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5. Desta Observaçaõ se tira por fruto o saber que as pedras se podem tambem criar nas +

5. Desta Observaçaõ se tira por fruto o saber que as pedras se podem tambem criar nas veas hemorrhoidaes, assim como se criaõ em outras partes do corpo, como affirmaõ os Authores allegados; & eu o affirmo tambem, porque as vi no sobredito Religioso.

- OBsERVAÇAM XCVI. -

De hum Principe Ecclesiastico, que estando com saude, & em seu perfeito acordo, + OBsERVAÇAM XCVI. +

De hum Principe Ecclesiastico, que estando com saude, & em seu perfeito acordo, quando tomava nas mãos hum pucaro cheyo de agua nevada, ou qualquer outra cousa muito fria, sentia taõ grande quentura, como se tomasse brazas de fogo; & pelo contrario quando tomava nas mãos huma tigela com caldo, ou agua fervendo; sentia tão grande frialdade, que a naõ podia sofrer, porque lhe parecia que tinha neve dentro.

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I. ADmiraveis saõ os segredos da natureza; (I.) nella vemos alguns effeitos taõ raros, +

I. ADmiraveis saõ os segredos da natureza; (I.) nella vemos alguns effeitos taõ raros, & encontrados com a razaõ, que nos parecem fabulosos, ou impossiveis; naõ porque na realidade o sejaõ; mas porque o naõ alcança o nosso entendimento, a quem Deos poz certa baliza donde naõ pudesse passar; & daqui procede que quando vemos algumas cousas taõ @@ -13921,8 +13887,8 @@

- OBsERVAÇAM XCVII. -

De huma Hernia intestinal, a que sobrevieraõ tantos vomitos de esterco, que todos os + OBsERVAÇAM XCVII. +

De huma Hernia intestinal, a que sobrevieraõ tantos vomitos de esterco, que todos os Medicos que os viraõ, entendèraõ que eraõ mortaes, por causa do grande volvulo de que procediaõ; e porque conheceraõ o evidente perigo em que a enferma estava, lhe naõ applicàraõ outro remedio mais que a sancta Unçaõ: neste aperto fui chamado, (como cada dia @@ -13935,13 +13901,13 @@ Arte, nenhum se achou até: este dia de virtude tað efficaz para destorcer, e indireitar o intestino como o azougue: assim o mostrou o effeito, pois com estes dous remedios livrei a dita mulher da sepultura.

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1. POrque naõ tem numero as pessoas, que saõ quebradas, e saõ poucos os remedios +

1. POrque naõ tem numero as pessoas, que saõ quebradas, e saõ poucos os remedios efficazes, com que as quebraduras se curaõ, e os intestinos se recolhem, e eu tenho por industria do meu estudo alcançado alguns, que até hoje nem se sabem, nem estão escritos, por isso me pareceo que faria hum grande serviço à Republica se os ensinasse, para que os necessitados se valessem delles em semelhantes apertos; e para abono do sobredito referirei o seguinte caso, que me passou pelas mãos.

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2. Maria Rodrigues, moradora na rua da Paz, era quebrada de muitos annos, e não lhe +

2. Maria Rodrigues, moradora na rua da Paz, era quebrada de muitos annos, e não lhe lembrando que tinha semelhante doença, tomou inadvertidamente hum grande peso, e repentinamente lhe cahiraõ as tripas até o joelho; a este grande trabalho se lhe seguiraõ outros mayores, como foraõ dores insoportaveis de ventre, resfriamento de pès, e excessiva @@ -13966,7 +13932,7 @@ naõ fazer caso do que poderiaõ dizer de mim, se o successo naõ correspondesse ao desejo; mas como eu faço o que entendo, e a consciencia me ensina, naõ me fazem aballo os dicterios da maledicencia. (2.)

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3. Entendi pois, que para livrar a esta mulher da morte, era necessario recolher primeiro +

3. Entendi pois, que para livrar a esta mulher da morte, era necessario recolher primeiro os intestinos, e metellos em seu lugar, porq̃ sem esta diligencia seria impossivel curar o volvulo, e os vomitos, nem salvarlhe a vida, mas como a parte estivesse muito fria, e por isso muito dura, inchada, e retezada, era preciso aquentalla, abrandalla, e desfazerlhe os @@ -13997,7 +13963,7 @@ destorceo, e indireitou o instestino, parou o movimento peristaltico erroneo dos mesmo intestinos, (3.) cessáraõ os vomitos, e se seguiraõ varios cursos, e livrou da morte, com grande credito da Arte, e gosto meu.

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4. Naõ faltaráõ pessoas, a quem a resoluçaõ de dar a beber azougue, e o valor de naõ +

4. Naõ faltaráõ pessoas, a quem a resoluçaõ de dar a beber azougue, e o valor de naõ fugir dos casos desesperados, mais parèceraõ temeridades, que commiserações: eu digo que ou parecessem bem, ou mal, que nem por isso hei de deixar de fazer o que puder, por remediar aos doentes, porque me consolaõ muito os muitos que livrei da morte, porque os @@ -14006,34 +13972,34 @@ pessoas agradaõ tanto os meus conselhos, que não só os observaõ; mas os estiamõ, e agradecem, imitando nisto as boas terras, que pagaõ com usura de copiosos frutos o beneficio, que recebèraõ de quem as cultivou.

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5. Pelo contrario tambem sei que ha sujeitos, a quem nem os meus dictames, nem os meus +

5. Pelo contrario tambem sei que ha sujeitos, a quem nem os meus dictames, nem os meus remedios parecem bem, pois me consta que os reprovaõ, depois que delles se aproveitaõ; fazendo o mesmo que a hera, que ajudandose de alguma arvore para se levantar do chaõ, lhe paga o beneficio do arrimo com o secar, e dstruir: não he queixa minha, he de Baconio. (4.)

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6. Perguntaráõ os curiosos: e quaes saõs os remedios naõ escritos de outrem? Digo que saõ +

6. Perguntaráõ os curiosos: e quaes saõs os remedios naõ escritos de outrem? Digo que saõ tres. O primeiro he, a fomentaçaõ, e applicaçaõ do caõ vivo sobre a hernia intestinal, porque esta facilita (melhor que tudo) o recolhimento da quebradura. O segundo remedio ( sendo a quebradura em criança recem nascida) saõ os pòs daquellas lebrezinhas, que se tiraõ do ventre de huma lebre prenhada, secos em forno, e dados cinco, ou seis dias em quatro colheres de leite. O terceiro remedio (até aqui naõ escrito) se achará neste livro na Observaçaõ 36. fol. 219. aonde os curiosos o podem ver.

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7. Àlem destes remedios, quero apontas outros, que supposto sejaõ já escritos, andaõ +

7. Àlem destes remedios, quero apontas outros, que supposto sejaõ já escritos, andaõ espalhados por taõ diversos Authores, que será necessario ser o Medico muito curioso, e versado na liçaõ dos livros, para ter noticia delles; e porque lhes quero poupar este trabalho, ajuntarei aqui os mais experimentados, em serviço do bem commum.

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8. A conserva que se faz de cabellos de lebre cortados com tisoura taõ subtilmente, que +

8. A conserva que se faz de cabellos de lebre cortados com tisoura taõ subtilmente, que fiquem hum pò impalpavel, ajuntando-o com outra tanta quantidade de raiz de pè de Leaõ, e de esterco de lebre, formando tudo com mel, e tomando cada dia oitava e meya, solda maravilhosamente a quebradura. O emplastro que se faz de partes iguaes de azevre, incenso, almecega, sangue de Dragaõ, e mumia, misturando todas estas cousas com o ferrado de qualquer criança; posta sobre a quebradura bem ligado, estando o doente na cama de costas quinze dias, faz effeitos estupendos.

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9. se deitarem doze folhas de papel tres dias de infusaõ em agua fria, e no fim dos ditos +

9. se deitarem doze folhas de papel tres dias de infusaõ em agua fria, e no fim dos ditos tres dias pizarem o dito papel em hũ gral de pedra, até que se faça huma massa, e depois da quebradura recolhida puzerem a dita massa sobre a quebradura, e ligarem bem a parte, dentro de quatro ou seis dias sarará o doente.

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10. Tambem he remedio mui decantado, pòr sobre a quebradura o seguinte lenimento. Tomem +

10. Tambem he remedio mui decantado, pòr sobre a quebradura o seguinte lenimento. Tomem de balsano de enxofre duas onças, de oleo de almecega hũa onça, de crocus martis meya onça, de barro de Estremoz feito em pò subtilissimo duas onças e meya, de caparrosa examinada hũa onça, de coral vermelho, e pedra de cevar preparados, de cada cousa destas @@ -14041,7 +14007,7 @@ doente quebrado vinte dias em jejum huma chicara de vinho tinto bem cuberto, (a que chamamos vinho cascarraõ) no qual estiverem doze horas de infusaõ huma onça de raiz de carlina, e pé de Leaõ secas, vereis effeito milagroso.

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11. se no mes de Mayo colherem seis bolsas que se criaõ nos choupos, em se criaõ os +

11. se no mes de Mayo colherem seis bolsas que se criaõ nos choupos, em se criaõ os mosquistos, e as meterem em hũ vaso de vidro, e o puzerem ao sol, destillaraõ de si hũa agua, ou licor com que untando a quebradura se achará o doente saõ. se pizarem a erva chamada herniaria, e com ella misturarem farinha de favas, de sorte que fique hũa massa, @@ -14049,7 +14015,7 @@ de costas, infallivelmente sarará. se depois recolhidas as tripas derem ao doente vinte dias hũ escropulo de crocus martis misturado com assucar, bebendolhe em cima huma chicara de vinho tinto, se conseguirá a saude desejada.

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12. se as tripas estiverem fóra de seu lugar muito tempo, e por essa razão incharem, ou +

12. se as tripas estiverem fóra de seu lugar muito tempo, e por essa razão incharem, ou se resfriarem tanto, que se naõ possaõ recolher, será o seu remedio fazer beber ao doente hum copo de bom vinho, em que levemente tenhaõ fervido era doce, funcho, e alcorovia, porque desta sorte se desfaráõ os flatos, se desinchará o tumor, e com grande facilidade @@ -14057,19 +14023,19 @@ acipreste, e as applicar por fóra com a herniaria, fará grande proveito. Quem tomar noventa dias em jejum huma oitava de pò de raiz de resta-boy, misturado com hum copo de vinho de losna, certamente sarará das hernias carnofas.

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13. se a hum quebrado derem seis dias successivos, hum coraçaõ de toupeira feito em pò, o +

13. se a hum quebrado derem seis dias successivos, hum coraçaõ de toupeira feito em pò, o curará, e fará recolher as tripas.

- OBsERVAÇAM XCVIII. -

De humas camaras hepaticas que certo homem dous annos, em cujo discurso de tempo se + OBsERVAÇAM XCVIII. +

De humas camaras hepaticas que certo homem dous annos, em cujo discurso de tempo se fizeraõ imunes a seis remedios sem proveito, e estando o doente desconfiado da vida, tomou por meu conselho, depois de outros remedios que lhe fiz, huns femicupios de agua tibia do poço do Borratem; naõ bebendo outra mais que do dito poço; e foi Deos fervido que o que naõ puderaõ fazer os melhores remedios da Arte, fizesse só a dita agua, assim bebida, como exteriormente applicada.

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1. MAnoel sutil, morador da Gibetaria, padeceo dous annos humas camaras de sangue +

1. MAnoel sutil, morador da Gibetaria, padeceo dous annos humas camaras de sangue acompanhadas com puxos taõ mordazes, que o faziaõ perder a paciencia: para livrarse desta enfermidade consultou a certo Medico bem opinado, o qual, fez toda a diligencia possivel por curallo, mas depois de muitos meses de trabalho, vendo que nenhum remedio bastava para @@ -14115,7 +14081,7 @@ finalmente os bafos de huma pinha acesa apagada em vinagre, porque com qualquer destes remedios tinha eu curado semelhantes camaras; tudo isto se fez, mas com taõ pouca sorte, que de tudo zombou a doença.

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2. Naõ foy pequeno o cuidado que me deo huma taõ grande resistencia, mayormente depois de +

2. Naõ foy pequeno o cuidado que me deo huma taõ grande resistencia, mayormente depois de ter aplicado tantos, & taõ efficazes remedios; nesta perplexidade naõ tive para onde recorrer mais, que para considerar que as ditas camaras deviaõ proceder de qualidade gallica, porque alem de serem mais continuas no tempo da noite, (indicio bastante para @@ -14145,18 +14111,18 @@ dita agua tibia sarou naõ só este doente, mas outros muitos camarentos, cujos nomes se acharaõ apontados na minha Polyanthea da segunda impressaõ trat. 2. cap. 57 fol. 374. do num. 13. até 19.

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3. semelhante caso a este observei em Antonio da Rocha de Magalhães, morador junto da +

3. semelhante caso a este observei em Antonio da Rocha de Magalhães, morador junto da porta travessa da sè. Teve o dito sujeito camaras sanguinolentas, vinte meses, & depois de se ter esgotado com elle a Medicina, & o sofrimento, sem conhecer o alivio, só com beber agua do poço do Borratem, & com huns semicupios da dita agua teve perfeitissima saude, estando já sem esperança de remedio.

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4. Tres frutos muito proveitosos ao bem comum espero colhaõ destas Observações os Medicos +

4. Tres frutos muito proveitosos ao bem comum espero colhaõ destas Observações os Medicos modernos. O primeiro he, saber que nem sempre que virem que as doenças, ou os seus symptomas crescem de noite, assentem (como se fosse verdade infallivel) que procedem de qualidade gallica; pois vemos que estas camaras se curaraõ com beber, & banhar em agua agua taõ fria como a de hum poço; e seria impossivel que aproveitassem tanto, se os cursos procedessem da sobredita qualidade.

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5. O segundo fruto he, saber que a agua do tal poço tem grande virtude de curar, ou ao +

5. O segundo fruto he, saber que a agua do tal poço tem grande virtude de curar, ou ao menos de moderar muito os achaques, que procedem de demasiada quentura do figado: assim o tenho visto em infinitos doentes, principalmente em dous leprosos com comichões taõ rebeldes, q não obedecendo (no discurso de muitos annos) a repetidas sangrias, @@ -14166,12 +14132,12 @@ dito poço, & com os banhos della; com tal condiçaõ, que a demora dentro do banho era no principio de tres quartos de hora, & passados os primeiros, era de cinco quartos: naõ he só experiencia minha, he preceito de Galeno (2.) que assim o manda fazer.

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6. Naõ allego testimunhas em abono da agua do tal poço, assim para bebida, como para +

6. Naõ allego testimunhas em abono da agua do tal poço, assim para bebida, como para banhar aos leprosos, ou muito esquentados do figado, porque naõ tive licença dos taes doentes para os nomear; mas se ouver alguem taõ incredulo que duvide do que lhe digo, falle comigo, que debaixo de segredo natural lhe direi os nomes dos doentes, a quem curei com o uso da tal agua, já bebida, já dada em banhos.

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7. O terceiro fruto he, que a dita agua bebida largo tempo tira a esterilidade, que +

7. O terceiro fruto he, que a dita agua bebida largo tempo tira a esterilidade, que proceder da muita quentura de algum dos casados, como o tenho observado em pessoas, que naõ tiveraõ filhos muitos annos, & depois que bebèraõ da dita agua, os tiveraõ. E que o demasiado calor seja algumas vezes o principal impedimento para ter filhos, se deixa @@ -14181,7 +14147,7 @@ banhos de agua commua, porque só assim os esperava: & naõ me enganei; porque tomados elles concebeo a senhora Condeça, & tem já dous sucessores da sua Ilustrissima casa, & espero que Deos lhe dará muitos.

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8. Jà que nesta Observaçaõ fallei em banhos, quero em serviço dos Medicos modernos +

8. Jà que nesta Observaçaõ fallei em banhos, quero em serviço dos Medicos modernos fazerlhes com Galeno (3.) tres advertencias muito importantes para o bom uso deste remedio. A primeira, que naõ dem banhos aos febricitantes com tal frio, ~q não só acrescentem a febre que de presente tem; mas que exeitem alguma que não tinhaõ. A segunda, @@ -14200,10 +14166,10 @@

- OBsERVAÇAM XCIX. -

De hum menino, que metendo na boca hum feijaõ, lhe entrou pela aspera arteria, & o + OBsERVAÇAM XCIX. +

De hum menino, que metendo na boca hum feijaõ, lhe entrou pela aspera arteria, & o afogou repentinamente.

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1. COmo seja impossivel conservarse a vida sem a continua entrada, & sahida do ar; +

1. COmo seja impossivel conservarse a vida sem a continua entrada, & sahida do ar; que naõ só he necessario para o refrigerio do coraçaõ, mas para se fabricarem os espiritos vitaes; he precisamente necessario que as partes por onde o tal ar entra frio, & sahe quente, naõ tenhão impedimento para que a obra da respiraçaõ se continue, & a vida se @@ -14222,9 +14188,9 @@ poder sahir, nem entrar ar, & por isso esteve quasi suffocado, & certamente morreria, se com hum pedaço de rolo encurvado lhe naõ empurrara para baixo a dita fruta, & lhe desapertàra a dita aspera arteria, & deste modo ficasse

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56O Observações Medicas Doutrinaes.

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livre a entrada, & saida do ar, & a vida salva.

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2. Desta Observaçaõ se podem colher muitos frutos, & boas advertencias para evitar as +

56O Observações Medicas Doutrinaes.

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livre a entrada, & saida do ar, & a vida salva.

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2. Desta Observaçaõ se podem colher muitos frutos, & boas advertencias para evitar as desgraças que succedem por falta dellas. O primeiro fruto he, que quando comermos, mastiguemos muito bem as iguarias porque desta sorte ficaõ os bocados mais brandos, & pequenos, & por consequencia incapazes de encalhar, nem apertar a traca arteria, de @@ -14248,8 +14214,8 @@ aspera arteria, o obrigava a tossir de dia, & de noite, & o naõ deixava sossegar, & se hia emmagrecendo até que (comadecendose Deos delle) deitou o dito ossinho com huma grande tosse, &

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Observaçaõ XCIX. 56I

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nunca mais tussio, nem emmagreceo. semelhante caso a este em termos identicos observou +

Observaçaõ XCIX. 56I

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nunca mais tussio, nem emmagreceo. semelhante caso a este em termos identicos observou Cornelio s talparte, como os curiosos poderáõ ver nas suas Observações raras, Observaç. 23. fol. 97. Ou podem escapar, porque o que enguliraõ naõ tinha pontas, nem era muito duro, nem aspero, & com o tempo se gastou, & desvaneceo: o certo he, que sempre, @@ -14261,7 +14227,7 @@ ; porque para sustentar, & nutrir deve o sangue ser oleoso, pingue, & naõ ter acrimonia, & se a tem, myrrhaõse, & secaõse pouco a pouco os doentes, até que altos de carnes, & de espiritos morrem atrophicos, & tisnados

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.3. Nesta Cidade conheci a certo Clerigo, que por descuido, ou voracidade engulio hum +

.3. Nesta Cidade conheci a certo Clerigo, que por descuido, ou voracidade engulio hum bocado grande, & mal mastigado, & por esta razão naõ podendo passar para baixo, nem sahir para fóra, ficou encalhado na traca arteria, & apertou a aspera de tal modo, que naõ deixava entrar ar para o coraçaõ, por cuja causa esteve quasi morto; neste grande @@ -14273,8 +14239,8 @@ era muito mais grossa do que convinha, & sem embargo que se logrou bem o intento, porque o bocado se empurrou, & desceo para o estomago, & consequentemente a aspera arteria se desapertou; comtudo como a vela

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562 Observações Medicas Doutrinaes.

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era muito grossa, escandalizou a garganta de tal sorte, que se naõ morreo afogado com o +

562 Observações Medicas Doutrinaes.

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era muito grossa, escandalizou a garganta de tal sorte, que se naõ morreo afogado com o bocado, morreo do remedio, porque nunca mais teve saude; antes de dia em dia se foy consumindo, & emmagrecendo, até que exhaustos os espiritos vitaes acabou a vida. Daqui fiquem advertidas as amas que criaõ, que naõ lhes aconteça para acallentar, & cõtentar @@ -14287,20 +14253,20 @@

- OBsERVAÇAM C. -

De huma fraqueza de nervos, & tremor de mãos taõ grande, que naõ deixavaõ fazer cousa + OBsERVAÇAM C. +

De huma fraqueza de nervos, & tremor de mãos taõ grande, que naõ deixavaõ fazer cousa alguma a certo homem em quanto estava em jejum, & só depois que comia, aliviava algũa cousa, & valendose do meu conselho foy resistituido à saude com grande credito da Arte.

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1. CErto homem, cujo nome he licito fique em silencio, porque bebia muito vinho assim em +

1. CErto homem, cujo nome he licito fique em silencio, porque bebia muito vinho assim em jejum, como no discurso do dia, bebendo tambem muita agua de noite, por cuja causa debilitou de sorte os nervos, que naõ só lhe tremiaõ muito as mãos; mas tinha huma taõ grande fraqueza nellas, que naõ podia escrever, nem pegar em cousa alguma, q logo lhe naõ cahisse dellas: vivia este enfermo muito desconsolado, porque o sustento de sua

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mulher, & filhos dependia dos lucros de seu trabalho, & como estava incapaz para +

mulher, & filhos dependia dos lucros de seu trabalho, & como estava incapaz para o fazer pela excessiva fraqueza das maõs,

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Observaçaõ C.

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mãos, se via tempos de pedir esmolas: mas Deos que se quiz apiedar desta miseria, +

Observaçaõ C.

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mãos, se via tempos de pedir esmolas: mas Deos que se quiz apiedar desta miseria, permitio lhe chegasse à noticia que eu preparava em minha casa algũs remedios especificos , com que curava algumas doenças tidas por incuraveis, & deixadas ao desamparo. Alentouse o doente muito com esta boa nova, & começou a ter esperanças de se ver com @@ -14324,8 +14290,8 @@ sastios mortaes; & que depois de purgado quatro, ou cinco vezes, em dias alternados, com as pilulas de hyera de Pachio, entrasse a tomar pelas manhãs, & às noites maua oitava do pòs nervinos, cuja descripçaõ he a seguinte.

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564 Observações Medicas Doutrinaes.

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2. Tomar de cinabrio nativo (o melhor he o de Ungria) huma onça, fazendo - o em pó se moa +

564 Observações Medicas Doutrinaes.

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2. Tomar de cinabrio nativo (o melhor he o de Ungria) huma onça, fazendo - o em pó se moa em hũa pedra de pintor com agua de cereijas negras, até que fique huma massa, ou polme impalpavel, & entaõ se deixe secar, & se torne a fazer em pò, & entaõ se lhe ajuntem duas onças de assucar fino reduzido a pò impalpavel, misturandolhe tambem de oleo @@ -14335,7 +14301,7 @@ segurar mais a saude se fomentará a nuca, & o espinhaço duas vezes cada noite com oleo do espasmo do Grão Duque de Florença, ou com o seguinte balsamo nervino, que he maravilhoso para semelhante doença.

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3. Tomai de oleo de noz noscada feito por expressaõ duas oitavas, de oleo de alambre hum +

3. Tomai de oleo de noz noscada feito por expressaõ duas oitavas, de oleo de alambre hum escropulo, de alfazema, de engos, de minhocas, & de arruda de cada cousa destas huma oitava, de sebo de caõ, & de homem esquartejado, de cada cousa destas meya onça, de balsamo de copaíba, & de pó subtilissimo de castoreo, de cada cousa destas hum @@ -14349,8 +14315,8 @@ curar os tremores das mãos, & da cabeça; & se o tempo fosse frio, comesse todos os dias em jejum tres nozes com paõ; mas quando o tempo estivesse calmoso, usasse de tomar todos os dias hum escropulo de pò do esterco do Pavaõ macho, desatado em huma

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Observaçaõ C.

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chicara de agua cozida com cardo santo, & cabeças de hyssopo, ou misturados com tres +

Observaçaõ C.

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chicara de agua cozida com cardo santo, & cabeças de hyssopo, ou misturados com tres onças de agua de cerejas negras destilladas em lambique de vidro, que são muito capitaes, & confortativas dos nervos; & que de quando em quando trouxesse na boca hũa migalha de noznoscada: & foy Deos servido, que com estes remedios se confortassem os @@ -14368,13 +14334,13 @@

- OBsERVAÇAM CI. -

De varios doentes enfeitiçados, & ligados por arte diabolica de tal sorte que huns + OBsERVAÇAM CI. +

De varios doentes enfeitiçados, & ligados por arte diabolica de tal sorte que huns ficáraõ incapazes de cohabitar com suas mulheres; outros as aborreceraõ de modo, que nem podiaõ vella, nem estar na sua companhia; & por industria da Medicina os curei, & fiz capazes de ter filhos, & de viverem com muita amizade, & em serviço de Deos

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I. Pudera a malicia humana darse por satisfeita com as muitas doenças, afflicções, & +

I. Pudera a malicia humana darse por satisfeita com as muitas doenças, afflicções, & trabalhos que os homens padecem, sem que maquinassem novas traças, & arficios para atormentar mais a nossa miseria; mas como o diabo he inimigo commum dos homens, envejoso da paz, & sossego que lograõ na terra os que bem vivem, & das felicidades que haõ @@ -14394,25 +14360,25 @@ outros inchados como odres, outros secos, & myrrhados como páos, outros fugindo da gente, huns sempre rindo, outros chorando sempre, & finalmente outros com taõ grande odio, & aborrecimento a suas mulheres, que nem as podiaõ ver, nem ouvir fallar.

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2. seria cousa impossivel referir aqui os infelices successos que neste particular tenho +

2. seria cousa impossivel referir aqui os infelices successos que neste particular tenho visto, & observado de muitos annos a esta parte; mas porque se offenderiaõ muito os aprisionados de seus vicios, & do demonio, se eu descobrisse aqui as suas saltas, & illicitos tratos, quero passar em silencio os seus nomes, contentandome só com ensinar os remedios, com que por merce de Deos, & insdustria do meu estudo livrei a alguns de semelhantes perigos.

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3. Primeiramene aquelles que sendo moços, & robustos, & de muito vir-potentes +

3. Primeiramene aquelles que sendo moços, & robustos, & de muito vir-potentes para com suas mancebas, me fizeraõ queixa que casando se acháraõ repentinamente incapazes de consummar o matrimonio, mandei que defumassem duas, ou tres vezes as parte vergonhosas com os dentes de huma caveira, & sem outra diligencia ficàrão logo bons, & desligados, & capacissimos dos atctos conjugaes; destes tive tres.

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4. Aquelles que avendo sido bem casados, & muito amantes de suas mulheres, passarão a +

4. Aquelles que avendo sido bem casados, & muito amantes de suas mulheres, passarão a hũma tal metamorphosi, ou mudança odiosa, q̃ nem as podião ver, nem deitarse na mesma cama com ellas, fiz reconciliar em amizade, mandando que às escondidas untassem a palmilha dos çapatos do homem amancebado com o esterco da manceba; & palmilha dos çapatos de manceba com o esterco do mancebado, & daquele dia por diante se converteo em desagrado, & aborrecimento de ambos, o que até aquelle tempo tinha sido cegueira de amor lascivo occasionado de algum feitiço.

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5. Aquelles que sendo discretos, prudentes, & bem procedidos, passaraõ repentinamente +

5. Aquelles que sendo discretos, prudentes, & bem procedidos, passaraõ repentinamente a ser tolos, ou furiosos, ou fugiraõ da companhia das gentes andando sempre rindo, ou chorando, ou fallando comsigo, curei entendendo que alguma mulher enganada pelo diabo, ou por algumas feiticeiras que saõ os seus ministros, lhes aconcelhàra que para conciliar a @@ -14432,18 +14398,18 @@ com o pò das pedras, que os homens deitaõ pela via da ourina. Joaõ Vvalterio louva por grande remedio para os enfeitiçados a infusaõ do elleboro negro feita em agua de erva cidreira.

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6. Aos que vi emmagrecer, & secarse sem terem febre, nem frio, nem dor, nem fome, nem +

6. Aos que vi emmagrecer, & secarse sem terem febre, nem frio, nem dor, nem fome, nem desgostos, ou cousa alguma manifesta donde lhes pudesse vir a tal magreira, entendi que eraõ enfeitiçados, & por esta razaõ lhes dei ouro da vida, descripçaõ de Hartmno, ou de Burneto, & ao depois lhes dei por tempo de dous meses, leite de agua, em que desatava todos os dias meya oitava de aljofar bem preparado.

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7. A hum que tive taõ inchado como huma pipa, dei, depois do quintilio, meya onça de çumo +

7. A hum que tive taõ inchado como huma pipa, dei, depois do quintilio, meya onça de çumo de nastrucio aquatico, misturandolhe huma oitava de trociscos de myrrha; & lhe pudera dar hũa oitava de theriaga magna, desatando tudo em tres onças de agua de cardo santo. Naõ falta Author da primeira grandeza, q̃ conselha por remedio singularissimo dar ao enfeitiçado duas, ou tres vezes hũa oitava de pò da parreira secca, de que se aja tirado primeiro a tunica exterior.

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8. Por fim desta Observaçaõ quero advertir aos Medicos principiantes, & às mulheres +

8. Por fim desta Observaçaõ quero advertir aos Medicos principiantes, & às mulheres depravadas, q̃ o sangue mensal está taõ fóra de conduzir para grangear amor, & affeiçaõ dos homens, q̃ antes os faz tontos, loucos, & furiosos, & os mata; porq̃ he tal a maldade do dito sangue, que até nas cousas insensiveis faz effeitos, & damnos @@ -14454,19 +14420,19 @@ que neste tempo se enfeitaõ a elles; & he taõ notorio este damno, que era prohibido no Levitico que os homens naõ tivessem ajuntamento com suas mulheres nos dias da menstruação.

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9. Alguns enteitiçados, ou endemoniados vi que se queixavaõ de que viaõ varias visagens, +

9. Alguns enteitiçados, ou endemoniados vi que se queixavaõ de que viaõ varias visagens, fantasmas, ou figuras de cavallo, elefantes, peruns, sepentes; a alguns destes curei fazendolhes trazer ao pescoço, & nos pulsos dos braços alambres brancos; & a outros mandando-os defumar com a semente da erva antitthino, trazendoa tambem ao pescoço: assim o dizem schrodero, Crolio, & outros Authores.

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. Os que quizerem mais noticias dos remedios com que se curaõ os enfeitiçados, vejaõ a +

. Os que quizerem mais noticias dos remedios com que se curaõ os enfeitiçados, vejaõ a Pedro Borelo centur. 1. observ. 66. mihi fol. 68.

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Lentilius Miscellaines Medico-practicis, mihi fol. 13 // Ligatio, Graanem de homine cap. +

Lentilius Miscellaines Medico-practicis, mihi fol. 13 // Ligatio, Graanem de homine cap. 164 // Nom tamen possumus, Henricus ab Heers lib. rar. Observ. observ. 130. Carolus Musiranus li. 1. Trutinae Medicinae cap. 14 de Philtro, mihi fol. 192. col. 2. Joannes Agricola Commentar. in Popium tract. de ANtimónio, mihi fol. 55.

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FINIs, LAUs, DEO, Virginique, Matri.

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FINIs, LAUs, DEO, Virginique, Matri.

- + \ No newline at end of file diff --git a/data/DadosDoDicionario-copy.csv b/data/DadosDoDicionario-copy.csv new file mode 100644 index 0000000..cf6322a --- /dev/null +++ b/data/DadosDoDicionario-copy.csv @@ -0,0 +1,148 @@ +ID,Headword,Etymology,WClass,Credits,DateOfCreation,DateOfUpdate +116,adiposo,"O dicionário Houaiss afirma tratar-se de derivação sufixal a partir de ádipe (gordura animal) com o acréscimo do sufixo -oso. No entanto, a forma latina adiposus, ainda que não esteja registrada nos dicionários de latim da Antiguidade, pode ser encontrada em textos em latim científico, como, por exemplo, na expressão “panniculus adiposus”, presente na “Acta Physico-Medica” de 1730 (https://www.google.com.br/books/edition/Acta_physico_medica_Academiae_caesareae/bYy3qY5Fgn8C). Dessa forma, o étimo da forma portuguesa pode ser o latim científico, e não uma formação vernacular, como propõe o dicionário Houaiss.",adjetivo,Fabiani de Amorim Gonçalves; Bruno Maroneze,4 May 2024,4 May 2024 +98,angulado,"Duas são as possibilidades de descrição do étimo: 1 - angulado pode ter como étimo o latim angŭlātus (atestado na Antiguidade, conforme registrado nos dicionários de Gaffiot e Oxford Latin Dictionary), constituindo-se, dessa forma, como um decalque da língua latina; ou 2 - angulado pode ser analisado como derivado do substantivo ângulo com o sufixo -ado, visto que o substantivo ângulo teve, segundo o Dicionário Houaiss, sua primeira atestação no século XIV; portanto, no momento da elaboração do dicionário de Vandelli, há a possibilidade de o autor ter utilizado o recurso da própria língua portuguesa para introduzir a palavra na língua através do processo de derivação.",adjetivo,Kamila da Silva Barbosa; Bruno Maroneze,15 Sep 2023,13 Dec 2024 +1,antera,"O étimo é o latim científico anthera, já atestado no século XVIII, como mostra o dicionário de Vandelli. Segundo o Dicionário Houaiss, o termo foi criado a partir do grego antherós,á,ón, que significa ""florido"".",substantivo feminino,Bruno Maroneze,28 Feb 2022,14 Jun 2022 +88,árvore,"O étimo é o substantivo latino arbor, oris (com o mesmo significado de “planta de tronco alto e grosso”), pelo acusativo arborem, visto ser palavra herdada. É atestada desde a Idade Média e, a julgar pela data informada pelo dicionário Houaiss (984), é uma das palavras mais antigamente atestadas na língua portuguesa.",substantivo feminino,Adriane Maria de Oliveira Queiroz; Bruno Maroneze,18 Sep 2023,18 Sep 2023 +66,aurícula,"O étimo é o latim auricula, diminutivo de auris, que na Antiguidade era empregado para se referir à orelha (conforme afirma o Oxford Latin Dictionary). É sabido que a forma auricula é também o étimo da forma herdada “orelha”; dessa forma, “orelha” e “aurícula” são, etimologicamente, formas doublets.
O emprego de “aurícula” para designar as cavidades superiores do coração (chamadas de “átrio” pela Medicina do século XXI) já ocorre no latim científico desde pelo menos o século XVII (como, por exemplo, em “Anatome Animalium” de Gerard Blasius, 1681 - https://www.google.com.br/books/edition/Gerardi_Blasii_Anatome_animalium_terrest/Bx1fAGulTCQC), mas em língua portuguesa o primeiro emprego parece mesmo ter sido na obra de Vandelli. Bernardo Santucci, na “Anatomia do Corpo Humano” (1739), à p. 125, fala em “orelhas do coraçaõ” em vez de “aurículas”. ",substantivo feminino,Ana Carolina Menegassi Rocha; Bruno Maroneze,27 Nov 2023,27 Nov 2023 +70,bálano,"O étimo é o latim balanus, i, que se refere aos frutos de árvores como o carvalho ou outras castanhas. Em latim, a palavra tem origem no grego βάλανος, que, segundo o dicionário de Liddell, Scott e Jones, já apresentava, além da acepção de “fruto do carvalho”, também a de “cabeça do pênis”. Porém, os dicionários de latim Gaffiot e Oxford Latin Dictionary não apresentam essa acepção; talvez o latim não tenha conhecido essa acepção, ou talvez não tenha sido registrada em textos escritos. O emprego de balanus no latim científico não parece ter sido comum, visto que não foi possível encontrá-lo em obras médicas no Google Books. O próprio Santucci inclui bálano como um dos sinônimos de glande ou cabeça do membro masculino, mas prefere empregar o termo glande.",substantivo masculino,Marilizi Arruda Tarifa; Bruno Maroneze,07 Oct 2024,07 Oct 2024 +2,bífido,"O étimo é certamente o latim bifidus, registrado no dicionário de Gaffiot e no Oxford Latin Dictionary com a acepção de “dividido em duas partes”. Trata-se de palavra erudita, visto que não sofreu as transformações fonéticas esperadas para uma palavra herdada. O emprego do termo latino bifidus na Zoologia e na Botânica data do século XVIII e é, provavelmente, o étimo mais imediato da palavra portuguesa. O dicionário Houaiss apresenta a datação de 1827, de uma obra com a sigla PL, mas que não consta nas fontes de datação apresentadas.",adjetivo,Bruno Maroneze,28 Feb 2022,14 Jan 2023 +117,bile,"O étimo é o latim bilis, já atestado desde a Antiguidade com o sentido de ""fluido secretado pelo fígado"" (conforme mostra o Oxford Latin Dictionary). A conservação do -l- intervocálico e a data tardia de registro na língua portuguesa indicam tratar-se de palavra erudita, que certamente entrou na língua por meio do latim científico.",substantivo feminino,Fabiani de Amorim Gonçalves; Bruno Maroneze,7 May 2024,7 May 2024 +80,Botânica,"O étimo é, certamente, o latim científico Botanica, já empregado com o sentido de ""ciência dos vegetais"" desde o século XVII (cf., por exemplo, a obra ""Institutio Philosophica..."", disponível em https://www.google.com.br/books/edition/Institutio_philosophica_ad_faciliorem_ve/fk4KQkeAgUsC, onde se lê, à p. 291, ""Botanica, seu plantarum scientia"").
O emprego em latim científico deriva da forma feminina do adjetivo grego βοτανικός (botanikós) ""relativo às ervas"", atestado desde a Antiguidade (conforme informa o dicionário de Liddell, Scott e Jones).",substantivo feminino,Raissa Silveira Buss; Bruno Maroneze,16 Feb 2023,14 Jun 2023 +3,bráctea,"O étimo é o latim científico bractea, já com o sentido usual da Botânica. No latim da Antiguidade, conforme informa o dicionário de Gaffiot, a palavra designava ""folha de metal, de ouro"".",substantivo feminino,Bruno Maroneze,28 Feb 2022,14 Jun 2022 +140,brânquia,"O étimo é o latim branchia, ae, empregado desde a Antiguidade já com o sentido de ""órgão respiratório dos peixes"", conforme atesta o Oxford Latin Dictionary. Em latim, é um empréstimo do grego βράγχια, com o mesmo sentido, que já é atestado em Aristóteles (de acordo com o dicionário de Liddell, Scott e Jones). Em português, é certamente palavra erudita, visto não haver atestação anterior a fins do século XVIII.
O dicionário Houaiss informa que a primeira atestação é de 1782 e está registrada no Dicionário Histórico do Português Brasileiro (https://dicionarios.fclar.unesp.br/dhpb/). Trata-se do texto de Francisco Antônio de Sampaio ""Historia dos Reinos Vegetal, Animal, e Mineral do Brazil, pertencente à Medicina"" (https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_manuscritos/mss22949/mss22949.pdf), cujo manuscrito, escrito em 1782, permaneceu sem publicação até 1971, no vol. 89 dos Anais da Biblioteca Nacional (https://hemeroteca-pdf.bn.gov.br/402630/per402630_1969_00089.pdf).",substantivo feminino,Sammara Valim Luz dos Santos; Bruno Maroneze,15 Sep 2025,15 Sep 2025 +137,branquióstego,"O étimo é o adjetivo branchiostegus, a, um, não atestado no latim da Antiguidade, mas empregado no latim científico, como se pode ler, por exemplo, no ""Systema Naturae"" de Lineu, de 1748 (https://www.google.com.br/books/edition/Caroli_Linn%C3%A6i/Xh8AAAAAQAAJ). O termo latino, por sua vez, é formado pelos radicais gregos branchio- (referente às brânquias dos peixes) e -steg- (telhado, abrigo). Assim, o sentido pretendido, em latim, parece ser o de ""proteção, abrigo para as brânquias"".
Esse adjetivo aparece no texto de Vandelli em três empregos diferentes: a) em referência a ""peixes branquióstegos"" (que talvez sejam os peixes do gênero Branchiostegus, conforme se lê no dicionário Houaiss, s.v. ""branquióstego""); b) na expressão ""membrana branquióstega"" (conferir esse verbete); e c) na expressão ""abertura branquióstega"", que parece se referir à abertura das brânquias.",adjetivo,Sammara Valim Luz dos Santos; Bruno Maroneze,14 Sep 2025,14 Sep 2025 +4,bulbo,"Conforme informa o Dicionário Houaiss, o étimo é o latim bulbus,i, que significa ""cebola, bulbo, tubérculo, raiz carnuda"", e é cognato do grego bolbós,oû, que significa ""cebola"". A forma latina já era empregada na Botânica no século XVIII, como atesta o dicionário de Vandelli. O Dicionário Houaiss também inclui o verbete bolbo, sem data, informando que seria a forma vulgar da palavra.
A atestação na ""Anatomia do corpo humano"" de Santucci antecede em algumas décadas a datação na Botânica, o que pode indicar que há uma datação ainda mais antiga na Botânica, ainda a ser encontrada.
No índice alfabético do dicionário de Vandelli, encontram-se as expressões latinas “Caulinus bulbus”, “Solitus bulbus”, “Squamatus bulbus” e “Tunicatus bulbus”, todas remetendo para o verbete de número 166; no entanto, esse verbete não existe, visto que o último é o de número 164. Assim, supõe-se que o autor previu a inclusão de um verbete para “bulbus”, mas não o incluiu.",substantivo masculino,Bruno Maroneze,28 Feb 2022,14 Jun 2022 +5,bulboso,"É possível considerar o termo como tendo se formado por derivação sufixal a partir de “bulbo”, bem como também considerar um empréstimo direto do latim bulbosus,a,um, já empregado no latim científico, conforme atesta o dicionário de Vandelli.",adjetivo,Bruno Maroneze,28 Feb 2022,14 Jun 2022 +6,cálice,"O étimo é o latim calyx, -ycis, atestado já na Antiguidade (cf. Oxford Latin Dictionary), por sua vez originário do grego káluks, -ukos, com o sentido de “envoltório de um fruto”. Desde a Antiguidade essa forma é confundida com calix, -icis “espécie de recipiente” (cf. Oxford Latin Dictionary). O termo foi difundido no latim científico e pode ser encontrado no século XVIII, com ambas as grafias calix e calyx (cf. a própria obra de Vandelli, 1788, p. 249). O Dicionário Houaiss informa como primeira atestação da forma com C (calice) o dicionário de Domingos Vieira (1873), mas essa forma no plural (calices) já está presente no dicionário de Vandelli (1788).",substantivo masculino,Bruno Maroneze,28 Feb 2022,14 Jun 2022 +99,canaliculado,"O étimo é certamente o latim cănālĭcŭlātus, atestado desde a Antiguidade (conforme registro no Oxford Latin Dictionary). No entanto, o termo não ingressou na língua portuguesa por via herdada (visto não ter sofrido as mutações fonéticas, como a queda do -l- intervocálico, por exemplo), sendo, portanto, um decalque advindo do latim científico. Seria possível analisá-lo como um derivado sufixal a partir de canalículo, mas essa análise fica comprometida pelo fato de que a datação disponível para canalículo é de 1873 (segundo o dicionário Houaiss), ou seja, uma datação posterior à data que encontramos para canaliculado.",adjetivo,Kamila da Silva Barbosa; Bruno Maroneze,22 Sep 2023,29 Sep 2023 +7,capréolo,"O étimo é o latim científico capreolus, sinônimo de “cirro”, conforme define o próprio Vandelli: “Capreoli, carbiculae, viticuli: O mesmo, que os cirrhos. Ou he o cirro.” (Diccionario dos termos technicos de Historia Natural, 1788, p. 236). O dicionário de Gaffiot afirma que a palavra já tinha o sentido de ""gavinha da videira"" no latim da Antiguidade, embora também pudesse significar ""cabrito"".
O Dicionário Houaiss não inclui esse verbete em sua nomenclatura. O Dicionário Aulete inclui apenas com a acepção de ""espécie de cabra"". É possível que a acepção da Botânica esteja em desuso no português contemporâneo.",substantivo masculino,Bruno Maroneze,28 Feb 2022,14 Jun 2022 +118,cápsula,"Ainda que a forma latina capsula seja atestada desde a Antiguidade com o sentido de ""pequena caixa"" (conforme se verifica no OLD), a palavra portuguesa não é herdada, como se evidencia pela ocorrência do -l- intervocálico e do encontro consonantal -ps-. O étimo do termo da Anatomia é certamente o latim científico capsula, que é atestado com o sentido científico em textos latinos anteriores à obra de Santucci, tais como a obra de Jacob Douglass ""Descriptio comparata mvscvlorvm corporis hvmani et qvadrvpedis"", de 1729 (disponível em https://www.google.com.br/books/edition/Descriptio_comparata_mvscvlorvm_corporis/ddihNnLG1asC?hl=pt-BR&gbpv=1&dq=capsulae&pg=PA165&printsec=frontcover). O sentido empregado na Botânica parece ter sido empregado originalmente por Lineu, conforme afirma Brotero: ""As especies de pericarpo, segundo Linneo, saõ oito, a saber, capsula, siliqua, vagem, follilho, drupa, pomo, baga, e pinha"" (Brotero, 1788, vol. 1, p. 169).",substantivo feminino,Fabiani de Amorim Gonçalves; Bruno Maroneze,10 May 2024,19 Jun 2025 +135,carótida,"O étimo é a forma latina carotides, um, que, segundo o Oxford Latin Dictionary, já é atestado com o sentido de ""artéria do pescoço"" na obra de Aulo Cornélio Celso (séc. I d.C.). O termo em latim é claramente um empréstimo do grego καρωτίδες, que, segundo o dicionário de Liddell, Scott e Jones, também já era empregado com o mesmo sentido por autores da Antiguidade, como Galeno e Areteu da Capadócia. Esse dicionário ainda afirma que Rufo de Éfeso associa o termo ao verbo καρόω ""atordoar, causar adormecimento"", devido ao efeito conseguido pela compressão dessas artérias.
Ainda que o termo seja empregado desde a Antiguidade, sua forma na língua portuguesa é claramente erudita (evidenciada pela conservação das consoantes -t- e -d- intervocálicas), ou seja, o termo entrou na língua portuguesa certamente por meio de textos em latim científico.",adjetivo e substantivo feminino,Ana Cristina Gouvêa Lopes; Bruno Maroneze,12 Sep 2025,12 Sep 2025 +86,carpo,"O étimo é o latim científico carpus, empregado desde pelo menos o século XVII (por exemplo, na obra ""Systema Physicum"" de Friedemann Bechmann, 1664 - https://www.google.com.br/books/edition/Systema_physicum/1XCAVudr-JoC). É, por sua vez, a latinização da forma grega καρπός (karpós), empregada desde a Antiguidade, conforme informa o dicionário de Liddell, Scott e Jones, já com o sentido de ""punho"".",substantivo masculino,Bruno Maroneze,7 Oct 2024,7 Oct 2024 +8,cartilagíneo,"O étimo é o latim científico cartilagineus,a,um, com a mesma acepção, conforme mostra o próprio dicionário de Vandelli. Esse termo já era empregado no latim clássico (e está registrado no dicionário de Gaffiot, por exemplo), mas a palavra portuguesa é claramente um empréstimo, e não uma palavra herdada.
O Dicionário Houaiss não indica nenhuma rubrica referente à Botânica, mas a acepção de número 3 traz como exemplo a expressão “órgãos vegetais cartilagíneos”, indicando o emprego desse termo em referência a estruturas vegetais.",adjetivo,Bruno Maroneze,28 Feb 2022,14 Jan 2023 +78,carúncula,"O étimo é o latim caruncula, que tinha, na Antiguidade, o sentido de “pequeno pedaço de carne”, mas já aparece, em Celso (“De Medicina” 6.8.2.A, citado pelo Oxford Language Dictionary), com o sentido de “protuberância” (especificamente dentro das narinas). A palavra entrou em português pela via erudita (como fica evidenciado pela conservação do -u- postônico). No latim científico, caruncula parece ter sido empregada para nomear diversas estruturas anatômicas. Por exemplo, a expressão “caruncula lacrymalis” é empregada para nomear as estruturas que produzem as lágrimas no “Treatise of the human eye” de Peter Degravers (1780 - https://www.google.com.br/books/edition/A_complete_physico_medical_and_chirurgic/0Q1eAAAAcAAJ); na obra “An Anatomical Exposition of the Structure of the Human Body”, de James Benignus Winslow (1756 - https://www.google.com.br/books/edition/An_Anatomical_Exposition_of_the_Structur/vq-wTrSjhGQC), caruncula designa uma estrutura presente na próstata. Assim, Vandelli provavelmente buscou esse termo no latim científico para designar diversas estruturas anatômicas animais.",substantivo feminino,Matheus Stein Casarin; Bruno Maroneze,13 Nov 2023,19 Jun 2025 +89,caule,"O étimo é o latim caulis, atestado desde a Antiguidade (segundo o Oxford Latin Dictionary), que significa “tronco, talo das plantas, couve”, mas que é palavra erudita, adaptada como um latinismo no século XVIII (como fica evidente pela conservação do ditongo [au] e do [l] intervocálico).
No século XVIII, os sentidos de “caule” e de “tronco” são distintos dos sentidos atuais, de modo que parece haver uma concorrência entre os dois termos. Conforme apontado também no verbete “tronco” deste dicionário, Brotero (1788, p. 20) apresenta um trecho obscuro, em que parece contradizer-se a respeito do significado de “caule”: “Os antigos davaõ o nome de tronco (truncus) ao troço ascendente das plantas lenhosas, e o de caule ou talo (caulis) ao das herbaceas; mas hoje a palavra tronco está adoptada por hum termo geral de que o caule he huma especie”, ou seja, para o autor, “tronco” é um termo genérico, do qual “caule” é uma espécie. Porém, logo em seguida, Brotero também afirma que se pode falar que “o choupo tem hum caule lenhoso” e que “a alface tem hum caule herbaceo"", ou seja, parece empregar “caule” também como termo genérico.
Vandelli (1788, p. 196), de modo similar, afirma que “truncus” e “caulis” (em latim) são espécies de “truncus”, e parece implicar que em português há uma relação de sinonímia, no trecho “Tronco, ou caule” (p. 196).",substantivo masculino,Vitória Fernandes Pereira; Bruno Maroneze,06 Feb 2025,06 Feb 2025 +68,cibário,"O étimo é o adjetivo latino cibarius, a, um, atestado desde a Antiguidade (conforme apontam os dicionários Oxford Latin Dictionary e Gaffiot) com o sentido de “relativo aos alimentos” (derivado do latim cibus, i, “alimento”). O termo em português é certamente um latinismo erudito, derivado possivelmente do latim científico.",adjetivo,Ana Carolina Menegassi Rocha; Bruno Maroneze,19 May 2023,19 May 2023 +100,ciliado,"Há duas possibilidades de descrição do étimo: 1 - pode ser analisado como um decalque do latim cĭlĭātus (atestado na Antiguidade, conforme registrado no dicionário de Gaffiot), que teria entrado na língua portuguesa por meio do latim científico (visto não ser palavra herdada, como se percebe pela conservação do -l- intervocálico); ou 2 - como adjetivo derivado do substantivo cílio acrescido do sufixo -ado, visto que o substantivo teve, segundo o Dicionário Houaiss, sua primeira atestação em 1344; portanto, no momento da elaboração do dicionário de Vandelli, há a possibilidade de o autor ter utilizado o recurso da própria língua portuguesa para introduzir a palavra na língua através do processo de derivação.",adjetivo,Kamila da Silva Barbosa; Bruno Maroneze,25 Sep 2023,29 Sep 2023 +84,cirro,"O étimo é o latim cirrus, que no latim da Antiguidade significava “mecha de cabelo cacheado, cacho de cabelo”, mas também “excrescência em forma de tufo numa planta”, conforme informa o Oxford Latin Dictionary. Aparentemente, o latim científico especializou a grafia cirrhus para a acepção da Botânica (“gavinha”) e a grafia cirrus para a acepção da Zoologia (apêndice de certos animais). É possível observar isso, por exemplo, no “A Botanical Dictionary”, de Colin Milne (1770 - disponível em https://www.google.com.br/books/edition/A_Botanical_Dictionary_Or_Elements_of_Sy/jbZgAAAAcAAJ), que registra apenas cirrhus, e no “Zoophylacium Gronovianum”, de Laurens Theodorus Gronovius (1763 - disponível em https://www.google.com.br/books/edition/Zoophylacium_Gronovianum_exhibens_animal/aUxnAAAAcAAJ), que registra apenas cirrus. Ainda que haja duas grafias, o mais provável é que o étimo latino seja o mesmo.
No dicionário de Vandelli, a forma latina aparece grafada ora como cirrus, ora como cirrhus, tanto no sentido do apêndice dos animais quanto do das plantas. Porém, o equivalente português em Vandelli é sempre grafado cirro ao se referir ao apêndice animal, e cirrho ao se referir ao apêndice vegetal (com uma única exceção à p. 236). Já Brotero não emprega esse termo em português, preferindo o equivalente vernáculo gavinha.",substantivo masculino,Bruno Maroneze,20 Nov 2023,20 Nov 2023 +90,cístico,"De acordo com o dicionário Houaiss, o adjetivo ""cístico"" é considerado uma formação vernácula, sendo formado pela combinação do radical ""cisto-"" com o sufixo ""-ico"". A forma ""cysticus"" não consta nos dicionários Gaffiot, Oxford Latin Dictionary e Lexicon Totius Latinitatis. No entanto, a expressão ""bilis cystica"" já aparece em latim científico, por exemplo, na obra ""Regnum animale, sectionibus 3"" de Emanuel König de 1698 (https://www.google.com.br/books/edition/Emanuelis_K%C3%B6nig_Regnum_animale_sectioni/xwMPRS1BbiUC). Dessa forma, é possível que o étimo da forma portuguesa seja o latim científico, e não necessariamente uma formação vernácula, ao contrário do que é sugerido pelo dicionário Houaiss.",adjetivo,Fabiani de Amorim Gonçalves; Bruno Maroneze,22 Feb 2025,22 Feb 2025 +129,clitóris,"O étimo é muito provavelmente o latim científico clitoris, idis, que ocorre, por exemplo, na ""Anatomia"" de Verheyen, 1706 (https://www.google.com.br/books/edition/Corporis_humani_anatomia_etc_With_Philip/gXoAaisWinMC). A forma latina, por sua vez, é um empréstimo do grego κλειτορίς, -ίδος (kleitorís, -ídos), forma esta já atestada desde a Antiguidade com o mesmo sentido que o atual, em Rufo de Éfeso (séculos I-II d.C.), conforme informa o dicionário de Liddell, Scott e Jones. Assim, é possível que a forma grega já tenha passado para o latim em data mais remota; mas isso é improvável, visto que os dicionários de latim da Antiguidade que consultamos (Gaffiot e Oxford Latin Dictionary) não registram o termo. Assim, até que mais dados sejam encontrados, é mais adequado supor que se trata de termo do latim científico.
É interessante notar que tanto grego κλειτορίς quanto o latim clitoris são de gênero feminino; esse também é o gênero em que ocorre a palavra na primeira atestação portuguesa, em Santucci. São necessários mais estudos para identificar quando a palavra passa a ser empregada no gênero masculino.",substantivo feminino,Ana Cristina Gouvêa Lopes; Bruno Maroneze,16 Jun 2025,17 Jun 2025 +9,coarctado,"Conforme informa o Dicionário Houaiss, o étimo é o latim coarctatus,a,um, particípio passado de coarctare, que significa ""apertar, estreitar"". Já era empregado na acepção da Botânica no latim do século XVIII, conforme atestado na própria obra de Vandelli. O Dicionário Houaiss não inclui nenhuma rubrica referente à Botânica; a datação informada é possivelmente para outra acepção.",adjetivo,Bruno Maroneze,28 Feb 2022,14 Jun 2022 +91,cóccix,"O étimo é o latim científico coccyx, que se refere ao osso da base da coluna vertebral. Os dicionários Oxford Latin Dictionary e Gaffiot não registram essa acepção, mas apenas a de ""cuco"" (ave), ambos afirmando ser palavra de origem grega; o dicionário de Liddell, Scott e Jones, por sua vez, afirma que o grego κόκκυξ (kókkyks), além de se referir à ave, também foi empregado por Rufo de Éfeso e por Galeno para se referir ao osso. Dessa forma, o termo no latim científico tem origem no grego da Antiguidade, ainda que essa acepção não tenha registro no latim da mesma época.
Santucci emprega a grafia com -y-, mais próxima da grafia em latim. A grafia com -i- (coccix) pode ser encontrada em francês já em textos médicos do século XVII (como o ""Traité Complet des Opérations de Chirurgie"", de Vauguion, 1698 - https://www.google.com.br/books/edition/Trait%C3%A9_complet_des_op%C3%A9rations_de_chiru/NxhmAAAAcAAJ), mas não a encontramos em latim.",substantivo masculino,Fabiani de Amorim Gonçalves; Bruno Maroneze,24 Feb 2025,24 Feb 2025 +67,concameração,"O étimo é o latim concameratio, atestado desde a Antiguidade, porém com o sentido de “abóbada”, “arcada” (conforme informa o Oxford Latin Dictionary). O sentido empregado por Vandelli parece já ocorrer em textos anteriores em latim científico, como, por exemplo, na obra “Tentamen Methodi Ostracologicae” de Jacob Theodor Klein, 1753 (https://www.google.com.br/books/edition/Tentamen_methodi_ostracologicae/D-hAAAAAcAAJ). O termo parece não ser mais empregado na Biologia no século XXI.",substantivo feminino,Ana Carolina Menegassi Rocha; Bruno Maroneze,06 Nov 2023,06 Nov 2023 +10,conivente,"O étimo é o latim connivens,entis, particípio presente de connivere, que, no latim da Antiguidade, significava “fechar, piscar os olhos”; o Oxford Latin Dictionary afirma que o sentido desse verbo também podia se estender para outras partes do corpo e outros objetos que se tocam. O termo latino já passa a ser empregado na Botânica no século XVIII, como atesta o próprio dicionário de Vandelli; seu sentido é provavelmente derivado dessa ideia de objetos que se tocam, como as pálpebras que fecham os olhos.O Dicionário Houaiss informa a data de 1836, possivelmente para a acepção da língua geral (“condescendente, complacente”); e a acepção da Botânica é datada de 1858, mas sem indicação da fonte. Se a data de 1836 estiver correta, é possível que a acepção da Botânica tenha sido a primeira na língua, para apenas posteriormente surgir a acepção geral.",adjetivo,Bruno Maroneze,28 Feb 2022,14 Jan 2023 +121,corólula,"O étimo é o latim científico corollula, atestado no século XVIII (como, por exemplo, na obra Genera Plantarum, de Lineu - https://www.google.com.br/books/edition/Genera_plantarum/tX0ZAAAAYAAJ). Trata-se do diminutivo de corolla, esta última já um diminutivo (de corona, coroa).
O termo não aparece em textos de Botânica em pesquisas recentes no Google, o que leva a crer que não é mais usado atualmente.",substantivo feminino,Bruno Maroneze,26 Nov 2024,26 Nov 2024 +134,coronário,"O étimo é o latim científico coronarius, a, um, que já era empregado em obras de anatomia referindo-se aos vasos sanguíneos do coração; por exemplo, a expressão arteriae coronariae pode ser encontrada na obra ""Opera Omnia Anatomica e Medica"", de Diemerbroeck, publicada em 1688 (https://www.google.com.br/books/edition/Opera_omnia_anatomica_et_medica/oshfAAAAcAAJ).
O adjetivo latino coronarius, a, um está registrado nos dicionários de latim da Antiguidade (Oxford Latin Dictionary e Gaffiot) com o sentido de ""relativo a coroa""; o substantivo coronarius, ii (bem como a sua forma feminina coronaria, ae) tem o sentido de ""fabricante ou vendedor(a) de coroas ou guirlandas"". Certamente não é esse último o sentido que aparece empregado no latim científico, mas sim o sentido adjetival ""relativo a coroa"", que foi associado à forma pela qual os vasos coronários recobrem o coração. Assim, ainda que o étimo (mais direto) seja o latim científico, o sentido mais geral do termo remonta ao latim da Antiguidade.",adjetivo,Ana Cristina Gouvêa Lopes; Bruno Maroneze,12 Sep 2025,12 Sep 2025 +11,cotilédone,"O étimo é o latim científico cotyledon,onis, empregado, segundo o Dicionário Houaiss, por Lineu em 1751 já com o significado de ""elemento seminal que nutre a planta"". Ainda segundo o Dicionário Houaiss, a palavra latina seria a adaptação do grego kotuledón,ónos, que significa ""cavidade"".
Brotero emprega a palavra como sendo do gênero feminino; já Vandelli emprega como sendo masculina, que é também o gênero registrado pelo Dicionário Houaiss.",substantivo masculino,Bruno Maroneze,28 Feb 2022,20 Nov 2022 +12,crena,"O étimo é o latim científico crena,ae, com o mesmo significado, conforme se observa na própria obra de Vandelli. O Dicionário Houaiss afirma que a palavra era empregada no latim tardio com o sentido de “entalhe, fenda”.",substantivo feminino,Bruno Maroneze,28 Feb 2022,14 Jun 2022 +13,cutícula,"O étimo é o latim cuticula,ae, diminutivo de cutis,i, que significa ""pele"". A atestação informada pelo Dicionário Houaiss é possivelmente para uma acepção fora da Botânica. A ocorrência em Vandelli talvez seja a primeira atestação no âmbito da Botânica.",substantivo feminino,Bruno Maroneze,28 Feb 2022,14 Jun 2022 +14,deflexo,"Conforme explica o Dicionário Houaiss, o étimo é o adjetivo latino deflexus,a,um, que significa ""voltado para dentro"", particípio passado do verbo deflectere. O seu emprego no latim científico é atestado na própria obra de Vandelli, o que evidencia que se trata de um empréstimo, e não de palavra herdada.",adjetivo,Bruno Maroneze,28 Feb 2022,14 Jun 2022 +143,deltoide,"O étimo é o latim científico deltoides, não atestado no latim da Antiguidade, mas já empregado para se referir ao músculo do ombro desde o século XVI, como se lê na obra “Opera anatomica"" (1595), de Andreas Du-Laurens (https://www.google.com.br/books/edition/Opera_anatomica_etc_Ed_altera/13lVAAAAcAAJ). O termo latino, por sua vez, é um empréstimo do adjetivo grego δελτοειδής (deltoeidés) “em forma de delta (ou seja, triangular)”. Segundo o dicionário de Liddell, Scott e Jones, já na Antiguidade Galeno empregou esse adjetivo para se referir ao músculo do ombro. Dessa forma, o termo passou do grego da Antiguidade para o latim científico e, deste, para o português.",substantivo masculino,Geovanna Salvino de Lima; Bruno Maroneze,23 Sep 2025,23 Sep 2025 +92,desenvolução,"A ausência de cognatos em latim ou em outras línguas românicas parece indicar que se trata de criação portuguesa. A existência prévia de desenvolver (datado do século XIV, segundo o dicionário Houaiss), mas não de *envolução, leva a crer que se trata, morfológica e etimologicamente, de uma derivação sufixal a partir do verbo desenvolver, sob o modelo de revolução, evolução etc.
O termo caiu em desuso em favor da forma desenvolvimento, mais antiga (século XV, segundo o dicionário Houaiss) e mais frequente.",substantivo feminino,Bruno Maroneze,26 Mar 2023,26 Mar 2023 +56,diafragma,"O étimo é o latim diaphragma, que, segundo o dicionário de Gaffiot, é atestado na obra de Célio Aureliano (século V d.C), já designando o mesmo músculo; em latim, por sua vez, a palavra é um empréstimo do grego, significando “divisão” ou “barreira”, mas já designando o mesmo músculo em Platão e em Galeno (conforme informa o dicionário de Liddell, Scott e Jones). Em português, trata-se certamente de um latinismo que entrou provavelmente por meio do latim científico.",substantivo masculino,Raissa Silveira Buss; Bruno Maroneze,26 Jul 2022,28 Jan 2023 +101,digitado,"O étimo é o latim digĭtātus, atestado desde a Antiguidade (conforme informa o Oxford Latin Dictionary), com o sentido de ""provido de dedos"". Trata-se, portanto, de um decalque do latim, que entrou na língua portuguesa como um empréstimo do latim científico.
O dicionário Houaiss registra a forma dígito como sinônimo (formal) de dedo, datada de 1532. Assim, seria possível hipotetizar que digitado seria um derivado sufixal a partir de dígito (significando dedo, e não algarismo, como é o seu sentido atual). No entanto, devido a essa forma ser incomum na língua portuguesa, parece mais provável que digitado no sentido empregado pelos cientistas do século XVIII seja de fato um decalque do latim.",adjetivo,Kamila da Silva Barbosa; Bruno Maroneze,25 Sep 2023,29 Sep 2023 +15,disco,"Conforme informa o Dicionário Houaiss, o étimo é o latim discus,i, adaptação do grego dískos,ou, que significa ""peso, prato, objeto de lançamento em exercícios de força"". Conforme se observa na obra de Vandelli, o termo latino discus já era empregado no latim científico no âmbito da Botânica e da Zoologia. O termo português é empregado por Vandelli em pelo menos três acepções diferentes, duas delas na Botânica.",substantivo masculino,Bruno Maroneze,28 Feb 2022,18 Jun 2023 +120,dorsal,"O étimo é o latim científico dorsalis, que ocorre em textos desde pelo menos o século XVII (conforme se observa, por exemplo, na obra de Platter ""De corporis humani structura et usu"", de 1603 - https://www.google.com.br/books/edition/De_corporis_humani_structura_et_usu_libr/4fQ6AAAAcAAJ). A forma atestada no latim da Antiguidade é dorsualis, forma essa que não serviu de base para outras formações em português.",adjetivo,Marimeire Almeida Barros; Bruno Maroneze,27 Sep 2024,13 Dec 2024 +102,elongado,"O étimo é, muito provavelmente, o latim elongatus (particípio do verbo latino elongo, are, atestado, segundo o dicionário de Gaffiot, no texto da Vulgata); assim, trata-se de um decalque do latim. É possível hipotetizar que o verbo elongar seja uma retroformação a partir de elongado, mas sem datações confiáveis para o verbo, ainda não é possível afirmar com certeza.",adjetivo,Kamila da Silva Barbosa; Bruno Maroneze,25 Sep 2023,13 Dec 2024 +103,emarginado,"O étimo é o latim emarginatus, particípio do verbo ēmargĭnō, āre (atestado desde a Antiguidade, com o sentido de ""corroer as margens"", conforme registrado no Oxford Latin Dictionary), caracterizando-se como um decalque do latim. O termo ingressou na língua portuguesa certamente pela via erudita, por meio do latim científico, visto que emarginatus é empregado no próprio dicionário de Vandelli.",adjetivo,Kamila da Silva Barbosa; Bruno Maroneze,25 Sep 2023,01 Oct 2023 +104,enovelado,"Enovelado é o particípio do verbo enovelar, este formado por derivação parassintética a partir do substantivo novelo. O dicionário Houaiss não informa data para o particípio, mas o verbo é datado de 1608. É incerto se Vandelli pretendeu empregá-lo com um sentido especializado (como tradução do latim glomeratus, a, um) ou apenas como uma descrição informal.",adjetivo,Kamila da Silva Barbosa; Bruno Maroneze,25 Sep 2023,01 Oct 2023 +122,ensiforme,"O étimo é o latim científico ensiformis, atestado já no século XVII - por exemplo, na obra ""Cometographia"" (1668), de Johannes Hevelius (https://www.google.com.br/books/edition/JOHANNIS_HEVELII_COMETOGRAPHIA_Totam_Nat/UvTm7DlL8cUC). A expressão cartilago ensiformis, da qual certamente a ""cartilagem ensiforme"" é um decalque, também já é atestada em obras anteriores, como a ""Anatomy of Human Bodies"" de Thomas Gibson, de 1688 (https://www.google.com.br/books/edition/The_Anatomy_of_Human_Bodies_Epitomiz_d_T/hwhlAAAAcAAJ). O Dicionário Houaiss apresenta não a etimologia, mas a descrição morfológica do termo: os elementos ensi- (do latim ensis, is, ""espada"") e -forme.",adjetivo,Fabiani de Amorim Gonçalves; Bruno Maroneze,28 Feb 2025,28 Feb 2025 +105,entrecortado,"Entrecortado é o particípio do verbo entrecortar, este formado por derivação prefixal com o prefixo entre- unido ao verbo cortar (ou talvez seja um empréstimo do espanhol, visto que a forma entrecortadas já aparece na obra ""Monarchia Mistica de la Yglesia"", do padre Fray Lorenzo de Zamora, publicado em 1616 - https://www.google.com.br/books/edition/Monarchia_mistica_de_la_yglesia_hecha_de/2PMk0_RzwT4C). O Dicionário Houaiss informa que a atestação mais antiga para o verbo entrecortar é 1836, mas esse verbo já aparece no ""Diccionario Italiano, e Portuguez"" de Joaquim José da Costa e Sá, publicado em 1773 (https://www.google.com.br/books/edition/Diccionario_italiano_e_portuguez_extrahi/3ENAAAAAcAAJ), como equivalente do italiano intersecare.",adjetivo,Kamila da Silva Barbosa; Bruno Maroneze,25 Sep 2023,08 Oct 2023 +16,epiderme,"Conforme informa o Dicionário Houaiss, o étimo é o latim epidermis, -is, com o sentido de “epiderme dos animais”, por sua vez originário do grego epidermís, -ídos. Segundo o dicionário de Gaffiot, a palavra latina é atestada na “Ars Veterinaria sive Mulomedicina” de Vegécio (séculos IV-V d.C.). A forma portuguesa não é herdada e sua primeira atestação com essa acepção, de acordo com o Dicionário Houaiss, é a obra “Recopilação da Cirurgia”, de António da Cruz (1601), sob a forma variante epiderma. Seu emprego na Botânica parece ter sido introduzido, em português, pela obra de Vandelli (1788).",substantivo feminino,Bruno Maroneze,28 Feb 2022,15 Jan 2023 +55,epigástrio,"O étimo é o latim científico Epigastrium, atestado já no século XVI (por exemplo, em “A dictionary in Latine and English”, de John Veron, 1575 - https://www.google.com.br/books/edition/A_Dictionary_in_Latine_and_English_corre/H85lAAAAcAAJ). Por não estar registrado nem no Oxford Latin Dictionary nem no dicionário de Gaffiot, supõe-se que não era empregado em latim na Antiguidade; mas o dicionário LSJ registra a forma epigástrion) (ἐπιγάστριον), ora com o sentido de “abdômen”, ora com o sentido de “parte do abdômen acima do umbigo”. Assim, a forma latina, provavelmente medieval ou renascentista, foi cunhada a partir do grego.",substantivo masculino,Raissa Silveira Buss; Bruno Maroneze,25 Jul 2022,25 Jul 2022 +17,escamoso,"Conforme informa o Dicionário Houaiss, o étimo é o latim squamosus, -a, -um no sentido de “coberto de escamas”, já empregado no latim científico do século XVIII, como atesta a própria citação de Vandelli. O emprego na Botânica foi possivelmente introduzido na língua portuguesa por Vandelli.",adjetivo,Bruno Maroneze,28 Feb 2022,15 Jan 2023 +123,escroto,"O étimo é o latim scrotum, atestado desde a Antiguidade com o mesmo sentido, tendo sido empregado assim por Celso (séc. I d.C.), conforme abona o Oxford Latin Dictionary. Segundo essa obra, trata-se de uma variante de scrautum, palavra que se referia a uma espécie de aljava de couro. Assim, a associação com o escroto teria origem na similaridade de função, visto que ambos são espécie de estojo para proteção.
Em português, o termo certamente entrou por via erudita (como evidenciado pela manutenção do -t- intervocálico), pelo latim científico.",substantivo masculino,Fabiani de Amorim Gonçalves; Bruno Maroneze,14 Mar 2025,14 Mar 2025 +58,esôfago,"O étimo é o latim científico oesophagus, atestado já no século XVI (por exemplo, em “De Anima”, 1542, https://www.google.com.br/books/edition/De_anima_commentarius_Philippi_Mel_Cum_I/tQ22hca_94oC). Por estar ausente dos dicionários de Gaffiot e OLD, supõe-se que não existia no latim da Antiguidade. Em latim, é empréstimo do grego οἰσοφάγος, atestado em Hipócrates, Aristóteles e Galeno com o sentido de “goela, esôfago” (segundo o dicionário de Liddell, Scott e Jones).",substantivo masculino,Raissa Silveira Buss; Bruno Maroneze,26 Jul 2022,26 Jul 2022 +18,estame,"Como informa o Dicionário Houaiss, o étimo é o latim stamen, -inis no sentido de “fio da roca”. A datação informada pelo dicionário Houaiss é provavelmente referente à acepção de “fio de tecer”. O emprego do latim stamen na Botânica já ocorre no século XVIII e influenciou a acepção no português.",substantivo masculino,Bruno Maroneze,28 Feb 2022,14 Jun 2022 +19,estigma,"O étimo é o latim stigma, atis, conforme informa o Dicionário Houaiss, que já era empregado, no latim científico do século XVIII, com o sentido que tem na Botânica. A data informada pelo Dicionário Houaiss é possivelmente para outra acepção da mesma palavra.",substantivo masculino,Bruno Maroneze,28 Feb 2022,14 Jun 2022 +20,estípula,"O étimo é o latim stipula, cujo sentido original de ""haste dos cereais"" remonta à Antiguidade; no entanto, o seu emprego científico como termo da Botânica deriva do latim científico (como atesta a própria obra de Vandelli), sendo, portanto, empréstimo do latim.",substantivo feminino,Bruno Maroneze,28 Feb 2022,14 Jun 2022 +124,excretório,"O étimo é o latim científico excretorius, atestado na obra de Verheyen (1710 - https://www.google.com.br/books/edition/Corporis_humani_anatomia/BCNgAAAAcAAJ), entre outras. Assim, o adjetivo português é claramente um decalque do latim, ainda que, morfologicamente, seja um derivado sufixal. O termo latino é formado a partir do verbo excerno (que tem a forma do supino excretum), empregado já na Antiguidade com o sentido de ""excretar, eliminar"" (conforme aponta o Oxford Latin Dictionary). É importante observar que a forma excretum é homófona do supino do verbo excresco ""crescer, inchar"", mas o sentido denota que este último não é a base para a formação do adjetivo excretorius em latim.",adjetivo,Fabiani de Amorim Gonçalves; Bruno Maroneze,25 Mar 2025,25 Mar 2025 +94,falcado,"Falcado tem como étimo o latim falcatus, sendo caracterizado como um decalque advindo do latim. Apesar de ter uma base morfológica (substantivo foice, já atestada no séc. XIV), não podemos classificar falcado também como derivação, visto que, o que resultaria de foice quando anexado ao sufixo -ado seria uma forma diferente da que temos aqui representada - “foiçado” -, portanto, é mais provável que Vandelli tenha recuperado a forma latina (falcatus) como base para a forma em língua portuguesa. Isto acontece porque o substantivo foice é uma palavra herdada e passou por diversas mudanças desde sua forma do latim falx para foice. ",adjetivo,Kamila da Silva Barbosa,15 Sep 2023,15 Sep 2023 +106,fastigiado,"Há duas possibilidades de descrição do étimo: 1 - pode ser analisado como um decalque do latim fastīgiātus (atestado na Antiguidade, conforme registrado no dicionário de Gaffiot, como variante do adjetivo fastigatus), que teria entrado na língua portuguesa por meio do latim científico (visto não ser palavra herdada, como se percebe pela conservação do -g- intervocálico); ou 2 - como adjetivo derivado do substantivo fastígio acrescido do sufixo -ado, visto que o substantivo teve, segundo o Dicionário Houaiss, sua primeira atestação em 1548; portanto, no momento da elaboração do dicionário de Vandelli, há a possibilidade de o autor ter utilizado o recurso da própria língua portuguesa para introduzir a palavra na língua através do processo de derivação.",adjetivo,Kamila da Silva Barbosa; Bruno Maroneze,25 Sep 2023,09 Oct 2023 +87,fecundante,"O étimo é o latim fecundans, -ntis, particípio presente do verbo fecundo, -are, que, no latim da Antiguidade, tem o sentido de ""tornar fértil"" (segundo o Oxford Latin Dictionary). A não ocorrência da sonorização do [k] intervocálico evidencia que o termo não é herdado, mas entrou na língua portuguesa por via erudita, provavelmente a partir do seu emprego no latim científico (já atestado em obras como as ""Praelectiones Academicae"" de Boerhaave, 1745 - https://www.google.com.br/books/edition/Hermanni_Boerhaave_Praelectiones_academi/yi1URjML52UC).",adjetivo,Luana da Silva Borges; Bruno Maroneze,10 Oct 2024,10 Oct 2024 +21,fibroso,"O Dicionário Houaiss sugere que se trata de uma derivação sufixal (fibra + -oso); no entanto, a ocorrência de fibrosus,a,um no latim científico (atestado em Vandelli) leva a crer que o termo foi decalcado ou emprestado do latim científico.A data de 1751 é informada pelo Dicionário Houaiss e indicada com a abreviatura MarqJFP, que não é incluída na lista de fontes, mas possivelmente se refere a João Feliciano Marques Pereira.",adjetivo,Bruno Maroneze,28 Feb 2022,14 Jun 2022 +22,filamento,"O étimo é provavelmente o latim filamentum, i, atestado na obra de Pompeio Festo, de acordo com o dicionário de Gaffiot (s.v. filamentum), com o sentido de “reunião de fios”. Certamente entrou no português por via erudita, como evidencia a permanência do -l- intervocálico.
A atestação mais antiga que encontramos até o momento é o seu emprego na ""Anatomia"" de Santucci, referindo-se a estruturas anatômicas em forma de fio; porém, Santucci não apresenta marcas tipográficas ou metalinguísticas que sugerem que o termo fosse sentido como neológico, de modo que pode haver, portanto, emprego anterior ainda não encontrado.
O Dicionário Houaiss sugere como étimo o francês filament, indicado como de 1904, mas esta é a data da acepção na Eletrônica, conforme informa o Trésor de la Langue Française; o sentido de “elemento orgânico animal ou vegetal de forma fina e alongada” é datado pelo Trésor como sendo de 1538, o que seria coerente com a hipótese do étimo francês; porém, o emprego da forma latina filamentum em textos científicos anteriores (como na obra ""Anatome Corporis Humani"" de Diemerbroeck, 1679 - https://books.google.com.br/books?id=SEEUAAAAQAAJ) sugere que o étimo é, de fato, o termo latino.",substantivo masculino,Bruno Maroneze; Fabiani de Amorim Gonçalves,28 Feb 2022,04 Apr 2025 +115,Fitologia,"O étimo é o latim científico phytologia, empregado já no século XVII (como, por exemplo, na obra “Phytologia” de Giacinto Ambrosini, de 1666 - https://www.google.com.br/books/edition/Phytologia_hoc_est_de_plantis_etc_Additi/sgZfAAAAcAAJ). Em latim, é formada pelos elementos de origem grega phyto- (planta) e -logia (discurso). O fato de não ser atestado nos dicionários de latim e grego referentes ao período da Antiguidade revela tratar-se de uma inovação do latim científico, a partir do qual passou ao português.
Em português, não é tão usada quanto o seu sinônimo “Botânica”.",substantivo feminino,Dannielly Victória Rodrigues da Silva; Bruno Maroneze,5 Dec 2023,5 Dec 2023 +23,flósculo,"O étimo, conforme aponta o Dicionário Houaiss, é o latim flosculus, i, diminutivo de flos, oris ""flor"". O termo latino flosculus é referenciado no índice do dicionário de Vandelli, mas não aparece descrito em sua nomenclatura.",substantivo masculino,Bruno Maroneze,28 Feb 2022,14 Jun 2022 +72,folha,"O étimo é a forma latina folia, neutro plural de folium, que foi reanalisada como um feminino singular. Segundo o dicionário Houaiss, é atestada em português desde a Idade Média.
Tanto Vandelli (p. 208) quanto Brotero (p. 38) definem ""folha"" como o órgão responsável pelo movimento da planta. Brotero também menciona a função de absorção de nutrientes, numa interessante analogia com a pele dos animais: ""As folhas absorbem como a pelle dos animaes, e em muitas plantas a maior parte da substancia nutritiva lhes entra pelas folhas; segundo alguns physiologistas os vegetaes em geral nutremse de dia pela via das folhas e de noyte pelas raizes, e no inverno aquellas plantas que nelle perdem inteiramente as suas folhas so se nutrem pela raiz"" (BROTERO, 1788, p. 6). Atualmente, a ideia de ""movimento"" não é mais entendida como inerente ao conceito de ""folha"".",substantivo feminino,Dannielly Victória Rodrigues da Silva; Bruno Maroneze,09 Apr 2023,09 Apr 2023 +24,foliáceo,"Conforme informa o Dicionário Houaiss, o étimo é o latim foliaceus,a,um, já empregado no latim científico do século XVIII (conforme atesta a obra de Vandelli) com o sentido de ""que tem o feitio de folha, foliáceo"".",adjetivo,Bruno Maroneze,28 Feb 2022,14 Jun 2022 +125,frênico,"O étimo é o latim científico phrenicus, a, um, que é atestado em textos do século XVII, como, por exemplo, na ""Historia Anatomica"" de André du Laurens, 1602 (disponível em https://www.google.com.br/books/edition/Andreae_Laurentii_Historia_anatomica_hum/x6DTbRHkOlAC), já com o sentido de ""relativo ao diafragma"". Não é registrado nos dicionários Oxford Latin Dictionary nem no Gaffiot, o que indica que o termo é muito provavelmente uma criação do latim científico.
Apesar de o étimo ser latino, o termo é claramente decalcado no grego, como se nota pela presença do dígrafo -ph- (que translitera a letra φ grega) e o sufixo -icus, também de origem grega. No entanto, o dicionário de Liddell, Scott e Jones também não registra forma equivalente em grego, o que parece novamente indicar uma criação renascentista ou pós-renascentista.
A raiz grega que serve de base ao termo é, claramente, o substantivo φρήν (phrén) (genitivo φρενός - phrenós), registrado no dicionário de Liddell, Scott e Jones com o sentido de ""barriga"". Portanto, o adjetivo ""frênico"" seria, etimologicamente, ""relativo à barriga"", o que condiz com o sentido moderno de ""relativo ao diafragma"". No entanto, o grego φρήν também pode ter o sentido de ""mente"" (talvez em decorrência de alguma crença de que a sede das faculdades mentais estaria na barriga), sentido esse que está na base de cognatos como ""frenético"" e ""frenesi"". Em decorrência desse sentido, surge a afirmação de Santucci de que os vasos e nervos do diafragma são assim chamados por causa da relação que têm com a cabeça, e porque uma inflamação no diafragma causaria delírios. Essa afirmação parece ser uma tentativa a posteriori de estabelecer uma relação com a raiz grega, visto que a acepção de ""barriga"" já é suficiente para explicar o sentido moderno, de forma concreta e sem recorrer a figuras de linguagem.",adjetivo,Fabiani de Amorim Gonçalves; Bruno Maroneze,14 Apr 2025,22 Apr 2025 +25,frutificação,"Conforme informa o Dicionário Houaiss, o étimo é o latim fructificatio,onis, com o sentido de ""ato de dar frutos"". A palavra já era empregada séculos antes da obra de Vandelli; aparentemente, o autor emprega essa palavra com o sentido de “conjunto de frutos”, ou talvez como um hiperônimo para tipos de fruto diversos. As formas variantes “frutificaçaõ”, “fructificaçaõ”, “fructificaçoens” (pl.) e “frutificações” (pl.) são todas empregadas na obra.",substantivo feminino,Bruno Maroneze,28 Feb 2022,14 Jun 2022 +126,gelatinoso,"Em relação à identificação do étimo deste termo, os dados são conflitantes. A ocorrência da expressão latina tumor gelatinosus num texto de 1695 (""Index... Rerum Memorabilium & Notabilium..."" - https://www.google.com.br/books/edition/Miscellanea_Curiosa_medico_physica_acade/gH5EAAAAcAAJ) parece apontar para uma criação do latim científico (visto que o termo não está registrado nos dicionários do latim da Antiguidade) que teria passado ao português; portanto, um latinismo. No entanto, a forma atestada em Santucci é ""jalatinosa"", e não a forma esperada ""gelatinosa"", o que aponta para uma pronúncia popular e uma possível derivação sufixal inteiramente vernácula. Será necessário buscar outras atestações do termo e, possivelmente, de uma forma primitiva *""jalatina"". Não obstante, a forma atual ""gelatinoso"" foi muito provavelmente influenciada pela forma latina.",adjetivo,Fabiani de Amorim Gonçalves; Bruno Maroneze,22 Apr 2025,22 Apr 2025 +26,gema,"O étimo é o latim gemma,ae; a acepção da Botânica (""broto da videira"") já é atestada no latim clássico (conforme informa o Oxford Latin Dictionary s.v. ""gemma"") e, portanto, ao contrário do que parece sugerir o Dicionário Houaiss, não deriva da acepção latina de ""pedra preciosa""; pelo contrário, é a acepção de ""pedra preciosa"" que provavelmente se derivou da de ""broto da videira"", como afirma o Dictionnaire Étymologique de la Langue Latine (s.v. ""gemma""). Assim, a acepção de ""gema do ovo"" pode ter surgido pelo fato de tanto a gema do ovo quanto a da planta terem a função de gerar um novo ser vivo (que é a explicação que dá Corominas, s.v. ""yema"").
O verbete gemma no dicionário de Vandelli é referido no índice alfabético ao final, como o verbete de número 166; no entanto, esse verbete não existe de fato (a numeração acaba no 164), o que leva à conclusão de que a obra foi impressa inacabada.
A datação informada pelo Dicionário Houaiss é possivelmente referente à acepção de ""gema do ovo"". A acepção da Botânica não foi encontrada em textos anteriores à obra de Vandelli, o que parece indicar que essa acepção “ressuscitou” a partir dos textos em latim científico do século XVIII. O glossário quinhentista de Jerônimo Cardoso emprega a glosa “olho, ou gomo da videira” para a palavra latina “gemma”, o que parece indicar que, de fato, essa acepção não era empregada no século XVI, e o termo equivalente na época seria “olho” ou “gomo”.",substantivo feminino,Bruno Maroneze,28 Feb 2022,14 Jun 2022 +57,glândula,"O étimo é o latim glandula, atestado desde a Antiguidade, conforme informam os dicionários de Gaffiot e o OLD. Em Celso (segundo os mesmos dicionários), parece ter o sentido ora de “glândula”, ora de “amídala”. Em português, é certamente um latinismo, provavelmente originário do latim científico.",substantivo feminino,Raissa Silveira Buss; Bruno Maroneze,26 Jul 2022,26 Jul 2022 +27,gomo,"De acordo com o Dicionário Houaiss, o termo tem origem obscura. Vandelli o emprega sem recurso ao itálico, o que indica que não era sentido como um neologismo. Também não é claro se Vandelli o emprega na mesma acepção definida pelo Houaiss (“a parte compreendida entre dois nós de gramíneas”), visto que o termo “gomo” em Vandelli é apresentado como um sinônimo de gema.",substantivo masculino,Bruno Maroneze,28 Feb 2022,14 Jun 2022 +28,hermafrodita,"Conforme informa o Dicionário Houaiss, o étimo é o latim hermaphroditus,a,um, já atestado no latim clássico (cf. dicionário de Gaffiot) no sentido de ""andrógino, de ambos os sexos"", por sua vez derivado do grego Hermaphróditos,ou no sentido de ""Hermafrodito, filho de Hermes e Afrodite"".
O Dicionário Houaiss indica que o emprego como adjetivo biforme (hermafrodito m, hermafrodita f) é anterior ao emprego como uniforme (hermafrodita m, f). Vandelli parece empregá-lo como biforme, a julgar pelas expressões “flores hermaphroditos” (com “flores” no masculino, possivelmente por influência do italiano) e “flosculos hermaphroditos”. Todas as ocorrências da forma hermaphrodita em Vandelli são com substantivos femininos.",adjetivo,Bruno Maroneze,28 Feb 2022,14 Jun 2022 +136,hímen,"O étimo é o substantivo masculino latino hymen, hymenis, que já apresentava o sentido da membrana do orifício vaginal desde a Antiguidade. O dicionário de Gaffiot informa que esse emprego é atestado na obra de Mauro Sérvio Honorato ""Comentários sobre a Eneida de Vergílio"", do final do século IV d.C. É o próprio Sérvio Honorato que relaciona a palavra hymen ao deus Himeneu, o deus grego dos casamentos. No entanto, essa associação é possivelmente um caso de etimologia popular, visto que a forma grega ὑμήν, ένος (conforme informa o dicionário de Liddell, Scott e Jones) significava apenas ""membrana"", podendo referir-se a membranas que recobrem diversos órgãos, como o coração e os olhos, ou também a asas de insetos, pergaminhos ou outras estruturas em forma de membrana (mas, curiosamente, a membrana do orifício vaginal não aparece registrada como uma das ocorrências em grego). Assim, a especialização do termo para referir-se apenas à membrana do orifício vaginal parece ter acontecido na passagem do grego para o latim, possivelmente influenciada pela homonímia com o nome do deus dos casamentos.
Ainda que o termo ocorra já na Antiguidade, o emprego em português é provavelmente erudito, derivado do emprego do termo em obras em latim científico, como na obra de Verheyen ""Corporis Humani Anatomia"", de 1693 (https://www.google.com.br/books/edition/Corporis_humani_anatomia_in_qua_omnia_ta/e2yZdTz7ol8C).",substantivo masculino,Ana Cristina Gouvêa Lopes; Bruno Maroneze,13 Sep 2025,13 Sep 2025 +54,hipogástrio,"O étimo é o latim científico hypogastrium, empregado em textos em latim científico do século XVI (cf., por exemplo, “Opera Chirurgica” de Ambrosius Paraeus: https://www.google.com.br/books/edition/Opera_chirurgica_Ambrosii_Paraei_Galliar/hVpJAAAAcAAJ?hl=pt-BR&gbpv=0); este, por sua vez, é uma adaptação da palavra grega hypogástrion (ὑπογάστριον), registrada no dicionário LSJ com o significado de “baixo ventre”. O dicionário Houaiss dá como étimo o adjetivo hupogástrios,os,on, mas este adjetivo tem, no LSJ, apenas o sentido de “sexual”.",substantivo masculino,Raissa Silveira Buss; Bruno Maroneze,20 Jun 2022,20 Jun 2022 +63,inseto,"O étimo é a forma latina insectum, i, atestada já em Plínio, o Velho (portanto, século I d.C.), segundo o Oxford Latin Dictionary. No entanto, a palavra não é herdada em português (como fica evidente pela ausência da transformação ct > it), mas provavelmente derivada do emprego em latim científico, atestado pelo menos desde o século XVI (cf., por exemplo, a obra “Historiae Animalium”, de Conrad Gessner, publicada entre os anos 1551 e 1558, disponível em https://www.google.com.br/books/edition/Conradi_Gesneri_medici_Tigurini_Historia/J2IQTOBA_tYC). O substantivo insectum, i, em latim, é o particípio do verbo inseco, are (“cortar, fazer uma incisão”) e significa, literalmente, “cortado, dividido” (ou seja, de corpo segmentado).
Para Vandelli (e outros, como o já mencionado Gessner), o conceito de “inseto” engloba também animais como aranhas, escorpiões, caranguejos e lagostas; ou seja, refere-se ao grupo conhecido atualmente como “artrópodes”. O conceito atual de “inseto” é provavelmente do século XIX.",substantivo masculino,Bruno Maroneze,21 Nov 2022,21 Nov 2022 +29,jardim botânico,"O Dicionário Houaiss data essa expressão do ano de 1852, mas não informa a fonte. A expressão é bem mais antiga, como mostra o contexto de 1735. Em 1718, a expressão que aparece é “Jardim Real Botanico”, com o elemento “Real” intercalado, o que revela que a expressão ainda estava em vias de se consolidar na forma que tem nos dias atuais.
É possível que essa expressão seja um decalque de uma expressão semelhante de outra língua europeia. O francês jardin botanique já aparece em 1673 (“Recherche des Antiquités et Curiosités de la ville de Lyon”, disponível em https://books.google.pt/books?id=btFTAAAAcAAJ), ainda que a data indicada pelo Trésor de la Langue Française seja 1732. O latim hortus botanicus é ainda mais antigo, aparecendo na obra “Critica Sacra”, de Edward Legh, 1639 (disponível em https://books.google.pt/books?id=0IRmAAAAcAAJ). Dessa forma, é razoável supor que a expressão portuguesa tenha sido uma tradução de uma expressão equivalente em outra língua.",substantivo masculino,Bruno Maroneze,28 Feb 2022,14 Jun 2022 +107,labiado,"Há duas possibilidades de descrição do étimo: 1 - pode ser analisado como um decalque do latim labiatus, empregado em textos científicos do século XVII (como, por exemplo, na ""Synopsis Methodica Stirpium Britannicarum"" de John Ray - https://www.google.com.br/books/edition/Joannis_Raii_Synopsis_methodica_stirpium/RsDQj539RGoC); ou 2 - como adjetivo derivado do substantivo lábio acrescido do sufixo -ado, visto que o substantivo teve, segundo o Dicionário Houaiss, sua primeira atestação em 1589; portanto, no momento da elaboração do dicionário de Vandelli e da obra de Brotero, há a possibilidade de os autores terem utilizado o recurso da própria língua portuguesa para introduzir a palavra na língua através do processo de derivação.",adjetivo,Kamila da Silva Barbosa; Bruno Maroneze,25 Sep 2023,12 Oct 2023 +30,lacínia,"Conforme informa o Dicionário Houaiss, o étimo é o latim lacinia,ae, que no latim da Antiguidade significava ""borda, extremidade, orla"". Foi empregada na acepção da Botânica no latim científico do século XVIII, conforme atesta a própria obra de Vandelli.",substantivo feminino,Bruno Maroneze,28 Feb 2022,26 Jan 2023 +93,lanceolado,"Lanceolado tem como étimo o latim lanceolatus (atestado desde a Antiguidade, conforme se observa em Gaffiot); sendo assim, lanceolado é um decalque advindo do latim. Poder-se-ia considerar o substantivo lança como sendo a base morfológica; mas a forma em -eol- indica a recuperação da forma latina lanceola (diminutivo de lancea, “lança”). Dessa forma, em português não parece ser possível estabelecer uma relação de base e derivado entre lança e lanceolado.",adjetivo,Kamila da Silva Barbosa,15 Sep 2023,15 Sep 2023 +108,ligulado,"O étimo é o latim ligulatus, que já era empregado em textos científicos do século XVIII (cf., por exemplo, a ""Flora Francofurtana…"" de Karl August von Bergen, disponível em: https://www.google.com.br/books/edition/Caroli_Augusti_de_Bergen_Flora_Francofur/8NkTAAAAQAAJ). A base morfológica lígula é datada pelo dicionário Houaiss como sendo de 1815, ou seja, posteriormente à escrita do dicionário de Vandelli (1788). Assim, pelos dados de que dispomos até o momento, não é possível afirmar que o termo tenha sido criado por derivação sufixal a partir do substantivo lígula.",adjetivo,Kamila da Silva Barbosa; Bruno Maroneze,25 Sep 2023,12 Oct 2023 +128,litalgia,"O termo ""litalgia"" (grafado ""lithalgia"" em Brotero) parece ser um caso de hapax legomenon, ou seja, um termo que apresenta uma única ocorrência. Não foi encontrado em nenhum dicionário, seja de língua portuguesa, seja de latim ou grego; tampouco foi encontrado em qualquer outra obra do repositório Google Livros. Assim, a menos que venha a ser encontrado em outra obra no futuro, deve ser considerado um neologismo criado pelo próprio Botero.
No entanto, o seu significado é claro, bem como a sua estrutura morfológica: trata-se de um composto formado pelos elementos gregos lit(o)- (que significa ""pedra"", presente em litografia, por exemplo) e -algia (que significa ""dor"", presente em nevralgia, por exemplo), e se refere à dor causada pela presença de pedras nos rins. No contexto, Brotero refere-se às supostas propriedades que o chá teria para aliviar essas dores, e o termo concorre com a expressão ""dor de pedra"".",substantivo feminino,Bruno Maroneze,13 May 2025,13 May 2025 +109,lobado,"Há duas possibilidades de descrição do étimo: 1 - pode ser analisado como um decalque do latim lobatus, já empregado em textos científicos do século XVII (como, por exemplo, na obra ""Prosopopoeiae Botanicae"" de Virgilio Falugi - https://www.google.com.br/books/edition/Prosopopoeiae_botanicae_sive_Nomenclator/CqS6hxlUbe4C); ou 2 - como adjetivo derivado do substantivo lobo (= ""parte de um órgão"") acrescido do sufixo -ado, visto que o substantivo teve, segundo o Dicionário Houaiss, sua primeira atestação em 1670; portanto, no momento da elaboração do dicionário de Vandelli e da obra de Brotero, há a possibilidade de os autores terem utilizado o recurso da própria língua portuguesa para introduzir a palavra na língua através do processo de derivação.",adjetivo,Kamila da Silva Barbosa; Bruno Maroneze,25 Sep 2023,12 Oct 2023 +31,longitudinal,"O Dicionário Houaiss afirma que a palavra formou-se por derivação sufixal a partir do radical latino longitudine, juntamente com o sufixo -al; no entanto, o adjetivo latino longitudinalis já é atestado no século XIII, segundo o Trésor de la Langue Française (s.v. ""longitudinal""), e o francês longitudinal é atestado no século XIV (segundo o mesmo dicionário); assim, é mais razoável considerar que a palavra é um empréstimo do latim medieval ou do francês, não tendo sido formado em português.",adjetivo,Bruno Maroneze,28 Feb 2022,27 Sep 2024 +127,lúnula,"O étimo é o latim científico lunula, ae, que já apresenta o sentido de ""parte clara da raiz das unhas"" em obras anteriores, como o ""Compedium Anatomicum"" de Heister, 1719 (https://www.google.com.br/books/edition/Laurentii_Heisteri_Compendium_anatomicum/9yNgAAAAcAAJ). Em português, é claramente um latinismo, como fica evidenciado pela permanência do -n- e do -l- intervocálicos.
A forma latina lunula, ae ocorre na Antiguidade com o sentido de ""ornamento em formato de lua crescente"", registrada no Oxford Latin Dictionary e no Gaffiot. Evidentemente, não é esse o sentido que permanece na Anatomia. A motivação do termo é decorrente do formato semelhante a uma lua crescente, visto que lunula é o diminutivo de Luna ""Lua"".",substantivo feminino,Fabiani de Amorim Gonçalves; Bruno Maroneze,01 May 2025,01 May 2025 +144,maléolo,"O étimo é o latim científico malleolus, i, que já era empregado com o sentido de ""proeminência do tornozelo"" desde pelo menos o século XVII, como se observa, por exemplo, na obra ""Anatomia"" de Domenico Marchetti, 1656 (https://www.google.com.br/books/edition/Anatomia/4fQGAAAAcAAJ). No latim da Antiguidade, malleolus é o diminutivo de malleus, i ""martelo"", ou seja, designava um pequeno martelo; segundo o Oxford Latin Dictionary, também poderia designar a cruzeta (técnica de jardinagem que consiste em cortar um ramo em forma de cruz ou martelo, para plantá-lo) ou, ainda, um dardo incendiário. Assim, aparentemente, a forma latina malleolus passa a designar a proeminência do tornozelo pela sua semelhança com um pequeno martelo, em período posterior à Antiguidade (possivelmente pós-Renascimento), e passa ao português como um decalque erudito.",substantivo masculino,Fabiani de Amorim Gonçalves; Bruno Maroneze,27 Oct 2025,27 Oct 2025 +139,mamais,"O étimo desse termo é o latim científico mammalia, forma neutra plural, cujo singular é mammale. Ambas as formas latinas, singular e plural, são encontradas em textos em latim científico. Por exemplo, o singular aparece na dissertação ""Siren Lacertina"" de Osterdam, de 1766 (https://www.google.com.br/books/edition/Dissertationes_variae/05TxdEZ4ezsC); o plural aparece na dissertação ""Fundamenta Ornithologica"" de Backman, de 1765 (https://www.google.com.br/books/edition/Dissertationes_variae/YqZ7sGjyOMIC). O gênero neutro latino é explicado por ser provavelmente uma redução da expressão animal mammale (ou seja, ""animal mamal"", ""animal provido de mamas""), expressão essa presente, por exemplo, na referida obra ""Siren Lacertina"" de Osterdam. Assim, o termo português é uma adaptação da forma latina.
Em português, antes de Vandelli, o termo já aparece (grafado ""Mamaes"") empregado no ""Compendio de Observaçoens..."" de José Antônio de Sá, de 1783. Assim como Vandelli, Sá também emprega esse termo sempre como substantivo e sempre no plural, razão pela qual optou-se por registrá-lo no plural neste dicionário.
O termo ""mamal"" está registrado como adjetivo no dicionário Caldas Aulete (""Dicionário Contemporâneo da Língua Portuguêsa"", edição de 1958, publicado no Rio de Janeiro pela ed. Delta), que afirma que a sua forma latina seria Mammalis.",substantivo masculino plural,Sammara Valim Luz dos Santos; Bruno Maroneze,15 Sep 2025,15 Sep 2025 +145,mamário,"O étimo é o latim científico mammarius, a, um, que já havia sido empregado para se referir às artérias e veias mamárias por Jean Riolan, o Jovem (na obra ""Encheiridium Anatomicum et Pathologicum"", 1649 - https://www.google.com.br/books/edition/Encheiridium_anatomicum_et_pathologicum/jt5OvY3EEvIC). Assim, embora a estrutura morfológica seja de um derivado sufixal (mama + o sufixo -ário), o termo não foi formado em português, mas se trata, mais propriamente, de um latinismo.",adjetivo,Fabiani de Amorim Gonçalves; Bruno Maroneze,27 Oct 2025,27 Oct 2025 +60,masseter,"O étimo é certamente o latim científico masseter, já em referência ao músculo, atestado pelo menos desde o século XVI (por exemplo, na obra de Vesalius, de 1543, disponível em https://www.google.com.br/books/edition/Andreae_Vesalii_Brvxellensis_Scholae_med/DqAtzTRY5foC). Em latim, é empréstimo do grego μασητήρ, ῆρος “mastigador”, já atestado em Hipócrates e Galeno (conforme informa o dicionário LSJ). Assim, parece pouco provável que seja um empréstimo do francês, como afirma o dicionário Houaiss, visto que já circulava em textos médicos em latim científico.",substantivo masculino,Rafaela Lima Domingos; Bruno Maroneze,23 Aug 2022,24 Aug 2022 +32,medular,"O Dicionário Houaiss afirma que se trata de uma derivação sufixal a partir de medula com o acréscimo do sufixo -ar, e também remete ao adjetivo latino medullaris,e, que significa ""que penetra a medula dos ossos"". Como já se encontra o mesmo adjetivo no latim científico do século XVIII com o sentido de ""relativo à medula"" (como na obra “De Atonia Nervorum”, de Johann Christoph von Steinen, 1749, disponível em https://books.google.pt/books?id=Ubav7mRfZ\_cC), é razoável supor que o termo entrou na língua portuguesa como um empréstimo, e não como um derivado sufixal.",adjetivo,Bruno Maroneze,28 Feb 2022,27 Jan 2023 +138,membrana branquióstega,"O termo português ""membrana branquióstega"" é um decalque do termo latino membrana branchiostega, já empregado em latim científico, como se observa, por exemplo, no ""Elenchus Vegetabilium et Animalium"" de Kramer, publicado em 1756 (https://www.google.com.br/books/edition/Elenchus_vegetabilium_et_animalium_per_A/AKK4xTX_LD8C). Sobre a etimologia de ""branquióstego"", conferir esse verbete.",substantivo feminino,Sammara Valim Luz dos Santos; Bruno Maroneze,14 Sep 2025,14 Sep 2025 +33,membranáceo,"Conforme informa o Dicionário Houaiss, o étimo é o latim membranaceus,a,um, que significa ""feito de uma membrana, formado de uma membrana; liso como uma membrana"", já empregado no latim científico, conforme atesta a obra de Vandelli. O sinônimo “membranoso” também ocorre em Vandelli, na parte reservada à Zoologia.",adjetivo,Bruno Maroneze,28 Feb 2022,14 Jun 2022 +69,membranoso,"A forma latina membranosus já aparece em textos em latim científico (como, por exemplo, em ""Corporis Humani Anatomiae"" de Verheyen - https://www.google.com.br/books/edition/Corporis_humani_anatomiae_Corporis_human/qA9FAAAAcAAJ). Assim, é mais plausível supor que Brotero tenha buscado o termo no latim científico, em vez de tê-lo criado em português por derivação sufixal.
A forma latina membranaceus, a, um é atestada desde a Antiguidade (segundo o Oxford Latin Dictionary), com o sentido de ""feito de ou semelhante a uma membrana"", mas a forma membranosus parece ser uma inovação do latim cientifico.",adjetivo,Luana da Silva Borges; Bruno Maroneze,7 Oct 2024,7 Oct 2024 +146,mesentérico,"O étimo é o adjetivo do latim científico mesentericus, a, um, atestado, por exemplo, na obra ""Opera Medica et Physica"", de Thomas Willis, 1676 (https://www.google.com.br/books/edition/Clarissimi_viri_Thom%C3%A6_Willis_opera_medi/VrucCs-1Hh4C). Ainda que, morfologicamente, mesentérico seja um derivado sufixal de mesentério + -ico, é improvável que tenha sido um termo formado na língua portuguesa, como parece implicar a descrição etimológica do dicionário Houaiss.",adjetivo,Fabiani de Amorim Gonçalves; Bruno Maroneze,27 Nov 2025,27 Nov 2025 +147,mesocólon,"O étimo é o latim científico mesocolon, i, empregado com o mesmo sentido já no século XVII, como se observa, por exemplo, na ""Opera Anatomica"" de Riolan, publicada em 1649 (https://www.google.com.br/books/edition/Ioannis_Riolani_filii_Opera_anatomica_ve/TF9tWd706e0C). Ainda que não seja documentado nos dicionários do latim da Antiguidade, seu emprego em latim é um empréstimo do grego μεσόκωλον (mesókōlon), que, segundo o dicionário de Liddell, Scott e Jones, foi empregado com o mesmo sentido por Hipócrates e Galeno. Assim, o termo português deriva do termo em latim científico que, por sua vez, é um empréstimo do grego da Antiguidade.",substantivo masculino,Fabiani de Amorim Gonçalves; Bruno Maroneze,23 Dec 2025,23 Dec 2025 +81,metacarpo,"O étimo é o latim científico metacarpus, que ocorre em textos desde pelo menos o século XVII. A tradução comentada das obras de Hipócrates e Galeno, escrita por René Chartier e publicada em 1679 (https://www.google.com.br/books/edition/Hippocratis_coi_et_Claudii_Galeni_Opera/Q83btvVqeBoC), emprega o termo metacarpus para traduzir o termo grego μετακάρπιον (metakárpion), empregado por Galeno. Dessa forma, observa-se que o termo grego já é empregado desde a Antiguidade. Literalmente, deriva de καρπός (karpós), que significa ""punho"" (homônimo do termo que significa ""fruto""), acrescido do prefixo μετά- (metá-), com o sentido de ""contíguo ao punho, após o punho"". O termo não tem registro nos dicionários de latim da Antiguidade, sendo, portanto, uma criação do latim científico. Não está claro por que foi latinizado no gênero masculino e sem o -i-, mas talvez tenha sido para acompanhar a forma carpus, latinização de καρπός (cf. verbete carpo neste dicionário); ou talvez por influência de pericarpum (cf. verbete pericarpo neste dicionário). A forma variante metacarpium, mais próxima da forma original grega, também ocorre em latim científico (por exemplo, em ""Physica Antropologia"" de Johannes Sperling, 1668 - https://www.google.com.br/books/edition/Physica_anthropologia/f-ZQAAAAcAAJ).",substantivo masculino,Ana Cristina Gouvêa Lopes; Bruno Maroneze,07 Oct 2024,07 Oct 2024 +59,Miologia,"Trata-se de um cultismo formado pelos elementos de composição de origem grega mi(o)- (do grego mûs, muós - μῦς, μυός -, “rato”, “músculo”) e -logia (indicativo de “ciência”, “arte”, “tratado”). A forma “myologia” é atestada em latim científico desde pelo menos o século XVII (como se observa na obra de Jean Riolan, o Velho, de 1611, disponível em https://www.google.com.br/books/edition/Ioannis_Riolani_Ambiani_medici_Parisiens/zeo7G2IC3iEC). A palavra provavelmente se disseminou a partir do latim científico para as demais línguas europeias.",substantivo feminino,Rafaela Lima Domingos; Bruno Maroneze,23 Aug 2022,23 Aug 2022 +131,mucilaginoso,"O étimo é o latim mucilaginosus, com o mesmo significado. Essa forma não é registrada em dicionários de latim clássico, como o Gaffiot e o Oxford Latin Dictionary, o que nos leva a entender o termo como originado do latim científico, já que é registrado em livros técnicos, como em “Interpretatio in primam 4. Canon. Avicennae quae de febribus dicitur” (1517), de Hugo Bentius (https://www.google.com.br/books/edition/Interpretatio_in_primam_4_Canon_Avicenna/QhtBAAAAcAAJ). De acordo com o dicionário Houaiss, o termo é atestado em 1782, no Dicionário Etimológico Nova Fronteira da Língua Portuguesa, de Antônio Geraldo da Cunha. No entanto, é possível encontrar o termo no livro Anatomia do Corpo Humano (1739), de Bernardo Santucci.",adjetivo,Geovanna Salvino de Lima; Bruno Maroneze,07 Jul 2025,07 Jul 2025 +85,músculo,"O étimo é o latim musculus, que já apresentava o sentido de 'músculo' na Antiguidade, conforme atesta o Oxford Latin Dictionary (com abonações de Celso, Lucrécio, Apuleio e outros). Como o sentido inicial da palavra seria ‘rato pequeno', 'ratinho' (por ser o diminutivo de mus no sentido de 'rato', 'camundongo'), a mudança semântica ocorreu ainda na língua latina. Segundo o dicionário Houaiss, a mudança se deu pela semelhança que apresentam alguns músculos, ao se contraírem, com o movimento rápido do rato.
A palavra, ainda que de atestação bem recuada (século XIV, conforme o dicionário Houaiss), entrou na língua portuguesa por via erudita, como atesta o acento proparoxítono e a preservação do -l- intervocálico, por exemplo.",substantivo masculino,Adriane Maria de Oliveira Queiroz; Bruno Maroneze,6 Mar 2023,6 Mar 2023 +34,oblongo,"O étimo é o latim oblongus,a,um, com o mesmo sentido, já empregado na Botânica no século XVIII, como atesta o próprio dicionário de Vandelli (por exemplo, à p. 214). Entrou na língua portuguesa como um empréstimo, provavelmente do latim científico. A atestação mais antiga informada pelo Dicionário Houaiss é possivelmente para outra acepção.",adjetivo,Bruno Maroneze,28 Feb 2022,14 Jun 2022 +62,ócciput,"Trata-se de um empréstimo direto do latim, atestado desde a Antiguidade: o dicionário OLD registra as formas sinônimas occipicium e occiput, já com o sentido de “parte posterior da cabeça”. O dicionário Houaiss registra como sinônimas as formas “occipício”, “occipúcio”, “occipital” e “ócciput”, mas definidas em referência à parte da cabeça, não exatamente ao osso. Também em Santucci se observa oscilação no emprego da palavra: ora refere-se à parte da cabeça, ora ao osso presente nessa parte. A forma “toutiço”, apontada como sinônima por Santucci, parece apresentar essa mesma ambiguidade, ora como a parte da cabeça, ora como o osso ali presente.",substantivo masculino,Rafaela Lima Domingos; Bruno Maroneze,23 Aug 2022,23 Aug 2022 +97,ocelado,"Ocelado tem como étimo o latim ocellatus. O termo ocelado é considerado um decalque advindo do latim, pois, apesar de ter uma base morfológica na língua portuguesa, a datação encontrada para ela é de 1881, ou seja, uma datação posterior a escrita do dicionário de Vandelli (1788). Portanto, no momento da elaboração do dicionário, Vandelli não teria a possibilidade de utilizar o substantivo ocelo para formar uma derivação com o sufixo -ado, tendo em vista que essa palavra ainda não fazia parte do vocabulário da língua portuguesa.",adjetivo,Kamila da Silva Barbosa,15 Sep 2023,13 Dec 2024 +61,órbita,"O étimo parece ser o latim científico “orbita”, já empregado com o sentido de “cavidade dos olhos” no século XVI (por exemplo, na obra de Jacopo Berengario, de 1521, disponível em https://www.google.com.br/books/edition/Carpi_Commentaria_cum_amplissimis_additi/MvTxTsQ8E04C). Na Antiguidade, conforme informa o dicionário OLD, o latim “orbita” tem apenas as acepções de “caminho traçado por uma roda”, “movimento dos astros” e “prática regular, rotina”. A acepção da Anatomia, até onde foi possível identificar, surge no período do Renascimento.",substantivo feminino,Rafaela Lima Domingos; Bruno Maroneze,23 Aug 2022,23 Aug 2022 +75,papila,"O étimo é o latim papilla, que significava, na Antiguidade, “mamilo, bico do seio” (conforme informa o Oxford Latin Dictionary). A forma portuguesa entrou por via erudita, como se percebe pela conservação do -p- intervocálico.
O emprego da palavra no latim científico, com sentido diferente do original, é atribuído a Berengario da Carpi e a Marcello Malpighi (segundo o “Dicionário de Etimologia Médico” - https://dicimedico.com/papila/).",substantivo feminino,Matheus Stein Casarin; Bruno Maroneze,30 Oct 2023,30 Oct 2023 +35,papilionáceo,"O étimo é o latim científico papilionaceus,a,um (também grafado papillionaceus com dois LL), atestado na própria obra de Vandelli, derivado do latim clássico papilio,onis, que significa “borboleta”. O Dicionário Houaiss informa que o adjetivo papilionáceo deriva do substantivo feminino papilionácea, “com troca de sufixo”; porém, a datação informada para o substantivo é 1899, enquanto a datação do adjetivo é 1788 (Vandelli) e 1789 (Moraes Silva). Dessa forma, os dados não corroboram essa descrição do Dicionário Houaiss.",adjetivo,Bruno Maroneze,28 Feb 2022,14 Jun 2022 +36,parasítico,"O Dicionário Houaiss propõe que o termo é uma derivação sufixal (parasita + -ico). Como o dicionário de Vandelli não registra uma forma latina equivalente, não há evidência de que tenha sido um decalque do latim científico.Tanto Vandelli quanto Moraes Silva registram a expressão planta parasitica, o que leva a crer que o adjetivo pode ter tido o seu primeiro emprego como parte dessa expressão, e apenas depois tem seu emprego estendido para outros tipos de parasitas.",adjetivo,Bruno Maroneze,28 Feb 2022,14 Jun 2022 +37,pecíolo,"Conforme informa o Dicionário Houaiss, o étimo é o latim petiolus,i, que desde a Antiguidade tem o sentido de ""pé pequeno; pé dos frutos, pecíolo"". No entanto, a forma da palavra indica que não se trata de palavra herdada, mas de um empréstimo do latim científico. Vandelli emprega tanto a forma adaptada peciolo quanto a forma traduzida pésinho (também grafada pesinho ou pezinho) para traduzir o termo latino petiolus, conforme se observa no trecho transcrito. A forma pezinho também é empregada pelo autor para traduzir o termo pedunculus.",substantivo masculino,Bruno Maroneze,28 Feb 2022,14 Jun 2022 +38,pedúnculo,"Conforme explica o Dicionário Houaiss, o étimo é o latim pedunculus,i, diminutivo de pes,pedis (que significa ""pé""). O dicionário de Gaffiot informa que pedunculus ou pediculus já na Antiguidade era empregado com o sentido de ""pedúnculo, haste de uma folha"", mas o étimo do termo português é, evidentemente, o latim científico, visto que a palavra não é herdada. Vandelli distingue (embora nem sempre com muita clareza) os conceitos de pedúnculo (haste da frutificação), pecíolo (haste da folha) e pedicelo (ramo de um pedúnculo). Já a definição de Morais Silva não é tão clara, aparentemente confundindo os conceitos.",substantivo masculino,Bruno Maroneze,28 Feb 2022,14 Jun 2022 +130,pelve,"O étimo é o latim pelvis, que se refere a ""bacia de metal; caldeirão"", conforme registrado no dicionário de Gaffiot. No entanto, não há registros da forma latina pelvis com o sentido de ""cavidade óssea"" nos dicionários de latim da Antiguidade (Gaffiot e Oxford Latin Dictionary), o que leva a crer que o étimo da forma portuguesa nessa acepção surge nos textos do latim científico, já que é possível encontrar textos técnicos do século XVII em que o termo ocorre, como, por exemplo, em ""Opera Omnia"" (1687), de Marcello Malpighi (https://www.google.com.br/books/edition/Opera_omnia/jyNAAAAAcAAJ).",substantivo feminino,Geovanna Salvino de Lima; Bruno Maroneze,06 Jul 2025,06 Jul 2025 +39,perene,"Conforme informa o Dicionário Houaiss, o étimo é o latim perennis,e, com o sentido de ""que dura, sólido, durável, duradouro"". A forma da palavra não permite identificar se é uma palavra herdada ou um empréstimo erudito. A datação informada pelo Dicionário Houaiss é possivelmente para outras acepções fora do âmbito da Botânica.",adjetivo,Bruno Maroneze,28 Feb 2022,14 Jun 2022 +64,pericarpo,"A existência de duas variantes, uma terminada em -pio e a outra em -po, aponta para a possibilidade de ter havido uma fusão de dois étimos. O étimo da forma variante pericárpio é certamente o latim científico pericarpium, atestado em Vandelli (1788), por sua vez derivado do grego περικάρπιον (perikárpion), atestado já na Antiguidade (segundo o dicionário LSJ) com o sentido de “invólucro de um fruto ou semente” – formado pelo prefixo περί (perí) “ao redor” e pelo substantivo καρπός (karpós) “fruto, semente”, na forma diminutiva καρπίον (karpíon). Por não ter sofrido as transformações fonéticas esperadas (em especial pela manutenção do [c] intervocálico), a forma portuguesa é certamente erudita, tendo vindo diretamente do latim científico.
Já para explicar a forma variante pericarpo, é preciso inicialmente observar que também existe a forma latina pericarpum, que, segundo o Oxford Latin Dictionary, é atestada na obra “História Natural” de Plínio, o Velho, referindo-se a uma espécie de bulbo. No entanto, essa forma parece não ter sido empregada por nenhum outro autor e tampouco foi encontrada em textos em latim científico.
Parece haver, assim, três hipóteses etimológicas possíveis (e não necessariamente conflitantes ou concorrentes) para a variante em -po:
a) Essa forma teria sido decalcada diretamente da forma latina pericarpum, talvez por algum autor que conhecesse a obra de Plínio, o Velho;
b) Essa forma teria surgido da forma latina pericarpium com a perda do -i- (influenciada ou não pela forma pericarpum de Plínio, o Velho);
c) Essa forma teria sido construída em português a partir dos elementos de origem grega perí- e -carpo (hipótese que parece estar implicada na descrição etimológica apresentada pelo dicionário Houaiss), com possível influência da forma latina pericarpium.
As duas variantes ocorrem já no século XVIII. Vandelli prefere a forma em -pio, que é mais próxima do latim científico; já Brotero prefere a forma em -po, apresentando-a como o equivalente português do termo latino pericarpium.",substantivo masculino,Raissa Silveira Buss; Bruno Maroneze,21 Dec 2022,21 Dec 2022 +40,piloso,"O étimo é o latim científico pilosus,a,um, com o mesmo sentido, conforme atesta o próprio dicionário de Vandelli. A palavra latina já era usada na Antiguidade com o sentido de “peludo, coberto de pelos” (conforme se lê no dicionário de Gaffiot), mas o termo português é claramente um empréstimo do latim científico, e não uma palavra herdada.",adjetivo,Bruno Maroneze,28 Feb 2022,14 Jun 2022 +41,pimpolho,"O Dicionário Houaiss afirma que a palavra é resultado da composição da raiz pino (derivado do latim pinus no sentido de ""pinho"") com a raiz pollo (derivado do latim pullus,i no sentido de ""vegetal ou animal jovem""). Vandelli não emprega itálico, indicando que de fato não era sentido como neológico. No entanto, ao contrário do que afirma o Dicionário Houaiss, Vandelli emprega o termo para se referir a qualquer broto, não apenas o da videira.
A acepção contemporânea de “criança” é provavelmente posterior à obra de Vandelli, como afirma o próprio Dicionário Houaiss.",substantivo masculino,Bruno Maroneze,28 Feb 2022,14 Jun 2022 +42,pistilo,"O Dicionário Houaiss informa que a palavra derivaria do “lat. pistillum ou pistillus,i no sentido de ‘mão de pilão’”; no entanto, é pouco provável que seja uma palavra herdada, visto que a datação é tardia. Assim, não se pode falar que o sentido latino de “mão de pilão” tenha se transformado no sentido de “parte da flor” em português. O emprego da forma latina pistillum no latim científico (como atesta o dicionário de Vandelli) deixa claro que o étimo da forma portuguesa é o latim científico, já no sentido corrente de “parte da flor”, e a alteração de sentido se deve a um emprego metafórico já ocorrido no latim científico.",substantivo masculino,Bruno Maroneze,28 Feb 2022,14 Jun 2022 +96,placenta,"O étimo é o latim científico placenta, empregado pela primeira vez com esse sentido pelo médico italiano Gabriele Falloppio (na obra Observationes anatomicae, de 1562). Em latim clássico, placenta designa uma espécie de torta ou bolo achatado, cuja semelhança com o órgão da gravidez foi mencionada, pela primeira vez, por Realdo Colombo (na obra De Re Anatomica, de 1559). O termo se inseriu na língua portuguesa, já com o sentido atual, provavelmente por meio da expressão placenta da madre, atestada na obra de Bluteau (Vocabulario Portuguez e Latino, no volume de 1721), e aparece pela primeira vez como verbete de um dicionário na obra de Moraes Silva (Diccionario da Lingua Portugueza de 1789).",substantivo feminino,Luana da Silva Borges; Bruno Maroneze,21 Aug 2023,21 Aug 2023 +82,planta,"Segundo o dicionário de Gaffiot, o substantivo latino planta, ae na Antiguidade tinha o sentido de “rebento” (ramo de uma planta extraído para propagação), mas também poderia ter o sentido mais geral de “vegetal”, sentido esse que passou ao português. A conservação do encontro consonantal pl- inicial aponta para a entrada na língua por via erudita, ainda que a palavra seja datada da Idade Média.",substantivo feminino,Raissa Silveira Buss; Bruno Maroneze,15 Sep 2023,15 Sep 2023 +77,polpa,"O étimo é o substantivo latino pulpa, ae, que, no latim da Antiguidade, significava “parte carnosa do corpo” e, por extensão, “parte carnosa de um fruto” (segundo o Oxford Latin Dictionary). A alternância -u- para -o- sugere tratar-se de palavra herdada, ainda que sua atestação seja tardia (século XVI, segundo o dicionário Houaiss). Nos textos de Vandelli e Brotero, “polpa” se refere não só à parte carnosa dos frutos, mas também de outras estruturas vegetais, como certas folhas de plantas suculentas.",substantivo feminino,Matheus Stein Casarin; Adriane Maria de Oliveira Queiroz; Bruno Maroneze,21 sep 2023,21 sep 2023 +110,pontoado,"O adjetivo pontoado é empregado tanto por Vandelli quanto por Brotero para traduzir o adjetivo latino punctatus, a, um (encontrado no latim dos séculos XVII e XVIII); portanto, pode ser entendido como um decalque do latim. No entanto, a forma mais diretamente adaptada desse particípio latino seria *pontado. A ocorrência da vogal -o- leva a hipotetizar duas duas possibilidades de análise, não mutuamente excludentes: 1 - O adjetivo pode ter sido criado como um particípio do verbo pontoar (variante de pontuar), que já ocorre no século XVIII (como, por exemplo, no ""Divertimento Erudîto"" do Frei João Pacheco - https://www.google.com.br/books/edition/Divertimento_erud%C3%AEto_para_os_curiosos_d/N8_o3ix_EmAC), ainda que com outro sentido (""empregar sinais de pontuação""). 2 - O adjetivo seria derivado do substantivo ponto com o sufixo -ado. Assim, pode-se tratar de um caso em que converge mais de um étimo.",adjetivo,Kamila da Silva Barbosa; Bruno Maroneze,25 Sep 2023,13 Oct 2023 +71,raiz,"É palavra herdada, cujo étimo é o latim radicem (nominativo radix), que já apresentava o sentido de ""órgão de sustentação da planta"" desde a Antiguidade (conforme informa o Oxford Latin Dictionary). Em português, é atestado desde o período medieval (conforme informa o Dicionário Houaiss).
Tanto Vandelli quanto Brotero afirmam que a raiz se situa, geralmente, embaixo da terra: ""a raiz está na terra, e cresce debaixo della"" (VANDELLI, 1788, p. 193); ""A Raiz he hum organo nutritivo apegado a terra"" (BROTERO, 1788, p. 12). Ambos também mencionam a função de nutrição, características ainda hoje consideradas centrais ao conceito de ""raiz"", conforme se lê na definição Glossário de Termos Botânicos da Universidade de Coimbra (https://www.uc.pt/herbario_digital/learn_botany/glossario): ""Raiz (radix). Órgão geralmente subterrâneo através do qual são absorvidos sais minerais e água e que fixa a planta ao solo.""",substantivo feminino,Dannielly Victória Rodrigues da Silva; Bruno Maroneze,03 Apr 2023,03 Apr 2023 +43,receptáculo,"O étimo é o latim receptaculum,i, que já no século XVIII era empregado com a acepção da Botânica. A data informada pelo Dicionário Houaiss é provavelmente para outra acepção. A data de 1788 para essa acepção é possivelmente a obra de Brotero. Consultas a especialistas são necessárias para verificar quais são de fato as diferenças entre as três acepções da Botânica e se de fato ocorre essa polissemia.",substantivo masculino,Bruno Maroneze,28 Feb 2022,14 Jun 2022 +44,repente,"Conforme informa o Dicionário Houaiss, o étimo é o latim repens,entis, particípio presente do verbo repere, que significa “arrastar-se”. Esse adjetivo já era empregado no latim científico, conforme atesta o próprio dicionário de Vandelli. O Dicionário Houaiss registra esse verbete como o homônimo 2 e não traz datação.",adjetivo,Bruno Maroneze,28 Feb 2022,14 Jun 2022 +52,resina,"O étimo é a forma latina resīna,ae (com o mesmo sentido), atestada desde a Antiguidade, segundo o Oxford Latin Dictionary. A julgar pela permanência do -n- intervocálico na forma portuguesa, a palavra deve ser considerada erudita (ainda que atestada desde a Idade Média, segundo o dicionário Houaiss), ou, talvez, uma reconstituição erudita posterior (visto que o mesmo dicionário informa que a forma medieval é resia).",substantivo feminino,Bruno Maroneze,24 May 2022,14 Jun 2022 +53,resinoso,"O Dicionário Houaiss informa que o termo é formado por derivação sufixal a partir do substantivo resina. No entanto, a forma latina resinosus, a, um (com o sentido de “cheio de resina”) já é atestada na Antiguidade, como informa o Oxford Latin Dictionary. Dessa forma, é possível supor que o étimo seja a forma latina.",adjetivo,Bruno Maroneze,24 May 2022,14 Jun 2022 +111,reticulado,"O étimo é o latim rētĭcŭlātus, já atestado no latim da Antiguidade (conforme mostra o Oxford Latin Dictonary), com o sentido de ""coberto com rede"". A conservação das consoantes intervocálicas indica que entrou na língua portuguesa como termo erudito, e não herdado. Assim, o termo é um decalque da forma latina. A base morfológica retículo é registrada no dicionário Houaiss, mas sem datação, de modo que não parece ser provável a hipótese de o termo ter sido formado por derivação sufixal em português.",adjetivo,Kamila da Silva Barbosa; Bruno Maroneze,25 Sep 2023,14 Oct 2023 +45,romboidal,"O Dicionário Houaiss afirma se tratar de uma derivação sufixal a partir do substantivo romboide, com o acréscimo do sufixo -al. O Trésor de la Langue Française afirma que o francês rhomboïdal é atestado desde 1671, forma essa que pode ter influenciado a forma portuguesa.",adjetivo,Bruno Maroneze,28 Feb 2022,14 Jun 2022 +65,semente,"O étimo, segundo informa o dicionário Houaiss, é o latim sementis (mais bem representado pela forma do acusativo semente(m)), que significa “semeadura”, “período de semeadura” (conforme apresenta o Oxford Latin Dictionary). O estudo dos cognatos em outras línguas românicas pode apontar para o momento em que houve a mudança de significado de “semeadura” para “semente”. O Romanisches Etymologisches Wörterbuch traz os seguintes cognatos: italiano semente, sementa, catalão sement, espanhol simiente. Desses, apenas o italiano semente não significa “semente”, mas sim o conjunto de sementes usadas na semeadura.",substantivo feminino,Ana Carolina Menegassi Rocha; Bruno Maroneze,22 Oct 2023,22 Oct 2023 +79,setáceo,"O étimo é o adjetivo latino setaceus, a, um. Não está registrado nos dicionários de latim da Antiguidade e, portanto, é seguramente criação do latim científico. Está registrado no próprio dicionário de Vandelli. Em latim, é formado pelo substantivo seta, ae (também ocorrendo na variante saeta, ae), com o significado de “pelo de animal, especialmente grosseiro ou rígido”, acrescido do sufixo adjetivador -aceus, com o significado de “semelhante a” (informações extraídas do Oxford Latin Dictionary). Assim, embora não atestado na Antiguidade, parece ser bem-formado de acordo com a morfologia latina.
A associação com a seda pode já ter acontecido durante a Idade Média, visto que saeta é o étimo de “seda” nas línguas românicas em geral, por via herdada. Assim, o adjetivo setáceo adquiriu tanto o sentido de “semelhante a pelos de animal” (sentido mais próximo do latim da Antiguidade) quanto de “semelhante a seda”.
O dicionário Houaiss descreve a etimologia da palavra como sendo “seta + áceo”, implicando que a palavra foi formada em português; no entanto, a existência de setaceus, a, um no latim científico demonstra que essa descrição é imprecisa.",adjetivo,Matheus Stein Casarin; Adriane Maria de Oliveira Queiroz; Bruno Maroneze,21 sep 2023,21 sep 2023 +46,sexual,"O étimo é o latim científico sexualis, -e, adjetivo já empregado no contexto da Botânica, conforme atesta, por exemplo, o título da obra “Examen epicriseos in Systema Plantarum sexuale Cl. Linnaei”, de Siegesbeck, publicado em 1737 (disponível em https://books.google.pt/books?id=8h0OhDnDIvcC). O Dicionário Houaiss informa que esse mesmo adjetivo já era empregado em latim tardio com o sentido de ""do sexo feminino, feminil, de mulher""; no entanto, esse emprego provavelmente desapareceu e ressurgiu no latim científico, de onde passou ao português.",adjetivo,Bruno Maroneze,28 Feb 2022,14 Jun 2022 +133,sexualismo,"O étimo é o latim científico sexualismus, atestado em obras como a ""Physiologia Muscorum"" de Necker, publicada em 1774 (https://www.google.com.br/books/edition/N_J_de_Necker_Physiologia_Muscorum_per_e/cLhgAAAAcAAJ). O termo latino é, por sua vez, formado pelo adjetivo sexualis, is acrescido do sufixo de origem grega -ismus. Assim, a atestação da forma latina em textos em latim científico torna pouco provável a hipótese de uma formação ocorrida em português, ainda que, morfologicamente, o termo possa ser classificado como um derivado sufixal.",substantivo masculino,Vitória Fernandes Pereira; Bruno Maroneze,11 Sep 2025,11 Sep 2025 +47,síliqua,"O étimo é o latim siliqua,ae ""vagem"", empregado desde a Antiguidade (como atesta o dicionário de Gaffiot), mas que no latim científico adquire uma acepção mais precisa no âmbito da Botânica e, assim, passa ao português.",substantivo feminino,Bruno Maroneze,28 Feb 2022,14 Jun 2022 +48,sucoso,"O Dicionário Houaiss informa que o étimo é o latim sucosus,a,um, significando ""que contém suco"". A ausência da transformação do c intervocálico para g revela que a palavra não é herdada. A não-ocorrência da forma latina na obra de Vandelli pode indicar que o termo não entrou na língua portuguesa pelo latim científico e pode ter sido criado por derivação sufixal, e não por empréstimo.Ambas as grafias sucoso e succoso ocorrem na obra de Vandelli.",adjetivo,Bruno Maroneze,28 Feb 2022,14 Jun 2022 +83,suculento,"O étimo é o adjetivo latino suculentus, a, um, que já no latim da Antiguidade tinha o sentido de “cheio de suco, suculento”. Segundo o dicionário de Gaffiot, já em latim havia as variantes com -c- (suculentus) e com -cc- (succulentus). A palavra ingressou na língua portuguesa pela via do latim científico, visto que já era empregada em textos de Botânica em latim (como, por exemplo, o De Orchide de Gustav Christian von Handtwig, de 1747 - https://www.google.com.br/books/edition/De_Orchide_Dissertatio_Inavgvralis_Botan/RjNbAAAAcAAJ). No entanto, o contexto mais antigo que encontramos em português até o momento, de 1784, não se refere à Botânica, antecedendo em quatro anos o emprego da palavra em Brotero.",adjetivo,Raissa Silveira Buss; Bruno Maroneze,14 Sep 2023,14 Sep 2023 +132,tendinoso,"O étimo é o latim tendinosus. O termo não é registrado em dicionários de latim clássico, como o Gaffiot e o Oxford Latin Dictionary, mas em textos do latim científico é possível encontrá-lo, como em “Anatomicae praelectiones” (1586), de Archangelus Piccolomini (https://www.google.com.br/books/edition/Anatomicae_praelectiones_etc/q3hVAAAAcAAJ). No dicionário Houaiss, o termo é atestado em 1790, no SeabCh. No entanto, é possível encontrar o termo no livro Anatomia do Corpo Humano (1739), de Bernardo Santucci.",adjetivo,Geovanna Salvino de Lima; Bruno Maroneze,07 Jul 2025,07 Jul 2025 +73,tronco,"É certamente palavra herdada, tendo como étimo o latim truncus (pela forma do acusativo truncum), que já na Antiguidade tinha tanto o sentido de ""tronco de uma árvore"" quanto de ""tronco do corpo humano"" (conforme se lê no Oxford Latin Dictionary). Em latim, é provavelmente a substantivação do adjetivo truncus, -a, -um ""cortado, mutilado, truncado"".
Sobre a diferença entre ""caule"" e ""tronco"", Brotero afirma: ""Os antigos davaõ o nome de tronco (truncus) ao troço ascendente das plantas lenhosas, e o de caule ou talo (caulis) ao das herbaceas; mas hoje a palavra tronco está adoptada por hum termo geral de que o caule he huma especie, de maneira que se pode dizer com igual propriedade de termo, que o choupo tem hum caule lenhoso, como se pode dizer, que a alface tem hum caule herbaceo."" (BROTERO, 1788, vol. 1, p. 20). Esse trecho é obscuro; por um lado, parece dizer que ""tronco"" é o termo genérico, mas nos exemplos, é ""caule"" que é empregado como genérico. Atualmente, emprega-se ""caule"" como termo genérico (hiperônimo), do qual ""tronco"" é um subtipo (hipônimo).",substantivo masculino,Dannielly Victória Rodrigues da Silva; Bruno Maroneze,14 Jun 2023,14 Jun 2023 +112,tuberculado,"Há duas possibilidades de descrição do étimo: 1 - pode ser analisado como um decalque do latim tuberculatus, já empregado em textos em latim do século XVI (como, por exemplo, na obra ""Lexicon Hebraicum"" de Johann Reuchlin - https://www.google.com.br/books/edition/Ioannis_Reuchlini_Phorcensis_Lexicon_Heb/mcIzkGPlV0UC); ou 2 - como adjetivo derivado do substantivo tubérculo (= ""verruga"") acrescido do sufixo -ado, visto que o substantivo teve, segundo o Dicionário Houaiss, sua primeira atestação em 1668; portanto, no momento da elaboração do dicionário de Vandelli e da obra de Brotero, há a possibilidade de os autores terem utilizado o recurso da própria língua portuguesa para introduzir a palavra na língua através do processo de derivação.",adjetivo,Kamila da Silva Barbosa; Bruno Maroneze,25 Sep 2023,14 Oct 2023 +76,tubérculo,"Tubérculo: O étimo é o substantivo latino tuberculum, i, que, segundo o Oxford Latin Dictionary, tinha na Antiguidade o sentido de “pequena protuberância ou excescência”. É com esse sentido que a palavra “tubérculo” está presente nos autores do século XVIII, seja referindo-se a estruturas animais (na pele ou na superfície de órgãos internos), seja referindo-se a protuberâncias e rugosidades em vegetais e fungos (que eram considerados vegetais). O sentido de “caule espessado que armazena nutrientes” não foi encontrado nos autores que estudamos (ainda que o dicionário Houaiss date essa acepção em 1788).
A palavra certamente entrou na língua portuguesa por via erudita, por meio do latim científico. O sentido de “protuberância” é frequente em textos médicos do século XVII (como, por exemplo, no texto “De ingressu ad infirmos” de Júlio César Claudino, 1617 - https://www.google.com.br/books/edition/Iulii_C%C3%A6saris_Claudini_De_ingressu_ad_i/iPcZtI8R6o8C).",substantivo masculino,Matheus Stein Casarin; Adriane Maria de Oliveira Queiroz; Bruno Maroneze,15 sep 2023,15 sep 2023 +142,túbulo,"O étimo é o latim tubulus, i, que é atestado desde a Antiguidade com o sentido de ""pequeno tubo"", conforme atesta o Oxford Language Dictionary. O emprego que Vandelli faz dessa palavra é relativamente obscuro: ele está claramente descrevendo uma estrutura tubular presente nas brânquias de certos peixes, mas não fica claro se esse é o nome técnico dessa estrutura ou se o autor está apenas descrevendo a sua forma. Independentemente disso, o emprego em Vandelli é a data mais recuada da palavra em português até onde foi possível encontrar. É claramente uma palavra erudita, como se percebe pela conservação do -l- intervocálico.",substantivo masculino,Sammara Valim Luz dos Santos; Bruno Maroneze,15 Sep 2025,15 Sep 2025 +49,túnica,"Conforme informa o Dicionário Houaiss, o étimo é o latim tunica,ae, que já na Antiguidade significava ""vestimenta inferior usada pelos romanos de ambos os sexos"". A acepção da Botânica ocorre também no latim científico (como se observa, por exemplo, na obra “De radicum in plantis ortu et directione”, de Gottlob Bose, 1754, p. 7, disponível em https://books.google.pt/books?id=VK1JAAAAcAAJ).",substantivo feminino,Bruno Maroneze,28 Feb 2022,28 Jan 2023 +113,umbilicado,"O étimo é o latim umbĭlīcātus (já atestado na ""História Natural"" de Plínio, conforme informa o Oxford Latin Dictionary). A conservação do -l- intervocálico demonstra tratar-se de forma erudita, sendo, portanto, um decalque do latim. Apesar de ter uma base morfológica (substantivo umbigo, já atestada em 1563), a forma esperada por derivação sufixal seria *umbigado; assim, evidencia-se que Vandelli e Brotero recuperaram a forma latina como base para a forma em língua portuguesa.",adjetivo,Kamila da Silva Barbosa; Bruno Maroneze,25 Sep 2023,14 Oct 2023 +141,uropígio,"O étimo é o latim uropygium, ii, que, segundo o dicionário de Gaffiot, pode ser atestado já na Antiguidade, num epigrama de Marcial (3.93 verso 12), com o mesmo sentido. No entanto, a forma registrada no Oxford Latin Dictionary é orthopygium, ii. Em latim, é um empréstimo do grego; assim, o dicionário de Liddell, Scott e Jones registra o termo com o mesmo sentido de ""parte traseira das aves"", porém com diversas formas variantes: ὀρροπύγιον (orropýgion); ὀρσοπύγιον (orsopýgion); οὐροπύγιον (ouropýgion); ὀροπύγιον (oropýgion). O termo é certamente relacionado ao grego ὄρρος (órros), que significa ""ponta do osso sacro"". Assim, é possível hipotetizar que o termo tenha entrado no latim científico a partir de uma dessas variantes (possivelmente por meio de alguma cópia ou edição da obra de Marcial) e assim passou ao português. A palavra popular empregada para se referir a essa parte das aves é ""sobrecu"", empregada desde o século XV, segundo o dicionário Houaiss.
O dicionário Houaiss informa que a primeira atestação de ""uropígio"" é de 1782 e está registrada no Dicionário Histórico do Português Brasileiro (https://dicionarios.fclar.unesp.br/dhpb/). Trata-se do texto de Francisco Antônio de Sampaio ""Historia dos Reinos Vegetal, Animal, e Mineral do Brazil, pertencente à Medicina"" (https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_manuscritos/mss22949/mss22949.pdf), cujo manuscrito, escrito em 1782, permaneceu sem publicação até 1971, no vol. 89 dos Anais da Biblioteca Nacional (https://hemeroteca-pdf.bn.gov.br/402630/per402630_1969_00089.pdf).",substantivo masculino,Sammara Valim Luz dos Santos; Bruno Maroneze,15 Sep 2025,15 Sep 2025 +74,utrículo,"O étimo é o latim científico utriculus, atestado com o sentido de ""espécie de vaso dos vegetais"" já no século XVII (por exemplo, na obra de Colbert ""Philosophia Vetus et Nova..."", 1682 - https://www.google.com.br/books/edition/PHILOSOPHIA_VETUS_ET_NOVA/S50tZqHVDCkC). Segundo os dicionários Gaffiot e Oxford Latin Dictionary, utriculus já aparece na Antiguidade, empregado por Plínio com o sentido de ""casca de certas sementes"". O latim científico pode ter recuperado esse emprego. Em latim, é o diminutivo de uter, utris, que significa ""odre, bolsa de couro"".
A descrição que Brotero faz do utrículo nos vegetais é confusa. Aparentemente, Brotero entende que há dois tipos de utrículos, os internos e os externos, conforme está descrito na nota de rodapé (c) (p. 253): ""Os utriculos considerados em geral podem ser divididos em internos e externos; os internos dependem da dissecçaõ, e microscopio para se poderem observar, elles saõ destinados à preparaçaõ dos succos proprios, e digestaõ dos succos nutritivos; os externos saõ os que se achaõ na superficie dos vegetaes, huns saõ pouco apparentes, dos quaes ja fiz mençaõ debaixo do nome glandulas utriculares, outros saõ assaz apparentes de modo que ainda mesmo sem lente se podem observar [...]."" Indicamos esses dois tipos como as acepções 1 e 2. Na primeira acepção, parece ser um sinônimo de ""parênquima"", e muito provavelmente deixou de ser empregado com esse sentido na Botânica atual; na segunda acepção, parece ser empregado ainda hoje.",substantivo masculino,Luana da Silva Borges; Bruno Maroneze,3 Oct 2024,3 Oct 2024 +51,verrucoso,"O étimo é o latim verrucosus,a,um, que significa “que tem verrugas”, atestado desde a Antiguidade (conforme atesta o Oxford Latin Dictionary). O sentido de “semelhante a uma verruga”, que é o encontrado em Vandelli (1788), é possivelmente do latim científico.",adjetivo,Bruno Maroneze,13 May 2022,14 Jun 2022 +114,verticilado,"Há duas possibilidades de descrição do étimo: 1 - pode ser analisado como um decalque do latim verticillatus, já empregado em textos em latim científico do século XVII (como, por exemplo, na obra ""Plantarum Historiae Oxoniensis Universalis"" de Robert Morison - https://www.google.com.br/books/edition/Plantarum_historiae_universalis_Oxoniens/L7heAAAAcAAJ); ou 2 - como adjetivo derivado do substantivo verticilo acrescido do sufixo -ado, visto que o substantivo já é empregado por Brotero em 1788; assim, no momento da elaboração do dicionário de Vandelli e da obra de Brotero, há a possibilidade de os autores terem utilizado o recurso da própria língua portuguesa para introduzir a palavra na língua através do processo de derivação.",adjetivo,Kamila da Silva Barbosa; Bruno Maroneze,25 Sep 2023,14 Oct 2023 +95,vibrissa,"O étimo é, sem dúvida, o latim vibrissae, -arum, registrado em diversos dicionários latinos (como o dicionário de Gaffiot, 1934) com a acepção de “pelos do nariz”. Curiosamente, os dicionários remetem sempre ao mesmo contexto, a obra de Festo “De verborum significatione” (datada do século II d.C.), que parece ser a única ocorrência desta palavra num texto da Antiguidade. A edição de Lindsay, 1913 (https://babel.hathitrust.org/cgi/pt?id=njp.32101077773990), traz a forma vibracae em vez de vibrissae, o que leva a crer que se trata de uma forma duvidosa, possivelmente um hápax. Isso, aliado ao fato de que “vibrissa” não tem características de palavra herdada, indica que a palavra provavelmente deixou de ser usada e foi retomada, na sua acepção corrente (“pelos rijos da face dos mamíferos”), no século XVIII. Lineu já o emprega com a nova acepção no Systema Naturae (décima edição, de 1758, e possivelmente em edições anteriores). O autor que primeiro a empregou em latim nessa nova acepção (possivelmente o próprio Lineu) certamente teve acesso a uma cópia do texto de Festo que empregava a forma vibrissae, em vez de vibracae, esta última preferida na leitura de Lindsay.",substantivo feminino,Bruno Maroneze,15 May 2023,15 May 2023 +50,vilo,"O étimo é o latim científico villus,i, empregado no século XVIII com o mesmo sentido, como mostra o próprio dicionário de Vandelli. Segundo o dicionário de Gaffiot, no latim da Antiguidade essa palavra designava pelos de animais, mas também poderia se referir ao musgo.Esse termo não é registrado no Dicionário Houaiss nem nos dicionários Aulete ou Michaelis. É possivelmente um termo que desapareceu da língua portuguesa.",substantivo masculino,Bruno Maroneze,28 Feb 2022,28 Jan 2023 +119,Zoologia,"O étimo é o latim científico zoologia, já atestado no século XVII (como se percebe no próprio título da obra ""Zoologia Parva"", de Giuseppe Lanzoni, de 1669 - https://www.google.com.br/books/edition/Zoologia_Parva/J9Q8AAAAcAAJ). Dessa forma, junção dos elementos de origem grega zoo- e -logia ocorreu já no latim científico, e não em português, como está implícito na descrição etimológica do dicionário Houaiss.",substantivo feminino,Luana da Silva Borges; Bruno Maroneze,15 Aug 2024,16 Aug 2024 \ No newline at end of file diff --git a/data/DadosDoDicionario.csv b/data/DadosDoDicionario.csv index 9a29389..c31dbca 100644 --- a/data/DadosDoDicionario.csv +++ b/data/DadosDoDicionario.csv @@ -144,4 +144,5 @@ ID,Headword,FirstAttestationDate,FirstAttestationExampleMD,Etymology,WClass,Cred 143,deltoide,1739,""".....""","O étimo é o latim científico deltoides, não atestado no latim da Antiguidade, mas já empregado para se referir ao músculo do ombro desde o século XVI, como se lê na obra “Opera anatomica"" (1595), de Andreas Du-Laurens (https://www.google.com.br/books/edition/Opera_anatomica_etc_Ed_altera/13lVAAAAcAAJ). O termo latino, por sua vez, é um empréstimo do adjetivo grego δελτοειδής (deltoeidés) “em forma de delta (ou seja, triangular)”. Segundo o dicionário de Liddell, Scott e Jones, já na Antiguidade Galeno empregou esse adjetivo para se referir ao músculo do ombro. Dessa forma, o termo passou do grego da Antiguidade para o latim científico e, deste, para o português.",substantivo masculino,Geovanna Salvino de Lima; Bruno Maroneze,23 Sep 2025,23 Sep 2025 144,maléolo,1739,""".....""","O étimo é o latim científico malleolus, i, que já era empregado com o sentido de ""proeminência do tornozelo"" desde pelo menos o século XVII, como se observa, por exemplo, na obra ""Anatomia"" de Domenico Marchetti, 1656 (https://www.google.com.br/books/edition/Anatomia/4fQGAAAAcAAJ). No latim da Antiguidade, malleolus é o diminutivo de malleus, i ""martelo"", ou seja, designava um pequeno martelo; segundo o Oxford Latin Dictionary, também poderia designar a cruzeta (técnica de jardinagem que consiste em cortar um ramo em forma de cruz ou martelo, para plantá-lo) ou, ainda, um dardo incendiário. Assim, aparentemente, a forma latina malleolus passa a designar a proeminência do tornozelo pela sua semelhança com um pequeno martelo, em período posterior à Antiguidade (possivelmente pós-Renascimento), e passa ao português como um decalque erudito.",substantivo masculino,Fabiani de Amorim Gonçalves; Bruno Maroneze,27 Oct 2025,27 Oct 2025 145,mamário,1739,""".....""","O étimo é o latim científico mammarius, a, um, que já havia sido empregado para se referir às artérias e veias mamárias por Jean Riolan, o Jovem (na obra ""Encheiridium Anatomicum et Pathologicum"", 1649 - https://www.google.com.br/books/edition/Encheiridium_anatomicum_et_pathologicum/jt5OvY3EEvIC). Assim, embora a estrutura morfológica seja de um derivado sufixal (mama + o sufixo -ário), o termo não foi formado em português, mas se trata, mais propriamente, de um latinismo.",adjetivo,Fabiani de Amorim Gonçalves; Bruno Maroneze,27 Oct 2025,27 Oct 2025 -146,mesentérico,1739,""".....""","O étimo é o adjetivo do latim científico mesentericus, a, um, atestado, por exemplo, na obra ""Opera Medica et Physica"", de Thomas Willis, 1676 (https://www.google.com.br/books/edition/Clarissimi_viri_Thom%C3%A6_Willis_opera_medi/VrucCs-1Hh4C). Ainda que, morfologicamente, mesentérico seja um derivado sufixal de mesentério + -ico, é improvável que tenha sido um termo formado na língua portuguesa, como parece implicar a descrição etimológica do dicionário Houaiss.",adjetivo,Fabiani de Amorim Gonçalves; Bruno Maroneze,27 Nov 2025,27 Nov 2025 \ No newline at end of file +146,mesentérico,1739,""".....""","O étimo é o adjetivo do latim científico mesentericus, a, um, atestado, por exemplo, na obra ""Opera Medica et Physica"", de Thomas Willis, 1676 (https://www.google.com.br/books/edition/Clarissimi_viri_Thom%C3%A6_Willis_opera_medi/VrucCs-1Hh4C). Ainda que, morfologicamente, mesentérico seja um derivado sufixal de mesentério + -ico, é improvável que tenha sido um termo formado na língua portuguesa, como parece implicar a descrição etimológica do dicionário Houaiss.",adjetivo,Fabiani de Amorim Gonçalves; Bruno Maroneze,27 Nov 2025,27 Nov 2025 +147,mesocólon,1739,""".....""","O étimo é o latim científico mesocolon, i, empregado com o mesmo sentido já no século XVII, como se observa, por exemplo, na ""Opera Anatomica"" de Riolan, publicada em 1649 (https://www.google.com.br/books/edition/Ioannis_Riolani_filii_Opera_anatomica_ve/TF9tWd706e0C). Ainda que não seja documentado nos dicionários do latim da Antiguidade, seu emprego em latim é um empréstimo do grego μεσόκωλον (mesókōlon), que, segundo o dicionário de Liddell, Scott e Jones, foi empregado com o mesmo sentido por Hipócrates e Galeno. Assim, o termo português deriva do termo em latim científico que, por sua vez, é um empréstimo do grego da Antiguidade.",substantivo masculino,Fabiani de Amorim Gonçalves; Bruno Maroneze,23 Dec 2025,23 Dec 2025 \ No newline at end of file diff --git a/data/authors.ttl b/data/authors.ttl new file mode 100644 index 0000000..5112ecd --- /dev/null +++ b/data/authors.ttl @@ -0,0 +1,89 @@ +@prefix dcterms: . +@prefix dicbio: . +@prefix ontolex: . +@prefix etym: . +@prefix rdfs: . +@prefix skos: . +@prefix xsd: . +@prefix dbauth: . +@prefix dbsrc: . +@prefix lexinfo: . +@prefix owl: . +@prefix bibo: . +@prefix rdf: . +@prefix foaf: . +@prefix morph: . +@prefix vartrans: . +@prefix dbres: . + + + +### REGISTRO DOS COLABORADORES ### + +dbauth:adriane_queiroz a foaf:Person ; + foaf:name "Adriane Maria de Oliveira Queiroz" ; + dcterms:identifier ; + rdfs:seeAlso . + +dbauth:ana_menegassi_rocha a foaf:Person ; + foaf:name "Ana Carolina Menegassi Rocha" ; + rdfs:seeAlso . + +dbauth:ana_cristina_lopes a foaf:Person ; 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anguloso. ,1788,Vandelli,angulatus,latim,Gaffiot/OLD +1,antera,1,Parte da flor que contém o pólen.,1782,Dicionário Houaiss,anthera,latim científico,Vandelli +98,árvore,1,"Planta perene que apresenta um tronco em geral alto e grosso, com ramos.",984,Dicionário Houaiss,arborem,latim,Dicionário Houaiss +76,aurícula,1,Cavidade superior dos ventrículos do coração.,1788,Vandelli,auricula,latim,"“Anatome Animalium” de Gerard Blasius, 1681 - https://www.google.com.br/books/edition/Gerardi_Blasii_Anatome_animalium_terrest/Bx1fAGulTCQC" +136,aurícula,2,Orelha. ,1788,Vandelli,auricula,latim,"“Anatome Animalium” de Gerard Blasius, 1681 - https://www.google.com.br/books/edition/Gerardi_Blasii_Anatome_animalium_terrest/Bx1fAGulTCQC" +137,aurícula,3,Estrutura anatômica em forma de orelha.,1788,Vandelli,aurícula (2),português,nossa pesquisa +91,bálano,1,Cabeça do membro viril.,1739,Santucci,balanus,latim,LSJ +2,bífido,1,"Dividido em duas partes, em geral na parte superior (diz-se de folhas, cirros e outras estruturas vegetais, bem como de palpos e outras estruturas dos insetos).",1788,Vandelli,bifidus,latim,Gaffiot/OLD +140,bile,1,Substância secretada pelo fígado que atua na digestão.,1739,Santucci,bilis,latim,OLD +90,Botânica,1,Parte da História Natural responsável pela descrição e estudo dos vegetais.,1771,"UNIVERSIDADE DE COIMBRA. Compendio historico do estado da Universidade de Coimbra. Lisboa: Regia Officina Typografica, 1771. https://www.google.com.br/books/edition/Compendio_historica_do_estado_da_Univers/Xp1eAAAAcAAJ?hl=en&gbpv=0",Botanica,latim científico,"""Institutio Philosophica..."", disponível em https://www.google.com.br/books/edition/Institutio_philosophica_ad_faciliorem_ve/fk4KQkeAgUsC, onde se lê, à p. 291, ""Botanica, seu plantarum scientia""" +3,bráctea,1,"Folha anexa à flor da florada seguinte, que se diferencia, em certos aspectos, das demais folhas.",1788,Vandelli,bractea,latim científico,Vandelli +160,brânquia,1,Órgão responsável pela respiração nos peixes e outros animais aquáticos; guelra.,1782,Dicionário Houaiss,branchia,latim,OLD/LSJ +163,branquióstego,1,Diz-se de certo grupo de peixes (o sentido exato é obscuro).,1788,Vandelli,branchiostegus,latim científico,"""Systema Naturae"" de Lineu, de 1748 (https://www.google.com.br/books/edition/Caroli_Linn%C3%A6i/Xh8AAAAAQAAJ" +165,branquióstego,2,Relativo à abertura das brânquias.,1788,Vandelli,branchiostegus,latim científico,"""Systema Naturae"" de Lineu, de 1748 (https://www.google.com.br/books/edition/Caroli_Linn%C3%A6i/Xh8AAAAAQAAJ" +53,bulbo,2,"Estrutura anatômica semelhante a um bulbo (1), como o olho.",1739,Santucci,bulbo (1),português,nossa pesquisa +4,bulbo,1,"Órgão vegetal presente em certas plantas, que armazena nutrientes para a planta utilizar em época desfavorável.",1788,Vandelli,bulbus,latim,Dicionário Houaiss +5,bulboso,1,Que tem forma de bulbo.,1788,Vandelli,bulbosus,latim científico,Vandelli +6,cálice,1,"Parte da flor que cerca a corola, o estame e o pistilo, formado pelas sépalas, e em geral de cor verde.",1788,Vandelli,calyx,latim,OLD +109,canaliculado,1,Provido de um pequeno canal.,1788,Vandelli,canaliculatus,latim,OLD +7,capréolo,1,O mesmo que cirro (acepção 2).,1788,Vandelli,capreolus,latim científico,Vandelli +141,cápsula,1,Membrana que envolve certas estruturas anatômicas.,1739,Santucci,capsula,latim,"""Descriptio comparata mvscvlorvm corporis hvmani et qvadrvpedis"", de 1729 (disponível em https://www.google.com.br/books/edition/Descriptio_comparata_mvscvlorvm_corporis/ddihNnLG1asC?hl=pt-BR&gbpv=1&dq=capsulae&pg=PA165&printsec=frontcover)" +148,cápsula,2,Espécie de pericarpo côncavo.,1788,Vandelli/Brotero,capsula,latim,"""Descriptio comparata mvscvlorvm corporis hvmani et qvadrvpedis"", de 1729 (disponível em https://www.google.com.br/books/edition/Descriptio_comparata_mvscvlorvm_corporis/ddihNnLG1asC?hl=pt-BR&gbpv=1&dq=capsulae&pg=PA165&printsec=frontcover)" +157,carótida,1,Cada uma das artérias que conduzem o sangue ao cérebro.,1739,Santucci,carotides,latim,OLD +96,carpo,1,Punho.,1739,Santucci,carpus,latim científico,"""Systema Physicum"" de Friedemann Bechmann, 1664 - https://www.google.com.br/books/edition/Systema_physicum/1XCAVudr-JoC" +8,cartilagíneo,1,Semelhante a uma cartilagem (diz-se de estrutura vegetal ou animal).,1788,Vandelli,cartilagineus,latim científico,Vandelli +88,carúncula,1,Protuberância existente no corpo de certos animais.,1788,Vandelli,caruncula,latim,“Treatise of the human eye” de Peter Degravers (1780 - https://www.google.com.br/books/edition/A_complete_physico_medical_and_chirurgic/0Q1eAAAAcAAJ +149,carúncula,2,"Redução de ""carúncula seminal"".",1739,Santucci,carúncula seminal,português,nossa pesquisa +150,carúncula,3,"O mesmo que ""papila renal"" ou ""papila dos rins"".",1739,Santucci,caruncula,latim,“Treatise of the human eye” de Peter Degravers (1780 - https://www.google.com.br/books/edition/A_complete_physico_medical_and_chirurgic/0Q1eAAAAcAAJ +114,caule,1,Tronco das plantas herbáceas e similares.,1788,Brotero,caulis,latim,OLD +78,cibário,1,Relativo à alimentação dos animais.,1788,Vandelli,cibarius,latim,Gaffiot/OLD +110,ciliado,1,"Provido de, ou em forma de cílios.",1788,Vandelli,ciliatus,latim,Gaffiot +94,cirro,1,Apêndice filiforme presente em certos animais como peixes e moluscos.,1788,Vandelli,cirrus,latim,"“A Botanical Dictionary”, de Colin Milne (1770 - disponível em https://www.google.com.br/books/edition/A_Botanical_Dictionary_Or_Elements_of_Sy/jbZgAAAAcAAJ" +135,cirro,2,Apêndice em espiral pelo qual a planta se une a outros corpos.,1788,Vandelli,cirrus,latim,"“A Botanical Dictionary”, de Colin Milne (1770 - disponível em https://www.google.com.br/books/edition/A_Botanical_Dictionary_Or_Elements_of_Sy/jbZgAAAAcAAJ" +100,cístico,1,Relativo a cisto (diz-se de bile).,1739,Santucci,cysticus,latim científico,"""Regnum animale, sectionibus 3"" de Emanuel König de 1698 (https://www.google.com.br/books/edition/Emanuelis_K%C3%B6nig_Regnum_animale_sectioni/xwMPRS1BbiUC" +147,clitóris,1,Órgão de formato roliço presente na parte superior das pudendas da mulher.,1739,Santucci,clitoris,latim científico,"""Anatomia"" de Verheyen, 1706 (https://www.google.com.br/books/edition/Corporis_humani_anatomia_etc_With_Philip/gXoAaisWinMC" +9,coarctado,1,"Apertado, restringido; cujas estruturas são muito próximas entre si.",1665,Dicionário Houaiss,coarctatus,latim,Vandelli +101,cóccix,1,Pequeno osso triangular localizado na base da coluna vertebral.,1739,Santucci,coccyx,latim científico,LSJ +77,concameração,1,Cavidade em forma de abóbada presente em estruturas animais e vegetais.,1788,Vandelli,concameratio,latim científico,"“Tentamen Methodi Ostracologicae” de Jacob Theodor Klein, 1753 (https://www.google.com.br/books/edition/Tentamen_methodi_ostracologicae/D-hAAAAAcAAJ" +10,conivente,1,"Cujas extremidades se aproximam ou se tocam (diz-se de estruturas vegetais, como folhas, ou animais, como unhas).",1788,Vandelli,connivens,latim científico,OLD +143,corólula,1,Corola pequena.,1788,Brotero,corollula,latim científico,"Genera Plantarum, de Lineu - https://www.google.com.br/books/edition/Genera_plantarum/tX0ZAAAAYAAJ" +156,coronário,1,Que se dispõe em forma de coroa sobre o coração (diz-se de vasos sanguíneos).,1739,Santucci,coronarius,latim científico,"""Opera Omnia Anatomica e Medica"", de Diemerbroeck, publicada em 1688 (https://www.google.com.br/books/edition/Opera_omnia_anatomica_et_medica/oshfAAAAcAAJ" +11,cotilédone,1,Folha que se forma no embrião de certas plantas e que serve para nutrir o desenvolvimento da planta.,1788,Vandelli/Brotero,cotyledon,latim científico,Lineu +12,crena,1,Incisura perpendicular obtusa na margem de certas folhas.,1788,Vandelli/Brotero,crena,latim científico,Vandelli +13,cutícula,1,"Membrana que reveste a raiz das plantas, por cima da casca.",1601,Dicionário Houaiss,cuticula,latim,Vandelli +14,deflexo,1,Encurvado para a parte inferior (diz-se de ramo).,1788,Vandelli,deflexus,latim científico,Dicionário Houaiss +166,deltoide,1,Músculo em forma de triângulo situado no ombro.,1739,Santucci,deltoides,latim científico,"“Opera anatomica"" (1595), de Andreas Du-Laurens (https://www.google.com.br/books/edition/Opera_anatomica_etc_Ed_altera/13lVAAAAcAAJ" +102,desenvolução,1,Ação de desenvolver; desenvolvimento.,1788,Vandelli,desenvolver + -ção,formação vernácula,Dicionário Houaiss +59,diafragma,1,Músculo em formato de abóbada que separa a região torácica do abdome.,1739,Santucci,diaphragma,latim,Gaffiot +74,diafragma,2,"Membrana que separa duas ou mais cavidades, em certos animais (como moluscos) e vegetais (como cavidades em frutos).",1788,Vandelli,diaphragma,latim,Gaffiot +111,digitado,1,Cujo pecíolo reúne em seu ápice várias folhas menores (diz-se de folha composta).,1788,Vandelli/Brotero,digitatus,latim,OLD +115,digitado,2,Com divisões semelhantes aos dedos da mão (diz-se de asa de inseto).,1788,Vandelli,digitatus,latim,OLD +15,disco,1,Estrutura em forma de disco localizada no centro do receptáculo.,1788,Vandelli,discus,latim,Dicionário Houaiss +54,disco,2,Parte central de certas folhas.,1788,Vandelli,discus,latim,Dicionário Houaiss +68,disco,3,Parte central das valvas de certos moluscos.,1788,Vandelli,discus,latim,Dicionário Houaiss +144,dorsal,1,Relativo ao dorso.,1788,Brotero,dorsalis,latim científico,"Platter ""De corporis humani structura et usu"", de 1603 - https://www.google.com.br/books/edition/De_corporis_humani_structura_et_usu_libr/4fQ6AAAAcAAJ" +112,elongado,1,"Que se alonga, que é comprido.",1788,Vandelli,elongatus,latim,Gaffiot +113,emarginado,1,Que apresenta recorte (em sua maioria) curvo na ponta (diz-se de folha). ,1788,Vandelli,emarginatus,latim,OLD +117,enovelado,1,Enrolado ou emaranhado em forma de novelo.,1788,Vandelli,en- + novelo + -ado,formação vernácula,nossa pesquisa +116,ensiforme,1,Em forma de espada.,1739,Santucci,ensiformis,latim científico,"""Cometographia"" (1668), de Johannes Hevelius (https://www.google.com.br/books/edition/JOHANNIS_HEVELII_COMETOGRAPHIA_Totam_Nat/UvTm7DlL8cUC" +118,entrecortado,1,Que se entrecortou.,1788,Vandelli,entrecortar + -ado,formação vernácula,nossa pesquisa +16,epiderme,1,Camada de revestimento da raiz ou do caule de uma planta; cutícula.,1788,Vandelli,epidermis,latim,Gaffiot +69,epiderme,2,Membrana que reveste as conchas de certos moluscos.,1788,Vandelli,epidermis,latim,Gaffiot +58,epigástrio,1,"Região do abdômen situada abaixo do diafragma, terminando um pouco acima do umbigo.",1739,Santucci,epigastrium,latim científico,"“A dictionary in Latine and English”, de John Veron, 1575 - https://www.google.com.br/books/edition/A_Dictionary_in_Latine_and_English_corre/H85lAAAAcAAJ" +17,escamoso,1,Coberto de escamas (diz-se de pele animal ou de raiz vegetal).,1588,Dicionário Houaiss,squamosus,latim científico,Vandelli +119,escroto,1,"Saco localizado abaixo do pênis, que contém os testículos.",1739,Santucci,scrotum,latim,OLD +61,esôfago,1,"Órgão muscular, parte do tubo digestivo, que liga a faringe ao estômago.",1601,Dicionário Houaiss,oesophagus,latim científico,"“De Anima”, 1542, https://www.google.com.br/books/edition/De_anima_commentarius_Philippi_Mel_Cum_I/tQ22hca_94oC" +18,estame,1,"Estrutura correspondente ao órgão masculino das flores, formado por um filamento que sustenta a antera, onde se localiza o pólen.",1524-1585,Dicionário Houaiss,stamen,latim científico,Dicionário Houaiss +19,estigma,1,"Parte superior do pistilo, rica em uma substância líquida e pegajosa que capta os grãos de pólen para a fecundação.",1783,Dicionário Houaiss,stigma,latim científico,Dicionário Houaiss +20,estípula,1,Escama que nasce na base do pecíolo ou do pedúnculo.,1783,Dicionário Houaiss,stipula,latim,Vandelli +120,excretório,1,Que excreta.,1739,Santucci,excretorius,latim científico,Verheyen (1710 - https://www.google.com.br/books/edition/Corporis_humani_anatomia/BCNgAAAAcAAJ +104,falcado,1,Que tem a forma de foice.,1788,Vandelli,falcatus,latim,Vandelli +121,fastigiado,1,Com ramos dispostos em feixe de modo que termine em ponta (diz-se de plantas ou outras estruturas vegetais).,1788,Vandelli,fastigiatus,latim científico,Gaffiot +99,fecundante,1,Que fecunda.,1788,Brotero,fecundans,latim,"""Praelectiones Academicae"" de Boerhaave, 1745 - https://www.google.com.br/books/edition/Hermanni_Boerhaave_Praelectiones_academi/yi1URjML52UC" +21,fibroso,1,Provido de fibras.,1751,Dicionário Houaiss,fibrosus,latim científico,Vandelli +22,filamento,1,Estrutura que sustenta a antera e a une à planta.,1788,Vandelli,filamentum,latim,Gaffiot +70,filamento,2,"Qualquer estrutura animal semelhante a um fio, como antenas ou bissos.",1739,Santucci,filamentum,latim,Gaffiot +138,Fitologia,1,O mesmo que Botânica.,1788,Brotero,phytologia,latim científico,"“Phytologia” de Giacinto Ambrosini, de 1666 - https://www.google.com.br/books/edition/Phytologia_hoc_est_de_plantis_etc_Additi/sgZfAAAAcAAJ" +23,flósculo,1,Pequena flor.,1783,Dicionário Houaiss,flosculus,latim científico,Vandelli +82,folha,1,Órgão do movimento da planta.,Século XIII,Dicionário Houaiss,folia,latim,Dicionário Houaiss +24,foliáceo,1,Semelhante a lâmina ou folha.,1788,Vandelli,foliaceus,latim científico,Vandelli +125,frênico,1,Relativo ao diafragma (acepção 1).,1739,Santucci,phrenicus,latim científico,"""Historia Anatomica"" de André du Laurens, 1602 (disponível em https://www.google.com.br/books/edition/Andreae_Laurentii_Historia_anatomica_hum/x6DTbRHkOlAC" +25,frutificação,1,"Estrutura responsável pela reprodução vegetal, formada pelas flores e, posteriormente, pelos frutos.",sXIV,Dicionário Houaiss,fructificatio,latim,Dicionário Houaiss +126,gelatinoso,1,Que tem consistência de gelatina.,1739,Santucci,gelatinosus,latim científico,"""Index... Rerum Memorabilium & Notabilium..."" - https://www.google.com.br/books/edition/Miscellanea_Curiosa_medico_physica_acade/gH5EAAAAcAAJ" +26,gema,1,"Protuberância no caule ou ramos de uma planta, de onde se originam ramos, folhas ou outras estruturas; gomo.",sXV,Dicionário Houaiss,gemma,latim,OLD +51,gema,2,Porção interna do ovo das aves.,sXV,Dicionário Houaiss,gema (1),português,nossa pesquisa +60,glândula,1,Órgão que produz certas substâncias que são usadas em outras partes do organismo ou eliminadas.,1677,Dicionário Houaiss,glandula,latim,Gaffiot/OLD +27,gomo,1,O mesmo que gema.,1548,Dicionário Houaiss,obscuro,obscuro,Dicionário Houaiss +28,hermafrodita,1,Que apresenta os órgãos reprodutores de ambos os sexos no mesmo indivíduo (diz-se de flor).,a1566,Dicionário Houaiss,hermaphroditus,latim,Gaffiot +158,hímen,1,Membrana que fecha parcialmente o orifício externo da vagina.,1739,Santucci,hymen,latim,Gaffiot +57,hipogástrio,1,"Parte inferior do abdômen dos seres humanos, abaixo da região umbilical, iniciando-se um pouco abaixo do umbigo.",1739,Santucci,hypogastrium,latim científico,“Opera Chirurgica” de Ambrosius Paraeus: https://www.google.com.br/books/edition/Opera_chirurgica_Ambrosii_Paraei_Galliar/hVpJAAAAcAAJ?hl=pt-BR&gbpv=0 +66,inseto,1,"Animal invertebrado, com corpo segmentado, membros articulados e exoesqueleto, pertencente à classe dos insetos.",1788,Vandelli,insectum,latim,OLD +29,jardim botânico,1,"Jardim onde se cultivam plantas para fins de estudo, em geral aberto à visitação pública.",1718: “Jardim Real Botanico”,"Gazeta de Lisboa Occidental, n. 19, maio de 1718, p. 151. Disponível em: http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/Periodicos/GazetadeLisboa/1718/Maio/Maio_item1/P15.html)",não se aplica,não se aplica,"“Critica Sacra”, de Edward Legh, 1639 (disponível em https://books.google.pt/books?id=0IRmAAAAcAAJ" +122,labiado,1,Cujas pétalas formam a aparência de lábios.,1788,Vandelli,labiatus,latim científico,"""Synopsis Methodica Stirpium Britannicarum"" de John Ray - https://www.google.com.br/books/edition/Joannis_Raii_Synopsis_methodica_stirpium/RsDQj539RGoC)" +30,lacínia,1,"Divisão semelhante a abas em uma estrutura vegetal (como folha, estigma ou corola) ou animal (como concha ou tentáculo).",1783,"BACELLAR, Bernardo de Lima e Mello. Diccionario da lingua portugueza. Lisboa: Aquino Bulhoens, 1783. Disponível em: https://books.google.pt/books?id=55ICAAAAQAAJ",lacinia,latim,Vandelli +103,lanceolado,1,Que tem a forma semelhante à de lança.,1788,Vandelli,lanceolatus,latim,Vandelli +123,ligulado,1,Provido de lígula.,1788,Vandelli,ligulatus,latim científico,"""Flora Francofurtana…"" de Karl August von Bergen, disponível em: https://www.google.com.br/books/edition/Caroli_Augusti_de_Bergen_Flora_Francofur/8NkTAAAAQAAJ" +146,litalgia,1,Dor causada pela presença de pedras nos rins.,1788,Brotero,lit(o)- + -algia,formação vernácula,Dicionário Houaiss +124,lobado,1,Que apresenta lobos (diz-se de folha).,1788,Vandelli,lobatus,latim científico,"""Prosopopoeiae Botanicae"" de Virgilio Falugi - https://www.google.com.br/books/edition/Prosopopoeiae_botanicae_sive_Nomenclator/CqS6hxlUbe4C" +31,longitudinal,1,No sentido do comprimento.,1733,"ABREU, José Rodrigues de, Historiologia Medica, 1733 - https://www.google.com.br/books/edition/Historiologia_medica_fundada_e_estabelec/fsD9m5THci0C",longitudinalis,latim medieval,TLF +145,lúnula,1,Mancha clara em formato de meia-lua presente na raiz das unhas.,1739,Santucci,lunula,latim científico,"""Compedium Anatomicum"" de Heister, 1719 (https://www.google.com.br/books/edition/Laurentii_Heisteri_Compendium_anatomicum/9yNgAAAAcAAJ" +167,maléolo,1,Proeminência óssea da articulação do tornozelo.,1739,Santucci,malleolus,latim científico,"""Anatomia"" de Domenico Marchetti, 1656 (https://www.google.com.br/books/edition/Anatomia/4fQGAAAAcAAJ)" +159,mamais,1,Animais que têm mamas.,1783,Vandelli,mammalia,latim científico,"""Fundamenta Ornithologica"" de Backman, de 1765 (https://www.google.com.br/books/edition/Dissertationes_variae/YqZ7sGjyOMIC" +168,mamário,1,Relativo às mamas.,1739,Santucci,mammarius,latim científico,"Jean Riolan, o Jovem (na obra ""Encheiridium Anatomicum et Pathologicum"", 1649 - https://www.google.com.br/books/edition/Encheiridium_anatomicum_et_pathologicum/jt5OvY3EEvIC" +63,masseter,1,"Músculo usado na mastigação, responsável por mover a mandíbula.",1739,Santucci,masseter,latim científico,"Vesalius, de 1543, disponível em https://www.google.com.br/books/edition/Andreae_Vesalii_Brvxellensis_Scholae_med/DqAtzTRY5foC" +32,medular,1,Relativo à substância interna presente nos vegetais.,1788,Vandelli,medullaris,latim científico,"“De Atonia Nervorum”, de Johann Christoph von Steinen, 1749, disponível em https://books.google.pt/books?id=Ubav7mRfZ\_cC" +71,medular,2,Relativo à medula óssea.,1739,Santucci,medullaris,latim científico,"“De Atonia Nervorum”, de Johann Christoph von Steinen, 1749, disponível em https://books.google.pt/books?id=Ubav7mRfZ\_cC" +164,membrana branquióstega,1,"Membrana situada abaixo dos pérculos, que reveste as guelras dos peixes.",1788,Vandelli,membrana branchiostega,latim científico,"""Elenchus Vegetabilium et Animalium"" de Kramer, publicado em 1756 (https://www.google.com.br/books/edition/Elenchus_vegetabilium_et_animalium_per_A/AKK4xTX_LD8C" +33,membranáceo,1,"Delgado, comprido, em formato de lâmina ou membrana.",1788,Vandelli,membranaceus,latim científico,Vandelli +84,membranoso,1,Feito de ou em forma de membrana.,1788,Brotero,membranosus,latim científico,"""Corporis Humani Anatomiae"" de Verheyen - https://www.google.com.br/books/edition/Corporis_humani_anatomiae_Corporis_human/qA9FAAAAcAAJ" +169,mesentérico,1,Relativo ao mesentério.,1739,Santucci,mesentericus,latim científico,"""Opera Medica et Physica"", de Thomas Willis, 1676 (https://www.google.com.br/books/edition/Clarissimi_viri_Thom%C3%A6_Willis_opera_medi/VrucCs-1Hh4C" +170,mesocólon,1,Parte do mesentério que está unida ao intestino grosso.,1739,Santucci,mesocolon,latim científico,"""Opera Anatomica"" de Riolan, publicada em 1649 (https://www.google.com.br/books/edition/Ioannis_Riolani_filii_Opera_anatomica_ve/TF9tWd706e0C" +97,metacarpo,1,Parte da mão compreendida entre o carpo e os dedos.,1739,Santucci,metacarpus,latim científico,"tradução comentada das obras de Hipócrates e Galeno, escrita por René Chartier e publicada em 1679 (https://www.google.com.br/books/edition/Hippocratis_coi_et_Claudii_Galeni_Opera/Q83btvVqeBoC" +62,Miologia,1,Subárea da Anatomia que estuda os músculos e seus movimentos.,1739,Santucci,myologia,latim científico,"Jean Riolan, o Velho, de 1611, disponível em https://www.google.com.br/books/edition/Ioannis_Riolani_Ambiani_medici_Parisiens/zeo7G2IC3iEC" +153,mucilaginoso,1,Com consistência de mucilagem.,1739,Santucci,mucilaginosus,latim científico,"“Interpretatio in primam 4. Canon. Avicennae quae de febribus dicitur” (1517), de Hugo Bentius (https://www.google.com.br/books/edition/Interpretatio_in_primam_4_Canon_Avicenna/QhtBAAAAcAAJ" +95,músculo,1,"Órgão responsável por executar movimentos de várias partes do corpo dos animais, formado por fibras capazes de se contrair e se alongar.",Século XIV,Dicionário Houaiss,musculus,latim,OLD +34,oblongo,1,Cujo diâmetro longitudinal excede o transversal (diz-se de folha ou de outras estruturas vegetais).,1757,Dicionário Houaiss,oblongus,latim científico,Vandelli +65,ócciput,1,"Osso do crânio situado na parte inferoposterior da cabeça, próximo à nuca.",1739,Santucci,occiput,latim,OLD +127,ocelado,1,Que possui olhos pequenos; que possui ocelos.,1788,Vandelli,ocellatus,latim,Vandelli +64,órbita,1,"Cada uma das cavidades nos ossos da face onde se encontra o olho, o nervo ótico e demais estruturas relacionadas a estes.",1739,Santucci,orbita,latim científico,"Jacopo Berengario, de 1521, disponível em https://www.google.com.br/books/edition/Carpi_Commentaria_cum_amplissimis_additi/MvTxTsQ8E04C" +85,papila,1,Estrutura da pele responsável pela sensibilidade do tato.,1739,Santucci,papilla,latim,Berengario da Carpi e a Marcello Malpighi (segundo o “Dicionário de Etimologia Médico” - https://dicimedico.com/papila/ +133,papila,2,"Mamilo, bico do peito.",1739,Santucci,papilla,latim,Berengario da Carpi e a Marcello Malpighi (segundo o “Dicionário de Etimologia Médico” - https://dicimedico.com/papila/ +134,papila,3,Protuberância que se projeta a partir de certos órgãos animais ou vegetais.,1788,Vandelli,papilla,latim,Berengario da Carpi e a Marcello Malpighi (segundo o “Dicionário de Etimologia Médico” - https://dicimedico.com/papila/ +35,papilionáceo,1,Em forma de borboleta (diz-se de flor ou corola).,1788,Vandelli,papilionaceus,latim científico,Vandelli +36,parasítico,1,"Que está preso a outra planta, e não diretamente à terra (diz-se de planta).",1788,Vandelli,parasiticus,latim,Gaffiot +37,pecíolo,1,Pequeno ramo que prende a folha ao ramo ou ao tronco.,1788,Vandelli,petiolus,latim,Dicionário Houaiss +38,pedúnculo,1,"Estrutura semelhante a um ramo, que sustenta a inflorescência e a frutificação.",1788,Vandelli,pedunculus,latim,Gaffiot +72,pedúnculo,2,"Haste que sustenta diversas estruturas dos insetos, como antenas, olhos ou o abdômen.",1788,Vandelli,pedunculus,latim,Gaffiot +151,pelve,1,Estrutura óssea em formato de bacia presente nos quadris.,1739,Santucci,pelvis,latim científico,"""Opera Omnia"" (1687), de Marcello Malpighi (https://www.google.com.br/books/edition/Opera_omnia/jyNAAAAAcAAJ" +152,pelve,2,Cavidade em formato de bacia presente nos rins.,1739,Santucci,pelvis,latim científico,"""Opera Omnia"" (1687), de Marcello Malpighi (https://www.google.com.br/books/edition/Opera_omnia/jyNAAAAAcAAJ" +39,perene,1,Que produz novas gemas e nova folhagem a cada ano (diz-se de planta).,1583,Dicionário Houaiss,perennis,latim,Dicionário Houaiss +67,pericarpo,1,"Membrana que reveste o ovário da planta e que, com o amadurecimento, se torna o próprio fruto.",1758,"MARQUES, José. Nouveau dictionnaire des langues françoise et portugaise. Lisboa: José da Costa Coimbra, 1758. https://www.google.com.br/books/edition/Nouveau_dictionnaire_des_langues_fran%C3%A7o/wQRRcsHwzdsC?hl=en&gbpv=0",pericarpum,latim,Vandelli +40,piloso,1,Coberto de estruturas semelhantes a pelos (diz-se de folha).,1788,Vandelli,pilosus,latim científico,Vandelli +41,pimpolho,1,Broto que nasce do caule ou da raiz de uma planta.,1188-1230,Dicionário Houaiss,pino + pollo,formação vernácula,Dicionário Houaiss +42,pistilo,1,"Parte da flor, em geral entre as anteras, pela qual entra o pólen para a fecundação.",1782,Dicionário Houaiss,pistillum,latim científico,Vandelli +106,placenta,1,"Órgão formado durante a gestação, que une o feto ao útero materno.",1721,"Bluteau, Vocabulario Portuguez e Latino, vol. 8, 1721, verbete ""vide""",placenta,latim científico,"Gabriele Falloppio (na obra Observationes anatomicae, de 1562" +92,planta,1,Designação comum a todos os vegetais.,Século XIV,Dicionário Houaiss,planta,latim,Gaffiot +87,polpa,1,"Substância espessa presente em certas estruturas vegetais, como folhas e frutos.",1563,Dicionário Houaiss,pulpa,latim,OLD +128,pontoado,1,Que apresenta pontos (diz-se de estrutura animal ou vegetal).,1788,Vandelli,ponto + -ado,formação vernácula,Nossa pesquisa +81,raiz,1,Órgão da planta que serve às funções de nutrição e fixação à terra.,1091,Dicionário Houaiss,radicem,latim,OLD +43,receptáculo,1,Base da flor em que se prendem as partes da frutificação.,1597,Dicionário Houaiss,receptaculum,latim científico,"""Expositio Florum Compositi"", 1760 (https://www.google.com.br/books/edition/Expositio_characteristica_structurae_flo/J_heAAAAcAAJ)" +44,repente,1,Que lança raízes que se estendem horizontalmente sobre a terra (diz-se de caule).,1788,Vandelli,repens,latim,Vandelli +55,resina,1,"Substância produzida por certas plantas, inflamável, insolúvel na água e solúvel no álcool.",1223-1279,Dicionário Houaiss,resina,latim,OLD +56,resinoso,1,Que produz resina (diz-se de planta).,1783,Dicionário Houaiss,resinosus,latim,OLD +129,reticulado,1,Disposto em forma de rede.,1788,Vandelli,reticulatus,latim,OLD +45,romboidal,1,"Em forma de romboide, ou paralelogramo.",1788,Vandelli,rhomboidalis,latim científico,"""Index Testarum Conchyliorum"" de Gualtieri, 1742 (https://www.google.com.br/books/edition/Index_testarvm_conchyliorvm_qvae_adserva/HoRSuCDGWyIC)" +75,semente,1,Estrutura de uma planta que se separa desta e da qual se desenvolve uma nova planta.,sXIII,Dicionário Houaiss,sementem,latim,OLD +89,setáceo,1,Semelhante à seda ou aos pelos do porco (diz-se de estrutura animal ou vegetal).,1788,Brotero,setaceus,latim científico,Vandelli +46,sexual,1,Relativo à reprodução sexuada.,1788,Vandelli,sexualis,latim científico,"“Examen epicriseos in Systema Plantarum sexuale Cl. Linnaei”, de Siegesbeck, publicado em 1737 (disponível em https://books.google.pt/books?id=8h0OhDnDIvcC)" +155,sexualismo,1,Condição de um ser vivo que apresenta divisão em dois sexos.,1788,Brotero,sexualismus,latim científico,"""Physiologia Muscorum"" de Necker, publicada em 1774 (https://www.google.com.br/books/edition/N_J_de_Necker_Physiologia_Muscorum_per_e/cLhgAAAAcAAJ)" +47,síliqua,1,"Pericarpo de duas valvas, côncavo, cujo comprimento excede a largura, com sementes presas ao longo das suturas.",1735,Dicionário Houaiss,siliqua,latim,Gaffiot +48,sucoso,1,Cheio de suco.,1663,Dicionário Houaiss,sucosus,latim,Dicionário Houaiss +93,suculento,1,Que contém muito suco; sucoso.,1784,"COSTA, Joaquim José da. NOUVEAU DICTIONNAIRE FRANÇOIS PORTUGAIS. Lisboa: Chez Borel Borel & Compagnie. 1784. https://www.google.com.br/books/edition/Nouveau_dictionnaire_fran%C3%A7ois_portugais/R6taAAAAcAAJ?hl=en&gbpv=0",suculentus,latim,"De Orchide de Gustav Christian von Handtwig, de 1747 - https://www.google.com.br/books/edition/De_Orchide_Dissertatio_Inavgvralis_Botan/RjNbAAAAcAAJ" +154,tendinoso,1,Relativo aos tendões.,1739,Santucci,tendinosus,latim científico,"“Anatomicae praelectiones” (1586), de Archangelus Piccolomini (https://www.google.com.br/books/edition/Anatomicae_praelectiones_etc/q3hVAAAAcAAJ" +83,tronco,1,Parte da planta que se ergue da terra e sustenta os frutos e as folhas.,Século XIII,Dicionário Houaiss,truncum,latim,OLD +130,tuberculado,1,Provido de tubérculos.,1788,Vandelli,tuberculatus,latim científico,"""Lexicon Hebraicum"" de Johann Reuchlin - https://www.google.com.br/books/edition/Ioannis_Reuchlini_Phorcensis_Lexicon_Heb/mcIzkGPlV0UC" +86,tubérculo,1,Saliência encontrada na pele ou na superfície de certos órgãos dos animais.,1739,Santucci,tuberculum,latim,"“De ingressu ad infirmos” de Júlio César Claudino, 1617 - https://www.google.com.br/books/edition/Iulii_C%C3%A6saris_Claudini_De_ingressu_ad_i/iPcZtI8R6o8C" +107,tubérculo,2,Saliência semelhante a verrugas presente em certas estruturas vegetais.,1788,Vandelli/Brotero,tuberculum,latim,"“De ingressu ad infirmos” de Júlio César Claudino, 1617 - https://www.google.com.br/books/edition/Iulii_C%C3%A6saris_Claudini_De_ingressu_ad_i/iPcZtI8R6o8C" +162,túbulo,1,Estrutura tubular presente nas brânquias dos peixes.,1788,Vandelli,tubulus,latim,OLD +49,túnica,1,"Membrana que reveste certas estruturas vegetais, como raízes ou sementes, ou animais, como olhos.",959,Dicionário Houaiss,tunica,latim científico,"“De radicum in plantis ortu et directione”, de Gottlob Bose, 1754, p. 7, disponível em https://books.google.pt/books?id=VK1JAAAAcAAJ" +131,umbilicado,1,"Que possui uma concavidade semelhante a um umbigo, no centro.",1788,Vandelli,umbilicatus,latim,OLD +161,uropígio,1,"Apêndice situado na parte traseira das aves, que equivale à cauda; sobrecu.",1782,Dicionário Houaiss,uropygium,latim,Gaffiot +79,utrículo,1,"Cada um dos vasos em forma de sacos ovais e esponjosos, situados transversalmente e que ocupam os intervalos dos vasos longitudinais, nos vegetais.",1788,Brotero,utriculus,latim científico,"Colbert ""Philosophia Vetus et Nova..."", 1682 - https://www.google.com.br/books/edition/PHILOSOPHIA_VETUS_ET_NOVA/S50tZqHVDCkC" +80,utrículo,2,Espécie de glândula presente nos vegetais.,1788,Brotero,utriculus,latim científico,"Colbert ""Philosophia Vetus et Nova..."", 1682 - https://www.google.com.br/books/edition/PHILOSOPHIA_VETUS_ET_NOVA/S50tZqHVDCkC" +52,verrucoso,1,Semelhante a uma verruga.,1788,Vandelli,verrucosus,latim,OLD +132,verticilado,1,Disposto em verticilo (diz-se de estruturas vegetais).,1788,Vandelli,verficillatus,latim científico,"""Plantarum Historiae Oxoniensis Universalis"" de Robert Morison - https://www.google.com.br/books/edition/Plantarum_historiae_universalis_Oxoniens/L7heAAAAcAAJ" +105,vibrissa,1,"Cada um dos pelos rijos presentes na face de certos mamíferos, como os gatos, que servem de órgãos do tato.",1788,Vandelli,vibrissae,latim científico,Vandelli +50,vilo,1,"Excrescência do caule ou da folha semelhante a um pelo, formando uma espécie de buço.",1788,Vandelli,villus,latim científico,Vandelli +73,vilo,2,Estrutura semelhante a pelos presente nas caudas ou nos pés de certos insetos.,1788,Vandelli,villus,latim científico,Vandelli +142,Zoologia,1,Ramo da História Natural que estuda os animais.,1788,Brotero,zoologia,latim científico," ""Zoologia Parva"", de Giuseppe Lanzoni, de 1669 - https://www.google.com.br/books/edition/Zoologia_Parva/J9Q8AAAAcAAJ" \ No newline at end of file diff --git a/data/definitions.csv b/data/definitions.csv index ac21255..c2f83bd 100644 --- a/data/definitions.csv +++ b/data/definitions.csv @@ -1,170 +1,171 @@ -IDDef,Headword,SenseNumber,Definition -1,antera,1,Parte da flor que contém o pólen. -2,bífido,1,"Dividido em duas partes, em geral na parte superior (diz-se de folhas, cirros e outras estruturas vegetais, bem como de palpos e outras estruturas dos insetos)." -3,bráctea,1,"Folha anexa à flor da florada seguinte, que se diferencia, em certos aspectos, das demais folhas." -4,bulbo,1,"Órgão vegetal presente em certas plantas, que armazena nutrientes para a planta utilizar em época desfavorável." -5,bulboso,1,Que tem forma de bulbo. -6,cálice,1,"Parte da flor que cerca a corola, o estame e o pistilo, formado pelas sépalas, e em geral de cor verde." -7,capréolo,1,O mesmo que cirro (acepção 2). -8,cartilagíneo,1,Semelhante a uma cartilagem (diz-se de estrutura vegetal ou animal). -9,coarctado,1,"Apertado, restringido; cujas estruturas são muito próximas entre si." -10,conivente,1,"Cujas extremidades se aproximam ou se tocam (diz-se de estruturas vegetais, como folhas, ou animais, como unhas)." -11,cotilédone,1,Folha que se forma no embrião de certas plantas e que serve para nutrir o desenvolvimento da planta. -12,crena,1,Incisura perpendicular obtusa na margem de certas folhas. -13,cutícula,1,"Membrana que reveste a raiz das plantas, por cima da casca." -14,deflexo,1,Encurvado para a parte inferior (diz-se de ramo). -15,disco,1,Estrutura em forma de disco localizada no centro do receptáculo. -16,epiderme,1,Camada de revestimento da raiz ou do caule de uma planta; cutícula. -17,escamoso,1,Coberto de escamas (diz-se de pele animal ou de raiz vegetal). -18,estame,1,"Estrutura correspondente ao órgão masculino das flores, formado por um filamento que sustenta a antera, onde se localiza o pólen." -19,estigma,1,"Parte superior do pistilo, rica em uma substância líquida e pegajosa que capta os grãos de pólen para a fecundação." -20,estípula,1,Escama que nasce na base do pecíolo ou do pedúnculo. -21,fibroso,1,Provido de fibras. -22,filamento,1,Estrutura que sustenta a antera e a une à planta. -23,flósculo,1,Pequena flor. -24,foliáceo,1,Semelhante a lâmina ou folha. -25,frutificação,1,"Estrutura responsável pela reprodução vegetal, formada pelas flores e, posteriormente, pelos frutos." -26,gema,1,"Protuberância no caule ou ramos de uma planta, de onde se originam ramos, folhas ou outras estruturas; gomo." -27,gomo,1,O mesmo que gema. -28,hermafrodita,1,Que apresenta os órgãos reprodutores de ambos os sexos no mesmo indivíduo (diz-se de flor). -29,jardim botânico,1,"Jardim onde se cultivam plantas para fins de estudo, em geral aberto à visitação pública." -30,lacínia,1,"Divisão semelhante a abas em uma estrutura vegetal (como folha, estigma ou corola) ou animal (como concha ou tentáculo)." -31,longitudinal,1,No sentido do comprimento. -32,medular,1,Relativo à substância interna presente nos vegetais. -33,membranáceo,1,"Delgado, comprido, em formato de lâmina ou membrana." -34,oblongo,1,Cujo diâmetro longitudinal excede o transversal (diz-se de folha ou de outras estruturas vegetais). -35,papilionáceo,1,Em forma de borboleta (diz-se de flor ou corola). -36,parasítico,1,"Que está preso a outra planta, e não diretamente à terra (diz-se de planta)." -37,pecíolo,1,Pequeno ramo que prende a folha ao ramo ou ao tronco. -38,pedúnculo,1,"Estrutura semelhante a um ramo, que sustenta a inflorescência e a frutificação." -39,perene,1,Que produz novas gemas e nova folhagem a cada ano (diz-se de planta). -40,piloso,1,Coberto de estruturas semelhantes a pelos (diz-se de folha). -41,pimpolho,1,Broto que nasce do caule ou da raiz de uma planta. -42,pistilo,1,"Parte da flor, em geral entre as anteras, pela qual entra o pólen para a fecundação." -43,receptáculo,1,Base da flor em que se prendem as partes da frutificação. -44,repente,1,Que lança raízes que se estendem horizontalmente sobre a terra (diz-se de caule). -45,romboidal,1,"Em forma de romboide, ou paralelogramo." -46,sexual,1,Relativo à reprodução sexuada. -47,síliqua,1,"Pericarpo de duas valvas, côncavo, cujo comprimento excede a largura, com sementes presas ao longo das suturas." -48,sucoso,1,Cheio de suco. -49,túnica,1,"Membrana que reveste certas estruturas vegetais, como raízes ou sementes, ou animais, como olhos." -50,vilo,1,"Excrescência do caule ou da folha semelhante a um pelo, formando uma espécie de buço." -51,gema,2,Porção interna do ovo das aves. -52,verrucoso,1,Semelhante a uma verruga. -53,bulbo,2,"Estrutura anatômica semelhante a um bulbo (1), como o olho." -54,disco,2,Parte central de certas folhas. -55,resina,1,"Substância produzida por certas plantas, inflamável, insolúvel na água e solúvel no álcool." -56,resinoso,1,Que produz resina (diz-se de planta). -57,hipogástrio,1,"Parte inferior do abdômen dos seres humanos, abaixo da região umbilical, iniciando-se um pouco abaixo do umbigo." -58,epigástrio,1,"Região do abdômen situada abaixo do diafragma, terminando um pouco acima do umbigo." -59,diafragma,1,Músculo em formato de abóbada que separa a região torácica do abdome. -60,glândula,1,Órgão que produz certas substâncias que são usadas em outras partes do organismo ou eliminadas. -61,esôfago,1,"Órgão muscular, parte do tubo digestivo, que liga a faringe ao estômago." -62,Miologia,1,Subárea da Anatomia que estuda os músculos e seus movimentos. -63,masseter,1,"Músculo usado na mastigação, responsável por mover a mandíbula." -64,órbita,1,"Cada uma das cavidades nos ossos da face onde se encontra o olho, o nervo ótico e demais estruturas relacionadas a estes." -65,ócciput,1,"Osso do crânio situado na parte inferoposterior da cabeça, próximo à nuca." -66,inseto,1,"Animal invertebrado, com corpo segmentado, membros articulados e exoesqueleto, pertencente à classe dos insetos." -67,pericarpo,1,"Membrana que reveste o ovário da planta e que, com o amadurecimento, se torna o próprio fruto." -68,disco,3,Parte central das valvas de certos moluscos. -69,epiderme,2,Membrana que reveste as conchas de certos moluscos. -70,filamento,2,"Qualquer estrutura animal semelhante a um fio, como antenas ou bissos." -71,medular,2,Relativo à medula óssea. -72,pedúnculo,2,"Haste que sustenta diversas estruturas dos insetos, como antenas, olhos ou o abdômen." -73,vilo,2,Estrutura semelhante a pelos presente nas caudas ou nos pés de certos insetos. -74,diafragma,2,"Membrana que separa duas ou mais cavidades, em certos animais (como moluscos) e vegetais (como cavidades em frutos)." -75,semente,1,Estrutura de uma planta que se separa desta e da qual se desenvolve uma nova planta. -76,aurícula,1,Cavidade superior dos ventrículos do coração. -77,concameração,1,Cavidade em forma de abóbada presente em estruturas animais e vegetais. -78,cibário,1,Relativo à alimentação dos animais. -79,utrículo,1,"Cada um dos vasos em forma de sacos ovais e esponjosos, situados transversalmente e que ocupam os intervalos dos vasos longitudinais, nos vegetais." -80,utrículo,2,Espécie de glândula presente nos vegetais. -81,raiz,1,Órgão da planta que serve às funções de nutrição e fixação à terra. -82,folha,1,Órgão do movimento da planta. -83,tronco,1,Parte da planta que se ergue da terra e sustenta os frutos e as folhas. -84,membranoso,1,Feito de ou em forma de membrana. -85,papila,1,Estrutura da pele responsável pela sensibilidade do tato. -86,tubérculo,1,Saliência encontrada na pele ou na superfície de certos órgãos dos animais. -87,polpa,1,"Substância espessa presente em certas estruturas vegetais, como folhas e frutos." -88,carúncula,1,Protuberância existente no corpo de certos animais. -89,setáceo,1,Semelhante à seda ou aos pelos do porco (diz-se de estrutura animal ou vegetal). -90,Botânica,1,Parte da História Natural responsável pela descrição e estudo dos vegetais. -91,bálano,1,Cabeça do membro viril. -92,planta,1,Designação comum a todos os vegetais. -93,suculento,1,Que contém muito suco; sucoso. -94,cirro,1,Apêndice filiforme presente em certos animais como peixes e moluscos. -95,músculo,1,"Órgão responsável por executar movimentos de várias partes do corpo dos animais, formado por fibras capazes de se contrair e se alongar." -96,carpo,1,Punho. -97,metacarpo,1,Parte da mão compreendida entre o carpo e os dedos. -98,árvore,1,"Planta perene que apresenta um tronco em geral alto e grosso, com ramos." -99,fecundante,1,Que fecunda. -100,cístico,1,Relativo a cisto (diz-se de bile). -101,cóccix,1,Pequeno osso triangular localizado na base da coluna vertebral. -102,desenvolução,1,Ação de desenvolver; desenvolvimento. -103,lanceolado,1,Que tem a forma semelhante à de lança. -104,falcado,1,Que tem a forma de foice. -105,vibrissa,1,"Cada um dos pelos rijos presentes na face de certos mamíferos, como os gatos, que servem de órgãos do tato." -106,placenta,1,"Órgão formado durante a gestação, que une o feto ao útero materno." -107,tubérculo,2,Saliência semelhante a verrugas presente em certas estruturas vegetais. -108,angulado,1,Que apresenta ângulo; anguloso. -109,canaliculado,1,Provido de um pequeno canal. -110,ciliado,1,"Provido de, ou em forma de cílios." -111,digitado,1,Cujo pecíolo reúne em seu ápice várias folhas menores (diz-se de folha composta). -112,elongado,1,"Que se alonga, que é comprido." -113,emarginado,1,Que apresenta recorte (em sua maioria) curvo na ponta (diz-se de folha). -114,caule,1,Tronco das plantas herbáceas e similares. -115,digitado,2,Com divisões semelhantes aos dedos da mão (diz-se de asa de inseto). -116,ensiforme,1,Em forma de espada. -117,enovelado,1,Enrolado ou emaranhado em forma de novelo. -118,entrecortado,1,Que se entrecortou. -119,escroto,1,"Saco localizado abaixo do pênis, que contém os testículos." -120,excretório,1,Que excreta. -121,fastigiado,1,Com ramos dispostos em feixe de modo que termine em ponta (diz-se de plantas ou outras estruturas vegetais). -122,labiado,1,Cujas pétalas formam a aparência de lábios. -123,ligulado,1,Provido de lígula. -124,lobado,1,Que apresenta lobos (diz-se de folha). -125,frênico,1,Relativo ao diafragma (acepção 1). -126,gelatinoso,1,Que tem consistência de gelatina. -127,ocelado,1,Que possui olhos pequenos; que possui ocelos. -128,pontoado,1,Que apresenta pontos (diz-se de estrutura animal ou vegetal). -129,reticulado,1,Disposto em forma de rede. -130,tuberculado,1,Provido de tubérculos. -131,umbilicado,1,"Que possui uma concavidade semelhante a um umbigo, no centro." -132,verticilado,1,Disposto em verticilo (diz-se de estruturas vegetais). -133,papila,2,"Mamilo, bico do peito." -134,papila,3,Protuberância que se projeta a partir de certos órgãos animais ou vegetais. -135,cirro,2,Apêndice em espiral pelo qual a planta se une a outros corpos. -136,aurícula,2,Orelha. -137,aurícula,3,Estrutura anatômica em forma de orelha. -138,Fitologia,1,O mesmo que Botânica. -139,adiposo,1,Que contém gordura. -140,bile,1,Substância secretada pelo fígado que atua na digestão. -141,cápsula,1,Membrana que envolve certas estruturas anatômicas. -142,Zoologia,1,Ramo da História Natural que estuda os animais. -143,corólula,1,Corola pequena. -144,dorsal,1,Relativo ao dorso. -145,lúnula,1,Mancha clara em formato de meia-lua presente na raiz das unhas. -146,litalgia,1,Dor causada pela presença de pedras nos rins. -147,clitóris,1,Órgão de formato roliço presente na parte superior das pudendas da mulher. -148,cápsula,2,Espécie de pericarpo côncavo. -149,carúncula,2,"Redução de ""carúncula seminal""." -150,carúncula,3,"O mesmo que ""papila renal"" ou ""papila dos rins""." -151,pelve,1,Estrutura óssea em formato de bacia presente nos quadris. -152,pelve,2,Cavidade em formato de bacia presente nos rins. -153,mucilaginoso,1,Com consistência de mucilagem. -154,tendinoso,1,Relativo aos tendões. -155,sexualismo,1,Condição de um ser vivo que apresenta divisão em dois sexos. -156,coronário,1,Que se dispõe em forma de coroa sobre o coração (diz-se de vasos sanguíneos). -157,carótida,1,Cada uma das artérias que conduzem o sangue ao cérebro. -158,hímen,1,Membrana que fecha parcialmente o orifício externo da vagina. -159,mamais,1,Animais que têm mamas. -160,brânquia,1,Órgão responsável pela respiração nos peixes e outros animais aquáticos; guelra. -161,uropígio,1,"Apêndice situado na parte traseira das aves, que equivale à cauda; sobrecu." -162,túbulo,1,Estrutura tubular presente nas brânquias dos peixes. -163,branquióstego,1,Diz-se de certo grupo de peixes (o sentido exato é obscuro). -164,membrana branquióstega,1,"Membrana situada abaixo dos pérculos, que reveste as guelras dos peixes." -165,branquióstego,2,Relativo à abertura das brânquias. -166,deltoide,1,Músculo em forma de triângulo situado no ombro. -167,maléolo,1,Proeminência óssea da articulação do tornozelo. -168,mamário,1,Relativo às mamas. -169,mesentérico,1,Relativo ao mesentério. \ No newline at end of file +IDDef,Headword,SenseNumber,Definition,FirstAttestationDate,FirstAttestationSource,Etymon,EtymonLanguage,EtymonSource +139,adiposo,1,Que contém gordura.,1739,Santucci,adiposus,latim científico,"“panniculus adiposus”, presente na “Acta Physico-Medica” de 1730 (https://www.google.com.br/books/edition/Acta_physico_medica_Academiae_caesareae/bYy3qY5Fgn8C)" +108,angulado,1,Que apresenta ângulo; anguloso. ,1788,Vandelli,angulatus,latim,Gaffiot/OLD +1,antera,1,Parte da flor que contém o pólen.,1782,Dicionário Houaiss,anthera,latim científico,Vandelli +98,árvore,1,"Planta perene que apresenta um tronco em geral alto e grosso, com ramos.",984,Dicionário Houaiss,arborem,latim,Dicionário Houaiss +76,aurícula,1,Cavidade superior dos ventrículos do coração.,1788,Vandelli,auricula,latim,"“Anatome Animalium” de Gerard Blasius, 1681 - https://www.google.com.br/books/edition/Gerardi_Blasii_Anatome_animalium_terrest/Bx1fAGulTCQC" +136,aurícula,2,Orelha. ,1788,Vandelli,auricula,latim,"“Anatome Animalium” de Gerard Blasius, 1681 - https://www.google.com.br/books/edition/Gerardi_Blasii_Anatome_animalium_terrest/Bx1fAGulTCQC" +137,aurícula,3,Estrutura anatômica em forma de orelha.,1788,Vandelli,aurícula (2),português,nossa pesquisa +91,bálano,1,Cabeça do membro viril.,1739,Santucci,balanus,latim,LSJ +2,bífido,1,"Dividido em duas partes, em geral na parte superior (diz-se de folhas, cirros e outras estruturas vegetais, bem como de palpos e outras estruturas dos insetos).",1788,Vandelli,bifidus,latim,Gaffiot/OLD +140,bile,1,Substância secretada pelo fígado que atua na digestão.,1739,Santucci,bilis,latim,OLD +90,Botânica,1,Parte da História Natural responsável pela descrição e estudo dos vegetais.,1771,"UNIVERSIDADE DE COIMBRA. Compendio historico do estado da Universidade de Coimbra. Lisboa: Regia Officina Typografica, 1771. https://www.google.com.br/books/edition/Compendio_historica_do_estado_da_Univers/Xp1eAAAAcAAJ?hl=en&gbpv=0",Botanica,latim científico,"""Institutio Philosophica..."", disponível em https://www.google.com.br/books/edition/Institutio_philosophica_ad_faciliorem_ve/fk4KQkeAgUsC, onde se lê, à p. 291, ""Botanica, seu plantarum scientia""" +3,bráctea,1,"Folha anexa à flor da florada seguinte, que se diferencia, em certos aspectos, das demais folhas.",1788,Vandelli,bractea,latim científico,Vandelli +160,brânquia,1,Órgão responsável pela respiração nos peixes e outros animais aquáticos; guelra.,1782,Dicionário Houaiss,branchia,latim,OLD/LSJ +163,branquióstego,1,Diz-se de certo grupo de peixes (o sentido exato é obscuro).,1788,Vandelli,branchiostegus,latim científico,"""Systema Naturae"" de Lineu, de 1748 (https://www.google.com.br/books/edition/Caroli_Linn%C3%A6i/Xh8AAAAAQAAJ" +165,branquióstego,2,Relativo à abertura das brânquias.,1788,Vandelli,branchiostegus,latim científico,"""Systema Naturae"" de Lineu, de 1748 (https://www.google.com.br/books/edition/Caroli_Linn%C3%A6i/Xh8AAAAAQAAJ" +53,bulbo,2,"Estrutura anatômica semelhante a um bulbo (1), como o olho.",1739,Santucci,bulbo (1),português,nossa pesquisa +4,bulbo,1,"Órgão vegetal presente em certas plantas, que armazena nutrientes para a planta utilizar em época desfavorável.",1788,Vandelli,bulbus,latim,Dicionário Houaiss +5,bulboso,1,Que tem forma de bulbo.,1788,Vandelli,bulbosus,latim científico,Vandelli +6,cálice,1,"Parte da flor que cerca a corola, o estame e o pistilo, formado pelas sépalas, e em geral de cor verde.",1788,Vandelli,calyx,latim,OLD +109,canaliculado,1,Provido de um pequeno canal.,1788,Vandelli,canaliculatus,latim,OLD +7,capréolo,1,O mesmo que cirro (acepção 2).,1788,Vandelli,capreolus,latim científico,Vandelli +141,cápsula,1,Membrana que envolve certas estruturas anatômicas.,1739,Santucci,capsula,latim,"""Descriptio comparata mvscvlorvm corporis hvmani et qvadrvpedis"", de 1729 (disponível em https://www.google.com.br/books/edition/Descriptio_comparata_mvscvlorvm_corporis/ddihNnLG1asC?hl=pt-BR&gbpv=1&dq=capsulae&pg=PA165&printsec=frontcover)" +148,cápsula,2,Espécie de pericarpo côncavo.,1788,Vandelli/Brotero,capsula,latim,"""Descriptio comparata mvscvlorvm corporis hvmani et qvadrvpedis"", de 1729 (disponível em https://www.google.com.br/books/edition/Descriptio_comparata_mvscvlorvm_corporis/ddihNnLG1asC?hl=pt-BR&gbpv=1&dq=capsulae&pg=PA165&printsec=frontcover)" +157,carótida,1,Cada uma das artérias que conduzem o sangue ao cérebro.,1739,Santucci,carotides,latim,OLD +96,carpo,1,Punho.,1739,Santucci,carpus,latim científico,"""Systema Physicum"" de Friedemann Bechmann, 1664 - https://www.google.com.br/books/edition/Systema_physicum/1XCAVudr-JoC" +8,cartilagíneo,1,Semelhante a uma cartilagem (diz-se de estrutura vegetal ou animal).,1788,Vandelli,cartilagineus,latim científico,Vandelli +88,carúncula,1,Protuberância existente no corpo de certos animais.,1788,Vandelli,caruncula,latim,“Treatise of the human eye” de Peter Degravers (1780 - https://www.google.com.br/books/edition/A_complete_physico_medical_and_chirurgic/0Q1eAAAAcAAJ +149,carúncula,2,"Redução de ""carúncula seminal"".",1739,Santucci,carúncula seminal,português,nossa pesquisa +150,carúncula,3,"O mesmo que ""papila renal"" ou ""papila dos rins"".",1739,Santucci,caruncula,latim,“Treatise of the human eye” de Peter Degravers (1780 - https://www.google.com.br/books/edition/A_complete_physico_medical_and_chirurgic/0Q1eAAAAcAAJ +114,caule,1,Tronco das plantas herbáceas e similares.,1788,Brotero,caulis,latim,OLD +78,cibário,1,Relativo à alimentação dos animais.,1788,Vandelli,cibarius,latim,Gaffiot/OLD +110,ciliado,1,"Provido de, ou em forma de cílios.",1788,Vandelli,ciliatus,latim,Gaffiot +94,cirro,1,Apêndice filiforme presente em certos animais como peixes e moluscos.,1788,Vandelli,cirrus,latim,"“A Botanical Dictionary”, de Colin Milne (1770 - disponível em https://www.google.com.br/books/edition/A_Botanical_Dictionary_Or_Elements_of_Sy/jbZgAAAAcAAJ" +135,cirro,2,Apêndice em espiral pelo qual a planta se une a outros corpos.,1788,Vandelli,cirrus,latim,"“A Botanical Dictionary”, de Colin Milne (1770 - disponível em https://www.google.com.br/books/edition/A_Botanical_Dictionary_Or_Elements_of_Sy/jbZgAAAAcAAJ" +100,cístico,1,Relativo a cisto (diz-se de bile).,1739,Santucci,cysticus,latim científico,"""Regnum animale, sectionibus 3"" de Emanuel König de 1698 (https://www.google.com.br/books/edition/Emanuelis_K%C3%B6nig_Regnum_animale_sectioni/xwMPRS1BbiUC" +147,clitóris,1,Órgão de formato roliço presente na parte superior das pudendas da mulher.,1739,Santucci,clitoris,latim científico,"""Anatomia"" de Verheyen, 1706 (https://www.google.com.br/books/edition/Corporis_humani_anatomia_etc_With_Philip/gXoAaisWinMC" +9,coarctado,1,"Apertado, restringido; cujas estruturas são muito próximas entre si.",1665,Dicionário Houaiss,coarctatus,latim,Vandelli +101,cóccix,1,Pequeno osso triangular localizado na base da coluna vertebral.,1739,Santucci,coccyx,latim científico,LSJ +77,concameração,1,Cavidade em forma de abóbada presente em estruturas animais e vegetais.,1788,Vandelli,concameratio,latim científico,"“Tentamen Methodi Ostracologicae” de Jacob Theodor Klein, 1753 (https://www.google.com.br/books/edition/Tentamen_methodi_ostracologicae/D-hAAAAAcAAJ" +10,conivente,1,"Cujas extremidades se aproximam ou se tocam (diz-se de estruturas vegetais, como folhas, ou animais, como unhas).",1788,Vandelli,connivens,latim científico,OLD +143,corólula,1,Corola pequena.,1788,Brotero,corollula,latim científico,"Genera Plantarum, de Lineu - https://www.google.com.br/books/edition/Genera_plantarum/tX0ZAAAAYAAJ" +156,coronário,1,Que se dispõe em forma de coroa sobre o coração (diz-se de vasos sanguíneos).,1739,Santucci,coronarius,latim científico,"""Opera Omnia Anatomica e Medica"", de Diemerbroeck, publicada em 1688 (https://www.google.com.br/books/edition/Opera_omnia_anatomica_et_medica/oshfAAAAcAAJ" +11,cotilédone,1,Folha que se forma no embrião de certas plantas e que serve para nutrir o desenvolvimento da planta.,1788,Vandelli/Brotero,cotyledon,latim científico,Lineu +12,crena,1,Incisura perpendicular obtusa na margem de certas folhas.,1788,Vandelli/Brotero,crena,latim científico,Vandelli +13,cutícula,1,"Membrana que reveste a raiz das plantas, por cima da casca.",1601,Dicionário Houaiss,cuticula,latim,Vandelli +14,deflexo,1,Encurvado para a parte inferior (diz-se de ramo).,1788,Vandelli,deflexus,latim científico,Dicionário Houaiss +166,deltoide,1,Músculo em forma de triângulo situado no ombro.,1739,Santucci,deltoides,latim científico,"“Opera anatomica"" (1595), de Andreas Du-Laurens (https://www.google.com.br/books/edition/Opera_anatomica_etc_Ed_altera/13lVAAAAcAAJ" +102,desenvolução,1,Ação de desenvolver; desenvolvimento.,1788,Vandelli,desenvolver + -ção,formação vernácula,Dicionário Houaiss +59,diafragma,1,Músculo em formato de abóbada que separa a região torácica do abdome.,1739,Santucci,diaphragma,latim,Gaffiot +74,diafragma,2,"Membrana que separa duas ou mais cavidades, em certos animais (como moluscos) e vegetais (como cavidades em frutos).",1788,Vandelli,diaphragma,latim,Gaffiot +111,digitado,1,Cujo pecíolo reúne em seu ápice várias folhas menores (diz-se de folha composta).,1788,Vandelli/Brotero,digitatus,latim,OLD +115,digitado,2,Com divisões semelhantes aos dedos da mão (diz-se de asa de inseto).,1788,Vandelli,digitatus,latim,OLD +15,disco,1,Estrutura em forma de disco localizada no centro do receptáculo.,1788,Vandelli,discus,latim,Dicionário Houaiss +54,disco,2,Parte central de certas folhas.,1788,Vandelli,discus,latim,Dicionário Houaiss +68,disco,3,Parte central das valvas de certos moluscos.,1788,Vandelli,discus,latim,Dicionário Houaiss +144,dorsal,1,Relativo ao dorso.,1788,Brotero,dorsalis,latim científico,"Platter ""De corporis humani structura et usu"", de 1603 - https://www.google.com.br/books/edition/De_corporis_humani_structura_et_usu_libr/4fQ6AAAAcAAJ" +112,elongado,1,"Que se alonga, que é comprido.",1788,Vandelli,elongatus,latim,Gaffiot +113,emarginado,1,Que apresenta recorte (em sua maioria) curvo na ponta (diz-se de folha). ,1788,Vandelli,emarginatus,latim,OLD +117,enovelado,1,Enrolado ou emaranhado em forma de novelo.,1788,Vandelli,en- + novelo + -ado,formação vernácula,nossa pesquisa +116,ensiforme,1,Em forma de espada.,1739,Santucci,ensiformis,latim científico,"""Cometographia"" (1668), de Johannes Hevelius (https://www.google.com.br/books/edition/JOHANNIS_HEVELII_COMETOGRAPHIA_Totam_Nat/UvTm7DlL8cUC" +118,entrecortado,1,Que se entrecortou.,1788,Vandelli,entrecortar + -ado,formação vernácula,nossa pesquisa +16,epiderme,1,Camada de revestimento da raiz ou do caule de uma planta; cutícula.,1788,Vandelli,epidermis,latim,Gaffiot +69,epiderme,2,Membrana que reveste as conchas de certos moluscos.,1788,Vandelli,epidermis,latim,Gaffiot +58,epigástrio,1,"Região do abdômen situada abaixo do diafragma, terminando um pouco acima do umbigo.",1739,Santucci,epigastrium,latim científico,"“A dictionary in Latine and English”, de John Veron, 1575 - https://www.google.com.br/books/edition/A_Dictionary_in_Latine_and_English_corre/H85lAAAAcAAJ" +17,escamoso,1,Coberto de escamas (diz-se de pele animal ou de raiz vegetal).,1588,Dicionário Houaiss,squamosus,latim científico,Vandelli +119,escroto,1,"Saco localizado abaixo do pênis, que contém os testículos.",1739,Santucci,scrotum,latim,OLD +61,esôfago,1,"Órgão muscular, parte do tubo digestivo, que liga a faringe ao estômago.",1601,Dicionário Houaiss,oesophagus,latim científico,"“De Anima”, 1542, https://www.google.com.br/books/edition/De_anima_commentarius_Philippi_Mel_Cum_I/tQ22hca_94oC" +18,estame,1,"Estrutura correspondente ao órgão masculino das flores, formado por um filamento que sustenta a antera, onde se localiza o pólen.",1524-1585,Dicionário Houaiss,stamen,latim científico,Dicionário Houaiss +19,estigma,1,"Parte superior do pistilo, rica em uma substância líquida e pegajosa que capta os grãos de pólen para a fecundação.",1783,Dicionário Houaiss,stigma,latim científico,Dicionário Houaiss +20,estípula,1,Escama que nasce na base do pecíolo ou do pedúnculo.,1783,Dicionário Houaiss,stipula,latim,Vandelli +120,excretório,1,Que excreta.,1739,Santucci,excretorius,latim científico,Verheyen (1710 - https://www.google.com.br/books/edition/Corporis_humani_anatomia/BCNgAAAAcAAJ +104,falcado,1,Que tem a forma de foice.,1788,Vandelli,falcatus,latim,Vandelli +121,fastigiado,1,Com ramos dispostos em feixe de modo que termine em ponta (diz-se de plantas ou outras estruturas vegetais).,1788,Vandelli,fastigiatus,latim científico,Gaffiot +99,fecundante,1,Que fecunda.,1788,Brotero,fecundans,latim,"""Praelectiones Academicae"" de Boerhaave, 1745 - https://www.google.com.br/books/edition/Hermanni_Boerhaave_Praelectiones_academi/yi1URjML52UC" +21,fibroso,1,Provido de fibras.,1751,Dicionário Houaiss,fibrosus,latim científico,Vandelli +22,filamento,1,Estrutura que sustenta a antera e a une à planta.,1788,Vandelli,filamentum,latim,Gaffiot +70,filamento,2,"Qualquer estrutura animal semelhante a um fio, como antenas ou bissos.",1739,Santucci,filamentum,latim,Gaffiot +138,Fitologia,1,O mesmo que Botânica.,1788,Brotero,phytologia,latim científico,"“Phytologia” de Giacinto Ambrosini, de 1666 - https://www.google.com.br/books/edition/Phytologia_hoc_est_de_plantis_etc_Additi/sgZfAAAAcAAJ" +23,flósculo,1,Pequena flor.,1783,Dicionário Houaiss,flosculus,latim científico,Vandelli +82,folha,1,Órgão do movimento da planta.,Século XIII,Dicionário Houaiss,folia,latim,Dicionário Houaiss +24,foliáceo,1,Semelhante a lâmina ou folha.,1788,Vandelli,foliaceus,latim científico,Vandelli +125,frênico,1,Relativo ao diafragma (acepção 1).,1739,Santucci,phrenicus,latim científico,"""Historia Anatomica"" de André du Laurens, 1602 (disponível em https://www.google.com.br/books/edition/Andreae_Laurentii_Historia_anatomica_hum/x6DTbRHkOlAC" +25,frutificação,1,"Estrutura responsável pela reprodução vegetal, formada pelas flores e, posteriormente, pelos frutos.",sXIV,Dicionário Houaiss,fructificatio,latim,Dicionário Houaiss +126,gelatinoso,1,Que tem consistência de gelatina.,1739,Santucci,gelatinosus,latim científico,"""Index... Rerum Memorabilium & Notabilium..."" - https://www.google.com.br/books/edition/Miscellanea_Curiosa_medico_physica_acade/gH5EAAAAcAAJ" +26,gema,1,"Protuberância no caule ou ramos de uma planta, de onde se originam ramos, folhas ou outras estruturas; gomo.",sXV,Dicionário Houaiss,gemma,latim,OLD +51,gema,2,Porção interna do ovo das aves.,sXV,Dicionário Houaiss,gema (1),português,nossa pesquisa +60,glândula,1,Órgão que produz certas substâncias que são usadas em outras partes do organismo ou eliminadas.,1677,Dicionário Houaiss,glandula,latim,Gaffiot/OLD +27,gomo,1,O mesmo que gema.,1548,Dicionário Houaiss,obscuro,obscuro,Dicionário Houaiss +28,hermafrodita,1,Que apresenta os órgãos reprodutores de ambos os sexos no mesmo indivíduo (diz-se de flor).,a1566,Dicionário Houaiss,hermaphroditus,latim,Gaffiot +158,hímen,1,Membrana que fecha parcialmente o orifício externo da vagina.,1739,Santucci,hymen,latim,Gaffiot +57,hipogástrio,1,"Parte inferior do abdômen dos seres humanos, abaixo da região umbilical, iniciando-se um pouco abaixo do umbigo.",1739,Santucci,hypogastrium,latim científico,“Opera Chirurgica” de Ambrosius Paraeus: https://www.google.com.br/books/edition/Opera_chirurgica_Ambrosii_Paraei_Galliar/hVpJAAAAcAAJ?hl=pt-BR&gbpv=0 +66,inseto,1,"Animal invertebrado, com corpo segmentado, membros articulados e exoesqueleto, pertencente à classe dos insetos.",1788,Vandelli,insectum,latim,OLD +29,jardim botânico,1,"Jardim onde se cultivam plantas para fins de estudo, em geral aberto à visitação pública.",1718: “Jardim Real Botanico”,"Gazeta de Lisboa Occidental, n. 19, maio de 1718, p. 151. Disponível em: http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/Periodicos/GazetadeLisboa/1718/Maio/Maio_item1/P15.html)",não se aplica,não se aplica,"“Critica Sacra”, de Edward Legh, 1639 (disponível em https://books.google.pt/books?id=0IRmAAAAcAAJ" +122,labiado,1,Cujas pétalas formam a aparência de lábios.,1788,Vandelli,labiatus,latim científico,"""Synopsis Methodica Stirpium Britannicarum"" de John Ray - https://www.google.com.br/books/edition/Joannis_Raii_Synopsis_methodica_stirpium/RsDQj539RGoC)" +30,lacínia,1,"Divisão semelhante a abas em uma estrutura vegetal (como folha, estigma ou corola) ou animal (como concha ou tentáculo).",1783,"BACELLAR, Bernardo de Lima e Mello. Diccionario da lingua portugueza. Lisboa: Aquino Bulhoens, 1783. Disponível em: https://books.google.pt/books?id=55ICAAAAQAAJ",lacinia,latim,Vandelli +103,lanceolado,1,Que tem a forma semelhante à de lança.,1788,Vandelli,lanceolatus,latim,Vandelli +123,ligulado,1,Provido de lígula.,1788,Vandelli,ligulatus,latim científico,"""Flora Francofurtana…"" de Karl August von Bergen, disponível em: https://www.google.com.br/books/edition/Caroli_Augusti_de_Bergen_Flora_Francofur/8NkTAAAAQAAJ" +146,litalgia,1,Dor causada pela presença de pedras nos rins.,1788,Brotero,lit(o)- + -algia,formação vernácula,Dicionário Houaiss +124,lobado,1,Que apresenta lobos (diz-se de folha).,1788,Vandelli,lobatus,latim científico,"""Prosopopoeiae Botanicae"" de Virgilio Falugi - https://www.google.com.br/books/edition/Prosopopoeiae_botanicae_sive_Nomenclator/CqS6hxlUbe4C" +31,longitudinal,1,No sentido do comprimento.,1733,"ABREU, José Rodrigues de, Historiologia Medica, 1733 - https://www.google.com.br/books/edition/Historiologia_medica_fundada_e_estabelec/fsD9m5THci0C",longitudinalis,latim medieval,TLF +145,lúnula,1,Mancha clara em formato de meia-lua presente na raiz das unhas.,1739,Santucci,lunula,latim científico,"""Compedium Anatomicum"" de Heister, 1719 (https://www.google.com.br/books/edition/Laurentii_Heisteri_Compendium_anatomicum/9yNgAAAAcAAJ" +167,maléolo,1,Proeminência óssea da articulação do tornozelo.,1739,Santucci,malleolus,latim científico,"""Anatomia"" de Domenico Marchetti, 1656 (https://www.google.com.br/books/edition/Anatomia/4fQGAAAAcAAJ)" +159,mamais,1,Animais que têm mamas.,1783,Vandelli,mammalia,latim científico,"""Fundamenta Ornithologica"" de Backman, de 1765 (https://www.google.com.br/books/edition/Dissertationes_variae/YqZ7sGjyOMIC" +168,mamário,1,Relativo às mamas.,1739,Santucci,mammarius,latim científico,"Jean Riolan, o Jovem (na obra ""Encheiridium Anatomicum et Pathologicum"", 1649 - https://www.google.com.br/books/edition/Encheiridium_anatomicum_et_pathologicum/jt5OvY3EEvIC" +63,masseter,1,"Músculo usado na mastigação, responsável por mover a mandíbula.",1739,Santucci,masseter,latim científico,"Vesalius, de 1543, disponível em https://www.google.com.br/books/edition/Andreae_Vesalii_Brvxellensis_Scholae_med/DqAtzTRY5foC" +32,medular,1,Relativo à substância interna presente nos vegetais.,1788,Vandelli,medullaris,latim científico,"“De Atonia Nervorum”, de Johann Christoph von Steinen, 1749, disponível em https://books.google.pt/books?id=Ubav7mRfZ\_cC" +71,medular,2,Relativo à medula óssea.,1739,Santucci,medullaris,latim científico,"“De Atonia Nervorum”, de Johann Christoph von Steinen, 1749, disponível em https://books.google.pt/books?id=Ubav7mRfZ\_cC" +164,membrana branquióstega,1,"Membrana situada abaixo dos pérculos, que reveste as guelras dos peixes.",1788,Vandelli,membrana branchiostega,latim científico,"""Elenchus Vegetabilium et Animalium"" de Kramer, publicado em 1756 (https://www.google.com.br/books/edition/Elenchus_vegetabilium_et_animalium_per_A/AKK4xTX_LD8C" +33,membranáceo,1,"Delgado, comprido, em formato de lâmina ou membrana.",1788,Vandelli,membranaceus,latim científico,Vandelli +84,membranoso,1,Feito de ou em forma de membrana.,1788,Brotero,membranosus,latim científico,"""Corporis Humani Anatomiae"" de Verheyen - https://www.google.com.br/books/edition/Corporis_humani_anatomiae_Corporis_human/qA9FAAAAcAAJ" +169,mesentérico,1,Relativo ao mesentério.,1739,Santucci,mesentericus,latim científico,"""Opera Medica et Physica"", de Thomas Willis, 1676 (https://www.google.com.br/books/edition/Clarissimi_viri_Thom%C3%A6_Willis_opera_medi/VrucCs-1Hh4C" +170,mesocólon,1,Parte do mesentério que está unida ao intestino grosso.,1739,Santucci,mesocolon,latim científico,"""Opera Anatomica"" de Riolan, publicada em 1649 (https://www.google.com.br/books/edition/Ioannis_Riolani_filii_Opera_anatomica_ve/TF9tWd706e0C" +97,metacarpo,1,Parte da mão compreendida entre o carpo e os dedos.,1739,Santucci,metacarpus,latim científico,"tradução comentada das obras de Hipócrates e Galeno, escrita por René Chartier e publicada em 1679 (https://www.google.com.br/books/edition/Hippocratis_coi_et_Claudii_Galeni_Opera/Q83btvVqeBoC" +62,Miologia,1,Subárea da Anatomia que estuda os músculos e seus movimentos.,1739,Santucci,myologia,latim científico,"Jean Riolan, o Velho, de 1611, disponível em https://www.google.com.br/books/edition/Ioannis_Riolani_Ambiani_medici_Parisiens/zeo7G2IC3iEC" +153,mucilaginoso,1,Com consistência de mucilagem.,1739,Santucci,mucilaginosus,latim científico,"“Interpretatio in primam 4. Canon. Avicennae quae de febribus dicitur” (1517), de Hugo Bentius (https://www.google.com.br/books/edition/Interpretatio_in_primam_4_Canon_Avicenna/QhtBAAAAcAAJ" +95,músculo,1,"Órgão responsável por executar movimentos de várias partes do corpo dos animais, formado por fibras capazes de se contrair e se alongar.",Século XIV,Dicionário Houaiss,musculus,latim,OLD +34,oblongo,1,Cujo diâmetro longitudinal excede o transversal (diz-se de folha ou de outras estruturas vegetais).,1757,Dicionário Houaiss,oblongus,latim científico,Vandelli +65,ócciput,1,"Osso do crânio situado na parte inferoposterior da cabeça, próximo à nuca.",1739,Santucci,occiput,latim,OLD +127,ocelado,1,Que possui olhos pequenos; que possui ocelos.,1788,Vandelli,ocellatus,latim,Vandelli +64,órbita,1,"Cada uma das cavidades nos ossos da face onde se encontra o olho, o nervo ótico e demais estruturas relacionadas a estes.",1739,Santucci,orbita,latim científico,"Jacopo Berengario, de 1521, disponível em https://www.google.com.br/books/edition/Carpi_Commentaria_cum_amplissimis_additi/MvTxTsQ8E04C" +85,papila,1,Estrutura da pele responsável pela sensibilidade do tato.,1739,Santucci,papilla,latim,Berengario da Carpi e a Marcello Malpighi (segundo o “Dicionário de Etimologia Médico” - https://dicimedico.com/papila/ +133,papila,2,"Mamilo, bico do peito.",1739,Santucci,papilla,latim,Berengario da Carpi e a Marcello Malpighi (segundo o “Dicionário de Etimologia Médico” - https://dicimedico.com/papila/ +134,papila,3,Protuberância que se projeta a partir de certos órgãos animais ou vegetais.,1788,Vandelli,papilla,latim,Berengario da Carpi e a Marcello Malpighi (segundo o “Dicionário de Etimologia Médico” - https://dicimedico.com/papila/ +35,papilionáceo,1,Em forma de borboleta (diz-se de flor ou corola).,1788,Vandelli,papilionaceus,latim científico,Vandelli +36,parasítico,1,"Que está preso a outra planta, e não diretamente à terra (diz-se de planta).",1788,Vandelli,parasiticus,latim,Gaffiot +37,pecíolo,1,Pequeno ramo que prende a folha ao ramo ou ao tronco.,1788,Vandelli,petiolus,latim,Dicionário Houaiss +38,pedúnculo,1,"Estrutura semelhante a um ramo, que sustenta a inflorescência e a frutificação.",1788,Vandelli,pedunculus,latim,Gaffiot +72,pedúnculo,2,"Haste que sustenta diversas estruturas dos insetos, como antenas, olhos ou o abdômen.",1788,Vandelli,pedunculus,latim,Gaffiot +151,pelve,1,Estrutura óssea em formato de bacia presente nos quadris.,1739,Santucci,pelvis,latim científico,"""Opera Omnia"" (1687), de Marcello Malpighi (https://www.google.com.br/books/edition/Opera_omnia/jyNAAAAAcAAJ" +152,pelve,2,Cavidade em formato de bacia presente nos rins.,1739,Santucci,pelvis,latim científico,"""Opera Omnia"" (1687), de Marcello Malpighi (https://www.google.com.br/books/edition/Opera_omnia/jyNAAAAAcAAJ" +39,perene,1,Que produz novas gemas e nova folhagem a cada ano (diz-se de planta).,1583,Dicionário Houaiss,perennis,latim,Dicionário Houaiss +67,pericarpo,1,"Membrana que reveste o ovário da planta e que, com o amadurecimento, se torna o próprio fruto.",1758,"MARQUES, José. Nouveau dictionnaire des langues françoise et portugaise. Lisboa: José da Costa Coimbra, 1758. https://www.google.com.br/books/edition/Nouveau_dictionnaire_des_langues_fran%C3%A7o/wQRRcsHwzdsC?hl=en&gbpv=0",pericarpum,latim,Vandelli +40,piloso,1,Coberto de estruturas semelhantes a pelos (diz-se de folha).,1788,Vandelli,pilosus,latim científico,Vandelli +41,pimpolho,1,Broto que nasce do caule ou da raiz de uma planta.,1188-1230,Dicionário Houaiss,pino + pollo,formação vernácula,Dicionário Houaiss +42,pistilo,1,"Parte da flor, em geral entre as anteras, pela qual entra o pólen para a fecundação.",1782,Dicionário Houaiss,pistillum,latim científico,Vandelli +106,placenta,1,"Órgão formado durante a gestação, que une o feto ao útero materno.",1721,"Bluteau, Vocabulario Portuguez e Latino, vol. 8, 1721, verbete ""vide""",placenta,latim científico,"Gabriele Falloppio (na obra Observationes anatomicae, de 1562" +92,planta,1,Designação comum a todos os vegetais.,Século XIV,Dicionário Houaiss,planta,latim,Gaffiot +87,polpa,1,"Substância espessa presente em certas estruturas vegetais, como folhas e frutos.",1563,Dicionário Houaiss,pulpa,latim,OLD +128,pontoado,1,Que apresenta pontos (diz-se de estrutura animal ou vegetal).,1788,Vandelli,ponto + -ado,formação vernácula,Nossa pesquisa +81,raiz,1,Órgão da planta que serve às funções de nutrição e fixação à terra.,1091,Dicionário Houaiss,radicem,latim,OLD +43,receptáculo,1,Base da flor em que se prendem as partes da frutificação.,1597,Dicionário Houaiss,receptaculum,latim científico,"""Expositio Florum Compositi"", 1760 (https://www.google.com.br/books/edition/Expositio_characteristica_structurae_flo/J_heAAAAcAAJ)" +44,repente,1,Que lança raízes que se estendem horizontalmente sobre a terra (diz-se de caule).,1788,Vandelli,repens,latim,Vandelli +55,resina,1,"Substância produzida por certas plantas, inflamável, insolúvel na água e solúvel no álcool.",1223-1279,Dicionário Houaiss,resina,latim,OLD +56,resinoso,1,Que produz resina (diz-se de planta).,1783,Dicionário Houaiss,resinosus,latim,OLD +129,reticulado,1,Disposto em forma de rede.,1788,Vandelli,reticulatus,latim,OLD +45,romboidal,1,"Em forma de romboide, ou paralelogramo.",1788,Vandelli,rhomboidalis,latim científico,"""Index Testarum Conchyliorum"" de Gualtieri, 1742 (https://www.google.com.br/books/edition/Index_testarvm_conchyliorvm_qvae_adserva/HoRSuCDGWyIC)" +75,semente,1,Estrutura de uma planta que se separa desta e da qual se desenvolve uma nova planta.,sXIII,Dicionário Houaiss,sementem,latim,OLD +89,setáceo,1,Semelhante à seda ou aos pelos do porco (diz-se de estrutura animal ou vegetal).,1788,Brotero,setaceus,latim científico,Vandelli +46,sexual,1,Relativo à reprodução sexuada.,1788,Vandelli,sexualis,latim científico,"“Examen epicriseos in Systema Plantarum sexuale Cl. Linnaei”, de Siegesbeck, publicado em 1737 (disponível em https://books.google.pt/books?id=8h0OhDnDIvcC)" +155,sexualismo,1,Condição de um ser vivo que apresenta divisão em dois sexos.,1788,Brotero,sexualismus,latim científico,"""Physiologia Muscorum"" de Necker, publicada em 1774 (https://www.google.com.br/books/edition/N_J_de_Necker_Physiologia_Muscorum_per_e/cLhgAAAAcAAJ)" +47,síliqua,1,"Pericarpo de duas valvas, côncavo, cujo comprimento excede a largura, com sementes presas ao longo das suturas.",1735,Dicionário Houaiss,siliqua,latim,Gaffiot +48,sucoso,1,Cheio de suco.,1663,Dicionário Houaiss,sucosus,latim,Dicionário Houaiss +93,suculento,1,Que contém muito suco; sucoso.,1784,"COSTA, Joaquim José da. NOUVEAU DICTIONNAIRE FRANÇOIS PORTUGAIS. Lisboa: Chez Borel Borel & Compagnie. 1784. https://www.google.com.br/books/edition/Nouveau_dictionnaire_fran%C3%A7ois_portugais/R6taAAAAcAAJ?hl=en&gbpv=0",suculentus,latim,"De Orchide de Gustav Christian von Handtwig, de 1747 - https://www.google.com.br/books/edition/De_Orchide_Dissertatio_Inavgvralis_Botan/RjNbAAAAcAAJ" +154,tendinoso,1,Relativo aos tendões.,1739,Santucci,tendinosus,latim científico,"“Anatomicae praelectiones” (1586), de Archangelus Piccolomini (https://www.google.com.br/books/edition/Anatomicae_praelectiones_etc/q3hVAAAAcAAJ" +83,tronco,1,Parte da planta que se ergue da terra e sustenta os frutos e as folhas.,Século XIII,Dicionário Houaiss,truncum,latim,OLD +130,tuberculado,1,Provido de tubérculos.,1788,Vandelli,tuberculatus,latim científico,"""Lexicon Hebraicum"" de Johann Reuchlin - https://www.google.com.br/books/edition/Ioannis_Reuchlini_Phorcensis_Lexicon_Heb/mcIzkGPlV0UC" +86,tubérculo,1,Saliência encontrada na pele ou na superfície de certos órgãos dos animais.,1739,Santucci,tuberculum,latim,"“De ingressu ad infirmos” de Júlio César Claudino, 1617 - https://www.google.com.br/books/edition/Iulii_C%C3%A6saris_Claudini_De_ingressu_ad_i/iPcZtI8R6o8C" +107,tubérculo,2,Saliência semelhante a verrugas presente em certas estruturas vegetais.,1788,Vandelli/Brotero,tuberculum,latim,"“De ingressu ad infirmos” de Júlio César Claudino, 1617 - https://www.google.com.br/books/edition/Iulii_C%C3%A6saris_Claudini_De_ingressu_ad_i/iPcZtI8R6o8C" +162,túbulo,1,Estrutura tubular presente nas brânquias dos peixes.,1788,Vandelli,tubulus,latim,OLD +49,túnica,1,"Membrana que reveste certas estruturas vegetais, como raízes ou sementes, ou animais, como olhos.",959,Dicionário Houaiss,tunica,latim científico,"“De radicum in plantis ortu et directione”, de Gottlob Bose, 1754, p. 7, disponível em https://books.google.pt/books?id=VK1JAAAAcAAJ" +131,umbilicado,1,"Que possui uma concavidade semelhante a um umbigo, no centro.",1788,Vandelli,umbilicatus,latim,OLD +161,uropígio,1,"Apêndice situado na parte traseira das aves, que equivale à cauda; sobrecu.",1782,Dicionário Houaiss,uropygium,latim,Gaffiot +79,utrículo,1,"Cada um dos vasos em forma de sacos ovais e esponjosos, situados transversalmente e que ocupam os intervalos dos vasos longitudinais, nos vegetais.",1788,Brotero,utriculus,latim científico,"Colbert ""Philosophia Vetus et Nova..."", 1682 - https://www.google.com.br/books/edition/PHILOSOPHIA_VETUS_ET_NOVA/S50tZqHVDCkC" +80,utrículo,2,Espécie de glândula presente nos vegetais.,1788,Brotero,utriculus,latim científico,"Colbert ""Philosophia Vetus et Nova..."", 1682 - https://www.google.com.br/books/edition/PHILOSOPHIA_VETUS_ET_NOVA/S50tZqHVDCkC" +52,verrucoso,1,Semelhante a uma verruga.,1788,Vandelli,verrucosus,latim,OLD +132,verticilado,1,Disposto em verticilo (diz-se de estruturas vegetais).,1788,Vandelli,verficillatus,latim científico,"""Plantarum Historiae Oxoniensis Universalis"" de Robert Morison - https://www.google.com.br/books/edition/Plantarum_historiae_universalis_Oxoniens/L7heAAAAcAAJ" +105,vibrissa,1,"Cada um dos pelos rijos presentes na face de certos mamíferos, como os gatos, que servem de órgãos do tato.",1788,Vandelli,vibrissae,latim científico,Vandelli +50,vilo,1,"Excrescência do caule ou da folha semelhante a um pelo, formando uma espécie de buço.",1788,Vandelli,villus,latim científico,Vandelli +73,vilo,2,Estrutura semelhante a pelos presente nas caudas ou nos pés de certos insetos.,1788,Vandelli,villus,latim científico,Vandelli +142,Zoologia,1,Ramo da História Natural que estuda os animais.,1788,Brotero,zoologia,latim científico," ""Zoologia Parva"", de Giuseppe Lanzoni, de 1669 - https://www.google.com.br/books/edition/Zoologia_Parva/J9Q8AAAAcAAJ" \ No newline at end of file diff --git a/data/dicbio-ontology.ttl b/data/dicbio-ontology.ttl new file mode 100644 index 0000000..fcfdbf8 --- /dev/null +++ b/data/dicbio-ontology.ttl @@ -0,0 +1,202 @@ +@prefix dcterms: . +@prefix dicbio: . +@prefix ontolex: . +@prefix etym: . +@prefix rdfs: . +@prefix skos: . +@prefix xsd: . +@prefix dbauth: . +@prefix lexinfo: . +@prefix owl: . +@prefix bibo: . +@prefix rdf: . +@prefix foaf: . +@prefix morph: . +@prefix dbres: . +@prefix prov: . + + + + +### --- Cabeçalho da ontologia --- + + + a owl:Ontology ; 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The process is attributed to the hypothesis, not directly to the lexical entry."@en . + +dicbio:semanticDerivationFrom a owl:ObjectProperty ; + rdfs:domain etym:Etymology ; + rdfs:range ontolex:LexicalSense ; + rdfs:label "semantic derivation from"@en ; + rdfs:comment "Relates an etymological hypothesis to the lexical sense from which another sense is assumed to have historically developed through a diachronic semantic change (e.g., specialization, generalization, metaphor, metonymy). This property models historical semantic development, not merely synchronic semantic relatedness."@en . + +dicbio:hasWordFormationRelation a owl:ObjectProperty ; + rdfs:domain etym:Etymology ; + rdfs:range morph:WordFormationRelation ; + rdfs:label "has word formation relation"@en ; + rdfs:comment "Links an etymological hypothesis to a morphological word formation relation that describes the internal formation of the lexical item."@en . + +### Explains which sense is being analyzed + +dicbio:explainsSense a owl:ObjectProperty ; + rdfs:domain etym:Etymology ; + rdfs:range ontolex:LexicalSense ; + rdfs:label "explains sense"@en ; + rdfs:comment "Relates an etymological hypothesis to the lexical sense whose historical origin it aims to explain."@en . + + +### Indicates the historical source sense + +dicbio:derivesFromSense a owl:ObjectProperty ; + rdfs:domain etym:Etymology ; + rdfs:range ontolex:LexicalSense ; + rdfs:label "derives from sense"@en ; + rdfs:comment "Relates an etymological hypothesis to the lexical sense from which another sense is assumed to have historically developed through a diachronic semantic change."@en . + + +## Aqui entram os conceitos e propriedades para incluir as atestações históricas de uso dos termos, quando disponíveis + +dicbio:Attestation a owl:Class ; + rdfs:label "Attestation"@en ; + rdfs:label "Atestação"@pt ; + rdfs:comment "Registro de datação histórica de uma unidade lexical, baseado em uma fonte específica."@pt ; + rdfs:subClassOf prov:Entity . + +dicbio:hasAttestation a owl:ObjectProperty ; + rdfs:label "has attestation"@en ; + rdfs:label "tem atestação"@pt ; + rdfs:comment "Relaciona uma entrada lexical a um registro de atestação histórica."@pt ; + rdfs:domain ontolex:LexicalEntry ; + rdfs:range dicbio:Attestation . + +dicbio:attestationDate a owl:DatatypeProperty ; + rdfs:label "attestation date"@en ; + rdfs:label "data de atestação"@pt ; + rdfs:comment "Data associada à atestação histórica da unidade lexical."@pt ; + rdfs:domain dicbio:Attestation ; + rdfs:range xsd:gYear . diff --git a/data/dicionario_formatado.txt b/data/dicionario_formatado.txt deleted file mode 100644 index 28f33b0..0000000 --- a/data/dicionario_formatado.txt +++ /dev/null @@ -1,378 +0,0 @@ -antera -Etimologia: O étimo é o latim científico anthera, já atestado no século XVIII, como mostra o dicionário de Vandelli. Segundo o Dicionário Houaiss, o termo foi criado a partir do grego antherós,á,ón, que significa "florido". --------------------------------- -bífido -Etimologia: O étimo é certamente o latim bifidus, registrado no dicionário de Gaffiot e no Oxford Latin Dictionary com a acepção de “dividido em duas partes”. Trata-se de palavra erudita, visto que não sofreu as transformações fonéticas esperadas para uma palavra herdada. O emprego do termo latino bifidus na Zoologia e na Botânica data do século XVIII e é, provavelmente, o étimo mais imediato da palavra portuguesa. O dicionário Houaiss apresenta a datação de 1827, de uma obra com a sigla PL, mas que não consta nas fontes de datação apresentadas. --------------------------------- -bráctea -Etimologia: O étimo é o latim científico bractea, já com o sentido usual da Botânica. No latim da Antiguidade, conforme informa o dicionário de Gaffiot, a palavra designava "folha de metal, de ouro". --------------------------------- -bulbo -Etimologia: Conforme informa o Dicionário Houaiss, o étimo é o latim bulbus,i, que significa "cebola, bulbo, tubérculo, raiz carnuda", e é cognato do grego bolbós,oû, que significa "cebola". A forma latina já era empregada na Botânica no século XVIII, como atesta o dicionário de Vandelli. O Dicionário Houaiss também inclui o verbete bolbo, sem data, informando que seria a forma vulgar da palavra.
A atestação na "Anatomia do corpo humano" de Santucci antecede em algumas décadas a datação na Botânica, o que pode indicar que há uma datação ainda mais antiga na Botânica, ainda a ser encontrada.
No índice alfabético do dicionário de Vandelli, encontram-se as expressões latinas “Caulinus bulbus”, “Solitus bulbus”, “Squamatus bulbus” e “Tunicatus bulbus”, todas remetendo para o verbete de número 166; no entanto, esse verbete não existe, visto que o último é o de número 164. Assim, supõe-se que o autor previu a inclusão de um verbete para “bulbus”, mas não o incluiu. --------------------------------- -bulboso -Etimologia: É possível considerar o termo como tendo se formado por derivação sufixal a partir de “bulbo”, bem como também considerar um empréstimo direto do latim bulbosus,a,um, já empregado no latim científico, conforme atesta o dicionário de Vandelli. --------------------------------- -cálice -Etimologia: O étimo é o latim calyx, -ycis, atestado já na Antiguidade (cf. Oxford Latin Dictionary), por sua vez originário do grego káluks, -ukos, com o sentido de “envoltório de um fruto”. Desde a Antiguidade essa forma é confundida com calix, -icis “espécie de recipiente” (cf. Oxford Latin Dictionary). O termo foi difundido no latim científico e pode ser encontrado no século XVIII, com ambas as grafias calix e calyx (cf. a própria obra de Vandelli, 1788, p. 249). O Dicionário Houaiss informa como primeira atestação da forma com C (calice) o dicionário de Domingos Vieira (1873), mas essa forma no plural (calices) já está presente no dicionário de Vandelli (1788). --------------------------------- -capréolo -Etimologia: O étimo é o latim científico capreolus, sinônimo de “cirro”, conforme define o próprio Vandelli: “Capreoli, carbiculae, viticuli: O mesmo, que os cirrhos. Ou he o cirro.” (Diccionario dos termos technicos de Historia Natural, 1788, p. 236). O dicionário de Gaffiot afirma que a palavra já tinha o sentido de "gavinha da videira" no latim da Antiguidade, embora também pudesse significar "cabrito".
O Dicionário Houaiss não inclui esse verbete em sua nomenclatura. O Dicionário Aulete inclui apenas com a acepção de "espécie de cabra". É possível que a acepção da Botânica esteja em desuso no português contemporâneo. --------------------------------- -cartilagíneo -Etimologia: O étimo é o latim científico cartilagineus,a,um, com a mesma acepção, conforme mostra o próprio dicionário de Vandelli. Esse termo já era empregado no latim clássico (e está registrado no dicionário de Gaffiot, por exemplo), mas a palavra portuguesa é claramente um empréstimo, e não uma palavra herdada.
O Dicionário Houaiss não indica nenhuma rubrica referente à Botânica, mas a acepção de número 3 traz como exemplo a expressão “órgãos vegetais cartilagíneos”, indicando o emprego desse termo em referência a estruturas vegetais. --------------------------------- -coarctado -Etimologia: Conforme informa o Dicionário Houaiss, o étimo é o latim coarctatus,a,um, particípio passado de coarctare, que significa "apertar, estreitar". Já era empregado na acepção da Botânica no latim do século XVIII, conforme atestado na própria obra de Vandelli. O Dicionário Houaiss não inclui nenhuma rubrica referente à Botânica; a datação informada é possivelmente para outra acepção. --------------------------------- -conivente -Etimologia: O étimo é o latim connivens,entis, particípio presente de connivere, que, no latim da Antiguidade, significava “fechar, piscar os olhos”; o Oxford Latin Dictionary afirma que o sentido desse verbo também podia se estender para outras partes do corpo e outros objetos que se tocam. O termo latino já passa a ser empregado na Botânica no século XVIII, como atesta o próprio dicionário de Vandelli; seu sentido é provavelmente derivado dessa ideia de objetos que se tocam, como as pálpebras que fecham os olhos.O Dicionário Houaiss informa a data de 1836, possivelmente para a acepção da língua geral (“condescendente, complacente”); e a acepção da Botânica é datada de 1858, mas sem indicação da fonte. Se a data de 1836 estiver correta, é possível que a acepção da Botânica tenha sido a primeira na língua, para apenas posteriormente surgir a acepção geral. --------------------------------- -cotilédone -Etimologia: O étimo é o latim científico cotyledon,onis, empregado, segundo o Dicionário Houaiss, por Lineu em 1751 já com o significado de "elemento seminal que nutre a planta". Ainda segundo o Dicionário Houaiss, a palavra latina seria a adaptação do grego kotuledón,ónos, que significa "cavidade".
Brotero emprega a palavra como sendo do gênero feminino; já Vandelli emprega como sendo masculina, que é também o gênero registrado pelo Dicionário Houaiss. --------------------------------- -crena -Etimologia: O étimo é o latim científico crena,ae, com o mesmo significado, conforme se observa na própria obra de Vandelli. O Dicionário Houaiss afirma que a palavra era empregada no latim tardio com o sentido de “entalhe, fenda”. --------------------------------- -cutícula -Etimologia: O étimo é o latim cuticula,ae, diminutivo de cutis,i, que significa "pele". A atestação informada pelo Dicionário Houaiss é possivelmente para uma acepção fora da Botânica. A ocorrência em Vandelli talvez seja a primeira atestação no âmbito da Botânica. --------------------------------- -deflexo -Etimologia: Conforme explica o Dicionário Houaiss, o étimo é o adjetivo latino deflexus,a,um, que significa "voltado para dentro", particípio passado do verbo deflectere. O seu emprego no latim científico é atestado na própria obra de Vandelli, o que evidencia que se trata de um empréstimo, e não de palavra herdada. --------------------------------- -disco -Etimologia: Conforme informa o Dicionário Houaiss, o étimo é o latim discus,i, adaptação do grego dískos,ou, que significa "peso, prato, objeto de lançamento em exercícios de força". Conforme se observa na obra de Vandelli, o termo latino discus já era empregado no latim científico no âmbito da Botânica e da Zoologia. O termo português é empregado por Vandelli em pelo menos três acepções diferentes, duas delas na Botânica. --------------------------------- -epiderme -Etimologia: Conforme informa o Dicionário Houaiss, o étimo é o latim epidermis, -is, com o sentido de “epiderme dos animais”, por sua vez originário do grego epidermís, -ídos. Segundo o dicionário de Gaffiot, a palavra latina é atestada na “Ars Veterinaria sive Mulomedicina” de Vegécio (séculos IV-V d.C.). A forma portuguesa não é herdada e sua primeira atestação com essa acepção, de acordo com o Dicionário Houaiss, é a obra “Recopilação da Cirurgia”, de António da Cruz (1601), sob a forma variante epiderma. Seu emprego na Botânica parece ter sido introduzido, em português, pela obra de Vandelli (1788). --------------------------------- -escamoso -Etimologia: Conforme informa o Dicionário Houaiss, o étimo é o latim squamosus, -a, -um no sentido de “coberto de escamas”, já empregado no latim científico do século XVIII, como atesta a própria citação de Vandelli. O emprego na Botânica foi possivelmente introduzido na língua portuguesa por Vandelli. --------------------------------- -estame -Etimologia: Como informa o Dicionário Houaiss, o étimo é o latim stamen, -inis no sentido de “fio da roca”. A datação informada pelo dicionário Houaiss é provavelmente referente à acepção de “fio de tecer”. O emprego do latim stamen na Botânica já ocorre no século XVIII e influenciou a acepção no português. --------------------------------- -estigma -Etimologia: O étimo é o latim stigma, atis, conforme informa o Dicionário Houaiss, que já era empregado, no latim científico do século XVIII, com o sentido que tem na Botânica. A data informada pelo Dicionário Houaiss é possivelmente para outra acepção da mesma palavra. --------------------------------- -estípula -Etimologia: O étimo é o latim stipula, cujo sentido original de "haste dos cereais" remonta à Antiguidade; no entanto, o seu emprego científico como termo da Botânica deriva do latim científico (como atesta a própria obra de Vandelli), sendo, portanto, empréstimo do latim. --------------------------------- -fibroso -Etimologia: O Dicionário Houaiss sugere que se trata de uma derivação sufixal (fibra + -oso); no entanto, a ocorrência de fibrosus,a,um no latim científico (atestado em Vandelli) leva a crer que o termo foi decalcado ou emprestado do latim científico.A data de 1751 é informada pelo Dicionário Houaiss e indicada com a abreviatura MarqJFP, que não é incluída na lista de fontes, mas possivelmente se refere a João Feliciano Marques Pereira. --------------------------------- -filamento -Etimologia: O étimo é provavelmente o latim filamentum, i, atestado na obra de Pompeio Festo, de acordo com o dicionário de Gaffiot (s.v. filamentum), com o sentido de “reunião de fios”. Certamente entrou no português por via erudita, como evidencia a permanência do -l- intervocálico.
A atestação mais antiga que encontramos até o momento é o seu emprego na "Anatomia" de Santucci, referindo-se a estruturas anatômicas em forma de fio; porém, Santucci não apresenta marcas tipográficas ou metalinguísticas que sugerem que o termo fosse sentido como neológico, de modo que pode haver, portanto, emprego anterior ainda não encontrado.
O Dicionário Houaiss sugere como étimo o francês filament, indicado como de 1904, mas esta é a data da acepção na Eletrônica, conforme informa o Trésor de la Langue Française; o sentido de “elemento orgânico animal ou vegetal de forma fina e alongada” é datado pelo Trésor como sendo de 1538, o que seria coerente com a hipótese do étimo francês; porém, o emprego da forma latina filamentum em textos científicos anteriores (como na obra "Anatome Corporis Humani" de Diemerbroeck, 1679 - https://books.google.com.br/books?id=SEEUAAAAQAAJ) sugere que o étimo é, de fato, o termo latino. --------------------------------- -flósculo -Etimologia: O étimo, conforme aponta o Dicionário Houaiss, é o latim flosculus, i, diminutivo de flos, oris "flor". O termo latino flosculus é referenciado no índice do dicionário de Vandelli, mas não aparece descrito em sua nomenclatura. --------------------------------- -foliáceo -Etimologia: Conforme informa o Dicionário Houaiss, o étimo é o latim foliaceus,a,um, já empregado no latim científico do século XVIII (conforme atesta a obra de Vandelli) com o sentido de "que tem o feitio de folha, foliáceo". --------------------------------- -frutificação -Etimologia: Conforme informa o Dicionário Houaiss, o étimo é o latim fructificatio,onis, com o sentido de "ato de dar frutos". A palavra já era empregada séculos antes da obra de Vandelli; aparentemente, o autor emprega essa palavra com o sentido de “conjunto de frutos”, ou talvez como um hiperônimo para tipos de fruto diversos. As formas variantes “frutificaçaõ”, “fructificaçaõ”, “fructificaçoens” (pl.) e “frutificações” (pl.) são todas empregadas na obra. --------------------------------- -gema -Etimologia: O étimo é o latim gemma,ae; a acepção da Botânica ("broto da videira") já é atestada no latim clássico (conforme informa o Oxford Latin Dictionary s.v. "gemma") e, portanto, ao contrário do que parece sugerir o Dicionário Houaiss, não deriva da acepção latina de "pedra preciosa"; pelo contrário, é a acepção de "pedra preciosa" que provavelmente se derivou da de "broto da videira", como afirma o Dictionnaire Étymologique de la Langue Latine (s.v. "gemma"). Assim, a acepção de "gema do ovo" pode ter surgido pelo fato de tanto a gema do ovo quanto a da planta terem a função de gerar um novo ser vivo (que é a explicação que dá Corominas, s.v. "yema").
O verbete gemma no dicionário de Vandelli é referido no índice alfabético ao final, como o verbete de número 166; no entanto, esse verbete não existe de fato (a numeração acaba no 164), o que leva à conclusão de que a obra foi impressa inacabada.
A datação informada pelo Dicionário Houaiss é possivelmente referente à acepção de "gema do ovo". A acepção da Botânica não foi encontrada em textos anteriores à obra de Vandelli, o que parece indicar que essa acepção “ressuscitou” a partir dos textos em latim científico do século XVIII. O glossário quinhentista de Jerônimo Cardoso emprega a glosa “olho, ou gomo da videira” para a palavra latina “gemma”, o que parece indicar que, de fato, essa acepção não era empregada no século XVI, e o termo equivalente na época seria “olho” ou “gomo”. --------------------------------- -gomo -Etimologia: De acordo com o Dicionário Houaiss, o termo tem origem obscura. Vandelli o emprega sem recurso ao itálico, o que indica que não era sentido como um neologismo. Também não é claro se Vandelli o emprega na mesma acepção definida pelo Houaiss (“a parte compreendida entre dois nós de gramíneas”), visto que o termo “gomo” em Vandelli é apresentado como um sinônimo de gema. --------------------------------- -hermafrodita -Etimologia: Conforme informa o Dicionário Houaiss, o étimo é o latim hermaphroditus,a,um, já atestado no latim clássico (cf. dicionário de Gaffiot) no sentido de "andrógino, de ambos os sexos", por sua vez derivado do grego Hermaphróditos,ou no sentido de "Hermafrodito, filho de Hermes e Afrodite".
O Dicionário Houaiss indica que o emprego como adjetivo biforme (hermafrodito m, hermafrodita f) é anterior ao emprego como uniforme (hermafrodita m, f). Vandelli parece empregá-lo como biforme, a julgar pelas expressões “flores hermaphroditos” (com “flores” no masculino, possivelmente por influência do italiano) e “flosculos hermaphroditos”. Todas as ocorrências da forma hermaphrodita em Vandelli são com substantivos femininos. --------------------------------- -jardim botânico -Etimologia: O Dicionário Houaiss data essa expressão do ano de 1852, mas não informa a fonte. A expressão é bem mais antiga, como mostra o contexto de 1735. Em 1718, a expressão que aparece é “Jardim Real Botanico”, com o elemento “Real” intercalado, o que revela que a expressão ainda estava em vias de se consolidar na forma que tem nos dias atuais.
É possível que essa expressão seja um decalque de uma expressão semelhante de outra língua europeia. O francês jardin botanique já aparece em 1673 (“Recherche des Antiquités et Curiosités de la ville de Lyon”, disponível em https://books.google.pt/books?id=btFTAAAAcAAJ), ainda que a data indicada pelo Trésor de la Langue Française seja 1732. O latim hortus botanicus é ainda mais antigo, aparecendo na obra “Critica Sacra”, de Edward Legh, 1639 (disponível em https://books.google.pt/books?id=0IRmAAAAcAAJ). Dessa forma, é razoável supor que a expressão portuguesa tenha sido uma tradução de uma expressão equivalente em outra língua. --------------------------------- -lacínia -Etimologia: Conforme informa o Dicionário Houaiss, o étimo é o latim lacinia,ae, que no latim da Antiguidade significava "borda, extremidade, orla". Foi empregada na acepção da Botânica no latim científico do século XVIII, conforme atesta a própria obra de Vandelli. --------------------------------- -longitudinal -Etimologia: O Dicionário Houaiss afirma que a palavra formou-se por derivação sufixal a partir do radical latino longitudine, juntamente com o sufixo -al; no entanto, o adjetivo latino longitudinalis já é atestado no século XIII, segundo o Trésor de la Langue Française (s.v. "longitudinal"), e o francês longitudinal é atestado no século XIV (segundo o mesmo dicionário); assim, é mais razoável considerar que a palavra é um empréstimo do latim medieval ou do francês, não tendo sido formado em português. --------------------------------- -medular -Etimologia: O Dicionário Houaiss afirma que se trata de uma derivação sufixal a partir de medula com o acréscimo do sufixo -ar, e também remete ao adjetivo latino medullaris,e, que significa "que penetra a medula dos ossos". Como já se encontra o mesmo adjetivo no latim científico do século XVIII com o sentido de "relativo à medula" (como na obra “De Atonia Nervorum”, de Johann Christoph von Steinen, 1749, disponível em https://books.google.pt/books?id=Ubav7mRfZ\_cC), é razoável supor que o termo entrou na língua portuguesa como um empréstimo, e não como um derivado sufixal. --------------------------------- -membranáceo -Etimologia: Conforme informa o Dicionário Houaiss, o étimo é o latim membranaceus,a,um, que significa "feito de uma membrana, formado de uma membrana; liso como uma membrana", já empregado no latim científico, conforme atesta a obra de Vandelli. O sinônimo “membranoso” também ocorre em Vandelli, na parte reservada à Zoologia. --------------------------------- -oblongo -Etimologia: O étimo é o latim oblongus,a,um, com o mesmo sentido, já empregado na Botânica no século XVIII, como atesta o próprio dicionário de Vandelli (por exemplo, à p. 214). Entrou na língua portuguesa como um empréstimo, provavelmente do latim científico. A atestação mais antiga informada pelo Dicionário Houaiss é possivelmente para outra acepção. --------------------------------- -papilionáceo -Etimologia: O étimo é o latim científico papilionaceus,a,um (também grafado papillionaceus com dois LL), atestado na própria obra de Vandelli, derivado do latim clássico papilio,onis, que significa “borboleta”. O Dicionário Houaiss informa que o adjetivo papilionáceo deriva do substantivo feminino papilionácea, “com troca de sufixo”; porém, a datação informada para o substantivo é 1899, enquanto a datação do adjetivo é 1788 (Vandelli) e 1789 (Moraes Silva). Dessa forma, os dados não corroboram essa descrição do Dicionário Houaiss. --------------------------------- -parasítico -Etimologia: O Dicionário Houaiss propõe que o termo é uma derivação sufixal (parasita + -ico). Como o dicionário de Vandelli não registra uma forma latina equivalente, não há evidência de que tenha sido um decalque do latim científico.Tanto Vandelli quanto Moraes Silva registram a expressão planta parasitica, o que leva a crer que o adjetivo pode ter tido o seu primeiro emprego como parte dessa expressão, e apenas depois tem seu emprego estendido para outros tipos de parasitas. --------------------------------- -pecíolo -Etimologia: Conforme informa o Dicionário Houaiss, o étimo é o latim petiolus,i, que desde a Antiguidade tem o sentido de "pé pequeno; pé dos frutos, pecíolo". No entanto, a forma da palavra indica que não se trata de palavra herdada, mas de um empréstimo do latim científico. Vandelli emprega tanto a forma adaptada peciolo quanto a forma traduzida pésinho (também grafada pesinho ou pezinho) para traduzir o termo latino petiolus, conforme se observa no trecho transcrito. A forma pezinho também é empregada pelo autor para traduzir o termo pedunculus. --------------------------------- -pedúnculo -Etimologia: Conforme explica o Dicionário Houaiss, o étimo é o latim pedunculus,i, diminutivo de pes,pedis (que significa "pé"). O dicionário de Gaffiot informa que pedunculus ou pediculus já na Antiguidade era empregado com o sentido de "pedúnculo, haste de uma folha", mas o étimo do termo português é, evidentemente, o latim científico, visto que a palavra não é herdada. Vandelli distingue (embora nem sempre com muita clareza) os conceitos de pedúnculo (haste da frutificação), pecíolo (haste da folha) e pedicelo (ramo de um pedúnculo). Já a definição de Morais Silva não é tão clara, aparentemente confundindo os conceitos. --------------------------------- -perene -Etimologia: Conforme informa o Dicionário Houaiss, o étimo é o latim perennis,e, com o sentido de "que dura, sólido, durável, duradouro". A forma da palavra não permite identificar se é uma palavra herdada ou um empréstimo erudito. A datação informada pelo Dicionário Houaiss é possivelmente para outras acepções fora do âmbito da Botânica. --------------------------------- -piloso -Etimologia: O étimo é o latim científico pilosus,a,um, com o mesmo sentido, conforme atesta o próprio dicionário de Vandelli. A palavra latina já era usada na Antiguidade com o sentido de “peludo, coberto de pelos” (conforme se lê no dicionário de Gaffiot), mas o termo português é claramente um empréstimo do latim científico, e não uma palavra herdada. --------------------------------- -pimpolho -Etimologia: O Dicionário Houaiss afirma que a palavra é resultado da composição da raiz pino (derivado do latim pinus no sentido de "pinho") com a raiz pollo (derivado do latim pullus,i no sentido de "vegetal ou animal jovem"). Vandelli não emprega itálico, indicando que de fato não era sentido como neológico. No entanto, ao contrário do que afirma o Dicionário Houaiss, Vandelli emprega o termo para se referir a qualquer broto, não apenas o da videira.
A acepção contemporânea de “criança” é provavelmente posterior à obra de Vandelli, como afirma o próprio Dicionário Houaiss. --------------------------------- -pistilo -Etimologia: O Dicionário Houaiss informa que a palavra derivaria do “lat. pistillum ou pistillus,i no sentido de ‘mão de pilão’”; no entanto, é pouco provável que seja uma palavra herdada, visto que a datação é tardia. Assim, não se pode falar que o sentido latino de “mão de pilão” tenha se transformado no sentido de “parte da flor” em português. O emprego da forma latina pistillum no latim científico (como atesta o dicionário de Vandelli) deixa claro que o étimo da forma portuguesa é o latim científico, já no sentido corrente de “parte da flor”, e a alteração de sentido se deve a um emprego metafórico já ocorrido no latim científico. --------------------------------- -receptáculo -Etimologia: O étimo é o latim receptaculum,i, que já no século XVIII era empregado com a acepção da Botânica. A data informada pelo Dicionário Houaiss é provavelmente para outra acepção. A data de 1788 para essa acepção é possivelmente a obra de Brotero. Consultas a especialistas são necessárias para verificar quais são de fato as diferenças entre as três acepções da Botânica e se de fato ocorre essa polissemia. --------------------------------- -repente -Etimologia: Conforme informa o Dicionário Houaiss, o étimo é o latim repens,entis, particípio presente do verbo repere, que significa “arrastar-se”. Esse adjetivo já era empregado no latim científico, conforme atesta o próprio dicionário de Vandelli. O Dicionário Houaiss registra esse verbete como o homônimo 2 e não traz datação. --------------------------------- -romboidal -Etimologia: O Dicionário Houaiss afirma se tratar de uma derivação sufixal a partir do substantivo romboide, com o acréscimo do sufixo -al. O Trésor de la Langue Française afirma que o francês rhomboïdal é atestado desde 1671, forma essa que pode ter influenciado a forma portuguesa. --------------------------------- -sexual -Etimologia: O étimo é o latim científico sexualis, -e, adjetivo já empregado no contexto da Botânica, conforme atesta, por exemplo, o título da obra “Examen epicriseos in Systema Plantarum sexuale Cl. Linnaei”, de Siegesbeck, publicado em 1737 (disponível em https://books.google.pt/books?id=8h0OhDnDIvcC). O Dicionário Houaiss informa que esse mesmo adjetivo já era empregado em latim tardio com o sentido de "do sexo feminino, feminil, de mulher"; no entanto, esse emprego provavelmente desapareceu e ressurgiu no latim científico, de onde passou ao português. --------------------------------- -síliqua -Etimologia: O étimo é o latim siliqua,ae "vagem", empregado desde a Antiguidade (como atesta o dicionário de Gaffiot), mas que no latim científico adquire uma acepção mais precisa no âmbito da Botânica e, assim, passa ao português. --------------------------------- -sucoso -Etimologia: O Dicionário Houaiss informa que o étimo é o latim sucosus,a,um, significando "que contém suco". A ausência da transformação do c intervocálico para g revela que a palavra não é herdada. A não-ocorrência da forma latina na obra de Vandelli pode indicar que o termo não entrou na língua portuguesa pelo latim científico e pode ter sido criado por derivação sufixal, e não por empréstimo.Ambas as grafias sucoso e succoso ocorrem na obra de Vandelli. --------------------------------- -túnica -Etimologia: Conforme informa o Dicionário Houaiss, o étimo é o latim tunica,ae, que já na Antiguidade significava "vestimenta inferior usada pelos romanos de ambos os sexos". A acepção da Botânica ocorre também no latim científico (como se observa, por exemplo, na obra “De radicum in plantis ortu et directione”, de Gottlob Bose, 1754, p. 7, disponível em https://books.google.pt/books?id=VK1JAAAAcAAJ). --------------------------------- -vilo -Etimologia: O étimo é o latim científico villus,i, empregado no século XVIII com o mesmo sentido, como mostra o próprio dicionário de Vandelli. Segundo o dicionário de Gaffiot, no latim da Antiguidade essa palavra designava pelos de animais, mas também poderia se referir ao musgo.Esse termo não é registrado no Dicionário Houaiss nem nos dicionários Aulete ou Michaelis. É possivelmente um termo que desapareceu da língua portuguesa. --------------------------------- -verrucoso -Etimologia: O étimo é o latim verrucosus,a,um, que significa “que tem verrugas”, atestado desde a Antiguidade (conforme atesta o Oxford Latin Dictionary). O sentido de “semelhante a uma verruga”, que é o encontrado em Vandelli (1788), é possivelmente do latim científico. --------------------------------- -resina -Etimologia: O étimo é a forma latina resīna,ae (com o mesmo sentido), atestada desde a Antiguidade, segundo o Oxford Latin Dictionary. A julgar pela permanência do -n- intervocálico na forma portuguesa, a palavra deve ser considerada erudita (ainda que atestada desde a Idade Média, segundo o dicionário Houaiss), ou, talvez, uma reconstituição erudita posterior (visto que o mesmo dicionário informa que a forma medieval é resia). --------------------------------- -resinoso -Etimologia: O Dicionário Houaiss informa que o termo é formado por derivação sufixal a partir do substantivo resina. No entanto, a forma latina resinosus, a, um (com o sentido de “cheio de resina”) já é atestada na Antiguidade, como informa o Oxford Latin Dictionary. Dessa forma, é possível supor que o étimo seja a forma latina. --------------------------------- -hipogástrio -Etimologia: O étimo é o latim científico hypogastrium, empregado em textos em latim científico do século XVI (cf., por exemplo, “Opera Chirurgica” de Ambrosius Paraeus: https://www.google.com.br/books/edition/Opera_chirurgica_Ambrosii_Paraei_Galliar/hVpJAAAAcAAJ?hl=pt-BR&gbpv=0); este, por sua vez, é uma adaptação da palavra grega hypogástrion (ὑπογάστριον), registrada no dicionário LSJ com o significado de “baixo ventre”. O dicionário Houaiss dá como étimo o adjetivo hupogástrios,os,on, mas este adjetivo tem, no LSJ, apenas o sentido de “sexual”. --------------------------------- -epigástrio -Etimologia: O étimo é o latim científico Epigastrium, atestado já no século XVI (por exemplo, em “A dictionary in Latine and English”, de John Veron, 1575 - https://www.google.com.br/books/edition/A_Dictionary_in_Latine_and_English_corre/H85lAAAAcAAJ). Por não estar registrado nem no Oxford Latin Dictionary nem no dicionário de Gaffiot, supõe-se que não era empregado em latim na Antiguidade; mas o dicionário LSJ registra a forma epigástrion) (ἐπιγάστριον), ora com o sentido de “abdômen”, ora com o sentido de “parte do abdômen acima do umbigo”. Assim, a forma latina, provavelmente medieval ou renascentista, foi cunhada a partir do grego. --------------------------------- -diafragma -Etimologia: O étimo é o latim diaphragma, que, segundo o dicionário de Gaffiot, é atestado na obra de Célio Aureliano (século V d.C), já designando o mesmo músculo; em latim, por sua vez, a palavra é um empréstimo do grego, significando “divisão” ou “barreira”, mas já designando o mesmo músculo em Platão e em Galeno (conforme informa o dicionário de Liddell, Scott e Jones). Em português, trata-se certamente de um latinismo que entrou provavelmente por meio do latim científico. --------------------------------- -glândula -Etimologia: O étimo é o latim glandula, atestado desde a Antiguidade, conforme informam os dicionários de Gaffiot e o OLD. Em Celso (segundo os mesmos dicionários), parece ter o sentido ora de “glândula”, ora de “amídala”. Em português, é certamente um latinismo, provavelmente originário do latim científico. --------------------------------- -esôfago -Etimologia: O étimo é o latim científico oesophagus, atestado já no século XVI (por exemplo, em “De Anima”, 1542, https://www.google.com.br/books/edition/De_anima_commentarius_Philippi_Mel_Cum_I/tQ22hca_94oC). Por estar ausente dos dicionários de Gaffiot e OLD, supõe-se que não existia no latim da Antiguidade. Em latim, é empréstimo do grego οἰσοφάγος, atestado em Hipócrates, Aristóteles e Galeno com o sentido de “goela, esôfago” (segundo o dicionário de Liddell, Scott e Jones). --------------------------------- -Miologia -Etimologia: Trata-se de um cultismo formado pelos elementos de composição de origem grega mi(o)- (do grego mûs, muós - μῦς, μυός -, “rato”, “músculo”) e -logia (indicativo de “ciência”, “arte”, “tratado”). A forma “myologia” é atestada em latim científico desde pelo menos o século XVII (como se observa na obra de Jean Riolan, o Velho, de 1611, disponível em https://www.google.com.br/books/edition/Ioannis_Riolani_Ambiani_medici_Parisiens/zeo7G2IC3iEC). A palavra provavelmente se disseminou a partir do latim científico para as demais línguas europeias. --------------------------------- -masseter -Etimologia: O étimo é certamente o latim científico masseter, já em referência ao músculo, atestado pelo menos desde o século XVI (por exemplo, na obra de Vesalius, de 1543, disponível em https://www.google.com.br/books/edition/Andreae_Vesalii_Brvxellensis_Scholae_med/DqAtzTRY5foC). Em latim, é empréstimo do grego μασητήρ, ῆρος “mastigador”, já atestado em Hipócrates e Galeno (conforme informa o dicionário LSJ). Assim, parece pouco provável que seja um empréstimo do francês, como afirma o dicionário Houaiss, visto que já circulava em textos médicos em latim científico. --------------------------------- -órbita -Etimologia: O étimo parece ser o latim científico “orbita”, já empregado com o sentido de “cavidade dos olhos” no século XVI (por exemplo, na obra de Jacopo Berengario, de 1521, disponível em https://www.google.com.br/books/edition/Carpi_Commentaria_cum_amplissimis_additi/MvTxTsQ8E04C). Na Antiguidade, conforme informa o dicionário OLD, o latim “orbita” tem apenas as acepções de “caminho traçado por uma roda”, “movimento dos astros” e “prática regular, rotina”. A acepção da Anatomia, até onde foi possível identificar, surge no período do Renascimento. --------------------------------- -ócciput -Etimologia: Trata-se de um empréstimo direto do latim, atestado desde a Antiguidade: o dicionário OLD registra as formas sinônimas occipicium e occiput, já com o sentido de “parte posterior da cabeça”. O dicionário Houaiss registra como sinônimas as formas “occipício”, “occipúcio”, “occipital” e “ócciput”, mas definidas em referência à parte da cabeça, não exatamente ao osso. Também em Santucci se observa oscilação no emprego da palavra: ora refere-se à parte da cabeça, ora ao osso presente nessa parte. A forma “toutiço”, apontada como sinônima por Santucci, parece apresentar essa mesma ambiguidade, ora como a parte da cabeça, ora como o osso ali presente. --------------------------------- -inseto -Etimologia: O étimo é a forma latina insectum, i, atestada já em Plínio, o Velho (portanto, século I d.C.), segundo o Oxford Latin Dictionary. No entanto, a palavra não é herdada em português (como fica evidente pela ausência da transformação ct > it), mas provavelmente derivada do emprego em latim científico, atestado pelo menos desde o século XVI (cf., por exemplo, a obra “Historiae Animalium”, de Conrad Gessner, publicada entre os anos 1551 e 1558, disponível em https://www.google.com.br/books/edition/Conradi_Gesneri_medici_Tigurini_Historia/J2IQTOBA_tYC). O substantivo insectum, i, em latim, é o particípio do verbo inseco, are (“cortar, fazer uma incisão”) e significa, literalmente, “cortado, dividido” (ou seja, de corpo segmentado).
Para Vandelli (e outros, como o já mencionado Gessner), o conceito de “inseto” engloba também animais como aranhas, escorpiões, caranguejos e lagostas; ou seja, refere-se ao grupo conhecido atualmente como “artrópodes”. O conceito atual de “inseto” é provavelmente do século XIX. --------------------------------- -pericarpo -Etimologia: A existência de duas variantes, uma terminada em -pio e a outra em -po, aponta para a possibilidade de ter havido uma fusão de dois étimos. O étimo da forma variante pericárpio é certamente o latim científico pericarpium, atestado em Vandelli (1788), por sua vez derivado do grego περικάρπιον (perikárpion), atestado já na Antiguidade (segundo o dicionário LSJ) com o sentido de “invólucro de um fruto ou semente” – formado pelo prefixo περί (perí) “ao redor” e pelo substantivo καρπός (karpós) “fruto, semente”, na forma diminutiva καρπίον (karpíon). Por não ter sofrido as transformações fonéticas esperadas (em especial pela manutenção do [c] intervocálico), a forma portuguesa é certamente erudita, tendo vindo diretamente do latim científico.
Já para explicar a forma variante pericarpo, é preciso inicialmente observar que também existe a forma latina pericarpum, que, segundo o Oxford Latin Dictionary, é atestada na obra “História Natural” de Plínio, o Velho, referindo-se a uma espécie de bulbo. No entanto, essa forma parece não ter sido empregada por nenhum outro autor e tampouco foi encontrada em textos em latim científico.
Parece haver, assim, três hipóteses etimológicas possíveis (e não necessariamente conflitantes ou concorrentes) para a variante em -po:
a) Essa forma teria sido decalcada diretamente da forma latina pericarpum, talvez por algum autor que conhecesse a obra de Plínio, o Velho;
b) Essa forma teria surgido da forma latina pericarpium com a perda do -i- (influenciada ou não pela forma pericarpum de Plínio, o Velho);
c) Essa forma teria sido construída em português a partir dos elementos de origem grega perí- e -carpo (hipótese que parece estar implicada na descrição etimológica apresentada pelo dicionário Houaiss), com possível influência da forma latina pericarpium.
As duas variantes ocorrem já no século XVIII. Vandelli prefere a forma em -pio, que é mais próxima do latim científico; já Brotero prefere a forma em -po, apresentando-a como o equivalente português do termo latino pericarpium. --------------------------------- -semente -Etimologia: O étimo, segundo informa o dicionário Houaiss, é o latim sementis (mais bem representado pela forma do acusativo semente(m)), que significa “semeadura”, “período de semeadura” (conforme apresenta o Oxford Latin Dictionary). O estudo dos cognatos em outras línguas românicas pode apontar para o momento em que houve a mudança de significado de “semeadura” para “semente”. O Romanisches Etymologisches Wörterbuch traz os seguintes cognatos: italiano semente, sementa, catalão sement, espanhol simiente. Desses, apenas o italiano semente não significa “semente”, mas sim o conjunto de sementes usadas na semeadura. --------------------------------- -aurícula -Etimologia: O étimo é o latim auricula, diminutivo de auris, que na Antiguidade era empregado para se referir à orelha (conforme afirma o Oxford Latin Dictionary). É sabido que a forma auricula é também o étimo da forma herdada “orelha”; dessa forma, “orelha” e “aurícula” são, etimologicamente, formas doublets.
O emprego de “aurícula” para designar as cavidades superiores do coração (chamadas de “átrio” pela Medicina do século XXI) já ocorre no latim científico desde pelo menos o século XVII (como, por exemplo, em “Anatome Animalium” de Gerard Blasius, 1681 - https://www.google.com.br/books/edition/Gerardi_Blasii_Anatome_animalium_terrest/Bx1fAGulTCQC), mas em língua portuguesa o primeiro emprego parece mesmo ter sido na obra de Vandelli. Bernardo Santucci, na “Anatomia do Corpo Humano” (1739), à p. 125, fala em “orelhas do coraçaõ” em vez de “aurículas”. --------------------------------- -concameração -Etimologia: O étimo é o latim concameratio, atestado desde a Antiguidade, porém com o sentido de “abóbada”, “arcada” (conforme informa o Oxford Latin Dictionary). O sentido empregado por Vandelli parece já ocorrer em textos anteriores em latim científico, como, por exemplo, na obra “Tentamen Methodi Ostracologicae” de Jacob Theodor Klein, 1753 (https://www.google.com.br/books/edition/Tentamen_methodi_ostracologicae/D-hAAAAAcAAJ). O termo parece não ser mais empregado na Biologia no século XXI. --------------------------------- -cibário -Etimologia: O étimo é o adjetivo latino cibarius, a, um, atestado desde a Antiguidade (conforme apontam os dicionários Oxford Latin Dictionary e Gaffiot) com o sentido de “relativo aos alimentos” (derivado do latim cibus, i, “alimento”). O termo em português é certamente um latinismo erudito, derivado possivelmente do latim científico. --------------------------------- -membranoso -Etimologia: A forma latina membranosus já aparece em textos em latim científico (como, por exemplo, em "Corporis Humani Anatomiae" de Verheyen - https://www.google.com.br/books/edition/Corporis_humani_anatomiae_Corporis_human/qA9FAAAAcAAJ). Assim, é mais plausível supor que Brotero tenha buscado o termo no latim científico, em vez de tê-lo criado em português por derivação sufixal.
A forma latina membranaceus, a, um é atestada desde a Antiguidade (segundo o Oxford Latin Dictionary), com o sentido de "feito de ou semelhante a uma membrana", mas a forma membranosus parece ser uma inovação do latim cientifico. --------------------------------- -bálano -Etimologia: O étimo é o latim balanus, i, que se refere aos frutos de árvores como o carvalho ou outras castanhas. Em latim, a palavra tem origem no grego βάλανος, que, segundo o dicionário de Liddell, Scott e Jones, já apresentava, além da acepção de “fruto do carvalho”, também a de “cabeça do pênis”. Porém, os dicionários de latim Gaffiot e Oxford Latin Dictionary não apresentam essa acepção; talvez o latim não tenha conhecido essa acepção, ou talvez não tenha sido registrada em textos escritos. O emprego de balanus no latim científico não parece ter sido comum, visto que não foi possível encontrá-lo em obras médicas no Google Books. O próprio Santucci inclui bálano como um dos sinônimos de glande ou cabeça do membro masculino, mas prefere empregar o termo glande. --------------------------------- -raiz -Etimologia: É palavra herdada, cujo étimo é o latim radicem (nominativo radix), que já apresentava o sentido de "órgão de sustentação da planta" desde a Antiguidade (conforme informa o Oxford Latin Dictionary). Em português, é atestado desde o período medieval (conforme informa o Dicionário Houaiss).
Tanto Vandelli quanto Brotero afirmam que a raiz se situa, geralmente, embaixo da terra: "a raiz está na terra, e cresce debaixo della" (VANDELLI, 1788, p. 193); "A Raiz he hum organo nutritivo apegado a terra" (BROTERO, 1788, p. 12). Ambos também mencionam a função de nutrição, características ainda hoje consideradas centrais ao conceito de "raiz", conforme se lê na definição Glossário de Termos Botânicos da Universidade de Coimbra (https://www.uc.pt/herbario_digital/learn_botany/glossario): "Raiz (radix). Órgão geralmente subterrâneo através do qual são absorvidos sais minerais e água e que fixa a planta ao solo." --------------------------------- -folha -Etimologia: O étimo é a forma latina folia, neutro plural de folium, que foi reanalisada como um feminino singular. Segundo o dicionário Houaiss, é atestada em português desde a Idade Média.
Tanto Vandelli (p. 208) quanto Brotero (p. 38) definem "folha" como o órgão responsável pelo movimento da planta. Brotero também menciona a função de absorção de nutrientes, numa interessante analogia com a pele dos animais: "As folhas absorbem como a pelle dos animaes, e em muitas plantas a maior parte da substancia nutritiva lhes entra pelas folhas; segundo alguns physiologistas os vegetaes em geral nutremse de dia pela via das folhas e de noyte pelas raizes, e no inverno aquellas plantas que nelle perdem inteiramente as suas folhas so se nutrem pela raiz" (BROTERO, 1788, p. 6). Atualmente, a ideia de "movimento" não é mais entendida como inerente ao conceito de "folha". --------------------------------- -tronco -Etimologia: É certamente palavra herdada, tendo como étimo o latim truncus (pela forma do acusativo truncum), que já na Antiguidade tinha tanto o sentido de "tronco de uma árvore" quanto de "tronco do corpo humano" (conforme se lê no Oxford Latin Dictionary). Em latim, é provavelmente a substantivação do adjetivo truncus, -a, -um "cortado, mutilado, truncado".
Sobre a diferença entre "caule" e "tronco", Brotero afirma: "Os antigos davaõ o nome de tronco (truncus) ao troço ascendente das plantas lenhosas, e o de caule ou talo (caulis) ao das herbaceas; mas hoje a palavra tronco está adoptada por hum termo geral de que o caule he huma especie, de maneira que se pode dizer com igual propriedade de termo, que o choupo tem hum caule lenhoso, como se pode dizer, que a alface tem hum caule herbaceo." (BROTERO, 1788, vol. 1, p. 20). Esse trecho é obscuro; por um lado, parece dizer que "tronco" é o termo genérico, mas nos exemplos, é "caule" que é empregado como genérico. Atualmente, emprega-se "caule" como termo genérico (hiperônimo), do qual "tronco" é um subtipo (hipônimo). --------------------------------- -utrículo -Etimologia: O étimo é o latim científico utriculus, atestado com o sentido de "espécie de vaso dos vegetais" já no século XVII (por exemplo, na obra de Colbert "Philosophia Vetus et Nova...", 1682 - https://www.google.com.br/books/edition/PHILOSOPHIA_VETUS_ET_NOVA/S50tZqHVDCkC). Segundo os dicionários Gaffiot e Oxford Latin Dictionary, utriculus já aparece na Antiguidade, empregado por Plínio com o sentido de "casca de certas sementes". O latim científico pode ter recuperado esse emprego. Em latim, é o diminutivo de uter, utris, que significa "odre, bolsa de couro".
A descrição que Brotero faz do utrículo nos vegetais é confusa. Aparentemente, Brotero entende que há dois tipos de utrículos, os internos e os externos, conforme está descrito na nota de rodapé (c) (p. 253): "Os utriculos considerados em geral podem ser divididos em internos e externos; os internos dependem da dissecçaõ, e microscopio para se poderem observar, elles saõ destinados à preparaçaõ dos succos proprios, e digestaõ dos succos nutritivos; os externos saõ os que se achaõ na superficie dos vegetaes, huns saõ pouco apparentes, dos quaes ja fiz mençaõ debaixo do nome glandulas utriculares, outros saõ assaz apparentes de modo que ainda mesmo sem lente se podem observar [...]." Indicamos esses dois tipos como as acepções 1 e 2. Na primeira acepção, parece ser um sinônimo de "parênquima", e muito provavelmente deixou de ser empregado com esse sentido na Botânica atual; na segunda acepção, parece ser empregado ainda hoje. --------------------------------- -papila -Etimologia: O étimo é o latim papilla, que significava, na Antiguidade, “mamilo, bico do seio” (conforme informa o Oxford Latin Dictionary). A forma portuguesa entrou por via erudita, como se percebe pela conservação do -p- intervocálico.
O emprego da palavra no latim científico, com sentido diferente do original, é atribuído a Berengario da Carpi e a Marcello Malpighi (segundo o “Dicionário de Etimologia Médico” - https://dicimedico.com/papila/). --------------------------------- -tubérculo -Etimologia: Tubérculo: O étimo é o substantivo latino tuberculum, i, que, segundo o Oxford Latin Dictionary, tinha na Antiguidade o sentido de “pequena protuberância ou excescência”. É com esse sentido que a palavra “tubérculo” está presente nos autores do século XVIII, seja referindo-se a estruturas animais (na pele ou na superfície de órgãos internos), seja referindo-se a protuberâncias e rugosidades em vegetais e fungos (que eram considerados vegetais). O sentido de “caule espessado que armazena nutrientes” não foi encontrado nos autores que estudamos (ainda que o dicionário Houaiss date essa acepção em 1788).
A palavra certamente entrou na língua portuguesa por via erudita, por meio do latim científico. O sentido de “protuberância” é frequente em textos médicos do século XVII (como, por exemplo, no texto “De ingressu ad infirmos” de Júlio César Claudino, 1617 - https://www.google.com.br/books/edition/Iulii_C%C3%A6saris_Claudini_De_ingressu_ad_i/iPcZtI8R6o8C). --------------------------------- -polpa -Etimologia: O étimo é o substantivo latino pulpa, ae, que, no latim da Antiguidade, significava “parte carnosa do corpo” e, por extensão, “parte carnosa de um fruto” (segundo o Oxford Latin Dictionary). A alternância -u- para -o- sugere tratar-se de palavra herdada, ainda que sua atestação seja tardia (século XVI, segundo o dicionário Houaiss). Nos textos de Vandelli e Brotero, “polpa” se refere não só à parte carnosa dos frutos, mas também de outras estruturas vegetais, como certas folhas de plantas suculentas. --------------------------------- -carúncula -Etimologia: O étimo é o latim caruncula, que tinha, na Antiguidade, o sentido de “pequeno pedaço de carne”, mas já aparece, em Celso (“De Medicina” 6.8.2.A, citado pelo Oxford Language Dictionary), com o sentido de “protuberância” (especificamente dentro das narinas). A palavra entrou em português pela via erudita (como fica evidenciado pela conservação do -u- postônico). No latim científico, caruncula parece ter sido empregada para nomear diversas estruturas anatômicas. Por exemplo, a expressão “caruncula lacrymalis” é empregada para nomear as estruturas que produzem as lágrimas no “Treatise of the human eye” de Peter Degravers (1780 - https://www.google.com.br/books/edition/A_complete_physico_medical_and_chirurgic/0Q1eAAAAcAAJ); na obra “An Anatomical Exposition of the Structure of the Human Body”, de James Benignus Winslow (1756 - https://www.google.com.br/books/edition/An_Anatomical_Exposition_of_the_Structur/vq-wTrSjhGQC), caruncula designa uma estrutura presente na próstata. Assim, Vandelli provavelmente buscou esse termo no latim científico para designar diversas estruturas anatômicas animais. --------------------------------- -setáceo -Etimologia: O étimo é o adjetivo latino setaceus, a, um. Não está registrado nos dicionários de latim da Antiguidade e, portanto, é seguramente criação do latim científico. Está registrado no próprio dicionário de Vandelli. Em latim, é formado pelo substantivo seta, ae (também ocorrendo na variante saeta, ae), com o significado de “pelo de animal, especialmente grosseiro ou rígido”, acrescido do sufixo adjetivador -aceus, com o significado de “semelhante a” (informações extraídas do Oxford Latin Dictionary). Assim, embora não atestado na Antiguidade, parece ser bem-formado de acordo com a morfologia latina.
A associação com a seda pode já ter acontecido durante a Idade Média, visto que saeta é o étimo de “seda” nas línguas românicas em geral, por via herdada. Assim, o adjetivo setáceo adquiriu tanto o sentido de “semelhante a pelos de animal” (sentido mais próximo do latim da Antiguidade) quanto de “semelhante a seda”.
O dicionário Houaiss descreve a etimologia da palavra como sendo “seta + áceo”, implicando que a palavra foi formada em português; no entanto, a existência de setaceus, a, um no latim científico demonstra que essa descrição é imprecisa. --------------------------------- -Botânica -Etimologia: O étimo é, certamente, o latim científico Botanica, já empregado com o sentido de "ciência dos vegetais" desde o século XVII (cf., por exemplo, a obra "Institutio Philosophica...", disponível em https://www.google.com.br/books/edition/Institutio_philosophica_ad_faciliorem_ve/fk4KQkeAgUsC, onde se lê, à p. 291, "Botanica, seu plantarum scientia").
O emprego em latim científico deriva da forma feminina do adjetivo grego βοτανικός (botanikós) "relativo às ervas", atestado desde a Antiguidade (conforme informa o dicionário de Liddell, Scott e Jones). --------------------------------- -metacarpo -Etimologia: O étimo é o latim científico metacarpus, que ocorre em textos desde pelo menos o século XVII. A tradução comentada das obras de Hipócrates e Galeno, escrita por René Chartier e publicada em 1679 (https://www.google.com.br/books/edition/Hippocratis_coi_et_Claudii_Galeni_Opera/Q83btvVqeBoC), emprega o termo metacarpus para traduzir o termo grego μετακάρπιον (metakárpion), empregado por Galeno. Dessa forma, observa-se que o termo grego já é empregado desde a Antiguidade. Literalmente, deriva de καρπός (karpós), que significa "punho" (homônimo do termo que significa "fruto"), acrescido do prefixo μετά- (metá-), com o sentido de "contíguo ao punho, após o punho". O termo não tem registro nos dicionários de latim da Antiguidade, sendo, portanto, uma criação do latim científico. Não está claro por que foi latinizado no gênero masculino e sem o -i-, mas talvez tenha sido para acompanhar a forma carpus, latinização de καρπός (cf. verbete carpo neste dicionário); ou talvez por influência de pericarpum (cf. verbete pericarpo neste dicionário). A forma variante metacarpium, mais próxima da forma original grega, também ocorre em latim científico (por exemplo, em "Physica Antropologia" de Johannes Sperling, 1668 - https://www.google.com.br/books/edition/Physica_anthropologia/f-ZQAAAAcAAJ). --------------------------------- -planta -Etimologia: Segundo o dicionário de Gaffiot, o substantivo latino planta, ae na Antiguidade tinha o sentido de “rebento” (ramo de uma planta extraído para propagação), mas também poderia ter o sentido mais geral de “vegetal”, sentido esse que passou ao português. A conservação do encontro consonantal pl- inicial aponta para a entrada na língua por via erudita, ainda que a palavra seja datada da Idade Média. --------------------------------- -suculento -Etimologia: O étimo é o adjetivo latino suculentus, a, um, que já no latim da Antiguidade tinha o sentido de “cheio de suco, suculento”. Segundo o dicionário de Gaffiot, já em latim havia as variantes com -c- (suculentus) e com -cc- (succulentus). A palavra ingressou na língua portuguesa pela via do latim científico, visto que já era empregada em textos de Botânica em latim (como, por exemplo, o De Orchide de Gustav Christian von Handtwig, de 1747 - https://www.google.com.br/books/edition/De_Orchide_Dissertatio_Inavgvralis_Botan/RjNbAAAAcAAJ). No entanto, o contexto mais antigo que encontramos em português até o momento, de 1784, não se refere à Botânica, antecedendo em quatro anos o emprego da palavra em Brotero. --------------------------------- -cirro -Etimologia: O étimo é o latim cirrus, que no latim da Antiguidade significava “mecha de cabelo cacheado, cacho de cabelo”, mas também “excrescência em forma de tufo numa planta”, conforme informa o Oxford Latin Dictionary. Aparentemente, o latim científico especializou a grafia cirrhus para a acepção da Botânica (“gavinha”) e a grafia cirrus para a acepção da Zoologia (apêndice de certos animais). É possível observar isso, por exemplo, no “A Botanical Dictionary”, de Colin Milne (1770 - disponível em https://www.google.com.br/books/edition/A_Botanical_Dictionary_Or_Elements_of_Sy/jbZgAAAAcAAJ), que registra apenas cirrhus, e no “Zoophylacium Gronovianum”, de Laurens Theodorus Gronovius (1763 - disponível em https://www.google.com.br/books/edition/Zoophylacium_Gronovianum_exhibens_animal/aUxnAAAAcAAJ), que registra apenas cirrus. Ainda que haja duas grafias, o mais provável é que o étimo latino seja o mesmo.
No dicionário de Vandelli, a forma latina aparece grafada ora como cirrus, ora como cirrhus, tanto no sentido do apêndice dos animais quanto do das plantas. Porém, o equivalente português em Vandelli é sempre grafado cirro ao se referir ao apêndice animal, e cirrho ao se referir ao apêndice vegetal (com uma única exceção à p. 236). Já Brotero não emprega esse termo em português, preferindo o equivalente vernáculo gavinha. --------------------------------- -músculo -Etimologia: O étimo é o latim musculus, que já apresentava o sentido de 'músculo' na Antiguidade, conforme atesta o Oxford Latin Dictionary (com abonações de Celso, Lucrécio, Apuleio e outros). Como o sentido inicial da palavra seria ‘rato pequeno', 'ratinho' (por ser o diminutivo de mus no sentido de 'rato', 'camundongo'), a mudança semântica ocorreu ainda na língua latina. Segundo o dicionário Houaiss, a mudança se deu pela semelhança que apresentam alguns músculos, ao se contraírem, com o movimento rápido do rato.
A palavra, ainda que de atestação bem recuada (século XIV, conforme o dicionário Houaiss), entrou na língua portuguesa por via erudita, como atesta o acento proparoxítono e a preservação do -l- intervocálico, por exemplo. --------------------------------- -carpo -Etimologia: O étimo é o latim científico carpus, empregado desde pelo menos o século XVII (por exemplo, na obra "Systema Physicum" de Friedemann Bechmann, 1664 - https://www.google.com.br/books/edition/Systema_physicum/1XCAVudr-JoC). É, por sua vez, a latinização da forma grega καρπός (karpós), empregada desde a Antiguidade, conforme informa o dicionário de Liddell, Scott e Jones, já com o sentido de "punho". --------------------------------- -fecundante -Etimologia: O étimo é o latim fecundans, -ntis, particípio presente do verbo fecundo, -are, que, no latim da Antiguidade, tem o sentido de "tornar fértil" (segundo o Oxford Latin Dictionary). A não ocorrência da sonorização do [k] intervocálico evidencia que o termo não é herdado, mas entrou na língua portuguesa por via erudita, provavelmente a partir do seu emprego no latim científico (já atestado em obras como as "Praelectiones Academicae" de Boerhaave, 1745 - https://www.google.com.br/books/edition/Hermanni_Boerhaave_Praelectiones_academi/yi1URjML52UC). --------------------------------- -árvore -Etimologia: O étimo é o substantivo latino arbor, oris (com o mesmo significado de “planta de tronco alto e grosso”), pelo acusativo arborem, visto ser palavra herdada. É atestada desde a Idade Média e, a julgar pela data informada pelo dicionário Houaiss (984), é uma das palavras mais antigamente atestadas na língua portuguesa. --------------------------------- -caule -Etimologia: O étimo é o latim caulis, atestado desde a Antiguidade (segundo o Oxford Latin Dictionary), que significa “tronco, talo das plantas, couve”, mas que é palavra erudita, adaptada como um latinismo no século XVIII (como fica evidente pela conservação do ditongo [au] e do [l] intervocálico).
No século XVIII, os sentidos de “caule” e de “tronco” são distintos dos sentidos atuais, de modo que parece haver uma concorrência entre os dois termos. Conforme apontado também no verbete “tronco” deste dicionário, Brotero (1788, p. 20) apresenta um trecho obscuro, em que parece contradizer-se a respeito do significado de “caule”: “Os antigos davaõ o nome de tronco (truncus) ao troço ascendente das plantas lenhosas, e o de caule ou talo (caulis) ao das herbaceas; mas hoje a palavra tronco está adoptada por hum termo geral de que o caule he huma especie”, ou seja, para o autor, “tronco” é um termo genérico, do qual “caule” é uma espécie. Porém, logo em seguida, Brotero também afirma que se pode falar que “o choupo tem hum caule lenhoso” e que “a alface tem hum caule herbaceo", ou seja, parece empregar “caule” também como termo genérico.
Vandelli (1788, p. 196), de modo similar, afirma que “truncus” e “caulis” (em latim) são espécies de “truncus”, e parece implicar que em português há uma relação de sinonímia, no trecho “Tronco, ou caule” (p. 196). --------------------------------- -cístico -Etimologia: De acordo com o dicionário Houaiss, o adjetivo "cístico" é considerado uma formação vernácula, sendo formado pela combinação do radical "cisto-" com o sufixo "-ico". A forma "cysticus" não consta nos dicionários Gaffiot, Oxford Latin Dictionary e Lexicon Totius Latinitatis. No entanto, a expressão "bilis cystica" já aparece em latim científico, por exemplo, na obra "Regnum animale, sectionibus 3" de Emanuel König de 1698 (https://www.google.com.br/books/edition/Emanuelis_K%C3%B6nig_Regnum_animale_sectioni/xwMPRS1BbiUC). Dessa forma, é possível que o étimo da forma portuguesa seja o latim científico, e não necessariamente uma formação vernácula, ao contrário do que é sugerido pelo dicionário Houaiss. --------------------------------- -cóccix -Etimologia: O étimo é o latim científico coccyx, que se refere ao osso da base da coluna vertebral. Os dicionários Oxford Latin Dictionary e Gaffiot não registram essa acepção, mas apenas a de "cuco" (ave), ambos afirmando ser palavra de origem grega; o dicionário de Liddell, Scott e Jones, por sua vez, afirma que o grego κόκκυξ (kókkyks), além de se referir à ave, também foi empregado por Rufo de Éfeso e por Galeno para se referir ao osso. Dessa forma, o termo no latim científico tem origem no grego da Antiguidade, ainda que essa acepção não tenha registro no latim da mesma época.
Santucci emprega a grafia com -y-, mais próxima da grafia em latim. A grafia com -i- (coccix) pode ser encontrada em francês já em textos médicos do século XVII (como o "Traité Complet des Opérations de Chirurgie", de Vauguion, 1698 - https://www.google.com.br/books/edition/Trait%C3%A9_complet_des_op%C3%A9rations_de_chiru/NxhmAAAAcAAJ), mas não a encontramos em latim. --------------------------------- -desenvolução -Etimologia: A ausência de cognatos em latim ou em outras línguas românicas parece indicar que se trata de criação portuguesa. A existência prévia de desenvolver (datado do século XIV, segundo o dicionário Houaiss), mas não de *envolução, leva a crer que se trata, morfológica e etimologicamente, de uma derivação sufixal a partir do verbo desenvolver, sob o modelo de revolução, evolução etc.
O termo caiu em desuso em favor da forma desenvolvimento, mais antiga (século XV, segundo o dicionário Houaiss) e mais frequente. --------------------------------- -lanceolado -Etimologia: Lanceolado tem como étimo o latim lanceolatus (atestado desde a Antiguidade, conforme se observa em Gaffiot); sendo assim, lanceolado é um decalque advindo do latim. Poder-se-ia considerar o substantivo lança como sendo a base morfológica; mas a forma em -eol- indica a recuperação da forma latina lanceola (diminutivo de lancea, “lança”). Dessa forma, em português não parece ser possível estabelecer uma relação de base e derivado entre lança e lanceolado. --------------------------------- -falcado -Etimologia: Falcado tem como étimo o latim falcatus, sendo caracterizado como um decalque advindo do latim. Apesar de ter uma base morfológica (substantivo foice, já atestada no séc. XIV), não podemos classificar falcado também como derivação, visto que, o que resultaria de foice quando anexado ao sufixo -ado seria uma forma diferente da que temos aqui representada - “foiçado” -, portanto, é mais provável que Vandelli tenha recuperado a forma latina (falcatus) como base para a forma em língua portuguesa. Isto acontece porque o substantivo foice é uma palavra herdada e passou por diversas mudanças desde sua forma do latim falx para foice. --------------------------------- -vibrissa -Etimologia: O étimo é, sem dúvida, o latim vibrissae, -arum, registrado em diversos dicionários latinos (como o dicionário de Gaffiot, 1934) com a acepção de “pelos do nariz”. Curiosamente, os dicionários remetem sempre ao mesmo contexto, a obra de Festo “De verborum significatione” (datada do século II d.C.), que parece ser a única ocorrência desta palavra num texto da Antiguidade. A edição de Lindsay, 1913 (https://babel.hathitrust.org/cgi/pt?id=njp.32101077773990), traz a forma vibracae em vez de vibrissae, o que leva a crer que se trata de uma forma duvidosa, possivelmente um hápax. Isso, aliado ao fato de que “vibrissa” não tem características de palavra herdada, indica que a palavra provavelmente deixou de ser usada e foi retomada, na sua acepção corrente (“pelos rijos da face dos mamíferos”), no século XVIII. Lineu já o emprega com a nova acepção no Systema Naturae (décima edição, de 1758, e possivelmente em edições anteriores). O autor que primeiro a empregou em latim nessa nova acepção (possivelmente o próprio Lineu) certamente teve acesso a uma cópia do texto de Festo que empregava a forma vibrissae, em vez de vibracae, esta última preferida na leitura de Lindsay. --------------------------------- -placenta -Etimologia: O étimo é o latim científico placenta, empregado pela primeira vez com esse sentido pelo médico italiano Gabriele Falloppio (na obra Observationes anatomicae, de 1562). Em latim clássico, placenta designa uma espécie de torta ou bolo achatado, cuja semelhança com o órgão da gravidez foi mencionada, pela primeira vez, por Realdo Colombo (na obra De Re Anatomica, de 1559). O termo se inseriu na língua portuguesa, já com o sentido atual, provavelmente por meio da expressão placenta da madre, atestada na obra de Bluteau (Vocabulario Portuguez e Latino, no volume de 1721), e aparece pela primeira vez como verbete de um dicionário na obra de Moraes Silva (Diccionario da Lingua Portugueza de 1789). --------------------------------- -ocelado -Etimologia: Ocelado tem como étimo o latim ocellatus. O termo ocelado é considerado um decalque advindo do latim, pois, apesar de ter uma base morfológica na língua portuguesa, a datação encontrada para ela é de 1881, ou seja, uma datação posterior a escrita do dicionário de Vandelli (1788). Portanto, no momento da elaboração do dicionário, Vandelli não teria a possibilidade de utilizar o substantivo ocelo para formar uma derivação com o sufixo -ado, tendo em vista que essa palavra ainda não fazia parte do vocabulário da língua portuguesa. --------------------------------- -angulado -Etimologia: Duas são as possibilidades de descrição do étimo: 1 - angulado pode ter como étimo o latim angŭlātus (atestado na Antiguidade, conforme registrado nos dicionários de Gaffiot e Oxford Latin Dictionary), constituindo-se, dessa forma, como um decalque da língua latina; ou 2 - angulado pode ser analisado como derivado do substantivo ângulo com o sufixo -ado, visto que o substantivo ângulo teve, segundo o Dicionário Houaiss, sua primeira atestação no século XIV; portanto, no momento da elaboração do dicionário de Vandelli, há a possibilidade de o autor ter utilizado o recurso da própria língua portuguesa para introduzir a palavra na língua através do processo de derivação. --------------------------------- -canaliculado -Etimologia: O étimo é certamente o latim cănālĭcŭlātus, atestado desde a Antiguidade (conforme registro no Oxford Latin Dictionary). No entanto, o termo não ingressou na língua portuguesa por via herdada (visto não ter sofrido as mutações fonéticas, como a queda do -l- intervocálico, por exemplo), sendo, portanto, um decalque advindo do latim científico. Seria possível analisá-lo como um derivado sufixal a partir de canalículo, mas essa análise fica comprometida pelo fato de que a datação disponível para canalículo é de 1873 (segundo o dicionário Houaiss), ou seja, uma datação posterior à data que encontramos para canaliculado. --------------------------------- -ciliado -Etimologia: Há duas possibilidades de descrição do étimo: 1 - pode ser analisado como um decalque do latim cĭlĭātus (atestado na Antiguidade, conforme registrado no dicionário de Gaffiot), que teria entrado na língua portuguesa por meio do latim científico (visto não ser palavra herdada, como se percebe pela conservação do -l- intervocálico); ou 2 - como adjetivo derivado do substantivo cílio acrescido do sufixo -ado, visto que o substantivo teve, segundo o Dicionário Houaiss, sua primeira atestação em 1344; portanto, no momento da elaboração do dicionário de Vandelli, há a possibilidade de o autor ter utilizado o recurso da própria língua portuguesa para introduzir a palavra na língua através do processo de derivação. --------------------------------- -digitado -Etimologia: O étimo é o latim digĭtātus, atestado desde a Antiguidade (conforme informa o Oxford Latin Dictionary), com o sentido de "provido de dedos". Trata-se, portanto, de um decalque do latim, que entrou na língua portuguesa como um empréstimo do latim científico.
O dicionário Houaiss registra a forma dígito como sinônimo (formal) de dedo, datada de 1532. Assim, seria possível hipotetizar que digitado seria um derivado sufixal a partir de dígito (significando dedo, e não algarismo, como é o seu sentido atual). No entanto, devido a essa forma ser incomum na língua portuguesa, parece mais provável que digitado no sentido empregado pelos cientistas do século XVIII seja de fato um decalque do latim. --------------------------------- -elongado -Etimologia: O étimo é, muito provavelmente, o latim elongatus (particípio do verbo latino elongo, are, atestado, segundo o dicionário de Gaffiot, no texto da Vulgata); assim, trata-se de um decalque do latim. É possível hipotetizar que o verbo elongar seja uma retroformação a partir de elongado, mas sem datações confiáveis para o verbo, ainda não é possível afirmar com certeza. --------------------------------- -emarginado -Etimologia: O étimo é o latim emarginatus, particípio do verbo ēmargĭnō, āre (atestado desde a Antiguidade, com o sentido de "corroer as margens", conforme registrado no Oxford Latin Dictionary), caracterizando-se como um decalque do latim. O termo ingressou na língua portuguesa certamente pela via erudita, por meio do latim científico, visto que emarginatus é empregado no próprio dicionário de Vandelli. --------------------------------- -enovelado -Etimologia: Enovelado é o particípio do verbo enovelar, este formado por derivação parassintética a partir do substantivo novelo. O dicionário Houaiss não informa data para o particípio, mas o verbo é datado de 1608. É incerto se Vandelli pretendeu empregá-lo com um sentido especializado (como tradução do latim glomeratus, a, um) ou apenas como uma descrição informal. --------------------------------- -entrecortado -Etimologia: Entrecortado é o particípio do verbo entrecortar, este formado por derivação prefixal com o prefixo entre- unido ao verbo cortar (ou talvez seja um empréstimo do espanhol, visto que a forma entrecortadas já aparece na obra "Monarchia Mistica de la Yglesia", do padre Fray Lorenzo de Zamora, publicado em 1616 - https://www.google.com.br/books/edition/Monarchia_mistica_de_la_yglesia_hecha_de/2PMk0_RzwT4C). O Dicionário Houaiss informa que a atestação mais antiga para o verbo entrecortar é 1836, mas esse verbo já aparece no "Diccionario Italiano, e Portuguez" de Joaquim José da Costa e Sá, publicado em 1773 (https://www.google.com.br/books/edition/Diccionario_italiano_e_portuguez_extrahi/3ENAAAAAcAAJ), como equivalente do italiano intersecare. --------------------------------- -fastigiado -Etimologia: Há duas possibilidades de descrição do étimo: 1 - pode ser analisado como um decalque do latim fastīgiātus (atestado na Antiguidade, conforme registrado no dicionário de Gaffiot, como variante do adjetivo fastigatus), que teria entrado na língua portuguesa por meio do latim científico (visto não ser palavra herdada, como se percebe pela conservação do -g- intervocálico); ou 2 - como adjetivo derivado do substantivo fastígio acrescido do sufixo -ado, visto que o substantivo teve, segundo o Dicionário Houaiss, sua primeira atestação em 1548; portanto, no momento da elaboração do dicionário de Vandelli, há a possibilidade de o autor ter utilizado o recurso da própria língua portuguesa para introduzir a palavra na língua através do processo de derivação. --------------------------------- -labiado -Etimologia: Há duas possibilidades de descrição do étimo: 1 - pode ser analisado como um decalque do latim labiatus, empregado em textos científicos do século XVII (como, por exemplo, na "Synopsis Methodica Stirpium Britannicarum" de John Ray - https://www.google.com.br/books/edition/Joannis_Raii_Synopsis_methodica_stirpium/RsDQj539RGoC); ou 2 - como adjetivo derivado do substantivo lábio acrescido do sufixo -ado, visto que o substantivo teve, segundo o Dicionário Houaiss, sua primeira atestação em 1589; portanto, no momento da elaboração do dicionário de Vandelli e da obra de Brotero, há a possibilidade de os autores terem utilizado o recurso da própria língua portuguesa para introduzir a palavra na língua através do processo de derivação. --------------------------------- -ligulado -Etimologia: O étimo é o latim ligulatus, que já era empregado em textos científicos do século XVIII (cf., por exemplo, a "Flora Francofurtana…" de Karl August von Bergen, disponível em: https://www.google.com.br/books/edition/Caroli_Augusti_de_Bergen_Flora_Francofur/8NkTAAAAQAAJ). A base morfológica lígula é datada pelo dicionário Houaiss como sendo de 1815, ou seja, posteriormente à escrita do dicionário de Vandelli (1788). Assim, pelos dados de que dispomos até o momento, não é possível afirmar que o termo tenha sido criado por derivação sufixal a partir do substantivo lígula. --------------------------------- -lobado -Etimologia: Há duas possibilidades de descrição do étimo: 1 - pode ser analisado como um decalque do latim lobatus, já empregado em textos científicos do século XVII (como, por exemplo, na obra "Prosopopoeiae Botanicae" de Virgilio Falugi - https://www.google.com.br/books/edition/Prosopopoeiae_botanicae_sive_Nomenclator/CqS6hxlUbe4C); ou 2 - como adjetivo derivado do substantivo lobo (= "parte de um órgão") acrescido do sufixo -ado, visto que o substantivo teve, segundo o Dicionário Houaiss, sua primeira atestação em 1670; portanto, no momento da elaboração do dicionário de Vandelli e da obra de Brotero, há a possibilidade de os autores terem utilizado o recurso da própria língua portuguesa para introduzir a palavra na língua através do processo de derivação. --------------------------------- -pontoado -Etimologia: O adjetivo pontoado é empregado tanto por Vandelli quanto por Brotero para traduzir o adjetivo latino punctatus, a, um (encontrado no latim dos séculos XVII e XVIII); portanto, pode ser entendido como um decalque do latim. No entanto, a forma mais diretamente adaptada desse particípio latino seria *pontado. A ocorrência da vogal -o- leva a hipotetizar duas duas possibilidades de análise, não mutuamente excludentes: 1 - O adjetivo pode ter sido criado como um particípio do verbo pontoar (variante de pontuar), que já ocorre no século XVIII (como, por exemplo, no "Divertimento Erudîto" do Frei João Pacheco - https://www.google.com.br/books/edition/Divertimento_erud%C3%AEto_para_os_curiosos_d/N8_o3ix_EmAC), ainda que com outro sentido ("empregar sinais de pontuação"). 2 - O adjetivo seria derivado do substantivo ponto com o sufixo -ado. Assim, pode-se tratar de um caso em que converge mais de um étimo. --------------------------------- -reticulado -Etimologia: O étimo é o latim rētĭcŭlātus, já atestado no latim da Antiguidade (conforme mostra o Oxford Latin Dictonary), com o sentido de "coberto com rede". A conservação das consoantes intervocálicas indica que entrou na língua portuguesa como termo erudito, e não herdado. Assim, o termo é um decalque da forma latina. A base morfológica retículo é registrada no dicionário Houaiss, mas sem datação, de modo que não parece ser provável a hipótese de o termo ter sido formado por derivação sufixal em português. --------------------------------- -tuberculado -Etimologia: Há duas possibilidades de descrição do étimo: 1 - pode ser analisado como um decalque do latim tuberculatus, já empregado em textos em latim do século XVI (como, por exemplo, na obra "Lexicon Hebraicum" de Johann Reuchlin - https://www.google.com.br/books/edition/Ioannis_Reuchlini_Phorcensis_Lexicon_Heb/mcIzkGPlV0UC); ou 2 - como adjetivo derivado do substantivo tubérculo (= "verruga") acrescido do sufixo -ado, visto que o substantivo teve, segundo o Dicionário Houaiss, sua primeira atestação em 1668; portanto, no momento da elaboração do dicionário de Vandelli e da obra de Brotero, há a possibilidade de os autores terem utilizado o recurso da própria língua portuguesa para introduzir a palavra na língua através do processo de derivação. --------------------------------- -umbilicado -Etimologia: O étimo é o latim umbĭlīcātus (já atestado na "História Natural" de Plínio, conforme informa o Oxford Latin Dictionary). A conservação do -l- intervocálico demonstra tratar-se de forma erudita, sendo, portanto, um decalque do latim. Apesar de ter uma base morfológica (substantivo umbigo, já atestada em 1563), a forma esperada por derivação sufixal seria *umbigado; assim, evidencia-se que Vandelli e Brotero recuperaram a forma latina como base para a forma em língua portuguesa. --------------------------------- -verticilado -Etimologia: Há duas possibilidades de descrição do étimo: 1 - pode ser analisado como um decalque do latim verticillatus, já empregado em textos em latim científico do século XVII (como, por exemplo, na obra "Plantarum Historiae Oxoniensis Universalis" de Robert Morison - https://www.google.com.br/books/edition/Plantarum_historiae_universalis_Oxoniens/L7heAAAAcAAJ); ou 2 - como adjetivo derivado do substantivo verticilo acrescido do sufixo -ado, visto que o substantivo já é empregado por Brotero em 1788; assim, no momento da elaboração do dicionário de Vandelli e da obra de Brotero, há a possibilidade de os autores terem utilizado o recurso da própria língua portuguesa para introduzir a palavra na língua através do processo de derivação. --------------------------------- -Fitologia -Etimologia: O étimo é o latim científico phytologia, empregado já no século XVII (como, por exemplo, na obra “Phytologia” de Giacinto Ambrosini, de 1666 - https://www.google.com.br/books/edition/Phytologia_hoc_est_de_plantis_etc_Additi/sgZfAAAAcAAJ). Em latim, é formada pelos elementos de origem grega phyto- (planta) e -logia (discurso). O fato de não ser atestado nos dicionários de latim e grego referentes ao período da Antiguidade revela tratar-se de uma inovação do latim científico, a partir do qual passou ao português.
Em português, não é tão usada quanto o seu sinônimo “Botânica”. --------------------------------- -adiposo -Etimologia: O dicionário Houaiss afirma tratar-se de derivação sufixal a partir de ádipe (gordura animal) com o acréscimo do sufixo -oso. No entanto, a forma latina adiposus, ainda que não esteja registrada nos dicionários de latim da Antiguidade, pode ser encontrada em textos em latim científico, como, por exemplo, na expressão “panniculus adiposus”, presente na “Acta Physico-Medica” de 1730 (https://www.google.com.br/books/edition/Acta_physico_medica_Academiae_caesareae/bYy3qY5Fgn8C). Dessa forma, o étimo da forma portuguesa pode ser o latim científico, e não uma formação vernacular, como propõe o dicionário Houaiss. --------------------------------- -bile -Etimologia: O étimo é o latim bilis, já atestado desde a Antiguidade com o sentido de "fluido secretado pelo fígado" (conforme mostra o Oxford Latin Dictionary). A conservação do -l- intervocálico e a data tardia de registro na língua portuguesa indicam tratar-se de palavra erudita, que certamente entrou na língua por meio do latim científico. --------------------------------- -cápsula -Etimologia: Ainda que a forma latina capsula seja atestada desde a Antiguidade com o sentido de "pequena caixa" (conforme se verifica no OLD), a palavra portuguesa não é herdada, como se evidencia pela ocorrência do -l- intervocálico e do encontro consonantal -ps-. O étimo do termo da Anatomia é certamente o latim científico capsula, que é atestado com o sentido científico em textos latinos anteriores à obra de Santucci, tais como a obra de Jacob Douglass "Descriptio comparata mvscvlorvm corporis hvmani et qvadrvpedis", de 1729 (disponível em https://www.google.com.br/books/edition/Descriptio_comparata_mvscvlorvm_corporis/ddihNnLG1asC?hl=pt-BR&gbpv=1&dq=capsulae&pg=PA165&printsec=frontcover). --------------------------------- -Zoologia -Etimologia: O étimo é o latim científico zoologia, já atestado no século XVII (como se percebe no próprio título da obra "Zoologia Parva", de Giuseppe Lanzoni, de 1669 - https://www.google.com.br/books/edition/Zoologia_Parva/J9Q8AAAAcAAJ). Dessa forma, junção dos elementos de origem grega zoo- e -logia ocorreu já no latim científico, e não em português, como está implícito na descrição etimológica do dicionário Houaiss. --------------------------------- -dorsal -Etimologia: O étimo é o latim científico dorsalis, que ocorre em textos desde pelo menos o século XVII (conforme se observa, por exemplo, na obra de Platter "De corporis humani structura et usu", de 1603 - https://www.google.com.br/books/edition/De_corporis_humani_structura_et_usu_libr/4fQ6AAAAcAAJ). A forma atestada no latim da Antiguidade é dorsualis, forma essa que não serviu de base para outras formações em português. --------------------------------- -corólula -Etimologia: O étimo é o latim científico corollula, atestado no século XVIII (como, por exemplo, na obra Genera Plantarum, de Lineu - https://www.google.com.br/books/edition/Genera_plantarum/tX0ZAAAAYAAJ). Trata-se do diminutivo de corolla, esta última já um diminutivo (de corona, coroa).
O termo não aparece em textos de Botânica em pesquisas recentes no Google, o que leva a crer que não é mais usado atualmente. --------------------------------- -ensiforme -Etimologia: O étimo é o latim científico ensiformis, atestado já no século XVII - por exemplo, na obra "Cometographia" (1668), de Johannes Hevelius (https://www.google.com.br/books/edition/JOHANNIS_HEVELII_COMETOGRAPHIA_Totam_Nat/UvTm7DlL8cUC). A expressão cartilago ensiformis, da qual certamente a "cartilagem ensiforme" é um decalque, também já é atestada em obras anteriores, como a "Anatomy of Human Bodies" de Thomas Gibson, de 1688 (https://www.google.com.br/books/edition/The_Anatomy_of_Human_Bodies_Epitomiz_d_T/hwhlAAAAcAAJ). O Dicionário Houaiss apresenta não a etimologia, mas a descrição morfológica do termo: os elementos ensi- (do latim ensis, is, "espada") e -forme. --------------------------------- -escroto -Etimologia: O étimo é o latim scrotum, atestado desde a Antiguidade com o mesmo sentido, tendo sido empregado assim por Celso (séc. I d.C.), conforme abona o Oxford Latin Dictionary. Segundo essa obra, trata-se de uma variante de scrautum, palavra que se referia a uma espécie de aljava de couro. Assim, a associação com o escroto teria origem na similaridade de função, visto que ambos são espécie de estojo para proteção.
Em português, o termo certamente entrou por via erudita (como evidenciado pela manutenção do -t- intervocálico), pelo latim científico. --------------------------------- -excretório -Etimologia: O étimo é o latim científico excretorius, atestado na obra de Verheyen (1710 - https://www.google.com.br/books/edition/Corporis_humani_anatomia/BCNgAAAAcAAJ), entre outras. Assim, o adjetivo português é claramente um decalque do latim, ainda que, morfologicamente, seja um derivado sufixal. O termo latino é formado a partir do verbo excerno (que tem a forma do supino excretum), empregado já na Antiguidade com o sentido de "excretar, eliminar" (conforme aponta o Oxford Latin Dictionary). É importante observar que a forma excretum é homófona do supino do verbo excresco "crescer, inchar", mas o sentido denota que este último não é a base para a formação do adjetivo excretorius em latim. --------------------------------- -frênico -Etimologia: O étimo é o latim científico phrenicus, a, um, que é atestado em textos do século XVII, como, por exemplo, na "Historia Anatomica" de André du Laurens, 1602 (disponível em https://www.google.com.br/books/edition/Andreae_Laurentii_Historia_anatomica_hum/x6DTbRHkOlAC), já com o sentido de "relativo ao diafragma". Não é registrado nos dicionários Oxford Latin Dictionary nem no Gaffiot, o que indica que o termo é muito provavelmente uma criação do latim científico.
Apesar de o étimo ser latino, o termo é claramente decalcado no grego, como se nota pela presença do dígrafo -ph- (que translitera a letra φ grega) e o sufixo -icus, também de origem grega. No entanto, o dicionário de Liddell, Scott e Jones também não registra forma equivalente em grego, o que parece novamente indicar uma criação renascentista ou pós-renascentista.
A raiz grega que serve de base ao termo é, claramente, o substantivo φρήν (phrén) (genitivo φρενός - phrenós), registrado no dicionário de Liddell, Scott e Jones com o sentido de "barriga". Portanto, o adjetivo "frênico" seria, etimologicamente, "relativo à barriga", o que condiz com o sentido moderno de "relativo ao diafragma". No entanto, o grego φρήν também pode ter o sentido de "mente" (talvez em decorrência de alguma crença de que a sede das faculdades mentais estaria na barriga), sentido esse que está na base de cognatos como "frenético" e "frenesi". Em decorrência desse sentido, surge a afirmação de Santucci de que os vasos e nervos do diafragma são assim chamados por causa da relação que têm com a cabeça, e porque uma inflamação no diafragma causaria delírios. Essa afirmação parece ser uma tentativa a posteriori de estabelecer uma relação com a raiz grega, visto que a acepção de "barriga" já é suficiente para explicar o sentido moderno, de forma concreta e sem recorrer a figuras de linguagem. --------------------------------- -gelatinoso -Etimologia: Em relação à identificação do étimo deste termo, os dados são conflitantes. A ocorrência da expressão latina tumor gelatinosus num texto de 1695 ("Index... Rerum Memorabilium & Notabilium..." - https://www.google.com.br/books/edition/Miscellanea_Curiosa_medico_physica_acade/gH5EAAAAcAAJ) parece apontar para uma criação do latim científico (visto que o termo não está registrado nos dicionários do latim da Antiguidade) que teria passado ao português; portanto, um latinismo. No entanto, a forma atestada em Santucci é "jalatinosa", e não a forma esperada "gelatinosa", o que aponta para uma pronúncia popular e uma possível derivação sufixal inteiramente vernácula. Será necessário buscar outras atestações do termo e, possivelmente, de uma forma primitiva *"jalatina". Não obstante, a forma atual "gelatinoso" foi muito provavelmente influenciada pela forma latina. --------------------------------- diff --git a/data/entries/DicionarioBiologia.ttl b/data/entries/DicionarioBiologia.ttl new file mode 100644 index 0000000..3408717 --- /dev/null +++ b/data/entries/DicionarioBiologia.ttl @@ -0,0 +1,5123 @@ +@prefix dcterms: . +@prefix dicbio: . +@prefix ontolex: . +@prefix etym: . +@prefix rdfs: . +@prefix skos: . +@prefix xsd: . +@prefix dbauth: . +@prefix lexinfo: . +@prefix owl: . +@prefix bibo: . +@prefix rdf: . +@prefix foaf: . +@prefix morph: . +@prefix vartrans: . +@prefix dbres: . +@prefix dbsrc: . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: BIFIDO --- + +dicbio:entry_bifido a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-02-28"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_bifido ; + ontolex:otherForm dicbio:form_bifido, + dicbio:form_bifidos ; + ontolex:sense dicbio:entry_bifido_sense1 . + +dicbio:etym_bifido_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_bifidus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é certamente o latim bifidus, registrado no dicionário de Gaffiot e no Oxford Latin Dictionary com a acepção de “dividido em duas partes”. Trata-se de palavra erudita, visto que não sofreu as transformações fonéticas esperadas para uma palavra herdada. O emprego do termo latino bifidus na Zoologia e na Botânica data do século XVIII e é, provavelmente, o étimo mais imediato da palavra portuguesa. O dicionário Houaiss apresenta a datação de 1827, de uma obra com a sigla PL, mas que não consta nas fontes de datação apresentadas."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_bifidus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source dicbio:source_gaffiot, dicbio:source_old ; + ontolex:writtenRep "bifidus" . + +dicbio:form_bifido a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "bifido"@pt, + "bífido"@pt . + +dicbio:form_bifidos a ontolex:Form ; + rdfs:label "masculino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "bifidos"@pt . + +dicbio:entry_bifido_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Dividido em duas partes, em geral na parte superior (diz-se de folhas, cirros e outras estruturas vegetais, bem como de palpos e outras estruturas dos insetos)."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_bifido_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: BILE --- + +dicbio:entry_bile a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2024-05-07"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:fabiani_goncalves ; + lexinfo:gender lexinfo:feminine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_bile ; + ontolex:sense dicbio:entry_bile_sense1 . + +dicbio:etym_bile_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_bilis ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim bilis, já atestado desde a Antiguidade com o sentido de \"fluido secretado pelo fígado\" (conforme mostra o Oxford Latin Dictionary). A conservação do -l- intervocálico e a data tardia de registro na língua portuguesa indicam tratar-se de palavra erudita, que certamente entrou na língua por meio do latim científico."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_bilis a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source dicbio:source_old ; + ontolex:writtenRep "bilis" . + +dicbio:form_bile a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "bile"@pt . + +dicbio:entry_bile_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Substância secretada pelo fígado que atua na digestão."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_bile_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: BOTANICA --- + +dicbio:entry_botanica a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2023-02-16"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:raissa_buss ; + lexinfo:gender lexinfo:feminine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_botanica ; + ontolex:otherForm dicbio:form_botanica ; + ontolex:sense dicbio:entry_botanica_sense1 . + +dicbio:etym_botanica_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_botanica ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é, certamente, o latim científico Botanica, já empregado com o sentido de \"ciência dos vegetais\" desde o século XVII (cf., por exemplo, a obra \"Institutio Philosophica...\", disponível em https://www.google.com.br/books/edition/Institutio_philosophica_ad_faciliorem_ve/fk4KQkeAgUsC, onde se lê, à p. 291, \"Botanica, seu plantarum scientia\").
O emprego em latim científico deriva da forma feminina do adjetivo grego βοτανικός (botanikós) \"relativo às ervas\", atestado desde a Antiguidade (conforme informa o dicionário de Liddell, Scott e Jones)."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_botanica a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "\"Institutio Philosophica...\", disponível em https://www.google.com.br/books/edition/Institutio_philosophica_ad_faciliorem_ve/fk4KQkeAgUsC, onde se lê, à p. 291, \"Botanica, seu plantarum scientia\"" ; + ontolex:writtenRep "Botanica" . + +dicbio:form_botanica a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "BOTANICA"@pt, + "Botanica"@pt, + "Botânica"@pt, + "botanica"@pt . + +dicbio:entry_botanica_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Parte da História Natural responsável pela descrição e estudo dos vegetais."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_botanica_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: BRACTEA --- + +dicbio:entry_bractea a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-02-28"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:gender lexinfo:feminine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_bractea ; + ontolex:otherForm dicbio:form_bractea, + dicbio:form_bracteas ; + ontolex:sense dicbio:entry_bractea_sense1 . + +dicbio:etym_bractea_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_bractea ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim científico bractea, já com o sentido usual da Botânica. No latim da Antiguidade, conforme informa o dicionário de Gaffiot, a palavra designava \"folha de metal, de ouro\"."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_bractea a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "Vandelli" ; + ontolex:writtenRep "bractea" . + +dicbio:form_bractea a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "bractea"@pt, + "bractéa"@pt, + "bráctea"@pt . + +dicbio:form_bracteas a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "Bracteas"@pt, + "Bractéas"@pt, + "bracteas"@pt, + "bractéas"@pt . + +dicbio:entry_bractea_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Folha anexa à flor da florada seguinte, que se diferencia, em certos aspectos, das demais folhas."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_bractea_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: BRANQUIA --- + +dicbio:entry_branquia a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2025-09-15"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:sammara_valim_santos ; + lexinfo:gender lexinfo:feminine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_branquia ; + ontolex:otherForm dicbio:form_branchias ; + ontolex:sense dicbio:entry_branquia_sense1 . + +dicbio:etym_branquia_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_branchia ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim branchia, ae, empregado desde a Antiguidade já com o sentido de \"órgão respiratório dos peixes\", conforme atesta o Oxford Latin Dictionary. Em latim, é um empréstimo do grego βράγχια, com o mesmo sentido, que já é atestado em Aristóteles (de acordo com o dicionário de Liddell, Scott e Jones). Em português, é certamente palavra erudita, visto não haver atestação anterior a fins do século XVIII.
O dicionário Houaiss informa que a primeira atestação é de 1782 e está registrada no Dicionário Histórico do Português Brasileiro (https://dicionarios.fclar.unesp.br/dhpb/). Trata-se do texto de Francisco Antônio de Sampaio \"Historia dos Reinos Vegetal, Animal, e Mineral do Brazil, pertencente à Medicina\" (https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_manuscritos/mss22949/mss22949.pdf), cujo manuscrito, escrito em 1782, permaneceu sem publicação até 1971, no vol. 89 dos Anais da Biblioteca Nacional (https://hemeroteca-pdf.bn.gov.br/402630/per402630_1969_00089.pdf)."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_branchia a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "OLD/LSJ" ; + ontolex:writtenRep "branchia" . + +dicbio:form_branquia a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "brânquia"@pt . + +dicbio:form_branchias a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "branchias"@pt . + +dicbio:entry_branquia_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Órgão responsável pela respiração nos peixes e outros animais aquáticos; guelra."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_branquia_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: BRANQUIOSTEGO --- +### Falta acertar as etimologias para cada acepção + +dicbio:entry_branquiostego a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2025-09-14"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:sammara_valim_santos ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_branquiostego ; + ontolex:otherForm dicbio:form_branchiostega, + dicbio:form_branchiostegos ; + ontolex:sense dicbio:entry_branquiostego_sense1, + dicbio:entry_branquiostego_sense2 . + +dicbio:etym_branquiostego_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_branchiostegus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o adjetivo branchiostegus, a, um, não atestado no latim da Antiguidade, mas empregado no latim científico, como se pode ler, por exemplo, no \"Systema Naturae\" de Lineu, de 1748 (https://www.google.com.br/books/edition/Caroli_Linn%C3%A6i/Xh8AAAAAQAAJ). O termo latino, por sua vez, é formado pelos radicais gregos branchio- (referente às brânquias dos peixes) e -steg- (telhado, abrigo). Assim, o sentido pretendido, em latim, parece ser o de \"proteção, abrigo para as brânquias\".
Esse adjetivo aparece no texto de Vandelli em três empregos diferentes: a) em referência a \"peixes branquióstegos\" (que talvez sejam os peixes do gênero Branchiostegus, conforme se lê no dicionário Houaiss, s.v. \"branquióstego\"); b) na expressão \"membrana branquióstega\" (conferir esse verbete); e c) na expressão \"abertura branquióstega\", que parece se referir à abertura das brânquias."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_branchiostegus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "\"Systema Naturae\" de Lineu, de 1748 (https://www.google.com.br/books/edition/Caroli_Linn%C3%A6i/Xh8AAAAAQAAJ" ; + ontolex:writtenRep "branchiostegus" . + +dicbio:form_branquiostego a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "branquióstego"@pt . + +dicbio:form_branchiostega a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino singular"@pt ; + ontolex:writtenRep "branchiostega"@pt . + +dicbio:form_branchiostegos a ontolex:Form ; + rdfs:label "masculino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "branchiostegos"@pt . + +dicbio:entry_branquiostego_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Diz-se de certo grupo de peixes (o sentido exato é obscuro)."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_branquiostego_sense1 . + +dicbio:entry_branquiostego_sense2 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Relativo à abertura das brânquias."@pt . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: BULBO --- +### Falta acertar a etimologia para cada acepção + +dicbio:entry_bulbo a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-02-28"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:gender lexinfo:masculine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_bulbo ; + ontolex:otherForm dicbio:form_bulbos ; + ontolex:sense dicbio:entry_bulbo_sense1, + dicbio:entry_bulbo_sense2 . + +dicbio:etym_bulbo_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_bulbo_\(1\), + dicbio:etymon_bulbus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "Conforme informa o Dicionário Houaiss, o étimo é o latim bulbus,i, que significa \"cebola, bulbo, tubérculo, raiz carnuda\", e é cognato do grego bolbós,oû, que significa \"cebola\". A forma latina já era empregada na Botânica no século XVIII, como atesta o dicionário de Vandelli. O Dicionário Houaiss também inclui o verbete bolbo, sem data, informando que seria a forma vulgar da palavra.
A atestação na \"Anatomia do corpo humano\" de Santucci antecede em algumas décadas a datação na Botânica, o que pode indicar que há uma datação ainda mais antiga na Botânica, ainda a ser encontrada.
No índice alfabético do dicionário de Vandelli, encontram-se as expressões latinas “Caulinus bulbus”, “Solitus bulbus”, “Squamatus bulbus” e “Tunicatus bulbus”, todas remetendo para o verbete de número 166; no entanto, esse verbete não existe, visto que o último é o de número 164. Assim, supõe-se que o autor previu a inclusão de um verbete para “bulbus”, mas não o incluiu."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_bulbo_\(1\) a etym:Etymon ; + dcterms:language "português" ; + dcterms:source "nossa pesquisa" ; + ontolex:writtenRep "bulbo (1)" . + +dicbio:etymon_bulbus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "Dicionário Houaiss" ; + ontolex:writtenRep "bulbus" . + +dicbio:form_bulbo a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "bulbo"@pt . + +dicbio:form_bulbos a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "bulbos"@pt . + +dicbio:entry_bulbo_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Órgão vegetal presente em certas plantas, que armazena nutrientes para a planta utilizar em época desfavorável."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_bulbo_sense1 . + +dicbio:entry_bulbo_sense2 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Estrutura anatômica semelhante a um bulbo (1), como o olho."@pt . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: BULBOSO --- + +dicbio:entry_bulboso a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-02-28"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_bulboso ; + ontolex:otherForm dicbio:form_bulbosa, + dicbio:form_bulbosas, + dicbio:form_bulbosos ; + ontolex:sense dicbio:entry_bulboso_sense1 . + +dicbio:etym_bulboso_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_bulbosus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "É possível considerar o termo como tendo se formado por derivação sufixal a partir de “bulbo”, bem como também considerar um empréstimo direto do latim bulbosus,a,um, já empregado no latim científico, conforme atesta o dicionário de Vandelli."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_bulbosus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "Vandelli" ; + ontolex:writtenRep "bulbosus" . + +dicbio:form_bulboso a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "bulboso"@pt . + +dicbio:form_bulbosa a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino singular"@pt ; + ontolex:writtenRep "bulbosa"@pt . + +dicbio:form_bulbosas a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "bulbosas"@pt . + +dicbio:form_bulbosos a ontolex:Form ; + rdfs:label "masculino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "bulbosos"@pt . + +dicbio:entry_bulboso_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Que tem forma de bulbo."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_bulboso_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: CALICE --- + +dicbio:entry_calice a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-02-28"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:gender lexinfo:masculine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_calice ; + ontolex:otherForm dicbio:form_calices, + dicbio:form_caliz, + dicbio:form_calizes, + dicbio:form_calyces, + dicbio:form_calys, + dicbio:form_calyx, + dicbio:form_calyz ; + ontolex:sense dicbio:entry_calice_sense1 . + +dicbio:etym_calice_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_calyx ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim calyx, -ycis, atestado já na Antiguidade (cf. Oxford Latin Dictionary), por sua vez originário do grego káluks, -ukos, com o sentido de “envoltório de um fruto”. Desde a Antiguidade essa forma é confundida com calix, -icis “espécie de recipiente” (cf. Oxford Latin Dictionary). O termo foi difundido no latim científico e pode ser encontrado no século XVIII, com ambas as grafias calix e calyx (cf. a própria obra de Vandelli, 1788, p. 249). O Dicionário Houaiss informa como primeira atestação da forma com C (calice) o dicionário de Domingos Vieira (1873), mas essa forma no plural (calices) já está presente no dicionário de Vandelli (1788)."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_calyx a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source dicbio:source_old ; + ontolex:writtenRep "calyx" . + +dicbio:form_calice a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "cálice"@pt . + +dicbio:form_calices a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "calices"@pt . + +dicbio:form_caliz a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "Caliz"@pt, + "caliz"@pt . + +dicbio:form_calizes a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "calizes"@pt . + +dicbio:form_calyces a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "calyces"@pt . + +dicbio:form_calys a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "Calys"@pt, + "calys"@pt . + +dicbio:form_calyx a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "calyx"@pt . + +dicbio:form_calyz a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "CALYZ"@pt, + "Calyz"@pt, + "calyz"@pt . + +dicbio:entry_calice_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Parte da flor que cerca a corola, o estame e o pistilo, formado pelas sépalas, e em geral de cor verde."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_calice_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: CANALICULADO --- + +dicbio:entry_canaliculado a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2023-09-22"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:kamila_barbosa ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_canaliculado ; + ontolex:otherForm dicbio:form_canaliculada, + dicbio:form_canaliculadas ; + ontolex:sense dicbio:entry_canaliculado_sense1 . + +dicbio:etym_canaliculado_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_canaliculatus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é certamente o latim cănālĭcŭlātus, atestado desde a Antiguidade (conforme registro no Oxford Latin Dictionary). No entanto, o termo não ingressou na língua portuguesa por via herdada (visto não ter sofrido as mutações fonéticas, como a queda do -l- intervocálico, por exemplo), sendo, portanto, um decalque advindo do latim científico. Seria possível analisá-lo como um derivado sufixal a partir de canalículo, mas essa análise fica comprometida pelo fato de que a datação disponível para canalículo é de 1873 (segundo o dicionário Houaiss), ou seja, uma datação posterior à data que encontramos para canaliculado."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_canaliculatus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source dicbio:source_old ; + ontolex:writtenRep "canaliculatus" . + +dicbio:form_canaliculado a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "canaliculado"@pt . + +dicbio:form_canaliculada a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino singular"@pt ; + ontolex:writtenRep "Canaliculada"@pt, + "canaliculada"@pt . + +dicbio:form_canaliculadas a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "Canaliculadas"@pt . + +dicbio:entry_canaliculado_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Provido de um pequeno canal."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_canaliculado_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: CAPREOLO --- + +dicbio:entry_capreolo a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-02-28"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:gender lexinfo:masculine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_capreolo ; + ontolex:otherForm dicbio:form_capreolos ; + ontolex:sense dicbio:entry_capreolo_sense1 . + +dicbio:etym_capreolo_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_capreolus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim científico capreolus, sinônimo de “cirro”, conforme define o próprio Vandelli: “Capreoli, carbiculae, viticuli: O mesmo, que os cirrhos. Ou he o cirro.” (Diccionario dos termos technicos de Historia Natural, 1788, p. 236). O dicionário de Gaffiot afirma que a palavra já tinha o sentido de \"gavinha da videira\" no latim da Antiguidade, embora também pudesse significar \"cabrito\".
O Dicionário Houaiss não inclui esse verbete em sua nomenclatura. O Dicionário Aulete inclui apenas com a acepção de \"espécie de cabra\". É possível que a acepção da Botânica esteja em desuso no português contemporâneo."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_capreolus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "Vandelli" ; + ontolex:writtenRep "capreolus" . + +dicbio:form_capreolo a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "capréolo"@pt . + +dicbio:form_capreolos a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "capreolos"@pt . + +dicbio:entry_capreolo_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "O mesmo que cirro (acepção 2)."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_capreolo_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: CAPSULA --- +### Falta acertar a etimologia da acepção 2 + +dicbio:entry_capsula a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2024-05-10"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:fabiani_goncalves ; + lexinfo:gender lexinfo:feminine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_capsula ; + ontolex:otherForm dicbio:form_capsula, + dicbio:form_capsulas ; + ontolex:sense dicbio:entry_capsula_sense1, + dicbio:entry_capsula_sense2 . + +dicbio:etym_capsula_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_capsula ; + dicbio:etymologicalArgumentation "Ainda que a forma latina capsula seja atestada desde a Antiguidade com o sentido de \"pequena caixa\" (conforme se verifica no OLD), a palavra portuguesa não é herdada, como se evidencia pela ocorrência do -l- intervocálico e do encontro consonantal -ps-. O étimo do termo da Anatomia é certamente o latim científico capsula, que é atestado com o sentido científico em textos latinos anteriores à obra de Santucci, tais como a obra de Jacob Douglass \"Descriptio comparata mvscvlorvm corporis hvmani et qvadrvpedis\", de 1729 (disponível em https://www.google.com.br/books/edition/Descriptio_comparata_mvscvlorvm_corporis/ddihNnLG1asC?hl=pt-BR&gbpv=1&dq=capsulae&pg=PA165&printsec=frontcover). O sentido empregado na Botânica parece ter sido empregado originalmente por Lineu, conforme afirma Brotero: \"As especies de pericarpo, segundo Linneo, saõ oito, a saber, capsula, siliqua, vagem, follilho, drupa, pomo, baga, e pinha\" (Brotero, 1788, vol. 1, p. 169)."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_capsula a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "\"Descriptio comparata mvscvlorvm corporis hvmani et qvadrvpedis\", de 1729 (disponível em https://www.google.com.br/books/edition/Descriptio_comparata_mvscvlorvm_corporis/ddihNnLG1asC?hl=pt-BR&gbpv=1&dq=capsulae&pg=PA165&printsec=frontcover)" ; + ontolex:writtenRep "capsula" . + +dicbio:form_capsula a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "Capsula"@pt, + "capsula"@pt, + "cápsula"@pt . + +dicbio:form_capsulas a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "capsulas"@pt . + +dicbio:entry_capsula_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Membrana que envolve certas estruturas anatômicas."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_capsula_sense1 . + +dicbio:entry_capsula_sense2 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Espécie de pericarpo côncavo."@pt . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: CAROTIDA --- + +dicbio:entry_carotida a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2025-09-12"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:ana_cristina_lopes, + dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:gender lexinfo:feminine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_carotida ; + ontolex:otherForm dicbio:form_carotida, + dicbio:form_carotidas ; + ontolex:sense dicbio:entry_carotida_sense1 . + +dicbio:etym_carotida_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_carotides ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é a forma latina carotides, um, que, segundo o Oxford Latin Dictionary, já é atestado com o sentido de \"artéria do pescoço\" na obra de Aulo Cornélio Celso (séc. I d.C.). O termo em latim é claramente um empréstimo do grego καρωτίδες, que, segundo o dicionário de Liddell, Scott e Jones, também já era empregado com o mesmo sentido por autores da Antiguidade, como Galeno e Areteu da Capadócia. Esse dicionário ainda afirma que Rufo de Éfeso associa o termo ao verbo καρόω \"atordoar, causar adormecimento\", devido ao efeito conseguido pela compressão dessas artérias.
Ainda que o termo seja empregado desde a Antiguidade, sua forma na língua portuguesa é claramente erudita (evidenciada pela conservação das consoantes -t- e -d- intervocálicas), ou seja, o termo entrou na língua portuguesa certamente por meio de textos em latim científico."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_carotides a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source dicbio:source_old ; + ontolex:writtenRep "carotides" . + +dicbio:form_carotida a ontolex:Form ; + rdfs:label "adjetivo singular"@pt ; + ontolex:writtenRep "Carotida"@pt, + "carótida"@pt . + +dicbio:form_carotidas a ontolex:Form ; + rdfs:label "adjetivo plural"@pt, + "substantivo plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "Carotidas"@pt, + "carotidas"@pt . + +dicbio:entry_carotida_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Cada uma das artérias que conduzem o sangue ao cérebro."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_carotida_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: CARPO --- + +dicbio:entry_carpo a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2024-10-07"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:gender lexinfo:masculine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_carpo ; + ontolex:sense dicbio:entry_carpo_sense1 . + +dicbio:etym_carpo_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_carpus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim científico carpus, empregado desde pelo menos o século XVII (por exemplo, na obra \"Systema Physicum\" de Friedemann Bechmann, 1664 - https://www.google.com.br/books/edition/Systema_physicum/1XCAVudr-JoC). É, por sua vez, a latinização da forma grega καρπός (karpós), empregada desde a Antiguidade, conforme informa o dicionário de Liddell, Scott e Jones, já com o sentido de \"punho\"."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_carpus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "\"Systema Physicum\" de Friedemann Bechmann, 1664 - https://www.google.com.br/books/edition/Systema_physicum/1XCAVudr-JoC" ; + ontolex:writtenRep "carpus" . + +dicbio:form_carpo a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "carpo"@pt . + +dicbio:entry_carpo_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Punho."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_carpo_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: CARTILAGINEO --- + +dicbio:entry_cartilagineo a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-02-28"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_cartilagineo ; + ontolex:otherForm dicbio:form_cartilaginea, + dicbio:form_cartilagineas ; + ontolex:sense dicbio:entry_cartilagineo_sense1 . + +dicbio:etym_cartilagineo_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_cartilagineus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim científico cartilagineus,a,um, com a mesma acepção, conforme mostra o próprio dicionário de Vandelli. Esse termo já era empregado no latim clássico (e está registrado no dicionário de Gaffiot, por exemplo), mas a palavra portuguesa é claramente um empréstimo, e não uma palavra herdada.
O Dicionário Houaiss não indica nenhuma rubrica referente à Botânica, mas a acepção de número 3 traz como exemplo a expressão “órgãos vegetais cartilagíneos”, indicando o emprego desse termo em referência a estruturas vegetais."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_cartilagineus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "Vandelli" ; + ontolex:writtenRep "cartilagineus" . + +dicbio:form_cartilagineo a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "cartilagíneo"@pt . + +dicbio:form_cartilaginea a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino singular"@pt ; + ontolex:writtenRep "cartilaginea"@pt . + +dicbio:form_cartilagineas a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "cartilagineas"@pt . + +dicbio:entry_cartilagineo_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Semelhante a uma cartilagem (diz-se de estrutura vegetal ou animal)."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_cartilagineo_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: CARUNCULA --- +### Falta acertar a etimologia da acepção 2 e 3 + +dicbio:entry_caruncula a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2023-11-13"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:matheus_casarin ; + lexinfo:gender lexinfo:feminine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_caruncula ; + ontolex:otherForm dicbio:form_caruncula, + dicbio:form_carunculas ; + ontolex:sense dicbio:entry_caruncula_sense1, + dicbio:entry_caruncula_sense2, + dicbio:entry_caruncula_sense3 . + +dicbio:etym_caruncula_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_caruncula, + dicbio:etymon_caruncula_seminal ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim caruncula, que tinha, na Antiguidade, o sentido de “pequeno pedaço de carne”, mas já aparece, em Celso (“De Medicina” 6.8.2.A, citado pelo Oxford Language Dictionary), com o sentido de “protuberância” (especificamente dentro das narinas). A palavra entrou em português pela via erudita (como fica evidenciado pela conservação do -u- postônico). No latim científico, caruncula parece ter sido empregada para nomear diversas estruturas anatômicas. Por exemplo, a expressão “caruncula lacrymalis” é empregada para nomear as estruturas que produzem as lágrimas no “Treatise of the human eye” de Peter Degravers (1780 - https://www.google.com.br/books/edition/A_complete_physico_medical_and_chirurgic/0Q1eAAAAcAAJ); na obra “An Anatomical Exposition of the Structure of the Human Body”, de James Benignus Winslow (1756 - https://www.google.com.br/books/edition/An_Anatomical_Exposition_of_the_Structur/vq-wTrSjhGQC), caruncula designa uma estrutura presente na próstata. Assim, Vandelli provavelmente buscou esse termo no latim científico para designar diversas estruturas anatômicas animais."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_caruncula a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "“Treatise of the human eye” de Peter Degravers (1780 - https://www.google.com.br/books/edition/A_complete_physico_medical_and_chirurgic/0Q1eAAAAcAAJ" ; + ontolex:writtenRep "caruncula" . + +dicbio:etymon_caruncula_seminal a etym:Etymon ; + dcterms:language "português" ; + dcterms:source "nossa pesquisa" ; + ontolex:writtenRep "carúncula seminal" . + +dicbio:form_caruncula a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "caruncula"@pt, + "carúncula"@pt . + +dicbio:form_carunculas a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "Carunculas"@pt, + "carunculas"@pt . + +dicbio:entry_caruncula_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Protuberância existente no corpo de certos animais."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_caruncula_sense1 . + +dicbio:entry_caruncula_sense2 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Redução de \"carúncula seminal\"."@pt . + +dicbio:entry_caruncula_sense3 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "O mesmo que \"papila renal\" ou \"papila dos rins\"."@pt . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: CAULE --- + +dicbio:entry_caule a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2025-02-06"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:vitoria_pereira ; + lexinfo:gender lexinfo:masculine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_caule ; + ontolex:otherForm dicbio:form_caules ; + ontolex:sense dicbio:entry_caule_sense1 . + +dicbio:etym_caule_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_caulis ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim caulis, atestado desde a Antiguidade (segundo o Oxford Latin Dictionary), que significa “tronco, talo das plantas, couve”, mas que é palavra erudita, adaptada como um latinismo no século XVIII (como fica evidente pela conservação do ditongo [au] e do [l] intervocálico).
No século XVIII, os sentidos de “caule” e de “tronco” são distintos dos sentidos atuais, de modo que parece haver uma concorrência entre os dois termos. Conforme apontado também no verbete “tronco” deste dicionário, Brotero (1788, p. 20) apresenta um trecho obscuro, em que parece contradizer-se a respeito do significado de “caule”: “Os antigos davaõ o nome de tronco (truncus) ao troço ascendente das plantas lenhosas, e o de caule ou talo (caulis) ao das herbaceas; mas hoje a palavra tronco está adoptada por hum termo geral de que o caule he huma especie”, ou seja, para o autor, “tronco” é um termo genérico, do qual “caule” é uma espécie. Porém, logo em seguida, Brotero também afirma que se pode falar que “o choupo tem hum caule lenhoso” e que “a alface tem hum caule herbaceo\", ou seja, parece empregar “caule” também como termo genérico.
Vandelli (1788, p. 196), de modo similar, afirma que “truncus” e “caulis” (em latim) são espécies de “truncus”, e parece implicar que em português há uma relação de sinonímia, no trecho “Tronco, ou caule” (p. 196)."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_caulis a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source dicbio:source_old ; + ontolex:writtenRep "caulis" . + +dicbio:form_caule a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "caule"@pt . + +dicbio:form_caules a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "caules"@pt . + +dicbio:entry_caule_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Tronco das plantas herbáceas e similares."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_caule_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: CIBARIO --- + +dicbio:entry_cibario a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2023-05-19"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:ana_menegassi_rocha, + dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_cibario ; + ontolex:otherForm dicbio:form_cibarios ; + ontolex:sense dicbio:entry_cibario_sense1 . + +dicbio:etym_cibario_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_cibarius ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o adjetivo latino cibarius, a, um, atestado desde a Antiguidade (conforme apontam os dicionários Oxford Latin Dictionary e Gaffiot) com o sentido de “relativo aos alimentos” (derivado do latim cibus, i, “alimento”). O termo em português é certamente um latinismo erudito, derivado possivelmente do latim científico."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_cibarius a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source dicbio:source_gaffiot, dicbio:source_old ; + ontolex:writtenRep "cibarius" . + +dicbio:form_cibario a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "cibário"@pt . + +dicbio:form_cibarios a ontolex:Form ; + rdfs:label "masculino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "cibarios"@pt . + +dicbio:entry_cibario_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Relativo à alimentação dos animais."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_cibario_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: CILIADO --- + +dicbio:entry_ciliado a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2023-09-25"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:kamila_barbosa ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_ciliado ; + ontolex:otherForm dicbio:form_ciliada, + dicbio:form_ciliadas, + dicbio:form_ciliados ; + ontolex:sense dicbio:entry_ciliado_sense1 . + +dicbio:etym_ciliado_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_ciliatus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "Há duas possibilidades de descrição do étimo: 1 - pode ser analisado como um decalque do latim cĭlĭātus (atestado na Antiguidade, conforme registrado no dicionário de Gaffiot), que teria entrado na língua portuguesa por meio do latim científico (visto não ser palavra herdada, como se percebe pela conservação do -l- intervocálico); ou 2 - como adjetivo derivado do substantivo cílio acrescido do sufixo -ado, visto que o substantivo teve, segundo o Dicionário Houaiss, sua primeira atestação em 1344; portanto, no momento da elaboração do dicionário de Vandelli, há a possibilidade de o autor ter utilizado o recurso da própria língua portuguesa para introduzir a palavra na língua através do processo de derivação."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_ciliatus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source dicbio:source_gaffiot ; + ontolex:writtenRep "ciliatus" . + +dicbio:form_ciliado a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "ciliado"@pt . + +dicbio:form_ciliada a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino singular"@pt ; + ontolex:writtenRep "Ciliada"@pt . + +dicbio:form_ciliadas a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "Ciliadas"@pt . + +dicbio:form_ciliados a ontolex:Form ; + rdfs:label "masculino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "Ciliados"@pt, + "ciliados"@pt . + +dicbio:entry_ciliado_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Provido de, ou em forma de cílios."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_ciliado_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: CIRRO --- +### Falta acertar a etimologia da acepção 2 + +dicbio:entry_cirro a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2023-11-20"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:gender lexinfo:masculine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_cirro ; + ontolex:otherForm dicbio:form_cirrho, + dicbio:form_cirrhos, + dicbio:form_cirros ; + ontolex:sense dicbio:entry_cirro_sense1, + dicbio:entry_cirro_sense2 . + +dicbio:etym_cirro_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_cirrus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim cirrus, que no latim da Antiguidade significava “mecha de cabelo cacheado, cacho de cabelo”, mas também “excrescência em forma de tufo numa planta”, conforme informa o Oxford Latin Dictionary. Aparentemente, o latim científico especializou a grafia cirrhus para a acepção da Botânica (“gavinha”) e a grafia cirrus para a acepção da Zoologia (apêndice de certos animais). É possível observar isso, por exemplo, no “A Botanical Dictionary”, de Colin Milne (1770 - disponível em https://www.google.com.br/books/edition/A_Botanical_Dictionary_Or_Elements_of_Sy/jbZgAAAAcAAJ), que registra apenas cirrhus, e no “Zoophylacium Gronovianum”, de Laurens Theodorus Gronovius (1763 - disponível em https://www.google.com.br/books/edition/Zoophylacium_Gronovianum_exhibens_animal/aUxnAAAAcAAJ), que registra apenas cirrus. Ainda que haja duas grafias, o mais provável é que o étimo latino seja o mesmo.
No dicionário de Vandelli, a forma latina aparece grafada ora como cirrus, ora como cirrhus, tanto no sentido do apêndice dos animais quanto do das plantas. Porém, o equivalente português em Vandelli é sempre grafado cirro ao se referir ao apêndice animal, e cirrho ao se referir ao apêndice vegetal (com uma única exceção à p. 236). Já Brotero não emprega esse termo em português, preferindo o equivalente vernáculo gavinha."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_cirrus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "“A Botanical Dictionary”, de Colin Milne (1770 - disponível em https://www.google.com.br/books/edition/A_Botanical_Dictionary_Or_Elements_of_Sy/jbZgAAAAcAAJ" ; + ontolex:writtenRep "cirrus" . + +dicbio:form_cirro a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "cirro"@pt . + +dicbio:form_cirrho a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "cirrho"@pt . + +dicbio:form_cirrhos a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "cirrhos"@pt . + +dicbio:form_cirros a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "cirros"@pt . + +dicbio:entry_cirro_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Apêndice filiforme presente em certos animais como peixes e moluscos."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_cirro_sense1 . + +dicbio:entry_cirro_sense2 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Apêndice em espiral pelo qual a planta se une a outros corpos."@pt . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: CISTICO --- + +dicbio:entry_cistico a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2025-02-22"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:fabiani_goncalves ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_cistico ; + ontolex:otherForm dicbio:form_cistica ; + ontolex:sense dicbio:entry_cistico_sense1 . + +dicbio:etym_cistico_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_cysticus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "De acordo com o dicionário Houaiss, o adjetivo \"cístico\" é considerado uma formação vernácula, sendo formado pela combinação do radical \"cisto-\" com o sufixo \"-ico\". A forma \"cysticus\" não consta nos dicionários Gaffiot, Oxford Latin Dictionary e Lexicon Totius Latinitatis. No entanto, a expressão \"bilis cystica\" já aparece em latim científico, por exemplo, na obra \"Regnum animale, sectionibus 3\" de Emanuel König de 1698 (https://www.google.com.br/books/edition/Emanuelis_K%C3%B6nig_Regnum_animale_sectioni/xwMPRS1BbiUC). Dessa forma, é possível que o étimo da forma portuguesa seja o latim científico, e não necessariamente uma formação vernácula, ao contrário do que é sugerido pelo dicionário Houaiss."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_cysticus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "\"Regnum animale, sectionibus 3\" de Emanuel König de 1698 (https://www.google.com.br/books/edition/Emanuelis_K%C3%B6nig_Regnum_animale_sectioni/xwMPRS1BbiUC" ; + ontolex:writtenRep "cysticus" . + +dicbio:form_cistico a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "cístico"@pt . + +dicbio:form_cistica a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino singular"@pt ; + ontolex:writtenRep "cistica"@pt . + +dicbio:entry_cistico_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Relativo a cisto (diz-se de bile)."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_cistico_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: CLITORIS --- + +dicbio:entry_clitoris a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2025-06-16"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:ana_cristina_lopes, + dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:gender lexinfo:feminine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_clitoris ; + ontolex:otherForm dicbio:form_clitoris, + dicbio:form_clytoris ; + ontolex:sense dicbio:entry_clitoris_sense1 . + +dicbio:etym_clitoris_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_clitoris ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é muito provavelmente o latim científico clitoris, idis, que ocorre, por exemplo, na \"Anatomia\" de Verheyen, 1706 (https://www.google.com.br/books/edition/Corporis_humani_anatomia_etc_With_Philip/gXoAaisWinMC). A forma latina, por sua vez, é um empréstimo do grego κλειτορίς, -ίδος (kleitorís, -ídos), forma esta já atestada desde a Antiguidade com o mesmo sentido que o atual, em Rufo de Éfeso (séculos I-II d.C.), conforme informa o dicionário de Liddell, Scott e Jones. Assim, é possível que a forma grega já tenha passado para o latim em data mais remota; mas isso é improvável, visto que os dicionários de latim da Antiguidade que consultamos (Gaffiot e Oxford Latin Dictionary) não registram o termo. Assim, até que mais dados sejam encontrados, é mais adequado supor que se trata de termo do latim científico.
É interessante notar que tanto grego κλειτορίς quanto o latim clitoris são de gênero feminino; esse também é o gênero em que ocorre a palavra na primeira atestação portuguesa, em Santucci. São necessários mais estudos para identificar quando a palavra passa a ser empregada no gênero masculino."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_clitoris a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "\"Anatomia\" de Verheyen, 1706 (https://www.google.com.br/books/edition/Corporis_humani_anatomia_etc_With_Philip/gXoAaisWinMC" ; + ontolex:writtenRep "clitoris" . + +dicbio:form_clitoris a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "Clitoris"@pt, + "clitoris"@pt, + "clitóris"@pt . + +dicbio:form_clytoris a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "clytoris"@pt . + +dicbio:entry_clitoris_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Órgão de formato roliço presente na parte superior das pudendas da mulher."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_clitoris_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: COARCTADO --- + +dicbio:entry_coarctado a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-02-28"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_coarctado ; + ontolex:sense dicbio:entry_coarctado_sense1 . + +dicbio:etym_coarctado_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_coarctatus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "Conforme informa o Dicionário Houaiss, o étimo é o latim coarctatus,a,um, particípio passado de coarctare, que significa \"apertar, estreitar\". Já era empregado na acepção da Botânica no latim do século XVIII, conforme atestado na própria obra de Vandelli. O Dicionário Houaiss não inclui nenhuma rubrica referente à Botânica; a datação informada é possivelmente para outra acepção."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_coarctatus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "Vandelli" ; + ontolex:writtenRep "coarctatus" . + +dicbio:form_coarctado a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "coarctado"@pt . + +dicbio:entry_coarctado_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Apertado, restringido; cujas estruturas são muito próximas entre si."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_coarctado_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: COCCIX --- + +dicbio:entry_coccix a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2025-02-24"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:fabiani_goncalves ; + lexinfo:gender lexinfo:masculine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_coccix ; + ontolex:otherForm dicbio:form_coccyx ; + ontolex:sense dicbio:entry_coccix_sense1 . + +dicbio:etym_coccix_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_coccyx ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim científico coccyx, que se refere ao osso da base da coluna vertebral. Os dicionários Oxford Latin Dictionary e Gaffiot não registram essa acepção, mas apenas a de \"cuco\" (ave), ambos afirmando ser palavra de origem grega; o dicionário de Liddell, Scott e Jones, por sua vez, afirma que o grego κόκκυξ (kókkyks), além de se referir à ave, também foi empregado por Rufo de Éfeso e por Galeno para se referir ao osso. Dessa forma, o termo no latim científico tem origem no grego da Antiguidade, ainda que essa acepção não tenha registro no latim da mesma época.
Santucci emprega a grafia com -y-, mais próxima da grafia em latim. A grafia com -i- (coccix) pode ser encontrada em francês já em textos médicos do século XVII (como o \"Traité Complet des Opérations de Chirurgie\", de Vauguion, 1698 - https://www.google.com.br/books/edition/Trait%C3%A9_complet_des_op%C3%A9rations_de_chiru/NxhmAAAAcAAJ), mas não a encontramos em latim."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_coccyx a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "LSJ" ; + ontolex:writtenRep "coccyx" . + +dicbio:form_coccix a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "cóccix"@pt . + +dicbio:form_coccyx a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "coccyx"@pt . + +dicbio:entry_coccix_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Pequeno osso triangular localizado na base da coluna vertebral."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_coccix_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: CONCAMERACAO --- + +dicbio:entry_concameracao a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2023-11-06"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:ana_menegassi_rocha, + dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:gender lexinfo:feminine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_concameracao ; + ontolex:otherForm dicbio:form_concameracao, + dicbio:form_concameracoens, + dicbio:form_concameracoes ; + ontolex:sense dicbio:entry_concameracao_sense1 . + +dicbio:etym_concameracao_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_concameratio ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim concameratio, atestado desde a Antiguidade, porém com o sentido de “abóbada”, “arcada” (conforme informa o Oxford Latin Dictionary). O sentido empregado por Vandelli parece já ocorrer em textos anteriores em latim científico, como, por exemplo, na obra “Tentamen Methodi Ostracologicae” de Jacob Theodor Klein, 1753 (https://www.google.com.br/books/edition/Tentamen_methodi_ostracologicae/D-hAAAAAcAAJ). O termo parece não ser mais empregado na Biologia no século XXI."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_concameratio a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "“Tentamen Methodi Ostracologicae” de Jacob Theodor Klein, 1753 (https://www.google.com.br/books/edition/Tentamen_methodi_ostracologicae/D-hAAAAAcAAJ" ; + ontolex:writtenRep "concameratio" . + +dicbio:form_concameracao a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "concameraçaõ"@pt, + "concameração"@pt . + +dicbio:form_concameracoens a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "concameraçoens"@pt . + +dicbio:form_concameracoes a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "concamerações"@pt . + +dicbio:entry_concameracao_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Cavidade em forma de abóbada presente em estruturas animais e vegetais."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_concameracao_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: CONIVENTE --- + +dicbio:entry_conivente a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-02-28"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_conivente ; + ontolex:otherForm dicbio:form_connivente, + dicbio:form_conniventes ; + ontolex:sense dicbio:entry_conivente_sense1 . + +dicbio:etym_conivente_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_connivens ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim connivens,entis, particípio presente de connivere, que, no latim da Antiguidade, significava “fechar, piscar os olhos”; o Oxford Latin Dictionary afirma que o sentido desse verbo também podia se estender para outras partes do corpo e outros objetos que se tocam. O termo latino já passa a ser empregado na Botânica no século XVIII, como atesta o próprio dicionário de Vandelli; seu sentido é provavelmente derivado dessa ideia de objetos que se tocam, como as pálpebras que fecham os olhos.O Dicionário Houaiss informa a data de 1836, possivelmente para a acepção da língua geral (“condescendente, complacente”); e a acepção da Botânica é datada de 1858, mas sem indicação da fonte. Se a data de 1836 estiver correta, é possível que a acepção da Botânica tenha sido a primeira na língua, para apenas posteriormente surgir a acepção geral."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_connivens a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source dicbio:source_old ; + ontolex:writtenRep "connivens" . + +dicbio:form_conivente a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "conivente"@pt . + +dicbio:form_connivente a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "connivente"@pt . + +dicbio:form_conniventes a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "conniventes"@pt . + +dicbio:entry_conivente_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Cujas extremidades se aproximam ou se tocam (diz-se de estruturas vegetais, como folhas, ou animais, como unhas)."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_conivente_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: COROLULA --- + +dicbio:entry_corolula a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2024-11-26"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:gender lexinfo:feminine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_corolula ; + ontolex:otherForm dicbio:form_corollulas ; + ontolex:sense dicbio:entry_corolula_sense1 . + +dicbio:etym_corolula_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_corollula ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim científico corollula, atestado no século XVIII (como, por exemplo, na obra Genera Plantarum, de Lineu - https://www.google.com.br/books/edition/Genera_plantarum/tX0ZAAAAYAAJ). Trata-se do diminutivo de corolla, esta última já um diminutivo (de corona, coroa).
O termo não aparece em textos de Botânica em pesquisas recentes no Google, o que leva a crer que não é mais usado atualmente."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_corollula a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "Genera Plantarum, de Lineu - https://www.google.com.br/books/edition/Genera_plantarum/tX0ZAAAAYAAJ" ; + ontolex:writtenRep "corollula" . + +dicbio:form_corolula a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "corólula"@pt . + +dicbio:form_corollulas a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "corollulas"@pt . + +dicbio:entry_corolula_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Corola pequena."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_corolula_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: CORONARIO --- + +dicbio:entry_coronario a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2025-09-12"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:ana_cristina_lopes, + dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_coronario ; + ontolex:otherForm dicbio:form_coronarias, + dicbio:form_coronarios ; + ontolex:sense dicbio:entry_coronario_sense1 . + +dicbio:etym_coronario_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_coronarius ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim científico coronarius, a, um, que já era empregado em obras de anatomia referindo-se aos vasos sanguíneos do coração; por exemplo, a expressão arteriae coronariae pode ser encontrada na obra \"Opera Omnia Anatomica e Medica\", de Diemerbroeck, publicada em 1688 (https://www.google.com.br/books/edition/Opera_omnia_anatomica_et_medica/oshfAAAAcAAJ).
O adjetivo latino coronarius, a, um está registrado nos dicionários de latim da Antiguidade (Oxford Latin Dictionary e Gaffiot) com o sentido de \"relativo a coroa\"; o substantivo coronarius, ii (bem como a sua forma feminina coronaria, ae) tem o sentido de \"fabricante ou vendedor(a) de coroas ou guirlandas\". Certamente não é esse último o sentido que aparece empregado no latim científico, mas sim o sentido adjetival \"relativo a coroa\", que foi associado à forma pela qual os vasos coronários recobrem o coração. Assim, ainda que o étimo (mais direto) seja o latim científico, o sentido mais geral do termo remonta ao latim da Antiguidade."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_coronarius a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "\"Opera Omnia Anatomica e Medica\", de Diemerbroeck, publicada em 1688 (https://www.google.com.br/books/edition/Opera_omnia_anatomica_et_medica/oshfAAAAcAAJ" ; + ontolex:writtenRep "coronarius" . + +dicbio:form_coronario a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "coronário"@pt . + +dicbio:form_coronarias a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "Coronarias"@pt, + "coronarias"@pt . + +dicbio:form_coronarios a ontolex:Form ; + rdfs:label "masculino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "coronarios"@pt . + +dicbio:entry_coronario_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Que se dispõe em forma de coroa sobre o coração (diz-se de vasos sanguíneos)."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_coronario_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: COTILEDONE --- + +dicbio:entry_cotiledone a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-02-28"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:gender lexinfo:masculine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_cotiledone ; + ontolex:otherForm dicbio:form_cotyledon, + dicbio:form_cotyledone, + dicbio:form_cotyledones ; + ontolex:sense dicbio:entry_cotiledone_sense1 . + +dicbio:etym_cotiledone_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_cotyledon ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim científico cotyledon,onis, empregado, segundo o Dicionário Houaiss, por Lineu em 1751 já com o significado de \"elemento seminal que nutre a planta\". Ainda segundo o Dicionário Houaiss, a palavra latina seria a adaptação do grego kotuledón,ónos, que significa \"cavidade\".
Brotero emprega a palavra como sendo do gênero feminino; já Vandelli emprega como sendo masculina, que é também o gênero registrado pelo Dicionário Houaiss."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_cotyledon a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "Lineu" ; + ontolex:writtenRep "cotyledon" . + +dicbio:form_cotiledone a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "cotilédone"@pt . + +dicbio:form_cotyledon a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "cotyledon"@pt . + +dicbio:form_cotyledone a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "cotylédone"@pt . + +dicbio:form_cotyledones a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "cotyledones"@pt, + "cotylédones"@pt . + +dicbio:entry_cotiledone_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Folha que se forma no embrião de certas plantas e que serve para nutrir o desenvolvimento da planta."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_cotiledone_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: CRENA --- + +dicbio:entry_crena a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-02-28"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:gender lexinfo:feminine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_crena ; + ontolex:otherForm dicbio:form_crenas ; + ontolex:sense dicbio:entry_crena_sense1 . + +dicbio:etym_crena_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_crena ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim científico crena,ae, com o mesmo significado, conforme se observa na própria obra de Vandelli. O Dicionário Houaiss afirma que a palavra era empregada no latim tardio com o sentido de “entalhe, fenda”."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_crena a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "Vandelli" ; + ontolex:writtenRep "crena" . + +dicbio:form_crena a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "crena"@pt . + +dicbio:form_crenas a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "crenas"@pt . + +dicbio:entry_crena_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Incisura perpendicular obtusa na margem de certas folhas."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_crena_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: CUTICULA --- + +dicbio:entry_cuticula a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-02-28"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:gender lexinfo:feminine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_cuticula ; + ontolex:otherForm dicbio:form_cuticula ; + ontolex:sense dicbio:entry_cuticula_sense1 . + +dicbio:etym_cuticula_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_cuticula ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim cuticula,ae, diminutivo de cutis,i, que significa \"pele\". A atestação informada pelo Dicionário Houaiss é possivelmente para uma acepção fora da Botânica. A ocorrência em Vandelli talvez seja a primeira atestação no âmbito da Botânica."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_cuticula a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "Vandelli" ; + ontolex:writtenRep "cuticula" . + +dicbio:form_cuticula a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "cuticula"@pt, + "cutícula"@pt . + +dicbio:entry_cuticula_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Membrana que reveste a raiz das plantas, por cima da casca."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_cuticula_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: DEFLEXO --- + +dicbio:entry_deflexo a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-02-28"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_deflexo ; + ontolex:otherForm dicbio:form_deflexos ; + ontolex:sense dicbio:entry_deflexo_sense1 . + +dicbio:etym_deflexo_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_deflexus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "Conforme explica o Dicionário Houaiss, o étimo é o adjetivo latino deflexus,a,um, que significa \"voltado para dentro\", particípio passado do verbo deflectere. O seu emprego no latim científico é atestado na própria obra de Vandelli, o que evidencia que se trata de um empréstimo, e não de palavra herdada."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_deflexus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "Dicionário Houaiss" ; + ontolex:writtenRep "deflexus" . + +dicbio:form_deflexo a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "deflexo"@pt . + +dicbio:form_deflexos a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "deflexos"@pt . + +dicbio:entry_deflexo_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Encurvado para a parte inferior (diz-se de ramo)."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_deflexo_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: DELTOIDE --- + +dicbio:entry_deltoide a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2025-09-23"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:geovanna_lima ; + lexinfo:gender lexinfo:masculine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_deltoide ; + ontolex:otherForm dicbio:form_deltoides, + dicbio:form_deltoydes ; + ontolex:sense dicbio:entry_deltoide_sense1 . + +dicbio:etym_deltoide_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_deltoides ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim científico deltoides, não atestado no latim da Antiguidade, mas já empregado para se referir ao músculo do ombro desde o século XVI, como se lê na obra “Opera anatomica\" (1595), de Andreas Du-Laurens (https://www.google.com.br/books/edition/Opera_anatomica_etc_Ed_altera/13lVAAAAcAAJ). O termo latino, por sua vez, é um empréstimo do adjetivo grego δελτοειδής (deltoeidés) “em forma de delta (ou seja, triangular)”. Segundo o dicionário de Liddell, Scott e Jones, já na Antiguidade Galeno empregou esse adjetivo para se referir ao músculo do ombro. Dessa forma, o termo passou do grego da Antiguidade para o latim científico e, deste, para o português."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_deltoides a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "“Opera anatomica\" (1595), de Andreas Du-Laurens (https://www.google.com.br/books/edition/Opera_anatomica_etc_Ed_altera/13lVAAAAcAAJ" ; + ontolex:writtenRep "deltoides" . + +dicbio:form_deltoide a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "deltoide"@pt . + +dicbio:form_deltoides a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "Deltoides"@pt . + +dicbio:form_deltoydes a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "Deltoydes"@pt . + +dicbio:entry_deltoide_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Músculo em forma de triângulo situado no ombro."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_deltoide_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: DESENVOLUCAO --- + +dicbio:entry_desenvolucao a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2025-03-26"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:gender lexinfo:feminine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_desenvolucao ; + ontolex:otherForm dicbio:form_desenvolucao ; + ontolex:sense dicbio:entry_desenvolucao_sense1 . + +dicbio:etym_desenvolucao_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon ; + dicbio:etymologicalArgumentation "A ausência de cognatos em latim ou em outras línguas românicas parece indicar que se trata de criação portuguesa. A existência prévia de desenvolver (datado do século XIV, segundo o dicionário Houaiss), mas não de *envolução, leva a crer que se trata, morfológica e etimologicamente, de uma derivação sufixal a partir do verbo desenvolver, sob o modelo de revolução, evolução etc.
O termo caiu em desuso em favor da forma desenvolvimento, mais antiga (século XV, segundo o dicionário Houaiss) e mais frequente."^^rdf:HTML . + + a etym:Etymon ; + dcterms:language "formação vernácula" ; + dcterms:source "Dicionário Houaiss" ; + ontolex:writtenRep "desenvolver + -ção" . + +dicbio:form_desenvolucao a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "desenvoluçaõ"@pt, + "desenvolução"@pt . + +dicbio:entry_desenvolucao_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Ação de desenvolver; desenvolvimento."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_desenvolucao_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: DIAFRAGMA --- +### Falta revisar a etimologia para a acepção 2 + +dicbio:entry_diafragma a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-07-26"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:raissa_buss ; + lexinfo:gender lexinfo:masculine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_diafragma ; + ontolex:otherForm dicbio:form_diafragmas, + dicbio:form_diaphragma ; + ontolex:sense dicbio:entry_diafragma_sense1, + dicbio:entry_diafragma_sense2 . + +dicbio:etym_diafragma_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_diaphragma ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim diaphragma, que, segundo o dicionário de Gaffiot, é atestado na obra de Célio Aureliano (século V d.C), já designando o mesmo músculo; em latim, por sua vez, a palavra é um empréstimo do grego, significando “divisão” ou “barreira”, mas já designando o mesmo músculo em Platão e em Galeno (conforme informa o dicionário de Liddell, Scott e Jones). Em português, trata-se certamente de um latinismo que entrou provavelmente por meio do latim científico."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_diaphragma a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source dicbio:source_gaffiot ; + ontolex:writtenRep "diaphragma" . + +dicbio:form_diafragma a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "diafragma"@pt . + +dicbio:form_diafragmas a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "diafragmas"@pt . + +dicbio:form_diaphragma a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "Diaphragma"@pt, + "diaphragma"@pt . + +dicbio:entry_diafragma_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Músculo em formato de abóbada que separa a região torácica do abdome."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_diafragma_sense1 . + +dicbio:entry_diafragma_sense2 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Membrana que separa duas ou mais cavidades, em certos animais (como moluscos) e vegetais (como cavidades em frutos)."@pt . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: DIGITADO --- +### Falta revisar a etimologia para a acepção 2 + +dicbio:entry_digitado a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2023-09-25"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:kamila_barbosa ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_digitado ; + ontolex:otherForm dicbio:form_digitada, + dicbio:form_digitadas, + dicbio:form_digitados ; + ontolex:sense dicbio:entry_digitado_sense1, + dicbio:entry_digitado_sense2 . + +dicbio:etym_digitado_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_digitatus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim digĭtātus, atestado desde a Antiguidade (conforme informa o Oxford Latin Dictionary), com o sentido de \"provido de dedos\". Trata-se, portanto, de um decalque do latim, que entrou na língua portuguesa como um empréstimo do latim científico.
O dicionário Houaiss registra a forma dígito como sinônimo (formal) de dedo, datada de 1532. Assim, seria possível hipotetizar que digitado seria um derivado sufixal a partir de dígito (significando dedo, e não algarismo, como é o seu sentido atual). No entanto, devido a essa forma ser incomum na língua portuguesa, parece mais provável que digitado no sentido empregado pelos cientistas do século XVIII seja de fato um decalque do latim."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_digitatus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source dicbio:source_old ; + ontolex:writtenRep "digitatus" . + +dicbio:form_digitado a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "digitado"@pt . + +dicbio:form_digitada a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino singular"@pt ; + ontolex:writtenRep "Digitada"@pt, + "digitada"@pt . + +dicbio:form_digitadas a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "Digitadas"@pt, + "digitadas"@pt . + +dicbio:form_digitados a ontolex:Form ; + rdfs:label "masculino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "digitados"@pt . + +dicbio:entry_digitado_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Cujo pecíolo reúne em seu ápice várias folhas menores (diz-se de folha composta)."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_digitado_sense1 . + +dicbio:entry_digitado_sense2 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Com divisões semelhantes aos dedos da mão (diz-se de asa de inseto)."@pt . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: DISCO --- +### Falta revisar a etimologia para as acepções 2 e 3 + +dicbio:entry_disco a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-02-28"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:gender lexinfo:masculine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_disco ; + ontolex:sense dicbio:entry_disco_sense1, + dicbio:entry_disco_sense2, + dicbio:entry_disco_sense3 . + +dicbio:etym_disco_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_discus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "Conforme informa o Dicionário Houaiss, o étimo é o latim discus,i, adaptação do grego dískos,ou, que significa \"peso, prato, objeto de lançamento em exercícios de força\". Conforme se observa na obra de Vandelli, o termo latino discus já era empregado no latim científico no âmbito da Botânica e da Zoologia. O termo português é empregado por Vandelli em pelo menos três acepções diferentes, duas delas na Botânica."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_discus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "Dicionário Houaiss" ; + ontolex:writtenRep "discus" . + +dicbio:form_disco a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "disco"@pt . + +dicbio:entry_disco_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Estrutura em forma de disco localizada no centro do receptáculo."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_disco_sense1 . + +dicbio:entry_disco_sense2 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Parte central de certas folhas."@pt . + +dicbio:entry_disco_sense3 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Parte central das valvas de certos moluscos."@pt . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: DORSAL --- + +dicbio:entry_dorsal a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2024-09-27"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:marimeire_barros ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_dorsal ; + ontolex:sense dicbio:entry_dorsal_sense1 . + +dicbio:etym_dorsal_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_dorsalis ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim científico dorsalis, que ocorre em textos desde pelo menos o século XVII (conforme se observa, por exemplo, na obra de Platter \"De corporis humani structura et usu\", de 1603 - https://www.google.com.br/books/edition/De_corporis_humani_structura_et_usu_libr/4fQ6AAAAcAAJ). A forma atestada no latim da Antiguidade é dorsualis, forma essa que não serviu de base para outras formações em português."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_dorsalis a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "Platter \"De corporis humani structura et usu\", de 1603 - https://www.google.com.br/books/edition/De_corporis_humani_structura_et_usu_libr/4fQ6AAAAcAAJ" ; + ontolex:writtenRep "dorsalis" . + +dicbio:form_dorsal a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "dorsal"@pt . + +dicbio:entry_dorsal_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Relativo ao dorso."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_dorsal_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: ELONGADO --- + +dicbio:entry_elongado a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2023-09-25"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:kamila_barbosa ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_elongado ; + ontolex:otherForm dicbio:form_elongada ; + ontolex:sense dicbio:entry_elongado_sense1 . + +dicbio:etym_elongado_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_elongatus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é, muito provavelmente, o latim elongatus (particípio do verbo latino elongo, are, atestado, segundo o dicionário de Gaffiot, no texto da Vulgata); assim, trata-se de um decalque do latim. É possível hipotetizar que o verbo elongar seja uma retroformação a partir de elongado, mas sem datações confiáveis para o verbo, ainda não é possível afirmar com certeza."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_elongatus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source dicbio:source_gaffiot ; + ontolex:writtenRep "elongatus" . + +dicbio:form_elongado a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "elongado"@pt . + +dicbio:form_elongada a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino singular"@pt ; + ontolex:writtenRep "elongada"@pt . + +dicbio:entry_elongado_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Que se alonga, que é comprido."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_elongado_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: EMARGINADO --- + +dicbio:entry_emarginado a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2023-09-25"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:kamila_barbosa ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_emarginado ; + ontolex:otherForm dicbio:form_emarginados ; + ontolex:sense dicbio:entry_emarginado_sense1 . + +dicbio:etym_emarginado_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_emarginatus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim emarginatus, particípio do verbo ēmargĭnō, āre (atestado desde a Antiguidade, com o sentido de \"corroer as margens\", conforme registrado no Oxford Latin Dictionary), caracterizando-se como um decalque do latim. O termo ingressou na língua portuguesa certamente pela via erudita, por meio do latim científico, visto que emarginatus é empregado no próprio dicionário de Vandelli."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_emarginatus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source dicbio:source_old ; + ontolex:writtenRep "emarginatus" . + +dicbio:form_emarginado a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "emarginado"@pt . + +dicbio:form_emarginados a ontolex:Form ; + rdfs:label "masculino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "emarginados"@pt . + +dicbio:entry_emarginado_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Que apresenta recorte (em sua maioria) curvo na ponta (diz-se de folha)."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_emarginado_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: ENOVELADO --- + +dicbio:entry_enovelado a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2023-09-25"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:kamila_barbosa ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_enovelado ; + ontolex:otherForm dicbio:form_ennovelada, + dicbio:form_ennoveladas, + dicbio:form_ennovellada ; + ontolex:sense dicbio:entry_enovelado_sense1 . + +dicbio:etym_enovelado_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon ; + dicbio:etymologicalArgumentation "Enovelado é o particípio do verbo enovelar, este formado por derivação parassintética a partir do substantivo novelo. O dicionário Houaiss não informa data para o particípio, mas o verbo é datado de 1608. É incerto se Vandelli pretendeu empregá-lo com um sentido especializado (como tradução do latim glomeratus, a, um) ou apenas como uma descrição informal."^^rdf:HTML . + + a etym:Etymon ; + dcterms:language "formação vernácula" ; + dcterms:source "nossa pesquisa" ; + ontolex:writtenRep "en- + novelo + -ado" . + +dicbio:form_enovelado a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "enovelado"@pt . + +dicbio:form_ennovelada a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino singular"@pt ; + ontolex:writtenRep "Ennovelada"@pt . + +dicbio:form_ennoveladas a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "ennoveladas"@pt . + +dicbio:form_ennovellada a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino singular"@pt ; + ontolex:writtenRep "Ennovellada"@pt . + +dicbio:entry_enovelado_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Enrolado ou emaranhado em forma de novelo."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_enovelado_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: ENSIFORME --- + +dicbio:entry_ensiforme a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2025-02-28"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:fabiani_goncalves ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_ensiforme ; + ontolex:sense dicbio:entry_ensiforme_sense1 . + +dicbio:etym_ensiforme_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_ensiformis ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim científico ensiformis, atestado já no século XVII - por exemplo, na obra \"Cometographia\" (1668), de Johannes Hevelius (https://www.google.com.br/books/edition/JOHANNIS_HEVELII_COMETOGRAPHIA_Totam_Nat/UvTm7DlL8cUC). A expressão cartilago ensiformis, da qual certamente a \"cartilagem ensiforme\" é um decalque, também já é atestada em obras anteriores, como a \"Anatomy of Human Bodies\" de Thomas Gibson, de 1688 (https://www.google.com.br/books/edition/The_Anatomy_of_Human_Bodies_Epitomiz_d_T/hwhlAAAAcAAJ). O Dicionário Houaiss apresenta não a etimologia, mas a descrição morfológica do termo: os elementos ensi- (do latim ensis, is, \"espada\") e -forme."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_ensiformis a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "\"Cometographia\" (1668), de Johannes Hevelius (https://www.google.com.br/books/edition/JOHANNIS_HEVELII_COMETOGRAPHIA_Totam_Nat/UvTm7DlL8cUC" ; + ontolex:writtenRep "ensiformis" . + +dicbio:form_ensiforme a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "ensiforme"@pt . + +dicbio:entry_ensiforme_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Em forma de espada."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_ensiforme_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: ENTRECORTADO --- + +dicbio:entry_entrecortado a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2023-09-25"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:kamila_barbosa ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_entrecortado ; + ontolex:otherForm dicbio:form_entrecortadas ; + ontolex:sense dicbio:entry_entrecortado_sense1 . + +dicbio:etym_entrecortado_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon ; + dicbio:etymologicalArgumentation "Entrecortado é o particípio do verbo entrecortar, este formado por derivação prefixal com o prefixo entre- unido ao verbo cortar (ou talvez seja um empréstimo do espanhol, visto que a forma entrecortadas já aparece na obra \"Monarchia Mistica de la Yglesia\", do padre Fray Lorenzo de Zamora, publicado em 1616 - https://www.google.com.br/books/edition/Monarchia_mistica_de_la_yglesia_hecha_de/2PMk0_RzwT4C). O Dicionário Houaiss informa que a atestação mais antiga para o verbo entrecortar é 1836, mas esse verbo já aparece no \"Diccionario Italiano, e Portuguez\" de Joaquim José da Costa e Sá, publicado em 1773 (https://www.google.com.br/books/edition/Diccionario_italiano_e_portuguez_extrahi/3ENAAAAAcAAJ), como equivalente do italiano intersecare."^^rdf:HTML . + + a etym:Etymon ; + dcterms:language "formação vernácula" ; + dcterms:source "nossa pesquisa" ; + ontolex:writtenRep "entrecortar + -ado" . + +dicbio:form_entrecortado a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "entrecortado"@pt . + +dicbio:form_entrecortadas a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "entrecortadas"@pt . + +dicbio:entry_entrecortado_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Que se entrecortou."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_entrecortado_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: EPIDERME --- + +dicbio:entry_epiderme a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-02-28"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:gender lexinfo:feminine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_epiderme ; + ontolex:sense dicbio:entry_epiderme_sense1, + dicbio:entry_epiderme_sense2 . + +dicbio:etym_epiderme_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_epidermis ; + dicbio:etymologicalArgumentation "Conforme informa o Dicionário Houaiss, o étimo é o latim epidermis, -is, com o sentido de “epiderme dos animais”, por sua vez originário do grego epidermís, -ídos. Segundo o dicionário de Gaffiot, a palavra latina é atestada na “Ars Veterinaria sive Mulomedicina” de Vegécio (séculos IV-V d.C.). A forma portuguesa não é herdada e sua primeira atestação com essa acepção, de acordo com o Dicionário Houaiss, é a obra “Recopilação da Cirurgia”, de António da Cruz (1601), sob a forma variante epiderma. Seu emprego na Botânica parece ter sido introduzido, em português, pela obra de Vandelli (1788)."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_epidermis a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source dicbio:source_gaffiot ; + ontolex:writtenRep "epidermis" . + +dicbio:form_epiderme a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "epiderme"@pt . + +dicbio:entry_epiderme_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Camada de revestimento da raiz ou do caule de uma planta; cutícula."@pt . + +dicbio:entry_epiderme_sense2 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Membrana que reveste as conchas de certos moluscos."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_epiderme_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: EPIGASTRIO --- + +dicbio:entry_epigastrio a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-07-25"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:raissa_buss ; + lexinfo:gender lexinfo:masculine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_epigastrio ; + ontolex:otherForm dicbio:form_epigastrio ; + ontolex:sense dicbio:entry_epigastrio_sense1 . + +dicbio:etym_epigastrio_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_epigastrium ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim científico Epigastrium, atestado já no século XVI (por exemplo, em “A dictionary in Latine and English”, de John Veron, 1575 - https://www.google.com.br/books/edition/A_Dictionary_in_Latine_and_English_corre/H85lAAAAcAAJ). Por não estar registrado nem no Oxford Latin Dictionary nem no dicionário de Gaffiot, supõe-se que não era empregado em latim na Antiguidade; mas o dicionário LSJ registra a forma epigástrion) (ἐπιγάστριον), ora com o sentido de “abdômen”, ora com o sentido de “parte do abdômen acima do umbigo”. Assim, a forma latina, provavelmente medieval ou renascentista, foi cunhada a partir do grego."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_epigastrium a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "“A dictionary in Latine and English”, de John Veron, 1575 - https://www.google.com.br/books/edition/A_Dictionary_in_Latine_and_English_corre/H85lAAAAcAAJ" ; + ontolex:writtenRep "epigastrium" . + +dicbio:form_epigastrio a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "Epigastrio"@pt, + "epigastrio"@pt, + "epigástrio"@pt . + +dicbio:entry_epigastrio_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Região do abdômen situada abaixo do diafragma, terminando um pouco acima do umbigo."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_epigastrio_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: ESCAMOSO --- + +dicbio:entry_escamoso a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-02-28"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_escamoso ; + ontolex:otherForm dicbio:form_escamosa, + dicbio:form_escamosos ; + ontolex:sense dicbio:entry_escamoso_sense1 . + +dicbio:etym_escamoso_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_squamosus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "Conforme informa o Dicionário Houaiss, o étimo é o latim squamosus, -a, -um no sentido de “coberto de escamas”, já empregado no latim científico do século XVIII, como atesta a própria citação de Vandelli. O emprego na Botânica foi possivelmente introduzido na língua portuguesa por Vandelli."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_squamosus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "Vandelli" ; + ontolex:writtenRep "squamosus" . + +dicbio:form_escamoso a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "escamoso"@pt . + +dicbio:form_escamosa a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino singular"@pt ; + ontolex:writtenRep "Escamosa"@pt, + "escamosa"@pt . + +dicbio:form_escamosos a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "Escamosos"@pt . + +dicbio:entry_escamoso_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Coberto de escamas (diz-se de pele animal ou de raiz vegetal)."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_escamoso_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: ESCROTO --- + +dicbio:entry_escroto a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2025-03-14"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:fabiani_goncalves ; + lexinfo:gender lexinfo:masculine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_escroto ; + ontolex:otherForm dicbio:form_scroto ; + ontolex:sense dicbio:entry_escroto_sense1 . + +dicbio:etym_escroto_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_scrotum ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim scrotum, atestado desde a Antiguidade com o mesmo sentido, tendo sido empregado assim por Celso (séc. I d.C.), conforme abona o Oxford Latin Dictionary. Segundo essa obra, trata-se de uma variante de scrautum, palavra que se referia a uma espécie de aljava de couro. Assim, a associação com o escroto teria origem na similaridade de função, visto que ambos são espécie de estojo para proteção.
Em português, o termo certamente entrou por via erudita (como evidenciado pela manutenção do -t- intervocálico), pelo latim científico."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_scrotum a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source dicbio:source_old ; + ontolex:writtenRep "scrotum" . + +dicbio:form_escroto a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "escroto"@pt . + +dicbio:form_scroto a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "scroto"@pt . + +dicbio:entry_escroto_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Saco localizado abaixo do pênis, que contém os testículos."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_escroto_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: ESOFAGO --- + +dicbio:entry_esofago a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-07-26"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:raissa_buss ; + lexinfo:gender lexinfo:masculine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_esofago ; + ontolex:otherForm dicbio:form_ezofago, + dicbio:form_isophago ; + ontolex:sense dicbio:entry_esofago_sense1 . + +dicbio:etym_esofago_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_oesophagus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim científico oesophagus, atestado já no século XVI (por exemplo, em “De Anima”, 1542, https://www.google.com.br/books/edition/De_anima_commentarius_Philippi_Mel_Cum_I/tQ22hca_94oC). Por estar ausente dos dicionários de Gaffiot e OLD, supõe-se que não existia no latim da Antiguidade. Em latim, é empréstimo do grego οἰσοφάγος, atestado em Hipócrates, Aristóteles e Galeno com o sentido de “goela, esôfago” (segundo o dicionário de Liddell, Scott e Jones)."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_oesophagus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "“De Anima”, 1542, https://www.google.com.br/books/edition/De_anima_commentarius_Philippi_Mel_Cum_I/tQ22hca_94oC" ; + ontolex:writtenRep "oesophagus" . + +dicbio:form_esofago a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "esôfago"@pt . + +dicbio:form_ezofago a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "ezofago"@pt . + +dicbio:form_isophago a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "Isophago"@pt, + "isophago"@pt . + +dicbio:entry_esofago_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Órgão muscular, parte do tubo digestivo, que liga a faringe ao estômago."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_esofago_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: ESTAME --- + +dicbio:entry_estame a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-02-28"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:gender lexinfo:masculine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_estame ; + ontolex:otherForm dicbio:form_estames ; + ontolex:sense dicbio:entry_estame_sense1 . + +dicbio:etym_estame_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_stamen ; + dicbio:etymologicalArgumentation "Como informa o Dicionário Houaiss, o étimo é o latim stamen, -inis no sentido de “fio da roca”. A datação informada pelo dicionário Houaiss é provavelmente referente à acepção de “fio de tecer”. O emprego do latim stamen na Botânica já ocorre no século XVIII e influenciou a acepção no português."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_stamen a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "Dicionário Houaiss" ; + ontolex:writtenRep "stamen" . + +dicbio:form_estame a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "estame"@pt . + +dicbio:form_estames a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "Estames"@pt, + "estames"@pt . + +dicbio:entry_estame_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Estrutura correspondente ao órgão masculino das flores, formado por um filamento que sustenta a antera, onde se localiza o pólen."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_estame_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: ESTIGMA --- + +dicbio:entry_estigma a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-02-28"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:gender lexinfo:masculine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_estigma ; + ontolex:otherForm dicbio:form_estigmas ; + ontolex:sense dicbio:entry_estigma_sense1 . + +dicbio:etym_estigma_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_stigma ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim stigma, atis, conforme informa o Dicionário Houaiss, que já era empregado, no latim científico do século XVIII, com o sentido que tem na Botânica. A data informada pelo Dicionário Houaiss é possivelmente para outra acepção da mesma palavra."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_stigma a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "Dicionário Houaiss" ; + ontolex:writtenRep "stigma" . + +dicbio:form_estigma a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "estigma"@pt . + +dicbio:form_estigmas a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "estigmas"@pt . + +dicbio:entry_estigma_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Parte superior do pistilo, rica em uma substância líquida e pegajosa que capta os grãos de pólen para a fecundação."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_estigma_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: ESTIPULA --- + +dicbio:entry_estipula a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-02-28"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:gender lexinfo:feminine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_estipula ; + ontolex:otherForm dicbio:form_estipulas ; + ontolex:sense dicbio:entry_estipula_sense1 . + +dicbio:etym_estipula_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_stipula ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim stipula, cujo sentido original de \"haste dos cereais\" remonta à Antiguidade; no entanto, o seu emprego científico como termo da Botânica deriva do latim científico (como atesta a própria obra de Vandelli), sendo, portanto, empréstimo do latim."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_stipula a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "Vandelli" ; + ontolex:writtenRep "stipula" . + +dicbio:form_estipula a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "estípula"@pt . + +dicbio:form_estipulas a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "estipulas"@pt . + +dicbio:entry_estipula_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Escama que nasce na base do pecíolo ou do pedúnculo."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_estipula_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: EXCRETORIO --- + +dicbio:entry_excretorio a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2025-03-25"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:fabiani_goncalves ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_excretorio ; + ontolex:otherForm dicbio:form_excretorios ; + ontolex:sense dicbio:entry_excretorio_sense1 . + +dicbio:etym_excretorio_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_excretorius ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim científico excretorius, atestado na obra de Verheyen (1710 - https://www.google.com.br/books/edition/Corporis_humani_anatomia/BCNgAAAAcAAJ), entre outras. Assim, o adjetivo português é claramente um decalque do latim, ainda que, morfologicamente, seja um derivado sufixal. O termo latino é formado a partir do verbo excerno (que tem a forma do supino excretum), empregado já na Antiguidade com o sentido de \"excretar, eliminar\" (conforme aponta o Oxford Latin Dictionary). É importante observar que a forma excretum é homófona do supino do verbo excresco \"crescer, inchar\", mas o sentido denota que este último não é a base para a formação do adjetivo excretorius em latim."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_excretorius a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "Verheyen (1710 - https://www.google.com.br/books/edition/Corporis_humani_anatomia/BCNgAAAAcAAJ" ; + ontolex:writtenRep "excretorius" . + +dicbio:form_excretorio a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "excretório"@pt . + +dicbio:form_excretorios a ontolex:Form ; + rdfs:label "masculino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "excretorios"@pt . + +dicbio:entry_excretorio_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Que excreta."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_excretorio_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: FALCADO --- + +dicbio:entry_falcado a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2023-09-15"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:kamila_barbosa ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_falcado ; + ontolex:otherForm dicbio:form_falcada ; + ontolex:sense dicbio:entry_falcado_sense1 . + +dicbio:etym_falcado_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_falcatus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "Falcado tem como étimo o latim falcatus, sendo caracterizado como um decalque advindo do latim. Apesar de ter uma base morfológica (substantivo foice, já atestada no séc. XIV), não podemos classificar falcado também como derivação, visto que, o que resultaria de foice quando anexado ao sufixo -ado seria uma forma diferente da que temos aqui representada - “foiçado” -, portanto, é mais provável que Vandelli tenha recuperado a forma latina (falcatus) como base para a forma em língua portuguesa. Isto acontece porque o substantivo foice é uma palavra herdada e passou por diversas mudanças desde sua forma do latim falx para foice. "^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_falcatus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "Vandelli" ; + ontolex:writtenRep "falcatus" . + +dicbio:form_falcado a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "falcado"@pt . + +dicbio:form_falcada a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino singular"@pt ; + ontolex:writtenRep "falcada"@pt . + +dicbio:entry_falcado_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Que tem a forma de foice."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_falcado_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: FASTIGIADO --- + +dicbio:entry_fastigiado a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2023-09-25"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:kamila_barbosa ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_fastigiado ; + ontolex:otherForm dicbio:form_fastigiadas ; + ontolex:sense dicbio:entry_fastigiado_sense1 . + +dicbio:etym_fastigiado_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_fastigiatus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "Há duas possibilidades de descrição do étimo: 1 - pode ser analisado como um decalque do latim fastīgiātus (atestado na Antiguidade, conforme registrado no dicionário de Gaffiot, como variante do adjetivo fastigatus), que teria entrado na língua portuguesa por meio do latim científico (visto não ser palavra herdada, como se percebe pela conservação do -g- intervocálico); ou 2 - como adjetivo derivado do substantivo fastígio acrescido do sufixo -ado, visto que o substantivo teve, segundo o Dicionário Houaiss, sua primeira atestação em 1548; portanto, no momento da elaboração do dicionário de Vandelli, há a possibilidade de o autor ter utilizado o recurso da própria língua portuguesa para introduzir a palavra na língua através do processo de derivação."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_fastigiatus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source dicbio:source_gaffiot ; + ontolex:writtenRep "fastigiatus" . + +dicbio:form_fastigiado a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "fastigiado"@pt . + +dicbio:form_fastigiadas a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "fastigiadas"@pt . + +dicbio:entry_fastigiado_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Com ramos dispostos em feixe de modo que termine em ponta (diz-se de plantas ou outras estruturas vegetais)."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_fastigiado_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: FECUNDANTE --- + +dicbio:entry_fecundante a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2024-10-10"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:luana_borges ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_fecundante ; + ontolex:sense dicbio:entry_fecundante_sense1 . + +dicbio:etym_fecundante_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_fecundans ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim fecundans, -ntis, particípio presente do verbo fecundo, -are, que, no latim da Antiguidade, tem o sentido de \"tornar fértil\" (segundo o Oxford Latin Dictionary). A não ocorrência da sonorização do [k] intervocálico evidencia que o termo não é herdado, mas entrou na língua portuguesa por via erudita, provavelmente a partir do seu emprego no latim científico (já atestado em obras como as \"Praelectiones Academicae\" de Boerhaave, 1745 - https://www.google.com.br/books/edition/Hermanni_Boerhaave_Praelectiones_academi/yi1URjML52UC)."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_fecundans a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "\"Praelectiones Academicae\" de Boerhaave, 1745 - https://www.google.com.br/books/edition/Hermanni_Boerhaave_Praelectiones_academi/yi1URjML52UC" ; + ontolex:writtenRep "fecundans" . + +dicbio:form_fecundante a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "fecundante"@pt . + +dicbio:entry_fecundante_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Que fecunda."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_fecundante_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: FIBROSO --- + +dicbio:entry_fibroso a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-02-28"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_fibroso ; + ontolex:otherForm dicbio:form_fibrosas ; + ontolex:sense dicbio:entry_fibroso_sense1 . + +dicbio:etym_fibroso_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_fibrosus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O Dicionário Houaiss sugere que se trata de uma derivação sufixal (fibra + -oso); no entanto, a ocorrência de fibrosus,a,um no latim científico (atestado em Vandelli) leva a crer que o termo foi decalcado ou emprestado do latim científico.A data de 1751 é informada pelo Dicionário Houaiss e indicada com a abreviatura MarqJFP, que não é incluída na lista de fontes, mas possivelmente se refere a João Feliciano Marques Pereira."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_fibrosus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "Vandelli" ; + ontolex:writtenRep "fibrosus" . + +dicbio:form_fibroso a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "fibroso"@pt . + +dicbio:form_fibrosas a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "fibrosas"@pt . + +dicbio:entry_fibroso_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Provido de fibras."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_fibroso_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: FILAMENTO --- +### Incluir a etimologia da acepção 2 + +dicbio:entry_filamento a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-02-28"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:fabiani_goncalves ; + lexinfo:gender lexinfo:masculine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_filamento ; + ontolex:otherForm dicbio:form_filamentos ; + ontolex:sense dicbio:entry_filamento_sense1, + dicbio:entry_filamento_sense2 . + +dicbio:etym_filamento_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_filamentum ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é provavelmente o latim filamentum, i, atestado na obra de Pompeio Festo, de acordo com o dicionário de Gaffiot (s.v. filamentum), com o sentido de “reunião de fios”. Certamente entrou no português por via erudita, como evidencia a permanência do -l- intervocálico.
A atestação mais antiga que encontramos até o momento é o seu emprego na \"Anatomia\" de Santucci, referindo-se a estruturas anatômicas em forma de fio; porém, Santucci não apresenta marcas tipográficas ou metalinguísticas que sugerem que o termo fosse sentido como neológico, de modo que pode haver, portanto, emprego anterior ainda não encontrado.
O Dicionário Houaiss sugere como étimo o francês filament, indicado como de 1904, mas esta é a data da acepção na Eletrônica, conforme informa o Trésor de la Langue Française; o sentido de “elemento orgânico animal ou vegetal de forma fina e alongada” é datado pelo Trésor como sendo de 1538, o que seria coerente com a hipótese do étimo francês; porém, o emprego da forma latina filamentum em textos científicos anteriores (como na obra \"Anatome Corporis Humani\" de Diemerbroeck, 1679 - https://books.google.com.br/books?id=SEEUAAAAQAAJ) sugere que o étimo é, de fato, o termo latino."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_filamentum a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source dicbio:source_gaffiot ; + ontolex:writtenRep "filamentum" . + +dicbio:form_filamento a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "filamento"@pt . + +dicbio:form_filamentos a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "filamentos"@pt . + +dicbio:entry_filamento_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Estrutura que sustenta a antera e a une à planta."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_filamento_sense1 . + +dicbio:entry_filamento_sense2 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Qualquer estrutura animal semelhante a um fio, como antenas ou bissos."@pt . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: FITOLOGIA --- + +dicbio:entry_fitologia a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2023-12-05"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:dannielly_rodrigues_silva, + dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:gender lexinfo:feminine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_fitologia ; + ontolex:otherForm dicbio:form_phytologia ; + ontolex:sense dicbio:entry_fitologia_sense1 . + +dicbio:etym_fitologia_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_phytologia ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim científico phytologia, empregado já no século XVII (como, por exemplo, na obra “Phytologia” de Giacinto Ambrosini, de 1666 - https://www.google.com.br/books/edition/Phytologia_hoc_est_de_plantis_etc_Additi/sgZfAAAAcAAJ). Em latim, é formada pelos elementos de origem grega phyto- (planta) e -logia (discurso). O fato de não ser atestado nos dicionários de latim e grego referentes ao período da Antiguidade revela tratar-se de uma inovação do latim científico, a partir do qual passou ao português.
Em português, não é tão usada quanto o seu sinônimo “Botânica”."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_phytologia a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "“Phytologia” de Giacinto Ambrosini, de 1666 - https://www.google.com.br/books/edition/Phytologia_hoc_est_de_plantis_etc_Additi/sgZfAAAAcAAJ" ; + ontolex:writtenRep "phytologia" . + +dicbio:form_fitologia a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "Fitologia"@pt . + +dicbio:form_phytologia a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "Phytologia"@pt . + +dicbio:entry_fitologia_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "O mesmo que Botânica."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_fitologia_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: FLOSCULO --- + +dicbio:entry_flosculo a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-02-28"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:gender lexinfo:masculine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_flosculo ; + ontolex:otherForm dicbio:form_flosculos ; + ontolex:sense dicbio:entry_flosculo_sense1 . + +dicbio:etym_flosculo_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_flosculus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo, conforme aponta o Dicionário Houaiss, é o latim flosculus, i, diminutivo de flos, oris \"flor\". O termo latino flosculus é referenciado no índice do dicionário de Vandelli, mas não aparece descrito em sua nomenclatura."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_flosculus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "Vandelli" ; + ontolex:writtenRep "flosculus" . + +dicbio:form_flosculo a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "flósculo"@pt . + +dicbio:form_flosculos a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "flosculos"@pt . + +dicbio:entry_flosculo_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Pequena flor."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_flosculo_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: FOLHA --- + +dicbio:entry_folha a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2025-04-09"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:dannielly_rodrigues_silva, + dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:gender lexinfo:feminine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_folha ; + ontolex:otherForm dicbio:form_folhas ; + ontolex:sense dicbio:entry_folha_sense1 . + +dicbio:etym_folha_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_folia ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é a forma latina folia, neutro plural de folium, que foi reanalisada como um feminino singular. Segundo o dicionário Houaiss, é atestada em português desde a Idade Média.
Tanto Vandelli (p. 208) quanto Brotero (p. 38) definem \"folha\" como o órgão responsável pelo movimento da planta. Brotero também menciona a função de absorção de nutrientes, numa interessante analogia com a pele dos animais: \"As folhas absorbem como a pelle dos animaes, e em muitas plantas a maior parte da substancia nutritiva lhes entra pelas folhas; segundo alguns physiologistas os vegetaes em geral nutremse de dia pela via das folhas e de noyte pelas raizes, e no inverno aquellas plantas que nelle perdem inteiramente as suas folhas so se nutrem pela raiz\" (BROTERO, 1788, p. 6). Atualmente, a ideia de \"movimento\" não é mais entendida como inerente ao conceito de \"folha\"."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_folia a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "Dicionário Houaiss" ; + ontolex:writtenRep "folia" . + +dicbio:form_folha a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "folha"@pt . + +dicbio:form_folhas a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "Folhas"@pt, + "folhas"@pt . + +dicbio:entry_folha_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Órgão do movimento da planta."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_folha_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: FOLIACEO --- + +dicbio:entry_foliaceo a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-02-28"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_foliaceo ; + ontolex:otherForm dicbio:form_foliacea, + dicbio:form_foliaceas ; + ontolex:sense dicbio:entry_foliaceo_sense1 . + +dicbio:etym_foliaceo_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_foliaceus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "Conforme informa o Dicionário Houaiss, o étimo é o latim foliaceus,a,um, já empregado no latim científico do século XVIII (conforme atesta a obra de Vandelli) com o sentido de \"que tem o feitio de folha, foliáceo\"."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_foliaceus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "Vandelli" ; + ontolex:writtenRep "foliaceus" . + +dicbio:form_foliaceo a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "foliáceo"@pt . + +dicbio:form_foliacea a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino singular"@pt ; + ontolex:writtenRep "foliacea"@pt . + +dicbio:form_foliaceas a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "foliaceas"@pt . + +dicbio:entry_foliaceo_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Semelhante a lâmina ou folha."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_foliaceo_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: FRENICO --- + +dicbio:entry_frenico a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2025-04-14"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:fabiani_goncalves ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_frenico ; + ontolex:otherForm dicbio:form_phrenicas, + dicbio:form_phrenicos ; + ontolex:sense dicbio:entry_frenico_sense1 . + +dicbio:etym_frenico_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_phrenicus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim científico phrenicus, a, um, que é atestado em textos do século XVII, como, por exemplo, na \"Historia Anatomica\" de André du Laurens, 1602 (disponível em https://www.google.com.br/books/edition/Andreae_Laurentii_Historia_anatomica_hum/x6DTbRHkOlAC), já com o sentido de \"relativo ao diafragma\". Não é registrado nos dicionários Oxford Latin Dictionary nem no Gaffiot, o que indica que o termo é muito provavelmente uma criação do latim científico.
Apesar de o étimo ser latino, o termo é claramente decalcado no grego, como se nota pela presença do dígrafo -ph- (que translitera a letra φ grega) e o sufixo -icus, também de origem grega. No entanto, o dicionário de Liddell, Scott e Jones também não registra forma equivalente em grego, o que parece novamente indicar uma criação renascentista ou pós-renascentista.
A raiz grega que serve de base ao termo é, claramente, o substantivo φρήν (phrén) (genitivo φρενός - phrenós), registrado no dicionário de Liddell, Scott e Jones com o sentido de \"barriga\". Portanto, o adjetivo \"frênico\" seria, etimologicamente, \"relativo à barriga\", o que condiz com o sentido moderno de \"relativo ao diafragma\". No entanto, o grego φρήν também pode ter o sentido de \"mente\" (talvez em decorrência de alguma crença de que a sede das faculdades mentais estaria na barriga), sentido esse que está na base de cognatos como \"frenético\" e \"frenesi\". Em decorrência desse sentido, surge a afirmação de Santucci de que os vasos e nervos do diafragma são assim chamados por causa da relação que têm com a cabeça, e porque uma inflamação no diafragma causaria delírios. Essa afirmação parece ser uma tentativa a posteriori de estabelecer uma relação com a raiz grega, visto que a acepção de \"barriga\" já é suficiente para explicar o sentido moderno, de forma concreta e sem recorrer a figuras de linguagem."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_phrenicus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "\"Historia Anatomica\" de André du Laurens, 1602 (disponível em https://www.google.com.br/books/edition/Andreae_Laurentii_Historia_anatomica_hum/x6DTbRHkOlAC" ; + ontolex:writtenRep "phrenicus" . + +dicbio:form_frenico a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "frênico"@pt . + +dicbio:form_phrenicas a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "phrenicas"@pt . + +dicbio:form_phrenicos a ontolex:Form ; + rdfs:label "masculino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "Phrenicos"@pt . + +dicbio:entry_frenico_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Relativo ao diafragma (acepção 1)."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_frenico_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: FRUTIFICACAO --- + +dicbio:entry_frutificacao a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-02-28"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:gender lexinfo:feminine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_frutificacao ; + ontolex:otherForm dicbio:form_fructificacao, + dicbio:form_fructificacoens, + dicbio:form_frutificacao, + dicbio:form_frutificacoens, + dicbio:form_frutificacoes ; + ontolex:sense dicbio:entry_frutificacao_sense1 . + +dicbio:etym_frutificacao_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_fructificatio ; + dicbio:etymologicalArgumentation "Conforme informa o Dicionário Houaiss, o étimo é o latim fructificatio,onis, com o sentido de \"ato de dar frutos\". A palavra já era empregada séculos antes da obra de Vandelli; aparentemente, o autor emprega essa palavra com o sentido de “conjunto de frutos”, ou talvez como um hiperônimo para tipos de fruto diversos. As formas variantes “frutificaçaõ”, “fructificaçaõ”, “fructificaçoens” (pl.) e “frutificações” (pl.) são todas empregadas na obra."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_fructificatio a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "Dicionário Houaiss" ; + ontolex:writtenRep "fructificatio" . + +dicbio:form_frutificacao a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "Frutificaçaõ"@pt, + "frutificaçaõ"@pt, + "frutificação"@pt . + +dicbio:form_fructificacao a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "fructificaçaõ"@pt . + +dicbio:form_fructificacoens a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "fructificaçoens"@pt . + +dicbio:form_frutificacoens a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "frutificaçoens"@pt . + +dicbio:form_frutificacoes a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "frutificações"@pt . + +dicbio:entry_frutificacao_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Estrutura responsável pela reprodução vegetal, formada pelas flores e, posteriormente, pelos frutos."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_frutificacao_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: GELATINOSO --- + +dicbio:entry_gelatinoso a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2025-04-22"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:fabiani_goncalves ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_gelatinoso ; + ontolex:otherForm dicbio:form_jalatinosa ; + ontolex:sense dicbio:entry_gelatinoso_sense1 . + +dicbio:etym_gelatinoso_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_gelatinosus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "Em relação à identificação do étimo deste termo, os dados são conflitantes. A ocorrência da expressão latina tumor gelatinosus num texto de 1695 (\"Index... Rerum Memorabilium & Notabilium...\" - https://www.google.com.br/books/edition/Miscellanea_Curiosa_medico_physica_acade/gH5EAAAAcAAJ) parece apontar para uma criação do latim científico (visto que o termo não está registrado nos dicionários do latim da Antiguidade) que teria passado ao português; portanto, um latinismo. No entanto, a forma atestada em Santucci é \"jalatinosa\", e não a forma esperada \"gelatinosa\", o que aponta para uma pronúncia popular e uma possível derivação sufixal inteiramente vernácula. Será necessário buscar outras atestações do termo e, possivelmente, de uma forma primitiva *\"jalatina\". Não obstante, a forma atual \"gelatinoso\" foi muito provavelmente influenciada pela forma latina."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_gelatinosus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "\"Index... Rerum Memorabilium & Notabilium...\" - https://www.google.com.br/books/edition/Miscellanea_Curiosa_medico_physica_acade/gH5EAAAAcAAJ" ; + ontolex:writtenRep "gelatinosus" . + +dicbio:form_gelatinoso a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "gelatinoso"@pt . + +dicbio:form_jalatinosa a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino singular"@pt ; + ontolex:writtenRep "jalatinosa"@pt . + +dicbio:entry_gelatinoso_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Que tem consistência de gelatina."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_gelatinoso_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: GEMA --- +### Falta acertar a etimologia da acepção 2 + +dicbio:entry_gema a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-02-28"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:gender lexinfo:feminine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_gema ; + ontolex:otherForm dicbio:form_gemas, + dicbio:form_gemmas ; + ontolex:sense dicbio:entry_gema_sense1, + dicbio:entry_gema_sense2 . + +dicbio:etym_gema_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_gema_\(1\), + dicbio:etymon_gemma ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim gemma,ae; a acepção da Botânica (\"broto da videira\") já é atestada no latim clássico (conforme informa o Oxford Latin Dictionary s.v. \"gemma\") e, portanto, ao contrário do que parece sugerir o Dicionário Houaiss, não deriva da acepção latina de \"pedra preciosa\"; pelo contrário, é a acepção de \"pedra preciosa\" que provavelmente se derivou da de \"broto da videira\", como afirma o Dictionnaire Étymologique de la Langue Latine (s.v. \"gemma\"). Assim, a acepção de \"gema do ovo\" pode ter surgido pelo fato de tanto a gema do ovo quanto a da planta terem a função de gerar um novo ser vivo (que é a explicação que dá Corominas, s.v. \"yema\").
O verbete gemma no dicionário de Vandelli é referido no índice alfabético ao final, como o verbete de número 166; no entanto, esse verbete não existe de fato (a numeração acaba no 164), o que leva à conclusão de que a obra foi impressa inacabada.
A datação informada pelo Dicionário Houaiss é possivelmente referente à acepção de \"gema do ovo\". A acepção da Botânica não foi encontrada em textos anteriores à obra de Vandelli, o que parece indicar que essa acepção “ressuscitou” a partir dos textos em latim científico do século XVIII. O glossário quinhentista de Jerônimo Cardoso emprega a glosa “olho, ou gomo da videira” para a palavra latina “gemma”, o que parece indicar que, de fato, essa acepção não era empregada no século XVI, e o termo equivalente na época seria “olho” ou “gomo”."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_gema_\(1\) a etym:Etymon ; + dcterms:language "português" ; + dcterms:source "nossa pesquisa" ; + ontolex:writtenRep "gema (1)" . + +dicbio:etymon_gemma a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source dicbio:source_old ; + ontolex:writtenRep "gemma" . + +dicbio:form_gema a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "gema"@pt . + +dicbio:form_gemas a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "gemas"@pt . + +dicbio:form_gemmas a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "gemmas"@pt . + +dicbio:entry_gema_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Protuberância no caule ou ramos de uma planta, de onde se originam ramos, folhas ou outras estruturas; gomo."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_gema_sense1 . + +dicbio:entry_gema_sense2 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Porção interna do ovo das aves."@pt . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: GLANDULA --- + +dicbio:entry_glandula a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-07-26"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:raissa_buss ; + lexinfo:gender lexinfo:feminine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_glandula ; + ontolex:otherForm dicbio:form_glandula, + dicbio:form_glandulas ; + ontolex:sense dicbio:entry_glandula_sense1 . + +dicbio:etym_glandula_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_glandula ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim glandula, atestado desde a Antiguidade, conforme informam os dicionários de Gaffiot e o OLD. Em Celso (segundo os mesmos dicionários), parece ter o sentido ora de “glândula”, ora de “amídala”. Em português, é certamente um latinismo, provavelmente originário do latim científico."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_glandula a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "Gaffiot/OLD" ; + ontolex:writtenRep "glandula" . + +dicbio:form_glandula a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "glandula"@pt, + "glândula"@pt . + +dicbio:form_glandulas a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "Glandulas"@pt, + "glandulas"@pt . + +dicbio:entry_glandula_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Órgão que produz certas substâncias que são usadas em outras partes do organismo ou eliminadas."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_glandula_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: GOMO --- + +dicbio:entry_gomo a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-02-28"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:gender lexinfo:masculine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_gomo ; + ontolex:otherForm dicbio:form_gomos ; + ontolex:sense dicbio:entry_gomo_sense1 . + +dicbio:etym_gomo_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_obscuro ; + dicbio:etymologicalArgumentation "De acordo com o Dicionário Houaiss, o termo tem origem obscura. Vandelli o emprega sem recurso ao itálico, o que indica que não era sentido como um neologismo. Também não é claro se Vandelli o emprega na mesma acepção definida pelo Houaiss (“a parte compreendida entre dois nós de gramíneas”), visto que o termo “gomo” em Vandelli é apresentado como um sinônimo de gema."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_obscuro a etym:Etymon ; + dcterms:language "obscuro" ; + dcterms:source "Dicionário Houaiss" ; + ontolex:writtenRep "obscuro" . + +dicbio:form_gomo a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "gomo"@pt . + +dicbio:form_gomos a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "gomos"@pt . + +dicbio:entry_gomo_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "O mesmo que gema."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_gomo_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: HERMAFRODITA --- + +dicbio:entry_hermafrodita a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-02-28"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_hermafrodita ; + ontolex:otherForm dicbio:form_hermaphroditas, + dicbio:form_hermaphroditos, + dicbio:form_hermophroditas ; + ontolex:sense dicbio:entry_hermafrodita_sense1 . + +dicbio:etym_hermafrodita_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_hermaphroditus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "Conforme informa o Dicionário Houaiss, o étimo é o latim hermaphroditus,a,um, já atestado no latim clássico (cf. dicionário de Gaffiot) no sentido de \"andrógino, de ambos os sexos\", por sua vez derivado do grego Hermaphróditos,ou no sentido de \"Hermafrodito, filho de Hermes e Afrodite\".
O Dicionário Houaiss indica que o emprego como adjetivo biforme (hermafrodito m, hermafrodita f) é anterior ao emprego como uniforme (hermafrodita m, f). Vandelli parece empregá-lo como biforme, a julgar pelas expressões “flores hermaphroditos” (com “flores” no masculino, possivelmente por influência do italiano) e “flosculos hermaphroditos”. Todas as ocorrências da forma hermaphrodita em Vandelli são com substantivos femininos."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_hermaphroditus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source dicbio:source_gaffiot ; + ontolex:writtenRep "hermaphroditus" . + +dicbio:form_hermafrodita a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "hermafrodita"@pt . + +dicbio:form_hermaphroditas a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "hermaphroditas"@pt . + +dicbio:form_hermaphroditos a ontolex:Form ; + rdfs:label "masculino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "hermaphroditos"@pt . + +dicbio:form_hermophroditas a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "hermophroditas"@pt . + +dicbio:entry_hermafrodita_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Que apresenta os órgãos reprodutores de ambos os sexos no mesmo indivíduo (diz-se de flor)."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_hermafrodita_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: HIMEN --- + +dicbio:entry_himen a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2025-09-13"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:ana_cristina_lopes, + dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:gender lexinfo:masculine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_himen ; + ontolex:otherForm dicbio:form_hymen ; + ontolex:sense dicbio:entry_himen_sense1 . + +dicbio:etym_himen_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_hymen ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o substantivo masculino latino hymen, hymenis, que já apresentava o sentido da membrana do orifício vaginal desde a Antiguidade. O dicionário de Gaffiot informa que esse emprego é atestado na obra de Mauro Sérvio Honorato \"Comentários sobre a Eneida de Vergílio\", do final do século IV d.C. É o próprio Sérvio Honorato que relaciona a palavra hymen ao deus Himeneu, o deus grego dos casamentos. No entanto, essa associação é possivelmente um caso de etimologia popular, visto que a forma grega ὑμήν, ένος (conforme informa o dicionário de Liddell, Scott e Jones) significava apenas \"membrana\", podendo referir-se a membranas que recobrem diversos órgãos, como o coração e os olhos, ou também a asas de insetos, pergaminhos ou outras estruturas em forma de membrana (mas, curiosamente, a membrana do orifício vaginal não aparece registrada como uma das ocorrências em grego). Assim, a especialização do termo para referir-se apenas à membrana do orifício vaginal parece ter acontecido na passagem do grego para o latim, possivelmente influenciada pela homonímia com o nome do deus dos casamentos.
Ainda que o termo ocorra já na Antiguidade, o emprego em português é provavelmente erudito, derivado do emprego do termo em obras em latim científico, como na obra de Verheyen \"Corporis Humani Anatomia\", de 1693 (https://www.google.com.br/books/edition/Corporis_humani_anatomia_in_qua_omnia_ta/e2yZdTz7ol8C)."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_hymen a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source dicbio:source_gaffiot ; + ontolex:writtenRep "hymen" . + +dicbio:form_himen a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "hímen"@pt . + +dicbio:form_hymen a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "Hymen"@pt . + +dicbio:entry_himen_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Membrana que fecha parcialmente o orifício externo da vagina."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_himen_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: HIPOGASTRIO --- + +dicbio:entry_hipogastrio a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-06-20"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:raissa_buss ; + lexinfo:gender lexinfo:masculine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_hipogastrio ; + ontolex:otherForm dicbio:form_hypogastrio ; + ontolex:sense dicbio:entry_hipogastrio_sense1 . + +dicbio:etym_hipogastrio_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_hypogastrium ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim científico hypogastrium, empregado em textos em latim científico do século XVI (cf., por exemplo, “Opera Chirurgica” de Ambrosius Paraeus: https://www.google.com.br/books/edition/Opera_chirurgica_Ambrosii_Paraei_Galliar/hVpJAAAAcAAJ?hl=pt-BR&gbpv=0); este, por sua vez, é uma adaptação da palavra grega hypogástrion (ὑπογάστριον), registrada no dicionário LSJ com o significado de “baixo ventre”. O dicionário Houaiss dá como étimo o adjetivo hupogástrios,os,on, mas este adjetivo tem, no LSJ, apenas o sentido de “sexual”."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_hypogastrium a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "“Opera Chirurgica” de Ambrosius Paraeus: https://www.google.com.br/books/edition/Opera_chirurgica_Ambrosii_Paraei_Galliar/hVpJAAAAcAAJ?hl=pt-BR&gbpv=0" ; + ontolex:writtenRep "hypogastrium" . + +dicbio:form_hipogastrio a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "hipogástrio"@pt . + +dicbio:form_hypogastrio a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "Hypogastrio"@pt . + +dicbio:entry_hipogastrio_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Parte inferior do abdômen dos seres humanos, abaixo da região umbilical, iniciando-se um pouco abaixo do umbigo."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_hipogastrio_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: INSETO --- + +dicbio:entry_inseto a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-11-21"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:gender lexinfo:masculine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_inseto ; + ontolex:otherForm dicbio:form_insecto, + dicbio:form_insectos ; + ontolex:sense dicbio:entry_inseto_sense1 . + +dicbio:etym_inseto_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_insectum ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é a forma latina insectum, i, atestada já em Plínio, o Velho (portanto, século I d.C.), segundo o Oxford Latin Dictionary. No entanto, a palavra não é herdada em português (como fica evidente pela ausência da transformação ct > it), mas provavelmente derivada do emprego em latim científico, atestado pelo menos desde o século XVI (cf., por exemplo, a obra “Historiae Animalium”, de Conrad Gessner, publicada entre os anos 1551 e 1558, disponível em https://www.google.com.br/books/edition/Conradi_Gesneri_medici_Tigurini_Historia/J2IQTOBA_tYC). O substantivo insectum, i, em latim, é o particípio do verbo inseco, are (“cortar, fazer uma incisão”) e significa, literalmente, “cortado, dividido” (ou seja, de corpo segmentado).
Para Vandelli (e outros, como o já mencionado Gessner), o conceito de “inseto” engloba também animais como aranhas, escorpiões, caranguejos e lagostas; ou seja, refere-se ao grupo conhecido atualmente como “artrópodes”. O conceito atual de “inseto” é provavelmente do século XIX."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_insectum a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source dicbio:source_old ; + ontolex:writtenRep "insectum" . + +dicbio:form_inseto a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "inseto"@pt . + +dicbio:form_insecto a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "Insecto"@pt, + "insecto"@pt . + +dicbio:form_insectos a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "Insectos"@pt, + "insectos"@pt . + +dicbio:entry_inseto_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Animal invertebrado, com corpo segmentado, membros articulados e exoesqueleto, pertencente à classe dos insetos."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_inseto_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: JARDIM_BOTANICO --- + +dicbio:entry_jardim_botanico a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-02-28"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:gender lexinfo:masculine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_jardim_botanico ; + ontolex:otherForm dicbio:form_jardim_botanico, + dicbio:form_jardins_botanicos ; + ontolex:sense dicbio:entry_jardim_botanico_sense1 . + +dicbio:etym_jardim_botanico_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_nao_se_aplica ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O Dicionário Houaiss data essa expressão do ano de 1852, mas não informa a fonte. A expressão é bem mais antiga, como mostra o contexto de 1735. Em 1718, a expressão que aparece é “Jardim Real Botanico”, com o elemento “Real” intercalado, o que revela que a expressão ainda estava em vias de se consolidar na forma que tem nos dias atuais.
É possível que essa expressão seja um decalque de uma expressão semelhante de outra língua europeia. O francês jardin botanique já aparece em 1673 (“Recherche des Antiquités et Curiosités de la ville de Lyon”, disponível em https://books.google.pt/books?id=btFTAAAAcAAJ), ainda que a data indicada pelo Trésor de la Langue Française seja 1732. O latim hortus botanicus é ainda mais antigo, aparecendo na obra “Critica Sacra”, de Edward Legh, 1639 (disponível em https://books.google.pt/books?id=0IRmAAAAcAAJ). Dessa forma, é razoável supor que a expressão portuguesa tenha sido uma tradução de uma expressão equivalente em outra língua."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_nao_se_aplica a etym:Etymon ; + dcterms:language "não se aplica" ; + dcterms:source "“Critica Sacra”, de Edward Legh, 1639 (disponível em https://books.google.pt/books?id=0IRmAAAAcAAJ" ; + ontolex:writtenRep "não se aplica" . + +dicbio:form_jardim_botanico a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "Botanico"@pt, + "Jardim Botanico"@pt, + "botanico"@pt, + "botânico"@pt, + "jardim botanico"@pt, + "jardim botânico"@pt . + +dicbio:form_jardins_botanicos a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "BOTANICOS"@pt, + "Botanicos"@pt, + "JARDINS BOTANICOS"@pt, + "Jardins Botanicos"@pt . + +dicbio:entry_jardim_botanico_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Jardim onde se cultivam plantas para fins de estudo, em geral aberto à visitação pública."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_jardim_botanico_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: LABIADO --- + +dicbio:entry_labiado a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2023-09-25"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:kamila_barbosa ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_labiado ; + ontolex:otherForm dicbio:form_labiada, + dicbio:form_labiadas ; + ontolex:sense dicbio:entry_labiado_sense1 . + +dicbio:etym_labiado_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_labiatus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "Há duas possibilidades de descrição do étimo: 1 - pode ser analisado como um decalque do latim labiatus, empregado em textos científicos do século XVII (como, por exemplo, na \"Synopsis Methodica Stirpium Britannicarum\" de John Ray - https://www.google.com.br/books/edition/Joannis_Raii_Synopsis_methodica_stirpium/RsDQj539RGoC); ou 2 - como adjetivo derivado do substantivo lábio acrescido do sufixo -ado, visto que o substantivo teve, segundo o Dicionário Houaiss, sua primeira atestação em 1589; portanto, no momento da elaboração do dicionário de Vandelli e da obra de Brotero, há a possibilidade de os autores terem utilizado o recurso da própria língua portuguesa para introduzir a palavra na língua através do processo de derivação."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_labiatus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "\"Synopsis Methodica Stirpium Britannicarum\" de John Ray - https://www.google.com.br/books/edition/Joannis_Raii_Synopsis_methodica_stirpium/RsDQj539RGoC)" ; + ontolex:writtenRep "labiatus" . + +dicbio:form_labiado a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "labiado"@pt . + +dicbio:form_labiada a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino singular"@pt ; + ontolex:writtenRep "Labiada"@pt, + "labiada"@pt . + +dicbio:form_labiadas a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "labiadas"@pt . + +dicbio:entry_labiado_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Cujas pétalas formam a aparência de lábios."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_labiado_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: LACINIA --- + +dicbio:entry_lacinia a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-02-28"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:gender lexinfo:feminine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_lacinia ; + ontolex:otherForm dicbio:form_lacinia, + dicbio:form_lacinias ; + ontolex:sense dicbio:entry_lacinia_sense1 . + +dicbio:etym_lacinia_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_lacinia ; + dicbio:etymologicalArgumentation "Conforme informa o Dicionário Houaiss, o étimo é o latim lacinia,ae, que no latim da Antiguidade significava \"borda, extremidade, orla\". Foi empregada na acepção da Botânica no latim científico do século XVIII, conforme atesta a própria obra de Vandelli."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_lacinia a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "Vandelli" ; + ontolex:writtenRep "lacinia" . + +dicbio:form_lacinia a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "lacinia"@pt, + "lacínia"@pt . + +dicbio:form_lacinias a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "lacinias"@pt . + +dicbio:entry_lacinia_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Divisão semelhante a abas em uma estrutura vegetal (como folha, estigma ou corola) ou animal (como concha ou tentáculo)."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_lacinia_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: LANCEOLADO --- + +dicbio:entry_lanceolado a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2023-09-15"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:kamila_barbosa ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_lanceolado ; + ontolex:otherForm dicbio:form_lanceolada, + dicbio:form_lanceoladas ; + ontolex:sense dicbio:entry_lanceolado_sense1 . + +dicbio:etym_lanceolado_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_lanceolatus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "Lanceolado tem como étimo o latim lanceolatus (atestado desde a Antiguidade, conforme se observa em Gaffiot); sendo assim, lanceolado é um decalque advindo do latim. Poder-se-ia considerar o substantivo lança como sendo a base morfológica; mas a forma em -eol- indica a recuperação da forma latina lanceola (diminutivo de lancea, “lança”). Dessa forma, em português não parece ser possível estabelecer uma relação de base e derivado entre lança e lanceolado."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_lanceolatus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "Vandelli" ; + ontolex:writtenRep "lanceolatus" . + +dicbio:form_lanceolado a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "lanceolado"@pt . + +dicbio:form_lanceolada a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino singular"@pt ; + ontolex:writtenRep "lanceolada"@pt . + +dicbio:form_lanceoladas a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "Lanceoladas"@pt, + "lanceoladas"@pt . + +dicbio:entry_lanceolado_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Que tem a forma semelhante à de lança."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_lanceolado_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: LIGULADO --- + +dicbio:entry_ligulado a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2023-09-25"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:kamila_barbosa ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_ligulado ; + ontolex:otherForm dicbio:form_liguladas ; + ontolex:sense dicbio:entry_ligulado_sense1 . + +dicbio:etym_ligulado_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_ligulatus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim ligulatus, que já era empregado em textos científicos do século XVIII (cf., por exemplo, a \"Flora Francofurtana…\" de Karl August von Bergen, disponível em: https://www.google.com.br/books/edition/Caroli_Augusti_de_Bergen_Flora_Francofur/8NkTAAAAQAAJ). A base morfológica lígula é datada pelo dicionário Houaiss como sendo de 1815, ou seja, posteriormente à escrita do dicionário de Vandelli (1788). Assim, pelos dados de que dispomos até o momento, não é possível afirmar que o termo tenha sido criado por derivação sufixal a partir do substantivo lígula."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_ligulatus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "\"Flora Francofurtana…\" de Karl August von Bergen, disponível em: https://www.google.com.br/books/edition/Caroli_Augusti_de_Bergen_Flora_Francofur/8NkTAAAAQAAJ" ; + ontolex:writtenRep "ligulatus" . + +dicbio:form_ligulado a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "ligulado"@pt . + +dicbio:form_liguladas a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "liguladas"@pt . + +dicbio:entry_ligulado_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Provido de lígula."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_ligulado_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: LITALGIA --- +### Conferir o URI da etimologia + +dicbio:entry_litalgia a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2025-05-13"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:gender lexinfo:feminine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_litalgia ; + ontolex:otherForm dicbio:form_lithalgia ; + ontolex:sense dicbio:entry_litalgia_sense1 . + +dicbio:etym_litalgia_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O termo \"litalgia\" (grafado \"lithalgia\" em Brotero) parece ser um caso de hapax legomenon, ou seja, um termo que apresenta uma única ocorrência. Não foi encontrado em nenhum dicionário, seja de língua portuguesa, seja de latim ou grego; tampouco foi encontrado em qualquer outra obra do repositório Google Livros. Assim, a menos que venha a ser encontrado em outra obra no futuro, deve ser considerado um neologismo criado pelo próprio Botero.
No entanto, o seu significado é claro, bem como a sua estrutura morfológica: trata-se de um composto formado pelos elementos gregos lit(o)- (que significa \"pedra\", presente em litografia, por exemplo) e -algia (que significa \"dor\", presente em nevralgia, por exemplo), e se refere à dor causada pela presença de pedras nos rins. No contexto, Brotero refere-se às supostas propriedades que o chá teria para aliviar essas dores, e o termo concorre com a expressão \"dor de pedra\"."^^rdf:HTML . + + a etym:Etymon ; + dcterms:language "formação vernácula" ; + dcterms:source "Dicionário Houaiss" ; + ontolex:writtenRep "lit(o)- + -algia" . + +dicbio:form_litalgia a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "litalgia"@pt . + +dicbio:form_lithalgia a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "lithalgia"@pt . + +dicbio:entry_litalgia_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Dor causada pela presença de pedras nos rins."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_litalgia_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: LOBADO --- + +dicbio:entry_lobado a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2023-09-25"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:kamila_barbosa ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_lobado ; + ontolex:otherForm dicbio:form_lobada, + dicbio:form_lobadas ; + ontolex:sense dicbio:entry_lobado_sense1 . + +dicbio:etym_lobado_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_lobatus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "Há duas possibilidades de descrição do étimo: 1 - pode ser analisado como um decalque do latim lobatus, já empregado em textos científicos do século XVII (como, por exemplo, na obra \"Prosopopoeiae Botanicae\" de Virgilio Falugi - https://www.google.com.br/books/edition/Prosopopoeiae_botanicae_sive_Nomenclator/CqS6hxlUbe4C); ou 2 - como adjetivo derivado do substantivo lobo (= \"parte de um órgão\") acrescido do sufixo -ado, visto que o substantivo teve, segundo o Dicionário Houaiss, sua primeira atestação em 1670; portanto, no momento da elaboração do dicionário de Vandelli e da obra de Brotero, há a possibilidade de os autores terem utilizado o recurso da própria língua portuguesa para introduzir a palavra na língua através do processo de derivação."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_lobatus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "\"Prosopopoeiae Botanicae\" de Virgilio Falugi - https://www.google.com.br/books/edition/Prosopopoeiae_botanicae_sive_Nomenclator/CqS6hxlUbe4C" ; + ontolex:writtenRep "lobatus" . + +dicbio:form_lobado a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "lobado"@pt . + +dicbio:form_lobada a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino singular"@pt ; + ontolex:writtenRep "lobada"@pt . + +dicbio:form_lobadas a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "Lobadas"@pt, + "lobadas"@pt . + +dicbio:entry_lobado_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Que apresenta lobos (diz-se de folha)."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_lobado_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: LONGITUDINAL --- + +dicbio:entry_longitudinal a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-02-28"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_longitudinal ; + ontolex:otherForm dicbio:form_longitudinaes ; + ontolex:sense dicbio:entry_longitudinal_sense1 . + +dicbio:etym_longitudinal_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_longitudinalis ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O Dicionário Houaiss afirma que a palavra formou-se por derivação sufixal a partir do radical latino longitudine, juntamente com o sufixo -al; no entanto, o adjetivo latino longitudinalis já é atestado no século XIII, segundo o Trésor de la Langue Française (s.v. \"longitudinal\"), e o francês longitudinal é atestado no século XIV (segundo o mesmo dicionário); assim, é mais razoável considerar que a palavra é um empréstimo do latim medieval ou do francês, não tendo sido formado em português."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_longitudinalis a etym:Etymon ; + dcterms:language "latim medieval" ; + dcterms:source "TLF" ; + ontolex:writtenRep "longitudinalis" . + +dicbio:form_longitudinal a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "longitudinal"@pt . + +dicbio:form_longitudinaes a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "Longitudinaes"@pt, + "longitudinaes"@pt . + +dicbio:entry_longitudinal_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "No sentido do comprimento."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_longitudinal_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: LUNULA --- + +dicbio:entry_lunula a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2025-05-01"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:fabiani_goncalves ; + lexinfo:gender lexinfo:feminine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_lunula ; + ontolex:otherForm dicbio:form_lunula ; + ontolex:sense dicbio:entry_lunula_sense1 . + +dicbio:etym_lunula_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_lunula ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim científico lunula, ae, que já apresenta o sentido de \"parte clara da raiz das unhas\" em obras anteriores, como o \"Compedium Anatomicum\" de Heister, 1719 (https://www.google.com.br/books/edition/Laurentii_Heisteri_Compendium_anatomicum/9yNgAAAAcAAJ). Em português, é claramente um latinismo, como fica evidenciado pela permanência do -n- e do -l- intervocálicos.
A forma latina lunula, ae ocorre na Antiguidade com o sentido de \"ornamento em formato de lua crescente\", registrada no Oxford Latin Dictionary e no Gaffiot. Evidentemente, não é esse o sentido que permanece na Anatomia. A motivação do termo é decorrente do formato semelhante a uma lua crescente, visto que lunula é o diminutivo de Luna \"Lua\"."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_lunula a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "\"Compedium Anatomicum\" de Heister, 1719 (https://www.google.com.br/books/edition/Laurentii_Heisteri_Compendium_anatomicum/9yNgAAAAcAAJ" ; + ontolex:writtenRep "lunula" . + +dicbio:form_lunula a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "Lunula"@pt, + "lunula"@pt, + "lúnula"@pt . + +dicbio:entry_lunula_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Mancha clara em formato de meia-lua presente na raiz das unhas."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_lunula_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: MALEOLO --- + +dicbio:entry_maleolo a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2025-10-27"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:fabiani_goncalves ; + lexinfo:gender lexinfo:masculine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_maleolo ; + ontolex:otherForm dicbio:form_malleolo, + dicbio:form_malleolos ; + ontolex:sense dicbio:entry_maleolo_sense1 . + +dicbio:etym_maleolo_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_malleolus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim científico malleolus, i, que já era empregado com o sentido de \"proeminência do tornozelo\" desde pelo menos o século XVII, como se observa, por exemplo, na obra \"Anatomia\" de Domenico Marchetti, 1656 (https://www.google.com.br/books/edition/Anatomia/4fQGAAAAcAAJ). No latim da Antiguidade, malleolus é o diminutivo de malleus, i \"martelo\", ou seja, designava um pequeno martelo; segundo o Oxford Latin Dictionary, também poderia designar a cruzeta (técnica de jardinagem que consiste em cortar um ramo em forma de cruz ou martelo, para plantá-lo) ou, ainda, um dardo incendiário. Assim, aparentemente, a forma latina malleolus passa a designar a proeminência do tornozelo pela sua semelhança com um pequeno martelo, em período posterior à Antiguidade (possivelmente pós-Renascimento), e passa ao português como um decalque erudito."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_malleolus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "\"Anatomia\" de Domenico Marchetti, 1656 (https://www.google.com.br/books/edition/Anatomia/4fQGAAAAcAAJ)" ; + ontolex:writtenRep "malleolus" . + +dicbio:form_maleolo a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "maléolo"@pt . + +dicbio:form_malleolo a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "malleolo"@pt . + +dicbio:form_malleolos a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "malleolos"@pt . + +dicbio:entry_maleolo_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Proeminência óssea da articulação do tornozelo."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_maleolo_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: MAMAIS --- + +dicbio:entry_mamais a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2025-09-15"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:sammara_valim_santos ; + lexinfo:gender lexinfo:masculine ; + lexinfo:number lexinfo:plural ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_mamais ; + ontolex:otherForm dicbio:form_mammaes ; + ontolex:sense dicbio:entry_mamais_sense1 . + +dicbio:etym_mamais_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_mammalia ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo desse termo é o latim científico mammalia, forma neutra plural, cujo singular é mammale. Ambas as formas latinas, singular e plural, são encontradas em textos em latim científico. Por exemplo, o singular aparece na dissertação \"Siren Lacertina\" de Osterdam, de 1766 (https://www.google.com.br/books/edition/Dissertationes_variae/05TxdEZ4ezsC); o plural aparece na dissertação \"Fundamenta Ornithologica\" de Backman, de 1765 (https://www.google.com.br/books/edition/Dissertationes_variae/YqZ7sGjyOMIC). O gênero neutro latino é explicado por ser provavelmente uma redução da expressão animal mammale (ou seja, \"animal mamal\", \"animal provido de mamas\"), expressão essa presente, por exemplo, na referida obra \"Siren Lacertina\" de Osterdam. Assim, o termo português é uma adaptação da forma latina.
Em português, antes de Vandelli, o termo já aparece (grafado \"Mamaes\") empregado no \"Compendio de Observaçoens...\" de José Antônio de Sá, de 1783. Assim como Vandelli, Sá também emprega esse termo sempre como substantivo e sempre no plural, razão pela qual optou-se por registrá-lo no plural neste dicionário.
O termo \"mamal\" está registrado como adjetivo no dicionário Caldas Aulete (\"Dicionário Contemporâneo da Língua Portuguêsa\", edição de 1958, publicado no Rio de Janeiro pela ed. Delta), que afirma que a sua forma latina seria Mammalis."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_mammalia a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "\"Fundamenta Ornithologica\" de Backman, de 1765 (https://www.google.com.br/books/edition/Dissertationes_variae/YqZ7sGjyOMIC" ; + ontolex:writtenRep "mammalia" . + +dicbio:form_mamais a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "mamais"@pt . + +dicbio:form_mammaes a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "MAMMAES"@pt, + "Mammaes"@pt, + "mammaes"@pt . + +dicbio:entry_mamais_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Animais que têm mamas."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_mamais_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: MAMARIO --- + +dicbio:entry_mamario a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2025-10-27"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:fabiani_goncalves ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_mamario ; + ontolex:otherForm dicbio:form_mamarias, + dicbio:form_mammarias, + dicbio:form_mammarios ; + ontolex:sense dicbio:entry_mamario_sense1 . + +dicbio:etym_mamario_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_mammarius ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim científico mammarius, a, um, que já havia sido empregado para se referir às artérias e veias mamárias por Jean Riolan, o Jovem (na obra \"Encheiridium Anatomicum et Pathologicum\", 1649 - https://www.google.com.br/books/edition/Encheiridium_anatomicum_et_pathologicum/jt5OvY3EEvIC). Assim, embora a estrutura morfológica seja de um derivado sufixal (mama + o sufixo -ário), o termo não foi formado em português, mas se trata, mais propriamente, de um latinismo."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_mammarius a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "Jean Riolan, o Jovem (na obra \"Encheiridium Anatomicum et Pathologicum\", 1649 - https://www.google.com.br/books/edition/Encheiridium_anatomicum_et_pathologicum/jt5OvY3EEvIC" ; + ontolex:writtenRep "mammarius" . + +dicbio:form_mamario a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "mamário"@pt . + +dicbio:form_mamarias a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "mamarias"@pt . + +dicbio:form_mammarias a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "mammarias"@pt . + +dicbio:form_mammarios a ontolex:Form ; + rdfs:label "masculino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "mammarios"@pt . + +dicbio:entry_mamario_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Relativo às mamas."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_mamario_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: MASSETER --- + +dicbio:entry_masseter a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-08-23"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:rafaela_domingos ; + lexinfo:gender lexinfo:masculine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_masseter ; + ontolex:sense dicbio:entry_masseter_sense1 . + +dicbio:etym_masseter_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_masseter ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é certamente o latim científico masseter, já em referência ao músculo, atestado pelo menos desde o século XVI (por exemplo, na obra de Vesalius, de 1543, disponível em https://www.google.com.br/books/edition/Andreae_Vesalii_Brvxellensis_Scholae_med/DqAtzTRY5foC). Em latim, é empréstimo do grego μασητήρ, ῆρος “mastigador”, já atestado em Hipócrates e Galeno (conforme informa o dicionário LSJ). Assim, parece pouco provável que seja um empréstimo do francês, como afirma o dicionário Houaiss, visto que já circulava em textos médicos em latim científico."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_masseter a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "Vesalius, de 1543, disponível em https://www.google.com.br/books/edition/Andreae_Vesalii_Brvxellensis_Scholae_med/DqAtzTRY5foC" ; + ontolex:writtenRep "masseter" . + +dicbio:form_masseter a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "masseter"@pt . + +dicbio:entry_masseter_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Músculo usado na mastigação, responsável por mover a mandíbula."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_masseter_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: MEDULAR --- +### Falta a etimologia da acepção 2 + +dicbio:entry_medular a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-02-28"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_medular ; + ontolex:otherForm dicbio:form_medullar ; + ontolex:sense dicbio:entry_medular_sense1, + dicbio:entry_medular_sense2 . + +dicbio:etym_medular_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_medullaris ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O Dicionário Houaiss afirma que se trata de uma derivação sufixal a partir de medula com o acréscimo do sufixo -ar, e também remete ao adjetivo latino medullaris,e, que significa \"que penetra a medula dos ossos\". Como já se encontra o mesmo adjetivo no latim científico do século XVIII com o sentido de \"relativo à medula\" (como na obra “De Atonia Nervorum”, de Johann Christoph von Steinen, 1749, disponível em https://books.google.pt/books?id=Ubav7mRfZ\\_cC), é razoável supor que o termo entrou na língua portuguesa como um empréstimo, e não como um derivado sufixal."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_medullaris a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "“De Atonia Nervorum”, de Johann Christoph von Steinen, 1749, disponível em https://books.google.pt/books?id=Ubav7mRfZ\\_cC" ; + ontolex:writtenRep "medullaris" . + +dicbio:form_medular a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "medular"@pt . + +dicbio:form_medullar a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "medullar"@pt . + +dicbio:entry_medular_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Relativo à substância interna presente nos vegetais."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_medular_sense1 . + +dicbio:entry_medular_sense2 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Relativo à medula óssea."@pt . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: MEMBRANA_BRANQUIOSTEGA --- + +dicbio:entry_membrana_branquiostega a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2025-09-14"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:sammara_valim_santos ; + lexinfo:gender lexinfo:feminine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_membrana_branquiostega ; + ontolex:otherForm , + dicbio:form_membrana_branchiostega ; + ontolex:sense dicbio:entry_membrana_branquiostega_sense1 . + +dicbio:etym_membrana_branquiostega_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_membrana_branchiostega ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O termo português \"membrana branquióstega\" é um decalque do termo latino membrana branchiostega, já empregado em latim científico, como se observa, por exemplo, no \"Elenchus Vegetabilium et Animalium\" de Kramer, publicado em 1756 (https://www.google.com.br/books/edition/Elenchus_vegetabilium_et_animalium_per_A/AKK4xTX_LD8C). Sobre a etimologia de \"branquióstego\", conferir esse verbete."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_membrana_branchiostega a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "\"Elenchus Vegetabilium et Animalium\" de Kramer, publicado em 1756 (https://www.google.com.br/books/edition/Elenchus_vegetabilium_et_animalium_per_A/AKK4xTX_LD8C" ; + ontolex:writtenRep "membrana branchiostega" . + +dicbio:form_membrana_branquiostega a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "branquióstega"@pt, + "membrana branquióstega"@pt . + + a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "branchiostega"@pt, + """membrana, ou pinna\r + branchiostega"""@pt . + +dicbio:form_membrana_branchiostega a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "branchiostega"@pt, + "membrana branchiostega"@pt . + +dicbio:entry_membrana_branquiostega_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Membrana situada abaixo dos pérculos, que reveste as guelras dos peixes."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_membrana_branquiostega_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: MEMBRANACEO --- + +dicbio:entry_membranaceo a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-02-28"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_membranaceo ; + ontolex:otherForm dicbio:form_membranacea, + dicbio:form_membranaceas, + dicbio:form_membranaceo, + dicbio:form_membranaceos ; + ontolex:sense dicbio:entry_membranaceo_sense1 . + +dicbio:etym_membranaceo_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_membranaceus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "Conforme informa o Dicionário Houaiss, o étimo é o latim membranaceus,a,um, que significa \"feito de uma membrana, formado de uma membrana; liso como uma membrana\", já empregado no latim científico, conforme atesta a obra de Vandelli. O sinônimo “membranoso” também ocorre em Vandelli, na parte reservada à Zoologia."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_membranaceus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "Vandelli" ; + ontolex:writtenRep "membranaceus" . + +dicbio:form_membranaceo a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "Membranaceo"@pt, + "membranaceo"@pt, + "membranáceo"@pt . + +dicbio:form_membranacea a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino singular"@pt ; + ontolex:writtenRep "Membranacea"@pt, + "membranacea"@pt . + +dicbio:form_membranaceas a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "Membranaceas"@pt, + "membranaceas"@pt . + +dicbio:form_membranaceos a ontolex:Form ; + rdfs:label "masculino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "membranaceos"@pt . + +dicbio:entry_membranaceo_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Delgado, comprido, em formato de lâmina ou membrana."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_membranaceo_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: MEMBRANOSO --- + +dicbio:entry_membranoso a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2024-10-07"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:luana_borges ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_membranoso ; + ontolex:otherForm dicbio:form_membranosa, + dicbio:form_membranosas ; + ontolex:sense dicbio:entry_membranoso_sense1 . + +dicbio:etym_membranoso_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_membranosus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "A forma latina membranosus já aparece em textos em latim científico (como, por exemplo, em \"Corporis Humani Anatomiae\" de Verheyen - https://www.google.com.br/books/edition/Corporis_humani_anatomiae_Corporis_human/qA9FAAAAcAAJ). Assim, é mais plausível supor que Brotero tenha buscado o termo no latim científico, em vez de tê-lo criado em português por derivação sufixal.
A forma latina membranaceus, a, um é atestada desde a Antiguidade (segundo o Oxford Latin Dictionary), com o sentido de \"feito de ou semelhante a uma membrana\", mas a forma membranosus parece ser uma inovação do latim cientifico."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_membranosus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "\"Corporis Humani Anatomiae\" de Verheyen - https://www.google.com.br/books/edition/Corporis_humani_anatomiae_Corporis_human/qA9FAAAAcAAJ" ; + ontolex:writtenRep "membranosus" . + +dicbio:form_membranoso a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "membranoso"@pt . + +dicbio:form_membranosa a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino singular"@pt ; + ontolex:writtenRep "membranosa"@pt . + +dicbio:form_membranosas a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "Membranosas"@pt, + "membranosas"@pt . + +dicbio:entry_membranoso_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Feito de ou em forma de membrana."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_membranoso_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: MESENTERICO --- + +dicbio:entry_mesenterico a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2025-11-27"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:fabiani_goncalves ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_mesenterico ; + ontolex:otherForm dicbio:form_mesentericas, + dicbio:form_mesentericos ; + ontolex:sense dicbio:entry_mesenterico_sense1 . + +dicbio:etym_mesenterico_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_mesentericus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o adjetivo do latim científico mesentericus, a, um, atestado, por exemplo, na obra \"Opera Medica et Physica\", de Thomas Willis, 1676 (https://www.google.com.br/books/edition/Clarissimi_viri_Thom%C3%A6_Willis_opera_medi/VrucCs-1Hh4C). Ainda que, morfologicamente, mesentérico seja um derivado sufixal de mesentério + -ico, é improvável que tenha sido um termo formado na língua portuguesa, como parece implicar a descrição etimológica do dicionário Houaiss."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_mesentericus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "\"Opera Medica et Physica\", de Thomas Willis, 1676 (https://www.google.com.br/books/edition/Clarissimi_viri_Thom%C3%A6_Willis_opera_medi/VrucCs-1Hh4C" ; + ontolex:writtenRep "mesentericus" . + +dicbio:form_mesenterico a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "mesentérico"@pt . + +dicbio:form_mesentericas a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "mesentericas"@pt . + +dicbio:form_mesentericos a ontolex:Form ; + rdfs:label "masculino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "mesentericos"@pt . + +dicbio:entry_mesenterico_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Relativo ao mesentério."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_mesenterico_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: MESOCOLON --- + +dicbio:entry_mesocolon a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2025-12-23"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:fabiani_goncalves ; + lexinfo:gender lexinfo:masculine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_mesocolon ; + ontolex:otherForm dicbio:form_mesocolon ; + ontolex:sense dicbio:entry_mesocolon_sense1 . + +dicbio:etym_mesocolon_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_mesocolon ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim científico mesocolon, i, empregado com o mesmo sentido já no século XVII, como se observa, por exemplo, na \"Opera Anatomica\" de Riolan, publicada em 1649 (https://www.google.com.br/books/edition/Ioannis_Riolani_filii_Opera_anatomica_ve/TF9tWd706e0C). Ainda que não seja documentado nos dicionários do latim da Antiguidade, seu emprego em latim é um empréstimo do grego μεσόκωλον (mesókōlon), que, segundo o dicionário de Liddell, Scott e Jones, foi empregado com o mesmo sentido por Hipócrates e Galeno. Assim, o termo português deriva do termo em latim científico que, por sua vez, é um empréstimo do grego da Antiguidade."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_mesocolon a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "\"Opera Anatomica\" de Riolan, publicada em 1649 (https://www.google.com.br/books/edition/Ioannis_Riolani_filii_Opera_anatomica_ve/TF9tWd706e0C" ; + ontolex:writtenRep "mesocolon" . + +dicbio:form_mesocolon a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "mesocolon"@pt, + "mesocólon"@pt . + +dicbio:entry_mesocolon_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Parte do mesentério que está unida ao intestino grosso."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_mesocolon_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: METACARPO --- + +dicbio:entry_metacarpo a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2024-10-07"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:ana_cristina_lopes, + dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:gender lexinfo:masculine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_metacarpo ; + ontolex:sense dicbio:entry_metacarpo_sense1 . + +dicbio:etym_metacarpo_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_metacarpus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim científico metacarpus, que ocorre em textos desde pelo menos o século XVII. A tradução comentada das obras de Hipócrates e Galeno, escrita por René Chartier e publicada em 1679 (https://www.google.com.br/books/edition/Hippocratis_coi_et_Claudii_Galeni_Opera/Q83btvVqeBoC), emprega o termo metacarpus para traduzir o termo grego μετακάρπιον (metakárpion), empregado por Galeno. Dessa forma, observa-se que o termo grego já é empregado desde a Antiguidade. Literalmente, deriva de καρπός (karpós), que significa \"punho\" (homônimo do termo que significa \"fruto\"), acrescido do prefixo μετά- (metá-), com o sentido de \"contíguo ao punho, após o punho\". O termo não tem registro nos dicionários de latim da Antiguidade, sendo, portanto, uma criação do latim científico. Não está claro por que foi latinizado no gênero masculino e sem o -i-, mas talvez tenha sido para acompanhar a forma carpus, latinização de καρπός (cf. verbete carpo neste dicionário); ou talvez por influência de pericarpum (cf. verbete pericarpo neste dicionário). A forma variante metacarpium, mais próxima da forma original grega, também ocorre em latim científico (por exemplo, em \"Physica Antropologia\" de Johannes Sperling, 1668 - https://www.google.com.br/books/edition/Physica_anthropologia/f-ZQAAAAcAAJ)."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_metacarpus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "tradução comentada das obras de Hipócrates e Galeno, escrita por René Chartier e publicada em 1679 (https://www.google.com.br/books/edition/Hippocratis_coi_et_Claudii_Galeni_Opera/Q83btvVqeBoC" ; + ontolex:writtenRep "metacarpus" . + +dicbio:form_metacarpo a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "metacarpo"@pt . + +dicbio:entry_metacarpo_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Parte da mão compreendida entre o carpo e os dedos."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_metacarpo_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: MIOLOGIA --- + +dicbio:entry_miologia a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-08-23"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:rafaela_domingos ; + lexinfo:gender lexinfo:feminine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_miologia ; + ontolex:otherForm dicbio:form_myologia ; + ontolex:sense dicbio:entry_miologia_sense1 . + +dicbio:etym_miologia_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_myologia ; + dicbio:etymologicalArgumentation "Trata-se de um cultismo formado pelos elementos de composição de origem grega mi(o)- (do grego mûs, muós - μῦς, μυός -, “rato”, “músculo”) e -logia (indicativo de “ciência”, “arte”, “tratado”). A forma “myologia” é atestada em latim científico desde pelo menos o século XVII (como se observa na obra de Jean Riolan, o Velho, de 1611, disponível em https://www.google.com.br/books/edition/Ioannis_Riolani_Ambiani_medici_Parisiens/zeo7G2IC3iEC). A palavra provavelmente se disseminou a partir do latim científico para as demais línguas europeias."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_myologia a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "Jean Riolan, o Velho, de 1611, disponível em https://www.google.com.br/books/edition/Ioannis_Riolani_Ambiani_medici_Parisiens/zeo7G2IC3iEC" ; + ontolex:writtenRep "myologia" . + +dicbio:form_miologia a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "Miologia"@pt . + +dicbio:form_myologia a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "MYOLOGIA"@pt . + +dicbio:entry_miologia_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Subárea da Anatomia que estuda os músculos e seus movimentos."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_miologia_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: MUCILAGINOSO --- + +dicbio:entry_mucilaginoso a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2025-07-07"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:geovanna_lima ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_mucilaginoso ; + ontolex:otherForm dicbio:form_mucilaginosas ; + ontolex:sense dicbio:entry_mucilaginoso_sense1 . + +dicbio:etym_mucilaginoso_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_mucilaginosus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim mucilaginosus, com o mesmo significado. Essa forma não é registrada em dicionários de latim clássico, como o Gaffiot e o Oxford Latin Dictionary, o que nos leva a entender o termo como originado do latim científico, já que é registrado em livros técnicos, como em “Interpretatio in primam 4. Canon. Avicennae quae de febribus dicitur” (1517), de Hugo Bentius (https://www.google.com.br/books/edition/Interpretatio_in_primam_4_Canon_Avicenna/QhtBAAAAcAAJ). De acordo com o dicionário Houaiss, o termo é atestado em 1782, no Dicionário Etimológico Nova Fronteira da Língua Portuguesa, de Antônio Geraldo da Cunha. No entanto, é possível encontrar o termo no livro Anatomia do Corpo Humano (1739), de Bernardo Santucci."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_mucilaginosus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "“Interpretatio in primam 4. Canon. Avicennae quae de febribus dicitur” (1517), de Hugo Bentius (https://www.google.com.br/books/edition/Interpretatio_in_primam_4_Canon_Avicenna/QhtBAAAAcAAJ" ; + ontolex:writtenRep "mucilaginosus" . + +dicbio:form_mucilaginoso a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "mucilaginoso"@pt . + +dicbio:form_mucilaginosas a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "mucilaginosas"@pt . + +dicbio:entry_mucilaginoso_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Com consistência de mucilagem."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_mucilaginoso_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: MUSCULO --- + +dicbio:entry_musculo a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2025-03-06"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:adriane_queiroz, + dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:gender lexinfo:masculine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_musculo ; + ontolex:otherForm dicbio:form_musculo, + dicbio:form_musculos ; + ontolex:sense dicbio:entry_musculo_sense1 . + +dicbio:etym_musculo_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_musculus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim musculus, que já apresentava o sentido de 'músculo' na Antiguidade, conforme atesta o Oxford Latin Dictionary (com abonações de Celso, Lucrécio, Apuleio e outros). Como o sentido inicial da palavra seria ‘rato pequeno', 'ratinho' (por ser o diminutivo de mus no sentido de 'rato', 'camundongo'), a mudança semântica ocorreu ainda na língua latina. Segundo o dicionário Houaiss, a mudança se deu pela semelhança que apresentam alguns músculos, ao se contraírem, com o movimento rápido do rato.
A palavra, ainda que de atestação bem recuada (século XIV, conforme o dicionário Houaiss), entrou na língua portuguesa por via erudita, como atesta o acento proparoxítono e a preservação do -l- intervocálico, por exemplo."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_musculus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source dicbio:source_old ; + ontolex:writtenRep "musculus" . + +dicbio:form_musculo a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "MUSCULO"@pt, + "musculo"@pt, + "músculo"@pt . + +dicbio:form_musculos a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "musculos"@pt . + +dicbio:entry_musculo_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Órgão responsável por executar movimentos de várias partes do corpo dos animais, formado por fibras capazes de se contrair e se alongar."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_musculo_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: OBLONGO --- + +dicbio:entry_oblongo a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-02-28"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_oblongo ; + ontolex:otherForm dicbio:form_oblonga, + dicbio:form_oblongas, + dicbio:form_oblongos ; + ontolex:sense dicbio:entry_oblongo_sense1 . + +dicbio:etym_oblongo_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_oblongus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim oblongus,a,um, com o mesmo sentido, já empregado na Botânica no século XVIII, como atesta o próprio dicionário de Vandelli (por exemplo, à p. 214). Entrou na língua portuguesa como um empréstimo, provavelmente do latim científico. A atestação mais antiga informada pelo Dicionário Houaiss é possivelmente para outra acepção."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_oblongus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "Vandelli" ; + ontolex:writtenRep "oblongus" . + +dicbio:form_oblongo a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "oblongo"@pt . + +dicbio:form_oblonga a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino singular"@pt ; + ontolex:writtenRep "Oblonga"@pt, + "oblonga"@pt . + +dicbio:form_oblongas a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "Oblongas"@pt . + +dicbio:form_oblongos a ontolex:Form ; + rdfs:label "masculino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "Oblongos"@pt . + +dicbio:entry_oblongo_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Cujo diâmetro longitudinal excede o transversal (diz-se de folha ou de outras estruturas vegetais)."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_oblongo_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: OCCIPUT --- + +dicbio:entry_occiput a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-08-23"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:rafaela_domingos ; + lexinfo:gender lexinfo:masculine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_occiput ; + ontolex:otherForm dicbio:form_occiput ; + ontolex:sense dicbio:entry_occiput_sense1 . + +dicbio:etym_occiput_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_occiput ; + dicbio:etymologicalArgumentation "Trata-se de um empréstimo direto do latim, atestado desde a Antiguidade: o dicionário OLD registra as formas sinônimas occipicium e occiput, já com o sentido de “parte posterior da cabeça”. O dicionário Houaiss registra como sinônimas as formas “occipício”, “occipúcio”, “occipital” e “ócciput”, mas definidas em referência à parte da cabeça, não exatamente ao osso. Também em Santucci se observa oscilação no emprego da palavra: ora refere-se à parte da cabeça, ora ao osso presente nessa parte. A forma “toutiço”, apontada como sinônima por Santucci, parece apresentar essa mesma ambiguidade, ora como a parte da cabeça, ora como o osso ali presente."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_occiput a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source dicbio:source_old ; + ontolex:writtenRep "occiput" . + +dicbio:form_occiput a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "Occiput"@pt, + "occiput"@pt, + "ócciput"@pt . + +dicbio:entry_occiput_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Osso do crânio situado na parte inferoposterior da cabeça, próximo à nuca."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_occiput_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: OCELADO --- + +dicbio:entry_ocelado a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2023-09-15"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:kamila_barbosa ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_ocelado ; + ontolex:otherForm dicbio:form_ocelladas ; + ontolex:sense dicbio:entry_ocelado_sense1 . + +dicbio:etym_ocelado_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_ocellatus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "Ocelado tem como étimo o latim ocellatus. O termo ocelado é considerado um decalque advindo do latim, pois, apesar de ter uma base morfológica na língua portuguesa, a datação encontrada para ela é de 1881, ou seja, uma datação posterior a escrita do dicionário de Vandelli (1788). Portanto, no momento da elaboração do dicionário, Vandelli não teria a possibilidade de utilizar o substantivo ocelo para formar uma derivação com o sufixo -ado, tendo em vista que essa palavra ainda não fazia parte do vocabulário da língua portuguesa."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_ocellatus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "Vandelli" ; + ontolex:writtenRep "ocellatus" . + +dicbio:form_ocelado a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "ocelado"@pt . + +dicbio:form_ocelladas a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "ocelladas"@pt . + +dicbio:entry_ocelado_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Que possui olhos pequenos; que possui ocelos."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_ocelado_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: ORBITA --- + +dicbio:entry_orbita a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-08-23"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:rafaela_domingos ; + lexinfo:gender lexinfo:feminine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_orbita ; + ontolex:otherForm dicbio:form_orbita, + dicbio:form_orbitas ; + ontolex:sense dicbio:entry_orbita_sense1 . + +dicbio:etym_orbita_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_orbita ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo parece ser o latim científico “orbita”, já empregado com o sentido de “cavidade dos olhos” no século XVI (por exemplo, na obra de Jacopo Berengario, de 1521, disponível em https://www.google.com.br/books/edition/Carpi_Commentaria_cum_amplissimis_additi/MvTxTsQ8E04C). Na Antiguidade, conforme informa o dicionário OLD, o latim “orbita” tem apenas as acepções de “caminho traçado por uma roda”, “movimento dos astros” e “prática regular, rotina”. A acepção da Anatomia, até onde foi possível identificar, surge no período do Renascimento."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_orbita a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "Jacopo Berengario, de 1521, disponível em https://www.google.com.br/books/edition/Carpi_Commentaria_cum_amplissimis_additi/MvTxTsQ8E04C" ; + ontolex:writtenRep "orbita" . + +dicbio:form_orbita a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "Orbita"@pt, + "orbita"@pt, + "órbita"@pt . + +dicbio:form_orbitas a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "orbitas"@pt . + +dicbio:entry_orbita_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Cada uma das cavidades nos ossos da face onde se encontra o olho, o nervo ótico e demais estruturas relacionadas a estes."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_orbita_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: PAPILA --- +### Falta acertar a etimologia das acepções 2 e 3 + +dicbio:entry_papila a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2023-10-30"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:matheus_casarin ; + lexinfo:gender lexinfo:feminine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_papila ; + ontolex:otherForm dicbio:form_papillas ; + ontolex:sense dicbio:entry_papila_sense1, + dicbio:entry_papila_sense2, + dicbio:entry_papila_sense3 . + +dicbio:etym_papila_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_papilla ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim papilla, que significava, na Antiguidade, “mamilo, bico do seio” (conforme informa o Oxford Latin Dictionary). A forma portuguesa entrou por via erudita, como se percebe pela conservação do -p- intervocálico.
O emprego da palavra no latim científico, com sentido diferente do original, é atribuído a Berengario da Carpi e a Marcello Malpighi (segundo o “Dicionário de Etimologia Médico” - https://dicimedico.com/papila/)."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_papilla a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "Berengario da Carpi e a Marcello Malpighi (segundo o “Dicionário de Etimologia Médico” - https://dicimedico.com/papila/" ; + ontolex:writtenRep "papilla" . + +dicbio:form_papila a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "papila"@pt . + +dicbio:form_papillas a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "papillas"@pt . + +dicbio:entry_papila_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Estrutura da pele responsável pela sensibilidade do tato."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_papila_sense1 . + +dicbio:entry_papila_sense2 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Mamilo, bico do peito."@pt . + +dicbio:entry_papila_sense3 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Protuberância que se projeta a partir de certos órgãos animais ou vegetais."@pt . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: PAPILIONACEO --- + +dicbio:entry_papilionaceo a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-02-28"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_papilionaceo ; + ontolex:otherForm dicbio:form_papilionaceas ; + ontolex:sense dicbio:entry_papilionaceo_sense1 . + +dicbio:etym_papilionaceo_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_papilionaceus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim científico papilionaceus,a,um (também grafado papillionaceus com dois LL), atestado na própria obra de Vandelli, derivado do latim clássico papilio,onis, que significa “borboleta”. O Dicionário Houaiss informa que o adjetivo papilionáceo deriva do substantivo feminino papilionácea, “com troca de sufixo”; porém, a datação informada para o substantivo é 1899, enquanto a datação do adjetivo é 1788 (Vandelli) e 1789 (Moraes Silva). Dessa forma, os dados não corroboram essa descrição do Dicionário Houaiss."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_papilionaceus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "Vandelli" ; + ontolex:writtenRep "papilionaceus" . + +dicbio:form_papilionaceo a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "papilionáceo"@pt . + +dicbio:form_papilionaceas a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "papilionaceas"@pt . + +dicbio:entry_papilionaceo_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Em forma de borboleta (diz-se de flor ou corola)."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_papilionaceo_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: PARASITICO --- + +dicbio:entry_parasitico a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-02-28"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_parasitico ; + ontolex:otherForm dicbio:form_parasitica ; + ontolex:sense dicbio:entry_parasitico_sense1 . + +dicbio:etym_parasitico_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_parasiticus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O Dicionário Houaiss propõe que o termo é uma derivação sufixal (parasita + -ico). Como o dicionário de Vandelli não registra uma forma latina equivalente, não há evidência de que tenha sido um decalque do latim científico.Tanto Vandelli quanto Moraes Silva registram a expressão planta parasitica, o que leva a crer que o adjetivo pode ter tido o seu primeiro emprego como parte dessa expressão, e apenas depois tem seu emprego estendido para outros tipos de parasitas."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_parasiticus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source dicbio:source_gaffiot ; + ontolex:writtenRep "parasiticus" . + +dicbio:form_parasitico a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "parasítico"@pt . + +dicbio:form_parasitica a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino singular"@pt ; + ontolex:writtenRep "parasitica"@pt . + +dicbio:entry_parasitico_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Que está preso a outra planta, e não diretamente à terra (diz-se de planta)."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_parasitico_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: PECIOLO --- + +dicbio:entry_peciolo a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-02-28"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:gender lexinfo:masculine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_peciolo ; + ontolex:otherForm dicbio:form_peciolo, + dicbio:form_peciolos ; + ontolex:sense dicbio:entry_peciolo_sense1 . + +dicbio:etym_peciolo_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_petiolus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "Conforme informa o Dicionário Houaiss, o étimo é o latim petiolus,i, que desde a Antiguidade tem o sentido de \"pé pequeno; pé dos frutos, pecíolo\". No entanto, a forma da palavra indica que não se trata de palavra herdada, mas de um empréstimo do latim científico. Vandelli emprega tanto a forma adaptada peciolo quanto a forma traduzida pésinho (também grafada pesinho ou pezinho) para traduzir o termo latino petiolus, conforme se observa no trecho transcrito. A forma pezinho também é empregada pelo autor para traduzir o termo pedunculus."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_petiolus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "Dicionário Houaiss" ; + ontolex:writtenRep "petiolus" . + +dicbio:form_peciolo a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "peciolo"@pt, + "pecíolo"@pt . + +dicbio:form_peciolos a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "peciolos"@pt . + +dicbio:entry_peciolo_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Pequeno ramo que prende a folha ao ramo ou ao tronco."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_peciolo_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: PEDUNCULO --- +### Falta acertar a etimologia da acepção 2. + +dicbio:entry_pedunculo a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-02-28"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:gender lexinfo:masculine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_pedunculo ; + ontolex:otherForm dicbio:form_pedunculo, + dicbio:form_pedunculos ; + ontolex:sense dicbio:entry_pedunculo_sense1, + dicbio:entry_pedunculo_sense2 . + +dicbio:etym_pedunculo_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_pedunculus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "Conforme explica o Dicionário Houaiss, o étimo é o latim pedunculus,i, diminutivo de pes,pedis (que significa \"pé\"). O dicionário de Gaffiot informa que pedunculus ou pediculus já na Antiguidade era empregado com o sentido de \"pedúnculo, haste de uma folha\", mas o étimo do termo português é, evidentemente, o latim científico, visto que a palavra não é herdada. Vandelli distingue (embora nem sempre com muita clareza) os conceitos de pedúnculo (haste da frutificação), pecíolo (haste da folha) e pedicelo (ramo de um pedúnculo). Já a definição de Morais Silva não é tão clara, aparentemente confundindo os conceitos."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_pedunculus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source dicbio:source_gaffiot ; + ontolex:writtenRep "pedunculus" . + +dicbio:form_pedunculo a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "Pedunculo"@pt, + "pedunculo"@pt, + "pedúnculo"@pt . + +dicbio:form_pedunculos a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "pedunculos"@pt . + +dicbio:entry_pedunculo_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Estrutura semelhante a um ramo, que sustenta a inflorescência e a frutificação."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_pedunculo_sense1 . + +dicbio:entry_pedunculo_sense2 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Haste que sustenta diversas estruturas dos insetos, como antenas, olhos ou o abdômen."@pt . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: PELVE --- +### A etimologia apresentada refere-se à acepção 1. Falta a etimologia da acepção 2. + +dicbio:entry_pelve a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2025-07-06"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:geovanna_lima ; + lexinfo:gender lexinfo:feminine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_pelve ; + ontolex:sense dicbio:entry_pelve_sense1, + dicbio:entry_pelve_sense2 . + +dicbio:etym_pelve_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_pelvis ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim pelvis, que se refere a \"bacia de metal; caldeirão\", conforme registrado no dicionário de Gaffiot. No entanto, não há registros da forma latina pelvis com o sentido de \"cavidade óssea\" nos dicionários de latim da Antiguidade (Gaffiot e Oxford Latin Dictionary), o que leva a crer que o étimo da forma portuguesa nessa acepção surge nos textos do latim científico, já que é possível encontrar textos técnicos do século XVII em que o termo ocorre, como, por exemplo, em \"Opera Omnia\" (1687), de Marcello Malpighi (https://www.google.com.br/books/edition/Opera_omnia/jyNAAAAAcAAJ)."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_pelvis a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "\"Opera Omnia\" (1687), de Marcello Malpighi (https://www.google.com.br/books/edition/Opera_omnia/jyNAAAAAcAAJ" ; + ontolex:writtenRep "pelvis" . + +dicbio:form_pelve a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "pelve"@pt . + +dicbio:entry_pelve_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Estrutura óssea em formato de bacia presente nos quadris."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_pelve_sense1 . + +dicbio:entry_pelve_sense2 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Cavidade em formato de bacia presente nos rins."@pt . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: PERENE --- + +dicbio:entry_perene a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-02-28"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_perene ; + ontolex:otherForm dicbio:form_perenne ; + ontolex:sense dicbio:entry_perene_sense1 . + +dicbio:etym_perene_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_perennis ; + dicbio:etymologicalArgumentation "Conforme informa o Dicionário Houaiss, o étimo é o latim perennis,e, com o sentido de \"que dura, sólido, durável, duradouro\". A forma da palavra não permite identificar se é uma palavra herdada ou um empréstimo erudito. A datação informada pelo Dicionário Houaiss é possivelmente para outras acepções fora do âmbito da Botânica."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_perennis a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "Dicionário Houaiss" ; + ontolex:writtenRep "perennis" . + +dicbio:form_perene a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "perene"@pt . + +dicbio:form_perenne a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "Perenne"@pt, + "perenne"@pt . + +dicbio:entry_perene_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Que produz novas gemas e nova folhagem a cada ano (diz-se de planta)."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_perene_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: PERICARPO --- + +dicbio:entry_pericarpo a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-12-20"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:raissa_buss ; + lexinfo:gender lexinfo:masculine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_pericarpo ; + ontolex:otherForm dicbio:form_pericarpio ; + ontolex:sense dicbio:entry_pericarpo_sense1 . + +dicbio:etym_pericarpo_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_pericarpum ; + dicbio:etymologicalArgumentation "A existência de duas variantes, uma terminada em -pio e a outra em -po, aponta para a possibilidade de ter havido uma fusão de dois étimos. O étimo da forma variante pericárpio é certamente o latim científico pericarpium, atestado em Vandelli (1788), por sua vez derivado do grego περικάρπιον (perikárpion), atestado já na Antiguidade (segundo o dicionário LSJ) com o sentido de “invólucro de um fruto ou semente” – formado pelo prefixo περί (perí) “ao redor” e pelo substantivo καρπός (karpós) “fruto, semente”, na forma diminutiva καρπίον (karpíon). Por não ter sofrido as transformações fonéticas esperadas (em especial pela manutenção do [c] intervocálico), a forma portuguesa é certamente erudita, tendo vindo diretamente do latim científico.
Já para explicar a forma variante pericarpo, é preciso inicialmente observar que também existe a forma latina pericarpum, que, segundo o Oxford Latin Dictionary, é atestada na obra “História Natural” de Plínio, o Velho, referindo-se a uma espécie de bulbo. No entanto, essa forma parece não ter sido empregada por nenhum outro autor e tampouco foi encontrada em textos em latim científico.
Parece haver, assim, três hipóteses etimológicas possíveis (e não necessariamente conflitantes ou concorrentes) para a variante em -po:
a) Essa forma teria sido decalcada diretamente da forma latina pericarpum, talvez por algum autor que conhecesse a obra de Plínio, o Velho;
b) Essa forma teria surgido da forma latina pericarpium com a perda do -i- (influenciada ou não pela forma pericarpum de Plínio, o Velho);
c) Essa forma teria sido construída em português a partir dos elementos de origem grega perí- e -carpo (hipótese que parece estar implicada na descrição etimológica apresentada pelo dicionário Houaiss), com possível influência da forma latina pericarpium.
As duas variantes ocorrem já no século XVIII. Vandelli prefere a forma em -pio, que é mais próxima do latim científico; já Brotero prefere a forma em -po, apresentando-a como o equivalente português do termo latino pericarpium."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_pericarpum a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "Vandelli" ; + ontolex:writtenRep "pericarpum" . + +dicbio:form_pericarpo a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "pericarpo"@pt . + +dicbio:form_pericarpio a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "Pericarpio"@pt, + "pericarpio"@pt . + +dicbio:entry_pericarpo_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Membrana que reveste o ovário da planta e que, com o amadurecimento, se torna o próprio fruto."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_pericarpo_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: PILOSO --- + +dicbio:entry_piloso a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-02-28"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_piloso ; + ontolex:otherForm dicbio:form_pillosa, + dicbio:form_pilosas ; + ontolex:sense dicbio:entry_piloso_sense1 . + +dicbio:etym_piloso_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_pilosus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim científico pilosus,a,um, com o mesmo sentido, conforme atesta o próprio dicionário de Vandelli. A palavra latina já era usada na Antiguidade com o sentido de “peludo, coberto de pelos” (conforme se lê no dicionário de Gaffiot), mas o termo português é claramente um empréstimo do latim científico, e não uma palavra herdada."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_pilosus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "Vandelli" ; + ontolex:writtenRep "pilosus" . + +dicbio:form_piloso a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "piloso"@pt . + +dicbio:form_pillosa a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino singular"@pt ; + ontolex:writtenRep "pillosa"@pt . + +dicbio:form_pilosas a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "pilosas"@pt . + +dicbio:entry_piloso_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Coberto de estruturas semelhantes a pelos (diz-se de folha)."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_piloso_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: PIMPOLHO --- + +dicbio:entry_pimpolho a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-02-28"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:gender lexinfo:masculine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_pimpolho ; + ontolex:otherForm dicbio:form_pimpolhos ; + ontolex:sense dicbio:entry_pimpolho_sense1 . + +dicbio:etym_pimpolho_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O Dicionário Houaiss afirma que a palavra é resultado da composição da raiz pino (derivado do latim pinus no sentido de \"pinho\") com a raiz pollo (derivado do latim pullus,i no sentido de \"vegetal ou animal jovem\"). Vandelli não emprega itálico, indicando que de fato não era sentido como neológico. No entanto, ao contrário do que afirma o Dicionário Houaiss, Vandelli emprega o termo para se referir a qualquer broto, não apenas o da videira.
A acepção contemporânea de “criança” é provavelmente posterior à obra de Vandelli, como afirma o próprio Dicionário Houaiss."^^rdf:HTML . + + a etym:Etymon ; + dcterms:language "formação vernácula" ; + dcterms:source "Dicionário Houaiss" ; + ontolex:writtenRep "pino + pollo" . + +dicbio:form_pimpolho a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "pimpolho"@pt . + +dicbio:form_pimpolhos a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "Pimpolhos"@pt, + "pimpolhos"@pt . + +dicbio:entry_pimpolho_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Broto que nasce do caule ou da raiz de uma planta."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_pimpolho_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: PISTILO --- + +dicbio:entry_pistilo a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-02-28"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:gender lexinfo:masculine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_pistilo ; + ontolex:otherForm dicbio:form_pistillo, + dicbio:form_pistillos, + dicbio:form_pistilos ; + ontolex:sense dicbio:entry_pistilo_sense1 . + +dicbio:etym_pistilo_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_pistillum ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O Dicionário Houaiss informa que a palavra derivaria do “lat. pistillum ou pistillus,i no sentido de ‘mão de pilão’”; no entanto, é pouco provável que seja uma palavra herdada, visto que a datação é tardia. Assim, não se pode falar que o sentido latino de “mão de pilão” tenha se transformado no sentido de “parte da flor” em português. O emprego da forma latina pistillum no latim científico (como atesta o dicionário de Vandelli) deixa claro que o étimo da forma portuguesa é o latim científico, já no sentido corrente de “parte da flor”, e a alteração de sentido se deve a um emprego metafórico já ocorrido no latim científico."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_pistillum a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "Vandelli" ; + ontolex:writtenRep "pistillum" . + +dicbio:form_pistilo a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "pistilo"@pt . + +dicbio:form_pistillo a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "Pistillo"@pt, + "pistillo"@pt . + +dicbio:form_pistillos a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "pistillos"@pt . + +dicbio:form_pistilos a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "pistilos"@pt . + +dicbio:entry_pistilo_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Parte da flor, em geral entre as anteras, pela qual entra o pólen para a fecundação."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_pistilo_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: PLACENTA --- + +dicbio:entry_placenta a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2023-08-21"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:luana_borges ; + lexinfo:gender lexinfo:feminine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_placenta ; + ontolex:otherForm dicbio:form_placentas ; + ontolex:sense dicbio:entry_placenta_sense1 . + +dicbio:etym_placenta_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_placenta ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim científico placenta, empregado pela primeira vez com esse sentido pelo médico italiano Gabriele Falloppio (na obra Observationes anatomicae, de 1562). Em latim clássico, placenta designa uma espécie de torta ou bolo achatado, cuja semelhança com o órgão da gravidez foi mencionada, pela primeira vez, por Realdo Colombo (na obra De Re Anatomica, de 1559). O termo se inseriu na língua portuguesa, já com o sentido atual, provavelmente por meio da expressão placenta da madre, atestada na obra de Bluteau (Vocabulario Portuguez e Latino, no volume de 1721), e aparece pela primeira vez como verbete de um dicionário na obra de Moraes Silva (Diccionario da Lingua Portugueza de 1789)."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_placenta a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "Gabriele Falloppio (na obra Observationes anatomicae, de 1562" ; + ontolex:writtenRep "placenta" . + +dicbio:form_placenta a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "placenta"@pt . + +dicbio:form_placentas a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "placentas"@pt . + +dicbio:entry_placenta_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Órgão formado durante a gestação, que une o feto ao útero materno."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_placenta_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: PLANTA --- + +dicbio:entry_planta a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2023-09-15"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:raissa_buss ; + lexinfo:gender lexinfo:feminine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_planta ; + ontolex:otherForm dicbio:form_plantas ; + ontolex:sense dicbio:entry_planta_sense1 . + +dicbio:etym_planta_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_planta ; + dicbio:etymologicalArgumentation "Segundo o dicionário de Gaffiot, o substantivo latino planta, ae na Antiguidade tinha o sentido de “rebento” (ramo de uma planta extraído para propagação), mas também poderia ter o sentido mais geral de “vegetal”, sentido esse que passou ao português. A conservação do encontro consonantal pl- inicial aponta para a entrada na língua por via erudita, ainda que a palavra seja datada da Idade Média."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_planta a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source dicbio:source_gaffiot ; + ontolex:writtenRep "planta" . + +dicbio:form_planta a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "planta"@pt . + +dicbio:form_plantas a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "plantas"@pt . + +dicbio:entry_planta_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Designação comum a todos os vegetais."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_planta_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: POLPA --- + +dicbio:entry_polpa a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2023-09-21"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:adriane_queiroz, + dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:matheus_casarin ; + lexinfo:gender lexinfo:feminine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_polpa ; + ontolex:sense dicbio:entry_polpa_sense1 . + +dicbio:etym_polpa_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_pulpa ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o substantivo latino pulpa, ae, que, no latim da Antiguidade, significava “parte carnosa do corpo” e, por extensão, “parte carnosa de um fruto” (segundo o Oxford Latin Dictionary). A alternância -u- para -o- sugere tratar-se de palavra herdada, ainda que sua atestação seja tardia (século XVI, segundo o dicionário Houaiss). Nos textos de Vandelli e Brotero, “polpa” se refere não só à parte carnosa dos frutos, mas também de outras estruturas vegetais, como certas folhas de plantas suculentas."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_pulpa a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source dicbio:source_old ; + ontolex:writtenRep "pulpa" . + +dicbio:form_polpa a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "polpa"@pt . + +dicbio:entry_polpa_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Substância espessa presente em certas estruturas vegetais, como folhas e frutos."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_polpa_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: PONTOADO --- + +dicbio:entry_pontoado a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2023-09-25"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:kamila_barbosa ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_pontoado ; + ontolex:otherForm dicbio:form_pontoada, + dicbio:form_pontoadas ; + ontolex:sense dicbio:entry_pontoado_sense1 . + +dicbio:etym_pontoado_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O adjetivo pontoado é empregado tanto por Vandelli quanto por Brotero para traduzir o adjetivo latino punctatus, a, um (encontrado no latim dos séculos XVII e XVIII); portanto, pode ser entendido como um decalque do latim. No entanto, a forma mais diretamente adaptada desse particípio latino seria *pontado. A ocorrência da vogal -o- leva a hipotetizar duas duas possibilidades de análise, não mutuamente excludentes: 1 - O adjetivo pode ter sido criado como um particípio do verbo pontoar (variante de pontuar), que já ocorre no século XVIII (como, por exemplo, no \"Divertimento Erudîto\" do Frei João Pacheco - https://www.google.com.br/books/edition/Divertimento_erud%C3%AEto_para_os_curiosos_d/N8_o3ix_EmAC), ainda que com outro sentido (\"empregar sinais de pontuação\"). 2 - O adjetivo seria derivado do substantivo ponto com o sufixo -ado. Assim, pode-se tratar de um caso em que converge mais de um étimo."^^rdf:HTML . + + a etym:Etymon ; + dcterms:language "formação vernácula" ; + dcterms:source "Nossa pesquisa" ; + ontolex:writtenRep "ponto + -ado" . + +dicbio:form_pontoado a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "pontoado"@pt . + +dicbio:form_pontoada a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino singular"@pt ; + ontolex:writtenRep "Pontoada"@pt . + +dicbio:form_pontoadas a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "Pontoadas"@pt . + +dicbio:entry_pontoado_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Que apresenta pontos (diz-se de estrutura animal ou vegetal)."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_pontoado_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: RAIZ --- + +dicbio:entry_raiz a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2023-04-03"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:dannielly_rodrigues_silva, + dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:gender lexinfo:feminine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_raiz ; + ontolex:otherForm dicbio:form_raizes ; + ontolex:sense dicbio:entry_raiz_sense1 . + +dicbio:etym_raiz_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_radicem ; + dicbio:etymologicalArgumentation "É palavra herdada, cujo étimo é o latim radicem (nominativo radix), que já apresentava o sentido de \"órgão de sustentação da planta\" desde a Antiguidade (conforme informa o Oxford Latin Dictionary). Em português, é atestado desde o período medieval (conforme informa o Dicionário Houaiss).
Tanto Vandelli quanto Brotero afirmam que a raiz se situa, geralmente, embaixo da terra: \"a raiz está na terra, e cresce debaixo della\" (VANDELLI, 1788, p. 193); \"A Raiz he hum organo nutritivo apegado a terra\" (BROTERO, 1788, p. 12). Ambos também mencionam a função de nutrição, características ainda hoje consideradas centrais ao conceito de \"raiz\", conforme se lê na definição Glossário de Termos Botânicos da Universidade de Coimbra (https://www.uc.pt/herbario_digital/learn_botany/glossario): \"Raiz (radix). Órgão geralmente subterrâneo através do qual são absorvidos sais minerais e água e que fixa a planta ao solo.\""^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_radicem a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source dicbio:source_old ; + ontolex:writtenRep "radicem" . + +dicbio:form_raiz a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "raiz"@pt . + +dicbio:form_raizes a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "raizes"@pt, + "raízes"@pt . + +dicbio:entry_raiz_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Órgão da planta que serve às funções de nutrição e fixação à terra."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_raiz_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: RECEPTACULO --- + +dicbio:entry_receptaculo a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-02-28"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:gender lexinfo:masculine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_receptaculo ; + ontolex:otherForm dicbio:form_receptaculo ; + ontolex:sense dicbio:entry_receptaculo_sense1 . + +dicbio:etym_receptaculo_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_receptaculum ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim receptaculum,i, que já no século XVIII era empregado com a acepção da Botânica. A data informada pelo Dicionário Houaiss é provavelmente para outra acepção. A data de 1788 para essa acepção é possivelmente a obra de Brotero. Consultas a especialistas são necessárias para verificar quais são de fato as diferenças entre as três acepções da Botânica e se de fato ocorre essa polissemia."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_receptaculum a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "\"Expositio Florum Compositi\", 1760 (https://www.google.com.br/books/edition/Expositio_characteristica_structurae_flo/J_heAAAAcAAJ)" ; + ontolex:writtenRep "receptaculum" . + +dicbio:form_receptaculo a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "Receptaculo"@pt, + "receptaculo"@pt, + "receptáculo"@pt . + +dicbio:entry_receptaculo_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Base da flor em que se prendem as partes da frutificação."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_receptaculo_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: REPENTE --- + +dicbio:entry_repente a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-02-28"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_repente ; + ontolex:sense dicbio:entry_repente_sense1 . + +dicbio:etym_repente_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_repens ; + dicbio:etymologicalArgumentation "Conforme informa o Dicionário Houaiss, o étimo é o latim repens,entis, particípio presente do verbo repere, que significa “arrastar-se”. Esse adjetivo já era empregado no latim científico, conforme atesta o próprio dicionário de Vandelli. O Dicionário Houaiss registra esse verbete como o homônimo 2 e não traz datação."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_repens a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "Vandelli" ; + ontolex:writtenRep "repens" . + +dicbio:form_repente a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "repente"@pt . + +dicbio:entry_repente_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Que lança raízes que se estendem horizontalmente sobre a terra (diz-se de caule)."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_repente_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: RESINA --- + +dicbio:entry_resina a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-04-24"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:gender lexinfo:feminine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_resina ; + ontolex:otherForm dicbio:form_rezina ; + ontolex:sense dicbio:entry_resina_sense1 . + +dicbio:etym_resina_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_resina ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é a forma latina resīna,ae (com o mesmo sentido), atestada desde a Antiguidade, segundo o Oxford Latin Dictionary. A julgar pela permanência do -n- intervocálico na forma portuguesa, a palavra deve ser considerada erudita (ainda que atestada desde a Idade Média, segundo o dicionário Houaiss), ou, talvez, uma reconstituição erudita posterior (visto que o mesmo dicionário informa que a forma medieval é resia)."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_resina a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source dicbio:source_old ; + ontolex:writtenRep "resina" . + +dicbio:form_resina a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "resina"@pt . + +dicbio:form_rezina a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "rezina"@pt . + +dicbio:entry_resina_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Substância produzida por certas plantas, inflamável, insolúvel na água e solúvel no álcool."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_resina_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: RESINOSO --- + +dicbio:entry_resinoso a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-04-24"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_resinoso ; + ontolex:otherForm dicbio:form_rezinosas ; + ontolex:sense dicbio:entry_resinoso_sense1 . + +dicbio:etym_resinoso_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_resinosus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O Dicionário Houaiss informa que o termo é formado por derivação sufixal a partir do substantivo resina. No entanto, a forma latina resinosus, a, um (com o sentido de “cheio de resina”) já é atestada na Antiguidade, como informa o Oxford Latin Dictionary. Dessa forma, é possível supor que o étimo seja a forma latina."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_resinosus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source dicbio:source_old ; + ontolex:writtenRep "resinosus" . + +dicbio:form_resinoso a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "resinoso"@pt . + +dicbio:form_rezinosas a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "rezinosas"@pt . + +dicbio:entry_resinoso_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Que produz resina (diz-se de planta)."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_resinoso_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: RETICULADO --- + +dicbio:entry_reticulado a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2023-09-25"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:kamila_barbosa ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_reticulado ; + ontolex:otherForm dicbio:form_reticuladas ; + ontolex:sense dicbio:entry_reticulado_sense1 . + +dicbio:etym_reticulado_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_reticulatus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim rētĭcŭlātus, já atestado no latim da Antiguidade (conforme mostra o Oxford Latin Dictonary), com o sentido de \"coberto com rede\". A conservação das consoantes intervocálicas indica que entrou na língua portuguesa como termo erudito, e não herdado. Assim, o termo é um decalque da forma latina. A base morfológica retículo é registrada no dicionário Houaiss, mas sem datação, de modo que não parece ser provável a hipótese de o termo ter sido formado por derivação sufixal em português."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_reticulatus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source dicbio:source_old ; + ontolex:writtenRep "reticulatus" . + +dicbio:form_reticulado a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "reticulado"@pt . + +dicbio:form_reticuladas a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "reticuladas"@pt . + +dicbio:entry_reticulado_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Disposto em forma de rede."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_reticulado_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: ROMBOIDAL --- + +dicbio:entry_romboidal a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-02-28"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_romboidal ; + ontolex:sense dicbio:entry_romboidal_sense1 . + +dicbio:etym_romboidal_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_rhomboidalis ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O Dicionário Houaiss afirma se tratar de uma derivação sufixal a partir do substantivo romboide, com o acréscimo do sufixo -al. O Trésor de la Langue Française afirma que o francês rhomboïdal é atestado desde 1671, forma essa que pode ter influenciado a forma portuguesa."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_rhomboidalis a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "\"Index Testarum Conchyliorum\" de Gualtieri, 1742 (https://www.google.com.br/books/edition/Index_testarvm_conchyliorvm_qvae_adserva/HoRSuCDGWyIC)" ; + ontolex:writtenRep "rhomboidalis" . + +dicbio:form_romboidal a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "romboidal"@pt . + +dicbio:entry_romboidal_sense1 a ontolex:LexicalSense ; +etym:etymology dicbio:etym_romboidal_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: SEMENTE --- + +dicbio:entry_semente a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2023-10-22"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:ana_menegassi_rocha, + dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:gender lexinfo:feminine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_semente ; + ontolex:otherForm dicbio:form_sementes ; + ontolex:sense dicbio:entry_semente_sense1 . + +dicbio:etym_semente_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_sementem ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo, segundo informa o dicionário Houaiss, é o latim sementis (mais bem representado pela forma do acusativo semente(m)), que significa “semeadura”, “período de semeadura” (conforme apresenta o Oxford Latin Dictionary). O estudo dos cognatos em outras línguas românicas pode apontar para o momento em que houve a mudança de significado de “semeadura” para “semente”. O Romanisches Etymologisches Wörterbuch traz os seguintes cognatos: italiano semente, sementa, catalão sement, espanhol simiente. Desses, apenas o italiano semente não significa “semente”, mas sim o conjunto de sementes usadas na semeadura."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_sementem a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source dicbio:source_old ; + ontolex:writtenRep "sementem" . + +dicbio:form_semente a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "semente"@pt . + +dicbio:form_sementes a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "Sementes"@pt, + "sementes"@pt . + +dicbio:entry_semente_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Estrutura de uma planta que se separa desta e da qual se desenvolve uma nova planta."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_semente_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: SETACEO --- + +dicbio:entry_setaceo a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2023-09-21"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:adriane_queiroz, + dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:matheus_casarin ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_setaceo ; + ontolex:otherForm dicbio:form_setacea, + dicbio:form_setaceas, + dicbio:form_setaceo, + dicbio:form_setaceos ; + ontolex:sense dicbio:entry_setaceo_sense1 . + +dicbio:etym_setaceo_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_setaceus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o adjetivo latino setaceus, a, um. Não está registrado nos dicionários de latim da Antiguidade e, portanto, é seguramente criação do latim científico. Está registrado no próprio dicionário de Vandelli. Em latim, é formado pelo substantivo seta, ae (também ocorrendo na variante saeta, ae), com o significado de “pelo de animal, especialmente grosseiro ou rígido”, acrescido do sufixo adjetivador -aceus, com o significado de “semelhante a” (informações extraídas do Oxford Latin Dictionary). Assim, embora não atestado na Antiguidade, parece ser bem-formado de acordo com a morfologia latina.
A associação com a seda pode já ter acontecido durante a Idade Média, visto que saeta é o étimo de “seda” nas línguas românicas em geral, por via herdada. Assim, o adjetivo setáceo adquiriu tanto o sentido de “semelhante a pelos de animal” (sentido mais próximo do latim da Antiguidade) quanto de “semelhante a seda”.
O dicionário Houaiss descreve a etimologia da palavra como sendo “seta + áceo”, implicando que a palavra foi formada em português; no entanto, a existência de setaceus, a, um no latim científico demonstra que essa descrição é imprecisa."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_setaceus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "Vandelli" ; + ontolex:writtenRep "setaceus" . + +dicbio:form_setaceo a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "Setaceo"@pt, + "setaceo"@pt, + "setáceo"@pt . + +dicbio:form_setacea a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino singular"@pt ; + ontolex:writtenRep "setacea"@pt . + +dicbio:form_setaceas a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "Setaceas"@pt, + "setaceas"@pt . + +dicbio:form_setaceos a ontolex:Form ; + rdfs:label "masculino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "setaceos"@pt . + +dicbio:entry_setaceo_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Semelhante à seda ou aos pelos do porco (diz-se de estrutura animal ou vegetal)."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_setaceo_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: SEXUAL --- + +dicbio:entry_sexual a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-02-28"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_sexual ; + ontolex:sense dicbio:entry_sexual_sense1 . + +dicbio:etym_sexual_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_sexualis ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim científico sexualis, -e, adjetivo já empregado no contexto da Botânica, conforme atesta, por exemplo, o título da obra “Examen epicriseos in Systema Plantarum sexuale Cl. Linnaei”, de Siegesbeck, publicado em 1737 (disponível em https://books.google.pt/books?id=8h0OhDnDIvcC). O Dicionário Houaiss informa que esse mesmo adjetivo já era empregado em latim tardio com o sentido de \"do sexo feminino, feminil, de mulher\"; no entanto, esse emprego provavelmente desapareceu e ressurgiu no latim científico, de onde passou ao português."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_sexualis a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "“Examen epicriseos in Systema Plantarum sexuale Cl. Linnaei”, de Siegesbeck, publicado em 1737 (disponível em https://books.google.pt/books?id=8h0OhDnDIvcC)" ; + ontolex:writtenRep "sexualis" . + +dicbio:form_sexual a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "sexual"@pt . + +dicbio:entry_sexual_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Relativo à reprodução sexuada."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_sexual_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: SEXUALISMO --- + +dicbio:entry_sexualismo a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2025-09-11"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:vitoria_pereira ; + lexinfo:gender lexinfo:masculine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_sexualismo ; + ontolex:sense dicbio:entry_sexualismo_sense1 . + +dicbio:etym_sexualismo_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_sexualismus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim científico sexualismus, atestado em obras como a \"Physiologia Muscorum\" de Necker, publicada em 1774 (https://www.google.com.br/books/edition/N_J_de_Necker_Physiologia_Muscorum_per_e/cLhgAAAAcAAJ). O termo latino é, por sua vez, formado pelo adjetivo sexualis, is acrescido do sufixo de origem grega -ismus. Assim, a atestação da forma latina em textos em latim científico torna pouco provável a hipótese de uma formação ocorrida em português, ainda que, morfologicamente, o termo possa ser classificado como um derivado sufixal."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_sexualismus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "\"Physiologia Muscorum\" de Necker, publicada em 1774 (https://www.google.com.br/books/edition/N_J_de_Necker_Physiologia_Muscorum_per_e/cLhgAAAAcAAJ)" ; + ontolex:writtenRep "sexualismus" . + +dicbio:form_sexualismo a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "sexualismo"@pt . + +dicbio:entry_sexualismo_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Condição de um ser vivo que apresenta divisão em dois sexos."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_sexualismo_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: SILIQUA --- + +dicbio:entry_siliqua a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-02-28"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:gender lexinfo:feminine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_siliqua ; + ontolex:otherForm dicbio:form_siliqua, + dicbio:form_siliquas ; + ontolex:sense dicbio:entry_siliqua_sense1 . + +dicbio:etym_siliqua_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_siliqua ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim siliqua,ae \"vagem\", empregado desde a Antiguidade (como atesta o dicionário de Gaffiot), mas que no latim científico adquire uma acepção mais precisa no âmbito da Botânica e, assim, passa ao português."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_siliqua a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source dicbio:source_gaffiot ; + ontolex:writtenRep "siliqua" . + +dicbio:form_siliqua a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "siliqua"@pt, + "síliqua"@pt . + +dicbio:form_siliquas a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "siliquas"@pt . + +dicbio:entry_siliqua_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Pericarpo de duas valvas, côncavo, cujo comprimento excede a largura, com sementes presas ao longo das suturas."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_siliqua_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: SUCOSO --- + +dicbio:entry_sucoso a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-02-28"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_sucoso ; + ontolex:otherForm dicbio:form_succosa, + dicbio:form_sucosa ; + ontolex:sense dicbio:entry_sucoso_sense1 . + +dicbio:etym_sucoso_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_sucosus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O Dicionário Houaiss informa que o étimo é o latim sucosus,a,um, significando \"que contém suco\". A ausência da transformação do c intervocálico para g revela que a palavra não é herdada. A não-ocorrência da forma latina na obra de Vandelli pode indicar que o termo não entrou na língua portuguesa pelo latim científico e pode ter sido criado por derivação sufixal, e não por empréstimo.Ambas as grafias sucoso e succoso ocorrem na obra de Vandelli."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_sucosus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "Dicionário Houaiss" ; + ontolex:writtenRep "sucosus" . + +dicbio:form_sucoso a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "sucoso"@pt . + +dicbio:form_succosa a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino singular"@pt ; + ontolex:writtenRep "succosa"@pt . + +dicbio:form_sucosa a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino singular"@pt ; + ontolex:writtenRep "sucosa"@pt . + +dicbio:entry_sucoso_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Cheio de suco."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_sucoso_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: SUCULENTO --- + +dicbio:entry_suculento a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2023-09-14"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:raissa_buss ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_suculento ; + ontolex:otherForm dicbio:form_succulenta, + dicbio:form_succulentas, + dicbio:form_succulento, + dicbio:form_succulentos ; + ontolex:sense dicbio:entry_suculento_sense1 . + +dicbio:etym_suculento_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_suculentus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o adjetivo latino suculentus, a, um, que já no latim da Antiguidade tinha o sentido de “cheio de suco, suculento”. Segundo o dicionário de Gaffiot, já em latim havia as variantes com -c- (suculentus) e com -cc- (succulentus). A palavra ingressou na língua portuguesa pela via do latim científico, visto que já era empregada em textos de Botânica em latim (como, por exemplo, o De Orchide de Gustav Christian von Handtwig, de 1747 - https://www.google.com.br/books/edition/De_Orchide_Dissertatio_Inavgvralis_Botan/RjNbAAAAcAAJ). No entanto, o contexto mais antigo que encontramos em português até o momento, de 1784, não se refere à Botânica, antecedendo em quatro anos o emprego da palavra em Brotero."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_suculentus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "De Orchide de Gustav Christian von Handtwig, de 1747 - https://www.google.com.br/books/edition/De_Orchide_Dissertatio_Inavgvralis_Botan/RjNbAAAAcAAJ" ; + ontolex:writtenRep "suculentus" . + +dicbio:form_suculento a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "suculento"@pt . + +dicbio:form_succulenta a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino singular"@pt ; + ontolex:writtenRep "succulenta"@pt . + +dicbio:form_succulentas a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "Succulentas"@pt, + "succulentas"@pt . + +dicbio:form_succulento a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "succulento"@pt . + +dicbio:form_succulentos a ontolex:Form ; + rdfs:label "masculino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "succulentos"@pt . + +dicbio:entry_suculento_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Que contém muito suco; sucoso."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_suculento_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: TENDINOSO --- + +dicbio:entry_tendinoso a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2025-07-07"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:geovanna_lima ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_tendinoso ; + ontolex:otherForm dicbio:form_tendinosa, + dicbio:form_tendinosas, + dicbio:form_tendinosos ; + ontolex:sense dicbio:entry_tendinoso_sense1 . + +dicbio:etym_tendinoso_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_tendinosus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim tendinosus. O termo não é registrado em dicionários de latim clássico, como o Gaffiot e o Oxford Latin Dictionary, mas em textos do latim científico é possível encontrá-lo, como em “Anatomicae praelectiones” (1586), de Archangelus Piccolomini (https://www.google.com.br/books/edition/Anatomicae_praelectiones_etc/q3hVAAAAcAAJ). No dicionário Houaiss, o termo é atestado em 1790, no SeabCh. No entanto, é possível encontrar o termo no livro Anatomia do Corpo Humano (1739), de Bernardo Santucci."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_tendinosus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "“Anatomicae praelectiones” (1586), de Archangelus Piccolomini (https://www.google.com.br/books/edition/Anatomicae_praelectiones_etc/q3hVAAAAcAAJ" ; + ontolex:writtenRep "tendinosus" . + +dicbio:form_tendinoso a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "tendinoso"@pt . + +dicbio:form_tendinosa a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino singular"@pt ; + ontolex:writtenRep "tendinosa"@pt . + +dicbio:form_tendinosas a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "tendinosas"@pt . + +dicbio:form_tendinosos a ontolex:Form ; + rdfs:label "masculino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "tendinosos"@pt . + +dicbio:entry_tendinoso_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Relativo aos tendões."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_tendinoso_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: TRONCO --- + +dicbio:entry_tronco a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2023-06-14"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:dannielly_rodrigues_silva, + dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:gender lexinfo:masculine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_tronco ; + ontolex:otherForm dicbio:form_troncos ; + ontolex:sense dicbio:entry_tronco_sense1 . + +dicbio:etym_tronco_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_truncum ; + dicbio:etymologicalArgumentation "É certamente palavra herdada, tendo como étimo o latim truncus (pela forma do acusativo truncum), que já na Antiguidade tinha tanto o sentido de \"tronco de uma árvore\" quanto de \"tronco do corpo humano\" (conforme se lê no Oxford Latin Dictionary). Em latim, é provavelmente a substantivação do adjetivo truncus, -a, -um \"cortado, mutilado, truncado\".
Sobre a diferença entre \"caule\" e \"tronco\", Brotero afirma: \"Os antigos davaõ o nome de tronco (truncus) ao troço ascendente das plantas lenhosas, e o de caule ou talo (caulis) ao das herbaceas; mas hoje a palavra tronco está adoptada por hum termo geral de que o caule he huma especie, de maneira que se pode dizer com igual propriedade de termo, que o choupo tem hum caule lenhoso, como se pode dizer, que a alface tem hum caule herbaceo.\" (BROTERO, 1788, vol. 1, p. 20). Esse trecho é obscuro; por um lado, parece dizer que \"tronco\" é o termo genérico, mas nos exemplos, é \"caule\" que é empregado como genérico. Atualmente, emprega-se \"caule\" como termo genérico (hiperônimo), do qual \"tronco\" é um subtipo (hipônimo)."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_truncum a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source dicbio:source_old ; + ontolex:writtenRep "truncum" . + +dicbio:form_tronco a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "tronco"@pt . + +dicbio:form_troncos a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "troncos"@pt . + +dicbio:entry_tronco_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Parte da planta que se ergue da terra e sustenta os frutos e as folhas."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_tronco_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: TUBERCULADO --- + +dicbio:entry_tuberculado a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2023-09-25"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:kamila_barbosa ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_tuberculado ; + ontolex:otherForm dicbio:form_tuberculadas, + dicbio:form_tuberculados ; + ontolex:sense dicbio:entry_tuberculado_sense1 . + +dicbio:etym_tuberculado_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_tuberculatus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "Há duas possibilidades de descrição do étimo: 1 - pode ser analisado como um decalque do latim tuberculatus, já empregado em textos em latim do século XVI (como, por exemplo, na obra \"Lexicon Hebraicum\" de Johann Reuchlin - https://www.google.com.br/books/edition/Ioannis_Reuchlini_Phorcensis_Lexicon_Heb/mcIzkGPlV0UC); ou 2 - como adjetivo derivado do substantivo tubérculo (= \"verruga\") acrescido do sufixo -ado, visto que o substantivo teve, segundo o Dicionário Houaiss, sua primeira atestação em 1668; portanto, no momento da elaboração do dicionário de Vandelli e da obra de Brotero, há a possibilidade de os autores terem utilizado o recurso da própria língua portuguesa para introduzir a palavra na língua através do processo de derivação."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_tuberculatus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "\"Lexicon Hebraicum\" de Johann Reuchlin - https://www.google.com.br/books/edition/Ioannis_Reuchlini_Phorcensis_Lexicon_Heb/mcIzkGPlV0UC" ; + ontolex:writtenRep "tuberculatus" . + +dicbio:form_tuberculado a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "tuberculado"@pt . + +dicbio:form_tuberculadas a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "Tuberculadas"@pt, + "tuberculadas"@pt . + +dicbio:form_tuberculados a ontolex:Form ; + rdfs:label "masculino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "tuberculados"@pt . + +dicbio:entry_tuberculado_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Provido de tubérculos."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_tuberculado_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: TUBERCULO --- +### Falta acertar a etimologia da acepção 2 + +dicbio:entry_tuberculo a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2023-09-15"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:adriane_queiroz, + dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:matheus_casarin ; + lexinfo:gender lexinfo:masculine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_tuberculo ; + ontolex:otherForm dicbio:form_tuberculo, + dicbio:form_tuberculos ; + ontolex:sense dicbio:entry_tuberculo_sense1, + dicbio:entry_tuberculo_sense2 . + +dicbio:etym_tuberculo_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_tuberculum ; + dicbio:etymologicalArgumentation "Tubérculo: O étimo é o substantivo latino tuberculum, i, que, segundo o Oxford Latin Dictionary, tinha na Antiguidade o sentido de “pequena protuberância ou excescência”. É com esse sentido que a palavra “tubérculo” está presente nos autores do século XVIII, seja referindo-se a estruturas animais (na pele ou na superfície de órgãos internos), seja referindo-se a protuberâncias e rugosidades em vegetais e fungos (que eram considerados vegetais). O sentido de “caule espessado que armazena nutrientes” não foi encontrado nos autores que estudamos (ainda que o dicionário Houaiss date essa acepção em 1788).
A palavra certamente entrou na língua portuguesa por via erudita, por meio do latim científico. O sentido de “protuberância” é frequente em textos médicos do século XVII (como, por exemplo, no texto “De ingressu ad infirmos” de Júlio César Claudino, 1617 - https://www.google.com.br/books/edition/Iulii_C%C3%A6saris_Claudini_De_ingressu_ad_i/iPcZtI8R6o8C)."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_tuberculum a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "“De ingressu ad infirmos” de Júlio César Claudino, 1617 - https://www.google.com.br/books/edition/Iulii_C%C3%A6saris_Claudini_De_ingressu_ad_i/iPcZtI8R6o8C" ; + ontolex:writtenRep "tuberculum" . + +dicbio:form_tuberculo a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "Tuberculo"@pt, + "tuberculo"@pt, + "tubérculo"@pt . + +dicbio:form_tuberculos a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "Tuberculos"@pt, + "tuberculos"@pt . + +dicbio:entry_tuberculo_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Saliência encontrada na pele ou na superfície de certos órgãos dos animais."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_tuberculo_sense1 . + +dicbio:entry_tuberculo_sense2 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Saliência semelhante a verrugas presente em certas estruturas vegetais."@pt . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: TUBULO --- + +dicbio:entry_tubulo a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2025-09-15"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:sammara_valim_santos ; + lexinfo:gender lexinfo:masculine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_tubulo ; + ontolex:otherForm dicbio:form_tubulos ; + ontolex:sense dicbio:entry_tubulo_sense1 . + +dicbio:etym_tubulo_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_tubulus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim tubulus, i, que é atestado desde a Antiguidade com o sentido de \"pequeno tubo\", conforme atesta o Oxford Language Dictionary. O emprego que Vandelli faz dessa palavra é relativamente obscuro: ele está claramente descrevendo uma estrutura tubular presente nas brânquias de certos peixes, mas não fica claro se esse é o nome técnico dessa estrutura ou se o autor está apenas descrevendo a sua forma. Independentemente disso, o emprego em Vandelli é a data mais recuada da palavra em português até onde foi possível encontrar. É claramente uma palavra erudita, como se percebe pela conservação do -l- intervocálico."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_tubulus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source dicbio:source_old ; + ontolex:writtenRep "tubulus" . + +dicbio:form_tubulo a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "túbulo"@pt . + +dicbio:form_tubulos a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "tubulos"@pt . + +dicbio:entry_tubulo_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Estrutura tubular presente nas brânquias dos peixes."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_tubulo_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: TUNICA --- + +dicbio:entry_tunica a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-02-28"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:gender lexinfo:feminine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_tunica ; + ontolex:otherForm dicbio:form_tunica, + dicbio:form_tunicas ; + ontolex:sense dicbio:entry_tunica_sense1 . + +dicbio:etym_tunica_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_tunica ; + dicbio:etymologicalArgumentation "Conforme informa o Dicionário Houaiss, o étimo é o latim tunica,ae, que já na Antiguidade significava \"vestimenta inferior usada pelos romanos de ambos os sexos\". A acepção da Botânica ocorre também no latim científico (como se observa, por exemplo, na obra “De radicum in plantis ortu et directione”, de Gottlob Bose, 1754, p. 7, disponível em https://books.google.pt/books?id=VK1JAAAAcAAJ)."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_tunica a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "“De radicum in plantis ortu et directione”, de Gottlob Bose, 1754, p. 7, disponível em https://books.google.pt/books?id=VK1JAAAAcAAJ" ; + ontolex:writtenRep "tunica" . + +dicbio:form_tunica a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "tunica"@pt, + "túnica"@pt . + +dicbio:form_tunicas a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "tunicas"@pt . + +dicbio:entry_tunica_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Membrana que reveste certas estruturas vegetais, como raízes ou sementes, ou animais, como olhos."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_tunica_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: UMBILICADO --- + +dicbio:entry_umbilicado a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2023-09-25"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:kamila_barbosa ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_umbilicado ; + ontolex:otherForm dicbio:form_umbilicada, + dicbio:form_umbilicadas ; + ontolex:sense dicbio:entry_umbilicado_sense1 . + +dicbio:etym_umbilicado_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_umbilicatus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim umbĭlīcātus (já atestado na \"História Natural\" de Plínio, conforme informa o Oxford Latin Dictionary). A conservação do -l- intervocálico demonstra tratar-se de forma erudita, sendo, portanto, um decalque do latim. Apesar de ter uma base morfológica (substantivo umbigo, já atestada em 1563), a forma esperada por derivação sufixal seria *umbigado; assim, evidencia-se que Vandelli e Brotero recuperaram a forma latina como base para a forma em língua portuguesa."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_umbilicatus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source dicbio:source_old ; + ontolex:writtenRep "umbilicatus" . + +dicbio:form_umbilicado a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "umbilicado"@pt . + +dicbio:form_umbilicada a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino singular"@pt ; + ontolex:writtenRep "Umbilicada"@pt . + +dicbio:form_umbilicadas a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "umbilicadas"@pt . + +dicbio:entry_umbilicado_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Que possui uma concavidade semelhante a um umbigo, no centro."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_umbilicado_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: UROPIGIO --- + +dicbio:entry_uropigio a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2025-09-15"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:sammara_valim_santos ; + lexinfo:gender lexinfo:masculine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_uropigio ; + ontolex:otherForm dicbio:form_uropigio, + dicbio:form_uropygio ; + ontolex:sense dicbio:entry_uropigio_sense1 . + +dicbio:etym_uropigio_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_uropygium ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim uropygium, ii, que, segundo o dicionário de Gaffiot, pode ser atestado já na Antiguidade, num epigrama de Marcial (3.93 verso 12), com o mesmo sentido. No entanto, a forma registrada no Oxford Latin Dictionary é orthopygium, ii. Em latim, é um empréstimo do grego; assim, o dicionário de Liddell, Scott e Jones registra o termo com o mesmo sentido de \"parte traseira das aves\", porém com diversas formas variantes: ὀρροπύγιον (orropýgion); ὀρσοπύγιον (orsopýgion); οὐροπύγιον (ouropýgion); ὀροπύγιον (oropýgion). O termo é certamente relacionado ao grego ὄρρος (órros), que significa \"ponta do osso sacro\". Assim, é possível hipotetizar que o termo tenha entrado no latim científico a partir de uma dessas variantes (possivelmente por meio de alguma cópia ou edição da obra de Marcial) e assim passou ao português. A palavra popular empregada para se referir a essa parte das aves é \"sobrecu\", empregada desde o século XV, segundo o dicionário Houaiss.
O dicionário Houaiss informa que a primeira atestação de \"uropígio\" é de 1782 e está registrada no Dicionário Histórico do Português Brasileiro (https://dicionarios.fclar.unesp.br/dhpb/). Trata-se do texto de Francisco Antônio de Sampaio \"Historia dos Reinos Vegetal, Animal, e Mineral do Brazil, pertencente à Medicina\" (https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_manuscritos/mss22949/mss22949.pdf), cujo manuscrito, escrito em 1782, permaneceu sem publicação até 1971, no vol. 89 dos Anais da Biblioteca Nacional (https://hemeroteca-pdf.bn.gov.br/402630/per402630_1969_00089.pdf)."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_uropygium a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source dicbio:source_gaffiot ; + ontolex:writtenRep "uropygium" . + +dicbio:form_uropigio a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "uropigio"@pt, + "uropígio"@pt . + +dicbio:form_uropygio a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "uropygio"@pt . + +dicbio:entry_uropigio_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Apêndice situado na parte traseira das aves, que equivale à cauda; sobrecu."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_uropigio_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: UTRICULO --- +### Falta acertar a etimologia da acepção 2 + +dicbio:entry_utriculo a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2024-10-03"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:luana_borges ; + lexinfo:gender lexinfo:masculine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_utriculo ; + ontolex:otherForm dicbio:form_utriculos ; + ontolex:sense dicbio:entry_utriculo_sense1, + dicbio:entry_utriculo_sense2 . + +dicbio:etym_utriculo_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_utriculus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim científico utriculus, atestado com o sentido de \"espécie de vaso dos vegetais\" já no século XVII (por exemplo, na obra de Colbert \"Philosophia Vetus et Nova...\", 1682 - https://www.google.com.br/books/edition/PHILOSOPHIA_VETUS_ET_NOVA/S50tZqHVDCkC). Segundo os dicionários Gaffiot e Oxford Latin Dictionary, utriculus já aparece na Antiguidade, empregado por Plínio com o sentido de \"casca de certas sementes\". O latim científico pode ter recuperado esse emprego. Em latim, é o diminutivo de uter, utris, que significa \"odre, bolsa de couro\".
A descrição que Brotero faz do utrículo nos vegetais é confusa. Aparentemente, Brotero entende que há dois tipos de utrículos, os internos e os externos, conforme está descrito na nota de rodapé (c) (p. 253): \"Os utriculos considerados em geral podem ser divididos em internos e externos; os internos dependem da dissecçaõ, e microscopio para se poderem observar, elles saõ destinados à preparaçaõ dos succos proprios, e digestaõ dos succos nutritivos; os externos saõ os que se achaõ na superficie dos vegetaes, huns saõ pouco apparentes, dos quaes ja fiz mençaõ debaixo do nome glandulas utriculares, outros saõ assaz apparentes de modo que ainda mesmo sem lente se podem observar [...].\" Indicamos esses dois tipos como as acepções 1 e 2. Na primeira acepção, parece ser um sinônimo de \"parênquima\", e muito provavelmente deixou de ser empregado com esse sentido na Botânica atual; na segunda acepção, parece ser empregado ainda hoje."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_utriculus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "Colbert \"Philosophia Vetus et Nova...\", 1682 - https://www.google.com.br/books/edition/PHILOSOPHIA_VETUS_ET_NOVA/S50tZqHVDCkC" ; + ontolex:writtenRep "utriculus" . + +dicbio:form_utriculo a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "utrículo"@pt . + +dicbio:form_utriculos a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "Utriculos"@pt, + "utriculos"@pt . + +dicbio:entry_utriculo_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Cada um dos vasos em forma de sacos ovais e esponjosos, situados transversalmente e que ocupam os intervalos dos vasos longitudinais, nos vegetais."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_utriculo_sense1 . + +dicbio:entry_utriculo_sense2 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Espécie de glândula presente nos vegetais."@pt . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: VERRUCOSO --- + +dicbio:entry_verrucoso a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-04-13"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_verrucoso ; + ontolex:otherForm dicbio:form_verrucosas ; + ontolex:sense dicbio:entry_verrucoso_sense1 . + +dicbio:etym_verrucoso_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_verrucosus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim verrucosus,a,um, que significa “que tem verrugas”, atestado desde a Antiguidade (conforme atesta o Oxford Latin Dictionary). O sentido de “semelhante a uma verruga”, que é o encontrado em Vandelli (1788), é possivelmente do latim científico."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_verrucosus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source dicbio:source_old ; + ontolex:writtenRep "verrucosus" . + +dicbio:form_verrucoso a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "verrucoso"@pt . + +dicbio:form_verrucosas a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "verrucosas"@pt . + +dicbio:entry_verrucoso_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Semelhante a uma verruga."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_verrucoso_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: VERTICILADO --- + +dicbio:entry_verticilado a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2023-09-25"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:kamila_barbosa ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_verticilado ; + ontolex:otherForm dicbio:form_verticiladas, + dicbio:form_verticillada, + dicbio:form_verticilladas, + dicbio:form_verticillados ; + ontolex:sense dicbio:entry_verticilado_sense1 . + +dicbio:etym_verticilado_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_verficillatus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "Há duas possibilidades de descrição do étimo: 1 - pode ser analisado como um decalque do latim verticillatus, já empregado em textos em latim científico do século XVII (como, por exemplo, na obra \"Plantarum Historiae Oxoniensis Universalis\" de Robert Morison - https://www.google.com.br/books/edition/Plantarum_historiae_universalis_Oxoniens/L7heAAAAcAAJ); ou 2 - como adjetivo derivado do substantivo verticilo acrescido do sufixo -ado, visto que o substantivo já é empregado por Brotero em 1788; assim, no momento da elaboração do dicionário de Vandelli e da obra de Brotero, há a possibilidade de os autores terem utilizado o recurso da própria língua portuguesa para introduzir a palavra na língua através do processo de derivação."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_verficillatus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "\"Plantarum Historiae Oxoniensis Universalis\" de Robert Morison - https://www.google.com.br/books/edition/Plantarum_historiae_universalis_Oxoniens/L7heAAAAcAAJ" ; + ontolex:writtenRep "verficillatus" . + +dicbio:form_verticilado a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "verticilado"@pt . + +dicbio:form_verticiladas a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "verticiladas"@pt . + +dicbio:form_verticillada a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino singular"@pt ; + ontolex:writtenRep "Verticillada"@pt . + +dicbio:form_verticilladas a ontolex:Form ; + rdfs:label "feminino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "Verticilladas"@pt, + "verticilladas"@pt . + +dicbio:form_verticillados a ontolex:Form ; + rdfs:label "masculino plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "Verticillados"@pt, + "verticillados"@pt . + +dicbio:entry_verticilado_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Disposto em verticilo (diz-se de estruturas vegetais)."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_verticilado_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: VIBRISSA --- + +dicbio:entry_vibrissa a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2023-05-15"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:gender lexinfo:feminine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_vibrissa ; + ontolex:otherForm dicbio:form_vibrissas ; + ontolex:sense dicbio:entry_vibrissa_sense1 . + +dicbio:etym_vibrissa_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_vibrissae ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é, sem dúvida, o latim vibrissae, -arum, registrado em diversos dicionários latinos (como o dicionário de Gaffiot, 1934) com a acepção de “pelos do nariz”. Curiosamente, os dicionários remetem sempre ao mesmo contexto, a obra de Festo “De verborum significatione” (datada do século II d.C.), que parece ser a única ocorrência desta palavra num texto da Antiguidade. A edição de Lindsay, 1913 (https://babel.hathitrust.org/cgi/pt?id=njp.32101077773990), traz a forma vibracae em vez de vibrissae, o que leva a crer que se trata de uma forma duvidosa, possivelmente um hápax. Isso, aliado ao fato de que “vibrissa” não tem características de palavra herdada, indica que a palavra provavelmente deixou de ser usada e foi retomada, na sua acepção corrente (“pelos rijos da face dos mamíferos”), no século XVIII. Lineu já o emprega com a nova acepção no Systema Naturae (décima edição, de 1758, e possivelmente em edições anteriores). O autor que primeiro a empregou em latim nessa nova acepção (possivelmente o próprio Lineu) certamente teve acesso a uma cópia do texto de Festo que empregava a forma vibrissae, em vez de vibracae, esta última preferida na leitura de Lindsay."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_vibrissae a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "Vandelli" ; + ontolex:writtenRep "vibrissae" . + +dicbio:form_vibrissa a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "vibrissa"@pt . + +dicbio:form_vibrissas a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "vibrissas"@pt . + +dicbio:entry_vibrissa_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Cada um dos pelos rijos presentes na face de certos mamíferos, como os gatos, que servem de órgãos do tato."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_vibrissa_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: VILO --- +### Falta arrumar a etimologia da acepção 2 + +dicbio:entry_vilo a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-02-28"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:gender lexinfo:masculine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_vilo ; + ontolex:otherForm dicbio:form_villo, + dicbio:form_villos ; + ontolex:sense dicbio:entry_vilo_sense1, + dicbio:entry_vilo_sense2 . + +dicbio:etym_vilo_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_villus ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim científico villus,i, empregado no século XVIII com o mesmo sentido, como mostra o próprio dicionário de Vandelli. Segundo o dicionário de Gaffiot, no latim da Antiguidade essa palavra designava pelos de animais, mas também poderia se referir ao musgo.Esse termo não é registrado no Dicionário Houaiss nem nos dicionários Aulete ou Michaelis. É possivelmente um termo que desapareceu da língua portuguesa."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_villus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source "Vandelli" ; + ontolex:writtenRep "villus" . + +dicbio:form_vilo a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "vilo"@pt . + +dicbio:form_villo a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "Villo"@pt . + +dicbio:form_villos a ontolex:Form ; + rdfs:label "plural"@pt ; + ontolex:writtenRep "villos"@pt . + +dicbio:entry_vilo_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Excrescência do caule ou da folha semelhante a um pelo, formando uma espécie de buço."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_vilo_sense1 . + +dicbio:entry_vilo_sense2 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Estrutura semelhante a pelos presente nas caudas ou nos pés de certos insetos."@pt . + +#------------------------------------------------------------ + +### --- VERBETE: ZOOLOGIA --- + +dicbio:entry_zoologia a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2024-08-15"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:luana_borges ; + lexinfo:gender lexinfo:feminine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dicbio:form_zoologia ; + ontolex:sense dicbio:entry_zoologia_sense1 . + +dicbio:etym_zoologia_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dicbio:etymon_zoologia ; + dicbio:etymologicalArgumentation "O étimo é o latim científico zoologia, já atestado no século XVII (como se percebe no próprio título da obra \"Zoologia Parva\", de Giuseppe Lanzoni, de 1669 - https://www.google.com.br/books/edition/Zoologia_Parva/J9Q8AAAAcAAJ). Dessa forma, junção dos elementos de origem grega zoo- e -logia ocorreu já no latim científico, e não em português, como está implícito na descrição etimológica do dicionário Houaiss."^^rdf:HTML . + +dicbio:etymon_zoologia a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source " \"Zoologia Parva\", de Giuseppe Lanzoni, de 1669 - https://www.google.com.br/books/edition/Zoologia_Parva/J9Q8AAAAcAAJ" ; + ontolex:writtenRep "zoologia" . + +dicbio:form_zoologia a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "Zoologia"@pt . + +dicbio:entry_zoologia_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Ramo da História Natural que estuda os animais."@pt ; + etym:etymology dicbio:etym_zoologia_sense1 . + +#------------------------------------------------------------ diff --git a/data/entries/adiposo.ttl b/data/entries/adiposo.ttl new file mode 100644 index 0000000..ed88347 --- /dev/null +++ b/data/entries/adiposo.ttl @@ -0,0 +1,98 @@ +@prefix dcterms: . +@prefix dicbio: . +@prefix ontolex: . +@prefix etym: . +@prefix rdfs: . +@prefix skos: . +@prefix xsd: . +@prefix dbauth: . +@prefix lexinfo: . +@prefix owl: . +@prefix bibo: . +@prefix rdf: . +@prefix foaf: . +@prefix morph: . +@prefix vartrans: . +@prefix dbres: . +@prefix dbsrc: . + +dbres:entry_adiposo a ontolex:LexicalEntry ; + rdfs:seeAlso ; + skos:exactMatch ; + dcterms:created "2024-05-04"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:fabiani_goncalves ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dbres:form_adiposo ; + ontolex:otherForm dbres:form_adiposa, + dbres:form_adiposas, + dbres:form_adiposos ; + ontolex:sense dbres:entry_adiposo_sense1 . + +dbres:etym_adiposo_sense1_h1 a etym:Etymology ; + dcterms:source dbsrc:source_houaiss ; + dicbio:etymologicalProcess dicbio:created ; + dicbio:hasWordFormationRelation dbres:adiposo_derivation ; + dicbio:etymologicalArgumentation """O dicionário Houaiss afirma tratar-se de derivação sufixal a partir de ádipe (gordura animal) com o acréscimo do sufixo -oso."""^^rdf:HTML ; + dicbio:confidenceLevel dicbio:plausible . + +dbres:adiposo_derivation a morph:WordFormationRelation ; + vartrans:source dbres:entry_adipe ; + vartrans:target dbres:entry_adiposo . + +dbres:entry_adipe a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2026-02-14"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + lexinfo:gender lexinfo:masculine, + lexinfo:feminine ; + ontolex:canonicalForm dbres:form_adipe ; + ontolex:sense dbres:entry_adipe_sense1 . + +dbres:form_adipe a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "ádipe"@pt . + +dbres:entry_adipe_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Gordura animal."@pt . + +dbres:etym_adiposo_sense1_h2 a etym:Etymology ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:fabiani_goncalves ; + dcterms:source dbsrc:dicbio_project ; + dicbio:etymologicalProcess dicbio:borrowed ; + etym:etymon dbres:etymon_adiposus ; + dicbio:etymologicalArgumentation """A forma latina adiposus, ainda que não esteja registrada nos dicionários de latim da Antiguidade, pode ser encontrada em textos em latim científico, como, por exemplo, na expressão “panniculus adiposus”, presente na “Acta Physico-Medica” de 1730 (https://www.google.com.br/books/edition/Acta_physico_medica_Academiae_caesareae/bYy3qY5Fgn8C). Dessa forma, o étimo da forma portuguesa pode ser o latim científico, e não uma formação vernacular, como propõe o dicionário Houaiss."""^^rdf:HTML ; + dicbio:confidenceLevel dicbio:probable . + +dbres:etymon_adiposus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + ontolex:writtenRep "adiposus" ; + skos:exactMatch ; + dcterms:source dbsrc:source_acta_physico_medica_1730 ; + skos:definition "Que contém gordura."@pt ; + skos:note "Ocorrência encontrada na expressão 'panniculus adiposus'."@pt . + +dbres:form_adiposo a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "adiposo"@pt ; + lexinfo:number lexinfo:singular ; + lexinfo:gender lexinfo:masculine . + +dbres:form_adiposa a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "adiposa"@pt ; + lexinfo:number lexinfo:singular ; + lexinfo:gender lexinfo:feminine . + +dbres:form_adiposas a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "adiposas"@pt ; + lexinfo:number lexinfo:plural ; + lexinfo:gender lexinfo:feminine . + +dbres:form_adiposos a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "adiposos"@pt ; + lexinfo:number lexinfo:plural ; + lexinfo:gender lexinfo:masculine . + +dbres:entry_adiposo_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Que contém gordura."@pt ; + etym:etymology dbres:etym_adiposo_sense1_h1, + dbres:etym_adiposo_sense1_h2 . \ No newline at end of file diff --git a/data/entries/angulado.ttl b/data/entries/angulado.ttl new file mode 100644 index 0000000..46cad8d --- /dev/null +++ b/data/entries/angulado.ttl @@ -0,0 +1,91 @@ +@prefix dcterms: . +@prefix dicbio: . +@prefix ontolex: . +@prefix etym: . +@prefix rdfs: . +@prefix skos: . +@prefix xsd: . +@prefix dbauth: . +@prefix lexinfo: . +@prefix owl: . +@prefix bibo: . +@prefix rdf: . +@prefix foaf: . +@prefix morph: . +@prefix vartrans: . +@prefix dbres: . +@prefix dbsrc: . + +dbres:entry_angulado a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2023-09-15"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:kamila_barbosa ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:adjective ; + ontolex:canonicalForm dbres:form_angulado ; + ontolex:otherForm dbres:form_angulada, + dbres:form_anguladas, + dbres:form_angulados ; + ontolex:sense dbres:entry_angulado_sense1 . + +dbres:etym_angulado_sense1_h1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dbres:etymon_angulatus ; + dicbio:etymologicalProcess dicbio:borrowed ; + dcterms:source dbsrc:source_houaiss ; + dicbio:etymologicalArgumentation "Duas são as possibilidades de descrição do étimo. A primeira, apontada pelo dicionário Houaiss, é que angulado pode ter como étimo o latim angŭlātus (atestado na Antiguidade, conforme registrado nos dicionários de Gaffiot e Oxford Latin Dictionary), constituindo-se, dessa forma, como um decalque da língua latina."^^rdf:HTML ; + dicbio:confidenceLevel dicbio:probable . + +dbres:etymon_angulatus a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source dbsrc:source_gaffiot, dbsrc:source_old ; + skos:definition "Que tem ângulo; anguloso."@pt ; + skos:exactMatch ; + ontolex:writtenRep "angulatus" . + +dbres:etym_angulado_sense1_h2 a etym:Etymology ; + dicbio:etymologicalProcess dicbio:created ; + dicbio:hasWordFormationRelation dbres:angulado_derivation ; + dcterms:source dbsrc:dicbio_project ; + dicbio:etymologicalArgumentation "Duas são as possibilidades de descrição do étimo. A segunda é que angulado pode ser analisado como derivado do substantivo ângulo com o sufixo -ado, visto que o substantivo ângulo teve, segundo o Dicionário Houaiss, sua primeira atestação no século XIV; portanto, no momento da elaboração do dicionário de Vandelli, há a possibilidade de o autor ter utilizado o recurso da própria língua portuguesa para introduzir a palavra na língua através do processo de derivação."^^rdf:HTML . + +dbres:angulado_derivation a morph:WordFormationRelation ; + vartrans:source dbres:entry_angulo ; + vartrans:target dbres:entry_angulado . + +dbres:entry_angulo a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2026-02-15"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + lexinfo:gender lexinfo:masculine ; + ontolex:canonicalForm dbres:form_angulo ; + ontolex:sense dbres:entry_angulo_sense1 . + +dbres:form_angulo a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "ângulo"@pt . + +dbres:entry_angulo_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Figura geométrica formada por duas semirretas que partem de um mesmo ponto."@pt . + +dbres:form_angulado a ontolex:Form ; + lexinfo:number lexinfo:singular ; + lexinfo:gender lexinfo:masculine ; + ontolex:writtenRep "angulado"@pt . + +dbres:form_angulada a ontolex:Form ; + lexinfo:number lexinfo:singular ; + lexinfo:gender lexinfo:feminine ; + ontolex:writtenRep "angulada"@pt . + +dbres:form_anguladas a ontolex:Form ; + lexinfo:number lexinfo:plural ; + lexinfo:gender lexinfo:feminine ; + ontolex:writtenRep "anguladas"@pt . + +dbres:form_angulados a ontolex:Form ; + lexinfo:number lexinfo:plural ; + lexinfo:gender lexinfo:masculine ; + ontolex:writtenRep "angulados"@pt . + +dbres:entry_angulado_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Que apresenta ângulo; anguloso."@pt ; + etym:etymology dbres:etym_angulado_sense1_h1, + dbres:etym_angulado_sense1_h2 . \ No newline at end of file diff --git a/data/entries/antera.ttl b/data/entries/antera.ttl new file mode 100644 index 0000000..a0bc8ba --- /dev/null +++ b/data/entries/antera.ttl @@ -0,0 +1,82 @@ +@prefix dcterms: . +@prefix dicbio: . +@prefix ontolex: . +@prefix etym: . +@prefix rdfs: . +@prefix skos: . +@prefix xsd: . +@prefix dbauth: . +@prefix lexinfo: . +@prefix owl: . +@prefix bibo: . +@prefix rdf: . +@prefix foaf: . +@prefix morph: . +@prefix vartrans: . +@prefix dbres: . +@prefix dbsrc: . + +dbres:entry_antera a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2022-02-28"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:gender lexinfo:feminine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dbres:form_antera ; + ontolex:otherForm dbres:form_anteras, + dbres:form_anthera, + dbres:form_antheras, + dbres:form_anthera_accent, + dbres:form_antheras_accent ; + ontolex:sense dbres:entry_antera_sense1 . + +dbres:etym_antera_sense1 a etym:Etymology ; + dicbio:etymologicalProcess dicbio:borrowed ; + etym:etymon dbres:etymon_anthera ; + dicbio:confidenceLevel dicbio:certain ; + dicbio:etymologicalArgumentation """O étimo é o latim científico anthera, já atestado no século XVIII, como mostra o dicionário de Vandelli. Segundo o Dicionário Houaiss, o termo foi criado a partir do grego antherós,á,ón, que significa "florido"."""^^rdf:HTML . + +dbres:etymon_anthera a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source dbsrc:source_vandelli ; + skos:exactMatch ; + ontolex:writtenRep "anthera" ; + skos:definition "Parte da flor que contém o pólen."@pt ; + etym:etymology dbres:etym_anthera_lat . + +dbres:etym_anthera_lat a etym:Etymology ; + dicbio:etymologicalProcess dicbio:borrowed ; + etym:etymon dbres:etymon_antheros ; + dcterms:source dbsrc:source_houaiss . + +dbres:etymon_antheros a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + ontolex:writtenRep "ἀνθηρός" ; + skos:definition "Florido."@pt . + +dbres:form_antera a ontolex:Form ; + ontolex:writtenRep "antera"@pt ; + lexinfo:number lexinfo:singular . + +dbres:form_anteras a ontolex:Form ; + lexinfo:number lexinfo:plural ; + ontolex:writtenRep "anteras"@pt . + +dbres:form_anthera a ontolex:Form ; + lexinfo:number lexinfo:singular ; + ontolex:writtenRep "anthera"@pt . + +dbres:form_anthera_accent a ontolex:Form ; + lexinfo:number lexinfo:singular ; + ontolex:writtenRep "anthéra"@pt . + +dbres:form_antheras a ontolex:Form ; + lexinfo:number lexinfo:plural ; + ontolex:writtenRep "antheras"@pt . + +dbres:form_antheras_accent a ontolex:Form ; + lexinfo:number lexinfo:plural ; + ontolex:writtenRep "anthéras"@pt . + +dbres:entry_antera_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Parte da flor que contém o pólen."@pt ; + etym:etymology dbres:etym_antera_sense1 . \ No newline at end of file diff --git a/data/entries/arvore.ttl b/data/entries/arvore.ttl new file mode 100644 index 0000000..1c1b5cd --- /dev/null +++ b/data/entries/arvore.ttl @@ -0,0 +1,65 @@ +@prefix dcterms: . +@prefix dicbio: . +@prefix ontolex: . +@prefix etym: . +@prefix rdfs: . +@prefix skos: . +@prefix xsd: . +@prefix dbauth: . +@prefix lexinfo: . +@prefix owl: . +@prefix bibo: . +@prefix rdf: . +@prefix foaf: . +@prefix morph: . +@prefix vartrans: . +@prefix dbres: . +@prefix dbsrc: . + + +dbres:entry_arvore a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2023-09-18"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:adriane_queiroz, + dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:gender lexinfo:feminine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dbres:form_arvore_accent ; + ontolex:otherForm dbres:form_arvore, + dbres:form_arvores ; + ontolex:sense dbres:entry_arvore_sense1 . + +dbres:etym_arvore_sense1 a etym:Etymology ; + etym:etymon dbres:etymon_arborem ; + dicbio:confidenceLevel dicbio:certain ; + dicbio:etymologicalProcess dicbio:inherited ; + dcterms:source dbsrc:source_houaiss ; + dicbio:etymologicalArgumentation """O étimo é o substantivo latino arbor, oris (com o mesmo significado de "planta de tronco alto e grosso"), pelo acusativo arborem, visto ser palavra herdada. É atestada desde a Idade Média e, a julgar pela data informada pelo dicionário Houaiss (984), é uma das palavras mais antigamente atestadas na língua portuguesa."""^^rdf:HTML . + +dbres:etymon_arborem a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source dbsrc:source_houaiss ; + skos:exactMatch ; + skos:definition "Planta que apresenta um tronco em geral alto e grosso, com ramos."@pt ; + ontolex:writtenRep "arborem" . + +dbres:form_arvore a ontolex:Form ; + lexinfo:number lexinfo:singular ; + ontolex:writtenRep "arvore"@pt . + +dbres:form_arvore_accent a ontolex:Form ; + lexinfo:number lexinfo:singular ; + ontolex:writtenRep "árvore"@pt . + +dbres:form_arvores a ontolex:Form ; + lexinfo:number lexinfo:plural ; + ontolex:writtenRep "arvores"@pt . + +dbres:entry_arvore_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Planta que apresenta um tronco em geral alto e grosso, com ramos."@pt ; + etym:etymology dbres:etym_arvore_sense1 ; + dicbio:hasAttestation dbres:attestation_arvore_houaiss . + +dbres:attestation_arvore_houaiss a dicbio:Attestation ; + dicbio:attestationDate "0984"^^xsd:gYear ; + dcterms:source dbsrc:source_houaiss . + diff --git a/data/entries/auricula.ttl b/data/entries/auricula.ttl new file mode 100644 index 0000000..83d8659 --- /dev/null +++ b/data/entries/auricula.ttl @@ -0,0 +1,143 @@ +@prefix dcterms: . +@prefix dicbio: . +@prefix ontolex: . +@prefix etym: . +@prefix rdfs: . +@prefix skos: . +@prefix xsd: . +@prefix dbauth: . +@prefix lexinfo: . +@prefix owl: . +@prefix bibo: . +@prefix rdf: . +@prefix foaf: . +@prefix morph: . +@prefix vartrans: . +@prefix dbres: . +@prefix dbsrc: . + + +### Falta acertar as etimologias para cada acepção + +dbres:entry_auricula a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2023-11-27"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:ana_menegassi_rocha, + dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:gender lexinfo:feminine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dbres:form_auricula_accent ; + etym:cognate dbres:entry_orelha ; + ontolex:otherForm dbres:form_auricula, + dbres:form_auriculas ; + ontolex:sense dbres:entry_auricula_sense1, + dbres:entry_auricula_sense2, + dbres:entry_auricula_sense3 . + +dbres:etym_auricula_sense1 a etym:Etymology ; # Cavidade do coração + dcterms:source dbsrc:dicbio_project ; + etym:etymon dbres:etymon_auricula_sense1 ; + dicbio:etymologicalProcess dicbio:borrowed ; + dicbio:confidenceLevel dicbio:certain ; + dicbio:etymologicalArgumentation """O étimo é o latim científico auricula, que já era empregado para designar as cavidades superiores do coração (chamadas de "átrio" pela Medicina do século XXI) no latim científico desde pelo menos o século XVII (como, por exemplo, em "Anatome Animalium" de Gerard Blasius, 1681 - https://www.google.com.br/books/edition/Gerardi_Blasii_Anatome_animalium_terrest/Bx1fAGulTCQC), mas em língua portuguesa o primeiro emprego parece mesmo ter sido na obra de Vandelli. Bernardo Santucci, na "Anatomia do Corpo Humano" (1739), à p. 125, fala em "orelhas do coraçaõ" em vez de "aurículas"."""^^rdf:HTML . + +dbres:etymon_auricula_sense1 a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source dbsrc:source_blasius ; + skos:exactMatch ; + skos:definition "Cavidade superior dos ventrículos do coração."@pt ; + ontolex:writtenRep "auricula"@la . + +dbres:etym_auricula_sense2 a etym:Etymology ; # Orelha + dcterms:source dbsrc:dicbio_project, + dbsrc:source_houaiss ; + dicbio:etymologicalProcess dicbio:borrowed ; + dicbio:confidenceLevel dicbio:probable ; + etym:etymon dbres:etymon_auricula_sense2 ; + dicbio:etymologicalArgumentation """O étimo é o latim auricula, diminutivo de auris, que na Antiguidade era empregado para se referir à orelha (conforme afirma o Oxford Latin Dictionary). É sabido que a forma auricula é também o étimo da forma herdada "orelha"; dessa forma, "orelha" e "aurícula" são, etimologicamente, formas doublets."""^^rdf:HTML . + +dbres:etymon_auricula_sense2 a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source dbsrc:source_gaffiot, + dbsrc:source_old ; + skos:exactMatch ; + skos:definition "Orelha."@pt ; + ontolex:writtenRep "auricula"@la . + +dbres:etym_auricula_sense3 a etym:Etymology ; # Estrutura anatômica em forma de orelha + dcterms:source dbsrc:dicbio_project ; + dicbio:etymologicalProcess dicbio:semanticDerivation ; + dicbio:explainsSense dbres:entry_auricula_sense3 ; + dicbio:derivesFromSense dbres:entry_auricula_sense2 ; + dicbio:semanticDerivationFrom dbres:entry_auricula_sense2 ; + dicbio:etymologicalArgumentation """A acepção "Estrutura anatômica em forma de orelha", atestada em Vandelli, é uma derivação semântica da acepção "orelha"."""^^rdf:HTML . + +dbres:form_auricula a ontolex:Form ; + lexinfo:number lexinfo:singular ; + ontolex:writtenRep "auricula"@pt . + +dbres:form_auricula_accent a ontolex:Form ; + lexinfo:number lexinfo:singular ; + ontolex:writtenRep "aurícula"@pt . + +dbres:form_auriculas a ontolex:Form ; + lexinfo:number lexinfo:plural ; + ontolex:writtenRep "auriculas"@pt . + +dbres:entry_auricula_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Cavidade superior dos ventrículos do coração."@pt ; + etym:etymology dbres:etym_auricula_sense1 ; + ontolex:reference dbres:concept_atrio ; + dicbio:hasAttestation dbres:attestation_auricula_sense1_vandelli . + +dbres:attestation_auricula_sense1_vandelli a dicbio:Attestation ; + dicbio:attestationDate "1788"^^xsd:gYear ; + dcterms:source dbsrc:source_vandelli . + +dbres:entry_auricula_sense2 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Orelha."@pt ; + etym:etymology dbres:etym_auricula_sense2 ; + dicbio:hasAttestation dbres:attestation_auricula_sense2_vandelli . + +dbres:attestation_auricula_sense2_vandelli a dicbio:Attestation ; + dicbio:attestationDate "1788"^^xsd:gYear ; + dcterms:source dbsrc:source_vandelli . + +dbres:entry_auricula_sense3 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Estrutura anatômica em forma de orelha."@pt ; + etym:etymology dbres:etym_auricula_sense3 ; + dicbio:hasAttestation dbres:attestation_auricula_sense3_vandelli . + +dbres:attestation_auricula_sense3_vandelli a dicbio:Attestation ; + dicbio:attestationDate "1788"^^xsd:gYear ; + dcterms:source dbsrc:source_vandelli . + +dbres:entry_orelha a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2026-02-16"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:gender lexinfo:feminine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + skos:definition "Órgão do corpo humano e de outros animais, situado na cabeça, que tem a função de captar os sons."@pt . + +dbres:entry_atrio a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2026-02-16"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + ontolex:sense dbres:entry_atrio_sense1 . + +dbres:entry_atrio_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Cavidade superior do coração."@pt ; + ontolex:reference dbres:concept_atrio . + +dbres:concept_atrio a skos:Concept ; + skos:definition "Cavidade superior do coração."@pt ; + skos:exactMatch . + +dbres:entry_orelha_do_coracao_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Cavidade superior do coração."@pt ; + ontolex:reference dbres:concept_atrio ; + dicbio:hasAttestation dbres:attestation_orelha_do_coracao_sense1_santucci . #Santucci, "Anatomia do Corpo Humano", 1739, p. 125, fala em "orelhas do coraçaõ" em vez de "aurículas". + +dbres:attestation_orelha_do_coracao_sense1_santucci a dicbio:Attestation ; + dicbio:attestationDate "1739"^^xsd:gYear ; + dcterms:source dbsrc:source_santucci . + +# Falta associar aurícula e orelha ao mesmo conceito; e falta incluir o ontolex:reference no protocolo. diff --git a/data/entries/balano.ttl b/data/entries/balano.ttl new file mode 100644 index 0000000..f203a59 --- /dev/null +++ b/data/entries/balano.ttl @@ -0,0 +1,91 @@ +@prefix dcterms: . +@prefix dicbio: . +@prefix ontolex: . +@prefix etym: . +@prefix rdfs: . +@prefix skos: . +@prefix xsd: . +@prefix dbauth: . +@prefix lexinfo: . +@prefix owl: . +@prefix bibo: . +@prefix rdf: . +@prefix foaf: . +@prefix morph: . +@prefix vartrans: . +@prefix dbres: . +@prefix dbsrc: . + + +# Pensar se vale a pena separar étimo de forma de étimo de sentido. +# Ou se é melhor criar uma classe Lexia, que parearia uma forma com um sentido. +# Seria necessário, de alguma forma, amarrar um sentido a um étimo, talvez +# obrigando o Etymon a ter sempre um e um único ontolex:sense. + + +dbres:entry_balano a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2024-10-07"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze, + dbauth:marilizi_tarifa ; + lexinfo:gender lexinfo:masculine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dbres:form_balano_accent ; + ontolex:otherForm dbres:form_balano ; + ontolex:sense dbres:entry_balano_sense1 . + +dbres:etym_balano_sense1 a etym:Etymology ; + dicbio:etymologicalProcess dicbio:borrowed ; + etym:etymon dbres:etymon_balanus_lat_scient ; + dicbio:etymologicalArgumentation """O étimo é o latim científico balanus, i, que já apresenta o significado de "cabeça do pênis" em textos médicos do século XVIII (como, por exemplo, a "Bibliotheca Chirurgica" de Manget, 1721 - https://www.google.com.br/books/edition/Jo_Jacobi_Mangeti_Bibliotheca_chirurgica/X3PTgjP_1CMC). Em latim, a palavra tem origem no grego βάλανος, que, segundo o dicionário de Liddell, Scott e Jones, já apresentava, além da acepção de "fruto do carvalho", também a de "cabeça do pênis". Porém, os dicionários de latim Gaffiot e Oxford Latin Dictionary não apresentam essa acepção; talvez o latim não tenha conhecido essa acepção, ou talvez não tenha sido registrada em textos escritos. O emprego de balanus no latim científico não parece ter sido comum, visto que o termo preferido era glans. O próprio Santucci inclui bálano como um dos sinônimos de glande ou cabeça do membro masculino, mas prefere empregar o termo glande."""^^rdf:HTML . + +dbres:etymon_balanus_lat_scient a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source dbsrc:source_manget ; + skos:exactMatch ; + skos:definition "Glande do pênis."@pt ; + ontolex:writtenRep "balanus"@la ; + skos:scopeNote "A acepção de 'glande do pênis' não é registrada nos principais dicionários de latim clássico."@pt ; + etym:etymology dbres:etym_balanus_lat_scient . + +dbres:etym_balanus_lat_scient a etym:Etymology ; + dicbio:etymologicalProcess dicbio:borrowed ; + etym:etymon dbres:etymon_balanos_gr . + +dbres:etymon_balanos_gr a etym:Etymon ; + dcterms:language ; + dcterms:source dbsrc:source_LSJ ; + skos:definition "Glande do pênis."@pt ; + ontolex:writtenRep "βάλανος"@grc . + +dbres:form_balano_accent a ontolex:Form ; + lexinfo:number lexinfo:singular ; + ontolex:writtenRep "bálano"@pt . + +dbres:form_balano a ontolex:Form ; + lexinfo:number lexinfo:singular ; + ontolex:writtenRep "balano"@pt . + +dbres:entry_balano_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Cabeça do membro viril."@pt ; + etym:etymology dbres:etym_balano_sense1 ; + ontolex:reference dbres:concept_glande . + +dbres:entry_glande a ontolex:LexicalEntry ; + dcterms:created "2026-02-20"^^xsd:date ; + dcterms:creator dbauth:bruno_maroneze ; + lexinfo:gender lexinfo:feminine ; + lexinfo:partOfSpeech lexinfo:noun ; + ontolex:canonicalForm dbres:form_glande ; + ontolex:sense dbres:entry_glande_sense1 . + +dbres:form_glande a ontolex:Form ; + lexinfo:number lexinfo:singular ; + ontolex:writtenRep "glande"@pt . + +dbres:entry_glande_sense1 a ontolex:LexicalSense ; + skos:definition "Cabeça do membro viril."@pt ; + ontolex:reference dbres:concept_glande . + +dbres:concept_glande a skos:Concept ; + skos:definition "Cabeça do pênis."@pt ; + skos:exactMatch . \ No newline at end of file diff --git a/data/protocolo.md b/data/protocolo.md new file mode 100644 index 0000000..ef3b045 --- /dev/null +++ b/data/protocolo.md @@ -0,0 +1,126 @@ +# Protocolo de descrição dos termos: + +## Informações gerais do termo: + +- O termo que corresponde à entrada do verbete é indicado por "dbres:entry_XXXXX". + +- O termo é colocado como "a ontolex:LexicalEntry". + +- A propriedade "rdfs:seeAlso" pode ser usada para ligar ao verbete no Wiktionary. + +- A propriedade "skos:exactMatch" pode ser usada para ligar ao verbete no Dbnary. + +- "dcterms:created" indica a data de criação do verbete. + +- "dcterms:creator" indica os autores do verbete. + +- "lexinfo:partOfSpeech" indica a classe gramatical. + +- "ontolex:canonicalForm" indica a forma (prefixada com "form_") canônica, e "ontolex:otherForm" indica as outras formas. + +- "ontolex:sense" liga com as acepções (no formato "entry_XXXX_sense1"). + +------------------------------------------------------------------------------------ +## Informações sobre as hipóteses etimológicas: + +- As hipóteses etimológicas são ligadas às acepções, e não às entradas. + +- O nome da hipótese etimológica é indicado por "dbres:etym_XXXXX_sense1"; se houver mais de uma, fica "dbres:etym_XXXXX_sense1_h1". + +- A fonte da hipótese é indicada com "dcterms:source". + +- Para indicar o processo geral, usa-se "dicbio:etymologicalProcess", e as opções são "dicbio:inherited" (herdadas), "dicbio:borrowed" (empréstimos), "dicbio:created" (neologismos morfológicos) e "dicbio:semanticDerivation" (neologismos semânticos). + +- A explicação discursiva da hipótese entra em "dicbio:etymologicalArgumentation". + +- O nível de confiança da hipótese entra em "dicbio:confidenceLevel" e pode ser "dicbio:impossible", "dicbio:improbable", "dicbio:plausible", "dicbio:probable" e "dicbio:certain". + +- No caso de palavras criadas, usa-se "dicbio:hasWordFormationRelation" para introduzir a explicação morfológica; esta é denominada "dbres:XXXX_derivation". + +- No caso das palavras criadas, a derivação morfológica "dbres:XXXX_derivation" é indicada com "a morf.:WordFormationRelation" e as propriedades "vartans:source" e "vartrans:target" indicam as relações entre primitivo e derivado. + +- No caso das palavras emprestadas ou herdadas, usa-se "etym:etymon" para relacionar a hipótese ao étimo. + +- O étimo é denominado "dbres:etymon_XXXX" e é indicado como "a etym:Etymon". + +- O étimo convém apresentar os elementos "dcterms:language" (a língua do étimo), "ontolex:writtenRep" (a forma escrita) e "skos:definition" (a definição do étimo). A propriedade "skos:exactMatch" pode ser usada para relacionar o étimo latino ao projeto LiLa. + +- Um étimo pode ter outro étimo, formando cadeias etimológicas. + +- Nos casos de derivações semânticas, a categoria do "dicbio:etymologicalProcess" é "dicbio:semanticDerivation". A propriedade "dicbio:explainsSense" relaciona a hipótese etimológica à acepção que ela explica (ou seja, a acepção derivada), e a propriedade "dicbio:derivesFromSense" relaciona a hipótese etimológica à acepção primitiva. + +------------------------------------------------- +## Informações sobre as formas: + +- Os recursos "dbres:form_XXXX" representam formas flexionadas e também formas gráficas encontradas no córpus. + +- São indicados com a classe "a ontolex:Form" e precisam conter sempre a representação escrita "ontolex:writtenRep". Podem conter também "lexinfo:gender" (no caso dos adjetivos) e "lexinfo:number". Observação: no caso dos substantivos, "lexinfo:gender" fica atribuído à entrada, e não à forma. + +- Se uma forma existe com acento e outra sem acento, a forma com acento recebe o nome "form_XXXX_accent". + +-------------------------------------------------- +## Informações sobre as atestações: + +- A informação sobre a atestação será preferencialmente ligada a uma acepção, e não a uma entrada. É um recurso de nome "dbres:attestation_TERMO_FONTE" e é atribuída à classe "a dicbio:Attestation". + +- A propriedade "dicbio:attestationDate" indica o ano da atestação e a propriedade "dcterms:source" indica a fonte da datação. + +- A fonte pode ser primária (ou seja, uma obra do próprio córpus do projeto) ou secundária (em geral, outro dicionário). + +- Será feito um algoritmo que extrai automaticamente do córpus as informações sobre as atestações das fontes primárias. + +-------------------------------------------------- + +## Informações sobre as acepções: + +- As acepções são denominadas "dbres:entry_XXXXX_sense1" e entram na classe "a ontolex:LexicalSense" + +- Precisam conter sempre a "skos:definition" (definição) e "etym:etymology" (lista das hipóteses etimológicas). + +--------------------------------------------------- +## Informações sobre o nível conceitual: + +- Uma acepção pode ser vinculada ao URI de um conceito por meio de "ontolex:reference". + +- Pode-se ligar diretamente ao URI do conceito (extraído preferencialmente da ontologia Uberon ou outra ontologia de anatomia), mas, para fins de estudo histórico posterior, é adequado criar um recurso para o conceito. + +- O recurso para o conceito terá a forma "dbres:concept_XXXX" e precisa conter, pelo menos, "skos:definition" e "skos:exactMatch" (este último ligado ao URI do conceito). + +- Os casos de substituição de termo (como "aurícula" para "átrio") e de mais de uma denominação para o mesmo conceito (como "uropígio" e "sobrecu") serão modelados usando a atribuição dos sentidos ao mesmo conceito. + + +--------------------------------------------------- +## Informações sobre autores e fontes: +- Os autores são indicados com "dbauth:nome_da_pessoa" e contêm "foaf:name" com nome por escrito, "dcterms:identifier" com o Orcid e "rdfs:seeAlso" com o link do Lattes. + +- As fontes são indicadas com "dbsrc:nome_da_fonte". Se for livro, é atribuído à classe "a bibo:Book" e contém "dcterms:title", "dcterms:creator", "dcterms:issued", "owl:sameAs" (com o URI do Wikidata) e, opcionalmente, "foaf:page" com o link. + +------------------------------------------------- +## Regras de identificação de URIs: + +- entry_XXXX → entrada lexical (ontolex:LexicalEntry) + +- form_XXXX → forma (ontolex:Form) + +- etym_XXXX_sense1 → hipótese etimológica (etym:Etymology) + +- etymon_XXXX → étimo (etym:Etymon) + +- attestation_XXXX → atestação (dicbio:Attestation) + +- XXXX_derivation → regra de derivação (morph:WordFormationRelation) + +---------------------------------------------------- +## Recomendações gerais: + +- Todas as afirmações históricas devem vir acompanhadas da fonte "dcterms:source". + +- Se alguma informação das previstas no protocolo não for conhecida, deixar em branco e avisar isso nos "issues" do GitHub. +----------------------------------------------------- + +## O que falta: +- Falta um protocolo para associar os sentidos aos URIs dos conceitos (quando eles representam conceitos) +- Da mesma forma, precisamos associar nomes científicos de animais e plantas aos respectivos URIs +- Podemos pensar também em associar cada verbete a outras descrições em artigos científicos +- Falta escrever um script que identifica os elementos do córpus e insere automaticamente as informações sobre as atestações +- As atestações ligadas ao córpus precisam ser relacionadas por meio do atributo @xml:id ou @ref no XML. Assim, cada verbete terá as suas atestações relacionadas. Além disso, cada forma encontrada no córpus tem uma acepção. Precisamos descobrir um jeito de relacionar forma, acepção e atestação. diff --git a/data/sources.ttl b/data/sources.ttl new file mode 100644 index 0000000..5d7b692 --- /dev/null +++ b/data/sources.ttl @@ -0,0 +1,97 @@ +@prefix dcterms: . +@prefix dicbio: . +@prefix dbsrc: . +@prefix ontolex: . +@prefix etym: . +@prefix rdfs: . +@prefix skos: . +@prefix xsd: . +@prefix dbauth: . +@prefix lexinfo: . +@prefix owl: . +@prefix bibo: . +@prefix rdf: . +@prefix foaf: . +@prefix morph: . +@prefix vartrans: . +@prefix dbres: . + + +### REGISTRO DAS FONTES ### + +# Quando a fonte é o nosso próprio projeto: + +dbsrc:dicbio_project a foaf:Project ; + foaf:name "Dicionário Histórico de Termos da Biologia" ; + dcterms:title "Dicionário Histórico de Termos da Biologia" ; + foaf:homepage . + +# Vandelli +dbsrc:source_vandelli a bibo:Book ; + dcterms:title "Diccionario dos Termos Technicos de Historia Natural" ; + dcterms:creator ; + dcterms:issued "1788"^^xsd:gYear ; + foaf:page ; + owl:sameAs ; # URI universal do Vandelli (criada por nós, pois o Wikidata ainda não tinha um item para essa obra) + dcterms:hasFormat . + +# Santucci +dbsrc:source_santucci a bibo:Book ; + dcterms:title "Anatomia do Corpo Humano" ; + dcterms:creator ; # URI para Bernardo Santucci + dcterms:issued "1739"^^xsd:gYear ; + foaf:page ; + owl:sameAs . # URI universal do Santucci + +# Definição do Houaiss +dbsrc:source_houaiss a bibo:Book ; + dcterms:title "Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa" ; + dcterms:publisher "Instituto Antônio Houaiss de Lexicografia" ; + owl:sameAs . # URI universal do Houaiss + +# Definição do Gaffiot +dbsrc:source_gaffiot a bibo:Book ; + dcterms:title "Dictionnaire illustré latin-français" ; + dcterms:creator ; + dcterms:issued "1934"^^xsd:gYear ; + owl:sameAs . # URI universal do Gaffiot + +# Definição do OLD +dbsrc:source_old a bibo:Book ; + dcterms:title "Oxford Latin Dictionary" ; + dcterms:publisher "Oxford University Press" ; + dcterms:issued "1968" ; + owl:sameAs . # URI universal do OLD + +# Definição do LSJ +dbsrc:source_LSJ a bibo:Book ; + dcterms:title "The Online Liddell-Scott-Jones Greek-English Lexicon" ; + dcterms:publisher "University of California" ; + dcterms:issued "2011" ; + rdfs:seeAlso ; + owl:sameAs . # URI universal do LSJ (criada por nós, pois o Wikidata ainda não tinha um item para essa obra) + + +dbsrc:source_acta_physico_medica_series a bibo:Periodical ; + dcterms:title "Acta Physico-Medica Academiae Caesareae Leopoldino-Carolinae" ; + owl:sameAs . + +dbsrc:source_acta_physico_medica_1730 a bibo:Issue ; + dcterms:title "Acta Physico-Medica, Vol. II" ; + dcterms:issued "1730"^^xsd:gYear ; + dcterms:isPartOf dbsrc:source_acta_physico_medica_series ; + rdfs:seeAlso . + +dbsrc:source_blasius a bibo:Book ; + dcterms:title "Anatome Animalium" ; + dcterms:creator ; + dcterms:issued "1681"^^xsd:gYear ; + owl:sameAs ; # URI universal do Blasius + dcterms:hasFormat . + +dbsrc:source_manget a bibo:Book ; + dcterms:title "Bibliotheca Chirurgica tomus tertius" ; + dcterms:creator ; + dcterms:issued "1721"^^xsd:gYear ; + owl:sameAs ; # URI universal do Manget, criada por nós, pois o Wikidata ainda não tinha um item para essa obra + dcterms:hasFormat . diff --git a/data/termos_extraidos.csv b/data/termos_extraidos.csv index 125e7d7..dee3a4b 100644 --- a/data/termos_extraidos.csv +++ b/data/termos_extraidos.csv @@ -272,6 +272,22 @@ mesentericos,mesentérico,mesentéricos,masculino plural,1,"30 Os vasos, que va jalatinosa,gelatinoso,gelatinosa,feminino singular,1,"O fim de todo o artificio da concocçaõ do que se come, he, que fique o mantimento desfeito de sorte, que a parte mais pura, mais branda, e [[b]]jalatinosa[[/b]], e mais semelhante à nossa substancia, se separe das outras mais crassas.",SANTUCCI,1739,Anatomia do Corpo Humano,anatomiasantucci,36 +mesocolon,mesocólon,mesocólon,,1,"O mesenterio divide-se em mesaraeo, e [[b]]mesocolon[[/b]]. Est. + 3. fig. 7.",SANTUCCI,1739,Anatomia do Corpo Humano,anatomiasantucci,40 +mesocolon,mesocólon,mesocólon,,1,"1 Os intestinos, de que até aqui temos tratado, estaõ pegados a certa parte membranosa, + a qual se chama mesenterio. Esta membrana se divide em duas partes, que saõ dous como + mesentêrios. A primeira parte, a que estaõ pegados os intestinos tenues, se chama + mesaræo; a segunda, que serve para ter unidos os intestinos crassos, he chamada [[b]]mesocolon[[/b]]. A figura do mesaræo he quasi orbicular, e todo ao + redor està cheyo de rugas, e por isso tem de diametro quasi dous palmos, e de + circumferencia quatro braços. O mesocolon he comprido, e + curvo, e tem braço e meyo de comprimento.",SANTUCCI,1739,Anatomia do Corpo Humano,anatomiasantucci,41 +mesocolon,mesocólon,mesocólon,,1,"1 Os intestinos, de que até aqui temos tratado, estaõ pegados a certa parte membranosa, + a qual se chama mesenterio. Esta membrana se divide em duas partes, que saõ dous como + mesentêrios. A primeira parte, a que estaõ pegados os intestinos tenues, se chama + mesaræo; a segunda, que serve para ter unidos os intestinos crassos, he chamada [[b]]mesocolon[[/b]]. A figura do mesaræo he quasi orbicular, e todo ao + redor està cheyo de rugas, e por isso tem de diametro quasi dous palmos, e de + circumferencia quatro braços. O mesocolon he comprido, e + curvo, e tem braço e meyo de comprimento.",SANTUCCI,1739,Anatomia do Corpo Humano,anatomiasantucci,41 ensiforme,ensiforme,ensiforme,,1,"O segundo ligamento he producçaõ do Peritôneo, com o qual se une o figado à cartilagem [[b]]ensiforme[[/b]], ou espinhela.",SANTUCCI,1739,Anatomia do Corpo Humano,anatomiasantucci,51 diff --git a/dicbio/settings.py b/dicbio/settings.py index 3b4c315..03b98cc 100644 --- a/dicbio/settings.py +++ b/dicbio/settings.py @@ -49,7 +49,7 @@ 'corpus_digital', # Apps de terceiros que adicionamos - 'markdownify.apps.MarkdownifyConfig', # Vamos precisar para o futuro + #'markdownify.apps.MarkdownifyConfig', # Não funcionou quando trocamos o computador ] MIDDLEWARE = [ @@ -74,6 +74,7 @@ 'django.template.context_processors.request', 'django.contrib.auth.context_processors.auth', 'django.contrib.messages.context_processors.messages', + 'django.template.context_processors.media', # Para acessar a pasta /media/ ], # Adicionando a biblioteca de templatetags customizadas 'libraries': { @@ -180,3 +181,9 @@ } # ---------------------------------------------------- +# ... (outras configurações) ... + +# Configuração para arquivos de Mídia (uploads de usuários ou arquivos gerados) +MEDIA_URL = '/media/' +MEDIA_ROOT = BASE_DIR / 'mediafiles' # Cria uma pasta 'mediafiles' na raiz do projeto + diff --git a/dicbio/urls.py b/dicbio/urls.py index cb59ab8..8ab0aab 100644 --- a/dicbio/urls.py +++ b/dicbio/urls.py @@ -18,6 +18,8 @@ from django.urls import path, include, re_path from django.views.static import serve from django.conf import settings +from django.conf.urls.static import static + urlpatterns = [ path('admin/', admin.site.urls), @@ -27,8 +29,13 @@ path('corpus/', include('corpus_digital.urls', namespace='corpus_digital')), ] -urlpatterns += [ - re_path(r'static/(?P.*)$', serve, { - 'document_root': settings.STATIC_ROOT - }) -] +# Comentei para verificar se é esta a fonte do erro de servir arquivos estáticos +#urlpatterns += [ +# re_path(r'static/(?P.*)$', serve, { +# 'document_root': settings.STATIC_ROOT +# }) +#] + +if settings.DEBUG: + # Serve arquivos de mídia (como o PDF gerado) durante o desenvolvimento + urlpatterns += static(settings.MEDIA_URL, document_root=settings.MEDIA_ROOT) \ No newline at end of file diff --git a/documentacao/templates/documentacao/404.html b/documentacao/templates/documentacao/404.html index 2175df6..17f8307 100644 --- a/documentacao/templates/documentacao/404.html +++ b/documentacao/templates/documentacao/404.html @@ -6,6 +6,6 @@

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{% endblock %} diff --git a/documentacao/templates/documentacao/home.html b/documentacao/templates/documentacao/home.html index bdffee2..57a1b33 100644 --- a/documentacao/templates/documentacao/home.html +++ b/documentacao/templates/documentacao/home.html @@ -53,6 +53,15 @@
Textos
{% endfor %} {% endif %} + + {% if pdf_disponivel %} + + {% endif %} + @@ -117,6 +126,14 @@
Textos
{% endfor %} {% endif %} + + {% if pdf_disponivel %} +
  • + + Baixar Dicionário Completo em PDF + +
  • + {% endif %}
    diff --git a/documentacao/views.py b/documentacao/views.py index 54f57fc..874bef6 100644 --- a/documentacao/views.py +++ b/documentacao/views.py @@ -4,6 +4,8 @@ import markdown import re from datetime import datetime +from django.conf import settings +import os # Importar os para manipulação de caminhos def extrair_metadados_texto_md(caminho_arquivo): """ @@ -145,6 +147,15 @@ def texto(request, nome_arquivo=None): with open(caminho_md_selecionado, encoding='utf-8') as f: conteudo_html = markdown.markdown(f.read(), extensions=['extra', 'smarty', 'meta']) + + # --- NOVA LÓGICA PARA VERIFICAR A EXISTÊNCIA DO PDF --- + pdf_filename = 'dicionario_completo.pdf' + # Constrói o caminho completo para o arquivo PDF dentro do MEDIA_ROOT + pdf_filepath = os.path.join(settings.MEDIA_ROOT, pdf_filename) + + # Verifica se o arquivo existe no sistema de arquivos + pdf_disponivel = os.path.exists(pdf_filepath) + # --- FIM DA NOVA LÓGICA --- context = { 'conteudo': conteudo_html, @@ -154,5 +165,6 @@ def texto(request, nome_arquivo=None): 'ativo': slug_do_arquivo_a_exibir, 'info_do_arquivo_ativo': info_do_arquivo_ativo, 'now': datetime.now().date(), # Para a data de acesso no template + 'pdf_disponivel': pdf_disponivel, } return render(request, 'documentacao/home.html', context) \ No newline at end of file diff --git a/mediafiles/dicionario_completo.pdf b/mediafiles/dicionario_completo.pdf new file mode 100644 index 0000000..70ddceb Binary files /dev/null and b/mediafiles/dicionario_completo.pdf differ diff --git a/pagina_inicial/templates/pagina_inicial/pdf_template.html b/pagina_inicial/templates/pagina_inicial/pdf_template.html new file mode 100644 index 0000000..52d883f --- /dev/null +++ b/pagina_inicial/templates/pagina_inicial/pdf_template.html @@ -0,0 +1,264 @@ +{# pagina_inicial/templates/pagina_inicial/pdf_template.html #} +{% load verbetes_extras %} + + + + + Dicionário Histórico de Termos da Biologia + + + + + +
    +

    Dicionário Histórico de Termos da Biologia

    +

    organizado por {{ organizador_nome|default:"Bruno Maroneze" }}

    +
    + + +
    +

    Sumário

    + +
    + + + {% for texto in textos_apoio %} +
    + +
    + {{ texto.conteudo_html|safe }} +
    +
    + {% endfor %} + + +
    +

    Verbetes

    + {% for verbete_data in todos_os_verbetes %} +
    +

    + {{ verbete_data.termo }} + {% if verbete_data.classe_gramatical %} + ({{ verbete_data.classe_gramatical }}) + {% endif %} +

    + + {% if verbete_data.etimologia %} +

    Discussão histórico-etimológica: {{ verbete_data.etimologia|safe }}

    + {% endif %} + + {% if verbete_data.definicoes %} +

    Definições:

    + {% for definicao_data in verbete_data.definicoes %} +
    +

    {{ definicao_data.sensenumber }}. {{ definicao_data.definition|safe }}

    + + {% if definicao_data.exemplos_agrupados %} +
    + {% for token_val, token_examples_dict in definicao_data.exemplos_agrupados.items %} + {% for gram_val, autores_dict in token_examples_dict.items %} + {% for autor_val, lista_ocorrencias in autores_dict.items %} + {% for ocorrencia in lista_ocorrencias|slice:":1" %} +
    +

    {{ ocorrencia.frase|process_sentence_display|safe }}

    +

    + (Em: {{ ocorrencia|format_citation }}) +

    +
    + {% endfor %} + {% endfor %} + {% endfor %} + {% endfor %} +
    + {% endif %} +
    + {% endfor %} + {% endif %} +
    + {% endfor %} +
    + + + \ No newline at end of file diff --git a/requirements.txt b/requirements.txt index 608a714..98a1da2 100644 --- a/requirements.txt +++ b/requirements.txt @@ -1,9 +1,6 @@ -asgiref==3.8.1 -beautifulsoup4==4.13.5 bleach==6.2.0 click==8.3.0 colorama==0.4.6 -Django==4.1.5 django-markdownify==0.9.5 gunicorn==23.0.0 joblib==1.5.2 @@ -15,15 +12,23 @@ numpy==1.24.1 packaging==25.0 pandas==1.5.2 python-dateutil==2.9.0.post0 -python-dotenv==1.1.0 pytz==2025.2 regex==2025.9.18 six==1.17.0 -soupsieve==2.8 -sqlparse==0.5.3 tinycss2==1.4.0 tqdm==4.67.1 typing_extensions==4.15.0 -tzdata==2025.2 webencodings==0.5.1 gunicorn==23.0 +asgiref==3.11.0 +Django==6.0.1 +sqlparse==0.5.5 +tzdata==2025.3 +asgiref==3.11.0 +beautifulsoup4==4.14.3 +dotenv==0.9.9 +Markdown==3.10 +markdownify==1.2.2 +python-dotenv==1.2.1 +soupsieve==2.8.1 + diff --git a/scripts/CSV_to_OntoLex.py b/scripts/CSV_to_OntoLex.py new file mode 100644 index 0000000..d9cfd8b --- /dev/null +++ b/scripts/CSV_to_OntoLex.py @@ -0,0 +1,131 @@ +import csv +from rdflib import Graph, Literal, Namespace, URIRef, BNode +from rdflib.namespace import RDF, RDFS, XSD, DCTERMS, SKOS + +# 1. Configuração de Namespaces +DICBIO = Namespace("http://dicbio.fflch.usp.br/recurso/") +ONTOLEX = Namespace("http://www.w3.org/ns/lemon/ontolex#") +LEXINFO = Namespace("http://www.lexinfo.net/ontology/2.0/lexinfo#") +ETYM = Namespace("http://lari-datasets.ilc.cnr.it/lemonEty#") +AUTHOR = Namespace("http://dicbio.fflch.usp.br/autor/") +FOAF = Namespace("http://xmlns.com/foaf/0.1/") + +def converter_arquivos_locais(caminho_dados, caminho_defs, caminho_termos, arquivo_saida): + g = Graph() + g.bind("dicbio", DICBIO) + g.bind("ontolex", ONTOLEX) + g.bind("lexinfo", LEXINFO) + g.bind("etym", ETYM) + g.bind("dcterms", DCTERMS) + g.bind("skos", SKOS) + g.bind("foaf", FOAF) + g.bind("author", AUTHOR) + + map_pos = { + "adjetivo": LEXINFO.adjective, + "substantivo": LEXINFO.noun, + "verbo": LEXINFO.verb + } + + entradas = {} + senses = {} + + # --- PROCESSAR TABELA 1: DadosDoDicionario.csv --- + with open(caminho_dados, mode='r', encoding='utf-8') as f: + reader = csv.DictReader(f) + for row in reader: + headword = row['Headword'].strip() + # Substituindo espaços por underscores para URIs válidas + headword_uri = headword.replace(" ", "_") + uri_entry = DICBIO[f"entry_{headword_uri}"] + entradas[headword] = uri_entry + + g.add((uri_entry, RDF.type, ONTOLEX.LexicalEntry)) + + pos = map_pos.get(row['WClass'].lower(), LEXINFO.adjective) + g.add((uri_entry, LEXINFO.partOfSpeech, pos)) + + uri_form = DICBIO[f"form_{headword_uri}"] + g.add((uri_entry, ONTOLEX.canonicalForm, uri_form)) + g.add((uri_form, RDF.type, ONTOLEX.Form)) + g.add((uri_form, ONTOLEX.writtenRep, Literal(headword, lang="pt"))) + + uri_etym = DICBIO[f"etym_{headword_uri}"] + g.add((uri_entry, ETYM.etymology, uri_etym)) + g.add((uri_etym, RDF.type, ETYM.Etymology)) + g.add((uri_etym, RDFS.comment, Literal(row['Etymology'], lang="pt"))) + + for autor in row['Credits'].split(';'): + g.add((uri_entry, DCTERMS.creator, Literal(autor.strip()))) + g.add((uri_entry, DCTERMS.created, Literal(row['DateOfCreation'], datatype=XSD.string))) + + # --- PROCESSAR TABELA 2: Definitions.csv --- + with open(caminho_defs, mode='r', encoding='utf-8') as f: + reader = csv.DictReader(f) + for row in reader: + headword = row['Headword'].strip() + headword_uri = headword.replace(" ", "_") + sense_num = row['SenseNumber'] + uri_entry = entradas.get(headword) + if not uri_entry: continue + + uri_sense = DICBIO[f"sense_{headword_uri}_{sense_num}"] + senses[(headword, sense_num)] = uri_sense + + g.add((uri_entry, ONTOLEX.sense, uri_sense)) + g.add((uri_sense, RDF.type, ONTOLEX.LexicalSense)) + g.add((uri_sense, SKOS.definition, Literal(row['Definition'], lang="pt"))) + + # Étimo + uri_etym = DICBIO[f"etym_{headword_uri}"] + etymon_label = row['Etymon'].replace(" ", "_") + uri_etymon = DICBIO[f"etymon_{etymon_label}"] + g.add((uri_etym, ETYM.etymon, uri_etymon)) + g.add((uri_etymon, RDF.type, ETYM.Etymon)) + g.add((uri_etymon, ONTOLEX.writtenRep, Literal(row['Etymon']))) + g.add((uri_etymon, DCTERMS.language, Literal(row['EtymonLanguage']))) + g.add((uri_etymon, DCTERMS.source, Literal(row['EtymonSource']))) + + # --- PROCESSAR TABELA 3: termos extraídos.csv --- + with open(caminho_termos, mode='r', encoding='utf-8') as f: + reader = csv.DictReader(f) + for i, row in enumerate(reader): + headword = row['Headword'].strip() + headword_uri = headword.replace(" ", "_") + sense_num = row['SenseNumber'] + token = row['token'] + uri_sense = senses.get((headword, sense_num)) + if not uri_sense: continue + + uri_usage = DICBIO[f"usage_{headword_uri}_{i}"] + g.add((uri_sense, ONTOLEX.usage, uri_usage)) + g.add((uri_usage, RDF.type, ONTOLEX.UsageExample)) + g.add((uri_usage, RDF.value, Literal(row['sentence'], lang="pt"))) + + g.add((uri_usage, DCTERMS.creator, Literal(row['author_surname']))) + g.add((uri_usage, DCTERMS.date, Literal(row['date']))) + g.add((uri_usage, DCTERMS.bibliographicCitation, + Literal(f"{row['title']}, p. {row['page_num']} (Ref: {row['slug_obra']})"))) + + if token.lower() != headword.lower(): + uri_entry = entradas.get(headword) + token_uri = token.replace(" ", "_") + uri_other_form = DICBIO[f"form_{token_uri}"] + g.add((uri_entry, ONTOLEX.otherForm, uri_other_form)) + g.add((uri_other_form, RDF.type, ONTOLEX.Form)) + g.add((uri_other_form, ONTOLEX.writtenRep, Literal(token, lang="pt"))) + if row['gram']: + g.add((uri_other_form, RDFS.label, Literal(row['gram'], lang="pt"))) + + # 2. Comando para SALVAR em arquivo + g.serialize(destination=arquivo_saida, format="turtle", encoding="utf-8") + print(f"Sucesso! Arquivo '{arquivo_saida}' gerado.") + +# --- EXECUÇÃO DO SCRIPT --- +# Coloque aqui os nomes exatos dos seus arquivos .csv +converter_arquivos_locais( + caminho_dados='data/DadosDoDicionario.csv', + caminho_defs='data/Definitions.csv', + caminho_termos='data/termos_extraidos.csv', + arquivo_saida='data/entries/DicionarioBiologia.ttl' +) \ No newline at end of file diff --git a/scripts/checar_turtle.py b/scripts/checar_turtle.py new file mode 100644 index 0000000..ccdab74 --- /dev/null +++ b/scripts/checar_turtle.py @@ -0,0 +1,10 @@ +import rdflib + +g = rdflib.Graph() +try: + # Tente carregar o arquivo + g.parse("data/entries/DicionarioBiologia.ttl", format="turtle") + print("O arquivo está perfeito!") +except Exception as e: + print("Erro encontrado!") + print(e) \ No newline at end of file diff --git a/scripts/convert_sensenumbers.py b/scripts/convert_sensenumbers.py new file mode 100644 index 0000000..aa0d535 --- /dev/null +++ b/scripts/convert_sensenumbers.py @@ -0,0 +1,65 @@ +import os +from lxml import etree + +def converter_corpus_tei(pasta_entrada, pasta_saida): + # Cria a pasta de saída se não existir + if not os.path.exists(pasta_saida): + os.makedirs(pasta_saida) + + # Base da URI + BASE_URI = "http://dicbio.fflch.usp.br/recurso/sense_" + + # Percorre todos os arquivos na pasta + for nome_arquivo in os.listdir(pasta_entrada): + if nome_arquivo.endswith(".xml"): + caminho_input = os.path.join(pasta_entrada, nome_arquivo) + print(f"Processando: {nome_arquivo}...") + + # Carrega o XML (preservando comentários e CDATA) + parser = etree.XMLParser(remove_blank_text=False) + tree = etree.parse(caminho_input, parser) + root = tree.getroot() + + # Namespace do TEI (geralmente necessário em arquivos TEI) + # Se o seu XML não tiver namespace, isso será ignorado + ns = {"tei": root.nsmap.get(None, "")} + + # Localiza todos os elementos + # Usamos //term para pegar em qualquer profundidade + for term in root.xpath("//term") if not ns["tei"] else root.xpath("//tei:term", namespaces=ns): + + # 1. Obtém o senseNumber (obrigatório para a URI) + sense_num = term.get("senseNumber") + if sense_num is None: + continue # Pula se não tiver número de sentido + + # 2. Determina o Lema + # Se tiver atributo @lemma, usa ele. Se não, usa o texto dentro da tag. + lema = term.get("lemma") + if lema is None: + lema = term.text.strip() if term.text else "" + + # 3. Normaliza o Lema para a URI (espaços por underscores) + lema_uri = lema.replace(" ", "_") + + # 4. Constrói a URI completa + nova_uri = f"{BASE_URI}{lema_uri}_{sense_num}" + + # 5. Atualiza os atributos + term.set("ref", nova_uri) + + # Opcional: remover o senseNumber já que agora está na URI + # del term.attrib["senseNumber"] + + # Salva o arquivo convertido + caminho_output = os.path.join(pasta_saida, nome_arquivo) + tree.write(caminho_output, encoding="utf-8", xml_declaration=True, pretty_print=False) + + print("\nConversão concluída com sucesso!") + +# --- CONFIGURAÇÃO --- +# Coloque o caminho das suas pastas aqui +converter_corpus_tei( + pasta_entrada='../corpus_digital/obras', + pasta_saida='../corpus_digital/obras_convertidas' +) \ No newline at end of file diff --git a/scripts/gerar_indice_ttl.py b/scripts/gerar_indice_ttl.py new file mode 100644 index 0000000..8036b7e --- /dev/null +++ b/scripts/gerar_indice_ttl.py @@ -0,0 +1,84 @@ +# Script para gerar um índice NIF a partir dos arquivos XML do corpus digital + +import rdflib +from rdflib import Namespace, Literal, RDF, URIRef +from lxml import etree +import os +import unicodedata + +# Namespaces +DICBIO = Namespace("http://dicbio.fflch.usp.br/recurso/") +NIF = Namespace("http://persistence.uni-leipzig.org/nlp2rdf/ontologies/nif-core#") +ITSRDF = Namespace("http://www.w3.org/2005/11/its/rdf#") + +def slugify(text): + if not text: + return "" + # Normaliza o texto (ex: 'â' vira 'a' + '̂') + nfkd_form = unicodedata.normalize('NFKD', text) + # Filtra apenas os caracteres que não são acentos (non-spacing marks) + # e converte para minúsculas, substituindo espaços por sublinhados + text_slug = "".join([c for c in nfkd_form if not unicodedata.combining(c)]) + return text_slug.lower().replace(" ", "_") + +def gerar_nif_index(arquivos_xml, arquivo_saida): + g = rdflib.Graph() + g.bind("dicbio", DICBIO) + g.bind("nif", NIF) + g.bind("itsrdf", ITSRDF) + + parser = etree.XMLParser(remove_blank_text=True) + + for xml_file in arquivos_xml: + if not os.path.exists(xml_file): continue + + tree = etree.parse(xml_file, parser) + # Busca todos os que tenham xml:id + termos = tree.xpath("//tei:term[@xml:id]", namespaces={'tei': 'http://www.tei-c.org/ns/1.0'}) + + for termo in termos: + xml_id = termo.get("{http://www.w3.org/XML/1998/namespace}id") + texto_exato = termo.text if termo.text else "" + lema = termo.get("lemma", "") + + # Lógica da Acepção (Prioridade: @ref > @senseNumber > default sense1) + ref = termo.get("ref") + sense_num = termo.get("senseNumber", "1") + + if ref: + uri_acepcao = URIRef(ref) + else: + # Se não tem ref, monta a URI baseada no lema e no senseNumber + # Ex: entry_disco_sense2 + slug_lema = slugify(lema) + uri_acepcao = DICBIO[f"entry_{slug_lema}_sense{sense_num}"] + + # Cria a URI da ocorrência (token) + uri_token = DICBIO[xml_id] + + # Adiciona triplas ao grafo + g.add((uri_token, RDF.type, NIF.Word)) + g.add((uri_token, NIF.anchorOf, Literal(texto_exato, lang="pt"))) + g.add((uri_token, NIF.lemma, Literal(lema, lang="pt"))) + g.add((uri_token, ITSRDF.taIdentRef, uri_acepcao)) + + # Tenta pegar o ID do parágrafo pai (contexto) + pai = termo.getparent() + while pai is not None and "{http://www.w3.org/XML/1998/namespace}id" not in pai.attrib: + pai = pai.getparent() + + if pai is not None: + id_pai = pai.get("{http://www.w3.org/XML/1998/namespace}id") + g.add((uri_token, NIF.referenceContext, DICBIO[id_pai])) + + # Salva o arquivo Turtle + g.serialize(destination=arquivo_saida, format="turtle") + print(f"Índice NIF gerado: {arquivo_saida}") + +# Lista de seus arquivos +meus_arquivos = [ + "corpus_digital/anatomiasantucci.xml", "corpus_digital/compendio1brotero.xml", "corpus_digital/compendio2brotero.xml", + "corpus_digital/diciovandelli.xml", "corpus_digital/observSemmedo.xml" +] + +gerar_nif_index(meus_arquivos, "corpus_index.ttl") \ No newline at end of file diff --git a/scripts/limpa_dicionario.py b/scripts/limpa_dicionario.py new file mode 100644 index 0000000..41f651f --- /dev/null +++ b/scripts/limpa_dicionario.py @@ -0,0 +1,64 @@ +import rdflib +from rdflib import Namespace, URIRef, Literal, RDF +import unicodedata +import re + +# 1. Configuração dos Namespaces +DICBIO = Namespace("http://dicbio.fflch.usp.br/recurso/") +ONTOLEX = Namespace("http://www.w3.org/ns/lemon/ontolex#") + +def slugify(uri): + """Transforma a parte final da URI em minúscula e sem acentos.""" + uri_str = str(uri) + # Pegamos apenas a parte após o último / ou : + base_part = uri_str.split('/')[-1] + + # Separamos o prefixo (ex: entry_, form_) do nome + if '_' in base_part: + prefix, name = base_part.split('_', 1) + else: + prefix, name = "", base_part + + # Remove acentos + name_clean = unicodedata.normalize('NFKD', name).encode('ascii', 'ignore').decode('ascii') + # Lowercase e limpeza de caracteres não permitidos + name_clean = name_clean.lower().replace(" ", "_") + + new_local = f"{prefix}_{name_clean}" if prefix else name_clean + return DICBIO[new_local] + +def fix_dictionary(input_file, output_file): + # Carrega o grafo original + g_old = rdflib.Graph() + g_old.parse(input_file, format="turtle") + + # Cria um novo grafo para os dados limpos + g_new = rdflib.Graph() + + # Copia todos os prefixos do grafo antigo para o novo + for prefix, ns in g_old.namespaces(): + g_new.bind(prefix, ns) + + # Dicionário para guardar o texto original extraído das URIs de Formas + # Isso garante que não perderemos "Bractéas" se a URI virar "bracteas" + + for s, p, o in g_old: + # Slugifica Sujeito e Objeto se pertencerem ao dicbio + new_s = slugify(s) if s.startswith(DICBIO) else s + new_o = slugify(o) if o.startswith(DICBIO) else o + + # Adiciona a tripla ao novo grafo + g_new.add((new_s, p, new_o)) + + # Regra especial: Se o sujeito era uma Forma, garantimos o writtenRep + if (s, RDF.type, ONTOLEX.Form) in g_old: + # Extraímos o nome original da URI antiga para ser o writtenRep + label_original = str(s).split('/')[-1].split('_', -1)[-1] + g_new.add((new_s, ONTOLEX.writtenRep, Literal(label_original, lang="pt"))) + + # Salva o resultado + g_new.serialize(destination=output_file, format="turtle") + print(f"Sucesso! Arquivo salvo em: {output_file}") + +# Execute o script +fix_dictionary("./data/entries/DicionarioBiologia.ttl", "./data/entries/dicionario_limpo.ttl") \ No newline at end of file diff --git a/scripts/numerar_tags.py b/scripts/numerar_tags.py new file mode 100644 index 0000000..c03c6ac --- /dev/null +++ b/scripts/numerar_tags.py @@ -0,0 +1,94 @@ +# Este script percorre os arquivos XML TEI no diretório especificado +# e numera as tags de interesse que não possuem um atributo xml:id, +# seguindo o padrão definido, garantindo unicidade e continuidade. + +import os +from lxml import etree + +# 1. Configuração dos arquivos e seus respectivos "Slugs" de obra +# Isso resolve o problema de autores com mais de um livro. +MAPA_OBRAS = { + "anatomiasantucci.xml": "santucci", + "compendio1brotero.xml": "brotero1", + "compendio2brotero.xml": "brotero2", + "diciovandelli.xml": "vandelli", + "observSemmedo.xml": "semmedo" +} +DIRETORIO_CORPUS = "corpus_digital/obras/" + +# Tags que queremos numerar e seus respectivos prefixos de ID +TAGS_INTERESSE = { + "term": "t", + "p": "p", + "s": "s", + "head": "h", + "sense": "sn", + "item": "i", + "note": "n" +} + +# Namespaces padrão do TEI e XML +NS = {'tei': 'http://www.tei-c.org/ns/1.0'} +XML_ID = "{http://www.w3.org/XML/1998/namespace}id" + +def processar_arquivos(): + for nome_arquivo, slug_obra in MAPA_OBRAS.items(): + caminho_completo = os.path.join(DIRETORIO_CORPUS, nome_arquivo) + if not os.path.exists(caminho_completo): + print(f"Arquivo {nome_arquivo} não encontrado. Pulando...") + continue + + print(f"Processando {nome_arquivo} (Obra: {slug_obra})...") + + # Carrega o XML + parser = etree.XMLParser(remove_blank_text=False) + tree = etree.parse(caminho_completo, parser) + root = tree.getroot() + + # Localiza a tag (para ignorar o header) + texto_corpo = root.find(".//tei:text", NS) + if texto_corpo is None: + print(f"Erro: não encontrado em {nome_arquivo}") + continue + + # Passo 1: Descobrir o maior número já existente para cada prefixo + # Isso evita que o script reinicie a contagem se você apagar algo no meio + contadores = {prefixo: 0 for prefixo in TAGS_INTERESSE.values()} + + # Varremos o arquivo inteiro em busca de xml:id já existentes + for elemento in root.xpath(".//*[@xml:id]"): + id_atual = elemento.get(XML_ID) + # Tenta extrair o número do final do ID (ex: t_santucci_0042 -> 42) + try: + partes = id_atual.split('_') + if len(partes) >= 3: + prefixo = partes[0] + numero = int(partes[-1]) + if prefixo in contadores: + if numero > contadores[prefixo]: + contadores[prefixo] = numero + except ValueError: + continue + + # Passo 2: Atribuir novos IDs apenas onde não existe + total_novos = 0 + # Iteramos apenas sobre as tags dentro de + for tag_nome, prefixo in TAGS_INTERESSE.items(): + elementos = texto_corpo.xpath(f".//tei:{tag_nome}", namespaces=NS) + + for el in elementos: + if el.get(XML_ID) is None: + contadores[prefixo] += 1 + novo_id = f"{prefixo}_{slug_obra}_{contadores[prefixo]:04d}" + el.set(XML_ID, novo_id) + total_novos += 1 + + # Salva o arquivo de volta + if total_novos > 0: + tree.write(caminho_completo, encoding="utf-8", xml_declaration=True, pretty_print=False) + print(f"Concluído: {total_novos} novos IDs gerados.") + else: + print("Nenhuma alteração necessária.") + +if __name__ == "__main__": + processar_arquivos() \ No newline at end of file diff --git a/scripts/organizar_dicionario.py b/scripts/organizar_dicionario.py new file mode 100644 index 0000000..ba1def5 --- /dev/null +++ b/scripts/organizar_dicionario.py @@ -0,0 +1,88 @@ +# Este script organiza o dicionário RDF em blocos legíveis +# agrupando entradas, etimologias, formas e sentidos juntos. + +import rdflib +from rdflib import Namespace, RDF, RDFS, SKOS, DCTERMS + +# 1. Definição MANUAL dos Namespaces que não são nativos da RDFLib +DICBIO = Namespace("http://dicbio.fflch.usp.br/recurso/") +ONTOLEX = Namespace("http://www.w3.org/ns/lemon/ontolex#") +ETYM = Namespace("http://lari-datasets.ilc.cnr.it/lemonEty#") + +def organizar_dicionario(arquivo_input, arquivo_output): + g = rdflib.Graph() + # Tenta carregar o arquivo + g.parse(arquivo_input, format="turtle") + + # Lista para controlar o que já foi escrito (evitar duplicatas) + escritos = set() + + with open(arquivo_output, "w", encoding="utf-8") as f: + # Escrever os Prefixos no topo do arquivo + f.write("@prefix dcterms: .\n") + f.write("@prefix dicbio: .\n") + f.write("@prefix ontolex: .\n") + f.write("@prefix etym: .\n") + f.write("@prefix rdfs: .\n") + f.write("@prefix skos: .\n") + f.write("@prefix xsd: .\n") + f.write("\n") + + # Buscar todas as entradas lexicais e ordenar + entries = sorted(list(g.subjects(RDF.type, ONTOLEX.LexicalEntry))) + + for entry in entries: + term_name = str(entry).split('/')[-1].replace("entry_", "") + f.write(f"### --- VERBETE: {term_name.upper()} ---\n\n") + + def write_subject_block(s): + if s in escritos or not s.startswith(DICBIO): + return + + # Cria um mini-grafo para formatar apenas este bloco + mini_g = rdflib.Graph() + for prefix, ns in g.namespaces(): + mini_g.bind(prefix, ns) + + # Adiciona as triplas do sujeito + has_data = False + for p, o in g.predicate_objects(s): + mini_g.add((s, p, o)) + has_data = True + + if has_data: + # O serialize retorna uma string no formato Turtle + # decode('utf-8') se for necessário em versões antigas, mas o RDFLib moderno retorna string + bloco = mini_g.serialize(format="turtle") + # Remove prefixos repetidos que o serialize coloca em cada bloco + linhas = [l for l in bloco.split('\n') if not l.startswith('@prefix')] + f.write("\n".join(linhas).strip() + "\n\n") + escritos.add(s) + + # --- Sequência de Escrita para Agrupar o Verbete --- + + # 1. A Entrada Principal + write_subject_block(entry) + + # 2. Etimologia e Étimos + for ety in g.objects(entry, ETYM.etymology): + write_subject_block(ety) + for etymon in g.objects(ety, ETYM.etymon): + write_subject_block(etymon) + + # 3. Formas (Canônica e outras) + for form in g.objects(entry, ONTOLEX.canonicalForm): + write_subject_block(form) + for form in g.objects(entry, ONTOLEX.otherForm): + write_subject_block(form) + + # 4. Sentidos + for sense in g.objects(entry, ONTOLEX.sense): + write_subject_block(sense) + + f.write("#" + "-" * 60 + "\n\n") + + print(f"Sucesso! Dicionário organizado salvo em: {arquivo_output}") + +# Execute +organizar_dicionario("./data/dicionario_limpo.ttl", "./data/dicionario_organizado.ttl") \ No newline at end of file diff --git a/verbetes/management/commands/generate_full_pdf.py b/verbetes/management/commands/generate_full_pdf.py new file mode 100644 index 0000000..02ad3fb --- /dev/null +++ b/verbetes/management/commands/generate_full_pdf.py @@ -0,0 +1,152 @@ +# verbetes/management/commands/generate_full_pdf.py + +import os +import markdown +from pathlib import Path +from collections import defaultdict +from django.core.management.base import BaseCommand +from django.template.loader import render_to_string +from django.conf import settings +from verbetes.models import Verbete +from weasyprint import HTML +from django.db.models.functions import Lower +import logging + +# Configura o log para mostrar erros do WeasyPrint no terminal +logger = logging.getLogger('weasyprint') +logger.addHandler(logging.StreamHandler()) + +# Função auxiliar para converter defaultdict recursivamente para dict +def convert_defaultdict_to_dict_recursive(d): + if isinstance(d, defaultdict): + return {k: convert_defaultdict_to_dict_recursive(v) for k, v in d.items()} + return d + +class Command(BaseCommand): + help = 'Gera um único arquivo PDF com capa, textos de apoio e verbetes.' + + def handle(self, *args, **options): + self.stdout.write("Iniciando a geração do PDF completo...") + + # --- 1. COLETA DOS TEXTOS DE APOIO (MARKDOWN) --- + # Defina aqui o caminho base onde estão suas pastas de .md + # Ajuste 'documentacao' para o nome real da sua pasta de arquivos md + base_path = Path(settings.BASE_DIR) / 'documentacao' / 'textos' + + textos_apoio = [] + + def processar_arquivo_md(caminho, categoria): + if not caminho.exists(): + return None + with open(caminho, encoding='utf-8') as f: + raw_content = f.read() + md = markdown.Markdown(extensions=['extra', 'smarty', 'meta']) + html_content = md.convert(raw_content) + + # --- DEBUG DE IMAGENS --- + import re + # Procurar todos os src="/static/..." + imgs = re.findall(r'src="/static/([^"]+)"', html_content) + + for img_path in imgs: + # Tente construir o caminho usando STATICFILES_DIRS ou BASE_DIR + # Se o seu projeto segue o padrão, a imagem física está em: + caminho_absoluto_img = settings.BASE_DIR / 'documentacao' / 'static' / img_path + + print(f"\n[DEBUG] Tentando localizar imagem:") + print(f" - URL no Markdown: /static/{img_path}") + print(f" - Caminho no Disco: {caminho_absoluto_img}") + + if caminho_absoluto_img.exists(): + print(f" - [OK] Arquivo encontrado no disco!") + # Para o WeasyPrint, o prefixo file:// é o mais seguro para caminhos absolutos + caminho_final = caminho_absoluto_img.as_uri() # Transforma em file:///C:/... + html_content = html_content.replace(f'src="/static/{img_path}"', f'src="{caminho_final}"') + else: + print(f" - [ERRO] Arquivo NÃO encontrado no disco!") + # ------------------------ + + titulo = md.Meta.get('title', [caminho.stem.replace('_', ' ').title()])[0] + return { + 'titulo': titulo, + 'conteudo_html': html_content, + 'slug': caminho.stem, + 'categoria': categoria + } + + # 1. Prefácio (Geralmente fica na raiz de /textos/) + path_prefacio = base_path / 'prefacio.md' + prefacio_data = processar_arquivo_md(path_prefacio, 'Prefácio') + if prefacio_data: + textos_apoio.append(prefacio_data) + + # 2. Técnicos (Verifique se a pasta tem acento no nome real do Windows/Linux) + # Se a pasta tiver acento, use 'técnicos'. Se não tiver, use 'tecnicos'. + tecnicos_path = base_path / 'tecnicos' # ou 'técnicos' + if tecnicos_path.exists(): + for path in sorted(tecnicos_path.glob('*.md')): + text_data = processar_arquivo_md(path, 'Texto Técnico') + if text_data: + textos_apoio.append(text_data) + + # 3. Curiosidades + curiosidades_path = base_path / 'curiosidades' + if curiosidades_path.exists(): + for path in sorted(curiosidades_path.glob('*.md')): + text_data = processar_arquivo_md(path, 'Curiosidade') + if text_data: + textos_apoio.append(text_data) + + # --- 2. COLETA E PROCESSAMENTO DOS VERBETES --- + all_verbetes = Verbete.objects.all().prefetch_related( + 'definicoes', + 'definicoes__ocorrencias', + ).order_by(Lower('termo')) + + processed_verbetes_for_pdf = [] + for verbete in all_verbetes: + verbete_data = { + 'termo': verbete.termo, + 'slug': verbete.slug, + 'classe_gramatical': verbete.classe_gramatical, + 'etimologia': verbete.etimologia, + 'definicoes': [] + } + + for definicao in verbete.definicoes.all(): + def_data = { + 'sensenumber': definicao.sensenumber, + 'definition': definicao.definition, + 'exemplos_agrupados': defaultdict(lambda: defaultdict(lambda: defaultdict(list))) + } + + for oco in definicao.ocorrencias.all(): + token = oco.token or 'N/A' + gram = oco.gram or '' + autor = oco.autor or 'N/A' + def_data['exemplos_agrupados'][token][gram][autor].append(oco) + + def_data['exemplos_agrupados'] = convert_defaultdict_to_dict_recursive(def_data['exemplos_agrupados']) + verbete_data['definicoes'].append(def_data) + + processed_verbetes_for_pdf.append(verbete_data) + + # --- 3. RENDERIZAÇÃO --- + context = { + 'textos_apoio': textos_apoio, + 'todos_os_verbetes': processed_verbetes_for_pdf, + 'organizador_nome': "Bruno Maroneze", + } + + html_string = render_to_string('pagina_inicial/pdf_template.html', context) + + output_path = os.path.join(settings.MEDIA_ROOT, 'dicionario_completo.pdf') + os.makedirs(settings.MEDIA_ROOT, exist_ok=True) + + self.stdout.write("Gerando PDF com WeasyPrint...") + try: + # base_url permite que o WeasyPrint encontre imagens ou CSS estáticos + HTML(string=html_string, base_url=settings.BASE_DIR).write_pdf(output_path) + self.stdout.write(self.style.SUCCESS(f"Sucesso! PDF gerado em: {output_path}")) + except Exception as e: + self.stderr.write(self.style.ERROR(f"Erro: {e}")) \ No newline at end of file diff --git a/verbetes/templates/verbetes/404_verbete.html b/verbetes/templates/verbetes/404_verbete.html new file mode 100644 index 0000000..06d3bd4 --- /dev/null +++ b/verbetes/templates/verbetes/404_verbete.html @@ -0,0 +1,8 @@ +{% extends "base.html" %} +{% block content %} +
    +

    Verbete não encontrado

    +

    O termo "{{ lema }}" ainda não foi incluído no dicionário ou a URL está incorreta.

    + Voltar para a busca +
    +{% endblock %} \ No newline at end of file diff --git a/verbetes/templates/verbetes/home.html b/verbetes/templates/verbetes/home.html index 26d568c..99ef0b2 100644 --- a/verbetes/templates/verbetes/home.html +++ b/verbetes/templates/verbetes/home.html @@ -131,6 +131,14 @@

    Definições

    {% endfor %} {# Fim da div token-group #} {% endfor %} {# Fim do loop token_val #} +
    + +
    {% endif %} {% endwith %} {% endwith %} @@ -170,6 +178,24 @@

    Definições

    + + + {% endblock %} {% block extra_scripts %} @@ -238,4 +264,49 @@

    Definições

    + {% endblock %} \ No newline at end of file diff --git a/verbetes/templates/verbetes/includes/lista_concordancia.html b/verbetes/templates/verbetes/includes/lista_concordancia.html new file mode 100644 index 0000000..f966a2a --- /dev/null +++ b/verbetes/templates/verbetes/includes/lista_concordancia.html @@ -0,0 +1,16 @@ +{% load verbetes_extras %} + + \ No newline at end of file diff --git a/verbetes/templates/verbetes/verbete_turtle.html b/verbetes/templates/verbetes/verbete_turtle.html new file mode 100644 index 0000000..e6cb308 --- /dev/null +++ b/verbetes/templates/verbetes/verbete_turtle.html @@ -0,0 +1,73 @@ +{% extends "base.html" %} + +{% block content %} +
    +
    +

    {{ verbete.lemma }}

    +

    {{ verbete.pos }}

    +
    + +
    +

    Definições

    +
      + {% for def in verbete.definitions %} +
    1. {{ def }}
    2. + {% empty %} +
    3. Nenhuma definição encontrada.
    4. + {% endfor %} +
    +
    + +
    + +
    +

    Discussão Histórico-Etimológica

    +
    + {% for etym in verbete.etymology_list %} +
    {{ etym|safe }}
    + {% if not forloop.last %}
    {% endif %} + {% empty %} +

    Etimologia não disponível.

    + {% endfor %} +
    +
    + +
    +

    Atestações no Córpus Histórico

    + +
    + + {% if verbete.extras %} +
    +

    Informações Complementares

    +
    + {% for label, valores in verbete.extras.items %} +
    {{ label }}:
    + {% for v in valores %} +
    {{ v|safe }}
    + {% endfor %} + {% endfor %} +
    +
    + {% endif %} + +
    +

    Dados extraídos da Base de Conhecimento (OntoLex-Lemon).

    +
    +
    +{% endblock %} \ No newline at end of file diff --git a/verbetes/urls.py b/verbetes/urls.py index 1b7f0b3..4534829 100644 --- a/verbetes/urls.py +++ b/verbetes/urls.py @@ -5,5 +5,9 @@ urlpatterns = [ path('', views.home, name='consulta'), # página com a busca/lista + path('concordancia//', views.concordancia_por_definicao, name='ajax_concordancia'), path('/', views.verbete_detalhe, name='detalhe'), # exibe verbete individual + # Nova rota para o teste do Turtle + path('teste-turtle//', views.verbete_pelo_turtle, name='verbete_turtle'), ] + diff --git a/verbetes/views.py b/verbetes/views.py index 511e5cc..8c9b4e8 100644 --- a/verbetes/views.py +++ b/verbetes/views.py @@ -8,6 +8,9 @@ from django.utils.timezone import now import unicodedata from django.contrib import messages +from django.http import JsonResponse +from django.template.loader import render_to_string +from django.conf import settings def remover_acentos(texto): return ''.join( @@ -108,4 +111,215 @@ def home(request): # Renderiza a página 'home.html' com o contexto. # Se nenhuma busca foi feita, mostra a página inicial com a lista. # Se uma busca foi feita e nada foi encontrado, mostra a mensagem de erro. - return render(request, 'verbetes/home.html', context) \ No newline at end of file + return render(request, 'verbetes/home.html', context) + +# Função para fazer o concordanciador +def concordancia_por_definicao(request, def_id): + definicao = get_object_or_404(Definition, id=def_id) + # Pegamos todas as ocorrências, sem o limite de 1 que usamos no detalhe + ocorrencias = OcorrenciaCorpus.objects.filter(definicao=definicao).order_by('data') + + # Renderizamos um pequeno template apenas com a lista de exemplos + html = render_to_string('verbetes/includes/lista_concordancia.html', { + 'ocorrencias': ocorrencias, + 'termo': definicao.verbete.termo + }) + + return JsonResponse({'html': html, 'total': ocorrencias.count()}) + +# Nova view para exibir verbete a partir do arquivo Turtle + +import rdflib +from django.shortcuts import render +from rdflib import Namespace, Literal +from django.http import HttpResponse +import os +from lxml import etree + +def buscar_contexto_no_xml(xml_id): + # 1. Identifica a obra pelo ID (ex: p_santucci_0001 -> santucci) + try: + partes = xml_id.split('_') + obra_slug = partes[1] + except IndexError: + return "[Erro no formato do ID]" + + # 2. Mapeia o slug para o nome real do arquivo (ajuste os nomes conforme necessário) + mapa_arquivos = { + "santucci": "anatomiasantucci.xml", + "brotero1": "compendio1brotero.xml", + "brotero2": "compendio2brotero.xml", + "vandelli": "diciovandelli.xml", + "semmedo": "observSemmedo.xml" + } + + nome_arquivo = mapa_arquivos.get(obra_slug) + if not nome_arquivo: + return f"[Obra '{obra_slug}' não mapeada no dicionário de arquivos]" + + # 2. Constrói o caminho correto apontando para corpus_digital/obras + caminho_xml = os.path.join(settings.BASE_DIR, "corpus_digital", "obras", nome_arquivo) + + # Debug para você ver no console se o caminho está batendo + print(f"Tentando abrir: {caminho_xml}") + + if not os.path.exists(caminho_xml): + return f"[Arquivo não encontrado: {caminho_xml}]" + + # 3. Abre o XML e busca o elemento pelo ID + try: + parser = etree.XMLParser(remove_blank_text=True) + tree = etree.parse(caminho_xml, parser) + + # Definimos o namespace 'xml' explicitamente para o XPath + ns = {'xml': 'http://www.w3.org/XML/1998/namespace'} + + # A consulta XPath agora usa o prefixo 'xml:' que acabamos de definir + busca_id = f"//*[@xml:id='{xml_id}']" + elementos = tree.xpath(busca_id, namespaces=ns) + + if elementos: + # Pega o texto de todo o nó (incluindo o que estiver dentro de , , etc.) + texto = "".join(elementos[0].itertext()).strip() + # Limpa espaços e quebras de linha excessivas + return " ".join(texto.split()) + else: + return f"[ID {xml_id} não localizado no arquivo {nome_arquivo}]" + + except Exception as e: + return f"[Erro ao processar XML: {str(e)}]" + +# Carregamos os dois grafos (Dicionário e Índice de Exemplos) +G = rdflib.Graph() +G.parse("data/entries/DicionarioBiologia.ttl", format="turtle") +G.parse("data/corpus_index.ttl", format="turtle") # <--- Novo arquivo de índice NIF + +def verbete_pelo_turtle(request, lema): + # 1. Verifique se o grafo carregou (Debug simples) + if len(G) == 0: + return HttpResponse("Erro: O arquivo Turtle não foi carregado corretamente.") + + # 2. Monte a URI da entrada usando o lema que vem da URL (que já é um slug) + # Ex: se a URL é /botanica, vira dicbio:entry_botanica + uri_entrada = rdflib.URIRef(f"http://dicbio.fflch.usp.br/recurso/entry_{lema}") + + ns = { + "ontolex": "http://www.w3.org/ns/lemon/ontolex#", + "skos": "http://www.w3.org/2004/02/skos/core#", + "etym": "http://lari-datasets.ilc.cnr.it/lemonEty#", + "lexinfo": "http://www.lexinfo.net/ontology/2.0/lexinfo#", + "itsrdf": "http://www.w3.org/2005/11/its/rdf#", # <--- Para o link do corpus + "nif": "http://persistence.uni-leipzig.org/nlp2rdf/ontologies/nif-core#", # <--- Para o corpus + "rdf": "http://www.w3.org/1999/02/22-rdf-syntax-ns#", + "rdfs": "http://www.w3.org/2000/01/rdf-schema#" + } + + # QUERY COMPLETA E CORRIGIDA + query = """ + SELECT ?prop ?val ?definition ?pos ?etymComment ?anchor ?contextID WHERE { + ?entry_uri ontolex:canonicalForm [ ontolex:writtenRep ?lemmaText ] . + + OPTIONAL { ?entry_uri lexinfo:partOfSpeech ?pos . } + + ?entry_uri ontolex:sense ?sense . + + # 1. Propriedades Fixas do Sentido + OPTIONAL { ?sense skos:definition ?definition . } + OPTIONAL { ?sense etym:etymology [ rdfs:comment ?etymComment ] . } + + # 2. Captura Genérica de Outras Propriedades + OPTIONAL { + ?sense ?prop ?val . + FILTER(?prop NOT IN (skos:definition, etym:etymology, rdf:type, ontolex:isSenseOf)) + } + + # 3. Exemplos do Corpus (NIF) + OPTIONAL { + ?occurrence itsrdf:taIdentRef ?sense ; + nif:anchorOf ?anchor ; + nif:referenceContext ?contextURI . + BIND(STRAFTER(STR(?contextURI), "recurso/") AS ?contextID) + } + } + """ + + + results = G.query(query, initNs=ns, initBindings={'entry_uri': uri_entrada}) + + # MAPA DE TRADUÇÃO: Prefixo do ID -> Slug Real do Banco de Dados + TRADUTOR_SLUGS = { + "santucci": "anatomiasantucci", + "brotero1": "compendio1brotero", + "brotero2": "compendio2brotero", + "vandelli": "diciovandelli", + "semmedo": "observsemmedo" # Ajuste conforme o slug real no seu admin do Django + } + + verbete_data = { + 'lemma': lema, + 'pos': '', + 'definitions': [], + 'etymology_list': [], + 'exemplos': [], # Nova lista para os exemplos do Santucci/Vandelli + 'extras': {} # Dicionário para propriedades extras + } + + # Mapa para traduzir URIs técnicas para nomes bonitos + MAPA_LABELS = { + "http://www.lexinfo.net/ontology/2.0/lexinfo#firstAttestation": "Primeira Atestação", + "http://www.lexinfo.net/ontology/2.0/lexinfo#usageNote": "Nota de Uso", + "http://purl.org/dc/terms/source": "Fonte Adicional", + "http://www.w3.org/2000/01/rdf-schema#seeAlso": "Veja também" + } + + for row in results: + # Preenche POS + if not verbete_data['pos'] and row.pos: + verbete_data['pos'] = str(row.pos).split('#')[-1] + + # Adiciona definição (evitando duplicatas) + if row.definition and str(row.definition) not in verbete_data['definitions']: + verbete_data['definitions'].append(str(row.definition)) + + # Adiciona etimologia + if row.etymComment and str(row.etymComment) not in verbete_data['etymology_list']: + verbete_data['etymology_list'].append(str(row.etymComment)) + + # Adiciona exemplos do corpus + if row.anchor: + xml_id_contexto = str(row.contextID) + + # Extrai o slug do ID (ex: p_santucci_0010 -> santucci) + # Isso deve bater com o slug cadastrado no modelo Obra + try: + prefixo_obra = xml_id_contexto.split('_')[1] + except IndexError: + prefixo_obra = "" + + # 2. TRADUÇÃO: Busca o slug real. Se não encontrar, usa o prefixo mesmo. + slug_real_obra = TRADUTOR_SLUGS.get(prefixo_obra, prefixo_obra) + + exemplo = { + 'termo': str(row.anchor), + 'xml_id': xml_id_contexto, + 'obra_slug': slug_real_obra, # <--- ENVIAMOS O SLUG PARA O TEMPLATE + 'contexto_completo': buscar_contexto_no_xml(xml_id_contexto) + } + if exemplo not in verbete_data['exemplos']: + verbete_data['exemplos'].append(exemplo) + + # Adiciona propriedades extras + if row.prop: + uri_prop = str(row.prop) + label = MAPA_LABELS.get(uri_prop, uri_prop.split('#')[-1]) + valor = str(row.val) + + if label not in verbete_data['extras']: + verbete_data['extras'][label] = [] + if valor not in verbete_data['extras'][label]: + verbete_data['extras'][label].append(valor) + + if not verbete_data['definitions'] and not verbete_data['etymology_list']: + return render(request, 'verbetes/404_verbete.html', {'lema': lema}, status=404) + + return render(request, 'verbetes/verbete_turtle.html', {'verbete': verbete_data}) \ No newline at end of file