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corry257/GNU_Linux_Debian

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GNU/Linux - Debian

Softwares

Softwares são programas de computador, criados para resolver problemas específicos. O processo de desenvolvimento de um software envolve identificar o problema, definir uma forma de resolvê-lo, elaborar um algoritmo, codificar esse algoritmo e gerar um arquivo executável ou binário. Esse processo representa a incorporação de conhecimento na forma de código.

Entre as diferentes categorias de software, destaca-se o software livre, que foca no usuário, garantindo liberdade e controle sobre o programa.

Conceito de Software Livre

O conceito de software livre é baseado em 4 liberdades essenciais:

  1. Liberdade para qualquer uso.
  2. Liberdade para estudar e adaptar o software.
  3. Liberdade para distribuir cópias.
  4. Liberdade para redistribuir melhorias.

Licenças Livres

Existem diferentes tipos de licenças para software livre:

  • Copyleft: Garante as quatro liberdades e exige que as mesmas liberdades sejam preservadas nas versões derivadas.
  • Permissivas: Também garantem as quatro liberdades, mas permitem que versões derivadas possam ser redistribuídas sob licenças mais restritivas (inclusive fechadas).

A definição mais precisa de software livre é: qualquer software cuja licença garanta as quatro liberdades essenciais.

GNU e o surgimento do Linux

Em 1983, foi iniciado o projeto GNU, cujo objetivo era criar um sistema operacional livre. GNU é um acrônimo recursivo que significa "GNU's Not Unix". Esse sistema operacional é composto por componentes como o bootloader, kernel (originalmente Hurd), bibliotecas (como a glibc) e compiladores como o GCC.

Em 1991, surgiu o Linux, criado por Linus Torvalds. O Linux é um kernel, e o projeto GNU acabou adotando o Linux como seu kernel principal, já que o Hurd não se tornou utilizável em larga escala. Isso resultou em diversas distribuições GNU/Linux.

Histórico do Linux

  • Lançamento do Linux: 1991.
  • Licenciado sob GPL-2: 1992.
  • Inclusão de blobs (softwares não-livres): 1996.
  • Em 2006 surgiu o Linux-Libre, uma versão totalmente livre do kernel. Seu mascote, diferente do tradicional pinguim, possui uma toalha e um esfregão.
  • Separação da árvore: 2008

O projeto Linux-Libre, liderado por Alexandre Oliva, remove os blobs não-livres da árvore do kernel. Em 2012, o Linux-Libre passou a ser oficialmente parte do projeto GNU.

Mais informações podem ser encontradas em: www.fsfla.org/~lxoliva/

Distribuições endossadas pela FSF

A Free Software Foundation (FSF) endossa algumas distribuições que respeitam 100% o conceito de software livre. Entre elas:

  • PureOS (baseado em Debian)
  • GNewSense (baseado em Debian)
  • Trisquel (baseado em Ubuntu)
  • Parabola (baseado em Arch)

A FSF não endossa o Debian oficialmente devido à inclusão de repositórios non-free.


Debian

O projeto Debian foi fundado em 16 de agosto de 1993 por Ian Murdock, que faleceu em 2015. O Debian surgiu cerca de 1 ano e 10 meses após o lançamento do kernel Linux, e é uma das distribuições mais antigas em atividade até hoje. Seu objetivo é ser o sistema operacional universal, rodando em uma ampla variedade de dispositivos e arquiteturas.

Contrato Social do Debian

  1. O Debian permanecerá 100% livre.
  2. Retribuiremos à comunidade de software livre.
  3. Não esconderemos problemas.
  4. Nossas prioridades são nossos usuários e o software livre.
  5. Programas que não atendem nossos padrões de software livre terão uma separação clara.

Debian Free Software Guidelines (DFSG)

Os princípios para inclusão de softwares no Debian são descritos no DFSG:

  • Redistribuição livre
  • Disponibilidade do código-fonte
  • Permissão para trabalhos derivados
  • Integridade do código-fonte do autor
  • Sem discriminação contra pessoas ou grupos
  • Sem discriminação contra tipos de uso
  • Distribuição de licença
  • Licença não pode ser específica para Debian
  • Licença não deve contaminar outros softwares

Exemplos de licenças compatíveis: GPL, BSD.
Mais informações: wiki.debian.org/DFSGLicenses

Seções de Repositório

Os pacotes do Debian são organizados em três seções principais:

  • main: Exclusivamente softwares livres
  • contrib: Softwares livres que dependem de componentes não-livres, exemplo: Flash Player
  • non-free: Softwares não livres, incluindo drivers proprietários

Branches (Ramos/Versões)

O desenvolvimento do Debian é organizado em diferentes branches:

  • old-stable: Versão anterior estável
  • stable: Versão atual estável
  • testing: Versão de testes, futura stable
  • unstable (sid): Versão em constante desenvolvimento
  • experimental: Testes de funcionalidades experimentais

Arquitetura

A arquitetura de um sistema define aspectos como:

  • O tipo de processador (CPU): x86, ARM, RISC-V, entre outros.
  • O modo de funcionamento (32 bits, 64 bits).
  • A forma como o processador acessa a memória e executa instruções.
  • Os conjuntos de instruções (instruction set), ou seja, a "linguagem" de comandos que o processador entende.

Ou seja, a arquitetura representa a base de hardware para a qual o sistema operacional e os softwares precisam ser adaptados para funcionar corretamente.

Arquiteturas suportadas

  • Oficiais
    O Debian oficialmente suporta várias arquiteturas, que são aquelas mais usadas e testadas pela comunidade. Algumas dessas são:
Arquitetura Descrição
amd64 Processadores de 64 bits compatíveis com x86 (Intel e AMD modernos)
arm64 Processadores ARM de 64 bits (celulares, servidores ARM, Raspberry Pi novos)
armel Processadores ARM de 32 bits antigos
armhf Processadores ARM de 32 bits com hardware floating point
i386 Processadores x86 de 32 bits (Intel e AMD antigos)
mips64el Processadores MIPS de 64 bits little-endian (comerciais e acadêmicos)
mipsel Processadores MIPS de 32 bits little-endian
ppc64el Processadores POWER de 64 bits little-endian (servidores e mainframes)
s390x Processadores IBM Z (mainframes)
  • Ports (arquiteturas experimentais)
    Além das oficiais, o Debian tem ports, que são versões experimentais ou para arquiteturas menos populares. Algumas dessas são:
Arquitetura Descrição
m68k P**rocessadores Motorola 68000 (computadores clássicos como Amiga)
powerpcspe Variação do PowerPC voltada para sistemas embarcados
riscv64 Processadores RISC-V de 64 bits (arquitetura livre e emergente)
sh4 Processadores SuperH (usados no Japão)
sparc64 Processadores SPARC de 64 bits (servidores antigos)
x32 Versão híbrida, usa instruções de 64 bits com endereços de 32 bits para economizar memória
  • Arquiteturas não-Linux (Debian GNU)
    O Debian não é apenas para Linux! Existem versões do Debian que usam outros núcleos (kernels), como:
Arquitetura Descrição
hurd-i386 Debian com kernel GNU Hurd (projeto original da FSF)
kfreebsd-amd64 Debian com kernel FreeBSD em sistemas amd64
kfreebsd-i386 Debian com kernel FreeBSD em sistemas i386

Por que existem diferentes arquiteturas?

Há diversos tipos de processadores e sistemas computacionais, cada um com características específicas voltadas para diferentes usos, como:

  • Desktops e notebooks (geralmente x86_64 ou amd64).
  • Celulares e tablets (geralmente ARM).
  • Servidores especializados (pode ser POWER ou SPARC).
  • Dispositivos embarcados, como roteadores e automação industrial (muitas vezes ARM ou MIPS). Como esses processadores são diferentes, o código do sistema operacional precisa ser adaptado para cada um. Por isso, sistemas como o Debian possuem versões separadas para diferentes arquiteturas.

Qual a importância disso para o usuário?
Ao baixar o Debian, é importante escolher a imagem correta para a arquitetura do seu processador. Se você tentar instalar um Debian amd64 em um computador antigo de 32 bits, por exemplo, ele simplesmente não vai funcionar.

Versões do Debian

  • O Debian adota nomes de versões baseados em personagens do filme Toy Story, por sugestão de Bruce Perens que trabalhou na Pixar, por exemplo: Jessie, Wheezy, Squeeze, Lenny, Woody.

A versão atual e sua data de lançamento podem ser consultadas no site oficial.


O que é um Sistema Operacional?

Um sistema operacional (SO) não é parte física da máquina, como HD, placa-mãe e processador, Ele é um software carregado para rodar no computador. Quando um software é integrado diretamente ao hardware, como BIOS e UEFI, ele é chamado de firmware. O sistema operacional, por sua vez, é carregado e executado.

Como o Sistema Operacional é Carregado?

Pode ser iniciado a partir de:

  • CD/DVD
  • Pendrive
  • Rede
  • HD ou SSD

Quando é Considerado Instalado?

Quando os arquivos do sistema são gravados em um dispositivo de armazenamento não volátil, ou seja que não perdem os dados após desligamento da energia, como HD ou SSD, e esse dispositivo é preparado para o boot.

Etapas da Instalação

  1. Copiar os arquivos do sistema.
  2. Preparar o dispositivo para inicialização (boot).
  3. Utilizar um instalador.

Meios de Instalação

  • CD/DVD
  • Pendrive
  • Rede
  • Outro sistema operacional já instalado

Instalando o Debian

Download da Imagem ISO

Opções de imagens disponíveis:

  • netinst: Instalação mínima, baixa os pacotes pela internet.
  • DVD-1: Contém pacotes suficientes para instalar sem internet.

Download em: debian.org/CD

Arquiteturas comuns: amd64, i386

Preparação do Pendrive

  • No Linux: dd ou Discos do GNOME.
  • No Windows: Rufus, YUMI e outros (modo dd).

Dual Boot

  1. Redimensionar partição para liberar espaço.
  2. Utilizar espaço não ocupado para instalação do Debian.

Caso tenha dificuldade em instalar o Debian em sua máquina, veja esse tutorial: Vídeo, Texto

FHS (Filesystem Hierarchy Standard)

O FHS (Filesystem Hierarchy Standard) foi criado em 1996 pela comunidade BSD com o objetivo de promover a uniformização da estrutura de diretórios em sistemas Unix-like.

Atualmente, o FHS é mantido pela Linux Foundation e sua adoção é comum entre as distribuições Linux. Entretanto, algumas distros, como o GoboLinux, adotam uma estrutura de diretórios diferente.

FHS no Debian

O Debian adota o padrão FHS, mas possui algumas particularidades específicas. Para mais detalhes:

Ideia Geral

O FHS foi criado para facilitar a vida de programadores e administradores de sistemas, oferecendo uma padronização de onde cada tipo de arquivo deve ser armazenado.

Enquanto no Windows há muita competição entre programas e cada um organiza seus arquivos de uma maneira diferente, em sistemas Linux-like cada tipo de arquivo tem seu local definido, o que torna o sistema mais previsível e organizado.

Principais Diretórios

  • / - Barra ou raiz: é o diretório raiz, pai de todos os outros diretórios do sistema.
  • /proc - Processos: contém informações sobre processos e o sistema em execução. Este diretório é populado dinamicamente e muda conforme a máquina ou sistema.
  • /dev - Dispositivos: representa dispositivos de hardware como arquivos no sistema.
  • /boot - Arquivos relacionados à inicialização do sistema, como o kernel, initrd e o bootloader (grub).
  • /bin - Binários essenciais: executáveis necessários para o funcionamento básico do sistema.
  • /sbin - Binários administrativos essenciais: comandos essenciais para a administração do sistema.
  • /lib - Bibliotecas essenciais utilizadas pelos binários em /bin e /sbin.
  • /etc - Configurações globais do sistema: cada programa geralmente armazena suas configurações nesse diretório, podendo ter subdiretórios específicos.
  • /media - Ponto de montagem para dispositivos removíveis, como pendrives.
  • /mnt - Ponto de montagem para dispositivos de forma temporária.
  • /root - Diretório pessoal do usuário root.
  • /home - Diretório pessoal dos usuários comuns.
  • /tmp - Arquivos temporários, geralmente apagados ao reiniciar o sistema.
  • /var - Dados variáveis do sistema. Um exemplo é o /var/log, que armazena logs de atividades do sistema e programas.

Diretórios em /usr

  • /usr/bin - Binários não essenciais, dependentes da arquitetura (32 ou 64 bits).
  • /usr/sbin - Binários administrativos não essenciais.
  • /usr/lib - Bibliotecas não essenciais.
  • /usr/share - Arquivos independentes de arquitetura.
  • /usr/share/doc - Documentação de programas.
  • /usr/share/man - Manuais de programas, acessíveis pelo comando man.

Com essa estrutura organizada, é mais fácil localizar arquivos de programas, suas documentações e logs. Isso facilita o aprendizado, a administração do sistema e a resolução de problemas.


Comandos de Navegação no Terminal Linux

A navegação em sistemas Linux é realizada via terminal, utilizando a interface de linha de comando (CLI). O principal interpretador de comandos é o bash, que interpreta e executa comandos digitados pelo usuário.

O bash funciona como uma ponte entre o usuário e a máquina, convertendo comandos legíveis por humanos em instruções binárias que o sistema entende, e vice-versa.

Principais Comandos

  • cd - Change Directory: muda de diretório.
  • ls - List: lista arquivos e diretórios.
  • cp - Copy: copia arquivos ou diretórios.
  • mv - Move: move ou renomeia arquivos e diretórios.
  • rm - Remove: remove arquivos ou diretórios.
  • mkdir - Make Directory: cria diretórios.
  • cat - Exibe o conteúdo de arquivos.
  • pwd - Print Working Directory: mostra o diretório atual.
  • clear ou Ctrl + L - Limpa a tela do terminal.
  • less - Visualiza o conteúdo de arquivos com paginação.
  • grep - Pesquisa por padrões em arquivos ou saídas de comandos.
  • find - Localiza arquivos e diretórios.
  • tail - Mostra as últimas linhas de um arquivo.
  • head - Mostra as primeiras linhas de um arquivo.
  • --help - Exibe ajuda resumida de comandos.
  • man - Exibe o manual completo de comandos.
  • | - Pipe: conecta a saída de um comando à entrada de outro.
  • > - Redireciona a saída de um comando para um arquivo (sobrescreve).
  • >> - Redireciona a saída de um comando para um arquivo (acrescenta).

Editores de Texto Puro

Definição

Editores de texto puro trabalham com plain text, ou texto simples, sem formatação especial. Esse tipo de arquivo é fundamental para desenvolvimento de software, scripts, configurações e documentos técnicos.

Codificações

  • ASCII: padrão antigo de codificação, usa 1 byte por caractere e suporta 128 caracteres (incluindo caracteres de controle).
  • UTF-8: padrão atual, compatível com ASCII, mas capaz de representar mais de 1 milhão de caracteres, usando de 1 a 4 bytes por caractere. Suporta idiomas com caracteres especiais, como o português.

Importância

  • Essencial em linguagens de programação.
  • A maior parte da web é baseada em texto puro.
  • Sistemas Unix-like utilizam texto puro para configurações e scripts.

Editores em Ambiente Gráfico

  • Pluma (Mate)
  • Gedit (Gnome)
  • Kate (KDE)

Editores em Modo Texto

  • nano
  • joe
  • vi, vim-basic, vim (gtk), nvi (baseado em 4.4BSD)
  • mcedit (do Midnight Commander)

Emacs

  • Criado em 1976 por Carl Mikkelsen, David Moon e Guy Steele Jr.
  • Baseado em Lisp.
  • Richard Stallman criou o GNU Emacs, um dos primeiros softwares livres.
  • Existe até a "Igreja do Emacs", com seu profeta "St. IGNUcius", uma brincadeira criada por Stallman.

Pacotes no Debian

Conceitos

O que é um Pacote?

Um pacote é uma forma padronizada de distribuir software no Debian, contendo todos os arquivos necessários para a instalação de um programa, além de metadados e scripts de configuração.

Componentes do Desenvolvimento de Software

  • Código fonte: O código original escrito pelos desenvolvedores
  • Compilador: Programa que transforma o código fonte em código executável (binário)
  • Bibliotecas de desenvolvimento: Conjuntos de código usados durante o desenvolvimento
  • Bibliotecas compartilhadas: Códigos reutilizáveis que múltiplos programas podem usar simultaneamente

Conteúdo de um Pacote

Um pacote pode conter:

  • Programas - Aplicativos executáveis
  • Bibliotecas - Códigos compartilhados entre programas
  • Documentação - Manuais e instruções
  • Fontes - Tipografias
  • Ícones - Imagens para interface
  • Temas - Aparência visual
  • Dados - Informações auxiliares

Dependências

  • Dependências - Pacotes obrigatórios para o funcionamento
  • Recomendados - Pacotes sugeridos para experiência completa
  • Sugeridos - Funcionalidades extras opcionais

Formato .deb

Estrutura do Arquivo .deb

O formato .deb é um arquivo compactado que usa o formato ar (archiver) e contém:

  • Controle: Metadados e informações do pacote
  • Dados: Arquivos do programa propriamente ditos
  • Scripts: Instruções de instalação/remoção

Sistema de Arquivos na Instalação

Quando um programa é instalado, seus arquivos são distribuídos no sistema conforme o FHS:

/usr/bin/

  • Contém os executáveis principais do programa

/usr/share/

  • /usr/share/doc/ - Documentação do programa
    • changelog.Debian.gz - Histórico de mudanças específicas do Debian
    • changelog.gz - Histórico de mudanças do projeto original
    • README.md - Arquivo de introdução e instruções
    • copyright - Informações sobre licenciamento
  • /usr/share/man/ - Páginas de manual (man pages)
    • Organizadas em seções (man1, man2, etc.) por tipo de conteúdo

Outros Diretórios Importantes

  • /etc/ - Arquivos de configuração
  • /var/lib/ - Dados do programa
  • /lib/ - Bibliotecas essenciais

Scripts do Pacote

Os pacotes .deb podem incluir scripts automatizados:

  • Antes de instalar - Pré-instalação
  • Depois de instalar - Pós-instalação
  • Antes de remover - Pré-remoção
  • Depois de remover - Pós-remoção

Verificação de Integridade

  • md5sums - Arquivo com hashes MD5 para verificar a integridade dos arquivos
  • Registro completo de instalações e remoções no sistema

APT (Advanced Package Tool)

O que é o APT?

O APT é o sistema de gerenciamento de pacotes do Debian, responsável por:

  • Instalar - Adicionar novos programas
  • Remover - Excluir programas
  • Atualizar lista - Buscar informações de novos pacotes
  • Atualizar sistema - Aplicar atualizações de segurança e correções

Conceito de Purga

  • Remover - Remove o programa mas mantém arquivos de configuração
  • Purgar - Remove completamente, incluindo configurações (útil para resolver problemas)

Repositórios

  • Repositórios oficiais - Pacotes mantidos pela comunidade Debian
  • Mirrors - Espelhos distribuídos globalmente (No Brasil em Curitiba)
  • Paradigma de segurança - Pacotes oficiais são testados e integrados, evitando conflitos

Estrutura de Repositórios

Arquivo /etc/apt/sources.list define as fontes:

  • main - Software livre
  • contrib - Software livre com dependências não-livres
  • non-free - Software não-livre

Alternativas de Instalação

  • Flatpak - Pacotes isolados do sistema, mais atualizados mas com critérios menos rigorosos
  • Por que não está no Debian? - Pode violar critérios da comunidade (licença, dependências, etc.)

Gerenciadores de Pacotes

Linha de Comando

  • dpkg - Ferramenta de baixo nível para manipular pacotes .deb
  • apt - Ferramenta moderna (versão 3), interface amigável
  • apt-get - Ferramenta anterior (apt é um front-end melhorado)
  • aptitude - Interface interativa com mais funcionalidades

Ambiente Gráfico

  • Synaptic - Gerenciador gráfico tradicional
  • GNOME Software - Centro de software do GNOME
  • Discover - Gerenciador do KDE Plasma
  • "Lojinhas" - Cuidado com fontes não oficiais

Comandos Básicos

APT

# Atualizar lista de pacotes
apt update

# Pesquisar pacotes
apt search "termo de pesquisa"

# Instalar pacote
apt install nome-do-pacote

# Remover pacote (mantém configurações)
apt remove nome-do-pacote

# Remover completamente (purgar)
apt purge nome-do-pacote

# Atualizar pacotes instalados
apt upgrade

# Atualizar sistema completo (pode remover pacotes)
apt full-upgrade

DPKG

# Listar todos os pacotes instalados
dpkg -l

# Ver arquivos de um pacote instalado
dpkg -L nome-do-pacote

# Instalar pacote .deb local
dpkg -i arquivo.deb

Recomendações

Qual Gerenciador Usar?

  • Para usuários comuns: apt (interface moderna e amigável)
  • Para administração avançada: apt-get (scripts e automação)
  • Para resolução de dependências complexas: aptitude
  • Para manipulação direta de .deb: dpkg

Boas Práticas

  1. Sempre use apt update antes de instalar ou atualizar
  2. Prefira pacotes dos repositórios oficiais
  3. Use purge apenas quando necessário resolver problemas
  4. Mantenha o sistema atualizado com apt upgrade regularmente

Sistemas de Arquivos

Analogia do Estacionamento

Imagine que você tem um terreno de X m² e quer fazer um estacionamento rotativo:

  • Terreno pronto = Partição
  • Preparar (pintar faixas, organizar, cabines) = Formatar (criar sistema de arquivos)
  • Prancheta, método, entrada e saída, pessoa/módulo = Área de controle
  • Estacionar/Guardar carros/Recuperar = Armazenar dados

Agora imagine outro terreno com a mesma metragem, mas para um porto de passageiros:

  • Os carros ficam vários dias e saem todos de uma vez
  • Partição = Mesmo conceito
  • Preparar = Mesmo processo de formatação
  • Área de controle = Mesma estrutura

Diferença fundamental: O modo como os carros são distribuídos é diferente. No primeiro, os carros são mais fáceis de colocar e retirar, mas no segundo cabe mais carros.

Conclusão: Não existe um sistema de arquivos melhor que o outro, existem sistemas de arquivos melhores para usos específicos.

Conceitos Fundamentais

Camadas de Abstração

                    Aplicativos
                        ↓
                    Diretórios
                        ↓
                      Kernel
                        ↓
Módulo Filesystem    Módulo Filesystem    Módulo Filesystem
      ↓                 ↓                      ↓
  Módulo USB        Módulo SATA          Outros Módulos
                        ↓                   
                    Módulo Disco
                        ↓
                      Disco

Importante: No disco não existem diretórios ou arquivos - só existem blocos de 1 e 0. A estrutura de arquivos e diretórios é uma abstração criada para facilitar o entendimento humano.

Inode

O que é Inode? Inode (Index Node) é uma estrutura de dados fundamental em sistemas Unix/Linux que armazena todas as informações sobre um arquivo, exceto seu nome e o conteúdo real dos dados.

O que um Inode contém:

  • Permissões do arquivo (leitura, escrita, execução)
  • Proprietário (UID) e grupo (GID)
  • Tamanho do arquivo
  • Timestamps (criação, modificação, acesso)
  • Ponteiros para os blocos de dados onde o conteúdo está armazenado
  • Contador de links

Exemplo de estrutura:

inode / → dados do / → inode /dir → dados do /dir → inode arq.txt

Curiosidade: Ao apagar um arquivo, os dados não são removidos imediatamente do disco - apenas a referência no sistema de arquivos é eliminada. Por isso é possível recuperar dados com ferramentas especializadas.

Metadados vs Dados

  • Metadados: Informações sobre o arquivo (armazenadas no inode)
  • Dados: Conteúdo real do arquivo
  • Apagar/Mover: Operações que manipulam metadados
  • Formatar: Remove estrutura completa do sistema de arquivos

Sistemas de Arquivos ExtX

Journaling

O que é Journaling? Sistema que mantém um "diário" (journal) das operações que serão realizadas no sistema de arquivos.

Ordem de escrita:

  1. Registrar no journal o que será feito
  2. Executar a operação
  3. Marcar como concluído no journal

Vantagem: Em caso de falha (queda de energia, etc.), o sistema pode recuperar o estado consistente verificando o journal.

Comando sync: Força a escrita imediata de dados pendentes no disco.

Fragmentação e Slack Space

Fragmentação: Ocorre quando um arquivo é dividido em múltiplos fragmentos espalhados pelo disco.

Slack Space: Espaço não utilizado nos blocos alocados para arquivos.

Desfragmentação: Processo de reorganizar os fragmentos de arquivos para melhorar performance.

Tipos de Sistemas de Arquivos

Tipo Descrição
ext2 Antigo, sem journaling
ext3, ext4 Atual padrão do Debian, com journaling
squashfs, ISO-9660 Somente leitura
xfs, jfs, zfs, btrfs Usados em Linux modernos
FAT-32, NTFS, ExFAT Usados no Windows
HFS+ Usado no Mac

Importante: Linux é capaz de ler todos esses sistemas de arquivos.

Verificar Sistemas Suportados

cat /proc/filesystems

Dispositivos e Particionamento

Convenção de Nomes

  • /dev/sdXY - Discos SATA/SCSI
  • /dev/vdXY - Discos virtuais (KVM)
  • /dev/nvme0n1p1 - Discos NVMe

Padrão: tecnologia-X-nY-pZ

  • X → a, b, c...
  • Y → 1, 2, 3...

Esquemas de Particionamento

Tipo Características
GPT Moderno, suporta até 128 partições
DOS/MBR Limitado a 4 partições primárias (ou estendidas/lógicas)

Criar Sistemas de Arquivos

# Formatando com diferentes sistemas de arquivos
mkfs.ext4 /dev/sda1    # Para ext4
mkfs.vfat /dev/sdb1    # Para FAT32
mkfs.reiserfs /dev/sdc1 # Para ReiserFS

Verificar Integridade

fsck /dev/sda1

Problema com Windows: Hibernação pode travar partições no dual boot.

Montagem de Sistemas de Arquivos

Pontos de Montagem Comuns

  • /mnt/ → Backups, dados temporários
  • /media/nome-do-usuario/ → Dispositivos removíveis
  • /dados/ → Dados pessoais (estrutura customizada)

Comando Mount

# Montar dispositivo
mount /dev/sdb1 /mnt/backup

# Montar com opções específicas
mount -t ext4 /dev/sda2 /dados

Verificação de Espaço

Terminal:

df -h                  # Espaço livre em todos os sistemas de arquivos
du -sh /caminho/       # Uso de espaço em diretório específico

Ambientes gráficos: Nautilus, Dolphin, Thunar, etc.

Prática Recomendada

  1. Escolha o sistema de arquivos adequado para seu uso
  2. Monte partições nos diretórios apropriados
  3. Monitore o espaço regularmente
  4. Use journaling para dados importantes
  5. Faça backups regularmente

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